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DIREITO PENAL

Prof. Nidal Ahmad


@prof.nidal
REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS

I - REQUISITOS OBJETIVOS

Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as


privativas de liberdade, quando:
I - aplicada pena privativa de liberdade NÃO SUPERIOR A QUATRO ANOS
e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou,
QUALQUER QUE SEJA A PENA APLICADA, SE O CRIME FOR CULPOSO;

II - REQUISITOS SUBJETIVOS

b.1) Réu não reincidente em crime doloso


 
Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de
liberdade, quando: (...)
II - o réu NÃO FOR REINCIDENTE EM CRIME DOLOSO;
(...) § 3º Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição,
desde que, em face de condenação anterior, a medida SEJA SOCIALMENTE
RECOMENDÁVEL e a REINCIDÊNCIA NÃO SE TENHA OPERADO EM VIRTUDE
DA PRÁTICA DO MESMO CRIME.

b.2) A culpabilidade, os antecedentes, a conduta ou a personalidade ou ainda


os motivos e circunstâncias recomendarem a substituição.
Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de
liberdade, quando: (...)
III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do
condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa
substituição seja suficiente.
PENA RESTRITIVA DE DIREITOS X TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES

RESOLUÇÃO Nº 5, DE 2012.
 
Suspende, nos termos do art. 52, inciso X, da Constituição Federal, a execução de
parte do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006.
O Senado Federal resolve:

Art. 1º É suspensa a execução da expressão "vedada a conversão em penas


restritivas de direitos" do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006,
declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos
autos do Habeas Corpus nº 97.256/RS.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Senado Federal, em 15 de fevereiro de 2012.


Senador JOSÉ SARNEY Presidente do Senado Federal
CÁLCULO DA PENA

Art. 68 - A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do art. 59 deste


Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias atenuantes e
agravantes; por último, as causas de diminuição e de aumento. 

Parágrafo único - No concurso de causas de aumento ou de diminuição


previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a uma
só diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou diminua.

REINCIDÊNCIA

Art. 63 - Verifica-se a reincidência quando o AGENTE COMETE NOVO CRIME,


DEPOIS DE TRANSITAR EM JULGADO A SENTENÇA que, no País ou no
estrangeiro, o tenha condenado por CRIME ANTERIOR.

Decreto-lei 3688/41
Art. 7º Verifica-se a reincidência quando o agente pratica uma contravenção
depois de passar em julgado a sentença que o tenha condenado, no Brasil ou
no estrangeiro, por qualquer crime, ou, no Brasil, por motivo de contravenção.
1) Crime x crime = sim
2) Contravenção x contravenção = sim
3) Crimes x contravenção = sim
4) Contravenção x crime = não

CONCURSO DE PESSOAS

Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a
este cominadas, na medida de sua culpabilidade.
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída
de um sexto a um terço. § 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de
crime menos grave, ser lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será
aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais
grave.

Circunstâncias incomunicáveis
Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter
pessoal, salvo quando elementares do crime.

Casos de impunibilidade
Art. 31 - O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição
expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a
ser tentado.
CONCURSO DE CRIMES

CONCURSO MATERIAL
Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica
dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas
privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação
cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela.
§ 1º - Na hipótese deste artigo, quando ao agente tiver sido aplicada pena
privativa de liberdade, não suspensa, por um dos crimes, para os demais será
incabível a substituição de que trata o art. 44 deste Código.
§ 2º - Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos, o condenado
cumprirá simultaneamente as que forem compatíveis entre si e
sucessivamente as demais.

CONCURSO FORMAL
Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou
mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis
ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um
sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a
ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios
autônomos, consoante o disposto no artigo anterior.
Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do
art. 69 deste Código.
CRIME CONTINUADO
Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica
dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar,
maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser
havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos
crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer
caso, de um sexto a dois terços.
Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos
com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz, considerando a
culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente,
bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos
crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as
regras do parágrafo único do art. 70 e do art. 75 deste Código.
SURSIS