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DIREITO TRIBUTÁRIO

Prof. Guilherme Pedrozo


@prof.guilhermepedrozo
CONCEITO DE
TRIBUTO
O QUE É TRIBUTO?

AÇÕES
TRIBUTÁRIAS COMPETÊNCIA
E AGORA? COMO TRIBUTÁRIA
FAÇO PARA ME QUEM PODERÁ
DEFENDER? CRIAR?

RESPONSABILIDA LIMITES AO
DE TRIBUTÁRIA PODER DE
O TRIBUTO ESTÁ TRIBUTAR
VIVO? PODE EXISTE ALGUMA
ALGUÉM MAIS SER LIMITAÇÃO?
RESPONSÁVEL?

EXTINÇÃO DO
OBRIGAÇÃO
CRÉDITO
TRIBUTÁRIA
NÃO SERIA
COMO NASCE
MELHOR POR FIM
TRIBUTO?
AO CRÉDITO?
SUSPENSÃO DE
EXIGIBILIDADE
TENHO COMO
SUSPENDER O
TRIBUTO?
TRIBUTO
O conceito de tributo está previsto no art. 3º do CTN: "Tributo é toda prestação
pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada.

TRIBUTO PODE TER FORMA DE SANÇÃO?


Tributo não poderá ter forma de sanção/punição.
Tributo não poderá ser exigido de atividade ilícita. No entanto, frutos
decorrentes da atividade ilícita poderão ser tributados.

QUEM PODERÁ EXIGIR O TRIBUTO?


Os entes federados competentes poderão exigir tributos.

Quais os tipos de tributos que poderão ser exigidos?


Impostos;
Taxas;
Contribuição de Melhoria;
Contribuições especiais;
Empréstimos compulsório.

IMPOSTOS
De acordo com o art. 16º do CTN, imposto “é o tributo cuja obrigação tem por fato
gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte”.
TAXAS
Pelo art. 145, II, da CF, a taxa é um tributo que pode ser instituiído em razão do
exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços
públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua
disposição;.
Portanto, são duas espécies de taxas: de fiscalização e de serviço.

CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA
Segundo o art. 145, III, da CF, a contribuição de melhoria é um tributo que pode ser
instituiído em razão de melhoria decorrente de obras públicas.
O conceito de contribuição de melhoria no CTN está no  seu art. 81: “é um tributo
cobrado pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, no
âmbito de suas respectivas atribuições, para fazer face ao custo de obras públicas de
que decorra a valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e
como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel
beneficiado”.

 
COMO OS ENTES PODERÃO EXIGIR TRIBUTOS?
Os entes federadors poderão exigir tributos mediante lei.
Via de regra, lei ordinária (Art. 150, inciso I, da CF).

 
O QUE LIMITA O EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA?

Os limitadores da competência são os princípios e imunidades.


Impedem o livre exercício da competência.
PRINCÍPIOS
DA LEGALIDADE:
Regra: Todo e qualquer tributo somente poderá ser criado por meio de lei (ato do
Poder Legislativo)
Exceções:
1) Poderá o Poder Executivo, por meio decreto, resolução ou portaria, alterar as alíquotas
do imposto de importação, do Imposto de Exportação, do imposto sobre Produtos
industrializado e do imposto sobre Operações Financeiras.
2) Medida provisória poderá criar tributo, desde que o tributo a ser criado seja afeito à lei
ordinário, bem como seja convertido em lei no mesmo exercício da sua edição.
3) Não esqueça que o Poder Executivo poderá atualizar a base de cálculo de qualquer
tributo, desde que essa atualização seja realizada por meio dos indexadores
inflacionários atuais. Se a atualização realizada pelo Poder Executivo for acima dos
padrões inflacionários, será admitido somente por meio de lei e não por decreto.
4) O Poder Executivo poderá atuar na alteração de prazos de pagamento de tributo.
Poderá ser por simples ato do Poder Executivo.

ANTERIORIDADE: nos mostra a questão do prazo, ou seja, quando um tributo


criado ou majorado poderá ser exigido do contribuinte.
Regra: Lembre-se que, via de regra, todo e qualquer tributo somente poderá ser exigido:
1) No primeiro dia do ano posterior (exercício seguinte) a publicação da lei que o criou
ou o majorou; e
2) Deverá respeitar o prazo de 90 dias da sua publicação da lei que o criou ou o
majorou;
Exceções:
1) Existem tributos que terão exigência de imediato: Imposto de Importação, Imposto
de Exportação, e Imposto sobre Operações Financeiras, bem como o Empréstimos
Compulsórios de guerra e de calamidade pública e o impostos Extraordinário de
Guerra.
2) Porém, existem aqueles tributos que quando criados ou majorados devem respeitar
apenas o prazo de 90 dias para serem exigidos, que são: IPI, Contribuição de
Seguridade Social e Reestabelecimento de CIDE e ICMS de combustíveis;
3) Por fim, existem aqueles tributos que só vão aguardar o prazo do próximo exercício
para serem exigidos, que são: IR, base de cálculo de IPVA e IPTU.
Lembre-se: na forma da Súmula Vinculante nº 50 a alteração de prazo de pagamento
terá exigência imediata.

NÃO CONFISCO: o tributo não poderá ser exigido pelo ente competente como
forma de confisco (o tributo não pode ser usado para impedir a propriedade do
contribuinte).
Lembre-se: o princípio do não confisco se estende às multas e não apresenta
nenhuma exceção.
IMUNIDADE GENÉRICA

IMUNIDADE GENÉRICA Somente para impostos

REALIZADO O FATO GERADOR O QUE ACONTECE?


Uma vez realizado o fato gerador, surgirá a obrigação tributária.

QUEM COBRARÁ E QUEM PAGARÁ O TRIBUTO?


SUJEITO ATIVO: art. 119 do CTN.
Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da
competência para exigir o seu cumprimento.
SUJEITO PASSIVO: art. 121 do CTN.
Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de
tributo ou penalidade pecuniária.
ALGUÉM PODE PAGAR TRIBUTO JUNTO COM OUTRA PESSOA?

Sim. São as hipóteses de solidariedade, previstas nos arts. 124 e 125 do CTN.

Art. 124. São solidariamente obrigadas:


I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador
da obrigação principal;
II - as pessoas expressamente designadas por lei.Parágrafo único. A solidariedade
referida neste artigo não comporta benefício de ordem.

Art. 125. Salvo disposição de lei em contrário, são os seguintes os efeitos da


olidariedade:
I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais;
II - a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada
pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais
pelo saldo;
III - a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou
prejudica aos demais.

CAPACIDADE CIVIL TRIBUTÁRIA

Independe da capacidade do contribuinte ou responsável (art. 126 do CTN).

Art. 126. A capacidade tributária passiva independe:I - da capacidade civil das pessoas
naturais;II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou
limitação do exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da
administração direta de seus bens ou negócios;III - de estar a pessoa jurídica
regularmente constituída, bastando que configure uma unidade econômica ou
profissional.
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE

As formas de suspensão da exigibilidade estão previstas no art. 151 do CTN.


.Moratória;
Depósito do seu montante integral;  
Reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário
administrativo;
Concessão de medida liminar em mandado de segurança. 
Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação
judicial;            
Parcelamento.              
- Não se dispensa o cumprimento das obrigações assessórios dependentes da
obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes.

REMISSÃO E ANISTIA

REMISSÃO Perdoa o tributo e ANISTIA Perdoa só a multa.


a multa.

ISENÇÃO

DISPENSA LEGAL
ISENÇÃO AO EXERCÍCIO DA
COMPETÊNCIA.

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