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Biologia / Prof.

André 07/08/2020

Texto – Atividade Complementar

Vírus – Ser ou não ser?... Eis a questão.


Os vírus são parasitas que se destacam principalmente pelas doenças causadas no homem,
entretanto, eles não parasitam apenas as células humanas. Esses organismos, que só se reproduzem
no interior de células, podem infectar qualquer ser vivo, desde uma bactéria até uma planta, por
exemplo.
Os vírus são bastante pequenos e não podem ser visualizados nem mesmo no microscópio
óptico. Além disso, não possuem célula, sendo assim, não são considerados por muitos
pesquisadores como seres vivos. Dizemos que eles são parasitas intracelulares obrigatórios, uma
vez que só conseguem reproduzir-se no interior de uma célula. Eles não possuem ribossomos ou
outras estruturas capazes de produzir suas próprias proteínas. Dessa forma, não realizam nenhuma
atividade metabólica fora de células.
Eles são formados por cápsulas proteicas, chamadas de capsídio, que envolvem o ácido
nucleico, que, por sua vez, pode ser um DNA ou um RNA, com exceção de poucos vírus que
apresentam os dois tipos. O conjunto do capsídio com o ácido nucleico é chamado
de nucleocapsídio. Alguns vírus, chamados de envelopados, apresentam ainda uma proteção
lípidica externa, o envelope viral. Esse envelope é derivado de membranas da célula hospedeira.

Observe a estrutura de um vírus bacteriófago


No capsídio e no envelope dos vírus envelopados, há proteínas ligantes, que se ligam aos
receptores encontrados na membrana da célula que será infectada. Cada vírus é capaz de infectar
um tipo de célula, sendo assim, dizemos que os vírus possuem especificidade.
Os vírus multiplicam-se no interior das células infectadas graças à inserção de seu material
genético, que passa a comandar o metabolismo da célula hospedeira. Cada vírus possui um
mecanismo diferente de multiplicação.

Após se multiplicarem, os vírus podem romper as células infectadas para a liberação de


novas estruturas, constituindo, assim, um ciclo lítico. Outras vezes, o material genético viral pode
manter-se ligado ao da célula hospedeira, e a transmissão desse material para novas células ocorre
à medida que ela se divide, caracterizando um ciclo lisogênico.
Os vírus podem ser encontrados em praticamente todos os locais e infectar qualquer tipo
de célula. As doenças causadas por eles são chamadas de viroses e são tratadas com poucas drogas,
sendo recomendado normalmente repouso e boa alimentação. É importante frisar que antibióticos
não são eficazes no tratamento de doenças virais.
Como exemplos de doenças causadas por vírus, também chamadas de viroses, podemos
citar: AIDS, caxumba, dengue, ebola, febre amarela, gripe, hepatites, herpes, HPV, meningite, raiva,
rubéola, sarampo e varicela.

Vírus, seres vivos ou não?


Vírus não têm qualquer atividade metabólica quando fora da célula hospedeira: eles não
podem captar nutrientes, utilizar energia ou realizar qualquer atividade biossintética. Eles
obviamente se reproduzem, mas diferentemente de células, que crescem, duplicam seu conteúdo
para então dividir-se em duas células filhas, os vírus replicam-se através de uma estratégia
completamente diferente: eles invadem células, o que causa a dissociação dos componentes da
partícula viral; esses componentes então interagem com o aparato metabólico da célula hospedeira,
subvertendo o metabolismo celular para a produção de mais vírus.
Há grande debate na comunidade científica sobre se os vírus devem ser considerados seres
vivos ou não, e esse debate e primariamente um resultado de diferentes percepções sobre o que
vem a ser vida, em outras palavras, a definição de vida. Aqueles que defendem a ideia que os vírus
não são vivos argumentam que organismos vivos devem possuir características como a habilidade
de importar nutrientes e energia do ambiente, devem ter metabolismo (um conjunto de reações
químicas altamente inter-relacionadas através das quais os seres vivos constroem e mantêm seus
corpos, crescem e performam inúmeras outras tarefas, como locomoção, reprodução, etc.);
organismos vivos também fazem parte de uma linhagem contínua, sendo necessariamente
originados de seres semelhantes e, através da reprodução, gerar outros seres semelhantes
(descendência ou prole), etc.
Os vírus preenchem alguns desses critérios: são parte de linhagens contínuas, reproduzem-
se e evoluem em resposta ao ambiente, através de variabilidade e seleção, como qualquer ser vivo.
Porém, não têm metabolismo próprio, por isso deveriam ser considerados "partículas infecciosas",
ao invés de seres vivos propriamente ditos. Muitos, porém, não concordam com essa perspectiva,
e argumentam que uma vez que os vírus são capazes de reproduzir-se, são organismos vivos; eles
dependem do maquinário metabólico da célula hospedeira, mas até aí todos os seres vivos
dependem de interações com outros seres vivos. Outros ainda levam em consideração a presença
massiva de vírus em todos os reinos do mundo natural, sua origem - aparentemente tão antiga como
a própria vida - sua importância na história natural de todos os outros organismos, etc. Conforme já
mencionado, diferentes conceitos a respeito do que vem a ser vida formam o cerne dessa discussão.
Definir vida tem sido sempre um grande problema, e já que qualquer definição provavelmente será
evasiva ou arbitrária, dificultando assim uma definição exata a respeito dos vírus.

Vírus - https://www.youtube.com/watch?v=81ppA-wxUOg
Assistam os
https://www.youtube.com/watch?v=I5mRSKQoUkE vídeos
disponíveis
nos links
O que são virus?- https://www.youtube.com/watch?v=rPuFUR1DVVw

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