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MEDIUNIDADE E EMOÇÕES - CONSCIÊNCIA, LUCIDES E ESTUDO.

Antes de começar ler reflita sobre:

1) O nosso Objetivo como espiritualistas é melhorar a higiene mental e física


bem como o controle emotivo, tão necessário para o êxito da prática
terapêutica. (extraído de Ramatis)

2) Na minha casa é certo. Fora da minha casa não é errado é apenas diferente.
(Vovó Joana D'angola)

Dito isto, vamos em frente...

Como tudo na vida a Mediunidade responde a lei da sintonia. A realidade que


nos cerca é apenas a materialização da nossa subjetividade psicológica.

Somos o que Pensamos! Sintonizamos através das ondas vivas dos nossos
pensamentos com outras criaturas e, consequentemente, essa sintonia irá
gerar sentimentos e, por conseguinte, ações!

Não se pode esquecer que, no passado, a Mediunidade já foi vista como uma
doença psicopatológica e que deveria ser combatida com medicamento e
internação. Sugiro pesquisarem o termo desordem dissociativa de identidade
(DDI). Sem contar o fato de que o transe como os ocorridos nos terreiros de
Umbanda e Candomblé, deveria ser proibido pois o objetivo era retirar toda
influência africana da umbanda (um dia falo mais sobre isso).

Dito isso, devemos ter a responsabilidade com o que sintonizamos, com tudo
que vemos e percebemos. Devemos então lembrar que Mediunidade, em sua
essência é afinidade e sintonia que nos permite a comunicação entre nós e
outras criaturas que se identifiquem com a mesma faixa de pensamentos e
emoções.

Note então que o pensamento é a base fundamental para toda a comunicação


por via mediúnica e que as emoções exercem forte influência sobre essa
comunicação.
Não podem ser descartadas neste processo as influências das dimensões do
SER. A dimensão biológica (nosso corpo físico e suas fragilidades), a
dimensão histórica (o contexto existente no momento em que estamos
encarnados), a dimensão cultural e social (fazemos parte de uma realidade
cultural e social especifica que possui variações de região para região e do
posicionamento social do médium), a dimensão psicológica (é a que faz com
que o individual entenda como ele está inserido e/ou influenciado pelas demais
dimensões). Há ainda a dimensão espiritual que possui influência constante em
nosso dia a dia e afeta todas as demais.

O médium deve saber conter e reconhecer os gatilhos de suas emoções. É


comum em momentos de cólera, fúria, ciúmes e arrogância entrarmos em
sintonia com criaturas (uso aqui esse termo, pois a afinidade poderá ocorrer
com forças da natureza e não somente com os desencarnados) que
certamente serão maus conselheiros e correremos o risco de perder a lucides
em nossas ações.

Para os médiuns que militam em religiões onde a mediunidade é algo ativo e


forte expressão o caso da Umbanda, por exemplo, é de suma importância que
se desenvolva não só a empatia, mas também a equanimidade, além do
autoconhecimento. Serão esses os pilares de sustentação para que as
emoções não trabalhadas ou reprimidas não se tornem um fardo no dia a dia
do médium.

Já vi casos onde rompantes de total descontrole emocional de médiuns, foram


considerados e tratados como algo de menor importância. Em alguns casos
surge até a errônea afirmação de que, com o desenvolvimento da mediunidade
casos como os de depressão e ansiedade irão desaparecer.

Mesmo com preceitos, banhos de ervas, mandingas, patuás, defumações e


firmezas em dia, não há fórmulas para se lidar com as emoções e os
sentimentos gerados, o que se pode afirmar é que as questões emocionais não
podem ser negligenciadas ou vistas como algo menor.

Cláudio Zeferino / CZ

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