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Livro Eletrônico

Aula 18

Conhecimentos Específicos p/ DMAE Uberlândia (Químico) -


Pós-Edital
Diego Souza

03512109110 - itamar jose de oliveira batista joselia maria batista de oliveira


Diego Souza
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1 – VISÃO GERAL DA CROMATOGRAFIA GASOSA ............................................................... 2


1.1 – Colunas para cromatografia gasosa ........................................................................................ 5
1.2 – Forno – programação de temperatura do método .................................................................. 7
1.3 – Gás de arraste ........................................................................................................................ 10
1.4 – Injetor e tipos de injeção de amostra ..................................................................................... 11
1.5 – Detectores .............................................................................................................................. 15
1.5.1 – Detector por condutividade térmica (DCT ou TCD) ............................................................. 16
1.5.2 – Detector de ionização de chama (DIC ou FID) ..................................................................... 17
1.5.3 – Detector de captura de elétrons (DCE ou ECD) ................................................................... 18
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1.5.4 – Detector por espectrometria de massa ............................................................................... 19
2 – CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA (CLAE ou HPLC) ............................... 21
2.1 – Coluna para CLAE ................................................................................................................... 25
2.2 – Fase normal e fase reversa ..................................................................................................... 28
2.3 – Tipos de eluição ...................................................................................................................... 32
2.4 – Detectores para CLAE ou HPLC ............................................................................................... 36
2.4.1 – Detectores espectrofotométricos ........................................................................................ 37
2.4.2 – Detector por espalhamento de luz ...................................................................................... 39
2.4.3 – Detector de índice de refração ............................................................................................ 40
2.4.4 – Detector eletroquímico........................................................................................................ 40
2.5 – Escolha do tipo de cromatografia líquida .............................................................................. 44
3 – LISTA DE EXERCÍCIOS COMENTADOS .......................................................................... 48
4 – LISTA DE QUESTÕES DA AULA .................................................................................... 65
5. MAPAS MENTAIS E PRINCIPAIS PONTOS DA AULA ....................................................... 81
5.1- Cromatografia gasosa.............................................................................................................. 83
5.2- Cromatografia líquida de alta eficiência ................................................................................. 85
6- GABARITO ................................................................................................................... 88

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1 – VISÃO GERAL DA CROMATOGRAFIA GASOSA

Olá, pessoal, tudo certo?

Na introdução da aula passada, já havia mencionado a importância do estudo da


cromatografia, tópico muito cobrado em concursos na área de química e farmácia. Hoje
finalizaremos o estudo desse conteúdo, abordando tanto a cromatografia gasosa (CG)
quanto a cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE).

Nossa aula será dividida em dois capítulos, um para CG e outro para CLAE. Como os
fundamentos da cromatografia em coluna já foram ensinados na aula passada, nosso foco
hoje será na análise instrumental, ou seja, no estudo dos cromatógrafos. No início de cada
capítulo, farei uma abordagem geral do instrumento e, na sequência, abordaremos cada
componente dele de forma mais detalhada.

Temos muito conteúdo para hoje e também muitos exercícios para resolver. Então, sem
mais demora, vamos iniciar nosso conteúdo de hoje. Desejo-lhe uma boa aula e lembre-
se de me procurar pelo fórum caso fique com alguma dúvida. Bons estudos!

Prof. Diego Souza

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Facebook: Prof. Diego Souza

A cromatografia gasosa e líquida se diferencia pela fase móvel (FM) utilizada.

Se for utilizada FM líquida, temos um experimento de cromatografia líquida (CLAE). Por


outro lado, se for utilizada FM gasosa, obtém-se um experimento de cromatografia
gasosa (CG).

Um equívoco bastante comum é o candidato achar que a CG é aplicável apenas para


amostras gasosas. Na verdade, amostras líquidas também podem ser analisadas por CG
conforme explicado no quadro abaixo. É possível ainda a análise de uma amostra sólida, desde
que ela seja dissolvida em um solvente líquido.

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O que permite amostras líquidas serem analisadas/separadas por CG é a presença do forno nos
cromatógrafos gasosos. Em geral, as amostras já são evaporadas na câmara do injetor antes delas
entrarem na coluna cromatográfica. O forno é responsável por manter a coluna aquecida e manter
a amostra volatilizada. Pois bem, para que você não erre esse tópico em prova, listo abaixo os pré-
requisitos para uma amostra ser separada por CG:
I- Os constituintes da amostra precisam apresentar uma certa solubilidade no gás de arraste (fase
móvel - FM) utilizado; e
II- Os constituintes da amostra precisam ser voláteis. Em geral, precisam apresentar pontos de
ebulição de até 300°C e serem termicamente estáveis (não se decomporem) à temperatura utilizada
no forno.

Agora que já sabemos que CG é aplicável tanto à amostra gasosa quanto à amostra líquida,
desde que respeitado alguns pré-requisitos, vamos agora discutir a estrutura de um
cromatógrafo gasoso de maneira mais geral. Observe a figura abaixo e correlacione com a
discussão a seguir.

Visão geral de um sistema de cromatografia gasosa

O reservatório de gás corresponde a um cilindro de alta pressão de um gás de alta


pureza. Esse gás, que pode ser He, N2 ou H2, recebe o nome de gás de arraste porque, no interior
do cromatógrafo, será responsável por arrastar os componentes da amostra através da coluna
cromatográfica. Antes de adentrar no equipamento, a pressão do gás comprimido vindo do
cilindro é regulada para uma pressão desejada por um regulador de pressão (manômetro).

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A amostra é injetada no equipamento por um sistema de injeção, na figura acima, a


amostra está sendo injetada por uma seringa cuja agulha perfura um septo (um disco de
silicone), responsável por fornecer vedação ao sistema cromatográfico. O interior do injetor e o
forno já se encontram aquecidos no momento da injeção, promovendo a rápida evaporação dos
constituintes da amostra, os quais são arrastados pelo gás de arraste através da coluna
cromatográfica contida no forno, a qual também está aquecida para permitir uma eluição em
tempo razoável. Por fim, os diferentes constituintes chegam em tempos diferentes ao detector,
o qual é responsável por gerar o sinal continuo que irá constituir os picos de cada componente
e, ao final da corrida cromatográfica, compor o cromatograma. Ressalta-se que o detector se
encontra a uma temperatura superior à coluna para que os constituintes permaneçam no estado
gasoso.
Após essa visão geral, vamos discutir separadamente os componentes dos cromatógrafos
gasosos, apresentando os diferentes tipos de cada componente, suas características e
respectivas aplicações.

01- (COMPERVE - Técnico de Laboratório - Química - UFRN - 2015)

A figura representa um sistema destinado à análise por cromatografia


a) por troca iônica.
b) líquida.
c) por partição.
d) gasosa.
Comentários: a presença do manômetro (regulador de pressão), componente 2, e do forno,
componente 4, indicam que o instrumento ilustrado corresponde a um cromatógrafo gasoso.
Apenas complementando a interpretação, temos:
Componente 1: reservatório de gás analítico pressurizado;
Componente 3: injetor;
Componente 5: coluna cromatográfica;
Componente 6: detector; e

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Componente 7: sistema de registro do cromatograma.


Resposta: letra D

1.1 – COLUNAS PARA CROMATOGRAFIA GASOSA

Na aula passada, por meio da interpretação da equação de van Deemter, vimos que o
efeito dos caminhos múltiplos (= diferentes caminhos com diferentes comprimentos para o
soluto seguir através da coluna) resulta em um maior alargamento do pico, um aumento da
altura do prato teórico, diminuindo, portanto, a resolução (= capacidade de separação) da
coluna cromatográfica. Nesse sentido, a separação realizada em colunas cromatográficas mais
espessas sofrerá maior efeito dos caminhos múltiplos e apresentará menor resolução. Por isso,
colunas capilares, que são mais estreitas, apresentam maior resolução (picos mais estreitos)
que as colunas empacotadas, que são mais espessas. Esses dois tipos de coluna são ilustrados
na figura abaixo.

Coluna capilar: se assemelha a um fio Coluna empacotada: mais espessa e


fino, o qual é enrolado na forma de muito mais curta que a coluna capilar.
bobina para ocupar um menor espaço
dentro do equipamento.

Apresento abaixo uma tabela que lista os dois tipos de colunas cromatográficas utilizadas
em CG e as respectivas características que você deve conhecer.

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Tabela com as principais características das colunas para cromatografia gasosa


COLUNA CAPILAR ou COLUNA EMPACOTADA ou COLUNA
COLUNA TUBULAR ABERTA RECHEADA
de PAREDE REVESTIDA COM
---
RECOBERTA SUPORTE
Geralmente aço, alumínio, cobre ou Poli-
Revestimento
imida (polímero que resiste a Aço ou vidro
externo
temperatura de 350°C)
Estreita e cumprida
Espessa e mais curta
L: 15 a 100 m (normalmente em torno de
Dimensões L: 1 a 5 m;
30 m);
: entre 2 e 6 mm
: entre 0,10 e 0,53 mm
Suporte Sílica fundida Sílica
Filme de 0,1 a 5µm
Partículas finas, as quais podem
Composição de FE líquida sobre
Filme de ~30 µm funcionar como FE ou podem ser
interna a parede interna
recobertas por uma FE líquida
da coluna
Capacidade de
Baixíssima Intermediária Elevada
amostra
Resolução
(desempenho,
Elevada Intermediária Baixíssima (muito ruim)
capacidade de
separação)
Utilizada em cromatografia
Utilizadas na maioria das separações por
Aplicação preparativa ou para separação de
cromatografia gasosa
gases de baixa retenção
Em que L: comprimento da coluna, : diâmetro da coluna e FE: fase estacionária.

Note que temos dois tipos de coluna capilar: coluna tubular aberta de parede recoberta;
e coluna tubular aberta revestida com suporte. A escolha entre uma e outra dependerá da
quantidade de amostra que se deseje analisar e também da resolução desejada. Conforme
apresentado na tabela, a do tipo revestida com suporte apresenta capacidade de amostra mais
elevada. Por outro lado, a do tipo parede recoberta é a mais indicada em separações
cromatográficas mais complexas que seja requerido uma maior resolução.
Para finalizar nosso estudo sobre os tipos de coluna para CG, explico que colunas mais
estreitas, colunas capilares, exigem uma maior pressão do gás de arraste para viabilizar a
eluição dos constituintes da amostra. Além disso, no caso em que a FE é sólida, quanto menor a
granulometria (tamanho das partículas), maior será resolução e maior será a pressão exigida.

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Aproveito o espaço desta seção para falar rapidamente de dois componentes distintos,
que, embora cumpram funções distintas da coluna cromatográfica, apresentam composição
parecida a ela. Listo abaixo esses dois componentes com as respectivas funções:
o Pré-coluna: apresenta composição química semelhante à coluna cromatográfica.
Apresenta comprimento entre 3 e 10 m e são posicionadas antes da coluna. É fabricada
com menor rigor C analítico que as colunas e, por isso, apresentam um menor custo.
Cumpre a função de reter impurezas ou contaminantes não voláteis que poderiam
comprometer o desempenho da coluna cromatográfica e diminuir sua vida útil. Portanto,
podemos dizer que a pré-coluna melhora a qualidade da análise e preserva a coluna
cromatográfica. Eventualmente, se faz necessário cortar a parte inicial da pré-coluna,
região em que se acumula os contaminantes não voláteis.
o Coluna de retenção: apesar do aquecimento realizado pelo forno, algumas gotículas
podem persistir antes da evaporação completa da amostra e seguir no interior da coluna
cromatográfica. Essas gotículas promovem uma liberação lenta dos constituintes da
amostra, produzindo irregularidades nos picos. Para resolver esse inconveniente
analítico, utiliza a coluna de retenção que impede que a amostra entre na coluna antes de
sua evaporação completa. Sendo assim, a pré-coluna e a coluna de retenção melhoram a
resolução e a reprodutibilidade do método.

1.2 – FORNO – PROGRAMAÇÃO DE TEMPERATURA DO MÉTODO

A respeito do forno, é importante saber que é possível escolher uma temperatura


constante pré-definida para o método ou também ser programado uma rampa de
temperatura, em que a temperatura é alterada durante a corrida (análise) cromatográfica de
uma amostra. E por que isso é importante?
De início, vale relembrar que a temperatura do forno, no qual a coluna cromatográfica
está contida, deve ser suficientemente elevada para evaporar os diferentes constituintes e
permitir que os mesmos sejam arrastados pelo gás de arraste através da coluna. Ok! Isso já
sabíamos, mas e quanto à rampa de temperatura... qual a sua utilidade?

O aumento da temperatura da coluna resulta num menor tempo de equilíbrio do soluto entre as
fases estacionária (FE) e móvel (FM), reduzindo, portanto, o tempo de eluição (tempo necessário
para atravessar a coluna e chegar ao detector). Uma elevação já no início da análise pode, em alguns
casos, prejudicar a separação dos primeiros picos a sair, os quais são mais finos. Entretanto, o
aumento da temperatura durante a análise (= rampa) pode acelerar a eluição dos últimos picos, bem
como afiná-los. Ressalta-se que os últimos picos são mais largos, já que houve um tempo maior para
o efeito da difusão longitudinal (estudado na aula passada).
Como se vê, a utilização da rampa de temperatura pode, em alguns casos, trazer vantagens
para o método, tais como:

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I- melhorar a resolução para alguns constituintes da amostra;


II- diminuir o tempo de eluição (menor retenção do soluto pela coluna); e
III- diminuir o tempo de análise, aumentando a produtividade.

Por outro lado, a utilização de rampas deve ser realizada com certa parcimônia, sempre
respeitando a resistência térmica da coluna. O fabricante indica no manual da coluna dois
limites elevados de temperatura. O mais baixo deles indica a temperatura isotérmica, à qual a
coluna suporta ser aquecida e mantida por um longo período sem sofrer alterações ou
decomposições do conteúdo interno. A outra temperatura mais elevada corresponde ao limite
máximo em que a coluna consegue ser mantida por períodos mais curtos, em geral, por minutos.
Temperatura demasiadamente elevadas podem promover o “sangramento” da coluna, que
consiste na liberação lenta de uma parte da fase líquida imobilizada da coluna. Aumento da linha
de base do cromatograma, alteração do tempo de retenção de um padrão e distorção dos picos
são indicativos de degradação da coluna em decorrência do seu “sangramento”.
Diante do discutido, fica claro que o controle de temperatura é importante não só para a
boa qualidade da análise, mas também para o aumento da vida útil da coluna. Nesse sentido,
destaco algumas características desejáveis de um forno de CG:
o temperatura estável e reprodutível: o forno deve apresentar boa exatidão (erro ≤
0,1°C) e precisão (desvio padrão ≤ 0,1°C);
o rápido aquecimento e resfriamento: essa característica aumenta a velocidade da
análise em métodos que se utiliza rampas de temperatura;
o ampla faixa de trabalho: em geral, é desejável uma faixa entre temperatura ambiente e
400°C;
o uniformidade de temperatura: é desejável que o forno mantenha a mesma
temperatura em todo seu interior, o que pode ser conseguido por sistemas de ventilação
inteira;
o bom isolamento térmico para que o aumento de sua temperatura não resulte no
aumento da temperatura dos demais componentes do equipamento; e
o facilidade no acesso à coluna: essa característica permite maior rapidez na troca de
coluna, o que é interessante para equipamentos que são utilizados para diferentes
métodos com diferentes colunas.
Por fim, vale mencionar que alguns equipamentos modernos possuem controle
eletrônico de pressão do gás de arraste. Desta forma, no programa do método pode ser previsto
não só a alteração da temperatura durante a corrida, mas também alteração da pressão. Essa
possibilidade é uma boa alternativa para análise de compostos termicamente instáveis, pois, a
partir do aumento da pressão, é possível diminuir o tempo de eluição sem elevar
significativamente a temperatura.

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Abaixo está apresentado um cromatógrafo gasoso com a tampa frontal aberta,


permitindo a visualização interna do forno, dentro do qual está instalada uma coluna capilar. A
ventoinha posicionada atrás da coluna promove a circulação de ar no interior do forno,
melhorando a homogeneidade da temperatura em seu interior.

Visão interna do forno de um CG

02- (CESGRANRIO – Técnico Químico de Petróleo Júnior – Petrobras – 2012) Considere um


sistema de cromatografia gasosa, formado por uma fase móvel gasosa e inerte, e uma fase
estacionária líquida, imobilizada em um suporte capilar que compõe a coluna. Uma dada
análise é conduzida no referido sistema a partir da injeção de uma amostra, que é carreada
para a coluna e separada ao longo da passagem por essa coluna.
Com relação a potenciais amostras líquidas a serem analisadas nesse sistema, sabe-se que elas
são
a) vaporizadas ao longo do seu carreamento pela coluna.
b) vaporizadas antes de alcançarem a coluna.
c) vaporizadas parcialmente antes de alcançarem a coluna.
d) impossíveis de serem analisadas por essa técnica.
e) carreadas através da coluna na forma líquida.
Comentários: já no injetor, componente anterior (que vem antes) à coluna, a amostra é
vaporizada para, em seguida, adentrar à coluna cromatográfica.
Resposta: letra B

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1.3 – GÁS DE ARRASTE

O gás de arraste corresponde à fase móvel (FM) em cromatografia gasosa (CG). Recebe
esse nome porque não interage com a amostra e porque é responsável por arrastar os
constituintes de uma amostra (mistura complexa) através da coluna.

Podemos destacar as seguintes características desejáveis para um gás de arraste:


o inerte: o ideal é que ele não reaja com nenhum material que esteja em contato, quais
sejam amostra, FE e superfícies diversas do instrumento;
o elevada pureza: apesar do elevado custo, são requeridos gases com elevado grau de
pureza, frequentemente chamados de gases analíticos. As impurezas podem degradar a
FE da coluna, a exemplo da presença de oxigênio que pode oxidar compostos do interior
da coluna. Além disso, algumas impurezas podem ser incompatíveis com determinados
tipos de detectores: água e oxigênio são incompatíveis com detector por captura de
elétron (DCE); enquanto que hidrocarbonetos são incompatíveis com detector por
ionização em chama (DIC); e
o compatível com o detector: cada tipo de detector apresenta compatibilidade com um
grupo de gases de arrastes específicos, conforme apresentado na tabela abaixo.

Escolha do gás de arraste de acordo com o tipo de detector do instrumento


Tipo de detector Gases de arraste compatíveis
Detector por condutividade He, H2
térmica (DCT ou TCD)
Detector por ionização em Ne, H2
chama (DIC ou FID)
Detector por captura de N2 SS (super seco),
elétrons (DCE ou ECD) Ar + 5% CH4 (mistura P5)

O gás hidrogênio (H2) produz boas separações em tempos reduzidos de análise, o que é
uma grande vantagem. Além disso, confere elevada robustez ao método, mantendo boa
resolução (capacidade de separação), em relação à utilização de diferentes vazões. O principal
receio dos analistas, quanto ao uso desse gás, era o risco de explosão caso o hidrogênio entrasse
em contato com oxigênio em proporções adequadas. No entanto, hoje é possível a utilização de
um gerador de hidrogênio, que produz hidrogênio em pequenas quantidades requeridas pelo
instrumento, substituindo, portanto, a utilização de cilindros de gás de hidrogênio. Nesse caso,
o risco de explosão é praticamente inexistente.

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A pureza dos gases analíticos é expressa em uma nomenclatura pouco usual em nosso dia a
dia. Apesar disso, essa nomenclatura permite a identificação rápida do gás presente e de sua pureza.
Veja abaixo como funciona:
Representação geral: Nome do Gás X.Y
Em uma escala de 0% a 100%:
X representa o número de “noves” da pureza do gás
Y representa o último dígito da pureza, podendo assumir valores entre 0 e 8
Exemplos:
O2 5.0: corresponde ao gás oxigênio a uma pureza de 99,999% (cinco “noves”);
He 4.5: corresponde ao gás hélio a uma pureza de 99,995 (quatro “noves” seguidos de “cinco”).

1.4 – INJETOR E TIPOS DE INJEÇÃO DE AMOSTRA

O injetor é, sem dúvida, um componente determinante para a boa reprodutibilidade da


análise cromatográfica. Conforme estudamos na aula passada, existe uma variância decorrente
da injeção pois, a amostra não pode ser injetada na coluna em uma variação de tempo (Δt)
infinitesimalmente pequena, ou seja, com Δt tendendo a 0. Por isso, a banda já apresenta uma
certa largura, a qual pode ser estimada por Δt≠0. Esse alargamento diminui a resolução da
coluna (= capacidade de separação das bandas), conforme ilustrado na figura abaixo. Portanto,
o ideal é que a injeção seja realizada no menor tempo possível para reduzir esse efeito negativo.

Ilustração do efeito da velocidade de injeção na separação de bandas.1

1
Fonte: Cromatografia: fundamentos, Instrumentação e Aplicações. Disponível em:
http://w3.ufsm.br/larp/media/introd_gc.pdf. Acessado em 22 out. 2018.

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Além da velocidade de injeção, outra variável crítica, no processo de injeção da amostra,


é a quantidade de amostra injetada na coluna. Como vimos, as colunas capilares, que fornecem
melhores resoluções, apresentam baixa capacidade de amostra. Por isso, muitas vezes, para se
obter boas resoluções, são injetados volumes muito pequenos (≤ 1µL). Outra alternativa é
utilizar uma injeção com divisão de fluxo, na qual apenas 0,2-2,0% segue para a coluna
cromatográfica. Para entender melhor essas variantes, vamos analisar a estrutura física de um
injetor e, na sequência, estudar os diferentes tipos de injeção de amostra em colunas capilares.

Na figura abaixo está apresentado um injetor do tipo injeção direta na coluna ou “on-
column”. A estrutura do injetor não carece de muitas explicações, já que seu
funcionamento é intuitivo. Na parte superior, tem-se o septo (disco de silicone), o qual é
perfurado pela agulha no momento da introdução da amostra no equipamento. A
tubulação em vermelho corresponde à entrada do gás de arraste, que é responsável por
conduzir a amostra através da coluna. A extremidade da coluna cromatográfica fica
conectada na parte inferior do injetor. Note ainda que a estrutura do bloco é metálica, o
que permite seu rápido aquecimento, que se faz necessário para a volatilização dos
componentes da amostra.

Ilustração do injetor do tipo on-column (injeção direta na coluna).

Para compreender os três tipos de injeção em colunas capilares, observe as figuras abaixo
e descrição seguinte.

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Ilustração dos três tipos de injeção2

Injeção com divisão de fluxo (split): no desenho da esquerda acima, note que são introduzidos 102
ml/ min (fluxo) do gás de arraste. Desses, um fluxo 1 mL/min é escapado pela purga do septo, a
grande maioria deixa o injetor pela abertura de divisão (parte inferior), 100 mL/min, e apenas um
fluxo de 1 mL/min atinge o interior da coluna. Nesse tipo de injeção, injeta-se em torno de 1µL,
apenas cerca de 0,2-2,0% da amostra injetada chega-se à coluna, o que, em muitos casos, é mais
que suficiente para uma detecção adequada. Estima-se que uma boa quantidade para detecção seja
de apenas ≤ 1ng (10-9g) de cada constituinte da amostra. A injeção com divisão de fluxo é indicada,
portanto, para amostras mais concentradas. Ressalta-se que a temperatura do injetor é alta
(~350°C), temperatura para evaporar instantaneamente toda a amostra. Uma desvantagem desse
tipo de injeção é a baixa reprodutibilidade obtida na divisão de fluxo.
Injeção sem divisão de fluxo (splitless): apropriada para amostras com baixíssimas concentrações
(concentrações traço). Injeta-se cerca de 2µL (volume maior) de amostra, a qual não evapora
totalmente, já que a temperatura do injetor é mais reduzida (~220°C). A temperatura, em geral, está
abaixo do ponto de ebulição do solvente. Desta forma, o solvente na entrada da coluna impede a
entrada dos constituintes na amostra (também chamado de aprisionamento). Em seguida, inicia a
elevação da temperatura até que o solvente evapore e entre juntamente com os constituintes da
amostra dentro da coluna. Esse aprisionamento permite a formação de picos finos e faz com que
amostra permaneça cerca de 1 minuto na câmara interna do injetor. Nesse tipo de injeção também
há um fluxo de gás de arraste, só que aqui esse fluxo é muito inferior, cerca de 2 mL/min. Por fim,
vale destacar que cerca de 80% da amostra alcança o interior da coluna cromatográfica.

2
HARRIS, Daniel C. Química analítica quantitativa. Rio de Janeiro: LTC Editora, p. 469, 2001.

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Injeção direta na coluna (on-column): em geral, são utilizadas seringas analíticas com agulhas finas
de sílica. A agulha alcança o interior da coluna, daí o nome injeção direta na coluna. Esse tipo de
injeção é aplicável a amostras que se decompõe acima do seu ponto de ebulição, o que inviabilizaria
o seu aquecimento prévio no injetor. A amostra líquida fica retida no início da coluna e começa a
eluir após o início do aquecimento da coluna. Nesse tipo de injeção, são utilizadas as menores
temperaturas possíveis para evitar ou pelos menos diminuir a degradação dos constituintes da
amostra.

Vale lembrar que compostos sólidos podem ser analisados por CG, desde que sejam
dissolvidos em um solvente adequado para posterior injeção no equipamento. Você pode ser
questionado ainda sobre o volume de injeção na CG. Embora as faixas de volume de injeção
sejam relativamente amplas, devemos lembrar que colunas capilares apresentam capacidade
de amostra muito interior às colunas empacotadas. Para responder esse tipo de
questionamento, use a tabela abaixo:

Tipo de coluna Amostras líquidas Amostras gasosas


Capilar 0,01 µL a 3 µL 0,001 mL a 0,1 mL
Empacotada 0,2 µL a 20 µL 0,1 mL a 50 mL

03- (IBFC – Perito Criminal – Farmácia – PC-RJ – 2013) A cromatografia com fase gasosa vem,
ao longo dos anos, evoluindo no sentido de oferecer opções ao analista. Sobre esta técnica,
selecione a alternativa verdadeira.
a) As principais colunas usadas hoje em dia são as capilares, cujas dimensões geralmente
situam-se entre 0,15 a 0,75mm de diâmetro interno, 10 a 30m de comprimento e 0,5 a 2,5µm
de espessura de filme líquido.
b) As derivações (ou derivatizações), reações feitas nas moléculas dos analitos para torná-los
analisáveis por cromatografia gasosa, visam introduzir nelas grupos específicos para diminuir
sua volatilidade ou aumentar sua detectabilidade.
c) No modo de injeção sem divisão (splitless), toda a amostra é introduzida no sistema
cromatográfico; esta técnica é adequada particularmente na análise de traços, bastante
comum em peritagens.
d) O número de pratos teóricos, em cromatografia gasosa, normalmente é associado à coluna:
quanto maiores o seu comprimento e seu diâmetro interno, maior será sua eficiência.
e) A resolução é inversamente proporcional à raiz quadrada de eficiência. Ao duplicar o
comprimento da coluna, duplica- se o tempo de análise.

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Comentários:
Letra A: incorreta. Conforme estudamos, as principais colunas capilares utilizadas apresentam
as seguintes características:
: entre 0,10 e 0,53 mm;

L: 15 a 100 m (normalmente em torno de 30 m);


Filme de ~30 µm para coluna tubular aberta revestida com suporte.
Letra B: incorreta. Conforme estudaremos mais adiante, a derivatização consiste em ligar
covalentemente grupos fluorescentes ao analito. Desta forma, o produto formado entre o
analito e o grupo ligado passa a apresentar fluorescência, viabilizando a determinação do
analito por meio desse tipo de detector que é mais sensível ou de maior detectabilidade.
Letra C: correta. Traz a correta definição da injeção sem divisão de fluxo e um exemplo de sua
utilização. Lembro que peritagem é a análise realizada por peritos.
Letra D: incorreta. Colunas mais espessas apresentam menor eficiência devido ao agravamento
do efeito dos caminhos múltiplos, estudados na aula passada.
Letra E: incorreta. Resolução e eficiência são diretamente proporcionais. Uma maior eficiência
produz picos mais estreitos, o que melhora a separação (resolução) dos picos.
Resposta: letra C

1.5 – DETECTORES

O detector é o componente que gera um sinal elétrico proporcional à quantidade de mols


de analito que chega até ele. Esse sinal é traduzido na forma de gráfico. Respeitados os
limites inferior e superior de concentração, a área do pico é diretamente proporcional à
concentração, de modo que é possível se estabelecer uma equação linear que
correlacione área do pico (variável y) com a concentração (variável x). Essa equação,
chamada de reta de calibração do equipamento, permite estimar a concentração das
amostras, após ser obtidas as respectivas áreas.

Os detectores podem ser classificados quanto à sua especificidade ou seletividade (=


capacidade de distinguir o analito em relação às demais substâncias presentes) em:
o Universais: produzem sinal para todas as substâncias eluídas, independentemente de
suas características físico-químicas;
o Seletivos: detectam apenas um grupo específico de substâncias que apresentam em
comum uma dada propriedade físico-química; e
o Específicos: detectam apenas substâncias que apresentam determinado grupo de
átomos, a exemplo de uma função orgânica, ou determinado elemento. É o tipo de
detector mais específico.

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Mais de 50 tipos de detectores já forma utilizados em cromatografia gasosa. Vamos nos


restringir ao estudo de apenas 4 deles, os quais correspondem a maioria das aplicações. Sem
mais delongas, vamos discutir as principais características, funcionamento e aplicações desses
4 tipos.

1.5.1 – DETECTOR POR CONDUTIVIDADE TÉRMICA (DCT OU TCD)

O funcionamento do detector DCT se baseia na variação de condutividade térmica do


eluato gasoso, no momento da passagem do analito pelo detector. O hélio (He) é o gás
de arraste mais utilizado no caso do DCT. Esse gás apresenta uma alta condutividade
térmica, sendo menor apenas que o hidrogênio (H2). Por isso, durante a passagem do He
pelo detector, a passagem de qualquer outra substância produzirá uma diminuição da
condutividade. Essa diminuição da condutividade promove o aquecimento do filamento
metálico (figura abaixo), a resistência também é aumentada, o que gera uma diferença
de potencial que é medida e convertida em um pico cromatográfico. Muitos
equipamentos dividem o fluxo do gás de arraste entre duas celas de leitura do tipo DCT,
uma será tida como cela de referência e a outra cela da amostra. A vantagem desse tipo
de configuração é que permite que flutuações naturais da leitura possam ser corrigidas.

Detector de condutividade térmica

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Principais características do detector por condutividade térmica (DCT ou TCD) que você
deve lembrar:
o Princípio: variação de condutividade térmica do eluato gasoso, no momento da
passagem do analito pelo detector;
o Gás de arraste: geralmente He;
o Seletividade: UNIVERSAL;
o Sensibilidade: intermediária e inferior a dos demais detectores;
o Área do pico é dependente da vazão do gás de arraste. Em linhas gerais, dizemos que
o DCT é mais sensível quanto menor for o fluxo do gás;
o Quanto menor a condutividade térmica do analito, maior será o aquecimento do
filamento (DICA: quanto mais isolante for o analito, menos da corrente elétrica será
conduzida e isso resultará no aquecimento do filamento, já que a corrente estará sendo
continuamente fornecida ao sistema); e
o Aplicação: análise de compostos que não geram sinal em outros detectores, a exemplo
de gases nobres e gases fixos.

1.5.2 – DETECTOR DE IONIZAÇÃO DE CHAMA (DIC OU FID)

Esse detector se baseia no aumento da condutividade elétrica devido a formação de íons


oriundos da queima dos compostos contendo carbono (excetuados carbonos
provenientes de carbonilas ou carboxilas) em uma chama de hidrogênio (H 2) + oxigênio
(O2). Aplica-se uma diferença de potencial entre a extremidade do queimador (flame tip),
figura abaixo, que funciona como o eletrodo negativo e o coletor (eletrodo positivo). Na
chama de H2 + O2 não há íons, mas quando chega ao detector um composto constituído
de carbonos, o mesmo é queimado produzindo íons CHO+, conforme reação apresentada
abaixo. A presença de íons permite o fluxo da corrente elétrica, a qual é convertida em
diferença de potencial, mensurada e finalmente traduzida como um pico cromatográfico.

Detalhe da chama de H2 + O2, no momento Arquitetura do detector de ionização de chama.


em que é gerado íons, permitindo a
condução da corrente elétrica (i).

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Segue abaixo a reação de formação de íons a partir de radicais CH:


CH + O  CHO+ + e-
Apenas uma quantidade muito pequena dos átomos carbonos, 1 a cada 10 5, são
transformados em íons, mas já é suficiente para permitir que a resposta seja proporcional à
quantidade de carbono. Por fim, listo abaixo as principais características do detector de
ionização de chama (DIC ou FID) que você deve lembrar:
o Princípio: aumento da condutividade elétrica devido a formação de íons oriundos da
queima dos compostos contendo carbono;
o Gás de arraste: Ne, H2, N2, He;
o Seletividade: detector seletivo para substâncias que contém ligações do tipo C-H;
o Sensibilidade: excelente. Apresenta limite de detecção 100 vezes menor que o detector
DCT. Por isso, é perfeitamente aplicável ao uso de colunas capilares;
o Aplicação: sensível a hidrocarbonetos em geral; e
o Alguns compostos que não produzem sinal no DIC: H2, O2, N2, CO, CO2, CCl4, NH3, H2O
e HCOOH.

1.5.3 – DETECTOR DE CAPTURA DE ELÉTRONS (DCE OU ECD)

Baseia-se na diminuição (supressão) de elétrons lentos devido a absorção dos mesmos


por espécies eletrofílicas, que, nesse caso, corresponde aos analitos. No detector, o gás
de arraste é ionizado por elétrons de alta energia (radiação β -), conforme apresentado na
reação abaixo, emitidos por uma lâmina radioativa, que é normalmente constituída de
63
Ni ou 3H (na forma de Ta3H3). Os elétrons gerados dessa ionização produzem uma
corrente elétrica constante entre o cátodo e ânodo. Parte dos elétrons são absorvidos
por analitos eletrofílicos (moléculas que “gostam de elétrons”) que chegam ao detector,
resultando em uma diminuição da condutividade no plasma (mistura gasosa com espécies
iônicas formada no detector).

Como de costume, listo abaixo as principais características do detector de captura de


elétrons (DCE ou ECD) que você deve levar para prova:
o Princípio: diminuição (supressão) de elétrons lentos devido a absorção dos mesmos por
espécies eletrofílicas;
o Gás de arraste: N2 SS (super seco), Ar + 5% CH4 (mistura P5);
o Seletividade: sensível a substância que apresentem halogênio, carbonilas conjungadas,
nitrilas, nitrocompostos e compostos organometálicos;
o Baixa sensibilidade a cetonas, álcoois e hidrocarbonetos;
o Sensibilidade: extremamente sensíveis. Sua sensibilidade se assemelha à
espectrometria de massa; e
o Aplicação: determinação de substâncias eletrofílicas.

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1.5.4 – DETECTOR POR ESPECTROMETRIA DE MASSA

A espectrometria de massa (MS) não é um assunto que vamos desenvolver na aula de


hoje, pois já tivemos uma aula mais dedicada ao seu estudo. Por enquanto, você deve se lembrar
que o detector por espectrometria de massa pode ser utilizado em cromatografia gasosa (CG),
combinação de técnicas muito conhecida pela sigla CG-MS.
Você se lembra da aula passada, em que discutimos que na cromatografia em camada
delgada (CCD), duas substâncias podem apresentar o mesmo fator Rf e, por isso, não poderíamos
utilizar a CCD para identificar as substâncias de forma categórica? Pois é.... Embora pouco
provável, isso também pode acontecer na cromatografia em coluna, ou seja, duas substâncias
com características semelhantes podem apresentar o mesmo tempo de retenção, sob certas
condições analíticas. É nesse ponto que se destaca a principal vantagem do detector por
espectrometria de massa, o qual pode ser utilizado não só para quantificação mas também para
identificação confiável de substâncias presentes na amostra.
A seguir, vamos relembrar algumas características desse tipo de detector:
o Princípio: detecção, por meio de suas relações massa/carga (m/z), dos íons produzidos
a partir da fragmentação de moléculas maiores;
o Seletividade e sensibilidade: muito elevadas;
o Aplicação: ampla. Aplicável a amostras com diferentes níveis de complexidade; e
o Custo: elevado tanto de aquisição como manutenção.

Para finalizar nosso estudo sobre cromatografia gasosa (CG), lembro que vários outros
tipos de detectores podem ser utilizados em CG, a exemplo de:
o Detector nitrogênio-fósforo (detector de chama alcalino): detector de ionização em
chama (DIC) adaptado para detecção de compostos contendo N e P;
o Detector fotométrico de chama: baseia-se na emissão de luz por espécies atômica de
fósforo, chumbo, dentre outros elementos; e
o Detector de plasma: também se baseia na emissão atômica, só que aqui essa emissão
ocorre no plasma.

04- (NUCEPE - Perito Criminal – Química - PC-PI - 2018) A cromatografia gasosa é um método
físico de separação dos componentes de uma mistura através de uma fase gasosa móvel sobre
um adsorvente estacionário. Depois de separados, os componentes da mistura podem ser
quantificados por um detector adequado, situado na saída da coluna de separação. Sobre as
características dos diversos tipos de detectores, NÃO é correto afirmar:
a) O de condutividade térmica (DCT) é um detector considerado universal, não destrutivo e
sensível à concentração.

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b) O detector por captura de elétrons (DCE) é praticamente insensível a hidrocarbonetos, mas


é muito utilizado na análise de pesticidas.
c) O detector por ionização de chama (DIC) é muito utilizado na detecção de compostos
orgânicos por não ser destrutivo.
d) Os cromatógrafos com DIC normalmente utilizam hidrogênio como gás de arraste.
e) O cromatógrafo gasoso acoplado à espectrometria de massa permite, além da separação
dos compostos, a determinação da razão m/z dos fragmentos dos compostos separados.
Comentários:
Letra A: correta. Apresenta três das principais características do detector por condutividade
térmica (DCT).
Letra B: correta. O DCE apresenta baixa sensibilidade a cetonas, álcoois e hidrocarbonetos. Por
outro lado, apresenta alta sensibilidade a halogênio, carbonilas conjungadas, nitrilas,
nitrocompostos e compostos organometálicos.
Letra C: incorreta. O DIC é destrutivo. Quando chega ao detector um composto constituído de
carbonos, o mesmo é queimado produzindo íons CHO+.
Letra D: correta. O hidrogênio é muito utilizado como gás de arraste para detector DIC porque
permite a formação da chama H2 + O2.
Letra E: correta. A determinação da razão m/z dos fragmentos dos compostos separados é
justamente o que permite a identificação das substâncias pela espectrometria de massa.
Resposta: letra C

05- (CESPE - Perito Criminal - Farmácia - Polícia Científica - PE - 2016) A cromatografia gasosa
acoplada à espectrometria de massas (CG-MS ou CG-MS/MS) tem substituído cada vez mais as
técnicas de cromatografia gasosa (CG) acoplada a outros detectores, como o de ionização de
chama (CG-FID) e o de captura eletrônica (CG-ECD). Com relação às técnicas e aos detectores
citados, assinale a opção correta.
a) O espectrômetro de massas só pode ser utilizado para a análise de moléculas pequenas, cuja
massa molar seja de no máximo 300 g/mol.
b) O detector de ionização de chama é seletivo a compostos nitrogenados, o que torna a técnica
mais adequada para a análise de proteínas.
c) O detector de captura eletrônica é altamente sensível a compostos que tenham halogênios,
aminas ou álcoois como grupos funcionais, mas não é sensível a compostos eletronegativos.
d) Utilizando-se o espectrômetro de massas, é possível obter informações sobre a massa
molecular e a estrutura química do analito durante a análise.
e) Os equipamentos de CG-MS ou CG-MS/MS tem menor custo que os de CG-FID e CG-ECD.

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Comentários:
Letra A: incorreta. Não há limitação de massa molar a 300 g/mol para utilização de
espectrômetro de massas. A cocaína, por exemplo, que pode ser analisada por CG-MS
(cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa) possui massa molar 303,4 g/mol.
Letra B: incorreta. O detector de ionização de chama é seletivo a hidrocarbonetos em geral e
não a compostos nitrogenados.
Letra C: incorreta. Conforme estudamos, no detector de captura eletrônica (DCE), parte dos
elétrons gerados no detector são absorvidos por analitos eletrofílicos (moléculas que “gostam
de elétrons”) que chegam ao detector, resultando em uma diminuição da condutividade no
plasma. Como se vê, esse tipo de detector é sensível a compostos eletronegativos.
Letra D: correta. Conforme estudamos, é possível quantificar e identificar substâncias a partir
da espectrometria de massa.
Letra E: incorreta. Detectores por espectrometria de massa (MS) apresentam elevados custos
de aquisição e manutenção em relação a detectores de ionização em chama (FID) e de captura
de elétrons (ECD).
Resposta: letra D

2 – CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA (CLAE OU HPLC)


Uma vez estudados os fundamentos da cromatografia em coluna, ensinados na aula
passada, e a cromatografia gasosa, capítulo anterior, fica muito mais fácil e objetivo o estudo da
cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE ou HPLC). Vamos então à análise instrumental e
experimental de CLAE. Antes, porém, relembro que é a utilização da fase móvel (FM) líquida que
configura o experimento de CLAE. Caso a FM seja utilizada uma FM gasosa, então teremos um
experimento de cromatografia gasosa.

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Observe a figura abaixo e correlacione com a discussão a seguir.

Visão geral de um sistema de cromatografia líquida de alta eficiência3

Na aula passada, no estudo da cromatografia em camada delgada (CCD), discutimos que a


utilização de uma mistura de solvente como fase móvel (FM) poderia melhorar a separação
cromatográfica. O mesmo acontece em CLAE. A diferença é que, em um sistema CLAE, o próprio
equipamento faz a mistura dos solventes na proporção indicada pelo operador. Observe na figura
acima que pode ser utilizado mais de um solvente como FM. Vamos dividir a explicação do sistema
CLAE em tópicos para facilitar a visualização:
1. As bombas, duas no exemplo acima, são responsáveis por bombear esses solventes, os quais
são misturados na proporção desejada pelo misturador.
2. A amostra é injetada na válvula do sistema, que tem a função de direcionar o fluxo de
amostra e da FM para o caminho correto. De início, a válvula assume a posição load (de
carregamento), em que a amostra lava o loop de amostragem (alça de amostragem) e,
persistindo a injeção de amostra, o loop acaba sendo totalmente preenchido pela amostra.
Note que o volume do loop de amostragem é fixo e, desta forma, sempre será injetada a
mesma quantidade de amostra. Loops maiores ou menores poderão ser requeridos a
depender da concentração dos analitos na amostra.
3. Em seguida, a válvula muda para posição inject (modo de injeção), conforme estudaremos
com mais detalhes adiante, e a FM vinda do misturador é responsável por carrear
(“empurrar”) a amostra pelo sistema.

3 Adaptado de High performance (high pressure) liquid chromatography (HPLC). Disponível em:
http://elte.prompt.hu/sites/default/files/tananyagok/IntroductionToPracticalBiochemistry/ch06s05.html. Acessado
em 24 de out. 2018.

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4. A amostra chega então à coluna cromatográfica, na qual ocorre a separação dos seus
constituintes.
5. Cada constituinte da amostra elui em tempos diferentes, possibilitando ao detector mensurar
o pico cromatográfico de cada um.
6. Por fim, o eluato líquido (fase móvel + amostra) chega ao resíduo ou descarte da análise.
Perceba que há um outro frasco coletor de resíduo conectado diretamente à válvula. Esse
tem a função de receber o excesso de amostra que passa pelo loop de amostragem durante
a etapa de lavagem do mesmo.

06- (IDECAN - Técnico em Química - CNEN - 2014) Analise o esquema que mostra um sistema
genérico usado para cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE ou HPCL – High Performance
Liquid Chromatography), a qual, independente do fabricante e do modelo atual, apresenta os
seguintes princípios.

Os componentes identificados pelas letras A, B e C são, respectivamente


a) manômetro, válvula injetora e coluna cromatográfica.
b) manômetro, filtro de solvente e coluna cromatográfica.
c) manômetro, detector de amostra e coletor de amostra.
d) medidor de fluxo de eluente, pré‐coluna cromatográfica e coletor de amostra.
e) medidor de fluxo de eluente, pré‐coluna cromatográfica e coluna cromatográfica.
Comentários: o dispositivo A é um medidor de pressão ou manômetro; B, situado antes da
coluna, corresponde à válvula injetora; e C é a coluna cromatográfica.
Resposta: letra A

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07- (FGV - Engenheiro Químico - CAERN - 2010) Em relação aos tipos de ensaios
cromatográficos existentes, é correto afirmar que
a) a cromatografia supercrítica é um tipo de cromatografia líquida.
b) a cromatografia gasosa é classificada, em relação à forma física do sistema cromatográfico,
como cromatografia planar.
c) a cromatografia em papel é uma técnica de partição líquido-vapor.
d) a cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) emprega uma bomba para a eluição da fase
móvel.
e) no contexto da cromatografia gasosa, é imprescindível que a amostra não seja volátil.
Comentários:
Letra A: incorreta. Não abordei a cromatografia supercrítica na parte teórica porque raramente
suas particularidades são cobradas em prova, já que é um tipo de cromatografia ainda pouco
explorado comercialmente. No entanto, cabe aqui uma rápida explicação, a cromatografia
supercrítica é um tipo de cromatografia diferente da gasosa (CG) e da líquida (CLAE) e que
despertado o interesse da pesquisa por reunir vantagens tanto de CG quanto de CLAE. Em
geral, a cromatografia supercrítica emprega CO2 à alta pressão, liquefazendo e produzindo o
chamado fluído supercrítico. Esse fluído reuni a maior permeabilidade da fase móvel pela
coluna (característica de gás) e também facilita a solubilização de compostos (característica
de FM líquida). Julgo que o informado na resolução desta alternativa seja suficiente para sua
prova.
Letra B: incorreta. A cromatografia gasosa é classificada como cromatografia em coluna. O
gênero cromatografia planar engloba a cromatografia em camada delgada e cromatografia em
papel.
Letra C: incorreta. Na cromatografia em papel, a própria água presente na superfície do papel
funciona como fase estacionária e a FM também é líquida. Portanto, temos uma cromatografia
do tipo líquido-líquido por adsorção.
Letra D: correta. A bomba é responsável por empurrar fase móvel e amostra através da coluna,
resultado na eluição dos mesmos.
Letra E: incorreta. É desejável que a amostra seja volátil ou que, pelo menos, seja termicamente
estável para viabilizar a sua evaporação no forno antes da eluição através da coluna.
Resposta: letra D

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2.1 – COLUNA PARA CLAE

A coluna cromatográfica para CLAE é preenchida por partículas muito finas (3 a 10 µm)
e é isso que proporciona uma alta resolução para técnica.

Quanto mais finas as partículas da fase estacionária (FE), mais eficiente é a separação e,
portanto, maior será o número de pratos teóricos.

Mas por que a separação é mais eficiente com a diminuição do tamanho das partículas?

Para responder a essa questão, devemos recorrer à equação de van Deemter, discutida na
aula passada e representada abaixo. Uma menor granulometria das partículas diminui as constantes
A e C associadas, respectivamente, ao efeito de caminhos múltiplos e de tempo de equilíbrio. Para
entendermos melhor esse efeito sobre C, podemos comparar a interação do analito com a FE a uma
reação, já que, quanto maior a superfície de contato, mais rápida será a reação e, nesse caso, mais
rápida será a interação e mais rapidamente o analito volta para a FM.
B
H  A   C  ux
ux
Caminhos Difusão Tempo de
mútiplos longitudinal equilíbrio

No entanto, devemos lembrar que, quanto mais finas e empacotadas forem as partículas
da FE, maior a pressão necessária para forçar a passagem da amostra através da coluna. Ouvi
de um professor há muito tempo que a passagem da amostra pela coluna é similar a forçar a
passagem de um líquido através de uma parede. Impressionante, não é mesmo? Daí temos uma
ideia da pressão necessária para um sistema CLAE.
Outro fator que influi na pressão necessária é o raio da coluna cromatográfica. Quanto
menor ele for, maior será a pressão requerida para a amostra e FM atravessarem a coluna.
Pressões elevadas melhoram a resolução (= capacidade de separação), além de diminuir o
tempo de eluição dos compostos.
Sistemas de cromatografia líquida que trabalha com partículas da FE muito pequenas
(entre 1,5-2µm) requerem pressões ainda mais elevadas e são chamados de Cromatografia
Líquida de Ultraeficiência (CLUE ou UPLC do inglês Ultra Performance Liquid Chromatography).
A tabela abaixo ilustra o efeito do tamanho das partículas da FE sobre o tempo de
retenção, número de pratos teóricos e pressão requerida pelo sistema CLAE.

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Efeito do tamanho das partículas sobre parâmetros do método CLAE4


Tamanho de Tempo de Número de Pressão requerida,
partícula (µm) retenção (min) pratos teóricos bar (psi)
5,0 30 25000 19
3,0 18 42000 87
1,5 9 83000 700
1,0 6 125000 2300
Dados de desempenho de uma coluna capilar de 33 µm de diâmetro interno e 25 cm de comprimento.

Há diferentes tipos de coluna, mas as mais amplamente utilizadas apresentam as seguintes


características:
i. Empacotadas com partículas muito finas (3 a 10 µm), fase estacionária;
ii. Comprimento (L): entre 5 e 30 cm;
iii. Diâmetro interno (): entre 1 e 5 mm;
iv. Revestimento externo: em aço ou plástico
v. Suporte: sílica com alta uniformidade do tamanho das partículas; e
vi. Fase estacionária (FE): composto orgânico química ou fisicamente ligados ao suporte.

Exemplos de colunas cromatográficas para CLAE de comprimentos e diâmetros diversos.

O suporte e a FE em conjunto são comumente chamados de recheio da coluna. Como eu


disse, existem outros tipos de coluna para CLAE, a exemplo das colunas capilares e colunas
preparativas.

4
MACNAIR, John E.; PATEL, Kamlesh D.; JORGENSON, James W. Ultrahigh-pressure reversed-phase
capillary liquid chromatography: isocratic and gradient elution using columns packed with 1.0-μm
particles. Analytical chemistry, v. 71, n. 3, p. 700-708, 1999.

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Na tabela abaixo resumo algumas características dos principais tipos de coluna para
CLAE. É bom ter uma noção geral dessas características. Por isso, organizei a tabela numa ordem
crescente de comprimento, diâmetro interno, vazão e tamanho de partículas.

Visão geral de características dos principais tipos de coluna cromatográfica para CLAE
Diâmetro Vazão Tamanho de
Tipo de coluna Comprimento
interno (mm) (µL/min) partícula (µm)
entre 1 e 3 ou com
Colunas
1m a 100m 0,01 a 0,5 0,1 a 20 filme líquido ligado
capilares
ao suporte
Colunas
3cm a 10cm 2a6 1000 a 5000 3
rápidas
Convencional
5cm a 30cm 2a6 1000 a 3000 3a5
ou analítica*
Colunas maior que 20 maior que 10 maior que
maior que 10
preparativas cm mm 1000
* tipo de coluna mais amplamente utilizado

Embora muitos métodos via CLAE sejam executados em temperatura ambiente, o


aquecimento da coluna pode ser empregado em alguns métodos. O aumento da temperatura
diminui a viscosidade da FM, resultando em uma eluição mais rápida da amostra, além de
melhorar a reprodutibilidade do método. Do mesmo modo que discutimos em cromatografia
gasosa (CG), em CLAE também devemos ficar atento à temperatura máxima de trabalho da
coluna. Caso contrário, com o aquecimento excessivo, a FE pode degradar, o que diminui
consideravelmente a vida útil da coluna.
Vale lembrar que, assim como na CG, em CLAE, também se utiliza a pré-coluna ou coluna
de guarda.

A pré-coluna apresenta a mesma FE da coluna cromatográfica e é responsável por reter


partículas finas e solutos que se adsorvem fortemente. Em se tratando de uma coluna
empacotada, não podemos cortar a pré-coluna como acontece em CG. Por isso, em CLAE,
a pré-coluna é frequentemente substituída. A função desse dispositivo é a mesma em CG
e CLAE: melhorar a qualidade da análise e preservar a coluna cromatográfica.

Por fim, destaco alguns cuidados com a coluna cromatográfica a fim de preservá-la,
aumentando, assim, sua vida útil:
o Realizar a limpeza da coluna antes de guardá-la, removendo sais e tampões;
o Manter suas extremidades vedadas durante o seu armazenamento, evitando
contaminações da sua FE;
o Evitar mudanças abruptas de pressão e de temperatura e choques mecânicos;
o Usar solventes grau cromatográficos. A soluções utilizadas devem ser filtradas para
evitar a entrada de sólidos suspensos na coluna;

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o Observar o sentido da coluna;


o Utilizar coluna de proteção;
o Manter a solução que atravessa a coluna dentro da faixa de pH indicada pelo fabricante.
Em geral, 2,0 < pH < 8,0 (acima de 8, por exemplo, ocorre a dissolução da sílica). Em
muitos métodos, são utilizadas substâncias tampões para estabilizar o pH dentro de uma
faixa desejável; e
o Evitar precipitações durante a corrida cromatográfica por meio da escolha da FM
adequada.

2.2 – FASE NORMAL E FASE REVERSA

Vimos na aula passada que

Dá se o nome fase normal aos experimentos cromatográficos nos quais se utiliza uma
fase estacionária (FE) de caráter mais polar e uma fase móvel (FM) de caráter mais
apolar. Por outro lado, recebe o nome de fase reversa nas situações em que é
utilizado uma FE de caráter mais apolar e uma FM de caráter mais polar.

A sílica tem sido amplamente utilizada como suporte em colunas cromatográficas devido
a sua boa estabilidade térmica; por ser mecanicamente estável, estar disponível em uma grande
variedade de tamanho de partículas; apresentar elevado número de grupos silanóis 5; e pode
ser facilmente modificada... Pessoal, vamos discutir melhor essa última vantagem da sílica.
Embora a sílica “nua” (sem nenhuma modificação) possa ser utilizada como FE, o mais comum
é que ela seja modificada para se obter uma nova constituição como FE. Observe a equação
genérica abaixo em que o hidrogênio da hidroxila da sílica é substituído por um grupo R, o qual
pode ser vários grupos diferentes. Se R for um grupo mais polar, então teremos uma FE polar e
cromatografia será de fase normal. Por outro lado, se R for um grupo mais apolar, então a FE
será apolar, a qual é normalmente utilizada em fase reversa.

A esse tipo de fase estacionária dá se o nome de fase estacionária quimicamente ligada,


a qual é obtida a partir da reação entre os grupos silanois e os compostos contendo grupos
polares (fase normal) ou apolares (fase reversa). Esses grupos estão ligados covalentemente à
sílica como se vê na figura acima. Na tabela abaixo são apresentados os principais grupos R de
fases polares e fases apolares.

5
Grupos em que há pelo menos uma hidroxila ligada ao silício. Ex: (CH3)3-Si-OH; (CH3)2-Si-(OH)2.

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Fases estacionárias mais comuns6


Fases polares comuns Fases apolares comuns
R = (CH2)3NH2 amino R = (CH2)17CH3 octadecil, C18
R = (CH2)3C≡N ciano R = (CH2)7CH3 octil, C8
R = (CH2)2OCH2CH(OH)CH2OH diol R = (CH2)3C6H5 fenil
R = (CH2)3C6F5 F5-fenil

As fases estacionárias (FE) de baixa polaridade são comumente referidas pela


nomenclatura C + número de carbonos. Por exemplo, C8 é a FE com 8 carbonos; C4, 4 carbonos
e assim por diante. A coluna C18 é, sem dúvida, a mais aplicada em fase reversa, pois permite
desde a separação de substâncias hidrossolúveis e iônicas até substâncias hidrofóbicas.
Precisamos agora estabelecer um paralelo entre fase normal e fase reversa, discutindo
suas principais características, vantagens e desvantagens e em que situações podemos aplicar
uma ou outra. Sistematizei essas informações em forma de tabela, observe abaixo. Essa tabela
não é para ser totalmente decorada, pois muitas das suas informações são deduzíveis. Por
exemplo, se utilizamos uma FE polar, obviamente os compostos apolares eluirão mais
rapidamente (menor tempo de retenção, tR), enquanto os polares ficarão mais tempo retidos
por apresentar maior afinidade com a FE. Se, em outra situação, desejamos eluir mais
rapidamente um soluto apolar através de uma FE apolar, então devemos diminuir a polaridade
da FM. Por meio desse tipo de raciocínio, você conseguirá completar muitas informações da
tabela sem ter que memorizá-las. Beleza? Fica como dica de estudo.

6
HARRIS, Daniel C. Análise Química Quantitativa. Grupo Gen-LTC, 2000.

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Paralelo com as principais características das fases normal e reversa


Fase normal Fase reversa
Fase estacionária De caráter mais polar De caráter mais apolar
Solventes de baixa e média polaridade.
Solventes de média e alta polaridade. Ex:
Ex: hexano, clorofórmio, acetonitrila
Fase móvel água, acetonitrila (ACN), metanol
(ACN), tetrahidrofurano (THF),
(MeOH) e tetrahidrofurano (THF)
isopropanol e metanol (MeOH)
Quais solutos eluem Os mais apolares, já que apresentam
Os mais polares
primeiro? menos afinidade com a FE polar
Como aumentar o
tempo de retenção Diminuindo a polaridade da FM Aumentando a polaridade da FM
de um soluto?
Como diminuir o
tempo de retenção Aumentando a polaridade da FM Diminuindo a polaridade da FM
de um soluto?
Ampla aplicação, podendo ser aplicados
Substâncias insolúveis em água (ex:
tanto para compostos hidrofílicos
Aplicação lipídeos, hidrocarbonetos). Também
(polares e iônicos) quanto para
usado na separação de isômeros.
compostos hidrofóbicos (apolares).
1. Ampla gama de aplicação (separação
de compostos polares e apolares);
2. Maior reprodutibilidade, a qual não é
afetada pela presença de umidade;
1. Estabilidade da coluna em relação à
3. A água pode ser utilizada como FM e é
FM aquosa;
um solvente muito barato;
2. Muitas substâncias orgânicas são mais
4. Os modificadores mais utilizados
solúveis em FM apolar;
Principais vantagens (metanol e acetonitrila) são de fácil
3. Aplicável a amostras incompatíveis
obtenção;
com água; e
5. Ordem de eluição mais facilmente
4. Versatilidade satisfatória obtida por
previsível;
meio de alterações da FE e/ou FM.
6. Eluição em gradiente facilitada
(estudaremos esse tópico a seguir); e
7. Menor ocorrência de adsorção
irreversível.
1. Ruim para separar compostos iônicos;
2. Eluição mais demorada devido a maior
força de interação entre solutos e FE; Exatamente por praticamente não
Principais 3. Baixa resolução; apresentar desvantagens que a fase
desvantagens 4. Custo elevado dos solventes orgânicos; reversa corresponde a maioria das
e aplicações.
5. Maior tendência a formação de caldas
(distorção do pico).

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Em fase normal, a utilização de agentes de supressão iônica melhora a resolução


cromatográfica. São normalmente utilizados ácidos acético ou fórmico para análise espécies
ácidas; e amônia ou trietilamina para a análise de espécies com caráter básico.
Eu prefiro sempre que você entenda um dado efeito do que você o decore. Portanto,
vamos lá! Como o próprio nome diz, esses agentes são responsáveis por diminuir a
concentração de espécies iônicas. Ao adicionar um ácido acético a um meio, estamos
aumentando a concentração de H+ e esse aumento desloca o equilíbrio (apresentado abaixo) do
outro ácido HA, que é nosso analito, para a esquerda, ou seja, para a forma não iônica HA em
detrimento da concentração de A-. O raciocínio análogo explica a supressão iônica para espécies
básicas. Havendo menos espécies iônicas, a passagem por uma coluna polar será mais rápida.
HA  H+ + A-

08- (FGV - Tecnologista em Saúde - Farmacocinética - FIOCRUZ - 2010) O sucesso de uma


análise cromatográfica depende, fundamentalmente, da coluna escolhida conforme a natureza
das substâncias que se deseja determinar. As colunas de fase reversa são as mais utilizadas na
separação por CLAE. Não é correto afirmar, sobre as colunas de fase reversa, que:
a) são colunas de fase ligada.
b) a retenção pode ser aumentada, reduzindo a polaridade da fase móvel.
c) a polaridade da fase móvel utilizada é alta.
d) a amostra mais polar, elui mais rapidamente.
e) as do tipo C18, C8 e C2 são exemplos.
Comentários:
Letra A: correta. Podemos ter coluna de fase reversa, cuja fase estacionária seja líquida e esteja
ligada ao suporte.
Letra B: incorreta. Em fase reversa, a retenção é diminuída, reduzindo a polaridade da fase
móvel ou, em outras palavras, aumentado sua apolaridade. Nesse caso, a fase móvel mais
apolar compete com a fase estacionária (FE) na interação com moléculas apolares, o que acaba
diminuindo a interação dessas substâncias com a FE, o que resulta em uma maior velocidade
de eluição.
Letra C: correta. Em fase reversa, a fase estacionária (FE) é apolar e FM, polar.
Letra D: correta. Em fase reversa, a FE é apolar e, por isso, solutos mais polares eluem mais
rapidamente.
Letra E: correta. As colunas C18, C8 e C2 são exemplos utilizados em fase reversa, em que o
número indica a quantidade carbono da fase estacionária.
Resposta: letra B

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Eluição em cromatografia iônica: um caso à parte

Precisamos examinar em mais detalhes, como se dá a eluição em cromatografia iônica. A fase


estacionária será uma resina trocadora de íons, pois vai receber um íon e liberar outro de mesma
carga. Portanto, podemos a fase estacionária (FE) serão grupos aniônicos ou catiônicos imobilizados
(–SO3- ou –N(CH3)3+). Diante dessas informações, como podemos prever a ordem de eluição? Para
tanto, devemos considerar duas regras:
1. O fator principal de atração entre os íons analitos e a FE é a sua carga. Quanto maior a carga,
mais fortemente se ligará à FE. Por exemplo, se tivermos uma resina de troca catiônica (FE)
do tipo –SO3-, o cátion Ca2+ por ser bivalente será mais fortemente atraído pela FE do que o
Na+ que é monovalente, já que, quanto maior a carga dos íons, maior será a atração
eletrostática;
2. Caso dois íons apresente a mesma carga, aí devemos considerar fatores menos diretos como
polarizabilidade e grau de hidratação. No caso da polarizabilidade, basta lembrarmos que está
diretamente relacionado ao raio do íon, quanto maior o seu raio, mais polarizável (mais sua
nuvem de elétrons pode ser distorcida pela aproximação de outro íon). Por exemplo, o
fluoreto (F-), que tem raio menor, é menos polarizável que o cloreto (Cℓ-), que tem raio maior.
Sendo assim, em uma cromatografia iônica, os haletos apresentarão a seguinte ordem de
eluição: I-, Br-, Cℓ- e F-.
Considerando esses dois aspectos, que não são seguidos exatamente à risca, segue a ordem
de eluição de alguns cátions e ânions:
Cátions:
Li+, H+, Na+, K+, NH4+, Rb+, Cd2+, Be2+, Cs+, Ag+, Mn2+, Mg2+, Zn2+, Cu2+, Ni2+, Co2+, Ca2+, Sr2+, Pb2+, Ba2+,
Aℓ3+, Fe3+, Th4+.
Ânions:
F-, OH-, Cℓ-, Br-, I-, acetato-, MoO42-, PO43-, NO3-, tatarato2-, citrato3-, CrO42-, SO42-.

2.3 – TIPOS DE ELUIÇÃO

Frequentemente os solventes utilizados como fase móvel (FM) são comparados pela a
sua força eluente ou força de eluição.

A força de eluição é a capacidade da FM de conduzir os solutos através da fase


estacionária em um menor tempo, ou seja, com um menor tempo de retenção.

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Um solvente mais polar apresentará maior força de eluição em fase normal (FE polar).
Por outro lado, um solvente mais apolar apresentará maior força de eluição em reversa (FE
apolar). Não confunda isso. Esquematizo abaixo para facilitar a revisão.

Comparando força de eluição de solventes polar e apolar nas fases normal e reversa

FM Fase normal Fase reversa


Polar Maior força de eluição Menor força de eluição
Apolar Menor força de eluição Maior força de eluição

A eluição pode ser realizada de duas maneiras:


Eluição isocrática: realizada utilizando FM com composição constante, que pode ser um único
solvente ou uma mistura de solventes com proporções constantes do início ao fim da corrida
(análise) cromatográfica; e
Eluição por gradiente: a proporção entre os solventes da FM é alterada de maneira contínua. Por
exemplo, suponhamos um FM formada pelos solventes A e B. Em uma eluição com gradiente, o
solvente A pode ter sua proporção aumentada no misturador, enquanto a participação do solvente
B é diminuída, durante a corrida cromatográfica. Esse tipo de eluição é muito apropriado em casos
em que a eluição a uma proporção constante é muito demorada para alguns solutos. Essa estratégia
possibilita que a polaridade da FM seja alterada durante a eluição, melhorando, em muitos casos, a
resolução e resultando em picos mais finos.

Observe na figura abaixo, a diferença de um cromatograma obtido por eluição isocrática


e o cromatograma para a mesma amostra, por eluição por gradiente. O tempo total da corrida
necessário para eluir os 11 componentes diminuíram de aproximadamente 16 min para menos
de 10 min, ao substituir a eluição isocrática pela eluição por gradiente. Além disso, nota-se que
os picos ficaram mais finos, o que melhora a resolução da análise.

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Eluição isocrática Eluição por gradiente

Comparação entre eluição isocrática e eluição por gradiente.

Segue abaixo os parâmetros de um método por gradiente apenas como exemplo:


 Coluna C18, L: 20 cm, : 4,5 mm;
 Gradiente linear: 20 a 90% de acetonitrila (ACN), 45’’;
 Fluxo da FM: 2,0 mL/min;
 Volume de injeção: 20 µL de amostra.
No exemplo acima, a concentração de ACN será elevada de 20 a 90% no intervalo de 45
segundos. A complementação dos 100%, nesse caso, será realizada com água. Então, se a um
dado instante a concentração de ACN for 75%, então 25% será água. O gradiente aplicado foi
linear, ou seja, a concentração aumenta de forma linear com o tempo. Outros tipos de gradiente
podem ser aplicados para obter melhores resultados. Existem métodos que misturam os dois
tipos de eluição, realiza o gradiente por um período, depois torna constante (isocrática) a
proporção entre os solventes. Para fins de prova, você deve considerar o seguinte:

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Houve variação da proporção entre os solventes?


Se sim  eluição por gradiente
Se não  eluição isocrática

Abaixo dois exemplos de eluição por gradiente. Na figura (a), tem-se um gradiente linear
em que a concentração de um dado solvente é elevada de 5 a 95%. Na figura (b), tem-se também
uma eluição por gradiente, mas com intervalo isocrático mantendo a concentração em 40% por
um certo período. Ainda na comparação das figuras (a) e (b), nota-se que houve uma melhor
separação na figura (b).

(a) Eluição por gradiente linear

(b) Eluição por gradiente com intervalo isocrático

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2.4 – DETECTORES PARA CLAE OU HPLC

Assim como acontece em cromatógrafos gasosos, em CLAE, o detector é o componente


que gera um sinal elétrico proporcional à quantidade de mols de analito que chega até
ele. Após a separação ocorrida na eluição pela coluna cromatográfica, cada constituinte
chega separadamente ao detector e tem seus respectivos sinais detectados e
monitorados. Respeitados os limites inferior e superior de concentração, em CLAE, a área
do pico também é diretamente proporcional à concentração, de modo que é possível
estabelecer uma equação linear que correlacione área do pico (variável y) com a
concentração (variável x), chamada reta de calibração.

Podemos destacar algumas características desejáveis para detectores:


o fornecer, em uma ampla faixa, área diretamente proporcional à quantidade de mols
(linearidade);
o elevada sensibilidade;
o boa capacidade de identificação e quantificação de substâncias;
o estabilidade de leitura e boa precisão;
o robustez em relação a variações de temperatura, de pressão e de fase móvel;
o elevada especificidade em relação ao analito;
o de fácil operação e manutenção; e
o não ser destrutivo (não destruir a amostra analisada).

Os principais detectores utilizados em cromatógrafos líquidos (CLAE) são:


o Espectrofotômetros UV-VIS (espectroscopia de absorção molecular);
o Detector de Fluorescência (espectroscopia de emissão molecular);
o Detector por espalhamento de luz;
o Detectores eletroquímicos (ex: amperométrico, condutométrico, polarográfico e
potenciométrico, detector sensível à constante dielétrica);
o Detector de índice de refração; e
o Espectrômetro de massa.

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Apresento abaixo um quadro comparativo da sensibilidade dos diferentes detectores e


na sequência falaremos um pouquinho sobre alguns deles.

Quadro comparativo da sensibilidade de diferentes detectores7


Detector Limite de detecção (ng)
UV-VIS 0,1-1,0
Fluorescência 0,001-0,01
Espalhamento de luz 0,1-1
Eletroquímico 0,01-1
Índice de refração 100-1000
Espectrometria de massa 0,1-1

2.4.1 – DETECTORES ESPECTROFOTOMÉTRICOS

Detectores espectrofotométricos são os mais utilizados em CLAE e englobam os


detectores UV-VIS e os por fluorescência. A diferença básica entre ambos:
 UV-VIS: baseia na absorção de radiação eletromagnética pelas espécies analisadas.
 Fluorescência: baseia na emissão de radiação eletromagnética pelas espécies analisadas.
Outra diferença é que, conforme tabela acima, detectores por fluorescência são muito
mais sensíveis que detectores UV-VIS (NOTA: explico o motivo dessa diferença em nossa aula
sobre espectroscopia UV-VIS, não deixe de revisá-la. Nela discuto de forma mais aprofundada o
funcionamento dos detectores espectrofotométricos).
Em uma rápida revisão de nossa aula sobre espectroscopia UV-VIS, destaco cinco
componentes (ilustrados na figura abaixo) principais dos equipamentos espectroscópicos: (1)
uma fonte emissora de radiação eletromagnética; (2) um seletor de comprimento de onda que
permite a passagem apenas da faixa da luz de interesse para a análise; (3) um recipiente para
amostra; (4) um detector que transforma o sinal luminoso em corrente elétrica; e (5) um
processador eletrônico associado a um display de saída de sinal, que, nos equipamentos atuais,
pode ser um microcomputador configurado com o software do equipamento.

Componentes principais de um espectrofotômetro de absorção molecular UV-VIS

7
HARRIS, Daniel C. Química analítica quantitativa. Rio de Janeiro: LTC Editora, p. 469, 2001.

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Os detectores UV-VIS e por fluorescência para CLAE apresentam a mesma configuração


acima com uma única diferença, como a análise é em fluxo, há uma célula de fluxo, ilustrada
abaixo, no lugar da cubeta.

Célula de leitura em fluxo (dispositivo que substitui a cubeta de um espectrofotômetro convencional). O


sinal luminoso chega e deixa a célula de leitura por meio de fibras ópticas. A amostra entra e sai da célula
por meio de capilares.

Em exercícios sobre espectroscopia ou cromatografia, pode lhe ser cobrado os tipos de


fontes utilizados. Relembro abaixo as principais fontes e respectivas aplicações. Não julgo
necessário memorizar as faixas exatas de emissão, pois nunca vi ser cobrado especificamente
essa informação.

Fontes contínuas utilizadas na espectroscopia molecular UV-VIS


Faixas de emissão de
Aplicação em espectroscopia
luz (nm)
Lasers Fluorescência
Lâmpada de xenônio 250-600 Fluorescência
Lâmpada de hidrogênio
160-380 UV-VIS
(H2) e de deutério (D2)
Lâmpada de tungstênio 350-2200 VIS e infravermelho próximo
Lâmpada de
240-2500 UV, VIS e infravermelho próximo
tungstênio/halogênio
*Fonte: Skoog, 2006.

O pré-requisito para a utilização do detector UV-VIS é a presença de cromóforos (grupos


orgânicos insaturados e absorventes de radiação UV-VIS) no composto a ser analisado. Por
outro lado, para se utilizar a fluorescência é necessário que o analito, após ser excitado pela
fonte, emita luz fluorescente.

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A maioria dos compostos não apresentam fluorescência. Por isso, o uso do detector por
fluorescência é potencializado pelo processo chamado derivatização que ocorre no pós coluna
(depois dos compostos passarem pela coluna). A derivatização consiste em ligar covalentemente
grupos fluorescentes ao analito. Desta forma, o produto formado entre o analito e o grupo ligado
passa a apresentar fluorescência, viabilizando a determinação do analito por meio desse tipo de
detector.

A maioria dos detectores UV-VIS utilizados são do tipo monocanal, ou seja, detectam em
apenas um comprimento de onda por vez. No entanto, chamo a atenção para um tipo de detector
UV-VIS muito especial, o Arranjo de Diodos (diode array detector- DAD), que é do tipo
multicanal (= detecção de vários comprimentos de onda ao mesmo tempo). A detecção
simultânea de toda faixa espectral pelo DAD permite a aquisição rápida de varreduras
espectrais e a análise de várias espécies químicas simultaneamente. Além disso, pode-se
eliminar a necessidade de um monocromador. Esse tipo de detector é muito utilizado em
espectroscopia de absorção molecular UV-VIS e em espectroscopia de fluorescência.

Por fim, podemos destacar as seguintes vantagens dos detectores espectrofotométricos:


o sensibilidade entre satisfatória (UV-VIS) e elevada (fluorescência);
o não destrutivo;
o ampla faixa linear; e
o permite a utilização da eluição por gradiente.

2.4.2 – DETECTOR POR ESPALHAMENTO DE LUZ

Baseia-se no espalhamento da luz oriundo de um laser ao interagir com partículas


(sólidos) do soluto. Mas como essas partículas são formadas se estamos trabalhando com
uma solução líquida? No detector, ocorre a nebulização do eluato (FM + soluto), seguida
da evaporação do solvente em um tubo aquecido, formando então partículas sólidas do
soluto. Por isso, o analito precisa ser menos volátil que o solvente utilizado como FM. Vale
lembrar que o espalhamento não tem relação com a estrutura química do soluto, apenas
com a massa do mesmo. Quanto maior o espalhamento de luz, maior a massa de analito
presente.

Esse tipo de detector é utilizado principalmente na análise de lipídeos.

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Vantagens:
o detecta muitos tipos de substâncias; e
o permite a utilização da eluição por gradiente.

2.4.3 – DETECTOR DE ÍNDICE DE REFRAÇÃO

Sua detecção baseia-se na variação do índice de refração no momento em que o analito


passa pelo detector. A fase móvel (FM), em uma eluição isocrática, apresenta índice de
refração constante. Por isso, no momento em que qualquer soluto chega junto com a FM
ao detector, haverá uma variação do índice de refração que é correlacionada com a
quantidade de mols do soluto. Esse princípio viabiliza a detecção de praticamente todas
as substâncias.

Vantagens:
o detecta quase toda as substâncias (do tipo universal); e
o não destrutivo.
Desvantagens:
o baixa sensibilidade; e
o não permite eluição por gradiente, já que a variação da proporção dos solventes
produziria uma variação do índice de refração não associado à presença do soluto.

2.4.4 – DETECTOR ELETROQUÍMICO

Sua detecção baseia-se na oxidação ou redução dos analitos. No detector, o potencial é


mantido a um valor constante em relação a um eletrodo de referência, a exemplo do
eletrodo Ag|AgCl. Quando os solutos passam pelo eletrodo de trabalho, eles são oxidados
ou reduzidos, a depender de suas características, e é, então, produzida uma corrente
elétrica, a qual é correlacionada com a massa do analito.

Esse tipo de detector só é aplicável a compostos que podem ser oxidados ou reduzidos, a
exemplo de peróxidos, cetonas, aldeídos, nitrilas conjugadas, compostos aromáticos
halogenados, dentre outros.
Para finalizarmos o estudo dos detectores para CLAE, relembro que não abordaremos a
técnica espectrometria de massa na aula de hoje. Por enquanto, você deve se lembrar que a
principal vantagem do detector por espectrometria de massa é a sua capacidade de não apenas
quantificar, mas também identificar as diversas substâncias presentes na amostra, de forma
confiável.

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9- (VUNESP - Químico - SAAE-SP - 2014) Diquat e paraquat são herbicidas utilizados para
controlar o crescimento excessivo de vegetação aquática. São sólidos cristalinos, de cor branca
amarelada, muito solúveis em água, de ponto de fusão acima de 180 °C.
A figura apresentada a seguir mostra resultados da separação desses herbicidas em amostras
de água, previamente limpas e concentradas, com detecção por espectroscopia no UV, a 257
nm (paraquat) e 308 nm (diquat).

De acordo com essas informações, é correto afirmar que a figura indica que a técnica
empregada na separação dos herbicidas é
a) cromatografia a gás.
b) cromatografia líquida de alta eficiência.
c) espectroscopia na região do ultravioleta.
d) ressonância magnética nuclear unidimensional.
e) cromatografia em camada delgada bidimensional.
Comentários: questão um pouco difícil, já que, a partir das informações apresentadas, os
herbicidas diquat e paraquat poderiam ser separados e quantificados tanto pela cromatografia
a gás quanto pela cromatografia líquida de alta eficiência. Apesar da amostra se apresentar no
estado sólido, poderíamos solubilizá-la em um solvente adequado, injetá-la em um
cromatógrafo gasoso e o forno seria responsável pelo seu aquecimento e evaporação,
permitindo a eluição da amostra pela coluna cromatográfica. Vale lembrar que, em geral, os
fornos alcançam, com boa estabilidade, temperaturas de até 400°C. Essa temperatura pode ser
suficiente para evaporar os herbicidas presentes. E agora? Como identificarmos a alternativa
correta entre letras A e B? O candidato deveria se atentar para o tipo de detector utilizado.
Detectores por espectroscopia UV-VIS (comprimento de onda entre 160 e 780nm) são
utilizados em cromatografia líquida de alta eficiência.
Resposta: letra B

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10- (FDRH - Perito Químico Forense - Química - IGP-RS - 2008) Para o desenvolvimento de uma
metodologia cromatográfica para determinação quantitativa de fluoxetina em um fluido
biológico, uma vez extraído o analito, é aconselhável determiná-lo por
a) cromatografia gasosa, com detector de condutividade térmica, tendo em vista sua elevada
sensibilidade e seu caráter não-destrutivo e universal.
b) cromatografia líquida, com detector de índice de refração, tendo em vista sua elevada
sensibilidade e seu caráter não-destrutivo e universal.
c) cromatografia gasosa, independente do detector, porque sua quantificação está na
dependência da escolha da coluna adequada.
d) cromatografia líquida, com detector UV, tendo em vista a labilidade térmica e as
características estruturais da molécula.
e) cromatografia gasosa, com detector de ionização de chama, tendo em vista a estabilidade
térmica e as características constituintes da molécula.
Comentários: para a correta definição da melhor técnica a ser utilizada, em geral, se faz
necessário algum conhecimento sobre o analito. Por isso, quando a banca pretende cobrar
análises específicas de algumas substâncias, isso é constado no edital. Mesmo assim, se o
candidato lembrasse que fluoxetina é um medicamento, já seria suficiente para acertar a
questão. Em geral, princípios ativo de medicamentos apresentam baixa resistência térmica (se
decompõe facilmente com o aumento da temperatura) e, por isso, são analisados por
cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) que permite uma separação cromatográfica a
temperatura ambiente. Além disso, os princípios ativos são em geral substâncias orgânicas que
apresentam insaturações, sendo, na maioria das vezes, possível a determinação por detector
UV, que é o mais amplamente utilizado em sistema CLAE.
Resposta: letra D

11- (CESGRANRIO - Técnico de Projetos, Construção e Montagem Júnior - Petrobras - 2010)


Os detectores de cromatografia líquida são de dois tipos: de propriedades universais e de
propriedades do soluto. Qual detector NÃO corresponde a um detector de HPLC
(Cromatografia Liquida de Alta Resolução)?
a) RMN (Ressonância Magnética Nuclear).
b) Espectrometria de Massa.
c) FTIR (Infravermelho com Análise de Fourier).
d) Índice de Refração.
e) Condutividade.
Comentários: o detector por RMN é o único dentre os apresentados que não é utilizado em
HPLC.
Resposta: letra A

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12- (FUNIVERSA - Perito Criminal - Biológicas - PC-DF - 2012) A química analítica está presente
em diversas áreas do conhecimento, como, por exemplo, na biologia, na física, nas
engenharias, na agricultura e em outras. A sua grande aplicação está na determinação de
resíduos contaminantes do meio ambiente, dos alimentos, etc.
Considerando o texto, assinale a alternativa correta.
a) A cromatografia líquida de alta eficiência é usada, principalmente, para a determinação de
compostos voláteis.
b) A pré-coluna é empregada para facilitar a entrada da amostra no injetor automático de um
cromatógrafo líquido.
c) A fase estacionária mais comum utilizada nas colunas para cromatografia líquida é a C-18,
que contém um grupo alquil de 18 carbonos ligado à superfície da sílica.
d) Os detectores de UV/visível e fluorescência são os mais indicados para a cromatografia
gasosa.
e) A escolha da fase móvel, na cromatografia líquida, independe do tipo de analito que se
pretende quantificar.
Comentários:
Letra A: incorreta. Compostos voláteis são normalmente analisados por cromatografia gasosa.
Letra B: incorreta. As principais funções da pré-coluna são: melhorar a qualidade da análise e
preservar a coluna cromatográfica. Isso porque a pré-coluna apresenta a mesma FE da coluna
cromatográfica e é responsável por reter partículas finas e solutos que se adsorvem
fortemente.
Letra C: correta. Conforme estudamos, a coluna C18 é, sem dúvida, a mais aplicada em fase
reversa, pois permite desde a separação de substâncias hidrossolúveis e iônicas até substâncias
hidrofóbicas.
Letra D: incorreta. Os detectores de UV/visível e fluorescência são utilizados em cromatografia
líquida e não em cromatografia gasosa.
Letra E: incorreta. A fase móvel (FM) deve ser capaz de eluir (“carregar”) os constituintes da
amostra até o final da coluna cromatográfica. Por isso, a escolha da FM é muito dependente
do tipo de analito.
Resposta: letra C

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2.5 – ESCOLHA DO TIPO DE CROMATOGRAFIA LÍQUIDA

Estudamos na aula passada a cromatografia pode ser classificada quanto ao mecanismo


de interação entre os componentes da amostra (solutos) e a fase estacionária (FE). Um outro
modo de analisar a questão, mas que nos leva ao mesmo resultado, é dizer que a cromatografia
pode ser classificada quanto ao tipo de FE utilizada, conforme apresentado na tabela abaixo.
Além dos tipos estudados na aula passada, apresento mais um tipo muito específico, mas que
pode aparecer em sua prova, a cromatografia quiral.

Tipos de cromatografia segundo FE e mecanismo de ação


Fase estacionária Mecanismo de ação
Baseia-se na adsorção dos solutos
Cromatografia de adsorção Sólida
(componentes) sobre a superfície da FE
Líquida ligado covalentemente a
O soluto está em equilíbrio entre a FE e FM
um suporte sólido, o qual
e, nesse caso, diferentemente da
Cromatografia de partição geralmente é SiO2. Pode ser
cromatografia de adsorção, o soluto é
também apenas um líquido sem a
absorvido pela FE líquida.
presença do suporte sólido.
Sólida, na forma de resina. Grupos
Os íons da amostra interagem
Cromatografia de troca aniônicos e catiônicos, a exemplo
eletrostaticamente com a FE, permitindo a
iônica de –SO3- ou –N(CH3)3+, estão
separação dos mesmos.
ligados covalentemente ao suporte
Os solutos maiores atravessam a coluna mais
Cromatografia de exclusão Gel poroso, em que seus poros são rapidamente e as moléculas menores
molecular (cromatografia de suficientemente pequenos para permeiam o gel e por isso demoram mais
filtração em gel ou excluírem os solutos que tempo para eluirem da coluna. O processo
permeação em gel) apresentam moléculas maiores. de separação é físico e pode ser comparado
a um peneiramento.
Molécula ou grupo ligado
covalentemente à FE. Esse tipo de Interações específicas entre o soluto e uma
FE é muito específico porque molécula ou grupo que se encontra ligado
Cromatografia de afinidade interage seletivamente com apenas covalentemente à FE. Esse tipo de
uma substância ou um grupo muito cromatografia é muito utilizado em análise
restrito delas. de proteínas.

Ocorre interação muitíssimo específica, pois


o agente de resolução quiral reconhece a
natureza quiral do soluto, sendo capaz de
Agente de resolução (separação)
separar os enantiômetros R e S. Ou seja, é
Cromatografia quiral quiral imobilizados sobre um
capaz de separar dois compostos que
suporte sólido
apresentam mesma fórmula molecular e se
diferem apenas em relação a orientação
espacial dos ligantes do carbono quiral.

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A escolha do tipo de cromatografia líquida dependerá de alguns fatores como


disponibilidade de solventes, tipo de analito e qual o objetivo da análise. Em linhas gerais,
dizemos que compostos apolares são melhor separados por cromatografia por adsorção e, no
outro extremo, os compostos iônicos são melhor separados por cromatografias iônicas. Entre
os dois extremos, existe uma imensidão de analitos que podem ser analisados por cromatografia
por partição, em fases reversas ou normal. A cromatografia por partição apresenta
características intermediárias e, por isso, em muitos casos, pode ser aplicada a analitos apolares
e também iônicos. Se fizermos a análise quanto ao tamanho das moléculas, tem-se que a
cromatografia por exclusão será mais indicada para pesos moleculares elevados. O gráfico
abaixo traz uma visão geral de como podemos nos basear na polaridade e no peso
molecular para a escolha do tipo de cromatografia.

Como escolher o tipo de cromatografia baseado na polaridade e peso molecular dos analitos 8

8
Adaptado de SKOOG, D. A. et al. Fundamentos de Química Analítica, Editora Thomson, tradução da 8ª
edição, 2006.

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13- (CETRO - Especialista em Regulação - Vigilância Sanitária - ANVISA - 2013) A figura e a


tabela abaixo mostram, respectivamente, o cromatograma e os resultados da análise de uma
amostra em cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Para atender à faixa de
sensibilidade do método, a amostra, após tratamento adequado, foi diluída duas vezes. A
coluna empregada foi de troca catiônica, e empregou-se fase móvel aquosa.

De acordo com esses dados, é correto afirmar que a(s)


a) substância 5 é a mais apolar.
b) substância 3 é menos polar do que a substância 1.
c) concentrações das substâncias 1 e 2 na amostra são iguais, sendo seu valor igual a 10g/L.
d) substância em maior concentração na amostra original é a 2.
e) substância em maior concentração na amostra original é a 4.
Comentários:
Letra A: incorreta. Colunas iônicas (catiônicas ou aniônicas) retém mais os compostos iônicos
e polares. Portanto, quanto mais rápido eluir um dado composto, mais apolar ele será. A
substância 5 é a que mais demorou a eluir e, por isso, é a mais iônica ou polar.
Letra B: incorreta. Pela posição do pico referente a substância 3, nota-se que sua polaridade é
intermediária.
Letra C: incorreta. Alternativa polêmica, pois, se as áreas das substâncias 1 e 2 são iguais às
respectivas áreas dos padrões. Então, poderíamos dizer que a concentração das amostras é a
mesma dos respectivos padrões, 10g/L para ambos. Entretanto, a banca considerou essa
alternativa com incorreta. Entendo que ela fez esse julgamento porque devemos descontar a

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concentração de uma prova em branco para encontrarmos a concentração real em uma


amostra.
Letra D: incorreta. Conforme vimos, a concentração é diretamente proporcional à
concentração. Desta forma, podemos calcular a concentração da amostra 2, tendo como
referência a concentração do padrão, por meio da regra de três abaixo:
120 (área padrão)___________10 g/L
120 (área amostra)__________ x
x ≈ 10 g/L
Vamos considerar essa concentração como um valor aproximado porque não sabemos a
concentração da prova em branco. Fazendo o mesmo para amostra 3, temos:
50 (área padrão)________ 5 g/L
80 (área amostra)_______ x
x ≈ 8 g/L
Repetindo o procedimento para todas as amostras, obtemos os resultados apresentado na
tabela abaixo:

Como se vê na tabela acima, a substância 3 apresenta a menor concentração e 4, a maior.


Letra E: correta. Conforme demonstrado na letra D.
Resposta: letra E

14- (IBFC - Perito Criminal - Área 2 - Polícia Científica - PR - 2017) Cromatografia líquida é uma
técnica cromatográfica na qual a fase móvel é um líquido. Analise os mecanismos abaixo
indicados e assinale a alternativa que corresponde ao número de mecanismos pelos quais se
separam os solutos em cromatografia líquida.
I. Cromatografia de adsorção.
II. Cromatografia de partição.
III. Cromatografia de troca iônica.
IV. Cromatografia de exclusão por tamanho.
V. Cromatografia de afinidade.

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Assinale a alternativa correta:


a) Um mecanismo
b) Dois mecanismos
c) Três mecanismos
d) Quatro mecanismos
e) Todos os mecanismos
Comentários: conforme estudamos, todos os mecanismos apresentados são utilizados em
separações cromatográficas.
Resposta: letra E

3 – LISTA DE EXERCÍCIOS COMENTADOS


15- (CESPE | CEBRASPE - Perito Criminal Federal - PF - 2018) A cromatografia é um método físico-
químico de separação, identificação e quantificação de componentes de uma mistura e seu uso é
difundido em diversas áreas, inclusive na área forense. Tendo em vista que esse método pode ser
executado de diferentes maneiras, julgue o seguinte item.
O estado físico da fase estacionária define as cromatografias gasosa, líquida e supercrítica.
Comentários: o que diferencia as cromatografias gasosa, líquida e supercrítica é o estado físico da
fase móvel, sendo, respectivamente, estado gasoso, estado líquido e fluido supercrítico. Além disso,
vale lembrar que as cromatografias podem ser classificadas de acordo com o mecanismo de
interação entre os componentes da amostra e a fase estacionária. Esse mecanismo pode ser
adsorção, partição, troca iônica, exclusão molecular, afinidade e quiralidade. Outro modo de
classificarmos a cromatografia é pelo tipo de fase estacionária e não pelo seu estado físico. Por
exemplo, podemos ter fase estacionária sólida nas cromatografias por afinidade, por quiralidade,
por troca iônica e por adsorção.
Resposta: errado

16- (CETRO - Especialista em Regulação - Vigilância Sanitária - ANVISA - 2013) Na cromatografia


quiral, o modelo de “interação de três pontos" entre enantiômeros e o seletor quiral parte do
princípio que são necessárias três interações simultâneas entre um dos enantiômeros e o seletor
quiral, sendo que pelo menos uma delas deve ser dependente da estereoquímica do analito. Os
principais tipos de interações, responsáveis pela discriminação entre os enantiômeros de um analito
e o seletor quiral, podem exibir diferentes intensidades.
Fonte: Lourenço et al. “Fases estacionárias quirais para cromatografia líquida de alta eficiência", Quím. Nova, Vol. 33. Adaptado.

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Dessa forma, é correto afirmar que são consideradas interações muito fortes a interação:
a) coulômbica, a ligação de hidrogênio e a interação estérica.
b) coulômbica, a interação p-p e o íon-dipolo.
c) dipolo-dipolo, o íon-dipolo e a interação dipolo-dipolo induzido.
d) dipolo-dipolo, a interação dipolo-dipolo induzida e a dispersão de London.
e) estérica, a ligação de hidrogênio e a dispersão de London.
Comentários: como vimos na aula passada, as forças coulômbica (ocorrida na presença de espécies
iônicas) e a ligação de hidrogênio estão entre as mais fortes. Além disso, podemos classificar a
interação estérica (tipo de interação espacial muito específico entre o analito e o sítio ativo) como
ligação forte. Os demais tipos de força apresentados são de força intermediária ou fraca.
Resposta: letra A

17- (FUMARC - Analista de Saneamento - Químico - COPASA - 2018) Ao analisar um cromatograma,


três aspectos devem ser observados:
• Resolução: separação real dos picos.
• Seletividade: posição relativa dos picos.
• Eficiência: capacidade de eluição com o mínimo de dispersão.
Considere o cromatograma:

Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-5-Exemplo-de-um-cromatograma-doextrato-
de-permetrina-obtido-do-tecido com_fig5_281496769
Se classificarmos a resolução (boa ou má), seletividade (boa ou má) e eficiência (boa ou má), a parte
assinalada com um círculo é, respectivamente:
a) boa, boa, boa.
b) boa, má, boa.
c) má, boa, má.
d) má, má e má.

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Comentários: na região assinalada do cromatograma, percebemos que há sobreposição de pelo


menos dois picos, configurando má resolução e má seletividade. Além disso, nota-se um certo
alargamento do pico (formação de cauda) e, portanto, a eficiência também é ruim.
(resolução: má, seletividade: má), além de um certo alargamento (formação de cauda).
Respostas: letra D

18- (FGV - Analista de Saneamento - Engenharia Químico - COMPESA - 2018) A cromatografia iônica
“refere-se a métodos modernos e eficientes de separação e determinação de íons com base em
resinas trocadoras de íons”.
SKOOG, D. A.; KOLLER, F. J.; NIEMAN, T. A. Princípios da Análise Instrumental. 5ª ed. Porto Alegre:
Bookman, 2002.
Com relação aos princípios da técnica de cromatografia iônica, assinale V para a afirmativa
verdadeira e F para a falsa.
( ) Íons monovalentes ficam retidos na coluna de troca iônica mais fortemente que íons polivalentes.
( ) Resinas trocadoras de cátions comuns exibem sítios ativos que contém grupos ácidos sulfônicos
ou carboxílicos.
( ) A ordem de eluição em colunas trocadoras de ânions esperada para os haletos é F- , Cl- , Br- , I- .
Segundo a ordem apresentada, as afirmativas são, respectivamente,
a) V - V - V.
b) V - F - V.
c) F - V - V.
d) V - V - F.
e) F - F - F.
Comentários:
1ª Afirmativa: falsa. A força eletrostática de atração entre íons de carga oposta é diretamente
proporcional ao produto de suas cargas, segundo a Lei de Coulomb. Sendo assim, quanto maior a
carga dos íons, maior será o tempo de retenção em uma coluna iônica.
2ª Afirmativa: verdadeira. Conforme estudamos, resinas catiônicas apresentam grupos aniônicos
ligados, a exemplo de ácidos sulfônicos ou carboxílicos, capazes de reter cátions.
3ª Afirmativa: verdadeira. Em se tratando de ânions de mesma carga, o tempo de eluição dependerá
de fatores não tão diretos como polarizabilidade e grau de hidratação. Sendo assim, entre os de
mesma carga, íons com maior raio são, em geral, mais polarizáveis e se ligam mais fortemente à fase
estacionária. Por isso, para haletos a ordem de eluição é F- (mais rápido), Cl-, Br-, I- (mais demorado).
Respostas: letra C

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19- (IF-CE - Técnico de laboratório - Química - IF-CE - 2017) Na América Latina, a cromatografia tem
início na década de 1950, com os trabalhos pioneiros de Rêmolo Ciola, que se desenvolveram em
função da demanda de produtos para a nova indústria petroquímica. Sobre cromatografia, é
incorreto dizer-se que
a) se uma banda cromatográfica permanece por um largo período dentro de uma coluna de
separação, tenderá a difundir-se em todas as direções, produzindo um alargamento da banda.
b) na cromatografia gasosa, utilizando-se colunas capilares, pode-se injetar maior quantidade de
amostra, porém, neste tipo de coluna, tem-se maior tempo de retenção e menor resolução.
c) um prato teórico corresponde a uma etapa de equilíbrio da substância entre a fase estacionária e
a fase móvel, portanto, quanto maior o número de pratos teóricos maior será a eficiência (picos mais
estreitos).
d) na cromatografia líquida, ao se empregar colunas fechadas que contêm partículas muito finas que
proporcionam separações muito eficientes, a resistência da vazão da fase móvel é aumentada
significativamente. Por esta razão, é necessário empregar sistemas de bomba de alta pressão.
e) no bombeamento isocrático, a composição da fase móvel é mantida constante durante toda a
análise cromatográfica.
Comentários:
Letra A: correta. Quanto maior o tempo de retenção de um determinado soluto, maior será o efeito
da difusão longitudinal, estudado na aula passada, que corresponde à difusão nas diferentes
direções, saindo de uma região mais concentrada para uma menos concentrada.
Letra B: incorreta. Conforme estudamos, as colunas capilares apresentam menor capacidade de
amostra e melhor resolução quando comparadas às colunas empacotadas.
Letra C: correta. Traz uma definição adequada de pratos teóricos e a correta relação entre número
de pratos teóricos e eficiência.
Letra D: correta. Quanto mais finas for as partículas da fase estacionária, mais densa será o interior
da coluna, exigindo, desta forma, uma pressão elevada para viabilizar a passagem do líquido através
da coluna cromatográfica. Essa pressão é produzida pelo sistema de bombas do cromatógrafo
líquido.
Letra E: correta. Traz a correta definição de eluição isocrática, conforme estudamos.
Resposta: letra B

20- (CESPE | CEBRASPE - Perito Criminal Federal - PF - 2018) A cromatografia é um método físico-
químico de separação, identificação e quantificação de componentes de uma mistura e seu uso é
difundido em diversas áreas, inclusive na área forense. Tendo em vista que esse método pode ser
executado de diferentes maneiras, julgue o seguinte item.
Na cromatografia líquida por exclusão de tamanho, componentes de massa molar alta apresentam
tempo de retenção longo, enquanto componentes de massa molar mais baixa apresentam tempo
de retenção curto.

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Comentários: é justamente o contrário. Na cromatografia líquida por exclusão de tamanho, o gel


poroso apresenta poros suficientemente pequenos para impedir a entrada das moléculas maiores.
Desta forma, os solutos maiores atravessam a coluna mais rapidamente e as moléculas menores
permeiam o gel e por isso demoram mais tempo para eluirem da coluna.
Resposta: errado

21- (CESPE | CEBRASPE - Perito Criminal Federal - PF - 2018) A cromatografia é um método físico-
químico de separação, identificação e quantificação de componentes de uma mistura e seu uso é
difundido em diversas áreas, inclusive na área forense. Tendo em vista que esse método pode ser
executado de diferentes maneiras, julgue o seguinte item.
A cromatografia líquida com fase normal é aquela em que a fase estacionária é mais polar do que a
fase móvel, enquanto que a cromatografia com fase reversa é aquela em que a fase móvel é mais
polar.
Comentários: traz os corretos conceitos para as fases normal e reversa.
Resposta: certo

22- (COMPERVE - Técnico de Laboratório - Química - UFRN - 2015) Considere: Ka do CH3COOH igual
a 1,75x10-5 e Kb do NH4OH igual a 1,78x10-5.
Em cromatografia gasosa, o detector de ionização de chama é geralmente utilizado em análise de
a) compostos ionizáveis pela radiação ultravioleta.
b) qualquer espécie química volátil.
c) compostos halogenados.
d) hidrocarbonetos.
Comentários: vimos que o detector de ionização em chama é sensível a hidrocarbonetos em geral.
Resposta: letra D

23- (VUNESP - Químico - SAAE-SP - 2014) Detectores por ionização de chama são muito usados em
cromatografia gasosa. Apesar do amplo emprego, esses detectores apresentam como limitação
a) o pequeno intervalo de resposta linear.
b) a baixa sensibilidade para a detecção de hidrocarbonetos.
c) a baixa sensibilidade na detecção de compostos contendo heteroátomos.
d) a detecção de impurezas como água e CO2 presentes no gás de arraste
e) a interferência de alterações na velocidade de fluxo da fase móvel na produção de sinais.
Comentários:
Letra A: incorreta. Vimos que uma quantidade muito pequena dos átomos carbonos, 1 a cada 105,
são transformados em íons, que são as espécies detectadas. Isso confere uma boa faixa linear para
esse tipo de detector.

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Letra B: incorreta. Detectores por ionização de chama (DIC) apresentam elevada sensibilidade. Nesse
sentido, apresenta limite de detecção 100 vezes menor que o detector por condutividade térmica.
Letra C: correta. Substâncias que apresentam heteroátomos não são hidrocarbonetos e, por isso,
não são bem detectáveis pelo detector por ionização em chama.
Letra D: incorreta. H2O e CO2 estão entre as substâncias pelas quais o DIC não apresenta
sensibilidade.
Letra E: incorreta. A fase móvel não forma íons e por isso não é detectada pelo DIC. Desta forma,
esse tipo de detector não sofre muita interferência de alterações na velocidade de fluxo da fase
móvel na produção de sinais.
Resposta: letra C

24- (IBFC - Perito Criminal - Farmácia - PC-RJ - 2013) A cromatografia com fase gasosa acoplada à
espectrometria de massas é uma ferramenta importante nas análises toxicológicas. Sobre esta
técnica, é incorreto afirmar que:
a) É uma ferramenta conclusiva na prova de identidade de substâncias, podendo-se dizer que
fornece “impressão digital” da substância química examinada.
b) Apresenta como desvantagem o alto custo da instrumentação e sua manutenção.
c) Permite a separação e a identificação de um grande número de substâncias
d) Permite análises qualitativas e quantitativas
e) No final das análises, é possível a recuperação das substâncias.
Comentários: nas letras de A a D, são apresentadas corretamente 4 características importantes da
espectrometria de massa. A letra E está incorreta porque essa técnica é destrutiva e, portanto, não
permite a recuperação de substâncias ao final das análises.
Resposta: letra E

25- (IBFC - Perito Criminal - Farmácia - PC-RJ - 2013) Em cromatografia líquida de alta eficiência,
alguns problemas de ocorrência comum em uma análise são de detecção e interpretação
relativamente fácil. Sobre alguns dos mais comuns, indique a alternativa incorreta.
a) Quando há ausência de fluxo na coluna ou pressão, geralmente ocorre devido ao vazamento antes
da coluna ou na saída da bomba.
b) A perda da resolução pode ser devido à saturação da coluna ou à presença de compostos
fortemente retidos.
c) Alterações no tempo de retenção podem ser gerados por fluxos baixos ou temperaturas
inadequadas na coluna.
d) Ausência de picos pode ser devido à sobrecarga de amostra na coluna.
e) Ruídos na linha base podem ser causados por bolhas na célula do detector ou na amostra.

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Comentários: a questão cobra conhecimentos práticos que normalmente não são apresentados na
literatura referente à cromatografia. Mas podemos encontrar a resposta correta utilizando os
conceitos aprendidos nessa a aula e um pouco de raciocínio. Vamos lá?
Letra A: correta. Sabemos que o componente responsável por produzir a pressão e o fluxo de um
sistema de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) é a bomba. Portanto, se não há fluxo na
coluna, significa que existe algum problema antes da coluna. Dois são os problemas possíveis: (i)
algum capilar rompido ou alguma conexão mal conectada, o que produzirá vazamento; ou (ii)
problema na própria bomba ou em sua saída.
Letra B: correta. Vimos que compostos fortemente retidos podem produzir caldas, o que piora a
resolução (separação) do método. Além disso, caso a concentração de um dado analito seja muito
alta, teremos a saturação da fase estacionária, na qual todos os sítios ativos da FE estarão ocupados
num dado instante e em uma certa região da coluna. Por isso, algumas moléculas do soluto passarão
direto por essa região sem interagir com a FE, resultando também em distorção do pico e piorando
a resolução.
Letra C: correta. Conforme estudamos por meio da equação de van Deemter, a resolução depende
do fluxo e o fluxo, por sua vez, depende da temperatura. Portanto, fluxo e temperatura podem
alterar o tempo de retenção e a resolução.
Letra D: incorreta. A sobrecarga de amostra na coluna promove distorções nos picos, conforme
explicado na letra B, mas não a ausência dos mesmos.
Letra E: correta. A formação de bolhas dentro do sistema CLAE pode interferir na qualidade dos
cromatogramas, sobretudo na linha de base. Por isso, é comum aplicar ultrassom ou gás inerte de
arraste às soluções que serão injetadas no sistema CLAE, para a remoção de gases dissolvidos.
Resposta: letra D

26- (SUGEP - UFRPE - Farmacêutico - UFRPE - 2016) Qual parâmetro promove aumento da eficiência
de uma coluna de cromatografia líquida de alta eficiência?
a) Temperaturas menores que 18ºC.
b) Partículas regulares na fase estacionária.
c) Difusão molecular na coluna.
d) Vazão muito baixa de fase móvel.
e) Partículas grandes na fase estacionária.
Comentários: a questão aborda alguns tópicos que estudamos na aula passada, não deixe de revisá-
la.
Letra A: incorreta. A diminuição da temperatura aumenta a viscosidadade da fase móvel, o que
dificulta a passagem pela coluna e, consequentemente, aumenta o tempo de retenção. Em um maior
tempo de retenção, o efeito da difusão longitudinal aumenta, alargando os picos, o que, segundo a
equação de Van Deemter abaixo, resulta em um aumento da altura do prato teórico, diminuindo a
eficiência ou a resolução do método.

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B
H  A   C  ux
ux
Caminhos Difusão Tempo de
mútiplos longitudinal equilíbrio
Letra B: correta. Quanto maior a homogeneidade das partículas da fase estacionária, melhor será a
resolução e a eficiência da coluna.
Letra C: incorreta. Conforme explicado na letra A, a difusão longitudinal diminui a eficiência da
coluna.
Letra D: incorreta. A diminuição da vazão provoca o mesmo efeito da diminuição da temperatura,
explicado na letra A, ou seja, diminui a eficiência da coluna.
Letra E: incorreta. Partículas grandes aumenta o efeito dos caminhos múltiplos, alargando os picos
e diminuindo a resolução da coluna.
Resposta: letra B

27- (CESPE - Perito Criminal Federal - DPF - 2013)

A cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) pode ser utilizada para a análise de compostos de
várias classes, incluídos medicamentos e drogas de abuso. Considerando os fundamentos teóricos
dessa técnica e as substâncias acima representadas, julgue o próximo item.
Um dos detectores mais utilizados na CLAE é o de ultravioleta, que pode detectar todos os
compostos acima representados.
Comentários: questão interessante pois aborda conhecimentos sobre cromatografia e
espectrofotometria. Conforme estudamos na aula sobre espectroscopia UV-VIS:
Cromóforos: são os grupos orgânicos, geralmente insaturados (ex: C=C, C=O, -NO2), presentes nas
moléculas que absorvem a radiação eletromagnética nas regiões UV e VIS.

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Associando o conceito apresentado e as estruturas das substâncias apresentadas no enunciado,


nota-se que todas elas devem apresentar cromóforos, ou seja, todas elas são capazes de absorver
radiação eletromagnética na região UV-VIS.
Resposta: certo

28- (CESPE - Perito Criminal Federal - Área 6 - Polícia Federal - 2018) A cromatografia é um método
físico-químico de separação, identificação e quantificação de componentes de uma mistura e seu
uso é difundido em diversas áreas, inclusive na área forense. Tendo em vista que esse método pode
ser executado de diferentes maneiras, julgue o seguinte item.
A eluição da amostra do tipo isocrática é empregada quando há forte afinidade entre os
componentes da amostra e a fase estacionária.
Comentários: a eluição por gradiente é a mais indicada quando há forte afinidade entre os
componentes da amostra e a fase estacionária. Por meio da variação da polaridade da fase móvel
(FM), a eluição daqueles solutos que são mais fortemente retidos na coluna pode ser acelerada,
diminuindo o tempo de análise e produzindo picos mais finos.
Resposta: errado

29- (CESPE - Perito Criminal Federal - DPF - 2013)

A cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) pode ser utilizada para a análise de compostos de
várias classes, incluídos medicamentos e drogas de abuso. Considerando os fundamentos teóricos
dessa técnica e as substâncias acima representadas, julgue o próximo item.
Na análise de anfetaminas por CLAE com coluna de fase reversa e mistura de metanol/água como
fase móvel, prevê-se a seguinte ordem de eluição: MDMA, MDA e ANF.
Comentários: ANF é o menos polar entre os três por não apresentar nenhum oxigênio. MDMA e
MDA se diferem apenas pela presença do grupo -CH3 ligado ao N em MDMA, tornando menos polar.
Então, a ordem crescente de polaridade é ANF, MDMA e MDA. Considerando que a fase estacionária
é apolar (fase reversa), então a ordem de eluição é MDA (primeiro a eluir), MDMA e ANF (último a
eluir).

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Resposta: errado

30- (CESGRANRIO - Técnico Químico de Petróleo Júnior - Petrobras - 2012) Na separação usando
cromatografia líquida de alta eficiência, uma eluição com fase móvel formada por um único solvente
ou por uma mistura de solventes de composição constante, é chamada de eluição isocrática,
enquanto que uma eluição com fase móvel formada por uma mistura de solventes, com composição
variável ao longo da separação, é chamada de eluição por gradiente. Frequentemente, a eluição por
gradiente é usada para reduzir o tempo de análise, quando comparado àquele obtido na eluição
isocrática. Esse efeito é alcançado devido à variação da hidrofobicidade da fase móvel.
A eficiência da separação usando eluição por gradiente, comparada com a da separação usando
eluição isocrática,
a) é aumentada devido à redução dos tempos de retenção dos picos dos analitos.
b) é aumentada devido ao aumento das larguras dos picos dos analitos.
c) independe do uso de eluição por gradiente, tendo influência apenas nos tempos de retenção dos
analitos.
d) decresce devido à redução dos tempos de retenção dos picos dos analitos.
e) decresce devido ao aumento das larguras dos picos dos analitos.
Comentários: O aumento da eficiência produz picos mais estreitos, o que melhora a separação
(resolução) dos picos em decorrência da diminuição dos tempos de retenção.

Resposta: letra A

31- (UFES - Técnico de Laboratório - Química - UFES - 2015) A técnica de cromatografia é utilizada
para separação, identificação e quantificação de componentes químicos em misturas complexas.
Essa técnica se baseia na distribuição de substâncias entre duas fases químicas ou físicas, sendo uma
fase estacionária e a outra fase móvel ao longo do sistema. Com relação aos diferentes tipos de
técnicas cromatográficas, é INCORRETO afirmar:
a) Um sistema de cromatografia gasosa é formado por uma fase móvel gasosa e inerte, e uma fase
estacionária líquida, imobilizada em um suporte capilar que compõe a coluna.
b) Na separação usando cromatografia líquida de alta eficiência, uma eluição com fase móvel
formada por um único solvente ou por uma mistura de solventes de composição constante é
chamada de eluição por gradiente, enquanto uma eluição com fase móvel formada por uma mistura
de solventes, com composição variável ao longo da separação, é chamada de eluição isocrática.
c) Na cromatografia planar, a razão entre a distância percorrida por um soluto (D s) e a distância
percorrida pela fase móvel (Df) é chamada de Fator de Retenção (Rf), Rf = Ds/Df.
d) A técnica de Cromatografia em Camada Delgada é um tipo de cromatografia planar em que um
suporte particulado de sílica é uniformemente distribuído sobre a superfície de uma placa de
material apropriado.

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e) Os detectores de maior aplicação na técnica de Cromatografia Gasosa são o detector por ionização
em chama e o detector de condutividade térmica.
Comentários:
Letra A: correta. Conforme estudamos, uma das possíveis configurações para a cromatografia gasosa
é utilizar uma fase estacionária (FE) líquida, imobilizada ou ligada ao suporte da coluna, e fase móvel
(FM) obrigatoriamente gasosa e inerte.
Letra B: incorreta. A alternativa troca os conceitos de eluição por gradiente e eluição isocrática. A
composição e proporção dos solventes da FM é constante na eluição isocrática (DICA: o prefixo “iso”
significa igual), enquanto que a proporção dos solventes é variável na eluição por gradiente.
Letra C: correta. Traz a correta definição de fator de retenção (R f), o qual pode ser reescrito pela
equação a seguir:
distância percorrida pela substância
Rf 
distância percorrida pela frente do solvente
Letra D: correta. Apresenta as principais características da Cromatografia em Camada Delgada (CCD),
estudados na aula passada.
Letra E: correta. Os detectores por ionização em chama e por condutividade térmica estão entre os
mais utilizados em cromatografia gasosa. Além desse, podemos destacar os detectores por captura
de elétrons e por espectrometria de massa.
Resposta: letra B

32- (FUNDEP - Agente Fiscal - CRQ 2ª Região-MG - 2015) Considere o caso em que para separar dois
analitos diferentes em uma amostra foi utilizada a cromatografia líquida usando uma fase
estacionária de caráter apolar e uma fase móvel de caráter polar e composição constante. Os tempos
de retenção dos analitos A e B foram 8 min e 12,5 min, respectivamente.
Com base nessas informações, assinale a alternativa CORRETA.
a) O analito A é menos polar que o analito B.
b) A eluição foi realizada com gradiente de composição da fase móvel.
c) A cromatografia é de fase reversa.
d) A resolução dos picos é de linha base.
Comentários: considerando que a fase estacionária (FE) é de caráter apolar e a fase móvel (FM), de
caráter polar e composição constante, podemos concluir que cromatografia é de fase reversa (letra
C: correta) e eluição é do tipo isocrática (letra B: incorreta).
Além disso, se B apresentou maior tempo de retenção, significa que esse composto
apresentou maior afinidade pela FE apolar, sendo, portanto, mais apolar (menos polar) que A.
Portanto, a Letra A é incorreta.
Resposta: letra C

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33- (FUNIVERSA - Perito Criminal - SECTEC-GO - 2010) Uma vítima de acidente de trânsito foi
submetida à necropsia no Instituto Médico Legal de Goiânia-GO. O material coletado pelo médico-
legista foi encaminhado ao Laboratório Químico, solicitando exame de dosagem alcoólica.
Para a realização da análise de dosagem alcoólica, utiliza-se a técnica de
a) absorção atômica.
b) difração de raio-x.
c) infra-vermelho.
d) cromatografia gasosa.
e) ultravioleta.
Comentários: questão interessante. O candidato deveria se lembrar que o sangue é uma amostra
muito complexa e, por isso, necessita passar por um processo de separação para posterior
quantificação do álcool. Dentre as técnicas apresentadas, a cromatografia gasosa é a que permite
essa separação necessária.
Resposta: letra D

34- (CESPE - Perito Criminal Federal - DPF - 2013)

A cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) pode ser utilizada para a análise de compostos de
várias classes, incluídos medicamentos e drogas de abuso. Considerando os fundamentos teóricos
dessa técnica e as substâncias acima representadas, julgue o próximo item.
A morfina pode ser analisada por CLAE com detector de fluorescência, no qual a substância é
excitada com radiação de comprimento de onda definido, normalmente, na região de ultravioleta,
emitindo radiação em comprimento de onda mais longo, normalmente, na região do visível. Como
somente algumas substâncias possuem essa propriedade, considera-se elevada a seletividade desse
detector.
Comentários: conforme estudamos na aula sobre espectroscopia UV-VIS, a fluorescência apresenta
uma maior seletividade (especificidade) porque poucas substâncias apresentam a capacidade de
absorver. Vimos ainda que a radiação eletromagnética emitida apresenta maior comprimento de

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onda do que a radiação absorvida, já que parte da energia é perdida como energia rotacional e
vibracional. Desta forma, é muito comum um dado composto fluorescente absorver luz na região do
UV, região mais energética, e emitir na região do visível, região menos energética.
Resposta: certo

35- (CESPE - Perito Criminal - Química - Polícia Científica - PE - 2016) Acerca das técnicas
cromatográficas, assinale a opção correta.
a) A eficiência de uma coluna usada em cromatografia líquida diminui à medida que o tamanho das
partículas do recheio dessa coluna diminui.
b) Na análise quantitativa mediante cromatografia líquida de alta eficiência, o produto da
intensidade pela largura da base do pico do cromatograma é usado para determinar a concentração
do analito.
c) A análise por cromatografia gasosa é limitada a amostras em estado gasoso e sob temperatura
ambiente.
d) Para aumentar a eficiência de separação entre compostos em cromatografia, busca-se controlar
as condições de eluição para se obter picos largos.
e) Na cromatografia por partição de fase reversa, a fase estacionária é apolar, e a fase móvel, polar.
Comentários:
Letra A: incorreta. É justamente o contrário, a eficiência de uma coluna usada em cromatografia
líquida AUMENTA à medida que o tamanho das partículas do recheio dessa coluna diminui, pois
diminui-se o efeito dos caminhos múltiplos e diminui-se o tempo de equilíbrio devido
à maior superfície de contato.
Letra B: incorreta. Em geral, utiliza-se a área do pico, obtida por integral, para se determinar a
concentração do analito.
Letra C: incorreta. Amostras líquida também podem ser analisadas por cromatografia gasosa (CG).
O que permite amostras líquidas serem analisadas/separadas por CG é a presença do forno nos
cromatógrafos gasosos. Esse forno é responsável pela volatilização de amostras líquidas antes delas
entrarem na coluna cromatográfica.
Letra D: incorreta. Conforme se observa na figura abaixo, picos largos atrapalham a separação dos
picos, ou seja, diminui a resolução.

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Ilustração do efeito do alargamento do pico sobre a eficiência de separação


Letra E: correta. Traz a correta definição de fase reversa.
Resposta: letra E

36- (NUCEPE - Perito Criminal - PC-PI - 2018) O emprego de aditivos químicos em alimentos é motivo
de muita polêmica, gerando controvérsias que envolvem consumidores, indústria, pesquisadores e
governo. Os corantes artificiais são aditivos alimentares e têm sido objeto de muitas críticas, já que
o emprego destes, em alguns alimentos, se justifica apenas por questões de hábitos alimentares. A
determinação de corantes sintéticos em alimentos tem sido feita por vários métodos
espectrofotométricos e cromatográficos, e mais recentemente utilizando a cromatografia líquida de
alta eficiência, que, além das vantagens de eficiência na separação, rapidez e simplicidade, permite
a separação e quantificação dos oito corantes permitidos em uma única análise. Sobre cromatografia
líquida, são realizadas as seguintes afirmações:
I - A cromatografia líquida é uma técnica analítica na qual a fase móvel é um líquido.
II - Esse tipo de cromatografia foi inicialmente desenvolvida pelo botânico russo Mikhail Tswett, em
1903.
III - A cromatografia de exclusão por tamanho é uma técnica cromatográfica na qual os solutos são
separados com base em sua partição entre uma fase móvel líquida e uma fase estacionária revestida
em um suporte sólido.
IV - A sílica (SiO2) é o suporte mais popular em cromatografia de adsorção.
É CORRETO afirmar que:
a) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
b) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras.
c) Apenas as afirmações I, II e III são verdadeiras.
d) Apenas as afirmações I, II e IV são verdadeiras.
e) Todas as afirmações são verdadeiras.

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Comentários:
Afirmativa I: correta. O que diferencia as cromatografias gasosa, líquida e supercrítica é o estado
físico da fase móvel. Assim, a fase móvel da cromatografia líquida é um líquido.
Afirmativa II: correta. Mikhail Tswett conseguiu separar misturas de pigmentos provenientes de
plantas a partir de uma coluna preenchida com adsorvente sólido e solventes. Houve a separação
das cores, dando o nome de cromatografia. A partir disto, as técnicas cromatográficas foram cada
vez mais desenvolvidas.
Afirmativa III: incorreta. O princípio da cromatografia de exclusão por tamanho é o peneiramento e
não a adsorção. Nesse tipo de cromatografia, a fase estacionária que reveste um suporte sólido é
um gel poroso na qual as moléculas menores contidas nos solutos o permeiam, enquanto, as maiores
atravessam a coluna mais rapidamente junto com a fase móvel.
Afirmativa IV: correta. Para a cromatografia de adsorção, alguns adsorventes são comumente
usados como a sílica, alumina, celulose e poliamida. Contudo, a sílica é a mais empregada, seguida
pela alumina.
Resposta: letra E (gabarito questionável)

37- (FUNDEP - Agente Fiscal - CRQ 2ª Região-MG - 2015) Considere o caso em que para separar dois
analitos diferentes em uma amostra foi utilizada a cromatografia líquida usando uma fase
estacionária de caráter apolar e uma fase móvel de caráter polar e composição constante. Os tempos
de retenção dos analitos A e B foram 8 min e 12,5 min, respectivamente.
Com base nessas informações, assinale a alternativa CORRETA.
a) O analito A é menos polar que o analito B.
b) A eluição foi realizada com gradiente de composição da fase móvel.
c) A cromatografia é de fase reversa.
d) A resolução dos picos é de linha base.
Comentários: considerando que a fase estacionária (FE) é de caráter apolar e a fase móvel (FM), de
caráter polar e composição constante, podemos concluir que cromatografia é de fase reversa (letra
C: correta) e eluição é do tipo isocrática (letra B: incorreta).
Além disso, se B apresentou maior tempo de retenção, significa que esse composto
apresentou maior afinidade pela FE apolar, sendo, portanto, mais apolar (menos polar) que A.
Portanto, a Letra A é incorreta.
Resposta: letra C

38- (FUMARC - Analista de Saneamento - Químico - COPASA - 2018) A cromatografia é um método


físico-químico de separação. Ela está fundamentada na migração diferencial dos componentes de
uma mistura, que ocorre devido a diferentes interações, entre duas fases imiscíveis, a fase móvel e
a fase estacionária. A grande variedade de combinações entre fases móveis e estacionárias a torna
uma técnica extremamente versátil e de grande aplicação.

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Em relação à Cromatografia gasosa, NÃO é correto afirmar:


a) A fase móvel é um gás e a fase estacionária pode ser um líquido.
b) É utilizada quando os componentes a serem separados possuem boa volatilidade.
c) O eluente (fase móvel) é um gás que interage com a amostra.
d) Pode detectar compostos em escala de nano a pictogramas (10-9, 10-12 g).
Comentários:
Letra A: Correta. O que diferencia as cromatografias gasosa, líquida e supercrítica é o estado físico
da fase móvel, sendo, respectivamente, estado gasoso, estado líquido e fluido supercrítico.
Conforme estudamos, uma das possíveis configurações para a cromatografia gasosa é utilizar uma
fase estacionária (FE) líquida, imobilizada, ou ligada ao suporte da coluna.
Letra B: Correta. O emprego de fase estacionária líquida só é possível devido a presença de um forno
no equipamento, já que este promove a rápida evaporação dos constituintes da amostra, os quais
são arrastados pelo gás de arraste através da coluna cromatográfica contida no forno. Assim, é
necessário boa volatilidade e estabilidade térmica dos componentes.
Letra C: Incorreta. O eluente não pode interagir com a amostra, este é responsável por arrastar os
constituintes de uma amostra (mistura complexa) através da coluna.
Letra D: Correta. A sensibilidade da cromatografia gasosa é de 10-12 g, assim pode detectar
compostos tanto em escala de nano quanto pictogramas também.
Resposta: letra C
39- (CESGRANRIO - Técnico Químico de Petróleo Júnior - Petrobras - 2012)

A separação eficiente dos hidrocarbonetos policíclicos aromáticos pireno e criseno (ver estruturas
acima) deve ser feita por cromatografia líquida de alta eficiência, usando uma coluna de
a) fase estacionária reversa
b) fase estacionária de exclusão de tamanho
c) fase estacionária de troca iônica
d) coluna para osmose reversa
e) tubo capilar aberto
Comentários: a fase estacionária mais adequada para separação é aquela pela qual os solutos
apresentam maior afinidade, pois é justamente essa afinidade que resulta uma certa retenção

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diferencial dos solutos na coluna cromatográfica. Os hidrocarbonetos são de caráter mais apolar e,
por isso, será mais indicada uma fase estacionária mais apolar, o que configura a fase reversa.
Resposta: letra A

Fim de aula. Como de costume, a seguir temos a lista de questões da aula e os principais pontos que
foram abordados. Até a próxima aula! Abraço!

Prof. Diego Souza


==14e5eb==

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4 – LISTA DE QUESTÕES DA AULA


01- (COMPERVE - Técnico de Laboratório - Química - UFRN - 2015)

A figura representa um sistema destinado à análise por cromatografia


a) por troca iônica.
b) líquida.
c) por partição.
d) gasosa.

02- (CESGRANRIO - Técnico Químico de Petróleo Júnior - Petrobras - 2012) Considere um sistema
de cromatografia gasosa, formado por uma fase móvel gasosa e inerte, e uma fase estacionária
líquida, imobilizada em um suporte capilar que compõe a coluna. Uma dada análise é conduzida no
referido sistema a partir da injeção de uma amostra, que é carreada para a coluna e separada ao
longo da passagem por essa coluna.
Com relação a potenciais amostras líquidas a serem analisadas nesse sistema, sabe-se que elas são
a) vaporizadas ao longo do seu carreamento pela coluna.
b) vaporizadas antes de alcançarem a coluna.
c) vaporizadas parcialmente antes de alcançarem a coluna.
d) impossíveis de serem analisadas por essa técnica.
e) carreadas através da coluna na forma líquida.

03- (IBFC - Perito Criminal - Farmácia - PC-RJ - 2013) A cromatografia com fase gasosa vem, ao longo
dos anos, evoluindo no sentido de oferecer opções ao analista. Sobre esta técnica, selecione a
alternativa verdadeira.
a) As principais colunas usadas hoje em dia são as capilares, cujas dimensões geralmente situam-se
entre 0,15 a 0,75mm de diâmetro interno, 10 a 30m de comprimento e 0,5 a 2,5µm de espessura de
filme líquido.

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b) As derivações (ou derivatizações), reações feitas nas moléculas dos analitos para torná-los
analisáveis por cromatografia gasosa, visam introduzir nelas grupos específicos para diminuir sua
volatilidade ou aumentar sua detectabilidade.
c) No modo de injeção sem divisão (splitless), toda a amostra é introduzida no sistema
cromatográfico; esta técnica é adequada particularmente na análise de traços, bastante comum em
peritagens.
d) O número de pratos teóricos, em cromatografia gasosa, normalmente é associado à coluna:
quanto maiores o seu comprimento e seu diâmetro interno, maior será sua eficiência.
e) A resolução é inversamente proporcional à raiz quadrada de eficiência. Ao duplicar o
comprimento da coluna, duplica- se o tempo de análise.

04- (NUCEPE - Perito Criminal – Química - PC-PI - 2018) A cromatografia gasosa é um método físico
de separação dos componentes de uma mistura através de uma fase gasosa móvel sobre um
adsorvente estacionário. Depois de separados, os componentes da mistura podem ser quantificados
por um detector adequado, situado na saída da coluna de separação. Sobre as características dos
diversos tipos de detectores, NÃO é correto afirmar:
a) O de condutividade térmica (DCT) é um detector considerado universal, não destrutivo e sensível
à concentração.
b) O detector por captura de elétrons (DCE) é praticamente insensível a hidrocarbonetos, mas é
muito utilizado na análise de pesticidas.
c) O detector por ionização de chama (DIC) é muito utilizado na detecção de compostos orgânicos
por não ser destrutivo.
d) Os cromatógrafos com DIC normalmente utilizam hidrogênio como gás de arraste.
e) O cromatógrafo gasoso acoplado à espectrometria de massa permite, além da separação dos
compostos, a determinação da razão m/z dos fragmentos dos compostos separados.

05- (CESPE - Perito Criminal - Farmácia - Polícia Científica - PE - 2016) A cromatografia gasosa
acoplada à espectrometria de massas (CG-MS ou CG-MS/MS) tem substituído cada vez mais as
técnicas de cromatografia gasosa (CG) acoplada a outros detectores, como o de ionização de chama
(CG-FID) e o de captura eletrônica (CG-ECD). Com relação às técnicas e aos detectores citados,
assinale a opção correta.
a) O espectrômetro de massas só pode ser utilizado para a análise de moléculas pequenas, cuja
massa molar seja de no máximo 300 g/mol.
b) O detector de ionização de chama é seletivo a compostos nitrogenados, o que torna a técnica
mais adequada para a análise de proteínas.
c) O detector de captura eletrônica é altamente sensível a compostos que tenham halogênios,
aminas ou álcoois como grupos funcionais, mas não é sensível a compostos eletronegativos.

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d) Utilizando-se o espectrômetro de massas, é possível obter informações sobre a massa molecular


e a estrutura química do analito durante a análise.
e) Os equipamentos de CG-MS ou CG-MS/MS tem menor custo que os de CG-FID e CG-ECD.

06- (IDECAN - Técnico em Química - CNEN - 2014) Analise o esquema que mostra um sistema
genérico usado para cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE ou HPCL – High Performance
Liquid Chromatography), a qual, independente do fabricante e do modelo atual, apresenta os
seguintes princípios.

Os componentes identificados pelas letras A, B e C são, respectivamente


a) manômetro, válvula injetora e coluna cromatográfica.
b) manômetro, filtro de solvente e coluna cromatográfica.
c) manômetro, detector de amostra e coletor de amostra.
d) medidor de fluxo de eluente, pré‐coluna cromatográfica e coletor de amostra.
e) medidor de fluxo de eluente, pré‐coluna cromatográfica e coluna cromatográfica.

07- (FGV - Engenheiro Químico - CAERN - 2010) Em relação aos tipos de ensaios cromatográficos
existentes, é correto afirmar que
a) a cromatografia supercrítica é um tipo de cromatografia líquida.
b) a cromatografia gasosa é classificada, em relação à forma física do sistema cromatográfico, como
cromatografia planar.
c) a cromatografia em papel é uma técnica de partição líquido-vapor.
d) a cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) emprega uma bomba para a eluição da fase
móvel.
e) no contexto da cromatografia gasosa, é imprescindível que a amostra não seja volátil.

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08- (FGV - Tecnologista em Saúde - Farmacocinética - FIOCRUZ - 2010) O sucesso de uma análise
cromatográfica depende, fundamentalmente, da coluna escolhida conforme a natureza das
substâncias que se deseja determinar. As colunas de fase reversa são as mais utilizadas na separação
por CLAE. Não é correto afirmar, sobre as colunas de fase reversa, que:
a) são colunas de fase ligada.
b) a retenção pode ser aumentada, reduzindo a polaridade da fase móvel.
c) a polaridade da fase móvel utilizada é alta.
d) a amostra mais polar, elui mais rapidamente.
e) as do tipo C18, C8 e C2 são exemplos.

09- (VUNESP - Químico - SAAE-SP - 2014) Diquat e paraquat são herbicidas utilizados para controlar
o crescimento excessivo de vegetação aquática. São sóli-dos cristalinos, de cor branca amarelada,
muito solúveis em água, de ponto de fusão acima de 180 °C.
A figura apresentada a seguir mostra resultados da separação desses herbicidas em amostras de
água, previamente limpas e concentradas, com detecção por espectroscopia no UV, a 257 nm
(paraquat) e 308 nm (diquat).

De acordo com essas informações, é correto afirmar que a figura indica que a técnica empregada na
separação dos herbicidas é
a) cromatografia a gás.
b) cromatografia líquida de alta eficiência.
c) espectroscopia na região do ultravioleta.
d) ressonância magnética nuclear unidimensional.
e) cromatografia em camada delgada bidimensional.

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10- (FDRH - Perito Químico Forense - Química - IGP-RS - 2008) Para o desenvolvimento de uma
metodologia cromatográfica para determinação quantitativa de fluoxetina em um fluido biológico,
uma vez extraído o analito, é aconselhável determiná-lo por
a) cromatografia gasosa, com detector de condutividade térmica, tendo em vista sua elevada
sensibilidade e seu caráter não-destrutivo e universal.
b) cromatografia líquida, com detector de índice de refração, tendo em vista sua elevada
sensibilidade e seu caráter não-destrutivo e universal.
c) cromatografia gasosa, independente do detector, porque sua quantificação está na dependência
da escolha da coluna adequada.
d) cromatografia líquida, com detector UV, tendo em vista a labilidade térmica e as características
estruturais da molécula.
e) cromatografia gasosa, com detector de ionização de chama, tendo em vista a estabilidade térmica
e as características constituintes da molécula.

11- (CESGRANRIO - Técnico de Projetos, Construção e Montagem Júnior - Petrobras - 2010) Os


detectores de cromatografia líquida são de dois tipos: de propriedades universais e de propriedades
do soluto. Qual detector NÃO corresponde a um detector de HPLC (Cromatografia Liquida de Alta
Resolução)?
a) RMN (Ressonância Magnética Nuclear).
b) Espectrometria de Massa.
c) FTIR (Infravermelho com Análise de Fourier).
d) Índice de Refração.
e) Condutividade.

12- (FUNIVERSA - Perito Criminal - Biológicas - PC-DF - 2012) A química analítica está presente em
diversas áreas do conhecimento, como, por exemplo, na biologia, na física, nas engenharias, na
agricultura e em outras. A sua grande aplicação está na determinação de resíduos contaminantes do
meio ambiente, dos alimentos, etc.
Considerando o texto, assinale a alternativa correta.
a) A cromatografia líquida de alta eficiência é usada, principalmente, para a determinação de
compostos voláteis.
b) A pré-coluna é empregada para facilitar a entrada da amostra no injetor automático de um
cromatógrafo líquido.
c) A fase estacionária mais comum utilizada nas colunas para cromatografia líquida é a C-18, que
contém um grupo alquil de 18 carbonos ligado à superfície da sílica.
d) Os detectores de UV/visível e fluorescência são os mais indicados para a cromatografia gasosa.

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e) A escolha da fase móvel, na cromatografia líquida, independe do tipo de analito que se pretende
quantificar.

13- (CETRO - Especialista em Regulação - Vigilância Sanitária - ANVISA - 2013) A figura e a tabela
abaixo mostram, respectivamente, o cromatograma e os resultados da análise de uma amostra em
cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Para atender à faixa de sensibilidade do método, a
amostra, após tratamento adequado, foi diluída duas vezes. A coluna empregada foi de troca
catiônica, e empregou-se fase móvel aquosa.

De acordo com esses dados, é correto afirmar que a(s)


a) substância 5 é a mais apolar.
b) substância 3 é menos polar do que a substância 1.
c) concentrações das substâncias 1 e 2 na amostra são iguais, sendo seu valor igual a 10g/L.
d) substância em maior concentração na amostra original é a 2.
e) substância em maior concentração na amostra original é a 4.

14- (IBFC - Perito Criminal - Área 2 - Polícia Científica - PR - 2017) Cromatografia líquida é uma
técnica cromatográfica na qual a fase móvel é um líquido. Analise os mecanismos abaixo indicados
e assinale a alternativa que corresponde ao número de mecanismos pelos quais se separam os
solutos em cromatografia líquida.
I. Cromatografia de adsorção.
II. Cromatografia de partição.
III. Cromatografia de troca iônica.
IV. Cromatografia de exclusão por tamanho.

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V. Cromatografia de afinidade.
Assinale a alternativa correta:
a) Um mecanismo
b) Dois mecanismos
c) Três mecanismos
d) Quatro mecanismos
e) Todos os mecanismos

15- (CESPE | CEBRASPE - Perito Criminal Federal - PF - 2018) A cromatografia é um método físico-
químico de separação, identificação e quantificação de componentes de uma mistura e seu uso é
difundido em diversas áreas, inclusive na área forense. Tendo em vista que esse método pode ser
executado de diferentes maneiras, julgue o seguinte item.
O estado físico da fase estacionária define as cromatografias gasosa, líquida e supercrítica.

16- (CETRO - Especialista em Regulação - Vigilância Sanitária - ANVISA - 2013) Na cromatografia


quiral, o modelo de “interação de três pontos" entre enantiômeros e o seletor quiral parte do
princípio que são necessárias três interações simultâneas entre um dos enantiômeros e o seletor
quiral, sendo que pelo menos uma delas deve ser dependente da estereoquímica do analito. Os
principais tipos de interações, responsáveis pela discriminação entre os enantiômeros de um analito
e o seletor quiral, podem exibir diferentes intensidades.
Fonte: Lourenço et al. “Fases estacionárias quirais para cromatografia líquida de alta eficiência",
Quím. Nova, Vol. 33. Adaptado
Dessa forma, é correto afirmar que são consideradas interações muito fortes a interação:
a) coulômbica, a ligação de hidrogênio e a interação estérica.
b) coulômbica, a interação p-p e o íon-dipolo.
c) dipolo-dipolo, o íon-dipolo e a interação dipolo-dipolo induzido.
d) dipolo-dipolo, a interação dipolo-dipolo induzida e a dispersão de London.
e) estérica, a ligação de hidrogênio e a dispersão de London.

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17- (FUMARC - Analista de Saneamento - Químico - COPASA - 2018) Ao analisar um cromatograma,


três aspectos devem ser observados:
• Resolução: separação real dos picos.
• Seletividade: posição relativa dos picos.
• Eficiência: capacidade de eluição com o mínimo de dispersão.
Considere o cromatograma:

Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-5-Exemplo-de-um-cromatograma-doextrato-
de-permetrina-obtido-do-tecido com_fig5_281496769
Se classificarmos a resolução (boa ou má), seletividade (boa ou má) e eficiência (boa ou má), a parte
assinalada com um círculo é, respectivamente:
a) boa, boa, boa.
b) boa, má, boa.
c) má, boa, má.
d) má, má e má.

18- (FGV - Analista de Saneamento - Engenharia Químico - COMPESA - 2018) A cromatografia iônica
“refere-se a métodos modernos e eficientes de separação e determinação de íons com base em
resinas trocadoras de íons”.
SKOOG, D. A.; KOLLER, F. J.; NIEMAN, T. A. Princípios da Análise Instrumental. 5ª ed. Porto Alegre:
Bookman, 2002.
Com relação aos princípios da técnica de cromatografia iônica, assinale V para a afirmativa
verdadeira e F para a falsa.
( ) Íons monovalentes ficam retidos na coluna de troca iônica mais fortemente que íons polivalentes.
( ) Resinas trocadoras de cátions comuns exibem sítios ativos que contém grupos ácidos sulfônicos
ou carboxílicos.

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( ) A ordem de eluição em colunas trocadoras de ânions esperada para os haletos é F- , Cl- , Br- , I- .
Segundo a ordem apresentada, as afirmativas são, respectivamente,
a) V - V - V.
b) V - F - V.
c) F - V - V.
d) V - V - F.
e) F - F - F.

19- (IF-CE - Técnico de laboratório - Química - IF-CE - 2017) Na América Latina, a cromatografia tem
início na década de 1950, com os trabalhos pioneiros de Rêmolo Ciola, que se desenvolveram em
função da demanda de produtos para a nova indústria petroquímica. Sobre cromatografia, é
incorreto dizer-se que
a) se uma banda cromatográfica permanece por um largo período dentro de uma coluna de
separação, tenderá a difundir-se em todas as direções, produzindo um alargamento da banda.
b) na cromatografia gasosa, utilizando-se colunas capilares, pode-se injetar maior quantidade de
amostra, porém, neste tipo de coluna, tem-se maior tempo de retenção e menor resolução.
c) um prato teórico corresponde a uma etapa de equilíbrio da substância entre a fase estacionária e
a fase móvel, portanto, quanto maior o número de pratos teóricos maior será a eficiência (picos mais
estreitos).
d) na cromatografia líquida, ao se empregar colunas fechadas que contêm partículas muito finas que
proporcionam separações muito eficientes, a resistência da vazão da fase móvel é aumentada
significativamente. Por esta razão, é necessário empregar sistemas de bomba de alta pressão.
e) no bombeamento isocrático, a composição da fase móvel é mantida constante durante toda a
análise cromatográfica.

20- (CESPE | CEBRASPE - Perito Criminal Federal - PF - 2018) A cromatografia é um método físico-
químico de separação, identificação e quantificação de componentes de uma mistura e seu uso é
difundido em diversas áreas, inclusive na área forense. Tendo em vista que esse método pode ser
executado de diferentes maneiras, julgue o seguinte item.
Na cromatografia líquida por exclusão de tamanho, componentes de massa molar alta apresentam
tempo de retenção longo, enquanto componentes de massa molar mais baixa apresentam tempo
de retenção curto.

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21- (CESPE | CEBRASPE - Perito Criminal Federal - PF - 2018) A cromatografia é um método físico-
químico de separação, identificação e quantificação de componentes de uma mistura e seu uso é
difundido em diversas áreas, inclusive na área forense. Tendo em vista que esse método pode ser
executado de diferentes maneiras, julgue o seguinte item.
A cromatografia líquida com fase normal é aquela em que a fase estacionária é mais polar do que a
fase móvel, enquanto que a cromatografia com fase reversa é aquela em que a fase móvel é mais
polar.

22- (COMPERVE - Técnico de Laboratório - Química - UFRN - 2015) Considere: Ka do CH3COOH igual
a 1,75x10-5 e Kb do NH4OH igual a 1,78x10-5.
Em cromatografia gasosa, o detector de ionização de chama é geralmente utilizado em análise de
a) compostos ionizáveis pela radiação ultravioleta.
b) qualquer espécie química volátil.
c) compostos halogenados.
d) hidrocarbonetos.

23- (VUNESP - Químico - SAAE-SP - 2014) Detectores por ionização de chama são muito usados em
cromatografia gasosa. Apesar do amplo emprego, esses detectores apresentam como limitação
a) o pequeno intervalo de resposta linear.
b) a baixa sensibilidade para a detecção de hidrocarbonetos.
c) a baixa sensibilidade na detecção de compostos contendo heteroátomos.
d) a detecção de impurezas como água e CO2 presentes no gás de arraste
e) a interferência de alterações na velocidade de fluxo da fase móvel na produção de sinais.

24- (IBFC - Perito Criminal - Farmácia - PC-RJ - 2013) A cromatografia com fase gasosa acoplada à
espectrometria de massas é uma ferramenta importante nas análises toxicológicas. Sobre esta
técnica, é incorreto afirmar que:
a) É uma ferramenta conclusiva na prova de identidade de substâncias, podendo-se dizer que
fornece “impressão digital” da substância química examinada.
b) Apresenta como desvantagem o alto custo da instrumentação e sua manutenção.
c) Permite a separação e a identificação de um grande número de substâncias
d) Permite análises qualitativas e quantitativas
e) No final das análises, é possível a recuperação das substâncias.

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25- (IBFC - Perito Criminal - Farmácia - PC-RJ - 2013) Em cromatografia líquida de alta eficiência,
alguns problemas de ocorrência comum em uma análise são de detecção e interpretação
relativamente fácil. Sobre alguns dos mais comuns, indique a alternativa incorreta.
a) Quando há ausência de fluxo na coluna ou pressão, geralmente ocorre devido ao vazamento antes
da coluna ou na saída da bomba.
b) A perda da resolução pode ser devido à saturação da coluna ou à presença de compostos
fortemente retidos.
c) Alterações no tempo de retenção podem ser gerados por fluxos baixos ou temperaturas
inadequadas na coluna.
d) Ausência de picos pode ser devido à sobrecarga de amostra na coluna.
e) Ruídos na linha base podem ser causados por bolhas na célula do detector ou na amostra.

26- (SUGEP - UFRPE - Farmacêutico - UFRPE - 2016) Qual parâmetro promove aumento da eficiência
de uma coluna de cromatografia líquida de alta eficiência?
a) Temperaturas menores que 18ºC.
b) Partículas regulares na fase estacionária.
c) Difusão molecular na coluna.
d) Vazão muito baixa de fase móvel.
e) Partículas grandes na fase estacionária.

27- (CESPE - Perito Criminal Federal - DPF - 2013)

A cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) pode ser utilizada para a análise de compostos de
várias classes, incluídos medicamentos e drogas de abuso. Considerando os fundamentos teóricos
dessa técnica e as substâncias acima representadas, julgue o próximo item.

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Um dos detectores mais utilizados na CLAE é o de ultravioleta, que pode detectar todos os
compostos acima representados.

28- (CESPE - Perito Criminal Federal - Área 6 - Polícia Federal - 2018) A cromatografia é um método
físico-químico de separação, identificação e quantificação de componentes de uma mistura e seu
uso é difundido em diversas áreas, inclusive na área forense. Tendo em vista que esse método pode
ser executado de diferentes maneiras, julgue o seguinte item.
A eluição da amostra do tipo isocrática é empregada quando há forte afinidade entre os
componentes da amostra e a fase estacionária.

29- (CESPE - Perito Criminal Federal - DPF - 2013)

A cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) pode ser utilizada para a análise de compostos de
várias classes, incluídos medicamentos e drogas de abuso. Considerando os fundamentos teóricos
dessa técnica e as substâncias acima representadas, julgue o próximo item.
Na análise de anfetaminas por CLAE com coluna de fase reversa e mistura de metanol/água como
fase móvel, prevê-se a seguinte ordem de eluição: MDMA, MDA e ANF.

30- (CESGRANRIO - Técnico Químico de Petróleo Júnior - Petrobras - 2012) Na separação usando
cromatografia líquida de alta eficiência, uma eluição com fase móvel formada por um único solvente
ou por uma mistura de solventes de composição constante, é chamada de eluição isocrática,
enquanto que uma eluição com fase móvel formada por uma mistura de solventes, com composição
variável ao longo da separação, é chamada de eluição por gradiente. Frequentemente, a eluição por
gradiente é usada para reduzir o tempo de análise, quando comparado àquele obtido na eluição
isocrática. Esse efeito é alcançado devido à variação da hidrofobicidade da fase móvel.
A eficiência da separação usando eluição por gradiente, comparada com a da separação usando
eluição isocrática,

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a) é aumentada devido à redução dos tempos de retenção dos picos dos analitos.
b) é aumentada devido ao aumento das larguras dos picos dos analitos.
c) independe do uso de eluição por gradiente, tendo influência apenas nos tempos de retenção dos
analitos.
d) decresce devido à redução dos tempos de retenção dos picos dos analitos.
e) decresce devido ao aumento das larguras dos picos dos analitos.

31- (UFES - Técnico de Laboratório - Química - UFES - 2015) A técnica de cromatografia é utilizada
para separação, identificação e quantificação de componentes químicos em misturas complexas.
Essa técnica se baseia na distribuição de substâncias entre duas fases químicas ou físicas, sendo uma
fase estacionária e a outra fase móvel ao longo do sistema. Com relação aos diferentes tipos de
técnicas cromatográficas, é INCORRETO afirmar:
a) Um sistema de cromatografia gasosa é formado por uma fase móvel gasosa e inerte, e uma fase
estacionária líquida, imobilizada em um suporte capilar que compõe a coluna.
b) Na separação usando cromatografia líquida de alta eficiência, uma eluição com fase móvel
formada por um único solvente ou por uma mistura de solventes de composição constante é
chamada de eluição por gradiente, enquanto uma eluição com fase móvel formada por uma mistura
de solventes, com composição variável ao longo da separação, é chamada de eluição isocrática.
c) Na cromatografia planar, a razão entre a distância percorrida por um soluto (D s) e a distância
percorrida pela fase móvel (Df) é chamada de Fator de Retenção (Rf), Rf = Ds/Df.
d) A técnica de Cromatografia em Camada Delgada é um tipo de cromatografia planar em que um
suporte particulado de sílica é uniformemente distribuído sobre a superfície de uma placa de
material apropriado.
e) Os detectores de maior aplicação na técnica de Cromatografia Gasosa são o detector por ionização
em chama e o detector de condutividade térmica.

32- (FUNDEP - Agente Fiscal - CRQ 2ª Região-MG - 2015) Considere o caso em que para separar dois
analitos diferentes em uma amostra foi utilizada a cromatografia líquida usando uma fase
estacionária de caráter apolar e uma fase móvel de caráter polar e composição constante. Os tempos
de retenção dos analitos A e B foram 8 min e 12,5 min, respectivamente.
Com base nessas informações, assinale a alternativa CORRETA.
a) O analito A é menos polar que o analito B.
b) A eluição foi realizada com gradiente de composição da fase móvel.
c) A cromatografia é de fase reversa.
d) A resolução dos picos é de linha base.

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33- (FUNIVERSA - Perito Criminal - SECTEC-GO - 2010) Uma vítima de acidente de trânsito foi
submetida à necropsia no Instituto Médico Legal de Goiânia-GO. O material coletado pelo médico-
legista foi encaminhado ao Laboratório Químico, solicitando exame de dosagem alcoólica.
Para a realização da análise de dosagem alcoólica, utiliza-se a técnica de
a) absorção atômica.
b) difração de raio-x.
c) infra-vermelho.
d) cromatografia gasosa.
e) ultravioleta.

34- (CESPE - Perito Criminal Federal - DPF - 2013)

A cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) pode ser utilizada para a análise de compostos de
várias classes, incluídos medicamentos e drogas de abuso. Considerando os fundamentos teóricos
dessa técnica e as substâncias acima representadas, julgue o próximo item.
A morfina pode ser analisada por CLAE com detector de fluorescência, no qual a substância é
excitada com radiação de comprimento de onda definido, normalmente, na região de ultravioleta,
emitindo radiação em comprimento de onda mais longo, normalmente, na região do visível. Como
somente algumas substâncias possuem essa propriedade, considera-se elevada a seletividade desse
detector.

35- (CESPE - Perito Criminal - Química - Polícia Científica - PE - 2016) Acerca das técnicas
cromatográficas, assinale a opção correta.
a) A eficiência de uma coluna usada em cromatografia líquida diminui à medida que o tamanho das
partículas do recheio dessa coluna diminui.

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b) Na análise quantitativa mediante cromatografia líquida de alta eficiência, o produto da


intensidade pela largura da base do pico do cromatograma é usado para determinar a concentração
do analito.
c) A análise por cromatografia gasosa é limitada a amostras em estado gasoso e sob temperatura
ambiente.
d) Para aumentar a eficiência de separação entre compostos em cromatografia, busca-se controlar
as condições de eluição para se obter picos largos.
e) Na cromatografia por partição de fase reversa, a fase estacionária é apolar, e a fase móvel, polar.

36- (NUCEPE - Perito Criminal - PC-PI - 2018) O emprego de aditivos químicos em alimentos é motivo
de muita polêmica, gerando controvérsias que envolvem consumidores, indústria, pesquisadores e
governo. Os corantes artificiais são aditivos alimentares e têm sido objeto de muitas críticas, já que
o emprego destes, em alguns alimentos, se justifica apenas por questões de hábitos alimentares. A
determinação de corantes sintéticos em alimentos tem sido feita por vários métodos
espectrofotométricos e cromatográficos, e mais recentemente utilizando a cromatografia líquida de
alta eficiência, que, além das vantagens de eficiência na separação, rapidez e simplicidade, permite
a separação e quantificação dos oito corantes permitidos em uma única análise. Sobre cromatografia
líquida, são realizadas as seguintes afirmações:
I - A cromatografia líquida é uma técnica analítica na qual a fase móvel é um líquido.
II - Esse tipo de cromatografia foi inicialmente desenvolvida pelo botânico russo Mikhail Tswett, em
1903.
III - A cromatografia de exclusão por tamanho é uma técnica cromatográfica na qual os solutos são
separados com base em sua partição entre uma fase móvel líquida e uma fase estacionária revestida
em um suporte sólido.
IV - A sílica (SiO2) é o suporte mais popular em cromatografia de adsorção.
É CORRETO afirmar que:
a) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
b) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras.
c) Apenas as afirmações I, II e III são verdadeiras.
d) Apenas as afirmações I, II e IV são verdadeiras.
e) Todas as afirmações são verdadeiras.

37- (FUNDEP - Agente Fiscal - CRQ 2ª Região-MG - 2015) Considere o caso em que para separar dois
analitos diferentes em uma amostra foi utilizada a cromatografia líquida usando uma fase
estacionária de caráter apolar e uma fase móvel de caráter polar e composição constante. Os tempos
de retenção dos analitos A e B foram 8 min e 12,5 min, respectivamente.
Com base nessas informações, assinale a alternativa CORRETA.

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a) O analito A é menos polar que o analito B.


b) A eluição foi realizada com gradiente de composição da fase móvel.
c) A cromatografia é de fase reversa.
d) A resolução dos picos é de linha base.

38- (FUMARC - Analista de Saneamento - Químico - COPASA - 2018) A cromatografia é um método


físico-químico de separação. Ela está fundamentada na migração diferencial dos componentes de
uma mistura, que ocorre devido a diferentes interações, entre duas fases imiscíveis, a fase móvel e
a fase estacionária. A grande variedade de combinações entre fases móveis e estacionárias a torna
uma técnica extremamente versátil e de grande aplicação.
Em relação à Cromatografia gasosa, NÃO é correto afirmar:
a) A fase móvel é um gás e a fase estacionária pode ser um líquido.
b) É utilizada quando os componentes a serem separados possuem boa volatilidade.
c) O eluente (fase móvel) é um gás que interage com a amostra.
d) Pode detectar compostos em escala de nano a pictogramas (10-9, 10-12 g).

39- (CESGRANRIO - Técnico Químico de Petróleo Júnior - Petrobras - 2012)

A separação eficiente dos hidrocarbonetos policíclicos aromáticos pireno e criseno (ver estruturas
acima) deve ser feita por cromatografia líquida de alta eficiência, usando uma coluna de
a) fase estacionária reversa
b) fase estacionária de exclusão de tamanho
c) fase estacionária de troca iônica
d) coluna para osmose reversa
e) tubo capilar aberto

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5. MAPAS MENTAIS E PRINCIPAIS PONTOS DA AULA

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5.1- CROMATOGRAFIA GASOSA

Se for utilizada FM líquida, temos um experimento de cromatografia líquida (CLAE). Por outro lado, se for
utilizada FM gasosa, obtém-se um experimento de cromatografia gasosa (CG).

Visão geral de um sistema de cromatografia gasosa

Tabela com as principais características das colunas para cromatografia gasosa


COLUNA CAPILAR ou COLUNA EMPACOTADA ou COLUNA
COLUNA TUBULAR ABERTA RECHEADA
de PAREDE REVESTIDA COM
---
RECOBERTA SUPORTE
Geralmente aço, alumínio, cobre ou Poli-imida
Revestimento externo Aço ou vidro
(polímero que resiste a temperatura de 350°C)
Estreita e cumprida Espessa e mais curta
Dimensões L: 15 a 100 m (normalmente em torno de 30 m); L: 1 a 5;
: entre 0,10 e 0,53 mm : entre 2 e 6 mm
Suporte Sílica fundida Sílica
Filme de 0,1 a 5µm de
Partículas finas, as quais podem funcionar
FE líquida sobre a
Composição interna Filme de ~30 µm como FE ou podem ser recobertas por uma
parede interna da
FE líquida
coluna
Capacidade de
Baixíssima Intermediária Elevada
amostra
Resolução
(desempenho,
Elevada Intermediária Baixíssima (muito ruim)
capacidade de
separação)
Utilizada em cromatografia preparativa
Utilizadas na maioria das separações por
Aplicação ou para separação de gases de baixa
cromatografia gasosa
retenção

A utilização da rampa de temperatura pode, em alguns casos, trazer vantagens para o método, tais
como:

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I- melhorar a resolução para alguns constituintes da amostra;


II- diminuir o tempo de eluição (menor retenção do soluto pela coluna); e
III- diminuir o tempo de análise, aumentando a produtividade.

Características desejáveis de um forno de CG:


 temperatura estável e reprodutível;
 rápido aquecimento e resfriamento;
 ampla faixa de trabalho (até 400°C);
 uniformidade de temperatura;
 bom isolamento térmico; e
 facilidade no acesso à coluna.

Escolha do gás de arraste de acordo com o tipo de detector do instrumento


Tipo de detector Gases de arraste compatíveis
Detector por condutividade térmica (DCT ou TCD) He, H2
Detector por ionização em chama (DIC ou FID) Ne, H2
Detector por captura de elétrons (DCE ou ECD) N2 SS (super seco),
Ar + 5% CH4 (mistura P5)

Ilustração dos três tipos de injeção9


Os detectores podem ser classificados quanto à sua especificidade ou seletividade em:
o Universais;
o Seletivos; e
o Específicos.

PRINCIPAIS TIPOS DE DETECTORES (revise o funcionamento de cada um):


1) DETECTOR POR CONDUTIVIDADE TÉRMICA (DCT OU TCD)
2) DETECTOR DE IONIZAÇÃO DE CHAMA (DIC OU FID)
3) DETECTOR DE CAPTURA DE ELÉTRONS (DCE OU ECD)
4) DETECTOR POR ESPECTROMETRIA DE MASSA

9
HARRIS, Daniel C. Química analítica quantitativa. Rio de Janeiro: LTC Editora, p. 469, 2001.

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5.2- CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA

Visão geral de um sistema de cromatografia líquida de alta eficiência 10

Há diferentes tipos de coluna, mas as mais amplamente utilizadas apresentam as seguintes características:
i. Empacotadas com partículas muito finas (3 a 10 µm), fase estacionária;
ii. Comprimento (L): entre 5 e 30 cm;
iii. Diâmetro interno (): entre 1 e 5 mm;
iv. Revestimento externo: em aço ou plástico
v. Suporte: sílica com alta uniformidade do tamanho das partículas; e
vi. Fase estacionária (FE): composto orgânico química ou fisicamente ligados ao suporte.

Diferença entre fase normal e fase reversa:

Dá se o nome fase normal aos experimentos cromatográficos nos quais se utiliza uma fase
estacionária (FE) de caráter mais polar e uma fase móvel (FM) de caráter mais apolar. Por outro lado,
recebe o nome de fase reversa nas situações em que é utilizado uma FE de caráter mais apolar e uma
FM de caráter mais polar.

Fase estacionária quimicamente ligada

Fases estacionárias mais comuns11

10 Adaptado de High performance (high pressure) liquid chromatography (HPLC). Disponível em:
http://elte.prompt.hu/sites/default/files/tananyagok/IntroductionToPracticalBiochemistry/ch06s05.html. Acessado
em 24 de out. 2018.
11
HARRIS, Daniel C. Análise Química Quantitativa . Grupo Gen-LTC, 2000.

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Fases polares comuns Fases apolares comuns


R = (CH2)3NH2 amino R = (CH2)17CH3 octadecil, C18
R = (CH2)3C≡N ciano R = (CH2)7CH3 octil, C8
R = (CH2)2OCH2CH(OH)CH2OH diol R = (CH2)3C6H5 fenil
R = (CH2)3C6F5 F5-fenil

Paralelo com as principais características das fases normal e reversa


Fase normal Fase reversa
Fase estacionária De caráter mais polar De caráter mais apolar
Solventes de baixa e média polaridade. Ex:
Solventes de média e alta polaridade. Ex: água,
hexano, clorofórmio, acetonitrila (ACN),
Fase móvel acetonitrila (ACN), metanol (MeOH) e
tetrahidrofurano (THF), isopropanol e metanol
tetrahidrofurano (THF)
(MeOH)
Quais solutos eluem Os mais apolares, já que apresentam menos
Os mais polares
primeiro? afinidade com a FE polar
Como aumentar o
tempo de retenção de Diminuindo a polaridade da FM Aumentando a polaridade da FM
um soluto?
Como diminuir o tempo
de retenção de um Aumentando a polaridade da FM Diminuindo a polaridade da FM
soluto?
Ampla aplicação, podendo ser aplicados tanto
Substâncias insolúveis em água (ex: lipídeos,
para compostos hidrofílicos (polares e iônicos)
Aplicação hidrocarbonetos). Também usado na separação
quanto para compostos hidrofóbicos
de isômeros.
(apolares).
1. Ampla gama de aplicação (separação de
compostos polares e apolares);
1. Estabilidade da coluna em relação à FM 2. Maior reprodutibilidade, a qual não é
aquosa; afetada pela presença de umidade;
2. Muitas substâncias orgânicas são mais 3. A água pode ser utilizada como FM e é um
solúveis em FM apolar; solvente muito barato;
Principais vantagens
3. Aplicável a amostras incompatíveis com 4. Os modificadores mais utilizados (metanol e
água; e acetonitrila) são de fácil obtenção;
4. Versatilidade satisfatória obtida por meio de 5. Ordem de eluição mais facilmente previsível;
alterações da FE e/ou FM. 6. Eluição em gradiente facilitada (estudaremos
esse tópico a seguir); e
7. Menor ocorrência de adsorção irreversível.
1. Ruim para separar compostos iônicos;
2. Eluição mais demorada devido a maior força
de interação entre solutos e FE; Exatamente por praticamente não apresentar
Principais desvantagens 3. Baixa resolução; desvantagens que a fase reversa corresponde a
4. Custo elevado dos solventes orgânicos; e maioria das aplicações.
5. Maior tendência a formação de caldas
(distorção do pico).
Comparando força de eluição de solventes polar e apolar nas fases normal e reversa
FM Fase normal Fase reversa
Polar Maior força de eluição Menor força de eluição
Apolar Menor força de eluição Maior força de eluição

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A eluição pode ser realizada de duas maneiras:


1) Eluição isocrática: realizada utilizando FM com composição constante, que pode ser um único solvente ou
uma mistura de solventes com proporções constantes do início ao fim da corrida (análise) cromatográfica; e
2) Eluição por gradiente: a proporção entre os solventes da FM é alterada de maneira contínua. Esse tipo de
eluição é muito apropriado em casos em que a eluição a uma proporção constante é muito demorada para
alguns solutos. Essa estratégia possibilita que a polaridade da FM seja alterada durante a eluição, melhorando,
em muitos casos, a resolução e resultando em picos mais finos.

Podemos destacar algumas características desejáveis para detectores:


o fornecer, em uma ampla faixa, área diretamente proporcional à quantidade de mols (linearidade);
o elevada sensibilidade;
o boa capacidade de identificação e quantificação de substâncias;
o estabilidade de leitura e boa precisão;
o robustez em relação a variações de temperatura, de pressão e de fase móvel;
o elevada especificidade em relação ao analito;
o de fácil operação e manutenção; e
o não ser destrutivo (não destruir a amostra analisada).

Os principais detectores utilizados em cromatógrafos líquidos (CLAE) são:


o Espectrofotômetros UV-VIS (espectroscopia de absorção molecular);
o Detector de Fluorescência (espectroscopia de emissão molecular);
o Detector por espalhamento de luz;
o Detectores eletroquímicos (ex: amperométrico, condutométrico, polarográfico e potenciométrico,
detector sensível à constante dielétrica);
o Detector de índice de refração; e
o Espectrômetro de massa.

Como escolher o tipo de cromatografia baseado na polaridade e peso molecular dos analitos12:

12
Adaptado de SKOOG, D. A. et al. Fundamentos de Química Analítica, Editora Thomson, tradução da 8ª
edição, 2006.

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6- GABARITO

1 D 21 Certo

2 B 22 D

3 C 23 C

4 C 24 E

5 D 25 D

6 A 26 B

7 D 27 Certo

8 B 28 Errado

9 B 29 Errado

10 D 30 A

11 A 31 B

12 C 32 C

13 E 33 D

14 E 34 Certo

15 Errado 35 E

E
16 A 36
(questionável)

17 D 37 C

18 C 38 C

19 B 39 A

20 Errado

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