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ADVANCE NS

MANUAL DO USUÁRIO
Esterilizador a Vapor

VERSÃO AGOSTO 2002

! B-100-2

MODELO:
NUM. SÉRIE:
DATA FABRICAÇÃO:
Nº DE REGISTRO NO M.S.:

Responsável Técnico
SERGIO YUKIO KOSEKI
Engenheiro mecânico
CREA-SP: 0601577094
Carteira: 157709/D
Inicio de Resp. Técnica: 31/01/1994

Divisão de Esterilização e Controle de Infecção

FABRICANTE E DISTRIBUIDOR: BAUMER S.A.


Av. Pref. Antonio Tavares Leite nº 181, CEP 13803-330 Mogi-Mirim, SP - Brasil, Cx. Postal 168
Tel./Fax: 19 3805.7699 E-mail:baumer@baumer.com.br.
BAUMER S.A. - CNPJ: 61.374.161/0001-30
B-1-1_AdvanceNS_MU0208P
De acordo com a política de contínuo desenvolvimento de seus produtos, a Baumer S.A. reserva-se o direito de
efetuar, sem notificação prévia, modificações no equipamento que este documento descreve, bem como nas informa-
ções aqui contidas.

A Baumer S.A. não aceita responsabilidade por eventuais perdas ou prejuízos decorrentes de erros ou omissões
deste documento. As especificações apresentadas neste documento não podem ser entendidas como um contrato.

Este manual é dirigido para uso de operadores e técnicos; eles deverão lê-lo atentamente antes da instalação, uso
ou serviço de manutenção na máquina.
Este manual deve ser mantido junto com a máquina e consultado antes da operação; em caso de perda ou dano, por
favor solicite uma nova cópia a empresa.
A Baumer S.A. não se responsabiliza pelas consequências ou negligências não reportadas neste manual.
O fabricante reserva o direito de modificar o conteúdo deste manual ou das características de suas máquinas.
As figuras deste manual podem representar detalhes ou particularidades diferentes em relação aos coponentes
instalados nas máquinas.
Desenhos e dados técnicos estão sujeitos a variações sem notificações prévias ao cliente.
Você irá encontrar o diagrama elétrico de conexão da máquina anexado ao final deste manual.

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, armazenada em sistema de
recuperação de informações, nem transmitida sob nenhuma forma ou por nenhum meio, seja eletrônico, mecânico,
por fotocópia, gravação ou de outro modo, sem a autorização prévia expressa da Baumer S.A.. As informação
contidas neste destinam-se somente para o uso com este produto. A Baumer não assume nenhuma responsabilida-
de pelo uso destas informações se aplicadas a outras Autoclaves.
Índice A
Seção Tópico Pág

B .............. Introdução .............................................. 4


C .............. Garantia .................................................. 4
D .............. Apresentação ......................................... 5
E .............. Preparo e Carga ..................................... 8
F ............... Ciclo de Esterilização ............................. 12
G .............. Operação ................................................ 15
H .............. Programação .......................................... 18
I ................ Manutenção Preventiva .......................... 19
J ............... Alarmes .................................................. 22
K .............. Solucionando Problemas ....................... 23
L ............... Peças e Reposição ................................ 25
M .............. Instalação ............................................... 27
N .............. Transporte/Armazenamento ................... 32
O .............. Precauções e Advertências ................... 32
A1 ............ Anexo - Esquema Hidráulico .................. 33
A2 ............ Anexo - Palnta de Assentamento ........... 34
A3 ............ Anexo - Esquema Elétrico ..................... 35
P .............. Procedimentos de Estocagem .............. 41
Q .............. Suporte Técnico Autorizado ................... 41

3
B Introdução

Introdução Você acaba de receber seu esterilizador à vapor fabricado pela Baumer e projetado
para atender todas as suas necessidades.
Neste manual voce encontrara todas as recomendações necessárias para instalar,
operar e executar a manutenção preventiva de seu esterilizador. Recomendamos a
leitura atenta destas instruções.
No caso de sua empresa não possuir pessoal especializado para desembalar e instalar
este equipamento, a BAUMER, através de sua rede de Agentes e filiais, ou de sua
Divisão de Serviços poderá oferecer a assistência técnica necessária, com suporte
técnico suficiente para orientar ou executar estas tarefas. Todas as filiais e Agentes
BAUMER possuem vários planos para Acôrdos de Manutenção Preventiva (CMP), com
os quais Voce terá, além da vida útil de sua autoclave prolongada, maior tranquilidade
e a certeza de um perfeito funcionamento à baixo custo.
A BAUMER se coloca à disposição de seus clientes para maiores esclarecimentos e
espera que Voce possa desfrutar do uso de sua autoclave por muitos anos.

CONSULTE-NOS

C Garantia
A Baumer certifica que esta autoclave deixou a fábrica livre de defeitos de materiais e
mão de obra, e garante seus componentes e montagem contra falhas ou vícios pelo
período de 12 (doze) meses após a data de embarque. Nossa responsabilidade está
limitada a:
" Inspeção inicial a ser realizada por nos- regulagem, calibração, substituição de
Garantia sa Divisão de Serviços ou Agente partes ou peças, etc. Utilize sempre a
Credenciado, para verificação da instala- nossa Divisão de Serviço ou nosso Agen-
ção, teste e demonstração de funciona- te autorizado.
mento (Despesas de viagem e estadia " Esta garantia não se aplica a materiais
correm por conta do cliente). de desgaste normal, como também
" Reparo ou substituição de partes ou pe- àqueles que tenham sido submetidos à
ças, que após inspeção em nossas ins- mau uso, negligência, acidentes de qual-
talações, se apresentem defeituosas quer natureza, instalação ou uso inade-
dentro do período acima (material posto quado.
em nossa fábrica). " A extinção da garantia também se dará
" Esta garantia está automaticamente ex- quando o equipamento for instalado por
tinta ao final do prazo estipulado, ou a pessoal não habilitado, ou se os supri-
qualquer momento que se constate a mentos não estiverem rigorosamente de
intervençào de pessoal não autorizado na acordo com o especificado pelo fabrican-
realização de qualquer serviço de reparo, te .

Atenção No período de garantia, a mão de obra para os serviços acima, bem como o
reparo ou substituição de partes ou peças é gratuita, porém serão debitadas ao
cliente despesas de viagem e estadia do técnico, bem como fretes, embala-
gens e seguros. Consulte o certificado que acompanha o produto.
4
Apresentação D
Autoclave para esterilização de material poroso empacotado, instrumentos e utensílios Especificação
empacotados ou não, vidros, luvas, seringas, borrachas. Remoção de ar por vácuo
pulsante, destinada à hospitais e clínicas.
O desenho, os materiais e a construção dos equipamentos obedecem, nos itens que
constam desta folha de conformidade, às especificações das seguintes entidades:
AISI para aço inoxidável soldado.
ABNT- EB 2115
ASME - para vasos de pressão,
seção 8, divisão 1
A pedido do cliente e às suas
expensas, uma organização
credenciada poderá fornecer ates-
tado de conformidade e/ou valida-
ção.
Câmara construída em dupla pa-
rede. Toda tubulação existente sob Construção
a proteção do revestimento é em
aço inoxidável. A tubulação crítica
fora do revestimento da câmara é
em aço inoxidável ou cobre.
Câmara interna em aço inoxidável
AISI 316L com acabamemento
polido espelhado e câmara externa
em aço inoxidável AISI 316L. A
câmara é testada com pressão
hidrostática igual a 1,5 vezes a
pressão de projeto.
Externamente uma camada de
fibra cerâmica, revestida com
chapa de aço galvanizado, diminui
a condensação de vapor e irradia-
ção de calor.
O conjunto da câmara é montado
em uma estrutura com proteção
anti-corrosiva com pés reguláveis
que permitem o nivelamento do sis-
tema. Frente e laterais em aço ino-
xidável.
O equipamento é fornecido com uma porta, a qual é construída internamente em aço Portas
inoxidável AISI-316L e externamente em aço inoxidável AISI-304, e possui isolamento
interno por manta de lã de rocha. O sistema de fechamento é de elevação vertical, de
acionamento manual e bastante suave, auxiliada por sistema de contrapeso.
A face interna é retificada e paralela à canaleta perimetral da câmara, onde uma guar-
nição de silicone especial promove a vedação por pressão.

5
D Apresentação

Ciclos de esterili- A autoclave Advance possui 2 ciclos distintos de esterilização:


zação
• Ciclos para materiais termosensíveis, com temperatura fixada em 121° C. Tempo de
esterilização e secagem programáveis pelo usuário.

• Ciclo para material de densidade, instrumental e utensílios de aço inoxidável. Tempe-


ratura fixada em 134° C, tempo de esterilização e secagem programáveis pelo usuá-
rio.

Botão "START"

Painel

Comando
Manovacuômetro Manômetro Chave On/Off

Componentes Comando através de Controlador Microprocessado, que permite o acompanhamento


das fases do ciclo. A indicação de temperatura, e da secagem são feitas através de
mostrador de cristal líquido.
Manovacuômetro para acompanhamento dos nível de vácuo da câmara interna.
Manômetro para acompanhamento do nível de pressão da câmara externa.
Chave ON/OFF permite ligar a autoclave no painel e selecionar o ciclo.
Botão Start, quando acionado, permite o inicio do ciclo.

6
Apresentação D
Válvulas solenóides fazem o suprimento de vapor, exaustão e a entrada de ar da
câmara interna da autoclave.

Sistema eletrônico de controle da temperatura na câmara interna através de sensor Sensor de


à termorresistência de platina (PT-100) localizado junto ao dreno de descarga de vapor
da câmara interna. A temperatura da câmara interna é controlada pelo “software” do Temperatura
comando, através das informações de temperatura, medidas pelo sensor.

Trompa de Venturi para obtenção de pulsação inicial. Necessária ao condicionamento Trompa de Venturi
da carga a ser esterelizada,e para o vácuo final de secagem.

Gerador de vapor limpo embutido na câmara externa com abastecimento automáti-


co através de bomba centrífuga de água. O gerador é construído em aço inoxidável Gerador de Vapor
AISI-316L, e possui resistências blindadas em aço inoxidável AISI-316 com tratamento
superficial. O nível de água é controlado por um sistema de bóia para fechamento e
nível de segurança para indicação de falta de água. Construído conforme normas ASME-
vol VIII, divisão I, e ABNT EB-2115

A autoclave apresenta os seguintes sistemas de segurança:


• O ciclo só se inicia com pressão de vapor acima 1,4 kgf/cm², no gerador. Um nível de Segurança
pressão abaixo deste limite, não libera o ciclo para a fase de pré-vácuo.
• Possui válvula de segurança previamente calibrada em 3 bar e selada, dotada de
alavanca para verificação de funcionamento e limpeza.
• O ciclo não inicia com a porta aberta.
• Em caso de falta de energia, a porta é travada e é liberado o vapor da câmara interna.
• O comando para abertura da porta só é efetivado com uma pressão na câmara
menor que 0,2 kgf/cm2.
• Possui termostato de segurança na resistência.

7
E Preparo e Carga

Morte Térmica Todo ciclo de esterilização em autoclaves é dimensionado para conseguir a redução da
população de microorganismos à um nível de segurança tal, que a probabilidade de
Modelo permanência de um microorganismo capaz de se reproduzir, seja de 1 em 1.000.000,
conforme moderno conceito de esterilização.
A destruição de microrganismos pela ação do calor obe-
dece à um modelo logarítmico: mantida uma temperatu-
ra de exposição, em intervalos iguais de tempo, sobrevi-
vem 10% da população inicial (eliminação de 90% dos
microrganismos). O tempo em que ocorre esta redução
varia com o tipo de microrganismo e com a temperatura
principalmente, embora outros fatores como PH do meio,
pôr exemplo, também tenham alguma influência.
Em processos de produção industrial, estudos de labo-
ratório são efetuados para identificação dos microrganis-
mos que se mantém presentes no produto em sua fase
final de produção e em que concentração eles se apre-
sentam. Isto permite um maior ajuste nos parâmetros de
esterilização, evitando um tempo de exposição, ou uma
temperatura maior que o necessário.
"Bioburden" Em processos onde esta determinação inicial não é pos-
sível considera-se para definição do ciclo de esteriliza-
ção a existência de um “bioburdem” igual a 1.000.000,
para um microorganismo com valor “D” igual à 1 à 121°
C, e valor “Z” igual à 10° C., e os ciclos devem ser
dimensionados para conseguir a redução de 106 à 10-6,
desta população inicial, na temperatura escolhida.
O primeiro passo para um eficiente processo de esterili-
zação é portanto uma correta limpeza e desinfecção dos
materiais no caso de reprocessamento, ou a utilização
de praticas adequadas para produção. Quanto mais re-
duzido for o nível de contaminação dos materiais a se-
rem esterilizados mais seguro será o processo.
É muito importante que o material utilizado seja o mais
rapidamente possível submetido à um processo de lim-
peza e desinfecção com a utilização de técnicas, produ-
tos e equipamentos adequados.
A exposição teórica suficiente para conseguir a esterili-
zação de um determinado material, considera uma situ-
ação de exposição direta destes materiais (e dos
microorganismos) ao vapor, e condição absolutamente
homogênea de temperatura.
Embalagens Na prática o que se tem são materiais protegidos pôr embalagens, até para permitir o
seu manuseio e transporte após a esterilização. As características destas embala-
Pacotes gens, como: material utilizado, permeabilidade ao vapor, peso, dimensões, podem criar
maior ou menor facilidade à penetração do vapor e vão sempre agregar tempo àquela
exposição teórica.

8
Preparo e Carga E
Atualmente o uso de materiais desenvolvidos especificamente para uso em embala- Embalagens
gens para esterilização estão cada vez mais difundidos. Estes materiais têm a porosidade
controlada e permitem tanto a correta pene-
tração do vapor sob pressão (quando
submetidos à altas temperaturas e umida-
de), como se constituem em eficiente
barreira microbiológica em condições nor-
mais de temperatura e pressão.
As embalagens para esterilização em rolos
e em cartuchos STERIBAG, compostas por
filme termoplástico bilaminado de polyester
e polipropileno, com verso em papel grau
cirúrgico podem ser adquiridas junto ao seu Steribag
representante BAUMER. Estas embalagens
garantem aos materiais nelas embalados, quando submetidos a um adequado processo
de esterilização, e se corretamente armazenados e manipulados, a manutenção das
condições de esterilidade até o momento do uso. Possui, gravado em sua superfície,
indicadores de processo, que mudam de cor quando a embalagem é submetida a um
ciclo de esterilização a vapor ou a óxido de etileno
Em caso de utilização de tecido de algodão para confecção de pacotes é importante a Pacotes com
escolha da trama correta (normalmente campo duplo 100% algodão, 56 fios e 250 g por
m²). Os pacotes devem ter dimensões máximas de 50 x 30 x 20 cm com peso máximo tecido
de 5 kg.
Instrumentos metálicos (aço inoxidável)
devem ser corretamente limpos e secos
antes de embalados. As pinças e tesou-
ras devem estar abertas e destravadas
para permitir o contato do vapor com toda
a sua superfície. Estes instrumentos de-
vem ser esterilizados em caixas de aço
inoxidável com superfície perfurada para
facilitar a penetração do vapor e a saída
20 de condensado ( ideal 50% da superfície
com furos e furos de pequenas dimensões
). Os instrumentos devem estar protegi-
dos por tecido leve e corretamente distri-
50 buídos. A caixa fechada (tampo também
30
perfurado) deve ser embalada em cam-
pos apropriados nos sacos para embala-
gem “Steribag”.
Na carga das autoclaves os pacotes não devem ser colocados uns sobre os outros,
pois isto iria criar dificuldades à penetração do vapor e à retirada da umidade no final do
ciclo. Da mesma forma os pacotes não devem encostar nas laterais e no fundo da
câmara para evitar o contato direto com o condensado, e o aumento desnecessário da
sua umidade, com posterior dificuldade de secagem. Cargas que podem reter o
condensado, como bacias e tampos metálicos, devem ser colocados na posição verti-
cal, e na impossibilidade disto com a abertura voltada para baixo.

9
E Preparo e Carga E
Nunca sobrecarregue o esterilizador, pois isto influi negativamente na remoção do ar e
implicara na necessidade de um maior tempo de exposição.
A Baumer desenvolveu um sistema modular para movimentação e carga das autoclaves.
Este sistema baseia-se no conceito “Unidade de Esterilização”, definido por norma
ISO, como um volume em forma de paralelepípedo, com dimensões de 20 x 40 x 60
cm, igual à 48 litros. Esta
norma recomenda que as
dimensões internas da
câmara de uma autoclave,
sejam múltiplos das
dimensões definidas para
“Unidade de Esterilização”
(“UE”).
Todos os tamanhos de
Cestos Baumer câmara das autoclaves
BAUMER atendem a este
conceito.
Cestos Um cesto BAUMER auto empilhável possui dimensões e volumes próximos ao defini-
do para “UE”. Na realidade estas dimensões são um pouco menores que a definida na
norma, e a forma de colocação dos cestos na câmara prevê que apenas um cesto
ocupe o volume reservado a
cada “UE”. Este artifício
permite a correta ocupação
da câmara garantindo entre
os cestos e os pacotes neles
contidos, o espaço
necessário para a circulação
do vapor. Os cestos
possuem apoios que
permitem a sua sobrepo-
sição. Os racks fornecem
assento para a camada
inferior dos cestos e ordenam
o empilhamento dos mes-
mos. Estes sistemas
modular permite o planeja-
mento e preparação da carga
fora da autoclave, agilizando
o trabalho de carregamento
das câmaras e diminuindo o
tempo de espera entre os
Rack
ciclos (esse sistema é
fornecido somente nos
modelos acima de 100
litros).

10
Preparo e Carga E
Este sistema se completa com os suportes de solo e parede que fazem a acomoda-
ção dos cestos carregados com pacotes antes e depois da esterilização, diminuindo a
manipulação do material. O uso destes suportes em áreas com ventilação e umidade
controlada ajuda, a aumentar o tempo de validade das embalagens.
A utilização de pacotes menores, do material de embalagem adequado, de cargas
homogêneas e bem distribuídas com a ocupação correta e não excessiva da câmara,
vão permitir um melhor ajuste e segurança do
ciclo de esterilização trazendo maior velocidade
e uma grande economia no processo.
Evite sempre que possível a utilização de cargas Carga
mistas. Materiais diferentes, embalados e
acomodados na câmara de esterilização de
formas diversas, vão necessitar de exposições
diferenciadas. Quando isto não for possível,
coloque as embalagens com utensílios e
instrumentais na parte inferior da câmara, re-
servando as prateleiras ou cestos superiores
para os pacotes com material têxtil.
Os valores padrão da exposição, definidos pelos
fabricantes dos esterilizadores partem do
pressuposto que tanto os pacotes como a carga
das autoclaves estão de acordo com o
preconizado pelas boas técnicas de
esterilização. Os equipamentos são validados
em condições padrão de uso. No dia a dia estas
condições dependem das instalações,
suprimentos e das técnicas empregadas pelo
usuário no preparo dos pacotes da carga das
autoclaves, e os ciclos precisam ser reavaliados
pelo usuário.
A definição do processo de esterilização como
um todo, desde os procedimentos de lavagem
e desinfecção, passando pelo ajuste dos
parâmetros do ciclo de esterilização, até a
Suporte de cestos definição da validade das embalagens, é
competência do responsável técnico pelo
serviço. A monitoração e a validação do processo é a forma de garantir a qualidade
deste serviço. Consulte a BAUMER para um suporte à estes serviços.

11
F Ciclo de esterilização

Em um ciclo típico de esterilização, podemos destinguir 03 fases principais no processo:


Acondicionamento da carga; exposição e fase de secagem e resfriamento.

Pré-vácuo / Condicionamento
O contato direto do vapor saturado e o produto a ser esterilizado, com temperatura
mais baixa que a do vapor, provoca a condensação e a transferência do calor latente do
vapor para estes materiais. É a grande quantidade de energia liberada neste processo
de condensação de vapor que vai ser aproveitada para agilizar a destruição ou inativação
dos microorganismos.
A existência de ar na câmara e nos pacotes vai interferir neste processo criando bolhas
que dificultam o contato direto do vapor com os materiais. Além disso a mistura ar e

Pré-Vácuo /
Condicionamento

Gráfico ilustrativo.

vapor não é homogênea e sempre possui uma temperatura menor que a do vapor
saturado para a mesma pressão.
A principal função desta primeira fase do ciclo de esterilização é a eliminação , a mais
completa possível, do ar presente na câmara. Isto é conseguido através de injeções de
vapor e pulsos subsequentes de vácuo. Neste processo além da eliminação do ar se
consegue a umidificação e o aquecimento dos pacotes, o que vai facilitar o alcance
dos parâmetros definidos para a fase de esterilização.
Esta fase do ciclo na Autoclave Advance é parametrizada na fabricação sendo previs-
tos pulsos de vapor e vácuo controlados por tempo.

12
Ciclo de esterilização F
Exposição / Esterilização
É durante esta fase que ocorre a destruição ou inativação dos microorganismos. Para
que isto ocorra os materiais devem ser mantidos em contato com o vapor pelo tempo
e na temperatura definidos para o processo .
O tempo de exposição deve ser igual ao tempo teórico requerido para a temperatura de
ciclo escolhida, acrescido do tempo necessário para penetração do vapor e
homogeneização da temperatura no interior dos pacotes, e de um tempo de seguran-
ça.
A Autoclave Advance permite um correto controle desta fase do ciclo.
A contagem do tempo de esterilização só é iniciada quando for atingida a temperatura
definida para o ciclo. Para manutenção da temperatura, o comando faz a checagem
contínua das medições efetuadas por um sensor eletrônico de temperatura, tipo "PT-
100", localizado junto ao dreno da câmara, e controla a abertura e fechamento da
válvula de admissão de vapor.

Exposição /
Esterilização

Gráfico ilustrativo.

13
F Ciclo de esterilização
Secagem e Aeração
Na fase de secagem e resfriamento a temperatura e a umidade dos materiais expos-
tos no processo devem ser reduzidos a valores que permitam a sua retirada da câma-
ra e manipulação posterior sem riscos de recontaminação ou de danos ao operador.
A Autoclave Advance permite a programação do tempo de secagem. No final da fase
de secagem e resfriamento é aberta a válvula de admissão de ar na câmara. O ar é
admitido através de um filtro bacteriológio e hidrófobo com capacidade de retenção de
partículas maiores que 0,2 micras.

Secagem e
Aeração

Gráfico ilustrativo.

14
Operação G
O comando da Autoclave Advance é composto basicamente de um módulo cujo frontal
apresenta uma tela em cristal líquido, e 6 botões de comando.
O lay-out do comando é mostrado a seguir:

Comando

Display

Teclas Direcionais

ESC OK

ATENÇÃO: O comando da Advance NG, perde sua programação caso a autoclave não
seja utilizada em um periodo superior a 20 dias.
Recomendamos a utilização do equipamento pelo menos uma vez por semana, caso
ocorra a perda do programa, contate a Assistência Técnica.

15
G Operação
Antes de iniciar a operação

No início do dia Abra o registro de alimentação água.


No quadro elétrico, acione os disjuntores para alimentação elétrica do comando, da
resistência e compressor.
Se houver falha no fornecimento de alguns dos suprimentos o ciclo não poderá ser
iniciado, até a causa ter sido reparada.

Inicio de operação

Ligar a autoclave, posicionando a chave ON/OFF na posição ON/121°, caso deseje a


esterilização a temperatura de 121°C ou na posição ON/134°, caso deseje a esterilização
a temperatura de 134°C.
OFF
ON/121°

ON/134°

Chave Seletora

No display surgira a tela de inicialização.

BAUMER
B-100-2
Versão 0.A

Depois de selecionar o ciclo desejado, abra a porta e faça o carregamento da câmara


com o material adequadamente preparado de acordo com as boas práticas de produção.
Veja anotações no capítulo "Preparo e Carga".
O ciclo será iniciado pressionando o botão "START ", surgirá a tela abaixo:

OPERAÇÃO
AUTOMÁTICA
EM
ANDAMENTO

16
Operação G
ATENÇÃO: Caso a tela de "EM OPERAÇÃO" não surja será devido ao mal
fechamento da porta, portanto abra e feche a porta novamente.

O ciclo inicia-se com o processo de pré-vácuo, os tempos nesta fase são parametrizados
em fábrica.
Após o pré-vácuo inicia-se o aquecimento e logo depois de atingir a temperatura
selecionada começará a esterilização, no display surgirá a tela.

TEMPO
DE
ESTERILIZAÇÃO
+00XXX
Após a fase de esterilização inicia a fase de secagem, no display surgirá a tela abaixo.

TEMPO
DE
SECAGEM

Ao termino desta fase o controlador mostra a mensagem no display "Fim de Ciclo" e


dispara o alarme sonoro.
Ao ser pressionado o botão "START" a porta é liberada e o alarme sonoro é desligado.
Abra a porta e retire o material esterilizado. O controlador retorna a sua fase inicial.

Obs.: As telas de processo trabalham no modo de rolagem, sendo assim, ativando


uma sobre a outra. Desta forma é possível verificar quais fases já foram
cumpridas.

ATENÇÃO: Nunca reiniciar um ciclo sem antes esgotar a pressão do gerador,


pois as fases de enchimento de água e pressurização precisam ser respeitadas.

17
H Programação
A Autoclave Advance, permite ao usuário a programação dos parâmetros de tempo de
esterilização e secagem para os ciclos de 121° e 134°C.
Para programar qualquer um dos ciclos procede da seguinte forma: Após selecionar o
ciclo desejado, surgirá no display a tela:

BAUMER
B-100-2
Versão 0.A

Pressionar as teclas "OK e ESC" simultaneamente, no display surgirá a tela:

> SET CLOCK


SET PARAM

Pressionar os botões do comando para baixo e selecionar "SET PARAM", e


pressionar a tecla OK.

Aparecerá a seguinte tela:

B01:T
T=30:00M
TA=00:00M

Pressionar a tecla "OK" novamente e com os botões, alterar o valor mostrado,


para confirmar o valor pressionar a tecla "OK".

Pressionando a tecla para baixo ou para cima, aparecerá as telas subsequentes


para esterilização a 134° e secagem. O processo para programação desses tempos
são semelhantes aos descritos anteriormente, abaixo estão relacionados os números
das telas com suas respectivas funções.

• Tela B01:T Programação do tempo esterilização, ciclo 121°C.


• Tela B02:T Programação do tempo esterilização, ciclo 134°C.
• Tela B03:T Programação do tempo de secagem.

Para sair da tela de programação pressionar a tecla "ESC" duas vezes, em seguida
pressione a tecla para baixo ou para cima. Em seguida aparecerá a tela de
inicialização.

18
Manutenção Preventiva I
Diariamente
# Desligue os disjuntores ao final do dia para que ocorra a drenagem da água do gerador
de vapor.
# Nos dois primeiros meses reapertar o contato do contator da resistência do gerador.

Semanalmente
# Realizar a limpeza das superfícies internas da câmara de esterilização, estando fria e
não utilizando-se de ferramentas cortantes ou palha de aço. Se a câmara apresentar
material inclustado, proceda a limpeza com ACTS® (código Baumer ER-501).
# Remover a grelha do dreno limpando fiapos ou qualquer outro tipo de material que
possa causar obstrução ou entupimento, conforme instruções.
# Lubrificar a guarnição de silicone de vedação das portas, conforme instruções.
# Examinar as indicações dos instrumentos do painel do esterilizador.
# Examinar o elemento do filtro de água e limpar se necessário.

Quinzenalmente
# Limpar o assento das válvulas de retenção, das válvulas solenóides para evitar danos
por sujeira.

Mensalmente
# Examinar a válvula de segurança quanto à eventuais vazamentos. Acionar uma ou
duas vezes a haste promovendo escape de vapor sob pressão para verificar o não
colamento da guarnição em sua sede.
# Examinar toda a tubulação de água e vapor observando a presença de eventuais
vazamentos
# A partir do terceiro mês, realizar o reaperto dos contatos dos contatores mensalmente.
# Realizar a limpeza das resistências do gerador de vapor, utilizando uma escova não
metálica. Através das verificações semanais pode ser detectada a necessidade desta
limpeza a intervalos de tempos menores.
# Examinar o filtro de entrada de ar para quebra de vácuo. Trocar se necessário. Caso
esteja saturado o que pode ser verificado pela coloração escura no filtro.

Trimestralmente
# Limpar a câmara externa de geração de vapor com produto desincrustante. Após
pelo menos 3 enxágües com água limpa a câmara estará pronta para uso nova-
mente.
# Substituir o filtro de entrada de ar, localizado na lateral direita do equipamento,
posição superior. Para esta operação não é necessário o uso de qualquer ferra-
menta. Soltar e apertar com a mão. Esta troca pode ter seus intervalos aumenta-
dos ou reduzidos conforme análise do filtro.

19
I Manutenção Preventiva
Anualmente
# Efetuar revisão geral em todo o sistema elétrico e mecânico.
# Refazer calibração do sensor de temperatura.
# Verificar a calibragem da válvula de segurança.
# Verificar condições do sistema de aterramento.

Outras Recomendações
# Trocar a válvula de segurança por uma nova a cada dois anos.
# Efetuar o ensaio hidrostático da câmara a cada cinco anos.

Lubrificação da Guarnição de Vedação da Porta


# A vida útil de uma guarnição é diretamente proporcional à intensidade de uso do
esterilizador (número de horas em funcionamento, número de ciclos por dia e cui-
dados de lubrificação):
# Nunca utilize vaselina líquida como lubrificante. A eficiência de lubrificação é baixa
pois tal lubrificante é removido facilmente pelo calor e compromete a estabilidade da
guarnição.
# Recomendamos a utilizacão de graxa de silicone especialmente desenvolvida para
a Baumer comercializada em potes de 500 ml cód. 86429, utilizando um pequeno
pincel ou as próprias mãos.
# Lubrificar semanalmente
# Lubrificar as bordas da canaleta em toda a sua extensão e não o fundo.
# Ao remover a guarnição para limpeza, nunca utilize ferramentas cortantes ou ponti-
agudas, como chave de fenda, faca, garfo ou outro qualquer. Utilize espátula espe-
cial de ponta curva código 86428
# Nunca remova uma guarnição quente, ela poderá romper na emenda
# Ao colocar uma guarnição nova no esterilizador, coloque a emenda na parte superior
central, encaixando primeiramente as porções retas verticais e horizontais e poste-
riormente os cantos.

Atenção Para efetuar a manutenção aguarde o resfriamento do equipamento, evitando


queimaduras.

20
Manutenção Preventiva I
Limpeza da Superfície da Câmara

# Se a câmara apresentar material incrustado borrife a superfície da mesma com o


desincrustante ACTS®. A temperatura da câmara deve ser baixa o suficiente para
permitir o contato das mãos do operador.
# Aguarde 15 a 20 minutos e esfregue a câmara com escova não metálica (ideal
escova com cerdas de nylon). Remova o produto por enxague e/ou pano úmido.
Cuidado para não deixar felpas sobre a superficie.
# O uso freqüente do ACTS® é recomendado para superfícies com excesso de mate-
rial incrustado.

Remoção da Grelha do Dreno

# Gire a grelha, posicionando o aro perpendicular à boca da câmara.


# Puxe-a para cima.
# Limpe a grelha.
# Posicione a grelha novamente no dreno e gire 1/4 de volta, conforme a figura abaixo.

21
J Alarmes
O equipamento Advance NS possui um alarme o qual indica o termino do ciclo de
esterilização, pressionar o botão para liberação da porta.

22
Solucionando Problemas K
Problema Causas Medidas Corretivas
• Porta não abre • Guarnição enroscando • Lubrificar guarnição

Problema Causas Medidas Corretivas


• Positivando teste biológico • Falha na penetração de vapor • Verificar a preparação do pacote

• Tempo de exposição incorreto • Programar tempo adequado

• Remoção de ar ineficiente • Contatar assistência técnica

• Vapor úmido • Verificar tensão de alimentação


(falta de fase)

• Verificar correto funcionamento do


sistema de drenagem

Problema Causas Medidas Corretivas


• Câmara interna não atinge a tem- • Mau funcionamento do purgador • Verificar funcionamento
peratura selecionada
• Falta de fase • Checar as resistencias

Problema Causas Medidas Corretivas


• Subida de pressão na câmara • Vazamento de ar comprimido da • Limpar ou trocar guarnição
interna sem disparo do ciclo canaleta para a câmara interna

Problema Causas Medidas Corretivas


• Oscilação na temperatura • Acúmulo de água no dreno • Desobstruir o dreno

• Sensor de temperatura solto • Reapertar o sensor

23
K Solucionando Problemas

Problema Causas Medidas Corretivas


• Movimento de abertura e fecha- • Falta lubrificação na guarnição • Lubrificar a guarnição de vedação
mento de portas realizado com de vedação
dificuldade

Problema Causas Medidas Corretivas


• Pacotes saem molhados • Preparação de pacotes ou carga • Respeitar o procedimento de
inadequada pacotes e cargas mencionado no
capítulo específico

• Vapor úmido • Observar o correto funcionamen-


to dos purgadores

• Verificar Resistências

• Entrada de ar na câmara interna • Checar a vedação das portas e


também válvulas de retenção

Problema Causas Medidas Corretivas


• Pacotes, instrumentos ou utensí- • Qualidade do vapor / água • Checar se a qualidade da água
lios manchados atende as especificações deste
manual.
• Checar o elemento do filtro de
água, substituindo-o se
necessário.
• Checar a câmara de geração de
vapor, quanto a quantidade de
minerais e partículas em
suspensão depositados em suas
paredes, fundo e resistências,
limpa-los caso necessário.

Problema Causas Medidas Corretivas


• Tela do comando com indicação • Equipamento permaneceu por • Contatar a Assistência Técnica
de sem programa muito tempo desligado,
causando a perda do programa

24
Peças e Reposição L

25
L Peças e Reposição

Componentes de Reposição Código Item Esq. Elétrico


Válvula de Retenção ½” 86154 1
Válvula Solenóide ½” vapor NA 85491 2 S0
Filtro de Ar 89521 3
Válvula de Segurança ½” 85201 4
Válvula Solenóide ¼” vapor NF 44924 5 S1
Pressostato 891356 6,1 P1
891356 6,2 P2
89202 6,3 P4
Válvula de Retenção ¼” 89073 7
Botão Start 890045 8 BT1
Chave On/Off 88256 9 CH1
Manômetro 89545 10
Manovacuômetro 89546 11
Comando Microprocessado 890388 12
Guarnição 89332 13
Microswitch da Porta 89231 14 MS1
Bóia de Nível 891417 15
Resistência de Aquecimento 34512 16
Válvula Solenóide ½” agua NF 46979 17 S10
Válvula Solenóide ¼” vapor NA 890038 18 S7
Válvula Solenóide 1/8” NF 890188 19,1 S5
19,2 S6
Compressor 890385 20 M2
Purgador Termostático 48440 21
Filtro Y ½” 45062 22
Sensor Pt-100 89532 23 PT-100
Pressostato NF 890131 24 P3

26
Instalação M
Este capitulo pretende fornecer aos clientes BAUMER, as informações básicas para a
correta instalação de sua autoclave Advance.
Cada um dos sistemas de suprimento aqui descritos é fundamental para o correto
funcionamento da autoclave e para a eficiência do ciclo de esterilização.
Suprimentos de má qualidade, ou incorretamente dimensionados quanto a vazão, pres-
são ou outras características de fornecimento, podem provocar danos aos equipamen-
tos que não estarão cobertos pela garantia.
A BAUMER, através de sua rede de agentes pode oferecer toda a mão de obra e
materiais necessários à correta instalação das autoclaves.
Este serviço de instalação, não faz parte do contrato normal de fornecimento dos
equipamentos, mas pode, e deve, ser contratado diretamente com o agente responsá-
vel pela venda.
Todos os agentes Baumer estão capacitados à realizar estes serviços de instalação, e
contam com o treinamento, apoio e supervisão direta da fábrica.
Duas modalidades de contratação destes serviços, estão à disposição do usuário das
autoclaves BAUMER:

Instalação à Ponto
Cada uma das linhas de suprimento devem estar construídas de acordo com as
instruções dos manuais.
Tanto os ramais externos ao ambiente onde funcionarão a autoclave, como as linhas de
distribuição interna à este ambiente, e as estações para tratamento necessárias, como
estações de tratamento de água, quadros elétricos, linhas de exaustão e etc., são de
responsabilidade do comprador.
O serviço de instalação à ponto, consiste da ligação entre a linha de suprimento, e o
ponto de alimentação do equipamento. A distância entre o ponto de alimentação no
equipamento e a conexão na linha de suprimento não pode ser superior à 2,00 metros
lineares.
Faz parte deste serviço, o teste de todas as entradas e a colocação do equipamento
em funcionamento.
O serviço só será iniciado após a avaliação e aprovação pelo agente das linhas de
suprimentos, executadas pelo cliente

Instalação Completa
Neste caso, cabe ao cliente apenas a extensão das linhas de suprimento até o ambi-
ente onde serão instalados o equipamento. Estes pontos devem ser entregues com
válvulas de fechamento, e devem permitir a vazão, pressão e as características neces-
sárias ao correto funcionamento das autoclaves.
Todo o serviço de construção das linhas de distribuição interna, e de instalação de
estações para acondicionamento destas utilidades, estações de água, quadros elétricos
e etc., além da ligação à ponto das autoclaves, serão executadas pelo agente BAUMER
contratado.
Podem ser necessárias, a realização de exames das características físico-químicas
destes suprimentos, para o dimensionamento do tratamento adequado, o que deve ser
contratado pelo cliente, junto à firmas especializadas, conforme solicitação prévia da
empresa responsável pela instalação.
27
M Instalação - Área Física
Para um melhor rendimento e um correto fluxo de material nas áreas da Central de
Material Esterilizado, Produção ou Laboratório de Qualidade, conforme o caso, a insta-
lação das autoclaves deve ser orientada por projeto específico. A BAUMER e seus
agentes fornecerão toda as informações necessárias para elaboração deste projeto.
As autoclaves Advance possuem quatro apoios retrateis para o nivelamento do equipa-
mento no local de uso.
Se for prevista a colocação da autoclave sobre uma base de concreto (altura entre 4 e
6 cm.), devem ser providos os meios para a elevação e colocação do equipamento
neste local.
A água utilizada pelo gerador de vapor, quando drenado o gerador, será liberada
Dreno diretamente para o ralo do ambiente. Deve ser prevista caixa sifonada com dimensão
mínima de 2”. Esta caixa pode ter acabamento elevado em relação ao piso (2 a 4 cm.),
e deve estar localizado, sob a lateral da autoclave onde se localizam o ponto de drena-
gem, ou em área externa ao ambiente onde o equipamento for instalado. A conexão do
ponto de drenagem do equipamento com esta caixa sifonada é feita com tubulação
flexível de 5/8” de diâmetro, resistente à altas temperaturas, e em ambos os casos,
sem fixação com o ralo (a conexão não deve permitir a pressurização da linha).

5/8"
1”
Obs.: Esta forma de conexão vai liberar
vapor para o ambiente no local de conexão.

2”

Atenção A melhor solução é a colocação do ralo ou caixa de passagem com área externa,
a tubulação de drenagem deve neste caso, ser extendida até o local escolhido
(Ver detalhe em planta de assentamento).

Observação É recomendável que a temperatura ambiente do lado do comando esteja em torno de


25ºC, para evitar superaquecimento do sistema eletrônico. Um sistema de exaustão ou
condicionamento de ar deve ser previsto no projeto civil de instalação, recomendamos
também que nas instalações com barreira, o gradiente de temperatura entre os dois
ambientes seja o menor possível para evitar o aumento de condensação no material
processado.

M Instalação - Exaustão
Exaustão da Não deve ser esquecido , que para o seu funcionamento estes equipamentos geram ou
utilizam vapor, liberando calor para o ambiente, o que deve ser levado em conta no
Câmara dimensionamento do sistema de ventilação e exaustão destas áreas.

28
Instalação - Água M
Sistema Baumer de A água é utilizada tanto na geração de vapor, nas autoclaves com gerador próprio,
como pela bomba de vácuo. A maior quantidade de água é utilizada pela bomba de
Osmose Reversa vácuo, mas as maiores exigências quanto às características da mesma, decorrem da
qualidade esperada do vapor a ser utilizado para a esterilização.
O vapor utilizado para esterilização, deve encontrar-se no estado saturado, com o título
mais próximo possível de 1 que representaria a situação ideal de 100% de vapor e 0%
de condensado. Na pratica é aceitável a utilização de vapor com título acima de 0,95.
Para que o vapor seja puro, é necessário que a água utilizada na sua produção também
o seja. Os sais minerais dissolvidos na água potável, que normalmente são benéficos
para o consumo humano, são considerados impurezas quando a água é utilizada para
a geração de vapor para esterilização. Materiais dissolvidos e em suspensão na água
são carregados pelo vapor para dentro da câmara de esterilização podendo causar
danos na autoclave e nos materiais esterilizados. Quanto maior a quantidade de
impurezas na água, menor é a vida útil do equipamento e dos materiais esterilizados.
Estas impurezas são reconhecidamente fonte de incrustação, corrosão - inclusive em
superfícies de aço inoxidável - e de entupimento em tubulações.
Os valores toleráveis dessas impurezas na água destinada à produção de vapor são
muito baixos, e raramente a água proveniente de poços artesianos ou de sistemas
públicos de abastecimento pode ser utilizada na produção de vapor sem o devido
tratamento.
As exigências da NBR/ISO 11.134, quanto à qualidade da água a ser utilizada na
geração de vapor para esterilização, está descrita no quadro abaixo.

QUALIDADE DA ÁGUA OU VAPOR:


CONTAMINANTE VALOR LIMITE CONTAMINANTE VALOR LIMITE
Sedimentos ≤ 15 mg/l Cloreto ≤ 3 mg/l
Silício ≤ 2 mg/l Fosfatos ≤ 0.5 mg/l
Ferro ≤ 0,2 mg/l Condutividade ≤ 50 µ s/cm
Cadimio ≤ 0.005 mg/l pH 6,5 a 8,0
Chumbo ≤ 0.05 mg/l Aparência Limpida
Metais Pesados ≤ 0.1 mg/l Dureza ≤ 0.1 mmol/l

Não basta que a água seja potável, porque a norma que regulamenta a água para
esterilização é muito mais rigorosa que a norma que regulamenta a água para consumo
humano (portaria 36 do ministério da Saúde), no que diz respeito à presença de alguns
minerais.
Para avaliarmos se a água disponível precisa ser tratada e que tipo de tratamento
devera ser feito, é necessário uma analise criteriosa dos minerais existentes na água.
Esta análise é significativamente diferente de uma simples análise de potabilidade
normalmente executada quando a água é destinada ao consumo humano. Aspectos
relativos à contaminação biológica fundamental na análise de potabilidade, não são
importantes no caso da água utilizada em esterilização (embora possam influir na
escolha do sistema de tratamento). Por outro lado, existem concentrações de
determinados minerais que não tornam a água imprópria para consumo humano, mas
que inviabilizam a sua utilização na geração de vapor para esterilização sem um prévio
tratamento.
Se a análise laboratorial se preocupar apenas com os contaminantes indicados no
corpo da norma NBR/ISO 11.134, a interpretação dos resultados vai permitir tão somente
avaliar se a água é adequada ou não para a utilização desejada.

29
M Instalação - Água
Ocorre que para se dimensionar o sistema de tratamento, outros minerais e
características da água devem ser levantadas para que o tratamento proposto não
cause outros problemas na água como modificação do pH, liberação de gases corrosivos
e etc. Existem ainda contaminantes da água que podem não ser importantes para o
uso pretendido, mas que podem inviabilizar a utilização de determinado sistema de
tratamento
Assim o laboratório encarregado de executar a análise, precisa ser advertido de que se
trata de uma análise específica para dimensionar um sistema de purificação de água
Abaixo estão relacionados os parâmetros cuja análise deve ser requisitada ao laboratório.
Parâmetros Precisão Parâmetros Precisão
Cor, 1UH PH 1
Sódio 1 mg/l Magnésio 1 mg/l
Ferro O,1 mg/l Amônia 1 mg/l
Cloretos 1 mg/l Sulfatos 1 mg/l
Nitratos 1 mg/l Estrôncio O,1 mg/l
Condutividade 1 µS/cm Dióxido de carbono 1 mg/l
Turbidez 1 UT Cálcio 1 mg/l
Potássio 1 mg/l Bário 0,01 mg/l
Manganês 0,1 mg/l Bicarbonato 1 mg/l
Fluoretos 0,1 mg/l Fosfatos 1 mg/l
Sílica O,01 mg/l Sólidos totais 1 mg/l
Sólidos totais dissolvidos 1 mg/l Contagem microbiológica. 10 unid.

ATENÇÃO: A Coluna “PRECISÃO” indica, como o nome diz, a precisão que


deve ser observada na análise da amostra e não os limites dos parâmetros em
questão.

Sistema Baumer Um equipamento de Osmose Reversa ou de Deionização,


normalmente constituem a melhor solução para adequação
de Osmose da água aos parâmetros da norma. CONSULTE NOSSO
Reversa SISTEMA DE OSMOSE REVERSA.
Minimamente, a linha de suprimento de água deve ser
equipada com um cavalete, composto de válvula de fecho
rápido, manômetro, filtro com elemento de 5 micras, e válvula
de retenção. Este cavalete pode ser adquirido junto a rede
de Agentes BAUMER, com o código BS-01-01.
É importante garantir a pressão de fornecimento, e
principalmente a vazão indicada na tabela com os dados
técnicos do equipamento.

BS0101
A correta manutenção da linha de Manômetro
suprimento é fundamental para garantir
a qualidade deste suprimento. A baixa Filtro 5 micras Válvula
Retenção
vazão, decorrente de linha mal
dimensionada, ou de elementos filtrantes
sujos, podem causar danos à bomba de
vácuo.
Válvula Esfera
30
Instalação - Água M
A dureza excessiva da água irá causar a incrustação de materiais nas resistências do
gerador, provocando o superaquecimento e queima das resistências.

Queima ou quebra de componentes, causados por mau uso ou por suprimentos Atenção
fora de especificação, não serão cobertos pela garantia.

Instalação - Rede Elétrica M


Um bom funcionamento de energia elétrica é essencial para o perfeito funcionamento
do sistema de controle de modo que sejam garantidos todos os parâmetros de regulação
e funcionamento da máquina.
O fornecimento de energia elétrica segue os seguintes parâmetros:
220-380 VCA + 10%, -5% (trifásico para 220V e trifásico + neutro para 380V)
A instalação deve estar de acordo com a NB-3, NBR-5410.
Consulte o agente Baumer sobre fornecimento.

O equipamento deve possuir um circuito de aterramento independente, livre de corrente


elétrica. A impedância máxima admissível do circuito de aterramento é de 10 Ω e a sua Aterramento
implementação deve seguir os preceitos da NBR-5419/97. A bitola mínima recomenda-
da de condutores terra é de 2,5 mm2.
A falha ou ausência de aterramento na autoclave, assim como falhas no fornecimento da
energia elétrica podem comprometer a segurança do operador, além de causar danos ao Cuidado
sistema de controle, de modo que o mesmo não estará, nesse caso, coberto pela garantia.

Se ocorrer interrupção de energia elétrica durante funcionamento, o equipamento sofrerá


grande prejuízo em operacionalidade, pois com a interrupção a válvula responsável pela Recomendação
drenagem automática é aberta, causando a perda de pressão.
Para evitar este prejuízo, é recomendado a instalação de "no break" (1,0KVA) em subs-
tituição ao estabilizador do comando.

O equipamento está preparado e protegido contra níveis normais de interferência elétrica


(vindo da rede elétrica) ou eletro-magnéticas (rádio-interferência). Proteção
Contudo, se a instalação do cliente apresentar níveis de interferência acima do aceitável
pelo equipamento, os custos da proteção ou blindagem adicional não estarão cobertos
pela garantia da fábrica.

1. Devido ao transporte do equipamento alguns contatos podem estar soltos; por


tanto é necessário verificar todos os contatos elétricos reapertando se necessário. Observações
2. Verifique o esquema elétrico anexo (A1), para determinação da alimentação
principal em 220V ou 380V junto ao comando (tensão de linha e tensão de
fase).
3. É necessário o carregamento do programa pelo técnico antes de iniciar o
funcionamento da autoclave Advance.

31
N Transporte/Armazenamento

Cuidados especiais na armazenagem e transporte

• Verificar possíveis obstáculos no trajeto até o local de instalação.

• Em seu transporte até o local de instalação, evitar choques e contatos bruscos


que possam danificá-lo externamente em sua armazenagem (quando aplicável).

• Manter o equipamento embalado (caixa de madeira) em local arejado, limpo e pro-


tegido do tempo (sol e chuva).

• Desembale o equipamento e, notando alguma avaria, chame seu agente de segu


ros ou a transportadora.

O Precauções e Advertências
• A esterilizadora não deve ser abastecida com cargas inflamáveis e explosivos,
bem como outros que não constam nesse manual.
• Tanto no abastecimento como na retirada de carga da autoclave, utilizar luvas
apropriadas para evitar queimaduras.
• A falha ou ausência de aterramento na autoclave assim como mau
dimensionamento da rede elétrica podem comprometer a segurança do operador.
• Para efetuar manutenção, desligar o abastecimento de energia elétrica e o abaste-
cimento de vapor quando for o caso, e aguardar o resfriamento do equipamento e
só após efetuar manutenção.

32
Anexo - Esquema Hidráulico A1

33
A2 Planta de Assentamento

B-100-2
A ÁGUA
Conexão Bomba d'agua 1/2"
Cons. (Médio / Pico l/h) 5/5
Pressão (Kgf/cm2) 0,1 a 2
B DRENO
Conexão 1/2"
Caixa Sifonada 4"
C ENERGIA ELÉTRICA (Comando)
Tensão (V) 220
Corrente (A) <1
Condutores (n x mm2) 2 x 2,5
Disjuntor 2
ENERGIA ELÉTRICA (Gerador)
Potência (Kw) 9
Corrente (A) 220V 24
Corrente (A) 380V 14
Condutores (n x mm²) 220V 3x6
Condutores (n x mm²) 380V 3x4
ADVANCE NS PROFUND. (A) ALTURA (B) LARGURA (C) Disjuntores (n x A) 220V 3 x 35
Disjuntores (n x A) 380V 3 x 20
B-100-2 970 1700 643
D EXAUSTÃO
Conexão 1/2"

34
Anexo - Esquema Elétrico A3
ENTRADAS DIGITAIS:
I1 - Micro da porta (MS1)
I2 - Botão de start/stop (BT1)
I3 - Chave para escolha de ciclo (CH1b)
I4 - Pressostato 121°C (P1)
I5 - Nível baixo da bóia (CN1)
I6 - Nível alto da bóia (CN2)

ENTRADAS ANALÓGICAS:
I7 - Entrada do sinal do conversor PT100/V

SAÍDAS DIGITAIS:
Q1 - Válvula de saída da CI (S0)
Q2 - Válvula de entrada de vapor na CI (S1) e água na CE (gerador)
Q3 - Alarme (AL1) e RL1
Q4 - Contator da resistência

35
A3 Anexo - Esquema Elétrico

Pág. 1/5

36
Anexo - Esquema Elétrico A3

Pág. 2/5

37
A3 Anexo - Esquema Elétrico

Pág. 3/5

38
Anexo - Esquema Elétrico A3
DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES

DJ1 Disjuntor trifásico do quadro elétrico (opcional)


DJ2 Disjuntor monofásico do quadro elétrico (opcional)
DJ3 Disjuntor monofásico do quadro elétrico (opcional)
F5 Fusível 10A
F6 Fusível 10A (220V) ou BN - Borne Neutro (380V)
CH1a Chave Comutora ON/OFF e seleção de ciclo (81061)
MS1a Micro da porta (contato NA) - 89231
BT1 Botão start/stop - 890827 - 81086
TMR1 Timer reversível para controle completo
RL1 Relé auxiliar de abastecimento de água
P3 Pressostato de controle para o compressor
P4 Pressostato de segurança da porta
S6 Válvula de ar na canaleta
S5 Válvula de vácuo canaleta
RC Circuito eliminador de ruídos - 86224
M1 Compressor para ar e vácuo na canaleta
C1 Contator de resistência
R1 Resistência trifásica de 9 Kw (gerador de vapor)
FA1 Fonte de alimentação 24V 0,5A
P2 Pressostato 134°C
MS1b Micro da porta (contato NF) - 89231
P1 Pressostato para 121°C
CN1 Controle de nível baixo do gerador
CN2 Controle de nível alto do gerador
PT100/V Conversor PT100 para tensão de 0 a 10V
F1 a F4 Fusíveis de 0,5 A para saídas do controlador
S0 Válvula de saída da câmara interna
S1 Válvula de entrada de vapor na câmara interna
S10 Válvula de água na CE (gerador)
AL1 Alarme fim de ciclo
C1 Contator para resistência
CH1b Chave para seleção de ciclo
Pág. 4/5

39
A3 Anexo - Esquema Elétrico

Pág. 5/5

40
Procedimentos de Estocagem P
Estocagem (inatividade) por longos períodos:
Geral:
• Manter o equipamento embalado e protegido de intempéries; cuidado com goteiras;
• Evitar umidade e poeira;
• Manter embalagem plástica.

Bomba de vácuo (só para NS - para evitar trava de rotor devido a oxidação):
• Forçar o eixo a girar (na direção da seta) com grifo ou alicate de pressão (retirar
tampa do motor);
• Lavar o cabeçote com óleo solúvel;
• Efetuar teste de funcionamento.

Portas:
• Manter fechada(s) e travada(s) sem guarnição;
• A guarnição deve ser guardada fora da máquina, lubrificada e embrulhada em plástico;
• Á época do start-up do equipamento, efetuar limpeza e lubrificação da(s) canaleta(s)
da(s) porta(s) e reinstalar a guarnição também limpa e lubrificada.

Válvulas-solenóide:
• Bobinas: desligar e embrulhar / acondicionar para armazenagem;
• Conjunto da séde (êmbolo / eixo): vedar para evitar entrada e acúmulo de poeira e
sujeira.

Comando Eletrônico:
• Na impossibilidade de desconectar, retirar, acondicionar e armazenar fóra da máquina,
desconectar, embrulhar com plástico todos os conectores (para proteger de pó) e o
próprio corpo do Comando antes da re-ligação, verificar se não houve descarrega-
mento (desinstalação) das funções do equipamento no software original instalado.

Suporte Técnico Autorizado Q


Baumer S/A
Av. Prefeito Antonio Tavares Leite, 181
Parque da Empresa
Mogi Mirim - SP
CEP: 13803-330
Caixa Postal: 1081
Fone/Fax: 19 3805.7699
E-mail: baumer@baumer.com.br

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