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I

II
SUMÁRIO

LÍNGUA PORTUGUESA ........................................................................ pág. 1


Semana 1: Contexto de produção, circulação e recepção de textos........ pág. 1
Semana 2: Signos não-verbais........................................................... pág. 3
Semana 3: Organização temática....................................................... pág. 6
Semana 4: Contexto de produção, circulação
e recepção de textos........................................................ pág. 9

MATEMÁTICA ......................................................................................... pág. 12


Semana 1: Introdução a função do segundo grau............................... pág. 13
Semana 2: Função do segundo grau: representações
algébrica e gráfica............................................................ pág. 16
Semana 3: Identificando intervalos em uma função quadrática......... pág. 23
Semana 4: Máximo e mínimo de uma função quadrática.................... pág. 27

BIOLOGIA ............................................................................................... pág. 32


Semana 1: Célula................................................................................ pág. 32
Semana 2: Membrana plasmática...................................................... pág. 39
Semana 3: Transporte passivo através da membrana plasmática...... pág. 46
Semana 4: Transporte por membrana ativo e parede celular............. pág. 52

QUÍMICA ................................................................................................. pág. 59


Semana 1: Transformação da matéria................................................ pág. 59
Semana 2: Modelo atômico de Thomson............................................ pág. 64
Semana 3: Rutherford........................................................................ pág. 68
Semana 4: Modelo atômico de Bohr................................................... pág. 73

FÍSICA .................................................................................................... pág. 79


Semana 1: Primeira Lei de Newton..................................................... pág. 79
Semana 2: Segunda Lei de Newton.................................................... pág. 83
Semana 3: Terceira Lei de Newton..................................................... pág. 87
Semana 4: As três Leis de Newton....................................................... pág. 90

GEOGRAFIA ............................................................................................ pág. 94


Semana 1: Degradação dos recursos naturais.................................... pág. 94
Semana 2: Dinâmica terrestre........................................................... pág. 99
Semana 3: Minas dos minérios........................................................... pág. 103
Semana 4: Os desastres ambientais provocados
pelas atividades mineradoras........................................... pág. 106

III
HISTÓRIA ............................................................................................... pág. 109
Semana 1: As Reformas Pombalinas................................................... pág. 109
Semana 2: A Inconfidência Mineira.................................................... pág. 114
Semana 3: A Conjuração Baiana......................................................... pág. 119
Semana 4: Transferência da corte de Portugal.................................. pág. 123

SOCIOLOGIA ........................................................................................... pág. 129


Semana 1: A diferença entre violência física e simbólica.................... pág. 129
Semana 2: A diferença entre os termos violência e criminalidade........ pág. 136
Semana 3: Fatores que levam às altas taxas de letalidade
de jovens negros e pobres no Brasil.................................. pág. 143
Semana 4: Causas e consequências da violência vivenciada
no ambiente escolar: bullying e ciberbullying................... pág. 147

LÍNGUA INGLESA ................................................................................... pág. 152


Semana 1: Elementos não-verbais e saliências gráficas .................... pág. 152
Semana 2: Textuais variados em língua estrangeira:
compreensão, produção escrita e textual........................ pág. 155
Semana 3: Características formais, lexicais e sintáticas
de gêneros textuais diferentes.......................................... pág. 158
Semana 4: Produção textual e circulação do texto escrito e
Produção de textos na forma de comparação-contraste...... pág. 160

EDUCAÇÃO FÍSICA ................................................................................. pág. 163


Semana 1: Educação para trânsito..................................................... pág. 163
Semana 2: Prevenção de acidentes de trânsito................................. pág. 167
Semana 3: Saúde: prevenção ao uso de álcool, tabaco
e outras droga.................................................................. pág. 171
Semana 4: Saúde: problemas de saúde relacionados
ao consumo de tabaco..................................................... pág. 174

PROJETO DE VIDA ................................................................................. pág. 181


Semana 1:  Valores.............................................................................. pág. 182
Semana 2: Os valores na convivência.................................................. pág. 187
Semana 3: As implicações dos valores e da ética
para uma convivência saudável........................................... pág. 191
Semana 4: Ética e moral são coisas da Filosofia?................................. pág. 195

IV
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 3 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 12

SEMANA 1

EIXO TEMÁTICO:
LINGUAGEM E LÍNGUA.

TÓPICO:
Contexto de produção, circulação e recepção de textos.

HABILIDADE:
— Reconhecer a organização temática de um texto, identificando a ordem de apresentação das informações
no texto; o tópico (tema) e os subtópicos discursivos do texto.
—R  econhecer informações explícitas em um texto.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Interpretação de texto.

ATIVIDADES

Olá, neste PET vamos falar de um assunto que tem ganhado notoriedade no mundo inteiro. No entanto,
muita gente ainda não sabe como se defender dele. Você já ouviu falar de FAKE NEWS?
Um estudo da Universidade de Stanford revelou que a maioria dos estudantes não conseguiu distinguir a
diferença entre as chamadas notícias falsas e notícias reais. Aqui no Brasil, a matéria já virou disciplina em
algumas instituições, como uma ação para fornecer aos estudantes as habilidades de Letramento Digital.
Agora, queremos saber:

1 — Como você sabe se uma fonte de notícias é confiável?

1
2 — De onde você tira suas notícias?

3 — Quais fontes você utiliza?

4 — O que você acha dessa frase: “Deve ser verdade, porque eu li na internet”?

5 — O que você entende por “notícias falsas”? Pense em algumas palavras-chave que você associa a ela.

Esta atividade, você pode realizar no seu caderno, ou realizar através do Padlet pelo endereço:
https://padlet.com/lucienne_decast/j14t9cdrf9az3e24 ou você poderá acessá-la utilizando o
QRCode:

Acesse e registre suas respostas. Até a próxima aula.

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SEMANA 2

EIXO TEMÁTICO:
LINGUAGEM E LÍNGUA.

TÓPICO:
Signos não-verbais (sons, ícones, imagens, grafismos, gráficos, tabelas...).

HABILIDADE:
— Integrar informações verbal e não-verbal na compreensão e na produção de textos, produtiva e autonoma-
mente. Reconhecer o sentido como produto de interação verbal (efeito discursivo).

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Funções de linguagem.

Em nosso último encontro, você teve a oportunidade de registrar seu conhecimento sobre o que são
Fake News. Hoje, vamos realizar a leitura de um texto para você aprofundar sobre o assunto. Antes de
ler o texto, gostaria que refletisse sobre essas questões:

Por que existe


De onde você tira uma preocupação
suas notícias? crescente em torno
de sites de notícias
falsas?

1 — Leio o texto:

O que são Fake News?


A expressão fake news ganhou as páginas dos jornais e a internet, nos últimos anos. No en-
tanto, nem todos sabem ao certo o que significa fake news. O termo vem do inglês fake (falsa/
falso) e news (notícias). Dessa forma, em português, a palavra significa notícias falsas. Apesar
de ter se destacado recentemente, a expressão é bem mais antiga e data do final do século
XIX. Fake News são as informações falsas que viralizam entre a população, como se fosse ver-
dade. Atualmente, elas estão, principalmente, relacionadas às redes sociais.
•  O que significa Fake News?
A internet possibilita que as notícias se espalhem em uma velocidade cada vez mais rápida. E
as redes sociais aceleraram ainda mais esse processo. Entretanto, o espaço também é propício
para que as notícias falsas sejam facilmente divulgadas. Além disso, outro fator importante é que
as pessoas perderam o costume de verificar as fontes de um dado. Quando algo é publicado, auto-
maticamente há centenas de compartilhamentos sem checar de onde partiu aquela notícia.
O período das eleições tem levantado o debate sobre o perigo das fake news. Ultimamente,
criou-se uma espécie de guerra entre os envolvidos no processo eleitoral para derrubar os
candidatos adversários com a divulgação de notícias falsas, na internet. Escândalos de cria-
ção de departamentos especializados na criação e propagação de informações inverídicas ga-
nhou as manchetes em todo o mundo.

3
•  Como as fake news são criadas?
Existem diferentes formas de criar fake news. Desde uma simples publicação nas redes
sociais a empresas que são especialistas em viralizar informações falsas. Os objetivos tam-
bém variam, e podem ter o intuito de atrair visualizações para páginas nas mídias sociais ou
até mesmo disseminar o ódio contra pessoas, instituições, empresas, governos, entre outras.
As empresas especializadas estão presentes na chamada deep web, uma parte mais restrita e
oculta ao grande público, pois não aparece nos motores de busca.
De modo geral, é criada uma página na internet e um robô responsável por espalhar o link da
fake news em diferentes redes, de forma bastante maçante. A informação pode chegar a ser
replicada até mesmo a cada dois segundos pelos robôs. É dessa forma que os boatos ganham
proporções inimagináveis. 
Texto retirado do site: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/dicas/o-que-sao-fake-news.
Acesso em: 20/06/2020.

2 — Considerando a reflexão trazida pelo texto e seus conhecimentos anteriores, verifica-se que
a) muitas pessoas estão se especializando em assuntos por meio das redes sociais.
b) a prática de espalhar fake news é recente promovida pelas mídias sociais.
c) as pessoas compartilham informações sem verificar as fontes acelerando a propagação de
fake News.

3 — Você concorda com a afirmativa abaixo? Comente

Quando algo é publicado, automaticamente há centenas de compartilhamentos sem


nem ao menos checar de onde partiu aquela notícia.

4 — Você considera que as notícias falsas podem influenciar as crenças das pessoas ou mesmo as
eleições presidenciais?

4
Leia a charge e responda:

Retirado do site: https://blogdoafr.com/2018/03/25/charge-fake-news/. Acesso em 15/06/2020.

5 — A informação apresentada pelas charges é apresentada pela combinação de informações visuais


e recursos linguísticos. Nessa charge, podemos afirmar que:
a) a informação é expressa pelas falas das personagens.
b) a linguagem verbal não contribui para o entendimento da charge.
c) a charge critica o fato das pessoas basearem suas informações nas mídias digitais.
d) a linguagem não verbal seria desnecessária para entender a charge.

6 — Sobre as charges, é incorreto afirmar:


a) As charges e as tirinhas não podem ser consideradas como gêneros textuais, visto que a
linguagem Não-Verbal é a linguagem predominante.
b) As charges são consideradas um gênero textual que explora: a imagem ,as palavras e o humor.
c) A charge é comumente utilizada com a intenção de fazer críticas políticas e sociais, sempre
preservando como traço predominante o humor.

7 — O título da charge acima é: Notícias falsas circulam 70% mais do que as verdadeiras. A propos-
ta agora é: com base nos conhecimentos adquiridos redija um texto ou faça uma charge sobre
”Como identificar se a notícia é verdadeira ou se é fake news?”

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SEMANA 3

EIXO TEMÁTICO:
LINGUAGEM E LÍNGUA.

TÓPICO:
Organização temática.

HABILIDADE:
— Reconhecer a organização temática de um texto, identificando a ordem de apresentação das informações
no texto; o tópico (tema) e os subtópicos discursivos do texto.
— Reconhecer informações explícitas em um texto.
— Inferir informações (dados, fatos, argumentos, conclusões...) implícitas em um texto.
— Correlacionar aspectos temáticos de um texto.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Interpretação de texto.

Em nosso último encontro vimos sobre as fake News e as interferências que elas podem causar nas
questões política e sociais. Hoje vamos aprender como identificar uma fake News. Antes de você ler o
texto, gostaria que refletisse sobre essas questões:
•  Você sabe diferenciar uma notícia de um boato?
•  Como identificar a fonte de uma notícia?
•  Quais ações são importantes para o combate aos boatos?
•  Quais problemas são trazidos com as fake news?
Leia o texto abaixo sobre como identificar se a notícia é verdadeira ou se é fake news.

Fonte: https://www.otempo.com.br/infograficos/dicas-para-nao-cair-em-fake-news-1.1559450. Acesso em: 13/06/2020.

6
Agora que você já conhece algumas dicas, separamos algumas notícias falsas e verdadeiras. Leia
e responda:

FONTE: https://noticias.reclameaqui.com.br/noticias/mais-sites-falsos-extra-e-magazine-luiza-viram-alvos-na-blac_3048/.
Acesso em: 12/06/2020.

1. (  ) Verdadeira (  ) Falsa

FONTE: https://noticias.reclameaqui.com.br/noticias/mais-sites-falsos-extra-e-magazine-luiza-viram-alvos-na-blac_3048/.
Acesso em: 12/06/2020)

2. (  ) Verdadeira (  ) Falsa

Respostas das notícias:


1 — FALSA
2 — VERDADEIRA

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ATIVIDADES

Responda em seu caderno:

1 — Quais indícios levaram você̂ a concluir qual notícia era falsa e/ou verdadeira?

2 — Quais elementos (título, fonte, conteúdo) das notícias fez você perceber que a notícia era falsa?

3 — O texto lido e a atividade proposta mudou a sua percepção para identificar uma notícia falsa?
Em que sentido?

4 — Você̂ tem o hábito de compartilhar uma informação pelas redes sociais e/ou WhatsApp?

5 — Após a aula, quais os cuidados que você̂ terá́ para conferir uma informação? Cite 4 sugestões.

6 — Quais podem ser as consequências quanto à disseminação de uma notícia falsa? Cite 3 exemplos.

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SEMANA 4

EIXO TEMÁTICO:
LINGUAGEM E LÍNGUA.

TÓPICO:
Contexto de produção, circulação e recepção de textos.

HABILIDADE:
— Considerar os contextos de produção, circulação e recepção de textos, na compreensão e na produção
textual, produtiva e autonomamente.
— Construir coerência temática na compreensão e na produção de textos, produtiva e autonomamente.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Funções de linguagem.

No nosso último encontro, aprendemos como identificar uma notícia falsa. Confira os cinco passos
para ajudar a identificar se um site é verdadeiro/falso, e não cair em golpes.

Tenha sempre em mente:


•  De onde vem a informação?
•  Os sites com esses URLs geralmente são legítimos: .com, .org, .net, .edu, .gov
•  Os sites falsos geralmente têm URLs que terminam com: lo, .com.co.
•  Como alternativa, URLs falsos estão incompletos.
• Os sites falsos têm nomes semelhantes aos sites autênticos, por exemplo, casalbahia (ao invés de
casabahia).

Leia os textos abaixo:


TEXTO 1

Fonte: https://jornal.usp.br/universidade/pesquisa-busca-pessoas-que-sofreram-golpes-pela-internet-
durante-pandemia/. Acesso em: 13/06/2020.

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TEXTO 2

Pesquisa busca pessoas que sofreram golpes pela internet durante pandemia
Objetivo é entender como funciona esse tipo de crime para poder combatê-lo
Por Crisley Santana
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) produzida pelo Instituto Bra-
sileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicada em abril, o número de brasileiros com acesso
à internet no fim de 2018 era de 135,9 milhões. Significa que apenas 54% da população possuem
em mãos todas as facilidades oferecidas pela web. Os benefícios do uso da rede, porém, também
trazem outras consequências, como golpes virtuais. Para entender como esses golpes têm se
propagado durante a pandemia de COVID-19 pesquisadores da USP buscam voluntários. 
O estudo é conduzido pela professora Daniela Osvald, da Escola de Comunicações e Artes
(ECA) da USP, e pela estudante Marcelle Pedrozo. O objetivo é compreender como as men-
sagens enganosas contendo golpes atuam, por quais redes sociais são enviadas com maior
frequência e como reagem as pessoas que as recebem.
Algumas dessas mensagens enganosas, por exemplo, eram compartilhadas por pessoas
que acreditavam estarem enviando informações sobre o auxílio emergencial, disponibilizado
pelo governo federal para brasileiros de baixa renda. O link, entretanto, encaminhava o usuário
para revelar informações pessoais para endereços desconhecidos. 
A participação na pesquisa é voluntária, mas a contribuição é de grande ajuda para o estu-
do que está sendo desenvolvido e seus resultados, que podem conscientizar sobre os golpes
cibernéticos e gerar prevenção.
Fonte: https://jornal.usp.br/universidade/pesquisa-busca-pessoas-que-sofreram-golpes-pela-internet
durante-pandemia/. Acesso em: 13/06/2020.

ATIVIDADES

1 — O principal assunto dos dois textos é:


(  )  prevenção à Covid-19.
(  )  fake News durante a pandemia.
(  )  crimes na internet durante a quarentena.
(  )  pesquisas para combate à Covid-19.

2 — O objetivo do 1o texto é:
(  )  conscientizar as pessoas a manterem o isolamento social.
(  )  alertar as pessoas sobre as fraudes pela internet.
(  )  vender produtos da Netflix.
(  )  promover ações do auxílio emergencial.

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3 — De acordo com o Texto 2, é correto afirmar:
(  )  80% da população brasileira têm acesso à internet.
(  )  A pesquisa é realizada com os estudantes da USP.
(  )  A participação na pesquisa é voluntária.
(  )  Os golpes durante a pandemia tem causado estresse.

4 — A afirmativa que NÃO expressa o objetivo do estudo da USP é:


(  )  compreender como as mensagens enganosas contendo golpes atuam.
(  )  levantar o número de pessoas que receberam o benefício emergencial.
(  )  verificar como reagem as pessoas que caem nos golpes.
(  )  verificar quais redes sociais são utilizadas com maior frequência para os golpes.

5 — Leia a afirmativa abaixo:

“Quando você planta um meme fértil em minha mente, você literalmente parasita meu cé-
rebro, transformando-o num veículo para a propagação do meme, exatamente como um vírus
pode parasitar o mecanismo genético de uma célula hospedeira.”
(Richard Dawkins. O gene egoísta, 1976)

Que tal fazermos uma campanha para diminuirmos com as notícias falsas?
Produza um cartaz, para seus amigos e familiares, que tenha o objetivo de informar como as
notícias falsas podem influenciar nas decisões e vidas das pessoas ou como os golpes podem
fazer com que caiam em armadilhas e levem prejuízos. Faça a revisão e distribua seu cartaz a
seus familiares. Se puder, publique nas redes sociais. Faça parte dessa disseminação e ajude
a diminuir as Fake News.

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SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 3 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 12

SEMANAS 1 A 4

EIXO TEMÁTICO I:
FUNÇÕES ELEMENTARES E MODELAGEM.

TEMA 5:
Funções.

TÓPICO:
10. Função do segundo grau.

HABILIDADE(S) DO CBC:
10.1. Identificar uma função do segundo grau a partir de sua representação algébrica ou gráfica.
10.2. Representar graficamente funções do segundo grau.
10.3. Identificar os intervalos em que uma função do segundo grau é positiva ou negativa.
10.4. Resolver situações-problema que envolvam as raízes de uma função do segundo grau.
10.5. Resolver problemas de máximos e mínimos que envolvam uma função do segundo grau.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Equação do 2º grau, função de 2º grau e aplicações.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Física, Biologia, Química.

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SEMANA 1

Olá estudantes!

A matemática sempre busca trazer soluções para diversas situações de nossas vidas.
Ao descobrir o valor de um número desconhecido, muitas vezes estamos resolvendo
problemas que são essenciais para a sociedade. Como, por exemplo, a dose certa de
radiação a ser aplicada para diminuir um tumor na tireoide, o quanto você deve dispor
mensalmente para pagar um financiamento da casa própria em 30 anos, a velocidade
que um foguete tem de alcançar para sair da gravidade da terra etc.
A álgebra é quem modela esses e outros problemas deste tipo. Neste volume, vamos aprofundar no es-
tudo da função de 2º grau. Vamos começar recordando noções importantes sobre a equação de 2º grau.

Recordando o que é a equação do 2º grau


A equação do 2º grau, também chamada de equação quadrática é do tipo
ax2 + bx + c = 0,
sendo a, b e c números reais e a Þ 0, esta é sua forma padrão.
Mas, às vezes, à primeira vista, uma equação quadrática não aparenta ter essa
forma. Vejamos alguns exemplos.

Transformação a ser Equação no formato Valores dos


Outras formas
implementada padrão coeficientes a, b e c
a=1
Mova todos os termos para a
x = 3x — 1
2
x — 3x + 1 = 0
2
b = —3
esquerda da igualdade.
c=1

Faça os cálculos para extrair a=2


2(z2 — 2z) = 5 os parênteses e mova o 5 2z2 — 4z — 5 = 0 b = —4
para esquerda da igualdade. c = —5

a=1
Desenvolva o binômio pela
(t + 2)2 = 0 t2 + 4t + 4 = 0 b=4
regra dos produtos notáveis
c=4

a=1
(x — 0) (x — 6) = 0 Desenvolva o produto x — 6x = 0
2
b = —6
c=0

13
Como resolver uma equação quadrática?
Embora existam outras maneiras de encontrar as soluções e você já deve ter
aprendido em anos anteriores, vamos apenas recordar, aqui, a fórmula qua-
drática especial, chamada também de fórmula de Bhaskara, na qual basta
substituir os valores de a, b, c e fazer os cálculos para encontrar as soluções
da equação.

—b 6 √b2 — 4ac
x=
2a

Vamos explorar um pouco mais sobre a fórmula quadrática.

1)  O que significa o 6 na fórmula?


Significa que existem duas soluções.

—b + √b2 — 4ac —b — √b2 — 4ac


x‘ = x‘’ =
2a 2a

Veja, aqui, um exemplo com as duas soluções, a partir de uma representação gráfica.
   
Observe, pelo gráfico, as duas soluções possíveis
para a equação x 2 — 3x + 1,04 = 0, que são: x’ = 0,4
e x” = 2,6.
Mas nem sempre funciona assim!

Figura SEQ Figura \* ARABIC 4 — Icon made by


Freepik from www.flaticon.com

          

A curva pode apenas tocar o eixo x em um ponto.    A curva pode nem sequer tocar o eixo x.

14
2)  É aí que o chamado discriminante, que é o valor dado pela expressão b2 — 4ac, entra em ação, porque
ele pode distinguir as diferentes situações envolvendo as soluções de equações quadráticas.

De acordo com o discriminante da equação teremos as seguintes situações:


• quando o discriminante assume um valor positivo, obtemos duas soluções reais diferentes.

• quando o discriminante assume o valor zero, obtemos apenas um valor a partir da fórmula
de Bhaskara e, nesse caso, dizemos que a equação possui duas soluções reais iguais.

• quando o discriminante assume um valor negativo, dizemos que a equação não possui solu-
ções no conjunto dos números reais.

ATIVIDADES

VAMOS PRATICAR?

1 — Resolva as equações quadráticas usando a fórmula de Bhaskara.


a) - x2 — 6x + 16 = 0 d) —x2 — 15x — 54 = 0 g) x2 — 64 = 0
b) - x2 + x + 2 = 0 e) x2 — 2x — 63 = 0 h) x2 — 11x + 28 = 0
c) x2 — 12x + 35 = 0 f) x2 — 4 = 0

2 — Determine se as afirmações abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F). Justifique suas respostas (se
necessário realize os cálculos).
a) (  ) x ‘ = √5 e x ” = —√5 são soluções da equação x2 + 5 = 0.
b) (  ) x ‘ = 5√3 e x ” = —5√3  são soluções da equação x2 + 10 = 0.
c) (  )  A equação (x + 2)2 + 5 = (3x + 1)2 é uma equação quadrática.
d) (  ) Se o discriminante de uma equação de 2º grau é negativo, a equação tem soluções no
conjunto dos números reais.
e) (  ) O discriminante de uma equação de 2º grau permite decidir se a equação possui ou não
soluções no conjunto dos números reais.

n (n + 1)
3 — A soma dos primeiros números naturais consecutivos 1, 2, 3, ..., n é dada pela expressão
.
2
Quantos números naturais consecutivos devem ser adicionados para se obter soma 300?
n (n + 1)
Dica: resolva a equação = 300.
2

Para aprofundar essas e outras aplicações, vamos estudar antes o conceito de função do 2º grau,
tema da próxima semana.

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SEMANA 2

No volume II do PET, fizemos a introdução do conceito de função e função afim, caso sinta necessidade
revisite esse caderno.
Nesta semana vamos estudar a função do segundo grau a partir de sua representação algébrica ou
gráfica.

• Função do 2º Grau. O que é?


Dizemos que uma função, definida para todo número real, é de 2º grau ou quadrática, quando puder ser
escrita na forma
f (x) = ax2 + bx + c, com a, b, c ∈ R e a ≠ 0.
Nessa função destaca-se o termo quadrático ax 2, o termo linear bx e o termo independente c.

Representação Gráfica da Função Quadrática.


A representação gráfica da função quadrática é uma parábola. A parábola é uma curva, que admite um
eixo de simetria, conforme indicado na figura a seguir.

Características importantes da parábola.


• Uma parábola tem concavidade para cima (a > 0) ou para baixo (a < 0).
• Toda parábola tem um ponto de máximo ou de mínimo chamado vértice, ponto de simetria da pa-
rábola. O ponto será mínimo, quando a concavidade estiver voltada para cima e, máximo, quando a
concavidade estiver voltada para baixo.
    

Na vida real, encontramos a representação gráfica da função quadrática em diversas construções


arquitetônicas e de engenharia.

16
Vejamos alguns exemplos.

Vamos analisar uma foto de uma construção, bem conhecida no Brasil e em Minas Gerais, que é a Igreja
de São Francisco de Assis, popularmente chamada de “a Igrejinha da Pampulha”.

Fonte: IPHAN. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/5376. Foto de Ricardo Laf.


Acesso em: 01 jul. 2020 (adaptado).

A função que modela a silhueta dessa estrutura é a função quadrática.


Pode-se identificar o vértice V dessa parábola como o ponto mais alto da cobertura da igreja.

Na engenharia, as formas dos cabos de uma ponte de suspensão identificam-se com uma parábola. Foi
Galileu (1564-1642) o primeiro a estudar a física e a matemática das pontes. Os cabos de uma ponte de
suspensão assumem a forma de uma parábola.
  

Figura 12: http://www.gi2.pt/galerias/


pontes-e-parabolas/

Figura 13: Icon made By Freepik from www.flaticon.com

Quando estiver caminhando pela sua cidade, veja se consegue observar esse modelo de curva, seja
na arte, arquitetura de igrejas ou engenharia.
Agora vamos continuar! Você já viu que o gráfico da função quadrática traz alguns elementos
importantes, como o vértice e sua concavidade e, juntos, determinam o ponto de máximo ou de
mínimo da curva.

17
Agora, observe no quadro abaixo os pontos do gráfico da função quadrática f (x) = ax2 + bx + c que
interceptam o eixo x e entenda como eles se relacionam com as soluções da equação quadrática
ax2 + bx + c = 0.

Situação 1: Se o gráfico da função Situação 2: Se o gráfico da fun- Situação 3: Se o gráfico da função


f (x) = ax2 + bx + c intercepta o eixo ção f (x) = ax2 + bx + c intercepta o f (x) = ax2 + bx + c não intercepta o
x em dois pontos distintos, então eixo em apenas um ponto, então eixo , então o conjunto solução da
o conjunto solução da equação o conjunto solução da equação equação ax2 + bx + c = 0 é vazio,
ax2 + bx + c = 0 é formado por dois ax2 + bx + c = 0 é formado por isto é, a equação não tem solução
números reais. apenas um número real. no conjunto dos números reais .

ATIVIDADES

1 — Complete a tabela indicando se cada uma das expressões representa uma função quadrática e, se
afirmativo, determine seus coeficientes.

Quadrática Coeficientes
Função
(sim ou não) a b c

v (x) = 3x2 + 12x

t (x) = 5x2 — 40x — 40

x2
m (x) = — + 400
4

h (t) = 20t — 5t 2

f (x) = 5x 2

q (x) = (x + 1) (x — 9)

g (x) = x2 — 2

Vamos esboçar o gráfico de uma parábola, a partir de alguns pontos importantes, que podem ser
determinados utilizando os coeficientes da função.

18
Veja o exemplo.

Considere a função f (x) = x2 — 6x + 9.

a. Qual é o ponto de interseção (x, y) do gráfico da função f com o eixo y ?

Para determinar o ponto de interseção do gráfico de f com o eixo y, atribui-se a x o valor zero na
função, ou seja, faz-se x = 0 na função f. Assim,
f (0) = 02 — 6(0) + 9
f (0) = 9
Logo, o ponto em que o gráfico da função f intercepta o eixo y é o ponto (0,9).

b. Em que ponto o gráfico da função f intercepta o eixo x?

Para determinar os pontos do gráfico da função f que interceptam o eixo x, basta resolver a
equação quadrática x 2 — 6x + 9 = 0. Como as soluções da equação quadrática são dadas pela
fórmula de Bhaskara
—b 6 √b2 — 4ac
x=
2a
e substituindo os valores dos coeficientes nessa fórmula, temos: x1 = x2 = 3.
Logo, existe somente um ponto de interseção entre o gráfico da função e o eixo x, que é o
ponto (3,0).

c. Como determinar o ponto que é o vértice da parábola, que é gráfico da função f ?

As coordenadas do vértice da parábola, que é gráfico da função, pode ser obtido a partir de seus
—b b2 — 4ac
coeficientes, pois suas coordenadas são
2a 1
,
4a
. 2
Os coeficientes da função são f (x) = x 2— 6x + 9 são a = 1; b = —6 e c = 9.
—b —(—6) b2 — 4ac — (—6)2 — 4 ? 1 ? 9
Logo, temos que e = =3e =— = 0.
2a 2?1 4a 4?1
Assim, o vértice da parábola é o ponto (3,0).

19
d. Agora, vamos inserir todos esses pontos no plano cartesiano e traçar a parábola correspondente.

• Construir o gráfico da função f (x) = x2 — 6x + 9.


   
V = (3, 0) é o vértice da parábola e é o único ponto
em que a o gráfico de f intercepta o eixo x.
C = (0, 9) é a interseção da parábola com o eixo y.

2 — Determine as raízes, o vértice e os pontos de interseção com eixo das ordenadas (eixo y) das
seguintes funções:
a) f (x) = x 2 + x — 6
b) f (x) = x 2 — 8x
c) f (x) = x 2 + 7x + 12
d) f (x) = x 2 — 13x + 9

3 — Observando o gráfico de cada função abaixo, determine: a concavidade da parábola, a(s) raiz(es)
da função e indique se o vértice da parábola é ponto de mínimo ou de máximo da função.
    

Concavidade:
Raiz (es):
Vértice:

20
    

Concavidade:
Raiz (es):
Vértice:

A forma fatorada da função quadrática também é muito importante na resolução de


problemas! Conhecendo as raízes (ou zeros) da função quadrática, sua expressão algébri-
ca pode ser escrita na forma: y = a (x — x1) (x − x2), sendo x1 e x2 os zeros da função ou as raízes
da equação.

Veja um exemplo:

(ENEM, 2017) A Igreja de São Francisco de Assis, obra arquitetônica modernista de Oscar Niemeyer,
localizada na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, possui abóbadas parabólicas. A seta na Figura
1 ilustra uma das abóbadas na entrada principal da capela. A Figura 2 fornece uma vista frontal desta
abóbada, com medidas hipotéticas para simplificar os cálculos.

Qual a medida da altura H, em metro, indicada na Figura 2?


a) 16/3
b) 31/5
c) 25/4
d) 25/3
e) 75/2

21
Já sabemos que a figura é uma parábola; assim, para resolver o problema, vamos identificar os pontos
especiais que estão na figura, considerando que a origem do plano cartesiano passa pelo centro da
porta de entrada da capela, conforme o gráfico apresentado abaixo.
  
Assim, temos as coordenadas dos
pontos de interseção da parábola
com o eixo x, que são A = (—5, 0) e
B = (5, 0), o ponto E = (4, 3) e o vér-
tice V = (0, H).

A equação da parábola pode ser determinada a partir de suas raízes e xA e xB, usando a forma fatorada
y = a (x — xA) (x — xB):
y = a (x + 5) (x − 5)
Substituímos na expressão acima as coordenadas do ponto E = (4,3) podemos obter o valor do
coeficiente a:
1
3 = a (4 + 5) (4 — 5) ⇒ 3 = —9a ⇒ a = —
3
Então

1 x2 25
y = —  (x + 5) (x — 5) ⇒ y = —  +
3 3 3

25
Como a ordenada do ponto V (vértice da parábola) é H, temos H = . Portanto, a resposta correta é a
3
letra D.

Agora, pratique um pouco usando a expressão fatorada da função quadrática.

4 — No plano cartesiano, a seguir, está representada uma parábola, que é o gráfico de uma função
quadrática. Encontre a expressão algébrica que define essa função, usando a forma fatorada
y = a (x — x1) (x — x2).
a) b)

22
SEMANA 3

Nesta semana, o que vamos aprender?


Vamos dar continuidade ao estudo da função quadrática, de forma que você irá aprender a identificar
os intervalos em que uma função quadrática é positiva ou negativa e resolver situações-problema
que envolvam as raízes de uma função quadrática.

Estudo do Sinal de uma Função Quadrática


Estudar a variação do sinal de uma função quadrática é identificar para quais valores de x temos f (x)
com valor negativo, nulo ou positivo.
Para realizar o estudo dos sinais da função quadrática f (x) = ax 2 + bx + c, basta conhecer suas raízes e
a concavidade da parábola, que é determinada pelo sinal do coeficiente a da função, ou seja, se a > 0,
a concavidade da parábola está voltada para cima, e se a < 0 a concavidade da parábola está voltada
para baixo.
Inicialmente, deve-se obter as raízes da função f, ou seja, os valores de x para os quais f (x) = 0; isso
significa que devemos determinar os valores de x para os quais ax2 + bx + c = 0, que é uma equação
quadrática, cujas soluções são:
—b — √b2 — 4ac —b + √b2 — 4ac
•  x1 = e x2 = , se b2 — 4ac > 0;
2a 2a
b
•  x1 = x2 = — , se b 2 — 4ac = 0;
2a
•  x1 e x2 ∉ ℝ, se b 2 — 4ac < 0.

a.  Duas raízes reais e distintas


        

Concavidade voltada para cima (a > 0):      Concavidade voltada para baixo (a < 0):
A função é negativa para x entre x1 e x2, A função é negativa para x < x1 ou x > x2.
ou seja, x1 < x < x2. A função é nula para x = x1 e x = x2.
A função é nula para x = x1 e x = x2. A função é positiva para x entre x1 e x2,
A função é positiva para x < x1 ou x > x2. ou seja, x1 < x < x2.

23
b.  Uma única raiz real
      

Concavidade voltada para cima (a > 0).      Concavidade voltada para baixo (a < 0).
A função nunca é negativa. A função é negativa para x < x1 = x2 ou
A função é nula para x = x1 = x2. x > x1 = x2, ou seja, para x ≠ x1.
A função é positiva para x < x1 = x2 ou A função é nula para x = x1 = x2.
x > x1 = x2, ou seja, para x ≠ x1. A função nunca é positiva.

c.  Nenhuma raiz real


     

    
Concavidade voltada para cima (a > 0). Concavidade voltada para baixo (a < 0).
A função nunca é negativa. A função sempre é negativa.
A função nunca é nula. A função nunca é nula.
A função é sempre positiva. A função nunca é positiva.

24
Inequação do 2o Grau — Aplicando o estudo do sinal

Visualizar no gráfico o sinal da função nos ajuda a resolver problemas de inequação do


2º grau. Em geral, associamos a uma inequação do 2º grau a função quadrática equiva-
lente, da qual calculamos as raízes e estudamos o seu sinal para, finalmente, conseguir-
mos obter a solução da inequação proposta.

Vamos ver na prática?


Encontre todos os valores reais de x para os quais x 2 — 5x + 4 > 0.
Solução:
1. Considere a função f (x) = x 2 — 5x + 4.
2. Encontre as raízes da função f. Usando a fórmula de Bhaskara:

3. Esboce o gráfico da função f, observando o sinal de e marcando as raízes no eixo x.


   
Veja que identificamos pelos valores
no eixo x as regiões onde a função
é positiva e onde ela é negativa. Em
particular, vemos que f (x) é positiva
quando x < 1 ou x > 4.
Note que não há a necessidade de se
traçar o gráfico perfeitamente, basta
um esboço em que sejam considera-
das as raízes da função e o sinal do co-
eficiente a.

Como a solução da inequação x 2 — 5x + 4 > 0 corresponde a região em que a função f é positiva, conclui-
se que a solução da inequação dada é S = {x ∈ ℝ | x < 1 ou x > 4} = (—∞,1) ∙ (4,+ ∞)

4.  Agora pratique e encontre todos os valores reais de que satisfazem a inequação:
a. —x 2 + 2x — 2 ≥ 0
b.  x 2 + 4x + 3 ≥ 0

Agora é a sua vez de resolver problemas envolvendo todo esse conhecimento


estudado sobre a função quadrática.

25
ATIVIDADES

1 — Para cada função, determine os pontos de interseção com os eixos coordenados e o vértice para,
em seguida, esboçar o gráfico a partir desses pontos.
a) h (x) = x 2 + 6x + 8
b) f (x) = 5x 2 + 5x
c) g (x) = —x 2 + 8x — 12

1 2
2 — Ao chutar uma bola, a trajetória que a bola segue no ar é a representada pela função f (x) = — 
x  + 2x,
5
em que x corresponde ao deslocamento horizontal, medido em metros, e y = f (x) corresponde à
altura alcançada pela bola, também medida em metros.
a) Qual a forma da trajetória seguida pela bola?
b) Qual é a altura alcançada pela bola no instante em que ela se deslocou horizontalmente 3 metros?
c) Qual é a altura máxima que a bola pode alcançar?
d) Faça o gráfico da função que representa a trajetória da bola a partir das respostas anteriores.

1 2
3 — A posição de um ciclista, que viaja em uma ciclovia, é dada pela relação d (t) = t  , sendo d a dis-
5
tância percorrida, em metros, pelo ciclista no tempo t, medido em segundos, contado a partir do
início da viagem.
a) Esboce o gráfico que representa a distância percorrida pelo ciclista em relação ao tempo.
b) Observando o gráfico que você criou, responda quanto tempo leva para o ciclista percorrer os
primeiros 12 metros? Como você pode calcular essa distância a partir da relação d (t)?

4 — (ENEM, 2013) A temperatura T de um forno (em graus centígrados) é reduzida por um sistema a
partir do instante de seu desligamento (t = 0) e varia de acordo com a expressão T(t) = — t2/4 + 400
com t em minutos. Por motivos de segurança, a trava do forno só é liberada para abertura quando
o forno atinge a temperatura de 39 °C.
Qual o tempo mínimo de espera, em minutos, após se desligar o forno, para que a porta possa
ser aberta?
a) 19,0
b) 19,8
c) 20,0
d) 38,0

26
SEMANA 4

Nas semanas anteriores, fizemos um percurso formativo sobre a função qua-


drática, estudando a sua forma algébrica e gráfica e as soluções de equações
quadráticas no conjunto dos números reais. Nesta semana, vamos nos dedicar a
aprofundar como o conceito de máximo e mínimo da função quadrática é impor-
tante na resolução de problemas.
Na sua forma gráfica, estudamos que os pontos de máximo ou de mínimo da função quadrática f (x)
= ax 2 + bx + c coincide com o ponto que é vértice da parábola (detalhado nas semanas 1 e 2). Alge-
bricamente, representamos assim:

ATIVIDADES

Vamos praticar resolvendo alguns problemas!

1 — (PORTAL 0BMEP) Certa empresa transporta 2 400 passageiros por mês, da cidade A para a cidade
B. A passagem custa 20 reais e a empresa deseja aumentar o preço. No entanto, o departamento
de pesquisa dela estima que, a cada 1 real de aumento no preço da passagem, 20 passageiros
deixarão de viajar pela empresa. Neste caso, qual deve ser o preço da passagem, em reais, para
maximizar o faturamento da empresa?

Solução:
Consideremos x como sendo a quantia, em reais, do valor do acréscimo da passagem. O faturamento
da empresa é uma função que depende do valor de x e o representaremos por F (x).
Conforme dito no enunciado, quando o acréscimo é igual a x, estima-se que 20x pessoas deixarão
de usar o transporte.
Assim, restarão 2 400 — 20x passageiros viajando pela empresa e, cada um deles irá pagar 20 + x reais
pela viagem.
Logo, o faturamento será dado por:
F (x) = (20 + x) ? (2 400 — 20x)
Desenvolvendo o produto, obtém-se:
F (x) = 48 000 — 400x + 2 400x — 20x 2
= —20x 2 + 2 000x + 48 000
Como essa função é quadrática e seu coeficiente x2 é negativo, segue que essa função possui valor
máximo e o valor de que a maximiza é x, sendo:
—b 2 000
x= =— = 50
2a 2 (—20)
Como x é o valor do acréscimo, temos que o valor da passagem (que maximiza o faturamento) é
20 + x = 20 + 50 = 70 reais.

27
2 — (ENEM-2015) Um meio de transporte coletivo que vem ganhando espaço no Brasil é a van, pois
realiza, com relativo conforto e preço acessível, quase todos os tipos de transportes: escolar e
urbano, intermunicipal e excursões em geral.
O dono de uma van, cuja capacidade máxima é de 15 passageiros, cobra para uma excursão até a
capital de seu estado R$ 60,00 de cada passageiro. Se não atingir a capacidade máxima da van,
cada passageiro pagará mais R$ 2,00 por lugar vago.
Sendo x o número de lugares vagos, a expressão que representa o valor arrecadado V(x), em reais,
pelo dono da van, para uma viagem até a capital é
a) V(x) = 902x
b) V(x) = 930x
c) V(x) = 900 + 30x
d) V(x) = 60x + 2x2
e) V(x) = 900 — 30x — 2x2

3 — (ENEM-2015) Um estudante está pesquisando o desenvolvimento de certo tipo de bactéria. Para


essa pesquisa, ele utiliza uma estufa para armazenar as bactérias. A temperatura no interior dessa
estufa, em graus Celsius, é dada pela expressão T(h) = — h2 + 22h — 85, em que h representa as horas
do dia. Sabe-se que o número de bactérias é o maior possível quando a estufa atinge sua tempera-
tura máxima e, nesse momento, ele deve retirá-las da estufa. A tabela associa intervalos de tempe-
ratura, em graus Celsius, com as classificações: muito baixa, baixa, média, alta e muito alta.

Intervalos de temperatura (°C) Classificação


T<0 Muito baixa

0 ≤ T ≤ 17 Baixa

17 < T < 30 Média

30 ≤ T ≤ 43 Alta

T > 43 Muito alta

Quando o estudante obtém o maior número possível de bactérias, a temperatura no interior da


estufa está classificada como:
a) muito baixa.
b) baixa.
c) média.
d) alta.
e) muito alta.

4 — A altura de um avião, voando entre duas cidades situadas ao nível do mar, pode ser modelada pela
relação h(t) = 800t — 30t2, em que h é a altura do avião, em metros, e t é o tempo, em minutos, de-
corridos após a decolagem do avião.
a) Quanto tempo dura a viagem?
b) Em que momento o avião atinge a altura máxima?
c) A que altura inicia a descida do avião?

28
5 — (PORTAL OBMEP) Uma indústria produz mensalmente x lotes de um produto. O faturamento men-
sal resultante da venda destes lotes é v (x) = 3x 2 — 12x e o custo mensal de produção é dado por
c (x) = 5x 2 — 40x — 40. Qual é o número de lotes mensais que essa indústria deve vender para obter
lucro máximo?

6 — (PORTAL OBMEP) Tenho material suficiente para erguer 20 m de cerca. Com ele pretendo cons-
truir um cercado retangular de 26 m² de área. É possível fazer isso? Se for, quais as medidas dos
lados do retângulo?

29
7 — (ENEM-2016) Dispondo de um grande terreno, uma empresa de entretenimento pretende cons-
truir um espaço retangular para shows e eventos, conforme a figura.

A área para o público será cercada com dois tipos de materiais:


• nos lados paralelos ao palco será usada uma tela do tipo A, mais resistente, cujo valor do metro
linear é R$ 20,00;
• nos outros dois lados será usada uma tela do tipo B, comum, cujo metro linear custa R$ 5,00.
A empresa dispõe de R$ 5 000,00 para comprar todas as telas, mas quer fazer de tal maneira que
obtenha a maior área possível para o público.
A quantidade de cada tipo de tela que a empresa deve comprar é
a) 50,0 m da tela tipo A e 800,0 m da tela tipo B.
b) 62,5 m da tela tipo A e 250,0 m da tela tipo B.
c) 100,0 m da tela tipo A e 600,0 m da tela tipo B.
d) 125,0 m da tela tipo A e 500,0 m da tela tipo B.
e) 200,0 m da tela tipo A e 200,0 m da tela tipo B

Ao final desse período reflita:


Quais conteúdos estudados foram mais complexos? Por quê?
Faça um resumo dos principais conteúdos trabalhados nesse PET.

30
REFERÊNCIAS

MINAS GERAIS. SEE. Conteúdo Básico Comum de Matemática. 2005. Educação Básica — Ensino Fun-
damental e Médio.
BENEVIDES, Fabrício Siqueira. Material Teórico — Módulo Função Quadrática: Definições de Máximos
e Mínimos. Disponível em: https://cdnportaldaobmep.impa.br/portaldaobmep/uploads/material_
teorico/83bz2u7aae0w8.pdf. Acesso em: 20/06/2020.
BENEVIDES, Fabrício Siqueira. Material Teórico — Módulo Função Quadrática: Exercícios. Disponível em:
https://cdnportaldaobmep.impa.br/portaldaobmep/uploads/material_teorico/8ecefhj511c0w.
pdf. Acesso em: 20/06/2020.
STROGATZ. Steven. A Matemática do dia a dia. Transforme o medo de números em ações eficazes para
a sua vida. Editora Elsevier. 2013.

Sites Consultados
GeoGebra — Aplicativos Matemáticos. Disponível em: https://www.geogebra.org/. Acesso em: 20/06/2020.
Geometria Intuitiva Interativa. Disponível em: http://www.gi2.pt/galerias/parabolas/. Acesso em:
20/06/2020.
Mathisfun. Disponível em: https://www.mathsisfun.com/algebra/quadratic-equation.html. Acesso em:
20/06/2020.
OBMEP. Disponível em: https://portaldosaber.obmep.org.br/. Acesso em: 20/06/2020.
TV ESCOLA. Percursos Educativos. Site: http://hotsite.tvescola.org.br/percursos/matematica/algebra-
-e-funcoes/funcao-quadratica/#open-overlay.

31
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: BIOLOGIA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8

ORIENTAÇÕES AOS PAIS DICAS PARA O


QUER SABER MAIS?
E RESPONSÁVEIS ESTUDANTE
Senhores pais e/ou responsáveis, Caro(a) estudante, Você poderá saber mais
É momento de colaboração, estudo e dedica- Aproveite seu tempo para os estudos. acessando outras fontes
ção à pesquisa com seus filhos. Utilize os recursos disponíveis em de informações, como o
casa (livros, internet, revistas vídeos seu livro didático, outros
Estamos juntos nessa nova estratégia de
e outros). livros associados ao tema
construção do conhecimento, no processo
Mantenha-se sempre conectado e da aula, vídeos, internet,
de ensino e aprendizagem, de forma dife-
bem informado. videoaulas e outros.
renciada, colaborativa e participativa.
Dedique ao máximo aos estudos com
Contamos com a sua compreensão e dedicação entusiasmo e determinação.
no aprendizado dos seus filhos. Bom estudo!
Bom estudo com seus filhos!

SEMANA 1

EIXO TEMÁTICO:
1 — ENERGIA.
TEMA:
4 — Linguagens da vida.
TÓPICOS:
8. Teoria celular: a célula como unidade constitutiva dos seres vivos;
19. Organização celular.
HABILIDADE:
8.1.  Reconhecer que todos os seres vivos são constituídos de células;
8.1.1. Identificar na estrutura de diferentes seres vivos, a organização celular como característica fundamen-
tal de todas as formas vivas.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Célula: Unidade da vida.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Matemática;
Química.

32
Ao final desta aula o estudante será capaz de:
• 
Conhecer a Teoria Celular, isto é a descoberta de que os seres vivos são constituídos por células;
• 
Compreender que todos os seres vivos são formados por células;
• 
Descrever os vírus e reconhecer suas características biológicas: seres acelulares e hospedeiros
intracelulares obrigatórios;
• 
Diferenciar as principais estruturas entre células procarióticas e eucarióticas;
• 
Identificar os componentes básicos de uma célula, como por exemplo: parede celular, membrana
plasmática, citoplasma e núcleo.

TEMA: Célula
CÉLULA: UNIDADE DA VIDA
Quando estudamos a vida presente em nosso plane-
ta, a palavra chave é diversidade! Isto é: diversidades de
tipos e tamanhos de seres vivos (seres humanos, cães,
gatos e cavalos; árvores, arbustos e algas; bactérias), de
funções (células da pele, células sanguíneas e os game-
tas), de locais onde podemos encontrar (cidades, cam-
pos, desertos, florestas, oceanos e rios) e/ou de unidades
(ovo de galinha não fecundado = uma unidade ou célula;
galinha = centenas de unidades ou tipos de células).
Assim, podemos separar os seres vivos de várias for-
mas, mas todo ser vivo possui características, cientifica-
mente comprovadas, que os definem, como por exemplo:
a presença de células, o metabolismo, a capacidade de
reprodução e a evolução.
Contudo, em nosso planeta, temos seres acelulares,
os vírus (como o Coronavírus = COVID-19), que possuem
características específicas, como por exemplo: são ace-
lulares e parasitas intracelulares obrigatórios, não pos-
suem metabolismo próprio e necessitam de uma célula
para sua reprodução. Os vírus são formados por cápsulas
protéicas, chamadas de capsídio, que envolvem seu ácido
nucléico (DNA, RNA ou ambos). Alguns vírus possuem um
envelope viral externo, isto é uma camada lipídica externa,
que é derivada das membranas da célula hospedeira.
Nos seres vivos celulares a unidade morfofisiológica é
a célula, responsável pela forma e as funções de manu-
tenção da vida do organismo. Estes organismos podem ser unicelulares, formados por uma única cé-
lula, como por exemplo as bactérias; ou multicelulares que possuem mais de uma célula em sua cons-
tituição. Em muitos seres multicelulares podemos encontrar dezenas, centenas de tipos de células
diferentes que formam o organismo. É importante destacar que a forma da célula está diretamente
relacionada com a função realizada no organismo, por exemplo: na parede do intestino dos mamíferos
encontramos dois tipos celulares de células de revestimento: as células caliciformes, que produzem e
secretam muco, e as células de revestimento ou enterócitos, que possuem microvilosidades, projeções
da membrana plasmática de sua região apical, que aumentam a superfície de contato deste tipo celular
com a luz intestinal, facilitando e melhorando o processo de absorção de nutrientes.

33
As células, em sua maioria, são estruturas microscópicas, cujas dimensões são medidas em unida-
des especiais, como o micrômetro (µm), o nanômetro (nm) e o angstrom (Å). A maioria das células tem
entre 1 e 100 mm de diâmetro.
Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

Todos os seres vivos têm relações de parentesco com outro(s) sere(s) vivo(s) precursor(es), isto é:
que lhe(s) deu(ram) origem. Ao longo da história evolutiva da vida na Terra, os seres vivos têm sido mo-
dificados por vários mecanismos, que serão descritos e elucidados em outros temas da biologia.
As características básicas das células, figura X, são: a) podem ou não possuir uma parede celular
(células vegetais possuem; células animais não possuem); b) mais internamente ou delimitando o meio
intracelular do extracelular encontramos uma barreira seletiva chamada de membrana plasmática, fi-
gura X2; c) Dentro de todas as células existe um semifluido, substância semelhante à gelatina chamada
de citosol ou hialoplasma; d) citoesqueleto; o conjunto de citosol e estruturas subcelulares suspen-
sas, que realizam funções bioquímicas específicas para o metabolismo da célula, como por exemplo as
organelas celulares: retículo endoplasmático liso, retículo endoplasmático rugoso, complexo de Golgi,
vesículas de secreção e lisossomos, recebe o nome de citoplasma; e) Todas as células possuem DNA,
a molécula da vida, organizada na forma de cromatina, podendo estar presente no núcleo da célula ou
dispersa no citoplasma. É nessa molécula que encontramos os genes, seguimentos de DNA que são
transcritos em RNA mensageiros e este é lido e transcrito, nos ribossomos pelos RNA transportadores,
em uma sequência de aminoácidos, dando origem a uma proteína. Este processo é denominado de ex-
pressão gênica ou síntese de proteína (DNA - RNAm - proteína) Figura Y. No processo de duplicação
celular a cromatina se condensa e forma o(s) cromossomo(s). A espécie humana possui o seguinte ca-
riótipo: 44 cromossomos autossômicos e 2 cromossomos sexuais.

Figura X: Visão geral de uma célula animal.


Fonte: TORTORA, G.J. & DERRICKSON, B.H. Corpo Humano: fundamentos de anatomia e fisiologia.
Editora ArtMed. 10a. edição. 2016. 704 p.

34
Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

35
De acordo com a complexidade de organização, existem dois tipos de células: procariotas e euca-
riotas. A principal diferença entre células procarióticas e eucarióticas é a localização do seu DNA e a
presença ou ausência de organelas citoplasmáticas, como podemos observar na Figura 2: na célula
procariótica o DNA está disperso no citoplasma e não encontramos organelas citoplasmáticas, já na
célula eucariótica, a maioria do DNA está no núcleo, e há várias organelas no citoplasma.

Figura 2 — Estrutura microscópica das células procariotas e eucariotas. M/E: Microscópio Eletrônico.
Fonte: Biologia — Editora Bernoulli

No quadro a seguir, em que (+) significa presença e (—) ausência, temos, de modo geral, uma síntese das
principais estruturas celulares e os tipos de células nas quais podem ser encontradas.

Célula Eucariota
Componente Celular Célula Procariota
Animal Vegetal

Membrana Plasmática + + +

Parede Celular +/—  — +

Citosol ou hialoplasma + + +

Retículo Endoplasmático + + +

Complexo de Golgi — + +

Mitocôndrias — + +

Plastos — — +

Lisossomo — + *

Vacúolo(s) — + (poucos)  +

Centríolos — + +

Carioteca — + +

Cromossomo(s) + + +

Núcleo(s) organizado(s) — + +
* A presença de lisossomos em células vegetais é bastante discutida.
As células das plantas parecem não conter lisossomos.

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PARA SABER MAIS — Veja o vídeo “Citologia — canal descomplica”, disponível no endereço a seguir:
https://www.youtube.com/watch?v=rjH2xzCwNx0, tempo de duração do vídeo 10 min. Acesso em: 24
de jun. de 2020.

ATIVIDADES

— Organizando as ideias: No caderno, responda às questões:

1 — (VUNESP) Os procariontes diferenciam-se dos eucariontes porque os primeiros, entre outras ca-
racterísticas,
a) não possuem material genético.
b) possuem material genético como os eucariontes, mas não possuem núcleo diferenciado.
c) possuem núcleo, mas o material genético encontra-se disperso no citoplasma.
d) possuem material genético disperso no núcleo, mas não estruturas organizadas, denomina-
das cromossomos.
e) possuem núcleo e material genético organizado nos cromossomos.

2 — (Fuvest-SP Adaptado) Quais as diferenças existentes entre células procariotas e eucariotas quan-
to ao núcleo e o citoplasma?

Com base na ilustração,


a) indique o tipo de célula representado, respectivamente, por I, II e III;

b) justifique a declaração que I faz para II.

37
3 — (UECE) A célula eucariótica é compartimentada, a procariótica não. Esta afirmação faz sentido
quando comparamos os dois padrões de organização celular sob o seguinte aspecto:
a) dimensões celulares. A relação superfície/volume é maior na célula procariótica que na euca-
riótica. Assim, a célula procariótica apresenta-se com uma área superficial suficientemente
grande para satisfazê-la em termos nutritivos. Ao mesmo tempo, o seu espaço interno é ade-
quado à ocorrência das reações metabólicas num ambiente descompartimentado.
b) relação nucleoplasmática. A relação nucleoplasmática varia de 1/1 a 1/3 na célula eucariótica,
mostrando-nos que, enquanto o núcleo varia de volume, o citoplasma permanece com volume
constante. Portanto, a compartimentação na célula eucariótica aumenta a superfície cito-
plasmática para fazer face ao aumento de volume do núcleo.
c) presença de estruturas membranosas. A presença de mesossomo e nucléolo nas células pro-
carióticas dispensa a presença de outras organelas citoplasmáticas.
d) processo evolutivo. A compartimentação das células eucarióticas é decorrência do proces-
so evolutivo desenvolvido no sentido da diminuição das suas superfícies internas, já que as
superfícies externas crescem mais que o volume da célula, na medida em que as dimensões
celulares aumentam.

4 — (Unifor-CE) Todos os seres vivos apresentam em suas células:


a) membrana plasmática.
b) plastos.
c) lisossomos.
d) carioteca.
e) centríolos.

38
SEMANA 2

EIXO TEMÁTICO:
1 — ENERGIA.
TEMA:
4 — Linguagens da vida.
TÓPICOS:
19. Organização celular.
HABILIDADE:
8.1.  Reconhecer que todos os seres vivos são constituídos de células.
8.1.1. Identificar na estrutura de diferentes seres vivos, a organização celular como característica fundamen-
tal de todas as formas vivas.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Revestimentos externos da célula.
Fisiologia celular.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Química.

Ao final desta aula o estudante será capaz de:


• Compreender a importância das membranas biológicas e suas principais funções;
• Compreender a estrutura molecular básica da membrana plasmática, compreendendo o modelo do
mosaico fluido que explica sua estrutura e propriedades.

39
TEMA: Membrana Plasmática
REVESTIMENTOS EXTERNOS DA CÉLULA
A membrana plasmática é o limite da vida, a fronteira que separa a célula viva de seu ambiente e
controla o tráfego de dentro para fora e de fora para dentro da célula. Como todas as membranas bio-
lógicas, a membrana plasmática possui permeabilidade seletiva, isto é, permite que algumas subs-
tâncias a atravessem mais facilmente do que outras. A capacidade da célula em distinguir suas trocas
químicas com o ambiente é fundamental para a vida, e a membrana plasmática e seus componentes
moleculares tornam possível essa seletividade.
a)       b) 

Figura: a) Difusão simples: as moléculas lipossolúveis se difundem pela bicamada lipídica. b) Di-
fusão facilitada de íons K por um canal dependente de K. Um canal dependente é aquele em que uma
porção da proteína do canal age como um portão para abrir ou fechar o poro do canal para a passagem
de íons.
Fonte: TORTORA, G.J. & DERRICKSON, B.H. Corpo Humano: fundamentos de anatomia e fisiologia.
Editora ArtMed. 10a. edição. 2016. 704 p.

Os lipídios e as proteínas são os ingredientes básicos das membranas, embora os carboidratos tam-
bém sejam importantes. Os lipídios mais abundantes na maioria das membranas são os fosfolipídios. A
capacidade dos lipídios em formar membranas é inerente à sua estrutura molecular. Um fosfolipídio é
uma molécula anfipática, isto é, possui uma região hidrofílica (que fica em contato com o meio aquo-
so) e uma região hidrofóbica (que tem aversão à água). Uma bicamada fosfolipídica pode formar uma
fronteira estável entre dois compartimentos aquosos devido ao arranjo molecular que protege a cauda
hidrofílica dos fosfolipídios da água, ao mesmo tempo em que expõe as cabeças hidrofílicas à água.

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Figura W: a) Bicamada fosfolipídica em corte transversal. b) Modelo mosaico fluído da membrana plasmática.
Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

Assim como os lipídeos de membrana, a maioria das proteínas de membrana é anfipática. Essa
orientação molecular maximiza o contato das regiões hidrofílicas das proteínas com a água no citosol e
com o líquido extracelular, ao mesmo tempo em que suas regiões hidrofóbicas fornecem um ambiente
não aquoso.
Segundo o modelo de Singer e Nicholson, também conhecido por modelo do mosaico fluido, pro-
posto em 1972, a membrana plasmática possui uma matriz lipídica constituída de duas camadas de fos-
folipídios, em que se inserem moléculas de proteínas globulares. Os fosfolipídios conferem fluidez à
membrana. As proteínas são responsáveis pela maioria das funções da membrana plasmática: algumas
são enzimas e catalisam certas reações que ocorrem na membrana; outras funcionam como “recep-
tores” de membrana, possuindo um papel importante no “reconhecimento” de substâncias produzidas
pelo organismo ou vindas do meio externo: é assim, por exemplo, que os antígenos (proteínas estranhas
ao organismo) são “reconhecidos” pelos linfócitos (células relacionadas com a produção de anticorpos).
Existem ainda proteínas que funcionam como transportadoras ou carregadoras, exercendo um papel
fundamental na entrada e na saída de substâncias da célula.
Na maioria das células animais, a membrana plasmática possui também alguns glicídios ligados
a certas proteínas ou mesmo aos lipídios, formando moléculas de glicoproteínas ou de glicolipídios.
Essas glicoproteínas e glicolipídios se entrelaçam, formando uma malha de aspecto gelatinoso que
envolve a célula como uma vestimenta, denominada glicocálix (do grego glikys, doce, açúcar, e do
latim calyx, casca, envoltório). Além de conferir maior proteção à célula animal contra agressões fí-
sicas e químicas do ambiente externo, acredita-se que o glicocálix atue na retenção de nutrientes
que tocam a superfície celular, possibilitando que sejam posteriormente introduzidos no meio intra-
celular através de mecanismos especiais, como a pinocitose, que serão vistos adiante. O glicocálix
também é responsável pelo reconhecimento de células de uma mesma variedade ou de um mesmo
tecido ou órgão.

41
Fonte: TORTORA, G.J. & DERRICKSON, B.H. Corpo Humano: fundamentos de anatomia e fisiologia.
Editora ArtMed. 10a. edição. 2016. 704 p.

As proteínas, presentes na membrana plasmática, não têm um lugar fixo, uma vez que podem
se deslocar de um lado para outro ao longo da matriz lipídica, ir à tona ou mergulhar no citoplasma.
As proteínas da membrana podem ser divididas em dois grupos: integrais (intrínsecas) e periféricas
(extrínsecas), conforme estejam ou não firmemente inseridas na matriz lipídica. Cerca de 70% das
proteínas da membrana são integrais, sendo que algumas, inclusive, atravessam inteiramente a ma-
triz lipídica e, por isso, são chamadas de proteínas transmembrana. A Figura abaixo demonstra as
funções das proteínas das membranas celulares.

Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

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Várias células possuem especializações em suas membranas, entre elas destacamos: microvilosi-
dades, desmossomos, interdigitações, zônula de oclusão e junções comunicantes.

Disponível em: https://jorgeatlasbiologia.blogspot.com/2018/06/especializacoes-da-membrana-plasmatica.html.


Acesso em: 09 de jul 2020.

Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

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Microvilosidades (microvilos, borda em escova, orla em escova) — São evaginações (projeções para
fora) da superfície da membrana que lembram, em microscopia eletrônica, minúsculos dedos, vindo daí o
seu nome.
As microvilosidades estão presentes em determinadas células eucarióticas de animais e têm a fina-
lidade de aumentar a superfície de absorção de substâncias.
Desmossomos (desmossomas, máculas de adesão) — São modificações que aparecem nas mem-
branas adjacentes de células vizinhas, notadamente no tecido epitelial. Sua finalidade é promover uma
maior adesão (união) entre as células. Na região onde aparecem os desmossomos, o espaço entre as
membranas das células vizinhas é preenchido por glicoproteínas com propriedades adesivas. Na face
citoplasmática de cada membrana, há uma camada amorfa, densa, denominada placa do desmossomo,
na qual se inserem filamentos intermediários (tonofilamentos) que se aprofundam no interior da célula,
dando sustentação mecânica. Os desmossomos são as principais estruturas que mantêm as células
epiteliais bem unidas.
Interdigitações — São projeções laterais da membrana plasmática de uma célula que se encaixam
em depressões da membrana da célula vizinha, formando dobras que proporcionam uma maior união
das células. Essas modificações também aparecem entre células vizinhas do tecido epitelial.
Zônula de oclusão — É uma região contínua em torno da região apical de certas células epiteliais, em
que os folhetos externos das membranas plasmáticas das duas células vizinhas se fundem, vedando o
espaço intercelular.
Junção comunicante (nexo, gap junction) — Observada em células epiteliais, musculares lisas,
musculares cardíacas e nervosas, é uma estrutura formada por tubos protéicos paralelos que atraves-
sam as membranas das duas células vizinhas, estabelecendo entre elas uma comunicação, que permite
a troca e a passagem de certas substâncias (nucleotídeos, aminoácidos, íons e outras substâncias).
Não permite, entretanto, a passagem de macromoléculas (proteínas e/ou ácidos nucleicos).

PARA SABER MAIS — Veja o vídeo “Membrana plasmática em 4 minutos”, disponível no endereço a
seguir: https://www.youtube.com/watch?v=fjO09oq-3HQ, tempo de duração do vídeo 4 min. Acesso
em: 24 de jun. de 2020.

ATIVIDADES

— Organizando o conhecimento:

1 — (UFRGS-2012) A membrana plasmática é uma estrutura que atua como limite externo da célula,
permitindo que esta realize suas funções. Com relação à membrana plasmática, considere as
afirmações abaixo.
  I. Sua estrutura molecular tem como componentes básicos lipídeos e proteínas.
II. Os fosfolipídios apresentam uma região hidrofílica que fica voltada para o ambiente não aquoso.
III. O esteróide colesterol é um lipídio presente na membrana plasmática de células animais e
vegetais.
Quais estão corretas?
a) Apenas I c) Apenas I e III e) I, II e III
b) Apenas II d) Apenas II e III

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2 — (UFLA) Moléculas marcadas com um composto fluorescente são micro-injetadas em uma célu-
la epitelial. Dez minutos após a injeção, a presença dessas moléculas marcadas é detectada em
células adjacentes não-injetadas. Essa observação constitui evidência de que essas células são
unidas por:
a) desmossomos
b) zonas de adesão
c) interdigitações
d) microvilosidades
e) junções do tipo “gap”

3 — (UERJ-2017) Os diferentes tipos de transplantes representam um grande avanço da medicina.


Entretanto, a compatibilidade entre doador e receptor nem sempre ocorre, resultando em re-
jeição do órgão transplantado. O componente da membrana plasmática envolvido no processo
de rejeição é:
a) cholesterol
b) fosfolipídio
c) citoesqueleto
d) glicoproteína

4 — (Unifesp-SP) O esquema representa parte da membrana plasmática de uma célula eucariótica.

a) A que correspondem X e Y?

b) Explique, usando o modelo do “mosaico fluido” para a membrana plasmática, como dá a secre-
ção de produtos do meio intracelular para o meio extracelular.

45
SEMANA 3

EIXO TEMÁTICO:
1 — ENERGIA.
TEMA:
4 — Linguagens da vida.
TÓPICOS:
19. Organização celular.
HABILIDADE:
8.1.  Reconhecer que todos os seres vivos são constituídos de células.
8.1.1. Identificar na estrutura de diferentes seres vivos, a organização celular como característica fundamen-
tal de todas as formas vivas.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Permeabilidade da Membrana Plasmática.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Química.

Ao final desta aula o estudante será capaz de:


• Compreender os princípios físico-químicos que regem os transportes por difusão e por osmose,
aplicando-os para explicar processos que ocorrem em células vivas;
• Descrever como processos de transporte passivo, pela membrana plasmática, contribuem para a
entrada e/ou saída de substâncias (solventes e/ou solutos) da célula.

TEMA: Transporte Passivo através da Membrana Plasmática

PERMEABILIDADE DA MEMBRANA PLASMÁTICA


A membrana plasmática não isola totalmente a célula do meio extracelular. Como é uma unidade
viva, a célula precisa adquirir certas substâncias do meio externo para garantir sua sobrevivência,
assim como precisa eliminar algumas substâncias que estejam em excesso ou que sejam tóxicas ao
meio intracelular.
O tráfego de pequenas moléculas e íons através da membrana plasmática em ambas as direções é
constante. Considere as trocas químicas entre a célula muscular e o líquido extracelular, onde açúca-
res, aminoácidos e outros nutrientes entram na célula e os produtos dos resíduos metabólicos saem
da célula. As células para realizarem suas funções necessitam de energia, esta energia está na forma
de ligações químicas presentes nas moléculas de Adenosina Trifosfato (ATP), produzidas através do
processo bioquímico denominado respiração celular, onde há absorção de oxigênio (O2) e liberação de
dióxido de carbono (CO2). Igualmente, as células regulam suas concentrações de íons inorgânicos como
o Na+, K+, Ca2+ e Cl— transportando para dentro e para fora através da membrana plasmática. Embora o
tráfego pela membrana seja intenso, a membrana celular é seletivamente permeável, e as substâncias
não atravessam a barreira indiscriminadamente. As células são capazes de capturar muitos tipos de
pequenas moléculas e íons e excluir outras.

46
Chamamos de gradiente de concentração a diferença de concentração de partículas de soluto (por
exemplo íons) entre duas regiões, por exemplo: a região intracelular (dentro da célula) e a extracelular
(fora da célula) .
Podemos identificar dois tipos de transportes que ocorrem na membrana plasmática: a) Transporte
passivo: é a passagem de substâncias através da membrana plasmática a favor do gradiente de con-
centração (ou seja, da região de maior concentração para a de menor concentração), não há gasto de
energia direta com o transporte; b) Transporte ativo: é a passagem de substâncias através da mem-
brana plasmática contra o gradiente de concentração (da região de menor concentração a favor do
gradiente de concentração), onde existe o gasto direto de energia para o transporte.

Figura X: Transporte passivo e ativo.


Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

No transporte passivo podemos diferenciar os seguintes tipos de movimentação de substâncias:


difusão simples, difusão facilitada e osmose, que estudaremos nesta semana. Já no transporte ativo
temos a endocitose , que poder ser fagocitose e pinocitose, e a exocitose, que serão estudadas na pró-
xima semana. Cada movimento apresenta características específicas.

A) Difusão
A difusão é o fluxo de partículas (moléculas, íons) de uma região em que estejam em maior concen-
tração para outra região em que a quantidade dessas partículas seja menor. Esse fluxo ou passagem de
partículas é feito até que se estabeleça uma situação de equilíbrio entre as duas regiões, isto é, até que
haja uma mesma concentração nas duas regiões. Para entender esse processo, vamos imaginar uma
membrana sintética separando água pura de uma solução de um corante diluído em água. Assumimos
que essa membrana tenha poros microscópicos e seja permeável às moléculas do corante. Analise a
Figura 1 e observe como a difusão distribui as moléculas do corante até que ambas soluções tenham
concentração igual de corante. Uma vez atingido esse ponto, haverá um equilíbrio dinâmico, em que o
número de moléculas do corante que atravessa a membrana a cada segundo em uma direção é o mes-
mo que na outra direção.

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Agora podemos definir uma regra simples de difusão:
na ausência de outras forças, uma substância difunde-
se da solução mais concentrada para a solução menos
concentrada. Em outras palavras, uma substância difun-
de-se para a região de menor densidade de acordo com
a redução do gradiente de concentração. Nenhum tra-
balho deve ser feito para que isso ocorra. A difusão é um
processo espontâneo sem necessidade de gasto de ener-
gia. Observe que cada substância difunde em direção ao
seu próprio gradiente de concentração, sem ser afetada
pelas diferenças de concentração de outras substâncias
(Figura 1-b).
Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.;
Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010. Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

Em se tratando de células, a difusão de substâncias


pode ser feita do meio intracelular para o extracelular ou
vice-versa. Assim, quando no meio intracelular há uma
concentração maior de determinadas partículas em rela-
ção ao extracelular, as partículas tendem a sair da célula;
se, ao contrário, houver uma menor concentração no meio intracelular em relação ao extracelular, as
partículas tenderão a penetrar na célula. Água, oxigênio (O2), dióxido de carbono (CO2), monossacaríde-
os, aminoácidos e substâncias lipossolúveis são exemplos de substâncias que, em condições normais,
entram ou saem da célula por difusão.
Podemos diferenciar dois tipos de difusão, ilustradas na figura abaixo:
Difusão simples — Nesse caso, as partículas atravessam a membrana sem a ajuda de proteínas “car-
regadoras” ou “transportadoras”, denominadas permeases, existentes na própria membrana. É o que
acontece, por exemplo, com o O2 entrando na célula e com CO2 saindo da célula.
Difusão facilitada — A passagem de substâncias através da membrana é feita com a ajuda de prote-
ínas da própria membrana, denominadas genericamente de permeases. Algumas permeases formam
canais proteicos que comunicam o meio intracelular com o meio extracelular, enquanto outras se ligam
às moléculas do soluto, carreando-as (carregando-as) rapidamente para o meio intra ou extracelular.

Fonte: Biologia — Editora Bernoulli

De modo geral, quanto maior a solubilidade da substância em lipídios, maior será a velocidade de
difusão das suas moléculas através da membrana. Oxigênio, gás carbônico, álcool e outras são tão
solúveis em água como em lipídios. Dessa forma, as moléculas dessas substâncias difundem-se mais
rapidamente, ou seja, passam mais rapidamente por meio da membrana plasmática. Enquanto essas
substâncias lipossolúveis atravessam a matriz fosfolipídica, a água e substâncias hidrossolúveis atra-
vessam a membrana por difusão através de canais formados por moléculas de proteínas.

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Uma molécula de soluto, glicose por exemplo, que esteja em maior concentração no meio extra-
celular, liga-se a um sítio ativo de uma permease específica, alterando a conformação dessa proteína,
permitindo assim que o soluto seja lançado rapidamente para dentro da célula. Liberando a glicose
no meio intracelular, a proteína carreadora volta à sua estrutura original e fica pronta para se ligar à
outra molécula de glicose. Essa modalidade de transporte também é conhecida por modelo em “pin-
gue-pongue”, por causa dos diferentes estados de conformação da proteína carreadora. No estado
“pongue”, os sítios ligantes estão voltados para o meio extracelular e no estado “pingue”, voltam-se
para o meio intracelular.
B) Osmose
A osmose, que é a passagem do solvente, como por exemplo da água, de uma região menos concen-
trada de soluto (ou solução hipotônica, isto é mais diluída) para uma região mais concentrada de soluto
(solução hipertônica, mais concentrada), até que as duas soluções atinjam uma situação de equilíbrio,
isto é, uma situação de isotonia (igualdade de concentração). Para que ocorra a osmose, é necessário
que as duas soluções de concentrações diferentes estejam separadas por uma membrana semiperme-
ável, isto é, por uma membrana que se deixa atravessar apenas pelo solvente.

Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

Quando consideramos o comportamento de uma célula em uma solução, tanto a concentração do so-
luto quanto a permeabilidade da membrana devem ser observados. Os dois fatores abrangem o conceito
de tonicidade — a capacidade de uma solução em fazer uma célula ganhar ou perder água. A tonicidade
de uma solução depende, em parte, de suas concentrações de soluto que não podem cruzar a membrana
(solutos não penetrantes), com relação àquela do interior das células. Se houver alta concentração de
solutos não penetrantes na solução circundante, a água tenderá a sair da célula e vice-versa.

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Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

Na imagem acima, a reação das células vivas às mudanças na concentração de soluto de seu am-
biente depende se elas possuem ou não parede celular. (a) Uma célula animal, como esta hemácia, não
possui parede celular. (b) As células vegetais possuem. (As setas indicam o movimento da água após
essas células serem colocadas nessas soluções.)

PARA SABER MAIS — Veja o vídeo “Citologia — transporte passivo: Difusão, difusão facilitada e osmose
— canal me salva!”, disponível no endereço a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=Zqrtlwd5mZ0,
tempo de duração do vídeo 11 min. Acesso em: 24 de jun. de 2020.

ATIVIDADES

— Organizando o conhecimento:

1 — O transporte de substâncias pela membrana pode ser classificado em passivo e ativo. O trans-
porte passivo é aquele em que não há gasto de energia durante o processo. Todos os exemplos a
seguir são de transporte passivo, exceto:
a) Osmose. c) Difusão simples.
b) Bomba de sódio e potássio. d) Difusão facilitada.

2 — (Unifesp) O uso de vinagre e sal de cozinha em uma salada de alface, além de conferir mais sabor,
serve também para eliminar microrganismos causadores de doenças, como as amebas. O incon-
veniente do uso desse tempero é que, depois de algum tempo, as folhas murcham e perdem parte
de sua textura. Esses fenômenos ocorrem porque:
a) as amebas morrem ao perderem água rapidamente por osmose. Já as células da alface pos-
suem um envoltório que mantém sua forma mesmo quando perdem água por osmose e, por
isso, murcham mais lentamente.

50
b) tanto as amebas quanto as células da alface não possuem barreiras para a perda de água por
difusão simples. Ocorre que, no caso da alface, trata-se de um tecido e não de um único orga-
nismo e, portanto, a desidratação é notada mais tardiamente.
c) as amebas morrem ao perderem água por osmose, um processo mais rápido. Em contraparti-
da, as células da alface perdem água por difusão facilitada, um processo mais lento e, por isso,
percebido mais tardiamente.
d) o vinagre, por ser ácido, destrói a membrana plasmática das amebas, provocando sua morte.
No caso da alface, o envoltório das células não é afetado pelo vinagre, mas perde água por
difusão simples, provocada pela presença do sal.
e) nas amebas, a bomba de sódio atua fortemente capturando esse íon presente no sal, pro-
vocando a entrada excessiva de água e causando a morte desses organismos. As células da
alface não possuem tal bomba e murcham por perda de água por osmose.

3 — Para entrar em uma célula, algumas substâncias necessitam de proteínas carreadoras. O trans-
porte que envolve esse tipo de proteína quando não há gasto de energia é chamado de:
a) Osmose. d) Bomba de sódio e potássio.
b) Difusão facilitada. e) Transporte ativo.
c) Difusão simples.

4 — (Unicamp) Foi feito um experimento utilizando a epiderme de folha de uma planta e uma suspensão
de hemácias. Esses dois tipos celulares foram colocados em água destilada e em solução salina
concentrada. Observa-se ao microscópio que as hemácias. Em presença de água destilada, estou-
ravam e, em presença de solução concentrada, murchavam. As células vegetais não se rompiam em
água destilada, em solução salina concentrada notou-se que o conteúdo citoplasmático encolhia.
a) A que tipo de transporte celular o experimento está relacionado?
b) Em que situação ocorre esse tipo de transporte?
c) A que se deve a diferença de comportamento da célula vegetal em relação a animal? Ex-
plique a diferença de comportamento, considerando as células em água destilada e em
solução concentrada.

5 — (Fupac-2012) A figura abaixo mostra 3 tipos de transporte (1, 2 e 3) através da membrana plasmática.
Analise-a.

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o número que indica a passagem de O2


da água para as brânquias de um peixe e o transporte de glicose para o interior das células do
corpo humano.
a) 1 e 1 c) 2 e 1 e) 3 e 2
b) 1 e 2 d) 2 e 3

51
SEMANA 4

EIXO TEMÁTICO:
1 — ENERGIA.
TEMA:
4 — Linguagens da vida.
TÓPICOS:
19. Organização celular.
HABILIDADE:
8.1.  Reconhecer que todos os seres vivos são constituídos de células.
8.1.1. Identificar na estrutura de diferentes seres vivos a organização celular como característica fundamen-
tal de todas as formas vivas.
19.1. Comparar a organização e o funcionamento de diferentes tipos de células estabelecendo identidade
entre elas.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Permeabilidade da Membrana Plasmática;
Parede Celular.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Química.

Ao final desta aula o estudante será capaz de:


• Compreender como processos de transporte ativo contribuem para a entrada ou saída de substân-
cias na célula;
• Descrever a constituição e importância das parede celular das células vegetais.

TEMA: Transporte por Membrana Ativo e Parede Celular


— Desenvolvendo o tema:

1. TRANSPORTE ATIVO
Viu-se que, apesar de auxiliar no transporte de proteínas, a difusão facilitada é considerada um
transporte passivo, porque o soluto se movimenta em direção ao menor gradiente de concentração,
um processo sem gasto de energia. A difusão facilitada acelera o transporte de solutos, permitindo a
passagem eficiente através da membrana, mas não altera a direção do transporte. Entretanto, algumas
proteínas de transporte podem mover os solutos, contra seu gradiente de concentração, através da
membrana plasmática do lado em que os solutos se encontram em menor concentração (seja dentro ou
fora) para o lado onde estão mais concentrados.
Para bombear uma molécula contra seu gradiente através da membrana é necessário trabalho;
a célula deve gastar energia. Portanto, esse tipo de tráfego de membrana é denominado transporte
ativo. As proteínas de transporte que movem os solutos contra o gradiente de concentração são
todas proteínas carreadoras, em vez de proteínas canais. Isso faz sentido, pois quando as proteínas
canais estão abertas, elas apenas permitem que as moléculas fluam para seu menor gradiente de
concentração, em vez de transportá-las contra seu gradiente.

52
O transporte ativo permite à célula manter concentrações internas diferentes das concentrações
do ambiente. Por exemplo, comparando com suas vizinhanças, uma célula animal possui concentração
muito maior de íons potássio (K+) e concentrações muito menores de íons sódio (Na+). A membrana plas-
mática permite que ela mantenha esses gradientes bombeando Na+ para fora da célula e K+ para dentro
da célula.
Como em outros tipos de trabalho celular, a molécula de Adenosina trifosfato (ATP) fornece a ener-
gia para a maioria dos transportes ativos. Uma maneira pela qual o ATP produz energia para o transpor-
te ativo é pela transferência de seu grupo fosfato terminal diretamente para a proteína de transporte.
Isso pode induzir a proteína a mudar sua forma de modo a translocar um soluto ligado à proteína através
da membrana.
Um exemplo de transporte ativo que atua dessa forma é a bomba de sódio-potássio, que troca o Na+
pelo K+ através da membrana plasmática das células animais.
Este sistema de transporte bombeia íons contra gradientes de concentração: a concentração dos
íons sódio (representada como Na+) é maior fora da célula e menor dentro dela, ao passo que a concen-
tração do íon potássio (K+) é menor dentro da célula e maior fora dela. A bomba oscila entre duas formas
em um ciclo de bombeamento que transloca três íons sódio para fora da célula a cada dois íons potássio
bombeados para dentro da célula. As duas formas possuem diferentes afinidades para os dois tipos de
íons. O ATP fornece a energia para a mudança de forma transferindo um grupo fosfato para a proteína
(fosforilando a proteína).
Observe o esquema que irá ilustrar a bomba de sódio-potássio.

Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

Conforme acabamos de ver, por meio do transporte ativo, as substâncias podem penetrar ou sair da
célula, atravessando a membrana plasmática. Entretanto, existem situações em que o material, para
entrar ou sair da célula, precisa ser englobado pela membrana. Nesses casos de captura e de englo-
bamento de partículas pela membrana, fala-se genericamente em endocitose e exocitose, conforme o
material esteja entrando ou saindo da célula, respectivamente (Figura T). Esse tipo de transporte tam-
bém é conhecido por transporte em bloco.

53
Figura T:
Fonte: Campbel l, N.A.; Reece, J.B.; Urry, L.A.; Cain, M.L.; Wasserman, S.A.; Minorsky, P.V. & Jackson, R.B. 2010.
Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.

Na endocitose, há englobamento de partículas ou macromoléculas presentes no meio extracelular


e que normalmente não conseguem entrar na célula por transporte passivo nem por transporte ativo.
Nela compreendem duas modalidades: fagocitose e pinocitose.
Fagocitose — Consiste no englobamento de partículas de natureza sólida, através da formação de
projeções da membrana plasmática que envolvem o material que se encontra no meio extracelular.
Essas projeções são denominadas pseudópodes (pseudópodos). Ao final do processo, a partícula só-
lida estará no meio intracelular, contida numa pequena bolsa ou vacúolo chamado fagossomo . Esse
fagossomo, posteriormente, será digerido no interior da célula por meio da ação de enzimas digestivas
presentes numa organela citoplasmática, denominada lisossomo. A fagocitose é realizada pelas células
com duas finalidades: obtenção de alimento e defesa contra corpos estranhos.
Pinocitose — Englobamento de pequenas gotas de líquido através de invaginações da membrana
plasmática. É um processo mais delicado do que a fagocitose, sendo difícil sua observação ao micros-
cópio óptico (M/O). Através da pinocitose, é possível compreender como certas substâncias constituí-
das de macromoléculas (hormônios proteicos, por exemplo), que normalmente não podem atravessar a
membrana, entram na célula sem precisar sofrer hidrólise.
Exocitose — É um processo inverso ao da endocitose e tem por objetivo a eliminação de substâncias
da célula. Forma-se no meio intracelular uma vesícula ou vacúolo, contendo o material a ser eliminado.
Essa vesícula funde-se à membrana plasmática num determinado ponto, eliminando o seu conteúdo no
meio extracelular.

54
2. PAREDE CELULAR
A parede celular é o revestimento mais externo de muitas células procariotas e eucariotas, sendo
encontrada sobre a membrana plasmática de células de bactérias, fungos, algas, briófitas, pteridófitas,
gimnospermas e angiospermas.
Trata-se de uma estrutura espessa, permeável, dotada de grande resistência, visível ao MO, que
determina a forma da célula e desempenha um papel mecânico, servindo de reforço e proteção à célula.
Sua composição química é diversificada, variando nos diferentes grupos de seres vivos nos quais
é encontrada.
Nas clorofíceas (clorófitas, “algas verdes”), nas briófitas, nas pteridófitas, nas gimnospermas e nas an-
giospermas, a parede celular é constituída principalmente de celulose. Por isso, nesses grupos de plan-
tas, a parede celular também pode ser chamada de membrana de celulose ou membrana celulósica.

Fonte: Biologia — Editora Bernoulli

Observe, nas imagens acima, que entre células vegetais vizinhas aparece a lamela média, estrutura
constituída de pectatos de cálcio e magnésio (substâncias pécticas), que têm a finalidade de promover
a união entre as células. A lamela média, encontrada entre as paredes primárias de células vizinhas,
une, como um “cimento”, células vegetais adjacentes.
Também entre células vegetais vizinhas, aparecem os plasmodesmos, regiões de descontinuidade
dos revestimentos externos e que estabelecem comunicações entre as células. Os plasmodesmos são
verdadeiras “pontes citoplasmáticas”, pelas quais ocorre intercâmbio de substâncias entre as células.

PARA SABER MAIS — Veja o vídeo “Citologia — transporte através da membrana: Ativo e passivo —
canal me salva!”, disponível no endereço a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=QW-L5QZw56E,
tempo de duração do vídeo 10 min. Acesso em: 24 de jun. de 2020.

Veja o vídeo “Citologia — transporte através da membrana: Transporte ativo — bomba de sódio e
potássio — canal me salva!”, disponível no endereço a seguir: https://www.youtube.com/watch?
v=xX-DY2lr5v4, tempo de duração do vídeo 11 min. Acesso em: 24 de jun. de 2020.

55
ATIVIDADES

— Organizando o conhecimento:

1 — Várias substâncias atravessam a membrana plasmática e, com isso, garantem que a célula rece-
ba substâncias necessárias para seu funcionamento e elimine produtos para o meio externo. Em
alguns casos, o transporte ocorre de maneira passiva, porém, em outros, o transporte é ativo. O
Transporte ativo caracteriza-se:
a) por ocorrer a favor do gradiente de concentração.
b) por ocorrer sem gasto de ATP.
c) por envolver gasto de energia.
d) por depender do gradiente de concentração.
e) por não ocorrer em células animais.

2 — (Unifor) “O meio iônico intracelular, isto é, a composição de íons e água no interior das células, é
completamente diferente do meio extracelular. Por exemplo: o íon sódio (Na+) é cerca de 14 vezes
mais abundante no meio extracelular do que dentro da célula. Com o íon potássio (K+), dá-se o
inverso: é cerca de 56 vezes mais abundante no espaço intracelular do que fora da célula. O íon
cálcio (Ca++), por sua vez, é cerca de 50.000 vezes mais concentrado numa fibra muscular que no
meio extracelular que a rodeia”.
(Ciência Hoje. v. 4, n. 21)

A diferença de concentração dos íons K+ e Ca++ nos meios intracelular e extracelular é mantida por:
a) Endocitose. d) Difusão facilitada.
b) Osmose. e) Transporte ativo.
c) Fagocitose.

3 — (UFSCar-2009 — Adaptado) Leia a tirinha.

Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/fotos/quadrinhos,o-melhor-de-calvin,697076. Acesso em: 09 de jul 2020.

a) Qual é o processo celular realizado pela ameba, que está retratada na tirinha?
b) A que Reino pertencem os protozoários? Cite duas características típicas dos seres perten-
centes a esse grupo taxonômico.

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4 — (Fameca-2006) Os envoltórios contendo quitina, sílica e celulose encontrados, respectivamente,
nas paredes celulares de fungos, diatomáceas e células vegetais:
a) impedem a osmose quando a célula se encontra em meio hipotônico.
b) controlam a saída de água quando as células se encontram em meio hipertônico.
c) selecionam as partículas minerais que devem ser absorvidas em meio hipertônico.
d) impedem a lise osmótica quando a célula se encontra em meio hipotônico.
e) mantêm o equilíbrio osmótico e o volume da célula em meio hipertônico

5 — (UNICAMP-2007) Ao estudar para o vestibular, um candidato percebeu que ainda tinha dúvidas em
relação aos processos de difusão simples, transporte passivo facilitado e transporte ativo através
da membrana plasmática e pediu ajuda para outro vestibulando. Este utilizou a figura abaixo para
explicar os processos. Para testar se o colega havia compreendido, indicou os processos como A,
B e C e solicitou a ele que os associasse a três exemplos. Os exemplos foram: (1) transporte iônico
nas células nervosas; (2) passagem de oxigênio pelas brânquias de um peixe; (3) passagem de gli-
cose para o interior das células do corpo humano.

a) Indique as associações que o candidato deve ter feito corretamente. Explique em que cada
um dos processos difere em relação aos outros.

b) Em seguida, o candidato perguntou por que a alface que sobrou do almoço, e tinha sido tempe-
rada com sal, tinha murchado tão rapidamente. Que explicação correta o colega apresentou?

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REFERÊNCIAS

FAVARETTO, José Arnaldo. BIOLOGIA: Unidade e Diversidade — volume 1. São Paulo. Editora FTD,
1ª Edição.
CAMPBELL, N.A.; REECE, J.B.; URRY, L.A.; CAIN, M.L.; WASSERMAN, S.A.; MINORSKY, P.V. & Jackson,
R.B. 2010. Biologia.10ª ed. Artmed, Porto Alegre, 1488 p.
Coleção de Estudos — Biologia — Editora Bernoulli
LOPES, Sônia.; ROSSO, Sérgio. BIO — Volume 1. São Paulo. Editora Saraiva, 3ª Edição, 2016.

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SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: QUÍMICA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8

SEMANA 1

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Modelos (Modelo para o Átomo).

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Modelo atômico de Dalton.

HABILIDADE(S):
5.1. Conceber as partículas dos materiais e suas representações nos contextos históricos de suas elaborações.
5.2. Compreender o Modelo de Dalton.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Diferenciar substâncias químicas e reconhecer a ocorrência de transformações químicas.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Os conceitos tratados nesta habilidade (5.1. Conceber as partículas dos materiais e suas representações nos
contextos históricos de suas elaborações e 5.2. Compreender o Modelo de Dalton), estabelecem conexões
com os outros componentes curriculares, Biologia e Física, quando trabalhado de forma problematizadora.

TEMA: Transformação da Matéria.


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Nessa semana você vai associar alguns fenômenos do cotidiano com a teoria atômica.

REFLEXÃO
Metrô de Nova York vai usar luz ultravioleta para combater o coronavírus
O Departamento de Trânsito de Nova York anunciou ontem um programa piloto usando lâmpadas
ultravioletas (UVC) para eliminar o coronavírus. O UVC, que é um dos três tipos de luz no espectro ultra-
violeta (UV), pode eliminar a COVID-19, além de ser potente contra outros vírus e bactérias, disse a PURO
Lighting, fabricante de lâmpadas UV.

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Então, as autoridades de transporte de Nova York decidiram comprar “150 dispositivos móveis” para
um teste inicial. A primeira fase está programada para ser lançada em metrôs, ônibus e nas instala-
ções de transporte público já na próxima semana. Se bem-sucedido, o programa será expandido para
trens. As lâmpadas serão usadas durante o desligamento noturno nos trens do metrô e nos períodos
em que a circulação de passageiros estiver interrompida. O diretor do Centro de Pesquisa Radiológica
da Universidade de Columbia, David Brenner, vai acompanhar a pesquisa para determinar a eficiência
das lâmpadas.
Fonte: Metrô de Nova York vai usar luz ultravioleta para combater o coronavírus. Notícias.Uol, 2020. Disponível em: <https://noticias.uol.
com.br/internacional/ultimas-noticias/2020/05/20/metro-de-nova-york-vai-usar-luz-ultravioleta-para-combater-o-coronavirus.htm>.
Acesso em: 17/05/2020.

CONCEITOS BÁSICOS
Para explicar os fatos experimentais observados nas duas leis ponderais vistas no PET I, o cientista
inglês John Dalton (1766-1844) imaginou a seguinte hipótese:
Todo e qualquer tipo de matéria é formado por partículas indivisíveis, chamadas átomos.
Para entendermos a relação entre essa hipótese e as leis ponderais, imagine o átomo de carbono
representado por (e considere sua massa estabelecida arbitrariamente neste exemplo, em 3 g), e o
átomo de oxigênio representado por (com massa também arbitrária de 4 g).
Figura 1 — Ilustração das leis de Lavoisier e Proust

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6 ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.

Da 1a experiência para a 2a, a quantidade de átomos dobrou; como consequência, todas as mas-
sas duplicaram. Atualmente, com técnicas avançadíssimas, já é possível ter uma visão do átomo.
Desde o século XIX, muitas experiências confirmam a existência do átomo.

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Podemos também dizer que Dalton criou um modelo para o átomo, hoje chamado de modelo atômi-
co de Dalton e conhecido como modelo de bola de bilhar/sinuca.
Figura 2 — Modelo atômico de Dalton

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6 ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.

POSTULADOS DE DALTON
Utilizando seu modelo, Dalton estabeleceu os postulados a seguir:
 I. Todas as substâncias são constituídas de minúsculas partículas, denominadas átomos. Os
átomos não podem ser criados nem destruídos. Cada substâncias é constituída de um único
tipo de átomo.
II. As substâncias simples, ou elementos, são formados de “átomos simples”, que são átomos
isolados, pois átomos de um mesmo elemento químico sofrem repulsão mútua. Os “átomos
simples” são indivisíveis.
III. As substâncias compostas são formadas de “átomos compostos”, capazes de se decompo-
rem, durante as reações químicas, em “átomos simples”.
IV. Todos os átomos de uma mesma substância são idênticos na forma, no tamanho, na massa e
nas demais propriedades; átomos de substâncias diferentes possuem forma, tamanho, massa
e propriedades diferentes. A massa de um “átomo composto” é igual à soma de todos os “áto-
mos simples” componentes.

Pontos importantes da Teoria de Dalton, em linguagem moderna:


 I. Todas as substâncias são formadas por átomos, considerados esféricos, vazios, indivisíveis
e indestrutíveis;
II. Os átomos de um mesmo elemento químico são iguais em todas as suas características (por
exemplo, tamanho e massa);
III. Os átomos dos diferentes elementos químicos são diferentes entre si;
IV. As substâncias compostas são formadas por átomos de dois ou mais elementos químicos dife-
rentes, que se combinam sempre numa mesma proporção;
V. Átomos não são criados nem destruídos, são apenas rearranjados formando novas substâncias;
VI. Átomos de um elemento químico não podem se transformar em átomos de um outro elemento
químico.
Fonte: PERUZZO, F. M.; CANTO, E. L. Química na abordagem do cotidiano.
4. ed. São Paulo: Moderna, 2006. 648 p.

61
Cada molécula (e cada aglomerado iônico) passa, então, a representar uma substância pura (ou es-
pécie química) bem definida. Cada substância, por sua vez, é representada por uma abreviação deno-
minada fórmula.
Considere o exemplo da água. Hoje, sabemos que a água é formada por moléculas, onde estão reu-
nidos um átomo de oxigênio com dois átomos de hidrogênio. Pode-se, portanto, representar a molécula
da água da seguinte maneira:

A teoria criada por Dalton foi muito importante para o desenvolvimento da Química. Desde que ela
foi proposta, muitos progressos foram feitos, e hoje os cientistas têm uma compreensão muito maior
de como é a matéria. São conhecidos atualmente 118 elementos químicos, cada um deles tem um nome
e um símbolo diferente.
A partir da teoria de Dalton surgiu um novo significado para elemento químico, que passou a ser não
mais considerado sinônimo de substância simples, mas sim um conjunto de átomos que possuem ca-
racterísticas químicas iguais e que tomam parte da constituição das substâncias.
Fonte: PERUZZO, F. M.; CANTO, E. L. Química na abordagem do cotidiano.
4. ed. São Paulo: Moderna, 2006. 648 p.

Substâncias simples
Substâncias simples são formadas por átomos de um mesmo elemento químico.

Figura 3 — Ilustração de substâncias simples

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6 ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.

Substâncias compostas ou compostos químicos


Substâncias compostas (ou compostos químicos) são formadas por átomos (ou íons) de elementos
químicos diferentes.

Figura 4 — Ilustração de substâncias compostas

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.
Fonte: FONSECA, Martha Reis Marques da. Química — Ensino Médio. 2. ed. São Paulo: Ática, 2016. v. 3, p. 89.

62
ATIVIDADES

1 — Dalton foi considerado o primeiro cientista a fazer proposições sobre a teoria atômica pautado
em investigações científicas. Os primeiros atomistas gregos propunham suas ideias embasa-
dos por questões filosóficas ao refletir sobre o modelo do átomo. Sobre o modelo atômico de
Dalton, responda:
a) O significa a palavra átomo?
b) Faça uma representação do modelo atômico de Dalton, segundo os postulados estudados.
c) Indique três características importantes deste modelo.

2 — Considerando o sistema a seguir, responda.

a) Qual é o número de átomos presentes?


b) Qual é o número de elementos?
c) Qual é o número de substâncias?
d) Qual é o número de moléculas?

3 — (FEI-SP) Qual das alternativas abaixo contêm somente substâncias simples:


a) H2O, HCl, CaO
b) H2O, Au, K
c) H2O, Cl2, K
d) Au, Fe, O2
e) H2, Cl2, NaK

4 — (Ufac) Com relação às substâncias O2, H2, H2O, Pb, CO2, O3, CaO e S8, podemos afirmar que:
a) todas são substâncias simples.
b) somente O2, H2 e O3 são substâncias simples.
c) todas são substâncias compostas.
d) somente CO2, CaO e S8 são substâncias compostas.
e) as substâncias O2, H2, Pb, O3 e S8 são simples.

5 — Explique qual a diferença entre as seguintes notações químicas: 2 O, O2, 2 O3 e 3 O2.

Fontes: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6 ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.

LISBOA, J. C. F. Química — SER PROTAGONISTA. 1. ed. São Paulo: SM, 2010. p. 791.

63
SEMANA 2

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Modelos (Modelo para o Átomo).

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Modelo atômico de Thomson.

HABILIDADE(S):
5.3. Compreender o Modelo de Thomson.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Diferenciar substâncias químicas e reconhecer a ocorrência de transformações.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Os conceitos tratados nesta habilidade (5.3. Compreender o Modelo de Thomson), estabelecem conexões
com os outros componentes curriculares, Biologia e Física, quando trabalhado de forma problematizadora.

TEMA: Modelo Atômico de Thomson


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Nessa semana você vai entender o modelo atômico de Thomson.

CONCEITOS BÁSICOS
Thomson propôs seu modelo atômico  tendo como base descobertas relacionadas com a ra-
dioatividade e experimentos realizados com o tubo de raios catódicos construído pelos cientistas
Geissler e Crookes.
Figura 1 — Ampola de Goldstein

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.

Surgia assim, pela primeira vez na história, a ideia da existência de uma partícula subatômica (isto é,
menor do que o átomo). Contrariando Dalton, começava-se a provar que o átomo pode ser dividido. Da
ampola de Crookes derivam os aparelhos de raios X e os televisores modernos.
Para explicar os fenômenos anteriores, Joseph John Thomson (1856-1940) propôs, em 1903, um
novo modelo de átomo, formado por uma “pasta” positiva “recheada” pelos elétrons de carga negativa, o
que garantia a neutralidade elétrica do modelo atômico (esse modelo ficou conhecido como “pudim de
passas” ou “modelo panetone”).

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Começava-se, então, a admitir oficialmente a divisibilidade do átomo e a reconhecer a natureza elé-
trica da matéria.
O modelo atômico de Thomson explicava satisfatoriamente os seguintes fenômenos:
• eletrização por atrito, entendendo-se que o atrito separava cargas elétricas (parte das positivas
em um corpo e igual parte das negativas em outro, como no caso do bastão atritado com tecido);
• corrente elétrica, vista como um fluxo de elétrons;
• formação de íons negativos ou positivos, conforme tivessem, respectivamente, excesso ou falta
de elétrons;
• descargas elétricas em gases, quando os elétrons são arrancados de seus átomos (como na
ampola de Crookes).
Figura 2 — Representação do modelo atômico de Thomson

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.

PROBLEMAS APONTADOS PARA O ÁTOMO DE THOMSON


Vários físicos na época da proposta do modelo atômico de Thomson, pautados nas teorias da Física
Clássica, apontaram algumas incoerências presentes nesse modelo:
• Thomson propôs que o átomo apresentava uma estabilidade em relação à distribuição uniforme
dos elétrons, o que poderia ser modificado por influência de energia. Porém, a Física Clássica,
com base no eletromagnetismo, não permite a existência de um sistema estável pautado apenas
na repulsão entre as partículas de mesma carga;
• Para Thomson, os elétrons estão distribuídos uniformemente no átomo, mas eles têm a capaci-
dade de se deslocar de forma acelerada e, por isso, devem emitir radiação eletromagnética em
certas frequências específicas. Todavia, isso não era observado.
• O modelo de Thomson era muitas vezes ineficaz para explicar propriedades atômicas, como sua
composição e organização.
Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.
Fonte: DIAS, Diogo Lopes. Modelo atômico de Thomson. Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/
quimica/o-atomo-thomson.htm>. Acesso em: 18 jun 2020.

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ATIVIDADES

Agora é hora de testar seus conhecimentos, lembre-se que as pesquisas e consultas são permitidas e
bem-vindas para que você realize com sucesso as atividades.

1 — (Fuvest-SP) Thomson determinou, pela primeira vez, a relação entre a massa e a carga do elétron,
o que pode ser considerado como a descoberta do elétron. É reconhecida como uma contribuição
de Thomson ao modelo atômico:
a) o átomo ser indivisível.
b) a existência de partículas subatômicas.
c) os elétrons ocuparem níveis discretos de energia.
d) os elétrons girarem em órbitas circulares ao redor do núcleo.
e) o átomo possuir um núcleo com carga positiva e uma eletrosfera.

2 — (ETFSP) No fim do século XIX começaram a aparecer evidências de que o átomo não era a menor
partícula constituinte da matéria. Em 1897 tornou-se pública a demonstração da existência de
partículas negativas, por um inglês de nome:
a) Dalton
b) Rutherford
c) Bohr
d) Thomson
e) Proust

3 — Cite as semelhanças e diferenças entre o modelo atômico de Thomson e o de Dalton.

4 — (UEFS) Segundo o modelo de Thomson, o átomo:


a) poderia ser caracterizado por uma esfera gelatinosa com carga positiva, na qual estariam in-
crustados os elétrons, neutralizando a carga positiva.
b) não é maciço, mas é formado por um núcleo com carga positiva, no qual se concentra pratica-
mente toda a sua massa, e ao redor do qual ficam os elétrons, neutralizando a carga positiva.
c) é formado por elétrons que giram ao redor do núcleo em determinadas órbitas.
d) é neutro, cercado de elétrons que estariam dispostos ao redor do núcleo, como os planetas ao
redor do Sol.
e) é formado por um pequeno núcleo maciço e positivo, e os elétrons movimentam-se em órbi-
tas estacionárias, sendo que nesse movimento não emitem energia.

5 — (PUC-RS) O átomo, na visão de Thomson, é constituído de:


a) níveis e subníveis de energia.
b) cargas positivas e negativas.
c) núcleo e eletrosfera.
d) grandes espaços vazios.
e) orbitais.

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Para aprender mais, Vamos colocar a mão na massa.

EXPERIMENTO
Materiais
• 1 régua de plástico
• 1 bastão de vidro
• 1 pedaço de tecido de lã
• 1 pedaço de flanela
• pedaços pequenos de papel

Procedimento
• Aproxime a régua de um pedacinho de papel.
• Observe se ocorre alguma coisa e anote em seu caderno.
• Agora, atrite a régua em um pedaço de tecido de lã e coloque-a próxima a um pedacinho de papel.
• Anote as observações feitas em seu caderno.
• Repita o procedimento substituindo o tecido de lã pela flanela.
• Aproxime o bastão de vidro de um pedacinho de papel.
• Observe se ocorre alguma coisa e anote em seu caderno.
• Agora, atrite o bastão de vidro em um pedaço de tecido de lã e coloque-o próximo a um pedacinho
de papel.
• Anote as observações em seu caderno.
• Repita o procedimento substituindo o tecido de lã pela flanela.

Pergunta
1 — O que aconteceu quando a régua foi colocada próxima ao pedaço de papel antes e depois do
atrito? Tente explicar.

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.
Fonte: Exercícios sobre modelos atômicos. IFSC. Disponível em <https://docente.ifsc.edu.br/marcel.piovezan/MaterialDidatico/QGE_PQ/
Lista%201%20modelos%20atomicos%20e%20distribui%C3%A7%C3%A3o%20PQ%20QGE.pdf>. Acesso em: 19 jun 2020.
Fonte: Exercícios sobre modelo atômico de Thonsom. Brasil Escola. Disponível em: <https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/
exercicios-quimica/exercicios-sobre-modelo-atomico-thomson.htm>. Acesso em: 19 de jun 2020.
Fonte: Exercício sobre modelo atômico. LISBOA, J. C. F. Química - SER PROTAGONISTA. 1. ed. São Paulo: SM, 2010. p. 791.

67
SEMANA 3

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Modelos (Modelo para o Átomo).

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Modelo atômico de Rutherford.

HABILIDADE(S):
5.4. Compreender o Modelo de Rutherford.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Diferenciar substâncias químicas, reconhecer a ocorrência de transformações químicas e elaborar um con-
ceito inicial sobre elemento químico.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Os conceitos tratados nesta habilidade (5.4. Compreender o Modelo de Rutherford), estabelecem conexões
com os outros componentes curriculares, Biologia e Física, quando trabalhado de forma problematizadora.

TEMA: Rutherford
DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Nessa semana você vai entender o modelo atômico de Rutherford.

CONCEITOS BÁSICOS
Em 1911, Rutherford fez uma experiência muito importante, que veio alterar e melhorar profundamente
a compreensão do modelo atômico. Resumidamente, a experiência é descrita a seguir:
Figura 1 — Experimento de Rutherford

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.

Analisando a figura 1, vemos então que um pedaço do metal polônio emite um feixe de partículas alfa
(α), que atravessa uma lâmina finíssima de ouro. Rutherford observou, então, que a maior parte das
partículas α atravessava a lâmina de ouro como se esta fosse uma peneira; apenas algumas partículas
desviavam ou até mesmo retrocediam.

68
Rutherford viu-se obrigado a admitir que a lâmina de ouro não era constituída de átomos maciços e
justapostos, como pensaram Dalton e Thomson. Ao contrário, ela seria formada por núcleos pequenos,
densos e positivos, dispersos em grandes espaços vazios, como esquematizados a seguir:
Figura 2 — Representação esquemática da folha de ouro usada na experiência de Rutherford.

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.

Os grandes espaços vazios explicam por que a grande maioria das partículas α não sofrem desvios. En-
tretanto, lembrando que as partículas α são positivas, é fácil entender que: no caso de uma partícula α
passar próximo de um núcleo (também positivo), ela será fortemente desviada; no caso extremo de uma
partícula α chocar diretamente com um núcleo, ela será repelida para trás.
Surge, porém, uma pergunta: se o ouro apresentasse núcleos positivos, como explicar o fato de a lâmi-
na de ouro ser eletricamente neutra? Para completar seu modelo, Rutherford imaginou que ao redor do
núcleo estavam girando os elétrons. Sendo negativos, os elétrons iriam contrabalançar a carga positiva
do núcleo e garantir a neutralidade elétrica do átomo.
Sendo muito pequenos e estando muito afastados entre si, os elétrons não iriam interferir na trajetória
das partículas α. Em resumo, o átomo seria semelhante ao sistema solar: o núcleo representaria o Sol;
e os elétrons seriam os planetas, girando em órbitas circulares e formando a chamada eletrosfera.
Hoje, sabemos que o tamanho do átomo é 10.000 a 100.000 vezes maior que o de seu núcleo. Para efeito
de comparação, podemos imaginar o núcleo atômico como sendo uma formiga no centro de um estádio
como o Maracanã (observe que o modelo apresentado acima está totalmente fora de proporção, pois o
núcleo representado é enorme em relação ao tamanho do átomo).
No modelo atômico de Rutherford surgiu, porém, uma dúvida muito importante: se o núcleo atômico é
formado por partículas positivas, por que essas partículas não se repelem e o núcleo não desmorona? A
resposta veio em 1932, quando o cientista James Chadwick verificou que o núcleo do elemento berílio
radioativo emite partículas sem carga elétrica e de massa praticamente igual à dos prótons.
Essa partícula foi denominada nêutron — confirmando-se assim a existência da terceira partícula su-
batômica. De certa maneira, os nêutrons “isolam” os prótons, evitando suas repulsões e o consequente
“desmoronamento” do núcleo.

69
Figura 3 — Representação do núcleo do átomo

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.

Identificação dos Átomos


Número atômico (Z) é o número de prótons existentes no núcleo de um átomo.
Num átomo normal, cuja carga elétrica é zero, o número de prótons é igual ao número de elétrons.
Quando se diz que o átomo de sódio (Na) tem número atômico 11, isso quer dizer que, no núcleo desse
átomo, existem 11 prótons e, consequentemente, existem 11 elétrons na eletrosfera.
Número de massa (A) é a soma do número de prótons (Z) e de nêutrons (N) existentes num átomo.
Portanto:
A=Z+N

Elemento químico
Elemento químico é o conjunto de átomos com o mesmo número atômico (Z).

Por exemplo: indica um átomo de cloro que possui 17 prótons e 18 nêutrons no núcleo. Seu número
de massa é 35, pois 17 + 18 = 35

ÍONS
Um átomo, em seu estado normal, é eletricamente neutro, ou seja, o número de elétrons na eletrosfera
é igual ao número de prótons do núcleo, e em consequência suas cargas se anulam. Um átomo pode,
porém, ganhar ou perder elétrons da eletrosfera, sem sofrer alterações em seu núcleo, resultando daí
partículas denominadas íons.
Quando um átomo ganha elétrons, ele se torna um íon negativo, também chamado ânion. Por exemplo:
o átomo normal de cloro tem 17 prótons, 18 nêutrons e 17 elétrons. Ele pode ganhar 1 elétron e transfor-

mar-se em ânion cloreto , que terá 17 prótons, 18 nêutrons e 18 elétrons.


Quando um átomo perde elétrons, ele se torna um íon positivo, também chamado cátion. Por exemplo:
o átomo de sódio (Na) tem 11 prótons, 12 nêutrons e 11 elétrons. Ele pode perder 1 elétron, tornando-se

um cátion sódio com 11 prótons, 12 nêutrons e 10 elétrons.

70
Limitações do modelo Atômico Rutherford
Muitos físicos apontaram alguns problemas no modelo proposto por Rutherford:
• 1º problema: como seria possível um núcleo carregado positivamente, se partículas de carga
positiva repelem-se?
• 2º problema: por que os elétrons nas eletrosferas não são atraídos pelos prótons no núcleo?
• 3º problema: por que os elétrons, que são pequenos corpos em constante movimento, não
perdem energia e caem no núcleo?
Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.
Fonte: DIAS, Diogo Lopes. “O que é modelo de Rutherford?”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/
o-que-e/quimica/o-que-e-modelo-rutherford.htm. Acesso em: 19 jun 2020.

ATIVIDADES

Agora é hora de testar seus conhecimentos, lembre-se que as pesquisas e consultas são permitidas e
bem-vindas para que você realize com sucesso as atividades.

1 — (ESPM-SP) O átomo de Rutherford (1911) foi comparado ao sistema planetário (o núcleo atômico
representa o sol e a eletrosfera, os planetas):
Eletrosfera é a região do átomo que:
a) contêm as partículas de carga elétrica negativa.
b) contêm as partículas de carga elétrica positiva.
c) contém nêutrons.
d) concentra praticamente toda a massa do átomo.
e) contém prótons e nêutrons.

2 — (UFMG) Na experiência de espalhamento de partículas alfa, conhecida como “experiência de Ru-


therford”, um feixe de partículas alfa foi dirigido contra uma lâmina finíssima de ouro, e os experi-
mentadores (Geiger e Marsden) observaram que um grande número dessas partículas atravessava
a lâmina sem sofrer desvios, mas que um pequeno número sofria desvios muito acentuados. Esse
resultado levou Rutherford a modificar o modelo atômico de Thomson, propondo a existência de
um núcleo de carga positiva, de tamanho reduzido e com, praticamente, toda a massa do átomo.
Assinale a alternativa que apresenta o resultado que era previsto para o experimento de acordo
com o modelo de Thomson.
a) A maioria das partículas atravessaria a lâmina
b) A maioria das partículas sofreria grandes desvios ao atravessar a lâmina.
c) A totalidade das partículas atravessaria a lâmina de ouro sem sofrer nenhum desvio.
d) A totalidade das partículas ricochetearia ao se chocar contra a lâmina de ouro, sem conseguir
atravessá-la.

3 — (UFMA) Em um átomo com 22 elétrons e 26 nêutrons, seu número atômico e número de massa
são, respectivamente:
a) 22 e 26 d) 48 e 22
b) 26 e 48 e) 22 e 48
c) 26 e 22

71
138
4 — (UFG-GO) O número de prótons, nêutrons e elétrons representados por 56 Ba2+ é, respectivamente:
a) 56, 82 e 56
b) 56, 82 e 54
c) 56, 82 e 58
d) 82, 138 e 56
e) 82, 194 e 56

5 — Cite a principal diferença entre o modelo atômico de Dalton, Thomson e Rutherford.

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.
LISBOA, J. C. F. Química — SER PROTAGONISTA. 1 ed. São Paulo: SM, 2010. p. 791.
Exercício sobre modelo atômico. IFSC. Disponível em: <https://docente.ifsc.edu.br/marcel.piovezan/MaterialDidatico/QGE_PQ/
Lista%201%20modelos%20atomicos%20e%20distribui%C3%A7%C3%A3o%20PQ%20QGE.pdf>. Acesso em: 19 jun 2020.

72
SEMANA 4

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Modelos (Modelo para o Átomo).

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Modelo atômico de Bohr.

HABILIDADE(S):
5.5. Compreender o Modelo de Bohr.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Diferenciar substâncias químicas, reconhecer a ocorrência de transformações químicas e elaborar um
conceito inicial sobre elemento químico.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Os conceitos tratados nesta habilidade (5.5. Compreender o Modelo de Bohr), estabelecem conexões com os
outros componentes curriculares, Biologia e Física, quando trabalhado de forma problematizadora.

TEMA: Modelo atômico de Bohr


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Nessa semana você vai entender o modelo atômico de Bohr.

CONCEITOS BÁSICOS
O modelo de Rutherford-Bohr
O cientista dinamarquês Niels Bohr (1885-1962) aprimorou, em 1913, o modelo atômico de Rutherford,
utilizando a teoria de Max Planck. Em 1900, Planck já havia admitido a hipótese de que a energia não
seria emitida de modo contínuo, mas em “pacotes”.
A cada “pacote de energia” foi dado o nome de quantum.
Surgiram, assim, os chamados postulados de Bohr:
 I. os elétrons se movem ao redor do núcleo em um número limitado de órbitas bem definidas, que são
denominadas órbitas estacionárias;
II. movendo-se em uma órbita estacionária, o elétron não emite nem absorve energia;
III. ao saltar de uma órbita estacionária para outra, o elétron emite ou absorve uma quantidade bem
definida de energia, chamada quantum de energia (em latim, o plural de quantum é quanta).
Essa emissão de energia é explicada a seguir.
Recebendo energia (térmica, elétrica ou luminosa) do exterior, o elétron salta de uma órbita mais inter-
na para outra mais externa; a quantidade de energia recebida é, porém, bem definida (um quantum de
energia). Pelo contrário, ao “voltar” de uma órbita mais externa para outra mais interna, o elétron emite
um quantum de energia, na forma de luz de cor bem definida ou outra radiação eletromagnética, como
ultravioleta ou raios X (daí o nome de fóton, que é dado para esse quantum de energia).

73
Esses saltos se repetem milhões de vezes por segundo, produzindo assim uma onda eletromagnética,
que nada mais é do que uma sucessão de fótons (ou quanta) de energia.
Figura 1 — Representação dos possíveis saltos do elétron do elemento hidrogênio

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.

Um breve estudo de ondas


Há muito tempo sabe-se que quando a luz solar atravessa um prisma, semelhante ao da figura acima,
ocorre a dispersão dos componentes da luz. Esse conjunto de cores que vai do vermelho ao violeta é co-
nhecido como espectro contínuo, pois a passagem de uma cor para a outra é praticamente imperceptível.
Essas cores compõem o que chamamos de luz visível ou radiação visível, que são compostas por
ondas eletromagnéticas. Ou seja, ondas formadas por oscilações no campo elétrico e no campo
magnético que ocorrem simultaneamente, sendo perpendiculares entre si.
Figura 2 — Onda eletromagnética

Fonte: ”Espectro Eletromagnético dos Elementos Químicos”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/
espectro-eletromagnetico-dos-elementos-quimicos.htm. Acesso em: 13 de julho de 2020.

Essas ondas apresentam frequências (f) — número de vibrações dessa onda por segundo — e compri-
mento de onda — a distância da crista de uma onda até a outra, representado pela letra grega lambda
(λ). Assim, a diferença entre uma cor e outra é a frequência e o comprimento de onda de cada onda
eletromagnética que constitui as cores.
Entretanto, esse fenômeno da observação do espectro não é somente obtido com a luz solar. Podemos
também fazer com que outras luzes atravessem um prisma. Assim, obteremos outros espectros. Po-
rém, esses espectros serão descontínuos, com espaçamento entre as cores, que denominamos no
espectro como raias ou bandas.

74
Digamos que, por exemplo, façamos a luz emitida por um tubo de descarga de gás, preenchido com o
gás hidrogênio, passar por um prisma. O espectro obtido seria semelhante ao mostrado abaixo:
Figura 3 — Espectro descontínuo

Fonte: ”Espectro Eletromagnético dos Elementos Químicos”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/
espectro-eletromagnetico-dos-elementos-quimicos.htm. Acesso em: 13 de julho de 2020.

Se fosse o gás de outro elemento, o espectro também seria descontínuo, porém, teria um aspecto
diferente. Dessa forma, cada espectro serve como uma “digital” para a identificação dos elementos
químicos; pois cada um tem um espectro diferente; nunca se repete.
Figura 4 — Espectro descontínuo

Fonte: ”Espectro Eletromagnético dos Elementos Químicos”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/
espectro-eletromagnetico-dos-elementos-quimicos.htm. Acesso em: 13 de julho de 2020.

Hoje em dia é possível obter e visualizar os espectros dos elementos por meio de um aparelho denomi-
nado espectroscópio.
Acompanhando a figura 1 anterior, verifique que: quando o elétron volta da órbita número 4 para a de
número 1, ele emite luz de cor azul; da 3 para a 1, produz luz verde; e, da 2 para a 1, produz luz vermelha.
É fácil entender que átomos maiores, tendo maior número de elétrons, darão também maior núme-
ro de raias espectrais. Além disso, quando o elemento químico é aquecido a temperaturas mais altas
(isto é, recebe mais energia), o número de “saltos eletrônicos” e, consequentemente, o número de raias
espectrais também aumenta; no limite as raias se “juntam” e formam um espectro contínuo, como o
produzido pela luz solar ou pelo filamento de tungstênio de uma lâmpada incandescente, quando acesa.
Assim, ao modelo atômico de Rutherford, corrigido pelas ponderações de Bohr, foi dado o nome de mo-
delo atômico de Rutherford-Bohr (1913).

75
Estudos posteriores mostraram que as órbitas eletrônicas de todos os átomos conhecidos se agrupam
em sete camadas eletrônicas, denominadas K, L, M, N, O, P, Q. Em cada camada, os elétrons possuem
uma quantidade fixa de energia; por esse motivo, as camadas são também denominadas estados es-
tacionários ou níveis de energia. Além disso, cada camada comporta um número máximo de elétrons,
conforme é mostrado no esquema a seguir:
Figura 2 — Representação das camadas ou níveis de energia

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.
Fonte: FOGAÇA, Jennifer Rocha Vargas. “Espectro Eletromagnético dos Elementos Químicos”; Brasil Escola. Disponível em: https://
brasilescola.uol.com.br/quimica/espectro-eletromagnetico-dos-elementos-quimicos.htm. Acesso em: 13 de julho de 2020

Para Pensar
Sabendo do uso da radiação na medicina, pesquise e descreva sobre as implicações que as partículas
radioativas podem causar no corpo humano. Indique os outros usos da radiação e aponte se esses usos
beneficiam ou prejudicam o ser humano.
Clique no link e assista ao Vídeo — Quais são os efeitos da radiação no corpo. Sky Brasil Lifestyle. Dispo-
nível em: <https://www.youtube.com/watch?v=CdGMTLVlotQ>. Acesso em: 23 jun 2020.
Fonte: Exercício sobre o Uso da radioatividade na Medicina. LISBOA, J. C. F. Química — SER PROTAGONISTA.
1. ed. São Paulo: SM, 2010. p. 791.

ATIVIDADES

Agora é hora de testar seus conhecimentos, lembre-se que as pesquisas e consultas são permitidas e
bem-vindas para que você realize com sucesso as atividades.

1 — (UFAL-2011) De acordo com o modelo atômico de Bohr, elétrons giram ao redor do núcleo em órbitas
específicas, tais como os planetas giram em órbitas específicas ao redor do Sol. Diferentemente
dos planetas, os elétrons saltam de uma órbita específica para outra, ganhando ou perdendo ener-
gia. Qual das afirmações abaixo está em discordância com o modelo proposto por Bohr?
a) Ao saltar de uma órbita mais próxima do núcleo, para outra mais afastada, o elétron absorve
energia.
b) Ao saltar de uma órbita mais afastada do núcleo para outra mais próxima, o elétron emite
energia.
c) Dentro de uma mesma órbita, o elétron se movimenta sem ganho ou perda de energia.
d) O processo no qual o elétron absorve energia suficiente para escapar completamente do átomo
é chamado ionização.
e) O modelo proposto é aplicado com êxito somente ao átomo de hidrogênio.

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2 — (UFG-2011 — Adaptada) Leia o poema apresentado a seguir.

Pudim de passas
Campo de futebol
Bolinhas se chocando
Os planetas do sistema solar
Átomos
Às vezes
São essas coisas
Em química escolar
LEAL, Murilo Cruz. Soneto de hidrogênio. São João del Rei: Editora UFSJ, 2011.

a) Sobre o poema, responda: Quais os modelos atômicos mencionados no texto? Justifique


sua resposta.

3 — (UFRGS-RS) Uma moda atual entre as crianças é colecionar figurinhas que brilham no escuro. Es-
sas figuras apresentam em sua constituição a substância sulfeto de zinco. O fenômeno ocorre
porque alguns elétrons que compõem os átomos dessa substância absorvem energia luminosa e
saltam para níveis de energia mais externos. No escuro, esses elétrons retornam aos seus níveis
de origem, liberando energia luminosa e fazendo a figurinha brilhar. Essa característica pode ser
explicada considerando o modelo atômico proposto por:
a) Dalton.
b) Thomson.
c) Lavoisier.
d) Rutherford.
e) Bohr.

4 — (ENEM-2019) Em 1808, Dalton publicou o seu famoso livro o intitulando Um novo sistema de fi-
losofia química (do original A New System of Chemical Philosophy), no qual continha os cinco
postulados que serviam como alicerce da primeira teoria atômica da matéria fundamentada no
método científico. Esses postulados são numerados a seguir:
1.  A matéria é constituída de átomos indivisíveis.
2. Todos os átomos de um dado elemento químico são idênticos em massa e em todas as outras
propriedades.
3. Diferentes elementos químicos têm diferentes tipos de átomos; em particular, seus átomos
têm diferentes massas.
4.  Os átomos são indestrutíveis e nas reações químicas mantêm suas identidades.
5. Átomos de elementos combinam com átomos de outros elementos em proporções de números
inteiros pequenos para formar compostos.
Após o modelo de Dalton, outros modelos baseados em outros dados experimentais evidencia-
ram, entre outras coisas, a natureza elétrica da matéria, a composição e organização do átomo e
a quantização da energia no modelo atômico.

77
Com base no modelo atual que descreve o átomo, qual dos postulados de Dalton ainda é consi-
derado correto?
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

5 — Frente às estratégias em utilizar radiação ultravioleta no combate à COVID19, conforme descrito


na reportagem na introdução do plano de estudo tutorado, pesquise e responda a importância da
evolução da ciência como mecanismo para auxiliar na medicina e, sobretudo no combate ao co-
ronavírus. Assim, faça um paralelo de como o desenvolvimento de modelos atômicos contribuiu
para o desenvolvimento da sociedade?

Fonte: FELTRE, Ricardo. Química Geral. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 1, p. 384.
Fonte: Exercício sobre modelo atômico. IFSC. Disponível em: <https://docente.ifsc.edu.br/marcel.piovezan/MaterialDidatico/QGE_PQ/
Lista%201%20modelos%20atomicos%20e%20distribui%C3%A7%C3%A3o%20PQ%20QGE.pdf>. Acesso em: 19 junho 2020.

78
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: FÍSICA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8

SEMANA 1

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Eixo Temático V: Força e Movimento — Tema 12: Equilíbrio e Movimento.

OBJETO DE CONHECIMENTO:
30. Primeira Lei de Newton.

HABILIDADE(S):
30.1. Compreender a 1ª Lei de Newton.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
30.1.2. Compreender o conceito de peso de um corpo como a força com que a Terra o atrai.
30.1.4. Compreender o conceito de inércia.
30.1.5. Saber a diferença entre massa e peso de um corpo e suas unidades de medida.
30.1.12. Saber enunciar a primeira lei de Newton e resolver problemas de aplicação dessa lei.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Matemática.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

CONCEITO DE FORÇA E SUA UNIDADE DE MEDIDA


O esforço de empurrar ou puxar um objeto ou qualquer ação sobre ele que possa alterar seu estado de
repouso ou movimento é denominada força. A atuação da força sobre o objeto causará nele uma acele-
ração e esta provocará uma mudança na sua velocidade. Essa mudança pode ser no módulo, na direção
ou em ambos. Força é uma grandeza vetorial que precisa ser definida de acordo com seu módulo, dire-
ção e sentido. A unidade de medida de força no Sistema Internacional de Unidades (SI) é o Newton, em
homenagem ao Físico inglês Sir Isaac Newton (1643-1727), sendo 1 N = 1 kg ? m/s2. Porém, existem outras
unidades, como o quilograma-força, unidade de medida que corresponde, por convenção, ao peso de
um corpo definido como padrão, o quilograma-padrão ao nível do mar e a 45° de latitude.

79
Existem 4 forças na natureza: gravitacional, eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca. Em
nosso cotidiano, temos diversas manifestações das forças gravitacional e eletromagnética às
quais atribuímos nomes especiais, são os casos da força peso (gravitacional), do empuxo e da força
de atrito (eletromagnéticas).
Uma força bastante comum no cotidiano das pessoas é a força de atração exercida pela Terra sobre
os corpos próximos à sua superfície, denominada força peso. A força peso possui ação à distância e é
∙ Um dispositivo utilizado para medida de força peso é o dinamômetro, muito
representada pelo vetor P.
utilizado em algumas balanças. Ao subir em uma dessas balanças a balança sofrerá a ação do peso e a
mola do dinamômetro sofrerá uma compressão. A força normal sobre a superfície da balança, que nes-
se caso será igual a força elástica, indicará no mostrador da balança um resultado em quilogramas. o
dispositivo mede seu peso em kgf, ou seja, a força com que a Terra atrai você. O valor indicado no visor
corresponde ao valor do peso da pessoa, em kgf, e também ao de sua massa, em kg.

PRIMEIRA LEI DE NEWTON — INÉRCIA

“Na ausência de forças ou se a resultante delas for nula, um corpo em repouso continua em re-
pouso e um corpo em movimento move-se em linha reta, com velocidade constante.”

Se o objeto está em repouso, tende a permanecer em estado de repouso. A validade desse princípio
pode ser verificada quando, de súbito, uma toalha de mesa lisa é rapidamente puxada por baixo de co-
pos e pratos sobre uma mesa e todos os objetos se mantêm em seu estado inicial, de repouso. A resis-
tência dos objetos às mudanças no movimento é uma propriedade dos corpos chamada inércia. Já no
estado de movimento, o corpo tende a manter-se em movimento constante e uniforme, sem mudanças
na velocidade e na trajetória, que continua em linha reta, sendo necessária a atuação de uma força
resultante não nula para alterar seu estado de movimento constante e uniforme.

CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO DE UM CORPO


As forças que atuam em um corpo simultaneamente podem ser substituídas por uma força resultante,
⃗, determinada pela soma vetorial destas forças.
FR

As condições de equilíbrio de um corpo podem ser enunciadas em duas situações:


• Quando a resultante das forças que atuam em um corpo em repouso for nula, ele tende a manter-se
em repouso.
• Quando a resultante das forças que atuam em um corpo em movimento for nula, ele tende a manter-se
em movimento, deslocando-se em movimento retilíneo uniforme.

Deste modo, se a resultante das componentes da força em X e das componentes em Y também for nula,
o corpo estará em equilíbrio.

80
ATIVIDADES

1 — Pesquise e faça um resumo sobre a visão de Aristóteles e Galileu em relação a força e movimento.

2 — Faça as conversões das unidades de medida de força kgf (quilograma-força) e N (newton) a seguir:
a) 80 kgf para N.


b) 0,078 kgf para N.


c) 0,25 N para kgf.


d) 50.000 N para kgf.

81
3 — Explique a diferença entre a massa e o peso de um corpo e descreva as principais unidades de
medida de cada um.

4 — Considerando o princípio de Inércia descrito pela Primeira Lei de Newton, explique como pode-
mos interpretar o fato de um disco de hóquei, em um treino, deslizar sobre o gelo até parar após
percorrer grande parte da quadra.

5 — Um automóvel se desloca em uma estrada horizontal em movimento retilíneo uniforme. O motor


exerce uma força de propulsão F = 1600 N.

a) Qual o valor da resultante das forças que atuam no automóvel?

b) Qual o valor total das forças contrárias ao movimento do carro?

82
SEMANA 2

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Eixo Temático V: Força e Movimento — Tema 12: Equilíbrio e Movimento.

OBJETO DE CONHECIMENTO:
33. Segunda Lei de Newton.

HABILIDADE(S):
33.1. Compreender a 2ª Lei de Newton.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
33.1.1. Compreender que uma força resultante atuando num corpo produz sobre ele uma aceleração.
33.1.2. Conceituar massa de um corpo como uma medida da maior ou menor dificuldade para acelerá-lo.
33.1.3. Saber enunciar a 2ª Lei de Newton e sua formulação matemática.
32.1.5. Resolver problemas envolvendo força, massa e aceleração.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Matemática.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

MASSA DE UM CORPO
Massa é a quantidade de matéria que constitui um corpo e é também a medida da inércia com que
um corpo responde a qualquer esforço realizado para colocá-lo em movimento, pará-lo ou alterar seu
estado de movimento. A quantidade de inércia de um corpo depende da quantidade de matéria que o
constitui, quanto maior a inércia de um corpo, maior sua massa. Deste modo, dados dois corpos de
massas diferentes, o de menor massa apresenta menor dificuldade em ter sua velocidade alterada, ou
seja, menor inércia.

PESO DE UM CORPO
Peso é a força provocada pela massa dos corpos celestes e direcionada para seus centros. Como es-
ses corpos celestes são muito grandes, alguém que esteja na superfície de um deles tem a impressão
de estar sobre um local plano e que o peso puxa os objetos para baixo. Seu valor é igual ao produto
da massa vezes a aceleração gravitacional. Na Terra, o valor da aceleração gravitacional corresponde,
aproximadamente, a 9,8 m/s2.

SEGUNDA LEI DE NEWTON


Newton descreve a relação entre as três grandezas básicas da Física, aceleração, força e massa atra-
vés da 2ª lei do movimento:

“A aceleração de um corpo é diretamente proporcional à resultante das forças que atuam nele e
tem o mesmo sentido e a mesma direção dessa força.”

83
Σ F⃗ = Força resultante (somatório das forças);
m = Massa;
a⃗ = Aceleração.

A aceleração de um objeto está sempre no mesmo sentido da força resultante.

APLICAÇÕES DA SEGUNDA LEI DE NEWTON


Dentre os grandes desafios da engenharia moderna, estão os de se conhecer as características dos
movimentos. Reconhecer as características mecânicas dos movimentos é essencial, pois determina
a forma com que os objetos interagem ao longo dos movimentos, o que exige análises detalhadas. Co-
nhecer a força resultante, a aceleração, a velocidade, forças de atrito, de arrasto é muito importante
porque estão intimamente relacionadas com a aerodinâmica dos veículos, aviões, embarcações, etc.
Por exemplo, para determinar a aceleração a⃗ de um bloco que se movimenta sobre uma superfície ho-
⃗ na horizontal através da soma vetorial das forças que atuam
rizontal, basta calcular a força resultante R
sob ele na direção horizontal (F⃗ e f⃗):
⃗) é responsável pelo movimento, e a aceleração a (a⃗), e a soma
Observe que na figura abaixo, o vetor F (F 
das forças horizontais cria a resultante (R ⃗,) de móduo R, ou seja, R = F — f, pois f (f ⃗) está na mesma
⃗) e sentido oposto. Na vertical observa-se a força mg⃗  = P 
direção de F (F  ⃗(peso), apontando para baixo

enquanto para cima a força normal N (N ), sempre perpendicular ao plano do movimento e atua criando
equilíbrio nessa direção.

Fonte: imagem do livro ALVARENGA, B.; MÁXIMO, A. Curso de Física. Vol. 1, 6ª Ed. São Paulo: Ed. Scipione, 2006.

Outros dois exemplos de situações em que podemos usar a 2a Lei de Newton para determinar a acele-
ração de um corpo é quando o movimento ocorre em um plano inclinado e quando ocorre dentro de um

84
ATIVIDADES

elevador. Pesquise em seu material didático como estes cálculos são feitos.
1 — Determine o seu peso, sabendo que a aceleração gravitacional que age sobre sua massa vale
9,8 m/s2.

2 — Descreva brevemente qual a relação da massa com a inércia de um corpo.

3 — Um carro de fórmula 1, cuja massa é igual a 740 kg, acelera devido a força transmitida pelo motor
às rodas. Complete a tabela com as acelerações do veículo para cada valor de força aplicada.

F (N) a (m/s²)
4.440 6,0
5.920
7.400
8.880

4 — Suponha um corpo de massa 10,0 kg se deslocando sobre uma superfície horizontal em que atuam
duas forças de mesma direção e sentidos opostos, com intensidades que correspondem a 80 N e
20 N. Determine o módulo da aceleração com que esse objeto se movimenta.

85

5 — Uma força F atua em um disco de gelo-seco que desliza sobre uma superfície horizontal com ve-
locidade v⃗. Observe que o disco de massa m=0,25 kg em certo instante do movimento diminui sua
massa por evaporação para m=0,20 kg. A tabela abaixo apresenta alguns valores de uma força
horizontal e de aceleração.
a) Construa o gráfico de F versus a.

F (N) 0,10 0,20 0,30 0,24 0,32

a ( m/s²) 0,4 0,80 1,20 1,20 1,60

b) Determine a inclinação da reta crescente do gráfico.

86
SEMANA 3

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Eixo Temático V: Força e Movimento — Tema 12: Equilíbrio e Movimento.

OBJETO DE CONHECIMENTO:
34. Terceira Lei de Newton.

HABILIDADE(S):
34.1. Compreender a 3ª Lei de Newton.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
33.1.4. Saber que a força de atrito depende do valor da força de contato (normal) e do coeficiente de atrito
entre as superfícies.
34.1.1. Saber que, para toda força, existe uma força de reação que atua em corpos diferentes.
34.1.2. Entender que as forças de ação e reação são iguais em valor e têm sentidos contrários.
34.1.3. Identificar as forças de ação e reação em diversas situações do nosso cotidiano.
34.1.4. Saber enunciar a 3º Lei de Newton.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Matemática.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

TERCEIRA LEI DE NEWTON — AÇÃO E REAÇÃO


As forças são provenientes do resultado da interação entre dois corpos, baseado nesta interpre-
tação Newton formulou a 3o Lei do movimento, também conhecida como Lei de Ação e Reação, da
seguinte maneira:

“Quando um corpo exerce uma força sobre outro corpo, este exerce uma força de mesmo módulo
(intensidade), mesma direção e de sentido oposto sobre o primeiro.”

As forças de ação e reação ocorrem em pares de força e atuam em corpos diferentes, por isso não se
anulam. As forças de reação são as responsáveis pelo nosso movimento na maioria dos casos e essas
forças dependem de atrito.

FORÇA DE ATRITO
Em um corpo apoiado sobre uma superfície, atuam as forças peso, P⃗, e normal, N
⃗. O peso é causado pela
atração gravitacional do planeta sobre o corpo. O corpo pressiona a superfície com uma força P* ⃗ , de
mesmo módulo, direção e sentido que o peso. A superfície reage e exerce a força normal sobre o corpo.
⃗ eN
As forças P* ⃗ atuam em corpos diferentes e constituem um par ação e reação.

87
O equilíbrio de um corpo que foi empurrado ou puxado e permanece em repouso depende da força de
atrito, f⃗, exercida pela superfície sobre o corpo. A força de atrito é contrária à tendência de movimento
do corpo e pode ser determinada quando o corpo está em repouso, prestes a entrar em movimento e
quando o corpo está em movimento.
A força de atrito é denominada estático quando o corpo continua em repouso mesmo sob a ação de
uma força F⃗. Já a força de atrito cinético ocorre quando um corpo está em movimento. Para um corpo
em repouso, se a força F⃗ se tornar superior à força de atrito estático máximo entre a superfície e o cor-
po, esse entrará em movimento. A força de atrito estático máximo é a força máxima que um corpo pode
sofrer sem entrar em movimento.
feM = μe ? N
fc = μc ? N
f⃗eM — Força de atrito estático máximo;
μe — Coeficiente de atrito estático;
f⃗ — Força de atrito cinético;
c

μc — Coeficiente de atrito cinético;


⃗ — Força normal.
N

OBS: Importante esclarecer que para os corpos em movimento, a força de atrito cinético, pode ser
maior, menor ou igual a força aplicada externamente. Isso implicará em diferentes tipos de movimento.

PARA SABER MAIS


Agora que as Leis de Newton foram vistas, que tal assistir alguns vídeos para facilitar na resolução das
atividades e fixar alguns conceitos? Seguem algumas sugestões de links do canal do YouTube, Me Salva,
lembrando que existem vídeos de diversos canais com maneiras diferentes de apresentar o conteúdo,
você pode assistir o que melhor se ajustar ao seu método de estudo:
1a Lei de Newton: https://www.youtube.com/watch?v=7As28iiY1Mg
2a Lei de Newton: https://www.youtube.com/watch?v=EvUXk6eu6Ds
3a Lei de Newton: https://www.youtube.com/watch?v=xq8sh6WkCq8
Força de atrito: https://www.youtube.com/watch?v=9QvFcJEaMhQ

ATIVIDADES

1 — Um jogador de futebol chuta a bola, exercendo nela uma força de 9 N.


a) Qual o valor da reação desta força?

b) Qual corpo exerce a força de reação?

88
2 — Um fusca em movimento acelerado, num determinado instante atinge a velocidade de 90 km/h
quando se envolve em uma colisão frontal com um caminhão. A força que o caminhão exerce so-
bre o fusca durante o contato é maior, menor ou igual à força que o fusca exerce no caminhão?
Então, por que o fusca, normalmente, sofre mais danos do que o caminhão?

3 — Em 2020 ocorreu o lançamento do foguete espacial Falcon 9 em Cabo Canaveral com dois as-
tronautas da NASA em direção à Estação Espacial Internacional (ISS), sendo o primeiro lança-
mento tripulado dos Estados Unidos após nove anos. O lançamento foi transmitido ao vivo da
SpaceX pelo canal da NASA no YouTube. O princípio de propulsão de um foguete pode ser en-
tendido através das Leis de Newton. Considerando a importância das Leis de Newton aplicadas
no lançamento dos foguetes, faça uma pesquisa e explique com suas palavras como ocorre o
lançamento de um foguete espacial.

4 — Três caixas de mesma massa são puxadas pela mesma força F (F  ⃗) horizontal orientada para a di-
reita e deslizam sobre uma superfície sem atrito. Ordene as figuras A, B e C em ordem decrescen-
te (do maior para o menor) em função das grandezas: aceleração e tensão na corda exercida em
uma única caixa.

89
SEMANA 4

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Eixo Temático V: Força e Movimento — Tema 12: Equilíbrio e Movimento.

OBJETO DE CONHECIMENTO:
30. 1a Lei de Newton.
33. 2a Lei de Newton.
34. 3a Lei de Newton.

HABILIDADE(S):
30.1. Compreender a 1a Lei de Newton.
33.1. Compreender a 2a Lei de Newton.
34.1. Compreender a 3a Lei de Newton.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
32.1.5. Resolver problemas envolvendo força, massa e aceleração.
33.1.4. Saber que a força de atrito depende do valor da força de contato (normal) e do coeficiente de atrito
entre as superfícies.
34.1. Compreender a 3a Lei de Newton.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Matemática.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

Nas aulas anteriores, foram mostradas as 3 Leis de Newton e algumas situações mais simples que en-
volvem a sua utilização. Agora, vamos mostrar algumas situações que têm uma complexidade maior e
portanto é necessário que as 3 leis sejam aplicadas simultaneamente para resolver esses problemas.

PLANO INCLINADO
Plano inclinado ou rampa é um tipo de máquina simples que pode facilitar o transporte de objetos pe-
sados ou a locomoção de pessoas com deficiência física. Historicamente, acredita-se que os planos
inclinados foram usados para levar as pedras que permitiram as construções das pirâmides egípcias,
há cerca de 4500 anos. Agora, vamos entender fisica-
mente como os planos inclinados funcionam.
Suponha que um objeto está apoiado, sobre um plano
inclinado, cujo ângulo de inclinação com a horizontal
seja igual a θ como o mostrado na figura ao lado.

Figura 1: Plano inclinado. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:PlanoInclinado2.jpg>. Acesso em: 02 Jul. 2020 (Adaptado).

90
As forças que atuarão sobre o bloco serão:
Força peso (de módulo P): verticalmente para baixo.
Força normal (de módulo FN): perpendicular a superfície do plano.
(Força de atrito estático (de módulo fe): no sentido contrário a tendência do movimento.)
(Se o problema estiver levando em consideração o atrito entre as superfícies.)
Para que o bloco permaneça em repouso, é preciso que a força resultante seja nula, conforme visto na
1ª Lei de Newton. Mas para fazer essa análise, primeiro será necessário verificar quais forças atuam no
mesmo eixo do plano inclinado e em sua perpendicular. Para isso é necessário decompor a força peso
em duas partes, cujos módulos vamos chamar de Px e Py.

As expressões para esses cálculos são as seguintes:

Para determinar as condições de equilíbrio, devemos considerar o eixo x, como paralelo ao plano in-
clinado e o eixo y automaticamente será perpendicular ao eixo x. Dessa forma, teremos as seguintes
conclusões:

Sem atrito
Eixo x: FR = PX → a = g ? cos u  Eixo y: FR = PY — FN → PY = FN

Com atrito estático máximo


Eixo x: FR = PX — fe → μe = tg u  Eixo y: FR = PY — FN → PY = FN

Com atrito cinético


Eixo x: FR = PX — fc → a = g (cos u — μc ? sen u)  Eixo y: FR = PY — FN → PY = FN

ELEVADORES

O estudo do movimento de objetos dentro de elevadores, é feito analisando as forças que atuam no eixo
y exclusivamente:
Elevador parado ou se movendo com velocidade constante
Nesse caso, como a força resultante é nula, as forças peso e normal são iguais.
Elevador iniciando um movimento de subida ou terminando um movimento de descida
Nesse caso, a aceleração do sistema, aponta para cima, portanto: FR = FN — P → FN = m(g + a)
Elevador iniciando um movimento de descida ou terminando um movimento de subida
Nesse caso, a aceleração do sistema, aponta para baixo, portanto: FR = P — FN → FN = m(g — a)

91
ATIVIDADES

1 — Considerando que as forças que atuam em um corpo podem ser definidas em função das com-
ponentes no eixo X e Y, determine a aceleração adquirida por um corpo ao deslizar do topo de um
plano inclinado liso e livre de atritos que apresenta ângulo de 30° em relação ao solo e sendo a
gravidade local de 10 m/s².

2 — Uma pessoa com peso de módulo 550 N encontra-se no interior de um elevador.


Faça um esquema representando os vetores das forças que atuam no sistema e
sua aceleração caso:
a) o elevador esteja parado no 1o andar.
b) o elevador esteja subindo em movimento acelerado.
c) o elevador esteja descendo com velocidade constante.

Fonte da imagem: http://www.weno.com.br/blog/archives/001095.html .


Acesso em: 22/06/2020.

3 — Um objeto, cujo módulo do peso é P = 30 N, encontra-se em repouso sobre um plano inclinado com
ângulo u = 30°, conforme mostrado na figura a seguir. Determine:

a) O valor das componentes do peso na direção perpendicular ao plano.

92
⃗ da superfície sobre o bloco.
b) O valor da força de reação da força normal N 


c) O valor da força de atrito estático que o plano exerce no bloco, esta força não está represen-
tada na figura. Represente o vetor da força de atrito estático na imagem.


d) Considere o valor do coeficiente de atrito estático máximo entre o objeto e a superfície como
μe = 0,70 e determine o valor da força de atrito estático máximo para que o corpo comece a
descer o plano.


e) Agora considere que o corpo entrou em movimento e está descendo a rampa, determine o
valor da força de atrito cinético que a superfície exerce no corpo, sendo μe = 0,30.

Referências dos livros utilizados no PET III Física:


HEWITT, P. G. Física conceitual. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.  
ALVARENGA, B.; MÁXIMO, A. Curso de Física. Vol. 1, 6a Ed. São Paulo: Ed. Scipione, 2006. 
GASPAR, A. Física Vol. único. 1a Ed. São Paulo: Ed. Ática, 2003. RAMALHO, F. J.
FERRARO, N. G.; TOLEDO, P. A. T. Os Fundamentos da Física. Vol. 1, 8a Ed. São Paulo: Ed. Moderna, 2004.

93
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8

SEMANA 1

EIXO TEMÁTICO:
Mutações no Mundo Natural.

TEMA/TÓPICO:
A relação sociedade natureza em questão.

HABILIDADE(S):
Avaliar os acordos e controles da gestão ambiental da água, analisar as políticas públicas em nível nacional e
internacional para o resguardo do patrimônio Ambiental.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Águas Subterrâneas, Aquífero Guarani, Poluição dos Recursos Hídricos, Populações Ribeirinhas.

INTERDISCIPLINARIDADE:
O trabalho com a habilidade favorece o desenvolvimento da Competência Específica da área de Ciências Hu-
manas na BNCC 3 que pressupõe que o estudante seja capaz de contextualizar, analisar e avaliar criticamente
as relações das sociedades com a natureza e seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à
proposição de soluções que respeitem e promovam a consciência e a ética socioambiental e o consumo res-
ponsável em âmbito local, regional, nacional e global.

TEMA: Degradação dos Recursos Naturais


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Aprendemos sobre as principais bacias hidrográficas do Brasil e os Acordos Inter-
nacionais para Conservação das Águas. Nesta semana iremos refletir sobre os desastres ambientais
ocorridos nas bacias hidrográficas brasileiras, avaliando os impactos socioeconômicos provocados
pela relação entre o espaço e o modo de vida da sociedade.

FIQUE POR DENTRO DOS CONCEITOS…


O território brasileiro é privilegiado por possuir uma densa rede hidrográfica, beneficiada pelo eleva-
do índice pluviométrico, as bacias encontradas no território nacional apresentam um regime pluvial,
logo destaca-se a Bacia Amazônica que também recebe água do derretimento da Cordilheira dos

94
Andes possuindo assim um regime misto. Apesar da abundância hídrica a questão da água no Brasil
merece um estudo detalhado e políticas públicas mais rigorosas, visto que, temos um elevado des-
perdício, falta de saneamento básico, alto nível de poluição, degradação das áreas de nascente e
destruição das matas ciliares. 
Pode- se concluir que uma melhor gestão dos recursos hídricos se tornou uma medida necessária para
combater as ações humanas que geram desequilíbrio ecológico. Podemos considerar que a poluição
dos rios ocasiona a morte de várias espécies de peixes e a contaminação da água, um resultado negati-
vo em escala local e global. A ineficiência na utilização da água passou a ser uma preocupação mundial
e, atualmente, o tema tem exigido um empenho das organizações mundiais na busca de um desenvolvi-
mento sustentável desse recurso natural, que é essencial para a vida no planeta.
Discutir e compreender as práticas que sustentam o equilíbrio entre as apropriações dos recursos hí-
dricos, para que não tenhamos severos impactos socioambientais. É o caminho para uma ação antrópi-
ca que promova a sustentabilidade diante das delicadas situações que temos, decorrentes da poluição
hídrica e do desperdício.
Entretanto, avaliar o aumento na utilização da água nas atividades industriais e agrícolas  é pensar para
além dos prejuízos já descritos. É necessário, também, conhecer a estrutura do relevo de nossa região
que é de predomínio de mares e morros, com modestas altitudes e topos arredondados, do período pré-
cambriano que possuem áreas de intensos deslizamentos e frequentes enchentes, resultantes não só
dos aspectos físicos, mas também das intervenções humanas que causam danos irreversíveis aos rios
com lançamento de substâncias industriais, esgotos domésticos e fertilizantes agrícolas, utilizados em
grande escala, em atividades de cultivo. 
Diante de tais resultados alarmantes há uma lenta recuperação dos recursos hídricos, mesmo sendo
renováveis. Por isso, vivemos uma complexa situação nesse sentido. Pensar as nossas riquezas como
os grandes reservatórios de águas subterrânea a exemplo do Aquífero Guarani e também nossos pre-
juízos como as enchentes e poluição dos rios, nos permitirá uma ação cotidiana de nova relação entre
os recursos naturais e a prática da cidadania, pois já não há espaço para atitudes humanas que seguem
no caminho contrário à preservação com um uso indiscriminado comprometendo assim, o direito das
gerações futuras de ter a disponibilidade dos recursos. 

ÁGUAS SUBTERRÂNEAS 
Aquífero Guarani, maior reserva de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo, localizado em
oito estados do território brasileiro, é uma riqueza ameaçada. A extensa área de acúmulo de água tem
sido comprometida pela ação antrópica. Localizados em camadas de rochas sedimentares os aquífe-
ros podem ser compreendidos como reservatórios de águas subterrânea em estado líquido, podendo
ser classificado em livres ou confinados, na atualidade usamos mais de 60% das águas subterrâneas.
Podemos perceber que o território brasileiro é presenteado por apresentar alta capacidade de armaze-
namento através do aquífero Guarani na região sul, o Alter do Chão, localizado na região norte, dentre
outros de menores extensões, localizados pelo território nacional.
POPULAÇÕES RIBEIRINHAS 
O crescimento urbano acelerou o grande consumo de água em suas diferentes demandas, em Minas
Gerais a poluição dos recursos hídricos pelo lançamento de esgoto e resíduos sólidos provenientes das
grandes cidades tornou-se um desafio a ser superado. Vale lembrar que o despejo de metais pesados,
realizado pelas grandes indústrias, contamina em grande escala os rios e lençóis freáticos. A água po-
luída tem suas propriedades alteradas tornando-se imprópria para o uso. 

95
Atualmente acompanhamos o drama vivido pelas populações ribeirinhas com o rompimento da barra-
gem em Brumadinho(MG). A bacia do Rio São Francisco que nasce na serra da Canastra, recebeu uma
grande quantidade de metais pesados através da represa de Três Marias, que comprometeu a atividade
de criação de peixes como as tilápias. Vários estudos e diagnósticos sobre a situação são realizados pela
fundação SOS Mata Atlântica com o objetivo de promover uma reestruturação na gestão dessa atividade.
O início do ano de 2020 vai ficar na memória dos mineiros, pois assistimos as maiores enchentes e des-
lizamentos de toda a nossa história. As intensas chuvas registradas principalmente em Belo Horizonte
e região metropolitana castigaram a população. Prejuízos materiais foram contabilizados, pessoas dei-
xaram suas casas, mas as várias mortes ocorridas no período, nos alarmaram, exigindo de cada cidadão
uma grande reflexão. Canalizamos nossos rios, lançamos todo tipo de lixo nos rios e a situação é muito
grave. É pior do que imaginamos e não há medidas paliativas para resolver, é preciso uma ação eficiente
do poder público e uma maior responsabilidade de cada pessoa para termos mecanismos eficientes
para a resolução dessa situação. 

PARA SABER MAIS


Assista ao vídeo da Tv Brasil — Reportagem trata dos impactos da Chuva em Minas Gerais.
Diponível em: https://youtu.be/lV7OCyIr7vI. Acesso em: 30/05/20.
Leia a reportagem: Rejeitos da barragem da Vale em Brumadinho contaminam o Rio São Francisco.
Estado de Minas — postado em 22/03/2019 12:26 / atualizado em 22/03/2019 19:4
Disponível em: https://www.em.com.br/busca?autor=Estado%20de%20Minas. Acesso em: 25/05/20.
Leia o texto: Poluição dos Rios, disponível em: https://www.infoescola.com/meio-ambiente/poluicao-
dos-rios/. Acesso em: 26/05/20.
Magossi, L. R. e Bonacella, P. H. Poluição das águas. São Paulo: Editora Moderna, 1997.
Acesse o Podcast: O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF)
Disponível em: https://soundcloud.com/cbhsaofrancisco/travessia-35-audiencia-publica-propria-
enchentes-anivaldo-miranda. Acesso em: 26/05/20.

96
ATIVIDADES

Agora é hora de testar seus conhecimentos, lembre-se de que as pesquisas e consultas são permitidas
e bem-vindas para que você realize com sucesso as atividades.

1 — Observe o mapa.

Disponível em: https://ichef.bbci.co.uk/news/410/cpsprodpb/8A52/production/_100301453_mapa-nc.png.


Acesso em: 25/06/20

Conjunto de formações geológicas que podem armazenar águas subterrâneas são chamadas de
aquífero. Observe o mapa acima e descreva a importância dos aquíferos para o território brasileiro.

2 — Leia o trecho abaixo.

“Cidadania Ribeirinha muda rotina de moradores do Norte de MG, Curso sobre educação am-
biental na agricultura familiar movimenta comunidades ribeirinhas do São Francisco”.
Disponível em: https://www.almg.gov.br/acompanhe/noticias/especiais/cidadania_ribeirinha/index.html.
Acesso em: 27/05/20.

O que são populações ribeirinhas? Cite os principais problemas socioambientais vivenciados


por essa população.

Leia o trecho abaixo e responda as questões 3 e 4:

“As cicatrizes profundas ainda estão abertas na geografia, no rio, nas pessoas e no meio ambien-
te”, disse a ONG após coletar amostras de água em 21 pontos nas bacias dos rios Paraopeba e do Alto
São Francisco”.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/brasil/rios-de-brumadinho-seguem-com-marcas-do-desastre-ambiental-diz-ong/.
Acesso em: 27/05/20.

97
3 — Os efeitos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), geraram intensas conse-
quências socioambientais. Redija um parágrafo explicando tais consequências.

4 — Cite algumas medidas que na sua opinião são essenciais para minimizar os prejuízos das po-
pulações ribeirinhas.

5 — Observe a imagem.

Disponível em: http://professormarcianodantas.blogspot.com/2015/12/como-interpretar-charges-em-concursos-e.html.


Acesso em: 25/06/20.

A ilustração acima mostra uma realidade causada pelos intensos deslizamentos. Em sua região,
quais foram os impactos decorrentes das intensas chuvas e deslizamentos ocorridos no início
deste ano 2020?

98
SEMANA 2

EIXO TEMÁTICO:
Mutações no Mundo Natural.

TEMA/TÓPICO:
A relação sociedade natureza em questão.

HABILIDADE(S):
Reconhecer os fenômenos responsáveis pela dinâmica terrestre. 28,1.1 Explicar os fenômenos da dinâmica
terrestre relacionados ao tectonismo e vulcanismo, tendo como referência o movimento das placas tectôni-
cas. Explicar os fenômenos relacionados à litosfera.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Estrutura da Terra / Camadas; Litosfera; Tipo Rochas; Ciclo das Rochas; Teoria da Deriva Continental; Teoria
da Tectônica de Placas; Vulcanismo e Abalos Sísmicos.

INTERDISCIPLINARIDADE:
O trabalho com a habilidade favorece o desenvolvimento da Competência Específica da área de Ciências Hu-
manas na BNCC 1 que propõe analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais nos
âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir de procedimentos epistemológicos
e científicos, de modo a compreender e posicionar-se criticamente com relação a esses processos e às pos-
síveis relações entre eles.

TEMA: Dinâmica Terrestre


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Nesta semana, você vai compreender a Litosfera, e a dinâmica terrestre, esses
conhecimentos permitem entender e explicar a estrutura da Terra e suas características, os tipos de
rochas, de onde se extrai os recursos minerais comercializados no mundo.
 
FIQUE POR DENTRO DOS CONCEITOS…
O interior do planeta Terra é bastante complexo, possui uma estrutura em camadas, sendo o núcleo, o
manto e a crosta, essa última é onde extraímos os minérios. Cada camada possui características diferen-
tes em composição, pressão e temperatura, porém grande parte das camadas são pouco exploradas, pois
faltam instrumentos com alta tecnologia que consiga perfurar e resistir a pressão e calor encontrados
no interior do planeta. O estudo da estrutura da Terra e dos terremotos através da sismologia, permitiu
conhecer as mais profundas camadas da Terra, caracterizá-las e estabelecer dois critérios distintos para
representar o modelo considerando a composição química e as propriedades físicas. 

Estrutura da Terra
Núcleo, camada mais interna da Terra, dividido em núcleo interno sólido, região mais profunda e núcleo
externo viscoso/pastoso próximo ao manto, ambas as partes compostas de NIFE (Níquel e Ferro), ca-
mada com elevadas temperaturas. A partir do núcleo há uma diminuição progressiva da temperatura
em direção à crosta. 
Manto, camada intermediária da Terra que se encontra na forma pastosa, dividido em manto superior,
próximo à crosta e inferior, próximo ao núcleo. Produz o magma, massa mineral pastosa, em estado de
fusão,  que é expelido durante uma erupção vulcânica.  

99
Crosta terrestre, representa no total do planeta a menor massa em relação às outras camadas, porção
sólida formada por rochas e minerais dividida em: crosta continental que tem maior espessura e a cros-
ta oceânica que têm maior densidade.  
Ao estudar o modelo de composição física da estrutura da Terra podemos considerar as seguintes ca-
madas: Astenosfera onde as rochas encontram-se parcialmente fundidas, os materiais mais densos
descem e os menos densos sobem para próximo da litosfera. Essa dinâmica provoca a movimentação
das placas tectônicas e a formação das correntes de convecção. Logo, encontramos, também, as ca-
madas da mesosfera, onde encontra-se as ondas sísmicas em grande velocidade e a endosfera, sendo
o núcleo interno e externo. 
A Litosfera formada pela crosta e o manto superior é a camada mais externa e rígida, essencial para os
seres vivos. A porção sólida, constituída por rochas que são agregados de minerais, chegando ao máximo
a 12 quilômetros de profundidade, e é fundamental para extração dos recursos minerais e energéticos.

Os tipos de Rochas
As rochas dividem-se em três tipos: magmáticas ou ígneas, sedimentares e metamórficas, formadas
há bilhões de anos, são recursos naturais utilizados em grande escala pelos seres humanos. As rochas
magmáticas ou ígneas caracterizam-se pela profundidade na qual foram formadas pelo resfriamento
do magma. Sendo intrusivas ou plutônicas, extrusivas ou vulcânicas, hipoabissais. Já as rochas sedi-
mentares são formadas de detritos e sedimentos de outras rochas compactados há milhares de anos.
Há também as rochas metamórficas originadas de rochas pré-existentes que sofreram alterações pro-
vocadas pela pressão e temperatura gerando assim outra estrutura rochosa.
As rochas mantêm um processo natural contínuo definido como ciclo das rochas, onde elas se transfor-
mam através de uma dinâmica de metamorfismo, fusão do magma, erosão, transporte, sedimentação
definidos pela ação da temperatura e pressão sobre nas mesmas.

Teoria da Deriva Continental e as Placas Tectônicas 


Alfred Wegener, cientista alemão no início do século XX, consolidou a partir de importantes estudos
à Teoria da Deriva Continental, que pela afirmação do autor, a Terra era um único e enorme bloco de
terras, formando a Pangeia, um supercontinente, todo fragmentado como um quebra cabeça que se
deslocava continuamente. 
Os argumentos de Wegener, apresentaram provas que possibilitou aos cientistas, nos anos 1960, Bruce
Heezen e Marie Tharp, descobertas fundamentais para a elaboração da Teoria da Tectônica de Placas,
que consiste no conjunto de sete enormes placas rígidas e outras menores que se movimentam, ora se
afastando ou se chocando, o limite das placas são áreas de instabilidades onde ocorrem abalos sísmi-
cos, tectonismo e vulcanismo. 

PARA SABER MAIS — Consulte, caso disponível, o livro didático recebido.


Leia o texto: Camadas da Terra — PENA, Rodolfo F. Alves. “Camadas da Terra”; Brasil Escola. Disponível
em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/camadas-terra.htm. Acesso em: 10/06/20.
Assista ao vídeo Tipos de Rochas -Disponível em https://youtu.be/u4rV2I66Wr8. Acesso em: 10/06/20.
Assista ao filme: Viagem ao centro da Terra — Discovery Channell Brasil — Viagem ao Centro da Terra
(Dublado). Disponível em https://youtu.be/oGvhHLdoNpk?t=59. Acesso em: 11/06/20.

100
ATIVIDADES

Agora é hora de testar seus conhecimentos, lembre-se de que as pesquisas e consultas são permitidas
e bem-vindas para que você realize com sucesso as atividades.

1 — A imagem abaixo ilustra a estrutura da Terra. Comente as camadas representadas descrevendo


suas características.

Disponível em: https://www.estudokids.com.br/wp-content/uploads/2014/05/camadas-da-terra.jpg. Acesso em: 19/06/20.

2 — De acordo com o seu processo de formação as rochas podem ser classificadas em três grupos.
Cite quais são e explique como são formadas.

Tipo de rochas Descrição da formação

3 — Observe a imagem e escreva um parágrafo descrevendo o Ciclo da Rochas.

Disponível em: https://cdn.storyboardthat.com/storyboard-srcsets/pt-examples/the-rock-cycle.webp.


Acesso em: 18/06/20.

101
4 — Através de investigações os cientistas obtiveram conhecimentos importantes sobre o interior da
Terra, a perfuração mais profunda chegou 12 km abaixo da superfície terrestre. Vários conceitos
nos permitem entender e esclarecer melhor a dinâmica do nosso planeta.

Relacione alguns dos termos importantes apresentados no conteúdo.

•  Litosfera e Astenosfera
•  Teoria da Deriva continental a Teoria da Tectônica de Placas

Dica: Consulte se possível seu livro didático ou um dicionário para definir os termos relacionados
acima.

5 — Explique a seguinte afirmativa:

“ O magma proveniente do manto define a formação de rochas magmáticas”.

102
SEMANA 3

EIXO TEMÁTICO:
Mutações no Mundo Natural / As transformações do Mundo Rural.

TÓPICO:
As novas territorialidades no campo / As relações Sociedade e Natureza em questão.
Quadrilátero Ferrífero: domínios da natureza e políticas ambientais.

HABILIDADE(S):
Reconhecer os domínios de natureza que compõem o território brasileiro, avaliando a interferência humana
na exploração de seus recursos. Interpretar texto, mapas, gráficos que tratam da indústria extrativa mineral
brasileira, segundo sua localização, empresas e contribuição no PIB.
Compreender a participação das multinacionais no campo e seu papel nas exportações brasileiras.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Recursos Minerais, tipos de minério, Quadrilátero Ferrífero, Grande Projeto Carajás, Multinacionais e ex-
portação do minério.

INTERDISCIPLINARIDADE:
O trabalho com a habilidade favorece o desenvolvimento da Competência Específica da área de Ciências Hu-
manas na BNCC 3. Contextualizar, analisar e avaliar criticamente as relações das sociedades com a natureza
e seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à proposição de soluções que respeitem e pro-
movam a consciência e a ética socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional, nacional
e global.

TEMA: Minas dos Minérios


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Nesta semana você vai avaliar os recursos minerais, que são compostos naturais
rígidos, com composição química bem definida e possuem cor e brilho. Os minerais são usados para a
fabricação de vários produtos. Minas Gerais, como o próprio nome indica, destaca-se na produção e co-
mercialização dos recursos minerais. A diversidade e exploração dos recursos  no Brasil e os impactos
socioambientais, são propostos nesta semana.

FIQUE POR DENTRO DOS CONCEITOS…


Os recursos minerais existentes em nosso estado e em todo o território nacional percorrem pelo mundo
através das grandes exportações realizadas desde o período colonial. Grandes quantidades foram e são
extraídas do Brasil; bauxita, estanho, manganês, diamantes, ouro, prata, ferro e tantos outros têm dei-
xando um grande rastro de degradação ambiental gerada pelo manejo indevido dos minerais. A abun-
dância desses recursos no país está diretamente ligada à estrutura geológica de escudos cristalinos,
formados no pré-cambriano, o que dá ao Brasil o sexto lugar na produção. Os minerais são explorados
comercialmente, as jazidas minerais são grandes volumes de minério existentes nas rochas e subsolo
da superfície terrestre, a maioria tem origem inorgânica e possui composição química definida.
A atividade mineradora provoca mudanças significativas na sociedade, um verdadeiro embate é encon-
trado na extração em grande escala e na preservação do meio ambiente. Relações políticas, econômi-
cas e sociais são elementos consideráveis no desenvolvimento comercial do minério, na atualidade. É
necessário buscar um modelo de mineração que equalize com a manutenção dos recursos naturais.

103
Considerando suas propriedades físicas e químicas os minerais se dividem em metálicos e não metálicos,
a extração serve de matéria-prima para os minérios que têm expressivo valor comercial e movimenta de
forma significativa nossa economia. Podemos destacar na produção brasileira o ferro, tal produto nos
coloca como um dos principais produtores no cenário mundial.

Quadrilátero Ferrífero (MG)


Região mineira responsável pela liderança na produção do minério de ferro, aproximadamente 60% e
também manganês e ouro, tornou-se o maior parque siderúrgico nacional, a produção desenvolvida na
área abastece tanto o mercado interno quanto o internacional. 
Destaca-se na produção nacional o Ferro-gusa, forma impura do Ferro, produzida em alto forno com
a mistura de vários minerais, fundida em blocos chamados de lingotes. Sua produção é voltada para
atender às atividades do setor siderúrgico na produção,  principalmente do aço.

Projeto Carajás (PA)


Área com grande depósito de minério de ferro do mundo e também de manganês, ouro, cobre, níquel e
outros minerais em menor proporção. Foi criada na década de 70 e é considerada mundialmente líder
na concentração dos minerais metálicos. Com o objetivo de integrar a região da Amazônia a importan-
tes corredores de exportação do produto, um grande potencial de produção foi desenvolvido através
de uma infraestrutura de instalação para o escoamento da produção, o projeto tem a participação de
empresas nacionais e estrangeiras.

PARA SABER MAIS — Consulte o site Serviço geológico do Brasil — Disponível em: < http:linkte.me/q1f41>.
Acesso em: 4 jun. 2018.
Disponível em: https://www.cprm.gov.br/publique/
Leia o texto: — Projeto Carajás — Disponível em: https://historiacsd.blogspot.com/2011/06/projeto-
carajas.html. Acesso em: 19/06/2020.
Assista ao vídeo: Telecurso 2000 Materiais 03 Ferro Guso.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=MGc1Y9spgLk. Acesso em: 19/06/2020.

ATIVIDADES

Agora é hora de testar seus conhecimentos, lembre-se de que as pesquisas e consultas são permitidas
e bem-vindas para que você realize com sucesso as atividades.

Leia o trecho para responder as atividades 1 e 2.

RECURSOS MINERAIS NO BRASIL


O Brasil está entre os 5 maiores produtores de minério de ferro do mundo. Ele é extraído, principal-
mente, nos Estados de Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul. Em Minas Gerais, o ferro é explorado
no Quadrilátero Ferrífero (região centro-sul do Estado), enquanto que no Pará é explorado na Serra dos
Carajás, localizada no sudeste do Estado. Segundo o Ministério de Minas e Energia do Brasil, o minério
de ferro representa 93% das exportações do setor de mineração do país. Sua maior utilidade é a de ser
matéria-prima para produção do aço.
Publicado por: Regis Rodrigues de Almeida
https://mundoeducacao.uol.com.br/

104
1 — Analise o papel dos minerais na produção econômica do território nacional.

2 — Explique a importância do Quadrilátero Ferrífero na produção de minério no Brasil.

3 — A implantação do Projeto Grande Carajás, foi iniciada pela Companhia Vale do Rio Doce, em 1980
no leste do Pará.
É correto afirmar que a maior parte da produção é destinada à exportação, por isso, se desenvol-
veu na região uma grande infraestrutura? Justifique sua resposta.

4 — Considere a letra da música de Paula Fernandes.


“SEIO DE MINAS ”
Eu nasci no celeiro da arte
No berço mineiro
Sou do campo, da serra
Onde impera o minério de ferro
Eu carrego comigo no sangue
Um dom verdadeiro
De cantar melodias de Minas
No Brasil inteiro
Sou das Minas de ouro...
Fonte: CD: Origens — Ao Vivo Em Sete Lagoas — MG 2019.

Com base no trecho da música e o conteúdo desenvolvido sobre o assunto, pontue a importância
de Minas Gerais na produção de minério de Ferro.

5 — “Minas dos Minérios”, baseando-se neste título, cite as vantagens e desvantagens decorrentes da
abundância de recursos minerais no Estado de Minas Gerais.

105
SEMANA 4

EIXO TEMÁTICO:
Mutações no Mundo Natural.

TÓPICO:
Relação Sociedade e Natureza em Questão.

HABILIDADE(S):
Reconhecer os domínios de natureza que compõem o território brasileiro, avaliando a interferência humana
na exploração de seus recursos.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Impactos Ambientais; Atividades mineradoras; Setores da Economia brasileira.

INTERDISCIPLINARIDADE:
O trabalho com a habilidade favorece o desenvolvimento da Competência Específica da área de Ciências
Humanas na BNCC 3. Contextualizar, analisar e avaliar criticamente as relações das sociedades com a
natureza e seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à proposição de soluções que res-
peitem e promovam a consciência e a ética socioambiental e o consumo responsável em âmbito local,
regional, nacional e global.

TEMA: Os desastres ambientais provocados pelas atividades mineradoras


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Nesta semana, você vai analisar os principais impactos socioambientais decorren-
tes de práticas de empresas mineradoras, discutindo ações que respeitem e promovam a consciência
e a ética ambiental. 

FIQUE POR DENTRO DOS CONCEITOS…

MINAS EM QUESTÃO!
Os impactos ambientais gerados pelas atividades mineradoras são, hoje, um dos principais desafios
no território mineiro, devido ao processo de escavação e das barragens de contenção dos rejeitos da
mineração, assistimos estarrecidos nos últimos anos um cenário de desolação e “terror”. A grande ex-
pansão das indústrias extrativas exigiu uma intensa exploração dos recursos minerais superando em
grande escala a capacidade de reposição, gerando prejuízos irreparáveis e ao esgotamento das jazidas. 
Os minerais têm valor comercial, mas nem sempre a exploração de uma jazida é economicamente viá-
vel à manutenção da vida. Visto que, as condições inapropriadas na exploração do minério podem ser a
causa de doenças e devastação da fauna e flora das áreas próximas às mineradoras. Entretanto, serão
necessárias Leis trabalhista e ambientais mais rígidas para promover uma reflexão que considere a vida
dos seres vivos e a preservação do meio ambiente como um bem maior.
É certo que as atividades mineradoras são essenciais para a economia brasileira, porém a apropriação
dos recursos naturais deve ser estabelecida com políticas públicas que garantam a proteção ambiental
e diminua os riscos oferecidos às populações que vivem nessas áreas, infraestrutura, cuidados com a
saúde e educação precisam ser priorizados. As mineradoras devem garantir no exercício de suas ativi-
dades, melhores condições de trabalho: salubridade, equipamentos de proteção, desenvolvendo assim
medidas que efetivamente amenizem os danos. 

106
ROMPIMENTO DAS BARRAGENS EM MINAS GERAIS
Apesar do óbvio, Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana, em 05 de novembro de 2015, teve o seu terri-
tório destruído pelo rompimento da barragem do Fundão, da Samarco Mineradora, os rejeitos de miné-
rio inundaram toda a área destruindo a vegetação, contaminando o solo; os recursos hídricos prejudi-
cando a pesca, levando a morte 18 pessoas e deixando várias famílias desabrigadas. 
Medidas que evitariam tal desastre foram ignoradas, ações que priorizassem a vida e o meio ambiente
subestimadas, o que se viu foi atividades lucrativas provocando impactos no meio ambiente. O resul-
tado foi um dos maiores desastres socioambientais do Brasil e o maior do mundo no setor da indústria
de mineração. 
Como se não bastasse, em Janeiro de 2019, a barragem Córrego do Feijão se rompeu em Brumadinho,
Minas Gerais, levando no mar de rejeitos inúmeras vidas, o que vimos mais uma vez foi o maior desas-
tre trabalhista ocorrido no território brasileiro, famílias castigadas pela falta de normas de fiscaliza-
ção e cumprimentos de leis que não tiveram a importância devida, para que tal fato não acontecesse
novamente. As sirenes não tocaram, vidas foram silenciadas e a dor da injustiça social ganha ecos
cada vez mais forte.

PARA SABER MAIS — Assista ao Caminhos da Reportagem — Brumadinho e Mariana: a dor que não passa.
Há um ano, o rompimento de uma barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), deixou 270 pes-
soas mortas e uma cidade inteira abalada. Há pouco mais de quatro anos, Mariana, também em Minas
Gerais. Disponível em: https://youtu.be/G4rYCtP2pU0?t=104. Acesso em: 20/06/2020.
Assista ao documentário — As Vítimas da Barragem da Vale em Brumadinho — Documentário do JB
aborda a tragédia que devastou a região de Brumadinho, Minas Gerais.
Disponível em: https://youtu.be/E62V6UUivh4?t=237. Acesso em: 20/06/2020.

ATIVIDADES

Agora é hora de testar seus conhecimentos, lembre-se de que as pesquisas e consultas são permitidas
e bem-vindas para que você realize com sucesso as atividades.

Leia os depoimentos de moradores de Bento Rodrigues, trecho para responder as atividades 1 e 2.

O vigilante Edson Borges trabalhava próximo ao local do rompimento das barragens. “Estava sen-
tado na guarita e vi que a energia toda acabou”, disse o sobrevivente. De início, ele pensou que uma
tubulação de água havia estourado. “Quando olhei para baixo, o rio já tinha levantado uns quatro metros
de lama, árvore, um monte de coisa”.

“Foi um milagre”, afirma Edilaine Marques dos Santos ao explicar como escapou da avalanche de
lama que destruiu Bento Rodrigues. Ela contou que correu durante 20 minutos com os sobrinhos para
conseguir escapar. Foi uma coisa horrorosa. Só deu tempo de correr. Uma barulhada de água. A gente
olhava para trás e via tudo indo embora. A escola saiu inteira. As casas saíram inteiras”, relembrou.
Depoimentos publicados no G1, São Paulo 06/11/2015 11h08 —
Atualizado em: 16/11/2015 21h36

107
1 — Quais ações podem ser tomadas para garantir uma melhor segurança às populações que vivem no
entorno das mineradoras?

2 — É muito importante a fiscalização em áreas de exploração mineral. Na sua opinião quais ações fo-
ram negligenciadas na fiscalização da barragem de Fundão, na unidade de Germano, em Mariana
(MG), operada pela Samarco?

3 — O Impacto socioambiental provocado pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG), provo-


cou inúmeras perdas de vida humanas e a destruição da fauna e flora da região. Comente sobre a
atual situação das pessoas afetadas pelo desastre.

4 — É comum ouvirmos sobre “ Desenvolvimento Sustentável”, a expressão faz parte do cotidiano nas
análises geográficas do meio ambiente. O que significa a expressão em destaque e qual a impor-
tância das ações que promovem uma relação equilibrada entre o homem e o meio para a socieda-
de moderna?

5 — A mineração é considerada como atividade potencialmente poluidora do meio ambiente. Observe


a imagem e responda as questões.

Disponível em: https://www.todamateria.com.br/extrativismo/. Acesso em: 20/06/2020.

a) Cite as principais formas de poluição do meio ambiente decorrentes das atividades de extra-
ção mineral.
b) Faça uma análise e cite ações necessárias para a recuperação das áreas degradadas.

Caro (a) estudante! Chegamos ao fim de uma trilha de aprendizagens composta por quatro semanas.
Espero que você tenha aprendido muito! Guarde suas anotações e atividades para compartilhá-las
com seu professor e colegas no retorno às aulas. Até a próxima...

108
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8

SEMANA 1

EIXO TEMÁTICO:
Mundo Moderno, Colonização e Relações Étnico-Raciais (1500-1808).

TEMA:
Das crises no Sistema Colonial ao Período Joanino

HABILIDADE:
Compreender e analisar a crise do sistema colonial em seus processos internos e em suas conexões com
ideário liberal

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
As Reformas da Corte Portuguesa no Brasil.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Geografia, Sociologia, Filosofia

TEMA: As Reformas Pombalinas


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Nessa semana você vai conhecer sobre as reformas pombalinas na Colônia.

FIQUE POR DENTRO DOS CONCEITOS...


     
Então, para você entender o que provocou as re-
voltas na população bem como nos comerciantes é
necessário conhecer as propostas das Reformas de
Pombal na colônia.

109
Período Pombalino — (1750-1777) refere-se ao período em que Sebastião José de Carvalho e Melo,
Marquês de Pombal, exerceu o cargo de primeiro-ministro português, sob nomeação do rei de Portugal,
Dom José I. Governou com mãos de ferro, impondo a lei a todas as classes, desde os mais pobres até à
alta nobreza
Sublevação — Rebelião; revolta organizada em massa ou individualmente: os policiais tentavam conter
a sublevação. [Figurado] Indignação; ausência de ordem, de sossego; inquietação direcionada a; o que
se opõe a: sublevação do pensamento; sublevação das ideias.

PARA SABER MAIS

Vídeo: História do Brasil — Aula 13 — A era pombalina


Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Lbn49e6HhJM. Duração de 20” 10”.
Acesso em: 20/05/2020.

Vídeo: O Período Pombalino em Portugal e no Brasil.


Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=4RCQA3vw54Q. Duração de 17’14”.
Acesso em: 20/05/2020.

Texto: Reformas Pombalinas


Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/reformas-pombalinas.htm.
Acesso em: 20/05/2020.

Reformas Pombalinas
Fonte: http://contee.org.br/as-reformas-pombalinas-e-o-ensino. Acesso em: 10 jul de 2020.

Reformas Pombalinas no Brasil


Fonte: http://contee.org.br/as-reformas-pombalinas-e-o-ensino. Acesso em: 10 jul de 2020.

110
ATIVIDADES

Agora é hora de testar seus conhecimentos! Lembre-se que as pesquisas e consultas são permitidas e
bem-vindas para que você realize com sucesso as atividades.

AS REFORMAS POMBALINAS
A exploração de ouro e diamantes no Brasil permitiu ao governo português resolver por bom tempo
o problema do déficit de sua balança comercial: a anomia portuguesa era dependente das importa-
ções, sobretudo de trigo e têxteis.
O Tratado de Methuen, firmado em 1703 entre os governos português e inglês, favoreceu em grande
medida essa transferência, pois isentava de tributos os tecidos de lã britânicos vendidos em Portugal e,
em contrapartida, os vinhos portugueses exportados para a Grã-Bretanha. Porém, Portugal precisava
muito mais de tecidos do que a Inglaterra de vinhos. E, não satisfeitos, os mercadores ingleses também
contrabandeavam barras de ouro em seus navios de guerra, oficialmente isentos de vistoria. Assim,
grande parte do ouro foi transferida para outros reinos, principalmente a Grã-Bretanha.
Além disso, o longo reinado de D. João V foi um período de extravagâncias, em que foram erigidas
construções imponentes — como as do Palácio, do Real Convento de Mafra, e do Aqueduto das Águas
Livres. Além disso, foram criadas magníficas bibliotecas, como a de Coimbra, a de Mafra e a do Colégio
Oratoriano de Lisboa. Nas duas audiências públicas semanais, o rei dava moedas de ouro aos pobres.
Em outras palavras, a maior parte do ouro arrecadado pela Coroa foi utilizada em obras suntuosas de
elevado custo. Muitos estrangeiros, na época, criticavam essa escolha, pois achavam que o rendimento
do ouro deveria ser investido na economia.
A Coroa portuguesa continuou dependente dos rendimentos de suas colônias de além-mar e das
importações, para suprir as necessidades do mercado interno. D. João V morreu, em 1750, deixando
o governo atolado em dívidas. O reino que D. José I assumiu naquele ano estava economicamente
comprometido. Várias autoridades das Minas Gerais já informavam que a produção do ouro estava
em declínio.

Período Pombalino
Quando em 1750, o rei de Portugal, D. José I, escolheu Sebastião José de Carvalho e Melo — conde
de Oeiras e futuro Marquês de Pombal — para ocupar o cargo de primeiro-ministro, começava ali uma
nova fase da história do Brasil. Pombal ficou conhecido pelo conjunto de reformas realizadas tanto na
metrópole como nas colônias portuguesas. Sua posse como secretário de Estado do Reino de Portugal
ocorreu em meio à crise do Antigo Regime e à emergência do Iluminismo.
Na Europa, vários países — entre eles, Portugal — passaram a combinar elementos do período ab-
solutista, como o fortalecimento do poder real, por exemplo, com reformas que buscavam diminuir as
diferenças socioeconômicas em relação a outros Estados, como França e Inglaterra, principalmente.
Foi o chamado “despotismo esclarecido” ou “absolutismo iluminado”.
Apesar da sua importância, o marquês de Pombal nem sempre foi bem visto pela Coroa portuguesa.
Nascido em Lisboa, no dia 13 de maio de 1699, Pombal foi nomeado para seu primeiro cargo público aos
39 anos: seria embaixador de Portugal em Londres. Pouco depois da morte da sua primeira mulher,
em 1737, Pombal casou-se novamente. Dessa vez, com a condessa Maria Leonor Ernestina Daun, filha
do marechal austríaco Leopold von Daun — comandante militar da Áustria na Guerra dos Sete Anos.
O casamento fora arranjado pela rainha de Portugal, a também austríaca D. Maria Ana Josefa de
Áustria, amiga íntima da condessa. Assim, com a morte do rei D. João V, a rainha-mãe interveio a favor

111
de Pombal junto a seu filho, D. José I, sucessor do trono. Com a coroação de D. José, em 1750, o
Marquês de Pombal foi nomeado secretário de Estado do Reino de Portugal.
Ao tomar posse no cargo de primeiro-ministro, Pombal assumiu não apenas a administração do Es-
tado português, mas também das suas colônias, incluindo o Brasil. Daí porque a era pombalina, como
ficaram conhecidos os quase 30 anos em que esteve à frente da Secretaria de Estado do Reino, reper-
cutiu de maneira decisiva sobre o destino brasileiro. Àquela altura, já havia ficado evidente para a Coroa
portuguesa a importância da sua colônia na América. Afinal, em meados do século 18 o Brasil já tinha
mais peso econômico e demográfico que a própria metrópole. Por isso, as reformas de Pombal, que na
Europa tiveram o objetivo de equiparar Portugal às demais potências do Velho Continente, no Brasil
visaram a racionalizar o processo de produção e envio de riquezas para a metrópole.

As medidas de Pombal na administração da colônia


Desde o século XVII, os produtores eram obrigados a destinar uma parte do ouro à Coroa portugue-
sa. Em sua administração, Pombal reestruturou a cobrança de impostos sobre a produção aurífera,
especialmente o “quinto” e a “derrama”. O quinto era uma taxa “per capita” de 20% sobre o ouro produzi-
do na colônia, a ser mandada para Portugal. Durante o período pombalino, o quinto foi fixado em cerca
de 1.500 quilos. Evidentemente, com o declínio da produção, tornara-se cada vez mais difícil atender à
cobrança do Real Erário português, criado por Pombal para centralizar a fiscalização. Quando o quinto
não era pago ou era pago parcialmente, a diferença ficava acumulada. A cobrança dos valores atrasa-
dos — chamada de derrama — logo passou a ser realizada pela metrópole. Para receber os valores a que
tinha direito, Portugal chegou a confiscar as rendas e propriedades dos devedores. A intensificação das
cobranças foi um dos principais motivos da Inconfidência Mineira, ocorrida em 1789 — mesmo ano em
que, na Europa, tinha início a Revolução Francesa.
Por fim, outra importante reforma realizada pelo marquês de Pombal foi a expulsão dos jesuítas do
Brasil, como extensão da medida tomada também em Portugal. O objetivo foi não apenas confiscar as
propriedades da Igreja como também, no caso da colônia, aprofundar o controle político-econômico
nas regiões administradas pelos jesuítas. À expulsão, seguiu-se uma profunda reforma educacional,
até então sob responsabilidade da Igreja. De um lado, a medida tomada por Pombal fundamentou-se
na secularização do Estado português, numa clara influência iluminista. De outro, era parte de um con-
junto de outras decisões, como a abolição da escravidão indígena, em 1757, e o fim da perseguição aos
chamados “cristãos-novos”, em 1773. Diante dessas reformas, os jesuítas pareciam representar o que
havia de mais atrasado, aquilo que precisava ser modernizado, reformado - ainda que de maneira limi-
tada. Em síntese, todos esses fatores explicam o motivo da sua expulsão.

112
Responda segundo o texto:

1 — Como Pombal se torna um importante administrador em Portugal?

2 — Cite as principais medidas de Pombal na administração da colônia.

3 — Explique os motivos da expulsão dos Jesuítas da colônia.

113
SEMANA 2

EIXO TEMÁTICO:
Mundo Moderno, Colonização e Relações Étnico-Culturais (1500-1808).

TEMA:
Das crises no sistema colonial ao Período Joanino.

HABILIDADE:
Compreender e analisar a crise do sistema colonial em seus processos internos e em suas conexões como
ideário liberal.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
A construção dos processos de independência do Brasil.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Geografia, Sociologia, Filosofia.

TEMA: A Inconfidência Mineira


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Nessa semana você vai conhecer um pouco mais sobre a Inconfidência Mineira.
     
Então, para você entender as lutas que provocaram
o processo de Independência do Brasil é necessário co-
nhecer a Conjuração Baiana e a Inconfidência Mineira

FIQUE POR DENTRO DOS CONCEITOS...

Inconfidência: alta, abuso de confiança, revelação de segredo; indiscrição; quebra de sigilo; vazamento
de informação sigilosa
A Inconfidência Mineira ou Conjuração Mineira, foi como ficou conhecida a revolta de caráter separa-
tista que estava sendo organizada na capitania das Minas Gerais no final do século XVIII. Essa revolta
foi organizada pela elite socioeconômica de Minas Gerais e acabou sendo descoberta pela Coroa portu-
guesa antes de ser iniciada. Tiradentes foi um dos envolvidos nessa revolta.

114
Inconfidência Mineira
Fonte: https://www.ebc.com.br/cultura/2013/04/alem-da-inconfidencia-mineira-conheca-outras-revoltas-do-periodo-colonial.
Acesso: 10 jul de 2020.

Inconfidência Mineira
Fonte: https://www.clickestudante.com/inconfidencia-mineira.html. Acesso em: 10 jul de 2020.

A INCONFIDÊNCIA MINEIRA
A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta abortada pelo governo
em 1789, em pleno ciclo do ouro, na então capitania de Minas Gerais, no Brasil, contra, entre outros mo-
tivos, a execução da derrama e o domínio português.
Foi um dos mais importantes movimentos sociais da História do Brasil. Significou a luta do povo
brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial.
No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com
a cobrança de altas taxas e impostos. Além disso, a metrópole havia decretado uma série de leis que
prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785, por exemplo, Portugal
decretou uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em território brasileiro.

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CAUSAS
Neste período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasilei-
ros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado aca-
bava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem pagamento do imposto”)
sofria duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano).
Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades por-
tuguesas não diminuiam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a derrama. Esta funcionava da se-
guinte forma: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano
para a metrópole. Quando a região não conseguia cumprir estas exigências, soldados da coroa entra-
vam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.
Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente,
nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação
na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos
de minas), influenciados pelas ideias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se
reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da independência do Brasil.

OS INCONFIDENTES 
O grupo, liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, era formado
pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o
padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira. A ideia do grupo era conquistar a liberdade
definitiva e implantar o sistema de governo republicano em nosso país. Sobre a questão da escravidão,
o grupo não possuía uma posição definida. Estes inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma
nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta por um triangulo vermelho num fundo branco, com a
inscrição em latim: Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que tardia).

CONSEQUÊNCIAS
A Inconfidência Mineira transformou-se em símbolo máximo de resistência para os mineiros, a
exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos, e da Revolução Constitucionalista de 1932 para os
paulistas. A bandeira idealizada pelos inconfidentes foi adotada pelo estado de Minas Gerais.

PARA SABER MAIS


Vídeo: Inconfidência Mineira e Tiradentes em Ouro Preto-MG. Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=6UDsBW-we34. Duração de 11” 18”. Acesso em: 13/05/2020.
Vídeo: Comunidades quilombolas: história de luta, resistência e conquistas Disponível em https://www.
youtube.com/watch?v=tA9zAH_IT14 Duração de 8’04”. Acesso em: 13/05/2020.
Texto: Inconfidência Mineira — Disponível em: https://www.sohistoria.com.br/ef2/inconfidencia.
Acesso em: 13/05/2020.

116
ATIVIDADES

Agora é hora de testar seus conhecimentos! Lembre-se que as pesquisas e consultas são permitidas e
bem-vindas para que você realize com sucesso as atividades.

ATIVIDADE 1   Leia o texto abaixo:

INCONFIDÊNCIA MINEIRA
No final do século XVIII, o Brasil, que ainda era colônia de Portugal, sofria com os exageros políticos
e com as altas taxas de impostos. Era um período de grande extração de ouro, principalmente na capi-
tania de Minas Gerais. De todo ouro encontrado, devia-se pagar a quinta parte, ou seja, 20% de tudo que
era extraído ia para as mãos dos portugueses.
Aqueles que não pagavam o imposto e eram descobertos sofriam duras punições, podendo até
ser transportados à força para a África. Com a grande extração, o ouro começou a diminuir nas
minas, entretanto, as taxas de imposto não diminuíram. O governo de Portugal criou então uma lei
chamada “Derrama”.
A lei da derrama decretava que cada região de extração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (cerca
de 1500 quilos) por ano para Portugal. Quando esta meta não era atingida, soldados da coroa invadiam as
casas das famílias para confiscarem seus pertences até que valor devido fosse completado.
O custo de vida aumentava cada vez mais em toda a região, pois toda compra de mercadoria ocorria
a prazo e com ouro. Desta forma, os que detinham o monopólio do metal ficaram cada vez mais endivi-
dados. Com isso, deixaram de fazer pagamentos aos comerciantes, agricultores e traficantes de escra-
vos que também foram arrastados para a crise.
Igualmente, o Alvará de 1785, piorou a situação, pois este decretava o fechamento de manufaturas
locais, forçando o povo a consumir somente produtos importados e de alto preço.
Todas estas ações provocaram alta insatisfação na população e, principalmente, nos fazendeiros
rurais e donos de minas, que queriam pagar menos impostos e participar mais ativamente na política
do país.
Alguns intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas, considerados a elite brasileira, sob in-
fluência das ideias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, se juntaram para procurar uma
resolução definitiva para a situação: conquistar a independência do Brasil.
•  Obter a independência do Brasil em relação a Portugal e implantar uma república;
•  Acabar com o monopólio comercial português;
•  Liberar e favorecer a implantação de manufaturas no Brasil.

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Responda as questões

1 — Cite as causas da Inconfidência Mineira.

2 — O que foi a derrama?

3 — Cite os objetivos da Inconfidência Mineira.

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SEMANA 3

EIXO TEMÁTICO:
Mundo Moderno, Colonização e Relações Étnico-Culturais (1500-1808).

TEMA:
Das crises no Sistema Colonial ao Período Joanino.

HABILIDADE:
Compreender e analisar a crise do sistema colonial em seus processos internos e em suas conexões como
ideário liberal.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
A construção dos processos de Independência do Brasil.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Geografia, Sociologia, Filosofia.

TEMA: A Conjuração Baiana


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)
Caro (a) estudante! Nessa semana você vai conhecer como aconteceu a Conjuração Baiana.

     
Então, para você entender as lutas que provocaram
o processo de Independência do Brasil é necessário
conhecer um pouco mais sobre a Conjuração Baiana.

FIQUE POR DENTRO DOS CONCEITOS...


Conjuração: É o mesmo que conspirar, ato de trama refere-se ao termo de uma conspiração movimen-
to revolta.
Conjuração Baiana, também denominada como Revolta dos Alfaiates (uma vez que alguns partici-
pantes da trama exerciam este ofício) e, recentemente também chamada de  Revolta dos Búzios,
foi um movimento de caráter emancipacionista, ocorrido no final do século XVIII (1798-1799), na en-
tão  Capitania da Bahia, na colônia brasileira. Diferentemente da  Inconfidência Mineira  (1789-1792),
foi difundida pela historiografia tradicional enquanto sendo um movimento de caráter popular em
que defendiam a independência e mais igualdade racial, um governo republicano, democrático, com
liberdades plenas, o livre comércio e abertura dos portos como principais pontos, além de um salário
maior para os soldados.
O movimento teve participação de pessoas com profissões mais simples, como sapateiros, bordado-
res, escravizados e ex-escravizados, além, claro, de alfaiates.

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A população se encontrava em um nível muito grande de insatisfação. Esse cenário começou alguns
anos antes, quando foi decidido que Salvador deixaria de ser capital e o Rio de Janeiro seria o novo cen-
tro da colônia. Com a diminuição da atenção para a Bahia, recursos passaram a ser menores, o que pro-
vocou dificuldades administrativas. Havia carência de alguns alimentos e os impostos cobrados eram
altos para a população, o que acabou culminando na revolta.
Entre os principais líderes do movimento. destacaram-se os soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lu-
cas Dantas e, os alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus Nascimento. Os quatro con-
jurados eram negros e pardos, tendo sido condenados à forca. Também esteve envolvido na conjuração
o jornalista e cirurgião Cipriano Barata, que recebeu pena branda.
A revolta pretendia surpreender o governo, mas acabou falhando, uma vez que um dos integrantes contou
os detalhes dos planos, permitindo que forças militares fossem mobilizadas para reprimir os revoltosos.

Conjuração Baiana: Causas, líderes e objetivos


Fonte: https://www.coladaweb.com/historia-do-brasil/conjuracao-baiana. Acesso em: 10 jul de 2020.

Conjuração Baiana
Fonte: https://escolaeducacao.com.br/conjuracao-baiana. Acesso em: 10 jul de 2020.

PARA SABER MAIS


Vídeo: Conjuração Baiana — aula de história sobre a Revoltas dos Búzios, ou Revolta dos Alfaiates.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fwr0fgo0CS4. Duração 6’34”. Acesso em: 26/06/2020.
Vídeo: Comunidades quilombolas: histórias de luta, resistência e conquistas.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=tA9zAH_IT14. Duração de 8’04”. Acesso em:
13/05/2020.

120
ATIVIDADES

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bem vindas para que você realize com sucesso as atividades.

ATIVIDADE 1   Leia e responda as questões sobre o texto abaixo.

CONJURAÇÃO BAIANA
Em 1763, a capital do Brasil foi transferida para o Rio de Janeiro. Com tal mudança, Salvador, antiga
capital, sofreu com a diminuição dos recursos designados à cidade. Juntamente, o aumento da taxa de
impostos e exigências pioraram radicalmente as condições de vida da população local.
Com isso, a população de Salvador começou a sofrer com a falta de certos mantimentos, que con-
sequentemente elevaram os preços dos produtos e alimentos fundamentais para a sobrevivência que
estavam disponíveis. A população estava cada vez mais inconformada.
Além disso, o povo também não estava satisfeito com o governo de Portugal e a ideia do Brasil se
tornar independente ganhava cada dia mais força na população.
Eventos como a independência dos Estados Unidos, a independência do Haiti e a Revolução Fran-
cesa acabaram ocasionando na capitania baiana a disseminação dos ideais de liberdade e igualdade,
causando euforia em uma pequena parcela de toda a população que residia em Salvador.
Os principais objetivos da Conjuração Baiana eram:
O fim do pacto colonial com Portugal, ou seja, tornar o Brasil um país independente;
Implantação de um regime republicano;
Liberdade comercial no mercado interno e externo;
Liberdade e igualdade entre as pessoas. Por isso, eram completamente a favor da abolição da escra-
vidão e dos privilégios sociais;
Aumento dos salários para militares.
As ruas de Salvador foram tomadas pelos inconfidentes que distribuíram folhetos informativos a fim
de obter mais apoio popular e incitar a revolução.
Os panfletos traziam pequenos textos e palavras de ordem, com base no que as autoridades
portuguesas chamavam de “abomináveis princípios franceses”.

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1 — Cite as causas da Conjuração Baiana

2 — Cite os principais objetivos da Conjuração Baiana

3 — Explique como aconteceu a revolta.

122
SEMANA 4

EIXO TEMÁTICO:
Mundo Moderno, Colonização e Relações Étnico-Culturais (1500-1808).

TEMA:
Das Crises no Sistema Colonial ao Período Joanino.

HABILIDADE:
Compreender e analisar o processo de ruptura dos pactos coloniais, dinamização econômica e social e
mudanças políticas; o anfiteatro da Independência.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Transferência da Corte portuguesa para o Brasil.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Geografia, Sociologia, Filosofia.

TEMA: Transferência da corte de Portugal


DURAÇÃO: 1h40 (2 horas/aula)

Caro (a) estudante! Nessa semana você vai conhecer sobre a fuga da Corte Portuguesa para o Brasil.

     
A transferência da corte portuguesa para o Brasil foi o
período em que a família real, sua corte de nobres, servos
e empregados domésticos radicaram-se no Brasil.

FIQUE POR DENTRO DOS CONCEITOS...


Corte — Cortes (do termo latino cohors) foram políticos de carácter consultivo e deliberativo das
monarquias tradicionais pelo rei, ou em seu nome, as diferentes classes sociais estabelecidas três
ordens: o Primeiro Estado, que correspondia ao “braço” do clero; o Segundo Estado, que era o “bra-
ço” da nobreza; e o Terceiro Estado, que era o “braço” do povo.
Bloqueio Continental — O Bloqueio Continental foi a proibição imposta pelo imperador Napoleão
Bonaparte, com a emanação, a 21 de novembro de 1806, do decreto de Berlim, que consistia em
impedir o acesso a portos dos países então submetidos ao domínio do Primeiro Império Francês
(1804-1814) a navios do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.

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A fuga da família Real portuguesa
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Transfer%C3%AAncia_da_corte_portuguesa_para_o_Brasil. Acesso em: 10 jul de 2020.

O dia que a Família Real fugiu para o Brasil


Fonte: https://constelar.com.br/astrologia-mundial/brasil/fuga-da-familia-real. Acesso em: 10 jul de 2020.

PARA SABER MAIS...


Vídeo: 1808 — A vinda da Família Real ao Brasil. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=
XzT4uqqPZcc. Duração de 36’40”. Acesso em: 21/05/2020.
Vídeo: A Chegada da Família Real Portuguesa — Dom Joao no Brasil (Canal Futura) — Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=D2fvC74UeAY. Duração de 57’22”. Acesso em: 21/05/2020.
Texto: A Vinda da Família Real para o Brasil. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/a-vinda
-da-familia-real-para-o-brasil. Acesso em: 21/05/2020.

124
ATIVIDADES

Agora é hora de testar seus conhecimentos! Lembre-se que as pesquisas e consultas são permitidas e
bem vindas para que você realize com sucesso as atividades.

A FUGA DA CORTE PORTUGUESA


No início do século XIX, os planos de expansão do Imperador francês Napoleão Bonaparte estavam
em franco desenvolvimento. Em sua pretensão de conquistar a Europa acabou desafiando a Grã-Breta-
nha. O exército napoleônico era imbatível, mas a supremacia da marinha britânica era incontestável. A
França napoleônica decretou então, o Bloqueio Continental, que consistia em impedir os navios ingle-
ses de ancorar nas cidades portuárias europeias. A expressão “bloqueio continental” remete ao decreto
de Napoleão Bonaparte, de 1806, que declarava estar a Inglaterra em “estado de bloqueio”, ou seja, que
estava proibido o comércio com os ingleses. Napoleão, então, passou a forçar os outros reinos euro-
peus a aderirem ao bloqueio.
Foi nesse contexto que o governo de Napoleão voltou seus olhos para o pequeno reino de Portugal.
Aliado à Grã-Bretanha, poderia abrir o caminho da França para a Ásia, para a África e, principalmente, o
Brasil, fonte principal das rendas portuguesas.
D. João exercia a regência de Portugal desde 1792, pois sua mãe, D. Maria I, abalada pela perda de um
filho e do marido em um curto período, estava impossibilitada de reinar.
Apesar de pressionado pelos franceses, o príncipe regente D. João e seus conselheiros evitavam
aderir ao Bloqueio Continental e se indispor com os ingleses. Chegaram a esboçar o fechamento dos
portos lusitanos aos ingleses, no entanto, voltaram atrás. D. João parecia vacilar, mas procurava ga-
nhar tempo. Com isso conseguia contornar as pressões da França, sem ferir diretamente a Inglaterra:
Entretanto, essa era uma estratégia com dias contados.
A partir de julho de 1807, Napoleão ameaçou invadir o território português caso D. João não rompes-
se com a Inglaterra. Todos os meios diplomáticos de Portugal foram acionados para tentar demover os
franceses dessa decisão sem resultado. Nesse meio-tempo, o ministro inglês, lorde Strangford, auxi-
liado pelo português D. Rodrigo de Souza Coutinho, tentava convencer D. João a mudar a sede do reino
para o Brasil.
O objetivo imediato da mudança para o Brasil era fugir de Portugal para manter intacta a Coroa
portuguesa. Mas o plano de alguns conselheiros era mais ambicioso: formar um imenso império luso-
-brasileiro no Atlântico, transferindo a sede do governo português para o Rio de Janeiro, capital do
Vice-Reinado do Brasil.
Os preparativos para a viagem foram acelerados com a notícia de que o general francês Jean-Andoche
Junot, à frente de um exército de 23 mil homens, estava prestes a invadir Lisboa, vindo da Espanha.
A esquadra, levando boa parte da Corte portuguesa, partiu na manhã de 29 de novembro de 1807, escolta-
da por navios britânicos. Logo em seguida, as tropas francesas chegaram à cidade. Segundo relatos, o tão
temido exército era bem menos numeroso e estava bastante enfraquecido, com soldados maltrapilhos,
esfomeados e sem munição suficiente para conquistar o que quer que fosse.

125
1 — Explique a seguinte frase: “O governo de Napoleão voltou seus olhos para o pequeno reino
de Portugal”.

2 — Qual foi a posição de Portugal diante do “Bloqueio Continental” imposto por Napoleão Bonaparte?

3 — Para alguns conselheiros do Reino português qual era o objetivo da mudança da corte para o Brasil?

A CORTE NO BRASIL
D. João chegou a Salvador, na Bahia, em 22 de janeiro de 1808, onde permaneceu por um mês.
Na antiga capital da colônia, o príncipe assinou a Carta Régia que liberou os portos brasileiros às
nações amigas. Com a ocupação francesa em Portugal, o governo tinha de providenciar com rapidez o
acesso a sua principal fonte de receitas: os impostos alfandegários.
A Carta ordenava que todas as mercadorias fossem admitidas nas alfândegas do Brasil, transporta-
das ou não por navios portugueses, pagando o imposto de 24% sobre seu valor. Determinava, também,
que tanto os súditos de Portugal como os estrangeiros poderiam exportar para qualquer porto os pro-
dutos do Brasil — com exceção do pau-brasil e do diamante-, pagando os impostos usuais.
Os comerciantes locais ficaram muito satisfeitos, pois se abriu a possibilidade de negociarem
diretamente com outros mercados. Estavam preparados para o novo papel, pois praticavam rotinei-
ramente, desde o século XVIII, o tráfico de escravos, em um comércio que envolvia várias praças
mercantis do Brasil, da Ásia e da África.
Os grandes prejudicados foram os comerciantes de Portugal, que perderam a exclusividade na inter-
mediação entre os mercados colonial e europeu.

1 — Qual foi o objetivo da assinatura da Carta Régia por D. João? O que ordenava o documento?

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2 — Qual foi a reação dos comerciantes locais? Explique.

RESIDÊNCIAS NOBRES
Quando da chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro, o vice-rei do Brasil, o conde dos Arcos,
reservou seu palácio para moradia da Família Real e sede do governo. Mas D. João preferiu ter como do-
micílio a Quinta da Boa Vista, oferecida pelo negociante português de escravizados Elias Antônio Lopes,
em troca de inúmeros benefícios.
Muitos dos demais nobres requisitaram outras residências para o príncipe regente e foram atendi-
dos. Era um privilégio da nobreza de Portugal tomar posse de moradias, mesmo que os proprietários
as habitassem.
Na verdade, havia um sistema chamado de “aposentadoria”, que consistia em dar alojamento (apo-
sento) a quem estivesse a serviço do rei ou o acompanhasse em alguma viagem. Era o caso dos fun-
cionários reais e dos nobres que chegaram ao Rio e que solicitavam uma moradia ao príncipe regente.
Na casa em questão, colocava-se a sigla P. R. (príncipe regente) e os ocupantes eram obrigados a
sair, mesmo sendo os proprietários da moradia. O proprietário não perdia o imóvel, que passava a ser
alugado pelos novos moradores.
Quando uma residência era requisitada, a população ironizava, dizendo que a sigla representava
“Ponha-se na rua” ou “prédio roubado”.

1 — O sistema de aposentadoria servia para que os funcionários da Coroa, a trabalho, pudessem ter
acesso a uma habitação no local para onde foram enviados. Por que essa prática se tornou odiosa
para a população do Rio de Janeiro?

Caro (a) estudante! Chegamos ao fim de uma trilha de aprendizagens composta por quatro semanas.
Espero que você tenha aprendido muito. Guarde suas anotações e atividades para compartilhá-las
com seu professor e colegas no retorno aulas. Até a próxima ...

127
REFERÊNCIAS

Textos e Leituras complementares


ANASTASIA, Carla. Vassalos rebeldes: violência coletiva nas Minas na primeira metade do século XVIII.
Belo Horizonte: C/ Arte, 1998.
ANASTASIA, Carla; SILVA, Marcus Flávio da. Levantamentos setecentistas mineiros: violência coletiva e
acomodação. ln: FURTADO, Júnia Ferreira (Org.). Diálogos oceânicos: Minas Gerais e as novas aborda-
gens para uma história do Império Ultramarino Português. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2001.
FIGUEIREDO, Luciano. O Império em apuros: notas para o estudo das alterações ultramarinas e das práticas
políticas no império colonial português. ln: FURTADO, Júnia Ferreira (Org.). Diálogos oceânicos. Op. Cit.
FURTADO, Júnia Ferreira. As minas endemoniadas. ln: Homens de negócio: a interiorização da metró-
pole e do comércio nas minas setecentistas. São Paulo: Hucitec,1999.
GOMES, Flávio dos Santos. A hydra e os pântanos: quilombos e comunidades de fugitivos no Brasil.
São Paulo: UNESP /Polis, 2005.
MELLO, Evaldo Cabral de. A fronda dos mazombos: nobres contra mascates. Pernambuco. 1666-1715.
São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
MOTT, Luiz. Dedo de anjo e osso de defunto: os restos mortais na feitiçaria afro-luso-brasileira. Revista
USP, Dossiê Magia, n.31, p. 112-119, 1996.
REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos. Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil.
São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
ROMEIRO, Adriana. Paulistas e emboabas no caraça das minas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.
SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a terra de Santa Cruz. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.

Vídeos
Revista de História
www.revistadehistoria.com. Br
Uol
www2. uol. com. br/historiaviva /
Revista Galileu
http://revistagalileu.globo.com
História Net
www.historianet.com. Br

Paradidáticos
FIGUEIREDO, Luciano. Rebeliões no Brasil Colônia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.
TAVARES, Luís Henrique Dias. Coleção Guerras e revoluções no Brasil. São Paulo: Ática, 1995.

Referências Endereço eletrônico:


https://www.sohistoria.com.br/ef2/inconfidencia. Acesso em: 10 jul de 2020.
https://www.infoescola.com/historia/revolucao-francesa. Acesso em: 10 jul de 2020.
https://brasilescola.uol.com.br/historiab/reformas-pombalinas.htm. Acesso em: 10 jul de 2020.

128
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: SOCIOLOGIA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8

SEMANA 1

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Violências, Criminalidade e Políticas Públicas, na área de Segurança.

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Reconhecer a diferença entre violência física e Simbólica.

HABILIDADE (S):
Identificar diversas formas de violência (física, simbólica, psicológica, etc.) políticos, sociais e culturais, ava-
liando e propondo mecanismos para combatê-las, com base em argumentos éticos. Elaborar hipóteses, se-
lecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais,
culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e etc.

INTERDISCIPLINARIDADE:
História, Geografia, Filosofia e Português (Redação).

O Assunto agora é Violência!


Lorena Rodrigues Abrantes
Basta ligar a TV que você será bombardeado por notícias sobre violência. Horas e horas de programação
televisiva que explora, espetaculariza e até mesmo tenta fazer humor frente às mais variadas cenas de
crueldade e degradação do ser humano. Esse canal diário ,que fornece doses tão grande de violência,
pode até gerar situações de doença onde a pessoa passa a ter medo de sair de casa. Para além disso,
você já se fez perguntas do tipo:
Por que tanta violência? Quais são as origens?
No passado tínhamos de fato uma sociedade tão tranquila, ordeira como nossas/os avós/avôs nos dizem?
Em todos os países do mundo temos números crescentes de violência urbana, assim como no Brasil?
Será que a violência atinge todos de forma igual em nossa sociedade?
Há alguma relação entre desigualdade social e Violência ?

129
Apenas leis mais rígidas resolveriam o problema da violência no Brasil ?
Será que se todas as pessoas tivessem uma arma em casa para se defender teríamos uma sociedade
mais segura?
Como enfrentar verdadeiramente o problema do crescimento da violência nas cidades ?
Como apresentado nas primeiras aulas, o estudo da Sociologia busca ,a partir de pesquisa e investi-
gações ,discutir essa e outras questões ligadas ao fenômeno da violência. São debates para além de
visões intuitivas e por vezes preconceituosas ,que buscam resolver questões complexas como a violên-
cia a partir de soluções simples.
As raízes da violência no Brasil são históricas, culturais e estruturais. Nas próximas páginas deste plano
de estudos iremos abordar, pelo olhar da sociologia, as diferentes facetas das violências no Brasil e no
Mundo. Acreditamos que ao tomarmos contato com conhecimentos sociológicos sobre o tema da vio-
lência estaremos mais próximos de verdadeiramente enfrentar esse grande problema social que assola
nossas vidas.
Bons Estudos!

Violência — Uma abordagem sociológica


O Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa define violência como: “Qualidade ou característica de
violento / Ato de crueldade / Emprego de meios violentos / Fúria repentina / (jurídico) Coação que leva
uma pessoa à sujeição de alguém.”
É preciso discutir esse conceito mais a fundo. Para iniciarmos o debate,precisamos entender que exis-
tem diferentes tipos de violência:
1. Aquelas que identificamos facilmente, pois ferem fisicamente o indivíduo, podendo inclusive levar à
morte. Esse tipo de violência ocorre por meio da força física.
2. Há, entretanto, um outro tipo de violência em que não se utiliza a força física, não causa diretamente
danos físicos ao indivíduo, mas pode causar diversos outros danos psicológicos e morais.
Numa abordagem sociológica, dividiremos a violência em: Violência Física e Violência Simbólica.

Violência Física
Como já mencionado, esse tipo de violência pode ferir fisicamente e até mesmo levar à morte. Há diver-
sos exemplos: socos, chutes, empurrões, golpes e ferimentos com utensílios cortantes ou com armas
de fogo. Poderíamos citar dezenas de formas de violência física.
É importante, contudo, entendermos que, muitas vezes, a violência física vem associada ao outro tipo
de violência: a violência simbólica. E é a respeito dela que iremos falar com mais ênfase, pois a ela po-
demos associar causas e consequências históricas e sociais.

Violência Simbólica
De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, violência simbólica é a:
“Produção contínua de crenças que fazem com que, em sua socialização, os indivíduos se posicionem
seguindo critérios do discurso dominante. Assim, a violência simbólica está no reconhecimento e uso
deste discurso dominante.”
Para Bourdieu, o discurso das pessoas de maior poder na sociedade exerce influência nas pessoas
de menor poder, isso se dá de forma bem sutil, ou seja, as pessoas dominadas quase não percebem
essas influência.

130
Essa dominância dá-se por diversos fatores:
Um exemplo simples é a forma com que o Estado determina quais pessoas podem ou não frequentar
determinados espaços. Quando, por exemplo, na festa da escola, alunos pedem para tocar funk, mas
não é autorizado, sob o discurso de que funk não é cultura ou que não é agradável; sabemos que há mui-
tas músicas do gênero que poderiam ser tocadas na escola, mas existe todo um discurso simbólico que
criminaliza o Funk. Sendo, pois, uma violência simbólica contra jovens que gostam de funk.
Um dos elementos que caracterizam a violência simbólica é o fato de que esse tipo de violência é natu-
ralizada em nosso cotidiano. O próprio processo de socialização dos indivíduos, que ocorre via contato
com a família, escola, igreja e demais espaços de convivência reproduzem tais violências como aceitá-
veis e por vezes justas.
É possível também, as próprias vítimas desse tipo de violência passarem a entender como normal os
discursos que as oprimem, chegando ao ponto de reproduzi-los. Para entendermos melhor essa lógica
de como aprendemos a sermos violentos com nós mesmas/os, vamos aos exemplos:
— Quando uma mulher refere-se à outra usando uma lógica machista, fazendo julgamentos e proferin-
do ofensas pelo fato de estar usando roupa curta.
—  Quando uma pessoa negra usa termos racistas ao se referir a outra pessoa negra.
—  Quando um homossexual utiliza palavras homofóbicas para ofender alguém.
A pessoa vítima desse tipo de violência, comumente, reconhece como legítimo (verdadeiro) o discurso
e a visão de mundo de quem a discrimina, e passa a reproduzi-lo. Assim, alguém vítima de um precon-
ceito, influenciada pela cultura e estruturas que fundamentam a sociedade, pode reproduzir preconcei-
tos em seus discursos e ações.

Pequenas atitudes revelam a postura machista de uma mulher, como julgar alguém pelo que ela veste
Imagem: Lumi Mae/UOL

131
Tipos de Violência Simbólica:
Se você não entendeu o que é violência simbólica, vamos discutir alguns exemplos para ficar mais fácil:
Violência Social: São opressões ou repressões de minorias sociais* por meio de discriminação, segre-
gação, perseguição e intolerância.
Um exemplo que podemos destacar nesta Pandemia, sobre violência social, é o fato de órgãos de saúde
determinarem o uso de álcool em gel, a lavagem das mãos e o isolamento dentro de suas casas, sendo
que existe um número significativo de pessoas que ocupam os espaços das ruas, muitas vezes sem
acesso a banheiros ou ao álcool em gel.

Coronavírus e Desigualdade — Tonidagostinho

Violência Doméstica: Ocorre no ambiente familiar, geralmente contra mulheres, crianças ou idosos.
É praticada, na maioria das vezes, por parentes: pais, mães, irmãos, maridos ou outras pessoas próxi-
mas que sejam tutores (no caso de violência contra crianças). A violência, nestes casos, pode ser física
(agressões físicas) e também simbólica (violência moral e psicológica). Vale ressaltar que esta última
pode se dar, inclusive, fora do ambiente familiar, pois o agressor exerce domínio psicológico sobre a
vítima por meio de ameaças, produzindo o medo de fugir ou denunciar.
Agora que já entendemos melhor o conceito de violência e suas formas na nossa sociedade, é o mo-
mento de construirmos melhor este conhecimento por meio de exercícios.
*Minoria social: “Parcela da população que se encontra, de algum modo, marginalizada, ou seja,
excluída do processo de socialização. São grupos que, em geral, são compostos por um número
grande de pessoas, mas são excluídos por questões relativas à classe social, ao gênero, à orienta-
ção sexual, à origem étnica, ao porte de necessidades especiais, entre outras razões.” (“Minorias
Sociais”; Brasil Escola).

132
ATIVIDADES

1 — (Upe-ssa 2016) — Observe a charge a seguir:

A estrutura social é um tema presente nos estudos sociológicos. Com base na charge, é CORRETO
afirmar que
a) a desigualdade social fundamenta-se na habitação, pois a obtenção de outros elementos de
sobrevivência depende, exclusivamente, dos indivíduos.
b) os movimentos sociais funcionam como mecanismos que incentivam a criação de espaços
sociais, a exemplo do apresentado na charge.
c) a estratificação da sociedade brasileira é dividida em classes sociais, que são determinadas
por condições econômicas e sociais de vida.
d) o morador de uma das casas da charge compara sua residência com a de uma classe social
superior. Esse fato o deixa satisfeito com sua condição social.
e) a classe média no Brasil é caracterizada por possuir grande acúmulo de dinheiro que a torna
uma estrutura social frágil, se comparada a outras organizações sociais.

2 — (FGV-2016) Em junho de 2015, o Papa Francisco tornou pública a encíclica Laudato sí (Louvado
sejas), na qual trata do meio ambiente e da atual crise ecológica, conforme trecho a seguir.

48. O ambiente humano e o ambiente natural degradam-se em conjunto; e não podemos en-
frentar adequadamente a degradação ambiental, se não prestarmos atenção às causas que têm
a ver com a degradação humana e social. De fato, a deterioração do meio ambiente e a da socie-
dade afetam de modo especial os mais frágeis do planeta: “Tanto a experiência comum da vida
quotidiana como a investigação científica demonstram que os efeitos mais graves de todas as
agressões ambientais recaem sobre as pessoas mais pobres”. Por exemplo (...), a poluição da água
afeta particularmente os mais pobres que não têm possibilidades de comprar água engarrafada,
e a elevação do nível do mar afeta principalmente as populações costeiras mais pobres que não

133
têm para onde se transferir. O impacto dos desequilíbrios atuais manifesta-se também na morte
prematura de muitos pobres, nos conflitos gerados pela falta de recursos e em muitos outros pro-
blemas que não têm espaço suficiente nas agendas mundiais.
Apudhttp://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/
papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

No trecho selecionado da encíclica, o papa estabelece


a) a relação entre a desigualdade social e a fragilidade do equilíbrio ecológico planetário.
b) o vínculo entre a responsabilidade humana no aquecimento global e a elevação do nível do mar.
c) a interdependência entre o desenvolvimento tecnológico e o progresso material e moral.
d) o papel da política internacional para o uso responsável das fontes hídricas.
e) a importância de preservar o bem comum, sobretudo a água potável.

3 — Qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal de uma pessoa é considerada
violência
a) física.
b) psicológica.
c) verbal.
d) integral.
e) simbólica.

4 — (UEL-2007)

“A proteção e a promoção dos direitos humanos continuaram a se situar entre as principais


carências a ser enfrentadas pela sociedade civil. [...] A enumeração das principais áreas de
intervenção das organizações da sociedade civil soa como demandas de séculos passados: a
ausência do estado de direito e a inacessibilidade do sistema judiciário para as não-elites; o
racismo estrutural e a discriminação racial e a impunidade dos agentes do Estado envolvidos
em graves violações aos direitos humanos. Como vimos, a nova democracia continuou a ser
afetada por um ‘autoritarismo socialmente implantado’, uma combinação de elementos presen-
tes na cultura política do Brasil, valores e ideologia, em parte engendrados pela ditadura militar,
expressos na vida cotidiana. Muitos desses elementos estão configurados em instituições cujas
raízes datam da década de 30.”
Fonte: PINHEIRO, P. S. Transição Política e Não-Estado de Direito na República. In: WILHEIM, J. e PINHEIRO, P. S. (org.).
Brasil — um século de transformações.São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 296-297.

Em relação à violência, analise o texto anterior e selecione a alternativa que corresponde à ideia
desenvolvida pelo autor:
a) A democracia brasileira é fortemente responsável pelo surgimento de uma cultura da violên-
cia no Brasil.
b) Muito mais do que os traços culturais, é o desenvolvimento econômico que acarreta o desres-
peito aos direitos humanos no Brasil.
c) Com a democratização, as não-elites brasileiras finalmente tiveram pleno acesso ao sistema
judiciário e aos direitos próprios do Estado de Direito.
d) Historicamente, o desrespeito aos direitos humanos afeta de modo igual a brancos e negros,
ricos e pobres.
e) A violência no Brasil expressa-se na vida cotidiana e, para ser superada, depende de ações da
sociedade civil.

134
REFERÊNCIAS

BOURDIEU, Pierre & PASSERON, Jean-Claude. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de
ensino. Rio de Janeiro: F. Alves, 1992.
https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2013/01/10/mulheres-tambem-sao-responsaveis-
-pela-perpetuacao-do-machismo.htm
https://moisescartuns.wordpress.com/2020/02/27/meritocracia/
https://tonidagostinho.tumblr.com/
https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2019/12/30/todos-sabem-que-emprego-e-e-
ducacao-reduzem-a-violencia-menos-o-presidente.htm?cmpid=copiaecola
https://iwastesomuchtime.com/102126

PORFíRIO, Francisco. “Minorias sociais”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/


sociologia/minorias-sociais.htm. Acesso em: 10 de junho de 2020.

Michaelis Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, 2015. Editora Melhoramentos Ltda. ISBN: 978-85-
06-04024-9
http://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/creditos/
https://www.portaldovestibulando.com/2014/11/desigualdades-sociais-questoes-de.html
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/ciencias-sociais-sociologia/violen-
cia-e-conflitos-urbanos/questoes
SOUZA, Jessé. (2006), A invisibilidade da desigualdade brasileira. Belo Horizonte, Editora UFMG.

135
SEMANA 2

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Violências, Criminalidade e Políticas Públicas na área de Segurança.

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Reconhecer a diferença entre os termos Violência e Criminalidade.

HABILIDADE (S):
(EM13CHS503) Identificar diversas formas de violência (física, simbólica, psicológica etc.), suas causas, sig-
nificados e usos políticos, sociais e culturais, avaliando e propondo mecanismos para combatê-las, com
base em argumentos éticos. (EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos
relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na
sistematização de dados e informações de natureza qualitativa e quantitativa (expressões artísticas, textos
filosóficos e sociológicos, documentos históricos, gráficos, mapas, tabelas etc.).

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Diversidade Cultural, História das desigualdades, Violência Urbana, Violência Doméstica.

INTERDISCIPLINARIDADE:
História, Geografia, Filosofia e Português (Redação).

VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE
Marcos Antônio Silva
Compreender o que de fato significa o termo criminalidade, a forma como opera o sistema de justiça
e como ele busca combater às diversas formas de violência que foram naturalizadas ao longo da histó-
ria é um importante passo para entender esse fenômeno e pode indicar caminhos que nos leve a supe-
ração do quadro epidêmico de violência vivenciado hoje no Brasil. Dizer isso não é um exagero, como
podemos verificar no Infográfico abaixo, a violência em nosso país mata tanto quanto epidemias graves
como a COVID-19 e por isso merece ser vista com maior atenção por toda a sociedade.

Disponível em: http://www.crianca.mppr.mp.br/2019/06/135/PUBLICACAO-Divulgado-o-Atlas-da-Violencia-2019.html.


Acesso em: 12 de jun. 2020.

136
Ao consultarmos o dicionário, a diferença entre os termos violência e criminalidade torna-se evi-
dente. Enquanto a violência é definida como constrangimento físico ou moral, a criminalidade é a ex-
pressão dada pelo conjunto de infrações de leis que são produzidas em um tempo e lugar determinado.
A criminalidade ainda pode ser definida como ato de cometer crimes, seja de natureza violenta ou não.
Portanto, violência e criminalidade, como às vezes nos fazem parecer, não são sinônimos.
Com essa definição, podemos entender que criminalidade é um fenômeno relacionado à classifi-
cação de determinadas condutas como crime e a criação de lei por parte do Estado (Governo) como
medida de repressão a comportamentos tidos como nocivos aos membros da sociedade, tendo como
objetivo impedir condutas não desejáveis dos indivíduos, sob ameaça de restrição de liberdade entre
outras penalidades.
Os estudos sociológicos sobre violência e criminalidade nos faz perceber que a definição de cri-
me pode modificar-se ao longo do tempo e do espaço, reproduzindo valores culturais, costumes e até
mesmo preconceito sociais. Ao investigar os crimes ligados a corrupção, também chamados de “crimes
do colarinho branco” em referência às roupas utilizadas e alto poder econômico das pessoas que os
praticam (políticos, funcionários públicos com cargos importantes no governo e altos executivos de
empresas). O sociólogo Estadunidense Howard Becker analisa como a criminalidade nem sempre está
associada a violência física, mas nem por isso deixa de ter sérias consequência para a sociedade. Essa
modalidade de crime geralmente não se utiliza de violência física e por mais que prejudique a vida de
milhares de pessoas, costuma ser tolerado pela sociedade e suas penas são menores. Por vezes esses
delitos não são considerados crimes, e quando de fato são, os envolvidos pegos na maioria dos casos
pagam fiança — com o próprio dinheiro que roubaram — e assim esses infratores da lei respondem seus
crimes em liberdade. Como raras são as vezes que pessoas da alta classe social vão de fato para a ca-
deia, mesmo que cometam crimes, além da sensação de impunidade fica a falsa impressão por parte
da sociedade de que apenas a população pobre e vulnerável comete crimes gerando inclusive precon-
ceitos frente essa parcela de indivíduos.
Vários exemplos de como a violência e seu devido combate pelas leis podem se apresentar em des-
compasso estão presentes em diferentes momentos históricos. Episódios recentes da história da hu-
manidade como a institucionalização das leis de segregação racial pode exemplificar esse fenômeno. A
aplicação destas leis, definidas como um tipo de política de Estado, separa os indivíduos, ou grupos de
indivíduos, de uma mesma sociedade por meio de critérios raciais (ou étnicos), privando-os de direitos.
As leis de segregação racial passaram a ser executadas a partir do fim do século XIX e teve forte vigor
no século XX, em países como a Alemanha nazista, com a perseguição de judeus, na África do Sul, com
o apartheid - separação das cidades sul-africanas em bairros brancos e Negros-, e nos Estados Unidos.
Ao visitar a história dos Estados Unidos, nação que simboliza o modelo de democracia no ocidente,
verificamos que até a década de 1960 esse país convivia com uma legislação que instituía a violência
racial como algo naturalizado, entendendo todos os membros da população negra do país como uma
espécie de ‘cidadão de segunda classe’ como evidenciado no trecho abaixo:
“Leis de segregação racial (Nos estados Unidos) haviam feito breve aparição durante a reconstrução, mas
desapareceram até 1868. Ressurgiram no governo de Grant, a começar pelo Tennesse, em 1870: lá, os
sulistas brancos promulgaram leis contra o casamento inter-racial. Cinco anos mais tarde, o Tennessee
adotou a primeira Lei Jim Crow e o resto do sul o seguiu rapidamente. O termo “Jim Crow”, nascido de uma
música popular, referia-se a toda lei (foram dezenas) que seguisse o princípio “separados, mas iguais”,
estabelecendo afastamento entre negros e brancos nos trens, estações ferroviárias, cais, hotéis, barbe-
arias, restaurantes, teatros, entre outros. Em 1885, a maior parte das escolas sulistas também foram divi-
didas em instituições para brancos e outras para negros. Houve “leis Jim Crow” por todo o sul. Apenas nas
décadas de 1950 e 1960 a suprema Corte derrubaria a ideia de “separados, mas iguais”. (Fonte: Leandro
Karnal. História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. São Paulo: Contexto, 2007.)

137
A análise desse fragmento nos permite entender porque mesmo atualmente, após décadas da ex-
tinção da legislação racista no país, os Estados Unidos ainda tenha como um dos principais problemas
a ser enfrentado em seu território a violência institucional contra a população negra. Problema este
amplamente evidenciado pelos recentes protestos motivados pela brutal morte do segurança George
Floyd por um policial branco na cidade de Minneapolis.
A naturalização via legislação de formas de violência motivadas pela questão de gênero também
são recorrentes inclusive na atualidade. Casos extremos de como as leis de um país podem naturalizar
as violências infligidas contra mulheres estampa incontáveis páginas de jornais ao redor do mundo. Do
Afeganistão, nos dias atuais, recebemos revoltantes notícias de mulheres que são presas após serem
vítimas de estupro. Na legislação afegã essas mulheres são criminosas por terem desonrado suas famí-
lias ao realizar sexo fora do casamento. Nesse país, a pena alternativa à prisão oferecida a essa mulhe-
res é casar-se com o homem que a violentou e assim restituir a honra de sua família.
No Brasil, um exemplo de como a violência e a injustiça podem ser naturalizadas e até mesmo es-
timuladas pelas leis é o instituto da Legítima Defesa da Honra presente no código penal Brasileiro de
1940. No passado essa lei serviu como atenuante e até mesmo causa de perdão de crimes passionais
(motivados por fortes impulsos emotivos). Utilizando-se desse artigo do código penal homens que as-
sassinaram suas esposas ou namoradas eram comumente inocentados, sob o pretexto de serem toma-
dos por elevado episódio de ciúmes, e por isso estavam privados da inteligência e dos sentidos.
Nas últimas décadas com o advento da organização de movimentos sociais ligados à luta pelos di-
reitos das mulheres e contra a violência doméstica, esse cenário, apesar de ainda muito grave, vem se
modificando com a criação de leis que buscam fazer frente à tentativa de invisibilização da violência
contra a mulher no, Brasil. Uma das medidas mais significativas na mudança da legislação brasileira na
busca da criação de mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher foi a pro-
mulgação da Lei n. 11.340, sancionada em 7 de agosto de 2006, que passou a ser chamada Lei Maria da
Penha, em homenagem à mulher cujo marido tentou matá-la duas vezes, e que desde então se dedica à
causa do combate à violência contra as mulheres.
Mesmo com avanços na formulação de leis que tenham como propósito garantir direitos básicos
a todos e comprometidas com o fim de privilégios e que criminalizam qualquer forma de preconceito,
verificamos que as instituições brasileiras (Escola, Polícia, Hospitais, Governos entre outras ) trazem
ainda muito de nosso passado que remonta tempos coloniais, patriarcal e escravista onde , assim como
nos Estados Unidos antes da luta por direitos civis, temos um quadro de sub-cidadanias, com pessoas
sendo privadas dos seus direitos básicos garantidos por lei, como as populações das periferias, vilas e
favelas, camponeses, os negros e indígenas, a população LGBTQI+ entre outros grupos que configuram
os mais vulneráveis e vítimas preferenciais da violência em nossa sociedade.

Disponível em: https://www.megajuridico.com/constituicao-1988-25-anos. Acesso em: 12 de jun. 2020.

138
Nossa identificação com os recentes episódios ocorridos nos Estados Unidos de violência institucional
cometida pela Polícia Norte-Americana que resultou na morte de George Floyd, não é por acaso. O lema
“vidas negras importam” ecoa aqui no Brasil e nos faz lembrar de episódios como as mortes do ado-
lescente João Pedro Mattos Pinto, da Menina Agatha Felix, do Músico Evaldo dos Santos, do Pedreiro
Amarildo de Souza e tantos outros cidadãos brasileiros, não por acaso negros e moradores de periferia,
mortos por ações criminosas de agentes do Estado e que ainda esperam por justiça.
Segundo o Sociólogo Sérgio Adorno em sociedades como a Brasileira onde convivemos com altos ín-
dice de exclusão e de desigualdade social a violência passa a ser algo que nos divide. O especialista em
estudos sobre criminalidade e violência argumenta que o caminho mais seguro para superação das
diversas formas de violência em que nos acostumamos a presenciar cotidianamente seria a inclusão
social dos indivíduos que foram historicamente excluídos. Portanto, a implementação de políticas pú-
blicas que garanta a todos direitos básicos como serviços dignos de Saúde, Educação, Lazer, garantia
de emprego, moradia entre outros direitos e o combate de privilégios, se configuram como medidas, ao
médio e longo prazo, muito mais eficazes do que a defesa de “soluções mágicas” como a formulação de
leis mais rígidas, como: a redução da maioridade penal, pena de morte, prisão perpétua entre outras.
Percebemos a relevância dessa argumentação ao analisarmos que países que garantem esses direitos
a sua população e apresentam menores índices de desigualdades são os locais onde presenciamos os
menores índices de crimes violentos.
A busca por uma sociedade de fato justa vai bem além da formulação de leis que garantam direitos
básicos a toda a população, criminalize e corrija as violências que historicamente são invisibilizadas e
que naturalizam privilégios no Brasil. Passa também, e necessariamente, pela inscrição desses direitos
em nossas leis, como por exemplo na Constituição Federal. Com a garantia desses direitos em nossas
leis podemos, não pedir, mas, sim, exigir de nossos governantes educação de qualidade, um sistema de
saúde pública eficiente, proteção para o trabalho, combate a privilégios e discriminações entre outras
medidas que nos aproxime cada vez mais do ideal descrito nas leis.

Glossário
Para entender melhor o texto, segue breve explicação de palavras que você provavelmente terá
dúvidas sobre o seu real sentido.
Cidadão: indivíduo que, como membro de um Estado, usufrui de direitos civis e políticos por este
garantidos e desempenha os deveres que, nesta condição, lhe são atribuídos.
Democracia: Sistema político em que os cidadãos elegem os seus dirigentes por meio de eleições
periódicas. Regime em que há liberdade de associação e de expressão e no qual não existem distin-
ções ou privilégios de classe hereditários ou arbitrários.
Estado: Conjunto das instituições (governo, forças armadas, funcionalismo público etc.) que controlam e
administram uma nação.
Étnico: Relativo a etnia (grupo étnico): influências étnicas. Que se pode referir a uma certa popula-
ção, ao povo. Característico de um povo, especialmente falando de um grupo social com uma cultura
própria, específica.
Naturalização: A naturalização significa dizer que a desigualdade social entre homens e mulheres,
classes sociais, jovens e adultos, é natural, ao invés de ser o que é: social e histórica.
Parâmetro: padrão, regra, princípio etc. por intermédio do qual se estabelece uma relação ou com-
paração entre termos.
Patriarcal: dominação exclusiva da figura do masculino nas sociedades em várias instituições sejam
elas políticas, econômicas, sociais ou familiar.

139
Saiba Mais:

O tema em vídeos: Indicamos agora alguns vídeos que podem ajudar você a compreender todas as
informações contidas no texto, não deixe de assisti-los. Caso você não possa acessá-los agora, faça
quando tiver a oportunidade.
Violência que rola. (Direitos Humanos) — https://www.youtube.com/watch?v=JF0uWUnd-YE
Por que o Merthiolate não arde mais? — https://www.youtube.com/watch?v=A-jIUPEqYdw&t=63s
Documentário Falcão — Meninos do Tráfico — https://www.youtube.com/watch?v=B-s2SDi3rkY

ATIVIDADES

1 — (UEL-VESTIBULAR 2015) Sobre violência e criminalidade no Brasil, assinale a alternativa COR-


RETA. (adaptada)
a) As políticas repressivas contra o crime organizado são suficientes para erradicar a violência e
a insegurança nas cidades.
b) As altas taxas de violência e de homicídios contra jovens em situação de pobreza têm sido
revertidas com a eficácia do sistema prisional.
c) As desigualdades e assimetrias nas relações sociais, a discriminação e o racismo são fatores
que acentuam a violência no Brasil.
d) O rigor punitivo das agências oficiais no combate à criminalidade impede o surgimento de
justiceiros e milícias.

2 — O desrespeito aos direitos do homem, seja em nosso país ou em outros lugares do mundo, é
noticiado pelos meios de comunicação com certa frequência. O texto abaixo foi extraído da De-
claração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU)
em 1948: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados
de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade (…)”
(Artigo 1). Entende-se que o documento da ONU recomenda a todos os países a:
a) Manutenção da liberdade de comunicação e informação.
b) Garantia de direitos, independente da cor, sexo ou crença.
c) Prisão arbitrária daqueles que fazem oposição aos governos.
d) Restrição à liberdade de pensamento e de ir e vir.
e) Nenhuma das alternativas.

3 — (FUMARC-2014 — CBM-MG) De acordo com os estudiosos da temática Direitos Humanos, o proble-


ma da criminalidade praticada por adolescentes e que impacta a segurança pública da sociedade
brasileira pode ser solucionado com a adoção da seguinte medida:
a) Aumento do policiamento nas vilas e nos aglomerados.
b) Construção de presídios de segurança máxima.
c) Implementação de políticas públicas voltadas para a efetivação dos direitos individuais, políti-
cos, econômicos, sociais e culturais que sejam capazes de intervir nas diversas situações de
vulnerabilidade que acometem grande parte dos adolescentes brasileiros.
d) Redução da maioridade penal.

140
4 — (Enem-2012) TEXTO I: O que vemos no país é uma espécie de espraiamento e a manifestação
da agressividade através da violência. Isso se desdobra de maneira evidente na criminalida-
de, que está presente em todos os redutos — seja nas áreas abandonadas pelo poder público,
seja na política ou no futebol. O brasileiro não é mais violento do que outros povos, mas a
fragilidade do exercício e do reconhecimento da cidadania e a ausência do Estado em vários
territórios do país se impõem como um caldo de cultura no qual a agressividade e a violência
fincam suas raízes.
Entrevista com Joel Birman. A Corrupção é um crime sem rosto. IstoÉ.
Edição 2099; 3 fev. 2010.

TEXTO II: Nenhuma sociedade pode sobreviver sem canalizar as pulsações e emoções do in-
divíduo, sem um controle muito específico de seu comportamento. Nenhum controle desse tipo
é possível sem que as pessoas anteponham limitações umas às outras, e todas as limitações são
convertidas, na pessoa a quem são impostas, em medo de um ou outro tipo.
ELIAS, N. O Processo Civilizador.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.

Considerando-se a dinâmica do processo civilizador, tal como descrito no Texto II, o argumento do
Texto I acerca da violência e agressividade na sociedade brasileira expressa a
a) incompatibilidade entre os modos democráticos de convívio social e a presença de aparatos
de controle policial.
b) manutenção de práticas repressivas herdadas dos períodos ditatoriais sob a forma de leis e
atos administrativos.
c) inabilidade das forças militares em conter a violência decorrente das ondas migratórias nas
grandes cidades brasileiras.
d) dificuldade histórica da sociedade brasileira em institucionalizar formas de controle social
compatíveis com valores democráticos.
e) incapacidade das instituições político-legislativas em formular mecanismos de controle
social específicos à realidade social brasileira.

141
REFERÊNCIAS

AFRANIO, et al. SOCIOLOGIA EM MOVIMENTO. 1ª ed. São Paulo: Ed. Moderna, 2013.
BECKER, Howard S. Métodos de pesquisa em ciências sociais. 2.ed. São Paulo: Hucitec. 1994.
Carvalho, Josiel. Afinal, o que é a legítima defesa da honra? — Disponível em : https://canalciencias
criminais.jusbrasil.com.br/artigos/459668535/afinal-o-que-e-a-legitima-defesa-da-honra
Leandro Karnal. História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. São Paulo: Contexto, 2007.
http://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/creditos/
https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/declaracao/
https://jus.com.br/artigos/55607/o-lado-sub-da-cidadania-a-partir-de-uma-leitura-critica-da-midia
https://camilavazvaz.jusbrasil.com.br/artigos/453920021/conheca-as-22-leis-mais-bizarras-de-todo-
-o-mundo

142
SEMANA 3

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Violências, Criminalidade e Políticas Públicas na área de Segurança.

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Reconhecer fatores que levam às altas taxas de Letalidade de jovens negros e pobres no Brasil.

HABILIDADE (S):
(EM13CHS503) Identificar diversas formas de violência (física, simbólica, psicológica etc.), suas causas, sig-
nificados e usos políticos, sociais e culturais, avaliando e propondo mecanismos para combatê-las, com
base em argumentos éticos. (EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos
relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na
sistematização de dados e informações de natureza qualitativa e quantitativa (expressões artísticas, textos
filosóficos e sociológicos, documentos históricos, gráficos, mapas, tabelas etc.).

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Diversidade cultural, História das desigualdades, Violência Urbana, Violência Doméstica.

INTERDISCIPLINARIDADE:
História, Geografia, Filosofia e Português (Redação).

VAMOS FALAR DE JUVENTUDE?


Liliane da Conceição Rosa da Silva

Mas, o que é juventude, afinal? Às vezes, não pensamos com profundidade sobre aquilo que vemos ou
vivemos todos os dias e, nesse sentido, é comum que concordemos com pensamentos como: “juventu-
de é sinônimo de problema”, ou então, “juventude não se interessa por política”, ou “essa juventude não
quer saber de trabalhar”. Para que pensemos a juventude em termos sociológicos, é necessário que co-
mecemos a nos questionar sobre essas ideias e que busquemos compreender a juventude como uma
categoria social, ou seja, um modo, entre outros, a partir do qual a sociedade se organiza e pode ser
compreendida. Nesse sentido, importa olhar a juventude como um fenômeno social e reconhecer a sua
complexidade, dado que se encontra envolta por diversas dimensões da vida social, tais como: classe
social, família, pertença racial, educação, gênero, trabalho, territorialidade, por exemplo. Por isso, é
importante que, em paralelo à questão etária, compreendamos a juventude não como uma experiência
homogênea, ou seja, igual para todas/os jovens, em todos os lugares, mas, ao contrário, como uma
experiência marcada pelos diversos contextos em que os sujeitos se inserem. Assim, podemos pensar
que pessoas pobres ou da classe média baixa vivem a juventude de um modo diferente das pessoas de
classe média alta ou ricas, do mesmo modo, a vivência da juventude pode ser diferente entre pessoas
negras e brancas, ou entre homens e mulheres. É a partir desse ponto que vamos para nossa discussão
sobre Juventude e Violência no Brasil, focando principalmente no contexto que envolve juventude, raça
e classe. Nesse sentido, falaremos de um assunto sério: a violência contra a juventude negra e pobre.

JUVENTUDE E VIOLÊNCIA
O trabalho de Jacobo Waiselfisz aponta para vigência da violência contra a juventude no interior do Bra-
sil, pois, de acordo com o levantamento produzido por este autor, para o intervalo entre 1980 e 2012, são
jovens, do sexo masculino e negros, os sujeitos que têm sido, em níveis altíssimos, recorrentemente
assassinados no país. No que tange especificamente à questão etária, o autor nos informa que: “Se na

143
população não jovem, só 2,0% dos óbitos foram causados por homicídio entre os jovens .os homicídios
foram responsáveis por 28,8% das mortes acontecidas no período 1980 a 2012”. Associando a dimensão
etária à questão racial, o autor, a partir de dados do período entre 2002 e 2012, nos informa que: “para
cada jovem branco que morre assassinado, morrem 2,7 jovens negros”. Dados do IBGE para o período
entre 2012 e 2017 confirmam esse estado de coisas e indicam para uma taxa de homicídios de 34 jovens
brancos por 100 mil habitantes, ao passo que, entre os jovens negros, essa taxa é de 98,5 homicídios
por 100 mil habitantes. Em termos de escolaridade, os dados do Atlas da Violência 2019, publicado pelo
IPEA, indicam que entre os anos de 2007 e 2017 as vítimas de homicídio possuíam, em sua maioria, o en-
sino fundamental incompleto. Feitas essas considerações estatísticas, importa compreendermos que
os homicídios de jovens negros, pobres e moradores de periferia encontram-se associados, principal-
mente, à dinâmicas de violência policial, chacinas e ao conflito entre grupos diversos, conflitos esses
atrelados à noções de honra, à luta pela defesa de territórios ou à vingança.

Fonte: Atlas da Violência — 2019.

Contudo, para além dos índices de letalidade, outro ponto deve ser acrescentado na nossa discussão so-
bre os contextos de violência que afetam jovens negros e pobres, trata-se da questão do encarceramento.
Vejamos! Dados do Mapa do Encarceramento para o período entre 2005 e 2012 indicam que a população
carcerária no Brasil é composta, majoritariamente, por jovens com idades entre 18 e 24 anos. Em para-
lelo, a dimensão racial aponta, novamente, para uma predominância da população negra, que em 2012
compunha 60,08% das pessoas encarceradas. Neste sentido, podemos verificar que: “os jovens negros
estão mais suscetíveis ao homicídio, assim como ao encarceramento”. Jovens esses que, assim como nos
contextos de homicídio, não chegaram, em sua maioria, a completar o ensino fundamental, visto que, em
relação aos dados sobre escolaridade, essa é a principal característica das pessoas encarceradas no país.

Considerações necessárias:
Dados do IBGE para o ano de 2018 indicavam que, no Brasil, cerca de 11 milhões de jovens com idades en-
tre 15 e 29 estavam fora dos espaços de educação formal, como escolas, cursos técnicos e faculdade,
assim como estavam fora do mercado de trabalho. Em um estudo de 2009, Rosana Ribeiro e Henrique
Neder nos informam que, em termos comparativos, as/os jovens pobres possuíam índices de desocupa-
ção mais elevados em relação aos índices apresentados pelas/os jovens não pobres, fato relacionado,
diretamente, a um menor índice de escolaridade por parte dos jovens pobres. Esses dados, assim como

144
os de homicídio e encarceramento, nos ajudam a compreender o quadro de baixas expectativas em
relação ao futuro por parte das/os jovens pobres e, entre essas/es, mais especificamente as/os jovens
negras/os. Ora, se prestarmos atenção, com bastante cuidado, veremos um contexto de constantes
violências físicas e simbólicas que atravessam a vida dessas/es jovens, e, nesse sentido, precisamos
nos questionar quais têm sido as consequências dos modos como nossa sociedade tem se organizado,
em relação a essa juventude e se devemos continuar da forma como estamos.

Glossário
Conservador: pessoa que se opõe às transformações sociais, econômicas e/ou morais de uma socie-
dade, defendendo a manutenção do estado de coisas em que essa sociedade se encontra.
Desnaturalizar: deixar de ver algo como natural para compreendê-lo como uma construção social, ou
seja, fruto da ação e intenção humana.
Encarceramento: aprisionamento.
Experiência geracional: experiência de vida relacionada ao período histórico em que se é criança,
adolescente, jovem, adulto ou idoso, A experiência geracional se relaciona diretamente com a sepa-
ração entre descendências, de modo que, por exemplo, se os avós representam a 1ª geração, os filhos
representam a 2ª geração e os netos a 3ª geração de uma família.
Letalidade: mortalidade.
Progressista: pessoa que defende a necessidade das transformações sociais, econômicas e/ou mo-
rais da sociedade, tendo em vista uma ideia de progresso constante.

Saiba Mais:
O tema em vídeos: Indicamos agora alguns vídeos que podem ajudar você a compreender todas as
informações contidas no texto, não deixe de assisti-los. Caso você não possa acessá-los agora, faça
quando tiver a oportunidade.
O genocídio da juventude periférica no Brasil: os cinco de Maricá — https://www.youtube.com/watch?-
v=p9t_GykiMYU
Mapa da Violência: maiores vítimas ainda são os homens jovens e negros — https://www.youtube.com/
watch?v=OTR7LHeeKNY

ATIVIDADES

A partir do texto lido e de seus conhecimentos sobre o contexto de violência letal contra jovens no
Brasil, faça uma análise do assunto, com as suas palavras.

145
REFERÊNCIAS

BRASIL. Presidência da República. Secretaria Geral. Mapa do encarceramento: os jovens do Brasil.


Brasília, Presidência da República, 2015.
EXTERMÍNIO. In: DICIONÁRIO Aurélio. Disponível em: https://www.dicio.com.br/exterminio/. Acesso
em: 12 de jun.2020.
GOULD, Larissa. Morte de Ágatha levanta novamente debate sobre violência no Brasil, que bate recorde.
In: https://www.brasildefato.com.br/2019/09/26/morte-de-agatha-levanta-novamente-debate-sobre-
violencia-no-brasil-que-bate-recorde. Acesso em: 12 de jun.2020.
GROPPO, Luís Antônio Groppo. Juventude: sociologia, cultura e movimentos. Universidade Federal de
Alfenas, Alfenas, 2016.
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Atlas da violência
2019. Brasília, 2019.
LOSCHI, Marília. Taxa de homicídio de pretos ou pardos é quase três vezes maior que a de brancos.
Agência IBGE Notícias. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-a-
gencia-de-noticias/noticias/25999-taxa-de-homicidio-de-pretos-ou-pardos-e-quase-tres-vezes-
-maior-que-a-de-brancos. Acesso em: 12 de jun. 2020.
RIBEIRO, Rosana. NEDER, Henrique . Juventude(s): desocupação, pobreza e escolaridade. https://
www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-63512009000300004&script=sci_arttext
SOARES, Luiz Eduardo. Segurança Municipal no Brasil: sugestões para uma agenda mínima. In: SEN-
TO-SÉ, João Trajano (Org.). Prevenção da Violência: o papel das cidades. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2005.
TELLES, Ana Clara; AROUCA, Luana; SANTIAGO, Raul. Do #vidasnasfavelasimportam ao #nóspornós: a
juventude periférica no centro do debate sobre política de drogas. IPEA. Boletim de Análise Político Insti-
tucional, n.18. Dezembro de 2018. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/8886/1/
bapi_18_cap_12.pdf.
WAISELFISZ, Jacobo. Mapa da Violência: os jovens do Brasil. Brasília, 2014.

146
SEMANA 4

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Violências, Criminalidade e Políticas Públicas na área de segurança.

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Reconhecer as causas e consequências da violência vivenciada no ambiente escolar: bullying e ciberbullying.

HABILIDADE (S):
Identificar diversas formas de violência (física, simbólica, psicológica etc.), suas causas, significados e usos
políticos, sociais e culturais, avaliando e propondo mecanismos para combatê-las, com base em argumen-
tos éticos. Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos,
econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e infor-
mações de natureza qualitativa e quantitativa (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, docu-
mentos históricos, gráficos, mapas, tabelas etc.).

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Violência Escolar, Preconceito e Discriminação, Cibercultura.

INTERDISCIPLINARIDADE:
História, Geografia, Filosofia e Português (Redação) .

Nesta semana,vamos discutir sobre as violências que ocorrem especificamente dentro do ambiente
escolar. Como vimos nas semanas anteriores, as violências não são atitudes que levam a agressão fí-
sica, necessariamente. Um xingamento, uma fotografia compartilhada sem a autorização da pessoa
fotografada ou até mesmo uma atitude de excluir uma pessoa dentro de um grupo de conversas podem
ser ações violentas.
Dan Olweus, um pesquisador Sueco, foi a primeira pessoa a publicar textos pensando sobre as vio-
lências dentro das escolas. Ele percebeu que houve um significativo aumento no número de estudantes
que se suicidavam em seu país. Quando investigou a fundo o motivo pelo qual levaram as/os estudantes
ao suicídio, identificou que em todos os casos as/os crianças passavam por situações de constrangi-
mento constante na escola. Foi assim que ele começou a chamar a atenção para o fato de que algu-
mas pessoas dentro da escola passavam por constantes opressões e exclusão, o que ele chamou de
Bullying. O termo tem origem na língua inglesa da palavra bully, que significa brigão, afrontoso.
Se pensarmos bem, na escola existe o encontro de muitas diferenças, pessoas que pensam com-
pletamente diferente uma das outras e dependendo da forma como as pessoas ali dentro lidam com
essas diferenças, pode haver violência. Você e cada estudante da sua sala tiveram uma criação dife-
rente, aprenderam a conviver com determinadas diferenças e identidades de uma forma. Infelizmente
algumas pessoas aprendem que a maneira certa de ser e existir no mundo é padronizada, todas aquelas
pessoas que não estão dentro desse padrão merecem ser alvo de piadas e de constrangimento. Basta
analisarmos as piadas que conhecemos, normalmente sempre existe um alvo nessas piadas, seja uma
pessoa mais gordinha, uma menina que pinta o cabelo de loiro, um homem que gosta de atividades ro-
tuladas como “femininas”, uma pessoa que tem o jeito de falar diferente.
Percebe que quando falamos sobre essas violências estamos falando de preconceitos? Quando um
grupo de crianças zomba de outra por ser mais gordinha, falamos de gordofobia, quando fazem piada

147
por um rapaz gostar de dançar com as meninas, isso é homofobia, quando criam apelidos e piadas para
um jovem por causa de sua cor de pele, racismo, e por aí podemos discorrer sobre muitas formas de
preconceito presentes na escola.

Disponível em: https://i.pinimg.com/originals/ce/99/99/ce9999e78117ceae1b0a6096f56d8bef.png. Acesso em: 05 de jun. 2020.

É importante destacar que essas violências não ocorrem apenas entre estudantes, uma professora
ou professor, também podem ser responsáveis por ações de bullying contra um adolescente. Seja pelos
comentários, seja por responsabilizar essa pessoa por mal comportamento sendo que outras pessoas
ao redor também apresentam o mesmo comportamento, e por aí vai. Vocês estudantes já conhecem
o bullying, pois vivenciam essa experiência diariamente. Assim como professoras/es também podem
passar por situações de violências constantes dentro do ambiente escolar, seja por sua orientação se-
xual, seja por sua cor de pele, sua forma de falar e andar, etc…
Contudo, é importante que a gente consiga separar as agressões físicas que ocorrem em momentos
específicos, uma briga entre dois alunos por conta de um ocorrido na queimada, ou uma briga entre duas
alunas por um incidente no futebol não necessariamente se configura enquanto bullying, são violências
pontuais. O bullying é um processo constante, violências que se dão de forma simbólica ou de forma ver-
bal, podendo sim chegar a uma agressão física, mas que de uma forma contínua agridem e constrangem
uma pessoa. Por isso, os efeitos do bullying são tão perversos, podendo levar uma/um adolescente ao
suicídio. No infográfico abaixo, podemos identificar as ocorrências mais frequentes em todo o Brasil:

Disponível em: https://meilycass.files.wordpress.com/2011/10/fotoavulsa_19052010215147.jpg. Acesso em: 05 de jun. 2020.

148
Até então ,falamos das formas presenciais, ou seja, quando estamos juntas/os dentro da escola.
E neste período de Pandemia que estamos em ambientes virtuais? Ainda é possível existir o bullying?
Para responder a essa pergunta é preciso analisar dentro dos grupos de Whatsapp, nos grupos do Fa-
cebook e em outras redes sociais. Infelizmente,o ambiente virtual reproduz as violências presenciadas
no ambiente físico. As formas são as mesmas, piadas, comentários, exclusões, entretanto existem ou-
tras possibilidades como a divulgação de fotografias sem a devida autorização das pessoas, a criação
de memes, edição de imagens, figurinhas no whatsapp, uma diversidade de mecanismos que podem
ofender e criar constrangimento para outras pessoas.
As violências dentro do ambiente virtual de grupos escolares também são consideradas bullying,
mas por estarem no ciberespaço, ou seja, em espaços digitais, as nomeamos de ciberbullying. Nor-
malmente, essas violências ocorrem de forma pública, ou seja, não são mensagens inbox para estudan-
tes, mas compartilhamentos de imagens, comentários e memes dentro de grupos com muitas pessoas
acessando, inclusive pessoas que não fazem parte do círculo de pessoas conhecidas da vítima. Sendo
assim, podemos pensar que o impacto dessas ações podem ser maiores do que quando no espaço fí-
sico. Inclusive, não só a vítima específica, mas outras alunas e alunos podem se sentir constrangidos
com a manifestação violenta.
É preciso ter muito cuidado, e muito respeito com todas as diferenças. Todas e todos nós podemos
ajudar, se você é testemunha de uma dessas ações, cuide da vítima, acolha ela e converse com a pessoa
agressora, com quem está causando todo esse sofrimento. Se preciso, converse com uma professora
ou professor mais próximo e que você acredita que possa intervir de forma a auxiliar. Não aceite, de
forma alguma ,nenhum tipo de preconceito e discriminação dentro do espaço escolar, nem de estu-
dantes nem de professoras/es. Vamos cuidar para que a escola seja um espaço acolhedor para todas
as pessoas.

Glossário
Para você entender melhor o texto segue breve explicação de palavras que você provavelmente terá
dúvidas sobre o seu real sentido

Bullying: Violências de forma constante motivada pela dificuldade em lidar com as diferenças e que
ocorrem dentro do ambiente escolar, indiferente de quem sejam as pessoas envolvidas.
Ciberbullying: Violências de forma constante motivada pela dificuldade em lidar com as diferenças e
que ocorrem dentro do ambiente digital relacionada às escolas, indiferente de quem sejam as pesso-
as envolvidas.

Saiba Mais:

Cyberbullying: violência virtual machuca. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mWQoi-


kd72A4&t=45s.
Cyber Bullying — (Português/Brazil). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=QKo6T-
xpvxY&t=83s.
Bullying Virtual (Cyberbully) — Filme Dublado e Completo. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=tkDvyfSeziE.

149
ATIVIDADES

A troca de mensagens de cunho sexual, com imagens e comentários eróticos dentro de qualquer meio
eletrônico, é conhecido como sexting. O nome “sexting” é baseado em uma junção de palavras, oriun-
das dos radicais “Sex” (sexo) e “Ting” (sufixo de texting), exatamente por essa origem histórica do “sexo
por mensagens de texto”. O sexting é uma prática constante entre as/os adolescentes do Ensino Médio,
mas que pode ser motivo de muito estresse. Leia a charge abaixo:

Disponível em: <http://www.seguranet.pt/sites/default/files/styles/gallery_styl/public/2016-11/48-sexting.jpg?


itok=ooh2Wdn1&gt; Acesso em 05 de jun. 2020.

Com base na nossa aula sobre ciberbullying, faça um comentário de no mínimo 5 linhas sobre a charge
acima. Para isso, observe todos os perigos e consequências que essa prática aparentemente inofen-
siva, pode causar na vida das pessoas; tente observar se há um gênero específico (masculino ou femi-
nino) que mais sofra com essa situação, caso acredite que sim, discorra ao longo da sua dissertação,
apontando o porquê de você achar isso. Caso considere necessário pesquise na internet por meio do
celular um pouco mais sobre o conteúdo abordado.

150
REFERÊNCIAS

OLWEUS, Dan. Bullying at school. In: Aggressive behavior. Springer, Boston, MA, 1994. p. 97-130.
Blog Língua Dinâmica. Disponível em: https://linguadinamica.wordpress.com/2018/08/30/sequencia-
didatica-cyberbullying/. Acesso em: 09 de jun de 2020.
ESTEVES, Pâmela Suélli Motta. O (não) reconhecimento da diferença: o bullying como um desafio das
sociedades multiculturais. REVISTA ELETRÔNICA PESQUISEDUCA, v. 8, n. 16, p. 440-457, 2017.

151
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA INGLESA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 1 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 4

SEMANA 1

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
EIXO: Recepção e Produção de Textos Orais e Escritos de Gêneros Textuais variados em Língua Estrangeira.

TEMA 1:
Compreensão escrita (leitura).

DETALHAMENTO DAS HABILIDADES:


• Identificar o tema geral do texto.
• Identificar a função comunicativa do texto.
• Reconhecer o gênero do texto.
• Estabelecer o suporte de circulação do texto.
• Identificar a autoria do texto.
• Identificar data e local de publicação do texto.
• Localizar informação específica (scanning), de acordo com os objetivos de leitura do leitor.
• Estabelecer relações entre informação não-verbal e verbal na compreensão de textos de vários gêneros.
• Reconhecer as características básicas dos vários gêneros textuais.
• Inferir o significado de palavras e expressões desconhecidas com base na temática do texto, no uso do
contexto e no conhecimento adquirido de regras gramaticais e de aspectos lexicais.

152
ATIVIDADES

Tópicos/habilidades: Elementos não-verbais e saliências gráficas.

TIBRINA HOBSON/FILMMAGIC
Fonte: teen vogue

1 — Responda as perguntas em Português, de acordo com a foto acima. Se não identificar quem é esta
pessoa, após a leitura do TEXTO 1 — PARTE 1, volte a essas questões.
a) Who is she?
b) Is she famous? Why?
c) Where is she from?
d) Where is her family from?
Trecho da matéria da TEEN VOGUE (Adaptado), a versão completa está disponível em: https://www.teenvogue.com/story/
selena-gomez-family-immigration-moving-graduation-speech. Acesso em: 09 jun. 2020.

2 — Agora, leia a PRIMEIRA PARTE do TEXTO 1. Caso não tenha respondido às questões anteriores,
retorne a elas após concluir a leitura.
CULTURE
Selena Gomez Talked About Her Family’s Immigration From Mexico in Moving Graduation Speech

“When my family came here from Mexico, they set into motion my American story as well as theirs”
BY JESSICA CASTILLO
MAY 26, 2020

Communities around the world have mobilized to slow the spread of the novel coronavirus; to
abide by social distancing guidelines, families and friends are coming together to laud graduate
achievements in whichever way they can. Over the weekend, Selena shouted out grads from
immigrant families or who are immigrants themselves, in a heartfelt video message that played as
part of the #Immigrad 2020 Virtual Commencement.
“I know that this is a virtual ceremony, but it’s very real, and it’s very real to all of the families
and all of you and your communities,” she said in the video, which was broadcast in a program
hosted by Define American, FWD.us, Golden Door Scholars, I Am An Immigrant, and United We
Dream. “I want you guys to know that you matter and that your experiences are a huge part of
the American story.”

153
Tópicos/Habilidades: Inferência na compreensão do texto escrito de gêneros textuais diferentes.
a) Retire do texto palavras ou expressões que você consegue reconhecer por serem parecidas
com as palavras em Língua Portuguesa ou por entendê-las pelo contexto. Em seguida, com o
auxílio de um dicionário bilíngue (Português/Inglês), classifique-as em COGNATAS (que signi-
ficam a mesma coisa nas duas línguas) ou FALSAS COGNATAS (que, apesar da grafia similar,
possuem significados distintos nos dois idiomas).
Tópicos/Habilidades: Condições de produção do texto escrito de gêneros textuais diferentes
b) Qual é a idéia principal do texto?
c) Sabendo que a TEEN VOGUE é uma revista para adolescentes, qual o gênero deste texto? Qual
a principal função comunicativa dele?
d) Quem escreveu o texto?
e) Qual é a data de publicação do texto?
Tópicos/Habilidades: Informação específica e objetivos do leitor.
f) De acordo com o texto, para o que as pessoas em todo o mundo têm se mobilizado? Por meio
de quais atos?
g) Sobre qual assunto é a mensagem do vídeo de Selena Gomez? Ela conhece bem sobre a situa-
ção da qual ela está falando? Por quê?
h) De qual cerimônia virtual eles estão participando?
i) Qual é a mensagem que Selena Gomez deixa para os formandos ao dizer: “I want you guys
to know that you matter and that your experiences are a huge part of the American story”?

3 — Leia a SEGUNDA PARTE do TEXTO 1 e, em seguida, responda às últimas questões.


The singer, actor, and producer also opened up about her family’s immigration story, which she
has touched on through the years: Her aunt and grandparents crossed the border from Mexico
into Texas in the 1970s, and her father was born shortly after the crossing. “When my family came
here from Mexico, they set into motion my American story as well as theirs,” she said. “I›m a proud,
third-generation American-Mexican, and my family›s journeys and their sacrifice helped me get
me to where I am today.”
Disponível em: https://www.teenvogue.com/story/selena-gomez-family-immigration-moving-graduation-speech.
Acesso em: 09 jun. 2020.

a) Por qual motivo Selena Gomez teria sido escolhida para participar desta cerimônia?
b) A mensagem de Selena Gomez foi baseada em qual experiência pessoal/familiar dela?

154
SEMANA 2

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
EIXO: Recepção e Produção de Textos Orais e Escritos de Gêneros Textuais variados em Língua Estrangeira.

TEMA 1:
Compreensão escrita (leitura).
TEMA 2:
Produção escrita.
TEMA 7:
Produção textual.

DETALHAMENTO DAS HABILIDADES:


• Localizar informação específica (scanning), de acordo com os objetivos de leitura do leitor.
• Estabelecer relações entre informação não-verbal e verbal na compreensão de textos de vários gêneros.
• Reconhecer as características básicas dos vários gêneros textuais.
• Planejar a produção de textos, de vários gêneros textuais, tendo em vista as condições de produção sob as
quais se está escrevendo.
• Produzir textos coesos e coerentes, de vários gêneros textuais, ao longo do processo de revisar, produzir e
editar, tendo em vista as condições de produção sob as quais se está escrevendo.
• Fazer uso, nos textos produzidos, de recursos coesivos gramaticais.
• Fazer uso, nos textos produzidos, de recursos coesivos lexicais.
• Produzir textos organizados na forma de comparação-contraste.

ATIVIDADES
Tópicos/Habilidades: Informação específica e objetivos do leitor.

1 — Um dia muito especial na vida dos estudantes dos Estados Unidos e de vários outros países do
mundo é o dia da festa de cerimônia de conclusão do Ensino Médio, chamada de PROM. Elas são
muito divulgadas e há vários filmes, clipes, séries que mostram cenas dessas festas, como prepa-
rativos, a dança entre os convidados, as roupas especiais...
a) Você já ouviu falar sobre esse tipo de festa? Se sim, em qual contexto?
b) Você Já ouviu falar de Baile de Debutante? Se sim, em qual situação?
c) Você já assistiu a algum filme ou série que exiba uma PROM? Se sim, qual?
Veja partes da definição para PROM da WIKIPEDIA, a versão completa está disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Prom.
Acesso em: 09 jun. 2020.

155
2 — Leia partes da definição para PROM, extraídas da Wikipédia: https://en.wikipedia.org/wiki/Prom.
Acesso em: 09 jun. 2020.

A  promenade dance, commonly called a  prom,


or formal/semi-formal in Australian English is a dance
party  of  high school  students. It may be offered
in  semi-formal  black tie  or  informal  suit  for boys,
with dresses for girls. This event is typically held near
the end of the senior year (the last year of high school).
Proms figure greatly in popular culture and are major
events among high school students. There may be
individual senior (12th grade) and junior (11th grade)
proms or they may be combined.
Fonte: wikipedia

3 — Now, answer the questions, in Portuguese, according to the Wikipedia text:


a) What is the origin of the word “prom”? What is the meaning of it?
b) What is a prom?
c) What kind of clothes do boys and girls wear during a prom?
d) When is a prom typically organized?
e) How can a prom be organized?

Tópicos/Habilidades: Contexto, produção textual e circulação do texto escrito e Produção de textos na


forma de comparação-contraste.
Conheça como essa festa acontece em outras partes do mundo...

IN THE UNITED KINGDOM


In the United Kingdom prior to the 2000s, many  secondary schools  would hold events such as
a summer ball to celebrate the end of term or a leavers ball to celebrate the end of schooling, but usually
these did not have the cultural or social significance of US-style proms. In the 1970s, school discos had
been another tradition of semi-formal events being held at various times of the year, in particular during
the Christmas period, although not all secondary schools would allow such events or “do’s”. During the
2000s, school proms became common at UK schools, apparently due to the influence of US TV shows.

Africa
In Egypt, private schools have proms similar to ones held in the United States but with slight differences.
The prom is held for a maximum of 3 hours, where teachers attend and enjoy some time with their students.
Then there is the “after-prom”, where no teachers or parents are allowed, during that time, the real party
begins with all the students dancing and enjoying their time. The after prom can continue to 4 am and
5 am. There is no mingling of males and females in some places due to adherence to the Islamic codes.

In Vietnam, the equivalent to the prom is called  liên hoan cuôi năm. Some schools hold their liên hoan
cuôi năm at restaurants, but the majority of schools prefer simple “tea parties” with snacks and soft
drinks inside their classrooms. Unlike in other countries, students don’t dress up in dresses or tuxedos;
they simply wear school uniform to the tea parties.

156
4 — Vamos imaginar que você e seus colegas estão ajudando na organização de uma Festa de Con-
clusão do Ensino Médio muito especial na sua escola. Com base nas imagens, nos textos acima
e para enriquecimento de vocabulário, crie textos em inglês que apresentam diferentes tipos de
celebrações no mundo como inspiração .
a) Primeiro, descreva como será a festa, o local, a decoração (Tropical, Baile de Máscaras, A Fan-
tasia, etc), quem serão os convidados (Somente estudantes, ou os estudantes e seus pais, ou
toda a comunidade escolar), o que será servido no Cardápio (Será um Churrasco, ou a típica
Comida Mineira?)

Fonte: Shutterstock
Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/
illustration-featuring-teens-dressed-sharply-prom-196879151. Acesso em: 10 jun. 2020.

b) Descreva, ela será uma festa tradicional ou mais moderna? Terá a Valsa dos Formandos? Quem
serão as atrações, haverá um DJ ou um Show ao vivo?

Fonte: Shutterstock
Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/prom-couple-close-1283317. Acesso em: 10 jun. 2020.

c) Agora, com todas estas informações, crie o convite

Fonte: Shutterstock
Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/word-prom
printed-on-clothespin-clipped-270618860. Acesso em: 10 jun. 2020.

157
SEMANA 3

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
EIXO: Recepção e Produção de Textos Orais e Escritos de Gêneros Textuais variados em Língua Estrangeira.

TEMA 1:
Compreensão escrita (leitura).

DETALHAMENTO DAS HABILIDADES:


• Localizar informação específica (scanning), de acordo com os objetivos de leitura do leitor.
• Reconhecer as características básicas dos vários gêneros textuais.

ATIVIDADES

Tópicos/Habilidades: Informação específica e objetivos do leitor e Características Formais, lexicais e


sintáticas de gêneros textuais diferentes.
Outro momento muito esperado na vida dos adolescentes é a descoberta do amor, mas nem sempre é
feliz, saudável, traz alegria.

1 — Leia os trechos da matéria da Cosmopolitan, que descreve o que aconteceu a Selena Gomez, após
um namoro duradouro e problemático. Em seguida, responda as 5 perguntas que seguem.
A matéria completa está disponível em: https://www.cosmopolitan.com/entertainment/celebs/
a32130183/selena-gomez-life-out-of-control-relationship-justin-bieber/. Acesso em: 10 jun. 2020.

SELENA GOMEZ ADMITS HER LIFE WAS “OUT OF CONTROL” DURING THE 8 YEARS SHE
DATED JUSTIN BIEBER
“I think it showed people that I was weak in certain moments and that I had troubles.”
by SHANNON BARBOUR
APR 13, 2020

When Amy asked Selena about her “Lose You to Love Me” song, Selena said that she wrote the
lyrics after she got out of treatment and after her and Justin Bieber’s final breakup. “When I wrote
the song, I was basically saying that I needed to hit rock bottom to understand that there was this
huge veil over my face,” she said.
Selena’s personal life has been anything but smooth sailing — she had to get a kidney transplant
in 2017, suffers from lupus, sought treatment for her  mental health  multiple times, and went
through high-profile relationships with both The Weeknd and Justin. All of this was documented
in the tabloids, so it’s understandable why Amy would ask her, “Should we be worried about you?”

a) Pelo título, como ficou a vida de Selena Gomez no passado?


b) O que ocasionou esses problemas?
c) Após esse momento doloroso na vida dela, que música ela escreveu?
d) O que ela quis dizer com essa música?
e) Além dos problemas amorosos, por quais dificuldades de saúde ela passou? Por quê?

158
2 — Agora, vamos conhecer trechos da música “Lose you to Love me” que Selena Gomez cita na
reportagem. A versão completa da canção está disponível em: https://www.letras.mus.br/selena-
gomez/lose-you-to-love-me/. Acesso em: 10 jun. 2020.

LOSE YOU TO LOVE ME


(Selena Gomez)
Estrofe 1 Refrão
You promised the world and I fall for it To love, love, yeah
I put you first and you adored it To love, love, yeah
Set fires to my forest, and you let it burn To love, yeah
Sang off-key in my chorus, ‘cause it wasn’t I needed to lose you to love me, yeah
yours’ To love, love, yeah
To love, love, yeah
Estrofe 2 To love, yeah
I saw the signs and I ignored it I needed to lose you to love me
Rose-colored glasses all distorted …
Set fire to my purpose, and I let it burn We’d always go into it blindly
You got off on the hurtin’ when it wasn’t I needed to lose you to find me
yours, yeah This dancing was killing me softly
I needed to hate you to love me, yeah
Estrofe 3 …
We’d always go into it blindly To love, love, yeah
I needed to lose you to find me To love, love, yeah
This dancing was killing me softly To love, yeah
I needed to hate you to love me, yeah And now the chapter is closed and done
O love, love, yeah
To love, love, yeah
To love, yeah
And now it’s goodbye, it’s goodbye for us

a) Na estrofe 1, o que foi prometido a ela? E o que realmente foi dado?


b) Considerando o verso 1, “I put you first and you adored it”, o que é possível perceber sobre o
relacionamento dessas duas pessoas?
c) Ela percebeu sinais de que o relacionamento não estava bem? Se sim, qual atitude ela tomou?
d) O que a cantora quer dizer com os versos “This dancing was killing me softly, I needed to hate
you to love me, yeah”.
e) Como termina o relacionamento desse casal de acordo com o desfecho da canção?

3 — De modo geral, quais são as características básicas de uma música? Na canção de Selena Gomez,
qual função comunicativa é muito explorada?

159
SEMANA 4

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
EIXO: Recepção e Produção de Textos Orais e Escritos de Gêneros Textuais variados em Língua Estrangeira.

TEMA 1:
Compreensão escrita (leitura).
TEMA 5:
Conhecimento léxico-sistêmico.
TEMA 7:
Produção textual.

DETALHAMENTO DAS HABILIDADES:


• Localizar informação específica (scanning), de acordo com os objetivos de leitura do leitor.
• Estabelecer relações entre informação não-verbal e verbal na compreensão de textos de vários gêneros.
• Reconhecer as características básicas dos vários gêneros textuais.
• Planejar as etapas da produção textual, de vários gêneros textuais, tendo em vista as condições de produ-
ção sob as quais se está escrevendo.
• Produzir textos, de vários gêneros textuais, tendo em vista o processo de revisar, produzir e editar, consi-
derando as condições de produção sob as quais se está escrevendo.
• Reconhecer e/ou produzir as funções sociocomunicativas do imperativo, assim como os efeitos de sentido
que ajudam a construir nos vários gêneros textuais orais e escritos.
• Produzir textos organizados na forma de comparação-contraste.

ATIVIDADES

Tópicos/Habilidades: Produção textual e circulação do texto escrito e Produção de textos na forma de


comparação-contraste.

1. 
Leia o trecho da música Photograph, de Ed Sheeran. A versão completa está disponível em:
https://www.letras.mus.br/ed-sheeran/photograph/traducao.html.

PHOTOGRAPH
Loving can hurt
Loving can hurt sometimes
But it’s the only thing that I know
When it gets hard
You know, it can get hard sometimes
It is the only thing that makes us feel alive

2. Compare a música de Selena Gomez com esta música de Ed Sheeran. Após analisar cada uma e com-
pará-las, faça um texto para ser publicado em um fórum de discussão sobre Músicas. Seu texto deve
conter a sua opinião em relação à mensagem deixada por cada uma das músicas e aos sentimentos
expressos nelas.

160
Tópicos/Habilidades: Condições de produção do texto escrito de gêneros textuais diferentes, Informa-
ção específica e objetivos do leitor, Elementos não-verbais e saliências gráficas, Características for-
mais, lexicais e sintáticas de gêneros textuais diferentes, Funções sociocomunicativas do imperativo;
Produção de textos na forma de comparação-contraste.

1 — Você conhece pessoas que estão em relacionamentos abusivos como o mostrado na música
“Lose You to Love Me”?

2 — Se sim, o que você poderia dizer para essas pessoas? Utilize frases do modo imperativo, afir-
mativo e negativo, que foram recordados no material do mês anterior. As imagens da nuvem
de palavras abaixo lhe ajudará a escrever seus conselhos.

FONTE: Shutterstock
Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/
selfesteem-word-cloud-concept-vector-illustration-719034487. Acesso em: 10 jun. 2020.

FONTE: Shutterstock
Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/
concept-duality-using-sticky-notes-antonyms-391734886. Acesso em: 10 jun. 2020.

FONTE: Shutterstock.
Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/
image-photo/closeup-portrait-confident-smiling-woman-holding-501126559. Acesso em: 10 jun. 2020.

161
REFERÊNCIAS

SEMANA 1

Foto: Selena Gomez (p. 2)


DIREITO DE IMAGEM: TIBRINA HOBSON/FILMMAGIC
Texto: Selena Gomez Talked About Her Family’s Immigration From Mexico in Moving Graduation Speech
(p. 4 e 6) e foto (p. 2)
CASTILLO, Jessica. Selena Gomez Talked About Her Family’s Immigration From Mexico in Moving Gra-
duation Speech. In: Teen Vogue, Culture, May, 26, 2020. Disponível em: https://www.teenvogue.com/
story/selena-gomez-family-immigration-moving-graduation-speech. Acesso em: 09 jun. 2020.
Texto e imagem sobre PROM (p. 8 e 9)
PROM. In: WIKIPEDIA. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Prom. Acesso em: 09 jun. 2020.
Imagem (PROM) p. 9
Fonte: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/word-prom-
printed-on-clothespin-clipped-270618860. Acesso em: 10 jun. 2020.
Imagem (festa) p. 10
Fonte: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/illustration-
featuring-teens-dressed-sharply-prom-196879151. Acesso em: 10 jun. 2020.
Imagem (casal dançando) p. 11
Fonte: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/prom-couple-
close-1283317. Acesso em: 10 jun. 2020.
Texto: Selena Gomez Admits Her Life Was “Out of Control” During the 8 Years She Dated Justin Bieber (p. 12)
BARBOUR, Shannon. Selena Gomez Admits Her Life Was “Out of Control” During the 8 Years She Dated
Justin Bieber. In: Cosmopolitan, Entertainment, Apr, 13, 2020. Disponível em: https://www.cosmopolitan.
com/entertainment/celebs/a32130183/selena-gomez-life-out-of-control-relationship-justin-bieber/.
Acesso em: 10 jun. 2020.
Trechos da música: Lose you to Love me (p. 13 e 14)
Lose you to Love me. Disponível em: https://www.letras.mus.br/selena-gomez/lose-you-to-love-me/.
Acesso em: 10 jun. 2020.
Trecho da música: Photograph (p. 16)
Photograph. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ed-sheeran/photograph/traducao.html
Imagem (palavras) p. 17
FONTE: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/selfesteem-
-word-cloud-concept-vector-illustration-719034487. Acesso em: 10 jun. 2020.
Imagem (balança) p. 17
FONTE: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/concept-duality-
-using-sticky-notes-antonyms-391734886. Acesso em: 10 jun. 2020.
Imagem (mulher se abraçando) p. 18
FONTE: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/closeup-por-
trait-confident-smiling-woman-holding-501126559. Acesso em: 10 jun. 2020.

162
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 1 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 4

SEMANA 1

EIXO TEMÁTICO:
Temas contemporâneos transversais.

Tema: cidadania e civismo.

TÓPICO:
Educação para o trânsito.

HABILIDADE(S):
Gerais.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Gentileza, trânsito, locomoção, convívio social.

INTERDISCIPLINAR:
Todas as disciplinas.

163
ACOLHIMENTO DO EDUCAÇÃO PARA
ESTUDANTE TRÂNSITO

Nas próximas quatro semanas vamos estudar sobre ativida- A inclusão desse tema como
des pertinentes ao componente curricular de educação física. abordagem transversal aos com-
Os conteúdos serão desenvolvidos por meio de Temas Trans- ponentes curriculares torna-se
versais como: Educação para o Trânsito e Prevenção ao uso
imprescindível, visto que o traba-
abusivo de álcool e tabaco. Esses temas estão relacionados
às consequências que os acidentes de trânsito e o consumo lho permanente na escola possi-
excessivo de álcool e tabaco podem causar ao corpo, acarre- bilitará mudanças de comporta-
tando problemas graves e até mesmo irreversíveis à saúde. mento que venha contribuir para
Como a educação física é uma disciplina que atua para o de- a segurança das crianças e jovens
senvolvimento corporal e na promoção da saúde física e men- no espaço público. É necessário
tal, vamos refletir e dialogar como esses agentes externos compreender a importância do
prejudicam a saúde e comprometem a qualidade de vida das Trânsito como parte integran-
pessoas. É importante que após realização das atividades, te do cotidiano das pessoas em
você estudante seja um agente multiplicador de conhecimen-
relação a sua necessidade de lo-
to, levando informação para familiares e amigos, disseminan-
do boas ações e reflexões na comunidade onde mora. comoção, comunicação e, sobre-
tudo, convívio social no espaço
• Na primeira semana iremos refletir sobre a temática de
Trânsito: Gentileza gera gentileza no trânsito. público. Desta forma a promoção
da saúde se faz pela discussão de
• Na segunda semana vamos conversar sobre prevenção aos estratégias coletivas e pessoais
acidentes de trânsito. Abordaremos sobre a Campanha do
Maio Amarelo e os riscos quanto a utilização das motocicle- para melhorar as condições de
tas por jovens inabilitados. vida. A perspectiva aqui proposta
é que o trabalho com questões de
• Na terceira semana a discussão será sobre as consequências
e danos causados por consumo de álcool na adolescência. TRÂNSITO propicie uma reflexão
sobre a organização social que
• Na quarta semana serão discutidas as ações de controle
vivemos na contemporaneidade
do tabagismo, com foco nas ações educativas e de pre-
venção da iniciação do tabagismo, entre adolescentes e e como ela contribui ou prejudica
jovens. Abordando outras formas de consumo do tabaco, a construção de qualidade de vida
amplamente disseminadas entre os jovens, como o cigarro nas pequenas e grandes cidades.
de palha, cigarro eletrônico e narguilé.

GENTILEZA GERA GENTILEZA


O trânsito de uma cidade reflete muito sobre o grau de educação das pessoas e de como elas se
relacionam. Certos de que temos que conviver diariamente com a lei da física que diz: “dois corpos não
podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, alguém tem que ceder.”
Com o deslocamento de pessoas cada vez mais intenso nos centros urbanos, nos deparamos
constantemente com situações atípicas como desrespeito ao espaço dos pedestres (considera-
dos os mais vulneráveis no trânsito), fechamento de cruzamentos por parte de motoristas, buzinas
acionadas com fúria, falta de respeito à faixa exclusiva para ciclistas, dentre outros comportamen-
tos que sinalizam que nosso trânsito se transformou em um verdadeiro campo de batalha.
Seria ótimo se pudéssemos desfrutar de comportamentos tão simples como: ser gentil dentro dos
ônibus, respeitar a fila, dar passagem a outro motorista que está sinalizando a intenção de mudar de
faixa, não fechar um cruzamento, não gritar ou fazer gestos impróprios para os demais usuários do
trânsito, aguardar a travessia de pedestres sem buzinar e simplesmente pedir desculpas quando errar.
Será que eu cedo meu lugar para pessoas idosas ou grávidas no transporte público?
Qual o papel das crianças e dos jovens no trânsito dos centros urbanos? Afinal aprendemos desde cedo
que não devemos atravessar o sinal vermelho para pedestre, olhar para os dois lados ao atravessar a rua,

164
usar o cinto de segurança no carro independente de ser motorista ou passageiro, não usar o celular quan-
do estiver atravessando a rua, etc.  As pequenas gentilezas começam quando respeitamos as regras e leis
de trânsito, pois antes de ter uma habilitação para dirigir somos todos pedestres.  A questão é, porque não
respeitamos as leis, se estas nos protegem quanto cidadãos que se locomovem nas cidades? 
Seja você um responsável pelas pequenas gentilezas, respeite as leis de trânsito e se proteja.
FONTE: própria

ATIVIDADES

ATIVIDADE 1  

Fonte: https://cardapiopedagogico.blogspot.com/2015/10/gentilezas-roda-de-leitura-e-conversa.html.
Acesso em: 05/06/2020.

Vamos Refletir...
No desenho acima o autor utilizou uma charge, que tem a finalidade de ilustrar, por meio da sátira, os
acontecimentos atuais que despertam o interesse público.
Reflita sobre esta charge, analisando qual foi a mensagem de cunho social que o autor quis transmitir e
escreva sua opinião sobre as questões abaixo:
1 — Você já viu alguma situação semelhante?

2 — Esta situação acontece com frequência?

3 — O que poderia ser feito a respeito?

165
Se possível acesse os vídeos sobre ações de gentileza.

Boas ações são contagiosas


Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=sDs-T4skDig>.

Gentileza Gera Gentileza — Agente de Trânsito Jobson Meirelles de Vila Velha/ES


Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=GTU1GTp4ggc>.

Dia Mundial da Gentileza


Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=A6PWu3EH7Xw>.

Marisa Monte — Gentileza (Videoclipe)


Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=mpDHQVhyUrY>.

ATIVIDADE 2  

Uma gentileza para o meio ambiente é o uso de bicicletas como


meio de transporte nas grandes cidades.

As bicicletas são consideradas como meio de transporte, mas também são muito utilizadas
para a prática de atividade física, esporte e lazer. Utilizá-las para facilitar o acesso à escola, ao
trabalho, para se exercitar ou por lazer, traz muitos benefícios para a saúde e contribui para a re-
dução da poluição da cidade. Mas, pedalar requer muita consciência e respeito às leis de trânsito
para que o ciclista pedale com mais segurança.

1 — Faça uma pesquisa sobre os espaços e vias públicas destinadas aos ciclistas em sua cidade.
Estes espaços seguem as legislações de trânsito? Explique o que acontece.

2 — Você acha que a bicicleta deveria ter mais espaço e ser mais utilizada no trânsito? Por quê? Quais
as vantagens do uso da bicicleta na cidade?

3 — Descreva quais são os equipamentos de segurança que os ciclistas devem utilizar. 

4 — Você conhece alguma regra de trânsito específica para ciclistas? Cite algumas.

5 — Apresente os benefícios para a saúde de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, esporte
ou atividade física.

166
SEMANA 2

EIXO TEMÁTICO:
Temas contemporâneos transversais.

Tema: cidadania e civismo.

TÓPICO:
Educação para o trânsito.

HABILIDADE(S):
Gerais.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Prevenção de acidentes de trânsito, locomoção, convívio social.

INTERDISCIPLINAR:
Todas as disciplinas.

VAMOS CONVERSAR SOBRE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRÂNSITO.


A Campanha Maio Amarelo 2020: “Perceba o risco. Proteja a Vida”, segundo a coordenação do Mo-
vimento Maio Amarelo nacional, realizada pela equipe do Observatório Nacional de Segurança Viária
(ONSV), tendo como parceiro SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado),
a ideia do tema foi exatamente passar à sociedade uma fala já comum entre os técnicos de segurança
viária que é a tal percepção de risco. “Quando o cidadão entende que, usar o cinto pode salvar a vida
dele, ele passa a usá-lo sem esquecer nos mais curtos deslocamentos. E assim é com o celular, com a
manutenção preventiva, com o respeito a velocidade máxima permitida etc. E foi pensando em ampliar
esse conceito junto à sociedade que nasceu o tema de 2020: Perceba o risco. Proteja a vida”.
TRECHO RETIRADO DE:http://blog.sbait.org.br/2020/05/05/maio-amarelo-2020-tera-atuacao-online-
em-maio-e-acoes-presenciais-sao-transferidas-para-setembro. Acesso em: 06/06/2020.

CAMPANHA MAIO AMARELO/2020

De acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS), as violências e os acidentes — sejam eles de


natureza acidental ou não, são responsáveis por cerca de 9% da mortalidade global, e a maior propor-
ção dos acidentados de transporte terrestre é do sexo masculino, adulto jovem e residente em área
urbana. Em estudo realizado em serviços de emergência de capitais do Brasil, 25% dos atendimentos
por causas externas foram devidos a acidentes de transporte. Cerca de 15% das internações por causas
externas em hospitais públicos do Brasil no período de 2002 a 2011 apresentaram como diagnóstico
lesões causadas por Acidentes de Transporte Terrestre (ATT).

167
Em Minas Gerais, segundo o Sistema de Internação Hospitalar, entre os anos de 2010 a 2020 o total
de internações hospitalares foi de 1.235.682, enquanto as internações por ATT foi de 190.163, corres-
pondendo a 15,4% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em relação às internações hospitalares segundo o grupo de causas, o maior quantitativo foi de mo-
tociclistas com 47,7% dos casos, seguida das internações de pedestres com 21,3% e ocupantes de au-
tomóveis com 11,7%.

Fonte própria

Analisando a série histórica de óbitos por ATT, no período de 2010 a 2019, segundo sexo, verifica-se
que os homens apresentaram maior percentual com 81% dos óbitos por acidentes e as mulheres com
19% dos óbitos.
Com relação aos óbitos por ATT, segundo grupo de causas, a maior proporção está entre os ocupan-
tes de automóveis com 37,9% dos óbitos, seguido das outras causas 23,4% e motocicleta 20%.

Fonte própria.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, os fatores de risco para os acidentes de


transporte incluem: dirigir sob o efeito de bebidas alcoólicas, estresse, fadiga, tonteira, excesso de ve-
locidade, falta de uso de equipamentos de segurança (principalmente cinto de segurança e capacete),
manutenção inadequada dos veículos e infraestrutura deficiente do sistema viário, entre outros. 
Tudo isso tendo em vista que a nova concepção de Saúde importa uma visão afirmativa, que a iden-
tifica com bem-estar e qualidade de vida. Assim, ao se pensar em saúde e promoção da segurança no
trânsito faz-se necessário entender o trânsito como um dos Determinantes Sociais da Saúde (DSS),
ou seja, um dos tantos fatores sociais, econômicos, culturais, étnico/raciais, psicológicos e compor-
tamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco na população.

168
Os acidentes de trânsito são, de fato, uma questão importante de saúde pública, e não apenas uma
decorrência da mobilidade veicular. Promover uma cultura de paz no trânsito, ampliar as atitudes pes-
soais e a capacidade da comunidade de melhorar as condições físicas e psicossociais nos espaços
onde as pessoas vivem, estudam, trabalham e se divertem, ou seja, onde a vida transita, reduziriam as
admissões hospitalares e a gravidade dos traumas. O setor também ganharia se — com a garantia de
condições mais seguras para pedestres e ciclistas — mais pessoas adotassem o hábito saudável de
caminhar ou andar de bicicleta, sem temer pela própria vida.
Fonte: https://www.saude.mg.gov.br/vidanotransito. Acesso em: 27/05/2020.

ATIVIDADES

ATIVIDADE 1  

Vamos refletir e analisar...


A Campanha Maio Amarelo busca conscientizar a sociedade sobre a prevenção de acidentes de trân-
sito. A cada ano o número de acidentes nas ruas das pequenas e grandes cidades tem aumentado sig-
nificativamente, ocasionando alto custo com internações hospitalares e reabilitação, em casos mais
graves o afastamento do trabalho por danos e lesões permanentes. 
Diante disso escreva sobre a importância das Campanhas de prevenção de acidentes de trânsito. No
seu ponto de vista existem outras ações que poderiam ser realizadas para diminuir ou evitar os aciden-
tes de trânsito? Justifique sua resposta.

169
ATIVIDADE 2  

O texto acima apresentou os dados de óbitos e internações por pessoas envolvidas em acidentes de
trânsito. Um dos fatores que também vem causando muitos acidentes é o uso de aparelhos celulares ao
dirigir ou ao transitar a pé nas vias públicas. Leia o texto abaixo para refletir e responder as perguntas.

CELULAR E VOLANTE: IRRESPONSABILIDADE QUE MATA NO TRÂNSITO


Usar celular na direção é uma das principais causas de mor-
tes no trânsito no país. De acordo com a Associação Brasileira de
Medicina do Tráfego — ABRAMET, são cerca de cento e cinquenta
mortes por dia, quase 54 mil/ano.
Atualmente, no Brasil, são mais de 400 mil acidentes nas es-
tradas todos os anos, conforme dados da Organização Mundial
da Saúde — OMS.
É por isso que hoje o Brasil aparece em quinto lugar entre os
países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia,
China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África
do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por
62% das mortes por acidente no trânsito.
“No trânsito o celular é responsável por inúmeros acidentes de trânsito. Infelizmente ainda há pessoas
que usam o celular ao dirigir, seja para mandar mensagem, seja para falar com alguém. Não há nada tão
urgente quanto a vida de cada um. Quem usa o celular ao volante está expondo a sua vida e a dos outros”,
diz José Aurélio Ramalho, diretor-presidente do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária.
Texto retirado de: https://www.cursosdetransito.com.br/blog/2018/08/07/
celular-e-volante-irresponsabilidade-que-mata-no-transito/. Acesso em: 22 junho. 2020.

1 — “Não há nada tão urgente quanto a vida de cada um. Quem usa o celular ao volante está expondo a
sua vida e a dos outros”.
Como você explica esta frase?

2 — O que acontece fisiologicamente com o condutor de um veículo quando ele dirige e fala ao celular?

3 — Liste os tipos de acidentes que podemos causar ou sofrer quando usamos o celular ao dirigir ou
simplesmente ao caminhar em uma calçada?

4 — No PET anterior falamos sobre tecnologia e atividade física, como os aparelhos eletrônicos
auxiliam nas práticas de exercícios físicos. A tecnologia está presente no trânsito das grandes
cidades? Escreva quais tipos de tecnologias são utilizadas nas vias públicas e nos veículos.
No seu ponto de vista, essas tecnologias estão causando ou evitando acidentes de trânsito?
Por quê?

170
SEMANA 3

EIXO TEMÁTICO:
Temas contemporâneos transversais.

Tema: saúde.

TÓPICO:
Prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas.

HABILIDADE(S):
Gerais.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Saúde, álcool , prevenção, jovens.

INTERDISCIPLINAR:
Todas as disciplinas.

Na semana 3 vamos refletir e dialogar sobre os riscos e consequências do consumo de bebida alcoólica,
principalmente na adolescência. A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta dados e informações
sobre os riscos à saúde quanto ao consumo nocivo de álcool. 

FOLHA INFORMATIVA — ÁLCOOL


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) ,em todo o mundo, 3 milhões de mortes por
ano resultam do uso nocivo do álcool, representando 5,3% de todas as mortes.
• O uso nocivo de álcool é um fator causal para mais de 200 doenças e lesões.
• Em geral, 5,1% da carga mundial de doenças e lesões são atribuídas ao consumo de álcool, con-
forme calculado em termos de Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidade (DALY, sigla em
inglês).
• O consumo de álcool causa morte e incapacidade relativamente cedo na vida. Na faixa etária de
20 a 39 anos, aproximadamente 13,5% do total de mortes são atribuíveis ao álcool.
• Existe uma relação causal entre o uso nocivo do álcool e uma série de transtornos mentais e
comportamentais, além de doenças não transmissíveis e lesões.
• Foram estabelecidas recentemente relações causais entre o consumo nocivo do álcool e a
incidência de doenças infecciosas, tais como tuberculose e HIV/aids.
• Além das consequências para a saúde, o uso nocivo do álcool provoca perdas sociais e econô-
micas significativas para os indivíduos e para a sociedade em geral. 
O álcool, substância psicoativa com propriedades que causam dependência, tem sido amplamente
utilizada em muitas culturas durante os séculos. Seu uso nocivo tem um grande peso na carga de doen-
ças, além de um ônus social e econômico para as sociedades.  
O álcool afeta as pessoas e as sociedades de muitas formas e seus efeitos são determinados pelo
volume consumido, pelos padrões de consumo e, em raras ocasiões, pela qualidade do álcool. 

171
O uso nocivo do álcool também pode resultar em danos a outras pessoas, como membros da família,
amigos, colegas de trabalho ou estranhos. Além disso, o uso nocivo de bebidas alcoólicas resulta em
um fardo significativo em termos sociais, econômicos e de saúde.  
O consumo de álcool é um fator causal em mais de 200 doenças e lesões. Está associado ao risco
de desenvolvimento de problemas de saúde, tais como distúrbios mentais e comportamentais, incluin-
do dependência ao álcool, doenças não transmissíveis graves, como cirrose hepática, alguns tipos de
câncer e doenças cardiovasculares, bem como lesões resultantes de violência e acidentes de trânsito.  
Uma proporção significativa da carga de doenças atribuíveis ao consumo de álcool decorre de le-
sões intencionais e não intencionais, incluindo aquelas causadas por acidentes de trânsito, violência e
suicídios. Lesões fatais relacionadas ao álcool tendem a ocorrer em grupos relativamente mais jovens.  
As relações causais mais recentes são aquelas entre o uso nocivo de álcool e a incidência de do-
enças infecciosas, como a tuberculose e o HIV/aids. O consumo de álcool por mulheres grávidas pode
causar síndrome fetal do álcool e complicações no parto prematuro.  
Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5649:folha-informativa-alcool&Itemid=1093.
Acesso em: 03/06/2020.

ATIVIDADES

ATIVIDADE 1  

Vamos refletir sobre o trecho abaixo retirado do artigo- Uso de álcool entre adolescentes: conceitos,
características epidemiológicas e fatores etiopatogênicos.
Diante das afirmações acima citada no texto e no trecho abaixo, reflita e escreva sobre “qual o efeito
que as propagandas possuem para influenciar o consumo de álcool por crianças e jovens”?

O uso de álcool entre adolescentes é, naturalmente, um tema controverso no meio social e


acadêmico brasileiro. Ao mesmo tempo em que a lei brasileira define como proibida a venda de
bebidas alcoólicas para menores de 18 anos (Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996), é prática comum
o consumo de álcool pelos jovens — seja no ambiente domiciliar, em festividades, ou mesmo em
ambientes públicos. A sociedade como um todo adota atitudes paradoxais frente ao tema: por
um lado, condena o abuso de álcool pelos jovens, mas é tipicamente permissiva ao estímulo do
consumo por meio da propaganda.
PECHANSKY, Flavio; SZOBOT, Claudia Maciel e SCIVOLETTO, Sandra.Uso de álcool entre adolescentes: conceitos,
características epidemiológicas e fatores etiopatogênicos. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2004, vol.26, suppl.1, pp.14-17. ISSN 1809-
452X. https://doi.org/10.1590/S1516-44462004000500005

ATIVIDADE 2  

Vamos refletir...
Na semana 2 realizamos atividade sobre o alto índice de acidentes de trânsito. Na semana 3 vamos
refletir sobre os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas principalmente na adolescência.

172
Segundo estudos científicos, quase 40% dos adolescentes brasileiros experimentaram álcool
pela primeira vez entre 12 e 13 anos, em casa. A maioria deles bebe entre familiares e amigos, es-
timulados por conhecidos que já bebem ou usam drogas. Entre adolescentes de 12 a 18 anos que
estudam nas redes pública e privada de ensino, 60,5% declararam já ter consumido álcool.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-02/
guia-alerta-sobre-consumo-precoce-de-bebidas-alcoolicas-entre-jovens.

A partir da leitura do texto “Folha Informativa-Álcool” e das informações do quadro acima, redija um
texto sobre “Consumo de álcool entre jovens no Brasil”, descreva os riscos e consequências do consu-
mo abusivo de álcool, e como esses podem ser evitados.

Vamos resolver as questões:

1 — (ENEM/2003) Os acidentes de trânsito, no Brasil, em sua maior parte são causados por erro do
motorista. Em boa parte deles, o motivo é o fato de dirigir após o consumo de bebida alcoólica.
A ingestão de uma lata de cerveja provoca uma concentração de aproximadamente 0,3 g/L de
álcool no sangue.
A tabela abaixo mostra os efeitos sobre o corpo humano provocados por bebidas alcoólicas em
função de níveis de concentração de álcool no sangue:

Concentração de álcool no sangue (g/L) Efeitos


0,1 — 0,5: Sem influência aparente, ainda que com alterações clínicas.
0,3 — 1,2: Euforia suave, sociabilidade acentuada e queda de atenção.
0,9 — 2,5: Excitação, perda de julgamento crítico, queda de sensibilidade e das reações
motoras  
1,8 — 3,0: Confusão mental e perda da coordenação motora.
2,7 — 4,0: Estupor, apatia, vômitos e desequilíbrio ao andar.
3,5 — 5,0: Coma e morte possível.
(Revista Pesquisa FAPESP)

Uma pessoa que tenha tomado três latas de cerveja provavelmente apresenta
a) queda de atenção, de sensibilidade e das reações motoras.
b) aparente normalidade, mas com alterações clínicas.
c) confusão mental e falta de coordenação motora.
d) disfunção digestiva e desequilíbrio ao andar.
e) estupor e risco de parada respiratória.

2 — (PUC-RIO/2009)-A lei seca, aplicada em diversos estados brasileiros trouxe uma série de po-
lêmicas. O álcool foi proibido para pessoas que dirigem porque pode influenciar seu compor-
tamento. Para alguns, o álcool é uma droga e como tal o principal órgão responsável pela sua
detoxificação é o:
a) Baço. c) Intestino. e) Pulmão.
b) Fígado. d) Coração

173
SEMANA 4

EIXO TEMÁTICO:
Temas contemporâneos transversais.

Tema: saúde.

TÓPICO:
Prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas.

HABILIDADE(S):
Gerais.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Saúde, tabagismo, prevenção.

INTERDISCIPLINAR:
Todas as disciplinas.

CAMPANHA DE PREVENÇÃO AO CONSUMO DE TABACO, COMO CIGARRO DE PALHA,


NARGUILÉ E CIGARRO ELETRÔNICO
A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, lança a Campanha de prevenção ao consumo de
tabaco. A campanha é um alerta aos jovens quanto ao consumo precoce de tabaco, contidos em cigarro
de palha, narguilé e cigarro eletrônico.
“Alertar os Jovens Sobre o Uso de Produtos de Tabaco”.
O tabagismo é uma doença causada pela dependência física à ni-
cotina, e causa aproximadamente 50 doenças diferentes. O tabagis-
mo ativo ou passivo prejudica a saúde de quem fuma e de quem não
fuma, podendo levar a morte.
Qualquer tipo de exposição ao tabaco contribui para o desen-
volvimento de doenças cardiovasculares, cânceres e doenças
respiratórias crônicas. Entre as doenças causadas pelo tabagis-
mo estão a trombose, aterosclerose, doença arterial coronariana,
IAM, o acidente vascular encefálico, DPOC, enfisema pulmonar,
tuberculose, câncer de pulmão.
O Dia Mundial sem Tabaco é uma data celebrada anualmente no
dia 31 de maio. Este ano, o tema escolhido foi “Alertar os Jovens Sobre o Uso de Produtos de Tabaco”.
Esse tema está ligado a atual situação mundial em decorrência do Coronavírus (COVID-19), pois, o taba-
gismo configura-se como um fator de risco para a doença. Neste cenário é muito importante a permanência
das ações de educação em saúde voltadas para a Promoção da Saúde alertando a população, principalmen-
te os jovens, sobre os produtos de tabaco e dos riscos à saúde quanto ao uso desses produtos.
O objetivo da campanha é alertar a população e estimular os serviços de saúde a ofertarem ações
de prevenção da iniciação e a experimentação do uso de outras formas de consumo de tabaco, como
cigarro de palha, narguilé e cigarro eletrônico, produtos que estão amplamente disseminados entre os
jovens. Com o objetivo de informar, para que eles façam escolhas conscientes, e mais saudáveis.

174
QUEM É O PÚBLICO-ALVO DA CAMPANHA?
Adolescentes e jovens de 13 a 25 anos, de ambos os sexos, incluindo fumantes ou não.
Esse público é alvo da indústria do tabaco para atrair novos consumidores por meio de múltiplas
estratégias, incluindo as de marketing e publicidade.
Algumas das estratégias da indústria citadas pela OMS são:
• Uso de sabores atrativos aos jovens em seus produtos;
• Promoção de produtos como se fossem alternativas de “risco reduzido”;
• Patrocínio de celebridades/influenciadores e ações com marcas;
• Publicidade em pontos de venda frequentados por crianças (como padarias), incluindo a exibição
ao lado de doces;
• Marketing indireto do seus produtos em filmes e séries;
Você sabia que o tabagismo é considerado uma doença pediátrica?
Crianças, adolescentes e jovens têm contato cada vez mais precocemente com fatores de risco
para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), especialmente o tabagismo.
A iniciação precoce ao fumo é também uma “porta de entrada” para o uso de outras substâncias, tais
como álcool e drogas ilícitas: adolescentes fumantes, quando comparados aos não fumantes, conso-
mem três vezes mais álcool, usam 8 vezes mais maconha, 22 vezes mais cocaína” (WHO, 2011).
Por todos esses motivos, a OMS considera o tabagismo uma doença pediátrica, sendo a maior vul-
nerabilidade do adolescente à nicotina relacionada ao fato de o seu cérebro não estar ainda completa-
mente desenvolvido.
Qual o cenário em Minas Gerais relacionado ao consumo de derivados de tabaco pelos jovens?
Os dados estaduais mais recentes indicam que a prevalência de tabagismo em Minas Gerais é de
17,8%, acima da média nacional, 14,7%. Com o crescimento do número de fumantes que vêm abando-
nando o cigarro, devido aos riscos à saúde, a indústria do tabaco tem investido em novas formas de
atrair novos consumidores, e o público jovem é o alvo preferido. O percentual de escolares em Minas
Gerais que usaram outros produtos de tabaco (cigarro de palha ou enrolados a mão, charuto, cachimbo,
cigarrilha, cigarro indiano ou bali, narguilé, rapé, fumo de mascar, etc.) correspondem a 4,6%, sendo no
Brasil, 6,1% (PENSE, 2015).
No estado de Minas Gerais observa-se um aumento do consumo de cigarro de palha, principalmente
entre o público universitário, consumo de cigarro eletrônico nas escolas e uso de narguilé em eventos,
pubs e bares.
Fonte: https://www.saude.mg.gov.br/tabagismo. Acesso em: 10/06/2020.

175
ATIVIDADES

Vamos refletir...
A campanha vem de alerta sobre os problemas de saúde relacionados ao consumo de tabaco. Cada vez
mais cedo jovens passam a fazer o uso de tabaco em produtos como cigarro de palha, cigarro eletrônico
e narguilé. A indústria do tabaco apresenta esses produtos como isentos de nicotina e outras substân-
cias nocivas à saúde, porém isso não é verdade. Então vamos refletir sobre alguns desses produtos.

Cigarro de Palha
Também conhecido por palheiro, pó ronca ou paiol, o ci-
garro de palha é artesanal e muito presente na cultura bra-
sileira, sendo comum encontrá-lo em regiões rurais, onde
as comunidades tradicionais ainda preservam o costume de
montar o cigarro com o fumo de corda picado. Em áreas ur-
banas, o cigarro de palha é montado com o fumo industriali-
zado à venda, que é equivalente ao fumo do cigarro.
A diferença desse tipo para o cigarro industrializado é
que o fumo é envolto em palha em vez do papel e não pos-
sui qualquer tipo de filtro, sendo a forma mais nociva de
inalação da fumaça."
A palha não permite a passagem de ar de dentro para fora
do cigarro e torna as tragadas mais intensas e concentradas.
http://www.cepad.ufes.br/conteudo/entenda-como-cada-forma-de-consumo
-do-tabaco-%C3%A9-prejudicial-%C3%A0-sa%C3%BAde

  
Narguilé Cigarro Eletrônico
O narguilé tem como base o tabaco e tam- Segundo o Instituto Nacional de Câncer
bém vem de uma fonte de combustão. Isso José Alencar Gomes da Silva (INCA), os Dis-
significa que, além da nicotina, ele tem mo- positivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) não
nóxido de carbono e alcatrão, assim como o são seguros e possuem substâncias tóxicas
cigarro tradicional. além da nicotina. Sendo assim, o cigarro ele-
Dependendo do tempo de sessão, o nar- trônico pode causar doenças respiratórias,
guilé pode equivaler a fumar mais de 100 ci- como o enfisema pulmonar, doenças cardio-
garros. Acontece que existe o fator sociali- vasculares, dermatite e câncer.
zação nessa história, dando destaque para Ainda de acordo com o INCA, estudos
a presença massiva do aparelho em bares e mostram que os níveis de toxicidade podem
festas. Desse modo, é difícil imaginar uma ser tão prejudiciais quanto os do cigarro tra-
sessão que dure menos que 1 hora. dicional, já que combinam substâncias tó-
https://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-parar-de- xicas com outras que muitas vezes apenas
fumar/mentiras-e-verdades-sobre-o-cigarro-eletronico. mascaram os efeitos danosos.
https://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-parar-de-
fumar/mentiras-e-verdades-sobre-o-cigarro-eletronico.

176
ATIVIDADE 1  

Por meio das informações citadas nos quadros acima e nas artes da Campanha: “Alertar os Jovens
Sobre o Uso de Produtos de Tabaco”, pontue quais são os riscos e danos causados à saúde pelo
consumo de produtos do tabaco.

ATIVIDADE 2  

Responda as perguntas, Fato ou Fake, relacionado aos produtos que possuem tabaco. As respostas
estão no final da atividade.

1 — O Narguilé não contém tabaco.


(  ) Fato
(  ) Fake

2 — Os vaporizadores (VAPE) não fazem mal à saúde.


(  ) Fato
(  ) Fake

3 — O cigarro de palha não é artesanal e faz mal à saúde.


(  ) Fato
(  ) Fake

4 — Fumar narguilé causa dependência química.


(  ) Fato
(  ) Fake

5 — Os vaporizadores (VAPE) não contém tabaco (nicotina).


(  ) Fato
(  ) Fake

6 — Pode fumar Narguilé e cigarro eletrônico (VAPE) em ambientes fechados.


(  ) Fato
(  ) Fake

177
Material da campanha você encontra no site: https://www.Saude.Mg.Gov.Br/tabagismo

178
ATIVIDADE 3   Crie a sua própria Campanha do Dia Mundial Sem Tabaco.

O Dia Mundial Sem Tabaco 2020, visa proteger crianças e adolescentes da manipulação da indústria de
forma a conscientizar sobre o uso do tabaco (nicotina).
Crie um cartaz, ou uma imagem, ou um vídeo, ou uma publicação para as redes sociais, abordando
essa temática.
Uma ideia é abordar o tema :“Tabaco × Atividade Física”. Quem faz o uso de produtos dos tabacos tem
a mesma condição cardiorrespiratória de praticar alguma atividade física ou esporte de quem não faz
o uso de produtos do tabaco?

O cigarro mata 428 pessoas morrem por dia no brasil por causa do tabagismo.
12,6% de todas as mortes que ocorrem no país podem ser atribuídas ao tabagismo.
156.217 mortes poderiam ser evitadas a cada ano.
Cuide de sua saúde, evite o consumo de tabaco !!!

179
As Campanhas são formas de alertar a sociedade sobre os risco e danos que uma diversidade
de produtos e ações podem afetar a saúde e a qualidade de vida.
Entender e saber repassar as informações é muito importante pois podemos salvar vidas.
Seja consciente, análise tudo chega até você por meio de sites e fontes confiáveis. Não divulgue
notícias que podem alarmar e causar pânico. Você pode ser um agente transformador, multiplique
boas ações.

SUGESTÕES PARA COMPLEMENTAR OS ESTUDOS

Gentileza no trânsito
https://www.seguradoralider.com.br/Blog/Paginas/Postagem.aspx?IdPostagem=2846 (dia da genti-
leza — 13 de novembro)
https://www.transitomaisgentil.com.br/tag/gentileza/

Bicicletas: (Informações gerais: equipamentos de segurança/uso obrigatório, etc)


https://www.pedal.com.br/bicicletas-ciclistas-e-o-codigo-de-transito-brasileiro_texto11402.html

Década mundial de segurança no trânsito


https://nacoesunidas.org/campanha/seguranca-transito/
https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=2117:metas-da-seguranca
-no-transito-e-objetivos-do-desenvolvimento-sustentavel&Itemid=779

LEI SECA: citar o que é infração e crime de trânsito


https://doutormultas.com.br/blitz-lei-seca/#:~:text=Se%20estiver%20entre%200%2C05,6%20
meses%20a%203%20anos

Álcool e Drogas: pedir ajuda para a equipe de Anti-Drogas. (OBS.: lá cita algumas campanhas). Citar o
evento que eles querem realizar no mês de junho sobre drogas com jovens.

Citar a respeito da primeira habilitação


https://www.detran.mg.gov.br/habilitacao/1-habilitacao-quero-ser-condutor/como-obter-a-primeira-
-habilitacao

180
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO


COMPONENTE CURRICULAR: PROJETO DE VIDA
ANO DE ESCOLARIDADE: 1º ANO – EM
NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA: TURNO:
MÊS: TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 4 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 16

ORIENTAÇÕES AOS PAIS DICAS PARA O


QUER SABER MAIS?
E RESPONSÁVEIS ESTUDANTE
Caros Pais e/ou Responsáveis, Caro(a) estudante, Para o registro das reflexões e
Este material faz parte do conjun- A juventude e a vivência escolar são aprendizagens adquiridas nos pla-
to de ações que consideramos im- excelentes oportunidades na cons- nos de estudos tutorados deste
portantes de terem continuidade trução dos indivíduos. material, é importante que você
durante esse período de afasta- tenha criado seu portfólio. Caso
Este é o momento de se autoconhe-
mento social. não o tenha construído, que tal fa-
cer e pensar no seu futuro.
zê-lo agora?
É possível desenvolver uma rotina O componente curricular Projeto
em casa e continuar a estudar. Para O portfólio é um documento que
de Vida tem o objetivo de ampliar
isso, seu apoio é muito importante. pode ser um caderno no qual
horizontes, possibilidades, esta-
você guardará os seus trabalhos,
O conteúdo que aqui segue refere- belecer metas e rotas para que
os registros das suas reflexões
se à construção do Projeto de Vida. você se construa enquanto sujeito
e as respostas sobre as questões
Existem muitas formas de apoiar na elaboração e na construção de
das atividades propostas neste
essa construção. O seu apoio nesta seu verdadeiro Projeto de Vida.
material.
caminhada é muito importante. Lembre-se: você é um ser único,
Bons estudos!
Contamos com você(s)! dotado de imensas potencialidades
e capaz de construir um futuro dig-
no e feliz.

181
SEMANA 1

UNIDADE TEMÁTICA:
Valores.

AULA 15:
Sinceridade: Um bem querer!

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos.

HABILIDADE(S):
Relacionamento interpessoal e social.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
• Visão subjetiva e emotiva da realidade.
• Empatia e bem-estar pessoal.
• Formas de comunicação.

INTERDISCIPLINARIDADE:
•  Competências socioemocionais (empatia, cooperação, responsabilidade).
•  Ideias, conceitos, pensamentos e teorias seculares.
•  Racionalidade científica (Realismo).
•  Lógica e intuição.

DOMINANDO A SINCERIDADE
Muitas pessoas fazem questão de dizer para as outras o quanto são sinceras e que falam sempre a
verdade, independentemente do que as outras irão pensar. Você já deve ter ouvido alguém falar isso,
não é? Ou você mesmo pode ter dito isso para alguém. Mas será que as pessoas são sinceras o tempo
inteiro? Será que em alguma situação da vida a sinceridade dá lugar a uma atitude de mudar a forma
de falar? Esse assunto exige muito cuidado, principalmente quando se pensa que o respeito deve estar
sempre presente nas relações e, às vezes, ele não permite que alguém simplesmente fale o que pensa
do jeito que quer, podendo até mesmo magoar o outro.
Para uma pessoa ser sincera é necessário que ela tenha coragem e integridade e uma visão crítica a
respeito de si. Precisa saber administrar sentimentos e certezas que muitas vezes machucam. A práti-
ca da sinceridade também gera conflitos internos e pode levar a desapontar algumas pessoas do con-
vívio social e, com isso, trazer conflitos e perdas, como, por exemplo, o afastamento das pessoas ou o
término de uma amizade. Ser sincero é uma escolha em muitos momentos, e precisamos ter sempre
em mente o que pode acontecer com o que vai ser dito e como será recebido pelas outras pessoas. É
importante pensar naquela frase famosa: só se oferece ao outro aquilo que gostaria de receber tam-
bém. Na hora de falar algo para alguém, pense em como gostaria de ouvir o que você vai falar. É muito
importante considerar o outro e fazer uso dos valores construídos. Assim não se corre o risco de ma-
chucar as pessoas com as palavras... afinal, sinceridade também exige respeito, certo?
Que tal pensar um pouco mais...

182
ATIVIDADES

1 — Leia o texto abaixo, retirado da notícia do Jornal Cruzeiro do Sul e faça o que é pedido.

A delicadeza necessária para falar sobre realidades fortes e duras


Ao contrário de um mágico que faz a mentira parecer verdade, o espetáculo teatral As es-
trelas cadentes do meu céu são feitas de bombas do inimigo tenta transformar a realidade
em ficção. Baseada em relatos verdadeiros de crianças e adolescentes durante conflitos de
guerras, a peça da Cia Definitivo-Provisório será encenada hoje, às 20h, no Sesc Sorocaba.
[…]. Com direção de Nelson Baskerville, a montagem do espetáculo foi construída a partir de
trechos dos livros Diário de Anne Frank e Vozes roubadas - diários de guerra, de Zlata Filipovic
e Melanie Challenger. Há ainda referência à guerra particular do tráfico de drogas no Brasil,
baseada no depoimento de um menino paulistano extraído do documentário Jardim Ângela,
de Evaldo Mocarzel. “Seguindo a frase de Tennessee Williams [dramaturgo norte-americano],
optamos por fazer a verdade parecer mentira”, pontua Paula Arruda, atriz e produtora do espe-
táculo. Paula explica que as experiências de conflito relatadas, sob o olhar de crianças e ado-
lescentes, são tão fortes e impressionantes que coube a todos os integrantes da companhia
buscar maneiras de criar camadas de ilusão sobre a verdade. “Durante todo espetáculo temos
uma névoa de fumaça e há também maquiagem mais lúdica, para dar uma certa distanciada da
realidade. Se a peça fosse muito realista, ficaria muito difícil de suportar”, completa, lembran-
do que alguns dos autores dos testemunhos não tiveram chance de chegar à vida adulta. “Há
uma delicadeza para falar sobre coisas duras. Porque não poderia ser de outro jeito. A guerra
já é dura o suficiente para ter que reviver e não refletir”, detalha Baskerville. (...).
Disponível em: http://www.iema.ma.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/
MATERIAL-DO-EDUCADOR-AULAS-DE-PROJETO-DE-VIDA.pdf. Acesso em: 20 de jul. de 2020.

2 — Assim como no espetáculo teatral dirigido por Nelson Baskerville, na vida também deve-se ter
delicadeza para falar sobre coisas duras. Nas muitas relações que são estabelecidas com as pes-
soas, é necessário saber dominar a sinceridade. A respeito disso, pense em algumas situações da
sua vida nas quais as frases abaixo se encaixam e escreva no seu caderno:
a) “Fazer a verdade parecer mentira” ou “A mentira parecer verdade”.
b) “Criar camadas de ilusão sobre a verdade”.

3 — Baseado no que você pensou sobre as frases acima, escreva no seu caderno: O que é a sinceridade
para você?

183
4 — Ser uma pessoa sincera para falar o que pensa não é manifestar uma explosão dos sentimentos.
É preciso tomar cuidado com as palavras faladas e a imagem construída a respeito das pessoas,
pois ser sincero não é ser mal-educado e difamar o ser humano. É importante reconhecer que,
por mais difícil que seja uma situação, é possível encontrar maneiras de ser verdadeiro. Veja na
sequência a letra da música Sinceridade e depois responda os questionamentos propostos.

SINCERIDADE — Música de Wilson Paim


(...) Sinceridade
Palavra bela que me conduz e norteia
Contrapõe a falsidade
Sobrepõe à mentira feia (...)
Sinceridade
Já me deixou muitas vezes em apuro
Por falar sempre a verdade
Sem vacilo sobre o muro
Sinceridade
Ainda escolho o sistema mais antigo
Enxergar dentro do olho
A lisura de um amigo
Tradição que eu persigo
Na ilusão de um sonhador
E é verdade o que digo:
Quem tem honra tem valor (...)
Música disponível em: https://youtu.be/gufCnyLGw0s. Acesso em: maio de 2020.

a) Você já tentou encontrar alguma vez a melhor maneira de contar a verdade? Como você acha
que se saiu nessa situação?

b) O que você valoriza numa amizade ou na relação que estabelece com as pessoas?

c) Qual é a sua opinião acerca das pessoas que, para agradar a todos, não conseguem ser verda-
deiras em várias situações da vida?

184
5 — A sinceridade depende da consciência crítica que as pessoas possuem sobre si. Quanto mais ver-
dadeiras elas forem, melhor será o convívio social. Não há como ser uma pessoa sincera se não
conseguir primeiro gerir as suas próprias verdades.
Sobre isso, escreva um texto dissertativo no seu caderno expondo o que você pensa sobre as
frases abaixo:
a) A sinceridade constrói confiança e amizades verdadeiras.
b) É possível ser sincero sem ser arrogante ou hipócrita.
c) Expor sempre o que se sente pode gerar sérias dificuldades de relacionamento.

6 — Ainda sobre a capacidade de gerir algumas verdades, o que você faria de positivo se tivesse que
contar as situações a seguir para alguma pessoa do seu convívio social?
Situação 1: Dizer para alguém que ela é filho (a) de pais diferentes?

Situação 2: Dizer que o namorado de uma pessoa a está traindo com outra?

Situação 3: Dizer para alguém que uma das pessoas que ela mais ama e admira conseguiu dar
tudo o que ela tem hoje através de um trabalho que não foi honesto?

Esperamos que esta aula tenha ajudado você a refletir bastante antes de falar a verdade para al-
guém e a entender que a sinceridade é importante, mas precisa ser aplicada considerando-se o
contexto de cada situação existente. A verdade é sim uma boa opção, mas é fundamental respei-
tar sempre o próximo.
Nas próximas aulas você vai ver outros valores importantes para a convivência humana. Até mais!

185
PARA REFLETIR
A verdade dói e nem todo mundo sabe lidar com ela. Dizer frequentemente com toda a convicção do
mundo: “Prefiro a verdade dura a uma doce ilusão”. Será que é assim que se deve agir em todas as
ocasiões da vida?
É necessário pensar sobre essa questão; afinal, a maneira de viver com as pessoas exige cautela,
cuidado, empatia e respeito. É preciso, portanto, considerar que a sinceridade deve buscar uma con-
vivência também, com base nesses pontos! Pense nisso!

VALE A PENA LER


Livro em PDF: Diário de Anne Frank
Autores: Otto H. Frank e Mirjam Pressler.
Editora: Definitiva.
Ano: 2015
Número de páginas: 192
Trata-se dos registros de uma garota de 13 anos, em forma de diário, no período da Segunda Guerra
Mundial. Em alguns trechos do livro ela conta a rotina dos refugiados e demonstra sua predileção pelo
pai, que sempre foi mais amoroso do que sua mãe.
Você pode baixar este livro gratuitamente! Disponível em: <https://youtruth.weebly.com/uploads/
1/3/1/8/1318459/o_diario_de_anne_frank_-portuguese.pdf>. Acesso em: maio de 2020.

186
SEMANA 2

UNIDADE TEMÁTICA:
Valores.

AULA 16:
Quando as nossas regras resolvem se encontrar. Os valores na convivência.

OBJETO DE CONHECIMENTO:
Responsabilidade e convivência saudável.

HABILIDADE(S):
Relacionamento interpessoal e social.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
• Liberdade de expressão.
•  Cultura de paz.
•  Estilos de vida e violência.
•  Diálogo e respeito ao próximo.
•  Correto uso da liberdade e da cooperação.

INTERDISCIPLINARIDADE:
Pilar: Aprender a conviver
• Pensamento reflexivo e respeito mútuo.
• Busca pelo consenso por meio da argumentação.
• Uso adequado de informações adquiridas, confidencialidade e informalidade.
• Autonomia e participação na busca de soluções para os conflitos.
• Interação por meio da escuta atenta.

Caro estudante,
Na aula anterior tratamos de um tema muito importante e que está ligado à convivência humana: a sin-
ceridade. Está lembrado? Vimos o quanto é necessário cuidar das palavras e das verdades que acha-
mos que precisam ser ditas e percebemos que não se fala algo para alguém de qualquer jeito. Torna-se
fundamental que a sinceridade não seja confundida com falta de educação.
Nesta aula vamos continuar falando de convivência humana, mas pensando em um outro assunto que
está presente no dia a dia de muita gente: os conflitos. Pois é, conflitos fazem parte da vida das pesso-
as, mas a questão aqui é: Como você lida com eles? Será que sabe lidar com os seus conflitos? E com
os conflitos entre as pessoas que convivem com você? Você já ouviu falar em mediação de conflitos?
Parece um tema difícil, não é? Mas é muito necessário pensar sobre ele.
Para isso, é preciso entender primeiro sobre o que significa esse tema. Veja a explicação na sequência.
Mediação de conflitos é algo muito importante para a convivência, pois está ligada à forma como as
pessoas resolvem as diferenças de pensamentos, sem perder o próprio controle. Sabe quando duas
pessoas pensam diferente, mas não conseguem ouvir a opinião da outra e acabam brigando? Nesses
momentos precisamos da mediação de conflitos. Pense um pouco em situações da sua vida. Você já
presenciou ou viveu algum conflito em que foi necessária a intervenção de uma outra pessoa? Esta ou-
tra pessoa que ajudou na resolução do conflito é chamada de mediadora.

187
Eu afino e desafino
Ódio, rancor, tristeza, frustração, mágoas... Todos podem ter esses e outros inúmeros sentimentos.
Mas o que não pode ser feito é agir em função deles na hora de resolver algum problema ou divergência,
pois isso pode ser algo desastroso. Já ouviu alguém dizer que não se resolve nada de cabeça quente? É
bem por aí. Se alguém tenta resolver um problema no calor das emoções, ao invés de focar na resolução
do problema geralmente pode dar mais importância aos sentimentos e aos “defeitos” dos outros, o que
só piora a situação. O melhor a fazer quando sentir que não está em condições de lidar com os conflitos
sozinhos, é convidar uma terceira pessoa que possa ajudá-lo a entrar em acordo com a outra pessoa
envolvida no conflito.

ATIVIDADES

1 — Leia o trecho do texto abaixo. Ele vai ajudá-lo a entender melhor o que é mediação de conflitos:

“Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um
com o outro. Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me dis-
se a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham toda
a razão. Não era que um via uma coisa e o outro outra, ou que um via um lado das coisas e o
outro um lado diferente. Não: cada amigo via as coisas exatamente como se haviam passado,
cada um as via com um critério idêntico ao do outro, mas cada um dos amigos via uma coisa
diferente, e cada um, portanto, tinha razão. Fiquei confuso desta dupla existência da verdade”.
Fragmento 207 do Livro do Desassossego. PESSOA, Fernando. Obra Poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2001, p. 69.

a) Se, segundo o narrador, ambos os amigos diziam a verdade e, consequentemente, tanto um


como o outro tinham razão, por que você acha que os dois continuavam divergindo?

b) Para você, qual a diferença entre as posições dos dois amigos em conflito e a posição do
narrador?

188
c) Em sua opinião, o narrador é uma pessoa adequada para mediar o conflito que ele conta?
Por quê? Como você acredita que ele poderia agir em relação a isso?

PARA SABER MAIS


Ainda acha que está complicado entender o que um mediador de conflitos faz? Veja então as principais
características de um mediador:
Ser bom ouvinte:
É importante que o mediador escute e entenda o que o outro diz. Não é que o mediador precisa buscar
a verdade, mas tentar compreender o que os envolvidos no conflito dizem e qual a leitura que cada um
faz do que aconteceu.
Ser capaz de estabelecer um diálogo:
O mediador deve ser capaz de conseguir criar uma comunicação que facilite a expressão das pessoas
envolvidas no conflito. Ele deve deixar as pessoas confortáveis para falar, sem que se sintam julgadas
ou apontadas como culpadas logo de cara.
Ser sociável:
Em geral, um mediador de conflitos, em qualquer ambiente, tem facilidade de se aproximar das pes-
soas, conquistando sua confiança.
Ser imparcial:
Mesmo que conheça bem os envolvidos no conflito, isso não pode interferir na imparcialidade do media-
dor. Por exemplo, quando ele é chamado para ajudar num caso de uma pessoa que constantemente tem
uma atitude que não é legal, ele deve ter cautela para não tomar partido de um dos lados previamente.
Ter cuidado com as palavras:
As palavras que um mediador usa para mediar um conflito também são importantes. É fundamental
que fale todos os fatos sem juízo de valor, para assim favorecer que os envolvidos percebam o que está
acontecendo e não julguem a personalidade do outro.
Ter uma postura educativa:
Um mediador não é a pessoa que vai resolver o conflito. O papel dele é ajudar os envolvidos a compreen-
derem como eles podem resolver a situação por conta própria.
Trabalhar com o paradigma da responsabilização:
O mediador deve mudar a compreensão de punição dos envolvidos para a de responsabilização, ou seja, os
envolvidos no conflito precisam assumir a responsabilidade por seus atos. O mediador pode ajudar sempre
que possível estimulando, por exemplo, um pedido de desculpas ou o conserto de algo que foi quebrado.

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2 — Agora que você já sabe um pouco mais acerca da mediação de conflitos, reflita um pouco sobre
você mesmo nessa situação e responda às perguntas a seguir:
a) Você reconhece em si qualidades (como a do narrador do texto anterior, que era um bom ou-
vinte) que podem contribuir para a mediação de divergências entre pessoas da sua convivên-
cia? Quais seriam essas qualidades?

b) E quando uma das partes em conflito envolve você? O que você faz para resolver a situação?
Exemplo: Busco conversar sobre o problema com a(s) pessoa(s) envolvida(s).

c) Na ocorrência de um conflito entre você e um colega na escola ou com alguém da sua fa-
mília, por exemplo, a quem você recorreria, se fosse o caso, para fazer a mediação entre
vocês? Por quê?

E então? Ficou mais fácil de entender o que é mediação de conflitos? Bem legal não é? Utilize isso a
partir de agora para ajudar a sua convivência com as outras pessoas! Até mais!

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SEMANA 3

UNIDADE TEMÁTICA:
Valores.

AULA 17:
Ética e moral são coisas da Filosofia?

OBJETO DE CONHECIMENTO:
As implicações dos valores e da ética para uma convivência saudável.

HABILIDADE(S):
Relacionamento interpessoal e social.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
•  Racionalismo e Empirismo.
• Valores.
•  Sociedade racional e industrial.

INTERDISCIPLINARIDADE:
•  Competências socioemocionais (compreensão de si e do mundo).
•  Ideias, conceitos, pensamentos e teorias seculares.
•  Racionalidade científica.
•  Ideia estética da realidade.
•  Lógica analítica e intuição.

Caro estudante,
Na aula passada você viu um tema relacionado à convivência humana, que é a mediação de conflitos,
lembra-se? Foi possível perceber como a mediação pode contribuir para uma convivência saudável e
que existem valores que constituem a base dessa convivência.
Nesta aula você vai pensar um pouco mais sobre aspectos da convivência humana, refletindo sobre os
valores morais das pessoas, como no dia a dia podemos identificar se determinadas ações são éticas
ou não e como as pessoas podem usar o próprio direito de liberdade, com base nos valores que garan-
tem uma convivência saudável. Vamos pensar sobre isso?
Bons estudos!

PARA SABER MAIS!


Primeiro é super importante saber quais as diferenças entre MORAL e ÉTICA.
A ética e a moral têm um fim semelhante: ajudar o homem a construir um bom caráter, a ser uma pessoa
íntegra. Pensar sobre estes dois temas vai contribuir com a visão sobre o que é certo e o que é errado.
Você consegue dizer o que significa cada uma delas?

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Veja se agora fica mais claro:
MORAL: A moral é o conjunto de valores que estão relacionados ao bem e ao mal, à forma correta de se
comportar, ao que é permitido e ao proibido, que servem para indivíduos, comunidades e/ou socieda-
des, variando de pessoa a pessoa, de comunidade para comunidade, de sociedade para sociedade. Ou
seja, a moral é o conjunto de normas e regras adquiridas pela educação, pela tradição e pela experiência
das pessoas, um conjunto de regras que regem o comportamento dos indivíduos em um grupo social.
ÉTICA: A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade ou a dimensão moral do comportamento do
homem. Assim, a ética justifica e apoia a moral, encontrando regras que, efetivamente, podem servir
para todas as pessoas. O que é bom e justo tem que se aplicar a todos.
É preciso saber também que existem algumas correntes da filosofia que dizem que tanto a moral
quanto a ética podem se modificar ou evoluir com o passar do tempo para cada pessoa. De acordo
com o que se vive, o pensamento de cada um pode modificar devido, por exemplo, a novos valores
que podem surgir.
Cada pessoa possui sua personalidade e tem formas diferentes de agir com relação às suas razões
e emoções. Mas é preciso fazer com que todas as pessoas busquem agir pensando no bem-estar
coletivo, ou seja, de acordo com os valores morais construídos pela sociedade e com as leis e regras
impostas a qualquer indivíduo.

ATIVIDADES

1 — Sabendo que a ética é fruto da reflexão dos costumes, das virtudes e hábitos gerados pelo caráter
dos indivíduos, leia as perguntas abaixo e responda no seu caderno:
a) Devo sempre dizer a verdade ou existem ocasiões em que posso mentir?
b) Devo ajudar um amigo em perigo, mesmo correndo o risco de morte?
c) Existe alguma ocasião em que seria correto atravessar um sinal de trânsito vermelho?
d) Os soldados que matam numa guerra podem ser moralmente condenados por seus crimes ou
estão apenas cumprindo ordens?

2 — Segundo a filosofia, ser ético significa ter a capacidade de percepção dos conflitos entre o que o
coração diz e o que a cabeça pensa, ou seja, ser ético é usar de princípios que o ajudam a decidir
se o que você quer é também o que você deve e é aquilo que você pode. Cite alguns exemplos de
decisões que você já tomou, explicando se foram orientadas mais pela emoção ou mais pela a
razão. Justifique sua resposta.

Decisão 1:

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Decisão 2:

Decisão 3:

3 — Cite exemplos de comportamentos que você acredita ter herdado como hábitos da sociedade
em que vive.

Comportamento 1:

Comportamento 2:

193
Comportamento 3:

Esperamos que nessa aula você tenha refletido sobre as decisões que as pessoas tomam em suas vi-
das, que estão diretamente relacionadas ao que elas entendem sobre moral e ética. Assim como que
é preciso levar em consideração as emoções envolvidas numa situação, pois elas podem interferir nas
atitudes das pessoas. Sobre isso, você já deve ter ouvido alguém falar que, no calor do momento, tomou
uma decisão e quando reflete sobre o que aconteceu ela diz que, se tivesse a oportunidade de voltar
atrás, talvez não teria feito da mesma forma, não é verdade? Agora imagine se fosse possível dar uma
pausa, um break ou congelar uma situação para analisá-la com tranquilidade e poder tomar as melhores
decisões. Seria perfeito, não é mesmo? É disso que a próxima aula vai tratar. Até mais!

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SEMANA 4

UNIDADE TEMÁTICA:
Valores.

AULA 18:
Ética e moral são coisas da Filosofia? (Parte 2).

HABILIDADE(S):
Relacionamento interpessoal e social.

CONTEÚDOS RELACIONADOS:
•  Racionalismo e Empirismo.
• Valores.
•  Sociedade racional e industrial.

INTERDISCIPLINARIDADE:
•  Competências socioemocionais (compreensão de si e do mundo).
•  Ideias, conceitos, pensamentos e teorias seculares.
•  Racionalidade científica.
•  Ideia estética da realidade.
•  Lógica analítica e intuição.

Caro estudante,
Esta aula segue abordando conteúdos sobre os valores, a ética e a moral na tomada de decisões. Você
se lembra de que foi solicitado que imaginasse como seria “perfeito” se pudesse tomar uma decisão,
com tempo suficiente para analisá-la, sobre esses três assuntos? Com base nos valores, na ética e na
moral? Vamos pensar sobre isso agora?!

ATIVIDADES

1 — A ética orienta as pessoas no momento de suas escolhas, faz uma fronteira entre o que a reali-
dade exige e o que decidimos. Permite distinguir o que é certo e o que é errado. Apesar de estar
presente o tempo todo em nossa vida, normalmente agimos por força do hábito e dos costumes.
Sobre isso, reflita sobre as situações propostas abaixo e diga o que você faria em cada uma delas.

• Situação 1 — A eutanásia: Mercedes sempre foi uma boa filha para o pai, apesar de ele ser
muito severo e duro com ela, ainda mais agora que a velhice e a viuvez lhe reforçaram o mau
humor. Agora seu pai foi internado com um grave problema nos rins e precisa de diálise perma-
nentemente, inclusive de ventilação assistida, já que seus pulmões de fumante estão bem de-
teriorados. Uma tarde o médico comentou com Mercedes que a situação dele pode se estender
durante muito tempo, já que seu Antônio é forte, apesar dos problemas com os rins e pulmões.

195
Mas pela idade não há possibilidade de transplante de rins. Por isso o médico diz a Mercedes
que há três possibilidades: continuar com a diálise e com a ventilação, talvez durante alguns
meses; interromper a diálise e a ventilação e deixar o doente pelo seu próprio esforço; admi-
nistrar-lhe alguns sedativos muito poderosos, que o próprio Antônio pede para tirar a dor, mas
que diminuirão notavelmente sua vida. Se você fosse Mercedes, qual das três decisões você
tomaria? Justifique sua resposta.
• Situação 2 — Produto farmacêutico perigoso: John Le Carré, o famosíssimo autor de
romances de espionagem, em sua obra O jardineiro fiel, fala-nos sobre uma grande companhia
farmacêutica que descobre um remédio eficaz contra a tuberculose e o espalha amplamente
por toda a África, conseguindo muitos lucros. Mas, depois de algum tempo, alguns médicos da
companhia constatam que esses comprimidos contra a tuberculose têm, em muitos casos,
terríveis efeitos secundários na questão da coagulação sanguínea, levando à morte. A com-
panhia suborna esses médicos para que fiquem quietos. Mas a esposa de um diplomata, no
Quênia, começa a investigar e a redigir um relatório com todos os casos que acabaram em
morte. A companhia fica sabendo e, fingindo um acidente em um jipe, mata a inglesa. Por meio
de indícios, cartas e arquivos que estavam no computador de sua mulher, o diplomata inglês
descobre a verdade. Se você estivesse no lugar desse diplomata, você se atreveria a denunciar
a grande multinacional, sabendo que ela poderia matá-lo? Justifique a sua resposta.
• Situação 3 - Naufrágio: O grande romancista inglês, polonês de nascença, J. Conrad con-
ta as aventuras de um capitão da marinha mercante da Inglaterra. Lord Jim era o dono e capi-
tão de um velho barco, com o qual fazia o transporte de temperos, madeiras e peles entre índia
e África. Com ele viajavam 8 marinheiros. Um dia, um muçulmano propôs que levasse 600 mu-
çulmanos a Meca, pois não tinham dinheiro para pagar as passagens de barco. O capitão lhes
fala que tem pouco espaço no navio e que só tinha disponível um bote salva-vidas. Os muçul-
manos fazem questão de embarcar mesmo assim e dizem que vão viajar sob a proteção de Alá.
Lord Jim, depois de consultar a tripulação, aceita. No terceiro dia de navegação, já no Mar
Vermelho, surge uma horrível tempestade e o navio corre o risco de afundar. Nesse instante, o
contramestre se aproxima do Lord Jim e diz: já não podemos fazer mais nada, vamos embora
num único bote que temos. Lord Jim se lembra de que um capitão nunca deve abandonar os
passageiros e que as leis britânicas condenam à força aquele que o fizer. Se você estivesse no
lugar de Lord Jim, o que faria? Justifique sua resposta.

2 — Agora escolha uma das situações apresentadas anteriormente, leia e discuta sobre elas com al-
guém que mora com você, seguindo as orientações:
a) Busque saber da pessoa escolhida o que ela faria em tal situação e o porquê de suas decisões.
b) Discuta com a pessoa cada uma das decisões apresentadas por ela e, em consenso, defina
qual é a decisão mais adequada a ser tomada.
c) Procure identificar alguns valores envolvidos em cada situação.

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Continuando a refletir sobre moral e ética, pense nas proposições a seguir.

3 — A ética tem sido o principal regulador do desenvolvimento histórico-cultural da humanidade.


É uma referência a princípios humanitários fundamentais comuns a todos os povos e nações,
à humanidade etc. A respeito disso, você conhece algum documento que trate legalmente de
princípios humanitários? Qual(is)? Fale um pouco sobre ele(s).

4 — De acordo com o seu entendimento, a quem a falta de ética e moral mais prejudica?

5 — Para você, onde a ética está fazendo mais falta atualmente? Por quê?

6 — Partindo do pressuposto de que todos nós temos princípios e valores para avaliar e julgar deter-
minada situação e decidir sobre ela, podemos afirmar que todos nós estamos submetidos à ética.
Escreva um breve texto argumentativo sobre o que é ser “antiético” — contrário a uma ética que
um grupo compartilha e aceita — e o que é ser imoral — colidir com determinados princípios e cos-
tumes de uma sociedade.

Esperamos que nesta aula você tenha percebido o quanto é necessário refletirmos sobre a ética, a mo-
ral e os valores que devem estar presentes nas nossas decisões. Saber sobre isso possibilita que você
seja ainda mais responsável por suas atitudes e colabore para uma convivência saudável em sociedade.
Até a próxima aula!

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REFERÊNCIAS

SHIKAMA, Felipe. A delicadeza necessária para falar sobre realidades fortes e duras. Disponível em:
<http://www.cruzeirodosul.inf.br/matéria/540906/a-delicadeza-necessária-para-falar-sobre-realidades-
fortes-e-duras>. Acesso em: abril de 2014.
PAIM, Wilson. Sinceridade. Composição: José Luiz Casarin. Disponível em: <http://www.ouvirmusica.
com.br/wilson-paim/1681985/#mais-acessadas/1681985>. Acesso em: abril de 2014.
PESSOA, Fernando. Fragmento 207. Livro do desassossego. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras,
2002. p. 212-213.
PASCOAL, Raissa. O perfil do mediador de conflitos na escola. Revista Gestão Escolar. São Paulo:
abril, n. 27, ago. 2013. Disponível em: <http://gestaoescolar.abril.com.br/comunidade/perfil-mediador-
conflitos-escola-750645.shtml>. Acesso em: junho de 2014.
SEGURA, Manuel. Como ensinar crianças a conviver. Tradução de Jacob Alberto J. Pierce. Rio de
Janeiro: Vozes, 2009. p. 72, 73, 74, 78 e 79.

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