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Exercícios complementares

Questão 01 Questão 02
Aula de português “Talvez tenha acabado o verão. Há um grande vento
A linguagem frio cavalgando as ondas, mas o céu está limpo e o sol
é muito claro. Duas aves dançam sobre as espumas
na ponta da língua
assanhadas. As cigarras não cantam mais.Talvez tenha
tão fácil de falar acabado o verão.”
e de entender. (Rubem Braga)

Para tornar sua visão da natureza bem poética, o


A linguagem autor vale-se da personificação. Identifique o par de
na superfície estrelada de letras, elementos em que ambos estejam personificados:
sabe lá o que quer dizer? (A) “verão” e “ondas”;
(B) “vento” e “espumas”;
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
(C) “aves” e “sol”;
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância. (D) “vento” e “céu”;
figuras de gramática, esquipáticas, (E) “verão” e “aves”.
atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me.
Questão 03
Já esqueci a língua em que comia,
Leia o fragmento abaixo de autoria de Carlos
em que pedia para ir lá fora,
Drummond de Andrade:
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
“Não faças versos sobre acontecimentos.
do namoro com a priminha.
Não há criação nem morte perante a
poesia
O português são dois; o outro, mistério.
Diante dela, a vida é um sol estático.
(Carlos Drummond de Andrade. Esquecer para lembrar. Não aquece nem ilumina.”
Rio de Janeiro: José Olympio,1979)

Explorando a função emotiva da linguagem, o poeta


A função da linguagem colocada em destaque, até
expressa o contraste entre marcas de variação de
mesmo porque a temática a ela nos remete, é:
usos da linguagem em:
(A) poética;
(A) situações formais e informais;
(B) emotiva;
(B) diferentes regiões do país;
(C) conativa;
(C) escolas literárias distintas;
(D) referencial;
(D textos técnicos e poéticos;
(E) metalingüística.
(E) diferentes épocas.


que me chegam pela janela
Questão 04 repetem os gestos obscenos
que vejo fazerem as flores
me vigiando em noites apagadas
onde nuvens invariavelmente
chovem prantos que não digo.
(João Cabral de Melo Neto)

Texto II

(A Mesa Redonda – Georges Braque)


A conversa entre Mafalda e seus amigos:
(A) revela a real dificuldade de entendimento entre A leitura das duas composições artísticas nos leva a
posições que pareciam convergir; reconhecer a existência de um “diálogo” entre elas.
(B) desvaloriza a diversidade social e cultural e a Esse ponto de contato fica esclarecido através da
capacidade de entendimento e respeito entre as seguinte opção:
pessoas; (A) Construção da obra segundo uma visão subjetiva
(C) expressa o predomínio de uma forma de pensar da realidade.
e a possibilidade de entendimento entre posições (B) Concepção anárquica da realidade tematizada.
divergentes;
(C) Fracionamento da realidade, reorganizando-a a
(D) ilustra a possibilidade de entendimento e de partir de planos superpostos.
respeito entre as pessoas a partir do debate
(D) Simultaneísmo instintivo de imagens abstraídas
político de idéias;
do subconsciente.
(E) mostra a preponderância do ponto de vista
(E) Representação do mundo exterior a partir da
masculino nas discussões políticas para superar
projeção de imagens incoerentes.
divergências.

Questão 05 Questão 06
Texto I Leia o texto abaixo, com atenção:
Frutas decapitadas, mapas Soneto
aves que prendi sob o chapéu, Anjo no nome, Angélica na cara,
não sei que vitrolas errantes,
a cidade que nasce e morre, Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
no teu olho a flor, trilhos Ser Angélica flor, e Anjo florente,
que me abandonam, jornais Em quem, senão em vós, se uniformara?


Quem veria uma flor, que a não cortara
De verde pé, de rama florescente?
Questão 07
E quem um Anjo vira tão luzente, Texto I
Que por seu Deus, o não idolatrara? Lobo Bobo
Era uma vez um lobo mau
Se como Anjo sois dos meus altares, Que resolveu jantar alguém
Fôreis o meu custódio, e minha guarda, Estava sem vintém, mas arriscou
Livrara eu de diabólicos azares. E logo se estrepou
Um Chapeuzinho de maiô
Mas vejo, que tão bela, e tão galharda, Ouviu buzina e não parou
Posto que os Anjos nunca dão pesares, Mas Lobo Mau insiste e faz cara de triste
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda. Mas Chapeuzinho ouviu os conselhos da vovó
(Gregório de Matos. Obras Completas.) Dizer que não pra lobo, que com lobo não sai só
Repare que ele dialoga com determinado trecho Lobo canta, pede, promete tudo até amor
da letra de O Quereres, de Caetano Veloso — E diz que fraco de lobo é ver um Chapeuzinho de maiô
dentre os transcritos nas alternativas a seguir Mas Chapeuzinho percebeu
—, revelando o processo da intertextualidade. Que Lobo Mau se derreteu
Identifique esse trecho:
Pra ver você que lobo também faz papel de bobo
(A) “Onde queres revólver sou coqueiro Só posso lhes dizer, Chapeuzinho agora traz
E onde queres dinheiro sou paixão Um lobo na coleira que não janta nunca mais
Onde queres descanso sou desejo Lobo bobo, uuuuh!
(Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, 1959)
E onde sou só desejo queres não”
Texto II
(B) “E onde não queres nada nada falta Enquanto seu lobo não vem
E onde voas bem alto eu sou chão Vamos passear na floresta escondida, meu amor
E onde pisas o chão minha alma salta Vamos passear na avenida
E ganha liberdade na amplidão” Vamos passear nas veredas, no alto meu amor
Há uma cordilheira sob o asfalto
(C) “Onde queres família sou maluco
A Estação Primeira da Mangueira passa em ruas
E onde queres romântico, burguês
largas
Onde queres Leblon, sou Pernambuco Passa por debaixo da Avenida Presidente Vargas
E onde queres eunuco, garanhão.” Presidente Vargas, Presidente Vargas, Presidente Vargas

(D) “Onde queres o ato eu sou espírito Vamos passear nos Estados Unidos do Brasil
E onde queres ternura eu sou tesão Vamos passear escondidos
Vamos desfilar pela rua onde Mangueira passou
Onde queres o livre, decassílabo
Vamos por debaixo das ruas
E onde buscas anjo sou mulher”
Debaixo das bombas, das bandeiras
(E) “Onde queres prazer sou o que dói Debaixo das botas
E onde queres tortura, mansidão Debaixo das rosas, dos jardins
Onde queres um lar, revolução Debaixo da lama
Debaixo da cama
E onde queres bandido sou herói.” (Caetano Veloso, 1968)


Os dois textos – letras de composições musicais Nos quadrinhos acima, Calvin escreve suas memórias
– têm como inspiração o mesmo personagem das utilizando algumas funções da linguagem. Levando-
histórias infantis e, portanto, já “dialogam” com esse se em conta que a função metalingüística esclarece
texto original. O primeiro deles é representativo da o próprio texto; a fática dá início à mensagem; a
chamada “Bossa Nova”, enquanto o segundo tipifica o referencial apresenta os fatos; a conativa expressa um
movimento denominado “Tropicalismo”. apelo; e a emotiva traduz sentimentos, o comentário
final, feito pelo tigre, está centrado no fato de Calvin
A propósito, assinale a opção em que se faz uma
não ter utilizado a seguinte função:
afirmação correta:
(A) conativa;
(A) Os movimentos musicais relativos aos dois
textos surgiram em decorrência de imposições (B) fática;
histórico-sociais de mesma natureza.
(C) referencial;
(B) No texto I, o clima é bem-humorado e a história
(D) metalingüística;
é, na realidade, uma paráfrase do conto infantil
original. (E) emotiva.
(C) No texto II, elaborado pouco antes do AI-5, o lobo
do título pode ser interpretado como metáfora Questão 09
do poder ditatorial repressor.
Noturno de Belo Horizonte (fragmento)
(D) Há um clima pesado, opressivo, em ambos os
textos, decorrente da presença do personagem Nós somos na Terra o grande milagre do amor
lobo mau. E embora tão diversa a nossa vida
(E) O texto I exemplifica um momento histórico Dançamos juntos no carnaval das gentes,
em que, no Brasil, predominavam atitudes de Bloco pachola do “Custa mas vai”.
restrição à liberdade.
E abre alas que eu quero passar!
Nós somos os brasileiros auriverdes:
Questão 08 As esmeraldas das araras
o melhor de calvin Bill Watterson Os rubis dos colibris
Os abacaxis as mangas os cajus
Atravessam amorosamente
A fremente celebração do Universal!
Que importa que uns falem mole descansado
Que os cariocas arranhem os erres na garganta
Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais?
Que tem se o quinhentos réis meridional
Vira cinco tostões do Rio pro Norte?
Juntos formamos este assombro de misérias e
grandezas,
Brasil, nome de vegetal...
(Mário de Andrade)

Pode-se inferir, do poema de Mário de Andrade:


(A) uma manifestação de exaltação à solidariedade
dos brasileiros, a despeito da sua diversificação
regional;


(B) uma afirmação irônica e crítica de nossos Texto II
problemas sociais, decorrentes das divergências
locais; “O Brasil é uma terra de amores
Alcatifada de flores
(C) uma constatação da diversidade das línguas
existentes em nosso país; Onde a brisa fala amores
(D) uma reiteração, através da imagem do carnaval, Nas lindas tardes de abril
de nossa desorganização enquanto organismo Correi pras bandas do sul
nacional; Debaixo de um céu de anil
(E) uma visão apenas humorística e caricata da Encontrareis um gigante deitado
realidade brasileira e da personalidade dos Santa Cruz
brasileiros.
Hoje o Brasil
Mas um dia o gigante despertou
Questão 10 E dele um anão se levantou
Fonte: www.exercito.gov.br/Recrutinha/
2002/19nov/imagens/bande.jpg

Era um país subdesenvolvido”


(“O Subdesenvolvido”, fragmento , Carlos Lyra e Francisco de Assis)

Os dois textos têm como tema o Brasil. O texto I


exemplifica a primeira geração do Romantismo
brasileiro e data do início do século XIX; o texto II é
uma produção do século XX e foi elaborado nos anos
que antecederam o golpe militar de 64.
A propósito, marque a alternativa em que se faz
comentário adequado:
Texto I
(A) Ambos os textos apresentam uma visão ufanista
“Correi pr’as bandas do sul: do Brasil, sendo mesmo esse o objetivo dos
Debaixo dum céu de anil autores, nos dois casos.
Encontrareis o gigante (B) O texto II é, em realidade, um plágio injustificado
Santa Cruz, hoje Brasil; do texto I, pois a apropriação dos termos do
— É uma terra de amores trabalho original não é feita com qualquer objetivo
Alcatifada de flores de comunicação.
Onde a brisa fala amores (C) O nacionalismo romântico e o nacionalismo
Nas belas tardes de Abril. modernista obedecem à mesma concepção, como
se percebe da leitura das duas passagens.
Tem tantas belezas, tantas, (D) Os momentos históricos em que foram escritos os
A minha terra natal, dois textos em nada influenciaram os respectivos
Que nem as sonha um poeta processos de criação.
E nem as canta um mortal! (E) O texto II parodia passagens do texto I,
— É uma terra encantada com finalidades críticas, bem ao sabor da
— Mimosa jardim de fada — visão revisionista que inspirava o movimento
Do mundo todo invejada, modernista.
Que o mundo não tem igual.”
(“Minha Terra”, fragmento – Casimiro de Abreu)


(B) O texto II apenas atualiza o texto I, com o
Questão 11 emprego de palavras vinculadas à atualidade,
Texto I sem abandonar a visão idealizada da personagem
indígena.
Índia, seus cabelos nos ombros caídos,
(C) O texto II, retomando o tema romântico do amor
Negros como a noite que não tem luar; pela índia – presente no texto I –, interpreta-o às
Seus lábios de rosa para mim sorrindo avessas, configurando, pois, uma paródia.
E a doce meiguice desse seu olhar (D) O texto II, como o texto I, é destituído de
Índia da pele morena, qualquer construção idealizada ou romântica da
Sua boca pequena mulher indígena.
Eu quero beijar. (E) Ambos os textos retomam, através do foco na
Índia, sangue tupi, índia, o tema das raízes nacionais romanticamente
Tem o cheiro da flor consideradas.
Vem, que eu quero lhe dar
Todo meu grande amor. Questão 12
(“Índia”, Cascatinha e Inhana, fragmento)
O texto a seguir pertencente ao cancioneiro popular
Texto II brasileiro, tem como autores Ivan Lins e Vítor Martins.
Índia “guajira” já colheu sua noite Leia-o:
Volta para a tribo meio injuriada, Velas içadas
Uma figueira numa encruzilhada Seu coração é um barco de velas içadas
Felina, um olho de paixão danada, Longe dos mares, dos tempos, das loucas marés
Era Leão, famoso traficante, Seu coração é um barco de velas içadas
Um outdoor, bandido elegante, Sem nevoeiros, tormentas, sequer um revés
Que a levou para um apart-hotel
Seu coração é um barco jamais navegado
Que tem em Cuiabá.
Nunca mostrou-se por dentro mostrando os porões
Índia, na estrada, largou a tribo
Seu coração é um barco que vive ancorado
Comprou um vestido, aprendeu a atirar, Nunca arriscou-se ao vento, às grandes paixões
Índia virada, alucinada pelo cara-pálida do Pantanal,
Índia “guajira” e o traficante Nunca soltou as amarras
Loucos de amor, trocavam o seu mel, Nunca ficou à deriva
Era um amor tipo 45, Nunca sofreu um naufrágio
E tiroteios rasgando vestidos Nunca cruzou com piratas e aventureiros
Nunca cumpriu o destino das embarcações
(...)
(“A índia e Texto o traficante”, Eduardo Dusek e Luiz Carlos Góes, fragmento)
Nesse texto, os autores instituem algumas metáforas
para coração centradas no termo barco. A partir das
imagens criadas e da devida interpretação, podemos
Os textos I e II são fragmentos de letras de
entender que o “destino das embarcações” seria:
composições musicais e dialogam entre si na medida
em que sua temática é a mesma. Sobre eles, apenas (A) sofrer com as intempéries da vida;
pode ser julgada correta a seguinte afirmativa: (B) jamais se afastar de “portos” seguros;
(A) O texto II realiza uma paráfrase do texto I, porque (C) reagir contra o destino impiedoso;
segue as idéias deste, apenas reproduzindo-as de (D) viver aventuras incondicionalmente;
forma distinta. (E) buscar “rotas” previamente programadas.


Gabarito comentado dos
Exercícios complementares
vista masculino” (letra E), já que os dois personagens
Questão 01 que discutem são meninos (homens). O que a “tirinha”
quer mesmo expressar – e daí a resposta em “A” –
Letra A. é a dificuldade que pessoas têm de se entenderem
Na realidade, o poeta opõe a “linguagem na ponta em determinadas situações onde os pontos de vista
da língua” à “linguagem na superfície estrelada das parecem caminhar em uma mesma direção.
letras”. A primeira, “tão fácil de falar e de entender”;
a segunda “sabe lá o que quer dizer?”. Tal oposição Questão 05
é, efetivamente, a que se registra entre a linguagem
informal e a formal. Destaque-se a menção às “figuras Letra C.
da gramática, esquipáticas” para caracterizar a
linguagem formal e às alusões a situações do cotidiano, Para resolver essa questã, o o aluno deveria ser capaz de
na penúltima estrofe, para exemplificar momentos de estabelecer uma relação de “diálogo” entre a estrutura
uso da linguagem informal. formal do poema (que superpõe imagens fracionadas,
apresentadas segundo uma organização de coerência
de seu autor) com a gravura cubista, caracterizada
Questão 02 por esse mesmo método de “composição”.

Letra B.
Questão 06
O vento frio que “cavalga” e as espumas caracterizadas
como “assanhadas” são exemplos claros da Letra D.
personificação. Palavras como verão, sol e céu anulam
as demais opções. O candidato deve estar apto a apreender que, embora
sejam textos de épocas diferentes e estilos diferentes,
eles se tocam no barroquismo de suas estruturações.
Questão 03 O texto de Gregório de Matos tenta descrever
a mulher amada, ora comparando-a a um anjo, ora
Letra E. comparando-a a uma flor. A decodificação dessas
Trata-se de um metatexto, por abordar o processo metáforas se impõe: o anjo torna a mulher celestial,
da composição da poesia. É a poesia falando da ensejando um amor platônico, e a flor remete para
poesia, o texto falando do texto. Caracteriza-se, pois, seu aspecto físico, propriamente mulher, ensejando o
a metalinguagem, a função metalingüística, apontada amor mais carnal.
na letra E. A música de Caetano Veloso, toda ela construída em
antíteses, mostra um eu lírico conflituoso, pois ele
nunca é o que esperam que ele seja. Numa atitude
Questão 04 camaleônica, ele se traveste em várias metáforas,
entre elas, a do anjo e da mulher.
Letra A.
Anulam-se, inicialmente, como possíveis respostas, Questão 07
as opções C e D, que mencionam uma “possibilidade
de entendimento” que a “tirinha” não revela. Não Letra C.
há também manifesta a desvalorização da diversidade
social e cultural sugerida pela alternativa B. Igualmente A dificuldade da questão repousa tão-somente
não se pode pensar em “preponderância do ponto de na necessidade de o candidato deter informações


que vinculem a “Bossa Nova” e o “Tropicalismo” a incorpora também elemento do discurso “oficial”
contextos histórico-sociais distintos, quais sejam, presente no Hino Nacional), que se transforma num
respectivamente, o período desenvolvimentista do anão, está inteiramente em consonância com tais
Governo JK (1955/1960) – que contaminava o país objetivos parodísticos. É óbvio que os momentos
com uma visão otimista do futuro – e o período de históricos em que foram concebidos os dois textos
endurecimento maior do regime ditatorial militar (no (independência, ideais libertários, independência
qual o ano de 1968 é expressivo exemplo). Observe- x golpe militar, repressão) são um “pano de fundo”
se, a propósito da opção “B”, que não há, em realidade, que lhes influenciou a concepção. Por último,
uma paráfrase do conto original no texto I, uma lembrar que o nacionalismo dos românticos era do
vez que o desfecho deste praticamente “inverte” o tipo ufanista (admiração irrestrita e incondicional
daquele, com o “lobo trazido na coleira” à pátria, idealizada), enquanto o dos modernistas
propugnava por uma abordagem crítica que, não raro,
Questão 08 “desmontava”, “subvertia” tal visão.

Letra C. Questão 11
A observação feita pelo personagem Tigre, alter
ego de Calvin, dizendo que a exigência dos editores Letra C.
seria outra, faz nos inferir que eles exigiriam os fatos Considerando que o texto II “despe” a imagem da
omitidos por Calvin, ou seja: os elementos essenciais a índia de qualquer visão romântica e que o texto I,
uma narrativa. Tais fatos seriam do domínio da função ao contrário, exemplifica essa abordagem idealizada,
referencial, conforme esclarecimentos do enunciado. a única resposta viável é mesmo a da opção “C”.
Ressalte-se, a título subsidiário, que a paródia é
Questão 09 realmente resultante de uma visão crítica que promove
o desmonte de um texto original. Isso aconteceu com
Letra A. o texto II em relação ao I.

Não se nota conotação irônica ou crítica, humorística


ou caricata, sugerida em algumas opções, muito Questão 12
menos se pode inferir uma menção à “diversidade de
línguas”. Letra D.
O texto é realmente uma afirmação da união, da O verso que justifica a resposta é “Nunca arriscou-se
solidariedade nacional. A visão positiva se percebe em ao vento, às grandes paixões” (referindo-se ao “seu
expressões, como: “... o grande milagre do amor...”, coração”), metaforicamente expresso pelo barco.
“Dançamos juntos...”, “... Atravessam amorosamente
a fremente celebração do Universal!...” etc.

Questão 10
Letra E.
Só existe uma visão ufanista – ou seja, a de um país
perfeito, idealizado – no primeiro texto. Não se
pode conceituar como plágio, e sim como paródia, o
aproveitamento de um texto para a criação de outro
em que esteja presente a crítica, a mordacidade, a
ironia. A idéia de um “gigante deitado” (menção que

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