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O Projeto de Pesquisa apresentado deve conter:

 Folha de rosto com o título do projeto e a linha de pesquisa pretendida;


 Não poderá haver nenhuma identificação do candidato, sob pena de
desclassificação, em nenhuma parte da folha de rosto ou do restante do projeto
de pesquisa;
A partir da próxima folha, o projeto deve apresentar:
 Título
 Objetivo geral e objetivos específicos;
 Justificativa que apresente a relevância do tema, pertinência do objeto e, no
caso de doutorado, também originalidade da hipótese. O(a) candidato(a) deve
demonstrar domínio inicial satisfatório do campo teórico-metodológico no qual se
circunscreve seu projeto;
 Metodologia – o(a) candidato(a) deve ser capaz de apresentar meios, materiais e
métodos compatíveis com o objeto de seu projeto e o campo teóricometodológico
no qual este se inscreve;
 Objeto delimitado e compatível com o tempo de realização do nível pretendido
(mestrado ou doutorado);
 Plano de Trabalho – primeira versão do sumário da dissertação ou tese com
breve apresentação do que seria tratado em cada capítulo;
 Cronograma – Considerando o período máximo de 24 meses (mestrado) ou 48
meses (doutorado), o candidato deve estabelecer o tempo de realização de cada
etapa da sua metodologia, bem como a frequência às disciplinas do PPG-Artes e
a realização da qualificação (mestrado e doutorado).
 Tamanho máximo do projeto: 30.000 caracteres com espaço, para mestrado;
45.000 caracteres com espaço, para doutorado;
Mais informações sobre os cursos de mestrado e doutorado podem ser obtidas no
Regulamento do PPG-Artes da EBA/UFMG disponível no site www.eba.ufmg.br/pos

[Digite texto]
Universidade Federal de Minas Gerais
Escola de Belas Artes
Programa de Pós-Graduação em Artes
[Mestrado]

Título do projeto:
A PERFORMANCE COMO EXPERIÊNCIA ESTÉTICA TRANSFORMADORA
no Sistema Socioeducativo São Jerônimo, para além da sala de aula

Linha de pesquisa: Artes e Experiências Interartes na Educação

[Digite texto]
A PERFORMANCE COMO EXPERIÊNCIA ESTÉTICA TRANSFORMADORA
no Sistema Socioeducativo São Jerônimo, para além da sala de aula

Objetivo Geral
Partindo do entendimento de performance como uma experiência estética transformadora, por ser
vivência, intenta-se comprovar o poder desta prática entre meninas em cumprimento de medida
socioeducativa, na Unidade São Jerônimo, através de ações inspiradas na metodologia
performática de Fernando Hermógenes, professor de São Joaquim de Bicas (MG), somadas à
própria prática acionista da artista/arte-educadora social investigadora deste objeto.

Objetivos Específicos

 Pensar o entendimento da performance como linguagem artística e estética de


experimentação e transformação social no sistema socioeducativo, transitando entre
autores como Paulo Freire, John Dewey, Ana Mae Barbosa, Diana Taylor, Denise Pedron,
Ernest Fischer, dentre outros;
 Expandir o uso da performance no Centro Socioeducativo São Jerônimo para além da sala
de aula, através da não identidade como identidade imagética e por meio de vivências que
se aproximem do cotidiano social das jovens;
 Estimular a realização de ações poéticas de expurgo semiótico, para a melhoria da
autoestima e reconhecimento de pertencimento sociocultural por parte das adolescentes;
 Utilizar como inspiração a metodologia inovadora que o professor social Fernando
Hermógenes aciona com crianças em situações desprivilegiadas, somadas à própria
prática da artista visual/ arte educadora social e investigadora deste objeto no
socioeducativo feminino, São Jerônimo.

[Mestrado]
Justificativa

A performance art no campo educacional pode ser entendida de maneiras distintas, assim como
a arte da ação deslocada do ambiente escolar, já é, por si só, de significados diversos, amplos.
Mas, nesta investigação, ela será apresentada, a princípio, segundo o entendimento das
pesquisadoras em performance, Diana Taylor (EUA)¹ e Denise Pedron (BRA)². A primeira, coloca
a performance como um ato vital de transferência de saber social e ou memórias, por meio de
dispositivos corporais, conectados ou não à realidade; a segunda, entende como arte vivencial –
o sujeito vivencia a arte como experiência, na qual encontra-se inserido no espaço-tempo.

No campo educacional, a inspiração para utilizar desta linguagem como meio de transformação
social, parte da maneira imerssiva e de consciência corporal, que um jovem professor da cidade
de São Joaquim de Bicas (MG), Fernando Hermógenes (1992)³, vem realizando com crianças em
situações sociais desprivilegiadas. O jovem, a partir do convite a proposições inéditas e releituras
corporais de artistas consagrados, nas artes visuais, permite aos alunos pensarem a diversidade,
a sexualidade, a afetividade, a ética, a estética e as desigualdades, dentre outros assuntos
emergenciais da comunidade. O eixo principal é a presença do corpo na obra, pensando tanto na
visualidade – o corpo enquanto elemento visual –, como na ação – a obra surgindo a partir do
corpo -. No Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Linguagens, Códigos e suas
Tecnologias (2006)4, há uma explanação sobre a importância de se trabalhar as diversas
linguagens artísticas, e em outro momento fala de consciência corporal no estudo da dança:
“(...)O conhecimento do mundo passa, pois, pela vivência corporal dos seus elementos, nos
aspectos físico-objetivos, sensoriais, pré-simbólicos e simbólicos. (...) não basta saber sobre o
espaço (estudado em Geografia, Física, História, ainda que de forma interdisciplinar); é preciso
vivenciá-lo corporalmente, sentir como nos relacionamos com ele, como podemos organizá-lo,
reorganizá-lo, transformá-lo por meio do sensível, por meio de uma consciência estética.” – que
se encaixa perfeitamente no entendimento de performance almejado nesta investigação com as
jovens em condição privativa de liberdade. E, ainda sobre Fernando, este dialoga muito com o
entendimento de performance mencionado no primeiro parágrafo desta, aplicando tudo isso numa
metodologia Paulo Freiriana, ao participar da vida dos alunos/as para além da sala de aula; tudo
isso por amor e intuição, sem uso consciente destas linhas teóricas que o insere nesta pesquisa
como elemento inspirador. Visto ainda que em sala de aula muito se ‘deve’ e pouco se ‘pode’ no
entendimento sistêmico e pedagógico de ‘disciplina’, o que este jovem consegue proporcionar aos
seus discentes é no mínimo revolucionário e apaixonante. É neste viés de transformação que
intenta-se, por meio de vivências na arte da ação e aproximação do cotidiano das jovens,
trabalhar a arte em sala de aula e para além dela.
O trabalho no campo da performance iniciou em 2015, com quatro alunas em cumprimento de
medida, e resultou em uma ação coletiva, realizada na própria unidade, sobre afeto e preconceito.
Em 2016, mais quatro jovens têm sido estimuladas a falarem de suas inquietações por meio de
criações corporais, pensando desta vez nos passantes das vias públicas como espectadores,
pois se tratando de temas emergenciais segundo o sentimento semiótico de cada uma, precisam
estar no lugar comum, perfurando a lógica cotidiana de quem pela rua passa, coexiste. Como
dentro do socioeducativo é complexa a negociação para a realização de trabalhos corporais em
espaços públicos, comuns, partilhados, devido ao direito de uso da imagem das adolescentes,
menores de idade, em cumprimento de medida, a não identidade imagética será explorada nas
proposições, como uma espécie de marca do coletivo que surge, nasce, configura-se entre elas
(a priori, sem nome).

E, por que investir neste trabalho com as meninas especificamente? Por questões ativistas
emergenciais, como o fato de, dentre estas adolescentes, o índice de violência e a recorrência na
objetização do ‘ser mulher’ ser tão evidente, e muitas vezes reforçado dentro da própria
instituição – questão da qual não será alvo de pesquisa nesta investigação, se resumindo a esta
citação -. Paulo Marco Ferreira Lima 5, procurador de justiça de SP, afirma em seu livro Violência
Contra a Mulher (2009):

“De fato, a dominação masculina sobre o feminino é executada de forma contínua para que
essas se percebam e concordem com os esquemas naturais das diferenças anatômicas
dos órgãos sexuais e da divisão social do trabalho, o que leva a toda uma percepção
diferente de como devem ser os comportamentos feminino e masculino, que acabam por
aceitar sua condição de forma inconsciente, alimentadas essas razões costumeiramente
pela família e depois por toda a ordem social, com suas instituições, como a Igreja, a
Escola e o Estado.”

A sociedade brasileira avançou nas conquistas de direitos das mulheres nas últimas décadas,
mas essa evolução não significa ausência de disparidade entre gêneros. Combater o preconceito,
diminuir os índices de violência, aumentar a participação feminina na política, dentre tantas outras
questões, ainda são metas a serem atingidas. A performance entre adolescentes comumente
oprimidas e provenientes de condições sociais desprivilegiadas, em conflito com a lei, pode ser
um meio de empoderamento consciente e poético, capaz de melhorar a autoestima e o
entendimento de pertencimento social.

Quanto ao uso da performance como elemento transformador, no socioeducativo


especificamente, parte do pensamento de: Ernst Fischer 6, que “entende o fazer artístico muito mais
ligado ao intelecto do que ao devaneio, e a arte como necessária para que o homem possa conhecer e
transformar o mundo”; e Ana Mae Barbosa 7, que entende que “encorajar o processo criativo permite
aos alunos chegarem a novas respostas para a realidade percebida, podendo até mesmo mudá-la ou
transformá-la”.

5
LIMA, Paulo Marco Ferreira. Violência Contra a Mulher. Editora Atlas. São Paulo:2013. 2 ed. pág.46
6
FISCHER, Ernest. A Necessidade da Arte. Trad. Orlando Neves; Penguim books: 1963. Pág. 18
7
BARBOSA, Ana Mae. Teoria e Prática da Educação Artística, Editora Cultrix. São Paulo: 2010. Pág. 70
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (2000)8, os alunos devem
“realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, nas linguagens da arte, analisando,
refletindo e compreendendo diferentes processos produtivos, com seus diferentes instrumentos
de ordem material e ideal, como manifestações socioculturais e históricas”; assim, por meio da
arte da ação, acredita-se poder proporcionar vivências estéticas, reflexão sobre processos
produtivos, além de entendimento espacial e sociocultural, dentre as alunas propositoras de
ações.

Paulo Freite, em Pedagogia do Oprimido9, afirma que “(...) não podemos esperar resultados
positivos de um programa educativo que não respeite a particular visão de mundo que tenha ou
esteja tendo o povo. Isto se constituiria numa espécie de invasão cultural, ainda que feita na
melhor das intenções.(...)”; e nesta linha de pensamento, acredita-se que através da oportunidade
expressiva de criação em performance, a visão de mundo e as questões de importância para
cada uma das envolvidas, acenderá nas ações desenhadas por elas, possibilitando discussões e
aprendizados mútuos. Freire diz ainda que “não devemos chamar o povo à escola para receber
instruções, postulados, receitas, ameaças, repreensões e punições, mas para participar
coletivamente da construção de um saber, que vai além do saber de pura experiência feito, que
leve em conta as suas necessidades e o torne instrumento de luta, possibilitando-lhe transformar-
se em sujeito de sua própria história.” Assim, acredita-se na possibilidade de transformar a
realidade de conflito e violência que as adolescentes vivenciam, já que ao se expressarem por
meio da ação performática os sentimentos se suavizem por serem também expurgo.

8
Parâmetros Curriculares Nacionais – Ensino Médio. Coord. Zuleika Felice Muniz. Secretaria de Educação Básica. Brasília: Ministério da
Educação, Secretaria de Educação Básica. 2000. p. 51.
9
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Ed. Paz e Terra. Rio de Janeiro: 1987. p. 49.
Metodologia

A metodologia de pesquisa será por meio da análise, a longo prazo, das ações construídas pelas
adolescentes do socioeducativo São Jerônimo, segundo as ativações corporais provocadas pela
propositora desta investigação, inspiradas no trabalho afetivo de Fernando Hermógenes
(educador social de São Joaquim de Bicas – MG). Este será convidado a dialogar
pedagogicamente com as jovens durante algumas aulas da pesquisadora, para que juntos
possam sequenciar o que vem sendo construído desde 2015 e ao mesmo tempo ampliar as
vivências para além da sala de aula, facilitando o entendimento do grau de transformação
psicossocial possível, nas jovens em privação de liberdade, através da performance art. Isto, se
amparando inicialmente em Paulo Freire com A Pedagogia do Oprimido, John Dewey com Arte
como Experiência, Ana Mae Barbosa com Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte, Diana
Taylor com O arquivo e o repertório: performance e memória cultural nas Américas, Denise
Pedron com Um Olhar sobre a Performatividade na Cultura Contemporânea, Ernest Fischer com
A Necessidade da Arte, Néstor García Canclici com A Socialização da Arte , Slavoj Zizek com
Violência, Fernando Hermógenes com O Professor, Quando Não é Amado, dentre outros.

A viabilização das performances para além da sala de aula se dará através do uso da não
identidade, por meio de rostos cobertos. Estes, criam ao mesmo tempo uma identidade visual de
resistência - por falar delas e de todas sem face que sofrem diariamente com a violência
doméstica e de Estado – e de empoderamento – por facilitar a transparência vivencial sem medo,
já que não há identificação facial -, em todas as ações provenientes deste grupo. A não
identidade como identidade ativista é assim definida por defender questões de importância social
para as adolescentes, mulheres, em situação de conflito com a lei, e vítimas da cultura do estupro
e agressões diversas por serem mulher. A escolha do espaço urbano como palco se dá pela
possibilidade de quebra de uma lógica cotidiana que tende a seguir o fluxo sem se ater a detalhes
do social, banalizando o recorrente. Ana Fani 10 em O Espaço Urbano afirma que “o tempo e o
espaço da vida cotidiana vão sendo invadidos por exigências que passam a organizar os
momentos da vida submetendo-os à repetição. Nesta direção, o uso do espaço, que comporta um
emprego de tempo, vai se explicitando pela homogeneidade apoiada na medida abstrata (do
tempo) que passa a comandar a vida social.” E é este comando homogêneo que se intenta
perfurar com ações que gritem questões sociais emergencialmente discutíveis e comumente
hostilizadas.

Caso alguma delas seja desligada da instituição durante o período investigativo, intenta-se tentar
manter o contato para manutenção do trabalho performático, ciente de que esta nem sempre será
uma situação possível, visto que dependerá do interesse da jovem e aceitação por parte da
família da mesma.

10
CARLOS, Ana Fani Alessandri. O espaço Urbano: Novos Escritos Sobre a Cidade. Editora Eletrônica/LABUR: São Paulo: 2007. p.52
Objeto

No primeiro ano de pesquisa, pela manhã, intenta-se sequenciar o projeto de performance no


socioeducativo (para isso faz-se necessário o vínculo empregatício com a Escola Estadual Jovem
Protagonista), aplicando agora a metodologia de vida de Fernando Hermógenes, com as
adolescentes, comparando as ações presentes com as criações estimuladas anteriormente, e
pensando a importância de ter seguido tal caminho de construção artística na instituição, para o
fomento deste projeto.
Os encontros serão semanais, por se tratarem de aulas de arte na Escola Estadual Jovem
Protagonista, que encontra-se dentro da Unidade Socioeducativa São Jerônimo, e mensalmente
se dará sobre as proposições de Fernando Hermógenes como convidado. Tudo será
documentado por fotografias, vídeos e textos.
Ainda no primeiro ano, no turno vespertino, intenta-se dedicar à leitura e anotações de teóricos
como Paulo Freire, John Dewey, Ana Mae Barbosa, Diana Taylor, Denise Pedron, Ernest Fischer,
Néstor García Canclici, Slavoj Zizek, Walter Benjamin, Deleuze, Simone de Beauvoir, Joel
Birman, Ericson Pires, Ana Fani Alessandri Carlos, Lacan, dentre outros que forem sendo
descobertos durante a trajetória investigativa.
No segundo ano de pesquisa, pretende-se dedicação semanal integral à compilação do material
produzido nas aulas, procurando manter assiduidade das ações apenas aos finais de semana,
com as alunas das quais se conseguiu um vínculo social para além da sala de aula/Instituição
Socioeducativa.

[Digite texto]
Plano de Trabalho

Sumário (1ª versão)


1. Resumo
Pensando no entendimento de performance como uma experiência estética
transformadora, por ser vivência, e tendo como eixo principal a presença do corpo na obra,
este objeto discorre acerca do poder social e político transformador dessas práticas, na
vida de adolescentes mulheres, em conflito com a lei e em cumprimento de medida
socioeducativa de internação (privação de liberdade), a partir das aulas de Arte. A sala de
aula será onde tudo se inicia, mas a rua será onde tudo se desenvolve e desenrola,
proporcionando pertencimento, empoderamento e melhoria da autoestima.

2. Performance, Violência e Feminismo

Pensando a performance nos conceitos de Diana Taylor, que afirma ser ‘um ato vital de
transferência de saber social e ou memórias, por meio de dispositivos corporais,
conectados ou não à realidade’, será traçada uma dissertação educativa sobre artistas
mulheres, latino-americanas, que utilizam da performance para defender questões ativistas
contra a violência, e pelo feminismo. Latinas pela proximidade da realidade opressora e
patriarcal vividas em nosso país, por nossas mulheres de luta e com pouca ou nenhuma
visibilidade.

3. A performance no socioeducativo e suas implicações


3.1. O contexto

O sistema socioeducativo São Jerônimo, suas normas e organização institucional no trato


com as meninas em cumprimento de medida serão pontuadas neste capítulo, para o
entendimento dos desafios de trabalhar a performance no Espaço Urbano, com este
público, e para melhor compreensão da necessidade de empoderamento das meninas
neste local/para além dele.

3.2. A não identidade enquanto identidade visual

A não identidade surge inicialmente como forma de viabilizar as apresentações no espaço


urbano sem precisar lidar com autorizações de uso da imagem. Em seguida, nascem
questões que redesenham o uso da não identidade enquanto identidade destas
adolescentes em conflito com a lei, como o fato de ser muito próximo da realidade delas a
omissão da face; pela referência às tarjas nos olhos dos menores quando aparecem na
mídia; e por serem vistas na maioria das vezes como estatísticas e não como pessoas
inseridas na sociedade. Estes e outros signos serão levantados neste capítulo como
possibilidades de leitura imagética das ações propostas pelas adolescentes do
socioeducativo.
4. As ativações educativas no campo da performance, por Fernando Hermógenes

Fernando Hermógenes foi professor social em São Joaquim de Bicas (MG), até 2015,
trabalhando a performance de maneira inovadora no campo educacional, com crianças em
situações desprivilegiadas economicamente. Segundo ele, o que o motivou a pensar a
performance em suas aulas foi ‘o corpo morto dos estudantes na cadeira’. Então começou
a propor exercícios de movimento em conversa com máquinas que inventava – ‘e a aula ia
acontecendo com esse corpo que abandonava a carteira e passava a existir, a queimar, a
arder, a bater, a rasgar, a doer, a ler, a gritar, a rir, a enfrentar, a outro morrer. A aula se
dava em acontecimento, e isso foi uma ruptura de tudo em São Joaquim de Bicas, pois de
fato NÃO EXISTIA uma aula ou prática parecida - assim como ainda não existe, só piora...
Os alunos, percebendo a novidade, cooperavam MESMO com os processos - eles tinham
seus interesses e motivos, obviamente - e era exatamente isso e assim que eu queria que
fosse. CORPO PRESENTE!’, descreve o artista/professor em entrvista concedida para o
projeto de pesquisa, via email. Em 2016, iniciou um processo de Residências Artísticas
Educativas e Palestras sobre suas vivências cotidianas em arte da ação.

5. O espaço urbano como palco e os passantes como público


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6. Chocar, Questionar ou Poetizar: questão de experiência
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7. A transformação social se dá pela arte
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8. Bibliografia

Paulo Freire com A Pedagogia do Oprimido


John Dewey com Arte como Experiência
Ana Mae Barbosa com Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte
Diana Taylor com O arquivo e o repertório: performance e memória cultural nas Américas
Denise Pedron com Um Olhar sobre a Performatividade na Cultura Contemporânea
Ernest Fischer com A Necessidade da Arte
Néstor García Canclici com A Socialização da Arte
Slavoj Zizek com Violência
Fernando Hermógenes com O Professor, Quando Não é Amado
dentre outros.
Cronograma – No período de 24 meses (mestrado) ou 48 meses (doutorado), o candidato deve estabelecer o tempo de
realização de cada etapa da sua metodologia, bem como a frequência às disciplinas do PPGArtes e a realização da
qualificação (mestrado e doutorado).

Cronograma

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