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OUTUBRO - Edição Especial da

•••
BER ELETRONICA
Electronics
W.rkbench'EDA
50
circuitos
simulados
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oUCTIsindicaç6as.

Cálculoautomáticoderesistoresde10kohms/5% CARACTERíSTICAS DOS PRINCIPAIS TTL'S


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Cálculo automático d
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Incluíndo:

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Acrobat'Reader 4.0
Editorial
SIIIIEII A

ELETROnl[R Editora Saber Ltda.


Diretores
Hélio Fittipaldi
Thereza Mozzato Ciampi Fittipaldi

Revista Saber Eletrônica


Já estamos preparando a edição especial Diretor Responsável
Hélio Fittipaldi
da revista Saber Eletrônica que será lançada
em outubro. Além da edição normal teremos Diretor Técnico
Newton C. Braga
esta, na qual, pela primeira vez estaremos
Editor
fornecendo um CD com programas úteis para a Hélio Fittipaldi
área eletrônica como o Demo do Eletronics
Conselho Editorial
Workbench, o Acrobat Reader, além de fotos, cliparts, Hélio Fittipaldi
João Antonio Zuffo
links, artigos já publicados, e a seleção de 50 circuitos Newton C. Braga
simulados no EWB. Estaremos nos próximos dias
Impressão
ainda negociando outros conteúdos para este CD.Não Revista produzida sem o uso de
fotolitos pelo processo de "pré-
perca! impressão digital" por: W.ROTH
A velocidade com que a globalização vem (11) 6436-3000

ocorrendo, impõe uma mudança drástica de Distribuição


Brasil: DINAP
comportamento em todos os setores, além do social. Portugal: ElectroLiber
O tipo de trabalho tem mudado sob esta batuta e SABER ELETRÔNICA
quem não perceber isto, pode de uma hora para (ISSN - 0101 - 6717) é uma
publicação mensal da Editora Saber
outra ficar sem função. Ltda. Redação, administração,
assinatura, números atrasados,
O nosso ramo de Eletrônica está mudando muito publicidade e correspondência:
e quem não tiver conhecimento de hardware e R. Jacinto José de Araújo, 315 -
CEP.: 03087-020 - São Paulo - SP-
software, cada vez mais terá problemas para Brasil . Tel. (11) 296-5333
conseguir o pão de cada dia. Por este motivo Atendimento ao assinante:
temos nos esforçado para atender esta Pelo telefone
(11) 296-5333,
necessidade, contando é claro, com a ajuda com Luciana.
do leitor, sugerindo, criticando e
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colaborando até com artigos. de Imprensa sob n° 4764. livro A,
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Sumário ,
Nº 331 - Ago~to/2000 '

Máquina 1 Máquina 2 Máquina3 ,


( com rufdo elétrico )

CAPA
Semáforos inteligentes .4

Service
Impressoras 59
Máquina 1 Máquina 2 Máquina 3
Como eliminar interferências em
rádios e cd-players 65
Práticas de service · 71

Diversos
Pares termoelétricos 38

Eletrônica Industrial
Faça-você-mesmo Aterramento elétrico - parte 111 ••••••.•••••.••••....•••...•.. 10
Senha eletrônica 16 Fator de potência na indústria 53
Sistema de segurança para automóveis 33
Apagador de EPROM .42
Controle por som (vox) 56 Projetista
Etapa classe B - (push-pull) : .49

Componentes
Conheça os diodos schottky .46

CONTROLADOR Hardware
DE TRÁFEGO O mouse 29

SEÇÕES
Achados na Internet 13
USA em notícias 23
Notícias 26

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dos textos e ilustrações desta Revista, bem como a industrialização e/ou comercialização dos aparelhos ou idéias
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como corretos na data do fechamento da edição. Não assumimos a responsabilidade por alterações nos preços e na
disponibilidade dos produtos ocorridas após o fechamento.

TRALDE ~
~TROLE ~
Sel11áforos
Inteligent@§.
os computadores. Os engenheiros de
Você já deve ter-se perguntado quantos sistemas eletrônicos tráfego analisavam esses dados e,
existem "espalhados" pelas ruas das grandes cidades e pelas es- então, programavam os semáforos
para "temporizar" o ciclo de operação,
tradas de todo país. Para responder a essa questão escrevemos de acordo com o fluxo de veículos.
este artigo, que tem o objetivo de explorar os vários sistemas Com certeza, o tempo de abertura dos
automatizados de controle de tráfego urbano, mostrando que esta- semáforos ficou muito mais otimizado,
o que proporcionou uma melhora sig-
mos sendo literalmente monitorados o tempo todo. Hoje, estudare- nificativa no "tempo de jornada" dos
mos um pouco sobre "semáforos inteligentes" e "detectores de ve- veículos. Com o passar dos anos, até
locidade". Esses sistemas já fazem parte da realidade das princi- mesmo essa técnica perdeu sua efici-
ência. O sistema foi projetado para
pais capitais mundiais, e também das brasileiras. Boa leitura!
uma frota de 2,5 milhões de carros, e
quando chegamos em 1995, a cidade
de São Paulo já tinha uma frota de 4,5
SEMÁFOROS INTELIGENTES gramação" dos relés e contactores dos milhões de veículos! Novamente, algo
semáforos. Naquela época, a frota já mais poderoso deveria entrar em ação.
o que são, e para que servem os atingia 2,5 milhões de veículos, e essa Foi quando o projeto SEMIN (Semá-
semáforos inteligentes? técnica não atendia mais as necessi- foros Inteligentes) começou a ser im-
Antes de respondermos, vamos dades do controle de tráfego. Um sís- plantado.
lembrar um pouco do passado e fazer tema mais eficiente e, principalmen- A grande diferença do SEMIN para
uma análise do presente. Atualmente te, inteligente tornou-se imprescindí- o SEMCO está no controle em "tem-
a cidade de São Paulo possui uma fro- vel. Foi então que criou-se o sistema po real". No sistema SEMCO o con-
ta aproximada de 6 milhões de veícu- SEMCO (Semáforos Coordenados). trole do semáforo ocorre depois que
los que trafegam diariamente por suas O sistema SEMCO possuía vários determinado número de veículos já
ruas. A cada ano, 500 000 novos veí- detectores de veículos espalhados passou pelo local, isto é, o controle é
culos são somados a essa frota. pelas ruas e avenidas mais movimen- feito através de curvas estatísticas. O
O problema do excesso de veícu- tadas da cidade (o funcionamento sistema SEMIN, entretanto, controla o
los em cidades como São Paulo já é desses sensores será visto logo mais). semáforo ao mesmo tempo em que o
uma preocupação antiga. Essa preo- Dentro de uma sala de controle, os veículo está passando, ou seja, não
cupação levou a Prefeitura do Estado dados de volume de tráfego forneci- há necessidade de uma equipe anali-
de São Paulo, bem como várias ou- dos por esses sensores chegavam até sar os dados levantados e, algum tem-
tras prefeituras de todo o país a cria-
rem sistemas, e até mesmo departa-
mentos dedicados ao controle de trá-
fego de veículos.
No final da década de 70, por
exemplo, a CET (Companhia de En-
genharia de Tráfego) foi criada na ci-
dade de São Paulo com a finalidade
de "gerenciar" o tráfego, bem como
administrar os diversos sistemas utili-
zados para isso. Até então, os semá-
foros eram eletromecânicos. Os recur-
sos para otimizar os ciclos de tempo
de um semáforo resumiam-se na "pro- Sala de controle com monitores, na cidade de Leicester, Inglaterra.

4 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


CONTROLADO R Fig.1 - Sistema SEMIN
DE TRÁFEGO

CENTRALDE~
CONTROLE
po depois, enviar o melhor plano de cio na como uma média ponderada. que essa é uma visão extremamente
ação para o semáforo. O próprio sis- Cada rua ou avenida tem seu grau de simplista desse software. Não deve-
tema colhe, analisa e envia, imediata- prioridade (peso) em relação a outra mos nos esquecer que um cruzamen-
mente, o melhor tempo para aquele com a qual cruza. to não existe sozinho, portanto, o
semáforo. Dependendo do número de veícu- SCOOT tem a "árdua" tarefa de "pen-
A figura 1 mostra a estrutura de los, e dessa prioridade, o ciclp de tem- sar" em uma rede de cruzamentos, e
funcionamento do SEMIN. po do semáforo é determinado. Claro não apenas em um único isolado.
Notem que temos um cruzamento
Unha
com seus respectivos semáforos. Pró- TeleféJniica
ximo ao cruzamento temos o primeiro
equipamento do sistema que é o MODEM
controlado r de tráfego. Semáforo
Módulode
O controlado r de tráfego será es-

--~
potência
tudado a seguir, porém, sua função é
ligar e desligar as lâmpadas dos se-
máforos de acordo com as instruções
enviadas pela Central de Controle.
Esta, por sua vez, recebe os dados
sobre o volume do fluxo de veículos
através dos detectores. Após proces-
sar as informações e calcular qual é o
melhor plano de ação para o semáfo-
ro, a ordem de execução segue para
o controlador através de cabos telefô-
nicos.
Na verdade, um mesmo cabo tele- SENSOR
fônico, dependendo do volume de in-
formações, pode suportar até oito
controladores conectados. Um dos
softwares mais clássicos para Fig. 2 - Diagrama de blocos do
gerenciar o tráfego é o SCOOT. De Controlador Siemens T400.
maneira bem resumida, o SCOOT fun-

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 5


CONTROLADORES DE TRÁFEGO

. O controlador de tráfego, basica-


SINAL
mente, é composto de : CPU; módulo
I/O; fonte-de-alimentação; cartões
detectores; modem e módulo de po-
tência das lâmpadas. A função do
controlador é obedecer o ciclo do se-
máforo determinado pela central, atra-
CARTÃO
vés do "chaveamento" das lâmpadas DETECTOR
das fases semafóricas. A figura 2
mostra um diagrama de blocos de um
controlador de tráfego de fabricação
Siemens.
Notem que a CPU comunica-se
com os computadores da central de
controle através do modem, que en-
via as informações fornecidas pelos
"detectores" (sensores) de veículos,
sobre as condições da densidade do
fluxo do trânsito. As lâmpadas dos se-
máforos são chaveadas através do
módulo tiristorizado de potência, de-
nominado "placa de fase". No módulo
T-400 da Siemens, cada placa de fase
pode ativar 4 grupos de semáforos, e
cada T-400 pode controlar 4 placas,
portanto, cada controlado r desse tipo,
pode chavear 16 fases de semáforos. ~
Outros modelos como o T- 800, podem NOVO
controlar até 32 fases. SINAL
(PRESENÇA Fig. 3 - Cartão
•• ------ ••• DE VEICULO) __ rtII' detectorSarasota.

É bem verdade que toda a inteli.- a equipe de manutenção seja envia-


gência do processo encontra -se no da ao local, a fim de restabelecer a
software da central de controle, porém, comunicação.
o controlador de tráfego pode fazer um
papel mais nobre que um simples es- Cartões Detectares:
cravo da central. Oe fato, a CPU de Os cartões detectores são os
cada controlador possui um relógio módulos responsáveis pela detecta-
interno que está sincronizado com o ção do veículo.
relógio da central de controle através O princípio de funcionamento é
de um sistema de satélite GPS. semelhante ao do detecto r de metais.
Além disso, cada controlador pos- Uma bobina é colocada na pista e,
sui em sua EPROM um pequeno pro- quando um veículo passa sobre ela,
grama de controle que pode atuar no ele é "detectado". A figura 3 mostra o
caso de falha da central. Imaginem diagrama de blocos de um cartão
que uma linha telefônica quebre "ou detector.
uma placa de modem pife", o que O circuito possui um oscilador in-
acontece com o cruzamento que está terno, que gera um sinal senoidal para
sendo controlado? Resposta: Ele con- o sensor (bobina) alocado na pista.
tinua funcionando, só que agora em Quando uma massa metálica (carro)
"modo local". passa por cima do sensor, ocorre uma
Isso quer dizer que o controlador defasagem na senóide.
tem condições de assumir o controle Um conversor AIO converte essa
do cruzamento em caso de falha de defasagem senoidal (sinal analógico)
comunicação com a central. em um conjunto de bits (sinal digital)
Nesse modo, ele opera segundo indicando a contagem de um carro.
sua programação interna (local),e um Cabe lembrar que esses dados che-
Controladorde trálego SiemensmodeloT400. alarme na central é ativado para que gam até a central via placa de modem.

6 SABER ELETRÔNICA NQ 331/AGOSTO/2000


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"LAÇO INDUTIVO"
3 A 4 VOLTAS DE FIO, • Eletrônica Básica
COBERTOS COM • Eletrônica Digital
PIXE PARA PROTEÇÃO Fig.4 . "Laço"indutivo.
• Áudio e Rádio
• CO Player - Reparos e Manutenção
o próprio leitor, se observar com aten- ativadas erroneamente, de imediato o • Televisão Cores e P&B
ção as ruas de São Paulo, poderá no- controlador desligará todos os semá- • Videocassete
tar em alguns locais, uma espécie de foros, e ativará o "amarelo intermiten- • Eletrônica, Rádio e Televisão
"retângulo" marcado na pista, que se te". • Eletrotécnica
trata justamente de um sensor de ve- Com certeza, o leitor já passou por • Instalações Elétricas
ículos (também chamado de detector, um cruzamento em que, ao invés dele • Refrigeração e Ar Condicionado
ou laço indutivo). estar operando normalmente, apenas • Microprocessadores
O sensor, por sua vez, não passa as luzes amarelas estavam piscando • Informática Básica - 0.0.5 - Windows
de três a quatro voltas de fio comum, para todas as mãos. Em todos os cursos você tem uma
colocado cerca de 10 em sob a super- Pois é, algo de errado ocorreu no CONSULTORIA PERMANENTE!
Por carta opu taxo
fície do chão, figura 4. controlador.
Embora isso possa prejudicar um
pouco o trânsito no local, é um modo Occidental Schools @
SEGURANÇA de chamar a atenção dos motoristas
DO SISTEMA e evitar acidentes. Av. Ipiranga, 795 - 4º andar
Fone: (011) 222-0061
Além do controlador poder assu- Fax: (011) 222-9493
mir o controle do cruzamento em caso CÂMERAS 01039-000 - S.Paulo - SP
de quebra na comunicação (por qual-
quer que seja a razão), ele também Além dos computadores de contro-
possui sistemas de segurança. Imagi- le, a Central possui vários monitores Occidental Schools @
nem qual pode ser o pior erro que um de vídeo, que mostram os pontos crí-
Caixa Postal 1663
controle de semáforos pode cometer ... ticos da cidade.
01059-970 - S.Paulo - SP
Isso mesmo! Em São Paulo, por exemplo, temos
Ligar duas lâmpadas verdes para centenas de câmeras espalhadas pe- Solicito, GRÁ TIS.
o Catálogo Geral de cursos
duas ruas que "conflitam". Caso isso los cruzamentos mais críticos. Essas
ocorra, a possibilidade de haver mor- câmeras têm como principal objetivo,
NOME: _
te de pessoas é realmente grande. auxiliar o pessoal da sala de controle
Para que isso jamais aconteça, o a intervir no sistema, se necessário,
controlado r processa todo sinal verde devido a uma emergência (incêndio, END: _
antes de liberá-Io. acidentes graves, etc ...).
Dentro da sua EPROM temos to- Apesar da sua função auxiliadora, ____________ Nº:
das as situações, relativas ao cruza- algumas delas podem" gravar" infra- BAIRRO: _
mento que o controlador está, de "ver- ções de trânsito. Antes de "passar" um •·CEP: _
des conflitantes". sinal vermelho, ou fazer uma conver-
Se, por alguma falha eletrônica (um são proibida, pense bem, pois você
•·CIDADE: EST. _
tiristor em curto-circuito, por exemplo), poderá ser multado mesmo sem ne- •
e duas lâmpadas verdes forem nhum fiscal pelas redondezas!

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 7


DETECTORES
, DE VELOCIDADE

o sistema de radar de velocidade Fig.5 - Detectardevelocidade.


hoje, é coisa do passado, Muitas ve-
zes fica fácil identificar os pontos em
que o radar está, e equipamentos que
detectam sua localização, já muito
tempo tem sido utilizados para "driblar'
a fiscalização. Com as novas
tecnologias de detecção de velocida-
de, isso ficou bem mais complicado. Linha
Telefônica
A figura 5 mostra como uma câmera
pode multá-Io sem que você se dê MODEM
conta.
Novamente, se observarmos algu-
mas avenidas, e até mesmo algumas
rodovias, notaremos que às vezes en-
contramos no chão três retângulos
marcados no asfalto. Normalmente,
eles estão bem próximos uns dos ou-
tros.
Esses retângulos também são
sensores de veículos, porém, agora
estão lá para detectarem excesso de
velocidade.
O funcionamento do sistema é o veículo está acima da velocidade A câmera monitora todo o setor
simples. Como no controlado r de trá- programada. (avenida, rua, estrada, etc ...) e joga a
fego, temos um cartão detector ligado Nessa altura alguém pode pensar: imagem na tela. O operador pode
aos sensores de veículo, uma CPU e "Então basta passar pelos sensores alocar nessa tela os sensores de ve-
um modem. Dessa vez , os dois pri- em baixa velocidade, e depois, pé-na- locidade onde ele bem entender. Hoje
meiros sensores servem para deter- tábua"! podem estar em uma posição, ama-
minar a velocidade com que o veículo Não é verdade. Nem sempre os nhã, em outra! Portanto, o motorista
se desloca. sensores são visíveis, ou pior, eles nunca sabe onde a fiscalização efeti-
O circuito "lê" quanto tempo o podem até não existir fisicamente. Tra- vamente, se encontra.
sensor B é ativado em relação ao A. ta-se do sensor virtual. Essa é a tecnologia do senso r vir-
Quanto menor o tempo, maior a velo- O senso r virtual está presente nas tual, pois sua posição na tela equiva-
cidade. ruas e rodovias de todo o Brasil, e so- le, exatamente, na pista. Um dos mais
A CPU possui um valor programa- mente existe na tela do computador clássicos sistemas desse tipo é o
do de tempo correspondente ao valor de controle, figura 6 . ARTEMIS, também da Siemens.
máximo da velocidade permitida.
Quando o tempo de trajeto do veículo
for menor, a CPU habilita o sensor C, CONCLUSÃO
que é o responsável pela "foto" digital
da placa do veículo. Portanto, o ter-
ceiro sensor controla a autuação do Podemos perceber que a automação não se resume apenas ao
veículo, e somente é ativado quando ambiente industrial.
Cada vez mais encontramos: prédios inteligentes, estradas
automatizadas, semáforos que pensam, etc ...
Isso é apenas mais um dos indicativos de que o profissional de
Eletrônica tem um enorme desafio pela frente: a constante atuali-
zação dos conhecimentos.
No que se refere ao controle de tráfego, tanto urbano quanto
rodoviário, cuidado! Você está sendo observado, portanto, "pézinho
lá em cima".
Até a próxima! -
Fig.6 - Detetores
virtuais.

8 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


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ção de Circuitos mais Comple- Fliperama, Telégrafo, Farol Au-
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ATERRAMENTO
ELÉTRICO PARTE 11I

Alexandre Capelli

ATERRAMENTO NA COMUNICA-
Finalizando o tema "Aterramento Elétrico", este capítulo fará as çÃO SERIAL RS 232
considerações finais sobre o assunto abordando agora os aspec-
Os sistemas de comunicações
tos eletrônicos. Veremos como o aterramento pode influenciar nos seriais como RS 232 são especial-
diversos circuitos eletrônicos e, entre eles, na própria comunica- mente sensíveis à EMI. A RS 232 uti-
liza o terra dos sistemas comunicantes
ção RS 232.
como referência para os sinais de
Estudaremos também um pouco sobre EMI, visto que seu efeito transmissão (TX ) e recepção ( RX ).
depende em parte da qualidade do aterramento elétrico. Além dis- Caso haja diferenças de potenciais
so, para quem deseja aprofundar-se um pouco mais, segue um entre esses terras, a comunicação
poderá ser quebrada. Isso ocorre
pequeno formulário sobre aterramento elétrico. quando o terra utilizado como referên-
cia não está dentro do valor ideal (me-
nor ou igual a 10 Q), portanto o fio ter-
EMI (Eletromagnetic Interference) Podemos perceber a EMI em rá- ra serve como uma "antena" receptora
dios AM colocados próximos a reato- de EMI. Notem, pela figura 1, o dia-
Qualquer condutor de eletricidade res eletrônicos de lâmpadas fluores- grama simplificado do fenômeno.
ao ser percorrido por uma corrente centes, principalmente nas estações Isso significa que o mau aterra-
elétrica, gera ao seu redor um campo acima dos 1000 KHz. Uma das técni- mento é uma "porta aberta" para que
eletromagnético. Dependendo da fre- cas para atenuar a EMI é justamente os ruídos elétricos (tais como EMI)
qüência e intensidade da corrente elé- um bom aterramento elétrico, como entrem no circuito, e causem um fun-
trica, esse campo pode ser maior ou veremos a seguir. cionamento anormal na máquina.
menor. Quando sua intensidade ultra-
passa determinados valores, ela pode
começar a interferir nos outros circui- ~ Sinal fntegro
tos próximos a ele. Esse fenômeno é
a EMI.
;/
r-------, /-------1 TX
Na verdade, os efeitos da EMI co-
meçaram a ser sentidos na 2Q Guerra RX

Mundial. I------------,..------~ GND


As explosões das duas bombas
Resistência de
atômicas sobre o Japão irradiaram 100% EMI terra s tü O
campos eletromagnéticos tão inten- absorvida pelo solo

sos, que as comunicações de rádio na


região ficaram comprometidas por
várias semanas. Atualmente, os circui-
tos chaveados (fontes de alimentação,
inversores de freqüência, reatores ele-
;/ fi!.""-"'--~---
trônicos, etc. ) são os principais gera- TX r-----~ TX
dores de EMI. O "chaveamento" dos
RX RX
transistores (PWM) em freqüências de
2 a 30 kHz geram interferências que GND
1<t!!II ••• ~II •••• ~GND
podem provocar o mau funcionamen-
Resistência de
to de outros circuitos próximos, tais EMI
terra alta> 10 n
"espalhada'
como CPUs, e dispositivos de comu- pelo sistema
nicação (principalmente RS 232).

10 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


17/
BLINDAGEM ATERRADA sicas, que podem ser úteis para um d)Determinação da janela da malha
cálculo prévio à instalação do
Outra técnica para imunizar - se aterramento elétrico.
os ruídos elétricos é o aterramento das D=C/2Qf
blindagens. O leitor poderá perceber a) Resistência de uma haste
que todos os circuitos chaveados (fon-
tes de alimentação, inversores, etc.), Rhaste = 2..!!....Jn(4Ud) Q.
7 I I
na sua maioria, possuem sua caixa de 2Tr.L Onde: C = velocidade da luz =
montagem feita de metal. Essa técni- onde: 300.000.000 m/s.
ca é a blindagem, que também é pa = resistividade do solo (Q.m.) f = freqüência (Hz).
fabricada em alguns cabos através da L = comprimento da haste (rn) ,e D = janela da malha (m).
malha ("shield"). Na verdade, fisica- d= diâmetro da haste (m).
mente, essa blindagem é uma gaiola CONCLUSÃO
de Faraday. A gaiola de Faraday não
permite que cargas elétricas penetrem b) Resistência equivalente à asso- Com estas "dicas" finais, somadas
(ou saiam) do ambiente em que estão ciação de hastes em paralelo às técnicas de aterramento exploradas
confinadas. Ela torna - se ainda mais nos dois artigos anteriores, acredita-
eficiente quando aterrada. O próprio Req= K. Rhaste mos que o leitor já esteja preparado
PC possui sua carcaça metálica, e li- Onde: para analisar o sistema de aterramen-
gada ao terminal terra. Quando não =
Req resistência equivalente (Q). to da sua empresa. Fazer uma "checa-
aterramos a carcaça de qualquer equi- Rhaste =resistência das hastes (Q). gem" completa do sistema de aterra-
pamento, comprometemos não so- K = fator de redução (depende do solo, mento é extremamente "saudável"
mente a segurança do usuário, como e geometria da haste). para os diversos equipamentos da ins-
também contribuímos para a propaga- talação. Nunca se esqueçam, porém,
ção de EMI . qúe todo o trabalho em' baixa tensão
c) Resistência da malha de deve ser feito obedecendo às normas
aterramento técnicas descritas pela NBR 5410.
TERRA COMPARTILHADO Oportunamente voltaremos a abor-
=
R (pa/4). Vrt! A malha , dar este terna "Aterramento" e pedi-
Devemos evitar ao máximo a liga- Onde: mos a todos os leitores que enviem
ção de muitas máquinas em um mes- =
R resistência da malha (Q). suas críticas referentes aos artigos já
mo fio terra. Quanto maior for o nú- =
pa resistividade do solo (Q. m ). publicados, e sugestões para próxi-
mero de sistemas compartilhados no =
A área da malha (m2). mos assuntos a serem abordados. -
mesmo terra, maiores serão as
chances de um equipamento interfe- Máquina 1 Máquina 2 Máquina 3
( com ruído elétrico)
rir no outro (figura 2 ).
Isso ocorre porque as amplitudes
dos ruídos podem se somar e ultra-
passar a capacidade de absorção do
terra. Obviamente esse problema sur-
ge com maior freqüência para um fio
terra que não tenha uma boa resis-
tência de aterramento. Para as máqui-
nas que possuem seu terra tratado
quimicamente, ele não deve ser com-
partilhado com outras. Cabe lembrar
que o tratamento químico, ao longo
do tempo, perde sua eficiência .
Máquina 1 Máquina 2 Máquina 3

FORMULÁRIO

Até agora abordamos o aterramen-


to elétrico de uma forma genérica e
prática. Como já dissemos anterior-
mente, este assunto é bastante vasto
e complexo. O estudo profundo do
aterramento envolve um número mui-
to grande de fórmulas um tanto quan-
to complicadas. De qualquer modo ,
seguem abaixo algumas fórmulas bá-

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vindo de direcionadores para os que com o site da Revista Saber Eletrôni-
procuram informações ou um assun- No site da Chip Center, que comer- ca), existem FAQs e outros serviços
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Para a Eletrônica isso já está plo de portal para a Eletrônica onde minam o idioma inglês.
acontecendo em muitos lugares. Cer- podemos encontrar desde informa-
tos sites passam a concentrar dados ções específicas sobre componentes
e links que direcionam o navegador até artigos técnicos, notícias, lança- MP3
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SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 13


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respondentes à música, e assim trônicos de uso doméstico.
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Internet e gravá-Ios em menor espa- http://www.national.com inglês não apresenta problemas, pois
ço. Players como o RIO são bem co- os desenhos já dizem tudo), pode ser
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TCE (http://www.tce.com.br). http://www.components.philips.com
http://www.tgm.ac.aVcourses/hwb/
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malmente em formato PDF Os que ti- Il&w.l [Seris! InlOutl rrya,Ue! InlOutl [Mjsc InlOutl 00siW OOYfÜcksJMoumllK!ybol!'d(! !Diskdriyu]
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SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 15
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ELETRONICA
tar três vezes e ainda assim for nega-
São muitos os aparelhos eletrônicos que usam uma chave ele- do o acesso, será ativado um outro
pino I/O de uma porta que poderá ser
trônica ou senha (password) para serem acionados, como é o caso
usado para dar algum tipo de aviso ou
de computadores, telefones celulares, portas de segurança, ins- alarme às pessoas encarregadas do
trumentos e equipamentos diversos. O funcionamento desta clas- controle. O sinal deste pino só será
se de produtos utiliza comparações de dados para testar se a se- desativado digitando a chave correta.
A tecla marcada como «APAGAR"
nha introduzida é igual à armazenada na memória do equipamen- permite voltar o cursor no display mu-
to. O circuito apresentado mostra como fazer sua implementação. dando algum dígito, caso a pessoa
erre ao digitar a senha.
Alfonso Pérez
FUNCIONAMENTO te momento a pessoa pode digitar a CIRCUITO ELETRÔNICO
senha. Cada número que entra 1'10
Diariamente as pessoas fazem uso LCD aparece mascarado com um X e O microcontrolador manuseia to-
de senhas para acessar algum tipo de isso é feito para evitar que outras pes- das as transferências de dados entre
equipamento. Um dos casos mais co- soas possam ver a senha de acesso. o teclado e o display.
muns é o acesso a um computador ou Quando se termina de digitar a senha, Antes de poder enviar caracteres
a um determinado programa dentro do a segunda linha terá o seguinte as- para visualização, é necessário
sistema. pecto: XXXX. Agora pode-se tocar a inicializar o LCD. A inicialização é re-
O circuito indica como implementar tecla ENTER que se encarrega de alizada por programa através do
uma chave com senha eletrônica em chamar um bloco de programa para microcontrolador e é possível definir
algum equipamento ou porta para con- fazer a comparação entre os núme- parâmetros, tais como largura do
trolar o acesso e é desenvolvido com ros digitais e a senha armazenada no barramento para transferência de da-
um microcontrolador 8051, da família microcontrolador. dos (4 ou 8 bits) e número de linhas
51 da Intel. Para a visualização de Se os dados são iguais, aparece- que possui o display. Para este circui-
mensagens é usado um display de rá no LCD a mensagem «ACESSO to o LCD foi configurado para comuni-
cristal líquido (LCD) de 2 linhas. Cada PERMITIDO" e o programa ativará um car-se a 8 bits com o microcontrolador
linha pode visualizar 16 caracteres pino I/O de saída de uma porta, atra- e usar duas linhas para a visualização
com um total de 32 em toda a tela. O vés do qual pode-se manusear um de caracteres.
teclado está configurado em decimal, transistor, triac, etc, para controlar al- Os LCDs possuem uma memó-
o que quer dizer que cada tecla está gum dispositivo externo que depende ria RAM interna para armazenar
associada a um número decimal. A da aplicação. caracteres. O exemplar usado neste
senha está configurada para 4 dígitos Se os dados forem incorretos, projeto tem 80 bytes de memória RAM.
decimais programados no microcon- então aparecerá a mensagem «SE- A primeira linha começa a visualizar
trolador. f':JHAINCORRETA", temporizando o os caracteres armazenados a partir do
Ao ligar o circuito aparece no LCD circuito por 3 segundos aproximada- endereço OOHda RAM, e a segunda
a mensagem «DIGITE SUA SENHA» mente na tela LCD. Depois deste tem- visualiza os caracteres a partir do en-
e o cursor é colocado piscando no po aparecerá novamente a mensagem dereço 40H. É importante notar que a
cento da segunda linha do LCD. Nes- 'DIGITE A SENHA". Se a pessoa ten- linha armazena os 40 caracteres na

16 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


RAM a partir do endereço 40H até tipo de integrado suporta o protocolo contidos no microcontrolador como
27H, e a segunda linha os 40 de comunicação 12Cpermitindo sua senha. Uma das instruções usadas
caracteres do endereço 40H até 67H interconexão fácil por meio de quatro para tal fim é CJNE que significa
da RAM. linhas. «Compare e Salte, se não for Equiva-
A parte da memória RAM que não Uma é a linha de dados ou DAS, lente». O que o microcontrolador faz
é visualizada no LCD é usada geral- outra é usada como linha serial de ao executar esta instrução é compa-
mente para o deslocamento de men- clock ou SCL, e as outras duas levam rar o dado disponível no nemotécnico
sagens, tanto para direita como para a tensão (+5 V) e o terra (GND). Os da instrução com o acumulador ou al-
esquerda. PCF8574P são portas de 8 bits guma posição da memória RAM. Na
A linha RS indica se o byte coloca- bidirecionais com coletor aberto, o que senha deste projeto foram utilizados
do no barramento do LCD é um dado quer dizer que podem ser configura- 4 dígitos decimais, podendo a senha
ou um comando de instrução. Os das independentemente como entra- conter um valor de 0000 a 9999 (a
LCDs aceitam vários tipos de instru- da/saída, drenando em cada pino 10 senha atual é 1357).
ção como, por exemplo: limpar o mA, no modo supridouro. O programa permite ser modifica-
display, cursor adiante ou atrás, cursor O sinal colocado no LED1 é usado do para um maior número de dígitos
na direção da linha, etc. Uma vez indi- como a saída de controle e o sinal do da senha.
cado ao LCD o tipo de comando ou LED2 como alarme, caso se tenha o O programa começa inicializando
dado, ele deve ser habilitado com um impedimento ao acesso por três ve- o LCD e algumas variáveis usadas.
pulso positivo sobre a linha de habili- zes seguidas. Depois disso, é enviada para o LCD a
tação (E). A linha R/W controla a gra- mensagem «DIGITE SUA SENHA» e
vação ou leitura do LCD. Devido ao posicionado o cursar na segunda li-
fato de que este projeto só grava no o PROGRAMA nha.
LCD, esta linha pode ser colocada a A partir desse momento, as teclas
negativo (W). Este tipo de programa usa a com- são testadas permanentemente para
O teclado é decimal, usando uma paração de dados para realizar a veri- verificar se alguma delas foi pulsada.
tecla para cada número conectado ficação da igualdade entre os valores Se nenhuma foi pulsada, este laço se
através das portas PCF8574P. Este que entram pelo teclado e aqueles repetirá indefinidamente.

+5 Vcc 16 Caracteres por 2 linhas +5 Vcc


1 31 EA PP33.7 t--:~::-:~:-::~-~-:-::::-----";"'------'J
c::!::J C4 .6 DB5 12
.,. 10 IlF 9 P3.5 DB4 11 3
RESET P3.4 DB3 LCD ~:
••• O
.~ C3
1~
C1
CI1 ~:~
P3.1
~~~
DBO
107~ 1 1R~

100 nF 22 pF 8051 P3.0 I-=="'----'-L~.,.....---r------.J


L....-_-+- .•: ~
·* c::::J
XTAL2 P1.4 ~ RES ~
P1.3 I-'---==--------J
1
6

••
5

12~;bHZ
GND~2~0
__ ~~ G~N~D --.
r-----4~.•
• 19 XTAL
1
C2. +5Vcc
22 pF •••••
P~11"'".
7__ P.,..1._6_V.,.CC---il
R4 8 71 401L-__ 1-+- ~5~VCC~---._--~-_r-------------__+
+5Vcc ~ I SCL Sarda
SDA ..- de controle
~ - ~~
R5 R2 ~
10 kn 15 14 16 8 15 14 16 1 8 2 3 \ •...•••
~---..-+---,1t31 12 r.O j

2
••• tI CI2 PCF8574P CI3 PCF8574P~ ~~
4 5 6 7 9 10 11 12 4 5 6 7 AJarmP
L...r-----t. R6 R10...r---1...... R1~
!L-----I" ~:L----I"""' R1 e R2
f-c:J- R7 R1~ R1~-cJ-< 330 O
f..CJRs R12~ •.. R16p..
~ ~
~
'u ~
R6a17R
~ ~ ~ ~ 100

;'1 ~1;11;-11:11
;41:11;11 :-'1 ;ll~l"yEnter

SABER ELETRÔNICANº 331/AGOSTO/2000 17


Se alguma tecla foi pulsada, en-
$tão passa-se ao respectivo bloco de
código. Para testar se alguma tecla foi
I 0- TE
CÓDIGO:
acionada, é lido primeiro um dos ;**************************************************************************

PCF8574P e o valor encontrado é ar- $mod51


$debug
mazenado na variável R_DATA. Esta
variável é levada para o acumulador SDA BIT p1.7
onde seus bits são testados para de- SCL BIT p1.6
RS BIT P1.4
terminar qual delas foi pressionada.
E BIT PI.3
A instrução usada para esta finali- ESCRAVO DATA 30H
dade é: JB ACC.X (onde X representa SUBENDEREÇO DATA 31H
o bit a ser testado). Esta instrução tes- T_DATA DATA 32H
R_DATA DATA 33H
ta o bit X e salta se não é um. Se o bit
contadorl DATA 35H
for igual a zero, então é dada passa- CANT_NUMEROS DATA 36H
gem ao código que representa esta ACESSO DATA 37H
tecla. PASSWORD EQU lOH
ORG
Tenha em conta que as resistênci-
as de R6 a R17 mantém positivos os
°
;«««««««««««««««« INÍCIO PROGRAMA «<
INICIALIZAÇAo:
pinos dos PCF8574P onde estão as DJNZ RO,$ ;Retardo para permitir estabilização
teclas. Se alguma for pressionada, DJNZ RO,$ ;da tensão no LCD.
DJNZ RO, $
este valor passa a zero. Depois de ser MOV ACESSO,#3
testado a primeira PCF8574P é feito MOV A,#38H ;Inicialização do LCD.
o mesmo com a outra porta. LCALL ;Chama a rotina de enviar comando ao LCD.
CALL RETARDO ;Chama a rotina de retardo.
Para armazenar os valores intro- MOV A,#ODH
duzidos pelo teclado na memória RAM LCALL CONTROL
é utilizado o endereçamento indireto. CALL RETARDO
Os registros RO e R1 do microcontro- MOV A, #06H
LCALL CONTROL
lador 8051, além de poderem servir CALL RETARDO
para usos gerais, também podem ser
empregados como um registro de LIMPA_LCD:
MOV A,#OlH ;Limpa o display.
endereçamento indireto à memória LCALL CONTROL
RAM para o que se carregam estes CALL SEGUN
registros com o endereço da RAM MOV DPTR,#MENl ;Envia a mensagem: DIGITE SUA SENHA.
onde será executada a operação CALL DISPLAY
MOV A,#OC6H ;Coloca o cursor na segunda linha.
indicada na instrução. LCALL CONTROL
Normalmente estes endereços são LCALL SEGUN
armazenados como variáveis e Ihes é MOV CANT_NUMEROS,#0
dado o nome de ponteiros. Para indi-
INICIO:;************:***************
car a instrução de que a operação vai MOV ESCRAVO,#40H ;Seleciona o endereço do escravo.
ser executada no endereço apontado CALL RCVD ;Rotina de leitura do escravo
no registro RO ou R1, deve-se ante- MOV A,R_DATA ;Move o dado recebido e o carrega
;no acumulador
por o caractere @. JB ACC.O,TEST_TECLA_l ;0 bloco seguinte de código,
É recomendável conhecer quais ;testa cada bit do
instruções podem ser suportadas com MOV B, #' O' ;acumulador e, dependendo da tecla pulsada,
o endereçamento indireto dos regis- JMP ENVIAR_LCD ;armazena um valor decimal ASCII no registro B.
tros RO e R1 nos microcontroladores TEST_TECLA_l: JB
8051. MOV B,#'i :
Outro registro muito utilizado para JMP ENVIAR_LCD
endereçamento indireto é o DPTR, ou TEST_TECLA_2: JB
Ponteiro de Dados de 16 bits, que MOV B,#'2'
pode endereçar qualquer dado conti- JMP ENVIAR_LCD
do na memória de programa. Este
TEST_TECLA_3: JB
ponteiro é muito importante para MOV B,#'3'
acessar uma sequência de bytes que JMP ENVIAR_LCD
geralmente representam tabelas de
TEST_TECLA_4: JB
dados.
MOV B,#'4'
O endereço para onde aponta o JMP ENVIAR_LCD
DPTR é formado pelo valor contido
neste registro mais o valor encontra- TEST_TECLA_5: JB
MOV B,#,5'
do no acumulador antes de executar- JMP ENVIAR_LCD
se a instrução. O acumulador é utili-

18 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


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www.lnstltutomonitor.com.br Bairro: Telefone: _
e-mail: monitor@uol.com.br
zado como um «oftset» que permite
deslocar-se dentro da tabela de da-
TEST_TECLA 6: JB dos e deixar o valor DPTR apontando
MOV B,#'6' para o início da mesma. Depois de
JMP ENVIAR_LCD excecutada a instrução, o dado é co-
TEST_TECLA_7: JB locado no acumulador.
MOV B,#'7' O nemotécnico do direcionamento
JMP ENVIAR_LCD indireto com o DPTR é MOVC
A, @A+DPTR, significando: mova para
TEST_TECLA_8:
MOV ESCRAVO,#42H ;Seleciona o endereço do outro escravo. o acumulador o endereçado pelo
CALL RCVD ;Rotina de leitura do escravo DPTR mais o acumulador. Esta ins-
MOV A,R_DATA trução é a mais utilizada para tirar os
JB ACC.O,TEST_TECLA_9
MOV B,#'8'
dados das mensagens e transferí-Ios
JMP ENVIAR_LCD para o LCD.
As mensagens que aparecem
TEST_TECLA_9: JB no LCD são armazenadas na memó-
MOV B,#'9'
JMP ENVIAR_LCD ria de programa como tabelas de da-
dos ASCII, podendo ser escritas dire-
TEST TECLA 10: JB ACC.2,TEST_TECLA_ll ;Retrocede o cursor tamente no editor de texto quando se
MOV A,CANT_NUMEROS escreve o programa fonte. O
JZ SAIDA_l
MOV A,#10H assembler entende que todos os
CALL CONTROL caracteres encontrados entre «» po-
DEC CANT_NUMEROS dem ser traduzidos para seus respec-
tivos códigos ASCII.
.*********************************************************** A rotina que lê as tabelas e as en-
TEST_TECLA_ll: via ao display está programada para
JB ACC.3, INICIO ;Código correspondente à tecla ENTER. tirar 32 bytes de cada uma, que
MOV RO,#PASSWORD ;Bloco de código que realiza a comparação
CJNE @RO,#'l' ,ERROR_SENHA ;entre os valores entrados no correspondem aos caracteres
;teclado e os valores armaze- visualizados no display.
INC RO ;nados no microcontrolador. Estas mensagens podem ser facil-
CJNE @RO,#'3',ERROR_SENHA ;Aqui é especifica da senha.
mente trocadas e deve-se levar em
INC RO ;A senha atual é: 1357.
CJNE @RO,#'5' ,ERROR_SENHA consideração que os bytes não utili-
INC RO zados na mensagem devem conter um
CJNE @RO r # '7 ',ERROR_SENHA espaço até completar a tabela de 32
MOV T_DATA,#7FH ;Ativa o LED 1 (SAÍDA).
MOV ESCRAVO,#42H ;Seleciona o endereço do escravo. caracteres.
CALL TXDD ;Rotina de gravação em um escravo. A rotina encarregada de ler a ta-
MOV A,#OlH ;Limpa o di splay. bela, lê os primeiros 16 caracteres e
LCALL CONTROL os coloca na linha 1 do displaye em
CALL SEGUN
MOV DPTR,#MEN_ACESSO ;Envia a mensagem: ACESSO PERMITIDO. seguida troca de linha e envia os ou-
CALL DISPLAY tros 16 caracteres.
MOV RO,#12 ;Retardo Na parte final do programa são
CALL SEGUNDOS
MOV T_DATA,#OFFH ;Apaga o LED 1 (SAÍDA). encontradas as rotinas que manusei-
MOV ESCRAVO,#42H ;Seleciona o endereço do escravo. am o protocolo 12Cusadas para a
CALL TXDD ;Rotina de gravação em um escravo. intercomunicação com as portas
MOV Rl,#4 ;Zera os valores da senha encontrados PCF8574P
MOV RO,#PASSWORD ;na memória RAM.
OUTRO_CLEAR: MOV @RO,#O Estas rotinas permitem tanto a gra-
INC RO vação como a leitura nestes integra-
DJNZ Rl,OUTRO_CLEAR dos.
MOV ACESSO, #3
É importante lembrar que cada in-
JMP LIMPA_LCD ;Salta para permitir um novo acesso.
tegrado dentro do protocolo 12Cpos-
ERROR_SENHA: sui um endereço que deve ser envia-
MOV A,#OlH ;Limpa a tela do d.isp l ey . do pelo barramento antes de realizar
LCALL CONTROL
CALL SEGUN a comunicação.
Um dos PCF8574P foi configura-
MOV DPTR,#MEN_ERROR ;Envia ao LCD a mensagem: do com o endereço 40H e o outro 42H.
;SENHA INCORRETA. Quando qualquer destes integrados é
CALL DISPLAY
DJNZ ACESSO,SAIDA_ERROR ;Verifica se é a terceira lido, o valor é armazenado na variável
;tentativa incorreta R_DATA, e quando é gravado este
MOV RO,#l valor, deve encontrar-se na variável
CALL SEGUNDOS
MOV T_DATA,#OBFH ;Acende o LED 2 (ALARME) T_DATA antes de chamar a rotina de
transmissão.

20 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


,.

MOV ESCRAVO,#42H ;Seleciona o endere- CJNE A,#2IH,Outra_2Linea


ço do escravo. RET
CALL TXDD ;Rotina de gravação de um escravo. i=================== CONTROLE//DADOS =======
CONTROL:CLR RS ;Grava instruções no LCD.
SAIDA_ERROR: AJMP DATA2
MOV RO,#5 ;Retardo. DATAS: SETB RS ;Escreve dados no LCD.
CAL L SEGUNDOS DATA2: CLR E
JMP LIMPA_LCD ;Salta para permitir um MOV P3,A
;novo acesso. LCALL RETARDO
;************************************************************************ SETB E ;Ativa a linha de habilitação (E).
ENVIAR_LCD: LCALL RETARDO
MOV A,#IOH ;Esta rotina se encarrega CLR E ;Desativa a linha de habilitação (E).
;de mascarar LCALL RETARDO
ADD A,CANT_NUMEROS RET
;os números digitados, ;############################## RETARDO #####
;con um X. RETARDO:MOV R6,#OOH
MOV RO,A DJNZ R6, $
MOV A,B RET
MOV @RO,A ;############################## RETARDO ######
MOV A,#'X' MILISEGUNDO: NOP
CAL L DATAS SEGUN: MOV R6,#IOH
INC CANT_NUMEROS MOV R7, #OFFH
TECLA_LIVRE:;********************************** retar: DJNZ R7,$
MOV ESCRAVO,#40H ;Seleciona o endereço do es- DJNZ R6, retar
cravo. RET
CAL RCVD ;Rotina de leitura de um escravo ;######################################################
MOV A,R_DATA
;Move o valor recebido para o RETARDO ######
;acumulador. SEGUNDOS:
CPL A ;Complementa o acumulador MOV R6, #OFFH _
JNZ TECLA_LIVRE ;Testa se a tecla já MOV R7, #OFFH
;foi liberada. retar_seg: DJNZ R7, $
MOV ESCRAVO,#42H ;Seleciona o endereço do DJNZ R6,retar_seg
;escravo. DJNZ RO,SEGUNDOS
CALL RCVD ;Rotina de leitura de um RET
;escravo ;###################################################
MOV ;Move o valor recebido INIC: SETB SDA ;Inicializa o barrarnento
;para o acumulador. ;colocando as linhas
CPL A ;Complementa o acumulador. SETB SCL ;SDA e SCL a nível alto.
ANL A,#OFH ;Mascara o LED I e LED 2. NOP ;Temporiza para estabilizar as linhas.
JNZ TECLA_LIVRE ;Testa se a tecla já foi NOP
;liberada. NOP
JMP INICIO ;Salta para o lnlClO NOP
;################# TABELAS COM AS MENSAGENS. R'ET
MENI: DB 'DIGITE A SENHA: ',OH ;################################################
MEN_ERROR: DB 'SENHA INCORRETA ',OH PARADA ####
MEN_ACESSO: DB 'ACESSO PERMITIDO ',OH STOP:
;############################################ CLR SDA ;Esta rotina gera a condição de parada
DISPLAY: NOP ;liberando as linhas SDA e SCL.
MOV A,#OIH ;Limpa todo o display e retorna SETB SCL
LCALL CONTROL ;o cursor à primeira posi- NOP
ção. NOP
LCALL RETARDO NOP
LCALL RETARDO NOP
MOV CONTADOR I ,#OOH SETB SDA
RET
Outra_Letra: 0

,--------------------
_

TXDD ================
MOV A,#OOH ;Realiza a gravação TXDD: LCALL INIC;Esta rotina realiza a transmissão
;na primeira linha. MOV A,ESCRAVO ;do dado para um escravo.
MOVC A, @A+DPTR LCALL STAR ;Envia o endereço.
LCALLDATAS JC STOP
INC DPTR MOV A, T_DATA ;Envia o dado.
INC CONTADOR I LCALL SEND
MOV A, CONTADORI LCALL STOP ;Charna a rotina que gera a
CJNE A,#IIH,Outra_Letra ;condição de parada
MOV A, #OCOH RET
LCALL CONTROL "----------------------
,---------------------- TXDDMEM ================
TXDDMEM: LCALL INIC ;Esta rotina realiza
Outra_2Linea: ;leituras em memórias I'C.
MOV A,#OOH ;Realiza a gravação na segunda MOV A, ESCRAVO ;0 endereço da memória
;linha. ;é colocado em A.
MOVC A, @A+DPTR LCALL STAR ;É enviado o endereço
LCALLDATAS ;pelo barramento.
INC DPTR JC STOP
INC CONTADOR I MOV A,SUBENDEREÇO;O subendereço é colocado
MOV A, CONTADOR I ;no cumulador (A) e enviado

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 21


.LCALL SEND ;pelo barramento como NOP
;parâmetro para CLR SCL
JC STOP ;selecionar uma das posições NOP
;internas da memória. NOP
MOV A,T_DATA;O dado é colocado no acumulador. DJNZ R2,SEIO ;Testa se o dado foi completamente
LCALL SEND ;É enviado para a memória. SETB SDA ;deslocado
JC STOP NOP
LCALL STOP ;Condição de parada. NOP
RET ;Retorno SETB SCL
;################## RCVD ################ NOP
RCVD: NOP
LCALL INIC ;Esta rotina lê um dado de um escravo. MOV C, SDA
MOV A, ESCRAVO ;0 endereço do escravo é NOP
;colocado em A. NOP
SETB ACC. O ;Como é leitura, o bit O CLR SCL
;deve ser igual a zero. RET
LCALL STAR ;É enviado pelo barramento ;########################## READ #########
JC STOP READ:
LCALL READ ;Rotina de deslocamento MOV R2,#8 ;Esta rotina realiza o deslocamento
;para leitura. CLR A ;para a leitura de dados.
LCALL READS: SETB SDA
110V ;0 dado recebido é NOP
;armazenado no buffer. NOP
LJMP STOP ;Condição de parada. SETB SCL
;#################### LEIT ################ NOP
RCVDMEM: LCALL INIC ;Esta rotina lê um dado de NOP
;uma memória 12C. MOV C, SDA
MOV A, ESCRAVO ;0 endereço é colocado em A. NOP
LCALL STAR NOP
JC STOP CLR SCL
MOV A, SUBENDEREÇO ;0 subendereço onde se RLC A ;O dado é deslocado e armazenado em A.
;deseja ler é colocado DJNZ R2, READS ;Tes ta se terminou de receber o byte.
LCALL SEND ;no acumulador e enviado MOV R_DATA,A;O dado recebido é armazenado
;pelo barramento. ;no buffer.
JC STOP RET
LCALL INIC ;0 dado é lido do registro ;################################### ACK ####
;da memória onde ACK: CLR SDA ;Esta rotina gera um sinal de
MOV A, ESCRAVO ;previamente foi endereçado ;reconhecimento
SETB ACC. O NOP ;por parte do mestre.
LCALL STAR NOP
JC STOP SETB SCL
LCALL READ NOP
LCALL NACK ;Verifica seu reconhecimento NOP
NOP
LJMP STOP ;Condição de parada. NOP
;############################ STAR ######### NOP
STAR: CLR SDA ;Rotina que gera a condição NOV
;de partida. CLR SCL
NOP ;e realiza os deslocamentos dos dados. RET
NOP ;################################## NACK ####
NOP NACK:
CLR SCL SETB SDA ;Esta rotina gera um sinal de
SEND: ;não reconhecimento
MOV R2,#8 ;0 registro 2 é usado corno SETB SCL ;por parte do mestre.
;contador. NOP
SEIO: NOP
RLC A ;0 dado encontrado no NOP
;acumulador é NOP
MOV SDA,C ;rodado para a esquerda NOP
;junto com o carry NOP
SETB SCL ;e colocado na linha de dado SDA. CLR SCL
NOP ;É gerado o pulso em SCL. RET
NOP END ;////////////\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\

LISTA DE MATERIAIS.
SEMICONDUTORES: R3 - 8,2 kQ DIVERSOS:
CI, - microcontroladores 80C51. R4 a R'7 - 10 kQ X, - 12 MHz - cristal de quartzo
CI2 e CI3 -PCF8574P - circuito integrado S, - S'2 - Pulsadores ou interrupto-
D, e D2 - LEDs comuns vermelhos CAPACITORES: res.
C, e C2 - 22 pF cerâmico. Placa de circuito impresso ou matriz
RESISTORES - 11.1 W, 5%: C3 - 100 nF cerâmico. de contactos, fonte de alimentação,
R, a R2 - 330 Q . C4 - 10 m F eletrolítico fios, solda, etc.

22 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


}} em
Notícias JEFF ECKERT

e a DS1 estará viajando a 9.000 mi- frio de imã supercondutor leve, que foi
lhas por hora permitindo percorer ou- projetado para operar com cargas di-
tros 1,8 bilhões de km para encontrar nâmicas de até 100 g. Uma das apli-
o cometa Borrelley. cações atuais deste dispositivo é nos
Os motores iônicos não são apro- caça-minas da Marinha americana. As
priados para aplicações que exijam minas magnéticas detectam a aproxi-
grandes acelerações, mas espera-se mação dos campos magnéticos de um
que sejam empregados na sonda pla- navio explodindo perto deles para cau-
nejada Deep Space 4, em 2004, que sar o máximo dano. Com o uso deste
deverá usar quatro motores para al- dispositivo, um campo magnético for-
cançar e voar através da cauda de te pode ser emitido pelo navio, deto-
Tecnologias Avançadas outro cometa. nando as minas a uma distância se-
gura. As exigências da Marinha impe-
A National Aeronautics and Space Para uma nova e muito prática dem o uso de líquidos criogênicos
Administration (NASA, www.nasa.gov) aplicação da supercondutividade, a para esta aplicação, de modo que a
noticiou que o sistema de propulsão General Atomics (www.generalato- GA desenvolveu um sistema térmico
elétrica solar está funcionando nor- mics.com) desenvolveu um sistema usando refrigeração criogênica que
malmente na sonda espacial Deep
Space 1 (DS1). A fonte básica de ener-
gia vem dos painéis solares da nave.
A energia elétrica é usada para ionizar
o gás xenônio (semelhante ao néon,
mas mais leve), o qual, na forma de
íons, é emitido numa velocidade apro-
ximada de 30 km/s. Quando emitidos,
eles empurram a nave na direção
oposta acelerando-a gradualmente.
Durante a fase de testes da mis-
são DS1 (9 meses), o sistema propul-
sor consumiu apenas 11,5 kg de
xenônio, o que foi suficiente para au-
mentar a velocidade da nave em mais
de 1.500 milhas por hora. A órbita da
DS1 deverá alcançar mais de 600 mi-
lhões de km da Terra para encontrar o
asteróide Braille. No próximo mês de
dezembro, todo o xenônio ou a maior
parte dos seus 69 kg terá sido usado

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 23


delos preparados para uso, 2000 ima-
Sistema frio de imã
gens gráficas e sons e um tutoria I
supercondutor leve
multimídia. O WebArt Designer (uma
ferramenta do projeto gráfico) e o Web
Animator (uma ferramenta de anima-
ção gráfica) fazem parte do pacote, o
qual é compatível com as versões do
Linux incluindo a Caldera OpenLins,
Red Hat Linux, TurboLinux e a SuSE
Linux. O preço de lista é de US$ 69,95.
Uma versão para Windows 95, 98, NT
e 2000 também está sendo lançada.

Circuitos e
Componentes

Quase todos os que possuem


acesso à Internet não têm problemas
para como enviar ou receber fotos ins-
tantâneas digitais. Porém, se você de-
sejar fazer o mesmo com seus filmes
domésticos, agora isso é possível. A
Sharp Electronics (www.sharp-
abaixa a temperatura do imã para 4,5 Mbps e outros periféricos. O 9790C usa. com) apresentou a VN-EZ1 U
°K. O sistema também foi projetado deve chegar ao mercado americano Internet ViewCam, que afirma ser a
para manter o desempenho, mesmo
sob as condições mais adversas.
ao preço de US$ 2 400. Na parte mais
baixa da linha temos o Pavilion
6730, que inclui um Celeron de ~I 1
primeira camcorderdigital que empre-
ga o sistema de com-
pressão de dados

Il
600 MHz, 64 MB de / MPEG-4 para aplica-
Computadores e redes

A Hewlett-Packard (www.hp.com)
anunciou o HP Pavilion Home PC Line,
SDRAM, um disco rí-
gido de 10,2 GB, um
CO-ROM drive de
JI )
ções práticas

do tamanho de uma
maleta, permite a
na
Internet. A câmera,

48X e um modem de
que deve estar no mercado mais ou 56k. Este deve cus- . gravação de 60 minu-
menos na época da publicação desta tar apenas US$ 549. " ~~~ tos de vídeo e som,
revista. A maioria dos modelos foram Os preços não incluem o "- e um cartão removí-
projetados particularmente para per- monitor. Mais detalhes em vel smart-card de 32
mitir ao usuário criar seu próprio CD www.hp-at-home.com MB SmartMedia. Os
de músicas usando o drive CD-Writer dados podem então
Plus CD-RW da HP e o MusicMatch Indicativo do crescimento do sis- ser transferidos para seu PC através
Jukebox, um software para MP3 gra- tema operacional Linux (www.ibm. de um adaptador. O esquema de com-
vando e fazendo o playback. Além dis- com), a IBM anunciou a disponibilida- pressão MPEG-4 produz arquivos que
so, eles também proporcionam aces- de de um editor de texto para Web têm aproximadamente 1/3 do tamanho
so à Internet com escolha do prove- baseado nesse sistema operacional. dos arquivos MPEG-1, o que aumen-
dor. Diversos modelos Este lança- ta a velocidade de transferência. Por
estarão disponíveis nas mento é exemplo, um filme de 1 minuto pode
cores azul, verde ou consistente ser enviado pela Internet em aproxi-
púrpura. com a políti- madamente 15 segundos. A
Sete configu- ca da IBM camcorder também emprega o
rações são espe- de utilizar o Advanced Streaming Format, da
cificadas. No top Linux como Microsoft, que permite ver os filmes
de linha temos o ~ base para durante o download. Os vídeos podem
Pavilion 9790C seu s ser acessados de páginas da Web e
que empregam ~ softwares, vistos no Media Player do Windows 95
um processador servidores e e 98, sem a necessidade de softwares
AMD Athlon de 1 GHz, 128 MB de serviços. O WebSphere Homepage ou conversões. O preço da câmera é
SDRAM e 60 GB de disco rígido, o CO- Builder inclui modelos, ferramentas e de aproximadamente US$ 700.
RW drive e um drive DVD de 12X, um tutoriais para criação e publicação de
cartão de rede Base T 10/100, um homepages e sites na Internet. Incluí- Parece que o processado r Crusoe
modem digital Lucent WildWire de 1,5 dos no pacote estão mais de 100 mo- da Transmeta Corp (www.transme-

24 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


ta.com) está sendo adotado finalmen- te de OVO, o processador começou nos Estados Unidos, Europa e Japão.
te por algumas indústrias importantes. operando a 700 MHz, mas reduziu sua Os dados foram coletados de questi-
Foi revelado recentemente que a IBM própria velocidade para 400 MHz onários distribuídos entre abril e junho
pretende utilizá-Io na sua linha de quando percebeu que isso era sufici- para o departamento de estatísticas
notebooks ThinkPad e a palavra é de ente para a tarefa que estava execu- de mercado da SEMI. Ela disse que
que pelo menos alguns modelos em- tando. Ele também pode ajustar a ten- os que responderam correspondem à
pregarão o revolucionário chip Crusoe. são de alimentação de acordo com a maioria das vendas de semicon-
A Hitachi, Fujitsu e NEC anunciaram tarefa que está sendo realizada. Cor- dutores do mercado global. Esta edi-
também implementações do disposi- rem rumores de que a Apple ção bianual revela o otimismo entre as
tivo que atualmente está sendo fabri- Computer, que está desapontada com empresas de equipamentos, que es-
cado pela IBM, mas projetado pela os atrasos no desenvolvimento do seu tão procurando por uma solução a
Transmeta. O chip processador G4, curto e longo prazo para a saúde das
emprega uma com- está considerando indústrias. O crescimento previsto de
binação inovadora a possibilidade de 36,7 % este ano é mais do que o do-
de hardware e usar o Crusoe em bro das expectativas de dezembro de
software para futuros Macin- 1999, conforme a SEMI, refletindo os
implementar a com- toshes. Atualmen- pedidos recorde e os aumentos de
putação paralela e te, estão disponí- vendas dos últimos 6 meses.
reduzir o consumo veis versões que
de energia em até incluem oTM3120 O Argonne National Laboratory
70% (tão baixo para sistemas mó- anunciou recentemente que o seu
quanto 10 a 20 veis baseados no Newton web site (www.newton.dep.
mW), se compara- Linux, tais como anl.gov) alcançou um nível de tráfego
do com outros web pads e smart de perto de 1 milhão de visitantes por
processadores convencionais. O phones e o TM5400 e TM5600 para mês. O site oferece ajuda grátis para
software "code morphing" é um pro- máquinas High End. professores e estudantes que estão
grama que traduz instruções x86 para empenhados em pesquisa científica.
VLlW (very long instruction word), sen- A informação está disponível nas áre-
do usado pela CPU e permitindo as- Indústria e Profissões as de Astronomia, Biologia, Ciência da
sim que aplicações escritas para Computação, Física, Engenharia, Ci-
processadores Intel rodem no chip As lideranças dos fabricantes de ências do Meio Ambiente, etc.
Crusoe. equipamentos semicondutores estão O "Ask a Scientist" (Pergunte a um
Como a camada de software eli- otimistas em relação às perspectivas Cientista) permite aos professores e
mina aproximadamente 3/4 da lógica do atual ciclo de negócios, de acordo estudantes enviarem questões a cien-
que deve ser feita com transistores, com a Semiconductor Equipment and tistas e engenheiros sobre qualquer
consequentemente o chip roda mais Materiais International (SEMI, um dos assuntos.
frio e usa menos potência. Por exem- www.semiconductor-intl.com). que sol- As respostas são encaminhadas
plo, uma comparação foi feita com dois tou suas previsões para a metade do via E-mail e colocadas nos arquivos
OVO-players, um usando o Pentium 111 ano 2000 na SemiconlWest 2000, em do site. O tempo médio de resposta
e o outro o Crusoe TM5400. O Pentium São Francisco, no mês passado. Es- está entre 24 e 48 horas.
que operou a 105 _oCprecisou de re- pera-se que a indústria cresça 37% As respostas são dadas por volun-
frigeração externa para evitar falhas, este ano, alcançando US$ 34 bilhões tários nos Estados Unidos, assim
enquanto o TM5400 operou a 48°C de acordo com o SEM I Capital como outros países, incluindo Cana-
sem qualquer refrigeração. A camada Equipment Consensor, na metade do dá e Austrália.
de software também é capaz de pro- ano 2000. Além disso, prevê-se que O Newton foi originalmente criado
porcionar auto-modificação, o que sig- a indústria deva crescer mais de 23% apenas para Telnet, mas o web site
nifica que o programa aprende à me- no ano 2001 alcançando US$ 43 bi- foi gerado em 1998. O site Telnet tam-
dida em que é usado, modificando seu lhões. A previsão da empresa, basea- bém recebe e armazena informações
modo de operação para alcançar me- da em San José, inclui informações do mundo médico, notícias do Jet
lhor desempenho. Por exemplo, no tes- de 65 dos membros da Associação Propulsion Labs, etc.

Procurando informações???

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TRANSFORMADOR ITALLUX - Mola produtos. Entre esses fatores, estão: efi- CARREGADOR
Mestra do Equipamento ciência, potência de trabalho, isolação, INTELIGENTE DA MCE
ruídos, irradiação, estabilidade, design,
A grande maioria dos equipamentos peso, tamanho, confiabilidade, manuten- Parece simples dar carga a uma
eletro-eletrônicos utiliza um transforma- ção e preço. bateria. A prática diz não ser assim, já
dor de alguma maneira. A ITALLUX; de São Paulo, produz que em muitos casos, a bateria e mo-
A aplicação mais comum dele é uma linha completa de transformadores, dos de aplicação: automotivas, sistemas
como redutor ou elevador da tensão CA reguladores e conversores de potência de alarme, luz de emergência, sistemas
da rede elétrica. Mesmo não envolvido para grande quantidade de aplicações. industriais e náutico, são apenas algu-
diretamente nesta função, muitas vezes, Toda a linha passa pelo mesmo proces- mas das aplicações mais comuns.
o transformador opera indiretamente so de elaboração criteriosa para um pro- Um bom carregador de baterias tem
como "isolador" entre o equipamento e duto final de alta confiabilidade. que ser um "carregador inteligente", de
a rede. modo a se adaptar às condições, ao tipo
A construção de um transformador ITALLUX Indústria e Comércio LTDA. - de bateria e às tarefas que esta deve
parece simples, já que envolve poucas Ipiranga - SP refazer. A confiabilidade de um sistema
partes. E também, a larga quantidade Tel: (11) 272-9133 - Fax: ramal 222 depende não só da bateria, como tam-
aplicações onde não há necessidade de bém do carregador que fornece energia
elaboração técnica criteriosa, torna fá- à mesma.
cil a aplicação do referido dispositivo. GELB - FONTE REGULADA PARA A MCE Microtécnica lança agora no
A crescente evolução técnica indus- 2.400W mercado a linha CFB de carregadores
trial e demanda de altas potências elé- inteligentes para baterias. São vários os
tricas e mais a grande quantidade de A GELB Eletrônica lança no merca- modelos oferecidos, de acordo com a
"detritos elétricos" jogados na rede, tor- do brasileiro sua nova linha de Fontes aplicação.
nam o transformador uma das peças de Alimentação: reguladas, protegidas As tensões de saída vão desde 12
mais importantes dos equipamentos. eletronicamente e por relé, com indica- V até 48 V, e as correntes desde 2 A até
Os transformadores são usados ção de estado e memória de evento. 10 A. O modelo CFB-24-10, por exem-
para alimentação de processos indus- Incorporando os mais novos concei- plo, é alimentado pela rede de 110/220
triais e de controle, isolação de compu- tos técnicos de desenvolvimento e qua- Vac e fornece 24 Vcc e 10 A de saída.
tadores e periféricos, alimentação de lidade, esta linha de Fontes já encontra Os carregadores inteligentes da
equipamentos de comunicação e siste- aplicações em áreas como: Automação MCE pesam apenas 1 kg e medem 105
mas de telemetria, fontes de alimenta- Industrial, Mineração, Indústria de Ali- mm de largura por 150 mm de altura por
ção em geral, entre outras tantas apli- mentação, Plataformas Marítimas, Uni- 155 mm de profundidade.
cações. versidades e Usinas Elétricas e de Ál- Entre os fatores mais interessantes
O projeto e construção de um trans- cool. desses dispositivos, destacam-se:
formador de qualidade envolve critérios · Corrente constante;
técnicos precisos e laboriosos. A esco- · Totalmente microprocessado;
lha dos materiais empregados deve ser · Indicação de carga, flutuação, tensão
minuciosa. Só materiais de envolvimento mínima, alarme e falta de CA;
no projeto e de resultado final confiável. · Fixação em placa de montagem.
Bons fabricantes de transformadores
atentam para que uma série de fatores MCE Microtécnica Sistemas de Energia
sejam incluídos com alto grau em seus Guarulhos - SP-www.mctecnica.com.br.
Diagramada fonte regulada.

Fatores interessantes estão incorpo- FLlPCHART DIGITAL PORTÁTIL


rados às Fontes de Alimentação da
GELB: fixação direta na placa de mon- Agora suas aulas e palestras poderão
tagem, capacidade de trabalho em am- ser copiadas integralmente para o com-
bientes agressivos e possibilidade de putador, exatamente como você as apre-
conexão às redes monofásica e trifásica sentou. O Estado da Arte lança no Bra-
de 110 a 440 Vca e 220 a 440 Vca, res- silo Flipchart Digital Portátil que capta
pectivamente. A tensão regulada de diretamente para o computador todas as
saída vai de 5 a 125 Vcc e a corrente de anotações feitas em qualquer superfí-
saída, de 1 a 100 A. cie, até mesmo em papel (Flipchart).
Auto-transformadorcompensadorde partida- Indústria Eletrônica GELB LTDA. - SP - É a tranqüilidade de ter todas as
Série ATP-7000. E-mail: fontes.gelb@originet.com.br anotações feitas durante a aula ou pa-

26 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


·otícias Notícias N
Aprenda
Flipchart Digital
na Melhor Escol~
de Profissões ?IIlY
À DISTÂNCIA OU POR FREQÜÊNCIA

ELETRODOMÉSTICOS E
ELETRICIDADE BÁSICA
TV EM CORES
CIRCUITO IMPRESSO
PRÁTICAS DIGITAIS
ANTENAS COMUNS
lestra, capturadas para o computador. As informações são transferidas E PARABÓLICAS
Com a palestra totalmente digitalizada para o PC em tempo real. E se houver a
o palestrante poderá imprimir e distri- necessidade de representar a mesma ELETRÔNICA DIGITAL
buir cópias para todos os participantes, aula via PC as telas podem ser nume-
ou até mesmo enviar por e-mail para radas, organizadas e ainda exibidas em FORNOS MICROONDAS
outros, que não puderam estar presen- "play-back", ou seja, passo a passo, com
tes. Este revolucionário produto substi- o objetivo de que a platéia acompanhe ELETRÔNICA INDUSTRiAl
tui com inúmeras vantagens os tradici- toda a composição do raciocínio como,
onais "White Boards Eletrônicos". En- por exemplo, o desenvolvimento de uma MINIPROCESSADORES E
quanto estes últimos são grandes, pe- equação maternátlca.
sados e caros, o Flipchart Digital é E para as apresentações de alta
MICROCOMPUTADORES
portátil podendo ser removido para ou- tecnologia, via projetor multimídia, o
tro local a qualquer hora e pode ser usa- Flipchart Digital exerce outra incrível
PROJETOS DE CIRCUITOS
do em qualquer superfície lisa e com um função: a de mouse sem fio. ELETRÔNICOS
preço 75% mais barato. Com esta opção, é possível usar
A tecnologia tem o nome de Sty/us uma caneta especial do Flipchart Digi-
Tracking e é baseada na captação das tal como um mouse sem fio, diretamen-
imagens por sinais sonoros. É compos- te na tela projetada, "clicando" e arras-
ta de uma barra de captura dobrável, tando, enfim, controlando toda a apre-
para total portabilidade, que é fixada na sentação. Detalhe, com posicionamento IPDTEL
lateral do quadro e conectada via porta absoluto do cursor, o que traz imensa CEP: 05049-970 Caixa Postal 11916
serial do computador. A interpretação facilidade de uso para o palestrante, Lapa - S.Paulo - F.: (Oxx11) 3836-2305
das informações é feita por sensores como se o computador estivesse na
infravermelhos e ultrassom, entre a bar- parede.
ra de captura e as canetas coloridas. O Flipchart Digital é compatível A. Informações gratuitas sobre o curso de
Quando as canetas são pressionadas com o Microsoft NetMeeting, o que per-
sobre a superfície, emitem sons que são mite que vários usuários participem da
processados pela barra de captura. A mesma palestra através da Internet.
barra de captura faz o rastreamento dos NOME. .
sons emitidos pelas canetas e pelo
apagador e estas informações são AGILIDADE E PRATICIDADE COM O RUA ........................•...........................................
transferidas para o PC, via porta serial. NOVO PERTOPAV 2040 AP. CIDADE .
Os dados são interpretados produzindo
na tela do computador, uma cópia fiel Lançado recentemente pela Perto ESTADO ....••.....•.................... CEP........•...............•
de tudo o que foi escrito no quadro. S/A Periféricos para automação comer-
Anote Cartão Consulta nO 1022

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 27


~tíciasNotícias t l Notír
CAPACITOR SNAP-IN
cial, A Pertopay 2040 é uma solução in- VELOCI TI.2™ - UMA EXTENSÃO DO
DA VISHAV SUPORTA
tegrada de meios de pagamento e SISTEMA C64x™ DSP CORE, DA
ATÉ 125ºC
automação comercial, constituída por TEXAS
software e hardware, funcionando como
A Vishay de São Paulo lança no
uma estação independente. Em poucos Como uma extensão da linha
mercado sua linha EYX de capacitores
segundos o equipamento lê o código C64x™ DSP core, este novo produto
eletrolíticos snap-in para aplicações
CMC7 dos cheques, consulta os princi- incorpora:
automotivas, eletrônica de consumo e
pais provedores de informações de cré- - Suporte para aumentar o processa-
telecomunicações.
dito do país e imprime o cheque em jato mento de dados com instruções em pa-
Entre os fatores mais interessantes
de tinta. Aceita pagamento com cartões ralelo e propósitos especiais. Isto signi-
incorporados nestes componentes, des-
de crédito e de débito de todas as ban- fica mais trabalho por ciclo.
tacam-se:
deiras, pode ser usada para o pagamen- - Palavras - instrução de 32 bits, que
to de carnês e contas. Este equipamen- viabiliza a possibilidade de futuros
· Valores entre 47 I1F e 33.000 11F.
to é composto por uma CPU Perto e o escalonamentos e compatibilidade de
· Permanecem apoiados na PCB, mes-
Pertosys (Perto Operacional System - códigos.
mo depois da soldagem por ondas.
ambiente para o desenvolvimento de - Operações sustentadas de multiplica-
· Estabilidade mecânica contra choques
software). ção em tempo real com quatro palavras
e vibrações.
de 16 bits ou 8 bits.
· Operação estável em ambientes com
- Longos registradores de arquivo e com-
temperatura elevada e alta corrente al-
pilador C extremamente eficiente, que
PERTOPAV ternada.
permite reduções no valor código.
2040 · Operação para temperaturas de até
125ºC.
· Tolerância para cargas de até 400V a
CONTROLADORTOUCHSCREEN-
40ºC.
OPERA EM TEMPO REAL
· Vida útil de até 500.000 horas.
Touchscreen é um controlador
programável em C que tem interface
CONTROLADOR INFINEON
gráfica para o usuário.
Touchscreen é ideal para uso em
INFINEON INTRODUZ O 1º
controle de máquinas, sistemas embu-
CONTROLADO R 64 KILOBVTES
tidos, instrumentação científica e apli-
'. PARA SMART CARDS
cações OEM. .
Com software incorporado para con-
A Infineon é a primeira companhia
trole de aplicação e uma combinação
mundial na linha de fabricação de Cls
de alto-contraste 128 x240 pixels, com
para Smart Cards.
uma tela de toque, usando botões, me-
O último membro da série de
nus, gráficos e figuras bitmap.
controladores 66 plus de 16-bits para
Fabricante: Mosaic Industriés, CA, USA.
smart cards, é denominado SLE66CX
ORIGINAL
640P.
Este controlador possui EEPROM de
A Arlen brasileira atende maior nú- FLASHCARD DE 192 MHz
64 kilobytes para permitir rapidez aos
mero de consumidores lançando um kit
protótipos smart cards.
de alto-falantes para instalação imedia- White Electronic Designs lança um
O SLE66CX 640P permite rápida e
ta nos veículos Clio e Senic, da Renault. Flashcard de 192 MHz. O novo disposi-
fácil aplicação no desenvolvimento de
Compõem o kit: tivo segue uma série FLF10 com ver-
sistemas de Comunicação Móvel Glo-
- Alto-falante com cone de polipropileno sões de 32, 64, 96, 128, 160 e 192 MHz
bal (GSM).
e carbonato a 40W.RMS. em capacidade de memória flash e ali-
Como todos os dispositivos 66 plus,
- Conectores originais que facilitam ins- mentação com 3V e 5V.
este chip Controlador foi projetado para
talação e melhoram acabamento. O Flashcard da White Elec. Designs
larga faixa de aplicações, tais como:
- Tweeters tipo domo - 40W.RMS. pode armazenar códigos e dados, pro-
comércio eletrônico móvel, bancos e
porcionando uso de plug and play
futuros cartões multi-aplicação.
Um rígido controle de qualidade ga- intercambiável entre sistemas diferen-
rante maior durabilidade ao produto e tes. Possui registros de proteção de 128
melhor resultado sonoro, desde que bits, identificador de dispositivo único de
obedecida uma folga de 20% sobre a 64 bits, células OTP de 64 bits e modo Prof. Michel Andrev
potência do amplificador. power down. Cláudia Santana - MTb - 28.043

28 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


cou-se que, quando se usava o dis-
Uma das interfaces mais importantes entre o operador e o PC é positivo para apontar ícones na tela
ou ainda pontos da tela que pudes-
o mouse. Mas, além do operador, esta interface também pode ser
sem ser "clicados", haviam dois tipos
usada para outras finalidades como, por exemplo, a conexão de de movimento a serem considerados:
dispositivos de Robótica e Mecatrônica. Neste artigo abordamos o movimento de se deslocar o cursor
as principais características técnicas do mouse do PC analisando afé a região escolhida da tela onde
está o alvo, que é feito rapidamente, e
seu hardware e dando algumas "dicas" sobre os sinais que podem outro movimento mais lento, de locali-
ser usados no interfaceamento de outros dispositivos. zar o cursor exatamente sobre o alvo.
A Apple fez então com que fosse
possível detectar os dois movimentos:
o mouse típico de um PC é forma- Isso ocorre devido a um estudo quando o mouse se move lentamen-
do por uma série de elementos que feito na criação do mouse na Apple te, a contagem por polegada (CPI -
são mostrados na figura 1. Computer, quando se desenvolvia a Counts Per Inch) é menor, da ordem
Os sensores nada mais são do que Graphical User Interface (GUI). Verifi- de 100 CPI, e quando ele se move
detectores de movimento, normalmen-
te do tipo óptico, que verificam quan-
do o mouse se movimenta. Temos ain-
da como sensores as chaves que são Roda horizontal
usadas quando apertamos os botões
do dispositivo.
No interior do mouse existe um
controlado r que processa os sinais dos
sensores, determinando desta forma
a sua posição. Quando o mouse muda
de posição, um pacote de dados é
enviado ao computador.
No computador tem um driver que,
ao receber o pacote de dados do
mouse, os decodifica de modo que
eles possam ser usados pelo PC.
Na operação, o PC tem a última
posição do mouse, rodando apenas
uma sub-rotina quando recebe uma in-
formação de que esta posição mudou,
ou se algum botão do mouse foi pres-
sionado.
Um fato importante a ser conside-
rado ainda na operação desse dispo-
sitivo é que o movimento do cursor na
tela não corresponde linearmente ao Figura1
movimento do mouse.

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 29


rapidamente, a contagem aumenta de 100 a 400 CPI, mas eles podem o valor 1. O modo mais seguro de ope-
para 400 CPI. ser programados para até 1000 CPI. ração, entretanto, é usar 7 bits de da-
, Na verdade, este modo de opera- Nestes mouses de 1000 CPI dos e um bit de parada.
ção é adotado por "default" a partir do pode-se movimentar a uma velocida- O bit marcado com 1 é mandado
Windows 95, mas pode ser alterado. de máxima de 50,8 polegadas por primeiro e depois os outros; o bit D6 é
segundo. Nos mouses de 400 CPI a usado para sincronizar o envio dos
velocidade máxima de deslocamento pacotes de dados.
OS SINAIS DO MOUSE na tela é de 12,7 polegadas por se-
gundo.
o mouse usa os sinais padrão RS- O conector pode ser de 9 pinos ou EXTENSÃO DE PROTOCOLO
232 para se comunicar com o PC. de 25 pinos ou com a identificação dos PELA LOGITECH
Nestes sinais temos tensões de +/- sinais dada pela seguinte tabela:
12 V como entrada de alimentação. A Logitech usa o mesmo protoco-
Estas tensões ficam em + 12 V quan- 9 pinos 25 pinos Sinal lo nos seus mouses, no entanto, como
do ele está em operação sendo que a Blindagem 1 Terra de o protocolo original utiliza apenas dois
corrente exigida é da ordem de 10 mA, proteção botões, uma pequena extensão foi cri-
onde a maior parte é usada para ali- 3 2 TD - Serial data ada para permitir o uso de um tercei-
mentar os emissores dos sensores de - do PC para o ro.
posição, que nada mais são do que mouse - só PC Neste protocolo, a informação cor-
LEDs. 2 3 RD - Serial data respondente ao pressionar do tercei-
O mouse envia os sinais para o PC - do mouse para ro botão é enviada por um byte extra,
como níveis lógicos de O ou 5 V. .n PC: que corresponde ao valor 32 (dec).
As linhas DRT e RTS são usadas 7 4 RTS - Tensão Quando o terceiro botão está sem ser
para gerar a tensão de 5 V para o positiva do pressionado, os dados são enviados
microcontrolador existente no dispo- mouse - request na forma normal de 3 bytes.
sitivo. Em alguns tipos de dispositivo to send Na figura 2 temos a disposição dos
estas linhas de 5 V também são usa- 8 5 CTS - Clear to pinos no conector da Logitech.
das para alimentar os LEDs do sensor send
de posição, normalmente em número 6 6 DSR - Data set Cor do Mini- Logitech Microsoft
de 4. ready Pino DIN série P lnport
O circuito que transmite os dados 5 7 Terra do sinal Preto 1 +5V +5V
consiste, na maioria dos casos, em um 4 20 DTR - Data Marrom 2 X2 XA
ou mais transistores numa configura- terminal ready Vermelho 3 X1 XB
ção que consuma o mínimo de cor- Laranja 4 Y1 YA
rente possível. No funcionamento normal, tanto a~ Amarelo 5 Y2 YB
A alimentação negativa é obtida do linhas RTS quanto DTR devem estar Verde 6 Esquerdo SW1
pino TD. O sinal típico que é enviado positivas. As linhas DTR-DSR e RTS- Violeta 7 Centro SW2
pelo mouse apresentava tensões que CTS não podem ser curto-circuitadas. Cinza 8 Direito SW3
podem variar entre +3 e -3 V até + 15 Os dados são enviados em paco- Branco 9 Terra Terra lógico
e-15V. tes de 7 bits de dados e um bit de stop, Blindagerr Blindagem Chassi Chassi
numa velocidade de 1200 bps.
Os pacotes são formados por 3
Fig. 2 - Conector bytes todas as vezes que o mouse OUTROS SISTEMAS
Logitech. muda de estado.
Estes dados têm o formato dado Outras empresas podem usar sis-
pela tabela abaixo: temas diferentes em seus mouses
como, por exemplo, o envio de 8 bits
Estes padrões, entretanto, podem Byte 1 2 3 de dados com 1 bit de parada. Neste
variar um pouco conforme o tipo de D7 x x x caso, podemos ter até 5 bytes de da-
mouse a ser considerado. D6 1 O O dos para estes dispositivos.
D5 LB X5 Y5
D4 RB X4 Y4
MICROSOFT SERIAL MOUSE D3 Y7 X3 Y3 MOUSE DE BARRAMENTO
D2 Y6 X2 Y2
Trata-se do tipo mais popular de D1 X7 X1 Y1 Existem mouses que podem ser
mouse de 2 botões. DO X6 XO YO conectados ao PC usando uma placa
A maior velocidade de operação encaixada no barramento ISA. O
deste tipo é de 40 reports/segundo O bit X é O se o mouse recebe 7 "mouse card" possui um circuito inteli-
com 127 contagens por report, o que bits de dados e dois bits de parada. É gente, o que permite que o mouse seja
equivale a 5080 contagens por segun- possível também usar 8 bits de dados dotado apenas dos detectores e dos
do. A faixa típica de operação deles é e 1 bit de parada. Neste caso, o X toma botões de controle. Estes dispositivos

30 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


são conectados utilizando um Entre cada par de LEDs e fototran-
conector de 9 pinos Hosiden, confor- sistores existem rodas denteadas ou
me ilustra a figura 3. perfuradas, conforme mostra a figura
5, que permitem ao circuito detectar PC
não só o número de dentes ou furos , Emissorj
Fig.3 - Mousede que passam diante do par interrom- r=:=_y Receptor
barramento. -..::::::;:--_.-.p,-
pendo a luz ou estabelecendo-a, como /-~:'"
também seu sentido. i:.~:.;,::;:.,:,:,:,:,;:~::;\,:
~.\\\\\\\
,
,
Os sinais deste conector são da-
dos pela seguinte tabela: ~
: $ Disco perturado
(Verfi9rJ
/
~EmissorJRec:eptor

Pino Funcão Fig.7 - OsLEDssemfiousamraios


fototranSist:r
1 SW2 - Botão do mouse ou fotodlodo infravermelhosnacomunicação
como PC.
2 SW3 - Botão do mouse Fig.5 - O parLED/fotosensor
3 Terra do sinal detectao movimento dodisco. receptora ligada ao computador. Os
4 XB - Sinal de quadratura sinais correspondentes ao movimen-
do senso r O movimento destas rodas dente- to e ao pressionar dos botões são en-
5 YA - Sinal de quadratura adas é obtido por um acoplamento a viados na forma de trens de pulsos
do sensor uma esfera de material macio que cor- infravermelhos, enquanto que o PC
6 YB - Sinal de quadratura re sobre o "mouse pad". responde ao mouse ou interroga-o
do senso r Assim, a esfera ao se movimentar para detectar mudanças de posição
7 SW1 - Chave do mouse imprime aos discos ópticos um movi- com um trem de pulsos no sentido in-
8 +5V mento diferencial, ou seja; com rota- verso.
9 XA - Sinal de quadratura ções relativas nas direções X e Y, que Está claro que este tipo exige que
do sensor são sensoreadas pelos fototran- não haja nenhum obstáculo entre os
sistores. sensores e emissores e que também
O leitor deve estar atento para o Por exemplo, se o movimento for possui um alcance limitado.
caso de haver outro tipo de disposi- num ângulo de O graus, conforme ilus-
ção de pinos no conector, observe a tra a figura 6, apenas um dos discos
figura 4. gira, e se for num ângulo de 90 graus, TRACKBALLS
apenas o outro. Nos ângulos interme-
diários os dois discos giram proporci- Uma variação do mouse, mas que
Fig.4 - Outra onalmente, decompondo a direção do tem o mesmo princípio de funciona-
pinagempossível. movimento e também sua velocidade. mento, é a trackball. Trata-se de uma
.---.r-'
L
pequena esfera que é encontrada nor-
malmente nos laptops e notebooks e
Disco H
Os terminais deste conector tem as que é movimentada pelos dedos, con-
funções dadas pela seguinte tabela: forme mostra a figura 8.

Pino Função Disco V ~ ]


1 +5 V
2 XA - Pulso H
3 XB - Pulso HQ
4 YA - Pulso V Track Ball
5 YB - Pulso VQ Fig.6 - Sinalno movimento horizontal.
6 SW1 - Chave no mouse
- esquerda Estas informações são convertidas
7 SW2 - Chave no mouse em valores binários que são transmi-
- centro tidos serialmente até a unidade do sis- Fig.8- Track-ball.
8 SW3 - Chave no mouse tema pelos protocolos que já vimos
- direita neste mesmo artigo, e que dependem O movimento dessa esfera com os
9 Terra do tipo e do fabricante do mouse. dedos faz com que o cursar se deslo-
Uma possibilidade interessante de que na tela exatamente como no caso
envio dos sinais ao PC é obtida com do mouse. Podemos dizer que se tra-
OS SENSORES os mouses sem fio. ta de um "mouse invertido" em que o
Estes, de acordo com a figura 7, movimento é feito com os dedos. Tra-
Os sensores utilizados nos mouses usam um sistema intercomunicador ta-se de uma solução interessante
são do tipo óptico consistindo num por infravermelho, onde no mo use te- para este tipo de computador que nem
conjunto de LEDs emissores e um mos tanto um LED emissor como um sempre permitem que se tenha espa-
conjunto de fototransistores. sensor, e o mesmo ocorre na unidade ço para empregar um mouse comum.

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 31


MANUTENÇÃO
MANUTENÇÃO EM EQUIPAMENTOS
,O problema básico na manutenção
de um mouse é a sujeira que se acu-
mula na esfera macia que movimenta
HOSPITALARES
os discos e que pode causar defeitos. O OBJETIVO deste curso é preparar técnicos para reparar equipamen-
Ver a figura 9. tos da área hospitalar, que utilizem princípios da Eletrônica e Informática,
A limpeza pode ser feita com qual- como ELETROCARDIÓGRAFO, ELETROENCEFALÓGRAFO, APARE-
quer produto não corrosivo e a esfera LHOS DE RAIO-X, ULTRA-SOM, MARCA-PASSO etc.
deve ser bem seca antes de ser
Programa:
recolocada.
Aplicações da eletr.analógica/digital nos equipamentos médicos/hospitalares
Outros defeitos básicos que ocor-
Instrumentação baseados na Bioeletricidade (EEG,ECG,ETc.)
rem são relacionados ao desgaste dos Instrumentação para estudo do comportamento humano
contatos dos botões, que eventual- Dispositivos de segurança médicos/hospitalares
mente também podem apresentar pro- Aparelhagem Eletrônica para hemodiálise
blemas pelo acúmulo de sujeira. Nes- Instrumentação de laboratório de análises
te caso, pode-se tentar uma solução Amplificadores e processadores de sinais Válidoaté 10/09/2000
de emergência ou provisória com o Instrumentação eletrônica cirúrgica
uso de substâncias limpadoras de con- Instalações elétricas hospitalares
tatos. Radiotelemetria e biotelemetria
Temos também o problema do Monitores e câmeras especiais
cabo que, pelo movimento constante Sensores e transdutores
do mouse, está sujeito a interrupções Medicina nuclear
Curso composto por 5 fitas de vídeo
e maus contatos que podem ser veri- Ultra-sonografia
(duração d~ 90 minutos cada) e 5
ficados com a ajuda do multímetro. Eletrodos
apostilas, de autoria e responsabilida-
Finalmente, temos as falhas no Raio-X
de do prof. Sergio R. Antunes.
próprio circuito, que pode sofrer da-
nos como, por exemplo, a queima de PREÇO DE LANÇAMENTO R$ 297,00 (com 5% de desc. à vista + R$ 5,00
componentes. despesas de envio) ou 3 parcelas, 1 + 2 de R$ 99,00 (neste caso o curso
Um defeito que verificamos em um também será enviado em 3 etapas + R$ 15,00 de desp. de envio, 'por encomen-
computador é a queima repetida do da normal ECT.) - PEDIDOS: Utilize a solicitação de compra da última página,
mouse devido a problemas da própria ou DISQUE e COMPRE pelo telefone: (011) 6942-8055
placa-mãe, que envia tensões acima SABER PUBLICIDADE E PROMOÇÕES LTDA.
do normal ao mouse.
Se a queima de mouses for cons-
tante num equipamento, pode-se pen-
sar nesta possibilidade. MÓDULOS HíBRIDOS
Na maioria dos casos de queima
de componentes ou desgaste de con- (Telecontroll i)
tatos ou da própria esfera, a substitui-
ção do mouse é a melhor solução, já
que se trata de parte do PC com cus- Utilidades:
to bastante baixo não compensando
o investimento em reparos, a não ser
__ controle remoto
sistemas de segurança
RECEPTOR
_______ alarme de veículos Obs: Maiores detalhes, leiam
que se trate de defeito muito simples.- ••• etc. artigo nas revistas Saber
Eletrônica nQ 313 e 314
CARACTERíSTICAS:
* Frequência de 315, 418 ou 433,92 MHz
* Ajuste de frequência a LASER
* Montagem em SMD
* Placa de cerâmica

Preço:
RR3 (2,5 mA) R$ 45,90 - 2 pçs
RR5LC (0,8 a 1,2 mA) R$ 55,80 - 2 pçs

Pedidos: Disque e Compre (O XX 11) 6942-8055


Fig. 9 - Áreas de maior acúmulo de sujeiras, Saber Publicidade e Promoções Ltda.
que prejudica o bom funcionamento do mouse,

32 SABER ELETRÔNICA NQ 331/AGOSTO/2000


SISTEMA DE SEGURANÇA ;

PARA AUTOMOVEIS
Eng. César Dutra

gurança. Não tente usá-Ia, pois o la-


Projeto de um sistema de segurança eletrônica para veículos drão poderá assaltar outro veículo e
abordá-Ia novamente, o que é extre-
automotivos de passeio,tipo anti-furto e anti-assalto.
mamente perigoso. Contudo, na mai-
oria dos casos, este sistema poderá
vir a ser a peça chave da recuperação
Atualmente, o número de seques- tempo pode ser ajustado, contudo não intacta de seu veículo pela polícia, e
tras relâmpagos vem aumentando se deve aumentar em demasia, pois frustração do assaltante, que já parte
bastante, além da prática do furto de corre-se o risco do veículo ir para muito para outra.
veículos; há casos em que as pesso- longe do local, no caso de assalto.
as são abordadas em sinais, residên- Supondo uma velocidade de des-
cias, condomínios ou estacionamen- locamento de 50 km por hora, o veí- DESCRiÇÃO DO CIRCUITO
tos de um lugar qualquer da cidade, culo ao final de um minuto deverá está
sendo forçadas a entregar o automó- em um raio de 800 metros do local do O circuito é composto de 4 blocos
vel. assalto. Em caso de furto, o veículo básicos, conforme pode-se ver na fi-
Para ao menos tentar reduzir esta já estará estacionado, portanto o sis- gura 1. O bloco 1 forma um circuito de
possibilidade, o sistema de seguran-
ça eletrônica aqui proposto visa inibir
tema será acionado se o ladrão usar
uma chave falsa para ligá-Ia. O mes-
retificação e filtragem ° 1, C1 e serve
para filtrar alguns pulsos parasitas que
ou frustrar a tentativa de furto ou as- mo não conseguirá "puxar''o carro, a possam causar a instabilidade do sis-
salto seguido de roubo. menos que encontre a micro-chave. tema e, principalmente, para desaco-
Este dispositivo é acionado auto- Espera-se nunca usar este siste- piar e evitar uma danificação dos com-
maticamente sem a necessidade de ma em situação real, porém um cui- ponentes no caso de inversão de po-
ficar lembrando-se de ativar o alarme dado especial deve ser tomado neste laridade da alimentação.
quando estacionar o carro, mesmo por caso: após abandonar o veículo, não O bloco 2, é formado por um flip-
um breve momento numa padaria.
Para isso, o motorista tem à sua dis-
se deve ficar no mesmo local, tome
um táxi, procure proteção e a polícia.
flop (Rl' R2' R3 R4' °°
1, 2), cuja fun-
ção é manter uma posição estável de
posição uma pequena micro-chave, a Em estradas tipo BR ou retas deser- memória quando alimentado. Os tran-
qual fica em local protegido de qual- tas sem possibilidades de fuga, infor- sistores 01 e 02 (ver anexo) estão
quer localização fácil. A função desta me ao assaltante do sistema de se- sempre em estados opostos de corte
micro-chave quando acionada é a de
desarmar o sistema de segurança ele- Fig.1 - Diagrama
trônica possibilitando o uso normal ao de blocos. B1oco1
dirigir. O acionamento do dispositivo Alimentação
de segurança ocorre automaticamen-
te toda vez que a porta do motorista é
aberta, sem a necessidade de usar
qualquer outra chave. O bloqueio do
Bloco2
!
B1oco3 Bloco4
sistema de ignição ocorre após um
Fllp-flop Temporlzador Drlver de Safda
minuto, dando tempo do motorista se
afastar numa situação de assalto. Este

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 33


e saturação, ou seja, quando 01 está de permitir que o veículo seja bloque-
no corte, 02 está em saturação e vice- ado apenas depois de cerca de um LISTA DE MATERIAL
versa. As mudanças de estado des- minuto, dando tempo do motorista se
MC1 = micro-chave contato momentâ-
tes transistores são comandadas por afastar, e pode ser aumentado con-
neo.
duas chaves, a que fica na porta do forme o valor de C1. CH1 = chave liga desliga - 6 A.
veículo (lado do motorista) responsá- O bloco 4, formado por Rs' 03 04' 01,02,03 = BC547, ou equivalente
vel pela luz de cortesia e o rnicro-in- 06 e o relé compõe o driver de saída, 04 = BC 337.
terruptor Push-Buttom de desarme. responsável pelo corte da alimentação 01 = 1N4001 , 02 ..06 = 1N4148.
Ouando uma porta é aberta, 02 do sistema de ignição. Uma chave de C1 = 220 IJF x 25 volts, eletrolítico.
entra em saturação e quando o inter- emergência é prevista entre os con- C2 = 10 IJF x 25 volts, eletrolítico.
a, R2 R6 = 1# x 118 w.
Rs = 1'0# x 1/8 W.
R5 = 27# x 1/8w.
R3, R4 = 100# x 1/8 w.
R7 = 470 #
RL1: relé M2RC2 Metaltex, 12V, 10A
Diversos: cabo, etc.

03 e 04' forma um circuito Darlington


econômico, de forma que o ganho do
circuito é dado praticamente pelo pro-
duto de hfe 03 e hfe 04' Isto faz com
que uma pequena corrente permita
que 04 entre em saturação energizan-
do o relé de'saída. Note: o relé só fica
ativado quando a ignição é acionada
evitando o consumo desnecessário de
energia.
Ao se acionar uma, das portas via
°
03 ou 4, o potencial de emissor de
02 é levado à saturação e a situação
do flip-flop se inverte. 01 então está
em corte. Neste momento, o potenci-
al de coletor de 02 está praticamente
igual à massa e C2 começa a descar-
regar-se via R7' 03 e 04' Ao atingir-se
o limiar de sustentação da corrente de
pick-up do relé (corrente mínima ne-
cessária para mudança de estado), o
mesmo destrava-se e abre, interrom-
Para a pendo a alimentação do sistema de
Chave de alimentação ignição.
Microchave
push-button
ignição €>-=' do sistema Com os valores propostos, isso
de ignição ocorre com pouco mais de um minuto
após a abertura de uma das portas. O
sistema só será novamente rearmado
Fig.2 - Placa de Circuito Impresso. quando for acionada a micro-chave
secreta tipo push-buttom.
Alguns veículos vêm com a luz de
cortesia normalmente com o interrup-
ruptor de desarme é acionado, 01 en- tatos C e NA do relé desativando o tor ligado na massa, já em outros o
tra em saturação provocando o corte sistema numa possível falha. comum é um contato positivo estan-
02' Portanto 02 estará em corte, do o outro terminal da lâmpada
(coletor com tensão próxima a tensão conectado ao chassis. O circuito para
de alimentação) ou saturação (coletor FUNCIONAMENTO tanto, tem duas entradas de portas
com tensão próxima a tensão de mas- para as duas possibilidades respecti-
sa), conforme ocorra o acionamento Supondo 01 na saturação, 02 está vamente.
da porta do motorista ou do interrup- no corte e portanto C2 permanece car- O diagrama de ligação é apresen-
tor de desarme, respectivamente. regado via R2' 05' R7 alimentando a tado na figura 2 , e em anexo o circui-
O bloco 3 ( 05' C2 R7) forma um corrente de base de 03' este envia a to e placa. Na figura 3 é mostrado o
circuito temporizador, sua função é a corrente principal via Rs a 04' O bloco esquema elétrico do Alarme.

34 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOST0/2000


MODO DE OPERAÇÃO one a micro-chave para desarmar o deve parar de funcionar. Acionando a
alarme. micro-chave, o alarme é desarmado.
Ao efetuar todas as conexões, con- Feito isso, acione a partida do O alarme é ativado toda vez que a
forme o diagrama de ligação, teste o motor e abra a porta do lado do mo- porta do motorista é aberta, sendo
circuito. Feche a porta do carro e aci- torista. Após algum tempo, o motor desarmado pela micro-chave. _

01
Saída da chave de ignição
1N4001
para alimentação da bobina
r--~1:-::2~V-:-o-:-:-lts---"" ~ ou injeção
10 A ATENÇÃO:
não confundir com o fio
que alimenta o ccmactor
do motor de partida, que
também sal da Ignição

Contato .
,
2
NA :Cortar
1
tOpen=O

Chave de emergência
- (chassis) 04 12 Vcc -10 A
1N4148 TrpoON-OFF
O2 1 p6to x 2 posições
03 porta( - )
1N4148
1N4148
t=O 1 2 (Máx. Corrente =6 A)
porta ( + )
Open U5 Usar, se porta positiva
Push-Button NA
À alimentação do sistema de ignição
(bobina ou injeção)
Usar, se porta negativa

Figura3

.••.
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PARES TERMOELETRICOS
(Como Funcionam)

ro, de acordo com a figura 2, e havia o


Processos industriais delicados e equipamentos eletrônicos exi- aquecimento dos dois, uma força
gem em muitos casos a monitoração precisa da temperatura. Na eletromotriz (f.e.m.) podia ser medida
entre eles.
indústria o principal tipo de sensor de temperatura é o par
Posteriormente, foi descoberto que
termoelétrico ou termopar, como também é conhecido. Neste arti- esta tensão tinha origem em dois fe-
go analisamos o seu princípio de funcionamento e as suas princi- nômenos separados que receberam
pais aplicações práticas. os nomes de seus descobridores.

a)Força Eletromotriz de Peltier


Quando dois metais diferentes são Na prática, para se usar um Segundo Peltier, se uma corrente
unidos de modo a formar uma junção, termopar ou par termoelétrico para elétrica flui na junção entre dois me-
algumas propriedades elétricas impor- medir temperaturas existem alguns tais diferentes, calor é gerado ou ab-
tantes se manifestam em função da requisitos adicionais, já que a sorvido neste local numa quantidade
temperatura. linearidade e a precisão têm que ser proporcional à intensidade da corren-
Ligando o dispositivo formado por levadas em conta, além da necessi- te. Se o calor vai ser gerado ou absor-
dois metais unidos da forma mostra- dade de se amplificar a tensão, pois vido dependerá do sentido da corren-
da a um indicador de tensão e aque- os valores obtidos em função dos te, o que quer dizer que podemos fa-
cendo-o, conforme ilustra a figura 1, materiais mais comuns usados são zer com que a junção gere ou absor-
observamos o aparecimento de uma muito baixos. va calor simplesmente invertendo o
tensão que depende da temperatura. Iniciamos a análise' do funciona- sentido da corrente, conforme ilustra
Normalmente, para usar este dis- mento de um par termoelétrico estu- a figura 3.
positivo na medida de temperatura ele dando o porquê do aparecimento da Na prática, os dispositivos de efei-
é ligado em série com uma segunda tensão quando a junção é aquecida. to Peltier podem ser usados justamen-
junção que serve de referência, sen- te para esfriar um local, pela circula-
do esta última mantida numa tempe- ção de uma corrente em sentido apro-
ratura mais baixa. HISTÓRICO priado na sua junção.
O dispositivo formado pela junção Por outro lado, observa-se tam-
dos dois metais serve então para a Foi em 1821 que Seebeck obser- bém que o efeito inverso ocorre quan-
medida da temperatura e é denomi- vou que, quando um fio de cobre for- do esfriamos ou aquecemos a junção.
nado par termoelétrico. mava uma junção com um fio de fer- Uma corrente cujo sentido depende
justamente do fato de esfriarmos ou

Ferro
Corrente

~~====::::J
r
Junção
t
~===::::::::::J; J
quente Cobre
Chama

Junção de
referência Fig. 2 - Seebeck observou que aquecendo dois
Fig. 1 . Princípio de funcionamento do Par Termoelétrico. metais unidos aparecia uma f.e.m. entre eles.

38 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


Corrente b) Resistência à temperatura me-
Fig. 3 - Efeito
Calor Calor Peltier - pode-se dida - o par termoelétrico deve resistir

Junçã~
::1 Junçã~ E
gerar ou absorver
calor numa junção
dependendo do
à faixa de temperaturas que devem ser
medidas.
c) Sensibilidade - devem apresen-
•• sentido da
tar uma tensão de saída (f.e.m.) razo-
corrente.
ável na faixa de temperaturas que pre-
aquecermos a junção é gerada pelo peraturas com precisão, devem ser cisam ser medidas.
mesmo efeito. tomados alguns cuidados com a es- d) Prontidão - deve ser de acordo
colha dos materiais, tais como: com a aplicação, significando a velo-
b) Força Eletromotriz de Thomson · As f.e.m. de Thomson devem cidade com que ele pode responder a
Thomson observou que se um con- somar-se no circuito uma variação da temperatura.
dutor uniforme for aquecido de manei- · As f.e.m. de Thomson devem variar e) Estabilidade - não deve mudar
ra não uniforme, veja exemplo na fi- na proporção direta com a tempe- de características com o tempo ou
gura 4, aparece nas suas extremida- ratura mesmo sob a ação do meio em que
des uma força eletromotriz cuja pola- · As f.e.m. de Peltier devem ter a ele tem que funcionar.
ridade e intensidade dependem do mesma polaridade das f.e.m. de
gradiente de temperatura no trecho Thomson Existem diversos tipos de pares
considerado do condutor. · As f.e.m. de Peltier também devem termoelétricos que são usados na
variar na proporção direta com a instrumentação industrial para diver-
Quente Frio temperatura sas faixas de temperatura.
· A potência elétrica gerada pelo par Na figura 6 apresentamos um grá-

E-J
Fig. 4 - Efeito Thomson - um
condutor aquecido de forma não
deve ser a maior possível.
Praticamente, é impossível encon-
trar materiais que apresentem estas
características, mas com o uso de li-
fico em que as faixas de temperatu-
ras de operação dos tipos mais co-
rnuns são comparadas com outros ti-
pos de sensores de uso corrente em
gas apropriadas podem ser obtidos instrumentação.
uniforme gera uma í.e.m.
pares termoelétricos com especifica-
Na prática, a f.e.m. de Thomson ções bem próximas do ideal. Os principais tipos com suas ca-
apresenta algumas anormalidades, já Assim, o que encontramos nas racterísticas são:
que existem materiais em que ocor- aplicações em instrumentação eletrô-
rem inversões de polaridade com a nica são pares feitos de materiais que Cobre-Constantan - (tipo T) - estes
variação da temperatura como, por são escolhidos de acordo com a faixa sensores são indicados para medir
exemplo, o bismuto. O fato importante de temperaturas que devem ser me- temperaturas na faixa de -84 a 315°C
é que a tensão que aparece nas ex- didas. Dessa forma, sua linearidade, e têm uma característica que os torna
tremidades de uma junção termoelé- precisão e potência devem atender superiores, principalmente na medida
trica pode ser usada para a medida justamente à faixa indicada, possibili- de temperaturas muito baixas, na fai-
da temperatura, e isso leva à constru- tando assim a medida precisa da tem- xa abaixo de zero.
ção de diversos tipos de termopares peratura.
para instrumentação eletrônica na in- Para termos um termopar que seja Ferro-Constantan - (tipo J) - estes
dústria e em muitas outras aplicações. útil numa aplicação, ele deve apresen- sensores são usados principalmente
tar as seguintes propriedades: em meios redutores (onde existe falta
a) Linearidade na faixa de tempe- de oxigênio) para a medida de tem-
OS TIPOS DE TERMOPARES raturas medidas - a f.e.m. apresenta- peraturas na faixa de -18 a 870°C.
da deve manter uma relação de Quando empregados em temperatu-
Para se obter um termopar que proporcional idade direta com a tem- ras acima de 538 °C sua oxidação
possa ser usado na medida de tem- peratura, observe a figura 5. aumenta rapidamente, o que exige o
uso de um fio mais grosso ou mais pe-
Fig. 5 - Na prática, o comportamento sado para evitar uma ação mais inten-
do termopar não é linear. 11V é a sa sobre o sensor, ou ainda fazer sua
v diferença entre a f.e..m. real e a
proteção com capas protetoras. Os pa-
medida devido à não linearidade do
Curvas reais termopar. res termoelétricos deste tipo, sem ca-
'1'_J.:'-':--~7 (não lineares) pas, são bastante usados em medi-
das de temperatura até 290°C.

Cromo-Alumel - (tipo K) - estes pa-


res termoelétricos são indicados para
aplicações em meios onde exista ex-
°C cesso de oxigênio livre (oxidantes)
temperatura para a medida de temperaturas de até
1315 oCoNa verdade, a limitação des-

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 39


pode contar com tipos diferentes de
275ºC Fig. 6 . Faixas de
_===:;:::=-~ NTC/PTC temperaturas de operação
diversos fabricantes.
315°C de diversos sensores.
~::;::;===':"":===~Termopar cobre/constantan
OS CIRCUITOS
- 18ºC 870°C
~;z:;;;;;;;::;;;;:======11 Termopar ferro/constantan Na realidade, a medida da tempe-
1315°C
ratura usando o sensor termoelétrico
~;;;;:;::;;_;;::;;;:-;:==;:--:=--tTermopar cromo/alumel
ou par termoelétrico é feita por diver-
5400C 1500°C
~g~;;;:;;;;;;::=:=:;==:-;,Tennopar platina/ródio
sos elementos, que vão desde o par
em si até o circuito de processamento
540°C
b::::::::;;;;::::=-==lt Termômetros de mercúrio e o indicador, conforme ilustrado na
figura 10.

tes sensores está em 1150 °C se a


operação for constante, já que o meio
tende a agir sobre o material modifi-
Na figura 8 temos alguns sensores
usados em instrumentação industrial,
já encapsulados e protegidos de acor-
=:::1
Par
termoelétrico
[>-
cando suas características. do com o meio em que devem traba-
Amplificador
lhar.
Platina-Ródio - (tipos R, S 10 e 13%
de ródio) - temos aqui os termopares
de metais nobres que são indicados ~c======?\ ~II"I1"11"1
~
para medir temperaturas mais eleva-
das. Meios que contêm gases reduto-
Tenninal Rosca Sensor
I.. 1•• 11•• 11•• 1
res afetam estes sensores, exigindo - Indicador
sua proteção por um tubo impermeá- fLÚF=======:=\ Fig. 10 . Circuito básico.
vel quando usados em temperaturas Tenninal \ Sensor
Rosca
acima de 540°C. Assim, o que temos são sistemas
Fig. 8 . Conjuntos de termopares para termoelétricos onde. o mais simples
aplicações industriais.
Para proteger os termopares da usa o par termoelétrico ligado a um
ação do meio em que eles devem me- Uma vista em corte de um milivoltímetro, e o mais complexo e
dir a temperatura existem diversas téc- termopar de aplicações industriais é sofisticado pode incluir um amplifica-
nicas que são mostradas na figura 7. apresentada na figura 9. dor operacional que alimenta um indi-
cador de bobina móvel, ou ainda um
-----_
Condutores sem isolantes
>- Termopar 8734E,
FouGde
indicador de cristal líquido com todos
os decodificadores, observe exemplo
resposta rápida na figura 11.
termopar Circuitos deste tipo podem até in-
-------------'~
Condutores com isolantes separados
1~1t----
Cabeçote
Mola
cluir a presença de um conversor
analógico digital que permite monitorar
:;l ••••••.. a temperatura de um local através de
• ,...~- Mola de pressão um computador, ou ainda usá-Ia para
Condutores com isolante único
sobre luva fornecer dados a um microcontrolador
Elemento tipo tubo Luva interna responsável pelo controle de um pro-
cesso industrial.
Fig. 7 ·Proteção dos termopares e condutores. Bocal de
O tipo de aplicação do sensor é extensão
que vai determinar qual é a melhor CONCLUSÃO
proteção que ele necessita.
Normalmente, o par termoelétrico A medida de temperaturas eleva-
em si, ou seja, as pontas dos fios não Ponteira de prata que das com precisão exige técnicas que
são protegidas, devendo ser escolhi- contém a junção de envolvem a previsão de todos os ele-
medição
do o par de material que se adapte à mentos que possam afetar o
ação possível do meio. Para a prote- transdutor num ambiente em condi-
Fig. 9 . Vista em corte de um conjunto de
ção do restante do sensor podem ser termopares da Leeds and Northrup Co. ções adversas.
usados diversos tipos de materiais Não basta escolher o transdutor
resistentes ao calor dependendo da Os pares termoelétricos para apli- correto (par termoelétrico) para a fai-
faixa de temperaturas medidas como, cações na indústria, especialmente xa de temperaturas que se deseja
por exemplo, a borracha, verniz, ami- em instrumentação eletrônica, se- medir, mas também considerar a pre-
anto trançado, vidro, cerâmica, óxido guem especificações padronizadas de sença de substâncias que, com o tem-
de alumínio ou molibdênio. modo que uma determinada aplicação po, possam afetar o sensor.

40 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


Nem sempre é possível trabalhar
com sensores que sejam protegidos + 15 V
dada a temperatura muito elevada que
se pretende medir, e é nesse ponto
que os cuidados devem ser redobra-
dos. Devem ser levadas em conta,
além disso, as condições de
interfaceamento da grandeza medida
100 kQ 5kQ
com o sistema de controle.
As empresas especializadas forne- Ganho
cem em seus catálogos todas as in-
formações que o projetista precisa
para o seu projeto, mas é preciso que
ele saiba usá-Ias. Neste artigo demos
Vsafda
apenas uma idéia do princípio de fun- 10 rrNJ2C
cionamento destes sensores, caben-
do aos leitores do setor um aprofun-
damento específico dentro de suas
áreas de atuação. -

Referências: Instrumentação Industrial - Fig. 11 - Circuito de termômetro centígrado sugerido pela National (AN-225).
Harold E. Soisson - Hemus

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SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 41


APAGADOR
DE

tremamente perigosa para os olhos,


As memonas EPROM (Erasable Programmable Read Only precauções especiais no projeto são
tomadas no sentido de se evitar que o
Memory) são utilizadas em muitos equipamentos digitais ligados à
usuário venha recebê-Ia por uso
informática, tais como controles industriais com base em indevido do aparelho.
microprocessadores como o COPS, PIC, SOC51 e outros, O projeto é bastante flexível tanto
automatismos, jogos, etc, onde se deseja a realização de certas quanto ao uso da lâmpada (que pode
ter diversos tamanhos) como em rela-
operações segundo um programa. No entanto, para reprogramar ção à temporização, que pode ser al-
uma memória deste tipo é necessário submetê-Ia por certo tempo terada, e ao número de EPROMs que
à radiação ultravioleta. Esse procedimento é feito num aparelho podem ser apagadas simultaneamen-
te.
denominado "Apagador de EPROM", cuja construção descreve-
mos neste artigo. CARACTERíSTICAS
• Tensão de alimentação: 110/220
VCA
As memórias EPROM possuem dades e duração, que os usuários des- • Potência da lâmpada: 4 a 10 watts
uma janela de quartzo através da qual te tipo de dispositivo conhecem (no • Temporização: 15 minutos (tip)
radiação ultravioleta pode ser focali- quadro anexo mostramos como pro- • Tensão do setor de temporização: 6
zada no chip de silício de modo a apa- gramar e apagar uma 2716). a8V
gar seu conteúdo. Para o apagamento do conteúdo
Na figura 1 mostramos uma des- de uma EPROM não é qualquer tipo
sas memórias, a famosa 2716, que é de lâmpada de ultravioleta que serve, A7 1 24 Vcc (PE)

utilizada numa infinidade de projetos, e sua utilização exige alguns procedi- Ae 2 23 AS


quer seja pela suas características e mentos e cuidados determinados pelo A5 3 22 Ag
facilidade de obtenção, quer seja por fabricante do componente.
A4 4 21 VBB
seu baixo custo. Assim, deve ser usado um tubo flu-
As memórias EPROM que podem orescente que emita radiação de de- As 20 A10
ser apagadas por radiação ultravioleta terminado comprimento de onda e a A2 Vdd
são denominadas também UVPROMs incidência sobre a pastilha de silício S (PGM)
A1
(UV de ultravioleta). As memórias po- da memória deve ocorrer por tempo
O 17 08
dem ser apagadas algumas vezes determinado, normalmente entre 15 e
antes de perderem suas propriedades, 25 minutos. O que descrevemos nes- Janelade 01 16 07
mas isso já é o suficiente para que as te artigo é um dispositivo que empre- quartzo 02 15 06
possamos usar no desenvolvimento ga uma lâmpada fluorescente UV es- 03 14 05
de projetos até chegar a uma configu- pecial para o apagamento de
Vss 13 04
ração definitiva que, então, possa usar EPROMs e que é controlado por um
uma PROM. timer que a mantém acesa pelo tem- Fig. 1 - Uma memória EPROM do tipo 2716
Para sua programação são aplica- po necessário ao apagamento. observando-se a sua janela de quartzo que é
dos pulsos de determinadas intensi- Como a radiação ultravioleta é ex- transparente à radiação ultravioleta (UV).

42 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


COMO FUNCIONA o circuito, já que ele não é crítico, não
Tampa--+
havendo pois, necessidade de estabi-
A base do projeto do temporizador lização.
do apagado r de EPROMs é um circui-
to integrado 555 conectado na conhe- »:" 51 Caixa
cida configuração monoestável. Reed-swltch It" MONTAGEM
Na saída do circuito integrado (pino ou mlcro-swltch
3) temos um transistor que controla um Começamos por dar aos leitores o
relé. Este relé estará energizado du-
Fig. 2 - Na caixa que tanto pode ser do tipo de
diagrama completo do apagado r de
abrir como utilizando uma gaveta, podemos
rante o intervalo de tempo em que a ligar em paralelo com S2 um reed-switch para EPROMs na figura 3.
saída do circuito integrado permane- desligar a lâmpada em caso de abertura. A placa de circuito impresso para
cer no nível alto. Nestas condições, o esta montagem não é crítica dada a
relé estará com seus contatos NA fe- terruptor 81 tem por finalidade inter- baixa potência do circuito, e tem seu
chados e a lâmpada fluorescente romper o processo de temporização, aspecto mostrado na figura 4.
ultravioleta (UV) recebe sua alimen- levando ao nível baixo o terminal de A lâmpada ultravioleta pode ser de
tação normal. controle (pino 4) do 555. qualquer tipo fluorescente, com potên-
O tempo que a saída do 555 Para este interruptor temos ainda cia entre 4 e 15 watts. O importante
permanece alta depende do resistor a possibilidade de usar um reed-switch no projeto é apenas que o reator usa-
R3 e do capacitor C3 ligados aos pi- que será colocado na tampa da caixa do seja compatível com a potência da
nos 6 e 7. do apagador, de modo que ele seja lâmpada, devendo por isso ser adqui-
A constante de tempo obtida com ativado quando ela for aberta, ou na rido em conjunto, para maior seguran-
os valores indicados está em torno de gaveta, para que ocorra o mesmo ça.
15 minutos, mas como existe o pro- quando ela for puxada. Um imã será o Existem suportes que permitem fi-
blema da tolerância dos componentes sensor para esta operação, conforme xar a lâmpada diretamente na caixa.
e também de eventuais fugas, pode sugere a figura 2. Para maior facilidade de trabalho, a
ser necessário mudar seus valores. O circuito de alimentação da lâm- caixa pode ser feita de madeira com-
O disparo do circuito é feito ater- pada ultravioleta fluorescente é con- pensada ou de outro tipo, com a forma
rando-se por um instante, via 82, o pino vencional. Temos um starter que pro- e dimensões mostradas na figura 5.
2, que é mantido no nível alto pelo voca a ionização do gás no momento O reator, o.transformador, o starter,
resistor R2. em que ela é acesa, e o reator comum e o suporte de fusível serão parafusa-
No momento em que este interrup- que é ligado em série com a alimen- dos na própria caixa. O circuito de
tor (82) é pressionado, a saída do 555 tação. temporização será fixado por meio de
vai ao nível alto, o relé atraca e a lâm- O setor de temporização é alimen- separadores e ele deve ser posicio-
pada fluorescente acende. Ao mesmo tado por uma fonte que usa um trans- nado de modo a não receber radia-
tempo o LED vermelho recebe a ali- formador de pequena potência e que, ção ultravioleta, para maior seguran-
mentação acendendo, de modo a in- depois de retificação e filtragem, for- ça. Os controles ficarão no painel e
dicar o início da temporização. O in- nece uma tensão entre 6 e 8 volts para podem consistir em componentes co-

4 8
7

02 6
1N4002
CI1
555
51
~ 2 3 R4
2,2kn
C2
52
1 pF

X2
5tarter
X:3
(reator)

X1
Fig. 3 - diagrama completo do apagado r de EPROMs. Lâmpada UV

SABER ELETRÔNICA NQ 331/AGOSTO/2000 43


LED
2

muns: para 83 temos um interruptor ções na placa, se necessário. Os correntes entre 250 e 500 mA, sem
simples (que é opcional), e para 81 e capacitores eletrolíticos devem ter problemas.
82 temos interruptores de pressão do uma tensão de trabalho de 12V ou Lembramos também que todo o
tipo normalmente aberto (NA). Os maiores, e os resistores são todos de cuidado com os isolamentos dos fios
LEDs também devem ficar em local 1/8 W. A tensão de primário do trans- deve ser tomado no setor de alta ten-
visível do painel, devendo ser instala- formador depende da rede de ener- são, por estar diretamente conectado
dos em suportes apropriados. O aca- gia e o secundário de 6+6 V pode ter à rede de energia.
bamento da caixa depende do gosto
de cada montador podendo ser feito
com verniz transparente, depois da Lâmpada"-
UV - __ ~~~:::::::::::::::::::i~
colocação de decalques com a identi-
ficação das funções das chaves e dos
LEDs:
LED vermelho: em operação
LEDs
LED verde: fim da temporização
81: Interrupção
Fig. 5 - O formato para
82: Início a caixa sugerido pode
83 - Liga/desliga ser alterado tanto em
Para os componentes da parte ele- função do material
trônica não temos nada de crítico. O disponível como do
relé poderá ser substituído por equi- próprio tamanho da
lâmpada.
valente de 6V com as devidas altera-

44 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


PROVA E USO
A EPROM 2716
Inicialmente é preciso saber se o relé
está fechando seus contatos quando S2 Uma das EPROMs mais conhecidas é a 2716, que possui capacidade para
for acionada. Isso pode ser verificado armazenar 2048 palavras de 8 bits (2048 bytes ou 2 kbytes). Esta memória pos-
sem a lâmpada ultravioleta instalada. O sui entradas e saídas compatíveis com a tecnologia TIL, o que a torna muito útil
estalo do relé mostra o seu acionamen- em projetos que empreguem microprocessadores, circuitos TIL, etc.
to. Depois, pode-se verificar o funciona- Na figura abaixo temos a pinagem desta memória.
mento do sistema de acendimento da
lâmpada com a colocação provisória de IDENTIFICAÇÃO DOS PINOS
uma lâmpada fluorescente comum no A1-A10 - Endereços 01-08 - Saídas de dados
soquete, e com o seu acionamento. Não S/(PGM) - Seleção do Chip (Programa) VBB - Alimentação de -5 V
tente olhar diretamente para a lâmpada VCC (PE) - Alimentação de +5V (habilitação do programa)
para ver se ela acende! As radiações Vdd - Alimentação de +12 V VSS - OV - terra
são perigosas para os olhos. Se tudo
correr bem, meça o tempo de aciona-
A operação desta memória é estática, o que significa que ela não precisa
mento e faça alterações de valor de R3
nem de clock nem de circuito de refresh.
e/ou C3, se julgar necessário.
Coloque a fluorescente ultravioleta
no soquete e o aparelho estará pronto
para ser usado. APAGAMENTO
Para apagar uma ou mais memóri-
as, retire a proteção da janela de quart- o apagamento da 2716 é feito com sua exposição à radiação ultravioleta de
zo e posicione-as na caixa ou gaveta de alta intensidade, no comprimento de onda de 2537 angstrons. A intensidade re-
modo a poderem receber a radiação Uv. comendada para se obter o apagamento é de 12 mW por centímetro quadrado,
Feche a caixa ou gaveta e pressione S2 quando então o tempo de exposição é da ordem de 21 minutos. A lâmpada é
depois de ligar S3. O LED verde apaga posicionada de tal modo a ficar aproximadamente a 2,5 cm acima do chip. Com
e temos o acendimento do LED verme- maiores intensidades de luz, a lâmpada pode-ficar mais longe ou mais perto e,
lho. Ouando o LED vermelho apagar, a com isso, o tempo de apagamento pode ser maior ou menor, como no projeto
memória estará pronta para ser utiliza- que descrevemos. Após o apagamento de memória, todos os bits vão para o
da. Um teste preliminar permite verifi- nível alto.
car se todas as células foram levadas
L..
ao nível alto, já que esta é a condição
para a programação. - PROGRAMAÇÃO

LISTA DE MATERIAL o primeiro passo na programação é levar o Vcc(PE) aos 12V ou O V de modo
a desabilitar as saídas, convertendo-as em entradas. Este pinodeverá ser man-
Semicondutores: tido no nível alto durante o intervalo em que ocorrer a sequência de programa-
CI1 - 555 - circuito integrado - timer ção. O primeiro byte a ser programado (endereçado normalmente ao primeiro
01 - BC548 ou equivalente - transistor endereço ou O) é aplicado, é os dados aplicados às entradas de 01 a 08. Em
NPN de uso geral
seguida, um pulso de programação de +28 V deverá ser aplicado ao pino de
D1' D2 - 1N4002 - diodos retificadores
programa. Este pulso deve ter duração de 0,1 a 1,0 milissegundos e, em segui-
de silício
da, o pino deve ser trazido de volta aos OV. Depois de pelo menos 1 milissegundo
D3 - 1N4148 - diodo de uso geral
LED1 - LED verde comum que isso ocorrer, o endereço poderá ser mudado para o seguinte, e o processo
LED2 - LED vermelho comum repetido para levar os dados à próxima locação. A sequência déve prosseguir até
Resistores: (1/8 W, 5%) que todos os dados sejam enviados à memória e, depois, repetida pelo menos
R1' R2 - 10 kQ R3 - 1,5 MQ 100 vezes para fixar o programa na EPROM. O número de vezes que o ciclo de
R4 - 2,2 kQ R5' R6 - 1 kQ programação é repetido é dado pelo tempo total de aplicação do pulso, que deve
Capacitores: ser de 100 ms. Assim, se cada pulso durar 1 ms, o número mínimo será 100. Se
C1 - 1 000 jJF/12 V - eletrolítico os pulsos forem mais curtos, precisaremos
C2 - 1 jJF/12 V - eletrolítico de uma quantidade maior.
C3 - 470 jJF/12 - eletrolítico Para terminar a programação, logo que A7 24 Vce (PE)
Diversos: tivermos o último pulso encerrado com a Aa 23 AS
F1 - 2 A - fusível volta ao pino nos O V, as entradas VCC (PE)
AS 22 Ag
T1 - Transformador com primário de podem ser trazidas aos +/-5V o que levará
acordo com a rede local e secundário o dispositivo ao modo de leitura. Os dados A4 21 VBB
de 6+6 V x 300 mA ou mais nas entradas já devem ter sido removidos As 20 A10
81, 82 - Interruptores de pressão neste momento, já que estes pinos se tor-
83 - Interruptor simples A2 Vdd
nam agora saídas de dados, o que causa-
K1 - Relé de 6 V sensível (100 mA) - A1 S (PGM)
ria um conflito de níveis lógicos caso eles
Metaltex ou equivalente
fossem mantidos. Os dados obtidos nas
X1 - Lâmpada ultravioleta de 4 a 12 W O Os
saídas de 01 a 08 só se tornam válidos após
X2 - Starter para lâmpada fluorescente
10 microssegundos da habilitação do pino Janelade 01 07
X3 - Reator para lâmpada fluorescente
Placa de circuito impresso, caixa para do programa. (Mais informações veja no ar- quartzo 02 06
montagem, cabo de força, suporte de tigo "Gravador de EPROM" publicado na 03 OS
fusível, fios, solda, soquete para a Revista Saber Eletrônica número 330).
Vss "I..,; __ ..;..r" 04
lâmpada fluorescente, etc.

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 45


Conheça

10 OS
COMO FUNCIONA

As características de comutação ultra-rápida e uma queda de O que diferencia as características


tensão no sentido direto muito baixa tornam estes diodos especi- de condução dos diodos comuns em
ais em muitas aplicações que envolvem o trabalho com pulsos de relação aos diodos schottky é a
tecnologia de fabricação e o material
curta duração como em circuitos de comutação, ou ainda em cir-
usado.
cuitos de proteção contra transientes. Veja, neste artigo, como fun- Desse modo, para obter uma bar-
cionam os diodos schottky e quais são as suas principais aplica- reira de condução baixa existem diver-
sas tecnologias que são empregadas,
ções práticas.
determinando outras características
do componente.
A General Semiconductor, por
Os diodos schottkysão componen- praticamente nula (alguns exemplo, usa duas tecnologias para
tes relativamente novos, pois são usa- microvolts) fabricar seus produtos. Uma delas é
dos há apenas 25 anos, aproximada- utilizada na série MBR de componen-
mente. No entanto, suas característi- b) Desvantagens tes, que apresentam uma caracterís-
cas especiais os tornam ideais para · Não suportam temperaturas tica de operação de alta temperatura,
certas aplicações em que os diodos elevadas (125 De a 175°e , bem baixas fugas e uma queda de tensão
comuns de silício não se dão bem menos que os 200 De dos diodos no sentido direto relativamente alta.
como, por exemplo, nos circuitos de comuns de silício) A segunda linha, conhecida por
comutação rápida ou ainda nos circui- · Não podem ser fabricados com SBL, é projetada para operar em tem-
tos em que uma queda de tensão no altas tensões inversas peraturas mais baixas (menos de 125
sentido direto deva ser minimizada. · Têm elevada corrente de fuga no De) apresentando correntes de fugas
É claro que os diodos schottkypos- sentido inverso mais elevadas e uma queda de ten-
suem algumas desvantagens no seu são no sentido direto menor.
uso e que devem ser levadas em con-
Metal Barreira
sideração.
frontal shottky de metal
Assim, antes de analisarmos seu
Passivação
funcionamento, vamos enumerar tan-
Sio2
to as vantagens como as desvanta-
gens:
Guarda
a) Vantagens
. Velocidade de comutação muito
Figura 1 - Estrutura do
/
Metal posterior Substrato n-
Camada
epitaxial
rápida
diodo Schotkky. n-
. Queda de tensão no sentido direto

46 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


Figura2 - Curvacaracterística
dodiodoSchottky Corrente
direta

Tensão Tensão Fig.3 - Distorção


causadapelascaracterísticas
inversa direta decondução dostransistores
bipolares.

Schottky -----+. .
sem guarda .'

+--+- IR a VRWM
100 até 150QC

Corrente
inversa
Avalanche
da junção pn

~
Fig.4 - Osdiodosdeuma
Nos diodos Schottky de barreira que vão até a classe O possam fontepodemgerarruídos.
alta o metal usado na barreira é o minimizar este problema a ponto da
nicromo, enquanto que no de barreira distorção apresentada ficar bem abai- Apesar destes diodos comuns te-
baixa o material é o nicromo-platina. xo dos níveis que nossos ouvidos de- rem um tempo de recuperação que
Na figura 1 temos a estrutura típi- tectam (algo em torno de 0,5%), os suporta bem a baixa trequência de 60
ca de um diodo Schottky. O tipo de ge- mais exigentes ainda acham que este Hz da rede de energia, com o uso de
ometria usada nesta estrutura é que tipo de equipamento tem "defeitos", um analisador de espectro foi demons-
vai determinar as características elé- que não aparecem nos antigos ampli- trado que eles podem gerar uma gran-
tricas básicas do componente. ficadores valvulados e mesmo nos cir- de quantidade de harmônicas que se
A baixa tensão direta, da ordem de cuitos com FETs. estende até a faixa de áudio, afetan-
microvolts, e o baixíssimo tempo de No entanto, não é apenas nos cir- do assim o sinal que deve ser repro-
recuperação da ordem de picosse- cuitos amplificadores que a presença duzido pelo amplificador.
gundos, devem-se ao metal usado no do silício nos semicondutores pode Na figura 5 temos os gráficos que
ponto em que se tem a barreira de afetar um circuito. mostram como o tempo de recupera-
potencial. Em artigo publicado por F\ick Miller ção dos diodos comuns e Schottky
Na figura 2 temos as curvas carac- na revista Audio Amateur de janeiro podem afetar a forma de um sinal.
terísticas obtidas para este componen- de 1994, ele provou que os diodos tra- Segundo o autor do artigo, estas
te, observando-se a tensão muito bai- dicionais de uma fonte de alimenta- harmônicas vão aparecer na saída do
xa em que ele começa a conduzir ção, como a ilustrada na figura 4, tam- amplificador nos momentos de silên-
quando polarizado no sentido direto. bém são responsáveis por problemas cio.
nos circuitos, mesmo que eles alimen- Como momento de silêncio, o au-
tem válvulas ou transistores de efeito tor define não a ausência de sinal to-
APLICAÇÕES EM ÁUDIO de campo. tal no circuito, mas sim os breves ins-
tantes entre as notas musicais e isso
Um dos pontos sensíveis em pro- pode ser percebido por um ouvido
jetos de amplificadores de áudio que
é criticado por muitos e leva os enge-
nheiros a enormes dores-de-cabeça
vem do fato dos transistores de silício
...~~r-
A) Recuperação
2P

inversa de um
'
sensível, afetando a qualidade do
som.
Embora existam equipamentos
caros que muitos audiófilos usem para
e diodos começarem a conduzir com filtrar suas fontes de alimentação, este
diodo comum.
uma tensão muito alta (em torno de problema é intrínseco, mas pode ser
0,7V), causando assim distorções nos solucionado com o uso de diodos
sinais, como bem ilustra a figura 3. schottky na fonte de alimentação, se-
Quando o sinal começar a ter sua gundo sugere o autor do artigo.
amplitude aumentando num semiciclo, Com tempos de comutação da or-
o transistor que o amplifica iniciará sua ---+-: +- -o dem de nanossegundos e até menos,
condução somente quando ele atinger e disponíveis com tensões de até uns
b) Recuperação inversa de um
um certo valor, causando assim uma 60 V, eles podem substituir perfeita-
diodo Shottky.
distorção. mente diodos de silício comuns em
Se bem que as modernas tecnolo- Fig.5 - Recuperação
dodiodoshottky fontes de amplificadores, pré-amplifi-
gias que empregam configurações comparada a umdiodocomum. cadores, CO-players, processadores

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 47


digitais, sintonizadores, e amplificado- tais como os SUF15J, de 1,5 A x Bryston usam estes diodos em suas
fes classe A de baixa potência que 600 V, da General Semiconductor, que fontes para impedir que o efeito da
usam válvulas, com vantagens. podem melhorar ainda mais a quali- baixa velocidade de recuperação de
Para os circuitos valvulados que dade de som de um projeto deste tipo diodos comuns nas fontes de alimen-
utilizam tensões muito mais altas exis- como o mostrado na figura 6. Empre- tação afetem a enorme qualidade de
tem alguns diodos schottky especiais, sas como a B&K, Adcom, Hafler e som de seus equipamentos. -

55 ill
6AN8 (P) 6AN8(T) 1/4 W 68Q5

r
.05

OUTPUT
",,~--+--o32 O
-<:11;>-----016 O

80
1 Mn O

AC SW
H
117V
+B
8kO
100V 5W
20
OV :I!50V

117 V

J 100V

117V

AC
100V
OV ~.
6,3 V 5,5A
O o o

Fig. 6 . A válvula 6CA4 é substituída por diodos de silícío (1N4007) nas versões modernas
deste amplificador, mas muito melhor qualidade de som pode ser obtida com diodos Shottky.

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48 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


ETAPA CLASSE B I

(Push-Pull)

do transformador e também na
Recentemente focalizamos em nossa seção para o projetista o distorção que aparece no instante em
que o transistor começa a conduzir,
procedimento para o cálculo dos componentes de polarização de
dada justamente a sua tensão de iní-
uma etapa classe A. No entanto, sabemos que este não é o único cio de condução de 0,7 V, conforme
tipo de circuito que encontramos nas aplicações práticas e que as indica a figura 3.
etapas Classe B são bastante usadas, principalmente em circuitos A seguir, damos os procedimentos
básicos para o projeto de uma etapa
de transmissores. Nesta edição, focalizamos os procedimentos bá- amplificadora de um pequeno trans-
sicos para calcular uma etapa deste tipo. missor de ÁM que opera em 1 MHz
fornecendo uma potência de saída da
ordem de 1 W.

Conforme podemos ver pela figu- tor polarizado na Classe S é tal que
ra 1, num circuito amplificador com ele conduz apenas nos semiciclos
Polarização
transistores bipolares polarizados de positivos. .
modo a ter uma operação em Classe Uma característica importante des-
S, cada transistor conduz num dos te tipo de circuito está no fato de que ;"';""O~-+ Salda
---f<-+- .....•...
semiciclos do sinal. na ausência dó sinal de entrada a cor-
Isso significa que cada transistor rente de repouso é nula. Isso faz com
não só opera apenas metade do tem- que seu rendimento seja dos mais al-
po de cada ciclo, ficando no corte na tos, sendo por isso uma configuração
outra metade, como exige-se o empre- bastante utilizada nos amplificadores Entrada
go de um transformador para a inver- de alta potência (que, no entanto, exi-
são de fase do sinal. gem transformadores) e em transmis- Fig. 2 - Polarização na classe B.
Na figura 2 mostramos que o pon- sores. A desvantagem no uso deste
Inicio
to de funcionamento de cada transis- tipo de circuito está na necessidade
da

T"Oão
Salda

+
!
Entrada

r=
-~---fr\-
~
~, #

Fig. 1 - As fases dos sinais numa etapa push-pull classe B.


V
Fig. 3 - Distorção neste tipo de etapa.

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 49


Temos então: semelhante ao indicado aqui pode-se Chegamos ao circuito final da fi-
Po = 1 watt adotar normalmente um valor de 15 a gura 4.
O mesmo procedimento pode ser 20 vezes maior que o da impedância O capacitor de desacoplamento é
estendido para outros circuitos ope- do primário do transformador de saí- calculado observando-se que ele deve
rando desde sinais de áudio até de da. No nosso caso, um valor entre 2 ter uma reatância bem menor que R2
VHF, na faixa de FM. É claro que os k.Q e 3 k.Q proporciona resultados na frequência de 1 MHz.
transistores com as características satisfatórios para uma boa operação.
apropriadas devem ser escolhidos. A impedância do primário do trans- Esta reatância pode ser fixada em
formador dependerá das característi- aproximadamente 1 ohms, o que nos
cas da fonte de sinal, ou seja, do cir- leva ao seguinte cálculo:
o CÁLCULO cuito que vai excitar esta etapa.
Xc _ 1
a)Começamos por determinar a e) Determinação do valor do - 2xnxfxC
máxima tensão entre coletor e emis- resistor de emissor (Re) de cada tran-
C- 1
sor que os transistores usados podem sistor. - 2xnxfxXc
suportar e também sua dissipação. Estes resistores devem ser usados
Usaremos transistores NPN do tipo para evitar a deriva térmica da etapa C- 1
- 2 x 3,14 x 106 X 1
80135, cujas características são: e podem ficar normalmente entre 1 e
Vce(max) = 45 V 10 Q. Uma regra simples que pode ser 10-6
adotada é que este resistor seja tanto C = 6,28
Ptot = 8 W
menor quanto maior a potência. Para 1
C = 6,28 X 10-6
b) A seguir, selecionamos uma ten- que o leitor tenha uma idéia da ordem
são de alimentação para a etapa, que de grandeza deste resistor, vamos C = 0,1591JF
seja menor que a máxima suportada adotar 2 .Q no nosso circuito.
C=159nF
pelo transistor a ser empregado. No Re = 2 ohms
nosso caso, para maior facilidade es-
colhemos 12 V. f) Chegamos agora ao ponto mais
Vcc=12V crítico, que é o cálculo dos valores dos Um capacitor de 150 nF estará
resistores de polarização de base dos mais do que bem dirnensionado para
c) Cálculo da impedância do transistores: R1 e R2. Estes resistores esta aplicação.
enrolamento primário do transforma- devem ser calculados de modo a for-
dor de saída. mar um divisor de tensão que forneça
Este é o transformador que vai ser uma tensão levemente maior que a CONCLUSÃO
ligado como carga dos coletores dos encontrada entre a base e o emissor,
transistores desta etapa: chamada aqui de Vo. Os cálculos que vimos são
Observe que R2 está em série com empíricos, com muitos dos elemen-
Zpri = V~~2 a fonte de sinal, por isso deve ser o tos determinados mais pela sensi-
menor possível ou então ser bilidade do montador do que por
Zpri = .illl..:.
1 desacoplado por um capacitor que contas precisas. Este tipo de pro-
Zpri = 144 Q apresente a impedância mais baixa cedimento é interessante para os
possível na frequência do sinal de que desejam resultados imediatos
operação. "que funcionem", devendo eventu-
d) Cálculo da impedância de se- Os valores típicos de um resistor almente ser otimizados com base
cundário do transformador excitador. para esta função estão em torno de em simuladores de circuitos como
Geralmente esta impedância é dada 500hms. o Electronics Workbench.
como 2hie nos manuais dos transis- Calculamos então R1: A vantagem deste método é que
tores usados, mas para um circuito abreviamos os procedimentos, evi-
R1 = R2 X (~~c .1) tando o uso de matemática mais
avançada e de cálculos demorados
+ 12V
R1 = 50 x (ri,~ -1) que seriam necessários ao se tra-
balhar, por exemplo, com os
B0135 R1 = 50 x ( 17,14 -1 )
parâmetros híbridos.
Re R1 = 50 x 16,14 Nesta etapa também não forne-

] E·
2,20 cemos os procedimentos de cálcu-
R1 = 807 Q
12V lo das bobinas (transformador
Re Com os valores de todos excitado r e de saída), que ficarão
2,20 os componentes calcula- para uma outra oportunidade, já
dos, podemos partir para a que neste tipo trabalha-se normal-
B0135
elaboração final do circuito mente com circuitos ressonantes
com base em componentes nas entradas e saídas.
Fig. 4 - Etapa calculada com valores finais dos componentes.
de valores comerciais.

50 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


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de controle remoto / Oscilado r controla- úteis / A fotônica e a nanofotônica /Ins- horizontais / Hugo Gernsback de visão noturna / Mini-Curso COP8/ O
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tência / Transforme seu transmissor FM tímetro /lndexCE / O que você precisa / Luz de emergência inteligente / Badisco
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são" telefônica / Conversor série/para- vel de reservatório / ICL 7667 - Driver na Internet / 2 Antenas para trans-
lelo - paralelo/série com PIC / Kit didáti- duplo de mosfet de potência missores de FM // Fontes para laser Nº316 - MAIO/99
co - (4' parte) / Achados na Internet / semicondutor / Eletrificador de cercas / LabVIEW / Controle remoto de 4 canais
Controle de potência AC com transistor NOJ06 - JULHO/98 Fluorescente em 12 V / Reostato para / Sinais do padrão RS-232 / Dicas de
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frequência PLL / Curso básico de Ele- tral Fax-On-Demand / Microcontrolador ca-mãe / Códigos de erros de Post / Apli- Service / Achados na Internet / Ganha-
trônica Digital - (6' parte) / Duas gera- 8051 - Laboratório de experimentação cações avançadas para o 555/556/ USA dores da Fora de Série nº 25 / Modula-
ções a serviço da Eletrônica /Instalan- remota via Internet / Práticas de service em notícias ção em amplitude / O CI PLL / Medidas
do monitores de vídeo / Eletrônica Embarcada: Automóveis In- em transmissores / Usos para o
teligentes / Os CLPs - aplicações e Nº 311 - DEZEMBRO/98 osciloscópio / Distorção de fase / Tele-
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dos na Internet /Instalação, programa- capacímetros / Práticas de service /Ins- sua aplicação no reparo de linhas defei-
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parte) / Seleção de circuitos úteis / Fu- videocassetes / Saiba mais sobre DVD circuitos úteis / Frequencímetro com o
síveis com fios / Redescobrindo a vál- / Achados na Internet / Conhecendo fios multímetro / Circuitos para o PC / Fonte
vula - Curso básico de Eletrônica Digi- esmaltados / Conheça as pontes / Re- com retardo programado / Novos tipos
tal -(1 O' parte) / Circuitos de Automação parando teclados / Reguladores de ten- de displays / Regulador de tensão
Industrial/1 00 W PMPO com Power Fet são 7800 / Paqer via rede / Gerador de LM723
- um amplificador de altíssima qualida- alta tensão com Diac / Sequencial de 6
de / SKB2 - Pontes retificadoras de onda canais / Alarme de bateria fraca / Fonte
completa / TL5501 - Conversor AlD de galvanoplástica (cromeador de objetos)
6 bits / Pré-amplificador com FET

NOJ07 - AGOSTO/98 Nº312 - JANEIRO/99


Utilizando a Internet para experimenta- Mini-curso Cop8 / Grampo telefônico -
ção com o microcontrolador Basic-52 / como fazer/como evitar /Impressora de
N2303 - ABRILJ98 Circuitos Ópticos de Interfaceamento / senha microcontrolada / Procedimentos
Controladores lógicos programáveis / EDE1400 - Conversor Serial/ Paralelo- de limpeza em VCR's / Provador de fly-
Como funciona o radar / Práticas de Dados seriais alimentando impressora back / Práticas de service / Dolby
service especial - PCs e periféricos / paralela / Defeitos Intermitentes / Acha- surround e Pro-Iogic -como funcionam /
Fonte de alimentação para service de dos na Internet / Circuitos de As características técnicas do DVD /
TVC / Achados na Internet / NetSpa / Osciladores / Recebendo melhor os si- Achados na Internet / Telefone padrão
Instalação, programação e operação de nais de TV e FM / Alarme via PABX / brasileiro /Termômetro digital multicanal
micro PABX (I) / Kit didático para estu- Conheça o diodo tunnel / Localize de- empregando LM35 como sensor de tem-
dos dos microcontroladores - 5' parte / feitos em cabos telefônicos / Biônica - A peratura / Dimmer para lãmpadas
Premiação Fora de Série / Iluminação Eletrônica imita a vida / Badisco com halógenas (SLB0587 - Siemens) / Fon-
de emergência / Fonte de 1,2 V a 24 V / proteção acústica / Curso básico de Ele- te de corrente e tensão /Intermitente de
1,5 A / Luz automática para campainha trônica Digital -(11' parte) / Divisor de alta potência
/ Eliminador de efeito-memória / Curso frequências para dois alto-falantes /
básico de Eletrônica Digital (7' parte) / Booster automotivo / Dimmer com Nº313 - FEVEREIRO/99
Norma RS232 para portas seriais / TRIAC / Potenciômetro Eletrônico / En- Módulos Híbridos para Controle e
~

FATOR DE POTENCIA ;

NA INDUSTRIA
Prof. J. Michel Andrey

Fator de potência significa eficiên- Equipamentos elétricos industriais (2)


cia no aproveitamento de energia. E que não contém indutâncias são con-
eficiência representa, relação entre siderados como cargas resistivas. A (3)
potência útil de saída e potência apli- figura 2 mostra três circuitos elétricos
cada na entrada. Ou seja, eficiên- equivalentes: (a), (b) e (c). O circuito Onde, PRL= Potência Real na car-
cia(%) = Psaída/Pentrada .. (a) serve de modelo para estudo do ga em watts.
Na indústria, o maquinário, os equi- efeito de cargas inteiramente Evg = Tensão C.A. do gerador vg,
pamentos e os dispositivos elétricos resistivas. em volts.
utilizados no processo produtivo, re- Neste caso, um gerador Vg forne- IRL= Corrente fornecida para a car-
presentam uma carga que absorve ce tensão C.A. a uma carga resistiva ga RL' em Ampêres
energia da rede elétrica. Essa carga é RL. A corrente que atravessa a carga =
RL Resistência Real da carga, em
formada por componentes resistivos é chamada IRL. Ohms.
e reativos. Pela lei de Ohm, IRL= Evg/IRL (1)
Os primeiros transformam toda No circuito (b) da figura 2, a carga
energia retirada da rede, em trabalho A potência dissipada na carga é não é mais respresentada por resis-
útil, enquanto que os últimos, tomam dada por, tência pura RL mas sim, por uma
energia e devolvem ao sistema, sem
aproveitamento.
Rede de Energia Bétrica Sistema Elétrico Industrial
r----- ..
1
I - - ("""V"""V"Y"\.. ..í"V"Y""V""\.. - ,
COMPONENTES ELÉTRICOS ~PA...:..=_E_x_I_Hf--_.1 Carga Reatívas 1
INDÚSTRIAIS I I
~- ...A../'V'v-....Av"V"v - -I

Muito de um sistema industrial é carga Resistfvas


formado de máquinas e equipamen-
tos elétricos. Tal sistema possue ge- ______ 1

ralmente, componentes que servem


Figura 1
para transformar diretamente, uma
forma de energia em outra como no
caso de um sistema de iluminação ou
de aquecimento para injeção de plás-
tico, e componentes que transformam
energia, não diretamente (é o caso de
muitos motores elétricos). De qualquer
modo, um sistema elétrico industrial
pode ser representado na forma de (a)
diagrama, conforme mostra a figura 1.

Todo equipamento que possui


indutâncias representa uma carga elé-
Figura 2 ( C)
trica reativa.

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 53


TRIGONOMETRIA APLICADA
A trigonometria estuda a relação entre os lados e qualquer Exemplo 1. Se no triângulo retângulo dado na figura 1, o
dos ângulos agudos de um triangulo retângulo. A figura 1 mos- lado "a" tem 5 cms de comprimento e o lado "c" tem 6,5 cms,
tra um triângulo retângulo cujos lados são chamados a, b e c, qual é o valor seno do ângulo a?
e os vértices, A, B e C. No interior do triângulo temos dois
ângulos agudos chamados a e 13. resp: sen a= -1!...:::_5_ = 0,77
Todo triângulo retângulo tem um terceiro ângulo interno cujo c 6,5
valor é sempre 90°.
Muitos problemas relacionados aos triângulos retângulos Exemplo 2. Se no mesmo triângulo do exemplo 1, o lado
envolvem determinação da relação entre qualquer dois lados, "b" tiver 4 cms de comprimento, qual é o valor coseno do ângu-
um dos ângulos e um ou dois lados. lo a?
Existem tabelas de funções trigonométricas e calculado-
ras eletrônicas preparadas para fornecer o valor de qualquer resp: cos a = b = 4 = 0,62
dos três ângulos com base num fator tomado da relação entre
qualquer dois lados do triângulo retângulo.
c 6,5

Para qualquer dos dois ângulos agudos a e 13, existem 6 A utilização prática da trigonometria é muitas vezes
razões chamadas funções trgonométricas. Estas são: complementada com a aplicação conjunta da geometria. Quan-
seno(sen), coseno( cos), tangente(tan), cotangente( ctn), do se trata da resolução de problemas e circuitos elétricos en-
secante(sec) e cossecante(csc). volvendo C.A., é comum o emprego do círculo dividido em
Tomando-se como exemplo o ângulo a do triângulo dado quadrantes, conforme mostra a figura 2(a). O primeiro
na figura 1, teremos, quadrante (I) compreende 0° até 90° . O segundo quadrante
(TI) compreende 90° até 180° . O terceiro quadrante (li) com-
sen a ::: lado oposto::: a B preende 180° até 270° e o quarto quadrante compreende
hipotenusa c 270° até 360°.
Observe que os valores angulares crescem no sentido anti-
cos a = lado adjacente::: E. horário.
hipotenusa c A figura 2(b) mostra como os valores angulares e os lados
a de um triângulo retângulo podem ser associados às variáveis
tan a - lado oposto = a do primeiro quadrante do círculo mostrado em (a).
lado adjacente b As linhas pontilhadas mostradas em (b), ajudam a visualizar
a formação dos triângulos retângulos. Chamamos de eixo X à
ctn a - lado adjacente =.!? linha horizontal na posição de 0° e eixo y, à linha vertical na
lado oposto a posição de 90°.
b Os valores dados ao eixo Y são projetados para à direita,
sec a- hipotenusa = c formando as linhas pontilhadas verticais; e os valores do eixo
lado adjacente b X podem, quando necessário, serem projetados para cima,
formando linhas pontilhadas paralelas a esse eixo.
esc a = hipotenusa ::: ~ Observe que chamamos de a" a linha pontilhada que com-
lado oposto a pleta um triângulo, quando se junta à hipotenusa C3 e a um
certo valor de comprimento dado ao eixo X. Para melhor
As mesmas 6 funções podem ser dadas para o ângulo 13. visualização, reproduzimos apenas esse suposto triângulo na
Na resolução de problemas práticos relacionados à eletri- figura 3.
cidade ou eletrônica, emprega-se geralmente, apenas as três Desse modo, podemos trabalhar sobre a figura, associan-
primeiras funções trigonométricas, ou seja, o seno, o cose no e do variáveis trigonométricas ou geométricas com os elemen-
a tangente, já que as três últimas podem ser deduzidas pelo tos dados nos circuitos elétricos de corrente alternada (C.A.).
inverso daquelas.

90° 90°
90°


360°

270° X Figura3
Figura2 (a) Figura2 (b)

54 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


impedância ZL' que é formada de RLe capacitância ligadas como mostra a É fácil deduzir que, para eliminar
XL' ligadas em série. O valor de ZL é figura 2 (c), o valor de ZL é dado por, por completo, o efeito da reatância
dado por, indutiva num circuito C.A., basta adi-
(6) cionar ao mesmo, uma reatância
Z L =VR L2 + X L21 (4) capacitiva de valor equivalente.
Onde, Xc = Reatância Capacitiva,
Onde, ZL= Impedância total do cir- em ohms.
cuito, em Ohms. Observe que na equação (6), XL é CONCLUíNDO
XL = Reatância Indutiva da bobina positiva e Xc negativa, ou seja, uma
L, em Ohms. subtrai-se à outra. A razão está em Todo circuito de C.A. possuindo
que, resistência e indutância, consome
A potência entregue para a carga XL = 21tfL e Xc =_1_ uma potência Aparente PZ ou PA "en-
agora, não é mais uma Potência Real 21tfc ganosa".
PRL(ou PR), mas sim, uma Potência Desse modo, em todo circuito A única potência capaz de ser con-
Aparente Pz (ou PA)· reativo contendo indutância e capaci- vertida em trabalho é a chamada, Po-
O valor de Pz é dado por, tância, as respectivas reatâncias XL e tência Real PR, com valor dado em
Xc se opõem reciprocamente. Quan- Watts.
do XL é igual a Xc' o resultado é anu- - Para cancelar o efeito das
lação completa das reatâncias do cir- indutâncias num circuito C.A. aplica-
Onde, Pz ou (PA) = Potência Apa- cuito. Quando se trata de potências, o se capacitâncias ao mesmo.
rente, em VA (Evg x IJ resultado é o mesmo, ou seja, - Chama-se "Fator de Potência", à
fração tomada da razão entre a po-
PR= Potência Real em Watts. tência real convertida em trabalho ou
utilizada no processo, e a Potência
PXLou (Pr) = Potência Reativa, em e quando PXL= Pxc' Aparente que entra no sistema indus-
VAr (Vg x Ir). trialou,
PZL= VP RL2+(P
XL=PXC)2!:VP RL2+(zero)2
1
Fator de Potência (FP) = PR ~1
Quando um circuito C. A. possui PA
carga com resistência, indutância e ~= PRLou (PR) Continua e termina na próxima edição.

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conceitos teóricos do componente, passando pela ferramenta de trabalho (MPASM). Desta forma o
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de forma simples e direta, todos os comandos e procedimentos necessários para montar e simular,
passo a passo, o seu circuito, seja digital ou analógico. Além disso, é descrito o funcionamento dos
mais variados instrumentos usados em um laboratório real, tais como: Osciloscópio, Gerador de
Função, Multímetro, Bode Ploter, Analisador Lógico e Gerador de Palavras Binárias, sendo forneci-
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SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 55


Controle
~~G?por
(VOX)

xo, o que significa que ele pode ficar


Este circuito, sensível ao som, dispara um relé por um tempo o tempo todo ligado sem o perigo de
que pode ser ajustado numa ampla faixa de valores, ao menor um aumento perceptível na conta de
barulho como, por exemplo, o bater de palmas, um grito ou asso- energia. Na verdade, a potência
exigida na condição de espera é infe-
bio, ou ainda a queda de um objeto. Acoplado ao obturador auto- rior a 1 watt.
mático de uma máquina fotográfica, ele possibilita a realização de A montagem não oferece dificulda-
fotos muito rápidas como o estouro de um balão ou o instantâneo des, pois não existem pontos críticos,
e o microfone pode ficar longe do cir-
de um prato quebrando-se contra o chão. Outra aplicação é em um
cuito se for usado um cabo blindado.
alarme de som de grande sensibilidade, que dispara um dispositi- A distância máxima recomendada
vo sonoro com o menor ruído de um intruso. Dentre as aplicações para o microfone é de 10 metros. Para
maiores distâncias, recomenda-se que
industriais podemos citar automatismos disparados pelo som.
o aparelho fique longe da carga con-
trolada e não do microfone.
As chaves de áudio, relés de som, mesmo com sons muito fracos, e além
controles por som ou simplesmente disso o controle de temporização. Este Características:
''vox'',são circuitos eletrônicos de gran- controle de temporização varre tem- · Tensão de alimentação: 12 volts
de utilidade em muitas aplicações prá- pos de alguns segundos até diversos (fonte ou bateria)
ticas, onde basicamente eles consis- minutos e pode também ser modifica- · Temporização: 5 segundos a 8
tem de um microfone acoplado a um do com a troca de poucos componen- minutos
amplificador sensível que dispara um tes. · Carga máxima: depende do relé
relé quando o microfone capta qual- A carga controlada depende do · Corrente de repouso: 5 mA (tip).
quer som. relé usado e se ele tiver contatos re-
O nosso circuito tem algumas ca- versíveis, podemos até usá-Io de
racterísticas importantes que o tornam modo inverso: desligando alguma coi- COMO FUNCIONA
útil numa gama muito larga de aplica- sa ao menor ruído.
ções. Dentre elas destacamos o con- O circuito é alimentado com uma O som captado por um microfone
trole do ponto de disparo e sensibili- fonte de 12 V e seu consumo com o de eletreto é convertido num sinal elé-
dade que permitem sua utilização relé aberto (desarmado) é muito bai- trico que, via C1, é aplicado à base de

56 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


r-----------~------~------._----------_.----~_.--~~~~----~_.--o+12V

8 4

~----------~------~----~-----------------+-------1----------~-Oov
Fig. 1 - Diagrama da chave de áudio.

um transistor amplificador na configu- ficação do sinal, é controlado pelo Tempos maiores que 8 minutos
ração de emissor comum. No coletor potenciômetro P2. Este ajuste deter- podem ser obtidos com o aumento de
deste transistor, de onde o sinal é re- mina a sensibilidade do circuito. C3 para 1 000 IJFe de P3 para valores
tirado, existe um trimpot que permite O sinal amplificado aparece na até 2,2 MQ. Valores maiores não são
ajustar o ponto de amplificação ideal saída (pino 6) do amplificador opera- recomendados, pois as fugas que
da etapa seguinte, a qual conta com cional e é aplicado ao terminal de dis- existem normalmente nos capacitores
um amplificador operacional com tran- paro de um monoestável 555. eletrolíticos podem instabilizar o fun-
sistor de efeito de campo MOS de Este possui na rede de temporiza- cionamento. Nestes casos, o capacitor
entrada do tipo CA3140. Equivalentes ção o capacitor C3 que determina a deve ser de excelente qualidade (sem
podem ser experimentados, tais como faixa de tempos, e além disso o poten- fugas). Com um som captado pelo mi-
os da série TLC ou TL. ciômetro P3 que permite o ajuste do crofone, a saída do CI, (CA3140) vai
O ganho do amplificador operacio- tempo em que a sua saída deverá per- momentaneamente ao nível baixo, dis-
nal, que é a etapa seguinte de ampli- manecer no nível alto após o disparo. parando o monoestável 555. Nestas
condições, com sua saída indo ao ní-
vel alto por um certo tempo, o transis-
tor Q2 é saturado e o relé fecha seus
contatos.
A carga conectada ao relé é então
acionada pelo tempo desejado. No fi-
nal da temporização, o relé desarma-
rá e o circuito ficará pronto para um
novo disparo com a captação de no-
vos sons.

MONTAGEM

Na figura 1 temos o diagrama com-


pleto do Controle por Som ou Chave
de Áudio.
Na figura 2 temos a disposição dos
componentes em uma placa de circui-
to impresso.
Para maior segurança e facilidade
de montagem sugerimos a utilização
-9 de soquetes para os circuitos integra-
-c dos e mesmo para o relé, dependen-
do do seu tipo. Na verdade, será inte-
ressante Ter em mãos antes o relé
para depois desenhar a placa, pois
S.Q2
dependendo de sua base podem ser
-ov necessárias alterações no seu dese-
nho. Qualquer relé de 12 V com cor-
~ rente de bobina de até 50 mA pode
Fig. 2 - Placa de circuito impresso.
ser usado.

SABER ELETRÔNICANº 331/AGOSTO/2000 57


KIT Ice 1N4002
t-=-- ...•....
--o + 12 V

MISTER EPU T1 1000 pF


100 pF
Emulador (não-real-time) para
12 + 12 V
microcontrolador OTP-COP8 SA 500 mA ~--~----~---+----OOV
Componentes do sistema: Fig. 3 - Fontede alimentaçãoparaa chave de áudio.
1 - Placa com soquete de programação
DIP ice MASTER EPU-COP8
2 - Cabo de comunicação D Chave de audio
3 - Fonte de alimentação r------.., NF 110/
220 V
4 - Cabo de interface para simulação de
40 pinos DIP
5 - Shunt de 16 pinos DIP
Mic_ ~N~;~--------~====~O
6 - Duas EPROMS COP 8SAC7409-40
pinos com janela
7 - Manual do Usuário iceMASTER EPU-
COP 1101
8 - Instalação e demo para compilar 220 V Aparelho
9 - Literatura COP8 da National contendo controlado
Assembler/Linker, Databook, Datashet Fig. 4 - Usandoa chave de áudio para ligar umacargacom som.
10- 01 soquete ZIF de 40 pinos
Os demais componentes são co-
PROMOÇÃO para muns e suas especificações podem LISTA DE MATERIAL
os primeiros 10 kits: ser encontradas na lista de material.
Preço: R$ 290,00 + Desp. de Para o microfone existem duas Semicondutores: I
envio (Sedex) possibilidades: acoplar um jaque de CI, - CA3140 - circuito integrado,
entrada e usar um microfone com um amplificador operacional com JFET -
Disque e Compre ver texto para equivalentes
cabo ou então embutir o próprio mi- I

(11) 6942-8055. crofone na caixa que aloja o conjunto,


CI2 - 555 - circuito integrado, timer ,
0" 02 - BC548 ou equivalente -
tendo um pequeno orifício para entra-
• transistores NPN de uso geral
da do som. Uma fonte de alimentação
D, - 1N4148 ou equivalente - diodos
COMPONENTES de 12 V para este circuito é exemplifi- de uso geral
cada na figura 3. Resistores: (1/4 W, 5%)
O transformador deve ter enrola- R" R4' R6- 10 kQ
Estojo contendo 850 mento primário de acordo com a rede R2 - 2,2 MQ R3 - 47 kQ
resistores 1/8 W de energia e secundário de 12 + 12 V Rs - 100 kQ P1 - 1O kQ
com corrente de pelo menos 300 mA. P2 - 2,2 MQ P3 - 1 MQ
Um verdadeiro arquivo de O circuito integrado 7812 desta fonte Capacitores:
resistores contendo 85 tipos mais não precisa ser dotado de radiador de C, - 4,7 IJF/12 V - eletrolítico
usados no Brasil de 1 R a 10M (10 C2 - 470 nF - cerâmico ou poliéster
calor, já que o consumo do aparelho
unidades de cada medida). C3 - 470 IJF/12 V - eletrolítico
alimentado é pequeno.
Diversos:
Fácil de manuseio e localização,
MIC - microfone de eletreto de dois
organizado em cartelas plásticas na
terminais
ordem crescente. PROVA E USO K, - Relé de 12 V sensível
A embalagem pode ser usada Placa de circuito impresso, material
na reposição. Ligue na saída do circuito algum para fonte de alimentação, caixa para
tipo de aparelho cujo funcionamento montagem, fio blindado para o
Preço R$ 38,00 (incluso despesas possa ser monitorado, como por exem- microfone, botões para os
plo um abajur. Ligue o aparelho e co- potenciômetros, tomada para a carga
de correio encomenda normal).
loque P3 na posição de temporização Iexterna, fios, solda, etc.
L __
mínima. Ajuste então P, até que o relé
Peça já para: desarme. Batendo palmas diante do
JMB. ELETRÔNICA-ME microfone atue, sobre P 1 e P 2 até ob- Posicione O microfone de modo
Rua dos Alamos, 76 - Vila Boa Vista - ter o ponto de disparo do relé. Obtido que somente o som desejado provo-
Campinas - SP - CEP: 13064-020 o ajuste, é só usar o aparelho. que o disparo do aparelho. Um
Envie um cheque no valor acima jun- Na figura 4 temos o modo de usar capacito r de 10 nF a 100 nF pode ser
to com um pedido ou ligue: o aparelho para disparar um alarme ligado entre o pino 3 do CA3140 e a
Fone: (019) 245-0269 ou acender uma luz no momento em linha negativa de alimentação (O V)
Fone/Fax (019) 245-0354 que o microfone captar qualquer tipo para se evitar o disparo com sons
de som. muito agudos. -

58 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


PRESSORAS
Aquilino R. Leal - Professor da Universidade Estácio de Sá (Centro de
Ciências Tecnológicas) e do Instituto de Tecnologia ORT-RJ
Ricardo T. Leal - Universitário (Engª PUC-RJ)

INTRODUÇÃO sente trabalho: expor uma pequena utilizada pela impressora para gerar
teoria dos modelos de impressoras os símbolos a serem impressos.
Basicamente, os elementos de presentes no mercado, bem como re- A primeira característica acima
entrada e saída presentes em um sis- ver alguns modelos já não mais exis- pode ser indicada como a vazão de
tema computacional são: o teclado, o tentes, mas que um dia marcaram impressão de caracteres por segun-
monitor (terminal de vídeo), o mouse época. do (cps), ou a quantidade de linhas
e a impressora. Nessa lista também impressas por minuto (Ipm), ou mais
podem se incorporar o HD, CD ROM ainda, a taxa de impressão de pági-
etc, pois eles também permitem a en- CONCEITOS nas por minuto (ppm). Esses fatores
trada/saída de informações/dados doi estão diretamente atrelados à
para o computador; mas os três pri- Como é sabido, a impressora, as- tecnologia empregada para enviar os
meiros são os que certamente sim como o monitor de vídeo, é o pe- símbolos para o meio de impres-
interagem diretamente com o usuário riférico clássico de saída onde as in- são - atualmente utiliza-se o número
e de uma forma mais amigável, cons- formações armazenadas internamen- de caracteres por segundo e/ou o nú-
tante e popular. te no computador sob a forma binária mero de páginas por minuto que a
Embora os clássicos e populares são de algum modo convertidas em impressora consegue imprimir. Para
terminais de vídeo CRT (Tubo de Rai- símbolos impressos em um meio ex- ter-se uma ordem de grandeza entre
os Catódicos) e até os modernos FDP terno qualquer Jnormalmente papel) e essas unidades convém observar que
(Flat Panel Display - vídeos de painel em formatos inteligíveis ao usuário. uma página dita padrão pode ser con-
estreito) sejam suficientes para a mai- Dentre as inúmeras características siderada como tendo 80 colunas e 60
oria das aplicações interativas comuns das impressoras, as quais linhas (4.800 caracteres) de modo que
computador-usuário, existem outras acabam estabelecendo o seu desem- cada unidade de página por minuto
aplicações em que se torna necessá- penho em relação a outros modelos, equivale a aproximadamente 80
rio o registro permanente da saída das merecem destaque: o volume de im- caracteres por segundo. Assim sendo,
informações em papel. É justamente pressão que o dispositivo suporta em uma impressora capaz de imprimir
nesses casos que as impressoras uma unidade de tempo e a tecnologia quatro páginas por minuto consegue
cumprem o seu papel (sem trocadi-
lho!). Mesmo no início da febre dos
IMPRESSORA MATRICIAL
computadores pessoais (lá pelos idos
dos anos 70), a presença da impres- As impressoras matriciais de impacto possuem normalmente de 9 a 24 agu-
sora nos então sistemas computacio- lhas ou pinos de impressão alinhados verticalmente constituindo uma coluna de
nais pessoais era uma presença qua- impressão, estando dispostas em um sistema mecânico chamado de cabeça de
se que obrigatória, mas nem sempre impressão. Essas cabeças movimentam-se da direita para a esquerda e vice-
possível em termos financeiros devi- versa, enquanto as agulhas se projetam em direção ao papel tocando uma fita
tintada ao impregnar uma imagem (coluna no papel). Elas são muito úteis para as
do ao seu elevado preço.
tarefas que exigem impressão em formulários contínuos (formulários multivias),
Desde aquela data até os nossos algo que a maioria das impressoras mais modernas, tipo jato de tinta, laser etc.
dias muitos tipos de impressoras fo- não são capazes de realizar. Em boa parte as impressoras matriciais são
ram desenvolvidos com seus respec- projetadas para trabalhar com tipos bítmap (mapa de bits) controladas pelo códi-
tivos sistemas de impressão, sempre go ASCII (Amerícan Standar Code for Informatíon and Intechange) enviado do
em constante evolução tecnológica. É microcomputador para a impressora, embora algumas possam interpretar co-
mandos PostScrípt ou outro tipo de linguagem de descrição.
justamente esta a finalidade do pre-

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 59


atingir a marca de aproximadamente
IMPRESSORA JATO DE TINTA
320 cps ({4 x 80 x 60} /60) .
. Outro fator que não se pode des- A tecnologia deste tipo de impressora é semelhante à tecnologia da impres-
cartar é o fato da impressora ser um soras matriciais de impacto; a grande diferença está na cabeça de impressão:
dispositivo extremamente lento com- utilizando uma tecnologia especial, a impressora jato de tinta expele gotículas
parativamente à velocidade de opera- de tinta no papel e de forma semelhante às impressoras de impacto, a cabeça
ção de uma CPUl (ou micro em uma de impressão percorre toda a extensão da página criando as linhas de impres-
linguagem mais simples e genérica): são com uma velocidade da mesma ordem que as de impacto, contudo com
uma resolução muito, muito melhor, porque elas depositam tinta em pontos
atualmente não se concebe que a
bem menores que as de impacto - a sua qualidade de impressão aproxima-se
CPU fique aguardando o fim da im- da qualidade de impressão de uma laser. No mercado existem as
pressão de um caracter para enviar monocromáticas e as coloridas utilizando desde um único cartucho contendo
outro, ou mesmo que ela fique, as cores primárias até quatro cartuchos com as cores primárias em separado.
caracter a caracter, pedindo a aten-
ção do sistema. Para evitar isso, a pies de ser feita por não apresentar dade da troca de margarida (ou da
maioria (atualmente todas) das im- dificuldades de configuração, instala- esfera se for o caso). No que diz res-
pressoras está dotada de uma unida- ção e conflito; adicione-se a isso o fato peito à velocidade de impressão ela é
de de armazenamento interno de periféricos USB poderem ser usa- de até 40 caracteres por segundo.
(buffer - memória eletrônica) na qual dos simultaneamente (contrariamen- O princípio de funcionamento é
os dados oriundos do microcom- te à porta paralela que só permite a bastante simples: para imprimir um
putador ficam temporariamente arma- conexão de um periférico por vez) sem caractere a impressora roda a marga-
zenado. Essa transferência direta do qualquer problema. Dentre eles me- rida dispondo a letra a ser impressa à
micro para essa memória libera o sis- recem destaque os ZIP drivers, frente de uma espécie de martelo co-
tema mais rapidamente, já que ele não scanners etc. mandado por um eletroimã; ao
precisa aguardar a impressão de cada Atualmente as impressoras podem energizar o ,eletroimã o martelo pres-
caracter para o envio do seguinte e, classificar-se em um dos seguintes siona a letra selecionada de encontro
ainda, porque a transferência para o grupos: a uma fita tintada comprimindo-a so-
buffer é feita a uma velocidade muito ~ de impacto (esfera, margarida e bre o papel - a pressão exercida pos-
mais rápida que a velocidade de matricial); sibilita que este tipo de impressora
impressão - quanto maior for a capa- ~ de jato de tinta; possa ser utilizado com papéis
cidade de armazenamento do buffer ~ a laser e carbonados permitindo várias cópias
mais cedo será liberado o micro e ~ por transferência de cera aquecida simultâneas, sistema adequado para
menos pedidos de interrupção, devi- (thermal wax). o comércio.
do a estar vazio o buffer, serão solici- É claro que com esse tipo de im-
tados ao aplicativo responsável pelas pressora não é possível imprimir grá-
informações para a impressora. IMPRESSORAS DE IMPACTO ficos e/ou figuras, motivo pelo qual, é
Para reduzir o elevado número de chamado de impressora tipo textual.
pedidos, ou porque o bufferda impres- A impressora de impacto é o tipo Não são mais encontradas à venda.
sora é pequeno ou porque o documen- mais antigo, e seu funcionamento é Outro tipo de impressora de impac-
to a ser impresso é grande, a maioria fundamentado na operação dos ultra- to é a matricial cujo mecanismo de
dos aplicativos não DOS da atualida- passados teletipos: um pedaço de impressão consiste em um grupo de
de utiliza o spooler, que nada mais é metal, ou plástico, com uma letra em martelos ou pinos, ou ainda, agu-
do que um programa que fica sendo alto relevo comprime um fita tintada lhas, verticalmente enfileiradas na
executado em segundo plano (menor contra uma folha de papel, deixando denominada 'cabeça de impressão',
prioridade): o aplicativo (um editor de uma imagem da letra nela - impres- agulhas essas que se projetam, pela
texto por exemplo) gera o arquivo de sora de impacto tipo caracter. ação de eletroimãs, contra um fita
impressão ficando a cargo do spooler Os caracteres podem estar dispos-
o gerenciamento da impressão, en- tos em uma esfera (daí a designação
quanto o aplicativo fica liberado para impressora de 'impacto de esfera), ou
executar outra tarefa ou trabalhar com estar distribuídos em uma espécie de
outro documento". roda raiada lembrando uma margari-
A conexão da impressora com o da com suas pétalas onde em cada
micro é feita na porta paralela dele uma delas se dispõe, também em alto
com um cabo adequado (existem im- relevo, cada um dos caracteres do al-
pressoras com interface serial poden- fabeto (daí a designação de impres-
do ser conectadas à porta serial do sora de impacto de margarida - daisy
micro). Alguns modelos mais recentes whee~.Vide ilustração apresentada na
são conectados ao sistema compu- Figura 1 onde, por questão de simpli-
tacional propriamente dito (e quando cidade, não foram apresentados todos 1 Ou UCP: Unidade Central de
o sistema disponibiliza) através da os caracteres, em especial os numé- Processamento, o 'coração' do micro.
porta USB: Universal Serial Bus, sen- ricos. Nesse tipo de impressora para 2 No Microsoft Windows o spooler é chama-
dó controlador de impressão.
do uma conexão extremamente sim- tipos de letras diferentes há necessi-

60 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


tintada imprimindo o símbolo no pa- caracter é constituído por uma matriz de impressão apresenta três colunas
pel que está atrás dessa fita num prin- 5 x 9 para as impressoras de 9 agu- com oito agulhas cada: a cada ele-
cípio de funcionamento similar ao das lhas, ou bem mais no caso de impres- mento impresso as colunas adicionais
impressoras margarida: a diferença soras de 24 agulhas. da cabeça de impressão tratam de
reside no fato que aqui podem ser A utilização de uma cabeça de im- imprimir mais pontos, deslocados em
acionados vários martelos simultane- pressão com mais agulhas permite a relação à primeira coluna, de forma a
amente (a cada martelo ou agulha cobrir os indesejáveis 'buracos' ineren-
corresponde um ponto de impressão); tes à impressão matricial e observa-
as agulhas ao poderem ser acionadas dos quando a cabeça de impressão é
individualmente possibilitam a impres- mais simples. Como resultado final a
são de gráficos e de diversos tipos de Figura 4 qualidade de impressão fica próxima
fonts (fontes) não ficando 'presas' ao à da máquina de escrever eletrônica;
tipo de margarida ou ao tipo de a Figura 4 mostra de forma aproxima-
esfera - tecnologia amplamente em- da como os mencionados 'buracos'
pregada nas antigas máquinas de es- são eliminados ao utilizar-se um ca-
crever. beça de impressão com 24 agulhas
Na cabeça de impressão estão dis- sobre posição de pontos com o con- ou pinos.
postas as agulhas ou pinos (pins em seqüente aumento da resolução, ou As principais características des-
inglês) que passam a formar uma co- seja, aumenta-se a qualidade de im- se tipo de máquina são:
luna (orientação vertical); o desloca- pressão, conforme ilustra a Figura 4. ~ baixo custo;
mento para a direita ou esquerda des- O hardware do processo é bastan- ~ utiliza formulários contínuos de 80
sa coluna irá dando formação a uma te simples: ao receber um padrão de ou mais colunas;
matriz de pontos (daí sua designação bits (correspondente a um caracter) o ~ existem modelos para multivias;
circuito de controle da impressora gera ~ velocidade de impressão: entre uns
••••• estímulos elétricos que aciona(m) a(s) 100 cps a 500 cps;
••••• bobina(s) ligada(s) a um grupo corres- ~ bastante ruidosas quando em fun-
••••• Figura 2
pondente de agulhas; cada um des- cionamento;
••••• ses impulsos elétricos cria um campo ~ possibilidade de impressão
••••• magnético que projeta a respectiva bidirecional
••••• agulha de encontro ao conjunto fita! ~ interface serial (RS-232) ou parale-

••••• papel, marcando neste último um pe-


queno ponto; logo a seguir, por efeito
la (padrão Centronics).

de impressora matricial), a qual carac- de uma mola, a agulha retorna rapi- Ainda que inicialmente lançadas
teriza a impressão de um caracter. A damente ao seu estado de repouso em 'branco e preto", existem as im-
Figura 2 mostra uma matriz de pon- ficando apta para novo acionarnento. pressoras matriciais coloridas as quais
tos típica: 5 colunas por 7 linhas (em Assim sendo, a cabeça de impressão estão dotadas de uma fita colorida que
informática é usual apresentar as di- é capaz de imprimir simultaneamente apresenta várias (normalmente qua-
mensões de uma matriz pelo número os n pontos de uma coluna (no caso tro) faixas coloridas similarmente à das
de suas colunas versus número de li- da Figura 2, ou da Figura 3, a coluna antigas máquinas de escrever que
nhas, contrariamente à convenção 'cheia' apresenta sete pontos, isto é: usam tinta preta e vermelha. Ao mu-
n = 7), no instante seguinte são im- dar de cor, a fita (ou a cabeça) deslo-
••• pressos os outros n'(n'sn) e assim por ca-se para atingir a porção de fita na
• • diante até a formação de todo um cor adequada, e como conseqüência

• • Figura 3
caracter e os próximos caracteres, li- imediata a impressão colorida demo-
••••• nha por linha - o processo eletromag- ra mais tempo que uma impressão

• • nético é semelhante ao das clássicas preto-e-branco tradicional.

• • campainhas tipo 'ding-dong' ampla- No entanto, ao escrever, por exem-


plo, uma frase em preto com um des-
• • mente utilizadaspara anunciar pessoas.
Em verdade a cabeça magnética taque em amarelo, esta cor não será
matemática: linhas x colunas); com 'caminha' da esquerda para a direita, impressa adequadamente, pois a ca-
esses 35 pontos é possível formar ou nos dois sentidos, dependendo da beça de impressão (leia-se agulhas)
qualquer caracter conforme indicado tecnologia da impressora, e em seu estará ainda levemente borrada de
na Figura 3 onde, olhando atentamen- percurso vai marcando os pontos cor- preto, fazendo com que o amarelo saia
te a impressão, pode-se perceber respondentes aos caracteres a serem ligeiramente esverdeado comprome-
cada ponto impresso - notar que a impressos no papel. tendo a precisão de cores, o que não
matriz de pontos que contém cada Usualmente são utilizadas 9 ou 24 é permitido na maioria dos trabalhos.
caracter apresenta dimensões maio- agulhas em cada cabeça de impres- À guisa de informação adicional,
res visto a necessidade de serem in- são. Elas são dispostas verticalmente cada agulha costuma apresentar um
cluídas linhas e colunas adicionais formando uma única coluna quando diâmetro entre 0,2 mm a 0,3 mm e,
para separar os caracteres entre si e se trata de cabeça de impressão com para garantir as proximidade entre as
uma linha da outra - em geral cada 9 agulhas; para 24 agulhas a cabeça agulhas, as bobinas acionadoras (bo-

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 61


binas eletromagnéticas ou magnetos) podem ser constituídos a partir de uma são tem duração bem maior que a
são dispostas radialmente, tipo com matriz 18 x 48 pontos até mesmo cabeça térmica. Esta técnica consiste
um tronco de cone, onde na maior 36 x 48 pontos!). Além disso a própria em borrifar a tinta do conduite através
base se encontram os magnetos e na tinta, enquanto líquida, se encarrega- de um cristal piezoelétrico (daí a sua
base menor as agulhas propriamente rá de preencher por si mesma os es- designação) que, ao ser eletricamen-
ditas. paços vazios. Junte-se a isso manter- te energizado comprime-se empurran-
Sistemas de grande porte (main se uniforme a tonalidade das cores, do (esguichando) a tinta para fora do
trames) também usam impressoras de contrariamente às impressoras conduíte - neste tipo de impressora
impacto, só que neste caso as letras, matriciais (mesmo em preto-e-branco). não há necessidade de trocar-se a
números e símbolos gráficos estão Existem dois tipos de funcionamento cabeça freqüentemente (vida útil mai-
gravados em um cilindro, semelhan- da cabeça de impressão: térmica, or) de modo que o cartucho de tinta é
temente ao que acontece na impres- piezoelétrica e troca de estado. apenas um mero refil.
sora tipo margarida ou de esfera; vári- A primeira técnica (drop on As impressoras de fabricação
os desses cilindros são agrupados demand bubble jet - projeção gota a Citizen ou Printiva utilizam a tecno-
dando formação a um cilindro maior gota por demanda) é a mais popular logia troca de estado que, ao contrá-
correspondendo a uma linha de im- sendo utilizada, em particular, pela HP rio das demais impressoras a jato de
pressão (cada um desses cilindros e Canon. Nesta modalidade uma re- tinta, emprega tinta sólida: a cabeça
estabelece uma coluna de impressão sistência elétrica é aquecida por cor- de impressão aplica calor à tinta der-
de modo que uma impressora de 80 rente gerando calor suficiente para retendo-a, permanecendo líquida en-
colunas tem 80 desses pequenos ci- também aquecer a tinta presente no quanto a energia térmica se fizer pre-
lindros, cada um dos quais individual- tubo do cartucho, dando formação a sente; utilizando-se de diminutas pe-
mente contém todos os caracteres uti- diminutas bolhas. Quando uma des- ças mecânicas, a cabeça de impres-
lizados na grafia convencional confor- sas bolhas é formada, sua pressão de são força a tinta líquida para fora da
me visto). Após o devido alinhamento expansão no conduíte da cabeça faz cabeça marcando o papel, a tinta ime-
individual de cada um desses cilindros com que a mesma seja espirrada atra- diatamente solidifica-se, pois cessou
menores de acordo com o texto, esta- vés do bico para fora do mesmo acer- o efeito térmico fornecendo um aspec-
rá pronta a linha a ser impressa, ou tando (manchando ou marcando) o to visual extremamente interessante,
seja, toda uma linha é atingida, ob- papel, gerando um pequeno ponto no porque a tinta, ao solidificar-se, fica em
tendo-se assim altas velocidades de momento e no local adequado (este alto relevo.
impressão. processo ocorre milhares de vezes por Ainda que a qualidade apresenta-
segundo durante a impressão). da por esta tecnologia seja excelente,
Cabe à cabeça de impressão con- ela necessita de muita tinta, o que
IMPRESSORAS DE trolar o aquecimento dos pontos de pode encarecer o processo, mesmo
JATO DE TINTA tinta fazendo somente com que os ela sendo disponível a um preço com-
pontos a serem impressos sejam ter- parativamente mais baixo.
Provavelmente, este é o tipo de vidos. Devido ao aquecimento, a ca- As impressoras ditas coloridas tra-
impressora mais utilizado atualmente beça térmica tem vida útil baixa, pois balham normalmente com três cores-
em virtude de seu baixo preço associ- esse aquecimento vai degradando-a além do preto: magenta (M - coloração
ado à boa qualidade de impressão. lentamente, razão pela qual, nas im- avermelhada, cor maravilha), ciano,
As impressoras de jato de tinta (ink pressoras que utilizam essa técnica a cian ou cyan (C - coloração azulada:
jet) têm funcionamento semelhante ao sua cabeça de impressão vem junto um azul puxando para um celeste cla-
da impressora matricial, porém ao in- com o cartucho de tinta, tornando-o ro) e amarelo (Y). Com a mistura ade-
vés de agulhas, uma tinta líquida es- caro. É próprio informar que a Canon quada dessas três cores primárias é
pecial armazenada em um cartucho utiliza o nome bubble jet Gato de bo- possível obter qualquer cor do
de tinta, é arremessada (borrifada) lha) em suas impressoras, como tam- espectro - essas cores primárias são
através de pequenos orifícios (tubos bém não se pode ignorar que a cabe- chamadas aditivas. Usualmente o pre-
ou conduítes) existentes na cabeça de ça de impressão cromática de alguns to é obtido a partir de um único cartu-
impressão através de um processo modelos de impressora da própria cho contendo tinta preta; entretanto
também elétrico; esses 'tubinhos' apre- Canon se utiliza de um par de refís alguns tipos de impressoras a jato de
sentam um bico apropriado para pos- que ocupam o mesmo espaço físico tinta passam a operar no modo colori-
sibilitar a saída de gotículas de tinta que a cabeça de impressão em preto: do simplesmente trocando-se o car-
(nozzle em inglês). um deles é dedicado exclusivamente tucho de tinta preta por um único car-
Esses conduítes (da ordem de 50 para o preto e o outro, com três com- tucho contendo tinta colorida nas três
até 256 por mecanismo de impressão) partimentos, para as cores primárias, cores acima e, em alguns casos, tam-
apresentam um diâmetro bem menor mas o usuário pode adquirir todo o bém se faz presente nesse conjunto
que o de uma agulha de uma impres- conjunto (refís mais cabeça) quando, um pequeno cartucho de tinta preta
sora matricial, permitindo uma reso- então, o preço se torna bastante ele- (independente do .colorido) para ge-
lução (pontos por polegada - dpi, in- vado. rar o preto. No caso de não estar dis-
glês dots per inchs) bem maior que a Contrariamente à Canon e Hp, a
existente em uma impressora do tipo impressora Epson utiliza a técnica 3 Ainda que não correto, considerar-se-á pre-
to como uma cor.
matricial de impacto (os caracteres piezoelétrica, cuja cabeça de impres-

62 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


ponível esse cartucho, o preto é con-
IMPRESSORA LASER
seguido misturando-se adequada-
mente as três cores (devido a essa A impressora laser tem como técnica a utilizada nas máquinas fotocopiado-
propriedade de ter-se de adicionar 'tin- ras, inclusive utiliza a mesma 'tinta' (pó negro - toner) que as fotocopiadoras
tas' para obter outros tipos de colora- ('xerox'). O sistema da impressora interpreta os sinais elétricos oriundos do
ção é explicado o porque dessas três microcomputador convertendo tais sinais em instruções que controlam o movi-
cores primárias serem chamadas de mento do raio de luz (normalmente um laser), o qual polariza um cilindro atrain-
do o toner, fixando-o momentaneamente nesse cilindro através de um processo
aditivas) - nem sempre se obtém um
eletrostático. No passo seguinte esse toner é transferido para o papel para ser
preto 'perfeito': normalmente se verifi- fundido neste através de um processo calorífero compondo, finalmente, a ima-
ca uma certa tendência para um pre- gem (página) definitiva com excelente impressão. Ainda que complexo o pro-
to com uma certa tonalidade cesso, este tipo de impressora produz cópias mais rapidamente que as impres-
esverdeada. Alguns modelos de im- sora matriciais, sendo suas páginas impressas mais ricas em detalhes que as
pressoras e de diferentes fabricantes das outras. Devido ao ainda elevado preço, as impressoras laser não são popu-
apresentam, além do preto, mais três lares no âmbito doméstico.
cartuchos independentes entre si: um
para cada cor. Quando uma das tin- color, à venda no mercado especi- impressão, elas se tornaram relativa-
tas acaba, basta substituir somente o alizado cujo preço, é claro, não é dos mente populares com o advento dos
cartucho vazio podendo-se aproveitar menores. Características básicas mais modelos pessoais para microcompu-
os demais trazendo, em conseqüên- comuns existentes nas impressoras tadores, sendo amplamente utilizadas
cia, certa economia comparativamen- jato de tinta: principalmente em grupos ou estações
te aos cartuchos que no mesmo invó- ~ melhor custo/benefício; de trabalho (work stations). O sistema
lucro contêm as três cores, ainda que, ~ maior desempenho; de impressão funciona semelhan-
internamente estejam separadas en- ~ diversidade de tipos de papel (pa- temente ao processo das fotocopiado-
tre si. pel comum, envelopes, transparênci- ras, ou seja, compor em um cilindro
Em resumo: existem impressoras as e etiquetas) associados a diversos fotossensível (cilindro fotossensitivo)
que funcionam apenas com um cartu- formatos: carta (216 mm x 279 mm uma cópia, ou imagem, da página que
cho de tinta preta, são as impresso- ou, em polegadas, 8Y2 x 11), legal deverá ser impressa.
ras monocromáticas; outras que impri- (216 mm x 356 mm ou, em polegadas, Inicialmente, o cilindro fotossensi-
mem colorido podem utilizar 3 ou 4 8112x 14), A4 (210 mm x 297 mm) etc; tivo é carregado eletricamente com
cartuchos de tinta sendo que, neste ~ velocidade de impressão em cargas negativas ao ser envolto por
último caso, o quarto cartucho é justa- preto-e-branco entre 8 a 15 ppm (pá- um dispositivo que gera uma carga
mente aquele que contém a tinta preta. ginas por minuto); elétrica negativa no mesmo (drum
Para as impressoras com cabeça ~ várias modalidades de resolução corona wire). Para alterar a carga elé-
piezoelétrica, como é o caso das im- (180 dpi x 180 dpi, 360 dpi x 360 dpi, trica do cilindro é utilizado um feixe de
pressoras Epson, normalmente ela 720 dpi x 360 dpi etc); luz (raio laser, por exemplo) dirigido e
não é trocada, mas somente o cartu- ~ compatibilidade de software com a de baixa potência de forma a sensibi-
cho e, em caso de uma troca (defei- maioria dos aplicativos da atualidade; lizar o cilindro revelador carregando-o
to), ela é geralmente realizada em ofi- ~ silenciosas; com cargas elétricas, criando uma
cinas especializadas. ~ intertacearriento paralelo (padrão área de exposição no cilindro na qual
Além das características acima, Centronics). a imagem é reproduzida pelo feixe de
também é importante comparar a re- luz (Iaser). O giro do cilindro é associ-
solução oferecida pelos diversos mo- ado à ação do laser que vai criando
delos colocados à venda no mercado IMPRESSORAS A LASER os pontos linha por linha de forma que
especializado. A maioria, senão todas, ao encerrar o processo essas regiões
são capazes de imprimir, ao menos, Este tipo de impressora é conhe- eletricamente carregadas são uma
em 300 dpi, porém diversos modelos cido como impressora de página, cópia fiel da página a ser impressa, já
de impressoras a jato de tinta conse- apresentando uma qualidade final que o laser é acionado e desativado a
guem imprimir acima dessa taxa de bem melhor que a jato de tinta. Ela cada ponto do cilindro, tal qual os pon-
resolução, algumas sem a necessida- recebe esse nome porque, em termos tos em uma impressora matricial ou
de da substituição do cartucho por um genéricos, monta a página em sua os pixels em um monitor (vídeo) em
outro cartucho especial como ocorre memória antes de imprimí-Ia, contra- conformidade com configuração biná-
com alguns modelos. riamente aos outros tipos de impres- ria e localização dos símbolos a se-
Mesmo com uma resolução mai- sora vistos anteriormente, os quais rem impressos
or, não se conseguirão bons resulta- podem ir imprimindo as informações Simultaneamente à varredura do
dos se o papel de impressão for co- à medida que os recebem, ou seja, feixe de laser, um cartucho contendo
mum (daquele usado nas cópias caracter por caracter, ou melhor linha o toner (pó preto ou colorido compos-
eletrostáticas, mais barato): as impres- por linha, daí elas serem chamadas to de partículas minúsculas e eletri-
sões de imagens com alta resolução impressoras de linha. camente sensíveis) provoca o depó-
em impressoras a jato de tinta somen- Ainda que as impressoras a laser, sito, por atração elétrica, dessas par-
te são possíveis utilizando papéis es- como sua própria designação sugere, tículas nos pontos do cilindro que ti-
peciais, tais como o glossy e o tull se utilizem de um raio laser para a veram sua carga elétrica alterada e

SABER ELETRÔNICA NQ 331/AGOSTO/2000 63


que irão compor os símbolos (proces-
IMPRESSORA FILME DE CERA
se semelhante ao de confeccionar pla-
cas de circuito impresso e bem seme- Conhecida também como impressora térmica em cores é adequada para
lhante à técnica utilizada para pintar gerar cópias de cores 'vivas' de altíssima qualidade, porque o processo não é
carros através de processos fazer com que a tinta seja absorvida pelo papel possibilitando que uma cor inter-
eletrostáticos). O próximo passo é sub- fira na outra, borrando a cópia. Aqui, o papel é pressionado contra um filme re-
meter o papel a uma carga elétrica vestido de faixas com tintas coloridas (cada faixa na cor ciano, magenta, amarelo
e preto se for o caso); ao passar pelo alimentador, o papel é pressionado de
suficiente para atrair as partículas de
encontro a uma dessas faixas onde os elementos de aquecimento são aciona-
toner 'depositadas' no cilindro nos pon- dos derretendo a cera ficando depositada no papel, o qual continua movimenta-
tos desejados: este é comprimido de do-se recebendo o resto da cera (cópia) até que a impressora tenha utilizado
encontro ao papel para onde são todas as cores. Esse tipo de impressora é bastante utilizada nos estúdios foto-
transferidos os grãos do toner, e de- gráficos, já que ela é capaz de gerar perfeitas 'fotografias' nos mais diversos
pois disso o papel é fortemente aque- tamanhos de papel.
cido (duplo sistema de aquecimento)
e o pó se funde, fixando-se definitiva- Da mesma forma que as impres- apenas as áreas desejadas, através
mente no papel. Depois de cada có- soras a jato de tinta, a principal carac- de um processo calorífero, são derre-
pia, o cilindro tem a imagem apagada terística das impressoras de pagina é tidas (uma cor de cada vez, ou seja,)
para que uma nova possa ser criada a sua resolução que também é medi- deixando pequenos pontos de tinta
nele repetindo-se sucessivamente o da em pontos por polegada, já que (cera). O papel continua movimentan-
método: as páginas criadas no cilin- elas também imprimem ponto por pon- do-se pelo alimentador até ser ejetado
dro sendo transferidas para o papel to, pelo menos na transferência ótica da impressora, fixando-se no papel a
num processo contínuo. O croqui apre- para o cilindro do original. cera que foi derretida. O filme colori-
sentado Figura 5 adiante fornece uma As características mais comuns do passa a exibir outra cor e o papel é
vaga idéia do processo descrito onde existentes no mercado são pratica- puxado de volta à impressora onde
o cilindro nada mais é do que o ele- mente as mesmas que as das impres- novamente e pressionado de encon-
mento de transferência. Notar que o soras a jato de tinta com a vantagem tro ao filme de outra cor onde o pro-
diodo gerador de luz {laser), é refleti- da excelente qualidade e seu preço cesso térmico de derreter a cera do
do por um espelho (spinning mirrar'), ser relativamente alto comparativa- filme se repete.
o qual é rapidamente aceso e apaga- mente áquelas. O processo é repetido até que o
do conforme os bits de informação que sistema tenha utilizado todas as co-
chegam ao mecanismo para compor res e o trabalho esteja pronto quando,
o feixe e que, em última instância, irão IMPRESSORAS FILME DE CERA finalmente, o papel é ejetado de for-
compor a imagem que será impressa. ma definitiva.
Existem várias formas de enviar ao Para encerrar, o processo do filme Essa impressora apresenta exce-
cilindro as informações a serem im- de cera é parecido com o processo de. lentes resultados e seu preço é muito
pressas, ambas por feixes de luz. A composição de cores utilizado nas grá- alto, isso sem contar o grande desper-
maneira mais usual é a utilização de ficas sendo que, normalmente são uti- dício que elas causam: imprimindo-se,
raios laser (impressoras a laser) mas lizados três filmes: um na cor magenta, por exemplo, um diminuto ponto na cor
também podem ser encontradas im- um em ciano e outro ém amarelo amarela, a folha de cera (filme) fica
pressoras de página que utilizem ma- (eventualmente é utilizado o preto). inutilizada para outras cópias, deven-
triz de LEDs (LED Array Printers - im- Quando o papel passa pelo ali- do ser reposta. Por esses motivos seu
pressoras por matriz de LEDs) e ob- mentador de papel, ele é pressiona- uso é pouco difundido, ficando restri-
turador de cristal líquido (LCS - Liquid do de encontro ao filme de uma das to a grandes corporações ou em ca-
Crystal Shutter'). cores de composição de modo que sos onde realmente se quer uma qua-

Feixe de luz O Espelho


lidade de fotografia. Permite a impres-
são em folhas bem maiores que o clás-

((f~!!M)----+]::~; 'O~
Cilindro
sico e popular A4, principalmente em
tamanhos padronizados de folha A 1
ou AO, ou ainda, em tamanhos não
padronizados. As suas principais ca-
Depósito racterísticas são:
de toner ~ impressora utilizada em impressão
científica, técnica e empresarial devi-
do ao seu preço;
~ utiliza papel especial, mas também
é possível utilizar filme de transparên-
cia;
.... Além das técnicas de impressão aci-
ma tem-se as impressoras por sublima-
Saldado
Figura5 papel impresso ção de tinta (dye sublimation)...mas isto
é outra história a ser contada. -

64 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


COMO ELIMINAR lftIt...

INTERFERENCIAS EM

as que ocorrem num surto de corren-


Os aparelhos de som instalados em automóveis, tais como rádi- te ou numa faísca de vela dão origem
a uma onda eletromagnética.
os, toca-fitas e CO-players são bastante sensíveis a distúrbios de
Se tivermos variações bruscas de
natureza elétrica, os quais afetam consideravelmente a qualidade corrente num circuito, a emissão de
do som. Como obter uma recepção livre de interferências e ruídos, sinais que podem ser captados por
como obter uma qualidade de reprodução excelente, é algo que aparelhos de rádio e circuitos sensí-
veis de som se torna inevitável.
todo profissional instalador deve saber. Neste artigo, baseado em Para o caso dos automóveis, um
documentação de fabricantes de equipamentos de som automotivo, ponto delicado na produção de inter-
descrevemos alguns procedimentos importantes no sentido de ferências deste tipo é justamente o
sistema de ignição.
evitar interferências de natureza eletromagnética que podem afe-
As faíscas que saltam entre os ele-
tar a qualidade de som do carro. trodos das velas de um carro consis-
tem em variações muito rápidas de
corrente capazes de gerar radiações
Um dos grandes problemas encon- são complexos e, em geral, por uma eletromagnéticas que se espalham
trados pelos instaladores de som simples prevenção na hora da insta- pelo espectro com intensidades que
automotivo é fazer um trabalho que, lação, pode-se evitar que um trabalho decrescem conforme a frequêncía, de
além de bom esteticamente, seja per- muito maior seja necessário depois, acordo com a figura 1.
feito e tenha um desempenho confor- quando o acesso à sua origem já se O abrir e fechar dos contatos de
me o previsto pelo fabricante, e ainda torna mais difícil. um platinado, da comutação de
evitar que ele sofra os efeitos das in- injetores de combustível nos carros
terferências provocadas pelo funciona- modernos, ou ainda do próprio relé de
mento do motor ou de origem exter- ORIGEM DAS INTERFERÊNCIAS sinalização (pisca-pisca) também é
na. responsável por variações de corren-
Os procedimentos para a elimina- Qualquer movimentação rápida de te que geram sinais de natureza ele-
ção de muitas das interferências não cargas elétricas como, por exemplo, tromagnética capazes de interferir
num rádio ou em outros equipamen-
I (intensidade relativa)
Fig. 1 . Espectro de ruído típico de tos de som de um carro.

- uma ignição automotiva. É interessante observar que as in-


terferências geradas pelo sistema elé-
trico de um carro podem atingir o rá-
dio ou o equipamento de som de duas
•• ~ Frequência formas:
•• ,.-- ••• -- ••• --- •• ~ (MHz) A primeira consiste na propagação
10 100
através dos próprios fios de ligação

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 65


entre o sistema, ou seja, pelo circuito
Fig. 2 - Percursos
elétrico do carro. possíveis para o ruído
. Tanto o sistema de ignição e inje- da ignição até o Sistema de
ção como o sistema de sinalização, aparelho de som. Ignição
que pode produzir o sinal interferente : »>: ~~~U.U"-"Id":o= :
como o equipamento de som (rádio, Chassi
.
...
CO player, toca-fitas, amplificador, etc) •.•• ---- •• +
.
são alimentados a partir de um mes- Bateria
·
mo ponto: a bateria.
Isso significa que existe uma co- ··. Vela

.' .
• •••• Ruldo

nexão física entre as fontes de inter- Chassi .•..........•............... " -- ....


ferência e o aparelho interferido por
onde os sinais indesejáveis podem se Fig. 3 - Sinais fortes de rádio
propagar, conforme mostra a figura 2. podem ser detectados por
A segunda forma de propagação circuítos de áudio sensíveis.
é através do próprio espaço, sem a
necessidade de haver uma ligação fí-
Áudio
- - ...
>----I
sica. Saindo do local onde são gera-

?
das, as interferências são captadas
pelo circuito do equipamento de som
Sinal detectado
ou pela sua antena, se for um rádio.
No caso dos rádios, a captação se RF

faz principalmente pela antena e seu (ruído ou interferência)

cabo. No entanto, até mesmo os toca-


fitas e CO-players não estão imunes
a este tipo de interferência. Mesmo origem. Os veículos modernos são (platinado ou circuito comutador) da
não sendo dotados de circuitos de RF, dotados de dispositivos especiais para bobina de ignição, com o corpo devi-
eles possuem etapas de alto ganho esta finalidade, denominados damente aterrado (com conexão ao
com componentes que, eventualmen- supressores. corpo da bobina na mesma braçadei-
te, podem detectar sinais. Os automóveis dotados de equipa- ra).
A junção base-emissor de um tran- mentos de rádio-comunicações, onde Os capacitores oferecem um per-
sistor, por exemplo, pode detectar um os transmissores também podem ir- curso de baixa resistência para os si-
sinal de alta frequência, funcionando radiar sinais indesejáveis, são dotados nais de alta frequência, mas impedem
como um detetor e introduzindo um de supressores. a passagem dos sinais de baixas
componente de áudio no circuito ca- O sistema de ignição, entretanto.. frequências e correntes contínuas, tais
paz de aparecer no alto-falante como é a fonte mais poderosa de interferên- como as de comutação do enrolamen-
um ruído, observe a figura 3. cias, sendo o primeiro alvo da instala- to da bobina e platinado, não prejudi-
Um exemplo deste comportamen- ção dos supressores. cando assim o rendimento do motor.
to pode ser dado por pessoas que, Na figura 4 temos o sistema mais Na mesma figura temos um
morando perto de estações de rádio simples de supressão de ruídos, que supressor para velas. Podem ser usa-
ou TV, ouvem seus sinais até mesmo consiste num capacitor (condensador) dos também cabos resistivos para di-
nos telefones e nos amplificadores de instalado junto ao terminal da chave minuir a ação das interferências gera-
áudio (que não possuem circuitos de das na conexão do distribuidor às ve-
RF!). Condensador de 3 pF Ias.
Embora os aparelhos usados em Bobina Veículos que utilizam dínamos (em
carros sejam instalados em caixas de o de ignição lugar do alternador) também precisam
metal que formam blindagens eficien- ~---t=\----'I de um capacito r (condensador) junto
tes, uma ligação ao chassi mal feita ao regulador de tensão (ligado ao ter-
pode abrir caminho para que a inter- minal da ignição) de modo a evitar o
ferência produzida por velas, motores o centelhamento dos contatos.
do limpador de pára-brisas, ar condi- Na instalação de capacitores
Ao platinado
cionado e outros dispositivos entrem (condensadores) é muito importante
nos circuitos. estabelecer um contato perfeito entre
Supressor de vela
Eletrodo ~ Cabo a sua carcaça e a massa do veículo.
Estes capacitores possuem o ter-
SUPRESSORES DE \~ minal de massa na própria carcaça
INTERFERÊNCIAS que, envolvendo a armadura central,
~ forma uma blindagem que também
Vela
o procedimento inicial para que Fig.4 - Supressão junto à
evita a irradiação de interferências.
sejam evitados problemas de interfe- Entretanto, existem casos em que
bobina e à vela de ignição.
rências é a sua eliminação na própria estes simples elementos de supres-

66 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


são não são suficientes para se obter
Fig. 5 - Fontes de ruídos
uma total eliminação dos ruídos irra- num automóvel capazes
diados pelo motor. de inteferir no som.
Para estes casos temos as seguin-
tes possibilidades:
Dfnamoou
a) Colocar um supressor de 5 kQ
no centro do distribuidor, caso o cabo *~ alte rnador
não seja resistivo.
b) Colocar um supressor de 5 kQ * '1I(l))JDr
no centro da bobina (terminal de alta
tensão) também no caso do cabo usa-
Velas
* '1I(l))JDr
do não ser resistivo. Para estas cone-
xões existem supressores de encaixe
Bomba
ou então rosqueados. Os cabos de- de água
vem ser cortados com no máximo 5
cm para a instalação destes elemen-
tos.
c) Colocação de fita de aterramen-
to ou massa no capô do carro, se não
existir.
Observamos que o chassi do car-
ro é uma blindagem natural para os
sinais de rádio, que ficam encerrados
nesta "Gaiola de Faraday". Este é o SUPRESSÃO NA RECEPÇÃO po, o mais longe possível da fonte de
motivo pelo qual a antena do auto-rá- interferência e o mais próximo possí-
dio deve ficar fora do veículo, pois da Os procedimentos que vimos an- vel do rádio.
mesma forma que os sinais têm difi- teriormente eliminam a irradiação da A ligação próxima tem por
culdades para sair desta estrutura, interferência, isto é, atuam sobre as consequência a utilização de fios cur-
também têm dificuldades para entrar. fontes de sinais indesejáveis, evitan- tos, reduzin.do assim a possibilidade
Contudo, dependendo da abertu- do que eles sejam levados até o apa- de se captar interferências e ruídos.
ra, parte dos sinais pode sair ou en- relho sensível, ou pelo espaço ou pe- O dispositivo de fixação deve ser
trar. Assim, se o capô estiver com má las próprias conexões elétricas. devidamente aterrado, assim como a
conexão elétrica ao restante da estru- Existem também os procedimen- malha do cabo. Será conveniente ater-
tura, ele se comporta como uma aber- tos que visam evitar que os aparelhos rar a malha nas duas extremidades do
tura para as interferências, captando sensíveis captem os sinais indesejá- cabo, ou seja, no ponto de conexão
os sinais do sistema de ignição e elé- veis, e é deles que falamos agora. ao rádio (plugue de entrada) e tam-
trico irradiando-os para o exterior, con- Estes procedimentos são indica- bém no ponto de conexão da antena.
forme sugere a figura 5. dos para os casos em que as interfe- Observamos que nos kits moder-
Se o capô tiver uma boa conexão rências não sejam totalmente "abafa- nos de antena, o conector e o cabo já
elétrica com o restante da estrutura, das" na sua fonte, ou em que não seja vêm praticamente como peça única,
ele "fecha" a abertura, impedindo a ir- possível ter um acesso ao local em não havendo necessidade desta liga-
radiação dos sinais. que elas se originam. ção, mas se existirem problemas, ela
Para ajudar na conexão elétrica do Começamos então pelo ponto pode ser necessária.
chassi é usada uma fita de cobre, con- mais sensível do carro na instalação A passagem do cabo de antena ou
forme explicamos, que é parafusada de um auto-rádio, que é sua antena. qualquer outro condutor blindado por
numa extremidade no chassi ou lataria As antenas devem ser preferivel- furos da chapa deve ser feita com a
e na outra no próprio capô. mente telescópicas ou de fio único, utilização de passadores de borracha
Nos casos mais graves, em que externas e instaladas ao mesmo tem- com a finalidade de evitar atritos me-
a própria resistência do metal do capô
forma uma carga que evita o
aterramento perfeito e desvio dos si-
nais, é preciso dotar o mesmo de duas
fitas, uma em cada lado, conforme
mostra a figura 6.
Existem casos também em que o
instalador deve procurar a melhor po-
sição para a ligação desta fita. É o que
acontece nos antigos Passat, que têm
Fitas de
uma posição especial para isso, dan-
aterramento
do muita dor de cabeça aos
instaladores que não a conhecem!

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 67


tal-metal, responsáveis pela produção segundo as instruções do fabricante toca-fitas e CO-players, no caso em
de interferências, e que também po- do aparelho. que as interferências entram pelo cir-
dem culminar com o corte do cabo. Um caso a ser observado é de al- cuito de alimentação.
Devemos observar que, dadas as guns modelos de carro Fiat antigos em Um capacito r colocado em parale-
características especiais dos sinais que a base da antena fica para dentro lo com a alimentação positiva e o ter-
produzidos pelos sistemas elétricos do cofre, caso em que deve ser usada ra bem próximo do aparelho interferi-
dos carros e a faixa de operação das antena com base blindada (com tubo do, também é uma maneira de se evi-
emissoras de AM e FM, as técnicas de alumínio na parte inferior) de modo tar o problema. Use um eletrolítico de
de modulação fazem com que um sis- a evitar a captação de interferências 1000 j.JF/40V para esta finalidade.
tema seja mais sensível do que outro por esta parte.
às interferências e ruídos em geral. O caminho do cabo de antena pelo
Isso ocorre porque, além de haver carro deve evitar a proximidade de CONCLUSÃO
uma concentração maior da energia qualquer dispositivo que possa cau-
irradiada pelos sistemas elétricos na sar interferências como, por exemplo, Não são apenas os veículos mais
faixa mais baixa de frequências que relés, fiação elétrica normal, etc. antigos que trazem muitas dores de
corresponde ao AM, o próprio siste- Mas, se mesmo com todos estes cabeça para os instaladores de som.
ma de modulação do AM faz com que cuidados ainda assim for notada al- Os veículos mais modernos devido à
a sensibilidade aos picos de ruído seja guma forma de interferencia, como sofisticação de seus circuitos com o
maior, conforme mostra a figura 7. descobrir de onde ela vem e por onde uso de microprocessadores e contro-
Veja que, enquanto a amplitude do está sendo captada? les que podem gerar sinais de altas
FM é constante cobrindo os sinais frequências, pelos seus clocks e ain-
mais fracos, no AM estes sinais mais da pela presença de muitas partes
fracos de interferência podem apare- PROCEDIMENTOS PARA DETER- plásticas no painel que não atuam
cer nos instantes em que a amplitude MINAR A ORIGEM DE INTERFE- como blindagem e ainda não oferecem
do sinal da estação cai a valores mais RÊNCIAS um "terra" adequado, também podem
baixos. levar um instalador de som ao deses-
Para saber se a interferência está pero.
INSTALAÇÃO DA ANTENA entrando pela antena, basta recolhê- Ligações curtas do terra com fio
Ia e manter o aparelho ligado com o grosso, uso de blindagens ou fitas de
A localização da antena no carro veículo em funcionamento. Se o ruído blindagens, cabos curtos de antena e
não é uma questão de aparência (es- desaparecer, é sinal que ele entra por planejamento de sua posição são as
tética) dando-se preferência ao lugar este elemento. Se continuar é porque soluções finais que permitem obter
em que "ela fica mais bonita", mas sim está penetrando por outro elemento recepção de FM, som de um CO-
de funcionalidade. do circuito. player ou toca-fitas puro, sem ruídos
O melhor lado é o oposto ao do Se não puder recolher a antena.. de limpadores de pára-brisas, ar con-
distribuidor e à bobina de ignição, que basta retirar o seu plugue do rádio dicionado ou sistema de ignição para
podem ser fontes em potencial de si- para fazer a verificação. "atrapalhar". •
nais interferentes. Com a retirada do plugue,
Para que sejam evitadas interferên- verificamos também se as in-
cias através do chassi (terra) da ante- terferências estão entrando
na é importante garantir que a lataria pelo cabo de conexão à ante-
do carro esteja fazendo um bom con- na. Se ao retirar o plugue da
tato elétrico com a base da antena. antena o rádio desligar, é sinal
Ruído
Para isso a superfície em torno do furo que o seu terra está sendo fei-
de fixação deve ser lixada por dentro to pela blindagem do cabo de
e untada com graxa grafitada. Além antena, o que não é recomen-
de proporcionar um bom contato elé- dável, pois facilita a penetração
trico, esta graxa também ajuda a evi- de sinais interferentes no cir-
tar a ferrugem. cuito.
Observe a correta posição da ar- A ligação à terra ou massa
FM
ruela denteada que existe para a fixa- (chassi) deve ser feita através
ção da antena neste ponto. da carcaça do rádio ou fio exis-
Muitos rádios possuem um trimmer tente para esta finalidade, utili-
de ajuste de antena. zando-se suporte apropriado
A finalidade deste componente é ou então fita de massa. O fio
proporcionar um casamento de de ligação ao chassi deve ser
AM
impedância correto entre o sistema de o mais curto possível. Se tiver
antena e os circuitos de entrada de de ser longo, substitua por um
modo a haver máxima transferência de de maior espessura que o ori-
Fig. 7· Somente os picos mais intensos de
sinal e, portanto, máxima sensibilida- ginal. Este tipo de procedimen- ruído interferem no FM.
de. Faça o ajuste deste componente to também é válido para os

68 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


,
PRATICAS DE SERVICE
Esta seção é dedicada aos profissionais que atuam na área de repara-
ção. Acreditamos, desta forma, estar contribuindo com algo fundamental
para nossos leitores: a troca de informações e experiências vividas nas
Assistências Técnicas. Esperamos que estas páginas se tornem uma
"linha direta" para intercâmbio entre técnicos. Os defeitos aqui relatados
são enviados à nossa redação pelos leitores, sendo estes devidamente
remunerados. Participe, envie você também sua colaboração!

APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


(H) 1/:1:11
Amplificador 3022 Delta

DEFEITO: AUTOR: JOSÉ LUIZ DE MELO


Em curto Rio e Janeiro- RJ

RELATO:
Este amplificador apresentava os
transistores de saída do tipo AD149 em
.... -!'.... .
,'--, AD149
(em curto)
: MJ15004
",_ "~PtadO)
curto. Este transistores de germânio não
são mais fabricados, mas o problema
pode ser solucionado com uma adapta- o~~n( Dissipadores
de calor
ção que utiliza os transistores de silício
MJ15004 (PNP). Para se fazer isso o cir- .--1: •• AD149
cuito deve ser modificado com a inclu- ....---+------t---H-I .:(em curto)
são de um resistor, conforme mostra o "- 'MJ15004
diagrama. (adaptado)

Para chave seletora


de voltagens

+6-12Vcc
bateria

APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


Televisor / TC-20C2 Panasonic
002/:1:11
DEFEITO: AUTOR: FERNANDO Z. NETO
Ausência da cor vermelha na imagem Jacareí - SP

RELATO:
Após ligar o aparelho e perceber que apenas as co-
R
res verde e azul apareciam no vídeo, parti para uma ---+-----I--,G TRC
pequisa na placa do tubo, testando os transistores de ---f----il--, B
saída de cor 0353,0352 e 0351, responsáveis pela am-
plificação dos sinais B, G e R, respectivamente. As saí-
das B e G estavam normais, mas ao testar 0351 encon-
trei-o com um curto entre o emissor e a base. Com a
troca deste transistor (2SC2258) por equivalente, o pro-
blema foi resolvido.
Obs: com o curto entre emissor e base, o transistor
permanecia cortado e, com isso, Vcc ficava no valor
máximo levando o sinal vermelho ao nível mínimo (nível
máximo de preto), e por isso faltava esta cor.

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 69


RÁTICAS DE SERVICE
APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n"
TV P&B 20 / TL6008 Philips
00:1/:1:11
DEFEITO: AUTOR: JOSÉ VIEIRA NETO
Imagem em vaivém Igarassu - PE

RELATO:
Ao ligar o aparelho a imagem aparecia
normal, mas depois de alguns segundos co-
meçava a aumentar e diminuir rapidamen-
te, dando a impressão de um movimento de
vaivém. Desliguei o aparelho, comecei por
examinar a saída horizontal que normalmen-
te é a responsável por defeitos como este.
TSH - T385
Desconectei a chupeta que liga o cabo de
I
saída de MAT ao TRC, fazendo uma limpe- 1
1
za na área de contato e nos terminais do I
cabo, repondo-a novamente. Liguei o apa- 1
1
relho, mas o defeito continuou. Usando o mé- 1

=:D
todo da "chave de fendas" pude observar
que variava de intensidade o centelhamento,
indicando problemas no fly-back. Ao exami-
nar o TSH (T385) no conector fêmea, o con- ~----_{9
tato do catodo do diodo (TV-18S) e o termi- 1
1
nal do cabo de MAT estavam com mau con-
tato provocado por sujeiras. Neste TSH o Q
1- _ Fly-back
diodo fica interno. Tirei o cabo do conector,
removi a sujeira e liguei o televisor. Com isso
a imagem voltou a funcionar.

APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


VCR / X45 BR 11 Samsung
DEFEITO: AUTOR: JOSÉ ADELMO COSTA
Não funciona e não acende o display Porto Alegre - RS

RELATO:
Analisando a fonte de alimentação
constatei a falta da tensão de 5,8 V e,
com isso, algumas outras tensões não
estavam de acordo com o indicado no
diagrama. Notei que aliviando a linha dos
5,8 V (retirando R37de 100 Q x 2 W do
circuito) esta tensão aparecia. Fiz uma 5,8V
verificação geral sem encontrar nenhum
defeito. Medi inclusive os capacitores da
linha dos 5,8 V que estavam bons. Re-
solvi então substituir os capacitores da
linha de 5,8 V mesmo tendo sido consi-
derados bons nos testes e, com isso, o
aparelho voltou a funcionar corretamen- Ao acoplador •... --- ...•
te. Testei o capacitor C36 num óptico
capacímetro que revelou que sua
capacitância estava abaixo do normal.

70 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


PRÃTICAS DE SERVICE
APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n"
Televisor P&B 12"/PB-12A/4 Philco
(K)5/:1:1 I )
DEFEITO: AUTOR: GILNEI CASTRO MULLER
Não sintoniza nenhum canal Santa Maria - RS

RELATO:
• 12V = defeito
Quando o televisor era ligado, a tela
A 31,5V = normal
permanecia iluminada indicando a pre- Ao circuitode -p----
sença de MAT e as tensões da fonte pri-
mária estavam corretas. Utilizando o es-
sintonia
R009D
100 o
.l.Coos
10nF
c1 C009 Roos
33kn
quema e o multímetro, constatei que a 14'7 pF 1/2W
50V 40V
tensão de 31,5 V responsável pela
sintonia estava abaixo do normal (12 V). 1
Com o aparelho desligado da rede de ~r1C001 + 81
Zener/ 1-213
energia, retirei o diodo zener IC-001 do comfuga (130V)
(33V/1 W)
circuito e assim verifiquei que ele estava
com fuga em ambos os sentidos. Feita a
troca do diodo foi possível realizar a
--
sintonia normalmente.

APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


Videocassete - VR456/78 Philips

DEFEITO: AUTOR: JOSÉ C. P. GUIMARÃES


Não funciona e com display apagado. S. Bernardo do Campo - SP

RELATO:
o vídeo se encontrava completamen-
te inoperante não atendendo a nenhum
comando. Verifiquei a fonte de alimenta- C1202
ção encontrando-a em perfeito estado com 0.022
as tensões corretas. Como o display esta-
va apagado e não atendia nenhum coman- C1205
do, fui ao microprocessador IC1201 (UPD 33pF
16312GB) responsável por este setor do
circuito. Ao molhar os dedos e tocá-Ios nos
terminais, alguns segmentos do display
acenderam, indicando que provavelmen-
te este componente estava com defeito.
Feita a troca do CI, o display voltou a fun- CI1201
cionar normalmente e o vídeo passou a UPD16312GB(P)
atender todas as suas funções.

R1209
56kO

SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000 71


RÁTICAS DE SERVICE
APARELHOIMODELO: MARCA: REPARAÇÃO n"
Detector Fetal - DF400 Imbracrios
DEFEITO: AUTOR: PAULO BUENO JUNIOR
O equipamento liga, mas não reproduz Pindamonhangaba - SP

RELATO:

1--~~?_----c21
Inicialmente foi feita uma inspe-
ção visual em todo o equipamento.
Notei que havia uma trinca na par-
te superior do cabeçote (componen-
te que aloja os cristais). Isso nor- ...-...-_,1 pF
malmente ocorre devido à queda do
cabeçote durante o uso. Feita a tro-
ca do cabeçote, foi necessário o
ajuste do núcleo de L2 para que hou-
vesse 2 V de pico sobre o cristal.
Este ajuste só pode ser feito com
um osciloscópio. Após este proce-
dimento o equipamento voltou a
funcionar, porém com ganho muito
abaixo do normal. Ao verificar o TR3
I
encontrei o transistor com fuga en- I
tre o C e o E. Feita a troca do referi- I
do transistor, o aparelho voltou a I
funcionar normalmente. TA5 I
BC549 I

I C23 -r!C24 I
I 1pF ~ + 12 V ~20 pF II
I~~ ----~----------------

APARELHOIMODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


TV /TS 160 Semp
DEFEITO: AUTOR: JOSÉ ADELMO COSTA
Com som, sem imagem, meia tela e brilho bastante fraco. Porto Alegre - RS

RELATO:
Fui direto à fonte de alimentação
constatando uma tensão de 94,4 V. Medi
Do transistor
as tensões dos coletores dos transisto-
sarda horizontal
res RGB encontrando 90 V em lugar de
115 V. Medi então a tensão no pino 5 do
flyback e para minha surpresa só havia
64 V em lugar de 95 V. Medi então o R479
resistor R47de 2,2 n e nele encontrei 94 2,2n
V nos terminais. Verifiquei, a seguir, a
94,4 V
tensão no anodo e catodo de D403onde
encontrei 94 V, 64 V, respectivamente, CS12
indicando uma queda de tensão ed 30 V. 33pF.,.
Retirei o diodo observando que o lado 160V-,-
do catodo estava carbonizado. Feita a
substituição do diodo, o aparelho voltou
a funcionar normalmente.

72 SABER ELETRÔNICA Nº 331/AGOSTO/2000


PRÃTIC
APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°
c
Auto-rádio e Toca-fitas / ACR-M31 Motoradio
DEFEITO: AUTOR: JOSÉ VIEIRA NETO
Totalmente inoperante Igarassu - PE

RELATO:
Liguei o toca-fitas e logo deu para
perceber que as saídas aqueciam mui-
to, sendo gerado um forte zumbido no
I.C505
220/10 Ao-+-_---.
AM
R513
150n

alto-falante. Retirei o circuito integrado e \. b


Reslstor a erto
fiz a troca. Liguei novamente, mas so-
mente a fita e o AM passaram a funcio-
nar, o FM não funcionava. Dei uma olha- LP
da nos componentes da placa encontran- 501
do um resistor carbonizado. Pelo diagra-
ma do aparelho verifiquei que este +-I
resistor era de 150 Q e seguindo a linha C713
de alimentação também encontrei o 2,2116
zener 0504 (1 N756) em curto. Feita a
substituição destes dois componentes o
funcionamento do aparelho se normali-
zou.

APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


010/:1:11
TV /TS-207-VS Semp Toshiba
DEFEITO: AUTOR: ANTONIO F. VOLPATO
Ao ligar, faz barulho. Maringá - PR

RELATO:
Ao ligar o aparelho constatava-se um
ca acitOr11
p
com
406
22 nF
barulho estranho no TSH (f/yback) e al- defeito ~407
guns estalos, dando a impressão que a 62
C405 R
413
fonte de alimentação estava com tensão 22nF s.s kn +95V
acima do normal. Verificando a fonte,
tudo estava normal, inclusive os 95 V.
Notei que após alguns minutos o baru-
lho diminuía, dando a impressão que al-
gum capacitor estaria sem capacitância,
mas onde? Ao tocar o cristal X401 notei
que o barulho se modificava. Resolvi
então substituir este componente, mas
o problema continuou. Aqueci alguns
capacitores em torno de X401• Aquecen-
do C40B, notei que o barulho diminuiu.
Feita sua substituição, o problema foi re-
solvido.

R302
240kn

SABER ELETRÔNICA NQ 331/AGOSTO/2000 73


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