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Sumário

1. Bases pré-científicas da Psicologia..........................................................................1


2. Contexto histórico em que emergiu a Psicologia......................................................2
2.1. A Origem da Psicologia Científica......................................................................3
2.2. A Psicologia Científica........................................................................................5
3. Objeto(s) da Psicologia.............................................................................................5
4. Escolas Clássicas da Psicologia científica e representantes...................................6
4.1. O Estruturalismo.................................................................................................6
4.2. O Funcionalismo.................................................................................................6
4.3. O Behaviorismo..................................................................................................7
4.4. A Psicanálise......................................................................................................7
4.5. A Gestalt.............................................................................................................8
5. Métodos de investigação em Psicologia...................................................................9
5.1. As relações entre métodos e problemas..........................................................10
5.2. Os métodos utilizados em Psicologia...............................................................10
5.3. O objetivo do Método Experimental.................................................................10
6. Âmbitos de atuação da Psicologia..........................................................................11
Bibliografia...................................................................................................................11
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INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA

1. BASES PRÉ-CIENTÍFICAS DA PSICOLOGIA

A investigação sobre a natureza humana antecede, talvez, a História escrita e


a própria Filosofia. Esta, como ato reflexivo, é tão antiga quanto o homem. Como
ciência do conhecimento sobre o conhecimento, porém, remonta os gregos.

A preocupação com o interior do homem e com a maneira pela qual ele se


relaciona consigo próprio e com o ambiente está sempre presente. Seu objeto tem
variado ao longo do tempo e sua pré-história confunde-se com a própria história da
Filosofia. No sentido etimológico, seria a ciência da alma ou o estudo da alma.
Durante séculos, foi como estudo da alma que a Psicologia existiu.

Rompimento brusco neste conceito se deu com o filósofo francês René


Descartes (1596-1650), cuja teoria do dualismo psicofísico – distinção entre corpo e
mente – impregnou as idéias da época e influenciou toda a Psicologia posterior.
Descartes considerava que o comportamento animal era mecanicista, isto é,
obedecia a ações puramente reflexas.

Nos séculos XVIII e XIX, a mente era objeto de grande atenção por parte dos
filósofos. Duas grandes correntes dominavam, então, o pensamento ocidental: o
empirismo inglês e o racionalismo alemão.

O empirismo acreditava que todo conhecimento se baseava nas sensações.

Os racionalistas alemães, por outro lado, afirmavam que a mente teria o


poder de gerar idéias, independentemente da estimulação sensorial.

Podemos afirmar, aliás que, ao longo do século XIX, o que existe e é


praticado nos laboratórios é uma psicofísica ou psicofisiologia, tamanha a confusão
entre os princípios da Física e da Biologia e os estudos psicológicos.

O nascimento da Psicologia como disciplina autônoma, só vai ocorrer,


verdadeiramente, a partir de 1879, em Leipzig, com a criação por Wundt do primeiro
laboratório exclusivamente dedicado aos estudos psíquicos.
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2. CONTEXTO HISTÓRICO EM QUE EMERGIU A PSICOLOGIA

A história do pensamento humano tem um momento áureo na Antiguidade,


entre os gregos, particularmente no período de 700 a.C. até a dominação romana,
às vésperas da era cristã.

Os gregos foram o povo mais evoluído nessa época. Uma produção


minimamente planejada e bem-sucedida permitiu a construção das primeiras
cidades-estados. A manutenção dessas cidades implicava a necessidade de mais
riquezas, as quais alimentavam, também, o poderio dos cidadãos (membros da
classe dominante na Grécia Antiga). Assim, iniciaram a conquista de novos
territórios, que geraram riquezas na forma de escravos para trabalhar nas cidades e
na forma de tributos pagos pelos territórios conquistados.

As riquezas geraram crescimento, e este crescimento exigia soluções práticas


para a arquitetura, para a agricultura e para a organização social. Isso explica os
avanços na Física, na Geometria, na teoria política (inclusive com a criação do
conceito de democracia). Tais avanços permitiram que o cidadão se ocupasse das
coisas do espírito, com a filosofia e a arte. Alguns homens, como Platão e
Aristóteles, dedicaram-se a compreender esse espírito empreendedor do
conquistador grego, ou seja, a filosofia começou a especular em torno do homem e
sua interioridade. É entre is filósofos gregos que surge a primeira tentativa de
sistematizar uma Psicologia.

Mas é com Sócrates (469-399 a .C.) que a Psicologia na Antiguidade ganha


consistência. Sua principal preocupação era com o limote que separa o homem dos
animais. Desta forma, postulava que a principal característica humana era a razão. A
razão permitia ao homem sobrepor-se aos instintos, que seriam a base da
irracionalidade. Ao definir a razão como peculiaridade do homem ou como essência
humana, Sócrates abre um caminho que seria muito explorado pela Psicologia. As
teorias da consciência são, de certa forma, frutos dessa primeira sistematização na
Filosofia.

O passo seguinte é dado por Platão (427-347 a .C.), discípulo de Sócrates.


Esse filósofo procurou definir um "lugar" para a razão no nosso próprio corpo.
Definiu esse lugar como sendo a cabeça, onde se encontra a alma do homem. A
medula seria, portanto, o elemento de ligação da alma com o corpo. Este elemento
de ligação era necessário porque Platão concebia a alma separada do corpo.
Quando alguém morria, a matéria desaparecia, mas a alma ficava livre para ocupar
outro corpo.

Aristóteles (384-322 a . C.), discípulo de Platão, foi um dos mais importantes


pensadores da história da Filosofia. Sua contribuição foi inovadora ao postular que
alma e corpo não podem ser associados. Para Aristóteles, a psyché seria o princípio
ativo da vida. Tudo aquilo que cresce, se reproduz e se alimenta possua a sua
psyché ou alma. Desta forma, os vegetais, os animais e o homem teriam alma. Os
vegetais teriam a alma vegetativa, que se define pela função de alimentação e
reprodução. Os animais teriam essa alma e a alma sensitiva, que tem a função de
percepção e movimento. E o homem teria os dois níveis anteriores e ainda a alma
racional, que tem a função pensante.
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Portanto, 2.300 anos antes do advento da Psicologia científica, os gregos já


haviam formulado duas "teorias": a Platônica, que postulava a imortalidade da alma
e a concebia separada do corpo, e a Aristotélica, que afirmava a mortalidade da
alma e a sua relação de pertencimento ao corpo.

A Psicologia no Império Romano e na Idade Média é representada por dois


grandes filósofos: Santo Agostinho (354-430) e São Tomás de Aquino (1225-1274).

Santo Agostinho, inspirado em Platão, também fazia ima cisão entre alma e
corpo. Entretanto, para ele, a alma não era somente a sede da razão, mas a prova
de uma manifestação divina no homem. A alma era imortal por ser o elemento que
liga o homem a Deus. E, sendo a alma também a sede do pensamento, a Igreja
passa a se preocupar também com sua compreensão.

São Tomás de Aquino viveu num período que prenunciava a ruptura da Igreja
Católica, o aparecimento do protestantismo – uma época que preparava a transição
para o Capitalismo, com a revolução industrial na Inglaterra. Essa crise econômica e
social leva ao questionamento da Igreja e dos conhecimentos produzidos por ela.
Dessa forma, foi preciso encontrar novas justificativas para a relação entre Deus e o
homem. São Tomás foi buscar em Aristóteles a distinção entre essência e
existência. Como o filósofo grego, considera que o homem, na sua essência, busca
a perfeição através de sua existência. Porém, introduzindo o ponto de vista religioso,
ao contrário de Aristóteles, afirma que somente Deus seria capaz de reunir a
essência e a existência, em termos de igualdade. Portanto a busca de perfeição pelo
homem seria a busca de Deus.

A Psicologia no período do Renascimento, René Descartes (1596-1659), um


dos filósofos que mais contribuiu para o avanço da ciência, postulada a separação
entre mente e corpo, afirmando que o homem possui uma substância material e uma
substância pensante, e que o corpo, desprovido do espírito, é apenas uma máquina.
Esse dualismo mente-corpo torna possível o estudo do corpo humano morto, o que
era impensável nos séculos anteriores, e dessa forma possibilita o avanço da
Anatomia e da Fisiologia, que iria contribuir em muito para o progresso da própria
Psicologia.

2.1. A Origem da Psicologia Científica

No século XIX, o papel da ciência destacava-se, e seu avanço torna-se


necessário. O crescimento da nova ordem econômica – o capitalismo – traz consigo
o processo de industrialização, para o qual a ciência deveria dar respostas e
soluções práticas no campo da técnica. Há então um impulso muito grande para o
desenvolvimento da ciência, enquanto um sustentáculo da nova ordem econômica e
social, e dos problemas colocados por ela.

Nesse período, surgem homens como Hegel, demonstrando a importância da


História para a compreensão do homem, e Darwin, que enterra o antropocentrismo
com sua tese evolucionista.
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A ciência avança tanto, que passa a ser um referencial para a visão de


mundo. A partir dessa época, a noção de verdade passa, necessariamente, a contar
com o aval da ciência. A própria filosofia adapta-se aos novos tempos, com o
surgimento do Positivismo de Augusto Comte, que postulava a necessidade de um
maior rigor científico na construção dos conhecimentos nas ciências humanas.
Desta forma, propunha o método da ciência natural, a Física, como modelo de
construção de conhecimento.

É em meados do século XIX que os problemas e temas da Psicologia, até


então estudados exclusivamente pelos filósofos, passam a ser, também,
investigados pela Fisiologia e pela Neurofisiologia em particular. Os avanços que
atingiram também essa área levaram à formulação de teorias sobre o sistema
nervoso central, demonstrando que o pensamento, as percepções e os sentimentos
humanos eram produtos desse sistema.

Para se conhecer o psiquismo humano passa a ser necessário compreender


os mecanismos e o funcionamento da máquina de pensar do homem – seu cérebro.
Assim, a Psicologia começar a trilhar os caminhos da Fisiologia, Neuroanatomia e
Neurofisiologia.

Algumas descobertas são extremamente relevantes para a Psicologia. Por


exemplo, por volta de 1846, a Neurologia descobre que a doença mental é fruto da
ação direta ou indireta de diversos fatores sobre as células cerebrais.

A Neuroanatomia descobre que a atividade motora nem sempre esta ligada à


consciência, por não estar necessariamente na dependência dos centros cerebrais
superiores.

O caminho natural que os Fisiologistas da época seguiam, quando passavam


a se interessar pelo fenômeno psicológico enquanto estudo científico, era a
Psicofísica. Estudavam, por exemplo, a Fisiologia do olho e a percepção das cores.

Por volta de 1860, temos a formulação de uma importante lei no campo da


Psicofísica. É a Lei de Fechner-Weber, que estabelece a relação entre estímulo e
sensação, permitindo a sua mensuração. Essa lei teve muita importância na história
da psicologia, porque instaurou a possibilidade de medida do fenômeno Psicológico,
o que até então era considerado impossível.

Dessa forma, os fenômenos Psicológicos vão adquirindo status de científicos,


porque, para concepção de ciência da época, o que não era mensurável não era
passível de estudo científico.

Outra contribuição muito importante nesses primórdios da Psicologia científica


é a de Wilhelm Wundt (1832-1926). Wundt cria na Universidade de Leipzig, na
Alemanha, o primeiro Laboratório para realizar experimentos na área de
Psicofisiologia. Por esse fato e por sua extensa produção teórica na área, ele é
considerado o pai da Psicologia moderna ou científica.
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2.2. A Psicologia Científica

O berço da psicologia moderna foi a Alemanha do final do século passado.


Wundt, Weber e Fechener trabalharam juntos na Universidade de Leipzig. Seguiram
para aquele país muitos estudiosos dessa nova ciência.

Seu status de ciência é obtida na medida em que se "liberta" da Filosofia, que


marcou sua história até aqui, e atrai novos estudiosos e pesquisadores, que. Sob os
novos padrões de produção de conhecimento, passam a:

 definir seu objeto de estudo (o comportamento, a visa psíquica, a


consciência)
 delimitar seu campo de estudo, diferenciando-o de outras áreas de
conhecimento, como a Filosofia e a Fisiologia.
 Formular métodos de estudo deste objeto
 Formular teorias enquanto um corpo consistente de conhecimento na área.

Essas teorias devem obedecer aos critérios básicos da metodologia científica,


isto é, deve-se buscar a neutralidade do conhecimento científico, os dados devem
ser passíveis de comprovação, e o conhecimento deve ser cumulativo e servir de
ponto de partida para outros experimentos e pesquisas na área.

3. OBJETO(S) DA PSICOLOGIA

O objeto da Psicologia é a subjetividade humana e está comprometida em


estudar as contradições de alguns animais e homens e suas relações sociais.

A psicologia não estuda apenas o comportamento humano. Estuda ainda o


comportamento animal, principalmente de ratos e chimpanzés, pois este estudo
oferece subsídios interessantes na compreensão das bases do comportamento
humano.
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4. ESCOLAS CLÁSSICAS DA PSICOLOGIA CIENTÍFICA E


REPRESENTANTES

A história da Psicologia tem sido caracterizada por controvérsias, entre os


sistematizadores, os teóricos, que nascem formas divergentes como encaram o
objeto da ciência, do modo como usam as técnicas de pesquisa e análise e,
finalmente da forma como sintetizam e explicam as causas e as finalidades que
estão na base da personalidade. Os psicólogos fazem opções evitando o ecletismo
e tomam, uma posição comportamentista, gestáltica, psicanalítica, funcionalista ou
estruturalista.

4.1. O Estruturalismo

Esta escola é a mais antiga de todas. Os primeiros Psicólogos estavam


interessados em estudar a estrutura da mente, buscando, através do método
introspectivo, os elementos da experiência, do estado consciente.

Wundt – que fez pesquisa fisiológicas com Helmholtz e Johannes Muller, é o


pai do estruturalismo, dessa Psicologia ocupada com os átomos da consciência,
com os atributos, como dizia ele. Wundt estava interessado nas sensações, como os
átomos da consciência, no sentimento, "como uma experiência elementar
semelhante à sensação", e no tempo de reação.

A importância de Wundt foi ter formado alguns nomes respeitáveis que,


principalmente nos Estados Unidos, deram continuidade ao seu trabalho e abriram
novos campos para a Psicologia. Os mais conhecidos são Willian James (pequeno
laboratório de demonstração na Universidade de Havard, em 1875), Stanley Hall
(que, na Universidade Johns Hapkins, fundou em 1883 o primeiro laboratório formal
da América do Norte e o primeiro Jornal de Psicologia, o American Journal of
Psychology, em 1887, James Mckeen Cattell (primeiro catedrático de Psicologia
numa universidade, a da Pensilvânia em 1888) e Edward Bradford Titchener (1867-
1927), que se ateve à posição Wundtiana e fez pesquisas sobre os órgãos dos
sentidos, sensações e percepções.

4.2. O Funcionalismo

O pai do funcionalismo é William James (1842-1910), que teve uma influência


muito grande sobre a Psicologia norte-americana.

O escopo do funcionalismo é o estudo da vida mental como um processo de


ajustamento biológico entre a impressão do estímulo e a expressão do organismo.

James achava que a consciência não é estática e por isso não pode ser
dissecada, como queria Wundt. A consciência é sempre alguma coisa que está
acontecendo.

O método que o funcionalista usa não é apenas a introspecção.


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O mais destacado discípulo de James foi John Dewey. Para Dewey, "as
funções mentais são descrita como organizações de estímulos, sensações e arcos-
reflexivos". A síntese desses elementos está relacionada com um fim biológico. A
atividade mental tem por finalidade ajustar o homem ao meio.

4.3. O Behaviorismo

O Behaviorismo surgiu com John Broadus Wastson (1878-1958) em 1912. O


período de 1913 á 1930 é conhecido como o do Behaviorismo Clássico, polêmico e
programático.Sua linha era nitidamente contra a introspecção, método preferido
pelos psicólogos. Entre 1930 e 1940, surgiu o neo-behaviorismo com Clark Hull, que
transformou o clássico num sistema mais minucioso experimentalmente, baseado na
teoria do comportamento adaptado de Pavlov. São neo-behavioristas: Guthrie,
Tolman, Skinner, Brunswik, Spence, Dollard e Miller. Depois de 1950 essa escola
tornou-se mais liberal no tocante, aos fenômenos mentais, mais manteve como
norma rechaçar o método introspectivo.

Watson achou que o comportamento deveria ser o objeto, e o método, a


observação.

Em 1924, após o estudo do medo em crianças, feito juntamente com Rayner,


Watson chegou à conclusão de que todas as aprendizagens podiam ser explicadas
pelo condicionamento.

A personalidade para o behaviorismo é um conjunto de hábiotts. Os hábitos


da personalidade decorrem de reflexos condicionados. A maior importância é dada
aos fatores ambientais e a hereditariedade é relegada a segundo plano. O homem é
produto do ambiente, e essa afirmação é válida no sentido bem radical.

4.4. A Psicanálise

Sigmund Freud (1856-1939) é o pai da Psicanálise – filho de judeus, nasceu


em Freiberg, na Moravia, aos 06 de maio, e de 04 até 82 anos viveu em Viena.
Freud deixou muitas observações, muitos artigos, muitas hipóteses, ao morrer.

1 - O surgimento da Psicanálise. Entre 1880 e 1882, o médico Joseph Breuer


(1842-1925) descobriu um novo procedimento clínico para substituir o hipnótico. O
método era o catártico em que o paciente procura aliviar suas emoções revivendo de
alguma forma de acontecimentos passados.

Freud elabora sua teoria da personalidade e das fases do desenvolvimento


infantil, criando o método psicanalítico. Freud se detém na interpretação dos sonhos
e dos fatos infantis e conclui que existe uma força que impede o homem à ação, à
busca do prazer. Essa força é a libido, energia sexual, que se expande em forma de
instintos sexuais.
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2 – Os instintos sexuais.

3 – Censura. Há uma força mental que faz a censura. Certas tendências são
reprimidas. Quando estimulado, o paciente revela resistência para externar
experiências reprimidas.

4 -Topografia mental. O id é a reserva dos impulsos instintivos. Ego é a parte


mais superficial do Id e que é modificada pelas influências do mundo externo.
Superego é a parte que se desenvolve fora do id; domina o ego e representa as
inibições dos instintos característico do homem.

4.5. A Gestalt

A Psicologia da Forma, como também é conhecida a Gestalt, teve em Kurt


Koffka (1886-1941) o seu psicólogo voltado ao desenvolvimento infantil e em
Wolfgang Kohler (1887-1968) o seu pesquisador do processo de aprendizagem. Max
Wertheimer (1880-1943), radicaram-se nos Estados Unidos após a primeira grande
guerra mundial. A eles veio juntar-se mais tarde Kurt-Lewin (1890-1947), que
desenvolveu uma variação da Gestalt, conhecida como Teoria de Campo, porque
entende que o ser humano age num mundo de forças com cargas positivas e
negativas.
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5. MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO EM PSICOLOGIA

O psicólogo, especialmente quando no ensino, orientação e aconselhamento,


enfrenta uma dificuldade peculiar pouco freqüente nas outras ciências e tecnologias.
A dificuldade é a firme condição da maioria das pessoas de que são "conhecedoras
de psicologia".

Algumas afirmativas geralmente aceitas a respeito do comportamento.

1 – O comportamento humano tem muito de instintivo.

2 – Apenas os seres humanos, e não os animais, têm capacidade para


pensar.

3 – Aprendizes lentos recordam melhor o que aprendem do que aprendizes


rápidos.

4 – As pessoas inteligentes formam a maioria de suas opiniões pelo raciocínio


lógico.

5 – Um psicólogo é uma pessoa que foi treinada para psicanalizar pessoas.

6 – É possível avaliar uma pessoa com muita precisão através de entrevista

7 – O estudo da matemática exercita a mente de tal maneira que a pessoa


torna-se capaz de pensar mais logicamente quando se ocupa de outras disciplinas.

8 – As notas escolares tem pouca relação com o sucesso posterior em


carreiras de negócios.

9 – Existe uma clara distinção entre a pessoa normal e mentalmente doente.

10 – Os preconceitos são devidos, principalmente, a falta de informação.

11 – O aspecto mais importante para os empregados e o pagamento que


recebem por seu trabalho.

12 – Quanto mais alto o indivíduo coloca seus objetivos na vida, maior a


probabilidade de realiza-los e de ser feliz.

Como princípios gerais, baseados em atual conhecimento do comportamento,


nenhuma das afirmações anteriores são verdadeiras. Parece evidente que as
abordagens informais à Psicologia simplesmente não proporcionam uma
compreensão adequada e precisa do comportamento. Os psicólogos modernos
devem procurar métodos mais seguros de investigação.
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5.1. As relações entre métodos e problemas

Da mesma forma que tópicos da investigação psicológica evoluíram através


dos anos e se tornaram cada vez mais complexas e diversificadas, assim também
se desenvolvem os métodos e os procedimentos através dos quais os profissionais
exercem a prática e a pesquisa. Não existe nenhum método psicológico de
exploração, da mesma forma como não existe nenhuma província claramente
definida de investigação psicológica. As técnicas e procedimentos utilizados pelos
psicólogos devem ser adaptadas as áreas e problemas que estão sendo estudados.
Uma vez que a ênfase e os interesses dos psicólogos são múltiplos, não deveríamos
ficar surpresos ao constatar a diversidade de metodologias empregadas.
Examinaremos agora os procedimentos formais através dos quais psicólogos vêm
tentando substituir as abordagens tradicionais e populares para compreender o
comportamento.

5.2. Os métodos utilizados em Psicologia

As técnicas e procedimentos múltiplos empregados pelos psicólogos podem


ser agrupados em três classes: 1) os métodos experimentais das ciências físicas; 2)
os métodos de pesquisa de campo das ciências sociais; 3) os métodos clínicos de
histórico de caso, adaptados da prática médica.

5.3. O objetivo do Método Experimental

Ao procurar utilizar-se do método experimental o psicólogo esta adotando a


abordagem da ciência natural para a compreensão dos fenômenos. O objetivo
básico dessa abordagem é descobrir as condições antecedentes necessárias para
um evento ocorrer. O meteorologista por exemplo, pode especificar as condições de
tempo que produzem os temporais de verão. Se o evento em que estamos
interessados segue-se a diversos eventos ou condições precedentes, e desejamos
descobrir qual destes está realmente associado ao evento em questão, devemos
experimentar para obter tal resposta.
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6. ÂMBITOS DE ATUAÇÃO DA PSICOLOGIA

A psicologia pode atuar como métodos experimentais, atuando o psicólogo


como uma espécie de cientista que está interessado na análise de estímulos e
respostas. Por estímulo (E) ele entende qualquer fator que controla o
comportamento e por resposta (R) qualquer reação a um estímulo. Controlando os
estímulos, ele obtém respostas que permitem inferir por exemplo, o que ocorre no
córtex cerebral de um aprendiz.

Como método de pesquisa, as variáveis são medidas, como nos


experimentos, mas o pesquisador estuda as condições encontradas, o estudo do
casamento por exemplo, tem que ser feito através de técnicas de pesquisa. Através
de questionários, selecionados em grupos pelas diferenças que apresentam em
interesses, objetivos, vivências, etc. O estudo da personalidade ou da opinião
pública e dos fatores que afetam é feito com esse método.

Como método clínico. È também conhecido como método do caso, ou história


do caso. Um paciente precisa ser estudado, pois apresenta problemas de conduta e
de personalidade. Cabe ao psicólogo estuda-lo, em seqüência fazer um diagnóstico.
Como método estatístico, todas as vezes que um atributo apresenta características
variáveis mensuráveis numa população é necessário o uso do método estatístico.
Em psicologia, isso ocorre freqüentemente, tanto no campo humano como animal.

São origens profundas e inesgotáveis o campo a ser explorado pela


psicologia. Buscando dar ao homem respostas procuradas para compreensão do
seu próprio "eu" e do comportamento social dos seres humanos.
 

BIBLIOGRAFIA
TELES, Maria Luíza Silveira. O que é Psicologia.São Paulo: Editora Brasiliense,
1989

DORIN. Introdução a Psicologia

BOOK, A. M. B, FURTADO. Psicologias: Uma introdução ao estudo de Psicologias.


São Paulo: Editora Saraiva, 1995.