Você está na página 1de 3

O cinema, como proposta educativa, pode trazer vários benefícios para os educandos, quanto

para o professor em seu desenvolvimento profissional. Podemos destacar alguns desses


benefícios, tais como: aproximar os conteúdos escolares do aluno por ser um recurso lúdico
dando-lhe uma visão mais ampla de mundo; desenvolver a imaginação; abrir espaços para
debates e comparações com o que foi dito em aula; facilitar a compreensão de temáticas que
por vezes podem ser bastante complicadas de se trabalhar em sala de aula. Sem dúvida, o
cinema ajudará o educador no seu modo de organização do ensino, de mediar o conhecimento
e a aprendizagem

CULTURA

Ao se vincular os conceitos de cultura e formação social podemos dizer que a mesma,


enquanto um elemento com características singulares e autonomia social, institui diversas
linhas de formação, armazenamento e inoculação de conhecimentos e valores. As mensagens
culturais são recebidas, adaptadas e rearquitetadas pela massa nos mais diversos cenários
sociais, influenciando comportamentos, gostos e apreço de grupos. Os princípios acoplados no
uso da cultura, ao serem compreendidos, engrandecem a vida das pessoas, sendo transmitidos
através de gerações por meio de métodos formais e informais, concebendo a herança social de
um grupo ou de toda uma sociedade. A cinematografia com a presença de tantas cores,
iluminação e movimentos é tão natural e amiudado que não se imagina que o invento técnico
para se obter esse mundo “mágico” a consecução dos olhos vem do final do século XIX, sendo
que em 1895 foi a primeira demonstração pública de cinema, como consequência da
revolução industrial. Mas é impressionante o que uma criação de película pode nos propiciar
enquanto telespectadores, com base em Gilles Deleuze, o cinema pode ser representado como
“máquina de guerra” (no sentido de acarear princípios e caucionar experimentos estéticos
mais próximos da vida), para o ator Michel Picolli, os filmes são, paradoxalmente,
contrapontos ao mundo midiático em que vivemos (no sentido de expressar as perspectivas da
liberdade frente à sociedade do ordenamento). O método para exprimir ideias e difundir
sabedoria com lazer e recreação por meio de uma obra cinematográfica é mostrar, em sua
mais pura essência, algo resplandecente pela lente de uma câmera, Walter Benjamin entende
que o cinema é um tiro certeiro no inconsciente. Ver filmes é um habito social de extrema
importância para a formação cultural e educacional das pessoas, tanto quanto a leitura de
obras literárias, filosóficas, sociológicas, dentre outras. Segundo Fantin (2005): Somos
transportados para um lugar onde deixamos de ser meros espectadores para viver emoções.
[...]. Nessa ‘evasão da realidade’ desse tempo/espaço próprio do cinema, parece que as
imagens, as músicas e o ambiente permitem nos identificarmos com os personagens, vibrar
com as aventuras, chorar com as amarguras, enfim, nos emocionar com a vida. (FANTIN, 2005,
p. 13).

SOCIALIZAÇÃO

• A escola pode influenciar nesse processo estabelecendo atributos que possibilitem ao


aluno a estar apto a enfrentar os desafios de um mundo onde a informação e o
conhecimento são cada vez mais importantes, possibilitando a compreensão de seus
processos e suas influências na vida da sociedade.

Duarte (2002, p. 90) enfatiza que “o cinema é um instrumento preciso, por exemplo, para
ensinar respeito aos valores, crenças e visões de mundo que orientam as práticas dos
diferentes grupos sociais que integram as sociedades complexas”
Comportamento

um filme atua na formação da personalidade, contribui para o desenvolvimento racional,


amplia novos olhares por meio da exploração de histórias do cotidiano, possibilitando
reflexões de atitudes e valores de cidadania.

é do que uma situação de correlação, onde o indivíduo se sente pertencente ou incluído em


determinada situação. Essa reflexão se dá a partir da definição posta por Ferreira (2016)
quando afirma que esse termo pode ser explicado como sendo a capacidade de absorver algo
em si; de conformar-se ou de provar ou reconhecer a identidade de determinada coisa

a identificação tem um papel importante na formação imaginária do eu, e esse entendimento


tem origem e destaque nos estudos realizados na área de psicanálise.

Aprendizagem

Para tanto, cabe ao espaço escolar, e para todos que o constituem, definir estratégias e
objetivos focados na formação do cidadão, repensando teorias e modelos, desenvolvendo
metodologias para o contexto das escolas, de maneira que se mudem as formas de aprender.
Nesse sentido, o cinema tem o poder de atuar diretamente como agente de socialização,
educando e formando o indivíduo no âmbito cultural, social e político. Ela é parte integrante e
fundamental dos processos de produção e circulação de significados e sentidos, os quais, por
sua vez, estão relacionados a modos de ser, modos de pensar, a modos de conhecer o mundo,
de se relacionar com a vida.

E a escola pode influenciar nesse processo estabelecendo atributos que possibilitem ao aluno a
estar apto a enfrentar os desafios de um mundo onde a informação e o conhecimento são
cada vez mais importantes, possibilitando a compreensão de seus processos e suas influências
na vida da sociedade.

Desafios

Para usar o cinema dentro da escola, os professores precisam trabalhar filmes que deem
suporte aos temas abordados nas disciplinas curriculares, ampliando o olhar dos alunos.
Dentro das inúmeras possibilidades dessa ferramenta pedagógica vários eixos temáticos
poderão ser trabalhados, como discussões psicológicas, teológicas, sociológicas, filosóficas,
históricas, políticas, econômicas ou culturais

Como se expõe, é importante que o aluno compreenda o sentido e o tema do filme. Que ele
possa desconstruir a narrativa fílmica, com seus múltiplos personagens e situações chave. Que
ele possa perceber determinadas experiências culturais, associadas a uma certa maneira de
ver filmes, interagindo na produção de saberes, identidades, crenças e visões de um grande
contingente de atores sociais.

Em linhas gerais, são duas demandas específicas que muitas escolas


encontram: a falta de estrutura e da habilidade do professor em conduzir
esse espaço multidisciplinar. 
Diante do primeiro desafio, é importante que professores e
coordenadores reúnam apontamentos sobre benefícios que a aquisição
de equipamentos podem trazer à aprendizagem. Embora esteja previsto
na Lei, há muitas escolas que têm dificuldades em dispor dos aparelhos
necessários.
Quanto à falta de habilidade do docente, ela pode ser resolvida a partir
de um diálogo conjunto entre coordenador e professor para pensar em
como adequar o conteúdo que necessita ser repassado e como ele pode
ser combinado outra disciplina. 
Numa primeira aplicação, por exemplo, o coordenador pode orientar
maneiras de direcionar as discussões, mediar o ensino que será
passado, para realçar a participação dos alunos.