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ROTEIRO STORIES “COTA DE DEFICIENTES”

Eu acabei de soltar no feed um post novo que trata sobre as cotas de contratação de
pessoas com deficiência nas empresas. Se você não viu, eu sugiro que você espera esse
story por que no próximo eu vou deixar o post pra você ler e voltar aqui pra gente
conversar.

Bom, vamos lá! Como vocês viram no post, semana passada, no dia 21, foi o dia
nacional da luta da pessoa com deficiência e, por coincidência, tivemos também a
notícia da condenação de uma empresa metalúrgica que não cumpriu com o percentual
de cotas de contratação de pessoas com deficiência.

No post eu explico certinho e resumido o que é essa cota, quais empresas estão
obrigadas e o que acontece se a sua empresa não cumpre com essa obrigação. Mas agora
eu quero aprofundar com vocês o assunto.

Para ilustrar a situação, eu vou utilizar a condenação da empresa metalúrgica, que por
sinal é um dos ramos que mais tem dificuldade em cumprir essa cota.

Se a sua empresa metalúrgica possui 100 ou mais funcionários já liga o sinal de alerta
por que ela é obrigada a cumprir com a cota. O percentual varia de 2% a 5% e é
calculado com base na quantidade de empregados da empresa.

Essa cota é uma obrigação, então não tem desculpa pra empresa, nem exceção por conta
da atividade exercida. Ou a empresa cumpre ou é multada e até mesmo acionada na
justiça e como a gente já viu, as multas e condenações judiciais são bem pesadas!

Para o judiciário, as cotas ultrapassam o direito do trabalho, por que dizem muito mais
respeito a um direito social e é dever também da empresa promover ações afirmativas
nesse sentido.

E eu nem preciso falar que se a empresa contrata empregados portadores de deficiência


ela tem que fazer toda uma alteração no seu espaço físico pra viabilizar a locomoção
desses empregados e também de visitantes. Lembrando que pelo estatuto da pessoa com
deficiência, é discriminação recusar fazer as adaptações necessárias para a locomoção
de portadores de deficiência.
Então atenção, se a sua empresa não cumpre com a cota, ela está sujeita à multa pela
fiscalização do trabalho, condenação judicial em multa pelo descumprimento e danos
morais coletivos, onde o valor vai ser encaminhado a entidades que lutam pelos direitos
de pessoas com deficiência.

E de novo, sem desculpas para cumprir a cota, não é só por que a empresa nunca
recebeu uma fiscalização do trabalho que ela vai deixar de cumprir a cota. Lá na frente
as consequências são bem piores.

E tomem cuidado, não é só por que sua empresa é de metalurgia, siderurgia e afins que
ela vai deixar de cumprir com a cota. Isso não é desculpa para a fiscalização do trabalho
nem para o judiciário!

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