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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTAMIRA CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM MATEMÁTICA –

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTAMIRA CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM MATEMÁTICA MODALIDADE À DISTÂNCIA DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AS CIÊNCIAS FÍSICAS

JANETE DA LUZ CARVALHO RUAS LUIZ CARLOS SUK JOSÉ RENATO PREUSS VERÔNICA PREUSS

FEIRA DE CIÊNCIAS Experimentos: Eletrólise da Água e Expansão e Contração de Gases

ALTAMIRA-PA

2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTAMIRA CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM MATEMÁTICA –

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTAMIRA CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM MATEMÁTICA MODALIDADE À DISTÂNCIA DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AS CIÊNCIAS FÍSICAS

JANETE DA LUZ CARVALHO RUAS LUIZ CARLOS SUK JOSÉ RENATO PREUSS VERÔNICA PREUSS

FEIRA DE CIÊNCIAS Experimentos: Eletrólise da Água e Expansão e Contração de Gases

Trabalho apresentado a Disciplina Introdução às Ciências Físicas, como

um dos pré-requisitos para a obtenção de avaliação, orientado pelo prof. Alceu da Anunciação.

ALTAMIRA PA

2010

APRESENTAÇÃO

Ensinar e aprender torna-se mais fácil e prazeroso quando saímos da monotonia das aulas nas quais os recursos didáticos se limitam a quadro, giz, livro, caderno, ou seja, aqueles objetos rotineiros e partimos para explorar o novoatravés de experiências simples e atrativas que podem ser repetidas a contento.

Para muitos alunos aprender física pode ser muito chato, pois ela esta estritamente ligada com matemática e por que não dizer, possui laços muito fortes com a química, por isso para tornar a aula sempre atrativa, para quase todos os temas há um experimento que pode ser o ponta-pé inicial ou o fechamento do estudo do referido tema, no entanto faz-se preciso que o professor conheça os prós e os contras de cada experiência que se propõem a fazer junto com a turma, evitando assim acidentes. Nas apresentar experiências na sala de aula não é interessante se o aluno não participar do processo de construção e se tal experiência não instigá-lo a pesquisa.

Neste contexto apresentamos duas experiências simples, elaboradas com materiais reciclados, de fácil montagem e visualização dos resultados.

PÚBLICO ALVO-Alunos do ensino fundamental e médio

EXPERIMENTO I

ELETRÓLISE DA ÁGUA

INTRODUÇÃO-O experimento consiste em encher um balão com hidrogênio e oxigênio resultantes da decomposição da água através da eletrólise.

OBJETIVO- Mostrar que a água é composta de gases.

DURAÇÃO-O experimento e suas considerações levam cerca de uma hora.

MATERIAIS:

Uma garrafa pet de dois litros com dois furos na parede

lateral de modo que em cada furo caiba um lápis muito justo.

Dois pedaços de fio de cobre com cerca de 30cm cada

com as duas pontas descascadas.(Fio de energia)

Aproximadamente dois litros de água na qual foi diluído duas xícaras de sal de cozinha.

Dois pedaços de lápis com cerca de 12cm cada apontado

dos dois lados(deixar as pontas com pelo menos 2 cm cada).

Um balão de festa.

Três pilhas grandes novas

Super cola

Epóxi

Fita durex larga

MONTAGEM:

Colocar o os lápis nos furos e vede-os com super cola deixe secar e vede novamente com epóxi. Deixe secar por duas 4 horas.

Passe supercola no encontro da grafite com a madeira do lápis e deixe secar.

Enrole uma ponta de fio em cada ponta de lápis que ficaram para fora e prenda com a fita durex larga.

Com a fita durex prenda as pilhas e prenda em cada pólo do conjunto de pilhas uma ponta do fio descascado fechando o circuito.

Coloque solução de água e sal na garrafa até quase enchê-la.

Coloque o balão no gargalo da garrafa.

ANÁLISE DO EXPERIMENTO:

1 Observar o que acontece dentro da garrafa.

2 Observar em que ponta de lápis há mais saída de bolhas e em que pólo ele está conectado. Como reconhecer qual gás se forma nesta grafite?

3 Por que é necessário água salgada para observar a eletrólise?

4 Qual a fórmula química da soluça salgada?

EXPLICAÇÃO

Conceito de Eletrólise - A separação de diferentes partes de um composto utilizando a eletricidade é chamada eletrólise. Para que funcione, o composto deve estar em estado líquido, ou dissolvido em água e conter íons. Um íon é uma molécula ou átomo que ganhou ou perdeu elétrons.

As reações químicas gerar eletricidade, a eletricidade também pode gerar uma reação química. Chamamos de eletrólise da água a quebra da molécula de água utilizando-se a corrente elétrica contínua por ela, desde que a tornemos condutora, pois a água pura não conduz corrente elétrica. Nesse processo separamos os átomos de hidrogênio e oxigênio da molécula de água.

Em outras palavras, eletrólise é um processo eletroquímico, caracterizado pela ocorrência de reações de oxi-redução em uma solução condutora quando se estabelece uma diferença de potencial elétrico entre dois (ou mais) eletrodos mergulhados nessa solução. Vale lembrar que a denominação solução eletrolítica, empregada para designar qualquer solução aquosa condutora de eletricidade, deriva justamente desse processo.

O entendimento da eletrólise só é possível se conhecermos o comportamento de todas as substâncias envolvidas no processo, pois cada substância se comporta de determinada maneira quando em solução e, em especial, quando uma corrente elétrica atravessa essa solução.

Voltemos às condições do experimento, supondo que a garrafa contenha água pura. Como sabemos, a água pura não é condutora de eletricidade, e portanto, devemos adicionar a essa água alguma substância de modo a obtermos uma solução condutora, por isso utilizamos a solução salina, poderíamos usar ácido, sal ou base.

Ácidos, pela definição de Lewis, são substâncias que, em solução aquosa, liberam apenas um tipo de cátion, o H+. Essa definição não traduz exatamente o que ocorre na realidade, mas é suficiente para escrevermos as equações simplificadas da eletrólise e assim desvendá-la.

Pois bem: quando um ácido entra em solução aquosa, sofre ionização, liberando nessa solução cátions H+ e, com o "desmonte" da molécula, ânions (os ânions que lhe dão nome, que diferem, é claro, de um ácido para outro).

Esses íons (cátions e ânions) possuem grande mobilidade, e são eles os responsáveis pelo transporte de carga elétrica através da solução quando a corrente começa a circular.

A água, por sua vez, também apresenta um comportamento um tanto especial:

está sempre se "descombinando" e se recombinando, de modo que sempre há um pequeno número de moléculas, em qualquer amostra de água, que se apresenta decomposta da seguinte maneira:

de água, que se apresenta decomposta da seguinte maneira: Observemos então a figura abaixo, supondo a

Observemos então a figura abaixo, supondo a fonte de baixa tensão (1,5 volts de corrente contínua) já em funcionamento: os cátions (íons positivos) são atraídos para o eletrodo negativo (catodo), enquanto os ânions provenientes solução salina e da própria água (OH-) são atraídos para o eletrodo positivo (anodo).

Vamos analisar o que acontece no eletrodo negativo. Carregado de elétrons, por ação da fonte (pilhas), o catodo começa a transferir esses elétrons para os íons H+, que passam então para a forma H0 (reação de redução). Nessa forma, porém, o

elemento hidrogênio não é quimicamente estável, e assim, buscando a estabilidade química, esses átomos começam a se combinar entre si, formando moléculas de gás hidrogênio (H2). É fácil ver as bolhas de gás se formando junto ao grafite (eletrodo) e se acumulando na no balão, já que este se encontra emborcado sobre o eletrodo. A reação pode ser escrita, de forma simplificada, da seguinte maneira:

ser escrita, de forma simplificada, da seguinte maneira: O eletrodo positivo, simultaneamente, começa então a

O eletrodo positivo, simultaneamente, começa então a absorver os elétrons "em excesso" dos ânions próximos, fechando assim o circuito enquanto os elétrons circulam nos condutores, são os íons que transportam as cargas elétricas na solução, levando-as aos eletrodos. Como se vê, a função da fonte (pilhas) é, na prática, retirar elétrons dos ânions (oxidação) e entregá-los aos cátions (redução). (Lembre-se:

"oxidar-se é perder elétrons".)

Assim, a decomposição da água ocorre quando efetuamos a quebra das ligações entre átomos de hidrogênio e oxigênio. Quando a molécula é decomposta na eletrólise, os átomos livres procuram reagir novamente para formar novas moléculas. Assim, se quebrarmos as ligações químicas de duas moléculas de água, poderemos formar duas novas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio, gases que reagem entre si, para formar a água.

A reação entre o hidrogênio e o oxigênio ocorre com um grande desprendimento de energia, que pode ser novamente convertida em energia elétrica ou simplesmente em energia térmica, como numa grande explosão. Um bom exemplo de como utilizar estas duas formas de energia é o funcionamento de um ônibus espacial. A eletrólise tem outras aplicações na indústria tais como: obtenção do alumínio, cloro e água oxigenada.

EXPERIMENTO II

EXPANSÃO E CONTRAÇÃO DE GASES

INTRODUÇÃO- O experimento consiste em expandir um balão colocado no gargalo de uma garrafa mergulhando a mesma em água fervente e em meio a cubos de gelo.

OBJETIVO- Exemplificar a equação de Clapeyron definindo o volume de um gás sobre pressão constante e diferentes temperatura

DURAÇÃO-O experimento e suas considerações levam cerca de 45 minutos.

MATERIAIS:

Uma garrafa de vidro com um litro de volume

aproximadamente.

Duas bacias plásticas pequenas.

Uma garrafa térmica com água quente (+/- 100ºC), o

suficiente para cobrir um terço da altura da garrafa.

Um pouco de cubos de gelo e água fria, o suficiente para cobrir um terço da altura da garrafa.

Um balão de festa ligeiramente inflado.

MONTAGEM-Colocar o gargalo da garrafa no balão ligeiramente inflado e em uma bacia colocar a água quente e na outra os cubos de gelo com água fria

PROCEDIMENTOS

1 Colocar a garrafa com o balão na água quente e observar que o balão aumentará seu volume, conseqüentemente ocorrerá o mesmo com a pressão interna, ou seja, com o aumento da temperatura a pressão do gás também aumentará.

2

Colocar a garrafa com o balão na bacia com gelo e água fria. Pedir para o aluno observar o que ocorre; elaborar hipótese e fazer comparações com o caso anterior.

EXPLICAÇÃO

Quando colocamos a bexiga na boca da garrafa, confinamos um volume V de gás, uma massa M numa pressão o gás não vai sair do interior do volume formado pela bexiga e pela garrafa.

A temperatura do ar é T. Vamos supor T = 20º C = 293 K. Quando colocamos a garrafa na água quente, o ar lá dentro vai querer aumentar o volume ou a pressão. Como a bexiga é de borracha, material maleável, o volume aumenta e a bexiga infla, não aumenta (significativamente) a pressão.

Vamos considerar o processo completamente isobárico (ISO = igual e barico = pressão). Um processo a pressão constante.

Neste caso vamos usar equação de Clayperon que nos dá fundamentos para determinarmos os volumes em cada caso, aqui mais especificamente a expansão do gás gerado pelo aumento de temperatura.

Na equação de Clapeyron P V = n R T, onde,

P

=pressão

V

=volume

n

=quantidade de matéria

R= constante universal de gases ideais

T =temperatura

Temos várias constantes nessa expressão: P, n, R. Então podemos escrever que:

V nR

T

P

constante.

Se isso é constante, é válido para antes e depois da experiência.

Considerando Vi (volume inicial) e Vf= (volume final) e o mesmo para a notação da temperatura, Ti e Tf, temos:

Vi

Ti

Vf Tf

Conhecemos Vi, Ti, Tf. (Vamos supor Tf como o ponto de ebulição da água. Como se colocássemos em água fervente e esperasse o ar esquentar dentro da garrafa)

Vf

  Tf Ti   

 

.

Vi

Como Tf Ti essa divisão tem quociente maior que 1.

Multiplicando por Vi , tem-se um volume final maior que o inicial. Então o balão enche para poder dar lugar ao volume extra.

Supondo que

0

Ti 20 C eTf 100

0

C , temos:

Ti

293

K

Tf

373

K

Logo,

Tf

Ti

1.27

.

O que nos mostra que o volume aumenta em 27%.

REFERÊNCIAS

ANTONIO, Marcos. Combustão e concentração de gases. Disponível em

http://www.educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/aula-experimental-

comportamento-dos-gases.htm acessado em 28/10/2010

APOSTILA EXPERIÊNCIAS DE FÍSICA. Disponível em http://www.ebah.com.br acessado em 28/10/2010 BIBLIOTECA INTEGRADA: do 1º ano ao nono ano, médio, concursos e vestibulares. São Paulo: PAE, 2009

CRUZ, Daniel. Ciências e Educação Ambiental Química e Física. São Paulo: Editora

Ática, 21ª Edição, 1996.

VALADARES, Eduardo de Campos. Física mais que divertida.Inventos eletrizantes baseados em materiais reciclados e de baixos custos. Belo Horizonte, Editora UFMG,

2005