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Introdução à Filosofia

O modo de produção flexível e o novo perfil do trabalhador no


século XXI

Posted on 05/09/2013

(https://filosofonet.files.wordpress.com/2013/09
/trabalho.jpg)

[audio https://dl.dropboxusercontent.com/u/19350165/Roda%20Viva.mp3]
Por Michel Aires de souza

No início do seculo XX surgiu uma nova dinâmica capitalista, desenvolveu–se a produção em massa, com enormes fábricas, que
produziam de tudo, a custo baixo para uma grande massa de consumidores. Era uma época de emprego, aumento de renda, direitos
sociais e consumo para a classe trabalhadora. Mas essa dinâmica só se tornou possível a partir de novas estratégias para controlar os
trabalhadores e assegurar a produção e o consumo das mercadorias. Novos mecanismos de controle dos trabalhadores foram criados
para a maximização da produção e do lucro impulsionado pelo advento da sociedade de massas. O que começou a se difundir foi a teoria
de Frederic Taylor, engenheiro norte-americano, conhecido como o pai da administração científica, que procurou racionalizar o controle
do tempo e do espaço dentro da fábrica. Taylor a partir da observação direta percebeu, no final do século XIX, que os trabalhadores
eram indolentes e faziam corpo mole, e que poderiam produzir muito mais do que produziam. Com isso ele demonstrou que seria
possível dividir as funções e disciplinar o trabalhador. Para se obter um maior controle do operário ele criou uma burocracia de
supervisores, gerentes e chefes que passariam a controlar a execução das tarefas. Alguns anos depois o industrial Henry Ford procurou
aperfeiçoar as ideias de Friderich Taylor. Ele criou a linha de montagem e os processos de trabalho foram semi-automatizados. A criação
da linha de montagem levou a uma maior produção em menos tempo. Todo movimento inútil foi eliminado e toda produção foi
racionalizada. O grande objetivo de Ford era a produção em série de carros modelo T para o consumo em massa. Em 1912 um único carro
era produzido em 12 horas, em 1913 sua fabricação foi reduzida para 1 hora e 33 minutos. Já em 1920 um carro era produzido em 24
segundos. Ford previu que um dia toda família possuiria um carro e ele estava certo. Seu carro custava apenas 295 dólares e em 1924 ele
vendeu dez milhões de automóveis. Ele também instituiu o trabalho de oito horas e pagava 5 dólares por dia de trabalho. Com isso, o
operário tinha mais espaço para a família e para o lazer.

Não há dúvida de que com o taylorismo e o fordismo houve um grande avanço no capitalismo industrial, uma vez que permitiu
consideravelmente aumentar a produtividade, reduzindo os custos de produção e baixando os preços das mercadorias, com aumento
significativo dos lucros dos capitalistas, assim como um maior bem estar dos trabalhadores. “O padrão de produção fordista, embora
não tenha se implantado igualmente em todos os países industrializados, tornou-se referência ao longo do século XX, como modelo mais
adaptado à produção em massa e a esta nova fase do processo de acumulação capitalista” (RAMALHO, 2010, p. 88).

Contudo, o modelo fordista começou a declinar no começo da década de 70. Naquela época houve a desregulamentação do sistema
monetário internacional. A moeda norte-americana que era referência para o comércio das economias do ocidente começou a declinar.
Os mercados internos na Europa e no Japão estavam saturados. Houve a diminuição das taxas de lucros decorrente do excesso de
produção e esgotamento da acumulação fordista. Para aumentar a recessão veio a crise do petróleo que teve seus preços triplicados no
mercado internacional, encarecendo a energia e prejudicando, principalmente, as indústrias de siderurgia, construção naval e de química
pesada. Para complicar a crise, os países da América Latina substituíram suas políticas de importação por grandes indústrias
multinacionais, com grande demanda de mão de obra barata. A partir disso, a competição internacional se intensificou e a hegemonia dos
Estados Unidos começou a cair. Tornou-se evidente que o fordismo juntamente com o estado de bem-estar social (Welfare State) não
podiam mais resolver as contradições do capitalismo.David Harvey (1993) mostrou em seu livro “A condição pós-moderna” que a crise
da década de 70 podia ser mais bem apreendida por uma palavra: rigidez. O problema da rigidez se deu não só nos investimentos de
capital fixo investido em produção em massa, que impediam a flexibilidade de planejamento, assim como na rigidez dos mercados, na
alocação e nos contratos de trabalho. Toda tentativa para superar essa rigidez era barrada por greves trabalhistas. Com a crise, os
compromissos
1 de 4 do Estado se intensificaram cada vez mais com programas assistenciais, mas Welfare State não conseguia dar conta18:07
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suas demandas. Naquela época as grandes indústrias se viram com um excedente de produção, assim como fábricas e equipamentos
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ociosos num mercado cada vez mais competitivo. Era uma época de recessão e agravamento da inflação, ou seja, de estagnação da
produção de bens e alta inflação de preços. Foi a partir daí que o sistema capitalista entrou em um novo ciclo de reestruturação do
capital. Começou um período de racionalização e intensificação do controle do trabalho. A mudança tecnológica, a automação, a busca de
novos produtos e novos mercados, as fusões de empresas, a busca de novos locais onde a mão de obra era barata tornaram-se necessárias
para as grandes corporações. Harvey (1993) chamou essa nova reestruturação do capital de “acumulação flexível”. É flexível, pois, “(…)
se apoia na flexibilidade dos processos de trabalho, dos mercados de trabalho, dos produtos e padrões de consumo. Caracteriza-se pelo
surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros, novos mercados e,
sobretudo, taxas altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e organizacional” (HARVEY, 1993, p. 140).

A reestruturação produtiva também introduziu novas técnicas gerenciais e administrativas. Em contraste com a rigidez do
fordismo, foi criada no Japão, na empresa Toyota, um novo método que se mundializou: a produção flexível. Esse método associava uso
intensivo da tecnologia, terceirização e flexibilidade na produção. Em vez da produção em larga escala criou-se a produção em pequenos
lotes e com produtos variados. Os grandes estoques comuns à produção fordista deixaram de existir. Surgiu o trabalho por encomenda
produzido na hora certa (Just in time). A empresa produzia somente o necessário de acordo com a demanda do mercado. Uma grande
parte da produção era terceirizada vinda de produtores e fornecedores que eram responsáveis por sua fabricação. A terceirização
eliminou setores da fábrica como ajudou a diminuir os trabalhadores e foi indispensável para reduzir custos numa época de crise. Outra
característica importante foi o uso de alta tecnologia e de funcionários multifuncionais para produzir produtos com qualidade total. Se o
trabalhador na linha de produção fordista fazia um trabalho repetitivo, mecânico e especializado, no toyotismo o trabalhador era
polivalente, com múltiplas habilidades e competências. Para criar funcionários multifuncionais o Japão investiu maciçamente em
educação e as empresas investiam na qualificação dos seus funcionários.

Se na organização fordista o modelo de gestão é verticalizado, pois a administração tem o controle de todos os setores e
departamentos, no toyotista o modelo de gestão é organizado de forma horizontal uma vez que os trabalhadores têm maior participação
no controle da produção como no processo de gestão dos grupos de trabalho. Segundo Sennet, “as empresas buscaram eliminar camadas
de burocracia, tornar-se organizações mais planas e flexíveis. Em vez das organizações tipo pirâmide, a administração quer agora pensar
nas organizações como redes (…)” (SENNETT, 2009, p.23).

Se a reestruturação produtiva foi boa para as empresas, não foi para o trabalhador. Essa revolução teve grandes consequências para o
mercado de trabalho. A reestruturação produtiva causou a desregulamentação das relações de trabalho aumentando o desemprego,
fomentando o trabalho informal e fazendo surgir relações precárias de trabalho: trabalho temporário, jornada parcial, terceirização,
subcontratação, etc.

“Diante da forte volatilidade do mercado, do aumento da competição e do estreitamento das margens de lucro, os patrões tiraram
proveito do enfraquecimento do poder sindical e da grande quantidade de mão de obra excedente (desempregados ou subempregados)
para impor regimes de contrato mais flexíveis (…). Mais importante do que isso é a aparente redução do emprego regular em favor do
crescente uso do trabalho em tempo parcial, temporário ou subcontratado” (HARVEY, 1993, p.143).

(https://filosofonet.files.wordpress.com/2013/09/flexivel.jpg)Com a acumulação flexível nós entramos


na era da sociedade pós-industrial. A sociedade industrial surgiu, grosso modo, na segunda metade do
século XVIII e se estendeu até a primeira metade do século XX. Com o desenvolvimento das novas
tecnologias da informação, da microeletrônica, da robotização e da inteligência artificial surgiu a partir da
segunda metade do século XX a sociedade pós-industrial. Esta sociedade não se fundamenta mais na
produção agrícola (setor primário), nem na industrial (setor secundário), mas sim no setor de serviços
(setor terciário), que compreende as atividades como comércio, informática, telecomunicações, educação,
saúde e turismo.

O surgimento do setor de serviços e de terceirização abriu grandes oportunidades para os pequenos


negócios. A produção doméstica e familiar que existia na época da revolução industrial começou a voltar
como consequência da reestruturação produtiva. Para Harvey (1998) ela começou a retornar não como
algo periférico, mas como peça central da nova organização industrial. Hoje uma grande parte dos
serviços terceirizados é feito em domicílios familiares ou pequenas oficinas. Também se tornou comum por parte das grandes empresas
empregarem trabalhadores “informais” e “subterrâneos” sem direitos trabalhistas, que prestam serviços em casa. Esse tipo de contratação
é bastante comum entre os imigrantes como filipinos e vietnamitas em Los Angeles, Bolivianos em São Paulo e indianos em Londres.

Segundo o sociólogo especialista em relações do trabalho, José Pastore (2008), ainda hoje o mundo do trabalho passa por uma
enorme revolução. Ele afirma que essa revolução é devida a um profundo processo de mutação pelo qual passam as empresas. Muitas se
fundem. Outras se subdividem. Várias entram em ramos novos. Inúmeras adotam novas tecnologias e novos modos de produzir e
vender. Pastore refere-se a sua infância para exemplificar as grandes mudanças que sofreram as indústrias nos últimos anos. A “General
Motors”, por exemplo, ganhava dinheiro vendendo automóveis. Hoje essa empresa gera uma colossal receita, através de seus bancos,
emprestando dinheiro. A “General Electric” construiu um império mundial vendendo turbinas de avião e tomógrafos para hospitais.
Hoje ela dá assistência técnica às turbinas e aos tomógrafos. É uma indústria que fatura prestando serviços. O “McDonald´s”, conhecida
pelos bilhões de sanduíches que serve, partiu para o ramo hoteleiro usando o seu famoso nome nos campos da presteza, higiene e
automação. Seus hotéis se destinam a executivos que são hóspedes exigentes nesses três quesitos. Nos dias atuais, já não se sabe a que
setor uma empresa pertence. Há indústrias que entram no campo dos serviços. Outras entram no campo das finanças. Da mesma forma,
há empresas do comércio que passam a fazer trabalhos industriais como é o caso da papelaria que, ao adquirir uma máquina Xerox e um
computador, passa a funcionar como gráfica.

O grande problema da reestruturação produtiva são as graves consequências para os trabalhadores e governos. O desemprego, as
relações precária de trabalho, o trabalho informal, a enorme exigência de qualificação do trabalhador, o enfraquecimento dos sindicatos e
das organizações dos trabalhadores são alguns deles. Com a dispersão do trabalhador em empreendimentos domésticos, assim como
serviços temporários e subcontratados, tornou quase impossível à organização da classe trabalhadora. A desestruturação do mercado de
2 de 4 não só diminui o poder de reivindicação do trabalhador, mas também desestruturou famílias, produziu insegurança,
trabalha 20/01/2016
e ainda 18:07
tem
gerado problemas sociais, como miséria, fome e violência.
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No modelo de produção fordista o trabalhador é um simples executor de tarefas. Ele executa tarefas simples, parceladas e repetitivas.
Geralmente era treinado em um serviço especializado numa determinada etapa da produção. As tarefas eram planejadas e a quantidade
de produção era fixada pela administração. Nesse modelo não se necessitava de homens com sólida formação ou grandes competências,
com exceção da administração, que fazia o trabalho intelectual. Os funcionários eram escolhidos de acordo com suas aptidões. As
qualidades normalmente esperadas pela empresa eram força física, percepção aguçada, disciplina e obediência. O trabalhador não
precisava ser inteligente ou criativo, mas precisava ser pontual, disciplinado e serviente. A grande consequência disso era o
embrutecimento, a despersonalização e alienação dos indivíduos, que interiormente se sentiam insatisfeitos, tediados e frustrados devido
a um trabalho mecânico e repetitivo.

“A rotina parecia, em todos esses cenários de trabalho, pessoalmente degradante, uma fonte de ignorância mental — e ignorância de
um determinado tipo. O presente imediato pode ser bastante claro, quando um trabalhador maneja a mesma alavanca ou manivela horas
a fio. O que falta ao trabalhador da rotina é qualquer visão mais ampla de um futuro diferente, ou o conhecimento de como fazer a
mudança” (SENNETT, 2009, p.49).

Com o advento do sistema de produção flexível o perfil do trabalhador se modificou. Ele se tornou multifuncional e polivalente, com
uma visão mais ampla dos vários processos de trabalho, participando e envolvendo-se em todas as etapas da produção. A execução de
tarefas repetitivas, simplificadas e fragmentadas deixou de existir. Também deixou de existir a separação entre o trabalho físico e o
intelectual. O que começou a se valorizar foi a subjetividade do trabalhador. Devido a uma maior automação e complexidade da
produção o trabalhador tornou-se mais criativo, inteligente, versátil e crítico. Exige-se dele a capacidade de mobilizar saberes,
conhecimentos e esquemas mentais para resolver problemas. Dessa forma ele deve ter conhecimentos, competências e habilidades
diversificadas, e uma sólida formação profissional e cultural. O trabalho sendo feito em equipes multifuncionais de cooperação mútua
propicia uma maior autonomia para tomada de decisões. Além disso, o conceito de qualidade total torna o trabalho mais crítico e
participativo, com discussões e debates para melhorias no processo de produção.

Hoje vivemos em uma época onde o cenário econômico e empresarial está cada vez mais acirrado, onde as empresas são cada vez
mais competitivas. Com as novas tecnologias e a exigência de maior criatividade e inteligência no ambiente de trabalho, os indivíduos
tornaram-se a pedra angular da reestruturação produtiva. Nesse contexto, as empresas não só buscam uma maior automação da
produção, mas também procuram funcionários mais qualificados. O trabalhador com maior formação torna o trabalho mais eficaz e
produtivo, pois através de suas atitudes, conhecimentos e habilidades ele sabe pensar e agir melhor.

Segundo Pastore (2009) a procura por pessoas altamente qualificadas decorre da própria dinâmica da economia moderna. A
economia moderna se baseia em métodos de produção e venda que requerem um bom domínio de novas máquinas e equipamentos
assim como de uma visão ampla de processos produtivos que se tornam cada vez mais dependentes de inovações tecnológicas e um
ajuste adequado à questão ambiental. Nos últimos tempos, as novas máquinas e equipamentos tornaram-se sofisticados, inteligentes e
baratos. O uso de sua plena potencialidade, porém, depende da capacidade dos operadores – os seres humanos. Para tanto, não basta ser
adestrado. É preciso ser educado -, e bem educado.

Com as novas tecnologias o trabalho em nossa época tornou-se mais intelectual e criativo. Nessa nova dinâmica do capital, o papel
do trabalhador é produzir ideias, resolver problemas e criar soluções. Esse é o novo paradigma para se pensar o trabalho no século XXI.
O trabalho mecânico e repetitivo está sendo abolido e sendo substituído pelo trabalho lúdico, intelectual, criativo. O trabalhador de hoje
deve saber mobilizar esquemas mentais e conhecimentos para resolver problemas, analisar situações e fazer diagnósticos, trabalhar em
equipe e saber proceder e agir com criatividade em qualquer situação. Mas sua principal competência deve ser a de aprender
continuamente. O sociólogo italiano Domenico Masi especialista no assunto ilustra bem como será o trabalho no século XXI: “o trabalho
braçal a máquina faz; o mental o computador realiza; ao ser humano cabe ter ideias e ser criativo”.

Num futuro bem próximo o termo “home Office” deve tornar-se uma palavra bastante comum. Trabalhar em casa com um
computador deve ser o ambiente de criação e produção. Segundo Pastore (2007), os serviços que mais se expandem são os de economia
intangível, que dependem muito mais do talento intelectual do que da força física. É intangível, pois os papéis exercidos pelos
empregados e empregadores não são claramente divididos e identificáveis. Essa é uma tendência no mundo todo, os profissionais de hoje
empenham-se em atividades especializadas e atuam como pessoas jurídicas. Hoje se trabalha como cooperado, por projeto, à distância,
como free lancer, intermitente, colaborativo, etc.

No mercado de trabalho não há mais lugar para quem não sabe pensar, para quem não gosta de aprender e estar constantemente
atualizado, e para quem não tem flexibilidade para se adaptar a um ambiente em constante mudança.

Bibliografia

HARVEY, David. Do Fordismo à Acumulação Flexível. In: A condição pósmoderna. São Paulo: Loyola, 1993, p. 135-176

PASTORE, José. Crescimento de 6%: e a mão de obra? Folha de São Paulo, (08/12/2009). Disponível em <
http://www.josepastore.com.br/artigos/ed/ed_045.htm (http://www.josepastore.com.br/artigos/ed/ed_045.htm) > Acesso em Junho
de 2012.

________, José. Mudanças nos Cenários das Profissões: Educação e Empregabilidade. Palestra realizada no Congresso Brasileiro de
Contabilidade, Gramado, (RS), 28/08/2008. Disponível em < http://www.josepastore.com.br/artigos/em/em_122.htm
(http://www.josepastore.com.br/artigos/em/em_122.htm) > Acesso em Junho de 2012.

________, José. O pior é a informalidade. Jornal O Globo, (21/03/2007). Disponível em < http://www.josepastore.com.br/artigos
/ti/ti_015.htm (http://www.josepastore.com.br/artigos/ti/ti_015.htm) > Acesso em Junho de 2012.

RAMALHO, José. R. Trabalho na Sociedade Contemporâneo. MORAES, Amaury C. (Coord). Sociologia. Brasilia: Ministério da
Educação, Secretaria da Educação Básica, 2010, p. 85-99
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SENNET, Richard. A corrosão do caráter: as consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 2009.
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6 Responses “O modo de produção flexível e o novo perfil do trabalhador no século XXI” →
1.
RAFAEL CORRAL

17/01/2014

Abordagem pontual. O Brasil, contudo, destoando do atual perfil do trabalhador criativo, insiste em sucatear a educação pública.
Enquanto os Tigres Asiáticos priorizam a educação o Brasil investe em imbecilidades para alienação de massa. O que você acha sobre
a federalização do ensino público de base? Há um Projeto de Lei neste sentido que tramita desde 2008.

Responder
2.
Marcelo Belisário

07/01/2015

Adorei o texto, conciso, informativo abrangendo o momento atual do capitalismo brasileiro e atual…Very good!!!

Responder
3.
Wellen Andrade

09/09/2015

Texto excelente. Expôs um panorama diversificado sobre as relações de trabalho e as mudanças ocorridas no setor industrial!

Responder
4.
Dejalme Andreoli

08/10/2015

É um texto bastante esclarecedor da história no trabalho no mundo capitalista.

Responder
5.
márcio

27/10/2015

Muito esclarecedor o texto. Obrigado.

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