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ORGANIZAÇÕES E

UFCD
3480 FUNCIONAMENTO DO SECTOR DO
TURISMO
Organizações e funcionamento do sector do turismo

ÍNDICE

1. Entidades competentes pela regulação e promoção do sector turístico – nacionais e


internacionais – caracterização.................................................................................2
1.1. A nível internacional...............................................................................2
1.2. A nível Nacional...................................................................................9

2. Organização e funcionamento de produtores turísticos nos diversos subsectores do


turismo.................................................................................................................27
2.1.Tipologia e Classificação, quanto ao segmento de mercado em que se
enquadram................................................................................................27
2.2.Unidades Hoteleiras e de alojamento turístico........................................28
2.3.Estabelecimentos de restauração e bebidas............................................33
2.4.Transportadoras...................................................................................36
2.5.Operadores turísticos............................................................................43
2.6.Agências de viagens..............................................................................45
2.7.Empresas de animação turística.............................................................47

Bibliografia...........................................................................................................51

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

1.Entidades competentes pela regulação e promoção do


sector turístico – nacionais e internacionais – caracterização

1.1. A nível internacional

ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO


ECONÓMICO – OCDE
http://www.oecd.org

É uma organização onde os governos trabalham juntos para responder aos desafios
económicos, sociais e ambientais em resultado da globalização da economia e interdependência
dos mercados.

Esta é uma fonte de informação comparativa, de análise e de previsões com vista ao


fortalecimento da cooperação multilateral. Emprega 2.300 empregados na sede em Paris.

Esta organização internacional tem como missão a promoção de políticas destinadas a:


 Alcançar um crescimento sustentável das economias e do emprego, assim como uma
progressão do nível de vida nos países membros, mantendo paralelamente a
estabilidade financeira com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento da
economia mundial.
 Apoiar a expansão de economias sãs, tanto nos países membros como nos países em
vias de desenvolvimento económico.
 Contribuir para o crescimento do comércio mundial numa base multilateral e não
discriminatória (Artigo 1.º dos Estatutos da OCDE).

A OCDE foi criada depois da II Guerra Mundial como a OCEE – Organização para a Cooperação
Económica Europeia. Em 1961 converte-se na OCDE – Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Económico, com vocação transatlântica e depois mundial.

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

Actualmente a OCDE conta com 30 países membros e trabalha com cerca de 70 países, e com
economias em desenvolvimento e/ou em transição.

O Comité do Turismo foi criado em 30 de Setembro de 1961, e é aberto a todos os países


membros da OCDE. Assiste os países Membros com vista a:
 Maximizar as vantagens económicas, sociais e ambientais do turismo através do
desenvolvimento estratégico de médio e longo prazo, de políticas de turismo eficazes, e
de uma maior coerência entre as políticas de turismo e aquelas com ele relacionadas
(transportes, ambiente, segurança, comércio, fiscalidade e migrações);
 Promover, num quadro de globalização e de descentralização, o desenvolvimento
duradouro de turismo como fonte de crescimento económico; de criação de emprego e
de diminuição da pobreza;
 Melhorar as infra-estruturas e a imagem dos destinos tornando-os mais atractivos para
a população local e os visitantes e mais competitivos para os investidores, com
benefício para o conjunto da economia.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TURISMO – OMT


http://www.unwto.org/index.php

A Organização Mundial do Turismo é um organismo especializado das Nações Unidas, criado


para debater as questões do sector turístico. Esta organização, com sede em Madrid, constitui
uma fonte de conhecimentos especializados.

A OMT congrega, actualmente, 150 países (membros efectivos) e sete territórios, representados
pelas Administrações Nacionais de Turismo, bem como mais de 400 Membros profissionais
(membros associados), que representam as Associações do sector, Instituições de Formação e
Empresas.

A Missão desta Organização Internacional passa pela promoção e desenvolvimento do turismo


com vista à contribuição do desenvolvimento económico, a compreensão internacional, a paz, a

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

prosperidade e o respeito universal e a observância dos direitos humanos e as liberdades


fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião.

É uma Organização Internacional (das Nações Unidas) para a promoção e desenvolvimento do


turismo responsável, sustentável e universal do turismo.

Esta tem como objectivos:


 Contribuir para o desenvolvimento económico e a prosperidade mundial;
 Fomentar a compreensão internacional e o respeito mútuo;
 Contribuir para a Paz mundial;
 Pugnar pela observância dos direitos humanos e pelos princípios fundamentais da
liberdade;
 Contribuir para o desenvolvimento turístico dos países;
 Promoção de transferência de tecnologia e da cooperação internacional;
 Estímulo ao desenvolvimento de parcerias público-privada no turismo;
 Encorajamento à implementação por parte dos países e empresas do Código de Ética
para o Turismo;
 Encorajamento à distribuição equilibrada dos benefícios económicos, sociais e culturais
gerados pelo turismo pelas populações locais;
 Estímulo ao crescimento económico e criação de emprego;
 Protecção ambiental e demais recursos e a sustentabilidade do turismo.

Portugal foi um dos membros fundadores e é membro efectivo da OMT, estando a sua
representação a cargo do Turismo de Portugal, I.P. que, neste contexto, acompanha a agenda
internacional para o sector.

WORLD TRAVEL TOURISM COUNCIL – WTTC


http://www.wttc.org/eng/About_WTTC

O World Travel & Tourism Council é a principal e mais prestigiada entidade representativa do
sector privado em todos os segmentos da indústria de viagens e turismo a nível mundial. A

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

WTTC é hoje composta por cem presidentes e CEOs das principais empresas ligadas ao sector
do turismo.

Todos os anos, a WTTC organiza a "Global Travel & Tourism Summit" que é o principal e mais
conceituado fórum de discussão sobre a indústria de viagens e turismo entre os sectores
público e privado.

O WTTC é o fórum para líderes empresariais na indústria de Viagens & Turismo. Com os
responsáveis executivos de cerca de cem das maiores empresas de viagens e turismo do
mundo, e os seus membros, o WTTC tem uma única missão e visão geral sobre todos os
assuntos relacionados com este sector.

O WTTC trabalha para aumentar a consciencialização de que as viagens e turismo são uma das
maiores indústrias do mundo, empregando aproximadamente 231 milhões de pessoas e
gerando mais de 10,4 por cento do Produto Interno Bruto mundial.

Esta organização leva a cabo, regularmente, acções de sensibilização para a importância das
viagens e do turismo, promovendo sinergias entre os sectores público e privado, gerando lucros
ao mesmo tempo que promove a protecção natural e o ambiente sociocultural, conforme
delineado no Novo Modelo de Turismo, promovido por si.

ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL – IMO/OMI


http://www.imo.org/

Este organismo intergovernamental e agência especializada das Nações Unidas, com sede no
Reino Unido, tem como missão dedicar-se à promoção da segurança marítima e à prevenção da
contaminação do mar. É uma organização técnica cujo principal trabalho é realizado em vários
Comités e Sub comités.

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

Em 1948 em Genebra, numa Conferência internacional promovida pelas Nações Unidas, foi
adoptada uma Convenção estabelecendo a Organização Marítima Consultiva
Intergovernamental (IMCO / OMCI), entrando em vigor dez anos mais tarde.

Em 1982 passa a denominar-se Organização Marítima Internacional (IMO / OMI). É


actualmente constituída por 159 Estados Membros e 2 Membros Associados.

Esta organização tem como seus principais objectivos:


 Implementar medidas de políticas pró-activas de forma a identificar, por antecipação,
fenómenos de contaminação dos mares ou de insegurança dos navios e tripulações;
 Implementar padrões uniformes de actuação, prevenção e regulação marítimas;
 Desenvolver uma cultura de segurança e consciência ambiental;
 Evitar regulamentação excessiva;
 Reforçar a componente técnica da Organização;
 Incentivar os Governos e a indústria marítima a desenvolverem esforços para prevenir
actos que possam ameaçar a segurança dos navios, das tripulações e do ambiente.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DA AVIAÇÃO CIVIL – ICAO / OACI


http://www.icao.int/

Esta Organização Intergovernamental para o desenvolvimento da aviação civil internacional e


da segurança do espaço aéreo no Mundo é uma agência especializada das Nações Unidas, para
as questões relativas à aviação civil internacional.

Esta organização tem como principais objectivos:


 Prosseguir a cooperação internacional no campo da aviação civil;
 Desenvolver a aviação civil, em segurança e em boa ordem;
 Desenvolver esforços para o estabelecimento, numa base equitativa e de acordo com
princípios económicos, de serviços relacionados com o transporte aéreo internacional;

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

 Pugnar por elevados graus de uniformização dos regulamentos, padrões de serviço,


procedimentos e organização relativos à aviação civil;
 Aplicar um sistema mundial comum de navegação aérea

INTERNATIONAL AIR TRANSPORT ASSOCIATION – IATA


http://www.iata.org/

O transporte aéreo é uma das indústrias mais dinâmicas do mundo. A (IATA) é a sua
organização comercial global. Há mais de 60 anos que a IATA tem vindo a desenvolver as
normas comerciais que construiu uma indústria global.

Hoje, a IATA tem por missão representar, liderar e servir a indústria aérea. Tem mais de 230
companhias aéreas (93 por cento do tráfego aéreo internacional) inscritas como membros,
revelando-se o líder mundial em companhias aéreas de passageiros e de carga.

Ao representar os seus membros, a IATA tem como princípios básicos:


 Incrementar o conhecimento da indústria aérea junto dos decisores;
 Sensibilizar para os benefícios que a aviação nacional e internacional traz às economias
das regiões;
 Lutar pelos interesses das companhias aéreas em todo o globo, desafiando regras e
impostos exagerados criados pelos vários reguladores e governos;
 Defender uma regulamentação sensata;
 Ajudar as companhias aéreas a ajudarem-se a si próprias, através da simplificação dos
processos;
 Aumentar a comodidade de passageiros, reduzindo simultaneamente os custos e
melhorar a eficiência;
 Incrementar a segurança (prioridade número um da IATA), nomeadamente através da
IATA Operational Safety Audit (IOSA);
 Minimizar o impacto do transporte aéreo no ambiente.

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

Além disso, esta organização presta apoio essencial a todos os profissionais da indústria
interessados, com uma vasta gama de produtos e serviços especializados, tais como:
publicações, formação e consultoria. Os sistemas financeiros da IATA também ajudam a
indústria das viagens e os seus operadores a maximizar as receitas.

A IATA está sedeada em Montreal, no Canadá.

CONFEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES NACIONAIS DE HOTELARIA,


RESTAURAÇÃO, CAFÉS E ESTABELECIMENTOS SIMILARES DA EUROPA –
HOTREC
http://www.hotrec.org/

A HOTREC encontra-se sedeada em Bruxelas e conta como membros 40 associações patronais


do sector de 25 países europeus, da União Europeia e do Espaço Económico Europeu.

Cerca de 1,6 milhões de empresas, que empregam cerca de 9 milhões de trabalhadores,


constituem a indústria europeia de hospitalidade. A maioria destas empresas é de pequena
dimensão, tanto em termos de volume de negócios como de postos de trabalho. Elas
representam uma parte essencial do panorama das nossas sociedades culturais e sociais e
formam a espinha dorsal do turismo europeu.

A HOTREC tem como missão promover os interesses destas empresas face a instituições
europeias. Pretende monitorar as políticas da UE que tenham impacte sobre a indústria da
hospitalidade e trazer as preocupações do sector para serem debatidas e resolvidas no seio da
UE.

Os objectivos desta confederação são:


 Criar um ambiente jurídico que permita aos hotéis, restaurantes e cafés desenvolver e
proporcionar mais empregos e crescimento para a economia europeia;
 Maximização da cooperação entre os membros e a defesa dos interesses da indústria
hoteleira e restauração;
 Representar perante as instituições da União Europeia, como portavoz da indústria da
hotelaria e da restauração na União Europeia;

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

 Gerar interacção com as demais áreas do turismo europeu e da indústria turística


mundial.

FEDERAÇÃO UNIVERSAL DAS ASSOCIAÇÕES DE AGÊNCIAS DE VIAGENS E


OPERADORES TURÍSTICOS - UFTAA
http://www.uftaa.org/

Fundada em 1966 reconhecendo a necessidade de existir uma união entre as Agências de


Viagens e Operadores Turísticos, através de uma Federação Internacional que defendesse os
mesmos direitos

A UFTAA representa 114 Associações Nacionais e seus membros filiados num total de 121
países, sendo a maior Federação mundial da indústria de viagens e turismo.

Objectivos:
 Unificar e reforçar as associações e as organizações nacionais de agências de viagens,
 Actuar como representante exclusivo dos seus membros a nível internacional e mundial
e promover os seus interesses quer nível económico, social e jurídico.
 Esta organização foi fundada em 1966, estando actualmente sedeada no Mónaco.

1.2. Organizações Nacionais

TURISMO DE PORTUGAL, I. P
http://www.turismodeportugal.pt

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

O Instituto do Turismo de Portugal, abreviadamente designado por Turismo de


Portugal, I. P., é um instituto público de regime especial integrado na administração
indirecta do Estado, dotado de capacidade jurídica, autonomia administrativa e
financeira e património próprio. Este organismo tem por objecto estudar, promover,
coordenar e executar as medidas e acções compreendidas na política turística nacional.

O Decreto-Lei nº 141/2007, de 27 de Abril, definiu a missão e atribuições do Turismo


de Portugal, I.P., concretizando o objectivo de criar uma única estrutura pública que
promova a valorização e sustentabilidade da actividade turística nacional, constituindo-
se como uma verdadeira Autoridade Turística Nacional.

O Turismo de Portugal, I. P., tem por missão o apoio ao investimento no sector do


turismo, a qualificação e desenvolvimento das infra-estruturas turísticas, a
coordenação da promoção interna e externa de Portugal como destino turístico e o
desenvolvimento da formação de recursos humanos do sector, bem como a regulação
e fiscalização dos jogos de fortuna e azar.

São atribuições do Turismo de Portugal, I. P.:


a) Apoiar o membro do Governo responsável pelo turismo na definição,
enquadramento normativo e execução da política nacional e comunitária
aplicável ao sector;
b) Propor ao Governo as linhas estratégicas aplicáveis ao desenvolvimento do
sector turístico e definir os planos de acção de produtos e destinos que as
concretizam;
c) Assegurar a coordenação de estudos e estatísticas, nomeadamente em
matéria de definição, acompanhamento e avaliação das políticas e planos
estratégicos e de desenvolvimento do sector, estando habilitado a funcionar
como entidade delegada no quadro do Sistema Estatístico Nacional e a
participar nas actividades de organismos internacionais;
d) Prestar apoio técnico e financeiro às entidades públicas e privadas do sector,
assegurar a gestão dos respectivos sistemas de incentivos, aprovar e
acompanhar o investimento público de interesse turístico;

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

e) Planear, coordenar e executar a política de promoção do país, e suas


marcas, como destino turístico, bem como assegurar a recolha, tratamento e
divulgação de informação turística;
f) Incentivar e desenvolver uma adequada política de qualificação de recursos
humanos através da coordenação, criação e reconhecimento de cursos e
acções profissionais;
g) Acompanhar a evolução da oferta turística nacional, designadamente através
do registo e classificação de empreendimentos e actividades turísticas;
h) Promover uma política adequada de ordenamento turístico e de estruturação
da oferta, em colaboração com os organismos competentes, intervindo na
elaboração dos instrumentos de gestão territorial, participando no
licenciamento ou autorização de empreendimentos e actividades, reconhecendo
o seu interesse para o turismo, ou propondo ao Governo o reconhecimento da
respectiva utilidade turística;
i) Apoiar tecnicamente o membro do Governo responsável pelo turismo em
matéria de jogos de fortuna e azar, bem como contribuir para a elaboração da
respectiva regulamentação;
j) Fiscalizar a exploração dos jogos de fortuna e azar e do funcionamento dos
casinos e bingos e colaborar com as autoridades e agentes policiais em matéria
de prevenção e punição de práticas ilícitas relativas a jogos de fortuna e azar.

De acordo com o Decreto-Lei nº 141/2007, de 27 de Abril, o Turismo de Portugal, I. P.


tem os seguintes órgãos de gestão:
_ Conselho Directivo, órgão responsável pela definição da actuação do Turismo
de Portugal, I.P. e pela direcção e coordenação dos respectivos serviços.
_ Comissão de Jogos, órgão responsável pela orientação, acompanhamento e
supervisão da actividade do serviço responsável pela fiscalização e inspecção
dos jogos de fortuna e azar.
_ Fiscal único, órgão responsável pelo controlo da legalidade, da regularidade e
da boa gestão financeira e patrimonial do organismo.
_ Conselho de Crédito, órgão responsável por coadjuvar o conselho directivo
em matéria de financiamento e incentivos ao investimento.

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

_ Secretário-Geral, desempenha funções de apoio técnico ao conselho directivo,


assegurando uma eficaz articulação e coordenação entre as diversas direcções
e departamentos.

A organização interna do Turismo de Portugal, I. P. está estruturada em direcções e


departamentos, considerando as diversas áreas de actuação, podendo ser constituídas
equipas de projecto de natureza multidisciplinar e carácter transversal. Vejamos as
suas áreas de actuação:

1. Estudos e Planeamento Estratégico


Monitoriza e avalia a actividade turística nacional e os seus factores de
desenvolvimento, nesta integra-se quatro subáreas estruturadas nos seguintes
Departamentos:
_ Estudos
_ Informação Estatística
_ Assuntos Internacionais
_ Documentação

2. Operacionais
Agregam a actividade operativa do Turismo de Portugal, I.P., organizadas em
Direcções e, cada uma delas, em Departamentos:
_ Qualificação da Oferta
- Ordenamento do Território
- Empreendimentos e Actividades
- Classificação e Qualidade
_ Investimento
-Análise
- Execução
- Acompanhamento Contratual
_ Promoção
- Imagem e Conteúdos
- Operação e Eventos

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

_ Formação
- Planeamento e Certificação
- Coordenação e Gestão Escolar
_ Produtos e Destinos
- Dinamização
- Informação

3. Apoio e Suporte
Área instrumental, habilitante da tomada de decisões por parte dos órgãos do Turismo
de Portugal, I.P., a nível de apoio jurídico e contencioso, financeiro, recursos humanos,
tecnologias e comunicação.

4. Serviço de Inspecção de Jogos,


Funciona na dependência da Comissão de Jogos e é dotado de autonomia técnica e
funcional competindo-lhe zelar pelo cumprimento da legalidade no âmbito da
actividade do jogo. É composto pelos seguintes departamentos:
- Controlo da Actividade de Jogo
- Jogo Ilícito
- Tecnologias de Inspecção de Jogos.

O Turismo de Portugal tem Equipas de Turismo presentes em 17 mercados emissores


de turismo considerados relevantes, onde desenvolve e implementa as suas acções de
promoção externa.

Estas brigadas do estrangeiro são responsáveis por actividades promocionais


institucionais e por apoiar empresas portuguesas com objectivos de internacionalização
nos mercados turísticos da Alemanha, Áustria (e Suíça), Brasil, Escandinávia (e
Finlândia), Espanha, Estados Unidos (e Canadá), França, Holanda (e Bélgica), Irlanda,
Itália e Reino Unido.

No Protocolo celebrado entre o Turismo de Portugal, I. P. e a AICEP, as Equipas de


Turismo integram a nova Rede de Centros de Negócio, que também presta apoio às

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

iniciativas com interesse nos mercados onde não existem representantes do Turismo,
nomeadamente na Rússia, Polónia e Japão, em que foram designados técnicos para
apoiar as iniciativas turísticas.

No domínio da promoção e como instituto público, tem por atribuições no campo do


turismo a promoção do turismo nacional, nomeadamente através da prestação de
serviços nos seguintes domínios:
 Promoção da oferta turística nacional e dos produtos turísticos, bem
como dos seus mercados potenciais;
 Recolha, tratamento e divulgação das oportunidades de negócio para os
operadores turísticos nacionais e dos destinos turísticos nacionais e dos
destinos turísticos concorrentes de Portugal;
 Promoção e apoio de acções de informação nas diversas áreas do
Turismo;
 Participar em negociações com vista à celebração de acordos
internacionais de cooperação sobre turismo;
 Colaborar com as entidades locais e regionais na realização das acções
promocionais de turismo desenvolvidas por estas;
 Realizar quaisquer outras acções que se enquadrem no seu objecto,
designadamente campanhas de publicidade e relações públicas, estudos
de projectos e assistência técnica.

Em face do que fica exposto, resumem-se as funções deste órgão nacional de turismo
em:
o Representação do Governo;
o Elaboração de políticas de Turismo para o Governo;
o Promoção / Estratégia de Marketing;
o Protecção do Património Cultural Nacional;
o Regulamentação sobre o “Indivíduo Turístico”;
o Supervisão e desenvolvimento de programas de formação e educação;
o Elaboração de Planos Nacionais de Turismo;

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

o Definição das infra-estruturas necessárias.

CONFEDERAÇÃO DO TURISMO PORTUGUÊS


http://www.confederacaoturismoportugues.pt/

A Confederação do turismo Português – CTP é o organismo de cúpula do


associativismo empresarial do Turismo, com qualidade de indivíduo jurídico desde o
ano de 1995. A CTP tem como objectivos principais:
 A representação do sector económico do turismo;
 A defesa dos interesses comuns dos seus associados; e
 A sua representação com o estatuto de parceiro social.

De acordo com os estatutos da CTP, constituem ainda como objectivos específicos:


 A promoção de estudos e debates de temas que interessem ao sector
económico do turismo;
 O diagnóstico e o acompanhamento dos problemas que atingem o
turismo;
 Contribuir para a definição de uma estratégia comum que estabeleça as
prioridades turísticas e proponha as medidas adequadas à sua
prossecução.

O serviço da CTP é de âmbito nacional e abrange as federações, uniões e associações


do sector empresarial do turismo, podendo ainda nela filiar-se as empresas que, atenta
à diversidade e heterogeneidade da sua actividade, não sejam directamente
enquadráveis em qualquer associação do sector.

Entre outras, são suas atribuições:

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

• Promoção da harmonização dos interesses dos seus associados para o


exercício de direitos e obrigações comuns;
• Representação dos interesses comuns dos seus associados junto de todas as
entidades públicas ou privadas, nacionais, estrangeiras ou internacionais;
• Cooperação com estas entidades com vista à realização de iniciativas de
interesse mútuo;
• Promoção e elaboração de diagnósticos, pareceres e estudos que interessem
e contribuam para o desenvolvimento, modernização e aumento da
competitividade do turismo;
•Contribuição para a formação de políticas e medidas favoráveis ao
desenvolvimento da actividade turística, em particular, e da economia nacional,
em geral.

INSTITUTO NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL, I. P


http://www.inac.pt/

Em Portugal, esta autoridade é designada por Instituto Nacional de Aviação Civil


(INAC) e exerce também as competências de Registo Aeronáutico Nacional. O INAC é
um instituto público dotado de personalidade jurídica e de autonomia administrativa e
financeira, tutelado pelo ministério responsável pelos transportes (actualmente
denominado de Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações). No
âmbito de regulador e autoridade aeronáutica o INAC tem as seguintes missões
básicas:
a) Assessorar o Governo de Portugal na definição de políticas de aviação civil;
b) Intervir no planeamento das infra-estruturas aeronáuticas e na gestão do
espaço aéreo nacional;
c) Promover a segurança aeronáutica;
d) Regular e fiscalizar o exercício das actividades de aviação civil;

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

e) Regular as actividades económicas aeronáuticas;


f) Proceder à observação do mercado do transporte aéreo e de outras
actividades relacionadas com a aviação civil;
g) Colaborar na negociação e execução de tratados e acordos internacionais;
h) Representar o Estado Português em organismos internacionais relacionados
com a aviação civil;
i) Assegurar o registo das aeronaves de matrícula portuguesa, bem como das
suas partes e componentes;
j) Promover e regular a informação aeronáutica;
k) Coordenar com o Instituto de Meteorologia os procedimentos relativos à
meteorologia nacional;
l) Coordenar com a Autoridade Nacional de Comunicações a gestão das radio-
comunicações aeronáuticas;
m) Credenciar entidades externas para o exercício de funções técnicas no
âmbito da aviação civil;
n) Participar nos sistemas nacionais de protecção civil em tudo o que envolva
aeronaves e cooperar na prevenção e investigação de acidentes com aeronaves
civis;
o) Outras que lhe sejam legalmente atribuídas.

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DAS AGÊNCIAS DE VIAGENS E TURISMO –


APAVT
http://www.apavtnet.pt

A APAVT foi fundada em 30 de Maio de 1950, por um conjunto de agentes de viagens


que consideraram que sob a forma de Associação poderiam defender melhor em
conjunto, os direitos e interesses do seu sector de actividade. Está sedeada em Lisboa,

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

na Rua Duque de Palmela, nº 2, 1º Dtº, em Lisboa, tendo uma delegação na cidade do


Porto, na Rua de Santa Catarina, 1381, 2º Esqº.

Esta é a única associação deste âmbito em Portugal e a mais antiga e representativa


do turismo nacional.

Nestes últimos cinquenta anos a Associação tem tido um papel nuclear no


desenvolvimento do turismo nacional, promovendo o debate de ideias entre os seus
associados, apresentando propostas a todos os níveis, antecipando as mudanças do
mercado e preparando o sector para os desafios que lhe são colocados.

Atendendo ao posicionamento relevante das agências de viagens, que constituem o


principal elo de ligação entre a oferta turística e os consumidores, a acção da APAVT
ultrapassa muitas vezes o âmbito desta classe, contribuindo decisivamente para a
actividade turística no seu todo.

Esta associação é composta, em termos de membros, por:


o Associados Efectivos: Agências de Viagens nacionais;
o Associados Aliados: outras empresas relacionadas com o sector turístico,
tais como agências de viagens estrangeiras, companhias de aviação,
hotéis, restaurantes, rent-a-car, organismos oficiais de turismo, parques
de campismo e transportes rodoviários, entre outros.

Principais serviços prestados pela apavt:


1. Formação Profissional: Organiza e promove cursos de formação profissional
em diversas áreas disciplinares necessárias à actividade dos seus associados, a
nível nacional.
2. Consultoria Jurídica: Presta apoio jurídico aos seus associados,
nomeadamente em matéria relativa a legislação laboral, profissional e fiscal.
3. Congresso Anual: Considerado como o principal fórum de debate turístico
nacional pela generalidade da imprensa e do sector, os Congressos da APAVT

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

realizam-se anualmente e congregam habitualmente centenas de profissionais


dos mais diversos sectores da actividade turística.
4. Seminários Técnicos: a APAVT organiza e promove seminários técnicos,
recorrendo a oradores de reconhecida competência, com a frequência e
temática relevantes de cada momento.
5. Estudos: realizados sempre que possível e necessários, sobre temas e
assuntos relevantes para a actividade que possam ser objecto de estudo,
criando instrumentos de trabalho para os associados, permitindo-lhes adaptar-
se às constantes alterações do mercado, desenvolver as suas empresas,
melhorar a sua performance, entre outros.
6. Comunicação: a APAVT comunica permanentemente aos seus associados
todas as matérias de relevante interesse para o melhor desempenho da sua
actividade profissional, por intermédio de circulares, da revista e do seu sítio na
internet.
7. Centro de Arbitragem: este tem por objectivo promover a resolução de
litígios entre as agências de viagens e turismo associadas da APAVT, ou entre
estas e as pessoas ou entidades com quem mantenham relações comerciais,
excluindo os consumidores, seus clientes. A celeridade na resolução de
eventuais conflitos e a garantia de especialização da entidade que profere a
decisão são as principais prioridades deste Centro.
8. Provedor do Cliente: este serviço da APAVT visa a defesa e promoção dos
direitos e interesses legítimos dos cidadãos utilizadores de serviços das
agências de viagens e turismo, e a dignificação destes serviços junto do público
em geral.

Pioneira nesta matéria enquanto associação empresarial, a principal inovação desta


medida assenta em:
a. Resolver de forma célere eventuais conflitos ou reclamações entre as
agências de viagens e turismo aderentes e os seus clientes;
b. Permitir a atribuição imediata de compensações;
c. Desburocratizar o processo e contribuir para uma maior transparência e
credibilidade da actividade das agências de viagens e turismo.

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

9. Directório: este é uma publicação anual que apresenta a relação de todos os


associados da APAVT, entre outras informações de interesse geral para o
sector.

ASSOCIAÇÃO DA HOTELARIA DE PORTUGAL – AHP


http://www.hoteis-portugal.pt/

A Associação da Hotelaria de Portugal é a pessoa jurídica de direito privado, sem fins


lucrativos, que representa, no território nacional, e no âmbito das suas atribuições, as
empresas nela filiadas. Poderão fazer parte da associação, como sócios efectivos,
todas as empresas hoteleiras em exercício de actividade no território nacional.

Poderão também inscrever-se na associação, como sócios contribuintes, as empresas


que tenham por objecto social o exercício da indústria hoteleira mas que não explorem
efectivamente qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo anterior; e como
sócios aliados, as entidades empresariais dos diversos sectores da actividade com
interesses no sector do turismo que não possam inscrever-se como sócios efectivos ou
contribuintes. Por deliberação da assembleia-geral poderá ainda ser atribuída a
qualquer pessoa singular ou colectiva a qualidade de sócio honorário.

A AHP está sedeada em Lisboa. Esta associação tem como fins e atribuições, na defesa
e promoção dos direitos e interesses das empresas hoteleiras, enquanto tais, que
representa, nomeadamente:
a) Favorecer e incrementar o bom entendimento e a solidariedade entre os
seus membros, com vista, designadamente, ao fortalecimento do ramo de
actividade económica em que se integram;
b) Fomentar o turismo;
c) Dialogar, pela via adequada, com os órgãos de soberania, em ordem à
criação de legislação que contemple, de forma actualizada, os reais interesses
das empresas hoteleiras;

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

d) Negociar e celebrar, nos termos da lei, convenções colectivas de trabalho;


e) Organizar e manter em funcionamento serviços administrativos, técnicos e
outros adequados aos seus fins;
f) Promover e apoiar a organização de cursos de formação profissional,
conferências, congressos e editar publicações de interesse para o sector.

ASSOCIAÇÃO DA RESTAURAÇÃO E SIMILARES DE PORTUGAL – ARESP


http://www.aresp.pt

A ARESP, constituída ao abrigo e em conformidade com a lei portuguesa, resulta da


fusão da Associação dos Restaurantes e Similares de Portugal com a Associação das
Casas de Pasto e de Vinhos de Portugal.

Esta é uma associação sem fins lucrativos e tem como principal objectivo a defesa e a
promoção dos interesses colectivos das entidades empresariais que representa nos
seus sectores de actividade. A Associação está sedeada em Lisboa mas o seu âmbito é
nacional, abrangendo todo o território do País, no continente e nas Regiões
Autónomas.

A ARESP tem como objectivos os seguintes:


a) Representar as empresas associadas e defender os seus direitos e legítimos
interesses;
b) Fomentar o bom entendimento e a solidariedade entre os seus membros;
c) Cooperar com o Estado e outras entidades públicas ou privadas, tendo em
vista acções destinadas a incrementar, no âmbito dos seus sectores de
actividade, o progresso económico e social;
d) Realizar estudos destinados ao desenvolvimento dos seus sectores de
actividade e das empresas associadas, em conformidade com os interesses da
economia e o bem-estar nacionais;

21
Organizações e funcionamento do sector do turismo

e) Participar com os poderes públicos em estudos e iniciativas que visem o


incremento do turismo, a actualização e o aperfeiçoamento da legislação que
rege a actividade de restauração, bebidas, pastelaria, turismo e outras que se
enquadrem no âmbito dos seus sectores de actividade
f) Participar em todas as medidas ou providências desenvolvidas, com vista à
melhoria de condições da generalidade dos sectores associativos e da prestação
dos serviços ao público;
g) Organizar a colaboração entre os seus membros nos domínios do
investimento, da pesquisa, da formação profissional e da organização do
trabalho;
h) Colaborar com os associados na reestruturação dos sectores de actividade
em tudo quanto se mostre aconselhável, prevenindo a concorrência ilícita e
orientando-os para a melhoria da qualidade dos serviços que prestam ao
público consumidor, salvaguardando sempre, a rentabilidade económica e
social das entidades empresariais;
i) Promover e organizar congressos, seminários, conferências, reuniões e
viagens de carácter profissional para os seus associados sempre que eventos
nacionais ou internacionais o justifiquem;
j) Editar publicações de interesse geral e específico dos seus sectores de
actividade, difundindo conhecimentos úteis de carácter especializado;
k) Estruturar e administrar cursos de formação técnico-profissional;
l) Negociar e outorgar, nos termos da lei, convenções colectivas de trabalho
para os seus sectores de actividade;
m) Prosseguir quaisquer outros objectivos permitidos por lei e que sejam do
interesse associativo, designadamente a celebração com entidades de
protocolos destinados à prestação de serviços aos associados, ou através da
criação ou participação em instituições com a mesma finalidade.

A ARESP tem ainda como objectivos sociais a criação e a gestão de equipamentos e


serviços de solidariedade social e de apoio clínico para os seus associados em nome
individual e sócios das empresas associadas, seus familiares e respectivos

22
Organizações e funcionamento do sector do turismo

trabalhadores, na forma de cooperativa ou de instituição particular de solidariedade


social (IPSS) ou de outra que se encontre adequada.

Esta associação nacional tem como sua missão representar as empresas do sector e
defender os direitos e legítimos interesses das empresas nela associadas. Ao longo de
mais de um século de existência, a ARESP fortaleceu-se e tornou-se na maior
associação empresarial do país, que actualmente integra e representa nove
subsectores de actividade.

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DAS EMPRESAS DE CONGRESSOS,


ANIMAÇÃO TURÍSTICA E EVENTOS – APECATE
http://www.aope.net/apecateweb/homepage.do2

A APECATE, constituída por escritura pública em 17 de Janeiro de 2007, é uma


associação civil sem fins lucrativos que resulta da fusão de três associações: a APOPC -
Associação Portuguesa de Organizadores Profissionais de Congressos, a PACTA -
Associação Portuguesa de Empresas de Animação Cultural e de Turismo de Natureza e
Aventura, e a AOPE - Associação de Organizadores Profissionais de Eventos.

As razões que motivaram esta fusão decorrem da natural complementaridade e


progressiva interpenetração existente entre os três sectores, e da profunda identidade
de visões entre as três associações sobre os principais problemas dos sectores que
representam, e cujos produtos consubstanciam o que de mais inovador existe no
Turismo em Portugal.

A APECATE assume, naturalmente, as funções, o trabalho, os projectos, a


representação destes sectores e a responsabilidade de apoiar as suas necessidades e
de servir os seus interesses, e ganha, agora com mais força, melhores meios e novos
recursos assim como o prestígio das três associações fundadoras.

23
Organizações e funcionamento do sector do turismo

Esta fusão entre associações que representam três sectores distintos e


complementares da actividade económica faz total sentido se assentarmos no
reconhecimento da identidade de cada um. Esta união tem como objectivo reforçar as
suas naturais sinergias.

A essência desta fusão está expressa, de uma forma muito clara, na parte dos
Estatutos da APECATE que diz respeito às chamadas Secções Especializadas, que têm
como função tratar dos problemas profissionais específicos do seu ramo de actividade:
i. eventos
ii. congressos
iii. animação turística

Resumem-se então os objectivos da APECATE como:


 Unir esforços;
 Aprofundar a colaboração entre os seus associados;
 Afirmar a importância estratégica destes sectores para o
desenvolvimento do Turismo em Portugal.
 Defender e promover os interesses globais e comuns dos associados;
 Promover o estatuto profissional dos agentes dos sectores abrangidos
bem como definir regras de conduta de qualidade e deontológicas para
os associados;
 Dialogar, dar pareceres e propor medidas à Administração Pública sobre
assuntos de interesse do sector;
 Representar os associados a nível nacional e internacional, perante a
Administração Pública, outras associações, organizações sindicais e o
público em geral;
 Promover e manter serviços de interesse para os associados;
 Prestar formação profissional aos associados;
 Fomentar a união profissional e a colaboração entre os seus membros.

24
Organizações e funcionamento do sector do turismo

As Novas Áreas Regionais de Turismo


Para efeitos de organização do planeamento turístico para Portugal continental, são
consideradas cinco áreas regionais de turismo, as quais incluem toda a área abrangida
por cada uma das Nomenclaturas das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos de
Nível II (NUTS II):

1. Porto e Norte
de Portugal
2. Centro
3. Lisboa e Vale do
Tejo
4. Alentejo
5. Algarve

Em cada uma das áreas regionais de turismo definidas é criada uma entidade regional
de turismo, que funciona como entidade gestora, assumindo a natureza de pessoa
colectiva de direito público de âmbito territorial, dotada de autonomia administrativa e
financeira e de património próprio, à qual cabe exercer as competências definidas no
referido diploma e aquelas que sejam definidas nos estatutos ou regulamentos
internos e, ainda, as que resultem de contrato ou protocolo a celebrar com o Turismo
de Portugal, I. P., ou com outras entidades públicas competentes em razão da matéria.

O Decreto-Lei estabelece o regime jurídico das áreas regionais de turismo de Portugal


continental, a sua delimitação e características, bem como o regime jurídico da criação,
organização e funcionamento das respectivas entidades regionais de turismo.

Às entidades regionais de turismo incumbe a valorização turística das respectivas


áreas, visando o aproveitamento sustentado dos recursos turísticos, no quadro das

25
Organizações e funcionamento do sector do turismo

orientações e directrizes da política de turismo definida pelo Governo e nos planos


plurianuais das administrações central e local. Estas terão como atribuições:
a) Colaborar com os órgãos centrais e locais com vista à prossecução dos
objectivos da política nacional que for definida para o turismo;
b) Promover a realização de estudos de caracterização das respectivas áreas
geográficas, sob o ponto de vista turístico e proceder à identificação e
dinamização dos recursos turísticos existentes;
c) Monitorizar a oferta turística regional, tendo em conta a afirmação turística
dos destinos regionais;
d) Dinamizar e potencializar os valores turísticos regionais.

Com a entrada em vigor deste diploma serão extintos os órgãos regionais e locais de
turismo criados por legislação anterior, nomeadamente regiões de turismo e zonas de
turismo, permanecendo no entanto em actividade até à assunção de funções da
comissão instaladora de cada uma das entidades regionais de turismo ou ainda
durante o tempo necessário para garantir a gestão corrente e a prática de todos os
actos relacionados com o pessoal.

Este diploma garante que todo o território está abrangido pela capacidade de actuação
de um organismo regional de turismo, e assegura que estas estruturas regionais detêm
competências e capacidades que lhes permitem encontrar soluções de gestão
autónoma, associados a uma monitorização e verificação do cumprimento de
objectivos fixados por parte do Turismo de Portugal, I. P.

Neste contexto, em sede de regulamentação própria de cada uma das novas entidades
regionais de turismo serão definidas as respectivas formas de organização e
funcionamento, desde que respeitem um conjunto mínimo de requisitos estabelecidos
no presente diploma.

26
Organizações e funcionamento do sector do turismo

2.Organização e funcionamento de produtores turísticos nos


diversos subsectores do turismo

2.1- Tipologia e Classificação, quanto ao segmento de mercado em


que se enquadram

As empresas turísticas desde a década de 90 têm vindo a conhecer um meio


caracterizado por três fenómenos principais:
• O processo de globalização;
• Um ambiente de incerteza;
• A importância crescente da competitividade para o sucesso e mesmo para a
sobrevivência da empresa.

A indústria turística, tal como qualquer outro serviço tem as seguintes


características:
• Intangíveis - Os serviços são intangíveis. Ao contrário dos outros produtos,
não podem ser vistos, sentidos, ouvidos ou cheirados antes da compra.
• Inseparáveis - Os serviços são produzidos e consumidos em simultâneo.
• Heterogéneos - Os serviços são muito variáveis. Dependem de quem os
presta, onde são prestados.
• Perecíveis - Os serviços não podem ser armazenados.

No entanto os serviços turísticos têm também características específicas:


• Custo elevado – O preço dos produtos turísticos é relativamente elevado. Ir
de férias pode ser a compra mais importante e dispendiosa do ano;
• Sazonalidade – Picos de procura sobretudo no Verão;
• Interdependência – A indústria do turismo é composta por vários sectores
que dependem uns dos outros;

27
Organizações e funcionamento do sector do turismo

• Impacto na sociedade – A indústria do turismo provoca impactos positivos e


negativos, de ordem económica, sócio cultural e ambiental significativos no
destino, embora não deixe de afectar também os países emissores;
• Estão sujeitos a efeitos de choques externos – O turismo é muito afectado
por acontecimentos dramáticos que estão fora do controlo dos seus gestores.
Guerras, tempestades, ataques terroristas, poluição, acidentes, publicidade
adversa têm um efeito rápido e negativo na evolução dos negócios.

A indústria turística, com todas as actividades que lhe dizem respeito, aviação,
agências de viagem, operadores turísticos, hotelaria, restauração, catering, rent-a-car,
animação turística, etc., é a indústria com o mais acentuado crescimento mundial.

Uma vez que a indústria em questão integra uma diversidade de empresas associadas
à produção e distribuição de grande variedade de produtos e uma grande variedade de
clientela, apresenta-se aqui uma tipologia de empresas turísticas:
 Tipo A: empresas hoteleiras e similares (alojamento e restauração).
 Tipo B: empresas de transporte colectivo como companhias de autocarros,
companhias férreas, aéreas, organizadoras de cruzeiros e as empresas de
aluguer de automóveis.
 Tipo C: agentes organizadores de viagens (agencias de viagens – retalhistas e
os operadores turísticos – grossistas).
 Tipo D: empresas de animação, informação.

2.2 - Unidades Hoteleiras e de alojamento turístico

Os empreendimentos turísticos podem ser integrados num dos seguintes tipos:


a) Estabelecimentos hoteleiros;
b) Aldeamentos turísticos;
c) Apartamentos turísticos;
d) Conjuntos turísticos (resorts);
e) Empreendimentos de turismo de habitação;
f) Empreendimentos de turismo no espaço rural;

28
Organizações e funcionamento do sector do turismo

g) Parques de campismo e de caravanismo;


h) Empreendimentos de turismo da natureza.

a) Estabelecimentos hoteleiros

São estabelecimentos hoteleiros os empreendimentos turísticos destinados a


proporcionar alojamento temporário e outros serviços acessórios ou de apoio, com ou
sem fornecimento de refeições, e vocacionados a uma locação diária.

Os estabelecimentos hoteleiros podem ser classificados nos seguintes grupos:


a) Hotéis;
b) Hotéis-apartamentos (aparthotéis), quando a maioria das unidades de
alojamento é constituída por apartamentos;
c) Pousadas, quando explorados directamente pela ENATUR — Empresa
Nacional de Turismo, S. A., ou por terceiros mediante celebração de contratos
de franquia ou de cessão de exploração, e instalados em imóveis classificados
como monumentos nacionais, de interesse público, de interesse regional ou
municipal, ou em edifícios que, pela sua antiguidade, valor arquitectónico e
histórico, sejam representativos de uma determinada época.

Os estabelecimentos hoteleiros devem dispor, no mínimo, de 10 unidades de


alojamento, e podem ocupar uma parte independente de um edifício, constituída por
pisos completos e contíguos, ou a totalidade de um ou mais edifícios que constituam
um conjunto harmónico e articulado entre si, inserido num conjunto de espaços
contíguos, apresentando expressão arquitectónica e características funcionais
coerentes.

b) Aldeamento turístico

São aldeamentos turísticos os empreendimentos turísticos, no mínimo, de 10 unidades


de alojamento, constituídos por um conjunto de instalações funcionalmente coerente,
situadas em espaços com continuidade territorial, ainda que atravessados por estradas
e caminhos municipais, linhas ferroviárias secundárias, linhas de água e faixas de

29
Organizações e funcionamento do sector do turismo

terreno afectas a funções de protecção e conservação de recursos naturais, destinados


a proporcionar alojamento e serviços complementares de apoio a turistas.

c) Apartamentos turísticos

São apartamentos turísticos os empreendimentos turísticos constituídos por um


conjunto coerente de unidades de alojamento, mobiladas e equipadas, que se
destinem a proporcionar alojamento e outros serviços complementares e de apoio a
turistas.

Os apartamentos turísticos devem dispor, no mínimo, de 10 unidades de alojamento.

d) Conjuntos turísticos (resorts)

São conjuntos turísticos (resorts) os empreendimentos turísticos constituídos por


núcleos de instalações funcionalmente interdependentes, situados em espaços com
continuidade territorial, ainda que atravessados por estradas e caminhos municipais,
linhas ferroviárias secundárias, linhas de água e faixas de terreno afectas a funções de
protecção e conservação de recursos naturais, destinados a proporcionar alojamento e
serviços complementares de apoio a turistas, sujeitos a uma administração comum de
serviços partilhados e de equipamentos de utilização comum, que integrem pelo menos
dois empreendimentos turísticos, sendo obrigatoriamente um deles um
estabelecimento hoteleiro de cinco ou quatro estrelas, um equipamento de animação
autónomo e um estabelecimento de restauração.
Devem ainda possuir as seguintes infra-estruturas e equipamentos:
a) Vias de circulação internas que permitam o trânsito de veículos de
emergência;
b) Áreas de estacionamento de uso comum;
c) Espaços e áreas verdes exteriores envolventes para uso comum;
d) Portaria;
e) Piscina de utilização comum;
f) Equipamentos de desporto e lazer.

Consideram-se equipamentos de animação autónomos, as seguintes instalações:

30
Organizações e funcionamento do sector do turismo

a) Campos de golfe;
b) Marinas, portos e docas de recreio;
c) Instalações de spa, balneoterapia, talassoterapia e outras semelhantes;
d) Centros de convenções e de congressos;
e) Hipódromos e centros equestres;
f) Casinos;
g) Autódromos e kartódromos;
h) Parques temáticos;
i) Centros e escolas de mergulho.

e) Empreendimentos de turismo de habitação

São empreendimentos de turismo de habitação os estabelecimentos de natureza


familiar instalados em imóveis antigos particulares que, pelo seu valor arquitectónico,
histórico ou artístico, sejam representativos de uma determinada época,
nomeadamente palácios e solares, podendo localizar -se em espaços rurais ou
urbanos.

Nos empreendimentos de turismo de habitação o número máximo de unidades de


alojamento destinadas a hóspedes é de quinze.

f) Empreendimentos de turismo no espaço rural

São empreendimentos de turismo no espaço rural os estabelecimentos que se


destinam a prestar, em espaços rurais, serviços de alojamento a turistas, dispondo
para o seu funcionamento de um adequado conjunto de instalações, estruturas,
equipamentos e serviços complementares, tendo em vista a oferta de um produto
turístico completo e diversificado no espaço rural.

Estes empreendimentos devem integrar-se nos locais onde se situam de modo a


preservar, recuperar e valorizar o património arquitectónico, histórico, natural e
paisagístico das respectivas regiões, através da recuperação de construções existentes,

31
Organizações e funcionamento do sector do turismo

desde que seja assegurado que esta respeita a traça arquitectónica da construção já
existente.

Os empreendimentos de turismo no espaço rural podem ser classificados nos seguintes


grupos:
a) Casas de campo;
b) Agro -turismo;
c) Hotéis rurais.

 Casas de campo - imóveis situados em aldeias e espaços rurais que se


integrem, pela sua traça, materiais de construção e demais características, na
arquitectura típica local. Quando as casas de campo se situem em aldeias e
sejam exploradas de uma forma integrada, por uma única entidade, são
consideradas como turismo de aldeia.
 Empreendimentos de agro -turismo - imóveis situados em explorações
agrícolas que permitam aos hóspedes o acompanhamento e conhecimento da
actividade agrícola, ou a participação nos trabalhos aí desenvolvidos, de acordo
com as regras estabelecidas pelo seu responsável.
 Hotéis rurais - estabelecimentos hoteleiros situados em espaços rurais que,
pela sua traça arquitectónica e materiais de construção, respeitem as
características dominantes da região onde estão implantados, podendo instalar
-se em edifícios novos.

g) Parques de campismo e de caravanismo

São parques de campismo e de caravanismo os empreendimentos instalados em


terrenos devidamente delimitados e dotados de estruturas destinadas a permitir a
instalação de tendas, reboques, caravanas ou autocaravanas e demais material e
equipamento necessários à prática do campismo e do caravanismo.

Os parques de campismo e de caravanismo podem ser públicos ou privativos,


consoante se destinem ao público em geral ou apenas aos associados ou beneficiários
das respectivas entidades proprietárias ou exploradoras.

32
Organizações e funcionamento do sector do turismo

Os parques de campismo e de caravanismo podem destinar-se exclusivamente à


instalação de um dos tipos de equipamento referidos, adoptando a correspondente
designação.

Nos parques de campismo e de caravanismo podem existir instalações de carácter


complementar destinadas a alojamento desde que não ultrapassem 25 % da área total
do parque destinada aos campistas.

h) Empreendimentos de turismo de natureza

São empreendimentos de turismo de natureza os estabelecimentos que se destinem a


prestar serviços de alojamento a turistas, em áreas classificadas ou noutras áreas com
valores naturais, dispondo para o seu funcionamento de um adequado conjunto de
instalações, estruturas, equipamentos e serviços complementares relacionados com a
animação ambiental, a visitação de áreas naturais, o desporto de natureza e a
interpretação ambiental.

Os empreendimentos de turismo de natureza são reconhecidos como tal, pelo Instituto


de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I. P., de acordo com os critérios
definidos por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do
ambiente e do turismo.

Podem adoptar qualquer das tipologias de empreendimentos turísticos, devendo


obedecer aos requisitos previstos para a tipologia adoptada.

2.3.Estabelecimentos de restauração e bebidas

São estabelecimentos de restauração, qualquer que seja a sua denominação, os


estabelecimentos destinados a prestar, mediante remuneração, serviços de
alimentação e de bebidas no próprio estabelecimento ou fora dele.

33
Organizações e funcionamento do sector do turismo

São estabelecimentos de bebidas, qualquer que seja a sua denominação, os


estabelecimentos destinados a prestar, mediante remuneração, serviços de bebidas e
cafetaria no próprio estabelecimento ou fora dele.

A exploração de serviços de restauração ou de bebidas apenas é permitida em edifícios


ou parte de edifícios que seja objecto de licença ou de autorização de utilização
destinada ao funcionamento de um estabelecimento de restauração ou de bebidas.

Os processos para a instalação de estabelecimentos de restauração e de bebidas são


apresentados e aprovados nas Câmaras Municipais do concelho onde se localizam,
regulando-se pelo regime jurídico da urbanização e da edificação.

A actividade de catering e a de serviços de banquetes é também considerada


exploração de serviços de restauração e de bebidas.

De acordo com o regime aplicável, presume-se ainda que existe exploração destes
serviços quando os edifícios ou suas partes estejam mobilados e equipados em
condições de poderem ser normalmente utilizados por pessoas para neles tomar ou
adquirir refeições ou bebidas, mediante remuneração, ainda que esses serviços não
constituam a actividade principal de quem os presta, e ainda quando os mesmos
sejam, por qualquer meio, anunciados ao público.

Esta presunção verifica-se também no caso de serviços prestados em construções


amovíveis ou pré-fabricadas, mesmo que não possam ser legalmente consideradas
como edifícios ou parte destes.

Por outro lado, não são considerados estabelecimentos de restauração e de bebidas,


para efeitos do respectivo regime, as cantinas, os refeitórios e os bares de entidades
públicas, de empresas e de estabelecimentos de ensino, destinados a fornecer serviços
de alimentação e de bebidas exclusivamente ao respectivo pessoal e alunos, devendo
este condicionamento ser publicitado.

34
Organizações e funcionamento do sector do turismo

Denominações
Estes estabelecimentos podem usar a denominação “restaurante” ou qualquer outra
que seja consagrada, nacional ou internacionalmente, pelos usos da actividade,
nomeadamente “marisqueira”, “casa de pasto”, “pizzeria”, “snack-bar”, “self-service”,
“eat-driver”, “take-away” e “fast-food”.

Estabelecimentos de bebidas são, qualquer que seja a sua denominação, os


estabelecimentos que prestam, mediante remuneração, serviços de bebidas e
cafetaria, no próprio estabelecimento ou fora dele.

Estes estabelecimentos podem usar a denominação “bar” ou outras que sejam


consagradas, nacional ou internacionalmente, pelos usos da actividade,
nomeadamente “cervejaria”, “café”, “pastelaria”, “confeitaria”, “boutique de pão
quente”, “cafetaria”, “casa de chá”, “gelataria”, “pub” e “taberna”.

Tanto os estabelecimentos de restauração como os de bebidas podem dispor de salas


ou espaços destinados a dança, bem como de instalações destinadas ao fabrico próprio
de pastelaria, panificação e gelados.

Quando disponham de salas ou espaços destinados a dança, podem usar as


denominações consagradas nacional ou internacionalmente, nomeadamente,
“discoteca”, “clube nocturno”, “boîte”, “night-club”, “cabaret” e “dancing”. Consideram-
se estabelecimentos de restauração e de bebidas mistos os que prestam simultânea e
cumulativamente serviços de restauração e de bebidas.

Estabelecimentos Típicos e de Luxo


Os estabelecimentos de restauração e bebidas podem ser classificados de luxo ou
qualificados de típicos se cumprirem os requisitos estabelecidos no respectivo
regulamento (informação mais detalhada disponível em www.turismodeportugal.pt)

Restaurantes turísticos

35
Organizações e funcionamento do sector do turismo

Os restaurantes que foram qualificados pela Direcção-Geral do Turismo, ao abrigo do


regime jurídico anterior, como “turísticos”, são considerados, independentemente de
quaisquer formalidades, de interesse para o turismo, sem prejuízo de deverem
satisfazer os requisitos em vigor para o respectivo tipo.

2.4. Transportadoras

O Turismo, por definição, pressupõe a deslocação, que é uma das suas características
essenciais e por conseguinte, o transporte faz parte integrante do sistema turístico.

É o transporte que permite o acesso ao destino a partir da residência habitual dos


visitantes, bem como as deslocações no seu interior e que portanto, permite a
movimentação das pessoas sem a qual não há turismo. “O transporte é o coração do
turismo”. É o vínculo entre a casa, o destino, o alojamento, e todas as outras
dimensões da actividade turística.

No ano de 1997, a O.M.T. considerou como meio de transporte turístico os seguintes:


Transporte Aéreo
 Transporte Aéreo
 Transporte Terrestre
 Transporte Marítimo

Transporte Aéreo
O transporte aéreo sofreu uma expansão relativamente grande comparativamente ao
conjunto dos transportes públicos. Até 1936 o transporte aéreo evoluiu lentamente e
só passados 20 anos é que se dá o grande salto qualitativo e quantitativo com a
redução dos custos das tarifas aéreas e a nível da produção das aeronaves (entre
outros factores).

Este progresso veio estimular a procura do transporte aéreo devido, sobretudo, à sua
rapidez e segurança. Grande parte das companhias eram do Estado, ou o Estado

36
Organizações e funcionamento do sector do turismo

detinha a maioria do seu capital, motivo pelo qual as políticas aplicadas fossem de
carácter proteccionista.

Organização do Transporte Aéreo


• Em 1º lugar há que caracterizar os dois tipos de tráfego aéreo:
• Voo regular
• Voo charter.

 Os voos regulares operam em rotas específicas e em conformidade com


horários publicados (e são obrigados a levá-los a cabo seja qual for o seu load
factor (Taxa de Ocupação necessários para conseguir cobrir os custos).
 Ao contrário dos voos regulares, os serviços charter podem ser cancelados se
a procura é insuficiente. São utilizados, principalmente, nos períodos de férias
porque fazem parte de um “inclusive tour”. Os voos charter operam em curta,
média e longa distâncias, mas a sua maior concentração é em voos de pequena
distância, dentro da Europa, por motivo de férias.

Actualmente, existem 5 categorias fundamentais de companhias aéreas:


 As grandes companhias aéreas regulares - existem mais de 20 grandes
companhias nacionais (que constituem a Associação das Companhias Aéreas
Europeias – Association of European Airlines - AEA).
 O 2º grupo é constituído por companhias aéreas subsidiárias das grandes
companhias, que se dedicam sobretudo às operações não regulares, mas
igualmente importantes no campo das operações domésticas e regionais.
 O 3º grupo envolve as companhias independentes que praticamente só operam
serviços “charter”- algumas destas companhias estão entre as maiores
companhias europeias (Air Holland, Air 2000).
 O 4º grupo, refere-se às companhias regionais , cujos serviços aéreos têm
crescido consideravelmente na Europa, nos últimos anos (como é o caso dos
táxis aéreos).
 O 5º grupo diz respeito às companhias “Low Cost ” que se caracterizam por
comercializar os seus produtos na Internet, a preços muito reduzidos. Podem

37
Organizações e funcionamento do sector do turismo

ser companhias independentes, subsidiárias das de voos regular e das de voo


charter.

Regulamentação e Desregulamentação do Transporte Aéreo


O tráfego aéreo sempre foi uma actividade altamente regulamentada.
 Aspectos Básicos da Regulamentação:
o A regulamentação internacional de companhias aéreas começou com a
Conferência de Chicago em 1944. O evento deu origem à Convenção de
Chicago, que criou a International Civil Aviation Organization (ICAO) e
estabeleceu quatro princípios básicos para a aviação internacional, que
são:
 A soberania de cada nação sobre o seu espaço aéreo.
 O direito de todas as nações de participar do tráfego aéreo.
 A regulamentação não - discriminatória do tráfego aéreo.
 A liberdade de cada nação para designar as companhias que poderão operar
no seu espaço aéreo.

A Conferência de Chicago propôs ainda as Cinco Liberdades do Ar originais


(actualmente são oito), pelas quais cada estado concede aos outros estados os
seguintes privilégios:

Cinco Liberdades do Ar
 Voar através do seu território sem aterrar
 Aterrar com propósitos não relacionados com o tráfego
 Deixar passageiros, correspondência e cargas recolhidas no território do estado
onde pertence o avião
 Recolher passageiros, correspondência e cargas recolhidas no território do
estado onde pertence o avião
 Recolher passageiros, correspondência e carga destinados ao território de
qualquer outro estado e deixar passageiros, correspondência e carga oriundos
de qualquer um desses territórios

38
Organizações e funcionamento do sector do turismo

Serviços oferecidos pelas Companhias Aéreas:

Serviços em Terra
 – Aceitação dos passageiros (check-in)
 – Facturação do equipamento
 – Atenção especial a pessoas com problemas de mobilidade, crianças não
acompanhadas.
 – Embarque
 – Cartão que facilita diversos serviços
 – Atenção especial a passageiros frequentes

Serviços a Bordo
 – Serviço de alimentação e bebidas de acordo com a duração do voo
 – Projecção de filmes
 – Atenção especial a menores não acompanhados
 – Revistas e imprensa actualizada
 – Transporte de animais (mediante informação prévia e pagamento)

Veículos de transporte aéreo


 Avião
 Helicóptero
 Balão
 Avioneta
 Jacto

Transporte terrestre
O transporte terrestre é o movimento de pessoas e mercadorias por terra. Inclui o
transporte ferroviário, por via-férrea e o transporte rodoviário, ou seja, por estrada.

Veículos de transporte terrestre


 Comboio
 Carro

39
Organizações e funcionamento do sector do turismo

 Autocarro
 Camião
 Eléctrico
 Metro
 Moto
 Bicicleta

Transporte Ferroviário
O transporte ferroviário e o marítimo fora a primeira forma de transporte a ser
utilizada amplamente para viagens de passageiros.

O desenvolvimento do comboio começou no início do séc. XIX. Thomas Cook foi o


pioneiro na organização da viagem turística por comboio. O famoso Expresso Oriente
ligava Paris a Istambul em 1883 e Londres a Istambul em 1913.

Ao longo da sua história o comboio enfrentou vários problemas, como a falta de


padronização, a largura dos trilhos, a discrepância entre a procura por parte de
passageiros e a procura por questões de transporte de carga despoletaram a sua
“queda”.

Os custos de manutenção, junto com as necessidades de capital e trabalho na


operação do serviço ferroviário, continuam a torná-lo um meio de transporte caro e
cada vez menos utilizado.

O encerramento de muitas estações que serviam muitas vezes destinos tradicionais de


férias e áreas panorâmicas, reduziu a sua utilidade.

A crescente concorrência das viagens por ar e de carro particular ainda enfraqueceu


mais a posição desfavorável deste tipo de transporte. A divulgação do automóvel fez
com que, nos dias de hoje se estime que apenas 5% da circulação de turistas se faça
por este meio de transporte.

40
Organizações e funcionamento do sector do turismo

Contudo, prevê-se que o comboio reconquiste o seu lugar e a sua importância pelos
seguintes factores:
 Desenvolvimento dos T.G.V. (transportes de grande velocidade), que vão
permitir competir nas rotas aéreas e terrestres no acesso a grandes centros
urbanos, podem atingir velocidades na casa dos 300Km/h.
 A modernização das vias-férreas e das carruagens contribuirá para o
relançamento da imagem dos caminhos-de-ferro.
 Muitas carruagens estão já dotadas de assentos reclináveis, estofados, com ar
condicionado e música ambiente, possibilitando um maior conforto da viagem.
 Para longas viagens existem carruagens com compartimentos para dormir com
WC incorporado.

Transporte Rodoviário

Autocarro
Um autocarro é um veículo que tem como principal função o transporte de
passageiros.

A Organização Mundial do Turismo afirma que 75% dos fluxos turísticos mundiais são
de âmbito intra-regional, ou seja, a maior parte dos fluxos turísticos realizam-se dentro
da própria região turística.

A eminente predominância das viagens de curta distância reforça essa afirmação e


demonstra que a prática do turismo interno tem vindo a obter uma maior importância
no contexto económico da actividade turística.

Num País como Portugal o transporte turístico terrestre, sem qualquer desmerecimento
ao transporte aéreo, possui uma importância expressiva – tanto pela sua acessibilidade
económica junto dos consumidores, quanto pela acessibilidade geográfica junto dos
destinos e produtos turísticos.

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

O desenvolvimento dos autocarros (maiores e mais modernos) nos últimos anos fez
com houvesse um forte crescimento da procura deste meio de transporte, sendo
também o ideal para os turistas que procurem umas férias mais económicas.

Transporte marítimo
O transporte marítimo é o transporte aquático que utiliza como vias de passagem os
mares abertos, para o transporte de mercadorias e de passageiros. O transporte fluvial
usa os lagos e rios. Como o transporte marítimo representa a grande maioria do
transporte aquático, muitas vezes é usada esta denominação como sinónimo.

Com o desenvolvimento da indústria automóvel e da aviação a importância do


transporte marítimo decresceu, mas ainda assim é eficaz para curtas viagens ou
passeios de lazer, Os navios já há muito que são utilizados para efeitos militares, tanto
para formação, invasões, bombardeamentos, transporte de armamento e recursos
como por exemplo os Porta-aviões.

Nos últimos anos, os antigos barcos de passageiros deram lugar aos grandes barcos de
cruzeiros, cuja actividade se transformou rapidamente num dos casos de maior
sucesso da actividade turística, com um crescimento médio anual superior ao do
conjunto do turismo mundial.

A procura dos cruzeiros constitui um dos segmentos de maior crescimento não na


perspectiva de transporte, mas antes na perspectiva de “produto turístico”. De facto,
os cruzeiros afirmam-se como uma fórmula de viagem que combina o transporte com
o alojamento e a alimentação e numerosas actividades a abordo.

Embora exista uma grande difusão de cruzeiros por vários pontos do globo, os grandes
pólos de atracção situam-se no mar das Caraíbas, com partida de Miami, e no
Mediterrâneo.

Outras zonas importantes são o Alasca, a Europa do Norte, o mar Báltico e a Ásia/
Pacífico. Em Portugal, as principais zonas de atracção são Lisboa, que ocupa o primeiro

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

lugar entre os Portos do Atlântico europeu com cerca de 280 escalas e cerca de 200
mil passageiros, e o Funchal, na Madeira.

Um dos efeitos positivos dos cruzeiros é o movimento que provocam nos locais de
visita, mas as possibilidades de permanência e largada de passageiros em terra
durante a mesma, que são muito importantes do ponto de vista económico para os
locais visitados, depende da oferta turística existente:
 Atractivos diversificados, de fácil e rápido acesso;
 Pacote de serviços terrestres complementares com excursões e visitas;
 Oferta de pacotes abrangendo diferentes pontos turísticos na região.

Finalmente, a navegação fluvial e lacustre é também um importante modo de


transporte turístico não só na travessia de rios e lagos mas também na realização de
cruzeiros. Estes constituem importantes produtos turísticos tal como se verifica em
relação aos cruzeiros marítimos. São exemplos os cruzeiros nos rios Nilo, Mississipi,
Reno, Douro, Danúbio, ou nos lagos do Canadá, EUA ou Suíça.

2.5.Os operadores turísticos

Um operador turístico é uma empresa grossista de viagens que ajusta uma deslocação
e todos os seus elementos, vendendo-a directamente ao consumidor final, às agências
de viagens ou a outros retalhistas; é um fabricante de “pacotes turísticos” que recolhe
uma série de serviços individuais promovidos por diversas empresas.

Os operadores turísticos acrescentam uma margem de 20 a 25% sobre o preço do


pacote, exceptuando o transporte aéreo. Desta parte do pacote, que representa cerca
de 50% do preço total, quem beneficia são as agências de viagem que recebem uma
comissão quando emitem o bilhete.

Normalmente a percentagem de lucro de um operador turístico é de cerca de 3%


depois de deduzidos os custos de operação. Portanto, para sobreviverem, têm que

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

vender em larga escala. Para terem lucro, os operadores turísticos têm que vender
85% dos seus pacotes.

O operador turístico não tem que pagar adiantada a soma dos produtos que compra.
Dá um sinal e o restante é pago apenas quando a viagem dos seus clientes é
finalizada. O espaço de tempo entre o pagamento da agência de viagens ao operador
turístico e deste aos seus fornecedores é muito importante para a sua sobrevivência.

Um operador turístico pode sofrer consequências graves quando factores externos


influenciam a sua actividade e robustez económica. Exemplos disto são: o clima, a
insegurança, as catástrofes naturais, etc.). Actualmente sofrem, ainda, outra ameaça
já que as próprias companhias aéreas estão a fazer concorrência aos operadores
turísticos.

A agência de viagens também pode elaborar os pacotes, mas normalmente revende


pacotes dos operadores turísticos, ganhando uma comissão para cada venda realizada.

Normalmente um pacote turístico, nacional ou internacional, é composto do


alojamento, transporte (aéreo, rodoviário, ferroviário), alimentação ( na sua totalidade
ou não), transfers e guias locais.

Existem dois tipos de pacotes turísticos:


 pacote individual (forfait), onde o turista quando se desloca à agência de
viagens escolhe o empreendimento turístico, a companhia aérea, os locais para
os quais pretende viajar, enfim, monta o pacote à sua medida
 pacote em grupo, ou seja a excursão, os horários, meios de transporte e
empreendimentos turísticos estão já pré-estabelecidos, podendo apenas em
algumas situações, e com pagamento em separado, pedir mais entradas em
determinadas atracções ou bilhetes para excursões, aluguer de carros ou outras
componentes não incluídas no pacote.

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

Para organizarem uma viagem, os operadores turísticos adquirem aos produtores os


serviços que integram na viagem por um determinado preço, combinam esses serviços
num pacote (package) e vendem-no a um preço final que cobre todos os serviços.

2.6.As Agências de Viagens

As agências de viagem são empresas retalhistas que fazem parte da distribuição


turística e apresentam as seguintes características:
 Trabalham em conexão com vários produtores turísticos a fim de completar os
diferentes serviços que os clientes exigem;
 Têm um posicionamento directo ao cliente final, dentro do canal de
distribuição. Finalizam e concretizam todo o processo de distribuição;
 São os que de uma forma geral têm vendido o produto turístico,
tradicionalmente, ao comprador/consumidor;
 Não podem fabricar produtos turísticos para distribuir através de outras
agências de viagens;
 Cobram ao cliente pelos serviços efectuados, no momento da entrega de
documentação e da venda consumada;
 Recebem uma retribuição proveniente do fornecedor, normalmente designada
como percentagem económica da venda realizada. Este valor varia segundo os
tipos de produtos vendidos e os produtores, assim como da importância e da
força das negociações que a agência incute nos seus fornecedores.

Actuam em nome de um cliente, na organização de uma viagem com os prestadores


de serviços (companhias aéreas, hotéis, operadores, etc.) e recebem em troca uma
comissão dos produtores envolvidos. As agências de viagens funcionam como um
mediador, na medida em que liga o produtor e o consumidor turísticos.

São uma componente da estrutura empresarial directamente ligada à indústria turística


como actividade mediadora (elemento de ligação) entre os turistas e as entidades
fornecedoras de serviços.

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

Quanto à sua classificação, de acordo com a sua dimensão, capacidade e tipo de


serviços, as agências de viagens podem dividir-se em:
 Agências Organizadoras (grossistas)
 Agências Revendedoras (retalhistas)

De acordo com a legislação em vigor, são agências de viagens e turismo as empresas


cujo objecto compreenda o exercício de determinadas actividades próprias e acessórias:

São actividades próprias das agências de viagens e turismo:


a) A organização e venda de viagens turísticas;
b) A reserva de serviços em empreendimentos turísticos, em empreendimentos
de turismo no espaço rural e nas casas de natureza;
c) A bilheteira e reserva de lugares em qualquer meio de transporte;
d) A representação de outras agências de viagens e turismo, nacionais ou
estrangeiras, ou de operadores turísticos estrangeiros, bem como a
intermediação na venda dos respectivos produtos;
e) A recepção, transferência e assistência a turistas.

São actividades acessórias das agências de viagens e turismo:


a) A obtenção de certificados colectivos de identidade, vistos ou outros
documentos necessários à realização de uma viagem;
b) A organização de congressos e eventos semelhantes;
c) A reserva e venda de bilhetes para espectáculos e outras manifestações
públicas;
d) A realização de operações cambiais para uso exclusivo dos clientes, de
acordo com as normas reguladoras da actividade cambial;
e) A intermediação na celebração de contratos de aluguer de veículos de
passageiros sem condutor;
f) A comercialização de seguros de viagem e de bagagem em conjugação e no
âmbito de outros serviços por si prestados;
g) A venda de guias turísticos e publicações semelhantes;

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

h) O transporte turístico efectuado no âmbito de uma viagem turística, segundo


alguns critérios.
i) A prestação de serviços ligados ao acolhimento turístico, nomeadamente a
organização de visitas a museus, monumentos históricos e outros locais de
relevante interesse turístico;
j) O exercício de algumas actividades de animação turística.

O papel das agências de viagens no canal de distribuição turística pode resumir-se em


três tipos de funções principais:
 Mediadora: é a actividade que caracteriza este tipo de empresa como
Intermediária na indústria turística. Deve actuar tanto em nome dos produtores
como dos consumidores turísticos;
 Função assessora: quando a complexidade das viagens não permite ao
consumidor menos experiente entender o necessário. Neste sentido, o agente
de viagens deve ter um amplo conhecimento no que concerne às viagens,
actuando como um especialista e um conselheiro;
 Função produtora: quando as agências de viagens contratam os serviços e/ou
bens de diversos produtores, com o objectivo de criar os seus próprios
produtos ou pacotes turísticos, comercializando-os nos seus pontos de venda.

2.7.Empresas de animação turística

A animação promovida pelas empresas turístico/hoteleiras, depende muitas vezes do


meio envolvente e da capacidade de exploração, dos meios e infra-estruturas
disponíveis. Seguindo o mesmo raciocínio, a grande mais-valia das empresas poderá
estar no aproveitamento dos recursos disponíveis numa região para actividades de
animação turística/hoteleira.

Todos os tipos de atracções referidos, poderão ser objecto de aproveitamento para a


realização de actividades de animação turística/hoteleira. Podemos referir, como
exemplos, algumas actividades:

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

 Actividades Culturais – Exposições, fotografia, artesanato, seminários,


projecção de documentários, festivais de cinema e teatro, visitas a centros de
cultura, jornadas gastronómicas, enológicas e etnológicas, passeios e visitas a
monumentos históricos.
 Actividades de Entretenimento – Concursos literários, organização de bailes
e concursos de dança, concursos de confecções culinárias, desfiles de moda,
shows de magia, jantares temáticos, jogos de salão, concursos do saber fazer.
 Actividades Desportivas – Concursos de pesca e minigolfe, torneios de
xadrez, bilhar, golfe, ténis, competições em instalações desportivas, actividades
subaquáticas, jogos de praia, desportos radicais.
 Actividades Infantis – Concursos e competições desportivas, trabalhos
manuais, festas de teatro, marionetas, disfarces, cursos de línguas, jogos
tradicionais

Enquadramento legal das empresas de animação turística


De acordo com o Decreto-Lei nº 108/ 2009, de 15 de Maio:

Artigo 1.º
Objecto
O presente decreto -lei estabelece as condições de acesso e de exercício da actividade
das empresas de animação turística e dos operadores marítimo -turísticos.

Artigo 2.º
Âmbito de aplicação
Para efeitos do presente decreto -lei, a noção de empresa compreende o empresário
em nome individual, o estabelecimento individual de responsabilidade limitada, a
cooperativa e a sociedade comercial sob qualquer um dos seus tipos.

Consideram -se excluídas do âmbito de aplicação do presente decreto -lei, as visitas a


museus, palácios e monumentos nacionais, e outras actividades de extensão cultural,
quando organizadas pelo Instituto dos Museus e da Conservação, I. P., ou pelo
Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I. P., ou pelos

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

respectivos serviços dependentes, considerando -se actividades de divulgação do


património cultural nacional.

Actividades próprias e acessórias das empresas de animação turística


1 — São consideradas actividades próprias das empresas de animação turística, a
organização e a venda de actividades recreativas, desportivas ou culturais, em meio
natural ou em instalações fixas destinadas ao efeito, de carácter lúdico e com interesse
turístico para a região em que se desenvolvam.

2 — São actividades acessórias das empresas de animação turística, nomeadamente, a


organização de:
a) Campos de férias e similares;
b) Congressos, eventos e similares;
c) Visitas a museus, monumentos históricos e outros locais de relevante
interesse turístico, sem prejuízo da legislação aplicável ao exercício da
actividade de guia turístico;
d) O aluguer de equipamentos de animação.

As actividades de animação turística desenvolvidas em áreas classificadas ou outras


com valores naturais designam -se por actividades de turismo de natureza, desde que
sejam reconhecidas como tal pelo Instituto de Conservação da Natureza e da
Biodiversidade, I. P. (ICNB, I. P.).

2 — As actividades de animação turística desenvolvidas mediante utilização de


embarcações com fins lucrativos designam -se por actividades marítimo -turísticas e
integram as seguintes modalidades:
a) Passeios marítimo -turísticos;
b) Aluguer de embarcações com tripulação;
c) Aluguer de embarcações sem tripulação;
d) Serviços efectuados por táxi fluvial ou marítimo;
e) Pesca turística;

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

f) Serviços de natureza marítimo -turística prestados mediante a utilização de


embarcações atracadas ou fundeadas e sem meios de propulsão próprios ou
selados;
g) Aluguer ou utilização de motas de água e de pequenas embarcações
dispensadas de registo;
h) Outros serviços, designadamente os respeitantes a serviços de reboque de
equipamentos de carácter recreativo, tais como bananas, pára -quedas, esqui
aquático.

3 — As embarcações, com ou sem propulsão, e demais meios náuticos utilizados na


actividade marítimo –turística estão sujeitos aos requisitos e procedimentos técnicos,
designadamente em termos de segurança, regulados por diploma próprio.

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

Bibliografia

 Cunha, Licínio (1997). Economia e Política do Turismo . Lisboa: McGraw-Hill.

 Cunha, Licínio (2001). Introdução ao Turismo. Lisboa: Editorial Verbo.

 Costa, J., Rita, P. e Águas, P. (2001). “Perspectivas sobre o desenvolvimento do


turismo” in Tendências Internacionais em Turismo – Gestão Turística . Lisboa:
Lidel.

Legislação
 Regime jurídico das agências de viagens e transportes - Decreto-Lei n.º
263/2007 de 20 de Julho.
 Regime Jurídico das empresas de animação turística - Decreto-Lei nº 108/
2009, de 11 de Maio
 Regime jurídico dos empreendimentos turísticos - Decreto-Lei nº 39/2008, de 7
de Março
 Regime jurídico dos estabelecimentos de restauração e bebidas - Decreto-Lei
nº 234/2007de 19 de Junho
 Regime jurídico das áreas regionais de turismo de Portugal continental -
Decreto-Lei nº 67/2008

Webgrafia
http://www.oecd.org
http://www.unwto.org/index.php
http://www.wttc.org/eng/About_WTTC
http://www.imo.org/
http://www.icao.int/
http://www.iata.org/
http://www.hotrec.org/
http://www.turismodeportugal.pt
http://www.confederacaoturismoportugues.pt/

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Organizações e funcionamento do sector do turismo

http://www.inac.pt/
http://www.apavtnet.pt
http://www.hoteis-portugal.pt/
http://www.aresp.pt
http://www.aope.net/apecateweb/homepage.do2

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