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NOTA TÉCNICA 1 – HPR: Combate à


Legionella
Nº PROJECTO : NOME REQUERENTE

2015058-P : World Wine - V. N. Gaia The Fladgate Partnership

DESIGNAÇÃO DA OBRA LOCAL DA OBRA

World of Wine Vila Nova de Gaia, Portugal

ZONA - DESCRIÇÃO FASE DO PROJECTO

00 EST – Estudo Prévio

ESPECIALIDADE SUB-ESPECIALIDADE

HPR – Instalações Hidráulicas Prediais SSE - Sem Sub-Especialidade


REVISÃO DATA DESCRIÇÃO PROJ. VER. VAL.

00 2017-03-17 Primeira emissão LA DD DD

01 2017-04-17 Revisão geral JS DD DD


ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO................................................................................................1
2. COMBATE À LEGIONELLA..................................................................................1
2.1. LEGIONELLA – A BACTÉRIA, A PROLIFERAÇÃO E A LEGIONELASE..............................1
2.2. SISTEMAS E EQUIPAMENTOS ASSOCIADOS AO DESENVOLVIMENTO DA BACTÉRIA...........1
2.3. SISTEMAS DE PREVENÇÃO..............................................................................2
2.3.1. Sistemas de tratamento....................................................................................3
2.3.2. Sistema Oxiperm da Grundfos (sistema de desinfeção com recurso a dióxido de cloro)..........7
3. EXEMPLOS DE EDIFÍCIOS COM A INSTALAÇÃO DO SISTEMA OXIPERM...........................10
4. CONCLUSÃO................................................................................................11
5. BIBLIOGRAFIA..............................................................................................11
1. Introdução

É propósito da presente Nota Técnica apresentar metodologias para combate à doença do Legionário no
empreendimento do World of Wine. São apresentadas analises comparativas de sistemas existentes no
mercado, em termos de vantagens e/ou desvantagens. É ainda feita uma estimativa dos custos de
aquisição, exploração e manutenção do equipamento.

Outra temática abordada na presente nota técnica é a de utilizar o sistema abordado (dióxido de cloro)
para a recloragem da reserva de água, por comparação com o reagente mais comumente utilizado, o
hipoclorito de sódio.

2. Combate à Legionella

2.1.Legionella – A bactéria, a proliferação e a legionelase

A Legionella é uma bactéria ambiental que podemos encontram não só em ambientes aquáticos naturais
mas também em sistemas artificiais, como redes de abastecimento/distribuição de água, redes prediais de
água quente e água fria, ar condicionado e sistemas de arrefecimento (torres de refrigeração,
condensadores evaporativos e humidificadores) existentes em edifícios, nomeadamente em hotéis,
termas, centros comerciais e hospitais. Surgem ainda em fontes ornamentais e tanques recreativos, como
por exemplo jacuzzis.

O cenário perfeito para a reprodução da legionella é a existência de nutrientes, a formação de biofilme,


pontos de estagnação, temperaturas entre os 25 e 50 ºC e a existência de produtos resultantes da
corrosão.

2.2.Sistemas e equipamentos associados ao desenvolvimento da bactéria

Os principais sistemas e equipamentos associados ao desenvolvimento da bactéria Legionella, são:


• Sistemas de arrefecimento
 Torres arrefecimento;
 Condensadores evaporativos;

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 Humidificadores;
 Sistemas de ar condicionado.
• Redes prediais de água quente e de água fria
• Sistemas de água climatizada de uso recreativo ou terapêutico
 Piscinas climatizadas e jacuzzis;
 Instalações termais;
 Equipamentos usados na terapia respiratória (nebulizadores e humidificadores de sistema de
ventilação assistida).
• Instalações com menor probabilidade de proliferação e dispersão de Legionella
 Sistemas de abastecimento/distribuição de água;
 Sistemas de água contra incêndios;
 Sistemas de rega por aspersão;
 Lavagem de automóveis;
 Sistemas de lavagem de gases;
 Fontes ornamentais.

Para minimizar a proliferação de Legionella pneumophila e o risco associado a esta doença devem ser
adotadas medidas de prevenção e de controlo físico-químico e microbiológico, para promover e manter
limpas as superfícies dos sistemas de água e de ar.

Recomendam-se as seguintes práticas:


• Assegurar uma boa circulação hidráulica, evitando zonas de águas paradas, ou de armazenamento
prolongado, nos diferentes sistemas;
• Acionar mecanismos de combate aos fenómenos de corrosão e incrustação através de uma correta
operação e manutenção, adaptados à qualidade da água e às características das instalações;
• Efetuar o controlo e monitorização da qualidade da água do processo, quanto ao residual de
biocida, ao pH, à dureza, à alcalinidade, ao nº de colónias a 22 e 37ºC e à Legionella.

Para serem eficazes, as ações preventivas devem ser exercidas, desde a conceção das instalações até à
sua operação e manutenção.

2.3.Sistemas de Prevenção
A prevenção deverá ser exercida através de:

• Ações preventivas exercidas desde a conceção das instalações até à sua operação e manutenção;

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• Planificação e definição dos materiais, que devem ser adequados, de qualidade e montados de
forma correta;
• Evitar zonas onde possa acumular água estagnada ou com má circulação;
• Manter a temperatura da água no circuito de água fria o mais baixo possível, o desde que as
condições climatológicas o permitam, uma temperatura inferior a 20ºC, sendo que as tubagens
devem estar suficientemente afastadas das tubagens de água quente ou por defeito isoladas
termicamente.
• Manter a temperatura da água, no circuito de água quente, acima dos 50ºC, no ponto mais
afastado do circuito ou na tubagem de retorno ao acumulador. A instalação deverá permitir que a
água alcance uma temperatura de 70ºC.
• Os depósitos e os termoacumuladores de armazenamento de água devem manter a temperatura da
água próxima dos 60ºC, de modo a permitir em qualquer ponto da rede uma temperatura mínima
de 50ºC.

No caso de existir mais do que um termoacumulador, estes devem obedecer a uma montagem em
paralelo. A temperatura é usada como meio de controlo e à saída dos mesmos deve atingir os 60ºC.

2.3.1. Sistemas de tratamento


Existem no mercado diferentes sistemas de tratamento para combate à legionella, dividindo-se em dois
grandes grupos: operação física e via química.

Apresentam-se de seguida os diversos métodos, incluindo uma pequena descrição, e as suas vantagens ou
desvantagens. As seguintes descrições são adaptadas do texto da Direção Geral de Saúde (DGS) intitulado
“Prevenção da Doença dos Legionários”.

2.3.1.1. Desinfeção térmica


Consiste na elevação da temperatura da água, a uma temperatura igual a superior a 70 °C, em todo o
sistema. São necessários cerca de 10 minutos para aniquilar a bactéria a temperaturas superiores a 60 °C.
É recomendado que seja elevada a temperatura durante 30 minutos, e que sejam progressivamente
abertas as extremidades da rede.
Nos pontos de consumo, torneiras ou chuveiros, a temperatura da água deve ser de 60ºC ou mais pelo
menos durante cinco minutos após a sua abertura.
Para que este procedimento seja eficaz é conveniente que o sistema de água quente esteja bem isolado e
permita aumentar a temperatura em todo o sistema até 60ºC, pelo menos durante uma hora.

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Vantagens:
 Erradicação da bactéria na veia líquida do escoamento, quando efetuada de forma correta.

Desvantagens:
 As altas temperaturas e consequentes dilatações poderão provocar estragos nas tubagens e
acessórios, particularmente os do tipo metálico;
 É extremamente complicado estabelecer temperaturas na ordem dos 70 °C em todos os pontos da
instalação. Obriga também a bastante pessoal para controlo de temperaturas nas extremidades
das redes.
 Risco de queimaduras, por utilização de aparelhos no período de choque térmico;
 Atua apenas sobre a bateria ao nível superficial. Caso estas se encontrem alojadas no biofilme,
deixando condições para a futura recolonização da bactéria;
 Consumos de água e energia;
 É um processo cíclico, ou seja, a operação deverá ter uma periodicidade trimestral.

2.3.1.2. Desinfeção por ultravioleta


O processo de tratamento por ultravioleta consiste em expor o escoamento a radiação ultravioleta. A
radiação UV penetra na estrutura da célula, através da membrana celular, destruindo a estrutura de DNA
e a capacidade reprodutora da célula, ou seja, a radiação UV gerada pela descarga elétrica no vapor de
mercúrio, penetra no material genético e retarda a capacidade para a célula se reproduzir.

A eficiência destas operações com recurso às lâmpadas de UV depende dos seguintes fatores:
 Características do ponto de vista físico/químico e bacteriológico, da água a tratar;
 Da intensidade da radiação UV;

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 Do tempo de contato dos microrganismos com a radiação UV.

Principiais vantagens:
 Elimina vírus, bactérias e algas. É efetivo no combate aos protozoários incluindo Cryptosporidium
parvum e Giardia;
 Destrói as cloraminas (fotólise) e reduz os trihalometanos (THM);
 Não requer uma manutenção diária;
 Mínimo espaço requerido;
 Não confere nem sabor nem odor à água e não varia com o pH;
 Oxidação avançada, produção de radicais hidroxilo (OH).

Principiais desvantagens:
 Destrói o cloro;
 Diminui drasticamente a sua eficácia ao aumentar a turvação da água;
 A desinfeção por UV, não substitui completamente o cloro ou um desinfetante com efeito residual:
Mas permite uma redução importante da sua dose. P.e.: de 1,5 –2 ppm cloro livre a 0,5 –0,8 ppm
cloro residual livre;
 Precisa dosagem de floculante em contínuo;

2.3.1.3. Desinfeção com recuso a cloro


A hipercloração é um método que recorre ao uso de cloro como biocida. Este método precisa de um
recipiente para a solução de biocida e respetiva bacia de emergência, de uma bomba doseadora
automática e de uma sonda para monitorizar o valor do cloro residual livre.

• Água Quente
O valor do cloro residual livre na água quente deve estar compreendido entre 0.2 e 0.4mg/L, no caso do
tratamento em contínuo, podendo ir até 1 mg/L, no caso de tratamento ser intermitente de modo a
diminuir os riscos de corrosão.

• Água Fria
Os valores de cloro residual livre devem situar-se entre os 0.2 e 0.4 mg/L, tendo em conta os valores de
PH da água

Principais desvantagens:

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 Custos significativos;
 Potencia os fenómenos de corrosão nas redes prediais, sendo necessário adicionar produtos
químicos anticorrosivos e materiais silicatados;
 Qualquer falha no sistema de doseamento se não for detetada pode permitir a recolonização da
Legionella;
 Pode levar à formação elevada de Trihalometanos (THM) no sistema de água quente, quando o
teor de cloro residual livre excede os 4 mg/L. Estes produtos são potencialmente cancerígenos;
 O cloro não penetra no biofilme sendo necessário recorrer à adição de biodispersantes;
 A Legionella é mais resistente ao cloro de que outras bactéria como a E. coli. Os dados
demonstram que no caso da Legionella é necessário uma atividade 40x superior para a aniquilar do
que a E. coli.

2.3.1.4. Desinfeção com recurso a dióxido de cloro


O dióxido de cloro é uma alternativa usual à desinfeção por cloro, quer no tratamento de água para
consumo humano, quer no tratamento da água para processos industriais, tendo em conta que além do
poder de desinfeção elevado não potencia os fenómenos de corrosão dos materiais das redes.
É um gás de cor alaranjada e solúvel na água que não pode ser armazenado e deve ser produzido no local
de utilização, recorrendo-se ao uso de duas soluções diluídas uma de ácido hipoclórico e outra de cloreto
de sódio.

Vantagens:
 O ClO2 é um biocida mais efetivo que a solução aquosa de hipoclorito de sódio e seus derivados,
apresentando uma ação mais forte no combate à carga bacteriana da água, recorrendo a menores
quantidades em termos de dosagens e necessita de menos tempo de contato;
 Deixa um residual de desinfetante na água que perdura ao longo do tempo;
 Apresenta um efeito seletivo, não forma substâncias tóxicas como as cloraminas e os
Trihalometanos (THM), estes últimos potencialmente cancerígenos;
 Não deixa nem sabor nem odor na água;
 Permite destruir aos agentes patogénicos e os biofilmes;
 Devido ao seu elevado potencial redox o dióxido de cloro, é um biocida poderoso, eliminando todo
o tipo de germes, vírus, fungos e algas, não necessitando de uma dosagem elevada para se obter o
valor de cloro residual livre desejado;
 Mesmo os germes que resistem ao cloro são eliminados completamente pelo dióxido de cloro.
 A maior diferença entre o dióxido de cloro e o cloro é o seu efeito gradual na eliminação do
biofilme, mesmo em doses baixas;

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 Concentrações de dióxido de cloro de 1 mg/L, eliminam a Legionella que esteja presente na água
num período de contato 18 horas.
 A ação do dióxido de cloro é independentemente do pH da água, ao contrário dos outros derivados
do cloro, pelo que pode ser usado mesmo em ambientes alcalinos;
 Na água de consumo humano os valores permitidos oscilam entre os 0,2 mg/L a 0,8 mg/L de cloro
residual livre;
 Diminui a necessidade de efetuar choques térmicos à rede de água quente sanitária.
Desvantagens:
 O composto tem que ser produzido no local, dado que é impossível a sua armazenagem;
 Caso haja falha no sistema de doseamento existe a possibilidade de recolonização.

2.3.1.5. Desinfeção com recurso a ozono


O ozono é um oxidante extremamente ativo e eficaz para eliminar a Legionella. Neste processo recorre-se
à instalação de ozonizadores que através da ação da corrente elétrica faz passar o O2 a O3.

O ozono inativa instantaneamente a bactéria Legionella, contudo tem um período de vida curto e
decompõe-se de novo em oxigénio, sendo necessário usar um segundo desinfetante que deixe um valor
residual na água para estabelecer uma barreira sanitária, em virtude do ozono não deixar qualquer
residual na água.

Principais desvantagens:
 Custo do equipamento;
 Só é eficaz no ponto de utilização, não deixando valor residual livre;
 É necessário recorrer ao uso de um outro biocida secundário para manter a barreira sanitária.

2.3.2. Sistema Oxiperm da Grundfos (sistema de desinfeção com recurso a dióxido de cloro)

2.3.2.1. Método de Funcionamento


A título de exemplo apresenta-se o processo “Oxiperm”, do grupo Grundfos, que recorre ao dióxido de
cloro no combate à Doença dos Legionários. Existem outras empresas no mercado que também recorrem
ao uso do mesmo agente para a desinfeção da água.
A formação do dióxido de cloro é automática. Para tal recorre-se ao uso de dois recipientes, um com uma
solução diluída de ácido hipoclórico (concentração 9% em peso) e uma solução diluída de cloreto de sódio
(concentração em peso de 7,5%). A solução resultante de dióxido de cloro a 2% é adicionada ao fluxo de
água através de uma bomba doseadora. Existe uma sonda de monitorização em contínuo da dosagem
efetuada que permite o reajustamento automático do sistema de desinfeção, o dióxido de cloro pode ser

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adicionado diretamente à tubagem mestra através de uma picagem na mesma, ou através de um sistema
de bypass, sem recorrer à abertura da conduta mestra, podendo-se dosear em mais que um ponto.

Em baixo um esquema com bypass, para instalação na conduta de AQS:

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2.3.2.2. Custos estimados
Para o caso específico do empreendimento em causa, foi pedido à Grundfos uma cotação para a aquisição,
exploração e aquisição do equipamento. A proposta consistia nas seguintes parcelas:

Custos de aquisição:

PREÇOS
Equipamento QTD
UNITÁRIO TOTAL
       
Sistema de Tratamento de Água Quente Sanitária      
       
Sistema de Preparação de ClO2 - Oxiperm-Pro (5 g/h):      
Oxiper-Pro ODC-162-5-S/G, para a produção e dosagem
de 5 g/h de ClO2 1 7 466.00 € 7 466.00 €
Acessórios:      
Contador de Caudal emissor de Impulsos, 1"1/2 1 294.00 € 294.00 €
Válvula de injecção em PVDF 1 71.00 € 71.00 €
10 mts tubo PTFE 4/6 mm 1 73.00 € 73.00 €
Tina de retenção, azul, para bidão de 30 lts de NaClO2 1 121.00 € 121.00 €
Tina de retenção, vermelha, para bidão de 30 lts de HCl 1 121.00 € 121.00 €
OPCÃO: Célula medição ClO2 em água Quente (ate 70ºC)
1 3 500.00 € 3 500.00 €
- AQC D6

Total 11 646.00 €

NOTA: A célula de medição é um equipamento opcional, mas recomendando, para assim permitir, em
tempo real, verificar que a dosagem se encontra em níveis corretos.

Custos de exploração:

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Dados Base
QUANT. DOSEAR (mg/l) 0,8
Volume Tratar (m3/dia) 15
Custo Clorito (€/l) 1,5
Custo Ácido (€/l) 0,7

Consumo Clorito  (l/dia) 0,348


Reagentes
Consumos

Consumo Ácido (l/dia) 0,372


Consumo Clorito  (l/mês) 10,44
Consumo Ácido (l/mês) 11,16

Custo ClO2 (€/g) 0,07 


Custo Tratamento Diário (€/dia) 0,78 
Custos

Custo Tratamento Mensal  (€/mês) 23,47 


Custo Tratamento Anual (€/ano) 285,58 

Custos de Manutenção:
Os custos de manutenção estimados são de 525 €/ano.

2.3.2.3. Enquadramento Regulamentar – Dióxido de Cloro

Segundo as diretrizes da Grundfos são tomados os valores indicativos de concentração de reagente:


 Combate à Legionella – Dosagem: 0.8 -1.2 mg/l, Residual: 0.2-0.3 mg/l;

Os parâmetros a respeitar, quer químicos quer patogénicos são semelhantes aos demais reagentes, tendo
apenas as concentrações acima que ser ajustadas, em função dos parâmetros medidos após o contador.
Esta calibração é feita pelo instalador, devidamente acreditado para manuseamento deste tipo de
equipamentos.

As diretrizes que constam da bibliografia, particularmente o documento da Organização Mundial de Saúde


(OMS) “Guidelines Drinking Water Quality”, o documento da Environmental Protection Agency (EPA) dos
Estados Unidos e as Recomendações do IRAR – Instituto Regulador da Água e dos Resíduos, estabelecem o
enquadramento para a utilização do dióxido de cloro como agente desinfetante, apesar de não existirem
quadros regulamentares que controlem de forma específica os níveis a medir.

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3. Exemplos de edifícios com a instalação do sistema Oxiperm

 Instituto CUF Porto - Porto
 Hotel Convento Salvador - Lisboa
 Hospital CUF Santarém - Santarém 
 Hospital Torres Vedras - Torres Vedras
 Hotel Sheraton ‐ Remodelação - Albufeira 
 Piscinas Municipais Peniche – Peniche
 Hospital Ortopédico de Santana - Estoril
 Lar Idosos Arca Cristal Madeira
 Parque Aquático Slide & Splash

4. Conclusão

Pelo exposto na presente Nota Técnica, a instalação de um sistema de desinfeção com recurso a dióxido
de cloro (sistema Oxiperm da Grundfos) é vantajosa para o empreendimento em questão.

5. Bibliografia

 Direção Geral de Saúde – “Prevenção da Doença dos Legionários”, 2012;


 Organização Mundial de Saúde – “Guidelines Drinking Water Quality – 4th edtion”;
 Instituto Português da Qualidade - Prevenção e controlo de legionella nos sistemas de água;
 Grundfos Handbook ClO2;
 IRAR – “Desinfecção da Água Destinada ao Consumo Humano”

Porto, 17 de abril de 2017

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