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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ESTUDO BÍBLICO - O LEÃO FERIDO

JUÍZES 13: 2-5

2 - E havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, cujo nome era Manoá; e


sua mulher, sendo estéril, não tinha filhos.

3 - E o anjo do SENHOR apareceu a esta mulher, e disse-lhe: Eis que


agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um
filho.

4 - Agora, pois, guarda-te de beber vinho, ou bebida forte, ou comer


coisa imunda.

5 - Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não
passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus.

JUÍZES 16: 20-21

20 - E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou ele do


seu sono, e disse: Sairei ainda esta vez como dantes, e me sacudirei.
Porque ele não sabia que já o SENHOR se tinha retirado dele.

21 - Então os filisteus pegaram nele, e arrancaram-lhe os olhos, e


fizeram-no descer a Gaza, e amarraram-no com duas cadeias de
bronze, e girava ele um moinho no cárcere.

JUÍZES 16: 22

22 - E o cabelo da sua cabeça começou a crescer, como quando foi


rapado.

JUÍZES 16: 27-30

27 - Ora estava a casa cheia de homens e mulheres; e também ali


estavam todos os príncipes dos filisteus; e sobre o telhado havia uns
três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão brincar.

28 - Então Sansão clamou ao SENHOR, e disse: Senhor DEUS, peço-te


que te lembres de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para
que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos.
29 - Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se
sustinha a casa, e arrimou-se sobre elas, com a sua mão direita numa,
e com a sua esquerda na outra.

30 - E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força,


e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e
foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara
em sua vida.

O nazireu é uma pessoa consagrada a Deus por voto de seus pais ou


dela mesma. Na Bíblia Sagrada encontramos a história de Sansão, um
nazireu especial, com uma unção especial. Sansão foi consagrado
nazireu não pelo voto dele ou de seus pais, mas sim da vontade de
Deus. Porém em determinada época de sua vida, Sansão se encontra
preso, cego, humilhado e fraco. Veja bem que Sansão nunca deixou de
ser nazireu, (igual a parábola do filho pródigo, o filho nunca deixou de
ser filho), no entanto se encontrava em uma situação humilhante, mas
um nazireu de Deus, é parecido com um leão ferido, ainda fraco oferece
perigo ao inimigo.

No final da história de Sansão, a Bíblia nos conta que ele matou mais
inimigos na sua morte do que em sua vida toda. Pois ele novamente
buscou a Deus em sua fraqueza, seus cabelos cresceram, ou seja ainda
cego viu pela fé, preso creu na liberdade do Senhor, na fraqueza
encontrou força e na humilhação foi exaltado pelo Senhor de Todo
Poder.

Hoje encontramos príncipes do Senhor (Dn 1: 3), presos nas drogas, na


prostituição, na corrupção, em todo tipo de artimanhas do diabo.
Quantos são que estão presos por doenças físicas e emocionais, quantos
estão cegos espiritualmente, presos pela religiosidade, humilhados
financeiramente, enfim o moinho do cárcere que Sansão girava só
mudou o nome, mas as cadeias de bronze são as mesmas.

Talvez você seja um nazireu de Deus, um filho pródigo longe do Pai, um


príncipe do Senhor cheio de talentos, mas que se encontra em cadeias,
e estas cadeias lhe deixam cego, fraco e humilhado. Quantos nazireus
de Deus estão como brinquedo nas mãos do adversário, sendo usados
apenas para destruição, morte e roubo.

Você pode mudar esta situação, e o Senhor deseja mudar sua vida,
quebre as cadeias que te impedem de andar conforme um Ungido de
Deus, para isso Deus quer que você:
1) Quebre os grilhões; através da comunhão e intimidade com Ele (Jz
16:22), enquanto o cabelo de Sansão crescia, crescia também sua
comunhão através da busca e da oração.

2) Abra os olhos; tendo ousadia para procurar ver aquilo que Deus tem
para você, não aceite o medo que escraviza (Rm 8: 15), olhe através da
fé.

3) Resista em tempos de humilhação; (1 Co 10: 13), peça ao Senhor


Unção de resistência em tempos difíceis, nas tentações, nas lutas
diárias, etc. Para cada dia de vergonha Deus lhe dará dupla honra.

4) Peça força nas fraqueza; (Jz 16: 28), Deus é especialista em


confundir o inimigo, na área de sua fraqueza será lugar de fortaleza,
Deus te dará força para caminhar, para guardar a fé, para lutar, etc.
Quando estou fraco então sou forte (2 Co 12: 10).

Deus vai quebrar os grilhões que impedem de andar no Espírito, de


andar pela fé, e de andar na Unção, você será um verdadeiro ungido e
nazireu de Deus, em nome de Jesus!

Ao Senhor nosso Deus, seja a Glória, o Louvor, o Domínio e as Ações de


Graça para todo o sempre. Amém!
às 11/09/2009 08:52:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0
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Qual deve ser o vocabulário de um obreiro??

A paz do Senhor,amados! Estou de volta depois de uns dias de muita


paz e descanso em Santa Catarina.Mesmo assim, meu senso crítico
continuou bastante aguçado, afinal estava de férias do trabalho e não do
reino de Deus. Todo Cristão é (re)conhecido pelo seu bom testemunho,
por uma vida digna, irrepreensível, santa... Mas o que anda
acontecendo com os crentes dos dias hodiernos? O que anda
acontecendo em nossas igrejas que permitem que tudo seja visto como
uma atitude normal? O secularismo, o mundanismo, a carnalidade e o
diabo têm sido aliados fortíssimos na destruição de conceitos que antes
eram tidos como sadios e edificantes. Hoje, tudo é “normal”...Vamos ao
que interessa... Tive contato com alguns “obreiros”, “ministros” do
evangelho nessa minha “andança”.O que tenho observado é que falta
santidade e sobra carnalidade na vida de alguns que se dizem
verdadeiros “homens de Deus”. É lamentável que tenhamos que escutar
da mesma boca que diz pregar o evangelho conversa maliciosa e de
duplo sentido :“A boca fala daquilo que o coração está cheio”. (Mt
15:18). Um vocabulário que não condiz com a posição de embaixador
do Reino. Obreiros, homens casados que deixam que o velho homem
ainda prevaleça em suas vidas.Nem todos podem fazer como Isaias: Ai
de mim, que vou perecendo porque eu sou um homem de lábios
impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios, e os meus olhos
viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!Ficam então, algumas verdades que
devem ser latentes na vida de um obreiro aprovado:

1. O verdadeiro obreiro deve ter uma vida digna não só diante de Deus,
mas também dos homens.

2. O verdadeiro obreiro tem que ter a palavra de Deus no coração e na


boca.

3. O verdadeiro obreiro tem que respeitar o seu próximo, deve exalar o


bom cheiro de Cristo.

4. O verdadeiro obreiro é cheio do Espírito Santo e o fruto do Espírito


deve ser notório em sua vida.

5. O verdadeiro obreiro tem compromisso com o Reino e com a verdade.


O seu “vaso” é para honra e não para desonra.Na dúvida?? Se for para
falar besteira é melhor ficar calado...Paz do Senhor!
às 11/09/2009 03:49:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009


Regras da Hermenêutica

Regras da Hermenêutica
Regra Fundamental (Primeira Regra)
A Escritura explicada pela Escritura, ou seja: a Bíblia, sua própria
intérprete.

Segunda Regra
É necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da
frase.

Terceira Regra
É necessário tomar a frase no sentido indicado no contexto, a saber, os
versículos que precedem e seguem ao texto que se estuda.

Quarta Regra
É preciso tomar em consideração o objetivo ou desígnio do livro ou
passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras.

Quinta Regra - Primeira Parte


É necessário consultar as passagens paralelas.

Quinta Regra – Segunda Parte

Paralelos de idéias
Para conseguir a idéia completa e exata do que ensina a Escritura neste
ou naquele texto determinado, talvez obscuro ou discutível, consultam-
se não só as palavras paralelas, mas os ensinos, as narrativas e fatos
contidos em textos ou passagens aclaratórios que se relacionem com o
dito texto obscuro ou discutível. Tais textos ou passagens chamam-se
paralelos de idéias.

Quinta Regra – Terceira Parte

Paralelos de ensinos gerais


Para a aclaração e correta interpretação de determinadas passagens não
são suficientes os paralelos de palavras e idéias; é preciso recorrer ao
teor geral, ou seja, aos ensinos gerais das Escrituras.

às 10/30/2009 10:42:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0


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sábado, 24 de outubro de 2009


Nomes e Títulos de Deus.
Conheça abaixo uma relação de nomes, juntos com seus significados, atribuídos a
Deus e que muitos deles são muito usados hoje em dia por grupos, ministérios etc.

AARÁ - Meu Pastor


ADON HAKAVOD - Rei da Glória
ADONAI – Senhor
ATTIQ YÔMIN - Antigo de Dias
EL CANÁ - O Deus zeloso
EL DEOT - O Deus das Sabedorias
EL ELAH - Todo Poderoso
EL ELHÔHÊ ISRAEL - Deus de Israel
EL ÔLAM - Deus Eterno
EL RAÍ - O Deus que tudo vê
EL ROI - Deus que vê
EL SHADAI - Deus Todo Poderoso
ELIOM – Altíssimo
ELOHIM – Criador
ELOI - Senhor de todas as coisas
GIBBOR – Poderoso
JEHOSHUA - Javé é a Salvação
JEOVÁ ELOHEKA - O Senhor teu Deus
JEOVÁ HOSSEU - O Senhor que nos criou
JEOVÁ JASER - O Senhor é Reto
JEOVÁ JIRÉ - O Senhor provê
JEOVÁ NISSI - O Senhor é a minha bandeira
JEOVÁ SEBHÃÔH - O Senhor dos Exércitos
JEOVÁ SHALOM - O Senhor é paz
JEOVÁ SHAMMAH - O Senhor está presente
JEOVÁ TSIDIKENU - O Senhor é a nossa justiça
KADOSH – Santo
KADOSH ISRAEL - Santo de Israel
MALAH BRIT - O Anjo da Aliança
MAOR - Criador da Luz
MARGEN – Protetor
NIKADISKIM - Que nos santifica
PALET – Libertador
RAFÁ - Que cura
ROBECA - Que te sara
SALVAON - Senhor Todo Poderoso
SHAPHATAR – Juiz
YAVEH EL ELION NORAH - O Senhor Deus Altíssimo é Tremendo
YAVEH TIÇAVAOT - Senhor das Hostes Celestiais
YESHUA – Jesus
YHWH - Nome impronunciável de Deus; sempre que aparece na Bíblia, é
traduzido como Senhor
YOHANAN - Yohanan ou Yehohanan (João) que se decompõe em Yeh, Yo, Yaho
(abreviações de Yahweh, Javé, Deus) e hanan (compadecer-se), com o sentido de
Deus teve misericórdia, se compadeceu.

Fonte de Apoio: yohanan


às 10/24/2009 09:34:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009


A IGREJA DE JESUS, SUA NATUREZA E MISSÃO (Mt 16.18)

"Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a


minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." (Mt
16.18)

O texto acima expressa alguns aspectos fundamentais sobre a natureza


e o propósito da Igreja de Jesus, manifestos por ele mesmo. Vejamos:

A IGREJA NÃO ESTÁ EDIFICADA SOBRE UM MERO FUNDAMENTO


HUMANO

"...e sobre esta pedra edificarei..." (kaí epí taúte té pétra


oikodouméso)

A pedra (pétra) sobre a qual a Igreja (ekklesían) seria edificada


(oikodouméso) é o próprio Jesus. Essa verdade pode ser claramente
confirmada em 1 Co 3.11:

"Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto,
o qual é Jesus Cristo."

A firmeza e a solidez da Igreja não se sustenta sobre as habilidades e


competências humanas de seus líderes e membros. Não se sustenta,
também, sobre a influência e poder dos tais, nem tampouco sobre a
sabedoria ou eloquência dos mesmos. É em Jesus que a Igreja está
firmada, e sobre quem ela está edificada.

A IGREJA É ÚNICA

"...a ..." (tén)


A Igreja de Jesus é única. Na perspectiva espiritual e orgânica não
existem "igrejas". As igrejas locais (visíveis e institucionalizadas) não
expressam em sua totalidade a natureza da verdadeira Igreja
(invisível). Só existe uma Igreja verdadeira, as outras são falsas. Onde
se encontra a Igreja verdadeira?

- Nas denominações evangélicas pentecostais, neopentecostais,


históricas e reformadas? Sim.
- Nas comunidades cristãs? Sim.
- Nos caminhos? Sim.
- Em outros grupos que declaram sua fé em Jesus? Sim.

Mas, onde se encontra então, a igreja falsa?

- Nas denominações evangélicas pentecostais, neopentecostais,


históricas e reformadas? Sim.
- Nas comunidades cristãs? Sim.
- Nos caminhos? Sim.
- Em outros grupos que expressam sua fé em Jesus? Sim.

Na Bíblia, onde a verdade e a vontade de Deus se manifestam,


encontramos as características da verdadeira Igreja. Observemos
algumas:

- A verdadeira Igreja é composta por aqueles que já nasceram de novo


(Jo 3.3-8)
- A verdadeira Igreja é composta pelos amigos de Jesus (Jo 15.14)
- A verdadeira Igreja vive em verdade (Jo 17.17)
- A verdadeira Igreja vive em unidade (Jo 17.21)
- A verdadeira Igreja vive em amor (Jo 17.26)
- A verdadeira Igreja vive em santidade (1 Pe 1.15)
- A verdadeira Igreja vive para a glória de Deus (1 Co 10.31)

Tudo e todos que não vivem, ou não buscam viver e experienciar as


características acima descritas, não é Igreja de Jesus.

A IGREJA TEM DONO

"...minha Igreja,..." (mou tén ekklesían)

A Igreja tem dono, e pode ter certeza que não é nenhum pastor ou líder
nacional, regional ou local. Jesus não tem sócios na Igreja. Apesar de
muitos na atualidade agirem como se fossem donos da Igreja, na
realidade, se portam (ou são) como donos das instituições religiosas por
eles fundadas, herdadas e dirigidas. Essa postura inclui:

- Colocar o patrimônio físico da igreja (instituição) em seu nome, ou em


nome de familiares e parentes;
- Beneficiar-se financeiramente de forma absurda da igreja (instituição),
além de beneficiar familiares, parentes e amigos;
- Estabelecer o filho ou algum parente como sucessor, para assim
manter os privilégios (exploração e poder);
- Ditar as normas, as regras, os costumes e a tradição da igreja
(instituição);
- Ameaçar aqueles que discordam de seus posicionamentos com cortes
de salários, demissões, mudanças para campos, congregações ou
trabalhos menores ou mais difíceis; perda de cargos e funções em
mesas diretoras, supressão de oportunidades para ensino e pregação
etc;

Os donos das igrejas (instituições) estão por toda a parte, deitando e


rolando, fazendo e acontecendo, achando-se poderosos e irremovíveis.
Para estes Jesus diz:

"Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das


primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu
candeeiro, caso não te arrependas." (Ap 2.5)

"pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem
sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu." (Ap 3.17)

A IGREJA É INDESTRUTÍVEL

"...e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." (kaí púlai


hádou ou katiochúsousin autés)

Nada, nem ninguém, poderá destruir a Igreja de Jesus. Quem não é do


céu, é do inferno!

- As falsas doutrinas não prevalecerão contra ela;


- As perseguições não prevalecerão contra ela;
- As tradições humanas não prevalecerão contra ela;
- O legalismo farisaíco cristão não prevalecerá contra ela;
- O moralismo não prevalecerá contra ela;
- As injustiças não prevalecerão contra ela;
- A politicagem interna e externa não prevalecerá contra ela;
- O jogo de poder não prevalecerá contra ela;
- Os movimentos sociais pós-modernos que militam por causas que não
se sustentam biblicamente não prevalecerão contra ela;
- Os falsos pastores não prevalecerão contra ela;
- Os falsos ensinadores e pregadores da falsa prosperidade, da vitória
financeira e das barganhas vergonhosas não prevalecerão contra ela;
- Os falsos cantores e bandas "evangélicas" não prevalecerão contra ela;
- Os falsos crentes não prevalecerão contra ela;
- Os políticos e poderosos deste mundo não prevalecerão contra ela;
- O diabo e seus demônios não prevalecerão contra ela;

Exaltado seja Jesus, o Senhor da Igreja!

A IGREJA AVANÇARÁ CONTRA OS SEUS INIMIGOS

"...as portas do inferno..." (púlai hádou)

A metáfora aqui utilizada é de dois reinos em guerra. Na antiguidade as


cidades eram fortificadas com altas muralhas e portas firmes, para que
durante os ataques sofridos, pudessem resistir firmemente. Nos textos e
filmes épicos, podemos ver claramente este fato evidenciado. O reino ou
cidade que sofre o ataque se protege como pode por trás dos muros e
das portas, tentando resistir de todas as formas ao reino ou exército
atacante.

Jesus está nos afirmando claramente que a sua Igreja não ficará acuada
timidamente ou covardemente por trás de seus "muros" e "portas",
enquanto o "inferno" lhe ataca. Pelo contrário, a Igreja de Jesus, no
poder e na unção do Espírito, é que parte para atacar as portas do
inferno (poder simbólico das forças espirituais que atuam neste mundo),
encurralando-o e saqueando-o. A verdadeira Igreja está fazendo isto.
Apesar das ameaças, do poderio e da grande resistência do inimigo, ela
não apenas avançará, mas, triunfará para o louvor e glória de Deus.

Você faz parte da Igreja de Jesus?


às 10/15/2009 05:09:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009


Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica

SATANÁS ! SUA ORIGEM, OBRA E DESTINO

Nenhum crente na inspiração plenária das Escrituras pode duvidar da


existência de um diabo pessoal. A realidade de semelhante entidade
está indelevelmente estampada nas páginas do Santo Escrito. "Não
podemos negar a personalidade de Satanás, exceto sobre princípios que
nos compeliriam a negar a existência de anjos, a personalidade do
Espírito Santo e a do Pai, Deus" (Strong, Systematic Theology, pág.
223).

Ainda mesmo que a Bíblia nada dissesse da existência de um tal ser,


talvez fôssemos compelidos a crer na sua existência como uma
explanação do poder sutil e escravizador do pecado.
I. A ORIGEM DE SATANÁS

A existência de um ser ímpio tal como Satanás é, em face de nossa


crença em Deus como sendo infinitamente santo e contudo criador de
todas as outras coisas, apresenta esta pergunta inescapável: Como
vamos dar conta de sua existência?

Cético tem imaginado que a pergunta: Quem fez o diabo? Oferece uma
objeção irrespondível à doutrina cristã de Deus. Mas a Bíblia responde a
esta pergunta clara e razoavelmente.

1. SATANÁS, UM ANJO DECAÍDO.

Afirmamos isso pelas três seguintes razões:

(1) Ele é da mesma natureza que os anjos.


As obras atribuídas ao diabo tornam tarefa a nós impossível
compreendê-lo algo outro que incorpóreo. Se ele fosse material, limitar-
se-ia ao espaço; e, portanto, não poderia prosseguir com as obras
universais de impiedade a ele atribuídas na Bíblia.

(2) Ele é o líder de certos anjos.


Em Mateus 25:41 Cristo usa a expressão: "O diabo e seus anjos".

(3) Um destino comum espera Satanás e esses anjos.


Na passagem referida há pouco a Cristo Ele nos conta que o inferno foi
preparado tanto para o diabo como para seus anjos.
Concluímos que esses anjos dos quais Satanás é o líder e de cujo
castigo ele se aquinhoará são os anjos decaídos mencionados por Pedro
e Judas. Parece-nos claro, então, que Satanás mesmo é um anjo
decaído.

A declaração em João 8:44 para o efeito que o diabo "foi homicida


desde o princípio" não precisa de ser tomada como permanecendo em
conflito com o precitado. A expressão "desde o princípio" não precisa de
ser tomada como referindo-se ao princípio da existência do diabo: pode
referir-se, e cremos que se refere, ao princípio da história humana.

2. DADOS DA QUEDA DE SATANÁS.

Cremos que temos na Escritura duas relações fragmentárias da queda


de Satanás. Referimo-nos a Ezequiel 28:12-18 e Isaías 14:12-17.

A primeira dessas passagens foi endereçada ao rei de Tiro; a segunda


ao rei de Babilônia. Em ambas, mas mais especialmente na primeira,
algo da linguagem é forte demais para aplicar-se a qualquer homem.
Cremos que essas passagens, quais muitas outras profecias, tem uma
dupla referência. Isto é verdade de algumas das profecias concernentes
ao reajuntamento de Israel: sendo a sua referência imediata à volta de
Israel após os setenta anos de cativeiro na Babilônia. Mas, elas fazem
também uma clara referência remota ao reajuntamento de Israel
disperso no fim dos tempos. Em Mateus 24:4-51 temos uma dupla
referência maravilhosamente trabalhada em conjunto. A razão desta
dupla referência é que a destruição de Jerusalém em 70 A. D. foi um
tipo do cerco final de Jerusalém logo em precedência ao segundo
advento de Cristo à terra para julgar o mundo e estabelecer o Seu reino
milenial; e, sem duvida, a razão da dupla referência nas passagens que
estamos considerando de Ezequiel e Isaias é que os reis de Tiro e
Babilônia foram tomados como tipos "do homem do pecado" (2
Tessalonicenses 2:3,4), a "besta" do Apocalipse (Apocalipse 13 e 17),
que não será senão uma ferramenta nas mãos de Satanás. Portanto, as
palavras dos profetas vêem além desses reis ao poder dominante atrás
deles, dirigindo-se a Satanás através dos seus representantes. Temos
outros casos onde Satanás está assim endereçados. Em Gênesis 3:15
Satanás está endereçado através da serpente, seu instrumento e em
Mateus 16:22,23 através de Pedro, em quem Cristo percebeu o espírito
de Satanás.

(1) Referência a Satanás na sua condição Intacta.


"Tu és o Selador da soma, cheio de sabedoria e perfeito em formosura;
estavas no Edem, jardim de Deus, toda a pedra preciosa era a tua
cobertura: sardônia, topázio, diamante, ônix, jaspe, safira, carbúnculo,
esmeralda e ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava
em ti, foram preparados no dia em que foste criados. Tu eras o
querubim, ungido para cobridor e te estabeleci; no monte santo de Deus
estavas, no meio das pedras fulgentes andavas. Perfeito eras nos teus
caminhos desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade
em ti" (Ezequiel 28:12-15).

(2) Referência à queda de Satanás.


"Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência e
pecaste; pelo que te lançarei profanado do monte de Deus e te farei
perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras fulgentes. Elevou-se
o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria
por causa do teu resplendor, por terra te lancei, diante dos reis te pus,
para que a ti olhem. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça
do teu comércio profanaste os teus santuários. Eu, pois, fiz sair do meio
de ti um fogo que te consumiu a ti e te tornei em cinzas sobre a terra,
aos olhos de todos os que te vêem" (Ezequiel 28:16-18).

"Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva do dia?


Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações? E tu dizias
no teus coração: Eu subirei ao céu, por cima das estrelas de Deus
exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, da
banda dos lados do Norte. Subirei sobre as alturas das nuvens e serei
semelhante ao Altíssimo. E contudo derribado serás no inferno, aos
lados da cova. Os que te virem te contemplarão, considerar-te-ão e
dirão: É este o varão que fazia estremecer a terra e que fazia tremer os
reinos? Que punha o mundo como deserto e assolava as suas cidades?
Que a seus presos não deixava soltos para suas casas?" (Isaías 14:12-
17).

Destas duas relações parece claro que Satanás caiu pelo orgulho. Está
isto em harmonia com as seguintes passagens:

Provérbios 16:18. A soberba precede a ruína e o espírito altivo a queda.

1 Timóteo 3:2,6. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível ... não
neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do
diabo.

Por Ezequiel entendemos que Satanás acupava lugar muito elevado


entre os anjos no seu estado intacto. "Eras o querubim ungido que
cobrias e eu te estabeleci, de maneira que estavas sobre o santo monte
de Deus". Notai que ele não era "um querubim ungido", mas "o
querubim ungido". "Ungido" quer dizer separado como um sacerdote ao
serviço de Deus. "O ungido querubim que cobre" alude provavelmente
ao querubim que cobria o propiciatório com suas asas no templo (Êxodo
37:9). Isto parece indicar que o diabo era o líder da adoração angélica;
provavelmente ocupava o lugar que agora é ocupado por Miguel, o
arcanjo.
II. A OBRA DE SATANAZ

1. O PECADO ORIGINADO NO UNIVERSO.


As passagens supra, que dão um relato velado da queda de Satanás,
apontam-nos a narrativa mais antiga que temos na Bíblia sobre o
pecado. Sabemos que Satanás caiu antes do homem, porquanto
Satanás solicitou o homem ao pecado. "O pecado não foi uma criação
mas uma origem: veio a existir pelo auxilio daquele que teve existência
anterior, nomeadamente, personalidade e o poder de livre escolha. Deus
não criou esse ser como o Diabo, mas como um anjo santo, o qual
originou o pecado pela desobediência e se transformou no diabo ímpio
que é hoje (Bancroft, Elemental Theology).

2. INTRODUZIU O PECADO NA FAMÍLIA HUMANA.


Gênesis 3:1-16. Há uma conexão íntima entre o que notamos de Isaias
a respeito do diabo e o seu método de seduzir Eva. Satanás foi
enxotado do céu porque disse: "Far-me-ei semelhante ao Altíssimo". Ele
enganou Eva por dizer-lhe que, em vez de morrer como resultado de
comer o fruto proibido, torna-se?ia ela "como Deus, conhecendo o bem
e o mal".

3. POSSUI E CONTROLA O MUNDO


Jó 9:24; Mateus 4:8,9; João 12:31; 14:30; 16:11; 2 Coríntios 4:3,4;
Efésios 6:12. Deus possui o mundo (Salmos 24:1), mas, como lemos
em Jó 9:24, o mundo foi dado na mão de Satanás temporariamente e
Satanás o domina, sujeito a tais limitações como Deus se apraz impor.
Vide Salmos 76:10.

4. ACUSA O POVO DE Deus.


Jó 1:6-9; 2:3-5; Apocalipse 12:9,10. "Diabo" significa "acusador" ou
"enganador".

5. TAMBÉM PROVA, ESCONDE, RESISTE E ESBOFETEIA.


Lucas 22:31; 1 Tessalonicenses 2:18; Zacarias 3:1; 2 Coríntios 12:7.

6. PROCURA OPOR-SE E ESCONDER A OBRA DE DEUS.


Mateus 13:39; Marcos 4:15; 2 Coríntios 11:14,15; 2 Tessalonicenses
2:9,10; Apocalipse 2:10; 3:9.
7. TENTA, ENLAÇA E GUIA OS HOMENS AO MAL.
1 Crônicas 21:1; Mateus 4:1-9; João 13:2,27; Atos 5:3.

8. CONTROLA E CEGA OS PERDIDOS.


João 8:44; 12:37-40; Atos 26:18; 2 Coríntios 4:4; 2 Timóteo 2:26. A
cegueira em 2 Coríntios 4:4 e aquela em João 12:37-40 são o mesmo.
Sua causa imediata é a depravação da natureza carnal. Diz-se que o
diabo é o autor desta cegueira porque ela é o autor do pecado. Na
derradeira passagem é atribuída a Deus porque é pela vontade
permissiva de Deus que se concedeu ao diabo trazer o pecado ao
mundo. Para mais extensa discussão desta cegueira vide o capítulo
sobre a livre agencia do homem.

9. CAUSA ENFERMIDADES.
Lucas 13:16; Atos 10:38.

10. TEM O PODER DA MORTE.


Hebreus 2:14.

Mas, graças sejam dadas a Deus, toda a obra de Satanás está


senhoreada pela onipotência e onisciência de Deus e é feita para operar
ultimadamente para glória de Deus e para o bem dos santos. Vide
Salmos 76:10; Romanos 8:31; 2 Coríntios 12:7; Efésios 1:11.

Na queda de Pedro temos um exemplo excelente de como Deus é


glorificado e os santos beneficiados mesmo atravéz da tentação do
diabo que atualmente produz o pecado nas vidas dos santos. A
experiência de Pedro em negar a Cristo fê-lo homem diferente dele
mesmo. No julgamento de Jesus ele Pedro acovardou-se ante uma
criadinha, mas no Pentecostes ele topou a multidão dos crucificadores
de Cristo com palavras ardentes de condenação. A queda de Pedro
tirou-lhe a Fiúza em si mesmo. Assim, Satanás, buscando a completa
ruína de Pedro, como ele teve a de Jó, peneirou a palha e deixou o trigo.
Podemos ver também que as aflições de Satanás trouxeram no fim
maiores bênçãos a Jó.
III. O DESTINO DE SATANAZ

A noção comum que Satanás está agora no inferno não é correta. O


mesmo é verdade da idéia de Satanás ficar sempre no inferno como o
que inflige tormento sobre outros. Ele habita agora nos ares (Efésios
6:11,12), tem acesso a Deus (Jó 1:6) e é ativo sobre a terra (Jó 1:7; 1
Pedro 5:8). Mas, finalmente, Satanás será lançado no inferno.
Já notamos que o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos. Na
passagem seguinte temos a relação de como ele será lançado no
inferno:

"E o diabo que os enganou foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde
também estão a besta e o falso profeta; e serão atormentados dia e
noite para todo o sempre" (Apocalipse 20:10).

Isto é para acontecer ao cabo do "pouco tempo", durante o qual é para


Satanás ser solto outra vez após o milênio. Precedendo o milênio, a
besta e o falso profeta serão lançados no lago de fogo (Apocalipse
19:20).

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.


Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
às 9/21/2009 11:34:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários

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HERESIOLOGIA

Heresiologia é o estudo das heresias. Heresia deriva da palavra


háiresis e significa: escolha, seleção, preferência. Daí surgiu a palavra
seita (latim secta - doutrina ou sistema que diverge da opinião geral e é
seguido por muitos), por efeito de semântica. Do ponto de vista
cristão, heresia é o ato de um indivíduo ou de um grupo afastar-se do
ensino da Palavra de Deus e adotar e divulgar suas próprias idéias, ou
as idéias de outrem, em matéria de religião.

1. CONHECENDO AS SEITAS
As Seitas estão em todos os lugares. Algumas são populares e
amplamente aceitas. Outras são isolacionistas e procuram se
esconder, para evitar um exame de suas ações. Elas estão crescendo e
florescendo a cada dia. Algumas seitas causam grande sofrimento aos
seus seguidores, enquanto outras até parecem muito úteis e
benéficas.
Com a proximidade do final do século, surgiram novas seitas
religiosas e filosóficas responsáveis pelos mais absurdos
ensinamentos com relação ao final dos tempos. Essas idéias confusas
estão sendo despejadas em cabeças incautas, acabando muitas vezes
em tragédias de grandes proporções.
Em 1978, o então missionário norte-americano Jim Jones, foi
responsável pela morte de 900 seguidores, na Guiana Francesa, todos
envenenados após Ter anunciado a eles o fim do mundo. Um fato
interessante desse trágico acontecimento foi o depoimento de um dos
militares americanos responsáveis pela remoção dos corpos. Ele disse
que, após vasculhar todo o acampamento, não foi encontrado um só
exemplar da Bíblia. Jim Jones substituiu a Bíblia por suas próprias
palavras.
Em 1993, o líder religioso David Koresh, que se intitulava a
reencarnação do Senhor Jesus, promoveu um verdadeiro inferno no
rancho de madeira, onde ficava a seita Branch Davidian. Seduzindo os
seguidores com a filosofia de que deveria morrer para depois
ressuscitar das cinzas, derramou combustível no rancho e ateou fogo,
matando 80 pessoas, incluindo 18 crianças.
Em 1997, outra seita denominada Heaven’s Gate (Portão do Céu), que
misturava ocultismo com fanatismo religioso, levou 40 seguidores ao
suicídio. Na ocasião, essas pessoas acreditavam que seriam
conduzidas para outra dimensão em uma nave que surgiria na cauda
do cometa Halley Bop.
No Brasil também existem muitas seitas e denominações que se
reforçam em profecias do Apocalipse. Uma das mais conhecidas,
devido ao destaque dado pela mídia, são as Borboletas Azuis, da
Paraíba, que em 1980 anunciou um dilúvio para aquele ano.
Em Brasília, encontra-se o Vale do Amanhecer, que conta com
aproximadamente 36.000 adeptos. No Paraná, um homem de nome Iuri
Thais, se auto-intitula como o próprio Senhor Jesus reencarnado.
Fundador da seita Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade,
ele parece ter decorado a Bíblia de capa a capa e, com isso, tem
enganado a muitos.
Muitas das seitas são conhecidas dos cristãos brasileiros, a saber:
Mormonismo, Testemunhas de Jeová, etc. Mas muitas novas seitas
pseudo-cristãs estão chegando ao Brasil e são pouco conhecidas:
Igreja Internacional de Cristo/Boston (Igreja de Cristo, no Brasil),
Ciência Cristã, Escola Unida do Cristianismo, Meninos de Jesus etc.
Quase todas essas seitas refutam a Trindade (com a conseqüente
diminuição do Senhor Jesus Cristo), a ressurreição, a salvação pela
Graça e contrariam outros princípios bíblicos.

a. ASPECTOS COMUNS
Existem muitos aspectos comuns entre as seitas que têm se
disseminado pelo mundo. É importante que nós saibamos reconhecer
suas características, a fim de que não sejamos enganados ou até
mesmo desviados da verdadeira fé cristã.
1) As seitas subestimam o valor do Senhor Jesus ou colocam-no numa
posição secundária, tirando-lhe a divindade e os atributos divinos
como conseqüência.
2) Crêem apenas em determinadas partes da Bíblia e admitem como
"inspirados" escritos de seus fundadores ou de pessoas que repartem
com eles boa parte daquilo que crêem;
3) Dizem ser os únicos certos;
4) Usam de falsa interpretação das escrituras;
5) Ensinam o homem a desenvolver sua própria salvação, muitas
vezes, sob um conceito totalmente naturalista;
6) Costumam buscar suas presas em outras religiões, conseguindo
desencaminhar para o seu meio, inclusive, muitos bons cristãos.

b. CONHECENDO MAIS
Este esboço básico lhe dará informações de como as seitas trabalham
e como evitá-las. Se você tem alguém conhecido que está perdido
numa seita, é preciso orar e pedir ao Senhor que tire essa pessoa de lá
e lhe dê a perspicácia e as ferramentas para ajudá-lo neste trabalho.
Pode ser uma tarefa longa e árdua, porque, definitivamente, este não é
um ministério fácil.

1) O que é uma seita?


Geralmente é um grupo não-ortodoxo, esotérico (do grego esoterikós,
que significa conhecimento secreto, ao alcance de poucos). Podem ter
uma devoção a uma pessoa, objeto, ou a um conjunto de idéias novas.
As seitas costumam fazer uso das seguintes práticas:
a) Freqüentemente isolacionistas – para facilitar o controle dos
membros fisicamente, intelectualmente, financeiramente e
emocionalmente.
b) Freqüentemente apocalípticas - dão aos membros um enfoque no
futuro e um propósito filosófico para evitar o apocalipse.
c) Fornecem uma nova filosofia e novos ensinos – revelados pelo seu
líder. 0
d) Fazem doutrinação - para evangelismo e reforço das convicções de
culto e seus padrões.
e) Privação – quebrando a rotina do sono normal e privação de
comida, combinados com a doutrinação repetida (condicionamento),
para converter o candidato a membro.

2) Muitas seitas contém sistemas de convicção "não-verificáveis".


a) Por exemplo, algumas ensinam algo que não pode ser verificado:
(1) Uma nave espacial que vem atrás de um cometa, para resgatar os
membros.
(2) Ou, Deus, um extraterrestre ou anjo apareceram ao líder e lhe
deram uma revelação.

b) Os membros são anjos vindos de outro mundo, etc.


(1) Freqüentemente, a filosofia da seita só faz sentido se você adotar o
conjunto de valores e definições que ela ensina.
(2) Com este tipo de convicção, a verdade fica inverificável,
interiorizada, e facilmente manipulada pelos sistemas filosóficos de
seu(s) inventor(es).

2. O LÍDER DE UMA SEITA:


a. É freqüentemente carismático e considerado muito especial por
razões variadas:
1) O líder recebeu revelação especial de Deus.
2) O líder reivindica ser a encarnação de uma deidade, anjo, ou
mensageiro especial.
3) O líder reivindica ser designado por Deus para uma missão
4) O líder reivindica ter habilidades especiais

b. O líder está quase sempre acima de repreensão e não pode ser


negado nem contradito.

3. COMO SE COMPORTAM AS SEITAS?


a. Normalmente buscam fazer boas obras, caso contrário ninguém
procuraria entrar para elas.
b. Parecem boas moralmente e possuem um padrão de ensino ético.
c. Muitas vezes, quando usam a Bíblia em seus ensinos, utilizam
também "escrituras" ou livros complementares.
1) A Bíblia, quando usada, é sempre distorcida, com interpretações
próprias, que vão de encontro à filosofia da seita.
2) Muitas seitas "recrutam" o Senhor Jesus como sendo um deles,
redefinindo-o adequadamente.

4. ALGUMAS SEITAS PODEM VARIAR GRANDEMENTE...


a. Do estético ao promíscuo.
b. Do conhecimento esotérico aos ensinamentos muito simples.
c. Da riqueza e poder à pobreza e fraqueza.

5. QUEM É VULNERÁVEL A ENTRAR PARA UMA SEITA?


a. Todas as pessoas são vulneráveis.
Rico, pobre, educado, não-educado, velho, jovem, religioso, ateu, etc.
b. Perfil geral do membro em potencial de uma seita (alguns ou todos
os itens seguintes)
1. Desiludido com estabelecimentos religiosos convencionais.
2. Intelectualmente confuso em relação a assuntos religiosos e
filosóficos
3. Às vezes desiludido com toda a sociedade
4. Tem uma necessidade por encorajamento e apoio
5. Emocionalmente carente
6. Necessidade de uma sensação de propósito, um objetivo na vida.
7. Financeiramente necessitado

6. TÉCNICAS DE RECRUTAMENTO
a. As seitas encontram uma necessidade e a preenchem. As táticas
mais usadas são:
1. "Bombardeio de Amor – Love Bombing " – que é a demonstração
constante de afeto, através de palavras e ações.
2. Às vezes há muito contato físico como abraços, tapinhas nas
costas, toques e apertos de mão.
3. Emprestam apoio emocional a alguém em necessidade.
4. Ajuda de vários modos, onde for preciso.
1) Desta maneira, a pessoa fica em débito então com a seita e procura
de algum modo retribuir.
5. Elogios que fazem a pessoa pensar que é o centro das atenções.

b. Muitas seitas usam a influência da Bíblia ou mencionam Jesus como


sendo um deles; dando validade assim ao seu sistema.
1. Escrituras distorcidas;
2. Usam versículos tirados da Bíblia fora do contexto;
3. Então misturam os versículos mal interpretados com a filosofia
aberrante delas.

c. Envolvimento gradual
1. Alterando lentamente o processo de pensamento e o sistema de
convicção da pessoa, através da repetição dos seus ensinos
(condicionamento).
1) As pessoas normalmente aceitam as doutrinas de uma seita um
ponto de cada vez.
2) Convicções novas são reforçadas por outros membros da seita.

7. POR QUE ALGUÉM SEGUIRIA UMA SEITA?


a. A seita satisfaz várias necessidades:
1. Psicológica – Alguém pode ter uma personalidade fraca, facilmente
manipulável;
2. Emocional – A pessoa pode ter sofrido um trauma emocional
recente ou no passado;
3. Intelectual – O membro tem perguntas que este grupo responde.
b. A seita dá a seus membros a aprovação, aceitação, propósito e uma
sensação de pertencer a algum grupo.
c. A seita pode ser atraente por algumas razões. Podem ser. . .
1. Rigidez moral e demonstração de pureza;
2. Segurança financeira;
3. Promessas de exaltação, redenção, "consciência mais elevada" ou
um conjunto de outras recompensas.

8. COMO AS PESSOAS SÃO MANTIDAS NA SEITA?


a. Dependência:
As pessoas querem freqüentemente ficar porque a seita vai de
encontro às suas necessidades psicológicas, intelectuais e espirituais.
b. Isolamento:
1. O contato com pessoas de fora do grupo é reduzido e cada vez mais
a vida do membro é construída ao redor da seita.
2. Fica muito mais fácil então controlar e moldar o membro.
c. Reconstrução cognitiva (Lavagem cerebral):
1. Uma vez que a pessoa é doutrinada, os processos de pensamento
deles/delas são reconstruídos para serem consistentes com a seita e
ser submisso a seus líderes.
2. Isto facilita o controle pelo(s) líder(es) da seita.
d. Substituição:
1. A Seita e os líderes ocupam freqüentemente o lugar de pai, mãe,
pastor, professor etc.
2. Freqüentemente o membro assume as características de uma
criança dependente, que busca ganhar a aprovação do líder ou do
grupo.
e. Obrigação
O membro fica endividado emocionalmente com o grupo, às vezes
financeiramente, etc.
f. Culpabilidade
1. É dito para a pessoa que sair da seita é trair o líder, Deus, o grupo,
etc.
2. É dito também que deixar o grupo é rejeitar o amor e a ajuda que o
grupo deu.
g. Ameaça:
1. Ameaça de destruição por "Deus" por desviar-se da verdade.
2. Às vezes ameaça física é usada, entretanto não freqüentemente.
3. Ameaça de perder o apocalipse, ou ser julgado no dia do
julgamento, etc.
9. COMO PODEMOS TIRAR ALGUÉM DE UMA SEITA?
a. A melhor coisa é não tentar um confronto direto no primeiro
encontro, o que pode assustar o membro e afastá-lo de você.
b. Se você é um Cristão, então interceda em oração pela pessoa
primeiro.
c. Para tirar uma pessoa de uma seita é necessário tempo, energia, e
apoio.
d. Ensine a verdade:
1. Dê-lhe a verdadeira substituição para o sistema de convicção
aberrante que ela aprendeu, ou seja, o Evangelho da Graça de Jesus
Cristo;
2. Mostre as inconsistências da filosofia do grupo, à luz da Bíblia;
3. Estude a seita e aprenda sua história, buscando pistas e
informações.
e e. Tente afastá-lo fisicamente da seita por algum tempo, para quebrar
o laço de isolamento.
f. Dê o apoio emocional de que ele precisa.
g. Alivie a ameaça de que se ele deixar o grupo, estará condenado ou
em perigo.
h. Geralmente, não ataque o líder do grupo, deixe isso para depois.
Freqüentemente o membro da seita tem lealdade e respeito para com o
fundador ou líder.
i. Confronte outros membros da seita ao mesmo tempo, somente
quando for inevitável.

10. APRENDENDO COM AS SEITAS


Ao analisar crenças contrárias à Bíblia e nos empenhar em defender a
nossa fé acabamos por descobrir falhas em nós mesmos que precisam
ser corrigidas, pois, tão grave quanto seguir crenças erradas é "não
viver o que pregamos", não obedecer 'a Palavra de Deus!
VEJA: Os muçulmanos oram cinco vezes por dia 'a Alah , prostrando-
se a ponto de encostar a testa no chão.
- Quantas vezes oramos por dia ao nosso Deus Vivo?
Os budistas e outros religiosos orientais utilizam-se de meditação
constantemente.
- Você tem meditado na Palavra de Deus de dia e de noite como diz o
Salmo 1, verso 2?
Os adeptos da seita Hare Krishna adoram cantar o mantra .
- O que você tem cantado? Você costuma louvar ao Senhor com
frequência ou fica ouvindo e cantando música mundana? (Sl.100)
A Seicho-No-Ie espalha de tal forma suas "belas palavras" que se torna
difícil encontrar alguém que nunca viu um calendário de parede com
suas mensagens de "pensamento positivo".
- Você tem semeado a Palavra de Deus? Você tem visto versículos
bíblicos em paredes ou em calendários?
Os judeus e adventistas guardam o sábado enquanto outros cristãos
defendem o domingo.
- Você tem dedicado 1 dia da semana para Deus?
Mórmons e Testemunhas de Jeová são vistos nas ruas entregando
folhetos e batendo de porta-em-porta propagando seus ensinamentos.
- Você tem feito evangelismo? (Leia Mc 16.15)
A Maçonaria destaca-se pela fidelidade entre os membros uns aos
outros. Quando algum deles precisa de ajuda é prontamente atendido
por seu companheiro de crença.
- Você tem ajudado o seu irmão? (Mt 5.40-48)

Os espíritas são elogiados por seus feitos assistenciais na área de


caridade.
- Será que estamos agindo assim também? O que a Bíblia diz sobre
caridade? (Leia Tg. 1.27)
Católicos durante a missa mantem-se em silêncio enquanto o padre
fala. Da mesma forma em um julgamento as pessoas silenciam-se
enquanto fala o juíz.
- Será que nós, diante da presença do Senhor, por uma questão de
reverência, ficamos sem conversas-de-lado durante o culto?

Católicos confessam seus pecados aos Padres.


- Nós confessamos os nossos pecados uns aos outros conforme
ensina Tg. 5.16?
Algumas pessoas crêem em Astrologia e não saem de casa sem antes
ler o seu "horóscopo do dia".
- E quanto a nós cristãos? Lemos a Bíblia, ao menos um versículo
antes de sair de casa? (Mt 4.4)
Esotéricos "comem" cada livro lançado no mercado editorial
aumentando assim a quantidade e destaque deste gênero nas livrarias.

- Você tem o hábito de ler livros cristãos? De comprar bons livros de


Estudos Bíblicos?
às 9/21/2009 11:23:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009


IGREJA CATÓLICA, A UNICA CERTA?

Eu quero fazer um alerta para você: procure ler a Palavra com o


espírito aberto. Se você, por um acaso, no meio daquilo que estiver
lendo aqui, ficar com raiva de mim, termine de ler esta mensagem para
ver se eu tenho razão ou não. Analise. Para isso, Deus nos deu
discernimento. A Palavra de Deus diz para retermos aquilo que é bom.
Mas esteja seguro de uma coisa: eu não vou falar de religião. Eu vou
falar da Palavra de Deus.

Abra no livro de Atos 11:26. Você me pergunta: “Pastor Juanribe, eu


sou católico, se eu quiser ir para a Paz e Vida, eu posso levar a minha
Bíblia católica?” Claro que pode. Não obstante a Bíblia católica ter
alguns livros a mais do que a protestante, isso não quer dizer que haja
uma diferença brutal que justifique qualquer atitude de repúdio. Você
pode analisar a Palavra também pela Bíblia católica. Eu tenho várias.
Eu tenho a Bíblia católica da Barsa; a Bíblia de Jerusalém, que é uma
excelente Bíblia católica de estudos; tenho também uma Bíblia das
Edições Paulinas. Enfim, tenho várias Bíblias católicas.

O que nós vamos ler agora também está escrito na Bíblia católica:

Atos 11:26, “E sucedeu que todo o ano se reuniram naquela igreja e


ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos pela
primeira vez chamados cristãos”.

O objetivo de se reunir em uma igreja - que vem do grego eclésia e


quer dizer assembléia – é, além de louvar e adorar a Deus, ensinar e
aprender a Palavra. Então, durante um ano eles se reuniram naquela
assembléia, naquela eclésia, naquela igreja, e ensinaram muita gente.
Ali na cidade de Antioquia, pela primeira vez, os discípulos foram
chamados de “cristãos”.

O trecho acima, em vernelho, foi escrito, mais ou menos, no ano 60 da


era atual. Antes disso, os seguidores de Jesus Cristo eram chamados de
várias maneiras; especialmente de discípulos, que quer dizer aluno,
seguidor. Mas em Antioquia, pela primeira vez, chamaram os
seguidores de Jesus de “cristãos”. Portanto, a pessoa que segue os
ensinamentos de Cristo é uma pessoa cristã.

O livro de Atos trata da história inicial da Igreja Cristã. Os primeiros


atos dos discípulos, os relatos históricos, os milagres, a expansão do
Evangelho, a perseguição, morte, martírio. Uma série de coisas. Seria
interessante que você, quando tivesse um tempo, começasse a ler o
livro de Atos dos Apóstolos desde o princípio, porque ele trata
justamente da atuação da igreja cristã sem a presença física de Jesus.
Este livro começa com Jesus Cristo subindo aos céus e dando
instrução para que os seus discípulos pregassem o Evangelho. A partir
de então, surge o relato do que foi acontecendo, e o início da Igreja
Cristã. Este é um documento histórico, original, de grande valor, seja
na Bíblia católica, seja na Bíblia protestante. Ele é um dos documentos
mais valiosos, porque traz a história de maneira fidedigna. Eu creio no
relato deste livro. Creio que ele traz a cada cristão a confirmação
daquilo que Jesus havia prometido: “Preguem o Evangelho a cada
criatura. Quem crer e for batizado, será salvo. E estes sinais seguirão
aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios, falarão novas
línguas, pegarão em serpentes e se beberem qualquer coisa mortífera,
não lhes fará dano algum. E imporão as mãos sobre os enfermos e os
curarão. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos
séculos”.

Quando você lê o livro de Atos dos Apóstolos e vê a perseguição


brutal que os primeiros cristãos sofreram, começando por Jerusalém e
continuando por todos os lugares que eles iam, pode constatar que a
Igreja sofreu muito para ser implantada. Custou muitas vidas, muitos
sofrimentos, muitos açoites. Assim, durante os três primeiros séculos
da nossa era, os cristãos foram brutalmente feridos, maltratados,
perseguidos, despojados, exilados, aprisionados, acorrentados,
torturados, arrastados pelas ruas, jogados aos leões. Hoje é fácil ser
cristão. Aliás, hoje é até chique. Mas naquela época era muito
perigoso. Porém, como alguém pode negar a fé, mesmo sob tortura,
quando se conhece o verdadeiro Cristo? Por causa dessa fé, os
primeiros cristãos enfrentaram a morte, a tortura, o sofrimento. E
ninguém reclamava.

Mas no ano 313 da era atual, o imperador romano Constantino


resolveu deixar a religião do império e, sendo ele mesmo um César,
resolveu que o cristianismo seria a religião oficial do império romano.
Mas dentro de Roma havia também muitos judeus, que se opunham
aos cristãos. Havia também no império romano muitas religiões,
muitos deuses – vários importados da Grécia. Os deuses gregos
também eram adorados no império romano, mas com outros nomes.
Constantino, por decreto, obrigou os judeus a aderirem Jesus Cristo. É
claro que isso é errado, porque a Palavra diz que não é “por força e
nem por violência, mas pelo meu Espírito” (Zc 4:6). No entanto,
Constantino decretou que os judeus teriam que adorar a Cristo. Ele
também decretou que todos os deuses de Roma e do mundo antigo
fossem abolidos e quem pertencesse àquelas religiões, deveria adorar
somente a Cristo. Especula-se muito por que ele teria feito isso: uns
dizem que foi por conversão genuína, outros dizem que ele queria tirar
proveito político de uma religião que crescia, mesmo com mortes e
perseguições. Enfim, disseram que ele tentou se aproveitar da situação.
Não sei qual foi o verdadeiro motivo; só Deus sabe.

O homem mais importante do mundo antigo, aquele que tinha a caneta


na mão, decretou a criação de uma igreja onde os judeus deveriam
estar dentro, assim como todos os religiosos pagãos. Constantino fez
todos se “converterem” por decreto. Ele deu um nome a essa igreja,
que surgiu no ano 313 da era cristã, de “Universal”. Porém, o
significado da palavra “universal” em grego ou latim é “católico”.
Então, ele chamou de Igreja Católica, ou Igreja Universal, porque era a
igreja de todo o império romano, de todas as nações que Roma havia
subjugado e dominado. Essa igreja seria, segundo o projeto de
Constantino, a única religião do império romano, uma religião
universal. Constantino decretou: Igreja Católica Apostólica – porque
seria apoiada nos apóstolos de Cristo. Esta igreja que estava nascendo
por decreto do imperador Constantino teria a sua sede em Roma. E foi
assim que surgiu a Igreja Católica Apostólica Romana.
O poder desta igreja foi dado politicamente a um padre muito próximo
do imperador Constantino. Esse padre chamou para si o “direito” de
ser o chefe de todos os outros padres. E passou a denominar-se o pai
de todos (do latim: pappa). Assim, para legitimar que estava
assumindo aquela cadeira não apenas por decreto do imperador
Constantino, aquele pappa criou uma árvore genealógica que
retrocedia no tempo. Ele foi manipulando os nomes até chegar em São
Pedro. Com isto, quis afirmar que ele, o pappa, era o chefe daquela
igreja que estava nascendo e que tinha direito a esse poder no mundo,
porque era “o sucessor legítimo de Pedro” que, segundo ele, teria sido
o primeiro pappa (pai). Esta pretensão choca-se frontalmente com as
palavras que Jesus disse em Mateus 23:9: “E a ninguém na terra
chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus”.

Até os dias de hoje essa informação (a árvore genealógica do pappa)


tem chegado ao mundo como se fosse não apenas a partir do ano 313,
mas desde o primeiro século. Isso não é verdade. O versículo que nós
lemos no início, em Atos 11:26, mostra que antes do ano 313 não
havia igreja católica e, sim, Igreja Cristã.

Nos três primeiros séculos, as pessoas que acreditavam em Cristo não


eram católicas, mas cristãs. Porém, a lista que este pappa fabricou,
retrocedendo até Pedro, tentou embutir nas pessoas a idéia de que essa
Igreja Católica Apostólica Romana era a igreja original, a inicial. Mas
se você ler todo o livro de Atos dos Apóstolos, que abarca o primeiro
século da igreja de Cristo, você verá que em nenhum momento a igreja
era chamada de católica.

Eu tenho que isso não é novidade para muita gente. Até uma pessoa
que não é religiosa, mas estudou, sabe que isto é fato histórico. O que
eu estou contando está nos livros de História, e não nos livros de
religião. A história do mundo nos explica como surgiu a Igreja
Católica Apostólica Romana.

O que nós não podemos aceitar hoje, no século XXI, em que a


informação transita com facilidade, com uma imprensa livre e muito
esclarecida, que alguém tente impor à humanidade a idéia de que a
Igreja Católica Apostólica Romana é a igreja original de Cristo.
Não podemos aceitar esta afirmação, primeiro porque é falsa. Eu tenho
em minhas mãos a revista Veja desta semana, edição de número 2017,
onde aparece o título bem grande: A VERDADE SOU EU. E a foto do
pappa atual, que fez a declaração de que a igreja católica é a “única
representante de Cristo”. A matéria erroneamente, e é isto o que eu
quero mostrar a vocês, diz em seu subtítulo: “Esta auto-imagem tem
mais de 2 mil anos”.

Você vê que até a revista Veja publica, erroneamente, que a igreja


católica tem 2 mil anos. Os livros de História, e não somente a Bíblia,
estão aí para mostrar que a Igreja Católica Apostólica Romana não tem
2 mil anos de idade. Ela é mais nova que o Cristianismo. Mas tentam,
primeiramente por má fé e também por ignorância, nos enfiar goela
abaixo que a Igreja Católica Apostólica Romana tem “2.000 anos de
idade”. Olhem, a revista Veja, uma publicação considerada de alto
nível, uma das melhores do mundo, faz uma afirmação histórica
totalmente errônea e distorcida, acredito eu, propositadamente, para
levar um leitor desatento a pensar que sim, que a igreja católica existe
desde o ano zero da era cristã, que é a única, que é a original. Isto não
é verdade.

Um trecho da matéria publicada pela Veja diz assim:

“No documento divulgado pelo Vaticano, na semana passada, o Papa


reforça um aspecto central da doutrina católica, intitulado Respostas às
Questões Relativas, alguns aspectos da doutrina sobre a igreja. O texto
reafirma a igreja católica como a única igreja de Cristo. Elaborado pela
Congregação para a Doutrina da Fé, em forma de perguntas e respostas
e ratificado pelo Papa, o documento tem por objetivo esclarecer
interpretações teológicas modernosas, surgidas com o Concílio
Vaticano II na década de 60”. A matéria continua, mas o ponto
principal é este.
O jornal O Estado de São Paulo publicou, antes da revista Veja, o
título em meia página de matéria: “Igreja Católica é única plena. Texto
polêmico da doutrina da fé será divulgado hoje”. Preste atenção no que
diz a matéria do jornal O Estado de São Paulo: “O Vaticano deve
divulgar hoje um documento sobre eclesiologia – que trata da natureza
e finalidade da igreja – no qual reitera que a igreja de Cristo subsiste
na igreja católica. O texto Respostas Sobre Alguns Aspectos da
Doutrina da Igreja deverá desatar nova polêmica”. Mais em baixo a
matéria diz assim: “Em sua visita ao Brasil, em maio, o Papa
reafirmou diante dos bispos reunidos na Catedral da Sé que “a única
igreja de Cristo subsiste na igreja católica, governada pelo sucessor de
Pedro, (ou seja, por ele)”. Quero esclarecer que os parênteses foram
colocados pelo próprio jornal. Tenta,com isto, mostrar o pappa
puxando a sardinha para sua brasa. O pappa, então, fez a divulgação
deste documento, chamando para si o direito de ser "o único sucessor
de Pedro" e a Igreja Católica Apostólica Romana como “a única igreja
de Cristo”.

Eu quero, à luz da Palavra de Deus, mostrar algumas coisas, além dos


fatos que eu já citei dos livros históricos.

Em primeiro lugar: a igreja católica é posterior ao cristianismo, porque


o texto que nós abrimos, relata que os cristãos, chamados por este
nome em Antioquia pela primeira vez no ano 60 da era atual, existem
desde bem antes da igreja católica.

Segundo: a igreja católica teve a sua sede colocada em Roma, mas não
foi em Roma que a igreja cristã nasceu. A igreja cristã nasceu em
Jerusalém. Leia Atos dos Apóstolos 2:38, que trata da descida do
Espírito Santo, a pregação veemente de Pedro anunciando Jesus como
o único Salvador, o único Juiz dos vivos e dos mortos, o único Senhor
e Cristo; veja neste capítulo o arrependimento das pessoas e a
instrução que Pedro deu ao povo, seguindo a orientação de Jesus,
dizendo: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de
Jesus Cristo para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito
Santo”.
Ou seja, Pedro está pregando arrependimento e batismo. Ele também
ensina que as pessoas devem receber o dom do Espírito Santo, o
Batismo com Espírito Santo. E Pedro diz, “Essa promessa de Jesus
diz respeito a vós, a vossos filhos, a todos os que estão longe e a
tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar”.

O texto diz que Pedro continuou insistindo com eles, dizendo,


“Salvai-vos desta geração perversa. Nós vimos Cristo vivo,
ressuscitado, andamos com Ele, comemos com Ele. Antes de subir aos
céus, Ele nos mandou pregar e batizar”.

As pessoas que ouviram esta pregação se batizaram e, diz o versículo


41: “De sorte que foram batizados os que receberam de bom grado a
sua palavra e naquele dia agregaram-se quase 3 mil almas. E
perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão e no partir do
pão e nas orações. Em cada alma havia temor e muitas maravilhas e
sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e
tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas,
repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um. E
perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão, em
casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a
Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava
o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”.

A primeira igreja surgiu assim. As pessoas se batizaram no mesmo dia


em que ouviram a pregação, participaram da Santa Ceia, mantiveram
essa comunhão e o número de pessoas aumentava a cada dia, porém,
na cidade de Jerusalém.

Portanto, a Igreja Cristã nasceu exatamente 50 dias depois da morte de


Jesus Cristo, no dia de Pentecostes. Essa igreja ainda não tinha nome,
nem era chamada de Igreja Cristã, mas ela nasceu desta maneira.
Começaram a se reunir nas casas e veio toda aquela perseguição. Mas
durante 300 anos, só havia Igreja Cristã. A sede dessa igreja cristã
nunca foi em Roma; sempre foi em Jerusalém.
Terceiro: um outro fato comprova isso. Surgiram naqueles tempos
pessoas que diziam, “Olha, quem se converte a Cristo tem que fazer a
circuncisão, os homens têm que se circuncidar”. (A circuncisão é
muito parecida com uma operação de fimose). Os homens, então,
teriam que se submeter a isso para dizer que eram salvos. Mas para
fazer isso, eles teriam que abrir mão da salvação pela fé. Porque,
submeter-se á circuncisão, significaria fazer alguma coisa para
merecer a salvação. Mas os apóstolos pregavam que, para ser salvo,
não era preciso fazer nada, a não ser arrepender-se, ter fé e
reconhecimento no sacrifício de Jesus.

Leia Atos 15 para identificar essa fase da Igreja Cristã, quando muitos
começaram a dizer que quem não era judeu nem circuncidado não
poderia ser salvo. Ou seja, um trabalho da carne, uma obra da carne,
para merecer a salvação.

Vamos ler Atos 15, que mostra Pedro, Paulo, Tiago, João e toda a
Igreja Cristã reunida, discutindo esse tema polêmico.

“Então, alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim aos


irmãos: se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não
podeis salvar-vos”.

Veja que já estavam tentando mudar o conceito de que a salvação não


seria pela graça, mas pelas obras. Muita gente, influenciada por aquele
novo ritual, começou a acreditar e a circuncidar-se. Então, a igreja
cristã ficou muito abalada com aquela nova pregação.

Versículo 2: “Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e


contenda contra eles, resolveu-se que Paulo, Barnabé e alguns dentre
eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela
questão”.

Ou seja: Paulo e Barnabé estão pregando em toda a parte a salvação


pela fé e pela graça, mas tem gente dizendo que, para se salvar, é
necessário fazer a circuncisão. Paulo e Barnabé dizem que não é nada
disso, e que este dogma precisa ser esclarecido na sede da Igreja.
Então, eles viajam para Jerusalém. Confirmando: a sede da Igreja
Cristã não era em Roma, mas em Jerusalém.

Acompanhe no versículo 3 (até o 5):

“E eles, sendo acompanhados pela igreja, passaram pela Fenícia e


por Samaria, contando a conversão dos gentios e davam grande
alegria a todos os irmãos. Quando chegaram a Jerusalém, foram
recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos. Eles anunciaram
quão grandes coisas Deus havia feito com eles. Alguns, porém, da
seita dos fariseus que tinham crido, se levantaram dizendo que era
mister, necessário, circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei
de Moisés”.

Quando Jesus estava aqui na Terra, os fariseus eram os grandes


inimigos do Senhor, mas, agora, infiltraram-se na igreja de Jerusalém,
na Igreja Cristã, e estavam ali fermentando. Bem que Jesus tinha dito:
“Guardai-vos do fermento dos fariseus”. Ou seja, queriam que os
cristãos guardassem os sábados, porque os fariseus eram legalistas;
queriam que fizessem aquele ritual de lavar as mãos antes de comer.
Enfim, tudo aquilo pelo qual perseguiram Jesus, queriam agora
implantar na igreja, guardando a lei de Moisés. Queriam que os
cristãos ficassem no Antigo Testamento. Mas Jesus Cristo, quando
ministrou a Santa Ceia, disse: “Este cálice é o Novo Testamento no
meu sangue. É a nova aliança”.

Versículo 6: “Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para


considerar este assunto”.

Note: este foi o Primeiro Concílio Cristão da Igreja na História. E nós


podemos lê-lo aqui. O que provocou o primeiro concílio, a primeira
reunião para se discutir temas teológicos, está nesta passagem. Agora,
eles irão considerar esse assunto.
Versículo 7: “E havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-
lhes: varões irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me
elegeu dentre vós para que os gentios ouvissem da minha boca a
palavra do evangelho e que cressem”.

Pedro está falando que ele foi o primeiro a pregar para Cornélio, que
era um centurião, um gentio, e que ele foi escolhido por Deus para
pregar aos estrangeiros. Ele não disse que foi eleito o “pappa”. Ele foi
escolhido por Deus para converter os não-judeus, para que cressem no
Evangelho.

Continuando a leitura no versículo 8: “E Deus, que conhece os


corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim
como também a nós”. Pedro está lembrando que Cornélio e sua
família, quando ouviram a pregação do Evangelho, receberam o
batismo com o Espírito Santo. Por isso, ele batizou os estrangeiros. Ele
comenta resumidamente esse fato, que está narrado em Atos 10.

Versículo 9: “E Deus não fez diferença alguma entre eles, que são
estrangeiros, e nós, purificando o seu coração pela fé”. Repare: na
ocasião, Pedro defendeu a purificação pela fé. Deus não faz acepção
de pessoas, entre judeu e estrangeiro. Deus purificou o coração deles
pela fé.

Versículo 10: “Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a
cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós podemos
suportar?”. Veja que ele fala “discípulos” não se referindo aos 12,
mas se referindo a qualquer pessoa que seguisse a Cristo. Traduzindo:
“Por que vocês querem colocar sobre as cabeças dos discípulos um
peso que nem nós e nem nossos pais pudemos suportar? Nós não
conseguimos cumprir a lei do Antigo Testamento e agora vocês
querem colocar sobre os novos convertidos esse fardo pesado”.

Continuando no versículo 11: “Mas cremos que seremos salvos pela


graça do Senhor Jesus Cristo como eles também”. Nesse pequeno
trecho, Pedro ensina que a salvação é pela fé e pela graça. Mas o
“pappa” ensina que a salvação é pelas obras; que se você rezar o terço
todo dia, sem faltar um dia, até a sua morte, você não irá para o
Purgatório. Com uma ressalva: só até o primeiro sábado depois da sua
morte. Quer dizer que, segundo a igreja católica, a pessoa reza um
terço todos os dias, até morrer, e depois a alma dela vai para o
Purgatório e fica lá, no máximo, até um sábado; depois ela sai. Ou
seja, não precisa do sangue e nem do sacrifício de Jesus.

Eu tenho muita preocupação com os irmãos católicos. A salvação que


os pappas criaram para eles é muito complicada. Tem que rezar o
terço todos os dias e depois passar, no máximo, uma semana no
Purgatório. Se você morrer na sexta ou na segunda, não importa,
depois do sábado você já estará liberado do Purgatório. Mas o pappa
diz também que o católico primeiro tem que se confessar com o padre,
cumprir a penitência, ir às missas e depois, se morrer, é bom que os
parentes rezem pela alma dele para que saia do Purgatório.
Complicado demais. Eles não dizem quando a pessoa sai do
Purgatório, caso não faça tudo isso.

Eu não quero ironizar a fé católica, mas eles inventaram o Purgatório


para que a família se preocupe com a pessoa que morreu, que está lá
no Purgatório, sofrendo, purgando os pecados. Por que, vai que se
esqueceu um dia de rezar o terço. Então, a família precisa fazer as
rezas pelas almas. Mas essas missas são pagas. Eu tenho um amigo
católico que a tia dele morreu e deixou 450 mil euros para um padre
italiano. O padre disse que cobraria 20 euros por casa missa, mas que
rezaria todos os dias na intenção da alma dela. Mas, e se ela não sair
do Purgatório quando acabarem os 450 mil euros? Pelas minhas
contas, este padre obrigou-se a rezar por 61 anos em favor da falecida,
todos os dias. E se ele esquecer um dia? Ou se morrer antes? Será que
o padre que sucedê-lo vai estar com o mesmo compromisso? Eu fico
preocupado, porque é difícil o caminho da salvação para os católicos.

O pappa diz que ele é infalível, que é o sucessor de Pedro. Mas o que
eu leio aqui na Bíblia, caso Pedro tivesse sido o primeiro pappa, que
nós não somos salvos por rezar terço, por circuncisão, por obra de
caridade, mas nós somos salvos pela fé no nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo. Nós somos salvos de graça; não precisamos pagar missa
nenhuma, porque Cristo, o Cordeiro de Deus, já pagou o preço pela
nossa redenção. E pagou à vista, de uma vez só!

Voltando em Atos 15, versículo 12: “Então, toda a multidão se calou


e escutava Barnabé e a Paulo, que contavam quão grandes sinais e
prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios. E
havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra dizendo: Varões
irmãos, ouvi-me: Simão (o outro nome de Pedro) relatou como
primeiramente Deus visitou os gentios para tomar deles um povo para
o seu nome. E com isto, concordam as palavras dos profetas como
está escrito: depois disto, voltarei e reedificarei o Tabernáculo de
Davi que está caído. Levantá-lo-ei das ruínas e tornarei a edificá-lo
para que o resto dos homens busque ao Senhor e também todos os
gentios sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz
todas estas coisas, que são conhecidas desde toda a eternidade. Pelo
que julgo que não se deve perturbar aqueles que dentre os gentios que
se convertem a Deus. Mas escrever-lhes que se abstenham da
contaminação dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do
sangue. Porque Moisés, desde os tempo antigos, tem em cada cidade
quem o pregue e cada sábado é lido nas sinagogas. Então, pareceu
bem aos apóstolos, aos anciãos, com toda a igreja, tendo elegido
homens dentre eles, enviá-los juntamente com Paulo e Barnabé, à
Antioquia foram: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens notáveis
entre os irmãos, escrevendo por mãos deles”.

A seguir, nós iremos ler a ata que foi lavrada no Primeiro Concílio
Cristão. Você viu que não foi Pedro e nem Paulo quem deu a última
palavra e redigiu tal documento. Foi Tiago. Portanto, o chefe da igreja
em Jerusalém não era Pedro e, sim, Tiago. É Tiago quem fala que não
se deve perturbar os estrangeiros que se convertem a Deus.

Veja o que diz o documento em Atos 15:23: “Os apóstolos, e os


anciãos, e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em
Antioquia, Síria e Cilícia, saúde. Porquanto ouvimos que alguns que
saíram dentre nós os perturbaram com palavras e transtornaram a
vossa alma, não tendo nós dado-lhes mandamento (fizeram isso por
conta própria). Pareceu-nos bem, chegados a pleno acordo, eleger
alguns varões e enviá-los com nossos amados Barnabé e Paulo,
homens que já expuseram a vida pelo nome do nosso Senhor Jesus
Cristo. Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais de boca, vos
anunciarão também o mesmo. Na verdade, pareceu bem ao Espírito
Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum além destas coisas
necessárias: que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, do
sangue e da carne sufocada e da fornicação; destas coisas fareis bem
se vos guardardes. Bem vos vá. Tendo-se eles, então, despedido,
partiram para a Antioquia e ajuntando a multidão, entregaram a
carta. E quando a leram, alegraram-se pela exortação. Depois, Judas
e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os
irmãos com muitas palavras”. Ou seja, nunca houve no princípio um
pappa. Tampouco esse chefe seria Pedro.

Não estamos desmerecendo Pedro. Ele foi um grande homem de Deus,


assim como Paulo, Silas, Barnabé, Tiago, João e todos os demais. Mas
não existe essa dinastia a partir de Pedro. E a igreja católica publicou
esse documento, e a revista Veja ressalta isso, que o argumento do
pappa para garantir que a igreja católica é a única certa é que ele é o
único sucessor legítimo de Pedro, “o primeiro pappa”. No entanto, eu
estou provando para você que nunca houve um primeiro pappa. Pedro
nunca foi pappa. Pedro nunca foi chefe da igreja em Jerusalém. Pedro
foi pregar o Evangelho por toda a parte e, diz a história, que ele
morreu em Roma, crucificado e de cabeça para baixo. Mas ele não foi
chefe de uma igreja em Roma, nem se sentou num trono. Ele morreu
pregando o Evangelho. Se havia um chefe na igreja cristã primitiva,
esse chefe era o meio-irmão de Jesus, Tiago, o líder que deu a última
palavra naquele Primeiro Concílio, e não Pedro ou Paulo. A Igreja
Católica Apostólica Romana não revela a verdade para as pessoas.
Desculpem a franqueza, mas a igreja católica só surgiu no ano 313.
Portanto, ela é bem posterior ao cristianismo. É uma denominação
muito antiga, mas dizer que é "a igreja original" e a "única certa" é
uma aberração. Não podemos aceitar esse tipo de coisa e ficarmos
quietos, como se fosse verdade.

O que o pappa tem em mente? Vamos analisar: ele veio ao Brasil e


fizeram um mega palco na cidade de Aparecida. A TV Globo fez uma
tremenda divulgação e cobertura e, em pleno Jornal Nacional –
programa de maior audiência – toda noite entrevistavam pessoas que
iam ver o pappa. Fizeram propaganda em todos os horários nobres e
não-nobres. Toda a imprensa escrita, falada e televisionada divulgou
muito a visita do pappa ao Brasil. Criaram uma grande expectativa.
Então, o pappa vai para este megaevento em Aparecida. Eles
esperavam um milhão e meio de pessoas. Mas compareceram apenas
150 mil.

O pappa voltou para Roma arrasado. Ele veio aqui para dizer que a
igreja dele é a única certa, atitude típica de um líder em desespero.
(Infelizmente, não é só o papa quem faz este tipo de apelação; há
pastores que também agem assim. Tem pastor que diz que é só a igreja
dele, só o batismo dele, que salva. Estão na mesma posição pretensiosa
do pappa. Estão defendendo religião. Mas religião alguma salva, nem
denominação salva. Quem salva é o nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo. Não há outro Salvador da humanidade. Não há outro caminho
para o céu, nem Purgatório, nem Limbo. Ao Céu têm direito aqueles
que recebem Jesus como único, suficiente, exclusivo e eterno
Salvador!)

O pappa, lá no Vaticano, depois do fracasso em Aparecida, ficou


arrasado com o baixo público de apenas 150 mil pessoas. Não era para
menos: eles dizem que 80% da população brasileira é católica. O que
daria algo em torno de 150 milhões de fiéis. Com a mídia que teve, era
para atrair, no mínimo, 10 milhões de pessoas. Mas, no maior
Santuário Católico do Mundo, só 150 mil fiéis compareceram. Saíram
com o comentário de que o que importa para a igreja é a qualidade e
não a quantidade.

Mas, no fundo, o pappa ficou pensando sobre o que fazer para deter a
perda de católicos no Brasil. Então, ele decidiu divulgar esse
documento, sem se importar com a opinião pública. Valendo-se do
fato que os católicos, de um modo geral, não lêem a Bíblia, o pappa
disse que a única igreja de Cristo é a igreja católica. Quem não lê a
Bíblia acredita que, se o papa falou, tá falado. Desculpe, mas a última
palavra não é do pastor e nem do pappa. A última palavra é a do nosso
Senhor Jesus Cristo. Deus já decretou: "Há um só Deus, e um só
mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo homem" (Tm 2:5).

Eu não vou comentar os dogmas da igreja católica, como o batismo de


bebês, que não têm a capacidade de crer e nem de se arrepender (aliás,
nem pecados têm); não vou comentar a ameaça que eles fazem de que,
se o bebê morrer sem o batismo, vai para o Limbo. Inventaram o
Limbo, que não é o céu e nem o inferno, mas é um lugar onde a alma
fica perdida, longe de Deus, desorientada. Então, um pai e uma mãe,
que estão com o filho pequeno na UTI, não conhecem a Palavra, e o
médico diz: “Seu filho vai morrer. Podem cuidar do funeral”. Os pais
correm para buscar um padre para que faça o batismo do bebê. Para se
provar que isto é anti-bíblico, não é preciso muito. No Evangelho de
Marcos, capítulo 10:14, quando as crianças vinham e se penduravam
no pescoço do Senhor Jesus, e sentavam no colo dele, o abraçavam e
beijavam, os apóstolos tiravam as crianças, porque achavam que
estavam incomodando. Mas Jesus disse, “Deixai vir a mim os
pequeninos e nãos os impeçais de vir a mim, porque dos tais é o Reino
dos Céus”. Um bebezinho que morre não vai para o Limbo. Dos
pequeninos é o Reino dos Céus.

Esse documento que o pappa fez é vergonhoso. Eu só posso entender


como um atitude desesperada de um líder que quer defender a sua
religião como se fosse um clube. Ele está perdendo fiéis, está perdendo
adeptos. A igreja católica está encolhendo em todo o Brasil. Os padres
reunidos depois que o pappa foi embora, os bispos, cardeais, todos
reunidos em Aparecida, lavraram de novo aquele documento. Um
documento que eles haviam feito anos atrás, mas que o pappa anterior
não deu crédito. O resumo do documento diz o seguinte: “Não adianta
inventarmos santos, canonizarmos mortos, inventarmos padroeiros. A
realidade é uma só: A única maneira de pararmos de perder fiéis no
Brasil e na América Latina é declararmos com todas as forças que só
Jesus Cristo é o Salvador da humanidade. Nós temos que fazer esta
pregação, se quisermos parar de perder fiéis.

Mas este pappa também não vai aceitar isso. Ele está radicalizando.
Ele pediu que voltem a fazer missas em latim; assim, o povo não
entende nada. O povo fica olhando o padre rezando em latim e acha
que ele está falando com Deus, que o padre é um homem sábio, que
fala na língua que só Deus entende. O pappa orientou ainda mais. Ele
disse que o sacerdote também deve ficar de costas para o povo. Com
isto, ele só mostra aquilo que a igreja católica vem fazendo desde o
ano 313 da era cristã: eles estão de costas para o povo. Não estão
preocupados se você vai para o céu ou se não vai. Não pense que eles
estão preocupados com o seu destino eterno. Eles estão de costas para
a humanidade. Eles estão virados para Roma e para a Santa Sé. Eles
não estão preocupados com o destino da sua alma. Não era essa a
atitude de Pedro, nem de Paulo, nem de Silas, nem de Barnabé, nem de
Tiago, nem de João e nem de todos os demais. A atitude sempre foi a
de buscar as almas, de anunciar Jesus, de falar da salvação. A atitude
sempre foi de buscar o pecador e mostrar a ele que realmente é um
pecador. Quem está de frente para o pecador, fala a verdade. Quem
está de costas manda rezar umas 300 Ave-Marias, subir de joelhos a
escadaria, pagar missas...quem está de costas fala isso. Mas, quem está
de frente para o pecador, olha para ele como Jesus olhava e diz com
sinceridade: crê no Senhor Jesus Cristo e será salvo tu e a tua casa;
entrega a sua vida para Jesus; arrependa-se dos seus pecados. Ainda
que os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão
brancos como a lã!

O pregador que anuncia a salvação olha para o pecador e diz: Quer


entregar a vida a Jesus? Quer ser salvo ou quer continuar com a sua
religião? Gostaria de poder dizer muitas coisas mas, a principal, eu
disse. Não é igreja católica e também não é igreja evangélica. Nessa
leitura que fizemos em Atos 11:26, quando os discípulos de Jesus
foram pela primeira vez chamados de cristãos, isso, na minha opinião,
foi pejorativo. Eles não disseram “cristãos” no sentido de elogiar,
dizendo que é gente boa, gente especial. Eles chamavam de “cristão”
para zombar; um jeito zombeteiro de se referir aos que acreditavam em
Cristo. Era como dizer: “aquele macumbeiro”. Era mais ou menos
assim, para diminuir a pessoa. Eu lamento muito que em Antioquia,
pela primeira vez, os discípulos foram chamados de cristãos. Nós
também não vamos ficar batendo no peito e dizendo que somos
cristãos, ou crentes, ou de tal igreja. Nós vamos dizer que somos
salvos, lavados e remidos no sangue de Jesus Cristo. Eu não sou
crente, nem católico, nem evangélico, nem protestante. Eu sou salvo
pela fé no nosso Senhor Jesus Cristo, o nosso Salvador, o Filho de
Deus.

Não interessa você ser cristão. O que interessa é você ser salvo.

Só para não confundirem a gente, por exemplo, com budistas, nós


vamos aceitar que nos chamem de cristãos. Mas isso não é mérito. O
que não pode é você continuar dizendo que é católico, crente,
evangélico, protestante, neo-pentecostal ou começar a falar do nome
da sua igreja, da placa da sua igreja, como se fosse uma grande coisa.
O testemunho que está sobre nós não é o de uma denominação
religiosa. Mas a marca que está sobre nós é a marca do sangue
poderoso de Jesus Cristo. Quando o Céu nos contempla, vê a cobertura
do sangue do Cordeiro. O que está sobre nós é o sangue purificador de
Jesus Cristo. Não porque merecemos ou somos bonzinhos; é porque
nós só temos essa fé, só acreditamos nisso: Não há outro Salvador da
humanidade, não há outro Redentor: Só Jesus Cristo salva. Religião ou
igreja alguma salva. Só Jesus Cristo salva.

O pappa está defendendo que só os católicos irão para o céu. Isto é,


depois de passarem não sei quantos milhões de anos no purgatório.
Mas a fé que eu tenho em Jesus Cristo, garante que eu já estou salvo. E
quando eu sair desta vida, Ele continuará comigo. Porque aqui nesta
vida eu escolhi andar no jugo de Jesus Cristo.

Quando o Senhor fez o convite, eu aceitei. Ele falou assim: “Vinde a


Mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos
aliviarei. Tomais sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim que sou
manso e humilde de coração, e encontrarei descanso para as vossas
almas porque o meu fardo é leve e o meu jugo é suave”.

Você sabe o que é jugo? O jugo é uma peça de madeira que o lavrador
usa. Ela tem dois buracos. O lavrador coloca a cabeça de um boi num
buraco e a cabeça de outro boi no outro buraco. Assim, os dois bois
andam juntos, lado a lado. Quando Jesus disse, “Tomai sobre vós o
meu jugo”, Ele está dizendo para você andar lado a lado com Ele.
Quando eu ouvi Jesus falar isso, eu falei: Eu quero andar ao lado de
Jesus. Nesta vida eu estou andando ao lado de Jesus e continuarei até o
fim. E quando chegar o fim, eu sei que aparecerá o Vale da Sombra da
Morte. Mas como eu andei lado a lado com Jesus nesta vida, Ele
também andará lado a lado comigo na travessia do Vale da Sombra da
Morte. E quando eu vir aquela luz no fim do túnel, eu vou entrar com
Jesus Cristo no Paraíso de Deus. Quem anda com Jesus aqui nesta
vida, tem o direito de andar com Jesus por toda a Eternidade.

Eu hoje tenho um convite glorioso para você; um convite para você vir
e colocar a sua cabeça, o seu corpo, a sua alma, ao lado de Jesus Cristo
e andar com Ele. Mas não é porque você andará com Jesus que a sua
vida ficará amargurada, triste, solitária, vazia, sinistra. Não! Ele
mesmo disse, “O meu fardo é leve. O meu jugo é suave”. Você andará
num caminho suave com Jesus Cristo e não mais numa prisão de
religião, seja esta ou qualquer outra; não mais na prisão de um dogma
formulado pela fantasia e imaginação de seres humanos. Mas você
andará lado a lado com o Único que morreu na cruz para salvar, o
Único que ressuscitou dos mortos, o Único que subiu ao Céu, o Único
que está preparando lugar para você morar e o Único que brevemente
voltará. E todo o olho O verá.

Eu convido você a começar hoje uma caminhada suave, maravilhosa,


leve, com o nosso Senhor Jesus. Se você aceitar agora, ao partir desta
vida, ninguém precisará rezar uma missa para você; ninguém precisará
acender uma vela por sua alma. Quando você morrer, ninguém
precisará chorar no seu funeral, porque todos terão a certeza que você
morreu salvo, lavado e remido pelo sangue de Jesus; todos saberão que
você partiu desta vida com a certeza da salvação.

Como o pappa fez uma declaração pública dizendo que só a igreja


católica é a certa, eu também tenho o direito de fazer a minha
declaração. Eu gostaria de ter a mídia que ele tem, a repercussão que
ele tem. Mas não importa. Você lendo, já basta. Jesus Cristo não
dispensava uma única alma. Ele não abria mão de uma só pessoa.
Jesus Cristo pregava para 5 mil, mas também pregava para a mulher
samaritana à beira do poço de Jacó. O que interessa é a sua alma. E a
sua alma é tão valiosa que, por causa dela, Jesus Cristo entregou a Sua
própria vida. Ele entregou a vida e dá a vida aos que querem.

Então, você faz o seguinte: pega o seu vazio, as suas doenças, os seus
traumas, os seus medos, as suas maldições, os seus sofrimentos, os
seus tormentos, os seus pesadelos. Você vai trazer tudo o que há de
ruim sobre a sua vida. Todos os seus fracassos, todas as suas neuroses,
todos os seus conflitos e todos os seus temores, você vai trazer para
Jesus. E Jesus retribuirá com vida, e vida de verdade. Ele dá vida, e
vida em abundância. Ele fará uma troca com você: pegará tudo aquilo
que não presta na sua vida e levará embora, inclusive os seus pecados.
E Ele dará a você toda a sua santidade e purificará você de todo o
pecado.

A alegria de entregar a vida para Jesus não é só para este momento. Na


Paz e Vida nós nos reunimos só para aprender, louvar. Mas ao entregar
a sua vida a Jesus, você terá a certeza que Jesus Cristo está com você.
Daqui pra frente você terá a certeza de que todos os seus pecados
foram perdoados, que o seu nome está escrito no Livro da Vida, que
não passará por Purgatório algum, que não precisará gastar dinheiro
para ser salvo, porque quem pagou o preço por você foi o nosso
Senhor Jesus. Tenha esta alegria no seu coração.

Sabe por que eu faço este convite a você? Porque esse é o trabalho.
Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda
criatura”. Eu estou de frente para você, não estou de costas. Eu faço
um convite para você ter paz e vida de verdade. Você será liberto
agora de todos os seus tormentos, de todo os sentimentos de culpa e
remorsos que você possa guardar. Vou fazer um convite para você
tomar posse da verdadeira Vida!

Você leu esta mensagem e sentiu Deus falar e não eu? Foi tocado pelo
Espírito Santo? Compreendeu que não precisa merecer a salvação, mas
que ela é de graça? Só basta arrependimento. Você quer receber Jesus
como o único, suficiente, exclusivo e eterno salvador?

Eu digo de coração e com toda a sinceridade da minha alma: seria tão


bom se o pappa amanhã acordasse e se apegasse só com o Evangelho.
E declarasse a todos os católicos do mundo o que diz a Palavra de
Deus. Que ele fizesse uma carta e mandasse divulgar em todas as
igrejas católicas que só Jesus Cristo salva. Sinceramente, eu seria o
maior amigo desse pappa. Mas aí, ele teria que mostrar que realmente
seria verdadeira tal afirmação: ele teria que fechar os santuários de
Aparecida, de Fátima, de Lourdes, de Guadalupe e todos os outros, e
dedicá-los a Jesus Cristo, como único Salvador. Se fosse assim, eu até
viraria padre. Porém ele, e todos os que estão com ele, não farão isso,
porque estão de costas para a humanidade.

Entregue já a sua vida para Jesus. E seja salvo pela fé e pela graça!

Quanto a você que já conhece a Palavra, será que existe outro


caminho? Será que a gente pode dizer para Jesus: “Senhor, eu vou dar
uma desviada e quando o Senhor for voltar, por favor, me avise”? Não
podemos. Eu fui criado no Evangelho. Até os 13 anos eu ia à igreja
sozinho, sem ninguém mandar. Mas quando eu comecei a trabalhar na
General Motors, aprendi as coisas do mundo. Na escola aprendi a
fumar e com 14 anos já andava com um maço de Minister no bolso;
dentro da empresa eu fumava que nem gente grande, queria mostrar
que era homem. Fazia tudo o que me dava vontade; não roubei e nem
matei ou coisas mais graves. Mas confesso que aprontei um bocado na
vida. Mas quantas vezes eu estava aprontando e olhava o céu estrelado
e me vinha um temor muito grande. Eu pensava: “Se Jesus voltar hoje,
eu estou frito”. Aliás, ainda hoje eu olho para o céu e tenho medo. Ele
mandou vigiar e orar porque nós não sabemos a que horas Ele voltará.
E sabe o que mais me dá medo? É que Jesus profetizou, “Eu voltarei
numa hora em que não pensais”. Ou seja, por mais que a gente vigie,
estaremos distraídos e aquele momento nos pegará de surpresa.

Imagine se hoje um desviado está lendo esta mensagem, porque sente


falta da presença de Deus...

Só falta você se lançar aos pés do Senhor e dizer: “Pai, eu pequei


contra o céu, pequei contra Ti. Já não sou digno de ser chamado seu
filho”. E seu Pai celestial te abraçará e te beijará. Ele dará uma festa
por sua causa. Você que está sem igreja, está afastado, desviado ou
dividido, você ouviu Deus falar com você? O seu coração ardeu de
alegria? Quer ser renovado na sua fé? Quer ser reerguido? Quer voltar
a sentir a alegria do primeiro amor? Então, venha para o Pai, em nome
de Jesus. É com você que o Espírito Santo está falando. Você sentirá a
alegria do Céu na sua vida. Ajoelhe-se agora, onde estiver, coloque a
mão direita sobre o seu coração e ore assim:

“Meu Deus e meu Pai, eu li a Sua santa Palavra e creio que nenhuma
religião é capaz de salvar. Mas somente o Seu Filho Jesus tem este
poder e autoridade para perdoar pecados. Meu Deus da Glória, eu não
estou na igreja para fazer parte de um clube fechado. Mas eu estou na
igreja para fazer parte do Seu corpo, louvar o Seu nome, orar ao
Senhor, glorificar e aprender a Sua vontade, a Sua Palavra. Meu Deus
da Glória, eis-me aqui com arrependimento e com fé, suplicando ao
Senhor que me salve pela graça, pelo poder do sacrifício do Seu Filho
Jesus. Apaga, Senhor, as minhas iniqüidades. Apaga, Senhor, as
minhas transgressões e me purifica agora com o sangue de Jesus. Lava
a minha alma, o meu coração, o meu espírito, a minha mente... me
purifica, Senhor, com o sangue do Cordeiro. Meu Deus, neste
momento retire de mim tudo o que não te agrada, tudo o que atrapalha,
e faz da minha vida uma bênção. Fortaleça-me, me dá do Teu Espírito
e do Teu Poder. Me dá vida de verdade. Ajude-me, Senhor, a
perseverar neste caminho até o fim. Não me deixe desviar nem para a
direita, nem para a esquerda. Não me deixe cair, nem tropeçar.
Sustenta-me, Senhor, com a sua mão e me governa. Eu quero andar ao
seu lado até o dia da minha partida. Eu quero entrar na Glória com o
Senhor, lado a lado, com o Senhor. Meu Deus querido, confirma o
meu nome no Livro da Vida do Cordeiro, por Jesus Cristo, o meu
Único, Suficiente, Exclusivo e Eterno Salvador, para todo o sempre,
amém.

Pastor Juanribe Pagliarin


às 9/18/2009 08:28:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009


FIGURAS DE JESUS CRISTO

NO ANTIGO TESTAMENTO
Gênesis - Ele é a semente da mulher
Êxodo - Ele é o cordeiro pascal
Levítico - Ele é o sumo sacerdote
Números - Ele é a nuvem de dia e a coluna de fogo a noite (Rocha
Ferida)
Deuteronomio - Ele é o profeta semelhante a Moisés (profeta vindouro)
Josué - Ele é o capitão da nossa salvação
Juizes - Ele é o nosso Juiz e o nosso Legislador
Rute - Ele é o parente remidor
I e II Samuel - Ele é o profeta em quem confiamos
Reis e Crônicas - Ele é o Rei Reinante
Esdras - Ele é o construtor de muralhas indestrutíveis na nossa vida
Neemias - Ele é o nosso restaurador
Ester - Ele é o nosso Mardoqueu
Jó - Ele é o nosso redentor sempiterno, porque "Eu sei que meu
Redentor vive"
Salmos - Ele é o nosso Pastor
Provérbios e Eclesiastes - Ele é a nossa sabedoria
Cânticos de Salomão - Ele é o nosso amado Esposo
Isaías - Ele é o nosso Príncipe da Paz
Jeremias - Ele é o nosso Renovo Justo
Lamentações - Ele é o nosso profeta Lamentador
Ezequiel - Ele é o maravilhoso homem de quatro faces
Daniel - Ele é o quarto homem da fornalha de fogo ardente
Ozéias - Ele é o nosso marido fiel
Joel - Ele é o nosso batizador com o Espírito Santo e com fogo
Amós - Ele é o carregador de nosso fardo
Obadias - Ele é o poderoso para salvar
Jonas - Ele é o nosso grande missionário estrangeiro
Miquéias - Ele é o mensageiro de pés formosos
Naum - Ele é o vingador dos eleitos de Deus
Habacuque - Ele é o evangelista de Deus, gritando: "Revivificai vosso
trabalho no meios dos anos"
Sofonias - Ele é o nosso Salvador
Ageu - Ele é o nosso restaurador de heranças perdida de Deus
Zacarias - Ele é a fonte que purifica o pecado e a impureza
Malaquias - Ele é o Sol da Justiça

NO NOVO TESTAMENTO
Mateus - É o Messias
Marcos - É o realizador de maravilhas
Lucas - É o Filho do homem
João - É o filho de Deus
Atos - É o Espírito Santo
Romanos - É o nosso justificador
I e II Coríntios - É o nosso santificador
Gálatas - É o nosso libertador da maldição da lei
Efésios - É o Cristo das inescrutáveis riquezas
Filipenses - É o Deus que supre todas as nossas necessidades
Colossenses - É a plenitude da Divindade encarnada
I e II Tesslanicenses - É o nosso Rei que regressará brevemente
I e II Timóteo - É o nosso mediador entre Deus e o homem
Tito - É o nosso pastor fiel
Filemon - É o amigo mais chegado que um irmão
Hebreus - É o sangue do Concerto Eterno
Tiago - É o nosso grande médico, pois "A oração da fé salvará o doente"
I e II Pedro - É o nosso sumo Pastor que breve voltará com a coroa de
glória
I, II e III João - Ele é amor
Judas - É o Senhor vindo com milhares de seus santos
Apocalipse - Ele é o Rei do reis e o Senhor dos Senhores
às 8/31/2009 04:43:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009


ESTUDO BÍBLICO

TIPOS DE SERMÃO
Apenas para ilustrar, vamos fazer uma rápida classificação dos sermões
que mais atrapalham o culto. Se você freqüenta igreja há vários anos, é
provável que já se tenha encontrado com alguns desses sermões mais
de uma vez. A seguir, descrevem-se os tipos de sermão que atrapalham
o culto.

1) O SERMÃO SEDATIVO – É aquele que parece anestesia geral. Mal o


pregador começou a falar e a congregação já está quase roncando.
Caracteriza-se pelo tom de voz monótono, arrastado, e pelo linguajar
pesado, típico do começo do século, com expressões arcaicas e
carregadas de chavões deste tipo: "Prezados irmãos, estamos chegando
aos derradeiros meandros desta senda", Porque não dizer: "Irmãos,
estamos chegando às últimas curvas do caminho"? Seria tão mais fácil
de entender. Ficar acordado num sermão desse tipo é quase uma prova
de resistência física. Como dizia Spurgeon: "Há colegas de ministério
que pregam de modo intolerável: ou nos provocam raiva ou nos dão
sono. Nenhum anestésico pode igualar-se a alguns discursos nas
propriedades soníferas. Nenhum ser humano que não seja dotado de
infinita paciência poderia suportar ouvi-los, e bem faz a natureza em
libertá-lo por meio do sono".

2) O SERMÃO INSÍPIDO – Esse sermão pode até ter uma linguagem


mais moderna e um tom de voz melhor, mas não tem gosto e é duro de
engolir. As idéias são pálidas, sem nenhum brilho que as torne
interessantes. Muitas vezes é um sermão sobre temas profundos, porém
sem o sabor de uma aplicação contemporânea, ou sem o bom gosto de
uma ilustração. É como se fosse comida sem sal. É como pregar sobre
as profecias de Apocalipse, por exemplo, sem mostrar a importância
disso para a vida prática. O pregador não tem o direito de apresentar
uma mensagem insípida, porque a Bíblia não é insípida. O pregador tem
o dever de explorar as belezas da Bíblia, selecioná-las, pois são tantas, e
esbanjá-las perante a congregação.

3) O SERMÃO ÓBVIO – É aquele sermão que diz apenas o que todo


mundo já sabe e está cansado de ouvir. O ouvinte é quase capaz de
"adivinhar" o final de cada frase de tanto que já ouviu. É como ficar
dizendo que roubar é pecado ou que quem se perder não vai se salvar (é
óbvio). Isso é uma verdade, mas tudo o que se fala no púlpito é verdade.
Com raras exceções, ninguém diz inverdades no púlpito. O que falta é
apenas revestir essa verdade de um interesse presente e imediato.

4) O SERMÃO INDISCRETO – É aquele que fala de coisas apropriadas


para qualquer ambiente menos para uma igreja, onde as pessoas estão
famintas do pão da vida. Às vezes, o assunto é impróprio até para outros
ambientes. Certa ocasião ouvi um pregador descrever o pecado de Davi
com Bate-Seba com tantos detalhes que quase criou um clima erótico na
congregação. Noutra ocasião, uma senhora que costumava visitar a
igreja confessou-me que perdeu o interesse porque ouviu um sermão
em que noventa por cento do assunto girava em torno dos casos de
prostituição da Bíblia, descritos com detalhes. E acrescentou: "Achei
repugnante. Se eu quiser ouvir sobre prostituição, ligo a TV". De outra
vez, um amigo me contou de um sermão que o fez sair traumatizado da
igreja, pois o pregador gastou metade do tempo relatando as cenas
horrorosas de um caso de estupro. Por favor, pregadores: o púlpito não
é para isso. Para esse tipo de matéria existem os noticiários policiais.

5) O SERMÃO REPORTAGEM – É aquele que fala de tudo, menos da


Bíblia. Inspira-se nas notícias de jornais, manchetes de revistas e
reportagens da televisão. Parece uma compilação das notícias de maior
impacto da semana. É um sermão totalmente desprovido do poder do
Espírito Santo e da beleza de Jesus Cristo. É uma tentativa de aproveitar
o interesse despertado pela mídia para substituir a falta de estudo da
Palavra de Deus. Notícias podem ser usadas esporadicamente para
rápidas ilustrações, nunca como base de um sermão.

6) O SERMÃO DE MARKETING – É aquele usado para promover e


divulgar os projetos da igreja ou as atividades dos diversos
departamentos. Usar o púlpito, por exemplo, para promover congressos,
divulgar literatura, prestar relatórios financeiros ou estatísticos, ou fazer
campanhas para angariar fundos, seja qual for a finalidade, destrói o
verdadeiro espírito da adoração e, portanto, atrapalha o culto. A Igreja
precisa de marketing, e deve haver um espaço para isso, mas nunca no
púlpito. Isso deve ser feito preferivelmente em reuniões administrativas.

7) O SERMÃO METRALHADORA – É usado para disparar, machucar e


ferir. Às vezes a crítica é contra um grupo com idéias opostas, contra
administradores da igreja, contra uma pessoa pecadora ou rival ou
mesmo contra toda a congregação. Seja qual for o destino, o púlpito não
é uma arma para disparar contra ninguém. Às vezes o pregador não tem
a coragem cristã de ir pessoalmente falar com um membro faltoso e se
protege atrás de um microfone, onde ninguém vai refutá-lo, e dispara
contra uma única pessoa, sob o pretexto de "chamar o pecado pelo
nome". Resultado: a pessoa fica ferida, todas as outras, famintas, e o
sermão não ajudam em nada. Às vezes o disparo é contra um grupo de
adultos ou de jovens supostamente em pecado. Não é essa a maneira
de ajudá-los. Convém ressaltar que chamar o pecado pelo nome não é
chamar o pecador pelo nome. Chamar o pecado pelo nome significa orar
com o pecador e se preciso chorar com ele na luta pela vitória.
A congregação passa a semana machucando-se nas batalhas de um
mundo pecaminoso e de uma vida difícil e chega ao culto precisando de
remédio para as feridas espirituais, não de condenação por estar ferida.
Em vez de chumbá-la com uma lista de reprovações e obrigações, o
pregador tem o dever santo de oferecer o bálsamo de Gileade, o perdão
de Cristo como esperança de restauração. As obrigações, todo mundo
conhece. Nenhum cristão desconhece os deveres do evangelho. Em vez
de apenas dizer que o cristão tem de ser honesto, por exemplo, mostre-
lhe como ser honesto pelo poder de Cristo. Isso é pregação com poder.
Todos esses sermões mencionados acima atrapalham o culto mais do
que ajudam. Prejudicam o adorador, prejudicam a adoração. São vazios
de poder. Se você quer ser um pregador de poder, busque a Deus, gaste
dezenas de horas no estudo da Bíblia antes de pregá-la, experimente o
perdão de Cristo e estude os recursos da comunicação que ajudam a
chegar ao coração das pessoas.

Por: Robson Moura Marinho

É BOM ANALISARMOS QUE TIPO DE SERMÃO TEMOS PREGADO.


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PR. DINAMERCIO LIMA


às 8/14/2009 01:11:00 PM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários

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quarta-feira, 8 de julho de 2009


Ministério Internacional Creciendo en Gracias
Um outro evangelho!

“Vocês são todos abençoados”, diz o líder, ao abrir a reunião. Em


seguida, em meio a aplausos e murmúrios de frases nada
convencionais, ordena que as pessoas digam que “esteja ativada a
mente de Cristo”. Apesar de certas frases e a liturgia serem
semelhantes à de algumas igrejas evangélicas, todavia, estamos diante
de um dos grupos pseudocristãos mais perigosos que têm surgido nos
últimos tempos: o Ministério Creciendo en Gracias [Crescendo em
Graça], o qual, daqui por diante, chamaremos de MCG.

O MCG se mostra um movimento muito fértil em produzir heresias. Tais


desvios doutrinários, por vezes, vêm camuflados com nomes atrativos,
como, por exemplo, “cápsulas de graça”, que, segundo eles, nada mais
são do que “o resumo de um fundamento da doutrina da graça que
contém a posição tradicional e desviada dos religiosos...”.
Neste artigo, pretendemos expor os ensinos pregados por esse
movimento para que o povo de Deus não seja “levados em roda por
todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia
enganam fraudulosamente” (Ef 4.14).

Toda a nossa pesquisa está baseada no site oficial do MGC.

Origem do movimento

Seu idealizador foi o porto-riquenho José Luiz de Jesus Miranda, mais


conhecido como “o apóstolo”, fundador e líder do MCG. Não nos
deteremos em refutar todas as heresias concernentes à sua pessoa,
mas somente as heresias que consideramos de maior importância para
a manutenção da ortodoxia doutrinária.

A sede mundial do MCG fica em Miami, Flórida, EUA. Fundado por volta
de 1986, o movimento chegou ao Brasil dez anos atrás,
aproximadamente.1 Atualmente, a central do movimento por aqui fica
em Guadalupe, bairro do Rio de Janeiro, RJ. O MCG alega que está
presente em todo o continente americano e na Austrália, perfazendo um
total de 24 países. No Brasil, estão fixados em nove Estados, sendo que
em São Paulo possui seis igrejas, as quais denominam “centros
educativos”. Mantêm ainda vários programas de rádio e TV.

Um movimento excêntrico
Problemas com a hermenêutica

Pesquisando o MCG por meio de seus sermões, testemunhos e credos,


fica fácil traçar o perfil doutrinário e a tendência psicológica do grupo.
São pessoas que vivem sob a tutela de “revelações”. O próprio fundador
alega ter recebido sua doutrina diretamente de Jesus: “A fé é uma
ciência, olhe, essa ciência ninguém nesta terra conhece [...] nem eu a
conhecia. O Senhor me comunicou, pessoalmente...”. O MCG usa e
abusa de textos bíblicos de maneira inescrupulosa a ponto de truncar
determinados versículos a fim de sustentar seus pontos de vista
heréticos. Veremos isso nas distorções apresentadas mais adiante.

Problemas com a semântica

Fazem uso de uma semântica enganosa, pois, ao mesmo tempo em que


exprimem suas doutrinas usando termos tipicamente cristãos, atribuem,
contudo, significados totalmente diferentes, reinterpretando os termos
bíblicos. Um exemplo disso é o que eles entendem pela palavra cristão:
“... Ser cristão não é receber a Cristo como Salvador ou crer nele, mas,
sim, receber e aceitar os ensinos que o apóstolo Paulo deixou como
fundamento, e que agora o apóstolo José Luis de Jesus explica para a
edificação do Corpo de Cristo”.

Semelhanças do MCG com as demais seitas

Unicismo

Não acreditam na Trindade. São modalistas. Para eles, Deus é uma só


pessoa que se manifestou de três maneiras diferentes (também
chamado de sabelianismo). Dizem: “ Cremos que Deus é um, e um é o
seu nome. O trinitarismo é uma falsa doutrina que pretende separar a
pessoa de Jesus Cristo de Deus Pai como dois seres em separado. O
unitarismo ensina que é só Jesus. Ao contrário, nós ensinamos que
Jesus é também o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Três manifestações,
porém, um só Deus”, semelhante ao que crêem os grupos Tabernáculo
da Fé, Voz da Verdade e Igreja Local”.

Aniquilacionismo

De forma idêntica às testemunhas-de-jeová e aos adventistas do sétimo


dia, são aniquilacionistas. Não crêem no inferno de fogo e chegam a
afirmar: “Com respeito ao evangelho, quer dizer, às quatorze cartas que
Paulo escreveu depois da cruz, nunca mencionou a palavra inferno, isto
se deve ao fato de que o inferno não existe”.
Reencarnacionismo

Também acreditam na possibilidade da reencarnação: “Veja bem, a


reencarnação é um recurso usado por Deus do jeito que Ele quer. Não é
uma forma automática na vida do crente. É totalmente regulada por
Deus”.

Preexistência dos espíritos

Semelhante à crença mórmon, acreditam na preexistência dos espíritos.


Na verdade, acreditam que os anjos não são nada mais que espíritos
sem corpos e os seres humanos, anjos com corpos. Referindo-se aos
adeptos do grupo, dizem: “Os membros desta família sabem que
existiam em condição de anjos antes da fundação do mundo”.

Adão como Satanás

Para eles, Adão foi Satanás encarnado. Ao morrer na cruz, Jesus


aniquilou o pecado de Adão que seria a obra do diabo; ou seja, o diabo
e o pecado não existem mais, foram aniquilados. “Deus depositou no
primeiro homem o espírito de Satanás; ou seja, Adão era Satanás...”.

Deificação do homem

Assim como os localistas e os novaerenses, também acreditam que são


deuses: “Você é um espírito criado por Deus à sua imagem e
semelhança, porque Deus teve filhos, e Deus os chamou de deuses.
Diga: SOMOS DEUSES...”.

Peculiaridades doutrinárias do MCG

Afirmam que existem dois evangelhos: um falso (o da circuncisão),


pregado por Pedro e os demais apóstolos, e outro verdadeiro (o da
incircuncisão), pregado por Paulo e agora por José Luiz de Jesus;

Fazem diferença entre Jesus de Nazaré e Jesus Cristo. Dizem: “É por


isso que Paulo ensinava a servir àquele que ressuscitou e não a Jesus de
Nazaré, que foi o corpo de Cristo (Rm 7.4). Em outras palavras, servir a
Jesus Cristo ressuscitado é colocar-se depois da cruz e imitar a Jesus de
Nazaré é colocar-se antes da cruz”. E mais: “O evangelho diz que, para
darmos fruto para Deus, devemos ser do ressuscitado. Se você é de
Jesus de Nazaré dá fruto, porém, para os homens, porque a doutrina de
Jesus de Nazaré produz fé fingida”.
Tentam fazer uma antítese entre o evangelho pregado por Paulo e o
evangelho pregado dos demais apóstolos, principalmente Pedro e João.
Referindo-se a Pedro, afirmam: “Paulo profeticamente disse: ‘Com a
minha partida, entrarão lobos vorazes que não perdoarão o rebanho’ (At
20.29). E mais: “Que antes da vinda do Senhor se manifestaria a
apostasia, o iníquo (2Ts 2.4). Quem se opôs ao sacrifício de Jesus (Mt
16.21-23), quem se opôs ao evangelho de Paulo (Gl 2.11-14)? Pedro, o
mesmo que deu a mão a Paulo em sinal de companheirismo e que, em
seguida, Paulo repreendeu por ser hipócrita (Gl 2.9-14). Foi por isso que
Paulo disse que o mistério da iniqüidade já estava em ação (Pedro), mas
havia quem o deteria (Paulo), até que fosse tirado do meio (2Ts 2.7)”.

Referindo-se a João, afirmam, no mesmo fôlego: “Quando um crente é


iluminado, ele entende que o diabo já não existe mais, que o pecado foi
aniquilado, que está morto à lei, que foi Deus quem o escolheu antes da
fundação do mundo, que é santo e está sem mancha diante do Senhor.
Do contrário, ele chama esta revelação de blasfêmia, heresia. E mais,
porque João não foi iluminado por esta palavra, ele chamou Paulo de
anticristo, porque Paulo ensinava a não imitar a Jesus de Nazaré, mas a
Jesus Cristo, o ressuscitado (Rm 7.4)”. Sustentam, ainda, que somente
o apóstolo Paulo recebeu a revelação do evangelho da graça.

Segundo o MCG, as igrejas cristãs foram somente aquelas fundadas a


partir do apóstolo Paulo. As demais, ainda na concepção deles, eram
todas seitas judaicas, não tendo nada a ver com o evangelho de Cristo.

Não batizam, não tomam a santa ceia e não incentivam os membros ao


arrependimento de pecados, pois entendem que tudo isso deve ser
deixado de lado. Para que possam sustentar tal absurdo, argumentam
que essas coisas são apenas rudimentos da doutrina de Cristo que
ficaram para trás.

Neomarcionismo

Sem dúvida, o senhor José Luiz pretende reviver, com todo o vigor, as
antigas heresias marcionitas. É o neomarcionismo redivivo em pleno
século XXI.

Marcião foi um presbítero do século 2o que, no esforço de afastar e


eliminar do cristianismo todos os elementos judaicos das Escrituras do
Novo Testamento, com o objetivo de “desjudaizar” a religião cristã,
elaborou uma depuração dos escritos neotestamentários. Rejeitou os
evangelhos de Marcos, Mateus e João. Forjou seu próprio cânone com
textos selecionados do evangelho de Lucas e das cartas paulinas, muitas
delas mutiladas. Para ele, nenhum dos apóstolos havia entendido
perfeitamente a doutrina de Jesus, com a exceção de Paulo. Por isso,
Paulo, para Marcião, é o apóstolo por excelência, pois recebeu de Jesus,
por revelação, o verdadeiro evangelho. Fazia, ainda, distinção entre o
deus mau do Antigo Testamento com o deus bom do Novo Testamento.

Esses ensinamentos são hoje apregoados por José Luiz de Jesus, que os
confirma com a seguinte declaração: “Você não pode conhecer a Deus
na lei. Imagine você. Esse Deus do Antigo Testamento. Deus não é
assim. Esse é um lado de Deus. Esse é o lado mau de Deus, porque
Deus é bom e Deus é mau”.

É interessante que a semelhança entre os dois sistemas é idêntica até


mesmo nos pormenores. É sabido que Marcião foi o primeiro a formular
um cânon pessoal, enquanto o senhor José Luiz divide arbitrariamente a
Palavra de Deus da seguinte forma: Escrituras (escritos do Antigo
Testamento), História (os quatro evangelhos e o livro de Atos) e
Evangelho (somente as epístolas paulinas, inclusive Hebreus).

Adão e Satanás são a mesma pessoa?

“Como caíste do céu [...] Como foste lançado por terra...” (Is 14.12-16).
Os adeptos do MCG acreditam que este texto aponta para Adão, o qual
seria o próprio Satanás. Dizem que a palavra “cortado”, em certa
tradução, está errada. O certo seria “foste formado”.

Resposta apologética

Antes de tecermos quaisquer comentários sobre isso, é bom lembrar


que a Bíblia sempre compara Satanás com a antiga serpente, o dragão,
o leão (2Co 11.3,14; Ap12.9; 20.2), mas nunca com Adão. A serpente é
a mesma que tentou Adão e Eva (Gn 3). Portanto, a gênese da queda
envolveu três personagens: Adão, Eva e a serpente, influenciada por
Satanás. Outro fato que deve ser considerar é que o capítulo inteiro é
uma continuação da profecia contra o império da Babilônia (Is 13.1;
14.4). Quem caiu foi o rei da Babilônia (Is 14.8), monarca que debilitava
as nações (Is 14.12) e era soberbo (Is 13.19). A história nos relata que
os reis babilônicos tinham todas essas características de grandeza (Dn
4.22); mas, por fim, foram abatidos (Cf. Is 14.23 com Is 47.10). O
“homem” do qual fala o verso 16 não pode ser Adão, porque, em sua
época, não havia reinos ou nações. Adão não tinha cidades e muito
menos fazia pessoas cativas (v.17). Mas isso se encaixa perfeitamente
com o rei da Babilônia, usado no texto como figura de Satanás.

Pedro foi inimigo de Paulo?

“... Mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho


de Cristo” (Gl 1.6-8).

Declaram que este texto refere-se aos apóstolos, principalmente Pedro,


que queriam perverter o evangelho de Paulo.

Resposta apologética

Certamente, o apóstolo Paulo está-se referindo à repreensão dada a


Pedro em Gálatas 2.11. Mas daí construir uma aversão entre o
evangelho de Paulo e o evangelho de Pedro é ser desonesto com o
contexto bíblico, até porque este incidente foi tão irrelevante que Lucas
não o menciona em seu livro: Atos dos Apóstolos. Havia, na igreja,
muitos da circuncisão (At 10.45; 15.5). O próprio Pedro teve problemas
com alguns deles (At 11.2). Este incidente, talvez, explique o receio na
atitude de Pedro em Gálatas 2.12. O que Paulo condenava, ao que
parece, era o fanatismo de alguns (Fl 3.2) e não o ministério da
circuncisão que lhes fora confiado (Cl 4.11). Paulo chega a reconhecer
os dois ministérios como sendo de procedência divina (Gl 2.7,8). Dois
ministérios, mas um mesmo evangelho.

Paulo se submeteu à igreja-mãe, em Jerusalém (At 15.2,3.22), e


quando menciona aqueles “que pareciam ser alguma coisa” (Gl 2.6),
parece referi-se aos mesmos que se diziam da parte de Tiago (Gl 2.12),
mas que não foram enviados por este (At 15.24). Paulo, depois do
incidente com os da circuncisão em Antioquia, subiu a Jerusalém para
decidir sobre essas questões teológicas com os apóstolos e obteve deles
todo o apoio, inclusive o de Pedro (At 15. 23-29). Portanto, a censura
de Paulo em Gálatas 1.6,7 não é dirigida aos apóstolos, mas aos da
falsa circuncisão (Tt 1.10), dos quais Pedro também foi vítima.

Não ao batismo e ao arrependimento?

“... Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo...” (Hb 6.1,2).

Acreditam que este texto os isenta do batismo e do arrependimento. O


batismo seria um rudimento a ser abandonado de vez pelos cristãos.

Resposta apologética
Mal interpretado pelos adeptos do MCG, o texto em referência não diz o
que eles afirmam dizer. O que o escritor está dizendo tem sua razão em
Hebreus 5.12-14. Todos os itens alistados nos versos 1 e 2 são os
passos iniciais de quem ainda é novo convertido. Em contrapartida, pelo
tempo que já estavam no evangelho, deveriam ser mestres. Mas,
metaforicamente, ainda estavam se alimentando com “leite”; ou seja,
com as primeiras doutrinas cristãs, da necessidade de se arrependerem
dos pecados, de se batizarem, de terem fé em Deus, de ouvirem falar
que haverá um juízo final, etc., ensinamentos voltados aos novos
convertidos e não aos cristãos amadurecidos na fé, no conhecimento e
na graça de Deus. Em verdade, já estava na hora de tais cristãos irem
além dessas doutrinas e prosseguirem para a maturidade (perfeição)
espiritual, tendo em vista as tribulações que estavam passando.

O texto não desobriga nenhum cristão da observância do batismo e das


outras doutrinas, antes, está alertando quanto o perigo de alguém
estacionar naquilo que aprendeu. Se negarmos o batismo e o
arrependimento, baseados nesse texto, teremos de negar também o
juízo final, a fé em Deus e a ressurreição, coisas que os adeptos do MCG
ainda crêem estarem em vigor.

Não existe mais pecado?

Pelo fato de não enfatizarem o arrependimento, acabam tolerando


algumas práticas imorais. Dizem que não pecamos mais, porque Jesus
destruiu nossos pecados de uma vez por todas (Hb 9.26).

Em resposta a uma pergunta relacionada à aceitação de homossexuais


no MCG, e se os mesmos, vivendo na imoralidade, teriam a
possibilidade de ser salvos, vejamos o que disseram: “Também é
importante esclarecer que algumas manifestações carnais (bebedices,
práticas homossexuais, iras, etc.) não podem, de maneira nenhuma,
afetar a nossa posição em Cristo (Hb 10.14), tampouco afetar a nossa
salvação: ‘Porque pela graça sois salvos, por meio da fé’ (Ef 2.8); as
debilidades da carne não são tomadas em conta pelo Senhor, já que Ele
vê o nosso crescimento espiritual e não a nossa atividade carnal”.

Resposta apologética

O apóstolo Paulo constantemente incentivava os crentes ao


arrependimento (2Co 7.6-10). Além disso, a palavra aniquilar, athetesis,
no texto grego em pauta, não quer dizer destruição. Ela vem de
atheteo, que significa “pôr de lado”, “desprezar”, “negligenciar”, “opor-
se à eficácia de alguma coisa”, “anular”, “tornar sem efeito”, “frustrar”,
“rejeitar”, “recusar”, “fazer pouco caso”. De fato, Jesus anulou os nossos
pecados na cruz, mas isto não quer dizer que o homem não peca mais
e, por isso, não precisa de arrependimento. Isso não é verdade. O
próprio Paulo reconhecia que era pecador (1Tm 1.15).

Considerações finais

Infelizmente, algumas questões não foi possível responder aqui. O


emaranhado de desvios sustentados pelo MCG poderia nos render um
livro sobre o grupo. Esgotar o assunto, porém, não foi o nosso objetivo.
Como percebemos, o MCG não passa de mais uma seita (entre tantas
outras) que está pregando outro evangelho com outro Jesus (2Co 11.4).

O que expusemos neste artigo é uma pequena parte das inúmeras


heresias que o movimento propaga, porém, cremos que tal abordagem
seja o suficiente para alertar os verdadeiros cristãos, para que não se
deixem enganar por “estes ventos de doutrinas” (Ef 4.14),
especialmente pela roupagem evangélica que a maioria das seitas
apresenta.

Estejamos atentos e engajados na perseguição da graça e do


conhecimento de Deus (2Pe 3.18). Esses elementos caminham juntos e
é prejudicial à vida cristã privilegiar um em detrimento do outro. O
exagero geralmente conduz ao erro. A verdadeira graça, tal como é
pregada nas Escrituras, nos conduzirá ao conhecimento, e este, por sua
vez, será a ferramenta que sempre utilizaremos para rejeitar toda e
qualquer tentativa de distorção da graça divina.

Fontes de referência:

http://www.brazil.creciendoengracia.com

Desafio das seitas. Ano IV, nº 13 – 1º trim. 2000, p.12.

Desafio das seitas. Ano IV, nº 14 – 2º trim. 2000, p. 4.

Revista El Apostolado. Outubro/ 1998.

Presbitero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, professor de religiões, vice-presidente


do CACP e escritor.
às 7/08/2009 06:02:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários

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domingo, 15 de fevereiro de 2009


LEIA E REFLITA

às 2/15/2009 06:12:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 1 comentários

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009


DESMASCARANDO O MOVIMENTO HERÉTICO O CAMINHO:
DOCUMENTO INTERNO

Conseguimos um documento interno do movimento O Caminho!

Objetivo da publicação deste documento

Decidimos publicar este documento para que este movimento seja


realmente desmascarado e exposto do jeito que realmente é. Este
documento, na verdade, expressa somente uma pequena parte da
filosofia deles, pois eles misturam muitas coisas, como Budismo, Cabala
e Esoterismo. Mas este documento resume bem a filosofia deles, é como
se fosse a base de tudo. O problema são os recursos, ferramentas, que
eles usam para praticar o que está expresso neste documento. É nessa
parte prática que entra o misticismo oriental, o fanatismo e a ausência
quase total da Bíblia. Aliás, o que importa mesmo é a prática, pois eles
geralmente falam uma coisa, mas fazem outra! Portanto não se engane
com o conteúdo deste documento, pois não aborda as práticas malignas,
apesar de conter várias partes que vão contra ensinamentos Bìblicos
(este já é um motivo para não acreditarmos). Não se encante se ver
citações de versículos bíblicos, pois o fazem apenas para enganar, e os
usam de forma isolada e distorcida. O problema é que eles levam isto
muito a sério. É usado para atrair os jovens e dar condições de começar
a verdadeira lavagem cerebral. Para ficar bem claro:

CUIDADO! NÃO ACREDITE NO CONTEÚDO DESTE DOCUMENTO! SE


TRATA DE HERESIA!

Como conseguimos

Conseguimos este documento com ex-membros do movimento. Vale


lembrar que no movimento não existe material didático, para que não
deixem rastros. Daí pedem para os membros decorarem toda a base do
idealismo deles para que facilite a argumentação, caso alguém
questione. Mas este documento não deixa de ser oficial e secreto, pois
foi conseguido dentro do movimento e em hipótese alguma sai de lá. Na
verdade só é escrito para que os novos membros tenham como estudar
e decorar.

O Caminho

No princípio, Deus criou o Homem feito à Sua imagem para viver


em comunhão, crescer, multiplicar-se e dominar a terra. Como
ser racional, o Homem, em seu primeiro estado de inocência,
desconhecia o pecado. A possibilidade para o pecado surgiu com
a tentação. Esta propensão para a transgressão não significa que
o Homem, inevitavelmente, estivesse destinado a pecar. Esta
tendência baseava-se unicamente em seu livre-arbítrio. Ele
poderia, conscientemente, manter-se fiel aos limites do
conhecimento que o Criador lhe deu, ou, então, rebelar-se contra
esta lei, e partir para o outro lado. O teste de Adão e Eva
começou, por permissão de Deus, através de Satanás, que surge
diante de Adão e Eva, incorporado em uma inocente serpente
que estava no jardim plantado por Deus, e os persuadindo a
desobedecer a palavra que Deus havia dito: "não comer do fruto
da árvore do conhecimento do bem e do mal". Depois que o
Tentador conseguiu convencer Eva a desejar o fruto proibido,
fazê-la não hesitar em pegar, comer e oferecer ao seu marido,
essa desobediência trouxe conseqüências físicas, psíquicas e,
sobretudo, espirituais.

Diante disto, Deus haveria de estabelecer "um caminho" que


possibilitasse a reaproximação do Homem a Ele. É o caminho de
volta ao Éden, afim de que o Homem, uma vez restaurada a sua
condição inicial, purificado de todo pecado, por meio do sangue
de Cristo, possa vir a manifestar sua glória.

Adão recebeu a missão delegada por Deus de edificar o Seu


reino na terra. Embora ele tenha falhado, Deus permaneceu
credenciando o plano original que O motivou a criar o Homem.
Podemos perceber isso em Gênesis 3, quando vemos Deus
providenciado vestes (v. 21) para cobrir a nudez do Homem,
lançando maldição sobre a serpente, prenunciando a vitória de
Cristo (v. 15) e removendo a árvore da vida do jardim, a fim de
evitar que o homem comesse desse fruto, e assim, vivesse
eternamente sofrendo às conseqüências da morte. Ou seja, em
virtude da queda de Adão, Deus redesenha a maneira usada
para chegar à consumação do Seu Plano, embora este em si
mesmo nunca tenha sido alterado.

Finalmente, por meio de Cristo, o Homem tem a possibilidade de


trilhar um caminho de volta, que acontece por meio do "novo
nascimento em Cristo" (João 3), em que restabelece a condição
inicial de sua criação (purificado do pecado). E implantar o Seu
Reino (em Adão através da multiplicação de sua descendência, e
em Cristo, através da conversão daqueles que estão afastados
de Deus). Para que seja formado um povo feito à sua imagem e
semelhança, representando o final do caminho.

Entendemos, diante disso, que é necessário trilhar um caminho


que nos permita voltar à condição inicial em que Adão estava no
Éden, o que representa ser como Cristo, "o novo Adão". Assim
como Jesus usava diversas parábolas para explicar o Reino de
Deus, usaremos um esquema com 7 pontos para explicar este
plano de restauração. Lembrando que o caminho não somente se
aplica ao Homem individualmente, mas também deverá ser
cumprido no coletivo, ou seja, na Igreja, afim de que o exista
um caminho para a volta do Nosso Senhor.

Os sete pontos citados acima são:


1) Egito; 2) Mar; 3) Deserto; 4) Refrigério; 5) Renovo; 6)
Avivamento; 7) Arrebatamento / Volta de Cristo.

Traremos uma breve introdução antes que venhamos a abordar


cada ponto. Em Atos 3:19-21 há a síntese do caminho, conforme
lemos abaixo:

"19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam


apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do
refrigério pela presença do SENHOR,
20 E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado.
21 O qual convém que o céu contenha até aos tempos da
restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os
seus santos profetas, desde o princípio."

Primeiramente lemos "arrependei-vos" - correspondendo ao mar,


"convertei-vos" - correspondendo ao deserto, "refrigério" - que
já está explicitado, "renovo" - correspondendo a Jesus, "tempo
de restauração" - correspondendo ao avivamento. Uma vez que
a terra esteja restaurada e haja a manifestação dos filhos de
Deus (Rm 8:19: "Porque a ardente expectação da criatura
espera a manifestação dos filhos de Deus"), então Jesus poderá
vir buscar a noiva. Por enquanto Ele está contido nos céus
aguardando a preparação da noiva, conforme lemos no versículo
21, acima.

João 14:6: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a


vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim".

Jesus é o Átrio, o Santo, e o Santo dos Santos; não há como ir


ao Pai sem passar por Ele. Estar em Deus é diferente de estar no
céu. Jesus prometeu levar-nos para Ele, e não para o céu. Em
Apocalipse 12 disse que não existira lugar, então Jesus edificou o
próprio templo para receber os convidados para a boda. Jesus já
preparou o lugar, mas ainda não existe. Aqueles que receberam
as palavras, que neles geraram amor e fé, devolvidos para o Pai,
representam um acesso a essa morada preparada.

Em Malaquias diria que era necessário restaurar, em Lucas 1,


João veio operar sob o mesmo espírito profético de Elias.

Essa questão de se mover sob o mesmo espírito pode ser


entendida pelo exemplo que segue abaixo.

Como foi dito inicialmente, Deus designou um plano para a


humanidade desde o início, por isso enquanto este não for
consumado totalmente o homem viverá ciclos de tentativas de
cumprir esta missão. Em Eclesiastes 1 ilustra-se muito bem
(seria bom ler) que as gerações vão se passando, os fenômenos
naturais se repetem, mas a terra (o coração do homem)
permanece o mesmo, ou seja, ainda não foi achada uma geração
com o coração fértil para vir cumprir o caminho. Por isso, Deus
age nas gerações levantando uma Geração Profética, com o
ofício de preparar o caminho, preparar os corações, para que
então uma geração apostólica possa ser gerada e completar a
obra. Por isso, faz-se tão necessário a palavra de
arrependimento na boca dos profetas. Sem que o homem receba
a palavra da verdade, e com isso consiga enxergar sua miséria e
pecado, ele nunca conseguirá alcançar um arrependimento
genuíno que o aproxime de Deus, que o permita ser vaso na
mão do oleiro. Os frutos de um arrependimento genuíno serão
pessoas conscientes da necessidade irrevogável de morrer para
si mesmo, para essa natureza decaída e limitada, para que a
natureza de Cristo possa ser impressa em si. Daí também advém
a consciência de que importa que Jesus cresça em nós, e nós
venhamos a diminuir. Ou seja, essa humildade real permitirá que
Deus atue livremente através de nós, pois na posição de vasos
de barro, a glória virá realmente e será Dele.

Abaixo seguem as duplas: Primeiro a geração profética, depois a


apostólica que veio a manifestar a sombra de uma faceta de
Jesus.

Adão-Abel (Jesus cordeiro), Abrão-Isaque (Jesus Filho), Enoque-


Noé (Juiz), Arão-Moisés (libertador, do Egito), Samuel-Davi
(Rei), Eliseu-Elias (Profeta). Cada ciclo representava
confirmações das profecias. Jesus era a representação profética
dele mesmo, primeiro como cordeiro, e profeticamente
representando a sua manifestação como leão.

O Elias anunciado representava as duas testemunhas que iriam


preparar O CAMINHO para a manifestação Dele como Leão (em
Apocalipse temos essa manifestação).

Se não for edificado sobre esse fundamento, não há igreja


(Efésios 2:20). Não há como colocar um novo alicerce em uma
casa que já existe, ou seja, construir um fundamento profético e
apostólico em uma edificação antiga. Será comparada a
remendar com pano velho.

Para que haja a igreja verdadeira deve-se iniciar com raízes


santas, para que o fruto seja bom. Se o solo for bom e a
semente cair sobre ele, teremos frutos em abundância, sem
necessidade de fertilizantes, ou fermentos (risos). Aliás, Deus
odeia esse tipo de artifício.

Em Atos vemos claramente que ao prosseguir na doutrina dos


apóstolos, no partir do pão, na comunhão e na reunião de
orações, DEUS ia acrescentando cada vez mais pessoas.

Portanto, as duas gerações representam o fundamento.

1) Egito

Associado ao mundo, Babilônia, referindo-se ao sistema que rege


o curso deste mundo. O sistema tem várias vertentes, e a
religião representa uma delas. Ainda que o povo tivesse saído do
Egito, existia uma profecia em Oséias 8:13 dizendo que para lá
voltariam. Quando a Babilônia levou cativo o povo no Egito isto
se cumpriu. Egito também é mencionado no Apocalipse 11,
fazendo menção à realidade espiritual do Egito. Assim como em
Apocalipse 17 e Gênesis 11. A unidade do povo foi interposta por
Deus, que trouxe diversificação de línguas, trazendo confusão
entre eles. Hoje a proposta da globalização é reaver esta
unidade perdida de uma maneira humana. Ninrod era neto de
Cam. A Assíria foi um outro povo que dominou a Babilônia,
Nínive vem de Ninrod, e dele descendeu povo inimigo: cananeus,
filisteus etc. O sistema foi originado em Babel, e hoje o sistema
está subjugado ao Mistério Babilônico da Confusão. Portanto, a
confusão sinaliza estar dentro do Egito. Não só devemos sair
fisicamente do Egito, mas deveremos removê-lo de dentro dos
nossos corações. Se faz necessário viver uma separação
temporária da corrupção do mundo para que seja possível voltar
então ao mundo e confrontá-lo sem, no entanto, se corromper.

2) Mar

Representa a iniciação no Tabernáculo, correspondendo ao


batismo com arrependimento. Em Mateus 3 relata-se o batismo
de João acompanhado de confissão de pecados. Jesus no
batismo assumiu voluntariamente a responsabilidade da divida
do pecado da humanidade e na cruz consumou o ato de
expiação. Na cruz o ladrão, ainda que não tivesse realizado o ato
simbólico, ao reconhecer seu pecado, viu em Jesus aquele capaz
de livrá-lo de sua condenação merecida a morte. Por outro lado,
o outro ladrão não. (II Co 7) A consciência de tomar
conhecimento da trezena de Deus advinda do pecado, a pessoa
deveria parar de pecar. Em relação ao arrependimento, é
necessário ter consciência do pecado. O arrependimento
representa, segundo Pedro 3, uma boa consciência diante de
Deus e não um ato simbólico ilustrado pela imersão na água.
Nesta etapa, há conscientização do pecado, da situação de
miséria e a necessidade de abandoná-lo olhando para a cruz,
para Jesus. No Tabernáculo o sacerdote antes de oferecer o
sacrifício se lavava na pia, representando o arrependimento,
assim como depois de oferecer o sacrifico lavava suas mãos.
Pilatos disse depois que condenou Jesus que lavaria suas mãos.

3) Deserto

Para provar para nós mesmos nossa condição, Deus no deserto


quebra-nos como vasos para nos refazer, segundo o seu querer,
a fim de gerar a verdadeira humildade e dependência (Dt 8).
Não há como ocultar pecados, ou deixar situações não
resolvidas, pois um dos principais aspectos é forjar o caráter. O
deserto envolve morte, renuncia e arrependimento. O deserto é
o lugar de chegarmos ao extremo dos limites, o sofrimento que
gera mudança. No deserto Deus quebra o vaso antigo (Jeremias
18) e o refaz segundo seus parâmetros; no refrigério enche, e no
renovo usa. Quando não há um caráter forjado, o vinho novo se
perde. Aceite o processo de humilhação.

A metáfora do caminho esta associada ao arado, em aplainar


(Isaias 40). Este Ministério Profético está sempre adiante
preparando o caminho para a Geração Apostólica. Depois do
período de silêncio, a Voz Profética tanto de Samuel quanto de
João. Ou seja, os profetas vão adiante preparando e ao mesmo
tempo trilhando o caminho para a noiva passar. Em Lucas 1, a
questão é "prepararás terras e fareis para que a semente do
Evangelho do Reino frutifique". O Ministério Apostólico deveria
preparar aos quebrantados, e o Profético justamente é o que traz
a mensagem advinda do quebrantamento. Por isso, o 62 é a
decorrência do 61. A bandeira anuncia para os que estão no
Egito, atraindo a mensagem do reino. O profeta é o que semeia
e o apóstolo o que ceifa (Lucas 8). Para finalizar a etapa do
deserto, são necessárias humildade e comunhão. Ter tudo em
comum, tudo era de todos. Já a unidade é semelhante à
parábola do corpo: todos operando para o bem do corpo, mas o
que torna um corpo é termos uma só cabeça. A congregação
começa no deserto, e com isso, traz a dificuldade do
relacionamento. O Tabernáculo foi construído no deserto, era
móvel. A comunhão fará com que ressoe um só clamor profético
ecoando do deserto a mensagem de arrependimento. É tempo
de edificação e crescimento, de escola e preparação (Lucas 1:8).

4) Refrigério

A rebeldia de ouvir Deus e não obedecer representou a


incredulidade que impediu o povo de entrar no refrigério
(Hebreus 3:7). É a capacidade de executar as obras e não se
cansar (Isaias), ou seja, contendo o descanso em si mesmo, a
possibilidade de viver o que está em Isaias 40. Jesus foi o único
que viveu o verdadeiro sábado. Deus descansou para descansar
com o Homem no sétimo dia. Aí está contido o equilibro de
trabalhar, executar o ministério e depois descansar em Deus
(Mateus 11).

5) Renovo

Até o deserto os profetas são preparados individualmente para


então ao chegar o renovo, onde vão exercer juízo sobre os que
estão no Egito, que seriam os apóstolos. Moises é um exemplo,
crescendo no Egito, adquiriu conhecimento do Egito e somente
com 40 anos foi para o deserto para lá se descontaminar do
Egito, e então iniciar o ministério. O chamado ao arrependimento
aos que estão no Egito só é possível porque este ministério
profético, contendo os quatro ministérios, foi preparado e viveu o
arrependimento. Assim não serão hipócritas, mas sim cortarão
com uma palavra que de antemão já tenha cortado aquele que o
profere.

Jesus ao anunciar a segunda vinda já fez menção à destruição do


templo (Mateus 24). Para edificar o novo templo é necessário de
antemão destruir o antigo, para que o vinho novo esteja
comportado em odres novos. À Babilônia é atribuída a função
material de destruição do templo, como se vê a Babilônia
destruindo. Já destronar o sistema religioso espiritual cabe aos
profetas. No entanto, o importante não é a destruição em si,
mas sim a edificação do novo templo.
O caminho estava expresso no Tabernáculo, se o primeiro fosse
destruído seria visível o caminho (Hebreus 9). Ou seja, tornar
visível o caminho expressamente, desde o mar até o final. As
pessoas poderiam entender do que se trata de fato, a proposta
em direção ao Santo dos Santos. Até então o mundo nada vê,
mas quando forem derrubados será manifesto. Uma chance de
acessibilidade. Assim como no deserto o profeta foi quebrado e
forjado, assim será com os outros, podemos ver então que o
próprio preparo do profeta é um prenúncio profético do que
haveria acontecer com os outros.

O que derruba a casa é o vento, a chuva, o rio, que hoje são


associados a poderes sobrenaturais, mas que na realidade irão
destruir tudo aquilo que não for edificado sobre a rocha (Mateus
7). Será algo incontido por estruturas humanas e trazidas por
Deus.

Quem edifica o novo templo é o renovo, a reconciliação do reino


e sacerdote (Zacarias 6:12).

Renovo significa ramo novo, como nascido de um tronco cortado,


permanecerá o tronco de Jessé que dará origem ao ramo novo
Jesus (Isaias 11).

Eles não mais comemorarão a saída do Egito, mas sim o


congregar no reino, a vinda do reino, o corpo de Cristo sendo
edificado, o reino de sumo sacerdotes ministrando a Deus no
Santo dos Santos, como no ministério de Melquisedeque
(Jeremias 23). Na verdade Deus nunca pediu, mas um
Tabernáculo que era a sombra do caminho, que no final seria nós
mesmos. O Tabernáculo mostra que o Tabernáculo seria algo
móvel. O corpo foi projetado para comportar a glória, com uma
capacidade maior que o templo. Este texto mostra que o desejo
de Deus nunca foi um templo, isto explica porque posteriormente
Deus mandou destruir, porque na verdade nunca o desejou.

Os apóstolos quando saem do Egito, eles trazem consigo o povo,


como Moisés fez, e quando eles chegarem ao renovo eles
colocam o fundamento (ele mesmo), que juntamente com o
profeta concluem o fundamento (II Sm 7). "O juízo e justiça são
os fundamentos do meu trono".
A partir daí a igreja passa a ser edificada.

6) Avivamento

O renovo de Jesus terminou na crucificação e no avivamento;


dar vida, começa na ressurreição.

Na queda a criação ficou sujeita à vaidade, à inutilidade, toda a


criação, os anjos, as montanhas etc., até o céu ficou sujeito à
corrupção (Romanos 8). A criação está sem propósito. Com o
cumprimento do nosso propósito, a criação vai adquirir
significado, porque ela será libertada pelo Homem. Adoção de
ser acoplado a Deus. A criação está "chateada" com o Homem,
já que ele a entregou à inutilidade; a salvação é esperança, se
espera, não é certeza.

Refrigério: Derramamento abundante do Espírito. "Tempo de


refrigério pela presença do Senhor". Em Jesus o pão e a água
não acabam, não se traduz só em milagres.

Renovo: Quando os apóstolos começam a falar. O exército que


foi forjado no deserto. A soma do aprendizado do deserto mais a
capacitação do renovo. Início do ministério de destruição e
construção do templo / edificação da Igreja; servir à igreja, por
isso que a renuncia é necessária anteriormente; injetar vida,
ramo novo, tempo da batalha, pregar arrependimento.

Em avivamentos passados existia somente uma pessoa na


presença do Senhor e os demais se beneficiando.

Felipenses 2:15 - brilhar como astros - características que


procedem de Deus.

Observações

Aparentemente não estava incluído no documento o último ponto, o


ponto 7, "Avivamento / Volta de Cristo". Um ex-membro do movimento
disse que este ponto é muito complexo e não vê validade em se esforçar
para tentar explicá-lo. É bom lembrar que existe a possibilidade deste
documento já ter sido atualizado pelos líderes do movimento. Porém a
base é esta aí.
às 1/28/2009 01:38:00 PM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários

Marcadores: ESTUDOS BÍBLICOS


Reações:

DESMASCARANDO O MOVIMENTO HERÉTICO O CAMINHO


- PARTE 2ª

ATENÇÃO! ALERTA GERAL À IGREJA!

Preparamos um especial sobre este movimento herético e maligno


chamado "O Caminho". Temos recebido muitos e-mails e testemunhos
sobre pessoas preocupadas com este movimento, sobre testemunhos de
ex-membros e até sobre testemunhos de pais que perderam seus filhos
para o movimento!

Leia e divulgue para o máximo de pessoas que puder! Vamos nos unir
contra o movimento O Caminho!

"Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de


ser descoberto, nem oculto que não haja de ser conhecido." (Mateus
10:26).

O objetivo desta matéria

Esta matéria tem como objetivo trazer luz, esclarecer sobre o


movimento chamado de O Caminho. Assim como confrontar suas
principais bases.

Nosso objetivo não é atacar pessoas, mas o movimento e suas práticas


erradas. Nós amamos a todos os membros do movimento, assim como
devemos amar a todos, e só queremos o bem e a libertação deles. Antes
de pensar em fazer esta matéria já estávamos orando por todos deste
movimento, e continuamos.
"Pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra
os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo
destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões
celestes." (Efésios 6:12).

Aviso importante

Algumas pessoas estão entrando nos blogs dos membros deste


movimento para os afrontar. Informamos que não desejamos que esta
matéria leve a isso. Como vocês sabem, nossa luta não é contra carne e
sangue, mas contra os principados e potestades malignos. Portanto
devemos amar os membros deste movimento, e não os acusar ou lutar
contra eles. Por favor, não ajam desta forma. Orem por eles!

Informações sobre o movimento O


Caminho

O que é "O Caminho"

É um movimento pseudo-cristão (pelo menos de início) que oficialmente


não tem nome, não tem material didático (para não deixar rastros) e se
acham sendo "a única verdade, a salvação para a Igreja". É um
movimento que atua quase exclusivamente no meio dos evangélicos.
Usam passagens isoladas da Bíblia, fora do contexto, para pregar suas
idéias e enganar os cristãos. Pregam para jovens, e preferem os
revoltados com a igreja. Este movimento tem destruído famílias,
pessoas, ministérios e sonhos.

Não tem um nome oficial, mas resolvemos chamá-los de "O Caminho"


para haver uma identificação, por ser o nome mais usado por eles e por
ser um dos termos mais falados entre eles.

O que eles pregam

Eles falam mal de todos os lideres, pastores e denominações. Eles


acham que vão fazer a reforma da Igreja, se acham os "João Batista", e
quem não concorda com eles, eles deixam de lado ou acusam e
perseguem. Eles se dizem que "são o remanescente", que "só eles vão
conquistar o Reino". Passam uma idéia de "santidade absoluta".
Pregam uma "Ira de Deus sobre a Igreja", por ela supostamente estar
errada. Acham que todo o sistema de igrejas protestantes do modo que
existe hoje deve ser reduzido a nada e recriado do jeito deles. Se acham
"os juízes que decretam juízos de Deus para esta geração errada".

Eles convencem as pessoas a sair de casa e abandonar tudo: a casa, os


pais, a igreja, o ministério, o trabalho, para ir morar na casa dos líderes
do movimento (ou em uma das bases), porque eles vivem em
comunidade tipo hippies.

Todos são confrontados, pois eles dizem que tudo pertence ao diabo,
tudo mesmo, e que a Igreja se tornou uma Prostituta, que tudo virou
parte do "Sistema". Eles utilizam a palavra "Sistema" pra tudo. Dizem
que os homens de Deus fizeram aliança com Mamom, deus do dinheiro;
que precisamos sair da Grande Babilônia (Igreja). Estes são os
argumentos que utilizam pra recrutar as pessoas. São muitos bons nas
palavras. Falam para você se desligar da denominação (Igreja), ou seja,
para você sair desse "Sistema" corrompido pelo Velho Homem, o Adão
pecaminoso. Dizem que as denominações estão cheias de demônios,
demônios que agem controlando os Pastores com o dízimo, onde o
homem foi seduzido por Mamom; demônios da Luxúria, onde os templos
estão cada vez mais luxuosos, e estão preocupados com a Quantidade e
não com a Qualidade. Isto é, para quem tem alguma semente de revolta
são argumentos até válidos, pois esquecem que esta, querendo ou não,
é a noiva de Jesus!

Eles começam te falando que tudo o que nós vivemos é uma ilusão,
estamos vivendo como no filme Matrix, inclusive quando estão juntos
assistem Matrix o dia inteiro. Baseiam suas atitudes, seu chamado, tudo
no filme Matrix. Eles crêem que temos que fazer o caminho de volta até
o "verdadeiro Adão", o homem antes do pecado. Para isso tem que ser
exortados e doutrinados em cima do filme Matrix, e com alguns textos
Bíblicos. Para isso têm que andar juntos, estar sempre juntos, dormirem
juntos, enfim, e viverem na simplicidade (com o mínimo possível). Eles
começam a andar como hippies, não tomam banho, pois acham que não
é necessário, andam sujos, pois limpeza, perfume roupa bonitinha, só
servem pra satisfazer o ego e o orgulho. Não comemoram aniversário
que também é chamado de "egolatria". Tudo aquilo que gostam de
comer eles deixam de comer, pois tem que renunciar as vontades
próprias.

Eles utilizam exemplos Bíblicos como João Batista, Moisés, enfim, vários
homens de Deus que tiveram que sair do "Sistema" para servir a Deus.
Eles andam juntos durante 24 horas por dia, começam a pregar Atos
2:43-44, que devem ter tudo em comum. E então passam a viver juntos
dividindo tudo: comida, roupa, dinheiro, bens, tudo, tudo mesmo!
Crêem que serão "a geração que vai recrutar os escolhidos", a geração
apostólica para trazer o juízo de Deus sobre a Igreja. Aqueles que
trabalham dão todo o dinheiro para aqueles que estão na "obra", ou
seja, recrutando os "escolhidos" para criar as bases onde têm tudo em
comum. Pois crêem que tudo que está no mundo está corrompido com o
pecado (que novidade!).

Com o passar do tempo eles começam a confrontar os membros com


relação aos seus laços familiares, então pegam Lucas 14:26 ("Se
alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a
irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu
discípulo") e te confrontam nisso aí, algo terrível, e você é obrigado a
deixá-los provocando dores e traumas terríveis nas famílias. Você não
pode amar mais os seus Pais, senão está em pecado, não pode mais
amar você mesmo, você é tirado do convívio familiar, pois não pode
mais ir a aniversários, casamentos, festas e comemorações. Televisão é
só para ver Matrix, Rei Artur, As Crônicas de Narnia, A Cruzada, Senhor
dos Anéis ou O Último Samurai. Se quiser ficar em casa está em pecado,
porém eles não te forçam explicitamente a nada, mas te vendem a idéia
do seu erro e vão martelando e aprofundando até você sucumbir. Caso
queira sair tudo bem, você é livre, mas se torna um traidor ou um
pecador que voltou a amar "Babilônia", e estará condenado ao Inferno e
ao Juízo de Deus.

Eles se baseiam muito no "Bushido" (código de honra dos samurais),


assistem desenhos e filmes de samurais, de guerra, e se baseiam muito
neste código de honra.

O que eles praticam

No início se reuniam para adorar a Deus, ler a Bíblia e conversar sobre


Deus. Mas depois começaram a ter práticas estranhas, como "ficar em
silêncio esperando Deus trazer mensagens para eles" e falando mal de
igrejas.

Ultimamente eles ficam assistindo desenhos japoneses que passam na


TV e dizendo que tem coisas de Deus ali, dizendo que tem a ver com o
Reino de Deus. Eles até jogam RPG, afirmando que querem ver se tem
alguma coisa de Deus nesse jogo! É uma mistura louca o que eles
fazem. Eles não falam mais da bíblia hora nenhuma, só falam da
Cabala! Até Cabala eles estão usando! Cabala é misticismo judaico!
Enfim, eles misturam tudo, e falam da "visão do Caminho", que segundo
eles, Deus os revelou.

Eles não usam material didático, nem sequer aprovam que os membros
mantenham registros, para não deixar rastros, de modo que os pedem
para decorar os ensinamentos! Dizem que é mais fácil de não serem
notados ou se forem confrontados saberão como responder.

Como eles se espalham

Eles vão pra congressos de adoração e ficam na entrada ou no meio do


pessoal querendo pegar o máximo de pessoas que podem para falarem
suas "visões". Eles estão se infiltrando nas Igrejas e recrutando os
"escolhidos". Eles entram em igrejas, tiraram pessoas de dentro do culto
para debaterem. Se o pastor for até eles, e eles começaram a agredir o
pastor com palavras. Eles acham que têm autoridade para colocar o
dedo na cara das pessoas e apontar seus defeitos e chamar todos os
lideres da Igreja de "raça de víboras".

Como conseguem atrair e cegar os membros

É algo estarrecedor, tamanha a complexidade dos fatos e do poder de


influência e de persuasão dos líderes dessa seita. Além de dominarem
esta técnica, usam encantamentos satânicos! Com isso fazem uma
verdadeira lavagem cerebral nos membros!

É como disse o pr. João Iahnke:

"Podemos pensar que isso jamais aconteceria comigo, eu pensei dessa


forma: 'nunca serei atingido por uma falsa doutrina ou heresia'.
Acontece que se olharmos para a Palavra, veremos que a primeira
pessoa que satanás enganou foi Eva. Como ele fez isso? Através de um
encantamento, de feitiçaria! Esse grupo age da mesma forma. Quero
utilizar-me de um versículo chave da Bíblia: I Samuel 15:23. Sabemos
que toda rebeldia é pecado de feitiçaria, e por eles terem se rebelado
contra a Igreja acabaram se tornando feiticeiros".

E disse mais:

"Essas pessoas tem se infiltrado nas Igrejas evangélicas e começam a


observar os jovens com fome e sede por Deus, jovens que se dizem
dispostos a seguir Jesus e ao mesmo tempo se mostram insatisfeitos
com a Igreja. Muitos por causa disso deixam brechas para ação desse
grupo. Eles geralmente abordam esses jovens com a seguinte pergunta:
'O que Deus tem falado contigo?'. Logo eles começam a falar da
'vontade Deus' pra essa pessoa, e costumam usar em primeira
abordagem os versículos de Lucas 14:25-33. A partir de então começa
uma serie de questionamentos a respeito de conhecer a verdade e viver
a verdade. Eles conseguem, creio eu, através de encantamento fazer
com que a pessoa reconheça que está vivendo uma falsidade, que a
Igreja é a Babilônia, lugar de hipocrisias e mentiras, e acabam
convencendo a pessoa de que ali não é o seu lugar. Para isso utilizam
muito de Apocalipse 18:4: 'Babilônia não é o seu lugar sai dela povo
meu'. Esse método que eles usam é muito forte e convincente, e há com
certeza uma potestade agindo através disso na vida deles, e como a
Bíblia nos ensina, não podemos subestimar o nosso adversário".

"Porque a rebeldia é como o pecado de feitiçaria, e a arrogância é como


a iniqüidade de idolatria."
(I Samuel 15:23a).

As bases

Eles já se espalharam em quase todo território nacional, nas principais


Capitais, de norte a sul do País. São extremamente fortes no Rio de
Janeiro, onde tudo começou, estão bem influentes em Belo Horizonte,
Espírito Santo e São Paulo. No Sul estão apenas começando, sendo que
já enviaram muitos para o Rio Grande do Sul. Estão agora se
expandindo para cidades vizinhas às capitais e grandes cidades. Vivem
em grupo, escondidos e isolados da sociedade e da família.

Quando vão estabelecer uma base, eles fazem uma reunião, e vão
várias pessoas de todo o Brasil, principalmente os líderes do Rio de
Janeiro. Nestas reuniões maiores eles traçam estratégias de expansão
para outros lugares. Geralmente as bases são casas alugadas pelos
líderes ou casas de membros.

Crêem que tudo que está no mundo está corrompido com o pecado, e
que eles estão indo para Ramá, como Deus fez com Israel. Ramá era o
lugar dos profetas que vieram trazer o juízo de Deus sobre Israel.
Crêem que as bases são como a cidade de Ramá (leia o livro bíblico de
Juízes). Por isso às vezes chamam as bases de "Ramá" (ou "Ramah").

às 1/28/2009 01:33:00 PM Postado por Aux. Carlos Alves 1 comentários

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
A REFORMA PROTESTANTE

por Paulo Cristiano da Silva

INTRODUÇÃO
Não há como negar a influência da reforma em nosso século. Qualquer
livro de história que aborde o tema: idade média, tem obrigatoriamente
a necessidade de discorrer sobre um dos principais marcos dessa época
que veio a ser conhecido como “A Reforma Protestante”, liderada pelo
monge agostiniano Martinho Lutero. Todavia, apesar de tão velho
(quase 500 anos) ainda é um tema vivo em debate hoje em dia.

Mas o que venha a ser “A Reforma Protestante” ? Por que começou ?


Quais foram as suas principais causas ? Quem foram seus líderes ? Não
pretendendo ser prolixos ao analisarmos este assunto, mesmo porque,
existem livros abalizados para tratar de forma exaustiva desse tema,
desejamos dar apenas uma sinopse do mesmo.

UMA ÉPOCA PARA REFORMAS


Antes de adentrarmos ao tema proposto, vamos acentuar as razões que
levaram à causa.

Os historiógrafos mostram que ao fim da idade média os fundamentos


do velho mundo estavam ruindo. Houve várias transformações nessa
época, mesmo antes, cuja importância não podem ser alienadas do
pano de fundo histórico da reforma. As mudanças foram cada vez mais
acentuadas com as descobertas de novos mundos por Colombo e Cabral
. A idéia de um estado universal foi cedendo lugar ao conceito de nação-
estado. Com a formação das cidades, a economia comercial tomou lugar
da feudal. Isso teve conseqüências sociais, pois o estilo de vida das
pessoas começou a ascender formando uma classe média forte - a
burguesia. Também no campo da cultura e da arte com o surgimento do
Renascimento as transformações intelectuais fizeram com que o
protestantismo encontrasse apoio para seu desenvolvimento. Urge
rememorar que todas essas mudanças afetavam direta ou indiretamente
a Igreja Católica Romana. Mas nenhuma delas talvez, se fez sentir mais,
do que as que ocorreram no campo religioso.

ANTECEDENTES DA REFORMA
É claro que de acordo com os pressupostos históricos que o historiador
vier aplicar na interpretação da reforma, irá determinar a sua causa.
Assim, temos várias correntes e escolas pelas quais os historiadores
farão sua análise crítica da reforma de maneira puramente racionalista
secular, tais como aquelas que só vêem as causas da reforma nos
fatores político-sociais, outros no fator da economia e outros ainda
vêem a reforma puramente como produto do intelectualismo.
Entretanto, uma cosmovisão puramente racionalista tende a distorcer a
definição e dar razões incompletas e deficientes à verdadeira origem da
reforma. Ora, se analisarmos o assunto somente sob a ótica religiosa,
ignorando a corroboração de todos esses fatores seculares e o impacto
que tiveram sobre o movimento reformista é tão errado quanto analisar
a reforma sem levar em conta a sua principal causa, qual seja, a
religiosa. Na verdade, a reforma protestante nada mais é do que o
cumprimento de um clamor por mudança religiosa, ainda que de
maneira esporádica através dos anos anteriores à própria origem da
reforma. Vejamos então:

Nas últimas décadas da Idade Média, a igreja ocidental viveu um


período de decadência que favoreceu o desenvolvimento do grande
cisma do Ocidente, registrado entre 1378 e 1417, e que teve entre suas
principais causas a transferência da sede papal para a cidade francesa
de Avignon e a eleição simultânea de dois e até de três pontífices. O
surgimento do "conciliarismo" - doutrina decorrente do cisma, que
subordinava a autoridade do papa à comunidade dos fiéis representada
pelo concílio - bem como o nepotismo e a imoralidade de alguns
pontífices demonstraram a necessidade de uma reforma radical no seio
da igreja. Por outro lado, já haviam surgido no interior da igreja
movimentos reformistas que pregavam uma vida cristã mais
consentânea com o Evangelho. No século XIII surgiram as ordens
mendicantes, com a figura de são Francisco de Assis. Outros
movimentos reformistas surgiram em aberta oposição à hierarquia
eclesiástica. No século XII os valdenses, conhecidos como "os pobres de
Lyon" ou "os pobres de Cristo", questionaram a autoridade eclesiástica,
o purgatório e as indulgências. Os cátaros ou albigenses defenderam
nos séculos XII e XIII um ascetismo exacerbado, considerando a si
mesmos os únicos puros e perfeitos. Os Petrobrussianos rejeitavam a
missa e defendiam o casamento dos padres. No século XIV, na
Inglaterra, John Wycliffe defendeu idéias que seriam reconhecidas pelo
movimento protestante, como a posse do mundo por Deus, a
secularização dos bens eclesiásticos, o fortalecimento do poder temporal
do rei como vigário de Cristo e a negação da presença corpórea de
Cristo na eucaristia. As idéias de Wycliffe exerceram influência sobre o
reformador tcheco João Huss e seus seguidores no território da Boêmia,
os hussitas e os taboritas, nos séculos XIV e XV. Entre essas vozes
protestantes estava também a do monge dominicano Girolamo
Savanarola o qual, a mando do papa, foi preso, torturado e enforcado.

Em posição intermediária entre a fidelidade e a crítica à igreja romana


situou-se Erasmo de Rotterdam. Seu profundo humanismo, conciliatório
e radicalmente oposto à violência, embora não isento de ambigüidade,
levou-o a dar passos importantes em direção à Reforma, como a
tradução latina do Novo Testamento, afastando-se da versão oficial da
Vulgata; ou a sátira contra o papa Júlio II, de 1513.

O ESTOPIM PARA A REFORMA


A faísca veio em 1517, ocasião em que a campanha das indulgências
para a basílica de São Pedro em Roma estava a todo vapor. Tetzel um
padre dominicano, pregava sobre as indulgências com grande
exibicionismo: diz que cada vez que cai a moeda na bolsa do frade, uma
alma sai do purgatório.

Diante disso, Lutero resolveu protestar fixando suas 95 teses


condenando o uso das indulgências. A resposta do papa Leão X, veio na
bula “Exsurge Domine” ameaçando Lutero de excomunhão. Mas já era
tarde demais pois as teses de Lutero já haviam sido distribuídas por
toda a Alemanha. Lutero então foi chamado a comparecer a dieta de
Worms para se retratar. Porém respondeu ele que não poderia se
retratar de nada do que disse. Foi na dieta de Spira em 1529 que os
cristãos reformistas foram apelidados pela primeira vez de
“protestantes”, devido ao protesto que os príncipes alemães fez ante o
autoritarismo do catolicismo.

Nessa época, os ideais da reforma já estavam estourando em diversas


partes como em Zurique sob o comando de Zuinglio, na França sob a
liderança de Calvino e nos paises baixos.

Em todos estes paises houve perseguição aos reformadores e aos novos


protestantes. A perseguição veio se intensificar ainda mais com a
chamada “Contra Reforma” promovida pelo catolicismo, como método
de represália. O movimento de reforma foi seguido de cem anos de
guerras religiosas dos reis católicos contra os protestantes. Mas a
reforma prosperou pois não era obra de homem mas de Deus! Igrejas
protestantes foram fundadas em todas as partes do mundo. Hoje graças
a Deus, uma grande parcela da população Ocidental é protestante. E o
Brasil caminha a passos largos para ser conquistado totalmente pelo
protestantismo.
REFORMADORES
Martinho Lutero: Nasceu na cidade Eisleben, em 10 de Novembro de
1483. Veio de uma família humilde, seus pais Hans Luther e sua mãe
Margarete Ziegler Luther eram camponeses. Teve uma próspera carreira
acadêmica: foi ordenado sacerdote em 1507 entrando na ordem
agostiniana, estudou filosofia na Universidade de Erfurt, doutorou-se em
teologia e lecionou como professor em Wittemberg. Também recebeu o
grau de mestre em artes. Lutero deixou oficialmente a igreja romana
em 1521.

Huldreich Zwinglio: Nasceu em 1484 no povoado de Wildhaus, da


família de fazendeiros, Zwinglio, recebeu o grau de bacharel em artes
estudando nas Universidades de Viena e Basiléia. Antes disso, havia se
tornado sacerdote católico onde Glarus foi sua primeira paróquia. Por
volta de 1519, já sob a influencia dos escritos de Erasmo e Lutero,
começou a pregar em Zurique, contra certos abusos da Igreja Católica e
logo em seguida a deixou, convertendo-se.

João Calvino: Nasceu em 1509 na cidade francesa de Nóyon na


Picardia. Seu pai era cidadão abastado e por isso se valeu do benefício
de estudar na Universidade de Paris. Depois foi estudar advocacia na
Universidade de Orleans e em Bourgs. Calvino converteu-se às idéias
reformadas em 1533. Foi forçado a abandonar a França por colaborar
com a reforma, instalando-se em Basiléia onde terminou sua obra “As
Institutas da Religião Cristã”.

João Knox: (1515-72) era padre escocês, cerca de 1540, começou a


pregar idéias da Reforma. Em 1547 foi preso pelo exercito Francês e
mandado para a França. Passou por Genebra onde absorveu de modo
completo a doutrina de Calvino. Em 1559 voltou a Escócia para liderar
um movimento de Reforma Nacional.

CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS

às 1/06/2009 11:41:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários

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Vinho novo em Odres novos (Edificação)

O vinho novo equivale a mensagem do evangelho, que Paulo


demonstrou ser loucura par aos que perecem, mas para os que crêem,
poder de Deus. O vinho novo não coaduna com as obras da lei, visto
que o vinho novo é escândalo para os que vivem segundo a lei "Mas nós
pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e
loucura para os gregos" (I Coríntios 1: 23).
"Mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos
juntamente se conservarão"
(Lucas 5: 38)

É compatível com o ensinamento de Jesus a seguinte tese de Carl F. W.


Walther? "Em terceiro lugar, a palavra de Deus não é aplicada
corretamente, quando o evangelho é pregado antes da lei..." C. F. W.
Walther, Lei e Evangelho, tradução de Vilson Scholz, 2º ed., Concórdia
Editora, pág. 14, 8ª Tese.

Se bem compreendi a proposta do professor Walther (teólogo e mestre


no Concórdia Seminary, St. Louis, que pelos idos de 1884 a 1885
'premiou' os seus alunos com um conjunto de preleções denominadas "A
Correta distinção entre Lei e Evangelho"), ele propôs que é necessário
ao pregador do 'evangelho' expor a lei em todo o seu rigor e o
evangelho em toda a sua doçura aos pecadores (6ª Tese).

É esta a forma correta de anunciar a palavra de Deus? Seria esta a


correta distinção entre Lei e Evangelho?

Para compreendermos por que Jesus disse que não se coloca vinho novo
em odres velhos, analisemos como Jesus anunciou o evangelho aos
pecadores "Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se
os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se
vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam" (Mateus 9:
17).

O mestre Nicodemos e a mulher samaritana foram evangelizados por


Jesus, e através destes exemplos é possível determinar a maneira
correta de anunciar aos ouvintes o tesouro da graça de Deus.

Nicodemos representava o melhor da sociedade à época de Jesus "E


HAVIA entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos
judeus" (João 3: 1):

• Por ser homem, Nicodemos estava em condição social melhor que


as mulheres;
• Era judeu e descendente de Abraão, o que lhe dava a confiança de
se considerar melhor que os homens de outros povos;
• Era partidário do farisaísmo, uma das seitas mais severa do
judaísmo, o que lhe concedia a condição de religioso exemplar;
• Como mestre, Nicodemos era exemplo para o povo;
• Exercia o cargo de juiz, e, portanto, precisava ter uma conduta
ilibada em sociedade;
• Nicodemos possuía um nome entre os seus.

Por outro lado, a mulher samaritana representava o pior da sociedade à


época de Jesus "Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é
teu marido; isto disseste com verdade" (João 4: 18):

• A samaritana era alvo de discriminação social por ser mulher;


• Ela era samaritana, condição inferior aos judeus no quesito
religião;
• Ela teve cinco maridos, e o que ela 'tinha', não lhe pertencia;
• Nem mesmo foi nomeada, ou seja, o nome dela não era
expressivo na sociedade.

Nicodemos era mestre do judaísmo, e, portanto, entendido da lei. Em


momento algum Jesus fez referência à lei quando anunciou o evangelho
ao distinto fariseu. De que adiantaria falar da lei a um mestre do
judaísmo?

Jesus expôs única e exclusivamente a verdade do evangelho a


Nicodemos sem qualquer referência à lei.

Isto demonstra que não é necessário a exposição da lei e dos seus


elementos aos pecadores. Quando Jesus expôs o rigor da lei a
Nicodemos? Observe que Jesus apresentou a Nicodemos uma
necessidade que é pertinente a todos quantos ainda não conhecem a
Cristo.

De igual modo, Jesus não apresentou a lei ou o seu rigor quando


anunciou a graça do evangelho à samaritana. Onde está o rigor da lei na
conversa de Jesus com a samaritana? Jesus condenou ou rejeitou a
samaritana por ser promiscua?

O que se observa na abordagem de Cristo a Nicodemos e a samaritana?

Jesus anunciou a necessidade do novo nascimento a um dos melhores


representante da moral e do comportamento humano, tornando sem
valor as qualidades e méritos de Nicodemos para salvação.
Por outro lado, Jesus apresentou uma possibilidade à samaritana, uma
representante do que era e continua sendo considerado o pior da moral
e do comportamento humano. Jesus demonstra à samaritana que a falta
de valores e méritos não obstrui a graça de Deus para a salvação.

Em Cristo está a única possibilidade de salvação tanto para o melhor e o


pior dos homens, por que ambos são provenientes da mesma semente,
a semente corruptível de Adão "O melhor deles é como um espinho; o
mais reto é pior do que a sebe de espinhos" (Miquéias 7: 4).

Perceba que a mensagem do evangelho é única, porém, a maneira de


exposição pode variar conforme o público alvo.

Quando Jesus disse a Nicodemos que é preciso nascer de novo (da água
e do Espírito), ele fez referência à Regeneração.

Da mesma forma, foi demonstrado à mulher samaritana que todos que


beberem da água que é concedida por Cristo, será criado em seu
interior uma fonte que jorra para a vida eterna, ou seja, aos pecadores,
a única possibilidade de salvação é proveniente da nova vida
(Regeneração) através da palavra (água) de Deus (Espírito).

A mensagem do evangelho deve ser apresentada como necessidade aos


homens moralista, uma vez que as qualidades e os méritos do homem
não o torna aceitável diante de Deus. Isto demonstra que os méritos e
qualidades (boas ações) não podem ser contado como elementos para a
salvação.

Por sua vez, aos amorais, ou imorais, deve-se apresentar a graça do


evangelho como possibilidade, porque em Cristo a salvação é possível.
Deus não leva em conta a condição do homem e da mulher tais como a
falta de méritos e qualidades morais.

Da mesma forma, quando anunciou a verdade do evangelho à multidão,


Jesus demonstrou que há somente dois caminhos. Por que Ele não
apresentou a necessidade de salvação como foi anunciado a Nicodemos,
e nem a possibilidade de salvação como fez à samaritana?

Porque na multidão há um misto de pecadores com diferentes níveis de


moral e comportamento (na multidão há vários 'Nicodemos' e
'samaritanas'). Como a mensagem de Jesus precisava alcançar todos os
tipos de pecadores (morais e amorais), ele apresentou a salvação
através da parábola das duas portas, ou seja, através da parábola Ele
demonstrou qual a condição dos seus ouvintes (entraram pela porta
larga e trilhavam um caminho de perdição), e que eles precisavam
decidir por entrar pela porta estreita que dá acesso ao caminho que
conduz a vida eterna.

O que se percebe através das teses de Walther é que ele tenta unir lei e
graça, ou seja, deitar remendo de pano novo em roupas velhas. Para
Walther 'a pregação da lei se dirige a pecadores impassíveis no pecado;
a do evangelho, a pecadores atemorizados' Walther, C. F. W, Lei e
Evangelho, Ed. Concórdia, 2ª edição, 1998, pág. 12.

Observe que a lei jamais convence o homem do pecado, pois este é o


papel do Espírito de Deus "E, quando ele vier, convencerá o mundo do
pecado, e da justiça e do juízo" (João 16: 8).

O erro de tentar unir a lei e o evangelho decorre da idéia de que o diabo


é que prende o homem a certas práticas pecaminosas "Enquanto um
indivíduo vive tranquilamente em pecado, enquanto se recusa a
abandonar determinado pecado, deve-se lhe pregar somente a lei, que o
amaldiçoa e condena (...)Porquanto, enquanto o diabo mantiver você
seu prisioneiro, por um único pecado que seja, o evangelho ainda não
poderá agir sobre você; o que você precisa ouvir é a lei" Walther, C. F.
W, Lei e Evangelho, Ed. Concórdia, 2ª edição, 1998, pág. 12.

Percebe-se que o professor Walther entendia que a 'pregação da lei' é


que 'torna' o homem livre de pecado, e não a palavra de Cristo "Vós já
estais limpos, pela palavra que vos tenho falado" (João 15: 3). Para
Walther, as práticas e as condutas é o que torna o homem pecador. Ele
deixou de considerar que o pecado decorre da natureza pecaminosa
herdada de Adão, o que fez com que todos nascessem em pecado e
destituídos da gloria de Deus.

A verdade do evangelho demonstra que é por causa de Adão que todos


pecaram Rm 5: 12. Os nascidos da carne (Adão) são carnais e sujeitos
ao pecado, sem qualquer referência as práticas pecaminosas. Tanto
Nicodemos quanto a mulher samaritana eram pecadores por serem
descendentes de Adão, o que demonstra que as suas práticas não os
tornava melhores ou piores diante de Deus.

Jesus anunciou a verdade do evangelho para que os homens recebam


poder para serem feitos (criados) filhos de Deus Jo 1: 12- 13. É preciso
ao homem nascer da semente incorruptível, que é a palavra de Deus I
Pe 1: 23. Desta forma o homem torna-se membro da família de Deus,
da qual Cristo é o Pai de família (último Adão) "Basta ao discípulo ser
como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu
ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?" (Mateus 10: 25).

Se o homem torna-se pecador por ter nascido de Adão, através do novo


nascimento, o homem é declarado justo e santo por intermédio de
Cristo por ter sido criado de novo uma nova criatura, segundo Cristo, o
último Adão I Co 15: 45 e 47.

Desta forma, verifica-se que o vinho novo, ou o símbolo da nova aliança


(evangelho) somente é comportado por um odre novo (nova criatura).
Não há como o odre novo (nova criatura) armazenar o vinho velho
(antiga aliança), visto que, ambos não se conservam.

O evangelho de Cristo não aceita remendo, pois de outra maneira


deixará de ser evangelho. A lei (roupa velha) também não aceita
remendos de uma roupa nova, ou seja, a mensagem do evangelho não
se une às obras da lei Lc 5: 37.

Só é possível ao homem abandonar o pecado quando morre para ele.


Não é questão de vontade ou de comportamento humano. Não há como
o homem deixar de servir ao pecado por decisão própria, visto que,
somente a morte pode trazer liberdade aos nascidos de Adão.

Existem vários homens que procuram na religião a liberdade do pecado.


Aplicam-se as boas ações, as orações, as meditação, oferendas,
sacrifícios, etc., por considerarem que não estão servindo ao pecado.
Porém, somente a morte concede a tão almejada alforria do pecado.

Quando o homem aceita a mensagem do evangelho, ele toma sobre si a


sua cruz e conforma-se com Cristo na sua morte Mt 10: 38. É sepultado
e ressurge um novo homem, onde a aliança de Deus é indissolúvel.
Ambos se conservam: a nova criatura (odre novo) e a mensagem do
evangelho (vinho novo).

É impossível à nova criatura testemunhar que é possível alcançar o


favor de Deus por intermédio da lei. A vestimenta da nova criatura é
providenciada por Deus, sem qualquer referência aos trapos de
imundície proveniente das obras da lei. A nova criatura é o odre novo
que professa somente o nome de Cristo, o vinho novo.

O que o crente professa acerca de Cristo é o mesmo que o 'vinho novo',


ou seja, o crente anuncia a nova aliança de Deus aos homens que foi
estabelecida em Cristo.
O vinho novo equivale a mensagem do evangelho, que Paulo
demonstrou ser loucura par aos que perecem, mas para os que crêem,
poder de Deus. O vinho novo não coaduna com as obras da lei, visto
que o vinho novo é escândalo para os que vivem segundo a lei "Mas nós
pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e
loucura para os gregos" (I Coríntios 1: 23).

Quando o pecador ouve a verdadeira mensagem do evangelho e não se


escandaliza como muitos se escandalizavam da doutrina de Cristo, é
porque compreendeu que, para seguir a Cristo é preciso tomar a sua
cruz e seguir após Cristo crucificando o velho homem.

É preciso perceber a distinção que há entre fardo e cruz. Fardo diz das
ordenanças que os homens sobrecarregam os seus semelhantes, mas
que não tem valor diante de Deus Mt 23: 4. Já a cruz diz de maldição, e
cada um deve tomar a sua própria cruz (maldição) e seguir após Cristo
até o calvário "E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após
mim, não pode ser meu discípulo" (Lucas 14: 27).

Todos os homens nascem debaixo de maldição, e deve levá-la até o


calvário para que ela (maldição) seja desfeita na morte, quando o
homem é sepultado e ressurge um novo homem para a glória de Deus
pai Cl 2: 12.

A mensagem do evangelho é para que o homem se arrependa, ou seja,


que abandone os seus conceitos de como ser salvo, abraçando a Cristo.

Não há na bíblia qualquer referência a se depositar a carga dos seus


pecados ao pé de Cristo. Geralmente ilustram o pecado como sendo um
fardo que deve ser depositado aos pés da cruz. Porém, a mensagem do
evangelho demonstra que, o que precisa ter um encontro com a cruz de
Cristo é o homem gerado em Adão.

O arrependimento diz do fardo que o homem carrega, e que deve


abandonar, pois o fardo de Cristo é leve "Porque o meu jugo é suave e o
meu fardo é leve" (Mateus 11: 30), uma vez que os mandamentos de
Cristo não são penosos.

Porém, a velha natureza deve ira ao calvário, pois somente na morte é


que o homem torna-se livre do pecado, para ser de outro quando
ressurgir uma nova criatura Rm 7: 1.

Quando os discípulos de João Batista quiseram saber por que os


discípulos de Jesus não jejuavam, uma vez que todos os seguidores da
lei jejuavam muitas vezes, Jesus respondeu: "Podem porventura andar
tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias,
porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão" Mt 9:
15.

O jejum conforme as regras do judaísmo não era conforme a


determinação de Deus, visto que, o profeta Isaias já havia lhes
protestado acerca do verdadeiro jejum "Seria este o jejum que eu
escolheria, que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a sua
cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? Chamarias
tu a isto jejum e dia aprazível ao SENHOR?" (Isaías 58: 5).

Sem demonstrar o que é o verdadeiro Jejum, Jesus apresenta uma


regra que todos conheciam: "Ninguém deita remendo de pano novo em
roupa velha, porque semelhante remendo rompe a roupa, e faz-se
maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás
rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se;
mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam"
Mt 9: 16- 17.

Jesus demonstrou por parábolas, aos discípulos de João Batista, que não
se aplica elementos da lei de Moisés ao evangelho. Primeiro, porque não
é o jejum ou o comer e beber que torna o homem agradável a Deus, e
sim, o ser uma nova criatura Gl 6: 15.

Jesus demonstra que os seus discípulos são convidados das bodas,


sendo incompatível a idéia de contristar-se na presença do noivo Mt 9:
15. Como estar triste diante daquele que é a força do Senhor? ;Am 6:
13.

Jesus é a alegria do Senhor, pois resgatou os seus da maldição da lei.


Assim, os discípulos não precisavam jejuar aos moldes dos fariseus.
Porém, quando Jesus fosse tirado (morto), os discípulos ficariam
verdadeiramente contristados, ou seja, ficariam em jejum 'naqueles
dias' Mt 9: 15. Observe que os discípulos ficariam contristados, ou seja,
jejuariam durante os dias em que o noivo fosse tirado.

Da mesma maneira que ninguém costura vestido velho com pano novo,
pois o remendo com pano novo acaba comprometendo toda a estrutura
da roupa, também não é possível adicionar elementos do evangelho à
lei.

De igual modo, também não se coloca vinho novo em odres velhos, pois
os odres velhos não agüentam o vinho novo e rompem, entornando o
vinho. O velho homem não subsiste diante do vinho novo do evangelho!
Ele deve ser extinto, porque somente o novo homem é capaz de conte-
lo.

Verifica-se então, que a lei serviu somente de 'aio' para conduzir os


homens a Cristo, a essência do evangelho. Através da lei o homem
percebe que não pode salvar-se a si mesmo através das obras que ela
exige.

Diante da impossibilidade da lei, o homem precisa confiar na promessa


do evangelho, de que Deus já fez para o homem todas as obras
necessárias à salvação Is 26: 12.

De qual lei o professor Walther fez referência? À lei de Moisés? À lei


cerimonial? À lei que estabelece regras e estipula maldições para quem
não a cumprir? Que lei deve ser anunciada adiante do evangelho?

"E disse-lhes também uma parábola: Ninguém tira um pedaço de


uma roupa nova para a coser em roupa velha, pois romperá a
nova e o remendo não condiz com a velha"
Lc 5: 36

Ninguém em sã consciência tira um pedaço de uma roupa nova para


'coser' remendo em uma roupa velha. Isto porque é preciso romper a
roupa nova para tirar-lhe um pedaço, e o remendo com um pedaço da
nova não combina com a roupa velha.

Tanto a roupa velha quanto a roupa nova não servirão para cobrir a
nudez caso se danifique uma roupa nova para consertar a roupa velha
"Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado
velho, e se envelhece, perto está de acabar" (Hebreus 8: 13).

De igual modo, somente os odres novos comportam o vinho novo, e


ambos se conservam.

Mas, quem experimentou o vinho velho jamais dirá que o vinho novo é
melhor "E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo, pois
diz: O velho é melhor" Lc 5: 39.

A persuasão de que a palavra de Deus não é aplicada corretamente,


quando "o evangelho é transformado em pregação de arrependimento"
(15ª Tese), ou quando "o evangelho é pregado antes da lei" é
perniciosa, visto que, somente pela pregação da fé (evangelho) é que se
recebe o Espírito Gl 3: 2.
Fica o protesto: "Esta persuasão não vem daquele que vos chamou. Um
pouco de fermento leveda toda a massa" Gl 5: 8- 9.

Fonte: www.estudobiblico.org

às 1/06/2009 04:33:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários

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CASA VAZIA (EDIFICAÇÃO) Mateus: 12:43 a 45.

E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares


áridos, buscando repouso, e não o encontra.

Então diz: Voltarei para a minha casa, de onde saí. E, voltando, acha-a
desocupada, varrida e adornada.

Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e,
entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que
os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má.

Está bem claro, linguagem bem simples. Esta casa, é a figura de nosso
corpo físico.

Depois de limpa, liberta do pecado, pela Palavra de Deus, ficar sem


fazer nada, desocupada adornada. Será um convite para que, além
daquele espírito entrar novamente, trará outros piores. A casa tem que
ser ocupada pelo Espírito Santo de Deus.( faltou-lhe, arrepender-se
converter-se, nascer de novo, deixar o velho homem, sua velha
natureza mundana de pecado, e ter um nascimento de Deus).

Lucas: 10- 26.

Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e,
entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o
primeiro.

Vamos examinar o que diz Jesus antes de referir em casas vazias…

Em Lucas, Jesus tinha expulsado um espírito mudo de um homem e ele


passou a falar.

Alguns expressaram a crença que Jesus fez pelo poder de Belzebu, o


chefe dos demônios.
E Jesus explica: se fosse verdade, o reino de satanás estaria dividido
contra si mesmo e, assim, cairia. Continuou dizendo: “Se, porém, eu
(Jesus) expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado
a vocês o reino de Deus.

Jesus estava falando com um grupo de pessoas do seu povo (Judeus)


que tinham uma religião negativista. Eram incrédulos, e por ver Jesus
fazendo milagres justamente no dia de sábado diziam não ser
verdadeiro.

Em Mateus, foi mais claro ainda, porque Jesus foi condenado por eles,
por colher espigas de milho; e curar um homem de mãos ressequida no
sábado.

Eles tinham visto o bastante para crêem, e mudarem de vida, sem


mudanças se tornariam piores ainda.

Depois que a carne é crucificada e os demônios são expulsos, devemos


encher-se de Cristo, ou melhor; deixar Jesus reinar em nós.

COM QUE ENCHEMOS A CASA? COM JESUS!

purificado dos demônios, não enchendo sua casa.( mudança da mente,


troca de caráter)

Ser cheio do Espírito de Cristo.(Caráter de Deus)

O resultado em estar cheio do Espírito da pureza de Cristo e de poder é


o fruto do Espírito de Deus dentro de nós. Gálatas- 5:22,23- Mas o fruto
do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fé, mansidão, temperança.

Contra estas coisas não há lei.

GL 5:24- E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas


paixões e concupiscências.

O batismo pelas águas é feito para o arrependimento dos pecados


cometido na carne, este é feito pelos homens de Deus. (ministros)
( Mateus- 3:11

E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas


aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas
não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com
fogo.
Vem pelo meio do batismo com o Espírito Santo de Deus, que nos dá
estas virtudes, este poder de enfrentar o nosso inimigo e vencê-lo. Todo
o poder nos foi dado, em usar o Nome sobre todos os Nomes Jesus. O
Espírito Santo nos torna embaixadores de Cristo na terra. Tudo o que
Jesus recebeu do Pai, Ele dá a cada um que n’Ele crer, aprender, fazer,
confiando, fazer as mesmas obras na terra que Ele fez!… e maiores do
que estas farão, Ele afirma!… Assim é a sua Promessa.

2Corintios- 5:20

De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por


nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis
com Deus.

Como são vistos os frutos do Espírito Santo?

Seu caráter, passará a ser como de Cristo.(Isaias: 11;1) E repousará


sobre ele o Espírito do SENHOR, o espírito de sabedoria e de
entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de
conhecimento e de temor do SENHOR.

Sua casa é cheia do Espírito Santo de Deus.Teus olhos não serão


carnais, serão espirituais.Não veremos segundo a carne, mas segundo
os olhos de Deus. Com misericórdia.

EU sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.

Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que
dá fruto, para que dê mais fruto.

Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.

Estais em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar


fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes
em mim.

Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá


muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e


secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.

Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós,


pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.( João: 15,4,5)
O resultado do Espírito Santo ação: O amor e paz)

Amarás a Deus sobre todas as coisas (colocará em primeiro lugar) e o


próximo como a ti mesmo.

É obediente nos estatutos de Deus, é fiel para com o Pai, e terá domínio
sobre o pecado da sua carne.

A purificação, a limpeza do templo.( Tabernáculo,Casa,o seu


corpo, morada do Espírito Santo) EF 2:22

No qual também vós juntamente sois edificados para morada de


Deus em Espírito.

Os pecados da carne terão que ser dominado pelo próprio homem, terão
que sacrificar a carne que leva o homem a pecar contra Deus.

Galatas: 5:16 á 21- Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a


concupiscência da carne.

Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e


estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.

Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério,


prostituição, impureza, lascívia,

idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas,


dissensões, heresias,

invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a


estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que
cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. O Espírito dará a
força para que o homem possa ter o domínio sobre a sua própria carne.

O homem fará isso com ajuda do Espírito Santo, aqueles que não O
tem, não vão dominar a carne, serão vencidos pelo pecado. O Espírito
diz: (ele fala) aqueles que vencerem…

Apocalipse:2.7-Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas:


Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio
do Paraíso de Deus.
Comerão do melhor da terra, o fruto da Árvore da vida, que está
guardada para os vencedores. Você é a igreja, templo, casa de Deus.

Apocalipse: 2.11-Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às


igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.

AP 2:17-Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao


que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra
branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece
senão aquele que o recebe.

Apocalipse: 2.17

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer
darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na
pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que
o recebe.

Apocalipse: 2.26- E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas


obras, eu lhe darei poder sobre as nações.

Apocalipse: 3.5-O que vencer será vestido de vestes brancas, e de


maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o
seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.

Apocalipse: 3.12- A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu


Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e
o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu,
do meu Deus, e também o meu novo nome.

Apocalipse: 3.21- Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo


no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu
trono.

Apocalipse: 21.7-Pra finalizar,Quem vencer, herdará todas as coisas; e


eu serei seu Deus, e ele será meu filho.

Cai por terra a doutrina da predestinação.”CONDICIONAL”

Porque se sois predestinado a salvação, escolhidos, não teriam que


vencer o pecado. E nem vencer o desejo da carne, e nem teria
necessidade de Jesus morrer para nos libertar do poder do inimigo.(a
morte)
Predestinado, com uma condição:A graça do Senhor Jesus é que pela
“FÉ” se você crer nele, e se ARREPENDER dos pecados, e nascer de
novo, ser uma nova criatura, obediente a sua Palavra, andar como
Ele andou,fazer as mesmas coisas que Ele fazia, lutar contra o mal,
vencer o pecado.

Jesus Morreu no meu lugar e pagou o meu pecado de condenação da


morte e lhes deu vida eterna!..e de graça!… Jesus com seu sangue
devolveu a liberdade de escolher o meu caminho, reconciliou-me com
Deus, para poder retornar para o Pai, receber de volta o Caminho para a
vida eterna.(o caminho da árvore da vida, que foi guardado até Jesus
chegar) É para todos!…os pecadores- Gên.3:24- E havendo lançado fora
o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada
inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da
vida. (Graça, imerecedora de Deus Pai) É pela fé, que cremos, quando
damos ouvido as suas instruções,disse Jesus: aquele que ouve as
minhas Palavras, e as pratica!…

Se fossemos escolhidos, pela predestinado à Salvação,

Deus já havia nos escolhidos, não teria necessidade de Batismos e nem


com seu Espírito Santo, nem fé, nem perseverança, nem esperança,
nem crer no seu Filho. Nem de santificação, nem de lutar contra o
pecado, e nem contra o malígno. DEUS nos predestinou a libertação da
pena de morte, prometeu-nos um Salvador, libertador da morte. De
graça!…Pelo sua misericórdia, seu amor.

E nos deu a todos vida eterna,você queira ou não, você, a terá!…

Ele apenas nos libertou da pena de morte, com seu sacrifício, O sangue
do CORDEIRO, nos livrou da morte eterna, nos devolveu a vida eterna.
A ressurreição dos mortos. Estamos livre da mão do meirinho, da
condenação da morte.Ele nos reconciliou com Deus, novamente.

Nos predestinou a vida eterna.

Deu a todos o direito de escolher nosso próprio destino, O livre arbítrio,


há dois caminhos, para cada um de nós escolher- A vida com Cristo, ou
a vida sem Ele, com o destino juntamente com o diabo e seus anjos (os
demônios), a Graça de Deus, é, uma oportunidade para o
arrependimento. Temos uma vida após a morte, a qual devemos lutar
para entrar no reino dos céus, e reinar eternamente com Cristo.
Ser dígno e merecedor, santo (obediente), parecer com Cristo, aqui
nesta terra,

e sermos chamados, de filhos de Deus, do Altíssimo Todo Poderoso em


Cristo Jesus, e o poder do Seu Espírito.

Por isto está escrito lá no final da sua Palavra, os santificados,


continuem a santificar-se ainda, até a sua volta, Isto é um convite!.. e
não uma ordem.

E, de livre vontade!… cada um, individualmente!…

AP 22:11- Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo,


suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é
santo, seja santificado ainda.

AP 22:12 -E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo,
para dar a cada um segundo a sua obra.

Fonte: estudosonline.com.br

às 1/06/2009 04:28:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários

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sábado, 3 de janeiro de 2009


QUEIXANDO-SE DOS PROBLEMAS

INTRODUÇÃO

O ser humano está sujeito a enfrentar as adversidades da vida seja ela


de caráter financeiro e social, crise familiar, enfermidades, e ainda
problemas espirituais. Na bíblia temos vários exemplos de pessoas que
enfrentam diversos problemas, uns souberam administrar e outros não,
queixaram-se dos seus sofrimentos e angústias, e até pediram a Deus
para que Ele agisse contra os seus opressores. Dessa forma pensamos:
Qual o ponto de vista de Deus diante dos nossos sofrimentos? E o que
Deus tem para nos dizer sobre eles? Deus respondeu ao profeta
Jeremias após as suas queixas. E será que Deus não tem respostas para
as nossas?
I. A Conscientização da existência dos problemas.

1. Devemos ter em mente que estamos rodeados de problemas, e não


podemos nos livrar de alguns deles no momento em que queremos (Sl
34:19; Jo 16:33).

2. Sabemos que eles nos trazem lições importantes e de qualquer forma


contribuem para o nosso bem (Rm 8:28).

3. É através dos nossos problemas e necessidades que aprendemos a


lutar, portanto o crescimento vem por meio das dificuldades. “Deus me
fez crescer na terra da minha aflição” (Gn 41:52). Mediante a isso
entendemos que tudo nesta vida tem uma finalidade.

Exemplos:

- Se buscarmos pão para comer é porque temos fome.


- Se procuramos água para beber é porque temos sede.
- Se procuramos roupa para vestir é porque temos frio.
- Se procuramos os remédios é porque estamos doentes.
- Se enfrentamos os problemas é porque queremos vence-los Porém
devemos estar certos e convictos que em todas essas coisas somos mais
do que vencedores (Rm 8:37).
- Nunca venceremos os problemas se fugirmos deles.

II. As queixas dos profetas.

1. Jeremias estava queixando-se dos seus sofrimentos, porque como


profeta do Senhor o povo não queria ouvi-lo e isso lhe causou muitas
angustias e constrangimentos.

2. Questionou a Deus porque viu a prosperidade dos perversos e que


viviam em paz todos os que procedias perfidamente (Falsidade e
traição) (Jr 12:1b).

3. Ele estava sofrendo pela opressão do povo, por não darem crédito as
suas palavras e ainda planejavam ceifar a sua vida (Jr 12:4).

4. Ele pede a Deus que as arranque como ovelhas para o matadouro e


destine-os para o dia da matança (Jr 12:3b). Nem sempre Deus age no
tempo e na hora que queremos, devemos ter calma, e esperar o
momento certo do agir de Deus. Às vezes nós queremos atuar no lugar
de Deus, motivado pelo eu, ou o ego, pela presunção e arrogância do
nosso coração.

5. Jeremias estava sendo traído até por aqueles da sua própria casa,
irmãos e parentes mais próximos, eles viviam dizendo as palavras
mentirosas a fim de atraí-lo a alguma espécie de armadilha, para que
pudessem mata-lo. Eles diziam palavras de louvor, mas o ódio estava
no coração. Deus avisou a Jeremias a manter-se afastado e não se
aproximar deles nem crer em nada que dissessem (Jr 12:6).

III. A resposta de Deus a Jeremias.

1. Deus responde a Jeremias dizendo: Se tu fatigas correndo dos


homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo?
Se na terra de paz não te sentes seguro, que farás na floresta do
Jordão? (Jr 12:5). Isso quer dizer: Se ficarmos preocupados e fatigados
com os pequenos problemas da vida como poderemos superar os
maiores? Precisamos estar seguro e equilibrado, para podermos
enfrentar qualquer tipo de problema.

2. Deus estava dizendo a Jeremias que ele tivesse paciência, porque


maiores problemas ele iria enfrentar. Ele estava em Anatote
enfrentando menos problemas do que iria enfrentar em Jerusalém, se os
de Anatote eram terríveis e corriam a pé, os réprobos de Jerusalém
eram muito piores como se eles corressem a cavalos para praticar as
suas iniqüidades (Jr 12:5).

CONCLUSÃO

Exercitar a paciência ainda é a melhor opção, principalmente quando


estamos enfrentando as dificuldades da vida. Afirmou Jô: “Se eu falar a
minha dor não cessa” (Jô 16:6). Ao invés de reclamar e murmurar
devemos nos preparar para enfrentarmos os maiores desafios da vida.

Pr. Elis Clementino da Silva

Fonte: Jornal Informativo Os Semeadores – Ano I Vol. 8


Presidente: Pr. Elis Clamentino da Silva
Editor Chefe: Carlos Eduardo Guedes Alves
E-mail: jornalossemeadores@hotmail.com
às 1/03/2009 06:39:00 AM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009


ESTUDO BÍBLICO

7 GRANDES JOVENS DA BÍBLIA


Apresentação
Apresentamos-lhe este manual de estudos bíblicos esboçados, para a
juventude. Os problemas e as circunstâncias que os jovens enfrentam
hoje em dia são, em muitos aspectos, sem paralelo em toda a história
humana. Contudo, não precisamos pensar que esta geração é peculiar
nos problemas e dificuldades que enfrenta para viver de maneira pura e
interrupta para Deus. Na verdade, jovens de todas as gerações têm
enfrentado os mesmos problemas básicos que enfrentamos hoje, para
viver para Deus.
A ciência criou grandes modificações em nossa forma e padrão de vida,
com suas muitas invenções, mas os problemas básicos que a mocidade
enfrenta são freqüentemente os mesmos hoje como em séculos atrás,
nos dias bíblicos.
Estudos simples, do caráter de sete jovens da Bíblia, servirão para
ilustrar como aqueles moços e moças enfrentaram e resolveram os
mesmos problemas que nossa mocidade enfrenta hoje. Estes estudos
mostrarão também como eles enfrentaram aqueles problemas com a fé
em Deus e coragem para viver por aquela fé. Se estas lições puderem
desafiar os jovens de hoje a resolverem os seus problemas, com a
mesma fé e coragem que estes grandes jovens da Bíblia usaram para
resolver os seus, este manual cumpriu o seu objetivo.
Estas Lições devem ser usadas em reuniões da Rede de Jovens. Os
estudos de personalidade não são exaustivo, completos, e muitas vezes
tratam só da juventude destes vultos bíblicos, tocando apenas
brevemente em seus anos de maturidade. A razão é óbvia: este manual
é um estudo dos seus problemas e lutas nos verdes anos da sua
mocidade.
Passo a sugerir duas maneiras básicas de estudar este primeiro manual.
Primeiro, cada lição pode ser estudada por todos os jovens durante a
semana, que preceder a reunião ou a aula, e então um líder pode dirigir
os jovens na discussão, para que cada um possa contribuir com as
verdades que mais os inspiraram na lição. São incluídos em cada lição
tópicos para a discussão e perguntas.
A Segunda maneira de estudar uma lição é encorajar todos os jovens a
estudar a lição na semana precedente, e então escalar um ou dois
jovens para proferirem “sermonetes” que tenham desenvolvido de
alguma verdade aprendida na lição. Se o tempo permitir, ambas as
maneiras podem ser usadas; primeiro os “sermonetes”, e depois os
tópicos para discussão e as perguntas.
As lições são curtas; os sumários e as perguntas têm o objetivo de
promover o estudo individual e a participação de todos os jovens do
grupo. De fato, o padrão neotestamentário para as reuniões dos crentes
está subentendido nestas lições. Elas foram preparadas para encorajar a
participação ungida de todos. No Corpo de Cristo, cada membro deve
ser um participante, e não espectador passivo.
Se os líderes dos grupos que forem usar este manual recapitularem
cuidadosamente os pensamentos apresentados neste prefácio, antes de
procurar usar as lições em reuniões especiais, as aulas serão mais
eficientes nas vidas dos seus jovens.
Lição 1 - J O S É
Quem era José? O livro de Gênesis devota quase trinta por cento dos
seus capítulos à vida de José, filho de Jacó. A sua vida foi incomum, pois
ele foi vendido para a escravidão no Egito quando tinha dezessete anos,
e naquele país ele passou os treze anos seguintes como escravo e na
prisão. Tinha apenas trinta anos de idade quando tornou-se governador
da maior civilização daquela época. Ali, em terra estranha, casou-se com
mulher estrangeira, e viveu e reinou no Egito durante oitenta anos.
José era o filho favorito de Raquel, esposa favorita de Jacó. Este lhe deu
uma capa de muitas cores, que indicava para os outros irmãos que Jacó
pretendia dar-lhe a primogenitura. Hoje em dia diríamos: “Ele nasceu
com uma colher de ouro na boca”.
Teria riquezas que haveria de herdar, posição e benção; contudo, não foi
este o plano de Deus para a sua vida. Leia como Deus permitiu que
todas estas cousas ruíssem por terra, e grande humilhação se abatesse
sobre ele durante trinta anos, enquanto preparava-o para cousas
maiores.
Como era a vida na época de José? Jacó e seus filhos eram pastores ou
vaqueiros. Cuidavam de seus rebanhos, criavam suas famílias, e
geralmente procuravam servir a Deus. Com a idade de dezessete anos,
José foi introduzido ao Egito, que era culturalmente muito mais
desenvolvido que Canaã. Sabe-se que toda a arte e ciência da Grécia
foram copiadas do Egito. Todavia, a liberdade e os direitos humanos
estavam no mais baixo nível. A vida humana tinha pouco valor. A
escravidão florescia com todo o vigor.
Que problemas semelhantes aos nossos José enfrentou? José não foi
compreendido pela sua família, era invejado e odiado por seus irmãos. A
sua juventude não podia ser suave, em tais circunstâncias. Não lhe foi
fácil ser repentinamente degradado da posição de filho mimado de Jacó,
para ser escravo na casa de Potifar, no Egito. Ele foi colocado em
posição dificílima. Foi sujeito à tentação da esposa do seu senhor.
Hoje em dia, parece que essa tentação é muito pouco diferente. Quando
ele foi elevado repentinamente da prisão para o trono, enfrentou a
tentação do orgulho e da arrogância, que uma prosperidade assim,
súbita, propicia. Mais tarde, ele teve todas as oportunidades de vingar-
se dos seus irmãos por causa da traição que eles lhe haviam feito,
quando menino. Todas estas tentações e problemas têm derrotado
muitos homens, e ainda estão fazendo com que muitos não cumpram a
vontade de Deus para as suas vidas, hoje em dia.
Como foi que José resolveu os seus problemas? José tinha fé e
dependência básica de Deus (Gênesis 39:4-8; 50:19, 20), que o
mantiveram fiel em meio a todas estas circunstâncias e problemas.
Quando você lê acerca do perdão que ele concedeu aos seus irmãos, da
sua fidelidade em face à adversidade, lembre-se de que foi a sua fé
robusta em Deus que fez dele um homem fiel.
A vida e as oportunidades de José foram maiores ou menores do que as
nossas? A vida era mais simples naquela época do que agora, mas era
mais primitiva e incerta em outros sentidos. São as épocas e
circunstâncias que colocam diante de nós grandes oportunidades, pois é
Deus que nos dá a oportunidade de realizar grandes feitos em nossas
vidas? No caso de José, Deus o ajudou e lhe deu o lugar. Para nós
também, Deus é o único que exalta o humilde coração que confia, e
abate o orgulhoso e ímpio. Hoje em dia, temos uma oportunidade ainda
maior que José, para andar com Deus, pois Ele está derramando do Seu
Espírito mais amplamente, nestes dias.
Leitura designada: Gênesis, capítulos 37 a 50.
Esboço da Vida de José
1. Seus pais - Gênesis29:31; 30:1, 22-24.
2. Suas primeiras relações familiares, suas revelações e sonhos –
Gênesis37:1- 22.
3. Vendido como escravo – Gênesis37:23-36.
4. Escravatura e prisão – Gênesis39 e 40.
5. Libertado e exaltado – Gênesis41.
6. Perdão semelhante ao de Cristo - Gênesis42 a 50.
7. Os seus ossos levados para Canaã quatrocentos anos mais tarde –
Gênesis50:24-26; Êxodo 13:19.
Perguntas para Estudo e Discussão
1. Em Gênesis capítulo 37, note os problemas que a parcialidade
paterna suscita em uma família. Se um pai (ou mãe) é parcial em
benefício de um dos filhos, que problemas isto suscita?
2. Descreva como José tornou o mal com o bem.
3. A família de José o compreendia quando ele era menino e recebia
sonhos de Deus? Como podemos entender melhor os membros de nossa
família?
4. Que fez José quando tentado a pecar, pela esposa de seu senhor? Há
ocasiões em que fugir é melhor do que lutar?
5. Você acha que Deus preparou tempos difíceis na mocidade de José,
afim de prepará-lo para as grandes bênçãos do futuro?
6. Se José não tivesse sido vendido para o Egito, mas se lhe fosse
permitido continuar como filho mimado e favorito de Jacó, é possível que
a predileção de Jacó tivesse destruído o seu caráter de maneira mais
eficiente do que as adversidades que ele enfrentou?
Grandes Temas da Vida de José
Pagar o mal com o bem.
Como enfrentar da Tentação.
O valor das Dificuldades.
Versículos para decorar: Gênesis 39:4,5,7,8,; 50: 19-20; 50: 24-26,
Êxodo 13:19.-
Lição 02 - S A M U E L
Quem era Samuel? Mais de mil anos antes do nascimento de Cristo, um
jovem cresceu como auxiliar de idoso sacerdote, no Tabernáculo de
Israel. Embora a vida no Tabernáculo fosse tão corrupta quanto em todo
o resto da nação, aquele jovem, Samuel, aprendeu a conhecer a voz de
Deus na sua mocidade, e andou irrepreensivelmente em toda a sua vida,
a ponto de chegar a ser um pioneiro espiritual. Ele fundou a linhagem de
profetas que iriam tornar-se a única voz verdadeira de Deus para a
nação, na perspectiva dos séculos futuros. A corrupção moral que ele
testemunhou até na casa de Deus, jamais maculou a sua vida. A maior
parte da vida ele serviu tanto como sacerdote quanto juiz. Foi o último
dos grandes juizes.
Chamavam-no juiz itinerante, pois ele fazia um circuito em Betel, Gilgal,
Mizpá e Ramá, administrando justiça. Ele preencheu um cargo político
na maior parte da vida, sem uma única mancha em sua carreira. Sob
sua direção como vidente, ou profeta, formou-se a monarquia, e ele
ungiu os primeiros dois reis de Israel, Saul e Davi.
Como era a vida na época de Samuel? As escrituras registraram que na
época dos Juízes “cada um fazia o que achava mais reto”.
Ocasionalmente, subvertida a opressão causada por uma nação vizinha,
e levava o povo de volta à adoração do Senhor. Geralmente, durante
esses períodos, prevaleciam anarquia, iniqüidade e imoralidade de toda
espécie. Eram períodos violentos de transição em toda a nação.
Condições que produziam facilmente os homens mais malignos. Porém,
dessa era confusa e degenerada, emergiu Samuel, homem íntegro, que
andou diante do Senhor como Seu profeta, durante toda a sua vida.
Que problemas semelhantes aos nossos Samuel enfrentou? Os tempos
eram perigosos por causa de freqüentes guerras. Naquela época, como
hoje, a ameaça de guerra era como nuvem negra que estava sempre
suspensa sobre a nação civilização, como nos tempos de Samuel. A
tendência de se conformar com o curso dos eventos afetou até os
sacerdotes. Naquela época, como agora, era difícil recusar-se a se
conformar e “seguir a multidão em fazer o mal.”
Como foi que Samuel resolveu os seus problemas? Samuel significa
“Pedido a Deus”, pois a sua mãe Ana era estéril quando pedira um filho
a Deus. Com uma mãe que orava, Samuel parecia destinado a ser um
homem de oração durante toda a sua vida. Quando os filhos de Eli eram
imorais e cobiçosos no Tabernáculo, Samuel estava aprendendo a voz
de Deus, e continuou a ser um homem poderoso em oração durante
todos os seus anos. Veja I Samuel capítulos 7, 8 e 12:14-23. Embora ele
tivesse nascido para o sacerdócio e fosse de família levítica (I Crônicas
6:33-38). É conhecido melhor como o “profeta de oração”. Todos os
problemas, então como agora, têm solução diante do trono de Deus.
A vida e as oportunidades de Samuel foram maiores ou menores do que
as nossas? O que é que você acha? É difícil responder com segurança.
Samuel viveu como jovem em tempos quando a palavra do Senhor era
rara (I Samuel 3:1). A vida naquela época não corria no ritmo de hoje em
dia, pois Canaã ainda era uma nação agrícola e pastoril. Se as suas
oportunidades de cultura eram menores do que as nossas, ele deve ser
recomendado por tê-las aproveitado para aprender dos rolos antigos, e
ter-se tornado um juiz tão fiel. As comunicações e os transportes
daquela época e de hoje, são dois mundos diferentes, mas lembre-se de
que as cidades da época de Samuel (Silo, Betel, Ramá, Jerusalém,
Gibea), estavam a uma distância média de apenas oito a dez
quilômetros uma da outra. O seu mundo era menor.
Leitura designada: Samuel 1 a 16; 19:18-24: 25:1; 28.
Esboço da Vida de Samuel
1. Ele nasceu em resposta à oração – I Samuel 1.
2. Ele cresceu no Tabernáculo, e foi chamado por Deus ainda menino – I
Samuel 2
e 3.
3. Através de suas orações, os filisteus foram derrotados – I Samuel cap.
4 a 7.
4. Ele ungiu o primeiro rei – Saul – I Samuel 8 a 10.
5. Ele pronunciou julgamento sobre Saul. I Samuel cap. l1 a 15.
6. Ele ungiu a Davi como o segundo rei de Israel – I Samuel 16.
7. A poderosa escola de profetas de Samuel – I Samuel 19:18-24.
8. A morte de Samuel – I Samuel 25:1.
Perguntas para Estudo e Discussão
1. Quanto você acha que Samuel devia à sua mãe, Ana?
2. A influência e a experiência do menino Samuel no Tabernáculo foi
sempre elevado e boa?
3. Apresente tantos incidentes de oração na vida de Samuel, quanto
puder. Discuta- os.
4. O que é um “vidente”?
5. Os profetas são mencionados muitas vezes na Bíblia, antes de
Samuel?
Grandes Temas da Vida de Samuel
O perigo de Indulgência Paterna - I Samuel 2; 8:1-105.
Obediência Completa - I Samuel capítulo 15.
Oração na Vida de Samuel – I Samuel 7:5-8; 8:6; 12:17 e 15:1; Salmo
99:6; Jeremias 15:1; Hebreus 11:32-40
Samuel – Fiel a Deus em Tempos Maus.
Versículos para Decorar: I Samuel 1:27-28, 2:35; 12:23-24; 15: 22 e
16:7.
Lição 3 - D A V I
Quem era Davi? Aproximadamente três mil anos atrás, um moço tornou-
se rei de seu povo, com a idade de trinta e três anos. Ele já havia
enfrentado grandes perigos e adversidades, tendo lutado com leões e
ursos quando era pastor de ovelhas, e tendo derrotado um gigante
filisteu que tinha 2,70 metros de altura, depois do que vivera vários anos
como fugitivo e marginal por causa da inveja do seu rei. Esse moço,
Davi, ainda bem jovem já era compositor, músico, guerreiro e
estrategista militar. Mais tarde, ele iria governar as doze tribos de Israel
durante quarenta anos, e expandir o seu reino do Rio Eufrates até às
fronteiras do Egito. Reconhecido como o maior rei da história de Israel,
ele também é chamado “o doce cantor de Israel”, e nas Escrituras, é
chamado profeta de Deus. Acima de todas estas cousas, ele era um
homem profundamente espiritual, chamado por Deus, e homem
segundo o Seu coração. Ele era intensamente humano, e exibia a ampla
gama de expressões morais de que o coração humano é capaz. Ele
alcançou as alturas e chegou às profundidades. Davi significa “amado”;
era homem belo, embora de pequena estatura; forte, corajoso e
prudente no falar.
Como era a vida na época de Davi? Tanto nacional como religiosamente,
os tempos eram caóticos. Davi teve pleno contato com a época violenta
em que vivia. Lutou com animais selvagens no deserto, enquanto, na
qualidade de rapazote, cuidava das ovelhas; lutou nos exércitos de
Israel como jovem, e esquivou-se da perseguição do rei invejoso, que
deseja matá-lo. Como fugitivo nas montanhas, ele aprendeu a manejar
os homens, e tornou-se um líder. A vida era cheia de perigos, e os
homens expressavam as suas emoções de maneira primitiva e às vezes
violenta. Não obstante, houve maravilhosa revelação e comunhão com
Deus na vida de Davi e de Samuel, seu contemporâneo.
Que problemas semelhantes aos nossos Davi enfrentou? Davi foi ungido
para ser o Rei de Israel, quando não passava de um garoto, mas muitos
anos se passaram antes que ele se tornasse rei. É difícil os jovens
enfrentarem adiamentos e revezes. Porém, muitas vezes, decepções e
lutas também são o nosso quinhão. Davi enfrentou estas cousas, e nós
também as enfrentamos. Ele constantemente enfrentou um inimigo que
era maior que o Golias, que matou quando moço. Esse inimigo era a sua
própria natureza carnal. Muitas vezes é difícil fugir “das paixões da
mocidade”.
Como foi que Davi resolveu os seus problemas? Muitas vezes Davi
buscava o Senhor em oração e louvor, quer estivesse enfrentando
inimigos, concupiscência ou culpa, quer tivesse problemas para os quais
não podia encontrar solução. Em momentos de desânimo, está escrito
que “Davi fortaleceu-se no Senhor”. Quando lemos os Salmos, muitos
dos quais foram escritos por Davi, estamos lendo as orações e louvores
de homens que não eram capazes de encontrar escape, nem solução,
nem forças, exceto no Senhor.
A vida e as oportunidades de Davi foram maiores ou menores do que as
nossas? Quando uma nação está erguendo-se, ou caindo, apresentam-se
as grandes oportunidades de fama, riqueza e grandeza. É a hora de crise
quem exige um Tiradentes, ou D. Pedro I. Tempos de crise, que tais
testemunharam o aparecimento dos profetas do Antigo Testamento. Em
uma hora de necessidade assim, surgiu Davi. Não é verdade que hoje
nós também estamos vivendo em uma época de crise e de
transformação para toda a civilização? Quem pode dizer que esta época
não é ainda mais desafiadora do que o tempo em que Davi viveu?
Leitura designada: I Samuel, capítulo 16 até o fim do livro. II Samuel,
todo o livro. I Reis 1:1; 2:12. Note que I Crônicas capítulos 10 a 22, e 28
e 29 também tratam da vida de Davi, com algumas poucas variações.
Esboço da Vida de Davi
1. O jovem Davi foi ungido Rei – I Samuel, capítulo 16.
2. O jovem Davi matou Golias – I Samuel, capítulo 17.
3. A inveja de Saul e o amor de Jônatas – I Samuel, capítulos 18 a 20.
4. Davi foi fugitivo até a morte de Saul – I Samuel 21-31.
5. Davi foi feito Rei – II Samuel, capítulos 1 a 7.
6. Davi edificou e expandiu o reino – II Samuel 8-10.
7. Davi e Bate–Seba – II Samuel, capítulos 11 e 12.
8. Os problemas de Davi – II Samuel, capítulos 13 a 21.
9. Os últimos cânticos de Davi – II Samuel, capítulos 22 e 23.
10. Instruções finais e morte de Davi – I Reis 1:1; 2:10-12.
Perguntas para Estudo e Discussão
1. O que mais o impressionou na vida de Davi?
2. Que lições lhe pareceram mais importantes?
3. Discuta a versatilidade dos talentos e das façanhas de Davi.
4. Para você, qual é a fase mais importante da vida dele: Davi como
guerreiro, músico, rei ou profeta?
5. Você pode indicar como Davi colheu, em seus próprios filhos, o
pecado cometido com Bate-Seba?
6. Como você resume o aspecto espiritual de Davi?
7. Por que lhe foi negado o grande desejo de edificar um templo para
Deus?
Grandes Temas da Vida de Davi
Inveja – do exemplo da inveja que Saul tinha de Davi.
Seja um Amigo Verdadeiro – Davi e Jônatas – I Samuel, capítulo 14; 18:1-
5; 19:1-7; capítulo 20; 31:2; II Samuel 1:17-27.
Perdão – Mefibosete – II Samuel, capítulo 9.
Você não pode esconder o Pecado – II Samuel, capítulos 11 e 12.
O último Salmo de Agradecimento de Davi, suas Últimas Instruções e
Última Oração – II Samuel, capítulos 22 e 23; I Crônicas 29:10-19.
Versículos pra Decorar: I Samuel 16:7; 17:45; 22:2-4, 17-20 e 26-27.
Lição 4 - E S T E R
Quem era Ester? Ester era uma bela órfã judia, que viveu na Pérsia
durante a época histórica em que o seu povo estava emigrando em
ondas sucessivas, de volta a Canaã, saindo do exílio babilônico. Ela,
como José no Egito, e como Daniel na Babilônia, foi usada por Deus para
livrar o seu povo da aniquilação. Ela preparou o terreno para Esdras
voltar a Jerusalém cerca de dezesseis anos depois, e para Neemias
reconstruir os muros de Jerusalém, cerca de trinta anos depois. Aquela
moça foi usada para mudar a maré da história. A sua beleza, o seu
espírito de sacrifício e o seu tato tornaram-na uma arma eficiente na
mão de Deus, para evitar o desastre da sua raça.
A oportunidade de Ester surgiu quando ela ganhou um concurso de
beleza realizado com representantes de cento e vinte e sete países e
províncias do Império Persa, para eleger uma rainha. Ela casou-se com
Assuero (mais conhecido como Xerxes), e viveu com ele até a sua
morte, treze anos depois. Ela estava casada com o rei havia cinco anos,
quando Hamã conspirou o massacre dos judeus. Depois da libertação
deles, Assuero, o poderoso monarca do Império Persa, teve um
conselheiro judeu (Mordecai), bem como uma esposa judia.
Como era a vida na época de Ester? Ester e o seu povo eram uma raça
minoritária em uma terra estranha. Era um povo desapossado, com
limitada liberdade pessoal. O soberano oriental era cruel e opressor. A
existência era uma luta diária.
Que problemas semelhantes aos nossos Ester enfrentou? Ester
enfrentou e participou da perseguição do seu povo. Sem dúvida ela foi
tentada a ficar em silêncio e escapar à vergonha ou ao prejuízo pessoal.
Hoje em dia, os jovens cristãos não gostam de ser escarnecidos ou
encarados como “diferentes”. Todos nós enfrentamos uma crise, mais
cedo ou mais tarde. Ester era uma jovem que surgiu em uma
emergência.
Como foi que Ester resolveu os seus problemas? Ela estava disposta a
abandonar a sua posição – e até a sua vida – a fim de salvar o seu povo
(Ester 4:13; 5:1-8) e teve a coragem de falar quando chegou a hora, mas
com tato e sabedoria.
As oportunidades de Ester foram maiores ou menores do que as nossas?
Como sempre, as “chances” vêm para aqueles que estão dispostos a
tirar o melhor partido delas. Hoje, a história de Ester poderia ser re-
escrita, mas com graça cristã em vez do desejo de vingança que vemos
nos últimos capítulos. Em Cristo, podemos nos elevar a um amor que
perdoa os nossos inimigos.
Leitura designada: O livro de Ester (10 capítulos).
Esboço da Vida de Ester
1. Ester tornou-se Rainha da Pérsia – Ester – cap. 1 e 2.
2. A conspiração da Hamá, e sua queda através da estratégia de Ester –
Ester
capítulos 3 a 7.
3. Os judeus foram libertados através da intercessão de Ester – Ester 8:1
a 9:16.
4. A Festa de Purim foi instituída mediante decretos de Ester – Ester 9:17
até o fim
do livro.
Perguntas para Estudo e Discussão.
1. O nome de Deus é mencionado no livro de Ester? A oração é
mencionada?
Adoração religiosa é mencionada?
2. Você acha que a deposta rainha Vastí tinha razão de recusar-se a
obedecer às ordens do seu esposo?
3. Qual era o nome hebraico de Ester? O rei sabia que ela era judia?
4. Quem eram os pais de Ester?
5. Ester é uma excelente história. Indique outra história assim curta, no
Antigo Testamento.
6. O que você acha do sentimento de vingança dos judeus?
Grandes Temas da Vida de Ester.
Grandes crises propiciam a manifestação de Grandeza no Povo de Deus.
Para uma ocasião como esta - Ester 4:16
Colhendo o que Semeou – Hamã.
Três grandes Festas: A Festa de Assuero, a Festa de Ester e a Festa de
Purim.
Versículo para decorar: Ester 4:16.
Lição 5 - D A N I E L
Quem era Daniel? Daniel foi um dos moços de sangue nobre ou real, que
foram levados à Babilônia por ocasião do primeiro cativeiro, durante o
reinado de Joaquim (Daniel 1:2). Ele tinha, naquela época, cerca de
dezoito anos. Nada se sabe de sua família, mas aquele jovem andou
com Deus e tornou-se um dos maiores profetas de todos os tempos.
Tornou-se um grande estadista, ocupando essa posição durante mais de
setenta anos. Tinha mais de noventa anos de idade quando foi colocado
na cova dos leões, por Dario. Quando já estava na Babilônia, havia cerca
de quinze anos, embora muito jovem, ele adquiriu tal fama por sua fé e
intercessão como profeta de Deus, que Ezequiel o compara, na Palavra
de Deus, com Noé e Jó, apresentando os três, como os maiores
intercessores de todos os tempos. Leia cuidadosamente Ezequiel 14:13-
20. Embora ele tenha enfrentado dificuldades como cativo de guerra,
logo na mocidade, ele foi um dos maiores e mais puros caracteres da
historia. Como estadista, influenciou as grandes civilizações que
começaram uma nova ordem de cousas na história do mundo.
Como era a vida na época de Daniel? A vida de Daniel diferiu da maioria
dos seus contemporâneos, pois ele viveu no palácio e foi uma figura
pública durante um período de setenta anos ou mais. As tentações,
conflitos e pressões se fazem sentir sobre os jovens que servem a Deus
em qualquer geração. As invenções modernas e o progresso tem
tornado as nossas vidas luxuosas, em comparação com o melhor que os
reis antigos possuíam. Pelos menos, Daniel gozou do que havia de
melhor em seus dias.
Que problemas semelhantes aos nossos Daniel enfrentou? A tentação de
contemporizar com a ordem mundana é sempre a mesma, bem como a
luta íntima entre o espírito e a carne. Nessas batalhas, Daniel foi mais
do que vencedor. Em todos os sentidos ele foi um não-conformista, e um
homem íntegro.
A vida e as oportunidades de Daniel foram maiores ou menores do que
as nossas? Em muitos sentidos, Daniel parece que enfrentou, por ser
cativo de guerra, maiores desvantagens do que nós. Contudo, devemos
lembrar que Daniel viveu e participou dos grandes impérios (Babilônico
e Persa), que estabeleceram o curso da civilização mundial. Nenhum
homem no mundo de hoje poderia ter a influência no futuro da
civilização como a que Daniel teve. Nos primórdios da civilização o poder
e a influência foram concentrados em uma região, e nas mãos de uns
poucos. Isto não pode acontecer hoje.
Leitura designada: Daniel, capítulos 1 a 6. Os Capítulos 7 a 12
registram as suas visões e profecias.
Esboço da Vida de Daniel
1. Daniel recusou-se a se contaminar ou contemporizar – Daniel capítulo
1.
2. Daniel interpretou o sonho esquecido do Rei Nabucodonozor - Daniel
capítulo 2
(como jovem, estando na Babilônia havia apenas três anos).
3. Os amigos de Daniel passam pela fornalha quentíssima - Daniel
capítulo 3 (Daniel
estava na Babilônia há 20 anos).
4. Daniel predisse a insanidade e recuperação de Nabucodonozor –
Daniel capítulo 4.
5. Daniel predisse, na festa de Belshazar, a sua derrota pelos medos e
persas –
Daniel capítulo 5.
6. Daniel foi posto na cova dos leões por Dario, Rei da Pérsia – Daniel
capítulo 6
(Daniel tinha, então, mais de noventa anos). Não há registro de sua
morte. O
resto do Livro de Daniel registra as suas visões e profecias.
Perguntas para Estudo e Discussão
1. Você é capaz de identificar os quatro grandes reinos mundiais
descritos no sonho de Nabucodonozor, em Daniel capítulo 2?
2. Quantos acontecimentos miraculosos você poder encontrar no livro de
Daniel?
3. Descreva os vários aspectos da personalidade de Daniel: “o profeta
místico”, “o estadista e conselheiro de reis”, etc.
4. O que é que os jovens podem aprender do caráter de Daniel, que os
inspire a andar com Deus?
5. Pessoas ocupadas podem, não obstante, ser espirituais?
Grandes Temas da Vida de Daniel
Firmeza de coração – Daniel 1:8.
Soberania de Deus sobre as nossas vidas – Daniel 2:47; 4:37; 6:26.
Milagres na Vida de Daniel.
Daniel – Homem de oração.
Liberação Divina dos Fiéis de Deus.
A Presença de Deus na Tribulação – Daniel capítulo 3.
Humildade – Daniel 2:49.
Louvor e Adoração – Daniel 2:20-23.
Versículos para Decorar: Daniel 1:8; 2:44-45: 12:3.
Lição 06 - JOÃO MARCOS
Quem era João Marcos? João Marcos foi um jovem do Novo Testamento
que fracassou miseravelmente na sua primeira oportunidade de servir a
Cristo, porém, mais tarde, recuperou-se tornando-se um maravilhoso
ministro da igreja primitiva, e autor de um dos Evangelhos. João Marcos
era um cristão da segunda geração. A sua mãe era devota. Muitas
vezes, contudo, as crianças podem ser criadas em um lar cristão e
freqüentar a igreja, mas não ter, pessoalmente, uma experiência real. O
primo de João Marcos, Barnabé, era um apóstolo; todavia, João Marcos
desertou a companhia apostólica de Paula e Barnabé, quando as
circunstâncias eram adversas. Mais tarde, João Marcos tornou-se o
ministro do qual Paulo escreveu: ”me é útil para o ministério”. Sem
dúvida, nenhuma derrota precisa ser final ou irrevogável.
Como era a vida na época de João Marcos? Ao lermos os Evangelhos e o
livro de Atos, temos um quadro da vida no Império Romano durante o
primeiro século da Igreja.
Que problemas semelhantes aos nossos João Marcos enfrentou? João
Marcos enfrentou o que todos enfrentamos: a dificuldade interior de
resolver os nossos próprios problemas, e não fugir deles. A juventude
precisa enfrentar as responsabilidades da vida, bem como inúmeras
cousas desagradáveis e difíceis.
Como foi que João Marcos resolveu os seus problemas? Da mesma forma
como devemos resolver os nossos. Se fugirmos deles, precisaremos
voltar e enfrentá-los. Algumas vezes é mais difícil enfrentá-los da
segunda vez do que da primeira. Se buscarmos em oração a ajuda do
Senhor, e se tivermos um amigo fiel como Barnabé ao nosso lado,
conseguiremos resolvê-los.
A vida e as oportunidades de João Marcos foram maiores ou menores do
que as nossas? João Marcos tinha uma vantagem sobre a maioria de nós
outros. Ele pôde ouvir, de primeira mão, os apóstolos e profetas da
época neotestamentária. Pôde conversas com os que haviam conhecido
pessoalmente ao Senhor Jesus, e ouvido as Suas Palavras, ou haviam
sido curados por Ele. Como resultado, João Marcos foi capaz de escrever
a maravilhosa história de Cristo, no seu Evangelho.
Leitura Designada e Esboço da Vida de João Marcos
1. Sua família – Atos 12:12 – filho de Maria, cuja casa era ponto de
reunião dos primeiros discípulos. Leia como foi a grande reunião de
oração ali realizada em favor de Pedro (Atos 12:1-17). O Apóstolo
Barnabé era seu primo (Colossenses 4:10).
2. Talvez ele fosse convertido com a pregação de Pedro – I Pedro 5:13.
Este versículo mostra que ele era cooperador de Pedro.
3. Na primeira viagem missionária com Paula e Barnabé, João Marcos
desertou e voltou para casa – Atos 13:1-3.
4. Paulo e Barnabé separaram-se na discussão a respeito do fracasso de
João Marcos, na primeira viagem, e Barnabé tomou a João Marcos
consigo, para ministrar em Chipre – Atos 15:36-51.
5. João Marcos saiu-se bem, e doze anos mais tarde estava cooperando
com Paulo em Roma, sendo muito bem recomendado por este –
Colossenses 4:10.
6. Mais cinco anos se passaram, e Paulo, esperando o martírio, pedia
que João Marcos voltasse para Roma, a fim de ajudá-lo a ministrar; “pois
me é útil para o ministério” – II Timóteo 4:11.
7. A tradição diz que João Marcos cooperou com Pedro como seu
intérprete em grande parte do seu ministério – I Pe 5:13. Mais tarde,
João Marcos escreveu o Evangelho de Marcos. Papias, “pai” (teólogo) da
Igreja Primitiva, escreveu: “Marcos tendo-se tornado intérprete de
Pedro, anotou cuidadosamente tudo o que lembrou, porém, não em
ordem – das palavras e atos de Cristo. Pois ele nem ouviu pessoalmente
o Senhor, nem fora Seu seguidor, contudo mais tarde uniu-se a Pedro,
que adotava as suas instruções à necessidade na ocasião, mas não
ensinava como se estivesse compondo uma narrativa ordenada dos
oráculos, dessa forma, algumas cousas, como ele as recordava. Sim,
pois tinha um objetivo em mente: nada omitir do que ouvira, e não fazer
declarações falsas”.
Perguntas para Estudo e Discussão.
1. Você acha que Paulo estava certo ou Barnabé estava certo, na
discussão a respeito de João Marcos?
2. Por que você acha que João Marcos desertou na primeira viagem
missionária?
3. Você acha que os mais velhos muitas vezes esperam demasiado dos
jovens, e tornam-se críticos quando estes não conseguem chegar ao
nível da sua consagração e de seus ideais?
4. Você acha que os crentes mais velhos deviam esperar mais dos
jovens?
5. Você preferiria viver nos tempos de João Marcos, ou hoje? Por quê?
Grandes Temas da Vida de João Marcos
Fracasso, e Segunda Oportunidade.
Vou ficar caído aqui e perder sangue mais um pouco, e depois levantar-
me e lutar um pouco mais.
Nenhuma derrota precisa ser final; e nenhuma vitória nunca é a
derradeira.
Versículos para Decorar: Marcos 16:15-20; II Timóteo 4: 11.
Lição 7 - T I M Ó T E O
Quem era Timóteo? As últimas palavras registradas do Apóstolo Paulo
antes do seu martírio, foram escritas para um jovem chamado Timóteo,
a quem ele chamava “meu amado filho”. O pai de Timóteo era grego, e
a sua mãe, Eunice, judia (Atos 16:1; II Timóteo 1:5). Ele foi convertido a
Cristo ainda moço, pelo ministério de Paulo. Na primeira viagem
missionária, o Apóstolo Paulo foi apedrejado em Listra, cidade natal de
Timóteo (Atos 14:19-20). Talvez Timóteo tivesse sido testemunha
daquele fato. Na viagem seguinte, Paulo visitou Listra outra vez, e levou
Timóteo consigo. Desta forma, começou o ministério de um jovem
destinado a tornar-se um dos maiores ministérios apostólicos do
primeiro século. Foi esse jovem que Paulo ansiou por ver em suas
últimas horas. Ele mandou avisar para que ele viesse de Éfeso a Roma
para estar com ele naquela hora final de martírio (II Timóteo 4:9). Não
sabemos se Timóteo o fez em tempo de estar ao lado do seu pai
espiritual, e encorajá-lo na hora da sua gloriosa partida. Nessa ocasião,
Paulo disse: “Estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha
partida é chegado... somente Lucas está comigo”. Espero que Timóteo
tenha chegado em tempo para confortar e encorajar a Paulo, não é?
Como era a vida na época de Timóteo? A Igreja Cristã estava sofrendo
perseguições, porém ministérios como Timóteo estavam enfrentando
amargos sofrimentos para espalhar o Evangelho por todo o mundo, de
maneira maravilhosa.
Timóteo suportou muita doença física e fraqueza, trabalhando como
supervisor (bispo) dos pastores que eram, muitas vezes, homens sem
cultura. Não havia templos durante os três primeiros séculos da História
da Igreja. A pobreza e o sofrimento dos cristãos primitivos
envergonharia a igreja moderna, pois esta se recusa a sacrificar-se por
Cristo.
Que problemas semelhantes aos nossos Timóteo enfrentou? Timóteo
não apenas sofreu como cristão, mas devemos lembrar-nos de que seu
pai era grego e sua mãe judia. Bem cedo em sua vida ele conheceu a
aspereza do preconceito. Fazer a vontade de Deus e andar corretamente
em um ministério não é fácil em qualquer geração. Os problemas
mudam de forma através dos séculos, mas o conflito é o mesmo.
Como Timóteo enfrentou os seus problemas? A grande fé de Timóteo na
Palavra de Deus, e a sua intimidade com os grandes ministérios
apostólicos, foram provavelmente a influência estabilizadoras em sua
vida. Nós também devemos apegar-nos e crer nas Suas promessas. Nós
também devemos apegar-nos aos ministérios fortes que Deus levanta
para nos fortalecer.
A vida e as oportunidades de Timóteo foram maiores ou menores do que
as nossas? Em certo sentido, as oportunidades hoje são semelhantes às
daquela época. Timóteo fez parte do primeiro estabelecimento da Igreja
do Senhor Jesus Cristo. Nós estamos na época da restauração da Igreja.
Os problemas de ordem eclesiástica são quase os mesmos. A influência
de profecia e o ministério através dos dons do Espírito são, hoje, em
uma igreja neotestamentário, quase iguais aos daquela época.
Leitura designada: I e II Timóteo; Atos, capítulos 16 e 20.
Esboço da Vida de Timóteo
1. Seu Pai era grego e incrédulo, mas sua mãe Eunice e avó Lóide, eram
crentes – Atos 16:1; II Timóteo 1:5, e elas instalaram em Timóteo um
maravilhoso conhecimento e fé nas Escrituras - II Timóteo 1:5; 3:14-16.
2. Ele foi convertido a Cristo através do ministério do Apóstolo Paulo -
Timóteo 1:2, e recebeu um grande dom espiritual através da imposição
das mãos de Paulo sobre ele - II Timóteo 1:6. Recebeu também um dom
de Deus quando os presbíteros profetizaram e impuseram as mãos
sobre ele – I Timóteo 4:14.
3. Talvez tenham sido exatamente essas profecias – I Timóteo 1:18 –
que consagraram Timóteo para acompanhar Paulo na Segunda Viagem
Missionária – Atos 16:1-3 – no ano 51 d.C.. Timóteo foi a Troas, Filipos,
Tessalônica e Beréia. Demorou-se com Silas em Beréia (talvez porque o
povo ali amava tanto a Palavra), até que Paulo mandou que eles fossem
logo para Atenas – Atos 17:14-15. Paulo mandou-o de volta para
ministrar em Tessalônica – I Tessalonicense 3:6.
4. Timóteo ajudou Paulo a escrever I e II Tessalonicenses (I
Tessalonicenses 1:1 e II Tessalonicenses 1:1) e, mais tarde, ajudou-o a
escrever II Coríntios (II Coríntios 1:1, 19).
5. Ele foi dirigido e enviado a tarefas ministeriais específicas, por Paulo.
Foi a Corinto – I Coríntios 4:17; 16:10. Paulo fala da sua intenção de mais
tarde mandar Timóteo outra vez para Filipos – Filipenses 2:19-24.
6. Ele viajou com Paulo para Jerusalém – Atos 20:4 – e ficou ali com ele –
Filipenses 1:1; 2:19-22; Colossenses 1:1; Filemon1- estava com ele
durante o seu julgamento.
7. Ele possivelmente foi preso com Paulo. Hebreus 13:23 menciona que
Timóteo fora solto.
8. Timóteo voltou a Éfeso, para onde Paulo lhe escreveu as duas cartas,
recomendando-lhe que voltasse a Roma para estar com ele – II Timóteo
4:9. Será que ele as recebeu em tempo de estar com Paulo na hora de
seu martírio?
9. Depois da morte de Paulo, a igreja efésia ficou sob a supervisão de
Timóteo, até que ele também seguiu a Paulo no martírio, no reinado de
Nerva ou Domício.
Perguntas para Estudo e Discussão
1. O que mais o impressionou na vida de Timóteo?
2. Discuta os problemas e dificuldades que Timóteo enfrentou.
3. Qual era o maior segredo da fé do jovem Timóteo em Deus?
4. O que é que os jovens mais precisam: companheiros espirituais, ou
pais espirituais?
Grandes Temas da Vida de Timóteo
Seja Um Bom Soldado – II Timóteo 2:1-4.
Profecia Pessoal e Imposição de Mãos – na vida de Timóteo.
Pais Espirituais e Filhos Espirituais.
O Valor do Treinamento nas Escrituras, Desde os Mais Tenros Anos.
Versículos para Decorar: I Timóteo 1:18, 19; 4:14-15; II Timóteo 1:6-7;
1:12; 2:3-4; 2:15; 2:19-22;3:12-17; 4:1-4,7-8
às 1/02/2009 12:05:00 PM Postado por Aux. Carlos Alves 0 comentários

Marcadores: ESTUDOS BÍBLICOS


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