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1 - Dona Maria Silva celebrou contrato de compra e venda com a empresa

“Casa Limpa”, produtora e vendedora de aparelhos domésticos, para adquirir


uma máquina de lavar louça, no dia 1º de março de 2002. A empresa fabricou
e entregou a máquina no dia 15 de Março de 2002.
Logo depois, no dia 20 do mesmo mês, a máquina se incendiou, causando
danos na cozinha. A empresa providenciou o conserto da máquina, que
passou a funcionar regularmente. Contudo, no dia 02 de Setembro de 2003,
a máquina se incendiou novamente, causando mais danos na cozinha,
destruindo a própria máquina e ferindo Lúcia, de 4 anos de idade, filha de
Dona Maria que, no momento do incêndio, estava sozinha na cozinha.
Maria e Lúcia Silva ingressaram com ação na Justiça no dia 15 de Janeiro de
2004, pedindo devolução de dinheiro no valor da máquina e indenização por
danos patrimoniais e morais sofridos.
A empresa alegou que a ação estava caduca, invocando o artigo 26, inciso II
do CDC; que não era responsável pelo defeito por desconhecer o mesmo; e que
a lesão da menina era culpa preponderante da mãe, que a deixou sozinha na
cozinha quando a máquina estava ligada. Levando em consideração que todos
os fatos estão provados nos autos, indique a melhor solução ao presente caso,
conforme as disposições do Código de Defesa do Consumidor, de acordo com
os seguintes questionamentos:
a) Haverá o dever de indenizar pelo fornecedor?
b) Caso seja positiva a resposta acima, qual o seu fundamento?
c) Ocorreu decadência? Justifique suas respostas.

2- DPB Roupas Femininas Ltda. contratou um seguro contra roubo e furto do


próprio patrimônio junto à Seguradora Bem-Estar S.A. Os contratantes
firmaram contrato de seguro empresarial, pelo qual a recorrente se obrigava a
ressarcir eventuais danos sofridos por aquela, sendo que, em caso de roubo de
dinheiro e cheques, o valor segurado era de R$ 22.000,00.
Contudo, após um roubo a dois prepostos da empresa, no qual houve a
subtração de um malote contendo R$ 16.166,00 (dezesseis mil, cento e sessenta
e seis reais); a seguradora pretendeu limitar o ressarcimento a R$ 1.000,00 (mil
reais), alegando que tal era o limite estabelecido pelo manual do segurado para
esse tipo de sinistro, alegando, ainda, que não se aplica ao caso sub examen a
lei 8.078/90 - Código de Defesa do Consumidor.
a) Proposta a respectiva ação judicial para compelir a seguradora a cumprir
o pactuado, seria cabível a aplicação do Código de Defesa do Consumidor?
b) Estão presentes os elementos caracterizadores de uma relação de
consumo? Justifique sua resposta.

3 - Karine, cliente de determinada seguradora, insurge-se judicialmente contra


negativa injustificada desta quanto ao pagamento da indenização
contratualmente prevista, em função da ocorrência de acidente que resultou em
perda total de seu veículo. Em contestação, a seguradora alega a ocorrência de
prescrição no presente caso, tendo em vista que a presente ação fora distribuída
2 anos depois da negativa por parte da seguradora, sendo, neste caso, a
aplicação da prescrição anual.
Em réplica, Karine menciona ser a relação de consumo, estando sob a égide,
portanto, do Código de Defesa do Consumidor, devendo, assim, ser aplicado o
artigo 27 do referido diploma legal, isto é, 5 (cinco) anos. Resolva a questão,
abordando todos os aspectos envolvidos.