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Apresentação

Conceitos Fundamentais
Situação Prática

A eletroeletrônica é a base de muitas tecnologias atuais. Para que se conheçam


Conceitos Fundamentais
essas tecnologias, os conceitos fundamentais devem estar claros ao profissional
técnico, para a realização e interpretação das diversas unidades, suas medidas e
Resolução da características.
Situação Prática

Referências Sistema Internacional de Unidades de Medidas, Múltiplos e


Bibliográficas
Submúltiplos
Para melhor conhecermos as grandezas físicas, é necessário medi-las. Há grandezas
cuja medição é muito simples. Por exemplo, para se medir o comprimento, basta uma
régua ou uma trena. Outras grandezas, porém, exigem aparelhos complexos para sua
medição.

As unidades de medida das grandezas físicas são agrupadas em sistemas de unidades


onde as medidas foram reunidas e padronizadas no Sistema Internacional de
Unidades, abreviado para a sigla SI.

A unidade de medida de energia é chamada joule, representada pela letra J, e


corresponde ao trabalho realizado por uma força constante de um newton N (unidade
de medida de força) que desloca seu ponto de aplicação de um metro na sua direção.
As grandezas formadas com prefixos SI têm múltiplos e submúltiplos. Os principais
são apresentados na tabela a seguir.

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Apresentação
Apresentação
Conceitos Fundamentais Tabela 1 – Principais prefixos das unidades do SI

Prefixo SI Símbolo Fator multiplicador


Giga G 10 = 1 000 000 000
9
Situação
Situação
Prática
Prática
Mega M 106 = 1 000 000
A eletroeletrônica é aQuilo
base de muitasKtecnologias
103 = atuais.
1 000 Para que se conheçam
Conceitos
Conceitos Fundamentais
Fundamentais
essas tecnologias, os conceitos
Mili fundamentais
m devem
10 = 0,001
-3 estar claros ao profissional
técnico, para a realização e interpretação das diversas unidades, suas medidas e
Resolução
Resolução
da da características. Micro m 10-6 = 0,000 001
Situação
Situação
Prática
Prática
Nano n 10-9 = 0,000 000 001
Referências
Referências Sistema Internacional
Pico de Unidades
p 10-12 =de Medidas,
0,000 Múltiplos e
000 000 001
Bibliográficas
Bibliográficas
Submúltiplos
Condutores
Para melhor conhecermos as grandezas físicas, é necessário medi-las. Há grandezas
cujaOs materiais
medição condutores
é muito caracterizam-se
simples. por se
Por exemplo, para permitirem a existência de
medir o comprimento, corrente
basta uma
elétrica toda a vez que se aplica uma tensão entre suas extremidades.
régua ou uma trena. Outras grandezas, porém, exigem aparelhos complexos para sua
medição.

As unidades de medida das grandezas físicas são agrupadas em sistemas de unidades


onde as medidas foram reunidas e padronizadas no Sistema Internacional de
Unidades, abreviado para a sigla SI.

A unidade de medida de energia é chamada joule, representada pela letra J, e


corresponde ao trabalho realizado por uma força constante de um newton N (unidade
de medida de força)
Comque desloca seu ponto de aplicação de um metro na sua direção.
tensão
Sem Os
As grandezas formadas com prefixos SI têm múltiplos e submúltiplos. tensão
principais
são apresentados na tabela a seguir.
Fig. 1 – Condutores com e sem tensão nas extremidades

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O que faz um material sólido ser condutor de eletricidade é a intensidade de atração
entre o núcleo e os elétrons livres. Assim, quanto menor for a atração, maior será sua
Apresentação
capacidade de deixar fluir a corrente elétrica.

Situação Prática Os metais são excelentes condutores de corrente elétrica, pois os elétrons da última
camada da eletrosfera estão fracamente ligados ao núcleo do átomo. Por causa disso,
desprendem-se com facilidade, o que permite seu movimento ordenado.
Conceitos Fundamentais

Bons condutores são também materiais com baixa resistência elétrica. O quadro
Resolução da a seguir mostra, em ordem crescente, a resistência elétrica de alguns materiais
Situação Prática
condutores.
Referências Resistência
Bibliográficas

Prata Cobre Ouro Alumínio Constantan Níquel-cromo

Fig. 2 – Resistência elétrica em diferentes condutores

Isolantes
Materiais isolantes são os que apresentam forte oposição à circulação de corrente
elétrica no interior de sua estrutura. Isso acontece porque os elétrons livres dos
átomos que compõem a estrutura química dos materiais isolantes são fortemente
ligados a seus núcleos e dificilmente são liberados para a circulação.

Em condições anormais, um material isolante pode tornar-se condutor. Esse


fenômeno chama-se ruptura dielétrica e ocorre quando grande quantidade de
energia transforma um material isolante em condutor. Essa carga de energia aplicada

3/25
O que
ao material
faz um material
é tão elevada
sólido que
ser condutor
os elétronsdesão
eletricidade
arrancados é adas
intensidade
órbitas, provocando
de atração a
entre
circulação
o núcleodee os
corrente.
elétrons livres. Assim, quanto menor for a atração, maior será sua
Apresentação
Apresentação
capacidade de deixar fluir a corrente elétrica.
A formação de faíscas no desligamento de um interruptor elétrico é um exemplo
Situação
Situação
Prática
Prática Os metais
típico de
são
ruptura
excelentes
dielétrica.
condutores
A tensão
de corrente
elevada entre
elétrica,
os contatos
pois os elétrons
no momento
da última
da
camada
abertura
da eletrosfera
fornece uma estão
grande
fracamente
quantidade
ligados
de ao
energia
núcleoquedoprovoca
átomo. Por
a ruptura
causa disso,
dielétrica
desprendem-se
do ar, gerandocoma faísca.
facilidade, o que permite seu movimento ordenado.
Conceitos
Conceitos
Fundamentais
Fundamentais

Bons condutores são também materiais com baixa resistência elétrica. O quadro
Semicondutores
Resolução
Resolução
da da a seguir mostra, em ordem crescente, a resistência elétrica de alguns materiais
Situação
Situação
Prática
Prática
condutores.
São classificados como semicondutores os materiais que podem ser tanto condutores
Referências
Referências quanto isolantes elétricos, dependendo da sua estrutura química. Explicando melhor:
Resistência
Bibliográficas
Bibliográficas
alguns materiais de uma mesma substância podem se apresentar de formas bem
diferentes. Por exemplo, o carbono pode ser encontrado na natureza na forma de
Prata Cobre Ouro
diamante ou na forma de carvão. O carbonoAlumínio
na forma deConstantan
diamante é um Níquel-cromo
isolante
elétrico, mas na forma de grafite é condutor de eletricidade, veja na figura a seguir.
Fig. 2 – Resistência elétrica em diferentes condutores

Isolantes
Materiais isolantes são os que apresentam forte oposição à circulação de corrente
elétrica no interior de sua estrutura. Isso acontece porque os elétrons livres dos
átomos que compõem a estrutura química dos materiais isolantes são fortemente
ligados a seus núcleos e dificilmente são liberados para a circulação.

Em condições anormais,
Fig. um material
3 – Carbono isolante
como pode etornar-se
isolante elétrico condutor decondutor.
eletricidade Esse
fenômeno chama-se ruptura dielétrica e ocorre quando grande quantidade de
energia
Alémtransforma um
do carbono, material
o silício e o isolante
germânio emtambém
condutor. sãoEssa carga de energia
semicondutores, e osaplicada
átomos
dos elementos semicondutores apresentam quatro elétrons na camada de valência

3/25 4/25
(átomos tetravalentes). Esse tipo de átomo tende a se agrupar em estruturas
cristalinas, fazendo com que cada elétron da camada de valência pertença a dois
Apresentação
átomos, simultaneamente, na chamada ligação covalente:

Situação Prática
Ligação
SI covalente
Conceitos Fundamentais

Resolução da
Situação Prática SI SI SI

Referências
Bibliográficas

SI

Fig. 4 – Ligação covalente - SI

A dopagem é um processo químico, realizado em laboratório ou na indústria, que


tem a finalidade de colocar certa quantidade de impurezas no interior da estrutura
cristalina dos semicondutores. A função dessas impurezas é deixar, de forma
proposital, elétrons “sobrando” ou “faltando” na estrutura cristalina do material,
o que acaba causando o mesmo efeito que o aumento de temperatura faz a um
semicondutor puro: liberar portadores de cargas elétricas nas bandas de valência ou
de condução do material semicondutor.

Ao se dopar um semicondutor puro como o silício (Si) com pequenas quantidades de


impurezas, como o fósforo (P), cujos átomos são pentavalentes, se obtém um novo
material chamado de semicondutor tipo N. Neste processo, os átomos de fósforo se
inserem na estrutura do cristal de silício, como mostrado a seguir.

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(átomos tetravalentes). Esse tipo de átomo tende a se agrupar em estruturas
cristalinas, fazendo com que cada elétron da camada de valência pertença a dois
Apresentação
Apresentação SI
átomos, simultaneamente, na chamada ligação covalente:

Situação
Situação
Prática
Prática
Ligação
SI SI P covalente
SI
Conceitos
Conceitos
Fundamentais
Fundamentais

Resolução
Resolução
da da
Situação
Situação
Prática
Prática SI SI SI SI Elétron
livre
Referências
Referências
Bibliográficas
Bibliográficas

Fig. 5 – Semicondutor
SI tipo N – Dopagem com fósforo

O cristal de um semicondutor tipo N, feito de silício dopado com fósforo, se comporta


como um resistor. Ele apresentaFig. 4certa
– Ligação covalente - SI
resistência à passagem da corrente elétrica, que
depende do grau de dopagem, e conduz a corrente elétrica independente de como ele
A dopagem é um processo
é ligado numa químico,Arealizado
pilha ou bateria. corrente em laboratório
elétrica outipo
no cristal na indústria,
N ocorre que
na banda de
temcondução
a finalidade de colocar certa quantidade de impurezas no interior
do material, pois seu portador de carga elétrica (elétron livre) da estrutura
se encontra
cristalina dos semicondutores.
nessa banda de energia. VejaAafunção
figura dessas
a seguir.impurezas é deixar, de forma
proposital, elétrons “sobrando” ou “faltando” na estrutura cristalina do material,
o que acaba causando o mesmo efeito que o aumento de temperatura faz a um
semicondutor puro: liberar portadores de cargas elétricas nas bandas de valência ou
de condução do material semicondutor.

Ao se dopar um semicondutor puro como o silício (Si) com pequenas quantidades de


impurezas, como o fósforo (P), cujos átomos são pentavalentes, se obtém um novo
material chamado de semicondutor tipo N. Neste processo, os átomos de fósforo se
inserem na estrutura do cristal de silício, como mostrado a seguir.

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Corrente elétrica

Apresentação

Situação Prática

Conceitos Fundamentais

VCC VCC
Resolução da
Situação Prática
Fig. 6 – Corrente elétrica no semicondutor tipo N
Referências
Bibliográficas
No material semicondutor tipo P o cristal de silício é dopado com átomos trivalentes
(três elétrons na camada de valência), como o Índio (In). Os átomos destas impurezas
se inserem na estrutura do cristal, como mostrado na figura a seguir.

SI

SI In SI

Lacuna
SI

Fig. 7 – Semicondutor tipo P

7/25
Como no material semicondutorCorrente
tipo N, oelétrica
cristal semicondutor tipo P também se
comporta como um resistor, apresentando certa resistência à passagem da corrente
Apresentação
Apresentação
elétrica que depende do grau de dopagem, e conduz a corrente elétrica independente
de como ele é ligado numa pilha ou bateria. Mas, diferentemente do material
Situação
Situação
Prática
Prática semicondutor tipo N, a corrente elétrica no semicondutor tipo P ocorre na sua banda
de valência, pois seu portador de carga elétrica (a lacuna) se encontra nesta banda de
energia.
Conceitos
Conceitos
Fundamentais
Fundamentais

VCC Corrente elétrica VCC


Resolução
Resolução
da da
Situação
Situação
Prática
Prática
Fig. 6 – Corrente elétrica no semicondutor tipo N
Referências
Referências
Bibliográficas
Bibliográficas
No material semicondutor tipo P o cristal de silício é dopado com átomos trivalentes
(três elétrons na camada de valência), como o Índio (In). Os átomos destas impurezas
se inserem na estrutura do cristal, como mostrado na figura a seguir.
VCC VCC

Fig. 8 – Condução da corrente


SI elétrica no semicondutor tipo P

Resistência Elétrica
SI In
Resistência elétrica é a oposição que um materialSIapresenta ao fluxo de corrente
elétrica e tem origem na sua estrutura atômica.

Para que a aplicação de uma tensão em um material origine uma corrente elétrica, é
Lacuna
SI
necessário que a estrutura desse material permita a existência de elétrons livres para
movimentação.
Fig. 7 – Semicondutor tipo P

7/25 8/25
Quando os átomos de um material liberam elétrons livres entre si com facilidade, a
corrente elétrica flui facilmente através dele. Nesse caso, a resistência elétrica desses
Apresentação
materiais é pequena.

Situação Prática Por outro lado, nos materiais cujos átomos não liberam elétrons livres entre si com
facilidade, a corrente elétrica flui com dificuldade, porque a resistência elétrica desses
materiais é grande.
Conceitos Fundamentais

Resolução da
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Fig. 9 – Corrente elétrica em material com elétrons livres

Fig. 10 – Corrente elétrica em material sem elétrons livres

9/25
Quando
Portanto,
os átomos
a resistência
de um material
elétrica de liberam
um material
elétrons depende
livres entre
da facilidade
si com facilidade,
ou da dificuldade
a
corrente
com que
elétrica
esse material
flui facilmente
libera através
cargas para
dele.aNesse
circulação.
caso, a resistência elétrica desses
Apresentação
Apresentação
materiais é pequena.
A unidade de medida da resistência elétrica é o ohm, representado pela letra grega W
Situação
Situação
Prática
Prática Por(Lê-se
outro ômega).
lado, nos materiais cujos átomos não liberam elétrons livres entre si com
facilidade, a corrente elétrica
Tabelaflui
5 – com dificuldade,
Unidade de medida daporque
resistênciaa elétrica
resistência
(W) elétrica desses
materiais é grande.
Conceitos
Conceitos
Fundamentais
Fundamentais
Denominação Símbolo Valor em relação à unidade
Resolução
Resolução
da da megohm MW 106 W ou 1000000 W
Situação
Situação
Prática
Prática Múltiplo
quilohm kW 103 W ou 1000 W
Referências
Referências Unidade ohm W -
Bibliográficas
Bibliográficas

Resistividade Elétrica
Resistividade elétrica é a resistência elétrica específica de um condutor com 1 metro
de comprimento, 1 mm2 de área de seção transversal, medida em temperatura
Fig. 9 – Corrente elétrica em material com elétrons livres
ambiente constante de 20oC.

A unidade de medida de resistividade é o W mm2/m, representada pela letra grega r


(lê-se “rô").

Fig. 10 – Corrente elétrica em material sem elétrons livres

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A tabela a seguir apresenta alguns materiais com seu respectivo valor de resistividade.
Apresentação Tabela 2 – Tabela de resistividade elétrica de materiais metálicos ou ligas de metais

Situação Prática Material r (W mm2/m) a 20oC


Alumínio (Al) 0,0278
Conceitos Fundamentais Cobre (Cu) 0,0173
Estanho (Sn) 0,1195
Resolução da
Situação Prática
Ferro (Fe) 0,1221
Níquel (Ni) 0,0780
Referências
Bibliográficas Zinco (Zn) 0,0615
Chumbo (Pb) 0,21
Prata (Ag) 0,30

Assista agora a vídeo aula sobre Conceitos Fundamentais - Materiais.

Tensão
Quando se compara o trabalho realizado por dois corpos eletrizados,
automaticamente está se comparando os seus potenciais elétricos. A diferença entre
os trabalhos expressa diretamente a diferença de potencial elétrico entre esses dois
corpos. A diferença de potencial (abreviada para ddp) existe entre corpos eletrizados
com cargas diferentes ou com o mesmo tipo de carga.

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A tabela a seguir apresenta alguns materiais com seu respectivo valor de resistividade.
Apresentação
Apresentação Tabela 2 – Tabela de resistividade elétrica de materiais metálicos ou ligas de metais

Situação
Situação
Prática
Prática Material r (W mm2/m) a 20oC
Alumínio (Al) 0,0278
Conceitos
Conceitos
Fundamentais
Fundamentais Cobre (Cu) 0,0173
Estanho (Sn) 0,1195
Resolução
Resolução
Situação
Situação
da da
Prática
Prática
Ferro (Fe) 0,1221
Níquel (Ni) 0,0780
Referências
Referências
Bibliográficas
Bibliográficas Zinco (Zn) 0,0615
Chumbo (Pb) 0,21
Prata (Ag)
Fig. 11 – Diferença de potencial (ddp)0,30
entre corpos eletrizados

A diferença de potencial
Assista agora elétrico
a vídeo aula sobre entre doisFundamentais
Conceitos corpos eletrizados também é denominada
- Materiais.
de tensão elétrica e é medida por meio de instrumentos. A unidade de medida de
tensão é o volt, que é representado pelo símbolo V.
Tensão
Tabela 3 – Unidade de medida de tensão (V)
Quando se compara o trabalho realizado por dois corpos eletrizados,
automaticamente está se comparando os seus potenciais elétricos. A diferença entre
Denominação
os trabalhos expressa Símbolo
diretamente a diferença Valorelétrico
de potencial com relação
entreaoesses
volt dois
corpos. A diferença de potencial (abreviadaMV
megavolt para ddp)
106existe entre corpos eletrizados
V ou 1000000V
com cargas diferentes ou com o mesmo tipokVde carga.
quilovolt 103V ou 1000V
Unidade volt V -
milivolt mV 10 V ou 0,001V
-3

microvolt mV 10-6V ou 0,000001V

11/2512/25
Corrente
Apresentação
A corrente elétrica consiste em um movimento orientado de cargas, provocado pelo
desequilíbrio elétrico (ddp) entre dois pontos.
Situação Prática

Para que haja corrente elétrica, é necessário que haja tensão e que o circuito esteja
Conceitos Fundamentais fechado. Logo, pode-se afirmar que existe tensão sem corrente, mas nunca existirá
corrente sem tensão. Isso acontece porque a tensão orienta as cargas elétricas.
Resolução da
Situação Prática O símbolo para representar a intensidade da corrente elétrica é a letra I e tem a sua
intensidade medida por meio de instrumentos. A unidade de medida da intensidade
Referências
Bibliográficas
da corrente elétrica é o ampère, que é representado pelo símbolo A.

Tabela 4 – Unidade de medida da corrente elétrica (A)

Denominação Símbolo Valor com relação ao ampère


Múltiplo Quiloampère kA 103 A ou 1000 A
Unidade Ampère A -
Miliampère mA 10 A ou 0,001 A
-3

Submúltiplos Microampère mA 10-6 A ou 0,000001 A


Nanoampère nA 10-9 A ou 0,000000001 A

Potência Elétrica
Ao passar por uma carga instalada em um circuito, a corrente elétrica produz calor,
luz e movimento. Esses efeitos são denominados de trabalho.

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Corrente
A capacidade de cada consumidor produzir trabalho, em determinado tempo, a partir
da energia elétrica é chamada de potência elétrica, uma grandeza e, como tal, pode ser
Apresentação
Apresentação
medida. A unidade de medida da potência elétrica é o watt, simbolizado pela letra W.
A corrente elétrica consiste em um movimento orientado de cargas, provocado pelo
desequilíbrio elétrico (ddp) entre dois pontos.
Situação
Situação
Prática
Prática Um watt (1 W) corresponde à potência desenvolvida no tempo de um segundo em
uma carga, alimentada por uma tensão de 1 V, na qual circula uma corrente de 1 A.
Para que haja corrente elétrica, é necessário que haja tensão e que o circuito esteja
Conceitos
Conceitos
Fundamentais
Fundamentais fechado. Logo, pode-se afirmar que existe tensão sem corrente, mas nunca existirá
Tabela 6 – Unidade de medida da potência elétrica (W)
corrente sem tensão. Isso acontece porque a tensão orienta as cargas elétricas.
Resolução
Resolução
da da
Situação
Situação
Prática
Prática Denominação
O símbolo para representar a intensidadeSímbolo Valor
da corrente em relação
elétrica aoI watt
é a letra e tem a sua
intensidade medida
Múltiplopor meio de instrumentos.
quilowatt KW A unidade de medida
10 W ou 1000 W
3 da intensidade
Referências
Referências da corrente elétrica é o ampère, que é representado pelo símbolo A.
Bibliográficas
Bibliográficas Unidade Watt W 1W
miliwatt mW 10-3 W ou 0,001 W
SubmúltiplosTabela 4 – Unidade de medida da corrente-6elétrica (A)
microwatt mW 10 ou 0,000001 W
Denominação Símbolo Valor com relação ao ampère
Medição
Múltiplo de Grandezas
Quiloampère Elétricas
kA 103 A ou 1000 A
Unidade Ampère A -
Os multímetros digitais não possuem galvanômetro ou ponteiro. As medidas são
Miliampère
realizadas utilizando as pontas de provamA 10 Aéou
-3
e o resultado 0,001 A em um display, que
mostrado
pode variar
Submúltiplos conforme o modelo
Microampère do aparelho.
mA Na figura a seguir,
10 A ou 0,000001
-6 mostramos
A alguns
tipos de multímetros digitais.
Nanoampère nA 10-9 A ou 0,000000001 A

Potência Elétrica
Ao passar por uma carga instalada em um circuito, a corrente elétrica produz calor,
luz eGalvanômetro
movimento. Esses efeitos são denominados de trabalho.
É um instrumento usado para detectar ou medir correntes elétricas de baixa
intensidade através de um dispositivo mecânico que é posto em movimento
pela ação de forças eletromagnéticas produzidas pela corrente.

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Apresentação

Situação Prática

Conceitos Fundamentais

Resolução da
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Fig. 12 – Multímetros digitais

Observe que um dos aparelhos mostra os valores máximos que podem ser medidos
em cada escala, obrigando o usuário a mudar de escala caso queira medir um valor
superior àquele registrado. O outro modelo apresenta apenas a grandeza e, nesse
caso, a “troca de escalas” é automática. Essa é uma das diferenças entre os modelos de
multímetros digitais.

Escalas do Multímetro Digital


Os modelos mais simples geralmente possuem escalas de tensão contínua (VDC),
tensão alternada (VAC), Corrente Contínua (DCA) e resistência. Modelos mais

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completos possuem escalas de corrente alternada (ACA), frequência e até capacitância
e indutância.
Apresentação
Apresentação

Ao escolher o aparelho, o usuário deve avaliar sua necessidade e fazer uma avaliação
Situação
Situação
Prática
Prática de custo x benefício. Afinal, um equipamento mais completo terá um custo maior e
isso só justifica se o usuário fizer uso de todas as funções que o multímetro oferece.
Conceitos
Conceitos
Fundamentais
Fundamentais
Terminais
Resolução
Resolução
da da
Situação
Situação
Prática
Prática Os multímetros digitais geralmente possuem três terminais: um para a ponte de
prova negativa (preta), com a indicação COM, outro para a ponta de prova positiva
Referências
Referências (vermelha) e um terceiro exclusivo para medições de altas correntes (10 A ou 20 A, por
Bibliográficas
Bibliográficas
exemplo).

Teste de Transistores
Os multímetros digitais possuem um local para teste do “beta” ou hFE dos transistores
(ganho de corrente). Dependendo daMultímetros
Fig. 12 – polaridade dos terminais e do tipo de transistor
digitais
(NPN ou PNP), basta colocar o componente com os terminais (base, coletor e emissor)
nos locais
Observe respectivos
que um e o display
dos aparelhos mostra indica o valormáximos
os valores do ganhoquedo transistor.
podem ser medidos
em cada escala, obrigando o usuário a mudar de escala caso queira medir um valor
superior àquele registrado. O outro modelo apresenta apenas a grandeza e, nesse
caso, a “troca de escalas” é automática. Essa é uma das diferenças entre os modelos de
multímetros digitais.
Capacitância ou capacidade elétrica
É a grandeza escalar determinada pela quantidade de energia elétrica que
Escalas do Multímetro Digital
pode ser acumulada em si por uma determinada tensão e pela quantidade de
corrente alternada que atravessa um capacitor numa determinada frequência.

Os modelos
Indutânciamais simples geralmente possuem escalas de tensão contínua (VDC),
tensão alternada
É a capacidade (VAC),
de um Corrente
elemento armazenarContínua (DCA)
energia através de umecampo
resistência. Modelos mais
magnético e recuperar essa energia.

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Apresentação

Situação Prática

Fig. 13 – Teste de transistor – NPN e PNP


Conceitos Fundamentais

Medição de Tensões com o Multímetro Digital


Resolução da
Situação Prática
As medidas de tensões contínuas ou alternadas usando o multímetro digital seguem
Referências
o mesmo padrão de uso do multímetro analógico. As pontas de prova devem ser
Bibliográficas colocadas em paralelo com o componente em que se deseja saber o valor da tensão.

Com relação à escala a ser utilizada, nunca devemos medir uma tensão de valor
superior ao valor da escala do aparelho.

Medições de Resistências com o Multímetro Digital


As medidas de resistência também devem ser feitas com o multímetro em paralelo
com o componente em que se deseja efetuar a medição. É importante lembrar que o
circuito deve estar desligado quando se realiza medições de resistência, pois, além das
tensões e correntes do circuito poder interferir no valor medido, o aparelho pode ser
danificado.

Medição de Corrente com o Multímetro Digital


Para medir correntes, o multímetro digital deve estar em série com o ramo do circuito
onde se deseja realizar a medição. Geralmente, os multímetros possuem uma escala

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própria para medições de correntes elevadas (10 A ou 20 A). Nesses casos, a ponta
de prova vermelha deve ser mudada de posição e colocada no borne próprio para
Apresentação
Apresentação
medições de altas correntes.

Situação
Situação
Prática
Prática

Fig. 13 – Teste de transistor – NPN e PNP


Conceitos
Conceitos
Fundamentais
Fundamentais

Medição de Tensões com o Multímetro Digital


Resolução
Resolução
da da
Situação
Situação
Prática
Prática
As medidas de tensões contínuas ou alternadas usando o multímetro digital seguem
Referências
Referências
o mesmo padrão de uso do multímetro analógico. As pontas de prova devem ser
Bibliográficas
Bibliográficas colocadas em paralelo com o componente em- multímetro
Fig. 14 - Escala que se deseja
digital saber o valor da tensão.

Com relação à escala a ser utilizada, nunca devemos medir uma tensão de valor
Resolução
superior ao valor da escala do aparelho.
A resolução de um multímetro digital varia de um modelo para outro. Isso significa
Medições de Resistências
que, dependendo da medição a ser com o Multímetro
realizada, o usuário podeDigital
ter uma medida com
resolução maior de acordo com o multímetro usado.
As medidas de resistência também devem ser feitas com o multímetro em paralelo
comPara ajudar a entender
o componente em queose conceito de resolução,
deseja efetuar observe
a medição. os dois modelos
É importante a seguir:
lembrar que o
circuito deve estar desligado quando se realiza medições de resistência, pois, além das
tensões e correntes do circuito poder interferir no valor medido, o aparelho pode ser
danificado.

Medição de Corrente com o Multímetro Digital


Para medir correntes, o multímetro digital deve estar em série com o ramo do circuito
onde se deseja realizar a medição. Geralmente, os multímetros possuem uma escala

17/2518/25
Apresentação

Situação Prática

Conceitos Fundamentais

Resolução da
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Fig. 15 – Modelos de multímetro digital

O multímetro da esquerda parece ter um display “menor” que o da direita, isso porque
o display mostra três “zeros”, enquanto o da direita mostra quatro “zeros”.

Caso o usuário esteja medindo uma tensão no valor de 20 VDC, por exemplo, os
valores mostrados seriam:
- multímetro da esquerda: 20,0
- multímetro da direita: 20,00

Isso acontece porque o multímetro da direita possui maior resolução que o


multímetro da esquerda, permitindo assim que o usuário tenha uma casa decimal
a mais na leitura, um dígito a mais no valor medido. Isso pode ser importante no
momento de escolher qual aparelho é mais indicado para determinada atividade no
ramo da eletrônica.

19/25
Os multímetros de “três e meio dígitos” possuem, como o próprio nome diz, três
dígitos que formam qualquer valor de 0 a 9, e um “meio dígito”, que pode ficar apagado
Apresentação
Apresentação
(como está na figura, multímetro da esquerda) ou formar o valor 1.

Situação
Situação
Prática
Prática Dessa forma, o maior valor que pode ser mostrado no display será 1999. Todas as
escalas terão valores múltiplos de 2, por exemplo:
Conceitos
Conceitos
Fundamentais
Fundamentais
Escalas de tensão contínua – multímetro de 3 e meio dígitos.

Resolução
Resolução
da da
200 mV – mede até 199,9 mV
Situação
Situação
Prática
Prática
2 V – mede até 1,999 V
Referências
Referências 20 V – mede até 19,99 V
Bibliográficas
Bibliográficas
200 V – mede até 199,9 V
1000 V – mede até 1000 VFig. 15 – Modelos de multímetro digital

O multímetro da esquerda
Um multímetro parece
de “4 e meio ter umsegue
dígitos” display “menor”regra:
a mesma que opossui
da direita, issodígitos
quatro porque que
o display mostra três “zeros”, enquanto o da direita mostra quatro “zeros”.
podem formar qualquer valor de 0 a 9 e um dígito que fica apagado ou forma o valor 1.
Assim, as escalas desse multímetro também terão valores múltiplos de 2, mas com um
Caso o usuário
dígito esteja medindo uma tensão no valor de 20 VDC, por exemplo, os
a mais.
valores mostrados seriam:
Também éda
- multímetro comum encontrarmos
esquerda: 20,0 multímetros de “3 dígitos e três quartos”. São
aparelhos que o dígito da esquerda pode ficar apagado ou formar os valores 1, 2 ou 3.
- multímetro da direita:
Assim as escalas 20,00
terão valores múltiplos de 4.

Isso acontece porque o multímetro da direita possui maior resolução que o


Multímetros
multímetro Automáticos
da esquerda, permitindo assim que o usuário tenha uma casa decimal
a mais na leitura, um dígito a mais no valor medido. Isso pode ser importante no
Os multímetros
momento automáticos
de escolher não épossuem
qual aparelho escalaspara
mais indicado limitadoras de valores.
determinada A chave
atividade no
ramoseletora indica somente o tipo de grandeza elétrica que se deseja medir. A “busca” pela
da eletrônica.
melhor escala é feita de forma automática pelo aparelho.
19/2520/25
Apresentação

Situação Prática

Conceitos Fundamentais

Resolução da
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Fig. 16 – Multímetro automático

Note que não há divisão (200 mV, 2 V, 20 V, etc.).

Apesar de não haver divisão, é possível fazer a escolha “manual” da escala através dos
botões do equipamento. Outro fator importante é verificar os valores máximos que o
equipamento suporta.

Precisão
A precisão de um multímetro digital varia conforme a escala que está sendo utilizada.
Geralmente a precisão é indicada no manual do aparelho num valor correspondente a
uma determinada porcentagem do valor medido mais um número de contagens.

21/25
Exemplo:
Apresentação
Apresentação
Medição de 150 VCC.

Situação
Situação
Prática
Prática Num multímetro de “3 e meio dígitos”, teremos que usar a escala de 200 V para
realizar essa medição. A escala de 200 V vai até 199,9 contagens no multímetro “de 3 e
meio dígitos”.
Conceitos
Conceitos
Fundamentais
Fundamentais

Supondo que o manual informe que nessa escala a precisão é:


Resolução
Resolução
da da
Situação
Situação
Prática
Prática 1% + 3 dígitos

Referências
Referências
1% de 150V = 1,5 V
Bibliográficas
Bibliográficas
Os 3 dígitos devem ser somados ao dígito menos significativo (último da direita). Na
escala de 200 V, o dígito menos significativo vale 0,1 V. Logo:
1,5 + 0,3automático
Fig. 16 – Multímetro = 1,8 V
A medição de 150 V poderá variar entre os valores
Note que não há divisão (200 mV, 2 V, 20 V, etc.).
150 + 1,8 = 151,8 V – MÁXIMO
Apesar de não haver divisão, é possível fazer
150 – 1,8 a escolha
– 147,2 “manual” da escala através dos
V – MÍNIMO
botões do equipamento. Outro fator importante é verificar os valores máximos que o
equipamento suporta.
Assista agora a vídeo aula sobre Conceitos Fundamentais – Grandezas Elétricas.

Precisão
A precisão de um multímetro digital varia conforme a escala que está sendo utilizada.
Geralmente a precisão é indicada no manual do aparelho num valor correspondente a
uma determinada porcentagem do valor medido mais um número de contagens.

21/2522/25
Situação Prática para Exercitar
Um técnico realizou a medição de corrente em um componente eletrônico utilizando
um multímetro digital.

Veja na imagem o valor verificado no instrumento:

0.02 A
N/P ebce

23/25
Buscou então o manual do componente para verificar se a medição atestava o correto
funcionamento do componente.

Situação Prática para


Contudo, o manual Exercitar
demonstrava o valor da corrente em mA, fazendo com que o
técnico realizasse a conversão para a medida utilizando um submúltiplo.

Um técnico realizou a medição de corrente em um


Qualcomponente eletrônico
seria o valor utilizando
correto da conversão:
um multímetro digital. a) 0,020 mA
b) 200 mA
Veja na imagem o valor verificado no instrumento:
c) 2 mA
d) 2000 mA
e) 20 mA

Assista agora a vídeo aula sobre Conceitos Fundamentais – Situação Prática.


0.02 A
N/P ebce

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