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Dos tipos de papéis à escolha

da corretora, um manual
prático para começar
Com alguns passos simples, é possível comprar ações. No entanto, primeira-
mente, você precisa saber quais são os principais tipos de ações e escolher
uma corretora.
Em relação à seleção de ações, fique tranquilo. Antes de recomendarmos
uma ação, nós fazemos uma análise criteriosa e só indicamos ações de em-
presas com um elevado potencial de crescimento, de pagamentos de proven-
tos (chamados de dividendos) e com boas perspectivas de valorização dos
papéis. E também não descuidamos do controle de riscos. Tudo isso será
dimensionado e detalhado em nossos relatórios.
Mas é importante que você saiba que o valor da ação pode oscilar tanto para
cima quanto para baixo. Em momentos de queda, é preciso manter a calma,
tentar entender o que está por trás da oscilação e, o mais importante de tudo,
não vendê-las. Afinal, investir em ações é uma estratégia de médio a longo
prazo e é preciso sempre manter isso em mente. Em momentos de alta, é pre-
ciso acompanhar nossa recomendação de preço-alvo. O valor de negociação
da ação já chegou ao nosso preço-alvo? Se sim, é hora de vender e realizar o
lucro da operação.
Foi pensando nisso que elaboramos esse material. Nele, você encontrará 4
dicas para adquirir ações e começar a construir seu patrimônio. Confira!

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CONHEÇA OS TIPOS DE AÇÕES
DISPONÍVEIS NO MERCADO
Basicamente, existem dois tipos de ações: as ordinárias e as preferenciais.
As ações ordinárias proporcionam, ao seu detentor, o direito de voto sobre as
deliberações da administração ou diretoria da empresa. Na B3 (antiga BM&F-
Bovespa), o ticker, que é o código da empresa no pregão, é composto das
letras iniciais do nome da companhia, seguida do número 3. Um exemplo? A
ação ordinária da Embraer tem o ticker EMBR3.
As preferenciais não dão direito ao voto. No entanto, quem as possui tem
preferência no recebimento dos dividendos. O ticker é composto pelas letras
iniciais do nome da companhia, seguida do número 4. Além disso, os propri-
etários de ações preferenciais, chamados de preferencialistas, costumam
receber valores maiores do que aqueles distribuídos aos possuidores das
ordinárias. A ação preferencial da Petrobras, por exemplo, é PETR4.
Agora que você conhece os dois principais tipos de ações existentes no mer-
cado, vamos às dicas sobre como comprar ações.
Confira as 4 dicas sobre como comprar ações:

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1. ESTABELEÇA O SEU
OBJETIVO
Ter um objetivo claro e bem definido é o primeiro ponto que deve ser seguido
quando você decidir comprar ações. Ele é o ponto de partida de qualquer de-
cisão relacionada aos investimentos.
Conhecendo os seus objetivos, é possível definir claramente quanto você
deverá investir e, principalmente, por quanto tempo o dinheiro permanecerá
aplicado. Em ações, o recomendado é um prazo mínimo de dois anos.
Muitos investidores usam como referência para definir a rentabilidade deseja-
da por eles um percentual acima do CDI, que orbita em torno da taxa básica de
juros, a Selic. Esse percentual acima do CDI é chamado de prêmio de risco, ou
seja, uma rentabilidade adicional exigida pelo investidor pela incerteza. Afinal,
a ação pode não se valorizar no prazo desejado, ou a empresa pode ter um
lucro líquido menor, o que afeta a remuneração destinada aos acionistas. Mas
a referência para o mercado de ações é o Ibovespa, o principal índice da Bolsa
brasileira e que é composto pelas ações mais negociadas em um período de
pregões.

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2. SELECIONE UMA
CORRETORA
Agora chegamos na parte prática da compra de ações. O primeiro passo é escol-
her uma corretora, já que não é possível comprar ações na Bolsa de Valores ou
diretamente das empresas emissoras.
As corretoras são responsáveis por realizar a intermediação entre o investidor e o
emitente da ação. Ou seja, elas executam as ordens de compra e de venda feitas
pelo investidor. Quando uma pessoa decide adquirir um ativo, ela emite uma or-
dem para a sua corretora, através de um sistema conhecido como Home Broker.
Diferente daquelas cenas de filmes antigos – em que aparecem pessoas ne-
gociando no mercado financeiro, com telefones na mão –, atualmente, toda
transação ocorre em um ambiente digital, através de uma plataforma que pertence
à Bolsa. Portanto, a B3 acompanha as movimentações, já que o registro das com-
pras e vendas são feitas em seu sistema, e fiscaliza as corretoras.
No momento que você for escolher a sua corretora, é importante ficar atento às
taxas que ela cobra. Basicamente, existem três tipos de cobrança:
• Taxas de custódia;
• Taxa de corretagem;
• Taxa de manutenção.
Vale destacar que algumas corretoras não cobram taxas para a manutenção dos
investimentos. Outras vão além e não cobram taxas de manutenção e de corre-
tagem. Por isso, vale a pena pesquisar na internet as corretoras que não cobram
essas taxas e quais são as condições. Procure por corretoras que, além
de serem confiáveis e estarem no mercado
há um bom tempo, também ofereçam as
melhores taxas.
Um bom lugar para começar a
procurar uma corretora é no site
da BM&FBovespa. Todas as 44
corretoras que oferecem home
broker listadas lá são credencia-
das para oferecer o serviço.

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3. ACOMPANHE AS
INFORMAÇÕES SOBRE A
EMPRESA
Um investidor deve estar antenado às notícias sobre o mercado financeiro. Os
noticiários econômicos da televisão, sites e jornais jamais serão a única fonte
de informação para uma pessoa que deseja investir. Mas, sem dúvida, eles
são um bom e ponto de partida.
Você deve acompanhar, de perto, as oscilações do mercado, que são muito
frequentes aqui no Brasil. É importante que você esteja atento. Pois, tanto o
cenário interno quanto o externo podem refletir, positivamente ou negativa-
mente, nas suas ações.
No cenário nacional, pudemos verificar uma queda considerável nas ações
da Petrobras após denúncias de fraudes e corrupção na estatal. Tal fato foi
amplamente divulgado na mídia e, nos meses seguintes, as ações da empresa
saíram de um patamar de R$ 50 para cerca de R$ 4. Também é importante es-
tar ligado às questões políticas do país, pois isso influencia as expectativas do
mercado e também podem ocasionar oscilações nos preços de alguns ativos.
O mesmo também vale para o noticiário externo. Dados como o crescimento
da China e a projeção de demanda futura do minério de ferro, por exemplo,
podem impactar as ações das mineradoras brasileiras, por exemplo. Assim
como dados da produção de petróleo, que podem fazer subir ou descer as
ações da Petrobras.

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4. COMECE PEQUENO E VÁ
CRESCENDO AOS POUCOS
O mercado de ações, apesar de ser potencialmente lucrativo, possui muitas
oscilações. É importante não cometer o erro número um do investidor, que
é comprar a ação na alta, quando ela está se valorizando, e vendê-la quando
ela está em queda. O ideal é conhecer empresas com bons fundamentos, boa
gestão e vantagens competitivas para aproveitar momentos de queda para
comprar os papéis. Mas fique tranquilo, lhe informaremos o preço-alvo, que
vem a ser a projeção do valor justo de um ativo, de acordo com a análise fun-
damentalista, e que sinaliza o momento de venda da ação.
E é sempre recomendado que você estude o mercado em que as companhias
atuam, quem são seus concorrentes, conheça sua estratégia de crescimento,
de investimentos, seu time de gestores e até seu endividamento. Todas essas
informações estarão em nossos relatórios.
Uma boa maneira de começar é comprando um lote de ação, com cem papéis,
para ir aprofundando seu conhecimento sobre as companhias e, ao se sentir
mais seguro, ir aumentando sua exposição. Nós não recomendamos a venda
fracionada de ações. É preferível, sempre, comprar o lote padrão.
Além disso, é importante que você diversifique a sua carteira de investimen-
tos. Nunca deposite todo o seu dinheiro em uma única empresa, pois se ela vir
a sofrer dificuldades, todo o seu capital aplicado pode demorar a ser recuper-
ado. Devagar e sempre. Essa é a melhor maneira de ir construindo – e engor-
dando – seu patrimônio.