Você está na página 1de 100

Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas

Assunto:
Direito Penal e
Processual Penal Militar
Sumário
I. Introdução
Planejamento da Instrução (9 Tempos)

II. Desenvolvimento
a. Organização do Poder Judiciário Brasileiro
b. Código Penal Militar
c. Código de Processo Penal Militar
d. Crimes Militares
- Artigo 9º e 10 do CPM

III. Conclusão
Revisão
Sumário
I. Introdução
Planejamento da Instrução (9 Tempos)

II. Desenvolvimento
a. Organização do Poder Judiciário Brasileiro
b. Código Penal Militar
c. Código de Processo Penal Militar
d. Crimes Militares
- Artigo 9º e 10 do CPM

III. Conclusão
Revisão
Planejamento da Instrução
Introdução ao Direito Militar
3 TEMPOS
(JMU / Crimes Militares)

2 TEMPOS IPM

2 TEMPOS APFD

Deserção/Insubmissão
2 TEMPOS Esclarecimento de
dúvidas/revisão

Total: 9 TEMPOS
Objetivos Específicos da Unidade
1º) Conhecer a organização da Justiça Militar da União e
distinguir os crimes de competência da Justiça Militar dos
crimes de competência da Justiça Comum;

2º) Aplicar os conhecimentos de legislação penal e processual


penal militar concernentes à função de Escrivão de um IPM;

3º) Explicar os procedimentos que a legislação prescreve para


uma situação de Prisão em Flagrante; e

4º) Demonstrar os preceitos da legislação penal e processual


penal militar concernentes aos crimes de Deserção e de
Insubmissão.
Objetivo

1º) Conhecer a organização da Justiça


Militar da União e distinguir os crimes de
competência da Justiça Militar dos crimes de
competência da Justiça Comum.
INTRODUÇÃO AO DIREITO
PENAL E PROCESSUAL
PENAL MILITAR
Sumário
I. Introdução
Planejamento da instrução (9 Tempos)

II. Desenvolvimento
a. Organização do Poder Judiciário Brasileiro
b. Código Penal Militar
c. Código de Processo Penal Militar
d. Crimes Militares
- Artigo 9º e 10 do CPM

III. Conclusão
Revisão
Organograma do Poder Judiciário

DA UNIÃO.
(JMU)
DIFERENÇAS ENTRE A JUSTIÇA COMUM E
JUSTIÇA MILITAR
JUSTIÇA COMUM
Traz as regras da sociedade, se preocupa com os bens
jurídicos típicos da sociedade civil, encontrado no Código
Penal (CP) e também em Leis Extravagantes.

JUSTIÇA MILITAR
Traz as regras da caserna, se preocupa com bens jurídicos
típicos da vida militar, que são: Hierarquia, Disciplina,
Dever, Autoridade e o Serviço Militar, está previsto no
Código Penal Militar (CPM) e segundo a nova lei 13.491 de
13 OUT 17, agora há situações em que ela também se
utilizará da legislação penal comum (Como veremos mais
adiante, quando estudarmos o Art. 9º do CPM).
Instituições Militares

Art. 142 CF Art. 42 CF


MILITARES MILITARES DOS ESTADOS /
DF / TERRITÓRIOS
Divisão da Justiça Militar
O Objetivo é
conhecer
JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO

JUSTIÇA MILITAR DOS ESTADOS

(1 único CPM)

Polícia Militar Corpo de Bombeiros Militar


Competência da Justiça Militar da União

Art. 124. CF - à Justiça Militar


compete processar e julgar os
crimes militares definidos em lei.

A Lei nº 8.457, de 04/09/92, organiza a Justiça


Militar da União e regula o funcionamento de
seus serviços auxiliares.
Competência da Justiça Militar dos Estados

Art. 125. CF § 4º - Compete à Justiça


Militar estadual processar e julgar os
militares dos Estados, nos crimes
militares definidos em lei ...

De acordo com a CF a Justiça Militar Estadual possui


restrição de julgamento, o que não é o caso da JMU.

§ 3º do Art. 125 da CF – “A lei estadual poderá criar, mediante proposta do


Tribunal de Justiça, a Justiça Militar Estadual.... em que o efetivo militar seja
superior a 20 mil integrantes.”

(Atualmente apenas os estados de MG, SP e RS possuem Justiça Militar Estadual)


TEMA UM POUCO COMPLEXO !

Crimes envolvendo militares e militares


estaduais entre si. Qual a Justiça
competente?

Amparo mais polêmico dentro desta situação:

Art. 9º CPM – Consideram-se crimes militares em tempo de paz:

Inciso II, alínea a:


“Quando praticados por MILITAR da ativa contra MILITAR na
mesma situação.”

Entendimento da JMU: Crimes de militares X militares


estaduais não se encaixam neste amparo.
Constituição Federal
A redação original do artigo 42,
caput, da CF/88 estabelecia que:

“São servidores militares Federais os


integrantes das Forças Armadas e EC nº 18, de 05 Fev 98 :
servidores militares dos Estados,
Territórios e Distrito Federal os Alteração de termos do Art 42 CF:
integrantes de suas polícias militares e “Os membros das Policias Militares e
de seus corpos de bombeiros militares” Corpos de Bombeiros Militares, instituições
organizadas com base na hierarquia e
disciplina, são militares dos Estados, do
Distrito Federal e dos Territórios.”

Acrescentou-se o § 3º ao art. 142 da


Constituição:

§ 3º Os membros das Forças Armadas são


denominados militares.
DESTA FORMA CONVENCIONOU-SE QUE O TERMO:

MILITARES MILITARES DOS ESTADOS

Então após a EC/1998, o Art. 22 do CPM encaixou-se melhor como


amparo, para este entendimento por parte da JMU, o qual diz assim:

Art. 22 CPM - É considerado MILITAR, para efeito da aplicação deste Código,


qualquer pessoa que, em tempo de paz ou de guerra, seja incorporada às Forças
Armadas, para nelas servir em posto, graduação, ou sujeição à disciplina
militar.
Temos então, agora, em uma linha que foi sedimentada no Superior Tribunal
Militar, que o Policial Militar somente é considerado militar, para efeitos penais
intra-corpore, ou seja, dentro de sua corporação, com relação a seus colegas
milicianos e ao patrimônio ou à ordem administrativa da Polícia Militar.
Logo, a conduta que possui em seus pólos militares das Forças Armadas e
policiais militares estaduais, cometendo crimes uns contra os outros, não será
crime militar pela submissão ao inciso II, alínea a, do art 9º do CPM.
(“MILITAR da ativa X MILITAR da ativa”).
Respostas
Simples Complexo
mas errado mas correto

Em resumo..

Temos que os militares estaduais são considerados pela Justiça


Militar da União, como se civis fossem, no que se refere a
processamento e julgamento de crimes pela própria JMU.
PERGUNTA

UM CIVIL PODE COMETER CRIME MILITAR ?


RESPOSTA
SIM, O CIVIL PODE COMETER CRIME MILITAR.

PORÉM...
SÓ SERÁ JULGADO PELA JUSTIÇA MILITAR QUANDO COMETER CRIMES
CONTRA AS INSTITUIÇÕES MILITARES FEDERAIS. (JMU – Art 124 da CF).

CASO O CRIME SEJA CONTRA UMA INSTITUIÇÃO MILITAR ESTADUAL,


ESTE INDIVÍDUO SERÁ JULGADO PELA JUSTIÇA COMUM (Súmula 53/STJ).
ISSO SE DEVE A RESTRIÇÃO QUE A CONSTITUIÇÃO FEDERAL APLICOU
SOBRE A JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL NO SEU ARTIGO 125, DE PROCESSAR E
JULGAR APENAS OS MILITARES DOS ESTADOS.
Justiça Militar da União
(LEI Nº 8.457, DE 4 DE SETEMBRO DE 1992)

A Justiça Militar Federal (União) se organiza de acordo


com a Lei Nº. 8.457/1992, sendo composta, no primeiro
grau, por 40 juízes distribuídos por 12 Circunscrições
Judiciárias Militares (CJM), que por sua vez abrigam uma
ou mais Auditorias Militares, são os órgãos de Primeira
Instância. O segundo grau de jurisdição é exercido pelo
Superior Tribunal Militar, com sede em Brasília, e
composto por 15 ministros vitalícios, cuja organização está
definida no Artigo 123 da Constituição Federal, é o órgão da
Segunda Instância.
DA UNIÃO.
(JMU)
Justiça Militar da União

As auditorias abrigam ainda os Conselhos de Justiça:

●O Conselho Especial de Justiça é competente para processar


e julgar oficiais, exceto os oficiais generais, que são
processados diretamente no Superior Tribunal Militar.

● O Conselho Permanente de Justiça é competente para


processar e julgar acusados que não sejam oficiais, (praças),
incluindo os civis.
JMU

VÍDEO
Sumário
I. Introdução
Planejamento da instrução (9 Tempos)

II. Desenvolvimento
a. Organização do Poder Judiciário Brasileiro
b. Código Penal Militar
c. Código de Processo Penal Militar
d. Crimes Militares
- Artigo 9º e 10 do CPM

III. Conclusão
Revisão
Decreto Lei nº 1001, de
21 de outubro de 1969. É CRIME MILITAR
OU NÃO ?

O CPM IRÁ DIZER.

(“É onde constam todas as regras que definem os crimes como sendo crimes militares.”)
CPM - Parte Geral
CPM - Parte Especial
CPM - Parte Especial
I. Introdução
Planejamento da instrução (9 Tempos)

II. Desenvolvimento
a. Organização do Poder Judiciário Brasileiro
b. Código Penal Militar
c. Código de Processo Penal Militar
d. Crimes Militares
- Artigo 9º e 10 do CPM

III. Conclusão
Revisão
FOI CONFIGURADO
CRIME MILITAR.

AGORA DEVERÁ
EXISTIR UM PROCESSO
Decreto Lei nº 1002, de DE INVESTIGAÇÃO E
JULGAMENTO DO
21 de outubro de 1969. CRIME.

O CPPM IRÁ ORIENTAR


ESSE PROCESSO.

(“ É onde constam as regras de processamento dos crimes militares.”)


CPPM
CPPM
CPPM
CPPM
CPPM
Sumário
I. Introdução
Planejamento da instrução (9 Tempos)

II. Desenvolvimento
a. Organização do Poder Judiciário Brasileiro
b. Código Penal Militar
c. Código de Processo Penal Militar
d. Crimes Militares
- Artigo 9º e 10 do CPM

III. Conclusão
Revisão
Crime Militar

“ É toda a violação acentuada ao dever militar e


aos valores das instituições militares ”
Tipos de Conduta

Ativa Omissiva
Crimes Militares
PRÓPRIOS: São aqueles que só estão previstos no Código
Penal Militar e que só poderão ser praticados por militar.

IMPRÓPRIOS: Está previsto tanto no Código Penal


Militar como na legislação penal comum, e o civil também
pode cometer.
Crimes Militares Próprios
“É aquele que só está previsto no Código Penal Militar e que
só poderá ser praticado por militar.”

Exemplo:
Dormir em Serviço
Crimes Militares Impróprios
“Está previsto, no Código Penal Militar como também na
legislação penal comum, ainda que de forma diversa (roubo,
homicídio, estelionato, estupro, etc.) e via de regra, poderá
ser cometido por civil.”
Exclusão de Crime

Não há crime quando o agente pratica o


fato:

em estado de necessidade;
em legítima defesa;
em estrito cumprimento do dever legal; e
em exercício regular de direito.

Art. 42 CPM
Estado de Necessidade
Estado de
Necessidade

Atender Simultaneamente:

- Existência de perigo atual e inevitável.


- Inevitabilidade do perigo por outro
meio.
- Não provocação voluntária do perigo.
- Direito próprio ou alheio.
- Finalidade de salvar o bem do perigo.
- Ausência de dever legal de enfrentar o
perigo.
Art. 43, CPM
Legítima Defesa

Atender Simultaneamente:

- Agressão injusta.
- Atual ou iminente.
- Direito próprio ou alheio.
- Meios necessários usados
moderadamente (proporcionalidade)
Art. 44, CPM
Estrito Cumprimento do Dever Legal

Atender Simultaneamente:

- Somente os atos rigorosamente


necessários.
- Dever decorre da lei e não obrigações
de natureza social, moral e religiosa.
Exercício Regular de Direito

Exemplos:
1) O pugilista que desfere golpes no adversário em uma luta de boxe não poderá
ser processado por Lesão corporal, pois exerce um direito legal de praticar o
esporte. 2) O médico cirurgião que, ao realizar um procedimento, precisa realizar
uma dierese (divisão dos tecidos que possibilita o acesso à região a ser operada),
também não pode ser processado por lesão corporal, pois é um ato legítimo e
necessário, portanto, legal.
Sumário
I. Introdução
Planejamento da instrução (9 Tempos)

II. Desenvolvimento
a. Organização do Poder Judiciário Brasileiro
b. Código Penal Militar
c. Código de Processo Penal Militar
d. Crimes Militares
- Artigo 9º e 10 do CPM

III. Conclusão
Revisão
Lembrando...
Objetivo

1º) Conhecer a organização da Justiça


Militar da União e distinguir os crimes de
competência da Justiça Militar dos crimes de
competência da Justiça Comum;
IMPORTANTE
Os Crimes Militares são
divididos em Crimes
Militares em Tempo de Paz
e Crimes Militares em
Tempo de Guerra:

Art. 9º CPM – Crimes


Militares em Tempo de
Paz.

Art. 10 CPM – Crimes


Militares em Tempo de
Guerra.
EM 13 DE OUTUBRO DE 2017 HOUVE UMA

ATUALIZAÇÃO DO ART. 9º DO CPM.

É A LEI 13.491, DE 13 DE OUTUBRO DE 2017.


Continua...
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.

CÓDIGO PENAL

Parte especial, Título I, Capítulo I – Dos Crimes contra a Vida

Obs 1: O foco da lei 13.491, de 13 Out 17 é o homicídio.


Obs 2: Lesão corporal não é um crime contra a vida. (Capítulo II).
CRIMES MILITARES

ARTIGO 9º DO CPM
(ATUALIZADO)
Art. 9º – Crimes Militares em Tempo de Paz

Consideram-se crimes militares em tempo de paz:

I - os crimes de que trata este Código, quando definidos


de modo diverso na lei penal comum, ou nela não
previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição
especial;
Art. 9º – Crimes Militares em Tempo de Paz

II - os crimes previstos neste Código, embora também o


sejam com igual definição na lei penal comum, quando
Lei 13.491 praticados:

II – os crimes previstos neste Código e os previstos na


legislação penal, quando praticados:

a) por militar em situação de atividade ou assemelhado,


contra militar na mesma situação ou assemelhado;

b) por militar em situação de atividade ou assemelhado,


em lugar sujeito à administração militar, contra militar
da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
Art. 9º – Crimes Militares em Tempo de Paz

c) por militar em serviço ou atuando em razão da


função, em comissão de natureza militar, ou em
formatura, ainda que fora do lugar sujeito à
administração militar contra militar da reserva, ou
reformado, ou civil;

d) por militar durante o período de manobras ou


exercício, contra militar da reserva, ou reformado,
ou assemelhado, ou civil;

e) por militar em situação de atividade ou


assemelhado, contra o patrimônio sob a
administração militar, ou a ordem administrativa
militar;
OBSERVAÇÕES:

1) “Militar em situação de atividade” é equivalente a “militar da


ativa”. (De acordo com o Art. 6º do Estatuto dos Militares).

2) “Assemelhado” era o antigo servidor civil que também estava


sujeito aos regulamentos militares. (Art. 21 do CPM).
(Este indivíduo já não existe mais nos dias atuais).
Art. 9º – Crimes Militares em Tempo de Paz
III - os crimes praticados por militar da reserva, ou
reformado, ou por civil, contra as instituições militares,
considerando-se como tais não só os compreendidos no
inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos:

a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou


contra a ordem administrativa militar;

b) em lugar sujeito à administração militar contra


militar em situação de atividade ou assemelhado, ou
contra funcionário de Ministério militar ou da Justiça
Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo;

c) contra militar em formatura, ou durante o período de


prontidão, vigilância, observação, exploração,
exercício, acampamento, acantonamento ou manobras;
Art. 9º – Crimes Militares em Tempo de Paz

d) ainda que fora do lugar sujeito à administração


militar, contra militar em função de natureza militar, ou
no desempenho de serviço de vigilância, garantia e
preservação da ordem pública, administrativa ou
judiciária, quando legalmente requisitado para aquele
fim, ou em obediência a determinação legal superior.
Parágrafo único.
Os crimes de que trata este artigo quando dolosos contra a
vida e cometidos contra civil serão da competência da justiça
comum, salvo quando praticados no contexto de ação militar
Lei 13.491 realizada na forma do art. 303 da Lei nº 7.565, de 19 de
dezembro de 1986 - Código Brasileiro de Aeronáutica.” (NR)

§ 1º Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e


cometidos por militares contra civil, serão da competência do Tribunal
do Júri.

Continua...
§ 2º Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos
por militares das Forças Armadas contra civil, serão da competência da Justiça
Militar da União, se praticados no contexto:

I – do cumprimento de atribuições que lhes forem estabelecidas pelo Presidente da


República ou pelo Ministro de Estado da Defesa;

II – de ação que envolva a segurança de instituição militar ou de missão militar,


mesmo que não beligerante; ou

III – de atividade de natureza militar, de operação de paz, de garantia da lei e da


ordem ou de atribuição subsidiária, realizadas em conformidade com o disposto no
art. 142 da Constituição Federal e na forma dos seguintes diplomas legais:

a) Lei no 7.565, de 19 de dezembro de 1986 - Código Brasileiro de Aeronáutica;


b) Lei Complementar no 97, de 9 de junho de 1999;
c) Decreto-Lei no 1.002, de 21 de outubro de 1969 - Código de Processo Penal
Militar; e
d) Lei no 4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral. ” (NR)
Art. 2o (VETADO).
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 10 – Crimes Militares em Tempo de Guerra

I - os especialmente previstos neste Código para o tempo de guerra;


II - os crimes militares previstos para o tempo de paz;
III – Os crimes previstos neste código, embora também o sejam com
igual definição na lei penal comum ou especial, quando praticados,
qualquer que seja o agente:
a) em território nacional, ou estrangeiro, militarmente ocupado;
b) em qualquer lugar, se comprometem ou podem comprometer a
preparação, a eficiência ou as operações militares ou, de qualquer
outra forma, atentam contra a segurança externa do País ou podem
expô-la a perigo;
IV - os crimes definidos na lei penal comum ou especial, embora não
previstos neste Código, quando praticados em zona de efetivas
operações militares ou em território estrangeiro, militarmente
ocupado.       
PORTANTO...

Quando um crime será considerado crime militar ?


CRIME MILITAR

Quando atender a qualquer uma das


características do:

Art. 9º do CPM, em tempo de paz;

ou do

Art. 10 do CPM, em tempo de guerra.


Sumário
I. Introdução
Planejamento da instrução (9 Tempos)

II. Desenvolvimento
a. Organização do Poder Judiciário Brasileiro
b. Código Penal Militar
c. Código de Processo Penal Militar
d. Crimes Militares
- Artigo 9º e 10 do CPM

III. Conclusão
Revisão
REVISANDO...
REVISANDO...
(Art. 9º CPM)

Inciso I Inciso II Inciso III

Militar Atv x Militar Atv


X Patrimônio e Ordem Adm
Militar Atv + lugar x MRR/A/C X Militar/A/F (lugar Adm)
Militar + Sv/função x MRR/C X Militar Formatura... fora
Militar + Manobra x MRR/A/C X Militar em função... fora
Militar Atv x Patr - Adm
Art. 9º – Crimes Militares em Tempo de Paz

I - os crimes de que trata este Código, quando definidos


de modo diverso na lei penal comum, ou nela não
previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição
especial;
II – os crimes previstos neste Código e os previstos na
legislação penal, quando praticados:

a) por militar em situação de atividade contra militar


na mesma situação;

X
b) por militar em situação de atividade, em lugar
sujeito à administração militar, contra militar da
reserva, ou reformado ou civil;

+ X
c) por militar em serviço ou atuando em razão da
função, em comissão de natureza militar, ou em
formatura, ainda que fora do lugar sujeito à
administração militar contra militar da reserva, ou
reformado, ou civil;

X
d) por militar durante o período de manobras ou
exercício, contra militar da reserva, ou reformado
ou civil

X
e) por militar em situação de atividade, contra o
patrimônio sob a administração militar, ou a
ordem administrativa militar;

X
III - os crimes praticados por militar da reserva, ou
reformado, ou por civil, contra as instituições militares,
considerando-se como tais não só os compreendidos no
inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos:

a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou


contra a ordem administrativa militar;

X
b) em lugar sujeito à administração militar contra
militar em situação de atividade, ou contra funcionário
de Ministério militar ou da Justiça Militar, no
exercício de função inerente ao seu cargo;

+ X
c) contra militar em formatura, ou durante o período
de prontidão, vigilância, observação, exploração,
exercício, acampamento, acantonamento ou
manobras;

X
d) ainda que fora do lugar sujeito à administração
militar, contra militar em função de natureza militar,
ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e
preservação da ordem pública, administrativa ou
judiciária, quando legalmente requisitado para aquele
fim, ou em obediência a determinação legal superior.

X
CRIMES DOLOSOS CONTRA VIDA DE CIVIL
PRATICADOS POR MILITARES

§ 1º e 2º do Art. 9º CPM - (Lei 13.491, de 13 OUT 17)

§ 1º Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e


cometidos por militares contra civil, serão da competência do Tribunal
do Júri.

Continua...
§ 2º Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos por
militares das Forças Armadas contra civil, serão da competência da Justiça Militar
da União, se praticados no contexto:

I – do cumprimento de atribuições que lhes forem estabelecidas pelo Presidente da


República ou pelo Ministro de Estado da Defesa;

II – de ação que envolva a segurança de instituição militar ou de missão militar,


mesmo que não beligerante; ou

III – de atividade de natureza militar, de operação de paz, de garantia da lei e da


ordem ou de atribuição subsidiária, realizadas em conformidade com o disposto no
art. 142 da Constituição Federal e na forma dos seguintes diplomas legais:

a) Lei no 7.565, de 19 de dezembro de 1986 - Código Brasileiro de Aeronáutica;


b) Lei Complementar no 97, de 9 de junho de 1999;
c) Decreto-Lei no 1.002, de 21 de outubro de 1969 - Código de Processo Penal
Militar; e
d) Lei no 4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral. ” (NR)
Art. 2o (VETADO).
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
CRIMES DOLOSOS CONTRA VIDA DE CIVIL PRATICADOS
POR MILITARES
§ 1º e 2º do Art. 9º CPM - (Lei 13.491, de 13 OUT 17)

X
VEJAMOS AGORA

ALGUNS EXEMPLOS DE CRIMES MILITARES


ENTRE OUTROS ...
Exercícios
OBRIGADO

Você também pode gostar