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No ar...

Aula 02

Fundamentos da Indústria
do Petróleo Copyright © by Luiz Otavio Castro
1
Aprendendo conceitos

2
Planeta Terra: a nossa praia e a do petróleo...

A terra, hoje

3
A Terra, numa bela noite de dezembro de 2005...

Fotografia da NASA, da terra à noite, mostrando como é o consumo de energia no mundo. Embora esta seja uma visão, da
energia utilizada para iluminação, podemos estender proporcionalmente o consumo para outros aplicações da energia.4 Da
para perceber que as áreas mais iluminadas do mundo são os Estados Unidos, a Europa e o Japão
Do Petróleo à Energia

Óleo;
Gás e
Energia

5
Breve revisão: o tempo geológico

Acredite, se quiser...
~ IDADE DO UNIVERSO : 15 Bilhões anos.
~ IDADE DO SOL : 5 Bilhões de anos.
~ IDADE DA TERRA : 4,6 Bilhões de anos.

6
7
A Escala Geológica do Tempo
Era Período Época Milhões de anos atrás
(aprox.)
Quaternário Recente Últimos 5.000 anos
Pleistoceno 2,5
Cenozóico Plioceno 4,5
Mioceno 19
Terciário Oligoceno 12
Eoceno 16
Paleoceno 11
Cretáceo 136
Mesozóico
Jurássico 190
Triássico 225
Permiano 280
Carbonífero 345
Paleozóico Devoniano 395
Siluriano 430
Ordoviciano 500
Cambriano 570
4.600
Pré--cambriano
Pré
Idades radiométricas segundo Harland, Smith e Wilcook (Geologic Soc. London, 1984). 8
A escala geológica do tempo x petróleo?

Era Período Época Milhões de anos atrás


(aprox.)
Quaternário Recente Últimos 5.000 anos
Cenozóico Pleistoceno 2,5
(60% do Petróleo Plioceno 4,5
mundial) Mioceno 11
Terciário Oligoceno 12
Eoceno 16
Paleoceno 19
Cretáceo 136
Mesozóico
Jurássico 190

Petróleo
(25% do Petróleo
Triássico 225
mundial - Brasil: 80%)
Permiano 280
Carbonífero 345
Paleozóico Devoniano 395
(15% do Petróleo Siluriano 430
mundial) Ordoviciano 500
Cambriano 570
4.600
Pré--cambriano
Pré
9
Idades radiométricas segundo Harland, Smith e Wilcook (Geologic Soc. London, 1984).
Resumo do
Tempo Geológico

10
Para entender a Terra - Press, Siever,
Grotzinger e Jordan - Porto Alegre, Ed.
Bookman, 2006 - (Disponível na biblioteca)
11
Para entender a Terra - Press, Siever, Grotzinger e Jordan - Porto Alegre, Ed. Bookman, 2006 - (Disponível na biblioteca)
Organismos extintos

12
Paleozóico e Mesozóico: a intensificação da vida terrestre

• 400 Milhões - Peixes, anfíbios, florestas.


• 300 Milhões - Dinossauros, Super
Super--continente
Gondwana* (Pangéa)**
• 200 Milhões - Mamíferos e pássaros
• 120 Milhões - Nasce o Oceano Atlântico
* Gondwana: denominação dada ao continente hipotético que existiu no hemisfério sul,
o qual correspondia massas continentais da América do Sul, África do Sul, Índia e
Austrália. No decorrer da Era Mesozóica deu-se a fragmentação desses continentes.
** Pangéa: grande bloco de terra emersa que, no dizer de Anthony Wegner, constituía o
único continente que existia até o período Cretáceo (Teixeira Guerra, 1974).
13
Características

Homem, Glaciação no
Hemisfério Norte

Mamíferos e Fanerógamas (plantas)

Répteis gigantescos e coníferas


(Classe de plantas gimnospermas que,
como o pinheiro, produzem sementes
não abrigadas em um fruto)
Anfíbios

Invertebrados e grande número de


fósseis, vida aquática

14
Evidências fossilíferas raras, bactérias e
fungos
Para entender o “negócio petróleo” é necessário
começar a estudar o planeta Terra, mesmo de forma superficial.
Convido-os para uma “volta ao passado”.
Vamos lá?

Casca

Clara

Gema

15
Forma e Composição da Terra

Forma: aproximadamente um elipsóide de


rotação, com diâmetro equatorial de
12.756.776 m e com diâmetro polar de
12.713.824 m (exatidão
exatidão devida a medições
por 13 satélites artificiais, que forneceram
46.500 medidas – erro de aprox. 8 m m).

Maior elevação: Monte Everest, no


Himalaia, com 8.848 m.
Maior Depressão: Fossa das Filipinas
(Oceano Pacífico), com cerca de 10 km. 16
Petróleo: Petro + Oleum Motivo?

Produto Natural Hidrocarbonetos (H + C)

Ocorrência: Rochas Sedimentares Idade: variável

Processos de formação: sedimentos, tempo, matéria orgânica (microrganismos),

ambiente aquoso pobre de oxigênio (02).

Reações Termoquímicas: elevadas pressões e temperaturas; sobrecarga de

sedimentos; ambiente aquoso; abundância de mat. orgânica.

Acumulação: conjugação de vários fatores: Rochas geradoras; Rochas reservatórios (porosas e

permeáveis); Rochas selantes (impermeáveis); armadilhas (Trapas), todos devidamente

associados no tempo e no espaço (sincronismo).


17
A fonte: O ciclo das Rochas

A terra é um corpo em contínua transformação. Os


processos modificadores de sua estrutura e fisionomia , em
sua maior parte, atuam tão lentamente que são
imperceptíveis durante a vida humana, mas eles operam
continuamente e, considerando os bilhões de anos do tempo
geológico totalizam grandes efeitos.
Forças enormes levantam montanhas e deformam camadas
de rochas. Outras forças parecem mover continentes
inteiros, modificando lentamente o mapa-múndi.
Processos rápidos também existem, como as erupções
vulcânicas, que podem produzir uma montanha em poucos
anos, e terremotos, que podem produzir escarpas quase que
instantaneamente. (Sydney Clark, 1993)

18
Resumo: o ciclo das Rochas

Ígneas

Sedimentares

Metamórficas

19
Bacias Sedimentares do Mundo

Cerca de oitocentas bacias ou províncias sedimentares estão


presentes na superfície do globo terrestre , das quais mais de
seiscentas são razoavelmente conhecidas quanto ao
arcabouço estrutural-
estrutural-estratigráfico. 20
Fonte: Eiras, 2006
Bacias Sedimentares brasileiras

Bacia
Ceará/Potiguar

Bacia do Bacia
Solimões Sergipe/Alagoas

Bacias
Recôncavo/Tucano/Jatobá

Onshore Bacias
Espírito Santo (Terra e Mar)
Ocorre quando a
bacia encontram-se Offshore
em terra. Ocorre quando
Bacia de Campos a

São originadas de bacia está na


antigas bacias Bacia de Santos
plataforma
sedimentares continental ou ao
Bacia do Paraná
marinhas. longo da margem
continental. 21
Fonte: Banco de Imagens da Petrobras
Qual sua Importância?

22
Fonte: ANP, 2008
Qual sua Importância?

Áreas favoráveis para:


1- Exploração e produção de petróleo;
2- Prospecção de várias riquezas minerais: sal gema; calcáreo;
material de construção; ouro de aluvião; bauxita, etc.

A maioria dos hidrocarbonetos explorados no mundo inteiro provêm


de rochas sedimentares. Em termos de idade, praticamente 60%
provêm de sedimentos cenozóicos, pouco mais de 25% de depósitos
mesozóicos e cerca de 15% de sedimentos paleozóicos. No Brasil, a
maior parte da produção está ligada a sedimentos mesozóicos.

Fonte: ANP, 2008 23


Fonte: ANP, 2008 24
Bacias Sedimentares brasileiras produtoras

Bacia
Ceará/Potiguar

Bacia do Bacia
Solimões Sergipe/Alagoas

Bacias
Recôncavo/Tucano/Jatobá

Bacias
Espírito Santo (Terra e Mar)

Bacia de Campos

Bacia do Paraná Bacia de Santos

Fonte: Banco de Imagens da Petrobras 25


O local: Bacias Sedimentares brasileiras

26
O petróleo

Uma das maiores indústrias de todos os tempos!

Envolve $ (bilhões ou trilhões) com orçamentos


maiores do que muitos países ou ministérios...

27
O Petróleo

É encontrado a profundidades variáveis, tanto no subsolo


terrestre como do marítimo. Segundo os geólogos, sua
formação é o resultado da ação da própria natureza, que
transformou em óleo e o gás o material orgânico de restos de
animais e de vegetais, depositados há milhões
de anos no fundo de antigos mares e lagos

28
Definição Geoquímica

Petróleo é uma substância encontrada


naturalmente na crosta terrestre sob as
formas líquida, gasosa ou sólida,
constituída principalmente por
hidrocarbonetos e, minoritariamente, por
não-hidrocarbonetos, também chamados
compostos heteroatômicos.
29
Hidrocarboneto e Não Hidrocarboneto

Hidrocarbonetos são compostos orgânicos formados


somente por átomos de carbono e hidrogênio.
Não-hidrocarbonetos ou compostos heteroatômicos
são compostos orgânicos que contêm outros
elementos além de carbono e hidrogênio. Os mais
importantes na geoquímica do petróleo são os que
contêm um ou mais átomos de nitrogênio, enxofre e
oxigênio, chamados vulgarmente de compostos NSO
NSO.
30
A Teoria Orgânica

“ A matéria orgânica depositada com os sedimentos é


convertida por processos bacterianos e químicos,
durante o soterramento, num polímero complexo
chamado de querogênio. Este processo é
acompanhado por remoção da água e compactação
dos sedimentos. O querogênio, por sua vez, é
convertido em hidrocarbonetos por craqueamento
térmico a maiores profundidades e temperaturas
relativamente elevadas.”

31
Composição

32
As Condições Normais de Temperatura e Pressão (cuja sigla é CNTP no
Brasil) referem-se à condição experimental com:
•Temperatura = 273,15 K (0 °C)
• Pressão = 1 atm = 760 mmHg)

• Obs: 1. Esta condição é geralmente empregada para medidas de gases em


condições atmosféricas (ou de atmosfera padrão); 2. O equivalente de
CNTP/PTN no inglês é NTP (Normal Temperature and Pressure).

Líquido de Gás Natural (LGN):

• Fração líquida produzida de um reservatório de gás natural que é


separada do restante sob a forma líquida à superfície, através de
separadores e outras instalações petrolíferas de superfície ou mesmo de
separadores específicas de unidades de processamento de gás natural
(UPGN).

Alves & Gomes, 2008


33
Frações Típicas do Petróleo após o refino

34
Constituintes do Petróleo

35
Resumo

 O mundo dos nossos dias gira à volta do petróleo. Todos, de uma maneira ou de
outra, dependemos desse produto precioso, que se esconde no espaço poroso das
rochas a muitas centenas ou milhares de metros de profundidade (nunca em
“lençois” ou “rios subterrâneos”

Exsudação

Trapas
Rochas Selantes Gás
Óleo Rochas reservatórios

Rochas geradoras

36
Blow Out: Saída descontrolada
dos fluidos da formação para
à superfície

37
Resumo

 Em sentido lato, podemos considerar que o termo PETRÓLEO abrange todas as


ocorrências ou concentrações naturais de hidrocarbonetos qualquer que seja o
estado físico em que se encontrem.

Óleo (petróleo bruto,


crude oil ou betume)

Petróleo

Gás natural

38
Exsudação de petróleo “pesado”
(10 graus API - betume)

Gás natural (GN) armazenado em “esferas”


especiais para resistir às pressões e
temperaturas

39
Visão Empresarial do Petróleo

“ O melhor negócio do mundo: uma


empresa de petróleo bem administrada.
O segundo melhor negócio do mundo:
uma empresa de petróleo mal administrada ”
John D. Rockfeller, fundador do
primeiro truste do petróleo, a
Standard Oil Company.

40
Compostas por três segmentos: Upstream; Downstream e
Midstream.

Multidisciplinar, envolvendo uma


imensa variedade imensa de
técnicos que cobrem muitas fases
dos projetos, desde à pesquisa
até à refinação...

41
A engenharia de poço e a cadeia produtiva de E&P
SS: Serviço de Sondagem (Engenharia de Poço)

42
Organograma da Cadeia Produtiva do Petróleo

Exploração Exploração

Perfuração Gás Perfuração


Óleo
Natural

Produção Produção
Gás Associado

Transporte Transporte
Logística
(Midstream)
Refino Processamento
Petroquímica
Transporte Transporte

Distribuição Distribuição

Consumidores 43
Como saber de existe petróleo ou não?

44
Diagrama de Causa-Efeito (Ishikawa) para Análise
do Sistema Petrolífero de uma Bacia Sedimentar

Campo de
Petróleo

45
Eiras, 1998
Processos de Formação do Petróleo

1. Deposição da matéria orgânica


junto com os sedimentos.

2. Soterramento e aquecimento dos


sedimentos e da matéria orgânica.

3. Transformação da matéria orgânica


em querogênio e, depois, em óleo e
gás.

4. Expulsão e migração do petróleo da


rocha geradora para a reservatório.

5. Aprisionamento e acumulação do
petróleo na rocha reservatório.
46
Representação Esquemática de Migração Primária e
Secundária para uma Trapa Estrutural

Anticlinal

Sinclinal

47
Desenvolvimento e Produção
Instalação da Árvore de Natal

48
Boe:
Boe: barris de óleo equivalente. Normalmente usado para
expressar volumes de petróleo e gás natural na mesma
unidade de medida (barris) pela conversão do gás nacional à
taxa de 1.000 m³ de gás para 1 m³ de petróleo.

1 m³ de petróleo = 1.000 litros = 6,289941 barris de petróleo

1 barril = 158,984 litros (~159 l) = 0,158984 m³

Volume em Barril = Produção em m³ / 0,158984

49
Exemplo - 01

Calcule a produção em boepd sabendo que uma determinada


Unidade produziu ontem:
• 72.328 barris de óleo
• 3.426 m³ de gás natural

1º passo: Transformar o Volume de Gás Natural em Barril


=
Boe = (Produção de gás (m³) / 0,158984)

50
1º passo: transformar o volume de gás natural produzido
ontem, em barril de óleo equivalente (boe)
Boe = produção de gás (m³) / 0,158984
Boe = 3.426 m³ / 0,158984 =

21.549 boepd

2º passo: calcular quantos Boepd’s foram produzidos ontem


Soma das Produções: Barris + Boe

Boepd = 72.328 + 21.549 = 93.877 boepd


51
Exemplo - 02

Calcule a produção em boepd sabendo que uma determinada


Unidade produziu ontem:
• 1.850.000 barris de óleo
• 43.900 m³ de gás natural

1º passo: Transformar o Volume de Gás Natural em Barril


=
Boe = (Produção de gás (m³) / 0,158984)

52
1º passo: transformar o volume de gás natural produzido
ontem, em barril de óleo equivalente (boe)
Boe = produção de gás (m³) / 0,158984
Boe = 43.090 m³ / 0,158984 =

271.033,56 boepd

2º passo: calcular quantos Boepd’s foram produzidos ontem


Soma das Produções: Barris + Boe
Boepd = 1.850.000 + 271.033,56 =

2.121.033,56 boepd 53
Exemplo - 03

Calcule a produção em boepd sabendo que uma determinada


Unidade produziu ontem:
• 2.300.000 barris de óleo
• 100.000 m³ de gás natural

1º passo: Transformar o Volume de Gás Natural em Barril


=
Boe = (Produção de gás (m³) / 0,158984)

54
1º passo: transformar o volume de gás natural produzido
ontem, em barril de óleo equivalente (boe)
Boe = produção de gás (m³) / 0,158984
Boe = 100.000 m³ / 0,158984 =

628.994,11 boepd

2º passo: calcular quantos Boepd’s foram produzidos ontem


Soma das Produções: Barris + Boe
Boepd = 2.000.000 + 628.994,11 =

2.628.994,11 boepd 55
Resumo das
Fases da
Exploração do
Petróleo
56
Exercício
DINÂMICA DE GRUPO (15 min)

1. Enumere, pelo menos,


seis fatores mais
importantes para a origem
do petróleo.
57
Resumo dos seis Fatores mais Importantes

 Rochas geradoras;
 Migração do Petróleo;
 Rochas
Rochas--reservatório;
 Rochas selantes;
 Trapas ou armadilhas;
 Relação Temporal desses eventos
58
1. Deposição da matéria orgânica
junto com os sedimentos.

2. Soterramento e aquecimento dos


sedimentos e da matéria orgânica.

3. Transformação da matéria orgânica


em querogênio e, depois, em óleo e
gás.

4. Expulsão e migração do petróleo da


rocha geradora para a reservatório.

5. Aprisionamento e acumulação do 59
petróleo na rocha reservatório.
Exsudações ou vazamentos e
condições básicas

Exsudação

Gás
Trapas
Óleo Rochas reservatórios
Água

Rochas geradoras

O petróleo e o Gás Natural são os resultados da ação da pressão e


temperatura exercida pelas camadas de rochas ao longo do tempo
geológico sobre a matéria orgânica depositada nas
depressões da crosta denominadas de Bacias sedimentares.
60
Exsudações ou vazamentos e
condições básicas

Exsudação

Gás
Trapas
Óleo Rochas reservatórios

Rochas geradoras

O petróleo e o Gás Natural são os resultados da ação da pressão e


temperatura exercida pelas camadas de rochas ao longo do tempo
geológico sobre a matéria orgânica depositada nas
depressões da crosta denominadas de Bacias sedimentares.
61
62
63
Rochas Petrolíferas

1.3.4- Rochas Petrolíferas

As rochas sedimentares estão relacionadas com as ocorrências de


petróleo porque são depositadas no interior das bacias sedimentares onde
o petróleo também se forma e atuam como elementos importantes na
geração, migração e acumulação de petróleo.

Dentre essas rochas destacam-se o folhelho, o arenito, o calcário e os


evaporitos, representados principalmente por anidrita (sulfato de
cálcio) e halita (cloreto de sódio – também conhecido como sal de
cozinha)
cozinha), que são os elementos diretamente relacionados com o sistema
petrolífero.

64
1.3.4.2 Folhelho
O folhelho (figura abaixo) compreende sedimento com granulometria menor que
0,004 mm, de acordo com a escala de Wentworth (1922). Estas partículas são
predominantemente constituídas de minerais de argila.

Argilito é o termo usado para designar as argilas maciças e corresponde à argila


litificada. O folhelho pode atuar como rocha geradora, se for rico em matéria
orgânica e sofrer maturação, ou como rocha selante capeando a rocha
reservatório, porque tem microporosidade devido sua granulometria fina, atuando
como camada impermeável quando não fraturado.

65
1.3.4.3 Arenito

Areia é um sedimento sem coesão em que os grãos ou elementos do arcabouço são


constituídos por partículas entre 0,062 e 2 mm, segundo a escala de Wentworth (1922).

Em geral, a composição mineralógica mais comum dos grãos que constituem as


areias e os arenitos é a quartzosa (sílica, SiO2) , semelhante as areias das praias.

66
Vantagens do Combustível Fóssil

Considerando todos os aspectos: custos; logística;


segurança e aspectos ambientais, os hidrocarbonetos
apresentam uma série de vantagens em relação a
outras fontes de energia de larga utilização
atualmente disponíveis.

O Óleo representa uma commodity propriamente


dita, enquanto o Gás Natural, apesar de
representar uma ótima fonte de energia, inclusive
sendo o mais ecologicamente correto, depende do
equacionamento do binômio custo/disponibilização. O
Gás é barato para produzir e muito caro para
transportar. 67
Commodity ?

Commodity – Palavra Inglesa que significa


mercadoria. Mas no mercado financeiro é
utilizado para indicar um tipo de produto,
geralmente agrícola ou mineral ou de grande
importância econômica internacional, por que
é amplamente negociado entre importadores
e exportadores. Existem bolsa de valores
específicas para negociar Commodity. Ex.:
Café, algodão, soja, cobre, petróleo, etc.

68
Principais Rotas de Exportação de Petróleo

69
As Origens da Indústria
do Petróleo

Plataforma Gannet A
à noite (foto: Steve Smith)
70
Primeira Parte:
As Origens da Indústria do Petróleo

71
1- Origem do Petróleo e o surgimento da
Indústria do Petróleo

72
Algumas conclusões Cap. 1

1- A idade da Terra é calculada em bilhões de anos.


As jazidas de petróleo, não tão idosas, também têm idades
fabulosas, que variam de um a quatrocentos milhões de anos.

2- Durante esse período, aconteceram grandes e inúmeros fenômenos


(erupções vulcânicas, deslocamento dos pólos, separação dos
continentes, movimentação dos oceanos e ação dos rios), moldando a
crosta terrestre.

73
Algumas conclusões
3- Algumas vezes, o petróleo aparece em pequenas
quantidades na superfície da terra. Isso acontece quando,
gerado nas profundezas do subsolo, não encontra, pelo
seu caminho, um reservatório devidamente protegido,
onde possa se acumular. Neste caso, o petróleo prossegue
até a superfície, onde forma as chamadas exsudações ou
vazamentos.

4- Esta é a razão pela qual os povos antigos já conheciam o


petróleo na sua forma atual, 4.000 anos antes de Cristo.
Uma leitura atenta da Bíblia irá nos mostra que o petróleo
foi usado para tornar impermeável a Arca de Noé. Nos
países árabes, era usado para conservar múmias e
embalsamar faraós e egípcios, bem como combustível nos
dardos incendiários nas grandes batalhas. 74
UM POUCO DE HISTÓRIA

A 3.000 a.C, na Mesopotâmia se relatava


a presença de uma substância
lodosa, chamada betume.
O petróleo era utilizada como argamassa
nas construções da Babilônia e até
mesmo na muralha de Jericó.
Na Roma, o petróleo era destacado como remédio para estancar
hemorragias, curar as feridas, tratar cataratas, curar dor de dente,
diminuir a tosse crônica, cessar diarréia, religava músculos
rompidos, aliviava reumatismo e baixava febre

A 200 a.c, na China – Ao ser escavado poços em


busca de sal, os chineses descobrem óleo e
gás..

75
76
77
As Origens da Indústria do
Petróleo

78
Primeiros poços de petróleo

Os primeiros poços de petróleo foram escavados


praticamente à mão, com ferramentas rudimentares,
em 1700, e não passavam dos 30 metros de
profundidade. No entanto, como produto de grande
utilização, o petróleo só começou a ter importância em
1859, quando foi realmente perfurado o 1º poço de
petróleo nos Estados Unidos, utilizando equipamentos
que foram os precursores das sondas das atuais
sondas de perfuração.
79
Antes de Drake

80
George Bissell (1821 –1884)

Bissel teve a idéia inovadora de usar o


óleo primitivo para produzir querosene,
devido a demanda elevada.

Após a confirmação da utilidade do


produto pelo químico Silliman, fundou a
Pensilvânia Rocha Óleo Companhia.

Com uma visão estratégica passou a


pensar na possibilidade da perfuração do
solo para a extração do óleo, conforme
sondagem de extração de sal na China.

Com a visão empreendedora estrategista, foi em busca de soluções


para seus problemas ( Dinheiro, Tecnologia, conhecimento e mão-
81
de-obra especializada).
Benjamin Silliman Jr. (1816-1885)

Químico e Geólogo – Sucessor de de seu


pai, Benjamin Silliman que popularizou
a geologia como ciência.

82
Benjamin Silliman Jr. (1816-1885)

Ficou mais conhecido pelas análises de


óleos subterrâneos da parte central da
Pennsylvania (1855), revelando que
aquele óleo era uma mistura de
hidrocarbonetos que poderia ser
destilada em várias frações, para
obtenção de outros produtos como
querosene, parafina, lubrificantes, gás de
iluminação, etc, além de indicar seus
possíveis usos. Curiosamente, na época,
uma das frações, a gasolina, não tinha
aplicação.

83
A Inovação de Drake

84
A Fundação da Seneca Oil Company

Edwin Drake – maquinista de trem aposentado

- “Perfurar poços é a maneira mais


eficiente de se obter petróleo”.

85
“Coronel” Edwin Laurentine Drake (1819-1880)
O “Pai” da Moderna Indústria do Petróleo

86
Equipamento de Perfuração e Seção Estratigráfica
Atravessada pelo Poço DW 676 (Poço Drake)

A perfuração de um Poço Estratigráfico não tem interesse comercial e sim conhecer 87


a
seção geológica (rochas) presentes no local escolhido para a perfuração do poço
O Museu do Poço Drake

88
A Corrida do Ouro Negro e a “Creekologia”

No ano seguinte, já haviam


sido perfurados mais de
500 poços na região e
15 pequenas refinarias
operavam nos EUA

Em 1862, a produção já
alcançava 3 milhões de
barris por dia. Pouco
tempo depois, cerca de
16.000 operadores
independentes operavam
no País

89
As Conseqüências da Descoberta de Drake

John Davison Rockfeller e a “Guerra do Petróleo”

- “A concorrência é um pecado”.

John Davison Rockfeller (1839-1937)

. Repelido pelo caos do negócio do óleo, criado a confiança


padrão grande do óleo, que logo dominou a industria e lhe
fez o homem mais rico da américa.
90
As Conseqüências da Descoberta de Drake

A Desorganização no Processo de Produção


e Transporte e os “Catadores de Óleo” (Dippers)

91
FAZENDA DE TARR (1861)

Poço Phillips – Produção de 4.000 tambores por dia ( 1861)

92
FAZENDA DO FUNK (1861)

Produção de 3.000 tambores por dia - 1861

93
As Refinarias da Standard Oil Co.

Cleveland – o centro mundial da indústria do


petróleo em 1889

Rockefeller logo compreendeu


que os segmentos de refino e Em 1870, a Standard
transporte eram a chave para Oil controlava 10% da
controlar a indústria. Em 1962, capacidade de refino
adquiriu a primeira refinaria da dos EUA. Em 1880,
futura Standard Oil Co. esse valor atingia 90%.

94
O Sistema Original de Transporte de Óleo e os
Primeiros Oleodutos dos EUA (Samuel Van Syckle – 1863)

Oil City (1864)

Tarbell, 1904

95
Micheloud, 1997
Sistema de Dutos e Refinarias da Standard Oil Co. (Nova
Jersey) e suas Afiliadas do Leste das Rochosas em 1911

96
Micheloud, 1997
A Reação da Opinião Pública Contra os Monopólios
e o Ideal Americano da Livre Concorrência

97
MONOPÓLIO

Situação em que um setor do mercado com


múltiplos compradores é contratado por um
único vendedor de mercadoria ou serviço
tendo capacidade de afetar o preço pelo
domínio da oferta. Nesse cenário, os preços
tendem a se fixar no nível mais alto para
aumentar a margem de lucro

98
MONOPÓLIO
. Alguns monopólios são instituídos com apoio
legal para estimular um determinado setor da
empresa nacional, ou para protegê-
protegê-la da
concorrência estrangeira, supostamente
desleal por usar métodos de produção mais
eficientes e que barateiam o preço ao
consumidor.
. Outros monopólios são criados pelo Estado sob
a justificativa de aumentar a oferta do
produto e baratear seu custo. A empresa
estatal Petrobrás era a única com permissão
para prospecção, pesquisa e refino do
petróleo até 1995, quando o Congresso
autoriza a entrada de empresas privadas no
setor.
99
A Revolta da Opinião Pública Contra o Truste do Petróleo
Cartoon Publicado em 1899 com “Tio Sam” na Prancha

100
TRUSTE

Reunião de empresas que perdem seu poder


individual e o submetem ao controle de um
conselho de trustes. Surge uma nova empresa
com poder maior de influência sobre o
mercado. Geralmente tais organizações
formam monopólios. Os trustes surgiram em
1882 nos EUA, e o temor de que adquirissem
poder muito grande e impusessem
monopólios muito extensos fez com que logo
fossem adotadas leis antitrustes, como a Lei
Sherman, aprovada pelos norte-
norte-americanos
em 1890.

101
A Dissolução do Truste da Standard Oil e o
Nascimento das Grandes Empresas Multinacionais

Em 1911, a Corte Suprema


dos Estados Unidos ordenou
a dissolução da Standard Oil

Revista Newsweek, abril de 2002 102


Rockfeller com a Cunhada Lucy Spelman
Na Estação da Ferrovia Coit, Cleverland, em 1912

Rockfeller

103
Micheloud, 1997
Nasce um grande negócio

Começava, assim, um grande negócio


e mais um capítulo da história daquela
que se tornaria a principal matéria-
matéria-prima do século
XX, capaz de transformar as relações econômicas
do mundo, dando impulso à industrialização e ao
progresso tecnológico, diminuindo distâncias e
aumentando o conforto das pessoas.

104
A Dissolução do Truste da Standard Oil e a Fusão das
Grandes Empresas Multinacionais a Partir de 1973

A partir da primeira crise do


petróleo de 1973, as grandes
empresas do setor iniciaram
um processo de fusão que
perdura até hoje.

105
Revista Newsweek, abril de 2002
Companhias de Petróleo

106
As Grandes Companhias Produtoras de Petróleo
(As “Sete Irmãs” em 1972 e as Estatais em 2000)

1972 2000
Companhia Prod. Golbal (%) Companhia Prod. Golbal (%)
Exxon (*) 10,8 Aramco (Arábia) 11,7

BP (***) 10,1 NIOC (Iran) 5,0

Shell 9,1 Pemex (México) 4,6

Texaco (**) 8,2 PDVSA (Venezuela) 3,9

Chevron (**) 7,0 INOC (Iraque) 3,4

Gulf (**) 7,0 ExxonMobil (fusão 1999) 3,4

Mobil (*) 5,0 Shell 3,0



Parte
107
Revista Newsweek, abril de 2002
Eventos históricos
mais importantes
que marcaram a
indústria
petrolífera

108
Reservas e Produção (R / P)

109
Estratégia Americana

110
Volume de hidrocarbonetos, óleo ou
gás, expresso nas condições básicas,
que ainda poderá ser obtido como
Reserva... resultado da produção do reservatório
desde a época da avaliação até o seu
abandono.

111
Produção Acumulada e Reserva

A Produção Acumulada é a quantidade de fluido


já produzida em um reservatório desde o início da
produção até uma determinada época, enquanto que a
parte que ainda se espera produzir recebe o nome de Reserva.
Na medida em que o tempo passa, a produção acumulada vai
crescendo, enquanto que a reserva vai diminuindo.

É, pois, muito importante o acompanhamento das quantidades


dos fluidos que estão sendo produzidos em um reservatório porque,
em qualquer momento de sua vida produtiva, podemos controlar o
volume de produção acumulada e o que ainda se espera produzir.
Veja, no gráfico a seguir, um exemplo de produção acumulada e
reserva:

112
Reservas provadas de petróleo, segundo regiões geográficas em 31/12/2008 (bilhões barris)

Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2009; ANP/SDP (Tabela 1.1). 113
Produção de petróleo, segundo regiões geográficas em 2008 (milhões barris/dia)

Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2009; ANP/SDP (Tabela 1.2). 114
Gráfico 1.3 - Participação de países selecionados no consumo mundial de
petróleo - 2008

Estados Unidos 23,2%

China 9,5%

Japão 5,8%

Índia 3,4%

Rússia 3,3%

Alemanha 3,0%

Canadá 2,7%

Coréia do Sul 2,7%

Arábia Saudita 2,7%

México 2,4%

França 2,3% Consumo mundial de petróleo: 83.880 mil

Brasil 2,2%

Irã 2,1%

Reino Unido 2,0%

Outros 32,7%

0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35%115

Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2009; para o Brasil, ANP/SPP (Tabela
1.3).
Consumo de petróleo, segundo regiões geográficas em 2008 (milhões barris/dia)

Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2009; ANP/SPP (Tabela 1.3). 116
Gráfico 1.4 - Participação de países selecionados na capacidade total efetiva de refino - 2008

Estados Unidos 19,9%

China 8,7%

Rússia 6,3%

Japão 5,2%

Índia 3,4%

Coréia do Sul 3,1%

Itália 2,8%

Alemanha 2,7%

Arábia Saudita 2,4%

França 2,2%

Canadá 2,2%

Brasil 2,2%

Irã 2,1%

Reino Unido 2,1%

México 1,7%

Espanha 1,6%

Outros 31,7%

0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35%


117
Capacidade de refino, segundo regiões geográficas em 31/12/2008 (milhões barris/dia)

Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2009; ANP/SPP (Tabela 1.3). 118
Reservas provadas de gás natural, segundo regiões geográficas em 31/12/2008 (trilhões m3)

Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2009; ANP/SPP (Tabela 1.3). 119
Produção de gás natural, segundo regiões geográficas em 2008 (bilhões m3)

Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2009; ANP/SPP (Tabela 1.3). 120
Gráfico 1.9 - Participação de países selecionados no consumo mundial de gás
natural - 2008

Estados Unidos 21,8%

Rússia 13,9%

Irã 3,9%

Canadá 3,3%

Reino Unido 3,1%

Japão 3,1%

Alemanha 2,7%

China 2,7%

Arábia Saudita 2,6% consumo mundial de gás natural:


Itália 2,6% 3.018 bilhões m³

México 2,2%

Ucrânia 2,0%

Emirados Árabes Unidos 1,9%

Brasil 0,8%

Outros 33,4%

0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%


121
Fontes : BP Stati s ti ca l Revi ew of Worl d Energy 2009; pa ra o Bras i l , ANP/SPP
(Ta bel a 1.8).
Consumo de gás natural, segundo regiões geográficas em 2008 (bilhões m3)

Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2009; ANP/SPP (Tabela 1.3). 122
Reserva?
Produção?

123
Produção de Petróleo

I – Em exploração do petróleo, é a fase que se

segue ao desenvolvimento de um campo,

caracterizado pela extração em larga escala

dos hidrocarbonetos para fins comerciais

124

Fonte: Duarte, Oswaldo de Oliveira, 2004


Reserva / Produção (R/P)

Reserva
R / P = ---------------------
Produção
Ex. País X:

• Produção média diária = 2,0 milhões de barris

• Reserva Provada = 20 bilhões de barris

• Relação R / P (anos) ?

• R/P (anos) = (20.000.000.000 / (2.000.000 * 360)


• R/P = 27,7 anos 125
2º PRESENTE

Exercício prático

126
127
DINÂMICA DE GRUPO

Vamos reunir os mesmos grupos para


responder as seguintes questões:

1- Calcule a R/P (anos) dos países


listados na tabela a seguir
2- Faça um ranking, por ordem
crescente, de suas RP’s
3- O que isto representa para a
humanidade no curto, médio e longo
prazos?
128
O Petróleo no Brasil

129
Tempos Difíceis

• No Brasil, o interesse pela pesquisa de


petróleo começou no século XIX
XIX.. As
primeiras concessões foram registradas em
1858
1858,, para pesquisa e lavra mas proximidades
de Ilhéus, na Bahia, na área hoje conhecida
como Bacia de Camamu
Camamu..
• Daí, até 1907
1907,, foram registradas concessões na
região costeira dos estados da Bahia e
Maranhão, e em São Paulo, nas proximidades
da cidade de Rio Claro
Claro..
130
Um pouco de História

A primeira menção ao Petróleo ocorreu em 1864, quando Thomas


Denny Sargent obteve a permissão, através do Decreto nº
3.352-A, para extrair turfa, petróleo e outros minerais nas
comarcas de Camuru e Ilhéus (BA).

Atraídos pela presença de rochas betuminosas, utilizadas na


fabricação de óleo ou gás iluminação e lubrificantes, os pedidos
de concessão envolviam também o carvão para a indústria e
transporte.

Na época, surgiram vários conflitos com os proprietários das


terras onde se encontravam as jazidas, protestando contra as
referidas concessões, afirmando serem os verdadeiros
descobridores. 131
Concessão ?

• Ação de conceder.

• Privilégio que o governo dá a particulares, a


companhias ou a empresas, para exploração de
serviços de utilidade pública ou particular.

132
Histórico no Brasil

• As atividades eram amadoras e desorganizadas, com recursos


escassos e sem equipamentos adequados. Porém, entre 1892
e 1897, Eugênio Ferreira de Camargo, um rico fazendeiro de
Campinas, São Paulo, entusiasmado com notícias vindas do
exterior, obteve uma concessão na região de Bofete (SP), na
Bacia do Paraná. Importou uma sonda completa e toda uma
equipe de perfuração dos EUA, e nesse período perfurou o
que é considerado o 1º poço de petróleo de nosso país. O
poço perfurado chegou aos 488 metros de profundidade e só
encontrou água sulfurosa, mas que segundo registros orais
não confirmados teria também recuperado dois barris de
óleo. Assim como esta, na primeira fase da busca de petróleo
no Brasil a maioria das tentativas foi de iniciativa de
particulares.
133
Eugênio Ferreira de Camargo e seus auxiliares ao lado da sonda que realizou a
perfuração pioneira em Bofete (SP), em 1892

134
Histórico no Brasil

1871 : Registrado no Brasil, os primeiros mercados de querosene, importado de Nova


Iorque e Nova Jersey. O Brasil ainda era um mercado secundário para as grandes
companhias, ou seja um mercado em expansão.

1911: início da participação das distribuidoras no mercado nacional de distribuição e


comerciaçização de derivados de petróelo com a entrada da Standard Oil of New Jersey
(com o nome de Standard Oil Company of Brazil), seguida pela Anglo Mexican Petroleum
Products Company (empresa ligada a Royal Dutch-Shell) em 1912 e The Texas Company,
em 1915, a Caloric Company, em 1916, e a Atlantic Refining, em 1922. Todas as
distribuidoras importavam produto acabado para revenda, não possuindo,nenhuma delas,
refinaria no Brasil.

135
Histórico no Brasil

O atraso no surgimento da indústria nacional do petróleo ocorre


principalmente pela falta de recursos orçamentários do governo
federal, pela iniciativa isolada de poucas companhias privadas e por
existirem controvérsias em torno das áreas prioritárias para a busca do
petróleo.

Em toda a década de 20, diante da falta de pessoal preparado para as tarefas de


sondagem e de equipamentos, os trabalhos oficiais desenvolvem
aproximadamente quatro poços por ano.

136
Século XX

• A partir de 1907,
1907, além da iniciativa particular, as pesquisas
também foram realizadas por órgãos públicos,
principalmente pelo Serviço Geológico e Mineralógico do
Brasil (SGMB – criado em 1907), 1907), pelo Departamento
Nacional da Produção Mineral (DNPM – criado em 1933) 1933) e
pelo Governo do Estado de São Paulo
Paulo.. Mas, as dificuldades
eram imensas, porque faltavam recursos, equipamentos e
pessoal qualificado.
qualificado.

A primeira sondagem oficial, ou seja, realizada por um


órgão púbico, foi em 1919. Perfurado na região de Mal. Mallet ( PR),
o poço chegou aos 84 metros, mas foi abandonado no ano seguinte.
Até o final dos anos 30, estrangeiros e brasileiros, além dos órgãos oficiais,
realizaram uma série de pesquisas na Bahia, Sergipe, Alagoas e Amazonas,
sempre com resultados desanimadores. 137
Histórico no Brasil

• A CF de 1891 (vigente até os anos de 1920) estabelecia em seu artigo


de nº. 72 que: “as minas pertencem aos proprietários do solo, salvo
as limitações que forem estabelecidas por lei a bem da exploração
deste ramo de indústria”.

•Em 1921 é promulgada a Lei de Minas ( Decreto nº 15.211 de 28/12)


que mantém em aberto as questões relativas à propriedade e a
exploração de minas mediante o artigo 22: “todo o individuo nacional
ou estrangeiro residente no Brasil, assim como qualquer corporação
ou companhia legalmente constituída, pode manifestar o descoberto
de uma mina”.

138
Histórico no Brasil

• CF de 1934: O governo começa a enfatizar legalmente o processo de


nacionalização dos recursos naturais.

Art. 118: As minas e demais riquezas do subsolo, bem como as


quedas d'água, constituem propriedade distinta da do solo para o
efeito de exploração ou aproveitamento industrial;
Art.119: O aproveitamento industrial das minas e das jazidas
minerais, bem como das águas e da energia hidráulica, ainda que de
propriedade privada, depende de autorização ou concessão federal,
na forma da lei.
§ 1º - As autorizações ou concessões serão conferidas
exclusivamente a brasileiros ou a empresas organizadas no Brasil,
ressalvada ao proprietário preferência na exploração ou co- 139
participação nos lucros.
Histórico no Brasil

1930: Depois de vários poços perfurados sem sucesso, o engenheiro agrônomo


Manoel Inácio Bastos tomou conhecimento que os moradores de Lobato, na
Bahia, usavam uma "lama preta", oleosa, para iluminar suas residências;

1937: Nova Constituição estabelece que as concessões para exploração das


riquezas minerais só poderiam ser estendidas "a brasileiros, ou empresas
constituídas por acionistas brasileiros“;

1938: Decreto de criação do Conselho Nacional do Petróleo, que declarou de


utilidade pública o abastecimento nacional de petróleo e regulou as
atividades da industria do petróleo e considerou as jazidas como patrimônio
da União;

140
Engenheiro agrônomo Manoel Inácio Bastos

O engenheiro agrônomo
Manoel Inácio Bastos
toma conhecimento de que
os moradores de Lobato
(BA) usam uma “lama
preta”, oleosa, para
iluminar suas residências.
Realiza várias pesquisas e
coletas de amostras da
lama oleosa. Não obtém
êxito em chamar a atenção
de pessoas influentes. É
considerado “maníaco”.
141
A Regulação do Setor Petróleo e o CNP

• Na década de 30, surgiu no Brasil a tendência à


nacionalização dos recursos do subsolo. Em 1938, toda a
atividade petrolífera passou, por lei, a ser obrigatoriamente
a ser realizada por brasileiros.
• Também neste ano, foi criado o Conselho Nacional do
Petróleo (CNP), para avaliar os pedidos de pesquisa e lavra
de jazidas de petróleo . O decreto de criação do CNP também
declarou de utilidade pública o abastecimento nacional de
petróleo e derivados e regulou as atividades de importação e
exportação, transporte, distribuição e comércio de petróleo e
o funcionamento da indústria do refino. Alem disso, as jazidas
passaram a ser consideradas patrimônio da União.
• O CNP marca o início de uma nova fase na história do
petróleo no Brasil! 142
Lobato, a primeira descoberta

• Outro acontecimento notável neste período foi a descoberta de


petróleo em Lobato, na Bahia, em 1939, realizada pelos
pioneiros Oscar Cordeiro e Manoel Inácio Bastos.
• Mesmo sendo considerada subcomercial, a descoberta
incentivou novas pesquisas do CNP na região do Recôncavo
Baiano. Em 1941, um dos poços perfurados deu origem ao
campo de Candeias, o primeiro a produzir petróleo no Brasil.
• As descobertas prosseguiram na Bahia, enquanto o CNP
estendia seus trabalhos a outros estados.

143
Oscar Cordeiro,
pioneiro da
exploração do
petróleo no Brasil,
diante do poço de
Lobato, na Bahia, nos
anos 30 -
Subcomercial; 144
Início de funcionamento da primeira sonda “rotary” Oil Well do poço CNP B-2 na Vila Militar, em
Salvador (BA), em 28 de outubro de 1939

1941: Descoberta do campo de Candeias,


o primeiro a produzir
petróleo no Brasil. Ainda em
atividade;

145
A Indústria de Petróleo no Brasil

• Conselho Nacional do Petróleo (CNP)

Monopólio
• Petrobras
Abertura do Mercado

• Agência Nacional do Petróleo (ANP)

• Parcerias e Competição entre Empresas


146
Resumo do CNP
Conselho Nacional do Petróleo
(~1930 / 1952)
Fase muito incipiente em termos
de trabalhos e resultados pouco significativos

147
Do Petróleo à Energia

A Criação da Petrobras

148
Polêmica na década de 40

Monopólio
Estatal?
Qual a melhor política
petrolífera (E&P) a ser
Iniciativa adotada pelo Brasil?
Privada?

Depois de uma intensa campanha popular, o Presidente


Getúlio Vargas assinou, em 3 de outubro de 1953, a Lei 2.004
que instituiu o monopólio estatal de pesquisa e lavra, refino e
transporte de petróleo e seus derivados e criou a Petróleo
149
Brasileiro S.A – Petrobras, para exercê-lo.
Manifestação em prol do
monopólio do petróleo no Brasil
promovida pelo Centro de Estudos
e Defesa do Petróleo e da
Economia Nacional (CEDPEN). Ao
fundo, painel com retrato de Artur
Bernardes

Getúlio Vargas assina a Lei No. 2004, que


cria a Petrobras

150
Criação de uma Estatal de Petróleo, com a missão de
encontrar óleo e abastecer o pais de derivados de petróleo

A Petrobras foi criada em 3 de outubro de 1953,


através da Lei 2004/53.
De lá para cá, o assunto Petróleo no Brasil, em
particular à Petrobras, sempre foi um tema
polemico.

151
“A desinformação e o preconceito são os
maiores inimigos da Petrobras”
(Ex
(Ex-- Ministro Hélio Beltrão, 1984)

152
Manifestação em prol do monopólio do petróleo durante o comício da
Central do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), em 13 de março de 1964

Monopólio estatal é estendido à


importação e exportação de petróleo
e derivados, atividade até então
aberta à iniciativa privada, nacional e
estrangeira.

153
Histórico no Brasil – cont.

1968: Início da exploração petróleo no mar;

1969: Descoberto o campo marítimo de Guaricema, em Sergipe;

A P-1 deu início às atividades


de perfuração no estado de
Sergipe e foi a primeira
plataforma de perfuração
flutuante construída no Brasil,
equipada com uma sonda
Plataforma elevatória P-1, primeira capaz de perfurar poços de
plataforma móvel de perfuração da até 4 mil metros.
Petrobras construída nos anos de 1967 e
1968 154
A plataforma Sedco
135-D foi a primeira
plataforma a produzir
no Campo de Enchova,
na Bacia de Campos.
Pela primeira vez
produz-se no Brasil a
120 metros de lâmina
d’água. No final do
anos 70, essa era
considerada uma
grande profundidade.

155
Sistema de produção
antecipada – Bacia de
Campos . Possuem
tecnologia
desenvolvida por
técnicos da Petrobras
e consistem na
utilização de uma
plataforma de
perfuração adaptada
para produção, com o
objetivo de antecipar a
produção enquanto se
constrói a plataforma
definitiva,
156
Manifold de Albacora, imagem atual
Descoberto Albacora, primeiro campo
gigante do País, na Bacia de Campos
(RJ). Alcançada a meta-desafio de
produção de 500 mil barris diários de
petróleo.

Navio-Tanque, Campo de Marlim, 1992.


Descoberta do Campo de Marlim, o
segundo campo gigante do País, na
Bacia de Campos (RJ).

157
Entra em produção o Campo do
rio Urucu, no Alto Amazonas, em
1988.

Em 1994, Começa a operar a


primeira plataforma
semissubmersível (P-18) totalmente
desenvolvida pelos técnicos da
Petrobras, no Campo de Marlim, na 158
Bacia de Campos (RJ).
Em 1996, descoberta do
campo gigante de Roncador,
na Bacia de Campos (RJ).O
Terceiro Campo Gigante.

159
Petróleo: antes, durante e depois...

1953 1997 2005

CNP / Petrobras Mercado aberto


à competição
Promulgação da
Nova Lei do Petróleo
160
Lei 9.478/97: Novos Rumos...

161
Fim do Monopólio do Petróleo

Promulgação da Lei No. 9.478


(Lei do Petróleo), de 6 de
agosto de 1997, que flexibilizou
o monopólio estatal do petróleo,
criou o Conselho Nacional de
Política Energética (CNPE) e a
Agência Nacional do Petróleo
(ANP), colocando sob a
responsabilidade da ANP as
concessões de exploração de
petróleo, agora em regime de
livre iniciativa.

162
Cenário Otimista: Lógica Empresarial

• Estatal com ênfase no empresarial;

• Órgão regulador forte;

• Contrato de gestão efetivo;

• Forte concorrência;

• Preços internacionais;

• Predominância Petrobras

163

07/03/96
Evolução Institucional do Petróleo no Brasil

 Decreto 20.799 - Autorização do Governo

 Constituição de 1934 - Concessões

 Constituição de 1937 -
Reservas: Propriedade da União

1931 1934 1937 1938 1944 1945 1953 1995 1997

 Criação do CNP
 Descoberta em Lobato (BA)
 Tendência Liberalizante para Setor de Petróleo
 Lei 2004 - Monopólio do Petróleo / PETROBRAS
 Emenda 9.795 - Fim do Monopólio da PETROBRAS
 Lei 9.478 - ANP

164
Histórico no Brasil – cont.

1974: Descoberto o campo de Garoupa, na Bacia de Campos; a partir dos 80’s:


Desenvolvimento de tecnologia de exploração em águas profundas e ultraprofundas
(o Brasil está entre os poucos países que dominam todo o ciclo de perfuração
submarina em campos situados a mais de 2.000 m de profundidade);

1984/1994: Descobertas dos campos gigantes (*) de Albacora, Marlim, Albacora


Leste, Marlim Sul, Leste, Barracuda e Roncador;

1997: Flexibilização do monopólio, permitindo a presença de outras empresas para competir


com a Petrobras em todos os ramos da atividade petrolífera;

2001: Descoberto o campo de Jubarte, no litoral sul do Espírito Santo,primeiro campo


gigante fora do estado do Rio de Janeiro; 2006: Atingida a auto-suficiência do
Brasil na produção de petróleo, com o início das operações da FPSO P-50. A marca
é suficiente para o consumo interno de 1,8 milhões de barris. Descoberto o Pré-Sal.

(*) Campos gigantes: Campos de petróleo com volume original de óleo recuperável
Maior do que 500 x 106 bbl (500 milhões de barris de óleo equivalente (boe)
165
500 millões de Boepd? Vocês sabem o que quer dizer?

Boe (Barris de óleo equivalente). Normalmente usado para


expressar volumes de petróleo e gás natural na mesma
unidade de medida (barris) pela conversão do gás nacional à
taxa de 1.000 m³ de gás para 1 m³ de petróleo.

166
Em 2010 o ES produzirá 500 mil Barris (bbl)?
Vocês sabem o representará ?

Barril:
1.Tonel de madeira, bojudo, feito de aduelas, geralmente para
conservar ou transportar líquidos.
2. Medida de capacidade de líquidos, usada na indústria de
petróleo e correspondente a 42 galões ou 158,9873 litros
(159 l).
3. Tonel de carvalho para armazenar Uísque...

167
1854: A Desorganização no Processo de Produção
e Transporte e os “Catadores de Óleo” (Dippers) nos EUA (Pensylvania)

Bbl = Blue Barril

168
Aplicação prática

Boe:: barris de óleo equivalente. Normalmente usado para


Boe
expressar volumes de petróleo e gás natural na mesma
unidade de medida (barris) pela conversão do gás nacional à
taxa de 1.000 m³ de gás para 1 m³ de petróleo.
1 m³ de petróleo = 1.000 litros = 6,289941 (~ 6,29) barris

1 bbl: und.

1 m³ : und. volumétrica volumétrica


169
1 barril = 158,984 litros (~ 159 l) = 0,158984 m³

0,158984 m³

1 bbl: und. volumétrica


170
Aplicação prática

Para o cálculo do volume em barril equivalente:


Volume em Barril = Produção em m³ / 0,158984

Exemplo: As produções de 5.000 m³ e 80.000 m³ de gás correspondem a...

Resposta: 31.449 boe Resposta: 503.195 boe

171
Exemplo - 01

Calcule a produção em boepd sabendo que uma determinada


Unidade produziu ontem:
• 72.328 barris de óleo
• 3.426 m³ de gás natural

1º passo: Transformar o Volume de Gás Natural em Barril


=
Boe = (Produção de gás (m³) / 0,158984)

172
1º passo: transformar o volume de gás natural produzido
ontem, em barril de óleo equivalente (boe)
Boe = produção de gás (m³) / 0,158984
Boe = 3.426 m³ / 0,158984 =

21.549 boepd

2º passo: calcular quantos Boepd’s foram produzidos ontem


Soma das Produções: Barris + Boe

Boepd = 72.328 + 21.549 = 93.877 boepd


173
1. DINÂMICA DE GRUPO (10 min)

Vamos nos reunir em DUPLAS para


entender a “linguagem” usual das
unidades utilizadas no segmento petróleo
e seu valor bruto

1- Barril (bbl)
2- Metro Cúbico (m3)
174
Exemplo - 02

Calcule a produção em boepd sabendo que uma determinada


Unidade produziu ontem:
• 1.850.000 barris de óleo
• 43.900 m³ de gás natural

1º passo: Transformar o Volume de Gás Natural em Barril


=
Boe = (Produção de gás (m³) / 0,158984)

175
1º passo: transformar o volume de gás natural produzido
ontem, em barril de óleo equivalente (boe)
Boe = produção de gás (m³) / 0,158984
Boe = 43.090 m³ / 0,158984 =

271.033,56 boepd

2º passo: calcular quantos Boepd’s foram produzidos ontem


Soma das Produções: Barris + Boe
Boepd = 1.850.000 + 271.033,56 =

2.121.033,56 boepd 176


Exemplo - 03

Calcule a produção em boepd sabendo que uma determinada


Unidade produziu ontem:
• 2.300.000 barris de óleo
• 100.000 m³ de gás natural

1º passo: Transformar o Volume de Gás Natural em Barril


=
Boe = (Produção de gás (m³) / 0,158984)

177
1º passo: transformar o volume de gás natural produzido
ontem, em barril de óleo equivalente (boe)
Boe = produção de gás (m³) / 0,158984
Boe = 100.000 m³ / 0,158984 =

628.994,11 boepd

2º passo: calcular quantos Boepd’s foram produzidos ontem


Soma das Produções: Barris + Boe
Boepd = 2.000.000 + 628.994,11 =

2.628.994,11 boepd 178


Como se deu o processo de
Evolução da Tecnologia
Submarina?

E antes de 1980?
179
Algumas das maiores Companhias de
Petróleo Integradas atuam no Brasil

180
Estrutura da Lei 9.478/97

Cap. III – Da Titularidade e do Monopólio e do Gás


Natural

181
Art. 3º Pertencem à União os depósitos
de petróleo, gás natural e outros
hidrocarbonetos fluidos existentes no
território nacional, nele
compreendidos a parte terrestre, o mar
territorial, a plataforma continental e a
zona econômica exclusiva.
182
Parte terrestre

Mar territorial e a plataforma continental

Zona econômica exclusiva

183
A delimitação dos limites marítimos por esse
mundo afora foi definida na “Convenção das
Nações Unidas sobre o Direito do Mar”,
celebrada em Montego Bay, no dia 10 de
dezembro de 1982 e, na mesma ocasião,
assinada pelo Brasil.

Em 4 de janeiro de 1993, foi sancionada a Lei nº


8.617, que oficializou os limites marítimos
brasileiros em consonância com a
Convenção das Nações Unidas.

184
185
Mar Territorial”,
Territorial”, com
largura de até 12 milhas
marítimas, a partir das
linhas de base

186
Uma outra faixa de 12 milhas,
denominada “Zona Contígua”,
Contígua”, foi
estabelecida, para que o Estado
Costeiro possa aplicar medidas de
fiscalização necessárias para evitar
infrações às leis aduaneiras, fiscais, de
imigração e sanitárias.

187
Todavia, a inovação mais importante da nova
“Lei do Mar” foi a criação da “Zona Econômica
Exclusiva (ZEE)”, situada além do mar
territorial e a este adjacente que, normalmente,
compreenderá a faixa de 200 milhas a partir da
linha base de costa, podendo ir além desse
limite, até ““o
o bordo exterior da margem
continental
continental”, ”, o que equivale a dizer até o limite
da plataforma continental
continental..

Distensão do fundo oceânico,


formado pela dorsal meso-
meso-oceânica

188
1. DINÂMICA DE GRUPO

Vamos reunir em DUPLAS para analisar quais


as características básicas do:

1- Mar Territorial
2-Zona Contígua
3- Zona Econômica
Exclusiva
189
Matriz energética brasileira

190
O petróleo no nosso dia-a-dia

As fontes de energia primária do mundo

O panorama do consumo e da produção

Petróleo no Brasil

Exercícios

191
O petróleo no nosso dia-a-dia

As fontes de energia primária do mundo

192
As fontes energéticas do planeta

193
Adaptado de Eiras, 2007
Matriz Energética

• Competitividade econômica e qualidade de vida são influenciadas


pela energia desde a Revolução Industrial.

• Atualmente, com a globalização e as preocupações com o meio


ambiente também existe esta influência.

• Algumas economias apresentam vantagens por utilizar????

• ENERGIAS ALTERNATIVAS

– Baixo custo energético

– Baixo impacto ambiental 194


Matriz Energética - Objetivos

• Busca pela diversificação energética;

• Fontes fósseis (carvão e petróleo) começam a ser


questionadas por ocasionar mudanças climáticas;

• Maior estímulo ao gás natural e energia elétrica;

• Aumento do custo da energia – estímulo a fontes


renováveis.

195
Matriz Energética
ESTA QUESTÃO SE APRESENTA PARA O BRASIL

Desafio Oportunidade

desenvolvimento econômico o país dispõe de condições especiais


e social de recursos energéticos renováveis
demanda
sustentabilidade e de tecnologia para transformar suas
riquezas naturais em energia e dessa
forma agregar valor à produção de riqueza

196
Fontes de Energia

• Considerando-se o tempo necessário pela natureza para


sua “fabricação”, as fontes de energia podem ser
subdivididas em duas:

• Fontes renováveis

• Fontes não renováveis

197
Fontes de Energia

• Fontes renováveis:

– São aquelas que podem ser geradas aproximadamente


na mesma proporção que são consumidas pelo homem

– Ex: biomassa, ventos, hidroeletricidade.

198
Fontes de Energia

• Fontes não renováveis:

– São aquelas cujo tempo de recomposição é bem


superior ao do consumo.

– Ex: Petróleo, GN, carvão mineral, carvão vegetal,


urânio.

199
Classificação da Energia
• Energia primária:

– É a encontrada diretamente na natureza.

– A energia primária pode ser transformada, para ser usada de


forma mais adequada e rentável.

• Energia secundária:

– É a que resulta da transformação da energia primária por


processos tecnológicos – físicos ou químicos.

• Energia final (ou útil):

– Energia primária ou secundária disponível para ser utilizada pelo


consumidor final. 200
Classificação da Energia

201
O Setor de Petróleo e Gás no Mundo

Economides and Oligney “Twist” Forecast


of World Energy Consumption
700
%
Hydro, Geothermal, Solar Share
600 8.1

Nuclear 3.5

500 15
Quadrillion Btu

400 %
Share
Coal
Share 7.0
7.0
6.5 6.8
6.3
5.9 47.5
300 % 24.4
Gas
26.1 23.7
Share
5.9
200 21.6
22.7
22.1
28.9 0.4

Oil
17.4
17.4
100 38.7
38.9
47.3 25.9

0
1970 1988-2001 2001 2010 2020

202
Atualmente, Petróleo e Gás representam 61,4% da matriz mundial. No Brasil, representa
48%.
Participação das Fontes Renováveis de Energia em 2008

Petróleo e Gás Natural: 62% Solar 1%

Lenha 38%

Gás natural
24% Lixo 8%
Petróleo
38% Biodiesel < 1%
Energia
renovável
7%
Carvão Hidroelétrica 45%
Nuclear 23%
8%

Álcool 2%
Geotérmica 5%

203
Adaptado de Joelsen, 2008
Percentual do
Petróleo no Mundo

Oriente Médio: ~ 67% das Reservas


Mundiais de Petróleo

66,4%
8,84% 7,4% 5,8% 5,4% 4,3% 1,9%

Fonte: SCG/ANP - Referência: out/2008


204
Cenário Energético Mundial: 2100

100%

75%

50%

25%

0%

9 00 9 10 9 20 9 30 9 40 9 50 9 60 9 70 9 80 9 90 0 00 0 10 0 20 0 30 0 40 0 50 0 60 0 70 0 80 0 90 1 00
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 205

Adaptado de Bahia, 2008


Principais usos

206
R/P: Reserva x Produção

Reserva
R / P = ---------------------
Produção
Ex. País X:
• Produção média diária = 2,0 milhões de barris/dia

• Reserva Provada = 20 bilhões de barris

• Relação R / P (anos) ?

• R/P (anos) = (20.000.000.000 / (2.000.000 * 360)

• R/P = 27,7 anos (EUA: aprox. 10 anos) 207


Estratégia Americana

208
Há incertezas quanto ao valor real das reservas provadas no mundo,
possivelmente por razões políticas tais como:

1. Algumas nações não permitem auditorias ao tamanho dos seus


campos e respectivas reservas. Isto é especialmente verdade para os
países do Oriente Médio membros da OPEP e para os países
pertencentes à antiga União Soviética, que dominam as reservas
mundiais.

2. As descobertas de novos campos na Argélia, na Colômbia, no


Uzebequistão, na Inglaterra, na Noruega, no Brasil (Pré-sal) e em muitos
outros países fizeram com que, nos últimos anos, os valores das
reservas mundiais de petróleo produzidas até 2005 atingissem
cumulativamente 917 bilhões de barris. Ainda há por produzir 1.200
bilhões de barris (um trilhão de barris) de reservas provadas.
209
3. No futuro, a procura por gás natural crescerá mais rapidamente do que
a de petróleo, sendo uma das razões o fato de se tratar de uma forma de
energia mais limpa, com menos impureza do que a de petróleo e,
conseqüentemente, com vantagens a nível de combustão.

4. Sendo o gás convertido em unidades equivalentes (BOE) pode


verificar-se que a produção de gás prevista para 2010 corresponde já a
67% da produção de petróleo, prevendo-se que possa a vir a ultrapassá-
la no futuro. Países com grandes descobertas de gás recentemente:

Irã Malásia Canadá


Egito Colômbia Brasil
210
Previsão da Produção para o Século XXI

211
Evolução dos Preços do Petróleo

Qual o(s) motivo(s) pelo qual


o preço do petróleo tem
batido recordes?

2008
US$ 156,00

212
Qual o(s) motivo(s) pelo qual o preço do petróleo tem batido recordes?

 Instabilidade nos países produtores. O Oriente Médio , principal produtor


mundial, eterna zona conflagrada, vive um período de instabilidade elevada.
Não só pelas divergências regionais, mas também pelo fato de os EUA terem
invadido o Iraque e ameaçam fazerem o mesmo com o Irã;
 Explosão do Consumo (China e Índia);
 Queda mundial do Dólar (uma queda de 1 dólar, leva a um aumento de 1% no
preço do petróleo.)
 Gasolina subsidiada: a maioria dos países emergentes subsidia o preço da
gasolina. Essa medida mantém o consumo em nível elevado e posterga o
ajuste entre oferta e demanda.

213
2- Petróleo no Brasil

214
Prospectiva para o Brasil

• Estudos de longo prazo conduzidos pela Empresa de


Pesquisa Energética (EPE) apontam forte crescimento
da demanda energética nos próximos 25 anos;

• Além de um crescimento sustentado, espera-se um


aumento da renda per capita e consequentemente do
consumo de energia per capita;

215
MATRIZ DE OFERTA INTERNA DE ENERGIA
DO BRASIL – 2007 (%)
%
40 37,4

35

30

25

20 15,8 14,9
15 12,0
9,3
10
6,0 3,2
5 1,4
0
Petróleo e Derivados da Hidreletricidade Lenha e Carvão Gás Natural Carvão Mineral Outras Urânio
Derivados Cana Vegetal Renováveis

Renováveis (%) 45,9


Derivados da Cana 15,8
Mundo (renovável): 14% Hidroeletricidade 14,9
Lenha e Carvão Vegetal 12,0
216
Outras Renováveis 3,2
Fonte: MME/ BEN (2008)
EVOLUÇÃO DA MATRIZ DE ENERGIA DO BRASIL
2007/2030 (%)
%
20 18,5
18 Renováveis
15,8
16 14,9 13,5
14 12,0
12
9,1
10
8
5,5
6
3,2
4
2
0
Produtos da Cana Hidráulica Lenha e Carvão Vegetal Outras Renováveis

Legenda: 2007
OFERTA 2007 OFERTA 2030
2030 TOTAL: 239 milhões tep TOTAL: 557 milhões tep
Renováveis: 110 milhões tep (45,9%) Renováveis: 259 milhões tep (46,5%)
217
Fonte: MME/ BEN 2008 (ano 2007) e PNE 2030 (ano 2030)
EVOLUÇÃO DA MATRIZ DE ENERGIA DO BRASIL
2007/2030 (%)
%
40 37,4

35
Não Renováveis
30 28,0

25

20 15,5

15
9,3
10 6,0 6,9

1,4 3,0
5

0
Petróleo e Derivados Gás Natural Carvão Mineral Urânio

Legenda: 2007
OFERTA 2007 OFERTA 2030
2030 TOTAL: 239 milhões tep TOTAL: 557 milhões tep
Não Renováveis: 129 milhões tep (54,2%) Não Renováveis: 297 milhões tep (53,5%)
218
Fonte: MME/ BEN 2008 (ano 2007) e PNE 2030 (ano 2030)
MATRIZ DE OFERTA DE ENERGIA ELÉTRICA DO
BRASIL – 2007 (%)
%
80 77,2
70

60

50

40

30

20
8,0
10 3,7 3,2 2,8 2,6 1,4 0,9
0
Hidro Importação Biomassa Gás Naturl Petróleo Nuclear Carvão Gás Industrial
Mineral
TWh
TOTAL 484,5
Hidro 374,0
Importação 38,8
Renovável Biomassa 18,1
Brasil: 89% Gás Natural 15,5
Nota: inclui autoprodutores (47,1TWh) Mundo: 18% Petróleo 13,3
Nuclear 12,4
Carvão Mineral 219
6,8
Fonte: MME/ BEN (2008) Gás Industrial 4,5
EVOLUÇÃO DA OFERTA DE ENERGIA ELÉTRICA DO
BRASIL – 2007/2030 (%)
%
80 77,2

70 68,5
Renováveis
60

50

40

30

20
8,0
3,7 3,7 3,9 5,2
10

0
Hidráulica Importação Biomassa Outras

Legenda: 2007
OFERTA 2007 OFERTA 2030
2030
TOTAL: 484 TWh TOTAL: 1.195 TWh
Renováveis: 430 TWh (88,8%) 220
Renováveis: 973 TWh (81,4%)
Fonte: MME/ BEN (2008)
EVOLUÇÃO DA OFERTA DE ENERGIA ELÉTRICA DO
BRASIL – 2007/2030 (%)
%
10 9,2

9 Não Renováveis
8
7
6
5 4,3
3,6
3,2
4
2,8 2,6
3
1,6
1,4
2
1
0
Gás Natural Derivados de Petóleo Nuclear Carvão Mineral

Legenda: 2007
OFERTA 2007 OFERTA 2030
2030
TOTAL: 484 TWh TOTAL: 1.195 TWh
Não Renováveis: 54 TWh (11,2%) 221
Não Renováveis: 222 TWh (18,6%)
Fonte: MME/ BEN (2008)
RECURSOS ENERGÉTICOS BRASILEIROS (milhões de bep)

Potencial
Hidrelétrico Urânio Petróleo Gás Natural

100 anos: 76.948 Reservas Totais Reservas Totais: Reservas Totais:


(estimado): 16.453 3.249
55.633
Carvão Vento Biomassa

Total
356.985
mi bep

Reservas Totais : 100 anos: 19.102 100 anos: 122.040


63.560 222
Fonte: MME / BEN, 2007
Matriz Energética Brasileira
2008

Brasil Recursos
Madeira:12,5%
Renováveis Biomassa Cana:16%
46,4% 31,6% Outras fontes: 3,1%

Hidreletricidade
14.7%

Urânio (U 3O2)
1,4%
Carvão Mineral
6,2% Mundo

Gás Natural Recursos


Petróleo e
9,3% Renováveis
Derivados
13,3%223
36.7%
Fonte: MME/EPE 2008
Evolução planejada para a
Matriz Energética Brasileira
2005 a 2030

Redução da participação de Petróleo e Derivados


38,7% 30%
 Aumento da participação relativa do Gás Natural
9,4% 15%
 Redução da utilização de Lenha e Carvão Vegetal
(evolução tecnológica e pressões ambientais)
13% 5%
 Aumento na participação de fontes energéticas
oriundas da Agroenergia (Etanol, H-BIO e Biodiesel)
14% 22%
224
 Manutenção da proporção de Fontes Renováveis.
Prospectiva para o Brasil
• Cabe ressaltar uma clara tendência de diversificação da matriz
energética brasileira:

– 1970: petróleo e lenha, respondiam por 78% do consumo;

– 2000: três fontes correspondiam a 74% do consumo: além de


petróleo e lenha, a energia hidráulica;

– Projeta-se para 2030 uma situação em que quatro fontes serão


necessárias para satisfazer 77% do consumo:
• Petróleo;
• Energia hidráulica;
• Cana-de-açúcar; 225

• Gás natural.
Matriz Energética - Alternativas

• Uma alternativa estratégica na matriz


energética brasileira?

• Inúmeras pesquisas sugerem a


utilização de biomassa para fins
energéticos, principalmente para fins de
uso como combustíveis.
226
Matriz Energética - Alternativas
• Biomassa são todos os organismos biológicos que
podem ser aproveitados como fontes de energia:

– Cana de- açúcar,

– Eucalipto,

– Beterraba (dos quais se extrai álcool),

– Biogás (produzido pela biodegradação anaeróbica


existente no lixo e dejetos orgânicos),

– Lenha e Carvão vegetal,


227
– Óleos vegetais (amendoim, soja, dendê, mamona).
Matriz Energética - Alternativas

• Estudos apontam que a utilização da biomassa para


fins energéticos, vem tendo uma participação
crescente perante matriz energética mundial.

• Até o ano de 2050 deverá dobrar o uso mundial de


biomassa disponível

• Uma alternativa que apresenta crescente interesse é a


utilização de combustíveis obtidos da agricultura
(etanol, biodiesel, etc).
228
1. DINÂMICA DE GRUPO (20 min)

Vamos nos reunir em DUPLAS para analisar:

a)- Evolução ao longo do tempo dos tipos de energia


primária;
b)- Quais as limitações e implicações de cada tipo de
energia;
c)- Qual a energia que, provavelmente, moverá com maior
intensidade o planeta terra a partir de 2.200?

229
Transformação da Energia Global

HOJE PROBLEMAS FUTURO

38% da Energia
PETRÓLEO
Mundial

23% da Energia
CARVÃO
Mundial

GÁS 24% da Energia


NATURAL Mundial

HIDROELE- 7 % da Energia
TRICIDADE Global

7,5% da Energia
NUCLEAR
Global

SOLAR/ 230
EÓLICA/ 0,5% da Energia
HIDROGÊNIO Global
Transformação da Energia Global

HOJE FUTURO
Será uma
40% da Energia curiosidade como
PETRÓLEO hoje se fala em óleo
Mundial Restrições
ambientais de baleia

Também será
24% da Energia
CARVÃO lembrado como os
Mundial Considerado muito dinossauros
poluente

GÁS 23% da Energia No médio prazo será


NATURAL Mundial largamente utilizado
Combustível limpo

HIDROELE- 6,5% da Energia Pouca chance de


TRICIDADE Global Considerada muito projetos novos
impactante
Depende de avanços
6% da Energia tecnológicos para
NUCLEAR
Global Altos custos e continuar existindo
muito impactante
SOLAR/ 231
EÓLICA/ 0,5% da Energia Futuras fontes de
HIDROGÊNIO Global Energia global energia

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