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Atividade Biológica de Naftoquinonas de Espécies

FARMACOLOGIA / PHARMACOLOGY
Farmacologia / Pharmacology de Bignoniaceae

Atividade Biológica de Naftoquinonas de Espécies


de Bignoniaceae
Biological Activity of Naphthoquinones from Bignoniaceae
Species
1,2*
Ana Maria Pereira da Silva; 3Selma Ribeiro de Paiva; 4Maria Raquel Figueiredo e 1Maria Auxiliadora
Coelho Kaplan

1
1~FOHRGH3HVTXLVDVGH3URGXWRV1DWXUDLV%ORFR+&HQWURGH&LrQFLDVGD6D~GH8)5-&LGDGH8QLYHU-
sitária, Rio de Janeiro, RJ, CEP 21941-902

2
,QVWLWXWR)HGHUDOGH(GXFDomR&LrQFLDH7HFQRORJLDGR5LRGH-DQHLUR±&DPSXV1LOySROLV5/~FLR7DYD-
res 1045, Centro, Nilópolis, Rio de Janeiro, RJ, CEP 26530-060

3
6HWRUGH%RWkQLFD'HSDUWDPHQWRGH%LRORJLD*HUDO,QVWLWXWRGH%LRORJLD8))&DPSXVGR9DORQJXLQKR
2XWHLURGH6mR-RmR%DWLVWDVQR&HQWUR1LWHUyL5LRGH-DQHLUR5-&(3

4
/DERUDWyULRGH4XtPLFDGH3URGXWRV1DWXUDLV)DU0DQJXLQKRV),2&58=56L]HQDQGR1DEXFR0DQ-
guinhos, Rio de Janeiro, RJ, CEP 21041-250

*Correspondência: HPDLODQDSHUHLUDGDVLOYD#JPDLOFRP

Palavras chave:
Naftoquinonas; Bignoniaceae; Angiospermae; atividade biológica.

Keywords:
Naphthoquinones; Bignoniaceae; Angiospermae; biological activities.

Resumo
1DIWRTXLQRQDVVmRPHWDEyOLWRVVHFXQGiULRVSURGX]LGRVSRUDOJDVIXQJRVSODQWDVHDQLPDLVFDUDFWHUL]DGDVSRU
apresentarem múltiplas atividades biológicas. Em Angiospermae as naftoquinonas são encontradas em diversas
IDPtOLDVFRPGHVWDTXHSDUD%LJQRQLDFHDH(EHQDFHDH3OXPEDJLQDFHDH9HUEHQDFHDHGHQWUHRXWUDV2SHU¿O
químico da família Bignoniaceae distingue-se pela ocorrência predominante de terpenóides e quinonas, além de
DOFDOyLGHVÀDYRQyLGHVHGHULYDGRVQmRQLWURJHQDGRVGHFDGHLDORQJDHQWUHRXWURV(VVHWUDEDOKRYLVDDSUHVHQWDU
as atividades biológicas descritas na literatura para as naftoquinonas isoladas de espécies da família Bignoniace-
ae, em particular dos gêneros Handroanthus, Paratecoma, Tabebuia e Tecoma.

Abstract
Naphthoquinones are secondary metabolites produced by algae, fungi, plants and animals and these substances
show many biological activities. In the Angiospermae the naphthoquinones are found in several families with
HPSKDVLV RQ %LJQRQLDFHDH (EHQDFHDH 3OXPEDJLQDFHDH 9HUEHQDFHDH DPRQJ RWKHUV 7KH FKHPLFDO SUR¿OH
RI%LJQRQLDFHDHLVFKDUDFWHUL]HGE\WKHSUHGRPLQDQWRFFXUUHQFHRIWHUSHQRLGVDQGTXLQRQHVEHVLGHVDONDORLGV
ÀDYRQRLGV ORQJ FKDLQ QRQQLWURJHQRXV GHULYDWLYHV DQG RWKHUV 7KLV SDSHU SUHVHQWV WKH ELRORJLFDO DFWLYLWLHV
GHVFULEHG LQ WKH OLWHUDWXUH IRU WKH QDSKWKRTXLQRQHV LVRODWHG IURP %LJQRQLDFHDH VSHFLHV FKLHÀ\ IURP WKH
Bignoniaceae genera Handroanthus, Paratecoma, Tabebuia and Tecoma.

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Introdução plantas são conhecidas como ipê-roxo (Handroanthus


heptaphyllus (Vell.) Mattos; Handroanthus impetigino-
sus (Mart. ex DC.) Mattos (sin. Tabebuia avellanadae
3ODQWDVFRQWHQGRQDIWRTXLQRQDVVmRXWLOL]DGDVSHODV
/RUHQW]H[*ULVHE 6mRHVSpFLHVDUEyUHDVPXLWRXWL-
SRSXODo}HVGHGLIHUHQWHVORFDOLGDGHVSDUDWUDWDPHQ-
OL]DGDV FRPR RUQDPHQWDLV FRP ÀRUHV GH FRORUDomR
to de diversos males, incluindo doenças parasitárias
rosa a lilás, como a exibida na Figura 2, além do seu
HYiULRVWLSRVGHFkQFHU3DtVHVRQGHKiRFRUUrQFLD
amplo uso na medicina popular, para o tratamento de
de espécies vegetais produtoras de naftoquinonas,
LQÀDPDo}HVGHGRHQoDVSDUDVLWiULDV 0DFKDGRHWDO
como o Brasil, China e Japão, vêm contribuindo inten-
 HGHFkQFHU )HUUHLUD 
samente com os estudos químicos e farmacológicos
dessas espécies (Oliveira et al., 1990; Wu et al.,1998;
Do ponto de vista químico, a família apresenta-se ca-
)HUUHLUD6LOYDH6RX]D)RQVHFD%UDJDH6DQ-
UDFWHUL]DGD SHOD SUHVHQoD GH WHUSHQyLGHV TXLQRQDV
tana, 2003; Karalai et al., 2010).
DOFDORLGHVÀDYRQRLGHVHGHULYDGRVQmRQLWURJHQDGRV
de cadeia longa da via do acetato. As duas primeiras
1DIWRTXLQRQDV VmR PHWDEyOLWRV VHFXQGiULRV SURGX]L-
classes mencionadas merecem destaque, apresentan-
dos por algas, fungos, plantas e animais (Thomson,
GRJUDQGHRFRUUrQFLDQDIDPtOLDRTXHDVFDUDFWHUL]D
 (P$QJLRVSHUPDHHVVDVVXEVWkQFLDVVmRHQ-
como marcadores químicos no taxon (Cipriani, 2006).
contradas em diversas famílias com destaque para
Bignoniaceae, Ebenaceae, Plumbaginaceae, Verbe-
As naftoquinonas de espécies de Bignoniaceae ex-
naceae, dentre outras. As naftoquinonas dividem-se
pressam várias atividades biológicas, sendo uma das
em 1,2- e 1,4-naftoquinonas e, em função da presen-
classes químicas mais investigadas do ponto de vis-
ça de anel heterocíclico oxigenado, ainda podem ser
ta farmacológico nas últimas décadas (Oliveira et al.,
FODVVL¿FDGDVHPSUHQLOQDIWRTXLQRQDVIXUDQRQDIWRTXL-
1990; Castro e Pinto, 2009; Ferreira et al., 2010).
nonas, difuronaftoquinonas e piranonaftoquinonas
(Figura 1), demonstrando uma grande variação estru-
Esse trabalho visa apresentar as atividades biológicas
tural para o grupo.
descritas para as naftoquinonas isoladas de espécies
da família Bignoniaceae, em particular dos gêneros
Figura 1 – Padrões estruturais de algumas nafto-
Handroanthus, Paratecoma,Tabebuia e Tecoma.
quinonas de Bignoniaceae.

Figura 2 – Tabebuia avellanadae Lorentz ex Griseb.


(Fonte: Flávio Cruvinel Brandão. Disponível em
http://www.flickr.com/photos/flaviocb/7451554.
Acesso em 02/12/2012.

A família Bignoniaceae pertence à ordem Lamiales


e apresenta-se constituída por 110 gêneros e cerca
de 800 espécies de ocorrência predominantemen-
WH WURSLFDO 6RX]D H /RUHQ]L   2 %UDVLO SRVVXL
várias espécies endêmicas, que são encontradas em
diversos tipos de ambientes (Gentry, 1980). Muitas
espécies de Bignoniaceae apresentam potencial eco-
nômico fornecendo, por exemplo, madeiras variadas Material e métodos
inclusive algumas com qualidade excepcional em re-
ODomRjÀH[LELOLGDGHFRPRpRFDVRGDPDGHLUDREWLGD 2SUHVHQWHWUDEDOKRIRLUHDOL]DGRDSDUWLUGHH[WHQVD
de Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. e Hook. f. UHYLVmR ELEOLRJUi¿FD DWp  QDV EDVHV GH GDGRV
ex S. Moore. Muitas espécies também exibem gran- Science Direct, Scopus, Web of Science, bem como
de potencial paisagístico sendo empregadas na ar- em obras de referência básica. Foram compilados
ERUL]DomR XUEDQD /RUHQ]L H 0DWRV  $OJXPDV WUDEDOKRVHWQRERWkQLFRVTXtPLFRVHGHDWLYLGDGHIDU-

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PDFROyJLFD FRP FLWDo}HV VREUH QDIWRTXLQRQDV HP ]RO +HWHURSKUDJPD'& +XVVDLQHWDO 


espécies de Bignoniaceae. Posteriormente foi feita a Kigelia DC.(Binutu et al., 1996), Handroanthus Mattos
FRQVXOWDGRVDUWLJRVGLVVHUWDo}HVHWHVWHVYLVDQGRj (=Tabebuia Gomes ex DC) (Cipriani, 2006), Lundia
aquisição dos dados. Para revisão dos nomes cientí- DC.(Oliveira et al,1990), Markhamia Seem. ex Baillon
¿FRVHVLQRQtPLDVIRUDPFRQVXOWDGDVDVSiJLQDV7KH (Oliveira et al,1990), Melloa Bureau (Lima et al, 2005),
SODQW OLVW KWWSZZZWKHSODQWOLVWRUJ  H $QJLRVSHUP Millingtonia L.f. (Hussain et al., 2007), Newbouldia
3K\ORJHQ\ :HEVLWH KWWSZZZPRERWRUJ02%27 Seem. ex Bureau (Gormann et al., 2003), Oroxylum
UHVHDUFK$3ZHE  9HQW +RXJKWRQ0DW$OLH$]L]RO 3DUDWHFRPD
Kuhlm (Thomson, 1971), Phyllathron DC. (Hussain
Resultados e Discussão HW DO   5DGHUPDFKHUD =ROO H 0RULW]L )RQVH-
ca, Braga e Santana, 2003), Stereospermum Cham.
Os representantes da família Bignoniaceae caracteri- (Thomson, 1971), Tecoma Juss, Tecomella Seem.
]DPVHSHODSURGXomRGHHQDIWRTXLQRQDVMi 6LQJKHWDO H=H\KHULD0DUW :HLQEHUJ*RW-
WHQGR VLGR GHVFULWD D RFRUUrQFLD GHVVDV VXEVWkQFLDV tlieb e Oliveira, 1976).
nos gêneros: Bignonia L. (Cipriani, 2006), Catalpa
6FRSROL )XMLZDUD HW DO   &UHVFHQWLD / +HOW]HO Os resultados apresentados na Tabela 1 relacionam
et al., 1993), Cybistax Mart. ex Meisn. (Rodrigues et as naftoquinonas isoladas de espécies de Bignonia-
al., 2005), Amphilophium Kunth (Bedir et al., 2009), ceae com as atividades biológicas atribuídas pelo uso
'LVWLFWHOOD .XQW]H %HGLU HW DO   'ROLFKDQGURQH popular ou demonstradas em diferentes ensaios far-
)HQ]O  6HHP +RXJKWRQ 0DW $OL H $]L]RO   macológicos. A Figura 3 apresenta algumas estrutu-
)HUQDQGRD:HOZH[6HHP +RXJKWRQ0DW$OLH$]L- ras químicas dessas naftoquinonas.

Tabela 1 – Naftoquinonas encontradas em algumas espécies de Bignoniaceae e suas atividades biológicas.

Espécie Substâncias isoladas b Atividade biológica


Paratecoma peroba (Record) Kuhlm. Cerne: lapachol, lomatiol, diidro- Lapachol: antitumoral (Oliveira et al.,
(sin. Tecoma peroba Record e Parate- LVRĮODSDFKRQD ĮHWLOIXUDQR 1990)
coma diandra Kuhlm.) QDIWRTXLQRQD ȕPHWLOSLUDQR
naftoquinona (Thomson, 1971).

Handroanthus impetiginosus (Mart. ex Cerne: 2-metil-3-( H , H -dimetilal)-1,4- ȕODSDFKRQD DQWLEDFWHULDQD FRQWUD


DC.) Mattos (sin.Tabebuia avellanedae -naftoquinona, lapachol e seu éter metí- bactérias Gram-positivas Bacillus sub-
/RUHQW]H[*ULVHE OLFRGHVR[LODSDFKROĮHȕODSDFKRQDV tilis e Staphylococcus aureus e Gram-
GLLGUR ĮODSDFKRQD FORURLGURODSD- -negativa Brucella sp.(de Lima et al.,
FKRO H ȕ[LORLGRQD GH /LPD HW DO 1962).
1962;Thomson, 1971). Lapachenol, Cloroidrolapachol: antibacteriana con-
2-acetil-furanonaftoquinona, 2-hidro- tra a bactéria Gram-negativa Brucella
xietil-furanonaftoquinona, 8-hidroxi-2- (de Lima et al., 1962).
-acetil-furanonaftoquinona, 8-hidro- ĮODSDFKRQD H GLLGUR ĮODSDFKRQD
xi-2-hidroxietil-furanonaftoquinona, antibacteriana contra S. aureus (Ma-
2-etil- furanonaftoquinona, 2-isopropil- FKDGR HW DO   /DSDFKRO Į H
-furanonaftoquinona, 2,3-diidro-2-(2- ȕODSDFKRQDVWULSDQRFLGD 3LQWRH&DV-
-metiletenil)- furanonaftoquinona (Bur- tro, 2009).
net e Thomson,1967; Steinert, Khalaf
e Rimpler, 1996). Casca interna do
WURQFR GLLGURĮODSDFKRQD ODSDFKRO
2-acetil-8-hidroxi-uranonaftoquinona,
2-acetil-5-hidroxi-furanonaftoquinona,
 KLGUR[L H “ KLGUR[L  ¶KL-
droxietil)- furanonaftoquinona (Wag-
ner et al., 1989). Madeira: 5-hidroxi- e
KLGUR[L ¶KLGUR[LLVRSURSLO IXUDQR-
naftoquinona, 5-hidroxi- e 8- hidroxi-fu-
ranonaftoquinona e 2,3-diidro-5-hidro-
[L ¶PHWLOHWHQLO IXUDQRQDIWRTXLQRQD
além dos derivados diidrofuranos cor-
respondentes (Oliveira et al., 1990).

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Espécie Substâncias isoladas b Atividade biológica


Handroanthus barbatus (E. Mey.) Mat- Lapachol; 2-acetil furanonaftoquinona; Com exceção do lapachol, as quatro fu-
tos [sin. Tabebuia barbata (E.Mey) San- 2-acetyl-5-hidroxi e 2-acetil-8-hidroxi- ranonaftoquinonas apresentaram ativi-
dwith.] -furanonaftoquinona; (+)-8-hidroxi-2-(1- dade citotóxica contra linhagens de cé-
-hidroxietil) furanonaftoquinona. Essas lulas tumorais A-549 (adenocarcinoma
VXEVWkQFLDVMiIRUDPLVRODGDVGHRXWUDV GH SXOPmR KXPDQR  0&) FkQFHU
espécies de Tabebuia, mas ainda não de mama humano) e HT-29 (carcinoma
WLQKDPVLGRLGHQWL¿FDGDVQDT. barbata GH FyORQ KXPDQR  6DL]DUELWRULD HW DO
6DL]DUELWRULDHWDO  1997).

Handroanthus lapacho (K. Sehum.) Lapachol Lapachol: antimalárico, esquistosso-


S.O. Grose [sin. 7DEHEXLD ÀDYHVFHQV PLFLGD DQWLYLUDO DQWLLQÀDPDWyULR H DQ-
(Velloso) Griseb.] titumoral (Fonseca, Braga e Santana
2003; Hussain et al., 2007).

Handroanthus heptaphylla (Vell.) Mat- Lapachol, lapachenol e derivados, Lapachol e derivados: moluscicida, tri-
tos [sin. Tabebuia heptaphylla (Vell.) ĮODSDFKRQD GHVLGURĮODSDFKRQD panocida, antifúngica e antibacteriana
Toledo e Tecoma ipe Mart.] GHVLGURLVRĮODSDFKRQD VWHQRFDUSR- (Hirschmann e Papastergiou, 2003).
quinona A, stenocarpona B, rinacantina Lapachol: neoplásica contra tumores
A e avicequinona A (Hirschmann e Pa- cancerígenos sólidos; antibacteriana
pastergiou, 2003) (gênero Brucella); ativa contra proto-
]RiULRVGRJrQHURPlasmodium (Ferrei-
ra,1996).

Handroanthus impetiginosa (Mart. ex Casca: 2-acetil furanonaftoquinona; /DSDFKRODQWLFkQFHU 7KRPVRQ 


DC.) Mattos [sin.Tabebuia impetiginosa GHVLGURĮODSDFKRQDODSDFKRO ȕODSDFKRQD DFHWLOIXUDQRQDIWRTXL-
(Mart. ex DC.) Standl.] 2-(1-hidroxietil)- furanonaftoquinona; nona e 8-hidroxi-2-acetil-furanonafto-
5 (ou 8)-hidroxi-2-(1-hidroxietil)- quinona: atividade antipsoríase (Muller,
furanonaftoquinona (Girard et al., Sellmer e Wiegrebe, 1999).
1988). Beta-lapachona (Muller, Sellmer
e Wiegrebe, 1999). 5-hidroxi- e 8-hidro-
xi-2-(1-hidroxietil)-furanonaftoquinona
e 2-(1-hidroxietil)- furanonaftoquinona
(Koyama et al., 2000).

Handroanthus serratifolius (Vahl) S.O. 7URQFRODSDFKROĮHWLOIXUDQR Lapachol: antifúngica (Hussain et al.,


Grose [sin. Tabebuia serratifolia (Vahl) QDIWRTXLQRQDGHVLGURĮODSDFKR- 2007) Lapachol (7,64% em Tecoma
G. Nicholson e Tecoma araliacea QDĮODSDFKRQDWHFRPDTXLQRQD, araliaceae DC.): antitumoral (Thom-
(Cham.) DC.] GHVLGURLVRĮODSDFKRQD 7HVVLHUHW son, 1971)
al., 1988; Oliveira et al., 1990).

Handroanthus heptaphylla (Vell.) Mat- 5- ou 8-hidroxi-2-(1-hidroxietil)- Furanonaftoquinonas: ação antimicro-


tos (sin. Tecoma ipe Mart.) furanonaftoquinona biana em bactérias Gram positivas,
Staphylococcus aureus, Helicobacter
pylori e antifúngica, incluindo espécies
patogênicas (Nagata et al., 1998).
(*) furanonaftoquinona = nafto-[2,3-b]-furan-4,9-diona

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Figura 3 – Piranonaftoquinonas e furanonaftoquinonas derivadas de lapachol.

Reatividade de naftoquinonas Esse tipo de investigação pode direcionar a síntese


de novas naftoquinonas com essa característica e po-
Quinonas são metabólitos que desempenham fun- WHQFLDODWLYLGDGHDQWLFkQFHU 9HUPD
o}HVLPSRUWDQWHVHPYiULRVRUJDQLVPRVYLYRVDWXDQ-
do como co-fatores de proteínas, no transporte de Atividade anti-tumoral de naftoquino-
elétrons, e também na defesa contra patógenos (ale- nas dos gêneros Handroanthus, Pa-
lopatias e atividade antimicrobiana) (Thomson, 1971;
ratecoma, Tabebuia e Tecoma
Cape, Bowman e Kramer, 2006). Parte dessa ativida-
de pode ser atribuída ao caráter fortemente eletrofílico
$ OLWHUDWXUD UHJLVWUD D RFRUUrQFLD GH ODSDFKRO Į H
GDVQDIWRTXLQRQDVTXHSURPRYHVXDVUHDo}HVFRPRV
ȕODSDFKRQDVDOpPGHIXUDQRQDIWRTXLQRQDVLVRODGDV
grupos tióis das proteínas (McKallip et al., 2010) e à
de várias espécies dos gêneros Tabebuia, Tecoma,
VXD FDSDFLGDGH GH LQGX]LU XP FLFOR UHGR[ TXH JHUD
Handroanthus (Thomson, 1971; Oliveira et al., 1990;
espécies reativas de oxigênio (ROS) como peróxido
Fonseca, Braga e Santana, 2003; Hussain et al.,
GHKLGURJrQLR +2 RkQLRQUDGLFDOVXSHUy[LGR 2
2007). Os pesquisadores relacionam a atividade an-
.) e o radical hidroxila (.OH).
titumoral demonstrada por diversas espécies desses
gêneros à presença das naftoquinonas lapachol (Fon-
A citotoxidade de quinonas, assim como a investiga-
VHFD %UDJD H 6DQWDQD   H ȕODSDFKRQD PDV
ção bem detalhada dos mecanismos de ação via ciclo
também, a outras classes de produtos naturais como
redox e via inibição das topoisomerases I e II, têm
lignanas (Hirschmann e Papastergiou, 2003).
VLGRDOYRGHSURIXVRVHVWXGRV 2¶%ULHQ)HUUHL-
UD6LOYDH6RX]D)HUUHLUDHWDO+LOODUGHW
al., 2008 e Castro e Pinto, 2009).
/DSDFKROHȕODSDFKRQD

Grande contribuição para a pesquisa da farmacologia Desde a descoberta por Wendel, em 1946, da ativi-
de naftoquinonas, tem resultado dos estudos QSAR dade antiparasitária do lapachol, uma naftoquinona
UHODomRHVWUXWXUDTXtPLFD±DWLYLGDGHELROyJLFD TXH SUHQLODGD RV HVWXGRV VREUH HVVD VXEVWkQFLD H VHXV
FRPSURYDUDP D LPSRUWkQFLD GR FDUiWHU KLGURIyELFR GHULYDGRVLQWHQVL¿FDUDPVH )LJXUD 3RVWHULRUPHQ-
QDDWLYLGDGHFLWRWy[LFDGHVVDFODVVHGHVXEVWkQFLDV te foi descrito que o lapachol apresentou atividade

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DQWLQHRSOiVLFD FRP EDL[D WR[LGH] HP SDFLHQWHV KX- espécies de Bignoniaceae brasileiras citadas por Fer-
manos (Santana et al., 1980). Para o lapachol ainda reira (1996) como Handroanthus chryssotrichus (Mart.
foram registradas propriedades outras como: antima- ex DC.) [sin.Tecoma chryssotricha Mart. (ipê-tabaco
OiULFD HVTXLVWRVVRPLFLGD DQWLYLUDO DQWLLQÀDPDWyULD H verdadeiro)], Tabebuia angustata Britton [sin.Tecoma
DQWLFkQFHU )HUUHLUD 6LOYD H 6RX]D  )RQVHFD heptaphylla (Vell) Mart.) (ipê-roxo)] e Handroanthus
Braga e Santana, 2003; Hussain et al., 2007). serratifolius (Vahl) S. O. Grose [sin.Tecoma serratifo-
lius (Vahl) G. Don (ipê- do-cerrado)], a naftoquinona
)HUUHLUDHWDO GHVFUHYHUDPTXHDVXEVWkQFLD ODSDFKROWDPEpPpELRVVLQWHWL]DGDSRURXWUDVIDPtOLDV
ȕODSDFKRQD XPD QDIWRTXLQRQD QDWXUDO GHULYDGD GR tais como: Avicenniaceae, Fabaceae (=Leguminosae),
lapachol, encontrava-se em testes clínicos de fase II Malvaceae, Proteaceae, Sapotaceae, Scrophulariace-
SDUD WUDWDPHQWR GR FkQFHU GH SkQFUHDV (VVD VXEV- ae e Verbenaceae (Hussain et al., 2007). Já o derivado
WkQFLDFRPJUDQGHSRWHQFLDOWHUDSrXWLFROHYDDPRUWH ȕODSDFKRQDRFRUUHQDVIDPtOLDV%LJQRQLDFHDHH9HU-
celular por apoptose ou necrose através da inibição benaceae (Thomson, 1971; Oliveira et al., 1990).
da replicação do DNA pela clivagem das topoisomera-
VHV,H,,(VVDFOLYDJHPpLQGX]LGDSHODIRUPDomRGH
OLJDo}HVFRYDOHQWHVHQWUHRDQHOTXLQRQDHDVSURWH-
&RQVLGHUDo}HV¿QDLV
ínas e ácidos nucléicos, fato constatado por diversos
HVWXGRV FRQGX]LGRV VRE YiULDV FRQGLo}HV )HUUHLUD O uso popular consagrado de espécies da família Big-
6LOYDH6RX]D3LQWRH&DVWUR  QRQLDFHDH QR WUDWDPHQWR GH LQÀDPDo}HV LQIHFo}HV
FkQFHU H GRHQoDV SDUDVLWiULDV DOLDGR j GLYHUVLGDGH
$V HQ]LPDV WRSRLVRPHUDVH , H ,, VmR HVVHQFLDLV QD estrutural das naftoquinonas elaboradas por essa fa-
regulação da topologia do DNA; a topoisomerase I mília, que apresentam anéis furano e pirano em estru-
catalisa a relaxação das superhélices positivas via turas tri e tetracíclicas, torna as Bignoniaceae, candi-
TXHEUDGHXPD¿WDVLPSOHVGH'1$HQTXDQWRDWRSRL- GDWDV HVSHFLDLV jV LQYHVWLJDo}HV GH SHU¿O TXtPLFR H
VRPHUDVH,,ID]XPDTXHEUDWUDQVLWyULDGD¿WDGXSODGH do seu potencial farmacológico visando o isolamento
'1$ 3LQWRH&DVWUR 3RUH[HPSORDHQ]LPD GHQRYDVVXEVWkQFLDVDWLYDV
topoisomerase I do DNA foi o primeiro alvo bioquímico
GD ȕODSDFKRQD D VHU GHVFULWR DWXDQGR QD FOLYDJHP As naftoquinonas de origem natural contendo uma
GHVVDHQ]LPDHVWDQDIWRTXLQRQDWHYHVHXGHVHPSH- FDGHLD ODWHUDO SUHQLOD FRPR D ȕODSDFKRQD H R OD-
nho comparado a outros inibidores conhecidos como pachol isoladas de espécies de Bignoniaceae e de
por exemplo, a camptotecina (Averboukh, Li e Pardee, Verbenaceae junto com outras naftoquinonas de
 3RVWHULRUPHQWHȕODSDFKRQDGHPRQVWURXXPD Angiospermae, como os isômeros alcanina e chico-
fraca inibição da topoisomerase II, numa reação inde- nina (Boraginaceae), e as naftoquinonas hidroxiladas
pendente de ATP envolvendo a formação de comple- plumbagina e juglona (Droseraceae, Juglandaceae e
xos reversíveis (Frydman et al., 1997). Plumbaginaceae) têm sido objeto de intensa investi-
gação tanto em termos de avaliação de múltiplas ati-
$ ȕODSDFKRQD IRL DWLYD FRQWUD OLQKDJHQV GH FpOXODV vidades biológicas e diferentes mecanismos de ação,
PDOLJQDV KXPDQDV HP OHXFHPLD PHODQRPD FkQFHU como também de síntese de derivados, visando a
colorretal, de mama e de próstata, apresentando tam- obtenção de novos fármacos mais ativos ou seletivos
bém ação sinérgica no tratamento radioterápico de tu- SDUDVHHVWDEHOHFHUXPDUHODomRHVWUXWXUD±DWLYLGDGH
mores com um aumento de 79% no efeito da radiação Vale ressaltar que a etnofarmacologia e a quimios-
VREUHFpOXODVGHPHODQRPDKXPDQR 80(/ UHVLV- sistemática vêm se consolidando como instrumentos
tentes à radiação (Ferreira et al., 2010). Além disso, o poderosos na descoberta de novos medicamentos de
XVRFRPELQDGRGHȕODSDFKRQDFRPRXWURVIiUPDFRV origem natural demonstrando a multidisciplinaridade
como por exemplo, o taxol, foi efetivo contra tumores da Química de Produtos Naturais (Maciel, Pinto e Vei-
humanos de ovário e próstata (Ferreira et al., 2010). A ga Júnior, 2002).
SRWHQFLDODWLYLGDGHDQWLFkQFHUGHPRQVWUDGDSHODVQDI-
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