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Kant

AlJa24
por Olavo de Carvalho

Filosofia
por Olâvo de Cartalho

Coleçáo Hhlória Essencial da lilorofia

Aconpanha esta publicaçáo um DVD,


que não pode ser vendido separadamente.

Imprcsso no B.asil, fevereiro de 2008


Copyright @ 2008 by Olavo de Cevalho

Foto olavo dê C valho'

Eútor
Edson Manoel de Oliveira Pilho
Kant
Moniqúe scheíkels e Dagmar Rizzolo
Aula 24
Estúdio É Ândré Cavalcante Girenôz

por Olavo de Carvalho

Iesé de Álmeida Primo

coleção
Os diÉitos âutorais de$a ediçáo penencem à

É Realizaçóes Editora, Liu ia e Disl.ibuidora Ltda História


Essencial da
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quârquêr neio oú lorna. seja ela eletrônica on tuêcônicÂ' lotocóD 0, 3ruv4àô ôu quâlqud neio

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2008
(l,lcaáo História Essencial da Filosofia
Kant - Aula 24
por Olavo de CaÍvalho

'Ibdo este período da história da filosofia, do século XVIII até pelo


mcnos meÍade do XIX, nós temos condiçóes de saber que toda âvisáo
que se tem disso no ensino universitfuio e na bibliografia consagra-
da é iotâlmente errâda, quer dize{, esse talvez seja o periodo mais
dcsconhecido na história do pensamento universal. Quanto mais se
pesquisa, sobretudo nas últimas duas ou irês décadas, quando o pes-
soal começou a abrir a caixâ preia do esoterismo eüropeu, ocultismo,
sociedades secretas. cada dia que passa se descobre mâis coisa que
interfere de tal modo na interyretaçâo dos fi1ósofos da época que nós
podemos dizei que em alguns casos a interpretação consagrâda chega
a ser o inversoda reâlidade. E pdrticularmente o menos estudado nesse
empreendlmento ârqüeoló8ico iem sido Kânt, entáo à respeito de l(âni
náo se descobriu ainda nenhuma novidade, mas iambém, ninguém
procurou. Às pesquisas se centraram mais no período propriamente
romântico, entáo seriam Fichte, Schelling e Hegel. À respeito desses
se tem hoje nos círculos estudiosos umavisâo muito diferente daquela
que está consagrada nos livros de história da filosofia. A históia da
filosofiâ é uma disciplina de progressâo muito lenta. porque como é
umâ discjplina de conjunto, ela depende de que milhâres de problemas
tenham sido resolvidos primeiro na escala monográfica, problema por
problema. Entáo, depois que todo mundo já está sabendo de alguma
coisâ, aquilo ainda demom um tempo para entrar nos livros de his_
tória da filosofia, quer dizer, os estudos sobre este ou aquele filósofo,
sobre este ou aquele tema em particular sáo muiio mais velozes e é
naiural que seja assim, primeiro você tem que re§olver as partes pâra
alepois resolver o coniunto. Não existe nenhuma hisióda da filosofia
atualmcnt€ que âpresente desia épocâ umâ ilnagem quc eÍejâ à altura trrtblolio do Espítila,'Ajud â trazer a lilosofia para n1âis pedo da
do que hoje se sabc a rcspeito na área dos estudos nlonográficos. Nós l,rnra dâ ciência com o obieti\,o de que ela possâ dcirâr de lado o título
podcmos dizer que esse novo campo iambém ntro é tào rcccntc, clc dc âlnor à sabedoria e tornü se conhccirncnto efelivo, estc ó o objetivl)
começa. crcio que em 192J com.r obrâ de AuguÍc Vialte, "l-cs sources a que eu mc propus:' No fim da Fenotllefiologia Hegcl âfim1â teÍ che_
occultcs du Ronantisme" (Às l'ontcs ocultas do RonlanlisDro) cm quc gado ao conhecinento âbsolulo que ele idcntificâ com a sabedoria.
ele vai rastreando a influência que doutrinâs csotóricâs, alquímicas. A ê1iÍnaçáo dc Hegel de ier âtingido a sabedoria é conplctâmente
tcosóficas, etc.. tiveram no Nlovimento Roúânlico considerado mais conlrária à concepqÂo grcgâ original dâ iilosofiâ como anor à sabe-
do pLrnio de vista litcrário, as tanbém pegândo alguns filósofos aí no doda, isto é, corro a busca conlinuadâ, scndo antes urra büsca con-
caminho. A paÍiir dessâ sugestáo iniciâl o pessoal coneçou a rastrcar, tinuâda do quc a posse final da sabcdoriâ. Essa alirnraçáo no entànio
na década dc scssenta sâiu o livro do Jacqucs D'Hondt qúe eu citei no é plenamcnte coerente com as ambiçaes da TradiÇáo Hernética. ulna
la im das AÍLíçaes HeE?l secrcÍ (Hcgcl secreto). e isso foi somândo, corrente de pensâ cntoquedc va o s,ru nomc da chanada he nelíca
sonêndo resultado, dâí, tudo islo converye pâra cste livro, "Hegel ând t)t) corplLs henneticulll, uma colcção de tralados e diálogos gregos e

ihe Hermetic Tradition", dc Glenn Alexander Magee. quc é um livro laiinos cscritos no primeiro ou scgundo sécu1() d. C.. c provavel rentc
que cu ncm âcabei de ler âindâ, mas quc já dá paÍa perceber iudo o .nIr.rJ,,id!iJ\que\anlruilunrJ. r,rnla .

quc foi estudado nessa área. Para você chegar ê uma conclusào ncsse E assim ao longo do livro ele vai buscando âs lonies hcmrétic.rs. al
ponto com rclaçáo a urn filósolb. já sáovintc ou trinia anos de trêbâlho quÍnicas, csotéricas e octlltistas de praiicanenlc cadâ linha de Hegel.
e até lsto depois se incorporar na históriâ da filosofia, sáo mais \,inte Eniáo. ele diz:
ou trintâ anos. de modo que vocês podcn dar por seguro qlre tudo o ''lnlerpretar Hcgel como um autor, doutrinário her
cLrmo urlr

que se lê hoje nâs hisiórias dâ filosofiâ atualmente existcrtcs. esmo


mético náo é umâ das inierprctâções possíveis dc Hegel é a inier-
nas mclhores. a respeilo deste pcríodo, vai ser muiio nudâdo nos pró-
pretação obrigâtóÍia fora disso você náo cntcnde nada do quc cle
iimos vinte ou trinia anos qüando este nuterial todo for incorporado cstá dizendo "

nas histórias da filosoflê. Para vocês tcrem uma idéia das conclusõcs a
Entáo você inâgira que Hcgel na históriâ da filosofia é iido as-

que o sujeito chcgâ eu \,ou lef uns pêrágrafos aqui para vocês. depuis sim como unâ espécie dc culninâção do râcionâlismo clássico. Isto.
dcpois desie esiudo. náo se sustenta mâis, isso v.ri cail Por mais
nrais tarde nós vâmos ver isso dircitinho quando estudarmos Hcgcl.
escandâloso que pareça, â bibliografia acu
ulâda a respeiio é muiio
tras só para sc ter umâ idéiâ do período.
grândc. Uma disciplina como a hisiória dâ filosofia, que é uma dis-
O livro comeqê assim:
ciplinâ de conjunto, de síniese, nâo vâi sc pernilir ser afctadâ por
"Hegel não ó unr filósofo. ele nâo é um âmanie ou buscador dâ sê,
uma ou outra dcscoberLa pâfticu]ar. n1âs quando as coisas conreçarn â
bcdoria, ele âcÍediiâ que a cncontroü. Ele escreve no prefácio da lÉro,
ac(rrular chega Lnnâ hora que nào dá
ais para segurar Müita gcnte
,\1ar., AúEuíê.']-es vrurte\ occulLs du ronmnlis e' Edil.Íâ Atbi.N,ltúhc!.1.Fdição.2001 podc teniâr aindâ continuâr lendo Hegcl c Fichie e Schelling dcntro
da linha costuÍreira. E sc isso demora um tempo pâra chegâr nâ his Swcdenborg. Eu tenho a impressão de quc essâ leitura de Swedenborg
tória da filosofia, você imagina o tempo qlle isso vai levar para chegar deve ter sido mllito importanle para o IGnt, porquc "Sonhos de um
âo Brasil. Nós podemos quase prcfetizar que no Brasil as pcssoas Visionádo" é um dos poucos escritos de Kant onde ele mudâ dc tom,
jamais chegâráo â saber disto você vê que ele está realmenic indignado. quc ele está bravo; imaginat
Quanto mais â gente descobre essas coisês, mais â gente ficâ in- Kant bravo é impossível, você não vê isso en1 parte algumâ, é um ho_
seguro com reiaçáo à visáo costumeirâ que sc tcm. Por cxempb, nós mcm nornalmente táo ftio, e ali você vê que aquela coisa realmente
náo sabenos direito as ligâçóes csotéricas. maçônicas do própdo IGnt, mexeu com elc e se tornou parâ ele imporlante provar de algum modo
náo temos idéiâ disso, o pessoal pegou muito o Hegel, mâs depois quc que aqueles conhecimcntos esotéricos trâzidos pelo Swedenborg eram
descobriu tanta coisa a respeito de Hegel e Fichtc, a gcntc iá fica conr não apenâs lalsos, mâs impossíveis. De algum modo nós podenos
un pé atÍás com relaçáo âo próprio Kânt. Você veja que entre as in interpretar toda â obra de Kant como uma tentâtiva de provar â im-
fluências esotéricas importantes dâ época estava o têl do Swedenborg. possibilidâde do conhccimento de Deus. do infinito, da vida após a
Enmanuel Swedenborg era um ocultista sueco quc ó um dos tipos morte, etc. e ao mesmo lempo uma tentativa dc criar uma religiáo que
nais e){traoÍdinários dâ história, porque ete teve trés vidâs, ele primei Iosse independente desses conhecimentos. Ou seia, uma rcligiáo que
ro fcz um succsso enorme como poetà e ticcionista. era considerado já náo seria bâseâda no conhecimento dos latos de ordem espiritual,
uln dos maiores da Suécia. De repente ele largou tudo isto para se mas seria baseada inteirâmente em consideraQões e exigências de or
dedicar inteiramente às ciênciâs naturais e à tecnologia. Nâ áreà da den1 moral. ou sejâ. Kant é o inventor da translbnnação dâ religião em
tecnologia a sua realizâçâo máxima. ú1ica na hislória cerlanente, loi moral Um processo que certamente âcabou alêtandotodas as religióes
um trilho que ele conslrLriu para transportar por tcrra toda a Marinha nciJL nrdi. ao ponru de oue â rcdu,,áo da rclrgrao r e\igências murli(
Sueca. atravessou a Eüropâ, isso cm 1810 mais ou menos. Vocé inàgi está impÍegnada nâ opinião pública. A idéia mesma dâ religiáo, qual é
ne uma obra dcsia na época, a dificuldade que teria para lazer, o caÍa a noção que ela evoca imcdiatâmente? A idéiâ de uma disciplina moral
conseguiu transporlat levou toda â Marinha por terra. E fez umâ série quevocê tem que scguir lsso está tão distanie da idéia orjgirária da re-
de descobeÍtas inrportântes, de mancirâ quc ele porvolta dos cinqiierl ligiào que, coniorme eu creio iá leDrbrei ncsie curso mesmo, o sistema
tâ anos (â cârreira litcrária foi até os vinte e cinco ânos, aos vinie e da teologia morâl católica só ficou prcnto no século XVIII, quer dizer,
cinco anos eie pârou e coneçou a cârreira cientílica) estava no âuge da até lá você tinha uma grande diversidade de criiérios morais, é Santo
glória científics, era considerado o maior homcm de ciénciâ da Suéciâ, Albnso de Ligório que iunta tudo e coloca ordem. Ora. a rcligiáo pôde
ele tambóm parou tudo e coneÇou â terceira carreira. de nístico, e p:rssar dezoito séculos sc expandindo, ocupando a Europa inteira, che_
escreveu uma série de livros nuito impressionantes com descriçÕcs dc gando até às Anréricas, educando os índios, sem tcr um sistema moral
visóes do céu e do inferno. pronto, quer dizer que esse sistemâ moÍal nâo era láo viial assim para
Quando Kani leu isso ficou indignado e escreveu entáo um escrito a vida cdsiá O âspecto da ié, do rito, do simbolis o, do imâginário e
chamâdo 'Sonhos de um Visionário '. no qual ele i pugnâ asvisôcs dc tal era certamente mais importantc. Nós podemos dizer que o aspccto

.--{*5:
cognitn,o prcdominava, a religiáo era sobreiudo o êcesso a ceÍias Lea 1,rL;Ú, r;uc ó o sujeito que asscgurâ quÂl é â doutrinâ verdadeim e qual
lidâdes. Por isso o Evângelho sc chanrava "boa notícia'. O qoc é uma t,r l.llsa. Entáo. você passâ â ler unl problema de auto_organizaqáo
boa noiicia? É o comunicado de um làto e náo a emissâo clc uma or' (las comunjdades c, cm Íunçáo disso, é claro que, por um problema
dem ou d€ um mandaorenio morâI. Você vâi ter o man.lânrcnto moral pútico, o aspccto mo.âl se torna particulârmentc importânte. Vocô
lân1bérn, mas ele 1ãz parle de rodâ uma históriâ, dc also quc aconicceu. ftro tcm oulro critério para você se orientar senão vei a conduta das
As primeiras discussóes que âpàrecem sobre o cristiânisno no século pcssoâs, e você mesmo §e adaptaf a uma conduta que lhe pareça n1âis
I c II náo são de ffâneira alguma de ordem moral, quer dizer. êqlrilo é âplopriadamentc evângélica. Mâs note bem que esta inclinaçáo protes_
umâ doutrina. uma visáo do mundo quc cstá scndo aprcscntâda c quc (rnte para a religiao moralish nao é uma inclinâçáo do tipo douirinal,
as pessoas discutem para saber se o sujeito concordâ ou náo concor- ninguén disse que a coisa tinha qüc ser assin, fol simplesmente una
da, sc clc vô âs coisas daquela manei€ ou nao. A ênlase norâl é uma circunstância prática que na formâçáo das comunidades protestantos
coisa Dluitissimo recente. Por exemplo, a pariir do sóculo xlx comcça lorrrou mais impoÍtantc na prática o código morêl dlr que os aspeclos
a haver muilo a expeciativa de que o seguidor de umâ religiáo aia na doutrinais e cognitivos da religiáo. Mâs com Kant eÍâ ôniàse se toÍ-
sua vida pcssoal precisânrenie de acordo con1 aquilo que ela nândâ. E nâ cxplícilâ, Kânt diz náo apenas que a religiao é âssim, mas que elâ
âté cntáo c durântc a Idadc Média intcira ninguém tinha esta expecta- tcnl de ser assim e que só pode ser âssim. Por que só pode ser assim?
tiva porque saben que isto é muilo idealistico, sabem que as pessoas Pol.quc de acordo com cle só existen dois tipos de conhecimento, tem
rcalmcntc náo são âssim. A ênfase estava muito mais colocada no Iâto âqucle conhecimcnto que você adquire pelos sentidos e que lhe dá
de que â religiáo cra unl mcio de Iimpar as culpas dos pecadores e náo cntáo informaÇáo do que se passa no mundo extcrior e exisle o conhe_
uma espécie de camisa de lbrça que eles iinhâm que vestir para todos ci cnto de orde
lâcional que você obiém por análise dos conceilos
clcs sc comportar direitinho âté entáo. A dilerença da sensibilidade quc você lnes]no já tem. Ora, o conhecimento râcional entào só lhe
moderna pâra a antiga nisso ai ó táo grânde que elâ chega a ser inilna- dará inlornaçóes, só lhe acresccntará algumâ coisa de orde pura'
ginável pata o cidâdão contemporâneo. NormaLnentc, como cxistc a mente formal que nao se aplicará ao dominio dos iatos Quer dizer â
visáo dâ rcligiáo como sobretudo um código moral na modemidôde, a armadura iormal, â armadura 1ógicâ da mente humana nâo contém ia_
tendência (ó quâsc quc automática) o srleito iffaginar que esie con- tos, ela só coniém relaçoes lógicas. E do conjunto dâs relações lógicas,
junio de eriigências morâis deveriâ ser ainda mais rígido c mais pcsado por niâis quc você as conhcça e as esclareça, você náo pode deduzir
nos séculos anicriorcs. Quando nâ verdade todo o moralismo cristão, quc nenhum lato aconteceu, você só pode deduTiÍ âs condiçóes gerais
pelo menos na cslêra católica, ó uma coisâ bâstântc nova nâ hisiória que lhe pemitiriam âcontecer ou que o determinarian que acontc_
Não precisâ dizer lambén que essâ ênlàse moral reflcie um pou- cesse de ial modo. Mas, se aconteceu ou náo. csta é uma informação
co das tcndôncias do proiestântismo, mas no protestantismo o lado empírica. ou seja, tem que ser obiidâ pclâ experiência e portanto pelos
norêl toma especialmcntc importantc jüstam€nte pelo fâio de que
se cinco senlidos. E diz ele [que] os làtos de ordem cspiritual nâo sáo
você nAo tem mâis a autoridade dogmáticâ, você não iem mais um nen1 ulna coisâ nem outrâ. cles não sAo acessívcis neln por análisc de

ti) ll
- --ar<El
-
conceito porque eles náo sáo constituídos âpenâs de ionnas lógicasi nl(!rlc humâna pudcssem liniiar também o fenômeno como a ciência
eles !ên a pretensáo de ser acontecimenlos Íeais, nlas por oulro lado irllsâi já está dito desde o início que a parte âtiva nâ produçao dessc
se sáo acontccimcntos reais náo sáo acontecimentos dâ ordem física. conhecinento náo é o ser hunâno, porém o própÍio Deus.
porianto náo sâo âcessiveis aos sentidosi entáo, tudo o quc a rcligiáo Mâs Kant está seguro de que uma vez que ele demonstrou as l;mi
pretende transmitir em naléria de conhecimento de Deus. dos anjos, tâçôcs da mentc humana, os conhecimentos de ordem metaiísica, náo
dâ vida após a mortc, tudo isso âÍ, ele diz, sáo coisas que nós podemos só os conhecimentos religiosos, mâs todo conhecimento de ordem
pensar mas nós náo podemos conheccr Isso quer dizcr que náo temos metalísica cstá bloqúeado de uma vcz para sempre. â náo ser - diz
oce'.o ao lrpo úe e\periên('a que.er'a rece§\ár oparJ\ocêrran\flir r ele que se mude o sentido da metâfísicâ". A melafísicâ, entáo,
-
alguma informaçáo sobre Deus. A hipótese de que se a estrutum dâ para elâ sobreviver como ciênciâ, teria que desistir da sua pretcnsào
mente humana lirnita o nosso conhecimento a csscs dois tipos, a hipó- de conhecer os Ienômenos que estáo colocâdos para âlém dâ cxperi
tese de que esta limitação incidindo sobre o ser humano náo limirasse ência sensível e ela tem que mudar â direçáo do sell enfoque! operâr
também concomitantemente o próprio Deus, em nenhum momento um giro de cenio e oitenta grâus e passar â se intercssar justamcnte
ocorrc ao Kânt. Você veja quc âo longo dc toda a irâdiçâo espiriiual pela esirutura do aparato cognilivo humano. Dito de outro modo, a
ninguém disse que o homem tem capacidêde de chegar â tais ou quais metafísica tem que sc transformar en teoria do conhecimento. Entáo,
conhecimentos, nuncâ ninguém disse isso. Segundo os esoteristas e doravante. segundo Kant. nào lãlaremos mais do infinito, da imorta-
ocultisias, quc sáo da partc da tradiçáo hermética ou gnóstica, através lidâde, do ser, etc., etc,, mas falaremos apenas dâs estruturas do co-
de exercícios ascéticos, etc., você se torna capacitado para obter certos nhecjmenio humano, seia io seu aspecto sensÍvel, seja no seu aspec-
conLe! ime rro, de orJem e.p ril-ál \,lo,r.\oar\aoapend\gr-po\e\o to racional. O conhecimento da estrutura racional da mente hün]ana
tóricos e gnósticos quc tôm essa pr€tensáo, nenhumâ religiáo jamais tonâ â forma entáo de um sistema das câtegorias. As càtegorias sáo,
teve; o que elâ diz é que Deus infunde esse conhecimento em você por dito de outro n1odo, os tipos de juízos que você pode fazer, os tipos
um meio que só ele sâbe. Então. nós podemos perguntar: enl que me' de afirmaçóes que você pode fazer No tempo de Àristóteles se di_
dida o conhecimento dos Iimiies do aparato cognitivo hunano afetaria zia que as catcgoriâs sáo os tipos de scr, quer dizer, as modalidades
realmente a douirina religiosa? A minl parcce quc nâo afcta dc manci- de existência. Éntáo, dizia Aristótclcs. as coisas podem existir. por
ra alguma. A idéia mesma de um Deus onipotente implica que ele pos- exemplo, como substância. O que é subsiáncia? Subsiância ó umâ in-
sa se comunicâr com as süas criaturas por meios que t,anscendem ês dividuâlidade metaiisica. algo que é elc mesmo e náo parte ou aspec-
limitaÇõcs dclas. porque cssas limitaçôcs nào afctam o próprio Dcus. to de outra coisê. Ele dcfine substância exatanente assim: substância
O .,unr(iru. púr i\(mplú.(i.n('ia inlusa... O que e ciencia intu.al f
dd é aquilo que náo é nem parte de outra coisâ ncm predicâdo de outra
o conhecimenlo que vocé náo iinha e de repenle vocé aparece tendo. coisa. Dito de outro modo, a substância é o único verdadeiro slrjeito
Entáo é uma ciênciâ quc foi infundida ou infusa dcntro de você pclo dâs âliÍmaçôes filosóficas Mâs nem tudo o que existe é substânciâ,
próprio Deus. Eu náo veio como o conhecimento das limitações da existem também quâlidâdes, por cxenplo.. ou existen quantidâdes.

1Z t3

-'...r.{F,-É
(tUe trnros dc nós mcslnos, e o cspaÇo é a csrrutlrrâ do conhecimcnto
olr cxistcm açôcs, cxistem açóes que você faz c quc vocô pâdccc;
erisienl posições e relaçôcsi crião, de tudo o que você conhece no {tIc lcnros do mundo err gcral Qu.tndo nós dizcmos que algo eriíci
rrundo. você pode classllicar tudo conformc você esieia lãlêndo de n0s !ucrcrn.rs dizor que exisie no icrnpo e n0 espâÇ.r; poróm nâo pode

uma substânciâ. dc rtnâ qualidade de ulliê relaçâo, ctc .ros dizer que o púprio tcmpo e o espâço cxistcn Naverdadcocxisiir

Arisióteles nunca chcgou a uma conclusao exata dc quantas câte- algo a cst.Lr colocâdo dcntro do le rpo c do cspâço, n1as o tempo c o

gorias elistiami ele iem Lrma lislâ clc oito c tcrr urrâ lisia de dez. Agn rsprço por sua vcz náo tôm propriamefte a eiistônciâ porque cles sáo
ra. sc o conhecimento da estrulura do ser já náo é mais cognoscível, rfcnas a lonrrâ quc nós lemos dc conhcccr as coisâs Estáaíadlnitidaà
segundo Ílênt. entáo as catcgoriâs já não sáo mais lipos de eistência.
hipótcse de quc râlvcz nio erisiarn ncm cspaço. nem tcmpo. nós é que

rrodalidades cle exislência, mas sâo apcnas modâlidades pelas quais


cnrcrgânos as coisâs assiln.
Cá pâra nós. eu acho tudo islo unlà confusáo miserável. rrrâs o
nós cnfocamos â e\lstêlrci.r, nâlurainente cle tcm quc mudâr a Iisia
tBbalho qüe l(ant tem pâra isio. para criar islo âí, é absolutarrenie
das categoriâs. Ele faz uma listâ de doTe caiegorias que na verdade
nn)nslruoso. Por quc na época iÍo imprcssionou lanto? Porquc vocé
vão coíesponder nào à lista das catcilorias que Aristóieles la7. mas às
câtcgorias dos rodos de predicêçâot por cxcmplo. vocô pode lazer uür i:r vinha dcsde Lrmas dócadâs antes. a pad;r do prarp o ttuDe. iá sc vi-

juízo dc tipo catcgórico quândo di7 porexemplo que dois nais dois sáo
nhr dcscnvolvendo a idéia do tcnomenismo. O qtlc ó o lcnomenis ro?
t,enonrerislro signifila (lue vocô nào conhece as coisas propriânenle
quatror ou vlrcê pode lazer un juizo dc possibilidade ou de illlpossibi
ditas. \,ocê não conhcce a re.tlidadc, vocô só conhece aquilo quc che
lidade c assim poÍ diânie Então. nós vcmos quc as categorias de I(ani
gr aió voca, aquilo que lhc apârcce. E a palavra "lcnóneno" vem do
sáo apcnas tipos de juízos que você pode iazer indcpcndcntcmcnte
vcrbo grego pldl,resllrai que qucr dizer justârDentc aparccer. Você só
do que sejâ â realidadc a rcspcito da qüal esses juizos esttro iâlando.
conhece as âparônciâs que têm a aDlabilidade de sc mostrar a você
Dâ rcalidâde lá não conhecemLrs mâis nada, conhccemos so ente as
\bcas se lenrbram dâ aula sobre Hurnc qnândo cie coloca erD dúvida os
cslruturâs do nosso próprio aparâlo cognitivo. E no âspccto do conhc-
{,r dôrJar.r,n,o"i, .1, "
Lr. Lii/ár' ,r.'r ru.lu, uprofrrn\u
,1,
cimcnlo scnsivet, tambóm as duâs grândes categoriâs do conhecimcnio
cognosccntc ó duvidoso, nós não conhecemos ncrr isso, nós conhece-
scnsí\,el são. segundo ele. o tcmpo c o cspaço. Ele dil
[q0e] se nós mos apenas aparôn.ias. âté de nós mcsnnrs nós só conhcccmos aquilo
nâo podcmos conhecer nadà da realidade extcrna objctivâ, o tcmpo
quc apârecc para nos.
e espaço tÔln quc scr cntão fomâs da nossâ própriâ pcrccpçáo. Náo
Isso quer dizci quc â idóiâ dos cnlcs c das substâncias reais que nos
ó que exiíem tenpo e espaço fora dc você, ó vocô que enxclga tudo
chegarn atravós de unrâ lrultidão de sirlLis é dissotvidâ ncsses próprios
dcntro do tcrrpo c do espaçoi vocé náo conseguc pcrccbcr nada iora
sinâis, só sobmff os sinais. você Iráo podc garanlir que exista nadâ por
do tenpo c do cspaço. Scndo que o iempo clrrresponde à modalidaclc
irás Kânt .rndo\sâ cÍa idóiâ de tlume. clc Iô HuDre e concordâ, diz:
que \'ocê (em da percepçiio de voca rncsmo. c o cwâÇo à lodalidade
'É, ae hto as coisas são .1ssirr". Mas por outrc lado, IGrlt tanbénr
quc você tcm dc p€rceber os objelos que não sâo vocô. Dito dc outro
núdo. o tcmpo ó â eírlrtura da existência do conhccimcnto intcrno 'DrviJ Hurt AuLi22 OLâr. dúCânilhú, Fd ÍR.aiurq{rr\ 11007

l5
t+
hâvií lido Newton, e se convcnce( de que Newton tâmbérn tinha t)rnsâmcnto humano, à estrutura da pcrcepção e à cstrutura da ra-
râzáo. de que existe â gravilaçâo univcrsal, existe ais islo. mais 1ar), cla será universalmcntc válidâ. âindâ quc nós náo sâibamos se
aquilo, ou seja. que Newion tinha chegâdo a umâ dcscrição cficâz dâ (la corresponde com â realidade objetivâ. Significa que ciêrcia válida
realidade lisica. Então a csta altura o problenrâ que l«nt ataca e quc pas§a a §er aquelâ que convence igualmente a todo§ os homens ou que
ele vaiieniar resolver alravés dessas idóias quc cü acâbo de expor é dcvcria convencer igualmcnte a todos os homcns c quc sc cla cstivcr
jnstamcntc a dcr como é possivel uma ciência da naturcza dcscnvol- crrâda, estâráo todos errados juntos. OLr seja, em lugar do conceito
vidâ, como Ncwton â dcscreve, se ao Ínesrno lenpLr. segundo Hume, da realidâde como princípio aferidor da ve.acidade ou làlsidade das
nós nadê podemos conhecer alérn dos fcnôrrenos? Como ele eslá nossâs idéias colocâ se a idéia de humanidâde. Â universâlidade dâ
convencido dc que nós nada conhecenos âlém dos fenômcnos, cntáo, cstruturâ do pcnsamento humano tornâ-se agorâ o vcrdadciro critório.
isso quer dizcr quc clc rão vâi poder expiicâr ê ciéncia de Ncwton ou seja. náo há uma r€alidade âcima de nós ou lora de nós quejulgue a
a qual ele endossa. ele nào vai poder cxplicáJa como unra descrição verâcidâde ou Íalsidade dâs nossâs idéias. Ê a nossa própria estrutura
da rcalidadc objeiivâ, as ao mesno teDrpo ele reconhccc quc cla ó que, por ser universâI, por ser idênticâ elll todo§ os hon1ens, garante
válida Entâo, como é possível umâ ciênciê válidâ que você náo sabe a validadc dcsscs conhccimcntos. Mas gârantc a suâ validadc c não a

se ela colresponde à realidade objctiva? sua realidâde Náo se fâla mâis da reâlidade. só exisiem os fenômenos
Está entcndcndo o problena? Par:r mim esse problema parccc to- e os juí7os váiidos. O que é válido? Vá1ido significa que conlere conr a

lâlmente artificiâI. mas loi assim que ele colocolr. e esse problema es- estrutura universal dâ mente humanâ.
tava nâ câbe(ê de muita gente na ópoca. Como é que fica dentro disso, deniro desse novo esquema, à idéiâ
da rcligiáo, a crcnçâ cm Dcus, por cxcmplo? Elc diz: "Nós nao podc-
(Alu a): Sem lalat tanbén que é a lnesna coisa qLú tlo eLe mos sâberse Deus existeou Deus não existe. o que nós podernos fazer
descrcüe a rcalídade obietito... é validar a religiAo pelo
nresnro rodo que nós validâmos âs ciências".
Náo, cle diz qüe nAo é istol Ou seia, eÍr funçáo dâ estrulura da razáo humânâ ou da estftltura
do conhecimento humâno em geral Então, diz ele que a crençâ cm
l\lúna): Para ele t1ão! Deus é o que ele chama o irllperâtivo categórico, quer dizer, alguma
Para clc nâol Elc diz: "Essâ ciência é válidÍr, mas nós não podc- coisa que tem que ser porque senão o homenl seria menos hon1enl.
mos sabcr sc cla corresponde à realidâde objelivâ. Eniâo a validadc estariâ dininuÍdo por assim dizer. Ele validà Deus. nào em funçáo da
dcla deve estar llLlmê olltrâ coisa". E onde é quc clc vai cnconirâr um exislênciar de De1rs, rnas da iecessidade que o homem tem de crer em
princípio de vêlidade da ciôncia? É nâ própriâ esiÍutura do conheci D€us pâra ele manier o seu estâtuto, a suâ nobrezâ hll
rana. Quer
mento hlrmano. Elc diz que as €s1ruiur'âs da nossâ racionâlidade c do dizer quc abolindo a rcalidadc. abolindo Dcus, abolinclo â naturczâ,
nosso scntido sáo univercâis. isto é, valen para todos os homcns. En- abolindo as subslâncjas, sobra o qllê? Sonente a eslrulura dâ lnenie
táo qualqlrer teoriâ cientiiica, se elâ corrcspondcr â csia esirutura do humâna, e esta passâ â ser o iuiz suprerno de to(las âs coisas. Na épo

t6 t1
ca islo lerÍ ürn impacto absoluiaorcntc fornidável porquc a crílica t\ilida! ' 'Sin! úIas ?ocê acha que issa que eu estou dize do é cetto?"
ienonrenista havia convencido todo mundo e por ouiro lâdo larnbérn ' Nt1a! L a sua opil1ião..."
lodo nrundo esiava convcncido da vâlidadc da nova ciência, cstâva Vcjaqrc csta idóia, por c\cmplo, estc tipo de relâlivisno aieDuêdc)
todo mundo olgulhoso das conquistas da ciênciâ lísicâ. c ao n1es (tuc diz que todas as opiniaes sáo válidas, \,ocô vô. isso ó uln cco lon-
rno ierrrpo todo n1undo persuadido de que â crítica fcnonrcnisiâ ou !í,rqlro do I(arrl.
céprica cra válldâ Quando Kanl conscguc harnloniTar cssâs duas
coisas fazendo o quc cle châma de "rcvollrEào coperrricâna' , cle diz: lAluno): E as pessoas fido acllnileni..
"Assim como Copénrico tirou o cenlro do Inundo da Terra e colocou Quer dizer. não existc o tcÍc da rcâlicladc.
no Sol. cu cslou virâncll) tâmbén o univcrso inteiro dâs ciôncias que
antcs giritva em torno de um tÍeco châmâdo realida(lc c âgora girn lALuno): Depois t)ocô ÍaLa em objelfuidade, mas há intoLeúncit)
em iomo dâ nossa nrentc'. Estc giro.. nós ainda estamo§ dcniro
delc. Qucr dizeÍ, a inlluôncia de I(ânt no mundo é assim avassâ E: Objctividade segundL, I(an1 serjâ âpenâs corresponder às estru-
ladorâ. em todas as tcorias cieniíficas, scja nâ eslera dc ciênci.rs iurâs da razáo c dâ pcrccpçào E diz ele [que] nós podenos conheceÍ
naturais. sejâ.lc ciôncias sociais. o l(ant está prescntc cln tudo. Isso os lenômenos, iío é. as apârências, c podcmos conhccer também por
.lucr dizcr que estâ prccâuçrlo haniianâ dc iamâis fal.rÍ da rcalidade, uma análise reilexiva a nossâ própria cÍruturâ do conhccimcnto; isto
mâs falar sornenic dos fenômenos, c dc privilegiar o proccsso e a ó iudo quc podemos conheccr lslo, segundo ele, náo implicâ desmcn-
cstruiura do conhccinento dianic do obielo corhccido, qLrer ciizer, tir a religiáo, implica apcnas tundálâ em novas bâses; âs bases âgorâ
o objcto é preierido cnr lâ\,or do sujeiio cognosoente, isso aÍ cstá de seriam já náo cognitivâs, mas bâscs momis.
ial modo irnpregrado que eu acho quc nunca mais nenhuma leoriâ É inpossíveL. por eremplo. ler a sociologia dc Max wcbcr scnl você
dcpois de Kani. ncnhunâ Llessâs tcorias mâis Ia osas que circulâ sâhcrquc tcm âsombra do l(antpor irás. porqueWeberé ufl sujeito quc
por aí, iamais pretendeu scr rcal. prelendeu apcltâs ser válida Vocô sempre que vai chegar â algunÉ afirmação sobre a reêlidâde colocâ os
irnâgina ent.lo o cfcito âbsolut.L enic ânarquizanle quc isso tcm nL) termos enlre aspas. As aspas tôm ü1r cfcito atcnuântc. então se el€ vai
.lonr inio .lâ ciênciâ talat a ruilidade abieLiüt. ele póe oálelira enirc aspâs Isso qucr dizcr:
náo é a reâlidâdc objctiva mcsmo, é aquelâ realidade que você pensa que
(ALuna): Acho que aa só as ciêncios. lnas acha qut iá chelou ó obierivâ Tod o csse conjunto dc prccauções dá a impressão de que você
.is úllifias catlseqüê cias. o honen Lanuú iú Pettstl dessa nofieiru. lcz un1a espécie de irpgr"de, iudo sctornâ mâis rigoroso. mais cieniífico.
Sim, o homcm conrum iá ó kaniiano. rrais cuidâdoso. Mâs se você exâninar bem. de lalo. tudo eÍá mâis cui-
dadoso c mâis pnciso e mais rigorLrso. crceto os conceibs iniciais corr
(Allota): - Pat e*npLo. eu otiem conte$anda coLtl u 1afiigal quc llant coneçou essa coisa toda. Poque quandovocô vaicxâminá-los
(lisse a ele uma coisa e ele disse: "Nttol Issa que üocê eslá di?endo é você vê que nada disso se susicrta. mas ncm um único Drinuto.

l9
O cuioso é que esla gracle dc lilnitâçôcs l(aniiânas oprimiu de tâl
(Aluua): - Que]'dize\ a espaço e o lempo sdo.ts tctriáüeis
maneira o cérebro dâs geÍaçócs seglrinies que todos ientarânr sair de
Sinl. mas ele diz que você pode desenvoh,eriodâ afísica do Ncwton
lá de dentro, poÍém toclos tcntaram sair parlindo do prinoipio dc que â
scnr locê pressupor a rcalidâdc cxtcma do quc você está dizcndo. Você
conquistâ kaniiana em defrniliva. Enlao. você lern quc partir de Í(art
para diâlrtc. para a frcnie, vooê não pode voltar alrás, aquilLr quc cle !ài dizcr âpcnas que âquela arDradura de conceitos e de obser!âçocs...
descobriu é válido c está dito Àté pâm você rcstâurar. por e\enrplo, a
dc rclâçôcs criadas por Newlon correspondem aos fcnômcnos. Qucr

rnetâfisicâ. \,ocÔ tcria quc resiaurá_la por um cêminho que losse l{an-
dizer de ludo aquilo que você colhcu na rcalidadc, iodos os dados que
chcgaram âtcvocô, aquela armâdurâ clrmbinâ corn eles. Você não pode
iiananentc aalnrissívcli tudo o que esiá nâ l'llosofiâ do idcalismo âle
dizcr sc as coisas sio realmerte assiin
lnão. com Ficlrte, Schelling c Hegel. é baseado nesia idéia. qÜer dizer'
eles colocâm o Kânt como ponlo dc parlida.
(Aluna): - El Isso acoba inualíílarula quulquet auttu ..

(ALutlo): Old?o,láúaUSPe iá oufi Eente coitentando que filó Isso qucr dizer o seJauinle: você conseNa a ciência inteirinhâ, iudo
o quc vocé sâbe é revalidado. só que não significa mais rcalidâdc, signi-
soío mesno. só quatro: pLatáo. AtisÍóteLcs, Descatles e K4r1l
ÉlÀs pcssoas achâm isí) AgoIa, o IGnt. . nnlinha opinião pessoâl lica apenâs coincidênciâ conr os fcnômcnos. Então, as coisâs, âs subs
burro. eu iá tive 1ânciâs. as cntidades ficârn ercllridas dâ eúêra cla ciência e sobram apc-
írbre o I&nt é nluito depÍeciativà. eu acho qlre Kanl é
nâs os fenónenos que chegalu até você e as rclâçÕcs quc logicamenre
vários sinais disso âi.
você estàbelece entre eles. Dá a iffprcssáo dc quc fica iudo igual: agora

(ALulto): Pot quê? cu estou vcndo vocôs, cu estou supondo que você! estio aí, mas se eu
disscr quc vocês sáo apenas lenômenos que chcgam aió minr, funcio-
Por quê'l Porquc ele colncçà a colocâr uns conceiios e ele não per
cebe as implicaçóes inrediatas desscs conccitos. Por cxemplo, sc ele diz
nâlnenre isso náo vâl nudar eÍr nâda. Porquc todos os dados que eu
quc o lernpo é a ioÍma da írtcrioridade c o espaço a forma dâ exicrio- cstolr captândo eü vou continuâr captando do mesno modo. Eu nj
rlir, i qur ná, .áu, nt-.. nJU .Ju <,,t JrJe' Ido -ao. o \o\ Ian 4,, p.!
rialade. você cia um problema. Como é que você relacionâ u!nâ coisa
soâs, sâo lienôrnenos qüe Dre aparccem Agorâ, sc cssâs coisas cxisten
conr outra? Quando vocô percebc lquel Lrm tren está se dcslocando,
vocô cstá iârcndo o quô? Você eÍá fazendo uma rclaçào cspâço-ier"po,
na realidade objetiva, eíe é outm problcma qnc ncnl nle interessa e
perccpçáo quc não ó possivel de âveriguar.
cssa relâção náo é fcita por um ruciocúio, você â percebc'
^
não apârcccn para você
alo novin1ento mostra quc o espâÇo c o tempo
como elenrentos separâdos.
(Alütlo): 11, cafia é que ek acha que as pessoas passam t)er
a nevna lenômeno?

(Aturu): fie parcce que ele Le o Pol.quc âs estruturas de percepção e Lla.azão sáo univcrsâis. Entâo,
Gozado! E nen Ne?t)Íon!
clas coincidem, nós lodos estarros vendo um mundo, mas nax náo sâbe-
Bom. não sci. eu não conheço ntlrilo o Newtorr'

2.1

I
mos c csse nundo é asslrrr. nós sabemos apenas que nós. scrcs humanos. !r)ca lâzcrâ conra c1c dois mâis dLris -^sora. leln coisas quevênr âtravés
([r cxpcriôncia e que só sào validadâs pela expeÍiôrrcia] por crcmplo, o
corllr coleiividâdc Ícmos âssim: cono nós não podcmos sair de dentro
cl..'o\.r . \ ru.urd rú,,n.rit, .r,1'\ \ahcr. n,1,r': J.\ rn . u rid'i sô lirto dc quc vocês estao aqui rgorai cu náo posso por lógica, por mcra
sabcmos que todos venros âssin, cntáo.rquilo que estarros dizendo â rriálisc lóiticâ dc conccitos, cu jâmais podcria provar qLre \,ocês cstán
respeito não é eccssâriaDrcnte rcal, mas é univcrsâlmcnie válido. rqui agorâ; elr preciso do dado de experiêrrciâ parâ isso En1ão, cssc
o,rhcciInenlo não sonreoic c obtido por cxpcriôncia. mas â condiçáo
(ALutn): - Quem deléi1o cotllrcci lent() sabrc a eslrutun uniler (lc vâlidâdc dclc cstá na própriâ cxpcriônciâ: nas teln outras que náo.

sal da 1eüle hut atla? u)cô obtérn pela e\periaDcia. rras a condiçáo dc lalidâdc dclcs náo ó

li:le diz.Fc podc, por exelnplo, por urnâ ânálisc introspeciiva, umâ r\t(l ilre ial, é lógica
análise trânsccndental... O que é transccndental p.Lra ele? Transccn_
dcrltal é aqullo que.lctcrminâ o quâdro da elpcriôncia possÍvel. nras lAluna): L issa está eút K.t l?
quc só se revela para você depois da exp€riôncia Quer dize! é a con_ lislá no Kani i\,Ías essa distinçao cntrc o cmpirico c o racionâl dc

dicão d irr;ori, ântcrior à experiênciâ. mas quc você só conhecc d pos algum rrrodo iá cstâ\,â cin Aristótclcs.

lerl.,r/: quer dizet depois quc você tcve â experiência. vocô â analisâ AcoDtcoc quc l(ant 1'âz várias coülusócs, uDra del.rs é ele âchar que

c vê quc ântes mcsmo de cla acontecer já havia cctas condiçires quc fur'.'. Lo\ irrrr.rn',.trc.i'rrra.rt.tirum.,..i*r-m^ pa rqtt, .
precleieüninâvâur a lorma desse conhecíncnto. lsso é o trânscendcntal nosso conhccimcnto tivcssc rcâlidâdc objerivâ. EnttLo. criste por un1

delc. o trânscendenlal significâ vocô rctornar sobre o conjünio da ex lâdo o Ícnixncno quc é aquilo que as coisâ! me rroslrarn, aquilo que
püi.n.;Jprrr\.r riní'úqui{ o *ô JuÍ:r ,rc o . \p(':rn.'iJ nrr5 rhega até rirn; e pâra âlóff disso talvcz cxista olr talvcz náo exista
qlrais âs condiçôcs anteriores. âs condiçócs prévias que já davâm o úmâ coisa-crn-si. O quc ó â coisâ-cnr si? É a coisa independcnlenenl€

\udur.,. d !rddr prl,r quJl ' ce nl'tnt, a, rrriirnir do quc cu conhcço dclâ. Sonlenle esta coisa em si é que serlâ a iâl da
rcaliclâde drjellvâ, à reâlidade qll€ é em si mesma.

(AL t1a):'Quet dizer só épossíüeLenlào esse conhecit etllo apos- Já comcçârnos com o scguinrc probicmar por que só aquiL, que eu

leriori. â irtcrprciâç.io a posteÍioril' náo conhcÇo ó quc tcln que ser objelivo? QuaDLlo eu digo que uma
Náo. mcsmo o conheci cnto do a p/io, só verÍ i7 posleriati- Ur14
(oisa é objeiiva eu quero diTer qüe elâ exisie indepcndcntcrncntc da

coisa é o nrodo dc vocÔ obter Lr conhecimenlo, outrâ ooisa ó a nôlurcza rlrinhâ intcrfcrôncia, náo do mcu conhccnncnto lsso quer dizer que

dele. Tem conhccincntos que err si não dcpcndcn cla expcriônciâ parâ
quândo cu mc cobco nào con1o sujeiio âgenle, produloÍ do aconte

s€ri,á]idos, mas você sri os obtóm âtravés da experiênciâ. Por cxemplo. rinlento, n1ês clrmo obsen,âdor eu digo que clc acontcccu inclcpcn-
que dois mais dois sáo quatro. validade dc "dois mais dois sío qua- dcnlemenic dc n)imi mas dc mim corno sujcito agcntc, niLo colno
lro' ^
náo é uma vâlidade erpedmentâI, não é uma vílidade cnrpirica, suicito cognosccntc. PorqLre senão. por erenrplo, se elr iesiemurrho
é unra validade lógico univel§al. Mas você só descobre isso dcpois de ulll crine. ent,Lo eu posslr dizer que o crime âcontcccu rcalmcntc

22
2l
sc cu náo o obscrvei? Isso é dlüna estupidez assim táo lormidávell O mundo de I(ânt é ürna espécie de mundo bidinrensional em que
Connr você pode definir a coisâ eln si cono aquilo que ela É indepen- !i cxisie süjeito, e o sujcito c scrrprc c uniformcrncnrc sujcito. Sc vocô

dcniernentc do seu conhecinento? lsto é a prineira coisâ. A segunda


.(,nsidcrâr aquclc sujeitoi por exemplo, o próprio l(ânt, conlo objeto.
vorô vai vcr que a existência objeliva desle objelo é condjçáo para
c.risa: toda a análise que Kênl lãz é a artálise do slrjcilo coglrosccnic,
(tuc cle sejâ slrjeito. Qucr dizcr, sc tudo o quc cu conhcço, cu conhcço
quer dize! a análise das eslruluras racionais e percepti\,âs do sujcito
..{ .Ír1 nn .ro .. n .. bir tuí rL nr àlru púr rrd\. cL p.i(:tu \ ir \
flr
cognoscenie. E atrâvés dessa ânálise ele chega à conclusão dc quc o
prjprio poderiâ conllecer isso sendo eu mesmo apenas um lenômeno.
princípio de validade do conhecimento é justamenie a colllprccnsão
1ia rcsptrsiâ é evidentcmcntc "náo .
dessa estruturâ do conhecimcrtoi cntáo, cla passa a scr a Dredida de
Então, Itant pula fora desse problema levândo em conta sonente
âÍe,r.io ela elloooôhjcro o nblcrô n.m prcci,. . \i,rir r'à(\lru
rs cstruturas do sujeito e jâmâis consenlindo em se colocâr a sj mesno
iuÍa é unilersâl enic válida, .ntáo, o conhccimento obtido por ela é
«)mo objeb OÍa, o t€ste aí é bastante simples. sc você sc oLha num
,i .ln rr,l.t. r.lcIr.m.,rc J. ', obi.r" r\islir uu 1.,u cspclho vocô vô quc a imagcm quc âparece no espelho é detcminada
Só quc nós tcmos âí um pcqucno problcma: este sujeito cognos
pcla cstrutrrâ do espelho (náo é isto?), quândo Itunt exaDLina a menie
cenie ó scmprc c unilatcralmcntc sujeito ou cle é também objeloi l:u lrumanâ ele eíá exarninando como se fossc uln ewclho e dizendo:
poderia scr sujeito senl ser objeto? E eu poderia c|egnr ao conheci- ''olhâ a iffagcm quc sc rcflctc aqui náo depcndc dâ estruturâ do ob
mcnto das ninhâs própriâs eslruluras cognoscilr'vas de sujeiio se eLI jcto. dcpcndc da estrulura do espelho." Quer dizet a nlenle hulnana
a L, espelho no quôl se relletern os lenômenos, e eles adquirem uffa
E claro quc nãol 1,,-ra q,. . J.r.íIr1d" o.l"..IL,urd dr..:, poorrr rr,rt<. a..irn
'Ilrdo o que lUnt lez loi eràminar urna i agem no €spclho iazcn- eorro â nnagcm no espelho depende das propriedades reLletanles do
do âbstrâçáo de se âquilo é imagenr de algutlra coisa fora do cspclho própdo espelho. N{uiio beü. nras quarrdo você se olha no espelho. â
ou náo. Entáo, a imâgem no espelho vai se pârecer bâstante com â sua imagerr é deierminadâ só pelo cspclho, ou pclo quc vocô faz dian-
reâlidàde: só que se você náo se intercssa por sabcr sc â nnagcnr tc do cspclho? E\istc por u]n lado a estrutura do espelllo e existc â

relletidâ no espelho reilete algo erterno ou náo. tudo parâ i,ocô scrá csrrriurâ daquilo que se mostrâ ao espelho, enhum dos dois pode
imâgem no elpeiho daí parâ dianie. ELr digo: tu.lo scrá imagcnr no detemrinar totalmellle o ouiro Por excmplo. sc cu 6zcr tâis c quais
espelho, mas c o próprio cspclho? Qucr dizcr, pâra o cspclho relletir gcstos diantc duma slrpedície que não tent o poder reiletante nada se

alguma coisâ forâ, âlgümâ imagcm fora. é ncccssário quc clc náo sejâ relelirá, cu laço diànle destâ parede. lláo apaÍece nadâ nela; agom se
apenas umâ iÍnâgcm. Bâslariâ vocô invcricr, dizcr: olhâ. náo exisie cu lizer diânie do espelho. aparccerá o lncslro gcsto. E sc cu não csti-
só a imagcn no cspclho. cxiste a imagem qlre você teln do espelho vcr diantc do cspclho, o cspclho podc tcr a faculdadc rcflciantc quc cle
queira. ele nAo nle relletiÍá. poltanlo, é inieiranreflte abslrdo você sü-
Vocô tâmbóm cstá vcndo o cspclhol Senão, você não poclerií dizer o
por que â padir dessâ purâ ânálisc do sLricito vocô possâ comprccndcr
quc cle cstá cspclhando.
iê ômcno. lrrlivanrcrrlc, só rnc conheço corno dâdo lenonrênico. lUas quândo eu
o pÍocesso cognili\,L). considcrando o ubjeto âpcnâs conlo
lnÍqu. \ú, i r e. rrô., r\,ri rrc'r rn tnc. .\ n' u t)erccbo cstc dado lcrlomênico. por sua vcz. cu o pcrccbo dcsdc um
''p(clnl.n"r'ri,;Lu ,nrlru ponlo de vista que iâmbém é lenomênico. Você pega aquela lâ'
c você lenr o aspccto substÂnciâ|, c os clois nAo sc confLrndcn de Ina-
neirâ âliluma. Porque se vocô. no inslânie cnr quc \ocê se conhccc.
,"-, lr, \ d,pâd c Lid.. Jr\".e (u \(i cu.(i.Ir<..i. (.. ru .ri,l .
conhcce algunr fcnômcno â seu plóprio rcspcito. por c\cnrplo. \ocê dj7
sci, cu sci que sei quc sei". ]iâduza isso nâ linguâgcm do ltant Qucr
''eü esiftr corn frio": bonr, essc ó Lrm l'enôInen.r, ó uln dado da expc_ dllcr se eu sei. isso nao quer dizer que eu sei algo de objetivo, clr sei
âpcnas quc algo loi lcnomenicanrente percebido Mas se eu sei que sej.
cn.rdq.'\ 'i'i!-rr(\4'c L, rr,'nr r.tr'lrr .r,,' Lu o.r,rr,nu: cu tambérn nào sei que sei substantivamentc. cu só sci quc cu tivc üm
E este lênôücno, por sua v€r, scrá rcgislrâdo por outro ienôrreno, c
lanônreno de percepçáo da própria percepÇão, e elll seglrida tive outro
por outro fcnôn1eno. e por ouiro fenóDrerro, c por outro Lerrômcno...
Vocô tcrá multiplicâdo a coisa lbnridâvclmcntel Além disso. a idéia
lcnôrrcno dâ pcrccpção.la pcrccpção, e assiü por dianle Lntão, é o
qLrc l(ânl iaz dâ lncntc humana subcnrcnde que c)s ltnôDrcnos chegam
cspclho do espelho do cspclho do cspclho do cspclho do cspclho do cs-

pârâ nós dc Draneirâ lotâlmcnte caólica. clcs nâo tênl unidadc, náL) pelho do espelho. . Não dá pâra parâr esla corlat nlro existe um linite
c^r,rc rrrnr unir-d- rra crtru.-r- do uli\,'Í','. n', rL trlu'1 o, ,rdl t " Sc náo cxistc urr limit€, como é quc você pode dizer que você resolveLr
o problcna? Náo, você criou um problcna absolutamcntc formidá\,cl,
nlenle huuranâ quc cria â eslruturâ c o mulr.lo então é, na melhor dâs
!ocô crioLr um cnignrâ. Porquc o conhccimcnto quc !c proccssassc por
hipótcscs, ur1 .rgloncrâdo dc lenôrnenos quc cm si mesino não tem
um jogo dc cspclhos scm limiic clc seriâ inyiável sob todos os âspeclos.
cÍrulura. todâ cstrntura nós damos. Damos corno? Quândo percebe-
c você nem podcria chcgar a dizer o quc vocô cstá dizcndo. Porquc sc
mos as coisas clcntro do espaço c.lcntro do te po cstâmos projetândo
sohre os icnômenos as cstruturas que se châmarn tempo e espâço. as
locê eslá djzendo é porque você fechou un1 esquenâ. Mâs você mul-
quâis eslão na nossa lnenle tiplicar ulll problcma náo ó vocô rcsolvô-lo dc mâneim algumâ. [ntão,
B, r i..,, prr. ir rpu'rn roao. turu ('r rfc\ I vale contra o IQnt o meslno ârglrmento de contra a ,uorid
^rista)telcs
das lofinas o\ das idéias dc Plaião. Se erislc âqui um holnelll. mâs ê
iffpossivcl você lazcr isso. Por quê? Por c\cnplo, eu estou pcrce
bcndo esiâ salâ. o que significâ cu pcrcebê la? Significa que etl a lcrdâdcirâ rcalidadc deste homern é u oütro homem qüe eriste no
enquâdrci nas mjnhas câicgorias de espâÇo c tcnpo. I por causa mundo das idéias, é porquc existe uDra scmclhançâ cntrc cics, c csta

disso cla nle parece scr urna s.Lla coln pcssoas dcntro, cor csta. cslà, semeihançí llao é nem unl nem o olrlrlr. é u terceiro homeDl. Ten1 eu,

cstâ carâclerísticâ. Nlas eu não sci sc realmenle cssa cstrutura qLrc


icm o ffeu modelo no mundo das idéias e tem um ierceiro home que

cu cstou pcrcebendo corrcsplrnde à estruturâ da cnlida.lc objcliva ó erlre eu e o outro lomrândo e elo de seDlelhanca. Mas entre eu c cssc
quc csiá dlall1c dc rnim. lcrceiro també lern que ter uln oulro

]\{uilo bcnr. c quâDdo eu pcrccbo que estolr pcrtcbcndo? Ou scja.


cu pcrccbo estâ sâla c cn1 scguida eu rcflito sobrc o ato quc crr icnho
(Aluln): E cntrc esse tet'ceiru e o outra...
E âssirr por diânte E tio. quando você diz que a verdâdeira re
dc perceber isto. Então. nessc instantc eu nre lransforlno pâra mim
âlidadc náo ó csta quc cstá âqui, mas ó â do mundo das i.lóiâs, você
nresmo no quô? Num lenômcnoL Eu tÍrmbém não mc conheço subs_

Zb

-il
,rlrlc. 1) quc nós chamânros de universo é unr tecido de rclaçÔes. nes
csiá nultiplicando os obictos indefinidâmente Quer dizer, se vocô iá
Ix, quc scja llnomênico, então â coisa-em-si só podeda ser âquela quc
está vendo aqui um gato ou unla ladâru8â e já esrá diiicil de você en
r'!rivcsse totalmente iora dessc tccido dc relaçóes, e isto cvidentemente
tender isto. se você multiplicar indcfinida entc o númeÍo dc tatarugas
(. ULIâ condiçáo impossÍvcl. A coisâ enr-si é âqücla que náo transmitissc
quc cxistem e trc você e ela. você náo está ajudando err âbsohiânr€ntc
eíá criando um atificiâlis r .l,,L-("n alburnr párJ' rnguL rr a rí\oeilo Jc' a ll',p-id F\:\li,,crr f
râda. você cstá âpenâs complicando, você
( hnr quc isso náo podc existir
mo âbsoluiâlnenie inúiil, e, pensando bem. você náo disse nâda. tliler
qrc luau u uJ. no. rúnl'ecerr n\ 'iu lenÔnl.nÚ' e nâo f" "\ \r'
(nr si
(ALu a): - Nós é que tabez..
é nio dizer absolulâmentcnada. Qucr dizer é uma frase que nao tem
Não. isso náo pode existir dc mâneirâ ülguma.
subslâncialidade. Por quê? Porquc qual é a difercnça enire lcnômeno e
coisa-cm-si? Fenômcno é aquilo que eu enxcrgo e coisa_cm-si é aquilo
(Aluno): - Tabez ele queira di2er qüe a coisa-em'si e lite inÍatfia'
quc â coisâ é independenrcmenie do qüc cu sei dela.lluiiobem. ai você
eíá supondo que iudo quc você sabc da cLrisa ráo fâz pafle dacsirlrlurâ
traduzindo a coisa em tcrnn» de teoria da informaçáo. você lenr o
É.
dâ coisa. qücvocê sabe é só fenôneno c âquilo que cla é é o que
^quilo cnrissor e o rccepior da infornação, eniáo, o suieito é o que recebc a in'
cla ó independentcmente de você conhecer Por que Íâios aquilo que cu
lormaÇáo, objeio é o que cmiic, se você equacionâr assir11. isto esclarece
seidelatcm que serexcluído daestruiurâ dela? Isso qu€r dizer que cadâ
Drá câramba. Umavcz definido suieito c obieto assin. você diz: ó possí
vez quc clâ nle anda urna lnlormaçáo elâ tÍata de náo corrcspondeÍ â
volum objcto quejan1ais sejâ suieiio? Ou urn suieito quejanais seja ob'
essâ informaçáo
jcto? A resposta é evidentemente "náo'. Porque o sujeilo absolüto tcria
q c scr aquele qlle só reccbcsse inlornações senl jamais emiti las, nem
(ALuna): Que é o probbma...
mesmo paÍa si próprio. Enlão, ele teria que ser inlonnado dc tudo sem
Clarol Àqui tent o sâpo- o sapo parece vcrdci nâ hora cn1 que ele
nada sabcr de si própÍio E o obieto âbsoluto seria aqucle que apenas
cmitilr esse verdc, ele diz: "agora is§o âqrijávirou fenômcno, entáo náo
cnilisse informações seDl jânlâis reccbcr nenhuma. E você até cntende
que nessc caso tirrto o sujcito quanto obj€to sáo duâs iomlas de inexis_
iôncia. E ele esiá dcfinindo enialr como coisa-en si o objeio incxistenie.
A idéia de queacoisâ ern-si, dc que arealidade obietiva da cois;r teriâ
Qüer dizcr parâ ser Lrmâ colsa-cm-si precisâria serlncxistente. Se chegâ
que ser aquilo que elâ é indcpendentcmenle do quc sâbenros dcla supóe
â nós de algum modo é porque náo ó â coisa-em si. tru digo: mas que
que uma coisa possâ cxistir independcntementc dc quâlquer suicito que
râioi Quer dizer que câda coisa só inlormâ pâra nós o que nào é elâ?
â conhcça, n.]o apcnas eu. lnas quâlquer oülro suieito qlrc a conheçâ, ou
seja, a coisa pâra ser real tcÍia que eslâr totalmente isoladâ de qüalquer
(Aluno): Etltuo,talrcz seja qüe eLa inÍounu aquilo rlue é eLa, só
inlomâçáo que ela passâsse parâ qualquer oLrtra coisâ. I]ito dc outro
qüe a assa capacidade depelcebet é distorcid.t...
modor sc nós entendcnos qlre, mcsmo considcrando tudo ttnonenicâ_

2')
23
Náol lsso já está inclüído. Não tem nadâ qu€ ver Vâmos supôr L rrr rr parâ a águia? E1c tcl1l a capacidâde de seÍ visio pclo mosquito
que cu quando vejo uma coisâ eu opero umâ distorçáo nelâ. ela me ([) icilo que a águia o \.ê? Náol l]ntão, isto sjgnificâ que a maneira
mandâ unl conjunto de inlornaçóes dâs qr.rais eu só pego algumas, ,tLrr r irgüiâ c o mosqlrito vêem o sapo não está deterninêda só pclo
e essa seleção é deieffrinada pela lor â da minha perccpção. [,luito irt)lrâro dc percepçao dâ ágüia c do mosquiio. nras pela cstruturâ
bcm, aquele conjunto de intormâçóes que ela me mandou e que eu (l(, pr(jprio sapo, clc não pode tÍocar isso, clc nâo tem poder sobre
estou selecionando do n1eu modo, esla seleçáo que elr laço corrcs- isso Qucr dizer que iodâ informaÇão que é enitida e recebidâ, dc-
ponde à esiruturâ dela ou náo?
l,cndc nâo só dâ eslruiura do rcceptor mas tâmbéfl da cstrutura do
(r)rissor Senão o emissoi poderiâ tmcar os scus sinâis à vontade.
(AL a): Tem ufia parÍe qüe sim..- lirláo. cxistc unlâ limitaçáo do âparâto de percepção do rcceptor.
[ntáo, isso êi pode ser rcsolvido pela teoria do sapo c da águiâ Scnr dúvidal Nlâs essa limitaçáo é compÍopoÍcionada à cstruturâ
que eu já expliquei, crcio. no Scminário, nâo sci se aqui cxpliquei. ( frissiva do emissor. Portânto, Â estruttlra da nossa percepç.lo é
Aqui tem um sapo e aqui lem uma águia; unra águia ellxe€â â dez r olrproporcionada à eslruturâ dos obictos.
quilônetros de distância, enião ela vê o sapo â dez quilômctros dc
distância e diz: "Obal Está ali o mcu almoçol 'O sapo só enxerga l^L1t11a): 'Ele pode nàa percebet eÍatamenÍe o ttue eú qúerí.l.
âté um metro de distância. entáo ele nâda saberá da águia até ter tltxs tllguma cois.r dele...
viÍado almoço dela; ou seja, nenhum sapo jamais soubc da cxistôn- Nâo. nào é só isto. Cada scr só opera un1a seleçáo. Essa scleçào
ciâ de nenhumâ ágüiâ. náo dá tempo dc vcr, clc morrc e nâo sabe rcilete sonente a cstrutura de percepÇáo do süicito? Não. Reilete a
porquê. Por outro lado. tem âqlri Lrn mosqujto que é o alnroço do (l(, objcto iâmbém Porque parâ âquclc tipo de obscrvador elc náo
sapo; e o mosquiio quando ele vê o sâpo você sâbe que o nrosquiio t)odc cmitir ourras infonnâçõcs. Por eremplo, se vocô vô o sâpo
teln um monte de olhos - ele vê mil sapos. Muito bcm, cada um cstá roDro verde, náo ó porque o seu olho eslá montado âssim. Se o sâpo
\( rdo a.o \a por u-n an8u u. d àBuia \ Lluu.rruiniu\. mú.LJ qulsesse parcccr azul. ele conseguiria? Nãol Teste vocé isso aí Por
nenhumâ porque lanbém enxergaÍ uma nosca a dez quilômetros de cxcmplo. você es1á diante do cspclho. você tique pelado dianic do
distância náo dá. nas o sapo ela vê; o sapo nâo viu águia ncnhuma, cspclho e tente apârcccr vestido. Essa li itaçáo é do cspelho? Cer
mâs cstá vcndo um mosquito, mcsmo assin o mosquito está só num tanrente, coitado. clc náo pode vesiir vocô. NIas você tâmbén não
dos dois lados do mundlr, porque o sapo náo junta os dois {)1hos. ó tcm a câpâciclade de aparcccr vcstido se vocé eslá pelado. Entáo.
uma pa€ cadâ lado, as duâs visÕes, cntáo... "ahl tcm um mosqLrito quer dizer que a sclcção que o obser!ador opcra é comproporciona
no mundo dircitol" E o mosquito por sua vez vê mil sapos diante J. r rel.ça. J". i rturrrr.u(' qL,e o o5t.,ô, n':.,'.
dele. Ora, o sapo está aqui e ele eslá emilindo unra inlormaÇáo para
a águia e outra inlormação pâra o Írosquiio. Elc podc trocar? Elc (Alul1a):-Eosapo ão pode parccet |tãnàe ea áEuía úao pode
tem â capacidadc dc cmitir pâra o mosquito â inlornaçào que ele

l
Clarol Vânros inverter: agora o sapo conreÇa â \,c. como â águia ou i.\lrito. Lrl urc conhcço a mnn mcsmo só como sujeito:'Pr,sso nrc
cntâo cle emite inlormâçoes pam â águia c dizr "olha, cu n,to eslou L rfliilrr a minr r.esrlo sir como s jeilo cognosccnlc? Não. Paru isso
aqui. eu sou o mosquito . Elc não podc lãzer istol QueÍ direr que .
', ,r. i.. ri. r- lI r r I lr" tr"nlo.\ . . .'i" rr,,. pa.,,. n,, ,' r.,,
esse coniunio dc pcrspcctivas. câda un1â limilada. que os vários scrcs , rre co|sidcrâr sorncntc cLrmo receptor de sinais que ntLo esií enr
iôrn uns sobre Lrs ouiros. iláo esiá sofrcntc neles enquanto observa- ,rrlc rLlgurrâ Se eu esioLr cm âlgum lugar, sc cu nrcsmo csiou dcntro
dores. lnas enquanio objctos também. Evocê percebe isso claramcnic ,1,'.srraço-tcmpo, c|rão târrbóDr cstou mc conhcccrldo a mnn mcsmL,
quando vocô cmitc uma inlbrmaçáo parâ você mesrno Por cxcmplo, .,', ,(, objcto. Eu vcio rninhê lllalo, !cjo meu pé. r,uço lninhâ !oz. Nill)
ficândo dianle do espelho pelâdo otl vcstido. Quer dizer, o espelho , rssl l Lernbro dc mcus próprios pcnsamcnt(x. lcmbro dc coisas
náLr len1 â capâcidade dc captar vocô alcm do que está rla lrente dclc, t Ic nrc acontcccrân. Entaro. eu tambón1 sou objeto para mnn. },u
,ras você iâmbóm náo tcn1 a capacidâde de proieiar nele o quc você ( rf(,: nruito bem, se eu r1áo posso conheuer n coisa em si. eu iâurhó r
riro Dosso corhecer o eu-crn'mim.
lbdn eía idéia kântiâna dâ cstrulura dâ percepçAo é ur a idéia \.,, r..ir r. \x, r". "'.ir n',upL"" (r ni r (,r.,.
nruiríssimo intcrcssanic, que ela náo exisle independentcmcntc
sar ,ro hri nenhuma dilerença de vulor cognitivo elllre eu e os obielos. ou

dâ estrutura dos objelos. llle está supondo náo só a existência de Írir. cu serei para nrinr mcsmo rão rcal quanto os dcmais objctos ou
unl sujeho absolllto. qucr dizcr. uln sujcitLr que fosse senpre e uni- Lr() ilrcal qLlanio elesi se eu só posso conhecer us coisas coÍro ienôrrre

lormemcnte sujcito. mas clc estí supondo que toda â lluinanidadc ro. cu tambén só posso rne conhecer a mirr mcsmo conro ltnôlrcno.
scja assim. Entâo, este é o prinreirc Íuro. Náo eristc o suicito sen1 ser ,\sorà, cm quc mcdidâ urn fcnômcno podc ser sujcito e com qlre clireitL)
obieto e você se considcrâr como sujeito é umâ abstraçào que você !(,cô diz quc um simplcs lenômeno len Lrmâ eslr.tltuin.le perc€pçao
es!á lazendo. qucr dizcr você está apen* decidirdo se examinâr sob Lrnlversal)rerle válida? Se ó um lc|ôrrcno, vocô só conhccc cmpiricâ-
mctadc dos âspectos qlre lenoilenicamenie vocô mostlâ. E você cs- nrcntc. E tudo o quc vooê lez pâra analisâr.L sua estrutura de percep
colheu essa nerade, por quê? Porquc você quis. Em vez de eu iâzer nenLu ra mzáo parâ
çâo, tuclo isso. tambén seria l'enomênjco, náo lenr
u . \JLÊ úi rnrnhi \ .rrururo df p' r.,L t\',u. 'trrr < J rn<\r,J .ur.a qú\ qlre isso ráo sejà le ôüeno Eln surna, o univcrso clc l(ant cstá todirln)
cstrutura de recepçáo, vamos lâzer unr exame dâ ininha cstrutura dc crrado, c tudo fantâsia. ó tudo bestcira. e é lnelhor esqlrecer. 1(anl ná.)
emissáo. Por exenplo, você só pode me ouvir ru1üa dctcnninada ire dissc nâda. todo o universo de I(anl me parece uma râsiâ pegadinha,
quônciâ dc onda, mas c sc eu quiser fâlü noutrâ iieqtiêIlcia dc onda, sabe, de lipo 'tàz dc conta quc cu não cstou aqui" c inpressiona nllriln
cu consigo? Eu trurbén náol l;nião, atÍa\,és dâ articulâÇáo do que eu por scr muito cxâto nos seus det.Llhes.
percebo com o que elr erniio ó que cr pcrccbo quc cu rambón sou um
obieto Agorâ, se vocô diz: "náo podcmos conhecer a coisa em sil" (^Llt o): PrcÍessat, eu nàa co sigo e Íentler . tlum exemplo,
Eu digo: multo beln, ln,ts eu lâmbérn solr coisa? Eu também sou ob- no caso (|ue i a que ocotfe, pot eiieúpla, pessaas que peúe|n uu1
jeto de conhecirrenio? Ta to sou quc cu cstou làlando a mcu próprio tnenlbra. úa letü{t. unt b}11ço, esse Íipo dt caiso, tlinda se le l a

l2
l)ryàa ca ú se lit)essetn. Aí ltti tllna ?spéLit de cisd,:) (lttlre a eu cot11a . , Iiris a sua crpcriôncia tcrrporâl não tcria aconl€ci.lo Nlas collro é

s ieito e o eu co ta obj(|.o, e aLé 1 àíssa nao se tediusla. . , r vooa chcga a isslr? Pclâ ânálise dâ cxpc ôncia tcmporâI. E qucnr
L

Eu cntcndo jsso. i\,Ías conro a qut vocÉ aticulâ isso corlr o ncgócio , rs! (tuc a sua experiênciâ renlporal .Lconleceu co o teria de aconie
l.antiano'l Eu ráo €ntcndi. (, r ' Se clu ó como é, c táo, ânâlisadâ ela revela qlre precisa de lâis ou
,1..i,nrji.... 1 ..r.,urrdi,.,,.p'ir \r-\./ .J.,priur.ri,,.. n,u
(Allnto): I
eslou liLaLtdo a setühte ..littcaLttpree sírcll ,l( tn'rdcrn da e\istência da própria e\periêrcja Mas o conhecimenlo
Nào. elr lláo cstou qnerenclo dizer quc você corrro sLricito c vL,cê ,tIr locô rcm dclâs dcpcrdc dc quc \/ocô lcnhâ â cxpcriôncla. Eniáo.
como obicto eslcjarn scnrprc pcüeitanrenle artictLlâdos de Lnna rnânci ;r L fica manejru dc você chegrr às lordiçõcs ú plíot'i é a arálise cla
râ conscienle. Isso náo é neccssário O quc cu cstolr quercndo dizcr é Irlrriôrrcia, rnas a crpcriôncia râffbénr ó fcnonrônica En1áo.forqu€
t, ,i,.t.1, lr:r\, n, {o,'r. ^"n!"ur"u, (' l.lr."rr, J'r, ,5 cordiçÕcs quc dctcrminaranr âqucla cstruturâ daqucla.xpcriônciâ
irc dc vocô, na sua ü)rrposição objctiva, existclll Inuitos àspecll)s quc iarrr quc lei univeisâis? leriâ q!e ser por rm processo indutivo voca
voca ncsmo llao corhccc e que você vai conhccendo âo lonilo dâ \'ida. r ralisâ uma clipcriônciâ, ouira crpcriôrcia outra ciipcriôncia. ouira
O que é prova dc quc você co ro s jcito cogrloscerrlc c vocô colllo ob r\pcriôncia. nadâ podc lhc garantir quc â ânálisc dâ pr(ixima cxpcri-
ielo rão coincidem perlcitâurcntc. Nlas o qtlê a filosofiâ de l(ani süpÕc .rci n,o vai lhe revelal oulras condiçares d p/ori que você náo lifha
a que ri]o colncidam jaDiâis. é que estcjam âbsolulânr€rrtc scparados. e )crcbido ainda. Aliás, o próprir) I(ânt à mcdida quc clc vai làzcndo
que u r possâ scr exaninado dc nrâncira toltrlmenic indcpcndente do ,r ,l " , Jr\ulri,d,,, flr',. rJnd' , r\.,piu,,.
'
oLrim. NIâis âinda. eslá suposto quc locê jamais scjâ objelo.
Quer dizcr, â cstrutura cogriti\â do suieilo pode scr dcscrilâ enr si (Allrur: ELe nLsntL) ftLonhect issa!
mesnro E ó isso quc elr eslon dizcndo qlre nio podc. Eu mesnro lenho llle mesn1o reconhece. Flntío. quem lhe dlsse que toda esià bel.L
dc scr objeto pàrâ qlrc cu possa descrev€r a rrinha próp a esirutura eslruturâ que você descrcvclr també náo ó lenomênica?
dc percepcãol E sc cu sou objelo, cntáo rccai sdrre mirn rncsmo as
objcçocs qrc cu âcabo de fâzcr contra.L coisâ-cnr-si E sc lsto rucai (lltlt1o): Baseada a erpetíê cia do ptópria Kún|...
sobrc minl nres ro, por quc nào hú dc rccâir sobrc a Dlinhâ estrLriura Do próprio Kant. scm dúvidâl Entáo. sc vocô pâriir para o feronro
dc pcrcepção? Por qnc a que elâ tâmbóm não há de ser âpcl]âs urn lc nismo. náo tcnr sâÍdâ. O cârâ qlrc paüc pâra o lcnomcnismo tcm quc
cido Ítnomônico? ll por (tuc cla har de ler u aÍalidade universâl? Náo declarar clararnenle "eu náo e{istol '
tcn ncnhurn motivo parâ tcr. Se tudo o qLLc \'ocê conhecc do rnundo Essâs obicÇócs rodas âqui naro sáo rninhâs. clâs são aprcsc|lâdas.
cxtcrior ó fcnônrcno, e n,o só do mnnclo exteiior, ludo o quc \'ocê ct) Eu crcio quc a única quc é minha propriamentc dita. ú a clâ corrcspon
nhecc do cspaço e .lo tempo, cu digo: mas â si mcsmo você se conhecc 8,., Ll,'.rl-, c Lli,.i,,Ii, .l,rr .lil-r,,. n.i.,, c,,. !
.1,1..'ir Ll,.'r
no tempo. Agora, \,()cô peta análise.:lâ sua cxpcriência lcmporâl chega or.. ani,ul,\",,Jnr.po\'' \np,,. P.t. í r.,,\ ri\r. dfli.u-
à conclusáo dc quc erislem ccriâs condiçaes ânieriorcs..r priori. sem iação de espaço e tcmpo. enião a sintese dc espaço e tempo teria quc

-l+
ser racional e não percepiiva. Se as duas rinicas condiçóes cla percepÇáo
ritr:ir)cÍrl() â1go quc você esiá percelrendo pclos scntldos: outra coisa é
locLi dizcr que própria percepção nascedcum râciocínio. Eu digo: não.
sâo o espaço c o tenpo. o que Ihe pcrmiie dizcr que talcoisa acontcccu
zr

aluranle ")i icmpo" e cm iâl lugâr? SLrmentc un1a sínicsc ücionâI. teriâ
r r tcm u ra estrutura quc pode sert que é análogâ ou hoffóloga â de
I ràclocírio qLLc você pode lazer Ou sejâ, âlóm dc você perceber Lrn1â
q e ser uma síri€sc lógicâ. não ulnâ sínicse perc€ptiva Ürtáo. o l'ato dc Lrr

nu. ! o. rnr' '. u I ovrlrr ,ro


pi[ r.'ia qrre \er c\pl:rr'l^nn rr i' u( niu r,,isâ. você pode prová-la mcionâlmente

que você cstá lã7endo.


(Alutla): 'lbú um lerceilo caso..-
Nlas nao qucr dizcr que você fez prjnreiro o raciocínio para
lAlüfia): - Ea ruú)dnia é iustame teoto hfuia. .

Enráo. o movimcnto deira dc serüm dado. Enüita gente diz isso No


.rrrsô .li: Íilosofiâ do Alain Émile Châficr ele dcmonstÍa o tempo todo
(lhtüo): - Te t uLn Íerceirc casa, a absutdo que tocê percebe nã()
que o nrovimento é uma síntesc que você csiá fâ7cndo nâ sun mcnie'
üiste, o Ío(iocilia é que eslA cojrcto.
(Aluna): Mas aí rcLê não percebelt u realidade, üacê ctiou um
(ALun.t): Quanda é lustamettteo conLtátio, Dacê lem quepensar o
''pll o c tcnrú \ potadu p,lra it-tttat o\ dal\ 't,) ftpParnfto | \luttu) \l,t' t,,4 tnt,tto ô.nt, qüt pa\ ,o t\\ú
Como é'? l
Nio. rnas se vocô acrcdirou perceber algo. mas náo pc.ccbcu rc-
al rcntc. isso não inllui nem contribui nesse câso aqui. A alucinaçáo
(Alü11a): - Você tem que absÍttlú'o espaço e o lempo pctttt. ' ü)ca tambén teve en alguln ffomcrto c cn1 algun lugarl Quer dizer
di4ndo, "você pcrcebe dc um lado o cspêço e do outro lâdo
E1c cstá v()cê revc â âlLrcinâção realmenle ou só pensou quc tcvc? A alucinaçãL)
o tempo, você pcrcebe o cspaço lora c o tenpo dcnirLr. . ' Nlas se eu pcr cnquanto tal é uDra experjêncla rcal? Ela foi, mâs se ela lbi real. entáo
cebesse o espâço forâ c o ternpo dentro, como é que cu posso saber que você cstâva em alglrfl lugar durante âlgum tcmpo enquanro vocÔ âlu-
eü estou aqui? O quc eslá dentro eslá dcntro. o quc está Íora está loral cinâ\,al Então, voltamos à et.Lpâ unr. QueÍ dizer. o problcma da allicu
Ou seja, eu runoê posso perceber que eu esiou num lugar, eu só posso laqâo entre o espaço e o lempo só podc scr resolvido se você disser que
concllrir quc estou nun lugâr Entáo, a minhâ própria presença fÍsica csla a{iculâçáo ó rcsuliado dc un râciocirlio- uma sírlesc qncvocÔ faz
ern tâl ou qlral lugar deixa dc ser um dado dos sentidos e passa a ser o iro domínio do râciocínio e nao da percepçáo. Vocô tcriâ quc ter un1â
resultâclo duma conclusáo. durn raciocinio quc eu i'lz Você nAo pcrcebe lerceirâ categoria crirc o cspaço e o 1empo, você teriâ qrc tcr umâ
que iÍo ó muilo complicâdo? lerceira lornra a prroli da percepçáo. llssê terceira lorrrâ como é que se
chama? Existêncial Fl essa é o que o Kant não adrnite que exisle.

(A1ü tt): - Etttao, todo lunda prccisatía set Kant. Enlao. exisiêrc1â ó a forma da ârticulaqio do espâço e t€mpo. NÍas
Todo nunclo prccisâÍia scr l(ani, scnâo ninguónl saberia que está âcontccc que se você percebe â1go como cxistcntc. você não pode âo
cm pârte âlgumal Quer dizerl veia, un1a coisa ó você vâlidâr por un1 mesmLr lenpo diTer que ó ircxiÍcntc.

J7
(Aluna): Lúlao, a queslào ele Íolaü que existía Lofi terceira
qLLe rir( ) scriân mais lenómenos, mas rcsultado de urn raciocínio mclrr vocôs

caso sería ttue tat:ê acredila que percebeu dLEo. na Üetdade tlãa pet
,,r'ianr conclusóes Iógicas e náo llnómenos.

cebeu polque aquila nAa se passolt, fias 7)ocê teüe úma aLu(ínaçAa e
elaborcu um racíochtio en ci la (Ahota): Desse jeilo e tàa túo há rliÍerc ça erllle dLucinaçlio e

Sim, mâs isso aconiecelri


Há porquc a alucin.lçáo náo se repctl a jgual em qualquer outra
(Aluna): O seja. Íenl l)cssoa. a alucinâçao não tcrr vâ]idâdc universal. A ahcinâçáo podc
poí1e |plicat entáa-- scr dila Lrm crro porque só unl sujeilo ou nm grupo que sente, não

A difcrcnça enire perccpção real e alucinada não laz... sar)rodos. Agorâ. nós iodos esiamos aqui. c nós todos vemos estâ sâlâ
nâis ou neros da nres a mâncira. mâs nao quer dizer quc a sâla scia

lAlwla): - Entào, podetia ü'anslotnat isso uma rcaliàade pe,1 irssim. qrieÍ dizer quc a nossa esirulura de perccpção ó idênticâ Esiao

sutltLo. a aluciúçAa paderia tfillslo nat isso l1uma rcaLidade . rornprccndcndo? Eu digo: está tudo rnuit(r ben1, só que Íesiâ o pro-

\\luno) 5,n mo\ptto qú' tlo puJ( re Pt t pn''i\oqu? rah l)lcma dâ articlrlâçáo entrc o cspâço e o lempo. Se essâ articulaçâo é
somcnte um raciocírio ent,ro signil'lca que todos os lênôrnenos nao
Náol Notc benll O mundo do Kant corr$ponde milimctrica entc ao podcriâm scr nem lneslllo fenômcnos, clcs seriam sernprc conclusócs

mundo red, e é por isso que iez sucessLr nas ciôncias. Só que vocô narL) dc urn racioctuio. Éa mcsma coisa que dizer lqlre] náo cxistcm nenl se

diz que é o mundo reâI. vocô diz qlre é o mrndo do seu conhccinerto. quer lenômenos, cxistcm apenas conclusócs do nosso râciocinio pelo
\<.uJ.,ldi.'( fo,'\cIrtlu.qtrc\n.\\rdu( { r,.'! \e\'!ruaprla\ quâl nós articulamos um negócio chamado icmpo conr oLrtÍ{, châmado

lcn.nr(nu qu. c{;u r J r i lrcnrr n,J. â.nrr, r. u 'cgu n'c. c- nJJ cspaço. É por isso quc, sc cxistern as categorias do cspaço c do ien1po,
'l11
tcnho o podcr dc alterar esscs lilnómenos, c quâlqueÍ outra pcssoa que tcrn qlre eristir umâ terceira que a[icü14 os dois, e essa terceira é o
estivessc aqui perceberia csses tenôrncnos iguâl â rnim. cntaLo. continuo que vocô chama [de] exislênciâ Entáo. significâ: a cois.t existir é cstar

vivcndo. con\,ersando com vocôs como se fosscn reais. sabcndo que no cspaço e no tenrpo? É só você inverter olha. estar no cspaço e no

não sáo reâis, vocês sao apcnas universâlmcnte v,tlidos Estâo compÍe_ tcnpo Kanl esiá dizcndo ó o seguirler ''erisiir
é existir. Agora, o que o

endendo? É isso nresmo que eu estotl dizcndo paÍâ vocôs. isto é uma pâ.a nós signiiica apenâs estar no cspâço c no ienpo, mas você não
inpossibilidadc pura e sillrplcs. Porque para cu percebê los conLr lena) pode dizer que aquilo que csiá no espaqo e n{r icLopo crisic" Você está

n,i,o e r.'rlru, L. f. r..b. lu. ,n (\pd., r nu r(ripn. tra\ püra isn crlendcndo? Então. o que você está lazcndo é realmente corrsidelâr
eu ienho que arliculâr cspaçLr e ieÍ4ú. ou seja, eu não posso perccbcr âs imagcns no espelho e si mcsmâs indcpenderlernelre do objcto
vocôs só no espaço ou só no tempo; enttto. eü tcnho que âúicular os dois quc estí projetado nelas. E urn artiliciol Quer dizer, vocô cstá desfigu

de Lrmâ vczi se para eu ariicuLar os dois cu precisâsse fazcr isso atrâvés rando âs condiçôes etetivas em quc sc dá â.xperiênci{. Ilu náo pcr-

dc unl râciocínio c náo de uma pcrccpçáo, entáo cvidcntementc vocês ccbo as coisas prinreiÍo íro cspaço, dcpois no tenpo e depois ârticulo.

39
T
A pcrccpção dc lernpo c clc cspaço nà.r ó distint.r: aljís. vocô só pcrcebc ,)l rr. rqni nós nâda alirllr.rrr)s. n(ls apc|âs dcscrelen1os ês apàrarL
o tcmpo por âlicraÇ(lcs rlo es!àço, rncsrno quc Sejârn altcraçacs inier- , rrs'r N{as tudo isso é tcalrc, polÍluc não tcm rigor lrenhunr ncssâs
nas. Quer dizcl sc vl,cê lllcr abstraçrjo.lc toda c. ualqucr aiLeração no ,,)is, s isso ài i: uüra corfusão rriscrá!el e de urn anificiâlisrm atroz
espaço. porta n lo âlt.râção (orpora l não tcnr ncnr percefção dctcnpoI
lÍo paru vocô vcr âté que porrto â pcrccpEao.i.lcrnpo c cspaço está l,\lutla): Coslatia de sabü ãatunlefil.e afide ?sÍá na obta íle
arriculâda prcviancnte a qnâlqucr raciocnrio quc você taç,r. qtuüLlo ele Ínz essa. . qutnda ele pqa . laLã í1ue tenpo é quú
^tlt
tlt) ?)oú Lanhect a..
(Alu n): - Está lisad.a a unn pery nta que eu iá tstaúl q etendo Eu nào sei.. Isso âí csiá na 'derluçtLo tLts calrgorids", talvez cu

la?et que Ír: co ta qüe a Ktlut íurulane la esstl os:ocíttçãa enü? tetn ,l(,vcssc ler rrazido a Critica da Rarao Pura' pâr'a podcr mostrâr onde
po e ca hecinle ta iltte]'iat ti t)spuço e Lo htcittlc l.o lette)'iL'tl? .!Lri, cu nlÍr lcnbro c)iatanrcnlc, n]âs cstá na parlc quc é a "dcduçáo
Te.rU) para clc a a r'ormâ da intcrioridaclc ! csPaqo da crternrridadc. (hs catcsorias''. âliís, está ra "Esiética lranscend€rÍal" o quc ó a
''l:srúl;ca Transccndcnial"? O lranscerrdcnial ó aquilo que delcnrinâ a

lAlu a): i\,las Lat o que cLe lutldane lo issa) E tunalttteúk' .xpcriôncin pr.\iamcDle a ela, lrâs quc só ó conhecido depois da cxpc-
ririlrcia Ent.Lo. quar!do vocô sc volta sobre a experiência pârâ disccmir
ârbitráriol NÍâs cu csiou l:llzendo. iodos, mas lodos os oonceitos
E rrdr âs condiÇocs prévias quc â enlirrffâraln, quc a detcrurinararrr, vocô
frndrnr.Iiâl\ do Itant sào toclos ârhitránosi náo sa) ârbitrários conro csll,r sc cok)cando do ponto de visia transccndenlal. l}rláo. a'Estóticâ

totalnrenic dcsprovidos de llrrrdarncntol


'ftansccnclcntal' é o csturlo dâs condiçóes prévias quc dctcrDrirlan1 a
lonira da pcrccpção Condicarcs quc por slra vez 1,ooê só podc corrlr.-

(Al fia): E Lotno a qüe oú {.st.LDa ídl|nda qu? o l(rfipo e a . r"|r.'..,L.rrr r',. pr,,prir p'.r.pr,u I ( i lifl,.lu, \..,
espaço sào as du.ts t)utiárcis básius da lísicd pot Lausa .. cstc problerLx do cspaqo c do tempo. Nlas ele diz quc tudo o quc rós
É quc clc parre da vcracidade da crilica dc HLrme e dâ vclacidâdc pcicebernos nato âpcnâs csliL lro cspâço c no icmpo. ma§ que percebcr
da fisica .le Ncu,ton. Nós podenros dtrvidar dâ !cracidadc dâs liuas a situâr as coLsas no espaço c no lcnrpo. De t(.), percebcr ó situar as

colsâs. ráo somos obrigu.los a accitar isso ài Enião, tudo o que clc Ítz coisas ro cspaço c no tcnrpo Elc diz: "o juizo dc cxisiênciâ que você
llitcntar aúiculârirssas duas ooisas I sc a fisica de Nesaon flLnciona. h7 à respclio dâs coisas do rnun.lo cxtcrior ou interior corsislc crn
n1as sc Humc dcmonstrt)u quc nadâ conhccerros do ]lrundo L,biciiva- situá los no cspaço c |o icmpo, você dizer que ial coisa âconteccu é

nrcrrc. cntâo, â vali.lâdc dâ iisica dc Neslon dcvc cst r lindadâ cm dizcr quc eía!â crn tal cspaço e cslrla cm tâl c qLrâl lcnpo " Agora.
onira cois.r. Que outla coisa é cssa? É â univcrsflidadc da cstrutur.r clâ dig.,: bolr uras invcrle: se exlsiir ó cstâr no espaço e no lcrnpo, por
nossa pcrccpção Entaro. naro é quc a física.le \e§ton scja ieal, ela ó qrc Lr quc cstai nr) i:spâço c no tc po náo é c\isllr? Adcmais. cstar nL)

apenâs univcrsalnrcrrle vá!ida. r\sora. isso dá pâr'â o pcsvral acâdani cspaço e n() lclnpo jrLntos naro é nern eíar apcnâs r1o te po nc.r estâr

ro a oporluri.ladc dc nroslrar âssinr Lrrrâ aparênciâ dc rigor diztndo: âpclrâs no cspaço, é tcr ünr algo rnais EIc diz qlre csle algo nrais somos

.10 ll
nós.iuc iâzemos. nós qLrc articulamos. Agora. parâ eu fâztr isso corn llluno): Lu 1a úbstdçtLol
os obictos eu lcria que lazer lsso comigo.resrro. Pol'exerrrplo. cu Iilc a irÀis que Lrüa âbstraÇáo, clc ó uma ücçào.
cstou percebcndo vocês, qucr dizcr. eu os estoLr situarrdo dcntro das
minhas catcgorias de espâço e de t€nrpo. c ao nlcsrno tcnrpo e§toll l/\lut1o): lsso l.etia aLeum rínc Lo &m a i)isàa i tiiana de que
lazcnclo a nresnrâ coisâ coDrjgo mcsmo, cu trlrnbém csÍ n1e situando trdo o tlup- ã genle peta:ebe cono erisle le é i\aya, é tfia ífusAa?
a Drim nesrno no cspacr) c no tcnlpo. e diSo quc â exi§lênciâ ó âpcn s Llas a nala não é is1o. A mrld, o nrlrndo da ilüsão cósrnicâ ó

i ', \li\r",tuLr(.., . d.i J ,n1u, .. r n nmndo perleil.r.rente real. é um murdo quc â niscrica»dia divina
al 'u,i'
c tcDrpo você obtcvc un1a coisa quc nrlo é nem cspaEo neür tcrrpol
Üiou para botar rocô dcntro dele, a d),4 é ilusória em lâce Llos d€u-

E é esle cruzanento nresmo quc você châma dc exisléncia, cniáo,


scs. mas nào cm lacc de nós: à fldla é uma apârência rcal conro urna
lcstinlenlâ, a veÍi enia ó rcâl, â vcstimcnttl nào coresponde con1 ê
isso c ur â tcrcelrà câtcilorja Por e\emdo, você pode conccber urnâ
p.ssoa, lnâs a vcsiimcnta cxiste tanrbém. Agorâ, o lâlo é qte mLliia
rcalidadc espacial scn1 iempo? Eu digor podcl A gcomctriâ laz c\âta
merle isso, voca conutibe o cspâço inctependcntcnrcnle do icmpo. E
' r'r,.', U.idin', u.r ,l(urrrrr.i r' iu\an r.\'rn.
(lizer illlsao. qner dizcr jogo, brinqucclo. ou conlo sr fossc un1a peç.Icle
você p.xlc conccbcr o ie po tambén jn.lcpcndcntenrenie do cspaço?
Lcatrc, uor bâilc; cntáo. cla nào é ulna irrealidade. ela não corresponde
Podcl Só que quândo você iàz jss(, vocô sabc quc csrá apcnês pensân-
à totâlidade, não é a re:didade no scü todo, cla ó apcnas um aspccto.
do, \,ocê nao cstá percebendo racla Quan.lo locÔ pcrccbe siguifioâ
c àpenâ5 üm aspecto mais supcrficjâI. Il1as é inieiramenle real. A es
que vocô pcrccbe as coisas inscparavelnrcntc no cspaço e no tcmpo. !l
lrutllrâ do m ndo. o mundo é para os Lleuses, lâhcz
esla fusáo de espaço c dc tcmpo dá a esscs objcto§ uma qualidâde que
você náo âgüentasse vê lo, cnláo, clcs criâln unr lccido. Inas cssc Leci
náo Ú nenr espacial nenl Lenrporâl. ou n1elhor quc náo é ne.r somcntc
do exisic, elc faz paric dâ csiruturâ da realiclade. ele é conro se lbss.
espacial. ncrr somenle lcmtorai lsvr quü dizcr que a câicgoria da r portâ da rcalidadc, mas a porla tnnrbénr e\iste Agorâ, no Ocidcric
eristôncia, enborâ clâ consisla dr aÍiiclrlaçào de espâÇo c tcmpo, ela sc cntcndeu nlrilo o negócio da /rdta co o ilusão, c o quc cu pcnso
não pode ser rcduzida a espâÇo c tcmpo. ela é um tcrcciro porrio dc do rur\do do llant, ráo criistiLr. nàLr sc peÍtlrisou rinda o ele.renio
visla espccificaDrcnte ciilercrtc, enlilo. nós rcmos três eíruturâs da csotórico no Kant como se pesquisuu crn Llegel ou Schclling, mâs cu
perccpçáor o cspaqo, o tcurpo e e\islÉncia. âoabo dc dar essa aula pàra vocôs e clr já Êco cm dúviclâ, porquc cu
M;Lis târ.lc Xâvier Zubiri lai dizer que pcrccbcr as coisas colllo ráo sci sc clc tiroLL isto aqui de algunr ncgócb gnóstico, ieosrifico. cu
erislellics c a lorlna espccÍficâ dâ percepçáo humârâ. lsso sigrlilica náo sci dc onde clc tirou esla coisa l\4âs cstâ cspócic.lc scparaçáo quc
que.r mundo do l(a i ó um mundo que ó cstruturalDrenic corrcspon clc làz entrc o Iome r e â realidadc c\tcrna corrcspondc por Lrln làdo
dcntc à realida.le. só quc é unr Inürrdo dc papel, é u rnundo fictício, â ullrâ trcmcnda dcprcssão cogritiva. quer clizer nâdâ pod€nros snber
que c(,respondc cslnrluralmcntc. nras ele não ó a rcalidadc, clc Ú da reâlidâde enl si, mas por oulro lâdo coacspondc a urra trenlenda
apenas nlna irn{ger nunr cspclho. ,\irr.r,.dulrnr kI 1r."lrJHl,,rrL .ú r. r' r' \ !. \u i,, ("r. \ I
"a
1Z +-l
â eslruiura de pcrcePçío hun1ana quc é univ'rsrlln'nnr válida' efiáo' L ssir " 'lodos cstão buscândo o quô? Fonnâs.r priol;l ningué chc-
E

a humanida.lc se ionra t) centro dâ realidade. a con1unidadc hlrmana trr prrâ peÍguntâr mas espcra ai. e se não lor assim? E se es1âs la ro-
é tr.li) Senr cssa irlóiâ ctâ comunidadc hlrnranâ náo tcria havido l(arl srs lbnüs a proll cxistircn enl plllralidâde indcfinida? E se enl vez.le

Nlarx, â con nidêcte hümanâ corno sujeito históÍico que constrói â rlrs scrcnr umâ coisâ quc cstá ântes da erperiênciâ, clâs sciâm apenàs
süa própriâ rcâliLladc, ctc.. etc., senr l(ânt não r'rir li'lÔ Nlârx lambénr' , 1.,.r..Jrerp.ric,"ra) Cru, ru,1rrerr.eplc."qu, .:',
cmborâ Marx nunca reconhccesse cssa dívidâ. \bcê pode olhaÍ por cssc lado, por aquele lado. por aqucLc lado. você
scnlprc vai ver alglrnrâ coisa quc cstá dentro do cenário c algurna coisa
(Aluna): t aa!
Hegel talnbé quc determina a lorma do ccnário Se você eíá âssistinclo uDra peç4.
Não. Hegeltânbém nãol Veja. os três filósolbs do idealismo lentanl l)onr. tcrn o cnredo da peça c tcn as condilaes a p,iori quc náo lazcn
reconstruir a idéia .lâ mclalísicâ. .L idéiâ do conhecnncnto espiútuâi' t)xtc da pcça n1as que a deierminan: o lbrmâlo do leatro, o tamanho
nrês pafiindo Ltuma concordáncin iniciâl com l(ant Os três làzcn] isso' do palco. a pcrsonalidade dos âiores, etc . etc.. nqujlo csLá colocado por
rssim dizcr antes e âtrás da peça quc vooô cstá assistindo. N{âs por quc
(Alfi1o): NunLLt hattte obíeções na 4)aú cotllla ele? Tete geúle (lnsidcrar quc cssas coisâs que estáo por trás têlll p oridade? Aquilo
que já abietau de cala au .. ?
que visto sob um âspecio é condiçáo d prioli dâ experiência, viÍo dc
l.'.q. "-'re u, L.i. ôudr(1Í:r rrr rra''Fg' u
vocô
outro âspccto ó apenas um cornponentc da cxperiênciâ. Ou seia, é

que esiá colocando uma coisa Dâ lrente e outra atrás Por exemplo, locô
lAh ia): 'Olazra. frcLtd lambé 1 asce uliÍo disso aí"'
prgâ a eslÍuiurâ dâ linguagcn. a eírutum da linguagem pode ser umâ
a]ertâncntel Se \,ocê persar bem, todas âs cscolas dc pensamcnio
que rivcram mais irrâdiâçào cultLrral depois disso, todas sáo lilhoics 'u Í. a p;fl1 , nqua rru 'u,'i e r, u., n'lô á Lrgud". r.t .(1' p!,, rr r'â

sua eslrutlr'â, táo logo você pensa nâ suâ estrutura. cla se torna objeto
de Kant. Porque lo.lâs estio cmpen|adas eln busoar por tr'rs da cx
da enpedência colno qualqucr outro. Nao exisie uma pcrspeciiva esiru
pcriênciâ âs corrdiçarcs a pr;ori que a delemrinam. Quando Karl NlaÍx
descrcve o esquc a dâ lutâ llc classes, clc csl'i 'li7m'lor ""hâ cxistc o lural permànente qüe separc licnte c ltnrdo Frente c fundo cstáo conti
ccnário Iistórico quc nós vclnos, o ccnário Iistórico apârente, r âs Por nuamente nudando de posiÇáo conlbrme o lado pclo qual você olhà.

bairo existe Lrma condiçáo.l prior; que é pcrmane tc c qlre dcienninâ


rudo' . Freud Íaz a mcsma !oisâ. cle diz: 'Por trás de ludo o que você (Aluno): É i leressa te que a xlises apesat de usat canLeiÍas
\ivencia. scnle, iorasinâ, ctc., por rrás do nrundo Ieal cxLSie a cstrull'ra ha tíanos, Íaz o conüátio. Niia tt? Poque eLe di2...
eLe

inslinti\,â. jnsrintual quc predetcrrnira tarnbén tudo" Quândo JunÍ; Éi O Mises'é unl kâniiano. Itantiano é todo nrurdo ras ciônciâs
pcgâ o negarcio dos arquélipos do inconscientc coleiivo c dizr "por írciâis. todo mundo.
bâixo dc tu.lo o que scntinrcs c cxperirlcntrmos tem os ârquólipos
do inconscicntc colctivo..." Dcpois o pcssoal dâ lingaiísiica estrLüural ' l-udui.c $n Àúscs (ltrili 2s de sttenhtu ! 1331 Nola l.rqn.. l0 dr Outubrô de l97r)
tilósolo c cc..omistr \4rnn.sirnonna§ócsno§iied.LndwiqvorIl6!sINliltrtc htfr/nrN
laiâ: 'náo. você tcrn a cslrutrrâ da linguagem que esiá por lrás dc loda
+5
(Allnto): Son, íns lanbén acho
ett IJiSo o sce iltte: potque ele r rcirr sobrc erisle ou nao. Nao é isso? E leln o negócio
sc cssâ coisâ

que pa.le hai)et tm por tús das decisões s bietiÜ.$. etc', las eLe diz:
nn \ ttopólL)ro Atittopólogo, náo ó? Tcrn urna âposlila minhâ chama
-ü4n' ,liL o Anhopólogo AnlropólâÍ{1,". Você vai estLrdar ântropofâgiâ, ffas
b"1,,\úqu, olptttt tt,,o.aürtt,.a't ?tt(1uãtttú on ãbt4t'')-
\ r)(a rao râi dizer que aqüilo é b(,n, nenr nrà!. qLr"- há alguma dilcrcn
Lrubalhat assiln assúdo. . el1lt1o. ."-
\l...rJr.'nÍ.l.i, rô'lnr\., 1 nli'1'urf,',r'(r I pr.L'r.'i"\n( irL (lc valor enlrc você alinentâr umâ criâncinha ou alirrcntâr-sc dclâ.
U
''Nós aqui sorros ne!lros, somos superiores â essas coisas". Está born,
to.lológicâs. Coffo precâuçào rrretodológlca. tüdo isso valei ráo vâlc ó
qua|do você dá u1Iâ vâliclâde.lc un] âlcance mctafísico para a coisa
!(,.a podc âté cstudar por cssc lâdo. E borâ, a ahstençao de juízo
(1. lnlor nessa caso seja uma crtrâvâgância Lrm poLrco csquizofrônicâ.
c cliz: 'nars estârnos realmcnte ptcsos dentro des(â cstrutura i{anliâ-
nâ' Sc você rlisscsse: náLr. eu vou usar aqui esse método kâniiâno Íi [las yoca âbstrai âssir Agora, cono é que âo li.r desse estudo você
nccessi.lâde de prccauqão, quer .lizcr. náo vou di7€r qu€ as coistLs |odc dizcr sc a dilcrcnça dc vâlor cxistc ot] rão, se logo o início locê
for
sío cxatâne rc corro eu csrou dizcndo. dirci apcras que clâs
âssi iti disse que o seu estudo nio ia êhranser cssc tirômcno? Isso qucr
lizcr quc â ciôncia sc considcra tânio mais hâhililâdâ n se plolrunciir
apârccen assinl desdc tâl ponio de vistâ'. ELr.ligo: rnuilo bcnr' conlo
prccaução vâle. NIas isso ó como o problenrâ §'cberiaro clo juizo de
í)brc um lcnômeno quanto mcnos cla o cstu.la.
vâlor Uma loisa óvocê (lizcrr eslerâ ai. no cstlrdo dc iais ou quais cos-
tais ou quais âçôcs hümanas, eu fârei
(ALuno): Entãa, o Katlt deckru que a ineliLiéncla tu coisa c.m si.
lumcs. o! lais ou qnâis lels, oLr
nio se estcs atos Nãol Ele diz: "ráo poclemLrs sâber sc a coisa-cm-si cxistc ou náo'
abslraçáo do juízo dc \'u!or, olr sejâ, cu
.
'ônsiderarci
l,u Lligo: Dras aconlece qlre Lr lnodo como você definiu a coisâ-cm-si a
esl,o ccrtos ou crralios, clc., et.. Boln, eu nào levar cn1 considerâçao
ó unLL c.risa. e esscs aspecios náo e\islirem lá ó ouira compleiâmcnle
íol,rerszi c1c dcfine a coisa-c]n-si como aquilo qrLc a coisa ó indcpcn'
dcnte do lneu conhecjnrenlo; ou independentenentc dLr quc quâlqucr
cliterentc. -,\gora, prosseguindo nessâ linha kântianâ â gerrtc chega a
ouúo sujeiio saiba Se locê âcabou de dizer que o seu conhecinento
absurdos totâis c o sujcito qüe pârtirdo do preccito netülológico dc
a univcrsâlncntc válido porquc â sLra cstrutura dc pcrrcpÇão ó igual a
que a sua ciênci . às vcz$ üma sociologiâ. ulna antropolosia não lcvtr
de todos os homens, enl.lo você dizer que a coisa ellt si é aquilo quc a
rá ern conta as dittrençâs dc valor cntre os fcnônrenos que ela estudâ'
coisâ ó irdep€Identcmente do sl]u collhecirnentr) é a rnesnra coisl que
clrcgârá à conclusão dc que não cxiste rcâlmelrtc cssns dilcrenças de
dizer: é o quc â coisa ó indcpcnclcntcmcntc dc quâlqucr conhccirrcnto
valor. Como que !ocô pode afirlnír quc n,ro existcln rquclas coisâs que
que qlralqueÍ ser humano iellhâ dela, Irâs o que você Âcâbou de dizer
jusiâlncnte o scu cstlrdo náo leva cm conia? Cono ó que llquilo qllc a
do scr hnlnâno valc tâmbónr para qnâlqucr ouiro s!jeito nâ medida eÍr
suâ ciência náo esiudâ, aquiio que já foi declarado como Íora do scu
que a noçáo dc conhecimcnto seja a nlcsn1a cntrc cu c um cachono,
horizontc de esludo pode scr declarado ao fim desse csiudo exisienle
ufla co;sa de nrctcr sorvctc erire eu e unrâ lagartixâ. eic.. €tc. Eniao. à coisâ enr si é âqujlo que a
L'u incxistentc? É de ulü absurdo totâI, Ú
burra Qucr di7cr, sc vocÔ não csluda tal coisa ó inclcpcndcutcmcntc do quc quâlqucr suicito saiba dclâ Enrão,
nâ lesla, ó uma coisâ de gerrtc
você teria que cL,DSiderá la tora cte ludo o quc se sabe dcla. Qucr dizcr
coisÂ. sc a slra ciÔncia nao cstuda ral coisâ. cntáo ela náo podc sc pro-

17
essa roçáo aulo_corlradiiória Uma coisa da ilual nada sc sabe náo é
é alhro, cvideniemeniel Mâs acontece que conlvários substratos ma-

un1a coisê e -si, é Llm simples nâda Uma coisa dâ quâlninguén sabe iriiais dilêrentes você pode produzir o vernrclho. Náo ó isso?
nacla é uma coisa quc náo está relÂcionâda corn renhumâ outra' uma
coisa que jamâis transmitiu inlormâçáo ncnhurna para ninguém' ou lALutlo): - Tudo ben!
seja, ó uma coisa totalmenle inócüa, insípida, inodora, e qlle nâo está E esses vúios substÍatos mâte âis tcriâm gosto diltrente. Então.
.lcda \utee''acnlenJc'ldo't clâroq'rí você entende que a cor como tal náo esiá vinculâdâ a um goío espe
err pdlle olgumx. quc nro rol
isso riâ1. Não é isso? Digo: como é que eu sei disto?
esta definiEáo é um ll/l1ü5 zrocis, você náo esiá dizcndo nadâ com
ai. Entào.5e você disser: "podemos conheccr a coisa_en si'' ou "não
(ALullo) : - CoLocando o deàa e sentindo o gasto...
podemos conhecer", dá nâ mesma. Na mcdida em que você separâ
coisâ ein-si e ienômeno diz: "você só conhece os fenômcnos', entáo,
e lALtna): - Cono é (tue úacê sabe qlte o z)erfielha tio lem gosto
para mim é o seguinte. você fâlar de ienômeno sem falâr dâ coisâ da
qual o fenôneno ó ltnômcno. não significa nàda, porque mesmo que Como é quc eu scidiÍo?
você só saiba da coisa aquilo quc ienomenicàmenie ela thc nostm, islo
é característica de1â, e se você 1êz unl recotc qlre não coincide pedei_ \Alunot: Pot,,tttP . o.e abe qut ' PtnPlhr nào c utt ;..ta..
tâmente coln a natureza da coisâ ó porquc está na nâtuÍeza deia só se Se eu dcp€ndcssc para isto de conhecer o vermelho en1 si, eu ja

mostrâr â você por essc âspecto, tanto que elâ nâo iem o poder de se rnâis chcgaria. Agora, acontece que o vennelho em si é somente uma

mostrar sob olltro aspecto. Por exemplo, por que é que as cores náo suposiçáo que eu fiz. todos os veÍmelhos qüe eu conhcÇo cstavanr
iêm gosto? VocÔ pinla umâ supe ície dc vermclho, nao sente gosto cm algunrâ coisa como diz... Aristóieles já dizia: "se â coisa não tcm
nenhum. Não é assim? Você olhâ o vermelho, não lem gosto ncnhum' criicnsâo tâmbém náo tem cor". Náo é? Não é asslm? Por exemplo,
Estávendo como a suâ percepção é limitadâ? Eu digo: n1as náo é a mi- a cor é co extensiva con a extensáo. a coisa só tcnr uma cor do ta-

nha percepção que é linitadâ, o vermelho náo tem a capacidàde dc ter manho que ela é. Posso dizcr kâniianamcnte que isto é un1â l'orma.
gosto por sil E quando eu percebo isto dele, eu estotl pcrcebendo umâ ó uma cstrutura da minha percepçáo? Isto é jnconcebivel co o for-

limitâÇáo que é .leLe e náo minha: senáo eu não seria capaz sequer de mê da percepção. PoÍque senáo você está dizendo qüc cu sar posso

perceber â dilercnçà entrc cor e gosto. l'(rLeber a Lor ra e\lerr5ao ,lu. o ^bic.n lcr r lra. iu náu \ii \r r .u
podc sc mostr de outro jeito neln se a e\tensão pode ser de outrâ
(Aluna): Entãa, o aefilelha--. o üetmelho só cana cor' Porque mâneirâ. Éu digo: se a limitaçáo está em mirr c náo no próprio obie'
paru ve lelha ser cot. ele lefi que ler un suhstraío.. to, enlâo, neu filho, eu não sci o quc é cor nem o que é extensào. Eu
Un substrâto matcriall náo teria nenr como distinguir um do ouiro. Se eu disiingo é porqlle
essa dilerença náo esiá em min, é porqu€ ela ,.stá cm limitaEões que

(Aluúo): - MatetiaU o próprio coiiado do obi€to tcm.

+9
(,4h1i1o) : - Mas nào têm os dois? (Aluno): - Está tftinsmitindo.
Claro que sempre têm os doisl (ALuna): - Mas aí é una lifiiíação sua não percebel Nào é isso?
Clâro, é uma limitaçáo minha náo perceber, mâs é uma limitaçáo
(Aluno ) : - E alétt disso... dola também, ela náo pode iazer isso de modo que eu perceba.

Claro, clarcl Eu só percebo do obieto o que é comproporcional com


o meu esquema de peicepçáo. E ele só me emite o sinal que é compro_ (Aluno): - ELa tansmite... a peúa... o abieÍo...
porcional ao aspecto dele que corresponde à minha percepçáo Porque Como é que eu posso... Como é que eu sei disso? Se eu mesmo ficâr
ele náo está capacitâdo a me emitiÍ sinais que eu náo capie. EIe náo radioativo, eu só serei percebido por um contador Geiger e náo pelas
tem essa capacidâde. outras pessoas.

(Alutlo): - Nào? (Alutlo): - Mas o obieto trunsmite senprc tudo o que ele é.
C]âro que nãoi Náol Náol Ele trânsmite tudo o qüe ele é, mas náo em todâs as
direçóes e náo para todos os receptores.
(AIu o): - Um.t pedru rudioatiaa? A \efite chega petto deLa. . Como é que eu sei disso? Porque eu mesmo tenho esta limita-
Você náo percebe a râdioatividade. Só com o contador Geiger çáo. Eu posso ser ouvido pelo espelho? Eu fico diante do espelho e
fico falando...
(Aluno): - Mas ela está tfinsmitirtdo.
Eu digo: muito beml Mas. .
(Alüfio): Não! Mas espera um pouquinho! Esperu Lál Mtts üocê
esíá emítindo a ooz paú o espelho, ele é que é lifiiíado.
(Aluno): - Ela está transmitindo... Náo, náol Porque eu também náo transmito pelo mesmo canal.

Por exemplo, eu posso ver a pedra, mas náo posso sentir a iadio_
atividaale, o contâdoÍ GeiSer percebe a radioatividade, mas náo vê a (Aluno): - Coma? Você trunslnite-..
pedra, Eu digo: e a pedrâ conseglre tlocar? Eu expresso ê minha imagem física pela boca?

(Aluno): - Não, mas aí... (Aluno): - Nã0, com o colpo úocê tuafismite tudo o que aocê é.

Vista pelo contadol Geiger e emitir radioâtividade de maneirâ que Náo pelos mesmos canais. Você tem uma diferenciâÇáo de cânais.
eu a sintâ? Ela náo consegue fâzer isso-
(Aluno): - A diÍerc ciação de can&ís /tào tai taLada antes, eu nàa
(Aluno): - Mas sefi o cohtador Gei4et ela está iansmitindo a
radioatiaidade. Você tem uma estruturâ que tem vfuios canais pelos quais você

Está transmiiindo. Sem dúvida. cmiie sinais. Você emite, por exemplo. um sinalvisual porquevocêtem
um corpo que reflcie luzl Você enite cheiro porque lem ccltas substân_ (ALutLo): A mesa fiAa pode maslrar o tanlpo pata nós.4 nesa
cias no seu corpo. Você emite som porqüe você tem boca.
Você está entendendo? Quer dizer a limitaçáo nossa está compro
(Aluno): Potque o cotílção bate! porcionada à limiiaçáo dela. Ela está nâs hês direçóes do cspaço ao
Ou seja, mas esses cânais náo se confundem. vocô náo podc trocá- nresmo tempo. Mas elà não esiá do mesmo ieito, não está voltada ioda
los. Quer dize! eu tenho uma limitaçâo na emissão dos eus sinajs' c pârâ o mesmo Iado Isto é uma limitaçáo da esirutura dela.
também tenho uma linitaçáo nâ PeÍcepção dos sinais dos outros cor-
pos. Essas limitaçóes têm que ser comproporcionais senão os corpos
lAluna): E üós pod.emas aiudá la a que ela as deixe perccbet se...
náo se perccberiân, se eu enito numa frcqüência que você náo capta, Clarol Você pode olhar por um lado c pode olhar pelo outro, mâs
você não lica sabendo que eu estou emitindo. Esta limitaçáo está en1 não pelos dois ao mesnotcmpo. Vocô precisa olharpor um lado. Guar
vocô? Digoi náo. também está em mim.
clar na memória aqucle lado e dcpois ir para o outro. Esiâ diferenÇa dc
tempo quc se passâ cntre uma pcrcepção e a ouirâ corresponde estru_
tAlunú)' L uno adcquatíia da\ ttrytt0\oe turâlmente à diferença espâcial de un lâdo e de ouiro Sempre existe
Él É uma aclequaÇao das lbrmas. A expressão do Mário Fe eira dos
cssa comproporcionalidade porque quando náo existe a peÍcepçáo náo
Santos: a fórmula de proporcionalidâde intrínseca de cada um dos dois tem
sc dá. Isso quer dizer que é i possível explicar â percepçâo somente
que ser cornprcporcionadâ pâra que haja conunicaçáo, senáo náo tem'
pela ânálise do sujeito. Àinda qucvocê conhcça toda â estrutura cogni_

bíblioteca, liva do sujeito, isto não lhe permile perccber âbsolutamente nadâ.
(Aluno): É mais ltÍcil explicar isso coln
co lo fia aula passada.
(Aluno): Poruue z)ai deqendet...
Qual?
Porque dependc dâ estruturâ do que o objeio qucira lhe mostrar

q eestádo Você esiá venalo aqui uma târtâruga. . Eu digo: mas você vê por forâ,
(Alu o): O senhot pega um liTr'o qualquet @Íto esse
nâo é? E â tartaruga por denlro? Ah, você náo vê1 Está vcndo como
seu bào, se o senhat airu a canlra-captt pdru o se hor e a capd paru
é limltado? Eu digo: nào. linriiada é a tartarugâ poÍque se ela se abrir
no,, ô liJra na(t po(ie no\|úr 0 .or11ú capo patu no\.
paravocê ver dentro! ela morre. Nós iambém somos assim, eu só estou
Clarol Ah, ceftameniel Por exemplo, você está vendo esta mesa
por essc lâdo e eu estou vendo por este lado. Fstá vendo como a nossa vcnalo vocês por iora. Está vendo como eu sou limitado? Náo' limitâdo

percepçáo é limitada? Eu digoi muito beml E a mesa? ó vocé que nào consegue tiraÍ o seu intesiino, me mostrar, e depois
botaÍ para deniro dc novo.
(Aluno): A mesa fião eshi..-
EIa consegue estar para os dois lados ao mesmo tempo? (Alufio): - Oú mosíaÍ a parte de àenÍro sem se abtir ou ÍiaÍ aoê?
Y

V)cô nâo conseguc licar lransparcnic. Náo ó isso? Entáo isso qlrer (Alutio): Isso aí é...

dizor que a icléia Lie qüe erisla um sujcito, quc o sujello seja o pólo Tu.lo isso aí é prinrarismo, prirnârisnro, lãltê de lécnica filosólica.
seguro da realidâdc, c dc quc â reâlidacle enr lorlo sela inscgura. quc hunice. lalta ale cultuÍ4. É csse o problcma desses caras
é a idóia catcsiana no fim dâs contas. estâ ó cornplctamcntc nralucr,
issLr nao poLle ser aceiio nem por dois scglrndos, isso é urna llusão, unr (Aluna): - Isso é í)áLido apetlas pan estudo...

eleilo hipnrilico quc prcndc as pessoas dentro do seu próprio cgo c nâo Cl.rô.paràfin.J, c.ruoo 'it-,orcr
,n rr.u fcnm, \u.Lrâ/crunr
dcirâ sair mais. ,A.sora. Lrma ve/ que você entrou lá dcntro ficâ difÍcil .lcscnho. Por quais aspecios você vai desenhar o cara? Entâo. você
você sai! nras você só cnrrou porquc vocô âceilou os conceilos iniciais, scleciona, t as náo quer dizer que só cxisien aquelcs que vlrcê está
e você não os cxâminou criticamcnlei porque erar irâssc vocô tcm
se desenhando. Como prcccito netodológico vale, como afiüraÇáo mc_
quc dizcr: 01ha, cssa sua proposla é âbsolütanrcotc itlviável. não.tá 1âfisica não val€ nada. A confusâo. o jmperialismo do métoclo. quer
para iazer isso que !ocô cslá dizcndo que vâi lazer Lnlão. a Iilosolia rlc dizcr: -nós nada conhecel1los dâ reâlidâdc, mas nosso método é tâ]",
Descades ó inviávcl, dc Thomâs Hobbes ú inviálel. dc John Lockc ó nl cnião o método detcnnina â reâlidâdc, isso aí quc falâ o Voegclin, a
viávcl, dc ltant ó inviável. sáo projetos quc na prinrcim iá dL\eriam ter .litadura do nétodo. Eu digo: bom, você sumiu conl â realidadc, enláo
sido recusados. "Olha. eü qLrcrc fâzcr rm cÍudo assim. assim". Pode ir sar sobra o mótodLr Agorâ. con isso você só vai clrnheccr o nétodo do

p.tra casa. mcu filho. isso âÍ \,orê não lal lã7ef, só vai dizcr quc faz méiodo do nélodo do Inétodo do llróiodo do método e nu câ vai sair
disso. Você vai parccer muito cientílico, nrâs você náo eÍá lazendo
(Aluno) li isso a AtisLóleles, ele iá li
ho prezrisla t)ss?J possibili rbsolLrtamelrtc nâdâ.
datle de e»o e l que L) K.ntt incatrcu, nAa é?
patque let uut pottlo enj Quando você vai vcr qual é o problema com esses camaraclas,
que ele eslá aba .itdo o qrte é 4 subsÍància e lala do titotlo itlcotrc cu digo: pri ciro, você lem três problerrasr primeiro problema. a
ta (tue seria e cotlltut a subsfinúa pela eLiniml1a das acirlellles Se pariir do século XVI todos os lilósoios cstào vilrculados a âlguma
&ci.lal timntlo os aLide tes lacê aa ?di cheqat sociedadc secrcla. socicdâde ocultista, ctc., en!ao, cles já náo dizcm
Náo sobra nacla. clarol Por qüê? Porquc o acidcntc ó mctafisica ludo, elcs escordcm um pedaço. Se você pcga o coniunto do que
mcntc nccessarrio. ls$ eu já e\pliquci uma vcz. Esta é a deliniç.ro de clcs escreveram. do qlre clcs publicâÍam c lcr, você náo i'âi chegâr a
realiclade c(,rcrcla: rcalidadc concrctâ é a subslâncin âcompanhada cntender porque te o clo pcrdjdo; o clo perdido às vczes esiá airás.
.lc todo os aciclentes. Àgorn. â substância scparâda dos âcidcntes é Essa ó â pri
eira coisa.
Segundor clcs conheccm mâ] a Iilosofia dos que os antecederami
coln exccaáo de Uegel; Hegcl conhccia nuilo bem. mas era o mais
(Alu o): O qu( o K.Lttt ?stú faze do a etutanlente issa! r entiroso de lodos Mâs l(ânt, por cxemplo, I{ant conheciâ icrrivel
Elc estaL liiancb os âcidenLes um por tllll c clizcndor 'nilo sobrcrl mcnic malâfilosofià arriigâ c escolásticâ. Entào. comelc crros que para
nada. poúanio náo tcm coisâ-crn-si 'l ELr làlo: é Llaro que não sobmLr: os cscolásticos seriaff primários.

5+
E o tcrcciro problema: o terceiro problenra é o châmado clima (ALuno): efi gau me .,'isso axísti em platào tlfibém, não
Ntas é?

de opiniãoi quer dizer que a instituiçáo univcrsitária, a mídiâ cul- lAl no): - Mas tefi o negócio que o Gioüanni Reale Ía2. .
r.rul elc, erc d. idei". rmed,aram... r.l:quinrcre Não. o lato de vocô ter urn ensinamento oral, se é um ensinamento
espâlham pâra tudo quanio é lado e começam a set discuiidâs por ,, à1. ele náo es!á escondendol Ele está explicando para os seus alunos
milhôes de pessoâs absolutamente desqualificadas e elas se trâns- o que você tcm é que âpenas quc cle fâz uma dilerença cntre a partc
forman então numa corrente de força histórica ântes de poder ser nrais dilicil, que é explicada só parâ uma eliie, e â partc que é populâr
discutidas seriâmcntc. Entâo, você tenl esses três problemas: a Mâs elc nào está cscondendo, não está apagândo Ionte Agora. você
ocultaÇáo, a ignorância e o lalaiório. pcgâum Hegcl, ele nunca diz de onde ele está tirando aquilo. os outros
Antes de você saber porquc ó quc o sujeito disse algo e se o que a que às vezes perccbem. Entáo. Schelling percebeu, Schelling logo
ele dissevale ou náovale, aquilo já virou modà e já len1 prós e contras lalour "lsso quevocê está dizcndo é tudo coisa do Jacob Bôehmel" Ele
€ já virou un1a correnie cullurâl que âleiâ â vida das pessoas. alêtâ o não diz que esiava re-cxpondo maquiada a filosofia de lâcob Bóheme,
curso dos acontecimentos. A discussáo saiu dâ eslera cientificâ para nà0. ele simplesmente...
virar prática. para vir açáo. E daÍ os cenários todos já esiavam al-
terâdos por âquele negócio. Você está entendendo? Entáo, cste é o (ALúno) : - Qüen?
méiodo pelo qual vocô fica louco. Você inventa uma menlira para Iacob Bóheme, que era um visionário do século xvll...
você, escondc dc você rnesmo porque que você está dizendo aquilo.
E em segundo llrgêr você se inpede de Iazer o exame cítico para U místico?
(ALtltlo):-
sâber se aquilo é verdadciro ou náo Mas em terceiro lug você iá sai Um místico. Olha. o que você está expondo aqui, você pode partir
dizendo aquilo para todo mundo. e você já se ioma conhecido como de um simbolismo alquímico. é inteiramente legíiimo, você diz: "Olba'
o cara que defende aquelâ idéia. Faça isso umas dez vezes c você já r.rr Lm .imbnli\mu a,qur.lico quc di,/ i'.o as.'nr. x"in a'tim. agoro
está doidinho Você nao sâbe mâis quem ó você, de onde você cone cu voll explorar isso aqui cognitivâmente para ver o que dá " Agora.
çou. Entáo, o quc csscs carnaradas estâo fazendo. Descartes. I(ant, é você esconde o simbolismo alquímico e coneça a raciocinar de um
cnlouquecer a humanidade. E à nedida em que nos últimos comcaa a certo ponto pâra diante, então isto é ocultaçâo, o coniunto do que ele
âparecer o pessoal começa a abrir a caixa preta para saber quais sáo cscrever, do que ele disser publicamente, vai ter un efeito nítico sobre
as verdadciras fontes, da onde eles tirâram essâs idéias, sáo sempre as pessoas. Ele esiá lhe coniândo um pedâço dâ história e csiá escon_

sociedâdes ocultistas, gurus secrelos. Estas fonies náo estão cxpostas dcndo outro, então, você nunca vai entender pe eitamcnie, você scm_

de mâneirâ qlle você possa discutir seriamcntc, cstá tudo escondido. pre entenalc qüe portrás do que ele diz tem algo. Mas o que é qÚe tem?
Você tcm a ocultaçáo. em cima da oculiaçáovocê tem a mentira. E em Como você não sabe o que ó, você frca adivinhândo Como você frcâ
cima da nentirâ você tem a lenda e assinr por diante. Eu digo: mas adivinhândo, você comcçâ a ÍrÍoietar riqllezâs intelectuais lá que lalvez
cono pode ter uma discussão sériâ nesia basc? não estejam lá. Vocô está entendendo? Entáo. dai cada un1 cria o seu

57
Hcgcl. Eu intcrpreto assim. olrro iülerprela âssado Ninguóm enlcndcu (trc iocla a nossa visào dos úlrimos sócülos, toda ela é nistificadà. nós
coisa nenhlnna. mas todo r undo eÍá discutindo a coisa c âquilo sc (str.ros vivcndo nâ era dâ lnistilicâçato há três ou qLlatro séculos. Essê
trânslolmou numâ influôncia rnonstruosâ scnl que ninglrén1 entendes hislriria dc que vocô nâo pode crgânâr tollas as pcssoas ao csnnr tem

sc. Isso ó mistificaçáol Unl llon1cm sé o. unr fil(jsolb. unr cieniista. ele |r(). cu digo: bom, você nAo cnganar lodas as pcssoas dürante todo o
,rur',,i.ru lle.\foetL.lô Jrz olhr ",.nri1 c...ad..i,n,rr ri',i lcnrpo, mas você podc cnganâr a pârte miris arir''3 d: \ôr'iê'li'l' E você
daqui, eu âcho quc isso aqui cstá ccrio, você, pLrr tàvor veilique' (lcixa a rcâlidêde para dlris ou três carinllâs quc ninguém conhece,
Agorâ, sc cu cscondo, eu náo estou deiranLlo você enlender o quc cu rlrc ninguéir liga para eles c quc eles estão sabendo dâ rcalidâde, râs
e!tou dizendo; entáo eu crio üm sirrulacro dc râchnâlidacle que cstá que váo passâr alé por loucos. Iissas coisas de Hcilcl, us Primciros que

cheio dc alÇâpocs c dc insinuaçócs por trr1s. mâs você nlro sabe dirci- disserâm isto, nirguóm nem prcstolr âlenÇáo Dâí ieve qlre vir outro. e
ro quais sâo, está lãzcndo mágira meslno. tl a misiilicação, vocô cstá {)Lrtro. e oulro. c outro, vocô conrcla a acumulâr o núnrcro de provâs,
jogando areia nos olhos dâs pcssoas Agora. o lato ó que quasc iodos .r.h.Er urJ.rui q..,r',u rr l ri. ,,,rr,, ' cbdÍ i.'.i.ll,crr.mu
os filósolos do ciclo modcrno lazcn isto. Nlâs tem alguns onde a lorrte l oro dc Sào Paulo, vocô pode csconder durâlrtc Lrrn tcmpo, nras depols

csotórica ó clarâ porque rlao é ilcgílilllo você blrscar lsso lá. ao conirá- !hcgâ uma horâ aquilo vâl apârccer. l:essc ciclo noderno ó o ciclo dâ
''ú u (..l.ri,nu. rrr r: Í.,,r. ,le lrt,i,l,io c,^rmc. ra ur r,,,,ira, Lllistilicação, da oclrllâção clâ tLrial lâltâ dc sinceridadc. por isso qüc cu
vocô pcgar ulna inspjraçâo, a ouira coisâ é você iazer de conl.L que não Lligo. as teoriís desscs caràs náoÍâlcm a pena scr discuiidâs, porque se

cstá lá Nâo é issol Por cxenlplo. o Schelling rccollhcce iodâs âs suas icnr umâ motivaÇáo oculia cntáo â leoria icln dlrplo seniido. tcnr Lrnr
lontes misticas scm prcble ra nenhum ErÍáo. vocô sabc ató ondc vocô scnticlo para qucm sabe a li)nte e oütro scnlido para quen náo sabc.
podc coffprccndó-lo scm â rclcrancia mística e cm qlrc pcnrlo ordc F.nláo. você tcnr a scnhâ. scnr a sctrha voca nno vai cnlender o qlre o

oomcça a precisar ir nessas lbntes. Agora. lonle rríslica é uma coisa, cârâ csiá ctjzendo. Tudo islo ó um cnlpreelrdimcnlo de manipulaçáo da

pertirência à sociedade secreta é olrtra cornplctlrrcntc dilcrcntc, por- socicdade humanâ. inslrumcnto cte podcr c n.Lo de conhccilnenlo.
qüe aí locê csiá \,inculâdo por juramcntos dc segredo. etc., elc.. e unrâ
socicclâdc sccreta, afinai de contâs, é uniâ lorça agenle Ia socicdâdc \\lu,tot. I a it Ja lP ?11toa '10 t tt ]t Dar) qttP'' \' t' '\!a
humânâ à quâl você está serlirllo dc insúumcnto. Ertão, criâ Lunâ !;ütt A COlt,t tn\ttu4t.n1', J"r\t rA"t' dad' ..
lilosolia que pârecc sc dcstirâr a tais ou quais fins. mâs tcm uma oulra Espel? âí, o que vocô qucr dizer com o 'parâ quÔ '?
finalidadc secreta por trás que você náo sabe. Agom. vocô irrâgina âl-
guDias gcrirçóes de ljlósc)los làrcndo isso, ondc ó quc vai pâmr? Chcgâ (Alüfio): - Se ele eslai seruildo deinstunefilo pan sociedade se
urra hora ern quc vocô tcm quc cstourâr cssâ bolha dc sâbáol Uu âcho ctul.t, p.t]a que cle ?ai lazer isso? ELe üoi fazej isso pot ttl[ukl t ati'iro
quc chcgou a hor.r jar de ldzer issr,. Os c.]ras. com Ilcgcl. já csiáo fa- pol ãlgutLt iüktc-sse au coisa assim-..
zendo. ,l qlre esses estudos são rnâis ou mcros rcccntcs, lnâ hora cm Mâs. como interessel Eu não enlendo. â perglrnta nâo iaz scnti_
que clcs colircçârcm a sc incorporâr na hiÍória da filosLrfia você \,ai ver do: mas para que eles íazcm islo? o quc nr:ris clcs irianr lazcr? Por

58
que vocô.rcha qire tcnr qlrc lcr unr oulro rnotivo âlér dessc roiilo trxlo.rundo sabei e oonnr sabenr, cntao eles rciviDdic.tr. o podcr de
, r. . r r." Q. . r . r lo. .. I r'r'lr rtll', rn. rir Ii.:,.t,r.- rLrir EnràLr. reivindicar o podcr dc agir â rcivindicaçio dc podcr é corn'
âs ilrlnrinadas c nú qucrc rs tcr o podcr no mLLndol' Sc vocô aclü t)roporcional ao quc vocô achâ quc sabc. O sujeilo não prccisa ter unr
quc vocô tcnr o cofhccirnerto lolal c abírlulo. o qnc rnris nâiural .lo (,uiro $ietivo. nào, isso já cslí irrrrÍnsc(). §c a impossivel qüc cssa§
quc vocô rrârdâr Io nrundo? É inrciramcnrc natLrral. vocô nâo prccisal sr)cicdades que aohâln que ióIn o conhccilücnlo absoluto, ctc . elc.
"âh, cu vou garhâr dinhcirol" Dinhcirol Scrá quc um cara dcssc pensa qrc clas sc conti)ünassern cnr per.rancccr scnlpre: 'Nós tclnos aqui â
cn1dinhciro? Você nnâgnrc. Hcgel cslav.L conviclo.le quc ele alcân sabcdoriâ cntáo ficar csscs bispos âi mandarrdo, csscs caras .LUc nâo

Çou a sâbcdoriâ linâ], o conhccir cnio âbsolnto. NIâs sc cu tcnho o sabcm na.lal' Pâra você sc conf(xmar de náo ter o podcr quando voca
conhccirncnto âbsoluto por quc csscs carâs não rrc obcdeccrnl" .rr ,..ur .ô,1r.1ii,.'rô i " ( .'b. lo-i .l.rir r\- p1. ! I'rn
^tL)
contÍrnxr. cstá lá \'ocô buscando o podcr tolal, é a coisâ nrtris nalural tilósolb nrcsnnr. ntro sábio como Hcgcl sc pictendc.
.k) rnundo. àliá5. scria âtó dilíuil o cârâ sc c(nlofl âr: 'inhâ. crl sci
tudo c náo rnando nadâ 'E unra situaqáo rnuito dcsconn»távcl. bâs lAlutlo): 'Olaú. tlas ttibo: ptinlitirus. as (/ue ta duztcLln eta t
tâ voca sâbcr um pouquinho. nâo a'l . Qucr dizcr. saber rl(lo c nao os quc lillhan tnais sabet.
nr.rndar nada é pniprlo do Iilósoli, é uIr âspeclo qlrâse dc sântidâdc Os pâiós. você tcm âutoridadc csPiriluâl lá manda.
do filósolo. 'olha, cu sci uln r )l]tc dc coisâ c qLrcn csth nanclândo
sào csscs ignorântcs. clcs podcn iazcr tuclo cnâdl,. vai dar tudo erado \\ttttt.) U-.tIt ttttttattlt41- ttll- rti.ra
c cu náo vorl poclcr lazer nnclà para ajudarl" Isso:1í desdc Síicrârcs. quanclo vocô vai ver. nÀo sabenr coisa ncnhunra, cssa é qlrc
í1. rnas
iodos clcs vivcrr âssirr. A nlosofiâ oorncÇâ com Talcs, c Tâlcs âruli . \,,J,Jr ,t.n,.rJr1, I".Ju"L.,.u I'u. \, r,.r'irir ut t
sando â sitLraçáo. clc dissc: 'Espcra ai. tcm o lnpério Pcrsa. cle vai nruqnlrlro, ti,
âlé á ourrâ rrjbo. !.rcô vai vci quc lá tclll urrr faió que
crcscert c ele vâi irv.dir esLa rie a aqui. enlilo é nrelhor â gcnlc sc sabe unr rronlc de coisâ qlre âquclc prirnelro náo sabe. Por isso vlrcô
unir p.rrâ aÍicrlâr a deltsal Todo undô rir. Duâs gcraçocs dcpois. prccisa ver assinr: conhecinrcnio humano ó scmpre rclâtivo parcial.
o quc aconicccul' E\aiamcntc o quc clc dissc: Bom. Tâles nao sabia provisório, clc scrvc parâ um lenrpo, qncr dizer o conhcciDenlo ó urnâ
tudo. nâo tirha o corhccimcnto universal. cle srbi isto. c sabcr isto .rdequâçáo do indivíduo hlrrnrrro dcntro da cârnpo dâ \'ei.ladc Eu senr
nio ndiÂntou rad:r. Agora. você irrâgina se o cara csrá convicio dc prc dcfino a vetdâdc conro u dominio tlm campo. e o scr hunano sc
quc clc sâbc tanto qnânto Dcus. cntào a quasc inpossívcl quc clc n.Lo rclâpta denúo dcsse canrpo poiquc clc rambérn qucr seL verclrdciro. o
blrsquc uln podcr prLrporcioral à sabc.loria quc ele acha que tem. Não scr hümano nío qucr tcr uma criÍancia hniasnrática conro âs Ínnbras
precisa ncm saber nndr. ela lerr u ra opinião, ela iá xcha quc dcvcriâ .lo Hâdcs..Àllás a irnâgcm do inlcmo grego o Hâdes. é horrivelporquc
icr o podcr dc colocar âqucla opiniao crn aqão? Vocô não vô quanios vocé nio sabc sc ctislc ou sc náo e\istc. O sci hümano qlrei existir c
brasilcirlrs tênl projctos dc ttrasil, tê]n sohrçacs para o llrasil? O úr)ico clc qúcr scr rcal. para clc scr rcâl clc prclisâ cstâr nâ Verdâdc. cntío,
que r!io lcrr nerhu ü solr eu. qücr dizer, eu ráo sci o quc làzcr, âgora. dc csrará nâ \trdadc durarrtc âqLrcle praro dâ vicla .lclc c pâra os lins

íl
dclci cle nã() vài ler mais Verdâdc âlóm do que ele precisa. Aquilo quc scu scr É isto o qlre rós laze nó! al)§orlerrlos â vcrdâde
os cm vidâ.
elc sabc dc vcrdadeiro é absoiulâmentc vcrdadciroi mas isso não queÍ L râ nos tornaüros verdadcilos c pa(icipaÍmos do rcino da verdade
ctizcr quc clc vai tcr quc sâber a verdade completa. Eu n.io acrcdito quc Il pâra que iazcrros issLr? Pârâ luglr do risco da vida laniâsnal Por
a verdadc seja uma quâlidâdc dos rossos pensârnenlos. sc vocé pcgar quc nós tclnos mcdo. por e\e plo, da docnça nlental? Po(ue ó ulnâ
lar o tcrto 'O Probler adâVerdade e a Vcrdadc do Problcma'. i,ocê\,âi vida fantasDal, vocô diz uma coisa e taz oütm. aquilo que você está
r( ,.rrrr\üdddi i,aÍarI,r . u rri qU-liJJLlr qui . \i.r, rd 1r,,pria .- dizendo, vocô nrcsmo não acredila. locô cstá l'ora, é uma erislÔlrciâ
âlidâde, a realidade ó vcrdadcira clâ âfinra algo, ela ensina âlgo c você lintasffâl. Por que rós quercmos, por cxen1plo. seÍ horrosios? Por quc
sc colocâ dcntro disso. Para quê? Parâ\,ocê tanlbéln scr rcal. pârâ você o scr humêno lenia scr lx)ncsto? Nío ó só por uma cxigência morâ1,
níLr ser uma sornbrâ, para i/ocô não ser unr lanloche. Sc vocô disscr: lnas lor Lrrrâ cxigancia Lrrlológicâ, clc tcm nâo sLrmenie um.lcvcr dc
''bom. qlral é.1 sua contribuiÇáo original à Iilosolia universal'?" Está hon€stidâdc. mês tenr urna neccssidadc dc honesliclade para clc.\istir
aqlri.. cssa ó a prirneirâ Êsse conceito dâ vcrdadc como unl domínlo. rralmcntc. Àgora. honestidadc consideradâ corr todâ a complcxiclâde.

nunca nlnguérn dissc. isso aqlri ú meu meslro. Podc ser quc outro carâ conr io.lâ a anrbigüidâde que o honcÍo c dcsonesto tênr derrlro dcssa
lenhâ !lescobcrlo. nas cu não sci. nuncâ !i, na lilosoliâ ocklental cu vldâ. Colllo que é scr honesio? Por crcnlplo. l(ânt âchava quc sc cntra
urn lâdráo na sua casa. c pcrgunta onde que esiá â granâ. você nao lem
o direito dc rncntÍ: Eu acho qlrc isto iá ó mcntira. lsso é tldo como 'âh1
(Al,t1o): Lnt A]astittho teLtl o Lanc.ito de Liüto do Mutitlo. . rlgorisnro Droral kanliallo. voca nâo tcm o direilo de mcntir pâra...'
Etll partc â gente se inspirâ nisso. mâs formâllncnrc diler: qu.l é lsso não é rigorjs.ro rno|al. isso ó trapaça.
o conceiio da vcrdâdc? O que ó a verdade? F. rlllra propricdadc dos
jlrí7os. â coircjdência crltrc o intclccto c â rcall.lÀde. o que é? N,ro é lAluno): llutlice .

nâda disso. â verdade é um dLrmintu. â vcrdadc cdistc obielivâ rente. Nào. nao só buflicc, isso i trapaça. llle está (lcsarmando \'ocê pe
tjta eriste couro campo dc realidade Llenlro do qual nós cxistilros. Po" ranre o lôdrão. Dc ondc saiu lodo cssc conccito atlral dos direilos hu_
réÍr, conro a nossa cxistônciâ sc dá no iempo c el, nào veln pronta. rnânos. quc os clclifqüenies matan trinta pesso.ts dcntro da cadciâ
vocô prccisa se lom;rr criislentc. c vocô prccisa criar uma hisl(iria para c vocô fica com râl!â dc qucDr? Ueles? Não, vocô iicâ colll râiva clo
vocô. criar unrâ hislóriâ, c ar umâ personalidadci criar uff scr para governo porquc náo Ícz nâdâ. lsso é Kanl. isso ó puro j(anl. isso não ó
você. você ieccbe.rpenas Lrnr scr potcncial. N{âs qunndo você pcrglrnla: rigorisnlo morâ1. isso é urna moral invertid,r. é â moral qrLc nrlo existe
qucrir Íbi fulano d"" tsl? A resposla toma li)rmâ do quô? Narrô1lva da nâ vcrdade, vocô não cstá na verdâde dâ situaçaÍ)l â vcrdade dâ silua
vida, nào ó? Elc lcz isto. is(o. isto. isto Enláo, isto ó o quc clc fcz dâ ção cliT que, por cxcmplo. parâ se detcndcr dc unl ladrao vocô podcria
slrâ c\isrência portanto, isto ó o que ele é "Tel ttü't 1htí t tnc c ti .ralá 1(l. Sc cu posso nratâr o sujcito por quc eu não posso ncm mcnlir
l'atenité le cl&trye",.t el€rnidadc o torna finaLncntc âquilo que ele para elel Se eu posso làzcr o Dral maiot elr posso lazcr o mal menori
é. qucr dizcr nrcrrcu. fcchou, ele nio pode rcrcsccntâr mais nadâ ao isto é â \,erdâdc da sitlraçaoi para cu dclcnder a nirh prcpricdadc.
cu posso agreclir o cara. Sc cu posso âgrcdir, por que eu n,o posso 1!rnos dâ vidâ lantâsmal. Ou srja, nós quercüos scr c qucrenros sab(r
mcntirl' Mcrlir pâra urr.r pcssoa é lãzcr o mal â cla. cvidcntrnrcllle r) que somos c qucrcnros ser o que qrLcrcrrxrs lsto é â sLLâ cnrrada nL)
lnundo da verdacte. Essa cniradâ ú d]liculrosâ. clâ é por etâpas c clâ só
.\luto, o\t tút ]\tú tt.r, a-plttraupp\i tr at,trrto,,tt .rlnrina quando a !c adc cla sul vid.r plrdei scr rcstadâ cnr hcc dâ
que t1i)erdade esleiú vcrrlade cl)lno lâ1. Isso a o luízo Iinâl. o qnc ó que você rcâhncnrc tez.
Não. a vcrdâdc já cnistc crcrnâ rente, ela scnpre estcve aí. ó vocó ,\quilo quc não l'or vcrclndcim, \iti parâr no Hâdcs ]]lrtáo, voca vô â
que está enlr.rndo dentro dcla progrcssivârnenle ao longo L].L vida. que léguas cu posso eslur do l(ânt, o Kânt para nliln a rodo lantâsnal.
Quândo vocô vó uma criarça pequentL. vLrcê pcrguntâ: o quc cssa aqLrilo é tudL) ianiasmagoriâ
criança vai scr? Vocô nâo diz o quc cla á O que você vai ser quândo a verdrde quc cxistc no persamcnio. cu r)no ch.rmo dc
crcscer? \bcê pode se tornar aquilo. c dai vocÔ será aquillr. l-lntao. a
^gora,
lerclâde. cLr châr o de veracidadc. Vcracidàde ó a qualidâde que uln
Iorma da cxislóirciâ hunrana vâi como iodas da polôncia pam o ato. juízo tcm dc lmiiar â vcrdâílc no plano do pc sarncnto. vcrâcidáde
lille é ,ipenas rlnra poranciâ dc rcâlidadc quc se atualiza qlre se efetivâ: ó a vcrdadc pcrrada. lsto cstá tudo cxplicado lá râquela^apostilinha.
c csse ó Lrrr instinlo humano fundamcnrâI, tornar se algo. lornar se thli]o. quando você (errr unl novo concelto (la vcrdadc você tambénr
alguórr. Náo ó isio? Quarclo se diz: scr alguón'... \iocô iá não era lcrn junio conl clc um rlovo conceito do pcnsârrento. lsso qucr dizer
nlguénr? lJon. vocô cra âpcnas dc dirciio, rnas não cle tato. quer dizcrl qlrc â idóiâ dc que lo.ia cssâ coisa subjetivistâ. da modeniclâdc. do
você ser âlglrérn desclc que nascc significa quc rós reconhecenros ern sujeiLo. do cu, do.ogro. das lormas a p.loli e tal. pâra mirr tudo jssL)

voca o dircito.lc tonrâr se alguérn. Enláo. cssc tornar-sc. cssc rcâlizar ó tànlasrnígoria. Quando o Apúskrlo dizr "Nelc vivemos. nos nroye
urna !idê é a iorln.r humana dc
scr N(is náo exislirros.Lsslnr ct)lno por Nele qlrcm? Dcusl O.tue é Dcust, Dcus é n yerdadcl
cxclnplo os planelas qlrc esláo aí girândo laz sócLrlos c Iada os muda. 11ritáo nós estâlüos derirl, dâ VcrÍladc lu.rs |ós eÍânros ainda nâL)
Nós cxisrirnos sob €ssâ lonira propriâmentc hist(nicâ, biográficai cn oorro pessoa§j cstâmos apenas corno bichinhos Llolâdos dâ câpacida
tio. nós somos unla possibilidâde de ser, n(is nio sabcmos dircito o dc dc tornâr ros pessoas
qre !ârnos ser mas sabeDlos quc qucrcr )s scrâlgo. Por quc nao nos
contcntâmos cm sonhâr conr else algo'? Porquc sc rrccô solrhll. você só (ALuna): ADe tldeétarlau rcalidade. é purtc de toí|a a rutLtda
. ii.tlliu h, n"r r( r, ' rq.. iir l,i \JU(i..L,I'.r'tr\ qu'.'\".. le. ela estíi cot o atributo da ní?efia. Íoru dd subjetíritlude __

qucr torrrar se reâ1. |ssr dilerença cntrc â vida làntasnrâl c â vi.lâ ver 'lLtahncntc lorâ c acinr', na)s Ínnos Lrr cspelho dâ rcalklâLle. unr
dâdcira. cssâ ó hásirâ pàm o ser hlrDanoi c quândo Homcro coloca os pcquerro espelho. no qual sÍj alglrns aspcctos dela vao apârcccr O que
nrortos no Hâdcs parâ qrLc ai lclcm u llril vidâ llntasmat. ondc voca vô a jlnporiâ não á que a gentc rcllita roda a realidadc. nrâs quc nós scjanros
pessoâ. !âi l:rlâr conr cla c cla sonrc: tcrn â lamosâ cen.i enr que Ulisscs rellc\o no todo, que tudo cm nós rctliLâ.r rcaljcladc. Isio ó r lida na
vô â mác dclc: '\'lãcl , olâ runrilrl Você nâo sabc sc clâ cstá aii ou não Vcrdâde. islo é lnuitissilnô diLicil. c nós sonros dcsviados disso não tó
eslá; entáLr. o làto dc os colocar ro lrrlanro mostra o honrr quc nós pclâs nossas i.capàcidâdcs. |râs pelir contLrsão crn ionro, ptlo Llcuró-
nio. e ató às vczcs pcla prúpriâ conlusáo moral criada pclâs próprias r voca. Elâ tenr quc tcff que scr retariva, âbsollrtâ crn si c
ser absolula e
nrorâis. Uma exigência como essâ do Kant, por cxcmplo. tirê você da iclrtiva a r(is, relativa ern nós Issc a o inisrório cta pcNonalictadc hu
rcali.lade por virle ânos Porqucvocô vaise basear rrum prcccito nmrâl rxna Por quc que ccrias o.iâturas huDranas saro iáo mâis interessânies
e naro nâvcdadc, vocô cstíi sobrepon.lo ur) prccciio rnorâl ao próprio do quc as ouiras? Ijlas náo sào t'â|Lasrnâis. ctâs conti ualü cxistindo
Dcns. vocô cstá dizcnllo que a sua bondâdc. o seu senso de dcvcr ó parr vocô nrilênios depois dc iercln morrido. por.quê.? Elâs roram ilr
supcrioi ào pr(iprio DcLrs. Porquc se Deus monloü â situaÇáo assiln. nrinâdas pcla Verdâdc, a \trdâdc:rparccc, entào aquela pcsonalidade
assim assim, assirr, ó dcntro dcss siluaçâo quc vocô cstá scndo ct o \t Ionrr Sptc lum Deí, cspetho dc DcLrs, nresDo conr â sLra irlrperi.ci-
câdo, c você tcnl que direr quâl ó a situâção c o que eu esto! lazcndo clo hlrnrarll Qucr dirert o quc voca podc rcâlizar nào ó pcrli,iÇão no
Irldcnlro Ai sim vocó rcnl quc tirar a suâ Lleclsáo r oral do conhcci scnlillo quârriiativ(). mas apcnâs aquclâ q0e DcUs e\igiu dc cada unll
rlenio.:la rcâlidaclc, do conhecinrerlo !€l.lâdciro dâ rcalidadc, e n.]o c quc é diltrcnte para cada LUn, c que nào tcm tón utâ parâ isso Ago_
dc unra s€ntença nural próviâ. Por quc Deus coloca cL'nro prilr)ciro ra quando vocô pcrde totalnrcrte Lr scllso dc oricnraçiio Irorà1, cniao.
'? Porquc tudo o Drais
mànda renlo; amar a Dcus sobrc todas as coisâs
dlli por urn ltrdo vocô sc pcn ire conlporlamcnros dcsurralos, Clüóis.
dependc disso. sc vocô vai âmar a su:r prlipria honcstidadc acjDrn do
dcsoncstos, ctc . ctc.. c poi outr) lado vocó tiLz julgarnentos nroiais dc
próprio Dcus. \,ocê náo pode ser iáo honcsto quanio o ptriprio Dcus,
iigor ahy)lut{) .lc !ocê nrcs o c dos oÜtros Eri lligor c|iao. \,írcô está
nao adiâIla. vôcô tcm quc tcr a rola de honeslidadc quc a situâçáL)
no inlernol Porquc você procltl ir rcgrâs nrorâis.lue esráo rruiro acinrí
cxlgc na vcrrlâdc pcranlc o olhar de Deus É aquclc ncgaroio quc t]i, na
da sua capâcidê.1e. c você c\igc isso dos ouúos. c quando você nrcsrno
Bíbliâ quc era unr sujeiií, quc caminhavâ diante de Dcus Qncr
sc dispcnsa dclas. locô se âcLrsa cur segrcdo r sc dcÍejr.te cur púhlicol
di/cr quL'o^braâo
sujcito csta scmprc espelhando â Verdadc, o quc clc lâz é
[u ciigo: que é isso? Por isso quc qualdo as pcssoir! vóm con1 probte
crr lulrçaro da Vcrdâclc. Por jsso rnuiLâs lczcs clc lala coisas quc urn
outm podc âté jLrlgar desorcslâs, mas quc pcrantc Deus sao honcstas. fara mim. sabe qurl é o rjnico consctho quc cn.lolr? Nilo
nr:ls morais
sc prcocupc com isso. nrcu lilhol eue imporl:m (x seus dcfctios. quc
I.,. rrrr'rrr.I r.t.li oI'. .r n., l]lbli' f,r.],' \i.. r\.-', uI
rrontc dc cara Abrâão. o ici l)rvi.l. \,Íoisós, c tal. fizcram unr .ronlc
i,rD,rr"r,^ i,u.rr., ,r,r . r.i\r ,,ri, ill.po.r-l
dc sacânâgcn. c no cnl.rnio Dcus os considcrou perlcitos. Por.luô? cial Vcia lá o quc csiá iàzcndo .le bom c conrjnuc razcndo.le bom, !á

Porque elcs náo elam pcúciios quâniitâlivanrcnte. qrer dizcr clcs do sorr.ndo. sonranclo. sonr:rnck). ro lim a conlí dá ccl1o se vocô
Lonrcça cxaminâr rruito scLrs dclcjtos, s!,Lrs pccâdos.
^gorâprimciro
borr.
hnranhico quc crâm, a perso,,ílidade intcira dclcs rctlctia a verdadc, em
nâo todâ a vcr.lade. apenâs a lcrdadc comproporcional a elcs E du- lLrgâr vocô esú pcrdcndo o sc0 prcci(»o tempo, porquc cu sci quar)iL)
rante L, curso d:r rÍrssâ ridâ, nós sar sâbcrernos o que üda um dc nós a dilicil \,()cô vcrccr unr úriro dclciro. por pcqucno que scjar e sc vocô

prccisa sâbcr para scr vcrd.Lchiro. pr)r isso qüc o prcblcrna da ve â.le conc€ntrar naquilo. Iocô nro vai iâzor ourrâ coisa na vida. Mas quenr
absohrta ou relnti!a ráo erisic a vcrdâdc ó scmpre .Llrsolu ta c a scr prc dlsse quc Deus cstá qücrcndo isso dc l,ocêl por quc vocô rao cspcra
qLrc elc lhc digâ?
rclaliva l:lscnrprc absoluta cm si mcsmo c é relilllvâ nâ cota quc chcga
(ALüfio): - Por ísso que ele laLa: iúuíto setd Pe loatLo a quelfi lAluno): Ilel hufiatrc?
Clâr'o. seria 0m bern clctivo c nào fàntasn1ático. Você esiá lãzen

l\'Iâs ó isso mesmo. o segrcdo é só cssc.


(lo un bern rora|ncrtc inconscicntc enquanto está lazendo urn lral
co|scicntcl É vida làntasnráiicâ, locê eíá p€nsândo unrâ coisa c cstá
(ALufia): Coma i? lazcndo olrlrâ. lh quero qlre aquilo quc cu cstcja tazendo scja exaia
''NlLrito será pcrdo.rdo a quenr muito amou". E isso, vLrcé amâ a nrcnlc o que eu estou pcnsando. E isso que cxâtamenle que e1r esiou
Dcus, vocô o quer vocô o deseiâ, você qucr qlre lllc làle coln você, '" pcnsândo ó cxâtanrcntc como Deus está vendo
Ele vailhc làlando dc pouquinho
Isso é assnn: to.la prcocupâçáo moral ó bcsleira, bcsleiÍâ totâl' (ALüt1o): Issa é o que setia at ataDeusl
Agorâ, nós vivemos hoic rlurnâ épocâ. ao mcsnro tcmpo' de c\trema É, é isso nrcsrrol É o iLnico nodo prático.
imorâLidacte c cxircno nrorâlismo, dâi ó umn coisa absolutamente in-
lcrnal VocÔ vê os jornais. eles só mertem o tenpo todo. colaboram (Aluno): quatúidti{le be 1 ltatÍle de
Só que as rclieioes tênl uma
com iudo o que náo prcsla, e cstão o lempo todo dc dedinho cm Íisic
tazendo exigência moral: "Isto é uma inoralidade, isto tcn que âca
EsqucÇâ isso, não funciona. náo llnciona. nenhum cnsinamcnio
hâr1". náo é'l
moral. Todâ rcJ.tra icm que ier umâ mediaÇáo; ffuito bcnr. cssâ mcdia
qâo é o conhecrDenlo inslinilvo que vocó tcm do bcrn. Mas sc esse
(ALu a): -Eabe l?
É o próprio Deus, ó ê púpria Vcdâde Oll\:,',, Verutn' LhluttL' uo conhecirrenlo llrncionar cntáo parâ quc prccisa regrê'? Qlrer dizer, â
rlrm: os lransccndcntais tlc DuDS Scot. Não, não há bondade pâm rcgm ó apcnâs uma tradução intelectlrahrenle !álida de uma nonnâ
quc na práiica você já está seglindo Então, o quc importâ sc ó o en-
É isso ai. se vocô cstá lazcndo isso você eÍá, como diz AbrÂão, sinalncnlLr? Vocé ienr que ircinar a pcrccpção moral. c nào cnsinar
canrirhando diântc dc Deus, sc você crrar algurn negócio no canrinho' regra Não é assinr? Unr prdtssor de descnho. o que ele Làz? llle laz o
conlo.você vai errar. a coisa será rcutraliTâdai portanto, nío tcrn que lmÇo c diz: "làça.. copiâ cxalênenle assjm'? Náo. ele póe lá â maÇá
sc preocnpar você làz o bcm e csquece o mal, o seu c o clos ouirLrs na sua hcntc. o vâso nà suá lienle, póe a mulhcr pclâda na suâ licnte.
e djl: 'olhe beffl" Dâívocô vâi c dcscnha Lrm pouco. "Você náo olhou
(ALüt1o): Pagúe nrcs 1a quãnda a pessoa Íaz o maL etn ol\un1 nrcdc dircitol" Elc náo vâi dizer pirrâ você como dese-
direito, olha 1á,
nírel ela eslá seflittdo tt Deus. ltlüol.utttorialfienle cot11o a... nhâr, clc náo vâi lhe dâr â iúrnula de desenhar, ele vai cnsinar vocô â
Não. n1as âí nào. lrao é, nras isto ó vida lantasn1aúica. ncsse sentido jcito.
olhâr e insisilr parâ que você olhe € daí vocô vâi dcscnhar do scLr
âté o l4ârquês de Sadc íez o bcm, ou Siálin. n]as ó vidr lantasmáiica
mas que vâi coincidir com o objcto, c â morâl â lnesma coisâ. Qual é ê
Eu qucro que o bcln que cu pcnso scia ber! mcsmo. pcrante Deus,
rcgrâ? Na sci, lrâs... cxamina direito.
pcrante a Vcrdadc.

lAlu a): OsDezMa àamentas ntio seütem cano p nciias maruis? (tuc erâl Elc fâlou: "Você vâi lllorrer. vâi botâr Lrm rei. clc v:rj boiâr
Nlas escuta: con1o é qlre vocô pode aprecndcr a morâl atravós dc imposlo. ele vai botâr lei, ele vâi cha rar seus filhos pâra scrvir o
prircipios? Prircípios sáo o conhecinento intclcctual dâ noral e narL) e\arcitLr clc vâi querer suas as l'ilhas para servir dc cscrâvas, só vaj
o conhccimenro moral dâ fforâl A nrorâl se.lá no reino dâ âção que é dar problcmê Por quc locés qtlcrc]I essa porcaria? i.4 pLrrqlrc vocé
sempre singlrlâr Você ronhecer os prnlcipios não lhc âjuda cm nada a ioi avisado duas vezes. no Aniigo lestamcnto e no Novo, e alé hojc
você agir de maneira melh0r L's câras nao entcndcrâ r. Agorâ tarnbón tem os caras quc pcgam a
própriâ lci c dizem "Vamos irânslbnnar âqÜilo nurn sisrellla iurÍdi,
(Alutlo): lbcô uai ter que aplicar...
col" Eu digor pâra quô? Os tipos quc eu n1ajs dctcslo ro mundo é
No iundo. no lLrndo. se você quer saber os Dez Mandamentos não
tcólogo e jurista, sáo LUrlâs pcssoas que vivcm dizendo pâm os outros
são norffas moliais
o quc cles deven 1àzcr. Fêça vooôl

(lhoi a) : Sao on tolót:í c.t s?


lAluno): Ca tu setia a sacíedaàe modernu setn..
Sáo oniológicasl
Nrio sci. rão seil Nào sci porque âgora a coisâ já complicou dc tâl
modol No curso dc TLoria do Estâdo lá no Paraná, eu estou dando
l\lüna): Lu üí ut ca tenlário i lercssa ta de ul lelislodot
cxatamentc isio. em todo c quâlquer sistcma iuríclico vocô serrrpre tcnr
anleticnna ctilicatlda uk1.t l.ei qüe saíu, l.tl.atldo [que] Aa se dete
umâ âüloricladc, vocô lcnr scDtprc u1r poder suprâlegal, semprc criste
legisLat sabrc a bont sensa, a Lei tlàa dere ennat.
c ele é â garâriia de tudo. Isso semprc criste lem âlgnérD qlre cstá
Na verdade naro sc dcvc lcsislar sobrc quasc nâda. .
acima das leis, quc podc destruir tudo se quiser c qrc nao dcsrrói. En
1ão vocô podc saber a iipologia clà socic.lade atrâvós dcsia perguntâl
lAtuno): - É, i ia dizej! Aqui na B]asil a ee Íe len a
isso que eu
nniti de dize]'(1ut tlãa existe o bom senso. subsÍiÍui o ban se so pat Qucrr é ali o podcr srpralcgâl'? Sc \,ocê pegâr por e\enplo sci tá o rei
dâ I.anEâ. o Luís XIV LuÍs XIV estava aciÍIa da tcj. quer dizert clc
1.t]11 CA jtOllA de l.eis.
s(i prcsta salisàção â llcus. Entâo, se cle crrârr só Deus podc puni to
l\{âs sc yocê disser isso parâ um juristâ. ele vai Iicar horl)d1ado,
mas o progrcsso do dircito, a âr pliâção do sistenrâ jurklico irâz â
Nllrito bcnr, rnas vocô sabc qucm ó LuÍs XIV Ent,Lo. você sâbe qucm
a o poder slrpralcgal. ele está \,isi!cl. Você sabc que rudLr dcpcn.te cla
arnpliaÇão da crirninalidade. isso é urLa coisâ tio conslaDle e lão
irrcvogávcl quc cu âcho quc qualqucr sujcito quc náo cnxcrguc isto, confiabilidaLle delc. sc cle ioi bolll, tcú !Irr bom rcinado. se etc lirr nrau

eslá muilo ruiru da cabeça. Mas já cslavâ escrito no Evanlaclho: A lerá póssimo Agora. c sc locê nào sabc qucn csrá no podcr supratc
gâl?
ÍorÇa do pccâdo i a lci'. A 1lorâ cnr qüc Crisio fâlou isso, cspcrâ âi. H voca tclrta se garantir conLra elc làzclrdo pdifcrâr o núniero dc

quanto menos lei, Drelhor para nós. Quando foram lá para o prolelâ. lcis cle vai ticar cada veT mais cscondido e vai corrlnuar mandando.lo

tcdir pârâ nonrcar unr rci .. Quclll ó o profctâ rrcsmo? Sâ1llucl? Acho
ill t'l
rurcsDro rnodoi enr slrma. a idóia dc quc você posstl substiltrir â confiân_ que cla náo vai mudar amânhã. L sc dcr na cabcça do suieito uru.t.1r

ça do ser hu rano no outro scr hunlâno. quer di7ef. â confianÇa mÍrtua. botn, podc aconteccr que sinplcs cnLe cortcm n labcÇâ.lete ro[xr iá
por Lrm sisrenrâ dc lcis a uma utopia
Qucm ó o sobcrano? O sobcrano csrá àciDra da lci Agora, sc você
lAlutrc): [.núa, a denlocnicia i utna tolia:) xo dcfinir o sobcmno, você o dcline só crn lennos âbsrraros: -ah. o
À.lernocraciâ só funciona depenclendo dâ confiabilidarle dos scus soberano ó o povol ELr .ligo: born, isso aí náo resolvc âbsotutamcnic
tundadorcs c daqueles que iêm poder acinrâ da lci. Por exemplo. sc nadâ porquc o povo são ccnlo e ojrcnia rnilhacs rle pessoas. C(nno a
voca telll, como no Brasil tinha. tmha o inperídor qnc é o chclc do que vai rcunir cssâs pessoas pârâ iontarclrr providôncia? l{h. \,ai ser

cxército c que é o podcr modcrâdor se cLe é o poder rnodcrâclo! você Lrra âsscrrbléia elcitâ, cic.. etc. Co.ro ó quc as pcssoas chcgarn tar?
nio |ai poder qucrcr cnquâdr,L lt) nâ nresma lci, clc csiá rcalnrenle âci' Pârâ chcgar lá prccisâ icr cli.hciro. precisa isso rnâjs âquitr). rntào,
nra dâ lci. Sc cle ior bo.r. vocô cstá com sortci sc ele i'or rrrâu l'oct cstá cm sunrâ tcnl urn po.lcr suprâlegal quc vai dercrnri|âr qLrcm são os
âzarado. r\h. nrís llão podc icrr prccisâ cstâr ludo dentro dâ lcil" TudL) lcgisladorcs Não a isso? O suicito pedc djntreiro pâra o Fernanctinho
denrro dâ lei ó contradição dc temos Você vâi icr â máfiâ, a sociedrde Beiia \'lar] "írlha. mc dá :t grâna âí para cu rrc clcger â dcputado pam
secrcta, a FARC. c esse§ c.rras esião acirna da lei. Só qlre você não sabc cu là1cr de conta quc eu csiou laTcndo a tei qucm cst;i hzcn.lo é voca.
ondc cles est.Lo. n,o sâbc.Lucrr sâo. E no tirn você acâba tcndo que rr.cu u. rJl,i U Iquc. J., t.{r .r,,,.".,i.r
contiar ro quê? Nclcs No ltio dc Janeiro. nós sabct os... todo nlrndo lirtâo, cu acho quc a sociedadc que lunoiu)â relhor ó aquela nâ qual
sâbe que o desiino dcpcfdc dos trâlicàntes. Então, 'ionrara que o irâli !ocê sâbc quellr é o podcr snpralcqal e locô não podcndo cohiá lo cm
cantc scja boml" A el'icácia dâ lci dcpcnclc da nâtureza do podcr supra nomc dil lei, vocô pl)de cobrá-lo cnl nornc da dccónctí. cln nonr! da
lcgal ti náo e\isle gârântia contrâ elesi nâda gâmntc contra elcs. só icligiáo, cnr rlomc dâ silrplcs hunranictâdc. .,[nrao. não, olha, vocô ien1
Deus garantc Islo crâ assin nê ]dâcle da Pedra c ó assin1 nâ n1âis mo o podcr tdal. locê podc laTer o qrLc você quiscr. Iras \rocô náo vai lazcr

derna dcurocracia constihrcionâl Pot quc âs coisas Íinrciona.r às vczcs tais c qu.Lis coisas . Por quê? Porquc vo!ê a ünr I
boll slriciio voca
mclhor ondc as leis rão eslão muito bcnr definidas. onde se confiâ mais lâmbórn leln mcdo do Juízo Finâ1. crc.. ctc , l,.r1râo, isso quer dizcr que
no costume? PLrqüe o costurnc. o próprio polo é o podcÍ supra lcgâ1. Ia vcrdâdc . o único regitne quc cxistc a a nronírquia absolurâ, todos
Por que o sistcma inÍtlês tuncjona 1âo bcm? Porquc é assinl os rcgiries sáo lnonarquiâs âbsrrurâs. Nu.1as voca sabe qucnr é o go,
vc rante e noutras I:to.
(Altnlo): tlas Lá eLes tant a situaçtta (1e qLte nào a co|aai
Pois él [niáo ienr o podcr slrpralegà] l\'lâs ela rcprcscnia o qlrêl A Qual a a nrelhor dcmocrêcja que ienrt Os [staclos Unjdost ,r\h.
lol!â do cosiumc. a íorç.1 cl.l tradição, cntáo v()cô podc conlitr porqüc cstá iudo ceriinlrcl" Bon1, mas àcontccc qlrc por rrás de tudo tern o
rolr:, a. i r u.r.ru\ "nn r-a l ., ,du Jru i'j, r ! rrn .uF,'' .'' CI I{, iCourcil on Forcign ltclârionsl por trás do CFII tcnr o SkuI âncl
Bones e por trás deste tem náo sei o quê, náo sei o quê, e no fim tem "Olha, você não pÍecisa nos mâtar, não precisê fazer nâda. nós somos
uma elite lá que está nandando-.. bonzinhosl" É o máximo que dá para fazert Agora, que você sempre
está na máo do poderoso, quc ele podc lhe matar a qualquer momento,
(Aluno): - Uma olisaryuia? é clâro que podcl Ele só nao iaz isso porque não quer Agora, muito
Umâ oligaquial Se a cabeça da oligarquia estiver funcionando da democracia moderna é só pâra escamotear a existência do poaler É
bem .orre no.:a -e ele) mudarem de ideia no'.sramo\ tcrrados. f umâ ilusâol No fim, quem garanie à dcmocrâcia? É â olgarquial
sempre assim, E o número de leis: "náo, eu vou fâzer mâis controles
legàisl" Nào. só complica o negócio e ajuda a criaçáo do poder arbitrá- (Aluno): No estado àe dircíío, nesse senlido, ele não rcsolüe a
rio, quanto mâis lei tem, mais confusa é a coisa c mâis os dois ou três questão, mas eLe aíuàa...
que mandam podcm mandar! Todos esses regimes sáo bons contânto quevocê sâiba quem mandâ
c possâ haver relações humanas entre o que manda e o que é manalâdo.
(Alufio). - No petíoda antigo as Leis etam maís eicplícítas, assi t, Agora. se o mandânte se tornou invisível, entáo ele adquiriu um poder
divino, e isso a gente nâo pode permitir
Em quâlquer sociedade mais pÍimitiva é mais explícito, você sabe
quem manda. Agora, aquele que mandâ náo é s€u inimigo. Você chega
na tribo de índio, o cacique é seu inimigo? Ele quer lerrâr com lodo
mundo? "Náo, ele é nosso amigo, ele gosta de nós, ele nos protege, ele
vai para a guerra em nosso lugarl" Nâo é assim que ele faz? 'Ah, âgora
nós precisamos nos garantir contra o câciquel" Se chegou âo ponto de
você precisâr se galântir contrâ o cacique, você iá está ferado. Porque a
hora em que você inventar uma gârantia, elc vai inventar outra melhor
A disparidade dc poder é uma componente estrutural dâ nâtureza
humanâ, um ser humâno pode mais do que o outro, e pode incalcula-
velmente nais do que o outro, sempre foi assim. Se você disscr: "Náo,
é a burguesiâ porque ela tem poder econômico..." Você tirâ o poder
econômico, ela inventâ oulro poder pior 'Ah, mâs nós precisamos
Iazer o controle extemo delel" Está bom. ele vai inventar o controle
interno do controle externo. Náo tem ieito, nós nunca vâmos nos li'
vrar do poder, esse é que é o negócio. A melhor coisa se a atravós dc
inllLrências culturais e religiosas você moderar o pode! acalmar o carâ:

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SGA A Setaiço clo Espotte:
S tr eÍ c hi n I G lo b al Ati ú o
Norbert Grâu

Fundamentos d.o SGA


Philippe Souchard

Sua Imagefi, sua Escolha


Munir Curi

Eutofiia: Arte e Pensamento


Hugo César Perone

Coleçâo É Infanto ,uvenil

O Ptíl1cípe das Pedrus


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Leitums sugeridas
olavo de Carvalho

RENOUVIER, Chades C/niq,e da ]a Philasaphie de Kant,


paris, Al.e 1906.

CASSIRER. Emst Kaàr: yrda, Ddrrira, trad. Wencestâo Ro.es.


Mêxicô, FC E , 1948.

VERNEAUX, RogerIe yo.aâ a irc rte Kant Dôchine et Méíhot1es, 2 úLt ,


pai s. Au bier.Moniaignê, r963
Dados Internaci onais de CâtalóÊâcá. nâ PLblicaçao (CI P)
(Câmara BrasileiE do Livrc sB Brásil)

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aula20 líosoliâ nà Idade Moderm
aú1a21 lilôsolia Anglo Saxônica
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