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filosofia das ciencias sociais


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188 pág. Edson Luiz Ramos


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PRÉ-VISUALIZAÇÃO 43 PÁGINAS

FILOSOFIA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS


Paulo Augusto Seifert
Código Logístico
57351
Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-6433-5
9 788538 764335
Filosofia das
Ciências Sociais
IESDE BRASIL S/A
2018

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Paulo Augusto Seifert
Todos os direitos reservados.
IESDE BRASIL S/A.
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200
Batel \u2013 Curitiba \u2013 PR
0800 708 88 88 \u2013 www.iesde.com.br
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
S46f
2. ed.
Seifert, Paulo Augusto
Filosofia das ciências sociais / Paulo Augusto Seifert. - 2.
ed. - Curitiba, PR : IESDE Brasil, 2018.
184 p. : il. ; 21 cm.
Inclui bibliografia
ISBN 978-85-387-6433-5
Filosofia das ciências sociais / Paulo Augusto Seifert. -
2. ed. - Curitiba, PR : IESDE Brasil, 2018.
18-47185
CDD: 100
CDU: 1
© 2007-2018 \u2013 IESDE BRASIL S/A.
É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem auto-
rização por escrito do autor e do detentor dos direitos autorais.
Capa: IESDE BRASIL S/A.
Imagem da capa: DAVID, Jacques-Louis. A morte de Sócrates. 1787. 1 óleo
sobre tela; color: 130 x 196 cm. Metropolitan Museum Art, Nova Iorque,
Estados Unidos.
Paulo Augusto Seifert
Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica
do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Graduado em Filosofia
pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Graduado em Teologia pelo Seminário Concórdia da Igreja
Evangélica Luterana do Brasil. Atualmente é professor-
-adjunto da Universidade Luterana do Brasil e editor
associado das revistas Theophilos, Logos (Canoas) e
Caesura. Tem experiência na área de filosofia, com ênfase
em história da filosofia.
Sumário

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Apresentação\u20029
1. Conhecimento, crença e fé\u200211
1.1 Sabemos o que julgamos saber?\u200211
1.2 O que é epistemologia? \u200213
1.3 Noções básicas em epistemologia: conhecimento, crença
e fé\u200216
2. Conhecimento e ceticismo\u200223
2.1 Anatomia do ceticismo\u200223
2.2 A dúvida cartesiana\u200224
2.3 Como responder ao cético?\u200231
2.4 Condições para o conhecimento\u200232
3. Teorias epistemológicas\u200237
3.1 Fundacionalismo\u200237
3.2 Coerentismo\u200247
3.3 Antifundacionalismo\u200249
3.4 A epistemologia e as ciências sociais\u200251
4. Relação entre ciências sociais e ciências naturais\u200253
4.1 Quantos tipos de ciência há?\u200253
4.2 Diferença de grau e de tipo\u200260
4.3 Naturalismo\u200262
4.4 Antinaturalismo\u200264
5. Natureza humana e liberdade\u200267
5.1 É possível uma ciência da natureza humana e da
sociedade? \u200267
5.2 Possibilidade e necessidade\u200269
5.3 Tipos de liberdade\u200274
6. Determinismo, indeterminismo e ciência\u200281
6.1 O problema\u200281
6.2 Determinismo\u200283
6.3 Indeterminismo\u200289
7. Explanação científica\u200291
7.1 Explanação e leis\u200291
7.2 Indutivismo\u200292
7.3 Esclarecimentos conceituais\u200296
7.4 Dedutivismo\u200298
8. Holismo e individualismo\u2002103
8.1 Totalidades e partes\u2002103
8.2 Entes sociais e indivíduos\u2002104
8.3 Holismo metodológico\u2002105

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8.4 Individualismo metodológico\u2002107
9. Causalidade e realidade\u2002113
9.1 O que significa dizer que A causou B?\u2002113
9.2 Critérios de causação\u2002116
9.3 Condições necessárias e suficientes\u2002118
9.4 Ciência e realidade\u2002119
10. O sujeito e o objeto\u2002127
10.1 Objetividade e subjetividade\u2002127
10.2 Sobre o que é e o que deve ser\u2002129
10.3 A origem dos valores\u2002132
10.4 Os valores e os estudos sociais\u2002140
11. O comportamento significativo\u2002143
11.1 Peter Winch e a ideia de uma ciência social\u2002143
11.2 A organização da sociedade\u2002145
11.3 Motivos, razões e propósitos\u2002150
12. Estudo de caso: a teoria da ciência de Lakatos\u2002155
12.1 Falsificacionismo dogmático\u2002156
12.2 Falsificacionismo metodológico\u2002158
12.3 Falsificacionismo sofisticado\u2002161
Gabarito\u2002167
Referências\u2002181
9
Apresentação
Ciência é hoje sinônimo de conhecimento, não só etimológica,
mas também descritivamente. Nós nos acostumamos a considerar
que as explicações que provêm da ciência são melhores e mais
verdadeiras do que aquelas do senso comum. Ou, por outro
lado, que a ciência comprova aquilo que já se sabia de maneira
empírica ou intuitiva, e, assim fazendo, atesta o conhecimento
popular. Como na sentença, por vezes utilizada em meios de
comunicação, a ciência provou aquilo que nossas avós sabiam.
Embora isso seja também um elogio ao conhecimento das avós, a
força da sentença se encontra no sujeito e no verbo. Ora, o termo
ciência, nesses contextos, designa uma atividade organizada,
metódica, experimental, executada por pessoas treinadas em
determinadas áreas e metodologias. Essa confiança na ciência e
nos cientistas é relativamente recente na história da humanidade,
data de aproximadamente 500 anos, e vem crescendo desde o
surgimento do que se chama ciência moderna. Parte significativa

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da confiança está relacionada com os efeitos práticos, com os
sucessos obtidos por diversas ciências em melhorar a vida das
pessoas. Não podemos duvidar, sensatamente, que a vida é, em
geral, melhor hoje do que era há mil anos ou mais. Por outro
lado, problemas gerados pelo desenvolvimento científico, como
poluição, aquecimento global, novas doenças, serão resolvidos,
pensam muitos, com mais ciência.
Desde o século XIX, costuma-se dividir as diversas
ciências em naturais e sociais. Se ciência, então, é sinônimo de
conhecimento, ciências sociais são aquelas que nos possibilitam
um conhecimento mais preciso da sociedade, isso é, das
instituições e dos fenômenos sociais. Vivemos, e precisamos
10
viver, em sociedade; para tanto, saber como agir e interagir com
os outros é fundamental, e todos temos, em maior ou menor
grau, saberes sociais. Nesta obra, consideramos o saber social
organizado nas ciências sociais de uma perspectiva filosófica.
Nosso assunto é justamente se e em que medida as ciências
sociais fornecem conhecimento confiável sobre a sociedade.
A estrutura aqui observada é a seguinte: inicialmente,
há considerações gerais sobre teoria do conhecimento,
que ocupam os Capítulos 1 a 3; a partir do Capítulo 4, a
especificidade das ciências sociais é levada em conta. Nesse
capítulo, apresentamos as duas concepções gerais acerca da
relação entre ciências sociais e ciências naturais. Os Capítulos
5 e 6 tratam de questões filosóficas e metafísicas que dizem
respeito aos seres humanos, a saber, se somos livres em
nossas ações. Dos Capítulos 7 a 10, tópicos importantes
para as ciências sociais são considerados: como explicações
científicas são produzidas (Capítulo 7); a relação entre
indivíduos e sociedade (Capítulo 8); a relação entre ciência e
realidade (Capítulo 9); a relação entre quem conhece e aquilo
que é conhecido (Capítulo 10). Para finalizar, nos dois últimos
capítulos, discutimos duas visões contrastantes de como fazer
ciência social: a de que o conhecimento da realidade social
exige uma epistemologia e metodologias exclusivas, diferentes
das aplicadas nas ciências naturais (Capítulo 11); e a de que
a epistemologia e o método científico são basicamente os
mesmos, independentemente do objeto estudado (Capítulo 12).

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Esperamos que você tenha, por meio destes textos, contato
inicial com um conjunto de questões, algumas simples e outras
extremamente complexas, mas todas interessantes acerca da
possibilidade e necessidade de um conhecimento científico da
realidade humana e social.
1
Conhecimento, crença e fé
1.1 Sabemos o que julgamos saber?
O famoso filósofo grego Platão conta, em seu livro intitula-
do A república, uma história conhecida como o Mito da Caverna.
De acordo com essa alegoria, um grupo de pessoas vivia preso den-
tro de uma caverna e, em razão de certas circunstâncias, tudo o que
eram capazes de ver se restringia às sombras projetadas no fundo da
caverna. Essas sombras eram de seus próprios corpos, bem como de
objetos e dos

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