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JORNADA DE TRABALHO

• “Art. 7.º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição
social:

• XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a
compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.

O dispositivo consolidado também fixa, no art. 58, a jornada diária em 8 horas.

• Quanto aos trabalhadores que laboram em turnos ininterruptos de revezamento, a CF/1988, no art. 7.º, XIV, dis-
ciplinou que:

• “XIV – jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociaç ão
coletiva”.

• O que caracteriza o regime de Turnos Ininterruptos de Revezamento é a alteração do horário de trabalho dos
empregados num revezamento de turnos diurnos e noturnos.

• A Súmula 360 do TST esclarece que:

• “A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repous o
semanal, não descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto no art. 7.º, inciso XIV ,
da Constituição da República de 1988”.

• Súmula nº 423 do TST

• Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os
empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não têm direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como
extras.

• OJ N.º 360 – SDI-I/TST – TURNO ININTERRUP TO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO
E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO. Faz jus à jornada especial prevista no art. 7.º, XIV, da CF/1988 o trabalhador
que exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que com-
preendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à alternância de horário prejudicial à
saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta.

• OJ 395 – SDI-I/TST. . O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito à hora
noturna reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições contidas nos arts. 73, § 1.º, da CLT e 7.º,
XIV, da Constituição Federal.

01. (OAB/FGV – XVII EXAME) Uma empregada trabalha em uma empresa cumprindo a seguinte jornada de traba-
lho: nos 10 primeiros dias do mês, de segunda-feira a sábado, das 08:00 às 16:00h; nos 10 dias seguintes, de
segunda-feira a sábado, das 16:00 às 24:00h; nos últimos 10 dias do mês, de segunda-feira a sábado, das 24:00
às 8:00h – e assim sucessivamente em cada mês –, sempre com intervalo de 1 hora para refeição. Não existe
acordo coletivo nem convenção coletiva regrando a matéria para sua categoria profissional. Com base no caso
apresentado, responda aos itens a seguir.

A) Analise se há sobrejornada, justificando em qualquer hipótes e. (Valor: 0,65)

• Resposta: Na hipótese, há turno ininterrupto de revezamento, cuja jornada deveria ser de 6 horas diárias. Como
o
a empregada cumpriu 8 horas diárias, terá direito às horas extras, conforme o art. 7 , XIV, da CF/88.

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“Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 e em leis específicas, é facultado às partes, por meio de convenç ão
coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis
horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação.
§ 2º É facultado às entidades atuantes no setor de saúde estabelecer, por meio de acordo individual escrito, con-
venção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas
ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação.”

§ 1º A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput abrange os pagamentos devidos pelo des-
canso semanal remunerado e pelo descanso em feriados e serão considerados compensados os feriados e as
prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73.
§ 2º É facultado às entidades atuantes no setor de saúde estabelecer, por meio de acordo individual escrito, con-
venção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas
ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação.”

“S. 444/TST. Jornada de trabalho. Norma coletiva. Lei. Escala de 12 por 36. Validade. É valida, em caráter excep-
cional, a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou ajustada exclusivament e
mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a remuneração em dobro dos
feriados trabalhados. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na dé-
cima primeira e décima segunda horas.”

03. (OAB/FGV – XVI EXAME) Um vigilante trabalha numa empresa do seguinte modo: das 7:00 às 19:00h, folgando
o restante daquele dia e o dia seguinte, voltando à escala 2 dias após, para nova jornada das 7:00 às 19:00h – ou
seja – 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso. Esse acerto está previsto na convenção coletiva
da categoria do empregado.

Diante disso, responda aos itens a seguir.

A) Caso o dia de trabalho desse vigilante coincida com um feriado, como será feito o pagamento dessas ho ras ao
empregado? (Valor: 0,65)

Resposta: O examinando deve indicar que, nesse caso, o empregado terá direito à remuneração em dobro (adicional
de 100%), conforme preconiza a Súmula nº 444, do TST.

B) Caso um plantão de trabalho desse vigilante coincida com o dia de domingo, como será feito o pagamento dessas
horas ao empregado? (Valor: 0,60)

Resposta: O examinando deve indicar que, nesse caso, o pagamento será feito normalmente, sem qualquer adici-
onal, uma vez que o domingo é considerado dia normal de trabalho, tendo em vista a escala 12x36h realizada,
conforme Súmula nº 444 do TST.

Quanto aos trabalhadores que laboram em turnos ininterruptos de revezamento, a CF/1988, no art. 7.º, XIV, disci-
plinou que:

“XIV – jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação
coletiva”.

Súmula nº 291 do TST

HORAS EXTRAS. HABITUALIDADE. SUPRESSÃO. INDENIZAÇÃO.

A supressão total ou parcial, pelo empregador, de serviço suplementar prestado com habitualidade, durante pelo
menos 1 (um) ano, assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês da s
horas suprimidas, total ou parcialmente, para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de
serviço acima da jornada normal.

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O cálculo observará a média das horas suplementares nos últimos 12 (doze) meses anteriores à mudança, multip li-
cada pelo valor da hora extra do dia da supressão.

EMPREGADOS EXCLUÍDOS DO CONTROLE DE JORNADA

“Art. 62. Não são abrangidos pelo regime previsto neste Capítulo:
I – os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho, devendo tal
condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados;
II – os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do
disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial.
III - empregados em teletrabalho

Parágrafo único. O regime previsto neste Capítulo será aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste
artigo, quando o salário do cargo de confiança, compreendendo a grat ificação de função, se houver, for inferior ao
valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento)”.

04) (OAB/FGV – X EXAME) Jéssica é gerente de uma sapataria e é responsável por oito funcionários da filial,
orientando as atividades e fiscalizando as tarefas por eles realizadas, tomando todas as medidas necessárias para
o bom andamento dos serviços, inclusive punindo-os, quando necessário.Jéssica cumpre jornada de 2ª a 6ª feira
das 10h às 20h com intervalo de uma hora para refeição e aos sábados das 10 às 17 h com pausa alimentar de
uma hora e meia. No seu contracheque existem, na coluna de crédito, os títulos “salário” – R$ 3.000,00 – e “gratifi-
cação de função” – R$ 1.000,00.Com base na hipótese acima, responda aos itens a seguir.

A) Quais são os elementos necessários para que um empregado seja considerado ocupante de cargo de confianç a?
(Valor: 0,65)

Resposta:O exercício da função de confiança, de acordo com a Lei e a doutrina, exige a conjugação do element o
subjetivo (poder de mando, controle, direção, gestão) e do objetivo (padrão salarial diferenciado ou gratificação de
função, se houver, de no mínimo 40% do salário do cargo efetivo), conforme art. 62, II, da CLT.

B) Analise e justifique se é possível à empregada em questão reivindicar o pagamento de horas extras. (Valor: 0,60)

Resposta: Jéssica fará jus às horas extras porque, como a gratificação recebida é inferior a 40% do salário, juridi-
camente não exerce cargo de confiança, tendo assim limite de jornada OU falta o elemento objetivo, conforme o art.
62, parágrafo único, da CLT.

INTERVALOS INTER E INTRAJORNADA

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Intervalo interjornada

Intervalo interjornada é a pausa concedida ao obreiro entre o final de uma jornada diária de trabalho e o início de
nova jornada no dia seguinte, para descanso do trabalhador.

O art. 66 da CLT assegura um intervalo interjornada de, no mínimo, 11 horas consecutivas. Ao trabalhador rural
também foi assegurado o intervalo interjornada mínimo de 11 horas consecutivas (Lei 5.889/1973, art. 5.º).

Súmula nº 110 do TST

No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas, com prejuízo do
intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordi-
nárias, inclusive com o respectivo adicional.

OJ n.º 355 DA SDI-I/TST – O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT acarreta, por
analogia, os mesmos efeitos previstos no § 4.º do art. 71 da CLT e na Súmula n.º 110 do TST, devendo-se pagar a
integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo, acrescidas do respectivo adicional.

01. (OAB/FGV – XX EXAME) Jéssica é empregada em um salão de cabeleireiro localizado na capital do Estado em
que reside e cumpre jornada de 2ª feira a sábado, das 8h00min às 19h00min, com pausa alimentar de uma hora.
Não existe previsão em Lei, acordo coletivo ou convenção coletiva de jornada diferenciada para a sua categoria.
Diante da hipótese apresentada, responda aos itens a seguir.

A) Analise se a trabalhadora, em eventual reclamação trabalhista, teria sucesso em pedido de horas extras pela
inobservância do intervalo interjornada. (Valor: 0,65)

Resposta: O pedido de horas extras pelo intervalo interjornada supostamente desrespeitado seria julgado improce-
dente, já que o período de 11 horas entre duas jornadas de trabalho, previsto no art. 66 da CLT, foi respeitado.

Intervalo intrajornada
I
ntervalo intrajornada são as pausas que ocorrem dentro da jornada diária de trabalho, objetivando o repouso e a
alimentação do trabalhador.

Podemos citar os seguintes intervalos intrajornada:

Quando a jornada diária exceder de 6 horas: é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso e alimentação
de, no mínimo, uma hora e, salvo acordo ou convenção coletiva de t rabalho, não poderá exceder de 2 horas
(CLT, art. 71), não sendo computado o intervalo na duração da jornada.

Quando a jornada diária exceder de 4 horas: mas não ultrapassar 6 horas, o intervalo intrajornada será de 15 minu-
tos (CLT, art. 71, § 1.º), não sendo computado o intervalo na duração da jornada.
o
§ 4 A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a
empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com
acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.
o o
§ 5 O intervalo expresso no caput poderá ser reduzido e/ou fracionado, e aquele estabelecido no § 1 poderá ser
fracionado, quando compreendidos entre o término da primeira hora trabalhada e o início da última hora trabalhada,
desde que previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho, ante a natureza do serviço e em virtude das
condições especiais de trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas, cobradores, fiscalização de
campo e afins nos serviços de operação de veículos rodoviários, empregados no setor de transporte coletivo de
passageiros, mantida a remuneração e concedidos intervalos para descanso menores ao final de cada viagem.

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Art. 396, CLT - Para amamentar o próprio filho, até que este complete 06 (seis) meses de idade, a mulher terá
direito, durante a jornada de trabalho, a 02 (dois) descansos especiais, de meia hora cada um.

o
§ 1 Quando o exigir a saúde do filho, o período de 6 (seis) meses poderá ser dilatado, a critério da autoridade
competente.
o
§ 2 Os horários dos descansos previstos no caput deste artigo deverão ser definidos em acordo individual entre a
mulher e o empregador.

DIGITADOR - A cada 90 minutos de trabalho consecutivos, deve-se conceder intervalo de 10 minutos para repous o
ao digitador / trabalhador em mecanografia - datilografia, escrituração ou cálculo, lapso este que deve ser conside-
rado como tempo laborado.

Art. 72 CLT - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), a cada período de
90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderá um repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos da
duração normal de trabalho.

SUM-346 TST- - (...) Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores
nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de
descanso de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo.

Art. 253 CLT - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que moviment am
mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 01 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos
de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo
como de trabalho efetivo.

Súmula nº 438 do TST. O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos termos
do parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara frigorífica, tem direito ao intervalo intrajor-
nada previsto no caput do art. 253 da CLT.
Art. 298 CLT - Em cada período de 3 (três) horas consecutivas de trabalho, será obrigatória uma pausa de 15
(quinze) minutos para repouso, a qual será computada na duração normal de trabalho efetivo.

SOBREAVISO, PRONTIDÃO E USO DE instrumentos telemáticos ou informatizados

Versa o art. 244 da CLT que as estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobreaviso e de
prontidão, para executarem serviços imprevistos, ou para substituições de outros empregados que faltem à esca la
organizada.

Nesse contexto, considera o § 2.º do art. 244 consolidado de sobreaviso o ferroviário que permanecer em sua
própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço, sendo a escala feita pelo prazo máximo
de 24 horas, sendo remuneradas as horas de sobreaviso à razão de 1/3 (um terço) do salário-hora normal.

Em relação aos trabalhadores que laboram nas atividades relacionadas na exploração de petróleo, a Lei.
5.811/1972, em seu art. 5.º, disciplinou o sistema de sobreaviso, o mesmo procedimento ocorrendo em relação ao
aeronauta (Lei 7.183/1984, art. 25).

“S. 428/TST. Sobreaviso. Aplicação analógica do art. 244, § 2º da CLT

I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não
caracteriza o regime de sobreaviso.
II - Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal por instrumentos
telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer moment o
o chamado para o serviço durante o período de descanso.”

TRABALHO NOTURNO

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Trabalho noturno é aquele executado no período da noite, fazendo o obreiro jus ao adicional respectivo, conforme
imposto pelo art. 7.º, IX, da CF/1988.

O art. 73 da CLT estabelece o horário noturno dos trabalhadores urbanos por ela regidos como aquele compreen-
dido entre 22h e 5h, fixando o adicional noturno em 20% sobre a hora diurna.

RURAL

RURAL
ADICIONAL NOTURNO 25%
HORA NOTURNA 60’

Art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas sema-
nais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e
seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais.
o
• § 1 O salário a ser pago aos empregados sob o regime de tempo parcial será proporcional à sua jornada, em
relação aos empregados que cumprem, nas mesmas funções, tempo integral.
o
• § 2 Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante opção manifestada
perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de negociação coletiva.
• § 3º As horas suplementares à duração do trabalho semanal normal serão pagas com o acréscimo de 50%
(cinquenta por cento) sobre o salário-hora normal.
o
• § 4 Na hipótese de o contrato de trabalho em regime de tempo parcial ser estabelecido em número inferior a
vinte e seis horas semanais, as horas suplementares a este quantitativo serão consideradas horas extras para fins
o
do pagamento estipulado no § 3 , estando também limitadas a seis horas suplementares semanais.
o
• § 5 As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas diretamente até a semana
imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês sub-
sequente, caso não sejam compensadas.
o
• § 6 É facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial converter um terço do período de férias
a que tiver direito em abono pecuniário.
o
• § 7 As férias do regime de tempo parcial são regidas pelo disposto no art. 130 desta Consolidação.
OJ 410 – SDI-I/TST. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. CONCESSÃO APÓS O SÉTIMO DIA CONSECUTIV O
DE TRABALHO. ART. 7.º, XV, DA CF. VIOLAÇÃO (DEJT divulgado em 22, 25 e 26.10.2010). Viola o art. 7.º, XV ,
da CF a concessão de repouso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho, importando no seu
pagamento em dobro.

02) (OAB/FGV – VIII EXAME) Uma determinada empresa aplica a seguinte jornada de trabalho: os empregados
trabalham durante sete dias das 8h às 17h com intervalo de uma hora para refeição e folgam no 8º dia, e assim

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sucessivamente. Além disso, recebem um bônus de dois dias fruitivos por mês, nos quais podem faltar quando
desejarem, sem qualquer desconto no salário, desde que avisem previamente à chefia. A partir da situação apre-
sentada, responda aos seguintes itens.

B) Analise, segundo a legislação em vigor, a política de repouso remunerado adotada pela empresa. (Valor: 0,60)

Resposta: A política empresarial está equivocada, pois o repouso semanal deve ser aproveitado durante a semana,
no período de 7 dias, e não após, na forma da OJ nº 410 da SDI-1do TST.

Os bancários possuem jornada diária de 6 horas, perfazendo 30 horas semanais, sendo o sábado considerado dia
útil não trabalhado (art. 224 consolidado).

No entanto, se o bancário exercer a função de confiança, direção, gerência, fiscalização, chefia etc., e perceber
uma gratificação não inferior a 1/3 (um terço) do salário efetivo, será submetido à jornada de 8 horas diárias, somente
sendo considerada extra a hora laborada acima da oitava (CLT, art. 224, § 2.º).

SUM-287 TST - JORNADA DE TRABALHO. GERENTE BANCÁRIO - A jornada de trabalho do empregado de banco
gerente de agência é regida pelo art. 224, § 2°, da CLT. Quanto ao gerente-geral de agência bancária, presume-s e
o exercício de encargo de gestão, aplicando-se-lhe o art. 62 da CLT.

03) (OAB/FGV – VI EXAME) João da Silva exercia o cargo de caixa executivo no Banco Estrela S.A., trabalhando
8 (oito) horas diárias, com intervalo para repouso e alimentação de 1 (uma) hora, de segunda-feira a sexta-feira, e
recebia gratificação de função de 1/3 (um terço) do salário do seu posto efetivo.
Posteriormente, foi designado para a função de confiança de gerente do departamento de pessoal, recebendo gra-
tificação de 50% (cinquenta por cento) do salário do cargo efetivo. Nesse período, a sua jornada era das 10h às
21h, de segunda-feira a sexta-feira, com 1 (uma) hora de intervalo intrajornada.
Diante dessa situação hipotética, e considerando que João da Silva, após 12 (doze) anos de exercício na função de
gerente, foi revertido, sem justo motivo, para o seu cargo efetivo, com a supressão de sua gratificação de função,
responda, de forma fundamentada, às seguintes indagações:

A) Na função de caixa executivo, João ocupava cargo de confiança bancário? Ele prestava horas extraordinárias no
exercício dessa função? (Valor: 0,5)

Resposta: João da Silva não ocupava cargo de confiança bancária, posto que não exercia função de direção, ge-
rência, fiscalização, chefia ou equivalentes, muito menos outras funções de confiança previstas no art. 224, § 2º, da
CLT, apesar de receber gratificação de função de 1/3 do salário do seu posto efetivo.

Conforme o posicionamento contido na Súmula nº 102, VI, do C. TST, o caixa bancário, ainda que caixa executivo,
não exerce cargo de confiança. Se perceber gratificação igual ou superior a um terço do salário do posto efetivo,
ela remunera apenas a maior responsabilidade do cargo e não às duas horas extraordinárias além da sexta.

Logo, João realizava 2 (duas) horas extras diárias (a sétima e oitava horas), porque lhe seria aplicável a jornada de
trabalho reduzida de 6 (seis) horas prevista no art. 224, caput, da CLT.

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