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CICLO BIOLÓGICO

DO HOMEM
CICLO BIOLÓGICO DO
HOMEM
A espécie humana reproduz-se A recombinação genética assegura
sexuadamente com participação de descendência com grande
indivíduos de sexo diferente variabilidade

O ciclo de vida é diplonte e a meiose pré-gamética

SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO


Funções básicas

Génese de espermatozóides e seu


armazenamento
Transporte e libertação de
Produção de secrecções que, esperma
com os espermatozóides, formam o
esperma Copulação
MORFOLOGIA

(vista lateral)

(vista frontal)
MORFOLOGIA
MORFOLOGIA E FUNÇÕES ESPECÍFICAS
ESTRUTURA DOS TESTÍCULOS
Cada testículo divide- Cada lóbulo testicular
Os túbulos seminíferos
se em cerca de 250 possui 1 a 4 túbulos
convergem para uma zona
lóbulos testiculares. seminíferos enrolados e
de ligação ao epidídimo
inseridos num tecido rico
em vasos sanguíneos.

Gametogénese
Conjunto de transformações que conduz
à formação de gâmetas a partir das suas
células percursoras diplóides. Nos
testículos designa-se espermatogénese.

ESPERMATOGÉNESE
Processo de diferenciação das
espermatogónias (2n) em
espermatozóides (n). Ocorre nos
túbulos seminíferos.
ESPERMATOGÉNESE
Entre os túbulos surgem células
1
intersticiais ou de Leydig, onde
ocorre a produção de testosterona, 2
hormona responsável pelos
3
caracteres sexuais secundários e
pela espermatogénese 4
5
6

Legenda:
1 - Túbulo seminífero
2 - Células germinativas
3 - Capilar sangíneo
4 - Células de Sertoli
5 - Lúmen
6 - Células de Leydig
ESPERMATOGÉNESE
Espermatozóide
Espermatídeo Lúmen
Espermatócito II Células de
Espermatócito I Sertoli
Espermatogónia Células de
Leydig

Capilar sanguíneo

No túbulo seminífero existem:

Células germinativas em
diferentes fases da
espermatogénese, que progride no
sentido centrípeto
Células de Sertoli,
responsáveis pela coesão,
protecção e nutrição das células
germinativas e pela coordenação da
espermatogénese
ESPERMATOGÉNESE
FASES DA ESPERMATOGÉNESE
1ª Multiplicação – formação de novas espermatogónias (46,
XY) por mitoses sucessivas.

2ª Crescimento – formação de espermatócitos I (2n) pela


síntese e acumulação de reservas nutritivas e replicação do
DNA.
3ª Maturação – formação de espermatócitos II pela divisão I
da meiose e de espermatídeos (23,X ou 23,Y) através da
divisão II.
4ª Diferenciação – conversão dos espermatídeos em
espermatozóides (espermiogénese).

ESPERMIOGÉNESE
ESPERMATOZÓIDE
Cabeça – com o núcleo e o
acrossoma, capuz formado
por vesículas de Complexo de Na espermiogénese os
Golgi, contendo enzimas espermatídeos esféricos
digestivas que permitirão transformam-se nos
perfurar a camada protectora espermatozóides, flagelados, com
do oócito II, aquando da achatamento do núcleo,
fecundação. diferenciação do flagelo, eliminação
Peça intermédia – os centríolos, do citoplasma e rearranjo de
dispostos no pólo oposto ao organitos.
acrossoma, originam os Os espermatozóides são libertados
microtúbulos que constituem o no lúmen do túbulo seminífero.
flagelo. Concentração de
mitocôndrias, fornecedoras de
energia (ATP) para os batimentos
do flagelo.
Cauda – formada pelo
flagelo, cujos Cauda
Cabeça
batimentos
impulsionam o Peça
espermatozóide. intermédia
MATURAÇÃO DOS ESPERMATOZÓIDES
Os fluidos produzidos pelas células de Sertoli auxiliam a condução dos
espermatozóides dos túbulos seminíferos até aos epidídimos.
Nos epidídimos ocorre a síntese de nutrientes, hormonas e enzimas que
auxiliam a maturação dos espermatozóides.
Os espermatozóides que chegam aos epidídimos apresentam reduzida
mobilidade, sendo incapazes de participar na fecundação. Aqui tornam-se mais
resistentes a variações de temperatura e de pH.

FORMAÇÃO DO ESPERMA
Em caso de estímulo
Da próstata provém o líquido prostático,
sexual as contracções
pouco espesso, de aspecto leitoso (com
do epidídimo ácido cítrico, cálcio, enzimas,
conduzem os prostaglandinas etc.). Com um pH de 6,5
espermatozóides aos é mais básico do que as secreções
vasos deferentes. vaginais, inibidoras da progressão dos
espermatozóides.

Das vesículas seminais provém o


líquido seminal, de consistência As secreções das glândulas de Cowper
espessa (com muco, proteínas, constituem um pequeno volume de
frutose, prostaglandinas, etc.), solução alcalina e mucóide, que neutraliza
constituindo cerca de 60% do a acidez da uretra e lubrifica a
volume do esperma. extremidade do pénis.
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO
Funções básicas
Génese de gâmetas Recepção de esperma
Transporte dos gâmetas e local de Desenvolvimento de novos seres
fecundação
MORFOLOGIA E FUNÇÕES ESPECÍFICAS

(1) Faz parte do sistema urinário


ESTRUTURA DOS OVÁRIOS
Os ovários são glândulas de forma ovóide com cerca de 5
cm de comprimento.

Zona medular – interna, apresenta


elevada vascularização.
Zona cortical – periférica, com
numerosos folículos ováricos em
diferentes estádios de
desenvolvimento.
DESENVOLVIMENTO FOLICULAR

Folículo
secundário

Folículos primordiais
(desde o 5º mês de
desenvolvimento
embrionário até à
puberdade – cerca de 2
milhões no nascimento) Folículo primário (a
partir da puberdade – 1
por mês)
DESENVOLVIMENTO FOLICULAR

Folículo terciário

Folículo maduro ou de Graaf


No córtex ovárico diferenciam-se os
folículos, resultantes da multiplicação
das oogónias. Cada folículo demora
quatro meses até atingir a fase
madura.
Os folículos podem ser
classificados de acordo
com o seu grau de
desenvolvimento

Nos ovários cada oócito


encontra-se rodeado
por um invólucro de
células somáticas mais
ou menos desenvolvido,
formando em conjunto
uma unidade funcional,
o folículo ovárico.
Folículos primordiais – constituídos por
uma célula germinativa (oócito I)
rodeada por células foliculares
achatadas.

Folículos primários – a partir da


puberdade e, aproximadamente, uma
vez por mês, um folículo primordial
começa a crescer dentro de um dos
ovários.
O oócito I aumenta de volume e verifica-se uma proliferação
das células foliculares, até formarem uma camada contínua de
células.

Folículos secundários – o folículo primário


continua a crescer. A camada de células
foliculares fica espessa, a granulosa.

Entre o oócito I e a zona granulosa forma-se uma camada


acelular, a zona pelúcida. Surge ainda, outra camada de
células a rodear o folículo, a teca.
Folículo terciário – o oócito continua a
aumentar de tamanho e as células da
camada granulosa continuam a
proliferar.
Esta camada começa a apresentar várias cavidades
preenchidas de líquido. A teca diferencia-se em teca
externa e teca interna.

Folículo maduro ou de Graaf – as cavidades


existentes na camada granulosa continuam a
aumentar de tamanho até originar uma só
cavidade cheia de líquido, a cavidade folicular.

A zona granulosa é reduzida a uma fina camada que


rodeia a cavidade folicular e o oócito. Conclui-se que
a divisão I da meiose, com formação do oócito II (em
metáfase II) e do 1º glóbulo polar.
DESENVOLVIMENTO FOLICULAR

Ovulação

Corpo lúteo

Corpo lúteo
degenerado
OOGÉNESE

Se ocorrer
fecundação
OOGÉNESE
Oogénese – processo de produção
de gâmetas femininos. Ocorre nos
Nº de células ovários.
germinativas
(milhões

Tem início no embrião,


Folículos Desenvolvimento com formação de todas as
primordiais folicular
oogónias,com meiose
suspensa em profase I até
à puberdade.

A partir da puberdade e até à


menopausa ocorre, em cada ciclo
ovárico, a maturação, em regra de
um oócito I, e a degenerescência de
outros.
OOGÉNESE

1ª Multiplicação – formação de novas


oogónias (46, XX) por mitoses sucessivas.

2ª Crescimento – formação de oócitos I (2n)


pela síntese e acumulação de reservas
nutritivas e replicação do DNA.

3ª Maturação – formação de oócitos II e


primeiros glóbulos polares (23,X) pela
divisão I da meiose; início e bloqueio da
divisão II da meiose em metáfase II;
formação de óvulos e segundos glóbulos
polares, pela conclusão da meiose, em
caso de fecundação.
MORFOLOGIA DO ÓVULO
O óvulo é uma célula esférica sem meios de
locomoção, com citoplasma rico em reservas nutritivas
para alimentação do embrião nos primeiros dias.

OVULAÇÃO
Rompimento do folículo maduro e libertação do oócito II para a trompa de Falópio.

Se não ocorrer fecundação o oócito II é


eliminado
FECUNDAÇÃO