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Este e-book é dedicado à pessoa que esteve ao meu lado em todas estas
viagens, minha esposa Patrícia, a maior incentivadora destas aventuras, aos dois
filhos que a vida nos deu, Luis Fellipe e Roberta, e aos filhos que nossos filhos nos
deram, nossa nora, Priscila, e nosso genro, Cassio.
Trago aqui também um agradecimento especial aos amigos e confrades
Alexandre Gonçalves de Souza, André Chaves, Augusto Naime, Bruno Andrade,
Bruno Ferrari, Bruno Sena, Carlos Eduardo Staico, Carlos Braga, Charles Costa,
Daniel Schichiman, Emir Cadar, Fábio Drumond, Flávio Machado, Geraldo Souza
Lima, Gerson Lopes, Heraclio Mendonça, Herbert Viana, Ivan Valle, João
Castanheira, Joel Musman, Jonathas Dantas Valle, Jorge Tiso, José Arbex Filho,
Leonardo Dias Abreu, Luis Fellipe Maia, Luiz Patrus, Marcelo Horta, Marcelo Mussi,
Marcos Pacheco de Medeiros, Paulo Henrique Pires, Renato Bcheche, Renato Faria,
Ricardo Almeida, Robert Barbosa, Selem Teixeira Pinto, Telio Rocha e Walter Pace,
que viabilizaram a publicação do livro Conversando sobre vinhos – Um guia para
aprendizes, escrito por um aprendiz, agora em sua 2ª edição, adquirindo
antecipadamente a maior parte dos exemplares, cuja renda foi integralmente
doada à creche Tia Dolores, uma instituição que cuida de crianças, adolescentes e
adultos portadores de paralisia cerebral (http://www.tiadolores.org.br/).
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FRANCISCO MAIA NETO

Nascido na cidade de Juiz de Fora/MG, em 30 de março de 1960, é filho do


Desembargador Ayrton Maia (falecido em 2006) e Laura Guedes Maia (falecida em
2015), casado com Patrícia Moreira Reis Maia, com quem tem dois filhos, Luis
Fellipe, Advogado com MBA em Finanças, casado com Priscila (médica), e Roberta,
Administradora de Empresas, casada com Cassio (Economista).

Graduou-se em Engenharia Civil e Direito, ambos na Universidade Federal de


Minas Gerais, cursou pós-graduação em Engenharia Econômica, na Fundação Dom
Cabral, onde é professor convidado, e Engenharia de Avaliações e Perícias, na
PUC/MG. Autor de diversos livros sobre avaliação, perícia, mediação, arbitragem,
construção e mercado imobiliário, ministrando palestras e cursos sobre estes
temas.

Possui intensa militância classista, como Diretor do IBDiC e do IBRADIM,


Vice-Presidente do CREA/MG, Presidente do IBAPE/MG e IBAPE Nacional, Vice-
Presidente Jurídico da CMI-SECOVI/MG, Conselheiro da OAB/MG, Presidente da
Comissão de Direito da Construção da OAB/MG, Secretário-Geral da Comissão
Nacional de Mediação e Arbitragem da OAB e Coordenador da pós-graduação em
Advocacia Imobiliária da ESA-OAB/MG, dentre outras.

Atua como árbitro em câmaras arbitrais em MG, SP, RJ e DF, além de ter
integrado a Comissão de Juristas para a reforma da Lei de Arbitragem e criação da
Lei de Mediação, no Senado Federal, e a Comissão de Especialistas para discutir o
Marco Legal da Mediação e Conciliação no Brasil, no Ministério da Justiça.

Suas atividades profissionais se concentram na Precisão Consultoria –


Avaliações, Perícias e Arbitragens e Francisco Maia & Associados – Advocacia e
Consultoria Jurídica, atuando ainda no mercado imobiliário e como empresário
rural no setor cafeeiro.
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É cidadão honorário de Belo Horizonte e Três Pontas e recebeu diversas


condecorações do Governo do Estado de Minas Gerais, Tribunal de Justiça de MG,
Câmara Municipal de BH, OAB/MG, OAB/Juiz de Fora, Assembleia Legislativa de
MG, CREA/MG e Associação dos ex-alunos da Escola de Engenharia da UFMG.

No início dos anos 2000 travou os primeiros contatos com o mundo do vinho,
com especial predileção pelo enoturismo, tendo já visitado mais de 40 regiões
vinícolas ao redor do mundo, sendo fundador das confrarias Amigos do Vinho BH,
Sociedade dos Acadêmicos do Vinho e Vinho é Vida!, esta última que também dá
nome ao grupo que administra no Facebook, além de estar estruturando os
projetos do Sarau Enológico, Ordem dos Cavaleiros da Enotria, Viajando com o
Vinho e Arcádia do Vinho.
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ÍNDICE
Apresentação ................................................................................................................. 9

O mapa-múndi do vinho ............................................................................................ 10

Volume 1 11

Benziger Family (Estados Unidos) ............................................................................... 12


Beringer (Estados Unidos) .......................................................................................... 13
Cartuxa (Portugal) ...................................................................................................... 14
Castello Banfi (Itália) .................................................................................................. 15
Castello Di Amorosa (Estados Unidos) ........................................................................ 16
Catena Zapata (Argentina).......................................................................................... 17
Cave Geisse (Brasil) .................................................................................................... 18
Château de Pommard (França) ................................................................................... 19
Château Lynch Bages (França) .................................................................................... 20
Château Montelena (Estados Unidos) ......................................................................... 21
Château Ste Michelle (Estados Unidos)....................................................................... 22
Clos Du Val (Estados Unidos) ...................................................................................... 23
Col Solare (Estados Unidos) ........................................................................................ 24
Concha y Toro (Chile) ................................................................................................. 25
Culinary Institute of America (Estados Unidos) ........................................................... 26
D’Arenberg (Austrália) ................................................................................................ 27
Dinastia Vivanco (Espanha)......................................................................................... 28
Domaine Carneros (Estados Unidos) ........................................................................... 29
Domaine Drouhin (Estados Unidos) ............................................................................ 30
Domaine Serene (Estados Unidos) .............................................................................. 31
Duckhorn (Estados Unidos) ........................................................................................ 32
El Enemigo (Argentina) ............................................................................................... 33
Fontanafredda (Itália)................................................................................................. 34
Francis Ford Coppola (Estados Unidos) ....................................................................... 35
6

Gibbston Valley (Nova Zelandia) ................................................................................. 36


Hall (Estados Unidos).................................................................................................. 37
Heitz (Estados Unidos)................................................................................................ 38
Imagery Estate (Estados Unidos) ................................................................................ 39
Inglenook (Estados Unidos) ........................................................................................ 40
Jarvis Estate (Estados Unidos)..................................................................................... 41
Joseph Phelps (Estados Unidos) .................................................................................. 42
Ken Wright (Estados Unidos) ...................................................................................... 43
King Estate (Estados Unidos) ...................................................................................... 44
L'Ecole N ° 41 (Estados Unidos)................................................................................... 45
M. Chapoutier (França) .............................................................................................. 46
Marquês de Riscal (Espanha) ...................................................................................... 47
Matetic (Chile) ........................................................................................................... 48
Moët & Chandon (França) .......................................................................................... 49
Mudbrick (Nova Zelândia) .......................................................................................... 50
Neil Ellis (África do Sul) ............................................................................................... 51
O. Fournier (Argentina) .............................................................................................. 52
Opus One (Estados Unidos) ........................................................................................ 53
Quinta do Crasto (Portugal) ........................................................................................ 54
Robert Mondavi (Estados Unidos) .............................................................................. 55
Silver Oak (Estados Unidos) ........................................................................................ 56
Sparkling Pointe (Estados Unidos) .............................................................................. 57
Stag’s Leap (Estados Unidos) ...................................................................................... 58
V. Sattui (Estados Unidos) .......................................................................................... 59
VJB (Estados Unidos) .................................................................................................. 60
Ysios (Espanha) .......................................................................................................... 61

Volume 2 62

Achaval Ferrer (Argentina) ......................................................................................... 63


Airfield Estates Winery (Estados Unidos) .................................................................... 64
Almaúnica (Brasil) ...................................................................................................... 65
Almaviva (Chile) ......................................................................................................... 66
7

Batch (Nova Zelândia) ................................................................................................ 67


Bernardo (Estados Unidos) ......................................................................................... 68
Bouza (Uruguai) ......................................................................................................... 69
Bressia (Argentina) ..................................................................................................... 70
Casa Valduga (Brasil) .................................................................................................. 71
Casas del Bosque (Chile) ............................................................................................. 72
Château Cantenac Brown (França).............................................................................. 73
Château Cheval Blanc (França) ................................................................................... 74
Château Figeac (França) ............................................................................................. 75
Château Margaux (França) ......................................................................................... 76
Château Palmer (França) ............................................................................................ 77
Château Pichon-Longueville (França) .......................................................................... 78
Château Tanunda (Austrália) ...................................................................................... 79
Clos Apalta (Chile) ...................................................................................................... 80
De Bortoli (Austrália) .................................................................................................. 81
Diamandes (Argentina)............................................................................................... 82
Emiliana (Chile) .......................................................................................................... 83
Garzón (Uruguai) ........................................................................................................ 84
Helen & Joey Estate (Austrália) ................................................................................... 85
Herdade do Esporão (Portugal) .................................................................................. 86
Inkwell (Austrália) ...................................................................................................... 87
Ken Wright Cellars (Estados Unidos) ........................................................................... 88
La Cité du Vin (França) ................................................................................................ 89
Lagarde (Argentina).................................................................................................... 90
Langmeil (Austrália).................................................................................................... 91
Monteviejo (Argentina) .............................................................................................. 92
Norton (Argentina) ..................................................................................................... 93
Oakridge (Austrália) ................................................................................................... 94
Pesquera (Espanha).................................................................................................... 95
Pizzato (Brasil) ............................................................................................................ 96
Quinta da Boa Vista (Portugal).................................................................................... 97
Quinta da Pacheca (Portugal) ..................................................................................... 98
Ruca Malen (Argentina) .............................................................................................. 99
8

Salentein (Argentina)................................................................................................ 100


Santa Rita (Chile) ...................................................................................................... 101
Stonyridge (Nova Zelândia) ...................................................................................... 102
Suzana Balbo (Argentina) ......................................................................................... 103
Terrazas de los Andes (Argentina) .......................................................................... 104
Veuve Clicquot Ponsardin (França) ........................................................................... 105
Villa Maria (Nova Zelândia)....................................................................................... 106
Vistalba (Argentina).................................................................................................. 107
Wet Jacket (Nova Zelândia) ...................................................................................... 108
Wirra Wirra (Austrália) ............................................................................................. 109
Yalumba (Austrália) .................................................................................................. 110
Yarra Yering (Austrália)............................................................................................. 111
Yering Station (Austrália) .......................................................................................... 112
9

APRESENTAÇÃO
Ao iniciar meu confinamento voluntário, no dia 17 de março de 2020, em
decorrência da pandemia do Covid-19, imaginei uma forma de amenizar estes
tempos sombrios, não só para mim, mas também para as pessoas que se interessam
por este maravilhoso universo do vinho.
Surgiu então a ideia de escrever diariamente sobre as vinícolas que visitei em
minhas muitas viagens, que me levaram a conhecer mais de 40 regiões vinícolas em
12 diferentes países, proporcionando momentos de muita satisfação, se tornando
inesquecíveis em minha memória.
Minha intenção foi viajar novamente a estes lugares mágicos, cercados por
histórias incríveis, vinhos deliciosos e passeios marcantes, na maioria das vezes
ainda associadas a uma experiência gastronomia que repeti várias vezes para
amigos e degustei na imaginação em diversas oportunidades, inclusive em algumas
apresentações sobre enoturismo que realizei e ao escrever o livro Viajando com o
vinho – Um guia para aprendizes, escrito por um aprendiz, lançado recentemente.

Ao longo deste período, a publicação destes depoimentos ocorreu nas


primeiras horas do dia no grupo que administro no Facebook, Vinho é Vida!,
reunindo mais de 7.500 membros, assim como no grupo de amantes do vinho que
mantenho no WhatsApp, Sociedade dos Acadêmicos do Vinho, onde mais de 120
pessoas conversam sobre o mundo de Baco, trocando experiências e
compartilhando rótulos que são degustados quase que diariamente.

Ao completar 50 vinícolas publicadas nestes canais, resolvi então montar o


primeiro volume deste e-book, continuando as publicações diárias, até completar
100 vinícolas visitadas ao redor do mundo, que originaram o segundo volume, que
resultaram nesta edição completa.
Espero que aproveitem bastante e degustem sem moderação.

Cheers, santé, salute, saúde!


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O MAPA-MÚNDI DO VINHO
(Países onde situam-se as vinícolas descritas nesta publicação)
11

VOLUME 1
12

Benziger Family (Estados Unidos)


A história da Benziger Family Winery se inicia em 1973, quando os irmãos
Mike e Bruno Benziger compraram o histórico Ranch Wegener, próximo à simpática
cidadezinha de Glen Ellen, em Sonoma, na Califórnia, iniciando a produção de vinhos
orgânicos, e hoje descendentes da terceira geração já participam da condução dos
negócios. O lugar é considerado “amigo da criança”, incluindo um parquinho
existente no centro de visitantes e um dos tours, onde os pequenos podem
participar sobre um trenzinho rebocado por trator. O passeio pelas videiras é feito
com paradas para explicações, sendo totalmente sustentáveis, não utilizando
agrotóxicos e nem fertilizantes, onde são plantadas uvas Pinot Noir, Cabernet
Sauvignon, Merlot, Syrah, Chadornnay e Sauvignon Blanc, e, do alto, há uma vista
linda de toda a propriedade. Em 1986, receberam da Demeter Association o
Certificado de Fazenda Biodinâmica, e em 2006, Mike Bezinger e o consultor
internacional biodinâmico Alan York foram capa da revista Wine Spectator. A
degustação dos vinhos sustentáveis, orgânicos e biodinâmicos é também muito
especial, terminando na loja, que além de vinhos, têm ótimos temperos a venda.
Uma boa dica pode ser parar em uma loja do tipo Whole Foods Market e comprar
pães e excelentes queijos que podem ser encontrados nestes locais, depois sentar
em uma das mesas na varanda sombreada, com vista para as videiras, degustando
essas iguarias acompanhadas de um dos bons vinhos da casa.

http://www.diariodeviagem.com/photo/fotos-benziger-vinicola-napa-valley/
13

Beringer (Estados Unidos)


A Beringer Vineyards é uma vinícola fundada em 1875, sendo a vinícola mais
antiga da Califórnia em operação contínua, sendo hoje uma propriedade que faz
parte do Patrimônio Histórico Nacional e do estado da Califórnia, possuindo uma
trajetória ligada à própria história do vale. Situada na bela cidade de Santa Helena,
no Napa Valley, ao lado da The Culinary Institute of America at Greystone, foi a
primeira vinícola da Califórnia a oferecer tours após a revogação da Lei Seca, que
percorrem seus túneis emblemáticos, local de produção dos vinhos, incluindo o
passeio na adega histórica e alguns tipos de degustações, que são realizadas na Old
Winnery, um salão onde existe uma lojinha ampla e charmosa, com direito a um
balcão bem animado, podendo optar por alguns experimentos especiais com os
vinhos da casa, fabricados com as uvas Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Pinot
Noir, inclusive permitindo desfrutar um deles, que recebeu uma elevada pontuação
do crítico Robert Parker (RP 99), oferecendo ainda área de piquenique, vinhedos e
casarões históricos, além de desfrutar de sua arquitetura e seus jardins, que
encantam os turistas.

https://ideiasnamala.com/napa-valley-beringer/
14

Cartuxa (Portugal)
Do norte para o centro de Portugal, vamos até a região do Alentejo,
conhecer a tradicional Adega Cartuxa, em Évora, parte da Fundação Eugênio de
Almeida, no prédio secular onde a visita ocorre, conhecido por Quinta de Valbom,
construído entre 1587 e 1598, para percorrer as instalações, onde são fabricados
seus conceituados rótulos, como EA, Cartuxa, Scala Coeli e o emblemático Pêra
Manca, que teria sido levado por Pedro Álvares Cabral na expedição de
descobrimento do Brasil. O tour guiado passa por lugares históricos de fabricação
de vinhos, grande parte desativada e que hoje se tornaram uma relíquia deste
verdadeiro museu, com destaque para o “corredor de aromas”, onde encontram-se
as principais uvas usadas na fabricação dos vinhos alentejanos, terminado com a
tradicional degustação e acesso à loja dos vinhos, onde podem ser adquiridos os
produtos produzidos no local.

https://viagemeturismo.abril.com.br/blog/portugal-lisboa/vinhos-do-
alentejo-uma-visita-a-adega-
cartuxa/?fbclid=IwAR0cf8z6XgFtSUAyU83xDUFAB8Q61uSgw-2XNIQV-
uuLk14A2xSsi0VuRLw
15

Castello Banfi (Itália)


Do Piemonte vamos para a Toscana, uma das mais charmosas regiões da
Itália, na província de Montalcino, conhecida mundialmente pelo famoso vinho que
leva o nome da região como sobrenome, um dos mais admirados no mundo, o
Brunello de Montalcino, para conhecer o Castello Banfi, vinícola fundada pelos
irmãos ítalo-americanos Mariani em 1978, na propriedade Poggio Alle Mura, com
seus 2830 hectares, divididos em vinhedos, oliveiras, árvores frutíferas e bosques.
A visita usualmente tem um roteiro começando pela Enoteca Banfi, que recria o
ambiente de um armazém toscano, fruto da restauração de um depósito de vinhos
da era medieval, onde podem ser comprados vinhos produzidos na Toscana e no
Piemonte, além de produtos típicos toscanos, seguindo para um almoço no
restaurante Taverna Banfi, antigo local de depósito dos barris de madeira para o
amadurecimento de seus vinhos, terminando com o tour pela vinícola, passando
por todas as áreas importantes da vinificação, após o qual o visitante pode se
hospedar no castelo e ali desfrutar tudo que o local oferece.

https://www.euandopelomundo.com/destinos/europa/italia/visita-ao-
castello-banfi-em-
montalcino/?fbclid=IwAR3Td83lxUJMwIhmxsX7A42G3HGDfSHSBvIDw7YBW
20cxyhCZkR6R3YIVFQ
16

Castello Di Amorosa (Estados Unidos)


Mais do que uma vinícola, o Castello Di Amorosa é uma atração turística
desta região da Califórnia, situado próximo à cidade de Calistola, não muito
conhecido pelos seus vinhos, mas muito recomendado pelo menos para uma visita
e para fotos, contemplando sua belíssima arquitetura que vai proporcionar um
agradável passeio pelas imediações dessa majestosa edificação, cujo nome e
construção foram inspirados nos castelos da Toscana na Itália, dos séculos 12 e 13,
onde foram gastas quase 10 toneladas de pedras, muitos dos materiais de
construção e parte da mão de obra foram importados da Itália, incluindo dois
profissionais contratados para fazer as pinturas. O castelo conta com mais de 100
ambientes, distribuídos em 8 andares, incluindo até mesmo uma capela, parecendo
mesmo coisa de filme, com torres, ponte levadiça e o teto pintado à mão pelos
artistas italianos, cuja parte externa é mais interessante que a interna, lembrando
muito a região que o inspirou, pela construção toda em pedras, cercado de
vinhedos, pontes, lagos e verde por toda parte. O acesso ao seu interior requer o
pagamento de uma entrada, que pode ser a mais básica (General admission), com
direito a provar 5 vinhos da lista de produção do grupo, que inclui um mapa da
vinícola, acesso para alguns dos ambientes, como o grande salão, capela, bar para
degustação no porão, pátio e estábulos, ou optar por outros tipos de tours guiados
ou degustações de vinhos, uma delas acompanhada de uma seleção de queijos
locais, ou aquela realizada em uma área privada, com direito a um tour guiado pela
vinícola, possibilitando ainda um adicional para fazer a degustação acompanhada
de chocolates belgas.

https://www.acontecenovale.com/castelo-di-amorosa-em-napa-valley/
17

Catena Zapata (Argentina)


Ainda em Mendoza, uma visita obrigatória é a Catena Zapata, seguramente
a mais conhecida da região, cujos vinhos são muito familiares aos brasileiros,
destacando seu pioneirismo em várias iniciativas ligadas à vitivinicultura, inclusive
por meio da Catena Institute of Wine, em parceria com a Universidade da Califórnia,
Davis, e a Universidade Nacional de Cuyo, possuindo um arquitetura piramidal,
inspirada na arquitetura maia, com diversas atrações ligadas ao mundo do vinho,
cujas visitas devem ser agendadas, devido à grande procura, o que torna os tours
muito concorridos pelos turistas, assim como as degustações que ocorrem ao final,
embora seja tudo muito organizado e torna-se uma experiência inesquecível.

https://www.cafeviagem.com/visita-catena-zapata-
mendoza/?fbclid=IwAR3iWdugn5GkY1KjHFZkkR7AWMprtvhfNAdJvhYUz5eq
IToIKaCO-v_Dhfc
18

Cave Geisse (Brasil)


Distante aproximadamente 140 km de Porto Alegre e 7 km do centro da
cidade de Pinto Bandeira, a vinícola brasileira Cave Geisse não fica dentro do Vale
dos Vinhedos, mas bem próxima. Fundada em 1979 pelo engenheiro agrônomo e
enólogo chileno Mario Geisse, que veio para cá dirigir a divisão nacional da Moët &
Chandon em 1976, viu nesta cidade lugar um terroir único, o que o levou a criar sua
própria vinícola, que hoje é referência em espumantes no Brasil e no mundo, na
opinião de muitos especialistas, como o único Master of Wine do país, Dirceu
Vianna Junior, tanto é que o rótulo Terroir Nature é a única bebida brasileira que
consta no livro 1001 Vinhos para Beber Antes de Morrer, de Neil Becktt. Esta
vinícola possui uma estrutura excelente, situada em um lugar muito bonito, com
atendimento impecável e atrativos que tornam esta visita algo imperdível na Serra
Gaúcha, podendo relaxar no Open Lounge ou aproveitar a Geisse Experience, visita
técnica dividida por partes, incluindo explicação sobre o terroir, o vinho base e
espumante, produzidos a partir do método Champenoise (método tradicional), o
mesmo usado na região de Champagne, na França.

https://www.familiageisse.com.br/index
19

Château de Pommard (França)


De Portugal seguimos para a França, e chegamos à Borgonha, para visitar o
Château de Pommard, uma propriedade de 1726, construída por um dos secretários
do rei Luís XV, que virou uma grande atração turística, sendo um dos mais
importantes de Beaune, ficando bem próximo ao centro da cidade, o castelo abriga
a vinha Clos Marey-Monge, classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO, bem
protegida por sua impressionante muralha do século XIX, valendo muito a pena
realizar um tour, onde é feita uma caminhada pelos vinhedos, visita às adegas e a
loja, além de incluir um museu com mostras temporárias e uma coleção de
esculturas de Salvador Dalí, terminando com a degustação desses vinhos nobres.

https://www.amazonasemais.com.br/outros-
destinos/franca/borgonha/chateau-de-pommard-vinicola-na-
borgonha/?fbclid=IwAR1rGl-
wuYRNyrew2U5eMgGsMzlRr9PBsh6Zf1NmS1omH73zWGlvZNbllh8
20

Château Lynch Bages (França)


Ainda na França, saímos da Borgonha e vamos para Bordeaux, para visitar o
famoso Château Lynch Bages, uma belíssima propriedade da região de Pauillac,
com 110 hectares de vinhas, divididas entre Cabernet Sauvignon (66%), Merlot
(15%), Cabernet Franc (7%) e Petit Verdot (2%), onde é produzido o vinho do
mesmo nome, um 5ème (Cinquième) Grand Cru Classé da famosa classificação
oficial de 1855, considerado um dos líderes em hospitalidade na região, contando
com mais de mil barricas de carvalho francês e com um museu do vinho, que nos
reporta à elaboração secular do vinho., onde existe a pequena aldeia de Bages que
dispõe de um restaurante com estrela Michelin e hotel, um belo bistrô, padaria
artesanal, lojas típicas e muito mais.

https://revistaadega.uol.com.br/artigo/o-
quinto_4146.html?fbclid=IwAR1iIsoRnlpAgXf9LqIcZ6pl73fEQtd8k3DcMnm7
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21

Château Montelena (Estados Unidos)


Seguindo para a Califórnia, visitaremos o Château Montelena, vinícola
vencedora do Julgamento de Paris na categoria dos vinhos brancos, se tornando
um lugar emblemático para conhecer, inscrito no Registro Nacional de Locais
Históricos dos Estados Unidos, especialmente por ser o cenário de grande parte do
filme homônimo, sobre um dos mais comentados acontecimentos da vinicultura,
ocorrido em 1976, que alterou a geografia do vinho no mundo, onde existe um
memorial dedicado ao concurso realizado na cidade-luz.

https://www.acontecenovale.com/chateau-montelena-a-vinicola-que-deu-
fama-ao-napa-
valley/?fbclid=IwAR24ulWZskn6gryF6d2bqSTZTjCZI6665Qs1v2QvRt3a3UJuR
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22

Château Ste Michelle (Estados Unidos)


Concluindo nosso roteiro pelo estado de Washington, vamos passear
próximo à cidade de Seattle, distante 30 km de seu centro, onde fica a pequena e
charmosa Woodinville, com pouco mais de 11 mil habitantes e jeitinho de interior,
mas que conta com mais de 140 estabelecimentos que oferecem degustação de
vinho, entre vinícolas e wine bars, dentre elas a mais tradicional, Château Ste
Michelle, a mais antiga do estado de Washington e a primeira a fazer mudança para
o lado ocidental da cadeia de montanhas Cascade, para esta região de Puget Sound.
Logo na chegada o visitante se surpreende com a beleza e organização,
atravessando um belo jardim até chegar à sede, onde pode optar pela visitação com
degustação guiada ou ir direto para a sala de degustação, oferendo uma gama
enorme de opções, inclusive de compras de vinhos e outros utensílios, e também
itens de alimentação. A vinícola produz Chardonnay, Cabernet, Merlot e Riesling, e
tem parcerias de vinificação com dois viticultores: Col Solare, uma aliança com Piero
Antinori da Toscana, e Eroica Riesling, parceria com Ernst Loosen do Mosel. Em
2004 foi selecionada como a American Winery of the Year da revista Wine
Enthusiast.

https://visiteseattle.com/chateau-ste-michelle/
23

Clos Du Val (Estados Unidos)


No ano de 1972 o casal John e Henrietta Goelet fundou a Clos Du Val, sendo
ele descendente do famoso comerciante de vinhos de Bordeaux, Barton & Guestier,
cuja visão resultou na produção do vinho que rivalizaria com os melhores do mundo,
selecionando o enólogo francês Bernard Portet para liderar a busca pela
propriedade perfeita, e dois anos e cinco continentes depois, foi escolhida uma
parcela do que se tornaria o distrito de Stags Leap, no vale de Napa, na Califórnia,
para realizar esse sonho grandioso. O vinho inaugural foi o Clos Du Val Cabernet
Sauvignon 1972, que fez parte do grupo que superou os vinhos franceses na
lendária degustação às cegas do Julgamento de Paris, em 1976, curiosamente em
uma outra degustação comemorativa dos 10 anos da primeira, também na França e
organizada por Steven Spurrier, este mesmo vinho ficou com o primeiro lugar, à
frente de vinhos como Haut-Brion e Mouton-Rothschild. A vinícola é muito bonita,
localizada em uma casa no estilo colonial, com um jardim ao redor que tem vista
para os 60 hectares de vinhedos, nesta região de grande distinção por seu terroir,
considerada por tal diferencial “um vale dentro de um vale”, com apenas três
quilômetros quadrados, possuindo um perfil climático plenamente favorável à
obtenção de frutos maduros e cheios de sabor.

https://hotelcaliforniablog.com/clos-du-val-uma-vinicola-em-silverado-trail/
24

Col Solare (Estados Unidos)


Seguindo pelo estado de Washington, chegamos à sub-região de Red
Mountain, pertencente à AVA (American Viticultural Area) Yakima Valley, onde
encontramos a Col Solare, fruto da união de duas tradicionais famílias do mundo
dos vinhos, Antinori e Château Ste. Michelle, refletindo a tradução das qualidades
do terroir exclusivo desta belíssima região, cuja vinícola situa-se em frente à
montanha que dá nome ao local, na verdade uma colina, com terras marrons, cuja
sala de degustação está voltada para as videiras, uma construção de extremo bom
gosto e onde pode ser feita uma gostosa experiência com seus vinhos e ainda
comprar alguns exemplares, sendo vasta a oferta de rótulos e tamanhos de
garrafas.

http://www.vinocult.net/2015/09/col-solare-uma-parceria-da-familia.html
25

Concha y Toro (Chile)


Ainda na América do Sul, vamos até o Chile visitar a vinícola mais conhecida
dos brasileiros, a Concha y Toro, maior produtora e exportadora de vinhos do país,
que possui muitos rótulos que frequentam as mesas mundo afora, onde existem
várias opções de tours e degustações, além de um exclusivo para o seu melhor
vinho, o icônico Dom Melchior, nome do fundador da vinícola, que agora se tornou
uma vinícola independente, mas ainda ligada à empresa mãe, cujos passeios no
casarão da família e nos jardins já são uma atração à parte, sendo finalizada com a
visita guiada à bodega, onde é contada a famosa lenda do Casillero del Diablo e com
a degustação dos vinhos, sendo oferecida uma taça com o nome da vinícola, como
recordação para levar pra casa.

https://nosnochile.com.br/vinicola-concha-y-toro-como-ir-por-
conta/?fbclid=IwAR2i_hJewAR5W-
QzN3H0VSvVwrLPnhpT9zytM8yfPZ2T85nnbbArg2zHuqg
26

Culinary Institute of America (Estados


Unidos)
O Instituto Culinário da América, embora não seja uma vinícola, tem que
estar presente nesta viagem, pois como dizia Robert Mondavi, “uma refeição sem
vinho é como um dia sem sol”, assim apresentamos a escola gastronômica CIA -
Culinary Institute of America at Greystone, uma instituição privada de ensino
superior, sem fins lucrativos, que oferece programas para associados em artes
culinárias e artes da panificação e pastelaria, bem como programas de certificação,
cursos de educação continuada, aulas personalizadas, conferências e seminários,
incluindo a Conferência Internacional & Festival do Sabor a cada ano. O Centro Rudd
de Estudos profissional do vinho oferece aulas de instrução sobre a bebida, que
possui um programa de certificação para profissionais do vinho. O campus também
opera o Wine Spectator Greystone Restaurant, que conta com ingredientes locais
e sazonais apresentando a cozinha regional da Califórnia, assim como o Café
Padaria, operado pela Illy, que oferece uma variedade de sanduíches, sopas,
saladas, pães, tortas, sobremesas e bebidas de café preparados pelos alunos na
cozinha da faculdade e do programa, tudo isto localizado em um belo castelo de
pedra em Santa Helena, sendo uma das mais conceituadas escolas de culinária do
mundo, cujo campus principal encontra-se em Hyde Park, Nova York, onde uma
visita é muito recomendada, para conhecer suas instalações, visitar as lojas com
tudo o que um bom gourmet gosta e ainda poder comer neste seu restaurante
escola, podendo ser conjugada com a vinícola Beringer, situada bem ao lado.

https://hotelcaliforniablog.com/escola-de-culinaria-na-california/
27

D’Arenberg (Austrália)
Hoje vamos voar mais longe e chegar na Austrália, mais especificamente na
região de McLaren Valley, próximo à cidade de Adelaide, capital do estado da
Austrália Meridional, para conhecer a centenária vinícola d’Arenberg, onde
encontra-se uma das mais emblemáticas construções do mundo do vinho,
apelidada de “cubo mágico”, que consumiu valores superiores a US$ 10 milhões,
abrigando um museu multi-sensorial, uma adega e um restaurante, nos permitindo
uma visita inesquecível por obras de Salvador Dali, experiências sensoriais
inesquecíveis, várias surpresas na arquitetura interna, especialmente nos
banheiros, e uma ótima degustação no último andar, em um espaço aconchegante
e com vista maravilhosa para os vinhedos, enfim, um passeio imperdível para quem
visita esta cidade australiana.

https://blogdosvinhos.com.br/o-extraordinario-darenberg-cube-e-
inaugurado-na-
australia/?fbclid=IwAR2DrTEOv1mos8bcMqcMubl6gtCj9PN2hpb8C6n-
n2ZXzvH03Z2oPytafQ4
28

Dinastia Vivanco (Espanha)


A vinícola Dinastia Vivanco, localizada na região de Briones, Rioja Alta, na
Espanha, perto de Haro, em frente de San Vicente de La Sonsierra, uma região muito
boa para Tempranillo com potencial de guarda, abriga várias curiosidades e se destaca
pela excelência do enoturismo, mas não são os detalhes, mas a grandiosidade que
impressiona, pois investiu pesado numa atração turística que vai além dos vinhedos e
da linha de produção, ao criarem o Museu Vivanco da Cultura do Vinho,
(https://vivancoculturadevino.es/es/fundacion/museo-vivanco/), que pode parecer
com alguns museus dedicados ao vinho que se vê por aí, mas não é, pois este tem
imponência, quatro andares, muita história e muitas peças para mostrar, cuja visita
começa com um vídeo introdutório, mas os artigos expostos é que ajudam a gente
as pessoas a se ambientar, com seus setores interativos, como a área de
identificação dos odores presentes nos vinhos, e curiosidades, como a coleção de
saca-rolhas, onde toda a trajetória da bebida está descrita de forma detalhada, e
ainda oferece cursos, completando com uma loja enorme, um bar cheio de tapas
deliciosas e um restaurante sofisticado.

https://invinoviajas.blogspot.com/2013/12/museu-da-cultura-do-vinho-de-la-
rioja.html?fbclid=IwAR1JfiE9GJN28U2XwkIo_s9G_ol7B7pQKJjLfNP0Jl14ztTXb8RtE
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29

Domaine Carneros (Estados Unidos)


Localizada entre os condados de Napa e Sonoma, um pouco antes de chegar
na cidade de Napa, a vinícola Domaine Carneros é mundialmente conhecida pela
produção dos seus espumantes de altíssima qualidade, onde existe um imponente
casarão, cujo projeto foi inspirado no Château de La Marquetterie, sede da
Taittinger na Europa, que produz o famoso champagne francês, tendo à frente
Claude Taittinger, fundador desta vinícola na Califórnia e proprietário da Taittinger
de Reims, marca tradicional e respeitada, fundada em 1734 na própria região de
Champanhe. Além disso o local possui uma vista muito bonita, para admirar os belos
jardins da propriedade, cercados por parreiras e limusines, sendo praticamente um
marco para quem visita o Napa Valley, compreendendo 350 acres no total, com 225
acres da casta Pinot Noir e 125 acres de Chardonnay, onde o melhor programa é
desfrutar seus espumantes da categoria ultra premium de fama mundial, devendo
realizar a reserva antecipada da degustação e assim garantir um bom lugar na área
externa da vinícola, especialmente nos dias de calor. Nesta grande varanda pode
ser feita uma pequena degustação de vinho tinto, limitada à uva Pinot Noir, e várias
taças com espumantes diferentes, existindo ainda algumas opções de
harmonizações por um preço bem razoável, e podendo pedir um cheese plate,
sendo que a degustação também pode ser dividida.

https://www.acontecenovale.com/domaine-carneros-minha-vinicola-
preferida-em-napa/
30

Domaine Drouhin (Estados Unidos)


Bem próxima à Domaine Serene encontra-se a Domaine Drouhin, respeitado
produtor da Borgonha, cuja família produz vinhos há mais de um século, que se
estabeleceu no Oregon em 1987, quando Robert Drouhin decidiu comprar terras e
plantar seus vinhedos em Dundee Hills, e no ano seguinte seus filhos Véronique e
Philippe Drouhin assumiram o negócio, lançando a primeira safra com uvas
provenientes de outras propriedades, mas em seguida construíram a adega de
quatro andares, que é ícone da capacidade de combinar o tradicional com o novo, e
hoje estão entre os mais reputados e melhores produtores da região, apresentando
como slogan “Alma francesa, solo do Oregon”, local que possui um terroir
apropriado para tintos como os Pinot Noirs, característicos da região francesa de
origem desta vinícola, mas que também produz vinhos da uva Chardonay. A vinícola
se encontra em um lugar belíssimo, com uma excelente e moderna sala de
degustação, que possui um balcão interno e mesas externas em um deck, com uma
impressionante vista sobre o vale de Mount Hood, onde é possível degustar seus
fantásticos vinhos, considerados pela revista Gault Millau como os melhores Pinot
Noir produzidos fora da Borgonha, sendo que o Chardonnay 1997 foi escolhido o
"Best New World White" pela revista Decanter de maio de 2000.

http://www.brasilvinhos.com.br/2018/07/18/os-elegantes-pinot-noir-e-
chardonnay-da-francesa-drouhin-no-oregon/
31

Domaine Serene (Estados Unidos)


Na costa oeste americana, entre os estados de Washington e da Califórnia,
encontramos as vinícolas do Oregon, com seus famosos vinhos da uva Pinot Noir, e
vamos ao Willamette Valey, nas colinas de Dundee, conhecer a Domaine Serene,
uma das mais imponentes vinícolas da região, que produz vinhos de seis fazendas
individuais, plantadas exclusivamente em Pinot Noir e Chardonnay, cuja entrada já
demonstra toda a beleza do local, com seu acesso todo cercado por vinhedos, até
a sede, um enorme casarão com um interior bem luxuoso, onde a degustação é
realizada em um belo salão, para experimentar seus vinhos premiados, incluindo o
Evenstad Reserve Pinot Noir, reconhecido como o terceiro vinho do mundo em
2013, pela Wine Spectator Magazine, o Pinot Noir 2012 Winery Hill, nomeado o
melhor Pinot Noir do mundo pela revista Decanter, em 2016, e o Evenstad Reserve
Chardonnay 2014, classificado como o segundo vinho do mundo nos 100 melhores
vinhos da Wine Spectator.

https://sommeliere.com.br/2018/03/15/o-estilo-borgonhes-dos-vinhos-do-
oregon/
32

Duckhorn (Estados Unidos)


No ano de 1976, Dan e Margaret Duckhorn fundaram a Duckhorn Vineyards,
quando compraram a propriedade original de 10 acres na linda Santa Helena, no
norte da Califórnia. Nomeada Marlee's Vineyard, depois de Margaret, esta
propriedade idílica mais tarde se tornou o lar da bela Duckhorn Vineyards Estate
House, que ao longo de mais de quarenta anos se estabeleceu como um dos
principais produtores de vinhos de Napa Valley. Desde sua modesta safra inaugural
de 800 caixas de Cabernet Sauvignon e 800 caixas de Merlot em 1978, até a adição
de Sauvignon Blanc em 1982, a Duckhorn Vineyards criou uma tradição de
qualidade e excelência que continua até hoje, sendo servido na posse de Barack
Obama, em 2009. Em 2001 foi inaugurada a propriedade Duckhorn Vineyards
Estate House, com um belo cenário de vinhedos e vistas para o jardim, o local é ideal
para ser pioneiro em uma experiência sofisticada de degustação de vinhos. No ano
de 2017 comemorou o marco de sua 40ª colheita, com uma variedade de eventos e
um logotipo especial da 40th Anniversary Harvest que adorna todos os vinhos
vintage daquele ano. Sua tradicional sede da propriedade e sala de degustação
constituem um cenário deslumbrante desta região vinícola desde a sua
inauguração, onde os visitantes podem saborear seus premiados vinhos, passear
por seus belos jardins e apreciar a vista das vinhas na varanda envolvente, que
revisita a época colonial americana, pela sua arquitetura, com vinhos bastante
conhecidos e com uma variedade muito grande de tipos para degustação e compra
por preços convidativos, principalmente pela diversidade, que não será encontrada
no comércio em geral.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g33000-d288049-
Reviews-Duckhorn_Vineyards-St_Helena_Napa_Valley_California.html
33

El Enemigo (Argentina)
Não poderíamos sair de Mendoza sem falar na vinícola que produziu o
primeiro 100 pontos sul-americano de Robert Parker, a Casa El Enemigo, também
conhecida como Bodega AleAnna, propriedade de Alejandro Vigil, enólogo chefe
da Catena Zapata, e Adrianna Catena, a historiadora com PhD em Oxford , filha de
Nicolás Catena, cuja construção foi inspirada na Divina Comédia, o poema épico do
italiano Dante Alighieri, onde é oferecido um tour gratuito aos clientes que forem
almoçar no restaurante da propriedade, que é o ponto forte da visita, pois trata-se
de um local muito agradável, com comida excelente e degustação dos vinhos ali
produzidos que, quando está na vinícola, são servidos pelo próprio dono, com sua
simpatia, circulando entre as mesas e oferecendo brindes, algumas vezes sentando
e conversando com o clientes para contar suas histórias e seu trabalho social com
os moradores do entorno.

https://www.cafeviagem.com/el-enemigo-de-alejandro-
vigil/?fbclid=IwAR2URqHyyW7hUZK9VBZNnAYdocHsfmz0mXNcfaczPVuK_L
9Tkn5u8DdzVpA
34

Fontanafredda (Itália)
Da França seguimos para a Itália, e chegamos ao Piemonte, para uma visita à
Fontanafredda, que é muito mais que uma vinícola, compreendendo um complexo,
com bosque, hotel, restaurante e uma mega loja de vinhos. A propriedade foi
comprada em 1858 pelo Rei Vittorio Emanuele II para ser entregue como presente
a Bela Rosin, e em 2017 foi nomeada Vinícola Europeia do Ano pela Wine Enthusiast
Magazine, onde o tour permite uma viagem incrível pelas majestosas adegas do
século XIX, consideradas entre as 100 mais bonitas do mundo, entre grandes barris
de carvalho, barricas e cubas de concreto, ainda hoje destinadas ao refinamento
dos grandes vinhos tintos do Langhe, antes de tudo o Barolo, quando é oferecida
ao final uma excelente degustação, além de ser possível desfrutar do elegante e
refinado "Ristorante Guido", situado dentro da propriedade, no edifício do século
XIX da Villa Reale.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g1410632-d2329219-
Reviews-Fontanafredda-
Serralunga_d_Alba_Province_of_Cuneo_Piedmont.html?fbclid=IwAR3j9gySw
YjFqBGqjzIG5f1wofkrYAcgoV12CKblu0EZ2sLZKaxr4OVi6qs
35

Francis Ford Coppola (Estados Unidos)


A mais popular das vinícolas pertencentes ao grande cineasta ítalo-
americano é a Francis Ford Coppola Winery, antes denominada “Château Souverain
Winery”, situada na cidade de Geyserville, em Sonoma Valley, sendo mais
sofisticada e apropriada a uma visita do que a anterior, do mesmo proprietário,
possuindo duas grandes piscinas interligadas, localizadas numa área apropriada
para os visitantes, na primavera e principalmente no verão, alugar cabines e
espreguiçadeiras e curtir a piscina, transformando a visita à vinícola num programa
para toda a família, onde encontraremos ainda roupas e fotos relacionados não só
à filmografia de Coppola, mas também das películas que foram dirigidas por sua
filha Sofia, como Marie Antoniette, Lost in Translations e Encontros e
Desencontros, assim como nos filmes de sua esposa, Eleanor, destacando o
delicioso Paris pode esperar. A parte da degustação nos leva a conhecer uma
grande variedade de vinhos, onde podemos experimentar desde os mais simples,
que podem ser encontrados em supermercados em todos os EUA, passando pelos
mais complexos, que são vendidos nas lojas especializadas, até chegar aos mais
exclusivos, que são disponibilizados somente na vinícola, que exibem belos rótulos
criados pelo diretor de arte Dean Tavoularis, que trabalhou com Coppola em
diversas de suas produções, entre elas o Poderoso Chefão (parte II), na qual
recebeu o Oscar de melhor direção de arte. Após a degustação o ideal é seguir
brindando à mesa, no charmoso restaurante Rustic, com foco na culinária italiana,
incluindo pizzas, mas que possui uma pegada argentina, já que algumas carnes são
preparadas no fogo da parrilha portenha, que dá um ar aconchegante ao lugar.

https://www.viajonarios.com.br/sonora-valley-vinicola-francis-ford-coppola/
36

Gibbston Valley (Nova Zelandia)


Ainda na Oceania, vamos para a Nova Zelândia visitar esta vinícola situada
bem próxima a Queenstown, na região de Central Otago, na Ilha Sul, a mais
meridional do mundo onde se planta uvas viníferas, com excelente estrutura de
enoturismo, que leva o nome do vale onde está situada, a Gibbston Valley Winery,
onde é possível fazer uma degustação muito interessante, especialmente pela
forma como os vinhos são dispostos em uma tábua própria, com fichas
catalográficas de cada um deles, podendo ainda fazer uma refeição no restaurante
local, ou adquirir produtos na queijaria anexa, além de fazer a visita pela cantina e
nos vinhedos experimentais situados na parte frontal com parreirais das uvas ali
cultivadas. Para os amantes da aventura, bem próximo dela ainda existe um centro
turístico sobre o rio, onde é possível praticar bungee jumping e tirolesa.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g255122-d257113-
Reviews-Gibbston_Valley_Winery-
Queenstown_Otago_Region_South_Island.html?fbclid=IwAR2NHjcvOBvD1T
pGMRPAQWoNt62ee3UB0nadTxJYB7yNJM8kCMyq3C4cZXQ
37

Hall (Estados Unidos)


A Hall fica na cidade de Santa Helena, às margens da rodovia Saint Helena
Highway South, e não é difícil identificá-la, em função das obras de arte no meio da
estrada que vão indicar que você chegou, especialmente a estátua de um enorme
coelho, emoldurando a entrada da vinícola. Sua história começa com a aquisição da
histórica vinícola Bengfeld Winery, fundada em 1885, cuja restauração foi concluída
em 2013, fundindo a história e a inovação com a conclusão da primeira vinícola LEED️
Gold Certified da Califórnia, além de um impressionante centro de visitantes e
instalações de vinificação de fluxo de gravidade de última geração, que além de
produzir ótimos vinhos se tornou uma das vinícolas mais modernas e bonitas de
Napa. Pertencente ao casal Crag e Kathryn, que conciliou suas paixões pelo vinho,
arte e arquitetura e mistura vinhos com obras de arte espalhadas por toda
propriedade, além de criar um ambiente bem aconchegante, permitindo aos
visitantes realizar degustações em espaços cercados por paredes de vidro ou em
um balcão principal, que permite vistas espetaculares dos vinhedos e das
montanhas.

https://ideiasnamala.com/napa-hall-wines/
38

Heitz (Estados Unidos)


A Heitz Wine Cellars foi fundada em 1961 por Joseph (Joe) e Alice Heitz,
durante um período em que a população das vinícolas de Napa Valley havia sido
reduzida ao seu menor nível, acumulando hoje 152 hectares de vinhedos, sendo
cultivada por princípios orgânicos certificados, produzindo anualmente cerca de
40.000 caixas de vinho, com variedades de uvas cultivadas em diversas áreas
vitivinícolas americanas, incluindo Oakville , Rutherford , Santa Helena e o grande
vale de Napa, gerando seus vinhos Cabernet Sauvignon, que muitas vezes
envelhecem em carvalho por três anos e meio, e também produzindo vinhos
rotulados varietais de Chardonnay , Sauvignon Blanc , Grignolino e Zinfandel. Seu
vinho de 1970, Martha's Vineyard Cabernet Sauvignon, apareceu em várias
competições de degustação de vinhos, incluindo o famoso Julgamento de Paris. Na
Prova de Vinhos de San Francisco, de 1978, ficou em segundo lugar entre os sete
vinhos, no Instituto de Culinária Francesa, em 1986, ficou em sétimo de nove, na
Prova de Vinhos para Espectadores, de 1986, em primeiro lugar, no trigésimo
aniversário de 2006 do "Judgement of Paris", levou o empate em um terceiro lugar
de dez vinhos. Uma curiosidade foi o episódio envolvendo o crítico Robert Parker,
que escreveu sobre o Martha's Vineyard Cabernet Sauvignon de que "faltava
aroma", então Joe Heitz enviou a Parker uma caixa de lenços de linho, insinuando
para o crítico que ele deveria limpar o nariz.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g33000-d591034-
Reviews-Heitz_Cellar-St_Helena_Napa_Valley_California.html
39

Imagery Estate (Estados Unidos)


A Imagery Estate Winery é a vinícola dos rótulos artesanais da família
Benziger, fundada em 1980 e situada em Sonoma, na Califórnia, que produz
varietais ou cortes a partir de uvas de vinte variedades plantadas em seus vinhedos,
onde logo na entrada chama a atenção a existência de um Partenon em escala
reduzida no alto de uma colina, cuja imagem aparece, de forma direta ou até
escondida, em todos os rótulos da vinícola, cuja escolha é feita por um curador de
arte da própria empresa, que elege uma obra para representar na garrafa, entre as
enviadas por artistas do mundo todo, tomando por referência a personalidade do
vinho no barril, tendo como única exigência a presença do Partenon na imagem,
como aconteceu com o rótulo do Wow Oui safra 2013, um blend cítrico de
Sauvignon Blanc com Viognier, que estampa uma senhora hippie voando em traços
caricaturais, ou no Wow Red safra 2011, uma mistura robusta de Petite Sirah, Syrah
e Lagrein, cujo rótulo é sóbrio e abstrato. Trata-se de uma vinícola que rompe com
o convencional e possibilita a experiência com novas variedades, explorando uvas
pouco conhecidas, em uma degustação realizada em um salão muito simpático,
situado junto à galeria de arte da vinícola, onde estão as obras originais estampadas
nos rótulos das garrafas, que trazem sempre de alguma forma a figura deste
edifício grego, além de promover um curioso Fête en Blanc para os membros do
clube de vinho e o público, onde os participantes são encorajados a vestir seus
brancos mais brilhantes e ir ao gramado para um sarau, enquanto o enólogo Joe
Benziger apresenta vinhos recém-lançados e uma banda ao vivo.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g32429-d640949-
Reviews-Imagery_Estate_Winery_Art_Gallery-
Glen_Ellen_Sonoma_County_California.html
40

Inglenook (Estados Unidos)


Localizada na pequena cidade de Rutherford, uma das menores de Napa
Valley, Inglenook, fundada pelo capitão finlandês Gustave Niebaum em 1839 era
responsável por um dos melhores vinhos da região, é hoje a versão mais elegante e
menos turística das vinícolas de Francis Ford Coppola, adquirida em 1995, que, além
da propriedade, comprou também a marca dos vinhos, cujo proprietário se tornou
mundialmente conhecido principalmente pelos filmes O Poderoso Chefão e
Apocalypse Now, e posteriormente ganhou fama como produtor de vinhos. Situada
próxima à cidade de Santa Helena, possui um importante museu, todo dedicado à
filmografia desse diretor, incluindo os filmes anteriores e Despedida em Las Vegas,
só pra citar alguns, compreendendo diversos outros filmes, figurinos e troféus,
inclusive um automóvel original usado em um deles, tendo ainda um anfiteatro para
shows e uma área muito bonita com piscina, que muitas famílias podem reservar
para passar o dia, tudo isto ao lado de uma mansão gigantesca, coberta por
trepadeiras que conta com boutique e bistrô, sendo de uma beleza inesquecível,
onde se pode comprar charutos para curtir os espelhos d’água ou harmonizar um
vinho com queijos artesanais, assim como vários acessórios utilizado nos filmes de
Coppola, além de jardins divinos, sendo um dos locais mais populares para aqueles
que visitam o Napa Valley.

https://www.viajonarios.com.br/napa-valley-vinicola-inglenook-de-francis-
ford-coppola/
41

Jarvis Estate (Estados Unidos)


Situada próxima à cidade de Napa, a vinícola Jarvis Estate, pertence ao casal
William e Leticia Jarvis, que adotaram a França como residência durante um
período, se estabelecendo em um castelo Louis XIV, no vale de Vesle, perto de
Reims, no norte da França, quando passaram algum tempo nas universidades
francesas, concentrando-se em seu interesse comum, a literatura francesa, quando
passaram a apreciarmos muitos vinhos encontrados nas diferentes regiões que
visitaram, gravitando para os finos tintos de Bordeaux e brancos de Montrachet. Ao
retornarem aos Estados Unidos, adquiriram uma propriedade de fim de semana em
Napa e mergulharam lentamente na cultura da produção de vinho, estudando a
melhor maneira de plantar uma vinha. Em seguida, vieram cuidadosos 10 anos
alimentando a vinha e, finalmente, a própria vinícola, construída no subsolo para
fornecer as condições desejadas de umidade e frio, onde utilizam uma combinação
de fermentadores rotativos e cuffs clássicos de carvalho da Cognac para ajudar a
criar o estilo de assinatura dos vinhos produzidos no local, cuja principal
característica é a existência de uma escavação numa montanha, que certa feita
brincamos que poderia ser batizada como a “enocaverna”, onde encontra-se toda a
produção vinícola e suas caves para armazenamento dos vinhos, sendo a primeira
no país a escavar uma caverna tão grande que poderia suportar toda a operação de
vinificação, se estendendo até a montanha, onde as câmaras se tornam maiores e a
última pode conter confortavelmente duas quadras de basquete completas.
Aproveitando a fonte natural de água subterrânea, o córrego e a cachoeira que
atravessam o centro da vinícola funcionam para manter o nível de umidade na
caverna em um nível ideal para o envelhecimento em barris, além disso, a água em
cascata também fornece uma estética maravilhosamente calmante para todos que
a encontram.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g32766-d107860-
Reviews-Jarvis_Estate-Napa_Napa_Valley_California.html
42

Joseph Phelps (Estados Unidos)


Um passeio inesquecível na Califórnia é na Joseph Phelps, uma das mais
belas vinícolas da região do Napa Valley, situada em Santa Helena, fundada em
1973 por Joe Phelps, um empresário do ramo da construção, oferecendo uma
arquitetura belíssima e apaixonante, com estilo moderno, mantendo um espirito
aconchegante, com presença marcante de madeira em grande parte da decoração
e da estrutura, onde chama a atenção uma ponte antiga da região na entrada da
propriedade, que foi restaurada de forma impecável. Seu vinho ícone é o Insignia,
elaborado com corte bordalês (blend com uvas originárias de Bordeaux). Apesar do
Cabernet Sauvignon dominar no blend, o corte varia ano após ano, pois é elaborado
a partir das melhores uvas da safra. As opções de degustação variam desde a
“D️egustação no terraço”, onde são oferecidos quatro vinhos diferentes, podendo
pedir a mesa de piquenique com antecedência, a “Experiência excepcional de
degustação de vinhos”, com uma prova relacionada ao universo do vinho, como a
“arte de misturar vinhos” ou “envelhecimento no barril”, cujos temas variam
conforme um calendário pré estabelecido pela vinícola, a “D️egustação de vinhos
com harmonização de queijos”, guiada com queijos, frutas, nozes e outros sabores
delicados e a “D️egustação dos vinhos Insignia”, com a chance de provar cinco de
diferentes safras deste símbolo da vinícola. Além disso, existe a opção de um
restaurante, valendo muito a pena verificar a possibilidade de uma parada para
almoço e passar mais algum tempo neste local, especialmente degustar um vinho
na varanda com vista para os vinhedos.

https://www.cafeviagem.com/joseph-phelps-vinicola-do-insignia-no-napa/
43

Ken Wright (Estados Unidos)


Fundada em 1994, na zona rural de Carlton, no estado norte-amiericano do
Oregon, a Ken Wright Cellars dedica-se a mostrar a qualidade inerente da uva Pinot
Noir, originária de 13 diferentes vinhedos selecionados na AVA (American
Viticultural Areas) de Northern Willamette Valley, criada em 1983, hoje dividida em
seis novos sub-AVA's, impulsionada pelo reconhecimento dos produtores de que os
diferentes solos e rochas nativas da região influenciam fortemente o vinho, dentre
elas a Yamhill-Carlton AVA, local de instalação de seus vinhedos, onde Ken atuou
como o primeiro Presidente da associação. Em 2003, Ken e sua esposa, Karen,
compraram a estação de trem da cidade, construída em 1923, após dois anos de
extensa restauração, este belo prédio agora abriga a sala de degustação de suas
caves, onde o visitante pode saborear uma seleção da única vinha de uvas Pinot
Noir, cuja equipe oferece um passeio geológico profundo no Vale de Willamette e
compartilha os 40 anos de experiência de Ken na fabricação de vinhos. Em 2014, o
seu vinho Abbott Claim Vineyard Pinot Noir 2012 foi classificado como o número
um no mundo, pela revista Wine Enthusiast, e seu reconhecimento mais recente foi
apresentado como o primeiro produtor de vinho do Oregon na capa da revista Wine
Spectator, na edição de maio de 2015, com um artigo de 9 páginas sobre as
realizações de sua vida na indústria do Oregon Pinot Noir e suas filantropias locais.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g51793-d505199-
Reviews-Ken_Wright_Cellars-Carlton_Oregon.html
44

King Estate (Estados Unidos)


Ainda no estado do Oregon, vamos até a ponta do vale de Willamette, a
sudoeste da cidade de Eugene, conhecer a King Estate Winery, esta bela
propriedade posicionada no topo de uma colina rodeada por vinhas, fundada em
1991 pela família King, que continua sendo uma vinícola de operação familiar, com
um processo de vinificação orgânica que aprimora ainda mais a verdadeira
identidade dos seus vinhos, produzidos com as uvas Pinot Gris e Pinot Noir, se
sobressaindo entre as deliciosas vinícolas que abundam a região, trazendo charme
e romantismo para a paisagem e para o roteiro dos visitantes, começando pela área
de um hectare de lavanda e 30 acres de jardins e pomares orgânicos, onde é
possível conhecer suas belíssimas plantações de uva, cujo roteiro inclui, além da
degustação de seus vinhos, um tour pelas adegas, que mostram o processo de
produção da bebida, e finalizar com um almoço harmonizado em seu aclamado
restaurante, que tem lugares no interior e ao ar livre, servindo almoço e jantar e
está aberto durante todo o ano, podendo em seguida estender a visita à sala de
degustação de doces Cheeks Winery, em um edifício histórico instalado perto de
seus vinhedos, com uma elegante sala de degustação interior, bem como no espaço
do pátio ao ar livre.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g51862-d534075-
Reviews-King_Estate_Winery-Eugene_Oregon.html
45

L'Ecole N ° 41 (Estados Unidos)


Desembarcando no estado de Washington, chegamos à fria região de Walla
Walla, para conhecer uma de suas vinícolas boutique de destaque, a L'Ecole N ° 41,
com produção artesanal e de propriedade familiar de terceira geração, localizada
na histórica Escola Frenchtown, de onde vem seu nome, que se encontra
representada em seus rótulos. Fundada em 1983, seu foco é produzir vinhos ultra
premium e distintos, que refletem a inconfundível tipicidade do terroir das vinhas
locais, o que lhe garantiu reconhecimento internacional, como da Revista Wine &
Spirits, considerada uma das 100 maiores vinícolas do ano quinze vezes, a revista
Decanter premiou em 2014 seu vinho Estate Ferguson 2011 com o Troféu
Internacional de Melhor Blend Bordeaux do Mundo e em 2016, o Ferguson de 2013
ganhou o Troféu Internacional de Melhor Blend Bordeaux do Novo Mundo do Six
Nations Wine Challenge.

http://www.vinocult.net/2017/12/descobrindo-washington-parte-3-
walla.html?fbclid=IwAR1FJNZDbLCIpoX-
fPZBeGtxD8JFrlQU6oanorIpiezMrNoBZHWemg9FjBM
46

M. Chapoutier (França)
Continuando em território francês, chegamos até a região norte do Rio
Ródano, ao sul da cidade de Lyon, o Vale do Rhône setentrional, mais
especificamente na cidade de Tain l'Hermitage, para visitar a vinícola M.
Chapoutier, o maior proprietário de terras local, com 34 hectares de vinhas
plantadas, cuja sala de degustação situa-se na área central da cidade, nos
proporcionando um excelente experimento enológico dos seus vinhos,
principalmente tintos da uva Syrah, com pequenas quantidades de vinhos brancos,
produzidos a partir das uvas Roussane e Marsanne, cultivadas na colina de
Hermitage, vista por alguns como o lar espiritual da casta Syrah, que fica atrás da
cidade, circundando a famosa Capela de São Cristóvão (La Chapelle).

https://l.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.blogdomilton.com.br
%2Fpost%2Fbr%2F201812-tain-lhermitage-e-
tournon%3Ffbclid%3DIwAR0c9fvfZehfcj5FiVwiEP-
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47

Marquês de Riscal (Espanha)


Na cidade medieval de Elciego, região de Rioja, na Espanha, vamos conhecer
a Marques de Riscal, fundada em 1858, a mais antiga e tradicional da região, com
grande destaque no mundo do vinho, cujos herdeiros fundaram na propriedade a
Cidade do Vinho, um projeto que marca o antes e o depois na forma de
compreender e enxergar a vitivinicultura, criando uma ponte entre os séculos XIX e
século XXI. A vinícola possui um laboratório para análise e controle do vinho, onde
se investiu em várias melhorias tecnológicas para garantir aos seus rótulos a mais
alta qualidade, cujo complexo abriga a antiga adega e um novo prédio projetado
pelo renomado arquiteto canadense Frank O. Gehry, que assina o Museu
Guggenheim de Bilbao, também na Espanha, cuja visita guiada é de altíssimo nível,
onde existe ainda um hotel, com excelente restaurante aberto ao público.

https://revistaadega.uol.com.br/artigo/marques-de-riscal-estrela-de-
rioja_3220.html?fbclid=IwAR3xop6Sl_u6HpHJSopLNf8-
LbKqcsqg5pOF05CMYDsVX1jRMX9zNUQuW2E
48

Matetic (Chile)
Situada entre os vales vitivinícolas de San Antonio e Casablanca, distante
aproximadamente 1h30m de Santiago, no Chile, a vinícola Matetic Vineyards, além
desta localização estratégica, é um ponto turístico imperdível, cuja programação de
visita pode ser somada a um almoço tipicamente chileno, preparado com produtos
locais, ou caminhadas pela fazenda, passeios de mountain bike pelas parreiras e
cavalgadas por caminhos com vistas panorâmicas do vale. Na visita, é possível
explorar a adega apreciando os vinhedos e aprender sobre os processos de
vinificação, engarrafamento e envelhecimento dos vinhos. Para os amantes da
enologia é possível buscar experiências diferentes, pois irão se deliciar com a
degustação das linhas EQ ou Corralillo, com vinhos produzidos a partir das
variedades Pinot Noir, Syrah, Cabernet Sauvignon, Carmenere e Winemaker’s
Blend, na versão dos tintos, e Chardonnay, Sauvignon Blanc, Sauvignon Blanc
Coastal, Riesling e Gewurztraminer, para quem prefere os brancos. Para os que
buscam uma hospedagem alternativa à Santiago, ali encontram o hotel boutique La
Casona como uma excelente opção, cuja construção de 1900 foi totalmente
remodelada e abriga oito quartos com decorações únicas e extremamente
aconchegantes. A hospedagem em regime de pensão completa dá direito a três
refeições diárias, um tour pela adega com degustação dos vinhos ultra premium EQ
e uma excursão outdoor, que pode ser escolhida entre cavalgada, ciclismo, trekking
ou um tour cênico de van.

https://www.loucosporviagem.com/destinos-internacionais/vina-matetic-
valle-do-casablanca-bate-e-volta-santiago/
49

Moët & Chandon (França)


Prosseguindo pela França, vamos até a charmosa região de Champagne, na
cidade de Épernay, autoproclamada capital do champagne, cujas ruas escondem
110 km de adegas subterrâneas, abrigando as mais célebres Maisons, enfileiradas
na Avenue de Champagne, onde encontramos um belo palácio, sede da Moët &
Chandon, cuja primeira embaixadora foi ninguém menos que Madame Pompadour,
amante de Luis XIII, e a visita a suas luxuosas caves dura 2 horas, antes porém de
conhecer sua parte subterrânea, os visitantes aprendem sobre a história da
empresa, seu relacionamento com Napoleão e como a marca conquistou o mundo,
em seguida descem até as crayères para acompanhar as etapas da produção da
bebida, terminando com a costumeira degustação, quando então poderão tirar a
tradicional foto ao lado da estátua de Dom Perignon, o monge beneditino que
desenvolveu o método de vinificação da bebida chamado "método champenoise".

https://beminparisblog.com/visitando-as-historicas-caves-moet-
chandon/?fbclid=IwAR1dX0kmXhcDdtBi9mEi6LPkni1Wl9MjMwqpsByu8zNRn
vJZuEwogoP1vVs
50

Mudbrick (Nova Zelândia)


Da Ilha Sul para a Ilha Norte da Nova Zelândia, chegamos à cidade de
Auckland, e de lá até a ilha de Waiheke, situada logo em frente, distante 40 minutos
por um confortável ferryboat, onde existem diversas vinícolas para se visitar,
famosas pela qualidade de seus vinhos, pela diversidade de belas paisagens e tipos
de degustação, cujo acesso dentro da ilha é todo feito pelos conhecidos ônibus
turísticos hop-on/hop-off, que possuem pontos pré-determinados, com intervalos
de 30 minutos, mas onde elegemos a Mudbrick Vineyard como indicação neste
verdadeiro paraíso enoturístico, em função de sua vista para o golfo de Hauraki,
tendo ao fundo o skyline de Auckland, assim como seus premiadíssimos
restaurantes, que atendem a vários gostos, sendo ainda palco de festas de
casamento, pelas diversas atrações do local.

https://www.fotosedestinos.com/waiheke-island-a-ilha-das-vinicolas-
pertinho-de-auckland/?fbclid=IwAR2R1iyuwguXvVQ-
XBSqCQ2SoY3tsCZj3R0FoT-3-S_LyfISNicl8YnDg8M
51

Neil Ellis (África do Sul)


Passando pela África do Sul, próximo à Cidade do Cabo, temos a região de
Stellenbosch, que produz vinhos refinados e diferenciados que expressam seu
terroir e se classificam entre os melhores daquele país, onde visitaremos a vinícola
Neil Ellis Wines, cujo proprietário empresta seu nome a este empreendimento, que
iniciou sua trajetória viajando como um pioneiro negociante no início dos anos 80,
buscando parcelas de vinhas interessantes para fazer vinhos excepcionais, até
construir uma empresa familiar bem estabelecida, cujos filhos, Warren, atua como
enólogo e viticultor na busca pela produção de vinhos de qualidade, Charl, lidera a
equipe financeira, e sua filha Margot, cumpre o papel de gerente de marca. A
vinícola, ambientalmente sustentável, foi projetada e construída para reduzir todo
o impacto ambiental, com seu próprio bloco de esmagamento, sala de
fermentação, adega de maturação de barril, além de instalações de estabilização e
engarrafamento, dá o controle total sobre o processo de vinificação e reduz a carga
de energia, além de abrigar sua sala de degustação, vinoteca, escritórios de
administração e instalações de produção.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312673-d6403434-
Reviews-Neil_Ellis_Wines-Stellenbosch_Western_Cape.html
52

O. Fournier (Argentina)
Do norte para o sul, chegamos a Mendoza, onde apresentamos uma vinícola
pouco conhecida dos brasileiros pelo seu vinho, mas que encanta a todos os
visitantes pela sua arquitetura, de estilo moderno e majestoso, cujo destaque é a
sala de barris da bodega, onde se transita por uma passarela suspensa, vendo os
vinhos descansarem e apreciando as obras de arte ali expostas, onde encontra-se
um excelente restaurante, embora seja das mais distantes do centro da cidade, o
que exige um planejamento, para organização do passeio, especialmente se
conjugado com outras visitas.

https://www.ajanelalaranja.com/bodega-o-fournier-um-paraiso-do-vinho-em-
mendoza.html?fbclid=IwAR3uijRFMBMFDgcMkve-
zaNi3sQRun156fBrXwcBBDri19LFAWGThhZ-_2M
53

Opus One (Estados Unidos)


Situada quase em frente à Robert Mondavi, encontramos sua vinícola irmã, a
Opus One, fundada em 1979, fruto de uma joint venture entre Robert Mondavi
(1913 - 2008) e o Barão Philippe Rothschild (1902 - 1988), dois ícones do mundo do
vinho, um norte-americano e um francês, que se uniram para criar esta vinícola
voltada à produção de um único vinho de corte bordalês, que desde 2004, quando
a empresa Constellation comprou a vinícola Robert Mondavi, firmou um contrato
de gestão com o Baron Rothschild para administrar a Opus One. Trata-se de um
prédio imponente e belíssimo, onde só se utiliza barricas francesas de diferentes
produtores para dar mais complexidade ao vinho, por onde passa em média 18
meses, cujo ponto alto é a chamada “sala da maternidade”, com 1.000 barricas,
sendo o vinho levado em seguida para ficar em torno de 14 meses na garrafa antes
de ser colocado à venda no mercado, portanto, após quase 3 anos será lançado,
rezando a tradição que ocorra sempre na mesma data, 1º de outubro. A parte da
degustação normalmente é feita em uma sala com pouca luz, com vista para as
barricas, sugerindo na sequência apreciar o local, com as paisagens surpreendentes
e belíssimas da região, especialmente do terraço da vinícola, onde a visita é
finalizada.

https://www.falandodeviagem.com.br/viewtopic.php?f=335&t=4120
54

Quinta do Crasto (Portugal)


Voltando ao Velho Mundo, vamos a Portugal, na região do Douro, visitar uma
de suas vinícolas mais conhecidas, a Quinta do Crasto, situada em uma das encostas
do rio que dá nome a esta região, tida como a área demarcada mais antiga do
mundo, criada em 1756 pelo Marquês de Pombal, que introduziu na história do
vinho o conceito de D.O.C. (Denominação de Origem Controlada), hoje classificada
pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.
A visita exige marcação com antecedência, caso a pessoa deseje também almoçar
no local, mas tudo lá é imperdível, com um interessante tour guiado pela adega e
sala das barricas, degustação dos vinhos e compras na loja local, e ainda a
possibilidade de estender para um passeio de barco no Pipadouro, o que torna esta
viagem inesquecível.

https://www.quintadocrasto.pt/enoturismo/
55

Robert Mondavi (Estados Unidos)


Na Califórnia, iremos conhecer uma das mais famosas e concorridas vinícolas
da região, a Robert Mondavi, cujo nome reverencia aquele que foi praticamente o
“pai” de Napa Valley, e quem acreditou no potencial desta região produtora de
vinhos e levou os vinhos californianos a terem reconhecimento mundial. Sem
dúvida a mais popular e com maior abrangência de visitas, se tornando quase
obrigatória aos que se dedicam ao enoturismo neste estado norte-americano.
Localizada em Oakville, AVA do Napa super conceituada pela produção de
excelentes Cabernets Sauvignons, tratando-se de uma propriedade belíssima,
denominada To Kalon, com várias modalidades de tours e degustações, além de
almoços e jantares, ou cestas de piqueniques no jardim, compreendendo um
passeio pela vinícola, que segue o caminho da uva desde a videira até o vinho
acabado, incluindo a grande sala de barricas de madeira onde os vinhos tops são
fermentados, depois o visitante participa de uma degustação educacional sentado
na companhia de especialistas, finalizando no terraço da vinícola, com a belíssima
vista das montanhas que rodeiam a região.

https://ideiasnamala.com/napa-valley-mondavi/
56

Silver Oak (Estados Unidos)


A vinícola Silver Oak está localizada entre a trilha de Silverado e a cidade de
Oakville, no Napa Valley (Califórnia), no local original onde foi fundada em 1972,
em um celeiro de laticínios, sendo uma importante vinícola norte-americana, cujos
vinhos são muito bem recebidos, possuindo uma estrutura que proporciona uma
visita guiada à primeira vinícola LEED Platinum do mundo, enquanto saboreiam os
vinhos Alexander Valley e Napa Valley Cabernet Sauvignons, cujo passeio inclui a
área de produção e adega, concluindo na icônica torre de água, a Glass House
Library, exibindo safras de vinho que datam da década de 1970, um barril de
carvalho americano e uma galeria de história com recordações da vinícola original.
A vinícola é envolvida em calcário extraído à mão, com uma face lascada,
recuperada de um moinho de farinha de 1800 em Coffeyville, Kansas. Neste tour é
possível realizar uma experiência com uma degustação vertical do rótulo Napa
Valley Cabernet, a partir de seis safras diferentes, começando no 2010 e
terminando no 2015, realizada em uma sala privada, limitada a oito pessoas. Para
finalizar existe um restaurante, onde o chef de cozinha prepara uma harmonização
de pratos em uma experiência divertida e educacional sobre o essencial de
combinar vinho com comida.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g32812-d144106-
Reviews-Silver_Oak_Cellars-Oakville_Napa_Valley_California.html
57

Sparkling Pointe (Estados Unidos)


Voltando ao Novo Mundo, chegamos à costa leste americana, no belo e
arejado North Fork de Long Island, a bela ilha situada em frente a Nova York, onde
nos deparamos com a inusitada vinícola Sparkling Pointe Vineyards and Winery, que
se dedica à produção de espumantes produzidos exclusivamente no tradicional
Méthode Champenoise. Cultivando 40 acres de vinhedo, plantados apenas com as
variedades clássicas de uvas de champanhe - Pinot Noir, Pinot Meunier e
Chardonnay, entretanto o que mais chama a atenção no local é a afinidade com o
nosso país, pois os donos, Tom e Cynthia Rosicki, são apaixonados pelo Brasil e
falam português, especialmente com o carnaval, onde desfilam todos os anos, e
decoram a sede com suas fantasias e imagens do Rio de Janeiro, além de existir
uma miniatura do Cristo Redentor entre os vinhedos.

https://radarvip.com/uma-vinicola-perto-de-new-york-que-se-fala-
portugues/
58

Stag’s Leap (Estados Unidos)


Ainda na Califórnia, voltamos a uma vinícola que também marcou o
Julgamento de Paris, por ter produzido o vinho vencedor na categoria dos tintos,
com seu 1973 Stag’s Leap Wine Cellars S.L.V. Cabernet Sauvignon, fato tão
importante que faz dele hoje um dos “101 Objects that made America” (101 objetos
que construíram a América), cuja região onde está situada é chamada Stags Leap
Distritc AVA, sendo primeira denominação a ser designada como AVA (American
Viticultural Area) nos Estados Unidos, permitindo uma viagem no tempo, ao trazer
excelentes memórias do evento que marcou a vinicultura mundial, além de conter
um tour e degustação inesquecíveis.

https://www.cafeviagem.com/stags-leap-o-vinho-do-julgamento-de-
paris/?fbclid=IwAR3Vxsz9XiQkNQ8sJNkjAfUmF2iMZt5vfzDRUz3GAXpGjgDy
WJOvtfVrm9g
59

V. Sattui (Estados Unidos)


Embora não produza um vinho indicado dentre os melhores da Califórnia, a
vinícola fundada em 1885 pelo imigrante italiano Vittorio Sattui, que leva o seu
nome, é um local imperdível para se visitar, oferecendo diversas opções de tours e
degustações, mas que se destaca pelo seu mercado e delicatessen, onde
encontramos todo tipo de saladas, sanduíches e panini, molhos, azeites, pães,
torradas, 200 tipos diferentes de queijos, salames, patês, frutas frescas e
sobremesas, além de todos tipos de acessórios para usarmos em nossas aventuras
enológicas, permitindo um belo piquenique ao ar livre na área gramada situada em
sua parte frontal.

https://www.viajonarios.com.br/napa-valley-vinicola-v-
sattui/?fbclid=IwAR34xv76HnCBOjD7ufPiEqt53Y3TR_w6ZHTyi4Dz4ZWHpvA
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60

VJB (Estados Unidos)


Situada um pouco acima da cidade de Sonoma, podemos definir a vinícola
VJB Vineyards and Cellars como um pedacinho da Itália na Califórnia, onde
encontramos uma autêntica vila toscana, própria para apreciar as comidas da
península e degustar os vinhos fabricados ali, tudo muito elogiado por todos que já
passaram pelo local, que teve início na cidade de Santa Rosa, onde a família
Belmonte possuía o Caffe Portofino e os clientes adoravam a comida de Maria
Belmonte e conversavam com Vittorio e seus filhos Henry e Victor, que fizeram sua
primeira colheita de uvas Cabernet em 1999, mas antes que o vinho fosse
engarrafado, Victor faleceu inesperadamente, sendo hoje nomeada em sua
homenagem, Victor Joseph Belmonte. Em 2002, os Belmonte venderam o
restaurante e começaram a reformar uma antiga loja de jardinagem na Highway 12,
em Kenwood. Eles abriram a sala de degustação no fim de semana do Memorial Day
em 2003, e no final de 2010, abriram o espaço na atual sala de degustação e no
mercado, primeiro plantando mais vinhas, depois transformando a casa existente
em estilo de fazenda da propriedade em uma impressionante vila em estilo toscano
que abriga sua sala de degustação, mercado e delicatessen, além de uma cozinha
de pizza ao ar livre e uma fabulosa praça que é o coração da nova propriedade, onde
podemos degustar seu principal vinho, Dante, uma mistura de Cabernet Sauvignon
com Sangiovese, e seus populares vinhos Montepulciano e Aglianico.

https://www.facebook.com/VJBCellars/
61

Ysios (Espanha)
Antes de concluir nosso passeio pelo Velho Mundo, paramos novamente na
Espanha, ainda na região de Rioja Alavesa, aos pés da Sierra Cantabria, para visitar
a Bodega Ysios, inaugurada em 2001, considerada um dos melhores exemplos de
um grande investimento em edificações modernas e de grande apelo estético,
projetada pelo renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, cujas curvas do
teto tendem a acompanhar as linhas da serra situada aos fundos, e sua posição
harmoniza com as bem cuidadas vinhas de tempranillo plantadas no solo
pedregoso a sua frente. A visita começa pela surpreendente entrada monumental,
que faz esta vinícola ser conhecida como a “Catedral do Vinho”, continuando pela
ampla sala de barricas, cujo teto acompanha as curvas da cobertura, e termina com
a tradicional degustação em uma sala envidraçada que possui uma magnífica vista
externa para os vinhedos.

https://www.espanhatotal.com/bodegas-ysios-em-la-rioja-
alavesa/?fbclid=IwAR2vRkTMz5h_27EY7nS3WDwBUZuJRhNNxZ8CInXvgrIop
kFqlr1YAg8FzqQ
62

VOLUME 2
63

Achaval Ferrer (Argentina)


Fruto da união de um grupo de amigos apaixonados por vinho, foi criada a
bodega Achaval Ferrer, em estilo boutique, no ano do 1995, escrevendo uma
trajetória de sucesso que elevou o nome deste vinho argentino presente em
diversos países, a partir de uvas selecionadas das fincas Bella Vista, Mirador,
Diamante e Altamira, onde plantas centenárias e lugares diferenciados resultam
em rótulos de excelente qualidade, que faz dela uma das vinícolas mais visitadas
em Mendoza, especialmente depois de ganhar fama internacional com a obtenção
das altas pontuações de Robert Parker para um vinho argentino. Posicionada em
um pitoresco recanto entre videiras, sua adega é moderna e simples, com grandes
janelas que permitem apreciar uma vista perfeita dos vinhedos, tendo ao fundo a
Cordilheira dos Andes, e observar surpreendentes videiras e oliveiras antigas, assim
como seus jardins, que são uma delícia, especialmente no verão. A visita tem início
com uma apresentação da história da vinícola e sua filosofia, seguida de degustação
de vinhos, sendo que alguns deles podem ser degustados diretamente dos barris,
uma experiência inédita nestas oportunidades, abrindo a possibilidade de conhecer
pessoalmente Santiago Achaval, um dos mais premiados enólogos do país,
terminando com uma degustação de três dos seus vinhos tintos, seguido pelo seu
vinho de sobremesa e o azeite de oliva de elaboração própria.

http://www.vinocult.net/2014/11/achaval-ferrer-visita-vinicola-e.html
64

Airfield Estates Winery (Estados


Unidos)
Situada na cidade de Prosser, no estado de Washington, a Airfield Estates é
uma vinícola com seus vinhedos de propriedade e administração familiar, situada
no coração do Vale do Yakima, a mais antiga AVA (American Viticultural Areas)
estabelecida naquele estado, resultado de um trabalho de quatro gerações da
família Miller no cultivo nesta região, sendo fundada em 2005 por Mike Miller, que
trouxe seu filho Marcus e sua filha Lori para ajudar a gerenciar as operações diárias,
cuja adega e sala de degustação em Prosser abriram suas portas em 2007, a sala de
degustação em Woodinville foi inaugurada em 2010 e em 2014 foi instalada a nova
unidade de produção na fazenda, capaz de triturar até 1.200 toneladas de uvas. As
primeiras videiras foram plantadas em 1968, ocupando 830 acres e incluindo mais
de 20 variedades diferentes, de Riesling e Chardonnay a Syrah, Merlot e Cabernet
Sauvignon, onde são produzidos vinhos bem equilibrados, refletindo a grande
expressão e qualidade destas uvas. Como seu nome sugere, esta vinícola tem
estreitos laços com a aviação, pois uma parte desta propriedade funcionava como
base de treinamento para centenas de pilotos da força aérea americana durante a
Segunda Guerra Mundial, cujos hangares foram restaurados e hoje constituem sua
charmosa sala de degustação, onde os visitantes podem desfrutar de um espaço
aconchegante para experimentar os vinhos, adquirindo ainda pequenas porções de
acompanhamentos.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g58691-d1036373-
Reviews-Airfield_Estates_Winery-Prosser_Washington.html
65

Almaúnica (Brasil)
Se a primeira impressão é a que fica, a vinícola gaúcha Almaúnica cumpre
bem esta máxima, pois sua entrada é exuberante, passando por um caminho que
corta os vinhedos de uvas Chardonnay, Cabernet Sauvignon e Merlot, dando acesso
ao bonito prédio espelhado de sua sede, onde encontra-se a recepção, com uma
sala de espera, lareira, biblioteca, exposição dos seus mais importantes rótulos e
uma loja de vinhos. Fruto da iniciativa dos irmão gêmeos Magda e Márcio Brandelli,
falecido em março de 2020, herdeiros da vinícola familiar Don Laurindo, onde
trabalharam anteriormente, este é um empreendimento moderno, que possui
produção limitada, de onde saem aproximadamente 60 mil garrafas por ano, mas
marcada por uma apresentação visual diferenciada em seus rótulos e nas
embalagens, que oferece uma visita relativamente simples, contendo apenas
informações básicas e um passeio pelos tanques de aço para fermentação e ao
subsolo, onde encontram-se as salas de barricas francesas e americanas, os pupitres
dos espumantes e os equipamentos de engarrafamento. A visita termina na sala de
entrada da vinícola, em um longo balcão onde são oferecidos os vinhos da casa, cuja
degustação é iniciada pelos espumantes e brancos, das uvas Moscatel, Chardonnay,
Sauvignon Blanc, Pinot Noir e Malbec, passando em seguida para a degustação dos
vinhos fabricados com as uvas tintas Pinot Noir, Merlot, Malbec, Cabernet
Sauvignon e Syrah.

https://www.almaunica.com.br/almaunica/
66

Almaviva (Chile)
Localizada em Puente Alto, na parte mais alta do Vale do Maipo, na região
central do Chile, a vinícola Almaviva, fruto da união entre a francesa Baron Philippe
de Rothschild S.A. e a chilena Concha y Toro S.A., possui as condições ideais para
produzir um dos melhores blends do país, em seus 60 hectares exclusivos para a
produção deste ícone da vitivinicultura local, onde foram plantadas as uvas
Cabernet Sauvignon, o Carménère, o Cabernet Franc, o Merlot e o Petit Verdot. O
nome Almaviva originou-se da literatura clássica francesa, em homenagem ao
Conde de Almaviva, herói das bodas de Fígaro, a famosa comédia transformada em
uma ópera pelo gênio Mozart, enquanto sua logomarca remete aos ancestrais
chilenos, simbolizando a visão de uma terra e o cosmos na civilização Mapuche.
Desde sua primeira colheita, que chegou ao mercado em 1998, foi um sucesso
internacional, sendo o primeiro vinho chileno criado sob o conceito de château
francês, que considera uma terra de excelência, adega central única e uma equipe
técnica, as três dedicadas exclusivamente à promoção de um vinho, cujo resultado
é um “assemblage” de variedades bordalesas, potente e único, que oferece o
melhor de dois mundos. A visita à adega é algo imperdível, pela sua integração
perfeita da estética de seu design com sua funcionalidade, com uma decoração
inspirada nos povos nativos do Chile, finalizando com uma degustação perfeita, que
inclui seu segundo vinho, não menos festejado, o EPU.

https://www.almavivawinery.com/pt-pt/iniciacao/
67

Batch (Nova Zelândia)


A família Thomas visitou a Nova Zelândia para ver um vinhedo à venda no sul,
mas ao conhecerem a Ilha de Waiheke, esta emblemática região vinícola distante
40 minutos de Auckland, no Golfo de Hauraki, fez com que mudassem de ideia, e ali
ergueram a Batch Winery, a vinícola mais alta do local, com suas instalações
charmosas e com uma vista privilegiada, mais ainda no final da tarde. Segundo os
fundadores, esta seleção ocorreu devido à beleza, estilo de vida e reconhecimento
dos vinhos deste lugar, onde encontraram a combinação perfeita entre a beleza
extraordinária, as pessoas e um estilo de vida de férias relaxantes. O nome
escolhido lembra tudo isso e muito mais, além de outra influência, o icônico “bach”
da Nova Zelândia, uma palavra que soa igualmente importante, lembrando o estilo
de vida descontraído em família, referindo-se a uma casa de férias, geralmente
simples e à beira-mar, um lugar onde todos relaxam juntos, construindo memórias
de família. Como tradicionalmente o processo de produção de vinho ocorria em
fazendas ou mosteiros em estruturas simples, como galpões, celeiros e adegas, a
área de produção foi concebida como um galpão, referenciado em concreto,
madeira e aço corten, contendo inovações, como os painéis de parede translúcidos
que capturam a luz do dia, não apenas fornecendo luz natural difusa para o interior
de trabalho, mas também minimizando o calor do sol na área de vinificação durante
os dias quentes de verão, onde é utilizada uma tecnologia única de seleção de
frutos, fermentações e alimentação por gravidade, cujos vinhos são produzidos de
uvas Syrah, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Chardonnay,
Pinot Gris e Riesling. A vinícola oferece ainda uma sala de degustação e um
restaurante bastante aconchegantes, além de possuir uma área externa para
eventos, onde o ponto de destaque é uma mesa em um gazebo, tudo com vista para
o mar.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g285729-d4310449-
Reviews-Batch_Winery-Waiheke_Island_North_Island.html
68

Bernardo (Estados Unidos)


Atração imperdível para quem visita San Diego, na California, a Bernardo
Winery, fundada em 1889 e pertencente à família Rizzo, que a opera desde 1927, é
a mais antiga do sul daquele estado, produzindo vinhos na mesma tradição italiana
há três gerações, especializada em variedades regionais como Sangiovese,
Cabernet Sauvignon, Petite Syrah, Syrah, Albarino, Merlot e Zinfandel, e encontra-
se localizada em North County San Diego, no lugar denominado Rancho Bernardo,
distante aproximadamente 30 minutos do centro de San Diego. A visita a este local
nos transporta para uma vila do velho mundo, onde é possível apreciar a beleza
tranquila das vinhas, oliveiras, jardins, edifícios originais e equipamentos para fazer
vinho, além de experimentar a hospitalidade da sala de degustação e fazer uma
refeição no restaurante The Kitchen. Após a degustação de vinhos, você pode
caminhar e conhecer a história do espaço, que é contada pelas construções
centenárias ainda erguidas. Há belos jardins, estúdios, galerias de arte e diversas
lojas, como a Village Shops, que vendem de azeites à joias. O lugar conta ainda com
o Café Merlot, que serve aos visitantes café da manhã, almoço e lanches, para
aproveitarem tudo que a vinícola tem a oferecer, e todo domingo das 14 às 17 horas
ocorre o Live Jazz on the Patio, um animado show de música nas dependências da
vinícola.

https://dicasdacalifornia.com.br/san-diego/vinicola-bernardo-winery-em-san-
diego/
69

Bouza (Uruguai)
Fundada pela família Pesquera em 1942, no Uruguai, a Bodega Bouza foi
concebida para assemelhar-se a um Château francês, sendo adquirida em 2001
pelos Bouza, que reconstruíram as instalações, recuperaram os vinhedos e
investiram em tecnologia, trabalhando com o conceito de bodega boutique, em
pequena escala e melhor qualidade, distando apenas 20 quilômetros do centro de
Montevidéu, por um trajeto muito tranquilo e bem sinalizado. A visita começa com
uma explicação sobre os vinhedos, onde encontram-se plantadas quatro tipos de
uvas tintas, Tannat, Merlot, Pinot Noir e Tempranillo, e três tipos de uvas brancas,
Chardonnay, Riesling e Alvariño, passando então para as instalações internas,
percorrendo o processo de maturação do vinho, feito sob uma temperatura
constante de 15 graus em qualquer época do ano, seguindo o caminho normal de
retirada das cascas de uva, fermentação, amadurecimento e armazenamento, que
ocorre em um prazo de 3 a 18 meses. Uma atração famosa desta vinícola é o acervo
de carros antigos restaurados, cuja coleção o proprietário começou ainda
adolescente, que possui alguns interessantes exemplares, como os Ford modelos
A e T, BMW Iseta, Fiat 500 e 600 e um Messerschmit, fabricado com material
oriundo da Segunda Guerra Mundial, em meio aos quais acontece a tradicional
degustação de seus vinhos, que pode ser seguida de um almoço no restaurante
local, com paredes de vidro, que proporcionam uma bela vista da paisagem.

https://www.falandodeviagem.com.br/viewtopic.php?f=681&t=14607
70

Bressia (Argentina)
Localizada a cerca de 30 minutos do centro da cidade argentina de Mendoza,
em um dos lugares mais bonitos e atraentes da província, em Agrelo, Luján de Cuyo,
a vista da Bodega Bressia nos permite apreciar a linda paisagem do Cerro El Plata e
toda a cadeia montanhosa que leva este nome, cuja sede possui uma arquitetura
que reproduz uma antiga estação ferroviária, com seu telhado em madeira de pinho
e estruturas metálicas, que datam do século XIX, trazidas da Inglaterra naquela
época. Segundo os proprietários, ela simboliza o conceito de vinícola familiar,
desenvolvida pelos mais emblemáticos fabricantes de vinho que alcançaram
grandes ícones da história, e que surpreenderam o mundo estabelecendo estilos,
exatamente por cuidar com extremos zelo todas as etapas da produção, vinificação
e comunicação, utilizando o conceito minimalista para a elaboração dos vinhos, o
que significa a mínima intervenção humana, ainda que possuindo barris de carvalho
francês e americano que permite projetar vinhos com um estilo equilibrado em sua
concentração em madeira, com envelhecimento realizado em uma adega
subterrânea, localizada a 6 metros de profundidade, que abriga 340 barris. No local
são oferecidos diferentes tipos de degustação, como aquela feita diretamente nos
tanques e tonéis, que são precedidas por uma breve explanação sobre a vinícola e
uma visita pelas instalações, podendo ser provados diversos rótulos das uvas
Chardonnay, Semillón, Cabernet Franc, Pinot Noir, Malbec, Cabernet Sauvignon,
Merlot e Syrah.

http://www.botequimdovinho.com.br/os-vinhos-profundos-da-bodega-
bressia/
71

Casa Valduga (Brasil)


Considerada uma das mais famosas vinícolas do Vale dos Vinhedos, na Serra
Gaúcha, distando 15 minutos de carro do centro de Bento Gonçalves, a Casa
Valduga caracteriza-se por sua grandiosidade, compreendendo um verdadeiro
complexo de múltiplas atividades relacionadas à vitivinicultura, onde existe, além
da vinícola para produção dos vinhos, área de estocagem, restaurante, loja e
pousadas, fazendo dela parte do livro “1000 lugares para conhecer antes de
morrer”, escrito por Patrícia Schultz, por sua história de 140 anos e grande
estrutura do local. Devido ao seu pioneirismo no enoturismo, se tornou conhecida
pela qualidade do tour, que é bem completo, começando pela cave principal, onde
são mostrados os vinhos da casa e contada a história da família, com destaque para
a produção dos vinhos e os prêmios recebidos, tudo ilustrado por um vídeo
institucional, abrangendo praticamente toda a vinícola e o processo de elaboração
dos vinhos, incluindo vários detalhes da linha de produção, inclusive uma
curiosidade, no espumante 130 Blanc de Noir, uma placa especial é colocada
manualmente em cada garrafa, seguindo para um passeio pelos vinhedos, feito em
um trator/jardineira, que atende tanto os neófitos como os iniciados, que desejam
se aprofundar mais sobre os temas apresentados. Na última parte da visita ocorre
a degustação, onde são servidos alguns rótulos de sua linha, dentre os tintos,
brancos espumantes. Vale ainda citar seu restaurante Maria Valduga, de comida
típica italiana, suas cinco pousadas e as experiência especiais, como cursos e o
pacote da vindima, que inclui hospedagem, colheita, pisa da uva, café colonial,
almoço e jantares especiais.

http://www.casavalduga.com.br/a-vinicola/
72

Casas del Bosque (Chile)


A vinícola Casas del Bosque situa-se na região chilena de Casablanca, cujo
destaque é a produção de vinhos brancos, como o Chardonnay e o Sauvignon Blanc,
e tintos da uva Pinot Noir, relativamente próxima a Santiago, distando cerca de 80
km da capital, cuja localização geográfica, próxima ao Oceano Pacífico e circundada
pela Cordilheira dos Andes, favorece a produção de vinhos de qualidade,
apresentando condições climáticas marcadas pela grande variação térmica,
permitindo a maturação lenta da uva. É uma ótima opção de passeio, pois além das
belas paisagens de seus vinhedos, oferece um tour de qualidade regado a bons
vinhos, disponibilizando diferentes opções de passeios e degustações, com direito
a vinhos mais caros ou até mesmo passeios de bicicleta pela vinícola, onde se
explica as condições de plantio e os processos pelos quais passam as uvas. A
propriedade é grande e o percurso encontra um espaço muito bem cuidado, cujo
destaque é a construção que abriga o restaurante chamado Tanino, onde são
oferecidos bons pratos acompanhados dos vinhos da própria vinícola, tratando-se
de uma experiência que trará boas recordações do lugar, principalmente se o
visitante seguir a receita de fazer o pacote todo, compreendo o tour guiado, a
degustação e finalizar com o almoço no restaurante da vinícola.

https://santiagodochile.com/vinicola-casas-del-bosque/
73

Château Cantenac Brown (França)


Localizado na comuna de Margaux, na região do Médoc, ao norte da cidade
francesa de Bordeaux, o Château Cantenac Brown tem sua origem no início do
século XIX, quando John-Lewis Brown, comprou uma vinha e projetou na vila de
Cantenac um tradicional castelo inglês de estilo Tudor, lembrando suas origens
escocesas, tendo passado por sucessivos proprietários, como Gromard, banqueiro,
e Louis Armand Lalande, comerciante de vinhos de Bordeaux e proprietário de
várias propriedades em Médoc, sendo que, em 2019, a família francesa Le Lous
comprou a vinícola. A qualidade do vinho foi reconhecida na classificação de 1855,
se posicionando desde então entre os mais originais de Médoc, graças aos solos,
pobres e generosos ao mesmo tempo, somados às vinhas profundamente
enraizadas e ao know-how dos viticultores, que levam a vinhos finos, elegantes e
perfeitamente equilibrados, cujas vinhas são geridas de uma forma mais ecológica,
onde os fertilizantes estritamente à base de plantas são aplicados de maneira
moderada e equilibrada, embora a equipe de produção continue a usar as técnicas
tradicionais de manutenção do solo, que aprimoram gradualmente as propriedades
estruturais, químicas e biológicas da terra. A visita pode ser feita nos 48 ha. da
propriedade, para acompanhar a metodologia de produção de suas 130.000
garrafas anuais de vinhos Château Cantenac Brown e BriO de Cantenac Brown, com
as uvas Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, resultando vinhos sutis com um
buquê intenso, enquanto a Merlot fornece a cor, riqueza e redondeza.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g651698-d9729550-
Reviews-Chateau_Cantenac_Brown-
Margaux_Gironde_Nouvelle_Aquitaine.html
74

Château Cheval Blanc (França)


Situado na cidade francesa de Saint-Émilion, o Château Cheval Blanc inicia
sua história em 1832, quando o Château Figeac vendeu 15 hectares para M. Laussac-
Fourcaud, incluindo parte da estreita faixa de cascalho que atravessa Figeac e
vinhedos vizinhos, hoje apresentando um novo edifício, de formas onduladas que
dão continuidade às curvas do solo, integrando-se ao relevo de seu entorno. Esta
tem sido uma tendência das regiões vinícolas da Europa, de contratar renomados
arquitetos para projetar galpões, adegas e centros de degustação, neste caso
Christian de Portzamparc, ganhador do Prêmio Pritzker em 1994, considerado o
“Oscar” da arquitetura. Trata-se de uma edificação em forma de um mirante
projetado para fora do château e se abrindo para a paisagem, com fachada em
concreto aparente e estrutura interna de vidro e metal, proporcionando leveza ao
conjunto, que foi posicionado em torno de um pátio interno, apresentando recortes
entre os diversos blocos, desenhados para facilitar a entrada de luz natural em seus
ambientes, inclusive nos espaços de degustação, onde encontra-se um tanque
curvo como um copo de prova para otimizar a oxigenação, além de 52 tonéis, sob
um teto-verde, que contribui para a qualidade termoacústica dos espaços. O tour
pela vinícola inclui história, degustação, refeição, aula sobre o armazenamento e
envelhecimento e loja para compra de vinhos.

http://www.vinocult.net/2017/05/chateau-cheval-blanc-conhecendo-um-
mito.html
75

Château Figeac (França)


Na região de Bordeaux, na França, chegamos à margem direita do Rio
Gironde, para conhecer o Château Figeac, premier cru classé de Saint-Émilion,
distante 40 km do centro da cidade Bordeaux, cujas comunas são bem diferentes
da margem esquerda, com luxuosos château e vinhedos enormes, sendo aqui mais
modestas e em sua maioria menos conhecidas, com algumas exceções, e
principalmente pela predominância da uva Merlot, e não a Cabernet Sauvignon,
como na outra margem. Aliás a palavra château, longe de ser aquele castelo da
Idade Média, ou aquelas construções maravilhosas de filmes, significa uma
propriedade onde são cultivadas videiras, ainda que não seja um castelo de
verdade. Neste caso, logo ao se aproximar, encontramos os seus 40 ha de vinhedos,
que fazem dele a maior propriedade desta appellation, com muita história para
contar, começando no século II, como pode ser descoberto na visita às instalações,
onde é contada a trajetória do lugar e da produção ao longo dos anos, passando
por le cuvier, a área onde estão as prensas e as cuves de fermentação, com as
antigas prensas verticais ainda hoje utilizadas, que retiram o mosto das uvas com
suavidade, e há pouco mais de 30 anos foi um dos primeiros vinicultores de
Bordeaux a utilizar cubas de inox para a fermentação dos vinhos, todos vendidos a
exportadores e comerciantes da região, sendo destinados a mercados de todo o
mundo, mas que encontra nos chineses os maiores compradores.

http://mondovinho.blogspot.com/2015/07/chateau-figeac-premier-grand-
cru-classe.html
76

Château Margaux (França)


Uma parada obrigatória para quem vai a Bordeaux, na França, é no Château
Margaux, que produz um dos cinco vinhos classificados como Premier Grand Cru
Classé do Médoc, embora esta vinícola não possua uma estrutura de enoturismo
como estamos acostumados a ver nos outros locais aqui relatados, sendo uma visita
direcionada para aqueles que conseguem este privilégio, vale muito a pena admirar
o château e passear ao redor dos vinhedos que datam de meados do século 17, e
trazem uma longa história das famílias que passaram pela propriedade, como
d’Auledes e Fumel, que mantiveram sua reputação, até o confisco durante a
Revolução Francesa, depois comprado pelo Marquês Douat de Colonilla, que
construiu a impressionante e elegante edificação de influência palladiana (da
escola do arquiteto italiano Andrea Palladio), que foi concebida para ser um
elemento central aristocrático em torno do vilarejo agrícola, destinado à produção
do vinho, guardando um aspecto atemporal, pois ainda estava vivo quando Lord
Foster foi convidado a construir o novo “chai” em 2011. A propriedade possui em
sua totalidade aproximadamente 82 hectares de uvas tintas, que produzem 11 mil
caixas de seu primeiro vinho e 9,6 mil do segundo vinho, além de 12 hectares de
uvas brancas produzindo um vinho altamente prestigiado, o Pavillon Blanc,
existindo ainda um terceiro vinho, o Margaux du Château Margaux.

http://mondovinho.blogspot.com/2015/10/conhecendo-de-perto-o-mito-
chateau.html
77

Château Palmer (França)


A história do Château Palmer, situado na comuna de Margaux, na região
francesa de Bordeaux, começa em 1814, quando o Major General inglês Charles
Palmer deparou-se com o então Château Gascq, com seus 50 ha. originários do
Château d´Issan, e resolveu comprá-lo, mas somente em 1843, quando a família de
banqueiros parisienses Péreire (rivais dos Rothschilds) adquiriu a propriedade e
construiu o atual e grandioso castelo, que investiu na melhoria de qualidade do
vinho. Um fato marcante na história desta vinícola encontra-se retratada no livro
Guerra e Vinho, quando, na Segunda Guerra Mundial, atrás da cozinha do château
ficaram escondidas duas famílias, com quatro adultos e três crianças. Considerado
o segundo melhor vinho desta comuna do Médoc, em algumas safras desafia a
soberania do festejado Château Margaux, cujas visitas têm algumas restrições,
principalmente quanto ao número de pessoas, mas encontra-se aberto para um
tour que passa pelos espaços destinadas à produção, ao amadurecimento em
tonéis e ao envelhecimento do vinho em garrafas, cuja principal característica é ter
muito Merlot, pois seus vinhedos possuem 47% de Merlot, 47% de Cabernet
Sauvignon e 6% de Petit Verdot, onde se produzem 250 mil garrafas por ano, cuja
distribuição é de 50% do Gran Vin, que fica cerca de 20 meses em barricas, e o
restante de um segundo vinho, que até 1998 chamava-se Réserve Du Général, e
hoje chama-se Alter Ego.

https://www.conexaoparis.com.br/rota-do-vinho-de-bordeaux/
78

Château Pichon-Longueville (França)


Localizado no extremo sul da comuna de Pauillac, perto da fronteira com a
denominação Saint-Julien-Beychevelle, próximo ao Rio Gironde, ao norte da cidade
francesa de Bordeaux, o Château Pichon-Longueville produz um vinho classificado
como um dos quinze Deuxièmes Crus na Classificação Oficial do Vinho de Bordeaux
original de 1855, sendo no passado parte de uma propriedade maior, pertencente
a Pierre de Rauzan , juntamente com o Château Pichon Longueville, Condado de
Lalande, mas em 1850 foi dividida nas duas propriedades atuais de Pichon, que no
ano de 1987 foi adquirida pela seguradora francesa AXA , que nomeou
imediatamente Jean-Michel Cazes, do Château Lynch-Bages, para administrá-la.
Seus 73 hectares são plantados com uvas Cabernet Sauvignon (60%), Merlot (35%),
Cabernet Franc (4%) e Petit Verdot (1%), sendo a densidade de 9.000 videiras por
hectare, e a idade média das videiras é de 30 anos, resultando um rendimento de
40 hectolitros por hectare. No processo de fabricação do vinho as uvas são colhidas
e classificadas à mão e maceradas por 20 a 30 dias, e fermentadas de 28 a 32° C em
cubas de aço inoxidável com temperatura controlada e tamanhos variados, em
seguida é transferido para barris de carvalho para envelhecimento após o término
da fermentação malolática, e daí para as garrafas, sendo ali também produzido um
segundo vinho, Les Tourelles de Longueville.

https://revistaadega.uol.com.br/artigo/um-verdadeiro-chateaux_3117.html
79

Château Tanunda (Austrália)


Na região dos esplêndidos vinhedos de Barossa Valley, famosos por produzir
alguns dos melhores Rieslings da Austrália e os ousados vinhos de Shiraz, próximo
à cidade de Adelaide, encontra-se o Château Tanunda, uma majestosa vinícola que
é testemunha da história e do espírito pioneiro desta região vinícola de destaque
naquele país. Construído no final da década de 1880, é o local de algumas das
primeiras vinhas plantadas em Barossa, bem como o maior e mais antigo castelo da
Austrália e um monumento designado no Registro de Lugares do Patrimônio
Estadual da Austrália, remontando à década de 1860 e à dizimação das vinhas da
Europa pela filoxera, quando, sentindo a oportunidade na adversidade da Europa,
os fundadores construíram ali um castelo no estilo da Baviera. Desde que
assumiram a propriedade do Château em 1988, os atuais proprietários restauraram
os edifícios e investiram em vinhos com o mais alto padrão, ganhando centenas de
prêmios local e internacionalmente por alguns dos melhores Shiraz, Grenache,
Semillon e Riesling que a Austrália tem a oferecer, portanto um passeio a esta
região não estaria completa sem uma visita à icônica sala de degustação, onde é
possível provar seus vinhos centenários, com classificação cinco estrelas no James
Halliday Australian Wine Companion, fazer um tour, desfrutar de uma travessa de
queijo ou um jogo de croquet.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g495039-d1959582-
Reviews-Chateau_Tanunda-Tanunda_Barossa_Valley_South_Australia.html
80

Clos Apalta (Chile)


Situada na rota do vinho do Valle do Colchagua, a vinícola Clos Apalta,
pertencente à Alexandra Lapostolle, uma francesa descendente de uma renomada
família que se dedica há várias gerações à produção de destilados e vinhos de ótima
qualidade, e seu marido Cyril de Bournet, é uma das mais tradicionais e conhecidas
do país, distante 182 km de Santiago e próxima da cidade de Santa Cruz, onde existe
o Museu de Colchagua, indispensável para quem vai até esta região. A visita começa
apreciando o design da construção, idealizada para representar um ninho de
pássaro, mas também parecido com um barril, e em seguida os vinhedos exclusivos
que fornecem as uvas para um blend com a mistura das uvas Carmenère, Cabernet
Sauvignon, Merlot e Petit Verdot. Internamente o acesso é feito pelo alto, por meio
de uma imponente escada em forma de espiral, que remete ao vinho sendo girado
na taça, com um pêndulo central decorativo que representa o movimento da terra,
tendo nas laterias paredes escavadas na pedra, que auxiliam no equilíbrio da
temperatura. Após descrever o processo de produção, a visita termina na belíssima
sala de degustação, sobre uma mesa de vidro que se levanta e dá acesso à coleção
de vinhos dos donos da vinícola. O local possui ainda um exclusivo e luxuoso hotel,
o Clos Apalta Residence, de apenas 4 quartos, onde o restaurante é aberto ao
público, com uma vista maravilhosa do vale.

http://melevenamala.com.br/tour-vinicola-lapostolle-clos-apalta/
81

De Bortoli (Austrália)
Situada aproximadamente 50 km a nordeste de Melbourne, o Yarra Valley,
perto das cidades de Yarra Glen e Healesville, é reconhecido por produzir alguns
dos melhores Pinot Noir e Chardonnay da Austrália, onde a vinícola De Bortoli traz
a história de uma família de imigrantes italianos que começou há 90 anos na Europa
devastada pela guerra, que, desde o começo humilde, produzindo pequenas
quantidades de vinho de mesa seco, expandiu-se e consolidou-se sob a direção do
filho de Vittorio e Giuseppina, Deen, e sua esposa Emeri, com seus filhos, que
desenvolveram sua reputação por vinhos premium, primeiro através do icônico
vinho de sobremesa Noble One e, em seguida, pelo sucesso dos vinhos de clima
fresco. A família De Bortoli cultiva três propriedades vinícolas em locais distintos
da região, o vinhedo da vinícola em Dixons Creek, que abriga a adega, sala de
degustação e um restaurante, que fica na seção norte do Vale Yarra, o Abbey
Vineyard, em Tarrawarra, que fica no centro da região, e o Lusatia Park Vineyard,
em Woori Yallock, na parte superior do rio Yarra. O tour na vinícola em Dixons Creek
é muito reconhecido, tendo entrado no Hall of Fame do Trip Advisor pelos serviços
oferecidos, além de conquistar o reconhecimento do Melhor Espaço de Adega no
Vale de Yarra no Prêmio de Melhor Adega da Gourmet Traveler Wine 2019, cuja
visita proporciona uma excursão pelos bastidores do vinhedo e da vinícola,
experimentando os vinhos que amadurecem nos barris, saboreando belos queijos
maturados na loja, que tem uma vista panorâmica dos pitorescos vinhedos, assim
como no restaurante da vinícola, o Locale, que reflete a rica tradição italiana da
família, se mostrando um lugar perfeito para desfrutar das produções sazonais e
locais, harmonizando com os vinhos de alta qualidade feitos na propriedade, cujo
lema oficial é Sempre ad Majora (“sempre se esforçando para melhorar”), e o não
oficial, boa comida, bom vinho e bons amigos.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g635734-d625856-
Reviews-De_Bortoli_Winery-
Dixons_Creek_Yarra_Glen_Yarra_Valley_Victoria.html
82

Diamandes (Argentina)
A vinícola argentina Diamandes, localizada em Vista Flores, no Valle de Uco,
aos pés da Cordilheira dos Andes, é propriedade do francês Jean-Jacques Bonnie e
de seu pai, donos do Château Malartic Lagravière em Bordeaux, cujo nome surgiu
da combinação de duas palavras, Diamond (diamante) e Andes, e foi materializado
em uma escultura de aço na forma de diamante, cuja arquitetura gera grande
admiração, o que lhe valeu a premiação com a medalha de ouro do prêmio
internacional na categoria “Arquitetura, parques e jardins” do concurso “Best Of
Wine Tourism 2011”, organizado pela rede global Great Wine Capitals. A vinícola
iniciou suas atividades na região de Mendoza em 2005, com outras famílias
francesas que possuem vinícolas no mesmo projeto Clos de Los Siete, elaborando
vinhos com as uvas Malbec, Chardonnay e Viognier, bem como cortes tintos, que
podem ser degustados em sua deliciosa sala de degustação, com vista para os
vinhedos e para a cordilheira. Seu edifício possui duas estruturas principais, unidas
pela escultura, podendo apreciar a impressionante paisagem da Cordilheira dos
Andes por trás, apresentando um layout linear, com a recepção da vindima e a
seleção das uvas numa extremidade e o local de expedição do produto final em
outra, os tanques de fermentação, conservação e guarda encontram-se enterrados
em diferentes níveis no solo, respondendo assim ao moderno sistema de
elaboração por gravidade e a busca do isolamento térmico natural, tudo iluminado
pela canalização da luz natural através do diamante, mas também foi pensada para
receber visitantes, a fim de lhes proporcionar uma experiencia única, entendendo
melhor o vinho ali produzido e assim degustá-lo no lugar de origem. Uma visita ao
local pode ser feita simplesmente para apreciar a vista e desfrutar de um vinho,
comprado no wine bar, na taça ou garrafa, e aproveitando o sol de Mendoza
sentado no terraço, mas o ideal é aproveitar o D️iam’s Bistro & Bar à Vins, um espaço
desenhado para realizar degustações, eventos especiais, programas culturais,
como exposições de arte
ou concertos, e desfrutar
de uma proposta
gastronômica diferente,
cujo menu combina, a cada
temporada, padrões da
alta cozinha
contemporânea com a
melhor da tradição
gastronômica regional.

https://www.diamandes.com/pt-pt/
83

Emiliana (Chile)
Maior vinícola orgânica do mundo, a Emiliana, onde todo o vinho produzido
não usa nenhum tipo de fertilizante químico, incluindo todo o controle de pragas,
feito de maneira natural, com o cultivo de plantas e ervas que mantém os insetos a
distância, se encontra no Chile, no Valle de Casablanca, distante 60 km de Santiago,
que se destaca principalmente pela produção dos vinhos Chardonnay e Sauvignon
Blanc, pois o local proporciona excelentes condições para a plantação e cultivo
dessas uvas, embora também se existam variedades tintas. Seu nome é uma
homenagem à esposa de Don Melchor de Santiago Concha y Toro, fundador do
grupo homônimo, proprietário da vinícola, e nos anos 90 passou por um longo
processo de transição do método tradicional de produção para o orgânico, depois
que um dos sócios teve câncer e mudou seu estilo de vida para algo mais natural.
Um de seus rótulos mais conhecidos é o tinto Coyam, produzido totalmente com
uvas biodinâmicas, e é possível percorrer suas instalações para conhecer todo o
processo orgânico utilizado na produção e também conhecer a horta da
propriedade, além do passeio pelos jardins, onde se encontram animais nativos,
como llamas e aves, personagens ativos da biodiversidade que sustenta seu campo,
assim como obter explicações sobre os tipos de vinho e do solo, variedades
plantadas e características climáticas do vale, permitindo ainda uma visita à caverna
subterrânea, onde são armazenados os preparados biodinâmicos, responsáveis
pela nutrição e proteção das videiras, terminando com uma degustação de vinhos,
liderada por um sommelier, podendo provar quatro vinhos premium, um de cada
uma das linhas, emparelhada com queijos ou chocolates orgânicos, terminando com
o icônico vinho Gê.

https://santiagodochile.com/vinicola-emiliana-chile/
84

Garzón (Uruguai)
Eleita em 2018 como a melhor vinícola do Novo Mundo pela Wine
Enthusiast, a Bodega Garzón, pertencente à família Bulgheroni, argentinos
bilionários do ramo do petróleo, localizada em um pacato povoado rural do
Uruguai, compreende um complexo agrícola chamado de Agroland, distando cerca
de 70 km de Punta del Este, parte do trajeto em estrada de terra, tendo ficado
inicialmente conhecida por seu azeite, premiado como o melhor do mundo fora da
Europa pela Organização Internacional World’s Best Olive Oil. Sua nova sede,
inaugurada em 2016, abriga a mais moderna vinícola do Uruguai e a primeira
sustentável fora da América do Norte, cujo projeto arquitetônico é magnífico,
emoldurando uma belíssima paisagem da propriedade. O tour começa com um
passeio no trenzinho rebocado por trator pelos vinhedos, segue para o seu interior,
onde um guia apresenta os processos de fabricação do vinho e curiosidades da
histórica e da arquitetura sustentável do projeto, com a interessante proposta de
oferecer a degustação ao longo da caminhada pela vinícola, entre os tanques de
concreto, onde os vinhos descansam, passando por uma adega exclusiva, que fica
fechada, onde compradores podem armazenar seus vinhos, e finaliza em uma sala
climatizada, com uma vista impressionante, diante de uma mesa com queijos,
azeitonas e azeite, para a degustação de dois rótulos especiais. Seu restaurante
conta com a supervisão do festejado mestre do fogo e chef argentino Francis
Mallmann, que treinou a equipe e acompanha com regularidade seu
funcionamento, sendo que o projeto terá uma expansão, com um loteamento e
clube prive para 200 sócios, com campo de golfe, beach club, um Relais & Châteaux
e adega particular, onde os adquirentes poderão ainda produzir seu próprio vinho.

http://bemvindosabordo.com.br/post/bodega-garzon-uma-atracao-
imperdivel-nos-arredores-de-punta-del-este
85

Helen & Joey Estate (Austrália)


Distante aproximadamente uma hora de Melbourne e da Península
Mornington, em uma das regiões vinícolas mais bonitas e prestigiadas da Austrália,
o Yarra Valley of Victoria, a vinícola Helen & Joey Estate, cujas terras foram
adquiridas em 2010, para a criação do que hoje conhecemos, tem uma das vistas
mais bonitas de toda região, de onde se consegue ver uma grande parte do vale,
nesta área rica e fértil, responsável por algumas das melhores frutas, ervas, flores,
vegetais, gado, florestas, reservas naturais e uvas do país. Localizada na cidade de
Gruyere, encontra-se capacitada para produzir vinhos premiados de qualidade e
distintos regionalmente em seus 85 acres de vinhas, plantadas originalmente em
1996, que variam desde rótulos cotidianos a prestigiosos vinhos premium para
ocasiões especiais, de onde saem variedades das uvas Pinot Gris, Semillion,
Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Noir, Merlot, Shiraz, Cabernet Sauvignon e
Cabernet Franc, mas à medida que se intensificam as pesquisas da terra e do clima,
mais variedades de uvas são adicionadas à fazenda, ao lado do pomar de cerejeira,
plantado junto às videiras. Uma visita às suas instalações, posicionadas junto ao
sopé das ambientalmente importantes Warramate Hills, leva à sua bem colocada
sala de adega, que deixa o visitante bem à vontade, desfrutando de uma
degustação de vinhos do clima frio, inclusive o Alena Chardonnay, cuja safra 2015
ganhou os troféus de Melhor Chardonnay e Melhor Vinho Branco em Exposição no
Victorian Wine Show 2017, produzidos em seus vinhedos, que se posicionam em
frente a um grande deck, onde podem ser feitas pequenas refeições, que
proporciona uma das melhores vistas de vinícola em toda a região.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g7177947-d10455744-
Reviews-Helen_Joey_Estate_Yarra_Valley-
Gruyere_Yarra_Valley_Victoria.html
86

Herdade do Esporão (Portugal)


A principal propriedade da vinícola portuguesa Herdade do Esporão ocupa
um oásis de mais de 700 hectares no coração do Alentejo interior, nos arredores de
Reguengos de Monsaraz, próxima à belíssima vila de Monsaraz, onde existe um
castelo do século 13, cercada por imponentes muralhas, produzindo ali marcas
muito conhecidas de vinho português no Brasil, que levam o nome da casa, cujo
grupo processa 14 milhões de litros de vinhos por ano, incluindo a região do Douro,
onde produz os vinhos Murças e Assobio. Compreendendo um dos mais antigos
complexos enoturistico em Portugal, inaugurado em 1997, que já sofreu uma
reforma, o espaço oferece wine bar, restaurante e, obviamente, visita à vinícola e
às vinhas, onde são oferecidos passeios de carro, de bicicleta, diferentes
modalidades de visitas às cavas, degustações e até uma visita ao lagar, com uma
verdadeira aula sobre a produção de azeites, seguida de provas, portanto existem
muitas maneiras de explorar a imensidão da propriedade, que remonta ao ano de
1267, o que recomenda visitar o centro histórico onde está a icônica Torre do
Esporão, o Arco do Esporão e a Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, e também
apreciar os jardins que interligam as vinhas e a vinícola, ou ainda conhecer a horta
de 2 hectares, onde são cultivados frutos, legumes e ervas aromáticas. Após a visita
às instalações, uma sugestão é descansar no wine bar, degustando os vinhos e
azeites produzidos no local, apreciando a bela paisagem sobre a barragem da
Caridade, podendo ainda inscrever-se em um curso de vinhos, ou apreciar uma
refeição no restaurante da propriedade, que oferece variados pratos da cozinha
tradicional alentejana, tendo ainda a opção de desfrutar os tradicionais
piqueniques na vinha.

https://www.esporao.com/pt-pt/enoturismo/enoturismo-herdade-do-
esporao/
87

Inkwell (Austrália)
Depois de deixarem carreiras no exterior em alta tecnologia e governo para
mudarem para a Austrália, o californiano Dudley Brown, envolvido em iniciativas
locais e da indústria, e a brasileira Irina Santiago-Brown, que obteve mestrado e
doutorado em Sustentabilidade em Viticultura na Universidade de Adelaide,
adquiriram a vinícola Inkwell em 2003, localizada no Mclaren Vale, quando
passaram a adotar métodos e princípios de agricultura sustentável. No ano
seguinte já criaram um gramado permanente na vinha para reduzir as ervas
daninhas, o que fez o solo parar de rachar no verão e a competição com a nova
grama fez com que as videiras produzissem uvas menores com maior intensidade e
sabores, e as videiras começaram a se equilibrar. Ao fermentar sem adições, os
vinhos ganharam frescor e intensidade naturais, sendo a única vinícola da região a
produzir vinhos exclusivamente dessa maneira, onde mantêm um esquema simples
de produção, com um trator, um descongelador, uma prensa e pequenos
fermentadores. No piso superior de um prédio de dois andares, construído com 20
contêineres, as suas salas de degustação oferecem quatro maneiras de degustar,
desde o menu diário de degustação, em constante mudança, até o menu de
degustação vintage, dentro ou fora da casa, onde existem três áreas de convés,
incluindo um mirante no último piso com vista do Monte Lofty até a ponta da
península de Fleurieu, um serviço de mesa ao redor da lareira para degustações
vintage e uma área de degustação no balcão. Outra atração do local é o Hotel
California Road, com suas acomodações de luxo para adultos, compreendendo um
micro hotel de apenas três suítes, cada uma com deck privativo cercado pelas
vinhas orgânicas, com banheiras de frente para paredes de vidro do chão ao teto,
decoração personalizada e todo tipo de comodidade para o visitante, inclusive um
minibar abastecido com vinhos Inkwell.

https://www.facebook.com/pg/inkwellwines/about/?ref=page_internal
88

Ken Wright Cellars (Estados Unidos)


Fundada em 1994, na zona rural de Carlton, no estado norte-americano do
Oregon, a Ken Wright Cellars dedica-se a mostrar a qualidade inerente da uva Pinot
Noir, originária de 13 diferentes vinhedos selecionados na AVA (American
Viticultural Areas) de Northern Willamette Valley, criada em 1983, hoje dividida em
seis novas sub-AVA's, impulsionado pelo reconhecimento dos produtores de que os
diferentes solos e rochas nativas da região influenciam fortemente o vinho, dentre
elas a Yamhill-Carlton AVA, local de instalação de seus vinhedos, onde Ken atuou
como o primeiro Presidente da associação. Em 2003, Ken e sua esposa, Karen,
compraram a estação de trem da cidade, construída em 1923, após dois anos de
extensa restauração, este belo prédio agora abriga a sala de degustação de suas
caves, onde o visitante pode saborear uma seleção de vinhos, cuja equipe oferece
um passeio geológico profundo no Vale de Willamette e compartilha os 40 anos de
experiência de Ken na fabricação de vinhos. Em 2014, o seu vinho Abbott Claim
Vineyard Pinot Noir 2012 foi classificado como o número um no mundo, pela revista
Wine Enthusiast, e seu reconhecimento mais recente foi ser apresentado como o
primeiro produtor de vinhos do Oregon na capa da revista Wine Spectator, na
edição de maio de 2015, com um artigo de 9 páginas sobre as realizações de sua
vida na indústria do Oregon Pinot Noir e suas filantropias locais.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g51793-d505199-
Reviews-Ken_Wright_Cellars-Carlton_Oregon.html
89

La Cité du Vin (França)


Não poderíamos falar das vinícolas de Bordeaux, a cidade reconhecida como
a capital mundial do vinho, sem falar da magnifica obra que desde 2014 oferece
uma experiência inesquecível aos amantes do vinho, La Cité du Vin, este verdadeiro
parque temático de Baco, um projeto ousado dos arquitetos Anouk Legendre e
Nicolas Desmazières, que logo à primeira vista impressiona por sua forma, inspirada
em um decanter, e suas curvas audaciosas, além dos reflexos da parte externa da
construção, que muda de acordo com a hora do dia e a estação do ano. Este espaço,
com dez andares e vinte salas temáticas (algumas com vista para o rio Garrone),
proporciona um passeio pela cultura do vinho francesa e mundial, além de
promover experiências sensoriais inusitadas para os amantes da bebida,
complementada com uma degustação de vinhos do mundo todo ao final da visita.
Além disso, o visitante pode aproveitar o Latitude20, um wine bar que serve
deliciosas tapas e vinhos em taças, produzidos em 80 países de todo o mundo, o
restaurante Le 7 panoramic, com vista panorâmica para a cidade, cuja harmonização
é feita com os melhores vinhos da região e pratos da alta gastronomia francesa,
finalizando na boutique, uma loja-conceito onde podem ser encontrados livros
sobre vinho, objetos decorativos temáticos e edições limitadas para
colecionadores, assim como os clássicos souvenirs de viagem.

https://www.conexaoparis.com.br/la-cite-du-vin-em-bordeaux/
90

Lagarde (Argentina)
A história da bodega argentina Lagarde, em Mendoza, se inicia com a família
portuguesa Pereira, que fundou esta vinícola em 1897, para produzir vinhos de
mesa, mas como não possuíam descendentes, elegeram quem iria conduzir a
bodega depois de sua morte, com a condição de manter a vinícola exclusivamente
argentina, então a família Pescarmona assumiu a missão, imprimindo uma marca
como bodega familiar produtora de vinhos, de onde saem pouco mais de um milhão
de litros de vinho por ano. A visita às suas instalações permite aprender sobre cada
etapa da elaboração do vinho, começando pelos seus vinhedos, passando pelo
casarão original, datado de 1897, onde viveram os imigrantes portugueses desde
sua chegada, passando pelas esteiras de separação das uvas, tanques de aço
inoxidável, pias de cimento revestidas de epóxi e barris de carvalho, trilhando o
caminho que o vinho circula durante o processo, terminando com a degustação,
uma básica e outra que incluiu as estrelas da marca. Uma curiosidade do lugar é
conservar o vinho branco mais antigo da América do Sul, um Semillon de 1942,
descoberto no ano de 1975 em um barril com 1.800 litros, engarrafado em 1990,
preservando o velho barril vazio. A visita pode ser conjugada com um gostoso
almoço ao ar livre no restaurante Fogón, que faz uma mistura de cozinha italiana
com argentina, e ainda desfrutar da loja, com ótimas lembrancinhas de viagem

https://www.lagarde.com.ar/pt/home?sc=pt
91

Langmeil (Austrália)
Propriedade familiar operada pela família Lindner, cuja marca na região
abrange seis gerações, a vinícola australiana Langmeil carrega a fama de abrigar a
mais antiga vinha de uva Shiraz do mundo, plantada em 1843, chamada de
“Langmeil Freedom 1843“, sendo um dos assentamentos europeus originais da
região de Barossa, que incorpora o vale de Barossa e o vale do Éden, tornando-se
uma das únicas áreas na Austrália a ter condições vizinhas de crescimento de clima
quente e frio. Situada no local de um dos primeiros assentamentos alemães de
Barossa, onde existia uma vila comercial estabelecida pelo imigrante Christian
Auricht, é o cenário perfeito para esta excursão abrangente, permitindo visitar
algumas casas da época que ainda estão de pé e são preservadas pela vinícola, onde
o visitante recebe uma aula de história, não só para os australianos ou novos
imigrantes, mas também para os turistas que querem conhecer um pouco mais
sobre a colonização de South Australia. Construída dentro dos estábulos
restaurados da vila original de Langmeil 1842, a sala de degustação tem um estilo
bem rústico e os atendentes são muito solícitos, onde poderá ser feita uma
degustação gratuita ou optar por outra paga, que permite acesso a safras especiais,
começando com uma explicação da geografia da região, assentamentos e história
agrícola mais ampla, passando em seguida à viticultura e uma visita ao seu vinhedo
centenário de Shiraz, famoso em todo o mundo, podendo ver as vinhas velhas e
discutir as práticas da vinha, seguindo para o processo de vinificação, como
preparação para a experiência de degustação a seguir, que ocorre no ambiente da
"Freedom Cellar", onde será realizada a amostragem e contadas as histórias da
coleção Old Vine Garden.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g495039-d1544858-
Reviews-Langmeil_Winery-Tanunda_Barossa_Valley_South_Australia.html
92

Monteviejo (Argentina)
Situada no sopé da Cordilheira dos Andes, bem no miolo do Vale do Uco, uma
das principais regiões de vinicultura na Argentina, distando aproximadamente 120
quilômetros do centro de Mendoza, a Bodega Monteviejo encontra-se no projeto
Clos de Los Siete, Vista Flores, Tunuyán. Com seus 130 hectares a uma altitude
entre 1.000 e 1.200 metros acima do nível do mar, esta vinícola, pertencente à
Catherine Péré-Vergé, uma das mulheres mais influentes no mundo do vinho,
possui uma topografia que se inclina em direção ao norte e leste, dando-lhe a
melhor exposição à luz solar no hemisfério sul. Sua adega, com uma área total de
8.500 metros quadrados, possui um sistema gravitacional usado para selecionar
cachos de uvas e bagas, cujo propósito é transportar a matéria-prima sem a
utilização de bombas, de modo a evitar danos durante o processo, desde a colheita
até o engarrafamento, passando através de barris para o envelhecimento, o vinho
sempre segue sua inclinação natural, usando apenas o peso das uvas. A condução
do processo é feita por um dos enólogos mais talentosos da Argentina, Marcello
Pelleriti, que também é enólogo chefe no Château le Gay em Pomerol, onde são
produzidos blends estilo francês e alguns varietais, alguns deles reconhecidos por
sua alta pontuação, como o Lindaflor e o La Violeta.O trajeto turístico segue um
circuito externo, para dar aos visitantes uma visão completa da vinícola, permitindo,
ao mesmo tempo, que os enólogos se concentrem no que é realmente importante,
enquanto profissionais treinados propiciam excelentes degustações com
explicações detalhadas dos vinhos experimentados, tudo em um amplo terraço
com vista para as cordilheiras.

https://comerdormirviajar.blog.br/monteviejo-mendoza-argentina/
93

Norton (Argentina)
Fundada em 1895, na sub-região argentina de Perdriel, em Mendoza, pelo
engenheiro Edmund James Palmer Norton, responsável pela obra de construção
das linhas de trem entre Mendoza e Chile, a Norton Bodega foi posteriormente
vendida ao empresário austríaco Gernot Langes Swarovski, dono dos famosos
cristais Swarovski, que se apaixonou pela vinícola, por ser a única na região parecida
com um château francês, onde promoveu uma série de transformações e
investimentos. A visita começa com uma recepção no alto do prédio, com uma taça
de espumante, que permite degustar a bebida e apreciar os vinhedos com o Cordón
del Plata ao fundo, cuja sequência é um tour diferenciado, onde é possível
experimentar o vinho em diversas etapas, começando pelos enormes tanques de
fermentação e seguindo nos barris de madeira e nas antigas piscinas de concreto
que voltaram a ser utilizadas, chegando ao produto final nas garrafas de vidro, que
permite compreender o processo que leva a um bom vinho, concluindo com uma
visita à cave, onde se encontram vinhos históricos, que datam até de 1944,
guardados a cadeado. Existe também a possibilidade de fazer o safári fotográfico,
com aula e belos cenários, degustação aos pés do vinhedo e o especial, chamado
dia de enólogo, onde o visitante faz o seu próprio blend, após aprender as técnicas
para produzir um vinho personalizado. Tudo isto ainda pode ser finalizado no
restaurante La Vid, que serve uma deliciosa refeição, pelo sistema de menu
degustação ou à la carte, e ainda pode fazer aulas de culinária.

https://www.cafeviagem.com/bodega-norton-em-mendoza/
94

Oakridge (Austrália)
Desde a sua fundação em 1978, a Oakridge Wines produz vinhos no coração
do vale de Yarra, uma das principais regiões vinícolas da Austrália, cuja história
remonta a 160 anos e hoje continua a produzir uvas extraordinárias para a produção
de vinhos premium, em um local com vistas para os vinhedos que se estendem até
o horizonte, oferecendo um belíssimo cenário para uma festa ou evento.
Anteriormente estabelecida em Sevilha, se mudou para a região de Coldstream em
1998, e em 2007 passou para a propriedade das famílias D'Aloisio & Atlas, sendo
que as frutas que produzem seus vinhos são provenientes apenas das vinhas mais
adequadas do vale de Yarra para cada variedade, originárias de vários locais
vitorianos, incluindo os 10 hectares de videiras que cercam o restaurante e a adega
de Oakridge: Coldstream, Hazeldene, Willowlake, Murrummong e Funder &
Diamond Vineyard. Na vinícola são aplicadas técnicas tradicionais de vinificação,
com uma intervenção mínima, onde são usadas as experiências acumuladas em
safras sucessivas para a tomada de decisão sobre fatores importantes no processo,
como o uso de leveduras naturais, bombeamento e mergulho mínimos, tamanho de
barris, estantes e filtragem mínimas, só intervindo no processo natural de produção
de vinho quando se torna imprescindível. Sua estrutura física para visitação é uma
moderna edificação, projetada por renomados arquitetos australianos,
compreendendo sala de adega, restaurante e espaço para eventos, inaugurados no
ano de 2013, oferecendo almoço e degustação de vinhos todos os dias da semana,
onde as refeições são baseadas na culinária sustentável e toda local, com o
compromisso de usar apenas ingredientes originários do vale de Yarra ou
cultivados na horta do restaurante, que também pode ser visitada.

https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g1205102-d2632680-
r744002459-Oakridge_Wines-Coldstream_Yarra_Valley_Victoria.html
95

Pesquera (Espanha)
A vinícola Pesquera encontra-se localizada na emblemática região espanhola
de Ribera del Duero, uma de suas mais famosas e prestigiadas denominações de
origem, na comunidade autônoma de Castilla y León, onde são produzidos os mais
espetaculares vinhos daquele país, que tem no renomado Vega Sicília sua
expressão máxima. Fundada no ano de 1972 por Alejandro Fernández e sua esposa
Esperanza, que vislumbraram o potencial daquele pedaço de chão muito antes de
ser uma região conhecida por vinhos de qualidade, tendo ele trabalhado em outras
atividades, mas sempre produzindo seu vinho, utilizando uvas de sua pequena
propriedade, e mantendo vivo o sonho de construir sua própria vinícola, que levou
dez anos para ser concluída, onde é possível visitar o galpão onde hoje fica exposta
a primeira prensa de uvas utilizada para a produção e ouvir as histórias do
empreendimento, como um filme passado no local. Os vinhos são produzidos
exclusivamente a partir da variedade Tempranillo, difícil e de rápido
amadurecimento, da qual o fundador da bodega é considerado um mestre, onde
utiliza barricas que são uma mistura de carvalho americano, espanhol e francês,
com cura personalizada e fabricadas pelos melhores tanoeiros da Espanha, que
resulta no mundialmente famoso Tinto Pesquera, envelhecido no mínimo 18
meses, enquanto os Reservas e Grandes Reservas selecionadas permanecem por 24
meses ou mais em barricas. Outra dica interessante é aproveitar a viagem e
conhecer também o Pesquera AF Hotel, na mesma cidade, onde há um bar moderno
e gostoso para provar os vinhos Pesquera, acompanhados de tapas, ou ainda seu
restaurante ou sua bodega subterrânea, para jantar ou curtir a noite.

https://www.artwine.com.br/artigos-e-reportagens/389/pesquera-ribera-
del-duero-de-absoluta-pureza
96

Pizzato (Brasil)
Situada na Serra Gaúcha, mais precisamente no Vale dos Vinhedos, em Bento
Gonçalves, a vinícola Pizzato está posicionada em um local muito bonito, além do
que sabem receber bem os visitantes, com um toque bem familiar, onde podemos
encontrar o Sr. Plínio, filho do fundador Antônio Pizzato, um imigrante italiano
originário da região do Vêneto, e seu filho, o enólogo Flávio. Com início das
atividades em 1999, logo no ano seguinte foi premiada com o Pizzato Merlot,
classificado como o melhor vinho tinto do Brasil no ano 2000, possuindo oito
rótulos com selo de Denominação de Origem, com destaque para o Fausto Merlot,
incluído no guia internacional 1000 Vinhos para Provar, e o DNA99, um dos
melhores vinhos brasileiros. A visita começa com um passeio pelos vinhedos, onde
é contada a história da família e a evolução da vinícola, passando em seguida para
a sede, que possui uma arquitetura moderna com uma varanda que possui bela vista
dos vinhedos, ao lado da loja e da área de degustação, onde é possível realizar um
prova harmonizada com queijos regionais gaúchos e charcutaria (embutidos),
enquanto são explicadas as linhas de vinhos que produzem, passando dos vinhos
mais leves e jovens até os vinhos mais encorpados e com melhor potencial de
guarda. Além desta visita convencional, é possível ainda usufruir de seu
restaurante, onde são elaboradas refeições harmonizadas, e diversas outras
programações às suas instalações e nos parreirais, abrangendo degustações
verticais de seus vinhos, e até mesmo um curso de degustação, mas tudo isso deve
ser precedido de agendamento.

http://pizzato.net/
97

Quinta da Boa Vista (Portugal)


A vinícola portuguesa Quinta da Boa Vista encontra-se localizada perto de
Pinhão, na região demarcada do Douro, na margem direita do rio que dá nome à
região, com seus quase 40 hectares, fazendo parte da primeira delimitação da
região do Douro, promovida em 1756 pelo Marquês de Pombal. Sua trajetória está
ligada a um dos personagens mais importantes da história do Douro e do Vinho do
Porto, justamente por mapear a região, o Barão Forrester, que costumava pernoitar
em sua sede. No ano de 2019 ganhou o prêmio “Produtor do Ano” de Portugal,
considerado o “Oscar do Vinho” no país, coroando um trabalho iniciado há quase
dez anos, quando o empresário brasileiro Marcelo Lima e o jornalista britânico Tony
Smith fundaram a sociedade Lima Smith e decidiram comprar esta icônica
propriedade do Douro, muita conhecida pelas suas vinhas de qualidade, algumas
quase centenárias, plantadas em plataformas e terraços de xisto, escavados pelo
trabalho árduo do homem, em uma propriedade onde a memória do tempo é
preservada e mantida com rigor, com seus quase 10 hectares de vinhas velhas de
27 castas diferentes, a maioria delas nativas de Portugal, de onde saem os icônicos
Quinta da Boavista Vinha do Ujo e Quinta da Boavista Vinha do Oratório, além de
possuir uma das mais belas vistas do rio dentre as vinícolas da região. Em função de
suas características diferenciadas, recebe a conceituação máxima “A” na
classificação para a produção de vinhos do Porto feita pelo Instituto dos Vinhos do
Douro e Porto (IVDP), com base em itens como solo, subsolo, clima, densidade de
plantação e altura de patamares, fruto do projeto do enólogo Rui Cunha e, mais
recentemente, com o reforço do consultor Jean-Claude Berrouet, um dos nomes
mais importantes de Bordeaux, que foi enólogo-chefe do Chateau Pétrus por 44
anos.
https://www.quintadaboavista.pt/pt/client/skins/home.php (Não abre)
98

Quinta da Pacheca (Portugal)


Localizada junto à cidade de Peso da Régua, no Douro, primeira zona com
denominação de origem do mundo, junto ao Six Senses Douro Valley, um dos
melhores hotéis de Portugal, a Quinta da Pacheca, é uma das mais antigas da
região, inicialmente propriedade da família Pacheco Pereira, fundada no começo do
século 18, quando a viúva decidiu iniciar a produção de vinhos e modificou o
sobrenome para destacar que o negócio era administrado por uma mulher, daí a
origem do nome, passando depois a outra família, que ergueu a residência principal,
depois transformada em hotel, e mais recentemente a uma outra família, que
construiu os curiosos quartos em forma de barril, que hoje faz o sucesso do local.
As visitas acontecem diariamente, começando no terraço, de onde se contempla as
belas vistas dos vinhedos, das montanhas e do Douro, passando para as adegas,
onde se encontram os enormes lagares, os tanques onde são colocadas as uvas para
o processo de pisa da uva após a vindima, e os barris de envelhecimento da bebida,
terminando com uma degustação dos vinhos da casa, brancos, tintos e do Porto.
Este trajeto é acompanhado por um guia, que explica o processo de fabricação do
vinho do Porto, cuja fermentação é interrompida e adiciona-se uma quantidade de
aguardente vínico, garantindo que parte do açúcar não se transformará em álcool,
o que resulta em um vinho ao mesmo tempo doce e forte. Na área dos barris, temos
os pequenos, onde são armazenados os do tipo Tawny, e nos maiores os do tipo
Ruby, onde ficam por pouco tempo, mantendo sua coloração violeta. A degustação
normalmente é feita na área externa, de frente para os vinhedos, onde são servidos
quatro tipos de vinho, branco, tinto e dois do Porto, sendo possível ainda organizar
piqueniques e passeios mais extensos pela propriedade, que também oferece
hospedagem e um restaurante cercado de vinhedos.

https://quintadapacheca.com/
99

Ruca Malen (Argentina)


A vinícola argentina Ruca Malen, situada em Luján de Cuyo, Mendoza, tem
sua história ligada a dois grandes nomes do mundo do vinho, Jean Pierre Thibaud,
que ocupou a presidência da Chandon, e Jacques Louis de Montalembert, com
longa tradição na Borgonha, possuindo uma bela construção em tijolos alaranjados,
com grandes janelas com vista para o vinhedo e para as montanhas cobertas de
neve da Cordilheira dos Andes, onde é possível conhecer o processo de elaboração
do vinho, sua história e particularidades, desfrutando das melhores etiquetas, que
inclui uma aula de como se cria um blend sob a orientação de um sommelier, usando
os elementos do laboratório, cuja experiência inclui uma grande quantidade de
varietais para degustar em suas três diferentes linhas: Yauquen, Ruca Malen e
Kinien. O ponto alto dessa visita é o seu restaurante, que no ano de 2013
conquistou o prêmio Global Best of Wine Tourism Wine Tourism, como melhor
experiência em restaurante de vinícola do mundo, apresentando uma proposta
gastronômica inovadora que oferece a melhor harmonização para os seus vinhos
com a utilização de produtos locais, incluindo ervas e vegetais que são cultivadas
em sua horta orgânica, se tornando uma das vinícolas mais conhecidas de Mendoza,
que oferece uma experiência gastronômica única, cujo grande diferencial é
apresentar um cardápio explicativo, onde constam todas as informações sobre os
ingredientes e como eles harmonizam com os vinhos, com mesas posicionadas ao
lado dos vinhedos, com vista privilegiada para as montanhas, onde é possível
experimentar desde uma salada com chips de maçã fresca, harmonizada com um
Sauvignon Blanc, até um suculento filé argentino, harmonizado com um Malbec.

https://gourmetviajante.com.br/2017/02/27/visita-a-vinicola-ruca-malen-
mendoza/
100

Salentein (Argentina)
No Vale do Uco, na região argentina de Mendoza, aos pés da Cordilheira dos
Andes, está a vinícola Salentein, cuja adega se encontra no centro dos vinhedos,
apresentando uma arquitetura única e design moderno, abrigando além do espaço
dedicado aos vinhos, uma galeria de arte com exposições internas e também ao ar
livre, além de um belo restaurante, onde está presente o respeito pela terra e
costumes, reportando às raízes da cultura andina, com suas esculturas, pinturas e
obras de arte. A visita começa em uma sala com projeção de vídeos, contando um
pouco de sua história, seguindo para um passeio pelo jardim, por um belo caminho
com gazebos para descanso, apreciando as videiras, até chegar ao edifício principal
da vinícola, onde encontram-se os tanques de fermentação de aço inoxidável,
primeira etapa do processo de produção, que ocorre na sala denominada La Cava,
com temperatura e umidade estabilizados, situada a oito metros de profundidade,
e 5.000 barris de carvalho francês no salão subterrâneo em formato de anfiteatro,
com uma rosa dos ventos ao centro, seguida da Sala Primus, com 12 tonéis de
carvalho francês com capacidade para 7.600 litros de vinho. O final do tour ocorre
na sala de degustação, que pode ser continuado no restaurante Killka, onde são
oferecidos pratos regionais e internacionais preparados no forno de barro e
churrasqueira, com sua lareira aquecida, cujas varandas permitem a vista das vinhas.

https://comerdormirviajar.blog.br/bodega-salentein-mendoza-argentina/
101

Santa Rita (Chile)


Localizada no Valle de Maipo, distando cerca de 40 km da capital chilena, a
vinícola Santa Rita tem várias opções de tours, um restaurante, um café, um museu
e é cercada por belas paisagens, cuja visita começa pelos parreirais, onde se produz
as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Cabernet Franc para seus
diferentes tipos de vinhos, desde o básico 120 até a linha premium Casa Real. Em
seguida se dirige ao saguão dos tonéis de carvalho, onde os vinhos descansam,
seguindo para a área onde os vinhos são engarrafados e etiquetados, cuja linha de
produção encontra-se ativa, ficando exposta através de janelas de vidros. O passeio
termina com uma visita à cave subterrânea, onde estão expostos vinhos
centenários e históricos, onde ocorre a degustação de alguns de seus rótulos,
passando então para a loja, que oferece toda a linha de vinhos e à visita ao Museu
Andino, pequeno, simples e rico em história, onde podem ser vistos objetos que
eram usados no dia a dia das aldeais, mas não tem muito a ver com o vinho. Uma
curiosidade sobre o nome do vinho 120, se refere ao refúgio de 120 soldados que
retornaram para casa após uma batalha pela independência do Chile.

https://www.santarita.com/pt/visita-nos/
102

Stonyridge (Nova Zelândia)


Situada na Ilha Waiheke, região famosa por produzir excelentes vinhos tintos
em decorrência de suas baixas chuvas de verão e temperaturas consistentemente
altas, no Golfo de Hauraki, ao lado de Auckland, na Ilha Norte da Nova Zelândia, cujo
acesso é feito por uma linha regular de modernas embarcações, posicionada na
mesma latitude relativa que a ponta sul da Sicília, a vinícola Stonyridge está
localizada em um vale voltado para o norte, a 1 km da praia de Onetangi ao norte,
e da baía de Putiki ao sul, protegida dos ventos frios do sudoeste, em um longo
cume que corre de uma costa à outra, cuja existência de uma pedreira próxima dá
uma indicação do tipo de solo no local. Segunda mais antiga vinícola da ilha, conta
com uma arquitetura bastante envolvente, sendo um dos locais mais românticos e
exóticos nesta área, onde encontram-se mais de 30 vinícolas, e logo na entrada a
recepção é feita pelos sommeliers da casa que servem uma degustação de vinho
branco, na sequência sugerem seguir conhecendo a vinícola e escutando toda sua
história, admirando os pés de oliveiras e apreciando mais degustações dos vinhos
da casa, que podem ocorrer de duas formas, uma padrão, composta de 3 vinhos
standard, e outra premium, com igual quantidade de vinhos superiores, como o
famoso Larose, um corte bordalês, com Cabernet Sauvignon dominante,
considerado o “cult wine” do país, ou o Luna Negra, um varietal Malbec, seguido de
um tour pela vinha, quando é possível apreciar a paisagem, bater algumas fotos e
poder comprar algumas taças de vinho no café, que fica ao lado de uma varanda,
onde é possível apreciar a bela vista com uma bandeja de petiscos do menu do deck,
ou aproveitar o restaurante, onde são servidas refeições leves e gostosas, inclusive
com opções diversas, como vegetariana.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g2423024-d272278-
Reviews-Stonyridge_Vineyard-Onetangi_Waiheke_Island_North_Island.html
103

Suzana Balbo (Argentina)


Localizada em Luján de Cuyo, na região argentina de Mendoza, a vinícola
Suzana Balbo, originalmente denominada Dominio del Plata, foi fundada em 1999
pela primeira mulher argentina a se tornar enóloga, no ano de 1981, o que lhe valeu
o apelido de Evita do Vinho (La Evita del Vino) e ser reconhecida como um das 10
mulheres mais influentes no mundo do vinho pela revista The Drinks Business, cujo
trabalho anterior em uma vinícola na província de Salta, onde ajudou a converter o
varietal branco da uva Torrontés em um dos mais importantes da Argentina,
resultando em uma segunda homenagem, passando a ser também conhecida como
a Rainha do Torrontés. Atualmente a equipe da vinícola inclui os dois filhos de
Susana, José e Ana Lovaglio, que ali produzem quatro linhas de vinhos de alta gama:
Crios, Benmarco, Susan Balbo e Nosotros, reconhecidos nos mercados nacional e
internacional pelas variedades que produzem a partir das uvas cultivadas nos seus
vinhedos, principalmente Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit
Verdot e Torrontés. As visitas à vinícola precisam de agendamento, permitindo
conhecer parte de seus vinhedos, a área dos grandes tanques de aço inoxidável e a
sala de barricas, com destaque para os tanques de concreto para fermentação em
formato de ovo, onde o líquido se mistura sozinho, terminando o tour no seu novo
restaurante, chamado Osadia de Crear, que oferece uma completa experiência
gourmet, podendo também optar por uma seleção de tira-gostos acompanhados
de uma garrafa de vinho, sendo permitido utilizar a área externa para um
piquenique.

http://www.botequimdovinho.com.br/dominio-del-plata-susana-balbo-
wines/
104

Terrazas de los Andes (Argentina)


A vinícola argentina Terrazas de los Andes, pertencente ao grupo francês
especializado em artigos de luxo LVMH, foi inaugurada em 1999, depois do sucesso
dos espumantes Moët & Chandon na primeira filial das Bodegas Chandon fora da
França. Erguida em um antigo prédio datado de 1898, exigiu um grande esforço
para modernizar o local sem descaracterizar a arquitetura, como no caso dos tonéis
de aço inoxidável, que tiveram que ser içados pelo teto, todo retirado e depois
reconstruído, e dos arcos preservados, assim como uma antiga barrica,
simbolizando a reunião da tradição artesanal à tecnologia moderna. O tour guiado
permite conhecer um pouco do processo de plantio, voltado para o cultivo de cada
cepa em uma altitude considerada ideal, os diferentes tipos de uvas e o método de
colheita, embora no centro de visitantes não existam vinhedos, foi plantado um pé
de cada uva como exemplar, passando pelos tanques e as barricas onde os vinhos
envelhecem, terminando na degustação, com explicações sobre os diferentes
vinhos da casa. Os visitantes podem ainda estender a visita ao restaurante com
menu de degustação harmonizado, inspirado na tradicional gastronomia de
Mendoza, com chaises e poltronas debaixo das árvores e na varanda, e para os que
desejarem estender a permanência no local, existe a opção de hospedar-se na Casa
Terrazas.

https://www.terrazasdelosandes.com/pt/
105

Veuve Clicquot Ponsardin (França)


A casa de champanhe Veuve Clicquot Ponsardin está localizada na cidade de
Reims, na França, que tem como característica visual o rótulo laranja em suas
garrafas, foi fundada em 1772 por Philippe Clicquot-Muiron, desempenhando um
importante papel no estabelecimento do champanhe como bebida escolhida pela
nobreza e pela rica burguesia europeia, enquanto Nicole-Barbe Ponsardin, casou-
se com François Clicquot, filho do fundador, que morreu pouco tempo depois,
deixando-a viúva (veuve em francês) e no controle da companhia. Durante as
Guerras Napoleônicas, foi bem sucedida exportando seu champanhe ao Império
Russo e estabelecendo-a nas cortes reais, incluindo a brasileira, pois remessas
deste champanhe foram enviadas por encomenda ao imperador D. Pedro II. O
processo de industrialização da produção de champanhe é creditado a Madame
Clicquot, no início do século XIX, que obteve a ajuda de seu mestre de adega,
Antoine de Müller, para inventar o riddling rack (inclinação gradual das garrafas até
a vertical), que permitia o dégorgement (degolação, eliminação) de restos de
levedura e sedimentos do vinho num processo de purificação da bebida. A visita
oferecida no local é bem completa, iniciando com o fornecimento de um cobertor,
pois nas caves a temperatura chega a 10ºC, e começa pelas galerias subterrâneas
que possuem equipamentos para ilustrar o que é explicado, incluindo monitores
que exibem a produção da bebida, desde a vinha até a garrafa, enquanto nos
corredores há objetos com mais de dois séculos, que contam toda história e a
importância de Madame Clicquot, inclusive os equipamentos idealizados pela viúva,
a área do dégorgement à la volée e as novas giropaletes, terminando na horta de
ervas e flores, para que sinta os aromas que podem ser encontrados dentro das
garrafas, até chegar na tão esperada degustação, seguindo para a loja, que
comercializa todas as criações da Maison, além de peças de decoração, acessórios
de vinhos e de moda.

https://www.veuveclicquot.com/pt-br
106

Villa Maria (Nova Zelândia)


Sir George Fistonich fundou a vinícola neozelandesa Villa Maria Estate em
1961, com apenas 21 anos de idade, ao alugar um terreno de 5 hectares na Kirkbride
Road, em Mangere, Auckland, com seus pais, onde fez seu primeiro vinho sob o
nome de Villa Maria em 1962, com uvas colhidas neste bloco, posteriormente
mudou-se para um local maior na Montgomerie Road, no mesmo subúrbio, e desde
então se expandiu, mas continua sendo uma empresa familiar, onde hoje emprega
mais de 250 funcionários permanentes, cultiva 28 variedades diferentes de uvas e
exporta vinho para mais de 60 países em todo o mundo, sendo uma das maiores
empresas de vinho da Nova Zelândia, com vinhas localizadas em todo o país, com
bases de produção em Gisborne, Hawke's Bay, Marlborough e Auckland. Os estilos
de seus vinhoss incluem uvas Sauvignon Blanc , Chardonnay e Riesling, para as
brancas, e as variedades tintas Pinot Noir, Merlot, Cabernet Sauvignon e Malbec,
com engarrafamento na base de Auckland, que foi a primeira vinícola da Nova
Zelândia a alcançar o status BioGro no início de 2009, em conformidade com a
ISO140001. Um interessante programa no local é a trilha para caminhada no
vinhedo, toda autoguiada, que foi projetada para mostrar os atributos da vinha,
situada em uma cratera vulcânica com mais de 20.000 anos de idade, bastando
seguir os marcadores de pontos de interesse, que começa do lado de fora da adega,
podendo ao final sentar-se e relaxar no Vineyard Café, com um copo de um bom
vinho durante o almoço, cujo cardápio muda com as estações do ano e apresenta
apenas os produtos mais frescos daquele país, ainda com opções vegetarianas, sem
glúten e sem leite, e alimentos adequados para crianças, ou visitar a sala de
degustação, onde poderá experimentar seus rótulos e adquirir uma garrafa de um
dos vinhos da casa.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g255580-d2624251-
Reviews-Villa_Maria_Auckland_Winery-Mangere_North_Island.html
107

Vistalba (Argentina)
A vinícola argentina Vistalba, situada em Luján de Cuyo, Mendoza, foi
fundada numa fazenda familiar por Carlos Pulenta, no início dos anos 2000, após a
venda das bodegas Peñaflor e Trapiche, dois fortes símbolos da indústria
vitivinicultora argentina, onde desenvolveu seu projeto pessoal de vinhos com sua
família, assessores e enólogos, utilizando o método tradicional em que não são
usadas bombas, senão a utilização da gravidade no processo de produção dos
vinhos, elaborados em suas modernas instalações, repletas de tecnologia e alojadas
em um edifício contemporâneo posicionado em um ambiente tranquilo rodeado
por vinhedos, exemplo da arquitetura criolla atual que floresce em Mendoza. No
local é possível fazer uma visita guiada que permite conhecer a qualidade dos
vinhos por meio de um passeio pelas videiras que fornecem as uvas utilizadas na
produção, passando pelas instalações, onde é apresentado o processo de
elaboração e termina com uma degustação das linhas na adega subterrânea, além
de aprender a diferença entre os vinhos de sua linha premium e conhecer sobre a
elaboração de espumantes e óleo de oliva. Terminada a visita a grande pedida é
uma refeição no restaurante com vista para os 50 hectares de vinhedos, onde é
oferecido um menu contemporâneo, harmonizado com seus vinhos, dentre eles o
espumante Progenie (com uvas Pinot Noir e Chardonnay), feito para comemorar o
aniversário do pai do fundador da vinícola.

https://www.blogapaixonadosporviagens.com.br/2014/02/primeiro-dia-em-
mendoza-chegada-bodega.html
108

Wet Jacket (Nova Zelândia)


O nome da vinícola Wet Jacket, situada na região de Central Otago, na Ilha
sul da Nova Zelândia, remete a uma impressionante reserva marinha localizada
entre Dusky e Breaksea Sounds, no canto sudoeste do Fiordland National Park, que
foi nomeada com este nome pelo Capitão Cook em sua segunda viagem ao país
1773, sendo escolhido para a área devido à natureza encharcada das jaquetas da
equipe depois de passar muitos dias em tempestades torrenciais de Fiordland, cujo
significado não é apenas de interesse pessoal para o proprietário Greg Hay, que
passa seu tempo caçando e coletando as iguarias locais para satisfazer sua paixão
por cozinhar e criar pratos de comida selvagem, mas também para a história da
Nova Zelândia, uma vez que esta expedição registrou uma série de acontecimentos
na história daquela nação. As instalações do local são bastante peculiares,
abrigando uma sala de entretenimento junto à lareira, criada dentro da estrutura
da casa de campo existente nos anos 1840, com uma casa de pedra original e jardins
circundantes, que proporcionam uma atmosfera luxuosa e discreta para
compartilhar um jantar íntimo com amigos, sediar uma reunião maior, como um
casamento, ou simplesmente entreter e recompensar clientes. A sala de
entretenimento inclui sofás e espreguiçadeiras confortáveis, equipamento
audiovisual completo (projetor de dados e tela) para reuniões de negócios,
enquanto as portas do celeiro se abrem para um belo deck com lareira e pátio de
ovelhas, com grama para maior versatilidade, onde uma tenda pode ser montada
no gramado do lado de fora do galpão de lã, tudo isto em um ambiente que permite
uma deliciosa degustação por atendentes muito competentes e amáveis.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g255122-d10532274-
Reviews-Wet_Jacket_Winery-
Queenstown_Otago_Region_South_Island.html
109

Wirra Wirra (Austrália)


A vinícola Wirra Wirra encontra-se aproximadamente a 35 km ao sul de
Adelaide, na região australiana de McLaren Valley, famosa pelo sabor intenso de
seu Shiraz, além de Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Grenache, posicionada
entre colinas e uma costa pitoresca, fazendo com que tenha um clima mediterrâneo
ideal para o cultivo de uvas. Originalmente criada em 1894 pelo conhecido jogador
de críquete e excêntrico sul-australiano Robert Strangways Wigley, prosperou logo
no início, produzindo diferentes tipos de vinhos, destacando um aclamado Shiraz,
que foi exportado para todo o Império Britânico até a sua morte, em 1926, quando
acabou sendo abandonada, até 1969, quando o falecido Greg Trott e seu primo
Roger a reconstruíram praticamente do zero, continuando a influenciar a cultura
desse bem-sucedido negócio de vinhos hoje. O seu principal vinho é o Church Block,
o mais vendido em sua categoria na Austrália, sendo que suas uvas brancas
premium são produzidas em um grupo seleto de vinhedos em Adelaide Hills, uma
região de clima mais frio para produzir uvas, para tornar os premiados Sauvignon
Blanc, Riesling e Chardonnay que fazem parte da Coleção RGT, cuja participação no
Wine Companion de James Halliday 2017 resultou em 11 vinhos com pontuação
superior a 90 pontos, incluindo 6 com 95 e mais. Na histórica sala de degustação,
uma variedade de vinhos exclusivos está disponível para visitantes, enquanto no
descontraído café no estilo provençal, Harry's Deli, um menu cheio de produtos
regionais do sul da Austrália está disponível, sendo ainda possível realizar um tour
pela Adega de Trott e pelas adegas históricas de ferro, ideais para casais ou
pequenos grupos que visitam a região, dar um passeio pelos jardins espaçosos ou
encontrar um local para desfrutar de um prato regional ou churrasco em família,
além de disponibilizar a Sala RS Wigley, uma área de reuniões de última geração em
suas adegas originais de ferro.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g499714-d3213950-
Reviews-Wirra_Wirra_Vineyards-
McLaren_Vale_Greater_Adelaide_South_Australia.html
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Yalumba (Austrália)
Considerada a maior e mais antiga vinícola familiar australiana, fundada em
1849 pelo cervejeiro britânico Samuel Smith, a Yalumba, cujo nome é uma
homenagem à palavra indígena australiana para "toda a terra ao redor", encontra-
se localizada perto da cidade de Angaston, na região vinícola de Barossa Valley, com
seus mais de 80 cellar doors, é um lugar indicado em muitos relatos de viajantes
como um passeio imperdível para os apreciadores e entendidos de vinho,
começando pela curiosidade de ser uma das quatro vinícolas do mundo que possui
sua própria tanoaria, fábrica de barris de madeira para envelhecimento dos vinhos.
A visita vale muito a pena, nem que seja para ver a propriedade, que é muito bonita
e apreciar as antigas videiras que são impressionantes, caminhando pelos jardins
do Tower Building e descansando com uma garrafa de vinho e uma cesta de
piquenique, entretanto recomenda-se apreciar sua sala de vinhos com uma
degustação, algumas delas gratuitas, junto a uma lareira acolhedora e agradável,
desfrutando o mobiliário australiano moderno para os visitantes, cujo atendimento
é muito bom, feito por uma equipe bastante amigável, bem informada e atenciosa,
especialmente pela explicação dos processos de fermentação únicos, ou ainda
fazer um dos tours pela vinícola, todos pagos, que oferecem a oportunidade de
acompanhar o processo de produção e ver como acontece o trabalho da tanoaria,
além de degustar vários de seus vinhos, com atenção especial aos dois dos maiores
vinhos do país, o Octavius Shiraz e o topo de linha The Reserve, feito apenas em
safras especiais, como em 1996, uma safra histórica na Austrália, que foi a 3ª edição
do “The Reserve”, elaborado com Cabernet Sauvignon e Shiraz do Barossa Valley,
que recebeu 96 pontos de Robert Parker.

https://www.expedia.com.br/Yalumba-Wines-Angaston.d6085905.Guia-de-
Viagem
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Yarra Yering (Austrália)


A australiana Yarra Yering é uma das mais antigas e das mais belas vinícolas
do vale de Yarra, em Victoria, com 28 hectares de vinhas localizados ao pé das
colinas de Warramate, situada em uma encosta suave, com sua face norte e o barro
cinza profundo, atravessado por faixas de cascalho, que cumpre todos os seus
requisitos, com boa drenagem, exposição o dia todo ao sol quente e elevação
suficiente do fundo do vale para evitar as geadas da primavera. Fundada em 1969
pelo Dr. Bailey Carrodus, que lançou no ano de 1973 a primeira safra comercial de
vinhos do vale de Yarra desde 1923, o Dry Red Wine No.1, uma mistura inspirada
em Bordeaux, e o Dry Red Wine No.2, uma mistura do norte do Ródano. Depois de
se formar em horticultura na Universidade de Victoria, em Wellington, na Nova
Zelândia, trabalhou por um tempo como consultor científico do Departamento de
Agricultura daquele país, se formando em vinificação no Roseworthy Agricultural
College, no sul da Austrália, onde também ensinou por algum tempo, antes de
concluir seu doutorado em filosofia para pesquisa em fisiologia vegetal no Queens
College, Universidade de Oxford, em 1965, sendo que uma faculdade neste local
leva o nome "Carrodus Quad" em sua homenagem. A sala de degustação está
localizada na casa do fundador, posicionada entre as vinhas em Briarty Road, em
um ambiente aconchegante, mergulhado na história do vinho australiano, onde é
oferecida uma extensa degustação de alguns dos seus vinhos mais emblemáticos,
tendo recebido o prêmio de “Melhor Sala de D️egustação para Pequena Adega
2017” da Gourmet Traveler Wine. O D️r. Carrodus morreu em casa em setembro de
2008 e o vinhedo foi posteriormente vendido a dois empresários, que continuaram
a operar com a mesma filosofia, destacando ainda sua enóloga, Sarah Crowe Sarah,
que foi escolhida a melhor do ano de 2017 de James Halliday.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g7177947-d8814562-
Reviews-Yarra_Yering-Gruyere_Yarra_Valley_Victoria.html
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Yering Station (Austrália)


A australiana Yering Station, é uma vinícola-butique, com cave de arquitetura
moderna, espaço para eventos e mostras, possui vinhas espalhadas por cinco locais
no Yarra Valley, nas sub-regiões Yarra Glen e Coldstrea, cada um deles
apresentando sutis mudanças no solo, aspecto e elevação, o que permite aproveitar
ao máximo as diferenças climáticas de cada safra, se mostrando um lugar adequado
para a produção de um bom espumante brut, feito pelo Método Champanoise,
nesta propriedade, que vem crescendo substancialmente, passando de uma área
de 20 hectares em 1996 e para hoje ocupar um total de 250 hectares, onde se
produz ainda tintos, como um Pinot Noir vigoroso, além de bons vinhos Cabernet e
Shiraz. Sua história remonta à primeira metade do século XIX, com os irmãos
escoceses Ryrie, que plantaram duas variedades de uvas, mas usaram
principalmente a terra para o gado, sendo adquirida por Paul de Castella no início
da década de 1850, passando de uma estação de gado para um marco na produção
de vinhos em Victoria, trocando de mãos várias vezes até ser comprada pela família
Rathbone em 1996. Instalada no edifício original da vinícola, a sala de adega e loja
de vinhos permite que os visitantes provem a sua coleção Yering Station de vinhos,
cujas degustações são orientadas por equipe própria em um ambiente
descontraído e acolhedor, existindo diversas formas de degustação, que é gratuita
para até 5 opções standard, ou cobrada para os vinhos especiais, permitindo na
sequência um passeio por todo o complexo, composto de hotel, café, um grande e
bem cuidado jardim e seu restaurante, localizado em um prédio com um arquitetura
arrojada, que oferece vistas amplas e magníficas das cordilheiras de Yarra, onde a
cardápio explora os melhores produtos do vale de Yarra, oferecidos por pequenos
produtores locais, disponibilizados com a gama completa de seus rótulos,
presentes na lista de vinhos.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g580522-d561205-
Reviews-Yering_Station-Yering_Yarra_Valley_Victoria.html

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