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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ


PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE FARMÁCIA

ANDERSON MENDES
FRANCINALDO SARGES BRAGA
WILLIAN ANDERSON DOS REIS PEREIRA

PERFIL DOS PACIENTES USUÁRIOS DA CARBAMAZEPINA NA REDE PÚBLICA


DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ-AP

Macapá
2019
ANDERSON MENDES
FRANCINALDO SARGES BRAGA
WILLIAN ANDERSON DOS REIS PEREIRA

PERFIL DOS PACIENTES USUÁRIOS DA CARBAMAZEPINA NA REDE PÚBLICA


DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ-AP

Projeto de pesquisa apresentado ao Curso de


Farmácia da Universidade Federal do Amapá,
como pré-requisito para obtenção de nota na
avaliação final da disciplina de
farmacoepidemiologia.

Orientadora: Dr.ª Carolina Miranda de S. Lima

Macapá
2019
1 JUSTIFICATIVA
A Carbamazepina, sendo um psicofármaco, deve ser utilizada com cautela,
tendo em vista que pode produzir diversos efeitos adversos severos, causar
dependência e o seu uso prolongado - devido à problemas psicológicos provenientes
de diversas fontes não identificadas com clareza - pode gerar diversos problemas à
saúde da população, fazendo-se necessária esta identificação.
Este medicamento deve ser um grande aliado no tratamento de transtornos
mentais, no entanto, seu uso indevido atrelado ao desconhecimento da origem pode
acarretar em danos à saúde além de gerar gastos acumulativos para os Órgãos
Públicos.
A inclusão e seleção da Carbamazepina como psicofármaco nas relações de
medicamentos essenciais deve ser baseada em critérios epidemiológicos que refletem
perfis sociais e demográficos da população local, por isto é extremamente significante
na elaboração de protocolos clínicos, e também na capacitação em saúde mental para
os próprios profissionais.
A partir dos dados do estudo proposto, faz-se necessário delinear o perfil do
uso da Carbamazepina para conhecer que tipo de indivíduo a utiliza e assim otimizar
sua dispensação, adequando-a à especificidade dos pacientes, direcionando a
assistência farmacêutica bem como o planejamento de intervenções na comunidade e
junto aos prescritores.

2 OBJETIVOS

2.1 GERAL
Verificar o padrão de consumo do psicofármaco Carbamazepina através do
perfil sócio demográfico dos pacientes usuários da Rede Pública de Macapá – AP,
durante o período de Janeiro a Dezembro de 2019.

2. 2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1.º.Identificar fatores que influenciam ao consumo da Carbamazepina na população
estudada;
2.º.Descrever as características demográficas e socioeconômicas da população
estudada;
3.º.Determinar o grau de informação dos entrevistados atendidos Rede Pública de
Macapá – AP, acerca do medicamento Carbamazepina.
3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
3.1 SAÚDE E BEM-ESTAR
De acordo com conceito proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS),
o uso racional de medicamentos ocorre quando o paciente recebe o medicamento
apropriado à sua necessidade clínica, na dose e posologia corretas, por um período de
tempo adequado e ao menor custo para si e para a comunidade (QUELUZ, LEITE,
2002).
A Portaria nº 1077, de 24 de agosto de 1999 de assistência farmacêutica em
saúde mental visa assegurar medicamentos básicos para usuários de serviços
ambulatoriais públicos de saúde que disponham de atenção nesta área. Nesta portaria,
são referidos alguns requisitos para o recebimento dos recursos financeiros, entre eles
a estimativa epidemiológica das patologias de maior prevalência nos serviços,
objetivando a utilização racional dos psicofármacos.
De acordo com LIZANCOS (2000), saúde mental é um aspecto específico,
porém inseparável da saúde geral das pessoas, famílias e comunidades. Os
profissionais sanitários da atenção primária de saúde, em geral, detectam com
frequência necessidades e problemas relacionados com aspectos psiquiátricos e
psicológicos de pacientes e familiares atendidos diariamente nas consultas, nos
domicílios e em grupos de terapia.
Considerando as afirmações acima concluímos que estar com saúde ou estar
com uma doença tem relação direta com a percepção do funcionamento orgânico, logo,
é uma questão de consciência do próprio corpo (FORTE, 2007).
Assim, o conceito de saúde, do ponto de vista fisiológico, fundamenta-se na
homeostase, ou seja, na capacidade do organismo de manter constante as condições
fisiológicas e, por isso, mesmo que surjam alterações funcionais, o organismo reagirá
no sentindo de retornar à condição anterior. Isso implica, do ponto de vista cultural e
social, que o normal pode corresponder ao anormal reconhecido pela ciência.
3.2 MEDICAMENTOS PSICOTRÓPICOS
O uso de fármacos com eficácia demonstrada em distúrbios psiquiátricos
tornou-se disseminado a partir de meados da década de 1950. Hoje, uma pequena
parte das prescrições feitas são para medicações destinadas a afetar os processos
mentais: para sedar, estimular ou, de algum modo, mudar o humor, o raciocínio ou o
comportamento. Esta prática reflete tanto a alta frequência de distúrbios psiquiátricos
primários quanto à ocorrência de reações emocionais quase inevitáveis em pessoas
com doenças clínicas (FIGUEIREDO, GREDORI, 2002).
Os psicotrópicos podem ser divididos em 4 categorias principais. Os
ansiolíticossedativos, particularmente os benzodiazepínicos, são utilizados para a
farmacoterapia de distúrbios de ansiedade. Os antidepressivos (agentes que elevam o
humor) e os antimaníacos ou estabilizadores do humor (notavelmente os sais de lítio e
determinados anticonvulsivantes) são utilizados no tratamento dos distúrbios afetivos
do humor e condições relacionadas. Os antipisicóticos ou neurolépticos são
utilizados no tratamento de doenças psiquiátricas muito graves - as psicoses e a mania,
exercendo efeitos benéficos sobre o humor e o raciocínio (DUTRA, 1997).
ARRAIS, et al., 2007 avaliaram os aspectos dos processos de prescrição e
dispensação de medicamentos em Fortaleza sugerindo a baixa qualidade na
dispensação do medicamento, pois ela normalmente não é realizada pelo farmacêutico.
O mesmo estudo sugere a baixa qualidade no atendimento médico e farmacêutico e a
apatia do paciente no processo que envolve a prescrição e dispensação de
medicamentos seu uso racional.
Outro fator problemático, como conclui NAVES e SILVER (2005) em estudo
realizado na atenção primária, seria o comprometimento das ações de assistência
farmacêutica devido aos baixos níveis de compreensão dos pacientes e pela dificuldade
de acesso.
Em estudo realizado entre escolares da rede de ensino público e privado de
Passo Fundo (PIZZOL, et al., 2006), Rio Grande do Sul, Brasil, o padrão de consumo
de medicamentos psicoativos é semelhante ao observado em adultos, sugerindo a
necessidade de inclusão de crianças e adolescentes nas campanhas educativas para
prevenção do uso indevido de medicamentos.
3.3 CARBAMAZEPINA: ASPECTOS FARMACOLÓGICOS
3.3.1 Histórico
A carbamazepina foi descoberta em 1953 pelo químico Walter Schindler, que
procurava encontrar um composto tricíclico com propriedades antipsicóticas
semelhantes à clorpromazina (CPMZ). Destas investigações, surgiu a CBZ, uma
molécula estruturalmente muito semelhante à CPMZ. Em 1962, a CBZ foi introduzida
no mercado, sendo indicada como anticonvulsivante e para o tratamento da neuralgia.
Os psiquiatras começaram a combiná-la com drogas tranquilizantes em determinados
distúrbios comportamentais que não respondiam a monoterapia. No final dos anos 60
foram descobertas, por acaso, propriedades antiepilépticas da CBZ, passando a ser
utilizada e mostrando-se eficaz no tratamento de primeira linha das crises convulsivas
parciais (GOUVINHAS, et al., 2005).

3.3.2 Mecanismo de ação


ARAÚJO, et al. (2010) afirmam que a CBZ é um bloqueador neuronal dos
canais de sódio voltagem dependentes. A CBZ atua estabilizando a hiperexcitação das
membranas das células nervosas. Age também inibindo as descargas neuronais
repetitivas e reduzindo a propagação dos impulsos excitatórios sinápticos dos
neurônios despolarizados via bloqueio dos canais de sódio voltagem dependentes. No
entanto, segundo CHU (1979) “seu mecanismo exato de ação anticonvulsivante ainda
não foi completamente esclarecido”.

3.3.3 Indicação
A CBZ é indicada no tratamento de crises epilépticas parciais com
sintomatologia elementar motora, sensorial e autonômica, e ainda quando o paciente
apresentar a sintomatologia complexa psíquica, psicossensorial e psicomotora. Nas
formas de convulsões primárias ou secundariamente generalizadas com componentes
tônico crônicos, nas formas mistas de epilepsias, como adjuvante dos medicamentos
destinados especificamente ao tratamento das crises de ausência generalizada não
convulsiva (KATZUNG, 2005).
Também é indicada na neuralgia essencial do trigêmeo e na neuralgia
trigeminal devida à esclerose múltipla, na neuralgia essencial do glossofaríngeo e na
síndrome de abstinência do álcool. Pode ainda, ser indicada para o tratamento da
mania aguda e como estabilizador do humor na doença bipolar (psicose
maníacodepressiva), de forma a evitar ou atenuar recorrências, neuropatia diabética
dolorosa, além de diabetes insipidus central, poliúria e polidipsia de origem neuro-
hormonal (MORENO, et al., 2005).
4 METODOLOGIA
4.1 MÉTODO DE ABORDAGEM
Será realizado um estudo de delineamento epidemiológico analítico descritivo
transversal retrospectivo e prospectivo. Com analise de prontuários e aplicação de
questionário.

4.2 ASPECTOS ÉTICOS


Dos aspectos éticos serão obtidas autorizações da direção do hospital das
clinicas Dr. Alberto Lima, e dos próprios pacientes que participaram do estudo ou seus
responsáveis legais através de um termo de consentimento que lhe será dado para
assinar no momento do preenchimento do questionário, para que seus dados possam
ser utilizados no estudo e em posterior divulgação do mesmo. Serão realizados
questionamentos relevantes para obtenção do perfil epidemiológico desses pacientes e
que deveram ser respondidas por este estudo no qual serão colocadas no questionário
em anexo. Serão excluídos deste estudo a população indígena.

4.3 ANÁLISE DOS DADOS


As variáveis encontradas serão copiladas e tratadas devidamente através de
estatística. Os prontuários serão analisados para que se obtenha o máximo de
informações possíveis dos pacientes. As respostas das perguntas do questionário
também serão analisadas estatisticamente e serão acrescentadas as informações dos
prontuários para que seja traçado o perfil farmacoepidemiológico da carbamazepina na
população estudada. O questionário será aplicado no momento em que estes pacientes
ou seus responsáveis forem fazer a retirada desse medicamento na farmácia do
hospital.
As variáveis a serem levantadas neste estudo serão: posologia; dosagem;
tempo de tratamento; adesão ao tratamento; indicação de tratamento e relato de
eventos adversos.
Os dados obtidos serão comparados com os dados disponíveis na rede de
sistema de notificações do SUS e em estudos já publicados previamente em território
nacional e também a nível mundial.
As informações obtidas através deste estudo serão disponibilizadas as
secretarias estadual e municipal de saúde e a população em geral do estado do Amapá
e do município de Macapá.

5 CRONOGRAMA DO PROJETO

Jan Fev Ma Abr Mai Jun Jul Ago Set Out No Dez
r v
1-Revisão X
bibliográfica
2-Discussão teórica X
em função da
determinação dos
objetivos
3-Localização e X X
identificação das
fontes de obtenção de
dados ou documentos
4-Determinação de X
categorias para
tratamento dos dados
documentais
5-Análise e X
interpretação
6-Redação da X
monografia
7-Revisão da redação X

8-Divulgação dos X X X X
resultados ou defesa
pública
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O uso de psicofármacos em todo o Brasil tem aumentado a cada ano, muitas


vezes com o uso indiscriminado ou incorreto desses medicamentos. O projeto baseia-
se em traçar o perfil dos pacientes em uso de carbamazepina no município de Macapá
e a partir daí investigar o padrão desses usuários.
A partir do tratamento estatísticos dos dados obtidos será encontrado o perfil de
usuários desse psicofármaco no Município de Macapá, onde os resultados serão
comparados com dados de outros locais disponíveis no sistema de notificação do SUS.
Os resultados esperados serão utilizados como modo de informação para as
secretarias estadual e municipal de saúde, que poderão utiliza-los para melhorias ao
atendimento a esses perfis de pacientes. Será possível ainda a realização de outras
pesquisas sobre o assunto, como também mensurar a qualidade do atendimento e do
tratamento com esse psicofármaco.

AVALIAÇÃO DO GRUPO SOBRE O TRABALHO


Através da construção do projeto, o grupo pode perceber as etapas que
compreendem e a elaboração de uma pesquisa farmacoepidemiológica, as dificuldades
de se traçar os vieses da pesquisa, de forma a proporcionar um bom resultado, conciso
e que represente de forma fiel o retrato do problema abordado. Também foi possível
verificar as capacidades da visão macro que uma boa pesquisa farmacoepidemiológica
pode proporcionar, servindo de base sólida para tomada de decisões de gestores, no
que concerne a melhoria do serviço público de saúde, seja com a promoção de novas
políticas públicas de saúde ou melhoria das atuais.
Diante do exposto, o grupo absorveu significativo conhecimento a cerca desse
tipo de pesquisa, evidenciou sua grande importância para a melhoria dos serviços de
saúde, da produção e comercialização de fármacos, além da garantia de uma
administração segura para os pacientes.
REFERÊNCIAS
QUELUZ, T.; LEITE, N. Uso racional de medicamentos: conceito e alguns elementos
para discussão. In: O farmacêutico na atenção à saúde. UNIVALI, Itajaí – SC, 2008.

BRASIL. Portaria Interministerial Nº 1.007, de 24 de agosto de 1999. Institui o


Programa para a Aquisição dos Medicamentos Essenciais para a área de Saúde
Mental. Brasília – DF, 1999.

LIZANCOS, F. Enfermería en Psiquiatria y Salud Mental. Enfermería 21. Madrid.


Editorial DAE, S.L. 2000.

FORTE, E. Perfil de consumo dos medicamentos psicotrópicos na população de


Caucaia. Defesa de TCC em Especialização em Assistência Farmacêutica. Escola
de Saúde Pública, Fortaleza – CE, 2007.

FIGUEIREDO, R.; GREDORI, R. Prevenção ao abuso de drogas em ações de saúde


e educação: uma abordagem sociocultural e de redução de danos. Núcleo de
Estudos para a Prevenção da AIDS (NEPAIDS). São Paulo – SP, 2002.

DUTRA, K.; PERINI, E.; STARLING, S. M. Utilização do diazepam em unidades de


atenção primária do Distrito Sanitário Norte – Secretaria Municipal de Saúde de Belo
Horizonte (1997). Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, São Paulo, vol. 21,
n. 2, 2000.

NAVES, J.; SILVER, L. Avaliação da assistência farmacêutica na atenção primária no


Distrito Federal. Revista de Saúde Pública, São Paulo, n. 39, vol. 2, 2005.

PIZZOL, S.; BRANCO, N.; CARVALHO, A.; PASQUALOTTI, A.; MACIEL, N.; MIGOTT,
B. Uso não-médico de medicamentos psicoativos entre escolares do ensino
fundamental e médio no Sul do Brasil. Caderno de Saúde pública, Rio de Janeiro, n.
22, vol. 1, 2006.
GOUVINHAS, C.; PEREIRA J.; PEREIRA L. Carbamazepina - Toxicologia e Análises
Toxicológicas, Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto. Portugal, 2005.
Acesso em 10 de Maio de 2019. Disponível em:
http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0506/carbamazepina/index.html

ARAÚJO, S.; SILVA, R.; FREITAS, M. Carbamazepina: uma revisão literária. Revista
eletrônica de farmácia. N. 4, vol. 7, 2010.
CHU, S. Carbamazepine: prevention of alcohol withdrawal seizures. Revista
Neurology, Minneapolis – MN, n. 29, vol. 1, 1979.

MORENO, A.; Moreno, H.; RATZKE, R. Diagnóstico, tratamento e prevenção da mania


e da hipomania no transtorno bipolar. Revista Brasileira de Psiquiatria Clínica, Rio de
Janeiro – RJ, n. 32, vol. 1, 2005.
ANEXO – A: TERMO DE LIVRE CONSENTIMENTO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ


PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE FARMÁCIA
 
Trabalho Relacionado a Disciplina de Farmacoepidemiologia do Curso de Farmácia da
Universidade Federal do Amapá – UNIFAP.
Pesquisador Responsável: Anderson Mendes, Francinaldo Braga e Willian Pereira.
Endereço: Rod. Juscelino Kubitscheck, CEP: 68903-419 – Macapá – AP

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

 O Sr. (a) está sendo convidado (a) como voluntário (a) a participar da pesquisa “PERFIL DOS
PACIENTES USUÁRIOS DA CARBAMAZEPINA NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE DE
MACAPÁ-AP”. Neste estudo pretendemos verificar o padrão de consumo do psicofármaco
Carbamazepina através do perfil sócio demográfico dos pacientes usuários da Rede Pública de
Macapá –AP.

O motivo que nos leva a estudar é a necessidade de ter um conhecimento acerca do perfil sócio
demográfico desses pacientes, para um melhor planejamento da assistência farmacêutica dentro
da rede pública de saúde

Para este estudo adotaremos os seguintes procedimentos: Aplicação de questionário e analise de


prontuários; Os participantes não correram nenhum risco de morte ou de danos a sua vida ou a
sua saúde, e como benefício este estudo proporcionara no futuro a melhora na cadeia de
atendimento farmacêutico hospitalar para os pacientes; os participantes não receberam nenhum
tipo de benefício financeiro, pois não terão nenhum ônus.

Para participar deste estudo você não terá nenhum custo, nem receberá qualquer vantagem
financeira. Você será esclarecido (a) sobre o estudo em qualquer aspecto que desejar e estará
livre para participar ou recusar-se a participar. Poderá retirar seu consentimento ou interromper a
participação a qualquer momento. A sua participação é voluntária e a recusa em participar não
acarretará qualquer penalidade ou modificação na forma em que é atendido pelo pesquisador.
O pesquisador irá tratar a sua identidade com padrões profissionais de sigilo.

Os resultados da pesquisa estarão à sua disposição quando finalizada. Seu nome ou o material
que indique sua participação não será liberado sem a sua permissão.

O (A) Sr (a) não será identificado em nenhuma publicação que possa resultar deste estudo.

Este termo de consentimento encontra-se impresso em duas vias, sendo que uma cópia será
arquivada pelo pesquisador responsável, no Comitê de Ética em Pesquisa – CEP, da Universidade
Federal do Amapá e a outra será fornecida a você.

Caso haja danos decorrentes dos riscos previstos, o pesquisador assumirá a responsabilidade
pelos mesmos.

Eu, ____________________________________________, portador do documento de Identidade


____________________ fui informado (a) dos objetivos do estudo “PERFIL DOS PACIENTES
USUÁRIOS DA CARBAMAZEPINA NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE DE MACAPÁ-AP”,
de maneira clara e detalhada e esclareci minhas dúvidas. Sei que a qualquer momento poderei
solicitar novas informações e modificar minha decisão de participar se assim o desejar.

Declaro que concordo em participar desse estudo. Recebi uma cópia deste termo de
consentimento livre e esclarecido e me foi dada à oportunidade de ler e esclarecer as minhas
dúvidas.

Macapá, ___de _____________________de 20__.

Nome Assinatura participante Data

Nome Assinatura pesquisador Data 

Nome Assinatura testemunha Data


Em caso de dúvidas com respeito aos aspectos éticos deste estudo, você poderá consultar o
Comitê de Ética em Pesquisa – CEP/UNIFAP
Rod. Juscelino Kubitscheck, CEP: 68903-419 – Macapá – AP
ANEXO – B: QUESTIONARIO SOCIO DEMOGRAFICO SOBRE O USO DA
CARBAMAZEPINA

QUESTIONARIO SOCIO DEMOGRAFICO SOBRE O USO DA CARBAMAZEPINA


1 – Nome do paciente/responsável legal:
2 – Idade do paciente: Sexo: F ( ) M( )
3 – Endereço:
4 – Renda familiar: 01salário mínimo ( ); 02 a 03 salários mínimos ( ); mais de 03 salários
mínimos ( ).
5 – Nível de escolaridade: Alfabetizado ( ); não alfabetizado ( ); nível fundamental completo
( ); nível fundamental incompleto ( ); nível médio completo ( ); nível médio incompleto ( );
nível superior completo ( ); nível superior incompleto ( ).
6 – Nome do médico que fez a prescrição do medicamento?
7 – Qual o motivo da prescrição (diagnostico)?
8 – Qual a dosagem que faz uso (quantas miligramas foram prescrita)?
9 – Qual a posologia indicada na prescrição do tratamento (quantas vezes ao dia faz uso do
medicamento)?
10 – Faz uso de bebida alcoólica? Sim ( ) não ( )
11 – Faz uso de outros tratamentos alternativos? Sim ( ) não ( )
12 – Há quanto tempo faz uso da carbamazepina?
13 – Considera que houve melhora no quadro clinico com o uso da carbamazepina? (Sentiu que o
medicamento teve efeito nos sintomas que apresentava devido a doença diagnosticada pelo
médico)?
14 – Considera que houve piora no quadro clinico com o uso da carbamazepina? (Sentiu que o
medicamento não teve o efeito esperado)?
15 – O paciente apresenta outra patologia (doença) além da qual faz o uso da carbamazepina para
o tratamento, se sim qual (s)?
16 – Faz uso de outro medicamento de uso continuo em decorrência da outra patologia relatada
na pergunta anterior?
17 – Quando faz a retirada do medicamento na farmácia do hospital, teve algum contato com o
farmacêutico? Nunca ( ); uma vez ( ); mais de uma vez ( ).
18 – Acha que seria importante esse contato com o farmacêutico para tirar dúvidas sobre o
medicamento?
19 – Tem alguma dúvida em relação ao medicamento?
20 – Relatou ao médico ter dúvidas em relação ao medicamento?
21 – Em caso de resposta sim na pergunta anterior (pergunta acima) sentiu que a dúvida foi
esclarecida pelo médico?
22 – Interrompeu alguma vez o tratamento por conta própria?
23 – Alguma vez não conseguiu obter o medicamento na farmácia do hospital?

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