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ATIVIDADE N 05 – PAMELA SILVANO SANTIAGO – GRR20192153

De acordo com Zolo, a noção de estado de direito, principalmente a partir das


teses de Bobbio possui estreita relação com a doutrina dos direitos fundamentais.
Posicionar-se, portanto, a favor do Estado de Direito “significa querer que as
instituições políticas e os aparelhos jurídicos tenham rigorosamente por finalidade a
garantia dos direitos subjetivos (fundamentais)”. Zolo sustenta que fórmula do Estado
de Direito é aberta.
É adotado alguns referenciais pois, tomando como ponto de partida pressupostos
epistemológicos inspirados no convencionalismo cognitivo e no pragmatismo, o que
importa não é a univocidade semântica e a neutralidade ideológica das proposições
teóricas mas, antes, a sua clareza e utilidade comunicativa no interior de campos
enunciativos de natureza convencional, orientados para a compreensão e a solução de
problemas.
O autor reconhece que o ponto de partida traz uma ampla discricionariedade
seletiva e construtiva. A opção do autor reconhece que abordagem que fará inicialmente
tem sua limitação e não poderá dar relevância “à (embaraçosa) circunstância na qual o
Estado de Direito se afirmou na América setentrional no contexto não apenas da bem
conhecida revolta contra a metrópole colonial, mas também do genocídio dos nativos
americanos; a noção de Estado de Direito conviveu longamente com a escravidão dos
negros africanos e, depois, com a discriminação racial”.
Embora o autor reconheça as peculiaridades de cada um dos modelos explorado,
essa diversidade se atenua quando se analisa os pressupostos filosófico-políticos e
referências de valor das experiências do Estado de Direito.
Sobre os princípios da difusão do poder este tende a limitar, com vínculos
explícitos, os poderes do Estado para dilatar o âmbito das liberdades individuais. Aqui
entra todas as fórmulas de limitação do poder e regulação das relações entre Estado e
cidadão.
Sobre os princípios da diferenciação do poder mesmo não sendo um projeto
ético-político de construção da ótima república – o Estado de Direito não é um Estado
de Justiça – e mesmo confiando-se ao instrumento funcionalmente diferenciado do
direito, o Estado de Direito é inconcebível fora de uma antropologia tipicamente
ocidental: individualista, racionalista, secularizada.

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NOTÍCIA JORNALÍSTICA
https://brasil.elpais.com/internacional/2020-03-10/o-virus-que-bloqueia-o-
mundo.html

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ZOLO, Danilo. Teoria e crítica do estado de direito. In: COSTA, Pietro e ZOLO, Danilo
(ORGS). O estado de directo – história, teoria e crítica, São Paulo: Martins Fontes,
2006, p. 03-94.

BASSETS, Marc. O vírus que bloqueia o mundo. 2020. Disponível em:


https://brasil.elpais.com/internacional/2020-03-10/o-virus-que-bloqueia-o-mundo.html.
Acesso em: 20/08/2020.