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OBJECTIVO

 Equilibrio dos motores de combustão interna

INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS


AV. Luanda Sul, Rua Lateral Via S10, Talatona – Município do Belas – Luanda/Angola
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ÍNDICE

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O motor a pistão como conhecemos é uma máquina de movimento alternativo


devido ao tipo de movimento de seus pistões. Cada um deles comprime e
explode a mistura ar-combustível a seu tempo, em um ciclo alternado. Isto cria
uma forte vibração devido ao fato de que enquanto um pistão está em fase de
explosão, portanto gerando energia, empurrando a biela, fazendo girar o
virabrequim, os outros estão sem carga (nas fases passivas) e gerando uma
resistência ao movimento. 

Se considerarmos um pistão fazendo um ciclo comum de 4 tempos, ou seja,


admissão, compressão, explosão e exaustão, ele leva duas voltas do
virabrequim para completar o ciclo, portanto 720º de rotação. Em um motor de
4 cilindros, cada pistão explodirá a cada 180º de rotação do virabrequim.
Assim, é fácil entender que a cada meia volta o virabrequim recebe uma
injeção de ânimo (digo, potência) e o restante da volta ele percorre apenas na
inércia. Isto causa a vibração . Já um motor de 6 cilindros vibra menos porque
cada pistão explode a cada 120º de rotação, enquanto em um de 8 cilindros a
cada 90º, sendo mais suave ainda. Isto é sentido na prática, onde motores de
mais cilindros são muito mais suaves.

A idéia de se acoplar um volante ao virabrequim surgiu de uma das grandes


descobertas da física e da mecânica, que já o usava como acumulador de
energia cinética em máquinas a vapor. Enormes rodas de material pesado (aço
ou ferro fundido) eram usadas para dar uma continuidade ao movimento
rotativo dos eixos de máquinas a vapor, como caldeiras e locomotivas,
acumulando inércia suficiente para manter o sistema girando constantemente
mesmo com geração de potência alternativa. Em um automóvel normal de rua,
um volante de motor de média cilindrada pesa cerca de 30 kg, e sua função é
dar um torque constante em cada rotação e eliminar as vibrações decorrentes
do movimento oscilatório dos pistões. O fato de o volante ser de material
pesado faz com que sua inércia inerente absorva o golpe dado pelo pistão

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após a explosão e mantenha a tendência ao movimento giratório do


virabrequim até o próximo golpe a ser dado pelo pistão seguinte, dando mais
torque em baixas rotações e mantendo a marcha lenta mais baixa. Em rotação
constante, este movimento se torna suave e contínuo, mas em aceleração, o
peso do volante reduz um pouco a velocidade de ascensão da rotação. Por
isso, em carros de competição o volante é aliviado, permitindo um aumento de
giros mais rápido e rotações maiores. Como o peso do carro de corrida e
menor do que um equivalente de rua, esta alteração no peso do volante não
chega a afetar o torque em baixa (afinal, não se precisa de torque em baixa
rotação em motores de competição) e dá ganhos de potência, pois se atinge
rotações maiores.

O volante do motor também se destina a outras duas funções nobres. Uma


delas é a partida do motor, pois no volante é que está instalada a cremalheira,
aquela engrenagem que circunda todo o perímetro do volante. O motor de
arranque aciona o bendix, cujo pinhão se acopla à cremalheira e dá um
impulso inicial fazendo o motor girar até pegar, desacoplando em seguida e
deixando o motor funcionar por si mesmo. A outra função é transmitir o torque
do motor para o câmbio, pois é nele que se fixa a embreagem dos câmbios
mecânicos ou o conversor de torque, nos automáticos. Além de ser pesado
para gerar uma inércia considerável, ele tem que ser resistente para aguentar a
pressão do disco da embreagem e a transmissão do torque para o câmbio e
dali para as rodas.

Equilibrando o eixo de manivela, por Ted Eaton


Ao chegar ao ponto em que o virabrequim de um motor V8 ou outro estilo V
pode ser balanceado, várias operações diferentes já devem estar concluídas.
Se este tivesse sido um motor cilíndrico alinhado ou oposto, então o
virabrequim poderia ter sido balanceado em qualquer ponto da operação,
devido a não exigir a instalação de dispositivos elétricos de peso.

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No entanto, quando os cilindros são orientados em um estilo V, os pesos


são necessários devido às massas rotativas e alternadas não serem
igualmente opostas. Ao longo dos artigos anteriores desta série, os pistões
foram combinados entre si por peso, as extremidades da haste de conexão
também foram adequadamente iluminadas e combinadas por peso em cada
extremidade como um conjunto, e os componentes diversos, como rolamentos,
anéis, e os bloqueios de pistão também foram pesados. Com todos esses
valores conhecidos e o óleo estimado junto com qualquer valor de
balanceamento pesado também adicionado, o cálculo da quantidade de peso
necessária para o dispositivo de peso leve está pronto para ser colocado em
uso.

O próximo na agenda é construir os equipamentos de peso leve para que


eles correspondam ao valor calculado. Bobweights variam em estilo e design
dos diferentes fabricantes, mas todos têm a mesma função em simular as
massas rotativas e alternadas vistas em um virabrequim instalado dentro de um
motor. Alguns projetos de bobweight têm uma pequena embarcação em cada
metade que é preenchida com bb's ou shot, para atingir o peso desejado,
enquanto outros designs simplesmente tomam pesos de tamanho apropriado
que são fixados em cada metade. Independentemente do design usado, é
imperativo que cada metade tenha o mesmo peso, enquanto as duas metades
conectadas entre si também correspondam ao cálculo de peso predeterminado.

Quando os equipamentos forem montados para corresponder ao valor de


peso calculado, é hora de colocá-los no virabrequim. Neste ponto, não é
apenas importante que as duas metades estejam igualmente espaçadas
quando colocadas no munhão da haste do virabrequim, mas também centradas
no munhão. Os novos dispositivos elétricos de peso podem agora ser
adquiridos com micrômetros embutidos nos quais exatamente as metades são
divididas, enquanto os modelos anteriores exigem uma medição manual ou
física para fazer essa mesma função. Independentemente do estilo usado, é

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importante que as metades sejam divididas igualmente durante o processo de


montagem. Em teoria, os pesos bobos podem ser apontados em qualquer
direção quando montados nos diários e ainda dão o mesmo alto grau de
equilíbrio que está sendo direcionado. A prática geralmente aceita dita que eles
sejam instalados com as partes mais longas desses equipamentos apontando
para ângulos de 90 ° em relação ao curso quando colocados nos diários. Isso
mantém as protuberâncias externas no mínimo enquanto gira o virabrequim a
velocidade na máquina de balanceamento. Uma vez que os pesos de bobina
tenham sido instalados em cada revista, o virabrequim está pronto para ser
colocado na máquina a ser girada. Se o conjunto tiver um design externo
balanceado, o volante e o amortecedor também precisarão ser instalados antes
de fazer o giro inicial da manivela.

Fig 1.
Com a colocação do conjunto do virabrequim na máquina, a máquina de
balanceamento é então configurada para a massa estática total do virabrequim
para que os componentes eletrônicos possam dar um feedback apropriado
sobre a quantidade de desequilíbrio que está presente. A máquina irá girar o
virabrequim a uma velocidade predeterminada para medir o desequilíbrio
dinâmico e estático do conjunto do virabrequim.
Desequilíbrio dinâmico ou o estado de equilíbrio de ponta a ponta só
pode ser determinado com o virabrequim sendo executado em velocidade.

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Fig 2
Equilíbrio estático, por outro lado, se for ruim, pode ser determinado
simplesmente por encontrar o lado pesado da manivela enquanto está sentado
em um par de roletes, mas sem equilibrar dinamicamente a manivela, seria
muito difícil determinar qual extremidade do virabrequim seria responsável pelo
estado estático do desequilíbrio.

A eletrônica pode isolar os desequilíbrios em cada extremidade da manivela


e se feita corretamente, o virabrequim não será balanceado apenas
dinamicamente quando terminado, também será balanceado estaticamente.

Depois que os ajustes iniciais de peso são feitos nos contrapesos do


virabrequim nesses casos, então o balanceamento de alta velocidade pode ser
executado.

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O volante destina-se a regularizar e equilibrar a rotação do


virabrequim.O volante do motor é a peça ligada na saída do virabrequim ou
árvore de manivelas e tem algumas empregabilidades como servir de peso
ou massa, para o eixo virabrequim nos intervalos das explosões dos
cilindros, mantendo assim com a incidência da força cinética o eixo
balanceado. Outra função que cabe ao volante do motor é de transmitir a
força gerada pelo motor para a transmissão já que em sua superfície de
contato temos a embreagem acoplada para receber esta força. O volante
também tem a função de receber o movimento rotativo do motor elétrico
para dar partida no motor de combustão já que em seu perímetro externo o
volante possui uma gremalheira dentada como se fosse uma grande
engrenagem aonde o motor de partida será acoplado. Os motores de um
cilindro exigem um volante grande, enquanto os de vários cilindros são
equipados com volantes tanto mais leves quanto mais elevado for o número
de cilindros.

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CONCLUSÕES

O fato de o volante ser de material pesado faz com que sua inércia inerente
absorva o golpe dado pelo pistão após a explosão e mantenha a tendência ao
movimento giratório do virabrequim até o próximo golpe a ser dado pelo pistão
seguinte, dando mais torque em baixas rotações e mantendo a marcha lenta
mais baixa. Em rotação constante, este movimento se torna suave e contínuo,
mas em aceleração, o peso do volante reduz um pouco a velocidade de
ascensão da rotação. Por isso, em carros de competição o volante é aliviado,
permitindo um aumento de giros mais rápido e rotações maiores

O volante destina-se a regularizar e equilibrar a rotação do virabrequim. Os


motores de um cilindro exigem um volante grande, enquanto os de vários
cilindros são equipados com volantes tanto mais leves quanto mais elevado for
o número de cilindros

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

www.eatonbalancing.com
Rodrigues_AlexdeSouza_M.pdf
http://www.infomotor.com.br/site/2009/02/o-volante-do-motor/
file:///G:/Drive/motores_combustao_interna_e_seus_sistemas.pdf

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