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R E V I S T A

02 Suas Notas
06 Por Estas Bandas: Famutre, uma fanfarra e muitos títulos
08 Fique de Olho: novidades em livros e CDs
10 Música Viva: o computador na vida dos músicos
11 Todos os Tons: o que o empresário pode fazer pelo artista
12 Entrevista: James Gourlay, chefe de Sopros e Percussão na
Royal Northern College of Music

Setembro/Outubro 2001 - Ano 23 - nº 137


Distribuição Gratuita - www.weril.com.br

Com quase 80 anos de carreira, o maior


trombonista brasileiro fala de sua paixão
pela música - Pág. 3

Dica do Mestre
Daniel D’Alcântara avalia
o trompete triunfal Weril - Pág. 5
SUAS NOTAS

“Nossos cumprimentos pela justa lente referencial para os meus estudos e para minhas aulas
homenagem prestada ao mestre dos de música”
mestres, Gilberto Gagliardi, publi- Sidnei Godoy da Rocha, Nova Odessa (SP)
cada no último número da Revista
Weril. Parabéns pela iniciativa!” "Acabei de adquirir um sax tenor Spectra Weril e já de início
Carlos Araújo Horn, pude sentir a diferença no som e na execução, que ficou
Laguna (SC) mais confortável. Parabéns pelo brilhante trabalho que a
empresa vem desempenhando ao longo dos anos"
“Venho prestar os meus parabéns à Anderson Nunes de Carvalho Vieira,
Weril pelo patrocínio do excelente Várzea Grande (MT)
programa na Rádio Bandeirantes do
Rio de Janeiro, ‘Vamos Ouvir a Ban- "Parabéns pelo conteúdo da revista e pelos instrumentos.
da’, apresentado pelo comunicador Vocês sabem exatamente o que o músico pensa e quer,
e aficionado por bandas de música, evoluindo para realizar nossos desejos. Meu primeiro
Zair Cansado. Iniciativas como essa trompete foi um Weril, do modelo mais simples, e continuo
é que nos fazem acreditar nos bons com a marca até hoje"
propósitos das nossas empresas, José Hamilton dos Santos, São Benedito
principalmente quando elas atuam diretamente no ramo de de Piaçabuçu (AL)
instrumentos, como a Weril. Que esse patrocínio permaneça
para que possamos continuar ouvindo nossas bandas e “Sou músico profissional e gostaria de informações sobre
divulgando nossas raízes culturais” como trabalhar com a carteira da Ordem dos Músicos na
Maestro Perasio Sterque, área de regência”
Rio de Janeiro (RJ) Paulo Sampaio, Fortaleza (CE)

“Fico imaginando o que seria do mundo se não fosse a R.: Você pode obter a orientação necessária na Ordem
música e as pessoas que por ela trabalham. A música está dos Músicos do Brasil, pelo telefone (11) 223-5411.
na arte de tocar e produzir instrumentos de qualidade”
Mauricio Campori, São Paulo (SP) “Seria interessante que vocês fizessem uma matéria sobre
a fábrica da Weril, com fotos e explicação sobre a produção
“Gostaria de parabenizar a Weril pela excelente qualidade dos instrumentos, pois fico curioso em saber mais sobre a
apresentada em seus produtos e pelo lançamento da tuba empresa”
sinfônica Weril Sib 4/4. Fiquei muito satisfeito por adquirir Claudinei Aparecido de Mello, Estrela
um instrumento com um ótimo desempenho e conforto na d’Oeste (SP)
execução”
Anderson Erracini, Ibiúna (SP) R.: Claudinei, sua sugestão foi muito bem-vinda. Veja
na página 5, a seção “Aqui na Weril”. Boa leitura!
“Como economista e músico amador, parabenizo a Weril
Correção: na edição 136, seção Aqui na Weril, as
pelo excelente trabalho realizado, provando que no Brasil legendas das fotos saíram invertidas. Dessa forma, na
é possível fazer sucesso e carreira, a despeito de todas as imagem , onde lê-se Joseph Alessi, leia-se Phil Smith, e
dificuldades que enfrentamos. A revista tem sido um exce- vice-versa.

expediente
REVISTA WERIL é uma publicação bimestral da Weril Instrumentos Musicais Ltda.
Conselho Editorial: Angelino Bozzini, Antônio Seixas (Bocão), Demétrio Lima, Domingos Sacco, Renato Farias, Sílvio
Depieri
Editora: Aurea Andrade Figueira (MTb 12.333) - Redatores: Nelson Lourenço e Mônica Ranieri - Foto da capa: Beatriz
Weingrill - Redação e correspondência: Em Foco Assessoria de Comunicação - Rua Dr. Renato Paes de Barros, 926, São
Paulo/SP 04530-001 e-mail: revista@weril.com.br
Projeto gráfico, diagramação e editoração eletrônica: Matiz Design - Tiragem: 27.600 exemplares
As matérias desta edição podem ser utilizadas em outras mídias ou veículos, desde que citada a fonte.
Matérias assinadas não expressam obrigatoriamente a opinião da Weril Instrumentos Musicais
Atendimento ao Consumidor Weril 0800 175900

2 Revista Weril - nº 137 - Setembro/Outubro-2001


PERFIL

Raul de Barros,
a lenda Com quase 80 anos de dedicação ao trombone,
o músico carioca é um dos mais importantes
instrumentistas vivos da atualidade. Ele traz na
memória apresentações impagáveis, ao lado de nomes
que vão de Pixinguinha a Carmem Miranda

Se um dia estiver frente a frente com o maestro e sido reconhecida até hoje, Raul não faz disso um motivo
trombonista Raul de Barros, não hesite em falar sobre para tristeza. “Essa música, assim como todas as outras, é
música: é seu assunto preferido. Sua vida, como ele mesmo do povo brasileiro”, afirma. “Talvez os jovens de
resume, é “carregar o trombone”. “Tenho 85 anos e faço Raul, que iniciou seus estudos sem se preocupar com a hoje escolham o
isso desde menino, quando comecei a estudar o parte teórica, diz que para aprender música é preciso
instrumento”, diz. Mas foi aos 17 anos que Raul, filho de paciência, tempo e muito estudo, teórico e prático, pois só trombone pelo
família humilde (o pai era “mata-mosquito”, uma profissão desta forma o músico atingirá patamares cada vez mais altos. mesmo fascínio que
que não existe mais nos grandes centros, e a mãe, ex- “Talvez os jovens de hoje escolham o trombone pelo mesmo
escrava), decidiu-se definitivamente pelo trombone. fascínio que me motivou a tocar esse instrumento. O me motivou a tocar
O mestre lembra daquela fase: “Comecei a trabalhar movimento da vara do trombone, o vai-e-vem das esse instrumento”
em um escritório, entregando correspondência. Em uma bochechas. Isso tem alma e alegra os corações”, diz.
de minhas saídas, escutei, na Rua do Ouvidor, uma música
que me persegue até hoje. Havia um negro, gordo e
Beatriz Weingrill

cabeludo, conhecido como Zé Povo, que tocava trombone.


Suas bochechas inflavam e se comprimiam. Era muito
bonito vê-lo tocar. Sai dali com o trombone na cabeça: tinha
que tocar daquele jeito”, confessa o músico, que nem
mesmo tinha um instrumento próprio – só ganharia seu
primeiro trombone anos depois, da casa de música do “seu
Paulo”, nos anos 30, com a única obrigação de tocar sempre.
“Cumpri a promessa à risca, pois, a partir dali, não parei
mais”, recorda.
Com quase 80 anos de música, Raul de Barros já
escreveu mais de 200 composições e gravou 40 discos. Sua
fama começou a se espalhar pelo Rio de Janeiro ainda na
década de 30 e, em pouco tempo, já estava tocando com
grandes nomes da música, como Pixinguinha, Ari Barroso,
Carlos Galhardo, Francisco Alves, Carmem Miranda, entre
outros. Pelo belo e melódico som que tirava de seu
instrumento, foi considerado o mais romântico músico das
décadas de 40, 50, 60 e 70. Como compositor, seu maior
orgulho foi a composição de “Pra Frente Brasil”, criada
para a Copa do Mundo de 70. Apesar de sua autoria não ter “Para aprender música é preciso
paciência”

Raul de Barros indica o Método de Estudo Gaston Flandrein para quem quer se
especializar no trombone

Revista Weril - nº 137 - Setembro/Outubro-2001


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EFEITO SONORO

R X AIO

Estréia triunfal

Foto: Carlos Piratininga


Já está à disposição dos músicos o novo Trompete
Triunfal em Sib Weril. A novidade é um instrumento similar
aos utilizados na Idade Média, quando o oficial-mensageiro
(chamado de arauto) tocava o trompete fazendo as
proclamações solenes e a anunciação dos nobres. Por isso,
também é conhecido como trompete de arauto.
Especialmente desenvolvido para satisfazer os músicos
profissionais que tocam em cerimônias de casamento, um
mercado em franca expansão, que já se tornou excelente
fonte de renda para os instrumentistas , o trompete de arauto
é hoje exigência de muitas noivas, que pedem o toque desse
instrumento para anunciar sua entrada na igreja.
O Trompete Triunfal apresenta propriedades sonoras
iguais aos demais trompetes da linha. Sua grande e essencial
diferença está no design, que traz campana de 124 mm,
calibre interno de 11,7 mm e argolas para pendurar a
bandeira, tal qual nas antigas monarquias.

Foto: Beatriz Weingrill

Conjunto de
Campana de
válvulas:
124mm
igual ao
trompete
convencional

Argola para
colocação de
bandeira

4 Revista Weril - nº 137 - Setembro/Outubro-2001


DICA DO MESTRE

Questão de “pegada”
Acostumado a tocar em cerimônias de casamento, o
trompetista e professor Daniel D’ Alcântara experimentou
o novo Trompete Triunfal da Weril. “Gostei muito do
instrumento. O acabamento é impecável, bem superior à
média do mercado, o que é essencial para quem toca em
cerimônias, pois o grande diferencial do trompete de arauto
é o visual. Além disso, a máquina está locali-
zada próxima ao rosto, em posição seme-
lhante à dos trompetes convencionais, o que
ajuda no momento da execução”, diz.
Mas não foi só isso o que chamou a atenção
do músico no novo trompete. A afinação, que pode ser
feita tanto na campana quanto na pompa, também foi
elogiada por Daniel. “Com isso, ficou possível abaixar a
afinação até mesmo no momento da clarinada, com um
simples toque, se for preciso”, revela.

Beatriz Weingrill
Para obter um aproveitamento melhor do instrumento,
a Dica do Mestre de Daniel é que o músico faça sempre um
aquecimento no instrumento, para se acostumar com a nova
inclinação, já que é mais comprido que o convencional.
“No mais, é igual aos outros trompetes e, certamente, não
oferecerá problemas para o músico”, completa Daniel, com
o conhecimento de quem integra várias bandas de sucesso
e dá aulas no Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos
de Campos, em Tatuí (SP)
Contato com o Mestre: danielsd@sti.com.br
Daniel dá sua dica para tocar o
trompete triunfal

AQUI NA WERIL•AQUI NA WERIL•AQUI NA WERIL•AQUI NA WERIL•AQUI N


Fotos: Beatriz Weingrill

A partir desta edição, a Revista Weril irá apresentar detalhes do processo de Joe Lammond, atual presidente da NAMM – International Music
confecção do instrumento dentro da fábrica da Weril. Para começar, Products Association, maior associação mundial de fabricantes
mostramos o setor de Operação de Repuxo da Campana, uma das etapas da de instrumentos musicais, esteve na fábrica da Weril, no mês de
produção da campana dos instrumentos de bocal e de alguns de palheta, agosto, acompanhado do ex-presidente Larry Linkin. A visita fez
como o saxofone. Na foto, Sebastião Tiburcio dos Santos, funcionário da parte da programação estabelecida para apresentar o dirigente
Weril há 28 anos, opera o torno, um trabalho que exige muita atenção e de da NAMM ao mercado brasileiro.
2 a 3 anos de experiência.

Revista Weril - nº 137 - Setembro/Outubro-2001


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POR ESTAS BANDAS

Beatriz Weingrill
Em nome da cultura

Fundada nos anos 10 e composta por instrumentistas Peças características austríacas


amadores – a maioria membros ativos do Movimento marcam o repertório da banda
Católico Kolping, a Banda de Música Kolping, da cidade
de Linz, na Áustria, é o exemplo de como uma banda de sonoridade compacta, e distingue-se pela afinação, dinâmica
sopro pode contribuir para a divulgação da cultura de um e interpretação de seus trabalhos, resultado de intensos
país. ensaios comandados pelo maestro Hans Carl Apfolter,
Com repertório variado, incluindo, além dos hinos regente da banda desde 1963. A banda é composta por
nacionais próprios do país em que se apresenta, peças flautas, clarinetas, saxofones, trompetes, flugelhorns,
características austríacas como polca, valsa, marcha e trompas, trombones, bombardinos, tubas, caixa clara,
operetas, a banda conquistou ao longo de sua trajetória uma bombo e pratos.

Com talento e muita fé


Fortemente influenciada pela black music, a banda Mas quem vê o sucesso alcançado não imagina as
Templo Soul nasceu em 1996, com o auxílio da Igreja dificuldades que o grupo precisou enfrentar antes de chegar
Bíblica da Paz, de São Paulo, e logo se transformou em ao seu segundo CD, lançado em setembro deste ano com o
sucesso de público em igrejas evangélicas do Brasil e do nome “Não Desista”. Para começar, precisou do apoio da
Exterior, além de conquistar fãs em bares e shows ao ar igreja, que emprestou seu próprio selo para a primeira
livre. “O objetivo da banda é levar a palavra de Deus para gravação (a Bíblica da Paz já possuía quatro CDs gravados),
as pessoas. Como tocamos sempre estilos envolventes e e da força de simpatizantes de sua arte, como um conhecido
dançantes, com raiz na música negra, estamos conquistando que trabalha na Rádio Manchete, a maior e principal rádio
um público cada vez maior”, diz Fábio Gomes dos Santos, gospel da cidade). O amigo levou o CD para a análise dos
baterista e líder da banda, composta por 12 integrantes programadores e, em pouco tempo, o trabalho começou a
(vocais, bateria, baixo, guitarra, teclado, percussão, sax alto, ser tocado e solicitado pelos ouvintes. “São muitas as
sax tenor, percussão, trompete e trombone, este último da dificuldades, mas o músico que acredita em seu trabalho
linha G. Gagliardi da Weril). não pode nunca desanimar”, testemunha Fábio.

6 Revista Weril - nº 137 - Setembro/Outubro-2001


POR ESTAS BANDAS

Dedicação ao trabalho
É de fazer inveja o currículo da Fanfarra Municipal de estarmos sempre com novidades, procuramos comprar
Tremembé, a Famutre, como é carinhosamente conhecida. novas partituras, pesquisar em sites da internet, e até pedir
Desde sua fundação, em 1988, a fanfarra do interior paulista ajuda para músicos que vão para o Exterior. Mas,
já amealhou dezenas de títulos pelo país, sendo, inclusive, normalmente, precisamos fazer nossos próprios arranjos
eleita pentacampeã estadual e tricampeã nacional em 1992. para estilos de fanfarra”, diz o coordenador assistente da
O segredo para tanta competência é a intensa dedicação ao Famutre, Fabrício Tursi de Oliveira.
trabalho, fruto de muitos ensaios e do bom desenvolvimento Há cerca de um ano, a fanfarra não tem participado de
de talentos (os integrantes são ex-alunos de um projeto da concursos, dedicando-se apenas aos ensaios e apresentações.
prefeitura para ensino de música a jovens a partir dos 11 Isso se justifica pelo fato de grande parte dos músicos ter
anos). sido substituída por novos talentos. “Não é possível formar
Também contribui para o aperfeiçoamento da Famutre músicos, qualquer que seja o instrumento, em um ano. Às
as influências deixadas pelos vários maestros que já vezes, é preciso dar uma pausa nas competições para
passaram por ela, bem como seu repertório, composto por continuar a caminhada de sucesso no futuro”, conclui
música popular brasileira, erudita e marchas marciais. “Para Fabrício.

Sucesso no
Brasil e no
Exterior
Talento, muita dedicação e persistência. É graças a estas
três qualidades que a Banda Sinfônica Juvenil da Acarte –
Academia Adventista de Arte, tem conseguido difundir sua
música nestes sete anos de existência. Sua mais recente
conquista em promover o aperfeiçoamento dos integrantes
é a viagem aos Estados Unidos – para apresentações
(incluindo uma no complexo Disney) e intercâmbio com
Divulgação

estudantes de música e professores da Plantation High


School.
“Como todo artista no Brasil, também enfrentamos
muita dificuldade em obter patrocínio. O importante é A Banda Acarte: integrantes entre
apresentar um projeto consistente e buscar apoio em várias 10 e 16 anos
frentes”, revela Fernando Campos, maestro da banda. Com preparado repertório, com muita música brasileira, aliado à
56 integrantes entre 10 e 16 anos de idade, o convite para a capacidade técnica adquirida com três ensaios semanais da
viagem não chegou por acaso: foi fruto de seu bem banda completa e ensaios extras de cada naipe.

Contato
Banda Sinfônica Juvenil: fcampos@iar.unicamp.br
Famutre: (12) 272-3444, com Fabrício
Templo Soul: (11) 6996-2585

Revista Weril - nº 137 - Setembro/Outubro-2001


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FIQUE DE OLHO

INTERCÂMBIO Intercâmbio
Querem trocar partituras
Mario Willis Barboza (músicas evangélicas)
Rua Chapadão, 56, Bairro Lagoa Seca, Apodi (RN)
Ivo Inácio da Silva (para bombardino)
Rua D, 467, Jardim Ponte Alta, Volta Redonda (RJ)
CEP 27270-150
CEP 59700-000 Adão Queiroz (para clarineta e flauta transversal)
Daniella Martins Teles de Carvalho (para sax alto) Av. Tenente Amaro F. da Silveira, 665 – Bl. 28 apto. 33, Pq Novo Mundo,
Rua do Guarani, 145, Centro, Miguel Calmon (BA) São Paulo (SP) – CEP 02077-000
CEP 44720-000 Jonatas E. Sacramento (trompete)
Jonas Francisco Pereira (clássico, MPB, jazz e R. Joaquim Teodoro, 152, Areão, Andrelândia (MG)
evangélicas para trompete) CEP 37300-000
Rua Itegurita, 993, Flórida Paulista (SP) – CEP 17830-000
Ivo Inácio da Silva (para bombardino) Querem trocar correspondências
Rua D, 467, Jardim Ponte Alta, Volta Redonda (RJ) Daniel Almeida Coelho (com trompetistas
CEP 27270-150 profissionais)
Cleginaldo Egydio (clássico e chorinho para sax alto) Rua Ulisses Guimarães, 83, Cohab IV, Rio Grande (RS)
Rua Manoel do Santos, 8, Barueri (SP) – CEP 06462-000 CEP 96214-330
Leandro Degasperi Martins (sax tenor, alto e clarineta) Júlio H.R.C. Sanvido (com saxofonistas e clarinetistas)
Rua Benedito do Vale s/nº, Medicelândia (PA) – CEP 68145-000 Rua Arnaldo Bentamaro, 135, CDHU, Mogi Mirim (SP)
Rômulo Couto Alves (clássica para sax) CEP13800-000
Rua Praça Assis Távora, 342, Centro, Jaguaribe (CE) Ivo Inácio da Silva (com bombardinistas)
CEP 63475-000 Rua D, 467, Jardim Ponte Alta, Volta Redonda (RJ)
Júlio H.R.C. Sanvido (para sax e clarineta) CEP 27270-150
Rua Arnaldo Bentamaro,135, CDHU, Mogi Mirim (SP) Jonas Francisco Pereira (com trompetistas)
CEP 13800-000 R. Itegurita, 993, Flórida Paulista (SP) – CEP 17830-000
Daniel Almeida Coelho (clássicas e MPB para trompete) Daniella Martins Teles de Carvalho (com músicos que
Rua Ulisses Guimarães, 83, Cohab IV, Rio Grande (RS) toquem sax alto)
CEP 96214-330 Rua do Guarani, 145, Centro, Miguel Calmon (BA)
Vitalino Vicente Segala (sax alto, brasileira moderna) CEP 44720-000
e-mail: drsegala@comnet.com.br Mario Willis Barboza (com saxofonistas)
Luciana Miranda (coral infantil, clarineta) Rua Chapadão, 56, Bairro Lagoa Seca, Apodi (RN)
R. Ferreira César, 211, Laje do Muriaé (RJ) – CEP 28350-000 CEP 59700-000
Ricardo Duarte (jazz, trompete para iniciantes) Luciana Miranda
R. Benjamin Constant, 193, Ascurra (SC) – CEP 89138-000 R. Ferreira César, 211, Laje do Muriaé (RJ) – CEP 28350-000
Jonatas E. Sacramento (evangélicas para trompete) Jonatas E. Sacramento (com trompetistas profissionais)
R. Joaquim Teodoro, 152, Areão, Andrelândia (MG) R. Joaquim Teodoro, 152, Areão, Andrelândia (MG)
CEP 37300-000 CEP 37300-000
Adão Queiroz (clássicas e evangélicas para clarineta e Evandro S. Archanjo (com flautistas, clarinetistas e
flauta transversal) leitores da revista)
Av. Tenente Amaro F. da Silveira, 665 – Bl. 28 apto. 33, Pq. Novo R. Bicame, 1088, Diamantina (MG) – CEP 39100-000.
Mundo, São Paulo (SP) – CEP 02077-000 Cleginaldo Egydio (com músicos profissionais)
R. Manoel dos Santos, 08, Barueri (SP) – CEP 06462-000
Querem receber doações de
métodos, exercícios e técnicas Oferecem
Cláudio Ferreira da Silva (para tuba) Arranjos – “Poema Sinfônico” para coros e bandas
R. Dr Elias Gomes, 25, Campina do Barreto, Recife (PE) sinfônicas e outros pra qualquer estilo.
CEP 52121-220. Vilmar Sampaio - R. Santos Barreto, 24, Monte Castelo, Resende
Ângelo Marcos (método de improvisos) (RJ) – CEP 27534-970. Fone: (24) 5554-3355 r.4588
R. Joaquim Pedroso, 921, Jd. Universitário, Rancharia (SP) Obra para pequenas bandas com instrumentação
CEP 19600-000 Piccolo-Flauta; I, II e III Clarinetas Bb; Clarineta Baixa Bb; Saxofone
Júlio H.R.C. Sanvido (para sax e clarineta) Alto Eb; Saxofone Tenor Bb; Sax Barítono Eb; I, II e III Trompetes Bb;
Rua Arnaldo Bentamaro,135, CDHU, Mogi Mirim (SP) I, II e III Trompas F; I,II e III Baixo Trombones; Eufônio; Tuba; Caixa;
CEP13800-000 Bombo; Pratos. Alexandre Oliveira – e-mail alexmasc@terra.com.br

Eu Recomendo Técnico para Trombone e o “Rochoe” – Método de Interpretação para


Trombone, que considero excelentes para quem quer impulsionar seus
Cláudio Faria, trompetista da Banda Havana Brasil estudos. Também estou tocando a partitura “Concertino para Trombone
Para relaxar, estou lendo o livro “Memorial de Aires”, do Machado Avançado”, de Loony Gröbal.
de Assis (Ed. Globo). Também estou curtindo “O Som e o Sentido”,
de José Miguel Wisnik (Ed. Cia. das Letras) Chico Sá, saxofonista
Tenho ouvido a coletânea do saxofonista John Coltrane “The Heavy
Wagner Mayer, trombonista do grupo Skank Weight Champion – The Complete Atlantic Records”, que considero
Atualmente, estou utilizando os métodos “Arbans” – Método imperdível para quem gosta de boa música.

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FIQUE DE OLHO

Lançamentos Vídeo
Uma viagem pelos sons do
planeta
Livros Produzido pela Pacific Street Films e
“O Artista da Corte – Os antecedentes Educational Film Center –
dos artistas modernos” Distribuição Editora Sete
Martin Warnke – Editora Edusp Preço médio por módulo: R$46,70 (cada
Tradução de Maria Clara Cescato módulo inclui, pelo menos, uma fita de vídeo, manual e CD). Esse preço
395 páginas – R$ 31,20 já inclui o frete.
Um livro para quem admira a arte, gosta de A série “Explorando o Mundo da Música” faz uma viagem pela
história e quer entrar na intimidade da vida de reis, cultura musical do planeta. Composta por 12 fitas de vídeo, 13 manuais
duques, princesas e importantes músicos e artistas e 3 CDs, traz análises de especialistas, estudiosos e músicos, que falam
do período entre os séculos XIII e XVIII. Foi no a respeito das características e diferenças de vários gêneros musicais,
início da Idade Média que alguns artesões e artistas de melhor formação como por exemplo o Gospel e o Jazz, e ainda a riqueza dos ritmos
incorporaram-se às cortes, procurando formas de aprimorar suas técnicas africanos, árabes ou indianos. A série mostra como as diferentes culturas
e habilidades. Lentamente, criaram fama social e tornaram-se autores de se expressam através da música, além de apresentar os instrumentos
destaque, definindo, assim, características da atividade artística que podem típicos de cada região. Excelente para estudantes de música ou músicos
ser observadas até os tempos modernos. profissionais à procura de novos sons ou estímulos para sua criatividade.
“A Orquestra Sinfônica – Sua História e seus Pedidos: 0800 90 77 90 ou através do site: www.setenet.com.br
Instrumentos”
Luiz Sampaio – Editora Sextante CD
223 páginas – R$ 89,00 Acid Samba
Com texto fluido e agradável, o livro traz informações básicas e Rainbow Records - (11) 5543-8908
didáticas sobre os instrumentos musicais, notas sobre grandes maestros O trombonista Bocato está lançando um novo CD em outubro, o
e ainda traça uma história resumida da orquestra sinfônica. Também “Acid Samba”. Neste trabalho, repleto de composições inéditas, sons
ensina curiosidades, como que o termo orquestra vem do grego “orchstra” eletrônicos e batidas jazzísticas, o instrumentista busca inserir a música
– como era denominado o espaço semicircular à frente do palco onde brasileira no universo dos ritmos americanos e europeus. A experiência
cantava e dançava o coro nas representações teatrais. Um guia de grande resulta em um grandioso mix de sons que cumpre seu objetivo: introduzir
utilidade para estudantes de música, professores e estudiosos. nossos ritmos regionais ao cenário cultural internacional.

Registrando Vale a pena ouvir!


Zair Cansado, um veterano apresentador de programas de rádio,
volta ao ar destacando bandas militares, civis e colegiais. O nome do
programa é “Vamos Ouvir a Banda”, que vai ao ar pela Rádio Bandei-
rantes do Rio de Janeiro -1360 KHZ- AM, aos domingos, às 22 horas.
Pra ver a banda passar
Revelando jovens talentos
Considerado pela crítica musical como um dos três melhores festivais
instrumentais do Brasil, o Cascavel Jazz Festival, realizado na cidade de
Cascavel (PR), organizou sua nona edição com uma novidade: a inclusão
Beatriz Weingrill

da categoria Metais no concurso. E neste primeiro ano de Metais, o


título ficou com o trompetista André de Paula Rodrigues, de Araçatuba
(SP), que se apresentou executando uma composição própria. “Estava
um pouco temeroso, pois para mim era uma experiência inédita. Mas
agora vejo que iniciativas como essa servem de incentivo e preparação
para o músico que está começando”, declara o jovem instrumentista,
que recebeu como premiação pelo 1º lugar um trompete Weril.

Um projeto-piloto que visa retomar a criação de bandas e fanfarras


no país começa a dar seus primeiros resultados. Com o apoio da ULM –
Universidade Livre de Música, em São Paulo (SP), o professor e
clarinetista Daniel Cornejo está aplicando o Método “Da Capo” para
Navegue
Ensino Coletivo ou Individual de Instrumentos de Banda, de Joel Barbosa, www.tuneup.com
para um grupo de 23 crianças, com idade entre 8 e 13 anos. No Link Busca na Web, digite o nome de Miles Davis, e
Segundo o professor, os resultados apresentados pelas crianças em encontrará alguns sites e grupos de discussão sobre vida e obra
poucos meses de contato com os instrumentos superaram as expectativas, deste trompetista americano, além de algumas dicas para quem quer
o que o deixa bastante animado. “É importante que se propague a montar a sua coleção de CDs do artista.
formação de bandas e fanfarras no país. Faz música quem gosta, quem
tem estudo, disciplina e acesso a ela, e é isso que queremos, proporcionar www.sonicnet.com
um contato cada vez maior das crianças com a música”, revela. Este site é uma ótima fonte de pesquisa para quem se interessa
O Método criado por Joel Barbosa já está sendo divulgado e aplicado por música. Traz ainda agenda de bate-papos com artistas e várias
em diversas localidades. O projeto tem o apoio da Weril. transmissões de shows ao vivo.
Contato: (11) 221-0750

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MÚSICA VIVA

Mais tempo para compor


Dos softwares disponíveis no mercado, dois são mais
utilizados, o Encore e o Finale, e um terceiro está chegando

Beatriz Weingrill
agora ao Brasil, o Sibelius. Com eles, além de fazer a notação
musical, é possível transportar os arranjos para todas as
tonalidades e instrumentos da orquestra. Dessa forma, basta
compor para um instrumento (por exemplo, o piano), que
o programa realiza a transcrição para todos os outros, seja
uma orquestra, um dueto ou cifras para violão. E se houver
um teclado conectado ao computador, o músico pode tocar
os arranjos que eles serão gravados automaticamente.
Outra vantagem proporcionada pelos programas é a
diminuição dos erros de grafia. “Como o compositor con-
segue ouvir o que está sendo composto, fica mais difícil
acontecer erros. Além disso, se o compasso não estiver
correto, o programa avisa”, conta o maestro Antônio Carlos
Neves Campos, do Conservatório de Tatuí, que está
trazendo para o Brasil o Sibelius.

No estúdio
Outro recurso tecnológico cada vez mais utilizado por
músicos são os programas seqüenciadores, para produção
Maestro Neves: de CDs. Estes softwares funcionam como um estúdio,
adepto do disponibilizando vários canais de gravação para os diversos
Sibelius Há alguns anos, quando o computador entrou nas casas instrumentos. São programas como o Cakewalk e o Pro
e escritórios em caráter definitivo, muitos profetizaram: em Tools. Este último, muito sofisticado e caro, exige um
breve ele estará substituindo o homem. Passada mais de computador potente (20 gigas) e vários acessórios para
uma década de convivência diária com os micros, hoje é “rodar”. “Só é indicado para quem quer montar seu próprio
possível dizer que ele veio mesmo foi para nos ajudar. “Hoje, estúdio”, diz Sílvio, que ainda ressalta: o programa é muito
com o auxílio de alguns programas, é possível escrever utilizado para produções baratas, feitas por uma única
músicas na tela do computador, alterando quantas vezes pessoa. Do aprendizado à composição e à gravação, a
for necessário e, se o equipamento dispor de placa de som, tecnologia pode ajudar a melhoria da produção musical.
ouvir os arranjos em tempo real”, conta o saxofonista Sílvio Basta uma pesquisa detalhada, ter bom senso, e usufruir o
Depieri. que a informática tem a oferecer de melhor.

“Eu gosto de utilizar o computador para


“Eu não utilizo o computador, pois tenho uma resposta mais rápida na
compor. Facilita demais o meu trabalho, pois
mão, além disso, às vezes penso em uma frase musical e o programa não
no momento que coloco um trecho na tela, já
aceita, pois ela é repetitiva. Ele priva as repetições. Para mim, a
escuto e sei se está bom ou se são necessárias
informática não combina com a música, ela tem que ser artesanal, apesar
adequações”
de o computador deixá-la com acabamento mais bonito e já arquivá-la”
Silvério Pontes, trompete e flugelhorn
Renato Farias, trombonista

“Tenho verdadeiro pavor de computador, mas Saiba mais


acho um mal necessário para meu trabalho. Maestro Neves: (15) 251.4573
Como não gosto de lidar com ele, são minhas
filhas e mulher que o utilizam e me ajudam no
Sibelius: www.sibelius.com
que preciso” Encore: www.passportdesigns.com
Guinga, violinista Finale: www.codamusic.com/coda

10 Revista Weril - nº 137 - Setembro/Outubro-2001


TODOS OS TONS

EMPRESÁRIO
você também pode ter um
Beatriz Weingrill

Essenciais para uns, dis- dia do músico é a ausência de


pensáveis para outros, o empre- tempo do artista para cuidar da
sário nem sempre é visto com produção, contatos, divulgação
bons olhos pelos músicos. Pre- e agendamento dos shows.
conceitos à parte, muitas vezes “Com uma pessoa treinada para
esse profissional torna-se peça isso, o artista fica liberado para
importante para impulsionar a se dedicar ao que de fato inte-
carreira do artista. Mas é preciso ressa: seus estudos e compo-
saber avaliar a partir de qual sições”, avalia Maria Braga,
momento ele se torna neces- que além de divulgar o trabalho,
sário. ainda dá toques sobre compor-
“Primeiro, o músico deve se tamento de palco e as roupas
perguntar o que ele pretende das apresentações. “A realidade
para sua carreira. Se seus planos Maria Braga: da maioria dos músicos brasi-
incluírem shows e ele sentir que empresária, leiros é a falta de dinheiro, e o
já atingiu um nível técnico e produtora e empresário tem que ter jogo de
emocional que lhe permita fa- diretora ao cintura para ajudar no que for
zer apresentações, provavel- mesmo tempo preciso para alavancar os artis-
mente esse é o momento de tas que representa. O fator
procurar esse profissional”, diz preço é outro item que deve ser
Maria Braga, empresária de instrumentistas como Zé da amplamente discutido, pois varia conforme o tipo de
Velha e Silvério Pontes e da cantora Miúcha. O maior contrato estabelecido e, quando bem negociado, costuma
indicativo de que o empresário está fazendo falta no dia-a- ser bom para ambas as partes.”

“Considero muito importante a presença do “O maior benefício em se ter um empresário é “Não tenho
empresário em meu trabalho, pois facilitou ficar liberado para cuidar somente da música. empresário porque
bastante minha vida, especialmente porque Também não acho que ‘fica bem’ o artista ainda não sinto essa
não gosto, e nem tenho tempo, de cuidar da tratar pessoalmente com o contratante. É necessidade, mas
parte burocrática de negociar e vender meus como dizer ‘olha, eu sou o melhor’ na hora de acredito que ele
shows. Além disso, o papel do empresário é fechar o negócio” possa ser muito
fundamental caso ocorra algum problema ou Bocato, trombonista importante na
imprevistos com shows e negócios” carreira de um artista,
Bangla, saxofonista desde que sua
fidelidade seja servir
ao músico e não
ao dinheiro”
Angelino Bozzini,
“Em uma banda com número de integrantes tão grande quanto o Mantiqueira (13 no total), é trompista
primordial que haja uma pessoa que cuide dos negócios do grupo. No Brasil, pelos recursos
disponíveis pela maioria das bandas, é muito comum que uma única pessoa acumule a
responsabilidade de assessor de imprensa, produtor e empresário”
Proveta, saxofonista

Revista Weril - nº 137 - Setembro/Outubro-2001


11
ENTREVISTA

Reconhecimento
INTERNACIONAL
Revista Weril: Em relação à técnica, quais são as
James Gourlay, chefe de Sopros e Percussão na Royal Northern College of Music, é
principais características da tuba frente aos outros
um dos mais importantes tubistas ingleses da atualidade. Começou a estudar ainda muito
instrumentos de metal?
jovem, na banda da escola, e, segundo conta, não foi ele quem escolheu a tuba, mas foi
James Gourlay: A técnica de respiração é a mais
“escolhido” pelo seu diretor, que lhe entregou o instrumento e disse: “Toque!”.
importante para quem toca tuba. Isso acontece porque, no
Logo pegou interesse pela tuba, dedicando-se ao estudo e procurando se aperfeiçoar
grupo dos metais, a tuba é o maior instrumento, e o tubista
com importantes mestres, como William Ross, Bruce Fraser e John Jenkins. De seu
tem que tocar na região grave o tempo inteiro.
currículo fazem parte orquestras e conjuntos diversos: City of Birmingham Symphony
Orchestra, BBC Symphony Orchestra, Orchester der Oper Zürich, English Brass Ensemble
RW: Que tipos de exercícios devem ser incluídos na rotina
e Philip Jones Brass Ensemble.
diária do tubista para que ele possa se manter sempre em
Como solista, Gourlay ganhou reconhecimento internacional, interpretando Vaughan
boa forma?
Williams Tuba Concerto, acompanhado da BBC Symphony Orchestra. Em visita às
JG: Todos os dias, o tubista tem que praticar escalas, para
instalações da Weril, falou um pouco sobre o aprendizado do instrumento.
manter uma boa afinação. Também deve estudar notas
longas na região grave, em forte e fortíssimo, e também em
piano e pianíssimo.

RW: Muitos alunos têm uma certa dificuldade em trabalhar


a afinação na região grave. Qual é a melhor forma de se
lidar com essa questão durante o aprendizado da tuba?
JG: O mais importante é estudar bastante na região grave.
Eu, por exemplo, toco uma hora por dia, entre estudos,
escalas e notas longas, só nessa região.

RW: Qual seu conselho para aqueles que desejam


desenvolver um trabalho como solista com a tuba?
JG: Acho muito difícil desenvolver esse trabalho, pois o
repertório é pequeno. Tocar em orquestra ainda é o trabalho
mais importante para um tubista.

RW: Você acha válido que um tubista toque peças escritas


para outros instrumentos, a fim de ampliar seu repertório?
JG: Pessoalmente, acho que sim. Isso porque um concerto
só com peças modernas não é interessante para todo tipo
de público. Sem dúvida, um tubista tem que aprender vários
tipos de música.

RW: Que modelo você indica para cada finalidade (banda,


orquestra, estudo)?
JG: Para mim, é importante comprar uma tuba que seja
útil para vários tipos de música. A tuba em Dó da Weril é
“Um tubista tem que aprender vários tipos ótima tanto para o estudante, quanto para quem toca numa
de música”, afirma James Gourlay orquestra ou banda.Para este último caso, a tuba em Sib
também é indicada.

Colaboração: Angelino Bozzini

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