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Educação Ambiental

De acordo com os fundamentos da educação ambiental e da PNEA, a educação ambiental deve ser
abordada de forma interdisciplinar, abrangendo todas as áreas do conhecimento, não devendo se restringir
a uma disciplina específica no currículo. O conceito de Educação Ambiental varia de interpretações, de
acordo com cada contexto, conforme a influência e vivência de cada um.
No Brasil, a educação ambiental assume uma perspectiva mais abrangente, não restringindo seu
olhar à proteção e uso sustentável de recursos naturais, mas incorporando, fortemente, a proposta de
construção de sociedades sustentáveis.
A educação ambiental é a ação educativa permanente pela qual a comunidade educativa tem a
tomada de consciência de sua realidade global, do tipo de relações que os seres humanos estabelecem entre
si e com a natureza, dos problemas derivados de ditas relações e suas causas profundas. Ela desenvolve,
mediante uma prática que vincula o educando com a comunidade, valores e atitudes que promovem um
comportamento dirigido a transformação superadora dessa realidade, tanto em seus aspectos naturais como
sociais, desenvolvendo no educando as habilidades e atitudes necessárias para dita transformação.
A educação ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificações de conceitos,
objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender
e apreciar as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. A educação
ambiental também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a
melhora da qualidade de vida.
Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade
constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a
conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua
sustentabilidade.

História
A I Conferência das Nações Unidas para o meio ambiente e desenvolvimento (1972) marca um
processo de criação de profissionais e pessoas pelo mundo com uma visão voltada as discussões do meio
ambiente e seus afins, como sustentabilidade. A partir da Conferência de Estocolmo, a educação ambiental
se contextualiza.
Em 1975, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
promoveu, em Belgrado (Iugoslávia), o Encontro Internacional de Educação Ambiental, criando o
Programa Internacional de Educação Ambiental – PIEA, que apresenta um conjunto de princípios e
diretrizes para o desenvolvimento da área.
Logo em seguida, em 1977, aconteceu a Primeira Conferência Intergovernamental de Educação
Ambiental, em Tbilisi (Rússia), organizada pela UNESCO com a colaboração do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que gerou um documento onde constam os objetivos, funções,
estratégias, características, princípios e recomendações da educação ambiental, que servem como base para
a prática dos educadores ambientais no mundo inteiro até os dias atuais.
Em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, aconteceu a Conferência sobre o Meio Ambiente e
Desenvolvimento (Rio-92) para avaliar a situação ambiental do mundo e as mudanças ocorridas desde a
Conferência de Estocolmo. De forma paralela a esse evento, ocorreu a 1ª Jornada Internacional de Educação
Ambiental, que gerou três documentos que são referência para a prática de educação ambiental: Agenda
21, Carta Brasileira para a Educação Ambiental e o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades
Sustentáveis e Responsabilidade Global.
Em 2012, foi publicado, na III Conferência Brasileira de Gestão Ambiental, o estudo “Educação
Ambiental Virtual”, elaborado pelos gestores ambientais Cássio Bergamasco e Virgínia Lages. Tal estudo
abordou a aplicação da educação ambiental no ambiente virtual; evidenciou a viabilidade financeira de
projetos semelhantes; e demonstrou o alto nível de engajamento social em relação às temáticas ambientais
cotidianas.

Referências
LOUREIRO, Carlos Frederico (2004). Educação Ambiental Transformadora. brasília: Ministério do
Meio Ambiente
Guimarães, Mauro (2000). Educação Ambiental: no consenso em embate? Campinas: Papirus
«Abordagens lúdicas no ensino de física enfocando a educação ambiental» (PDF)
«Rita Mendonça "O educador ambiental ensina por suas atitudes"». Nova Escola
AZEVEDO-SANTOS, V.M.; PELICICE, F.M.; LIMA-JUNIOR, D.P.; MAGALHÃES, A.L.B.;
ORSI,M.L.; VITULE, J. R. S., AGOSTINHO, A.A. How to avoid fish introductions in Brazil: education
and information as alternatives. Natureza & Conservação. 2015.
«Educação Ambiental Virtual» (PDF)
Bibliografia
Fórum das ONGS. Meio Ambiente e Desenvolvimento: uma visão das ONG's e dos Movimentos Sociais
Brasileiros. Rio de Janeiro, 1992, 190p.
UNESCO. LE Programme International D'Éducation Relative á L'Énvironnement. (UNESCO-PNUE).
Paris, 1993, 40p.