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Índice
0.Introdução.................................................................................................................................4

0.1.Objectivo geral.......................................................................................................................4

0.2.Objectivos específicos............................................................................................................4

0.3.Metodologia...........................................................................................................................4

1. Recursos Naturais e o seu impacto a Industria mineira...........................................................5

2.As operações de recursos naturas (mineiras), a comunicabilidade de DUATs e as suas


implicações...................................................................................................................................8

3.Impacto da indústria mineira no conflito de uso e aproveitamento de terra para os nativos....9

4.Conclusão................................................................................................................................10

5.Bibliografia.............................................................................................................................11
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0.Introdução
O presente trabalho de história de Moçambique do século XIX-XXI, que trata o facto de Recucos
Naturas na indústria mineira em Moçambique e o seu impacto, aborda assuntos relevantes ao
tema, olhando o assunto duma forma profunda e interessante, e abordando das operações
mineiras, a comunicabilidade de duat’s e as suas implicações, como a duat’s tem implicado nos
recursos naturas sobre tudo na indústria mineira.

0.1.Objectivo geral
 Compreender a indústria dos Recursos Naturas (mineira) em Moçambique e o seu
impacto

0.2.Objectivos específicos
 Indicar os Recursos Naturais e o seu impacto na Industria mineira;
 As operações de recursos naturas (mineiras), a comunicabilidade de DUATs e as suas
implicações.

0.3.Metodologia
Para a concretização deste trabalho, houve a necessidade de se auxiliar em algumas obras
bibliográfica já referentes que abordaram aspecto relevante sobre o tema em referência. No
entanto, procurou-se fazer uma análise cuidada das informações apresentadas pelos diversos
autores, seguindo-se finalmente com síntese o enquadramento coerente dos pontos que mais se
encaixam com tema em destaque.
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1. Recursos Naturais e o seu impacto a Industria mineira


Segundo ARQUIVO (2017:34) Moçambique tem uma gama de riqueza de recursos naturais:
carvão, gás natural, areia pesadas e as potenciais reservas de petróleo. A maior parte está ainda
por ser explorada. Os Recursos Minerais têm atraído uma maior atenção de Investimento Directo
Estrangeiro sob forma de mega-projetos.

De acordo com RECAMA (2006:217) O sector de extracção mineira, incluindo o da pesquisa e


exploração de hidrocarboneto tem registado um desenvolvimento assinalável em Moçambique.

Há poucos anos, a indústria mineira não desempenhava um papel relevante na economia do país.
Houve no passado alguma produção destacando-se a produção de carvão em Tete, embora em
pequena escala, também houve exploração de bauxite, cobre e ouro em Manica, calcário e
grafites em Cabo de Delgado, gemas e pedras semipreciosas em Nampula, tantalite na Zambézia
e bentonite em Maputo. Depois dessa grande produção ter estado paralisado devido a guerra,
existe hoje uma tendência para sua recuperação.

Segundo o governo, o papel de relevo assumido recentemente pelo sector da indústria dos
recursos minerais deve-se, em grande medida, ao regime jurídico adoptado a partir de 2002, que
inclui uma serie de benefícios fiscais e outros incentivos concedidos aos interessados em investir
na área. Para os representantes do governo, existe uma relação directa entre o aumento das
solicitações de títulos mineiros nos últimos anos, e os benefícios fiscais atrás mencionados
ilustrando o que vem anteriormente referido, essas fontes indicam que, em 2004, foram
aprovados projectos de investimentos na ordem de USS 101 milhões e, em 2008, houve um
aumento do montante do investimento para a cifra de USS 804 milhões (NEWITT, 2012).

Para o governo, os investimentos tem resultado num ganho para a economia do pais (permitindo
em 2008 num aumento em 5% do PIB) e para as populações que residem em locais próximos
donde os projectos estão a ser implementados ou seja funcionam (asseguram-se de emprego e
obras de carácter social, nomeadamente, construção de infra-estruturas de saúde, escolas, postos
policias entre outras) NEWITT, 2012).
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A estacão de recursos minerais em Moçambique carece da obtenção do respectivo titulo mineiro.


Competindo ao ministério dos recursos minerais (MIREM) a emissão das licenças de
reconhecimento prospecção e pesquisa, do certificado mineiro e das concessões minerais.

A partir do momento da emissão das referidas licenças, os titulares ganham o directo de


preferência sobre os demais relativamente a ocupação das terras abrangidas pelas áreas de
mineração, ainda para cada título se tenha observar o estatuto na lei (LEI de MINA).

Em Moçambique, as indústrias extractivas (mineira, de Petróleo e de gás natural) Contribuem


com uma porção significativa e cada vez mais crescente para os rendimentos do Governo
destinados ao desenvolvimento. À luz deste pressuposto, o Governo de Moçambique aderiu à
Iniciativa de Transparência na Indústria Extractiva (ITIE) para assegurar que os pagamentos e as
receitas relacionados com a indústria extractiva sejam publicados de uma forma transparente.
Moçambique tornou-se num País candidato à adesão da ITIE no dia 15 de Maio de 2009.

A Iniciativa de Transparência na Indústria Extractiva (ITIE) foi lançada na Cimeira Mundial


sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado em Joanes burgo, em Setembro de 2002. O
principal objectivo da Iniciativa é permitir que haja maior transparência em torno da geração de
receitas e despesas dos rendimentos do sector da indústria extractiva. Este objectivo tem como
primordial propósito, melhorar os rendimentos das indústrias extractivas, reduzir o potencial para
a corrupção ou desvio de grande escala desses fundos pelos governos anfitriões; e estimular o
debate sobre os usos destes rendimentos. A iniciativa encoraja os governos, as empresas
extractivas (públicas e privadas), Agências Internacionais e ONGs a trabalhar em conjuntos no
desenvolvimento de uma plataforma de promoção de transparência nos pagamentos efectuados
pelas indústrias extractivas. A iniciativa exige a publicação regular dos pagamentos das
indústrias extractivas e receitas do Governo.
Para alcançar este objectivo, a Boas & Associates foi encarregue pela Iniciativa de Transparência
na Indústria Extractiva da República de Moçambique (ITIEM), para realizar a agregação ou
reconciliação dos pagamentos do sector extractivo e as receitas do Governo para o ano de 2008,
isto é, o primeiro relatório da ITIEM.
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Este relatório apresenta os detalhes da agregação e reconciliação dos pagamentos da indústria


extractiva e as receitas do Governo para o ano de 2008. Moçambique é um país dotado de vasta
riqueza em recursos naturais incluindo carvão, gás natural, areias minerais e reservas de petróleo.
A diversidade geológica de Moçambique oferece uma vasta gama de minerais e metais incluindo
ouro, urânio, titânio, carvão e bauxite. A cintura de Manica no oeste de Moçambique é a fonte
primária do ouro, cobre, ferro, bauxite e recursos similares no país. As reservas de gás natural
dos campos de Pande/Temane, na província de Inhambane estimam-se em mais de 5 milhões de
TJ. Estima-se que as reservas totais de carvão sejam de pelo menos 6 biliões de toneladas,
incluindo as minas de Moatize e Mucanha-Vuzi na província de Tete.

A maior parte dos recursos naturais de Moçambique ainda não estão explorados. Desde 2003, a
indústria extractiva de Moçambique tem atraído uma crescente atenção do sector privado. Os
fluxos de capital têm ganhado dimensão e um conjunto de empresas de países como a África do
Sul, Rússia, Brasil e Índia, têm estado a comprar acções nas minas ao longo do país, facto que
significa a emergente importância da indústria mineira na economia de Moçambique. Perto de
217 milhões de dólares americanos foram investidos no sector mineiro do país em 2007, acima
de 169 milhões de dólares americanos em 2005.
A exploração mineira tornar-se-á muito importante num futuro breve quando vários mega-
projectos começarem a mostrar resultados na produção e na exportação. Assim, a implementação
da ITIE pode ser uma ferramenta importante para assegurar que os benefícios resultantes da
exploração sejam utilizados para o benefício do País. Os minerais que estão a ser explorados
actualmente incluem titânio, tântalo, mármore, ouro, carvão, bauxite, granito, calcário e pedras
preciosas. Existem também depósitos conhecidos de pegmatitos, platinóides, urânio, bentonite,
ferro, cobalto, crómio, níquel, cobre, granito, flúor, diatomite, esmeraldas, turmalinas e apatite. O
sector extractivo tem um potencial para contribuir muito mais para a economia nacional do que
aquilo que faz hoje, uma vez que tem atraído grandes investimentos.
Para além dos títulos acima mencionados, o MIREM confere licenças destinadas a exploração
mineira de pequena escala ou artesanal.

OSSEMANE (2012:147) a firma que ITIE procura para que a exploração dos recursos naturais
se reduza em ganhos mais amplamente partilhados na sociedade através da provisão de
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informação relativa aos fluxos de pagamento extractiva (mineração, petróleo e gás) ao estado,
sendo regida por um padrão internacional de qualidade de informação definida pela ITIE.

2.As operações de recursos naturas (mineiras), a comunicabilidade de DUATs e as suas


implicações
Ainda ARQUIVO (2010) acrescenta que o momento da viragem, marcado pela crescente
oportunidade de investimento na área mineira, foi o ano de 2002. A partir do meado deste ano,
foram emitidas 308 licenças validas, e nos anos subsequentes este registo foi subindo, situando-
se, em 2003, em 590 pedidos; no ano seguinte em 783; 2005 em 978 e, já em 2006, apesar do
relativo abordamento, o registo de número de licenciamentos ainda se situou nas 866 licenças.

No período em consideração, houve investimentos em pesquisa e desenvolvimento no valor total


de 644 milhões de dólares americanos, sendo: 22 milhões de dólares investidas em 2003; 33
milhões de dólares em 2004; 169 milhões de dólares em 2005; 203 milhões de dólares em 2006 e
217 milhões de dólares em 2007.

Até em Maio em 2008, segundo o próprio governo, tinham já sido emitidas 997 licenças segundo
a seguinte distribuição: (i) minerais do grupo ornamentais, 30 licenças; (ii) Carvão, 222 licenças;
(iii) Tantalite, 242 licenças; (iv) pedras preciosas e semipreciosas, 35 licenças; (v) Ouro, 252
licenças; (vi) Inertes, 209 licenças; (vii) minerais industriais, 7 licenças (viii) PGM e metais
(CANABOZA, 2010:219).

Yager refere que dentre as licenças emitidas salienta-se as de grande projectos, em


implementação nas províncias de Nampula, Tete, Manica e Zambézia.

Em Nampula o projecto funciona nas áreas pesadas de Moma. Este projecto, de multinacional
Irlandesa, kenmare Rosources, é avaliado em USS 500 milhões. Em Tete particularmente nas
minas de carvão de Moatize encontram-se as companhias multinacionais do vale do rio Doce do
Brasil, com um projecto avaliado em USS 1,535 mil milhões e da Riversdale Mining, da
Austrália. Para além das minas de Moatize, estende o seu projecto nos campos de carvão de
Mucanha-Vuzi. Em Manica há a referir as empresas de agrupamento mineiro e Delta Trading,
ligadas a projectos de exploração de ouro, em quanto que na Zambézia verifica-se em
Murrupino, a empresa Higl Londs que esta ligada ao projecto de exploração de Tantalite.
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3.Impacto da indústria mineira no conflito de uso e aproveitamento de terra para os


nativos.
Para CANABOZA, as populações que residem em locais próximos onde os projectos estão a ser
implementados ou seja funcionam (asseguram-se de emprego e obras de carácter social,
nomeadamente, construção de infra-estruturas de saúde, escolas, postos policias entre outras).

No entanto, há registo indicando que esta actividade tem normalmente sido desenvolvida sem
observância das medidas antipoluição e de protecção de meio ambiente, prevista no plano de
lavra, havendo casos identificados em Manica (nas áreas de Munhena Mimosa), Nampula (na
área de Mavuco) e Niassa (nas áreas de Nacarue e Lupilichi), de poluição das águas superficiais
localizados nas áreas minerais e de ausência de reabilitação e restauração dos terrenos e de
vegetação degradados, por efeito de exploração mineira.

A medida que a quantidade de investimento na área mineira aumenta, também aumenta a pressão
sobre o uso e aproveitamento da terra. Esta pressão mal gerida pode causar conflitos de natureza
geracional e intergeracional. As soluções legas, quando haja conflitos de interesse sobre a terra,
sendo um dos intervenientes titulares de uma licença mineira, beneficiam o interesse mineiro que
prevalece e os restantes, ainda que sejam anteriores, vêem os seus títulos de uso e
aproveitamento de terras extintos, posteriormente transmitidos e as terras convertidas em
unidades cadastrais para operações mineiras.

Esta situação cria movimento de pessoas a procura de novos reassentamentos. Em Tete, o facto
levou a criação de uma comissão multissectorial, que em articulação com um dos operadores
mineiros na província identificou novas terras para o reassentamento das populações que viviam
nas áreas demarcadas de exploração mineira, garantiu a realização de obras de construção de
casas, infra-estruturas sociais ligadas a educação, saúde, rede de fornecimento de água e energia,
terras para a pastagem e agricultura.

Embora o governo tenha reconhecido a gravidade da situação e tenha em 2007, procurado


desenvolver um programa de mitigação do impacto ambiental, o referido programa foi ate ao
momento implementado, sendo o incumprimento justificado por falta de cobertura financeira.
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4.Conclusão
Ao concluir este trabalho com o tema o Recursos Naturais na industria mineira em Moçambique
e o seu impacto dão me a vontade de olhar para a questão da pressão sobre a terra em resultado
do aumento dos investimentos na industria de extracção mineira e levantar algumas implicações
das medidas que devem ser adoptadas no sentido de minimizar os conflitos que tem se registado
entre as populações das áreas afectadas para a exploração e os respectivos investidores.

A indústria mineira em Moçambique segundo o relatório da ITIEM indica que há grandes ganhos
pela parte do governo, o que para Moçambicanos não revela a verdade, por causa do seu próprio
baixo desenvolvimento.
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5.Bibliografia
ARQUIVO, Boletim do arquivo histórico Nº 21, Maputo, 2017
NEWITT, Malin. Historia de Moçambique. Lisboa: Europa-america. 2012

RECAMA, Dionisio Calisto, Historia de Moçambique de África Universal, 1ᵃ edição, Maputo


2006.

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