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Tetes de Avaliação adaptação LC hidrofílica

Lag

Lag refere-se à resistência da lente para mover-se com o olho em movimento fora do olhar
primário. Se a lente é móvel, então a lente tenderá a deslocar a centralização da direção
contraria do olhar devido à forma da anatomia da pálpebra. Várias pesquisas mostram
que apenas horizontal lag é diagnóstico do movimento global de lente

Teste “Push-up”

 A lente é empurrada com a borda palpebral inferior

Será avaliado

 O grau de resistência ao empurrar.


 Dificuldade ou a facilidade de retorno a posição anterior

Estas duas observações demonstrará se o movimento está normal, lento ou rápido, que
por sua vez, ajuda avaliar se a lente esta mais demasiada plana (solta) ou demasiada
curva (ajustada).

Atenção: observe a lente olhando no mesmo nível do paciente. Você perceberá melhor
a posição / movimentação da lente

Procedimento:

 Pede-se ao paciente para manter fixo o olhar na posição primária


 Coloca-se o polegar em cima dos cílios, na extremidade do bordo palpebral
 Avisa-se o paciente para não mexer os olhos
 Empurra-se a lente de contato com o bordo palpebral inferior
 Observa-se a resistência que a lente fornece ao empurra-la.
 De seguida, solta se a pálpebra e deixa-se a lente sem apoio.
 Por fim observa-se a velocidade de recuperação da lente de contato na sua
posição anterior
AVALIAÇÃO DA ADAPTAÇÃO PELO CERATÔMETRO

Queratômetro:

 Útil na avaliação das lentes hidrofílicas


 Não tomar nenhuma medida queratométrica,
 Observar apenas a qualidade das miras.

Deve ser usado da seguinte maneira:

 O paciente deve estar com as lentes colocadas


 Coloque o queratômetro no foco
 Não se preocupe com as medidas
 Observe apenas a qualidade as miras (deverão estar nítidas e regulares) Lente
Correta- Miras nítidas - distorcem levemente ao piscar e volta a ficar nítida, é
sinal de lente bem adaptada
 Lente Apertada - Miras distorcidas é sinal que as lentes estão justas ou
desidratadas.
 Lente Solta - Miras nítidas, mas os sinais das miras se afastam muito ao piscar é
sinal que as lentes estão soltas.

ADAPTAÇÃO LC HIDROFÍLICA

Lente correta

Deve oferecer:

 Cobertura total da córnea,


 Boa centralização e flutuação.
 Visão estável, sem oscilações.
 Conforto.
 Boa resposta fisiológica (olhos claros sem alterações)

Se na avaliação for observada uma pressão da borda sobre os vasos da conjuntiva é


sinal de má adaptação Significa que a circulação sanguínea fica interrompida

Lente hidrófila Plana – Adaptação aberta:

Sinais:

 Sem Resistência no movimento no teste de “push- up” e rápida recuperação.


 Excesso de movimento geral
 Fraca centralização da lente.
 Cobertura corneal descentrada
 Muito “Lag” nos movimentos laterais.
 Exposição corneal.
 A lente não cobre toda a córnea
 Possível redução da acuidade visual.
 Sensação da presença da lente.
 Possível surgimento de hiperemia

Alterações a fazer:

 Diminuir o raio de curvatura.


 Aumentar o diâmetro total da lente.

Consequências: Hiperemia límbica e bulbar na área exposta após algumas horas de uso
Pontilhado corneano persistente.

Lente hidrófila curva – fechada

Características de adaptação:

 Pouca ou nenhuma mobilidade


 Resistência no movimento do teste de “push-up” e recuperação lenta.
 Pouco movimento geral
 Boa centralização da lente
 Pouco “Lag” nos movimentos laterais

Sinais:

 Visão deficiente.
 Ardor (ou dor)
 Sensação: da presença da lente,
 Olho seco
 Desconforto Consequências:
 Hipertrofia Limbar
 Ceratite
 Infiltrados

Causas:

 Compressão por Desidratação – (enrugamento)


 Lente Justa
 Depósitos de proteína na Lente
 Lente Velha
 Pode causar Neovasos e levar a Síndrome de Lente Imóvel

Alterações a fazer:

 Aplanar a CB (aumentar raio) e manter o diâmetro


 Reduzir o diâmetro e manter a CB da lente
 Mudar desenho ou espessura da lente.

Bista Florindo Luís caetano

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