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TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Para responder à(s) questão(ões), leia o trecho de uma fala do personagem Quincas Borba,
extraída do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, publicado originalmente em 1891.

— […] O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode


determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a
supressão de uma é condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio
universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de
batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que
assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em
abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a
nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a
conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória,
os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se
a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o
homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo=motivo racional de que
nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou
compaixão; ao vencedor, as batatas. [...] Aparentemente, há nada mais contristador que uma
dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um
benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque
dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões
seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho.

(Quincas Borba, 2016.)

1. Em “mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é condição da


sobrevivência da outra” e “As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos”, os
termos sublinhados estabelecem relação, respectivamente, de
a) consequência e conformidade.
b) causa e conformidade.
c) conformidade e consequência.
d) causa e finalidade.
e) consequência e finalidade.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Para responder à(s) questão(ões), leia o trecho de uma carta de Charles Darwin ao biólogo
Joseph Hooker em 11.01.1844.

Além de um interesse geral pelas terras meridionais, desde que retornei tenho me dedicado a
um trabalho muito ambicioso que nenhum indivíduo que conheço deixaria de considerar muito
bobo. Fiquei tão impressionado com a distribuição dos organismos nas Galápagos e com a
natureza dos fósseis de mamíferos americanos, que resolvi recolher todo tipo de coisa que
pudesse ter alguma relação com alguma espécie. Li montanhas de livros sobre agricultura e
horticultura e não paro de coletar informações. Por fim surgiu uma luz, e estou quase
convencido (ao contrário do que achava inicialmente) de que as espécies (é como confessar
um homicídio) não são imutáveis. Deus me livre das bobagens de Lamarck como “tendência ao
progresso”, “adaptações a partir do esforço dos animais”, — porém minhas conclusões não
diferem muito das dele — embora a forma da mudança difira inteiramente — creio que descobri
(que presunção!) a maneira simples pela qual as espécies se adaptam a várias finalidades.

(Shaun Usher (org.). Cartas extraordinárias, 2014.)

2. “Deus me livre das bobagens de Lamarck como ‘tendência ao progresso’, ‘adaptações a


partir do esforço dos animais’, — porém minhas conclusões não diferem muito das dele —
embora a forma da mudança difira inteiramente — creio que descobri (que presunção!) a
maneira simples pela qual as espécies se adaptam a várias finalidades.”

No contexto em que se insere, o trecho sublinhado expressa ideia de


a) comparação.
b) causa.
c) conclusão.
d) consequência.
e) concessão.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


22 de maio
1
Eu hoje estou triste. 2Estou nervosa. 3Não sei se choro ou saio correndo sem parar até
cair inconciente. É que hoje amanheceu chovendo. E eu não saí para arranjar dinheiro. Passei
o dia escrevendo. Sobrou macarrão, eu vou esquentar para os meninos. 4Cosinhei as batatas,
eles comeram. 5Tem uns metais e um pouco de ferro que eu vou vender no Seu Manuel.
Quando o João chegou da escola eu mandei ele vender os ferros. Recebeu 13 cruzeiros.
Comprou um copo de água mineral, 2 cruzeiros. Zanguei com ele. 6Onde já se viu favelado
com estas finezas?
... Os meninos come muito pão. Eles gostam de pão mole. Mas quando não tem eles
comem pão duro.
Duro é o pão que nós comemos. 7Dura é a cama que dormimos. Dura é a vida do
favelado.
Oh! São Paulo rainha que 8ostenta vaidosa a tua coroa de ouro que são os arranha-
céus. Que veste 9viludo e seda e calça meias de algodão que é a favela.
...O dinheiro não deu para comprar carne, eu fiz macarrão com cenoura. 10Não tinha
gordura, ficou horrível. A Vera é a única que reclama e pede mais. E pede:
11
– Mamãe, 12vende eu para a Dona Julita, porque lá tem comida gostosa.
Eu sei que existe brasileiros aqui dentro de São Paulo que sofre mais do que eu. Em
junho de 1957 eu fiquei doente e percorri as sedes do Serviço Social. Devido eu carregar muito
ferro fiquei com dor nos rins. Para não ver meus filhos passar fome eu fui pedir auxílio ao
13
propalado Serviço Social. Foi lá que 14eu vi as lagrimas deslisar dos olhos dos pobres. Como
é pungente ver 15os dramas que ali se desenrola. A ironia com que são tratados os pobres. 16A
única coisa que eles querem saber são os nomes e os endereços dos pobres.

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de Despejo: diário de uma favelada. 10ª ed. São Paulo:
Ática, pp. 41 e 42.

3. Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Quarto de Despejo: diário de uma


favelada, Carolina Maria de Jesus, e ao trecho apresentado.
a) Na estrutura “– Não tinha gordura, ficou horrível” (ref. 10) tem-se a função apelativa da
linguagem, uma vez que a personagem tenta convencer o leitor da sua situação de pobreza.

b) No período “Não sei se choro” (ref. 3) há duas orações, sendo que a segunda, classificada
como oração subordinada substantiva objetiva direta, é introduzida pela conjunção integrante e
exerce, sintaticamente, a função de objeto direto para a primeira.

c) Da leitura da obra, infere-se uma crítica à classe política brasileira que só procura pelos
pobres em tempos de eleição, quando há a necessidade de votos para que os políticos possam
se eleger.

d) A leitura da obra leva o leitor a inferir que o título Quarto de Despejo: diário de uma favelada,
constitui uma metáfora, pois refere-se ao local onde é depositado o que não tem serventia,
“descartáveis” e, por analogia, à favela onde estão aqueles que a sociedade capitalista
desconsidera.
e) Da leitura da obra, percebem-se vários aspectos da degradação humana como alcoolismo,
violência doméstica, fome, preconceito racial, entre outros, testemunhados e relatados por
Carolina.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Política pública de saneamento básico: as bases do saneamento como direito de
cidadania e os debates sobre novos modelos de gestão

Ana Lucia Britto


Professora Associada do PROURB-FAU-UFRJ
Pesquisadora do INCT Observatório das Metrópoles

A Assembleia Geral da ONU reconheceu em 2010 que o acesso à água potável e ao


esgotamento sanitário é indispensável para o pleno gozo do direito à vida. É preciso, para
tanto, fazê-lo de modo financeiramente acessível e com qualidade para todos, sem
discriminação. Também obriga os Estados a eliminarem progressivamente as desigualdades
na distribuição de água e esgoto entre populações das zonas rurais ou urbanas, ricas ou
pobres.
No Brasil, dados do Ministério das Cidades indicam que cerca de 35 milhões de
brasileiros não são atendidos com abastecimento de água potável, mais da metade da
população não tem acesso à coleta de esgoto, e apenas 39% de todo o esgoto gerado são
tratados. Aproximadamente 70% da população que compõe o déficit de acesso ao
abastecimento de água possuem renda domiciliar mensal de até 1 2 salário mínimo por
morador, ou seja, apresentam baixa capacidade de pagamento, o que coloca em pauta o tema
do saneamento financeiramente acessível.
Desde 2007, quando foi criado o Ministério das Cidades, identificam-se avanços
importantes na busca de diminuir o déficit já crônico em saneamento e pode-se caminhar
alguns passos em direção à garantia do acesso a esses serviços como direito social. Nesse
sentido destacamos as Conferências das Cidades e a criação da Secretaria de Saneamento e
do Conselho Nacional das Cidades, que deram à política urbana uma base de participação e
controle social.
Houve também, até 2014, uma progressiva ampliação de recursos para o setor,
sobretudo a partir do PAC 1 e PAC 2; a instituição de um marco regulatório (Lei 11.445/2007 e
seu decreto de regulamentação) e de um Plano Nacional para o setor, o PLANSAB, construído
com amplo debate popular, legitimado pelos Conselhos Nacionais das Cidades, de Saúde e de
Meio Ambiente, e aprovado por decreto presidencial em novembro de 2013.
Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos
serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania: a) articulação
da política de saneamento com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de
habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção
da saúde; e b) a transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos
decisórios participativos institucionalizados.
A Lei 11.445/2007 reforça a necessidade de planejamento para o saneamento, por
meio da obrigatoriedade de planos municipais de abastecimento de água, coleta e tratamento
de esgotos, drenagem e manejo de águas pluviais, limpeza urbana e manejo de resíduos
sólidos. Esses planos são obrigatórios para que possam ser estabelecidos contratos de
delegação da prestação de serviços e para que possam ser acessados recursos do governo
federal (OGU, FGTS e FAT), com prazo final para sua elaboração terminando em 2017. A Lei
reforça também a participação e o controle social, através de diferentes mecanismos como:
audiências públicas, definição de conselho municipal responsável pelo acompanhamento e
fiscalização da política de saneamento, sendo que a definição desse conselho também é
condição para que possam ser acessados recursos do governo federal.
O marco legal introduz também a obrigatoriedade da regulação da prestação dos
serviços de saneamento, visando à garantia do cumprimento das condições e metas
estabelecidas nos contratos, à prevenção e à repressão ao abuso do poder econômico,
reconhecendo que os serviços de saneamento são prestados em caráter de monopólio, o que
significa que os usuários estão submetidos às atividades de um único prestador.
FONTE: adaptado de http://www.assemae.org.br/artigos/item/1762-saneamento-basico-como-
direito-de-cidadania

4. Em “Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos
serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania”, a oração
sublinhada exerce a mesma função sintática em qual das alternativas abaixo?
a) O problema do saneamento básico é mundial, desde 2010 reconhecido pela ONU, ou seja, é
muito grande para que seja resolvido com apenas uma lei.
b) Foi muito importante a criação da Secretaria de Saneamento e do Conselho Nacional das
Cidades, que deram à política urbana uma base de participação e controle social.
c) A Lei 11.445/2007 reforça a necessidade de planejamento para o saneamento, porque
obriga a criação de planos municipais para tratamento de esgoto.
d) A definição de um conselho municipal de fiscalização é condição para que possam ser
acessados recursos do governo federal.
e) As desigualdades sociais eram tantas, com falta de acesso por parte da população à
moradia, transporte e saneamento, que foi criado, em 1º de janeiro de 2003, o Ministério das
Cidades.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


1
Eu tinha nove ou dez anos, e uma tia, que era pintora, me convidara para ir ao seu
ateliê para conhecer o local onde ela trabalhava. O pequeno aposento estava frio e tinha um
cheiro maravilhoso de terebintina e óleo; as telas armazenadas, apoiadas uma nas outras, me
pareciam livros deformados no sonho de alguém que soubesse vagamente o que eram livros e
os houvesse imaginado enormes, feitos de uma única página, dura e grossa [...].
Francis Bacon observou que, para os antigos, todas as imagens que o mundo dispõe
diante de nós já se acham encerradas em nossa memória desde o nascimento. “Desse modo,
Platão tinha a concepção”, escreveu ele, “de que todo conhecimento não passava de
recordação; do mesmo modo, Salomão proferiu sua conclusão de que toda novidade não
passa de esquecimento”. Se isso for verdade, estamos todos refletidos de algum modo nas
numerosas e distintas imagens que nos rodeiam, uma vez que elas já são parte daquilo que
somos: imagens que criamos e imagens que emolduramos; imagens que compomos
fisicamente, à mão, e imagens que se formam espontaneamente na imaginação; imagens de
rostos, árvores, prédios, nuvens, paisagens, instrumentos, água, fogo e imagens daquelas
imagens – pintadas, esculpidas, encenadas... Quer descubramos nessas imagens circundantes
lembranças desbotadas de uma beleza que, em outros tempos, foi nossa (como sugeriu
Platão), quer elas exijam de nós uma interpretação nova e original, por meio de todas as
possibilidades que nossa linguagem tenha a oferecer, somos essencialmente criaturas de
imagens, de figuras.

(MANGUEL, Alberto. Lendo imagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 19-20.)

5. As orações adjetivas cujo conteúdo é relevante para a identificação da entidade, ser


ou objeto a que se refere o antecedente do pronome relativo chamam-se restritivas [...].
Quando, entretanto, o conteúdo da oração adjetiva não contribui para essa identificação,
dizemos que a oração adjetiva é não restritiva (ou explicativa).
(Azeredo, José Carlos de. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 1.ed. São Paulo:
Publifolha, 2008. p. 319-320.)

Ao longo do texto, observam-se algumas ocorrências de orações adjetivas.


No período “Eu tinha nove ou dez anos, e uma tia, que era pintora, me convidara para ir ao seu
ateliê para conhecer o local onde ela trabalhava.” (ref. 1), a oração adjetiva destacada
estabelece com o vocábulo “tia” uma relação semântica de
a) conclusão.
b) comparação.
c) retificação.
d) generalização.
e) caracterização.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia o texto abaixo para responder à(s) questão(ões) a seguir.

MAIS IDOSOS NO MERCADO DE TRABALHO


Com mudanças no estilo de vida, aposentadoria está cada vez mais tardia

Durante toda a sua carreira, entre uma reportagem e outra, o jornalista Ricardo Moraes
tinha um sonho além dos papéis: ter um bar. Há dois anos, quando se aposentou, preferiu
trocar a desaceleração de uma vida inteira de trabalho pelo desafio de recomeçar. E, aos 65
anos, acabou de inaugurar a filial do boteco paulistano Bar Léo, no Centro do Rio.
Mas não é só ele. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos, os idosos
somam 23,5 milhões dos brasileiros, mais que o dobro do registrado em 1991. E a projeção é
que serão 30% da população em 2050 (em 2010, eram 10%).
Para compor a equipe, Moraes misturou a energia e a agilidade de funcionários jovens
à experiência em atendimento de excelência dos mais velhos. Para isso, chamou o também
aposentado Luis Ribeiro, de 67 anos, para ser seu maître, e o garçom Francisco Carlos, que
ainda não se aposentou, mas já passou dos 50 anos.
“Eu ensino organização, senso de hierarquia e como ser mais formal e excelente no
atendimento ao cliente. E eles me ensinam muito sobre tecnologia”, conta Ribeiro, que tem 45
anos de estrada e se aposentou há três anos.
Essa mistura de gerações não é de hoje, mas prepare-se, porque ela será cada vez
mais presente dentro das empresas. E por um motivo muito simples: as pessoas estão
envelhecendo mais tarde.
Com avanços da medicina e estilo de vida mais saudável, aquele senhor que, em
décadas passadas, preparava-se para ficar no sofá aos 60 anos, hoje está a todo vapor. Além
disso, há a questão pessoal, de querer se manter ocupado e útil, e a financeira, pois, como se
sabe, apesar da contribuição de uma vida inteira, o retorno é quase sempre baixo em relação
aos trabalhadores comuns.
Tudo isso afeta diretamente o mercado de trabalho, que passa a contar com uma força
de trabalho mais madura e bem presente, e traz desafios também. Um deles é justamente a
harmonia entre gerações tão diferentes. Em tese, ambos agregam: os mais velhos com sua
experiência, padrões de qualidade sólidos e comprometimento; e os mais jovens com sua
vivacidade, fácil adaptação e familiaridade à tecnologia. Na prática, porém, há outras questões.

RIBAS, Raphaela. Mais idosos no mercado de trabalho. O Globo, São Paulo, 25 mar. 2018.
Disponível em: <https://oglobo.globo.com/economia/emprego/mais-idosos-no-mercado-de-
trabalho-22520971>. Acesso em: 01 out. 2018 (adaptado).

6. Analise o trecho abaixo e assinale a opção que substitui o conectivo sublinhado sem que
haja perda de sentido.

“Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos, os idosos somam 23,5 milhões dos
brasileiros […]” (2º parágrafo).
a) De acordo com.
b) Assim como.
c) Diante de.
d) Portanto.
e) Contudo.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada
Carolina Maria de Jesus

17 DE MAIO Levantei nervosa. Com vontade de morrer. 1Já que os pobres estão mal
colocados, para que viver? 2Será que os pobres de outro país sofrem igual aos pobres do
Brasil? 3Eu estava 4discontente que até cheguei a brigar com o meu filho José Carlos sem
motivo...
... 5Chegou um caminhão aqui na favela. O motorista e o seu ajudante jogam umas
latas. É linguiça enlatada. Penso: é assim que fazem esses comerciantes insaciaveis. Ficam
esperando os preços subir na ganancia de ganhar mais. E quando apodrece jogam para os
corvos e os infelizes favelados.
6
Não houve briga. 7Eu até estou achando 8isso aqui monotono. Vejo as crianças abrir
as latas de linguiça e exclamar satisfeitas:
_ Hum! Tá gostosa!
A Dona Alice deu-me uma para experimentar. 9Mas a lata está estufada. Já está podre.

Trecho disponível em: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo – diário de uma favelada.
São Paulo: Ática, 2001.

7. No trecho “Eu estava discontente que até cheguei a brigar com o meu filho José Carlos
sem motivo...” (referência 3), a expressão em destaque tem a mesma função em
a) Faltava alimento de qualidade.
b) As crianças faziam um gesto de tristeza.
c) O caminhão trazia linguiça para todos.
d) Com tristeza, fiquei olhando aquela cena.
e) Eles eram comerciantes sem coração.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


22 de maio
1
Eu hoje estou triste. 2Estou nervosa. 3Não sei se choro ou saio correndo sem parar até
cair inconciente. É que hoje amanheceu chovendo. E eu não saí para arranjar dinheiro. Passei
o dia escrevendo. Sobrou macarrão, eu vou esquentar para os meninos. 4Cosinhei as batatas,
eles comeram. 5Tem uns metais e um pouco de ferro que eu vou vender no Seu Manuel.
Quando o João chegou da escola eu mandei ele vender os ferros. Recebeu 13 cruzeiros.
Comprou um copo de água mineral, 2 cruzeiros. Zanguei com ele. 6Onde já se viu favelado
com estas finezas?
... Os meninos come muito pão. Eles gostam de pão mole. Mas quando não tem eles
comem pão duro.
Duro é o pão que nós comemos. 7Dura é a cama que dormimos. Dura é a vida do
favelado.
Oh! São Paulo rainha que 8ostenta vaidosa a tua coroa de ouro que são os arranha-
céus. Que veste 9viludo e seda e calça meias de algodão que é a favela.
...O dinheiro não deu para comprar carne, eu fiz macarrão com cenoura. 10Não tinha
gordura, ficou horrível. A Vera é a única que reclama e pede mais. E pede:
11
– Mamãe, 12vende eu para a Dona Julita, porque lá tem comida gostosa.
Eu sei que existe brasileiros aqui dentro de São Paulo que sofre mais do que eu. Em
junho de 1957 eu fiquei doente e percorri as sedes do Serviço Social. Devido eu carregar muito
ferro fiquei com dor nos rins. Para não ver meus filhos passar fome eu fui pedir auxílio ao
13
propalado Serviço Social. Foi lá que 14eu vi as lagrimas deslisar dos olhos dos pobres. Como
é pungente ver 15os dramas que ali se desenrola. A ironia com que são tratados os pobres. 16A
única coisa que eles querem saber são os nomes e os endereços dos pobres.

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de Despejo: diário de uma favelada. 10ª ed. São Paulo:
Ática, pp. 41 e 42.

8. Analise as proposições em relação à obra Quarto de Despejo: diário de uma favelada,


Carolina Maria de Jesus, e ao trecho apresentado.

I. Da leitura da obra, percebe-se que a escritora emprega uma linguagem que ora se aproxima
da oralidade, a exemplo “viludo” (ref. 9), por não ter concluído o ensino básico; ora faz uso de
palavras mais cultas como “ostenta” (ref. 8) e “propalado” (ref. 13), evidenciando o
conhecimento de suas leituras.
II. Da leitura da obra, infere-se que Carolina não gostava de dias chuvosos, uma vez que
nestes dias não conseguia catar papelão, outros materiais e, consequentemente, eram dias
em que não obtinha dinheiro para o sustento dela e da família.
III. No período “– Mamãe, vende eu para Dona Julita” (ref. 11) a palavra destacada é, na
morfossintaxe, substantivo e sujeito.
IV. A obra pertence ao gênero “diário”, está em 1ª pessoa, e registra, entre 1955 e primeiro de
janeiro de 1960, a vida de Carolina, dos filhos dela e de outras pessoas que viviam na
favela do Canindé (SP).
V. No período “Tem uns metais e um pouco de ferro que eu vou vender no Seu Manuel” (ref. 5)
destacou-se o personagem que juntamente com Raimundo, um belo cigano, e também
Orlando, um corajoso nortista, disputavam o amor de Carolina e com ele desejavam casar.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.

b) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.

c) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras.


d) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.

e) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


DE MAVIOSO ENCANTO
1
Eu vi um beija-flor.
2
De manhã reuni a família ao redor da mesa do café e disse: Gente, vou contar uma
coisa importante e vocês precisam acreditar em mim. Hoje, enquanto vocês dormiam, vi um
beija-flor no terraço.
Foi assim. 3Era de madrugada e acordei chamada pela sede. 4Mas o dia me pareceu
tão novo que parei de olhar. 5E de repente, lá estava ele tecendo entre as flores a rede de seus
voos. 6Um beija-flor de verdade em 1972, um beija-flor vivo numa cidade de 6 milhões de
habitantes.
Ficaram pasmos. 7Mas me amavam e acreditaram em mim. 8Minha filha pediu que o
descrevesse, pediu que o desenhasse e que o pintasse com todas as cores dos seus lápis.
Meu marido comoveu-se, eu era uma mulher que 9tinha visto um beija-flor, e era dele. 10Beijou-
me na testa. As domésticas foram convocadas para participar da alegria, mas, pessoas de
pouca fé, se entreolharam descrentes. As amigas às quais telefonamos me deram parabéns;
afinal, eram amigas. A novidade habitou minha casa.
A notícia correu. Verdade, Marina, que você viu um beija-flor? E eu modesta mas
banhada de graça, verdade. Ligaram do jornal. Alô, Marina, a que horas? Que cor? De que
tamanho? E você tem certeza? Alguém mais viu? Olha gente, não quero fazer declarações. Sei
que parece estranho, mas eu vi. A hora não sei bem, nem o tamanho, não medi. 11Sei que era
um beija-flor feito os de antigamente, com asas, bico, tudo. Um beija-flor de penas. Fotos? Não
tenho, não falei com ele.
12
Vieram ver o terraço, mediram tudo, controlaram os ventos, 13aspiraram as flores. E
chegaram à conclusão de que não, não era possível, nenhum beija-flor 14havia estado ali.

COLASANTI, Marina. Crônicas para jovens, 1ª ed. São Paulo: Global, 2012, pp. 23 e 24.

9. Assinale a alternativa incorreta em relação à crônica De mavioso encanto, Marina


Colasanti.
a) A palavra destacada em “Eu vi um beija-flor” (ref. 1) é, na morfologia, substantivo composto
por verbo e substantivo e, quando pluralizado, os dois elementos vão para o plural.
b) No período “Vieram ver o terraço, mediram tudo, controlaram os ventos, aspiraram as flores”
(ref. 12) há orações com sujeito indeterminado por apresentarem o verbo na 3ª pessoa do
plural, sem antecedente expresso.

c) As locuções verbais “tinha visto” (ref. 9) e “havia estado” (ref. 14) podem ser substituídas
pelas formas verbais vira e estivera, respectivamente, sem prejuízo do entendimento do texto.

d) No período “Mas me amavam e acreditavam em mim” (ref. 7) os pronomes destacados são,


sintaticamente, na sequência, objeto direto e objeto indireto.

e) Na estrutura “Um beija-flor de verdade em 1972, um beija-flor vivo numa cidade” (ref. 6) as
palavras destacadas reforçam a ideia de incredulidade da existência de um beija-flor nesta
época, (1972) na cidade de São Paulo.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


A(s) questão(ões) a seguir está(ão) relacionadas ao texto abaixo.
1
– Para mim esta é a melhor hora do dia – Ema disse, voltando do quarto dos meninos.
– Com as crianças na cama, a casa fica tão sossegada.
– Só que já é noite – a amiga corrigiu, sem tirar os olhos da revista. Ema agachou-se
para recolher o quebra-cabeça esparramado pelo chão.
– É força de expressão, sua boba. O dia acaba quando eu vou dormir, isto é, o dia tem
vinte quatro horas e a semana tem sete dias, não está certo? – Descobriu um sapato sob a
poltrona. Pegou-o e, quase deitada no tapete, procurou, 2depois, o par _____1_____ dos
outros móveis.
Era bom 3ter uma 4amiga 5experiente. Nem precisa ser da mesma idade – deixou-se
cair no sofá – Bárbara, 6muito mais sábia. Examinou-a a ler: uma linha de luz dourada
7
valorizava o perfil privilegiado. As duas eram tão inseparáveis quanto seus maridos, colegas
de escritório. Até ter filhos juntas conseguiram, 8acreditasse quem quisesse. Tão gostoso,
ambas no hospital. A semelhança física teria 9contribuído para o perfeito entendimento?
“Imaginava que fossem irmãs”, muitos diziam, o que sempre causava satisfação.
10
– O que está se passando nessa cabecinha? – Bárbara estranhou a amiga, só doente
11
pararia quieta. Admirou-a: os 12cabelos soltos, caídos no rosto, escondiam os olhos
_____2_____, azuis ou verdes, conforme o reflexo da roupa. De que cor estariam hoje 13seus
olhos?
Ema aprumou o corpo.
– Pensava que se nós morássemos numa casa grande, vocês e nós...
Bárbara sorriu. Também ela uma vez tivera a 14ideia. – As crianças brigariam o tempo
todo.
15
Novamente a amiga tinha razão. 16Os filhos não se suportavam, discutiam por
qualquer motivo, ciúme doentio de tudo. 17O que sombreava o relacionamento dos casais.
– Pelo menos podíamos morar mais perto, então.
Se o marido estivesse em casa, 18seria obrigada a assistir à televisão, _____3_____,
ele mal chegava, ia ligando o aparelho, ainda que soubesse que ela detestava sentar que nem
múmia diante do aparelho – levantou-se, repelindo a lembrança. Preparou uma jarra de
limonada. _____4_____ todo aquele interesse de Bárbara na revista? Reformulou a pergunta
em voz alta.
– Nada em especial. Uma pesquisa sobre o comportamento das crianças na escola, de
como se modificam 19as personalidades longe dos pais.

Adaptado de: VAN STEEN, Edla. Intimidade. In: MORICONI, Italo (org.) Os cem melhores
contos brasileiros do século. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. p. 440-441.

10. Considere as seguintes afirmações.

I. A oração ter uma amiga experiente (ref. 3) desempenha a função sintática de objeto direto.
II. A expressão seus olhos (ref. 13) desempenha a função sintática de sujeito.
III. A expressão as personalidades (ref. 19) desempenha a função sintática de objeto direto.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

11. Em várias passagens do texto, a autora usa sujeitos elípticos. Assinale a alternativa que
apresenta uma oração com sujeito elíptico.
a) – Para mim esta é a melhor hora do dia (ref. 1).
b) acreditasse quem quisesse (ref. 8).
c) O que está se passando nessa cabecinha? (ref. 10).
d) O que sombreava o relacionamento dos casais (ref. 17).
e) seria obrigada a assistir à televisão, [...] (ref. 18).

12. Em qual opção a pontuação do período está plenamente adequada?


a) Ano passado durante uma reunião, pais, que se sentiam insatisfeitos com a qualidade do
ensino oferecido pela escola, protestaram veementemente e embora a direção procurasse
contemporizar algumas mudanças precisaram ser implementadas.
b) Ano passado, durante uma reunião, pais que se sentiam insatisfeitos com a qualidade do
ensino oferecido pela escola protestaram veementemente e, embora a direção procurasse
contemporizar, algumas mudanças precisaram ser implementadas.
c) Ano passado, durante uma reunião, pais, que se sentiam insatisfeitos com a qualidade do
ensino oferecido, pela escola, protestaram veementemente e, embora a direção procurasse
contemporizar, algumas mudanças precisaram ser implementadas.
d) Ano passado durante uma reunião país que se sentiam insatisfeitos com a qualidade do
ensino oferecido pela escola, protestaram veementemente e embora a direção procurassem
contemporizar, algumas mudanças precisaram ser implementadas.
e) Ano passado durante uma reunião, pais que se sentiam insatisfeitos, com a qualidade do
ensino oferecido pela escola, protestaram veementemente e embora a direção procurasse
contemporizar, algumas mudanças precisaram ser implementadas.

13. Marque a opção que justifica a colocação do ponto e vírgula e da vírgula utilizados por
José de Alencar no período.

“Depois Iracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhecido, guardando consigo
a ponta farpada.”
a) O ponto e vírgula indica citação e a vírgula indica locução.
b) O ponto e vírgula separa oração coordenada e a vírgula separa oração reduzida.
c) O ponto e vírgula indica citação e a vírgula separa termos da oração.
d) O ponto e vírgula separa oração coordenada e a vírgula marca mudança de sujeito.
e) O ponto e vírgula indica enumeração e a vírgula separa termos da oração.

14. Assinale alternativa em que a frase apresenta pontuação CORRETA.


a) Locais, como o braço, todo tatuado ou que aparecem muito como o pescoço, realmente
acabam chocando algumas pessoas.
b) Nem todas as tatuagens, usadas pela maioria das pessoas possuem um significado
concreto.
c) O significado de uma tatuagem, pode ter uma conotação pessoal, e fugir do misticismo ou
crenças criados em cima de determinadas formas.
d) Algumas tatuagens, por mais que tentemos dissimular, sempre trarão consigo uma imagem
negativa ou positiva.
e) Não é recomendado, fazer desenhos grandes no braço, antebraço pulso, orelha, nuca ou na
mão.

15. Leia os versos abaixo e assinale a alternativa que apresenta o mesmo emprego das
vírgulas no primeiro verso.

“Torce, aprimora, alteia, lima


A frase; e, enfim,”

(Olavo Bilac)
a) “E, ao vir do sol, saudoso e em pranto”
b) “O alvo cristal, a pedra rara,/ O ônix prefiro.”
c) “Acendeu um cigarro, cruzou as pernas, estalou as unhas,...”
d) “Uns diziam que se matou, outros, que fora para o Acre.”
e) “Mocidade ociosa, velhice vergonhosa.”
Gabarito:

Resposta da questão 1:
[D]

Nas frases do enunciado, a conjunção subordinativa “porque” estabelece relação de causa com
a oração principal, enquanto que a preposição “para” adquire noção de finalidade, como se
afirma em [D].

Resposta da questão 2:
[E]

A conjunção subordinativa “embora” inicia uma oração que estabelece noção de concessão, ou
seja, em que se admite um fato contrário à ação proposta pela oração principal, mas incapaz
de impedi-la, expressão equivalente a ainda que, apesar de que, não obstante, entre outras.
Assim, é correta a opção [E].

Resposta da questão 3:
[A]

[A] Incorreta: Na estrutura a função utilizada é a emotiva, já que o foco está na subjetividade de
Carolina Maria de Jesus.

Resposta da questão 4:
[D]

[A] Incorreto. A oração do enunciado desempenha função sintática de Complemento Nominal,


em referência ao adjetivo “essenciais”; na alternativa, a oração é Subordinada Adverbial
Final.
[B] Incorreto. A oração do enunciado desempenha função sintática de Complemento Nominal,
em referência ao adjetivo “essenciais”; na alternativa, a oração é Adjetiva Explicativa, uma
vez que é iniciada por pronome relativo e explica os termos anteriores.
[C] Incorreto. A oração do enunciado desempenha função sintática de Complemento Nominal,
em referência ao adjetivo “essenciais”; na alternativa, a oração é Subordinada Adverbial
Causal.
[D] Correto. A oração do enunciado desempenha função sintática de Complemento Nominal,
em referência ao adjetivo “essenciais”; na alternativa, a oração também é Subordinada
Substantiva Completiva Nominal, uma vez que complementa o sentido do substantivo
abstrato “condição”.
[E] Incorreto. A oração do enunciado desempenha função sintática de Complemento Nominal,
em referência ao adjetivo “essenciais”; na alternativa, a oração é Adjetiva Explicativa, uma vez
que é iniciada por pronome relativo e explica os termos anteriores.

Resposta da questão 5:
[E]

A oração adjetiva explicativa destacada apresenta uma característica da tia (ser pintora) e,
portanto, estabelece uma relação semântica de caracterização.

Resposta da questão 6:
[A]

O conectivo “Segundo” tem mesmo sentido que a expressão “De acordo com”, já que ambos
indicam conformidade.

Resposta da questão 7:
[D]
“Sem motivo” apresenta função sintática de adjunto adverbial assim como “com tristeza”.
Ambos indicam uma circunstância da ação expressa pelo verbo.

Resposta da questão 8:
[A]

Os itens [III] e [V] são falsos, pois


[III] no período “– Mamãe, vende eu para Dona Julita” (ref. 11) a palavra destacada é, na
morfossintaxe, substantivo e vocativo.
[V] Orlando Lopes era o encarregado da luz que sempre xingava Carolina quando ia cobrar a
conta.

Como as demais são verdadeiras, é correta a opção [A].

Resposta da questão 9:
[A]

[A] Incorreta: ao passar “beija-flor” para o plural, somente a palavra “flor” flexiona: beija-flores.

Resposta da questão 10:


[B]

As proposições [I] e [III] são falsas, pois


[I] a oração ter uma amiga experiente (ref. 3) desempenha a função sintática de sujeito;
[III] a expressão as personalidades (ref. 19) desempenha a função sintática de sujeito da
oração que se encontra na voz passiva sintética: verbo transitivo direto, “modificam”, e
partícula apassivadora, “se”.

Como [II] é verdadeira, é correta a opção [B].

Resposta da questão 11:


[E]

Sujeito oculto ou sujeito elíptico, embora não explícito na oração, pode ser determinado pela
flexão número-pessoa do verbo ou por sua presença em oração antecedente. Em [A], [B], [C] e
[D], o sujeito está explícito: esta, quem, que e que, respectivamente. Apenas em [E], o sujeito
pode ser depreendido pela flexão do verbo e levando em conta a última fala de Ema e a
reflexão que a sucede: “seria obrigada a assistir à televisão”.

Resposta da questão 12:


[B]

Ano passado, durante uma reunião, [usa-se vírgula em adjuntos adverbiais antepostos] pais
[sem vírgula, pois se trata de uma oração subordinada adjetiva restritiva, uma vez que não se
refere a todos os pais] que se sentiam insatisfeitos com a qualidade do ensino oferecido pela
escola [haveria vírgula aqui apenas no caso de oração explicativa, em vez de restritiva]
protestaram veementemente e, [a oração subordinada adverbial concessiva fica entre vírgulas]
embora a direção procurasse contemporizar, algumas mudanças precisaram ser
implementadas.

Resposta da questão 13:


[B]

O ponto e vírgula separa as orações coordenadas assindéticas “Depois Iracema quebrou a


flecha homicida” e “deu a haste ao desconhecido”. A vírgula separa a oração coordenada
assindética “deu a haste ao desconhecido” e a oração coordenada sindética aditiva reduzida
(de gerúndio) “guardando consigo a ponta farpada”.
Resposta da questão 14:
[D]

[A] Incorreta: a pontuação correta seria: “Locais como o braço todo tatuado, ou que aparecem
muito como o pescoço, realmente acabam chocando algumas pessoas”.
[B] Incorreta: a pontuação correta seria: “Nem todas as tatuagens usadas pela maioria das
pessoas possuem um significado concreto”.
[C] Incorreta: a pontuação correta seria: “O significado de uma tatuagem pode ter uma
conotação pessoal e fugir do misticismo ou crenças criados em cima de determinadas
formas”.
[E] Incorreta: a pontuação correta seria: “Não é recomendado fazer desenhos grandes no
braço, antebraço, pulso, orelha, nuca ou na mão.

Resposta da questão 15:


[C]

No primeiro verso do excerto do poema, as vírgulas foram usadas para separar orações
coordenadas assindéticas, da mesma forma que na frase “Acendeu um cigarro, cruzou as
pernas, estalou as unhas”, transcrita em [C].

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