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Beatriz

Mena (8012467) – Turma 22 (189)



Respostas das Questões:
Q1: Falsa
Quando em uma relação processual há litisconsórcio necessário seja por disposição
legal, seja pela natureza indivisível da relação jurídica, sempre que a totalidade dos sujeitos
da relação jurídica material não compor o respetivo polo na relação processual, haverá
ilegitimidade de parte. Sendo assim, obrigatoriamente o litisconsorte necessário deveria ser
citado e o fato desta providência não ter sido tomada acarreta em nulidade do processo.
Desse modo, o litisconsorte tem legitimidade para ingressar como parte, inclusive
requerendo a declaração de nulidade da sentença.
Q2 Falsa
O Ministério público tem legitimidade, mesmo quando a decisão é favorável ao
incapaz na medida em que é possível que a decisão seja ainda mais benéfica ao incapaz,
fazendo assim, com que haja interesse recursal (utilidade e necessidade).
Com relação à participação do MP no processo, uma vez que existe um incapaz, o parquet
tem o ônus/poder de ingressar na ação e tutelar por seus interesses. Desse modo, caso a
condução de incapacidade subsista, o MP continua a participar do processo.

Acórdão fichado:
Agravo de Instrumento no 2073754-14.2018.8.26.0000 1a V. Cível de Praia Grande

Segundo consta no acórdão, Alexandre Fiaschi, Aurea Fiaschi e Elisabete Fiaschi
executaram a pessoa jurídica Orro & Christensen e a pessoa física Marcos Pinheiro Markevich
com base em um título judicial. Ocorre que a pessoa jurídica interpôs agravo de instrumento
contra decisão acerca da juntada de documentos para posterior apreciação de desbloqueio
de ativos financeiros de Marcos.
A partir dessa narrativa, é possível notar que a empresa Orro & Christensen e a pessoa
física Marcos configuram conjuntamente o polo passivo da relação processual principal
(execução). Sendo assim, é de se supor que existam decisões (ou mesmo a própria sentença)
em que ambas as pessoas tenham legitimação para recorrer e interesse para recorrer
(utilidade e necessidade).
No entanto, no caso da referida decisão que motivou o agravo de instrumento, não se
verifica interesse para recorrer por parte da pessoa física Orro & Christensen, pois não há
utilidade em recorrer (a pessoa jurídica não ficou de qualquer forma vencida com os
documentos que vão levar à apreciação acerca do desbloqueio de bens do co-executado) nem
necessidade.
Nesse sentido se manifesta o relator afirmando que há falta de interesse em termos
subjetivos pelo fato de a fundamentação da resistência ao bloqueio, a origem salarial dos
recursos bloqueados, tem caráter personalíssimo, somente se aplicando à pessoa física do
titular da conta bancária afetada.
Cabe destacar também que mesmo se não fosse tal questão supramencionada,
faltaria ainda interesse processual do ponto de vista objetivo, pois a decisão agravada apenas
se manifestava sobre a juntada de documentos e não sobre determinação do desbloqueio em
si. Sendo assim, os argumentos trazidos acerca de impenhorabilidade de verbas trabalhistas,
nem sequer relacionam-se com o conteúdo da decisão em questão.
Sendo assim, o agravo de instrumento não foi conhecido e ainda, não foi concedido
prazo para sanar vício, uma vez que o relator o reconheceu impossível de reparação.