Você está na página 1de 340

lucroLucro realNão recolh

Curso de Analista Tributário


Parte Federal

Marineusa Andreico Rodrigues


CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 2

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
2
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 3

Sumário
MÓDULO I – DIREITO TRIBUTÁRIO .......................................................................... 18
1.HIERARQUIA DAS LEIS .......................................................................................... 18
1.1.Constituição Federal ................................................................................................. 18
1.2.Emenda Constitucional ............................................................................................. 19
1.3.Lei Complementar .................................................................................................... 19
1.3.Lei Ordinária ............................................................................................................ 19
1.4.Lei Delegada ............................................................................................................ 19
1.5. Medida Provisória ................................................................................................... 19
1.6.Decreto Legislativo ................................................................................................... 19
1.7.Decreto Presidencial ................................................................................................ 19
1.8.Portaria ................................................................................................................... 19
1.9.Instrução Normativa................................................................................................. 19
1.10.Resolução .............................................................................................................. 20
1.11.Ato normativo ........................................................................................................ 20
1.12.Ato Administrativo ................................................................................................. 20
1.13.Portaria.................................................................................................................. 20

2.Poderes das Leis .................................................................................................. 20


3.Sistema Tributário Nacional ................................................................................. 20
4.Tributo ................................................................................................................ 21
4.1. Natureza Jurídica do Tributo .................................................................................... 22
4.2. Nascimento da obrigação tributária ......................................................................... 22
4.3. Elementos do tributo ............................................................................................... 22
4.4.Impostos .................................................................................................................. 22

5.PRINCÍPIOS GERAIS DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ................................................. 23


6.Obrigação Tributária Principal e Acessória ........................................................... 25
7.Do Crime contra a Ordem Tributária .................................................................... 26
MÓDULO II – MICRO EMPRESA E EMPRESA DE PEQUENO PORTE ............................ 28
1.REGRAS APLICÁVEIS A ME E EPP .......................................................................... 28
1.1.Definição de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte ......................................... 28
1.2. Tratamento Jurídico x Tratamento Tributário ........................................................... 29

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
3
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 4

1.3.Vedações a inscrições como ME ou EPP.................................................................... 29


1.4.Inscrição e Baixa como ME e EPP .............................................................................. 29
1.5.Enquadramento de ME ou EPP pela Junta Comercial ................................................. 29
1.6. Declaração de Enquadramento de ME ou EPP .......................................................... 30
1.7.Declaração de Reenquadramento de ME para EPP ou de EPP para ME ....................... 30
1.8. Declaração de Desenquadramento de ME ou EPP ..................................................... 30
1.9.Desenquadramento do Regime Jurídico .................................................................... 30
1.10.Comprovação de Condição de ME E EPP .................................................................. 31
1.11.Inscrição e Baixa Simplificada ................................................................................. 32

2.MEI ..................................................................................................................... 33
2.1.Pessoas autorizadas a optar pelo MEI ....................................................................... 33
2.2.Atividades Permitidas ao Microempreendedor Individual - MEI................................. 33
2.3.Impedimentos .......................................................................................................... 33
2.4.Formalização............................................................................................................ 34
2.5.Recolhimento Fixo Simei .......................................................................................... 35
2.6.Alterações e Baixa do MEI ........................................................................................ 35
2.7.Situações de Desenquadramento do MEI .................................................................. 35
2.8. Situações Após Desenquadramento ......................................................................... 36
2.9. Comunicação Obrigatória ........................................................................................ 36
2.10. Falta de Comunicação ............................................................................................ 36
2.11.Distribuição de Lucros no MEI ................................................................................. 37
2.12.Obrigações Acessórias do MEI................................................................................. 39
1.12.1. Nota Fiscal ........................................................................................................................... 39
1.12.2. Declaração Anual do Microempreendedor Individual – MEI ........................................... 39
1.12.3.Retificação da DASN-SIMEI .................................................................................................. 40
1.12.4. Penalidade da não entrega da DASN-SIMEI ...................................................................... 40
1.12.5. Penalidade pela entrega da DASN-SIMEI com incorreções e Omissões .......................... 40

2.13.Particularidades do MEI .......................................................................................... 41


2.14. CERTIFICADO DIGITAL MEI ..................................................................................... 41
Anexo XIII – Atividades Permitidas ao MEI .................................................................................... 41

3.SIMPLES NACIONAL ............................................................................................. 64


3.1.Opção pelo Simples Nacional .................................................................................... 64
3.1.1.Empresas em Início de Atividade .......................................................................................... 64
3.1.2.Empresas já Constituídas ....................................................................................................... 64
3.1.3.Indeferimento da Opção ........................................................................................................ 65
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
4
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 5

3.2. Não Poderão Optar pelo Simples Nacional ............................................................... 65


3.3. Atividades Concomintantes no Simples Nacional ...................................................... 66
3.4.Recolhimento dos tributos devidos ........................................................................... 67
3.5.Tributos Abrangidos pelo Recolhimento Unificado .................................................... 67
3.5.1.Tributos da Competência Federal ......................................................................................... 67
3.5.2.Tributo da Competência Estadual ......................................................................................... 68
3.5.3.Tributo da Competência Municipal ....................................................................................... 68

3.6.Limites de Faturamento............................................................................................ 68
3.7. Base de Cálculo ....................................................................................................... 68
3.8.Das Alíquotas ........................................................................................................... 69
3.9.Pessoas Jurídicas com mais de uma atividade ........................................................... 69
3.10. Da Majoração da Alíquota ..................................................................................... 69
3.11.Dos Sublimites ....................................................................................................... 70
3.12. Tributação das Atividades por Anexo ..................................................................... 71
3.13. Identificação das Alíquotas................................................................................................... 77

3.14. Aplicação dos anexos - Inicio de Atividade.............................................................. 81


3.15. Cálculo do Anexo V ................................................................................................ 82
3.15.1. Composição da Folha de Salários ....................................................................................... 83

3.16. Cálculo do Anexo VI ............................................................................................... 83


3.16.1. - TABELA V-B ........................................................................................................................ 83

3.17. Tributos Não abrangidos pelo Simples Nacional ..................................................... 84


3.18. Rendimentos de Aplicações Financeiras ................................................................. 85
3.19. Ganho de Capital na Venda de Bens e Direitos........................................................ 85
3.20. Retenções de Impostos Federais ............................................................................ 85
3.21.Do Recolhimento do DAS ........................................................................................ 86
3.22. DAS Avulso ............................................................................................................ 86
3.23.Compensação do DAS ............................................................................................. 86
3.24. Parcelamento no Simples Nacional ........................................................................ 89
3.24.1.Vedações ............................................................................................................................... 89
3.24.2.Pedidos por ano-calendário ................................................................................................. 90
3.24.3. Rescisão do Parcelamento .................................................................................................. 90
3.2.4.4. Novo Parcelamento do Simples Nacional ......................................................................... 90

3.25. Incentivos Fiscais no Simples Nacional ................................................................... 91


3.26. Substituição Tributária .......................................................................................... 91
3.26.1.Situação Impeditiva ao Simples Nacional quanto produtos com Substituição tributária
........................................................................................................................................................... 91

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
5
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 6

3.26.2.Optante pelo Simples Nacional na condição de substituído tributário ........................... 91

3.27. Incidência Monofásica ........................................................................................... 92


3.27.1.Situação Impeditiva ao Simples Nacional quanto produtos com incidência monofásica
........................................................................................................................................................... 92
3.27.2. Informação no PGDAS da produto sujeito a Incidência Monofásica na revenda. ......... 92
3.27.3. Informação no PGDAS do Responsável pela Incidência Monofásica. ............................. 92

3.28.Receitas de Exportação ........................................................................................... 93


3.28.1Tributação da Receitas de Exportação ................................................................................ 93
3.28.2.Limite de exportação ............................................................................................................ 93
3.28.3. Segregação das receitas de Exportação ............................................................................ 93

3.29. Regime de Caixa x Regime de Competência ............................................................ 94


3.29.1.Regime de Caixa ................................................................................................................... 94
3.297.2.Regime de Competência .................................................................................................... 94
3.29.3. Momento da Opção ............................................................................................................. 94

3.30. Da Exclusão do Simples Nacional............................................................................ 95


3.30.1 Exclusão Opcional: ................................................................................................................ 95
3.30.2. Exclusão Obrigatória ........................................................................................................... 96
3.30.3 Exclusão de Ofício ................................................................................................................. 98
3.30.4. Exclusão por ultrapassagem de limite para o ano de 2017 ............................................. 99
3.30.5 Penalidade pela falta de Comunicação .............................................................................. 99
3.30.6. ADE – ATO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL: .......................................................... 99

3.31. Obrigações Acessórias ......................................................................................... 100


3.31.1. PGDAS-D: ............................................................................................................................ 100
3.31.2. DEFIS ................................................................................................................................... 101
3.31.3. DCTF .................................................................................................................................... 101

3.32. Empresa Inativa ................................................................................................... 101


3.33. Particularidades do Simples Nacional ................................................................... 102
3.33.1 -Farmácia de Manipulação: ............................................................................................... 102
3.33.2.Imobiliárias: ........................................................................................................................ 102
3.33.3 - Serviços auxiliares de Construção Civil: ......................................................................... 102
3.33.4 – Industrialização por Encomenda .................................................................................... 102
3.33.5.Cesta Básica: ....................................................................................................................... 102
3.33.6.Participação em SCP ........................................................................................................... 102
3.33.7.Franquias ou FRANCHISING ............................................................................................... 103
3.33.8.Gorjetas Compulsórias ....................................................................................................... 103
3.33.9.Agências Viagens:............................................................................................................... 103
3.33.10.Serviços de Portaria: ........................................................................................................ 103
3.33.11. Imunidade livros, jornais, periódicos e do papel destinado à sua impressão : ........... 103
3.33.12. Importação: ..................................................................................................................... 103
3.33.13. Recarga de celular:.......................................................................................................... 103
3.33.14. Atividade de Locação de imóveis próprios: ................................................................... 104
3.33.15. Setores de Transportes: .................................................................................................. 104
3.33.16. Escolas: ............................................................................................................................. 104
3.33.17.Veículos Usados: ............................................................................................................... 104
3.33.18. Sociedade Unipessoal de Advogados ............................................................................. 105
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
6
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 7

3.33.20. Salão Parceiro .................................................................................................................. 105

3.34.Distribuição de Lucros no Simples Nacional ........................................................... 107


3.35.1.Percentuais ......................................................................................................................... 107

3.35. Das Vantages e Desvantagens de se Optar pelo Simples Nacional ......................... 108
4.Exercícios .................................................................................................................. 108

MÓDULO III – LUCRO PRESUMIDO ........................................................................ 111


1.INTRODUÇÃO............................................................................................................ 111
2.DAS PESSOAS JURÍDICAS AUTORIZADAS A OPTAR ...................................................... 111
3. DAS PESSOAS JURÍDICAS NÃO AUTORIZADAS A OPTAR ............................................. 111
4. MOMENTO DA OPÇÃO ............................................................................................. 112
4.1. Empresa já constituída ........................................................................................................... 112
4.2. INICIO DE ATIVIDADE .............................................................................................................. 112

5. RECEITA BRUTA ........................................................................................................ 112


8.1.Prestadoras de Serviço com Receita Bruta Anual de até R$ 120.000,00 ............................ 114
8.2. A redução aplica-se para as atividades de: .......................................................................... 114
8.3. Diferença de Imposto ............................................................................................................. 115
8.4. Exemplo: .................................................................................................................................. 115
8.5. Formalização da Opção: ......................................................................................................... 115

9.CÁLCULO DO IRPJ ...................................................................................................... 115


10. DEMAIS RECEITAS................................................................................................... 116
10.1. Ganho de Capital .................................................................................................................. 116
10.2. Variações Monetária ............................................................................................................ 117
10.3. Juros sobre Capital Próprio .................................................................................................. 117
10.4. Doações ................................................................................................................................. 117
10.5. Rendimentos de Aplicações Financeira ............................................................................... 117

11. DA APURAÇÃO TRIMESTRAL DO IMPOSTO DE RENDA ............................................. 118


12. DAS ANTECIPAÇÕES MENSAIS NO LUCRO PRESUMIDO ............................................ 118
13.DO ADICIONAL DO IMPOSTO DE RENDA .................................................................. 119
14. DO PAGAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA .............................................................. 120
15.DEDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA DEVIDO ............................................................. 120
16. DEDUÇÕES DE INCENTIVOS FISCAIS......................................................................... 120
17. DA APURAÇÃO TRIMESTRAL DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO .. 120
17.1.Base de Cálculo ...................................................................................................................... 121
17.2.Prestadora de serviços – Percentual desde 01/09/2003 .................................................... 121
17.3. Das Alíquotas ........................................................................................................................ 121

18. DOS VALORES REGISTRADOS NA PARTE B DO LALUR COM DIFERIMENTO DA BASE DE


CÁLCULO ..................................................................................................................... 123
19. DO REGIME DE CAIXA x REGIME DE COMPETÊNCIA ................................................. 123
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
7
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 8

19.1. Regime de Caixa ................................................................................................................... 123


19.2. Regime de Competência ....................................................................................................... 124

20. DAS PENALIDADES NA OMISSÃO DAS RECEITAS ...................................................... 124


21. DA MUDANÇA DE REGIME – Lucro Presumido para o Lucro Real .............................. 125
22. DA DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS NO LUCRO PRESUMIDO ..................................... 125
23. CASOS ESPECIFICOS ................................................................................................ 127
23.1. Atividade Imobiliária ............................................................................................................ 127
23.2. Atividade de Pronto Socorro (Hospitais)............................................................................. 127
23.3. Comercialização de Veículos Usados .................................................................................. 128
23.4. Serviços de Construção com Emprego de Materiais .......................................................... 128

24.DAS VANTAGENS E DESVANTAGENS DE OPTAR PELO LUCRO PRESUMIDO ................ 129


25.Exercício ................................................................................................................. 130

MÓDULO IV – LUCRO ARBITRADO......................................................................... 132


1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 132
2. HIPÓTESES DE ARBITRAMENTO ................................................................................ 132
2.1.Arbitramento sobre a Receita Conhecida .............................................................................. 132
2.2.Receita Bruta para efeito de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa jurídica e da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido ................................................................................... 134

3. ALÍQUOTAS .............................................................................................................. 134


4. DEDUÇÕES/COMPENSAÇÕES DO IMPOSTO APURADO (Art. 540 do RIR/99) ............... 135
5.PAGAMENTO DO IMPOSTO ....................................................................................... 135
5.1.Divisão em quotas ................................................................................................................... 135

6.FÓRMULA DO IRPJ E DA CSLL NO LUCRO ARBITRADO ................................................. 136


6.1. Fórmula do IRPJ ...................................................................................................................... 136
6.2. Fórmula da CSLL ...................................................................................................................... 137

7.APURAÇÃO - RECEITA BRUTA DESCONHECIDA ........................................................... 138


7.1. Período de Abrangência ......................................................................................................... 138
7.2.Serviços públicos ...................................................................................................................... 138
7.3.Ganho de Capital ..................................................................................................................... 139
7.4.Variações monetárias .............................................................................................................. 139
7.5.Redução do percentual ............................................................................................................ 139
7.6.Atividades imobiliárias ............................................................................................................ 139

8.REGIME DE COMPETÊNCIA - EXCEÇÃO ....................................................................... 140


9. MUDANÇA DO LUCRO REAL PARA O LUCRO ARBITRADO ........................................... 140
10. VALORES DIFERIDOS NA PARTE B DO LALUR............................................................ 140
11. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS ...................................................................................... 140
12.DEDUÇÕES NO LUCRO ARBITRADO .......................................................................... 140
13. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS - Quando da Mudança de Regime ............................ 140
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
8
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 9

24. OMISSÃO DE RECEITA NO LUCRO ARBITRADO ......................................................... 141


25.EXERCÍCIOS ............................................................................................................. 141

MÓDULO V – LUCRO REAL E LALUR ....................................................................... 143


1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 143
2.EMPRESAS OBRIGADAS À APURAÇÃO DO LUCRO REAL .............................................. 143
3. FORMAS DE APURAÇÃO – TRIMESTRAL E ESTIMATIVA .............................................. 143
4. OPÇÃO PELA FORMA DE TRIBUTAÇÃO ...................................................................... 144
5. Regime de Reconhecimento da Receita..................................................................... 144
5.1.ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS ...................................................................................................... 144

6. DA APURAÇÃO TRIMESTRAL ..................................................................................... 144


6.1.Período Trimestral ................................................................................................................... 145
6.2. Base de Cálculo ....................................................................................................................... 145
6.3 Alíquota .................................................................................................................................... 145
6.4. Prazo de Pagamento .............................................................................................................. 145
6.5. Adicional do Imposto de Renda ............................................................................................. 145
6.6. Códigos de Recolhimento ....................................................................................................... 146
6.7. Deduções ................................................................................................................................. 146

7. DA APURAÇÃO POR ESTIMATIVA .............................................................................. 146


7.1. Base de Cálculo ....................................................................................................................... 146
7.2.Conceito de Receita Bruta (art. 12 do Decreto Lei nº 1.598 de 1977) ................................ 147
7.3. Diferença entre a Base de cálculo do IRPJ e da CSLL ........................................................... 147
7.4.Rendimentos sobre contratos de mútuos: ............................................................................. 148
7.5. Percentuais de Presunção do Lucro Real Estimativa ........................................................... 149
7.6.Prestadoras de Serviço com Receita Bruta Anual de até R$120.000,00 ............................. 150
7.7. Cálculo do IR Estimado ........................................................................................................... 151
7.8.Cálculo do Adicional Mensal ................................................................................................... 151
7.9.Exemplos de Adicional ............................................................................................................. 151
7.10.Deduções do Imposto ............................................................................................................ 151
7.11.Exemplo do Cálculo da Estimativa Mensal .......................................................................... 152

8. SUSPENSÃO / REDUÇÃO DO BALANÇO...................................................................... 152


8.1. Como Praticar a Suspensão ou Redução ............................................................................... 152
8.2.Apuração do Lucro Real Intermediário (Balanço de Suspensão/Redução) ......................... 153
8.3.Cálculo da Suspensão ou Redução ......................................................................................... 153
8.4. Compensação do Imposto pago Anteriormente................................................................... 153
8.5.Exemplo de Suspensão Integral: ............................................................................................. 153
8.6. Exemplo de Redução ............................................................................................................... 154
8.7.Vantagem Tributária ............................................................................................................... 154
8.11. Falta de Pagamento Mensal do IRPJ e CSLL ....................................................................... 155
8.12. Compensação de Estimativa Mensal Paga a Maior .......................................................... 155
8.13. Saldo Devedor ou Credor do IRPJ e da CSLL ....................................................................... 155
8.14. Saldo Devedor ou Credor do IRPJ e da CSLL ....................................................................... 155

9. DESPESAS DEDUTÍVEIS NO LUCRO REAL .................................................................... 155


9.1. Conceito de despesa operacional dedutível ......................................................................... 156
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
9
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 10

9.2 DOCUMENTAÇÃO PARA COMPROVAÇÃO .............................................................................. 156


9.3.Despesas com Multas .............................................................................................................. 156
9.4.Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS) (art. 344 do RIR/1992) ........................... 158
9.5.Despesa com conservação e instalação de bens ................................................................... 159
9.6.Juros Sobre Capital Próprio ..................................................................................................... 159
9.7.Despesa com pesquisa científica ............................................................................................ 159
9.8.Despesa com Aluguel e Royalties ........................................................................................... 159
9.9.Despesa com Leasing ............................................................................................................... 160
9.10.Remuneração de Sócios e Dirigentes ................................................................................... 160
9.11.Participação dos empregados nos lucros ............................................................................ 160
9.12.Despesa Médica de empregados e dirigentes ..................................................................... 160
9.13.Despesa com Propaganda ..................................................................................................... 161
9.14.Despesa com formação de empregados .............................................................................. 161
9.15. Alimentação de Empregados ............................................................................................... 161
9.16. Vale Transporte .................................................................................................................... 162
9.17.Depreciação ........................................................................................................................... 162
9.20. Amortização .......................................................................................................................... 162
9.21.Exaustão ................................................................................................................................. 162
9.22.Dedução de Provisões............................................................................................................ 162
9.23.Perdas nos recebimentos de créditos .................................................................................. 163
9.24. DESPESAS COM VEÍCULOS .................................................................................................... 164
9.25. Despesas com Viagens ......................................................................................................... 164
9.26. Contribuições e Doações ...................................................................................................... 164
9.27. Brindes ................................................................................................................................... 164
9.30. Perdão de Divida ................................................................................................................... 165
9.31. Despesas Financeiras ........................................................................................................... 165
9.32. Furto e Apropriação Indébita .............................................................................................. 165

10. Compensação de Prejuízos Fiscais ........................................................................... 165


10.1.Pessoas Jurídicas Excluídas da Limitação ............................................................................ 166
10.2. Mudança de Controle Societário e de Ramo de Atividade ................................................ 166
10.3. Prejuízos Fiscais Operacionais e Não-Operacionais .......................................................... 166
10.4.Prejuízos Fiscais Não-Operacionais - Compensação Somente Com Lucros Não-
Operacionais ................................................................................................................................... 167
10.5. Segregação dos Prejuízos Não-Operacionais ..................................................................... 167
10.6. Compensação do Prejuízo Fiscal Não-Operacional em Períodos Futuros ........................ 167
10.7. Exemplos de Compensações ................................................................................................ 168
10.8.Empresa Optante pelo Pagamento por Estimativa Mensal ............................................... 170
10.9. Empresa Optante pelo Lucro Real Trimestral ..................................................................... 170
10.10. Compensação de Prejuízos Apurados no Exterior ............................................................ 170
10.11 Absorção de Prejuízos na Escrituração Comercial ............................................................ 170
10.12. Mudança de Regime Tributário ......................................................................................... 170
10.13. Compensação de Prejuízo Fiscal na Incorporação, Fusão e Cisão .................................. 171
10.14. Prazo para compensação dos Prejuízos Fiscais................................................................ 171

11. Incentivos Fiscais no Lucro Real .............................................................................. 171


11.1. Limites de Dedução Global .................................................................................................. 171
11.2.Dedução do Imposto Devido ................................................................................................. 171
11.3.Quadro Resumo dos incentivos fiscais: ................................................................................ 172
12.4. Programa de Alimentação ao Trabalhado ......................................................................... 172
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
10
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 11

12.5. Incentivos Fiscais à Cultura.................................................................................................. 175


12.6. Fundo Nacional da Criança e do Adolescente .................................................................... 177
12.7. Doações a Instituições de Ensino e Pesquisas .................................................................... 178
12.8. Doações a Entidades Civis .................................................................................................... 178
12.10. Doações a OSCIP ................................................................................................................. 180
12.11.Doações ao Fundo Nacional do Idoso ................................................................................ 180
12.12. Licença Maternidade .......................................................................................................... 181
12.13. Licença paternidade: .......................................................................................................... 182
12.13. Prouni .................................................................................................................................. 182

13. Quadro Resumo dos Incentivos............................................................................... 186


Fundo Nacional da Criança e do Adolescente ............................................................................. 187
Doações a Instituições de Ensino e Pesquisas ............................................................................. 187
Doações a Entidades Civis ............................................................................................................. 187
Doações a OSCIP............................................................................................................................. 187

13. Vantagens e Desvantagens – Apuração Trimestral x Estimativa ............................... 188


13. LALUR – LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL ....................................................... 189
13.1. Obrigatoriedade do Lalur ..................................................................................................... 189
13.2.Finalidade do LALUR .............................................................................................................. 190
13.3. COMPOSIÇÃO DO LIVRO ....................................................................................................... 190
13.4. Época da Escrituração .......................................................................................................... 190
13.5.CONCEITO DE LUCRO REAL ................................................................................................... 191
13.6. ADIÇÕES E EXCLUSÕES NO LALUR ....................................................................................... 191
13.6.1.Adições ao Lucro Líquido ................................................................................................... 191
13.6.2.Exclusões e Compensações do Lucro Líquido ................................................................... 194
13.7.ESCRITURAÇÃO DA PARTE “A” DO LALUR ............................................................................ 196
13.71.Demonstração do Lucro Real .............................................................................................. 197
13.9.ESCRITURAÇÃO DA PARTE “B” DO LALUR ............................................................................ 199
13.9.1 Contas Suscetíveis de Controle .......................................................................................... 201

14. E-LACS.................................................................................................................... 202


15.Exercícios ................................................................................................................ 203

MÓDULO VI – PIS / COFINS ................................................................................... 206


1. INCIDÊNCIA CUMULATIVA x INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA ..................................... 206
2. COMPOSIÇÃO DA BASE DE CÁLCULO......................................................................... 206
2.1. Faturamento e Receita Bruta ................................................................................................ 206
2.2.Bonificações Concedidas e Recebidas .................................................................................... 207
2.3. Doações ................................................................................................................................... 207
2.4. Descontos Incondicionais ....................................................................................................... 207
2.5. Descontos Condicionais .......................................................................................................... 208
2.6. Despesas com frete e despesas acessórias ........................................................................... 208
2.7.Vendas Canceladas /Devoluções ............................................................................................ 208
2.8.Subvenções para Custeio x Subvenções para Investimento ................................................. 209
2.9. Reembolso de Despesas ......................................................................................................... 210
2.10.Venda para Entrega Futura .................................................................................................. 210
2.11.Faturamento Antecipado ...................................................................................................... 210

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
11
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 12

2.12.Receitas Financeiras .............................................................................................................. 211

3. APROPRIAÇÃO DAS RECEITAS ................................................................................... 211


4. REGIME DE APURAÇÃO CUMULATIVO ...................................................................... 211
4.1. Base de Cálculo ....................................................................................................................... 211
4.2. Receita Financeira e Demais Receitas ................................................................................... 211
4.3. Reconhecimentos das Receitas e Despesas .......................................................................... 211
4.4.Exclusões da Base de Cálculo .................................................................................................. 212
4.5. Alíquotas .................................................................................................................................. 212
4.6.Alíquota Diferenciada .............................................................................................................. 212
4.7. Recolhimento .......................................................................................................................... 212
4.8.Códigos de Recolhimento ........................................................................................................ 213

5. REGIME NÃO CUMULATIVO ...................................................................................... 213


5.1.Base de Cálculo ........................................................................................................................ 213
5.2. Composição da Base de Cálculo ............................................................................................ 213
5.6.Alíquotas ................................................................................................................................... 215
5.7. Recolhimento .......................................................................................................................... 215
5.8. Códigos de Recolhimento ....................................................................................................... 216

6. REGIME CUMULATIVO E NÃO CUMULATIVO AO MESMO TEMPO .............................. 216


7. PIS/COFINS DAS ENTIDADES IMUNES ........................................................................ 217
7.1. PIS/Pasep e COFINS das Entidades Imunes........................................................................... 217
7.2.PIS sobre folha de salários ...................................................................................................... 218

8. Pis e Cofins das Entidades Isentas ............................................................................. 218


8.1. Desenquadramento da Imunidade ou da Isenção ............................................................... 219
8.2.Contribuições ao Pis e à Cofins das Entidades Isentas ......................................................... 219
8.3.Contribuição ao PIS/PASEP – Sobre a Folha de Pagamento ................................................ 220
8.4.Incidência de Cofins Sobre as Receitas Financeiras .............................................................. 221

9. PIS / COFINS SOBRE IMPORTAÇÃO DE BENS E SERVIÇOS ........................................... 221


9.1.Base de Càlculo ........................................................................................................................ 221
9.2.Fato Gerador ............................................................................................................................ 221
9.3.Alíquotas ................................................................................................................................... 221
9.4. Possibilidades de Crédito sobre Importação ........................................................................ 223

10.BENEFÍCIOS FISCAIS PARA O PIS / COFINS ................................................................ 224


10.1.Incidência Monofásica .......................................................................................................... 224
10.2.Substituição Tributária .......................................................................................................... 225
10.3. Alíquota Zero ......................................................................................................................... 225
10.4.Suspensão ............................................................................................................................... 225
10.5.Isenções .................................................................................................................................. 226
10.6.Não incidências ...................................................................................................................... 227

11.TRATAMENTO DIFERENCIADO DA TRIBUTAÇÃO ....................................................... 228


11.1.Tratamento dado às operações na Zona Franca de Manaus ............................................. 228
11.2.Exportação ............................................................................................................................. 228
11.3.Transporte Internacional ...................................................................................................... 228
11.4.Frete com fim específico de exportação .............................................................................. 228
11.5.Produtos da Cesta Básica ...................................................................................................... 229
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
12
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 13

11.6.Produtos hortícolas, frutas e ovos ....................................................................................... 229


11.7.Venda de Ativo Imobilizado .................................................................................................. 229
11.8.Livros ....................................................................................................................................... 229
11.9 Jornais e periódicos ............................................................................................................... 230
11.10.Transporte coletivo municipal ............................................................................................ 231
11.11.Vendas para Itaipu Binacional ........................................................................................... 231
11.12.Venda de Sucata .................................................................................................................. 231
11.13.Veículos Usados ................................................................................................................... 232
11.14.Laticínios - Alíquota zero .................................................................................................... 232
11.15. Compostos Lácteos – Iogurte ............................................................................................ 233
11.16.Laticínios – Suspensão ........................................................................................................ 233
11.17.Produtos médicos, hospitalares e farmacêuticos ............................................................. 233
11.18.Carnes Bovinas – Suspensão – até 07/03/2013 ................................................................ 234
11.19. Carnes Suínas e Aves – Suspensão – até 07/03/2013 ..................................................... 234
11.20.Carnes – alíquota zero – a partir de 08/03/2013 ............................................................. 235
11.21.Soja ....................................................................................................................................... 235
11.22. Programa de Inclusão Digital ............................................................................................ 235
11.23. Bebidas Frias ....................................................................................................................... 236

12 – CRÉDITOS NA MODALIDADE NÃO CUMULATIVA .................................................... 238


12.1.Bens adquiridos para revenda .............................................................................................. 238
12.2. Insumos ................................................................................................................................. 239
12.3.Bonificação ............................................................................................................................. 242
12.4. Produtos Monofásicos ou com Substituição Tributária de Pis e Cofins ........................... 242
12.5.Aluguéis .................................................................................................................................. 243
12.6.Arrendamento Mercantil ...................................................................................................... 243
12.7.Máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao imobilizado ............................ 244
12.8.Edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades
da empresa ..................................................................................................................................... 247
12.9.Amortização ........................................................................................................................... 248
12.10. Créditos de Pis/Cofins sobre Benfeitorias em Imóveis de Terceiros ............................... 248
12.11. Devoluções e Vendas Canceladas...................................................................................... 248
a) Devolução de vendas............................................................................................................. 248
12.12. Retorno de Mercadoria ...................................................................................................... 249
12.13. Devoluções de compras ...................................................................................................... 249
12.14.Frete e Armazenagem ......................................................................................................... 249
12.15. Créditos de Pis e Cofins sobre Embalagens ...................................................................... 250
12.16 Créditos sobre Paletes ......................................................................................................... 251
12.17.Vale-transporte, vale-refeição ou vale-alimentação, fardamento ou uniforme fornecidos
aos empregados ............................................................................................................................. 251
12.18.Bens adquiridos não sujeitos ao pagamento das contribuições ...................................... 252
12.19.CRÉDITO SOBRE AQUISIÇÃO DE EMPRESAS DO SIMPLES ................................................. 252
12.20. Crédito Presumido sobre Estoque de Abertura ................................................................ 253
12.21.Crédito presumido - Alcool ................................................................................................. 253
12.22.Crédito na Importação de Mercadorias e Serviços ........................................................... 254
12.23. Estorno de Créditos ............................................................................................................ 255
12.24.Receita Não Cumulativa e Cumulativa – Rateio de Créditos ........................................... 255
12.25. Créditos sobre Bebidas Fria ............................................................................................... 255

13.CRÉDITO PRESUMIDO AGROPECUÁRIO .................................................................... 258


www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
13
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 14

13.1.Apuração do crédito presumido ........................................................................................... 259


13.2.Redução do crédito presumido ............................................................................................. 260
13.3.Outras aquisições .................................................................................................................. 260
13.4.Saldo do crédito presumido .................................................................................................. 261
13.5.Saldo no final do trimestre-calendário ................................................................................ 261
13.6.Crédito presumido de produtoras de laticínios ................................................................... 261
13.7. Créditos MP 609/2013: ........................................................................................................ 261

14. VEDAÇÕES AO CRÉDITO DE PIS E COFINS ................................................................. 262


14.1. Apropriação dos Créditos ..................................................................................................... 262
14.2. Revenda de Produtos com Substituição Tributária ............................................................ 262
14..3. Revenda de Produtos Sujeitos a incidência Monofásica .................................................. 263
14.5.Produtos não sujeitos ao Pagamento de Pis e Cofins ......................................................... 264
14.6.Insumos .................................................................................................................................. 264
14.8.Aliquota Zero .......................................................................................................................... 265
14.9. Manutenção do Crédito de Pis e Cofins .............................................................................. 265

15. EXERCÍCIOS ............................................................................................................ 266

1. Introdução ........................................................................................................ 268


2. Serviços Prestados por Pessoas Jurídicas ........................................................... 268
2.1.1.Hipótese de Incidência ........................................................................................ 269
2.1.2.Fato Gerador ....................................................................................................... 270
2.1.3. Base de Cálculo .................................................................................................. 270
2.1.4. Alíquota ............................................................................................................. 271
2.1.5. Prazo de Recolhimento ....................................................................................... 271
2.1.6. Responsabilidade pelo Recolhimento .................................................................. 271
2.1.7. Regime de Tributação – Tratamento da Retenção ................................................ 271
2.1.8. Códigos de Recolhimento.................................................................................... 272
2.1.9. Serviços de Natureza Profissional ........................................................................ 272
2.1.10. Serviços de Limpeza, Conservação, Segurança, Vigilância e Locação de Mão-de-
Obra ............................................................................................................................ 273
2.1.11. Serviços de mediação de negócios, propaganda e publicidade ........................... 274
2.1.12. Factoring .......................................................................................................... 276
2.1.13. Casos de Dispensa da Retenção ......................................................................... 277
2.1.14.Casos Específicos ............................................................................................... 278
b) Cooperativas de Trabalho Serviços médicos ................................................................................ 280
c) Cooperativas de Trabalho - Serviços Transporte ......................................................................... 281

2.1.14.Serviços Prestados para Órgãos Públicos Estaduais e Municipais......................... 282


2.1.15.Penalidades pela Não Retenção ......................................................................... 282

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
14
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 15

2.1.16.Comprovante de Rendimentos Pagos ................................................................. 282


2.1.17.Obrigatoriedade da Informação na Nota Fiscal ................................................... 283
3.1. CSRF – CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS RETIDAS NA FONTE .......................................................... 283

3.1.1. Hipótese de Incidência das CSRF ......................................................................... 283


3.1.2.Fato Gerador ....................................................................................................... 283
3.1.2.Alíquotas ............................................................................................................ 284
3.1.3.Base de Cálculo ................................................................................................... 284
3.1.4. Código da Receita ............................................................................................... 284
3.1.5. Prazo para o recolhimento .................................................................................. 285
3.1.6.Tratamento dos Valores Retidos .......................................................................... 285
3.1.7.Dispensa da Retenção.......................................................................................... 285
3.1.8.Serviços Abrangidos ............................................................................................ 287
3.1.9.Particularidades .................................................................................................. 290
3.1.10. Informação no Documento Fiscal ...................................................................... 292
3.1.10. Comprovante Anual de Retenção ...................................................................... 292
3.1.11. Órgão Público Estadual e Municipal .................................................................. 292
4.IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PRESTADOS A ÓRGÃOS PÚBLICOS
FEDERAIS. .................................................................................................................... 293
4.1.Base de Cálculo e Alíquotas .................................................................................................... 295
4.2.Retenção do IR ......................................................................................................................... 295
4.3. Serviços com fornecimento de material ............................................................................... 295
4.4.Retenção das Contribuições Sociais ....................................................................................... 295
4.5. Valores Inferiores a R$ 10,00 ................................................................................................. 295
4.6.Pagamentos sem Retenção ..................................................................................................... 296
4.7.Não retenção do Pis e Cofins .................................................................................................. 296
4.8.Empresas do Simples Nacional ............................................................................................... 297
4.9.Tratamento dos Valores Retidos ............................................................................................ 297
4.10. Prazo de Recolhimento ......................................................................................................... 297
4.11. Documento Fiscal.................................................................................................................. 298

5.Serviços Prestados por Pessoas Físicas ....................................................................... 298


5.1.Fato Gerador ............................................................................................................................ 298
5.1. Alíquota ................................................................................................................................... 298
5.2. Deduções ................................................................................................................................. 299
5.3.Forma de utilização da tabela progressiva ........................................................................... 301
5.4.Rendimentos trabalho assalariado ........................................................................................ 301
5.5.Férias de empregados ............................................................................................................. 301
5.6.Décimo terceiro salário ........................................................................................................... 302
5.7.Rendimentos trabalho não assalariado – Sem vínculo empregatício ................................. 303
5.8.Serviços de transporte pagos por pessoa jurídica ................................................................ 303
5.9.Alugueis e Royalties ................................................................................................................. 303
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
15
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 16

5.10. Sócio ou titular de ME e EPP, optante pelo Simples Nacional .......................................... 304
5.11.Pró-labóre ............................................................................................................................... 304
5.12.Pessoas jurídicas ligadas ....................................................................................................... 304
5.13.Rendimentos Isentos ............................................................................................................. 304
5.15. Tabela Prática de Retenção na Fonte ................................................................................. 307
5.16. Dispensa da retenção ........................................................................................................... 311
5.16.Código da Receita e Prazo para recolhimento .................................................................... 311
5.17.Recolhimento em atraso ....................................................................................................... 311

6. EXERCÍCIOS .............................................................................................................. 312

MÓDULO VIII - OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS ............................................................. 313


1.DCTF – Declaração de Débitos e Créditos ( Instrução Nornativa Nº 1.599 de 2015) ...... 313
1.1Obrigatoriedade da Apresentação: ......................................................................................... 313
1.2.Estão dispensadas da apresentação da DCTF: ...................................................................... 313
1.3.Prazo de Entrega ...................................................................................................................... 314
1.4.Penalidades .............................................................................................................................. 316

2,EFD-Contribuições ..................................................................................................... 318


2..1 Obrigatoriedade ...................................................................................................................... 318
2.2. Prazos de Entrega ................................................................................................................... 319
2.3. Penalidades ............................................................................................................................. 320
2.4.Crime Tributário ....................................................................................................................... 320
2.5.Código da Receita .................................................................................................................... 321

3.DIRF – DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO ................................................ 321


3.1.Obrigatoriedade ....................................................................................................................... 321
3.2.Cartórios ................................................................................................................................... 322
3.3.Retenções de IRRF sobre remessa para o exterior ................................................................ 322
3.4.Retenções de PIS/COFINS/CSLL ............................................................................................... 323
3.5.Administração Pública ............................................................................................................. 323
3.6. Prazos ...................................................................................................................................... 323
3.7.Extinção, fusão, cisão e incorporação .................................................................................... 323
3.8.Saída definitiva do Brasil ou encerramento de espólio ........................................................ 323
3.9.Penalidades .............................................................................................................................. 324
3.10.Códigos de DARF .................................................................................................................... 325

4.DMED – Declaração de Serviços Médicos ................................................................... 325


4.1.Dispensa ................................................................................................................................... 326
4.2. Pessoas Jurídicas Equparadas................................................................................................ 326
4.3.Pessoas Jurídicas ...................................................................................................................... 326
4.4.Equiparadas ............................................................................................................................. 326
4.4.Empresário ............................................................................................................................... 327
4.5. Prazos ...................................................................................................................................... 329
4.6. Penalidades ............................................................................................................................. 329

5. DIMOB – Declarações de Operações Imobiliárias....................................................... 330


5.1.Dispensa ................................................................................................................................... 331
5.2. Prazo ........................................................................................................................................ 331
5.3. Penalidades ............................................................................................................................. 331
5.4.Código da Receita .................................................................................................................... 332
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
16
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 17

6. DSPJ = Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Inativa ........................................ 332


7.ECD - ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL DIGITAL ................................................................... 332
7.1.Obrigatoriedade ....................................................................................................................... 332
7.2.Dispensa ................................................................................................................................... 333
7.3. Prazos ...................................................................................................................................... 334
7.4. Penalidades ............................................................................................................................. 334
7.5.Código da Receita .................................................................................................................... 335

8. ECF - ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL FISCAL ..................................................................... 335


8.1.Obrigatoriedade ....................................................................................................................... 335
8.2.Dispensa ................................................................................................................................... 335
8.3. Prazos ...................................................................................................................................... 336
8.4. Penalidades ............................................................................................................................. 338
8.5.Demais pessoas jurídicas (imunes e isentas, lucro presumido ou lucro arbit rado) ........... 339
8;6;Código da Receita .................................................................................................................... 340

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
17
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 18

MÓDULO I – DIREITO TRIBUTÁRIO

1.HIERARQUIA DAS LEIS

Para o profissional de contabilidade é importante conhecer inicialmente a hierarquia das Leis e


entender o significado, a importância, o alcance e a eficácia de cada um dos instrumentos
jurídicos utilizados

Inicialmente devemos entender o que é hierarquia para o direito.

Para o direito, a hierarquia de uma norma é a subordinação desta a uma fonte geradora superior.

Vemos, por exemplo, que todas as leis são hierarquicamente inferiores a Constituição Federal,
pois encontram seu fundamento de validade na Carta Magna.

1.1.Constituição Federal
Nenhuma lei pode contrariar aquilo que está disposto na Constituição Federal, seja em relação
aos direitos e garantias individuais, relacionados no artigo 5°, nos direitos trabalhistas
relacionados no artigo 7º ou qualquer outro dispositivo constitucional.

Qualquer lei ou ato administrativo; gerado pela criação do legislativo municipal, estadual ou
federal, que contrarie o disposto na Constituição Federal, será considerada uma norma
inconstitucional e, por isso, certamente será fulminada pelo poder judiciário tornando-a nula
desde o seu nascimento, sem qualquer efeito no mundo jurídico.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
18
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 19

1.2.Emenda Constitucional
É uma modificação na Constituição que deve ser aprovada por 3/5 das duas casas do
Congresso, em dois turnos. Não podem ser objeto de emenda constitucional (artigos 60º § 4º, I
a IV) as chamadas "cláusulas pétreas", isto é, as que se referem à federação, ao voto direto,
secreto, universal e periódico, à separação de poderes e aos direitos e garantias individuais

1.3.Lei Complementar
A lei complementar à Constituição é por esta definida quanto às matérias. Requer maioria
absoluta de votos nas duas casas do Congresso para aprovação.

1.3.Lei Ordinária
A lei ordinária diz respeito à organização do poder judiciário e do ministério público, à
nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais, planos plurianuais e
orçamentos e a todo o direito material e processual, como os códigos civil, penal, tributário e
respectivos processos.

1.4.Lei Delegada
A lei delegada é elaborada pelo presidente, a partir de delegação específica do Congresso, mas
não pode legislar sobre atos de competência do Congresso, de cada casa, individualmente,
sobre matéria de lei complementar nem sobre certas matérias de lei ordinária.

1.5. Medida Provisória


A medida provisória, editada pelo presidente da república, deve ser submetida ao Congresso;
não pode ser aprovada por decurso de prazo nem produz efeitos em caso de rejeição.

1.6.Decreto Legislativo
O decreto legislativo é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sem necessitar de
sanção presidencial. A resolução legislativa também é privativa do Congresso ou de cada casa
isoladamente, por exemplo, a suspensão de lei declarada inconstitucional

1.7.Decreto Presidencial
No sistema jurídico brasileiro, os decretos são atos administrativos da competência dos chefes
dos poderes executivos (presidente, governadores e prefeitos).

Um decreto é usualmente usado pelo chefe do poder executivo para fazer nomeações e
regulamentações de leis (como para lhes dar cumprimento efetivo, por exemplo), entre outras
coisas.

1.8.Portaria
Documento de ato administrativo de qualquer autoridade pública, que contém instruções acerca
da aplicação de leis ou regulamentos, recomendações de caráter geral, normas de execução de
serviço, nomeações, demissões, punições, ou qualquer outra determinação de sua competência

1.9.Instrução Normativa
A Instrução Normativa pode ser definida como um ato puramente administrativo, uma norma
complementar administrativa, tão somente. Esta tende a completar o que está em uma Portaria
de um superior hierárquico, num Decreto Presidencial ou em uma Portaria Interministerial. Desta
forma, a Instrução Normativa jamais poderá inovar o ordenamento jurídico. Assim, a Instrução
Normativa nunca poderá passar colidir com Leis ou decretos, pois estes devem guardar
consonância com as Leis.

A instrução Normativa é expedida pelos superiores dirigentes dos órgãos, seja pelo
representante maior do órgão em questão, ou pelo dirigente delegado para tais atribuições para
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
19
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 20

emitir as Instruções Normativas sobre sua extensão. Desta feita, a Instrução Normativa diz o que
os agentes daquele órgão público devem seguir, executar, fazer ou respeitar, bem como a
Instrução Normativa descreve a respeito das atribuições que devem ser seguidas por aqueles
parâmetros específicos naquele ato administrativo.

Em síntese, a Instrução Normativa é um ato administrativo o qual deve estar em consonância


com todo o ordenamento jurídico.

1.10.Resolução
Resolução - Ato legislativo de conteúdo concreto, de efeitos internos. É a forma que revestem
determinadas deliberações da Assembléia da República. As Resoluções não estão, em princípio,
sujeitas a promulgação e também não estão sujeitas a controle preventivo da
constitucionalidade, exceto as que aprovem acordos internacionais.

1.11.Ato normativo
São resoluções administrativas dos Tribunais, atos estatais de conteúdo meramente
derrogatório, como as resoluções administrativas, desde que recaiam sobre atos de natureza
normativa.

1.12.Ato Administrativo
Ato emanado de órgão competente, no exercício legal de suas funções e em razão destas, é
todo aquele que tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar ou extinguir
direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria. Já os fatos administrativos não
se preordenam à produção de efeitos jurídicos.

Quando revestido de todos os seus requisitos formais e materiais, o ato administrativo se diz
eficaz; todavia, pode apresentar vícios ou defeitos, cuja gravidade enseja a seguinte
classificação para os atos mal formados: inexistência; nulidade; anulabilidade e irregularidade.

1.13.Portaria
Documento de ato administrativo de qualquer autoridade pública, que contém instruções acerca
da aplicação de leis ou regulamentos, recomendações de caráter geral, normas de execução de
serviço, nomeações, demissões, punições, ou qualquer outra determinação de sua competência.

2.Poderes das Leis


As seguintes matérias são reservadas exclusivamente à Lei;

 instituir, extinguir, reduzir ou majorar tributos;


 definir fato gerador da obrigação tributária principal;
 fixar alíquotas ou base de cálculo de tributos;
 cominar penalidades;
 excluir, suspender ou extinguir crédito tributário;

3.Sistema Tributário Nacional


O Sistema Tributário Nacional acha-se embasado em dois pressupostos fundamentais:

Consolidação dos impostos de idêntica natureza em figuras unitárias, levando-se em conta suas
bases econômicas;

Coexistência de 4 sistemas tributários autônomos: federal, estadual, municipal e do Distrito


Federal.

Composição: O Sistema Tributário Nacional compõe-se de:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
20
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 21

 Impostos
 Taxas
 Contribuições de Melhoria
 Contribuições Parafiscais
 Contribuições Especiais
 Empréstimo Compulsório

4.Tributo
Conceito → é uma obrigação ex lege em moeda, que não se constitui sanção por ato ilícito e tem
como sujeito ativo, normalmente uma pessoa política e, por sujeito passivo, qualquer pessoa
apontada na lei da entidade tributante.

a) é uma obrigação ex lege – Obrigação é o vínculo abstrato de conteúdo patrimonial, pelo qual,
alguém, sujeito passivo, vê-se compelido a dar, fazer, não fazer ou suportar algo em favor de
outrem, sujeito ativo.

O tributo deriva direta e imediatamente da vontade da lei, por isso, é uma obrigação ex lege.
Nasce do fato descrito na lei e, por ela considerado, apto a desencadear obrigações tributárias.
É diferente da obrigação ex vontate – a Fazenda não vai saber se o contribuinte queria ou não
pagar . Por esta razão que a capacidade tributária passiva é diferente de capacidade civil (louco
tem que pagar tributo)

b) em moeda - a lei só pode obrigar o contribuinte a pagar o tributo em moeda, não terá que
pagar em espécie. Deve ser moeda corrente - reais. É obrigação de dar – dare pecuniam.

É possível, se o contribuinte quiser ou puder poderá pagar o tributo com algo que, em moeda,
possa se exprimir. (Dação)

c) não constitui sanção - O tributo além de ser uma obrigação ex lege de dar moeda, não se
constitui sanção por ato ilícito. O tributo não é multa. Tem por pressuposto a prática de um fato
lícito qualquer, diferente de multa que pressupõe o descumprimento de um dever jurídico.

Um ato ilícito sozinho não pode gerar tributo mas, ele pode existir remotamente na cadeia (ex.
bicheiro deve pagar IR). Prevalece a teoria non olet (não tem cheiro) que diz que não importa a
origem do tributo, só não pode derivar diretamente de ato ilícito.

O tributo incide sempre sobre fatos que trazem riqueza, economicamente considerando (traz
ganhos para a pessoa que praticar o ato).

Obrigação: é uma relação jurídica e, portanto, tem SA e SP.

d) sujeito ativo: é o credor do tributo, é a pessoa que tem a titularidade do crédito tributário, que
tem o direito subjetivo de cobrar, de arrecadar o tributo.

O sujeito ativo é, normalmente, uma pessoa política, aquela que cria em abstrato o tributo (quase
sempre). Normalmente a mesma pessoa que exerce a competência tributária (aptidão para
criar tributos) também tem a capacidade tributária (aptidão para cobrar o tributo).

e) sujeito passivo: é o devedor do tributo, é a pessoa que tem o dever jurídico de efetuar o
pagamento do tributo, é a que tem capacidade tributária passiva.

Qualquer pessoa tem capacidade tributária passiva, inclusive as pessoas políticas, as


jurídicas (autarquias, sociedade de economia mista, empresas públicas, empresas privadas) ou
físicas, independentemente de ter ou não capacidade civil.

As pessoas políticas e as autarquias são imunes somente aos impostos, podendo Ter que pagar
outro tipo de tributo.
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
21
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 22

4.1. Natureza Jurídica do Tributo

É determinada pelo seu fato gerador, sendo irrelevantes para qualificá- la a denominação, a
destinação legal. Assim, o imposto é imposto SE TIVER FATO GERADOR PRÓPRIO DE
IMPOSTO e não de taxa ou contribuição. A análise do fator gerador não é suficiente, sendo
necessária a base de cálculo. As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.

4.2. Nascimento da obrigação tributária


O tributo nasce quando se verifica, no mundo em que vivemos, o fato lícito (diferente de multa)
e não-voluntário (decorre da vontade da lei) descrito na hipótese de incidência da norma jurídica
tributária (é a lei da pessoa política competente).

4.3. Elementos do tributo

Os elementos do tributo são:

a) Hipótese de incidência: é o fato descrito na lei que acontecido faz nascer a relação jurídica
tributária (o dever de pagar tributo) que tem por objeto a dívida tributária. Existe no mundo
abstrato, é o tipo tributário, é o elemento diferenciador dos tributos (fato gerador in abstrato).
Cuidado com a expressão fato gerador – é equívoca.

b) Fato imponível: é a ocorrência do fato que já era previsto em como apto a gerar uma obrigação
tributária. É a ocorrência real da descrição abstrata, é o fato típico do tributo (fato gerador in
concreto)

c) base de cálculo: é a dimensão legal da materialidade do tributo. Deve guardar correlação


lógica com a Hipótese de Incidência (está embutida na Hipótese de Incidência), se houver
descompasso entre ambas nada poderá ser cobrado. (é elemento quantitativo). Ex.: IR = a
Hipótese de Incidência é obter rendimentos e a base de cálculo é o valor do rendimento.

Na década de 60 em Porto Alegre criaram um IPTU que tinha por Hipótese de Incidência = ser
proprietário e como base de cálculo = aluguéis (no lugar do valor venal, valor de mercado) - é
inconstitucional.

d) alíquota: é o critério legal, normalmente expresso em %, que, conjugado à base de cálculo


permite que se chegue ao quantum debeatur. Não pode ser confiscatória (tributo confiscatório
é o que retira do contribuinte o mínimo necessário para sua sobrevivência. A base de cálculo
e a alíquota são fixadas pela pessoa política tributante).

4.4.Impostos

São os tributos que trazem maior retorno econômico, mas juridicamente têm a mesma
importância dos outros. É o tipo de tributo que tem por hipótese de incidência um fato qualquer
não consistente numa atuação estatal (não vinculado).

Os impostos podem ser:

a) federais – II, IPI, IE, IOF, IR, ITR, etc.


b) estaduais – ICMS, IPVA, etc.
c) municipais – IPTU, ISS, ITBI, etc

A União tem ainda a competência residual, pode, por lei complementar criar impostos ainda não
existentes da CF. Tem também competência para criar os impostos extraordinários.

Ao DF cabem tanto os impostos estaduais e os municipais


www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
22
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 23

IPI, II, IE e IOF não se sujeitam ao princípio da anterioridade.

Outra classificação de imposto:

a) Reais: É o imposto baseado em bens reais (físicos), são os denominados "Impostos sobre o
Patrimônio", como IPTU, IPVA e ITR.

b) diretos: Incidem sobre o “Contribuinte de Direito”, o qual não tem, pelo menos teoricamente, a
possibilidade de repassar para outrem o ônus tributário. No Imposto de Renda da pessoa física
assalariada, por exemplo, é o empregado quem suporta a obrigação, não havendo condições de
ocorrer a repercussão (transferência do ônus tributário para outrem).

c) indiretos: A carga tributária cai sobre o “Contribuinte de Direito” que o transfere para outrem,
O “Contribuinte de Direito” é figura diferente do “Contribuinte de Fato”.Nem sempre o contribuinte
que paga é, efetivamente, quem suporta em definitivo a carga tributária.

Assim temos:

Contribuinte de direito: pessoa designada pela lei para pagar o imposto.

Contribuinte de fato: pessoa que de fato suporta o ônus fiscal.

Esse aspecto é de importância fundamental na solução dos problemas de restituição do indébito


tributário.

O IPI e o ICMS são impostos indiretos. uma vez que o consumidor final é que, de fato, acaba por
suportar a carga tributária, embora não seja designado pela lei como contribuinte desses
impostos.

d) Pessoal: Pessoal é o imposto que estabelece diferenças tributárias em função de condições


inerentes ao contribuinte. Tributa-se de acordo com sua capacidade econômica (Imposto de
Renda das pessoas físicas e jurídicas), em decorrência do disposto no § 1 do artigo 145 da CF:

“sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a
capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária especialmente
para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos
termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte”.

e) Progressivo: Quando suas alíquotas são fixadas em porcentagens variáveis e crescentes,


conforme a elevação de valor da matéria tributável - como exemplo, o Imposto de Renda das
Pessoas Físicas.
REGRESSIVOS

f) São cobrados em porcentagens iguais sobre contribuintes, não levando em conta a capacidade
econômica daquele que suportará o ônus fiscal. Isto o torna "regressivo", ou seja, os contribuintes
com menores condições econômicas acabam pagando (proporcionalmente) maior parcela de
tributos sobre suas rendas. O ICMS, IPI, PIS e COFINS são exemplos de regressivos
(simultaneamente, são também classificados como indiretos). Atualmente, no Brasil, a grande
maioria dos tributos é de natureza regressiva, o que implica em enorme injustiça social (ricos
pagam, proporcionalmente à renda, bem nenos tributos que a população mais pobre).

5.PRINCÍPIOS GERAIS DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA


Princípios: são vetores das normas. As normas constitucionais não têm a mesma importância.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
23
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 24

Não importa se está implícita ou explícita → a sua importância se mede pela abrangência da
norma.

a) Princípio da Legalidade: ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma


coisa, senão em virtude de lei (princípio da universalidade da legislação).
É vedado às pessoas políticas criar ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; deve
ser lei da pessoa política competente (o sistema tributário foi redundante).
Em razão deste princípio se exige que só lei reduza tributos, altere os prazos,
parcelamento, obrigação acessória, enfim, tudo que for importante em matéria tributária deve ser
previsto por lei.
Alguns definem como princípio da estrita legalidade ou da reserva legal da lei formal o
que leva ao princípio da tipicidade fechada da tributação, o que exige que a lei seja minuciosa,
evitando o emprego da analogia ou da discricionariedade.

b) Princípio da anterioridade → princípio comum do campo tributário, diz que a lei que
cria ou aumenta tributo, ao entrar em vigor, fica com sua eficácia suspensa até o início do próximo
exercício financeiro, quando incidirá e produzirá todos os seus efeitos no mundo jurídico (não
adia a cobrança e sim suspende a eficácia, não há incidência). Este princípio e o princípio da
segurança jurídica evitam a surpresa.

As isenções tributárias devem obedecer este princípio.

Exceções: As exceções a este princípio não podem ser criadas pelo poder reformador,
só pelo poder constituinte originário.

I I - Imposto sobre importação;


I E - Imposto sobre exportação;
I P I (pode ter alíquota alterada por decreto)
I O F (pode ter alíquota alterada por decreto)
Imposto por Motivo de Guerra;
empréstimos compulsórios (por guerra e calamidade publica)
princípio da nonagésima → os impostos só podem ser cobradas 90 dias após a sua
edição.
c) Princípio da segurança jurídica : (ou irretroatividade) - princípio universal do
direito. A segurança jurídica em sua dupla manifestação que é a certeza do direito e a proibição
do arbítrio exige que as leis sejam irretroativas (só produzem efeitos para o futuro), salvo se para
beneficiar o contribuinte (neste caso depende de previsão expressa). Como acontece no direito
penal a lei deve ser anterior ao fato imponível.

d) Princípio da Isonomia : a lei, em princípio, não deve dar tratamento desigual a


contribuintes que se encontrem em situação equivalente.

e) Princípio da Capacidade Contributiva : faz parte do princípio da isonomia, consiste


em tratar os desiguais de modo desigual, podendo assim o tributo ser cobrado de acordo com
as possibilidades de cada um

f) Princípio da Vedação de efeitos confiscatórios : o tributo deve ser razoável, não


podendo ser tão oneroso que chegue a representar um verdadeiro confisco;

g) Princípio da Imunidade recíproca das esferas públicas : a União, os Estados, o


Distrito Federal e os Municípios não podem instituir impostos sobre o patrimônio, renda ou
serviço, uns dos outros

h) Princípio da Imunidade de tráfego : não pode a lei tributária limitar o tráfego


interestadual ou intermunicipal de pessoas ou bens, salvo o pedágio de via conservada pelo
poder público

i) Princípio da Uniformidade nacional : o tributo da União deve ser igual em todo


território nacional, sem distinção entre os Estados
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
24
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 25

j) Princípio da Vedação de distinção em razão de procedência ou destino : é


vedado aos Estados, ao DF e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens
e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino

k) Princípio da Não-cumulatividade : por este princípio compensa-se o tributo que for


devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores.
Este princípio não é geral, sendo aplicado apenas no IPI, no ICMS e em eventuais
impostos que vierem a ser criados pela União, na sua competência residual. Na apuração
contábil do IPI e do ICMS, o imposto a ser pago é lançado como débito, e o que já foi pago nas
operações anteriores é lançado como crédito, a diferença entre esses débitos e créditos é que
efetivamente deve ser recolhido em determinado período.

l) Princípio da Tipicidade : o tributo só incide no caso de fato ou situação típica, ou


seja, de fato ou situação previamente descrita em lei.

6.Obrigação Tributária Principal e Acessória

A relação tributária surge da ocorrência de um fato previsto em uma norma como capaz de
produzir esse efeito; a lei descreve um fato e atribui a este o efeito de criar uma relação entre
alguém e o Estado; ocorrido o fato, nasce a relação tributária, que compreende:

O DEVER DE ALGUÉM (SUJEITO PASSIVO) E O DIREITO DO ESTADO (SUJEITO


ATIVO); SUAS FONTES SÃO: A LEI E O FATO GERADOR.

Obrigação Tributária Principal: tem por objeto, o pagamento de tributo ou penalidade


pecuniária, tem sempre conteúdo patrimonial.

Obrigação Tributária Acessória: A obrigação é acessória quando, por força de lei, a prestação
a ser cumprida é a de fazer ou não fazer alguma coisa, ou permitir que ela seja feita pelo Fisco,
tudo no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos (artigo 113, § 2, do CTN).

Natureza jurídica: a obrigação tributária principal corresponde a uma obrigação de dar, seu
objeto é o pagamento do tributo, ou da penalidade pecuniária; as obrigações acessórias
correspondem a obrigações de fazer (emitir uma nota fiscal), de não fazer (não receber
mercadoria sem a documentação legalmente exigida), de tolerar (admitir a fiscalização de livros
e documentos).

Fato Gerador: é o fato ou situação que gera ou cria a obrigação tributária.

Sujeito Ativo (credor): são a União, os Estados e os Municípios, os quais detêm a


competência tributária, podendo legislar sobre tributos e exigi-los, e, também, as pessoas
públicas que, embora não possam legislar sobre tributos, têm, contudo, capacidade tributária,
que lhes permite fiscalizar e arrecadar tributos, por delegação.

Sujeito Passivo: é a pessoa natural ou jurídica, obrigada ao cumprimento da obrigação


tributária; tem o dever de prestar seu objeto, pode ser:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
25
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 26

7.Do Crime contra a Ordem Tributária

Lei 8.137/90

CAPÍTULO I

Dos Crimes Contra a Ordem Tributária

Seção I

Dos crimes praticados por particulares

Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária s uprimir ou reduzir tributo, ou contribuição
social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas:

I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;

II - fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de


qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;

III - falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro
documento relativo à operação tributável;

IV - elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou
inexato;

V - negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente,


relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la
em desacordo com a legislação.

Pena - reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

Parágrafo único. A falta de atendimento da exigência da autoridade, no prazo de 10 (dez) dias,


que poderá ser convertido em horas em razão da maior ou menor complexidade da matéria
ou da dificuldade quanto ao atendimento da exigência, caracteriza a infração prevista no inciso
V.

Art. 2° Constitui crime da mesma natureza:

I - fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra
fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;

II - deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou


cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres
públicos;

III - exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário, qualquer percentagem
sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal;

IV - deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal ou parcelas


de imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento;

V - utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo


da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à
Fazenda Pública.
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
26
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 27

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

Seção II

Dos crimes praticados por funcionários públicos

Art. 3° Constitui crime funcional contra a ordem tr ibutária, além dos previstos no Decreto-Lei
n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal ( Título XI, Capítulo I):

I - extraviar livro oficial, processo fiscal ou qualquer documento, de que tenha a guarda em
razão da função; sonegá-lo, ou inutilizá-lo, total ou parcialmente, acarretando pagamento
indevido ou inexato de tributo ou contribuição social;

II - exigir, solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora
da função ou antes de iniciar seu exercício, mas em razão dela, vantagem indevida; ou aceitar
promessa de tal vantagem, para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social, ou
cobrá-los parcialmente. Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.

III - patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração fazendária,


valendo-se da qualidade de funcionário público. Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos,
e multa.

Art. 11. Quem, de qualquer modo, inclusive por meio de pessoa jurídica, concorre para os
crimes definidos nesta lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida de sua
culpabilidade.

Art. 15. Os crimes previstos nesta lei são de ação penal pública, aplicando-se-lhes o disposto
no art. 100 do Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de dezemb ro de 1940 - Código Penal.

Art. 16. Qualquer pessoa poderá provocar a iniciativa do Ministério Público nos crimes
descritos nesta lei, fornecendo-lhe por escrito informações sobre o fato e a autoria, bem como
indicando o tempo, o lugar e os elementos de convicção.

Parágrafo único. Nos crimes previstos nesta Lei, cometidos em quadrilha ou co-autoria, o co-
autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial
toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços. (Parágrafo incluído pela
Lei nº 9.080, de 19.7.1995)

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
27
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 28

MÓDULO II – MICRO EMPRESA E EMPRESA DE PEQUENO


PORTE

1. ME e EPP
2. MEI
3. Simples Nacional

1.REGRAS APLICÁVEIS A ME E EPP

Em 2004, para regulamentar as emendas à Constituição, foi apresentado à Câmara de


Deputados um projeto que acabou resultando na Lei Complementar 123, de 14 de dezembro de
2006, que criou o Estatuto Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. A Lei
Complementar 123/2006 foi instituída com o objetivo de estabelecer normas gerais relativas ao
tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às micro e pequenas empresas, no âmbito
dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, especialmente no que
se refere:

a) à apuração e recolhimento dos impostos e contribuições federais, estaduais e


municipais, mediante regime único de arrecadação, inclusive obrigações acessórias;

b) ao cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive obrigações


acessórias;

c) ao acesso ao crédito e ao mercado, inclusive quanto à preferência nas aquisições de


bens e serviços pelos Poderes Públicos, tecnologia, associativismo e regras de inclusão.

1.1.Definição de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte

Para todos os efeitos da Lei Geral, serão consideradas microempresas e empresas de pequeno
porte, as sociedades empresariais, as sociedades simples e o empresário individual que
obtiverem, em cada ano-calendário, receita bruta em valor:

• Microempresa: igual ou inferior a R$ 360.000,00;

• Empresa de Pequeno Porte: acima de R$ 360.000,00 e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00( até


31 de dezembro de 2017)

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
28
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 29

A partir de 01.01.2018 o limite da EPP foi alterado para R$ 4.800.000,00

1.2. Tratamento Jurídico x Tratamento Tributário

A Lei complementar 123 de 2006 não traz disposições apenas para os optantes pela tributação
do Simples Nacional, mas sim para todas as Micro Empresa e Empresa de Pequeno Porte.

Portanto, as disposições contidas até o artigo 11 da Lei complementar, trazem considerações


para todas as Micro Empresas e Empresa de Pequeno Porte, independente delas recolherem
seus tributos na forma do Simples Nacional.

1.3.Vedações a inscrições como ME ou EPP


I - de cujo capital participe outra pessoa jurídica;
II - que seja filial, sucursal, agência ou representação, no País, de pessoa jurídica com sede no
exterior;
III - de cujo capital participe pessoa física que seja inscrita como empresário ou seja sócia de
outra empresa que receba tratamento jurídico diferenciado nos termos desta Lei Complementar,
desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;
IV - cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa
não beneficiada por esta Lei Complementar, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite
de que trata o inciso II do caput deste artigo;
V - cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins
lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput
deste artigo;
VI - constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo;
VII - que participe do capital de outra pessoa jurídica;
VIII - que exerça atividade de banco comercial, de investimentos e de desenvolvimento, de caixa
econômica, de sociedade de crédito, financiamento e investimento ou de crédito imobiliário, de
corretora ou de distribuidora de títulos, valores mobiliários e câmbio, de empresa de
arrendamento mercantil, de seguros privados e de capitalização ou de previdência
complementar;
IX - resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento de
pessoa jurídica que tenha ocorrido em um dos 5 (cinco) anos-calendário anteriores;
X - constituída sob a forma de sociedade por ações.
XI - cujos titulares ou sócios guardem, cumulativamente, com o contratante do serviço, relação
de pessoalidade, subordinação e habitualidade.

1.4.Inscrição e Baixa como ME e EPP


Na forma regulamentada pela Instrução Normativa DREI 026/2014, as microempresas e
empresas de pequeno porte acrescentarão à sua firma ou denominação as expressões
"Microempresa" ou "Empresa de Pequeno Porte", ou suas respectivas abreviações, "ME" ou
"EPP", conforme o caso, sendo-lhes facultativa a inclusão do objeto da sociedade na
denominação social.

Observação: A adição ao nome empresarial das expressões "Microempresa" ou "Empresa de


Pequeno Porte", ou suas respectivas abreviações "ME" ou "EPP" não poderá ser efetuada no
ato de inscrição do empresário e no contrato social. Somente depois de procedido o
arquivamento do ato de inscrição do empresário ou do contrato social e efetuado o
enquadramento do empresário ou sociedade na condição de microempresa ou empresa de
pequeno porte pela Junta Comercial, mediante arquivamento da declaração específica.

1.5.Enquadramento de ME ou EPP pela Junta Comercial


O enquadramento, reenquadramento e desenquadramento de microempresa e empresa de
pequeno porte pelas Juntas Comerciais será efetuado, conforme o caso, mediante arquivamento

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
29
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 30

de declaração procedida pelo empresário ou sociedade em instrumento específico para essa


finalidade. Observado que a declaração conterá, obrigatoriamente:

I - Título da Declaração, conforme o caso: ENQUADRAMENTO, REENQUADRAMENTO


ou DESENQUADRAMENTO;

II - Requerimento do empresário ou da sociedade, dirigido ao Presidente da Junta


Comercial da Unidade da Federação a que se destina, requerendo o arquivamento da
declaração, da qual constarão os dados e o teor da declaração em conformidade com
as situações a seguir:

1.6. Declaração de Enquadramento de ME ou EPP


1. nome empresarial, endereço, Número de Identificação do Registro de Empresas - NIRE, data
de registro do ato constitutivo e número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica -
CNPJ, quando enquadrada após a sua constituição;

2. declaração, sob as penas da lei, do empresário ou de todos os sócios de que o empresário ou


a sociedade se enquadra na situação de microempresa ou empresa de pequeno porte, nos
termos da Lei Complementar nº 123, de 2006;

1.7.Declaração de Reenquadramento de ME para EPP ou de EPP para


ME
1. nome empresarial, endereço, Número de Identificação do Registro de Empresas - NIRE, data
de registro do ato constitutivo e número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
CNPJ;

2. a declaração, sob as penas da lei, do empresário ou de todos os sócios de que o empresário


ou a sociedade se reenquadra na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte, nos
termos da Lei Complementar nº 123, de 2006;

1.8. Declaração de Desenquadramento de ME ou EPP

1. nome empresarial, endereço, Número de Identificação do Registro de Empresas - NIRE, data


de registro do ato constitutivo e número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
CNPJ;

2. a declaração, sob as penas da lei, do empresário ou de todos os sócios de que o empresário


ou a sociedade se desenquadra da condição de microempresa ou empresa de pequeno porte,
nos termos da Lei Complementar nº 123, de 2006. Arquivada a declaração, mencionada no
parágrafo anterior, na Junta Comercial e independentemente de alteração do ato constitutivo, a
microempresa adotará, em seguida ao seu nome, a expressão "microempresa" ou,
abreviadamente, "ME" e a empresa de pequeno porte, a expressão "empresa de pequeno porte"
ou "EPP".:

Para um empresário, uma empresa individual e uma sociedade empresária serem considerados
enquadrados na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte nos termos da Lei
Complementar nº 123, de 2006, deverão estar regularmente enquadrados no regime jurídico
anterior a opção.

1.9.Desenquadramento do Regime Jurídico

Após o enquadramento como microempresa ou empresa de pequeno porte, ocorrendo uma das
situações impeditivas para enquadramento de ME e EPP, a sociedade empresária e o
empresário deverão arquivar declaração de desenquadramento na Junta Comercial.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
30
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 31

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior


Secretaria de Comércio e Serviços
Departamento Nacional de Registro do Comércio

JUNTA COMERCIAL _________________

DECLARAÇÃO DE

Ilmo. Sr. Presidente da Junta Comercial

_________________ , estabelecido na ______________ CEP: ________,


requer a Vossa Senhoria o arquivamento do presente instrumento e declara, sob as
penas da Lei, que se desenquadra da condição de ....., nos termos da Lei
Complementar nº 123, de 14/12/2006.
Código do ato:
Descrição do Ato:
-__________________ , ____ de ______________ de ________.

Empresário:
Para uso exclusivo da Junta Comercial:

DEFERIDO EM ____/____/_______. Etiqueta de registro

É válido ressaltar que ocorrendo o desenquadramento da sociedade da condição de ME ou EPP,


é obrigatória a inclusão do objeto da sociedade empresária no nome empresarial, mediante
arquivamento da correspondente alteração contratual.

A Junta Comercial, verificando que a sociedade empresária ou o empresário enquadrado na


condição de microempresa ou empresa de pequeno porte incorreu em alguma das situações
impeditivas para enquadramento previstas nas vedações ao regime promoverá o seu
desenquadramento.

Quando a sociedade empresária ou o empresário não tiver interesse em continuar enquadrado


na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte, promoverá o arquivamento, pela
Junta Comercial, de declaração de desenquadramento.

1.10.Comprovação de Condição de ME E EPP

A comprovação da condição de microempresa ou empresa de pequeno porte pelo empresário


ou sociedade será efetuada mediante certidão expedida pela Junta Comercial

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
31
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 32

1.11.Inscrição e Baixa Simplificada

O registro dos atos constitutivos, de suas alterações e extinções (baixas), referentes a


empresários e pessoas jurídicas em qualquer órgão envolvido no registro empresarial e na
abertura da empresa, dos 3 (três) âmbitos de governo, ocorrerá independentemente da
regularidade de obrigações tributárias, previdenciárias ou trabalhistas, principais ou acessórias,
do empresário, da sociedade, dos sócios, dos administradores ou de empresas de que
participem. Porém tais débitos, se existirem, serão de responsabilidade civil do empresário, dos
sócios ou dos administradores. (Art. 9º da LC 123/2006) Os órgãos envolvidos na baixa terão o
prazo de 60 (sessenta) dias para efetivar a baixa nos respectivos cadastros.

Não poderão ser exigidos pelos órgãos e entidades envolvidos na abertura e fechamento de
empresas, dos 3 (três) âmbitos de governo:
I – Excetuados os casos de autorização prévia, quaisquer documentos adicionais aos
requeridos pelos órgãos executores do Registro Público de Empresas Mercantis e
Atividades Afins e do Registro Civil de Pessoas Jurídicas;
II – Documento de propriedade ou contrato de locação do imóvel onde será instalada a
sede, filial ou outro estabelecimento, salvo para comprovação do endereço indicado;
III – comprovação de regularidade de prepostos dos empresários ou pessoas jurídicas
com seus órgãos de classe, sob qualquer forma, como requisito para deferimento de ato
de inscrição, alteração ou baixa de empresa, bem como para autenticação de
instrumento de escrituração.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
32
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 33

2.MEI

As regras para inscrição, alteração, extinção, enquadramento e desenquadramento de


empresários na condição de micro empreendedores individuais – MEIs, estão dispostas da
Resolução CGSN Nº 094 de 2011 e na Resolução CGSIM nº 016 de 2009.

2.1.Pessoas autorizadas a optar pelo MEI


Considera-se MEI o empresário individual que se enquadre na definição do art. 966 da Lei n°
10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, ou o empreendedor que exerça as atividades de
industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural, que tenha auferido
receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais), que seja
optante pelo Simples Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática prevista no
artigo 18-A da Lei Complementar 123 de 2006.

I - Exerça tão-somente as atividades permitidas ao MEI;


II - Possua um único estabelecimento;
III - Não participe de outra empresa como titular, sócio ou administrador;
IV - Não contrate mais de um empregado. (revogado a partir de 01.01.2018)

No caso de início de atividades, o limite será de R$ 6.750,00 (seis mil, setecentos e cinquenta
reais) multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do
respectivo ano-calendário, consideradas as frações de meses como um mês inteiro.

2.2.Atividades Permitidas ao Microempreendedor Individual - MEI

As atividades permitidas ao MEI, são todas as constantes no Anexo XIII da Resolução CGSN
094 de 2011. Este anexo está disponibilizado na parte final desse capitulo.

2.3.Impedimentos

Nem todos se enquadram na condição de Empresário Individual. Dessa forma é importante


verificar se o empreendedor se enquadra em alguma das situações a seguir, as quais impedem
a sua inscrição na Junta Comercial como Empresário.

Não podem ser empresários:

a) as pessoas que sejam, para a prática dos atos da vida civil:


• absolutamente incapazes (exceto quando autorizadas judicialmente para continuação da
empresa):
- os menores de 16 anos;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
33
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 34

- os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para
exercer pessoalmente os atos da vida civil;
- os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade;
• relativamente incapazes (exceto quando autorizadas judicialmente para continuação da
empresa):
- os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o
discernimento reduzido;
- os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;
- os pródigos;
- maiores de 16 e menores de 18 anos (exceto quando emancipados).

b) as pessoas que estejam legalmente impedidas:

b.1 – em decorrência da profissão:


• pessoas já registradas como Empresário (Individual) em qualquer Junta Comercial do País;
• chefes do poder executivo, nacional, estadual ou municipal;
• membros do poder legislativo, como senadores, deputados federais e estaduais e vereadores,
se a empresa “goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou
nela exercer função remunerada”;
• magistrados;
• membros do ministério público federal;
• empresários falidos, enquanto não forem reabilitados;
• leiloeiros;
• cônsules, nos seus distritos, salvo os não remunerados;
• médicos, para o exercício simultâneo da farmácia;
• os farmacêuticos, para o exercício simultâneo da medicina;
• servidores públicos civis da ativa, federais (inclusive ministros de estado e ocupantes de
cargos públicos comissionados em geral). Em relação aos servidores estaduais e municipais
observar a legislação respectiva;
• servidores militares da ativa das forças armadas e das polícias militares.

b.2 – por efeito de condenação penal:


• as pessoas condenadas a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos
públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou
contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa
da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade, enquanto
perdurarem os efeitos da condenação.

b.3 – estrangeiro:
• sem visto permanente ou com o visto fora do prazo de validade;
• para o exercício das seguintes atividades (mesmo com visto permanente):
- pesquisa ou lavra de recursos minerais ou de aproveitamento dos potenciais de energia
hidráulica;
- atividade jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
- serem proprietários ou armadores de embarcação nacional, inclusive nos serviços de
navegação fluvial e lacustre, exceto embarcação de pesca;

2.4.Formalização

A formalização do MEI deverá ser realizada de forma gratuita no portal do empreendedor ou


através do SEBRAE, a qualquer tempo.

A idade mínima para realizar o registro no MEI é 16 anos desde que emancipado.

Após a formalização do MEI as informações deste serão dispostas para a Junta Comercial até o
segundo dia útil do mês subsequente à sua inscrição

No momento da inscrição será permitido nome fantasia para o MEI, podendo ser alterado a
qualquer tempo
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
34
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 35

2.5.Recolhimento Fixo Simei

O Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples
Nacional - SIMEI é a forma pela qual o MEI pagará, por meio do DAS, independentemente da
receita bruta por ele auferida no mês, valor fixo mensal correspondente à soma das seguintes
parcelas:
I - Contribuição para a Seguridade Social relativa à pessoa do empresário, na qualidade
de contribuinte individual, correspondente a:
a) até a competência abril de 2011: 11% (onze por cento) do limite mínimo
mensal do salário de contribuição;
b) a partir da competência maio de 2011: 5% (cinco por cento) do limite
mínimo mensal do salário de contribuição;
II - R$ 1,00 (um real), a título de ICMS, caso seja contribuinte desse imposto;
III - R$ 5,00 (cinco reais), a título de ISS, caso seja contribuinte desse imposto.

Nota: O valor a ser pago a título de ICMS ou de ISS será determinado de acordo com os códigos
de atividades econômicas previstos na CNAE registrados no CNPJ, observando-se:

I - O enquadramento nas atividades permitidas;


II - As atividades econômicas constantes do CNPJ na primeira geração do DAS relativo
ao mês de início do enquadramento no SIMEI ou ao primeiro mês de cada ano-
calendário.

2.6.Alterações e Baixa do MEI

As alterações e baixa do MEI poderão ser realizadas através do portal do empreendedor, sem
custo algum.

A receita federal irá realizar a informação aos Órgãos Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior e ao Instituto Nacional do Seguro Social-INSS, do desenquadramento do
empresário individual.
O empresário individual quando desenquadrado da condição de MEI, deverá realizar a inclusão
e alteração das suas informações referente à sua nova condição junto a Junta Comercial,
referente ao capital social, nome empresarial, nome fantasia e ainda realizar o enquadramento
de porte para ME/EPP.

A baixa do MEI via portal eletrônico dispensa a comunicação aos órgãos da administração
pública.

2.7.Situações de Desenquadramento do MEI

O desenquadramento do Microempreendedor Individual – MEI mediante comunicação do


contribuinte dar-se-á:
a) por opção;
b) obrigatoriamente quando deixar de cumprir a lista pertencente ao conceito de
Microempreendedor Individual – MEI.

A receita bruta do MEI não poderá ultrapassar o limite de R$ 81.000,00, dentro do ano calendário,
caso esta receita estoure o limite a pessoa jurídica deverá realizar o desenquadramento do MEI
obrigatório e passar a ser tributado como Simples Nacional.

Os efeitos do desenquadramento serão analisados de acordo com o valor que foi ultrapassado
do limite:
I - Mais de 20%: o MEI deverá retroagir a janeiro do ano-calendário do excesso e tributar
pelo Simples Nacional, e os valores que foram pagos no MEI serão abatidos
automaticamente do DAS por ele a ser pago;
II - Menos de 20%: o MEI deverá efetuar o comunicado, porém o efeito do
desenquadramento ocorrerá somente em janeiro do ano-calendário seguinte.
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
35
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 36

O MEI poderá ser desenquadrado caso o mesmo ultrapasse o limite da receita bruta no ano-
calendário de início de atividade, possuindo os seguintes efeitos:
I - Mais de 20%: o MEI deverá retroagir ao mê de início de atividade e tributar pelo
Simples Nacional, e os valores que foram pagos no MEI serão abatidos automaticamente
do DAS por ele a ser pago;
II - Menos de 20%: o MEI deverá efetuar o comunicado, porém o efeito do
desenquadramento ocorrerá somente em janeiro do ano-calendário seguinte.

O desenquadramento deverá ser realizado pela pessoa jurídica direto no portal do simples
nacional, e em seguida a pessoa jurídica poderá realizar sua tributação pelo simples nacional de
forma automática.

No momento da ocorrência do excesso da receita em até 20% (R$ 97.200,00), como o MEI não
estará tributando como Simples Nacional, este excesso deverá ser tributado e recolhido o
imposto sobre o mesmo no ano calendário seguinte ao do excesso através da DASN-SIMEI.

Na hipótese de a receita bruta auferida no ano-calendário não exceder em mais de 20% (vinte
por cento) os limites de que tratam os parágrafos 1º e 2º do art. 18-A da Lei Complementar nº
123, de 2006, o contribuinte deverá recolher a diferença, sem acréscimos, no vencimento
estipulado para o pagamento dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional relativos ao mês de
janeiro do ano-calendário subsequente, aplicando-se as alíquotas previstas nos Anexos da Lei
Complementar nº 123, de 2006, observando-se, com relação à inclusão dos percentuais relativos
ao ICMS e ao ISS, as tabelas constantes do Anexo XIII da Resolução CGSN 094/2011. Este
cálculo deve ser realizado utilizando-se o aplicativo DASN-SIMEI.
Os valores citados acima serão informados no momento da transmissão da DASN-SIMEI.

2.8. Situações Após Desenquadramento

O contribuinte desenquadrado do SIMEI passará a partir da data de início dos efeitos do


desenquadramento, a recolher os tributos devidos pela regra geral do Simples Nacional (exceto
se incorrer em alguma das situações previstas para exclusão do Simples Nacional).

Para recolher os tributos pela regra do Simples Nacional, o contribuinte deverá utilizar o aplicativo
para Cálculo do Valor Devido e Geração do DAS (PGDAS-D).

O desenquadramento do SIMEI deve ser informado no Portal do Simples Nacional por meio do
aplicativo “Comunicado de Desenquadramento do SIMEI” selecionando o motivo do
desenquadramento e a data em que ocorreu o fato motivador do desenquadramento.

Ressalta-se que após ser efetuado o desenquadramento o contribuinte deverá proceder o


arquivamento do contrato social na Junta Comercial, conforme mencionado no item 1.6.

2.9. Comunicação Obrigatória

A comunicação será obrigatória quando o MEI incorrer em alguma situação de


desenquadramento, seja estão obrigatória ou opcional.

2.10. Falta de Comunicação

A falta de comunicação, quando obrigatória, do desenquadramento do microempreendedor


individual da sistemática de recolhimento especial nos prazos determinados sujeitará o
microempreendedor individual a multa no valor de 50 Reais, insusceptível de redução.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
36
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 37

2.11.Distribuição de Lucros no MEI

A dificuldade em diferenciar o contribuinte pessoa física titular da empresa do MEI e a pessoa


jurídica do MEI persiste pois ainda se está considerando que é a pessoa física que está
realizando negócios e regando rendimentos, mas a Lei Complementar nº 123/2006 criou a figura
da pessoa jurídica do MEI para tirar da informalidade a pessoa física.

Diferentemente a outros negócios onde há uma separação mais clara entre os proprietários e os
administradores do negócio, no MEI não há essa separação.

O § 1º do artigo 97 da Resolução CGSN nº 94/2011, dispensa o MEI da escrituração contábil,


mas para distribuir lucros em valores superiores aos da forma do Lucro Presumido que calcula
sobre a receita bruta, com a isenção do Imposto de Renda, o MEI acaba se obrigando a manter
a escrituração.

A pessoa física não possui lucros, a partir do momento que apurar o carnê-leão e recolher o
DARF o restante é o liquido dos rendimentos que foram tributados no mês, e devem ser ajustados
na Declaração de Ajuste anual.

A seguir vamos analisar as formas possíveis de distribuição de lucros para o MEI:

a) Sem escrituração

No caso do MEI não manter a escrituração contábil, o contribuinte deverá fazer a distribuição do
lucro de acordo com os limites de presunção que estão sujeitas as empresas do Lucro
Presumido, ficando limitado ao valor resultante da aplicação dos percentuais sobre a receita
bruta, podendo ser calculada mensalmente ou anualmente conforme previsto no artigo 14 da Lei
Complementar nº 123/2006.

a.1) MEI Com Atividade Mercantil

Exemplo de cálculo mensal:

MEI que exerce atividade mercantil com Receita Bruta mensal de R$ 5.000,00:

Aplica-se o percentual de presunção do lucro, que para as atividades de comércio é de 8% sobre


o valor da receita bruta, R$ 5.000,00 x 8% = R$ 400,00.

Logo o valor que poderá ser distribuído ao sócio com isenção do IRPF, no mês apurado será de
R$ 400,00

Exemplo de cálculo Anual:

MEI que exerce a atividade mercantil com Receita Bruta de R$ 30.000,00 no ano:

Aplica-se o percentual de presunção do lucro, que para as atividades de comércio é de 8% sobre


o valor da receita bruta, R$ 30.000,00 x 8%= R$ 2.4000,00.

Logo o valor que poderá ser distribuído ao sócio com isenção do IRPF no ano calendário será o
de R$ 2.400,00.

a.2) MEI Com Atividade de Prestação de Serviços

Exemplo de Cálculo Mensal:

MEI que exerce atividade de Prestação de Serviços com uma Receita Bruta mensal de R$
5.000,00:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
37
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 38

Aplica-se o percentual de presunção do lucro, que para as atividades de prestação de serviços


é de 32%, R$ 5.000,00 x 32%= R$ 1.600,00.

Logo o valor que poderá ser distribuído ao sócio com isenção do IRPF no mês apurado será o
de R$ 1.600,00.

Exemplo de Cálculo Anual:

MEI que exerce a atividade mercantil com Receita Bruta Anual de R$ 30.000,00 no ano:

Aplica-se o percentual de presunção do lucro, que para as atividades de prestação de serviço é


de 32%, conforme explicado acima sobre a receita bruta anual, R$ 30.000,00 x 32%= R$
9.600,00.

Logo o valor que poderá ser distribuído ao sócio com isenção do IRPF no ano calendário será o
de R$ 9.600,00.

Qualquer valor que o MEI considerar na sua declaração de Ajuste Anual acima destes valores
deve considerar Rendimento Tributável recebido de pessoa jurídica.

b) Com escrituração

Conforme o disposto no § 2º do artigo 14 da Lei Complementar nº 123/2006, a mencionada


limitação não se aplica na hipótese de a pessoa jurídica manter a escrituração contábil e
evidenciar lucro superior ao limite.

O MEI que opta por fazer a contabilidade possui a vantagem de distribuir todo o lucro contábil
evidenciado na escrituração com isenção total do Imposto de Renda e não correr o risco de ter
que tributar o que exceder sobre o valor apurado no cálculo sobre o faturamento.

c) PRÓ-LABORE

Não há na Legislação previsão para o MEI fazer retirada de pró-labore, realizando a retirada do
pró-labore terá que considerar como rendimento tributável.

O faturamento do MEI não é o rendimento da pessoa física, o faturamento do MEI pertence ao


MEI, a pessoa física receberá os lucros calculados nas formas previstas nesta matéria e poderá
retirar um valor maior, porém considerará como pró-labore que está sujeito ao imposto de renda
na fonte e ao ajuste na declaração anual.

d) Obrigatoriedade da Entrega da Declaração

O MEI está obrigado a entregar a entregar a declaração de rendimentos da pessoa jurídica


(DASN-SIMEI) e a pessoa física, somente se enquadrar-se nas condições de entrega obrigatória
conforme instrução normativa publicada anualmente pela Receita Federal do Brasil.

d.1) Pessoa física

A legislação do IRPF estabelece que a pessoa física que auferir rendimentos isentos, não
tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma seja superior a R$ 40.000,00 estará
obrigada a fazer a Declaração de Ajuste Anual conforme Instrução Normativa RFB nº 1.445/2014,
além das demais condições previstas no seu artigo 2º.

A análise da obrigação da entrega é levada em conta todas as fontes pagadoras da pessoa


física, ou seja, o MEI e outras PJ, inclusive PF, que lhe remuneraram como pessoa física.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
38
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 39

d.2) Pessoa jurídica

O Micro Empreendedor Individual tem a obrigatoriedade de entregar a DASN-SIMEI, que é


regulamentada através do artigo 100 da Resolução CGSN nº 94/2011.

Esta deverá ser entregue até o último dia útil do mês de maio de cada ano à RFB, que conterá
tão somente:

 a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior;

 a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior, referente às atividades sujeitas
ao ICMS;

 informação referente à contratação de empregado, quando houver.

Portanto, nesta declaração é que o contribuinte irá registrar as receitas obtidas na forma do MEI
e não na Declaração da Pessoa Física.

2.12.Obrigações Acessórias do MEI

1.12.1. Nota Fiscal

Os empreendedores individuais com receita bruta acumulada no ano-calendário de até R$


81.000,00 (oitenta e um mil reais), na forma estabelecida em ato do Comitê Gestor, farão a
comprovação da receita bruta, mediante apresentação do registro de vendas ou de prestação de
serviços, ficando dispensados da emissão do documento fiscal ressalvados as hipóteses de
emissão obrigatória previstas pelo referido Comitê. Nesse caso:

a) deverão ser anexados ao registro de vendas ou de prestação de serviços, na forma


regulamentada pelo Comitê Gestor, os documentos fiscais comprobatórios das entradas
de mercadorias e serviços tomados referentes ao período, bem como os documentos
fiscais relativos às operações ou prestações realizadas eventualmente emitidas;

b) será obrigatória a emissão de documento fiscal nas vendas e nas prestações de


serviços realizadas pelo empreendedor individual para destinatário cadastrado no
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ, ficando dispensado desta emissão para
o consumidor final.

1.12.2. Declaração Anual do Microempreendedor Individual – MEI

Na hipótese de o empresário individual ser optante pelo SIMEI no ano-calendário anterior, deverá
apresentar, até o último dia de maio de cada ano, à RFB, a Declaração Anual Simplificada para
o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) que conterá tão somente:

a) a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior;

b) a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior, referente às atividades


sujeitas ao ICMS;

c) informação referente à contratação de empregado, quando houver.

No caso de extinção do empresário individual, a DASN-SIMEI relativa à situação especial deverá


ser entregue até:

I - O último dia do mês de junho, quando o evento ocorrer no primeiro quadrimestre do


ano-calendário;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
39
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 40

II - O último dia do mês subsequente ao do evento, nos demais casos.

Em relação ao ano-calendário de desenquadramento do empresário individual do SIMEI, este


deverá entregar a DASN-SIMEI abrangendo os fatos geradores ocorridos no período em que
esteve na condição de enquadrado.

1.12.3.Retificação da DASN-SIMEI

A DASN-SIMEI poderá ser retificada independentemente de prévia autorização da


administração tributária e terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada as
informações prestadas pelo contribuinte na DASN-SIMEI serão compartilhadas entre a RFB e os
órgãos de fiscalização tributária dos Estados, Distrito Federal e Municípios.

A exigência da DASN-SIMEI não desobriga a prestação de informações relativas a terceiros.

1.12.4. Penalidade da não entrega da DASN-SIMEI

Conforme art. 107, da Resolução CGSN n° 94/2011, a ME ou EPP que deixar de apresentar a
DASN-SIMEI, ainda, que a apresentar fora do prazo fixado, será intimada a apresentá-la ou a
prestar esclarecimentos, conforme o caso, no prazo estipulado pela autoridade fiscal, e sujeitar-
se-á a multa de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidentes sobre o montante
dos tributos informados na DASN-SIMEI, ainda que integralmente pago, no caso de falta de
entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observada a
multa mínima.

A multa mínima a ser aplicada será de R$ 50,00 (cinquenta reais). Observado o valor mínimo,
as multas serão reduzidas

a) à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer
procedimento de ofício;

b) a 75% (setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado
em intimação. Será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado
para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não
apresentação, da lavratura do auto de infração.

Considerar-se-á não entregue a declaração que não atender às especificações técnicas


estabelecidas pelo CGSN, observado que a ME ou EPP:

a) será intimada a apresentar nova declaração, no prazo de 10 (dez) dias, contados da


ciência da intimação;

b) sujeitar-se-á à multa por atraso, observando as mesmas regras acima.

O código de DARF para recolhimento da multa por atraso é o 1506.

1.12.5. Penalidade pela entrega da DASN-SIMEI com incorreções e


Omissões

A ME ou EPP que que a apresentar com incorreções ou omissões a DASN-SIMEI sujeitar-se-á


a multa de R$ 100,00 (cem reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou
omitidas, conforme art. 107, inciso II, da Resolução CGSN n° 94/2011.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
40
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 41

2.13.Particularidades do MEI

1 - O MEI poderá realizar atividades de revenda de mercadorias e prestação de serviços, tanto


para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas, podendo realizar a emissão de notas fiscais.

2 - O MEI não poderá substituir o vínculo empregatício, pois o benefício do microempreendedor


é destinado ao empresário e não para as empresas que o contrate.

3 - O MEI encontra-se dispensado de realizar o livro caixa e a contabilidade propriamente dita.


Porém o MEI deverá realizar o preenchimento de um formulário que disponha de seu
faturamento, com ou sem emissão de notas. Este formulário não precisa ser enviado a nenhum
órgão basta o MEI guarda-lo junto com as notas de compra e venda.

4 - Uma vez ao ano o MEI deverá realizar o preenchimento da DASN-SIMEI, onde deverá
informar seu faturamento, a entrega desta declaração é até o último dia útil do mês de maio.
5 - O MEI não poderá exercer as atividades dos Anexos V e VI da Lei Complementar 123/2006,
salvo as atividades autorizadas pela CGSN.

6 - Quando uma pessoa jurídica contratar o MEI para exercer as atividades de hidráulica,
eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e de manutenção ou reparo de veículos, deverá
considera-lo como pessoa física.

2.14. CERTIFICADO DIGITAL MEI

O MEI não estará obrigado ao uso da certificação digital para cumprimento de obrigações
principais ou acessórias. Poderá ser exigida a utilização de códigos de acesso para cumprimento
das referidas obrigações.

Anexo XIII – Atividades Permitidas ao MEI

ANEXO XIII
Atividades Permitidas ao MEI
Alterado pela Resolução CGSN n° 111/2013 (DOU de 16.12.2013) efeitos a partir de 01.01.2014

DESCRIÇÃO SUBCLASSE
OCUPAÇÃO CNAE ISS ICMS
CNAE
1012-
ABATEDOR(A) DE AVES ABATE DE AVES N N
1/01
4724- COMÉRCIO VAREJISTA DE
ABATEDOR(A) DE AVES COM COMERCIALIZAÇÃO DO PRODUTO N S
5/00 HORTIFRUTIGRANJEIROS
1531- ACABAMENTO DE CALÇADOS DE
ACABADOR(A) DE CALÇADOS S S
9/02 COURO SOB CONTRATO
4722- COMÉRCIO VAREJISTA DE
AÇOUGUEIRO(A) N S
9/01 CARNES - AÇOUGUES
ADESTRADOR(A) DE ANIMAIS Alterado pela Resolução CGSN n° 117/2014 9609- ALOJAMENTO DE ANIMAIS S N
(DOU de 05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015Redação Anterior 2/07 DOMÉSTICOS
8011- SERVIÇOS DE ADESTRAMENTO
ADESTRADOR(A) DE CÃES DE GUARDA S N
1/02 DE CÃES DE GUARDA
5310- ATIVIDADES DE FRANQUEADAS
AGENTE DE CORREIO FRANQUEADO E PERMISSIONÁRIO S S
5/02 DO CORREIO NACIONAL
7911-
AGENTE DE VIAGENS AGÊNCIAS DE VIAGENS S N
2/00
9603-
AGENTE FUNERÁRIO SERVIÇOS DE FUNERÁRIAS S N
3/04
9609-
AGENTE MATRIMONIAL AGÊNCIAS MATRIMONIAIS S N
2/02
CONFECÇÃO, SOB MEDIDA, DE
1412-
ALFAIATE PEÇAS DO VESTUÁRIO, EXCETO S N
6/02
ROUPAS ÍNTIMAS
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
41
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 42

SERVIÇOS DE ALINHAMENTO E
4520-
ALINHADOR(A) DE PNEUS BALANCEAMENTO DE VEÍCULOS S N
0/04
AUTOMOTORES
REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
OUTROS OBJETOS E
9529- EQUIPAMENTOS PESSOAIS E
AMOLADOR(A) DE ARTIGOS DE CUTELARIA S N
1/99 DOMÉSTICOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
OUTRAS ATIVIDADES DE
9329- RECREAÇÃO E LAZER NÃO
ANIMADOR(A) DE FESTAS S N
8/99 ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
4785- COMÉRCIO VAREJISTA DE
ANTIQUÁRIO(A) N S
7/01 ANTIGUIDADES
SERVIÇO DE PULVERIZAÇÃO E
0161-
APLICADOR(A) AGRÍCOLA CONTROLE DE PRAGAS S N
0/01
AGRÍCOLAS
OUTRAS ATIVIDADES DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE
APURADOR(A), COLETOR(A) E FORNECEDOR(A) DE RECORTES DE 6399-
INFORMAÇÃO NÃO S N
MATÉRIAS PUBLICADAS EM JORNAIS E REVISTAS 2/00
ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
SERVIÇOS DE CONFECÇÃO DE
2599-
ARMADOR(A) DE FERRAGENS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ARMAÇÕES METÁLICAS PARA A S N
3/01
CONSTRUÇÃO
]

SERVIÇOS COMBINADOS DE
8211-
ARQUIVISTA DE DOCUMENTOS ESCRITÓRIO E APOIO S N
3/00
ADMINISTRATIVO
3212- FABRICAÇÃO DE BIJUTERIAS E
ARTESÃO(Ã) DE BIJUTERIAS N S
4/00 ARTEFATOS SEMELHANTES
FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE
2219- BORRACHA NÃO
ARTESÃO(Ã) EM BORRACHA N S
6/00 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS
2349- CERÂMICOS NÃO-REFRATÁRIOS
ARTESÃO(Ã) EM CERÂMICA N S
4/99 NÃO ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
FABRICAÇÃO DE OUTROS
ARTEFATOS E PRODUTOS DE
2330-
ARTESÃO(Ã) EM CIMENTO CONCRETO, CIMENTO, N S
3/99
FIBROCIMENTO, GESSO E
MATERIAIS SEMELHANTES
FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS
DIVERSOS DE CORTIÇA, BAMBU,
1629-
ARTESÃO(Ã) EM CORTIÇA, BAMBU E AFINS PALHA, VIME E OUTROS N S
3/02
MATERIAIS TRANÇADOS,
EXCETO MÓVEIS
FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE
1529-
ARTESÃO(Ã) EM COURO COURO NÃO ESPECIFICADOS N S
7/00
ANTERIORMENTE
FABRICAÇÃO DE OUTROS
ARTEFATOS E PRODUTOS DE
2330-
ARTESÃO(Ã) EM GESSO CONCRETO, CIMENTO, N S
3/99
FIBROCIMENTO, GESSO E
MATERIAIS SEMELHANTES
DECORAÇÃO, LAPIDAÇÃO,
GRAVAÇÃO, VITRIFICAÇÃO E
2399-
ARTESÃO(Ã) EM LOUÇAS, VIDRO E CRISTAL OUTROS TRABALHOS EM S N
1/01
CERÂMICA, LOUÇA, VIDRO E
CRISTAL
FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS
1629-
ARTESÃO(Ã) EM MADEIRA DIVERSOS DE MADEIRA, EXCETO N S
3/01
MÓVEIS
APARELHAMENTO DE PLACAS E
2391- EXECUÇÃO DE TRABALHOS EM
ARTESÃO(Ã) EM MÁRMORE, GRANITO, ARDÓSIA E OUTRAS PEDRAS S S
5/03 MÁRMORE, GRANITO, ARDÓSIA E
OUTRAS PEDRAS

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
42
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 43

FABRICAÇÃO DE OUTROS
2599- PRODUTOS DE METAL NÃO
ARTESÃO(Ã) EM METAIS N S
3/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
3211- FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE
ARTESÃO(Ã) EM METAIS PRECIOSOS N S
6/02 JOALHERIA E OURIVESARIA
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS
3299-
ARTESÃO(Ã) EM OUTROS MATERIAIS DIVERSOS NÃO ESPECIFICADOS N S
0/99
ANTERIORMENTE
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE
PASTAS CELULÓSICAS, PAPEL,
1749- CARTOLINA, PAPEL-CARTÃO E
ARTESÃO(Ã) EM PAPEL N S
4/00 PAPELÃO ONDULADO NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE
MATERIAL PLÁSTICO PARA
2229-
ARTESÃO(Ã) EM PLÁSTICO OUTROS USOS NÃO N S
3/99
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
2319- FABRICAÇÃO DE ARTIGOS DE
ARTESÃO(Ã) EM VIDRO N S
2/00 VIDRO
ARTESÃO TÊXTIL FABRICAÇÃO DE OUTROS
1359-
Acrescentado pela Resolução CGSN n° 125/2015 (DOU de 09.12.2015), efeitos a PRODUTOS TÊXTEIS NÃO N S
6/00
partir de 01.01.2016 ESPECIFICADOS
OUTRAS ATIVIDADES DE
9609- SERVIÇOS PESSOAIS NÃO
ASTRÓLOGO(A) S N
2/99 ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
APLICAÇÃO DE REVESTIMENTOS
4330-
AZULEJISTA E DE RESINAS EM INTERIORES E S N
4/05
EXTERIORES
SERVIÇOS DE ALINHAMENTO E
4520-
BALANCEADOR(A) DE PNEUS BALANCEAMENTO DE VEÍCULOS S N
0/04
AUTOMOTORES
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4721-
BALEIRO(A) DOCES, BALAS, BOMBONS E N S
1/04
SEMELHANTES
BANHISTA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS Alterado pelaResolução CGSN n°
9609- HIGIENE E EMBELEZAMENTO DE
117/2014 (DOU de 05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 Redação S N
2/08 ANIMAIS DOMÉSTICOS
Anterior
BARBEIRO Alterado pela Resolução CGSN n° 117/2014 (DOU de 9602- CABELEIREIROS, MANICURE E S N
05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 Redação Anterior 5/01 PEDICURE
OUTROS TRANSPORTES
5099- AQUAVIÁRIOS NÃO
BARQUEIRO(A) S S
8/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
COMÉRCIO VAREJISTA DE
MERCADORIAS EM GERAL, COM
4712-
BARRAQUEIRO(A) PREDOMINÂNCIA DE PRODUTOS N S
1/00
ALIMENTÍCIOS - MINIMERCADOS,
MERCEARIAS E ARMAZÉNS
1031- FABRICANTE DE CONSERVAS DE
BENEFICIADOR(A) DE CASTANHA N S
7/00 FRUTAS
5320-
BIKEBOY (CICLISTA MENSAGEIRO) SERVIÇOS DE ENTREGA RÁPIDA S N
2/02
OUTRAS ATIVIDADES DE
7319- PUBLICIDADE NÃO
BIKE PROPAGANDISTA S N
0/99 ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
1092- FABRICAÇÃO DE BISCOITOS E
BOLACHEIRO(A)/BISCOITEIRO(A) N S
9/00 BOLACHAS
4322- INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS,
BOMBEIRO(A) HIDRÁULICO S N
3/01 SANITÁRIAS E DE GÁS
FABRICAÇÃO DE ACESSÓRIOS
1414-
BONELEIRO(A) (FABRICANTE DE BONÉS) DO VESTUÁRIO, EXCETO PARA N S
2/00
SEGURANÇA E PROTEÇÃO
OUTROS SERVIÇOS DE
1340- ACABAMENTO EM FIOS,
BORDADEIRO(A) S N
5/99 TECIDOS, ARTEFATOS TÊXTEIS E
PEÇAS DO VESTUÁRIO
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
43
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 44

4520- SERVIÇOS DE BORRACHARIA


BORRACHEIRO(A) S N
0/06 PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES
BRITAMENTO DE PEDRAS,
2391-
BRITADOR EXCETO ASSOCIADO À N S
5/01
EXTRAÇÃO
9602-
CABELEIREIRO(A) Alterado pela Resolução CGSN n° 117/2014 (DOU de CABELEIREIROS, MANICURE E S N
05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 Redação Anterior 5/01 PEDICURE
APLICAÇÃO DE REVESTIMENTOS
4330-
CALAFETADOR(A) E DE RESINAS EM INTERIORES E S N
4/05
EXTERIORES
SERVIÇOS ESPECIALIZADOS
CALHEIRO (A) Acrescentado pela Resolução CGSN n° 104/2012 (DOU de 4399- PARA CONSTRUÇÃO NÃO
S N
ESPECIFICADOS
18.12.2012) efeitos a partir 01.01.2013 1/99
ANTERIORMENTE
TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE
CARGA, EXCETO PRODUTOS
CAMINHONEIRO (A) DE CARGAS NÃO PERIGOSAS, INTERMUNICIPAL
4930- PERIGOSOS E MUDANÇAS,
E INTERESTADUAL Alterado pelaResolução CGSN n° 104/2012 (DOU de N S
2/02 INTERMUNICIPAL,
18.12.2012) efeitos a partir 01.01.2013 Redação Anterior
INTERESTADUAL E
INTERNACIONAL
9001-
CANTOR(A)/MÚSICO(A) INDEPENDENTE PRODUÇÃO MUSICAL S N
9/02
4520-
CAPOTEIRO(A) SERVIÇOS DE CAPOTARIA S N
0/08
FABRICAÇÃO DE OUTROS
1622-
CARPINTEIRO(A) ARTIGOS DE CARPINTARIA PARA N S
6/99
CONSTRUÇÃO
INSTALAÇÃO DE PORTAS,
4330- JANELAS, TETOS, DIVISÓRIAS E
CARPINTEIRO(A) INSTALADOR(A) S N
4/02 ARMÁRIOS EMBUTIDOS DE
QUALQUER MATERIAL
5212-
CARREGADOR (VEÍCULOS DE TRANSPORTES TERRESTRES) CARGA E DESCARGA S N
5/00
OUTRAS ATIVIDADES DE
9609- SERVIÇOS PESSOAIS NÃO
CARREGADOR DE MALAS S N
2/99 ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
3811- COLETA DE RESÍDUOS NÃO-
CARROCEIRO - COLETA DE ENTULHOS E RESÍDUOS S N
4/00 PERIGOSOS
TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE
4930- CARGA, EXCETO PRODUTOS
CARROCEIRO - TRANSPORTE DE CARGA S N
2/01 PERIGOSOS E MUDANÇAS,
MUNICIPAL
4930- TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE
CARROCEIRO - TRANSPORTE DE MUDANÇA S S
2/04 MUDANÇAS
OUTRAS ATIVIDADES DE
SERVIÇOS PRESTADOS
8299-
CARTAZISTA, PINTOR DE FAIXAS PUBLICITÁRIAS E DE LETRAS PRINCIPALMENTE ÀS EMPRESAS S N
7/99
NÃO ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
FABRICAÇÃO DE ACESSÓRIOS
1414-
CHAPELEIRO(A) DO VESTUÁRIO, EXCETO PARA N S
2/00
SEGURANÇA E PROTEÇÃO
9529-
CHAVEIRO(A) CHAVEIROS S N
1/02
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS
1093-
CHOCOLATEIRO(A) DERIVADOS DO CACAU E DE N S
7/01
CHOCOLATES
5612- SERVIÇOS AMBULANTES DE
CHURRASQUEIRO(A) AMBULANTE N S
1/00 ALIMENTAÇÃO
SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO
5620-
CHURRASQUEIRO(A) EM DOMICÍLIO PARA EVENTOS E RECEPÇÕES - S S
1/02
BUFÊ
1821-
CLICHERISTA SERVIÇOS DE PRÉ-IMPRESSÃO S N
1/00
8291- ATIVIDADES DE COBRANÇAS E
COBRADOR(A) DE DÍVIDAS S N
1/00 INFORMAÇÕES CADASTRAIS
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
44
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 45

3104-
COLCHOEIRO(A) FABRICAÇÃO DE COLCHÕES N S
7/00
3811- COLETA DE RESÍDUOS NÃO-
COLETOR DE RESÍDUOS NÃO-PERIGOSOS S N
4/00 PERIGOSOS
3812- COLETA DE RESÍDUOS
COLETOR DE RESÍDUOS PERIGOSOS S N
2/00 PERIGOSOS
9609- SERVIÇOS DE TATUAGEM E
COLOCADOR(A) DE PIERCING S N
2/06 COLOCAÇÃO DE PIERCING
APLICAÇÃO DE REVESTIMENTOS
4330-
COLOCADOR(A) DE REVESTIMENTOS E DE RESINAS EM INTERIORES E S N
4/05
EXTERIORES
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789-
COMERCIANTE DE INSETICIDAS E RATICIDAS PRODUTOS SANEANTES N S
0/05
DOMISSANITÁRIOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789-
COMERCIANTE DE PRODUTOS PARA PISCINAS PRODUTOS SANEANTES N S
0/05
DOMISSANITÁRIOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE ANIMAIS VIVOS E DE ARTIGOS E ALIMENTOS 4789- ANIMAIS VIVOS E DE ARTIGOS E
N S
PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO 0/04 ALIMENTOS PARA ANIMAIS DE
ESTIMAÇÃO
4755- COMERCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE ARMARINHO N S
5/02 ARTIGOS DE ARMARINHO
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE BEBÊ N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4763-
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE CAÇA, PESCA E CAMPING ARTIGOS DE CAÇA, PESCA E N S
6/04
CAMPING
COMERCIO VAREJISTA DE
4755-
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE CAMA, MESA E BANHO ARTIGOS DE CAMA, MESA E N S
5/03
BANHO
4754- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE COLCHOARIA N S
7/02 ARTIGOS DE COLCHOARIA
COMÉRCIO VAREJISTA DE
OUTROS ARTIGOS DE USO
4759-
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE CUTELARIA PESSOAL E DOMÉSTICO NÃO N S
8/99
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
4754- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE ILUMINAÇÃO N S
7/03 ARTIGOS DE ILUMINAÇÃO
4783- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE JOALHERIA N S
1/01 ARTIGOS DE JOALHERIA
4774- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE ÓPTICA N S
1/00 ARTIGOS DE ÓPTICA
4783- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE RELOJOARIA N S
1/02 ARTIGOS DE RELOJOARIA
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4759-
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE TAPEÇARIA, CORTINAS E PERSIANAS ARTIGOS DE TAPEÇARIA, N S
8/01
CORTINAS E PERSIANAS
4782- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE ARTIGOS DE VIAGEM N S
2/02 ARTIGOS DE VIAGEM
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4781-
COMERCIANTE DE ARTIGOS DO VESTUÁRIO E ACESSÓRIOS ARTIGOS DO VESTUÁRIO E N S
4/00
ACESSÓRIOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE ARTIGOS ERÓTICOS N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
4763- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE ARTIGOS ESPORTIVOS N S
6/02 ARTIGOS ESPORTIVOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789-
COMERCIANTE DE ARTIGOS FOTOGRÁFICOS E PARA FILMAGEM ARTIGOS FOTOGRÁFICOS E N S
0/08
PARA FILMAGEM
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE ARTIGOS FUNERÁRIOS N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
45
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 46

COMÉRCIO VAREJISTA DE
4773-
COMERCIANTE DE ARTIGOS MÉDICOS E ORTOPÉDICOS ARTIGOS MÉDICOS E N S
3/00
ORTOPÉDICOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
OUTROS ARTIGOS DE USO
4759-
COMERCIANTE DE ARTIGOS PARA HABITAÇÃO PESSOAL E DOMÉSTICO NÃO N S
8/99
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
4785- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE ARTIGOS USADOS N S
7/99 OUTROS ARTIGOS USADOS
4723- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE BEBIDAS N S
7/00 BEBIDAS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4763-
COMERCIANTE DE BICICLETAS E TRICICLOS; PEÇAS E ACESSÓRIOS BICICLETAS E TRICICLOS; PEÇAS N S
6/03
E ACESSÓRIOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789-
COMERCIANTE DE SUVENIRES, BIJUTERIAS E ARTESANATOS SUVENIRES, BIJUTERIAS E N S
0/01
ARTESANATOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4763-
COMERCIANTE DE BRINQUEDOS E ARTIGOS RECREATIVOS BRINQUEDOS E ARTIGOS N S
6/01
RECREATIVOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE CAL,
4744-
COMERCIANTE DE CAL, AREIA, PEDRA BRITADA, TIJOLOS E TELHAS AREIA, PEDRA BRITADA, TIJOLOS N S
0/04
E TELHAS
4782- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE CALÇADOS N S
2/01 CALÇADOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE CARVÃO E LENHA N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
COMÉRCIO VAREJISTA DE
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS EM
4729- GERAL OU ESPECIALIZADO EM
COMERCIANTE DE CESTAS DE CAFÉ DA MANHÃ N S
6/99 PRODUTOS ALIMENTÍCIOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4772- COSMÉTICOS, PRODUTOS DE
COMERCIANTE DE COSMÉTICOS E ARTIGOS DE PERFUMARIA N S
5/00 PERFUMARIA E DE HIGIENE
PESSOAL
4762- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE DISCOS, CDS, DVDS E FITAS N S
8/00 DISCOS, CDS, DVDS E FITAS
COMÉRCIO VAREJISTA
ESPECIALIZADO DE
COMERCIANTE DE ELETRODOMÉSTICOS E EQUIPAMENTOS DE 4753-
ELETRODOMÉSTICOS E N S
ÁUDIO E VÍDEO 9/00
EQUIPAMENTOS DE ÁUDIO E
VÍDEO
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE EMBALAGENS N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
COMÉRCIO VAREJISTA
4752- ESPECIALIZADO DE
COMERCIANTE DE EQUIPAMENTOS DE TELEFONIA E COMUNICAÇÃO N S
1/00 EQUIPAMENTOS DE TELEFONIA
E COMUNICAÇÃO
COMÉRCIO VAREJISTA
COMERCIANTE DE EQUIPAMENTOS E SUPRIMENTOS DE
4751- ESPECIALIZADO DE
INFORMÁTICA Alterado pela Resolução CGSN n° 104/2012 (DOU de N S
2/01 EQUIPAMENTOS E
18.12.2012) efeitos a partir 01.01.2013 Redação Anterior
SUPRIMENTOS DE INFORMÁTICA
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789-
COMERCIANTE DE EQUIPAMENTOS PARA ESCRITÓRIO EQUIPAMENTOS PARA N S
0/07
ESCRITÓRIO
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE EXTINTORES DE INCÊNDIO N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
4744- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE FERRAGENS E FERRAMENTAS N S
0/01 FERRAGENS E FERRAMENTAS

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
46
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 47

COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE FLORES, PLANTAS E FRUTAS ARTIFICIAIS N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789-
COMERCIANTE DE FOGOS DE ARTIFÍCIO FOGOS DE ARTIFÍCIO E ARTIGOS N S
0/06
PIROTÉCNICOS
4784- COMÉRCIO VAREJISTA DE GÁS
COMERCIANTE DE GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP) N S
9/00 LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP)
COMÉRCIO VAREJISTA
4756- ESPECIALIZADO DE
COMERCIANTE DE INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOS N S
3/00 INSTRUMENTOS MUSICAIS E
ACESSÓRIOS
4721- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE LATICÍNIOS N S
1/03 LATICÍNIOS E FRIOS
4732- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE LUBRIFICANTES N S
6/00 LUBRIFICANTES
4744- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE MADEIRA E ARTEFATOS N S
0/02 MADEIRA E ARTEFATOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4744-
COMERCIANTE DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO EM GERAL MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO EM N S
0/99
GERAL
4744- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE MATERIAIS HIDRÁULICOS N S
0/03 MATERIAIS HIDRÁULICOS
4742- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE MATERIAL ELÉTRICO N S
3/00 MATERIAL ELÉTRICO
4771- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE MEDICAMENTOS VETERINÁRIOS N S
7/04 MEDICAMENTOS VETERINÁRIOS
LOJAS DE VARIEDADES, EXCETO
4713-
COMERCIANTE DE MIUDEZAS E QUINQUILHARIAS LOJAS DE DEPARTAMENTOS OU N S
0/02
MAGAZINES
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE MOLDURAS E QUADROS N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
4754- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE MÓVEIS N S
7/01 MÓVEIS
4789- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE OBJETOS DE ARTE N S
0/03 OBJETOS DE ARTE
COMÉRCIO A VAREJO DE PEÇAS
COMERCIANTE DE PEÇAS E ACESSÓRIOS NOVOS PARA VEÍCULOS 4530-
E ACESSÓRIOS NOVOS PARA N S
AUTOMOTORES 7/03
VEÍCULOS AUTOMOTORES
COMÉRCIO VAREJISTA
ESPECIALIZADO DE PEÇAS E
COMERCIANTE DE PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA APARELHOS 4757- ACESSÓRIOS PARA APARELHOS
N S
ELETROELETRÔNICOS PARA USO DOMÉSTICO 1/00 ELETROELETRÔNICOS PARA
USO DOMÉSTICO, EXCETO
INFORMÁTICA E COMUNICAÇÃO
COMÉRCIO A VAREJO DE PEÇAS
COMERCIANTE DE PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA MOTOCICLETAS E 4541-
E ACESSÓRIOS PARA N S
MOTONETAS 2/05
MOTOCICLETAS E MOTONETAS
COMÉRCIO A VAREJO DE PEÇAS
COMERCIANTE DE PEÇAS E ACESSÓRIOS USADOS PARA VEÍCULOS 4530-
E ACESSÓRIOS USADOS PARA N S
AUTOMOTORES 7/04
VEÍCULOS AUTOMOTORES
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE PERUCAS N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
4789- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE PLANTAS, FLORES NATURAIS, VASOS E ADUBOS N S
0/02 PLANTAS E FLORES NATURAIS
COMÉRCIO A VAREJO DE
4530-
COMERCIANTE DE PNEUMÁTICOS E CÂMARAS-DE-AR PNEUMÁTICOS E CÂMARAS-DE- N S
7/05
AR
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4772- COSMÉTICOS, PRODUTOS DE
COMERCIANTE DE PRODUTOS DE HIGIENE PESSOAL N S
5/00 PERFUMARIA E DE HIGIENE
PESSOAL
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789-
COMERCIANTE DE PRODUTOS DE LIMPEZA PRODUTOS SANEANTES N S
0/05
DOMISSANITÁRIOS

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
47
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 48

4721- PADARIA E CONFEITARIA COM


COMERCIANTE DE PRODUTOS DE PANIFICAÇÃO N S
1/02 PREDOMINÂNCIA DE REVENDA
4729-
COMERCIANTE DE PRODUTOS DE TABACARIA TABACARIA N S
6/01
COMERCIANTE DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS HOMEOPÁTICOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4771-
PRODUTOS FARMACÊUTICOS N S
7/03
HOMEOPÁTICOS

COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS, SEM 4771- PRODUTOS FARMACÊUTICOS,
N S
MANIPULAÇÃO DE FÓRMULAS 7/01 SEM MANIPULAÇÃO DE
FÓRMULAS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS EM
4729- GERAL OU ESPECIALIZADO EM
COMERCIANTE DE PRODUTOS NATURAIS N S
6/99 PRODUTOS ALIMENTÍCIOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE PRODUTOS PARA FESTAS E NATAL N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
N S
0/99 ESPECIFICADOS
COMERCIANTE DE PRODUTOS RELIGIOSOS ANTERIORMENTE
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4789- OUTROS PRODUTOS NÃO
COMERCIANTE DE REDES PARA DORMIR N S
0/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
COMÉRCIO VAREJISTA DE
OUTROS ARTIGOS DE USO
4759-
COMERCIANTE DE SISTEMA DE SEGURANÇA RESIDENCIAL PESSOAL E DOMÉSTICO NÃO N S
8/99
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
4755- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE TECIDOS N S
5/01 TECIDOS
COMÉRCIO VAREJISTA DE
4741-
COMERCIANTE DE TINTAS E MATERIAIS PARA PINTURA TINTAS E MATERIAIS PARA N S
5/00
PINTURA
COMÉRCIO VAREJISTA DE
OUTROS ARTIGOS DE USO
4759-
COMERCIANTE DE TOLDOS E PAPEL DE PAREDE PESSOAL E DOMÉSTICO NÃO N S
8/99
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
4743- COMÉRCIO VAREJISTA DE
COMERCIANTE DE VIDROS N S
1/00 VIDROS
1031- FABRICAÇÃO DE CONSERVAS DE
COMPOTEIRO(A) N S
7/00 FRUTAS
FABRICAÇÃO DE CANETAS,
3299-
CONFECCIONADOR(A) DE CARIMBOS LÁPIS E OUTROS ARTIGOS PARA N S
0/02
ESCRITÓRIO
1742- FABRICAÇÃO DE FRALDAS
CONFECCIONADOR(A) DE FRALDAS DESCARTÁVEIS N S
7/01 DESCARTÁVEIS
1091- FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE
CONFEITEIRO(A) N S
1/02 PANIFICAÇÃO INDUSTRIAL
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE
1091- PADARIA E CONFEITARIA COM
CONFEITEIRO(A) N S
1/02 PREDOMINÂNCIA DE PRODUÇÃO
PRÓPRIA
6920-
CONTADOR(A)/TÉCNICO(A) CONTÁBIL ATIVIDADES DE CONTABILIDADE S N
6/01
CONFECÇÃO DE PEÇAS DE
1412- VESTUÁRIO, EXCETO ROUPAS
COSTUREIRO(A) DE ROUPAS, EXCETO SOB MEDIDA S S
6/01 ÍNTIMAS E AS CONFECCIONADAS
SOB MEDIDA
CONFECÇÃO, SOB MEDIDA, DE
1412-
COSTUREIRO(A) DE ROUPAS, SOB MEDIDA PEÇAS DO VESTUÁRIO, EXCETO S N
6/02
ROUPAS ÍNTIMAS
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
48
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 49

9603-
COVEIRO SERVIÇOS DE SEPULTAMENTO S N
3/03
FORNECIMENTO DE ALIMENTOS
COZINHEIRO(A) QUE FORNECE REFEIÇÕES PRONTAS E EMBALADAS 5620- PREPARADOS
N S
PARA CONSUMO 1/04 PREPONDERANTEMENTE PARA
CONSUMO DOMICILIAR
0159- CRIAÇÃO DE ANIMAIS DE
CRIADOR(A) DE ANIMAIS DOMÉSTICOS N S
8/02 ESTIMAÇÃO
0322- CRIAÇÃO DE PEIXES
CRIADOR(A) DE PEIXES ORNAMENTAIS EM ÁGUA DOCE N S
1/04 ORNAMENTAIS EM ÁGUA DOCE
CRIAÇÃO DE PEIXES
0321-
CRIADOR(A) DE PEIXES ORNAMENTAIS EM ÁGUA SALGADA ORNAMENTAIS EM ÁGUA N S
3/04
SALGADA E SALOBRA
FABRICAÇÃO DE ARTIGOS DO
1422- VESTUÁRIO, PRODUZIDOS EM
N S
3/00 MALHARIAS E TRICOTAGENS,
CROCHETEIRO(A) EXCETO MEIAS
9609-
CUIDADOR(A) DE ANIMAIS (PET SITTER) Acrescentado pelaResolução HIGIENE E EMBELEZAMENTO DE S N
CGSN n° 117/2014 (DOU de 05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 2/08 ANIMAIS
ATIVIDADES DE FORNECIMENTO
8712- DE INFRA-ESTRUTURA DE APOIO
CUIDADOR(A) DE IDOSOS E ENFERMOS S N
3/00 E ASSISTÊNCIA A PACIENTE NO
DOMICÍLIO
3211- CUNHAGEM DE MOEDAS E
CUNHADOR(A) DE MOEDAS E MEDALHAS N S
6/03 MEDALHAS
1510- CURTIMENTO E OUTRAS
CURTIDOR DE COURO N S
6/00 PREPARAÇÕES DE COURO
OUTROS SERVIÇOS DE
1340- ACABAMENTO EM FIOS,
CUSTOMIZADOR(A) DE ROUPAS S N
5/99 TECIDOS, ARTEFATOS TÊXTEIS E
PEÇAS DO VESTUÁRIO
8122- IMUNIZAÇÃO E CONTROLE DE
DEDETIZADOR(A) S N
2/00 PRAGAS URBANAS
ATIVIDADES DE ESTÉTICA E
9602-
DEPILADOR(A) OUTROS SERVIÇOS DE S N
5/02
CUIDADOS COM A BELEZA
9700-
DIARISTA Acrescentado pela Resolução CGSN n° 117/2014 (DOU de S N
SERVIÇOS DOMÉSTICOS
05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 5/00
PREPARAÇÃO DE DOCUMENTOS
E SERVIÇOS ESPECIALIZADOS
8219-
DIGITADOR(A) DE APOIO ADMINISTRATIVO NÃO S N
9/99
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
9001- ATIVIDADES DE SONORIZAÇÃO E
DISC JOCKEY (DJ) OU VIDEO JOCKEY (VJ) S N
9/06 DE ILUMINAÇÃO
3600- DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA POR
DISTRIBUIDOR(A) DE ÁGUA POTÁVEL EM CAMINHÃO PIPA S S
6/02 CAMINHÕES

FORNECIMENTO DE ALIMENTOS N S
5620- PREPARADOS
1/04 PREPONDERANTEMENTE PARA
DOCEIRO(A) CONSUMO DOMICILIAR
5912-
DUBLADOR(A) SERVIÇOS DE DUBLAGEM S N
0/01
5812-
EDITOR(A) DE JORNAIS DIÁRIOS Acrescentado pelaResolução CGSN n° S N
EDITOR DE JORNAIS DIÁRIOS
117/2014 (DOU de 05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 3/01
5812-
EDITOR(A) DE JORNAIS NÃO DIÁRIOS Acrescentado pelaResolução EDITOR DE JORNAIS NÃO S N
CGSN n° 117/2014 (DOU de 05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 3/02 DIÁRIOS
EDIÇÃO DE CADASTROS, LISTAS
5819-
EDITOR(A) DE LISTA DE DADOS E DE OUTRAS INFORMAÇÕES E DE OUTROS PRODUTOS S N
1/00
GRÁFICOS
5811-
EDITOR(A) DE LIVROS EDIÇÃO DE LIVROS S N
5/00
5813-
EDITOR(A) DE REVISTAS EDIÇÃO DE REVISTAS S N
1/00
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
49
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 50

ATIVIDADES DE PÓS-PRODUÇÃO
CINEMATOGRÁFICA, DE VÍDEOS E
5912-
EDITOR(A) DE VÍDEO DE PROGRAMAS DE TELEVISÃO
0/99
NÃO ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE

S N
SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E
4520-
ELETRICISTA DE AUTOMÓVEIS REPARAÇÃO ELÉTRICA DE S N
0/03
VEÍCULOS AUTOMOTORES
4321- INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO
ELETRICISTA EM RESIDÊNCIAS E ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS S N
5/00 ELÉTRICA
1822- SERVIÇOS DE ENCADERNAÇÃO
ENCADERNADOR(A)/PLASTIFICADOR(A) S N
9/01 E PLASTIFICAÇÃO
4322- INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS,
ENCANADOR S N
3/01 SANITÁRIAS E DE GÁS
OUTRAS ATIVIDADES DE
9609- SERVIÇOS PESSOAIS NÃO
ENGRAXATE S N
2/99 ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
SERVIÇOS DE MALOTE NÃO
5320-
ENTREGADOR DE MALOTES REALIZADOS PELO CORREIO S S
2/01
NACIONAL
ENVASAMENTO E
8292-
ENVASADOR(A) E EMPACOTADOR(A) EMPACOTAMENTO SOB S N
0/00
CONTRATO
ESTAMPARIA E TEXTURIZAÇÃO
1340- EM FIOS, TECIDOS, ARTEFATOS
ESTAMPADOR(A) DE PEÇAS DO VESTUÁRIO S N
5/01 TÊXTEIS E PEÇAS DO
VESTUÁRIO
ATIVIDADES DE ESTÉTICA E
9602-
ESTETICISTA OUTROS SERVIÇOS DE S N
5/02
CUIDADOS COM A BELEZA
ESTETICISTA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS Alterado pelaResolução CGSN n° 9609-
HIGIENE E EMBELEZAMENTO DE S N
117/2014 (DOU de 05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 Redação
2/07 ANIMAIS DOMÉSTICOS
Anterior
9529- REPARAÇÃO DE ARTIGOS DO
ESTOFADOR(A) S N
1/05 MOBILIÁRIO
1742- FABRICAÇÃO DE ABSORVENTES
FABRICANTE DE ABSORVENTES HIGIÊNICOS N S
7/02 HIGIÊNICOS
1071- FABRICAÇÃO DE AÇÚCAR EM
FABRICANTE DE AÇÚCAR MASCAVO N S
6/00 BRUTO
FABRICANTE DE AMENDOIM E CASTANHA DE CAJU TORRADOS E 1031- FABRICANTE DE CONSERVAS DE
N S
SALGADOS 7/00 FRUTAS
FABRICAÇÃO DE OUTRAS
1122- BEBIDAS NÃO-ALCOÓLICAS NÃO
FABRICANTE DE ÁGUAS NATURAIS N S
4/99 ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
1096- FABRICAÇÃO DE ALIMENTOS E
FABRICANTE DE ALIMENTOS PRONTOS CONGELADOS N S
1/00 PRATOS PRONTOS
1065- FABRICAÇÃO DE AMIDOS E
FABRICANTE DE AMIDO E FÉCULAS DE VEGETAIS N S
1/01 FÉCULAS DE VEGETAIS
2532- PRODUÇÃO DE ARTEFATOS
FABRICANTE DE ARTEFATOS DE FUNILARIA N S
2/01 ESTAMPADOS DE METAL

FABRICANTE DE ARTEFATOS ESTAMPADOS DE METAL, SOB


2532- PRODUÇÃO DE ARTEFATOS
ENCOMENDA OU NÃO Alterado pela Resolução CGSN n° 104/2012 (DOU
2/01 ESTAMPADOS DE METAL
de 18.12.2012) efeitos a partir 01.01.2013 Redação Anterior S S

3230- FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS


FABRICANTE DE ARTEFATOS PARA PESCA E ESPORTE N S
2/00 PARA PESCA E ESPORTE

1351- FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS


FABRICANTE DE ARTEFATOS TÊXTEIS PARA USO DOMÉSTICO N S
1/00 TÊXTEIS PARA USO DOMÉSTICO
2541- FABRICAÇÃO DE ARTIGOS DE
FABRICANTE DE ARTIGOS DE CUTELARIA N S
1/00 CUTELARIA
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
50
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 51

3299- FABRICAÇÃO DE AVIAMENTOS


FABRICANTE DE AVIAMENTOS PARA COSTURA N S
0/05 PARA COSTURA
FABRICAÇÃO DE FRUTAS
1093-
FABRICANTE DE BALAS, CONFEITOS E FRUTAS CRISTALIZADAS CRISTALIZADAS, BALAS E N S
7/02
SEMELHANTES
FABRICAÇÃO DE ARTIGOS PARA
1521- VIAGEM, BOLSAS E
FABRICANTE DE BOLSAS/BOLSEIRO N S
1/00 SEMELHANTES DE QUALQUER
MATERIAL
FABRICAÇÃO DE OUTROS
BRINQUEDOS E JOGOS
3240-
FABRICANTE DE BRINQUEDOS NÃO ELETRÔNICOS RECREATIVOS NÃO N S
0/99
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
FABRICAÇÃO DE CALÇADOS DE
FABRICANTE DE CALÇADOS DE BORRACHA, MADEIRA E TECIDOS E 1539-
MATERIAIS NÃO ESPECIFICADOS N S
FIBRAS 4/00
ANTERIORMENTE
1531- FABRICAÇÃO DE CALÇADOS DE
FABRICANTE DE CALÇADOS DE COURO N S
9/01 COURO
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS
1099-
FABRICANTE DE CHÁ PARA INFUSÃO (CHÁ, MATE, N S
6/05
ETC.)
FABRICAÇÃO DE ACESSÓRIOS
1414-
FABRICANTE DE CINTOS/CINTEIRO DO VESTUÁRIO, EXCETO PARA N S
2/00
SEGURANÇA E PROTEÇÃO
1031- FABRICAÇÃO DE CONSERVAS DE
FABRICANTE DE CONSERVAS DE FRUTAS N S
7/00 FRUTAS
FABRICAÇÃO DE CONSERVAS DE
1032-
FABRICANTE DE CONSERVAS DE LEGUMES E OUTROS VEGETAIS LEGUMES E OUTROS VEGETAIS, N S
5/99
EXCETO PALMITO
FABRICAÇÃO DE
2052-
FABRICANTE DE DESINFESTANTES DESINFESTANTES N S
5/00
DOMISSANITÁRIOS
1732- FABRICAÇÃO DE EMBALAGENS
FABRICANTE DE EMBALAGENS DE CARTOLINA E PAPEL-CARTÃO N S
0/00 DE CARTOLINA E PAPEL-CARTÃO
FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE
1623-
FABRICANTE DE EMBALAGENS DE MADEIRA TANOARIA E DE EMBALAGENS N S
4/00
DE MADEIRA
1731- FABRICAÇÃO DE EMBALAGENS
FABRICANTE DE EMBALAGENS DE PAPEL N S
1/00 DE PAPEL
FABRICAÇÃO DE ESPECIARIAS,
1095-
FABRICANTE DE ESPECIARIAS MOLHOS, TEMPEROS E N S
3/00
CONDIMENTOS

FABRICANTE DE ESQUADRIAS METÁLICAS SOB ENCOMENDA OU


2512- FABRICAÇÃO DE ESQUADRIAS
NÃO Alterado pela Resolução CGSN n° 104/2012 (DOU de S S
8/00 DE METAL
18.12.2012) efeitos a partir 01.01.2013 Redação Anterior

1311- PREPARAÇÃO E FIAÇÃO DE


FABRICANTE DE FIOS DE ALGODÃO N S
1/00 FIBRAS DE ALGODÃO

PREPARAÇÃO E FIAÇÃO DE
1312-
FABRICANTE DE FIOS DE LINHO, RAMI, JUTA, SEDA E LÃ FIBRAS TÊXTEIS NATURAIS, N S
0/00
EXCETO ALGODÃO
FABRICAÇÃO DE OUTROS
1220- PRODUTOS DO FUMO, EXCETO
FABRICANTE DE FUMO E DERIVADOS DO FUMO N S
4/99 CIGARROS, CIGARRILHAS E
CHARUTOS
FABRICAÇÃO DE OUTROS
1099- PRODUTOS ALIMENTÍCIOS NÃO
FABRICANTE DE GELÉIA DE MOCOTÓ N S
6/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
1099-
FABRICANTE DE GELO COMUM FABRICAÇÃO DE GELO COMUM N S
6/04
3299- FABRICAÇÃO DE GUARDA-
FABRICANTE DE GUARDA-CHUVAS E SIMILARES N S
0/01 CHUVAS E SIMILARES
1742- FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE
FABRICANTE DE GUARDANAPOS E COPOS DE PAPEL N S
7/99 PAPEL PARA USO DOMÉSTICO E
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
51
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 52

HIGIÊNICO-SANITÁRIO NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
FABRICAÇÃO DE INSTRUMENTOS
3220-
FABRICANTE DE INSTRUMENTOS MUSICAIS MUSICAIS, PEÇAS E N S
5/00
ACESSÓRIOS
FABRICAÇÃO DE OUTROS
BRINQUEDOS E JOGOS
3240-
FABRICANTE DE JOGOS RECREATIVOS RECREATIVOS NÃO N S
0/99
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
1052-
FABRICANTE DE LATICÍNIOS FABRICAÇÃO DE LATICÍNIOS N S
0/00

FABRICAÇÃO DE LETRAS,
FABRICANTE DE LETREIROS, PLACAS E PAINÉIS NÃO LUMINOSOS,
3299- LETREIROS E PLACAS DE
SOB ENCOMENDA OU NÃO Alterado pelaResolução CGSN n° 104/2012 S S
0/03 QUALQUER MATERIAL, EXCETO
(DOU de 18.12.2012) efeitos a partir 01.01.2013 Redação Anterior
LUMINOSOS

FABRICAÇÃO DE LUMINÁRIAS E
FABRICANTE DE LUMINÁRIAS E OUTROS EQUIPAMENTOS DE 2740-
OUTROS EQUIPAMENTOS DE N S
ILUMINAÇÃO 6/02
ILUMINAÇÃO
FABRICAÇÃO DE ARTIGOS PARA
1521- VIAGEM, BOLSAS E
FABRICANTE DE MALAS N S
1/00 SEMELHANTES DE QUALQUER
MATERIAL
1094- FABRICAÇÃO DE MASSAS
FABRICANTE DE MASSAS ALIMENTÍCIAS N S
5/00 ALIMENTÍCIAS
1421-
FABRICANTE DE MEIAS FABRICAÇÃO DE MEIAS N S
5/00
FABRICAÇÃO DE ARTIGOS PARA
1521- VIAGEM, BOLSAS E
FABRICANTE DE MOCHILAS E CARTEIRAS N S
1/00 SEMELHANTES DE QUALQUER
MATERIAL
FABRICANTE DE PAINÉIS E LETREIROS LUMINOSOS, SOB
3299- FABRICAÇÃO DE PAINÉIS E
ENCOMENDA OU NÃO Alterado pela Resolução CGSN n° 104/2012 (DOU S S
0/04 LETREIROS LUMINOSOS
de 01.12.2011) efeitos a partir 01.01.2012 Redação Anterior
FABRICANTE DE PÃO DE QUEIJO CONGELADO Alterado pela Resolução
1091- FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE
CGSN n° 111/2013 (DOU de 16.12.2013) efeitos a partir de N S
1/01 PANIFICAÇÃO INDUSTRIAL
01.01.2014 Redação Anterior
1721-
FABRICANTE DE PAPEL FABRICAÇÃO DE PAPEL N S
4/00
FACÇÃO DE PEÇAS DO
1412-
FABRICANTE DE PARTES DE PEÇAS DO VESTUÁRIO - FACÇÃO VESTUÁRIO, EXCETO ROUPAS S S
6/03
ÍNTIMAS
1411-
FABRICANTE DE PARTES DE ROUPAS ÍNTIMAS - FACÇÃO FACÇÃO DE ROUPAS ÍNTIMAS S S
8/02
1413- FACÇÃO DE ROUPAS
FABRICANTE DE PARTES DE ROUPAS PROFISSIONAIS - FACÇÃO S S
4/03 PROFISSIONAIS
FABRICAÇÃO DE PARTES PARA
1540-
FABRICANTE DE PARTES PARA CALÇADOS CALÇADOS, DE QUALQUER S S
8/00
MATERIAL
1031- FABRICAÇÃO DE CONSERVAS DE
FABRICANTE DE POLPAS DE FRUTAS N S
7/00 FRUTAS
FABRICAÇÃO DE COSMÉTICOS,
FABRICANTE DE PRODUTOS DE PERFUMARIA E DE HIGIENE 2063-
PRODUTOS DE PERFUMARIA E N S
PESSOAL 1/00
DE HIGIENE PESSOAL
2062- FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE
FABRICANTE DE PRODUTOS DE LIMPEZA N S
2/00 LIMPEZA E POLIMENTO
FABRICAÇÃO DE OUTROS
1099- PRODUTOS ALIMENTÍCIOS NÃO
FABRICANTE DE PRODUTOS DE SOJA N S
6/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
FABRICAÇÃO DE
FABRICANTE DE PRODUTOS DE TECIDO NÃO TECIDO PARA USO 3292- EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS
N S
ODONTO-MÉDICO-HOSPITALAR 2/02 PARA SEGURANÇA PESSOAL E
PROFISSIONAL
1013- FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE
FABRICANTE DE PRODUTOS DERIVADOS DE CARNE N S
9/01 CARNE
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
52
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 53

1061- FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DO


FABRICANTE DE PRODUTOS DERIVADOS DO ARROZ N S
9/02 ARROZ
1071- FABRICAÇÃO DE AÇÚCAR EM
FABRICANTE DE RAPADURA E MELAÇO N S
6/00 BRUTO
FABRICAÇÃO DE REFRESCOS,
1122- XAROPES E PÓS PARA
FABRICANTE DE REFRESCOS, XAROPES E PÓS PARA REFRESCOS N S
4/03 REFRESCOS, EXCETO
REFRESCOS DE FRUTAS
1411- CONFECÇÃO DE ROUPAS
FABRICANTE DE ROUPAS ÍNTIMAS N S
8/01 ÍNTIMAS
2061- FABRICAÇÃO DE SABÕES E
FABRICANTE DE SABÕES E DETERGENTES SINTÉTICOS N S
4/00 DETERGENTES SINTÉTICOS
FABRICAÇÃO DE SUCOS
FABRICANTE DE SUCOS CONCENTRADOS DE FRUTAS, HORTALIÇAS 1033-
CONCENTRADOS DE FRUTAS, N S
E LEGUMES 3/01
HORTALIÇAS E LEGUMES
FABRICAÇÃO DE SUCOS DE
1033- FRUTAS, HORTALIÇAS E
FABRICANTE DE SUCOS DE FRUTAS, HORTALIÇAS E LEGUMES N S
3/02 LEGUMES, EXCETO
CONCENTRADOS
3299- FABRICAÇÃO DE VELAS,
FABRICANTE DE VELAS, INCLUSIVE DECORATIVAS N S
0/06 INCLUSIVE DECORATIVAS
1063- FABRICAÇÃO DE FARINHA DE
FARINHEIRO DE MANDIOCA N S
5/00 MANDIOCA E DERIVADOS
FABRICAÇÃO DE FARINHA DE
1064-
FARINHEIRO DE MILHO MILHO E DERIVADOS, EXCETO N S
3/00
ÓLEOS DE MILHO
2543-
FERRAMENTEIRO(A) FABRICAÇÃO DE FERRAMENTAS N S
8/00
2543-
FERREIRO/FORJADOR FABRICAÇÃO DE FERRAMENTAS N S
8/00
7420- FILMAGEM DE FESTAS E
FILMADOR(A) S N
0/04 EVENTOS

FORNECIMENTO DE ALIMENTOS
5620- PREPARADOS
FORNECEDOR(A) DE ALIMENTOS PREPARADOS PARA EMPRESAS
1/01 PREPONDERANTEMENTE PARA
EMPRESAS
N S
ATIVIDADES RELACIONADAS A
3702-
FOSSEIRO (LIMPADOR DE FOSSA) ESGOTO, EXCETO A GESTÃO DE S N
9/00
REDES
8219-
FOTOCOPIADOR(A) FOTOCÓPIAS S N
9/01
ATIVIDADES DE PRODUÇÃO DE
7420-
FOTÓGRAFO(A) FOTOGRAFIAS, EXCETO AÉREA E S N
0/01
SUBMARINA
ATIVIDADES DE PRODUÇÃO DE
7420-
FOTÓGRAFO(A) AÉREO FOTOGRAFIAS AÉREAS E S N
0/02
SUBMARINAS
ATIVIDADES DE PRODUÇÃO DE
7420-
FOTÓGRAFO(A) SUBMARINO FOTOGRAFIAS AÉREAS E S N
0/02
SUBMARINAS
SERVIÇOS DE LANTERNAGEM
4520-
FUNILEIRO / LANTERNEIRO OU FUNILARIA E PINTURA DE S N
0/02
VEÍCULOS AUTOMOTORES
2539- SERVIÇOS DE TRATAMENTO E
GALVANIZADOR(A) S N
0/02 REVESTIMENTO EM METAIS
4330- OBRAS DE ACABAMENTO EM
GESSEIRO(A) S N
4/03 GESSO E ESTUQUE
SERVIÇOS DE GRAVAÇÃO DE
8299-
GRAVADOR(A) DE CARIMBOS CARIMBOS, EXCETO S N
7/03
CONFECÇÃO
5211-
GUARDADOR(A) DE MÓVEIS GUARDA-MÓVEIS S N
7/02
7912-
GUIA DE TURISMO OPERADORES TURÍSTICOS S N
1/00
5229- SERVIÇOS DE REBOQUE DE
GUINCHEIRO (REBOQUE DE VEÍCULOS) S N
0/02 VEÍCULOS

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
53
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 54

9001-
HUMORISTA E CONTADOR DE HISTÓRIAS PRODUÇÃO TEATRAL S N
9/01
INSTALADOR(A) E REPARADOR DE COFRES, TRANCAS E TRAVAS DE 8020-
OUTRAS ATIVIDADES DE S N
SEGURANÇA Acrescentado pela Resolução CGSN n° 117/2014 (DOU de
0/02 SERVIÇOS DE SEGURANÇA
05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015
4321- INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO
INSTALADOR(A) DE ANTENAS DE TV S N
5/00 ELÉTRICA
INSTALADOR(A) DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA DOMICILIAR E
4321- INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO
EMPRESARIAL, SEM PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA E S N
5/00 ELÉTRICA
SEGURANÇA
INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
INSTALADOR(A) DE EQUIPAMENTOS PARA ORIENTAÇÃO À 4329- PARA ORIENTAÇÃO À
S N
NAVEGAÇÃO MARÍTIMA, FLUVIAL E LACUSTRE 1/02 NAVEGAÇÃO MARÍTIMA, FLUVIAL
E LACUSTRE
4329- TRATAMENTOS TÉRMICOS,
INSTALADOR(A) DE ISOLANTES ACÚSTICOS E DE VIBRAÇÃO S N
1/05 ACÚSTICOS OU DE VIBRAÇÃO
4329- TRATAMENTOS TÉRMICOS,
INSTALADOR(A) DE ISOLANTES TÉRMICOS S N
1/05 ACÚSTICOS OU DE VIBRAÇÃO
3321- INSTALAÇÃO DE MÁQUINAS E
INSTALADOR(A) DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS S N
0/00 EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS
4329- INSTALAÇÃO DE PAINÉIS
INSTALADOR(A) DE PAINÉIS PUBLICITÁRIOS S N
1/01 PUBLICITÁRIOS
OUTRAS ATIVIDADES DE
6190-
INSTALADOR(A) DE REDE DE COMPUTADORES TELECOMUNICAÇÕES NÃO
6/99
ESPECIFICADAS ANTERIORMENTE S N
4322- INSTALAÇÕES DE SISTEMA DE
INSTALADOR(A) DE SISTEMA DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO S N
3/03 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO
SERVIÇOS DE INSTALAÇÃO,
4520- MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
INSTALADOR(A) E REPARADOR (A) DE ACESSÓRIOS AUTOMOTIVOS S N
0/07 ACESSÓRIOS PARA VEÍCULOS
AUTOMOTORES
INSTALAÇÃO, MANUTENÇÃO E
INSTALADOR(A) E REPARADOR(A) DE ELEVADORES, ESCADAS E 4329- REPARAÇÃO DE ELEVADORES,
S N
ESTEIRAS ROLANTES 1/03 ESCADAS E ESTEIRAS
ROLANTES
INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
INSTALADOR(A) E REPARADOR(A) DE SISTEMAS CENTRAIS DE AR 4322- SISTEMAS CENTRAIS DE AR
S N
CONDICIONADO, DE VENTILAÇÃO E REFRIGERAÇÃO 3/02 CONDICIONADO, DE VENTILAÇÃO
E REFRIGERAÇÃO
ENSINO DE ARTE E CULTURA
8592-
INSTRUTOR(A) DE ARTE E CULTURA EM GERAL NÃO ESPECIFICADO S N
9/99
ANTERIORMENTE
8592- ENSINO DE ARTES CÊNICAS,
INSTRUTOR(A) DE ARTES CÊNICAS S N
9/02 EXCETO DANÇA
TREINAMENTO EM
8599-
INSTRUTOR(A) DE CURSOS GERENCIAIS DESENVOLVIMENTO S N
6/04
PROFISSIONAL E GERENCIAL
8599- CURSOS PREPARATÓRIOS PARA
INSTRUTOR(A) DE CURSOS PREPARATÓRIOS S N
6/05 CONCURSOS
8593-
INSTRUTOR(A) DE IDIOMAS ENSINO DE IDIOMAS S N
7/00
8599-
INSTRUTOR(A) DE INFORMÁTICA TREINAMENTO EM INFORMÁTICA S N
6/03
8592-
INSTRUTOR(A) DE MÚSICA ENSINO DE MÚSICA S N
9/03
8130-
JARDINEIRO(A) ATIVIDADES PAISAGÍSTICAS S N
3/00
4761- COMÉRCIO VAREJISTA DE
JORNALEIRO(A) N S
0/02 JORNAIS E REVISTAS
3211-
LAPIDADOR(A) LAPIDAÇÃO DE GEMAS S S
6/01
9601-
LAVADEIRO(A) DE ROUPAS LAVANDERIAS S N
7/01
9601-
LAVADEIRO(A) DE ROUPAS PROFISSIONAIS TOALHEIROS S N
7/03
SERVIÇOS DE LAVAGEM,
4520-
LAVADOR(A) E POLIDOR DE CARRO LUBRIFICAÇÃO E POLIMENTO DE S N
0/05
VEÍCULOS AUTOMOTORES

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
54
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 55

OUTRAS ATIVIDADES DE
9609- SERVIÇOS PESSOAIS NÃO
LAVADOR(A) DE ESTOFADO E SOFÁ S N
2/99 ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
4761- COMÉRCIO VAREJISTA DE
LIVREIRO(A) N S
0/01 LIVROS
7732-
LOCADOR DE ANDAIMES ALUGUEL DE ANDAIMES S N
2/02
7729- ALUGUEL DE APARELHOS DE
LOCADOR(A) DE APARELHOS DE JOGOS ELETRÔNICOS N N
2/01 JOGOS ELETRÔNICOS

ALUGUEL DE EQUIPAMENTOS
LOCADOR(A) DE EQUIPAMENTOS CIENTÍFICOS, MÉDICOS E 7739-
CIENTÍFICOS, MÉDICOS E
HOSPITALARES, SEM OPERADOR 0/02
HOSPITALARES, SEM OPERADOR
N N
7721- ALUGUEL DE EQUIPAMENTOS
LOCADOR(A) DE EQUIPAMENTOS RECREATIVOS E ESPORTIVOS N N
7/00 RECREATIVOS E ESPORTIVOS
7722- ALUGUEL DE FITAS DE VÍDEO,
LOCADOR(A) DE FITAS DE VÍDEO, DVDS E SIMILARES N N
5/00 DVDS E SIMILARES
ALUGUEL DE OUTROS OBJETOS
7729- PESSOAIS E DOMÉSTICOS NÃO
LOCADOR(A) DE LIVROS, REVISTAS, PLANTAS E FLORES N N
2/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
ALUGUEL DE MÁQUINAS E
LOCADOR(A) DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS SEM 7731-
EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS N N
OPERADOR 4/00
SEM OPERADOR
ALUGUEL DE MÁQUINAS E
LOCADOR(A) DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA CONSTRUÇÃO 7732- EQUIPAMENTOS PARA
N N
SEM OPERADOR, EXCETO ANDAIMES 2/01 CONSTRUÇÃO SEM OPERADOR,
EXCETO ANDAIMES
ALUGUEL DE MÁQUINAS E
7733-
LOCADOR(A) DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA ESCRITÓRIO EQUIPAMENTOS PARA N N
1/00
ESCRITÓRIO
7729-
LOCADOR(A) DE MATERIAL MÉDICO ALUGUEL DE MATERIAL MÉDICO N N
2/03
ALUGUEL DE MÓVEIS,
7729- UTENSÍLIOS E APARELHOS DE
LOCADOR(A) DE MÓVEIS E UTENSÍLIOS, INCLUSIVE PARA FESTAS N N
2/02 USO DOMÉSTICO E PESSOAL;
INSTRUMENTOS MUSICAIS
ALUGUEL DE MÓVEIS,
7729- UTENSÍLIOS E APARELHOS DE
LOCADOR(A) DE INSTRUMENTOS MUSICAIS N N
2/02 USO DOMÉSTICO E PESSOAL;
INSTRUMENTOS MUSICAIS
ALUGUEL DE OBJETOS DO
7723-
LOCADOR(A) DE OBJETOS DO VESTUÁRIO, JÓIAS E ACESSÓRIOS VESTUÁRIO, JÓIAS E N N
3/00
ACESSÓRIOS
ALUGUEL DE OUTRAS MÁQUINAS
E EQUIPAMENTOS COMERCIAIS
LOCADOR(A) DE OUTRAS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS COMERCIAIS
7739- E INDUSTRIAIS NÃO
E INDUSTRIAIS NÃO ESPECIFICADOS ANTERIORMENTE, SEM N N
0/99 ESPECIFICADOS
OPERADOR
ANTERIORMENTE, SEM
OPERADOR
ALUGUEL DE PALCOS,
COBERTURAS E OUTRAS
LOCADOR(A) DE PALCOS, COBERTURAS E OUTRAS ESTRUTURAS DE 7739-
ESTRUTURAS DE USO S N
USO TEMPORÁRIO, EXCETO ANDAIMES 0/03
TEMPORÁRIO, EXCETO
ANDAIMES
OUTRAS ATIVIDADES DE
9609- SERVIÇOS PESSOAIS NÃO
LOCUTOR(A) DE MENSAGENS FONADAS E AO VIVO S N
2/99 ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
OUTRAS ATIVIDADES DE
9329- RECREAÇÃO E LAZER NÃO
MÁGICO(A) S N
8/99 ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
9602-
MANICURE/PEDICURE Alterado pela Resolução CGSN n° 117/2014 (DOU CABELEIREIROS, MANICURE E S N
de 05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015Redação Anterior 5/01 PEDICURE

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
55
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 56

ATIVIDADES DE ESTÉTICA E
9602-
MAQUIADOR(A) OUTROS SERVIÇOS DE S N
5/02
CUIDADOS COM A BELEZA

MARCENEIRO (A) SOB ENCOMENDA OU NÃO Alterado pela Resolução


3101- FABRICAÇÃO DE MÓVEIS COM
CGSN n° 104/2012 (DOU de 01.12.2011) efeitos a partir S S
2/00 PREDOMINÂNCIA DE MADEIRA
01.01.2012 Redação Anterior

FORNECIMENTO DE ALIMENTOS
5620- PREPARADOS
MARMITEIRO(A) N S
1/04 PREPONDERANTEMENTE PARA
CONSUMO DOMICILIAR
4543- MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
MECÂNICO(A) DE MOTOCICLETAS E MOTONETAS S N
9/00 MOTOCICLETAS E MOTONETAS
SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E
4520-
MECÂNICO(A) DE VEÍCULOS REPARAÇÃO MECÂNICA DE S N
0/01
VEÍCULOS AUTOMOTORES
COMÉRCIO VAREJISTA DE
MERCADORIAS EM GERAL, COM
4712-
MERCEEIRO(A)/VENDEIRO(A) PREDOMINÂNCIA DE PRODUTOS N S
1/00
ALIMENTÍCIOS - MINIMERCADOS,
MERCEARIAS E ARMAZÉNS
7490-
MERGULHADOR(A) (ESCAFANDRISTA) ESCAFANDRIA E MERGULHO S N
1/02
MOAGEM E FABRICAÇÃO DE
1069- PRODUTOS DE ORIGEM
MOENDEIRO(A) N S
4/00 VEGETAL NÃO ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
SERVIÇOS DE MONTAGEM DE
3329-
MONTADOR(A) DE MÓVEIS MÓVEIS DE QUALQUER S N
5/01
MATERIAL

MONTAGEM E INSTALAÇÃO DE
MONTADOR(A) E INSTALADOR DE SISTEMAS E EQUIPAMENTOS DE SISTEMAS E EQUIPAMENTOS DE
4329-
ILUMINAÇÃO E SINALIZAÇÃO EM VIAS PÚBLICAS, PORTOS E ILUMINAÇÃO E SINALIZAÇÃO EM
1/04
AEROPORTOS VIAS PÚBLICAS, PORTOS E
AEROPORTOS

S N
5320-
MOTOBOY SERVIÇOS DE ENTREGA RÁPIDA S N
2/02
4923-
MOTOTAXISTA SERVIÇO DE TÁXI S N
0/01
FABRICAÇÃO DE MÓVEIS DE
3103-
MOVELEIRO(A) OUTROS MATERIAIS, EXCETO N S
9/00
MADEIRA E METAL
3102- FABRICAÇÃO DE MÓVEIS COM
MOVELEIRO(A) DE MÓVEIS METÁLICOS N S
1/00 PREDOMINÂNCIA DE METAL
FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE
2342- CERÂMICA E BARRO COZIDO
OLEIRO(A) N S
7/02 PARA USO NA CONSTRUÇÃO,
EXCETO AZULEJOS E PISOS
7319-
OPERADOR(A) DE MARKETING DIRETO MARKETING DIRETO S N
0/03
ORGANIZAÇÃO DE EXCURSÕES
ORGANIZADOR(A) DE EXCURSÕES EM VEÍCULO PRÓPRIO, 4929-
EM VEÍCULOS RODOVIÁRIOS S N
MUNICIPAL 9/03
PRÓPRIOS, MUNICIPAL
9529-
OURIVES REPARAÇÃO DE JÓIAS S N
1/06
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE
1091- PADARIA E CONFEITARIA COM
PADEIRO(A) (Retificado no DOU de 13/02/2012) Redação Anterior N S
1/02 PREDOMINÂNCIA DE PRODUÇÃO
PRÓPRIA
7319-
PANFLETEIRO(A) PROMOÇÃO DE VENDAS S N
0/02
4761- COMÉRCIO VAREJISTA DE
PAPELEIRO(A) N S
0/03 ARTIGOS DE PAPELARIA

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
56
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 57

APLICAÇÃO DE REVESTIMENTOS
4330-
PASTILHEIRO(A) E DE RESINAS EM INTERIORES E S N
4/05
EXTERIORES
4399-
PEDREIRO OBRAS DE ALVENARIA S N
1/03
4722-
PEIXEIRO(A) PEIXARIA N S
9/02
PERSONAL TRAINER Acrescentado pela Resolução CGSN n° 111/2013 9313- ATIVIDADES DE
S N
(DOU de 16.12.2013) efeitos a partir de 01.01.2014 1/00 CONDICIONAMENTO FÍSICO
SERVIÇOS DE LANTERNAGEM
4520-
PINTOR(A) DE AUTOMÓVEIS OU FUNILARIA E PINTURA DE S N
0/02
VEÍCULOS AUTOMOTORES
4330- SERVIÇOS DE PINTURA DE
PINTOR(A) DE PAREDE S N
4/04 EDIFÍCIOS EM GERAL
5612- SERVIÇOS AMBULANTES DE
PIPOQUEIRO(A) N S
1/00 ALIMENTAÇÃO
2092- FABRICAÇÃO DE ARTIGOS
PIROTÉCNICO(A) N S
4/02 PIROTÉCNICOS
8129- ATIVIDADES DE LIMPEZA NÃO
PISCINEIRO(A) Acrescentado pela Resolução CGSN n° 117/2014 (DOU de S N
ESPECIFICADAS
05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 0/00
ANTERIORMENTE
SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO
5620-
PIZZAIOLO(A) EM DOMICÍLIO PARA EVENTOS E RECEPÇÕES - S S
1/02
BUFÊ
4399- PERFURAÇÃO E CONSTRUÇÃO
POCEIRO/CISTERNEIRO/CACIMBEIRO S N
1/05 DE POÇOS DE ÁGUA
APARELHAMENTO DE PEDRAS
PRODUTOR DE PEDRAS PARA CONSTRUÇÃO, NÃO ASSOCIADA À 2391-
PARA CONSTRUÇÃO, EXCETO N S
EXTRAÇÃO 5/02
ASSOCIADO À EXTRAÇÃO
OUTRAS ATIVIDADES DE ENSINO
8599-
PROFESSOR(A) PARTICULAR NÃO ESPECIFICADAS S N
6/99
ANTERIORMENTE
SERVIÇOS DE ORGANIZAÇÃO DE
8230-
PROMOTOR(A) DE EVENTOS FEIRAS, CONGRESSOS, S N
0/01
EXPOSIÇÕES E FESTAS
SERVIÇOS DE RESERVAS E
7990- OUTROS SERVIÇOS DE TURISMO
PROMOTOR(A) DE TURISMO LOCAL S N
2/00 NÃO ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
7319-
PROMOTOR(A) DE VENDAS PROMOÇÃO DE VENDAS S N
0/02
5590- ALBERGUES, EXCETO
PROPRIETÁRIO(A) DE ALBERGUE NÃO ASSISTENCIAL S N
6/01 ASSISTENCIAIS
BARES E OUTROS
5611- ESTABELECIMENTOS
PROPRIETÁRIO(A) DE BAR E CONGÊNERES N S
2/02 ESPECIALIZADOS EM SERVIR
BEBIDAS
5590-
PROPRIETÁRIO(A) DE CAMPING CAMPINGS S N
6/02
5620- CANTINAS - SERVIÇOS DE
PROPRIETÁRIO(A) DE CANTINAS N S
1/03 ALIMENTAÇÃO PRIVATIVOS
OUTRAS ATIVIDADES DE
7319- PUBLICIDADE NÃO
PROPRIETÁRIO(A) DE CARRO DE SOM PARA FINS PUBLICITÁRIOS S N
0/99 ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
5611- LANCHONETES, CASAS DE CHÁ,
PROPRIETÁRIO(A) DE CASA DE CHÁ N S
2/03 DE SUCOS E SIMILARES
5611- LANCHONETES, CASAS DE CHÁ,
PROPRIETÁRIO(A) DE CASA DE SUCOS N S
2/03 DE SUCOS E SIMILARES
8230-
PROPRIETÁRIO(A) DE CASAS DE FESTAS E EVENTOS CASAS DE FESTAS E EVENTOS S N
0/02
5223-
PROPRIETÁRIO(A) DE ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS S N
1/00
9329- EXPLORAÇÃO DE JOGOS
PROPRIETÁRIO(A) DE FLIPERAMA S N
8/04 ELETRÔNICOS RECREATIVOS
OUTROS ALOJAMENTOS NÃO
5590-
PROPRIETÁRIO(A) DE HOSPEDARIA ESPECIFICADOS S N
6/99
ANTERIORMENTE

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
57
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 58

5611- LANCHONETES, CASAS DE CHÁ,


PROPRIETÁRIO(A) DE LANCHONETE N S
2/03 DE SUCOS E SIMILARES
5590-
PROPRIETÁRIO(A) DE PENSÃO PENSÕES (ALOJAMENTO) S N
6/03
5611-
PROPRIETÁRIO(A) DE RESTAURANTE RESTAURANTES E SIMILARES N S
2/01
8299-
PROPRIETÁRIO(A) DE SALA DE ACESSO À INTERNET SALAS DE ACESSO À INTERNET S N
7/07
9329- EXPLORAÇÃO DE JOGOS DE
PROPRIETÁRIO(A) DE SALÃO DE JOGOS DE SINUCA E BILHAR S N
8/03 SINUCA, BILHAR E SIMILARES
1052-
QUEIJEIRO(A)/ MANTEIGUEIRO(A) FABRICAÇÃO DE LATICÍNIOS N S
0/00
COMÉRCIO VAREJISTA DE
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS EM
4729- GERAL OU ESPECIALIZADO EM
QUITANDEIRO(A) N S
6/99 PRODUTOS ALIMENTÍCIOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
5612- SERVIÇOS AMBULANTES DE
QUITANDEIRO(A) AMBULANTE N S
1/00 ALIMENTAÇÃO
RECARGA DE CARTUCHOS PARA
RECARREGADOR(A) DE CARTUCHOS PARA EQUIPAMENTOS DE 4751-
EQUIPAMENTOS DE S S
INFORMÁTICA 2/02
INFORMÁTICA

RECICLADOR (A) DE BORRACHA, MADEIRA, PAPEL E VIDRO Alterado RECUPERAÇÃO DE MATERIAIS


3839-
pela Resolução CGSN n° 104/2012 (DOU de 01.12.2011) efeitos a partir NÃO ESPECIFICADOS S S
4/99
01.01.2012 Redação Anterior ANTERIORMENTE

RECICLADOR (A) DE MATERIAIS METÁLICOS, EXCETO


3831- RECUPERAÇÃO DE MATERIAIS
ALUMÍNIO Alterado pela Resolução CGSN n° 104/2012 (DOU de S S
9/99 METÁLICOS, EXCETO ALUMÍNIO
01.12.2011) efeitos a partir 01.01.2012 Redação Anterior

RECICLADOR (A) DE MATERIAIS PLÁSTICOS Alterado pelaResolução


3832- RECUPERAÇÃO DE MATERIAIS
CGSN n° 104/2012 (DOU de 01.12.2011) efeitos a partir S S
7/00 PLÁSTICOS
01.01.2012 Redação Anterior

RECICLADOR (A) DE SUCATAS DE ALUMÍNIO Alterado pela Resolução


3831- RECUPERAÇÃO DE SUCATAS DE
CGSN n° 104/2012 (DOU de 01.12.2011) efeitos a partir S S
9/01 ALUMÍNIO
01.01.2012 Redação Anterior

1353- FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE


REDEIRO(A) N S
7/00 CORDOARIA
9529-
RELOJOEIRO(A) REPARAÇÃO DE RELÓGIOS S N
1/03
ATIVIDADES FUNERÁRIAS E
9603- SERVIÇOS RELACIONADOS NÃO
REMOVEDOR E EXUMADOR DE CADÁVER S N
3/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
FABRICAÇÃO DE OUTROS
1359- PRODUTOS TÊXTEIS NÃO
RENDEIRO(A) N S
6/00 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
MÁQUINAS, APARELHOS E
REPARADOR(A) DE APARELHOS E EQUIPAMENTOS PARA 3313-
MATERIAIS ELÉTRICOS NÃO S N
DISTRIBUIÇÃO E CONTROLE DE ENERGIA ELÉTRICA 9/99
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
REPARADOR (A) DE ARTIGOS DE
9529- REPARAÇÃO DE ARTIGOS DO
TAPEÇARIAAcrescentado pela Resolução CGSN n° 104/2012 (DOU de S N
1/05 MOBILIÁRIO
01.12.2011) efeitos a partir 01.01.2012

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
58
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 59

REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
OUTROS OBJETOS E
9529- EQUIPAMENTOS PESSOAIS E
REPARADOR(A) DE ARTIGOS E ACESSÓRIOS DO VESTUÁRIO S N
1/99 DOMÉSTICOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
3314-
REPARADOR(A) DE BALANÇAS INDUSTRIAIS E COMERCIAIS PARA USO GERAL NÃO S N
7/10
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
REPARADOR(A) DE BATERIAS E ACUMULADORES ELÉTRICOS, 3313- BATERIAS E ACUMULADORES
S N
EXCETO PARA VEÍCULOS 9/02 ELÉTRICOS, EXCETO PARA
VEÍCULOS
REPARAÇÃO DE BICICLETAS,
9529-
REPARADOR(A) DE BICICLETA TRICICLOS E OUTROS VEÍCULOS S N
1/04
NÃO-MOTORIZADOS
REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
OUTROS OBJETOS E
9529- EQUIPAMENTOS PESSOAIS E
REPARADOR(A) DE BRINQUEDOS S N
1/99 DOMÉSTICOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
3319- EQUIPAMENTOS E PRODUTOS
REPARADOR(A) DE CORDAS, VELAMES E LONAS S N
8/00 NÃO ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
3317-
REPARADOR(A) DE EMBARCAÇÕES PARA ESPORTE E LAZER EMBARCAÇÕES PARA ESPORTE S N
1/02
E LAZER

REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
OUTROS OBJETOS E
9529- EQUIPAMENTOS PESSOAIS E
REPARADOR(A) DE EQUIPAMENTOS ESPORTIVOS
1/99 DOMÉSTICOS NÃO
ESPECIFICADOS S N
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
REPARADOR(A) DE EQUIPAMENTOS HIDRÁULICOS E PNEUMÁTICOS, 3314- EQUIPAMENTOS HIDRÁULICOS E
S N
EXCETO VÁLVULAS 7/02 PNEUMÁTICOS, EXCETO
VÁLVULAS
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
REPARADOR(A) DE EQUIPAMENTOS MÉDICO-HOSPITALARES NÃO- 3319- EQUIPAMENTOS E PRODUTOS
S N
ELETRÔNICOS 8/00 NÃO ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
3314-
REPARADOR(A) DE EXTINTOR DE INCÊNDIO PARA USO GERAL NÃO S N
7/10
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
3314-
REPARADOR(A) DE FILTROS INDUSTRIAIS PARA USO GERAL NÃO
7/10
ESPECIFICADOS S N
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
REPARADOR(A) DE GERADORES, TRANSFORMADORES E MOTORES 3313- GERADORES,
S N
ELÉTRICOS 9/01 TRANSFORMADORES E
MOTORES ELÉTRICOS
REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
OUTROS OBJETOS E
9529- EQUIPAMENTOS PESSOAIS E
REPARADOR(A) DE GUARDA CHUVA E SOMBRINHAS S N
1/99 DOMÉSTICOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
9529-
REPARADOR(A) DE INSTRUMENTOS MUSICAIS OUTROS OBJETOS E S N
1/99
EQUIPAMENTOS PESSOAIS E
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
59
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 60

DOMÉSTICOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
MÁQUINAS DE ESCREVER,
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS DE ESCREVER, CALCULAR E DE 3314- CALCULAR E DE OUTROS
S N
OUTROS EQUIPAMENTOS NÃO-ELETRÔNICOS PARA ESCRITÓRIO 7/09 EQUIPAMENTOS NÃO-
ELETRÔNICOS PARA
ESCRITÓRIO

MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
MÁQUINAS E APARELHOS DE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E APARELHOS DE REFRIGERAÇÃO E 3314-
REFRIGERAÇÃO E VENTILAÇÃO
VENTILAÇÃO PARA USO INDUSTRIAL E COMERCIAL 7/07
PARA USO INDUSTRIAL E
COMERCIAL

S N
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
OUTRAS MÁQUINAS E
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E APARELHOS PARA A INDÚSTRIA 3314- EQUIPAMENTOS PARA USOS
S N
GRÁFICA 7/99 INDUSTRIAIS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
OUTRAS MÁQUINAS E
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA A INDÚSTRIA 3314- EQUIPAMENTOS PARA USOS
S N
DA MADEIRA 7/99 INDUSTRIAIS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA A INDÚSTRIA 3314-
PARA A INDÚSTRIA TÊXTIL, DO S N
TÊXTIL, DO VESTUÁRIO, DO COURO E CALÇADOS 7/20
VESTUÁRIO, DO COURO E
CALÇADOS
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA 3314- MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
S N
AGRICULTURA E PECUÁRIA 7/11 PARA AGRICULTURA E
PECUÁRIA
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA AS 3314- MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
INDÚSTRIAS DE ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO 7/19 PARA AS INDÚSTRIAS DE
ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO S N
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
3314-
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS MOTRIZES NÃO-ELÉTRICAS MÁQUINAS MOTRIZES NÃO- S N
7/01
ELÉTRICAS
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
3314-
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS PARA BARES E LANCHONETES PARA USO GERAL NÃO S N
7/10
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
OUTRAS MÁQUINAS E
3314- EQUIPAMENTOS PARA USOS
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS PARA ENCADERNAÇÃO S N
7/99 INDUSTRIAIS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
REPARADOR(A) DE MÁQUINAS, APARELHOS E EQUIPAMENTOS 3314- MÁQUINAS, APARELHOS E
S N
PARA INSTALAÇÕES TÉRMICAS 7/06 EQUIPAMENTOS PARA
INSTALAÇÕES TÉRMICAS
9529- REPARAÇÃO DE ARTIGOS DO
REPARADOR(A) DE MÓVEIS S N
1/05 MOBILIÁRIO
REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
OUTROS OBJETOS E
9529- EQUIPAMENTOS PESSOAIS E
REPARADOR(A) DE PANELAS (PANELEIRO) S N
1/99 DOMÉSTICOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
REPARADOR(A) DE TANQUES, RESERVATÓRIOS METÁLICOS E 3311- TANQUES, RESERVATÓRIOS
S N
CALDEIRAS, EXCETO PARA VEÍCULOS 2/00 METÁLICOS E CALDEIRAS,
EXCETO PARA VEÍCULOS

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
60
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 61

9529- REPARAÇÃO DE ARTIGOS DO


REPARADOR(A) DE TOLDOS E PERSIANAS S N
1/05 MOBILIÁRIO
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
3319- EQUIPAMENTOS E PRODUTOS
REPARADOR(A) DE TONÉIS, BARRIS E PALETES DE MADEIRA S N
8/00 NÃO ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
3314- MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
REPARADOR(A) DE TRATORES AGRÍCOLAS S N
7/12 TRATORES AGRÍCOLAS
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
3319- EQUIPAMENTOS E PRODUTOS
REPARADOR(A) DE VEÍCULOS DE TRAÇÃO ANIMAL S N
8/00 NÃO ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
3319- EQUIPAMENTOS E PRODUTOS
RESTAURADOR(A) DE INSTRUMENTOS MUSICAIS HISTÓRICOS S N
8/00 NÃO ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE

MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
3319- EQUIPAMENTOS E PRODUTOS
RESTAURADOR(A) DE JOGOS ACIONADOS POR MOEDAS
8/00 NÃO ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
S N
REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
OUTROS OBJETOS E
9529- EQUIPAMENTOS PESSOAIS E
RESTAURADOR(A) DE LIVROS S N
1/99 DOMÉSTICOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
9002- RESTAURAÇÃO DE OBRAS DE
RESTAURADOR(A) DE OBRAS DE ARTE S N
7/02 ARTE
RESTAURAÇÃO E
9102-
RESTAURADOR(A) DE PRÉDIOS HISTÓRICOS CONSERVAÇÃO DE LUGARES E S N
3/02
PRÉDIOS HISTÓRICOS
RECONDICIONAMENTO E
2950-
RETIFICADOR(A) DE MOTORES PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES RECUPERAÇÃO DE MOTORES S N
6/00
PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES
7420-
REVELADOR(A) FOTOGRÁFICO LABORATÓRIOS FOTOGRÁFICOS S N
0/03
FORNECIMENTO DE ALIMENTOS
5620- PREPARADOS
SALGADEIRO(A) N S
1/04 PREPONDERANTEMENTE PARA
CONSUMO DOMICILIAR
0892-
SALINEIRO/EXTRATOR DE SAL MARINHO EXTRAÇÃO DE SAL MARINHO N S
4/01
1013- FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE
SALSICHEIRO(A)/LINGUICEIRO(A) N S
9/01 CARNE
9529- REPARAÇÃO DE CALÇADOS, DE
SAPATEIRO(A) S N
1/01 BOLSAS E ARTIGOS DE VIAGEM
FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE
1529-
SELEIRO(A) COURO NÃO ESPECIFICADOS N S
7/00
ANTERIORMENTE
9603-
SEPULTADOR SERVIÇOS DE SEPULTAMENTO S N
3/03

1813- IMPRESSÃO DE MATERIAL PARA


SERIGRAFISTA S S
0/99 OUTROS USOS

1813- IMPRESSÃO DE MATERIAL PARA


SERIGRAFISTA PUBLICITÁRIO S S
0/01 USO PUBLICITÁRIO

SERRALHEIRO (A), SOB ENCOMENDA OU NÃO Alterado pela Resolução FABRICAÇÃO DE ARTIGOS DE
2542-
CGSN n° 104/2012 (DOU de 01.12.2011) efeitos a partir SERRALHERIA, EXCETO S S
0/00
01.01.2012 Redação Anterior ESQUADRIAS

APLICAÇÃO DE REVESTIMENTOS
4330-
SINTEQUEIRO(A) E DE RESINAS EM INTERIORES E S N
4/05
EXTERIORES

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
61
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 62

2539- SERVIÇOS DE USINAGEM,


SOLDADOR(A) / BRASADOR(A) S N
0/01 TORNEARIA E SOLDA
COMÉRCIO VAREJISTA DE
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS EM
4729- GERAL OU ESPECIALIZADO EM
SORVETEIRO(A) N S
6/99 PRODUTOS ALIMENTÍCIOS NÃO
ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
5612- SERVIÇOS AMBULANTES DE
SORVETEIRO(A) AMBULANTE N S
1/00 ALIMENTAÇÃO
FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE
1623-
TANOEIRO(A) TANOARIA E DE EMBALAGENS N S
4/00
DE MADEIRA
1352- FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE
TAPECEIRO(A) N S
9/00 TAPEÇARIA
9609- SERVIÇOS DE TATUAGEM E
TATUADOR(A) S N
2/06 COLOCAÇÃO DE PIERCING
4923-
TAXISTA SERVIÇO DE TÁXI S N
0/01
TECELAGEM DE FIOS DE FIBRAS
1322-
TECELÃO(Ã) TÊXTEIS NATURAIS, EXCETO N S
7/00
ALGODÃO
1321- TECELAGEM DE FIOS DE
TECELÃO(Ã) DE ALGODÃO N S
9/00 ALGODÃO
9001- ATIVIDADES DE SONORIZAÇÃO E
TÉCNICO(A) DE SONORIZAÇÃO E DE ILUMINAÇÃO S N
9/06 DE ILUMINAÇÃO
REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
9511-
TÉCNICO(A) DE MANUTENÇÃO DE COMPUTADOR COMPUTADORES E DE S N
8/00
EQUIPAMENTOS PERIFÉRICOS
REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
9521- EQUIPAMENTOS
TÉCNICO(A) DE MANUTENÇÃO DE ELETRODOMÉSTICOS S N
5/00 ELETROELETRÔNICOS DE USO
PESSOAL E DOMÉSTICO
REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
9512-
TÉCNICO(A) DE MANUTENÇÃO DE TELEFONIA EQUIPAMENTOS DE S N
6/00
COMUNICAÇÃO
SERVIÇOS ESPECIALIZADOS
4399- PARA CONSTRUÇÃO NÃO
TELHADOR(A) S N
1/99 ESPECIFICADOS
ANTERIORMENTE
9601-
TINTUREIRO(A) TINTURARIAS S N
7/02
2539- SERVIÇOS DE USINAGEM,
TORNEIRO(A) MECÂNICO S N
0/01 TORNEARIA E SOLDA
TOSADOR(A) DE ANIMAIS DOMÉSTICOS Alterado pelaResolução CGSN n° 9609-
HIGIENE E EMBELEZAMENTO DE S N
117/2014 (DOU de 05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 Redação
2/07 ANIMAIS DOMÉSTICOS
Anterior
0162- SERVIÇO DE TOSQUIAMENTO DE
TOSQUIADOR(A) S N
8/02 OVINOS
5099- TRANSPORTE AQUAVIÁRIO PARA
TRANSPORTADOR(A) AQUAVIÁRIO PARA PASSEIOS TURÍSTICOS S N
8/01 PASSEIOS TURÍSTICOS
4924-
TRANSPORTADOR(A) ESCOLAR TRANSPORTE ESCOLAR S N
8/00
TRANSPORTE RODOVIÁRIO
COLETIVO DE PASSAGEIROS, SOB
TRANSPORTADOR (A) INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS SOB FRETE 4929-
REGIME DE FRETAMENTO,
EM REGIÃO METROPOLITANA Acrescentado pela Resolução CGSN n°
9/02 INTERMUNICIPAL,
117/2014 (DOU de 05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 N S
INTERESTADUAL E
INTERNACIONAL
TRANSPORTE POR NAVEGAÇÃO
TRANSPORTADOR (A) INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL DE 5091- DE TRAVESSIA,
TRAVESSIA POR NAVEGAÇÃO FLUVIAL Acrescentado pela Resolução INTERMUNICIPAL, N S
2/02
CGSN n° 117/2014 (DOU de 05.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 INTERESTADUAL E
INTERNACIONAL
4930- TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE
TRANSPORTADOR(A) DE MUDANÇAS S S
2/04 MUDANÇAS
5011- TRANSPORTE MARÍTIMO DE
TRANSPORTADOR(A) MARÍTIMO DE CARGA N S
4/01 CABOTAGEM - CARGA

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
62
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 63

TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE
TRANSPORTADOR(A) MUNICIPAL DE CARGAS NÃO 4930- CARGA, EXCETO PRODUTOS
S N
PERIGOSAS(CARRETO) 2/01 PERIGOSOS E MUDANÇAS,
MUNICIPAL
TRANSPORTE RODOVIÁRIO
4929- COLETIVO DE PASSAGEIROS,
TRANSPORTADOR(A) MUNICIPAL DE PASSAGEIROS SOB FRETE S N
9/01 SOB REGIME DE FRETAMENTO,
MUNICIPAL
5091- TRANSPORTE POR NAVEGAÇÃO
TRANSPORTADOR(A) MUNICIPAL DE TRAVESSIA POR NAVEGAÇÃO S N
2/01 DE TRAVESSIA, MUNICIPAL
TRANSPORTE POR NAVEGAÇÃO
5021-
TRANSPORTADOR(A) MUNICIPAL HIDROVIÁRIO DE CARGAS INTERIOR DE CARGA, S N
1/01
MUNICIPAL, EXCETO TRAVESSIA
FABRICAÇÃO DE ARTIGOS DO
1422- VESTUÁRIO, PRODUZIDOS EM
TRICOTEIRO(A) N S
3/00 MALHARIAS E TRICOTAGENS,
EXCETO MEIAS
3291- FABRICAÇÃO DE ESCOVAS,
VASSOUREIRO(A) N S
4/00 PINCÉIS E VASSOURAS
5612- SERVIÇOS AMBULANTES DE
VENDEDOR(A) AMBULANTE DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS N S
1/00 ALIMENTAÇÃO
VENDEDOR(A) DE AVES VIVAS, COELHOS E OUTROS PEQUENOS 4724- COMÉRCIO VAREJISTA DE
N S
ANIMAIS PARA ALIMENTAÇÃO 5/00 HORTIFRUTIGRANJEIROS
4724- COMÉRCIO VAREJISTA DE
VERDUREIRO N S
5/00 HORTIFRUTIGRANJEIROS
SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E
4520-
VIDRACEIRO DE AUTOMÓVEIS REPARAÇÃO MECÂNICA DE S N
0/01
VEÍCULOS AUTOMOTORES

VIDRACEIRO DE EDIFICAÇÕES S N
4330- OUTRAS OBRAS DE
4/99 ACABAMENTO DA CONSTRUÇÃO

1099-
VINAGREIRO FABRICAÇÃO DE VINAGRES N S
6/01

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
63
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 64

3.SIMPLES NACIONAL

3.1.Opção pelo Simples Nacional

A opção pelo SIMPLES NACIONAL será realizada por meio da Internet, no Portal do SIMPLES
NACIONAL - solicitação de opção - pelo simples nacional.

No momento da opção, o contribuinte deve declarar se não está impedido, considerando as


vedações impostas pela LC 123/2006 para fruição dos benefícios tributários concedidos.

3.1.1.Empresas em Início de Atividade

Após efetuar a inscrição no CNPJ, bem como obter as suas inscrições Estadual e Municipal,
caso exigíveis, a partir de 01/01/2009, a ME ou a EPP terá o prazo de até 30 dias, contado do
último deferimento de inscrição (seja a estadual ou a municipal), para efetuar a opção pelo
Simples Nacional, desde que não tenham decorridos 180 dias da inscrição no CNPJ.

Após esse prazo, a opção somente será possível no mês de janeiro do ano-calendário seguinte.

(Base legal: art. 2º, IV, art. 6º, §5º, I, §7º da Resolução CGSN nº 94, de 2011.)

Observação: Depois de decorridos 180 dias da data de abertura da constante do CNPJ, a


empresa não será considerada empresa em início de atividades e, portanto, não poderá efetuar
a opção pelo SIMPLES NACIONAL naquele mesmo ano (Resolução CGSN 23/2007).

3.1.2.Empresas já Constituídas

A opção pelo Simples Nacional somente poderá ser realizada no mês de janeiro, até o seu último
dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário da opção (base legal: art.
16, §2º, da Lei Complementar nº 123, de 2006).

No entanto, é possível o contribuinte se antecipar a esse prazo e fazer o agendamento da opção.

O agendamento da opção pelo Simples Nacional é a possibilidade de o contribuinte manifestar


o interesse pela opção pelo Simples Nacional para o ano subsequente, antecipando as
verificações de pendências impeditivas ao ingresso no Regime.

O agendamento não é obrigatório para ingresso ao Simples Nacional, ele é apenas uma
antecipação das verificações das pendências da pessoa jurídica.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
64
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 65

Este poderá ser efetuado acessando o Portal do Simples Nacional, menu "Simples - Serviços",
na sequência clicar em "Opção", nos serviços disponíveis selecionar "Agendamento de Opção
pelo Simples Nacional".

O agendamento está disponível no Portal do Simples Nacional entre o primeiro dia útil de
novembro e o penúltimo dia útil de dezembro do ano anterior ao da opção.

3.1.3.Indeferimento da Opção

Se a opção for indeferida, será expedido termo de indeferimento pela autoridade fiscal integrante
da estrutura administrativa do respectivo ente federado que decidiu pelo indeferimento, inclusive
na hipótese de existência de débitos tributários. O contribuinte poderá recorrer através de
processo administrativo, na forma da legislação vigente no respectivo ente federado. Se, após o
recurso, houver decisão favorável ao contribuinte, com opção retroativa, os tributos e
contribuições devidos pelo SIMPLES NACIONAL poderão ser recolhidos sem cobrança de multa
de mora, mas com incidência dos juros de mora.

3.2. Não Poderão Optar pelo Simples Nacional

Conforme previsto no art. 17 da Lei Complementar nº 123 de 2006, não poderão recolher os
impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de
pequeno porte

a) Que explore atividade de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria


creditícia, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a
receber, gerenciamento de ativos (asset management), compras de direitos creditórios
resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring);
b) Que tenha sócio domiciliado no exterior;
c) de cujo capital participe entidade da administração pública, direta ou indireta, federal,
estadual ou municipal;
d) Que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as
Fazendas Públicas Federal, estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja
suspensa;
e) Que preste serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, exceto
quando na modalidade fluvial ou quando possuir características de transporte urbano ou
metropolitano ou realizar-se sob fretamento contínuo em área metropolitana para o
transporte de estudantes ou trabalhadores;
f) Que seja geradora, transmissora, distribuidora ou comercializadora de energia
elétrica;
g) Que exerça atividade de importação ou fabricação de automóveis e motocicletas;
h) Que exerça atividade de importação de combustíveis;
i) Que exerça atividade de produção ou venda no atacado de:

a) cigarros, cigarrilhas, charutos, filtros para cigarros, armas de fogo, munições


e pólvoras, explosivos e detonantes;
b) bebidas a seguir descritas:
b.1) Alcoólicas; (Estará revogado a partir de 01.01.2018)
b.2) Cervejas sem álcool;

c) bebidas alcoólicas, exceto aquelas produzidas ou vendidas no atacado por:


(efeitos a partir de 01.01.2018)
1. micro e pequenas cervejarias;
2. micro e pequenas vinícolas;
3. produtores de licores;
4. micro e pequenas destilarias;

j) Que realize cessão ou locação de mão-de-obra;


k) que se dedique ao loteamento e à incorporação de imóveis;
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
65
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 66

l) Que realize atividade de locação de imóveis próprios, exceto quando se referir a


prestação de serviços tributados pelo ISS;
m) Com ausência de inscrição ou com irregularidade em cadastro fiscal federal,
municipal ou estadual, quando exigível.

3.3. Atividades Concomintantes no Simples Nacional


No Simples Nacional existem algumas atividades que estão na lista permitida e vedada ao
Simples Nacional. Estas atividades estão listadas no Anexo VII da Resolução CGSN 094 de
2011. Por exemplo:
Subclasse CNAE 2.0 DENOMINAÇÃO
4635-4/02 COMÉRCIO ATACADISTA DE CERVEJA, CHOPE E REFRIGERANTE
4635-4/03 COMÉRCIO ATACADISTA DE BEBIDAS COM ATIVIDADE DE FRACIONAMENTO E
ACONDICIONAMENTO ASSOCIADA
4684-2/99 COMÉRCIO ATACADISTA DE OUTROS PRODUTOS QUÍMICOS E PETROQUÍMICOS NÃO
ESPECIFICADOS ANTERIORMENTE
4924-8/00 TRANSPORTE ESCOLAR
4929-9/02 TRANSPORTE RODOVIÁRIO COLETIVO DE PASSAGEIROS, SOB REGIME DE FRETAMENTO,
INTERMUNICIPAL, INTERESTADUAL E INTERNACIONAL
ORGANIZAÇÃO DE EXCURSÕES EM VEÍCULOS RODOVIÁRIOS PRÓPRIOS, INTERMUNICIPAL,
4929-9/04 INTERESTADUAL E INTERNACIONAL Acrescentado pela Resolução CGSN n° 119/2014 (DOU de 24.12.2014) efeitos a partir
de 01.01.2015
OUTROS TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE PASSAGEIROS NÃO ESPECIFICADOS
4929-9/99
ANTERIORMENTE Acrescentado pela Resolução CGSN n° 119/2014 (DOU de 24.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015
4950-7/00 TRENS TURÍSTICOS, TELEFÉRICOS E SIMILARES

5011-4/02 TRANSPORTE MARÍTIMO DE CABOTAGEM - PASSAGEIROS Acrescentado pela Resolução CGSN n° 119/2014 (DOU de
24.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015
5091-2/02 TRANSPORTE POR NAVEGAÇÃO DE TRAVESSIA, INTERMUNICIPAL, INTERESTADUAL E
INTERNACIONAL
5099-8/01 TRANSPORTE AQUAVIÁRIO PARA PASSEIOS TURÍSTICOS
5099-8/99 OUTROS TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS NÃO ESPECIFICADOS ANTERIORMENTE
5111-1/00 TRANSPORTE AÉREO DE PASSAGEIROS REGULAR
5112-9/01 SERVIÇO DE TÁXI AÉREO E LOCAÇÃO DE AERONAVES COM TRIPULAÇÃO
5112-9/99 OUTROS SERVIÇOS DE TRANSPORTE AÉREO DE PASSAGEIROS NÃO-REGULAR
5229-0/01 SERVIÇOS DE APOIO AO TRANSPORTE POR TÁXI, INCLUSIVE CENTRAIS DE CHAMADA
5229-0/99 OUTRAS ATIVIDADES AUXILIARES DOS TRANSPORTES TERRESTRES NÃO ESPECIFICADAS
ANTERIORMENTE
6201-5/01 DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMAS DE COMPUTADOR SOB ENCOMENDA
6202-3/00 DESENVOLVIMENTO E LICENCIAMENTO DE PROGRAMAS DE COMPUTADOR CUSTOMIZÁVEIS
6203-1/00 DESENVOLVIMENTO E LICENCIAMENTO DE PROGRAMAS DE COMPUTADOR NÃO-CUSTOMIZÁVEIS
6619-3/02 CORRESPONDENTES DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
OUTRAS ATIVIDADES AUXILIARES DOS SERVIÇOS FINANCEIROS NÃO ESPECIFICADAS
6619-3/99
ANTERIORMENTEAcrescentado pela Resolução CGSN n° 119/2014 (DOU de 24.12.2014) efeitos a partir de 01.01.2015
7810-8/00 SELEÇÃO E AGENCIAMENTO DE MÃO-DE-OBRA
8299-7/99 OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS PRESTADOS PRINCIPALMENTE ÀS EMPRESAS NÃO
ESPECIFICADAS ANTERIORMENTE

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
66
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 67

3.4.Recolhimento dos tributos devidos

O SIMPLES NACIONAL incide sobre a receita bruta mensal. Por receita bruta, entende-se o
resultado das atividades constantes dos objetivos sociais da empresa. A receita bruta abrange,
portanto, o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos
serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as vendas
canceladas e os descontos incondicionais concedidos.

Não devem ser consideradas no cálculo dos tributos integrantes do SIMPLES NACIONAL, as
demais receitas auferidas pela empresa, não originárias de seus objetivos sociais, como é o caso
das receitas de aplicações financeiras, ganhos obtidos em bolsa de valores, no mercado de
balcão ou de mercadorias, juros recebidos, descontos auferidos, etc.

Porém a Resolução CGSN 129 de 15 de Setembro de 2016, trouxe algumas alterações em


relação a receita bruta, vejamos:

Compõem também a receita bruta do Simples Nacional:

I - o custo do financiamento nas vendas a prazo, contido no valor dos bens ou serviços ou
destacado no documento fiscal;

II - as gorjetas, sejam elas compulsórias ou não;

III - os royalties, aluguéis e demais receitas decorrentes de cessão de direito de uso ou gozo; e

IV - as verbas de patrocínio.

Não compõem a receita bruta do Simples Nacional:

I - a venda de bens do ativo imobilizado;

II - os juros moratórios, as multas e quaisquer outros encargos auferidos em decorrência do


atraso no pagamento de operações ou prestações;

III - a remessa de mercadorias a título de bonificação, doação ou brinde, desde que seja
incondicional e não haja contraprestação por parte do destinatário;

IV - a remessa de amostra grátis;

V - os valores recebidos a título de multa ou indenização por rescisão contratual, desde que
não corresponda à parte executada do contrato.

3.5.Tributos Abrangidos pelo Recolhimento Unificado

O Simples Nacional abrange os impostos federais, estaduais e municipais

3.5.1.Tributos da Competência Federal

- Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ;


- Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI;
- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL;
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS;
- Contribuição para o PIS;
- Contribuição para a Seguridade Social - INSS, a cargo da pessoa jurídica (empresas sujeitas
ao anexo IV recolherão à parte).

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
67
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 68

3.5.2.Tributo da Competência Estadual

- Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de


Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS 135

3.5.3.Tributo da Competência Municipal

- Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS

3.6.Limites de Faturamento

As empresas optantes pelo Simples Nacional deverão observar o faturamento anual para se
manterem no regime do Simples Nacional:

Até 31 de Dezembro de 2017

a) Até 3.600.000,00 no mercado interno; e


b) Até 3.600.000,00 no mercado externo.

A partir de 01/01/2018

a) Até 4.800.000,00 no mercado interno; e


b) Até 4.800.000,00 no mercado externo.

3.7. Base de Cálculo

A base de cálculo para a determinação do valor devido mensalmente pela ME ou EPP optante
pelo Simples Nacional será a receita bruta total mensal auferida (Regime de Competência) ou
recebida (Regime de Caixa), conforme opção feita pelo contribuinte.

Na hipótese de a ME ou EPP possuir filiais, deverá ser considerado o somatório das receitas
brutas de todos os estabelecimentos.

Na hipótese de devolução de mercadoria vendida por ME ou EPP optante pelo Simples


Nacional, em período de apuração posterior ao da venda, deverá ser observado o seguinte:
I - o valor da mercadoria devolvida deve ser deduzido da receita bruta total, no período
de apuração do mês da devolução, segregada pelas regras vigentes no Simples Nacional
nesse mês;
II - caso o valor da mercadoria devolvida seja superior ao da receita bruta total ou das
receitas segregadas relativas ao mês da devolução, o saldo remanescente deverá ser
deduzido nos meses subsequentes, até ser integralmente deduzido.

Na hipótese de cancelamento de documento fiscal em período de apuração posterior ao da


operação ou prestação, o valor do documento cancelado deve ser deduzido da receita bruta total
no período de apuração da operação ou prestação originária

A Resolução CGSN, conforme nos traz a Resolução CGSN nº 129 de 2016, a receita bruta do
Simples Nacional, é formada pelo produto da venda de bens e serviços nas operações de conta
própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, assim
como também:

I - o custo do financiamento nas vendas a prazo, contido no valor dos bens ou serviços ou
destacado no documento fiscal;

II - as gorjetas, sejam elas compulsórias ou não;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
68
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 69

III - os royalties, aluguéis e demais receitas decorrentes de cessão de direito de uso ou gozo; e

IV - as verbas de patrocínio.

Não compõem a receita bruta do Simples Nacional:

I - a venda de bens do ativo imobilizado;

II - os juros moratórios, as multas e quaisquer outros encargos auferidos em decorrência do


atraso no pagamento de operações ou prestações;

III - a remessa de mercadorias a título de bonificação, doação ou brinde, desde que seja
incondicional e não haja contraprestação por parte do destinatário;

IV - a remessa de amostra grátis;

V - os valores recebidos a título de multa ou indenização por rescisão contratual, desde que não
corresponda à parte executada do contrato

Acerca das agências de viagens, a Resolução dispôs de esclarecimentos, quanto o resultado


das operações tendo como rendimento tributável no Simples Nacional o valor recebido pela
intermediação realizada, ou seja, apenas o valor da comissão recebida.

O artigo 25-A, § 16º da Resolução mencionada, traz disposições quanto a venda de veículos
usados, fazendo referência aos contratos firmados nos moldes do Código Civil (Lei 10.406/2002,
arts. 534 a 537 e 693 a 709), para que a tributação no Simples Nacional ocorra no anexo devido
e a documentação seja adequada/hábil ao contrato realizado.

3.8.Das Alíquotas

As alíquotas das tabelas do SIMPLES NACIONAL devem ser aplicadas sobre a base de cálculo
mensal. No entanto, para identificar a alíquota correspondente, o contribuinte deve acumular o
total das receitas auferidas nos 12 meses anteriores ao mês da tributação. Uma vez obtido o
montante, deve compará-lo com as faixas de receita bruta da respectiva tabela de incidência, a
fim de identificar a alíquota a ser aplicada sobre a receita bruta daquele mês.

3.9.Pessoas Jurídicas com mais de uma atividade

As pessoas jurídicas que possuem mais de uma atividade, as quais sejam tributadas em anexos
diferentes, deverá segrega-las para fins de apurar cada receita em seu anexo correspondente.

3.10. Da Majoração da Alíquota

Para fins de majoração da alíquota devemos considerar o limite da receita bruta auferida no ano-
calendário, conforme estabelece o inciso II e o § 1º do artigo 3º da Lei complementar nº 123/2006.

Considerando uma empresa que não adote sublimite e que não aufira receita decorrente de
exportações e ultrapasse o limite de receita no ano-calendário em curso, a parcela excedente de
receita auferida estará sujeita à alíquota máxima do anexo pelo qual tributa majorada em 20%

Exemplo:

Empresa Gama Ltda, indústria, portanto tributada pelo Anexo II, de janeiro à agosto de 2014
auferiu receita bruta de R$ 3.400.000,00, no mês de setembro auferiu receita bruta de R$
350.000,00 o qual terá sua alíquota majorada, vejamos:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
69
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 70

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Indústria - Anexo II

Receita Bruta em
12 meses (em Alíquota IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ICMS IPI
R$)

De 3.240.000,01
12,01% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91% 0,50%
a 3.420.000,00
De 3.420.000,01
12,11% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95% 0,50%
a 3.600.000,00

Com a receita bruta acumulada da empresa Gama podemos observar que ela já esta sujeita à
tributação máxima do anexo II, ou seja, 12,11%, para tanto temos:

a) A receita bruta até completar R$ 3.600.000,00, ou seja, R$ 3.400.000,00 (acumulado)


somado a R$ 200.000,00 (/receita do mês), será oferecido tributação pela alíquota de
12,11% sobre a receita proporcional do mês.

Onde temos:
R$ 200.000,00 X 12,11% = R$ 24.220,00

b) A parcela restante da receita bruta mensal que excedeu o limite estará sujeita a
alíquota máxima majorada em 20%

Alíquota máxima do anexo II 12,11% + 20% = 14,53%

Valor excedente R$ 150.000,00 X 14,53% = R$ 21.795,00

Total do DAS do período de apuração de Setembro = R$ 24.220,00 + R$ 21.795,00 = R$


46.015,00

3.11.Dos Sublimites

Nos casos em que os estabelecimentos situados em estados e seus municípios que adotem
sublimites serão aplicadas as alíquotas máximas majoradas quando a EPP ultrapassar os
sublimites, fixados, conforme a região definida na Resolução do Comitê Gestor do Simples
Nacional que determina os sublimites para o referido ano-calendário. Resolução CGSN nº
94/2011, artigo 23.

Para 2015 a Resolução CGSN nº 118/2014 fixou em R$ 1.800.000,00 para os estados de Acre,
Amapá, Rondônia e Roraima; e de R$ 2.520.000,00 para os estados de Alagoas, Maranhão,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí e Tocantins; para os demais estados e o DF serão
adotados todas as faixas até o valor de R$ 3.600.000,00.

No caso da PJ exceder somente o sublimite, porém o valor acumulado não ultrapassar o limite
do Simples Nacional de R$ 3.600.000,00, a majoração da alíquota deverá ser aplicada somente
em relação ao ICMS e/ou ISS. Os demais tributos serão calculados normalmente dentro do
anexo de atividade. Resolução CGSN nº 94/2011, artigo 24.

Caso ultrapassar o limite de R$ 3.600.000,00 a majoração será da alíquota do ICMS e/ou ISS
para a faixa do sublimite e das alíquotas da faixa de R$ 3.600.000,00.

A majoração das alíquotas também poderá ocorrer, no caso de início de atividades, quando for
ultrapassado os sublimites de R$ 105.000,00, R$ 150.000,00 ou R$ 210.000.00, conforme o
caso, multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do
respectivo ano-calendário. Resolução CGSN nº 94/2011, artigo 23, § 2º.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
70
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 71

3.12. Tributação das Atividades por Anexo

Até 31 de dezembro de 2017

A Lei Complementar 123/2006 contempla 5 Tabelas de Alíquotas básicas utilizadas no cálculo


do SIMPLES NACIONAL. As tabelas de incidência são comuns às microempresas e às empresas
de pequeno porte e variam conforme a atividade do contribuinte, ou seja:

• Anexo 1 : Comércio

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Comércio

Receita Bruta em 12 meses (em R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ICMS
Até 180.000,00 4,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,75% 1,25%
De 180.000,01 a 360.000,00 5,47% 0,00% 0,00% 0,86% 0,00% 2,75% 1,86%
De 360.000,01 a 540.000,00 6,84% 0,27% 0,31% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33%
De 540.000,01 a 720.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%
De 720.000,01 a 900.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,30% 3,60% 3,10%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
71
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 72

• Anexo 2 : Indústria

ANEXO II
Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Indústria
Receita Bruta em 12 meses (em R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ICMS IPI
Até 180.000,00 4,50% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,75% 1,25% 0,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 5,97% 0,00% 0,00% 0,86% 0,00% 2,75% 1,86% 0,50%
De 360.000,01 a 540.000,00 7,34% 0,27% 0,31% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33% 0,50%
De 540.000,01 a 720.000,00 8,04% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56% 0,50%
De 720.000,01 a 900.000,00 8,10% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58% 0,50%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 8,78% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82% 0,50%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 8,86% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84% 0,50%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 8,95% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87% 0,50%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 9,53% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07% 0,50%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 9,62% 0,42% 0,42% 1,26% 0,30% 3,62% 3,10% 0,50%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 10,45% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38% 0,50%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 10,54% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41% 0,50%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 10,63% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45% 0,50%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 10,73% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48% 0,50%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 10,82% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51% 0,50%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 11,73% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82% 0,50%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 11,82% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85% 0,50%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 11,92% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88% 0,50%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 12,01% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91% 0,50%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 12,11% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95% 0,50%

Observação: Conforme o § 5º-G, artigo 18 da Lei Complementar nº 123/2006 as atividades que


estão sujeitas a incidência simultânea de IPI e ISS serão tributadas na forma do Anexo II,
deduzida a parcela correspondente ao ICMS e acrescida a parcela correspondente ao ISS
prevista no Anexo III

• Anexo 3 :
1 - creche, pré-escola e estabelecimento de ensino fundamental, escolas técnicas, profissionais
e de ensino médio, de línguas estrangeiras, de artes, cursos técnicos de pilotagem, preparatórios
para concursos, gerenciais e escolas livres.
2 - agência terceirizada de correios;
3 - agência de viagem e turismo;
4 - centro de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de
passageiros e de carga;
5 - agência lotérica;
6 - serviços de instalação, de reparos e de manutenção em geral, bem como de usinagem, solda,
tratamento e revestimento em metais;
7 - transporte municipal de passageiros;
8 - escritórios de serviços contábeis, desde que atendam as exigências:
a - promover atendimento gratuito relativo à inscrição, à opção de que trata o art. 18-A desta Lei
Complementar e à primeira declaração anual simplificada da microempresa individual,
podendo, para tanto, por meio de suas entidades representativas de classe, firmar convênios e

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
72
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 73

acordos com a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por intermédio dos seus
órgãos vinculados;
b - fornecer, na forma estabelecida pelo Comitê Gestor, resultados de pesquisas quantitativas e
qualitativas relativas às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples
Nacional por eles atendidas;
c - promover eventos de orientação fiscal, contábil e tributária para as microempresas e
empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional por eles atendidas.
9 - produções cinematográficas, audiovisuais, artísticas e culturais, sua exibição ou
apresentação, inclusive no caso de música, literatura, artes cênicas, artes visuais,
cinematográficas e audiovisuais
10 - fisioterapia;
11 - corretagem de seguros.

OBSERVAÇÕES
a) Conforme o § 5º-E, artigo 18 da Lei Complementar nº 123/2006 as atividades de prestação de
serviços de comunicação e de transportes interestadual e intermunicipal de cargas serão
tributadas na forma do Anexo III, deduzida a parcela correspondente ao ISS e acrescida a parcela
correspondente ao ICMS prevista no Anexo I.

b) A atividade de escritórios de serviços contábeis recolherá o ISS em valor fixo, na forma da


legislação municipal. Em suma, não será devido o recolhimento de ISS no DAS (§ 22-A, artigo
18 da Lei Complementar nº 123/2006). Na hipótese de o Município entender que determinada
empresa não possa efetuar o recolhimento em valor fixo, o ente federativo poderá indicar que a
optante deva recolher o ISS juntamente com os demais tributos abrangidos pelo Simples
Nacional, por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional - DAS. Nesse caso, a
empresa deverá ser orientada a marcar, no PGDAS-D, a opção “serviços tributados pelo Anexo
III", desde que não exerça nenhuma das atividades vedadas para opção pelo Simples Nacional.

c) Conforme disposto no § 5º-A do artigo 18 da Lei Complementar nº 123/2006, as atividades


de locação de bens móveis serão tributadas na forma do Anexo III, deduzindo-se da alíquota o
percentual correspondente ao ISS previsto nesse Anexo. O PGDAS-D já está configurado com
as deduções desta parcela de ISS, quando do cálculo do tributo.

ANEXO III
Partilha do Simples Nacional - Serviços e Locação de Bens Móveis (Efeitos a partir de
01/01/2012)
Receita Bruta em 12 meses (em R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ISS
Até 180.000,00 6,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 4,00% 2,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 8,21% 0,00% 0,00% 1,42% 0,00% 4,00% 2,79%
De 360.000,01 a 540.000,00 10,26% 0,48% 0,43% 1,43% 0,35% 4,07% 3,50%
De 540.000,01 a 720.000,00 11,31% 0,53% 0,53% 1,56% 0,38% 4,47% 3,84%
De 720.000,01 a 900.000,00 11,40% 0,53% 0,52% 1,58% 0,38% 4,52% 3,87%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 12,42% 0,57% 0,57% 1,73% 0,40% 4,92% 4,23%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 12,54% 0,59% 0,56% 1,74% 0,42% 4,97% 4,26%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 12,68% 0,59% 0,57% 1,76% 0,42% 5,03% 4,31%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 13,55% 0,63% 0,61% 1,88% 0,45% 5,37% 4,61%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 13,68% 0,63% 0,64% 1,89% 0,45% 5,42% 4,65%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 14,93% 0,69% 0,69% 2,07% 0,50% 5,98% 5,00%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 15,06% 0,69% 0,69% 2,09% 0,50% 6,09% 5,00%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 15,20% 0,71% 0,70% 2,10% 0,50% 6,19% 5,00%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 15,35% 0,71% 0,70% 2,13% 0,51% 6,30% 5,00%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 15,48% 0,72% 0,70% 2,15% 0,51% 6,40% 5,00%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 16,85% 0,78% 0,76% 2,34% 0,56% 7,41% 5,00%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 16,98% 0,78% 0,78% 2,36% 0,56% 7,50% 5,00%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 17,13% 0,80% 0,79% 2,37% 0,57% 7,60% 5,00%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 17,27% 0,80% 0,79% 2,40% 0,57% 7,71% 5,00%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 17,42% 0,81% 0,79% 2,42% 0,57% 7,83% 5,00%

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
73
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 74

• Anexo 4

1) construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de


subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de
interiores;
2) serviço de vigilância, limpeza ou conservação.
3) serviços advocatícios

OBSERVAÇÕES:

Com as alterações trazidas pela Lei Complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011, as


empresas optantes pelo Simples Nacional enquadradas no Anexo IV continuarão sujeitas ao
recolhimento das contribuições previdenciárias patronais em separado.

A vedação relativa a Cessão de Mão de Obra, constante no artigo 17 não se aplica as atividades
desenvolvidas pelo Anexo IV.

ANEXO IV
DA LEI COMPLEMENTAR Nº 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006
(vigência: 01/01/2012)

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas decorrentes da prestação de serviços


relacionados no § 5º-C do art. 18 desta Lei Complementar.

Receita Bruta em 12 meses (em R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP ISS

Até 180.000,00 4,50% 0,00% 1,22% 1,28% 0,00% 2,00%


De 180.000,01 a 360.000,00 6,54% 0,00% 1,84% 1,91% 0,00% 2,79%
De 360.000,01 a 540.000,00 7,70% 0,16% 1,85% 1,95% 0,24% 3,50%
De 540.000,01 a 720.000,00 8,49% 0,52% 1,87% 1,99% 0,27% 3,84%
De 720.000,01 a 900.000,00 8,97% 0,89% 1,89% 2,03% 0,29% 3,87%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 9,78% 1,25% 1,91% 2,07% 0,32% 4,23%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 10,26% 1,62% 1,93% 2,11% 0,34% 4,26%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 10,76% 2,00% 1,95% 2,15% 0,35% 4,31%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 11,51% 2,37% 1,97% 2,19% 0,37% 4,61%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 12,00% 2,74% 2,00% 2,23% 0,38% 4,65%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 12,80% 3,12% 2,01% 2,27% 0,40% 5,00%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 13,25% 3,49% 2,03% 2,31% 0,42% 5,00%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 13,70% 3,86% 2,05% 2,35% 0,44% 5,00%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 14,15% 4,23% 2,07% 2,39% 0,46% 5,00%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 14,60% 4,60% 2,10% 2,43% 0,47% 5,00%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 15,05% 4,90% 2,19% 2,47% 0,49% 5,00%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 15,50% 5,21% 2,27% 2,51% 0,51% 5,00%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 15,95% 5,51% 2,36% 2,55% 0,53% 5,00%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 16,40% 5,81% 2,45% 2,59% 0,55% 5,00%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 16,85% 6,12% 2,53% 2,63% 0,57% 5,00%

• Anexo 5
1) administração e locação de imóveis de terceiros;
2) academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais;
3) academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
74
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 75

4) elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que


desenvolvidos em estabelecimento do optante;
5) licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação;
6) planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas, desde que
realizados em estabelecimento do optante;
7) empresas montadoras de estandes para feiras;
8) laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica;
9) serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos,
bem como ressonância magnética;
10) serviços de prótese em geral.

OBSERVAÇÕES:
a) Os impostos que são englobados no Anexo V, são: IRPJ;CSLL; Contribuição para o
PIS/PASEP; COFINS; Contribuição Patronal Previdenciária - CPP. O ISS deverá ser recolhido
pelas alíquotas constantes no Anexo IV (entre 2 e 5%).

b) Com as alterações trazidas pela Lei Complementar n º 139, de 10 de novembro de 2011, as


empresas optantes pelo Simples Nacional enquadradas no Anexo V não estarão sujeitas ao
recolhimento das contribuições previdenciárias patronais em separado, através da GPS,
somente as contribuições descontadas dos empregados, dos sócios e dos demais contribuintes
individuais a seu serviço.
ANEXO V

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Receitas decorrentes da prestação de serviços


relacionados no § 5ºD do art. 18 da Lei Complementar 123 de 2006.

(Vigência: A partir de 01/01/2012)

TABELA V-A

0,10≤ 0,15≤ 0,20≤ 0,25≤ 0,30≤ 0,35≤


Receita Bruta em 12 meses (em (r) ≥
(r)<0,10 (r) e (r) (r) e (r) (r) e (r) (r) e (r) (r) e (r) (r) e (r)
R$) 0,40
< 0,15 < 0,20 < 0,25 < 0,30 < 0,35 < 0,40
Até 180.000,00 17,50% 15,70% 13,70% 11,82% 10,47% 9,97% 8,80% 8,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 17,52% 15,75% 13,90% 12,60% 12,33% 10,72% 9,10% 8,48%
De 360.000,01 a 540.000,00 17,55% 15,95% 14,20% 12,90% 12,64% 11,11% 9,58% 9,03%
De 540.000,01 a 720.000,00 17,95% 16,70% 15,00% 13,70% 13,45% 12,00% 10,56% 9,34%
De 720.000,01 a 900.000,00 18,15% 16,95% 15,30% 14,03% 13,53% 12,40% 11,04% 10,06%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 18,45% 17,20% 15,40% 14,10% 13,60% 12,60% 11,60% 10,60%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 18,55% 17,30% 15,50% 14,11% 13,68% 12,68% 11,68% 10,68%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 18,62% 17,32% 15,60% 14,12% 13,69% 12,69% 11,69% 10,69%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 18,72% 17,42% 15,70% 14,13% 14,08% 13,08% 12,08% 11,08%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 18,86% 17,56% 15,80% 14,14% 14,09% 13,09% 12,09% 11,09%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 18,96% 17,66% 15,90% 14,49% 14,45% 13,61% 12,78% 11,87%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 19,06% 17,76% 16,00% 14,67% 14,64% 13,89% 13,15% 12,28%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 19,26% 17,96% 16,20% 14,86% 14,82% 14,17% 13,51% 12,68%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 19,56% 18,30% 16,50% 15,46% 15,18% 14,61% 14,04% 13,26%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 20,70% 19,30% 17,45% 16,24% 16,00% 15,52% 15,03% 14,29%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 21,20% 20,00% 18,20% 16,91% 16,72% 16,32% 15,93% 15,23%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 21,70% 20,50% 18,70% 17,40% 17,13% 16,82% 16,38% 16,17%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 22,20% 20,90% 19,10% 17,80% 17,55% 17,22% 16,82% 16,51%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 22,50% 21,30% 19,50% 18,20% 17,97% 17,44% 17,21% 16,94%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 22,90% 21,80% 20,00% 18,60% 18,40% 17,85% 17,60% 17,18%

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
75
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 76

• Anexo 6

1) medicina, inclusive laboratorial e enfermagem;


2) medicina veterinária;
3) odontologia;
4) psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia, clínicas
de nutrição e de vacinação e bancos de leite;
5) serviços de comissaria, de despachantes, de tradução e de interpretação;
6) arquitetura, engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, geodésia, testes, suporte
e análises técnicas e tecnológicas, pesquisa, design, desenho e agronomia;
7) representação comercial e demais atividades de intermediação de negócios e serviços de
terceiros;
8) perícia, leilão e avaliação;
9) auditoria, economia, consultoria, gestão, organização, controle e administração;
10) jornalismo e publicidade;
11) agenciamento, exceto de mão de obra;
12) outras atividades do setor de serviços que tenham por finalidade a prestação de serviços
decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva,
artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, desde que não sujeitas à
tributação na forma dos Anexos III, IV ou V desta Lei Complementar.

TABELA VI

Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ, PIS/Pasep, CSLL, Cofins e CPP ISS
Até 180.000,00 16,93% 14,93% 2,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 17,72% 14,93% 2,79%
De 360.000,01 a 540.000,00 18,43% 14,93% 3,50%
De 540.000,01 a 720.000,00 18,77% 14,93% 3,84%
De 720.000,01 a 900.000,00 19,04% 15,17% 3,87%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 19,94% 15,71% 4,23%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 20,34% 16,08% 4,26%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 20,66% 16,35% 4,31%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 21,17% 16,56% 4,61%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 21,38% 16,73% 4,65%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 21,86% 16,86% 5,00%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 21,97% 16,97% 5,00%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 22,06% 17,06% 5,00%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 22,14% 17,14% 5,00%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 22,21% 17,21% 5,00%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 22,21% 17,21% 5,00%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 22,32% 17,32% 5,00%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 22,37% 17,37% 5,00%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 22,41% 17,41% 5,00%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 22,45% 17,45% 5,00%

A partir de 01.01.2018

a) Os anexos I e II, continuam com as mesmas atividades, não houve alteração.

b) O anexo III, passou a englobar também as seguintes atividades:

- arquitetura e urbanismo;
- medicina, inclusive laboratorial, e enfermagem;
- odontologia e prótese dentária;
- psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia, clínicas de
nutrição e de vacinação e bancos de leite.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
76
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 77

c) O Anexo V passou a contemplar as seguintes atividades:

- engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, geodésia, testes, suporte e análises


técnicas e tecnológicas, pesquisa, design, desenho e agronomia;

- outras atividades do setor de serviços que tenham por finalidade a prestação de serviços
decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva,
artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, desde que não sujeitas à
tributação na forma dos Anexos III ou IV desta Lei Complementar.

- As atividades de prestação de serviços a que se refere o item c, serão tributadas na forma do


Anexo III ,caso a razão entre a folha de salários e a receita bruta da pessoa jurídica seja igual ou
superior a 28% (vinte e oito por cento).

Para este cálculo da razão referida acima serão considerados, respectivamente, os montantes
pagos e auferidos nos doze meses anteriores ao período de apuração para fins de
enquadramento

3.13. Identificação das Alíquotas

Até 31.12.2016:

Para a tributação nos Anexos I, II, III, IV e VI, as alíquotas serão identificadas através do
faturamento dos últimos doze meses da pessoa jurídica, considerando que essas já tenham mais
de doze meses de atividade.

Para o Anexo V, deverá ser apurado o “Fator R”, que é a relação encontrada do custo com a
folha de salários que a empresa possui e o faturamento em um mesmo período de apuração.

Folha de salários, nos 12 meses anteriores ao período de apuração


FATOR R = -----------------------------------------------------------------------------------------
Receita bruta total acumulada nos 12 meses anteriores ao período de apuração

A partir de 01.01.2018:
Para efeito de determinação da alíquota nominal, o sujeito passivo utilizará a receita bruta
acumulada nos doze meses anteriores ao do período de apuração.

A alíquota efetiva é o resultado de:


RBT12 x Aliq - PD
RBT12
Em que:
I - RBT12: receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao período de apuração;
II - Aliq: alíquota nominal constante dos Anexos I a V desta Lei Complementar;
III - PD: parcela a deduzir constante do Anexo
Os percentuais efetivos de cada tributo serão calculados a partir da alíquota efetiva, multiplicada
pelo percentual de repartição constante dos Anexos I a V da Lei Complementar, observando-se
que:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
77
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 78

I - o percentual efetivo máximo destinado ao ISS será de 5% (cinco por cento), transferindo-se
eventual diferença, de forma proporcional, aos tributos federais da mesma faixa de receita bruta
anual;

II - eventual diferença centesimal entre o total dos percentuais e a alíquota efetiva será transferida
para o tributo com maior percentual de repartição na respectiva faixa de receita bruta.

Na hipótese de transformação, extinção, fusão ou sucessão dos tributos referidos nos incisos IV
e V do art. 13, serão mantidas as alíquotas nominais e efetivas previstas neste artigo e nos
Anexos I a V desta Lei Complementar, e lei ordinária disporá sobre a repartição dos valores
arrecadados para os tributos federais, sem alteração no total dos percentuais de repartição a
eles devidos, e mantidos os percentuais de repartição destinados ao ICMS e ao ISS.

Vejamos como ficaram os anexos:

ANEXO I DA LEI COMPLEMENTAR N° 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006


(Vigência: 01/01/2018)

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Comércio

Valor a Deduzir (em


Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota
R$)
1ª Faixa Até 180.000,00 4,00% -
2ª Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 7,30% 5.940,00
3ª Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 9,50% 13.860,00
4ª Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 10,70% 22.500,00
5ª Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,30% 87.300,00
6ª Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 19,00% 378.000,00

Percentual de Repartição dos Tributos


Faixas
IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ICMS
1ª Faixa 5,50% 3,50% 12,74% 2,76% 41,50% 34,00%
2ª Faixa 5,50% 3,50% 12,74% 2,76% 41,50% 34,00%
3ª Faixa 5,50% 3,50% 12,74% 2,76% 42,00% 33,50%
4ª Faixa 5,50% 3,50% 12,74% 2,76% 42,00% 33,50%
5ª Faixa 5,50% 3,50% 12,74% 2,76% 42,00% 33,50%
6ª Faixa 13,50% 10,00% 28,27% 6,13% 42,10% -

Exemplo:

Um comércio o qual tem uma Receita bruta acumulada dos últimos doze meses anteriores ao
período de apuração no valor de R$ 1.200.000,00, e um faturamento no mês de apuração de
R$ 88.000,00, teria o seguinte cálculo a fazer:

RBT12 x Aliq - PD
RBT12
1.200.000,00 x 10,70% – 22.500,00 = 8,83%
1.200.000,00
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
78
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 79

Portanto a alíquota a ser aplicada sobre o faturamento do mês de apuração será 8,83%, no
exemplo acima ficaria:
R$ 88.000,00 x 8,83% = R$ 7.770,40

ANEXO II DA LEI COMPLEMENTAR N° 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006


(Vigência: 01/01/2018)
Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Indústria
Valor a Deduzir (em
Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota
R$)
1ª Faixa Até 180.000,00 4,50% -
2ª Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 7,80% 5.940,00
3ª Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 10,00% 13.860,00
4ª Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 11,20% 22.500,00
5ª Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,70% 85.500,00
6ª Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,00% 720.000,00

Percentual de Repartição dos Tributos


Faixas
IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP IPI ICMS
1ª Faixa 5,50% 3,50% 11,51% 2,49% 37,50% 7,50% 32,00%
2ª Faixa 5,50% 3,50% 11,51% 2,49% 37,50% 7,50% 32,00%
3ª Faixa 5,50% 3,50% 11,51% 2,49% 37,50% 7,50% 32,00%
4ª Faixa 5,50% 3,50% 11,51% 2,49% 37,50% 7,50% 32,00%
5ª Faixa 5,50% 3,50% 11,51% 2,49% 37,50% 7,50% 32,00%
6ª Faixa 8,50% 7,50% 20,96% 4,54% 23,50% 35,00% -

ANEXO III DA LEI COMPLEMENTAR N° 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006


(Vigência: 01/01/2018)
Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas de locação de bens móveis e de prestação
de serviços não relacionados no § 5°-C do art. 18 desta Lei Complementar
Valor a Deduzir (em
Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota
R$)
1ª Faixa Até 180.000,00 6,00% -
2ª Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 11,20% 9.360,00
3ª Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 13,50% 17.640,00
4ª Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 16,00% 35.640,00
5ª Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21,00% 125.640,00
6ª Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% 648.000,00

Percentual de Repartição dos Tributos


Faixas
IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ISS (*)
1ª Faixa 4,00% 3,50% 12,82% 2,78% 43,40% 33,50%
2ª Faixa 4,00% 3,50% 14,05% 3,05% 43,40% 32,00%
3ª Faixa 4,00% 3,50% 13,64% 2,96% 43,40% 32,50%
4ª Faixa 4,00% 3,50% 13,64% 2,96% 43,40% 32,50%
5ª Faixa 4,00% 3,50% 12,82% 2,78% 43,40% 33,50% (*)
6ª Faixa 35,00% 15,00% 16,03% 3,47% 30,50% -
(*) O percentual efetivo máximo devido ao ISS será de 5%, transferindo-se a diferença, de forma
proporcional, aos tributos federais da mesma faixa de receita bruta anual. Sendo assim, na 5ª faixa,
quando a alíquota efetiva for superior a 14,92537%, a repartição será:
Faixa IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ISS
(Alíquota (Alíquota (Alíquota (Alíquota (Alíquota
Percentual
5ª Faixa, com alíquota efetiva - efetiva - efetiva - efetiva - efetiva -
de ISS fixo
efetiva superior a 14,92537% 5%) 5%) 5%) 5%) 5%) x
em 5 %
x6,02% x5,26% x19,28% x4,18% 65,26%

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
79
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 80

No anexo III, quanto maior for a folha de pagamento da empresa prestadora de serviços, menor
a alíquota. Isso quer dizer que mesmo as atividades que em teoria pagam mais impostos podem
ser enquadradas ainda no anexo III. Para isso, a razão entre o valor da folha salarial e a receita
bruta deve ser igual ou maior que 28%.

Se o contrário ocorrer e empresas que em um primeiro momento figuram nos anexos III e IV
tiverem uma relação entre folha e receita menor que 28%, serão tributadas de acordo com
as alíquotas do anexo V, que são maiores.
Desta forma a pessoa jurídica poderá variar de um anexo para o outro, conforme a sua despesa
da folha de pagamento.
Vamos ver um exemplo, onde uma pessoa jurídica com atividade de engenharia, por exemplo,
ela tributará no Anexo V. Porém a partir de um determinado período ela apresentou os seguintes
dados:
Receita bruta dos últimos doze meses: R$ 1.200.000,00
Folha de pagamento dos últimos doze meses: R$ 340.000,00
Razão = Folha de pagamento dos últimos doze meses
RBT (últimos doze meses)

340.000,00 = 0,28888x100= 28%


1.200.000,00
Neste caso a pessoa jurídica poderá tributar no anexo III, pois a razão entre a
folha e a receita é igual a 28%

ANEXO IV DA LEI COMPLEMENTAR N° 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006


(Vigência:01/01/2018)
Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas decorrentes da prestação de serviços
relacionados no § 5°-C do art. 18 desta Lei Complementar
Valor a Deduzir (em
Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota
R$)
1ª Faixa Até 180.000,00 4,50% –
2ª Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 9,00% 8.100,00
3ª Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 10,20% 12.420,00
4ª Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 14,00% 39.780,00
5ª Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 22,00% 183.780,00
6ª Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33,00% 828.000,00

Percentual de Repartição dos Tributos


Faixas
IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep ISS (*)
1ª Faixa 18,80% 15,20% 17,67% 3,83% 44,50%
2ª Faixa 19,80% 15,20% 20,55% 4,45% 40,00%
3ª Faixa 20,80% 15,20% 19,73% 4,27% 40,00%
4ª Faixa 17,80% 19,20% 18,90% 4,10% 40,00%
5ª Faixa 18,80% 19,20% 18,08% 3,92% 40,00% (*)
6ª Faixa 53,50% 21,50% 20,55% 4,45% –
(*) O percentual efetivo máximo devido ao ISS será de 5%, transferindo-se a diferença, de forma
proporcional, aos tributos federais da mesma faixa de receita bruta anual. Sendo assim, na 5ª faixa,
quando a alíquota efetiva for superior a 12,5%, a repartição será:
Faixa IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep ISS
(Alíquota (Alíquota (Alíquota (Alíquota
Percentual
5ª Faixa, com alíquota efetiva superior a efetiva - efetiva - efetiva - efetiva -
de ISS fixo
12,5% 5%) x 5%) x 5%) x 5%) x
em 5%
31,33% 32,00% 30,13% 6,54%

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
80
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 81

ANEXO V DA LEI COMPLEMENTAR N° 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006


(Vigência: 01/01/2018)
Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas decorrentes da prestação de serviços
relacionados no § 5°-I do art. 18 desta Lei Complementar
Valor a Deduzir (em
Receita Bruta em 12 Meses (em R$) Alíquota
R$)
1ª Faixa Até 180.000,00 15,50% –
2ª Faixa De 180.000,01 a 360.000,00 18,00% 4.500,00
3ª Faixa De 360.000,01 a 720.000,00 19,50% 9.900,00
4ª Faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,50% 17.100,00
5ª Faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23,00% 62.100,00
6ª Faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,50% 540.000,00

Percentual de Repartição dos Tributos


Faixas
IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ISS
1ª Faixa 25,00% 15,00% 14,10% 3,05% 28,85% 14,00%
2ª Faixa 23,00% 15,00% 14,10% 3,05% 27,85% 17,00%
3ª Faixa 24,00% 15,00% 14,92% 3,23% 23,85% 19,00%
4ª Faixa 21,00% 15,00% 15,74% 3,41% 23,85% 21,00%
5ª Faixa 23,00% 12,50% 14,10% 3,05% 23,85% 23,50%
6ª Faixa 35,00% 15,50% 16,44% 3,56% 29,50% –

3.14. Aplicação dos anexos - Inicio de Atividade

No ano de início de atividades, as empresas não terão como acumular as receitas auferidas nos
12 meses anteriores. Nesse caso, a LC 123/2006, em seu artigo 18, determina que as faixas de
receita bruta das Tabelas de Alíquotas sejam proporcionalizadas em função do número de meses
de atividade do período. Essa determinação exigirá a construção de tabelas diferentes das
transcritas nos itens anteriores.

A Resolução CGSN nº 094/2011, interpretou a norma contida na Lei Complementar 123/2006,


determinando que se multiplicasse a receita mensal pelo número de meses do período iniciado,
em vez de proporcionalizar a faixa de receita bruta das respectivas tabelas de incidência.
Segundo a interpretação do Comitê Gestor, no caso de início de atividades, a receita bruta
acumulada nos 12 meses anteriores, utilizada para determinação da alíquota do SIMPLES
NACIONAL, será acumulada do seguinte modo:

a) No 1º mês de atividade: multiplicar a receita do próprio mês por 12;

b) Do 2º aos 12 meses posteriores ao início de atividades: apurar a média aritmética em


cada mês e multiplicar por 12;

c) No 13º mês posterior: adotar a receita acumulada nos últimos 12 meses anteriores ao
período de apuração.

Exemplos de Cálculos

Exemplo 1 - Empresa Optante no Primeiro mês de Atividade


Período de Apuração = Abril/2013
Receita Bruta = R$ 10.000,00
Receita bruta proporcionalizada = R$ 10.000,00 x 12 = R$ 120.000,00
Tabela do Anexo III – Sem retenção ou substituição tributária, com ISS devido ao próprio
Município.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
81
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 82

Receita Bruta em 12
ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ISS
meses (em R$)
Até 180.000,00 6,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 4,00% 2,00%

Cálculo = Receita x alíquota da faixa = R$ 10.000,00 x 6% = R$ 600,00

Exemplo 2 - Empresa Optante no Terceiro mês de Atividade:


Período de Apuração = Abril/2013
Receita Bruta dos meses anteriores:
Fevereiro/2013 = R$ 10.000,00
Março/2013 = R$ 12.000,00
Abril/2013 = R$ 6.000,00
Média Aritmética (MA) = (R$ 10.000,00 + R$ 12.000,00) / 2 = R$ 11.000,00
Receita bruta proporcionalizada (MA x 12) = R$ 11.000,00 x 12 = R$ 132.000,00

Receita
Bruta em
ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ISS
12 meses
(em R$)
Até
6,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 4,00% 2,00%
180.000,00

Cálculo = Receita x alíquota da faixa = R$ 6.000,00 x 6% = R$ 360,00

Exemplo 3 - Empresa Optante no Quarto mês de Atividade com receita bruta zero em alguns
períodos de apuração
Período de Apuração = Abril/2013
Receita Bruta dos meses anteriores:
Janeiro/2013 = R$ 0,00
Fevereiro/2013 = R$ 0,00
Março/2013 = R$ 80.000,00
Abril/2013 = R$ 50.000,00
Média aritmética (MA) = (R$ 0,00 + R$ 0,00 + R$ 80.000,00) / 3 = R$ 26.666,67
Receita bruta proporcionalizada (MA x 12) = R$ 26.666,67 x 12 = R$ 320.000,00

Receita
Bruta em
ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ISS
12 meses
(em R$)
De
180.000,01
8,21% 0,00% 0,00% 1,42% 0,00% 4,00% 2,79%
a
360.000,00

Cálculo = Receita x alíquota da faixa = R$ 50.000,00 x 8,21% = R$ 4.105,00

3.15. Cálculo do Anexo V

As ME e as EPP optantes pelo Simples Nacional que obtiverem receitas sujeitas ao Anexo V
da Lei Complementar 123 de 2006 listadas no artigo 18, § 5º-D, devem calcular a relação entre
a folha de salários, incluídos encargos, nos 12 meses anteriores ao período de apuração e a
receita bruta total acumulada nos 12 meses anteriores ao período de apuração.

Folha de salários, nos 12 meses anteriores ao período de apuração


FATOR R = ---------------------------------------------------------------------------------------------
Receita bruta total acumulada nos 12 meses anteriores ao período de apuração

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
82
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 83

Na hipótese de a ME ou a EPP ter menos de 13 (treze) meses de atividade, adotar-se-ão, para


a determinação da folha de salários anualizada, incluídos encargos, os mesmos critérios para a
determinação da receita bruta total acumulada, estabelecidos na apuração pela média aritmética,
no que couber.

Somar-se-á as alíquotas apuradas na forma acima a parcela correspondente ao ISS prevista no


Anexo IV.

3.15.1. Composição da Folha de Salários

Para fins de determinação desse fator “r”, considera-se folha de salários, incluídos encargos, o
montante pago nos 12 meses anteriores ao do período de apuração, a título de remunerações a
pessoas físicas decorrentes do trabalho, incluídas retiradas de pró-labore, acrescidos do
montante efetivamente recolhido a título de Contribuição Patronal Previdenciária e para o Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.

3.16. Cálculo do Anexo VI

O anexo VI da Lei Complementar nº 123/2006 ou anexo V-A da Resolução CGSN nº 117/2014,


foi publicado na Lei Complementar nº 147/2014 e será utilizado pela atividades permitidas ao
Simples Nacional a partir de 2015.
Para encontrar a alíquota a ser aplicada no Anexo VI, não é necessário fazer o cálculo do Fator
“R”. Para aplicação da alíquota, basta verificar o faturamento dos últimos doze meses e aplicar
na tabela, ou caso esteja em início de atividade, deverá seguir as orientações colocadas no item
5.11 (início de atividade).

Por que então fala-se em “Fator R”, no anexo VI?

Para que a Receita Federal possa repassar os valores arrecadados dos contribuintes para o
estado ou município, terá ela que fazer o cálculo do fator r, para chegar ao valor que deverá ser
repassado a cada ente federativo, ou caso o contribuinte queira saber qual a alíquota refere-se
a cada imposto ou contribuição, também terá que fazer este cálculo.

Vamos aprender então como chegar a estes valores?

Considerando que a empresa tenha faturado até R$ 180.000,00 nos últimos 12 meses, então
sua tributação será pela primeira faixa, onde temos:

Receita Bruta em 12 meses Alíquota IRPJ, PIS, CSLL, COFINS e ISS


(em R$) CPP
Até 180.000,00 16,93% 14,93% 2,00%

Suponhamos que o faturamento da empresa em Janeiro de 2015 seja de R$ 15.000,00, neste


caso o valor total do DAS será de R$ 2.539,50.

Parte do valor apurado, R$ 2.239,50, refere-se a IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e CPP; a diferença
de R$ 300,00 é o valor de ISS que será repassado ao município.

O cálculo do fator R será feito somente para que a RFB divida o valor de R$ 2.239,50 (14,93%
de R$ 15.000,00) entre o imposto de renda e as contribuições sociais.

3.16.1. - TABELA V-B

Esta tabela consta no anexo V da Lei Complementar nº 123/2006.

A partilha das receitas relativas ao IRPJ, PIS, CSLL, COFINS e CPP arrecadadas na forma
deste Anexo será realizada com base nos parâmetros definidos na Tabela V-B, onde:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
83
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 84

a) (I): pontos percentuais do CPP;


b) (J): pontos percentuais do IRPJ, calculados após o resultado do fator (I);
c) (K): pontos percentuais da CSLL, calculados após o resultado dos fatores (I) e (J);
d) (L): pontos percentuais da COFINS, calculados após o resultado dos fatores (I), (J) e (K);
e) (M): pontos percentuais do PIS, calculados após os resultados dos fatores (I), (J), (K) e (L);
f) (I) + (J) + (K) + (L) + (M) = 100
g) (N): relação (r) dividida por 0,004, limitando-se o resultado a 100;
h) (P): 0,1 dividido pela relação (r), limitando-se o resultado a 1.

Receita Bruta em CPP IRPJ CSLL COFINS PIS


12 meses (em R$)
I J K L M
Até 180.000,00 N x 0,9 0,75 x 0,25 x 0,75 x (100 - 100 - I -
(100 - I) x (100 - I) x I - J - K) J-K–L
P P
De 180.000,01 a Nx 0,75 X 0,25 x 0,75 X (100 - 100 - I -
360.000,00 0,875 (100 - I) x (100 - I) x I - J - K) J-K–L
P P

Exemplo de cálculo

Ainda considerando uma empresa enquadrada na primeira faixa de alíquotas, e com


faturamento em Janeiro/2015 em R$ 15.000,00, o valor do DAS seria de R$ 2.539,50,
conforme já verificamos, sendo R$ 300,00 destinados ao ISS.

Para identificar como será feita a distribuição do valor restante, R$ 2.239,50, deverá ser feito o
seguinte cálculo:

Considerando que o fator R (N) desta empresa seja de 0,20, e o (P), portanto seja 0,50, temos:
a) CPP (I): N x 0,9, o cálculo será: (0,20 / 0,004) x 0,9 = 45
b) IRPJ (J): 0,75 x (100 - I) x P, o cálculo será: 0,75 x (100 - 45) x 0,5 = 20,62
c) CSLL (K): 0,25 x (100 - I) x P, o cálculo será: 0,25 x (100 - 45) x 0,5 = 6,87
d) COFINS (L): 0,75 x (100 - I - J - K), o cálculo será: 0,75 x (100 - 45 - 20,62 - 6,87) = 20,63
e) PIS (M): 100 - I - J - K - L, o cálculo será: 100 - 45 - 20,62 - 6,87 - 20,63 = 6,88

Estes resultados estão expressos em percentuais, resultando em:

TRIBUTO RESULTADO VALOR DO “DAS”


CPP 45% R$ 1.007,78
IRPJ 20,62% R$ 461,78
CSLL 6,87% R$ 153,85
COFINS 20,63% R$ 462,01
PIS 6,88% R$ 154,08
Total a pagar R$ 2.239,50

3.17. Tributos Não abrangidos pelo Simples Nacional

O recolhimento na forma do DAS, não exclui a incidência dos seguintes impostos ou


contribuições, devidos na qualidade de contribuinte ou responsável, em relação aos quais será
observada a legislação aplicável às demais pessoas jurídicas: §1º do art. 13 da LC 123/2006.
I - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou
Valores Mobiliários - IOF;
II - Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros - II;
III - Imposto sobre a Exportação, para o Exterior, de Produtos Nacionais ou
Nacionalizados - IE;
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
84
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 85

IV - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR;


V - Imposto de Renda, relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em
aplicações de renda fixa ou variável;
VI - Imposto de Renda relativo aos ganhos de capital auferidos na alienação de bens do
ativo permanente;
VII - Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de
Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF;
VIII - Contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS;
IX - Contribuição para manutenção da Seguridade Social, relativa ao trabalhador;
X - Contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do empresário, na qualidade
de contribuinte individual;
XI - Imposto de Renda relativo aos pagamentos ou créditos efetuados pela pessoa
jurídica a pessoas físicas;
XII - Contribuição para o PIS/PASEP, COFINS e IPI incidentes na importação de bens e
serviços;
XIII - ICMS devido:

3.18. Rendimentos de Aplicações Financeiras


Os rendimentos provenientes de aplicações financeiras de curto e longo prazo têm incidência de
tributação definitiva, quando da retenção efetuada pela fonte pagadora.
Sendo rendimento de tributação definitiva, não deverá compor a receita bruta do período,
conforme menciona a Resolução CGSN nº 94 de 29 de novembro de 2011 e Ato Declaratório
Executivo CODAC nº 90, de 20 de dezembro de 2007.
Portanto, os rendimentos de aplicações financeiras, não entrarão na Base de Cálculo do DAS,
porém a retenção sofrida tem caráter definitivo e não poderá ser compensado posteriormente.

3.19. Ganho de Capital na Venda de Bens e Direitos


O ganho de capital nas empresas optantes pelo Simples Nacional, são calculados a partir do
valor da sua aquisição, menos a depreciação, para o valor que o bem está sendo alienado.

A diferença positiva, é o “Ganho de Capital”, sobre o qual incidirá 15% de Imposto de Renda,
que deverá ser recolhido em um darf, com o código 0507, até o último dia útil do mês
subsequente ao que ocorreu a venda.

Porém, ressaltamos que para o bem ser considerado ativo imobilizado, no Simples Nacional, e
calculado o ganho de capital, a sua desincorporação somente poderá ocorrer a partir do segundo
ano subsequente ao da respectiva entrada, caso contrário a sua venda deverá ser tributada pelo
valor integral no Anexo I (Comércio).

3.20. Retenções de Impostos Federais

As empresas do Simples Nacional, na condição de prestadoras de serviços, não sofrem retenção


de impostos federais (IRRF, PIS, Cofins, CSLL).
Para isto as empresas prestadoras de serviços deverão informar aos seus tomadores que trata-
se de uma empresa tributada pelo Simples Nacional.
A não incidência do IRRF pode ser confirmada através do artigo 1º da IN 765 2007:

(...)
Art. 1º Fica dispensada a retenção do imposto de renda na fonte sobre as importâncias pagas
ou creditadas a pessoa jurídica inscrita no Regime Especial Unificado de Arrecadação de
Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte
(Simples Nacional).
(...)
Em relação a CSRF (Pis, Cofins e CSLL), podemos verificar no artigo 3º da IN 459 de 2004:
(...)
Art. 3° A retenção de que trata o art. 1° não será exigida na hipótese de pagamentos
efetuados a:
(...)
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
85
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 86

II - pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e


Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples
Nacional), de que trata o art. 12 da LC 123 de 2006, em relação às suas receitas próprias.
(...)

3.21.Do Recolhimento do DAS

O DAS será emitido em duas vias e conterá - a identificação do contribuinte (nome empresarial
e CNPJ);
II - o mês de competência;.
III - a data do vencimento original da obrigação tributária;
IV - o valor do principal, da multa e dos juros e/ou encargos;
V - o valor total;
VI - o número único de identificação do DAS, atribuído pelo aplicativo de cálculo;
VII - a data limite para acolhimento do DAS pela rede arrecadadora;
VIII - o código de barras e sua representação numérica.

O DAS deverá ser pagos até o dia 20 (vinte) do mês subsequente àquele em que houver sido
auferida a receita bruta.

Quando não houver expediente bancário no prazo estabelecido no caput, os tributos deverão ser
pagos até o dia útil imediatamente posterior.

O valor devido do Simples Nacional que resultar inferior a R$ 10,00 (dez reais) deverá ser diferido
para os períodos subsequentes, até que o total seja igual ou superior a R$ 10,00 (dez reais

3.22. DAS Avulso

Quando houver a necessidade de se emitir um DAS em valor diferente daquele emitido pelo
PGDAS-D, deverá o contribuinte acessar o portal do Simples Nacional e efetuar a emissão do
“DAS Avulso”:
“Acesso contribuintes, o novo serviço “Geração de DAS Avulso””.

3.23.Compensação do DAS

Valores pagos indevidamente ou em valores a maior, com tributos abrangidos pelo Simples
Nacional, DAS - Documento de Arrecadação do Simples, relativos a créditos apurados, com
débitos também apurados no Simples Nacional, devem ser objetos de compensação de valores,
para com o mesmo ente federado.

A Compensação a Pedido é um aplicativo disponível no Portal do Simples Nacional que permite


ao contribuinte realizar a compensação de créditos com débitos apurados relativo ao mesmo
tributo.
Ao informar os dados do pagamento recolhido indevidamente ou a maior no Simples Nacional, o
aplicativo exibe uma tela contendo todos os débitos passíveis de serem compensados.

A compensação é processada de forma imediata na internet. O contribuinte poderá consultar as


compensações realizadas, e permite a impressão do extrato respectivo, e também caso seja
necessário o usuário poderá cancelar a compensação.

O aplicativo está disponível no portal do Simples Nacional, no menu Simples Serviços

> Cálculo e Declaração > Compensação a Pedido.

O acesso pode ser por meio de código de acesso ou certificado digital.


www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
86
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 87

O procedimento para compensar os créditos com os débitos apurados são os seguintes:


1º Selecionar a opção “Compensar” para iniciar o preenchimento.

Esta tela permite ainda, consultar as compensações efetivadas, inclusive o cancelamento das
mesmas.
2º Preencher o campo do Período de Apuração (PA) no formato “MM/AAAA” do período em
que houve o pagamento a maior ou indevido, e clicar em filtrar.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
87
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 88

3º Será exibido os dados do pagamento, caso não exista , será apresentado a seguinte
mensagem: “Não há pagamentos com valores disponíveis nesse PA”.

4º Ao clicar no número do DAS, será apresentado os valores detalhados do pagamento.

5º O botão de “Utilizar o Pagamento”, apresentará todos os débitos que foram declarados pelo
PGDAS-D e são passíveis de serem compensados.
Após selecionar o “Período de Apuração” do débito a ser compensado, clicar no botão “Utilizar
Débito”.
Os valores apresentados, tanto do pagamento como dos débitos serão mostrados pelo valor
principal pago/declarado, ou seja, sem atualização de multa e juros de mora, no caso dos débitos
e de atualização de juros no caso do pagamento, as correções ocorrerão após a realização da
compensação.

6º Será apresentado a tela com os débitos passíveis de compensação do respectivo período


selecionado e o pagamento informado anteriormente, o botão “Compensar” fará o abatimento
automaticamente.

Clicando em “Compensar” deve ser confirmado para efetivação da compensação.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
88
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 89

7º Com a confirmação da compensação, será apresentado um novo quadro demonstrando os


saldos dos débitos e dos pagamentos, podendo estarem zerados ou com saldo remanescente,
conforme o caso.

A compensação demonstrada somente fará o abatimento de pagamento em débitos de mesma


natureza e desde que tenham saldos, ou seja, tributos da União poderá ser realizada com o
respectivo tributo, exemplo, o IRPJ pago no DAS será compensado com o IRPJ do DAS
declarado.

No caso do ICMS somente poderá ser compensado com o débito do respectivo ente federado.
Exemplo: ICMS de SP com ICMS de SP; e, no caso do ISS com débito do respectivo ente
federado, também. A compensação não será efetuada se o ente federativo não for o mesmo.

A compensação sendo confirmada, o botão de ˮCompensarʺ será inibido e caso queira realizar
outra compensação deve selecionar o botão ʺVoltarˮ.

Ressaltamos que para que possa ser compensado, o PGDAS-D deverá ser retificado para
demonstrar o valor do crédito, e o contribuinte terá que esperar o vencimento do próximo DAS
para que apareça no sistema de compensação o valor do débito também e então possa efetuar
a compensação.

3.24. Parcelamento no Simples Nacional

A Receita Federal do Brasil através da Instrução Normativa RFB n° 1.508/2014, normatiza as


regras para o parcelamento de débitos oriundos pelo Simples Nacional aprovado pelo §§ 15 a
24 do artigo 21 da Lei Complementar n° 123/2006, e na Resolução CGSN n° 94/2011, artigos 44
a 55 e artigo 130-C.

O parcelamento abrange os débitos de responsabilidade das Microempresas (ME) e das


Empresas de Pequeno Porte (EPP) que são apurados no Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte (Simples Nacional) e que poderá ser pago em até 60 parcelas mensais e sucessivas.

3.24.1.Vedações

Os débitos que não poderão ser parcelados são os seguintes:

a) inscritos em Dívida Ativa da União (DAU);


b) ICMS e ISS inscritos em dívida ativa pelo respectivo ente federativo;
c) multas geradas por descumprimento de obrigação acessória;
d) INSS apurado conforme as regras para as receitas do anexo IV e V da LC n° 123/2006,
até 31.12.2008; e do anexo IV da LC n° 123/2006, a partir de 01.01.2009;
e) outros tributos ou fatos geradores que não são abrangidos pelo Simples Nacional (§
1° do art. 13 da Lei Complementar n° 123/2006), e aqueles sujeitos a retenção na fonte,
desconto de terceiros ou de sub-rogação;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
89
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 90

f) lançados de ofício pela RFB anteriormente à disponibilização do Sistema Único de


Fiscalização, Lançamento e Contencioso (Sefisc) mencionado conforme art. 78 da
Resolução CGSN n° 94/2011.
g) não foram pagos integralmente ou parcelamento que não foi rescindido anterior.

Também não poderão realizar o parcelamento as pessoas jurídicas que estão com falência
decretada.

3.24.2.Pedidos por ano-calendário

Somente serão permitidos 1 pedido de parcelamento por ano-calendário.

Os parcelamentos que forem rescindidos para serem incluídos em novo parcelamento não será
aplicado a cobrança de 10% ou 20% conforme o caso para pagamento da 1° parcela na condição
de reparcelamento (§ 1° do artigo 53 da Resolução CGSN n° 94/2011), com isto, poderá ocorrer
a inclusão de novos débitos e a concessão de novo prazo para pagamento em até 60 parcelas
mensais.

Em relação ao valor da parcela observará:

a) parcela mínima de R$ 300,00.


b) a parcela mínima e a prestação terão acréscimo de juros Selic para títulos federais,
acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subsequente ao da consolidação
até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% relativamente ao mês em que o pagamento
estiver sendo efetuado.
c) o vencimento das prestações será no último dia útil de cada mês a partir da 2ª parcela.
d) o documento das prestações deverá ser feito por meio de Documento de Arrecadação
do Simples Nacional (DAS).

3.24.3. Rescisão do Parcelamento

Ocorrerá a rescisão do parcelamento:

a) na falta de pagamento de 3 parcelas, consecutivas ou não;


b) existir saldo devedor após a data de vencimento da última parcela.

A parcela parcialmente paga será considerada não paga.

3.2.4.4. Novo Parcelamento do Simples Nacional


A lei complementar colocou disposição para disponibilização de parcelamento de débitos do
Simples Nacional em até 120 meses, com exigibilidade suspensa ou não, parcelados ou
não e inscritos ou não em dívida ativa do respectivo ente federativo, mesmo em fase de execução
fiscal já ajuizada.

A dívida objeto do parcelamento será consolidada na data de seu requerimento e será dividida
pelo número de prestações que forem indicadas pelo sujeito passivo, não podendo cada
prestação mensal ser inferior a R$ 300,00 (trezentos reais) para microempresas e empresas de
pequeno porte.

Ainda não há previsão de redução de multas.

O parcelamento poderá ser feito a partir da regulamentação do Comitê Gestor do Simples


Nacional, sem prazo para tal. Quando ocorrer a regulamentação terá até 90 dias, a partir da data
da regulamentação, para efetuar o pedido, podendo ser reaberto ou prorrogado por igual período,
pela CGSN

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
90
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 91

O pedido de parcelamento implicará desistência compulsória e definitiva do parcelamento


anterior, sem restabelecimento dos parcelamentos rescindidos caso não seja efetuado o
pagamento da primeira prestação.

Poderá parcelar os créditos constituídos ou não, com exigibilidade suspensa ou não, parcelados
ou não e inscritos ou não em dívida ativa do respectivo ente federativo, mesmo em fase de
execução fiscal já ajuizada, vencidos até a competência do mês de maio de 2016, apurados pelo
Simples Nacional.

3.25. Incentivos Fiscais no Simples Nacional

As ME e as EPP optantes pelo Simples Nacional não poderão apropriar ou transferir créditos
relativos a impostos ou contribuições abrangidos por esse regime, nem poderão utilizar ou
destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal.

Portanto as empresas optantes pelo Simples Nacional não se beneficiam de alíquota zero,
suspensão, não incidência ou qualquer outro tipo de incentivo fiscal dado pelo governo federal.
Apenas poderão se beneficiar da alíquota monofásica ou substituição tributária.

3.26. Substituição Tributária

A Substituição Tributária de Pis e Cofins é o regime no qual é atribuída a responsabilidade do


recolhimento destas contribuições ao fabricante ou importador. A contribuição recolhida de Pis e
Cofins pelo fabricante ou importador é maior, antecipando o recolhimento devido em relação às
operações seguintes.

Os produtos sujeitos ao recolhimento de Pis e Cofins por substituição tributária são:

- CIGARROS

- VEÍCULOS: Os veículos autopropulsados descritos nos códigos 8432.30 e 87.11 da TIPI

3.26.1.Situação Impeditiva ao Simples Nacional quanto produtos com


Substituição tributária

Conforme cita a LEI COMPLEMENTAR Nº 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 em seu artigo


17, a microempresa ou a empresa de pequeno porte que realizar as atividades citadas a seguir
não farão parte do Simples Nacional.

(...)
VIII – que exerça atividade de importação ou fabricação de automóveis e motocicletas;
(...)
X - que exerça atividade de produção ou venda no atacado de cigarros, cigarrilhas, charutos,
filtros para cigarros
Deste modo apenas a pessoa jurídica que realizar o comercio no atacado ou varejo e que
não é o importador de veículos poderá optar pelo Simples Nacional. E a pessoa jurídica que
realizar o comercio no varejo e que não é o importador de cigarros poderá optar pelo
Simples Nacional.

3.26.2.Optante pelo Simples Nacional na condição de substituído


tributário

O contribuinte deverá informar destacadamente as receitas auferidas, as quais são sujeitas a


substituição tributária, de modo que o aplicativo de cálculo as desconsidere da base de cálculo
dos tributos objeto de substituição (no caso de a ME ou EPP se encontrar na condição de
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
91
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 92

substituída tributária). Ressalte-se, porém, que essas receitas continuam fazendo parte da base
de cálculo dos demais tributos abrangidos pelo Simples Nacional.

3.27. Incidência Monofásica

O sistema de tributação monofásica, é um tratamento tributário próprio e específico que a


legislação veio dar à Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins, incidentes sobre a receita bruta
decorrente da venda de determinados produtos, a fim de concentrar a tributação nas etapas de
produção e importação, desonerando as etapas subseqüentes de comercialização.

A concentração da tributação ocorre com a aplicação de alíquotas maiores que as usualmente


aplicadas na tributação das demais receitas, unicamente na pessoa jurídica do produtor,
fabricante ou importador, e a conseqüente desoneração de tributação das etapas posteriores de
comercialização no atacado e no varejo dos referidos produtos.

Os produtos sujeitos a incidência monofásica são:


- produtos citados na Lei nº 10.147, de 2000 e alterações posteriores;
- produtos citados na Lei nº 10.485, de 2002 e alterações posteriores
- gasolina (exceto gasolina de aviação), de óleo diesel, de GLP (derivado de petróleo e de gás
natural), de querosene de aviação e de biodiesel e álcool, citados na Lei 9.718/1998 e
alterações posteriores

3.27.1.Situação Impeditiva ao Simples Nacional quanto produtos com


incidência monofásica

Conforme cita a LEI COMPLEMENTAR Nº 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 em seu artigo


17, a microempresa ou a empresa de pequeno porte que realizar as atividades citadas a seguir
não farão parte do Simples Nacional:

a) bebidas citadas no artigo 58-A da Lei 10.833/2003


b) que exerça atividade de importação de combustíveis;
c) que exerça atividade de produção ou venda no atacado de bebidas a seguir descritas:
1 - alcoólicas;
2- cervejas sem álcool;

3.27.2. Informação no PGDAS da produto sujeito a Incidência


Monofásica na revenda.

A pessoa jurídica que possui receitas decorrentes da revenda de mercadorias sujeitas a


tributação concentrada em uma única etapa (monofásica), poderá excluir desta receitas as
aliquotas de Pis e Cofins.

No momento do Preenchimento do PGDAS deverão identificar que é revenda do Produto com


tributação concentrada em uma única etapa (monofásica), assim as alíquotas de Pis e Cofins
serão excluídas da tabela.

3.27.3. Informação no PGDAS do Responsável pela Incidência


Monofásica.

O contribuinte que recolhe a incidência monofásica deverá considerar, destacadamente, para


fins de pagamento as receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a tributação
concentrada em uma única etapa (monofásica) das demais receitas de venda.

As leis que estabelecem a incidência monofásica de Pis e Cofins , não a tratam de forma
especifica quanto as pessoas jurídicas optantes do Simples Nacional. Diante disto a optante do

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
92
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 93

Simples Nacional, estará sujeita ao recolhimento das alíquotas especificas da


incidência monofásica que são recolhidas por meio de DARF.

No Preenchimento do PGDAS,as optantes do Simples deverão identificar que se trata de :

a) Venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte, exceto para o exterior


Deverá marcar opção:

b) Com substituição tributária/tributação monofásica/antecipação com encerramento de


tributação

O recolhimento deverá ser efetuado por meio de darf, utilizando-se o código de recolimento do
regime cumulativo de Pis e Cofins.

3.28.Receitas de Exportação

O Governo Federal concede um incentivo para que as empresas optantes pelo Simples Nacional
exportem mercadorias e serviços. Para tal ele concede alguns benefícios em relação à alguns
tributos incidentes na exportação.

Devermos considerar que quando tratamos de receitas de exportação também são abrangidas
as vendas realizadas por meio de Comercial Exportadora ou de Sociedade de Propósito
Específico

3.28.1Tributação da Receitas de Exportação

As receitas de venda de mercadorias fabricadas e de revenda de mercadorias exportadas,


inclusive através de comercial exportadora, no Simples Nacional não sofrerem tributação do IPI,
ICMS, COFINS e PIS. (

3.28.2.Limite de exportação

A partir do ano-calendário de 2015, as empresas optantes pelo Simples Nacional que façam
exportação de bens e serviços poderão auferir receita bruta anual de até R$ 7,2 milhões, sendo
R$ 3,6 milhões no mercado interno e R$ 3,6 milhões no mercado externo. (Lei Complementar nº
123/2006, art. 3º, § 14)

3.28.3. Segregação das receitas de Exportação

O contribuinte deverá segregar as Receitas decorrentes da exportação para o exterior, inclusive


as realizadas através de comercial exportadora ou da sociedade de propósito específico.

Efetuando essa segregação no PGDAS-D, os percentuais relativos ao IPI, ICMS, PIS e COFINS
serão desconsiderados no cálculo do DAS. (Inciso IV do § 4º do art. 18 da Lei Complementar nº
123/2006)

A partir de 01/01/2016 deverão ser consideradas separadamente as receitas de exportação


das receitas no mercado interno para fins de cálculo do DAS, também.

(...)

§ 15. Na hipótese do § 14, para fins de determinação da alíquota de que trata o § 1° do art.
18, da base de cálculo prevista em seu § 3° e das majorações de alíquotas previstas em
seus §§ 16, 16-A, 17 e 17-A, serão consideradas separadamente as receitas brutas
auferidas no mercado interno e aquelas decorrentes da exportação.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
93
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 94

3.29. Regime de Caixa x Regime de Competência

A Resolução CGSN 094/2011 que altera as Resoluções CGSN 038/2009 e 45, 50 e 64 de 2009,
dispõe a respeito da utilização do reconhecimento das receitas pelo regime de caixa para as
empresas optantes pelo Simples Nacional.

3.29.1.Regime de Caixa

O Regime de Caixa é o regime onde o reconhecimento das receitas e despesas da empresa são
escrituradas, no Livro Caixa, conforme o seu recebimento ou pagamento efetivamente.

O registro por este regime depende única e exclusivamente da realização do recebimento da


receita, e do pagamento da despesa, e não haverá apropriação destas pelo período a que se
refiram.

O regime de caixa, não é vinculado a legislação contábil, sendo observado apenas pela
legislação fiscal, pelas pessoas físicas e prestadoras de serviço.

Não há apuração do resultado do exercício, somente saldo do livro caixa, ou seja o valor
disponível em caixa e conta bancária, caso tenha, devendo ser utilizadas apenas as receitas
recebidas/creditadas e as despesas efetivamente pagas/debitadas.

3.297.2.Regime de Competência

O regime de competência é o regime pelo qual o reconhecimento das receitas e despesas da


empresa se dará pelo período que estas se referirem.

É admitido tanto para a legislação fiscal, quanto para a legislação contábil, este regime deverá
ser utilizado pelas pessoas jurídicas, conforme artigo 177 da lei 6.404 de 1976:

Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com


obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de
contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis
uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de
competência.

O regime apropria suas receitas e despesas no momento em que são realizadas e incorridas,
porém essa realização não depende do recebimento ou pagamento, entende-se como realizadas
e incorridas o período a que as receitas e despesas ocorrem.

Exemplos de competência seria a venda de um produto, a prestação do serviço, a compra de


um produto, a contratação de um serviço, ou seja se é vendido um produto, independentemente
de ser a vista ou a prazo, a competência ocorreu.

No momento da realização da apuração do resultado do exercício, deverão ser consideradas as


receitas as despesas incorridas.

3.29.3. Momento da Opção

A opção pela determinação da base de cálculo do Simples Nacional pelo regime de caixa deverá
ser registrada quando da apuração dos valores devidos relativos ao mês de janeiro de cada ano-
calendário em aplicativo disponibilizado no Portal do Simples Nacional (ou seja, pela internet).

Tal opção será irretratável para todo o ano-calendário, de forma que, uma vez efetuada, a
alteração para o regime de competência só será possível no ano seguinte.
Na hipótese de início de atividade, o registro no Portal do Simples Nacional deverá ser feito
quando da apuração dos valores devidos relativos ao mês de opção pelo Simples Nacional.
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
94
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 95

A pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional no caso de venda ou prestação de serviço com
recebimento a prazo, deverá observar que:

I - Nas prestações de serviços ou operações com mercadorias com valores a receber a


prazo, a parcela não vencida deverá obrigatoriamente integrar a base de cálculo dos
tributos abrangidos pelo Simples Nacional até o último mês do ano-calendário
subsequente àquele em que tenha ocorrido a respectiva prestação de serviço ou
operação com mercadorias;
II - A receita auferida e ainda não recebida deverá integrar a base de cálculo dos tributos
abrangidos pelo Simples Nacional, na hipótese de:
a) encerramento de atividade, no mês em que ocorrer o evento;
b) retorno ao Regime de Competência, no último mês de vigência do Regime de
Caixa;
c) exclusão do Simples Nacional, no mês anterior ao dos efeitos da exclusão;

E ainda a pessoa jurídica deverá realizar o registro dos valores a receber no Regime de Caixa,
conforme o ANEXO XI no qual constarão, no mínimo, as seguintes informações, relativas a cada
prestação de serviço ou operação com mercadorias a prazo:

I - número e data de emissão de cada documento fiscal;


II - valor da operação ou prestação;
III - quantidade e valor de cada parcela, bem como a data dos respectivos vencimentos;
IV - A data de recebimento e o valor recebido;
V - Saldo a receber;
VI - Créditos considerados não mais cobráveis.

Na hipótese de haver mais de um documento fiscal referente a uma mesma prestação de serviço
ou operação com mercadorias, estas deverão ser registradas conjuntamente.

A adoção do regime de caixa pela ME ou EPP não a desobriga de manter em boa ordem e
guarda os documentos e livros previstos da Resolução CGSN 094/2011, alterada pela Resolução
CGSN 121/2015, inclusive com a discriminação completa de toda a sua movimentação financeira
e bancária, constante do Livro Caixa.

A presente regra também se aplica para os valores decorrentes das prestações e operações
realizadas por meio de cheques:

a) quando emitidos para apresentação futura, mesmo quando houver parcela à vista;
b) quando emitidos para quitação da venda total, na ocorrência de cheques não
honrados;
c) não liquidados no próprio mês.

3.30. Da Exclusão do Simples Nacional

A exclusão do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos


pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples Nacional, de maneira obrigatória
ou por opção do contribuinte, deverá ser efetuada através de comunicação diretamente no portal
do Simples Nacional

3.30.1 Exclusão Opcional:

A pessoa jurídica tributada na forma do Simples Nacional que não tenha mais interesse em
permanecer no Regime Especial Unificado poderá retirar-se do regime mediante comunicação
de exclusão por opção à RFB - Secretaria da Receita Federal do Brasil, em aplicativo
disponibilizado no Portal do Simples Nacional e a partir dos efeitos da exclusão passar a tributar
suas receitas no Lucro Real ou Presumido.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
95
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 96

Quando o pedido de exclusão for solicitado durante o mês de janeiro produzirá efeitos desde o
início do mesmo ano-calendário da solicitação.

Quando o pedido de exclusão for solicitado após o mês de janeiro produzirá efeitos a partir de
1° de janeiro do ano-calendário subsequente.

Quadro ilustrativo:

Pedido Efeitos Base Legal


A partir de 1° de janeiro do Resolução CGSN n°
Comunicada no mês de
ano-calendário da 94/2011, artigo 73, inciso I,
janeiro
solicitação. alínea “a”.
Resolução CGSN n°
Comunicada nos demais A partir de 1° de janeiro do
94/2011, artigo 73, inciso I,
meses ano-calendário subsequente.
alínea “b”.

3.30.2. Exclusão Obrigatória

A exclusão obrigatória mediante comunicação ocorrerá quando a ME ou EPP incorrer nas


hipóteses de vedação previstas nos artigos 73 e 74 da Resolução CGSN n° 94, de 29 de
novembro de 2011, conforme abaixo:

a) Excesso de receita : A pessoa jurídica será excluída do Simples Nacional por


excesso de receita quando a receita bruta do ano-calendário ultrapassar a R$
3.600.000,00 no mercado interno, ou ultrapassar a receita bruta de R$ 3.600.000,00
decorrentes de exportação de mercadorias ou serviços.

Para fins de exclusão, deverão ser observados os seguintes limites:

Se a receita bruta, do mercado interno ou da exportação, não ultrapassar a 20% do limite, ou


seja, a receita auferida no ano-calendário não ultrapassar R$ 4.320.000,00, a exclusão produzirá
efeitos a partir de 1° de janeiro do ano-calendário subsequente ao que tiver ocorrido o excesso.

Caso a receita bruta, do mercado interno ou da exportação, ultrapassar 20% do limite, a exclusão
produzirá efeitos a partir do mês subsequente ao que tiver ocorrido o excesso.

O comunicado a RFB deverá ser feito:

a.1) até o último dia útil do mês de janeiro do ano-calendário subsequente àquele em
que se deu o excesso de receita bruta, na hipótese de não ter ultrapassado em mais de
20% do limite.
a.2) até o último dia útil do subsequente àquele em que se deu o excesso de
receita bruta, na hipótese de exceder a receita bruta em mais de 20% do limite.

b) Excesso de receita no ano de início de atividade :Caso o excesso de receita ocorra


quando a pessoa jurídica estiver em início de atividade, a exclusão ocorrerá obedecendo
a outros prazos.

1. Se a receita bruta acumulada, no ano-calendário de início de atividade, no mercado interno ou


de exportação de mercadorias ou serviços for superior a R$ 300.000,00 multiplicados pelo
número de meses que está em atividade, considerada a fração de mês como um mês inteiro, a
exclusão tem seus efeitos retroativos ao início de suas atividades.

2. A exclusão não ocorrerá de forma retroativa ao início de atividade, se o excesso não for
superior a 20% do limite proporcional. Nesse caso a exclusão terá efeito a partir do ano-
calendário subsequente.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
96
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 97

O comunicado a RFB deverá ser feito:

b.1) até o último dia útil do mês subsequente àquele em que se deu o excesso de receita
bruta em mais de 20% do limite proporcional.
b.2) até o último dia útil do mês de janeiro do ano-calendário subsequente àquele em
que se deu o excesso de receita bruta, na hipótese de não ter ultrapassado em mais de
20% do limite.

c) Exercício de atividade impedida: Quando a pessoa jurídica passar a exercer as


atividades impedidas constantes no artigo 15 da Resolução CGSN n° 94/2011, seu
desenquadramento obrigatório, e produzirá efeitos a partir do mês seguinte ao do
exercício da atividade vedada.

O comunicado a RFB deverá ser realizado até o último dia útil do mês subsequente ao da referida
ocorrência.

As atividades impedidas são:

c.1) instituição financeira e equiparada, seguros privados e de capitalização ou de


previdência complementar;
c.2) factoring;
c.3)serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, exceto quando
realizado na modalidade fluvial ou nas demais modalidades, quando possuir
características de transporte urbano ou metropolitano; ou realizar-se sob fretamento
contínuo em área metropolitana para o transporte de estudantes ou trabalhadores;
c.4)geradora, transmissora, distribuidora ou comercializadora de energia elétrica;
c.5)importação ou fabricação de automóveis e motocicletas;
c.6) importação de combustíveis;
c.7) produção ou venda no atacado de cigarros, cigarrilhas, charutos, filtros para cigarros,
armas de fogo, munições e pólvoras, explosivos e detonantes;
c.8) produção ou venda no atacado bebidas alcoólicas e cervejas sem álcool;
c.9) cessão ou locação de mão-de-obra;
c.10) loteamento e incorporação de imóveis;
c.11) locação de imóveis próprios, exceto quando se referir a prestação de serviços
tributados pelo ISS.

d) Participação societária :A exclusão por participação societária ocorrerá nas


seguintes situações (Resolução CGSN n° 94/2011, artigo 15):

d.1) ter como participante no capital da ME ou EPP outra pessoa jurídica;


d.2) ser filial, sucursal, agência ou representação, no País, de pessoa jurídica com sede
no exterior;
d.3) ter como participante no seu capital social uma pessoa física que seja inscrita como
empresário, ou seja, sócia de outra empresa do Simples Nacional, desde que a receita
bruta global ultrapasse R$ 3.600.000,00 no ano-calendário no mercado interno ou
ultrapasse o mesmo limite em exportações;
d.4) ter como participante sócio com mais de 10% do capital de outra empresa não
beneficiada pela Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006, ou seja, não
enquadrada como ME ou EPP, desde que, a receita bruta global ultrapasse R$
3.600.000,00 no ano-calendário no mercado interno ou ultrapasse o mesmo limite em
exportações;
d.5) ter sócio ou titular que seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica
com fins lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse R$ 3.600.000,00 no ano-
calendário no mercado interno ou ultrapasse o mesmo limite em exportações;
d.6) participar do capital de outra pessoa jurídica;
d.7) ter sócio domiciliado no exterior;
d.8) ter como participante no seu capital, entidade da administração pública, direta ou
indireta, federal, estadual ou municipal.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
97
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 98

A exclusão surtirá efeitos a partir do primeiro dia útil do mês seguinte ao da ocorrência da
situação impeditiva, e o comunicado a RFB deverá ser feito até o último dia útil do mês
subsequente ao da ocorrência da hipótese de vedação.

e) Débitos com o INSS e Fazendas Públicas : Estará sujeita a exclusão do Simples


Nacional a ME e EPP que possuir débitos com o INSS ou com as Fazendas Públicas
Federal, Estadual ou Municipal, que não estejam com a exigibilidade suspensa.
(Resolução CGSN n° 94/2011, artigo 15, inciso XV).

O comunicado a RFB deverá ser feito obrigatoriamente até o último dia útil do mês subsequente.
(Resolução CGSN n° 94/2011, artigo 73, inciso II, alínea “d”).

O desenquadramento produzirá efeitos a partir do ano-calendário subsequente ao da


comunicação.

Se ocorrer o comunicado de exclusão de oficio por débitos poderá se manter no Simples Nacional
a ME ou EPP que comprove a regularização dos débitos em até 30 dias contado a partir da
ciência da exclusão

3.30.3 Exclusão de Ofício

Poderá a ME ou EPP ser excluída de ofício quando não comunicar a exclusão obrigatória ou
quando praticar atos contrários às normas para permanência ou ingresso no Simples Nacional.
A referida exclusão será realizada pela Receita Federal do Brasil e das Secretarias de Fazenda
ou de Finanças do Estado ou do Distrito Federal.
Caso a exclusão ocorra por parte do ente federativo, este expedirá o termo de exclusão mediante
registro no Portal do Simples Nacional na internet, ficando os efeitos dessa exclusão
condicionados a esse registro.
Relativamente a exclusão de ofício, o contencioso administrativo será de competência do ente
federativo que efetuar a exclusão, observados os dispositivos legais pertencentes aos processos
administrativos fiscais desse ente.

Poderá o Município transferir a atribuição de julgamento exclusivamente ao respectivo Estado


em que se localiza, mediante a constituição de convênio. (Resolução CGSN n° 94/2011, artigo
109)

A comunicação de exclusão ocorrerá pelo ente federativo que a promover, segundo a sua
respectiva legislação.

São motivos para exclusão de oficio (Resolução CGSN n° 94/2011, artigo 76):

a) quando verificada a falta de comunicação de exclusão obrigatória;


b) a partir do mês subsequente ao do descumprimento das obrigações de que trata o § 8° do
artigo 6°, quando se tratar de escritórios de serviços contábeis;
c) a partir da data dos efeitos da opção pelo Simples Nacional, nas hipóteses em que:
1. for constatado que, quando do ingresso no Simples Nacional, a ME ou EPP incorria em alguma
das hipóteses de vedação;
2. for constatada declaração inverídica;
d) a partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos
3 anos-calendário subsequentes, nas seguintes hipóteses:
1. for oferecido embaraço à fiscalização, caracterizado pela negativa não justificada de exibição
de livros e documentos a que estiverem obrigadas, bem como pelo não fornecimento de
informações sobre bens, movimentação financeira, negócio ou atividade que estiverem intimadas
a apresentar, e nas demais hipóteses que autorizam a requisição de auxílio da força pública;
2. for oferecida resistência à fiscalização, caracterizada pela negativa de acesso ao
estabelecimento, ao domicílio fiscal ou a qualquer outro local onde desenvolvam suas atividades
ou se encontrem bens de sua propriedade;
3. constituição ocorrer por interpostas pessoas;
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
98
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 99

4. tiver sido constatada prática reiterada de infração ao disposto na Lei Complementar n°


123/2006;
5. a ME ou EPP for declarada inapta;
6. comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho;
7. falta de escrituração do livro-caixa ou não permitir a identificação da movimentação financeira,
inclusive bancária;
8. for constatado que durante o ano-calendário o valor das despesas pagas supera em 20% o
valor de ingressos de recursos no mesmo período, excluído o ano de início de atividade;
9. for constatado que durante o ano-calendário o valor das aquisições de mercadorias para
comercialização ou industrialização, ressalvadas hipóteses justificadas de aumento de estoque,
foi superior a 80% dos ingressos de recursos no mesmo período, excluído o ano de início de
atividade;
10. não emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, de forma reiterada, observado
o disposto nos artigos 57 a 59 e ressalvadas as prerrogativas do MEI nos termos da alínea "a"
do inciso II do artigo 97;
11. omitir da folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela
legislação previdenciária, trabalhista ou tributária, segurado empregado, trabalhador avulso ou
contribuinte individual que lhe preste serviço, de forma reiterada;
12. a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da ocorrência, na hipótese de estadual;
13. a partir do ano-calendário subsequente ao da ciência do termo de exclusão, na hipótese de
possuir débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas
Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa.

O prazo será elevado para 10 anos se constatado a utilização de artifício, ardil ou qualquer outro
meio fraudulento que direcione a fiscalização a erro, com o fim de suprimir ou reduzir o
pagamento de tributos

3.30.4. Exclusão por ultrapassagem de limite para o ano de 2017

A EPP optante pelo Simples Nacional em 31 de dezembro de 2017 que durante o ano-calendário
de 2017 tenha obtido receita bruta total anual entre R$ 3.600.000,01 (três milhões, seiscentos
mil reais e um centavo) a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais) continuará
automaticamente incluída no Simples Nacional, ressalvado o direito de exclusão por
comunicação da optante.

Caso a EPP já tenha feito a comunicação de exclusão pela internet (com efeitos para 1º/01/2017)
e deseje permanecer no Simples Nacional deverá solicitar nova opção até o último dia útil de
janeiro de 2018.

Exemplo: EPP optante pelo Simples Nacional (fora do início de atividade) auferiu receita bruta
no ano de 2017 no valor de R$ 4.000.000,00. Essa empresa, que, na regra anterior, deveria ser
excluída do regime em 2017, agora, considerando o novo limite, permanece no Simples Nacional,
ressalvado o direito de exclusão por opção da própria empresa. Para as empresas em início de
atividade, veja a pergunta 1.

3.30.5 Penalidade pela falta de Comunicação

Fica sujeito à multa correspondente a 10% do total dos tributos devidos na forma do Simples
Nacional no mês que anteceder o início dos efeitos da exclusão, não inferior a R$ 200,00 (sem
possibilidade de redução) quando constatada a falta de comunicação na condição de obrigatória,
nos prazos determinados no artigo 73. (Resolução CGSN n° 94/2011, artigo 90).

3.30.6. ADE – ATO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL:

No final do ano a Receita Federal começa a emitir os ADEs e excluir do Simples Nacional as
pessoas jurídicas que estão com débitos de impostos.
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
99
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 100

A partir do momento da ciência do ADE o contribuinte possui um prazo de 30 dias para efetuar
a regularização do débito, caso não o faça ficará excluído do Simples Nacional a partir de Janeiro
do próximo ano calendário.

Não efetuando a regularização dentro do prazo, poderá o contribuinte regularizar até o último dia
útil do mês de Janeiro do ano seguinte e solicitar novamente a inclusão no Simples Nacional.

Não tendo nenhuma outra condição de impedimento a opção será deferida pela Receita Federal,
com data a partir de 01 de janeiro daquele mesmo ano.

3.31. Obrigações Acessórias


As empresas do Simples Nacional ficam obrigadas a entregarem as seguintes obrigações
acessórias: PGDAS-D; Defis; DIRF, vamos analisar abaixo individualmente cada uma delas.

3.31.1. PGDAS-D:

O Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional - Declaratório


(PGDAS-D) é um sistema eletrônico para a realização do cálculo do Simples Nacional para os
períodos de apuração a partir de janeiro de 2012, conforme determinam a Lei Complementar nº
123, de 14 de dezembro de 2006 (e alterações) e a Resolução CGSN nº 94, de 29 de novembro
de 2011.

As informações do PGDAS-D têm caráter declaratório, constituindo confissão de dívida e


instrumento hábil e suficiente para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham sido
recolhidos, e deverão ser fornecidas à Secretaria da Receita Federal do Brasil até o vencimento
do prazo para pagamento dos tributos devidos no Simples Nacional em cada mês, relativamente
aos fatos geradores ocorrido no mês anterior.

Prazo para entrega

As informações prestadas no PGDAS-D a partir do Período de Apuração - PA 01/2012 deverão


ser fornecidas à RFB mensalmente até o vencimento do prazo para pagamento dos tributos
devidos no Simples Nacional em cada mês, relativamente aos fatos geradores ocorridos no mês
anterior (dia 20 do mês subsequente àquele em que houver sido auferida a receita bruta).

Penalidades pela não entrega do PGDAS_D

A ME ou EPP que deixar de prestar mensalmente à RFB as informações no PGDAS-D, no prazo


previsto na legislação, ou que as prestar com incorreções ou omissões, estará sujeita às
seguintes multas, para cada mês de referência:
I - 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, a partir do primeiro dia do quarto mês do
ano subsequente à ocorrência dos fatos geradores, incidentes sobre o montante dos impostos e
contribuições decorrentes das informações prestadas no PGDAS-D, ainda que integralmente
pago, no caso de ausência de prestação de informações ou sua efetuação após o prazo, limitada
a 20% (vinte por cento), observada a multa mínima de R$ 50,00 (cinquenta reais) para cada mês
de referência;
II - R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas.

As multas serão reduzidas (observada a aplicação da multa mínima):


 À metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer
procedimento de ofício;
 A 75% (setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em
intimação.
(Base legal: art. 38-A da Lei Complementar nº 123, de 2006)

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
100
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 101

3.31.2. DEFIS

Deve ser apresentada anualmente pela ME ou EPP optante pelo Simples Nacional em relação
as informações socioeconômicas e fiscais, da pessoa jurídica.

A entrega deve ser feita até o último do mês de Março do ano subsequente ao que se refiram as
suas informações, por meio de módulo do aplicativo PGDAS-D. Resolução CGSN nº 94/2011,
artigos 66 a 69

Multa pela não entrega da DEFIS

Não há multa pela entrega em atraso da DEFIS, no entanto cabe ressaltar que a não entrega do
PGDAS-D mensal no prazo acarreta multa nos termos da Resolução CGSN nº 94/2011, artigo
89.

3.31.3. DCTF
As ME e as EPP enquadradas no Simples Nacional que estejam sujeitas ao pagamento da
Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB) nos termos dos incisos IV e VII do
caput do art. 7° da Lei n° 12.546, de 14 de dezembro de 2011, ficam obrigadas a entregar a
DCTF a partir de Janeiro de 2016.

As empresas optantes pelo Simples Nacional que estão obrigadas à CPRB, passarão a informar
na DCTF, além dos valores correspondentes à CPRB, também os valores de: (IN RFB n° 1.599
de 2015 art. 3° § 2° inciso I alíneas "a" e "b")
• Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou
Valores Mobiliários – IOF
• Imposto de Renda, relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em aplicações
de renda fixa ou variável;
• Imposto de Renda relativo aos ganhos de capital auferidos na alienação de bens do ativo
permanente;
• Imposto de Renda relativo aos pagamentos ou créditos efetuados pela pessoa jurídica
a pessoas físicas;
• Contribuição para o PIS/PASEP, COFINS e IPI incidentes na importação de bens e
serviços.

3.32. Empresa Inativa


A apuração no PGDAS-D deverá ser realizada e transmitida, mensalmente, ainda que a ME ou
a EPP não tenha auferido receita em determinado PA ou permaneça inativa durante todo o ano-
calendário, hipótese em que o campo de receita bruta deverá ser preenchido com valor igual a
zero.

Em caso de inatividade durante todo o ano-calendário, continuará obrigada a apresentar a DEFIS


(módulo do PGDAS-D), e assinalar essa condição no campo específico.
Considera-se em situação de inatividade a ME ou EPP que não apresente mutação patrimonial
e atividade operacional durante todo o ano-calendário.
(Base legal: art. 25, §§2º e 3º, da Lei Complementar nº 123, de 2006).

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
101
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 102

3.33. Particularidades do Simples Nacional

Existem alguma particularidades no que diz respeito a tributação no Simples Nacional, de acordo
com algumas atividades desenvolvidas. Vamos analisar abaixo:

3.33.1 -Farmácia de Manipulação :


As farmácias de manipulação deverão segregar as receitas de vendas de produtos prontos que
ficam no balcão para comercialização, as quais devem ser submetidas ao Anexo I, das receitas
dos produtos que são efetuados sob encomenda, as quais devem ser submetidas ao Anexo III.

3.33.2.Imobiliárias:
As imobiliárias poderão ser tributadas nos Anexos: III, V ou VI, dependendo da atividade que
desenvolvam, por exemplo:
a) Receitas de corretagem – intermediação na compra, venda, permuta e locação
ANEXO III;
b) Administração e locação de imóveis de terceiros (recebimento de comissão) ANEXO
V;
c) Consultoria e demais serviços de natureza intelectual vinculado ao ramo imobiliário
ANEXO VI;

3.33.3 - Serviços auxiliares de Construção Civil:


Os serviços auxiliares da construção civil, como elétrica, hidráulica, pintura, outras obras da
construção civil, entre outros, poderão ser tributados no Anexo III ou IV.
a) Anexo III: Quando tratar-se de uma conservação, manutenção, ou reforma em obra já
concluída.
b) Anexo IV: Quando a empresa do Simples Nacional for contratada por uma empreiteira
para executar todo o serviço de hidráulica, elétrica ou afins em uma obra nova, pois neste
caso a Receita Federal entende que trata-se também de um serviço da construção civil,
por este motivo manda tributar no Anexo IV.

3.33.4 – Industrialização por Encomenda


A atividade de industrialização sob encomenda, será considerada, para os optantes do Simples
Nacional, atividade industrial quando constituir etapa relativa à industrialização ou
comercialização, devendo as receitas assim auferidas serem tributadas na forma do Anexo II,
Tabela I, da Lei Complementar nº 123, de 2006; se, contudo, recair em produto destinado ao uso
ou consumo do próprio encomendante, será considerada prestação de serviços, devendo, nessa
hipótese, os tributos serem recolhidos na forma do Anexo III, da Lei Complementar nº 123, de
2006.

3.33.5.Cesta Básica:
A Resolução CGSN 117 de 2014, trouxe alterações para os benefícios da cesta básica, ou seja,
a União, os Estados e os Municípios poderão em Lei especifica destinada a ME ou EPP optante
pelo Simples Nacional estabelecer isenção ou redução de COFINS, PIS/PASEP, e ICMS para
os produtos da cesta básica discriminando a sua abrangência da sua concessão. Porém, esses
benefícios dependem de Lei Federal, no caso do PIS e COFINS, e de Lei Estadual no caso do
ICMS. Incisos I e II do Art. 35-A da Resolução CGSN 094 de 2011.

3.33.6.Participação em SCP
De acordo com o artigo 15, caput, I e VIII da Resolução CGSN nº 94/2011 não poderá recolher
os tributos na forma do Simples Nacional a Microempresa (ME) ou a Empresa de Pequeno Porte
(EPP) de cujo capital participe outra pessoa jurídica (sócio ostensivo) e, de outro lado, que
participe do capital de outra pessoa jurídica (sócio oculto), portanto não é permitido as empresa
do Simples Nacional constituir uma SCP.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
102
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 103

3.33.7.Franquias ou FRANCHISING
Não há impedimento em uma empresa do Simples Nacional efetuar pagamento de royalties
referente a um contrato de franquia. O impedimento se dá na condição de franqueadora,
conforme dispõe a Lei complementar nº 123/2006 artigo 17 e Resolução CGSN nº 94/2011,
anexo VI.

3.33.8.Gorjetas Compulsórias
As gorjetas integram a Receita Bruta e não podem ser excluídas da base de cálculo do Simples
Nacional devido mensalmente.

3.33.9.Agências Viagens:
A receita auferida por agência de turismo (art. 25-A da Resolução CGSN 094 de 2011 –
alterado pela Resolução CGSN 129 de 2016)

I - corresponderá à comissão ou ao adicional percebido, quando houver somente a intermediação


de serviços turísticos prestados por conta e em nome de terceiros; e

II - incluirá a totalidade dos valores auferidos, nos demais casos.

3.33.10.Serviços de Portaria :
O serviço de portaria realizado por cessão de mão de obra, não se confunde com os de
vigilância, limpeza e conservação, portanto, não se enquadra na exceção do inciso VI §5°-C do
art. 18 da Lei Complementar n° 123, de 2006, e sim na regra de vedação do inciso XII do art.
17 dessa mesma lei. SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA COSIT N° 014, DE 14 DE OUTUBRO DE
2014

3.33.11. Imunidade livros, jornais, periódicos e do papel destinado à


sua impressão:
A imunidade tributária prevista no art; 150, VI, “d”, da Constituição Federal de 1988, aplica-se
somente em relação aos impostos que recaiam sobre livros, jornais, periódicos e o papel
destinado a sua impressão (IPI, Imposto de Importação e Imposto de Exportação na esfera
federal), não se aplicando, portanto, aos demais impostos e contribuições devidos pela pessoa
jurídica. Para a apuração do valor devido pelas empresas optantes pelo Simples Nacional, sobre
a parcela das receitas sujeitas a imunidade, serão desconsiderados os percentuais dos tributos
sobre os quais recaia a respectiva imunidade. A opção pelo Simples Nacional é incompatível
com a utilização de qualquer outro benefício ou tratamento fiscal diferenciado ou mais favorecido,
tais como suspensão, isenção ou alíquota zero, salvo os casos expressamente previstos na
legislação. Na esfera federal, não há previsão para desconsideração dos percentuais dos tributos
sujeitos a isenções e reduções, mas tão somente para o caso de receitas sujeitas à imunidade
tributária. SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT N° 095, DE 03 DE ABRIL DE 2014

3.33.12. Importação:
A receita de venda de mercadoria importada por estabelecimento comercial optante pelo Simples
Nacional será tributada pelo Anexo II da Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006.
SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA COSIT N° 004, DE 28 DE ABRIL DE 2014

3.33.13. Recarga de celular:


A venda, ao usuário, de créditos telefônicos para recarga de celulares, com ou sem o suporte
físico de ficha, cartão ou assemelhado, por pessoa jurídica que não se qualifica como
concessionária de serviço público de telecomunicação, não constitui serviço de comunicação
nem configura sua intermediação. Destarte, é atividade permitida aos optantes pelo Simples
Nacional e suas receitas são tributadas pelo Anexo I da Lei Complementar nº 123, de 2006.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
103
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 104

A base de cálculo, nesse caso, corresponde à totalidade dos valores recebidos do usuário,
porquanto se trata de operação feita em conta própria. SOLUÇÃO DE CONSULTA N° 76 DE 28
DE MARÇO DE 2014

3.33.14. Atividade de Locação de imóveis próprios:


A pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional poderá realizar a atividade de locação de
imóveis próprios desde que a finalidade seja a exploração de salões de festas, centro de
convenções, escritórios virtuais, stands, quadras esportivas, estádios, ginásios, auditórios, casas
de espetáculos, parques de diversões, canchas e congêneres, para realização de eventos ou
negócios de qualquer natureza, ou seja, atividades que tenham incidências do ISS.

3.33.15. Setores de Transportes:


A atividade de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros é vedada ao simples
nacional, estando permitida apenas na modalidade fluvial, ou quando possuir características de
transporte urbano ou metropolitano ou realizar-se sob fretamento contínuo em área
metropolitana para o transporte de estudantes e trabalhadores.

Quando permitida será tributada no Anexo III, retirando o ISS e incluindo-se o ICMS . Inciso II do
§ 14 do artigo 25-A da Resolução CGSN Nº 094 de 2011 e Inciso XVI do art. 15 da Resolução
CGSN N 094 de 2011;

3.33.16. Escolas:
As escolas poderão ser tributadas na forma dos anexos III, V ou VI, abaixo vamos verificar cada
anexo:

a) Serão tributadas no anexo III, quando tratar-se de: creches, pré-escolas e estabelecimento de
ensino fundamental, escolas técnicas, profissionais e de ensino médio, de línguas estrangeiras,
de artes, cursos técnicos de pilotagem, preparatórios para concursos, gerenciais, escolas livres
e centros de formação de condutores. Inciso III, §1º do art. 25-A da Resolução CGSN Nº 094 de
2011.

b) No anexo V, serão tributadas as academias de dança, de capoeira, de ioga e artes marciais.


As academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esporte. Incisos XIII e
XIV, §1º do art. 25-A da Resolução CGSN Nº 094 de 2011.

c) No anexo VI, as escolas de nível superior. Item 1, letra L, inciso VI §1º do art. 25-A da
Resolução CGSN Nº 094 de 2011.

3.33.17.Veículos Usados :
A atividade com veículos usados quando realizarem contrato de comissão (artigos 693 a 709 do
Código Civil), podem ser optantes pelo Simples Nacional e serão tributadas pelo anexo III.
Já o contrato estimatório (artigos 534 a 537 do Código Civil) recebe o mesmo tratamento da
compra e venda sendo tributado pelo anexo I.

Neste caso, deverá oferecer à tributação no PGDAS a receita bruta (base de cálculo), o produto
da venda a terceiros dos bens recebidos em consignação, excluídas tão-somente as vendas
canceladas e os descontos incondicionais concedidos

SOLUÇÃODECONSULTAN 102 de 14 de Outubro de 2009


ASSUNTO:Sistema IntegradodePagamento de Impostose Contribuições das Microempresas
e das Empresas de Pequeno Porte – Simples
EMENTA:SIMPLES NACIONAL.VENDA DE VEÍCULOSAUTOMOTORES USADOS EM
CONSIGNAÇÃO. A venda de veículos em consignação, mediante contrato de comissão ou
contrato estimatório, é feita em nome próprio. Por esse motivo, não constitui
meraintermediação de negócios, de sorte que não é vedada aos optantes pelo Simples
Nacional. A equiparação das operações de venda de veículos usados, adquiridos para
revenda, às operações de consignação, previstas noart. 5 da Lei n. 9.716, de 1998, não se
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
104
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 105

aplica às empresas tributadas pelo Simples Nacional. O contrato de consignação por


comissão (arts. 693 a 709 do Código Civil) tem por objeto um serviço do comissário. Neste
caso, a receita bruta (base de cálculo) é a comissão, tributada pelo Anexo III da Lei
Complementar n 123, de 2006. O contrato estimatório (arts. 534 a 537 do Código Civil) recebe
o mesmo tratamento da compra e venda. Ou seja, a receita bruta (base de cálculo), tributada
pelo Anexo I da Lei Complementar n 123, de 2006, é o produto da venda a terceiros dos bens
recebidos em consignação, excluídas apenas as vendas canceladas e os descontos
incondicionais concedidos

3.33.18. Sociedade Unipessoal de Advogados


A 5ª Vara Federal do Distrito Federal, nos autos da ação ordinária nº 0014844-
13.2016.4.01.3400, concedeu tutela antecipada em favor da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), em âmbito nacional, com a finalidade de permitir que todas as sociedades unipessoais
de advocacia lá registradas optem pelo Simples Nacional.
A Instrução Normativa 1.634 de 06 de Maio de 2016 trouxe a natureza jurídica para a sociedade
unipessoal de advogados e portanto a partir do mês de junho de 2016.

3.33.19. Agências de Viagens no Simples Nacional

SOLUÇÃO DE CONSULTA N° 298, DE 31 DE OUTUBRO DE 2008 - 9ª REGIÃO FISCAL

(DOU de 05.11.2008)

Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das


Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples

SIMPLES NACIONAL. AGÊNCIAS DE TURISMO. CONCEITO DE RECEITA BRUTA. A


intermediação na venda e comercialização de passagens individuais ou em grupo, passeios,
viagens e excursões, bem como a intermediação remunerada na reserva de acomodações
em meios de hospedagem, são operações em conta alheia, da agência de turismo. Nesses
casos, a base de cálculo do Simples Nacional é apenas o resultado da operação (comissão
ou adicional recebido pela agência).

Já a prestação de serviços receptivos, diretamente ou por subcontratação, e a operação de


viagens e excursões são operações em conta própria, da agência de turismo. Nesses casos,
a base de cálculo do Simples Nacional é composta pelo valor integral pago pela contratante,
aí incluídos os valores repassados às eventuais subcontratadas.

Dispositivos Legais: Lei Complementar n° 123, de 2006, art. 3°, § 1°.

MARCO ANTÔNIO FERREIRA POSSETTI


Chefe

3.33.20. Salão Parceiro

Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 133, de 2015:

Destacando algumas partes IMPORTANTES do Prometo

Em sua parte substancial, a proposta possibilita a realização de parceria entre o


estabelecimento comercial “salão-parceiro” – detentor dos bens materiais necessários ao
desempenho das atividades profissionais de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure,
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
105
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 106

pedicure, depilador e maquiador – e o “profissional-parceiro”, aquele que exercerá as citadas


atividades profissionais.

(...)

O salão-parceiro será responsável pelos pagamentos e recebimentos, repassando ao


profissional-parceiro um percentual do valor efetivamente pago pelo cliente.

O salão-parceiro fará a retenção dos valores relativos ao recolhimento de tributos e


contribuições sociais e previdenciárias devidos pelo profissional-parceiro incidentes sobre a
cota-parte que a este couber na parceria.

(...)

Em relação aos aspectos tributários, há alguns pontos a se destacar.

Em primeiro lugar, a modalidade de parceria que se cria não exime o profissional da obrigação
de manutenção da regularidade de sua inscrição perante as autoridades fazendárias, o que
será determinante para a existência da parceria, já que é cláusula obrigatória do contrato.

Hoje, no segmento de salões de beleza, ainda que muitos profissionais tenham optado por
serem microempreendedores individuais pelo Simples Nacional, grande parte ainda se
mantém na informalidade. Com a possibilidade de celebração de contrato de parceria que
previna o enquadramento da relação profissional como empregatícia, estar-se-á dando
segurança jurídica a situações existentes, o que permitirá a regularização de
profissionais que antes preferiam a informalidade.

O Fisco se beneficiará, também, da obrigatoriedade de o salão parceiro realizar a retenção


dos valores de recolhimento de tributos e contribuições sociais e previdenciárias devidos
pelo profissional-parceiroincidentes sobre a cota-parte que a este couber na parceria. Hoje,
abstraídas as implicações trabalhistas da remuneração calculada sobre percentual do valor
recebido pela prestação de serviços, o profissional que a recebe deve incluí-la nos seus
rendimentos pessoais para efeitos de Imposto sobre a Renda, caso opte pela tributação
como pessoa física, ou nos rendimentos da empresa por ele constituída, caso opte porser
tributado como pessoa jurídica.

(...)

Quanto à possível preocupação em relação à diferença de tratamento na retenção na fonte


entre os profissionais-parceiros que contribuam como pessoa física e aqueles que fizerem
a opção pelo Simples Nacional, estamos seguros de que ela será desfeita com a adequada
regulamentação da matéria pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

Outra importante disposição diz respeito à determinação de que a cota-parte destinada ao


profissional-parceiro não seja considerada para o cômputo da receita bruta do salão-
parceiro, ainda que adotado sistema de emissão de nota fiscal unificada ao consumidor. Isso
para que o salão não seja onerado em relação a tributos que incidam sobre a sua receita
bruta, tais como a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e a
Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor
Público (PIS/PASEP) ou, se for o caso, tenha o seu enquadramento no Simples Nacional
alterado.

Atualmente, um salão que preste serviços por intermédio de profissionais que recebam
percentual sobre os valores pagos à empresa é obrigado a incluir a integralidade do valor
recebido na sua receita bruta, o que impacta fortemente sobre os valores a recolher a título de
Cofins e PIS/Pasep, bem como, dependendo do caso, pode levar a uma alteração do seu
enquadramento no Simples Nacional, elevando a carga tributária da empresa. Com a medida
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
106
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 107

que se propõe, os valores referentes à cota-parte do profissional-parceiro são destacados e


deixam de compor a base de cálculo dos tributos

(...)

3.34.Distribuição de Lucros no Simples Nacional


A isenção do imposto de renda na fonte e na declaração de ajuste do beneficiário é para os
devidamente valores pagos ou distribuídos ao titular ou sócio da ME ou EPP que são optantes
pelo Simples Nacional, exceto os valores corresponderem a pró-labore, aluguéis ou serviços
prestados, previsto na Lei Complementar n° 123, de 2006, artigo 14. Art. 131 da Resolução
CGSN nº 94, de novembro de 2011

A isenção fica limitada ao valor resultante da aplicação dos percentuais de que trata o artigo 15
da Lei n° 9.249, de 26 de dezembro de 1995, sobre a receita bruta mensal, no caso de
antecipação de fonte, ou da receita bruta total anual, tratando de declaração de ajuste, subtraído
do valor devido na forma do Simples Nacional no período, relativo ao IRPJ.

Caso a ME ou EPP tiver escrituração contábil e evidenciar lucro superior ao previsto no parágrafo
anterior, a isenção é aplicada ao lucro contábil demonstrado na contabilidade.

Essa regra de isenção é aplicada ao Microempreendedor Individual (MEI).

3.35.1.Percentuais

Comércio; Indústria; Transporte de cargas; Serviços hospitalares, de auxílio


8% diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia patológica e
citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias clínicas
Revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico
1,6%
carburante e gás natural
16% Prestação de serviços de transporte de passageiros
Prestação de serviços em geral; Intermediação de negócios; Administração,
32%
locação de bens e direitos

Exemplo:

Uma empresa prestadora de serviço em geral, optante pelo regime do Simples Nacional, com
receita bruta no mês de R$ 50.000,00.

1º: Aplicar o percentual de presunção de lucro que no em nosso exemplo seria de 32% sobre o
valor da receita informada, obtendo um lucro presumido de R$ 16.000,00 (R$ 50.000,00 x 32%);

2º: Do montante apurado, será subtraído o valor devido ao Simples Nacional referente ao IRPJ
(ver o extrato do PGDAS-D). Como exemplo, utilizaremos o valor de R$ 130,00 que se refere ao
IRPJ;

3º: Subtrair: R$ 130,00 de R$ 16.000,00;

O valor de R$ 15.870,00 é o valor do lucro que poderá ser distribuído com isenção neste período.

4º: Lucro contábil

Se a empresa possuir escrituração contábil e apurar um lucro no valor de R$ 30.000,00 (superior


a R$ 15.870,00) poderá distribuí-lo sem qualquer incidência de imposto de renda

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
107
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 108

3.35. Das Vantages e Desvantagens de se Optar pelo Simples Nacional

a) Vantagens da Opção

Contabilidade Simplificada

Baixa Simplificada (Não exigência de certidões negativas)

Dispensada de entregar várias declarações acessórias

Impostos Unificados

Dispensa do Recolhimento do INSS patronal de 20%

A tributação do DAS é em cima da RB , não sendo tributadas as demais


recietas

b) Desvantagens da Opção

Dependendo da atividade a tributação pode ser mais elevada

Os impostos tem como base o faturamento e não o lucro

Não podem se beneficiar da alíquota zero dos produtos da


cesta básica

Não se beneficiam de Incentivos Fiscais

Limite de Faturamento Anual

4.Exercícios

1) Marque V ou F

( ) Até 31/12/2017, um MEI pode auferir até R$ 60.000,00 no ano, não podendo ultrapassar o
valor de R$ 5.000,00 por mês;

( ) Até 31/12/2017 considera-se ME quem faturar até R$ 360.000,00 e EPP quem faturar até
R$ 4.800.000,00

( ) É vedado a opção pelo Simples Nacional, cujo titular ou sócio participe com mais de 10%
(dez por cento) do capital de outra empresa não beneficiada por esta Lei Complementar, desde
que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;

( ) Os efeitos do desenquadramento serão analisados de acordo com o valor que foi


ultrapassado do limite:
I - Mais de 20%: o MEI deverá retroagir a janeiro do ano-calendário do excesso e tributar
pelo Simples Nacional, e os valores que foram pagos no MEI serão abatidos
automaticamente do DAS por ele a ser pago;
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
108
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 109

II - Menos de 20%: o MEI deverá efetuar o comunicado, porém o efeito do


desenquadramento ocorrerá somente em janeiro do ano-calendário seguinte

( ) O MEI fica obrigado a entregar a declaração de Ajuste Anual da Pessoa Física.

( ) Para o MEI será obrigatória a emissão de documento fiscal nas vendas e nas prestações de
serviços realizadas pelo empreendedor individual para destinatário cadastrado no
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ, ficando dispensado desta emissão para
o consumidor final.

2) Análise os dados abaixo e responda qual o valor do imposto que a empresa optante
pelo Simples Nacional irá pagar em um determinado mês do ano de 2016 e marque a
alternativa que corresponde a resposta correta:

Empresa optante pelo Simples Nacional, que tributa no Anexo I

Faturamento dos últimos doze meses no mercado interno: R$ 380.000,00

Faturamento dos últimos doze meses no mercado externo: R$ 550.000,00

Receitas no Mês:
a) mercado interno R$ 30.000,00; e
b) mercado externo R$ 50.000,00.

a) R$ 3.770,00
b) R$ 2.052,00
c) R$ 1.718,00
d) R$ 5.822,00

3) Marque a alternativa correta

Não pode ser optante pelo Simples Nacional:

a) Se exercer no varejo a venda de bebidas como: cigarros, cigarrilhas, charutos, filtros para
cigarros, armas de fogo, munições e pólvoras, explosivos e detonantes; bebidas alcoólicas e
cervejas sem álcool;

b) Que se dedique a loteamento ou incorporação de imóveis; que faça cessão de mão de obra
ou realize a locação de imóveis próprios;

c) Que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas
Públicas Federal, estadual ou Municipal, cuja exigibilidade esteja suspensa;

d) Que exerça a atividade de exportação de mercadorias e serviços para o exterior;

4) Marque a alternativa que corresponda ao fator “R” do problema abaixo:

Suponhamos que uma determina empresa denominada aqui de empresa “X”, tribute na
forma do Anexo V, e esteja querendo calcular o seu DAS do mês de fevereiro de 2016,
analise os dados abaixo:

Faturamento do mês de fevereiro de 2016: R$ 70.000,00


Faturamento dos últimos doze meses: R$ 350.000,00 (totalmente pagos)
Folha de pagamento dos últimos doze meses:
Salários + Encargos: R$ 200.000,00
FGTS: R$ 50.000,00
CPP: R$ 20.000,00
Pró-Labóre: R$ 120.000,00
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
109
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 110

OBS: Em relação ao FGTS apenas foram totalmente pagos o total de R$ R$ 30.000,00 dos
últimos doze meses, não tendo sido recolhidos ainda o valor de R$ 20.000,00

a) 1,11
b) 1,06
c) 10,60
d) 1,60

05) Uma empresa optante pelo Simples Nacional adquiriu uma máquina para utilizar nas
suas atividades em 01/02/2015, e está vendendo no mês de março de 2016 ela terá que:

a) Calcular o ganho de capital ( )

b) Tributar no Anexo I ( )

c) Não precisará calcular o ganho de capital nem tributar no anexo I

d) Nenhuma das alternativas

06) A empresa do Simples Nacional está vendendo uma máquina do seu ativo
imobilizado adquirido em 01/01/2010. Com base nos dados abaixo, calcule o ganho de
capital e marque verdadeiro ou falso

Valor da aquisição: R$ 30.000,00


Valor da depreciação: totalmente depreciado;
Valor da alienação: R$ 20.000,00

( ) o valor do custo de aquisição é zero

( ) o código de recolhimento do darf é 0507

( ) o valor do ganho de capital é R$ 20.000,00

( ) o valor do IRRF a pagar é de R$ 3.000,00

( ) a data para recolhimento será no último dia útil do segundo decêndio do mês seguinte

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
110
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 111

MÓDULO III – LUCRO PRESUMIDO

1.INTRODUÇÃO

O Lucro presumido é apresentado como sendo a forma mais simples de ser apurado o imposto,
o que é verdade. Entretanto, deve ser analisada com muito critério às vantagens e desvantagens
deste regime, pois o lucro presumido é um regime no qual a pessoa jurídica tributa sobre uma
presunção do lucro, consequentemente está exposta a alíquotas menores, porém não toma
créditos e portanto em muitos casos dependendo da atividade e da operacionalização da
empresa este regime pode acabar não sendo o mais conveniente.

2.DAS PESSOAS JURÍDICAS AUTORIZADAS A OPTAR

Qualquer pessoa jurídica não enquadrada nas obrigatoriedades do Lucro Real, cuja receita total
no ano-calendário anterior tenha sido igual ou inferior a R$ 78.000.000,00; ou, a R$ 6.500.000,00
multiplicado pelo número de meses de atividade no ano-calendário anterior, quando inferior a 12
meses, poderão optar pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido.

3. DAS PESSOAS JURÍDICAS NÃO AUTORIZADAS A OPTAR

Existem algumas pessoas jurídicas que não podem optar pela sistemática do lucro presumido,
são as seguintes:

a) Pessoas jurídicas cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de


investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito,
financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras
de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de
crédito, empresas de seguro privado e de capitalização e entidades de previdência
privada aberta;

b) Pessoas jurídicas que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do


exterior;

c) Pessoas jurídicas que, autorizadas pela legislação tributária, queiram usufruir de


benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto de renda;

d) Pessoas jurídicas que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado o


recolhimento mensal com base em estimativa;

e) Pessoas jurídicas que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de


serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos,
administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes
de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
111
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 112

Algumas empresas que optaram pelo Programa de Recuperação Fiscal (REFIS), podem fazer
opção pelo lucro presumido mesmo estando impedida pela condições anteriormente citadas.

4. MOMENTO DA OPÇÃO
A opção pelo Lucro Presumido será manifestada de acordo com as seguintes prerrogativas,
caso esteja em inicio de atividade ou caso a empresa já esteja em movimentação e e esteja
alterando seu regime tributário.

4.1. Empresa já constituída


A adesão será manifestada com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido
correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano-calendário.
Quando iniciado atividade a partir do segundo trimestre a manifestação da opção também será
realizada com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido relativa ao período de
apuração do início de atividade
A opção pela tributação com base no Lucro Presumido será aplicada em relação a todo o período
de atividade da empresa em cada ano-calendário, sem prejuízo do Lucro Arbitrado.

4.2. INICIO DE ATIVIDADE

No exercício em que a pessoa jurídica iniciar suas atividades não existe o limite em função de
valores, mas deve ser observado para o período posterior, para avaliar se pode continuar ou
ingressar no sistema de lucro presumido, neste caso deve ser adotado o seguinte procedimento:

EXEMPLO I
Empresa constituída em 01.09.2000
Faturamento no ano de 2000 = R$ 20.000.000,00
Nº de meses = 4
Limite para declarar com base no lucro presumido = (R$ 48.000.000,00 / 12 = R$ 4.000.000,00
X 4)
Limite = R$ 4.000.000,00 X 4 = R$ 16.000.000,00
Conclusão neste caso a empresas não pode optar pelo lucro presumido no ano posterior.

EXEMPLO II
Empresa constituída em 01.09.2000
Faturamento no ano de 2000 = R$ 12.000.000,00
Nº de meses = 4
Limite para declara com base no lucro presumido = R$ 48.000.000,00 / 12 = R$ 4.000.000,00 X
4
Limite = R$ 4.000.000,00 X 4 = R$ 16.000.000,00
Conclusão neste caso a empresas pode optar pelo lucro presumido no ano posterior.

5. RECEITA BRUTA

O Lucro Presumido é determinado mediante a aplicação, sobre a receita bruta de vendas de


mercadorias e/ou prestação de serviços, percebida em cada trimestre civil, de determinados
percentuais, fixados em função da atividade da pessoa jurídica, com adição de valores de
algumas operações, conforme determina o artigo 12 do Decreto Lei 1.598 de 1977:

(...)

Art. 12. A receita bruta compreende:

I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria;

II - o preço da prestação de serviços em geral;


www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
112
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 113

III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e

IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos


incisos I a III.

§ 1° A receita líquida será a receita bruta diminuída de:

I - devoluções e vendas canceladas;

II - descontos concedidos incondicionalmente;

III - tributos sobre ela incidentes; e

IV - valores decorrentes do ajuste a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art.
183 da Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, das operações vinculadas à receita bruta.

6. BASE DE CÁLCULO

Consoante o regulamento de imposto de renda para efeito do cálculo do limite serão


consideradas as seguintes receitas:
a) As receitas brutas auferidas na atividade objeto das pessoas jurídicas;
b) Quaisquer outras receitas mesmo que seja de fontes não relacionadas com a atividade
principal da empresa;
c) Os ganhos de capital;
d) Os ganho líquidos obtidos em operações de renda variáveis;
e) Os rendimentos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa;
f) Os rendimentos decorrentes de participações societárias.
As pessoas jurídica que fizerem a opção pelo lucro presumido e durante o ano extrapolarem os
limites da receita não podem mudar para o lucro naquele exercício sendo obrigado declarar com
base no lucro real no ano seguinte

7. PERCENTUAIS DE PRESUNÇÃO

Os percentuais de presunção a serem aplicados sobre a receita bruta do trimestre são:

RECEITA
ANUAL
ATIVIDADE %
ATÉ R$
120.000,00
Revenda de combustíveis derivados de petróleo e álcool, inclusive
1,6 -
gás
Sobre a receita bruta dos serviços hospitalares e de auxílio
diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia
patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias
8 -
clínicas, desde que a prestadora destes serviços seja organizada sob
a forma de sociedade empresária e atenda às normas da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Prestação de serviços de transporte de carga 8 -
Atividade de construção por empreitada com emprego de todos os
materiais indispensáveis à sua execução, sendo tais materiais 8 -
incorporados à obra
Prestação dos demais serviços de transporte 16 -
Prestação de serviços relativos ao exercício de profissão legalmente
32 -
regulamentada
Intermediação de negócios (vide nota no item 3.4.) 32 -

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
113
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 114

Construção por administração ou por empreitada unicamente de mão


32 16
de obra ou com emprego parcial de materiais
Construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento de
infraestrutura, no caso de contratos de concessão de serviços 32 -
públicos, independentemente do emprego parcial ou total de materiais
Prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia,
mercadológica, gestão de crédito, seleção de riscos, administração de
32 16
contas a pagar e a receber, compra de direitos creditórios resultantes
de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring)
Administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos
32 16
de qualquer natureza
Prestação de outra espécie de serviço não mencionada 32 16

8. REDUÇÃO DO PERCENTUAL DE PRESUNÇÃO DE 32% PARA 16%

Em algumas situações é possível reduzir-se o percentual de 32% para 16%, porém para que
possa se beneficiar desta redução o contribuinte terá que atender a alguns requisitos:

Regra prática para verificar quando pode reduzir o percentual de 32% para 16%

(quando não há um percentual específico)

1ª Condição Não ser profissão regulamentada

Ser exclusivamente prestação de serviç


2ª Condição
o

3ª Condição Receita Bruta até R$ 120.000,00

8.1.Prestadoras de Serviço com Receita Bruta Anual de até R$


120.000,00
As empresas exclusivamente prestadoras de serviços em geral, que não sejam de profissão
regulamentada e cuja receita bruta não exceder a R$ 120.000,00, poderão utilizar, para
determinação da base de cálculo do imposto, o percentual de 16% (§5º do Art. 4º da IN SRF Nº
1.515 de 2014 e §4º do Art. 519 do RIR/99).

8.2. A redução aplica-se para as atividades de:

a) intermediação de negócios; exceto para a atividade de representação comercial, pois a


atividade de prestação de serviço de representação comercial é tratada como profissão
regulamentada com base no Parecer Normativo CST n° 15, de 21 de setembro de 1983 e Lei n°
4.886, de 9 de dezembro de 1965 além de ter a obrigatoriedade de conter registro de profissional
nos Conselhos Regionais dos Representantes Comerciais.
Sendo assim, a Coordenação-Geral de Tributação da RFB (COSIT) classifica como profissão
legalmente regulamentada e não possibilita a utilização da redução da base de cálculo do IRPJ
de 16%, mesmo que possua receita bruta anual inferior a R$ 120.000,00 e que seja
exclusivamente prestador de serviço.

b) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
114
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 115

c) construção por administração ou por empreitada unicamente de mão de obra ou com emprego
parcial de materiais;

d) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão


de crédito, seleção de riscos, administração de contas a pagar e a receber, compra de direitos
creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring);

e) prestação de qualquer outra espécie de serviço não mencionado acima.

8.3. Diferença de Imposto

A empresa ficará sujeita ao pagamento da diferença do imposto, apurada em relação a cada


trimestre transcorrido, quando houver utilizado o percentual de 16% e a receita bruta acumulada
ano ano-calendário exceder o limite de R$ 120.000,00. A diferença de imposto deverá ser paga
até o último dia útil do mês subsequente ao trimestre em que ocorrer o excesso.
Paga dentro desse prazo, a diferença apurada será recolhida sem acréscimo.
Fora desse prazo haverá incidência de multa e juros.
O código de recolhimento é o código de recolhimento habitual, porém recomenda-se que se faça
o recolhimento em darfs separadas para fim de lançamento na DCTF.

8.4. Exemplo:

Receita Bruta – R
Receita Acumulada Percentual
Ano de 2009 $
1º Trimestre 90.000,00 90.000,00 16%

2º Trimestre 110.000,00 200.000,00 32%

No primeiro trimestre de 2015, a empresa utilizou o percentual de 16% sobre o valor da receita
bruta acumulada de R$ 90.000,00 para determinar o valor do imposto. A partir do 2º trimestre de
2015, passou a utilizar o percentual de 32%, tendo em vista que o valor acumulado ultrapassou
o limite de R$ 120.000,00.
Nesta hipótese a empresa deverá recolher a diferença de imposto utilizando o percentual de 16%
sobre o valor da receita bruta do 1º trimestre de 2015. A diferença calculada na forma abaixo
deverá ser recolhida até o último dia do mês de julho de 2015, sem qualquer acréscimo legal.

8.5. Formalização da Opção:

Não existe formalização da opção pela redução do percentual, considerando que o contribuinte
atenda as condições prevista na legislação poderá optar por fazer a redução.

9.CÁLCULO DO IRPJ

O imposto sobre a renda devido em cada trimestre será calculado mediante a aplicação da
alíquota de 15% sobre a base de cálculo.

Como já vimos anteriormente a base de cálculo é formada pela receita bruta + as demais receitas
auferidas no período, como rendimentos de aplicações financeiras, ganho de capital na venda
de ativos imobilizados, entre outros

Exemplo de cálculo:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
115
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 116

Cálculo do Imposto Trimestral - Adicional de IRPJ


Total das Vendas (incluindo IPI) R$ 300.000,00

Receita de Vendas R$ 300.00,00


(-) Devolução de vendas e
R$ 0,00
vendas canceladas
Receita de Serviços R$ 0,00

Presunção de Vendas 8% R$ 24.000.00

Presunção de Serviços 32% R$ 0,00

Outras Receitas: R$ 10.000,00


Receitas Financeiras R$ 0,00
Aluguéis recebidos R$ 0,00
Variação monetária ativa R$ 0,00
Juros recebidos de clientes R$ 0,00
Descontos Obtidos R$ 0,00
Juros sobre Capital Próprio R$ 0,00
Variação Cambial Ativa R$ 0,00
Ganho de Capital R$ 10.000,00

Outras Receitas Eventuais R$ 0,00

Base de Cálculo IRPJ R$ 34.000,00

IRPJ 15% R$ 5.100,00


IRPJ Adicional 10%
IRPJ Devido (IRPJ 15% + 10%) R$ 5.100,00
(-) IRRF R$ 0,00
IRPJ a Recolher R$ 5.100,00

10. DEMAIS RECEITAS

As receitas auferidas que não fazem parte do objeto social da empresa, são denominadas de
“Demais Receitas”, podendo ser uma receita obtida na venda de um imobilizado da empresa, um
rendimento auferindo em uma aplicação financeira, uma doação recebida ou outros tipos de
receita que não podem ser consideradas como operacionais.

As demais receitas devem ser oferecidas à tributação do IRPJ sem passar pela presunção,
aplicando-se diretamente a alíquota de 15% sobre o valor do rendimento, inclusive incidindo o
adicional de alíquota de 10% quando for o caso.

10.1. Ganho de Capital

O ganho de capital nas alienações de ativos não circulantes corresponderá à diferença positiva
entre o valor da alienação e o respectivo valor contábil, podendo ser considerados no valor
contábil, e na proporção deste, os respectivos valores decorrentes dos efeitos do ajuste a valor
presente das obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante de que
trata o inciso III do artigo 184 da Lei n° 6.404/1976.
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
116
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 117

Para obtenção da parcela a ser considerada no valor contábil do ativo conforme mencionado no
inciso III do artigo 184 da Lei n° 6.404/1976, terá que calcular inicialmente o quociente entre:

a) o valor contábil do ativo na data da alienação, e

b) o valor do mesmo ativo sem considerar eventuais realizações anteriores, inclusive


mediante depreciação, amortização ou exaustão, e a perda estimada por redução ao
valor recuperável.

Para fins do disposto do ganho de capital nas alienações de ativos não circulantes será vedado
o cômputo de qualquer parcela a título de encargos associados a empréstimos, registrados como
custos de empréstimos segundo artigo 73 da Instrução Normativa RFB n° 1.515/2014.

Quando a pessoa jurídica relacionada na neutralidade tributária citada conforme artigo 161 da
Instrução Normativa RFB n° 1.515/2014 será considerado valor contábil a diferença entre o valor
do ativo na contabilidade societária e o valor do ativo mensurado de acordo com os métodos e
critérios contábeis vigentes em 31.12.2007 verificado a data da adoção.

Quando de montantes de reavaliação somente poderão ser computados como parte integrante
dos custos de aquisição se a empresa comprovar que os valores acrescidos foram computados
na determinação da base de cálculo do imposto sobre a renda.

Para intangível os custos incorridos na sua obtenção, deduzido da correspondente amortização,


confrontado com a alienação resultará no ganho de capital.

Para determinar o imposto devido, os valores de que tratam o item 3, letras “f” e “g” serão
apurados anualmente e acrescidos à base de cálculo do último trimestre do ano-calendário.

10.2. Variações Monetária

As variações monetárias quando positivas integram a base de cálculo do IRPJ e da CSLL no


regime do lucro presumido, real e arbitrado

Não integrarão a base de cálculo do Lucro Presumido as receitas financeiras relativas às


variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa
de câmbio, originadas dos saldos de juros a apropriar decorrentes de ajuste a valor presente.

10.3. Juros sobre Capital Próprio

No caso de beneficiária pessoa jurídica submetida ao regime de tributação com base no lucro
presumido ou com base no lucro arbitrado, o IRRF incidente no pagamento de juros sobre capital
próprio, será considerado antecipação do imposto devido no período de apuração, podendo ser
compensado com o devido no final do período de apuração. Instrução Normativa RFB n°
1.515/2014, artigo 122, inciso IV e § 24; artigo 131, inciso IV, e artigo 137, § 1°

10.4. Doações

As doações recebidas sejam em dinheiro ou bens, representam um acréscimo patrimonial para


a empresa e portanto sobre estas receitas haverá também a tributação do IRPJ de 15%,
conforme colocado no caput do item 12.

10.5. Rendimentos de Aplicações Financeira

Conforme previsto pelo artigo 521 do RIR/99, os rendimentos de aplicações financeiras devem
compor a base de cálculo do IRPJ:
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
117
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 118

Art. 521 Os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em


aplicações financeiras, as demais receitas e os resultados positivos decorrentes de
receitas não abrangidas pelo art. 519, serão acrescidos à base de cálculo de que trata
este Subtítulo, para efeito de incidência do imposto e do adicional, observado o disposto
nos arts. 239 e 240 e no § 3º do art. 243, quando for o caso (Lei nº 9.430, de 1996, art.
25, inciso II).

A alíquota a ser aplicada sobre a base de cálculo do IRPJ é de 15%.

O imposto de renda retido na fonte sobre receitas que integraram a base de cálculo do imposto
devido podem ser deduzidos do imposto apurado no respectivo mês.

11. DA APURAÇÃO TRIMESTRAL DO IMPOSTO DE RENDA

A partir de 1997, o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas passou a ser determinado
trimestralmente, com base no lucro real, presumido ou arbitrado apurado em períodos de
apuração encerrados em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada
ano (art. 1º da Lei nº 9.430/96), ressalvada a alternativa de apuração com base na estimativa
mensal para empresas sujeitas a apuração do lucro real anual.

12. DAS ANTECIPAÇÕES MENSAIS NO LUCRO PRESUMIDO

Caso o contribuinte deseje poderá fazer antecipações mensais, a fim de não deixar acumular um
valor muito alto para pagar no final do trimestre.
Porém ressalta-se que não há tributação mensal no lucro presumido, apenas trimestralmente,
portanto o contribuinte poderá antecipar, mas o darf terá que conter os dados do trimestre, ou
seja:
a) Período de apuração: trimestral;
b) vencimento: do trimestre;
Por exemplo:
No primeiro trimestre de 20xx, o contribuinte (prestador de serviços) teve uma receita bruta de
R$ 200.000,00, portanto ele irá calcular o quanto incidiria de impostos sobre esta receita e fazer
o recolhimento:
R$ 200.000,00 x 32% = R$ 64.000,00
Preenchimento do darf:
02 - Período de
MINISTÉRIO DA FAZENDA Apuração 31/03/20xx
00.000.000/000
Secretaria da Receita Federal 03 - Número CNPJ 1-00
04 - Código da
DARF Receita 2089
05 - Numero de
Referencia
06 - Data de
1 Nome da Empresa Vencimento 30/04/xx

Empresa X 07 - Valor Principal 64.000,00

Veja Instruções no Verso 08 - Valor da Multa -

09 - Valor dos Juros -

É vedado o recolhimento de tributos e contribuições 10 - Valor Total 64.000,00


11 - Autenticação
administrados pela Secretaria Federal cujo valor total Bancária
seja inferior a R$ 10,00.
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
118
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 119

13.DO ADICIONAL DO IMPOSTO DE RENDA


A parcela do Lucro Presumido que exceder o valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00
pelo número de meses do respectivo período de apuração, sujeita-se à incidência do adicional
do imposto sobre a renda à alíquota de 10%.
O adicional, será pago juntamente com o imposto devido, nos mesmos prazos e código.
Esse adicional aplica-se, inclusive, nos casos de incorporação, fusão, cisão e de extinção da
pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação.

A alíquota do adicional é única para todas as pessoas jurídicas, inclusive instituições financeiras,
sociedades seguradoras e assemelhadas.
Referente a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido – CSLL, não há a incidência do adicional
de imposto que trata os arts. 228, 242 e 243 do Regulamento do Imposto de Renda.

Exemplo de Cálculo do Adicional do IRPJ no Lucro Presumido


Exemplo de cálculo do adicional de imposto de renda, para uma empresa com atividade de
comércio de mercadorias, com a base presumida de 8% sobre a Receita Bruta da atividade da
empresa no trimestre. Neste mesmo trimestre a empresa obteve um ganho liquido na alienação
de um bem do Ativo Imobilizado no valor de R$ 100.000,00, conforme disposto na planilha a
seguir:
Cálculo do Imposto Trimestral - Adicional de IRPJ
Total das Vendas (incluindo IPI) R$ 4.500.000,00
Receita de Vendas R$ 4.500.000,00

(-) Devolução de vendas e vendas canceladas R$ 0,00

Receita de Serviços R$ 0,00

Presunção de Vendas 8% R$ 360.000,00

Presunção de Serviços 32% R$ 0,00

Outras Receitas: R$ 100.000,00


Receitas Financeiras R$ 0,00
Aluguéis recebidos R$ 0,00
Variação monetária ativa R$ 0,00
Juros recebidos de clientes R$ 0,00
Descontos Obtidos R$ 0,00
Juros sobre Capital Próprio R$ 0,00
Variação Cambial Ativa R$ 0,00
Ganho de Capital R$ 100.000,00

Outras Receitas Eventuais R$ 0,00

Base de Cálculo IRPJ R$ 460.000,00

IRPJ 15% R$ 69.000,00

Base de Cálculo do Adicional do IRPJ


R$ 400.000,00
excedentes R$ 60.000

IRPJ Adicional 10% R$ 40.000,00


IRPJ Devido (IRPJ 15% + 10%) R$ 109.000,00
(-) IRRF R$ 0,00
IRPJ a Recolher R$ 109.000,00

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
119
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 120

O recolhimento do imposto adicional deverá ser feito juntamente com o imposto normal devido
no período, com mesmo código do DARF, vencimento e período de apuração.

14. DO PAGAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA

O imposto sobre a renda devido, apurado ao final de cada trimestre, será pago em quota única,
até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração.

À opção da pessoa jurídica, o imposto devido poderá ser pago em até 3 (três) quotas mensais,
iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos 3 (três) meses subsequentes ao do
encerramento do período de apuração a que corresponder.

Nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e o imposto de valor inferior a
R$ 2.000,00 (dois mil reais) será pago em quota única, até o último dia útil do mês subsequente
ao do encerramento do período de apuração.

As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Selic, para
títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês
subsequente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do
pagamento e de 1% (um por cento) no mês do pagamento.

A primeira quota ou quota única, quando paga até o vencimento, não sofrerá acréscimos.

15.DEDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA DEVIDO


A pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido pode deduzir do imposto apurado em
cada trimestre (Art. 526 do RIR/99):

a) o Imposto de Renda Retido da Fonte, ou pago pela própria empresa, conforme o caso,
sobre receitas computadas na determinação da base de cálculo, pagas ou creditadas à
empresa por pessoas jurídicas a título de:
I - Remuneração pela prestação de serviços profissionais;
II - Remuneração pela prestação de serviços de limpeza e conservação,
vigilância e locação de mão-de-obra;
III - Comissões e corretagens, etc.;
IV - Remuneração de serviços de propaganda e publicidade;
V - Rendimentos de aplicações financeiras;
VI - Importâncias recebidas de entidades da administração pública federal;
VII - Juros remuneratórios do capital próprio;
VIII - Outras remunerações sujeitas ao IRRF.
b) o saldo de imposto pago indevidamente ou a maior em períodos anteriores, que ainda não
tenham sido objeto de compensação.

16. DEDUÇÕES DE INCENTIVOS FISCAIS


A partir de 1° de janeiro de 1998 deixou de ser permitida qualquer dedução, a título de incentivo
fiscal, do imposto apurado com base no lucro presumido (Art. 10 da Lei nº 9.532/97).

17. DA APURAÇÃO TRIMESTRAL DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O


LUCRO LIQUIDO

As pessoas jurídicas submetidas à tributação do IRPJ com base no lucro presumido ou arbitrado
e as demais entidades dispensadas de escrituração contábil (exceto empresas optantes pelo
simples) ficam sujeitas à apuração trimestral da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
120
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 121

17.1.Base de Cálculo

A base de cálculo da CSLL, devida mensalmente por estimativa corresponderá ao somatório dos
seguintes valores, apurados em cada mês (art. 88 e 89 da IN SRF nº. 390 de 2004):
I – 12% da receita bruta da venda de mercadorias;
II – 32% prestação de serviços;
III – ganho de capital, (lucros) obtidos na alienação de bens de ativo permanente e de
aplicação em ouro não caracterizado como ativo financeiro;
IV – Rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e ganhos líquidos de
operações financeiras de renda variável;
V – Demais receitas do capital próprio, pagos ou creditados por sociedade da qual a
empresa seja sócia ou acionista.

17.2.Prestadora de serviços – Percentual desde 01/09/2003

Desde 01/09/2003, o percentual a ser aplicado sobre a receita bruta auferida no mês sobre o
lucro das empresas optantes pela estimativa mensal e das pessoas jurídicas desobrigadas de
escrituração contábil pelo lucro real é de 32% para aquelas que exerçam as seguintes atividades
(art. 22 da Lei nº. 10.684/2003):

a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e de transportes, inclusive


de carga

b) intermediação de negócios;

c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza;

d) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestação


de crédito, seleção de riscos, administração de contas a pagar e a receber, compra de direitos
creditórios resultantes da venda mercantil a prazo ou de prestação de serviços (factoring)

A base de cálculo da contribuição social sobre o Lucro líquido corresponderá ao somatório


abaixo:

Base de Cálculo da CSLL


Receita Bruta 12% ou 32%
(+) Ganhos líquidos e rendimentos nominais em aplicações financeiras de renda fixa e variável
(+) Ganhos de capital na venda de bens de direitos
(+) Demais receitas e resultados positivos
(=) Base de Cálculo

17.3. Das Alíquotas

a) Pessoa Jurídica em Geral:

No cálculo da CSLL aplica-se a seguinte alíquota é de 9% relativamente aos fatos geradores


ocorridos desde 01/02/2000 (art. 6º, II, da MP nº. 2.158/2001 e reedições posteriores e art. 37 da
Lei nº. 10.637/2002), conforme demonstrado na tabela de evolução das alíquotas da CSLL desde
1992.

b) Instituições Financeiras:

A partir de 1º de maio de 2008 as seguintes entidades abaixo utilizarão 15% de alíquota para a
CSLL (Instrução Normativa RFB nº 810, DOU de 22.01.2008) para as seguintes atividades:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
121
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 122

a) pessoas jurídicas de seguros privados;


b) pessoas jurídicas de capitalização;
c) os bancos de qualquer espécie;
d) distribuidoras de valores mobiliários;
e) corretoras de câmbio e de valores mobiliários;
f) sociedades de crédito, financiamento e investimentos;
g) sociedades de crédito imobiliário;
h) administradoras de cartões de crédito;
i) sociedades de arrendamento mercantil;
j) administradoras de mercado de balcão organizado;
k) cooperativas de crédito;
l) associações de poupança e empréstimo;
m) bolsas de valores e de mercadorias e futuros;
n) entidades de liquidação e compensação.

Com a Lei 13.169 de 2015 a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido sofreu um
aumento significativo passando para a alíquota de 20%, para as atividades descritas na Lei
Complementar 105 de 2001:

a) os bancos de qualquer espécie;


b) distribuidoras de valores mobiliários;
c) corretoras de câmbio e de valores mobiliários;
d) sociedades de créditos, financiamento e investimentos;
e) sociedades de crédito mobiliário;
f) administradoras de cartões de crédito;
g) sociedades de arrendamento mercantil;
h) cooperativas de crédito;
i) associações de poupança e empréstimo.

Observação: Corretoras autônomas de seguros e empresas de Factoring continuam em 9%.

(...)

Art. 3º A alíquota da contribuição é de: Alterado pela Lei n° 11.727 / 2008 - vigência a partir de
01.05.2008 Redação Anterior

I - 20% (vinte por cento), no período compreendido entre 1° de setembro de 2015 e 31 de


dezembro de 2018, e 15% (quinze por cento) a partir de 1° de janeiro de 2019, no caso das
pessoas jurídicas de seguros privados, das de capitalização e das referidas nos incisos I a VII
e X do § 1° do art. 1° da Lei Complementar n° 105, de 10 de janeiro de 2001; Alterado pela
Lei n° 13.169/2015 (DOU de 07.10.2015), efeitos a partir de 01.09.2015 Redação Anterior

II - 17% (dezessete por cento), no período compreendido entre 1° de outubro de 2015 e 31 de


dezembro de 2018, e 15% (quinze por cento) a partir de 1° de janeiro de 2019, no caso das
pessoas jurídicas referidas no inciso IX do § 1° do art. 1° da Lei Complementar n° 105, de 10
de janeiro de 2001; Alterado pela Lei n° 13.169/2015 (DOU de 07.10.2015), efeitos a partir de
07.10.2015 Redação Anterior

III - 9% (nove por cento), no caso das demais pessoas jurídicas. Acrescentado pela Lei n°
13.169/2015 (DOU de 07.10.2015), efeitos a partir de 01.09.2015

(...)

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
122
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 123

18. DOS VALORES REGISTRADOS NA PARTE B DO LALUR COM


DIFERIMENTO DA BASE DE CÁLCULO

A pessoa jurídica que, até o ano-calendário anterior, houver sido tributada com base no lucro
real, deverá adicionar à base de cálculo do imposto, correspondente ao primeiro período de
apuração no qual houver optado pela tributação com base no lucro presumido, os saldos dos
valores cuja tributação havia diferido, controlados na parte "B" do Livro de Apuração do Lucro
Real – LALUR, corrigidos monetariamente até 31.12.1995 (Lei 9.430/1996, artigo 54).

Ressalta-se, ainda, que a depreciação acelerada incentivada não deve ser adicionada de
imediato na apuração do lucro presumido, mas sim à medida em que a depreciação normal for
adicionada ao lucro líquido, conforme dispõe a solução de consulta nº 71, da 10ª Região Fiscal,
de 09.05.2001:

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 71 (10ª Região Fiscal), DE 9 DE MAIO DE 2001


Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
Ementa: LUCRO PRESUMIDO – BASE DE CÁLCULO – DEPRECIAÇÃO ACELERADA
INCENTIVADA
Dos valores controlados na parte B do LALUR, a serem adicionados à base de cálculo do
imposto de renda, correspondente ao primeiro período de opção pelo regime de lucro
presumido, excluem-se os de depreciação acelerada incentivada. O saldo dos valores
correspondentes à depreciação acelerada incentivada deve ser atualizado até dezembro de
1995 e permanecerá registrado no LALUR. Havendo mudança na forma de tributação, do lucro
presumido para o lucro real, em anos-calendários subseqüentes, os valores que compõe o
saldo deverão ser baixados na medida em que os valores da depreciação normal forem
adicionados ao lucro líquido, para fins de determinação do lucro real, e sua conseqüente
tributação.
Dispositivos legais: Lei nº 8.383, de 1991, art. 46; Lei nº 8.643, de 1993, art. 2º; Lei nº 9.430,
de 1996, art. 54; Decreto nº 3.000, de 1999, art. 313; Parecer Normativo CST nº 19, de 1982.
(DT 10ª RF – Vera Lúcia Ribeiro Conde – Chefe da divisão – DOU 25.06.2001 – p. 47)

19. DO REGIME DE CAIXA x REGIME DE COMPETÊNCIA

No Lucro Presumido é opcional a empresa tributar pelo regime de caixa ou de competência.

19.1. Regime de Caixa

O Regime de Caixa é o regime onde o reconhecimento das receitas e despesas da empresa são
escrituradas, no Livro Caixa, conforme o seu recebimento ou pagamento efetivamente.
O registro por este regime depende única e exclusivamente da realização do recebimento da
receita, e do pagamento da despesa, e não haverá apropriação destas pelo período a que se
refiram.

O regime de caixa, não é vinculado a legislação contábil, sendo observado apenas pela
legislação fiscal, pelas pessoas físicas e prestadoras de serviço.

Não há apuração do resultado do exercício, somente saldo do livro caixa, ou seja o valor
disponível em caixa e conta bancária, caso tenha, devendo ser utilizadas apenas as receitas
recebidas/creditadas e as despesas efetivamente pagas/debitada

A pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido, que adotar o
critério de reconhecimento de suas receitas de venda de bens ou direitos ou de prestação de
serviços com pagamento a prazo ou em parcelas na medida do recebimento e mantiver a
escrituração do livro Caixa, deverá:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
123
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 124

I - emitir a nota fiscal quando da entrega do bem ou direito ou da conclusão do serviço;

II - indicar, no livro Caixa, em registro individual, a nota fiscal a que corresponder cada
recebimento.

A pessoa jurídica que mantiver escrituração contábil, na forma da legislação comercial, deverá
controlar os recebimentos de suas receitas em conta específica, na qual, em cada lançamento,
será indicada a nota fiscal a que corresponder o recebimento.

Os valores recebidos adiantadamente, por conta de venda de bens ou direitos ou da prestação


de serviços, serão computados como receita do mês em que se der o faturamento, a entrega do
bem ou do direito ou a conclusão dos serviços, o que primeiro ocorrer.

Na hipótese prevista neste artigo, os valores recebidos, a qualquer título, do adquirente do bem
ou direito ou do contratante dos serviços serão considerados como recebimento do preço ou de
parte deste, até o seu limite.

O cômputo da receita em período de apuração posterior ao do recebimento sujeitará a pessoa


jurídica ao pagamento do imposto com o acréscimo de juros de mora e de multa, de mora ou de
ofício, conforme o caso, calculados na forma da legislação vigente.

19.2. Regime de Competência

O regime de competência é o regime pelo qual o reconhecimento das receitas e despesas da


empresa se dará pelo período que estas se referirem.

É admitido tanto para a legislação fiscal, quanto para a legislação contábil, este regime deverá
ser utilizado pelas pessoas jurídicas, conforme artigo 177 da Lei n° 6.404/1976:

Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com


obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de
contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis
uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de
competência.

O regime apropria suas receitas e despesas no momento em que são realizadas e incorridas,
porém essa realização não depende do recebimento ou pagamento, entende-se como realizadas
e incorridas o período a que as receitas e despesas ocorrem.

Exemplos de competência seria a venda de um produto, a prestação do serviço, a compra de


um produto, a contratação de um serviço, ou seja se é vendido um produto, independente de ser
a vista ou a prazo, a competência ocorreu.

No momento da realização da apuração do resultado do exercício, deverão ser consideradas as


receitas as despesas incorridas.

20. DAS PENALIDADES NA OMISSÃO DAS RECEITAS

Verificada a omissão de receita, a autoridade tributária determinará o valor do imposto e do


adicional a serem lançados de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a
pessoa jurídica no período-base a que corresponder a omissão.

No caso de pessoa jurídica com atividades diversificadas tributadas com base no lucro presumido
ou arbitrado, não sendo possível a identificação da atividade a que se refere a receita omitida,
esta será adicionada àquela a que corresponder o percentual mais elevado.

O valor da receita omitida será considerado na determinação da base de cálculo para o


lançamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, da Contribuição para o
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
124
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 125

Financiamento da Seguridade Social - COFINS, da Contribuição para o PIS/Pasep e das


contribuições previdenciárias incidentes sobre a receita.

Na determinação da alíquota mais elevada, considerar-se-ão:

I - as alíquotas aplicáveis às receitas auferidas pela pessoa jurídica no ano-calendário em que


ocorreu a omissão;

II - as alíquotas ad valorem correspondentes àquelas fixadas por unidade de medida do produto,


bem como as alíquotas aplicáveis às demais receitas auferidas pela pessoa jurídica.

21. DA MUDANÇA DE REGIME – Lucro Presumido para o Lucro Real

A mudança de regime poderá ser opcional, o que neste caso apenas poderá ser feita a partir do
próximo ano calendário, ou obrigatoriamente, quando, por exemplo, a empresa auferir no ano
uma receita superior a R$ 78.000.000,00 ou auferir lucros do exterior.

A diferença se dá referente ao período de exclusão, por exemplo:

Quando ocorre da pessoa jurídica auferir no ano calendário receitas superiores a R$


78.000.000,00, ficará desenquadrada (obrigatoriamente) apenas a partir do próximo ano
calendário.

Contudo ocorrendo o auferimento de lucros do exterior, a pessoa jurídica que houver pago o
imposto com base no lucro presumido e que, em relação ao mesmo ano calendário, incorrer em
situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real por ter auferido lucros, rendimentos ou
ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o IRPJ e CSL sob o regime de apuração
do lucro real trimestral, a partir inclusive, do trimestre da ocorrência do fato. Base: artigo 2o do
Ato Declaratório Interpretativo 5/2001 SRF.

A pessoa jurídica tributada pelo lucro presumido que, em período de apuração imediatamente
posterior, passar a ser tributada pelo lucro real deverá incluir na base de cálculo do imposto
apurado pelo lucro presumido os ganhos decorrentes de avaliação com base no valor justo, que
façam parte do valor contábil, e na proporção deste, relativos aos ativos constantes em seu
patrimônio. Art. 127 do RIR/1999

22. DA DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS NO LUCRO PRESUMIDO

Os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro
de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real,
presumido ou arbitrado, não ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem
integrarão a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou jurídica,
domiciliado no País ou no exterior. Artigo 10 da Lei nº 9.249/1995.

O diz que no caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido ou arbitrado, poderá
ser distribuído, sem incidência de imposto: § 2º do artigo 141 da Instrução Normativa RFB nº
1.515/2014.

a) o valor da base de cálculo do imposto, subtraído dos impostos e contribuições a que estiver
sujeita a pessoa jurídica;

b) a parcela de lucros ou dividendos excedentes ao valor determinado na letra “a”, desde que
demonstrado, mediante escrituração contábil feita com observância da lei comercial, que o lucro
efetivo é maior que o determinado segundo as normas para apuração da base de cálculo do
imposto pela qual houver optado, ou seja, o lucro presumido ou arbitrado.

Os rendimentos pagos ou creditados a sócios, acionistas ou ao titular da pessoa jurídica, sejam


estes lucros e dividendos distribuídos, mesmo que o período-base não esteja encerrado mais

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
125
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 126

que tenha apurado lucro superior ao escriturado, será contabilizado aos lucros acumulados ou
na reserva de lucros de exercícios anteriores, ficando sujeita a incidência do imposto sobre a
renda (IRRF) de acordo com legislação e mediante acréscimos legais. § 3º do artigo 141 da
Instrução Normativa RFB nº 1.515/2014.

Rendimentos de participações societárias estão isentos ou não se sujeitam ao imposto sobre a


renda:

a) lucros e dividendos apurados em balanço a partir de 1993, inclusive para beneficiários não
residentes no Brasil;

b) aumento de capital resultante de incorporação de reservas de lucros apurados a partir do


primeiro dia de janeiro de 1996;

c) bonificações em ações, quotas ou porção do capital, do acúmulo de lucros ou de reservas


apurados em 1994 e 1995, desde que nos 5 anos anteriores à data da inclusão a pessoa jurídica
não tenha pago capital aos sócios ou titular por meio de redução do capital social. Artigo 8º da
Instrução Normativa RFB nº 1.500/2014.

Não há aplicação desta regra na hipótese de a pessoa jurídica manter escrituração contábil e
evidenciar lucro superior ao limite previsto. Artigo 8º, §§ 3º e 4º da Instrução Normativa RFB nº
1.500/2014.

Exemplo:

Uma empresa prestadora de serviço, optante pelo regime do Lucro Presumido, com receita bruta
ao mês de R$ 50.000,00, almeja distribuir lucros no mesmo período. Para calcular o valor do
meu lucro ou dividendos a distribuir deve ser utilizado o percentual de presunção previsto no
artigo 15 da Lei nº 9.249/1995.

1º: Aplicar o percentual de presunção de lucro que no em nosso exemplo seria de 32% sobre o
valor da receita informada, obtendo a base do Imposto de renda (R$ 50.000,00 x 3 x 32%).

2º: Com o resultado de R$ 48.000,00, subtrai-se IRPJ, CSLL, PIS e COFINS conforme calculado
abaixo:

RECEITA DO PERÍODO: R$ 150.000,00

Base do IRPJ e CSLL: R$ 150.000,00 x 32% = R$ 48.000,00

IRPJ 15%: R$ 48.000,00 x15% = R$ 7.200,00

CSLL 9%: R$ 48.000,00 x 9% = R$ 4.320,00

PIS 0,65%: R$ 150.000,00 x 0,65% = R$ 975,00

COFINS 3,00%: R$ 150.000,00 x 3% = R$ 4.500,00

TOTAL = R$ 48.000,00 - R$ 7.200,00 - R$ 4.320,00 - R$ 975,00 - R$ 4.500,00 = R$ 31.005,00

O valor permitido para distribuição de lucro sem incidência de IRRF será o R$ 31.005,00.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
126
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 127

23. CASOS ESPECIFICOS


Algumas atividades possuem algumas particularidades que vamos analisar aqui:

23.1. Atividade Imobiliária

Momento em que a atividade de incorporação imobiliária, no Lucro Presumido, irá reconhecer a


receita para efeitos tributários

SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA COSIT Nº 037, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2013

LUCRO PRESUMIDO. REGIME DE COMPETÊNCIA. RECEITAS DA ATIVIDADE DE


INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA. MOMENTO DE RECONHECIMENTO.

A pessoa jurídica incorporadora de imóveis, optante pela tributação do imposto de renda com
base no lucro presumido segundo o regime de competência, reconhecerá a receita de venda
de unidades imobiliárias no momento da efetivação do contrato da operação de compra e
venda, ainda que mediante instrumento de promessa, carta de reserva com princípio de
pagamento ou qualquer outro documento
representativo de compromisso.

LUCRO PRESUMIDO. REGIME DE CAIXA. RECEITAS DA ATIVIDADE DE


INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA. MOMENTO DE RECONHECIMENTO.

A pessoa jurídica incorporadora de imóveis, optante pela tributação do imposto de renda com
base no lucro presumido segundo o regime de caixa, reconhecerá a receita de venda de
unidades imobiliárias na medida do seu recebimento, independentemente da conclusão ou
entrega da unidade.

23.2. Atividade de Pronto Socorro (Hospitais)

Nas atividades de atendimento em pronto-socorro e unidades hospitalares para atendimento a


urgências poderão ser aplicados às alíquotas de 8% e 12% porém estas são apresentados em
relação aos serviços hospitalares.

Contudo ressaltamos que para ter o direito a esta redução deverá atender os seguintes
requisitos:

a) Ser organizada de forma empresária;


b) Atender as normas da Anvisa;

O Ato Declaratório Interpretativo da Receita Federal, traz o entendimento sobre o que se


considera serviços hospitalares:

ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO RFB Nº 019, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2007

(DOU de 10.12.2007)

Dispõe sobre o conceito de serviços hospitalares para fins de determinação da base de cálculo
do imposto de renda.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe confere


o inciso III do art. 224 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil,
aprovado pela Portaria MF nº 95, de 30 de abril de 2007, e tendo em vista o disposto no art.
15, da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, e o que consta do processo nº
10168.004798/2007-94, declara:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
127
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 128

Artigo Único. Para efeito de enquadramento no conceito de serviços hospitalares, a que se


refere o art. 15, § 1º, inciso III, alínea "a'', da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, os
estabelecimentos assistenciais de saúde devem dispor de estrutura material e de pessoal
destinada a atender a internação de pacientes, garantir atendimento básico de diagnóstico e
tratamento, com equipe clínica organizada e com prova de admissão e assistência
permanente prestada por médicos, possuir serviços de enfermagem e atendimento terapêutico
direto ao paciente, durante 24 horas, com disponibilidade de serviços de laboratório e
radiologia, serviços de cirurgia e/ou parto, bem como registros médicos organizados para a
rápida observação e acompanhamento dos casos.

Parágrafo único. São também considerados serviços hospitalares os serviços pré-


hospitalares, prestados na área de urgência, realizados por meio de UTI móvel, instaladas em
ambulâncias de suporte avançado (Tipo "D") ou em aeronave de suporte médico (Tipo "E"),
bem como os serviços de emergências médicas, realizados por meio de UTI móvel, instaladas
em ambulâncias classificadas nos Tipos "A", "B", "C" e "F", que possuam médicos e
equipamentos que possibilitem oferecer ao paciente suporte avançado de vida.

JORGE ANTONIO DEHER RACHID

23.3. Comercialização de Veículos Usados

A pessoa jurídica que tenha como objeto social, declarado em seus atos constitutivos, a compra
e venda de veículos automotores deverá observar que, nas operações de venda de veículos
usados, o valor a ser computado na determinação da base de cálculo será apurado segundo o
regime aplicável às operações de consignação.

Assim, na determinação da base de cálculo, será computada a diferença entre o valor pelo qual
o veículo usado houver sido alienado, constante da nota fiscal de venda, e o seu custo de
aquisição constante da nota fiscal de entrada (IN SRF nº 152/98).

23.4. Serviços de Construção com Emprego de Materiais

Na atividade de construção por empreitada e serviços auxiliares e complementares da


construção civil, o percentual a ser aplicado sobre a receita bruta para determinar a base de
cálculo do Imposto de Renda no regime de tributação do Lucro Presumido será de 8% (oito por
cento) quando o empreiteiro fornecer todos os materiais indispensáveis à sua execução e tais
materiais forem incorporados à obra, e de 32% (trinta e dois por cento) nos demais casos. (
RIR/99, arts. 518 e 519, § 1º, III; IN RFB nº 1.234/2012, art. 2º, § 7º, e art. 38, e ADN Cosit nº
30/1999).

Cabível o percentual de 32% quando tratar-se prestação de serviço.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
128
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 129

24.DAS VANTAGENS E DESVANTAGENS DE OPTAR PELO LUCRO


PRESUMIDO

a) Vantagens da Opção pelo Lucro Presumido

Sistema menos compleo de apuração

Apuração Trimestral

A tributação ocorrerá sobre uma presunção do lucro

Alíquotas menores de pis e cofins

O pagamento do IRPJ e CSLL pode ser feito em até 03 cotas

Pode-se utilizar o regime de caixa para apuração das


receitas

b) Desvantagens da Opção pelo Lucro Presumido

Não pode deduzir do IRPJ doações efetuadas

Não toma crédito de Pis e Cofins

Não pode deduzir despesas de custeio para a apuração do


IRPJ e da CSLL

Não possui incentivos Fiscais

Se a empresa lucrar menos pagará mais impostos em cima


da presunção pré fixada

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
129
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 130

25.Exercício

1) Uma empresa prestadora de serviços optou pela apuração no lucro presumido em


determinado exercício, sendo enquadrada na alíquota de 32%. Sua receita bruta num
determinado mês foi de R$146.000 e acréscimos pelo ganho de capital de R$12.400 na
venda de um imóvel. Marque a alternativa que indica o imposto de renda devido no mês.

a) R$7.123,00

b) R$8.868,00

c) R$10.740,00

d) R$9.872,00

2) A empresa Alfa Ltda alcançou no segundo trimestre de X2 um faturamento de R$


975.000,00, sendo a receita com vendas de mercadorias no valor de R$ 550.000,00 e a
receita com serviços prestados no valor de R$ 425.000,00. Com base nestas informações,
é possível afirmar que os valores da base de cálculo do Lucro presumido será:

a) 975.000,00

b) 180.000,00

c) 27.000,00

d) 237.750,00

3) Analise as assertivas abaixo:

I) As pessoas jurídicas exclusivamente prestadoras de serviço, poderão reduzir o seu percentual


de presunção do IRPJ de 32% para 16%.

II) A alíquota ou percentual de presunção do lucro presumido aplicável sobre a receita bruta de
vendas de produtos (comercio) é de 8%.

III) No lucro presumido, para o cálculo do Imposto de Renda a empresa utilizará a alíquota de
15% e adicional de 10% sobre o valor que ultrapassar no trimestre R$ 60.000,00.

É correto afirmar que:

a) Todas as assertivas são falsas


b) As assertivas II e III são verdadeiras
c) As assertivas III e IV são verdadeiras
d) Todas as assertivas são verdadeiras

4) O que pode ser deduzido da Receita bruta no regime do Lucro Presumido:

a) IPI
b) ICMS da Operação Normal da empresa
c) ICMS – ST
d) As alternativas a e c estão corretas
e) Não há previsão de deduções da base de cálculo dos impostos

5) Analise as assertivas abaixo e marque V ou F

I) A partir de 1° de janeiro de 1998 deixou de ser permitida qualquer dedução, a título de incentivo
fiscal, do imposto apurado com base no lucro presumido (Art. 10 da Lei nº 9.532/97).

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
130
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 131

II) O imposto sobre a renda devido, apurado ao final de cada trimestre, será pago em quota
única, até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração.

III) A parcela do Lucro Presumido que exceder o valor resultante da multiplicação de R$


30.000,00 pelo número de meses do respectivo período de apuração, sujeita-se à incidência do
adicional do imposto sobre a renda à alíquota de 10%.
IV) Considerando que uma pessoa jurídica optou pelo Lucro Presumido, porém ainda não
recolheu a sua primeira ou única cota do imposto de renda, ela poderá mudar de regime para o
lucro real.

a) Todas as alternativas estão corretas;


b) As alternativas I e II e III estão corretas;
c) A alternativa III está correta
d) As alternativas corretas são as I, II e IV

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
131
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 132

MÓDULO IV – LUCRO ARBITRADO

1. INTRODUÇÃO

O arbitramento de lucro é uma forma de apuração da base de cálculo do imposto de renda


utilizada pela autoridade tributária ou pelo contribuinte.

Ocorridas quaisquer das hipóteses que ensejam o arbitramento de lucro, previstas na


legislação fiscal, poderá o arbitramento:

I - Ser aplicado pela autoridade fiscal, em qualquer dos casos previstos a legislação do imposto
de renda;

II -Ser adotado pelo próprio contribuinte, quando conhecida a sua receita bruta.

2. HIPÓTESES DE ARBITRAMENTO

I - O contribuinte, obrigado à tributação com base no lucro real, que não mantiver
escrituração na forma das leis comerciais e fiscais ou deixar de elaborar as
demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal;

II - A escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de


fraude ou contiver vícios, erros ou deficiências que a tornem imprestável para:

a) identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive a bancária; ou


b) determinar o lucro real;

III - o contribuinte, não obrigado à tributação com base no lucro real, que deixar de
apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e
fiscal, ou o livro Caixa, nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação
financeira, inclusive bancária;

IV - O contribuinte que optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido;

V - O comissário ou representante da pessoa jurídica estrangeira que deixar de


cumprir o disposto no § 1° do art. 76 da Lei n° 3.470, de 28 de novembro de 1958;

VI - O contribuinte que não mantiver, em boa ordem e segundo as normas contábeis


recomendadas, livro Razão ou fichas utilizadas para resumir e totalizar, por conta ou
subconta, os lançamentos efetuados no Diário;

VII - O contribuinte que não escriturar ou deixar de apresentar à autoridade tributária as


informações necessárias para gerar o FCONT por meio do Programa Validador e
Assinador da Entrada de Dados para o FCONT de que trata a Instrução Normativa RFB
n° 967, de 15 de outubro de 2009, no caso de pessoas jurídicas sujeitas ao RTT;

VIII - o contribuinte que não escriturar ou deixar de apresentar à autoridade tributária a


ECF.

2.1.Arbitramento sobre a Receita Conhecida

Os percentuais a serem aplicados sobre a receita bruta, quando conhecida, são os mesmos
aplicáveis para o cálculo da estimativa mensal e do lucro presumido, acrescidos de 20%, exceto
quanto ao fixado para as instituições financeiras (Art. 136 da Instrução Normativa RFB
1.515/2014
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
132
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 133

Receita Anual até R$


Atividades Percentuais
120.000,00

Revenda de combustíveis 1,92%

Serviços de transporte de cargas 9,60%

Serviços hospitalares 9,60%

Atividades imobiliárias 9,60%

Atividade de construção por empreitada com emprego


9,60%
de todos os materiais

Atividades não mencionadas (RIR/1999, artigo 532) 9,60%

Serviços de transporte (exceto transporte de carga) 19,20%

Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) 38,40%

Intermediação de negócios 38,40% 19,20%

Administração, locação ou cessão de bens imóveis,


38,40% 19,20%
móveis e direitos de qualquer natureza
Construção por administração ou por empreitada
unicamente de mão de obra ou com emprego parcial de 38,40% 19,20%
materiais
Construção, recuperação, reforma, ampliação ou
melhoramento de infraestrutura, no caso de contratos
38,40%
de concessão de serviços públicos, independentemente
do emprego parcial ou total de materiais

Factoring 38,40% 19,20%

Coleta e transporte de resíduos até aterros sanitários


38,40% 19,20%
ou local de descarte
Prestação de qualquer outra espécie de serviço não
38,40%
mencionada

Bancos, instituições financeiras e assemelhados 45%

O lucro arbitrado será determinado pelo regime de competência.

Observações:

I - Bancos comerciais, de investimentos, de desenvolvimentos, caixa econômicas, sociedades


de créditos, financiamentos e investimentos, sociedade de créditos imobiliários,sociedades
corretoras de títulos,valores imobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários,
empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de créditos, empresas de seguros privados
e de capitalização e entidades de previdência privada aberta, a alíquota a ser aplicada é de 45%.
(art. 533 do RIR/99)

II - Atividades imobiliárias: Venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda, loteamento


e incorporação. O lucro arbitrado será calculado da seguinte forma:
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
133
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 134

a) Deduzindo-se da receita bruta o custo do imóvel devidamente comprovado; tributado na


proporção da receita recebida ou cujo recebimento esteja previsto para o período-base;

III - Ao valor encontrado pelos cálculos acima, será somado o valor referente as outras receitas
e ganhos de capital.

Os percentuais para a tributação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido será os descritos
no art. 88 da Instrução Normativa SRF 390/2004:

Atividades Percentuais

Atividades de Revenda de Mercadorias 12,00%

Atividades de Prestação de Serviços 32%

2.2.Receita Bruta para efeito de cálculo do Imposto de Renda da


Pessoa jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido

Receita Bruta Lucro Arbitrado


Receita Bruta - Venda de bens; Serviços prestados, etc
(-) Exclusões
(-) Vendas Canceladas e Devoluções de Vendas
(-) Descontos Incondicionais Concedidos
(-) Tributos Incidentes
(+) Outras Receitas
(+) Rendimentos de aplicações financeiras (renda fixa ou variável) pela liquidação
(+) Juros sobre Capital Próprio
(+) Juros ativos sobre valores a compensar
(+) Ganhos de capital na venda de bens do Ativo
(+) Alugueis líquidos recebidos
(+) Variação monetária ativa
(+) Descontos Obtidos
(+)Variação Cambial Ativa
(+) Juros Recebidos de Clientes
(+) Demais receitas e resultados positivos
(=) Base de Cálculo

Se a pessoas jurídicas foi tributada pelo lucro real no ano anterior à opção pelo lucro arbitrado,
adicionar no 1º trimestre os valores diferidos constantes na parte "B" do LALUR.

3. ALÍQUOTAS

A alíquota do Imposto de Renda é de 15% sobre o total da base de cálculo do Lucro Arbitrado,
além do adicional de 10% sobre a parcela da base de cálculo que exceder a R$ 60.000,00 no
trimestre, se houver.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
134
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 135

A alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido é de 9% sobre o total da base de


cálculo do Lucro Arbitrado

4. DEDUÇÕES/COMPENSAÇÕES DO IMPOSTO APURADO (Art. 540 do


RIR/99)
Do imposto apurado poderá efetuar as seguintes deduções:
I - Imposto de Renda na fonte sobre serviços, comissões, aplicações financeiras, juros sobre o
patrimônio líquido e retidos por órgãos públicos federais;
II - Saldo negativo de IRPJ de períodos anteriores.
O regime do Lucro Arbitrado assim como o regime do Lucro Presumido não admite deduções
referentes a incentivos fiscais.

As deduções supracitadas também serão admitidas para a apuração da Contribuição Social


sobre o Lucro Líquido.

5.PAGAMENTO DO IMPOSTO
Recolhimento até o último dia útil do mês seguinte (1ª quota ou quota única) ao período de
apuração.

5.1.Divisão em quotas

No lucro arbitrado também é permitido a divisão em quotas, sendo cada quota não inferior a R$
1.000,00
Código de recolhimento: 5625 – IRPJ;
Código de Recolhimento: 5638 – CSLL.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
135
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 136

6.FÓRMULA DO IRPJ E DA CSLL NO LUCRO ARBITRADO

6.1. Fórmula do IRPJ


Formula de Cálculo IRPJ - Lucro Arbitrado
Receita Bruta - Venda de bens; Serviços prestados, etc
(-) Exclusões
(-) Vendas Canceladas e Devoluções de Vendas
(-) Descontos Incondicionais Concedidos
(-) Tributos Incidentes
(X) Percentual de Presunção por Atividade
(=) Receita Arbitrada
(+) Outras Receitas
(+) Rendimentos de aplicações financeiras (renda fixa ou variável) pela liquidação
(+) Juros sobre Capital Próprio
(+) Juros ativos sobre valores a compensar
(+) Ganhos de capital na venda de bens do Ativo
(+) Alugueis líquidos recebidos
(+) Variação monetária ativa
(+) Descontos Obtidos
(+)Variação Cambial Ativa
(+) Juros Recebidos de Clientes
(+) Demais receitas e resultados positivos
(=) Base de Cálculo
(X) IRPJ 15 %
(X) IRPJ 10%
(=) IRPJ Devido
(-) IRRF
(=) IRPJ a Recolher

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
136
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 137

6.2. Fórmula da CSLL

Formula de Cálculo CSLL- Lucro Arbitrado


Receita Bruta - Venda de bens; Serviços prestados, etc
(-) Exclusões
(-) Vendas Canceladas e Devoluções de Vendas
(-) Descontos Incondicionais Concedidos
(-) Tributos Incidentes
(X) Percentual de Presunção por Atividade
(=) Receita Arbitrada
(+) Outras Receitas
(+) Rendimentos de aplicações financeiras (renda fixa ou variável) pela liquidação
(+) Juros sobre Capital Próprio
(+) Juros ativos sobre valores a compensar
(+) Ganhos de capital na venda de bens do Ativo
(+) Alugueis líquidos recebidos
(+) Variação monetária ativa
(+) Descontos Obtidos
(+)Variação Cambial Ativa
(+) Juros Recebidos de Clientes
(+) Demais receitas e resultados positivos
(=) Base de Cálculo
(X) CSLL 9%
(=) CSLL Devida
(-) CSLL
(=) CSLL a Recolher

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
137
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 138

7.APURAÇÃO - RECEITA BRUTA DESCONHECIDA

O lucro arbitrado, a cada trimestre, quando não conhecida a receita bruta, será determinado
através de procedimento de ofício, mediante a utilização de uma das seguintes alternativas de
cálculo. (Instrução Normativa RFB nº 1.515/2014, artigo 136 e RIR/1999, artigo 535):

Bases Alternativas Coeficie


nte
Lucro real referente ao último período em que a pessoa jurídica manteve escrituraç 1,5
ão de acordo com as leis comerciais e fiscais.
Soma dos valores do ativo circulante, realizável a longo prazo e permanente, 0,12
existentes no último balanço patrimonial conhecido.
Valor do capital, inclusive correção monetária contabilizada como reserva de 0,21
capital, constante do último balanço patrimonial conhecido ou registrado
nos atos de constituição ou alteração da sociedade.
Valor do patrimônio líquido constante do último balanço patrimonial conhecido. 0,15
Valor das compras de mercadorias efetuadas no mês 0,4
Soma, em cada mês, dos valores da folha de pagamento dos empregados e das c 0,4
ompras de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem.
Soma dos valores devidos no mês a empregados. 0,8
Valor mensal do aluguel. 0,9

As alternativas previstas na tabela acima, a critério da autoridade lançadora, poderão ter sua
aplicação limitada, respectivamente, às atividades comerciais, industriais e de prestação de
serviços e, no caso de empresas com atividade mista, ser adotados isoladamente em cada
atividade.

Para aplicação de 1,5%, quando o lucro real for decorrente de período-base anual, o valor que
servirá de base ao arbitramento será proporcional ao número de meses do período-base
considerado.

A soma dos valores devidos no mês a empregados e o valor mensal do aluguel, as compras
serão consideradas pelos valores totais das operações, devendo ser incluídos os valores
decorrentes do ajuste a valor presente.

À parcela apurada conforme mencionado na tabela neste item, serão adicionados, para efeitos
de se determinar o lucro arbitrado.

7.1. Período de Abrangência

A apuração do imposto sobre a renda com base no lucro arbitrado irá abranger todos os
trimestres do ano-calendário, assegurando a tributação com base no lucro real relativa aos
trimestres não submetidos ao arbitramento, se a pessoa jurídica dispuser de escrituração exigida
pela legislação comercial e fiscal que demonstre o lucro real dos períodos não abrangidos por
aquela modalidade de tributação. (Instrução Normativa RFB nº 1.515/2014, artigo 139).

A pessoa jurídica que, em qualquer trimestre do ano-calendário, estiver sendo tributada pelo
lucro arbitrado, poderá optar pela tributação com base no lucro presumido para os demais
trimestres do ano-calendário, desde que não obrigada à apuração do lucro real.

7.2.Serviços públicos

Será excluído da receita bruta a receita reconhecida pela construção, recuperação, reforma,
ampliação ou melhoramento da infraestrutura, quando a contrapartida seja ativo intangível
representativo de direito de exploração, efetuadas sob contratos de concessão de serviços
públicos.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
138
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 139

Os valores de ajuste a valor presente deverão integrar a receita bruta que trata o inciso VIII do
caput do artigo 183 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, vinculados aos ativos
financeiros a receber pela prestação dos serviços de construção, recuperação, reforma,
ampliação ou melhoramento da infraestrutura

7.3.Ganho de Capital

O ganho de capital será composto pela diferença positiva entre o valor da alienação e o
respectivo valor contábil, nos casos de ativos não circulantes investimentos, imobilizados e
intangíveis.

7.4.Variações monetárias

A pessoa jurídica poderá excluir a parcela das receitas financeiras relativas às variações
monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de
câmbio, originadas dos saldos de juros a apropriar decorrentes de ajuste a valor presente.
Instrução Normativa RFB Nº 1.515/2014, artigo 131 § 17.

7.5.Redução do percentual

As pessoas jurídicas exclusivamente prestadoras de serviços em geral cuja receita bruta anual
seja de até R$ 120.000,00 poderão utilizar, na determinação da parcela da base de cálculo do
imposto sobre a renda o percentual de 19,2%. Instrução Normativa RFB Nº 1.515/2014, artigo
131 § 19..

Aplica-se a redução para as atividades de:

a) intermediação de negócios;
b) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer
natureza;
c) construção por administração ou por empreitada unicamente de mão de obra ou com
emprego parcial de materiais;
d) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica,
gestão de crédito, seleção de riscos, administração de contas a pagar e a receber,
compra de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação
de serviços (factoring);
e) coleta e transporte de resíduos até aterros sanitários ou local de descarte.

Se a receita bruta, em um determinado trimestre ultrapassar R$ 120.000,00, a pessoa jurídica


passará a utilizar o percentual de 38,4% e ficará sujeita ao pagamento da diferença do imposto
postergado, apurado em relação a cada trimestre transcorrido

Essas diferenças deverão ser recolhidas até o último dia útil do mês subsequente ao trimestre
em que ocorrer o excesso, se recolhido dentro do prazo não terá acréscimos, mas caso recolha
fora deste prazo haverá incidência de multa e juros.

7.6.Atividades imobiliárias

As pessoas jurídicas tributadas no lucro arbitrado, que se dedicam às atividades de venda de


imóveis construídos ou adquiridos para revenda, de loteamento de terrenos e de incorporação
de prédios em condomínio será deduzido da receita bruta o custo do imóvel devidamente
comprovado. (RIR/1999, artigo 534)

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
139
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 140

8.REGIME DE COMPETÊNCIA - EXCEÇÃO

Não será tributado pelo regime de competência se caso a empresa do lucro arbitrado obtenha:

a) rendimentos auferidos em aplicações de renda fixa;


b) ganhos líquidos auferidos em aplicações de renda variável.
c) os lucros derivados das atividades de venda de imóveis construídos ou adquiridos
para revenda, de loteamento de terrenos e de incorporação de prédios em condomínio
mencionadas no § 24 do artigo 131 da Instrução Normativa RFB nº 1.515/2014, os quais
serão tributados na proporção da receita recebida ou cujo recebimento esteja previsto
para o próprio trimestre.

Já os ganhos líquidos recebidos nos trimestres de apuração serão computados na determinação


do lucro arbitrado, e o montante do imposto já retido será considerado antecipação, o qual será
compensado com o imposto sobre a renda devido no encerramento do período de apuração.

9. MUDANÇA DO LUCRO REAL PARA O LUCRO ARBITRADO

A pessoa jurídica que no ano-calendário anterior tenha sido tributada pelo regime lucro real
deverá adicionar à base de cálculo do imposto sobre a renda correspondente ao primeiro período
de apuração no qual for tributada com base no lucro arbitrado, os saldos dos valores cuja
tributação havia diferido, independentemente da necessidade de controle na parte B do Lalur.

10. VALORES DIFERIDOS NA PARTE B DO LALUR

No período de apuração em que a pessoa jurídica tiver seu lucro arbitrado deverão ser
adicionados à base de cálculo trimestral do imposto os saldos dos valores constantes na Parte
B do Lalur, cuja tributação havia sido anteriormente diferida, aplicando-se esse entendimento,
inclusive, ao saldo do lucro inflacionário diferido

11. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS

Poderá ser distribuído a título de lucros, sem incidência do imposto de renda (dispensada,
portanto, a retenção na fonte), ao titular, sócio ou acionista da pessoa jurídica, o valor
correspondente ao lucro arbitrado, diminuído de todos os impostos e contribuições (inclusive
adicional do IR, CSLL, Cofins, PIS/Pasep) a que estiver sujeita a pessoa jurídica. Acima desse
valor, a pessoa jurídica poderá distribuir, sem incidência do imposto de renda, até o limite do
lucro contábil efetivo, desde que ela demonstre, via escrituração contábil feita de acordo com as
leis comerciais, que esse último é maior que o lucro arbitrado. Todavia, se houver qualquer
distribuição de valor a título de lucros, superior àquele apurado contabilmente, deverá ser
imputada à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros de exercícios anteriores. Na
distribuição incidirá o imposto de renda com base na legislação vigente nos respectivos períodos
(correspondentes aos exercícios anteriores), com acréscimos legais.

12.DEDUÇÕES NO LUCRO ARBITRADO

Do imposto apurado com base no lucro arbitrado não será permitida qualquer dedução a título
de incentivo fiscal. Entretanto, poderá ser deduzido, do imposto apurado em cada trimestre: 1) o
imposto de renda pago ou retido na fonte sobre receitas que integraram a base de cálculo do
imposto devido, desde que pago ou retido até o encerramento do correspondente período de
apuração; 2) o imposto de renda pago indevidamente em períodos anteriores.

13. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS - Quando da Mudança de Regime

Observe-se que o regime de tributação com base no lucro arbitrado não prevê a hipótese de
compensar prejuízos fiscais apurados em períodos de apuração anteriores nos quais a pessoa
jurídica tenha sido tributada com base no lucro real. Entretanto, tendo em vista que não existe
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
140
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 141

mais prazo para a compensação de prejuízos fiscais, caso a pessoa jurídica retorne ao sistema
de tributação com base no lucro real poderá nesse período compensar, desde que mantenha o
controle desses valores no Lalur, Parte B, os prejuízos fiscais anteriores, obedecidas as regras
vigentes no período de compensação.

24. OMISSÃO DE RECEITA NO LUCRO ARBITRADO

Os valores apurados em procedimento de ofício serão tributados de acordo com o regime de


tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no período de apuração correspondente ao
da omissão, devendo o montante omitido ser computado para determinação da base de cálculo
do imposto de renda e do adicional, bem como da CSLL, PIS e Cofins. Desse modo, no caso de
ser apurada omissão de receita em pessoa jurídica que no período de apuração fiscalizado
houver adotado a forma de tributação com base no lucro arbitrado, a autoridade fiscal deverá
recompor a respectiva base de cálculo, incluindo o montante omitido. A receita assim tributada,
considerada distribuída ao titular, sócio ou acionista, não mais sofrerá tributação, seja na fonte,
seja na declaração. No caso de pessoa jurídica com atividades diversificadas, não sendo
possível a identificação da atividade a que se refere a receita omitida, esta será adicionada
àquela que corresponder o percentual mais elevado.

25.EXERCÍCIOS

1) A quem cabe a aplicação do arbitramento de lucro?

a) Contribuinte
b) Fiscal da Receita Federal
c) nenhuma das alternativas
d) ao contribuinte e ao Fiscal da Receita;

2) Quais as hipóteses de arbitramento do Lucro?

I - O contribuinte, obrigado à tributação com base no lucro real, que não mantiver escrituração
na forma das leis comerciais e fiscais ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras
exigidas pela legislação fiscal;

II - A escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de fraude ou


contiver vícios, erros ou deficiências que a tornem imprestável para identificar a efetiva
movimentação financeira, inclusive a bancária; ou determinar o lucro real;

III - O contribuinte que optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido;

a) Somente a alternativa I é verdadeira


b) A alternativa I e II são verdadeiras
c) nenhuma alternativa é verdadeira
d) Todas as alternativas são verdadeiras.

3) Como se obtém a base de cálculo para tributação das pessoas jurídicas pelo lucro arbitrado,
quando conhecida a receita bruta?

a) Aplicando-se o percentual do lucro presumido


b) Aplicando-se o percentual do lucro presumido + 10% de majoração
c) Aplicando-se o percentual do Lucro presumido + 20% de majoração
d) O percentual será determinado pela autoridade fiscalizadora.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
141
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 142

5) Marque V ou F:

( ) Os percentuais a serem aplicados sobre a receita bruta, quando conhecida, são os mesmos
aplicáveis para o cálculo da estimativa mensal e do lucro presumido, acrescidos de 20%, exceto
quanto ao fixado para as instituições financeiras (Art. 136 da Instrução Normativa RFB
1.515/2014

( ) A alíquota do Imposto de Renda é de 15% sobre o total da base de cálculo do Lucro Arbitrado,
além do adicional de 10% sobre a parcela da base de cálculo que exceder a R$ 60.000,00 no
trimestre, se houver.

( ) O imposto apurado no Lucro Arbitrado não poderá ser dividido em cotas

( ) O lucro arbitrado, a cada trimestre, quando não conhecida a receita bruta, será determinado
através de procedimento de ofício, mediante a utilização de bases alternativas que são
apresentadas na IN RFB nº 1.515 de 2014.

( ) Enquanto a empresa estiver sendo tributada pelo Lucro Arbitrado não poderá efetuar a
distribuição de lucros aos sócios.

( ) Poderá haver mudança do regime de tributação durante o ano-calendário para o contribuinte


que já efetuou o recolhimento com base no lucro arbitrado

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
142
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 143

MÓDULO V – LUCRO REAL E LALUR

1. INTRODUÇÃO
As pessoas jurídicas podem optar pela tributação no Lucro Real, caso não estejam na
obrigatoriedade por esta forma de regime, portanto podem ser obrigadas ao Lucro Real ou
Optantes pelo Lucro Real.

Portanto mesmo que não estejam na condição de obrigatoriedade, poderão opcionalmente


tributar por esta forma de tributação.

O lucro a ser tributado será sobre o montante do lucro líquido ajustado, pelas adições, exclusões
e compensações permitidas pelo Imposto de renda.

2.EMPRESAS OBRIGADAS À APURAÇÃO DO LUCRO REAL


a) cuja receita total, no ano-calendário anterior, seja acima de R$ 78.000.000,00;

b) Instituições financeiras, empresas de seguros privados, de capitalização, de previdência


privada e equiparadas;

c) que tenham lucros ou rendimentos oriundos do exterior;

d) que gozem de benefícios fiscais de isenção/redução do imposto de renda;

e) que no decorrer do ano tenham efetuado a suspensão ou redução do imposto;

f) empresas de fomento mercantil – “Factoring”;

g) Empresas de construção civil com registro de custo orçado.

h) que explorem as atividades de securitização de créditos imobiliários, financeiros e do


agronegócio. (Incluído pela Medida Provisória nº 472, de 2009)

Nota: Tais empresas não poderão optar por outro regime, por exemplo: lucro presumido ou
Simples Nacional (Art. 14 da Lei nº. 9.718/98; art. 246 do RIR/99).

3. FORMAS DE APURAÇÃO – TRIMESTRAL E ESTIMATIVA


As empresas que apuram o lucro real, durante o ano calendário poderão adotar como forma de
cálculo do Imposto de Renda da CSLL, o Lucro Real Trimestral ou o Lucro Real Anual (estimativa
mensal).

No lucro real trimestral os recolhimentos efetuados são definitivos, ou seja, não estarão sujeitos
a ajustes no encerramento do ano-calendário.

O regime da estimativa tem por característica ser uma forma de antecipação mensal de
IRPJ/CSLL, resultando, portanto, em cálculos provisórios cujos recolhimentos serão ajustados
com o IRPJ/CSLL apurados no encerramento do período-base, normalmente em 31 de
dezembro. (Artigo 2º, § 6º da IN SRF nº. 1.515 de 2014)

Uma vez exercida a opção pelo pagamento mensal do imposto calculado por estimativa, a
empresa deverá apurar o Lucro Real em 31 de dezembro do respectivo ano-calendário.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
143
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 144

A diferença constatada entre o tributo (imposto ou contribuição) apurado com base no Lucro
Real em 31.12. XX e a soma dos pagamentos mensais feitos por estimativa no mesmo ano-
calendário:

a) quando positiva será paga em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano
seguinte;

b) quando negativa será compensada com o tributo mensal a ser pago a partir do mês de
janeiro do ano seguinte (ou será objeto de restituição).

O saldo do imposto a pagar de que trata o item “a” supracitado será acrescido de juros
calculados à taxa referencial do Selic, para títulos federais, acumulada mensalmente,
calculados a partir de 1° de fevereiro até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de
1% (um por cento) no mês do pagamento.

O prazo a que se refere o item “a” supracitado não se aplica ao imposto relativo ao mês de
dezembro, que deverá ser pago até o último dia útil do mês de janeiro do ano subsequente.

4. OPÇÃO PELA FORMA DE TRIBUTAÇÃO


A opção pela forma de tributação se dá com o primeiro recolhimento do imposto no ano-
calendário através do código informado no DARF.

Uma vez efetuada a opção o regime adotado é definitivo para todo o ano-calendário, ou seja,
não poderá ser alterado. (Arts. 18 e 121 § 2º da IN SRF nº 1.515 de 2014 e Art. 13, § 1º da Lei
nº. 9.718/98).

5. Regime de Reconhecimento da Receita


O art. 251 do RIR/99 dispõe que a pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real
deve manter escrituração com observância das leis comerciais e fiscais.

A legislação do imposto de renda adota o regime de competência para tributação dos resultados
das empresas. Com isso, se não tiver uma disposição expressa em sentido contrário, as receitas,
os rendimentos e ganhos terão que ser reconhecidos pelo regime de competência, isto é,
independente de recebimento em dinheiro.

5.1.ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS

As pessoas jurídicas que explorem atividades imobiliárias poderão considerar como receita bruta
o montante efetivamente recebido, relativo às unidades imobiliárias vendidas. As regras para
apuração dos resultados estão nas IN nos 84/79 e 23/83.

As receitas decorrentes de fornecimentos de bens e serviços para pessoa jurídica de direito


público, empresa sob seu controle ou empresa pública, com prazo de duração do contrato
superior a doze meses, também poderão ser reconhecidas no mês do recebimento. Nos casos
de contratos com prazo de execução superior a um ano, de construção por empreitada ou de
fornecimento a preço predeterminado de bens ou serviços a serem produzidos, parte da receita
bruta será reconhecida em cada mês mediante aplicação das fórmulas constantes da IN no 21,
de 13-03-79, independente de faturamento ou recebimento

6. DA APURAÇÃO TRIMESTRAL
Adotado este regime, a pessoa jurídica deverá ao final de cada período-base (trimestral), apurar
o lucro líquido, nos termos da legislação comercial e fiscal, o que vai lhe exigir escrituração
contábil completa.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
144
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 145

Este lucro líquido será transportado para o LALUR para fins ajustes de adições, exclusões e
compensações, e assim chegando-se à determinação do lucro real, base de cálculo do IR.

Por sua vez, seguindo o mesmo sistema, a CSLL será calculada sobre o lucro líquido ajustado
pelas adições, exclusões e compensações que lhe são próprias, na forma definida pela
legislação em vigor.

6.1.Período Trimestral

O período de apuração trimestral corresponde ao trimestre civil, encerrado em 31 de março, 30


de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano calendário.

6.2. Base de Cálculo

A base de cálculo do imposto sobre a renda é o resultado (lucro ou prejuízo) apurado nos
períodos trimestrais encerrados em 31 de março. 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro,
com observância da legislação comercial, antes da provisão para o pagamento do imposto de
renda, ajustado no Lalur pelas adições, exclusões e compensações autorizadas pela legislação.

6.3 Alíquota

A alíquota a ser aplicada sobre a base de cálculo será de 15% para o IRPJ e 9% para a CSLL

6.4. Prazo de Pagamento

O Imposto de renda devido ou a CSLL devida apurado no final de cada trimestre poderá ser pago
em cota única até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de
apuração, sem acréscimos.

Ou à opção da pessoa jurídica, poderá ser pago em até três cotas mensais, iguais e sucessivas,
vencíveis no último dia útil dos três meses subsequentes ao do encerramento do período de
apuração a que corresponder.

As cotas serão acrescidas de juros equivalentes à taxa Selic, acumulada mensalmente,


calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subsequente ao do encerramento do período
de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e um por cento no mês do
pagamento.

6.5. Adicional do Imposto de Renda

A parcela do lucro real que exceder o valor da multiplicação de R$ 20.000,00 (vinte mil reais )
pelo número de meses do respectivo período de apuração, ficará sujeita à incidência do adicional
do imposto à alíquota de 10% .

O adicional, sem nenhuma dedução, será pago juntamente com o imposto devido, nos mesmos
prazos e código.

Esse adicional aplica-se, inclusive, nos casos de incorporação, fusão, cisão e de extinção da
pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação.

O adicional do imposto de renda aplica-se, igualmente à pessoa jurídica que explore atividade
rural.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
145
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 146

O adicional não aplica-se sobre a CSLL, apenas sobre o IRPJ.

6.6. Códigos de Recolhimento

O recolhimento do imposto trimestral será efetuado em Darf, em duas vias, com os seguintes
códigos:

IRPJ
a) pessoas jurídicas obrigadas à apuração pelo lucro real :
- entidades financeiras - 1599
- demais empresas - 0220

b) pessoas jurídicas não obrigadas, mas optantes pela apuração pelo lucro real - 3373.
CSLL

c) Entidades financeiras: 2030


Demais Pessoas Jurídicas: 6012

6.7. Deduções

São dedutíveis os gastos não computados nos custos, mas necessários às transações ou
operações da empresa, e que, além disso, sejam usuais e normais na atividade por esta
desenvolvida, ou à manutenção de sua fonte produtiva, e ainda estejam intrinsecamente
relacionados com a produção ou comercialização dos bens e serviços.

A legislação fiscal exige, ainda, que as despesas operacionais estejam devidamente suportadas
por documentos hábeis e idôneos a comprovarem a sua natureza, a identidade do beneficiário,
a quantidade, o valor da operação etc.

7. DA APURAÇÃO POR ESTIMATIVA


O regime da estimativa mensal caracteriza-se pela forma simplificada de recolhimento.

Uma vez definida a receita bruta, sobre ela aplicam-se os percentuais de presunção de lucro, os
mesmos previstos para o regime do lucro presumido. A esta base deverão ser acrescidas as
demais receitas e ganhos de capital.

Neste regime vigora o sistema de suspensão ou redução do IRPJ e CSLL que certamente vai
exigir da empresa rígida organização contábil para que se possa comprovar com base em
escrituração completa, que o imposto já pago excede o devido no período em curso ou,
simplesmente, comprovar que não se deve imposto no período em curso.

Para quem está apurando o lucro real, este sistema de suspensão/redução é uma das principais
formas de planejamento tributário a ser adotada durante o ano-calendário. É um sistema
facultativo, podendo ser adotado quando melhor convier ao contribuinte.

7.1. Base de Cálculo

No regime da estimativa a base de cálculo é formada pelo somatório do lucro estimado e demais
receitas e ganhos de capital.

O lucro é calculado da seguinte forma:

a) aplicando os percentuais de presunção sobre a receita bruta; ou, opcionalmente,


b) com base no balancete de suspensão que vai demonstrar o lucro acumulado do período-base.
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
146
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 147

7.2.Conceito de Receita Bruta (art. 12 do Decreto Lei nº 1.598 de


1977)

A receita bruta sobre o qual se aplicam os percentuais de presunção compreende o produto da


venda de bens (mercadorias ou produtos) nas operações por conta própria, o preço dos serviços
prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia (por exemplo: comissões),
observando-se que:

a) não se incluem na receita bruta:


a.1) o IPI (se a empresa for contribuinte deste imposto) cobrado destacadamente do comprador,
do qual o vendedor dos bens é mero depositário;
a.2) o ICMS por substituição tributária, cobrado pelo contribuinte substituto que figura como mero
depositário do imposto cobrado antecipadamente;
a.3) as contribuições ao PIS/PASEP e COFINS cobradas, pelo contribuinte substituto que figura
como mero depositário do imposto cobrado antecipadamente;

b) devem ser excluídos da receita bruta:


b.1) as vendas canceladas (devoluções); e
b.2) os descontos incondicionais concedidos (que consta da NF e não depende de evento futuro);

7.3. Diferença entre a Base de cálculo do IRPJ e da CSLL

Devemos nos atentar que no regime do lucro real estimativa a base de cálculo do IRPJ é diferente
da base de cálculo da CSLL.

Conforme nos dispõe o artigo 6º da IN RFB nº 1.515 de 2014, na base de cálculo do IRPJ no
lucro real estimativa não integram:

(...)

Art. 6° Ressalvado o disposto no inciso I do § 12 do art. 4°, não integram a base de cálculo
do imposto sobre a renda mensal, de que trata este Capítulo:

I - os rendimentos e ganhos líquidos produzidos por aplicação financeira de renda fixa


e de renda variável;

II - as receitas provenientes de atividade incentivada, na proporção do benefício de isenção


ou redução do imposto a que a pessoa jurídica, submetida ao regime de tributação com base
no lucro real, fizer jus;

III - as recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas;

IV - a reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas;

V - os lucros e dividendos decorrentes de participações societárias avaliadas pelo custo de


aquisição em empresas domiciliadas no Brasil;

VI - a contrapartida do ajuste por aumento do valor de investimentos avaliados pelo método


da equivalência patrimonial;

VII - os juros sobre o capital próprio auferidos;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
147
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 148

VIII - O ganho proveniente de compra vantajosa de que trata o § 9° do art. 92, que integrará
a base de cálculo do imposto no mês em que houver a alienação ou baixa do investimento;

IX - as receitas de subvenções para investimento de que trata o art. 112 e as receitas


relativas a prêmios na emissão de debêntures de que trata o art. 113, desde que os registros
nas respectivas reservas de lucros sejam efetuados até 31 de dezembro do ano em curso,
salvo nos casos de apuração de prejuízo previstos no § 3° do art. 112 e no § 3° do art. 113.

(...)

Porém a mesma disposição não se verifica em relação a base de cálculo da CSLL

Art. 20. Não integram a base de cálculo estimada da CSLL:

I - as recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas;

II - a reversão de saldo de provisões, salvo as para créditos de liquidação duvidosa


constituídas antes de 1997, as para pagamento de férias, as para pagamento de décimo-
terceiro salário e as técnicas das companhias de seguro e de capitalização, bem como das
entidades de previdência complementar;

III - os lucros e dividendos decorrentes de participações societárias avaliadas pelo custo de


aquisição e a contrapartida do ajuste por aumento do valor de investimentos avaliados pelo
método da equivalência patrimonial;

IV - os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante,


além do preço do bem ou serviço, e dos quais o vendedor dos bens ou o prestador dos serviços
seja mero depositário;

V - os juros sobre o capital próprio auferidos.

Portanto analisando as duas legislações verificamos que no lucro real estimativa não se incluem
as receitas decorrentes dos rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e variável na
base de cálculo do IRPJ, porém em relação a base de cálculo da CSLL não há nenhuma previsão
de exclusão portanto elas serão inclusas normalmente nesta.

7.4.Rendimentos sobre contratos de mútuos:


O CARF decidiu que os rendimentos obtidos em operações de mútuo realizadas entre pessoas
jurídicas controladas, controladoras, coligadas ou interligadas devem ser acrescidos à receita
bruta para fins de cálculo da base de incidência das estimativas mensais.

A partir de 01/01/2004, o mútuo de dinheiro entre empresas controladas, coligadas ou


interligadas é equiparado à aplicação financeira de renda fixa pelo artigo 730 do Regulamento
do Imposto de Renda, por este motivo os rendimentos de contrato de mutuo no regime de
estimativa não entram na base de cálculo do IRPJ de antecipação mensal, conforme o art. 225,
§1º do RIR/1999

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
148
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 149

7.5. Percentuais de Presunção do Lucro Real Estimativa

Atividade Geradora de Receita Percentual


Revenda, para consumo, de combustível derivado de 1,6%
petróleo, álcool etílico carburante e gás natural
Venda de mercadorias e produtos (exceto revenda de
combustível para consumo)
· Transporte de cargas 8%
· Serviços hospitalares, auxílio diagnóstico e terapia,
patologia clínica, imagenologia, anatomia patológica e
citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias
clínicas, desde que a prestadora destes serviços seja
organizada sob a forma de sociedade empresária e atenda 8,00%
às normas da
. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa.
· Atividade Rural
· Industrialização com materiais fornecidos pelo
encomendante
· Atividades Imobiliárias
· Construção por empreitada, quando houver emprego de
materiais próprios, em qualquer quantidade
· Outras atividades (exceto prestação de serviços para a
qual não esteja previsto percentual específico)
Serviços de transporte (exceto o de cargas)
· Serviços (exceto hospitalares, de transporte e de
sociedades civis de profissão regulamentada) prestados
com exclusividade por empresas com receita bruta anual 16%
não superior a R$ 120.000,00.
· Instituições financeiras a entidades a elas equiparadas
Serviços em geral, para os quais não esteja previsto
percentual específico, inclusive prestados por sociedades
civis de profissões regulamentadas
· Intermediação de negócios, inclusive representação
comercial e corretagem (se Seguros, imóveis, etc.)
· Administração, locação ou cessão de bens imóveis, 32%
móveis e direitos de qualquer natureza
· Factoring
· Construção por empreitada, quando houver emprego
unicamente de mão-de-obra, ou seja, sem o emprego de
materiais

À base de cálculo da estimativa, deverão ser somadas as demais receitas e ganhos de capital,
no mês em que forem auferidos. Podemos citar, entre outros:

a) juros ativos, não decorrentes de aplicações financeiras, inclusive os incidentes sobre valores
restituídos ou compensados;
b) descontos financeiros obtidos;

c) receita de locação de bens permanentes, quando este não for o objetivo social da empresa,
deduzido dos encargos necessários à sua percepção;

d) variações monetárias ativas;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
149
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 150

e) ganhos de capital nas alienações de bens do ativo permanente;

OBS: Não devem ser somadas a base de cálculo os rendimentos de aplicações financeiras,
recuperação de créditos que não representem ingresso de novas receitas, reversão de
provisões, lucros e dividendos recebidos, ajuste da equivalência patrimonial, juros sobre o capital
próprio. (Arts. 5º e 6º da IN SRF nº 1.515/2014)

7.6.Prestadoras de Serviço com Receita Bruta Anual de até


R$120.000,00

As empresas exclusivamente prestadoras de serviços em geral, que não sejam de profissão


regulamentada e cuja receita bruta não exceder a R$120.000,00, poderão utilizar, para
determinação da base de cálculo do imposto, o percentual de 16%.

Sobre a base de cálculo determinada na forma dos itens anteriores incide o Imposto de Renda
determinado pela aplicação da alíquota de 15%. Cálculo do Adicional Mensal (§2º do art. 2º da
IN 1.515 de 2014)

Estará sujeita à incidência do adicional a parcela a parcela de lucro excedente a R$ 20.000,00


multiplicada pelo número de meses do período de apuração. (§3º do art. 2º da IN 1.515 de 2014)

A empresa ficará sujeita ao pagamento da diferença do imposto, apurada em relação a cada mês
transcorrido, quando houver utilizado o percentual de 16% e a receita bruta acumulada ano
período exceder o limite de R$120.000,00. A diferença de imposto deverá ser paga até o último
dia útil do mês subsequente àquele em que ocorrer o excesso.

Quando paga no prazo previsto acima, a diferença será recolhida sem acréscimos.
Ressaltamos que a Receita Federal não considera a representação comercial autonôma como
uma prestação de serviço e sim como uma intermediação de negócios, portanto não é permitido
a utilização de redução da base de cálculo do Imposto de Renda para esta atividade

Exemplo:

Dados hipotéticos relativos aos meses de janeiro a abril de 2015.

Mês Receita Bruta R$ Acumulado Percentual

Jan/2015 20.000,00 20.000,00 16%


Fev/2015 30.000,00 50.000,00 16%
Mar/2015 40.000,00 90.000,00 16%
Abr/2015 50.000,00 140.000,00 32%

Até o mês de março de 2015 a empresa utilizou o percentual de 16% sobre o valor da receita
bruta de R$90.000,00. A partir do mês de abril de 2015 passou a utilizar o percentual de 32%,
tendo em vista que o valor acumulado ultrapassou o limite de R$120.000,00.
Assim, deverá ser recolhida a diferença de imposto, relativa a utilização do percentual de 16%
(32%-16% = 16%), ou seja:

Cálculo da Diferença do Imposto


Jan a Mar/2015 Valores R$ % Base de Cálculo do IR
Base de Cálculo Acumulada 90.000,00 16 14.400,00
Diferença do Imposto devida: R$ 14.400,00 x 15% = 2.160,00

No exemplo em tela, a diferença deverá ser recolhida, juntamente com o imposto do mês de abril
de 2015, até o último dia do mês de maio de 2015 (§§6º e 7º do art. 4º da Instrução Normativa
Nº 1.515 de 2014)

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
150
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 151

7.7. Cálculo do IR Estimado

Sobre a base de cálculo determinada na forma dos itens anteriores incide o Imposto de
Renda determinado pela aplicação da alíquota de 15%. (§2º - A - Art. 2º da IN Nº 1.515 de 2014)

7.8.Cálculo do Adicional Mensal

Estará sujeita à incidência do adicional a parcela a parcela de lucro excedente a R$


20.000,00 multiplicada pelo número de meses do período de apuração. (§3º do art. 2º da IN 1.515
de 2014)

7.9.Exemplos de Adicional

a) Regime da estimativa – cálculo com base na receita bruta/demais receitas:

a.1) Exemplo 1
Admitindo-se a base de cálculo ___________________________R$ 12.000,00
IRPJ = 15% sobre R$ 12.000,00 __________________________ R$ 1.800,00
**Neste exemplo não há adicional, pois o valor de R$ 12.000,00 não ultrapassou o valor de R$
20.000,00 no mês.

a.2) Exemplo 2
Admitindo-se a base de cálculo ___________________________R$ 24.000,00
IRPJ normal = 15% sobre R$ 24.000,00 ____________________R$ 3.600,00
IRPJ Adicional = 10% sobre R$ 4.000,00 ___________________ R$ 400,00
IRPJ a recolher ________________________________________R$ 4.000,00
** Neste exemplo haverá o adicional de 10% sobre o valor de R$ 4.000,00 pois o total da base
de cálculo é de R$ 24.000,00, ou seja, ultrapassou o valor de R$ 20.000,00 no mês.

b) Regime da estimativa – cálculo com base em balancete de redução/suspensão em julho de


2016 (7 x R$20.000,00 = R$140.000,00 = limite do adicional):

Admitindo-se a base de cálculo __________________________R$ 170.000,00


IRPJ = 15% sobre R$ 170.000,00 ________________________R$ 25.500,00
IRPJ Adicional = 10% sobre R$ 30.000,00* _________________R$ 3.000,00
IRPJ a recolher _________________________________ _____R$ 28.500,00

* A base do adicional será de R$ 30.000,00 (R$ 170.000,00 – R$ 140.000,00**)


** R$ 140.000,00 corresponde a R$ 20.000,00 x 7 (número de meses de janeiro a julho)

7.10.Deduções do Imposto

A pessoa jurídica tributada com base na estimativa mensal pode deduzir do imposto apurado:

a) o Imposto de Renda Retido da Fonte, ou pago pela própria empresa, conforme o caso, sobre
receitas computadas na determinação da base de cálculo, pagas ou creditadas à empresa por
pessoas jurídicas a título de:

a.1) remuneração pela prestação de serviços profissionais;


a.2) remuneração pela prestação de serviços de limpeza, conservação, vigilância e locação mão
de obra;
a.3) comissões e corretagens, etc.;
a.4) remuneração de serviços de propaganda e publicidade;
a.5) importâncias recebidas de entidades da administração pública federal;
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
151
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 152

a.6) juros remuneratórios do capital próprio;


a.7) outras remunerações sujeitas ao IRRF.

b) o saldo de imposto pago indevidamente ou a maior em períodos anteriores, que ainda não
tenham sido objeto de compensação.

O imposto de renda pago indevidamente ou a maior em períodos anteriores poderá ser


atualizado monetariamente, se pago a partir de 1º de janeiro de 1996, acrescido de juros
equivalentes à taxa Selic.

7.11.Exemplo do Cálculo da Estimativa Mensal

A empresa que tenha optado pelo pagamento do imposto por estimativa (dessa forma obrigada
à apuração do Lucro Real). Admitam-se os seguintes dados, para o mês de janeiro de 2001:

Receita Bruta da Atividade Comercial _____________________R$ 400.000,00


Receita Bruta da Prestação se Serviços em Geral ___________R$ 50.000,00
Receita de aluguel de um imóvel da empresa ______________ R$ 6.000,00
Lucro na venda de um veículo do imobilizado ______________ R$ 14.000,00

Cálculos
Receita Bruta Ajustada
R$400.000,00 x 8%...................................................................... R$32.000,00
R$50.000,00 x 32%...................................................................... R$16.000,00
=Subtotal(Lucro Estimado)................................................................R$48.000,00
Acréscimos à base de cálculo:
Receita de Aluguel.............................................................................R$ 6.000,00
Lucro na Venda de Veículo...............................................................R$14.000,00
Base de Cálculo da Estimativa.........................................................R$68.000,00
Imposto: 15% x R$68.000,00............................................................R$10.200,00
Adicional: 10% x R$48.000,00(*).......................................................R$ 4.800,00
= Imposto Devido..............................................................................R$15.000,00
(*)Parcela da Base de Cálculo Mensal que excedeu a R$20.000,00
(R$68.000,00 – R$20.000,00 = R$48.000,00)

8. SUSPENSÃO / REDUÇÃO DO BALANÇO

O sistema de suspensão ou redução do imposto (IR/CSLL) é próprio do regime da estimativa.

Portanto não se fala em suspensão/redução em outro regime de tributação.

Será possível suspender ou reduzir o IRPJ e a CSLL de cada mês desde que se demonstre
através de balanço ou balancete do período a inexistência de lucro tributável, ou que o valor
pago excede o valor do imposto devido.

Note-se que a opção pelo sistema de tributação deve ser o mesmo para IRPJ e para CSLL.

Isto quer dizer que a vantagem deve ser aferida em relação aos dois tributos.

8.1. Como Praticar a Suspensão ou Redução

Os balanços/balancetes deverão ser levantados com observância das lei comerciais e fiscais e
transcritas no livro diário.

A demonstração do lucro real do período abrangido deverá ser transcrita na parte “A” do LALUR.
(Art. 35 da Lei nº 8.981/95).

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
152
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 153

8.2.Apuração do Lucro Real Intermediário (Balanço de


Suspensão/Redução)

O balanço/balancete deverá compreender o período transcorrido dentro do ano-calendário.


Assim para definirmos o período de abrangência deveremos observar as seguintes
circunstâncias:

a) Período de abrangência de empresa constituída até o ano anterior:


• de 01.01 a 31.01 para suspensão/redução do imposto apurado em janeiro;
• de 01.01 a 28.02 para suspensão/redução do imposto apurado em fevereiro;
• de 01.01 a 31.07 para suspensão/redução do imposto apurado em julho.
• e assim, sucessivamente, à critério da empresa.

b) Empresa que foi constituída durante o ano-calendário. Ex., 23.02.2015


• de 23.02 a 28.02 para suspensão/redução do imposto apurado em fevereiro;
• de 23.02 a 30.04 para suspensão/redução do imposto apurado em abril;
• de 23.02 a 30.06 para suspensão/redução do imposto apurado em junho.
• de 23.02 a 30.07 para suspensão/redução do imposto apurado em julho.
• e assim, sucessivamente, à critério da empresa.

Na hipótese em que a empresa optar pela estimativa e não reunir os elementos necessários para
adotar este regime de suspensão/redução, deverá obrigatoriamente recolher com base na
receita bruta.

8.3.Cálculo da Suspensão ou Redução

Os valores apurados com base neste sistema servem única e exclusivamente para definir a
situação tributária daquele período.

Se a empresa pretende suspender/reduzir o pagamento de períodos subsequentes deverá


levantar novo balancete, desconsiderando aqueles levantados anteriormente.

O novo balancete será exigido inclusive quando a empresa já tiver demonstrado saldo de imposto
a recuperar demonstrado em meses anteriores.

8.4. Compensação do Imposto pago Anteriormente

Do imposto apurado com base no resultado acumulado poderão ser deduzidos os créditos da
pessoa jurídica:

a) o imposto pago em períodos anteriores (IR/CSLL estimado);

b) o IRRF:
b1) sobre receitas;
b2) aplicações financeiras(somente no Bal.Susp./Red),

c) o saldo negativo (IR/CSLL) de ano-calendário anterior;

d) o IR/CSLL pago a maior ou indevidamente.

8.5.Exemplo de Suspensão Integral:

Lucro real apurado com base no resultado acumulado em 30.06.2015:

1º PASSO - Cálculo do IRPJ e do Adicional:


IRPJ = 15% sobre R$ 360.000,00 _________________________R$ 54.000,00
Adicional = 10% sobre R$ 240.000,00 ___________________ __R$ 24.000,00
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
153
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 154

IRPJ a pagar _________________________________________R$ 78.000,00

2º PASSO - Verificar os créditos existentes em 30.06.2005:


Imposto pago por estimativa _____________________________R$ 80.000,00
Imposto retido na fonte ___________________________ _____R$ 2.000,00
Total dos créditos ____________________________________(R$ 82.000,00)

3º PASSO - Verificar resultado __________________________(R$ 4.000,00)


Nesta situação poderá ser efetuada a suspensão integral do IRPJ tendo em vista que os créditos
(imposto já pago) supera o devido no período em curso.

8.6. Exemplo de Redução

Aproveitando dados do exemplo anterior supondo que a estimativa de julho resulte no imposto a
pagar de R$ 10.000,00:

1º PASSO - Calcular IRPJ: considerando que seja ____________R$ 90.000,00

2º PASSO - Créditos existentes: considerando que sejam ______R$ 82.000,00

3º PASSO - Verificar resultado comparando os dois sistemas, assim:

Pelo Sistema de Estimativa Pelo Sistema de Suspensão


Valor a ser recolhido Compet. 07/15 R$10.000,00 Valor devido no período em curso.........................R$ 90.000,00
-Valor das antecipações já efetuadas ........R$82.000,00 -Valor das antecipações já efetuada.......................R$82.000,00
Somatório das antecipações.................. ... R$92.000,00 -Valor a ser recolhido...............................................R$ 8.000,00
Se optar pelo recolhimento com base na estimativa deverá ser recolhida a importância de R$ 10.000,00, que somada aos
créditos de R$ 82.000,00 totalizará antecipações de R$ 92.000,00;
Contudo, se optar pela tributação com base no resultado acumulado deverá ser recolhido mais R$ 8.000,00, que
corresponde a diferença entre o devido R$ 90.000,00 e o que já foi antecipado R$ 82.000,00.

8.7.Vantagem Tributária

Tanto na suspensão como na redução o valor que deixou de ser pago, fica no caixa da empresa
a custo zero podendo ser utilizado livremente em suas atividades operacionais, ou até em
investimentos.

Exemplo de Desconsideração do Balancete:

1º PASSO - Calcular o IRPJ: considerando que seja _________ R$ 100.000,00

2º PASSO - Créditos existentes: considerando que sejam______R$ 82.000,00

3º PASSO - Verificar resultado conforme segue:

Pelo Sistema de Estimativa Pelo Sistema de Suspensão

- Valor a ser recolhido Compet.07/2013.......R$ 10.000,00 - Valor devido no período em curso...........R$100.000,00


- Valor das antecipações já efetuadas..........R$ 82.000,00 - Valor das antecipações já efetuadas ......R$82.000,00
- Somatório das antecipações.......................R$ 92.000,00 - Valor a ser recolhido................................R$ 18.000,00

Se optar pelo recolhimento com base na estimativa deverá ser recolhida a importância de R$
10.000,00, que somada aos créditos de R$ 82.000,00 totalizará antecipações de R$ 92.000,00;

Contudo, se optar pela tributação com base no resultado acumulado deverá ser recolhido mais
R$ 18.000,00, que corresponde a diferença entre o devido R$ 100.000,00 e o que já foi
antecipado R$82.000,00.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
154
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 155

Desvantagem: Nesta hipótese o resultado acumulado gera um imposto a pagar superior àquele
apurado com base na estimativa. Isto que dizer que o lucro estimado está sendo mais vantajoso
devendo o balancete ser desconsiderado, e efetuar o recolhimento de R$ 10.000,00.

Se a situação persistir até o final do ano, a diferença de imposto a pagar poderá ser paga no ano
seguinte, até 31.01.2015 sem acréscimos ou até 31.03.2015 acrescido de juros SELIC.

8.11. Falta de Pagamento Mensal do IRPJ e CSLL

A pessoa jurídica que optar pelo lucro real anual terá que pagar, mensalmente, o IRPJ e a CSLL
calculados pela forma estimada ou com base no balancete, de que tratam os arts. 222 e 230 do
RIR/99. Se a empresa não demonstrar, através de balanço ou balancete mensal, a apuração de
prejuízo fiscal e base negativa da CSLL, a falta de pagamento mensal sujeitará à multa isolada
lançada de ofício, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base negativa da CSLL ao final do
ano-calendário (art. 44, § 1º, IV, da Lei nº 9.430/96).

8.12. Compensação de Estimativa Mensal Paga a Maior


Os pagamentos de estimativa feitos a maior, não se caracterizam como indevidos, sendo
obrigatoriamente deduzidos na declaração de ajuste do ano calendário.
Um pagamento é considerado indevido quando usa código de outro tributo para pagar a
antecipação de IRPJ, o que neste caso não é possível deduzir na declaração de ajuste anual,
salvo se retificar o DARF, ou por exemplo, o pagamento de Cofins na venda de ativo imobilizado,
é indevido, portanto não se trata de pagamento a maior e teria que ser feito uma Per/dcomp para
compensação.

8.13. Saldo Devedor ou Credor do IRPJ e da CSLL

O artigo 6º da Lei 9.249 de 1995, nos traz a disposição de que o saldo do imposto apurado em
31 de dezembro terá o seguinte tratamento:

(...)

Art. 6° O imposto devido, apurado na forma do art. 2°, deverá ser pago até o último dia útil do
mês subseqüente àquele a que se referir.
§ 1° O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro receberá o seguinte tratamento:
Alterado pela Lei n° 12.844/2013 (DOU de 19.07.2013), efeitos a partir de 19.07.2013
Redação Anterior
I - se positivo, será pago em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano
subsequente, observado o disposto no § 2°; ou
II - se negativo, poderá ser objeto de restituição ou de compensação nos termos do art. 74.

8.14. Saldo Devedor ou Credor do IRPJ e da CSLL


Considerando que o saldo seja a restituir, a sua compensação ou restituição, poderá ser
requerida a partir de janeiro do ano calendário posterior.

No caso de Lucro Real trimestral ou lucro presumido, onde a apuração é trimestral a


compensação poderá ser requerida a partir do mês seguinte ao da apuração do saldo credor

9. DESPESAS DEDUTÍVEIS NO LUCRO REAL

As empresas de Lucro Real efetuam a tributação de IRPJ e CSLL através dos resultados
apurados entre as Receitas e Despesas, de forma ajustada através no LALUR (Livro de
Apuração do Lucro Real), ocorre que nem todas as despesas pagas pela empresa serão
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
155
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 156

consideradas como dedutíveis, devendo cada pessoa jurídica analisar a utilização e


aplicabilidade da mesma sobre a ótica da atividade em que a empresa executará.

São dedutíveis os gastos não computados nos custos, mas necessários às transações ou
operações da empresa, e que, além disso, sejam usuais e normais na atividade por esta
desenvolvida, ou à manutenção de sua fonte produtiva, e ainda estejam intrinsecamente
relacionados com a produção ou comercialização dos bens e serviços.

A legislação fiscal exige, ainda, que as despesas operacionais estejam devidamente suportadas
por documentos hábeis e idôneos a comprovarem a sua natureza, a identidade do beneficiário,
a quantidade, o valor da operação etc.

9.1. Conceito de despesa operacional dedutível

Nos casos em que o contribuinte se deparar com a falta de legislação que mencione com
exatidão a dedução de uma possível despesa, logo deverá se voltar à menção contida no art.
299 do RIR/99, nos casos em que a operação analisada satisfaça o referido conceito, poderá
então considerar como dedutível.

São operacionais as despesas não computadas nos custos, necessárias à atividade da empresa
e à manutenção da respectiva fonte produtora (Lei nº 4.506, de 1964, art. 47).

São necessárias as despesas pagas ou incorridas para a realização das transações ou


operações exigidas pela atividade da empresa.

As despesas operacionais admitidas são as usuais ou normais no tipo de transações, operações


ou atividades da empresa.

O disposto neste item aplica-se também às gratificações pagas aos empregados, seja qual for a
designação que tiverem.

Aplicam-se aos custos e despesas operacionais as disposições sobre dedutibilidade de


rendimentos pagos a terceiros (Lei nº 4.506, de 1964, art. 45, § 2º).

9.2 DOCUMENTAÇÃO PARA COMPROVAÇÃO

A legislação fiscal exige, que as despesas operacionais estejam devidamente suportadas por
documentos hábeis e idôneos a comprovarem a sua natureza, a identidade do beneficiário, a
quantidade, o valor da operação etc.

Em se tratando de uma nota fiscal de serviço por exemplo, ela precisa ter a especificação
completa do serviço executado, se contiver apenas como descrição “Prestação de Serviço”, não
poderá ser considerada como dedutível.

A Receita Federal considera como documento inidôneo quando emitido em nome da pessoa
jurídica que não exista de fato e de direito, apesar de constituída formalmente, não possua
existência de fato ou seja desativada, extinta ou baixada no órgão competente. Os documentos
inidôneos não servem para amparar custos ou despesas operacionais na determinação do lucro
real.

Vamos analisar abaixo algumas despesas dedutíveis:

9.3.Despesas com Multas

As multas para serem dedutíveis na apuração do Lucro Real devem cumprir determinados
requisitos, caso contrário serão consideradas indedutíveis.
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
156
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 157

As pessoas jurídicas estão sujeitas a penalidades referentes a acréscimos moratórios por


pagamento em atraso, multas de natureza punitiva, multas de natureza não tributária, multas
contratuais, entre outras.

9.3.1. Multas Dedutíveis

As multas que podem ser consideradas como dedutíveis são as multas impostas por infrações
que não resultem a falta ou insuficiência de pagamento de tributo e as multas de natureza
compensatórias. Já as multas relativas a infrações que resultem na falta ou insuficiência de
pagamento de tributos serão dedutíveis quando forem de natureza compensatória. Lei n°
9.430/1996, artigo 61 e §§ 1° e 2°

Neste contexto, podemos salientar que as infrações que não resultam da falta ou insuficiência
de pagamento são aquelas relativas as obrigações acessórias, como exemplos podemos citar:
as multas relacionadas as declarações de rendimentos, Imposto de renda retido na fonte e multas
de ofício.

9.3.2. Multas Indedutíveis

Multas indedutíveis são as multas aplicadas pela fiscalização, como punição por infrações que
sejam resultantes da falta ou insuficiência de pagamento (recolhimento) dos tributos. Lei n°
9.430/1996, artigo 44

Exemplos de multas indedutíveis:

a) o descumprimento de obrigação principal, caracterizado pelo não pagamento do tributo ou do


seu pagamento em valor menor que o efetivamente devido;

b) a inexecução, total ou parcial, de obrigação acessória, cuja inadimplência, ou seja, a falta da


obrigação acessória resulta em falta ou insuficiência de pagamento de tributo;

c) a falta de retenção do imposto de renda ou de contribuições sociais pela fonte pagadora.

9.3.3. Regime de dedutibilidade

As obrigações relativas a impostos e contribuições são dedutíveis na determinação do Lucro


Real segundo o regime de competência.

Neste contexto podemos afirmar que as multas moratórias podem ser deduzidas como despesa
operacional na determinação do Lucro Real e da base de cálculo da CSLL no período em que
forem incorridas, não se aplicando aos tributos cuja exigibilidade esteja suspensa.

Portanto a multa é dedutível no lucro real do exercício em que foi incorrida, mesmo que paga no
exercício seguinte. RIR/1999, artigo 344 e Solução de Divergência COSIT n° 6/2012

a) Multa fiscal

Multa fiscal é aquela multa que é imposta pela lei tributária. Quando a multa for quando
decorrente de falta ou insuficiência de pagamento de tributo e que não seja de natureza
compensatória será considerada indedutível. Parecer Normativo CST n° 61/1979.

b) Multa de natureza compensatória

A multa de natureza compensatória destina-se a compensar o sujeito ativo da obrigação tributária


pelo prejuízo suportado em virtude do atraso no pagamento do imposto devido, são os
acréscimos geralmente chamados de moratórios. PN CST n° 61/1979, item 4, Lei n° 9.430/1996,
artigo 61 e Lei n° 8.981/1995, artigo 41

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
157
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 158

A multa moratória somente terá natureza compensatória quando, cumulativamente, preencher


as seguintes condições:

a) não ser excluída pela denúncia espontânea;

b) deverá fixar o percentual em função do tempo de atraso.

Podemos citar como exemplos as multas por descumprimento de obrigação principal ou de


obrigações acessórias, cuja inadimplência resulta na falta ou insuficiência de pagamento de
tributo, pois constituem na obrigação de prestar a informação quanto ao crédito tributário e a
retenção do imposto de renda.

c) Multas contratuais

As multas são as decorrentes de contratos firmados pela fonte pagadora, tendo como base sua
transação, operação ou atividade, podemos citar como exemplos:

a) arras perdidas ou pena convencional por rescisão de contrato de compra e venda mercantil;

b) aquela suportada pelo representante comercial, mandatário ou comissário mercantil, por não
ter conseguido promover a venda de determinada cota de mercadorias a que se obrigou
contratualmente.

É dedutível, como despesa operacional da pessoa jurídica, o valor da multa contratual, paga ou
incorrida, decorrente do inadimplemento de cláusula que o representante comercial, o
mandatário ou comissário mercantil a vender uma quantidade determinada de mercadorias (PN
CST no 50/76).

d) Multa de natureza não tributária

As multas de natureza não tributária são as decorrentes de leis administrativas, como as de


trânsito, de vigilância sanitária, poluição ambiental, penais, trabalhistas entre outras, não se
caracterizam como fiscais, e são indedutíveis na determinação do lucro real, por não se
enquadrarem no conceito de despesa operacional dedutível para fins do imposto de renda, e não
atenderem as condições para a dedutibilidade das despesas a que elas sejam necessárias à
atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora. Parecer Normativo CST n°
61/1979, RIR/99, artigos 299 e 344, § 5°

e) Multas punitivas

É a multa que possui o interesse de punir o inadimplente, ela é proposta por ocasião do
lançamento e a sua aplicação é excluída por denúncia espontânea. Lei n° 5.172/1966, artigo 138

Como exemplos de multas punitivas, estão:

a) as multas de lançamento de ofício aplicadas sobre a totalidade ou diferença do imposto devido,


nos casos de falta de declaração, de declaração inexata ou de evidente intuito de fraude; e

b) a aplicada à fonte pagadora obrigada a reter tributo ou contribuição, no caso de falta de


retenção ou recolhimento, ou recolhimento após o prazo fixado, sem o acréscimo de multa
moratória. RIR/99, artigo 957 e Lei n° 10.426/2002, artigo 9°

9.4.Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS) (art. 344 do


RIR/1992)

Os depósitos efetuados na conta vinculada de FGTS constituirão despesas dedutíveis na


apuração do lucro real das empresas, enquanto as importâncias levantadas a seu favor

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
158
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 159

constituirão receitas tributáveis, conforme dispõe o art. 27 da Lei no 7.839, de 12-10-89, que
regula o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.

Os depósitos efetuados pela pessoa jurídica, para garantia do tempo de serviço de seus diretores
não empregados, na forma da Lei no 6.919/81, também são dedutíveis na determinação do lucro
real (art. 345, parágrafo único do RIR/99).

9.5.Despesa com conservação e instalação de bens

Serão admitidas, como custo ou despesa operacional, as despesas com reparos e conservação
de bens e instalações destinadas a mantê-los em condições eficientes de operação

Se dos reparos, da conservação ou da substituição de partes e peças resultar aumento da vida


útil prevista no ato de aquisição do respectivo bem, as despesas correspondentes, quando
aquele aumento for superior a um ano, deverão ser capitalizadas, a fim de servirem de base a
depreciações futuras.

9.6.Juros Sobre Capital Próprio

A pessoa jurídica poderá deduzir, para efeitos de apuração do lucro real, os juros pagos ou
creditados individualizadamente a titular, sócios ou acionistas, a título de remuneração do capital
próprio, calculados sobre as contas do patrimônio líquido e limitados à variação, pro rata dia, da
Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP.

O efetivo pagamento ou crédito dos juros fica condicionado à existência de lucros, computados
antes da dedução dos juros, ou de lucros acumulados e reservas de lucros, em montante igual
ou superior ao valor de duas vezes os juros a serem pagos ou creditados (Lei nº 9.249, de 1995,
art. 9º, § 1º, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 78).

9.7.Despesa com pesquisa científica

Serão admitidas como operacionais as despesas com pesquisas científicas ou tecnológicas,


inclusive com experimentação para criação ou aperfeiçoamento de produtos, processos,
fórmulas e técnicas de produção, administração ou venda (Lei nº 4.506, de 1964 art. 53).

9.8.Despesa com Aluguel e Royalties

A dedução de despesas com aluguéis será admitida

- quando necessárias para que o contribuinte mantenha a posse, uso ou fruição do bem ou
direito que produz o rendimento; e

- se o aluguel não constituir aplicação de capital na aquisição do bem ou direito, nem distribuição
disfarçada de lucros, ressalvado o disposto no art. 356 do RIR/99.

Não são dedutíveis:

- os aluguéis pagos a sócios ou dirigentes de empresas, e a seus parentes ou dependentes, em


relação à parcela que exceder ao preço ou valor de mercado;

- as importâncias pagas a terceiros para adquirir os direitos de uso de um bem ou direito e os


pagamentos para extensão ou modificação de contrato, que constituirão aplicação de capital
amortizável durante o prazo do contrato.

As despesas de aluguel de bens móveis ou imóveis somente serão dedutíveis quando


relacionados intrinsecamente com a produção ou comercialização dos bens e serviços.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
159
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 160

A dedução de despesas com royalties será admitida quando necessárias para que o contribuinte
mantenha a posse, uso ou fruição do bem ou direito que produz o rendimento.

As somas das quantias devidas a título de royalties pela exploração de patentes de invenção ou
uso de marcas de indústria ou de comércio, e por assistência técnica, científica, administrativa
ou semelhante, poderão ser deduzidas como despesas operacionais até o limite máximo de cinco
por cento da receita líquida das vendas do produto fabricado ou vendido (art. 280), ressalvado o
disposto nos arts. 501 e 504 do RIR/99, inciso V.

9.9.Despesa com Leasing

Serão consideradas, como custo ou despesa operacional da pessoa jurídica arrendatária, as


contraprestações pagas ou creditadas por força de contrato de arrendamento mercantil.

As contraprestações de arrendamento mercantil somente serão dedutíveis quando o bem


arrendado estiver relacionado intrinsecamente com a produção e comercialização dos bens e
serviços.

9.10.Remuneração de Sócios e Dirigentes

Serão dedutíveis na determinação do lucro real as remunerações dos sócios, diretores ou


administradores, titulares de empresa individual e conselheiros fiscais e consultivos. Art. 357 do
RIR/1999.

A Instrução Normativa RFB n° 1.515/2014, artigo 29, determina que as retiradas dos sócios,
diretores ou administradores, titular de empresa individual e conselheiros fiscais e consultivos
será dedutível desde que sejam escriturados em custos ou despesas operacionais e
correspondam a remuneração mensal e fixa por prestação de serviços.

9.11.Participação dos empregados nos lucros

Para efeito de apuração do lucro real, a pessoa jurídica poderá deduzir como despesa
operacional as participações atribuídas aos empregados nos lucros ou resultados, dentro do
próprio exercício de sua constituição. Art. 358 do RIR/1999

A Receita Federal por meio da Solução de Consulta 12/2013, emitiu entendimento de que não
será admitida a dedução de provisão para pagamento do PLR, cabendo a dedução apenas da
despesa quando for considerada incorrida.

SOLUÇÃO DE CONSULTA N° 12 de 29 de Janeiro de 2013


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
EMENTA: PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES NOS LUCROS. PROVISÃO MENSAL.
INDEDUTIBILIDADE. As participações dos trabalhadores nos lucros e resultados só poderão
ser consideradas despesas dedutíveis quando incorridas, ou seja, após o término de seu
período de apuração e no montante efetivamente calculado e devido. As provisões mensais
referentes à participação dos trabalhadores nos lucros e resultados não representam
despesas operacionais dedutíveis e devem ser adicionadas na apuração do IRPJ com base
no Lucro Real.

9.12.Despesa Médica de empregados e dirigentes

Consideram-se despesas operacionais os gastos realizados pelas empresas com serviços de


assistência médica, odontológica, farmacêutica e social, destinados indistintamente a todos os
seus empregados e dirigentes. Art. 360 do RIR/1999

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
160
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 161

9.13.Despesa com Propaganda

São admitidos, como despesas de propaganda, desde que diretamente relacionados com a
atividade explorada pela empresa e respeitado o regime de competência, observado, ainda, o
disposto no art. 249, parágrafo único, inciso VIII do RIR/99 (Lei nº 4.506, de 1964 art. 54, e Lei
nº 7.450, de 1985, art. 54):

- os rendimentos específicos de trabalho assalariado, autônomo ou profissional, pagos ou


creditados a terceiros, e a aquisição de direitos autorais de obra artística;

- as importâncias pagas ou creditadas a empresas jornalísticas, correspondentes a anúncios ou


publicações;

- as importâncias pagas ou creditadas a empresas de radiodifusão ou televisão,


correspondentes a anúncios, horas locadas ou programas;

- as despesas pagas ou creditadas a quaisquer empresas, inclusive de propaganda;

- o valor das amostras, tributáveis ou não pelo imposto sobre produtos industrializados,
distribuídas gratuitamente por laboratórios químicos ou farmacêuticos e por outras empresas que
utilizem esse sistema de promoção de venda de seus produtos, sendo indispensável:

L.1) que a distribuição das amostras seja contabilizada, nos livros de escrituração da empresa,
pelo preço de custo real;

L.2.) que a saída das amostras esteja documentada com a emissão das correspondentes notas
fiscais;

L.3) que o valor das amostras distribuídas em cada ano-calendário não ultrapasse os limites
estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, tendo em vista a natureza do negócio, até o
máximo de cinco por cento da receita obtida na venda dos produtos.

9.14.Despesa com formação de empregados

Poderão ser deduzidos, como despesa operacional, os gastos realizados com a formação
profissional de empregados, conforme o art. 368 RIR/99.

Pelo entendimento da Receita Federal, por meio da Solução de Consulta 259/2010, será
considerada despesa operacional aquela efetuada com a formação profissional de empregados,
devendo o gasto ser necessário, e ainda que esteja diretamente voltado para os objetivos da
pessoa jurídica.

SOLUÇÃO DE CONSULTA N° 259 de 21 de Julho de 2010


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
EMENTA: DESPESAS COM FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE EMPREGADOS. BOLSA DE
ESTUDOS. DEDUTIBILIDADE. Na apuração do lucro real pode ser deduzida como despesa
operacional aquela efetuada com a formação profissional de empregados, desde que tal gasto
seja comprovadamente necessário, esteja diretamente voltado para os objetivos da pessoa
jurídica e desde que sejam atendidos os demais requisitos legais. Os valores despendidos a
título de bolsa de estudos para empregados não são dedutíveis para o fim de apuração do
lucro real.

9.15. Alimentação de Empregados

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
161
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 162

Admitir-se-ão como dedutíveis as despesas de alimentação fornecida pela pessoa jurídica,


indistintamente, a todos os seus empregados, observado o disposto no inciso V do parágrafo
único do art. 249 RIR/99 (Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, § 1º).

Quando a pessoa jurídica tiver programa aprovado pelo Ministério do Trabalho.

9.16. Vale Transporte

Poderão ser deduzidos, como despesa operacional, os gastos comprovadamente realizados, no


período de apuração, na concessão do vale-transporte a que se refere a Lei nº 7.418, de 16 de
dezembro de 1985 (Lei nº 7.418, de 1985, art. 4º, e Medida Provisória nº 1.753-16, de 1999, art.
10, parágrafo único)

9.17.Depreciação

Poderá ser computada, como custo ou encargo em cada período de apuração, a importância
correspondente à diminuição do valor dos bens do ativo resultante do desgaste pelo uso, ação
da natureza e obsolescência normal (Lei nº 4.506, de 1964, art. 57).

A depreciação será deduzida pelo contribuinte que suportar o encargo econômico do desgaste
ou obsolescência, de acordo com as condições de propriedade, posse ou uso do bem (Lei nº
4.506, de 1964, art. 57, § 7º).

A quota de depreciação é dedutível a partir da época em que o bem é instalado, posto em serviço
ou em condições de produzir (Lei nº 4.506, de 1964, art. 57, § 8º).

9.20. Amortização

Poderá ser computada, como custo ou encargo em cada período de apuração, a importância
correspondente à recuperação do capital aplicado, ou dos recursos aplicados em despesas que
contribuam para a formação do resultado de mais de um período de apuração.

Somente será permitida a amortização de bens e direitos intrinsecamente relacionados com a


produção ou comercialização dos bens e serviços (Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, inciso III).

9.21.Exaustão

Poderá ser computada, como custo ou encargo em cada período de apuração, a importância
correspondente à diminuição do valor de recursos minerais, resultante da sua exploração (Lei nº
4.506, de 1964, art. 59).

9.22.Dedução de Provisões

Na determinação do lucro real somente serão dedutíveis as provisões expressamente


autorizadas no Regulamento do Imposto de Renda, conforme mencionada nesse item.

- Provisões Técnicas Compulsórias

São dedutíveis as provisões técnicas das companhias de seguro e de capitalização, bem como
das entidades de previdência privada, cuja constituição é exigida pela legislação especial a elas
aplicável (art. 336 do RIR).

- Remuneração de Férias

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
162
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 163

O contribuinte poderá deduzir, como custo ou despesa operacional, em cada período de


apuração, importância destinada a constituir provisão para pagamento de remuneração
correspondente a férias de seus empregados. (Art. 337 do RIR)

- Décimo Terceiro Salário

O contribuinte poderá deduzir, como custo ou despesa operacional, em cada período de


apuração, importância destinada a constituir provisão para pagamento de remuneração
correspondente ao 13º salário de seus empregados (art. 338 do RIR).

9.23.Perdas nos recebimentos de créditos

Para determinação do lucro real poderão ser deduzidas como despesas as perdas no
recebimento de créditos decorrentes das atividades da pessoa jurídica observando as
disposições conforme previsto na legislação.

a) Inadimplência antes da MP N° 656/2014

Conforme orienta o art. 9º da Lei nº 9.430/1996, poderão ser registrados como perda os créditos:

a) em relação aos quais tenha havido a declaração de insolvência do devedor, em


sentença emanada do Poder Judiciário;

b) sem garantia, de valor, assim considerados:

I) até R$ 5.000,00, por operação, vencidos há mais de 6 meses,


independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu
recebimento;

II) de R$ 5.000,01 até R$ 30.000,00, por operação, vencidos há mais de 1 ano,


independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu
recebimento, porém, mantida a cobrança administrativa;

III) acima de R$ 30.000,00, vencidos há mais de 1 ano, desde que iniciados e


mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento;

c) com garantia, vencidos há mais de 2 anos, desde que iniciados e mantidos os


procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias;

d) contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica em concordata ou recuperação


judicial, no que referem-se à parcela que exceder o valor que esta tenha comprometido
a pagar, observado o disposto conforme art.9º da Lei nº 9.430/1996 alterado pela Medida
Provisória n° 656/2014 com efeitos a partir de 08.10.2014.

b) Inadimplência Após a MP N° 656/2014

Conforme publicação da Medida Provisória n° 656/2014, art. 2º, inclui o parágrafo 7º na Lei º
9.430/1996 determinando que em relação aos contratos que ficarem inadimplentes a partir da
sua publicação podem ser registrados como perda os créditos, devendo observar as seguintes
disposições, com efeitos a partir de 08.10.2014:

a) em relação às pessoas que tenha havido a declaração de insolvência do devedor, em


sentença emanada do Poder Judiciário;

b) sem garantia, de valor, considerado:

I) até R$ 15.000,00, por operação, vencidos há mais de 6 meses,


independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu
recebimento;
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
163
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 164

II) de R$ 15.000,01 até R$ 100.000,00, por operação, vencidos há mais de 1


ano, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu
recebimento, desde que mantida a cobrança administrativa;

III) acima de R$ 100.000,00, vencidos há mais de 1 ano, desde que iniciados e


mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento;

c) com garantia, vencidos há mais de 2 anos, de valor:

I) até R$ 50.000,00, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais


para o seu recebimento ou o arresto das garantias; e

II) acima de R$ 50.000,00, desde que iniciados e mantidos os procedimentos


judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias; e

d)contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica em concordata ou recuperação


judicial, relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha se comprometido a
pagar, observado o disposto previsto no art. 9º da Lei nº 9.430/1996.

9.24. DESPESAS COM VEÍCULOS

Em se tratando de despesas com veículos registrados no ativo imobilizado da empresa, as


despesas com combustíveis e manutenção, poderão ser consideradas como dedutíveis, pois por
presunção legal, são necessárias à atividade da empresa.

Porém em se tratando de despesas com combustíveis e manutenção em veículos dos


empregados, administradores ou sócios da empresa, dependerá muito da atividade dela.

Uma clínica médica, por exemplo, dificilmente conseguirá comprovar a necessidade da utilização
de um veículo, considerando que são os pacientes que vão até a clínica. Já para uma atividade
de engenharia ou consultoria, por exemplo, fica mais fácil de comprovar a necessidade da
utilização de um veículo na atividade da empresa.

As despesas de combustíveis e de manutenção de veículo de propriedade de empregado, pagas


pelo empregador como ressarcimento pelo uso no trabalho, desde que exigido pelas atividades
usuais ou normais desenvolvidas pela empresa, de acordo com o PN no 643/71, são admitidas
como operacionais. A empresa deve corroborar o ressarcimento das despesas efetivamente
ocorridas com a documentação original dos gastos.

9.25. Despesas com Viagens

As despesas com viagens e com veículos destinadas a custear diárias, despesas com
alimentação e pousada, para que possam ser aceitas como despesas operacionais, devem ser
comprovadas com documentos hábeis e idôneos. Não serão aceitos apenas relatórios de
viagens sem documentação que assegurem os requisitos de normalidade e necessidade da
empresa.

9.26. Contribuições e Doações

A partir de 01-01-96, somente são dedutíveis as doações para projetos culturais de que trata a
Lei no 8.313/91, as efetuadas para instituições de ensino e pesquisa cuja criação tenha sido
autorizada por lei federal e que preencham os requisitos dos incisos I e II do art. 213 da CF e as
efetuadas a entidades civis, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em benefício de
empregados e dependentes da pessoa jurídica doadora ou em benefício da comunidade local.

9.27. Brindes
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
164
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 165

As mercadorias que não constituam objeto normal da atividade da empresa, adquiridas com a
finalidade específica de distribuição gratuita ao consumidor ou ao usuário final, objetivando
promover a organização ou a empresa, em que a forma de contemplação é instantânea, embora
não tenham valor comercial, não são consideradas amostras, pois não se tratam de produto,
fragmento ou parte de mercadoria em quantidade estritamente necessária a dar a conhecer a
sua natureza, espécie e qualidade, por este motivo são consideradas indedutíveis na apuração
do Lucro Real.

SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT N° 058, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2013

(DOU de 18.02.2014)

ASSUNTO: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL

EMENTA: DESPESAS COM BRINDES. INDEDUTIBILIDADE. BRINDES. CONCEITO. Nos


termos do art. 13, VII, e do art. 35 da Lei n° 9.249, 26 de dezembro de 1995, são indedutíveis,
para efeito de apuração da base de cálculo da CSLL, as despesas com brindes. O termo
"brindes" do art. 13, inciso VII, da Lei n° 9.249, de 1995, refere-se às mercadorias que não
constituam objeto normal da atividade da empresa, adquiridas com a finalidade específica de
distribuição gratuita ao consumidor ou ao usuário final, objetivando promover a organização
ou a empresa, em que a forma de contemplação é instantânea. Embora possam ser de
diminuto ou nenhum valor comercial, como as amostras, conceituadas no art. 54, inciso III, do
Decreto n° 7.212, de 15 de junho de 2010, destas se diferenciam pois não se tratam de
produto, fragmento ou parte de mercadoria em quantidade estritamente necessária a dar a
conhecer a sua natureza, espécie e qualidade.

DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei n° 9.249, de 1995, art. 13, inciso VII, § 2° e art. 35; Lei n° 5.768,
de 1971; Decreto n° 7.212, de 2010, art. 54, inciso III; Decreto n° 3.000, de 1999, arts. 249,
365 e 366; Decreto n° 70.951, de 1972; Portaria MF n° 41, 2008.

FERNANDO MOMBELLI
Coordenador-Geral

9.30. Perdão de Divida

O perdão de dívida, por se tratar de uma mera liberalidade, não é uma despesa dedutível para
quem está concedendo o perdão e para quem está recebendo o perdão é uma receita tributável.

9.31. Despesas Financeiras

As despesas de financiamento decorrentes de empréstimos contraídos para aquisição de bens


do ativo imobilizado, sejam os obtidos diretamente junto aos fornecedores, sejam os pactuados
com terceiros com aquela finalidade, tais como juros e comissões, quando destacadas no
contrato, de acordo com o PN no 127/73, são consideradas despesas operacionais

9.32. Furto e Apropriação Indébita


Somente são dedutíveis como despesas os prejuízos por desfalque, apropriação indébita e furto,
por empregados ou terceiros, quando houver inquérito instaurado nos termos da legislação
trabalhista ou quando apresenta queixa perante a autoridade policial, conforme dispõe o art. 364
do RIR/99.

10. Compensação de Prejuízos Fiscais

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
165
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 166

A partir de 1.995 o lucro real de cada período-base poderá ser reduzido em função da
compensação de prejuízos fiscais em, no máximo, 30%. A mesma limitação se aplica em relação
à base de cálculo da CSLL.

As pessoas jurídicas poderão compensar os prejuízos fiscais apurados em períodos-base


anteriores, observadas as normas pertinentes à compensação que as autorizam:

De acordo com o art. 42 da Lei n.º 8.981/95, o lucro real de cada período-base (lucro líquido
ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação do Imposto de
Renda) poderá ser reduzido em função da compensação de prejuízos fiscais em, no máximo,
30% (trinta por cento).

Exemplo:

a) lucro líquido do período........................R$ 22.000,00;

b) adições.................................................R$ 10.000,00;

c) exclusões..............................................R$ 2.000,00;

d) lucro real...............................................R$ 20.000,00.

A compensação do Prejuízo Fiscal, de acordo com o exemplo, está limitada ao valor de R$


6.000,00 (seis mil e trezentos reais), ou seja, 30% (trinta por cento) de R$ 20.000,00 (vinte mil
reais).

Assim, o Prejuízo Fiscal de período anterior poderá ser integralmente compensado se o seu valor
não ultrapassar o valor de R$ 6.000,00 (seis mil e trezentos reais); se ultrapassar esse valor, o
excedente não poderá ser compensado nesse período, devendo ser registrado e controlado na
parte B do LALUR, para compensação em períodos subseqüentes.

10.1.Pessoas Jurídicas Excluídas da Limitação

O limite de 30% (trinta por cento) mencionado no item anterior não se aplica à compensação de
Prejuízos Fiscais apurados:

a) pelas pessoas jurídicas que tenham por objeto a exploração de atividades rurais;

b) pelas empresas industriais titulares de Programas Especiais de Exportação aprovados até


03.06.1993 pela Befiex, as quais podem compensar o Prejuízo Fiscal verificado nos 6 (seis)
anos-calendário subseqüentes, independentemente da distribuição de lucros ou dividendos aos
sócios ou acionistas.

10.2. Mudança de Controle Societário e de Ramo de Atividade

A pessoa jurídica não poderá compensar seus Prejuízos Fiscais se entre a data da apuração e
da compensação do prejuízo houver ocorrido, cumulativamente, modificação de seu controle
societário e do ramo de atividade.

Ressalte-se que esses 2 (dois) eventos só constituem causa impeditiva da compensação de


Prejuízos Fiscais se houverem ocorrido, cumulativamente, ainda que não na mesma data, entre
o encerramento do período em que o prejuízo foi apurado e o encerramento do período da
compensação.

10.3. Prejuízos Fiscais Operacionais e Não-Operacionais

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
166
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 167

Consideram-se Prejuízos Fiscais operacionais aqueles decorrentes das atividades normais da


pessoa jurídica e não-operacionais aqueles decorrentes da alienação de bens e direitos do ativo
permanente.

O resultado não-operacional corresponde à diferença, positiva ou negativa, entre o valor pelo


qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil.

Ressalte-se que a restrição à compensação de prejuízos não-operacionais não se aplica em


relação às perdas decorrentes de baixa de bens ou direitos do ativo permanente em virtude de
terem se tornado imprestáveis, obsoletos ou caídos em desuso, ainda que posteriormente
venham a ser alienados como sucata.

10.4.Prejuízos Fiscais Não-Operacionais - Compensação Somente


Com Lucros Não-Operacionais
Os prejuízos não-operacionais, apurados a partir de 01.01.1996, somente poderão ser
compensados com lucros da mesma natureza, observado o limite de 30% (trinta por cento) do
lucro real mencionado no item 3.

Observe-se que a vinculação da compensação de prejuízos não-operacionais com lucros da


mesma natureza somente se aplica nos períodos subseqüentes ao de sua apuração, ou seja, os
resultados não-operacionais, positivos ou negativos, integrarão normalmente o lucro real do
período de sua ocorrência, ou seja, no período de sua apuração, os prejuízos não-operacionais
podem ser absorvidos pelos lucros operacionais, sem nenhuma restrição.

10.5. Segregação dos Prejuízos Não-Operacionais


A separação em prejuízos não-operacionais e em prejuízos das demais atividades somente será
exigida se, no período, forem verificados, cumulativamente, resultados não-operacionais
negativos e lucro real negativo (Prejuízo Fiscal).

O prejuízo referente às atividades operacionais, que será controlado na parte B do LALUR sem
a inclusão do prejuízo não operacional, pode ser compensado sem a análise quanto a
composição do lucro.

A soma de ambos os prejuízos (operacionais e não operacionais), a ser compensada, não poderá
exceder o limite de 30% (trinta por cento) do lucro real antes das compensações, exceto quanto
às atividades que não se sujeitam a tal limite (atividade rural e empresas titulares de programas
BEFIEX aprovados até 03.06.1993).
(...)

10.6. Compensação do Prejuízo Fiscal Não-Operacional em Períodos


Futuros
Para efeito de compensação dos prejuízos não operacionais em períodos-base futuros, a pessoa
jurídica que apurar prejuízo fiscal em algum período-base iniciado a partir de 1996, deverá
verificar se ele provém, no todo ou em parte, de resultados negativos não operacionais.

Considera-se resultado não operacional a diferença, positiva ou negativa, entre o valor pelo qual
o bem ou direito do ativo permanente houver sido alienado e o seu valor contábil.

Caso sejam apurados, cumulativamente, resultados não operacionais negativos e prejuízo fiscal,
proceder-se-á à seguinte segregação:

a) se o prejuízo fiscal for maior, todo o resultado não operacional negativo será considerado
prejuízo fiscal não operacional e a parcela excedente será considerada prejuízo fiscal das
atividades operacionais;

b) se todo o resultado não operacional negativo for maior ou igual ao prejuízo fiscal, todo o
prejuízo fiscal será considerado não operacional.
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
167
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 168

10.7. Exemplos de Compensações


Para melhor esclarecer a compensação de prejuízos, vamos analisar alguns exemplos abaixo,
os quais não contempla a atividade rural.

Exemplo – Ano 1

Resultado Operacional = - R$ 80.000,00 (prejuízo)


Resultado Não operacional = R$ 20.000,00 (lucro)
Resultado fiscal antes da compensação = - R$ 30.000,00 (prejuízo)

Neste ano por ser o primeiro a ser analisado, não haverá compensação de prejuízos fiscais. Logo
o resultado fiscal após a compensação e os prejuízos acumulados controlados na parte B do
lalur ficarão da seguinte forma:

Resultado fiscal após a compensação: R$ 30.000,00

Lalur na parte B (Prejuízos acumulados): repare que houve lucro não operacional no período.
Logo, todo o prejuízo fiscal do período será considerado como prejuízo acumulado das demais
atividades.

Prejuízos Não operacionais = R$ 0,00


Prejuízos das Demais Atividades = R$ 30.000,00

Exemplo – Ano 2

Resultado Operacional R$ 200.000,00 (lucro)


Resultado Não operacional – R$ 300.000,00 (prejuízo)
Resultado Fiscal antes da Compensação: - R$ 100.000,00 (prejuízo)

Ainda não haverá compensação a fazer, pois houve um prejuízo fiscal

Resultado fiscal após a compensação: - R$ 100.000,00

Lalur parte B (Prejuízos Acumulados): Neste ano, ocorreu o prejuízo fiscal e o prejuízo não
operacional é maior que o prejuízo fiscal. Logo, o prejuízo não operacional, considerado será
igual ao prejuízo fiscal.

Prejuízos não operacionais: R$ 100,000,00


Prejuízos das demais atividades: R$ 30.000,00 (do trimestre anterior)

A separação em prejuízos não operacionais e em prejuízos das demais atividades somente


será exigida se, no período, forem verificados, cumulativamente, resultados não operacionais
negativos e lucro real negativo (prejuízo fiscal).

Se todo o resultado não operacional negativo for maior ou igual ao prejuízo fiscal, todo o
prejuízo fiscal será considerado não operacional.

Exemplo – Ano 3

Resultado Operacional = - R$ 90.000,00 (prejuízo)


Resultado Não operacional = - R$ 30.000,00 (prejuízo)
Resultado Fiscal antes da Compensação = R$ 50.000,00 (lucro)

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
168
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 169

Neste caso, como houve lucro real no período, é possível compensar R$ 15.000,00 (R$
50.000,00 x 30%).

Resultado Fiscal após a compensação = R$ 35.000,00

Lalur parte B (Prejuízos Acumulados): Será compensado R$ 15.000,00 dos prejuízos


acumulados das demais atividades.

Prejuízos Não Operacionais = R$ 100.000,00 (ano anterior)


Prejuízos das Demais Atividades = R$ 15.000,00 (R$ 30.000,00 – R$ 15.000,00)

Exemplo – Ano 4

Resultado Operacional = - R$ 300.000,00 (prejuízo)


Resultado Não Operacional = - R$ 10.000,00 (prejuízo)
Resultado Fiscal Antes da Compensação = - R$ 8.000,00 (prejuízo)

Não haverá compensação a fazer, pois houve mais um prejuízo fiscal.

Resultado Fiscal após a compensação = - R$ 8.000,00 (prejuízo)

Lalur Parte B (prejuízos acumulados): Neste ano, ocorreu prejuízo fiscal e o prejuízo não
operacional é maior que o prejuízo fiscal. Logo, o prejuízo não operacional considerado será
igual ao prejuízo fiscal.

Prejuízos Não operacionais = R$ 108.000,00 (R$ 100.000,00 + R$ 8.000,00 )


Prejuízo das Demais Atividades = R$ 15.000,00

Exemplo – Ano 5

Resultado Operacional: - R$ 150.000,00 (prejuízo)


Resultado Não operacional: - R$ 60.000,00 (prejuízo)
Resultado Fiscal antes da Compensação = - R$ 100.000,00 (prejuízo)

Não haverá compensação a fazer, pois houve prejuízo fiscal.

Resultado fiscal após a Compensação = - R$ 100.000,00 (prejuízo)

Lalur – Parte B (Prejuízos Acumulados): Neste ano, ocorreu prejuízo fiscal e o prejuízo não
operacional é menor que o prejuízo fiscal. Logo, o prejuízo não operacional considerado será o
próprio resultado não operacional e o o prejuízo das demais atividades será o resultado da
diferença entre o prejuízo fiscal antes das compensação (R$ 100.000,00) e o prejuízo não
operacional (R$ 60.000,00).

Prejuízos Não operacionais = R$ 168.000,00 ( 108.000,00 + R$ 60.000,00)


Prejuízos das Demais Atividades= R$ 55.000,00 ( R$ 15.000,00 + R$ 40.000,00)

Se o prejuízo fiscal for maior, todo o resultado não operacional negativo será considerado
prejuízo fiscal não operacional e a parcela excedente será considerada, prejuízo fiscal das
demais atividades;

Exemplo – Ano 6

Resultado Operacional = - R$ 20.000,00 (prejuízo)


Resultado Não operacional = R$ 10.000,00 (lucro)
Resultado Fiscal antes da Compensação = - R$ 8.000,00 (prejuízo)

Não haverá compensação a fazer, pois houve mais um prejuízo fiscal.


www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
169
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 170

Resultado fiscal após a compensação = - R$ 8.000,00 (prejuízo)

Lalur Parte B: (Prejuízos acumulados): Como houve lucros não operacionais (R$ 10.000,00),
mas a ocorrência de prejuízo fiscal impossibilitou a compensação de prejuízos não operacionais,
esses prejuízos passa a ser considerados prejuízos operacionais (R$ 10.000,00). Além disso, o
prejuízo fiscal do período será considerado prejuízo das demais atividades (R$ 8.000,00).

Prejuízos Não operacionais = R$ 158.000,00 (R$ 168.000,00 – R$ 10.000,00)


Prejuízos das Demais Atividades = R$ 73.000,00 (R$ 55.000,00 + R$ 10.000,00 + R$ 8.000,00)

10.8.Empresa Optante pelo Pagamento por Estimativa Mensal


No cálculo do Imposto de Renda mensal por estimativa não poderão ser compensados Prejuízos
Fiscais de períodos anteriores.

No entanto, se a empresa optar por levantar balanços ou balancetes no decorrer do ano, para
efeito de suspender ou reduzir os pagamentos mensais, poderá compensar Prejuízos Fiscais de
períodos anteriores, encerrados até 31 de dezembro do ano anterior, na determinação do lucro
real, na forma examinada nesse trabalho.

Cabe lembrar que nos balanços de suspensão ou redução do imposto apura-se o resultado
acumulado desde o mês de janeiro do ano em curso, e assim os prejuízos de um mês são
automaticamente absorvidos pelos lucros de outro.

10.9. Empresa Optante pelo Lucro Real Trimestral


No caso da empresa apurar o lucro real de forma trimestral, o Prejuízo Fiscal apurado em um
trimestre somente poderá ser compensado com o lucro real apurado nos trimestres
subseqüentes ainda que dentro do próprio ano-calendário, na forma examinada nesse trabalho.

10.10. Compensação de Prejuízos Apurados no Exterior


Os prejuízos apurados no Exterior não poderão ser compensados com os lucros auferidos no
Brasil. Assim, os prejuízos apurados por uma controlada ou coligada, no Exterior, somente
poderão ser compensados com lucros dessa mesma controlada ou coligada (Instrução
Normativa SRF nº 213/2002, art. 4º).

10.11 Absorção de Prejuízos na Escrituração Comercial


A absorção, mediante débito à conta de lucros acumulados, de reservas de lucros ou capital, ao
capital social, ou à conta de sócios, matriz ou titular de empresa individual, de prejuízos apurados
na escrituração comercial do contribuinte não prejudica seu direito à compensação do Prejuízo
Fiscal apurado no LALUR.

10.12. Mudança de Regime Tributário


Optando a pessoa jurídica pelo pagamento do imposto de renda com base no lucro presumido,
de acordo com o PN no 14/83, o prejuízo apurado no LALUR, embora apoiado em escrituração
contábil e fiscal mantido regularmente, não poderá ser compensado com o lucro real dos
exercícios financeiros subsequentes.

A opção pelo lucro presumido torna definitivo o resultado fiscal apurado segundo essa
modalidade de determinação da base de cálculo do imposto; assim, quando a pessoa jurídica
exercer dita faculdade, e, paralelamente, mantiver escrituração da qual resultar prejuízo apurado
no LALUR, considera-se que houve renúncia implícita ao direito de compensação.

Caso a pessoa jurídica optante pelo lucro presumido retorne ao regime de tributação pelo lucro
real, o saldo de prejuízos fiscais apurados no regime de lucro real, anterior à opção pelo lucro
presumido e não utilizado, poderá vir a ser compensado, observado o limite de 30% (art. 22 da
IN no 21/92).
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
170
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 171

10.13. Compensação de Prejuízo Fiscal na Incorporação, Fusão e


Cisão
O Decreto-lei no 1.730/79 revogou o § 5o do art. 64 do Decreto-lei no 1.598/77 que permitia à
sociedade resultante de fusão e à que incorporar outra pessoa jurídica ou parte do patrimônio de
sociedade cindida o direito de compensar os prejuízos das sociedades extintas .

O art. 33 do Decreto-lei no 2.341/87 dispõe expressamente que a pessoa jurídica sucessora por
incorporação, fusão ou cisão não poderá compensar prejuízos fiscais da sucedida.

No caso de cisão parcial, a cindida poderá compensar os seus próprios prejuízos,


proporcionalmente à parcela remanescente do patrimônio líquido (art. 514 do RIR/99)

10.14. Prazo para compensação dos Prejuízos Fiscais


O art. 12 da Lei no 8.541/92 que limitava a compensação dos prejuízos fiscais apurados a partir
de 01-01-93 em quatro anos-candelário foi revogado pelo art. 117 da Lei no 8.981/95, os
prejuízos fiscais apurados a partir de 01-01-95 não têm prazo decadencial para sua
compensação. O saldo remanescente de prejuízos fiscais em 31-12-94, que poderiam ser
compensados em 1995 também deixam de ter prazo decadencial para compensação em virtude
do art. 15 da Lei no 9.065/95. O art. 27 da IN no 51, de 31-10-95, esclarece que os saldos de
prejuízos fiscais existentes em 31-12-94 são passíveis de compensação, independente do prazo
previsto na legislação vigente à época de sua apuração.

11. Incentivos Fiscais no Lucro Real


De acordo com o artigo 13 da Lei nº. 9.249/95, não são dedutíveis as contribuições não
compulsórias, sendo entendido como compulsórias aquelas contribuições exigidas por força de
lei, exceto as destinadas a custear seguros e planos de saúde, e benefícios complementares
assemelhados aos da previdência social, instituídos em favor dos empregados e dirigentes da
pessoa jurídica.

Para as pessoas jurídicas que apuram o imposto de renda com base no lucro real é permitida a
dedução das doações efetuadas em Favor de Projetos Culturais e Artísticos, Doações a
Instituições de Ensino e Pesquisa, Doações a Entidades Civis Que Prestem Serviços Gratuitos
e Doações ao Fundo dos Direitos da Criança, respeitando o limite de dedutibilidade estipulado
em lei.

11.1. Limites de Dedução Global


Observado o limite específico de cada incentivo, deve ser respeitado ainda o limite global de 4%,
com exceção ao incentivo ao Desporto que não é integrado neste limite.

11.2.Dedução do Imposto Devido


Os incentivos fiscais poderão ser deduzidos do IRPJ normal apurado durante o ano de acordo
com a opção de tributação da pessoa jurídica:

(a)balanço trimestral;

(b)regime da estimativa; ou,

(c)balancetes de suspensão/redução.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
171
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 172

11.3.Quadro Resumo dos incentivos fiscais:


INCENTIVO LIMITES
CÁLCULO DO INCENTIVO BASE LEGAL
FISCAL
INDIVIDUAL GLOBAL
Projetos aprovados nos termos
Lei Rouanet -
do artigo 18 daLei 8.313/91, o
Projetos
cálculo será sobre 100% do valor 4%
Especiais (Lei
concedido a título de patrocínio ou
8.313/1991)
doação
Projetos aprovados em
Arts.
consonância com oartigo 26 da Lei
Lei Rouanet - 475 a 489 e 543 do
8.313/91, observando que o 4%
Outros Projetos 4% RIR/99; Decretos
calculo observará 40% das
(Lei 8.313/1991) 1.493 e 1.494/95;
doações e 30% da verba
concedida a título de patrocínio
Valores efetivamente aplicados na
Projeto
aquisição primária de certificados
Audiovisual (Lei 3%
de investimento em projetos
8.685/1993)
aprovados Min. Cultura
Doação a
Instituições de Art. 13, § 2°, inciso
Doações efetivamente realizadas 1,5% não há
Ensino e II da Lei 9.249/95
Pesquisas
Total da doação limitando-se a Art. 13, §§
Doação a
2% da receita operacional antes 2% não há 1° e 2° da Lei
Entidades Civis
de sua dedução 9.249/95
Doação a
Organizações da Total da doação limitando-se a Art. 13, §§
Sociedade Civil 2% da receita operaciona antes 2% não há 1° e 2° da Lei
de Interesse de sua dedução 9.249/95
Público (OSCIP)
Doação ao
Conselho dos Arts. 543 e 591 do
Doações efetivamente realizadas 1%
Direitos da RIR/99; e IN SRF
Criança 1% 86/94; Lei
Doação ao 9.250/95; Art.
Fundo Nacional Doações efetivamente realizadas 1% 1° da Lei 12.213/10
do Idoso

12.4. Programa de Alimentação ao Trabalhado


O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é um programa governamental de adesão
voluntária, que tem como principal objetivo estimular o empregador a fornecer alimentação
nutricionalmente adequada aos trabalhadores, com reflexos positivos para a qualidade de vida,
redução de acidentes de trabalho e aumento de produtividade.

O Programa foi instituído pela Lei n° 6.321, de 14 de abril de 1976 e regulamentado pelo Decreto
n° 5, de 14 de janeiro de 1991 e artigos 581 a 587 do RIR/99.

12.4.1. Inscrição

Para inscrever-se no PAT e usufruir dos benefícios fiscais, a pessoa jurídica, matriz e/ou filiais,
poderá efetuar a inscrição da empresa beneficiária exclusivamente com a utilização de
formulários eletrônicos disponíveis para acesso público.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
172
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 173

A inscrição é feita na página eletrônica do Ministério do Ministério do trabalho e Emprego no


endereço www.mte.gov.br > Serviços > Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

12.4.1. Formas de aplicação do recurso

Para que o programa possa ser aplicado pela empresa inscrita poderá distribuir cestas básicas
ou alimentos já preparados, mantendo o serviço próprio de refeições ou firmar convênio com
alguma das entidades fornecedoras ou prestadoras de serviços de alimentação credenciadas
pelo PAT.

É permitida a adoção de mais de uma modalidade pelo mesmo empregador, devendo ser
proporcionado condições de avaliação do teor nutritivo da alimentação.

12.4.2.Prazo de Validade

A adesão ao PAT terá validade imediata e por prazo indeterminado. Artigo 3° da Portaria
Interministerial n° 5/1999

Quando a empresa não mais desejar continuar no PAT, poderá cancelar a sua inscrição.

O cancelamento da adesão ao programa pode ainda ser feito por decisão do Ministério do
Trabalho e Emprego, caso se constate descumprimento da legislação reguladora do Programa.

12.4.3. Despesas de Custeio

Os gastos com o custeio que compõem o custo direto e exclusivo do serviço de alimentação
serão permitidos na base de cálculo do incentivo, podendo ser considerados:

a) matéria-prima;
b) mão de obra e encargos;
c) gastos com a limpeza do setor (cozinha);
d) consumo de energia no preparo/distribuição das refeições; e
e) gastos com materiais auxiliares e descartáveis, exemplo: pratos e copos de papelão ou
plástico.
Na contratação de prestadora de serviços ou fornecedoras de alimentação coletiva, a despesa
de custeio corresponderá ao valor pago às empresas administradoras dos cupões, tíquetes,
cartões eletrônicos ou magnéticos ou fornecedoras de alimentação.

12.4.4. Participação do Trabalhador

A participação financeira do trabalhador está limitada a 20% do custo direto da refeição. Artigo
2° do Decreto n° 5/1991

12.4.5. Limite do Custo para o Incentivo

O valor do incentivo fiscal por refeição, dedutível do Imposto de Renda, está limitado a 80% do
custo máximo admitido, uma vez que a participação máxima prevista para os empregados é de
20% desse custo.

12.4.6. Dedutibilidade

O valor dos gastos gerados pela pessoa jurídica no fornecimento da alimentação aos
funcionários é dedutível como custo ou despesa operacional.

Podemos afirmar então que a pessoa jurídica terá o benefício da dedução das despesas com a
alimentação do funcionário, assim como também o benefício da redução do IRPJ devido.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
173
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 174

O benefício fiscal de redução do imposto de renda somente é possível para as empresas


tributadas pelo lucro real e que satisfaçam os requisitos exigidos pelo programa.

12.4.7. Apuração do Benefício

O incentivo fiscal é deduzido diretamente do imposto devido, sem computar o adicional do


imposto de renda, estando sujeito a limites.

O montante do benefício fiscal corresponde ao menor valor resultante da aplicação do percentual


de 15% sobre as despesas de custeio do PAT, líquidas da participação do trabalhador;

SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT N° 079, DE 28 DE MARÇO DE 2014

(DOU de 17.04.2014)

ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ.

EMENTA: PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR - PAT. LIMITE.


POSSIBILIDADE DE DEDUÇÃO. ANO-CALENDÁRIO SUBSEQÜENTE. O valor calculado,
dentro do limite de quatro por cento sobre o imposto de renda devido, a título de incentivo
fiscal de dedução do programa de alimentação do trabalhador - PAT, para determinado ano-
calendário, não poderá ser deduzido nos anos-calendário subseqüentes, mesmo que a pessoa
jurídica não tenha usufruído o benefício no período de apuração em que ocorreram as
despesas com o PAT. A parcela do incentivo fiscal de dedução do PAT que exceder o limite
de quatro por cento do imposto de renda devido no período de apuração poderá ser deduzida
no prazo máximo de dois anos-calendário subseqüentes àquele em que ocorreram os gastos
com o programa. Observados os limites individual e global, a fruição do incentivo fiscal de
dedução do PAT, não contemplado na Declaração de Informações Econômico-Fiscais da
Pessoa Jurídica - DIPJ original, pode ser manifestada por meio de DIPJ Retificadora, alusiva
ao ano calendário em que ocorreram as despesas com o custeio do programa, desde que a
retificação enquadre-se nas hipóteses admitidas, nos termos do art. 18 da MP n° 2.189-49, de
2001.

DISPOSITIVOS LEGAIS: Arts. 111, 150 e 174 do Código Tributário Nacional; Arts 1° e 2° da
Lei n° 6.321, de 1976; Arts 5° e 6° da Lei n° 9.532, de 1997; Art. 18 da MP n° 2.189-49, de
2001; Art 1° do Decreto n° 5, de 1991; Arts 369, 581, 582, 584, 586 e 587 do Decreto n° 3.000,
de 1999 (Regulamento do Imposto de Renda - RIR); IN RFB n° 1.300, de 2012; AD PGFN n°
13, de 2008.

FERNANDO MOMBELLI
Coordenador-Geral

A dedução do incentivo do PAT, conjuntamente com o incentivo relativo aos Programas de


Desenvolvimento Tecnológico Industrial (PDTI) e Programas de Desenvolvimento Tecnológico
Agropecuário (PDTA), fica limitada a 4% do IRPJ devido à alíquota de 15%.

O excesso do incentivo fiscal do PAT não aproveitado em um período poderá ser transferido para
dedução do imposto devido nos dois anos-calendário subseqüentes àquele em que ocorreram
os gastos.

As empresas deverão controlar a parcela excedente na parte ”B“ do Lalur.

12.4.9. Exemplo de dedução do PAT

LALUR - Anual

Lucro antes do IRPJ 1.000.000,00


(+) Adições 50.000,00
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
174
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 175

(-) Exclusões 20.000,00


Lucro antes dos Imp. e Contr 1.030.000,00
Lucro Real 1.030.000,00
I.Renda (aliq.15%) 154.500,00
Adicional (10%) 79.000,00
Dedução do PAT (6.180,00)
Imposto de Renda a pagar 227.320,00

12.4.8. Lucro Presumido e Simples Nacional

As empresas optantes pelo Simples Nacional ou pela tributação com base no Lucro Presumido
que aderirem ao PAT terão o direito à isenção dos encargos sociais sobre os valores líquidos
dos benefícios concedidos aos trabalhadores, mas não faz jus à dedução fiscal no imposto sobre
a renda, restrita ao optante pela tributação com base no lucro real. Artigos 1° e 3° da Lei n°
6.321/1976; artigos 1° e 6° do Decreto n° 5/1991

12.5. Incentivos Fiscais à Cultura

A Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991), conhecida


também por Lei Rouanet, é a lei que institui políticas públicas para a cultura nacional, como o
PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura.

Dentre os incentivos fiscais a cultura encontramos também o Audiovisual, que é um incentivo


fiscal federal para obras audiovisuais e também para estimular a produção de obras audiovisuais,
distribuição, exibição e divulgação no Brasil e no exterior.

12.5.1. Lei Rouanet

As diretrizes para a cultura nacional foram estabelecidas nos primeiros artigos, e sua base é a
promoção, proteção e valorização das expressões culturais nacionais.

O grande destaque da Lei Rouanet é a política de incentivos fiscais que possibilita as empresas
(pessoas jurídicas) e cidadãos (pessoa física) aplicarem uma parte do IR (imposto de renda)
devido em ações culturais.

As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, que realizarem doações ou patrocínios
em favor de projetos culturais devidamente aprovados na forma da regulamentação do Programa
Nacional de Apoio à Cultura – PRONAC, poderão deduzir do Imposto de Renda devido as
contribuições efetivamente realizadas no período de apuração.

Podemos dividir a Lei Rouanet em dois segmentos: Projetos Especiais e Outros Projetso:

I – Projetos Especiais: (art. 18 da Lei nº 8.313/1991)

Estes projetos abrangem os seguintes segmentos culturais:

a) Artes Cênicas: teatro, dança, circo, ópera, mimica;


b) Livros de valor artísticos, literário ou humanístico: biblioteca, livros;
c) Música erudita ou instrumental;
d) Circulação de exposições de artes plásticas: pintura, escultura, gravura, exposição itinerantes;
e) doações de acervos para bibliotecas públicas ou museus;
f) preservação do patrimônio cultural:

Em relação a estes projetos especiais, a dedutibilidade será de até 100% do Imposto de Renda
devido, dos valores aplicados nestes projetos culturais, porém limitando-se os limites
estipulados:

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
175
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 176

a) Pessoas Físicas: As doações efetuadas por pessoas físicas, serão deduzidas em até 6% do
Imposto de Renda devido na Declaração de Ajuste Anual delas, desde que elas optem por
entregar a DIRPF no modelo completo e não no modelo Simplificado. Este limite de 6% deve ser
considerado em conjunto com as doações efetuadas ao Fundo do Direito da Criança e do
Adolescente, as atividades Audiovisuais e ao Incentivo ao Desporto.

b) Pessoas Jurídicas: As doações efetuadas por pessoas jurídicas do lucro real, poderão ser
deduzidas do IRPJ apurado em até 4%.

Exemplificando o incentivo do artigo 18

DEMONSTRAÇÃO ANUAL DE CÁLCULO DA PESSOA JURÍDICA

Com incentivo Sem incentivo


Lucro antes do IRPJ 1.000.000,00 1.000.000,00
Patrocínio da Lei Rouanet (100.000,00)
Lucro antes dos Imp. e Contr 900.000,00 1.000.000,00
Lucro Real 1.000.000,00 1.000.000,00
I.Renda (aliq.15%) 150.000,00 150.000,00
Adicional (10%) 76.000,00 76.000,00
Dedução do IR Incentivo (100.000,00)
Imposto de Renda a pagar 126.000,00 226.000,00
CSLL a pagar 90.000,00 90.000,00
Total do IR e da CSLL 216.000,00 316.000,00
Lucro Líquido 684.000,00 684.000,00

II – Outros Projetos (art. 26 da Lei nº 8.313 de 1991)

Estes projetos abrangem os seguintes segmentos culturais:

a) Teatro, dança, circo, ópera e música;


b) Produção cinematográfica, fotográfica, e congêneres;
c) Literatura;
d) Música;
e) Artes Plásticas, gravuras, filatelia e outros;
f) Folclore e artesanato;
g) Rádio e TV educativas (não comercial)
h) Patrimônio cultural: histórico, arquitetônico, museus e bibliotecas.

Para estes outros projetos a dedutibilidade será a seguinte:

a) Pessoas Físicas: Até 80% das doações e 60% dos patrocínios, desde que a pessoa física
efetue a sua declaração no modelo completo e até o limite de 6% do IRRF devido, devendo este
limite ser considerado em conjunto com as doações efetuadas aos Fundos das Crianças e
Adolescente e Atividades Audiovisuais.

b) Pessoas Jurídicas: A dedução direta no Imposto de Renda alcança até 40% do valor da
doação efetuada e até 30% do valor dos patrocínios. A dedutibilidade anual fica limitada a 4%
do IRPJ devido.

Ressalta-se que as doações e patrocínios nos projetos culturais a que se refere o artigo 26 da
Lei nº 8.313 de 1991, ou seja, os “Outros Projetos”, do item II acima, além de serem dedutíveis
como despesa operacional, também farão jus a dedução diretamente do Imposto de Renda. A
dedução como despesa operacional para estas doações não possuem limite, podendo ser
contabilizadas pelo valor total aplicado para fins de cálculo do IRPJ e CSLL, porém fica mantido
o teto de 40% e 30% sobre a aplicação até alcançar o limite de 4% do IR devido.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
176
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 177

12.5.2. Audiovisual

É um incentivo fiscal federal para estimular a produção das obras audiovisuais, assim como a
sua distribuição, exibição e divulgação no Brasil e no exterior.

12.5.2.1. Incentivo fiscal

O incentivo fiscal será concedido tanto para as pessoas físicas como para as pessoas jurídicas:

a) Pessoas físicas: que apresentarem a declaração de Ajuste Anual no modelo completo


poderão deduzir a totalidade do valor doado a título de incentivo fiscal para as obras audiovisuais
dentro do exercício social que tiverem efetuado a doação.

Para as pessoas físicas a dedutibilidade será de até 6% do Imposto de Renda devido. Porém
deve-se observar que no caso de aplicação na Lei Rouanet ou Audiovisual ou no Fundo da
Criança e Adolescente, deverá ser observado o limite global de 6%.

b) Pessoas Jurídicas: tributadas pelo Lucro Real, também poderão deduzir a totalidade dos
recursos doados aos projetos audiovisuais dentro do exercício social que tiverem efetuado a
doação.

Em se tratando das doações abaixo descritas nos itens I e II, além da dedutibilidade do valor
investido diretamente no Imposto de Renda devido, a pessoa jurídica ainda poderá excluir no
Lalur este mesmo valor. (IN nº 267 de 2002, art. 28, § 2º). Porém esta regra não aplica-se a
CSLL, apenas ao IRPJ.

I - de produção independente de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras de que trata o


caput do art. 1° da Lei n° 8.685, de 1993;

II - específicos da área audiovisual, cinematográfica de exibição, distribuição e infra-estrutura


técnica apresentados por empresa brasileira, previstos no § 5° da art. 1° da Lei n° 8.685, de 1993

A dedutibilidade para as pessoas jurídicas é de até 3% do Imposto de Renda devido calculado à


alíquota de 15% e tem como limite máximo nos casos de dedutibilidade nos incentivos da Lei
Rouanet e Audiovisual o limite de 4% do IR devido calculado sobre a alíquota de 15%.

12.5.2.2. Certificado de Investimento

Os contribuintes que efetuarem a aplicação de recursos em projetos audiovisuais receberão um


certificado de Investimento, que representará o seu direito de comercialização. Para os
contribuinte que possuam este certificado, o valor das doações efetuadas não irá transitar pelo
resultado e sim na conta de investimento, no Ativo não circulante.

12.5.3. Tratamento dos excessos:

A parcela do incentivo, que exceder ao limite de 4% do imposto normal devido no mês em que
forem realizadas as doações ou os patrocínios, poderá ser deduzida nos meses seguintes, até
dezembro do mesmo ano, sempre respeitado esse limite

12.6. Fundo Nacional da Criança e do Adolescente


Trata-se de um fundo criado para beneficiar a criança e o adolescente. As doações podem ser
feitas tanto por pessoas físicas como por pessoas jurídicas

12.6.1. Operacionalidade da doação:

As doações devem ser efetuadas diretamente em contas específicas, abertas em instituições


financeiras pública, vinculada ao respectivo fundo. Este fundo fará a destinação das doações

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
177
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 178

conforme estiver estabelecido em sua regulamentação, seja no âmbito municipal, estadual ou


federal.

12.6.2. Documentação

Ficou estabelecido que os Conselhos municipais ou estaduais devem emitir recibos em favor do
doador contendo:
a) Número de ordem, nome e endereço do emitente;
b) Nome e nº do CNPJ da entidade que administra o Fundo;
c) Nome e CPF/CNPJ do doador, data e valor da doação paga;
d) Assinatura do representante legal da entidade emitente.

12.6.3. Dedutibilidade

As doações podem ser efetuadas tanto por pessoas físicas, quanto por pessoas jurídicas.

a) Pessoas físicas: A dedução será de 6% calculado sobre o valor do Imposto de renda devido,
apurado no modelo completo. Ressalta-se que faz-se necessário observar o limite global das
deduções, pois estas estão limitas a 6% juntamente com as doações efetuadas a Lei Rouanet,
Fundo do Idoso, do Desporto, do Audiovisual. Salienta-se que a pessoa física poderá efetuar
doações no montante que desejar, porém a dedutibilidade fica dentro do limite dos 6%.

b) Pessoas jurídicas: Os doadores pessoas jurídicas poderão usufruir do benefício fiscal até o
limite de até 1% do imposto de renda a pagar, apurado com base no lucro real, conforme disposto
na Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995 e Decreto nº 794, de 5 de abril de 1993,
respectivamente.

12.7. Doações a Instituições de Ensino e Pesquisas

Podem ser deduzidas pela pessoa jurídica tributada pelo lucro real, o valor das doações a
instituições de ensino e pesquisa cuja criação tenha sido autorizada por Lei Federal, e desde que
a entidade donatária, cumulativamente (§ 2º do art. 13 da Lei nº. 9.249/95):

a) tenha finalidade não-lucrativa;

b) aplique seus excedentes financeiros em educação;

c) assegure a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou


confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades.

Caso a beneficiária não preencha os requisitos acima, o valor integral da doação será
considerado como despesa indedutível.

O valor da doação não pode ultrapassar o limite de 1,5% do lucro operacional da pessoa jurídica
doadora, antes de computada a sua dedução. Caso o valor doado exceda o limite mencionado,
o excesso não será dedutível, devendo ser adicionado ao lucro líquido para fins de determinação
do lucro real.

12.8. Doações a Entidades Civis

Conforme previsto são dedutíveis as doações efetuadas a:

a) entidades civis, legalmente constituídas no Brasil, sem fins lucrativos, que prestem serviços
gratuitos em benefício de empregados da pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes,
ou em benefício da comunidade na qual atuem; e

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
178
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 179

b) Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), qualificadas segundo as


normas estabelecidas na Lei nº. 9.790, de 23 de março de 1999.

12.8.1. Dedutibiidade

Para fins de dedução na apuração do lucro real, as referidas doações estão limitadas a 2% (dois
por cento) do lucro operacional da pessoa jurídica, antes de computada a sua dedução,
observadas as seguintes regras:

a) as doações, quando em dinheiro, devem ser feitas mediante crédito em conta corrente
bancária diretamente em nome da entidade beneficiária;

b) a pessoa jurídica doadora deve manter em arquivo, à disposição da fiscalização, declaração,


segundo modelo aprovado pela IN SRF nº. 87, de 31 de dezembro de 1996, fornecida pela
entidade beneficiária, em que esta se compromete a aplicar integralmente os recursos recebidos
na realização de seus objetivos sociais, com identificação da pessoa física responsável pelo seu
cumprimento, e a não distribuir lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou
associados, sob nenhuma forma ou pretexto (art. 13, § 2º, III, b, da Lei nº. 9.249, de 1995

Nota:

1) A condição estabelecida no item "b" não alcança a hipótese de remuneração de dirigente em


decorrência de vínculo empregatício, pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse
Público (Oscip), qualificadas segundo as normas estabelecidas na Lei nº. 9.790, de 23 de março
de 1999, e pelas Organizações Sociais (OS), qualificadas consoante os dispositivos da Lei nº.
9.637, de 15 de maio de 1998.

2) O disposto no item anterior aplica-se somente à remuneração não superior, em seu valor
bruto, ao limite estabelecido para a remuneração de servidores do Poder Executivo Federal.

c) A entidade civil beneficiária deve ser reconhecida de utilidade pública por ato formal de órgão
competente da União, com exceção das OSCIP que estão dispensadas desta norma legal.

d) a dedutibilidade fica condicionada a que a entidade beneficiária tenha sua condição de


utilidade pública ou de OSCIP renovada anualmente pelo órgão competente da União, mediante
ato formal.

Importante:

O único benefício fiscal, para fins de cálculo do IRPJ e da CSLL, é o da dedutibilidade da doação
como despesa operacional que para os contribuintes apuram o imposto com base no lucro real,
não tendo o benefício de no dedução diretamente imposto devido com é efetuados nas doações
anteriormente explanadas aqui neste material.

As doações efetuadas por pessoas físicas as entidades civis não são dedutíveis no Imposto de
Renda da Pessoa física.

Exemplo:

DRE – Demonstração do Resultado do Exercício

Lucro Operacional R$ 2.000.000,00


(+) Doações R$ 100.000,00
(=) Lucro Operacional antes da doação R$ 2.100.000,00
Limite para dedutibilidade 2%
(=) Valor limite das doações a E.C. R$ 42.000,00

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
179
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 180

12.10. Doações a OSCIP

A lei que regula a OSCIP é a Lei nº 9.790, de 23 março de 1999, onde define que podem
qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas
de direito privado, sem fins lucrativos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas
estatutárias atendam aos requisitos instituídos na Lei nº 9.790, de 23 março de 1999 , ou sejam,
tenham a finalidade de:
a) assistência social;
b) da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;
c) gratuita da saúde;
d) do voluntariado;
e) do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza.
f) a defesa, preservação e conservação do meio ambiente;

Não se enquadram como OSCIP, segundo o artigo 2º da referida Lei:


a) Os sindicatos, as associações de classe e representação de categoria profissional;
b) as instituições religiosas;
c) as organizações partidárias e fundações;
d) as instituições hospitalares privadas não gratuitas
e) as fundações públicas.

12.10.1. Dedutibilidade das Doações

As doações passaram a ser dedutíveis desde o ano-calendário 2001, porém devem atender aos
seguintes requisitos:

a) Limite de 2% do lucro operacional da pessoa jurídica, antes de computada a sua dedução.

b) A OSCIP deve ter sua condição renovada anualmente pelo órgão competente da União,
mediante ato formal.

12.11.Doações ao Fundo Nacional do Idoso

Os recursos destinados ao Fundo Nacional do Idoso têm como objetivo viabilizar os direitos
assegurados à pessoa idosa, previstos no artigo 230 da Constituição Federal.

O Fundo Nacional do Idoso deve seguir os mesmos parâmetros já estabelecidos para o Fundo
dos Direitos da Criança e do Adolescente, ou seja, as doações devem ser efetuadas diretamente
em contas específicas, abertas em instituições financeiras pública, vinculada ao respectivo
fundo. Este fundo fará a destinação das doações conforme estiver estabelecido em sua
regulamentação, seja no âmbito municipal, estadual ou federal. A pessoa jurídica poderá
escolher para qual entidade deseja efetuar a doação.

12.11.1. Dedutibilidade

Os percentuais dedutíveis do Imposto de Renda devido, tanto para as pessoas físicas, quanto
para as pessoas jurídicas, são os mesmos adotados para o Fundo da Criança e do Adolescente,
ou seja, 6% e 1% respectivamente.

a) Pessoa física: As doações efetuadas durante o ano em curso somente são dedutíveis na
declaração de ajuste completa do exercício seguinte, não podendo ultrapassar o limite de 6%,
englobando-se também neste limite as doações efetuadas para o Audiovisual, o Fundo da
Criança e do Adolescente e para o Desporto.

b) Pessoa Jurídica: O incentivo fiscal consiste na dedução de até 1% do IRPJ devido no


exercício, porém é vedada a sua dedução como despesa operacional.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
180
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 181

A Dedução do Imposto de Renda devido, em cada período de apuração, do total das doações
feitas aos Fundos Nacional, Estaduais ou Municipais do Idoso devidamente comprovadas,
devendo observar:

- Somado àquele relativo às doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, não
poderá ultrapassar 1% do imposto devido, conforme previsto na Lei nº. 12.213, de 20 de Janeiro
de 2010.

12.11.2. Excesso

Caso o valor do incentivo ultrapasse 1% do IRPJ devido , o excesso poderá ser deduzido nos
meses seguintes, desde que dentro do período-base.

12.12. Licença Maternidade

O programa empresa cidadã foi instituído pela Lei nº 11.770/2008, em seu art. 1º, onde o benefício
se trata da prorrogação da licença maternidade por 60 (Sessenta) dias da licença maternidade
prevista no inciso XVIII do caput do art. 7º da Constituição Federal, onde temos:

A pessoa jurídica tributada com base no lucro real poderá deduzir do Imposto sobre a Renda da
Pessoa Jurídica (IRPJ) devido, em cada período de apuração, o total da remuneração da
empregada pago no período de prorrogação de sua licença-maternidade, vedada a dedução
como despesa operacional, ou seja, haverá a adição no LALUR da despesa com a remuneração
paga à empregada na prorrogação da licença-maternidade.

a) A dedução fica limitada ao valor do IRPJ devido com base:

I - no lucro real trimestral; ou,

II - no lucro real apurado no ajuste anual.

b) A dedução também se aplica ao IRPJ determinado com base no lucro estimado. O valor
deduzido do IRPJ com base no lucro estimado:

I - não será considerado IRPJ pago por estimativa; e

II - deve compor o valor a ser deduzido do IRPJ devido no ajuste anual.

Outra alteração trazida pela IN 1.292/2012 se refere:

O disposto nos itens a e b aplica-se aos casos de despesas da remuneração da empregada


pagas no período de prorrogação de sua licença-maternidade, deduzidas do IRPJ devido com
base em receita bruta e acréscimos ou com base no resultado apurado em balanço ou balancete
de redução.

Para efeitos do disposto neste item, o valor total da remuneração da empregada, pago no período
de prorrogação de sua licença-maternidade e registrado na escrituração comercial, deverá ser
adicionado ao lucro líquido para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), conforme exposto anteriormente.

A pessoa jurídica tributada com base no lucro real que aderir ao Programa Empresa Cidadã, com
o propósito de usufruir da dedução do IRPJ, deverá comprovar regularidade quanto à quitação
de tributos federais e demais créditos inscritos em Dívida Ativa da União (DAU), ao final de cada
ano-calendário em que fizer uso do benefício.

O disposto acima também se aplica à certificação de não estar inclusa a pessoa jurídica no
Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
181
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 182

A pessoa jurídica deverá manter em seu poder pelo prazo decadencial os comprovantes de
regularidade quanto à quitação de tributos federais e demais créditos inscritos em DAU e quanto
à certificação de não estar inclusa no Cadin.

12.13. Licença paternidade:

Foi publicada a Lei nº 13.257/2016 - DOU 1 de 09.03.2016 que, entre outras disposições, altera
a Lei 11.770/2008, que instituiu o Programa Empresa Cidadã, para incluir a prorrogação da
licença-paternidade por 15 dias, além dos 5 dias já garantidos pela Constituição Federal,
totalizando 20 dias de afastamento, para o empregado de pessoa jurídica que aderir ao
Programa.

De acordo com a Lei, a pessoa jurídica tributada com base no lucro real participante do Programa
Empresa Cidadã, além do benefício fiscal concedido à prorrogação da licença-maternidade,
também poderá deduzir do imposto devido, em cada período de apuração, o total da
remuneração integral do empregado pago nos dias de prorrogação de sua licença-paternidade,
vedada a dedução como despesa operacional.

A mencionada alteração produz efeitos a partir do 1º dia do exercício subsequente àquele em


que for implementada a estimativa de renúncia fiscal incluída no demonstrativo que
acompanhará o projeto de lei orçamentária, cuja apresentação se der após decorridos 60 dias
contados a partir de 9-3-2016.

12.13. Prouni
O ProUni é um programa do Governo Federal, que oferece bolsas de estudos integrais e parciais
em cursos de graduação e sequenciais de formação especifica a estudantes brasileiros em
instituições privadas de educação superior.

As pessoas jurídicas que aderirem a este programa terão a insenção de alguns tributos
federais.

12.13.1. Incentivo

As instituições de ensino superior com fins lucrativos que aderirem ao programa terão a
isenção dos seguintes impostos e contribuições federais:

a) Contribuição para a COFINS;


b) Contribuição para o PIS;
c) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); e
d) Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

A isenção em relação ao IRPJ e CSLL resultará em benefício sobre o lucro, e a instituição de


ensino deverá apurar o lucro da exploração referente às atividades sobre as quais é aplicada a
isenção.

Em relação aos tributos do PIS e da COFINS resultará em benefício sobre o valor da receita
auferida, ambos decorrentes da realização de atividades de ensino superior, provenientes de
cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação específica.

12.13.2.Forma de Calcular

A isenção será calculada na proporção da ocupação efetiva das bolsas devidas.

No cálculo da proporção da ocupação efetiva referida serão consideradas as bolsas integrais,


parciais de 50% ou parciais de 25% do Prouni, excluídas as bolsas da própria instituição,
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
182
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 183

referentes aos cursos de graduação ou sequenciais de formação específica, no período de


apuração dos tributos.

A proporção da ocupação efetiva deverá ser calculada a partir da relação entre o valor total,
expresso em real, das bolsas efetivamente preenchidas e o valor total, expresso em real, das
bolsas devidas, de acordo com o seguinte procedimento:

a) valor total das bolsas integrais ou parciais preenchidas: apura-se o somatório de todas as
bolsas, sendo integrais e parciais no âmbito do Prouni, excluindo as bolsas da própria instituição,
observando os descontos concedidos, desde que os bolsistas se encontrem regularmente
matriculados nos cursos de graduação ou sequenciais de formação no período de apuração dos
tributos;

b) valor total das bolsas integrais ou parciais devidas: apura-se o somatório dos valores da
totalidade de todas as bolsas, devidas no âmbito de Prouni, para estudantes de cursos de
graduação e sequenciais de formação específica, excluindo as bolsas da própria instituição,
observando os descontos concedidos;

c) Proporção de Ocupação Efetiva de Bolsas (POEB): calcula-se conforme a seguinte fórmula:

Valor total das bolsas integrais ou parciais preenchidas (letra “a”)

POEB = ---------------------------------------------------------------------------------------------------

Valor total das bolsas integrais ou parciais devidas (letra “b”)

A proporção de ocupação efetiva de bolsas do POEB deverá ser calculada:

a) em março, com base nos dados do 1° semestre do ano-calendário; e

b) em setembro, com base nos dados do 2° semestre do ano-calendário.

A proporção de ocupação efetiva de bolsas anual deverá ser calculada da seguinte forma:

POEB anual = [(POEB do 1° semestre do ano-calendário) + (POEB do 2° semestre do ano-


calendário)] / 2.

O estoque de bolsas relativas à anos anteriores será considerado no cálculo da proporção de


ocupação efetiva.

12.13.3.Apuração trimestral

O IRPJ e a CSLL apurado de forma trimestral serão apurados com a POEB dos seguintes
períodos:

a) para o 1° e 2° trimestres do ano-calendário, o cálculo utilizará a POEB com os dados do 1º


semestre do ano calendário;
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
183
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 184

b) para o 3° e 4° trimestres do ano-calendário, o cálculo utilizará a POEB anual com os dados


do 2º semestre do ano calendário.

A isenção do IRPJ e da CSLL seguirá a seguinte forma de cálculo:

a) a partir da POEB calculado nas formas das letras “a” e “b”, multiplicar pelo lucro da
exploração apurado pelas receitas das atividades de ensino superior e respectivos cursos dos
períodos de apuração trimestrais; e

b) os resultados apurados acima pelas alíquotas de 15% e de 9% referente ao IRPJ e a CSLL,


respectivamente, sendo considerados valores isentos e podendo deduzir do IRPJ e CSLL
devidos do total das receitas das atividades da PJ.

12.13.4.Apuração anual

Na hipótese de pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real anual, a pessoa jurídica
deverá apurar o saldo do IRPJ e da CSLL em 31 de dezembro utilizando a POEB anual.

Na hipótese de a pessoa jurídica levantar balanço de redução ou suspensão, o valor do IRPJ e


da CSLL mensal deverá ser apurado, utilizando:

a) a proporção de ocupação efetiva de bolsas anual do ano-calendário anterior, para os meses


de janeiro e fevereiro;

b) a proporção de ocupação efetiva de bolsas do 1° semestre do ano-calendário corrente, para


os meses entre março e agosto; e

c) a proporção de ocupação efetiva de bolsas anual, para os meses de setembro a dezembro.

12.13.5.Isenção de IRPJ e CSLL

Para o cálculo da isenção relativa ao IRPJ e CSLL, a pessoa jurídica deverá:

a) multiplicar a proporção de ocupação efetiva de bolsas apurada, conforme:

I) Na hipótese de pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real anual, a pessoa jurídica
deverá apurar o saldo do IRPJ e da CSLL em 31 de dezembro utilizando a proporção de
ocupação efetiva de bolsas anual, multiplicando pelo lucro da exploração das atividades de
ensino superior, proveniente de cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação
específica ao final do período de apuração anual; ou

II) Na hipótese de a pessoa jurídica levantar balanço de redução ou suspensão, o valor do IRPJ
e da CSLL mensal deverá ser apurado o resultado da proporção de ocupação efetiva de bolsas
descritas nas letras “a”, “b” e “c” do item 4.2 multiplicados pelo lucro da exploração das atividades
de ensino superior, proveniente de cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação
específica ao final de cada período de apuração correspondente ao balanço de redução ou
suspensão; e

b) multiplicar o resultado obtido no inciso I pelas alíquotas do IRPJ e da CSLL.


www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
184
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 185

O valor apurado na forma da letra “b” constitui o valor da isenção do IRPJ e da CSLL que poderá
ser deduzido, conforme o caso, do IRPJ e da CSLL devidos em relação à totalidade das
atividades da pessoa jurídica.

12.13.6.Contribuição para o Pis e o Cofins

Para o cálculo da isenção relativa à Contribuição para o PIS e à COFINS a pessoa jurídica deverá
multiplicar:

a) a POEB apurada em março, com base nos dados do 1º semestre do ano-calendário pela
receita auferida nas atividades de ensino superior, proveniente de cursos de graduação ou
cursos sequenciais de formação específica relativa aos meses de março a agosto;

b) a POEB anual calculada pela média aritmética do POEB do 1º e 2º semestres do ano-


calendário pela receita auferida nas atividades de ensino superior, proveniente de cursos de
graduação ou cursos sequenciais de formação específica relativa aos meses de setembro a
fevereiro do ano subsequente.

A diferença entre a totalidade das receitas das atividades de ensino superior, provenientes de
cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação específica e o resultado da
multiplicação referida no caput constitui faturamento da instituição de ensino sujeito à incidência
da COFINS e do PIS.

12.13.2. Adesão

As instituições de ensino superior interessadas em aderir ao programa, deverão firmar um termo


de adesão junto ao Ministério da Educação, o qual será válido por dez anos

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
185
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 186

13. Quadro Resumo dos Incentivos


Incentivo Dedução direto do IRPJ Despesa Operacional Tratamento do Excesso

Pat (Programa de As doações efetuadas por É dedutível como despesa O excesso do incentivo fiscal do PAT
Alimentação ao pessoas jurídicas do lucro operacional não aproveitado em um período
Trabalhador) real, poderão ser poderá ser transferido para dedução
deduzidas do IRPJ do imposto devido nos dois anos-
apurado em até 4%. calendário subseqüentes àquele em
que ocorreram os gastos.

Lei Rouanet (Projetos As doações efetuadas por É vedada a dedução como A parcela do incentivo, que exceder ao
Especiais – art. 18 da pessoas jurídicas do lucro despesa operacional limite de 4% do imposto normal devido no
Lei 8.313 de 91) real, poderão ser mês em que forem realizadas as doações
deduzidas do IRPJ ou os patrocínios, poderá ser deduzida
nos meses seguintes, até dezembro do
apurado em até 4%. mesmo ano,sempre respeitado esse
limite;
Lei Rouanet - Outros A dedutibilidade anual fica É dedutível como despesa A parcela do incentivo, que exceder ao
Projetos (art. 26 da Lei limitada a 4% do IRPJ operacional limite de 4% do imposto normal devido no
nº 8.313 de 1991) devido. mês em que forem realizadas as doações
ou os patrocínios, poderá ser deduzida
nos meses seguintes, até dezembro do
mesmo ano,sempre respeitado esse
limite;
Audiovisual Até 3% do Imposto de É vedada a dedução como A parcela do incentivo, que exceder
Renda devido calculado à despesa operacional ao limite de 4% do imposto normal
alíquota de 15% e tem devido no mês em que forem
como limite máximo nos realizadas as doações ou os
casos de dedutibilidade patrocínios, poderá ser deduzida nos
nos incentivos da Lei meses seguintes, até dezembro do
Rouanet e Audiovisual o mesmo ano, sempre respeitado esse
limite de 4% do IR devido limite;
calculado sobre a alíquota
de 15%.
Audiovisual
I - de produção
independente de
obras audiovisuais
cinematográficas
brasileiras de que Até 3% do Imposto de Poderão deduzir a totalidade dos A parcela do incentivo, que exceder
trata o caput do art. Renda devido calculado à recursos doados aos projetos ao limite de 4% do imposto normal
1° da Lei n° 8.685, de alíquota de 15% e tem audiovisuais dentro do exercício devido no mês em que forem
1993; como limite máximo nos social que tiverem efetuado a realizadas as doações ou os
casos de dedutibilidade doação. patrocínios, poderá ser deduzida nos
II - específicos da nos incentivos da Lei meses seguintes, até dezembro do
área audiovisual, Rouanet e Audiovisual o Apenas para o IRPJ, não é mesmo ano, sempre respeitado esse
cinematográfica de limite de 4% do IR devido permitido a exclusão para a CSLL. limite;
exibição, distribuição calculado sobre a alíquota
e infra-estrutura de 15%.
técnica apresentados
por empresa
brasileira, previstos
no § 5° da art. 1° da
Lei n° 8.685, de 1993

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
186
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 187

Até 1% do imposto de É vedada a dedução como Eventuais excessos ao limite de 1%


Fundo Nacional da renda a pagar, apurado despesa operacional de dedução não podem ser utilizados
Criança e do com base no lucro real, em período de apuração posterior.
Adolescente conforme disposto na Lei
nº 9.250, de 26 de
dezembro de 1995 e
Decreto nº 794, de 5 de
abril de 1993,
respectivamente.

Não há deduções do IRPJ O valor da doação não pode O excesso não será dedutível,
Doações a apenas será dedutível como ultrapassar o limite de 1,5% do devendo ser adicionado ao lucro
Instituições de Ensino despesa operacional lucro operacional da pessoa líquido para fins de determinação do
e Pesquisas jurídica doadora, antes de lucro real.
computada a sua dedução.

Não há deduções do IRPJ Estão limitadas a 2% (dois por O excesso não será dedutível,
Doações a Entidades apenas será dedutível como cento) do lucro operacional da devendo ser adicionado ao lucro
Civis despesa operacional pessoa jurídica, antes de líquido para fins de determinação do
computada a sua dedução lucro real.

Não há deduções do IRPJ Limite de 2% do lucro O excesso não será dedutível,


Doações a OSCIP apenas será dedutível como operacional da pessoa jurídica, devendo ser adicionado ao lucro
despesa operacional antes de computada a sua líquido para fins de determinação do
dedução lucro real.

Doações ao Fundo Até 1% do IRPJ devido no É vedada a dedução como Caso o valor do incentivo ultrapasse
Nacional do Idoso exercício, despesa operacional 1% do IRPJ devido , o excesso
poderá ser deduzido nos meses
seguintes, desde que dentro do
período-base.

Licença maternidade e Dedução do total pago a É vedada a dedução como A dedução fica limitada, vedado o
paternidade empregada no período de despesa operacional aproveitamento de eventual excesso
prorrogação da licença em período de apuração posterior, ao
maternidade direto do IRPJ valor do IRPJ devido.
apurado

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
187
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 188

13. Vantagens e Desvantagens – Apuração Trimestral x Estimativa

Apuração trimestral

a) Vantagens da Apuração pelo Lucro Real Trimestral

Os valores retidos poderão ser compensados via perdcomp a partir do trimestre seguinte
(viram saldo negativo)

A apuração é trimestral portanto possui um prazo de quase 60 dias para pagamento do


imposto

Poderá efetuar a compensação de prejuízos obtidos nos trimestres anteriores em até


30% do lucro obtido já a partir do próximo trimestre.

Considerando que tenha prejuízos não pagará nada.

b) Desvantagens da Apuração pelo Lucro Real Trimestral

É um sistema de apuração mais complexo

Maiores riscos de infrações Fiscais

Limitação na Compe nsação do Prejuizo Fsical

Apuração por Estimativa

a) Vantagens da Apuração por estimativa

Permite trabalhar com o Fluxo de Caixa da empresa.

O contribuinte poderá levantar o BP de suspensão ou redução em qualquer mês do ano

Poderá se utilizar de benefícios fiscais

Prazo para pagar o saldo do imposto até o próximo ano

Uma única apuração anual

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
188
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 189

b) Desvantagens da Apuração por estimativa

Sistema de suspensão exige escrituração regular por ocasião de cada balancete que for utilizado
para suspensão e redução

Se não for comparado com o lucro real poderá ser recolhido imposto maior que o efetivamente
devido;

No caso de saldo negativo só será corrigido a partir do ano seguinte

Caso na apuração anual possua um saldo a recolher este não poderá ser parcelado

Precisará fazer a parte A do Lalur sempre que levantar o BP de Suspensão ou Redução

13. LALUR – LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL

A Lei nº 6.404/1976 - Lei das Sociedades por Ações - dispõe em seu artigo 177 que a
escrituração da companhia deve ser mantida em registros permanentes, obedecendo os
preceitos da Legislação Comercial, da própria LSA e aos princípios de contabilidade geralmente
aceitos, devendo, ainda, a companhia observar em sua escrituração métodos e critérios
contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais de acordo com o regime de
competência dos exercícios.

O § 2º da Legislação citada determina que a companhia observará em registros auxiliares, sem


modificação da escrituração mercantil e das demonstrações financeiras, as disposições da lei
tributária, ou de Legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam
métodos ou critérios diferentes ou determinem a elaboração de outras demonstrações
financeiras.

Por decorrência da norma estabelecida no artigo 177 da Lei nº 6.404/1976, a Legislação do


Imposto de Renda, via Decreto-lei nº 1.598/1977, instituiu o Livro de Apuração do Lucro Real,
que passou a ser conhecido pela sigla de LALUR.

Posteriormente, a Secretaria da Receita Federal, através da Instrução Normativa nº 28, de


13.06.1978, aprovou o modelo e estabeleceu as normas de escrituração do Livro de Apuração
do Lucro Real.

13.1. Obrigatoriedade do Lalur

Estão obrigadas a escriturar o Livro de Apuração do Lucro Real todas as pessoas jurídicas
contribuintes do Imposto de Renda apurado com base no lucro real, tais como:

a) as pessoas jurídicas de direito privado sediadas no País, inclusive as filiais, sucursais ou


representantes, no País, de pessoas jurídicas domiciliadas no Exterior

b) as firmas individuais equiparadas a pessoa jurídica;

c) as pessoas físicas equiparadas a empresas individuais em virtude de promoverem a


incorporação de prédios em condomínio ou loteamento de terrenos

d) as sociedades cooperativas que realizarem as operações referidas nos incisos I, II e III do


artigo 183 do RIR/1999.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
189
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 190

As pessoas jurídicas ficam dispensadas, em relação aos fatos ocorridos a partir de 1º de janeiro
de 2014, da escrituração do Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) em meio físico e da entrega
da Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), tendo em vista a
instituição da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) pela Instrução Normativa RFB 1.422/2013.

Entretanto, observe-se que continua a exigência da elaboração do LALUR, agora em meio


eletrônico, que corresponderá à ECF - Escrituração Contábil Fiscal.

13.2.Finalidade do LALUR

O Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) existe para assegurar a separação entre a
escrituração comercial e a fiscal, prevista no § 2º do art. 177 da Lei nº 6.404/76 (Lei das S/A).

Conforme afirmado na Exposição de Motivos que acompanhou o Projeto do Decreto-lei nº


1.598/77, é necessária a separação entre essas duas escriturações porque as informações sobre
a posição e os resultados financeiros das sociedades são regulados na lei comercial com
objetivos diversos dos que orientam a legislação tributária, e a apuração de resultados e as
demonstrações financeiras exigidas pela lei comercial não devem ser distorcidas em razão de
conveniências ou imperativos da legislação tributária.

No LALUR serão lançados os ajustes do lucro líquido do período-base, será transcrita a


demonstração do lucro real e será efetuado o controle de deduções e compensações.

Este livro tem por finalidade também manter os registros de controle de prejuízos fiscais a
compensar em períodos-base subsequentes, do lucro inflacionário a realizar, da depreciação
acelerada incentivada, da exaustão mineral com base na receita bruta, bem como dos demais
valores que devam influenciar a determinação do lucro real de períodos-base futuros e não
constem da escrituração comercial.

Neste livro deve-se manter os registros de controle dos valores excedentes a serem utilizados
no cálculo das deduções nos períodos-base subsequentes, dos dispêndios com o programa de
alimentação ao trabalhador, vale-transporte e outros previstos no Regulamento do Imposto de
Renda.

13.3. COMPOSIÇÃO DO LIVRO

Atualmente as pessoas jurídicas que estão obrigadas a apresentação do Lalur, estão obrigadas
a entrega da ECF, portanto este livro será entregue sempre via digital à Receita Federal a partir
de 2014.

O Livro Compõem-se da parte A e parte B:

a) Parte A, que se destina aos lançamentos de ajuste do lucro líquido do período de apuração e
à transcrição da demonstração do lucro real;

b) Parte B, que se destina ao controle dos valores que devam influenciar a determinação do lucro
real de períodos de apuração futuros e não constem da escrituração comercial.

13.4. Época da Escrituração

O LALUR será escriturado por ocasião do encerramento de cada período de apuração do lucro
real, ou seja, trimestralmente, se a empresa efetuar os recolhimentos trimestrais do Imposto de
Renda, ou em 31 de dezembro, se a empresa, sujeita à tributação pelo lucro real, optar pelo
pagamento do imposto mensal por estimativa.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
190
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 191

Nota: Para fins de suspender ou reduzir o recolhimento mensal do imposto estimado, a empresa
poderá levantar um ou mais balancetes ou balanços intermediários, com apuração completa do
lucro líquido e do lucro real.

A demonstração do lucro real daí decorrente deverá ser transcrita na parte “A” do LALUR,
observando-se que nenhum registro desses valores será feito na Parte “B”, a qual só receberá
os valores resultantes dos balanços trimestrais e do balanço anual, para os casos de estimativa.

13.5.CONCEITO DE LUCRO REAL

Lucro real é o lucro líquido ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou
autorizadas pela Legislação Tributária (Art. 247 do RIR/1999).

A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período na
escrituração mercantil, com observância das leis comerciais, inclusive no que se refere à
constituição da provisão para o Imposto de Renda

13.6. ADIÇÕES E EXCLUSÕES NO LALUR

Na parte A do Lalur serão efetuados ajustes para se chegar a um lucro líquido ajustado.

Estes ajustes podem ser adições ou exclusões. Apenas podem ser efetuadas adições e
exclusões previstas em Lei.

13.6.1.Adições ao Lucro Líquido

Os valores lançados na contabilidade, que diminuam o lucro, mas que pela legislação do IR e da
CSLL são indedutíveis, devem ser adicionados ao resultado, pelo Lalur.

Na determinação do lucro real, serão adicionados ao lucro líquido do período (Art. 249 do
RIR/1999):

a) ajustes por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo patrimônio líquido;

b) valor da reserva de reavaliação, baixada durante o período, cuja contrapartida não tenha sido
computada no resultado desse mesmo período, nas hipóteses em que deva ser adicionada ao
lucro líquido, para fins de determinação do lucro real;

c) valor das provisões não dedutíveis na determinação do lucro real, exceto as seguintes:

c.1) provisão para pagamento de férias e 13º salário;

c.2) provisões técnicas das companhias de seguro e capitalização, bem como das entidades de
previdência privada, cuja constituição é exigida pela Legislação especial a elas aplicável;

d) o valor das despesas não dedutíveis computado no resultado:

d.1) contraprestações de arrendamento mercantil e do aluguel de bens móveis ou imóveis,


exceto quando relacionados intrinsecamente com a produção ou comercialização dos bens e
serviços;

d.2) despesas de depreciação, amortização, manutenção, reparo, conservação, impostos, taxas,


seguros e quaisquer outros gastos com bens móveis ou imóveis, exceto se intrinsecamente
relacionados com a produção de bens e serviços;

d.3) despesas com alimentação dos sócios, acionistas e administradores;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
191
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 192

d.4) contribuições não compulsórias, exceto as destinadas a custear seguros, planos de saúde
e benefícios complementares assemelhados aos da previdência social, instituídos em favor dos
empregados e dirigentes da pessoa jurídica;

d.5) as doações, exceto as efetuadas em favor de instituições de ensino e pesquisa sem


finalidade lucrativa e entidades civis sem fins lucrativos que prestem serviços gratuitos em
benefício de empregados da pessoa jurídica doadora e seus dependentes, ou em benefício da
comunidade onde atuem, observados os limites fixados na Legislação;

e) a parcela dos lucros decorrentes de contratos com entidades governamentais, excluídos na


determinação da base de cálculo da contribuição em período anterior, proporcional ao valor das
receitas recebidas no período de apuração, inclusive mediante resgate ou alienação sob
qualquer forma de títulos públicos ou Certificados de Securitização, emitidos especificamente
para quitação desses créditos (Art. 3º da Lei nº 8.003/1990 e art. 18 da Lei nº 9.711/1998);

f) os encargos de depreciação, amortização e exaustão e o custo dos bens baixados a qualquer


título, correspondente à correção complementar pela diferença IPC/BTNF, debitados ao
resultado do período de apuração;

g) o valor da reserva de correção especial do Ativo Permanente (Art. 2º da Lei nº 8.200/1991)


proporcional ao valor dos bens submetidos a essa correção especial, realizados no período
mediante depreciação, amortização, exaustão, alienação ou baixa por perecimento;

h) as despesas com brindes;

i) o valor correspondente aos juros pagos ou creditados a titular, sócios ou acionistas, a título de
remuneração do capital próprio, que exceder a 50% (cinqüenta por cento) do maior dos seguintes
valores (Lei nº 9.249, de 1995, art. 9º, § 1º ; Ato Declaratório de Normativo Cosit nº 13, de 1996):

i.1) do lucro líquido correspondente ao período de apuração do pagamento ou crédito dos juros
antes da provisão para o Imposto de Renda e da dedução dos referidos juros; ou

i.2) dos saldos de lucros acumulados e reservas de lucros de períodos anteriores (Lei nº 9.430,
de 1996, art. 78);

j) os lucros auferidos no Exterior, por intermédio de filiais, sucursais, controladas ou coligadas,


que tiverem sido disponibilizados para a pessoa jurídica domiciliada no Brasil no curso do ano-
calendário (Lei nº 9.532, de 1997, art. 1º, § 1º; Lei nº 9.959, de 27 de janeiro de 2000, art. 3º;
Medida Provisória nº 1.991-15, de 2000, art. 35 e reedições; Medida Provisória nº 2.158-34, de
2001, art. 74);

k) os rendimentos e ganhos de capital auferidos no Exterior, os quais devem ser considerados


pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de origem (Instrução Normativa
SRF nº 213, de 07 de outubro de 2002, art. 1º, § 7º);

l) os ajustes decorrentes da aplicação de métodos de preços de transferências, conforme o


disposto nos arts. 18 a 24 da Lei nº 9.430, de 1996;

m) o valor das variações cambiais passivas (Medida Provisória nº 1.858-10/1999, art. 30) das
pessoas jurídicas que optaram por considerar, para fins de determinação da base de cálculo do
imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, e da contribuição para o PIS/Pasep
e Cofins, o valor correspondente às variações monetárias das obrigações e direitos de crédito,
em função da taxa de câmbio, quando da liquidação da correspondente operação (Medida
Provisória nº 1.858-10, de 1999, art. 30 e reedições);

n) o valor das variações cambiais ativas - Operações Liquidadas (Medida Provisória nº 1.858-
10/1999, art. 30) das pessoas jurídicas que optaram pelo reconhecimento, na determinação do
lucro real e do lucro da exploração, das variações monetárias, em função da taxa de câmbio,
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
192
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 193

quando da liquidação da correspondente operação (Medida Provisória nº 1.858-10, de 1999, art.


30 e reedições);

o) o valor da amortização registrada no período referente ao ágio nas aquisições de


investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial;

Atenção: O valor amortizado deve ser adicionado ao lucro líquido, para determinação do lucro
real, e controlado na Parte B do Livro de Apuração do Lucro Real até a alienação ou baixa da
participação societária, quando, então, pode ser excluído do lucro líquido, para determinação do
lucro real.

p) o valor das perdas incorridas em operações efetuadas no Exterior e reconhecidas nos


resultados da pessoa jurídica (Instrução Normativa SRF nº 213, de 2002, art. 1º, § 8º) e as perdas
de capital decorrentes de aplicações e operações efetuadas no Exterior, pela própria empresa
brasileira, não podem ser deduzidas, na determinação do lucro real, nem compensadas com
lucros produzidos no Brasil. A indedutibilidade da perda de capital aplica-se, inclusive, em relação
às alienações de filiais e sucursais e de participações societárias em pessoas jurídicas
domiciliadas no exterior (Instrução Normativa SRF nº 213, de 2002, art.12);

q) o valor dos dispêndios registrados como despesa ou custo operacional realizados em projeto
de pesquisa científica e tecnológica e de inovação tecnológica executado por Instituição
Científica e Tecnológica - ICT, a que se refere o inciso V do caput do art. 2º da Lei nº 10.973, de
02 de dezembro de 2004 e Lei nº 11.196/2005, art. 19-A;

r) o valor correspondente à depreciação acelerada incentivada, de que trata o inciso III do art. 17
da Lei nº 11.196, de 2005, a partir do período de apuração em que o total da depreciação
acumulada, incluindo a contábil e a acelerada (LALUR), atingir o custo de aquisição do bem que
está sendo depreciado;

s) o valor correspondente à depreciação acelerada incentivada (Lei nº 11.196, de 2005, art. 31),
a partir do período de apuração em que o total da depreciação acumulada, incluindo a contábil e
a acelerada (LALUR), atingir o custo de aquisição do bem que está sendo depreciado.

O benefício aplica-se a máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, destinados


à incorporação ao ativo imobilizado de empreendimento aprovado para instalação, ampliação,
modernização ou diversificação de atividade em setores da economia considerados prioritários
para o desenvolvimento regional, em microrregiões menos desenvolvidas localizadas nas áreas
de atuação da Sudene e da Sudam, conforme a tipologia da Política Nacional de
Desenvolvimento Regional - PNDR de que trata o Anexo II ao Decreto nº 6.047, de 22 de
fevereiro de 2007;

Atenção: A depreciação acelerada incentivada prevista neste subitem consiste na depreciação


integral, no próprio ano da aquisição.

t) o valor correspondente:

t.1) à depreciação normal do bem constante da escrituração comercial a partir do período de


apuração em que o total da depreciação acumulada, incluindo a normal (contábil) e acelerada
(LALUR), atingir o custo de aquisição do bem, o qual compreenderá, obrigatoriamente, o total do
encargo computado no resultado em cada período de apuração (trimestral ou anual) do imposto;

t.2) ao encargo de depreciação normal constante da escrituração comercial de bem integrante


do ativo imobilizado, exceto a terra-nua, utilizado na exploração da atividade rural, a partir do
período de apuração seguinte ao da aquisição deste (Lei nº 8.023, de 1990, art. 12, § 2º; Medida
Provisória nº 1.673-28, de 1998, art. 5º, e reedições), o qual compreenderá, obrigatoriamente, o
total do encargo computado no resultado em cada período de apuração (trimestral ou anual) do
imposto;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
193
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 194

t.3) ao saldo da depreciação, existente na parte “B” do LALUR, no caso de alienação dos bens
do ativo imobilizado;

u) o valor das perdas, excedentes aos ganhos auferidos no mesmo período de apuração,
decorrentes de aplicações no mercado de renda variável, exceto day-trade;

Nota: As perdas incorridas em operações no mercado de renda variável de titularidade de


instituição financeira, sociedade de seguro, de previdência privada aberta e de capitalização,
sociedade corretora de títulos, valores mobiliários e câmbio, sociedade distribuidora de títulos e
valores mobiliários ou sociedade de arrendamento mercantil podem ser compensadas
integralmente (Lei nº 8.981, de 1995, art. 77, III; Lei nº 9.249, de 1995, art. 12; Lei nº 8.981, de
1995, art. 77, I; Lei nº 9.065, de 1995, art. 1º).

v) as perdas incorridas em operações iniciadas e encerradas no mesmo dia (day-trade) devem


ser adicionadas pelo seu valor total;

Atenção: No caso de a pessoa jurídica possuir atividade geral e rural, as perdas em operações
day-trade devem somente ser informadas na coluna “Atividade Geral”.

x) o valor correspondente aos tributos e às contribuições cuja exigibilidade esteja suspensa, nos
termos dos incisos II a VI do art. 151 da Lei nº 5.172, de 1966, com a redação determinada pela
Lei Complementar nº 104, de 10 de janeiro de 2001, haja ou não depósito judicial, caso esses
tributos e contribuições tenham sido computados na demonstração do lucro líquido;

w) as sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na Legislação específica indicarão


os resultados negativos das operações realizadas com seus associados, exceto a cooperativa
de consumo que tenha por objeto a compra e fornecimento de bens aos consumidores (Lei nº
9.532, de 1997, art. 69; Parecer Normativo CST nº 38, de 1980, e Ato Declaratório Normativo
Cosit nº 04, de 25 de fevereiro de 1999);

y) o valor relativo ao somatório dos custos e despesas próprios das incorporações imobiliárias
inscritas no regime especial de tributação (RET) de que tratam os arts. 1º a 4º da Lei nº 10.931,
de 02 de agosto de 2004, alterados pelo art. 111 da Lei nº 11.196, de 2005;

z) o valor da perda de capital resultante de redução, por variação percentual, do valor do


patrimônio líquido de investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial;

a.a) os demais valores a serem adicionados ao lucro líquido, na determinação do lucro real, que
não se classifiquem em qualquer dos itens anteriores.

13.6.2.Exclusões e Compensações do Lucro Líquido

Os valores que foram acrescentados ao resultado contábil, mas que pela legislação não devem
compor a base de cálculo do IR e da CSLL, serão excluídos no Lalur.

Na determinação do lucro real poderão ser excluídos do lucro líquido do período (Art. 250 do
RIR/1999 e MAJUR da RFB):

a) o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido;

b) os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que


tenham sido computados como receita;

c) o valor das provisões não dedutíveis que tenham sido adicionadas na determinação da base
de cálculo de período de apuração anterior e que tenham sido baixadas no período de apuração
por utilização ou reversão;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
194
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 195

d) a parcela dos lucros decorrentes de contratos de construção por empreitada ou de


fornecimento de bens ou serviços celebrados com entidades governamentais, proporcional ao
valor das receitas desses contratos, computadas na apuração do resultado e não recebidas até
a data do encerramento do trimestre;

e) a parcela dos lucros decorrentes de contratos de construção por empreitada ou de


fornecimento de bens ou serviços celebrados com entidades governamentais, quando os
créditos com essas pessoas jurídicas forem quitados pelo Poder Público com títulos de sua
emissão, inclusive com Certificados de Securitização, emitidos especificamente para essa
finalidade;

Nota: No caso de subcontratação de parte da empreitada ou fornecimento, o direito ao


diferimento caberá também à empreiteira ou fornecedora, na proporção da sua participação na
receita a receber.

f) a diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos recebidos a título de
devolução de participação no capital social de outra sociedade, que tenha sido creditada ao
resultado (Art. 22, § 4º, da Lei nº 9.249/1995);

g) os rendimentos e ganhos de capital auferidos no Exterior, por pessoa jurídica domiciliada no


Brasil, desde que devidamente computados no seu resultado;

h) a reversão do saldo remanescente da provisão para o Imposto de Renda sobre o lucro


inflacionário com tributação diferida, quando houver sido exercida a opção para a tributação
antecipada com o benefício da redução da alíquota do imposto;

i) a parcela compensável de créditos oriundos da mudança das alíquotas para o Programa de


Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/Pasep, devidas pelas
pessoas jurídicas a que se refere o § 1º do art. 22, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991,
correspondente a qualquer período de apuração posterior a 31 de dezembro de 1998 (Art. 8º, §
1º, Medida Provisória nº 1.858-10/1999);

j) (-) Resultados Não Tributáveis de Sociedades Cooperativas, exceto a cooperativa de consumo


que tenha por objeto a compra e fornecimento de bens aos consumidores (Lei nº 9.532, de 1997,
art. 69; Parecer Normativo CST nº 38, de 1980, e Ato Declaratório Normativo Cosit nº 04, de
1999);

k) o valor da amortização registrada no período referente ao deságio nas aquisições de


investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial;

Atenção: O valor amortizado que for excluído do lucro líquido para determinação do lucro real
deve ser controlado na Parte B do Livro de Apuração do Lucro Real até a alienação ou baixa da
participação societária, quando, então, deve ser adicionado ao lucro líquido para determinação
do lucro real no período de apuração em que for computado o ganho ou perda de capital havido.

l) o valor das (-) Variações Cambiais Ativas (Medida Provisória nº 1.858-10/1999, art. 30), das
pessoas jurídicas que optaram por considerar, para fins de determinação da base de cálculo do
Imposto de Renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, e da contribuição para o
PIS/Pasep e Cofins, o valor correspondente às variações monetárias das obrigações e direitos
de crédito, em função da taxa de câmbio, quando da liquidação da correspondente operação
(Medida Provisória nº 1.858-10, de 1999, art. 30, e reedições);

m) o valor das (-) Variações Cambiais Passivas - Operações Liquidadas (Medida Provisória nº
1.858-10/1999, art. 30), das pessoas jurídicas que optaram, a partir de 1º de janeiro de 2000,
pelo reconhecimento, na determinação do lucro real e do lucro da exploração, das variações
monetárias, em função da taxa de câmbio, quando da liquidação da correspondente operação
(Medida Provisória nº 1.858-10, de 1999, art. 30 e reedições);

n) os valores dos (-) Dispêndios com Inovação Tecnológica (Lei nº 11.196/2005, art.19);
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
195
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 196

o) os valores dos (-) Dispêndios em Pesquisa Científica e Tecnológica e de Inovação Tecnológica


- ICT (Lei nº 11.196/2005, art.19-A);

p) os valores da (-) Depreciação/Amortização Acelerada (Lei nº 11.196/2005, art.17, III e IV, e


art.20);

q) o valor da (-) Depreciação Acelerada Incentivada (Lei nº 11.196/2005, art.31);

r) o valor da (-) Depreciação/Amortização Acelerada Incentivada de acordo com as disposições


dos artigos 313 a 323 do Decreto nº 3.000, de 1999. Para mais informações sobre esses
benefícios, consultar os Pareceres Normativos CST nºs 01/1982 e 19/1982;

s) o valor da (-) Exaustão Incentivada de que tratam os artigos 331 a 333 do Decreto nº 3.000,
de 1999, e os Pareceres Normativos CST nºs 153/1972 e 44/1977;

t) os valores das (-) Perdas Incorridas no Mercado de Renda Variável em períodos de apuração
anteriores, não compensadas com ganhos líquidos nas mesmas operações naqueles períodos.
O valor a ser indicado nesta linha limita-se ao valor dos ganhos líquidos auferidos nas operações
de mesma natureza no próprio período de apuração, devidamente computado no lucro líquido;

u) (-) Divulgação Eleitoral Gratuita, as emissoras de rádio e televisão obrigadas à divulgação da


propaganda eleitoral e partidária gratuitas e as empresas concessio-nárias de serviços públicos
de telecomunicações obrigadas ao tráfego gratuito de sinais de televisão e rádio poderão
informar o valor relativo a tais gastos apurado de acordo com regulamentação do Poder
Executivo;

v) os valores dos (-) Juros Produzidos por NTN (Lei nº 10.179/2001, art. 1º, inc. III);

x) os valores das (-) Receitas da Atividade Imobiliária Tributadas pelo RET Patrimônio de
Afetação de que tratam os arts. 1º a 4º da Lei nº 10.931, de 02 de agosto de 2004, alterados pelo
art. 111 da Lei nº 11.196, de 2005;

w) (-) Atividade Audiovisual (Decreto nº 3.000/1999, art. 372), as quantias referentes a


investimento em projeto previamente aprovado pela Ancine para a produção de obra audiovisual
cinematográfica brasileira de produção independente (Decreto nº 6.304, de 2007, art. 3º, I) e para
produção (em áreas específicas) cinematográfica de exibição, distribuição e infra-estrutura
técnica, cujo projeto tenha sido apresentado por empresa brasileira (Decreto nº 6.304, de 2007,
art. 3º, II);

y) o ganho de capital resultante de acréscimo, por variação percentual, do valor do patrimônio


líquido de investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial;

z) o valor de (-) Outras Exclusões contidas no Livro de Apuração do Lucro Real, que não se
classifiquem em qualquer das letras anteriores.

13.7.ESCRITURAÇÃO DA PARTE “A” DO LALUR

Os lançamentos correspondentes aos ajustes do lucro líquido do período de apuração, para a


determinação do lucro real, deverão ser feitos com individualização e clareza, na Parte A do Livro
de Apuração do Lucro Real, no curso do ano-calendário ou data do encerramento deste,
observando-se o seguinte:

a) o histórico deverá indicar com clareza as características dos ajustes do lucro líquido;

b) em se tratando de valores objeto de escrituração contábil, deverá ser feita também a indicação
da conta ou subconta usada, o número de ordem do Livro Diário em que consta o lançamento e
data deste, ou elementos que, com idêntica validade, vinculem o ajuste à contabilidade;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
196
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 197

c) em se tratando de ajustes que não possuam correspondência na contabilidade, deverão ser


especificados todos os elementos utilizados no cálculo.

13.71.Demonstração do Lucro Real


A demonstração do lucro real será transcrita na Parte A do Livro de Apuração do Lucro Real,
após o último lançamento de ajuste do lucro líquido do período de apuração, obedecendo ao
modelo instituído pela Instrução Normativa SRF nº 28/1978, devendo conter:

a) o lucro ou prejuízo líquido constante da escrituração comercial, apurado no período de


incidência do imposto;

b) as adições ao lucro líquido, discriminadas item por item, agrupados os valores de acordo com
sua natureza, e a soma das adições;

c) as exclusões do lucro líquido, discriminadas item por item, agrupados os valores de acordo
com sua natureza, e a soma das exclusões;

d) subtotal, obtido pela soma algébrica do lucro ou prejuízo líquido do período com as adições e
exclusões;

e) as compensações de prejuízo fiscais que estejam sendo efetivadas no período de apuração;

f) o lucro real do período de apuração; ou prejuízo desse período, a compensar em períodos


subseqüentes.

Ressalte-se que a demonstração do lucro real deve ser iniciada com o resultado do período antes
de formada a provisão para o Imposto de Renda, não constituindo essa provisão, portanto, item
de adição (Parecer Normativo CST nº 102/1978).

13.7.2. Escrituração da Parte “A” do LALUR

Na ECF a parte “A” do lalur é preenchida no registro M300. Este registro demonstrará a apuração
da base de cálculo da IRPJ anual, trimestral e nos meses com estimativa apurada com base no
balanço/balancete

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
197
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 198

Apresenta os lançamentos da parte A do e-LALUR. Este registro demonstrará a apuração da base de


cálculo da IRPJ anual, trimestral e nos meses com estimativa apurada com base no balanço/balancete

Saldo da Conta da Sinal do Lançamento


Livro da Parte A Utilização
Parte B na Parte B
Adição Credor Devedor Utilização de saldo para adição
Constituição de saldo para posterior
Adição Devedor Devedor
exclusão
Exclusão Devedor Credor Utilização de saldo para exclusão
Constituição de saldo para posterior
Exclusão Credor Credor
adição

Indicador no
M305(Sinal Indicador no M310 Conta
Indicador no M310 Conta
Livro da Sinal do do de Resultado (Sinal do
Patrimonial (Sinal do saldo da
Parte A M300 lançamento saldo da conta contábil
conta contábil patrimonial)
na conta da de resultado)
Parte B)
Adição ou
+ (positivo) D - Devedor D - Devedor C - Credor
lucro

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
198
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 199

Adição ou
- (negativo) C - Credor C - Credor D - Devedor
Lucro
Exclusão ou
Compensação + (positivo) C - Credor C - Credor D - Devedor
de Prejuízo
Exclusão ou
Compensação - (negativo) D - Devedor D - Devedor C - Credor
de Prejuízo

13.9.ESCRITURAÇÃO DA PARTE “B” DO LALUR

O registro de controle é efetuado na Parte B do Livro de Apuração do Lucro Real.

Na Parte B do Livro de Apuração do Lucro Real, concomitantemente com os lançamentos de


ajuste efetuados na Parte A do referido livro no encerramento de cada período de apuração,
serão efetuados os controles dos valores que devam influenciar a determinação do lucro real de
períodos de apuração subseqüentes, utilizando-se uma folha para cada conta ou fato que
requeira controle individualizado.

A coluna D/C do livro destina-se a indicar a natureza devedora (D) ou credora (C) do saldo
apurado. Portanto, os saldos que devam ser adicionados ao lucro líquido de exercícios
subseqüentes terão letra D, e os que devam ser excluídos terão letra C.

Cadastra os saldos iniciais no período da escrituração das contas da parte B utilizadas no e-LALUR e no e-
LACS. O registro pode ser replicado da ECF anterior, importado e/ou editado

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
199
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 200

Apresenta os lançamentos em contas da parte B sem reflexos na parte A.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
200
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 201

Apresenta a visão sintética do controle de saldos das contas da parte B do e-LALUR e e-LACS. Registro
gerado pelo sistema a partir do saldo inicial e das movimentações.

Os campos SD_FIM_LAL e IND_SD_FIM do último período serão transportados para o E020 da próxima
ECF.

Quando a escrituração for trimestral, o saldo final do período será transportado para o saldo inicial do
período seguinte.

O valor do SD_INI_LAL do primeiro período será igual ao saldo inicial do registro M010.

13.9.1 Contas Suscetíveis de Controle


Os valores que devam influenciar a determinação do lucro real de período de apuração futuro e
que não são controlados na escrituração comercial devem ser agrupados em contas distintas,
segundo a sua natureza, tais como:

a) prejuízos fiscais a compensar;

b) depreciação acelerada incentivada;

c) lucro inflacionário acumulado;

d) provisões não dedutíveis;

e) lucro não realizado decorrente de contrato a longo prazo com empresa pública, etc.;

f) perdas excedentes aos ganhos auferidos no mercado de renda variável.

Os incentivos fiscais aproveitáveis em períodos subseqüentes, passíveis de dedução do


Imposto de Renda devido na Declaração de Ajuste, embora não constituam valores a serem
excluídos do lucro líquido, deverão ser controlados na Parte B do LALUR.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
201
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 202

13.9.2 Falta de Escrituração do Lalur

De acordo com a Instrução Normativa SRF nº 79/1993, considera-se não apoiada em


escrituração comercial e fiscal a apuração do lucro real, sem que estejam escriturados no LALUR
os ajustes ao lucro líquido, a demonstração do lucro real e os registros correspondentes nas
contas do controle.

Assim sendo, a falta de escrituração do LALUR pode justificar o arbitramento do lucro pela
autoridade fiscal.

14. E-LACS
O livro e-Lacs destina-se a apurar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), mediante
os registros de adições e exclusões à base de cálculo da referida contribuição.

Sua elaboração é obrigatória para as pessoas jurídicas sujeitas ao Lucro Real.

A elaboração do E-Lacs passou a ser disciplinado dentro das normas da Escrituração Contábil
Fiscal - ECF.

Na ECF haverá o preenchimento e controle, por meio de validações, das partes A e B do Livro
Eletrônico de Apuração do Lucro Real (e-Lalur) e do Livro Eletrônico de Apuração da Base de
Cálculo da CSLL (e-Lacs). Todos os saldos informados nesses livros também serão controlados
e, no caso da parte B, haverá o batimento de saldos de um ano para outro. Finalmente, a ECF
apresentará as fichas de informações econômicas e de informações gerais em novo formato de
preenchimento para as empresas.

No Bloco M da ECF são apresentados os livros eletrônicos de escrituração e apuração do IRPJ


(e-LALUR) e da CSLL (e-LACS) da Pessoa Jurídica Tributada pelo Lucro Real - partes A e B..

Na parte A do e-LACS é feito o cálculo dos impostos, onde será definido o valor da Base de
Cálculo da CSLL através do Lucro Líquido mais adições e menos exclusões. Caso o resultado
seja negativo, a conta será resultante da nomenclatura Base de Cálculo Negativa da CSLL. Na
parte B será feito o controle da Base Negativa encontrada pela parte A, ou seja, a parte B
configura-se por ser um reflexo da parte A.

Exemplificando, suponha que uma empresa através do cálculo da parte A do e-LACS, tenha
encontrado uma Base Negativa de CSLL no valor de R$50 mil no ano de 2015, assim, devendo
ser escriturada na parte B do documento. Se em 2016 tiver mais R$100 mil de BC Negativa, a
pessoa jurídica somará com o encontrado em 2015, acumulando R$150 mil, visando que essa é
uma operação cumulativa.

Caso exista lucro em 2017, a empresa poderá compensar até 30% do resultado positivo (lucro),
diminuindo a CSLL a pagar, como também o saldo da parte B. Digamos que a empresa tenha
obtido lucro e vá compensar esse valor com 30% do lucro. Se o lucro for de R$500 mil, a
compensação de 30% de R$500.000,00 equivalerá a R$150.000,00 e fará com que esse valor
caia para R$350 mil (na Parte A) e compensará todo o saldo existente de R$150 mil da Parte B.

Portanto, novos prejuízos acarretam em aumento da Parte B e no caso da empresa apurar uma
Base Positiva, ela poderá compensar este saldo existente da Parte B conforme já citado
anteriormente (respeitando os limites legais).

Em suma, o que o e-LACS veio trazer aos contribuintes, é tão somente a modernização da forma
de apresentação das informações e também a sua obrigatoriedade mais frequente, pois antes
essas informações eram entregues em livros físicos somente quando solicitados pela autoridade
competente e agora serão entregues em meio eletrônico periodicamente.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
202
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 203

A parte “A” do E-Lacs corresponde ao registro M-350 - Demonstração da Base de Cálculo da


CSLL.

Este registro demonstrará a apuração da base de cálculo da CSLL anual, trimestral e nos meses
com estimativa apurada com base no balanço/balancete.

Registro M350: Lançamentos da Parte A do e-Lacs

Apresenta os lançamentos da parte A do e-Lacs. Este registro demonstrará a apuração da base de


cálculo da CSLL anual, trimestral e nos meses com estimativa apurada com base no balanço/balancete.

Saldo da Conta da Sinal do Lançamento na


Livro da Parte A Utilização
Parte B Parte B
Adição Credor Devedor Utilização de saldo para adição
Constituição de saldo para posterior
Adição Devedor Devedor
exclusão
Exclusão Devedor Credor Utilização de saldo para exclusão
Constituição de saldo para posterior
Exclusão Credor Credor
adição

Indicador no
Indicador no M360 Conta de
M355(Sinal do Indicador no M360 Conta
Livro da Parte Resultado (Sinal do saldo
Sinal do M350 lançamento na Patrimonial (Sinal do saldo da
A da conta contábil de
conta da Parte conta contábil patrimonial)
resultado)
B)
Adição ou lucro + (positivo) D - Devedor D - Devedor C - Credor
Adição ou Lucro - (negativo) C - Credor C - Credor D - Devedor
Exclusão ou
Compensação + (positivo) C - Credor C - Credor D - Devedor
de Prejuízo
Exclusão ou
Compensação - (negativo) D - Devedor D - Devedor C - Credor
de Prejuízo

Em relação a parte “B” do E-Lacs, seguirá o mesmo detalhamento do E-Lalur, ou seja, será
preenchido os registros: M010, M410 e M500

15.Exercícios

1)A pessoa jurídica que tributa através do regime do lucro real estimativa, efetuou o pagamento
por estimativa:

IRPJ
a) Janeiro/2014: R$ 14.550,00
b) Fevereiro / 2014: R$ 15.700,00

CSLL
a) Janeiro/2014: 12.000,00
b) Fevereiro/2014: 10.000,00

O contribuinte deseja efetuar a suspensão do mês de março de 2014, para isso detém mais as
seguintes informações:

Lucro antes do IR e CSLL de março= R$ 320.000,00

Dados do mês de março:

Ganho de Capital: R$ 75.000,00


Receitas da Prestação de Serviço: 200.000,00
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
203
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 204

Receitas do Comércio: 720.000,00


Rendimento de Renda Fixa: R$ 500,00
Resultado de equivalência patrimonial: R$ 70.000,00 (deverá ser excluído do Lalur)

Calcule quanto irá pagar de IRPJ e CSLL por estimativa e por balanço de suspensão ou redução
e analise qual o método mais vantajo

Exercício 2)

A empresa JC Comércio e Prestação de Serviços, apura seus impostos no ano de 2015 através
do Lucro Real estimativa, pagou de IRPJ até o período de novembro de 2015: R$ 60.000,00 e
de CSLL R$ 33.000,00.

No mês de março de 2016 apresentou a seguinte DRE:

Receita bruta R$ 200.000,00


Vendas de Produtos R$ 150.000,00
Prestação de Serviços R$ 50.000,00
(-) Deduções da Receita Bruta
Devoluções de Vendas ( R$ 15.000,00)
Vendas canceladas ( 0,00)
Descontos Incondicionais nas vendas ( R$ 1.200,00)
(=) Receita Operacional Líquida (R$ 183.800,00)
(-) Custo das Vendas
Custo dos Produtos Vendidos (R$ 22.500,00)
Custo das Prestações de Serviços (R$ 7.500,00)
(=) Resultado Operacional Bruto R$ 153.800.00
(-) Despesas Operacionais
Despesas com Vendas R$ 5.500,00
Despesas Administrativas R$ 8.300,00
(-) Despesas / Receitas Financeiras
Variações cambiais passivas R$ 1.515,00
(+) Outras Receitas
Ganho na venda de ativo R$ 15.500,00
Dividendos Recebidos R$ 12.400,00
(-) Outras Despesas
Multa de trânsito R$ 1.110,00
(=) Lucro antes do Imposto de Renda R$ 165.275,00

Com base na DRE acima calcule a estimativa do Mês de março e o balanço do mês de março
para verificar qual é o método mais vantajoso para apurar o IRPJ e a CSLL neste mês.

2) Assinale V ou F:

( ) Consideram-se Prejuízos Fiscais operacionais aqueles decorrentes das atividades normais


da pessoa jurídica e não-operacionais aqueles decorrentes da alienação de bens e direitos do
ativo permanente. O resultado não-operacional corresponde à diferença, positiva ou negativa,
entre o valor pelo qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil.

( ) Prejuízo Fiscal compensável com o lucro real é aquele apurado e registrado no LALUR,
observando-se o seguinte:

a) os prejuízos somente poderão ser compensados desde que a pessoa jurídica mantenha a
escrituração e os documentos comprobatórios do montante do Prejuízo Fiscal a compensar;

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
204
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 205

b) desde o ano-calendário de 1995 são compensáveis os Prejuízos Fiscais apurados em


períodos encerrados a partir do ano de 1991, independentemente de prazo.

( ) A soma dos Prejuízos Fiscais não-operacionais com os Prejuízos Fiscais decorrentes das
atividades da pessoa jurídica, a ser compensada, não poderá exceder o limite de 25% (trinta por
cento) do lucro líquido do período da compensação, ajustado pelas adições e exclusões previstas
pela legislação do Imposto de Renda e 30% do lucro contábil, o que acontecer primeiro

( ) Os prejuízos não-operacionais e os decorrentes das atividades operacionais da pessoa


jurídica deverão ser controlados em folha específica, individualizadas por espécie, na parte B do
LALUR, para compensação com lucros de mesma natureza apurados nos períodos
subseqüentes, na parte A do LALUR.

( ) A pessoa jurídica não poderá compensar seus Prejuízos Fiscais se entre a data da apuração
e da compensação do prejuízo houver ocorrido, cumulativamente, modificação de seu controle
societário e do ramo de atividade. Ressalte-se que esses 2 (dois) eventos só constituem causa
impeditiva da compensação de Prejuízos Fiscais se houverem ocorrido, cumulativamente, ainda
que não na mesma data, entre o encerramento do período em que o prejuízo foi apurado e o
encerramento do período da compensação..

( ) A pessoa jurídica poderá suspender o pagamento do imposto, desde que demonstre que o
valor do imposto devido, calculado com base no lucro real do período em curso, é igual ou inferior
à soma do imposto de renda devido por estimativa, correspondente aos meses do mesmo ano-
calendário, àquele a que se refere o balanço ou balancete levantado, inclusive o mês de
apuração. A diferença verificada, correspondente ao imposto de renda apurado a maior, no
período abrangido pelo balanço de suspensão, poderá ser utilizada para reduzir o montante do
imposto devido em meses subseqüentes do mesmo ano-calendário, calculado com base na
receita bruta e acréscimos, fato este procedido via per/dcomp.

( ) A pessoa jurídica sujeita ao Lucro Real não poderá deduzir do imposto devido os seguintes
incentivos fiscais: Caráter Cultural e Artístico, Programa de Alimentação ao Trabalhador,
Desenvolvimento Tecnológico Industrial/Agropecuário, Atividade Audiovisual, Fundos do Direito
da Criança e do Adolescente, Regionais de Redução e/ou Isenção do Imposto, e de Redução
por Reinvestimento;

( ) A pessoa jurídica poderá efetuar as seguintes compensações:

- pagamentos indevidos ou a maior de imposto de renda;


- saldo negativo de imposto de renda de períodos anteriores;
- outras compensações efetuadas em conformidade com a legislação pertinente.

( ) Os balanços ou balancetes de suspensão ou redução deverão ser levantados com


observância das leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário até a data fixada para
pagamento do imposto do respectivo mês. Esses balanços ou balancetes somente produzirão
efeitos para fins de determinação do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro
líquido do período em curso.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
205
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 206

MÓDULO VI – PIS / COFINS

1. INCIDÊNCIA CUMULATIVA x INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA


São contribuintes do PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre o faturamento as pessoas
jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda,
inclusive:

I - As entidades fechadas e abertas de previdência complementar, sendo irrelevante a forma de


sua constituição;

II - As entidades submetidas aos regimes de liquidação extrajudicial e de falência, em relação às


operações praticadas durante o período em que perdurarem os procedimentos para a realização
de seu ativo e o pagamento do passivo;

III - os fabricantes e os importadores de cigarros são contribuintes e responsáveis, na condição


de substitutos, pelo recolhimento do PIS/PASEP e da COFINS devidos pelos comerciantes
varejistas;

IV - As pessoas jurídicas que administram jogos de bingo são responsáveis pelo pagamento das
contribuições incidentes sobre as receitas geradas com essa atividade. Observe-se que esse
pagamento não exime a pessoa jurídica administradora da obrigação do pagamento das
contribuições na condição de contribuinte.

2. COMPOSIÇÃO DA BASE DE CÁLCULO


Receita e Faturamento não se confundem. Pode haver convergência ou sobreposição de
conceitos na medida que faturamento é visto como receita, pois nem toda receita é faturamento.

2.1. Faturamento e Receita Bruta


Faturamento provém da venda de mercadorias e prestação de serviços, enquanto receita pode
ser qualquer ingresso de dinheiro ou bens na pessoa jurídica que represente um aumento
patrimonial.
O art. 2º da Lei 12.973 de 2014, nos remete ao conceito de receita bruta do artigo 12 do
Decreto Lei 1.598 de 1977, conforme vamos verificar abaixo:

Art. 12. A receita bruta compreende: Alterado pela Lei n° 12.973/2014 (DOU de 14.05.2014)
efeitos a partir de 01.01.2015 para os contribuinte não optantes ao artigo 75; e para os
contribuintes optantes ao artigo 75 a partir de 01.01.2014. Redação Anterior
I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria;
II - o preço da prestação de serviços em geral;
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e
IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos
incisos I a III.

§ 1° A receita líquida será a receita bruta diminuída de: Alterado pela Lei n° 12.973/2014
(DOU de 14.05.2014) efeitos a partir de 01.01.2015 para os contribuinte não optantes ao
artigo 75; e para os contribuintes optantes ao artigo 75 a partir de 01.01.2014. Redação
Anterior

I - devoluções e vendas canceladas;


II - descontos concedidos incondicionalmente;
III - tributos sobre ela incidentes; e
www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br
Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
206
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 207

IV - valores decorrentes do ajuste a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art.
183 da Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, das operações vinculadas à receita bruta.

2.2.Bonificações Concedidas e Recebidas

Bonificações são entendidas, por diversos autores no campo de Direito Comercial, como a
concessão feita pelo vendedor ao comprador, ao diminuir o preço do produto ou serviço ou
entregando quantidades maiores do que as estipuladas contratualmente, dando neste momento
um desconto incondicional ao comprador. Estes bens devem estar atrelados à uma nota fiscal
de venda para ter esta classificação. Bens recebidos em separado de nota fiscal de venda, não
serão classificados como bonificação de mercadorias.

a) Bonificações Recebidas:

Para serem considerados como bonificação em mercadorias, estes produtos devem estar
atrelados a uma mesma nota fiscal. Neste caso será considerado pelo adquirente apenas como
estoque de mercadorias segundo o volume recebido, mediante certo preço pago por este
conjunto total de bens. Portanto não será considerado como receita pois fará parte do custo do
produto que o adquirente está comprando.

b) Bonificações Concedidas:

As bonificações concedidas não são receitas e sim despesa para quem as está concedendo, por
este motivo não fazem parte da base de cálculo do pis nem do cofins.

2.3. Doações

Caso as bonificações não constem do mesmo documento fiscal de compra das mercadorias,
mas com nota fiscal separada com a mesma data da nota fiscal de compra, e não possa ser
comprovada que esta bonificação esta atrelada à compra das mercadorias para que se possa
ratear o custo de aquisição pela quantidade entregue pelo fornecedor, será caracterizada como
doação.

Neste caso para quem as está recebendo em doação, trata-se de “Demais Receitas” e será
tributada de acordo com o regime adotado pela pessoa jurídica.

2.4. Descontos Incondicionais

O desconto incondicional é aquele concedido independente de qualquer condição, ou seja, não


é necessário que o adquirente pratique ato subsequente ao de compra para a fruição do
benefício.

O desconto deve figurar no título do acordo, com a modalidade e a natureza da sua concessão,
qual seja:

nota fiscal: o desconto é mencionado no seu corpo, devendo o vendedor considerar a legislação
fiscal vigente, de modo que a aplique corretamente no que se refere à dedutibilidade ou não do
desconto na determinação da base de cálculo dos tributos.

Nesse caso, o valor a ser consignado na nota fiscal deve ser aquele já deduzido do desconto
concedido incondicionalmente.

O desconto concedido incondicionalmente, também chamado de desconto comercial, é uma


redução de preço concedida no ato da venda.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
207
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 208

Em geral, é utilizado como forma de atrair o cliente para a compra ou de incentivá-lo a adquirir
uma quantidade maior de mercadorias, como é o caso do desconto promocional.

O desconto comercial deve constar da nota fiscal de venda e não dependem, para sua
concessão, de evento posterior à emissão desses documentos.

Os descontos concedidos incondicionalmente, além das devoluções e vendas canceladas e dos


impostos e contribuições incidentes sobre vendas diminuem da receita bruta para definir a receita
líquida. RIR/1999, artigo 280

2.5. Descontos Condicionais

Os descontos condicionais ou descontos financeiros são os descontos obtidos na liquidação


antecipada de obrigações. Como exemplo, podemos citar o pagamento de uma duplicata antes
de data de seu vencimento original, gerando assim, um desconto por esta antecipação. Neste
caso, este desconta é tratado como receita.

Por outro lado, os descontos financeiros concedidos são os descontos concedidos no


recebimento antecipado de direitos com terceiros. Neste caso o desconto é tratado como
despesa.

Observamos que os descontos financeiros são considerados como receitas ou despesas


financeiras, por se tratar de descontos condicionais, denominados comumente de descontos
financeiros

2.6. Despesas com frete e despesas acessórias

Os fretes e despesas acessórias entram na base de cálculo do Pis e do Cofins pois conforme
disposto no artigo 23 da IN 247 de 20012, não há previsão para excluí-los.

Art. 23. Para efeito de apuração da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre
o faturamento, observado o disposto no art. 24, podem ser excluídos ou deduzidos da receita
bruta, quando a tenham integrado, os valores:

I - das vendas canceladas;


II - dos descontos incondicionais concedidos;
III - do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
IV - do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações
de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), quando
destacado em nota fiscal e cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na
condição de substituto tributário;
V - das reversões de provisões;
VI - das recuperações de créditos baixados como perdas, limitados aos valores efetivamente
baixados, que não representem ingresso de novas receitas;

VII - dos resultados positivos da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e
dos lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que
tenham sido computados como receita, inclusive os derivados de empreendimento objeto de
Sociedade em Conta de Participação (SCP); e
VIII - das receitas decorrentes das vendas de bens do ativo permanente.

2.7.Vendas Canceladas /Devoluções

Já as vendas cancelas possui a previsão de dedução da base de cálculo do artigo acima


mencionado, portanto poderá ser deduzida no mês em que ocorrer este cancelamento.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
208
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 209

2.8.Subvenções para Custeio x Subvenções para Investimento

Subvenção para Investimento: As assistências e subvenções governamentais são ações do


governo em fornecer benefícios econômicos a uma entidade ou grupo de entidades que estejam
enquadradas em certos critérios estabelecidos ou que atendam certas obrigações já cumpridas
ou que cumpram, relacionadas às atividades operacionais da entidade. NBC TG 07 (R1)

NBC TG 07 (R1) - SUBVENÇÃO E ASSISTÊNCIA GOVERNAMENTAIS


(...)
Definições
3. Os seguintes termos são usados nesta Norma com as definições descritas a seguir:
(...)
Assistência governamental é a ação de um governo destinada a fornecer benefício
econômico específico a uma entidade ou a um grupo de entidades que atendam a
critérios estabelecidos. Não inclui os benefícios proporcionados única e indiretamente por
meio de ações que afetam as condições comerciais gerais, tais como o fornecimento de
infraestruturas em áreas em desenvolvimento ou a imposição de restrições comerciais
sobre concorrentes.
Subvenção governamental é uma assistência governamental geralmente na forma de
contribuição de natureza pecuniária, mas não só restrita a ela, concedida a uma entidade
normalmente em troca do cumprimento passado ou futuro de certas condições
relacionadas às atividades operacionais da entidade. Não são subvenções
governamentais aquelas que não podem ser razoavelmente quantificadas em dinheiro e
as transações com o governo que não podem ser distinguidas das transações comerciais
normais da entidade.

Isso é, existem vários tipos de benefícios econômicos realizados pelo poder público e raramente
será concedida de forma gratuita, sem nenhuma condição cumprida ou a cumprir.

Nesse sentido, cabe a atenção do contabilista quanto a necessidade ou não de prestação de


contas exigida pelo órgão.

Subvenção para custeio: a subvenção para custeio destina-se a compensar despesas


operacionais e de produção.

Portanto considerando que a subvenção recebida não tenha as características de uma


subvenção para investimento, esta entrará na base de cálculo do pis e do cofins. Podemos citar
como exemplo o crédito presumido de ICMS.

MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 225 de 06 de Agosto de 2007

ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins

EMENTA: Subvenções e Recuperações de Custos. Crédito Presumido do ICMS. Tratamento


Fiscal As subvenções para custeio, recuperações de custos ou de investimentos, quando
aportadas em espécie, integram a base de cálculo da COFINS pela sistemática da não-
cumulatividade, por significar ingresso de recursos para entidade beneficiária. Em caso
contrário, quando decorrer de recuperações lastreadas em incentivos que decorram de
créditos presumidos, que não significam ingressos de receitas, ou derivam de reversão de

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
209
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 210

provisões, não integram a base de cálculo da citada contribuição. Dispositivo Legal: Lei nº
10.833, de 29 de dezembro de 2003, art. 1º, § 3º, inciso V, alínea “b”.

2.9. Reembolso de Despesas


Os valores recebidos de clientes, referentes a reembolso de despesas incorridas pela pessoa
jurídica visando à prestação dos serviços que constituem seu objeto, compõem a receita bruta
para fins apuração da base de cálculo da contribuição, uma vez que não há nenhum dispositivo
legal permitindo sua exclusão.

2.10.Venda para Entrega Futura


A operação de venda para entrega futura é aquela em que a mercadoria já foi
fabricada/produzida (produção para venda, nos casos de industrializador) ou já foi adquirida (nos
casos de comerciante que efetua a compra para revenda) pelo vendedor e que por acordo entre
as partes será entregue posteriormente, neste caso, a empresa vendedora, se torna mera
depositária da mercadoria.

Nesta operação, a receita será reconhecida independentemente da entrega da mercadoria ao


comprador, ou seja, deverá ser contabilizada e tributada no momento em que houve o
faturamento, visto que a mercadoria já está a disposição do comprador e também, conforme o
regime de competência que trata a Resolução CFC n° 750, de 29 de dezembro de 1993.

2.11.Faturamento Antecipado
A operação de faturamento antecipado é a aquela em que o vendedor ainda não tem a
mercadoria em seu estoque para deixá-la a disposição do comprador, Neste caso, as
mercadorias não foram fabricadas/produzidas (produção para venda, nos casos de
industrializador) ou ainda não foram adquiridas (nos casos de comerciante que efetua a compra
para revenda) pelo vendedor, nesta modalidade o comprador tem ciência e concorda com a
operação.

Nestes casos, deverá atentar que ocorre apenas a transferência do direito de posse destas
mercadorias, visto que a propriedade de um bem ou mercadoria não se adquire pelo negócio
jurídico antes da tradição.

Conceituando a tradição, ocorre:

a) quando o vendedor continua a possuir a posse da mercadoria;

b) quando o vendedor cede o direito de posse ao adquirente, estando a mercadoria em posse


de terceiros (operação triangular); ou

c) quando o comprador já está de posse da mercadoria, depois do negócio realizado. Artigo


1.267 da Lei n° 10.406/2002 (Código Civil)

A tradição pode se enquadrar em Real e Consensual:

a) Real é quando o comprador recebe efetivamente o bem adquirido;

b) Consensual quando o bem é posto à disposição do comprador (é o caso da venda para entrega
futura).

O reconhecimento das receitas desta operação, não será pela emissão da nota e sim quando o
vendedor efetuar a produção ou compra da mercadoria, ficando a mesma a disposição do
comprador, como ainda não há produtos a serem negociados, não poderá ser reconhecida a
receita, pois o que existe é somente o compromisso sobre uma venda a ser realizada
futuramente.

www.econeteditora.com.br | econeteditora@econeteditora.com.br |treinamento@econeteditora.com.br


Matriz: Curitiba – PR | Filiais: São Paulo | Rio de Janeiro | Mato Grosso do Sul | Rio Grande do Sul
210
CURSO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO FEDERAL 211

Estes entendimentos, assim como a conceitualização das operações, estão dispostos e são
tratados na Solução de Consulta n° 39 de 28 de Fevereiro de 2007

2.12.Receitas Financeiras

Com a mudança trazida pelo Decreto 8.426/2015, as receitas financeiras auferidas pelas
pessoas jurídicas na modalidade não cumulativa de PIS e COFINS, serão tributadas nas
alíquotas de 0,65% de PIS e 4% da COFINS.

Contudo esta alteração não interfere em nada para as pessoas jurídicas do regime cumulativo
de pis e cofins pois, conforme determina o artigo 2º da Lei 9.718 de 1998, a base de cálculo é o
faturamento da pessoa jurídica.

3. APROPRIAÇÃO DAS RECEITAS


As receitas devem ser apropriadas de acordo com o regime tributário optado pelo contribuinte:
caixa ou competência.

As pessoas jurídicas optantes pelo regime de tributação do Imposto de Renda com base no lucro
presumido poderão adotar o regime de caixa para fins da incidência do PIS/Pasep e da Cofins.

A adoção do regime de caixa, está condicionada à adoção do mesmo critério em relação ao


Imposto de Renda e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

4. REGIME DE APURAÇÃO CUMULATIVO


Instituído pela Lei 9.718/1998, o regime cumulativo das contribuições para PIS e COFINS são
calculados com base no faturamento da pessoa jurídica.

4.1. Base de Cálculo

A Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 (DOU de 28.05.2009), em seu artigo 79, XII, revogou o
§ 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718, que considerava o faturamento como toda e qualquer receita
auferida pela pessoa jurídica.

Com essa revogação, no regime cumulativo, a base de cálculo do PIS e da COFINS passa a ser
o Faturamento da pessoa jurídica.

Conforme a Lei nº 5.474, de 18 de julho de 1968 (DOU de 19.07.19