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Capa

Roberto Franklin Rondine


Sylvio Ulhoa Cintra F ilho
Rua da Grama, 38 - S. Paulo ,

Cohlposição

Paika Realizações Gráficas Ltda.


u Rua Tenente Gomes Ribeiro, 58 - S. Paulo

Equipe de Produção

Jorge Fuzii, Ricardo H. Soares, Marisa T. Fujiwara


Ricardo M. Gomes, Jorge A. S. Barreto ,
Ricardo 8. de Souza, Rosangela R. Ribeiro

Fotolitos

H.O.P. Fotolitos Ltda.


Rua Dei mira Ferreira, 325 - S. Paulo

Impressão e Acabamento: Cromoset


CIP-Braall. Catalogaçio•ft&•Publlcaçio
Ctmara Braallelra do Livro, SP

Machado , Antônio dos Santos,, 1948-


Hl29a Ãlgebra linear e geometria anal!tica / An-
2.ed. tonio dos Santos Machado. -- 2. ed. -- são Pau-
lo : Atual, 1982.
Bibliografia.

l. Ãlgebra linear (20 grau) 2. Geometria


anal!tica (20 grau) r. Título,

17. CDD-.512,897
18. -.512.5
17. -516
18. -516,3
, lndlcaa para catálogo al1lem611co:
1. Ãlgebra linear 512.897 (17.) .512.5 (18.)
2. G7ometria analítica 516 (17 .) .516.3 (18.)
Copyright desta edição:
ATUAL EDITORA LTDA., 1997.
Rua José Antônio Coelho, 785
04011-062 - São Paulo - SP
Todos os direitos reservados.

LCLUc l

NOS PEDIDOS TELEGRÁFICOS BASTA CITAR O CÓDIGO ADSM0501W


-
APRESENTACAO •

Neste texto abordamos os espaços vetoriais IR 2 e IR3 e desenvolvemos a


Geometria Analítica no plano e no espaço ao nível da escola de segundo grau.
Queremos com ele colocar à disposição dos estudantes que se preparam
para os exames vestibulares (principalmente da Fundação Cesgranrio, cujo pro-
grama nos orientou) um livro de Geometria Anal(tica com conceitos e racio-
cínios que futuramente encontrarão nas universidades. Também visamos auxi liar
estudantes universitários que desejam consultar um texto introdutório de Álgebra
Linear e Geometria Analítica.
Optamos por uma linguagem simples e informal. Procuramos apresentar a
teoria em pequenas doses, sempre acompanhadas de exemplos e muitos exercícios.
Estes são geralmente cofocados, em cada série, em ordem crescente de dificul-
dade, sendo que alguns aparecem com as respectivas re~oluções. No final de
cada cap(tulo há uma série de testes que são destinados a uma revisão do capítulo.
Todos os exercícios e testes propostos, têm as respostas apresentadas no final
do livro.
Gostar(amos de receber daqueles que nos honra rem com sua leitura as
críticas e sugestões sobre este trabalho, b.em como agradecer as que foram apre-
sentadas, por ocasião da leitura dos originais, pelo · meu amigo Nilson e pela
minha cunhada Marisa. Agradecimentos· são endereçados ainda aos editores, pela ..,__..
oportunid~de e incentivo que me deram e a todas as pessoas que me incentivaram
e ajudaram nesta tarefa. Certamente aí está inclui'da a minha esposa, Fafinha,
que comigo colaborou em todas as etapas da confecção deste livro.

São Paulo, 1980


Correspondência para
ATUAL EDITORA L TOA.
Rua José Antonio Coelho, 785
04011 - São Paulo - SP O autor
,
INDICE

CAPITULO 1 - O ESPAÇO VETORIAL IR 2

1. O conjunto 1R 2 •• • . . •. . •• . . • • • • . • . •• • 1
2. Igualdade e operaçõ es com pares o rdenados . . . . . 2
3. Vetores no plano . . . . . . . . . . . . . . .. . . 5
4. Aplicações: ponto médio e bar icentro . .. . . . . . . . 10

CAPITULO li - PRODUTO INTERNO No · lR 2

1. Produto esca lar d e dois vetores 16


2. Módulo de um vetor . . . . .. . 17
3. Distância entre do is pontos . . . . . . 19
4. Para lel ismo e ortogonalidade . . . . . . . . .. . 21
5. Ângulo de dois vetores .. . .. . . . . . .. . .. . . . . . . 25
6. Área de um tr iângulo e alinhamento de três pontos . . .. . 29

CAPfTULO Ili - ESTUDO DA RETA NO lR 2

1. Equação da reta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
2. Posições relativas e intersecções de retas . . . . . . . . . . . . . . . 43
3. Paralelismo e perpend icu lar idade . . . . . . . . . . . . . 50
4. Ponto e reta: distância e inequações 55
5. Equação reduzida e inclinação . .. . . .. . . 61
6. Fo rmas da equação da reta . . . . . . . . . . . 69

CAPfTULO IV - A CIRCUNFERÊNCIA NO 1R 2

1. Equação da circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
2. A circunferência definida por três pontos . . . . . . . 85
3. Posições relativas e intersecções . . . . . . . . . . . .. . 90
4. Posições de um ponto em relação a urna circunferência . . . . .. . 96
CAPfTULO V - LUGARES GEOMl:TRICOS; AS CÔNICAS

1. Lugares geométricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106


2. A parábola. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
3.. A e I ipse . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 6
4 . A hipérbole . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121

CAPITULO VI -O IR 3 E A GEOMETRIA ANALITICA NO ESPAÇO

1. O espaço vetoria l IR 3 • • •• . • • • . • • . • • • • • • • • • •• • . • • 129


2. Produto interno no IR 3 • • • . . • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 134
3. Produto vetorial e produto misto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
4. Áreas e volumes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 146
5. Equação do plano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150
6 . Equações da reta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
7. Sistemas de equações lineares a três incógnitas . . . . . .. . . . . . 161
8. Equação da superf i'cie esférica . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . 171

CAPITULO VII - DEPENDÊNCIA LINEAR, SUBESPAÇOS E


TRANSFORMAÇÕES LINEARES

1. Combinações lineares . . . ... .. .. . . . .. . , . . . . . . . . . . . 182


2. Dependência linear . .. . . . . . . . . .. . . ·. . . . .. . . . . . . . . . 18,3
3. Bases . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 185
4. Subespaços vetoriais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 188
5. Transformações lineares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191

.

....
CAPÍTULO/

O ~SPA ÇO VETORIAL R2

1. O conjunto 1R2

Representamos por .R.2 o conjunto de todos os pares ordenados de números


reais·; ou seja:

JR2 = {(x, y) 1 X E 1R e y E R }

Por exemplo, são elementos de 1R2 os pares (3, 4), (- 2, 7), ( ~ , O) ,


(-y2, -y2), (; , - 1) , (O, 2y3), etc.
Cada elemento do JR.2 pode ser associado a ~m ponto de um plano no qual
fixamos um sistema de coordenadas conforme indicamo~ a seguir.

y V

___ ___ __,p


e t- - -
1
1
------·
E
A

'
1
1
1
F 1 1
X
1
1
1
1
o 1
1

- ------- -----•
1 1

YP
'
1

1
1

e
1
1
l
1
1
D
1

0 Xp P1 X
A = (4, 3) B = (-2, 2) C = f-4,-2)
p = (xp, Yp ) D = (3 , - 3) E = (O, 2) F = f- 3, O)

1
2. Igualdade e operações com pares ordenados

a) Igualdade
Dizemos que os pares ordenados (x 1 , y 1 ) e (x2 , y 2 ) são iguais se, e somente
se, x 1 = Xz e Y1 = Y-i •

exemplo 1
(a, b)=(-2, 3) ====:::> a = -2 e b =3
exemplo 2

(x + 1, y - 1) = (O, 1) ===::;:, { x+l=O ===>x=-1 e y=2


y -1 = 1

b) Adição
Chamamos soma dos pares (x 1 , y 1) e (x2 , y 2 ) ao par (x1 + x2 , y1 + y2) e
indicamos:

exemplo 3
(3, 1) + (2, - 4) = (3 + 2, 1 - 4) = (5, -3)

e) Multiplicação por número real


Chamamos produto do número real k pelo par (x, y) ao par (kx, ky) e
indicamos:

\ k~, y) = (4, ky) 1

exemplo 4
9(5, -3) = (9 · 5, 9 · (- 3)) == (45, -27)

d) Propriedades
Sêjam A = (x 1 , y 1 ) , B = (x2 , y 2 ) e C = (x3 , y 3) três elementos quaisquer
2
do IR. e sejam k e m dois números reais quaisquer. Podemos constatar as seguintes

2
propriedades das operações com pares ordenados:
lq) associativa: (A + B) + C = A + (B + C)
2q) comutativa: A + B = B + A
3é!) elemento neutro da adição: é o par O = (O, O). Temos:
A+O=A
4~) oposto de A: é o par - A = (- Xi, - y 1 ) . Temos:
A+ (- A)= O
A soma A + (- B) indica-se por A - B.
5?) k (A + B) = kA + kB
6~) (k + m)A = kA + mA
7<}.) k (mA) = (km)A
8?) 1· A =A

exemplo 5
Dados A = (3, 7), B = (- 2, 1) e C = (4, 4) temos A+ B - 2C = (3, 7) +
+ (-2, 1) - 2(4, 4) = (3 - 2 - 8, 7 + 1 - 8) = ( - 7, O).

NOTA: Por serem verdadeiras estas oito propriedades, o conj~to lR2 com as
operações definidas é chamado um espaço vetorial real. Adiante veremos que os
elementos do IR2 podem ser associados aos vetores de um plano.

EXERCÍCIOS

1. Dar as coordenadas dos pontos indi- e A ,-


cados na figura.
G B

1 F
H
X
o 1

1
D E

3
2. Entre os pontos A (4 , O) , B (- 3, 1), C (O, - 7), D ( ~ , O} , E (O, ./3) e F (O, O).
a) quais estão no eixo das abscissas (eixo dos x)?
b) quais estão no eixo das ordenadas (eixo dos y)?

3. Dizemos que um ponto P (x, y) está


no l 9 quadrante quando x ~ O e y ~ O
no 29 quadrante quando x <O e y ~ O
no 39 quadrante quando x E;; O e y ..;;; O
no 49 quadrante quando x ~ O e y ~ O
Dar o quadrante onde está o ponto P em cada caso:

a) P (-7,2) b) P ( ./2, - 5)

d) P( - ..[2, -/5 - 2) e) p(1, -l~fi )


4. Se xy < O em quais quadrantes pode estar situado o ponto P (x, y)?

5. Em cada caso calcular x e y de modo que seja verdadeira a igualdade:


a) (x, y) = (3, 0) b) (x, 1) = (- 2, y )
c) (2x, y + 3) = (10, 10) d) (x + y, x - y) = (5, 1)

6. Dados A = (3, 2) e B = (7, 5), calcula~


a) A+ B b) 5.A e) - 2B d) 2A + 3B
7. Dados A = (- 3, - 1) e B = (4 , O), calcular
a) SA + 4B b ) 7B - 3 A e) 3 (2A)- B d) 5 (3 B - 2A)

8. Dados A = (- 1, 4), B = (- 3, - 2) e C = (O, 5), calcular


a) A +B+ C b) 2A + B - C e) 3 A - 2B +C d) 4(A +2B) - 3(C- B)

9. Dados A = (3, 7), B = (- 1, 2) e C = (1 1, 4), determinar os n úmeros x e y que tornam


verdadeira a igualdade x A + y B = C.

Resolução

... ,

xA + yB = C ====> x (3, 7)+ y (-1, 2) = (11, 4 )


(3x, 7x) + (-y, 2y) = (11, 4)
(3 X - y, 7 X + 2 y) = (11, 4 )
3x - y= 11 <D
{ 7x + 2y = 4 Q)

4
De (D vem y = 3x - 11, que substituímos em Q) :
7x +2(3 x - 11) =4 = ~ 7x + 6x - 22=4 = ~ 13x=26 ==::>x=2
Y= 3X - i 1 = 3 (2) - 11 =- 5
10. Calcular x e y para que seja verdadeira a igualdade x (1 , O) + y (O, 1) = (4, 7).
11. Determirnu x e y em cada equação.
~) (x_, O) + 3 Cl, y) = (O, O)
b) 3(7, 2) - 2(x,y) = (6, 0)
c) x(3, - 1) + y(7, 5) = (4, 6)
12. Calcular x e y na equação x (1 , -2) + y (- 2, O)= 2 (x, y) - 3 (y, -x).

3. Vetores no plano

a) Introdução
No paralelogramo ABCD (figura) os segmentos orientados AD e BC apre-
sentam em comum:

D e

19) o comprimento (ou módulo): IAD I = !BC I


29) a direção: estão em retas paralelas
- -
39) o sentido
A

----+ ~ ----+
Por isto, dizemos que) AD e BC representam um mesmo veto v: AD é o
vetor v aplicado em A e BC é o vetor v aplicado em B.
Um número real não negativo (denominado módulo), uma direção e um
sentido são os três elementos que caracterizam o que denominamos vetor, ente
que é representado geometricamente através de segmentos orientados .

5
b) Vetores no plano cartesiano y

B
Na figura indicam0s três seg-
2~u
mentos orientados, AB, CD e OP, p
-- - - ~ A
- 3
representantes de um mesmo vetor 2
i
'
1
J
1 1'
u. -3 o 1 X
Para
cadâ um destes segmen-
tos,, a projeção na direção (orien-
tada) do eix:o x tem medida algé- -
2

u
1
:
'C
-~
'º :
-3
brica - 3, enquanto que a projeção
na direção (orientada) do eixo y tem medida algébrica 2. O mesmo ocorre com
qualquer outro segmento orientado que represente o vetor u, isto é, que tertha o
mesmo módulo, direção e 'Sentido dos segmentos dados,. Podemos assim associar
o vetor u ao par (-3, 2) do IR2, escrevendo u = (-3, 2).
Em geral, todo vetor v do plano cartesiano pode ser associado a um par
ordenado (a, b) do IR2 . Escrevemos
v=(a,b)
quando a e b são, nesta ordem, as medidas algébricas das projeções de v nas
direções (orientadas) dos eixos x e y. Dizemos que v é o vetor de componentes
(ou coordenadas) a e b.

V 'V -V

b b

o X, o a X o X

,

e) Cálculo das- compon~ntes


Podemos calcular as componentes de um vetor v a partir das coordenadas
das extremidades de um segmento orientado que o representa.
·--+
, Se v = AB, A = (X1, y 1) e B' = (x2 , y 2 ), então,

1 V= ~X:~ - *1, V2 :_ 11). .,

ou seja.,, t v;: ~= B - ~ 1

6
onde B -- A é a diferença entre os pares ordenados associados a0s pontos B e A.

y y
B
A
Y2 Y1

Y1

o X
o xi X

exemplo 6
A=(l,-1)} --+ .
v = AB = B - A = (5 - 1, 1 - ( -1)) = (4, 2)
B = (5, 1)
d) As operações eom V'etores
ctdição -.J~ t-?\-~ ~ Y~G:'RAN/J l'YVWYYVIOv O'V\y}
Dados. dois vetores u e v, à soma u + v corresponde a soma dos pares orde-
nados associados a u e v.

y y

Yt + Yz. - - ------------
-- ----/1
Yl +v,2
- -
/
I ) i
. 1
- 1
Y2 1
I l u+v l
I 1 1
I 1 V
I 1
1
I 1 1
Y1 l
1
1
1 1
1 1
X X
o x2 Xt Xt +x2 o XJ X1 + X2

1
multiplicação por número real
Dado um número real k e um vetor v, ao produto kv currespohde o produto
de k pelo par ordenado associado a v.

J k E li e v = ~ , y} ==> kv = ~' ky) 1

y y

ky

o X kx

;;:;;__ a:r _ r A. _ 2 ( e, - A.) + 5 ( e - B) .- ~ A - e') :: .


5
2 nv--t u.- Vf'"' - (-\'2 i) _
~ (-1\f\ ,~01 -t- SC-- , ,..,:z.")-lt21 -1) = (-22120) + (-5,- 10 -+
)
\ -

. tt-?A, ií?)\ ~
exemplo 7
Dados A =
(11, - 7), B = (O, 3.) e C = (- 1, 1) vamos calcular o vetor
~ ---+ ~
2AB + 5 BC - CA. Temos:
-*
AB = B - A= (0, 3)- (1.1,-7) = (-11 , 10)
; ~
:BC = C - B = (-1, 1) - (O, 3) = (- l i -2)
-+
CA = A- C = (11, - 1)- (-1, 1) = (12, -8)
--,), -:+ ~
logo 2AB + 5BC - CA = 2 (- 11, 10) + 5 (- 1, -2) - (1 2, -8) = {-39, 18).
O cálculo também pode ser efetuado como segue:
.~ ~ ~ . .
2 AB + 5BC - CA = 2(B - A)+ 5 (C - B) - {A - C) =
= 2B - 2A + se - 5B - A+ C = -3A - 3B + 6C =
=- 3 ( 11 ,, - 7) - 3 (O, '3) + 6 (- 1, 1) = (- 39, 18)

8
EXERC.ÍCIOS
-
~ =
Í!:!2_
'2.
13. Dar o par ordenaqo associado a.o vetor 'V nos casos:

a) b) e)
V y y

~~ 1 I
1 1
1 ,

X X X

d) y e) y f) y

---~ r
r
1
1
r
----0,
---- --
V

1
1
1
1
[
1 1 1
1 1 ·- -1-- - - - -- - 1 1
1 1
' J ' l
X )( X

14. Déte.rminar as componentes (coOTdenadas) ao vetor AB nos casos


a) A = (2, 1) e B = (4, 6) b) A
-
= (7, 5) e B = (1, 2)
e) A = (- 2, O) e B = (3, - 1) d) A = (1, O) e B = (O, 3)
e) A = (4 , 3) e B = (4, 5) f) A = (2., 5) e B = (2, 2)
g) A = (3, - 1) e B = (lQ, - 1) h) A = (O, O) e B = (x, y)

15. Dados A = (- 2, 3), B = (2, 0), C = (Ó, - 5) e D = (- 4, - 2), verificar que os vetores
uc são iguais e que os vetores -AD e -CB são opostos. Os pontos A, B, C e D são os
-AB e :;::::;t

vértices de que quadrilátero?

16. Dados A
ÃC.
= (2, 1), B = (5, -1) e C = (- 4 , O), calcular o vetor soma dos vetores AB e -
17. Dados A= (O, 1), B = (-3, 1), C = (4,4) e D= (5,-2), calcular os seguintes vetores
-
a) AB ~
+ 2CD 7-;!; - 2DB
b) 3AL -

~ - 3AD
e) -AB + 2Ac - d) -AB + ;::-;t
Bc + CD~+ -DA

18. Se v;;;;; AB, A = (3, 2) e v ;.;;;; (5, 8), então qual é o ponto B?

9
19. Dados A = (3, 7) e B = 01, 19), determJnar o ponto C tal que ÃC = ÃB. !
20. Os vetores u = (3, 4),, v = (2a, 7) e w = (1, Jb) satisfazem à equação 2u- v + 3w = Q,
onde O indica o vetor nulo. Calcular a e b.

4. Aplicaçõ.es: ponto médio e baricentro

21. Determinar as coordenadas do ponto médio M do segmento de extremídades A= (x 11 y 1)


e B = (xi, Y1).

Resolução

y
Yl -- --
--
Sendo M o ponto médio de AB, os
vetores AM e MB possuem comprimentos
iguais, mesma d,freção e mesmo sentido.
1
1
Logo ÃM = MB. Temos então:
1
1 M-A=B-M
y ---- , - - --
1 ·2M =A + B
1
1
Y2 ____ .J1_____ L1 ____
1
1
1

1
1
1
1
B IM- A2B1
1 I 1
1
t
I
I
1
1
ou seja:
o X ·M= (:1,pY1)+tx2,Y2') =
2
X1 + l'C2 Yr +
_ Y2 )
( 2 ,- 2-

22. Dar o ponto médio do segmento de extremidades A = (3, 7) e B = {11 , - 1).

Resob]ção
"M =A + B = (3, 7' + (11, - 1) = (3+ 11 7 - 1) = (? 3.)
2 2 2 ' 2 ' .

23. Dar o ponto médio do Ségmento AB nos casos:


a) A = (2, 1) e B = (6, 9) b) A=(- 1~ - 4)' e B=(7; -1)
c) A = (3, O) e B = (- 3, O)
d) A= ( ; , - 1) e B = (S_, - 1)
e) A = (- 21, ~) e B = (ri, - ~)
24. Determinar os pontos médios dos lados do triângulo de vértices A {-11, 1), B (- 1, 7) e
C.(5.,, -9).

1()
25. Obter os pontos que dividem o segmento de extremidades A(2 , 4) e B(14, 13) em três
partes iguais.

Resolução
Devemos obt-er os pontos C e D tais que
(Y,'iJ)-(_2, ~)- (1 1 !) -:-;:t
Ac = 31 -AB --+
e AD = 32AB.
-

e-e) ~ ) -= e~
Temos:
J ~ ) -;-;:t
Ac=
1--+
AB -=:::::> C - A=
D 3
= _!_(B - A) -==--=--> C = B + 2A
3 3
logo:
A~
e= O 4, 13) + 2 c2. 4 ) =
Af := L ;A8 3

3 ( = (14, 13) + (4, 8) = (6 7)


.3 3)
e
. Y-,.~ ) -(2,-1 ) = 3
J
J ')
3 '

Notando que D é o ponto médio de CB podemos obter D como segue

D= C; B = (6, 7) +/14, 13) = (l0, l0)

26. Obter os pontos que dividem em três partes iguais o segmento de extremidades A (- 3, 2)
e B (12, - 7).

27. Obter os pon tos que dividem em cinco paites iguais o segmento de extremidades A (1 , O) e
B (- 9, 8).

28. Entre os pontos que dividem o segmento AB, A(7, - 1) e B (-5, 5), em seis partes
iguais, determinar aquele que está mais próximo de A.

29. Prolonga-se o segmento AB, A (1, 2) e B (5, 4 ), no sentido de A para B, até o ponto P
tal que o comprimento de AP é o triplo de AB. Determinar o ponto P.

30. O segmento AB é prolongado, no sentido de A para B, até um ponto C tal que o compri-
mento de BC é o quíntuplo de AB. Dados A (3, - 1) e B (4, - 3) 1 obter C.

. A
31. O ponto simétrico do ponto A, rela-
tivamente ao ponto B, é o ponto C
tal que B é o ponto médio de AC.
Dados A (3, 11) e B (5, 8), obter C.

32. Dois vér tices de um paralelogramo são A(3, 5) e B (5, 3). Sendo M(l, - 1) o ponto
médio das diagonais, obter os outros vértices,

11
33. 0$ pontos A (3, O) e C (O, 7) são extremidades de uma diagonal de um .paiâlelogramo.
Dado também o vértice B (4, 4 ), obter o vértice D do paralelogramo.

34. Determinar as coordenadas do baricentro dó triângulo ABC, dados A (x 1 , y 1


), B (x 2, y 2 ) e
e f:x3, Y..3} .
Resolµção
O baricentro G é o ponto de intersecção
das medianas do triângulo. G divide cada A
mediana na razão de. 2 para 1, no sen-
tido do vértice para o ponto médio do
lado oposto. Sendo M o ponto mêdio
de BC temos:

AG=2GM =:::::,. G -A = 2 (M - G)
3G=A+2M

3G=A +2 ( ~ )
B M e
IG=A+~ +C]
Jogo:
G= (XuY1 ~ + (Xz,Y2) + (X3,Y3)
3

35. Usa1;1do a fórmula encontr'áda no exercício anterior, obter o baricentro do triângulo ABC
nos caso~:
a) A (O, 0),. B (9t U), G('O, 6)
b) A (3, 2),_ B {7, 7.), C(S , - 3)
e) A( - 1, -2), B(0,-4) 1 C(l,6)
d) Ã (a+ 1, a -1), B (-c- 1, 1), C (1 - a, 1 + a)

36. Num tríângulo de baricentro G ( O, ; ) ~ dois dos vértices são A{l ; 1) e B (-2,;) .
Obter o outro vértice.

37. Num triângulo de baricentro G('6, '2),. dois dos lados têm pontos médios M(7 , 4) e
N( i , ;) . Obter os vértices do triângulo.

12
TESTES SOBRE O CAPÍTULO I

38. Da igualdade (xy - 1, x - y) = (3, O) podemos concluir que


a) x =3 e y =O b) x = y = 1
c) X= y = ± 2 d) x = 1 e y = O
e) x =2 e y =- 2

39. O ponto simétrico do ponto P (3, - 2) em relação ao eixo dos x é o ponto


a) (- 3, - 2) b) (-3, 2)
c) (3, 2) d) (2, - 3)
e) (2, 3)

40. Dado o ponto P ( l , 3), os pontos simétricos de P em re lação ao eixo x, ao eixo y e à


origem do sistema cartesiano são, respectivamente
a) (1,-3), ( - 1,3) e (-1 , -3) b) (- 1, 3), ( 1, - 3) e (1 ,-3)
e) (- 1,3), (1,-3) e (-1, - 3) d) (1, -3), ( 1, 3) e (- 3, -1)
e) n.r.a.

Convenção: n.r.a. = nenhuma das respostas anteriOies.

4 1. Um retângulo de centro na origem do sistema cartesiano apresenta os lados paralelos aos


eixos coordenados e um vértice é A = (-
5, 3 ). Os outros vértices são:
a) ( 5, 3) (5, O) e (- 5, O) b) (3, 5), (5, - 3) e (- 3, - 5)
e) (- 5, -3), (3, 5) e (-3, - 5) d) (5, 3), (5, -3) e (-5, - 3)
e) n.r.a.

42. Se um ponto apresenta a abscissa maior do que a ordenada, o quadrante onde ele não
pode estar é
a) lP b) 2<? c) 39 d) 49
e) tal ponto pode estar em q1,1alquer quadrante.

43. Dados os vetores u = (4, 3), v = (5, - 1) e w = (- 3, O) temos que u - v +w=


a) (2, 4) b) (- 4, 2) e) (6, 2) d) (- 4, - 4)
e) (- 4, 4)

13
44. , Dado o vetor. u. = Ç- 3, 1}, uma rep:resentàção geométríca do vetor - 2u é.

aJ y
·b)
y
e)
y

X
o 6 -6 o

- d) e) n:r.a.
y 6

- ---+----+------.. X
o

45. Das representações geométricas seguintes_, a que não corresponde ao vetor (2. 1) ·é:

à) y b) y e) y
3

2 ~:;:7] 1
1
1 1 1 1
1
1 '
1 X O 1 .2 X ' X
o 1 ,2,
-2 -1 O

d) e)
V y

,

1
1 X
X o 1 2
o

46. Dados A (1,, Ot B (O, 4) e C (O, O), o vetor AB + 2BC é igual a:


a) (- 1, - 4) b) (4_, 1)
e) (- 1, 1) d) (-4, -4)
,e) (-1, O)

14
47. Os vetores u = (1, 2), v = (9, 12) e w = (x, 6) do JR. 2 , satisfazem à equação 3u +w = v.
O valor de x é
~) 12 Q.) 9 e) 6 d) 8 e) 10

48. Dados 9s vetores u = (3, -1), v = (4, 2) e w = (-4, 3), os números x e y que verificam
a equação xu + yv = w. são, respectivamente;
5 5
aj2e~ ~2e - T

1 d) -2 e ;
e) -2- e
4
e) n.r.a.

49. "Dados os vetores u = (1 , 2), v = (- 1, - 2) e w = (O, O) , sobre a equação au + bv = w


podemos afh:rn~ que
a) verifica-se apenas para a =1 e b = 1.
b) verifica-se para todo a e para todo b,_reais.
e) verifica-se para todo a e para tódo b, ·positivos.
d) veritica-s.e apenas para a = h = O'.
e) n.r.a.

50.. Os pontos médios dos lados do triângulo de vértices A ( 1, ; ) , B (3, - ~) e C(3, 3) são
4) (2, O), (2, 7) e (3, 5) b) (2, O), 1)
(2, ; ) e ( 3,

e) (2,0), (2,;)e (3,i) d) (4,0),( ;,2) e(;,1)

e) n .r.a.

·st. Dados A (2, - 1) e 13 (5 , 2) o ponto do segmento AB que dista de A a metade do que


dísta de B é.
a) (3, O) b) (4, 1)

e) (2i 2) d) (3,5; 0,5)

e) n.r.a.

52. Dos pontos que dividem o segmento AB, A = .(2, 9) e B = (16, - S), em 7 p~tes iguais,
o q_u e está mais próximo de B é:
a) (4, 7) b) (9,, 2)
e) (13, - 2) '$Ó (14,-3)
e) n.r.a. '-1,
t

15
CAPÍTULO II

PRODUTO INTERNO NO R 2

e Q\A, ~l)\)f\) E ~ 1.

1. Produto escalar de dois vetores

Chamamos produto escalar ( ou produto interno usual) de dois vetores


u = (xi, Y1) e v = (x2 , y 2) do IR2 ao número real x 1x 2 + y 1y 2 . Indicamos este
número pelo símbolo u • v, cuja leitura é "u escalar v".

Adiante veremos a ·interpretação geométrica de·ste produto.

exemp/0, 1

Sendo u = (5, 3), v = (2, 4) e w = (-6, 1) temos:


U • V = 5 • 2 + 3 • 4 = 22
,

V • W = 2 (-:- 6) + 4 • 1 = - 8
✓ u·u = 5 • 5 + 3 · 3 == 34

O produto escalar goza das seguintes propriedades:


r~) u•u ~ o e u • u == o ç:==~ u =o
2~) U • V = V• U
3~) u • (v + w) = u •v + u •w
4~) u • (kv) == k(u • v)

V uER\ V vEJR.2, V wElR2 e V kER.


~empl@ 2
Dad0s u = (1,, 2), v = (5, 3) e= (- 3, 4) temos:
w

u • (v + w) = (1, 2) • (2, 7) = 1 • 2 + 2 • 7 = 16
lll • V +U • W = (1 • 5 + 2 • 3) + (1 • (-3) + 2 • 4) = 11 + 5 = 16

2. Módulo de um vetor

Dado o vetor u = (x, y) do JR.2, podemos mostrar que o seu módulo (compri-
mento) é dado por

p
2
1 IJJI =,;/x• +y 1
y

o X

O módulo pode ser expresso usando o produto escalar. De fato, notemos


que
u · u = (x, y) • (x, y) = x • x + y • y = x 2 + y2 = (lul)2
logo J loJ = '\1"'11.• u j

NOTA: O módulo deu é também chamado norma de ue indicado por lul ou llull.
exemplo 3
u = (-6, 8) lu 1= J (- 6) 2 + 82 = J 36 + 64 = J"ioo = 1o
vetor unitário
Um vetor que possui módulo igual a 1 é chamado vetor unitário.

j v é unitáio -~(=~> lvl =L 1

Dado um vetor não nulo v, o vetor v' = l:I é um vetor unitário de mesma

diieção e sentido de v, denominado versor de v.

1:,
exemplo 4
O versor. de v = (3, 4) é o vetor
(3,4) (3 4J
5 - \5'5)
N0t_emos que é um vetor unitário :

lv'I = /(;)' + G)2 = )fs +~~-A= v'T= 1

EXERCÍCIOS

1. Dados u = (4, 9), v = (2, - 1) e w = (5, 10), calcular


.a:) u • V b) V • w
e) w • u d) V. V
e) u • (v + w)

2. Provar que u • (v + VI). = u , v + u • w


(considere u = (a, b), v = (e, d) e w = (x, y) e faça as contas).
3. Dados u = J6, - 2), v = (- 3, 4) e w = (1, 5) calcular
a'.) · u • (v -+ w) b) (u - v) • w
e). 1u +. v) • (u - v) d) (4 u) • v
e) 4 (u • v)

4A Dados u = (- 3, O), v = (1, -2), w = ·(- 3, ~ 3') e z = (O, O), calcular


a) u. v + v, w + w. z b) (u + v) . (2w - z)

5. ,Calcular o. m.ó dulo dos seguirtt~s vetore.s.:


a) u = .(4, 3) b) v = (- 2, 1)

e) w = (-5, Ô) d) p = (7, - 1)
e). q = (- 3., - 3)

6. Dados u = (1, - 1), v = (- 3', 4) e w = (_:_2,; 0),. calcular


a). lul b) lvl e) lu + vi d) lv - wl e) 15wl

7. A igualdade lu + vi = lul + lvl é verdadeira para V u E IR.-2 e V v E IR2 '!

8. Daâos u = (3) 7) e v = (1, - 4), calcular


a) lu + vi b) 13u - 2,yl e) lu + 2vl

18
9. Dados u = (6, - 8) e v = ( -4 1 - 3), calcular lu l + lvl + 2 (u • v).

10. Entre os vetores seguintes, quais são unitá_rios?

a)(~,;) b) (;, -~) e) (- 1, O)

d) ( f , ;) e) (~ 1 ~)

r
11. Calcular os valores de a P,ara os quais o vetor u = ( ; , a) é unitário.

12. Dado u = (a, - 2), calcular os valores de a para que se tenha lul = 3.

13. Dados 1,l = (a + 1, 2} e v = (- 3, a), calcular o valor de a para que se tenha u • v = O.


14. Calcular os va-lores de m para que se t~nha (u + v, . (u - v) = O. Dados u = (m, l ) e
V= (2, -1),

15. Dados u = (2, - 1) e v = (x, O}, calcular x de modo que §e tenha 2 u . (u t v) = - 2.


16. Determinar o versar de v no~ casos
a) V= (1 0, Q) b) v = (O, -6 ) c) V= (4, 3)
d) v = (../3, -1) e) V= (5, 5) f) V = (2, 3)
17. Dados u = (~ 12, - 5) e v = (9, -12), determinar os vetores
U V
a) 1uf + lvT b) (u • v)v + ( v. u)u c) ( U•V) V
V,V

18. Provar que:


a) se u = (x, y) e k E IR, então lkul = lkl lul.
b) se u = (Xp y 1) e v = (x,, y 2 ), então (lu + vl) 2 = (lul) 2 + ( lvl) 2 + 2{u. v).

3. Distância entre dois pontos B

A distância d entre dois pon-


tos A = (xi, Y1) e B = (x2, Y2) é
o comprimento (módulo) do vetor
~

AB. ~ Yt -
Como AB=B - A -
= (x2 - Xi, y 2 - y 1 ) ~ temos:

19
exemplo 5
A distância entre A(l,, 3) e B(S, 6) é

d= ✓(s 1) 2 + (6 -3) 2 = ✓4 2 + 3 2 = J16 +9 = '1i:i = 5.

4\ EXERCíCiúS
19. Calcular a distância entre A e. B nos casos:
a) A= {0,4) e B=(12, 9) b) A = (- 1, - 5) e B = (O, - 6)
cj A= (4, - 1) e B = (2, 3) d) A = (3; 1) e B = (7, 1)

20. Calcular o perímetro do triângulo de vértices A (3, -1), B (6, 3) e C(7, 2).

21. Para que valor de x o ponto A (x, 2) é equidistante dos pontos B (1 , O) e C {- 1, 1 )?

Resolução
Devemos calcular. x para que se verifique
a igualdade

[A
isto é:

J(1 - x)'l + (O - 1)2· = J<- 1 - x)'2 + (1 - 2) 2 1


1
1
1
1

- - - - - -------;:í-· ----- ---


•B i
1 C
Elevando ao quadrado ambos os membros vem:

1 - 2x + x 2 + 4 = 1 + 2x + x 2 + 1
por:tanto -4x =- 3 e, então, x = !.
22. Calcular o valor de y de modo que o _ponto (1 , y) seja equidistante dos pontos (1, O) e
(O, 2).

23. Dete1tminar um ponto P que pertença ao :e ixo dos x e 'Seja ~quidistante dos pontos
A (-1.! 1) e B(S , 7).

24. Obter no eixo dos y um ponto equidistante dos pontos (- 2, O) e (4, 2).

25. Calcular a distância entre o ponto A Çl , l} e, o põnto '.~in'létrico de B(5, 2) em relação ao


eixo dos _x.

26. Os pontos A O, 1) e B (6, 4J -são extret;nidades de. um lado de um quafüado. Qual é a


área deste quadra,d o?

20
4. Paralelismo e ortogonalidade

a) Condição de paralelismo de. dois vetqres


Quando dois vetores u e v do IR2 são paralelos, suas representações geomé-
tric~ por segmentos orientados, a partir da ·origem O, ficam sobre uma mesma
reta.

y V
/
/
/

/
/
/ '
/
/
/
/
,,✓• u
u ,/

'' ' '\

--.fC---- - -- - ---><
/ O
'
,/

Neste caso, se v não é nulo, podemos concluir que u é um "múltiplo" de v,


.
ou seJa, u = k v on de k = ± lvT lul .

Assim, dado um vetor não nulo v, todo vetor u paralelo avé um "múltiplo"
de v, isto é,

onde k é um número real.


Sendo u = (x 1 , yi) e v = (x2 , y2 ) temos

u = kv

X1 Y1
Se x 2 • y2 :::/=- O, decorre que k =- e k =- , logo
X2 Y2

«: concluímos que a c-ondição de paralelismo dos vetores u e v é que eles apre-


sentem componentes proporcionais.

21
exemplo 6
Dados v = (3, 5), são p·aralelos a v os seguintes vetores:

u1 = (6.10) ; porque (6., 10) = 2(3., 5t logo u 1 = '2v.


u2 = (15, 25); porque U 5, 25) = 5 (3, 5), logo u2 = 5v.
u3 = (-9, -JS); porque (-9, - 15) = -3(3, 5), logo u 3 = -3v.

u4 = (1, ;) ; porque (i,;) = ~ (3,.5), logo u 4 = ~ v.


exemplo 7

Os vetores u = (8, 1.6) e v = (1 O, 20) são paralelos, pois


8
10
= ~~ .

exemplo 8
Os vetores u = ( 1O, 12) e v. = (2'-.;, ~ sao
C 40)_ nao . 1o -,-
- para1e1os, pois ...J_ 12 .
25 40

b) Condição de ortogonalidade (perpendicularidade) de dois vetores

Dois vetores não nulos u e v


são ortogonais quando podem ser
representados por segmentos orien- u+v
V
tados perpendiculares. Neste caso,
temos:
( lu + vl) 2 = ( lul) 2 + (lvl) 2 Q) u

Se u = (x1 ,. Y1) e v = (x2, Y2), êntão, u + v = (x1 + X2, Y1 + y 2),



,. lu.+ vi ✓(x1 + x2) 2 + (Y1
= + Y2Y2 , Jul = ✓(x1) 2 + (Y1)2 e
lvl = ✓ (x.2)2 + (y2) 2
De (D decorre que:

(x1 + Xz) 2 + {Y1 + Y2)2 = (xí) 2 + (Y1) 2 + {x2)2 + (y2)2


ou seja,
(x1) 2 + (x2-)2 + 2X1X2 + (Y1) 2 + (Y2) 2 + 2Y1Y2 = (x1)2 +(y1)2 +
+ (x2)2 + (Y2)2·
logo, 2x 1x 2 + 2y 1 y.2 = O e concluímos que

t X 1,;X7 + ):' 1Y2 = 0


Como x1x2 + y 1 y 2 =u • v, temos que a condição de ortogonalidade é:

U •V= 0

exemplo 9
Para os vetores u = (3, .5) e v = (1 O, - 6), temos:

u • v = 3' • 1 O + S · (- 6) = O;
1ogo u e v são ortogonais.

exemplo 10
Para os vetores u ::::: (7, -2) e v = (-4, -15),. temós:
= 7(-
ll • V , 4) + (- 2){ - 15) =2 * 0;
logo u e v não são ortogonais.

Observações:
1~) O vetor nulo é considerado paralelo e também ortogonal a qualquer outro
vetor. Observemos que se z = (O, O) e v = (a, b), então, z =Ove z • v = O.
2~) A condição de paralelismo de dois vetores pode ser expressa a partir de um
determinante de ordem 2, cajas linhas são formadas pelas coordenadas dos
vetores.
Sendo u = (xi, y 1) e v = (x 2 , y 2) a eondição de paralelismo é:

=O

ou seja: x 1 y 2 - x 2 Y1 = O.
3~) A condição de ortogonalidade também pode ser deduzida a partir de (D
como segue:

(lu + vl)2 =(lul)2 +(lvl) 2 (u + v) • (u + v) =


=u•u+v • v <==~ u-u+u-v+v•u+v - v=
= u •u +v • v <==~ 2 (u • v) =O ·<
· ===> u • v = O.
;

13
EXERCfCIOS

27 .. Dàdó o vetor v = (4, 6), dizer quajs entre os vetore~ seguintes s~o P,a.ralelos a v:·
a) (8, 12) b) (12, 18)
e) (-4,-6J d) (- 20, -30)

e) {2, 3)
o ( 2' 3
1)
1

g} (; , !) h) ( 23)
-1, -

i) (- 8, 12) j) (O, O)

28. Verificar se u e v são paralelos em cada caso.:


a) u = (4, 2) e v = (12, 6) b) u = (- 6, - 12) e v = (1, 2)
e) u = (6, 9) e v = (Í 2, 15) d) u = (8, 14) e v = (12 , 21)
e} u = (- 3, 4) e v = (4, - 3) f) u = (2~ O) e v = (- 6, O)
29. Verificar se u e v são o.rtogQnais nos casõs
a) u = (3, 2) e v = (-4, 6)
b) u = {- 1, -:- 3) e v = (3, -1)
e) u= (5,4) e v=- (-2,3)
d) u· = (_7, Q) e v = (O, 2)
e) u = (- 1, 1) e v = (8, O)
f) u = (a, b) = (b, - a)
e. v

30. Dados u = (2, S) e v = (5, 2), verificar se os vetore.s u + ve u - v são ortogonais.

31. D'a.dos u = (3, 1) e v = (2.J 2), verificar se· os vetores u + v e u. - v são ortogonais.

32. Para que valor de m os ve:tores u = (1, m) e v = ( - 2, 2) são ortogonais?

33,. Calcular a para que se tenha u ortogc,mal a v nos casos:


a) u == (a, - 3) e v = (2, 4)
b) u = (1, 4) e v = (.a+ 1, - a)
e) u = (a, a+ 2) e v = (3, a - 2)

34, Para que valor de m os vetores u = (2, 5) e v = (8, .m) são paralelos?
35. Determinar a de modo qúe u seja paralelo a v nos casos:
a) u = ( a, 9) e v = (- 2, 3)
ô,). u = ('?, a+ 1) e v = (28, 16)
e) u = (,a, 1) e v = (4, a) ·

24
36. Obter y de modo que os pontos A (3, y), B (O, 4) e C{4, 6) sejam vértices de um biângulo
1
retângulo em A.

B
Resolução
O~ vetores ·AB e Aê devem ser

-
ortogonais Temos:
AB = B - A= (O - 3, 4 - y) =
= (- 3, 4 - y)
e
Aê = c - A= (4 - 3, 6 - y) =
= (1, 6 - y) A

ABlAC :_;: := ~ ÃB-ÃC=O ====:> (-3), 1 + (4-y)(6-y)=0 ===>


====:> - 3 + 24-4y- 6y + y 1 =o==:> y 2 - l0y + 21 = o ===>
10 ± ✓ <-10) 2 -4 , 1 , 21
y = 2. 1 ==~ r=7 ou y=3.

37. Obter x para que o triângulo ABC seja triângulo retângulo em B. Dados A (5, 4), B (x, 2)
e C(4, - 2).

38. Calcular y para que o quadrilát~ro de vértices A (O, O}, B (5 , 1 ), C (7, 3) e D (3, y) possua
as diagonais AC e BD perpendiculares,

39. Calcular x de modo que o quadrilátero de vértices A (O, O), B (-2, 5), C (1, 11) e D (x, - 1)
possua os ladós AB e CD paralelos.

40. Verificar que os pontos A (- 3, - 1), B (2, - 41, C (7, - 1) e D (2~ 2) são os vértices de
um quadrilátero que apresenta os lados opostos paralelos e as diagonais perpendiculares.

41. O triângulo de vértices A(6, -4)t B(ll, 2) e C(l, 1) é triângulo retângulo?

5. Ângulo de dois vetores

Neste item vamos mostrar que o produto escalar de dois vetores está relaci~
nado com o âng:lilo formado por eles. Lembremos que o ângulo 0 ·e ntre d0ís
vetores não nulos u e v varia· desde Oº até 180º:

25
u
u

()
V O ...·_.___ _ _ _v_ ... V

0 = 90° o
u e v ortogonais soº < 8 < 1aoº

()
o u
()= oº
V u
• ao V

u e v paralef 0$, de mesmo 0 = 1soº


sentido u e v paralelos, de sentidos oposto$

Aplicando a lei dos cossen.os ao triângulo ABC indicado na figura, temos:

(lu - vl)2 = ( lul) 2 + (lvl) 2 -

- 2 lul lvl cos 0 , jsto é:


e
(u - v) • (u - v) =u •u +v •v-
- 2 lul lvl cos 8 , isto é:
u • u - 2 (u • v) + v • v = u • u +
+ v • v - 2 lul 1vl cos 0, ou seja:
- 2( u • v) = - 2 1ui lv I cos 0
A B
l u • v = 1u1 1vi cos 8 1

Logo, o produto escalar de dois vetores u e v é o produto dos seüs módulos


pelo cosseno do ângulo formado por eles.
Observemos que:

19) U • V >0 cos 0 > O Oº ~ 0 < 90º


O produto escalar é positivo quando o ângulo é agudo ( ou nulo)
2Q) U • V <0 ç:::= ::::::;> COS 0 <Q ç:::= ::::::;> 90° <0 ~ 180°
O produto escalar é negativp quando o ângulo é obtuso ( ou raso)
39) U • V =0 ç== ::::::::::::> COS () =0 ç::;= ::::::::::::> 0 = 90°
O produto escalar é nulo quando o ângulo é reto.

26
Para determinar o ângulo 0, sendo dados u = (xi, y 1) e v - (x2 , y 2),
partimos da fórmula

U•V
cos0 -
lul lvl

exemplo 11
Determinemos o ângulo entre u = (1 , 3) e v = (- 2, 4) :
cos
0
= _u_,_v 1 (-2) + 3 • 4 _ _1_0_ _ = V2
lullvl - ✓12 +3 2 • ✓c-2)2+42 - y'TI)y20 2

Como Oº~ 0 ~ 180° e cos 0 = '1; temos que 0- = 45°.

EXERCICIOS

42. Determinar o ângulo entre u e v nos casos:


a) u = (1, 2) e v = (- 1, 3)
b) u = (3, O) e v = (1, ./3)
c) u = (O, 2) e v = (- 1, - 1)
43. Obter o ângulo entre u e v nos casos:
a) u = (1, - 2) e v = (10,5)
b) u = (4, 3) e v = (8, 6)
e) u = (3, - 1) e v = (- 3, 1)
44. Dados u = (4, 3) e v = (2, - 1), detenninar o ângulo entre os vetores u + v e u - v.

45. Dados u = (1, 1), v = (1, O) e w = (O, 1), obter o ângulo entre os vetores u - w e w - v.

46. Dado o triângulo de vértices A (0, 2), B (,J3, 5) e C (O, 6), calcular a medida do ângulo
interno Â.

Resolução e
No temos que o ângulo interno  do
triângulo ABC é o ângulo 8 entre os ve-
tores ÃB e AC.
Temos:
AB = B - A= <v'3 - o, 5 - 2) =

- =(~3)
A C= C - A= (O - O, 6 - 2) = (O, 4)
A
B

27
0
AB. Aê J3 . O+ 3 • 4 12
= --
cos = 1ABI IACI = ✓ c.JS) 2 + 3 Jo + 4 2

2 1
- ./TI. 4 2

Logo 1 0 = Â = 30° .
4 7. Calcular as medidas dos três ângulos internos do triângulo ABC. Dados A (1 , 2), B (2, O}
e C(O, - 1).

48. Dados A(l, O), B (4, 1) e C(4 , y), calcule y de modo que se tenha BÂC = 60º.
49. Seja v um vetor unitário, Mostre que a projeção de um vetor u na direção de v é o
vetor p = (u • v)v.

Resolução
Corno p é um vetor de direção igual à
de v, temos. que p = k v.
Para calcular k vamos usar a ortogona-
lidade dos vetores u - p e v:
U - pl V = ==:> (u - p) • V= Ü =====>
= = > (u - kv) . v= O = =>
= =~ u V - k (v • v) = o.
r

Sendo v unitário (IVI = 1} temos v . v = 1 e, então, k = u . v.


Logo, p = (u •. v) v.

50. Calcular a projeção de u na direção de v nos casos

a) u = (10, 5) e v= (l5 ' ~)


5
b) u = (- 3, 2) e V = (1, 3}

Resolução
a) Verifiquemos se v é unitário:

•• IVI = j( ~ ) + ( ~ )
2 2

= j ;S + ~~ =vi= L

Como· v é unitário a projeção é p = (u . v) v. Temos:

U • V = 10 • S3 + 5 4
•S = 10
p = (u • v)v = 1 O ( ; , !) = (6, 8)

b) 1v1 = Jt2 + 3 2 = vÍ10 ==> v não é unitário.


Neste caso, determinamos inicialmente o versar de v:

28
A projeção pedida é p = (u • v')v'. Temos:

1 3 3
u • v' = (- 3) • + 2 •
v'IO 0Õ

P = (u • v')v' = Jio (Jio, Jio) =(/o• {o)


51 . Determinar a projeção de u na direção de v nos casos:

a) u = (5, 2) e v = ( ; , f)
b) u = (0, 4) e v = (1, 1)
c) u = (- 7 , 2) e v = (3, O)
d) u = (4, - 2) e V = (4 , 8)

52. Se p é a projeção de u = (O , 2) sobre v = (1, - 1), determine o vetor u - p.

53. Calcular o módulo da projeção de u = (2, 6) sobre v = ( ~ , ~) .


54. Mostre que se v é unitário , então, o produto escalar u . v é, em valor absoluto, o módulo
da projeção de u so?tc v.

55. Mostre que se v é um vetor não nulo, então, a projeção de um vetor u sobre v é um
ve tor de módulo igual a Iu I lcos e 1, onde 0 é o ângulo entre u e v.

6. Área de um triângulo e alinhamento de três pontos

a) Área de um triângulo
Consideremos dois vetores não paralelos, u = (a, b)
e v = (ct d), aplicados
num ponto A. Seja B a extremidade de u e C a extremidade de v. Vamos calcular
a área S do triângulo ABC.
Sendo 0 o ângulo entre u e v, eh a
e al tura relativa ao lado AB, temos:

~
S = lulh }==> 1
h = lvlsenB S= 2 1ullvlsen0
. >

Como 0° < 0 < 180° e cos 0 =


A u B U • V
= lul lvl , temos

29
(u. v) 2 ✓Clul) 2 (lvl)2 -(u. v) 2
sen 8 :-- 1
- (lul) 2 (1vl) 2 - lu l lvl
Logo:

1 ✓ (lul)~(lvl) 2 - (u • v) 2
s =2 lullvl lullvl

S = l_J
2
(lul) 2 (lvl) 2 - (u . v) 2

S = - ✓ (a2
1
2
+ b2 ) (c 2 + d2 ) - (ac + bd)2

2 ✓ a c + a d + b. c + b d -
S = _!_ 2 2 2 2 2 2 2 2
a2 c2 - 2abcd - b2 d2

S = _!_ Ja2 d 2 - 2abcd + b 2 c 2


2

S= ~ ✓(ad ..:... bG) 2 = ; 1 ad - bc I

a b
Fazendo 11 = = ad - bc concluímos que:
e d

exemplo 12
•. Dados A(3, 1)~ H(7, SJ e <:::(2, 4) calqulemos a ,área do triângulo ABC:

e
~
u = AB =B- A = (4, 4)
--+
v = AC = e - A = (- 1, 3)
B 4 4
t1 = = 12 - (-4) = 16
-1 3
A
S= i 161 = ~ 1161 = 8

30
b) Alinhamento de três pontos
Dados três pontos, A (x 1, y 1), B (x 2 , y 2 ) e C(x 3 , y 3 ), seja 6 o determinante
-4- ---+
cujas linhas s-ão formadas pelas componentes dos vetores AB e AC:
~ ' .
~ = B - A = (x2 - Y2 - Y1) } =====:>
X1 , = X2 - X1
6
AC =C- A = (x3 - X1 , Y3 - Y1) X3 - X1

Se A, B e C são os vértices de um triângulo, então, a área desse triângulo é


~ 161 e, portanto, 6 -:f. O. Assim, se 6 = O podemos concluir que A, B e C não
são vértices de um mesmo triângulo e, portanto, são pontos colineares.

y y

--- ~ ---
--- A --- A
X X
o o

Por outro lado, observemos que os pontos A, B e C são colineares se, e


~ ~
somente se, os vetores AB e AC têm a mesma direção (são paralelos). Assim:
~ --+
A, B e C são colineares <:=== =:> 3 k E R I AC = kAB
(x3 - Xi =k(x2 -xi) e y3 - Y1 =k(Y2 -Y1)) <====!>
Y2 - Y1
·êZ= =~!- 6 = =O

logo

1 A, B e C são colineares ts =o

exemplo 13
Dados A(- 1, -1), B(l,3) e C(4,9) temos:

AB = B -A = (2, 4) }
6=
2 4
=O
AC= C - A =(5, 10) = • 5 10
logo, A, B e C são colineares.

31
EXERCÍCIOS

56. Em cada caso, ve,rificar se os pontos A, B e. C são colineares ou se definem um triângulo.


Se definirem triângulo, dar a. sua área..
a) A = (3, 11), D = (4., 13), e = (6,_ 18)
b) A= (OJ -1), B .= (2, 5J, C = t - 1, - 4)
e) A= {-2,J), B = (1 , -10) , C = (- 4, 7)
d) A = (6, 5), B = (- 4, O), C = (O, 2)

57. Para que valor de x os pontos A (2, 5), B (7, 15) e C (x, 38) são colineares?

58. Para que valores de x os pontos A (1, Q), B (8 , 3) e .e (x, 6) definem um triângulo 'dê
área ígual a 6?

59. Para q~e valores de y os pontôs A (-1,. 1), B (3, y) e C (4J O) de.finem um ttiângulo de
'área igual a 0,5?

60. Dados A = (1, O) e B = (4, O), determinar um ponto C no ebco 'dos y de tal modo 'que
o túângulo ABC tenha área igua)._ a 5.

61. Dados A= (2, 3) e·B = (4, 1) determinar o ponto onde a n,ta AB corta o eixo dos x.

62. Calcular a átea do parálel0gramo de. 1ados definidos pelos vetores u = (5 , 3) e v = (2, 4) .
Resolução
Notemos que a área do paralelog,ramo é
u e duas vezes a área do tríângulo que tem
dois lados definidos por u e v:

SABCJD = 2. ( ~ 1~1) = l~I


5 3
~ = = 14
2 4
A u B
==- SABCD = 14
63. Calcular a área do paralelogpuno de lados de.finidos pelos: vêtores u - (4, - 1) e
V= ( - 2.,_ - 'J).

64.. Calcular a área qe cad-a Efl:ladrilátero indiGad.0:


a) Y
4
3

2
1

o 1 2 3 4 5

32
a b a b
65. Dados D. 1 = e t:,2 - pede-se
e d d+b
a) calcular .6 1 e t::.,,,.
b) justifiçar a igualdade 11::,2 1 = IA,I através de áreas de paralelogramos.

TESTES SOBRE O CAPÍTULO II

66. Dados u = (4, 2) ·e v === (- 3, 5) o produto escalar u • v é igual a


a) -2 b) - 1 e) O d) 1 e) 2

67. Se A= (7, -1), B


é igual a
= (Q, 4) e C = (- 2,. 3), então, o produto escalar dos vetores AB e BC --
a) - 8 b) 15 é) o d) - 13 e) 9

68. O módulo do vetor (4, - 2) é. igual a


a) 5 b) 2 e) 4 d) 2-/3 e) 2../5
69. Dados u = (3, - 1) e. v = (1, 4), , o módulo do vetor soma u + v é igual a
a) ,J27 b) 4 e) 5 d) 3,Js
e) v'lü+-JTT'

70. O vetm u = ( m, !) é um vetor unitário se m =


2-/2 1
J3
b) ± 3 e) ±-T d)± e) n.r.a.

71. Um vetor unitárjo da direção da bi~setriz do 19 e 39 quadrantes é


a)
1 (1 , l) b) (1,1) c) ./2(1,1) d)
../2 (1,l) e) n.r.a.
2 2
72. A distância do ponto P (.8, - 6) à origem do sistema cartesiano é
a) 6 b) 8 c) 10 d) 15 e) n.r.a.

73. Os pontos A(l, 1), B(-2, 3) e C(3,-2) são os vértices de um triângulo cujo perímetro
é igual a
a) 2./IT + 5 ./2 b) J2 + .JT + y'11
c) 2( .jIT + v'S) d) .JT02
e) n.r.a.

33
,
74. Os pontos A(l, Q), B (O, 1) e C (2, 2) s.ão os vértices de um triângulo
•a) equilátero b) retângulo
ê) isósceles, inàs nã.o retânguló d) escaleno
e) n.r.a.

75. Dado o triâng\llo de v:éitices A (O, O), B(5, - 3) e C {3, - 3), a medida da mediana
.relativa ao vêrtice A é
a) 5 b) 4 e)~ d) .j2Õ e) n.r.a.

76. Na figura temos V

A = (2, 3")
A' = (6, 9)
AB li A'B'

se IABI = 3,5 então IA'Il 11 = o


a) 7 b) 9 e) 10,5 d) 12 e) n.r.a.

77. O ponto (x, 2x} é equidistante dos pontos (3, O) e (- 7, O) par~

ajx=-2 ~x= - ~
C) X = '± '.2 d) x. = O
7
e) X=-
•2

78. Um -vetor par-alelo ao vetor u = (4, -


~ -· •.,;,,
2) ê

a) (6, -4) b) (-2, 1) e) (- 2, 4) e) n.r.a.

79. l.Jm vetor oitogonal ao vetor u = (3, 6) é


a) (1, 2) b) (12, 6) e) (1, - 2) d) (-12, 6) e) n.r.a.

80. Os vetores u = (4, 7) e v = (2, y) .são paralelos se y =


-8
a) 3 b) 3,5 . e} 4,.5 d) - - e) n.r.a.
7

81. Dados A(l,0), B (2,. 3) ·e C(5, y), os vetores Aê e AB são ortogonais se y =


4 . 4 3 3
a) - .b) e) d) - e) n.r.a.
3 3 4 4
82. Dados u = (3, O) e v = (2? 2), os vetores v e u + kv, k Em.., são ortogonais se k =
3 3
a~ ü b) -1 e) d) e) n.r.a.
4 4

34
83. Os pontos A(l, 1); B(4, 6) e C(6, - 2) são os vér-tices de um triângulo
a) retângulo em A b) retângulo em B
e) retângulo em C d) isósceles, mas não retângl,l.lo
e) equilátero

84 . Seu=(;,!) ev= (~, ;),então,oânguloformadopelosvetoresu+ve2u-vé

a) 30° b) 45° e) 60° d) 120° e) n.r.a.

85. O seno do ângulo formado pelos vetores ÃB e BC~sendo A - (O, 1), B = (2, 2) e
e = (3, O)~ é igwil a
1 fi
a) - b) O c)-- d) 1 e) n.r.a.
2 2

86. Se dois vetores são unitários:, então, o seu produto escalar é


a) necessariamente 1
b) necessariamente O
e) o cosseno do ângulo formado por eles
d) a tangente çio ângulo formado por e1es
e) n.r.a.

,87. Se dois vetores u e v são unitários e fonnarn um ângulo de 30~, então o módulo do
vetor soma u + v é
a) superior a 2 b) ✓2 +VJ
e) .J2 d) v'3
e) inferior a 1

88. Num triângulo equilátero ABC, de lado igual a 3, os produtos escalares ÃB • Ãê e


AB . BC são, resp·ectivamente, iguais a
9 . 9 9 9
a) 2 e -2 b)-e-
2 2

e)
9-/3
- e
9./3 9
d) - - e -
9
2 2 2 2
e) n.r.a.

89. Os pontos (1, 1), (.a, b) e (a2 , b 2 ) são colineares se e somente se


a) a= 1 b) a = b
e) a = 1, b = 1 e a = b d) a = 1 ou b = 1 ou a = b
e) a * b =f. 1 -::!= a:

35
90. Os pontos O~ 2),., (O, .i) e éa, O) são os vértices d~ um mesmo triângulo se e -somente se
a) çt =O b) a *Oe a -4= 3
e) a # 1 e a =/: - 1 . d) a =2 ou a =4
e) n.r.a

91. A(- ·1, -5), B(l, 3) e C ( 7, -5) são os vértices de um triângu1o cuja área~
a) 16 b) 64 e} 56 d) 32 e) n.J. a.

92. Dado o triângulo de vértices A (O, O), B (a, a) e C (a, - a), o valor da área do triângulo
cujos vértices são os pontos médios dos lados do triângulo ABC ~

a)
a
b) 2 a2 e) a 2
.
d)
ª2 ·a2
e)-
2 2 4

93. O ponto P (x1 1) pettem-:e a um dos. lados do. .triângulo de vértices A(O, 2), B (~, -1) e
C (6, 3) se

a) X
5
= -'-
3
OU X = -11
2
õ) X = 2 ou ,X = li
e) X = 2 OU X = l7 d) x =; ou x = 1
: --=
3
e) n.r.a. ',

94. Se o ponto P{x, y) perten.ce à reta que passa por A(l, 4) e B (2., 3), então, temos ne:ccs-
S<lriamente ·
a) 2x - y =1 b) x + y =3
e) X - Y =-3 d) X - y =5
e) X t Y =5
95, Se a área ha<.:hurada na figura •é.igual V
a f 6, então, o valor de a é 2a
â) 3
b). 4
e) 5
d) 6
e) ,n r. a. X
CAPÍTULO Ilf

ESTUDO DA RETA NO R 2

1. Eqqação da reta

Denominamos equaç-ão de uma reta no JR? a toda equação nas incógnitas


x e y que é satisfeita pelos pontos P(x, y) que pertencem à reta e só por eles.
a) Equação geral da reta
Dada uma reta r do plano cartesiano, vamos supor que r passe pelos _pontos
A(x 1 , y 1 ) e B(x2 , y 2), A =/; B, e consideremos um ponto genérico P(x, y).

y Temo·s: .

AP:=-p - A = (X - X 1, Y - Y1)
8 (X21 Y2) ~

AB = B - A = (x2 - x 1, Y2 - Yt)
A (x1. yi)

O ponto P pertence à reta r se, e somente se, A, B e P são colineares,


isto é:

Y-Y1
PEr L:l =o ~<::·~==:::>> =O

Desenvolvendo o determinante encontramos

87
Esta equação é denominada equação geral da reta.

exemplo 1
Vamos obter a equação da reta- qµe passa pelos pôntos A (1, 4) e B(2, 2):

~-Xi Y-Y1 x-1 y-4


=O =O
X2 -X1 Y2 -Y1 2-1 2-4
x-1 y-4
=Q - 2(x - 1) -1 (y -4) =O=::;;,
1 -2
- - > -2x-y +6 =0 -----> 2x +y - 6 =O

b) Condição para um ponto pertencer a uma reta


Dada uma reta r de equação ax + by + e = O e um ponto P(x 0 , y 0 ) , a
condíção para P pertenceJ a r é

ou seJa, o par (x 0, y 0) deve s·atisfazer à equação de r.

exemplo 2
Dada a retarde equação 2x +y - 6 = Oe os pontos P(5, -4) e Q(- 2, 8)
temos:

= 2 ( 5) + (- 4) - 6 = O,
2 ( XJ;-),,,,+ ( YP) - 6 1ogo P E r
J:7
2(i Q) + {y 0 )- 6 = 2(- 2) + (8) - 6 = - 2 * o, logo Q $. r.
J
e) Anulamento dos coeficientes da equação
Consideremos novamente a reta r que passa pelos pontos A (x., y 1) e
B(x2 , y2 ), A =I= B. Conforme vimos a equação geral de r é
ax + by + e= O
onde a = y2 - y·i, b =x1 - X2 e e = x 2 y1 - x1 y2 .

38
Observemos que:
1 P) a =I= O ou b =I= O
porque a = b ::::: O (y 2 = y1 e x2 = x 1) B=A
29) Caso a = O (e b =/=- O), a reta é paralela ao eixo dos x
porque a = O Y2 = Y1 r // eixo x
3<?) Caso b = O ( e a =/=- O), a reta é paralela ao eixo dos y
porque• b = O r // eixo y
49) Caso e = O, a reta passa pela origem
porque o ponto (O, O) satisfaz à equação se, e somente se, a(0) + b (O)+ e= O,
isto é, e = O.

y y r

V'2 -------- --- - B


Y2= YI A B r

Yl - ---- --- --- - A

X X

o ><1 o

exemplo 3 y

A reta de equação (O, 21 (1; 21 (2, 2) (3, 2)

y-2=0
é paralela ao eixo dos x.
É a reta cujos pontos apre-
sentam ordenada (y) igual a 2. X

V
exemplo 4 ---------- - ---·- (3, 3)

A reta de equação
-- ------------ (3, 2)
x -3 - o
--------- ---- (3, 1)
é paralela ao eixo dos y. (3, O) X
É a reta cujos pontos apre- o
sentam abscissa ( x) igual a 3.
------------ - (3, -1)

39
exemplo 5
A reta de equação y

2x - 3y=0
passa pela origem do sistema carte-
siano pois 2,(0) - 3(0) = O.
,Ela também passa pelo ponto
(3,, 2), pois 2{3) - 3 (2) = O. X

d) O gráfico .da equação ax +- by + e = O


O gráfico de toda equação da forma -ax + by + e = O, on.de a =fo O ou b '';:/= O,.
no plano cartesiano, é uma reta.
De fato, vamos cbnsider~r duas soluções d·a equação:
-e
para X= O: a(O) + by + e =O y=-
b
-a-e
para, x= 1: a(lJ +b,.y+c=O y=
b

( estamos 'Supondo que b =fo O. Caso b = O a:s soluções da equa.ção seriam todns os
pares (x,, y) onde x = -' : , e o grá(ic9 seria uma reta paralela. ao eixo dos y )

Sejam A = fi\º' b
-e)\ eB = ( 1, -ab-c) ·e determinemos a equação

da reta AB:

Y-Y1
x-0
=O =O=:=:;,
Y2 -Y1 1-0 -a;c - ( G)
0

X
by +e
-a
b
=O ==- --abx - -by-b+-e =O
1
b

ax + by +e= O
logo, toda solução (x, y) da equação dada é formada pelas coordenadas ·de un:i
ponto da reta AB, e todo ponto desta reta é solução da equação dada.

40
exemplo 6
O gráfico da equação 2x +y - 4 = O no plano cartesiano é uma reta Pata
obter pontos desta reta basta atribuir valores arbitrários a uma das incógnitas e
calcular a outra na equação:
para x = O temos:
2(0) +y - 4 = O, logo y = 4. v

para y = O temos:
2x + (O) - 4 = O_, logo x = 2.

X
A reta passa pelos pontos (O, 4) e o
(2, O).

X. -J
- k

EXERdCIOS
\.> J . t.31? o
1. Obter a equação da r_eta que pass_a por A.(3, l) e B (5, 2).
2. Obt~r a equação da 'r eta AB nos casos,:
a) A = (1, .2 ) e ]3 = (7, 6)
b) A= (-1 ,2) e B = (3,0)
3. Dados A (1, 2), B (4, O), C (O, - 2) e D ( ; , ~ ) , determinar as equações das retas ~.
BC e CD.

4. Obter a equação da reta que passa por A(p, -p) e B (- p, -2p), p * O.


5. Provar que para todos os valores reais de k e t os pontos A (1 , 2), B (1 + k, 2 - ~) e
C (1 - t, 2 + t) são colineares. Determinar a equação da reta que os contém . ~ ~ "j _ .C
6. Verificar que os pontos A (2, 3), B (5 , Il) e C (1 O, 25) são vértices de um mesmo triângulo
e determinar as equações das retas suporti:' dos lados· d.este triângulo.
\

7. Dado~ A (O, O), B O, 7) e C (5, - 1), determinar a equação da reta q,ue passa por A e pelo
ponto médio do segmento BC.

41
" _,
v(~
, •l~ + ,x-e-;;;c
,3x(
~-x -z_ 5~-y
/2)1 _ o

""· q.,. >y " l~Z - lb "-\ >-" ~


8. Determinar as equações das retas r,
s
s, t e u indicadas no gráfico.
A ~*\
• 3 -3. J ,,: E ~ ~
M .L.1 3 .3

9. Quais entre os pontos A (2, 3), B (3, 2), C (- 6, 8) e D (18, - 8) estão na reta
r: 2x + 3y - 12 = O?

10. Calcular k para que o ponto P(l, k) pertença à reta r: 3x - 4y + 1 = O.


11 . Calcular k para que a reta r : 2x + ky I k = O passe pelo ponto P( - 3, 2) .

12. Para que valor de k a reta r: 5 x - 3 y + k = O passa pelo baricentro do triângulo de


vértices A(- 5, -5), B(1,5) e C (19,0)?
('l>i:-1 J...
13. Representar graficamente as equações
a) 3 X + 2 Y - 6 =0 b) X - 3y=0
e) 2x - 4 =O d) y + 3 =O
14. Dada a equação m2 x + my + (2 - m) = O, mE JR,
a) para que valores de m ela representa uma reta?
b) para que valor d~ m ela representa reta passando pela origem do sistema cartesiano?

15. Quais são as equações das bissetrizes dos quadrantes?

16. Obter um ponto A na reta r : x - y = O e equidistante dos pontos B (1, O) e C(5, 2).
Resolução
y
A E r ==> XA -YA =o==:> r

YA = XA
logo, A = (x, x). I ''
I ',
I '
Determinamos x impondo a condição / ',
dAB = dAc: I
/ '• e
/
J (1 - x) 2 + (O - x) 2 = Jcs - x) 2
+ (2 - x) 2 I
I
I

1 - 2x + x 2 + x 2 = 25 - l0x + x 2 + 4 - 4x + x 2 B
X

12 x = 28, portanto x = 37 e A (7 7)
= 3 ,3

42
17. Obter um ponto A na reta r: 2x - y = Oe equidistante dos pQntgs B(D, 1) e e«6., 3).
18. Obter um ponta P na reta r: y = 3 x e equidistante dos pq_ntos A (4, O) e~ (O, 2),
... ( ~ . -x' ;: ,'k,-\,..
19. _Obte~ um ponto A na reta r: y =. x tal que o ponto, 1;1yÇÍIO go se. ento AB, B = (2, 4),
pertença a reta s: 2x - y - 4 = O.
-
~'71, e; ,l..
. ~ fA {:t_~)
I 1• 1 1 1 ,

1
20. Ohter um ponto A na reta r: y = x e um ponto B na reta s: y = 4x tais que o ponto
médio do segmento AB seja M = (1, 2) .
1.1 - 'k. --~-= -{,
2 :-.e._ -1 .2 - (' X --,. - 1 ~
-z....
-'s: '7 ~ - ,,
X ·r'2. - ~ - ¾2 - ¼ -=~
--
,__
? .

2.
2. Posições rehitivas e intersecções de retas

a) Vetor normal a uma reta


Consideremos a reta r do plano cartesiano, de equação ax + by + e = O.
n
V

De fato, se A(x 1 , y 1 ) e B (x2 , y 2 ) são dois pontos quaisquer da reta r temos


--+
que AB = (x2 - Xi , Y2 - Y1) e:
A Er

.. BE r ax 2 + by-2 + e = O

@ - (D ===> ax2 - ax1 + by2 - by1 + 4-4 = O



=:=::!> a(x2 - X1) + b(y 2 - Y1) = O ===:> n • AB = O
~
logo n e AB são ortogonais.

exemplo 7
Um ·vetor normal à reta 2x - 5y +4 = O é n = (2, - 5).
~ 2.):= K -
43
b) Posições relativas de duas retas
D uas retas r e s do plano cartesiano podem ser concorrentes ou paralelas :

o X o X o X

concorrentes paralelas distintas paralelas coincidentes


rX s r // s

Dadas as equações de r e s, r: ax + by + c = O e s: a'x + b'y + o' = O,


podemos reconhecer a posição das retas a partir dos coeficien tes das equações.
Como n = ( a, b) e n' = (a', b') são vetores normais ar e a s, nesta ordem ,
temos que

a b a b
r // s - - - •: ;. =O
a' b' a' b'

a b a b
r Xs a' * -.;; < :•
a' b' *º

a b e _
NOTA: Quando - 1
a
= -b, = -,
,e
as retas sao paralelas coinciden tes e quando
a b c
-,
a
= -b' -=I= -,
· c
as retas são paralelas distintas.

exemplo 8
Dadas r: 2x + Sy + 4 = O e s : 4x - lOy - 3 =O temos:
n = (2, 5)
= =;. n ~ n' ==~ rX s
n' = (4, - 1 O)

44
exemplo 9
Dadas r : 2x - 3y + 1 =O e s: 6x - 9y +4 =O ternos:

n = (2, = 3)
n // n' = ='>r//s
n' = (6, -9)

Corno
2
6 = _9
- 3
* 41 , r e s são paralelas distintas.
exemplo 10
Dadas r: 2x + 3y + 4 = O e s: 4x + 6y + 8 = O ternos:

n = (2, 3)
n // n'
n' = (4, 6)

2 3 4
Corno
4 =6 =8 , r e s são coincidentes.

c) Ponto de intersecção y

Um ponto de intersecção P(xp ,


yp) de duas retas,
r: ax + b y + c =O e
s: a'x + b'y + c' = O,
satisfaz às equações de ambas as
retas e, então, é solução do sistema
o Xp X

ax + by + c = O
S· {
a'x + b'y + c' = O
Reciprocamente, toda solução (x, y) do sistema Sé ponto de intersecção das
duas retas.

exemplo 11
Dadas r: 2x +y +1 = O e s: x - 2y - 7 = O temos:

X 2
2x +y +1 =O 4x + 2y + 2 = O
S: { +
X - 2y - 7 = Ü - - - X - 2y - 7 = Ü

Sx - 5 =O X= 1

46
Substituindo x na 1~ equação vem:

2(1) + y +1=O y = -3
Lõgo., r e s. são c.offcorrentes no p.o nto P = (l, - 3).

d) O sistema das equações de duas retas


Considerando que
19) duas retas concorrentes apie.sentam um único ponto de intersecção;
29) duas retas paralelas coincidentes apresentam infinitos pontos comuns;
39) duas retas paralelas distintas não apresentam ponto comum.
A partir dos itens: b) ·e e) podemos tirar as seguinte$ conclusões sobre o
sistema

ax + by + e = O
S:
{ a'x + b'y + e' = O
formado pelas equações de duas retas· r e s:
,,
19) ~ -:1= l S admite uma única solução
a' b'
(S é sistema possível e determinado)

ºº)
~ .. .
_!_
a,- b' = ~'
= _Q_
. e
S admite infinitas soluções
(S é sistema possível e indeter.minado)

39) _,;. - b -:/= _!::_ <===::;, S não admite s.ol.uç:ão


a b' e'
(S é sistema impossível)

ex emplo f2
,.
2x + 3y - 1 =O
Dado S: { temos.:
6x - 9y- 3 = O
1. -:/= _3_ a b
6 - 9 ==~ -,
a
-:/= -b ~·==::> S é determinado.

A única solução de S é ( ~ , o) ,·que é obtida resolvendo o sistema. O ponto


( ~ , o) é o ponto de intersecção das retas 2x + 3y - 1 = Oe 6x - 9y - 3 ~ O.
46
exemplo 13

Dado S
·. { 2x + 3. y +4 = O
temos:
4x + 6y + 8 = O
a b e
-;::;;;- ;::;;; -
S é indeterminado.
a' b' e'
As infinitas soluções de S são as coordenadas dos pontos da reta 2.x. + 3y + 4 = O.
exemplo 14
2x + Sy + 4 = O
Dado S· temos:
{ 4x + lüy - 1 = O
2 5
-=-=l=-
4
-a'a = -b'b e
=I=- ====!> S é impossível.
4 10 - 1 e'

EXERCICIOS

21. Classificar em verdadeiro (V) ou falso (F):


a) Um vetor normal à Íeta 3x + y -- 1 =O é n = (3, 1)
b) Um vetor notmal à reta 2x - 5,y + 3 =O é u = (2, 5)
e) Um vetor normal à reta x + y +l =O é v = f2, 2)
d) Um vetor normal à reta 4x - 1 =O é w = (1, O)
e) Um veto:r paralelo à reta 2x t 5y - 3 ;;:; O é v = (5 , - 2)
f) Um vetor paralelo à reta 3x - y + 1 = O é v = (1, 3)
22. Dar a posição relativa de r e s nos casos:
a) r: Sx - 2y - 1 = O e s: 2x - 4y + '7 = O
b) r: 3x +y + 1 = O e s.: 6x + 2y + 3 = O
3
e) r: Sx - 4y +6 =O e s: 2x - y +
2 = O

d) r: Sx + 2y = O e s: lOx - 4y =O
23. Detenniriar os valores de k para os quais as retas r: kx + y +2 =Oe s: 3x - 6y - .2 = O são
concmrentes.

24. Determinar a intersecção das retas x + 3y =4e 2x + 5y = 7.

47
25. Determinar o po,nto d.e intersecção das retás ·r e s nos casos:
a~ · '!: 3 x + 4 y - 11 =O e s: 4 x - 2y - 14 =O
X
b) r:
2 + y = 1 e s: y = 3x - 1

e) r: 3x - '2y =7 e .s: 4 .x + Sy = -6
.26. Dados A (1, 1), B (3.,, - 1), C (4, 2) e D (3, 1), acha-r as equações das retas AB e CD e,
depois, obter o ponto de intersecção destas retas.

27. Dados A (3, O), B (5, O), e {O, 5) e D (- 1, 2), determinar o ponto de intersecção das
diag:onais AC e BD do quadrilátero ABCD.
V

28. Detexminar as coordenadas do ponto


P indicado na figura.
X

29. Dados A (O, 0),, B (1 O, O), C (6, 4). e D (2, 4 ), pede-se


~

a) determinar o ponto de intersecção P das tetas AD e BC


b) determinar os. pontos médi9s M e N dos segmentos. AB e CD, re$pecUvamente
c) provar que M, N e P são colineares

30. Determinar os vértices do triângulo cujos .lados estão nas retas x - 2y = O, 2 x - y =O e


x+ y - 6 = O.
31. Calcular q perímetro ç a área ão triângulo cujos fados estão .nas retas x - y = O,
X - 3y = Ü e y - 2 = Q.

32. Considere. o triâ'ngulo cujos ládos ,estão nas retas 2x - 3y = O, x + y - 5 =O ex + 6y =


=O.
a) Determinar os vértices do triân~lo
·b) Determinar os valores de y para os quais o ponto P ("3 , y) e~,tá no interior do triângulo.

33. Mostrar que as retas 3x - 2y - 8 = O, x + 2y - 8 = O e 5.x - 6y - 8 = O $ão couc_or-


rentes num mesmo ponto P.

Resolução
Notemos que r : 3x - 2y - 8 = =
Ot s: x + 2y - 8 O e t , Sx - 6y - .8 O são con- =
correntes duas a duas; pois os vetores nonnais são n = (3, - 2), n' =
(1, 2) e n" = (5, - 6).
Para mostrar que são concorrentes num mesmo ponto devemos mos-trat que existe um
único par (x,, y) que satisfaz às ttês equaçõ~s, ísto é, que o sistema

48
3x - 2y. - 8 =O (D
x+2.y-8=0 Q)
{
5x ~ 6y - 8 = O (J)

apresente uma única solµção. Temos:

3x - 2y =8
CD e@ {
4x = 16 ==~ x=4
X + 2y = 8
em @: 4 + 2y =8 ==>y=2
logo, o par (4 i 2) é o único que satisfaz simultaneamente às ·e quações CD e Q). Mostremos
que ele satisfaz também à equação @:
para x = 4 e y =2 temos 5x - 6y - 8 = 5 (4) - 6 (2) - 8;;;;; O.

Portanto, o ponto (4, 2) está nas três retas;

34. Verificar se as tetas 3x +y - 4 = Õ, 2x - 3y + 23 =· O e Sx - y t 12 = O são concor-


rentes num mesmo ponto.

35. Verificar se as retas 2x + 3y - 5 = O, 3x + 2y - 5 = Oe x +y- 5 = O são concor-


rentes num mesmo ponte.

36. Para que valores de .k as retas x +y = 2k, x - y = k e kx + 3y = O passam por um


mesmo ponto?

3 7. Para que valores de k o sistema

+ ky = -
x 3
2x - y = k adn;üte solução?
{
x+y = -k

38. Para que valores de m o sistema

3x + 2y = 1
4x + my = 3 é possível e determinado?
{
Sx + 4y =m
39. Para que valores de m o sistema

mx + 2y =3 é _pos.síveJ .e determinado?
{ 3x- y=m

49
40. Par~ que valores de a e b o 5,istema

x+ ay=b
{ 2x + '5.y é indeterminado?
= 10
41. Paxa que valotes de p e q o sistema

X+ Sy =- 2
ádmite infinitas soluções?
{ px -2y=q

42. Para que valores de m e n ô sistema

2x + my =3
{ X - 3y = n

43. Daí a condição sobre ·a e b de modo que o sistema

ax + ·0y =1
admita uma única solução.
{ bx - ay =1

3. Paralelismo e perpendicµlaridade

a) Condição de paralelismo e de pérpendicukz.ridade de duas retas


, Conforme vimos, dadas as reta& r: ax + by + e= O e s: a'x + b'y + e' = O,
os ve..sores n = (a, b) e n' = (a\ h;J são, nesta ordem, ·vetores normais a r e
.a s. Usamos esse fato para obter a condição de paralelismo de duas retas:

> -
a•
b
=-
6'
a
:; :> aj at =~ o1

Podemos também obter a condição de perpendicularid'ade de dua.s retas:

r n
,,;;:::::::==;,, ~ d" -~::=:::lí::~;• •iA' D • n' = O •~ <~~=}~• iaa' ± ft)J' = 01 :

50
X ><

s
r li s <=;> n li n' r ls ç:::> nl n'

exemplo 15
Dadas r: 2x + Sy - 3 = O e s: 1Ox + 2Sy + 29 = O temos:

n = (2, 5) 2
-=-
5
=~r//s
n' = (1 O, 25) 10 25

exemplo 16
Dadas r: 2x + 5y - 3 = O e s: lOx - 4y - 1 = O temos:

n = (2, 5) } n•n' = 2(10) + 5(-4) = O ==!>rls .


n' = (10, -4)
b) Obtenção de urna reta paralela a uma reta dada
Dada uma reta r de equação ax + by + e = O, toda reta paralela a r admite.
uma equação da fonna

1 a'.lí + by + .k = Oj

onde k E IR.
De fato, como n = (a, b) é um vetor normal à reta r, 'éle também é vetor
normal a qualquer reta paralela à reta r.

exemplo 17
Toda reta paralela à reta r: 3x + 2y ~ 1 = O admite uma equação da forma
3x + 2y + k = O.
Vamos obter a reta s paralela a r e que passa pelo ponto P(4, 1).

51 ·
Deter.minamos kimpondo que
P satisfaça. à equação:
,: ==> 3 ( 4) + 2( 1) + 15: = O~=~
P E s · <=
<=<==~> k = - 14
Logo, a equação de s é

Jx + 2y - 14 = O.

e) Obtenção de uma reta perpendicular a uma teta dada


Dada uma reta r de equação ax + by + e = O, toda reta perpendic\llat a r
admite uma equação dá· forma

ay - bx +k =O
onde k E IR.
De fato,. os vetoJes n = (a> b) •e n' = (- b, a) são ortogonais pois n • n' =
= a{- b) + ba = O. Como n é um vetor normal ar, o vetor n' é um vetor normal
a qualquer reta perpendicular a r.
exemplo 18
Toda reta perpendicular à reta r: Sx + 2y + 1 = O admite uma equação da
forma 3y - 2x + k = O.
Vamos obter a reta s pe(pendicular a r e que passa pelo ponto P(4, 1).
Determinamos k impondo que P satisfaça à equação:

P E s <=== ~ 3 (1) - 2(4) + k = O ·<=Z= ~>


<===~ k =5
Logo, a equação de s é.

3y - 2x + 5 = O,
ou seja, r

- 2x + 3y + 5 = O,

ou ainda,

2x - 3y - 5 = O.

52
EXERCÍCIOS

44. Associar a cada item (1 a X) uma das afirmações (A a C).


A) r e s são paralelas.
B) r e s são ·perpendiculares.
C) r e s são concorrentes, mas não perpendiculares.

1,. r : 3 X + 4y = Q, s: 15 X t 20y - 1 =Ü
II. r: 8x - 4y - 3 = O, s: 2x - y + 1 =O
III. r: 3x + 2y - 1 = O, s: 4x - 6y - 3=O
IV: r: 5x + y = O, s: x - 5y + 2 =O
V, i- : X + y +1 = 0, S : X - y - 1 =0
VI. r : 3 x - 4y = O, s: 4x - 3y - 1 =O
VII. r : 7 x+ y = O, s: x - 7y = O
VIII. r: 4x + 3y - 1 = O, s : 2.x + 5 = O
IX. r : 2 x + 3 = O, s: 3y - 7 = O
X. r : 3 x - 2 = O, s : 4 x + 5 = O

45. Determinar o valor de lé para que as retas r: kx + 2y + 3 = O e s: 3x - y - k = O sejam


paralelas.

46.. Determina:r os valores de 'k que tornam as retas r_: 2x - ky + 1 = O e s: 8x + ky - 1 = O


perpendiculares.

4 7. Obter a equação da reta paralela à reta r: 2x + 3y + 1 =Oe que passa pelo ponto
P(S,-2).
o .::
-=O
48. Conduzir por lP a reta paralela a r, nos casos:
a) P = (1, 1) e r: 3x - 4y + 2 = O
b) P = (O, 2) e .r: 7x + y =O
~ 1
~ ~I
1 e .:::O
cJ P = (- 3, - 5) e r: x - 2Y - 4 =O D.?1- --
? \)
-\-"
l

49. Qual é a equação da reta paralela ar: 7x + l5y - 11 = Oe que passa pela origem do
sistema cartesiano?

50. Uma reta r é paralela à reta x + 2y = O e passa pelo ponto P (-4,. 8). Determinar ós
pontos de interseção de r com os eixos coordenados.

5 l. Obter a equação da reta perpendicular à reta r: 2x + 5 y - 1 = O e que passa pelo ponto


P (1, 1),

53
52. Conduzir por P a reta perpendicular ~ r , rtos casos:
à) P = (O, 7) e r: 3x - y + 2 =O
b) P = (- Í, 3) e r: .x + 2y =O
e) P = (0f O) e r: x - y - 1 =O
5L Determinar a projeção ortogonal do ponto P (2, '3) sobre a reta r.: x + y + 1 = O.

Résolução
p
Obtemos are-tas, que passa por P
e é perpendj.cular a r : ·
'
1
1
1
1
s: X: - y+ k = o 1
1
1

P E s ====;> (2) - ( 3) + k = 0 ·= ~
==:;::,k=l PP'
1
1
r
1 $

logo, s: x - y + 1 = O.
A projeção ortog9nal de P sobre r é o ponto de interseção de r e s:

x. +y+l=O
P'
{ x-y+l=O 2x +2 =O ==-;;,x=-1

na ·H eqµação: (-1) + y + 1 = O ==~ y =O


logo, P' = (- 1., O).

54. Determinar a projeção ortogonal do ponto P (7, 2) sobre a reJa r: x - y + 1 = O.


55. Determinar o pé da perpendicular baixada de P {l, 6) a r: 3x + 4.y ~ 2 = O.
56. Dadas as retas r: 3x - y =
O,.~: 2x + y = O e o ponto H (3, 4), con.d uzir por H a reta t,
perpendiculat a r, e detem1inar 0 ponto onde . t íntercepta ·s.

57. Determinar o ponto simétrico do ponto P (2, 3) em relação à re&a r: x +y + 1 = O.


T p
Resolução
Os dados são os mesmos do
J: r
exercício 53, onde determinamos P' = 1 P'
= (-1, O).
Como P' é ponto médio do seg-
r~a
1
mento PQ temos: 1
1
l
1$

P'
. = J> +2 Q ==;:,c P -"-
T
Q = 2 P' ===;;,,· Q = 2P' - P Q = 2-(- 1, 0) - (2, 3) =
= (-2, 0)- (2, 3) = (-4, -3).
58. Determinar o ponto •s,imêtrico do ponto P .(0, 4) em relação à reta r: 2x + y = O.

54
59. Dados P (O~ O) e r: x + y - 5 = O, determinar o ponto médio do segment0 cujas exfte-
midades são o pont o P e a sua. projeção ortogonal sobre r.

60. Num triângµlo retângulo ABC a hipotenusa tem extremidades B (;4, 1) e C (6, 8), = =
e o cateto que pas·sa por B é paralelo à reta 3x + 4y + 5 O. Determinar ó vértice A. =
61. Num triângulo retângulo ABC, o vértice do ângulo reto é A= (7, 7), a hipotenusa está
na reta 4x - 3y = O e um cateto é paralelo à reta x + y + 1 = O. Calcular a medida da
hipotenusa

62. Dois lados de um paralelogramo estão em r: x - 2y = O e s: 2 x - y = O e um dos


vértices é o ponto A (101 10). Determinar os outros vértices.

63. Calcular as medidas dos ângulos .formados pelas retas r: 2x + y + 1 =O e s: 3x - y -1 = O.


\ /
Resolução 1) 180° -8
Notemos que se r e s formam os f0'\
ângulos de medidas e e 180º - 8 , o I ' r
mesmo ocorre com as direções normais /
a r e a s. Assim, vamos determinar ·o
ângulo entre os vetores n = (2, 1) e
n' = (3, - 1) que são vetores normais a
r e a s:
s

n • n' 2 (3) + 1 (- 1) 5 ,J1


cos 8 = lnl ln'I - -✓,,=.2:::::;2;:::+:::::::::::1===2-✓
'=32;::=:::+=(=-=1=):;-
2 - ,.JS -y1Õ =- 2- ==:;:> e =45º
Concluímos qµe r e s formam ângulos 'êie 45º e 135º.

64. Calcular as medidas dos ângulos formados por T e s nos casos:


a) r: 2 x - 2y - 1 =O s: y + 4 = O
b) í: X +y - 1 =O s: X + 3y + 3 = 0
e) r: 5x - 3 = O s: X + J3y + 3 = 0
65. A distância entre um ponto P e uma reta r é a distância entre P e a sua projeção ortogenal
P' sobre r. Dados P = (7, -3) e r: 8x + 6y + 17 = O, calcular a distância entre P e r.

4. Ponto e reta: distância e inequações

a) Distância
A distância entre um ponto P e urna reta r é, por definíção, a distância
entre P e a sua projeç,ão ortogonal. P' sobre r:

55
~
d= IP'PI
p

Dados J> (xo,,, Yo) e


r-----;
1 /
1 / d
r: ax + by + q = O, 1
n 10
/
./
/.

. /
·podemos ealeular d da seguinte ma- r
neira: A P'

1~) tomemos um ponto, Atx 1 ,.Y1) -e m r:


A E r =~ ax 1 + by 1 + e = O (D
--• , --+
2Ç>) notemos que p~p~é a projeção de AP na direção de n = (a, b); portanto sendo()
o ângulo entre AP e n temos:
--+
____,,.
-----+, ~ -+ AP · n AP • n
d= IP'PI = IA.ri lcot01 = IAPI --+
IAPllnl 1 nl
' -• . .
39) como AP =P- A = (x0 - x 1 , y0 - y 1) e n = ta, b), decorré que
-• .
·d= AP • n (xo - X1) a+ (Yo - Y1)b ax 0 + by0 - ax 1 - by 1
lrt 1 ✓a2 + b2 ✓a2 + b2

De (D tem.os e = - ax 1 - by 1 e, portanto,

exemplo 19
A distância entre P(7, -3) e r: 8x + 6y + 17 = O é:
d= 8(7)+6(-3)+17 S6 - 18 + 17 55 55
. -✓ s2 + 62 - - -10 - 10 = S,S
vÍOO
b) O sinal do númerà ax 0 + by0 + e
Notemos no cálculo da distância entre P(x0 , y 0) e r :- ax + by + e= O que
. ~
o número ax 0 + by0 + e é o valor. do produto escalar do vetor AP pelo vetor n:
--+
AP · n = ax 0 + byO + ·e

56
Assim, conforme o semi-plano onde esteja P temos um sinal para o número
ax0 + by 0 + e:

I
I
I n
/
I
I
I •
I
/
I
/


19) 0 agud0 ==-AP•n>O ==:!> ax 0 + byO + e > O

29) 0 o.l:>toso =::::::::::> AP • n <O ==:!>· ax 0 + by0 + e < O

Podemos então conçluir que a reta r: ax + + e = O divide o plano carte- oy


siano em dois semi-planos tais que, excluindo os pontos de r, para os pontos
P(x0 , y 0 ) de um dos semi-planos tem-se ax0 + by0 + e> O e para os pontos do
outro semi-plano tem-se ax 0 + by0 + e < O.

exemplo 20
Na figura indiçamos a reta r: X + 2y - 4 = Ü.
• Para os pontos A (5, 1) e B (2, 3)
que estão num dos semi-planos de-
y
finidos por r temos:
3 _____ _,e
r 1
A - - x0 + 2y0 - 4 =
1
1
1
= (5) + 2 (1) - 4 =
1
1 =3>0

o 1 2 3
B - - - x0 + 2y0 - 4 =
= ( 2) + 2 (3) - 4 =
=4>0

Para os pontos C(l, 1) e 0(0, O) que estão no outro semi-plano temos:

C + 2 yo - Xo 4 = (1) + 2 (1) - 4 =- l <0


O --> x 0 + 2 Yo - 4 == (O) + 2 (O) - 4 = -4 <O
57
e). Inequação de um semi-plano
Dada uma reta r: ax + by + e = O, seja P(x0 , y 0 ) um ponto que não
pertence a r.
>
Caso ax 0 + byO + e O) denominamos inequação do semi-plano de origem r
e que contêm P à- inequação

lax +by+e~ol
..
e., caso ax 0 + byO + c < O, denominamos inequação do semi-plano ,de origem r
e, que contém P à inequação

1 ax + by + e ~O1
NOTA: A reta r é chamada orige-m dos semi-planos ( os pontos de r estão em ambos
os semi-planos).

exempla 21
Dados P(ll 2) e r: x + y - 5 =O temos:

ax 0 + by0 + e = ( 1) + (2) - 5 =- 2 <O


logo, a inequação do semi-plano de origem r e que contém P é x + y - 5 ¾ O.
São exemplos de pontos deste semi-plano os seguintes:

( O, OJ, pois O + O - 5 <O


(3, I), pois 3 + 1 - 5 <O
(- 1_,4), pois (-1) + 4 - s <o
( 1 O,.- 7), pois ( 1O)+ ( - 7) - 5 < O

EXERCÍCIOS

66. Calcular a distância. entre P (- 7, -4) e r: 4x + 3y - ao = O,


67. Calcular a distância entre P e r ·nos casos
a) P = (2, 4) e r : 8x - 6 y + 13 =O e) P = (- 3, O) e r: 3x + 2y =1
b) P = (3, - 1) e r: 2x + y =O d) P = {ô, 5) e r: 3x = 4y - 2

58
68. Calcular a distância da origem do sistema cartesiano à reta de equa~ão t2
+ ~ = 1.
69. Calcular a .distância entre. o ponto A (1, 2) e a reta. que passa por B ~- i, -1 ) e C (5, 7).

70. Calcular a altura, relativa ao vértice A,. do triângulo de vértices A (1, 1), B (- 1, - 3) e
C(2, -7).

71. Dado ô triângulo de lados contidos nas retas r: x + y = 6, s : x - y = 2 e t: 3x + $y - 30,


calcular as suas três alturas.

72. Calcular a área de um quádrado que tem uni vértice no ponto P (7, - 5) e um lado na
reta r: 2x + y + 1 O. =
73. Caicular o lado de um quadrado que tem um vértice no ponto P ( O, 5) e uma c;liagonal na
reta r: x - y O. =
74. Calcular a distância entre as retas r: x + 2y + 3 = Oe s: x + 2y + 13 = O.

Resolução

Como r e s são paralelas, a distâneia entre r e :s é a distância entre um p.onto P,


P E r, e a reta s. rp
Em r: x + 2y +3 = O, para y =O
1
1
ternos
'l d
1
x + 2 (O) + 3 = O.; logo x = - 3. 1
1
s
Assim1 P = (-3,, O) E r Temos:

d -d _ (-3) + 2(0) + 13 10 .JT


r, s - P, s - .Jl2 + 22 = Js = 2

75. Calcular a distância entre as retas r: 3x + 4y - 12 =O e s: 3x + 4y + 18 = O.


76. Calcular a distância entre as re.tas í: 3x +y - 1 =O e s: 6x + 2y - 3 = O.

77. Determinar os pontos da retas: y = 2x que distam 3 unidades da reta r: 3x - 4y = O.


Resolução
PEs ===> Yp = 2xp
====> P = (X.1 2x)

dp ,I = 3
3(x) - 4(2x) =3
J(3)2 + (-4)2

==:,.1-Sxl = 1.S =::::!>x= ±3

logo, P = (3, 6) ou P = (- 3, - 6).

59
78. Determinar os pontos da reta s: y =x + 1 que distam uma unidade da reta
r : x + y - 1 = O.

79. Determinar os pontos do eixo dos x que são equidistantes das retas r: 3x + 4y + 6 = O
e s: 4x + 3y + 1 = O.

80. Determinar o ponto do eixo dos y que é equidistante do ponto A ( 2, ~) e da reta


r : 2y +1 = O.
81. Dada a reta r: 2x + 3y + 5 = Oe
os pontos A (1, 1), B (2, -4) e C (- 3, - 1), quais
destes pontos estão num mesmo semi-plano relativamente à reta r?

Resolução
Basta substituir as coordenadas dos pontos no primeiro membro da equação da reta e
observar os sinais dos resultados obtidos:
A -+ 2 (1) + 3 (1) +5= 10 >O
B --+2(2)+3(- 4) + 5= - 3<0
e - 2 e- 3) + 3 e- 1) + s=- 4 < o
B e C estão num dos semi-planos, enquanto que A está no outro semi-plano.

82. Dada a_reta r: Sx - 2y - 7 = Oe os pontos A (4 , 7), B (- 2, - 9) e C (o,- 133 ), quais


s:ão os d.ois pontos que estão num mesmo semi-plano de origem r?

83. Dada a reta r: 3x + 2y + 1 = O, determinar a ínequaç,ão do s.emi·plano de origem r e


que contém o ponto P( - 1, - 1).

84. Dada reta r: 2x - y + 1 = O e o ponto P (O, - 1), determinar a inequação do semi-plano


de origem r e que contém P.

85. Determinar a inequação de cada semi-plano hachurado:

a) b) e)
y y y

60
86; Represe,ntar graficamente o semi-plano definido pela inequação 3lX - 2y - 6 ;;;i. O.

Resolução r

Desenhamos a reta X
r: 3x - 2y - 6 = O.
Tomamos um ponto P que não pertence
a r e verificamos qual é a inequação do
semi-plano de origem r e que contém P.

Por exemplo, se P = (O, O) temos 3 (0) - 2 (O) - 6 < O; logo o semi-plano que contém
P é 3x - 2y - 6 ~ O. O semi-plano pedido é, portanto, o que não contém P.

87. Representar graficamente os semi-planos


a) X+ y - 3 ~ Ü b) 2x - y - 4 ~ O C} X+ 2y - 6;;., Ü

8'8. Representar grafieamente o conjunto solução do sistema


X t y ~ 1
{
x - y~l

89. Fazer o gráfico da relação Ix + y 1 ~ 2.

90. Qual é o sistema de inequações que


define o triângulo da figura?

5. Equação reduzida e inclinação

a) Equação reduzida
Consideremos uma reta r: ax + by + e = O, onde b =I=- O. Notemos que:
a e
ax + by + ç = O =~ by = -ax - e ===> y = --X - -
b b

61
Fazendo-se b-a = m e b- c
=q obtemos a equação

1 Y = mx + q 1

que é denominada equação redu zida da reta.

exemplo 22
Dada a reta r: 3x + 2y - 6 = O vamos obter a sua equação reduzida :

3
3x + 2y - 6 =O 2y = - 3x +6 ==> y = - - X +3
2

b) Os coeficientes na equação reduzida


Na equação reduzida, y = mx + q, os coeficientes m e q são denominados,
respectivamente, coeficiente angular e coeficiente linear da reta r. As suas inter-
pretações geométricas são as seguintes:

coeficiente angular
m = tg a, onde a é o ângulo de inclinação da reta r em relação ao eixo dos
x, definido conforme indicam as figu ras (D, @ e G) seguintes.

coeficiente linear
q é a ordenada do ponto onde r cort a o eixo dos y.

Q) CT) G)
y r y y.

m+q
1
1 q Q p r
1
1
a '
-- ----; R
a
m+q

.
o 1 X o 1 X o X

I\ I\ r,..
a = xr agudo a = xr =O a= xr obtuso
m = tg a> O m = tg a= O m = tg O Ci<

62
De fato, considerando a equação y = mx + q temos que:
19) para x = O, y = m( O) + q = q.
Logo, a reta r corta o eixo dos y no ponto Q = (O, q).

29) para x = l ; y = m{l) + q = m + q


Logo, o ponto P = (1, m + q) pertence a r.
Se m > O, então m + q > q, e temos o caso da figura (D, onde, no triângulo
PQR, tga = m.
Se m = O, então + q = q , e temos o caso da figura @.
m
Se m < O, então m + q < q, e temos o caso da figura G), onde, no triângulo
PQR, tg (rr - a) = - m; logo, tg a = m.

exemplo 23
A reta de equação reduzida
y == x + 3 tem coeficiente angular
m = 1 e coeficiente linear q = 3.
logo , ela forma ângulo de 45° com
o eixo x e intercepta o eixo y no X
ponto (O, 3).

e) Paralelismo e perpendicularidade
Consideremos duas retas r e s de equações reduzidas y = mx + q e
y = m'x + q', nesta ordem.
As retas r e s são paralelas se, e somente se, suas inclinações em relação ao
eixo x são iguais. Logo, podemos concluir que:

1 r // s ~<== : :>> m = m' V

Observemos ainda que:

r: y = mx + q -mx +y - q =O o
s: y = m'x + q' - m'x + y - q' =O

os vetores n = (- m, 1) e n' = {- m', 1) são vetores normais a r e a s, nesta ordem.

63
1.0gb:

- m 1
r // s n // n' =O m = rn'
-m' 1
A eondição de perpendicularidade ê:

r 1 s <;:::::::=:::;, n Ln' ,é<===;,> n • n~ = O <:===> (- m) (-m') + 1 = O


portanto

r 1 •s ~<===~> mm' ·= - 1 <:<~==~:, m' =- ! 1

éXemplo 24
Dadas r: y = 3x + 4 e s: y = 3x - 7 temos:
{mr =3 e· m8 = 3) s // r

exemplo 25

Dadas r: y = 23 x + 5 e s: y = -
2
x + 1
temos:
3 2

mr • ms =- I s1r

d) Cálculo do ooefiçiente angular a partir de dois pontos


Consideremos uma reta r, de e·q uação reduzida 'Y = mx + q, e vamos supor
qµe A(.X.1, yt) e B (x2 ) y2) são dois pontos de r. Temos:

A 'E r Y1 = mx1 + q CD
BE r Y2 = mx2 + q ®
Y2 -Y1 = mx2 - mx1 + ~- ~
y

Y2
1
1

logo a
1
t
Y·l. ---- -' 1
1
Y:2 - Yr 1
m= 1
1
X

,64
exemplo 26
Vamos calcular o coeficiente angular da reta que passa pelos pontos A (2, 3)
e B(S, 9):

m= 9-3 =~ =2
5 - 2 3 .

e) Obtenção de uma reta passando num ponto P (x 0 , y O) dado

y y y
r

y= Yo p a Yo -------- p
r

y ---- -- - a

X
XQ X
X o X =xo

19 caso: a reta é paralela ao eixo dos x.


Neste caso, um ponto Q(x, y) está na reta se, e somente se, y = y0 • A equação
da reta é, portanto:

Y = Yo

29 caso: a reta é paralela ao eixo dos y.


Neste caso, a equação da reta é

1 X= ~o

39 caso: a reta não é paralela a nenhum dos eixos.


Neste caso, sendo m o coeficiente angular da reta, um ponto Q = (x, y)
pertence à reta se, e somente se,

Y - Yo
=m
X - Xo

A equação da reta é, portanto:

J Y - Yo = m(x - xo) j

65
exemplo 27
y
Dado o ponto P (4, 3) temos: t
3 r
19) a equação da reta r, que passa
por P e é paralela ao eixo dos
X, é
y =3
29) a equação da reta s, que passa
por P e é paralela ao eixo dos
y, é
x=4
39) a equação da reta t, que passa por P e tem inclinação de 45º, é
y - 3 = 1 (x - 4)
Na forma reduzida, esta equação fica y =x- 1, enquanto que na forma geral
é x - y - 1 = O.

EXERCÍCIOS

91. Colocar na forma reduzida e dar o coeficiente angular:


a) 2x + y - 3 =O b) 4x + 2y + 5 =O c) 3x - y + 1=O

d), 2x - 4 y - 3 =O e) 3x - 9y =1 o;+~ = l
g) 8x' = 2y - 9 h) 2y + 3 =O i) y - 1 =O
92. Dar o ângulo de inclinação, em relação ao eixo dos x, das seguintes retas
a) Y =X +1 b) y = ,J3x - 1 e) y =-X + 2
93. Represen tar graficamente cada reta, indicando o ângulo de inclinação e o ponto onde
corta o eixo dos y:
a) r : y =x+ 2, s: y =x + 3, t : y =x - 2, u: y =x
b) r: y = - x + 3, s: y = -x, t: y = - x - 3
e) r: y = 2, s: y = - 1, t: y = O

66

..
94. Associar cad,a item (I a V) , a uma das afirmações (A a C).
A) r e ,s são paralelas.
B) r e s são perpendiculares.
C) r e ,s são concorrentes, mas não perpendiculares.

L r: y = 2x + :5 e s: y = 2x - 3

II. r .· y =- 3x + 1 e s· y - . --r + 21 X

III. r: y = 2X - 1 e s: y = - 2x + 5
IV· r: Y = - T3x +T2 e s: Y = - 32x - 23
V. r: y =x + 100 e s: y = 100 - x

2 +a a-2
95. Calcular o valor de a que torna as retas y = 2- a
x + 1 e y = 3x - paralelas.
a+ 2

96. Calcular o valor de k que torna as retas y =kX + k2 e y = 2k2 x - 1 perpendiculares.

97 . Determinar o coeficiente angúfa.r da reta que passa pelos pontos A e B nos casos:
a) A = ( 3, 2) e B = (5, 10) b) A = (- 1, - 1) e = (4, 6)
B
e) A=(-1, 2) e: B=(3, 10) d) A = (3. -1) e B = (- 2, 4)

98. Determinar o valor de k que toma a reta kx + 2y + 3 = O paralela à reta que passa
por A(4 , 3) e B (6, 13).

99. Determinar o valor de x para ó qual a ,reta que passa por A (l, 1) e B(x + 1, ix) tem
inclinação de 60° ,em relação ao eixo dos x.

100. Dar a equação geral da reta que passa por P e tem coeficiente angular m nos casos:
4
a} P = (2, 3) e m =-
3 b)P=(-5,-5) e m= - 1

=3 1
é) P = (3, - 1 ) e m d) P = (- 1, 0) e m ·=
2
101. Determinar a equação da reta que passa por PÇ2, 5) e tem inclinação o: nos casos
a) a = 45° b ) o:=135 º
c) a= 0° d) a= 90º

102. Detemiinar a equação da reta que passa por P {5, O) e ê paralela à reta y = 3x + 1,

103. Determinar a equação da reta que passa por P (2, -1 ) e ê perpendicular à reta
y = -2x + 7.

67
104. Collduzir por P (6, 3) as seguintes Ietas:
a) .1\ paralela ~ reta y = -Sx
b) s, paralela à bissetriz do 19 e 39 quadrantes
e) t, paràlela ao eixo dos x
d) u, perpendicular à reta y = 1Ox

105. Determinar a -equação da r~ta suporte da altura relativa ao vértice A do triânroalo ABG.
Dados. A (5, 5), B (1, O) e e (6, 1)'.

Resolução
O problema pede a . reta h, que
passa por A e é perpendicular .à refa BC.
Temos:

1 - O 1
mBC = '6 - 1 = 5
e

portanto mh =- 5

reta h: y - 5 =- 5 .( x - 5) 5x + y - 30 = :O.

106. Detenuinar a equação ôa reta suporte da altura relativa ao vértice B do triângulo.ABC.


Dados: A fl, O), B (5, 2) e C (3, 6).

107. Determinar o ortocentro (po.nto de interseçao das alturas) do triângulo de vértices


A(l, 2) , B(2, O) e C(4,4).

1Ô8. Determinar a equação da -mediatriz do segrn~n to de exb.emidades A (3, 2) e B (O, 1).


,.
109. Determinar o ponto de. encontro das mediatrizes_ (circuncentro) d.o triângulo de vértice·s
A{8, O),. B(0,4).. e C(-1,3).

110. Dois lados de um triângulo estão nas retas y = x e y = 6x, e o ortocentro é H (3, 4) .
D~terminar os vértices do triângulo.

11 l. Det~rminar os outros véiiiçes de ,um triângµlo sendQ dados o vé,.rtici:: A (1, 1) e as equaçõi;;s
das .retas suporte de duas alturas, r: y = 3. - x e s: y = .3x.

112. Conduzir p~lo p.o nto P (2, 4) duas xetas perpendiculares en tre si e que interceptam o
eixo dos x em doís pontos que distam entre si 10 unidades.

68
6. Formas da equação da reta

a) Equação geral: ax + by + e = O
b) Equação reduzida: y = mx + q

e) Equação segmentaria
Vamos determinar a equação da reta que intercepta os eixo~ coordenados
nos pontos PCP:, O) e Q (O, q), distintos:

x-p y- 0
=O
0-p q- 0
q ( X - p) + py =0
qx + PY - pq = O

Transpondo o termo constante para o segunda membro :

qx + py = pq

e dividindo por pq, obtemos a equação

l.!.+L=t
p q

que é denominada equação segmentâria da reta.

y
ex emplo 28
A equação segmentária da reta
r indi cada na figura é

~+__x__=l
3 -2

69
d) Equações paramétricas
Consideremos a reta r que passa ·pelo ponto P(x0 , y 0 ) e tem a direção do

-
vet9r não nulo v = (a, b). Um ponto Q (x, y) pertence a r ·se, e somente~~,
~
o vetor PQ é um múltiplo de v~ isto~' existe t E]R tal que PQ
----+
.
= tv. Temos:
PQ = tv (x - Xo., y-y0 ) = t (a, b) :~ <=~:> (x - Xo, y -Yo) = (at, bt)
Temos então
rx - = at Xo
y

\y- Yo = bt
é obtemos ·o par de equaç·ões

Jx _x + at 0

lY= Yo + bt o X

que êlenominamos equações paramétricas de r.


Notemos que para cada valor real atribuído a t obtemos as coordenadas
(x, y) de um ponto da reta.

exemplo 29
A reta que passa por P(2 , - 3) e tem a direção do vetor v = (5, 4) possui
as -seguintes equaçõ~s paramétricas :
y
(12; 5)
1
X = 2 ,: 5t · 1
(t E lR.)
y = - 3 + 4t
1
{
1

Vamos obter alguns pontos


desta reta:

=
........ { X = 2 + 5 (1') = 7
t 1 _, ~ (7, 1) E reta
y = - 3 + 4(1) = 1

• .X = 2 + 5 (2) .= 12
t =2 {y = =? (12, 5) E reta
- 3 + 4 (2) = 5

x=2 +5(-l)=-3
t = -1 => { =:> (- 3) - 7) E reta
y=-3+4(-1)=-7

70
EXERCíaos

113. Dar a equação segmentária de cada reta

b) V
a)

e) y d) y

114. Dar as equações paramétricas da reta que passa por P e tem a direção do vetor v nos
casos:
a) P = (1, 2) e v = (7, 6) b) P = (-1, 4) e V= (3, 3,)
e) P = (O, -1) e v = (2~ 4) d) P = (1, 1) e v = (5, - 3)

115 . Determinar a equação geral da reta de equações paramétricas x = 2 + 3t e y =5 - 4t,


t E IR.

Resolução
JÇ> modo: Tomamos doi~ pontos da reta:

t=O
===>{ X= 2 + 3(0) = 2
y = 6 - 4 (O)= 5
P(2, 5)

t =1 ==> { = x 2 +
y=5-4(1)=1
3 (1) = 5 ==>· Q (5, 1)

e obternes a equação geral:

x-2 y-5
=O =~ -4{x - 2) - 3(y - 5) = O ===:>
5- 2 1 - 5
===> - 4x - 3y + 23 = O ===> 4x + 3y - 23 = O

29 modo: Obtemos diretamente a equação geral eliminando t nas equações paramétricas:

. X@)
X= 2 + 3t X Q)) 4x = 8 + 12t
{ y = 5 - 41 > 3y = 15 - 12t
4x + 3y = 23 =~ 4x + 3y - 23 = O.

71
li 6. Detenninar a equação geral das ,seguintes retas:

á)
X= 3 + t (t E JR) b)
{X== 2 + 2t
- {y = l - t y=3-t
(t E IR)

x=1+'3t
·e) { t E I. R)
{ y- = - 1 + 2t

117. Determinar a equação reduzida das seguintes tetas


x =3-2t
a:) ~ +L =1 b) (t E lR)
-2 7 { y = 4 + St
llS-. Detennipar o ponto de interseção das retas

r·.{xy. === 53 -+ 2tt (t E JR) e s-:


x
{y
= 5 - 7k
= 4 + Sk
(k E IR)

119. Caleular a distância .entre o ponto P (1, 1) e ·a reta r: {X ==4t3t


y
(t EJR)
120. Dada a reta r indicada no gráfico, obter -a equação

ª! da reta simétrica de r em ·relação ao y


ei-xox
PJ da Teta simétrica de r em relação ao
eixo y
e) da I~ta simétrica .de r em r.elaçâo à
origem

121. Determinar a equação da reta que passa por P (3, 2) e tem direçã-0 normal ae vetor
n = (5, - 4).

Resolução
Se n = (5 1 - 4) é um vetor normal à reta, ·e ntão, esta reta admite, na forma geral, a
equaç.ã o
I'
Sx - 4Y +e = O
onde, o valor de e é determinado pelo ponto P:
P = (3, Z) E reta ===;, 5 {3Y- 4 (2) + c = O ==~c=-7
Logo, a equação ·é 5x - 4y - 7 = Q.
122. DeterminaT a equação da reta qµc passa por P e. tem direção normal ao vetor n nos
casos;
a) P = (7, 5) e n = '(2, 3) b) P = (- 3, - 2) e n = (2, 2)
e) P = (O, O) e. n = (3, :_ 7)

72
TESTES SOBRE O CAPITULO III
123. A equayão da reta da figura é V

a) X - 2y - 2 =Ü
b) x - 2y + 2 = O
c) 2x + y + 2 = O
ci) 2x + y - 2 = O
e) X + 2y + 2 = 0
124. Se o ponto P (x, y) ê tal que x + y = 2, então, P não pode estar
a) no 19 quadrante b) no 29 quadrante
e) no '.39 quadrante d) no 29, nem no 49 quadrantes.
e) em nenhum dos eixos

125. Se os pontos A (a, 1) e B (O, b) pertencem à reta de equação x + 2y - 4 = O, então, a


distância entre eles é
a) 3 b) 1 e) .J3 d) v'5 e) n.r.a.

126. As retas x + y - 1 = O e 3x - y + 1 = O passam ambas _pelo ponto (a, b). O produto


a, b é igual a
a) O b) -1 e) -4 d) 4 e) 1

127. A reta r : 4x + 6y - = Ointercepta os eixos x e y nos pontos A e B, respectivamente.


27
O ponto C da reta r
-:-;:t
tal que Ac = 32 AB
- e,
. ':"
'
a) e= ( ! , 3) b) C ( 9 3)
= 4'2 j .,<j

C) G = (; i ;) d) C = (; , 3)
e) n.r.a.

128. A reta y = 2X + 2 forma com os eixos cóorderiados um triângulo de área igual a:

a) 1 3
~) 2 e) 4 d) 8 e) -
2.

129. O triângulo determlnado pelas retas x - y = · O, x + y = O e .2x + y = 9 tem área


igual a
a) 27 b) 13,5 e) 54 d) 21,5 e) n.r.a.

130. As tetas x. + y = k, x - y =k e y = k formam um triângulo de área 4. O valor de



,
a) ± 2 3
b) ± 1 e) ± 4 d) ±2 e) O

73
131. A:s reta~·kx + y = 3, 3x - y = k e 3x + ky = 3 são concorrentes duas a duas no mesmo
ponto se. k =
a) 2 ou 1 b) - 1 ou - 3 e) O ou 3 d) 6 O,U 9 -e) n.r.a.

132. Dadas -as. retas r: 2x, + y + l =


o) s: 3x + 2y + 2 =0 1
t: Sx + 4y + 3 =O ~
u : 6x + 4y + 5 = .O, .as ret~s paralelas entre si são:
a) !' e s b) r e t e) r eu d) s e t e.) s e u

133. Uma reta perpendicular à reta 2x + 4y +3 = O é


a) 2x· + 4y - 3 =O b) 2x - 4y - 3 =O
e) 2x - y - 3=O d) 2x +y - 3 =O
e) n.r.a,

134. As retas x + y =4 e x - y = - 4 f armam um ângufo ·de


a) 30º b) 90° e) 4Sº d) 60º e) Oº

135. As retas 2x + y =O e 3x - y =O formam um ângulo de


a) 30° b) 90°· e) 45° d) 60º e) Oº

136. Dadas as retas r: 3x + 4y - J = O, s: 3x + 2y = 10 e t: x - 2y = - 2, a reta


paralela à reta r e que passa pela i nters,eção de s e t é:
a) 3x + 4y = 14 b) 3x + 4y = - 14
e;) 3x t 4y = 5 d) 3x + 4y =7
e} n.r.a.

i37. Dadas as retas r: 3x + 2y =1 e s: 2x + 3y = 1 a reta que passa por P (O; O) Y


pela interseção de r e s é;
a} X - 2y - 3 =Ó b) X+ 2y + 3 =O
C) X - 3}'. +2 = Ü d) Sx - y =O
e] X - y =0
138. ~ reta que passa pelo ponto P(2, 7), ·e é perpendicular à reta 3x +y + 1 =Oé
a) 3x + y,, = 13 b) 3x - y = - 1
e) 3y +x = 23 d) 3y - x = 19
Íf) X - 3-y =1
139. Entre os pontos da reta r: 2x + y - 2 = O, aquele que está mais próximo do ponto
P (5, 1) é

a) (~ , 1) b) (5T' -54).
e) (2 1)
3 ·' 3 d) ( ~ ' - ; )

e) n.r. a.

74
140. O ponto simétrico do ponto P (7, 11) em relação à reta x - y = Oé
a) (7, - 11 ) b) (-7, 11) c) ( - 11,-7) d) (- 7, -1 1) e) (11, 7)

141. A equação que representa a reta r


indicada na figura é
fi y
a) y = - - 3-x + 2 r

b) y = - -.J3
2- x - 2

e) y = y'3x + 2
d) y = - ..Jfx + 2
e) y = -v'3-x + 2
3

142. Uma equação da reta r represen-


tada na figura é

a) y = -v'3
- x + 2
3
y

b) y - 2 = ,J3x
c) y = ../3(x - 2) X

d) y = -1; (X - 2)

e) y = -v'3
-(x -
2
2)

J43. A equação da reta r da figura é


y
a) y = 23 x
2
b) y = -x
3

C) y = - 32 X X

d) y =- ~ X

e) X +Y = 5

75
144. Dados A (5, O), B (O, 3) e C (2, 4), a equa,ção da reta que passa por A e é paralela à
reta BC é

a) y = ; (x - S) b) y = - l_5 (X - 5)

4
e) y = -X2 - S d) y =- -x - 3
3
e) y =- 2 (X - 5)

145. A distância entre o ponto (2, O) e a reta y =x + 1 é igual a


3 .fi
a) 3 b) 3 ,J2 e) ,J2 d) e) n.r.a.
2 2

146. A distân cia entre as retas y = 3x +4 e y = 3x + 5 é igual a

) 1 b) l e) .1:.. d) _ l _ e) n.r.a.
a 00 3 .Js
14 7. Os pontos da reta x - 2 = Oe que distam 2 unidades da reta 3x + 4 y = b são
a) ( 2, 1) e (2, - 4 ) b) (2, 2) e (2, -2)
c) (2, -1) e (2, 1) d) (2, -4) e (2, - 6)
e) n. r.a.

148. Um triângulo ABC tem área 1gual a 30. Se A = (0, O)~ B = (3, O) e C está na reta
4x + y = O, então, a abscissa de C é
5
a) ± - b) ± 10 e) ± 20 d) ± 5
4

149. A r e ta -paralela à reta 4x + 3y = O e que forma com os eixos coordenados, no 1 <? qua-
drante, um triângulo de área 24, é
a) 4x + 3y = 96 b) 4x + 3y = 12.
e) 4x + 3y = 48 d) 4x + 3y = 24
e) n.r.a.
150. Uma reta t passa pela origem do sis,tema cartesiano e forma com r: x - 3 =O e
s: 2x + y = 6 um triângulo de área 1 ,5. A equação de t é
X
a) y = 2x ou y = - 2X b) y = 3x ou y=- -
3
2 3
C) y =X OU y= - - x
3
d) y =- X ou Y = -2 x

e) y = - -32 X OU y = -23 x

151. Se os pontos A (3, - 1) e B (1, k) estão num mesmo sem i-plano de origem
r: 3x + y - 1 = O,
então:

76
a) k ~ - 2 b) k, 2 e) k ~ 3 d) k ~ 7 e) n.r.a.

1S2. Se os pontos (O, 4) e (2, O) estão em semi-planos opostos relativamente à reta


3x - 4 y + k = O,
então:

a) O~ k , 6 b) - 6 , k , 16
e) k ~ 16 d) k , - 6
e) n.r. a.

1S3. O segmento de extremidades A (1 , O) e B (k, k) está inteiramente contido num dos


semi-planos de origem r: 2x + y + 1 = O. Um possível valor de k é:
1 3 3 5
a) - 1 b) - - e) - Tif d) -8 e)
2 14

154. Os pontos do plano que satisfazem simultaneamente às inequações x - 2y , O e


2x + y ~ O podem ser represen tados pela figura

a) y b) e)

d) V

e) n.r.á.

X+ y ~ 10
155. O conjunto solu ção do sistema contém pontos
{X - y ~ Ü

a) do 19 e 29 quadrantes b) do 3Ç> e 49 quadrantes


e) do 19 e 49 quadrantes d) do 29 e 39 quadrantes
e) dos quatro quadrantes

77
156. A área da região do plano definida pelas desigualdades x 2 - y 2 1' O, IXI 1' 2 e IYI E;;; 2
é igual a
a) 8 b) 4 e) 2 d) 16 e) 6

X= 2 + 3t
157. Um vetor que tem a direção da reta de equações paramétricas é
{
y = 3 - t
a) (2, 3) b) (3, 1) e) (3, -1) d) (-1, 3) e) (1, 3)

158. Um vetor que tem a direção da reta 3x + 2y +1 =O é


- a) (2, l} b) (3, 2) e) (1, 3) d) (2, - 3) e) (-1,-3)

X= 1 + 2t
159. O gráfico no plano cartesiano dos pontos (x, y) tais que sendo t E IR,
{
y = 1 - t
t ~ o, é

a) Y b) y e) Y

1 ',
1 ....
X

d) y e) n.r.a.

160. O gráfico no plano cartesiano dos pontos (x, y) tais que


. {X= t + 1 sendo t E .IR,
y = t - 1
-11't1'1 ,é
,.

a) y b) e)
(1, 1) y y
(- 1, 1 I
X
X (2, O) X

(-1,-1)
(1, - 1)
(O, -2

78
d) e)n.r.a.
(O, 2) y

J(

(2, O)

161. Considere a reta :r de equação ax + by + e = O onde e > O. Podemos afirmar que


a) r passa pela origem do sistema cartesiano
b) ax + by + e ~ O é a inequação do semi-pl~o de origem r e que contém o ponto (O, O)
e) os pontos ( O, O) e ( 1, 1) estão num mesmo semi-plano de origem I

d) se a - b +e> O, então, a reta r intercepta o segmento de extremidades (O, O) e ( 1, - 1)


e) r é paralela a um dos eixos coordenados

- 1xi
162. O gráfi1co da rel açao + 2I YI ~
l e,
4

a)

e) y d) y
2 2

-4 1 r
4 X
4 X

- 2 - 2

e) n.r.a.

79
CAPÍTULO/V

A CIRCUNFERÊNCIA NO R 2

1. Equação da circunferência

a) Equaç.ão r eduzida
De maneira geral, em Geometria Anal ítica Plana denominamos equação de
uma curva a toda equação em x e y cujas soluções (x, y) são as coordenadas dos
pontos da curva.
No caso de uma circunferência de centro C (x0 , y 0 ) e raio r, dados, temos:
.
P(x, y) E curva ,<:~===:;>> dcp = r <===>
V

p
Usando a fórmula da distância
entre dois pontos, obtemos

X 1 (x - Xo)2 + (y - Yo)2 = r2 I

o
que é denominada equação .redu-
zida da circunferência.

exemplo 1
A equação reduzida da circunferência de centro C (3 , - 1) e raio r =2 é

(x - 3)2 + (y - (- 1))2 = 22 , ou seja, (x - 3)2 + (y + 1)2 = 4.

exemplo 2
A equação (x + 4)2 + (y - 7)2 - 25 é a da circunferência de centro
C(-4, 7) e raio r = 5.

80 ·
exemplo 3
Dada a circunferência (x - 5) 2 + (y - 1)2 = 100 e os pontos A (- 3, 7) e
B (12, - 2) temos:

(xA - 5)2 +(YA - 1)2 = (-3 - 5) 2 + (7 - 1) 2 = (- 8)2 + 62 =


= 100 ==:;> A E curva
(XB - 5)2 + (YB - 1) 2 = (12 - 5)2 + (- 2 - 1 )2 = 7 2 + (- 3)
2
=
= 58 =I= 100 = = => B (/: curva

b) Equação geral
Vamos partir da equação reduzida:
(x - xo)2 + (y - Yo>2 = r2
x2 - 2x0 x + x~ + y2 - 2y0 y + yg - r 2 = O
x2 + y2 - 2x0 x - 2 y 0 y + (x; + yJ - r 2 ) = O
Pondo - 2x0 = a, - 2y0 =b e xt + y5 - r 2
= c, obtemos a equação

j x2 + y 2 + ax + by + e = O
que é denominada equação geral da circunferência.
Observemos que :

- 2x 0 =a ~
~
- 2y 0 =b E±]
1.--r --✓-x_J_+_y0_2 _ __ c__,,
2
Xo
+ Yo - r2 2
=e

exemplo 4
Vamos obter a equação geral da circunferência de centro C (2, 3) e raio 1.
Partimos da equação reduzida:

(x - 2) 2 + (y - 3)2 =1 ===:::;:> x2 - 4x + 4 + y2 - 6y + 9 -1 = O
= =::;::. x2 + y2 - 4x - 6y + 12 = O

81
exemplo 5
V amos obter o centro e o raio da circW1ferência de equação
x2 + y2 - 8x + 12y + 3 = O.
19 modo: Temos a = -8, b = 12 e e = 3.
- a Xo = -(- 8) == 4
Xo = -
2 2
- b - 12
e = (4, -6)
Yo = -
2 Yo == 2
= -6

r = J x~ + y~ - e = J4 2
+ (- 6)2 - 3 = J49 = 7
29 modo: ColocanÂ~ eq~~o dada na forma reduzida.
x2 + y 2 -~4- ®+ + (y2 + 12y) = - 3
3 == O ===::::> (x 2 - 8x)
====> (x 2 - 8x + 16) + (y2 + 12y + 36) = - 3 + 16 + 36 ===>
====> (x - 4) 2 + (y + 6) 2 == 49
logo, C = (4, - 6) e r ~ ·v'49 = 7
--
e) O gráfico da equação x 2 + y 2 + ax + by + e == O
Dada a equação x 2 + y2 + ax + by + c = O, onde a, b e c são números
reais, façamos:

- a -b 2
xo =
2 , Yo ==
2 e r = xo2 + Yo2 - c

Com isto, a equação dada é equivalente

, (x - xo) 2 + ( Y - Yo)2 = r2
e podemos tirar as seguintes conclusões:

1~) se x5 + y~ - c > O, então, a equação representa a circunferência de centro


(x 0 , y 0 ) e raio J xg
+ y 02 - c. Neste caso, as soluções (x, y) da equação são
as coordenadas dos pontos da curva
2ª)
. se x 02 + y 02 - c = o, - a equaçao
entao, - fi1ca
(x - xo)1 + (y - Yo) 2 = O
e a única solução é x = x 0 e y = y 0 . Neste caso, dizemos que a equação
representa o ponto (xo , Yo).

82
3tl) se x~ + y ~ c < O, então, a equaçã.o não admite solução. Neste caso,
dizemos que ela representa o conjunto vazio.

exemplo 6
Sobre a equação (x - 1) 2 + (y - 2) 2 = e podemos•afírmar que:
19) se e > 0 1 então, ela representa a circunferência de centro ( 1, 2) e raio r = v'c
29) se c = O, ,e ntão, ela repre_senta o ponto ( t, 2)
39) se e < O, então, ela representa o conjunto vazio.

exemplo 7
Dada a equação x 2 + y 2 + 4x + 6y + c = O temos:

-a -4 -b -6
Xo, = 2 =2 = - 2, Yo = 2 = 2 =- 3,

r2 = x5 + y5 - e = 13 - e

19) se 13 - e> O, isto é, c < 1.3, ela representa circunferência de centro ( - 2, - 3)


e raio r = v 13 - c.
29) se 13 - c = O, isto é, e = 13, ela representa o ponto ( -2, - 3).
39) se 13 - c < O, isto é) e > 13, ela representa o conjunto vazio.

Estas conclusões podem ser tiradas colocando-se a equação dada na forma


reduzida.

EXERCÍCIOS

1. Dar a equação _reduzida da circunferência de centro C e ra:io r nos easos:


a) C = (3, 5) e r =2 b) C =_(- 2, - 1) e r =1
c) C = (O, 2) e r =5 d) C = (O, 0) e _r = .j3

2. Escrever na forma geral a equação da circunferência de centro C e raio r nos casos:


a) C = (1, - 2) e r =4 b) C = (2, O) e r =1
3. Dar o centro e o raio das circunferências
a) (x - 2) 2 + (y - 3) 2 =4 b) (x + 1)2 + (y + 5) 2 =9
c) x 2 + y., =1 d) x 2 + (y - 4) 2 = 5

83
4. Dar o centro e o raio das circunferências
a) xi + y:2 - 4x - 6y - 12 = O b) x 2 + yl + 8x + 2y + 11 = o
e) x2 + y:2 - 12x + 16y = O d) x2 + yl lOx + 24 = O
e) x2 + y2 - 3y = O f) Xl + y2 -4=0

5. Deternúnar o centro e o raio da circµnferência de equação 4x2 + 4y 2 + 8x -4y - 3 = O.


Resolução

Começamos dividindo a equação por 4 para colocá-la na forma geral:

x
2
+y + 2
2x - y - != O

Temos: Xo = 2- a = -- 2-2 = -1
- b - (- 1) 1
e= (-1,+)
Yo =2 = 2 =2

r = Jx; + y; - e= J-1) 2
+( ; )
2
- (~ !) = fi
6. Determinar o centro e o raio das circunferências
a) 9x 1 +9y 2 - 6x+l2y-ll~O
b) 2x 2 + 2y 2 + Sx + 6y + 7 =O
7. Calcular p de modo que a circunferência x 2 + y2 - 2px + 2py + p 2 = O tenha raio igual
a 2.

8. Calcular a e {3 de modo que as circunferências


x2 +y 2
- 4ax + 8y - 1 =O e x2 + y 2 + 8x - ({3 - 4)y =O
sejam concêntricas (isto é, tenham centros eoincidentes).
9. De.t erminar quais entre os pontos A (5, 3), B (1, - 5), C (- 3, 4) e D (1 , O) pertencem à
circunferência
;
de equação x 2 + y2 - 2x - 24 = O.

10. Determinar os valores de k para os quais o ponto A (k, 2) pertence à circunferência


x2 + y2 = 9.

_11. Quais os pontos da circunferência x2 + (y - 1)2 =4 que têm abscissa 1?

12. Quais são os pontos onde a circunferência x 2 + y2 - 4x - Sy +3 = O intercepta o


eixo dos x?

13. Mostrar que existe um único ponto do plano cartesiano que satisfaz à ·equação
x 2 + y,, - 2x - 2y + 2 = O.

84


14. Associar cada equação (1 a V) a uma das opções (A a C).
I. x 2 + y2 = 1
ll. x 2 + y 2 = O A) circunfetêneia

III. x2 + y 2 + 1 = O B) ponto
IV. x 2 + y 2 - 2x + 1 = O C) conjunto vazio
V. X2 + y2 - 2x - 1 =0
15. Indiear as c.ondições sobre m e p para que a equação 2x2 + my 2 + 4x + 8y +p = O
represente uma circunferência.

2. A circunferência defnúda por trê~ pontos

Para obter a equação de uma circunferência que satisfaz a determinadas con-


dições, podemos pensar em descobrir antes o centro C (x0 , y 0 ) e o raio r (se não
2
forem dados), a partir dos quais formamos a equação (x - x 0 )2+(y -y 0 )2 =r .
Caso nem Q centro e nem o raio sejam conhecidos, temos três incógnitas a
determinar: x 0 , y 0 e r. Procuramos então determinar tais incógnitas a partir das
condições a que a circunferência deve satisfazer.

exemplo 8
Vamos determinar a equação da circunferência de centro C (2, O) e que passa
pelo ponto P(4, 1).

Começamos obtendo o raio:

r = dcP = ✓(4 - 2)2 + (1 - 0)


2
=
=VS
A equação da circunferência é

(x - 2)2 + y2 = 5

85
exemplo "9
Vamos determinar a equação da circun.ferênéia que passa pelos pontos
M (2,. O) e N(4, - 2)_, e tem centro na retas: y = 2x.

O centro C (x0, y 0) equidista


de M e N; logo:
M
dcM = dCN ·==;>

✓('2 - ~o) 2 + (O - Yo)2 =


= ✓(4 + {-2 -y 0) 2 ~
- x 0) 2
4 - 4 Xo + xJ + yg = 16 - 8x0 +
+ Xo2 + 4 + 4Yo + Yo2 ~
4Xo - 4,Yo = 16

Xo-Yo ·= 4 (D

Como C (x0 , y 0 ) pertence a s: y = 2x, temos: y 0 = 2x0 @


De (D e (~) decorre: x 0 = -4 e Yo = - 8.
Assim> o centro é C = (- 4, - 8) e podemos obter o raio:

r = dcM = ✓(2 + 4 )2 + (O+ 8) 2 , = 10


A equação da circunferência é
(x + 4)2 + (y + 8)2 = 100

NOTA: O centro ~-o ponto de inter.secção da mediatriz do segmento MN com a


reta s.

A equação (D, .Xo -yn = 4,


exprime o fa.to de que C ·pertence à
mediatriz (reta formada por pontos
equidistantes de M e N).

8$
exemplo 10
Vamos determinar a equação da circunferência que passa pelos pontos
M (3, - 1), N (O, 8) e P (O, O).
Corno o centro C (Xo, y 0) equidista de M, N e P te.mos:

N
dcM = dcN ·= ==>

=====> ✓(3 - Xo)2 +(- l -y 0 ) 2


= ✓co - Xo)
+ (8 -Yo)~ = ?
2

9 - 6 x0 + xJ + 1 + 2y O + y 5=
= x_; + 64 - 16yo + Y5
-6x0 + 18y0 = 54 =~

-Xo + 3yº = 9 CD
dcN = dcp ======> ✓{o - Xo)2 + (8 - Yo)2 = J(O-xo) 2 +(0-Yo)
2

xJ + 64 - 16 Y0 + y5 = xJ + y5
64 - 16y0 = O
Yo =4 @
De (D e @ decorre: y 0 = 4 e x 0 = 3.
Assim, o centro é C = (3, 4). Achemos o raio:

r = dcp = ✓(o - 3) 2 + (O - 4)2 = 5.

A equação da circunferência é
(x - 3)2 +. (y - 4)2 = 25.

Neste exemplo, determinamos a equação de uma circunferência da qual eram


conhecidos três pontos. Lembremos que três pontos não colineares M, N e P
sempre determinam uma circunferência, cujo centro é a intersecção das mediatrizes
dos segmentos MN, NP e PM.

Outro método para obter a equação, neste exemplo, é o seguinte: supomos


que a equação é x 2 + y 2 + ax + by + e = O e impomos que M, N e P satisfaçam
à equàção:

87
M (3, - 1) E curva ==~ 32 + (- 1) 2 + a • 3 + b (-1) + e = O ===>
=====::> 3a- b +e= -10 (D
N ( O, 8) E eurva ==• 02 + 82 + a • O + b • 8 + e= O = ~
=====::> 8b +e= - 64 Q)
P (O, O) E curva ==• 02 + 02 +a• O+ b • O+ e= O =====;:,
c=O Q)
De (D~· (â) e @. decorre: e = O, b =- 8 e a =- 6
Logo, a equação é x:2 + y2 - 6x - 8y = O.
As equações encontradas por um ou. por outro método são ·e quivalentes .
.
J
.-./ :
..J. • (

. I' - l ..:.
., t .. >
I

L
:.,' 1- y
( ... l
( ,J
EXERCÍCIOS ~
\

'1-6. Detenninar a equação da circunferência de. centro C (3 , 2) e que passa pelo ponto P (5 , 5).

"':1-'.Z..., Determinar a equação de cada circunferência:

a) y b) y e) y
I
4

2
-4 o 4 X o 2 ~

-4
2 X

~ Determinar a equação de uma circunferência de raio igual a 3, tang~nte aos eJxos coorde-
nadbs e contida no 29 quadrante.

19. Dar as equações das circunferências çle raio r e_ tangentes aos eixos c:oordenados ..

~8
~ \ Determinar a equação da circunferência de centr.o C (2, -1 ) e tangente .:l reta
t: 4x + 3y - 2 = O.
)~ ( J J
Res·olução \,
. '- d·
1

O raio é igual à distância d·o centro à


reta tangente:

r-d _4(2)+3(-1)-2 3
li
- e,t - J42
+ 3:r 5

. A eqijação da circunferência é
r' -

(x - 2) 2 + (y + 1) 2 = i_s

~ , Determinar a equação da circunferência de centro C (- 3, - 3) e tangente à reta


t: 12x - Sy - 5 = O.
22, Determinar a equàção da circunferência de centro na origem do sistema cartesiano e
'- '
tangente a reta x + y 5. =
2:l . Determinar a equação d"a circunfer"ência de centro C(3, 4) e tangente exteriormente à
circunferêrtcia de equação x2 + y -2 = 1.

1 4_; Determirnu a equação da circunferência que possui um diâmetro de extremidades A (7, 10)
e B (1, 2).

jl.~ Determinar a equação da circunferêi:cia q~e passa pelos pontos A (2, O) e B (4 , - 2) e


'te~ centro na reta y = 2x. _._k ~ _ J ,.. 1
'-".. - J.. -
• l
26, Determinar a equação da e:ii'cunferência que passa pelos pontos A ( - 1, O) e B (1 , O) e
tem raio r = -00.
~ 7) Detenninar a eq~ aq o da circunferência que passa pelos pontos P (- 2, 0)., Q (O, 2) e
R (4 , 0). " - l .J- ~ -1,,.1"'
- 1"" '-"
\.
2&. Determinar a equação da circunferência que passa pelos pontos A (7, 1 O), B (- 9, 2) e
' . l '?<'- 11 -l. < , - ? ) '=- . l n
6( 9 - 4)

29. Determinar a circunferênc~ circunscrita ao triângulo de vértices (O, O), (4, O) e (O, 6).

Determinar a circunferência que passa pelo ponto P (4, 9), é tangente à reta t: y + 1 =O
e em o centro no eixo dos y.

89
3. Posições relativas e intersec.ções

a) Reta e circunferência.
Uma reta te uma circunferência 'Y do plano cartesiano podem apresentar as
seguintes posições relativas :

Secantes Tangentes Exteriores

1
~ 1
1 I
di d /.
I I
1
• 1
'.) e e Ls-'Y
d< r e t n 'Y= {P, a }

Dada a equação de t, ax by + c = O, o centro e o raio de 'Y, C (x0 , y 0)


+
e r, podemos estabelecer a posição relativa calculando a distância d entre o centro
e a reta:

ax 0 + by 0 + c
d-
- ✓a2 + b2

Comparando d com r, temos:


,. d < r -ç(==~> te 'Y sã'o secantes
,
d =r t e 'Y são tangentes
d >r < > t e 'Y são exteriores

Outra maneira de verificar a posição relativa entre uma reta e uma circun-
ferência é descobrir o número de pontos de interseção. Cada ponto de interseção
satisfaz às equações de t e de 'Y e, então, é solução do sistema· formado por elas:

ax + +c=O
by
S{ . 2 2 2
{x - Xo) + (Y - Yo) = r

90 .
Resolvendo o sistema S podemos encontrar duas, uma ou nenhuma solução
conforme a reta e a circunferência tenham dois~ um ou nenhum ponto comum,
respectivamente. Assim:

S tem 2 soluções t ·e 'Y são secantes


S tem 1 solução t e 'Y são tang~ntes
S não tem solução t e 'Y são exteriores

exemplo 11
Consideremos a reta t: x + y - 4 = O e a circunferência -y: x2 + y 2 = 16 e
verifiquemos a posição relativa entre t e -y.

19 modo:
centro e raio de -y : C (O, O) e r =4
. ~ .
d1stan eia entre
C
e t:
d
= (O)+ (O) - 4
= -4= 2'12
✓ 12 + 12 ..J2
Como 2 ,J2 < 4 temos d < r e concluímos que t e 'Y são secantes.

29 modo:
Vamos resolver o sistema das equações de t e , :
x+y - 4=0 CD
S { x2 + y2 = 16 @
De (D obtemos y =4 - x , que substituímos em @:
+ (4 - x)2 = 16 ===:> 2x2 - 8x = O = = ='> X= Ü OU X = 4
x2
Para x = O temos y = 4 - x = 4 - O = 4, enquanto que para x = 4 temos
y=4 - 4 = o.
Logo, S apresenta duas soluções: (O, 4) e (4, O).
Concluímos que t e 'Y são secantes e que os pontos de intersecção são os
pontos de coordenadas (O, 4) e (4, O).

91
b) Duas circunferências
Duas circunferências ,y 1 e -y2 do plano cartesiano podem apresentar as
seguintes posições relativas:

(1) EXTERIORES (li) TANGENTES EXTERIORMENTE

'Y1
'Y1 )

d > r, + r2 e 'Y1 n 'Y2 = (/) d = r 1 + r2 e 'Y1 n 'Y2 = {P}

(Ili ) SECANTES ( IV) UMA NO INTERIOR DA OUTRA

(V ) TANGENTES INTERIORMENTE (VI) CONCl:NTRICAS



,.

~
~1'2

~ caso particular do (IV) quando r 1 =/::. r2,

Quando r 1 = r2 , 'Y1 e ')'2 são coincidentes.

92
Observamos que a posição fica determinada pela comparação da distância d
entre os centros com a soma ou diferença dos raios. Notamos ainda que -y 1 e -y2
podem apresentar infinitos, dois, um ou nenhum ponto de intersecção conforme
sejam, respectivamente, coincidentes, secantes, tangentes (exteriormente ou inte-
riormente) ou de intersecção vazia (exteriores ou uma no interior da outra).

exemplo 12
Vamos verificar a posição relativa das circunferências
-y 1 : (x - 1) 2 + (y - 2)2 =5 e
"/2: (x - 3)2 + (y - 3)2 = 10.
Temos :
centro e raio de , 1: C 1 = (1, 2) e r1 = VS
centro e raio de , 2: C2 = (3, 3) e r2 = v'1õ
distância entre os centros: d ;;;; J (3 - 1)2 + (3 - 2)2 = ../s
Comparamos d com a soma ou diferença dos raios:

d= y5 }
r1 + r2 = v'5 + v'1õ
11 e 12 são
d=y's } secantes
d > r2 - r1
r2 - r1 = y'IO - y's
Para determinar os pontos de intersecção devemos resolver o sistema

(x - 1) 2 + (y - 2)2 =5
, isto é,
x2 + y2 - 2x - 4y =O CD
{ (x - 3) 2
+ (y - 3) 2
= 10 { x2 + y2 - 6x - 6y = -8 @
o que podemos fazer como segue:

CD - @=~ 4x + 2y= s ===::> 2x+y = 4 =~ y = 4-2x G)


Q) e CD = ~ x2 +(4-2x) 2 -2x-4(4-2x)=O =~

= = ~ -5x2 - lOx = O = ==> X =Ü OU X= 2


Em @ , para x = O temos y = 4 - 2(0) = 4 , e para x = 2 temos y = 4 - 2(2) = O.
Logo, os pontos de intersecção de 'Y1 e 'Y2 são (O, 4) e (2, O).

93
-
EXERciaos

31. Verificar a pósição relativa de te "f nos càsos:


a) t: x + y + 1 = O e -y : x~ + y 2 = 2
b) t: x . + y + 2 =; O e -y: x 2 + y 2· = 2
e) t: x + y + '3 = O e 1: x:2 + y2 = 2
32. Verificar a posição relativa de t e -r ,nos casos:
a) ,y: xz + y2 = 20 e t: 2x + y - lÓ = o
b) -y: x2 + y2 = 25. e t· 2x +y - 10 = Q,
e) -y: x2 + y2 - 19 e t ; 2x +y - 10 =O
3.3. Verificar a posiçãç, rel;itiva entre a reta 3x + 4Y + .15 = O .e a circunferência
x2 + y2 - 4x - lOy - 35 = O.
34. Determinar, se existir, os pontos de intersecção da reta éom a circunferênc:ia nos casos:.
2X: - y = 0 { 2x + y - j . = 0 { X + y - 10 =0
aj { ~ - ~
. xl + yl =5 xl + y2 =5 -x:2 + y2 = 25
35. Calcular o comprimento da corda que a reta x +y - 3 = O d~terrnina na circunferência
(X:+ 2) 2 + (y - 1)2 = ld.
Resolução
19 modo Determinamos as intersecç9es da reta
com a circunferência:

X t y- '3 =O
{ (X+ = 10
2) 1 + (y - 1)~

==?(x = 1, y =2)ou(x = -1, y =4)

O comprimento da corda é a distância


entre os pontos A (1, 2) e B (-1, 4):

2<! modo Determin.amos o centro e o raio da cir-


cunferência:
I
I e= (- 2, 1) e r = .JTo
d\ / r
\ I Calculamos a distância entre o centro e
V a reta:

d= (- 2) t (l) - 3_ = 2 ,JI"
Jl2+P
Calculamos Q no triângulo hachurado na
figura:

94
22 =r 2
- d2 = 10 - 8 =2 =~2 = ../2
O comprimento da corda é 22; portanto, 2,./2.

36. Determinar o comprimento da corda definida pelo eixo dos x na circunferência


x2 + y 2 - Sx + 4y + 4 = O.
37. Determinar o comprimento da corda que a reta x +y - 2 = O determina na c.ircunferência
de centro (1, O) e raio 2. 1 -

38. Calcular o comprimento da corda da circunferência x2 + y 2 - 2x = 168, cujo ponto


médio é M (4, 4).

39. Determinar o ponto médio da corda que a reta x + y + 4 = O define na circunferência


x 2 + y 2 - 2x - 4y - 100 = O. /IC

40. Dada a reta y =x +k e a circunferência x2 + y 2 = 9, determinar k nos casos


a) a reta e a circunferência são tangentes
b) a reta e a circunferência sao secantes
41. Para que valores de k a reta x = k intercepta a circunferência x2 + y 2 - 2x == O em
dois pontos distintos?

42. Para que valores de k a reta y = kx é tangente à circunferência x 2


+ y2 - 20y + 36 = O?
43. Obter uma reta paralela a s: x + y + 1 = O e tangente à circunferência x + y 2 2
- 2x
- 2y + 1 = o.

Resolução

Sendo t a. reta pedida, t # s, ela admite


uma equação da forma
X + y + k = o. . .... r
............... e
O valor de k fica determinado impondo-
-se a condição de tangência:
de t = r
'
Temos:

x2 + y2 - 2x - 2y + 1 =O ==:> C = (1 , 1) e r =1
(1) + (1) +k = l
ªe t = r ==!>
.JP + l2
= =::,k=-2±y'2
'
logo, t: x +y - 2 + fi = O ou x + y - 2 - ./2 = O

44. Determinar uma reta paralela a s: 3x + 4y = O e tangente à circunferência x 2


+ y2 = 25.
96
45. Determinar as Ietas paralelas à reta x - y - l = O e tangentes à circunferência
x2 + y2 - 4"x - 4y - l = O.

46. Obter uma reta perpendicular à reta x - y - 1 = O e tangente_à circunferência


xz + (y - 1)2 = 1.
47. Determinar as retas tangentes à circunferência x2 + y2 .+ 8x + 6y = Oe paralelas ao
eixo dos y.

48. Determinar um ponto da circunferência x 2 + y 2 = 25, no primeiro quadrante, pelo qual


passa uma reta tangente à curva e paralela à reta x + y = 5.

49. Determinar os pontos de intersecção das circunferências -y 1 e -y 2 nos casos:

a)
'Y,: x 2 + y 2 + 2x + 2y = 2
b)
{'Y ,: x 2
+ y2 - 2x - 8y + 7 =O
{ -y : x-1
2 + Y2 = 2 "( 1 : x2 + y2 - 4x - 6y +9= O

50. Determinar a intersecção da circunferência de centro (O, 1) e raio 1 com a de centro


(3, 5) e raio 4.

51. A s circunferências de equações x 2 + y 1 + 2x - 4y - C e x 2 + y2 - x- y =O cortam-se


nos pontos A e B. Obter a equação da reta AB.

52. Verificar a posição relativa de ,y, e -y2 nos casos:


'Y l :' X2 + yl = 1 b) {'Y• : x 2
+y
2
- 2x =3
a)
{ 'Y2: (x - 3)2 + y2 =4 'Y 2 : x2 + Y2 - 2y = 3

4 . Posições de um ponto em refação a uma circunferência

Dada uma circunferência 'Y,, de centro C(x0 , y 0 ) e raio r, e um ponto


P (xp , YP) temos:
19) P E-y -===:>
+ (yp - Yof = r2
29) P E interior de -y -== ==> dcp < r <:::== ==> db, < r2 <e:==~

(xp - Xo)2 + (yp - y 0)2 < r 2


39) P E exterior de -y ç====;> <lcp > r ~===;> d~p > r2 ç==~

-==~ ( xp - x 0 ) 2 + (yp
,
-y 0 )2 >r 2

96
p
p

'1

P E 'Y P E interior de 'Y P E exterior de 'Y

Como a equação de 'Y é (x - x 0 )2 + (y - y 0 ) 2 = r\ passando r2 para o


primeiro membro fica (x - Xo)2 + (y - y 0 ) 2 - r 2 = C. •.
Substituindo x por Xp e y por yp no primeiro membro desta equação e
efetuando os cálculos, vamos obter o valor de (xp - x 0 )2 + (yp - y 0 )2 - r2 .
Notemos que

(xp - x 0 ) 2 + (yp - y 0)2 - r2


>O P E exterior de 'Y
(xp - x 0 ) 2 + (yp - y 0)2 - r2 < O ~:==~> P E interior de 'Y
2
(xp - Xo) + (yp - Yo? - r 2 = O P E 'Y

exemplo 13
Verifiquemos a posição dos pontos M (l, 2), N ( y3, - 1) e P (O, v'2) em
relação à circunferência -y: x 2 + y 2 - 4 = O.

M - - x 2 + y2 - 4 = 12 + 22 - 4 = 1 > O = =~ M E exterior
der
N - - x2 + y2 - 4 = (-{3)2 + (- 1)2 - 4 = O ===> N E 'Y
P x2 + y2 - 4 = 0 2 + (y'2)2 - 4 = - 2 < O = ==> P E
interior de 'Y

Aplicação: inequações e gráficos


Consideremos a circunferência 'Y de equação

(x - xo)2 + (y - Yol = r2
Denominamos inequação do exterior de 'Y à inequação

(x - x0 )2 + (y - y 0 )2 > r2 , ou ainda, (x - x 0 )2 + (Y-Yo)2 - r


2
> O.

97
e denominamos ínequação do interior de 'Y à inequação

(x - xo)2 + (y - Yoi <r 2 , ou aínda, (x - x 0 ) 2 + (y - y 0) 2 -r2 <O.


Os gráficos destas inequações podem ser feitos como s.egue~

y
y

I
/
,,,..--- --..
'-
\
✓,,-
/'
--- ~ '
~
/, \
Vo _ _ _J~ - - ~
1 l /
Yo __ _J~---?7
1 1 /
\ 1 /
\ / \: 1 /
1 \ y
'- / :,.__ 1 _.;,-
'--- 1 -
T -.. -+ -
1
)C

"º o Xo X

Grâfico de (x -xo)2 + (v-vo)2 < r2

Como o gráfico da equação (x - x 0 )2 + (y - y0 ) 2 = r2 é a circunferência


y, temos ainda os seguintes:

y
;

Yo
Yo

9
X

Grãfico de (x -x-0 f + (y .- Yo )2 ~ r2

98
EXERCÍCIOS

53. Dar a posição de P em relação a 'Y nos casos:


a) P .- (4, 4) e ·'Y: (x - 3) 2 + (y - 2)i - 4 =O
b) P = (3, 1) e 'Y: x~ + y2 - 4x - 2y + 4 =O
e) P = (5, 3) e , : x2 + y 2 - 8x =O
54. Determine os valores de k para os quais o ponto P (3 1 k) pertence ao interior da circun.-
ferência x 2 + y2 - 4x = O.

55. Fazer o gráfico das relações


a) x 2 + y.2 < 1 b) .x2 + y2 > 4 c) 1 ~ x 2 + y2 ~ 4

56. Fazer o gráfico dos pontos que; satisfazem simtjltaneamente


x2 + (y - 1)2 < 1 e x2 + y2 ;;;i, 1.

5 7. Representar graficamente as soluções do sistema


x2 + Y2 ,;;;; 4
y
{X + y ~ 2

58. Determinat um sistema dé inequa-


ções que definà a região hachurada na
X
figura.

59. Achar a equação da reta tangente à circunferência 'Y: x 2 + yz + 2x - 2y - 3 = O no


ponto P (1, O).

Resolução
t Notemos. que P 'E 'Y, pois
l z + oz +2 • 1 - 2 • O- 3 = O
A reta t pedida passa por P e é perpen-
dicular .à reta CP.
\
\
\ x 2· + y 2 + 2x - 2y - 3 = O
\ .e =====:>e= (-1 , 1)
Y2 - Y1 0- 1 - 1
ffiCP = x2 - x 1 = 1 - (- 1) =2
mt =2
A equação de t é• y = 2 (x - 1).
60. Determinar a reta tangente à circunferência x 2 + y 2 = 25 no ponto P (4, 3).

61 . Determinar as retas tangentes à circunferência x 2 + y2 = 100 nos seus pontos de abscissa 6.


62. Conduzir pelo ponto P (cos 0, sen 0) a reta tangente à circunferência x 2 + y2 - 1, nos
casos
a) O = 45° b) 0 = 90º c) 0 = 180º
63. Conduzir pelo ponto P (5, O) as retas tangentes à circunferência x 2 + y2 = 4.

Resolução

Sendo t uma das re tas pedidas, ela admite


urna equação da forma
y = m (x - 5)
isto é, mx - y - 5 m = O.
O valor de m fica determinado imporiâo-
·sc a condição de tangência.
x2 + y2 =4 = = ::> C = (O, O) e
r=2

2
m (O) - (O) - 5 m = (_ - 5m )
2
dc, t ==I
Jm 2 + 1 =====!> \ Jm2
+ 1 =4
===;> _2 5m = 4m 2 2
+ 4 = = =? 2lm 2 =4 = = ~ m = ± --2
✓'JJ

2
logo , t: y =± r,:,, (x - 5).
V 21

64. Conduz ir pela origem do sistema cartesiano as r etas tangentes à circunferência


x2 +y 2
- 4x - 4y + 7 = O.

65. Conduzir pelo ponto P (- 2, O) as retas tangentes à circunferê ncia x 2 + y2 = 2.

66. Seja t uma reta tangente à circunferência x 2 + y 2 - 2x = O e que passa pelo ponto
P (3, 7). Calcular a distância entre P e o ponto de tangência.

67. Pelo ponto P (O, 2) traçam-se as duas retas tangentes à circunferência x 2 + y 2 = 2. Calcular
3 distância entre os pontos de tangênéia.

100
TESTES SOBRE O CAPITULO IV

'68, O centro da circunferência x 2 + y2 + lOx + 12y - 25 =O é


a) (5, 5) b) (5, 6) e) ( - 5, -6)

d) (10, 12) e) (- 10, - 12)

69. A distância entre os centros das circu nferências x 2 + ( y - 1)2 = J e x + y + 2x = O


2 2
é
igual a

a) fi b) 1 c) ./2 d) O e) 2
2

70. O ponto simétrico do centro da circunferência de equação 2x 2 + 2y 2 - 4x - 6y - 3 =O


em relação ao eixo das ordenadas é o -ponto

a) ( 1, ; ) b) (- 2, 3) c) (2, - 3)

d) (-1, - ~)

71. O raio da circunferência x 2 + y 2 - 20x - 40y + 499 = O é


/
a) 25 b) 50 c) 10 d) 22 e) 1

72. O gráfico da equação x 2 + y2 - 4x - 12y + 40 =O é


a) a circunferência de centro (- 2, -6) e raio 1
b) a circunferê ncia de centro (2, 6) e raio 1
c) a circunferência de centro (2 , 6) e raio 2.JTõ
Yo ponto (2, 6)
e) o conjunto vazio

73. Assinale a equação que representa circunferência:


a) Xl + y2 - 2x - 2y + 2 =O
.
b) + y2 + 2x + 3y + 4 = O
e) x2 + yZ + xy + x + y + l =O
d) x2 + y2 - 4x - 5y +9 =O
e) 2x 2 + 3y2 + 4x + 5y + 6 = O

74. x 2 + y 2 + 2x + 4y + p = Oé equação de uma cir cunferência desde que


a) p >O b) p >5 c) p <5
d) p < 20 e) p > 20

101
75. 2x-2 + ay2- + 4x + 12y +b =O é a ~quação de uma ei{cunferência de raio unitário S_e
a), a =2 e ·b = 18 µ) a =2 e· b = '9
e) b = 18~ \f a d) a= ± 2 e b = ±9
·e) n.T.a.

76. ax.2 + y2 + 2bxy + x + y + e.= O é equação de uma circunferência se, e somente se:
aJ a= 1, b=· O e e.< O b) a=b=l e c<O
1 1
e) a= 1, b=O e e<- d) a=b=O e e<-
2 2
e) n.r._
a.

77. A equação (x + y) 2 + (x. - y) 2 =O representa


a) uma circunferência de raio unitário
bj urn ponto coincidente com a. origem do sistema cartesiano
e:) um ponto que não é a origem
d) duas retas -parale.las
e') duas retas perpendiculares

78. Qual das equações representa uma circunferência tangente aos dois eixos coordenados?
a) x:1. + y 2 + 2x + 2y = 1 b) x 2 + y2 + .J'Ix + ..J'Iy = -1
-e)x2 + y 2 + .J'fx + .J3y = -3 d) x2 + y2 + 2y'3x + 2,J'Jy= O
e) x2 + y 2 + 2...{2x + 2.../Iy == -2

79. Qual das -Seguintes ·c ircunferências pas-sa- pela origem do sistema cartesiano?
a) (~ - 1)2 + (y - 1) 2 =1 b) ~2 + y2 = 1
e) (X - 1)2 + (y + 1) 2 = 10 d) .x 2 + (y - [)2 =1
e) x2 + {y + 2) 2 =2
80. Entre 'Os pontos da circunferência de equação x 2 + y2 - 40x + 300 = O, aquele que
tem a maior abscissa é:
a) (40, O) b) (30, O) e) (20, O) d) (10, O) e') n.r.a.
,I'

81. A área do cfrculo 2x 2 + 2y'l ~ 1 e' igual a


11'
a) 1T b~ 271' e)
2
d)~
4
:e) 411

82. As inequações x' + y 2 ,;;;, 16 e x <y definem uma região de área igual a
.a) 167r b) 3211' e) 4n d) 211 e) 8-1T

8'3. O gráfico da equação x 2 + y 2 - 2 IXI' =O é


a) uma circunferência de nio l
b) a reunião de duas circunferêoeias de raio 1

1'02
c) a reunião de quatro circunferências de raio 1
d) um ponto
e) o conjunto vazio

84. A reta y = 2x + 3 e a circunferência x 2 + y 2 =4 são


a) exteriores
b) tangentes no ponto (O, 3)
c) secantes, e a reta passa pelo centro da circunferência
d) secantes, e a reta não passa pelo centro da circunferência
e) tangentes no ponto (1, ~ )

85 . A circunferência de centro (0, 2) e tangente à reta y = fix tem raio igual a


a) 1 b) 2 e) ../2 d) ../3 e) n.r.a.

86. A reta~ +l'..= 1 e a circunferência x 2


p q
+ y 2 = c são tangentes. Podemos afirmar que

pq p2 q2
-t, Elql
a) c= b) c= c) e=
p+q p2q2 p' + q•

d) c = p +q e) n.r.a.
pq

87. As retas paralelas ao eixo dos y e tangentes à circunferência (x + 4)2 + (y + 2) 2 = 1 são


a) x =2 e x = 4 b) x = - 3 e x =- 5
c) x =- 1 e x=- 3 d) x = 3 e x = 5
e) x =O e x =- 2

88. A reta y = mx intercepta a circunferência (x - 5) 2 + (y - 5) 2 - 1 em dois pontos


distintos se
3 4
a) 4< m <3 b) 1 < m < 7
1
c) m <
4 d) m > 2

e) m < O ou m >O
,
89. A circunferência de centro (0, 1) e tangente à reta 3x + 4y = O e
a) x• + y2 - 2x = -16 b) Xl
+ y• 2y = -
16
25 25

e) Xl + y2 -9 41
d) x• + y• + 2y = -
2y = -
25 25
e) n.r.a.

103
90. A circunferência de çentro (2,. 3) e tangente ao eixo das ordenadas é
aJ (x - +
2)-2 (y - 3) 2 =9 b) (x - 3J2 + (y - 2) 2 =4
e) (x + 2)2 + (y + 3) = 2
2
â) x 2 + y2 = 13
e). n.r.a.

91. A circunferência ooncênfriça a )C'l + y:z ·- 8x + 12y = Oe tangente à reta. Sx + 12y =O


tem raio igual a

a) 1 d) -4 e) .5

92. Uma das cucunferêricias de raio 3, tangent~ à reta y =7 e tangente\ exteriormente à


X + y = 4 tem çentr.o nó ponto
2 2
circunferência
- - .
a)' ·c4,. 4) b) (:Z, 4) c) (5, 4} d) (4, 3) ·e) (3, 4 )
-
93. A circunferência que passa pelas intersecções das retas x = O, y = 4 ex - y = O é:
a) x 2 + y2 - 2x - 2y = 1O b) x 2 + y2 4x - 4y = 16
CJ .x 2
+y 2
- '8X - 8.y = 42 - d) xl + y 2 _;_ 6x - 6y = 28
e) n ,r.a.
94. A circunferência de centro na reta x +y =4 e ·tangente aós dois eixos coordenados tem
rafo igual a

ÍaiJ • 2 b) 2.,/2 e) fi d) .Js e) n .r.a~


·~' 2 2

95. Uma circunferência ·que. passa pelos pontos P (O, 6) e ·p• (O, O) e tangencia a reta
f: X + -:,r - 12 = Ü é
4) (X - 3)2 + (y - 3)2 = 18 b) (X - 3)2 + (y' - 3)2- ·= 36
cj (X - 3) 2 + (y - ~)2 = 81 d) (x t 3)2 + (y + 3) 2 = 9
e) (x + '3) 2 + (y + 3,)2 = 27
96; As circunferências x·2 + y2· =2 e x-2 + y2 - 2y =O
·a) são Íangentes exteriormente
~-

b) são tangentes interiormente


e) interceptam-se em dois pontos
dJ são exterio;res .
e} são concêntricas

97. O gráfico da função y = y4 - x1 é


a) uma circunferência b) uma semi-circunferência
e) uma reta d) uma semi-reta
~) n.r.a.

104
98. Dados os conjuntos A= {(x,.y) E IR 2 1 x 2 + y 2· ~ r 2 } e B = {éx, y) ElR.l l 2x +y o;.;; 5}, o
maior valor de r, r > O, para o .qual se tem A e B é
a) 2 b) 2./2 e) fi. d) ../3 e) ,J5
99. Dados A= {,(x,y) EJR2 · i x1 + y 2 ~. 1}-e B = {(x, y) E lR. 2 1(x - 4)2 + (y - 3)2 ~ r 2 },
*
temos A n B <{> se, e somente -~e,
a) lrl ¾ 1 b) III ;;;,, 4 e) lrl >2
çi) lrl ~ 3 e) lrl ~ 1

x2 t y 2 < r~
100. O sistema . , onde ré um número real positivo1 admite como soluções
{ .X t y >I · .

a) apenas pontos do 19 quadrante


b) póntos do 19 e 49 quadrantes
e) pontos do 19., 29 e 49 quadrantes I

d) apenas pontos do 49 quadrante


e) n.r.a.

101. Se e E IR, então, os pontos (x, y)' tais que x = cõs e e y == sen 0 estão sobre
a) uma reta b) uma. círcunferência de raio 1
e), um segmento de reta d) . uma semi~circunferência
e) n.r.a.

-,
-1~--tr=-"'t.•- - . t - -- - -__.,
1- J

105
CAPÍTULO V

LUGARES GEOMÉTRICOS;
AS CÔNICAS

1. Lugares geométricos

Denominamos lugar geométrico (l.g.) a um conjunto de pontos tais que


todos eles e só eles possuem uma dada propriedade.
Equação de um lugar geométrico do plano cartesiano é toda equação nas
incógnitas x e y cuJas soluções (x, y) são as coordenadas dos pontos do l.g. Para
·obter a equação de um 1. g. basta considerar um ponto genérico P (x_, y) e impor
que P satisfaça à condição para um ponto peJten<;:er áo Lg. (isto é, P deve possuir
a propriedade dos pontos do 1. g.) .

exemplo 1
A circunferência 'Y de ce,ntro C{a,. b) e raio r é o lugar dos pontos que
distam r unidades de C. Para obter a equaç.ão da circunferência (veja éapítulo IV)
proe,ede:m os c.omo segue:

P(x, y} E-y <======> dpc =r <:<==~~· dí,c = r2


~=• (x - a) 2 + (y - b)2 = r2

exemplo 2
A mediatriz_ de um segmento AB é o lugar dos pont9s equidistantes de A e B.

106
Assim, dados A(O, 2) e B (3 , 1),
podemos obter a equação da mediatriz ,,y
de AB como segue:

P(x, y) E mediatriz <::-:=~


> dAP =
= dBP < > d:U, = d~p é = = ~
B
x2 + (y - 2)2= (x- 3) 2 + (y - 1)2
1

<::==~ 6x - 2y-6 = O 1 X

~=~ 3x - y - 3 = O.

exemplo 3
Vamos determinar o lugar geométrico dos pontos equidistantes das retas
r: 3x + 4y =O e s: 4x - 3y = O:
P (x,y)E l.g.<::====::-dp = dp :• ::<=~;

3
x+ 4y _
,r ,s 3 2+ 4 2
4x - 3y .~=~
.. 3x + 4y
- = 4x - 3y- ou 3x + 4y
.J 41 + (- 3)2 5 5 5

-- 4x + 3y ~==:> x - 7y =O ou 7x + y = ü_.
5
Concluímos que o l .g. é formado pelas retas de equações x - 7y = O
e 7x + y = O.
Da Geometria Plana sabemos que tal lugar geométrico é constituído pelas-
bissetrizes dos ângulos formados pelas retas dadas.

y s

s
b issetriz de A "-.r

Logo, as equações das bissetrizes são precisamente x - 7y = O e 7x + y = O.


107
EXERCICIOS

1. Deter minar a equação do lugar geométrico dos pontos equidistantes de A (- 1, 2) e B (3, O).

2. Determinar a equação do lugar geométrico dos pontos equidistantes das retas


4x + 3y + 5 =O e 6x + 8y + 9 = O,
3. Obter as equações das bissetrizes dos ângulos formados pelas retas 2x + 3y + 1 =O e
3x + 2y - 1 = O.

4. Determinar o lugar geométrico dos pontos equidistantes das retas x + 4y +1 =O e


X+ 4y + 11 = Ü.

5. Determinar o lugar geométrico dos pontos que distam 3 unidades da reta 3x + 4y = O.


6. DeteJminar as equações das retas paralelas à reta r : 12x - Sy = Oe distantes duas unidades
der .

7. Dados A (O, O) e B (O, 4), determinar o lugar geométrico dos p ontos P (x, y) tais que
AP = 3 BP. (Nota: Estamos indicando por AP a distância entre A e P)

Resolução
AP = 3BP <'' > Jx 2
t y 2 = 3Jx2 + (y...: 4)1 < >x 2 + y2 =
= 9[x 2 + (y -4) 2 ] <::==~ x 2 + y 2 = 9x2 + 9y 2 - 72y + 144
ç:::===> 8x2 + 8y2 - 72y + 144 =O < ; x2 + y2 - 9y + 18 = O.
O lugar geométrico é a circunferência de centro (o, ; ) e raio i .
8. Dado.s A (1, O) e B (4, O), determinar o lugar geométrico dos pontos P (x, y) tais que
AP = 2BP.

9. Dados A (8, O) e B (O, 6), determinar a equação do lugar geométrico dos pontos P (x , y)
tais que AP 2 + BP 1 = 100.

10. Dados A (1 , O) e B (3, O), determinar a equação do lugar geométrico dos pontos P (x, y)
tais que AP 2 + BP 2 = 16.

11. Dados A(l , O), B (O, 2), C (3, O) e D (0, 4), determinar o lugar geométrico dos pontos
p (X, y) tais que AP 2 + BP 2 = cp-2 + DP 2 ,

12. Dados A(:- 3, O) e B (O, 4 ), determinar a equação do lugar geométrico dos pontos P (x, y)
tais que AP' - BP 2 = 25.

13. Dadas as I etas r : x + y + 1 = Q e s: x - y - l = O, determinar a equação do lugar geo-


métrico dos pontos P (x, y) que distam de r o dobro do que distam de s.

14. Dadas as retas r : x - 2y = O e s: 2x + y = O, obter o lugar geométrico dos pontos P (x , y)


tais que dp r +
' dp
,
s = 1, onde dp r e dp s são as distâncias de P a r, e de P a s.
, ,

108
15. Mostrar que se P (x, y) é o centro de uma circunferência que passa por A (- 1, !) e é
tangente à reta t: 4y - 7 = O, en tão, y = xl + 2x + 3.

)
2. A parábola

A parábola é o lugar geométrico dos pontos de um plano que são equidis-


tantes de um ponto fixo F e de uma reta dada d, F f$ d, deste plano.

O ponto F chama-se foco e a


reta d chama-se reta diretriz da
parábola.

Notemos que

1 P E parábola <::==::> dp, p = dp, <l 1

Chamamos parâmetro da pará-


bola, e representamos por 2 p, a
distância entre o foco e a diretriz.

O ponto V tal que dv F = dv d = p é denominado vértice da parábola, e.


' '
a reta VF é denominada eixo da parábola (é o eixo de simetria da curva).
Veremos nos exercícios que a equação de uma parábola com reta diretriz
paralela a um dos eixos coordenados é da forma

j_ y = ax2 + bx + e j ou x = ay 2 + by + e
onde I b e e são números reais, sendo a -=/= O.

109
exemplo 4

Vamos obter a equação da parábola de foco F . (1


2
,'
, O)\ e cuja diretriz é a_
refa, de equação 2x + 1 = O:

y
P (x, y) E parábolá se, e só se:
--lf- -
dp F = dp d l
I

~--·)-2--,2 2x +l /
:;J:::

v \x:-2 +y = -v2 + 0
2 2
/
I
I

(x.- _!_)
2
2 + y2 -- (2x + -1)'2
4
1
2
o F(; , ó)

4 (:
2
- x +~ + y~) - 4x 2 + 4-x + 1 d

4 X2· - 4X + 1 + 4 y12 = 4 x2 + 4 X + 1
- 8x + 4y2 =O
2
Dru obtemos x =1...
2
, que é a equação da parábola. •

EXERCÍCIOS
,
16. Determinar a equação da parábola sendo dados o fot·o e reta diretriz nos casos:
a) F = (2, O) e d: x f 2 =O
Q) F = '(l, 1) e d: x - · 5 =O
e), F = (0 1 - 1) e d: y - 1 = O

d) F
.= (\ 1, 1) e .d: 2y + 1 = b
2

17. Determinar o foco e a equação d<J;s pafáb@las

a) b)
d y

o .X

110
18. Representar graficamente as parábolas de equações
x:i
a) y =2 - 1 b) x =y 2
+ 1

Resolução
'
Fazemos uma tabela com pontos que satisfazem à equação dada e, depois, traçiunos a
curva por estes pontos

y
a) X y b) y X
y
o -1 o 1
] 1 2
1
2
- 1 2
1
- 1 X 2 5
2
- 2 5
2 1
- 2 1

l9. Representar graficamente as parábolas


a) y =x 2
+ 2x - 4 b) y =- x2 + 2x
C) X = y2 - 1 d) X = - y2 + Y +
20. Determinar os pontos de íntersecção da parábola y =x 2
- 2x + 2 com a reta y = 2x - 1.
(lembrete: o s pontos de intersecção são as soluções do sistema formado pelas duas equações).

21. Para que valor de k a reta y = x + k e a parábola y = x 2


apresentam um único ponto de
i nt ersecçâo ?

y=x+k
O sistema 2 deve ter uma e uma só solução .
{ y=x
Logo, a equação x2 = x + k , ou seja , x2 - x- k = O, deve apresentar as duas
raízes iguais, o que ocorre quando

(- 1)
2
- 4 • 1 • (- k) = O, isto é, k = -+
22. Para que valor de k a reta y = 2x - k é tangente à parábola y =x 2
- 2x?

23. Quantos são o s pontos de intersecção da parábola y = 2x2 - 1 com a circunferência


x2 + Y2 = 1?

24. Mostrar que a equação da parábola de foco F (2, 2) e diretriz d: x +y =Oé


x1 + y2 - 2xy - 8x - 8y + 16 = O.
(observe que a diretriz não é paralela a nenhum dos eixos coordenados. Use a definição da
parábola.)

111
25. Mostrar que a equação de uma parábola cuja diretriz é paralela ao eixo dos y é uma.
equação da fotma

] x :::: ay 2 + by + e

onde a, b e c são números reais, sendo a :# O.

y y p
--ff-- I p - -- # -
\
J \
~
;:f::
/
V / eixo eixo ' F V
Yo - -t - - - - - \
---~-
1 F Yo 1
1 1
1 1
1
.1

o X
o X

d d

Resoh,1ção
Vamos considerar o caso da parábola de concavidade para a direita, com vértice
V (x0 , y 0 ), foco F (x 0 + p , y 0 ) e diretriz d de equação x = x 0 - p , isto é, x - (X 0 - p) :::::: O.
Temos:

P (x, y ) E parábola

x - (x 0 - p)
= J(x - Xo - p)l + (y - Yo)2
✓02 + l2

[ (x - x 0 ) + pP = ( (x - x 0) - p]2 + (y - y0) 2

+ pZ + (y - •y o )2

4 P(X - Xo) = (Y - Yo>2

2
(y -yo)
X - X0 -
4p

X ;;;;; - 1
4p_
y~ - _ o y y
2p
+ (yl
-· + ~
4p
_o X
0

Pondo
1
P = a,
Yo
- 2P =b e
y;P + x0 =e obtemos a equação x = ay2 + by + e, sendo a> O.
4 4

112
Observações:
H) Notemos que:

1 1
= a P = 4a
4p

-~= b== ~ y 0
2p
= - 2pb = - 2 • -4a1 - b
•b = -
2a
Yo
2
Yi
= - -4p + e = - -4a
b-i
+ c=
- b 2 + 4ac
4p + Xo =c ==> x0 4a

Logo, a distância entre o vértice e o foco é

Ctl
~
e as coordenadas do vértice são dadas por

2
1 + 4ac
xy= - b 4a e

2~) No caso da parábola de concavidade para a esquerda obtém-se I p = - -ti 1 (a < O) e as

coordenadas do vértice são xy e Yy dadas pelas mesmas fórmulas acima.

3~) No caso das parábolas de concavidade para cima ou para baixo, a equação é da forma

1y = ax 2
+ bx + e 1

sendo a >O ou a < O, respectivamente, e temos neste caso:

1 11 1
P = 4a ' xy = lã - b
e YV = -b
2
+ 4ac
4a

26. Determinar o vértice e o foco da parábola de equação X = 2y 2 - 4y + 5.


Resolução
Sendo uma equação da forma x = ay 2 + by + c com a > O, a parábola tem concavidade
para a direita. Sendo V (x 0 , y 0 ) o vértice, o foco será F (x 0 + p , y O ) e temos:

l = ~ 6
1
p = 14 a l = l
x = - b + 4ac = - (- 4 )
2 2
+ 4 •2, 5 =3
V 4a 4 . 2
- b - (-4)
Yy = 2a = 2 . 2 =l
logo V= (3, 1) e F = (3 + !,1) - (285 , 1) .
113
27. Determinar o vértice e o foco das parábolas
a) X =y 2
- 2y + 1 b) x =- y 2 + 2y

28. Determinar o vértice e o foco nas parábolas


2
a) Y = 2x - 4x +
1
2 b) y =4 - x2

2
29. Determinar o vértice, o foco e a equação da reta diretriz da parábola y = ~ .
30. Determinar a equação das parábolas

a) b)
y y

o X X

Resolução
a) A equação é da forma x = ay + by + c
2
com a > O.
Como o vértice é o ponto (O, 3) e a curva passa pelo ponto (2, O) temos:

(O, 3) E curva = ~O= a . 32 + b • 3 + ·c =::::::::> 9a + 3b + c = O • <D


Yy =3 - ====? ~ : =3 ===;> 1 b = -6a 1
(2, O) E curva 2 =a • 02 + b • O + c @

De (D , @ e @ decorre que c = 2, a = ; eb = - ~ . Logo, a equação é

2 4
X= y2 - y + 2.
9 3

114
b) A equação é da forma y = ax + bx + e
2
com a > O.
Como a curva passa pelos pontos (O, 1), (1 , O) e (3, O) temos:

(O, 1) E curva =~ 1 = a . 0 2
+b • O+ e
c=l }
( 1, O) E curva = =::> O= a • 12 +· b . 1 + e = = ::>a +b+c= O ===>
(3, O) E curva ==::> O = a . 32 +b . 3 +e = = ::> 9a + 3b + c .= O
e =1
1
a =-
34
=
_b - 3

_ , 1 ~ 4
A eq uaçao e y ~ = - x - · x + l,
3 3
31. Obter a equaç ão das parábolas

a) b)

·Y

o 4 X - 3 X

32. Determinar a equação da parábola de eixo de simetria paralelo ao eixo dos y e que passa
pe~os pontos A (O, 0), B (1 , 1) e C (3, 1}. ·

33. Determinar a equação da parábola cujo foco é F = (4, O) e cujo vértice é V = (2, 0).
34. Sejam A, B e C t rês pontos distintos, de abscissas a, b e c, respectivamente, e pertencentes
à parábola de equação y = x 2 • Calcular a área do triângulo ABC.

35. Determinar o ponto P, da parábola de equação y = 4x 2 , pelo qual passa uma reta tan-
gente à parábola e paralela à reta y = 8x - 8.

115
3. A ~llpse

a) Definição
A elipse é o 1ugat geômétrico dos pontos de urn plano para os quais a soma
das distâncias a dois pontos fixos desse plano, F 1 e F2 , é \lITla constante 2a (maior
que à distâ.ncia F 1 F2) .

p
l
I
I
/
/

'
F1

'b) Notçzção e nomenclatura

B2
F t , F2 : focos
F1F:2 -= 2c: distância focal
C: centro
A 1 , A 2 ~ B1 ,, B2 : vértices
A1 A2 . 2a: eixo maior
B1 B2 = 2b: eixo menor

relação entre a, b e e: a2 = b 2 + c2
excentricidade: é o número e =~ (O < e < 1)
a
116
e) Equação
Vamos determinar a equ,ação da elipse de centro na origem do sistema carte-
siano e eixo maior no eixo dos x.

y
(O, b)

Neste caso, temos:

(a, O) F1 = (-e, O)
(- a, O) (- e, O) O (e, O) X e

f2 = (e, O)
(O, -b)

Um ponto P (x, y) está na curva-se, e somente se:

PF 1 + PF2 = 2a

,J (x + c)2 + y 2 + ,J (x - c)2 + y2 = 2a

Isolamos um dos radicais e quadramos:

(✓ex+ c)2 + y2)2 =· (2a - ✓ex - c)2 + y2)2 .


x
2
+ 2cx + c2 ·+ y2 = 4a2 -4a ✓(~ - _c)2 + y2 + x 2 - 2cx + c2 + y 2
Iso1amos o radical e tornamos a quadrar:

4a ✓(x - c)2 + y2 = 4a2 - 4cx


{a ✓(x - c)2 + y2 ) 2 = (a2 - cx)2
a2 [x2 + c2 + y2 ] = a4 - 2a2 cx + c·2 x2
- 2cx
a2x2 - 2a2cx + a2c2 + a2y2 = a4 - 2a2cx + c2x2
(a2 _ c2)x2 + a2y2 = a2 (az _ c2)

Dividindo por a2 (a2 - c2 ) fica

117
y
1~) a 2
- c 2
= b > O.
2
(O, a)

2~) Caso o centro seja na origem


do sistema cartesiano e o eixo
X
maior no eixo dos y, obtém-se (- b , O) o (b, O)
a equação

(O, - a)

x2 2
+L=1
3
2 _ c2
ª2

3?) Caso a elipse tenha os seus eixos de simetria paralelos aos éixos cobrdenados,
e centro no ponto C = (xo , Yo),

V Yo +e
·----~

1
1 b
1 Yo - -- - - - -- - -
F1 e 1
... Yo - -r - - - - -
CI
1 b
1 1
r
' 1
Yo- c
--+ F1
'
o xo-c ><o x0 +e X o XQ X

obtém-se as equações

1
(x - Xo) + (y - Yo) 2 =1 e (x - Xo)
2
+ (y - Yo)2 =l
2 2 _ c2 2 _ c2 . 2
3 3 8 3

(eixo maior // eixo dos x) (eixo maior // eixo dos y)

118
EXERCICIOS

36. Usando a definição, obter a equação da elipse de focos F l (- 1, 0) e F 1 (1 , O) e eixo


maior 2a = 4.

37. Usando a definição, obter a equação da elipse de focos F 1 (O , - 1) e F 1 (O, 1) e eixo


maior 2a = 4 .

38. Dar a equação da elipse de focos F (3 , O) e F ' (- 3, O) e que passa pelo ponto A (5, 0).

Resolução
y Ternos: centro C (O , O), a= 5, e = 3 .
Como o eixo maior está no eixo dos x,
a equ~ção é

x2 Y2
- +-
82 ª2 - c2
- = 1, isto é,-

i6 = 1
x2 2

25 +

39. Dar a equação da elipse de focos F (2, O) e F' (- 2, O) e eixo maior igual a 6.

40. Dar a equação da elipse de centro na origem e que intercepta o eixo dos x nos pontos
A = (10, O) e A' = (- 10, O) , sendo um dos seus focos o ponto F = _(8, O).

41. Dar a equação da elipse de focos F (O, 5) e F ' (O, - 5) e que passa pelo ponto A (0, 13).

42. Dar a equação da elipse de focos F (1, O) e F' (- 1, O) e que passa p elo ponto B (O, 2).

Resolução
Temos: centro C (O, O), e = 1 e b = 2.
y
B
a2 ~ b 2 + c1. =2 2
+ l2 = 5, logo
\ a= Js.
2 \ a
\ Como o eixo maior está no eixo dos x,
1\ F a equaçãoé
o x2 y2
-
a2
+
ª1 _ c2
= 1, isto é,

Xl yl
- +- = 1
5 4

43. Dar a equação ,d a elipse de focos F (12 , O) e F' (- 12, 0) e eixo menor igual a 10.

44. Dar a e quação da elipse de focos F (O, 3) e F' (O, - 3) e que passa pelo pon to B (2, O).

45. Dar a equação da elipse que intercepta os eixos nos p ontos ( ± 5, O) e (O,± 3), sabendo
que o eixo maior está no eixo dos x.

119
b) 'NQtaçéjo e nom_enclatµ,ra

F 1 , Fi-: fotos
1 E½
i F1F1 = 2c: distância focal
''"
' ' e C: centro
b l '"
I
F A1 a C a ",
1 _... _ -~--- . ----~ A1 ~,A2 : vértices
1
e b 1
e -A1A2- = 2a: eixo real
1
~ 81 B1B2 = 2b: eixo imaginário
1

relação entre a 1 b ·e e: c2 = a2 + b 2
excentricidade: e =~
a
(e> 1.;,\

e) Equação
Vamos determinar a equação da hipérbole de centro na origem do sistema
cartesiano e eixo real no eixo dos x.

Um ponto P ( x, y) está na curva se_,


e somente se,
PF1 - PJ:2 ·= ± 2a
~~+~+~- ✓~-~+f=±~
(✓(x + c)2 + y2 ) 2 = (±2a + -✓ex - c)2 + y2)
.· . · . 2

x
2
+ 2cx + c2 + y2 = 4a2 ± 4a ✓(x - c)2 + y2 + x 2 -2cx + c2 + y 2
+4a.J(x - c)2 + y 2 = 4a2 -4cx
(+ a ✓ex - c) 2
+ y'2) 2 = (a2· - cx)2

122
a 2 [x2 - 2cx + c2 + y 2 ] = a4 - 2a 2 cx + c2 x 2
a 2 x2 - + a2 c2 + a2 y 2 = a4 -
2a2 cx 2a2 cx + c2 x 2
(a2 _ c2) x2 + a2y2 = ª2 (a2 _ c2)

Dividindo por a2 (a2 - c2 ) fica

x2 y2
-2+ =1
3 32 _ c 2

Observações
1q.) a 2 - c2 =- b2 <O
2q.) Caso o centro seja na origem do sistema cartesi ano e o eixo real no eixo dos y,
obtém-se a e quação v

x2 (O, a )
a2 - c2
- - -- - --+--- -- -- x

(O, - a)

3q.) Caso a hipérbole tenha os seus eixos de simetria paralelos aos eixos coorde-
nados, e ce ntro no ponto C = (x0 , y 0 ),

y Yo + e

1
1 a

Yo
e!
- - - - - - -t
1
1

---ft\
1

----t-_.....__ _ _.....__ _ _ ...___..,x vo- c


o xo- c xo + e 1

o X

123
ob tém-se as equações
2 .2 2
_(x_ -_ x_o)_· + _(y_-_Y_o)_ =1 e
(x - Xo) + (y - Yo)2 =1
32 3
2 _ c2 ª2 _ c2 32

(eixo real // eixo x) ( eixo real // eixo y)

EXERCfCIOS

60. Dar a equação da hipérbole de focos P (S, O) e F' (- 5, O) e eixo real igual a 6.

61. Dar a equação da hipérbole de fo cos F (3, O) e. F' (-3 1 O) e que passa no ponto A (1 , O).

62. Dar a equação da hipérbole de focos F (O , 6) e F' (O, - 6) e que passa no pon to A (O, 4).

63. Representar b'Taficamente a~ hipérboles seguintes


a) x 2 - y2 = l b) y 2 - x2· = 1

64. Determinar a distância ~ al -e.a..___excentricidade das hipérboles:


a) x 2 - y2 =1 b) 5 x2 - 4 y 2 = 20

65. Determinar a equação da hipérbole de focos F (3 , 1) e F' (7, 1), e que passa pelo ponto
A (6, 1).

Resolução
O cen tro é o ponto médio do segmento
F 1 F 2 ; logo C = (5 , 1). Temos:
y e = d CF = 2 e a = d CA = 1.
Como o eixo real é paralelo ao eixo dos

______,,__
F

'
1
-----C
x, a equação é

(X - Xo )l + ( y - Yo)l
- -- = 1, isto é,
2
a a2 - e 2
o
(x - 5 ) 2 ( y - 1)2
+ = 1, ou. ainda,
1 -3
(y - 1)2
(X - 5)2 - = 1.
3

124
66. Dar a equação da hipérbole de focos F e F' e eixo re.al 2a nos casos:
a) F = (O, 3), F' = (8, 3) e 2a = 6
b) F = (1, - 1), F ' = (1, 9) e 2a =8
. }(2 y2
67. Dada a eltpse
25 16
+
1, determinar a equação da hipérbole cujos vértices são os
focos da elipse e cujos focos são vértices da elipse.
l 2
68. Determinar os pontos de intersecção da elipse ~ + ~ =1 com a hipérbole

3x 2 - 4y2 - 6 = O.

69. Mostrar que a equação 2x 2 - 3y 2 - 4x + 6y - 7 =O representa uma hipérbole.

2 2
70. Qual é a copdição sobre p e q par~ que a equação xp +~ =1 represente uma hipérbole?

71. Mostrar que a equação 4x2 - y2 =O representa duas retas do plano cartesiano.

Resol ução
Notemos inicialmente que a equação não representa hipérbole porque apresenta o termo
independente igual a 2;ero. Fatorando o primeiro membro obtemos (2x + y) (2x - y) = O e
concluímos que 2x + y = O ou 2x - y = O. Assim, os pontos (x, y) que satisfazem à equação
dada são os da reta 2x + y = O e os da reta 2x - y = O. ·

72. Mostrar que a equação x 2 - 9y 2 =O representa duas retas do plano cartesiano.

73. Mostrar que a equação x 2 + 2xy + y2 - 1 = O representa duas retas do plano cartesiano. _

74. Associar a cada equação (1 a X) o tipo de curva que representa (A a H).


x-z y2
1. 16 + 25 = 1
A) uma reta
II. x-z + y 2 = 1
B) circunferência
111. X2 - yl = 1
C) elipse
IV. X2 - yl =Ü D) hipérbole
V. X - y 2
=Ü E) parábola
VI. x 2 - y =1 F) duas retas

X y
G) um ponto
VII. -3 + -4 = 1 H) conjunto vazio

VIII. Xl + yl = Ü
IX. x 2 + y 2 + 1 = O
X. x2 - 1 =O

125
TESTES SOBRE O CAPITULO V

75. Os centros das circunferências que passam pelos pontos A(2, 1) e B(- 1, 3) estão todos
na reta de equação
5
a) 3-x - 2y = -
2
b) 2x + 3y = 7
11
e) 2x - 3y = 5 d) 3x + 2y = ·-
2
e) n.r.a.

76. Se um triângulo ABC tem área igual a 5, A= (1, 3) e B = (- 2, 6), então, o lugar geomé-
trico descrito pelo ponto C (x, y) é
2
. ç _ .
a) a cucunierenc1a (
x + 21 ) +
b) a reta 2x + 3y +5 =O
e) formado pelas retas 3x + 3y - 22 =O e 3x + 3y - 2 =O
d) formado pelas retas x +y + 5 =O e x +y- 5 =O
e) n.r.a.

77. Os centros das circunferências que passam pelo ponto F (O, 4) e tangenciam a reta d:
y + 4 = O estão todos na pa~ª_de equação

a) y= l 6x1 b) y = 8x 2
c) y = x 2
Xl x2
d) y = - e) Y = -
4 16

' ,, 78. É dadà uma elipse de eixo maior 2a, e.ixo menor 2b e distância focal 2c. O perímetro de-
um triângulo cujos vértices são os focos e um dos pontos da curva é igual a
a) a + b +e b) 2 (a + b + e) e) 2 (à + b)
d) 2 (a + e) e) n.r.a.

~ S)i + ~ 3) = 1
2
79. (x (y é a ·equação de uma elipse cujo centro e cujo eixo maior são

a) C(- 8, -3) e 2a =6 b) C (8, 3) e 2a =4


e) C (8, 3) e 2a =6 d) C (- 8,-3) e 2a = 18
e) n.r.a.

80. A distância entre os focos da elipse 2x 1 + 7y 1 = 14 é


a) J5 b) 6 c) 2-J7 d) 2 $ e) 2.../2

126
x2 yz
81. As coordenadas dos focos da elipse
9 +
5 =1 são

a) (± 2, O) b) (0, ± 2) c) (±3,0)
d) (± ,J5, O) e) n. r.a.

82. 4x 2 + 3y2 - 16x + 6y + 7 = O é a equação de uma elipse cujo centro é o ponto


a) (O, O) b) (- 2, - 1) c) (-1, -2)
d) (- 1, 2) e) (2, -1)

(x: - 1)2 y2
83. A equação
4
-
5 =1 representa uma hipérbole cujos focos- são os pontos

a) (± 2, O) b) (4 , O) e (- 2, O) c) (3 , 0) e (-1 , 0)
d) (± 3 , O) e) n.r.a.

84. Os pontos de intersecção da reta x + 2y =2 com a elipse x 2 + 4y 2 =4 são P e Q.


A distância entre P e Q é igual a

a) J3 b) 4 c) ,Js d) 2 e) 1

85. A reta y =x + b é tangente à elipse 2x2 + y 2 = 2. O valor de b é:


a) O b) 1 ou - 1 e) 2 ou - 2
d) .J3 ou -./3 e) n.r.a.

86. O maior valor de k para o qual a re ta y = 2;x_ + k e a parábola y = 4 - x2 apresentam


ponto comum é

b) J1 19
a) 4 e) - d) - 2 e) 5
2 4

87. Se a reta y = mx não intercepta a hipérbole x 2 - y 2 = 1, então, podemos afirmar que


a) - 1 ~ rn ~ 1 b) m < O c) m > O
d) m ¾ - 1 ou m ;;:t 1 e) n.r.a.

~
88. A parábola y =: e a circunferência x1 + ( y - 2) 2 =1 apresentam quatro pontos
comuns. Podemos afirmar que
a) 4 - 2 .J3 < k < 4 + 2 .J3 b) O<k<4-2y'3
c) k > 4 + 2../3 d) 5 - 3 ~ < k < 5 + 3 .j2
e) 4 + 2 fi < k < 5 + 3 .,/2
89. A equação que representa duas retas perpendiculares é
a) 9x 2 - 4y2 = O b) x 2 - y 2 = 1
c) x2 + 2xy + y 2 =O d) x 2 - y2 + 2x + 1 =O
e) n.r.a.

127
90. AssoGiar a curva (A a D) répresentada peias equações parn~éJricas (): a IV), onde lJ E JR:
, X = COS 0 { X = 5 COS (J
I. { II.
y = sen e y = 3 sen@
.x = 2 scn 2
•O
III.
{ y
-x= se.n e
= acos 2 0 IV.
.2

{
y = 4 cos 0 2

A) segmento de reta
B) circunferência
C) elipse
D) arco de parábola
A associação correta .é:
a) I. B II.e III. A IV. D b) I. B II. C III. D IV. A
c) I. e II. A HI. B IV. D
d) I. B ll. A III. C IV. D
e} n.r.a.

128
,;.

CAPITULO VI

O R1 E A GEOMETRIA
ANALÍTICA NO ESPAÇO

1. O espaço vetorial 1R3

a) Definição
Denominamos espaço vetorial JR.3 ao conjunto dos ternos ordenados de
números reais

IR.3 = {(x, y, z) 1 x E lR, y E 1R e z E lR}

onde definimos:

Z1 = Zz

adição: (x1 , Yt , Z1) + (x2, Y2, Z2) = (X1 + X21 Yt + Y2, Zt + ii)
multiplicação por número real: k(x~y, z) = (kx, ky, kz)
O elemento neutro da adição é (O, O, O) e o oposto de (x, y , z) é (- x, -y, - z).

exemplo 1: (a, b, 2c) = (2, - 1, 8) = ~a= 2, b = - 1, e= 4

exemplo 2: (3, - 1, - 3) + (4, 2, O)= (3 + 4 , - 1 + 2, - 3 +O)= (7 1 1, -3)

exemplo 3: 5(4,-6,0)=(5 •4,5(- 6),5 • 0)=(20,-30,0)

b) R epresentação geométrica
Há uma correspondência entre os elementos do 1R3 e os pontos do espaço,
que veremos a seguir.

129
Fixando uma unidade de comprimento, vamos considerar três eixos concor-
rentes num ponto O, dois a dois perpendiculares, orientados conforme indica a
figura. Dado um ponto P do espaço,
sejam P1 , P2 e P 3 as suas projeções
z
sobre os eixos x, y e z, nesta ordem.
Chamando xp, yp e zp as medidas
algébricas dos segmentos orientados
OP 1 , OP2 e OP 3 , respectivamente,
V ao ponto P associamos o terno orde-
nado (xp, yp , zp), que chamamos
coordenadas de P, e escrevemos:

P (xp, YP, Zp) ou p = (xp, YP, Zp)


X

xp = OP1 = abscissa de P eixo x = eixo das abscissas


YP = OP.2 = ordenada de P
,,,,,.----- eixo y = eixo das ordenadas
Zp = OP 3 = cota de" P eixo z = eixo das cotas
Oxyz = sjstema cartesiano ortogonal
O = (O, O, O) é a origem do sistema cartesiano.

A todo terno ordenado (a, b, c) do .IR.3 corresponde um único ponto P do


espaço tal que a = xp , b = y p e c = zp .

Observemos que

• P está no plano xy quando zp = O


• P está no plano xz quando yp =O
• P está no plano yz quando xp =O
• P está no eixo x quando yp =O e zp =O
• P está no eixo y quando xp =O e zp =O
• P está no eixo z quando xp =O e yp =O

130
exemplo 4

z
P = (2, 4, 3)
A = (2, 4, O) E plano xy
P3 e·
B / / -- - -; -,,~ ,,:::: B = (2, O, 3) E plano xz
f- - - - - - - ~ 1 C = (O, 4, 3) E plano yz
1 ' '
1 I 1
'
1
11 1
IP
P1 = (2, O, O) E eixo x
1 1 ,, y
1 1 // P2 = (O, 4, O) E eixo y
p 1 1' __ _ ____ _..,,,,
1 ,,

A
P3 = (O, O, 3) E eixo z

e) Vetores no espaço
Há uma correspondência entre o 1R3 e o conjunto W dos vetores do espaço.
-+
A cada terno ordenado (a, b, c) do lR.3 associamos o vetor OP onde P = (a, b, c),
e escrevemos

1 ÕP = P - O = (a, b, e) 1

-+
Dados A = (x1 , y 1 , z 1 ) e B = (x2 , y2 , Zz), ao vetor AB associamos o temo orde-
nado (x2 - X1 , y 2 - y 1, z2 - z1), e escrevemos:

z
z

X
X •
v : (a, b, e) AB = tx2-x 1, v2- v1, z2- z1)

131
Esta correspondência é tal que à soma de dois vetores corresponde a soma
dos ternos associados aos vetores e ao produto de um número real por um vetor
corresponde o produto do mesmo número real pelo terno associado ao vetor. Isto
significa que operar com os vetores é o mesmo que operar com os ternos associados.

exemplo 5
Sendo A= (1, 2, - 5), B ::= (4, - 3, O) e C = (6, 4 , 1) temos:

~
AB = B -A= (4 - 1, -3 -2, O -(-5)) = {3, -5 , 5)

-4 .
BC= C-B = (6-4,4-(-3), 1 - 0) = (2, 7, 1)

~
AC =C- A = ( 6 - 1, 4 - 2, l - ( - 5)) = ( 5, 2, 6)

AÊ +Bê= (3, -s, sJ + c2, 7, 1) = cs, 2, 6) = Aê


d) Ponto médio e baricentro
Para obter o ponto médio M de um segmento AB e o baricentro G de um
triângulo ABC, utiliz.amos as fórmulas

As demonstrações são idênticas às que fizemos no capítulo I para o IR2.

exemplo 6
Dados A(3, 4, - 1) e B (5, O, 1), o ponto médio de AB é

M= A +B =
2
( 3, 4, - 1)
2
+ (5, O, 1) = _l (B O) = (4
2 ,4, .
O)
, 2, .

exemplo 7
Dados A(l , 3, 7), B(4, -1, 1) e C(IO, 4, - 11), o baricentro do triângulo
ABC é

132
G= A+ B+ C = (1, 3, 7) + (4, - 1, 1) + (1 O, 4, - 11)
3 3
]
= 3 (15, 6, -3) = (5 , 2, -1)

EXERClCIOS

1. Dados u = (1, 2, 3), v = (1, O., 1) e w = (-1, 2, - 2), calcular


a) U + V b) 2v - w
c) 2u - v + 3w d) 3 (2w - u) - 2 (3v + w)
2. Dados u = (1 , 2, 4) , v = (2 , 1, O) e w = (1, O, O), calcular os números a, b e e tais que
au + bv + cw = (4, 6, 8).
3. Dados os pontos A (1 , 2, -l), B (3 , 3, 4) e C (5 , 2, O) , determinar os vetores:
a) AB + 2BC b) 3AC - 2BA
4. Dados A(l , O, -1) , B(2, 1, 2), C(l , 3, 4) e. D(x, y, z), det erminar x, y e z de modo que
se tenha -AD = --+ + AC.
AB -

.S. Dados A (2, 4, O) e B (- 1, 3, 2), obter o ponto C tal que AC - - = 3AB.


6. Obter o ponto méâio do segmento de extremídades A e B nos casos':
ii) A = (7; 11, 8) e B = ('3, - 1, 1)
b) A= (- 4, O, 1) e B = (-8, 7, 1)

7. Obter o ponto simétrico do ponto P (2, 1, Ó) em relação ao ponto M (O , 1, 2) .


....-+- __.. ~

8. Dados A (1, -1, 0), B (1, O, 1) e C (O, 1, 2), determinar o ponto P tal que AP +BP= 2PC.

9. Até que ponto deve-se prolongar: o segmento de extremos A (2, O, O) e B (.0, 2, O), no
senti ,' de A para B, de modo que seu comprimento quadruplique?

10. Determinar os pontos que dividem em três parte·s iguais o segmento de extremos A ( 1 1,
2, 4) e B (10, 8, 1.).

11. Determinar. o baricentro do triângulo de vértices A (O, 1. 1.), B (3, -1 , OJ e C (6, 3, 8).

12. Determinar os vértices de um triângulo sendo conhecidos o baricentro, G = (4, ~ ,2) ,

e os pontos médios de dois lados, M = (3, 1, i) e N = (O, - 1, 2).

1-33
2. Produto interno no ll3

a) Definição
Dados dois vetores u = (xi, y 1 , z1 ) e v = (x2 , y 2 , z.2 ) do IR.3 , denominamos
produto escalar (ou produto interno usual) de u por v ao número real u • v dado
por

1 u. V= X1X~ + Y1Y2 + Z1q 1

Valem as propriedades vistas para o produto escalar no 1R2 .

exemplo 8

u - (3, 2, - 4)} U • V= 3 • 5 + 2 • Ü + ( - 4) • 1 =
V - (5, Ü, 1)
-- -·~rs + o - 4 = 11
J
b) Módulo de um vetor
Dado o vetor u = (x, y, z) temos que

l Iui = ✓ x 2
+ y2 + z'

ou ainda

l lul = vu •u
Notemos que I ui é a medida da
diagonal de um paralelepípedo re-
tângulo reto.

exemplo 9

u = (1, 2, - 2) ===> lul = ✓ 1 2 + 22 + (- 2)2 = ,J9 = 3

O versor de u e, ~
u 1(1, 2, -2) = (1
=3 ,
3 3
2, - 2)
3 ·

134
e) Distância entre dois pontos
Dados os pontos A(x 1 , y 1 , zi) e B (x2 , y 2 , z2 ) , a distância entre A e B é
dada por

---+-
d= I AB I = 1B - A I
B
logo:

exemplo 10

A= (1 , - 1, O)} ===• dAB = ✓(4-1) 2 +(1-(-1))2 + (-6 - 0)2 =


B = (4, l, - 6) = y'9 + 4 + 36 = .Jtf9 = 7

d) Paralelismo e ortogonalidade de dois vetores


A condição de paralelismo de dois vet ores é que um seja múlti plo do
outro, ou seja:

1 u e v são paralelos u = kv, k E IR 1 (v =I= O)

Dados u = (xi, y 1 , z 1) e v = (x2 , y 2 , 2-i) temos:

1 u e v são paralelos ~===> XX21 -- Y


Y21 -_ ~21
L 1
_ (x2 • y2 · z2 =I= O)

(se um dos vetores apresentar uma componente nula,_ então, a compo-


nente correspondente no outro vetor também deverá ser nula.)

A condição de ortogonalidade de dois vetores é que o produto escalar


seja nulo.
Dados u = (x 1 , Y1 , z1) e v = (x2 , y 2 , z2 ) temos:

u e v são ortogonais ·<::!= ! · u · v = O ~ ===>


=::>

135
exenzplo 11

u = :P, - 1, O) e v = (12, -4, O) são paralelos, pois:


(12, -4, O) = 4 (3, -1, O)

exemplo 12
u = (4, .12., -6) e v = (6~ 18 ~ -9), são paralelos 1 pois:
4 12 -6
-=-
6 - 18 -9

exemplo 13 _
u = (3, 2, -5) e v = (4, - ~ são ortogonais, pois
u • v= 3 • 4 + 2(-1) + (-5)2= 12 -2 - 10 = O

:1 e) Ângulo de "dois vetotes


Sendo 0 o ângulo entre dois vetores u e v, não nulos 1 temos 0° < 0 ~ 180° e
1l•V
tos e =· luf !vi

exemplo 14
Sendo u = (1 ~ J, O) e v= (O, 1, 1) temos:
-
U•V l•'O+l•l+O•l 1
cos e = lu I lv I == ✓ J
I 2 + 12 + 0 2 02 + 12 + f 2 - V2 V2 =-
1
2
como 0° < 0 < 180°, toncluímos qµe 0 = 60°

EXERÇfCIOS

13. Dados u = (4, 7, 3), v = (2, 4,; 1) e w = (O, - ~', "2), calcular
a) U • V
b) V. w
e) (u + v) • w
d) u • (v - 2w)

136
14. Determinar o módulo dos vetores
a)u = (3,2,-6) b) v=(7, 1, -7)
c) w = (13, -/2, - 5)
15. Dados u = (4, O, 3) e v = (O, 1, - 1) calcular
a) lu + vi b) 13v - UI

U , V
16. Dados u = (2, 4 , 3) e v = (1, 2 , O) determinar o vetor p = - -V.
V , V

17. Determinar o versor de u = (- 5, 10, -10).

18. Calcular a distância entre os pontos A e B nos casos:


a) A = (-1 , - 1, 2) e B = (3, 7, 1)
b) A = (2, 2, 4) e B = (- 2 6 , 6)1

19. Calcular o perímetro do tríângulo de vértices A (1 , 1, O), B (O, 1, J) e C (1, 1, 1) .

20, Obter um ponto P no eixo das abscissas e equidistante dos pontos A (1 , O, l ) e .B (- l, 2, O).

21. Associar cada item (l a V) a uma das afirmações (A a C):

(. U = (4, 0 , 6) e V = (3, 1, - 2)
LI. u = (2, 1, - 1) e v = (- 4, -2, 2)
III. u = (12, 8. O) e v = (8, 6, O)
IV.u =(- 1,0, ·3) e v=( - 3, 0, 1)
V.u = (l,1 , - 1) e v=(l, - 2, - 1)

A) u e v são paralelos
B) u e v são ortogona is
C) u e v não são paralelos, nem ortogonais

22. Calcular o ângulo formado pelos vetores u = (4, 1, 1) e v = (2, - 1, 2).

23. Determinar a e b de modo que os vetores u = (4 , 2, - 8) e v = (10, a, b) sejam para-


lelos.

24. Determinar k de modo que os vetores (3, k, - 2) e (6, - 4, - 3) sejam ortogonais.

25. Sabe-se que os vetores (k , - 1, O) e (2, - 1, 2) formam um ângulo de 45°. Qual é o


valor de k?-

26. Calcular a medida do ângulo interno B do triângulo de vértices A (- 1, - 2, 4), B (-4,


2, O) e C (3 , - 2, 1).

137
u X v = (y 1Z2 - Y2Z1) e1 - (x1 Z2 - XzZ1) e2 + (x1Y2 - X2Y1) e3

1 uX V = (Y1Z2 - Y2Z1' -X1Z2 + X2Z1, X1Y2 - X2-Y1) 1

É importante notar que ao formar o determinante, para o cálculo de u X v, indi-


camos:
na primeira linha os vetores e 1 , e2 , e 3
na segunda linha as componentes do primeiro vetor (u)
na terceira linha as componentes do segundo vetor (v)
Para o cálculo de v X u devemos anotar as componentes de v na segunda linha e
as de u na terceira linha. Isto acarreta mudança de sinal do determinante, o que
nos leva a concluir que

u X v = -' (v X u)

exemplo 17
Sendo u = (1 , 3, 2) e V = (2, 4, 5) ternos:

e1 e2 e3
3 2 1 2 1 3
uXv= 1 3 2 = e1 - e2 +_e3 -
4 5 2 s 2 4
2 4 s
= 7 e 1 - e2 - 2e 3 = (7 , - 1, - 2)

e1 e2 e3
4 s 2 5 2 4
vX u = 2 4 5 = e1 - ez + e3 -
3 2 1 2 1 3
1 3 2

=- 7 e 1 + e2 + 2 e 3 = (- 7, 1, 2)

c) Propriedades
Além da propriedade citada (u X v =- v X u), são válidas para o produto
vetorial as seguintes:
1~) Sendo O= (O, O, O) o vetor nulo, ternos:
uXv=O u e v são paralelos (coordenadas proporcionais)

140
2~) Sendo u e v não paralelos, u X v é vetor ortogonal a u e ortogonal a v, com
sentido dado pela seguinte regra da mão esquerda: se o dedo médio apontar
o sentido de u e o indicador o sentido de v, então, o polegar apontará o
sentido de u X v.

u X v (polegar)

3~) O módulo do produto vetorial é dado por

1 lu X vi = 1ui Ivi sen 8

onde 0 é o ângulo entre u e v (não nulos).

exemplo 18
u = (1, 2, 3) e v = (2 , 4, 6) são paralelos {pois v = 2u) e temos:

e1 e2 e3
2 3 1 3 1 2
u Xv= l 2 3 = e1 - e2 + e3
4 6 2 6 2 4
2 4 6

= Oe 1 + Oe 2 + Üe3 = O

exemplo 19
e1 e2 e3
o o 1 o 1 o
e 1 X e2 = 1 o o = e1 - e2 + e3 -
1 o o o o 1
o 1 o
= Oe1 + Oe2 + e3 = e3

141
Observen10s neste exemplo que o
produto vetorial de dois vetores
dados é ortogonal a ambos e tem
sentido da.d o pela regra da mão
esquerda.

___ ....
.
X

exemplo 20

Dados u = (1 ,,2, 2) e v = (1, 2, - 2), vamos mostrar que


lu X v/ = lul lvl sen e.
Temos:

uXv= l 2 2 =-8e 1 +4e2 =(-8., 4,0)


l 2 -2
/u X vi= ✓(- 8) 2 + 4 2 + 0 2 = y'sõ
Por outro lado:

lu/ = ✓1 2 + 2 2 + _22 =3 /vi = ✓ 12 + 2 2 + (- 2)2 =3


1,j

8 _ U•V _ 1 • 1 + 2 • 2 + 2 (- 2) _ 1
cos - lul/v/ - 3 •3 - 9
sen 0.
A •
= ✓l - cos 02gvso
= 1 - -81 = -9-

logo y'80
Juj lvl sen () = 3 • 3 •
9
= y80 = Ju X vi

d) Produto misto
Dados três vetores u, v e w, do 1R'3, notemos que:
v X w ê um novo vetor do 1R 3
u • (v X w) é um número real (produto escalar do vetorµ pelo vetor v X w:)

142
O número real u • (v X w) é denominado produto misto dos vetores u, v e w, e é
denotado por [u, v, w].

1 [u, v, w] =u • (v X w) j

e1 e2 e3
Y2 Z2 X2 Z2 Xz Y2
v X w= X2 Y2 Z2 = e1 - e2 + e3
Y3 Z3 X3 Z3 X3 Y3
X3 Y3 Z3

e, então :

Y2 22 X2 Z2 X2 Y2
u • (v X w) = X1 - Yt + Z1
Y3 Z3 X3 Z3 X3 Y3
Logo, o produto misto pode ser expresso por determinante:

X1 Y1 Z1

[u, v, w] = X2. Y2 Z2

X3 YJ Z3

Observações
Das propriedades dos determinantes decorrem propriedades do produto
misto ; em particular temos:
1~) [u, v, w] = - [u, w, vl, [u, v, w] = - [v, u, w], etc. (trocando-se duas linhas
o determinante muda de sinal)
2~) [u, v, w] = [v, w, u] = [w, u , v] (propriedade cíclica)
3~) Os sinais • e X podem ser permutados, isto é:
u • (v X w) = (u X v) • w
pois
(u X v) • w =w • (u X v) == [w, u, v] = [u, v, w];:;; u • (v X w).

143
exemplo 21
Sendo u = (O, '2 1 4), v = (2, - 1, 3) e w = (2, O, 1) temos:

O 2 4
u • (v X w) = 2 - 1 3. = 16
2 O 1
Cálculo do determinante pela regra de Sarru·s:

8 O -4 O 12 o 8 - 4 + 12 = 16

e) Vetores coplanares
Dizemos que três vetores do 1R 3 são coplanares quando, aplicados a um
mesm:o ponto A , possuem extremidades B, C ~ D taís que os pontos A, B, € e D
pertencem a um mesmo plano.

Três vetores•coplanares 'Três vetores não coplanares


D E plano (A, B, C) i
D plano (A, B, C)

144
Sejam u , v e w três vetores coplanares do 1R 3 • O vetor v X w é ortogonal a v
e ortogonal a w; logo, v X w é ortogonal também a u , e concluímos que
u • (v X w) = O. Reciprocamente, de u • (v X w) = O podemos concluir que u , v e
w são coplanares. Isto significa que -

V X W

u, v e w são coplanares
w se, e somente se,
\,-
[u, v, w] = O
- -
V

exemplo 22
Vamos verificar se os pontos A (1, O, 2); B (3, 2, 5), C (O, - 1, 3) e D (5. 4, 2)
são coplanares. Temos:
---+
AB = B - A = (2, 2, 3)
---+
AC= C - A= (-1 , -1 , 1)
---+
AD =D - A = (4, 4, O)

12 - 8 o o 8 - 12
~ ---+ ---+
logo [AB , AC, AD] =O e concluímos que A , B, C e D são coplanares.

EXERCÍCIOS

33. Calcular u X v nos casos


a) u = (2, - 1, 3) e v = (4, 1, 1) b) u= (0, 2,0) e v= (l , 3, - 1)

34. Dados u = (1 , l, 2), v = (3, l, - 1) e w = (O, 2, 1) calcular


a) u X W b) wX v

c) v X (w - u) d) (u + v) X (v - w)

145
35. Dados u = (3, - 1, 2), v = (2, 1, O) e w = (O, 1, - 1) calcular
a) (2 u) X (3w) b) (u X v) - (v X w)
c) (u X v) X w d) u X (v X w)

37. Dados u = (O, 2, 1), v = (l, 3, 4) e w = (- 1, 4, 2), calcular


a) u L (v X w) b) (u X v) , w

38. Calcular [u, v, w] sendo dados u = (1 , 1, 3), v = (2, - 1, 5) e w = (4, - 3, 1) .

39. Dados u = (1, 1, - 1) e v = (2, 1, 3), calc ular (u + v) , (u X v).

40. D ados u = (2, 4, - 5), v = (7, - 1, O) e w = (2, 2, 3), calcular


a) (u + v) , (v X w) b) [ 2u X (v - w)l • (u + w)

41. Dados A (1, O, O), B (O , 1, O) e C (O, O, 1), calcular o vetor AB X ÃC.


42. VerificaI se A , B, C e D são pontos coplanare: nos casos
a) A = (1, 1, 0), B = (O, 2, 3), C = (2, O, - 1), D = h-1, 3, 5)
b) A = (2, 3, 4), B = (1, -1 , 9), C = (5, - 3, 7), D = (O, 3, 6)
e) A = (1, 1, 1), B = (1, 2, 1), C = (3, O, 1), D = (5, 7, 10)
43. Para que valor de k os ve tores u = (3, - 1, k), v = (2, k, O) e w = (1, 1, k) são copla•
nares? ·

44. Para que valor de k os pontos A (0, 1 , 2), B (- 1, 2 3), C (k, 3_, O) e D (4, - 9, 1) pertencem
a um mesmo plano?

45. Dados A (2, 1, 1), B (1, 2, 1) e C (1 , 1, 2), de termjnar o ponto de intersecção do plano
qu!;! passa por A, B e C com o eixo das ordenadas.
(lembrete: P E eixo y <==> Xp = Zp = O <===> P = (0, y, O))

46. Provar que quaisquer que sejam os vetores u e v do IR 3 tem-se (u X v) . u =O e


(u X v) . v = O (ou seja, u X v é ortogonal a u e Oitogonal a v).

4. Áreas e volumes

a) Área de um paralelogramo
Consideremos dois vetores não paralelos u e v aplicados a um mesmo ponto A,

146
D e e seja 0 o ângulo entre eles.
O paralelogramo determinado
por u e v (figura) tem área S tal
q ue:

S = Julh = lul lvl sen 0


A u B

No JR.3, lul lvl sen 0 é igual ao módulo do produto vetorial u X v, e, então, podemos
concluir que

1 S = lu X vi 1

b) Área de um triângulo
Decorre do item anterior que no JR.3 podemos calcular a área de um triângulo
ABC como segue:
--+- --+-
• determinamos u = AB e v = AC
--+- ---+
e • calculamos AB X AC
- - - - -- - - -7
/ • a área SABC é a metade da área
/
/ do paralelogramo determinado
/
/
/ poI u e v, logo:
/

A u B

exemplo 23
Vamos calcular a área do triângulo de vértices A (1 , 2 , O), B (3, 4, 7) e
C(-1, O, 4). Temos:
--+- ~
AB =B - A = (2, 2 , 7) e AC =C - A = (- 2, - 2, 4)

--+- --+
AB X AC= 2 2

- 2 -2 4

147
SABc = l1AB x ACJ = ..!..2 J222 + (-22)2 ==1-J22 2 • 2 = 22 v2
2 2 2
= 11 v'2

e) Volume de um paralelepípedo
Consideremos três vetores não coplanares u, v e w apli cados a um mesmo
ponto A. O volume V do paralelepípedo determinado por u, v e w (figura) é igual
à área S da base (paralelogramo) multi plicada pela altura h:

u xv
V = Sh

Sendo 0 o ângulo entre w e u X v,


notemos que :

= I II =I I (u X v) • w = l(u X v) • wJ
h
w cos 01 w lu X vi lwl I u X v1
Como S = 1u X vi, o volume do paralelepípedo é:

V = Sh == lu X vi l(ul: ;)v·I wl = l(u X v) • wl

ou seja,

[V = 1[u, v, w] 1 1

d) Volume de um tetraedro
Decorre do item anterior que podemos calcular o volume de um tetraedro
ABCD como segue :

148
---+ ---+ ~
• determinamos u = AB, v = AC e w = AD

A
..........

S/2
"......_,......._

---
....... _
_">

-- -- ----- --
B

• o volume é dado por:

sendo que a área do triângulo ABC é metade da área do paralelogramo deter-


minado por u e v Então

e concluímos que VABCD é um sexto do volume V do paralelepípedo determinado


por u, v e w, ou seja:

1---+---+ ~
VABCD =6 1 [AB, AC, AD] 1

exemplo 24
Vamos calcular o volume do tetraedro de vértices A (O, O, 1), B (O, 1, O),
C(l, O, O) e D(1 , 1, 1). Temos:
--+
AB = B - A = (O, 1, -1)
--+
AC =C - A=(l,0,-1)
~
AD = D - A = (1, 1, O)

O 1 -1
--+ ---+ ~
[AB, AC, AD] = 1

1 1 o

148
EXERCICIOS

4 7. Dete1minar a área do p.aralelogramo definido pelos vetores u = (2, 4, 5) e v = (- 1, 3, 3).

48. Um paralelogramo tem um vértice na origém O (O, O, 0) e dois lados OA e OB, sendo
A = (2, 1, 3) e B = (3, 2, 4). Calcular a área do paralelogramo .

49. Calcular a área de um paralelogramo que tem um vértice no ponto A = (2., -1, l) e
uma diagonal de extremidades B = (3, O, 4) e C = (- 2, 1, 3).
50. Dois vértices de um paralelogramo são A (1, 3, 4 ) e B (3, 2, O) e o ponto médio das
diagQnais é P (2, 1,,1). Calcular a área do paralelogramo.

51. Calcular a área do triângulo de vértices A (4, 5, 6), B (4 , 4, 5) e C (3, 5., 5).

52. Calcular a área do triângulo de vértices A (1, 1, O), B (1, 2, 1) e C (O, 1, 3).

53. Calcular x sabendo que A (O, O, 1), B (x , l. O) e C (O, 2, 3) são os vértices de um triângulo
de área igual a 3.

54. Calcular o volume do paralelepípedo de finido pelos vetores u = (2, O, O), v = (0 , 3 , O) e


w =(1 , 1, 2).

55. Calcular o volume de um paralelepípedo que tem um vértice no ponto A (1, 1, 1) e as


arestas AB, AC e AD, onde B = (1 , 1, 2), C = (1, 2, 2) e D = (2, 2, 2).

56. Determinar o volume do tetraedro de vértices O (O, O, O), A (6, O, O), B (O, 6, O) e
C (O, 'O, 6).

57. Calcular o volume do tetraedro de vértices A (1, 1, O), B (1, O, 1), C (O, 1, 1) e D (3, 2, 1).

58. Determinar- um ponto D no eiixo dos z tal que o tetraedro ABCD tenha volume igual a 18,
Dados A = (3, O. O), B = (O, 1, Q) e C = (3, 3, O).

5. Equação do plano

a) O plano definido por um ponto e um- vetor nonnal


Consideremos um plano a que passa por um ponto A (x 0 , y 0 , z0 ) e é orto-
gonal a um vetor não nulo n = (a, b, e).

150
n
Sendo P (A, y, z) um ponto genérico
de a, tomemos o vetor

AP = (x - Xo·, Y - Yo, z - Zo),

e _n otemos que:

~ ~
P E a ç:::==> n e AP são ortogonais < : • n • AP =O
,ç==::!> a(X-Xo)+b(y-yo)+c(z-zo)=0 < >
<===> ax + by + cz - ax0 - byO - cz0 = O
Pondo -ax0 - by 0 - cz0 = d obtemos a, equação

1 ax + by -1,, cz + d = O .,
que é denominada equação geral do plano.

Observemos que:
.
19) A equação dá a condição para que um ponto pertença ao plano :
P(x, y, z) E a <=====• ax + by + cz + d = O
29) Os coeficientes de x, de y e de z são, nesta ordem, as componente.s a, b e e
do vetor normal ao plano. Como n é não nulo temos a =I= O ou b =I=- O ou
e =I= O.

39) O va1or de d pode ser obtido usando o fato de que o ponto A está no plano:
A (x0 , y 0 , z0 ) E O'. ==!> ax0 + by 0 + cz0 + d = O ==!>
==~ d= - ax0 - by0 - czo

Também é possível mostrar que a toda equação da forma

ax + by + cz + d = O,
onde a, b, e e d-:são números réais, cem-a -,::fo O ou b =I= O ou e -=I= O, está associado·
um plano o: do JR3 . As soluções (x, y, z) da equação são as coordenadas dos pontos
do plano.

t51
exemplo 25
Dados A (2, l, - 1) e n = (3, - 1, 4), vamos determinar a equação do plano
que passa por A e é ortogonal a n.
Como n = (3, - 1, 4) temos os coeficientes a= 3, b = -1
podemos escrever a equação na forma:
3x - y + 4z + d = O
Calculamos d substituindo o ponto A na equação:

A(2,l , - l)Ea 3(2) - (1) + 4(-1) +d= O===;,


Logo, a equação é 3x - y + 4z - 1 = O.

exemplo 26
A equação 2x + 3y + 2z - 6 = O representa um plano a no lR3 •
Um vetor normal a a é n = (2, 3, 2). Qualquer vetor múltiplo de n também é
normal a a.
Para obter pontos de a: atribuímos valores arbitrários a duas das incógnitas
e calculamos a outra na , equação:

• para x = O e y = O temos
2z - 6 = O, logo z = 3
JO, O, 3)
• para x = O e z = O temos
3y - 6 = O, logo y = 2
(O, 2, ())
• para z = O e y = O temos
y
2x - 6 = O, logo x = 3

Obtemos assim os pontos (O, O, 3), (O, 2, O) e (3, O, O) onde o plano intercegta
os eixos coordenados.

Observação
Fazendo-se apena~ z = O na equação obtemos 2x + 3y - 6 = O. Os pontos
de cota z = O, com abscissa e ordenada satisfazendo 2x + 3y - 6 = O, são
pontos de uma reta do plano xy. Esta reta é a intersecção do plano a com o
plano xy.

152
b) O plano definido por três pontos
Consideremos o plano a definido por três pontos dados, A(x 1 , y 1 , z 1},
B(x2, Y2, Z2) e C (x3, y 3, Z3), não colineares.

Sendo P(x, y , z) um ponto qualquer


de a, consideremos os vetores
--+
AP =(X - X1 , Y - Y1,Z-Z1)
A
--+
AB = (X2 - X 1, Y2 - Y1, q - Z 1)
--+
AC = (X3 - X1,Y3 - Y1,Z3-Z1)

e notemos que:

--+ ~ ~ --+--+ ~
P E a <=== ~ AP, AB e AC são coplanares ~ ==> [AP, AB, AC] = O.
Logo , podemos obter a equação do plano desenvolvendo o · determinante na
igualdade

Y - Y1 Z - Z1

q - Z1 =Ü

exemplo 27
Determinemos a equação do plano que passa pelos pontos A (1 , 2, - 1),
B(0,1, - 4) e C(3, - 1,0):

x-1 y-2 z+ 1 x-1 y- 2 z+l


0-1 1 - 2 -4+1 =O -1 -1 -3 =O=>
3 - 1 -1-2 O+l 2 -3 1

- lOx - Sy + Sz + 25 = O 2x + y - z - 5 = O.

163
EXERC1CIOS

59. Determinar a equação do plano que contém o ponto P e ·é ortogonal ao vetor


casos-:
a) P = (1, - 1, 1) e n = (2, 4, 1).
b) P = (4, 2, l) e n = (2, - '3, 0)
e) P = (O, O_, 1) e n = (1, 2, - 1)

60. Dar a equação çlo plano que passa pela origem do sistema cartesiano é é. normal ao vetor
n = (1, 2, 3) .
.61. Dar a equação do plano que passa pelo ponto A (1, 2, O) e é paralelo aos v~t0res
U. =
{1, 1, Í) e V= (2, 1, 3).

Resolução
1<? modo

uxv Um vetor normal ao plano é u X v.:

= (2, -1, -1)

A equação 'do plano é 2x - y - z + d = b, sendo que:


A E plano ==> 2.(1) - (2) - (O) t- d =O = ~_d=O
P-ortanto , •a equação é. 2x - y - z = O.

P (x, y,z) E plano < > AP, u e v


são cõplanares <' > [ÃP, u, v] = 0
Assim, obtemos a equação desenvolvendo
o determinante em :

X-1 y 2 z- 0

1 1 1 =O
2 1 3

154
62. Dar a equação do plano que passa pelo ponto A e é paralelo aos vetores u e v:, nos casos:
a) A = (O , 1, - 1), u = (1, 2, 2), v = (2, 3, I)
b) A= (O, O, O), u = (1, 1, 2), V= (3, - 1, 1)

63 . Dar a equação do plano que passa pelos pontos A, B e C nos casos


a) A = (1, 2, 4), B = (2, 3, 5), C = (3, 4, 7)
b) A= (1, 2-, 3), B = (2, 3, 1), C = (3, l , 2)
e) A= (1, l , O), B = (O, 1, l ), C = (1, o, 1)

64. Dar a equação do plano que passa pelos pontos A (- 1, 1, 7) e B (2, 4, 5) e é paralelo ao
vetor v = (2, l , 1).

65. Dar a equação do plano paralelo ao plano 2x + y + 3z + 5 = O e que passa pelo ponto
P (3, 2, 4) . (Lembrete : Um vetor normal a um plano o: é também normal a qualquer plano
paralelo a o:.)

66. Qual é a equação do plano paralelo a oi: 3.x + 4y - z + 7 = O e que passa pela origem
do sistema cartesiano?

6 7. Mostrar que se um plano ~ intercepta os eixos coordenados nos pontos (p, O, O), (O, q , O)
e (O, O, r ), p . q . r ~ O, então, o: admite a equação ~ + Lq + ~ = 1.
p r

68. Determinar as intersecções do plano o:: 2x + y + z - 4 = O com. os eixos coordenados


e esboçar o gráfico deste plano.

69. Determinar as intersecções do plano o: : 3x + 2y - z +6 = O com os eixos coordenados.


70. Entre os pontos A (1, 3, 5) , B (2, 4 , 6) , C (- 3, 1, - 1) e D (2, O, - 2), quais pertencem
ao plano a : 2x - y - z + 6 = O?

7J. Dado o plano O(: 2x + 3y - 7z +4 =O pede-se:

a) o ponto de intersecção de a com o eixo das abscissas


b) o ponto de a que tem abscissa 2 e ordenada 4
e) o valor de k para que o ponto P (2, 2k, k) pertença a a
d) o _ponto de o: que tem a abscissa igual ao triplo da ordenada, e a cota nula

72. Para cada par de planos, dizer se é formado por planos paralelos, perpendiculares ou
concorrentes não perpendiculares:

a) o:: 2x + 3y + z - 1 =O e a' : 2x + 3y + z + 7 = O
b-) o:: x - 2y + 2z + 2 =O e a': 2x - 4y + 4z + 9 =O
e) o: : 3x y +z- 1 =O e o:': 2x + 5y - z - 1 =O
d) a : 3x + 2y =O e o:': 2x - 4z + 1 = O

156
73. Determínar a e b de modo que os planos, a: ax + by + 4z = 3 e a': 3x - 2y + 2z
sejam paralelos.

74. Determinar k de modo que os planos a : x + ky +z - 1=O


sejam perpendiculares.

75. Dar em cada caso a condição sobre os coeficientes da equação


pan que ela represente
a) um plano paralelo ao plano xy
b) um · plano paralelo ao plano yz
e) um plano paralelo ao plano xz

6. Equações da reta

a) Reta definida por um ponto e um vetor diretor


Consideremos a reta r, do 1R.3, que passa pelo ponto A(x0 , y 0 , z0 ) e tema
direção do vetor não nulo v = (a, b, e). Seja X (x, y, z) um ponto genérico der.

Notemos que
~
XE r ~=~ AX = tv <===;-
< > X - A= tv (t E :R)

equação vetorial
A equação vetorial de r é

1 X= A+ tv 1 (t E JR)

equações paramétricas
São obtidas a partir da vetorial:
X = A+ tv

156
(x, y, z) = (xo, Yo, Zo) + t (a, b, e)

x = x 0 + at
y = Yo + bt (t E JR)
{
z = z 0 + ct
equação simétrica
Vamos partir da forma paramétrica, supondo a • b • e =I= O:

x = x0 + at X - Xo = at
y = Yo + bt · y-y 0 = bt ===;> t = x-xo
a
- Y-Yo
b
- z-zo
e
z = Zo + ct z - Zo = ct
Dizemos que

x - x0 y - yO z. - Zo
a
- b
= e

é a forma simétrica da equação da reta.


Esta equação pode ser obtida diretamente impondo•se_a proporcionalidade
~
dos vetores paralelos AX = (x - x 0 , y - y 0 , z - z0 ) e v = (a, b, e). Lembremos
que se uma componente de v for nula, então, a componente correspondente em
--+
AX também deve ser nula.

exemplo 28
Vamos escrever as equações da reta r que passa por A (2, O, 3) e tem a
direção do vetor v = (5, 1, - 2).

x = 2 + St x = 2 + St
forma paramétrica: y =O+ 1t y =t (t E JR)
z = 3 + (-2)t z =3- 2t

f:orma simétrica: x - 2 - y - z - 3
s -T- -2

Notemos que a forma paramétrica dá as coordenadas dos pontos de r em fWlção


de t (atribuindo valores a t obtemos pontos de r). A forma simétrica dá duas
igualdades que devem ser satisfeitas pelos pontos de r:

157
x-2
x-2_y__=z-3
5 1 -2 = ~
5 =y {X - 5y -2 = Ü

y = z; 3 ==::;> - _ 2y - z + 3 = O

eCD e 0 são equações de planos do IR\ r é ª in.tersecçao destes dois plartO:sl

exemplo 29
Para a reta que passa por A (3 1 - 2, 4) e tem à direção de v = (O~ 2, -1) as
equações são:

x= 3 + Ot x=3
forma paramétrica: y = -2 + 2t y = -2 + 2t (t E IR)
z =4 + (-l)t z=4-t

forma simétri,ca: x =3 e Y+ 2 z-4


2 -1

b) Reta definida por dois pontos


Consideremos a. reta i: definida por dois pontos distintos, A ,(x 1, y_i, zi) e
B (x2, Y2, z.2), dados.

Usando o ponto A e o vetor diretor


--+ , .
V = AB = B - Á = (X2 - X t? Y2 - Yl, Z2 - Zt)

podemos obter as equações der.

exemplo 3()
Se r passa por A(l, Q, 2) ~ B (3, 1, - 1), então, temos:
---+
AB = B ·- A = (2, 1, - 3)

X= 1 + 2t X= 1 + 2t
equações paramétricas de r: y = O + 1t ·y =t (t E IR)
_z=2+{-3)t z=2 - 3t

equação simétrica de .r: x ; .} = i = z_-3 2

158
EXERClCIOS

76. Em cada caso, dar as equações da reta que passa por A e tem a direção do vetor v, nas
formas paramétrica e simétrica:
a) A=(3,2,5), v=(7 , l, - 4) b) A= (- 1, o, -2), v = (3, 5, 4)
e) A= (1, 1, 1), v = (2, 3, 4) d) A = (O, O, 0), v = (a, b, e)

77. Determinar as equações paramétricas da reta que passa por A e B nos casos:
a) A=(l,1,2) e B =(2,3 ,4) b) A= (- 7, - 1,8) e B =(l, - 2,2)

78. Determinar as equações paramétricas da reta que passa por A (1, 2, - 1) e é perpendi-
cular ao plano o: 3x - 2y + z - 1 = O.
(Lembrete : Um vetor normal ao plano é vetor diretor da reta.)

79. Determinar a equação do plano que passa por P (2, O, 3) e é perpendicular à reta de
X = 1 + t

equações paramétricas y = 2 - t (t E IR)


{
z = 1 + 2t
80. Determinar a equação do plano que passa por P (1 , 1, 2) e é perpendicular à reta
x - 1 Y z+l
2 = 3= 7

81. Determinar a equação do plano que passa por P (2, 2, 4) e é paralelo às retas
X Y Z X y Z
2 - 3 - 4 e 4 - 1 - 3

82. Determinar as equações da reta que passa por A (O, 1, O) e é paralela aos planos
2x + y + z =1 e 3x - 2z = 4.
(Lembrete: Um vetor diretor da reta é o produto v~torial de vetores normais aos planos.)

83. Entre os pontos A(l, O, - 1), B (2, O, -2), C(S, 6, 1), D (-1, -3, - 2) e E(9, 12, 4),
. , x-1
quais pertencem a reta
2
= 3Y = z+l?1
.

X= 3 - 2t
84. Da reta y =2+ 4t (t E Ill) qual é o pouto de abscissa 11?
z = St
85. Qual é o ponto de intersecção da reta _x_---
2
- Y; ~ = z + 2
com o plano xy?
4 3

x+ l_y-1
86. Determinar as intersecções da reta - - - -----
2 - 1
=-z -4- 5 com os planos coordenados
xy, yz e xz.

169
,87. Determinar a intetsec9ão da reta -r de: equações paramétricas. {: : ; : : eo

pia.no a: '2x - y + 3z - 15 = O. z =- 1 + 2t

Resolução

Queremos obter um pont o comum .a r e a a. As coordenadas é:leste ponto eleve


.sa.tisfazer às ·equações de r e de Q:

x=l+t
Sµbstituindo x, y e z· na equação de a, fica:
y=2 - t
2 (l + t) - (2 - t) + 3-(- 1 + 2t) - 15' =O
z =- 1 + 2t onde determinamos l = 2.
2x - y + 3z - 15 :;:: O Logp: x = 1 + 2 = 3,
y = 2 - 2- ::::: O e
.intersecção é (3 , O, 3).
z =-l + 2 , 2 = 3 e concluímos que o ponto de

'88. Determinar a intersecção de r e- a nos casos:


X = 2t + 1

a) r: y = Jt + 2 e a:: 3X - y + 4z t 6 = O
{
z = 4t + 3
b) r: x ; 'l =~= z ; 1 e a:: x +y +z - 20 =O

·s9, Mostrar que a dístância do ponto P (xo,, y 0 , z0 ) ao plano a: ax + by + cz + d= O é


dp o-= ax0 + by0 + ·cz 0 + 'd 1
' J a2'• + b2 + c2.
Resolu,ç ão

A distância entre P e a: é a distância enJre P e a sua ·projeção ortogonal P' sobre Q:

dp., a= dp1 p•

Para. o cálculo da distância vamos éonsi-


der~ um i:onto Q (xq, fQ, zQ) em a,
e seJa 8 o angulo dos vetores

QP = (X0 - XQ, YO - YQ, Z 0 - ZQ) e


n = (a, b, e).

16Ó
Temos:

l <?) Q E a ==~ axQ + byQ + czQ + d = 0 (D

29) dp o:= IPP' I = IQPI l cos 01 = IQPI QP · n @


' IQPI lnl

-
3<?) QP , n = a (X 0 - XQ) + b (yO - y Q) t e (z 0 - ZQ)
CD
= a.x 0 + by O + cz 0 + d

Logo , = ==:> dp = ax 0 + by O + cz 0 + d
,a Ja 2 +b 2 +c2

90. Usando a fórmula do exercício anterior , calcular a distância entre P e o: nos casos:
a) P = (4, 4, - 8) e o:: 2x + y - 2z + 2 =O
b) P = (- 1, - 5, 2) e a : x +~ +; =1
e) P = (2, 4, O) e O!: 3y + 4z - 2 = O

7. Sistemas de equações lineares a três incógnitas

a) O sistema das equações de dois planos


Consideremos o sistema

ax + + cz = d
by (a)
S{ a'x + b'y + c'z = d' (a')
,{

formado pelas equações de dois planos, a e a', do lR 3 .


Toda solução (x, y, z) de S é fqrmada pelas coordenadas de um ponto de
intersecção de a e a' . Reciprocamente, as coordenadas de todo ponto de inter-
secção de a e a' constituem uma solução de S.
Sabemos que n = (a, b, c) e n' = (a', b', e') são vetores normais aos planos
a e a ', nesta ordem, e as possíveis posições relativas de a e a' são :

161
n'

r cx-nct= r Q' = Q'


concorrentes <=> n '/1.... n' coincidentes (n // n')
n'

cx-n~= </>
paralelos distintos (n // n')
Lembrando que

a b c
n // n ' -= -= -
a' b'

poden1os concluir:

a b b e
0
1.) a'' =1= b' ou b' ~ 7 a e ex-' concorrentes

Neste caso, a e a' apresentam em éomum os pontos de uma retare , portanto,


o sistema S admite infinitas soluções, que são as coordenadas çios pontos de r.
Dizemos que S é indeterminado com grau de indeterminação igual a l.

O) a _ J?.. _ c _ d a e a' cojncidentes


2. -;, - b' - 7 - d'

Neste caso, S admite também infinitas soluções, que são as coordenadas dos
pontos de ex-. Dizemos que S é indeterminado com grau de indeterminação
igual a 2.
a b e d
39) 7 = b' = c' =I= d' a e ex-' paralelos distintos

Neste caso, a e a' não têm ponto de intersecção e, portanto, o sistema S não
admite solução (sistema impossível ou incompatível).

162
exemplo 31

S {X+ 3y - 2z = 6 (a)
2x - 3y +z= O (a')

n = (1, 3, -2)
l. *-2_ =~ n '//. n' a e a'
n' = (2, - 3, 1) 2 - 3
concorrentes.

Logo , S admite como soluções as coordenadas dos pontos da reta comum a


a e cv', isto é, S é indeterminado com grau 1. Podemos obter soluções de S
atribuindo valores a uma das incógnitas e calculando as outras; por exemplo:

X+ 3y =6 4
para z = O ten1os { , logo x =2 e y = -3 .
2x - 3y =O
X+ 3y - 6 = 6
para z = 3 ternos { , logo x = 3 e y = 3.
2x - 3y + 3 = O

etc.

exemplo 32

2x + 5y - 3z =4 (a)
S { 4x + lOy - 6z = 8 (a')

n = (2, 5, - 3)
===> n // n'
n' = (4, 10, - 6)

eorno 42 = 10
5 = -_ 3 = 4 temos a e O'.
. ·aent es.
' parale1os comei
6 8
Logo, S admite como soluções as coordenadas dos pontos de a , isto é, S é
indeterminado de grau 2. Para obter soluções de S atribuímos valores a duas
incógnitas e calculamos a outra; por exemplo :

para y = Oe z = O temos 2x = 4, logo x =2


para y = 1 e z =- 2 temos 2x + 5 + 6 = 4, logo x = --7
2
-

163
b) O sistema das equações de três planos
Consideremos o sistema

+ b 1y + c 1 z = d 1
a 1x (a)
S a2x + b2Y + c2z = d2 ({3)
a3x + b3y + c3z = d3 (7)

formado pelas equaç_?es de três planos, o:, (3 e 'Y , do IR3 •


Toda solução de S é formada pelas coordenadas de um ponto comum aos
três planos. Reciprocamente, as coordenadas de todo ponto comum aos três planos
formam uma solução de S.
Os casos possíveis são :

19) a, ~ e 'Y possuem um único ponto comum.


Neste caso, o sistema S admite umà única _soiução (sistema determinado).

r Isto ocorre quando a e (3 são


concorrentes numa reta r e o plano
'Y intercepta r num ponto P (r " fura"
-----i----y 'Y em P). Observamos que, neste
caso, os vetores normais a o:, (3 e 'Y,

n1 = (ai, b1, c1)


n2 = (a2 , b2, ei)
Il3 = (a3, b3 , c3)

não são coplan'ares; logo [n 1, n 2 , n 3 ] -:/=- O, ou seja:

Vamos representar este determinante por 6. Neste caso, temos !:::t. -:/=- O.

164
29) a, J3 e 'Y possuem em comum uma reta r.
Neste caso, o sistema S admite infinitas soluções, que são as coordenadas d0s
pontos de r (S é indeterminado de grau 1).,

r
Os vetores nor:mais a a, {3 e 'Y são
coplanares ( podem ser representa-
dos num plano perpendicular a r);
logo

a1 b1 C1
1
6. = ª1 b2 Cz =O
b3 e~
ªª

39) a, J3 e "Y são coincidentes.


Neste caso, o sistema S- admite infinitas soluções·, que são as coordenadas dos
pontos de a (S é indeterminado de grau 2}.
Isto ocorre quando as equações são proporcionais e também temos 6. = O.

49) ª~ {3e 'Y não têm ponto aomum.


Neste caso, o sistema S não tem solução (sistema impossível).
Isto ocorre quando dois dos planos são paralelos distintos ou quando os três
planos. s.ão concorrentes dois a dois em retas paralelas distintas.

1
41,

165
Em qualquer destes casos os vetores normais podem ser representados num
mesmo plano; logo 6 = O.

Resumindo , podemos afirmar que

S é determinado (tem solu,~ o única)

de grau 1
S é indeterminado ou
{
6 =O ou de grau 2
S é impossível

exemplo JJ

X + 2y + 4z = 1 CD ,..
S: 2x - y + 3z = 7 CD
3x + I 1y + 1Oz = 5 G)
1 2 4

6= 2 -1 3 = 35 =I= O S é determinado
3 11 10

A solução de S (ponto de intersecção dos planos Q), Q) e G)) pode ser


encontrada usando o m~todo de eliminação de incógnitas. Usando a primeira
equação, eliminamos x na segunda e na terceira:

- 2• (D ----+ - 2x - 4y - 8z =- 2
+
\!::./ ----+ _
12' - y + 3z
2x________,;,.____ _ = _7
- 5y - 5z = 5

- 3 ! (D~ -- 3x - 6y - 12z = - 3
+
@----+ 3x + lly + lOz = 5
Sy - 2z = 2

-Sy - Sz =5
Agora resolvemos o sistema { e substituímos y e z em (D para cal-
Sy - 2z = 2
cular x. A solução é (5 , O, -1).

166
Ob::.ervação: Esse método utiliza as seguintes equivalências:

x + 2y+ 4z = I X+ 2y + 4z = 1 X+ 2y + 4z = 1 z = -1

2x - y + 3z =7 -- - Sy - Sz = 5 "' - Sy - Sz = 5 ~ y = O
3x + 11y + 1Oz = 5 Sy - 2z =2 - 7z = 7 x= 5
(na primeira passagem eliminamos x na segunda e na terceira equações; na segunda
passagem eliminamos y na última equação; finalmente, obtemos o valor de z,
depois o de y e depois o de x.)

exemplo 34
x+ y - z = 1 CD
S: -X+ 2y + 2z = Ü @
2x + Sy - z = 3 CD
1 1 - 1

Í::, = - 1 2 2 =O S é indeterminado ou impossível

2 5 -1

Usando o método de eliminação temos:

Q)• x+ y - z= 1 (D • x+ y - z = 1
Q)• - X+ 2y + 2z = Ü --@+ CD • 3y +z = 1
~{ x+y - z= J
3y +z= 1
Gr 2x + 5y - z = 3 G) - 2(D • 3y +z= 1
Logo, S é indeterminado de grau 1 (as soluções de S são as coordenadas
dos pontos de uma reta , pela qual passam os três planos).
Eis algumas soluções de S:

X +y=1 2
para z = O: ·{ X= -
3y =1 3

x+y - 4=1
para z = 4: { y= - 1, x=6
3y + 4 = 1

etc ...

167
exemplo JS
+x y + 3z = l @
2x + 2y + 6z = 5 @
3x + y - 7z = 1 (r)
1 1 3

6 = 2 2 6 =O ===> S é indeterminado ou impossível

3 1 -7

Usemos o método de eliminação de incógnitas:

(D • • x + y + 3z = 1 (D - - - x +y + 3z =1
@• - 2x + 2y + 6z = 5 ,-., - 2(D +@• O= 3

Q) • 3x + y - 7z =1 -3Q) + Q) • - 2y - 16z = -2
Jogo, S é impossível.

Oh. servan do que a e ..,R sao . 1= 1


~ parale1os di st'1nt os, pois = 3 -4-
-r- 1 , p0-
2 2 6 5
deríamos concluir imediatamente que S é impossível.

exemplo 36
x+ y- z=O CD
S: X- y + Zz = 1 @
4x + 6y - 7z = 2 Q)
1 1 -1

ú= 1 -1 2 =O -S é indeterminado ou impossível

4 6 -7
Pe-lo método de eliminação de incógnitas temos:

Q ) - ~ x+ y- z=O x+ Y- z=O
-ú)+Q) • - 2y + 3z = 1 ® ""' - 2y + 3z =1
-4(D +@ • 2y-3z=2 ® {V+® • 0=3
logo, S é impossível.

1-68
Notemos que os ·planos representados por (D, Q) e @ s.ão a-ois a d0is
concorrentes. Como S e impossível, eles são dois a dois conconentes em retas
paralelas distintas.

EXERdCIOS

91. Determínar a p·osição relativa dos planos a e a ' nos casos:


a) o:: 3-x+ 2y - 4z - 1 = O e a ' : Sx - 4y + 2z + 1 = O
b) o:: x + 2y + 5z + 4 = O e o:': 2x + 4y + 7z + 9 = O
c) ~: x + 2y + Sz + 4 = O e o:' : 2x t 4y + lOz + 9 = O
d) o:: x - 3.y + 2z - 1 = O e a!' : - 3x + 9y - 6z + 3 = O

X+ 2y - 2z = m
9.2. Determinar a condição sobre k e m para que o sistema não
{ 2.x + 4y + kz = 10
tenha solução.

93. Determinar o ponto de intersecção dos planos a, {3 e 'Y nos casos:


a) a: 3x + y - 2z = 4, (3: 2y + z = 23 e ,y: '2z = 3 _
b) (:1( : x + y + z = 7, {3 : x + 2y + 3z = 12 e -y: 2x + 4y + 9z =-= 33
é) o: : x + y + 2z = O, /J: x + 3y + z =-2 e -y : 4x + y + ::: = 3
94. Classificar cada sistema seguinte em determinado, indeterminadó ou incompatível:

a) { : ~ :~ : : - : b){2: : : : : : -:
2x - y + Sz =6 4x + y - z = 1O

X+ y + 2z = 4 X + 2y t =2
3z

C) X - 2y - Z=-2 d) 2x + Sy + 8z = 3
3x ~ y + 2z = 4 Sx + 12y + 19z =8
X - y + 3z. = 3
e) 2x + 2y + Sz = 6
3x + y- z = 6
X - 3y t 2z =1
95. Para que valores de k o sistema 2x + ky - z =O admite uma única solução?
{
3x + Sy - 4z =k

169
x + y + mz =1
96. Discµtir segundo os v-alores de me p ,o sis-térría x + 2y + z =2
{
2x + 5y - 3z =p
Resolução
1 1 m
8 = 1 2 1 =m- 6, logo ti =O m=6
2 -5 -3

Qaso . m -4= 6 o sistema .é determinado.


Caso m

{X+
=6
y
aplicamos o método de eliminação de incógnitas:

+ Óz = l
X+ 2y + Z = 2
CD
x+ y+ 6z = 1
Y- 5z = 1
@
~
f + y +6z= l
y-.Sz=l
2:x + 5y - 3z = p 3y-15z=p- 2 O=p 5

(D : somamos à 2ª equação a H multíplicaâa por (- 1), e


ª
somamos à 3ª equação a 1 multiplicada por (- 2).
(2) : somamos à 3ª equação a 2~ multiplicada por (- 3).

Neste caso, se p = 5 o· sistema é indeterminado (de gral} J). e se p #: 5 o sistema é intompaiivel.


Resumindo: m * 6 ==~ sistema determinado, Vp
rn =-6 e ·p ::;::; .5 . sistema intleterminado
m=6 e p-:#=S ==:;:> siste1}1a incompatível.

{x+2y-z=l1

. 97. Discutir segundo os valores de a e b o sistema linear ,x + ay + 2z = O .

3x + 9y - 6z =b

mx + y =2
+ z
98. Dar a condição so:b re m e k para que o sistem~ x + 2y + z = k admita infanitas

2x + 3y + :2z = 5
soluções.

ÃXt y+ z=O
.99. Discutir segun·do ·oS valores de À o sistema X + Ãy + =Ü Z

2x + 3y + 4z = O

170
Resolução
Como os termos independentes são nulos nas três equaçõe-s, elas representam planos
que passam pela origem do sistema cartesiano. Assim, (O, O, O) é uma solução (chamada
solução nula ou solução trivial) do Sistema, \f ~- Temos ainda:
'A 1 1
ó = 1 À 1 = 4Ã2 - 5Ã + 1
2 3 4

l
ó= o 4'A.2 - sx + 1 = O < > À. = 1 ou À.= -
4

e podemos concluir que:

Ã:#=l e "A.#! sistema é determinado (admite apenas a solução (O, O, 0))

1
À= 1 ou À. =4 sistema é indeterminado (admite a solução (O, O, 0) e mais infi-
nitas soluções).

kx + 3y - z =O
100. Discutir segundo os valores de k o sistema linear -2x + y + 5z = O
{
7y + 3z = O
X + 2y + 3z = Ú

101. Para que valores de m o sistema mx + y - z =O admite também soluções dis-


{
3x + 3y + mz =O
tintas da solução (x,y, z) = (0,0,0)?

8. Equação da. superfície esférica

a) Equação reduzida
Consideremos a superfície esférica ( que chamaremos também esfera) de
centro C (x0 , y 0 , z0 ) e raio r, a qual representaremos por E.

171

Seja P(x, y, z) um ponto genédco


do 1R. 3
Te.más.:
L~-
,,,..- 1' e.,__!_
----p .
p E .E < > dcp =r < >
<
~ .;. d2
cp=x2

' -
Usando a fórmula da distância entre dois pontos obtemos a equação

/ {x - Xo)?. + (y - Y.-0~2 + (z - Zo)2 = rz J

que é denominada equação reduzida da ~sfora.

exemplo 37

A equação reduzida da esfera de centro C (2, O, - 1) e raio r = 4 é


2
- (x _:_ 2) + (y - 0)2+ (z - (-1})2 = 4'2, ou seja,
{X - 2)
2
+ y 2 + (z + 1)2 = 16
exemplo 38'
A equação

(x - 3)2 + (y - 5)2 + (z + 2) 2 = 1
é, a da esfera "de centro C (3 y. 5, - 2) e raio r = 1.

b} Equação geral
Vamos partir da equação reduzida:

[x - xo? + (y - Yo) 2 + (z - z0 ) 2 = r 2
x
2
- 2x0 x + x;. + y2· - 2y0 y + yJ + z2 -: 2zoz + zl - r2 = O
+ y2• + z2 - 2x 0 x ~ 2y0 y - 2zoz + (x; + .Y5 + zJ
2
x - r2) =O

112
Pondo - 2x0 = a, - 2y 0 = b , - 2z0 = e e xJ +JyJ + z~ - r2 = d obtemos a
equação

2
1 x + y2 + z2 + ax + by + cz + d = O J

que é denominada equação geral da esfera.


Observemos que a partir da equação geral podemos obter as coordenadas
do centro pelas fórmulas:

1 Xo =~ , Yo = 1- e •o = T 1

e o valor do raio é dado por

r = ✓Xo2 + Yo2 + Zo2 - d

exemplo 39
Vamos obter a equação geral da esfera de centro C(2, - 1, 1) e raio r = 3.
Partimos da equação reduzida:

(x - 2)2 + (y + 1)2 + (z - 1)2 = 32


x 2 - 4x + 4 + y2 + 2y + 1 + z2 - 2z + 1 = 9
x2 + y 2 + z2 - 4x + 2y - 2z - 3 = O

exemplo 40
Vamos obter o centro e o raio da esfera
x2 + y 2 + z2 - 4x - 6y + l 2z - 15 = O.
Temos: a=-4 , b= - 6 ' c = l2 e d= - 15.

Xo = - ª = - (- 4) =2
2 2

Yo =- b = - (- 6) = 3 e= (2, 3, -6)
2 2
- e - 12
Zo =2 = - 2- =- 6

.r= ✓ 2
x0 + Yo2 + zo2 - d - ✓2 2 +3 2 +(- 6) 2 - (-15) = ~=8.

173
Outra maneira de obter o centro e o raio é colocar a equação na forma reduzida.

x1 + y 2 + z2 - 4x - 6y =O+ l 2z - 15
(x 2 - 4x) + (y2 - 6y) + (z2 + 12z) = 15
(x2 - 4x + 4) + (y2 - 6y + 9) + (z2 + 12z + 36) = 15 + 4 + 9 + 36
(x - 2)2 + (y - 3)2" + (z + 6)2 = 64

C = (2, 3, - 6) e r = y64 = 8

EXERCICIOS

102. Escrever a equação reduzida da superfície esférica de centro C e raio r nos casos
a) C = (3. 5, 1) e r =4
b) C= (- 1, - 2, - 3) e r=5
c) C = (1, o, - 1) e r =1
d) e = (O, O, O) e I = ..ff
103. Determinar a equação geral da superfície esférica de centro C (- 1, O, 1) e que passa
pelo ponto P (O. 2, 3).

104. Dar o centro e o raio de:


a) x 2 + y• + z2 = 9
b) (x - 1) 2 + (y - 1)2 + (z + 1).2 = 4
c) xz. + y 2 + z 2 - 2x - 4y - 6z - 2 = O
d) x2 + y 2 + z2 - 2x + 2y - 7 = O
e) x 2 + y 2 + z2 - 4z = O
f) x2 + y 2 + z2 - !Oy + l2z + 12 = O

105. Calcular o valor de k para o qual a esfera x 2 + yz + z'2 + 2x + IOz + k = O tem o


Iaio igual a 5.

106. Determinar os pontos de intersecção do eixo das abscissas com a superfície esférica
x 2 + y 2 + z2 - 4x - 4y + 3 = O.

x= t
107. Em que pontos a reta y = 2t (t E JR) intercepta a esfera x 2 + y 2 + (z - 1)2 = 6?
{
z =1 - t

108. Determinar o centro e o raio da circunferência segundo a qual o plano xy intercepta a


esfera x 2 + y 2 + z2 - 4z - 1 = O.

174
TESTES SOBRE O CAPITULO VI
109. Dados os vetores u = (2, 4, - 1) e v = (O, 1, 3) do IR 3 , o vetor w que satisfaz à equação
3w + u =
w + 2v é

a) w = (2, 5, 2) b) w = (-1, - 1, ~)

e) w= (1, 3, ; ) d) w = (2, 3, - 4)

e) w = (6, 14, O)

110. Dados A (1, O, 1), B (2, 3, -1) e C (x, y, z), se AC= 3.AB, então, podemos concluir que
x+y+z=
a) 18 b) 6 c) 12 d) 8 e) 10

111. Dados u = (1, 2, - 1), v = (3, 2, 1) e w = (4, O, 5), o produto escalar dos vetores
2u + 3v e u - v + 2w é igual a
a) 118 b) 128 e) 108 d) 8 e) n.r.a.

112. Dados u = (1, O, 0), v = (1, 1, O) e w = (1, 1, 1), o vetor (u • v)w - (v . w)u é igual a
a) (1, 1, - 1) b) (1, -1, 1)
e) (- 1, 1, 1) d) (- 1, - 1, 1)
e) (1, - 1, - 1)

113. Qual dos vetores seguintes é um vetor unitário?

a) (1, 1, 1)
b) (3'1 3'3
1 1)
e) (~ , - ~ , o) d)(0,1,-1)

e) ( ~' !, : )
114. Se o vetor v = (4, 12, k) tem módulo igual a 13, então, k =
a) ± 3 b) ± 1 e) ± 10 d) ± 5 e) n.r.a.

115. A medida do ângulo interno  do triângulo ABC, A = (1, 1, 1), B = (2, O, 2) e


e = o, 3, 3), é
a) 45° b) 60º e) 30º d) 90º e) 120°
116. Se for verdadeira a igualdade 1u • vi = lul IVI podemos concluir que os vetores u ev
a) são ortogonais
b) são paralelos e de mesmo sentido
c) são paralelos e de sentidos opostos
d) são paralelos, podendo ter o mesmo sentido ou sentidos opostos
e) não são paralelos, nem ortogonais

175
11 7: Um vetor paralelo ao vetor. (8, O. 2) ·é•
a) (16, O, 8) b) (4, o, 4)
e), (- 16 , 0 1 4.) d; (2, O, ~)
e) n.r. a.

118. Se os vetores (2., - 1, 5) e (8, á, b) sãó paralelos, então, pod~mos concluir que a + b =
a) 16 b) 20 e ) 2í4 d) 4 e) n. IJ.. a.

119. Os vetoies (1, 1, k) e Çk, -1, 1) são ortogonais se k-=

a) ± 1 b) 2 i
ç) 2 e) n.r.a.

.120, Os pontos A(O, 1, O~, B (k; 1, 1), e C (k, k, - 1) ~ão os vértices de um triãngulo .retângulo
em A se k =
a) ± 1 1
b) 2 e) ±2 d) -2 e) n.r.a.

121. O~ pontos A (1, -1; 3), B (2, 1, 7) e C (4, 2,. 6):


a) são os vértices de um triângulo retângulo
b) são os vértices de um triângulo equilátero
c) são os vértices de um triângulo ishsceles ·e não retângulo
d) são Gólineares
e) ·n.r.a.

122. Se o ponto P(x, y., z) pertence ao plano yz e equidista •dos po-ntos A(l, 1, 0~ e
.B(-1., O, 1) 1 e·ntão, podemos concluir que
a) X= y =2 b) X= O e y = z.
cJ y=0 e x=z d) x =O e y +z =O
e) n.r.a.

123. Sendo é 1 = (1, O, O) e e'3 =.. (O, O, I ), 0 produto vetorial 2e 1 X 5e 3 é igual a


a) (O, O, O) b) ((), 1, O)
c) (Q, 10>O) d) (10, o, 10)
e) n.r.a.

124. Dados u = (1, 2, O) e v = (3, O, 4), ·o módulo do produto vetorial u xv é ígual a


a) 10 b) 14 q) 11 d) ~ e) v'1I6
125. Assinale a afirmação verdadeira:
a) u X V, =vX u, V u E IR 3, V- v E 1R: 3
b) lu X vi= IU . VI, VuE1R 3 , VvElR 3

1Zô
e) lu X vi = 1u . vi, se u e v são paralelos
d) 1u X vi = lu . vi, se u e v são ortogonais
e) lu X vi = lu • vi, se u e v formam ângulo de 45° ou 135º.

126. A igualdade 1u X VI = lul lvl se verifica


a) quando u e v são ortogonais
b) quando u e v são paralelos e de mesmo sentido
e) quando u e v são paralelos e de sentidos opostos
d) quando u e v formam ângulo de 45º
e) n .r. a.

127. Dados três vetores u, v e w do JR3, o produto misto u, (v X w) = [u , v, w] é


a) um vetor ortogonal a u e a v
b ) um vetor ortogonal a v e a w
e) um vetor Oitogonal a u e a w
d) um vetor ortogonal a u, a v e a w
e) um número real

128. O produto misto [el' e,, e 3 ) , onde e 1 = (1 , O, O), e 2 = (O, 1, O) e e3 = (O, O, 1), é
igual a
a) l b) O e) 3 d) .,/3 e) n .r .a.

129. A área do paralelogramo definido pelos vetores (O, 2, 1) e (2, O, 1) é igual a


a) ../6 b) ../3 e) JTã d) 2 ../3 e) n .r. a.

130. O triângulo de vértices A (1, O, O), B (O, 2, O) e C (O, O, 3) tem área igual a
a) 7 b) .jf e) 3,5 d) .J35 e) n.r.a.

131. Dados A (O, 1, 1), B (1, 1, 1), C (1, O, 2) e D (2, 3, 3), o paralelepípedo de arestas AB ,
AC e AD tem volume igual a
2 d) J_
a) - b) 4 e) 2 e ) n.r.a.
3 3

132. O volume do tetraedro de vértices A (O, O, 0), B (k , 1 , O), C (1, O, k) e D (1 , 2, O) é igual


a 1. O valor de k é
3
a) 2 ou - - b) l_ ou -2
2 2
1 1
e) 1 ou - d) - o u - 1
2 2
~) inexistente

1.77
133. Os -pontos A .(2,2,2), B(0., 1,2),, C(-1,_3,3) e D(3,0,,1):
a,) não são coplanares
b) determinam um quadrado
e) determinam um pa.ralelogramo
d) são colineares
e) n ..r.a.

134. Um vetor honnai ao plano 2x +y - 3z +1 = O é


a) W, 'b, i) b) (4, 2, 6) e) t- 2, -1, 3)
d) (3, O, - 2) e) n.r.a.

135. A equação que representa um plano paralelo ao plano xz é


a) x +y - 1 = O b) y - 2 = O e) x +z ~ 1
·d) x - y +z=O e) n.r.a .

136. O plano de equação ax + by + cz + d =O é paralelo ao eixo d-as ordenadas se,


e só se:
a) b =O b) a= e= O e) a = .b = e
d) a + c :# O
2 2
e) d:!/= O

-
13 7. Dados A (l, 1, 1), B '(1, 2, O) e C (2., O, l), a equação d00 plano que contém A e ê perpen-
dicutar àr r.e ta BC ê
a)x+y+z=3 Õ) X - 2y + Z =Ü
e) X+ 2y + Z =4 d)x+z=2
e) n.'r.a.

138. Os planos de equa9ões 2x - py + 4z = 11 e 6x + 6y + qz = 13 são perpendiculares.


.Podemos afirmar que:
a) 3p - 2q =6 b) 2q - 3p =6 e) 3p - 2q = 40
d) 2q - Sp = 30 e) p +q = 10
139. Os planos x +y +l =O e x ~ z - 1 = O. formam um ângulo de
a) 45° b) 60º e) 300. d) 9.0º e) n.r,a,

X= 1 + 2t
140. Um vetor diretor da reta de equações paramétricas y = 1 + 3t (t E JR) é

z = 1 + 4t

a) (1, 1,. 1) b} (4~ 3 , 2) e) (2, 3, 4)


d) (4, O, - .2) e) n.r.a.

178
141. A reta que pa:Ssa pelos pontos (0, 1, 2) e {2, 1, 4) tamoém passa pelo ponta
a) (4, 1, 5) bJ (3, 2, 5) e) (- 2, l, 1)
d) (-1, 1,. 1) e) {O, 2, 1)

142. As retas r: { : : : : :: (t E Hl) e s: ~ · = ~~ z;


1
s.ão paralelas. Podemos cón-

z =3+ 2t

cluir que 2a + 3b =
a) O b) - 8 e) S d) - 13 e) 13
2

X= 3t +1
143. A reta de equações paramétri·cas y = 4t + 1 é perpendicular ao plano de equação
{
z = at + 1
x + by + z + 1 =O se, e só se:

a) a+ 4b =~3 b) b =- 2 e) b=1

d) a. b =4 e) a= 3 e b _ _i_
- 3

x-1 z - 1
144. A reta
2
= y +3 l
- 1
é paralela ao plano ax + by + cz =d se, e só se

a) 2a + 3b - c = cl
c) 2a + 3b - c =Q d') a = 2, b = 3 e e =- 1
e) n.r.a.

X= 2+t
145. O plano perpendicular à reta y =3 - t e que passa pela origem do sistema carte-
{
z = 1 + 4t
siano é
a) 2x+3y+z=0 b) X - y + 4z =0
e) X+ y + Z= 6 d) - 4x + z =O
e) n.r. a.

146~ A projeção ortogonal do ponto (2, 4, 3) no plano yz é o ponto


a) (2, O, O) b) (O, 4, O) e) (O, O, 3)

d) (2, 4, O) e) (O, 4, 3)

179
147. A-. ·equação -x = 2 representa
a:) a.o IR 2 úm porifó, e no lR 3 uma reta
b) no 1R 2 uma reta, e no IR 3 um plarto
e) no IR:2 e no R 3 um.a reia
d) no lR 2 e no 1R 3 um ponto
e) n.r.a.

148. O )· 5r·áf· ko da solução do sistema lx


y=:3
= '2 eª

á) ·no IR 2 um pon~o; e no IR 3 uma reta


b) 'flo lR í uma ·reta, e no IR 3 um plano
e) no JR.2 e no IR} um ponto
d) no lR 2 um ponto, e no IR 3 um plano
.'
e) n.r.a.

ax + y + 2z = b
149. Os planos representados pelas equações do sistema são paralelos e
{ 3x + 2y + cz = 6
âistintos se
3
a) a = 6, b = 3 e e =la 4 b) a *T ou e* 4

e) a = ; •G = 4 e b = 3 d_) a= 2..2' · é= 4 e b :#' 3


e) a=#: b e e= O

150. Os plan·os ~: x + y + z = 1, {J.: x + 2y + kz =O e -y: 2x - y - z = 2 apresentam


urn único ponto comum s.e e só se
a) k =2 b) k =3 CJ k *o d) k =#= 2 e) n. i .a.

X - y - Z =0
151. As soluções do sistema ·· x + y - z· ==·O determi.nam em IRª:
X - 3y - Z = Ü

a) a origem
b) unia .reta passando pela origem
·cJ um plano passando pela origem
d.) um ponto que não é a origem
e) n.r.a.

180
X - 2z=0
152. O sistema ' 2my + 3z = O admite mais de u_m a solução se, e só se,

mx + 2y + z = O
3
a) m *O b) m=-
4
3 3
e) m:i=O e m:#=- d) m = - - ou m=l
4 2
4
e) m=O ou m= -
3
153. Os pontos (x, y, z) do 1R 3 tais que x 2 + y 2 + z2 - 1Ox = 24 formam
a) uma superfície esférica de raió 7
b) uma superfície esférica de raio ./24
. · e) um plano
d) uma reta·
e) n.r.a.

154. Uma superfície esférica de centro no eixo das àbscissàs e raio unitário é
a) x 2 + y 2 + z 2 - 2x =O b) x 2 + y 2 + z2 - 2y =O
e) x 2 + y2 + z-:i - 2z =O d) x 2 + y2 + z2 - 2x - 2y - 2z =O
e) x 2 + y 2 + z2 + 1 = O

155. x 1 + y 2 + z 2 - 2ax - 2by - 2cz + d =O repr~senta uma superfíci~ esférica do 1R 3


desde que
a) a2 + b 2 + c2 > d b) a2 + b2 + c2 < d
e) a t b + e> d d)a+b+c<d
e) a =b = e = O

181
CAPÍTULO 1ffl

DEPENDÊNCIA LINEAR, SUBESPAÇOS


E TRANSFORMA ÇÔES LINEARES

1. Combinações lineares

Consideremos n vetores, v1 , v2 , v3 , . . . , vn, de um cer.to espaço vetorial real


(IR.2 ou 1R3). ,, e n .numeras
, · a , a , a , .• . , an.
reais, 1 2 3
O vetor a1v1 + a2v2 + :a1v 3 + ... + .a0 vn é denominado combinação linear
dos vetores v1 , v2 , . . . , V0 .

exemplo 1
Dados os vetores u = (3, - 1), v = {2, 4) e w = (O, 7), são combinaÇ..ãe·s
lineares de u, v e w os seguintes v_etores:

2u+ 3v - w= 2(3,-1)+ 3(2,4)-(o·, 7)=(12, 3)


u - 2v + Ow = (3 , - 1)' - 2 (2, 4) = {- 1, - 9)
Ou + Ov + Ow = (O, O)

exemplo 2
Dados os vetores 1,1 = (J, -1, 1), v = (1, '2, -1) e w = (2, -10, 6)! V€nifi-
querflos se w é combinação linear de u e v,.isto é, se existem números x e y taís
que xu + yv = w. Temos:

xu + yv = w =~ x(3, -.1, 1} + y(l, 2, -1) = (2, -10, 6) =::::::::::>


= ~ (3x, -x, x) + (y, 2y, ~ y) = (2, -10, 6) =::::::::;>
=~ (3x + y, -X+ 2y, X- y) = (2, -10, 6)
3x+ y=2 CD @+@===;, y=-4

-x+2y=-10(1} em@ -X+ 2(-4) = - 10


==::- x=2
X- y=6 Q)
em (D : 3(2) + (- 4) =2 (verdadeiro)

Logo., w = 2u - 4v e concluímos que w é combinação linear de u e v.

2. Dependência lin~ar

a) Definição
Consideremos n vetores v 1 , v2 , v 3 , .• . , Vn, n ~ 2~ de um certo espaço
vetorial (IR.2 ou IR.3).
Dizemos que o conjunto {v1, v2 , é linearmente dependente quando
... , Yn}
um dos seus vetores é combinação linear dos outros. Neste caso, também dizemos
que os vetores Vi, v2 , . .. ., Vn são linearmente dependentes.
Dizemos que o conjunto {v 1 , v2 , . . . , Vn} é linearmente independente
quando não é linearmente dependente. Neste caso, dizemos também que os vetores
v 1 , v2
J •• ~ Vn são linearmente independentes.

exemplo 3
Os vetores u = (2, 1), v = (1, O) e w = (4,, 1), do IR.2 , são ·linearmente depen-
dentes? pois w = u + 2 v.

exemplo 4
Os vetores u = (2, 1, - 1) e v = (4, 2, -2), do 1R3, são linearmente depen-
dentes, pois v = 2u. Notemos que a frase "v é combinação linear de u'' significa
"v é múltiplo de u".

exemplo 5
Os vetores u = (3, 2) e v = (6, 1), do 1R2 , s.ã o linearmente independentes,
pois v não é múltiplo deu, nem u é múltiplo de v.

b) Dependência linear à.e dois vetores


Decorre da definição que dois vetores u e v, do JR.2 ou do 1R.'3, são linear-
mente dependentes quando um é múltiplo do outro,, isto é, quando são par_alelos.
-1,,

1'83
No IR.2, sendo u = (x 1 , yJ e v = (x2 , y 2 ), temos:

)' L
u e -v linearmente <==::> =O
dependentes

u e v linearmente
< >
independentes Xz Y2

u e v linearmente •~:==::::;:,>
X1
= -Yt = -Z1 (x2 y 2 z 2 =I= O)
dependentes X2 Y2 ~

u e v linearmente
in de pendentes

e) Dependência linear de três vetores no IR. 3


Três vetores u, v e w, do R.3 , são linearmente dependentes quando são
coplanares. Assim, sendo u = (x1 , Y1 , z1), v = (x2, Y2 , ii) e w = (x3, y3 , Z3),
temos:

u., v e w linearmente dependentes

u, v e w linearmente independentes ~<:::==::>> X2 y2

184
De fato, supondo por exemplo que w é combinação linear de u e v,
w = au + bv, chegamos à conclusão de que u, v e w são coplanares, pois:

bv w=au + bv

au tem a direcão
, de u,
f
bv tem a direção de v /
I
I
u au

e a soma de dois vetores é um vetor coplanar com estes dois.

Reciprocamente, se u, v e w são coplanares, podemos verificar que um deles


é combinação linear dos outros dois, logo os três são linearmente dependentes.

NOTA: No lR2 , qualquer conju!lto formado por três ( ou mais) vetores é linear-
mente dependente.
No IR 3 , qualquer conj unto formado por quatro (ou mais) vetores é linear-
mente dependente.

3. Bases

a) Base do JR'2
Denominamos base do IR2 a todo conjunto formado por dois vetores linear-
mente independentes, pertencentes ao JR.2 .

exemplo 6
Os vetores e 1 = (1 O) e e2 = (O, J) são linearmente independentes, pois
1 O
não são paralelos. Notemos que = 1 =I= O.
O 1
Logo, {e 1 , e2 } é uma base do .IR2 (esta é chamada base canônica do JR.2).

185
Qualquer outro vetor do IR.2 ·pode ser expresso de mo.do único como eonibi-
rtação linear de e1 e e2:

u = (x, YJ <<:(==::!:i> u = xe1 + ye2

b) Base do JR. 3
Denominamos base do JR.3 a todo conjunto formado por trê.s vetores linear-
mente independentes, pertencentes ao JR.3 .

..
exemplo 7
Os vetores e1 = (1, O, O), e2 = (O, 1, O) e e 3 = (O, O, 1) são linearmente
independentes, pois não são coplanares. Notemos que

1 o o
o J O - 1 -4= o.
o o 1

Logo., {e 1 , e2 , e 3 } é uma base do JR.3 (esta é denominada base canônica do JR3 }.


Qualquer outro vetor do IR3 pode ser expresso de modo úni.co como combi-
nação linear de e 1, e2 e ei:

U = (x., y, z) e<::==::;:;> U = xe1 + ye2 + Ze3

EXERCÍCIOS

1. . Dados u = {2, 1)~ v = (O, 2) e w = (- 1, S),, calcular as seguintes combinações lineares. deu,
V e, w:

a) .3u + .2v - Sw

b) U. - V+ 7w

186
2 . Escrever o vetor w = (2, 13) como combinação linear deu = (1, 2) e v. = (- ,t, 1), rsto -é,
determinar x e y tais que w = xu + yv.

3, Escrever o vetor v = (10, 7, 4) como combiiiação linear dos vetores u 1 = (1, O! 1) ,


u 1 = (1, 1, 1) e u 3 = (O, - 1, 1 ).

4. VerificaI se o vetor w = (6, 6, - 1) é combinação linear de u ;;;;; (2, O, - 1) e v ;;:; (0, ?, 1)..
5. Verificar se o vetor w = (2, 0 1 5) é combinação linear de u = (1, 2, 1) e v = (O, 4, 3).

6. Calcular o valor de k para que o vetor w = (3, 4, k.) seja uma combinação linear de
u = (1, 1, 2) e v = (O, 2, 1).

7. Verificar se u e v são linearmente dependentes ou linearmente independentes nos casos:


a) u = (1 , 2) e v = (3 , 6) b) u = {4, - 6) e V= (- 2, 3)
c) u=(6, 8) e v=(-2, -3) d) u = {O, O) e y, = (1 , 5)
8. Verificar s.e u e v são linearmente dependentes ou linearmente independentes nos cà·sos:
a) u = (2, - 1~ 3) e v = (6 , - 3, 9) b) u = {4, 6, - 8) e v = (- 2, - 3, 4)
c) u = (2, 1, 3) e v = (4, 2, 5) d) u = (5, 6, 7) e v = (6, 7, 8)
9. Para que valores de k @s vetores u = (2, 3) e v = (4, k) são line.a rmente independentes?

10. Para que va1ores d~ k os vetores (1, k) e (k, 1) são linearm~nte dependentes?

11. Dar a condiçã0 sobre a e b para que os vetores (1 , a, b ) e (3, 2, 5) sejam linear.mente
dependentes.

12. Dar a condição sobre a e b para que os vetores (a,, 2, b) e (1, 6, - 3) sejam linearmente ·
independentes.

13. Verificar se \l, v e w são linearmente independentes ou linearmente dependentes nos


. ea.sos:
a) u = (2, 1, O), v = (- 1, 1, 1) e w = (O, 3, 2)
b) u = (1 , 1, 2), v = (1, 0, 1) e w = (0, 1, 3)
o) u = (0, 1, 2), v = (1 , 2, 3) é W = (2, 3., 4)

14. Determin~ o valor de k que torna os vetores u = (k, 1, 0), v·= (2, 2, 3) e w = (-1, O, 2)
linearmente dependentes.

15. Dados os vetores u = (1, 1, 1), v = (l, 1, O) e w = (1, O, O)


a) mostrar que {u, v, w} é uma oase do 1R 3
b) escrever o vetor p = (2, t 4) como combinação linear de u, v e w
16. Qual é a condição sobre a, b, e e d para que os vetores u = (a, b) e v = (c, d) formem
uma base do m??

187
4. Subespaços vetoriais

a) Definição
Consideremos um espaço vetorial real V (JR2 ou IR 3). Um subespaço cle V é
um subconjunto de V, o qual indicaremos por W, que satisfaz às três seguiates
condições:
1~) o vetor nulo pertence a W.
2ª") quaisquer que sejam dois vetores. u e v de W, a soma u +v também per-
tence a W.
3~) qualquer que seja o vetor v de W e qualquer que seja o número real k, 0 vetor
kv também pertence a W.

exemplo 8
Seja V :::::: lR.2 e consideremos o subconjunto W = {(x, O) 1 x E IR}, ist@ é,
W é formado por todos os pares ordenados que apresentam o segundo elemento
nulo (graficamente, W é formado pelos _pontos do eixo dos x). Notemos que:

y
19) (O., O) E W
29) somando dois elementos quais-
quer de W, o resultado ainda
pertence a W:
(m 1 O) + (n, O) =
= (m + n , O) E W ,-----+----------
o (m, O)
)(

(n. O) (m + n, O)

39) multiplicando um número real qualquer por um elemento de W, o resultado


ainda pertence a W:

k(m, O)= (km, O) E W


o (m, O) (km, O) X

Logo, W é um subespaço vetorial do IR.2 •

188
b) Subespaços do JR 2
Pode-se verificar que os subespaços do 1R 2 são
• o subconjunto formado apenas pelo vetor nulo: W = {(O, O)},
• o próprio IR.2 , e
• os subconjuntos cujas representações gráficas são retas passan do pela
origem do sistema cartesiano.

exemplo 9
O conjunto W = {(x, y) E IR.2 y = 2x} é subespaço do lR.2 pois sua
1

representação gráfica é uma reta (a de equação y = 2x) que passa pela origem.

W: y =2x
y
Notemos que
1
J 9) (O, O) E W 1
1
1
29) somando dois elementos de W, --- - - - - (3 6)
1 ,
o resultado é elemento de W. 1 1
1 1
Por exemplo, : 1
1

(1, 2) + (3 , 6) = (4, 8) E W (2, 4)


1
1
1
1 1
39) multiplicando um número real 1

por um elemento de W , o resul-


tado é elemento de W.
X
Por exemplo,
3 · (l,2)=(3 , 6)E W.
(- 1, - 2)

c) Subespaços do IR 3
Pode-se verificar que os subespaços do 1R 3 são
• o subconjunto formado apenas pelo vetor nulo: W = {(O, O, O) },
• o próprio IR3 ,
• os subconjuntos cujas representações gráficas são retas passando pela
origem do sistema cartesiano, e
• os subconjuntos cujas representações gráficas são planos passando pela
origem do sistema cartesiano.

.189
e~emp.lo 10
O conjunto W = {(x, y, z) E JR 3 1 .z = x + y} é subespaço do R3, pois
sua representação gráfica 'é um plano (o âe equação x + y - z · O) qu~ gassa
pela origem do sistema cartesiano. São exemplos de elementos de W:
l, 2t (I, O, l}i (1, 1, 2) + {1, O., 1) = (2, 1, 3),
(O, O, O), (1 ,
5(2·, 1, 3) = (10, 5, 15), .etc.
exemplo 11
W = {(t, 2t, -t); t E IR} é subespaço do JR.3 • Notemos que

x=t
(x, y , z) E W y = 2t {t E lR);
z = -t
logo., W é representado graficamente. por uma reta que passa pela origem do
sistema cartesiano.

EXERCÍCIOS

17. Provar qut~ W = {(Q. y); y F JR} é um subespaç.o do 1R 2 ,

18. Entre os conjuntos seguintes, dizer quais são su'hespaços do lR 2 :


W1 = {(x, y) E JR 2 1x + y = D} W,. = {~x. y) E Ill.2 1 y = x + 1}
W, = {(~, y) E 2
IR I y = 3x} W5 = {(t, 2t.); t E IR,}
W3 = {ex, YJ E IR? 1X + yZ = 1}
2
W6 = {(t + l, t - 1); t E IR}

19. Sejá W = {(x, y) E llP I ax + by + e= O}~ onde ~,. b e e são números reais. Qmu a
condição sobre a,. b e e para que W seja subespaço do JR.2 ?

20. Entre os conjuntos seguintes, dizer quais são subespaços do lR 3 :

W1 = {(x, y, z) E IR 3 1 x + y + z = O} W5 _
-
{(
X, Y, Z
)
f= JR.3 1 lX _- 3Y -_ 4Z }

W2 = {(x, y, z) E IR 3 1 z = :x - 2y} W6 -==; {(x, y, ~) E 1R. 3 1 X = y}


W3 = {(x, Y, z) E JR 3 1x 2 + y2 + z2 = O} W7 = {(t, 2t, 3t); t E lR}
W4 = {(x, y, z) EJR. 3 1x·+ 2y + 3z + 4 = O} W8 = {(O, t., ·- t); t E IR}

190
5. Transformações lineares

a) Transformação linear do JR.. 2


Uma transformação ( ou aplicação) f : IR.2 - - IR.2

y y
f

f{x, y)
(x, y)
1
1
1

o X o
é uma lei de correspondência que associa a todo vetor do IR~ um único vetor
também do IR2 .
Indicamos p or f(v), ou f (x, y), o vetor associado ao vetor v = (x, y) e
dizemos que f (v) é a imagem de v.
A transformação f : JR.2----t lR.2 é denominada linear se satisfaz às duas con-
dições seguintes:
1~) f(u + v) = f(u) + f(v) V u E 1R2 e V v E IR 2
2~) f(kv) = k f(v) V k E 1R e V v E IR2

isto é, a transformação é linear quando a imagem da soma de dois vetores é a


soma das imagens desses vetores e a imagem do produto do real k por um vetor é
o produ to do real k pela imagem desse vetor.

f
f (u + v) =f(u ) + f(v)
y ~y
u+v

o X X

f
y
~ y

kv
f(kv) = kf(v)

X o X

191
exemplo 12
f: JR.2 ~ R 2 , ou seja , a aplicação que a cada vetor (x, y) associa o
{x, y) ~ (- X, -y)

seu oposto (- x , - y), é linear.


y

Notemos que f(v) = -v e, então:


- - -- - - - (x, y)
f(u + v) = -(u + v) = - u - v =
= f (u) + f (v)
f(kv) = - (kv) = k (- v) = kf (v). X

(- X, -y)

Esta transformação também é chamada reflexão na origem (cada ponto é


" transformado" no seu simétrico em relação à origem do sistema cartesiano).

b) A lei de uma transformação linear do JR. 2


Toda transformação linear do IR2 é dada por uma lej do tipo

1 ftx, y) = (a1x + b1y, a2x + b2,y) ]


onde a 1 , b 1 , a2 e b2 são números reais conhecidos.

De fato , se f: IR2 ----t IR2 é uma transformaç-ão linear, vamos supor que
f(e 1 ) = (a 1 , a2 ) e f(e 2 ) = (b 1 , b2 ) , onde e 1 e e2 são os vetores da base canônica
do 1R2 • Se v = (x, y) é um vetor qualquer do JR2 , temos que v = xe 1 + ye 2 . Logo:

isto é :

Reciprocamente , toda lei da forma

com a 1 , b 1 , c 1 e d 1 reais, define uma aplicação linear f: IR2 ---+ IR 2 .

192
exemplo 13
São transformações lineares do 1R2 :

f(x, y) = (8x + 3y, x - = 8, b 1 = 3, a2 = 1, b2 = -1


y), onde a 1
f(x , y) = (x - 2y, 2x), onde a 1 = 1, b 1 = -2, a2 = 2, b 2 = O
f(x ,y) = (3x, y), onde a 1 = 3, b 1 = O, a2 = O, b2 = 1
f(x, y) = (-2y, O), onde a1 = O, b1 = - 2 , a2 = O, b 2 = O

e) Transformações lineares do JR 3
Uma transformação (aplicação) f: JR3 ~ R 3 é uma lei de correspondência
4ue associa a cada vetor v do IR3 ·um único vetor f (v) também do lR3 .
A transformação f: IR 3 ~ JR.3 é denominada linear quando satisfaz às duas
condições seguintes:

1~) f (u + v) = f(u) + f(v) V u E ffi. 3 e V v E IR 3


2~) f(kv);; kf(v) V k E IR e V v E IR3

Uma transformação f: 1R3 ~ JR 3 é linear se, e somente se, sua lei é do ·


tipo:

exemplo 14
f: IR 3 ~ lR3 tal que f (x, y, z) = (x + y + 2z, 2x - y, O) é uma transfor-
mação linear do IR3 . A imagem do vetor v = (5, 4 , 3) é

f(v) = f(S, 4 , 3) = (5 +4 + 2 • 3 , 2 • 5 - 4 , O)= (15 , 6, O)

EXERCÍCIOS

21. Dada a transformação f : IR.2 - IR.1 definida por f (x, y) = (2x - y, x + 3y), calcular
a) f (l, 2) b) f (3, - 5) e) f(O, O) d) f(- 1, - 1)

22. Dada a transformação linear do IR. 2 , f (x,y) = (x + y, 3x), e os vetores u = (2, 3) e


v = (4, 1), calcular
a) f (u) b) f (v) e) f (u + v)
d) f (3u) e) f (Su + 2v)

193
23. Dad0s u, v E IR? e uma transfórmação linear f: JR.·2 - - JR 2 tal que f (u) = 2 u e
f (v) = u + v, expressar em fanç.ão de u e v:
a) f (u - v) b) f (2v)
e) f (3u + 7v) d) f(2v - u)

24. Uma transformação linear f: 1R?----:+- IR:2 é ~tal que f (1, O) = (3, 4) e f (O, 1) = (~., i).
Calcular
a) .f (1, 1) b). f (X, y)

25. Entre as transformaç-0es f: lR. 2 - IR. 2 definidas pelas leis seguintes, dizer quais são
transformaçõe,s fine ares:
a) f (x, y) = (2x + 3y, 4x - Sy)
b) f (x, y) = (2~, x - y)
c) f (x, y) -~ (3y, O)

d) f (x, y) - ' x + 1, y + 1)
e) f(x,y)=(O,x-y)

f) f(x, y) = ( JxJ, IYI)


g) f (x, y) = (x.Z + y 2 , O)
h) f(x, y) = (1, y)
i) f (x, y) = (O, O)
j) f(x., y)=(x,y)

26. Faça, em caêla caso, um gráfico indicando um vetor v = (x, y) e sua imagem f (v) ~la
transformação linear f: ·IR.2 --+ JR. 2 :
a)' f {x, y) = (x, O) (piojeção no eixo das abscissas)
b) f (x, y) = (0,, y) ( projeção no eixo das ordenadas)
c) f(x:, y)=(-x,y) (reflexão no eixo das ordenadas)
d) f(xi y) = (x, - y) (reflexão no eixo das âbscissas)
e) f(x, y) = (y, x) (reflexão na bissetriz do 19 e 3<? quadrantes)

27. Dada -a transformação 'linear f: IR2. - IR:2 definida por f (x, y) =


(2x, 3y), repre~entar
num mesmo. gráfico o quadrado de. vértices A .(O. 0), .B (1, O), C (1, 1) e D (O, 1) e a imagem
desse quadrado pela transformação f.

28. Representar graficamente a reta r ; y = 1x e, a imagem de r pe-la transformação l'ine.ar qo


JR. dada por f(X, y:) = (-x + y, x + y).
2

29. Entre as segvintes transformaçõ.es f: IR.~ - JR.'3 identificar aquelas que são lineares-:

a) f (x, y, zj = (2x, y + z, x - y - z) d) f (x, y, z) = (z , O, x)


b) f (x, y~ i) = (O, y, z) e) f{x, y, z) = (x + y, y + z, z + x)
e) f(xi Y; z) = (x - 1, yJ z + 1) í), f (x, y, z) = (Jxl, Y~ z')

194
30. Se uma transformação linear f: JR 3 - JR 3 é tal que f (e 1 ) = e., f (e,) = e 1 + 'e 2 e
f (e 3 ) = e, + e 2 + e 3 , calcular

6. Matriz de uma transformação linear

a) Matriz de transformação linear do IR. 2


Dada uma transformação linear f: 1R.2 ~ JR.2 , defi nida por
f(x , y) = (a1x + b1Y, a2x + h2Y)

denominamos matriz de f na base canônica do IR2 , ou apenas matriz de f, à matriz

exemplo 15
A matriz da transformação f (x, y) = (2 x + Sy, 3x - y) é

exemplo 16

A matriz
(41 º2) é a matriz da transformação linear do IR.2 definida por

f (x, y) = (x, 4x + 2y).


NOTA : Usando matriz coluna para representar vetor:

195
podemos escrever a transformação f(x,y) = (a 1x + b 1 y, a2x + b2 y) como segue:

ou seja, f (v) = Mv.

b) Matriz de- uma transformação linear do JR 3


Denominamos matriz da transformação linear f: JR~ ~ IR. 3 definida po:r

à matriz
ª1 b1 C.1

M= ª2 b2 C2

a3 b3 C3

EXERCÍCIOS

ll. oa'r a matriz de cada uma das seguintes transformações lineares;


a) f: lR. 2 --+ m:2 , tal que f (x, y) = (jX + y, 2x - lüy)
b) f: lR. 2 ---+ 1R2, tal que f (x., y) = (3y, 2x + y)
e) f: JR2 --+ lRZ, tal que f(x, y) = (-x, y)
d) f; IR 3 --+ IRg, tal que f (x, Y., z) = (x + y + z, 2x + 3y + 4z, x - z)
e) f: lR. 3 ---+ JR 3 , tal que f (x., Y, .z) = (x, x + y, O)

32. Dada a matriz M =


(12)
O 1
de uma transformação linear f: lR 2 --+ lR :z., determinar

a) f (x, y) b) f (.5, 6) e) f(-1, O}

33. Da9a a matriz M = ( -1


1
o)
0
de uma transformação linear f: IR? - IR. 2 , calcular

a) f (x, y) b) f (1, 1).

196
34. Dada a matriz M = ( O 1) de 9ma transfo-r maçâo line!lr f: JRz --+ llF, representar
-1 O
num gráfico o vetor v = (4, 5) e a sua imagem por f.

35. Dada a matriz M =( ~ :) de uma transformação linear f : IR'~ IR', répresentar

num gráfico a circunferência x 2 + y~ = 1 e sua imagem por f.

36. Dada a matriz M - ( : : _\) de uma transformação linear f : IR 3 --+ 1R 3,

- 1 3 4
determinar
a) f (X, Y, Z) b) f (1, 2, 3) e) f (- 7, O, 5)

TESTES SOBRE O CAPITULO VII


37. Assinalar o subconjunto do IR 2 que é linearmel'l/te independente:
a) {(O, O), (2, 3)} b) {O, 1), (2, 2)}
e) {(1, 1), (2, 3), (4, 5)} d) {(l, 2), (2, 3)}
e) nr:
38. Assinélla,r o sub.c onjunto do IR 3 que é linearmente independente
a) {n, 2, -1), (2, 4, - 2)} b) {O, 1, 2), (1, 1, O), (2, 2, 2)}
e) {(1, O, O), (O, 1, 1), (1 , 1, O\ (1, 1, 2)} d) {(l, 3, 2) , (2, 6, 3)}
e) JR3

39. Os vetores (O, 1, m) , (2, 1, O) e (5, 6, 7) são linear:mente independentes se, e somente se,

a) m =2 b) m =3 e) m *1 d) m *O , e) n.r.a .

40. Assinalar a afirmação falsa


a) {(1, 0), (1, 1)} ié uma base do IR. 2
b) {(1 , O, O), (1, 1, O), (1, 1, 1)} é uma base do IR 3
e) o vetor w = (4, 8, 6) é combinação linear de u -: (1, 2, 1) e v = (3, 6, 3)
d) o vetor w = (1, 1, 1) é combinação linear de u = (2, 3, O) e v = (1 , 2, -1)
e) o vetor w = (3, 7) é combinação linear de u = (1, 2) e v = (2, 1)

197
4.1-.- Um subespaço vetôtial do R 2 'é
a) {(x,y) E IR 2 1 x + y t 1 = O} b), {(X:, y) E IR
1
1 ly l = l~I}
e) {{x, y) E lR2 1 y = x2 } d) {(t, t + l ); t E IR}
e) {(2t, _-3t:); t.E IR}

42. Um subespaço vetorial do IR:a é


a) {ex, y, z} E IR 3 1 x + y + z + 1 = O}
b) {(x, Y, z) E IR 3 1z = X - y - 1}
c) . {(x; ·y, z)EJR 3 ~-:x +· Y,. z ·= · O e · 2x- y =2}
d) {(O~. x + z, z); x E IR .e z E IR}
e) { (2 t, t t 1, 3 t + 2) ; t E 1R}

43 . .Considere o subespaço W = {ex, y , z) E JR 1 1 x + y = z} do JR 3. São ~l~mentos de W;


a) {O, O, O), (1 , 1 , 2) e (2, -1 , 1') b) (O, O, O) , (2, 1, 1) e (.-1, 2, 1)
c) (1 , 2,. O), (3, -1, 1) e (4, l, 1) d) (1, 2, 3), (2 , -1, 1) e (2, O, O)
·e) (1 ~1 , 1), (1 ; 1, 2) e (1 , 1 , 3)

44. Conside_re o subespa.ç,o W = {(x, 2x); x E JR} do .IR2 • Um vet.ór do IR 2 que não per.tenoo
a Wê
a) (O, O) b) (I, 2) e) (- 1, - 2) d), (5, l O) e) (2j. 1)
1

45. Considere os subespaços. , 1 .. '


W1 = {(X, y, z) E lR 3
1x + y + 2z = O}
e, w?; = {(x,y,z) E IR 3
1).{ + 2y + z = O}
do IR 3', A intersecção W1 ÍI W2 :
a) não é subespaço du IR 3
b) é {CO, O, O)}
e) é uma reta que passa pe la origem do ·sistema cartesiano
d) é uma reta que não passa por (O, o. O)
e) é um plano que contém o ponto (O, O, O).
i

4.6 ·. Seja f; IR.2-----r JR 2 uma. tr:an~formação linear. Podemos afirmar q1,1e


,aJ f ~x, .y} = {x, y) < ?~ x = O e y =O
"b) f (x, y) = (O, b) < > x = O e y = O
c) f CO~O) = (x, y) < > x =Q e y =O
d) í (O', O) -4: (O, O)

e) n .:r. a.

47. Sej:a f (x, },') = :tx + y, x - Y,) é 'Consideremo·s o conjunto


N = {(x, y ) E lR2 1 f(x, y ) = (O, O)} .

198
Então:
a) N = {(O, O)} b) N = IR.2
c) N = {(x, y) E IR 2 1 y = x} d) N = {(x, y) E JR 2 1 x + y = O}
e) n.r.a.

48 . Considere o quadrado de vértices A (1, 1), B (1, - 1), C (- 1, -1) e D (- 1, 1). A imagem
deste quadrado pela transformação f (x, y) = (2x, 2y) é .representada por ·

a) y b) y c) y
2 2 2

X )( X
2 - 2 2 - 2 2

- 2

d) y e) n.r.a. ·

49. A imagem do triângulo de vértices A (1, O), B (O, 1) e C (1, 1) pela reflexão no eixo das
abscissas é o triângulo de vértices
a) (1, O) , (O , 1) e (1 , 1) b) ( -1 ,0), (0, - 1) e ( - 1, - 1)
c) (1, O), (O, - 1) e (1, - 1) d) (-1 , O), (O, - 1) e (1, 1)
e) (- 1, O), (O, 1) e (- 1, 1)

50. Dada a transformação f (x, y ) = (2x, y - x), podemos afirmar que os vetores f(l,O),
f (0, 1) e f (3, 4)
a) são linearmente independentes

b) são pualelos
c) não são coplanares
d) são dois a dois ortogonais
e) aplicados à origem, têm extremidades nos vértices de um triângulo

5 1. Se f(x, y , z) = (x + y, y - z, 2x + z), então f(l , 1, O)+ f(-1, 1, 2) é iguai"a


a) (O, O, O) b) (2, O, 2) e) (2, 2, 2) d) (2, O, 4) e) n.r.a.

52. Se f (x, y, z ) = (x, x + y, x + y + z), então, o vetor cuja imagem é (2, 3, 4) é


a) (2, 1, 1) b) (1 1 2, 1} e) {lJ lJ 2) d) (2, 5, 9) e) n.r.a.

199
53. ·se f: IR 2 - IR.2 é uma transformação linear tal que r(e 1 ) =e 1
- e2 e f (e'l) =e +
1
2.e2 ,
então. sendo v = 3e1 + Se, temos f (v) =
a) 3e 1 + Se2 b) O e) 8e 1 + 7e,.
d) 5e 1 + 3e2 e) n.r.a.

54.. Se -f: IR. 2 - - . . IR.2 é. a reflexão ém torno da origem, então, ,a matriz de fé

a) (-01 -1o) bJ ( O-1)


-1 O
e)
G º) -1

d)
(~] ;) e) n.r.a.
O'

o 1
5-5. Dada a transformação linear f: IR 3 -----+- IR.3 de matriz
M=(~ 1 1
1 .2
1 se

f (x, y. z)= (O, O, O), então, temos necessariamente


a) X= y = Z = Ü b) X= y = -z e) X=~ y =Z
d) - :ic = y =·z e) n.r.a.

~ºº
RESPOSTAS

CAPÍTU LO 1 40. A 4 1. D
, 42. B 43. E
1. A(2, .3), 8(4, 2), C\- 4, 3), D(- 2, - 3), E(3; - ·3), _
44 B 45. D
F(3, O), G(O, 2), H(-3, O), 1(0, -2)
46 A 47. e
2. a)A, D, F b) C, E, F · 49. E
48 D
3. a) '2'? b) 4'? e) 3'? d) 2'? e) 1'? ·
51. A
4. 2'? e 4C? 5 o. B
52 D
5. a) .x = 3, y = ó b) x = - 2., y =1 ·
e) :x = 5,. y = 7 d) x = 3, y 2 =
6. a) (10, 7) b) (15, 10) d (- 14, - 10) ôl (27, 19)
7. a) (1, -5) bl (37, 3) e) (-22, -6) d). (90, 10)
8. a) {-4, 71 bl (-5, 1) e) (3, 21) d) (-37, -21)
10. X= =7
4, y
11 . a) x = - 3, y = O bl x =li,
2
y =3 -e) x = -1, CAPiTULO li
y =1
12 . x_=y=O 1. ai - 1 b) O e) 11 O d) 5 e) 109
13. ai (4, 3) b) (-4, 2) e) f·S, 1) 2. a} - 30 b) " - 21 e} 15 d) - 104 e) - 104
d} (3, -2) e) (-4, 3) f} (-4, -2) 4. a) O b) 24
14. a) (2,, 5) b) (-6, -3) e) (5, -1) 5. ai 5 b) V5 cl 5 d) 5 ../2_ e) 3 ../2
d) (- 1, 3) e) m, 21 f) fO, -3) 6. ai V2 b) 5 · .e) ,v13 d) Y17 e) 10
gl (7, O) hl (x, y) 7. Nã.o
15. paralelogramo 8. a) 5 b) y890 e) ..,/'26
16. (-3, -3) 9. 15
17. ai (- 1. - 121 b) (28, 3) e) (- 10, 15) ,o. b, e e d
d) (O, O)
1.8. (8, 10) 11 . - -V3
+ 2-
19. (5, 10)
12. ± vs
20. a=~ e b=- 1. 13. -3
2 9
14. ±2
23.. a) (4, 5) b) (3, - 5 1 e-) (O, O) 15. -3 4 3
2
16. a)(1,0) b)(0, - 1) o)( ,-gl
d) ( 4
11
,- 1} e}
9 1
(- 2 , 18 )
5
24. (- 6, 41, (2, - 1) e (~ 3, - 4) d) (Y3 -.!.J e} (Y2 Y2 )
2 ' 2 2 ' 2
26. (2, - 1) e (7, - 4)
. 24
,f) ( 2..;ü 3y13
27 . (-1 ,
8 16
), (-3, ), (-5, ) e (_ 7, 32 ) 13 ' 13
5 5 5 5
-21 -77
28. (5, O) 17. a) ( 6S , ) b) (144, 816)
2.9 . (13,8) 65
-48 64
30.
3 1.
(9, - 13)
(7, 5)
cl (25 '·Ts' 1
32. (- 1, - 7) e (- 3, - 5) 19. a} 13 bl y'i- e) 2 VS d) 4
33. (- 1, 3) 20. 10 +F2
22. ~
35. ai (3, 21 b) (5, 2) e) (O, Ol 4
23. (·6, O}
dl ( l 2a + 1 )
·3' 3 24 . (O, 41
25. 5
36. (1 -1) 26. 34
' 6 27. à, b, e, d, e, g, li e J
'$7 . (4, - 21 , (3, 7) e (11, 1) 28. a) sim b) sim e) oão d) sim
38. C 39 . C, e) não f) sim

201
r
29. a) ·si'm b) sim e) não d) -sim •CAPITULO Ili
e) não f) sim
30. sim 31., não 32.1 1. ,x - 2y - 1 =O
33. ?) 6 b) .1. e) l ou -4 2. al 2x - 3y + 4 O =
bl x + 2y - 3 =O
3, 3. AB: 2x + 3y, - 8 = O, BC; x - 2y - 4 = O,
·34. 2,0 CD ; 5x - y - 2 =O
35_
.
al ,-6 b) 3
. ~.
e) ±2 4,
5,
X - 2y - .3p
X t y - 3
Q
=
=
9 ±vii 38. 17
6.
Q
O, BC: 14x - 5y - 15
AB: 8.x - 3y - 7 = = O,
2 3.
AC: i1x-4y-10=0
29
39.
5
41. Não 7. jx - 4y =O
42. al 45° 1:>) soº cl 135° 8. r: 2x - 3y +6 = O, s: 2x - 3y - 6 = O,
43. al 90° b) 0° e) 180° t: 2x + .3 y - 6 = O, u : 2 X + 3y + 6 = 'O
44. 4:5º 45. 135
o 9 , B, te D 10. 1
11. 2 12. - 25
47. 'íi:.. = 45º s:::: eciº. ê= 45°
13. al b)
48. s±)y'J
y
51. a)' ( 5 + 2 Y3 5 v'3 +6.·) b) (2, 2)
y
4 ' 4
e) (-7, O) d) fO, O)
5.Z . ( 1, 1)
53. 6
56. a) triângulo.de área ½ b) coli~eare$
X

e) friâng.u lo de ·área 2 d) colinear.es


37
57. 58. 11 ou 19 c) d)
2
y y
59. O ou 1._ 60. (O ± lO)
5 ' 3
X
61. (-5, Ó) 63. 14
64. a~. 1ª_ b) 24

- - --
2 X
65. .a) 6.J =~ =.ad-bc
o) Sendo OA = (a, bl , 0D = lc, d) e OC =(e+ a,
~ tem
d + b), o paralelogramo definido por OA e 0D '

-
oc.
O C
~
át'ea igual à do paralelogramo def.inido por OA e 14. al m =fo O
15. x-y=O e

B
17. ( .!l
5 '
~)
-5
X
b) 2
t y = 0
18. (- 3, -9)

19. (8, 8)
--7 ·8
I 20. A=(.±.~ e B =(~
j
3 '3· 3 '3 )
'/ 21. al V ,b) F el V d) V e) V fl V
/ / 22. a) concorrentes b} paralelas dlstintas
c) coincidentes d) concorrentes
j//
23. k ':/=- _L ( 1, 1 )
o
--I
p,;_
2
24.

25. a) ( 3~ 1 ) b) ( 4 5_) c) (1, - 2)


11 ' 11 7 ' -7
66. A õ/ . E 26, (2, O)
68. E 69. e 5 É_)
27. ( -- 28. ( 1~ l ~)
70. 8 71. D 2' 6 7 ' 7
72. e 73. A
29. a) ( .!Q_ 20) bl M(S, O), N(4, 4)
74. e 75 . A 3 '
3
76 . e 17. A 30. (O, O), (2, 4) e (4, 2)
78. B 79. D 31. perímetro= 4 + 2 V2 + 2 VÍO área= 4
80. B 81. A
82. D 83. A
32. a) {O, O), (3, 2) e (t>, -1) bl - ; <v-<2
84. B 85. D
34. sim, no ponto (- 1, 7) 35. não
86. e 87. l;3
88. A 89, D
36. 0 'OU - 1 37. ±y'3
90. B 91 . D 38. 1 ou 10 39. m:;é-5
92. .e 93, A 5 3
40. 'a= 2- e, b = . 5
94. E 95. B

202
4 1. p = - l.
5
e q = 4
5
90. 2x-y~-o. x-2y~O .e x+y-6~0
9 1. a) y =-2x+ 3, m =-2
42. m=-6e :;i!:1....
2 b) y =-2x- % , m =-2
43. a *
O ou b :#= O
e) y = 3x + 1, m =3
44. 1.A I 1.A 111.B 1V.B V.B Vl 1C Vl) .B v111.c ·
IX.. 8 X.A d) y =~ - 1_
2 4 '
m= .!.2
45. -6 46. ±4 • ,t~

47. 2~ + 3y - 4 = ·º e) y - l!. - ·,
9
, m = .l.
48. a) 3x - 4 y + 1 O bl 7x ¼ y - 2 = O= - ·3• 3
é) X - 2y - 7::: 0
49. 7x + 15y = ·o 50. (12, O) e (O, 6)
fl Y = - ½ X + 6~ ~•!:__ _ ;
r
51. 5x - 2y - 3-= O g) y = 4x + _g_2 , rn = 4
52. a:) X + 3y - 21 0 b) 2x -y + 5 =Q=
e) X + y = 0
54. (4. 5) 55. {-2, 2)
h) y =-; , m =O iJ y= 1, m=O
92. 45° bl 60° e) 135°
58. ( -16 13_)
a)
56. (- 3, 6) 93. b)
5 ' 5 -a)

(2 ~) 6 8
5 9' 4 ' 4 60. (6. 5
61. 10
62 · (o O) ( ZO 10 ) ( 10 20 )
••~•3 e 3'3
64. a) 45°' e 135°
o,
b) are cos
o
2
e 7r - are cos
2
f5 f:i
65~
,,
e) 60 e 120
66. 12
2 e)
y
67 . a) ~ b) y'5 e) 10./,""J
13
d) O .

60 1 2
6S.
70 . 4
13

~ . r;:;
69 .

4VJ4
5
- 1
o t
s
X
.~
.....
71. y 2 , 4 y 2 e
17
72. 20 73. 5

75. 6 76. v;f· 9 4.


9 5.
l.A 11.B 11 1.B IV.C
9 6.
V.B
1
78 . ( ./2 V2 + 2 ) e {- Y2 - V'2 + 2. )
~ 2
2 ' 2 2 ' 2
97 . a) 4 bl 7 e) 2 d) - 1
79. {- 1, O) e (5, O) 5
80. (OJ
5
3) 82. Be C
91,t - 10 99. 2 +..Jã
100. a) 4x + 3y - 17, O bl x + v + 10 =o =
83. 3x +2y + 1 ~o 84.
.g5, al 2x+3y-s~o
2x
b) x
-y + 1 > ·o
-2v -2 >o
d 3x-y - 10 = 0
101 . a) y-5= 1{x-2)
d) x -2y =o
b) y - 5 = - 1{x - 2)
+,
e) X +y + 1 ;;;,o 0 d y= 5 d) x 2 =
87. a) p) e)
102. y = 3(x - 5) 103. y + 1 = .L (x - 2)
2
y 104. a) y - 3
1
= 5{.x -

6) b) y-3 = Ht_- 6)
e) y =3 dl ; -3 ~-,- 1 (x -6)
10
106. x+3y-11=0
9
107: < 1 108. y - 2 =-3(x- 2 ,)
2' 4 2 2
109. (3, O).
7 2
110. (O, O), (1, 6), e ( ~ , ; )
88.
111 . <o, O) e (;·, Í) "
112, 12x-y=O e x+2y-10= .o, ou,
)(
X - 2y + 6::: 0 B· 2x + y - 8 ='Q
- 1 11·3. a) ~ +
~
J...
3
= '1 ..b)
·
~+
4' - 3
.L.;. 1
/' e) ~ +L= 1 d) ~ + y_ = 1
-2 2 -3 -2

203
114. al { x 1 +7t
y=2+6t
= b) {X= 2t +
y-=- 1
21.(~ + 31 2 + (y + 3)2 =4
22. X2 + v
4t 2 _ 25
--
e) X=- 1 +3t dl {X= 1 + 5. L 2
{_y=4+3t =, ,-3t
y 23. (x - 3) 2 + (y - 4) 2
24. (x - 4)'2 + (y - 6) 2 = 25
= 16
116. ~) ~+y-4=0 bl x + 2v -a =o
e> 2x- ·3y-5 =O 25. ·(~ + 4) 2 + (~ + 8) 2 = 100
y=l =- ~,2 X + 232 · 2~. X t (y ± 3) 10 =
117. a)
2
x+7
.
b) V 27. (x =-,i2 + (y + 11 2 = 10
28. (x - 1)2 + (y - 2) 2 = 100
118. (5. 41 119. 1 29. (x - 2) 2 + (y - ·3)2 · = 13
5
120. a) ~ + .Y.. = 1 b) x t l =1 30. x2 + (y - 24 ,2 = 841
4 -2 -4 2 5 25
3( -a) secantes b) tangentes e) exteriores
cl L ·+L =1 32. a) tangentes b) secantes cl exteriores
- 4 -2
122. a) 2x + 3y-29=0 b) x + y. + 5 =O ·33. exteriores
e) 3x -7y =O 34. ·ai (1, 2) e (- 1, - -21 b) (2, 1) e) não existt:
123. B 124. G 36. 3 37. v'T4
125~ D 126. A 38. 24 39. (- §. - 3 )
127. A 128. e ·2 2
129. A 130. A 40. a) k = ± 3 ._/2
131. e 132. e b) - 3 Y2 < k < 3 V2
133. e 134. 'B 41. O< k <2 42. ± 3
136. e 136. A 4
137. E 138. O 44. 3x + 4y ± ·25 ;= O
139. B 140. E 46. x-y±3./2=o
141. A 142. D 46. X t y - 1 ± 0 ../2 =
143. A 144. A. ,47. x=1 e x= - 9
146. e 146. B 48. ( 5V2 5 "✓'2,
147. A 148. D 2 . ' 2
149. D 1so. e 49. a) (1, -1) e (-1, 1) bl (2, 1) e (4, 31
3 9
151.
153_
A
e
162.
154.
B
B
50. (S , S ) 61. X -y =0
1ss. e 156, A 52. a) tangentes exteriormente bJ secantes
1s1. e 158. D .63. a) ext erior b~rtence e) interior
159. B 160. e 54. -·..,/"3 < k < y 3
161 . .B 162. B 55,, a) b)

CAPÍTULO IV

1. a) (x - 3)
2
+ (y - 5) 2 =4
b) (~ + 2) 2
+ (~ + H 2 =1 -1
e) x + (~ -
2) = 25
d) x2 + y 3 =
2. a) xi + y 2 - 2x + 4y - 11 =O cl
b) x2
+ y2 - 4x + 3 = O V 2
3. a) C(2, 3) e r 2 = 1;>) C(- 1, - 5) e r .= 3
e) C(O, O) e r 1 = d) C(O. 4) ec ~ =·Y5
4. a) C(.2, 31 e r 5 = b) C(- 4, - 1) e r =~
e) C(6, - 8) e r 10 = d) C:(5. O) =1
e r -2 2

e) C(O, ~ 1e r = ; fJ C(o; O) e r = 2
-2
6. a) c(.!..,-±-Jer=.i b) C(-.§..,-'ª-le r = ~
3 3 3 4 2 4 56• 57.
7. ± 2 8. ~=-2 e '3=-:4 V 2y
9. A e B 10. ± V5
11. (1, 1 ±..,/3) 12. (1 .,0) e (3,0) .2
14. 1.A 11 .B 111 .C LV.B V,A
16. m=2 e' p<10 16. (x - 3) 2 +(y-2) 2 =13
'
2
17. a) x +v2=16
2
b) (x-1 ) +/=1
e) (x -2)'2 + (y -21 2 =4 \ o /
2
18. (x + 3) + (y - 3)
2
9 = ~ ..... -✓
2
19. (x ± r.) + (y ± rJ 2
r2 =
58 . x2 +y2~ 4 e x+y~l e) d)

60. y - 3 =- 3 4 (x - 4)
V y

6 1. y-8= - -ª- ()(-6) e y+s=.! (x-6)


4 4
62. a) x - .../i = O
+y b) y =1 c) X =-1

64. y = ~)(

66. y = ± 1 ( + 2) X 66. 2 F3
67. 2 68. e
69 . A 70 . E
71 . E 72 . D 20. (1, 1) e (3, 5) 22. 4
73. D 74. e 23. três
7 5. A 76. e
27. a) V(O, 1), F ( : , 1) b) V(l, 1), F ( ; , 1)
77. B 78. E
79 . D 80. B 15 ),
28. a) V (4, - F(4, - 7)
81 . e 82. E 2
83. B 84. D 1;
b ) V (O, 4 ), F (O, )
85 . A 86. e
87 . B 88. A 29. V(O, O), F (O, 1), d : y +1 =O
, 89 .•· e 90. E 3 2 3
91 . D 92. t
31, a) y ="iÊÍ X -
2 X + 3
93. E 9 4. A
95 . A 96. e
b) X=-ª.
4
v2 - 3
97. B 98 . E
99. B 100. A
32
.
y = - J...3 x2 + i_
3
X

101 . 8 2
33. x=L+2
8

34. l 1 (b - a)(c - a)(c - bll 35 . ( 1,4 )


2
CAP(TULO V 2 2 2 2
36. L+.Y...=1 37 • L
3
+L
4
=1
4 3
1. 2x - y - 1 O =
2. 2x - 2y + 1 =
O ou 14x + 14y + 19 =O 39 . X
2 2
+_Y._ = 1 40. x2 +L
2
=1
3. X - y - 2 0 e X +y 0 = = 9
2
5
2
100 36
,;2
4. É a reta x + 4y + 6 O = 41 . ~+-Y-=1 43. X
2
+-'- =1
5. É formado pel as retas 3)( + 4y + 15 O e = 144 169 169
2 2
25
3x + 4 y - 15 O = 44. x2 + l.._ =1 46: L + .L::::: 1
6. 12 x - 5y ± 26 O = 4 13 25 9
8 . É a circunferência i
+ y2 - 10x + 2 1 O = 46. x2 + i_ = 1
2
9 . x + y2 - 8x - 6y O = 4 16
10. x + y2 2
- 4x - 3 =O 47. a) b)
11. É a reta x +y - 5 =O
12. 3x + 4y - 16 =O V V 3
13. X - 3y - 3 :::: 0 OU 3X - y - 1 :::: 0 4
14. É a circunferência x2 + y2 =1 '1s
2 2
16. a) x = :t.. b) x = - L +L + 11. 2
X
8 8 4 8
2 2
e) y = - ~4 d) y = ~2 - x + 1.2 -vs
2
17 . a) F (2, 2 ). x =8 }í.. - .:t._
2
+ J...
2
- 3
2
b) F (O, 1), y =; cl dl
19. a) b)
y y 2
y V
fi
-, 1
)(

- ,Ji
- 2

205
48. a) -2c = 2, e = '1! b) 2c =2, e= 1
2
CAPÍTULO VI

49. (± 2 ~ ' ± V6 1. (2, 2, 4)


a)
2, H), - 1)
e) (-
b) 13r - 2, 4)
d') (- 13, 2, - 23)
3 3
51 , (x - 2)2 + \:i...±....:!l2 = 2. a =
2; b = 2, e =- 2
4 1
' 3, a) 16, - 1, - 3) bl (16, 2, 13)
52. á) (x - 71 +
2
(y - 6l
2
= 1
4. X = 2, y = 4, Z = '/
25 9 5. (- 7, 1, 6)
2 2 9
b) (x - 7) + (y - 6) =1 6. a) <s, 5 , ), b) (- 6, 7 , 1)
9 25 2 2
53. a) (2, 1) b) 26 d 24 7. (- 2, 1, ,4)

56. Não, representa circunferência 8. ( ½' ! , : )-.


57. Não, representa circunferência
58: p > ,O, q > O e p
2 2
q * 9,
10.. (
('- 6, 8, O)
~ , 4, 3) e (
1

!, 6, 2)
60 ~ - L = 1
. 9 16 11. (3, 1, 3)
2 2
61. X
1
- L
8
= 12. (12, 3, 2), (6, - 1, 5) e (-·6, - 1, - 1)
,2 . 2-,
13. a) 25 b) - 8 e) - 37 d) 83 ,,
62 _x +L=1 . 14. .a) 7 b) 3 ~ e) i4
• 20 16
15. a) y21
b) Y61
16. (2; 4, O)
63. 1 2
17. (- 3 ' 3 ' - 2
3
)
a) b)
18. a) 9 b) 6
19. 2 + V2
20. (- ~ _, O, O)
y 21, 1.B 11,A 111.C IV.e V.B
22. 45° 23. a= 5, b = - 20
.X
24, 6 25. k. =1 ou k = 7
26. 45°
29. a) sim b) sim cl não
30. .a =O,b=5 31. (3, 3, O)
33. a) (- 4, 10, 6) bl (- 2 , O, - 2)
34. :a) (- 3, - 1, 2) b) (- 3, 3, - 6)
e) (O, 4,A ) d) (- 3, 1 L - 10)
35. a) (- 6, 18, 18) bl (- 1, 2, 3)'
cl (- 9 , - 2, - 2 ) d) (- 6, - 8 , 5)
37. a) - 5 •· b) -5
38. -26 39. O
40. ai - 170 b) - 340
64, a) 2c = 2 .../2. , e = -y2 41. (1 , 1, 1)
b) .,., ;c.C = 6, e= ;2
. 3
42~ a) sim bl sim e) nãb
43. 1< =-o ou k =- 1
66. -a) •(x ;4)2 - (y; 3)2 =1
44. 2 45. (O, 4, O)

w~
3
b) - (x - 1-12 + (y - 4)2
.= 1 47., ~ . 48 •

67. X
9
.,
~2 '
- L
·2

16
9
=1
16
49.
51. -2-
50.
52. ½38
-2-
68. (±VJ ' ± ./'f 5~- ± ~ 54. 12
70.. pq < O (p e,- q têm sinais contrários) ·55_ 1 56. 36
74. I.C 11.8 Ili.O IV.F V.E VI.E 2
VII.A · ·.· VIII.G IX.H X.F 57. 58. (O, o( ± 121
3
75. A 76. C 59. a) 2x + 4y + z + 1 O =
77. E
e
78.
ao.
D
o.
b) 2x - 3y - 2 O =
79.
81 ; A 82. E
ê) X + 2y - Z + 1 Q =
83. B 84. C 60. •X + 2y ,t 3z =0
85. E 86. .D 62. 3) 4.x - 3y + z+ 4 = 0 b) 3x + 5y - 4z = O
87. D 88. B 63. a) y X - + 1 =Q bl x + v + z - 6 =-,o
89. o - 90. A cÍ X+ y + Z -:2 = ·Q

206
64. Sx - 7y - 3z + 33 = O 91. a) concorrentes b) concorrentes
65. 2x + y + 3z - W =O c) paralelos dístinto-s d) coinciden·tes
66. 3x + 4y - z O = 92, k =-
4 , m :;t= 5
68. 7 3 _ l, 3)
93. a) ( , O, ) b ) (5, e) ( 1, - 1, O)
3 2
94. a} determinado b) iml)Ossível ci" indeterminado
d) indeterminado -e) determinado
95. k :/= 1
97. a #- ·1 =e ' sistema determinado, V ·b
a = -1 , b =
4 ~ sistema indeterminado
a= -1, b :;t= 4 =? sistema impÔss(vel
98. m 1, k = 3 =
100. k =# 1 ~ sistema determi·nado (tem apenas a solução
trivial)
k 1 = =
si•stema indeterminado
101. m = 2, ou rn
· 2
.3
2
=
2
102. ai (x - 3) + (y - 51 + (z - 1)
2
16 =
)( b) ( x + 1) + (y + 2) 2 + (z + 3) 2 •= 25
cl (x - 1)
2
+ v" t ( z + 1) 2 = 1
69. {- 2, O, O) , IO, - 3, O) e {O, O, 6}
2
d.) x + / + z2 =3
70. A, B •e C
103. x
2
+ y2 + z2 + 2x - 2z - 7 = Ó
104. a) C(O, O, .O) r =3 b) C{1 , l, - l) r 2 =
71. a) (- 2., O, O) b) (2 4 2
' ' 7
º) e) ~ c) C{l, 2, 3)' r =4 d) C(l, - 1, O) r 3 =
e) C(O, O, 2) r = 2 t) C(O, 5 , - 6) r = 7
105. 1 106. [1, O, O) e (3, O, O)
107. 11. 2, O) e 1- 1, - 2, 2)
72. a-) pa_ralelos b) paraléles e) J?er~n.d lculares
108. centro (o, O, O) e raio 1
d) concorrentes, não. perpencliculares 109. 8 . 110 . D
73. a = 6, b = - 4 74. 1
2
111. E 112. C
113. E 114. A
75. a) .a = ti = O, e -:/= O b) a #= O, b = .c = O
e) a = c = o, b O * 115.
117.
D
D
'116.
1118.
D
A
76. li)fx = 3 + 7t 119. e 120. A
y =2 +t 121. A 122. B
z=S-4t 12~. E 124. E
b) fx = - 1 + 3t 125. E . 126. A
y = St ,
X + l ·= L =~ 127. E 128. A
z = - -2 + 4t 3 ·5 4 129. E 130. e
e) [X =
1 + 2t..
X - Í = .:t.=J..= Z - 1
1.31. 8 t32. A
y=1+3t 133. e 134. e
z=1+4.t 2 · 3 4
135. 8 136. A
d)[x = at 137. B 138. A .
y = bt ~= (abc # O) 139. 8 140. e
a
z = ct 141. D 142. E

77. a) f ==
X
y
1
1
+t
+ 2t
blf x =-
-y=-1 - t
~

7 + 8t
143.
145.
E
8
· 144.
146.
e
E
147. B 148. A
z = 2 + 2t z. =8-6t
149. D 150. D
78. [X= 1 + 3t 151. B 152. D
y = 2 -2t
153, A 154 . A
z=-1 +t
155. A
79. X - y + 2z - 8 0 = r
80. 2x + 3y t 7z - 19 =O
81.. X + 2y - 2z t 2 =0
CAPfi.TULO VII
82. {X_
= - 2t
y = 1 + 7t
z = -3t 1. a) (11, - 18) b) (-5, ~)
83. A, e e D 84. ( l L -14, -29) 2. w=5u+3v
85 • ( .li ~ O)
3. v =
9u 1 + U2 - 6u3
3 r 3 • 4. sim, w 3u + 2v = 5. não
86. (-1.. , ~, O), {O, 1., 7) e (1, 0, 9) 6. 11
2 4 2 2
88. a) (-1 , -1 ; -1) bl(9, 8,3) 7. L.D.
à) l:l) L.O. e) L.1. d) L.D.
3 8. @l LO. b) L O. e) L.L d) LI .
90. a)· 10 b) ~ e) 2
9. k =# 6 10. ±º 1

20.7
t1. a b=_§_ 27.
. =~
3 e
3
12. à* j_
3
!)U b=l=-1

13. a) L.D. .
b) LI. e) LO.
y
14.
4
7
15. ·b) p =4u - v - w
3
16. ad, bc #: O 18. W1 , W2 e Ws
19. c=O
20. W1 , Wi, Ws, W6, W7 e Ws.
21. a) (0, 8) bl (11 , - 12) cl (O, O)
d) (- 1, - 4)
22. a) (5, 6) b) 15, 12) e) (10, 18) 1
d) ( 15, 1'8) e) 135, 54)
X
23. ,a) u-v bl 2u + ·2v e) 13u + 7v
d) 2v o 1 2
24. ai (5, '5) b) (3x + 2y, 4x + y),
25. a, b, e, e, i, i
26. a) b)

y y
28 .

y
fly)

o f(r)

e) d)

V y
X

f{v) V y

X X

o o
f(vl
29. a, b, d, e

,, 30. a) 3e1 + 2e2 + e3

31.. a)
b) 6e1 + 3e2 + e3

y (: - ,,o) bl
(~ -~)
éo ~)
f(v) cl 1 1

y
X
dl . ( ;

. 1
3
o _:)
/
.o
e) o
(: o
,
D
32. ai (.x+ 2y, y) b) (17, 6) cl (- 1, OI
33. a) (- x, x,) . b) (-1, 1)

208,
34.

y
V

35.

y
2

- 2 -1 1 2

-,
-2

36. a) (x + y + z, 2y - z, - x + 3y + 4z)
b) (6, 1, 17) e) (- 2., - 5 , 27)
~- D 38. D
39. e 40. e
41. .E 42. D
43. A 44. E
45. e 46. e
47. A 48. B
49. e 50. E
51 . B 52. A
53; e 54. A
55. B

209