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1 Coríntios 10.

1-13
Introdução
→ Quem entre nós pode negar que vivemos temos confusos?
→ Por que há tantos políticos e tantos projetos políticos?
Porque tem muita gente disposta a fazer o que é reto aos próprios
olhos!

Leitura – 1 Coríntios 10.1-13


Elucidação
→ Características da primeira carta aos coríntios
a. É marcante o orgulho, a presunção e o mundanismo dessa igreja
i. Isso estava causando divisões
ii. Isso causava também impureza no meio da igreja
b. Paulo esperava mais maturidade desta igreja
i. Em sua segunda viagem missionária, fundou a igreja
ii. Pregou durante 18 meses, junto com Priscila e Áquila
c. Corinto era uma cidade pagã e corrupta
i. Alguns na igreja não viam problema em interagir com
pecadores
ii. Outros exigiam uma separação radical do entorno
→ A estrutura da carta
d. Saudações [1.1-9] – agradece também pela igreja
e. Relatos colhidos [1.10–6.20] – trata de problema da igreja
i. Divisões na igreja
ii. Imoralidades diversas
f. Perguntas feitas a ele [7.1–16.12] – outros problemas da igreja
i. Casamento e divórcio
ii. Carne oferecida a ídolos

→ O fluxo de seu pensamento


g. A confiança no saber ensoberbece – isso distorce a liberdade cristã
h. Essa liberdade expõe à tentação – mas a graça não dispensa cautela!
Exposição
→ O texto nos diz que,
(1) uma advertência da história [10.1-10]
(a) nossos pais receberam bênçãos
(b) descuidaram das tentações [cobiças]
(2) uma exortação ao cuidado [10.11-12]
(3) uma palavra de confiança [10.13]

(1) uma advertência da história [10.1-10]


(a) nossos pais receberam bênçãos [1-5]
→ A ignorância pode ser fatal [v. 1]
Conhecimento pode nos manter debaixo da graça
Conhecimento pode nos tornar santos
Temos ancestrais na fé [“todos os nossos pais”]
(a) pessoas debaixo do mesmo pacto que nós
(b) que partilham conosco nossa condição nesse mundo
(c) nos são como espelho
→ as bênçãos que receberam
Cinco bênçãos mencionadas [Ex 13 | 14 | 16 | 17 | Nm 20]
(a) estiveram sob a nuvem [protegidos]
(b) passaram pelo mar [resgatados]
(c) batizados em Moisés [mediador, tipo de Cristo]
[santificados]
(d) comeram manjar [alimentados]
(e) beberam de fonte espiritual [saciados]
Note-se a recorrência da palavra ‘todos’ [4 ou 5x]
E Deus não se agradou da ‘maioria’ deles [v. 5]
Foram ‘espalhados’ do deserto [v. 5]

Aplicações
→ esses somos nós
Vivemos como peregrinos no deserto
Experimentamos essas bênçãos [principalmente, nos sacramentos]
→ um equívoco ‘Calvinista’
Uma certa teologia interpreta mal algumas doutrinas
(a) predestinação, perseverança dos santos etc.
(b) como se elas tornassem os crentes invulneráveis
(c) isso destrói o poder e a eficácia dessa santa advertência
O que essas doutrinas deveriam ser
(a) estímulo a descobrir, pela fé, a graça de Deus
(b) a dedicarmos nossa vida a Deus em santidade

(b) descuidaram das tentações [cobiças] [10.6-10]


→ o grande motivo desta breve seção é a cobiça
Cinco motivos de reprovação [Nm 11 | Ex 32 | Nm 25 | 21 | 14 e 16]
(a) cobiça por comida [saudades do Egito]
(b) idolatria e devassidão [bezerro de ouro]
(c) imoralidade [prostituição com filhas dos moabitas]
(d) rebeldia [duvidaram da fidelidade pactual]
(e) murmuração [medo da morte]
Comum a todas essas situações
(a) o povo ansiava por prazer e conforto
(b) isso significa comida, prazer sexual e segurança
(c) isso era reputado como melhor que a companhia de Deus
(d) estavam dispostos a voltar para o Egito em nome disso!
→ a mesma indolência ameaçava os coríntios
Queriam frequentar templos pagãos sobre pretexto de força [8.10]
(a) eles se achavam sábios, fortes e protegidos pela graça
(b) julgavam-se inatingíveis pelo pecado
(c) desconsideravam os irmãos de consciência fraca
(d) expunham-se a si mesmos, e a outros, à idolatria

Aplicações
→ também nós estamos cercados por tentações
Julgamos que estamos sendo privados de algo
(a) somos privados de certos aspectos do convívio familiar
(b) privados de certos padrões de amizade
(c) de certos usos de nossos recursos (tempo e dinheiro)
(d) privados de acesso a certos lugares ou experiências
(e) privados de certas escolhas ou estilos de vida
Tentamos contornar essas privações? Pensamos...
(a) “só uma vez não faz mal”, “essa é a última vez”
(b) “isso não vai me prejudicar ou contaminar”
(c) “Deus não se importa realmente com isso”
(d) “eu preciso disso e Deus sabe”
Nos fazemos indolentes, não percebemos nossa idolatria
“Alguns dos que fogem à tentação desejam secretamente que ela os
alcance”. (Giovanni Guareschi)

(2) uma exortação ao cuidado [10.11-12]


→ Um admoestação vigorosa
Paulo nos chama a estarmos apercebidos do risco de repetirmos o
erro!
Ele nos lembra que vivemos “os últimos dias”
→ Contraste entre ficar de “pé” e “cair”

“Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu


santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega
a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente” [Sl 24.3-4]
Estará Paulo nos estimulando à vida de incerteza?
Segundo Calvino, não! Há dois tipos de confiança
(a) uma firmada nas bondosas promessas de Deus
(b) nos compele a lutar e vencer inimigos de nossas almas
(c) percepção de nossa debilidade e tibieza
(d) se fazemos isso, rejeitamos a Deus
(e) isso nos mantém humildes, cuidadosos e zelosos
(a) outra, procede de indolência e indiferença
(b) se manifesta como orgulho das próprias virtudes e poderes
(c) esse segundo tipo deve ser evitado
(d) ele nos expõe à tentação
→ O que é a tentação?
Trata-se de incitação ao pecado
(a) opera sobre os desejos naturais, dados por Deus
(b) produz excesso [gula] ou falta [preguiça] do desejo
(c) o seu fim é a alienação de Deus
Três agentes da tentação
(a) o “tentador” [1Tm 3.5], que é o Diabo
(b) o mundo [Mc 4.19] – cuidados do mundo, fascinação
(c) cobiça do coração [Tg 1.14]
Como a tentação opera
(a) nossa cobiça nos atrai ao pecado e afasta de Deus
(b) o mundo configura circunstâncias que atiçam a cobiça
(c) o Diabo arranja o mundo de modo a produzir circunstâncias
Por falsa confiança, podemos estar desapercebidos!

(3) uma palavra de confiança [10.13]


→ O que Paulo já nos disse sobre a tentação?
(a) que estamos sendo tentados como nossos pais
(b) que como eles caíram, podemos cair
(c) que precisamos estar atentos e cuidadosos
→ O que Paulo nos diz agora sobre a tentação?
(a) que ela não será sobre humana ou insuportável
(b) que a fidelidade de Deus é a nossa garantia disso
(c) que a tentação está dentro da providência de Deus
(b) que a mesma providência produz “o” livramento
(c) que, assim, venceremos a tentação
→ O que Paulo deixa implícito sobre a tentação?
Que lutemos, nos movamos, resistamos e nos esforcemos!

Aplicações
→ como se luta contra a tentação
A estratégia do corte [Mt 18.8,9]
(a) primeiro, tenha medo do inferno
(b) segundo, identifique a tentação
(b) terceiro, afastamento total, radical e imediato
-i- fuja das circunstâncias da tentação
(d) quarto, busque a Deus contra a tentação [oração Lc 22.40]
(e) quinto, identifique a Sua provisão contra a tentação
-i- casamento, trabalho, boas companhias, hábitos etc.

Discriminação:
Ao crente,
Talvez vc não se tenha apercebido da tentação ao seu redor
Note o perigo em que tem colocado sua alma!
Talvez vc tenha sido apanhado pela tentação, num ciclo vicioso
Ore a Deus como o Senhor ensina
Creia na provisão de livramento prometida
Enxergue e se comprometa com a saída que lhe foi dada
Ao descrente,
É provável que o conceito de tentação não lhe seja novo
Mas vc já ouviu o chamado para lutar contra ela?
Essa é a força que Cristo promete, lutar e vencer a tentação

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