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JOBARROS

CENTRO DE FORMAÇÃO TÉCNICO PROFISSIONAL

MATERIAL DE APOIO PARA OS FORMANDOS

CONTABILIDADE GERAL

Formador(a) Secretário(a)

Luanda/2019
JOBARROS

CENTRO DE FORMAÇÃO TÉCNICO PROFISSIONAL

CONTABILIDADE GERAL

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 HISTORIAL DA CONTABILIDADE
 DEFINIÇÃO E FUNÇÕES
 RAMOS DA CONTABLIDADE
 CONCEITO E CARACTERISTICA DA EMPRESA
 CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE EMPRESAS
 CONCEITO DE PATRIMÓNIO
 CLASSIFICAÇÃO E ESTUDO DO PATRIMÓNIO
 TIPOS DE PATRIMÓNIO
 INVENTÁRIO
 BALANÇO
 CONTAS E CLASSES
 REGRAS DE MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS
 OPERAÇÕES COM RAZÃO
 DIÁRIO
 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO
 BALANCETE
 BALANCETE FINAL
 BALANÇO FINAL
 OBJECTIVOS E FINALIDADES
HISTORIAL DA CONTABILIDADE

Desde os tempos remotos, já existia trocas de bens e mercadorias e até existe registros
sobre os fatos, os impostos já se faziam com escritas de forma rudimentar em tabletes de
barro cozido e placas de madeira ou pedra, para registrar os pagamentos de serviços.

A contabilidade do mundo medieval apareceu em 1494, quando Lucas Paccioli,


enfatizou o a teoria das partidas dobradas do débito e do crédito, correspondente a números
positivos e números negativos, contribuindo para inserir a contabilidade entre os ramos do
conhecimento humano.

A contabilidade pelo homem primitivo já tinha como objetivo o patrimônio,


representado pelos bens adquiridos da natureza, contabilizando de forma rudimentar, na sua
cabeça os rebanhos e outros, até encontrar forma mais eficientes para processar seus registros,
, através dos desenhos e gravações nas cavernas, que representavam as espécies adquiridas.
Nas tábuas de argilas gravavam-se as caras dos animais que se queriam controlar e o número
correspondentes às cabeças existentes. Assim, foi surgindo o inventário, classificados pelos
rebanhos, metais, escravos, etc.

A Contabilidade foi crescendo em consequência das necessidades geradas com o


surgimento do capitalismo no século XII e XIII, quando o trabalho escravo deu lugar ao
trabalho assalariado, tornando os registros mais complexos, quando finalmente no final do
século XIII apareceu a conta capital. Com o método das partidas dobradas, surgido na Itália,
implicou o aparecimento e adoção de outros livros que tornassem mais analítica a
Contabilidade, surgindo então o Livro da Contabilidade de Custos.

No inicio do século XIV surgiram os registros de custos comerciais e industriais,


custo de aquisição, custo de transporte e dos tributos, juros sobre capital. A partir de 1517
começa a fase moderna da Contabilidade com o aparecimento do inventário e como fazê- lo,
surgiram também os livros mercantis: Diário, razão e sobre a autenticação deles; livros sobre
registros de operações: aquisição, permuta, sociedade, etc.; sobre contas em geral, como abrir
e como encerrar, contas de armazenamento, lucros e perdas, sobre arquivamento de contas e
documentos.
DEFINIÇÃO E FUNÇÕES

Acontablidade é uma ciência de natureza económica que tem como objecto produzir
informação, para possiblitar o conhecimento do passado, presente e futuro da realidade
económica em termos qualitativos e quantitativos, a todos os seus níveis organizativos,
mediante a utilização de um método específico apoiado em bases suficientemente tratadas,
com o fim de facilitar a adoção das decisões financeiras e as de planificação e controlo
interno.

Alguns pensadores da ciência contábil indicam que o principal objetivo da


contabilidade é fornecer informações estruturadas através de documentos contablisticos de
qualidade e que permitam ao usuário tomar decisões gerenciais. A contablidade tem como
função registar, organizar, demonstrar analisar e acompanhar as modificações do património
em virtude da actividade económica ou social que a empresa exerce no contexto económico.

RAMOS DA CONTABLIDADE

Existem vários tipos e ramos de contabilidade, dentre eles destacam-se:

Contabilidade Financeira, Contabilidade Fiscal, Contabilidade Governamental,


Contabilidade Rural, Contabilidade Bancária, Auditoria, Perícia, Contabilidade Social,
Contabilidade Gerencial.

O mercado é muito âmplo e apresenta várias alternativas profissionais, porém nao


importa o tipo de contablidade, o fundamental é que a informação contabilística seja sempre
confiavel, agil, elucidativa e principalmente como fonte para tomada de decisões.

CONCEITO DE EMPRESA
A empresa é uma organização capaz de produzir e ofertar produtos (bens e Serviços)
que possam satisfazer as necessidades e desejos das pessoas, e com isto alcançar os
objectivos, sustentablidade e continuidade. Em outras palavras, uma empresa cria riquesa e
existe para atender aos interesses da sociedade.

Uma organização empresarial é também um sistema ténico, composto por métodos e


processos de trabalho, tecnologia, estrutura organizacional, normas e procedimentos, em
funcionamento para atingir objectivos.

CARACTERISTICA DA EMPRESA

Abrir uma empresa e se tornar referência de mercado é o sonho de qualquer


empreendedor. Mas, quem quer estar à frente de um negócio precisa, antes de tudo, se
informar e se familiarizar com o ramo empresarial para que não haja grandes problemas
durante o percurso. Quem já passou por isso, sabe o quanto pode ser difícil conseguir
prosperar no meio empresarial e alcançar os objetivos desejados. O caminho para o sucesso
pode ser longo, mas se você adotar algumas práticas em sua empresa ficará mais fácil
conseguir conquistar o reconhecimento almejado.

Uma empresa tem várias características, listamos abaixo 3 características que nos
servirá de base para o nosso estudo, que são:

Planejamento eficiente: Quem abre uma empresa precisa saber onde quer chegar.
Portanto, o primeiro passo é traçar um planejamento estratégico, deixando claro quais são as
metas e objetivos da empresa e quais são os caminhos para alcançá-los.

Gestão de pessoas: As empresas sabem da importância que os funcionários têm para


alcançar o crescimento desejado e entregar resultados positivos. Pensando nisso, é preciso
adotar um modelo de gestão de pessoas eficientes, que seja capaz de criar um ambiente de
trabalho produtivo e alinhado com os objetivos da empresa.

Boa comunicação: Quantos problemas em empresas não foram causados por uma
simples falha na comunicação? A boa comunicação é reconhecida como mais uma das
características de empresas por promover a integração entre a equipe e garantir que as
atividades sejam executadas corretamente. Ela não se resume apenas à transmissão de
informações, mas sim, a um processo que permite a troca de mensagens eficientes entre dois
lados, garantindo total sincronia e dinamismo nos processos da empresa.

CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE EMPRESAS

A classificação das empresas pode ser dada de várias formas, pois para cada categoria
existe um tipo de empresa que se encaixa. Cada dia que passa, consiguimos ver cada vez
mais pessoas que procuram trabalhar de forma autônoma. Alguns abrem pequenos negócios,
outros buscam maneiras de abrir uma empresa própria, mas o que muitos esquecem, é de
como são classificadas as empresas. A seguir, iremos abordar os principais tipos de
classificação e como cada uma se adequada a determinadas empresas.

Principais tipos de classificação das empresas Por setor

 Comercial – Se enquadram nesse setor, empresas que comercializam


determinados tipos de produtos, como lojas de vestuário.
 Industrial – Fazem parte desse setor, as empresas que produzam algum tipo
de produto, indústrias de bebidas em geral, por exemplo.
 Agrícolas – Estão presentes nesse tipo de setor, empresas estabelecidas em
zonas rurais, como indústrias que trabalham na plantação de frutas.
 Prestação de Serviços – São elegíveis a esse setor, as empresas que ofereçam
algum tipo de serviço à população em geral, como escolas etc.

Pelo porte ou tamanho

 Microempresa – No máximo 19 colaboradores;


 Pequena Empresa – De 20 a 99 funcionários;
 Média Empresa – De 100 a no máximo 499 funcionários;
 Grande Empresa – A partir de 500 funcionários;
Pelo porte ou tamanho – Para prestadores de serviços ou Comércios

 Microempresa – No máximo 9 funcionários;


 Pequena Empresa – De 10 até no máximo 49 colaboradores;
 Média Empresa – De 50 até no máximo 99 funcionários;
 Grande Empresa – A partir de 100 funcionários;

De acordo com o caráter jurídico

 Empresa Individual – Se refere ao profissional que desempenha a atividade


econômica de produtos ou bens. Os profissionais que antes eram tidos como
firmas individuais, hoje são chamados de empresários.
 Empresa Coletiva – Consiste em duas ou mais pessoas, que juntas
desenvolvem atividade econômica de bens e produtos.
 Sociedade Simples – Consiste na sociedade de duas ou mais pessoas, que
exerçam atividade que não caracterize atividade econômica. Um exemplo
claro disso, é quando duas pessoas abrem um escritório de contabilidade.

Essas são as principais categorias para classificação das empresas.

O PATRIMÓNIO

Todos sabemos que o ser umano é um ser socia, logo, estabelece relaçoes de
interdependencia com os restantes elementos da sociedade.

Sendo assim, para sobreviver e afirmar-se, o ser humano tende adquirir certos
produtos que denomina de “seus”, assim como tende a solicitar empréstimos a particulares
ou a entidades bancárias para os poder adquirir.

O património é um conjunto de bens, direitos e obrigação pertencente a uma entidade


jurídica num certo momento.

Vamos exemplificar para a compreenção se tornar mais simples.


O Sr. Costa dos Santos, no domingo passado decidiu elaborar a seguinte listagem:

 Dinheiro em caixa
 Dinheiro depositado no banco
 Automóvel
 Mobiliário diverso
 Dívida a receber de Luis e Maria
 Duas letras por pagar respeitantes ao altomével

Apartir dos dados acima encionados podemos identificar três categorias de elementos
patrimoniais distintos:

- Os bens (o dinheiro, o automóvel e o mobiliário).

- Os direitos (as dívidas a receber)

- As obrigações (duas letras do automóvel).

Esquema do património do Sr Costa dos Santos.

Património Bens Direitos Obrigações

Dinheiro
viaturas
mobiliáo
máquinas Dívidas a pagar Dívidas a receber

CLASSIFICAÇÃO DO PATRIMÓNIO

Consideremos agora o património do Sr. Lourênço Caxito, que se dedica ao comércio


de gindungo e que iniciou essa actividade em 1 de julho de 2014.

1. Dinheiro em cofre
2. Dinheiro para gastos domésticos
3. Gindungo “Uíge” embalado
4. Carrinha para transporte das embalagens de gindungo
5. Máquina de embalagem
6. Mobiliário da Habitação
7. Dívida a receber de Lukau & Bessa relativa à venda de gindungo
8. Automóvel para uso familiar
9. Letra a receber de António relativa à venda de gindungo
10. Dívida a pagar à sociedade de Nsuka Soluções LDA
11. Empréstimo banco BIC para desenvolvimento da actividade.

Repare que neste tipo de listagem podemos identificar dois tipos de património, com
características diferentes:

Património particular ou individual:


Conjunto de bens direitos e obrigações meramente pessoais (2+6+8).

Património comercial ou (empresarial):


Conjunto de bens, direitos e obrigações directamente relacionados com a
actividade da empresa.(1+3+4+5+7+9+10+11).

Vamos supor que o Sr. Lourênço Caxito pretende determinar o valor do seu
património comercial naquela data. Para o efeito recorreu aos elementos de valorimetria
disponiveis nos registos contablisticos e apresentou a seguinte listagem:

1. Dinheiro em cofre ....................................................................................................100.000


2. Gindungo “Uíge” embalado..................................................................................1.100.000
3. Carrinha para transporte das embalagens de gindungo ........................................3.000.000
4. Máquina de embalagem ....................................................................................2.000.000
5. Dívida a receber de Lukau & Bessa relativa à venda de gindungo..........................150.000
6. Letra a receber de António relativa à venda de gindungo .......................................650.000
7. Dívida a pagar à sociedade de Nsuka Soluções LDA ..............................................200.000
8. Empréstimo do banco BIC para desenvolvimento da actividade.........................3.800.000

Nota
1+2+3+4 Representam Bens
5+6 Representam Direitos
7+8 Representam Obrigações
 Os bens valem 6.200.000
 Os direitos valem 800.000
 As obrigações valem 4.000.000

Valor do património = 6.200.000 + 800.000 – 4.000.000


=3.000.000

Então o valor do património obtem-se do seguite modo:

Equação fundamental da contablidade

Valor do Património = Bens + Direit - Obrigações


os

ELEMENTOS PATRIMONIAIS ACTIVOS E PASSIVOS

Vamos agora tentar organizar os elementos do património:

Bens
+ Obrigações
Direitos

Isto é, recomendado ao património do Sr. Lourênço Cxito, temos:


Património do comerciante Lourênço Caxito

-DINHEIRO EM COFRE -DÍVIDA A PAGAR À SOCIEDADE DE NSUKA


-GINDUNGO “UÍGE” EMBALADO
os
SOLUÇÕES LDA
-CARRINHA PARA TRANSPORTE DE GINDUNGO -EMPRÉSTIMO DO BANCO BIC
-MÁQUINA DE EMBALAGEM
-DÍVIDA A RECEBER DE LUKAU & BESSA
-LETRA A RECEBER DE ANTÓNIO
Observando o esquema anterior, podemos concluir que se verificou uma partiçao nos
elementos que constituem o património da empresa.

 Os elementos que vão ser representados do lado esquerdo do esquema (os bens
e os direitos) representam positivamente o património.
 Os elementos que vão ser representados no lado direito do esquema (as
obrigações) representam negativamente o património.

Então o esquema anterior poderá assumir-se da seguinte forma:

Activo.............7.000.000 Passivo..........4.000.000

O valor do património (ou Capital Própio) poderá agora ser obtido pela diferênça
entre o Activo e o Passivo.

VALOR DO PATRIMÓNIO = ACTIVO - PASSIVO

Valor do Património do Sr.Lorênço Caxito = 7.000.000 – 4.000.000

=3.000.000

Podemos assim representar as massas patrimoniais gerais (Activo, Passivo e Capital Própio)
da seguinte forma

Notas:

 O ACTIVO correspondente àquilo que a empresa tem.


 O PASSIVO correspondente àquilo que que a empresa deve
 O CAPITAL PRÓPIO representa o valor do património que corresponde ao
valor que resta se, com aquilo que tem, a empresa pagar “aquilo” que deve

CAPITAL O que resta a empresa, depois de pagar o que


ACTIVO PRÓPIO deve com o que tem
O QUE A EMPRESA TEM Obrigações.
PASSIVO
O que a empresa deve.
INVENTÁRIO

Inventário: É uma listagem dos elementos patrimoniais, cm ndicação do preço


unitário, das quantidades e dos respectivos valores.

Fases do inventário

O inventário obedece as seguintes fases:

Identificação: Verificação dos elementos patrimoniais existentes

Descrição e Classificação: Representação dos elementos pelas contas e massas

Valorização: Atribuição de um valor a cada elemento patrimonial.

Estrutura do Inventário

Designação Únidade Fís Quantidade Preço Unitário Valor


Activo
Activo ñ corrente
x Ouro 3 100.000 300.000
x 4 10.000 40.000

Sub-total 340.000
Activo corrente
x 2 20 40
x 3 50 150

Sub-total 190
Total do Activo 340.190

Passvo
Passivo ñ corrente
x 3 10 30
x 4 20 80

Sub-total 110
Passivo corrente
x 5 20 100
x 1 20 20

Sub-total 120
Total do Passivo 230
BALANÇO PATRIMONIAL

Balanço: é um docmento contablistico que compara o activo e o passivo evidenciando


a situação líquida ou capital própio.

Estrutura e representação gráfica

A estrutura do balanço deve obedeer ao modelo modelo apresentado graficamente em


quadros ou mapas constantes no plano geral de contablidade (PGCA), de duas maneiras:
Balanço vertical, Balanço orizontal.

Balanço vertical: É o balanço que aparece primeiramente o activo e depois o Capital


Própio ou Situação líquida e por últmo Passivo.

Estrutura do balanço vertical

DESIGNAÇÃO VALOR
Activo

Capital própio ou SL

Passivo
Balanço orizontal: É o balanço em que o activo aparece a esquerda, e o capital própio
e o passivo, à direita.

Estrutra do balanço orizontal


ACTIVO CP + P Valor

Nota: O modelo orizontal é o mais utilizado.

Equação geral do Balanço

ACTIVO (A) – PASSIVO (P) = CAPITAL PRÓPIO (CP)

ACTIVO = SITUAÇÃO LÍQUIDA (SL) + PASSIVO


Classificação do Balanço

Os balanços podem ser classificados com “sintéticos e Analíticos”.

Sintético: São aqueles que apresentam apenas as contas principais .

Analítico: São aqueles que apresentam não só as contas principais como também as
subcontas, neste caso podemos dizer que o balanço analítico apresentaa composição das
massas patrimoniais do activo e passivo e a situação líquida ou capital própio com bastante
pormenor, ou seja de uma forma detalhada.

Objectivo do balanço

Em regra geral, os balanços são elaborados com dois objectivos:

1. Apurar a situação real do património em certo momento.


2. Determinação dos resultados financeiros e económicos num dado período.

Obrigatoriedade do balanço

De acordo com as disposições legais vigentes, o balanço deverá ser:

a) Elaborado periodicamente e referido à 31 de dezembro a cada ano.


b) Representado gráficamente de acordo com o modelo obrigatório integrado no
diploma que oficializa o plano geral de contablidade (PGC).
c) Publicados nos orgãos de informação mais lidos no país,por exemplo, o jornal de
maior tiragem.

CONTAS E CLASSES

Conta é um conjunto de elementos patrimoniais com características comuns e


específicas e que se expressa em virtudes monetárias. De acordo com o PGCA, as classes
estão classificadas da seguinte forma:

1. Meios Fixos e Investimentos


2. Existências
3. Terceiros
4. Meios Monetários
5. Capital e Reservas
6. Proveitos e Ganhos por Natureza
7. Custos e Perdas Operacionais
8. Resultados

As classes anteriormente apresentadas são ainda constituidas por um vasto grupo de


elementos, de acordo com as características da conta.

Cada elemento patrimonial pertence a uma conta, a qual tem um título e uma
correspondente extenção em unidades monetárias, que representam as características de uma
conta.

Consoante as características de uma conta, assim será consderado um tipo de conta,


pois estas classificam-se em contas do activo, passivo ou capital própio.

Meios fixos e investimentos

Esta classe inclui os bens detidos com continuidade ou permanência e que não se
destinem a ser vendidos ou transformados no decurso normal das operações da entidade, quer
sejam de sua propiedade, quer estejam em regime de locação financeira.

Esta classe de conta apresenta as seguintes subcontas:

11- Imobilizações Corpóreas

12- Imobilizações Incorpóreas

13- Investimentos Financeiros

14- Imobilizações em Curso

18- Amortizações Acumuladas

19- Provisões para investimentos Financeiros

11- Imobilizações Corpóreas: São intens fáceis de identificar e valorizar, pois tem
suporte físico e são detidos para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços, para
arrendamento a outros ou para fins administrativos, os quais se espera que sejam usados
durante mais do que um período. Imobilizações Corpóreas não se destinam a ser vendidos ou
transformados, são utilizados no desenvolvimento da actividade financeirada empresa,
mantêm-se na empresa por um período superior a um ano.

A conta 11- Imobilizações Corpóreas corresponde as seguintes subcontas:

111- Terrenos e recursos naturais

112- Edifícios e outras construções

113- Equipamento básico

114- Equipamento de carga e transporte

115 Equipamento administrativo

116- Terras e vasilhames

119- Outras Imobilizações Corpóreas

12- Imobilizações Incorpóreas: São meios mais difíceis de identificar e valorizar,


uma vez que não têm substância física.

A conta 12 imobilizações incorpóreas compreende as seguintes subcontas:

121-Trespasses

122- Despesas de investigação e de desenvolvimento

123- propiedade industrial e outros direitos e contratos

124- Despesas de constituição

129- Outras Imobilizações incorpóreas

13- Investimentos Financeiros: Esta conta integra as aplicações financeiras de


carácter permanente.

Compreende as seguintes subcontas:

131- Empresas subsidiárias


132- Empresas associadas

133- Outras Empresas

134- Investimentos em Imóveis

135- Fundos

139- Outros investimentos financeiros

14- Imobilizações em curso: E uma conta onde serão contablizadas os equipamentos


adquiridos e/ou substituidos ainda não concluidos à data de encerramento do exercício.

A conta 14- Imobilizações em Curso compreende as seguintes subcontas:

141- Obra em curso

142- Obra em curso

147- Adiantamentos por conta de imobilizado corpóreo

148- Adiantamentos por conta de imobilizado incorpóreo

149- Adiantamentos por conta de investimentos financeiros

18- Amortizações Acumuladas: A perda de valor ou desgaste do equipamento é


inevitável, pois com o decorrer do tempo, os bens vão perdendo valor contablístico devido à
sua utilização. Esta perda de valor deve ser contablizada anualmente, seguindo critérios
fisicamente aceites.

18- Amortizações Acumuladas: É uma conta onde se regista a desvalorização


contablística de um bem, devido à sua utilização.

A conta 18- amortizações acumuladas compreende as seguintes subcontas:

181- Imobilizações corpóreas

182- Imobilizações Incorpóreas

183- Investimentos financeiros em imóveis.


Os cálculos das amortizações são feitos com base no seguinte cálculo das quotas de
amortizações:

Quota de amortização: equivale à perda de valor contabilistico do imobilizado


durante um exercício económico.

Para se calcular a quota de amortização, temos de conhecer as seguintes variáveis:

Valor de aquisição do equipamento: Valor que está registado na conta 11-


imobilizações corpóreas

Valor residual: Valor que a empresa atribui ao equipamento no fim da sua vida util.

Período de vida útil: Número de anos que a empresa prevê para o funcionamento do
equipamento.

Taxa de amortização: Taxa a ser consultada no código do impósto industria.

EXISTÊNCIA

Existências: Esta classe inclui os inventários/existências:

 Detidos para venda no decurso da actividade empresarial


 No processo de produção para essa venda
 Na forma de matérias consumíveis a serem aplicados no processo de produção
ou na prestação de serviços.

Esta classe compreende as seguintes subcontas:

21- Compras

22- Matéria- Primas, subsidiárias e de consumo

23- Produtos e trabalhos em curso

24- produtos acabados e intermediários

25- Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos


26- Mercadorias

27- Matérias-primas, mercadorias e outras matérias em trânsito

28- Adiantamentos por conta de compras

29- Provisões para depreciação de existências.

TERCEIROS

Esta classe destina-se a registar as operações relacionadas com clientes, fornecedores,


pessoal, estado e outros entes públicos, financiadores, acconistas, bem como outras
operações com terceiros que não tenham cabimento nas contas anteriores ou noutras classes
específicas.

Incluem-se ainda nesta classe os outros valores a receber e a pagar (para permitir o
registo dos gastos e dos rendimentos nos períodos a que respeitam) e as provisões.

Contudo, será aqui especificada a movimentação das contas 31 a 36, movimentadas


com mais frequência no decorrer de qualquer exercício económico.

MEIOS MONETÁRIOS

Esta classe destina-se a registar os meios financeiros líquidos, que incluem quer o
dinheiro e depósitos bancários quer todos os activos ou passivos financeiros, cujos valores
sejam reconhecidas na demonstração de resultado.

Esta classe inclui as seguintes contas:

41- Títulos negociaveis

42- Depósito a praso

43- Depósito a ordem


45- Caixa

49- Provisões para aplicação de tesouraria

CAPITAL E RESERVAS

É nesta classe que se registam os valores referentes ao capital e as diferentes formas


de este ser constituido, bem como as reservas enquanto ajustamentos monetários possíveis
de se efectuar.

O capital, também denoinado de capital social, é o valor com que cada empresa inicia
a sua actividade. Este valor pode ser constituido por meios monetários e de outra natureza.

PROVEITOS POR NATUREZA

Esta classe inclui os rendimentos e os ganhos respeitantes ao período.

Ela compreende as seguintes subcontas:

61- Vendas

62- Prestação de serviços

63- Outos proveitos operacionais

64- Variações nos inventários de produtos acabados e de produção em curso

65- Trabalhos para própia empresa

66- proveitos e ganhos financeiros gerais

67- proveitos e ganho financeiros em fliais e associadas

68- outros proveitos e ganhos não operacionais

69- proveitos e ganhos extraordinários.


CUSTOS POR NATUREZA

Esta classe inclui os custos e os gastos respeitantes ao período.

Ela compreende as seguintes subcontas:

71- Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas

72- Custo com o Pessoal

73- Amortização do exercício

75- Fornecimento e serviços de terceiros

76- Custos e perdas operacionais

77- Custos e perdas financeiros em filiais e associadas

78- Outros custos e perdas não operacionais

79- Custos e perdas extraordinários

RESULTADOS

Esta classe destina-se a apurar o resultado líquido do período. Apresenta como


subcontas as seguintes:

81- Resultados transitados

82- Resultados operacionais

83- Resultados financeiros

84- Resultados financeiros em filiais e associadas

85- Resultados não operacionais

86- Resultados extraordinárias


87- Impostos sobre lucros

88- Resultados líquidos do exercício

REGRAS DE MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS

Contas é o agrupamento de elementos patrimoniais com características semelhantes


(comuns), expresso em unidades monetárias.

As contas classificam-se em:

1. Compreenção: Deve-se evidenciar o mais claro possível o código e o título


da conta.
2. Extenção: Refere-se ao valor da conta expresso em unidades monetárias;
Este valor aumenta e diminui em função das operações ou acontecimentos
que ocorrem na empresa.

Toda conta gosa de três características fundamentais:

1. Titularidade: Toda conta deve evidenciar o claro possível o seu título


2. Homogeniedade: Todos elementos com características iguais ou
semelhantes devem fazer parte da mesma conta.
3. Integralidade: Representa o agrupamento total ou geral de todos elementos
patrimoniais com as mesmas características.

Representação gráfica

As contas são representadas graficamente num T que é o famoso razão:

Código da conta

Extenção Extenção
REGRAS DE MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS

1. As contas do activo são debitadas pelas suas extenções iniciais e pelos


aumentos e creditadas pelas diminuições.
2. As contas do passivo são debitadas pelas diminuições e creditadas pela
sua extenção inicial e pelos aumentos.
3. As contas de custos são debitados sempre que a empresa suporta um
custo, e são creditadas pelas devoluções e pelas tranferências para as
contas de resultado isto é no final do exercício económico.
4. As contas de proveitos são creditadas sempre que a empresa obtem um
proveito ou benefício, e são debitadas pelas devoluções e pelas
transferencias para as contas de resultados, isto é no final do execício
económico.

OPERAÇÕES COM RAZÃO

Neste ponto, vamos consolidar o que ao longo dos assuntos abordados no material,
com conceitos como activo, passivo, debitar e creditar. Em contabilidade, os elementos
patrimoniais positivos são designadoa por passivos, enquadrando-se no que definimos
anteriormente enquanto activo = bens e direitos e passivo = obrigações.

Bens Obrigações
+
Direitos
ACTIVO PASSIVO

Debitar e creditar

Organização é uma peça fundamental na contabilidade, logo, é essencial que os


dados registados sigam uma representação gráfica uniforme.
D (DEVE) REPRESENTAÇÃO DA CONTA H(HAVER)

1ª Coluna 2ª Coluna

Débito Crédito

Saldo: Diferença entre a soma dos débitos (D) e a soma dos créditos (C)

O saldo apurado é devedor (SD), quando a soma dos débitos for maior que a soma
dos créditos. (se Débitos >Créditos. Saldo devedor)

O saldo sera nulo se a soma dos débitos for igual a soma dos créditos (se Débito =
Crédito. Saldo Nulo)

O saldo será credor (SD) se a soma dos débitos for menor a soma dos créditos ( se
Débito<Créditos. Saldo Credor).

DIÁRIO

O diário é um documento contablístico que serve para registar dia a pós dia cada um
dos actos praticados pela empresa que afectam o seu património.

Obedecendo o princípio do equilíbrio, todos os débitos devem ser igual a todos os


créditos.

 Os mvimentos no diário contablístico da empresa representa os seguintes critérios:


 Os números e registos de movimentação
 A preposição “a” representa os movimentos a crédito
 Todas as contas a debitar ficam no lado esquerdo e as contas a crédito no lado
direito.
 Colocar o histórico, e justificar o lançamento efectuado.
Estrutura do diário contablístico

Nº a) Contas Designação Débito Crédito


Activo
11 Imob Corpóreas 30.000,00
31 Clientes 70.000,00
1 Passivo
32 Fornecedor 25.000,00
Capital própio
51 65.000,00
Capital Social
H: Lançamentos das contas no diário

Total

BALANCETE

O balancete é uma técnica bastante usada pelos responsaveis da contablidade, para


veroficar se os lançãmento ocorridos nm certo período, estejam certos

O balancete tem como estudo o princípio das partidas dobradas.

Representação do Balancete

Movimentos Saldos
Nº Contas
Débito Crédito Devedor Credor

Total

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO

Geralmente é conhecida como “DRE”, que tem como finalidade, apresentar o


resultado económico em determinado período, isto é: quando os proveitos forem maior que
os custos e despesas, ab DRE acusará lucro.
Pontos a considerar:

1. Quando os proveitos forem maior que os custos o reultado será positivo.


Proveitos > Custos = (+)
2. Quando os proveitos forem menor que os custos, o saldo será negativo.
Proveitos < Custos = (-)
3. Quando o total de proveitos for igual ao total de custos, o saldo será nulo.
Proveitos = Custos = (0)

Representação

Contas Custos/perdas Valor Contas Proveitos/ganhos Valor

72 CEC/CMV 40.000,00 61 Proveitos 100.000,00

88 R.L.E 260.000,00 61 Proveitos 200.000,00

&&&&&& TOTAL 300.000,00 &&&& TOTAL 300.000,00