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CONTEÚDO DE ACORDO COM O ÚLTIMO EDITAL

2020 COLEÇÃO PREPARATÓRIA


Banco do Brasil S.A.

BANCO DO BRASIL
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para que o aluno antecipe seus estudos.

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Atualizada até 01/2020

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Língua Portuguesa - Profª Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Língua Inglesa - Profª Katiuska W. Burgos General
Matemática - Profº Bruno Chieregatti e Profº Joao de Sá Brasil
Atualidades Do Mercado Financeiro - Profª Natasha Melo
Probabilidade E Estatística - Profº Bruno Chieregatti e Profº Joao de Sá Brasil
Conhecimentos Bancários - Profª Tatiana Carvalho
Conhecimentos De Informática - Profº Ovidio Lopes da Cruz Netto

PRODUÇÃO EDITORIAL/REVISÃO
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Aline Mesquita
Josiane Sarto

DIAGRAMAÇÃO
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Dayverson Ramon
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SUMÁRIO

LINGUA PORTUGUESA

Emprego do acento indicativo de crase............................................................................................................................................................................ 01


Concordância verbal e nominal............................................................................................................................................................................................. 04
Regência verbal e nominal...................................................................................................................................................................................................... 11
Colocação pronominal dos pronomes oblíquos átonos (próclise, mesóclise e ênclise)................................................................................. 17
Emprego dos sinais indicativos de pontuação: vírgula, ponto, ponto e vírgula, dois-pontos, reticências, aspas, travessão e
parênteses...................................................................................................................................................................................................................................... 20

LÍNGUA INGLESA

Conhecimento de um vocabulário fundamental e dos aspectos gramaticais básicos para a interpretação de textos técnicos.... 01

MATEMÁTICA

Lógica proposicional.................................................................................................................................................................................................................. 01
Noções de conjuntos................................................................................................................................................................................................................ 16
Relações e funções..................................................................................................................................................................................................................... 20
Funções polinomiais.................................................................................................................................................................................................................. 29
Funções exponenciais e logarítmicas.................................................................................................................................................................................. 38
Matrizes; Determinantes.......................................................................................................................................................................................................... 41
Sistemas lineares......................................................................................................................................................................................................................... 47
Sequências..................................................................................................................................................................................................................................... 50
Progressões aritméticas e progressões geométricas.................................................................................................................................................... 51
Matemática financeira............................................................................................................................................................................................................... 56
SUMÁRIO

ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Sistema Financeiro Nacional....................................................................................................................................................................................... 01


Dinâmica do mercado................................................................................................................................................................................................... 23
Mercado bancário........................................................................................................................................................................................................... 26

PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Análise combinatória;................................................................................................................................................................................................. 01
Noções de probabilidade;......................................................................................................................................................................................... 07
Teorema de Bayes; Probabilidade condicional;................................................................................................................................................ 10
Noções de estatística; População e amostra; Análise e interpretação de tabelas e gráficos; Regressão, tendências, ex-
trapolações e interpolações; Tabelas de distribuição empírica de variáveis e histogramas; Estatística descritiva (média,
mediana, variância, desvio padrão, percentis, quartis, outliers, covariância)........................................................................................ 11

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Estrutura do Sistema Financeiro Nacional: Conselho Monetário Nacional...................................................................................................... 01


COPOM – Comitê de Política Monetária....................................................................................................................................................................... 15
Banco Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários.................................................................................................................................... 22
Produtos Bancários: Noções de cartões de crédito e débito, crédito direto ao consumidor, crédito rural, caderneta de
poupança, capitalização, previdência, investimentos e seguros.......................................................................................................................... 23
Noções de Mercado de capitais. Noções de Mercado Câmbio: Instituições autorizadas a operar e operações básicas............. 32
Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor mercantil; alienação fiduciária; hipoteca; fianças bancárias.... 39
Crime de lavagem de dinheiro: conceito e etapas. Prevenção e combate ao crime de lavagem de dinheiro:................................. 47
Lei nº 9.613/98 e suas alterações, Circular Bacen...................................................................................................................................................... 48
3.461/2009 e suas alterações e Carta-Circular Bacen ; 3.542/12. Autorregulação Bancária..................................................................... 49
SUMÁRIO

CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA

Linguagens de programação: Java (SE 8 e EE 7), Phyton 3.6, JavaScript/EcmaScript 6, Scala 2.12 e Pig 0.16................................ 01
Estruturas de dados e algoritmos: busca sequencial e busca binária sobre arrays, ordenação (métodos da bolha, ordena-
ção por seleção, ordenação por inserção, lista encadeada, pilha, fila, noções sobre árvore binária), noções de algoritmos
de aprendizado supervisionados e não supervisionados.................................................................................................................................... 16
Banco de dados: conceitos de banco de dados e sistemas gerenciadores de bancos de dados (SGBD), modelagem con-
ceitual de dados (a abordagem entidaderelacionamento), modelo relacional de dados (conceitos básicos, normalização),
banco de dados SQL (linguagem SQL SQL2008), linguagem HiveQL (Hive 2.2.0)), banco de dados NoSQL (conceitos bási-
cos, bancos orientados a grafos, colunas, chave/valor e documentos), data Warehouse (modelagem conceitual para data
warehouses, dados multidimensionais)...................................................................................................................................................................... 18
Tecnologias web: HTML 5, CSS 3, XML 1.1, Json (ECMA-404), Angular.js 1.6.x, Node.js 6.11.3, REST;............................................... 24
Manipulação e visualização de dados: linguagem R 3.4.2 e R Studio 5.1, OLAP....................................................................................... 33
MS Excel 2013....................................................................................................................................................................................................................... 36
Sistema de arquivos e ingestão de dados: conceitos de MapReduce, HDFS/Hadoop/YARN 2.7.4, Ferramentas de ingestão
de dados (Sqoop 1.4.6, Flume 1.7.0, NiFi 1.3.0 e Kafka 0.11.0).......................................................................................................................... 54
ÍNDICE

LINGUA PORTUGUESA

Emprego do acento indicativo de crase............................................................................................................................................................................ 01


Concordância verbal e nominal............................................................................................................................................................................................. 04
Regência verbal e nominal...................................................................................................................................................................................................... 11
Colocação pronominal dos pronomes oblíquos átonos (próclise, mesóclise e ênclise)................................................................................. 17
Emprego dos sinais indicativos de pontuação: vírgula, ponto, ponto e vírgula, dois-pontos, reticências, aspas, travessão e
parênteses...................................................................................................................................................................................................................................... 20
Observações importantes:
EMPREGO DO ACENTO INDICATIVO DE Alguns recursos servem de ajuda para que possamos
confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns:
CRASE
• Substitui-se a palavra feminina por uma masculina
equivalente. Caso ocorra a combinação a + o(s), a
ACENTUAÇÃO crase está confirmada.
Os dados foram solicitados à diretora.
Quanto à acentuação, observamos que algumas Os dados foram solicitados ao diretor.
palavras têm acento gráfico e outras não; na pronúncia,
ora se dá maior intensidade sonora a uma sílaba, ora a • No caso de nomes próprios geográficos, substitui-se
outra. Por isso, vamos às regras! o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso resulte na
expressão “voltar da”, há a confirmação da crase.
Regras básicas Faremos uma visita à Bahia.
Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada)
A acentuação tônica está relacionada à intensidade
com que são pronunciadas as sílabas das palavras. Não me esqueço da viagem a Roma.
Aquela que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos
como sílaba tônica. As demais, como são pronunciadas
jamais vividos.
com menos intensidade, são denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são
classificadas como: FIQUE ATENTO!
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre
a última sílaba: café – coração – Belém – atum – caju – Nas situações em que o nome geográfico
papel se apresentar modificado por um adjunto
Paroxítonas – a sílaba tônica recai na penúltima adnominal, a crase está confirmada.
sílaba: útil – tórax – táxi – leque – sapato – passível Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades
Proparoxítonas - a sílaba tônica está na antepenúltima de suas praias.
sílaba: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus Use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ;
vou A volto DE, crase PRA QUÊ?” Exemplo:
Há vocábulos que possuem uma sílaba somente: são Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
os chamados monossílabos. Estes são acentuados quando (crase pra quê?)
tônicos e terminados em “a”, “e” ou “o”: vá – fé – pó - ré. Vou à praia. = Volto da praia. (crase há!)

CRASE
Quando o nome de lugar estiver especificado,
A crase se caracteriza como a fusão de duas vogais ocorrerá crase. Veja:
idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a” Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo
com o artigo feminino a(s), com o “a” inicial referente que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
aos pronomes demonstrativos – aquela(s), aquele(s), Irei à Salvador de Jorge Amado.
aquilo e com o “a” pertencente ao pronome relativo a
qual (as quais). Casos estes em que tal fusão encontra-se A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s),
demarcada pelo acento grave ( ` ): à(s), àquela, àquele, aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o termo
àquilo, à qual, às quais. regente exigir complemento regido da preposição “a”.
O uso do acento indicativo de crase está condicionado Entregamos a encomenda àquela menina.
aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e (preposição + pronome demonstrativo)
nominal, mais precisamente ao termo regente e termo
regido. Ou seja, o termo regente é o verbo - ou nome - Iremos àquela reunião.
que exige complemento regido pela preposição “a”, e o (preposição + pronome demonstrativo)
termo regido é aquele que completa o sentido do termo
regente, admitindo a anteposição do artigo a(s). Sua história é semelhante às que eu ouvia quando
Refiro-me a (a) funcionária antiga, e não a (a)quela criança. (àquelas que eu ouvia quando criança)
contratada recentemente. (preposição + pronome demonstrativo)
Após a junção da preposição com o artigo (destacados
entre parênteses), temos: A letra “a” que acompanha locuções femininas
LINGUA PORTUGUESA

Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela (adverbiais, prepositivas e conjuntivas) recebem o acento
contratada recentemente. grave:
• locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às
O verbo referir, de acordo com sua transitividade, pressas, à vontade...
classifica-se como transitivo indireto, pois sempre • locuções prepositivas: à frente, à espera de, à
nos referimos a alguém ou a algo. Houve a fusão da procura de...
preposição a + o artigo feminino (à) e com o artigo • locuções conjuntivas: à proporção que, à medida
feminino a + o pronome demonstrativo aquela (àquela). que.

1
Cuidado: quando as expressões acima não exercerem Entretanto, se vier acompanhada de um adjunto
a função de locuções não ocorrerá crase. Repare: adnominal, a crase estará confirmada: Chegamos todos
Eu adoro a noite! exaustos à casa de Marcela.
Adoro o quê? Adoro quem? O verbo “adoro” requer
objeto direto, no caso, a noite. Aqui, o “a” é artigo, não • Não há crase antes da palavra “terra”, quando
preposição. essa indicar chão firme: Quando os navegantes
regressaram a terra, já era noite.
Casos passíveis de nota: Contudo, se o termo estiver precedido por um
determinante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá
• A crase é facultativa diante de nomes próprios crase.
femininos: Entreguei o caderno a (à) Eliza. Paulo viajou rumo à sua terra natal.
• Também é facultativa diante de pronomes O astronauta voltou à Terra.
possessivos femininos: O diretor fez referência a
(à) sua empresa.
• Não ocorre crase antes de pronomes que requerem
• Facultativa em locução prepositiva “até a”: A loja
o uso do artigo.
ficará aberta até as (às) dezoito horas.
• Constata-se o uso da crase se as locuções prepositivas Os livros foram entregues a mim.
à moda de, à maneira de apresentarem-se Dei a ela a merecida recompensa.
implícitas, mesmo diante de nomes masculinos:
Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à • Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos
moda de Luís XV) à senhora, senhorita e madame admitirem artigo,
• Não se efetiva o uso da crase diante da locução o uso da crase está confirmado no “a” que os
adverbial “a distância”: Na praia de Copacabana, antecede, no caso de o termo regente exigir a
observamos a queima de fogos a distância. preposição.
Entretanto, se o termo vier determinado, teremos Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia.
uma locução prepositiva, aí sim, ocorrerá crase: O
pedestre foi arremessado à distância de cem metros. • Não ocorre crase antes de nome feminino utilizado
em sentido genérico ou indeterminado:
• De modo a evitar o duplo sentido – a ambiguidade Estamos sujeitos a críticas.
-, faz-se necessário o emprego da crase. Refiro-me a conversas paralelas.
Ensino à distância.
Ensino a distância. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
• Em locuções adverbiais formadas por palavras Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
repetidas, não há ocorrência da crase. CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Ela ficou frente a frente com o agressor. Cochar. Português linguagens: volume 3 – 7.ª ed. Reform.
Eu o seguirei passo a passo. – São Paulo: Saraiva, 2010.
Casos em que não se admite o emprego da crase: SITE
Disponível em: http://www.portugues.com.br/
Antes de vocábulos masculinos.
gramatica/o-uso-crase-.html
As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
Esta caneta pertence a Pedro.

Antes de verbos no infinitivo.


Ele estava a cantar. EXERCÍCIOS COMENTADOS
Começou a chover.

Antes de numeral. 1. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO -


O número de aprovados chegou a cem. SOLDADO PM 2.ª CLASSE – VUNESP/2017) O acento
Faremos uma visita a dez países. indicativo de crase está empregado corretamente em:

Observações: a) O personagem evita considerar à internet responsável


• Nos casos em que o numeral indicar horas – por suas atitudes.
funcionando como uma locução adverbial b) O personagem reconheceu que já tinha uma propensão
feminina – ocorrerá crase: Os passageiros partirão à jogar o tempo fora.
às dezenove horas.
LINGUA PORTUGUESA

c) O personagem tinha um comportamento indiferente à


• Diante de numerais ordinais femininos a crase qualquer influência da internet.
está confirmada, visto que estes não podem ser d) O personagem refere-se à uma maneira de se portar
empregados sem o artigo: As saudações foram com relação ao tempo.
direcionadas à primeira aluna da classe. e) O personagem revelou à pessoa com quem conversava
• Não ocorrerá crase antes da palavra casa, quando que jogava o tempo fora.
essa não se apresentar determinada: Chegamos
todos exaustos a casa.

2
Resposta: Letra E 3. (CÂMARA MUNICIPAL DE DOIS CÓRREGOS-SP
Aos itens: - OFICIAL DE ATENDIMENTO E ADMINISTRAÇÃO –
Em “a”, evita considerar à internet = a internet (objeto VUNESP-2018) Assinale a alternativa em que o acento
direto) indicativo de crase está empregado corretamente.
Em “b”, tinha uma propensão à jogar = a jogar (sem
acento grave indicativo de crase antes de verbo no a) Algumas pessoas com supermemória chegam à sofrer
infinitivo) com dores de cabeça.
Em “c”, tinha um comportamento indiferente à b) Há lembranças tão vivas que nos fazem voltar à
qualquer influência = a qualquer (antes de pronome episódios de nosso passado.
indefinido) c) Lembrar-se do passado pode ser uma tarefa muito
Em “d”, refere-se à uma maneira = a uma (antes de difícil à determinadas pessoas.
artigo indefinido) d) Ela referiu-se à vontade de esquecer completamente
Em “e”, O personagem revelou à pessoa com quem os momentos dolorosos.
conversava que jogava o tempo fora = revelou o quê? e) Ao nos atermos à uma experiência ruim,
que jogava o tempo fora; revelou a quem? à pessoa desconsideramos o que ela traz de bom.
(objeto indireto, com preposição) = correta.
Resposta: Letra D
2. (PM-SP - SOLDADO DE 2.ª CLASSE – VUNESP-2017) Aos itens:
Assinale a alternativa que preenche, correta e Em “a”, chegam à sofrer = a sofrer (antes de verbo no
respectivamente, as lacunas do texto a seguir. infinitivo não se usa acento grave)
Quase 30 anos depois de iniciar um trabalho de Em “b”, que nos fazem voltar à episódios = a episódios
atendimento _____ presos da Casa de Detenção, em São (palavra masculina e no plural)
Paulo, o médico oncologista Drauzio Varella chega ao Em “c”, pode ser uma tarefa muito difícil à determinadas
fim de uma trilogia com o livro “Prisioneiras”. Depois de = a determinadas (palavra no plural e presença só da
“Estação Carandiru” (1999), que mostra ________ entranhas preposição)
daquela que foi ________maior prisão da América Latina, Em “d”, Ela referiu-se à vontade = correta (quem se
e de “Carcereiros” (2012), sobre os funcionários que refere, refere-se a algo ou a alguém)
trabalham no sistema prisional, Varella agora faz um Em “e”, Ao nos atermos à uma experiência = a uma
retrato das detentas da Penitenciária Feminina da Capital, (antes de artigo indefinido)
também na capital paulista, onde cumprem pena mais de
duas mil mulheres. 4. (IPSM-SP - ASSISTENTE DE GESTÃO MUNICIPAL -
(https://oglobo.globo.com. Adaptado) VUNESP-2018) De acordo com a norma- -padrão, o
acento indicativo da crase está corretamente empregado
a) à … às … a em:
b) a … as … a
c) a … às … a a) O leitor aludiu à escrita como se ela fosse questão de
d) à … às … à talento: quem não tem, não vai nunca aprender.
e) a … as … à b) A escrita deve levar o texto à uma riqueza, marcada
pela clareza e precisão, afastando o leitor da confusão
ou tédio.
Resposta: Letra B c) De parte à parte, o texto precisa organizar-se como
Quase 30 anos depois de iniciar um trabalho de um tecido coeso e claro, instigando, assim, o leitor.
atendimento a (preposição – regência nominal de d) Existem aquelas pessoas que chegam à conclusões
“atendimento”, mas sem acento grave por estar diante semelhantes, no entanto elas seguem pelo lado
de palavra masculina) presos da Casa de Detenção, oposto.
em São Paulo, o médico oncologista Drauzio Varella e) Também não estamos falando só de correção
chega ao fim de uma trilogia com o livro “Prisioneiras”. gramatical e ortográfica. Estamos nos referindo à
Depois de “Estação Carandiru” (1999), que mostra as pensamento.
(objeto direto do verbo “mostrar”) entranhas daquela
que foi a (artigo definido) maior prisão da América Resposta: Letra A
Latina, e de “Carcereiros” (2012), sobre os funcionários Em “a”, O leitor aludiu à escrita = correta (regência do
que trabalham no sistema prisional, Varella agora faz verbo “aludir” pede preposição)
um retrato das detentas da Penitenciária Feminina da Em “b”, A escrita deve levar o texto à uma riqueza = a
Capital, também na capital paulista, onde cumprem uma (antes de artigo indefinido)
LINGUA PORTUGUESA

pena mais de duas mil mulheres. Em “c”, De parte à parte = parte a parte (entre palavras
Teremos: a / as / a. repetidas)
Em “d”, Existem aquelas pessoas que chegam à
conclusões = a conclusões (antes de palavra no plural
e o “a” está “sozinho” = somente preposição)
Em “e”, Estamos nos referindo à pensamento = a
pensamento (palavra masculina)

3
5. (PREFEITURA MUNICIPAL DE MOGI DAS CRUZES- Resposta: Letra C
SP - AUXILIAR DE APOIO ADMINISTRATIVO - Acertos entre parênteses:
VUNESP-2018) Em “a”, as quais chegam à um (a um) grande público
No começo do século 20, a rápida industrialização nos devido à rapidez (ok) da internet, é favorável à
Estados Unidos deu origem _______ algumas das maiores formação (ok)
fortunas que o mundo já viu. Famílias como os Vanderbilt Em “b”, às quais (as quais) chegam à muitas (a muitas)
e os Rockefeller investiram em ferrovias, petróleo e aço, pessoas devido a rapidez (à rapidez) da internet
obtendo um grande retorno, e passaram _________ ostentar Em “c”, as quais chegam a muitas pessoas devido à
sua riqueza. O período ficou conhecido como Era Dourada. rapidez da internet, é favorável à formação = correta
A desigualdade nunca foi tão grande – até agora. É o Em “d”, às quais (as quais) chegam a um (ok) grande
que mostra um relatório da UBS, companhia de serviços número de pessoas devido à rapidez (ok) da internet,
financeiros, feito em parceria com a consultora PwC. é favorável as ondas (às ondas)
Em “e”, às quais (as quais) chegam a muitas (ok)
Para os autores do documento, a primeira Era Dourada
pessoas devido a rapidez (à rapidez) da internet,
aconteceu entre 1870 e 1910. Segundo eles, a atual
favorece à formação (a formação)
começou em 1980 e deve se estender pelos próximos 10
Observação: quanto à regência verbal de “favorecer”
a 20 anos, prolongada pelo desempenho econômico da = pede complemento verbal direto (favorece o quê?
Ásia e de negócios ligados ________ tecnologia. favorece quem?); já a regência nominal de “favorável”
(IstoÉ, 15.11.2017. Adaptado) pede preposição (favorável a quem? a quê?).
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do
texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
a) a … a … a
b) à … à … à
c) a … à … à CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
d) à … à … a
e) a … a … à Os concurseiros estão apreensivos.
Concurseiros apreensivos.
Resposta: Letra E
Vamos aos trechos: No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra
a rápida industrialização nos Estados Unidos deu na terceira pessoa do plural, concordando com o seu
origem a algumas das maiores fortunas = antes de sujeito, os concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo
pronome indefinido “apreensivos” está concordando em gênero (masculino)
e passaram a ostentar sua riqueza = antes de verbo e número (plural) com o substantivo a que se refere:
no infinitivo concurseiros. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa,
e de negócios ligados à tecnologia = regência nominal número e gênero se correspondem. A correspondência
de “ligados” pede preposição de flexão entre dois termos é a concordância, que pode
ser verbal ou nominal.
6. (CÂMARA MUNICIPAL DE COTIA-SP – CONTADOR -
VUNESP-2017) Assinale a alternativa correta quanto ao Concordância Verbal
emprego do acento indicativo da crase.
É a flexão que se faz para que o verbo concorde com
a) A circulação instantânea das notícias falsas, as quais seu sujeito.
chegam à um grande público devido à rapidez
da internet, é favorável à formação de ondas de Sujeito Simples - Regra Geral
credulidade.
b) A circulação instantânea das notícias falsas, às quais O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo
chegam à muitas pessoas devido a rapidez da internet, em número e pessoa. Veja os exemplos:
favorece que se formem ondas de credulidade.
c) A circulação instantânea das notícias falsas, as quais A prova para ambos os cargos será aplicada às 13h.
chegam a muitas pessoas devido à rapidez da internet, 3.ª p. Singular 3.ª p. Singular
é favorável à formação de ondas de credulidade.
d) A circulação instantânea das notícias falsas, às quais Os candidatos à vaga chegarão às 12h.
chegam a um grande número de pessoas devido à 3.ª p. Plural 3.ª p. Plural
rapidez da internet, é favorável as ondas de credulidade
LINGUA PORTUGUESA

que se formam. Casos Particulares


e) A circulação instantânea das notícias falsas, às quais
chegam a muitas pessoas devido a rapidez da internet, A) Quando o sujeito é formado por uma expressão
favorece à formação de ondas de credulidade. partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade
de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...)
seguida de um substantivo ou pronome no plural, o
verbo pode ficar no singular ou no plural.

4
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia. E) Quando o sujeito é formado por uma expressão
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram que indica porcentagem seguida de substantivo, o
proposta. verbo deve concordar com o substantivo.
25% do orçamento do país será destinado à Educação.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos 85% dos entrevistados não aprovam a administração
dos coletivos, quando especificados: Um bando de do prefeito.
vândalos destruiu / destruíram o monumento. 1% do eleitorado aceita a mudança.
1% dos alunos faltaram à prova.
Observação:
Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a • Quando a expressão que indica porcentagem não
unidade do conjunto; já a forma plural confere destaque é seguida de substantivo, o verbo deve concordar
aos elementos que formam esse conjunto. com o número.
25% querem a mudança.
B) Quando o sujeito é formado por expressão que 1% conhece o assunto.
indica quantidade aproximada (cerca de, mais
de, menos de, perto de...) seguida de numeral e • Se o número percentual estiver determinado por
substantivo, o verbo concorda com o substantivo. artigo ou pronome adjetivo, a concordância far-
Cerca de mil pessoas participaram do concurso. se-á com eles:
Perto de quinhentos alunos compareceram à Os 30% da produção de soja serão exportados.
solenidade. Esses 2% da prova serão questionados.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas
últimas Olimpíadas. F) O pronome “que” não interfere na concordância; já
o “quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa do
Observação: singular.
Quando a expressão “mais de um” se associar a verbos Fui eu que paguei a conta.
que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório: Mais Fomos nós que pintamos o muro.
de um colega se ofenderam na discussão. (ofenderam um És tu que me fazes ver o sentido da vida.
ao outro) Sou eu quem faz a prova.
Não serão eles quem será aprovado.
C) Quando se trata de nomes que só existem no
plural, a concordância deve ser feita levando-se G) Com a expressão “um dos que”, o verbo deve
em conta a ausência ou presença de artigo. Sem assumir a forma plural.
artigo, o verbo deve ficar no singular; com artigo Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais
no plural, o verbo deve ficar o plural. encantaram os poetas.
Os Estados Unidos possuem grandes universidades. Este candidato é um dos que mais estudaram!
Estados Unidos possui grandes universidades.
Alagoas impressiona pela beleza das praias. • Se a expressão for de sentido contrário – nenhum
As Minas Gerais são inesquecíveis. dos que, nem um dos que -, não aceita o verbo no
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira. singular:
Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga.
D) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou Nem uma das que me escreveram mora aqui.
indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos,
muitos, quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou • Quando “um dos que” vem entremeada de
“de vós”, o verbo pode concordar com o primeiro substantivo, o verbo pode:
pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o 1. ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atravessa
pronome pessoal. o Estado de São Paulo. (já que não há outro rio que
Quais de nós são / somos capazes? faça o mesmo).
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso? 2. ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões poluídos (noção de que existem outros rios na
inovadoras. mesma condição).

Observação: H) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o


Veja que a opção por uma ou outra forma indica a verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.
inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém Vossa Excelência está cansado?
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diz ou escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada Vossas Excelências renunciarão?
fizemos”, ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso
não ocorre ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de I) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se
tudo e nada fizeram”, frase que soa como uma denúncia. de acordo com o numeral.
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido Deu uma hora no relógio da sala.
estiver no singular, o verbo ficará no singular. Deram cinco horas no relógio da sala.
Qual de nós é capaz? Soam dezenove horas no relógio da praça.
Algum de vós fez isso. Baterão doze horas daqui a pouco.

5
Observação: Casos Particulares
Caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino,
torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito. • Quando o sujeito composto é formado por núcleos
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas. sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica no
Soa quinze horas o relógio da matriz. singular.
Descaso e desprezo marca seu comportamento.
J) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum A coragem e o destemor fez dele um herói.
sujeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do
singular. São verbos impessoais: Haver no sentido • Quando o sujeito composto é formado por núcleos
de existir; Fazer indicando tempo; Aqueles que dispostos em gradação, verbo no singular:
indicam fenômenos da natureza. Exemplos: Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um
Havia muitas garotas na festa. segundo me satisfaz.
Faz dois meses que não vejo meu pai.
• Quando os núcleos do sujeito composto são unidos
Chovia ontem à tarde.
por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar no plural,
de acordo com o valor semântico das conjunções:
Sujeito Composto Drummond ou Bandeira representam a essência da
poesia brasileira.
A) Quando o sujeito é composto e anteposto ao Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
verbo, a concordância se faz no plural:
Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de
Pai e filho conversavam longamente. “adição”. Já em:
Sujeito Juca ou Pedro será contratado.
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima
Pais e filhos devem conversar com frequência. Olimpíada.
Sujeito
Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam
B) Nos sujeitos compostos formados por pessoas no singular.
gramaticais diferentes, a concordância ocorre da
seguinte maneira: a primeira pessoa do plural (nós) • Com as expressões “um ou outro” e “nem um
prevalece sobre a segunda pessoa (vós) que, por nem outro”, a concordância costuma ser feita no
sua vez, prevalece sobre a terceira (eles). Veja: singular.
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão. Um ou outro compareceu à festa.
Primeira Pessoa do Plural (Nós) Nem um nem outro saiu do colégio.

Tu e teus irmãos tomareis a decisão. • Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural ou
Segunda Pessoa do Plural (Vós) no singular: Um e outro farão/fará a prova.

Pais e filhos precisam respeitar-se. • Quando os núcleos do sujeito são unidos por “com”,
Terceira Pessoa do Plural (Eles) o verbo fica no plural. Nesse caso, os núcleos
recebem um mesmo grau de importância e a
palavra “com” tem sentido muito próximo ao de
Observação:
“e”.
Quando o sujeito é composto, formado por um
O pai com o filho montaram o brinquedo.
elemento da segunda pessoa (tu) e um da terceira (ele), O governador com o secretariado traçaram os planos
é possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural para o próximo semestre.
(eles): “Tu e teus irmãos tomarão a decisão.” – no lugar O professor com o aluno questionaram as regras.
de “tomaríeis”.
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se
C) No caso do sujeito composto posposto ao a ideia é enfatizar o primeiro elemento.
verbo, passa a existir uma nova possibilidade de O pai com o filho montou o brinquedo.
concordância: em vez de concordar no plural com O governador com o secretariado traçou os planos
a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer para o próximo semestre.
concordância com o núcleo do sujeito mais O professor com o aluno questionou as regras.
próximo.
Faltaram coragem e competência. Com o verbo no singular, não se pode falar em
Faltou coragem e competência. sujeito composto. O sujeito é simples, uma vez que as
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Compareceram todos os candidatos e o banca. expressões “com o filho” e “com o secretariado” são
Compareceu o banca e todos os candidatos. adjuntos adverbiais de companhia. Na verdade, é como
se houvesse uma inversão da ordem. Veja:
D) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a “O pai montou o brinquedo com o filho.”
concordância é feita no plural. Observe: “O governador traçou os planos para o próximo
Abraçaram-se vencedor e vencido. semestre com o secretariado.”
Ofenderam-se o jogador e o árbitro. “O professor questionou as regras com o aluno.”

6
Casos em que se usa o verbo no singular: O Verbo “Ser”

Café com leite é uma delícia! A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo
O frango com quiabo foi receita da vovó. e o sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa
concordância pode ocorrer também entre o verbo e o
Quando os núcleos do sujeito são unidos por predicativo do sujeito.
expressões correlativas como: “não só... mas ainda”, “não
somente”..., “não apenas... mas também”, “tanto...quanto”, Quando o sujeito ou o predicativo for:
o verbo ficará no plural.
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o A) Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo
Nordeste. SER concorda com a pessoa gramatical:
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a notícia. Ele é forte, mas não é dois.
Fernando Pessoa era vários poetas.
A esperança dos pais são eles, os filhos.
Quando os elementos de um sujeito composto são
resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância B) nome de coisa e um estiver no singular e o outro no
é feita com esse termo resumidor. plural, o verbo SER concordará, preferencialmente,
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia. com o que estiver no plural:
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante Os livros são minha paixão!
na vida das pessoas. Minha paixão são os livros!
Outros Casos Quando o verbo SER indicar

O Verbo e a Palavra “SE” • horas e distâncias, concordará com a expressão


numérica:
Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há É uma hora.
duas de particular interesse para a concordância verbal: São quatro horas.
A) quando é índice de indeterminação do sujeito; Daqui até a escola é um quilômetro / são dois
B) quando é partícula apassivadora. quilômetros.

Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se” • datas, concordará com a palavra dia(s), que pode
acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos estar expressa ou subentendida:
e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na Hoje é dia 26 de agosto.
terceira pessoa do singular: Hoje são 26 de agosto.
Precisa-se de funcionários.
Confia-se em teses absurdas. • Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for
seguido de palavras ou expressões como pouco, muito,
Quando pronome apassivador, o “se” acompanha menos de, mais de, etc., o verbo SER fica no singular:
verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido.
indiretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética.
Duas semanas de férias é muito para mim.
Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da
• Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo)
oração. Exemplos:
for pronome pessoal do caso reto, com este
Construiu-se um posto de saúde. concordará o verbo.
Construíram-se novos postos de saúde. No meu setor, eu sou a única mulher.
Aqui não se cometem equívocos Aqui os adultos somos nós.
Alugam-se casas.
Observação:
Para saber se o “se” é partícula apassivadora ou índice Sendo ambos os termos (sujeito e predicativo)
de indeterminação do sujeito, tente transformar a frase representados por pronomes pessoais, o verbo concorda
para a voz passiva. Se a frase construída for “compreensí- com o pronome sujeito.
vel”, estaremos diante de uma partícula apassivadora; se Eu não sou ela.
não, o “se” será índice de indeterminação. Veja: Ela não é eu.
Precisa-se de funcionários qualificados.
Tentemos a voz passiva: • Quando o sujeito for uma expressão de sentido
Funcionários qualificados são precisados (ou preci- partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no
plural, o verbo SER concordará com o predicativo.
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sos)? Não há lógica. Portanto, o “se” destacado é índice de


indeterminação do sujeito. A grande maioria no protesto eram jovens.
Agora: O resto foram atitudes imaturas.
Vendem-se casas.
Voz passiva: Casas são vendidas. Construção correta! O Verbo “Parecer”
Então, aqui, o “se” é partícula apassivadora. (Dá para eu O verbo parecer, quando é auxiliar em uma
passar para a voz passiva. Repare em meu destaque. Per- locução verbal (é seguido de infinitivo), admite duas
cebeu semelhança? Agora é só memorizar!). concordâncias:

7
• Ocorre variação do verbo PARECER e não se flexiona C) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:
o infinitivo: As crianças parecem gostar do desenho. O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo
não for acompanhado de nenhum modificador: Água é
• A variação do verbo parecer não ocorre e o infinitivo bom para saúde.
sofre flexão: O adjetivo concorda com o substantivo, se este
As crianças parece gostarem do desenho. for modificado por um artigo ou qualquer outro
(essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho determinativo: Esta água é boa para saúde.
aas crianças)
D) O adjetivo concorda em gênero e número com
Com orações desenvolvidas, o verbo PARECER fica no os pronomes pessoais a que se refere: Juliana
singular. Por exemplo: As paredes parece que têm ouvidos. encontrou-as muito felizes.
(Parece que as paredes têm ouvidos = oração subordinada
substantiva subjetiva). E) Nas expressões formadas por pronome indefinido
neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição
Concordância Nominal DE + adjetivo, este último geralmente é usado
no masculino singular: Os jovens tinham algo de
A concordância nominal se baseia na relação entre misterioso.
nomes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se
ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes F) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem
adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se: função adjetiva e concorda normalmente com o
normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um nome a que se refere:
termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal. Cristina saiu só.
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as Cristina e Débora saíram sós.
seguintes regras gerais:
A) O adjetivo concorda em gênero e número quando Observação:
se refere a um único substantivo: As mãos trêmulas Quando a palavra “só” equivale a “somente” ou
denunciavam o que sentia. “apenas”, tem função adverbial, ficando, portanto,
B) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos, invariável: Eles só desejam ganhar presentes.
a concordância pode variar. Podemos sistematizar
essa flexão nos seguintes casos:
#FicaDica
• Adjetivo anteposto aos substantivos:
Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”.
O adjetivo concorda em gênero e número com o
Se a frase ficar coerente com o primeiro,
substantivo mais próximo.
trata-se de advérbio, portanto, invariável; se
Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
houver coerência com o segundo, função de
Encontramos caída a roupa e os prendedores.
adjetivo, então varia:
Encontramos caído o prendedor e a roupa.
Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo
Ele está só descansando. (apenas
Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de
descansando) - advérbio
parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula depois de
• Adjetivo posposto aos substantivos: “só”, haverá, novamente, um adjetivo:
O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo Ele está só, descansando. (ele está sozinho e
ou com todos eles (assumindo a forma masculina plural descansando)
se houver substantivo feminino e masculino).
A indústria oferece localização e atendimento perfeito. G) Quando um único substantivo é modificado por
A indústria oferece atendimento e localização perfeita. dois ou mais adjetivos no singular, podem ser
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos. usadas as construções:
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos. • O substantivo permanece no singular e coloca-se o
artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura
Observação: espanhola e a portuguesa.
Os dois últimos exemplos apresentam maior clareza, • O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo
pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere aos antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola e
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dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado portuguesa.


no plural masculino, que é o gênero predominante
quando há substantivos de gêneros diferentes. Casos Particulares
Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o
adjetivo fica no singular ou plural. É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É
A beleza e a inteligência feminina(s). permitido
O carro e o iate novo(s).

8
• Estas expressões, formadas por um verbo mais REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
que se referem possuir sentido genérico (não vier Cochar. Português linguagens: volume 3 – 7.ª ed. Reform.
precedido de artigo). – São Paulo: Saraiva, 2010.
É proibido entrada de crianças. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Em certos momentos, é necessário atenção. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
No verão, melancia é bom. AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
É preciso cidadania. literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
Não é permitido saída pelas portas laterais.
SITE
• Quando o sujeito destas expressões estiver Disponível em: http://www.soportugues.com.br/
determinado por artigos, pronomes ou adjetivos, secoes/sint/sint49.php
tanto o verbo como o adjetivo concordam com ele.
É proibida a entrada de crianças.
Esta salada é ótima.
A educação é necessária. EXERCÍCIOS COMENTADOS
São precisas várias medidas na educação.
1. (BANCO DA AMAZÔNIA – TÉCNICO BANCÁRIO –
Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - CESGRANRIO-2018) A forma verbal em destaque está
Quite empregada de acordo com a norma-padrão em:
Estas palavras adjetivas concordam em gênero e
número com o substantivo ou pronome a que se referem. a) Atualmente, comercializa-se diferentes criptomoedas mas
Seguem anexas as documentações requeridas. a bitcoin é a mais conhecida de todas as moedas virtuais.
A menina agradeceu: - Muito obrigada. b) A especulação e o comércio ilegal, de acordo com
Muito obrigadas, disseram as senhoras. alguns analistas, pode tornar as bitcoins inviáveis.
Seguem inclusos os papéis solicitados. c) As notícias informam que até hoje, em nenhuma parte
Estamos quites com nossos credores. do mundo, se substituíram totalmente as moedas
reais pelas virtuais.
Bastante - Caro - Barato - Longe d) De acordo com as regras do mercado financeiro, criou-
Estas palavras são invariáveis quando funcionam se apenas 21 milhões de bitcoins nos últimos anos.
como advérbios. Concordam com o nome a que se e) O valor dos produtos comercializados seriam determinados
referem quando funcionam como adjetivos, pronomes por uma moeda virtual se a real fosse abolida.
adjetivos, ou numerais.
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio) Resposta: Letra C
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. Em “a”: Atualmente, comercializam-se diferentes
(pronome adjetivo) criptomoedas mas a bitcoin é a mais conhecida de
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio) todas as moedas virtuais.
As casas estão caras. (adjetivo) Em “b”: A especulação e o comércio ilegal, de acordo
Achei barato este casaco. (advérbio) com alguns analistas, podem tornar as bitcoins inviáveis.
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo) Em “c”: As notícias informam que até hoje, em nenhuma
parte do mundo, se substituíram totalmente as
Meio - Meia moedas reais pelas virtuais. = correta
A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo, Em “d”: De acordo com as regras do mercado
concorda normalmente com o nome a que se refere: Pedi financeiro, criaram-se apenas 21 milhões de bitcoins
meia porção de polentas. nos últimos anos.
Quando empregada como advérbio permanece Em “e”: O valor dos produtos comercializados seria
invariável: A candidata está meio nervosa. determinado por uma moeda virtual se a real fosse abolida.

2. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL


#FicaDica I – CESGRANRIO-2018) A concordância da palavra
destacada atende às exigências da norma-padrão da
Dá para eu substituir por “um pouco”, assim língua portuguesa em:
saberei que se trata de um advérbio, não
de adjetivo: “A candidata está um pouco a) Alimentos saudáveis e prática constante de exercícios
nervosa”.
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são necessárias para uma vida longa e mais equilibrada.


b) Inexistência de esgoto em muitas regiões e falta de
tratamento adequado da água são causadores de doenças.
Alerta - Menos c) Notícias falsas e boatos perigosos não deveriam
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem ser reproduzidas nas redes sociais da forma como
sempre invariáveis. acontece hoje.
Os concurseiros estão sempre alerta.
Não queira menos matéria!

9
d) Plantas da caatinga e frutos pouco conhecidos 4. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO – ADMINISTRATIVO –
da Região Nordeste foram elogiados por suas FGV-2017) Observe os seguintes casos de concordância
propriedades alimentares. nominal retirados do texto 1:
e) Profissionais dedicados e pesquisas constantes 1. A democracia reclama um jornalismo vigoroso e
precisam ser estimuladas para que se avance na cura independente.
de algumas doenças. 2. A agenda pública é determinada pela imprensa
tradicional.
Resposta: Letra D 3. Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de
Em “a”: Alimentos saudáveis e prática constante de conteúdo independentes.
exercícios são necessárias (necessários) para uma vida
longa e mais equilibrada. A afirmação correta sobre essas concordâncias é:
Em “b”: Inexistência de esgoto em muitas regiões e
falta de tratamento adequado da água são causadores a) os dois adjetivos da frase (1) referem-se,
(causadoras) de doenças. respectivamente a ‘democracia’ e ‘jornalismo’;
Em “c”: Notícias falsas e boatos perigosos não b) os adjetivos da frase (1) deveriam estar no plural por
deveriam ser reproduzidas (reproduzidos) nas redes referirem-se a dois substantivos;
sociais da forma como acontece hoje. c) na frase (2), a forma de particípio ‘determinada’ se
Em “d”: Plantas da caatinga e frutos pouco conhecidos refere a ‘imprensa’;
da Região Nordeste foram elogiados por suas d) na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ está
propriedades alimentares = correta corretamente no plural por referir-se a ‘empresas’;
Em “e”: Profissionais dedicados e pesquisas constantes e) na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ deveria estar
precisam ser estimuladas (estimulados) para que se no singular por referir-se ao substantivo ‘conteúdo’.
avance na cura de algumas doenças.
Resposta: Letra D
3. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR 1. A democracia reclama um jornalismo vigoroso e
– CESGRANRIO-2018) A concordância do verbo independente.
destacado foi realizada de acordo com as exigências da 2. A agenda pública é determinada pela imprensa
norma-padrão da língua portuguesa em: tradicional.
3. Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de
a) Com a corrida desenfreada pelas versões mais atuais conteúdo independentes.
dos smartphones, evidenciou-se atitudes agressivas e Em “a”: os dois adjetivos da frase (1) referem-se,
violentas por parte dos usuários. respectivamente a ‘democracia’ e ‘jornalismo’;
b) Devido à utilização de estratégias de marketing, A democracia reclama um jornalismo vigoroso e
desenvolveu-se, entre os jovens, a ideia de que a independente = apenas a “jornalismo”
posse de novos aparelhos eletrônicos é garantia de Em “b”: os adjetivos da frase (1) deveriam estar no
sucesso. plural por referirem-se a dois substantivos;
c) É necessário que se envie a todas as escolas do país A democracia reclama um jornalismo vigoroso e
vídeos educacionais que permitam esclarecer os independente = a um substantivo (jornalismo)
jovens sobre o vício da tecnologia. Em “c”: na frase (2), a forma de particípio ‘determinada’
d) É preciso educar as novas gerações para que se reduza se refere a ‘imprensa’;
os comportamentos compulsivos relacionados ao uso A agenda pública é determinada pela imprensa
das novas tecnologias. tradicional = refere-se ao termo “agenda pública”
e) Nos países mais industrializados, comprovou-se Em “d”: na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ está
os danos psicológicos e o consumismo exagerado corretamente no plural por referir-se a ‘empresas’;
causados pelo vício da tecnologia. Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de
conteúdo independentes = correta
Resposta: Letra B Em “e”: na frase (3), o adjetivo ‘independentes’
Em “a”: Com a corrida desenfreada pelas versões mais deveria estar no singular por referir-se ao substantivo
atuais dos smartphones, evidenciou-se (evidenciaram- ‘conteúdo’ = incorreta (refere-se a “empresas”)
se) atitudes agressivas e violentas por parte dos usuários.
Em “b”: Devido à utilização de estratégias de marketing, 5. (MPU – ANALISTA DO MPU – CESPE-2015)
desenvolveu-se, entre os jovens, a ideia de que a posse de
novos aparelhos eletrônicos é garantia de sucesso = correta Texto I
Em “c”: É necessário que se envie (enviem) a todas as
escolas do país vídeos educacionais que permitam Na organização do poder político no Estado moderno,
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esclarecer os jovens sobre o vício da tecnologia. à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a
Em “d”: É preciso educar as novas gerações para que preservação da liberdade humana, de maneira a coibir a
se reduza (reduzam) os comportamentos compulsivos desordem do estado de natureza, que, em virtude do risco
relacionados ao uso das novas tecnologias. da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige
Em “e”: Nos países mais industrializados, comprovou-se a existência de um poder institucional. Mas a conquista
(comprovaram-se) os danos psicológicos e o consumismo da liberdade humana também reclama a distribuição do
exagerado causados pelo vício da tecnologia. poder em ramos diversos, com a disposição de meios

10
que assegurem o controle recíproco entre eles para o Resposta: Letra C
advento de um cenário de equilíbrio e harmonia nas Esses alunos que são usuários constantes de redes sociais
sociedades estatais. A concentração do poder em um só têm um risco 27% maior de desenvolver depressão
órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exercício Em: ( ) Caso os termos ‘Esses alunos’ fosse passado
da liberdade. É que, como observou Montesquieu, “todo para o singular, outras quatro palavras deveriam sofrer
homem que tem poder tende a abusar dele; ele vai até ajustes para fins de concordância.
onde encontra limites. Para que não se possa abusar do Esse aluno que é usuário constante de redes sociais
poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder tem um risco 27% maior de desenvolver depressão
limite o poder”. = (verdadeira = haveria quatro alterações)
Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza Em: ( ) Mais da metade dos alunos que usam redes
as esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se sociais podem ficar deprimidos.
concebia sua união nas mãos de um só ou, então, sua = falsa (o período em análise não nos transmite tal
separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma informação, apenas afirma que usuários constantes
de sistema coerente, as consequências de conceitos têm um risco 27% maior que os demais)
diversos”. Pensador francês do século XVIII, Montesquieu Em: ( ) O risco de alunos usuários de redes sociais
situa-se entre o racionalismo cartesiano e o empirismo desenvolverem depressão constante extrapola o
de origem baconiana, não abandonando o rigor das índice dos 27%.
certezas matemáticas em suas certezas morais. Porém, = Falsa (“depressão constante” altera o sentido do
refugindo às especulações metafísicas que, no plano da período)
idealidade, serviram aos filósofos do pacto social para a
explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade
civil, ele procurou ingressar no terreno dos fatos. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do
Ministério Público em função da proteção dos direitos
humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p.
18-9. Internet: www.teses.usp.br (com adaptações). REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL

A flexão plural em “eram identificadas” decorre da Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
concordância com o sujeito dessa forma verbal: “as que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um nome
esferas de abrangência dos poderes políticos”. (regência nominal) e seus complementos.

Regência Verbal = Termo Regente: VERBO


( ) CERTO ( ) ERRADO
A regência verbal estuda a relação que se estabelece
Resposta: Certo
entre os verbos e os termos que os complementam
(...) Até Montesquieu, não eram identificadas com (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam
clareza as esferas de abrangência dos poderes (adjuntos adverbiais). Há verbos que admitem mais
políticos = passando o período para a ordem direta de uma regência, o que corresponde à diversidade
(sujeito + verbo), temos: Até Montesquieu, as esferas de significados que estes verbos podem adquirir
de abrangência dos poderes políticos não eram dependendo do contexto em que forem empregados.
identificadas com clareza.
A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar,
6. (PC-RS – ESCRIVÃO e Inspetor de Polícia – contentar.
Fundatec-2018 - adaptada) Sobre a frase “Esses alunos A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar
que são usuários constantes de redes sociais têm um risco agrado ou prazer”, satisfazer.
27% maior de desenvolver depressão”, avalie as assertivas
que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas. Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
( ) Caso os termos ‘Esses alunos’ fosse passado para o “agradar a alguém”.
singular, outras quatro palavras deveriam sofrer ajustes
para fins de concordância. O conhecimento do uso adequado das preposições
( ) Mais da metade dos alunos que usam redes sociais é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência
podem ficar deprimidos. verbal (e também nominal). As preposições são capazes
( ) O risco de alunos usuários de redes sociais de modificar completamente o sentido daquilo que está
desenvolverem depressão constante extrapola o índice sendo dito.
dos 27%.
Cheguei ao metrô.
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A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de Cheguei no metrô.


cima para baixo, é:
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no
a) V – V – V.     b) F – V – F. segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado.
c) V – F – F.     d) F – F – V.
e) F – F – F. A voluntária distribuía leite às crianças.
A voluntária distribuía leite com as crianças.

11
Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi empregado C) Verbos Transitivos Indiretos
como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto Os verbos transitivos indiretos são complementados
(objeto indireto: às crianças); na segunda, como transitivo por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos
direto (objeto direto: crianças; com as crianças: adjunto exigem uma preposição para o estabelecimento da
adverbial). relação de regência. Os pronomes pessoais do caso
Para estudar a regência verbal, agruparemos os oblíquo de terceira pessoa que podem atuar como
verbos de acordo com sua transitividade. Esta, porém, objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para substituir
não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como
diferentes formas em frases distintas. complementos de verbos transitivos indiretos. Com os
objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se
A) Verbos Intransitivos pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela)
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes.
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
Consistir - Tem complemento introduzido pela
Chegar, Ir preposição “em”: A modernidade verdadeira consiste em
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos direitos iguais para todos.
adverbiais de lugar. Na língua culta, as preposições
usadas para indicar destino ou direção são: a, para. Obedecer e Desobedecer - Possuem seus
complementos introduzidos pela preposição “a”:
Fui ao teatro. Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Adjunto Adverbial de Lugar Eles desobedeceram às leis do trânsito.

Ricardo foi para a Espanha. Responder - Tem complemento introduzido pela


Adjunto Adverbial de Lugar preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para
indicar “a quem” ou “ao que” se responde.
Comparecer Respondi ao meu patrão.
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido Respondemos às perguntas.
por em ou a. Respondeu-lhe à altura.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
último jogo. Observação:
O verbo responder, apesar de transitivo indireto quando
B) Verbos Transitivos Diretos exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva analítica:
Os verbos transitivos diretos são complementados por O questionário foi respondido corretamente.
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
para o estabelecimento da relação de regência. Ao
empregar esses verbos, lembre-se de que os pronomes Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus
oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses complementos introduzidos pela preposição “com”.
pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após Antipatizo com aquela apresentadora.
formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, Simpatizo com os que condenam os políticos que
nas (após formas verbais terminadas em sons nasais), governam para uma minoria privilegiada.
enquanto lhe e lhes são, quando complementos verbais,
objetos indiretos. D) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
São verbos transitivos diretos, dentre outros:
abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, Os verbos transitivos diretos e indiretos são
acusar, admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, acompanhados de um objeto direto e um indireto. Merecem
auxiliar, castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar, destaque, nesse grupo: agradecer, perdoar e pagar. São
defender, eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e
prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, objeto indireto relacionado a pessoas.
ver, visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente Agradeço aos ouvintes a audiência.
como o verbo amar: Objeto Indireto Objeto Direto
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a. Paguei o débito ao cobrador.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Objeto Direto Objeto Indireto
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
LINGUA PORTUGUESA

Observação: com particular cuidado:


Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos Agradeci o presente. / Agradeci-o.
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
adnominais): Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.

12
Informar permitir a correta interpretação de passagens escritas,
Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto oferece possibilidades expressivas a quem fala ou
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. escreve. Dentre os principais, estão:
Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os Agradar
novos preços) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer
carinhos, acariciar, fazer as vontades de.
Na utilização de pronomes como complementos, veja Sempre agrada o filho quando.
as construções: Aquele comerciante agrada os clientes.
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou Agradar é transitivo indireto no sentido de causar
sobre eles) agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
introduzido pela preposição “a”.
Observação: O cantor não agradou aos presentes.
A mesma regência do verbo informar é usada para os O cantor não lhes agradou.
seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indireto:
Comparar O cantor desagradou à plateia.
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento Aspirar
indireto: Comparei seu comportamento ao (ou com o) de Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar
uma criança. (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)

Pedir Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar,


Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente ter como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor.
na forma de oração subordinada substantiva) e indireto (Aspirávamos a ele)
de pessoa.
Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, as
Pedi-lhe favores. formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são utilizadas,
Objeto Indireto Objeto Direto mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a ela(s)”. Veja o exemplo:
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva Assistir
Objetiva Direta Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar
assistência a, auxiliar.
A construção “pedir para”, muito comum na As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
linguagem cotidiana, deve ter emprego muito limitado As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
na língua culta. No entanto, é considerada correta
quando a palavra licença estiver subentendida. Assistir é transitivo indireto no sentido de ver,
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em presenciar, estar presente, caber, pertencer.
casa. Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz Essa lei assiste ao inquilino.
uma oração subordinada adverbial final reduzida de
infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa). No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é intransitivo,
sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar introduzido
Preferir pela preposição “em”: Assistimos numa conturbada cidade.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto
indireto introduzido pela preposição “a”: Chamar
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. Chamar é transitivo direto no sentido de convocar,
Prefiro trem a ônibus. solicitar a atenção ou a presença de.
Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá chamá-la.
Observação: Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
Na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado
sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere
prefixo existente no próprio verbo (pre). predicativo preposicionado ou não.
LINGUA PORTUGUESA

A torcida chamou o jogador mercenário.


Mudança de Transitividade - Mudança de A torcida chamou ao jogador mercenário.
Significado A torcida chamou o jogador de mercenário.
Há verbos que, de acordo com a mudança de A torcida chamou ao jogador de mercenário.
transitividade, apresentam mudança de significado. O
conhecimento das diferentes regências desses verbos é Chamar com o sentido de ter por nome é pronominal:
um recurso linguístico muito importante, pois além de Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.

13
Custar Querer
Custar é intransitivo no sentido de ter determinado Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter
valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial: vontade de, cobiçar.
Frutas e verduras não deveriam custar muito. Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma oração Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição,
reduzida de infinitivo. estimar, amar: Quero muito aos meus amigos.
Muito custa viver tão longe da família. Visar
Verbo Intransitivo Oração Subordinada Como transitivo direto, apresenta os sentidos de
           Substantiva Subjetiva mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
            Reduzida de Infinitivo O homem visou o alvo.
O gerente não quis visar o cheque.
Custou-me (a mim) crer nisso.
Objeto Indireto Oração Subordinada
No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como
            Substantiva Subjetiva
            Reduzida de Infinitivo objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
A Gramática Normativa condena as construções que Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por estar público.
pessoa: Custei para entender o problema.
= Forma correta: Custou-me entender o problema. Esquecer – Lembrar
Lembrar algo – esquecer algo
Implicar Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo
Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: (pronominal)
A) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
implicavam um firme propósito. No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja,
B) ter como consequência, trazer como consequência, exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o
acarretar, provocar: Uma ação implica reação. livro.
No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me,
Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São,
envolver: Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. portanto, transitivos indiretos:
Ele se esqueceu do caderno.
No sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo Eu me esqueci da chave.
indireto e rege com preposição “com”: Implicava com Eles se esqueceram da prova.
quem não trabalhasse arduamente. Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
Namorar Há uma construção em que a coisa esquecida ou
Sempre tansitivo direto: Luísa namora Carlos há dois anos. lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre
leve alteração de sentido. É uma construção muito rara
Obedecer - Desobedecer
na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la
Sempre transitivo indireto:
em textos clássicos tanto brasileiros como portugueses.
Todos obedeceram às regras.
Ninguém desobedece às leis. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção
várias vezes.
Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
“lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas. Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
Não lhe lembram os bons momentos da infância? (=
Proceder momentos é sujeito)
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter
cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa Simpatizar - Antipatizar
segunda acepção, vem sempre acompanhado de adjunto São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”:
adverbial de modo. Não simpatizei com os jurados.
As afirmações da testemunha procediam, não havia Simpatizei com os alunos.
como refutá-las.
Você procede muito mal. Importante:
LINGUA PORTUGUESA

A norma culta exige que os verbos e expressões que


Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a dão ideia de movimento sejam usados com a preposição
preposição “de”) e fazer, executar (rege complemento “a”:
introduzido pela preposição “a”) é transitivo indireto. Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
O avião procede de Maceió. Cláudia desceu ao segundo andar.
Procedeu-se aos exames. Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.
O delegado procederá ao inquérito.

14
Regência Nominal

É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse
nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em
conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de
um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os
nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.

Se uma oração completar o sentido de um nome, ou seja, exercer a função de complemento nominal, ela será
completiva nominal (subordinada substantiva).

Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por
Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Observação:
Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar - Português linguagens: volume 3. – 7.ª ed. Reform. – São
LINGUA PORTUGUESA

Paulo: Saraiva, 2010.


SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php>

15
Resposta: Letra C
Em “a”: Podemos esperar para um futuro melhor = po-
EXERCÍCIOS COMENTADOS demos esperar o quê?
Em “b”: Podemos esperar com um futuro melhor = po-
1. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – CES- demos esperar o quê?
GRANRIO-2018) Em “c”: Podemos esperar um futuro melhor = correta
Em “d”: Podemos esperar porquanto um futuro me-
O ano da esperança lhor = sentido de “porque”
Em “e”: Podemos esperar todavia um futuro melhor =
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos conjunção adversativa (ideia contrária à apresentada
desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás anteriormente)
do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de A única frase correta – e coerente - é podemos esperar
amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o dinhei- um futuro melhor.
ro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a
consciência de que era uma doação. A situação foi pio- 2. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES-
rando. Os argumentos também. No início era para pagar GRANRIO-2018) Considere a seguinte frase: “Os lança-
a escola do filho. Depois vieram as mães e avós doentes. mentos tecnológicos a que o autor se refere podem re-
Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso. Ajudava sultar em comportamentos impulsivos nos consumidores
um rapaz, que não conheço pessoalmente. Mas que so- desses produtos”. A utilização da preposição destacada
freu um acidente e não tinha como pagar a fisioterapia. a é obrigatória para atender às exigências da regência
Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas internações, do verbo “referir-se”, de acordo com a norma-padrão da
remédios. A situação piorando, eu já estava encomen- língua portuguesa. É também obrigatório o uso de uma
dando missa de sétimo dia. Falei com um amigo médico, preposição antecedendo o pronome que destacado em:
no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso gratuitamen-
te. Surpresa! O doente não aparecia para a consulta. Até a) Os consumidores, ao adquirirem um produto que qua-
que o coloquei contra a parede. Ou se consultava ou eu se ninguém possui, recém-lançado no mercado, pas-
não ajudava mais. sam a ter uma sensação de superioridade.
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita b) Muitos aparelhos difundidos no mercado nem sempre
de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca co- trazem novidades que justifiquem seu preço elevado
nheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído em relação ao modelo anterior.
na história. Só que esse rapaz havia perdido o emprego c) O estudo de mapeamento cerebral que o pesquisador
após o suposto acidente. Foi por isso que me deixei en- realizou foi importante para mostrar que o vício em
ganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde também novidades tecnológicas cresce cada vez mais.
a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas d) O hormônio chamado dopamina é responsável por
buscam vagas nos mercados em expansão. Se a indústria causar sensações de prazer que levam as pessoas a se
automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar. sentirem recompensadas.
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos e) As pessoas, na maioria das vezes, gastam muito mais
aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir. do que o seu orçamento permite em aparelhos que
Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de elas não necessitam.
velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova cons-
ciência para votar. Como? Num mundo em que as notícias Resposta: Letra E
são plantadas pela internet, em que muitos sites servem Em “a”: Os consumidores, ao adquirirem um produto
a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram cada his- que (= o qual) quase ninguém possui, recém-lançado
tória a meu respeito que nem sei o que dizer. Já inventa- no mercado, passam a ter uma sensação de superio-
ram casos de amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. ridade.
Depois todo mundo me pergunta por que isso ou aquilo Em “b”: Muitos aparelhos difundidos no mercado nem
não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Respondo: — sempre trazem novidades que (= as quais) justifiquem
Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet. seu preço elevado em relação ao modelo anterior.
Duvidam. Acham que estou mentindo. Em “c”: O estudo de mapeamento cerebral que (= o
CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez. qual) o pesquisador realizou foi importante para mos-
2017, p.97. Adaptado. trar que o vício em novidades tecnológicas cresce
cada vez mais.
Considere o trecho “Podemos esperar por um futuro me- Em “d”: O hormônio chamado dopamina é responsá-
lhor”. Respeitando-se as regras da norma-padrão e con- vel por causar sensações de prazer que (= as quais)
servando-se o conteúdo informacional, o trecho acima levam as pessoas a se sentirem recompensadas.
LINGUA PORTUGUESA

está corretamente reescrito em: Em “e”: As pessoas, na maioria das vezes, gastam mui-
to mais do que o seu orçamento permite em apare-
a) Podemos esperar para um futuro melhor lhos de que (= das quais) elas não necessitam.
b) Podemos esperar com um futuro melhor
c) Podemos esperar um futuro melhor
d) Podemos esperar porquanto um futuro melhor
e) Podemos esperar todavia um futuro melhor

16
3. (MPU – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE-2010) d) … e ausência de candidatos para concorrê-las.
A pobreza é um dos fatores mais comumente responsáveis e) … e ausência de candidatos para lhes concorrer.
pelo baixo nível de desenvolvimento humano e pela origem
de uma série de mazelas, algumas das quais proibidas por lei Resposta: Letra A
ou consideradas crimes. É o caso do trabalho infantil. A chaga Vamos por exclusão: “à elas” está errada, já que não te-
encontra terreno fértil nas sociedades subdesenvolvidas, mas mos acento indicativo de crase antes de pronome pes-
também viceja onde o capitalismo, em seu ambiente mais soal; quando temos um verbo no infinitivo, podemos
selvagem, obriga crianças e adolescentes a participarem do usar a construção: verbo + preposição + pronome pes-
processo de produção. Foi assim na Revolução Industrial de soal. Por exemplo: Dar a eles (ao invés de “dar-lhes”).
ontem e nas economias ditas avançadas. E ainda é, nos dias
de hoje, nas manufaturas da Ásia ou em diversas regiões do
COLOCAÇÃO PRONOMINAL DOS
Brasil. Enquanto, entre as nações ricas, o trabalho infantil foi
minimizado, já que nunca se pode dizer erradicado, ele con- PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS (PRÓCLISE,
tinua sendo grave problema nos países mais pobres. MESÓCLISE E ÊNCLISE)
Jornal do Brasil, Editorial, 1.º/7/2010 (com adaptações).

O emprego de preposição em “a participarem” é exigido COLOCAÇÃO PRONOMINAL


pela regência da forma verbal “obriga”.

( ) CERTO ( ) ERRADO Colocação Pronominal trata da correta colocação dos


pronomes oblíquos átonos na frase.

Resposta: Certo
(...) o capitalismo, em seu ambiente mais selvagem, obriga #FicaDica
crianças e adolescentes a participarem = quem obriga,
obriga alguém (crianças e adolescentes – objeto direto) a Pronome Oblíquo é aquele que exerce a
algo (a participarem – objeto indireto: com preposição – função de complemento verbal (objeto).
no caso, uma oração com a função de objeto indireto). Por isso, memorize:
OBlíquo = OBjeto!
4. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2013)
Considerando as regras de regência verbal, assinale a al- Embora na linguagem falada a colocação dos prono-
ternativa correta. mes não seja rigorosamente seguida, algumas normas
devem ser observadas na linguagem escrita.
a) Ao ver a quantidade excessiva de prateleiras, o amigo
comentou de que o livro estava acabando.
b) Enquanto seu amigo continua encomendando livros Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo.
de papel, o autor aderiu o livro digital. A próclise é usada:
c) Álvaro convenceu-se de que o melhor a fazer seria sair
para jantar.
d) As estantes que o autor aludiu foram projetadas para Quando o verbo estiver precedido de palavras que
armazenar livros e CDs. atraem o pronome para antes do verbo. São elas
e) O único detalhe do apartamento que o amigo se ateve :
foi o número de estantes. A) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém,
jamais, etc.: Não se desespere!
B) Advérbios: Agora se negam a depor.
Resposta: Letra C C) Conjunções subordinativas: Espero que me expli-
Em “a”: Ao ver a quantidade excessiva de prateleiras, o quem tudo!
amigo comentou de (X) que = comentou que D) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se
Em “b”: Enquanto seu amigo continua encomendando esforçou.
livros de papel, o autor aderiu o = aderiu ao E) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a oportunidade.
Em “c”: Álvaro convenceu-se de que o melhor a fazer F) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito.
seria sair para jantar = correta
Em “d”: As estantes que o autor aludiu = às quais/a que
Em “e”: O único detalhe do apartamento que o amigo  Orações iniciadas por palavras interrogativas:
se ateve = ao qual/ a que Quem lhe disse isso?
 Orações iniciadas por palavras exclamativas:
5. (TJ-SP – ADVOGADO - VUNESP/2013 - ADAPTADA)
LINGUA PORTUGUESA

Quanto se ofendem!
Na passagem – ... e ausência de candidatos para preen-
chê-las. –, substituindo-se o verbo preencher por concor-  Orações que exprimem desejo (orações optativas):
rer e atendendo-se à norma-padrão, obtém-se: Que Deus o ajude.

a) … e ausência de candidatos para concorrer a elas.  A próclise é obrigatória quando se utiliza o


b) … e ausência de candidatos para concorrer à elas. pronome reto ou sujeito expresso: Eu lhe entrega-
c) … e ausência de candidatos para concorrer-lhes. rei o material amanhã. / Tu sabes cantar?

17
Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do Emprego de o, a, os, as
verbo. A mesóclise é usada:

 Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral,


Quando o verbo estiver no futuro do presente ou fu-
os pronomes: o, a, os, as não se alteram.
turo do pretérito, contanto que esses verbos não estejam
precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos: Chame-o agora.
Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em
prol da paz no mundo. Deixei-a mais tranquila.
Repare que o pronome está “no meio” do verbo “reali-  Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoan-
zará”: realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma pa- tes finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos:
lavra que justificasse o uso da próclise, esta prevaleceria.
Veja: Não se realizará... (Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.
Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia (Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.
nessa viagem.
(com presença de palavra que justifique o uso de pró-  Em verbos terminados em ditongos nasais (am,
clise: Não fossem os meus compromissos, EU te acompa- em, ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se
nharia nessa viagem). para no, na, nos, nas.
Chamem-no agora.
Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo.
A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não Põe-na sobre a mesa.
forem possíveis:
 Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo:
Quando eu avisar, silenciem-se todos.
#FicaDica
Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal: Não
era minha intenção machucá-la. Dica da Zê!
 Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que
se inicia período com pronome oblíquo). significa “antes”! Pronome antes do verbo!
Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/
Vou-me embora agora mesmo. (end, em Inglês – que significa “fim, final!).
Levanto-me às 6h. Pronome depois do verbo!
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do
 Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo verbo
no concurso, mudo-me hoje mesmo!
 Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a
proposta fazendo-se de desentendida. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática comple-
ta Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Colocação pronominal nas locuções verbais CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Cochar - Português linguagens: volume 3 – 7.ª ed. Reform.
– São Paulo: Saraiva, 2010.
 Após verbo no particípio = pronome depois do
verbo auxiliar (e não depois do particípio):
Tenho me deliciado com a leitura! SITE

Eu tenho me deliciado com a leitura! Disponível em: http://www.portugues.com.br/


gramatica/colocacao-pronominal-.html
Eu me tenho deliciado com a leitura!
 Não convém usar hífen nos tempos compostos e
nas locuções verbais: EXERCÍCIOS COMENTADOS

Vamos nos unir!


Iremos nos manifestar.
LINGUA PORTUGUESA

 Quando há um fator para próclise nos tempos com-


postos ou locuções verbais: opção pelo uso do pro-
nome oblíquo “solto” entre os verbos = Não vamos
nos preocupar (e não: “não nos vamos preocupar”).

18
2. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES-
GRANRIO-2018) Segundo as exigências da norma-
EXERCÍCIO COMENTADO -padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi
utilizado na posição correta em:
1. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – CES-
GRANRIO-2018)
a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se
para combater a disseminação de notícias falsas nas
O ano da esperança redes sociais.
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sem-
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos pre deve-se ter em mente que o problema de divulga-
desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás do ção de notícias falsas é grave e muito atual.
outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de amizade. c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se
Como afirmou Shakespeare, perde-se o dinheiro e o ami- um sentimento generalizado de reprovação à prática
go. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a consciência de divulgação de inverdades.
de que era uma doação. A situação foi piorando. Os argu- d) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Ale-
mentos também. No início era para pagar a escola do filho. manha não aplica-se aos sites e redes sociais com me-
Depois vieram as mães e avós doentes. Lamentavelmente, nos de 2 milhões de membros.
aprendi a não ser generoso. Ajudava um rapaz, que não co- e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais
nheço pessoalmente. Mas que sofreu um acidente e não eficaz para que adote-se a conduta correta em relação
tinha como pagar a fisioterapia. Comecei pagando a físio. à reputação das celebridades.
Vieram sucessivas internações, remédios. A situação pioran-
do, eu já estava encomendando missa de sétimo dia. Falei
com um amigo médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tra- 3. (ALERJ-RJ – ESPECIALISTA LEGISLATIVO – ARQUI-
tar o caso gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia TETURA – FGV-2017-ADAPTADA) Se substituíssemos
para a consulta. Até que o coloquei contra a parede. Ou se os complementos dos verbos abaixo por pronomes pes-
consultava ou eu não ajudava mais. soais oblíquos enclíticos, a única forma INADEQUADA
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita seria:
de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca co-
nheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído a) impregna a vida cotidiana / impregna-a;
na história. Só que esse rapaz havia perdido o emprego b) entender os debates / entendê-los;
após o suposto acidente. Foi por isso que me deixei en- c) ganha destaque / ganha-o;
ganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde também d) supõe um conhecimento / supõe-lo;
a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas e) marcaram sua história / marcaram-na.
buscam vagas nos mercados em expansão. Se a indústria
automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar.
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos 4. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL –
aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir. VUNESP-2014) Considerando-se o uso do pronome e
Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de a colocação pronominal, a expressão em destaque no
velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova cons- trecho – ... que cercam o sentido da existência huma-
ciência para votar. Como? Num mundo em que as notícias na... – está corretamente substituída pelo pronome, de
são plantadas pela internet, em que muitos sites servem acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, na
a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram cada his- alternativa:
tória a meu respeito que nem sei o que dizer. Já inventa-
ram casos de amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. a) ... que cercam-lo...
Depois todo mundo me pergunta por que isso ou aquilo b) ... que cercam-no...
não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Respondo: — c)... que o cercam...
Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet. d) ... que lhe cercam...
Duvidam. Acham que estou mentindo. e) ... que cercam-lhe...

CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25


dez. 2017, p.97. Adaptado. 5. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2014)
Considerando apenas as regras de regência e de coloca-
ção pronominal da norma-padrão da língua portuguesa,
a expressão destacada em – Ainda assim, 60% afirmam
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação
que raramente ou nunca têm informações sobre o im-
do pronome átono em destaque está de acordo com a
pacto ambiental do produto ou do comportamento da
LINGUA PORTUGUESA

norma-padrão da língua portuguesa. O mesmo ocorre


empresa. – pode ser corretamente substituída por
em:

a) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo. a) ... nunca informam-se sob o impacto...
b) Perderia-se o dinheiro e o amigo. b)... nunca se informam o impacto...
c) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se. c) ... nunca informam-se ao impacto...
d) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo. d) ... nunca se informam do impacto...
e) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz. e)... nunca informam-se no impacto...

19
6. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL – 5. Resposta: Letra D
VUNESP-2013) Considerando a substituição da expres- Por eliminação: o advérbio “nunca” atrai o pronome,
são em destaque por um pronome e as normas da co- teremos próclise (nunca se). Ficamos com B e D. Agora
locação pronominal, a oração – … que abrem a cabeça vamos ao verbo: quem se informa, informa-se sobre
… – equivale, na norma-padrão da língua, a: algo = precisa de preposição. A alternativa que tem
preposição presente é a D (do = de+o). Teremos: nun-
ca se informam do impacto.
a) que abrem-a.
b) que abrem-na.
c) que a abrem.
6.Rsposta: Letra C
d) que lhe abrem.
Primeiramente: o “que” atrai o pronome oblíquo, então
e) que abrem-lhe.
teremos que + pronome. Resta-nos identificar se o pro-
nome é objeto direto (a) ou indireto (lhe). Voltemos ao
COMENTÁRIOS verbo: abrir. Quem abre, abre algo... abre o quê? Sem
preposição! Portanto: objeto direto = que a abrem.

1. Resposta:Letra A
Em “a”: Não se perde = correta (advérbio atrai o pro- EMPREGO DOS SINAIS INDICATIVOS DE
nome = próclise) PONTUAÇÃO: VÍRGULA, PONTO, PONTO
Em “b”: Perderia-se = verbo no futuro do pretérito: E VÍRGULA, DOIS-PONTOS, RETICÊNCIAS,
perder-se-ia (mesóclise) ASPAS, TRAVESSÃO E PARÊNTESES)
Em “c”: O dinheiro e o amigo tinham perdido-se = ti-
nham se perdido
Em “d”: Se perdeu = não se inicia período com prono-
me oblíquo/partícula apassivadora (Perdeu-se) PONTUAÇÃO
Em “e”: Se o amigo que perdeu-se = o “que” atrai o
pronome (próclise): que se perdeu Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
servem para compor a coesão e a coerência textual, além
de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas.
2. Resposta:Letra C Um texto escrito adquire diferentes significados quando
Em “a”: Os jornais noticiaram que alguns países mobi- pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação
lizam-se = se mobilizam depende, em certos momentos, da intenção do autor do
Em “b”: Para criar leis eficientes no combate aos boa- discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamente
tos, sempre deve-se = sempre se deve relacionados ao contexto e ao interlocutor.
Em “c”: Entre os numerosos usuários da internet, cons-
tata-se um sentimento = correta Principais funções dos sinais de pontuação
Em “d”: Uma nova lei contra as fake news promulgada
na Alemanha não aplica-se = não se aplica A) Ponto (.)
Em “e”: Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo
mais eficaz para que adote-se = que se adote • Indica o término do discurso ou de parte dele,
encerrando o período.

3. Resposta: Letra D • Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia.


Em “a”: impregna a vida cotidiana / impregna-a = correta (Companhia). Se a palavra abreviada aparecer em
Em “b”: entender os debates / entendê-los = correta final de período, este não receberá outro ponto;
Em “c”: ganha destaque / ganha-o = correta neste caso, o ponto de abreviatura marca, também,
Em “d”: supõe um conhecimento / supõe-lo = supõe-no o fim de período. Exemplo: Estudei português,
Em “e”: marcaram sua história / marcaram-na = correta matemárica, constitucional, etc. (e não “etc..”)

4. Resposta: Letra C • Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do


Correções à frente: ponto, assim como após o nome do autor de uma
Em “a”: que cercam-lo = o “que” atrai o pronome (que citação:
o cercam) Haverá eleições em outubro
Em “b”: que cercam-no = que o cercam (“no” está cor- O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napoleão
Mendes de Almeida) (ou: Almeida.)
LINGUA PORTUGUESA

reta – caso não tivéssemos o “que”, pois, devido a sua


presença, teremos próclise, não ênclise)
Em “c”: que o cercam = correta • Os números que identificam o ano não utilizam pon-
Em “d”: que lhe cercam = a posição está correta, mas o pro- to nem devem ter espaço a separá-los, bem como
nome está errado (“lhe” é para objeto indireto = a ele/ela) os números de CEP: 1975, 2014, 2006, 17600-250.
Em “e”: que cercam-lhe = que o cercam
B) Ponto e Vírgula (;)

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• Separa várias partes do discurso, que têm a mesma 1. Entre sujeito e predicado:
importância: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; Todos os alunos da sala foram advertidos.
os ricos dão pelo pão a fazenda; os de espíritos Sujeito predicado
generosos dão pelo pão a vida; os de nenhum
espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA) 2. Entre o verbo e seus objetos:
O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
• Separa partes de frases que já estão separadas V.T.D.I. O.D. O.I.
por vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor;
outros, montanhas, frio e cobertor. Usa-se a vírgula:

• Separa itens de uma enumeração, exposição de 1. Para marcar intercalação:


motivos, decreto de lei, etc. A) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua
Ir ao supermercado; abundância, vem caindo de preço.
Pegar as crianças na escola; B) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos.
Caminhada na praia; Estão produzindo, todavia, altas quantidades de
Reunião com amigos. alimentos.
C) das expressões explicativas ou corretivas: As
C) Dois pontos (:) indústrias não querem abrir mão de suas vantagens,
isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.
• Antes de uma citação = Vejamos como Afrânio
Coutinho trata este assunto: 2. Para marcar inversão:
• Antes de um aposto = Três coisas não me agradam: A) do adjunto adverbial (colocado no início da
chuva pela manhã, frio à tarde e calor à noite. oração): Depois das sete horas, todo o comércio está
• Antes de uma explicação ou esclarecimento: Lá de portas fechadas.
estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, B) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
vivendo a rotina de sempre. pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
C) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
• Em frases de estilo direto maio de 1982.
Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão? 3. Para separar entre si elementos coordenados
(dispostos em enumeração):
D) Ponto de Exclamação (!) Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
• Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera,
susto, súplica, etc.: Sim! Claro que eu quero me 4. Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós
casar com você! queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

• Depois de interjeições ou vocativos 5. Para isolar:


Ai! Que susto! A) o aposto: São Paulo, considerada a metrópole
João! Há quanto tempo! brasileira, possui um trânsito caótico.
B) o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
E) Ponto de Interrogação (?)
Observações:
Considerando-se que “etc.” é abreviatura da
• Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
expressão latina et coetera, que significa “e outras coisas”,
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur seria dispensável o emprego da vírgula antes dele.
Azevedo) Porém, o acordo ortográfico em vigor no Brasil exige
que empreguemos etc. predecido de vírgula: Falamos de
F) Reticências (...) política, futebol, lazer, etc.
As perguntas que denotam surpresa podem ter
• Indica que palavras foram suprimidas: Comprei lápis, combinados o ponto de interrogação e o de exclamação:
canetas, cadernos... Você falou isso para ela?!
• Indica interrupção violenta da frase: “- Não... quero
dizer... é verdad... Ah!” Temos, ainda, sinais distintivos:
• Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este • a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014),
mal... pega doutor? separação de siglas (IOF/UPC);
• Indica que o sentido vai além do que foi dito: Deixa, • os colchetes ([ ]) = usados em transcrições
LINGUA PORTUGUESA

depois, o coração falar... feitas pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como
primeira opção aos parênteses, principalmente na
G) Vírgula (,) matemática;
• o asterisco (*) = usado para remeter o leitor a uma
Não se usa vírgula nota de rodapé ou no fim do livro, para substituir
Separando termos que, do ponto de vista sintático, um nome que não se quer mencionar.
ligam-se diretamente entre si:

21
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Arquitetados de início em sistemas políticos fechados
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza (na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália fascista
Cochar - Português linguagens: volume 3. – 7.ª ed. Reform. de Mussolini), e desde então cultivados por obsoletos
– São Paulo: Saraiva, 2010. programas socialdemocratas, são hoje armas de
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa destruição em massa de empregos locais em meio à
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. competição global. Reduzem a competitividade das
empresas, fabricam desigualdades sociais, dissipam em
SITE consumo corrente a poupança compulsória dos encargos
Disponível em: http://www.infoescola.com/ recolhidos, derrubam o crescimento da economia e
portugues/pontuacao/ solapam o valor futuro das aposentadorias”. (adaptado)
Disponível em: http://www.brasilescola.com/
gramatica/uso-da-virgula.htm No texto 1, os termos inseridos nos parênteses – na
Alemanha imperial de Bismarck e na Itália fascista de
Mussolini – têm a finalidade textual de:
EXERCÍCIOS COMENTADOS a) enumerar os sistemas políticos fechados do passado;
b) destacar os sistemas onde se originaram os regimes
1. (BANPARÁ – ASSISTENTE SOCIAL – FADESP-2018) trabalhista e previdenciário;
O enunciado em que a vírgula foi empregada em c) criticar o atraso político de alguns sistemas da História;
desacordo com as regras de pontuação é d) condenar nossos regimes trabalhista e previdenciário
por serem muito antigos;
a) Como esse metal é limitado, isso garantia que a e) exemplificar alguns dos nossos erros do passado.
produção de dinheiro fosse também limitada.
b) Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o padrão- Resposta: Letra B
ouro. Arquitetados de início em sistemas políticos fechados
c) Praticamente todo o dinheiro que existe no mundo (na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália
é criado assim, inventado em canetaços a partir da fascista de Mussolini) = os termos entre parênteses
concessão de empréstimos. servem para se referir aos sistemas políticos fechados,
d) Assim, o sistema monetário atual funciona com uma exemplificando-os.
moeda que é ao mesmo tempo escassa e abundante. Em “a”, enumerar os sistemas políticos fechados do
e) Escassa porque só banqueiros podem criá-la, e passado = incorreta
abundante porque é gerada pela simples manipulação Em “b”, destacar os sistemas onde se originaram os
de bancos de dados. regimes trabalhista e previdenciário = correta
Em “c”, criticar o atraso político de alguns sistemas da
Resposta: Letra E
História = incorreta
O enunciado pede a alternativa em desacordo:
Em “d”, condenar nossos regimes trabalhista e
Em “a”, Como esse metal é limitado, isso garantia
previdenciário por serem muito antigos = incorreta
que a produção de dinheiro fosse também limitada
Em “e”, exemplificar alguns dos nossos erros do
= correta
passado = incorreta
Em “b”, Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o
padrão-ouro = correta
Em “c”, Praticamente todo o dinheiro que existe no 3. (BADESC – ANALISTA DE SISTEMA – BANCO DE
mundo é criado assim, inventado em canetaços a DADOS – FGV-2010) Assinale a alternativa em que a
partir da concessão de empréstimos = correta vírgula está corretamente empregada.
Em “d”, Assim, o sistema monetário atual funciona
com uma moeda que é ao mesmo tempo escassa e a) O jeitinho, essa instituição tipicamente brasileira pode
abundante = correta ser considerado, sem dúvida, um desvio de caráter.
Em “e”, Escassa porque só banqueiros podem criá- b) Apareciam novos problemas, e o funcionário embora
la, (X) e abundante porque é gerada pela simples competente, nem sempre conseguia resolvê-los.
manipulação de bancos de dados = incorreta - a c) Ainda que os níveis de educação estivessem avançando,
vírgula pode ser utilizada antes da conjunção “e”, o sentimento geral, às vezes, era de frustração.
desde que haja mudança de sujeito, por exemplo (o d) É claro, que se fôssemos levar a lei ao pé da letra,
que não acontece na questão) muitos sofreriam sanções diariamente.
e) O tempo não para as transformações sociais são urgentes
2. (BANESTES – ANALISTA ECONÔMICO FINANCEIRO mas há quem não perceba esse fato, que é evidente.
GESTÃO CONTÁBIL – FGV-2018)
Resposta: Letra C
LINGUA PORTUGUESA

Texto 1 Indiquei com (X) os lugares inadequados e acrescentei


a pontuação que faltou:
Em artigo publicado no jornal carioca O Globo, 19/3/2018, Em “a”, O jeitinho, essa instituição tipicamente
com o nome Erros do passado, o articulista Paulo brasileira , pode ser considerado, sem dúvida, um
Guedes escreve o seguinte: “Os regimes trabalhista e desvio de caráter.
previdenciário brasileiros são politicamente anacrônicos, Em “b”, Apareciam novos problemas , (X) e o funcionário
economicamente desastrosos e socialmente perversos. embora competente, nem sempre conseguia resolvê-los.

22
Em “c”, Ainda que os níveis de educação estivessem 5. (PC-SP - Investigador de Polícia – Vunesp-2014)
avançando, o sentimento geral, às vezes, era de
frustração.= correta
Em “d”, É claro , (X) que se fôssemos levar a lei ao pé da
letra, muitos sofreriam sanções diariamente.
Em “e”, O tempo não para , as transformações sociais
são urgentes , mas há quem não perceba esse fato,
que é evidente.

4. (BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO –


(Folha de S.Paulo, 03.01.2014. Adaptado)
CESGRANRIO-2018) De acordo com a norma-padrão
da língua portuguesa, a pontuação está corretamente
De acordo com a norma-padrão, no primeiro quadrinho,
empregada em:
na fala de Hagar, deve ser utilizada uma vírgula,
obrigatoriamente,
a) O conjunto de preocupações e ações efetivas, quando
atendem, de forma voluntária, aos funcionários e
a) antes da palavra “olho”.
à comunidade em geral, pode ser definido como
b) antes da palavra “e”.
responsabilidade social.
c) depois da palavra “evitar”.
b) As empresas que optam por encampar a prática da
d) antes da palavra “evitar”.
responsabilidade social, beneficiam-se de conseguir
e) depois da palavra “e”.
uma melhor imagem no mercado.
c) A noção de responsabilidade social foi muito utilizada
Resposta: Letra C
em campanhas publicitárias: por isso, as empresas
“Não posso evitar doutor” = no diálogo, Hagar fala com
precisam relacionar-se melhor, com a sociedade.
o doutor (vocativo); portanto, presença obrigatória de
d) A responsabilidade social explora um leque abrangente
vírgula após o verbo “evitar”.
de beneficiários, envolvendo assim: a qualidade de
vida o bem-estar dos trabalhadores, a redução de
6. (TJ-RS – JUIZ DE DIREITO – SUBSTITUTO –
impactos negativos, no meio ambiente.
VUNESP-2018) No trecho do primeiro parágrafo
e) Alguns críticos da responsabilidade social defendem
do texto – Nas escolas da Catalunha, a separação da
a ideia de que: o objetivo das empresas é o lucro e
Espanha tem apoio maciço. É uma situação que contrasta
a geração de empregos não a preocupação com a
com outros lugares de Barcelona, uma cidade que vive
sociedade como um todo.
hoje em duas dimensões. De um lado, há a Barcelona
dos turistas, que se cotovelam nos pontos turísticos da
Resposta: Letra A
cidade, … –, empregam-se as vírgulas para separar as
Assinalei com (X) as inadequações e destaquei as
expressões destacadas porque elas
inclusões:
Em “a”: O conjunto de preocupações e ações efetivas,
a) acrescem às informações precedentes comentários
quando atendem, de forma voluntária, aos funcionários
que lhes ampliam o sentido.
e à comunidade em geral, pode ser definido como
b) sintetizam as ideias centrais das informações
responsabilidade social = correta
precedentes.
Em “b”: As empresas que optam por encampar a
c) apresentam informações que se opõem às informações
prática da responsabilidade social, (X) beneficiam-se
precedentes.
de conseguir uma melhor imagem no mercado.
d) retificam as informações precedentes, dando-lhes o
Em “c”: A noção de responsabilidade social foi muito
correto matiz semântico.
utilizada em campanhas publicitárias: (X) ; por isso, as
e) estabelecem certas restrições de sentido às informações
empresas precisam relacionar-se melhor, (X) com a
precedentes.
sociedade.
Em “d”: A responsabilidade social explora um leque
Resposta: Letra A
abrangente de beneficiários, envolvendo , assim: (X) ,
É uma situação que contrasta com outros lugares
a qualidade de vida , o bem-estar dos trabalhadores,
de Barcelona, uma cidade que vive hoje em duas
(X) e a redução de impactos negativos, (X) no meio
dimensões. De um lado, há a Barcelona dos turistas,
ambiente.
que se cotovelam nos pontos turísticos da cidade
Em “e”: Alguns críticos da responsabilidade social
Os períodos destacados acrescentam informações aos
defendem a ideia de que: (X) o objetivo das empresas é
termos citados anteriormente.
LINGUA PORTUGUESA

o lucro e a geração de empregos , não a preocupação


com a sociedade como um todo.

23
A opção que apresenta vícios de linguagem é:
HORA DE PRATICAR! a) I e III.
b) I, II e IV.
1. (MAPA – Auditor Fiscal Federal Agropecuário – Médico c) II e IV.
Veterinário – Superior – ESAF – 2017) Assinale a opção que d) I, III, IV e V.
apresenta desvio de grafia da palavra. e) III, IV e V.
A acupuntura é uma terapia da medicina tradicional chine-
sa que favorece a regularização dos processos fisiológicos 4. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014)
do corpo, no sentido de promover ou recuperar o estado De acordo com a nova ortografia, assinale o item em que
natural de saúde e equilíbrio. Pode ser usada preventiva- todas as palavras estão corretas:
mente (1) para evitar o desenvolvimento de doenças, como
terapia curativa no caso de a doença estar instalada ou a) autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial.
como método paliativo (2) em casos de doenças crônicas de b) supracitado – semi-novo – telesserviço.
difícil tratamento. Tem também uma ação importante na c) ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som.
medicina rejenerativa (3) e na reabilitação. O tratamento d) contrarregra – autopista – semi-aberto.
de acupuntura consiste na introdução de agulhas filiformes e) contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor.
no corpo dos animais. Em geral são deixadas cerca de 15 a
20 minutos. A colocação das agulhas não é dolorosa para
os animais e é possível observar durante os tratamentos di- 5. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014) O
ferentes reações fisiológicas (4), indicadoras de que o trata- uso correto do porquê está na opção:
mento está atingindo o efeito terapêutico (5) desejado.
Disponível: http://www.veterinariaholistica.net/ a) Por quê o homem destrói a natureza?
acupuntura-fitoterapia-e-homeopatia.html/. Acesso b) Ela chorou por que a humilharam.
em 28/11/2017. (Com adaptações) c) Você continua implicando comigo porque sou pobre?
d) Ninguém sabe o por quê daquele gesto.
a) (1) e) Ela me fez isso, porquê?
b) (2)
c) (3) 6. (TJ-PA – Médico Psiquiatra – Superior – VUNESP –
d) (4) 2014)
e) (5)

2. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário – Área Ad-


ministrativa – Médio – FCC – 2017) Respeitando-se as nor- Assinale a alternativa que completa, correta e respec-
mas de redação do Manual da Presidência da República, a tivamente, as lacunas, de acordo com a norma-padrão
frase correta é: da língua portuguesa, considerando que o termo que
preenche a terceira lacuna é empregado para indicar que
a) Solicito a Vossa Senhoria que verifique a possibilidade um evento está prestes a acontecer
de implementação de projeto de treinamento de pes-
soal para operar os novos equipamentos gráficos a se- a) anúncio ... A ... Iminente.
rem instalados em seu setor. b) anuncio ... À ... Iminente.
b) Venho perguntar-lhe, por meio desta, sobre a data em que c) anúncio ... À ... Iminente.
Vossa Excelência pretende nomear vosso representante d) anúncio ... A ... Eminente.
na Comissão Organizadora. e) anuncio ... À ... Eminente.
c) Digníssimo Senhor: eu venho por esse comunicado, infor-
mar, que será organizado seminário, sobre o uso eficiente 7. (CEFET-RJ – REVISOR DE TEXTOS – CESGRANRIO
de recursos hídricos, em data ainda a ser definida. – 2014) Observe a grafia das palavras do trecho a seguir.
d) Haja visto que o projeto anexo contribue para o desenvol- A macro-história da humanidade mostra que todos en-
vimento do setor em questão, informamos, por meio deste caram os relatos pessoais como uma forma de se man-
Ofício, que será amplamente analisado por especialistas. terem vivos. Desde a idade do domínio do fogo até a era
e) Neste momento, conforme solicitação enviada à Vossa Se- das multicomunicações, os homens tem demonstrado que
nhoria anexo, não se deve adotar medidas que possam querem pôr sua marca no mundo porque se sentem su-
com- prometer vossa realização do projeto mencionado. periores.
A palavra que NÃO está grafada corretamente é
3. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014) Ana-
LINGUA PORTUGUESA

lise as assertivas abaixo: a) macro-história.


b) multicomunicações.
I. O ladrão era de menor. c) tem.
II. Não há regra sem exceção. d) pôr.
III. É mais saudável usar menas roupa no calor. e) porque.
IV. O policial foi à delegacia em compania do meliante.
V. Entre eu e você não existe mais nada.

24
8. (Liquigás – Profissional Júnior – Ciências Contá- 12. (TRT-2ª REGIÃO-SP – Técnico Judiciário - Área Ad-
beis – cegranrio – 2014) O grupo em que todas as pa- ministrativa – Médio – FCC – 2014) Está redigida com
lavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão clareza e em consonância com as regras da gramática nor-
da Língua Portuguesa é mativa a seguinte frase:

a) gorjeta, ogeriza, lojista, ferrujem a) Queremos, ou não, ele será designado para dar a pa-
b) pedágio, ultrage, pagem, angina lavra final sobre a polêmica questão, que, diga-se de
c) refújio, agiota, rigidez, rabujento passagem, tem feito muitos exitarem em se pronunciar.
d) vigência, jenipapo, fuligem, cafajeste b) Consultaram o juíz acerca da possibilidade de voltar
e) sargeta, jengiva, jiló, lambujem atraz na suspensão do jogador, mas ele foi categórico
quanto a impossibilidade de rever sua posição.
9. (SIMAE – Agente Administrativo – ASSCON-PP – c) Vossa Excelência leu o documento que será apresen-
2014) Assinale a alternativa que apresenta apenas pala-
tado em rede nacional daqui a pouco, pela voz de Sua
vras escritas de forma incorreta.
Excelência, o Senhor Ministro da Educação?
d) A reportagem sobre fascínoras famosos não foi nada
a) Cremoso, coragem, cafajeste, realizar;
b) Caixote, encher, análise, poetisa; positiva para o público jovem que estava presente, de
c) Traje, tanger, portuguesa, sacerdotisa; que se desculparam os idealizadores do programa.
d) Pagem, mujir, vaidozo, enchergar; e) Estudantes e professores são entusiastas de oferecer
aos jovens ingressantes no curso o compartilhamento
de projetos, com que serão também autores.
10. (Receita Federal – Auditor Fiscal – ESAF – 2014)
Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou 13. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014) A
de grafia de palavra inserido na transcrição do texto. acentuação correta está na alternativa:

A Receita Federal nem sempre teve esse (1) nome. Secre- a) eu abençôo – eles crêem – ele argúi.
taria da Receita Federal é apenas a mais recente denomi- b) platéia – tuiuiu – instrui-los.
nação da Administração Tributária Brasileira nestes cinco c) ponei – geléia – heroico.
séculos de existência. Sua criação tornou-se (2) necessária d) eles têm – ele intervém – ele constrói.
para modernizar a máquina arrecadadora e fiscalizadora, e) lingüiça – feiúra – idéia.
bem como para promover uma maior integração entre o
Fisco e os Contribuintes, facilitando o cumprimento ex- 14. (EBSERH – HUCAM-UFES – Advogado – AOCP –
pontâneo (3) das obrigações tributárias e a solução dos 2014) A palavra que está acentuada corretamente é:
eventuais problemas, bem como o acesso às (4) informa-
ções pessoais privativas de interesse de cada cidadão. O a) Históriar.
surgimento da Secretaria da Receita Federal representou b) Memórial.
um significativo avanço na facilitação do cumprimento c) Métodico.
das obrigações tributárias, contribuindo para o aumento d) Própriedade.
da arrecadação a partir (5) do final dos anos 60. e) Artifício.
(Adaptado de http://www.receita.fazenda.gov.br/srf/
historico.htm. Acesso em: 17 mar. 2014.)
15. (prodam-am – assistente – funcab – 2014 – adapta-
da) Assinale a opção em que o par de palavras foi acen-
a) (1).       b) (2).
tuado segundo a mesma regra.
c) (3).       d) (4).
e) (5).
a) saúde-países
b) Etíope-juízes
11. (Estrada de Ferro Campos do Jordão-SP – Ana-
c) olímpicas-automóvel
lista Ferroviário – Oficinas – Elétrica – IDERH – 2014)
d) vocês-público
Leia as orações a seguir:
e) espetáculo-mensurável
Minha mãe sempre me aconselha a evitar as _____ com-
panhias. (mas/más)
16. (Advocacia Geral da União – Técnico em Contabi-
A cauda do vestido da noiva tinha um _________ enorme.
lidade – idecan – 2014) Os vocábulos “cinquentenário”
(cumprimento/comprimento)
e “império” são acentuados devido à mesma justificativa.
Precisamos fazer as compras do mês, pois a _________ está
O mesmo ocorre com o par de palavras apresentado em
vazia. (despensa/dispensa).
Completam, correta e respectivamente, as lacunas acima
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a) prêmio e órbita.
os expostos na alternativa:
b) rápida e tráfego
c) satélite e ministério.
a) mas – cumprimento – despensa.
d) pública e experiência.
b) más – comprimento – despensa.
e) sexagenário e próximo.
c) más – cumprimento – dispensa.
d) mas – comprimento – dispensa.
e) más – comprimento – dispensa.

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17. (Rioprevidência – Especialista em Previdência So- 23. (prodam-am – Assistente de Hardware – funcab –
cial – ceperj – 2014) A palavra “conteúdo” recebe acen- 2014) Assinale a alternativa em que todas as palavras foram
tuação pela mesma razão de: acentuadas segundo a mesma regra.

a) juízo a) indivíduos - atraí(-las) - período


b) espírito b) saíram – veículo - construído
c) jornalístico c) análise – saudável - diálogo
d) mínimo d) hotéis – critérios - através
e) disponíveis e) econômica – após – propósitos

18. (Ministério do Meio Ambiente – icmbio – cespe – 24. (Corpo de Bombeiros Militar-pi – Curso de Formação
2014) A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos de Soldados – uespi – 2014) “O evento promove a saúde
vocábulos “Brasília”, “cenário” e “próprio”. de modo integral.” A regra que justifica o acento gráfico no
termo destacado é a mesma que justifica o acento em:
( ) CERTO ( ) ERRADO
a) “remédio”.
b) “cajú”.
19. (Prefeitura de Balneário Camboriú-sc – Guarda c) “rúbrica”.
Municipal – fepese – 2014 – adaptada) Assinale a alter- d) “fráude”.
nativa em que todas as palavras são oxítonas. e) “baú”.

a) pé, lá, pasta 25. (TJ-BA – Técnico Judiciário – Área Administrativa –


b) mesa, tábua, régua Médio – FGV – 2015)
c) livro, prova, caderno Texto 3 – “A Lua Cheia entra em sua fase Crescente no signo
d) parabéns, até, televisão de Gêmeos e vai movimentar tudo o que diz respeito à sua
e) óculos, parâmetros, título vida profissional e projetos de carreira. Os próximos dias serão
ótimos para dar andamento a projetos que começaram há al-
20. (Advocacia Geral da União – Técnico em Comuni- guns dias ou semanas. Os resultados chegarão rapidamente”.
cação Social – idecan – 2014) Assinale a alternativa em
que a acentuação de todas as palavras está de acordo O texto 3 mostra exemplos de emprego correto do “a” com
com a mesma regra da palavra destacada: “Procuradorias acento grave indicativo da crase – “diz respeito à sua vida pro-
comprovam necessidade de rendimento satisfatório para fissional”. A frase abaixo em que o emprego do acento grave
renovação do FIES”. da crase é corretamente empregado é:

a) após / pó / paletó a) o texto do horóscopo veio escrito à lápis;


b) moído / juízes / caído b) começaram à chorar assim que leram as previsões;
c) história / cárie / tênue c) o horóscopo dizia à cada leitora o que devia fazer;
d) álibi / ínterim / político d) o leitor estava à procura de seu destino;
e) êxito / protótipo / ávido e) o astrólogo previa o futuro passo à passo

21. (Prefeitura de Brusque-sc – Educador Social – fe- 26. (Prefeitura de Sertãozinho-SP – Farmacêutico – Supe-
pese – 2014) Assinale a alternativa em que só palavras rior – VUNESP – 2017) O sinal indicativo de crase está em-
paroxítonas estão apresentadas. pregado corretamente nas duas ocorrências na alternativa:

a) facilitada, minha, canta, palmeiras a) Muitos indivíduos são propensos à associar, inadvertida-
b) maná, papá, sinhá, canção mente, tristeza à depressão.
c) cá, pé, a, exílio b) As pessoas não querem estar à mercê do sofrimento, por
d) terra, pontapé, murmúrio, aves isso almejam à pílula da felicidade.
e) saúde, primogênito, computador, devêssemos c) À proporção que a tristeza se intensifica e se prolonga,
pode-se, à primeira vista, pensar em depressão.
22. (Ministério do Desenvolvimento Agrário – Técnico d) À rigor, os especialistas não devem receitar remédios às
em Agrimensura – funcab – 2014) A alternativa que apre- pessoas antes da realização de exames acurados.
senta palavra acentuada por regra diferente das demais é: e) Em relação à informação da OMS, conclui-se que existem
121 milhões de pessoas à serem tratadas de depressão.
a) dúvidas.
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b) muitíssimos.
c) fábrica.
d) mínimo.
e) impossível.

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27. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário – Área 31. (CONAB – Contabilidade – Superior – IADES –
Administrativa – Médio – FCC – 2017) É difícil planejar 2014 – adaptada) Considerando o trecho “atualizou os
uma cidade e resistir à tentação de formular um projeto dados relativos à produção de grãos no Brasil.” e confor-
de sociedade. me a norma-padrão, assinale a alternativa correta.
O sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso o verbo
sublinhado acima seja substituído por: a) a crase foi empregada indevidamente no trecho.
b) o autor poderia não ter empregado o sinal indicativo
a) não acatar. de crase.
b) driblar. c) se “produção” estivesse antecedida por essa, o uso do
c) controlar. sinal indicativo de crase continuaria obrigatório.
d) superar. d) se, no lugar de “relativos”, fosse empregado referen-
e) não sucumbir. tes, o uso do sinal indicativo de crase passaria a ser
facultativo.
28. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário – Área e) caso o vocábulo minha fosse empregado imediata-
Administrativa – Médio – FCC – 2017) A frase em que há mente antes de “produção”, o uso do sinal indicativo
uso adequado do sinal indicativo de crase encontra-se em: de crase seria facultativo.

a) A tendência de recorrer à adaptações aparece com 32. (Sabesp-SP – atendente a clientes – Médio – fcc
maior força na Hollywood do século 21. – 2014 – adaptada) No trecho Refiro-me aos livros que
b) É curioso constatar a rapidez com que o cinema agregou foram escritos e publicados, mas estão – talvez para sem-
à máxima. pre – à espera de serem lidos, o uso do acento de crase
c) A busca pela segurança leva os estúdios à apostarem obedece à mesma regra seguida em:
em histórias já testadas e aprovadas.
d) Tal máxima aplica-se perfeitamente à criação de peças a) Acostumou-se àquela situação, já que não sabia como
de teatro. evitá-la.
e) Há uma massa de escritores presos à contratos fixos b) Informou à paciente que os remédios haviam surtido
em alguns estúdios. efeito.
c) Vou ficar irritada se você não me deixar assistir à novela.
29. (Prefeitura de Marília-SP – Auxiliar de Escrita – d) Acabou se confundindo, após usar à exaustão a velha
Médio – VUNESP – 2017) Assinale a alternativa em que fórmula.
o sinal indicativo de crase está empregado corretamente. e) Comunique às minhas alunas que as provas estão
corrigidas.
a) A voluntária aconselhou a remetente à esquecer o
amor de infância. 33. (TRT-AL – Analista Judiciário – Superior – FCC–
b) O carteiro entregou às voluntárias do Clube de Julieta 2014) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas...
uma nova remessa de cartas. O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de com-
c) O médico ofereceu à um dos remetentes apoio psicológico. plemento que o da frase acima está em:
d) As integrantes do Clube levaram horas respondendo
à diversas cartas. a) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
e) O Clube sugeriu à algumas consulentes que fizessem b) Esses caminhos floresceram durante os primórdios da
novas amizades. Idade Média.
c) ... viajavam por cordilheiras...
30. (prefeitura de são Paulo-sp – técnico em saúde – d) ... até cair em desuso, seis séculos atrás.
laboratório – médio – vunesp – 2014) Reescrevendo-se e) O maquinista empurra a manopla do acelerador.
o segmento frasal – ... incitá-los a reagir e a enfrentar o
desconforto, ... –, de acordo com a regência e o acento 34. (CASAL-AL – Administrador De Rede – COPEVE –
indicativo da crase, tem-se: UFAL – 2014) Na afirmação abaixo, de Padre Vieira,
“O trigo não picou os espinhos, antes os espinhos o picaram
a) ... incitá-los à reação e ao enfrentamento do descon- a ele... Cuidais que o sermão vos picou a vós” o substantivo
forto, ... “espinhos” tem, respectivamente, função sintática de,
b) ... incitá-los a reação e o enfrentamento do descon-
forto, ... a) objeto direto/objeto direto.
c) ... incitá-los à reação e à enfrentamento do descon- b) sujeito/objeto direto.
forto, ... c) objeto direto/sujeito.
LINGUA PORTUGUESA

d) ... incitá-los à reação e o enfrentamento do descon- d) objeto direto/objeto indireto.


forto, ... e) sujeito/objeto indireto.
e) ... incitá-los a reação e à enfrentamento do descon-
forto, ..

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35. (CASAL-AL – Administrador De Rede – COPEVE – UFAL 40. (Cia de Serviços de Urbanização de Guarapuava-
– 2014) No texto, “Arranca o estatuário uma pedra -pr – Agente de Trânsito – consulplam – 2014) Quanto
dessas montanhas, tosca, bruta, dura, informe; e, depois à função que desempenha na sintaxe da oração, o trecho
que desbastou o mais grosso, toma o maço e cinzel na em destaque “Tenho uma dor que passa daqui pra lá e de
mão para começar a formar um homem, primeiro mem- lá pra cá” corresponde a:
bro a membro e depois feição por feição.”
VIEIRA, P. A. In Sermão do Espírito Santo. Acervo da a) Oração subordinada adjetiva restritiva.
Academia Brasileira de Letras b) Oração subordinada adjetiva explicativa.
A oração sublinhada exerce uma função de c) Adjunto adnominal.
d) Oração subordinada adverbial espacial.
a) causalidade.   b) conclusão.
c) oposição.     d) concessão. 41. (Advocacia-Geral da União – Técnico em Comu-
nicação Social – idecan – 2014) Acerca das relações
e) finalidade.
sintáticas que ocorrem no interior do período a seguir
“Policiais de Los Angeles tomam facas de criminosos, per-
36. (EBSERH – HUCAM-UFES – Advogado – Supe-
seguem bêbados na estrada e terminam o dia na delega-
rior – AOCP – 2014) Em “Se a ‘cura’ fosse cara, apenas cia fazendo seu relatório.”, é correto afirmar que
uma pequena fração da sociedade teria acesso a ela.”, a
expressão em destaque funciona como: a) “o dia” é sujeito do verbo “terminar”.
b) o sujeito do período, Policiais de Los Angeles, é composto.
a) objeto direto.      b) adjunto adnominal. c) “bêbados” e “criminosos” apresentam-se na função de
c) complemento nominal.  d) sujeito paciente. sujeito.
e) objeto indireto. d) “facas” possui a mesma função sintática que “bêba-
dos” e “relatório”.
37. (EBSERH – HUSM-UFSM-RS – Analista Adminis- e) “de criminosos”, “na estrada”, “na delegacia” são ter-
trativo – Jornalismo – Superior – AOCP – 2014) mos que indicam circunstâncias que caracterizam a
“Sinta-se ungido pela sorte de recomeçar. Quando seu ação verbal.
filho crescer, ele irá entender - mais cedo ou mais tarde
-...” 42. (TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário – Médio –
No período acima, a oração destacada: VUNESP – 2015) Leia o texto, para responder às ques-
tões.
a) estabelece uma relação temporal com a oração que O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para
lhe é subsequente. consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver sujeito
b) estabelece uma relação temporal com a oração que às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o
a antecede. mundo for mundo –, ele não poderá prescindir da luta. A
c) estabelece uma relação condicional com a oração vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das
que lhe é subsequente. classes sociais, dos indivíduos.
d) estabelece uma relação condicional com a oração Todos os direitos da humanidade foram conquistados
que a antecede. pela luta; seus princípios mais importantes tiveram de
e) estabelece uma relação de finalidade com a oração enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham;
todo e qualquer direito, seja o direito de um povo, seja
que lhe é subsequente.
o direito do indivíduo, só se afirma por uma disposição
ininterrupta para a luta. O direito não é uma simples
38. (prodam-am – Assistente de Hardware – fun-
ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa
cab – 2014) O termo destacado em: “As pessoas estão das mãos a balança com que pesa o direito, enquanto na
sempre muito ATAREFADAS.” exerce a seguinte função outra segura a espada por meio da qual o defende.
sintática: A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a
espada, a impotência do direito. Uma completa a outra,
a) objeto direto.       b) objeto indireto. e o verdadeiro estado de direito só pode existir quando
c) adjunto adverbial.      d) predicativo. a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade
e) adjunto adnominal. com que manipula a balança.
O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder Público,
39. (trt-13ª região-pb – Técnico Judiciário – Tecno- mas de toda a população. A vida do direito nos oferece, num
logia da Informação – Médio – fcc – 2014) Ao mes- simples relance de olhos, o espetáculo de um esforço e de
mo tempo, as elites renunciaram às ambições passadas... uma luta incessante, como o despendido na produção econô-
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de com- mica e espiritual. Qualquer pessoa que se veja na contingência
plemento que o grifado acima está empregado em: de ter de sustentar seu direito participa dessa tarefa de âmbito
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nacional e contribui para a realização da ideia do direito. É ver-


a) Faltam-nos precedentes históricos para... dade que nem todos enfrentam o mesmo desafio.
b) Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro... A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se tranquilamen-
c) Esse novo espectro comprova a novidade de nossa situação... te e sem obstáculos dentro dos limites fixados pelo direito. Se
d) As redes sociais eram atividades de difícil lhes disséssemos que o direito é a luta, não nos compreende-
implementação... riam, pois só veem nele um estado de paz e de ordem.
e) ... como se imitássemos o padrão de conforto... (Rudolf von Ihering, A luta pelo direito)

28
Assinale a alternativa em que uma das vírgulas foi empre- 45. (Correios – Técnico em Segurança do Trabalho Jú-
gada para sinalizar a omissão de um verbo, tal como ocorre nior – Médio – IADES – 2017 – adaptada) Quanto às
na passagem – A espada sem a balança é a força bruta, a regras de ortografia e de pontuação vigentes, considere
balança sem a espada, a impotência do direito. o período “Enquanto lia a carta, as lágrimas rolavam em
seu rosto numa mistura de amor e saudade.” e assinale a
a) O direito, no sentido objetivo, compreende os princípios alternativa correta.
jurídicos manipulados pelo Estado.
b) Todavia, não pretendo entrar em minúcias, pois nunca a) O uso da vírgula entre as orações é opcional.
chegaria ao fim. b) A redação “Enquanto lia a carta, as lágrimas rolavam
c) Do autor exige-se que prove, até o último centavo, o in- em seu rosto por que sentia um misto de amor e sauda-
teresse pecuniário.
de.” poderia substituir a original.
d) É que, conforme já ressaltei várias vezes, a essência do
direito está na ação. c) O uso do hífen seria obrigatório, caso o prefixo re fosse
e) A cabeça de Jano tem face dupla: a uns volta uma das acrescentado ao vocábulo “lia”.
faces, aos demais, a outra. d) Caso a ordem das orações fosse invertida, o uso da
vírgula entre elas poderia ser dispensado.
43. TJ-BA – Técnico Judiciário – Área Administrativa – e) Assim como o vocábulo “lágrimas”, devem ser acen-
Médio – FGV – 2015 tuados graficamente rúbrica, filântropo e lúcida.

Texto 2 - “A primeira missão tripulada ao espaço profundo 46. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014)
desde o programa Apollo, da década 1970, com o objetivo de Verifique a pontuação nas frases abaixo e marque a as-
enviar astronautas a Marte até 2030 está sendo preparada sertiva correta:
pela Nasa (agência espacial norte-americana). O primeiro
passo para a concretização desse desafio será dado nesta a) Céus: Que injustiça.
sexta-feira (5), com o lançamento da cápsula Orion, da base
b) O resultado do placar, não o abateu.
da agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Uni-
c) O comércio estava fechado; porém, a farmácia estava
dos. O lançamento estava previsto originalmente para esta
quinta-feira (4), mas devido a problemas técnicos foi reagen- em pleno atendimento.
dado para as 7h05 (10h05 no horário de Brasília).” d) Comam bastantes frutas crianças!
(Ciência, Internet Explorer). e) Comprei abacate, e mamão maduro.

“com o lançamento da cápsula Orion, da base da agência 47. (SAAE-SP – Fiscal Leiturista – VUNESP – 2014)
em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos.”
Os termos sublinhados se encarregam da localização do
lançamento da cápsula referida; o critério para essa locali-
zação também foi seguido no seguinte caso: Os protestos
contra as cotas raciais ocorreram:

a) em Brasília, Distrito Federal, na região Centro-Oeste;


b) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, região Sul;
c) em Pedrinhas, São Luís, Maranhão;
d) em São Paulo, São Paulo, Brasil;
e) em Goiânia, região Centro-Oeste, Brasil.

44. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário – Área


Administrativa – Médio – FCC – 2017) Está plenamente
adequada a pontuação do seguinte período:

a) A produção cinematográfica como é sabido, sempre


bebeu na fonte da literatura, mas o cinema declarou-se,
independente das outras artes há mais de meio século.
b) Sabe-se que, a produção cinematográfica sempre con-
siderou a literatura como fonte de inspiração, mas o Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, a pontuação
cinema declarou-se independente das outras artes, há está correta em:
mais de meio século.
c) Há mais de meio século, o cinema declarou-se independente a) Hagar disse, que não iria.
das outras artes, embora a produção cinematográfica tenha
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b) Naquela noite os Stevensens prometeram servir, bifes e la-


sempre considerado a literatura como fonte de inspiração. gostas, aos vizinhos.
d) O cinema declarou-se independente, das outras artes, há c) Chegou, o convite dos Stevensens, bife e lagostas: para
mais de meio século; porém, sabe-se, que a produção Hagar e Helga
cinematográfica sempre bebeu na fonte da literatura. d) “Eles são chatos e, nunca param de falar”, disse, Hagar
e) A literatura, sempre serviu de fonte inspiradora do ci- à Helga.
nema, mas este, declarou-se independente das outras
e) Helga chegou com o recado: fomos convidados, pelos Ste-
artes há mais de meio século − como é sabido.
vensens, para jantar bifes e lagostas.

29
48. (Prefeitura de Paulista-PE – Recepcionista – UPENET c) A investigação da morte de João Goulart, foi reaber-
– 2014) Sobre os SINAIS DE PONTUAÇÃO, observe os itens ta, em maio deste ano pela Comissão da Verdade, para
abaixo: apuração da causa da morte do ex-presidente uma vez
que, para a família, Jango pode ter sido assassinado.
I. “Calma, gente”. d) A Comissão da Verdade, a pedido da família de João
II. “Que mundo é este que chorar não é “normal”? Goulart, reabriu em maio deste ano a investigação de
III. “Sustentabilidade, paradigma de vida” sua morte, porque, a hipótese de assassinato não é
IV. “Será que precisa de mais licitações? Haja licitações!” descartada, pela viúva e filhos.
V. “E, de repente, aquela rua se tornou um grande lago...” e) Como a viúva e os filhos do ex-presidente João Gou-
lart, suspeitando que ele possa ter sido assassinado
Sobre eles, assinale a alternativa CORRETA. pediram a reabertura da investigação de sua morte,
à Comissão da Verdade, esta, atendeu o pedido em
a) No item I, a vírgula isola um aposto. maio deste ano.
b) No item II, a interrogação indica uma mensagem
interrompida. 52. (Caixa Econômica Federal – Médico do Trabalho –
c) No item III, a vírgula isola termos que explicam o seu cespe – 2014 – adaptada) A correção gramatical do tre-
antecedente. cho “Entre as bebidas alcoólicas, cervejas e vinhos são as
d) No item IV, os dois sinais de pontuação, a interrogação e a mais comuns em todo o mundo” seria prejudicada, caso
exclamação, indicam surpresa. se inserisse uma vírgula logo após a palavra “vinhos”.
e) No item V, as vírgulas poderiam ser substituídas, apenas, por
um ponto e vírgula após o termo “repente”. (  ) CERTO   (  ) ERRADO

49. (Prefeitura de Paulista-PE – Recepcionista – UPENET –


2014 – adaptada) 53. (Prefeitura de Arcoverde-PE – Administrador de
“Já vi gente cansada de amor, de trabalho, de política, de ideais. Recursos Humanos – CONPASS – 2014) Leia o texto a
Jamais conheci alguém sinceramente cansado de dinheiro.” seguir:
(Millôr Fernandes) “Pagar por esse software não é um luxo, mas uma necessi-
Sobre as vírgulas existentes no texto, é CORRETO afirmar que: dade”. O uso da vírgula justifica-se porque:
a) são facultativas. a) estabelece a relação entre uma coordenada assindéti-
b) isolam apostos. ca e uma conclusiva.
c) separam elementos de mesma função sintática. b) separar a oração coordenada “não é um luxo” da adversativa
d) a terceira é facultativa. “mas uma necessidade”, em que o verbo está subentendido.
e) separam orações coordenadas assindéticas.
c) liga a oração principal “Pagar” à coordenada “não é um
luxo, mas uma necessidade”.
50. (Polícia Militar-SP – Oficial Administrativo – Mé-
d) indica que dois termos da mesma função estão ligados
dio – vunesp – 2014) A reescrita da frase – Como sem-
pre, a resposta depende de como definimos os termos da por uma conjunção aditiva.
pergunta. – está correta, quanto à pontuação, em: e) isola o aposto na segunda oração.

a) A resposta como sempre, depende de, como defini- 54. (TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário – Médio –
mos os termos da pergunta. VUNESP – 2017)
b) A resposta, como sempre, depende de como defini- Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no
mos os termos da pergunta. setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu sua equipe
c) A resposta como, sempre, depende de como defini- para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias.
mos os termos da pergunta. Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele
d) A resposta, como, sempre depende de como defini- queria que todos estivessem juntos, para se conectarem e
mos os termos da pergunta. colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou
e) A resposta como sempre, depende de como, defini- claro que Nagele tinha cometido um grande erro. Todos es-
mos os termos da pergunta. tavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove emprega-
dos estavam insatisfeitos, sem falar do próprio chefe.
51. (Emplasa-Sp – Analista Jurídico – Direito – vunesp Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para
– 2014) Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um
a pontuação está correta em: espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio es-
paço, com portas e tudo.
a) Como há suspeita, por parte da família de que João Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aber-
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Goulart tenha sido assassinado; a Comissão da Ver- to – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Unidos são
dade decidiu reabrir a investigação de sua morte, em assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao modelo
maio deste ano, a pedido da viúva e dos filhos. de espaços tradicionais com salas e portas.
b) Em maio deste ano, a Comissão da Verdade acatou o Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até
pedido da família do ex-presidente João Goulart e rea- 15% da produtividade, desenvolver problemas graves de
briu a investigação da morte deste, visto que, para a concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes
viúva e para os filhos, Jango pode ter sido assassinado. em espaços de trabalho abertos – fatores que estão contri-

30
buindo para uma reação contra esse tipo de organização. descobri um insuspeito parque noturno com bastante
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele gente, quase nenhum carro e propício a todo tipo de ati-
já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem sentir vidades: o estacionamento do estádio do Pacaembu.
falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita (Antonio Prata. “O paulistano não é de jogar a toa-
gente concorda – simplesmente não aguentam o escri- lha. Prefere estendê-la e deitar em cima.” Disponí-
tório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é vel em:http://www1.folha.uol.com.br/colunas. Acesso
preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. em: 13.04.2017. Adaptado)
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em
desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exemplo Assinale a alternativa que dá nova redação à passagem
de Nagele e voltando aos espaços privados. – O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – pre-
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um fere estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam
espaço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade dois metros quadrados de chão. – atendendo à norma-
é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo -padrão de concordância.
tempo, e pequenas distrações podem desviar nosso foco
por até 20 minutos. a) Cem por cento dos paulistanos não joga a toalha –
Retemos mais informações quando nos sentamos em um acha preferível estendê-la para que se deite sobre elas,
local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental e caso seja dado a eles dois metros quadrados de chão.
design de interiores. b) Os paulistanos não jogam a toalha – acham preferíveis
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem estendê-la e se deitar em cima, caso lhes deem dois
ser ruins para funcionários.” Disponível em: metros quadrados de chão.
www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado) c) Mais de um paulistano não são de jogar a toalha –
acham preferíveis estendê-la e se deitarem em cima,
Iniciando-se a frase – Retemos mais informações quan- caso se dê a eles dois metros de chão.
do nos sentamos em um local fixo... (último parágrafo) d) Para os paulistanos, não se joga a toalha – é preferível
– com o termo Talvez, indicando condição, a sequên- que seja estendida, para que possam deitar-se sobre ela,
cia que apresenta correlação dos verbos destacados caso lhes sejam dados dois metros quadrados de chão.
de acordo com a norma-padrão será: e) A maior parte dos paulistanos, contudo, não são de joga-
rem a toalha – acha preferível elas serem estendidas e dei-
a) reteríamos ... sentarmos tar-se em cima, caso lhe seja dado dois metros de chão.
b) retínhamos ... sentássemos
c) reteremos ... sentávamos
d) retivemos ... sentaríamos
e) retivéssemos ... sentássemos

55. (TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário – Médio –


VUNESP – 2017) Leia o texto para responder às ques-
tões.
O problema de São Paulo, dizia o Vinicius, “é que você anda,
anda, anda e nunca chega a Ipanema”. Se tomarmos “Ipane-
ma” ao pé da letra, a frase é absurda e cômica. Tomando “Ipa-
nema” como um símbolo, no entanto, como um exemplo de
alívio, promessa de alegria em meio à vida dura da cidade, a
frase passa a ser de um triste realismo: o problema de São
Paulo é que você anda, anda, anda e nunca chega a alívio al-
gum. O Ibirapuera, o parque do Estado, o Jardim da Luz são
uns raros respiros perdidos entre o mar de asfalto, a floresta de
lajes batidas e os Corcovados de concreto armado.
O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere
estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois
metros quadrados de chão. É o que vemos nas avenidas
abertas aos pedestres, nos fins de semana: basta liberarem
um pedacinho do cinza e surgem revoadas de patinadores,
maracatus, big bands, corredores evangélicos, góticos sata-
nistas, praticantes de ioga, dançarinos de tango, barraqui-
nhas de yakissoba e barris de cerveja artesanal.
Tenho estado atento às agruras e oportunidades da cidade
LINGUA PORTUGUESA

porque, depois de cinco anos vivendo na Granja Viana, vim


morar em Higienópolis. Lá em Cotia, no fim da tarde, eu corria
em volta de um lago, desviando de patos e assustando jacus.
Agora, aos domingos, corro pela Paulista ou Minhocão e, du-
rante a semana, venho testando diferentes percursos.
Corri em volta do parque Buenos Aires e do cemitério da
Consolação, ziguezagueei por Santa Cecília e pelas en-
costas do Sumaré, até que, na última terça, sem querer,

31
GABARITO 43 A
44 C
1 C 45 D
2 A 46 C
3 D 47 E
4 A 48 C
5 C 49 C
6 A 50 B
7 C 51 B
8 D 52 CERTO
9 D 53 C
10 C 54 E
11 B 55 D
12 C
13 D
14 E
15 A
16 B
17 A
18 CERTO
19 D
20 C
21 A
22 E
23 E
24 E
25 C
26 C
27 E
28 D
29 B
30 A
31 E
32 D
33 E
34 C
35 E
36 C
37 A
LINGUA PORTUGUESA

38 D
39 A
40 A
41 D
42 E

32
ÍNDICE

LÍNGUA INGLESA

Conhecimento de um vocabulário fundamental e dos aspectos gramaticais básicos para a interpretação de textos técni-
cos................................................................................................................................................................................................................................. 01
incumbindo ao professor, neste caso, a tarefa de transmiti-
los aos alunos, para que estes trabalhem disciplinadamente
CONHECIMENTO DE UM VOCABULÁRIO
a relação de atividades proposta. Com essa metodologia de
FUNDAMENTAL E DOS ASPECTOS GRAMA- ensino, conforme Aiub (2010), em uma de suas pesquisas
TICAIS BÁSICOS PARA A INTERPRETAÇÃO relacionadas ao ensino de LI, afirma que a escola cria o
DE TEXTOS TÉCNICOS. imaginário:

[...] de que para aprender uma língua estrangeira é


O ensino de língua, na escola, seja Língua Portuguesa, ou indispensável não sair do roteiro, isto é, torna-se obrigatório
seguir as etapas – as fases –, não se pode ir além do que
Língua Estrangeira, apresenta semelhanças, pois acontece
foi solicitado em um dado exercício, muito menos escrever
a partir do estudo de aspectos estruturais da língua. Essa
palavras não (pre)vistas com estruturas linguísticas ainda
concepção de ensino, portanto, remete aos pressupostos não trabalhadas em sala de aula. (2010, p. 82).
teóricos da Linguística Textual, que aparece, neste caso,
como disciplina balizadora das práticas de ensino de língua Nesta perspectiva, entendemos que o roteiro de ensino
no âmbito escolar. Indursky (2006), pesquisadora na área estabelecido na escola determina quais conteúdos devemos
da AD, buscou, em uma de suas pesquisas, refletir sobre a ou não ensinar naquele dado ano letivo. Esse roteiro, no
categoria texto. Para a autora, “O sentido do texto muda de entanto, limita as construções dos alunos, pois os impede
acordo com o aparato teórico de que nos cercamos para de utilizar palavras e/ou estruturas linguísticas que já têm
concebê-lo” (2006, p. 35). Assim, ao tomar o texto a partir conhecimento em detrimento do nível de ensino em que se
dos fundamentos da LT, Indursky (2006) afirma que ele “é encontram. Melhor dizendo, roteiros de conteúdos isolam
concebido como uma unidade pragmático-comunicativa, o que o aluno aprendeu do que ele ainda não aprendeu e
isto é, o autor tem certas intenções comunicativas que não permitem que ele vá além daquilo que está previsto.
se fazem presentes no texto sob a forma de instruções Assim, os sentidos também são contidos à medida que os
[...]” (2006, p. 49) e, assim, cabe ao leitoraluno decifrá-las, exercícios administram até onde o aluno pode ir.
pois, segundo Indursky, nesta concepção teórica, estamos Podemos dizer que os roteiros direcionam o processo
lidando com “uma língua transparente, sem opacidades. de ensino e de aprendizagem de LI a um único modo de
Em suma, a língua é um código” (2006, p. 49). conceber a língua, por meio de atividades de tradução e
produção textual, exercícios de gramática e interpretação,
É possível afirmar, com isso, que essa proposta teórica
em tese, regidos por regras específicas de construção.
redunda em exercícios de repetição, pois se a língua é Nessa perspectiva, quando um texto é traduzido, por
considerada um código, entendemos, conforme Pfeiffer exemplo, o professor geralmente questiona, de forma
(2003), que “[...] o aluno é apenas um observador da breve, o que os alunos entenderam, porém não estende a
linguagem, não lhe cabe interferir nela, ele só deve organizá- discussão, de modo a fazê-los realmente argumentar sobre
la de acordo com uma organização a priori e externa a ele” o tema tratado no texto. Assim, ele se fixa exclusivamente
(2003, p. 97). Assim, em atividades de leitura e produção na superfície textual, perdendo a oportunidade de convocar
textual, por exemplo, o aluno interpreta e/ou constrói o os alunos para um trabalho de interpretação, para explorar
seu texto regido por esse processo de decodificação. Nesse a trama de sentidos que se forma em sala de aula quando
âmbito, cabe ressaltar que quanto mais próximo o aluno eles são convidados a dialogar, compartilhar ideias e expor
chegar da interpretação desejada pelo professor, melhor, pontos de vista.
pois assim estará reproduzindo fielmente o modelo Assim também acontece quando as aulas de LI focam
proposto, que atende ao que o professor prescreve como apenas em exercícios gramaticais, pois, embora sejam
certo. Pfeiffer (2003), nesse entendimento, destaca que “[...] importantes para compreendermos a estrutura da língua,
o bom-leitor é aquele que sabe encontrar a verdade o mais quando desvinculados de práticas mais significativas e fora
rápido possível” (2003, p. 97), ou seja, aquele que entra de um contexto, ou retirados de um texto apenas para
nesse jogo de decifração e assume prontamente o sentido serem classificados, eles representam apenas modelos
prontos que devem ser copiados/reproduzidos.
que se busca apreender no texto. Nesse intuito, conforme
Com base nisso, a autoria, algo tão reclamado em sala
afirma Pfeiffer, “[...] a imagem do aluno, por parte do livro
de aula, acaba se resumindo a atividades de repetição,
(da escola, do professor e – por que não (?) – da sociedade), memorização, tradução e reprodução de conteúdo. Ser
[é] de que este é incapaz de e não deve interpretar por autor, nesse sentido, significa traduzir eficazmente um
si só os enunciados dos exercícios, necessitando assim de texto, passar corretamente as frases para os tempos verbais
modelo [...]” (2003, p. 93). Ou seja, nesse meio, o aluno é indicados, memorizar uma sequência de palavras de um
direcionado a um sentido ideal perante o texto, pois não se determinado vocabulário e/ou entender um diálogo entre
quer que ele, na escola, trabalhe na possibilidade de outras personagens presente no livro didático.
construções na língua. Nesse sentido, ao discutir o movimento de autoria
LÍNGUA INGLESA

Ao abordar essas questões, que remetem à nas aulas de LI na escola, percebendo como acontece a
decodificação do texto, como centrais ao ensino, a produção do aluno, nos propomos, aqui, a pensar novas
escola adota um esquema programático para atuar bem possibilidades de ensino que propiciem ao aluno ser autor
neste processo. Assim, organiza um roteiro de ensino, de suas produções pedagógicas.
distribuindo os conteúdos que cada série deve dominar, Entendemos que o ensino de língua, seja materna ou
geralmente compatíveis com os do livro didático, estrangeira, como é de nosso interesse discutir, não deve

1
acontecer mecanicamente, de modo que os professores Neste entendimento, segundo Orlandi, a linguagem
leiam as verdades do livro didático e os alunos as venerem é incompleta ou inacabada, ou seja, os sentidos e os
em sala de aula, quando interpretam ou produzem um texto, sujeitos não são definitivos, concluídos, compostos
por exemplo. São em atividades assim que se resumem as terminantemente, o que faz com que, conforme a autora,
aulas de LI na escola, cópia, repetição, entretanto, esse um dizer esteja/seja sempre “aberto”, mas que também
tipo de exercício ocasiona alguns problemas no contexto nunca se fecha, pois:
escolar, pois muitos alunos deixam a escola dizendo
que não sabem nada de Inglês, que não conseguem [...] há uma relação importante entre a incompletude
construir um texto no idioma, que não compreendem uma e a interpretação. Devo aqui realçar o fato de que esta
conversação ou não conseguem expressar-se na língua. incompletude não deve ser pensada em relação a algo que
A maneira como o ensino de LI está sendo conduzido, seria (ou não) inteiro, mas antes em relação a algo que não
se fecha. (1996, p. 11).
nesse sentido, deve ser repensada, pois, assim como afirma
Pfeiffer (2003), “[...] para nós a interpretação não pode ser
Nesta perspectiva, para Orlandi (1996, p. 13), a
vista como mera decodificação [...]. Deste modo, não há incompletude é atingida pela condição infindável da
como entender que ao aluno – ao leitor – basta ir à palavra linguagem, um sistema de significação aberto. E este
capturar o sentido que lá está” (2003. p. 102). Pfeiffer, em processo é gerenciado por dois eixos que organizam o
sua fala, alude a uma prática discursiva da língua, que vai movimento de “significação entre repetição e a diferença”,
de encontro, mais uma vez, aos pressupostos da LT, pois considerados pela autora como polissemia e paráfrase
estudar a língua no nível do discurso não permite que (1996, p. 13).
visualizemos um aluno “acomodado”, “preso”, “fechado” Orlandi (2001, p. 20), tratando do modo como a língua
para outros dizeres e outros sentidos possíveis, mas um produz sentido, define o processo parafrástico como
ser pensante, que lê, interpreta e produz sentidos, frente à aquele que permite a produção do mesmo sentido sob
variedade de usos que a língua pode proporcionar. várias de suas formas (matriz de linguagem); e o processo
polissêmico como o responsável pelo fato de que são
1. A Língua Inglesa pensada a partir da AD: sempre possíveis sentidos diferentes, múltiplos (fonte de
movimentos de autoria linguagem).
Trazendo essa discussão para a sala de aula, verificamos
Conforme temos observado, o ensino de LI, na escola, que o aluno, neste caso, ao interpretar um texto, retorna
tem se estruturado na perspectiva teórica da LT, que aos mesmos dizeres, geralmente fazendo uso da paráfrase,
ou seja, numa troca de palavras, ele retoma um mesmo
trabalha com o objeto texto entendido como um produto
sentido, podendo ser este sentido aquele que a escola, o LD,
da língua, dotado de intenções que, em sala de aula, devem
o professor pressupõe como verdadeiro e único ou, ainda,
ser assimiladas pelo aluno, para que o ato da comunicação um sentido atribuído com base em seu conhecimento de
não seja falho, ou seja, para que o aluno consiga captar mundo. Para Lima (2009), “Nesse caso, existe o risco de que
eficazmente a mensagem do autor, sem qualquer problema a leitura seja apenas uma decodificação e não o descortinar
de interlocução. do mundo que se abre a partir do texto” (2009, p. 51).
Verificamos, no entanto, que num trabalho como Isso não significa, no entanto, que a paráfrase não seja
esse, concentrado na decifração do código linguístico, a significativa para o processo de ensino e de aprendizagem
escola ensaia movimentos de decodificação das ideias que de LI, afinal o aluno não estará, em sala de aula, sempre
um texto pode conter. O aluno não estaria, neste caso, fundando sentidos novos, diferentes e originais, ou seja,
interpretando, pois na base teórica da AD, a interpretação produzindo no eixo polissêmico da língua. O aluno,
vai muito mais além que a decifração do que já está dito, enquanto sujeito, teoricamente concebido pela AD como
pois submete o trabalho dos sentidos às determinações da aquele que existe socialmente, interpelado pela ideologia,
exterioridade. Sendo assim, não buscamos, do ponto de encontra-se em meio a essas duas formas distintas de
vista da interpretação discursiva, o que o texto quer dizer, produção de sentidos e é dessa forma que se constitui
mas como ele significa nas condições em que aparece. autor.
Neste entendimento, para Orlandi (2001), Na perspectiva da AD, a noção de sujeito deixa de ser
Os dizeres não são, como dissemos, apenas mensagem uma noção idealista, imanente; o sujeito da linguagem
não é o sujeito em si, ou seja, conforme ressalta Brandão
a ser decodificadas. São efeitos de sentidos que são
(1994), o sujeito não é a origem, a fonte absoluta do
produzidos em condições determinadas e que estão de
sentido, porque na sua fala outras falas se dizem (1994,
alguma forma presente no modo como se diz, deixando p. 92). Pensando nisso, acreditamos que a autoria envolve
vestígio que o analista de discurso tem de apreender. esses dois processos – paráfrase e polissemia –, nos quais o
(2001, p. 30). aluno não só reformula dizeres legitimados, mas também
LÍNGUA INGLESA

A interpretação, para a AD, está na própria base da constrói possibilidades outras de se dizer. Neste momento,
constituição do sentido. Para Orlandi (2003, p. 51), não podemos entender autoria conforme Gallo (1995), a qual
há sentidos dados: estes são construídos por/através de afirma que esta “[...] tem relação com a produção do
sujeitos inscritos numa história, num processo simbólico e “novo” sentido, e ao mesmo tempo, é a condição de maior
pela ideologia. responsabilidade do sujeito em relação ao sentido que o
produz e, por essa razão, de maior unidade” (1995, p. 29).

2
Cabe explicitar que, entre a paráfrase e a polissemia, entre o mesmo e o diferente,
pelo já dito e pelo não dito é que os sujeitos e os sentidos se significam, abrindo caminho para a interpretação. Assim,
retomando ou originando novos dizeres, o aluno, na escola, precisa ser oportunizado, nas aulas de LI, a avistar outras
maneiras de proferir sua fala, pois entendemos que cada um possui uma opinião que, embora mais alguém a compartilhe,
o modo de se expressar, o sentido que se atribui, o tom que se imprime na voz, dentre outros aspectos, contribuem para
que cada um produza seu dizer de forma distinta. Nesse entendimento, Littlewood (1984), professor e pesquisador na área
de LEs, expõe que

[...] nós temos nos tornado cada vez mais conscientes de que indivíduos aprendizes são diferentes uns dos outros.
Eles não são simplesmente uma argila macia, esperando para ser modelada pelo professor, mas eles têm suas próprias
personalidades, motivações e estilos de aprender. Todas estas características afetam como os aprendizes atuam em sala
de aula. (1984, p. 1, tradução nossa).

Partindo desse pressuposto, consideramos, assim como afirma o autor, que os alunos, metaforicamente falando, não
são argila, prestes a serem moldados pelo sistema escolar. Essa matéria-prima, entretanto, pode ser pensada em relação à
língua, conforme nos apresenta Daltoé (2011, p. 93) ao figurar uma substância que melhor representasse a língua política
do ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, aos modos do que fez Pêcheux para representar as línguas de
madeira, ferro, vento, etc.Naquele contexto, Daltoé (2011) julga “ser possível desfazer a ideia de que a única matéria-prima
possível para a língua política seria a madeira, ou o ferro, para pensá-la a partir de uma outra substância, o barro, que
possibilitasse transformá-la, revirá-la, torcê-la, distorcê-la (2011, p. 193). Assim, trazendo essa discussão para o âmbito
escolar, poderíamos também pensar a LI a partir do barro, nome popular atribuído à argila, pois entendemos que a língua,
assim como o barro, permite essa torção dos sentidos, desestabilizando o que é tomado como evidente no contexto da
sala de aula.
Deste modo, a língua de madeira (dura, fechada) ou vento (volátil, fluida) mencionadas pela autora, referentes à língua
política designada por Pêcheux, representam a língua trabalhada na escola, enquanto código, portadora de instruções,
normas e regras, pois, assim como esses materiais, que para Daltoé (2011) “implicam a ideia de dureza, impermeabilidade,
resistência” (2011, p. 193), o ensino de língua também apresenta tais características no âmbito da sala de aula. Isto, porque,
conforme discutimos anteriormente, a escola encena práticas de ensino que consistem em cópia, repetição, reprodução,
impedindo e resistindo veemente ao processo de formulação de novos sentidos. Partindo desse pressuposto, a língua
de barro vem desarrumar essas práticas, pois se na língua de madeira e de ferro os sentidos se encontram estagnados,
estanques, aqui se torna possível mexer em sua construção. Com isso, ao interpretar ou produzir um texto na LI, por
exemplo, o aluno é convidado a moldar os sentidos, num processo de ressignificação, num movimento polissêmico de
produção do novo, dando abertura, assim, para a constituição do sujeito autor.
A língua de barro, nessa perspectiva, permite ao sujeito aluno, em sua relação com a segunda língua, produzir efeitos
de sentido que constroem o novo à medida que trabalham a polissemia, mas que também retoma e retorce os sentidos no
eixo da paráfrase. Entendemos que a língua é o material em que acontecem os efeitos de sentidos, portanto, ela não pode
ser tomada como um todo fechado, cujos sentidos já sejam dados de antemão.
É dessa forma, conforme afirma Daltoé (2011, p. 208), “abrindo espaço para a rachadura, para a fissura, para a quebra,
para a permeabilidade dos sentidos”, defendido em seu trabalho em relação à língua de Lula, que se faz possível visualizar,
neste caso, no ambiente escolar, um ensino de LI que, ao levar em conta esses elementos, trabalhe na possibilidade de
proporcionar ao aluno um lugar de autoria. Orlandi (2005, p. 76) salienta que o sujeito/aluno deve assumir a função de
autor e, assim, produzir o efeito de autoria (gestos de interpretação), pois, o autor é o lugar em que se constrói a unidade
do sujeito.

2. Atividades de Língua Inglesa: da reprodução à formulação de sentidos

Vimos, até então, que o processo de ensino e de aprendizagem de LI é embasado nos fundamentos da LT, entretanto,
a língua de barro, descontruindo esse perfil artificial e tradicional do ensino, sugere novas possibilidades de produção de
sentidos, oportunizando o sujeito a falar diferente, a mexer em seu próprio dizer, tendo aí uma certa margem de manejo
da língua.
Assim, para ilustrar o que temos discutido sobre o modo como o ensino de LI é conduzido na escola, e a forma como
estamos propondo que ele aconteça, trazemos a seguir uma figura extraída do livro “Ensino de Língua Inglesa”, que
apresenta uma situação comum em família: pai, mãe e filho num cômodo da casa e cada um executando uma tarefa.
LÍNGUA INGLESA

Essa imagem ajuda a pensar o ensino de LI por meio do caráter pedagógico da escola e, a partir daí, possibilita também
introduzir um funcionamento discursivo nas práticas de sala de aula.

3
Fonte: DONNINI, Lívia et al. (2010, p.37)

João está na sala de estar. Ele está assistindo televisão. A mãe dele está na cozinha. Ela está preparando o jantar. O pai
dele está na sala de estar. Ele está lendo o jornal.
A partir da figura, verificamos que o texto ao lado da imagem trabalha com construções estruturais da língua, ao
abordar o tempo verbal present continuous e o vocabulário de família, no entanto, Doninni (2010), docente na área de
metodologias do ensino de LI, afirma que “[...] cabe indagar em que contexto de uso alguém diria ou escreveria uma
sequência de frases assim organizada” (2010, p. 38). Isto, porque o ato da comunicação não obedece a um critério metódico
de disposição de frases, acontece no dia a dia, involuntariamente, sem submeter-se às regras da língua.
Isso nos faz pensar, portanto, no perfil dos textos que estamos trabalhando no ensino de segunda língua, pois,
conquanto que o texto pedagógico ainda atenda finalidades específicas na língua – pronomes, verbos, vocabulário –,
para Doninni (2010) “O ensino baseado exclusivamente em textos desse tipo desvincula a língua de seus usos e de seus
usuários, e contribui para a separação entre o inglês “da escola” e o inglês “do mundo”” (2010, p. 38). Ou seja, conforme as
discussões anteriores, referentes à autoria, textos como esse da atividade servem como exemplo de práticas de ensino que
dizem respeito apenas à cópia/reprodução de conteúdos na escola e não, neste caso, à vivência do inglês no mundo, pois
dispensam a abordagem de aspectos significativos que poderiam alçar outros sentidos possíveis no trabalho com a língua.
Atividades como essa, neste entendimento, representam o lugar ocupado pela língua de madeira, impermeável aos
sentidos, conforme discutimos, que veda a produção do novo e, consequentemente, também o espaço de autoria na sala
de aula. Assim, para que haja possibilidade de o aluno constituir-se como autor, é necessário que mais que explorar os
aspectos estruturais de sua organização, ele seja convidado a mexer na língua de barro, inaugurando e resgatando outros
sentidos nessa relação que estabelece com a língua.
Dessa forma, para que essa atividade não se resuma à ordem da repetição, estampando o modo como a autoria
acontece na escola ao modo da LT, faz-se necessário que a apresentemos de outra maneira em sala de aula, abrindo espaço
para a construção de sentidos, pelo viés da AD. Doninni (2010) afirma que é possível, neste caso, “[...] propor uma discussão
a respeito dos papéis desempenhados pelos personagens ilustrados [...] e a própria imagem da família mononuclear (com
pai, mãe e filho)” (2010, p. 38). Essa reflexão sobre a atividade, portanto, retomando o que vimos sobre a língua de barro,
permite ao aluno ‘brincar’ com essa substância, num movimento de significação e ressignificação de sentidos e, assim,
fazendo valer seu lugar de autor.
Trazendo a metáfora do barro para dentro da sala de aula, aqui especificamente para tratar dessa atividade, o professor
poderia instigar os alunos, a partir dos papéis desempenhados pelos personagens dessa atividade, a pensar sobre como
a sociedade estabelece as funções de homem e mulher, como essas atribuições foram se consolidando ao longo dos
anos, e de que forma a mulher foi conquistando sua independência, sua autonomia, seu espaço. Além disso, conforme a
abordagem de Doninni, também é possível, a partir da imagem, trabalhar a questão do ideal de família, questionando quem
faz parte da família dos alunos, como eles vivem, assim dando oportunidade para que falem de sua família, o que gostam
nela e o que poderiam fazer para melhorar a convivência entre as pessoas.
Esse modo de trabalhar com a LI autoriza o aluno a atribuir um novo sentido à imagem, pois não estaria cingido por
regras de bem dizer e condenado a uma construção simbólica de texto, conforme apresentamos, pois ao estar isento de
atividades automáticas, ele consegue atribuir sentido à atividade. E, conforme vimos, como o aluno não é argila, pronto
para ser moldado, consequentemente, ao levantar essas questões em sala de aula, cada um terá uma imagem de família
diferente, uma visão de sociedade diferente e, desta forma, os sentidos vão sendo constituídos de modo a possibilitar ao
LÍNGUA INGLESA

aluno a inscrição no espaço de autoria.


São propostas de atividades desse tipo que devem ser exploradas no campo da LI, pois o aluno terá abertura para falar
sobre o texto em questão. Assim, mesmo que ele se recuse a falar o que pensa sobre essas questões na língua-alvo, ele
pode fazer suas contribuições na língua materna e, assim, o professor, num trabalho de mediação, pode também contribuir
com vocabulários específicos, frases e conceitos-chave, de modo que o aluno se habitue a trabalhar com o idioma.

4
Essa integração com a segunda língua é necessária 10. Dominar a letra em inglês para cantá-la com a turma
para que o aluno se sinta à vontade ao praticá-la, sem que, no dia da apresentação.
para isso, ele precise decorar regras. Assim, de maneira
espontânea, é possível desenvolver um trabalho que, ao Os vídeos têm basicamente feito parte da vida das
mesmo tempo em que se concentra na aprendizagem de pessoas, que buscam registrar momentos, guardar
uma segunda língua na escola, também abra possibilidade memórias, bem como exibi-los em programas de TV,
para que o sujeito origine uma fala e, a partir dela, constitua- internet ou até mesmo tentar ganhar dinheiro com isso.
se autor. Não se quer, nesse sentido, dizer que as regras A música, da mesma forma, desempenha um papel
não devam ser ensinadas, mas suprimir, conforme Doninni importante na vida das pessoas, pois tem o poder de mudar
(2010), “a noção de que primeiro é preciso aprender a sua maneira de pensar, fazê-las chorar ou sorrir, resgatar
língua para depois aprender a usar a língua” (2010, p. 37). lembranças, recordações, lugares, sentimentos e, por isso,
Entendemos que o processo de ensino e de aprendizagem elas se identificam com a letra ou a melodia, capaz de
de LI deva acontecer por meio da vivência do idioma, sem elevar sua autoestima e/ou causar desconforto, angústia,
obedecer a uma cronologia que dita o que vem primeiro melancolia. A imagem – fotos, retratos, pinturas – também
e o que vem depois, neste caso, inicialmente as regras e, esboça emoções únicas, seja de pessoas, paisagens, etc.
consecutivamente, a prática da língua-alvo. A proposta em questão remete a uma aprendizagem
É preciso, pois, que pensemos outra posição do de língua que, a partir das filiações do aluno, faça-o pensar
aluno em relação à língua e, com isso, partamos para sobre a música, compreendendo por que gosta da letra,
uma aprendizagem de LI que não segregue o que é da por que se identifica com a melodia, e de que forma isso
fala, o que é da escrita e o que é da comunicação, como interfere na posição que ocupa em sala de aula. Nesse
se a vivência da língua acontecesse separadamente, sentido, essa proposta, a partir da música que os próprios
desassociada, isolada dos elementos que são próprios de alunos selecionaram, convida-os a produzir um vídeo
sua organização. reunindo imagens que desenham a parte acústica, de
Nesse sentido, ao elencarmos tais elementos – fala, modo que eles possam expressar os versos da letra por
escrita, comunicação, etc. –, podemos harmonizar práticas
meio de representações que, aos olhos do aluno, referem-
que deem conta de trabalhá-los simultaneamente no
se ao que a música supõe, presume, exprime e/ou significa.
contexto da sala de aula. Assim, torna-se possível visualizar
Esse trabalho é bastante significativo, pois o aluno
um ensino de segunda língua que não aconteça de modo
envolve-se com a música e atribui a ela significados
ramificado, fragmentado, estanque, conforme pressupõe a
distintos, sentidos que, por sua vez, são construídos nesta
escola, mas que, a partir de práticas de atividades como a
interação existente entre o sujeito e a linguagem. Pode-
que aqui construímos, possa autorizar o aluno a fabricar
se dizer, assim, que por meio da letra da música, o aluno
ou restaurar sentidos e reconhecer-se, identificar-se como
autor de suas produções. constrói e direciona os sentidos que busca alcançar a partir
das imagens (textos), estabelecendo um diálogo entre a
Proposta de ensino de Língua Inglesa num viés discursivo representação visual e a parte escrita do texto.
A partir das discussões realizadas, ousamos, aqui, Entendemos, desta forma, que há um leque de
apresentar uma proposta para o ensino de LI nas escolas, interpretações possíveis, que vêm à tona mobilizando
descritas a partir de experiências da autora, e que apontam diferentes opiniões, pois no ponto de vista de um aluno,
para a formação do aluno-autor. por exemplo, “Don’t you worry, don’t you worry child, see
heaven’s got a plan for you” (Não se preocupe, não se
Proposta: Vídeos – Música e Imagem preocupe criança, os céus têm um plano pra você) pode
significar que alguém está passando por alguma dificuldade
Procedimentos: de cunho social, econômico, já outro aluno pode interpretar
que alguém sofreu uma desilusão amorosa ou foi vítima de
1. Escolher uma letra de música em inglês; acidente, etc.
2. Entregar a letra (inglês e português) até o dia esta- Sob essa perspectiva de diferentes interpretações,
belecido; é possível, ainda, que um aluno, ao ouvir a música pela
3. Não escolher músicas com temas inapropriados; primeira vez, faça uma leitura distinta da segunda ou
4. Para cada verso da música, escolher uma imagem que terceira vez que escutá-la. Essa interpretação, no caso, pode
o represente; ser determinada pelo lugar em que ele está, o momento
5. As imagens podem ser retiradas da internet, filmes que está vivendo, as pessoas que estão ao seu redor,
em geral; enfim, há inúmeras possibilidades que podem determinar
6. Juntamente com as imagens, a música deverá ter le- que o sentido pode ser um ou outro, pois os sentidos são
genda (Ing/Port); constituídos nesse processo parafrástico e polissêmico da
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7. O trabalho deverá ser entregue em CD ou DVD devi- língua, que temos tratado na AD.
damente identificado; Ainda, essa proposta de ensino inclui cinco questões
8. Entregar uma cópia da música para a turma, apenas de interpretação e cinco questões de gramática, porque
com a versão em inglês; quando os alunos, em grupo, elaborarem as questões de
9. A cópia deverá conter 5 questões de interpretação e interpretação terão que visualizar na música personagens,
5 de gramática; momentos, história, enfim fazer uma leitura e, então,

5
organizar perguntas que possibilitem aos seus colegas de
classe trabalhar a segunda língua. E, quanto às questões
de gramática, trata-se de uma forma de estudar a língua
sem “fatiá-la” e, posteriormente, classificá-la. Com isso,
as categorias gramaticais são abordadas num cenário
linguístico, no qual o sujeito apropria-se do contexto
da música e pode perceber o uso dos verbos regulares,
irregulares, a utilização de pronomes, conjunções, tempos
verbais diversos, enfim, há uma série de elementos
estruturais da língua que podem ser analisados na própria
composição musical, sem a necessidade de desvinculá-los Figura 1 – Exemplo de imagem e legenda de vídeo
da língua para compreendê-los.
Para dar continuidade à proposta, sugerimos que os
alunos dominem a letra da música e a cantem para a turma.
Isto, porque é importante o uso da oralidade em sala de Fonte: Print Screen de um vídeo de autoria dos alunos.
aula, pois dentre todos os elementos que estão dispostos
na estrutura da língua, a fala é crucial para o ato de Figura 2 – Exemplo de imagem e legenda de vídeo
comunicação. Além disso, na LI, a escrita das palavras difere
da pronúncia, o que torna ainda mais proeminente que os
alunos utilizem o oral para se expressarem na língua alvo.
É importante salientar que essa proposta de ensino ainda
conta com o alicerce cultural, pois a música, dentre outras
características, aborda questões/temas culturais que são
de grande valia para o aprimoramento e enriquecimento
no idioma em questão.
Neste caminho, entendendo cultura conforme
Lima D.C (2009), “como padrões compartilhados de
comportamentos e interações, construtos cognitivos, e
compreensão afetiva que são adquiridos por meio de um
processo de socialização” (2009, p. 182), é possível arraigar
o ensino do idioma a partir das músicas, que abrigam
todos esses aspectos delimitados pelo autor. As músicas
socializam ideias e, conforme Gobbi (2001), especializada
em LI, com ênfase em estratégias musicais, elas “fornecem
textos autênticos que estimulam a compreensão auditiva e Fonte: Print Screen de um vídeo de autoria dos alunos.
o debate” (2001, p. 29), além disso, ainda segundo a autora,
também “representa[m] um grande elo comunicativo. 3. Abordagem e metodologia de Língua Inglesa no
É a linguagem do som e letra que chegam ao ouvinte Ensino Fundamental na escola
em forma de comunicação” (2001, p. 40). Desta forma, é
possível afirmar que a música amplia o universo cultural O ensino de línguas estrangeiras pode ter por base
do aluno, ao apresentar ritmo e letra, que dialogam com diferentes concepções acerca da linguagem, bem como, de
a posição social que ele ocupa e, com isso, constitui-se que modo essas línguas podem ser aprendidas e ensinadas,
em uma estratégia de ensino, capaz de treinar a oralidade, estando o ensino vinculado a decisões sobre o conteúdo
a pronúncia, ampliar seu vocabulário na língua-alvo e, programático e sua sequência.
principalmente, atender ao que temos proposto nesse Em função disso, o ensino de línguas estrangeiras
trabalho: produzir sentido a partir dos movimentos de enfrenta inúmeras críticas e questionamentos, tendo em
autoria no idioma. vista a priorização da necessidade de se avaliar e pensar
o ensino de maneira mais condizente com a realidade do
aluno, do professor e da escola.
Diferentes metodologias de ensino de línguas, ao
longo do tempo, têm evidenciado diferentes concepções
sobre linguagem e como esta é aprendida e ensinada. No
contexto do ensino de línguas estrangeiras em sala de aula,
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este processo está vinculado a decisões sobre o conteúdo


programático e sua sequência. Coexistem visões de língua
como fenômeno a ser cuidadosamente selecionado e
segmentado, e como fenômeno a ser apresentado em seu
contexto natural ou genuíno.

6
Nos últimos tempos, as tendências no ensino de línguas 4. O problema
estrangeiras têm sido caracterizadas por influências teóricas
que destacam a comunicação, introduzindo-a como um O problema que envolve o tema está expresso em
dos pontos centrais do processo de ensino-aprendizagem. forma de algumas perguntas relevantes do ponto de vista
Como podemos observar nos PCNs-LE que diz: teórico e prático, assim formuladas:
Como os professores têm feito uso das metodologias e
[...] utilizar as diferentes linguagens. Verbal, musical, técnicas descritas para o ensino de língua inglesa?
matemática, gráfica, plástica e corporal como meio para
produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e
5. Metodologia
usufruir das produções culturais, em contextos públicos e
privados, atendendo a diferentes intenções e situações de
A realização de um trabalho com estas características
comunicação; (PCN–LE, 1998: 08.)
e objetivos requer o desenho preciso do horizonte
Uma das principais inovações da abordagem metodológico onde ele será inserido. A princípio, busca-
comunicativa no ensino de línguas estrangeiras diz respeito se orientação através dos conceitos acerca do tema
ao fato da mesma substituir o modelo de ensino centrado em questão, objetivando facilitar sua compreensão e
em formas gramaticais, passando a englobar, além da desenvolvimento.
competência linguística, outros tipos de competências Os meios pelos quais se pretende buscar a
necessárias ao falante da língua (CANALE e SWAIN: 1980). fundamentação necessária para discorrer a respeito deste
Parte-se da idéia da língua como um instrumento de tema, bem como, encontrar as respostas para as questões
interação humana. A cultura subjetiva, isto é, os valores norteadoras que motivaram a pesquisa, consistirão no
e as normas culturais, determinam os diversos modos desenvolvimento de uma análise através da matriz teórica:
de interação entre um falante e um ouvinte. Tais valores a analítica. O método de trabalho compreende a utilização
e normas encontram-se presentes na competência do método histórico-comparativo na busca dos subsídios
comunicativa dos participantes, ao fazerem determinadas necessários para o seu desenvolvimento.
escolhas durante a interação social. Para tanto, as questões norteadoras que motivaram a
A língua é um instrumento vivo e constantemente pesquisa consistirão em um levantamento bibliográfico,
em desenvolvimento. Diariamente, ela sofre influência da
baseado em material publicado em livros, periódicos,
cultura, seja na escrita ou na fala, “[...] dificilmente língua
Internet, e também no relatório obtido na escola escolhida
e cultura podem ser separadas. Consideramos que a
para a observação, entre outros.
língua é um dos sistemas de expressão de uma cultura e
que diferentes línguas apresentam preferências que são
influenciadas pela cultura” (GRABE & KAPLAN, 1989 apud AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM
OLIVEIRA, 2000: 50).
Neste sentido, a mudança de abordagem implica No Brasil, a mudança na educação vem sendo cada vez
também na necessidade de se criar as condições necessárias mais discutida. Esta reorganização do ensino Fundamental
para a aplicação do método de ensino-aprendizagem em é devido ao processo de universalização da educação
sala de aula tendo em vista as diferentes formas de pensar básica que começou a partir do século XX.
do falante. O mundo vem evoluindo a cada dia e a escola não
Assim sendo, a presente monografia tem por finalidade pode ficar estagnada no tempo com o desenvolvimento
estudar as metodologias e técnicas para aquisição da da indústria, a expansão dos meios de comunicação e da
linguagem no processo de aprendizagem de língua tecnologia, os métodos e conteúdos da escola tornaram-se
estrangeira. um fator a ser questionado e discutido.
Para tanto, faz-se inicialmente um breve comentário A proposta de reformulação do ensino de Língua
sobre aquisição de una língua estrangeira e em seguida Estrangeira é de longas datas. Desde épocas anteriores a
um breve estudo sobre os diferentes métodos de ensino, nossa, já se percebia a necessidade de mudanças, pois o
destacando: método de gramática-tradução, método maior fator de reprovação escolar em todos os âmbitos era
direto, método oral e ensino de línguas situacional, método a deficiência na leitura e na escrita.
áudio-lingual e, por fim, a abordagem comunicativa. Segundo Ubiratan D’Ambrósio: “a educação prepara os
Em seguida, conforme mencionado descrever-se-á indivíduos para o exercício da cidadania plena, ajudando-
o estudo das metodologias e técnicas para aquisição os a exercer seus direitos associados as responsabilidade e
da linguagem no processo de aprendizagem de língua deveres de todo o cidadão consciente e critico” (P.E.P. EMT.
1995, p. 10)
estrangeira na escola Rainha da Paz no município de Vale
Alguns tempos atrás, uma nova proposta de ensino
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de São Domingos. Finalizando, será estudado o contexto, o


de Língua Estrangeira vem consolidar o pensamento de
objeto do trabalho, o qual diz respeito ao ensino da língua Ubiratam D’ Ambrósio, pois, para que o homem exerça sua
estrangeira, para então se fazer algumas considerações cidadania é preciso que ele domine a linguagem.
finais acerca do tema estudado.

7
O mundo contemporâneo, em constantes mudanças, De acordo com Paiva:
exige cada vez mais da sociedade um preparo educacional Nos dias de hoje, entender ensino de língua como
maior e de melhor qualidade. Estima-se que, atualmente, restrito à aprendizagem de gramática e vocabulário
mais de milhões de pessoas falam o inglês em todo o pouco ajuda o aluno a lidar com a realidade em que nos
mundo. Isso ocorre devido ao grande poderio político e encontramos, onde o inglês cada vez mais nos cerca.
econômico do império britânico, associado ao crescimento (V.L.M. Paiva, 2007, p.32)
dos meios de comunicações e, hoje, principalmente, à Neste sentido, a gramática não pode ser ensinada
globalização. desvinculada das práticas de linguagem, a gramática
Disse Schütz (2003) numa Palestra apresentada no III trabalhada de maneira desarticulada da linguagem serve
Seminário Internacional em Letras da UNIFRA / Santa apenas como mais um conteúdo que precisa ser decorado
Maria-RS, que: para tirar notas na prova.
A atual revolução das telecomunicações proporcionada
pela informática, pela fibra ótica, e por satélites, despejando MÉTODOS DE ENSINO
informações via TV ou colocando o conhecimento da
humanidade ao alcance de todos via INTERNET, cria o No decorrer do processo de evolução do ensino
conceito de autoestrada de informações. Estes dois fatores de línguas estrangeiras, foram desenvolvidas diversas
bem demonstram como o mundo evoluiu a ponto de abordagens ensino, cada qual apresentando uma visão
tornar-se uma vila global, e o quanto necessário é que se particular acerca do que é língua, e qual o melhor modo de
estabeleça uma linguagem comum. (SCHÜTZ, 2003) ser ensinada e aprendida (LEFFA, 2003).
Tendo em vista às rápidas mudanças na sociedade De acordo com Anthony, quando se fala em
atual, cabe ao professor, além do ensino de língua inglesa, metodologia, fala-se no nível nos quais suposições e
promover o desenvolvimento de habilidades que permitam crenças acerca da língua e da aprendizagem de língua são
ao aluno ser o precursor de seu processo de aprendizado, especificadas (apud RICHARDS e RODGERS, 1986).
ou seja, um aluno autônomo sabe que tem um papel Para Franzoni (1992) os métodos e técnicas de ensino
ativo a cumprir em seu processo de aprendizagem, pois
se modificam na medida em que variam seus pressupostos,
o que vai diferenciá-lo das outras pessoas é o domínio da
dentre os principais métodos, pode-se destacar:
linguagem, tanto a materna quanto a língua inglesa, que
cada vez mais é utilizada na comunicação mundial.
1. Método de gramática-tradução
Na mesma direção afirma Bourdieu, na sociedade,
além dos bens materiais - força de trabalho, mercadorias,
Neste tipo de metodologia, o processo de ensino –
serviços circulam também bens simbólicos - informações,
aprendizagem não tem como objetivo o foco no significado
conhecimentos, livros, obras de arte, entre outros. A
linguagem é um bem simbólico; se podemos dizer que na das expressões dos alunos, porém e apenas na forma da
estrutura social capitalista existe a troca de bens materiais e língua.
simbólicos, que cria relações de força materiais e simbólicas, Neste tipo de abordagem, a finalidade de se estudar
podemos entender que na comunicação existe também uma língua estrangeira consiste em prender a língua
uma relação de força simbólica, onde podemos identificar intelectualmente, possibilitando com isso o acesso a textos
“possuidores” e “possuídos”, “dominantes” e “dominados” literários, bem como um domínio da gramática normativa.
(BOURDIEU, 1975). Apesar de ser amplamente criticada como ultrapassada
e normativa devemos à tradição gramatical que remonta à
De acordo com os PCNs: antiguidade greco-romana boa parte de nossa informação
o domínio da linguagem oral e escrita é fundamental gramatical. A classificação das palavras e suas variações
para a participação social efetiva, pois é por meio dela que tal qual são ensinadas hoje em dia, é uma herança que
o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa recebemos da análise gramatical proposta pelos gregos.
e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões do Pitágoras, no século V a.C., estabeleceu para a língua
mundo, produz conhecimento. (P.C.N, 1997, p. 13) grega os três gêneros e Platão distinguiu os nomes
Neste sentido, para que isso aconteça é preciso que a dos verbos. Aristóteles, no séc. IV a.C., denominou de
escola leve a todos os seus alunos os saberes linguísticos. intermediário o gênero que hoje intitulamos de neutro
Esta é uma das responsabilidades da escola: tornar acessível e identificou variações temporais no verbo grego. Os
aos alunos conhecimentos que os possibilitem exercer a estóicos distinguiam quatro partes do discurso: nome,
cidadania. verbo, conjunção e artigo, sendo que o adjetivo integrava
Por isso, o ensino da Língua Estrangeira não pode ser a classe do nome.
apenas o ensino da gramática, com exercícios contínuos Os alexandrinos estabeleceram paradigmas flexionais
de descrição gramatical, estudos de regras e hipóteses de e acrescentaram às categorias do nome, verbo, conjunção
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problemas, usando frases e termos descontextualizados. e artigos, as classes do pronome, advérbio, preposição
e particípio. A disciplina gramática, tal qual conhecemos
hoje, aparece na época helenística (NEVES, 2002, p.50).
Outro gramático de extrema importância à história da
gramática ocidental foi Apolônio Díscolo, do II século d.C.
A sua importância deve-se ao fato de ele ter inaugurado os

8
estudos da análise sintática. Além disso, a sua obra é muito língua – receber o conhecimento ou o material, fixá-lo na
extensa, os assuntos tratados cobrem quase todo o campo memória por repetição e usá-lo numa prática real até ele se
da análise linguística e o peso das suas conceituações é tornar uma habilidade pessoal”.
bastante forte na história das ideias gramaticais (NEVES, Desse modo, frases já prontas são apresentadas aos
2002, p.52). alunos, sendo relacionadas a diferentes situações ou
No século XX inauguram-se duas grandes correntes contextos para que os alunos as memorizem e repitam.
que influenciaram sobremaneira as gramáticas científicas: Esses exercícios de repetição são referidos como ‘drills’.
o estruturalismo e o funcionalismo. Na história da
gramática tradicional, nos impressiona o fato de que todos 4. Método áudio-lingual
estes estudiosos mencionados, cada um em seu tempo,
com as suas ideologias vigorantes, trataram a língua As atividades da metodologia áudio-lingual consistem
como uma matéria que não se esgota em si mesma em em diálogos e ‘drills’. Os alunos não utilizam a sua
termos de conhecimento. Dos estudiosos clássicos aos criatividade nem suas experiências prévias, tendo em vista o
contemporâneos, todos de alguma forma influenciaram as fato de utilizarem diálogos previamente criados no sentido
gramáticas tais quais conhecemos hoje. Uns menos, outros de fornecer os meios para contextualizar as estruturas
mais. Uns de forma mais contributiva, outros menos. principais da língua, bem como, ilustrar as situações em
Assim, no caso da língua estrangeira, a maioria dos que as mesmas podem ser aplicadas, como alguns aspectos
livros didáticos são construídos por regras gramaticais, culturais da língua-alvo (RICHARDS e RODGERS, 1986).
listas de vocabulário e frases para tradução.
Desta forma, falar a língua estrangeira não representa 5. Abordagem comunicativa
o objetivo, sendo que a prática oral consiste no fato dos
alunos lerem em voz alta as frases que eles traduzem, as Uma das principais inovações da abordagem
quais, por sua vez, são construídas para ilustrar o sistema comunicativo em relação às demais anteriormente citadas
gramatical da língua. diz respeito ao fato desta preocupar-se em levar para a
sala de aula materiais e tarefas que têm como preocupação
Dentro desse contexto, a língua é então concebida
central o significado ao invés da forma da língua.
como uma estrutura, na qual o importante é aprender as
De acordo com Richards e Rodgers (1986), o ensino
suas regras e formas.
comunicativo de línguas encontra as suas origens no
processo de mudanças da tradição de ensino na década
2. Método direto
de1960. A abordagem comunicativa do ensino de línguas
parte de uma teoria de língua como comunicação.
O método direto tem por princípio fundamental o fato
Assim sendo, a finalidade central do ensino de línguas
de que o aprendizado de uma língua estrangeira deve consiste no desenvolvimento da chamada “competência
ocorrer por meio do contato direto com esta. A língua comunicativa” (RICHARDS e RODGERS, 1986).
materna, portanto, deve ser excluída da sala de aula.
No que se refere às atividades propostas aos alunos, 6. A competência comunicativa
Cestaro (2002) afirma serem as mesmas diversificadas,
tais como: a) compreensão do texto e dos exercícios de O termo competência comunicativa foi proposto
gramática, b) transformação a partir de textos de base, por Dell Hymes (1979), sócio-linguista norte-americano,
c) substituições, d) reemprego de formas gramaticais, e) para definir os aspectos envolvidos na aprendizagem
correção fonética e; f) conversação. de língua materna sob um enfoque funcional da língua.
Ainda segundo Cestaro (2002), os exercícios de Dell Hymes analisa a organização dos recursos de fala
conversação têm por base perguntas / respostas, perguntas e dos repertórios que os falantes utilizam em diferentes
essas fechadas, nas quais se realiza uma preparação oral contextos e nas diversas interações humanas, a fim de
dos exercícios os quais, por sua vez, devem seguir um descobrir as competências e habilidades dos indivíduos
modelo anteriormente proposto. para se comunicarem, sem dissociá-los da comunidade
linguística a que pertencem.
3. Método oral e ensino de línguas situacional O sentido de competência comunicativa conceitua
a língua, não como um comportamento individual,
De acordo com o ensino de línguas situacional, a porém, como um comportamento de muitos sistemas
língua é concebida como sendo um conjunto de estruturas simbólicos que membros de uma sociedade usam para se
relacionadas a situações. comunicarem.
A teoria de aprendizagem desta abordagem consiste Dell Hymes (1979) menciona vários fatores que interagem
no tipo de hábito de aprendizagem. Para tanto, utiliza-se para determinar a competência comunicativa, entre eles, a
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de frases previamente prontas, que são apresentadas aos capacidade gramatical e a aceitação. Esta última originada
alunos e relacionadas a diferentes situações ou contextos em parâmetros básicos expostos em quatro fatores para
para que esses as memorizem e repitam. garantir a comunicação: ser formalmente possível; ser
Frisby (1957 apud RICHARDS e RODGERS, 1986, p.36), possível em relação ao significado comunicativo disponível;
cita o ponto de vista de Palmer como autoritário: “Como ser adequado ao contexto no qual é usado e avaliado; ser
Palmer apontou, há três processos na aprendizagem de desempenhado de fato.

9
Em suma, a competência comunicativa, para Dell Hymes, hipertexto a partir de um texto), etc; c) Capacidade
pode ser definida como a capacidade do indivíduo de qualitativa: perceber e classificar tipos de textos (gê-
conhecer o sistema linguístico (incluindo os conhecimentos neros) diferentes.
psicolinguísticos, sociolinguísticos e pragmáticos) e a
habilidade de saber o quê, para quem e como produzir Para isso, vê como necessário promover o contato do
enunciados adequados a qualquer situação. aluno com a maior variedade possível de situações de
Esse enfoque de Dell Hymes gerou a abordagem interação, por meio de um trabalho de análise e produção
comunicativa no ensino de línguas, influenciando de enunciados ligados aos vários tipos de situações de
principalmente o ensino de língua estrangeira. Essa enunciação. Além de promover também o conhecimento
abordagem considera necessárias no ensino tanto a da instituição linguística, “da instituição social que a
competência linguística, como o uso dessa competência língua é, de como está constituída e de como funciona” e
em situações concretas de comunicação. as habilidades de observação e de argumentação acerca
Canale (1984), baseado nas idéias de Dell Hymes, da linguagem, a partir do modo de pensar científico, do
desenvolveu um modelo de competência comunicativa raciocínio lógico, da abstração.
que envolvia a competência gramatical, a competência
sociolinguística, a competência discursiva e a competência 7. Principais características da abordagem
estratégica. comunicativa
A competência gramatical diz respeito ao domínio
da língua, entendida como um sistema, englobando os Dentre as principais características da abordagem
conhecimentos fonológicos, morfológicos, sintáticos e comunicativa pode-se destacar: a) enfatizar a produção
semânticos, além de pronúncia e ortografia. A competência de significado, de sentido em detrimento das formas do
sociolinguística compreende os fatores de uso da língua em sistema gramatical e; b) ensinar a língua estrangeira de
diferentes contextos, depende de fatores contextuais como modo que a mesma se aproxime das situações exteriores
o status dos participantes, o propósito da interação, além à da sala de aula, denominadas por alguns autores de
‘mundo real’.
das normas e convenções dos grupos sociais e do repertório
De acordo com Littlewood (1981), a abordagem
do indivíduo. A competência discursiva diz respeito à
comunicativa abre uma ampla perspectiva na língua, uma
conexão de uma série de orações e frases com a finalidade
vez que, considera a língua não apenas em termos de suas
de formar um todo significativo. Este conhecimento tem de
estruturas (gramática e vocabulário), mas também em
ser compartilhado pelo falante/escritor e ouvinte/leitor. A
termos de funções comunicativas que ela representa.
competência estratégica é entendida como a competência
Desta forma, passa-se então a observar não somente
para compensar a falta de conhecimento das regras de uso
as formas da língua, contudo, também o que as pessoas
da língua. fazem com estas formas no momento em que elas desejam
se comunicar (LITTLEWOOD, 1981).
Travaglia (2000, p.19) também insere a questão ao Na mesma direção, afirma Almeida Filho (1993), que
contexto sócio-cultural do falante. Considera a competência o ensino comunicativo consiste naquele que organiza
comunicativa como uma: as experiências de aprender em termos de atividades
relevantes, tarefas de real interesse, bem como as
[...] capacidade dos usuários de empregar necessidades a fim de que o mesmo possa adquirir a
adequadamente a língua nas diversas situações de capacidade de utilizar a língua-alvo para realizar ações reais
comunicação e progressivamente desenvolver a capacidade na interação com outros falantes-usuários dessa língua.
de realizar a adequação do ato verbal às situações de Segundo Thompson (1996), são várias as concepções
comunicação. equivocadas que alguns professores de língua estrangeira
possuem acerca da abordagem comunicativa, sendo que
O autor entende que essa capacidade se desenvolve uma delas diz respeito ao ensino da gramática, tendo em
a partir das competências textuais e gramaticais ou vista o fato de muitos professores afirmarem que o ensino
linguísticas, definidas como: da gramática não ocorre na abordagem comunicativa.
- competência gramatical: no mesmo sentido de Dell Para Thompson (1996), tal afirmação é incorreta, pois
Hymes e Canale, é definida como a capacidade de o que se tem é uma nova concepção em substituição ao
gerar sequências reconhecidas por todos os usuários tratamento tradicional das regras gramaticais. Para o autor,
da língua como gramaticais; na medida do possível, os alunos são inicialmente expostos
- competência textual: capacidade de produzir e com- à nova língua num contexto compreensível, assim, eles são
preender textos considerados bem formados em capazes de entender a sua função e o seu significado e
situações de interação comunicativa. Dela derivam então depois é que a atenção deles é voltada para examinar
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algumas capacidades: a) Capacidade formativa: de as formas gramaticais que foram aplicadas para expressar
reconhecer, produzir, compreender e avaliar textos; aquele significado.
b) Capacidade transformativa: de transformar um Neste sentido, a abordagem comunicativa inova em
texto a partir de outro (s). Por exemplo, parafrasear, relação às demais abordagens, tendo em vista se preocupar
resumir, resenhar, escrever uma crônica a partir de primeiramente com o domínio dos significados da língua
um relato, uma crítica sobre uma peça de teatro (um ao invés da forma.

10
A segunda característica da abordagem comunicativa iguais, e conhecimento de mundo variados. Na sala de
consiste no fato de que o ensino de línguas deve se aula, esse resultado envolverá, portanto, as contribuições,
aproximar das situações exteriores à sala de aula – o as divergências, crenças e valores dos participantes desse
“mundo real”. Assim sendo, a sala de aula deve fornecer contexto na construção social do significado.
oportunidades para o ensaio de situações e comunicações Percebe-se, portanto, a complexidade do processo de
da vida real, por meio de simulações, debates, diálogos, etc. compreensão com o qual o aluno de Língua Estrangeira
Para Leffa (2003) os diálogos utilizados no processo de se depara. Contudo, deve-se ressaltar que esse processo
ensino-aprendizagem devem apresentar personagens e já foi vivenciado pelo aluno na aprendizagem de sua
situações reais de uso da língua, incluindo os ruídos que língua materna, o que deve facilitar a aprendizagem da
normalmente interferem no enunciado, tais como conversas compreensão escrita e oral em Língua Estrangeira.
de fundo, vozes distorcidas no telefone, sotaques, etc.
No caso dos textos escritos, não se deve restringi-lo
1.1. Compreensão escrita
aos livros ou artigos de revistas, porém abranger todas as
modalidades de impresso como jornais, cartas, formulários,
Provavelmente, o fator mais característico da
catálogos, cardápios, mapas, bilhetes, cartões, etc. A
utilização de textos simplificados deve ser evitada, uma vez compreensão escrita seja a ausência do interlocutor. Ao
que prejudica a autenticidade do material (LEFFA, 2003, p. contrário do que ocorre, em geral, na compreensão oral,
14-15). normalmente o interlocutor não está presente face a face,
mas os vestígios de sua presença restam nas marcas que o
Fonte: escritor escolheu deixar no texto. Cabe ao leitor, com base
http://linguagem.unisul.br/paginas/ensino/pos/ nessas marcas, se envolver na “conversa” com o escritor.
linguagem/eventos/simfop/artigos_VI%20sfp/Camila%20 Há evidências dessa conversa entre o leitor e o escritor
dos%20Anjos_Ingl%C3%AAs.pdf em certas marcas do discurso escrito (por exemplo, “em
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/ resumo”, “como já apontei acima” etc.) em que fica clara a
direito/abordagem-e-metodologia-de-lingua-inglesa-no- natureza interacional do discurso escrito.
ensino-fundamental-na-escola/56678 No que se refere ao ensino da compreensão escrita
em Língua Estrangeira, para facilitar o engajamento
discursivo do leitor-aluno, cabe privilegiar o conhecimento
LEITURA DE TEXTOS. INTERPRETAÇÃO DE TEX- de mundo e textual que ele tem como usuário de sua
TOS. língua materna, para se ir pouco a pouco introduzindo o
conhecimento sistêmico. Desse modo, o foco no terceiro
1. COMPREENSÃO ciclo é em compreensão geral, enquanto no quarto ciclo é
em compreensão geral e detalhada.
O processo da compreensão escrita e oral envolve Um aspecto importante relacionado ao ensino da leitura
fatores relativos ao processamento da informação, é que ensinar a ler não envolve necessariamente fazer ler em
cognitivos e sociais. Os fatores relativos ao processamento voz alta. A leitura em voz alta abarca o conhecimento sobre
da informação têm a ver com a atenção, a percepção a estrutura sonora da língua e pode atrasar o engajamento
e decodificação dos sons e letras, a segmentação do aluno na construção do significado. O que é crucial no
morfológica e sintática, a atribuição do significado ao ensino de leitura é a ativação do conhecimento prévio do
nível léxico-semântico, e a integração de uma informação
leitor, o ensino de conhecimento sistêmico previamente
a outra. Os fatores cognitivos envolvem a contribuição do
definidos para níveis de compreensão específicos e a
leitor/ouvinte, a construção do significado (a formulação
realização pedagógica da noção de que o significado é uma
de hipóteses sobre os significados possíveis com base no
construção social. Além disso, a leitura abarca elementos
seu pré-conhecimento de mundo) e de organização textual
e os fatores sociais, que englobam a interação/falante e outros que o próprio texto escrito, tais como as ilustrações,
escritor/ouvinte localizada na história, na instituição e gráficos, tabelas etc., que colaboram na construção do
na cultura. Isso significa dizer que compreender envolve significado, ao indicar o que o escritor considera esclarecedor
crucialmente a percepção da relação interacional entre ou principal na estrutura semântica do texto.
quem fala, o que, para quem, por que, quando e onde. Segue-se a explicitação de cada um desses
Deve-se dizer, ainda, que a compreensão é uma atividade conhecimentos em relação ao papel que desempenham na
com propósito definido, pois aqueles envolvidos nesse aprendizagem da leitura.
processo estabelecem objetivos quanto à finalidade do ato O conhecimento de mundo tem um papel primordial,
de compreender em que estão engajados (por exemplo, pois, ao ler, o aluno cria hipóteses sobre o significado que
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ler um jornal, ouvir uma notícia no rádio, compreender um está construindo com base em seu pré-conhecimento. Por
texto escrito sobre as regras de um jogo, ler uma bula etc., exemplo, ao encontrar a palavra “cinema” em um texto,
definem objetivos de compreensão específicos). o leitor aciona o seu conhecimento sobre cinema. Assim,
Outro aspecto importante é que o resultado do processo caminha pelo texto projetando coerência por meio da
de compreensão é variado por estarem envolvidas pessoas representação do mundo textual que vai elaborando com
diferentes, com propósitos interacionais nem sempre base do que se sabe sobre cinema.

11
O conhecimento de organização textual também Pré-leitura
facilita a leitura ao indicar para o aluno como a informação Esta fase é caracterizada pela sensibilização do aluno
está organizada no texto. Por exemplo, ao ler uma em relação aos possíveis significados a serem construídos
história, o leitor-aluno, confiando em seu conhecimento na leitura com base na elaboração de hipóteses. Engloba:
da organização de histórias, sabe que sua compreensão - ativar o conhecimento prévio dos alunos em relação
será balizada pelo modo como as histórias se organizam. ao conhecimento de mundo: explorar o título, subtí-
Assim, após encontrar a situação da história em que estão tulos, figuras, gráficos, desenhos, autor, fonte;
apresentados os personagens e o contexto em que atuam, - ativar o pré-conhecimento do aluno em relação à or-
o aluno se prepara para encontrar o problema, em seguida ganização textual: explorar itens lexicais (“era uma
a solução e a avaliação. vez”), cabeçalhos (de
O conhecimento sistêmico contribui para a ativação e - carta), a distribuição gráfica do texto (listagem de in-
a confirmação das hipóteses que o aluno está elaborando. gredientes) etc., reveladores da organização textual;
Nos estágios iniciais de aprendizagem, o conhecimento - situar o texto, identificando quem é o autor, o leitor
referente aos itens lexicais é crucial, já que facilita a ativação virtual, quando e onde publicado e com que propó-
de conhecimento do mundo do aluno. O conhecimento sito (a quais interesses serve), de modo a evidenciar a
da morfologia da Língua Estrangeira, ao indicar o papel leitura como uma prática sociointeracional.
gramatical do item, colabora para a compreensão. Por
exemplo, a marca de advérbio – “-mente”, em espanhol Leitura
e português; “-ment”, em francês; e “-ly”, em inglês - É nesta fase que o aluno tem de projetar o seu
indica para o leitor o modo como a ação verbal está se conhecimento de mundo e a organização textual nos
desenvolvendo. Parte desse tipo de conhecimento também elementos sistêmicos do texto. Com base no nível de
engloba os elos coesivos que o leitor tem de reconhecer compreensão previamente estabelecido, o professor
no estabelecimento da referência pronominal, lexical etc., capitaliza nas estratégias de leitura que o aluno tem
como também os conectores das partes do discurso. como leitor em sua língua materna e nos itens lexicais
Por exemplo, ao identificar que os conectores “parce e gramaticais semelhantes aos da língua materna e em
que”, em francês, “because”, em inglês e “porque”, em outros itens sistêmicos diferentes, na dependência do nível
espanhol, indicam uma relação semântica de causa entre de compreensão. É claro que para níveis de compreensão
duas partes do discurso, o leitor tem sua compreensão mais detalhada a familiarização com elementos sistêmicos
facilitada por entender a relação semântica, ainda que diferentes da língua materna será necessária. É importante
tenha dificuldades com outros elementos sistêmicos. Em também que o aluno aprenda a adivinhar o significado de
relação a esse conhecimento é preciso não esquecer que palavras que não conhece, por meio de pistas contextuais, da
o tipo de conhecimento requerido do aluno é em nível de mesma forma que é essencial que aprenda a desconsiderar
reconhecimento apenas, não de produção. a necessidade de conhecer todos os itens lexicais para
Ao ensinar os tipos de conhecimento mencionados, o ler. São importantes as estratégias de integração de uma
professor deve se balizar pelos conhecimentos que o aluno informação a outra, o estabelecimento dos elos coesivos
tem de sua língua materna e do mundo. Por exemplo, e a utilização de estratégias de inferência. É crucial que o
numa atividade de leitura, o professor deve fazer com que aluno aprenda a distinguir entre informações centrais na
o aluno tome consciência do que já sabe ao explorar itens estrutura semântica do texto e os detalhes.
lexicais cognatos.
O estabelecimento de metas realistas faz parte de Pós-leitura
qualquer processo de ensino e aprendizagem. No caso da Ao final da leitura, o professor poderá planejar
leitura, metas realistas estão intrinsecamente vinculadas à atividades destinadas a levar os alunos a pensar sobre o
definição do nível de compreensão que se deseja alcançar. texto, emitir suas reações e avaliar, criticamente, as ideias
Esse fator, por sua vez, relaciona-se com a autoestima do do autor. O foco essencial é no relacionamento do mundo
aluno, pois o desafio encontrado é enfrentado com sucesso. do aluno com as ideias do autor. Esses aspectos mais
críticos evidenciados nesta fase devem perpassar toda a
1.2. Orientações didáticas para o ensino da atividade de leitura, embora pedagogicamente estejam
compreensão escrita concentrados aqui.
Para o desenvolvimento da habilidade de compreensão
Primeiramente, é necessário que o professor escolha o escrita é necessário poder dispor de uma grande variedade
texto a ser usado para, a seguir, estabelecer um propósito de textos de diversos tipos, provenientes de jornais,
para a leitura (o que pode ser feito em conjunto com a revistas, instruções de jogos e de funcionamento de
classe). Esse propósito definirá o nível de compreensão a aparelhos, livros, da Internet etc. Será importante envolver
LÍNGUA INGLESA

ser alcançado, o que pode abarcar desde uma compreensão os alunos nesse processo de coleta de textos para se
geral em relação ao que é tratado no texto, até a procura assegurar, por um lado, o interesse dos alunos, e por
de uma informação específica, por exemplo, uma data, outro lado, a conexão entre o que se faz na sala de aula de
um nome etc. É útil pensar sobre o trabalho em fases que Língua Estrangeira e o mundo fora da escola onde a língua
podem ser chamadas de pré-leitura, leitura e pós-leitura. estrangeira é usada. Neste particular, os livros didáticos,
em geral, não cumprem esse objetivo, pois os textos que

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neles se encontram são, na maioria das vezes, elaborados 1.3. Compreensão oral
e/ou selecionados tendo em vista o ensino do componente
sistêmico, que na proposta destes parâmetros não é fim, O processo envolvido na compreensão oral assemelha-
mas sim um dos tipos de conhecimento que possibilitam se ao da compreensão escrita. Inclui, contudo, dois aspectos
a aprendizagem de Língua Estrangeira pelo envolvimento principais que o distinguem. A necessidade de utilizar
no discurso. A visão de leitura adotada difere daquela conhecimento sistêmico ao nível fonético-fonológico e o
tradicionalmente seguida em sala de aula e em material fato de ser caracterizado por uma realização interacional
didático, centrada em aspectos de decodificação da palavra imediata, que pode desaparecer sem deixar vestígios se não
escrita, em que o único conhecimento utilizado pelo leitor- for gravada. Além dos tipos de conhecimento mencionados
aluno é o sistêmico, baseando-se numa concepção de em relação à compreensão escrita (conhecimento de
leitura em que o significado é inerente ao texto e não uma mundo, do conhecimento sistêmico e do conhecimento
construção social. da organização textual), a compreensão de textos orais
Exemplos de tarefas de compreensão escrita: requer o conhecimento dos padrões de interação social (os
direitos e deveres interacionais, isto é, quem pode tomar o
- Exemplo 1 turno, por exemplo).
Meta: distinguir as ideias principais dos detalhes com Com base nesses conhecimentos, os usuários-ouvintes
base na organização textual. criam expectativas sobre o que os seus interlocutores vão
Fase: leitura. dizer. Assim, os falantes esperam atingir suas propostas
Atividade: identificar as ideias centrais em cada pará-
comunicativas, apoiando-se nas expectativas dos ouvintes
grafo de uma história de modo a produzir um resu-
em relação ao que devem esperar do discurso. Os
mo.
ouvintes, por sua vez, projetam seus conhecimentos nas
- Exemplo 2 contribuições dos falantes na negociação e construção de
Meta: formular hipóteses sobre o conteúdo de textos, significados.
usando-se o conhecimento prévio, de mundo dos Isso não quer dizer, no entanto, que toda comunicação
alunos. oral seja sempre recíproca, pois há casos, como em uma
Fase: pré-leitura. conferência ou em uma aula expositiva, em que não há
Atividade: responder perguntas, participar de discussão uma interação recíproca nem uma troca de turnos. O que
sobre determinado assunto, que será posteriormen- existe é a preocupação do falante com aquilo que vai ser
te encontrado em um texto. dito, com a organização do texto, com os vários níveis de
organização linguística e com as expectativas dos ouvintes
- Exemplo 3 para facilitar a compreensão da informação. Assim, embora
Meta: desenvolver atitude crítica. os participantes estejam engajados com o que está
Fase: pós-leitura. ocorrendo, não há uma participação ativa no processo
Atividade: identificar alguns sinais de preconceitos na interacional, uma vez que não podem intervir diretamente
maneira como pessoas ou lugares são tratados no na situação comunicativa. Já na comunicação recíproca,
texto. que oferece a possibilidade do outro se manifestar, há,
além do engajamento, a participação dos interlocutores
- Exemplo 4
(falantes e ouvintes) no ato comunicativo.
Meta: localizar e levantar informações em um texto.
Embora as dificuldades típicas da compreensão escrita
Fase: leitura.
Atividade: encontrar nomes de pessoas ou de lugares, ocorram igualmente na compreensão oral, nesta o ouvinte
datas. pode solicitar que o seu interlocutor esclareça suas
dificuldades de compreensão. É claro que na compreensão
- Comentários: de textos orais do rádio e da TV, por exemplo, a possibilidade
- o exemplo 1 chama a atenção para como a organiza- de interromper o interlocutor não se configura.
ção textual reflete a organização da informação no Do ponto de vista do processo de ensinar e aprender,
texto, o que possibilita distinguir as ideias centrais de além das questões relativas ao ensino da compreensão
ideias secundárias; escrita, convém considerar os tipos de conhecimento
- o exemplo 2 indica que a construção do significado específicos da compreensão oral já discutidos:
depende da contribuição dos leitores, ao mesmo conhecimento ao nível fonético-fonológico e as regras da
tempo que mostra que a leitura é um ato social; interação oral.
- o exemplo 3 desenvolve a consciência no leitor de que Esse processo de construção do significado é, portanto,
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as pessoas quando usam a linguagem fazem esco- determinado pelo modo como os interlocutores agem pelo
lhas que refletem suas visões de mundo, preconcei- discurso realizado num determinado momento (a história)
tos etc. e espaço (contextos culturais e institucionais).
- o exemplo 4 indica que leitores têm propósitos espe-
cíficos, ou seja, nem sempre é necessário ler o texto
todo, dependendo do objetivo da leitura.

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1.4. Orientações didáticas para o ensino da - o exemplo 3 indica como a entonação contribui para a
compreensão oral construção do significado, além de chamar a atenção
Tendo em vista as semelhanças entre os processos para a natureza sociointeracional da linguagem;
de compreensão oral e escrita, guardando-se as - o exemplo 4 novamente chama a atenção para a na-
diferenças já apontadas, pode-se sugerir o mesmo tureza sociointeracional da linguagem ao focalizar
tratamento pedagógico para o ensino da compreensão como os participantes usam a linguagem, dependen-
oral, organizando-o em fases, conforme sugerido para a do de como estão posicionados no mundo social.
compreensão escrita.
Exemplos de tarefas de compreensão oral:
PRODUÇÃO

Se de um lado do jogo interacional de construir


- Exemplo 1
significados estão as habilidades comunicativas de
Meta: ativar o vocabulário que será encontrado no texto
compreensão escrita e oral, do outro estão as habilidades
a ser compreendido para trazer à tona o conheci-
de produção escrita e oral. As pessoas se envolvem nesse
mento de mundo facilitador da compreensão oral do
jogo, tendo em mente que querem agir no mundo social
texto.
em relação a seus interlocutores. É por isso que ao produzir
Fase: pré-compreensão oral.
um texto escrito ou oral, da mesma forma que no ato da
Atividade: listar itens lexicais relativos à temática do tex-
compreensão, as pessoas, além de considerarem sobre
to que será ouvido.
o que estão escrevendo ou falando, levam em conta
para quem, por que, onde e quando estão escrevendo
- Exemplo 2
ou falando. Essas considerações se refletem, nos textos
Meta: captar informações específicas.
produzidos, nas expectativas que o escritor ou falante têm
Fase: compreensão oral.
em relação aos leitores e ouvintes, que estão situados na
Atividade: a partir de uma gravação, preencher, por
cultura, na instituição e na história.
exemplo, uma ficha de informações sobre determi-
Contudo, é preciso considerar duas diferenças básicas
nado assunto.
entre a produção escrita e a oral em razão da presença
ou ausência do interlocutor: o nível de planejamento e de
- Atividade: após ouvir uma mensagem em uma secre-
envolvimento com o interlocutor que a tarefa de produzir
tária eletrônica, preencher uma folha de um bloco de
acarreta. A escrita tende a exigir mais planejamento
recados para que um amigo receba as informações
(incluindo, portanto, a necessidade de revisar o texto) do
de que necessita.
que a produção oral. Em virtude da não simultaneidade do
ato interacional típica da fala, o escritor tem de planejar mais
- Exemplo 3
seu texto, antevendo as dificuldades possíveis na construção
Meta: desenvolver condições para que os alunos perce-
do significado que o leitor enfrentará, já que este não pode
bam as possibilidades diferentes de padrões entona-
interromper o escritor e pedir esclarecimentos sobre seu
cionais: pergunta, afirmação e exclamação.
texto. Deve-se, porém, levar em conta que certos tipos de
Fase: compreensão oral.
textos orais, aulas expositivas, por exemplo, acarretam um
Atividade: preencher um quadro indicando quais falas
alto nível de planejamento da parte do falante e que em
de um diálogo gravado são perguntas, afirmativas
algumas culturas (por exemplo, na Inglaterra) não é comum
ou exclamações.
que um expositor ser interrompido para esclarecimentos.
A outra diferença diz respeito ao maior ou menor nível
- Exemplo 4
de envolvimento com o interlocutor. A produção oral,
Meta: desenvolver consciência crítica de que os inter-
em virtude da presença do interlocutor, tende a acarretar
locutores ocupam posições diferentes na instituição.
maior envolvimento com ele. À luz do olhar do interlocutor,
Fase: pós-compreensão oral.
dos seus gestos e de traços de sua identidade social (classe
Atividade: com base em uma gravação de um diálogo já
social, etnia, opção sexual etc.), pode-se moldar o que se
trabalhado, identificar marcas da posição hierárquica
fala de modo a envolvê-lo mais diretamente na construção
na instituição, de formalidade ou informalidade etc.,
do significado. Todavia, há textos escritos, como cartas
no modo como os participantes se referem uns aos
pessoais, por exemplo, contendo marcas da oralidade,
outros.
o que se nota, entre outras formas, pelo uso de frases
questionadoras que envolvem diretamente a opinião do
Comentários:
leitor em relação ao que foi dito: “concorda?”, “não é?”.
- no exemplo 1, a primeira tarefa se baseia na relevân-
A produção de textos orais e escritos envolve uma série
LÍNGUA INGLESA

cia da ativação do conhecimento lexical que o aluno


de diferenças marcantes relacionadas às modalidades oral
já tenha para ter acesso à temática do texto a ser
e escrita, determinadas, em última análise, por um lado,
ouvido;
pelo uso da estrutura sonora das línguas, e, por outro, pela
- no exemplo 2, está sendo focalizada a habilidade de
representação escrita (escrita alfabética, ideográfica etc.)
selecionar informação, com base no propósito do
do que se tem a dizer. Todavia, a produção de textos orais
ouvinte;
e escritos igualmente acarreta o uso de conhecimento de

14
mundo (refletido naquilo sobre o que se fala ou escreve), Uma forma de tentar ultrapassar as dificuldades que
da organização da informação em tipos de texto (alguns a escrita apresenta para esse momento da aprendizagem
sendo típicos da fala - por exemplo, uma entrevista - e seria utilizar, como base de todo o planejamento, as
outros da escrita - por exemplo, um ensaio acadêmico) relações que se podem estabelecer entre o conhecimento
e de elementos sistêmicos (alguns também sendo mais de mundo e as diferentes formas de organizá-lo em textos
recorrentes na fala - por exemplo, contrações - e outros na por meio da escrita. Essa aprendizagem requer que se
escrita - por exemplo, termos técnicos). tenha uma compreensão clara da relação entre o processo
As diferenças na organização textual têm papel de escrita e um determinado produto (o seu produto
fundamental em relação à produção de textos em Língua específico), considerado(s) seu(s) objetivo(s) e possíveis
Estrangeira, além das diferenças no nível sistêmico entre utilizações sociointeracionais.
as línguas. As pesquisas no campo de estudos contrastivos A questão da metacognição do processo da escrita põe
em relação aos sistemas e à organização textual de línguas em evidência a relação entre o que se está aprendendo,
diferentes têm chamado a atenção para a importância o como e qual o propósito da aprendizagem. Importa
de que o professor tenha acesso a esses contrastes para ter clareza do que se espera que o aluno produza na
colaborar na aprendizagem das habilidades comunicativas modalidade escrita: é preciso que haja uma relação de
de produção. Muitas dificuldades na produção de textos possibilidade real de existência da tarefa e o seu resultado,
orais e escritos são causadas pelas diferenças entre a língua isto é, que a solicitação de produção escrita ao aluno deixe
estrangeira e a língua materna no que se refere, por exemplo, clara a situação de comunicação: quem escreve, com que
às diferenças entre os sistemas fonológicos e sintáticos, e finalidade, para quem, de modo que necessidades e desejos
em relação a como as línguas organizam a informação em possam vir a ser expressos, já que o uso da linguagem só
textos. Um exemplo são os modos diferentes de organizar se concretiza a partir de um lugar de produção histórico,
uma conversa informal ou um texto escrito expositivo em cultural e institucionalmente determinado.
línguas diferentes. Outros elementos dizem respeito a:
A seguir, são focalizadas as especificidades das - motivações - extremamente ligadas aos interesses da
habilidades comunicativas de produção escrita e de faixa etária e ao grupo social no qual se inserem os
produção oral. alunos;
- incentivo à criatividade - resultante da possibilidade
1. Produção escrita de se atenuarem as relações de poder na sala de
aula, permitindo situações de produção nas quais o
Um dos primeiros aspectos a considerar em relação aluno possa contribuir de forma mais atuante;
ao processo de produção da escrita é o próprio desafio - trabalho em grupo - forma que permite mais facil-
que ela representa: é uma interação que se estabelece em mente a concretização da ideia de que os sentidos se
ausência do interlocutor, diferençando-se da interação produzem na interação;
oral, na qual os parceiros encontram-se em presença na - o papel do professor na visão sociointeracionista - o
simultaneidade da fala. Logo, o interlocutor do texto de responsável pela organização das interações na
escrito - a razão mesma da existência do texto - vem a ser sala de aula, bem como o de buscar o equilíbrio das
um projeto do escritor que utilizará estratégias da língua relações nesse contexto.
escrita para suprir essa não-presença. Assim, quem escreve
se vê obrigado a expor informações/ideias de maneira mais A ativação desses metaconhecimentos adquiridos ao
clara, planejada e detalhada que na situação de interação longo da seriação escolar é instrumento importante na
face a face, caracterizando tal processo como aquele que construção do texto escrito, tanto do ponto de vista da
precisa evitar a ambiguidade e perseguir a clareza. Além relação entre leitura e escrita como da possibilidade de
disso, há a questão de que o conhecimento exigido do transposições do oral para o escrito.
código linguístico é de natureza diversa na situação Outra questão é traçar metas realistas para a produção
de interação escrita - se comparada com a oral - e que, escrita. Isso é possível a partir da observação das condições
ainda, os possíveis contextos socioculturais, relevantes na em que se desenvolve a aprendizagem, da definição das
constituição dos diferentes sentidos, na escrita precisam ser etapas didáticas e da escolha de ferramentas apropriadas.
recuperados por quem escreve, enquanto na oral ambos os Entre as etapas que podem caracterizar as tarefas de
participantes podem estabelecer as referências necessárias. produção escrita (planejamento, produção e revisão)
No contexto social brasileiro, no qual a circulação do mereceria especial atenção a de revisão do texto produzido.
escrito é de acesso desigual, é possível que o jovem aluno Esta pode ser realizada com a cooperação de um colega
dos terceiro e quarto ciclos não tenha tido oportunidade de modo a colaborar na construção da aprendizagem; na
de conviver com a importância e com o papel social percepção de que o significado é uma construção social,
LÍNGUA INGLESA

dessa forma de manifestação discursiva. Não por viabilizada na própria tarefa de produzir um texto em
desconhecimento da modalidade, pois ele se encontra em conjunto; e na compreensão de que a tarefa de produção
processo de construção de sua expressão escrita em língua escrita requer aprimoramento do texto produzido em
materna, o problema se constitui no conhecimento prévio razão da necessidade de perseguir a clareza e de se antever
que esse aluno detém em relação aos espaços sociais que
as dificuldades que o leitor possa ter.
requerem o seu uso.

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Uma das ferramentas essenciais para a produção como fonte primária de informações. A articulação desses
escrita diz respeito ao uso de materiais que devem estar diferentes conhecimentos é relevante para a organização
disponíveis como apoio para consulta, inclusive em de todo o planejamento e permite iluminar os caminhos a
momentos de avaliações formais. Porque encontrar saídas serem percorridos pelo aluno.
e soluções para impasses da escrita como tarefa do próprio
1.1. Produção oral
aluno corrobora a busca da autonomia na construção do
conhecimento. A proposta de desenvolver a produção oral em sala
Os materiais a serem utilizados como apoio tanto de aula de Língua Estrangeira remete a algumas reflexões,
podem ser adquiridos dentre publicações disponíveis tanto no que concerne aos objetivos dessa aprendizagem
como ser elaborados pelo grupo de aprendizes e/ou pelo quanto à possibilidade de que se possa vir a concretizá-
professor. A opção pelo material dependerá das atividades la de uma forma significativa. Trata-se de buscar que os
a serem desenvolvidas, de modo que a cada grupo pode alunos percebam o papel que a produção oral em língua
corresponder um conjunto não exatamente igual ao de estrangeira tem no exercício das interações sociais.
outro de mesmo nível, no que diz respeito aos conteúdos Uma reflexão importante diz respeito ao entendimento
sobre o que se escreve e não propriamente a conhecimento da produção oral como decorrente de situações de
sistêmico e organizações textuais. A relação material de interação, cujas macropossibilidades se dividem entre:
- mais centradas no que se diz - por contar com apoio
apoio/tarefa se estabelece a partir das necessidades e
no escrito - , já que não se prevê a intervenção direta do
desejos detectados pelo professor em relação ao grupo. ouvinte na interação (por exemplo, uma apresentação em
Seguem alguns recursos que podem ser utilizados como sala de aula);
apoio nas aulas de produção escrita em Língua Estrangeira: - mais centradas no ouvinte, já que implica a presença de
- dicionário, mono ou bilíngue; ambos os interlocutores na situação de interação próxima
- glossário construído em sala de aula, constituído à ou distante no espaço (por exemplo, uma conversa face a
medida que avancem os temas; uma possibilidade é face ou por telefone).
haver um rodízio da responsabilidade das anotações Toda situação de interação comporta a existência do
entre os grupos de aprendizes, os quais estarão res- interlocutor, porém as formas de introduzir este outro e
ponsáveis por transmitir aos demais o registro feito de ele atuar sobre quem fala são de natureza diferente. A
em sala; partir disso, pode-se afirmar que referências culturais na
- guias de apoio, que contenham: língua estrangeira serão fundamentais para que o aluno
- conjugações: em que constem não só paradigmas, possa ter acesso às regras interacionais aceitas nessa língua
mas também explicações sobre o uso de modos e (por exemplo, o direito de se interromper alguém, mesmo
tempos verbais predominantes nos tipos de textos em uma conversa informal em línguas diferentes).
em estudo e os efeitos de sentido que criam esses Outra reflexão diz respeito aos espaços sociais
usos; que requerem o seu uso. O contexto externo à sala de
- elementos gramaticais: considerados fundamentais aula oferece estímulo, estabelece influências, desperta
para a compreensão dos tipos de textos que estejam motivações. Contudo, esse quadro não deve se transformar
sendo produzidos; em imposição, cabendo ao professor buscar relevância
- características dos tipos de textos em estudo: informa- desse mundo externo em relação às circunstâncias de sala
ções sobre quem produziu, para quem, sobre o que, de aula que se apresentam. A sala de aula é um espaço
quando, porque e onde; o texto de suporte escrito no qual a produção oral será estabelecida como atividade,
ou oral, e ainda, o tipo de veículo no qual se insere o mais ou menos formalizada, de acordo com o que o grupo
texto (revista, jornal etc.). definir como necessidades e desejos.
Duas perguntas se impõem ao se refletir sobre como
Como forma de estruturar a aprendizagem da produção o professor pode desenvolver a produção oral de Língua
escrita em Língua Estrangeira, alguns elementos precisam
Estrangeira em sala de aula: que papel atribuir à pronúncia?
ser observados. O estímulo escrito e/ou oral deverá ser
Com quem os aprendizes terão oportunidade de falar na língua
analisado quanto às suas regras de organização textual,
estrangeira? As respostas a essas perguntas não são iguais para
de modo que o processo de estruturação da escrita tenha
fundamentos e referências bem explicitados. Outra questão todos os contextos de ensino e aprendizagem: a diversidade
importante diz respeito ao aproveitamento da Língua social, política e geográfica do Brasil terá papel fundamental no
Estrangeira escrita que existe no contexto sociocultural direcionamento da resolução dessas questões.
da situação escolar: é uma experiência adquirida numa No que se refere ao ensino de pronúncia, embora o
situação concreta de comunicação, facilitadora da sua professor não tenha de ser um especialista em fonética/
fonologia, precisará conhecer alguns elementos que podem
LÍNGUA INGLESA

utilização em outros contextos.


Consideradas essas observações, não convém solicitar vir a atuar sobre o processo de aprendizagem, tais como:
que um aluno produza um texto escrito em Língua - a interferência - uso do sistema fonético/fonológico
Estrangeira sem o prévio conhecimento do seu processo da língua materna que não corresponde ao da língua
de produção/circulação. O professor pode considerar a estrangeira, gerando incompreensões. São fontes de
análise de um tipo de texto e/ou conhecimento de mundo problemas:

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- fonemas existentes na língua estrangeira e não exis- No ensino da produção escrita e oral é particularmente
tentes na língua materna (e vice-versa); importante fazer com que o aluno se dê conta de como
- fonemas que apresentam diferente distribuição na lín- os três tipos de conhecimento — de mundo, sistêmico e
gua estrangeira e na língua materna; da organização textual — estão articulados na construção
- fonemas que apresentam diferentes realizações foné- do significado. Além disso, ao escrever e ao falar, o aluno
ticas; precisa perceber o ato interacional envolvido na escrita e na
- a relação entre ortografia e pronúncia, que não é a fala, pois quem usa a linguagem o faz em relação a alguém,
mesma nas diferentes línguas. com um propósito determinado etc., ou seja, para agir no
mundo social. Em suma, não escreve ou fala simplesmente
Esses conhecimentos oferecem ao professor a para cumprir uma tarefa escolar, sem se dar conta de quem
oportunidade de transformar o processo de aprendizagem são os participantes envolvidos, seus propósitos etc.
da produção oral em alguma coisa que não uma mera Para melhor esclarecer a articulação desses
repetição mecânica. conhecimentos no ensino de produção escrita e oral,
Recuperar conhecimentos do aluno em relação aos apresentam-se dois quadros. O Quadro I refere-se à
mecanismos da fala em língua materna é uma forma de produção escrita e o Quadro II à oral. Nesses quadros
trazer à consciência recursos constitutivos da oralidade: são expostas algumas possibilidades de articulação dos
um falante estabelece uma produção oral a partir do conhecimentos no uso da linguagem e um conjunto de
momento em que emite uma cadeia de sons significativos, tratamentos metodológicos, facilitadores da aprendizagem
cuja estruturação mental se dá num espaço de tempo dessas habilidades comunicativas.
reduzido, sujeito a hesitações e adequações para garantir São apresentados, no Quadro I, o tema – Esportes -, e
a comunicação. Logo, o aluno de Língua Estrangeira deve no Quadro II, o tema -Eu e o Outro-, a título de ilustração,
ser incentivado a perceber que a situação de interação oral, a serem desenvolvidos na produção escrita e na produção
em especial a face a face, não é um contínuo homogêneo oral dos alunos, respectivamente. Algumas indicações
e linear. em relação ao conhecimento sistêmico e de organização
Desse modo, aprender a expressar-se oralmente em
textual são oferecidas para que possam servir de apoio
língua estrangeira implica utilizar processos metacognitivos,
para o desenvolvimento de outras propostas.
tais como:
As indicações em relação ao conhecimento sistêmico
- reconhecer traços suprassegmentais (entonação e va-
são apresentadas em (a), (b), (c) e (d), de modo a oferecer
riações da tonicidade que implicam significado);
um conjunto de elementos que possibilitem a abordagem
- identificar níveis de formalidade da fala e suas ade-
de um determinado tema a partir da produção de um tipo
quações a contextos específicos;
específico de texto.
- perceber marcadores de coesão e facilitadores da co-
Os quadros, portanto, respondem as seguintes
erência típicos da linguagem oral (por exemplo, o
perguntas:
uso de determinadas palavras, em geral curtas, que
- Sobre o que se vai escrever ou falar? Qual é o tema?
funcionam como apoio para o processo de organiza-
- Que tipo de texto será produzido na escrita e na fala?
ção do pensamento a ser expresso oralmente);
- Que elementos sistêmicos serão usados para tal?
- observar procedimentos de iniciar, manter e finalizar a
- Qual o tratamento metodológico?
fala, bem como as formas de tomada de turno acei-
tas em contextos interacionais específicos.
ADEQUAÇÃO VOCABULAR.
A relação entre os contextos de uso e o que se espera que A adequação vocabular e a ordem que as palavras
o aluno produza oralmente na Língua Estrangeira remete a assumem dentro de estruturas linguísticas mais extensas
duas questões: uma diz respeito à clareza do objetivo da (sentença, oração, frase) são de importância crucial na
produção solicitada e a outra à contextualização da tarefa produção da linguagem, uma vez que estas estruturas
que deverá buscar contextos situacionais em sala de aula funcionam como verdadeiras expressões idiomáticas.
semelhantes a contextos fora da sala de aula. Ambas estão Algumas combinações são possíveis em uma determinada
intimamente conectadas à definição de metas realistas língua, mas não em outra. Em inglês, por exemplo,
para produção oral, suas condições de exequibilidade, podemos falar em a burning desire (desejo ardente), mas
necessidades, objetivos e características pessoais dos não podemos dizer a blazing desire (desejo incandescente).
aprendizes. Dentro desta mesma ordem de ideias, é possível dizer em
inglês a heavy smoker (fumante inveterado) ou a devoted
1.2. Orientações didáticas para o ensino da produção friend, (amigo fiel), mas nunca a devoted smoker ou a heavy
escrita e da produção oral
LÍNGUA INGLESA

friend. Da mesma forma, é possível dizer em português


tiro fulminante, mas, geralmente, não se diz resposta
Tendo em vista a semelhança entre esses dois processos, fulminante (resposta adequada, precisa, etc.).
serão tratados em conjunto, ressalvando-se, é claro, as A adequação vocabular é um dos aspectos mais
peculiaridades referentes a cada modalidade. difíceis no transcorrer do processo de aprendizagem do
inglês como LE (ou de qualquer outra língua estrangeira).

17
O aprendiz procura no dicionário o significado de uma determinada palavra e o dicionário propicia-lhe uma série de
opções como sinônimos da palavra pretendida. É precisamente aqui que surge o problema. Embora as diversas palavras
fornecidas pelo dicionário sejam sinônimas, buscar a palavra adequada para aquele contexto específico é, sem dúvida, uma
tarefa muito difícil. A escolha correta vai depender, acima de tudo, da familiaridade do aprendiz com a LE que está sendo
aprendida e do contexto em questão. Por outro lado, quando o aprendiz escolhe palavras para expressar as suas ideias, é
importante pensar não apenas naquilo que faz sentido e soa melhor para esse aprendiz, mas pensar também naquilo que
faz sentido e soa melhor aos ouvidos do seu leitor. Segundo James (2002, pág. 57), “pensar nos leitores e suas expectativas
irá ajudar o aprendiz a tomar decisões mais acertadas no que concerne à escolha das palavras adequadas”.
Algumas vezes, não é muito difícil descobrir o significado de certas expressões idiomáticas. Contudo, o grande problema
para os aprendizes é produzi-las corretamente. É possível pensar numa série de adjetivos que podem ser utilizados com
a palavra fumante para expressar que determinada pessoa fuma bastante – por exemplo, big, strong, hard, fierce, mad,
devoted. Acontece, contudo, que foi convencionado pelos falantes nativos do inglês usar a palavra heavy para esse
contexto específico. Portanto, para ter um desempenho adequado em inglês, o aprendiz tem de saber este detalhe a fim
de expressar-se corretamente. É claro que o aprendiz que usar palavras erradas para essa ideia pode ser entendido, mas ele
ou ela vai soar extremamente artificial. Estas combinações convencionais são chamadas de ‘colocações’ e todas as línguas
se utilizam deste recurso. Mais alguns exemplos em inglês:

Quadro 5 – O uso adequado de expressões idiomáticas em inglês


Com a ajuda de um dicionário e de uma gramática, o aprendiz, normalmente, tem condições de inventar diferentes
formas de expressar uma determinada ideia. Porém, normalmente, só existe uma ou duas formas que são utilizadas pelos
falantes nativos do inglês. Mais uma vez, o aprendiz tem de estar atento para este detalhe a fim de falar e escrever com
mais naturalidade na língua inglesa. Alguns exemplos:

Quadro 6 – Adequação vocabular ou lexical

Colocando as expressões idiomáticas em prática


Via de regra, apenas as pessoas que têm um domínio razoável da língua inglesa conseguem utilizar adequadamente
as expressões idiomáticas para significarem o que efetivamente se pretende. A aprendizagem das expressões idiomáticas
apresenta grandes dificuldades para os aprendizes do inglês. Isto porque a maioria dos indivíduos não conhece a cultura
e a história que as subjazem. Não é por nada que, frequentemente, esses aprendizes utilizam expressões idiomáticas
incompatíveis com a situação e, por essa razão, os aprendizes as consideram não apenas problemáticas, mas também
difíceis de serem entendidas e memorizadas. A maioria dos falantes nativos da língua inglesa nem sempre conhece as
origens das expressões idiomáticas, mas, devido ao uso diário da língua em suas comunicações, eles conhecem os seus
significados e sabem onde e quando usarem essas expressões de forma adequada. É o seu uso correto que torna a língua
mais vívida e interessante.
Os aprendizes de inglês, contudo, não precisam preocupar-se exageradamente pelo fato de não saberem utilizar as
expressões idiomáticas mais comumente utilizadas pelos falantes nativos do inglês. Essas expressões mais comuns serão
internalizadas, naturalmente, ao longo do próprio processo de aprendizagem do inglês como um todo. Se eles forçarem
LÍNGUA INGLESA

o uso das expressões idiomáticas na fala ou na escrita, isso, muito provavelmente, redundará na produção de estruturas
‘estranhas’ aos ouvidos dos falantes nativos.

Fonte:
https://periodicos.ifrs.edu.br/index.php/tear/article/viewFile/1877/1452

18
LINGUAGEM FORMAL/INFORMAL E EXPRESSÕES – Enfim, o que é difícil para elas (as palavras latinas) é
COTIDIANAS. fácil para nós. O que é fácil para elas (as frases prontas) é
difícil para nós.
Tudo que você diz em inglês tem duas formas: formal
e informal. Conversas formais e informais
Vejamos: Tão importante quanto conhecer a gramática e ter um
Informal. Do you want some coffee? (Você quer café?) amplo vocabulário de inglês é saber que tipo de linguagem
Formal. Would you care for some coffee? (Você está usar em cada situação. Existem termos que são mais
servido tomar café?) adequados para conversas íntimas, entre amigos e pessoas
Informal. I’m going to bed now (Vou para cama agora) próximas, enquanto outros dão um tom mais respeitoso a
Formal. I’m going to retire now (Vou me recolher agora). conversas profissionais ou em ambientes formais.

O ambiente impõe a linguagem. CONVERSAS FORMAIS


No filme “Um sonho possível” são duas pessoas de
ambientes opostos. Sandra Bullock ( Oscar nesse filme) Durante uma conversa com o seu chefe no trabalho,
culta e determinada, adota o jovem sem teto “Big Mike” com um professor na universidade ou mesmo com pessoas
(Quinton Aaron). que você acaba de conhecer e não tem muita intimidade, é
Ele diz “I got clothes” (tenho roupas), frase popular. adequado o uso da linguagem formal. O mesmo vale para
Ela quer frase padrão, formal e corrige “I have clothes”. quando você for escrever e-mails, cartas ou comunicados
Você vive em dois ambientes: oficiais. Para diálogos desse tipo é importante lembrar de
A mesma pessoa que diz entre amigos Free beer, guys não usar gírias ou contração de palavras.
(cerveja de graça, pessoal) vai dizer em ambientes formais Assim como no português, é importante ser sempre
Complimentary beer, gentlemen (cerveja de cortesia, educado e demonstrar respeito em conversas formais.
senhores). A mesma pessoa! Seja pessoalmente ou por e-mail, carta ou ligação, nunca
A mesma pessoa que diz Let me show you this (deixe- use gírias e evite contrações. Passa a ideia de respeito,
me mostrar isso) entre amigos, vai dizer Allow me to show educação e objetividade.
you this (permita-me mostrar isso) em ambientes formais. A estrutura do inglês formal é mais extensa e trabalhada.
A mesma pessoa! Não à toa, ele está muito ligado à tradição literária. Além
disso, é possível perceber que muitas palavras no inglês
O inglês informal prefere as “frases prontas”. formal remetem a expressões latinas.
Elas dão calor humano e aproximam pessoas. Por exemplo: o verbo “to murder” significa assassinar.
Exemplo. Filme “No calor da noite” (In the heat of the No entanto, em um contexto mais formal, em que o
night). O detetive Sidney Poitier trabalha alguns dias com crime envolve figuras proeminentes, como autoridades,
o delegado Rod Steiger (Oscar neste filme). Os dois não se recomenda-se usar “to assassinate”, uma variante do verbo
dão bem, mas na última cena, Sidney Poitier, ao ir embora, com origem no latim. Então, podemos dizer formalmente:
ouve de Rod Steiger “take care”. Uma frase carinhosa. “Martin Luther King Jr. was assassinated”.
Direto no coração!
At the office:
O inglês formal prefere as palavras latinas, a maioria CLAUDIA: Excuse me, Mr. Silva, I would like to talk to
do francês. you for a minute, if you don’t mind.
Elas dão sofisticação ao inglês. BOSS: Not at all, Claudia. Please, come in.
Vamos ver? CLAUDIA: Thank you. I wanted to talk to you about the
– O porco. O animal é “pig”. Agora, a carne de porco printer, it hasn’t been working since Monday.
é “pork”. É que no passado para vender a carne de porco BOSS: Hmm. Could you call the technician? He can fix it
usaram a palavra francesa para “sofisticar” o produto. by the end of the day. Here’s his number.
– Assim, também com “vaca” (cow). Carne de vaca é CLAUDIA: Sure, I’ll do it right now.
“beef”. BOSS: Alright. Thank you, Claudia.
– Assassinar é “to murder”. Agora assassinar pessoas CLAUDIA: Thank you, sir. Have a good day.
importantes por motivos políticos é “to assassinate” . Por BOSS: You too.
isso, você ouve “John Kennedy was assassinated”.
– Você pensa “Vou recusar este convite” (“I’m turning No escritório:
down this invitation”). Mas, ao informar é “I’m terribly sorry CLAUDIA: Com licença, Sr. Silva, eu gostaria de falar um
to decline the invitation” (Sinto muito ter que recusar o minuto com o senhor, se o senhor não se importar.
LÍNGUA INGLESA

convite) . CHEFE: Claro, Claudia. Entre, por favor.


CLAUDIA: Obrigada. Eu queria falar com o senhor sobre
Por isso, a impressora, ela não está funcionando desde segunda-feira.
– Crianças de lingua inglesa têm dificuldade em CHEFE: Hmm. Você poderia ligar para o técnico? Ele
entender palavras como “manually”. Entender “pulmonary pode consertar até o fim do dia. Aqui está o número dele.
capacity”. Entender “political propaganda”. CLAUDIA: Claro, farei isso agora.

19
CHEFE: Tudo bem. Obrigado, Claudia. FRIEND 2: Not really. Is she okay?
CLAUDIA: Eu que agradeço, senhor. Tenha um bom dia. FRIEND 1: Yeah, I just haven’t seen that one in ages.
CHEFE: Você também. Shall we get drinks?
Perceba o uso das expressões excuse me, if you don’t FRIEND 2: Sure. Beer?
mind, please e thank you. Todas marcam cordialidade e FRIEND 1: Definetly. Hey, can we get two beers over
respeito na conversa, que ocorre em um contexto de local here?
de trabalho entre uma funcionária e o seu chefe. WAITER: You got it! I’ll be right over.
FRIEND 1: Thanks!
In a job interview
Employer: Good Morning, Ms. Phill. I am Jorge Litt, No bar:
director in Px Company. AMIGA 1: Oi menina! Como está tudo?
Candidate: Good Morning, Mr. Litt. Nice to meet you. AMIGA 2: Nada demais, querida. E você, bem?
Employer: Please, come with me. You can sit here. AMIGA 1: Sim. Você tem visto a Martha?
Candidate: Thank you. AMIGA 2: Não, está tudo bem com ela?
Employer: Before we start the interview, would you like AMIGA 1: Está sim, só não vejo aquela lá há séculos.
some water or coffee? Vamos pegar bebidas?
Candidate: I would like some water, please. AMIGA 2: Claro. Cerveja?
Employer: Let’s start. I would like to ask some questions AMIGA 1: Definitivamente. Ei, pode trazer duas cervejas
about your experience as an accountant. aqui?
Candidate: Of course, I am at your disposal. GARÇOM: Pode deixar! Já vou aí.
Em uma entrevista de emprego AMIGA 1: Valeu!
Empregador: Bom dia, Sra. Phill. Eu sou Jorge Litt, Essa conversa está lotada de gírias, não é? Os vocativos
diretor da Px Company. girl e boo são maneiras bastante informais de se referir
Candidato: Bom dia, Sr. Litt. Prazer em conhecê-lo. a alguém em inglês, reservado a conversas com pessoas
Empregador: Por favor, venha comigo. Você pode se próximas. Frases curtas e gramaticalmente questionáveis
sentar aqui. como You good? ou Sure, beer?, marcam também a
Candidato: Obrigada. informalidade e a praticidade de se dizer o que quer com
Empregador: Antes de começarmos a entrevista, você poucas palavras.
gostaria de tomar água ou café?
Candidato: Eu gostaria de tomar água, por favor. In a party with friends
Empregador: Vamos começar. Eu gostaria de fazer Anton: Hey, man! What’s up?
algumas perguntas sobre sua experiência como contadora. Louis: Hi, dude! I’m good. And you?
Candidato: Claro, estou à disposição.
Anton: I’m fine too. Where’s everyone?
Louis: I’m looking for them. I came with a buddy.
CONVERSAS INFORMAIS
Anton: Nice! I’m looking for my friend. Talk to you later.
Louis: Sure! See ya.
Nas conversas informais em inglês, o uso de expressões,
gírias e contrações é livre. Normalmente são usadas frases
curtas, não necessariamente gramaticalmente corretas. Em uma festa com amigos
Esse tipo de diálogo acontece entre amigos, família ou Anton: Ei, cara. E aí?
durante conversas em redes sociais, por exemplo. Louis: Oi, cara. Tudo bem. E com você?
Na linguagem informal, são aceitas gírias e formas de Anton: Estou bem também. Cadê todo mundo?
tratamento mais descontraídas. Nesse caso, as contrações Louis: Estou procurando por eles. Eu vim com um
podem ser usadas tranquilamente. parceiro.
As situações nas quais ele é usado são muito Anton: Beleza! Eu vou ver se encontro um amigo. A
instantâneas, como, por exemplo, durante conversas, nas gente se fala.
quais os interlocutores têm menos tempo para criar frases Louis: Vai lá! A gente se vê.
mais elaboradas. Por isso, termos mais simples e curtos são O destaque também vai para outras expressões típicas
utilizados nessa variante. da linguagem informal, como What’s up?, Haven’t seen
Quando oferecemos um café a alguém, podemos dizer, that one in ages, You got it e Thanks.
na linguagem formal: “Would you like some coffee?”
Já na linguagem informal, o mais adequado seria: “Do Principais diferenças.
you want coffee?”. Assim, a comunicação fica mais ágil e
LÍNGUA INGLESA

aproxima os interlocutores. Escrita Formal


- As frases são mais longas – “Thank you for your letter
At the bar: of 17 October concerning…”
FRIEND 1: Hey, girl! What’s up? - O tom do texto é impessoal – “Certainly, there are
FRIEND 2: Not much, boo. You good? advantages to…”
FRIEND 1: Yeah. Have you seen Martha lately?

20
- Os verbos são escritos por extenso – “The director has Essas são apenas algumas diferenças entre o inglês
not approved….” formal e informal. Quem domina pelo menos um pouco
- Existe o uso de frases mais refinadas, educadas – “I dessas variações consegue ter melhor desempenho, por
would very much like…” exemplo, em uma experiência no exterior.
- Usa-se a voz passiva – “The terms were approved by Quem já chega a um país de língua inglesa falando
the board…” a variante adequada para cada situação será mais bem
- Os pronomes são sempre incluídos – “I hope to hear recebido pelos nativos e abrirá um leque maior de
from you…” oportunidades.
- Não se usa linguagem coloquial – “Please give my
regards to …” http://www.fiskscs.com.br/orientacoes/o-ingles-para-
- Usa-se inversions – “Rarely has the team given a worse voce-falar-em-particular-e-em-publico-pre-avancado/
performance…” http://www.yazigi.com.br/noticias/ingles/conversas-
em-ingles-linguagem-formal-e-informal
- Inicia-se o texto com “Dear Sir or Madam” e finaliza-se
https://www.microlins.com.br/noticias/ingles/como-
com “Yours faithfully” (quando não se sabe a quem o texto
usar-a-linguagem-informal-e-a-formal-em-ingles
será endereçado)
https://euvouaprenderingles.com.br/escrita-formal-e-
- Inicia-se o texto com “Dear Mr/Ms/Mrs/Miss
informal-em-ingles/
(sobrenome)” e finaliza-se com “Yours sincerely” ou “Yours
truly” (quando se sabe a quem o texto será endereçado)
- Usa-se connecting words mais formais – Hence,
Although, Furthermore, etc. EXERCÍCIO COMENTADO

Escrita Informal 1. (CRM-PR - Analista de Tecnologia da Informação –


- Caracteriza-se pelo uso de frases curtas – “Thank you Superior - Quadrix – 2018)
for your letter about…”
- O tom do texto é pessoal – “I think that’s an
advantage…”
- Abrevia-se os verbos quando possível – “The director
hasn’t approved…”
- Utiliza-se a voz ativa – “The board approved the
terms…”
- Algumas vezes os pronomes são omitidos – “Hope to
hear from you…”
- Utiliza-se phrasal verbs, gírias, linguagem coloquial –
“Remember me to…”
- Inicia-se o texto com “Dear (primeiro nome)” e finaliza-
se com “Best wishes” ou “Regards”
- Usa-se connecting words menos formais – Therefore,
Though, Moreover, etc.

Inglês formal e informal: é possível usar os dois?


Resposta para essa pergunta é: sim! No entanto,
depende do ambiente ou interlocutor. No dia a dia,
lidamos com situações mais descontraídas, e outras, mais
sérias. Cada uma vai exigir uma linguagem mais adequada,
mesmo nos casos em que estamos oferecendo a mesma
coisa, porém a pessoas diferentes.
Quando estamos em um bar com amigos e decidimos
pagar a rodada da mesa, podemos dizer: “Free drinks!”. No
entanto, se estivermos em um ambiente mais formal, como
um almoço de negócios, é recomendável dizer: “Please
enjoy your complimentary drinks”. Ambas as frases têm o
mesmo significado.
LÍNGUA INGLESA

É interessante observar que devemos aprender as duas


variantes. Utilizar o inglês formal em situações corriqueiras
pode passar uma imagem esnobe. Por outro lado, pode
ser muito constrangedor usar o inglês informal com uma
pessoa que você ainda não conhece. Isso é especialmente
importante se o seu objetivo é trabalhar em outro país.

21
Based on the text, judge the following item. Existem casos em que a concordância verbal na língua
Smart TVs have been popular for many decades. inglesa não é usada da mesma forma que em português.
Às vezes, mudam algumas coisas, geralmente é um verbo
ou um substantivo que faz toda a diferença em como nos
( ) CERTO ( ) ERRADO expressamos em inglês.
Por isso precisamos prestar um pouco mais de atenção
Resposta: Errado quando estivermos lendo ou escutando algo em inglês.
O texto frisa muito CabeTV e não SmartTV, especifica- Para você começar a entender como a concordância
mente verbal funciona em inglês veja estes exemplos que coloquei
abaixo. Assim você irá começar a ter uma noção do que irei
2. (CRM-PR - Analista de Tecnologia da Informação – explicar durante a dica de inglês de hoje:
Superior - Quadrix – 2018)
EXEMPLO
Nobody was waiting for me at the airport. – Ninguém
estava me esperando no aeroporto.
No exemplo que dei acima, inglês e português se
correspondem muito bem. O pronome “ninguém” (que
em inglês é nobody) sempre é seguido de um verbo no
singular.
Nobody (singular) + was (verbo to be singular)
Até ai tudo bem. Agora veja este exemplo abaixo onde
a concordância verbal não corresponde em inglês:

EXEMPLO
Everybody is here. – Todos estão aqui.
Everybody + is (verbo to be singular)
Como todos nós sabemos, “todos” (everybody) é plural,
se refere a um grupo determinado de pessoas ou coisas,
então a palavra que possivelmente deveria está depois de
everybody seria “are” e não “is” que foi usada.

Talvez essa explicação se aplicasse bem em nosso


idioma. Porém, em inglês a concordância verbal é usada de
uma maneira diferente.

É difícil estabelecer uma regra geral que você possa


seguir. Por isso o melhor conselho que lhe posso dar
é observar a frase e tentar assimilar em qual contexto a
palavra (neste caso aqui foi o pronome em inglês) está
sendo utilizado.

Mais Alguns Exemplos


Para deixar mais claro e para que você possa assimilar
melhor, cito mais alguns exemplos abaixo.

EXEMPLO
Most of the children were playing in the garden. – A
maioria das crianças estava brincando no jardim.
In big cities, there are many people working. – Em
grandes cidades, há muitas pessoas trabalhando.
Based on the text, judge the following item. There are 10 bottles on the table; half of them are empty.
The popularity of Superman and Batman began when they
– Há dez garrafas sobre a mesa; Metade delas está vazia.
appeared in Hollywood movies.
Estes são só alguns exemplos de como a concordância
LÍNGUA INGLESA

( ) CERTO ( ) ERRADO verbal funciona em inglês. Se você prestar um pouco mais


de atenção em textos em revistas, jornais e mesmo em um
Resposta:: Errado diálogo em inglês verá que nem sempre a concordância
“were popular in comic magazines before hollywood verbal é feita da mesma forma que no português.
discovered them.”

22
Quanto mais você ler e praticar melhor. Chegará um momento que você nem sentirá essa diferença, será algo natural
como o nosso português.

Verbal Agreement: os 10 casos de concordância verbal da língua inglesa


Em inglês,  Verbal Agreement  (Concordância Verbal) ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com o seu
sujeito. Existem 10 casos de concordância verbal na língua inglesa que você precisa conhecer.

Concordância Verbal: 
Dois Verbos no Predicado

Se o predicado contém dois verbos, somente o primeiro concorda com o sujeito. O segundo verbo fica invariável.

Complemento e Adjunto
Quando o sujeito for seguido de complemento ou adjunto, o verbo concorda somente com o sujeito.

Conjunção Aditiva “And”

1º caso: Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por AND e constituiem coisas diferentes, o verbo fica no
plural.

2º Caso: Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por AND e exprimem uma única ideia, o verbo fica no
singular.
LÍNGUA INGLESA

23
Conjunções Alternativas

1º Caso: O verbo fica no singular se as duas partes do sujeito composto estiverem no singular e ligadas pelas conjunções
alternativas or, nor, either ou neither.

2º Caso: Quando os dois núcleos do sujeito composto são diferentes em número ou pessoa, o verbo concorda com o
núcleo mais próximo.

3º Caso: Quando os dois núcleos do sujeito composto estão no plural, o verbo deve ir para o plural.

Pronomes Indefinidos
1º Caso: Os pronomes indefinidos everybody, everyone, nobody, no one, someonee each one pedem verbo no singular.

2º Caso: Os pronomes indefinidos both, few, many ou several pedem verbo no plural.


LÍNGUA INGLESA

24
Pronomes “All” e “Some” e seus Partitivos
Com os pronomes indefinidos all e some, o verbo deve ficar no singular se o partitivo estiver no singular. Se o partitivo
estiver no plural, o verbo deve ficar no plural.

- palavras variáveis: substantivo, adjetivo, pronome, numeral, artigo e verbo. Elas podem variar em gênero (masculino e
feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo)
- palavras invariáveis: preposição, conjunção, interjeição e advérbio.

Substantivos: nomeiam os seres em geral sendo classificados em substantivos: simples, composto, concreto, abstrato,
primitivo, derivado, coletivo, comum e próprio.
Adjetivos: atribuem qualidades e estados aos seres sendo classificados em adjetivos: simples, composto, primitivo e
derivado.
Pronomes: acompanham os substantivos de maneira que podem substituí-los; são classificados em pronomes: pessoais
(caso reto e caso oblíquo), possessivos, demonstrativos, tratamento, indefinidos, relativos, interrogativos.
Numerais: determinam a quantidade de tudo que existe sendo classificados em: cardinais, ordinais, fracionários, coletivos
e multiplicativos.
Artigos: determinam o número e o gênero das palavras sendo classificados em artigo definido e indefinido.
Verbos: indicam ações, estado ou fenômeno sendo classificados em verbos regulares e irregulares.
Preposições: conectam dois termos da oração por meio de uma relação de subordinação. Dessa maneira, conforme a
circunstância estabelecida, são classificadas em preposição: lugar, modo, tempo, distância, causa, instrumento e finalidade.
Conjunções: conectam dois termos semelhantes gramaticalmente, sendo classificados em: conjunção coordenativa
(aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas); e conjunção subordinativa (integrantes, causais, comparativas,
concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, temporais, finais e proporcionais).
Interjeições: indicam emoções, sentimentos, sensações e estado de espírito sendo classificadas em interjeições de:
advertência, saudação, ajuda, afugentamento, alegria, tristeza, medo, alívio, animação, aprovação, desaprovação,
concordância, desejo, desculpa, dúvida, espanto, contrariedade.
Advérbios: modificam um verbo, um adjetivo ou outro advérbio sendo classificados de acordo com a circunstância que
expressam: modo, intensidade, lugar, tempo, negação, afirmação, dúvida.
Note que a morfologia é um termo utilizado em outras áreas por exemplo, na biologia (morfologia vegetal, morfologia
animal, etc.), geologia (estudo das formas de relevo), dentre outras.

Fonte:
https://www.todamateria.com.br/morfologia-e-classes-morfologicas/

Sintaxe

A Sintaxe é uma das partes da Gramática na qual são estudadas as disposições das palavras nas orações, nos períodos,
bem como a relação lógica estabelecida entre elas.
Podemos considerar a Gramática como sendo o conjunto das regras que determinam as diferentes possibilidades de
associação das palavras de uma língua para a formação de enunciados concretos. A Sintaxe própria de cada língua impede
que sejam realizadas combinações aleatórias entre as palavras.
Embora sejam bem distintas entre si, todas as línguas, além de possuírem um léxico composto por milhares de palavras,
possuem também um conjunto de regras as quais determinam a forma como as palavras podem se relacionar para formar
LÍNGUA INGLESA

enunciados concretos.
Sendo assim, a Sintaxe organiza a estrutura das unidades linguísticas, os sintagmas, que se combinam em sentenças.
Para que o falante de uma língua possa interagir verbalmente com outros, ele organiza as sentenças linguísticas para que
possa transmitir um significado completo e, assim, ser compreendido.

25
Funções e Relações Sintáticas d) COMUM - Designam pessoas ou animais sem lhes
indicar o sexo. Ex. person – pessoa, neighbour (vizinho),
O enunciado se encaixa em uma organização/ bear (urso), turkey (peru), etc.
estruturação específica prevista na língua. Essa organização
é sempre regulada pela Sintaxe, a qual define as sequências e) Em alguns casos, entretanto, o gênero dos animais e
possíveis no interior dessas estruturas. das pessoas (à exceção dos nomes próprios) é indicado por
Vejamos agora quais são os tipos de relações e de meio de palavras diferentes, por exemplo:
funções sintáticas da nossa língua:
PORTUGUÊS - MASCULINO/FEMININO
Funções sintáticas
Homem/mulher - man/woman
Consiste na função específica de cada elemento na Menino/menina - boy/girl
sentença ao se relacionar com outros elementos que Irmão/irmã - brother/sister
também compõem o enunciado. Boi, touro/vaca - bull/cow
Leia o exemplo: Galo/galinha - cock, rooster(EUA)/hen
João vendeu um baú antigo ano passado. Marido/esposa - husband/wife
- João: sujeito do verbo ‘vender’. Sobrinho/sobrinha - nephew/niece
- Um: adjunto adnominal. Tio/tia - uncle/aunt
- Um baú antigo: objeto direto de ‘vendeu’. Filho/filha - son/daughter
Feiticeiro/feiticeira - wizard/witch
Relações sintáticas Pai/mãe - father/mother
Consiste nas relações estabelecidas entre as palavras
que definem as estruturas possíveis na Sintaxe das línguas. f) Em outros casos, o gênero é indicado por aposição de
Leia o exemplo: terminação diferente ao radical, por exemplo:
João vendeu um baú antigo ano passado.
- João: agente da ação expressa pelo verbo ‘vender’; PORTUGUÊS - MASCULINO/FEMININO
- Ano passado: quando a ação foi realizada.
Para que possamos realizar a análise sintática dos Abade/abadessa - abbot/abbess
enunciados da língua é necessário explicitar as estruturas, Ator/atriz - actor/actress
as relações e as funções dos elementos que os constituem. Administrador/administradora - administrator/
administratix (ess)
Substantivo é a palavra que dá nome aos seres em geral, Instrutor/instrutora - instructor/instructress
sejam eles vivos ou inanimados, assim como dá nome aos Judeu/judia - jew/jewess
lugares, sentimentos, etc. Leão/leoa - lion/lioness
Senhor/senhora - mister/miss, mistress
Os substantivos flexionam-se em gênero, número e Poeta/poetisa - poet/poetess
grau. Traidor/traidora - traitor/traitress
Viúvo/viúva - widower/widow
Num esquema geral, podemos classificar a flexão dos
g) Em outros casos, por fim, dá-se a variação de gênero
substantivos, na gramática inglesa, da seguinte forma:
por anteposição ou preposição de palavras. Em português
o equivalente seriam os substantivos epicenos, em que a
1. GÊNERO:
variação de gênero se dá com a preposição das palavras
“macho” e “fêmea”, como, por exemplo, em “cobra-macho”
a) MASCULINO – Designam pessoas ou animais do sexo
e “cobra-fêmea”, “jacaré-macho” e “jacaré-fêmea”, etc.
masculino. Ex.: Charles, uncle, (tio), king (macaco), etc.
PORTUGUÊS - MASCULINO/FEMININO
b) FEMININO - Designam pessoas ou animais do sexo
feminino. Ex. Helen, queen (rainha), hen (galinha), cow Namorado/namorada - boyfriend/girlfriend
(vaca), etc. Padrasto/madrasta - step-father/step-mother
Enteado/enteada - step-son/step-daughter
c) NEUTRO – Designam coisas inanimadas. Em inglês, Avô/avó - grandfather/grandmother
os objetos não sofrem a variação no gênero como ocorrem Tio-avô/tia-avó - great-uncle/great-aunt
LÍNGUA INGLESA

em português. Assim, palavras como árvore e copo, (tree Francês/francesa - frenchman/frenchwoman


and glass), por exemplo, do gênero feminino e masculino, Pavão/pavoa - peacock/peahen
respectivamente, em português, não sofrem essa variação
na língua inglesa. Ambas as palavras, tree e glass, pertencem Estudos sobre gênero:
ao gênero neutro. Ex.: tree (árvore), glass (copo), house
(casa), milk (leite), love (amor), etc.

26
a) Substantivos masculinos sem correspondentes GÊNERO MASCULINO:
femininos: Ex.: Auntumn - outono
Ex.: Carpenter - carpinteiro Darkness - escuridão
Clergyman - clérigo Day - dia
Fellow - camarada Death - morte
Judge - juiz The grave - o túmulo
Minister - ministro Law - lei
Surgeon - cirurgião Sleep - sono
Summer - verão
b) Femininos sem correspondentes masculinos: The sun - o sol
Ex.: Dowager - viúva, herdeira (de títulos e bens) Time - tempo
Dowdy - mulher desalinhada Thunder - trovão
Minx - sirigaita Winter - inverno
Shrew - megera etc.
Paixões ou ações violentas, como:
c) Gênero comum e correspondentes masculinos e Anger - cólera
femininos: Despair - desespero
A certos vocábulos do gênero comum correspondem Discord - discórdia
um do gênero masculino e outro do feminino: Fear - medo
Ex.: Hunger - fome
Comum/Masculino/Feminino Murder - assassínio, assassinato
Child - criança/Boy/Girl War - guerra
Child - filho ou filha/Son/Daughter GÊNERO FEMININO:
Monarch - monarca/King/Queen The earth - a terra
Ox - boi/Bull/Cow Fame - fama
Parent - pai ou mãe/Father/Mother Fortune - sorte
Sheep - carneiro/Ram, Wether/Ewe Grace - graça
Justice - justiça
Obs¹: As palavras Boy, Girl, Male, Female, Man and Liberty - liberdade
Woman antepostas a certos substantivos do gênero The moon - a lua
comum, formam correspondentes masculinos e femininos: Night - noite
Comum/Masculino/Feminino: Peace - paz
Inhabitant - habitante/Male Inhabitant/Female Religion- religião
Inhabitant Victory - vitória
Merchant - comerciante/ Man Merchant/Female etc.
Merchant Cidades, Países e Universidades;
Schoolmate - colega de classe/Boy Schoolmate/Girl Certos sentimentos, como:
Schoolmate Humility - humildade
Obs². Alguns substantivos masculinos como author Mercy - compaixão
- autor, doctor - doutor, dog - cão, lion - leão, e alguns Modesty - modéstia
femininos como bee - abelha, duck - pata, goose - gansa, Pity - piedade
são usados como substantivos do gênero comum. E as Virtudes:
Faith - fé
d) Substantivos tidos como femininos: Hope - esperança
Aeroplane - aeroplano Charity - caridade
Ballon - balão
Boat - barco 2. NÚMERO:
Engine - máquina
Train - trem a) Regra geral:
Schooner - escuna
Ship - navio O plural dos substantivos é formado pelo acréscimo de
Steamer - navio a vapor S ao singular:
Máquinas e ferramentas são geralmente tidos como
LÍNGUA INGLESA

femininos. Singular /Plural


Night (noite) / Nights
e) Substantivos personificados: River (rio) / Rivers
Certos substantivos neutros, quando personificados, Table (mesa) / Tables
são considerados uns masculinos, outros femininos:

27
b) Plural dos substantivos terminados em CH – S – SH Ex.:
– X ou Z: Singular / Plural
Beef (carne de vaca, boi para corte) /Beefs (USA) –
O plural dos substantivos terminados em CH, S, SH, X Beeves
ou Z fazem o plural com o acréscimo de ES: Dwarf (anão) / Dwarfs – Dwarves
Elf (duende) / Elfs – Elves
Ex.: Hoof (casco de animal) / Hoofs – Hooves
Singular/Plural Scarf (cachecol) / Scarf – Scarves
Bench (banco) / Benches Self (a própria pessoa) / Selfs – Selves
Gás (gás) / Gases Staff (corpo de oficiais, pauta musical) / Staffs – Staves
Brush (escova) / Brushes Turf (gramado) / Turfs – Turves
Box (caixa) /Boxes Wharf (cais) / Wharfs – Wharves
Topaz (topázio) /Topazes d) Plural dos substantives terminados em – Y:

Obs.: Nas palavras terminadas em – CH, mas em que * Os substantivos terminados em Y PRECEDIDO DE
este tem o som de – K, o plural é formado regularmente, VOGAL formam o plural regularmente, com o acréscimo
com o acréscimo de S, segundo a regra geral: de S:

Ex.: Ex.:
Singular / Plural Singular / Plural
Epoch (época) / Epochs Day (dia) / Days
Monarch (monarca) / Monarchs Key (Chave) / Keys
Patriarch (patriarca) / Patriarchs
* Os substantives terminados em Y PRECEDIDO DE
c) Plural dos substantivos terminados em – F e FE: CONSOANTE mudam o Y em IES na formação do seu plural:

* Muitos substantivos terminados em –F e em – FE fazem Ex.:


o plural simplesmente com o acréscimo de – S, segundo a Singular / Plural
regra geral. City (cidade) / Cities
Lady (senhora) / Ladies
Ex.:
Singular / Plural Obs.: Os NOMES PRÓPRIOS terminados em – Y,
Belief (crença) / Beliefs precedidos de consoantes, ao contrário da regra acima,
Chief (chefe) / Chiefs formam seu plural pela regra geral do acréscimo de S:
Cliff (penhasco) / Cliffs
Ex.: Henry – the Henrys
Gulf (golfo) / Gulfs
Mary – the Marys
Handkerchief (lenço) / Handerkerchiefs
Proff (prova) / Proofs
e) Plural dos substantivos terminados em – O:
Reef (recife) / Reefs
* Os substantivos terminados em O PRECEDIDO DE
* Alguns substantives terminados em – F, e TRÊS
VOGAL fazem o plural na regra geral, com acréscimo de – S:
terminados em – FE MUDAM o F em V e ACRESCENTAM
– ES: Ex.:
Singular / Plural
Ex.: Bamboo (bambu) / Bamboos
Singular / Plural Cameo (camafeu) / Cameos
Knife (faca) / knives Studio (estúdio) / Studios
Life (vida) / Lives
Wife (esposa) / Wives * Os substantivos terminados em O PRECEDIDO DE
CONSOANTE fazem o plural na regra geral, com acréscimo
Thiefs (ladrão) / Thieves de – ES:
Half (metade) / Halves
Leaf (folha) / Leaves Ex.:
LÍNGUA INGLESA

Wolf (lobo) / Wolves Singular / Plural


Cargo (carga) / Cargoes
* Outros substantives terminados em –F, por outro lado, Echo (eco) / Echoes
têm dois plurais: Hero (heróis) / Heroes
Potato (batata) / Potatoes

28
Tomato (tomate) / Tomatoes OBS. Há exceções, como:

Obs.: Excetuam-se desta regra: Lord Justice (juiz supremo do Tribunal) – Lords Justices
Man servant (criado) – Men servants
* as formas reduzidas. Woman servant (criada) – Women servants

Ex.: Photo (from Photografh – fotografia) / Photos * Nos compostos de um adjetivo e um substantivo só o
Piano (from Pianoforte – piano) / Pianos substantivo varia:

* Vocábulos ainda tidos como estrangeiros: Ex.:


Blackbird (melro) – Blackbirds
Ex.: Casino (cassino) / Casinos Court-martial (conselho de guerra) – Courts-martial
Soprano (soprano) / Sopranos * Compostos em – ful fazem o plural em –S:
* Algumas palavras em – O, que têm dois plurais:
Ex.:
Ex.: Archipelago (arquipélago) – Archipelagos/ Handful (punhado) – Handfuls
Archipelagoes Spooful (colherada) – Sponfuls
Buffalo (búfalo) – Buffaloes/Buffaloes
Mango (manga) – Mangos/Mangoes * Quando o primeiro termo do composto é verbo, só o
Portico (pórtico) – Porticos/Porticoes último recebe a flexão do plural:

f) Plural por mutação vocálica: Ex.:


Forget-me-not (miosótis) – Forget-me-nots
Oito substantivos fazem o plural mudando a vogal Spendthrift (perdulário) – Spendthrifts
interna:
* Quando não há substantivo nem verbo no composto,
Singular / Plural o último elemento vai para o plural:
Dormouse (arganaz) /Dormice
Foot (pé) /Feet Ex.:
Grown-up (adulto) – Grown-ups
Goose (ganso) /Geese
(Obs. Goose, ferro de engomar usado pelos alfaiates,
i) Plural de palavras estrangeiras:
faz o plural pela regra geral: Gooses).
Louse (piolho) /Lice * Palavras estrangeiras conservam, em geral, o plural de
Man (homem) /Men origem:
Woman (mulher) /Women
Tooth (dente) /Teeth Ex.:
Mouse (camundongo) /Mice Francês:
Madame (senhora) – Mesdames
g) Plural em – EN ou – NE: Monsieur (senhor) – Messieurs

Singular / Plural Grego:


Child (criança) /Children Phenomenon (fenômeno) – Phenomena
Ox (boi) /Oxen Thesus (teses) – Theses

h) Plural dos substantivos compostos: Italiano:


Dilettante (diletante) – Dilettanti
* Na maioria dos substantivos compostos é pluralizado Virtuoso (virtuoso) – Virtuosi
o elemento que representa a idéia principal:
Latim:
Ex.: Adendum (adendo) – Adenda
Son-in-law (genro) – Sons-in-law Agendum (agenda) – Agenda

* Se os compostos forem constituídos de dois * Algumas palavras estrangeiras têm, além do plural de
LÍNGUA INGLESA

substantives, unidos ou não, apenas o último vai para o origem, um plural em inglês:
plural:
Ex.:
Automaton (autômato) – Automata, Automatons
Ex.:
Bandit (bandido) – Bandidtti, Bandits
Armchair (cadeira de braço) /Armchairs
Bureau (escrivaninha) – Bureaux, Bureaus
Life-belt (cinto de segurança) /Life-belts

29
Cherub (querubim) – Cherubim, Cherubs n) Mais significados no singular do que no plural:
Memorandum (memorando) – Memoranda,
Memorandums Em alguns casos a forma singular tem maior número de
significados que o plural:
j) Dois plurais com significados diferentes:
Ex.:
Certos substantivos têm duas formas no plural com Singular / Plural
significados diferentes: Abuse (Abuso, linguagem injuriosa, desaforos) / Abusos
(abusos)
Ex.: Foot (pé – parte do corpo; pé – medida; infantaria) /
Brother (irmão): Feet (pés – parte do corpo e pés – medida).
Brothers (irmãos filhos do mesmo pai) Horse (cavalo, cavalaria, soldados da cavalaria) / Horses
Brethren (irmãos de uma seita) (cavalos)
Cloth (tecido, pano):
Cloths (tecidos, panos) n) Plural de Títulos, nomes e sobrenomes:
Clothes (roupa(s)) É formado da seguinte maneira:
Genius (gênio): 1. Mr. - Messrs.
Geniuses (gênios – homens de talento) Master (anteposto a nome de menino) - Masters
Genii (gênios – espíritos) Mrs. (invariável)
Miss - Misses
Index (índice, índex):
Indexes (índices – de livros) 2. Captain - Captains
Índices (em matemática) Doctor - Doctors
Professor - Professors
l) Um plural com dois ou mais significados:
3. Nomes e sobrenomes fazem o plural em -S ou -ES,
Vários substantivos têm dois ou mais significados no como:
plural, embora com uma única forma, uma única escrita: Armstrong - The Armstrongs
Charles - The Charleses
Ex.: Crosby - The Crosbys
Singular / Plural Davies - The Davieses
Colour (cor) / Colours (bandeira- Navio, regimento; Jones - The Joneses
partido, opinião, cores) Knox - The Knoxes
Compass (bússola) / Compasses (bússolas, compasso – Marx - The Marxes
instrumento)
Glass (copo, vidro) / Glasses (copo, óculos) 4. Mr. Brown - Messrs. Brown, The Messers. Brown ou
Letter (letra do alfabeto, carta) / Letters (letras, cartas, The Mr. Browns
literatura) Master Brown - The Masters Brown
Number (número) / Numbers (números, versos) Mrs. Brown - The Mrs. Browns
Return (repetição, volta, lucro) / Returns (repetições, Miss Brown - The Misses Brown (tramantento
voltas, resultados de eleições, cerimonioso) ou The Miss Browns
tábuas estatísticas, lucros)
5. Captain Hale - The Captain Hales
m) Significado diferente no plural: Doctor Hale - The Doctor Hales
Professor Hale - The Professor Hales
Alguns substantivos adquiriram significado diferente no
plural: Obs¹. Note-se que os tíulos vão para o plural quando
usandos com mais de um nome próprio:
Ex.: Ex.: Captains Hale and Noble, Doctors Hale and Noble,
Singular / Plural Professors Hale and Noble.
Advice (conselho) /Advices (informações, relatórios –
Usual em correspondência Obs². Não se abreviam títulos: Captain, Doctor, Esquire,
LÍNGUA INGLESA

comercial ou diplomática General, Governor, The Honourable, President, Principal,


Damage (dano) / Damages (indenização) Professor e The Reverend.
Sand (areia) / Sands ( banco de areia; praia)
o) Singular e Plural iguais:

Por motivos diversos, são invariáveis:

30
1. Cod (bacalhau), Salmon (salmão), Trout (truta), Deer 2. Coal - carvão
(Cervo), Sheep (Carneiro), Series (série), Species (espécie). Cooper - cobre
Gold - ouro
2. Palavras terminadas em - CH, SH, SS, indicadoreas da Iron - ferro
nacionalidade, como: Chinese, English, French, Japanese, Silk - sêda
Portuguese, Swiss, etc. Wine - vinho
Veja a diferença:
Brazilians created the aeroplane - Brasileiros criaram o Obs. Tais substantivos, quando pluralizados, mudam de
avião sentido:
Japanese created the computer - Japoneses criaram o Confidences - confidências
computador Coopers - moedas de cobre
Irons - grilhões (há também Iron - ferro de engomar,
3. Certas palavras que exprimem números ou medidas, com o plural Irons)
quando precedidas de um numeral, de a few ou several: Wines - qualidades, tipo de vinho
Ex.: Two hundred houses - duzentas casas
Ten thousand times - dez mil vezes r) Forma plural e verbo no singular:
Twenty dozen eggs - vinte dúzias de ovos
five gross pencils - cinco grossas de lápis Alguns substantivos de forma plural são seguidos de
Three yoke of oxen - três juntas de bois verbo no singular, isso porque, embora sejam de forma
A few head of cattle - algumas cabeças de gado plural, têm significado no singular.
Several score of yards - várias vintenas de jardas
Mas: Ex.: Gallows - força
dozen of potatoes - dúzias de batatas Linguistics - linguística
Hundreds of people - centenas de pessoas innings - turno, tempo (esporte), oportunidade
thousands of inhabitants - milhares de habitantes Mathematics - matemática
Mechanics - mecânica
p) Substantivos sem singular: Phonetics - fonética
Há substantivos que só se usam no plural, como: news - notícia, novidade(s) (A piece of news - uma
annals - anais (de literatura) notícia, uma novidade)
Auspices - auspícios
Belongings - pertenças, acessórios Logo, você deve dizer “Mathematics is the most
Billiards - bilhar important science”, por exemplo, e não “Mathematics are”.
Breeches (ou a pair of breeches) - calção
Entrails - entranhas Obs¹. Um pequeno número de palavras terminadas
Nupcials - núpcias em - ICS, admite o verbo no plural também, como Politics
Obsequies - exéquias (política), Tactics (tática).
Proceeds - renda, rendimento
Pyjamas (ou pajamas - EUA) - pijama Obs². Nomes geográficos como Hebrides (hébridas),
Scissors (ou a pair of scissors) - tesoura Netherlands (Holanda) são seguidos por verbo no plural,
Surroundings - arredores mas The United States é uma exceção, e requer, geralmente,
Thanks - agradecimentos o verbo no singular.
Tongs (ou a pair of tongs) - tenaz
Tweezrs (ou a pair of tweezrs) - pinça s) ALMS, EAVES, RICHES:
Victuals - víveres
As palavras Alms (esmola), Eaves (beiral) e Riches
q) Substantivos sem plural: (riqueza(s)), hoje seguidas de verbo no pural, foram,
originariamente, seguida de verbo no singular.
Certos substantivos, por seu próprio significado, não se
empregam no plural: 3. GRAU:

1.Beauty - beleza As variações de grau dos substantivos são mais comuns


Charity - caridade em português, com os graus Aumentativo e Diminutivo.
Confidence - confiança (a propósito, “confidence man” em inglês tal variação se dá de forma bastante simplificada,
LÍNGUA INGLESA

nãos ignifica homem de confianla, como poderia parecer, com a anteposição dos adjetivos “Big” ou “Little”.
mas vigarista) Veja o exemplo:
Goodness - bondade Em português, a palavra “casa” sofre as seguintes
Truth - verdade variações de grau: Casinha - para o diminutivo, e Casarão -
para o aumentativo. Duas novas palavras surgem da felxão
de grau do substantivo. Em inglês, ao contrário, a palavra

31
“house” (casa), é flexionada para o aumentativo tão-somente com a anteposição de “big”: big house (grande casa, casarão),
e, para o diminutivo, com a anteposição de “little”: little house (pequena casa, casinha), não se criando nenhuma nova
palavra.

Countable and UncountableNouns (Nomes Contáveis e Incontáveis)

Um substantivo contável (countable noun) é algo que podemos contar. Ele tem as formas singular e plural.
Ex.: one book (um livro), three books (três livros); a boy (um menino), two boys (dois meninos); an egg (um ovo), six eggs
(seis ovos).
Não esqueça: substantivos no singular precisam de um artigo e no plural têm de seguir as regras já apresentadas.
Noun/Singular/Plural
chair (cadeira)/one chair/two chairs
computer (computador)/one computer/three computers
strawberry (morango)/one strawberry/four strawberries
Um substantivo incontável (uncountable noun) é algo que não podemos contar; logo, não tem a forma plural.
Nós usamos expressões de quantidade antes de substantivos incontáveis.
Ex.:
fruit (fruta), some fruit (algumas frutas); bread (pão), a slice of bread (uma fatia de pão); homework (lição de casa), a lot
of homework (muita lição de casa).

Uncountable Nouns List

- Abstract idea (ideia abstrata)


advice (conselho)
fun (diversão)
help (ajuda)
information (informação)
pride (orgulho)

- Drink (bebida)
bear (cerveja)
coffee (café)
juice (suco)
tea (chá)
water (água)

- Food (comida)
bread (pão)
cake (bolo)
meat (carne)
rice (arroz)
spaguetti (espaguete)

- Subject (assunto)
art (arte)
grammar (gramática)
poetry (poesia)
Portuguese (Português)
vocabulary (vocabulário)

- Substance (substância)
air (ar)
iron (ferro)
LÍNGUA INGLESA

oil (óleo)
oxygen (oxigênio)
metal (metal)

32
Plurais Incontáveis, a exceção
Embora a maior parte das vezes sejam encontrados na forma singular, os substantivos incontáveis podem aparecer,
excepcionalmente, no plural. Nestes casos, as palavras ou expressões que identificam a quantidade estão ocultas.
Exemplo: Two teas, please.
Ao fazer esse pedido ao garçom ele entenderá que o que queremos, na verdade, são two cups of tea (duas xícaras de
chá).

- Many/Much (Muito(s)/Muita(s))
Many é usado com substantivos que nós podemos contar, ou seja, nomes contáveis (countable nouns).
Much é usado com substantivos que nós não podemos contar, ou seja, nomes incontáveis (uncountable nouns).

- Few/Less (Pouco(s)/Pouca(s))
Few é usado da mesma maneira que many, com countable nouns.
Less é usado como much, com uncountable nouns.

Observe os exemplos seguintes e veja como o contexto pode sofrer algumas variações de acordo com a frase:

- Few /A few /A few of the/Few of the (Poucos)


As palavras acima são usadas com substantivos contáveis no plural.
“Few” em um sentido negativo, sugerindo “quase nenhuma” e é geralmente usado depois de “very”.
LÍNGUA INGLESA

Some students have very few opportunities to learn English. = Alguns alunos têm quase nenhuma oportunidade de
aprender inglês.
“Few” também pode expressar a idéia de “não tanto quanto esperado”.
A lot of tourists were expected, but few came. = Muitos turistas eram esperados, mas poucos vieram.
“A few” em um sentido positivo e pode significar “um pequeno número” ou “poucos”.

33
I don’t know how much he won, but it must be a few desalinize - dessalinizar
million. = Eu não sei o quanto ele ganhou, mas deve ser
poucos milhões. dis-: oposto de, não, contrário
Também encontramos a few combinado com outras dislike - não gostar
palavras como: “just”, “only”, “quite”, “a good”, “the”, “his”,
etc. disable - desativar
I want just a few apples, please. = Eu quero poucas
maçãs, por favor. disproof - refutar
There are only a few vacancies. = Há poucas vagas.
ex-: passado, antigo, anterior
- A lot ex-boyfriend - ex-namorado
A expressão a lot deve ser escrita com duas palavras. O
significado é o mesmo de many e much. ex-husband - ex-marido
A lot é seguido por of quando seu significado é geral ou
por of the quando seu significado é específico: ex-wife - ex-esposa
Às vezes, a lot também pode vir no final de uma frase,
sendo assim considerada uma expressão informal. fore-: antes de
We laughed a lot. = Nós rimos muito. foresee - prever
They studied a lot. = Nós estudamos bastante.
forecast - previsão (do tempo, por exemplo)
Formação de palavras
foresight - previsão (do futuro, por exemplo)
Os idiomas são formados por muitas palavras de origens in-, im-, ir-: não
diferentes, e grande parte delas são apenas derivações ou incorrect - incorreto
combinações de palavras já existentes. Algumas dessas
derivações são feitas por prefixos e sufixos. Eles são impossible - impossível
responsáveis por adicionar ou alterar o significado de uma
palavra. irregular - irregular
Aprender inglês envolve não só o conhecimento das
estruturas gramaticais, mas também a extensão do seu inter-: entre
vocabulário. E uma estratégia eficiente para aumentá-lo é interact - interagir
aprender a reconhecer certos padrões de prefixos e sufixos
para descobrir o significado a função dessas palavras em intercept - interceptar
um contexto geral. Veja só:
interchange - intercâmbio
Principais prefixos em inglês
O prefixo é a parte que vem antes da palavra em si. No mid-: meio
inglês existem diversos deles, alguns com um significado midway - meio do caminho
particular e outros com um significado compartilhado.
Vamos ver o que cada um deles faz com as palavras: midday - meio-dia
Anti-: contra
midfield - meio-de-campo
antivirus - antivírus
mis-: de forma incorreta
antibiotic - antibiótico
miscalculation - mal-calculado
antidote - antídoto
misspelled- mal-pronunciado
bi-: ideia de duplicação
bilateral - bilateral misunderstand- mal-entendimento

biconvex - biconvexo non-: não


nonabrasive - não-abrasivo
bicycle - bicicleta
nonacid - não-ácido
LÍNGUA INGLESA

de-: oposto de
deactivation - desativação nonallergic - não-alérgico

decaffeinated - descafeinado pre-: antes


prefix - prefixo

34
preschool- pré-escola -able, -ible: forma adjetivos a partir de verbos
acceptable - aceitável
precipitate - precipitar-se
adorable - adorável
re-: de novo, mais uma vez
reabsorb - reabsorver affordable - de preço acessível

redo - refazer -est: o que é mais


biggest - maior
realign - realinhar
fastest - mais rápido
semi-: metade
semifinalist - semifinalista hottest - mais quente

semicircle - semicírculo -ful: indica “cheio de”


painful - doloroso
semiprofesional - semiprofissional
useful - útil
sub-: inferior, abaixo de
subcelebrity - subcelebridade meaningful - significante

subcategory - subcategoria -ion, -tion, -ation, -ition: indica “o processo de”


action - ação
subconscious - subconsciente
construction - construção
super-: superior, acima de
supercelebrity - supercelebridade observation - observação

superconduct - superconduzir -ity, -ty, -ness: formam substantivos abstratos a partir


de adjetivos
superlative - superlativo activity - atividade

trans-: através de infinity - infinidade


transcontinental - transcontinental
happiness - felicidade
transcript - transcrever
-ly: forma advérbios
transatlantic- transatlântico hardly - dificilmente

un-: não quickly - rapidamente


unacceptable - inaceitável
certainly - certamente
unhappy - infeliz
-hood, -ship: formam substantivos abstratos
unattractive - não-atraente childhood - infância

under-: sob/sub leadership - liderança


undersea - submarino
brotherhood - irmandade
undercooked - malcozido
https://inglesnarede.com.br/gramatica-na-rede/
underdressed - malvestido concordancia-verbal-na-lingua-inglesa/
https://www.inglesnosupermercado.com.br/dicas-
LÍNGUA INGLESA

Principais sufixos em inglês de-ingles-10-casos-de-concordancia-verbal-na-lingua-


inglesa/
O sufixo é a parte que vem depois do meio da palavra. https://www.wizard.com.br/blog/aprender-ingles/os-
Da mesma forma que nos prefixos, alguns compartilham prefixos-e-sufixos-em-ingles/
significado e outros adicionam um significado próprio, veja:

35
Pronomes (pessoais (I, he, they, etc), objeto (me, him, them, etc), adjetivos possessivos (my, his, their / mine,
his,theirs, etc), interrogativos (who, what, when, where, etc), relativos (who, that, which, etc).

Pronomes

Pronome é a classe de palavras que acompanha ou substitui um substantivo ou um outro pronome, indicando sua
posição em relação às pessoas do discurso ou mesmo situando-o no espaço e no tempo. Os pronomes nos ajudam a evitar
repetições desnecessárias na fala e na escrita. São divididos em:

- Pronomes Pessoais (Personal Pronouns)


Os pronomes pessoais são termos que indicam pessoas, lugares e objetos. São classificados em:
Pronomes Pessoais do Caso Reto (Subject Pronoun): funcionam como sujeitos, por exemplo: She is beautiful (Ela é linda).
Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo (Object Pronoun): funcionam como objetos, por exemplo: Juan wants to meet her
(Juan quer conhecê-la).

- Pronomes Possessivos (Possessive Pronouns)


Os pronomes possessivos em inglês, tal qual no português, indicam que algo pertence a alguém ou alguma coisa. São
classificados em pronomes adjetivos e pronomes substantivos.
Pronomes Adjetivos (Possessive Adjectives): diferentes da língua portuguesa, os pronomes adjetivos não são flexionados
em grau (singular e plural). Sempre são acompanhados por substantivos, modificando-os.
Exemplo: My house is located on Avenue de Paris (Minha casa está localizada na Avenida de Paris).
LÍNGUA INGLESA

36
Pronomes Substantivos (Possessive Pronouns): os pronomes possessivos substantivos tem a função de substituir o
substantivo, diferente dos pronomes adjetivos, que sempre estão ligados a ele. E, da mesma maneira, não sofrem flexão de
grau (singular e plural), como ocorre na língua portuguesa.
Exemplo: This house is mine (Esta casa é minha).
LÍNGUA INGLESA

37
- Pronomes Demonstrativos (Demonstratives Pronouns)

Os pronomes demonstrativos são palavras que indicam algo (pessoa, lugar ou objeto) e, de acordo com a função
sintática que exercem na frase, são classificados em:
Demonstrative Pronouns (pronomes substantivos), que substituem o substantivo, por exemplo: Give me the big book.​
Give me this book (Dá-me este livro).
Demonstrative Adjectives (pronomes adjetivos) que descrevem o substantivo, por exemplo: That pen is yours; this is
mine (Essa caneta é sua; esta é a minha)

- Pronomes Reflexivos (Reflexive Pronouns)

Os pronomes reflexivos são aqueles que aparecem após o verbo, concordando sempre com o sujeito da oração.
São palavras construídas com os termos “self” (no singular) e “selves” (no plural).
Exemplos:
LÍNGUA INGLESA

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I promised myself study hard (Eu prometi a mim mesma estudar bastante)

Maria sent herself a copy (Maria enviou uma cópia para si mesma)

- Pronomes Indefinidos (Indefinite Pronouns)

Os pronomes indefinidos recebem esse nome uma vez que substituem ou acompanham o substantivo, de maneira
imprecisa ou indeterminada.
Porém, de acordo com a função que exercem nas frases, são classificados em:
Indefinite Pronouns (pronome substantivo)
Indefinite Adjectives (pronome adjetivo)
Exemplos:
LÍNGUA INGLESA

Tell me something (Diga-me alguma coisa).


None is mine (Nenhum é meu).

39
- Pronomes Relativos (Relative Pronouns)

Os pronomes relativos são palavras que exercem a função de sujeito ou objeto, por exemplo:
It’s an old man who lives here. (É um velho quem vive aqui)
When we get to town, let’s find John​. (Quando chegarmos à cidade, encontraremos o John)
LÍNGUA INGLESA

40
- Pronomes Interrogativos (Interrogative Pronouns)

Os pronomes interrogativos, também chamados de “Question Words”, são aquelas palavras utilizadas para fazer
perguntas, por exemplo:

Who is that woman? (Quem é aquela mulher?)


How many cups of coffee do you drink a day? (Quantas xícaras de café você bebe por dia?)

Adjetivo

Os adjetivos em inglês são usados para qualificar ou modificar um substantivo ou um pronome. Eles aparecem antes do
substantivo ou depois dos verbos de ligação na frase. Veja os exemplos:

I have a blue pencil. (Eu tenho um lápis azul.)


She is smart. (Ela é esperta.)

Porém, alguns adjetivos possuem uma terminação diferente. É o caso dos adjetivos que terminam com –ing e –ed.
Observe:

Julia’s job is boring. (O emprego de Julia é chato.)


Julia is bored. (Julia está entediada.)

Perceba que no primeiro exemplo o adjetivo boring refere-se ao emprego de Julia. Já no segundo exemplo, refere-se a
ela. Ainda poderíamos escrever desta maneira:

Julia is bored because her job is boring.


(Julia está entediada porque seu emprego é chato.)
LÍNGUA INGLESA

Agora compare outros exemplos:

* interesting (interessante) * interested (interessado(a))

Julia is very interesting. Julia is very interested in Arts.


(Julia é muito interessante.) (Julia é muito interessada em Artes.)

41
* surprising (surpreendente) * surprised (surpreso(a))
This film is surprising! I am surprised with this film!
(Este filme é surpreendente!) (Eu estou surpreso(a) com este filme!)

* shocking (chocante) / shocked (chocado(a))

This scene is shocking. Everybody is shocked.


(Esta cena é chocante.) (Todos estão chocados.)

Note que geralmente não há uma forma específica para o masculino e outra para o feminino nos adjetivos. Ao traduzir
a frase, você deverá flexioná-lo conforme o substantivo!

Ordem dos adjetivos

A ordem dos adjetivos serve para que você não escreva mais de um adjetivo de forma aleatória numa frase. Essa ordem
precisa ser seguida de acordo com o tipo de cada adjetivo. Veja abaixo o exemplo:
Algumas vezes nós podemos usar mais de um adjetivo na frase:
Ex: It´s a beautiful round wooden table.
(É uma mesa bonita, redonda e feita de madeira.)
Mas há uma maneira correta, ou seja, uma ordem em que esses adjetivos são escritos antes do substantivo. Para isso
devemos saber quais são os tipos de adjetivos e suas ordens:

• Tipos de Adjetivos:
OPINION= indica o que você pensa a respeito, ou seja, OPINIÃO!
1- Opinion: indica opinião.
Exemplos: horrible, difficult, fun, etc.
FACT= indica o que é verdade, ou seja, o FATO!
2- Size: indica tamanho.
Exemplos: large, little, short, tall, etc.
3- Age: indica idade.
Exemplos: new, old, adolescent, a year, etc.
4- Shape: indica forma.
Exemplos: round, flat, square, irregular, etc.
5- Color: indica cor.
Exemplos: red, blue, etc.
6-Origin: indica a origem.
Exemplos: Brazilian, American, etc.
7- Religion: indica religião.
Exemplos: Buddhist, Taoist, Pagan, etc.
8- Material: indica o tipo de material que é feito.
Exemplos: wooden, paper, metal, etc.
9- Purpose: indica o propósito de seu uso.
Exemplos: sleeping bag, computer table, football field, etc.

• Ordem dos Adjetivos:


Agora que você já sabe quais são os tipos de adjetivos, precisa saber qual a ordem correta ao escrevê-los. Para ficar
mais fácil, divida a frase desta maneira:
Ex: A beautiful large round wooden table.
(uma mesa bonita, larga, redonda e feita de madeira.)
1º - divida a frase separando os adjetivos do substantivo;
2º - separe os adjetivos em: opinion ou fact;
3º- ordene corretamente.
LÍNGUA INGLESA

42
Outros exemplos:
* A big round pink plastic ball. (Uma grande, redonda, rosa, bola de plástico.)
* An interesting young woman. (Uma mulher interessante e jovem.)
* Small blue eyes. (Pequenos olhos azuis.)
* An old American song. (Uma velha música Americana.)

* A nice big new red plastic sleeping bag. (Uma boa, nova, vermelha, bolsa plástica de dormir.)

DEGREE OF ADJECTIVES (GRAU DOS ADJETIVOS)

Assim como podemos colocar mais de um adjetivo na frase, também podemos usá-los para fazer comparações.
Chamamos essas comparações de: Inferioridade, Igualdade ou Superioridade.

Comparativo de Superioridade

Veja os exemplos a seguir:

Maria is old. (Maria é velha.)

Maria is older than me. (Maria é mais velha do que eu.)


LÍNGUA INGLESA

Note que o adjetivo old sofreu uma alteração: er + than. É dessa forma que se faz o comparativo de superioridade
quando o adjetivo é composto por uma sílaba (short adjectives).

Observe agora outro exemplo:

43
Maria is intelligent. (Maria é inteligente.) * adjetivos precedidos de CVC (Consoante-Vogal-
Maria is more intelligent than me. (Maria é mais Consoante), dobra-se a última letra: big = bigger than
inteligente do que eu.) fat = fatter than

Neste caso, o adjetivo intelligent não sofre alteração ** adjetivos terminados em y precedidos por consoantes
alguma, apenas acrescentamos: more (antes) e than são substituídos por i: pretty = prettier than
(depois) dele. Dessa forma fazemos o comparativo de
superioridade quando o adjetivo é composto por duas ou *** nesse caso, good é uma exceção e sua forma
mais sílabas (long adjectives). comparativa é diferente. O mesmo acontece com bad =
worse than (mau = pior do que).
Então, lembre-se: a maneira como faremos a
comparação dependerá da quantidade de sílabas que cada **** adjetivos terminados em e acrescenta-se apenas r:
adjetivo possui! nice = nicer than.
Mais exemplos:
Comparativo de Igualdade

Veja os exemplos a seguir:

afirmativo= Jenny is tall. (Jenny é alta.)


Jenny is as tall as Paul. (Jenny é tão alta
quanto Paul.)

negativo= Jenny is not tall. (Jenny não é alta.)


Jenny is not so tall as Paul. (Jenny não é tão
alta quanto Paul.)

Neste comparativo existem formas diferentes para


afirmar ou negar a comparação.

Ele é formado com as..........as (em frases afirmativas) e


not so........as (em frases negativas).

Para o comparativo de igualdade, não há diferença se


os adjetivos são curtos ou longos. Todos seguem a mesma
regra!

Exemplos:

adj. longo
She sings as beautifully as you dance!

(Ela canta tão lindamente quanto você dança!)

adj. curto
This exercise is not so easy as the last one.

(Este exercício não é tão fácil quanto o último.)

adj. curto
Today is as cold as yesterday.

(Hoje está tão frio quanto ontem.)


LÍNGUA INGLESA

adj. longo
This game is as complicated as that one.

(Este jogo é tão complicado quanto aquele.)

44
Comparativo de Inferioridade Julia lives with her mother. (Julia mora com a mãe dela)
Observe os exemplos a seguir: That’s my father’s cigar. (Aquele charuto é do meu pai)
Os adjetivos possessivos, na língua inglesa, apresentam
I spent less money than you. (Eu gastei menos dinheiro algumas características quanto a ao número e gênero:
do que você.)
Os adjetivos possessivos não se diferenciam em
That hat is less expensive than the others. (Aquele número, ou seja, não apresentam plural.
chapéu é menos caro do que os outros.)
Exemplos:
Note que no comparativo de inferioridade também não
há diferença se o adjetivo é curto ou longo. Ele é formado This is our pen. (Esta é nossa caneta)
com less........than. These are our pens. (Estas são nossas canetas)
That is my magazine. (Aquela revista é minha)
Superlativo Those are my magazines. (Aquelas são minhas revistas)
E os adjetivos possessivos não se diferenciam em
O grau superlativo segue a mesma regra de formação gênero, ou seja, podem ser utilizados tanto para o
dos comparativos. Veja: masculino quanto para o feminino.
* This is the most expensive bike of them all. Exemplos:
(Esta é a bicicleta mais cara de todas.) He hates my sister. (Ele odeia minha irmã)
He hates my brother. (Ele odeia meu irmão)
* Susy is the shortest girl in the clasroom. They gave their medals to children. (Eles deram as
medalhas deles para as crianças)
(Susy é a garota mais baixa da classe.)
The waitresses lost their money. (As garçonetes
perderam o dinheiro delas)
* This supermarket is the biggest one.
Sendo assim, os adjetivos possessivos são usados frente
a um substantivo para modifica-lo, indicando posse ou
(Este supermercado é o maior.)
propriedade e não variam nem gênero e nem em número.
Resumindo:
Adjetivos Interrogativos (Interrogative Adjectives)
short adjectives: est..... Os adjetivos interrogativos (interrogative adjectives)
long adjectives: the most..... what e which são semelhantes na forma aos pronomes
exceções: good = best / bad = worst interrogativos, mas diferentes na função. Os adjetivos
interrogativos modificam um substantivo (noun). Eles vêm
Adjetivos possessivos (Possessive adjectives) antes dos substantivos que podem estar no singular ou
Os adjetivos possessivos (possessive adjectives) são plural. Já os pronomes interrogativos fazem uma pergunta
palavras que têm a função de modificar um substantivo acerca dos substantivos. Veja alguns exemplos:
indicando propriedade ou posse. Por exemplo, “This book Which car will he want? (adjective interrogative)
is her book” (Este livro é o livro dela) o adjetivo possessivo Which will he want? (pronoun)
“her” (dela) está especificando que o livro pertence a ela. Which car is parked there? (adjective interrogative)
Na Língua Inglesa os adjetivos possessivos são: Which is parked there? (pronoun)
What colour is your car? (adjective interrogative)
My - meu, meus, minha, minhas What is your car? (pronoun)
Your - sua, seu
His – dele What
Her - dela É usado quando a pessoa que pergunta não tem um
Its - dela, dele (coisas ou animais) número específico em mente. Por exemplo:
Our - nosso, nossos What colour is your cat?
Your - suas, seus What countries would you like to visit?
Their - delas, deles What book did you buy ?
Outros exemplos de como usar o adjetivo possessivo:
Which
LÍNGUA INGLESA

They don’t want to spend all their money on the project. Embora a regra nem sempre seja usada, which é usado
(Eles não querem gastar todo o dinheiro deles no projeto) quando a pessoa que pergunta tem um número específico
Are these your shoes? They are beautiful. (Esses são em mente.
seus sapatos? Eles são bonitos) Which colour are his eyes?
These men are my brothers, they are beautiful. (Estes Which city do you live?
homens são meus irmãos, eles são lindos) Which book did you buy?

45
What é usado frequentemente no lugar de which, mesmo quando existe um número já pré-determinado. Por exemplo:
What movie did you enjoy?
What kind of book did you buy?
What como Adjetivo Exclamatório
What pode ser usado em sentenças exclamatórias. Veja alguns exemplos:
What a surprise!
What a good idea!
What a beautiful girl!
What an interesting movie!

Adjetivos relativos (Relative Adjectives)

Which, that, who e whom podem ser adjetivos relativos (relative adjectives). Assim como os pronomes relativos, os
adjetivos relativos são usados para ligar idéias criando orações substantivas ou orações adjetivas (adjective clauses).
Os pronomes e adjetivos relativos realizam a função de chamar atenção para algum substantivo (noun) anteriormente
mencionado, sem a necessidade de citá-lo novamente.
Uma oração adjetiva (adjective clause) é uma oração dependente (subordinada), que contêm um sujeito e um verbo. Ela
descreve, identifica ou dá informações adicionais de um substantivo anteriormente mencionado. Desta forma as orações
adjetivas (adjective clauses) agem como se fossem um adjetivo. Assim como um adjetivo, uma oração adjetiva (adjective
clause) modifica um substantivo ou pronome, respondendo questões como which? ou what kind of?. Observe abaixo:
The car, that is very confortable, belongs to my aunt.
She went for a holiday in Cuzco, which is a small city in Peru.
They are the swimmers whom you saw at Venetian Pool are from Otawa.
A man started to show us photographs which were of people and places in the China.
Michael Clark, who is my cousin, lives in San Francisco.
Os pronomes relativos normalmente são usados para introduzir uma oração adjetiva (adjective clause). Os principais
são:

Who
Substitui substantivos ou pronomes quando estamos falando sobre pessoas. Who pode ser sujeito de um verbo.
James, who is a lawyer, works in Paris.
Madonna, who is an american artist, lives in London.

Whom
Substitui substantivos ou pronomes quando nos referimos a pessoas. Whom pode ser objeto de um verbo ou preposição,
mas não pode ser sujeito de um verbo.
Paul McCartney, whom we all love, was being shown on the television.
The professor whom you called is there.

Which
Usamos which para animais e coisas
The house, which was white, belonged to my husband.
She have sold the grocery which belonged to her father.

That
Podemos usar também that para pessoas, animais e coisas, embora para alguns seja pouco educado usar that para
pessoas.
I lived in the house that Paul built.
The children that are on the car are going to the school.
LÍNGUA INGLESA

Fonte:
https://www.infoescola.com/ingles/adjetivos-possessivos-possessive-adjectives/
https://www.inglescurso.edu.eu.org/gramatica-inglesa/75-adjectives/265-adjetivos-interrogativos-interrogative-
adjectives

46
EXERCÍCIO COMENTADO
1. (TRF - 1ª REGIÃO - - Analista Judiciário - Informática – Superior - CESPE– 2018)

According to the text 3A5AAA, judge the following items.

The pronoun “this” (ℓ.22) refers to the practice of keeping personal documents in a safe place.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Letra D
This reffers to perssonal credentials.
Trecho do texto: No one would volunteer to leave them in a storage unit with a hundred of others IDs, credit cards and
keys. Yet this happens every minute of every day with personal credentials.
LÍNGUA INGLESA

T = Ninguém se ofereceria para deixá-los em uma unidade de armazenamento com uma centena de outras identifica-
ções, cartões de crédito e chaves. No entanto, isso acontece a cada minuto de cada dia com credenciais pessoais.

47
2. (STJ - Conhecimentos Básicos - Cargos: 10 e 12 – Mé- 1. Simple Tenses;
dio - CESPE– 2018) 2. Continuous Tenses / Progressive Tenses;
3. Perfect Tenses / Perfect Simple Tenses;
4. Perfect Continuous Tenses / Perfect Progressive
Tenses.

Começaremos a estudar os verbos a partir do Verbo “to


be”, que é um dos verbos mais básicos em língua inglesa.

Verbo to be - Verb to be
O verbo to be significa ser e estar em português e,
além desses dois significados, este verbo é muito usado
no sentido de ficar (tornar-se). Observe os usos e as formas
deste verbo:
- USOS:
Usa-se o verbo to be:

1. Para identificar e descrever pessoas e objetos:


Richard is my friend. (Ricardo é meu amigo.)
I am Italian. (Eu sou Italiano.)
I’m from Spain. (Eu sou da Espanha.)
According to the text CB5A1AAA, judge the next item. It is a computer. (Isto é um computador.)
In the excerpts “they help to assure” (l. 4 and 5) and “so They will be at the club waiting for me. (Eles estarão no
that they can lead a dignified life” (l.6), the pronoun “they” clube esperando por mim.)
refers to “basic human rights” (l.4). They are French actors. (Eles são atores franceses.)
Your mother will be very happy if you tell the truth. (Sua
( ) CERTO ( ) ERRADO mãe ficará muito feliz se você falar a verdade.)
I will be very grateful to you. (Eu ficarei muito grato a
você.)
Resposta: Letra E Is she your sister? (Ela é sua irmã?)
‘Brokers and experts’ se referem a ‘corretores e especia-
listas’. Isso se refere a ‘dealers’, sinônimo de ‘negocian-
2. Nas expressões de tempo, idade e lugar:
tes’. A banca utilizou de palavras sinônimas. As demais
alternativas não têm relação com a resposta It was raining this morning. (Hoje de manhã estava
chovendo.)
CARE Adquirir um novo avião já é um processo bastan- It is sunny today. (Hoje o dia está ensolarado.)
te complexo. Adquirir uma aeronave de segunda mão I am twenty years old. (Tenho vinte anos.)
pode ser uma tarefa ainda mais desafiadora. A indústria We are spending our vacation in San Francisco.
tem a sua parte justa de corretores e especialistas todos (Estamos passando nossas férias em São Francisco.)
dispostos a oferecer-lhe o melhor negócio na cidade, Rachel is four years older than me.
mas, infelizmente, uma vez que você assinou e a aero- (Raquel é quatro anos mais velha do que eu.)
nave é entregue, eles tendem a desaparecer como eles
se deslocam para o próximo negócio. *OBSERVAÇÃO: Nas expressões que se referem a idades
o verbo to be equivale ao verbo ter, em Português.
dealers - concessionários
Verbo To Be - Presente do Indicativo / Verb To Be -
Simple Present/Present Simple
Verbo é a classe de palavras que nomeia, descreve
um estado ou uma ação. A maioria dos verbos em Inglês
é dividida em verbos regulares (regular verbs) e verbos O Simple Present é o equivalente, na língua inglesa, ao
irregulares (irregular verbs). Os verbos irregulares são Presente do Indicativo, na língua portuguesa.
os que não são conjugados da mesma maneira que os
regulares e para os quais não existe uma regra geral; - FORMASApresentamos a seguir as formas do Simple
LÍNGUA INGLESA

para cada verbo irregular há uma regra. Em Inglês, toda a Present (Presente Simples) do verbo to be. Na 1ª coluna
sentença precisa ter um verbo, pelo menos. encontra-se a forma sem contração e, na 2ª, mostramos
a forma contraída. A forma interrogativa não possui
Os tempos verbais na Língua Inglesa podem ser contração:
divididos basicamente em quatro grupos:

48
Example:
Is she a journalist? (Ela é jornalista?)

Verbo To Be - Passado / Verb To Be - Past Simple/


Simple Past

- FORMAS:
Apresentamos a seguir as formas do Simple Past
(Passado Simples) do verbo to be. As formas afirmativas
e interrogativas do Simple Past não possuem contração;
a forma negativa é organizada da seguinte maneira: na
1ª coluna encontra-se a forma sem contração e na 2ª,
mostramos a forma contraída:

Examples:
I’m a waiter. (Eu sou garçom.)
They are friends of mine. (Eles são meus amigos.)

She is in the kitchen. (Ela está na cozinha.)

Examples:
We were in a hurry last night and didn’t stop to talk to
him. (Estávamos com pressa ontem à noite e não paramos
para falar com ele.)
It was too cold yesterday. (Estava muito frio ontem.)

Examples:
Mary is not happy. (Mary não está feliz.)
It is not correct. [(Isto) Não está certo.]

Examples:
They were not good students. (Eles não eram bons
LÍNGUA INGLESA

alunos.)
Mary wasn’t the main actress. (Mary não era a atriz
principal.)

49
Example:
Were you occupied when I called to you? (Você estava ocupado quando lhe liguei?)

Verbo To Be - Futuro / Verb To Be - Simple Future

Apresentamos a seguir as formas do Simple Future (Futuro Simples) do verbo to be. Na 1ª coluna encontra-se a forma
sem contração e na 2ª, mostramos a forma contraída. A forma interrogativa não possui contração:

Examples:
We will be on vacation next month. (Estaremos de férias no mês que vem.)
I think it will be raining tomorrow. (Acho que estará chovendo amanhã.)
She will be the most beautiful bride in the whole world! (Ela será a noiva mais linda do mundo inteiro!)
I’ll be there at eight o’clock.(Estarei lá às oito horas.)
LÍNGUA INGLESA

50
Examples:
I won’t be here next week. (Não estarei aqui na semana que vem.)
He will not be a spoiled child. (Ele não será uma criança mimada.)
We will not be ready to play the game tomorrow. (Não estaremos preparados para jogar o jogo amanhã.)

Examples:
Will you be at home tomorrow evening? (Você vai estar em casa amanhã à noite?)
Will I be late if I get there at nine o’clock? (Vou estar atrasado se chegar lá às nove horas?)
Will he be waiting for me in the station? (Ele estará esperando por mim na estação?)

Presente do Indicativo (Simple Present or Present Simple)


O Simple Present é o equivalente, na língua inglesa, ao Presente do Indicativo, na língua portuguesa.

- FORMA AFIRMATIVA
Com os Pronomes Pessoais I, You, We e They, o Presente Simples se forma com o verbo no infinitvo sem TO. Já com os
Pronomes Pessoais He, She e It, o Presente Simples é formado com o verbo no infinitivo sem TO e ao verbo é acrescentado
a letra -s no fim. Observe a tabela abaixo:

- USOS
O Simple Present é usado para expressar:

1. Fatos e situações atuais:


Anthony lives in New York. (Antônio mora em Nova Iorque.)
My wife works in a hospital as a nurse. (Minha esposa trabalha como enfermeira em um hospital.)
Classes start at 8:00 a.m. (As aulas começam às oito da manhã.)
Banks open at 10:00 a.m. (Os bancos abrem às dez da manhã.)
LÍNGUA INGLESA

2. Hábitos: Geralmente são empregados com advérbios de tempo como: always, often, usually, rarely, frequently,
sometimes, never, every day, on weekends, on Tuesdays, etc.
I go to the gym every day. (Vou à academia todos os dias.)
She never watches tv. (Ela nunca assiste tv.)
He usually leaves the job at 6:00 p.m. (Geralmente ele sai do trabalho às seis da tarde.)
It usually snows here in January. (Geralmente neva aqui em Janeiro.)

51
They never go to the beach. (Eles nunca vão à praia.) formam a conjugação do Presente Simples com o verbo
no infinitvo sem TO e não recebem a letra -s ao final do
3. Verdades Universais: verbo, como consta na tabela anteriormente apresentada.
The sun goes down in the west. (O sol se põe no oeste.) Veja alguns exemplos:
Birds fly. (Pássaros voam.) She sings in a choir. (Ela canta num coral.)
The earth revolves around the sun. (A terra gira ao redor He loves her. (Ele a ama.)
do sol.) This washing machine works well. (Esta máquina de
Dogs bark. (Cachorros latem.) lavar funciona bem.)
Five and five make ten. (Cinco mais cinco são dez.) They work in a factory. (Eles trabalham em uma fábrica.)
Water freezes at 0º Celsius. (A água congela a Oº We study at Oxford University. (Estudamos na
Celsius.) Universidade de Oxford.)
OBSERVAÇÃO: Com pronomes indefinidos como
4. Ações futuras relacionadas com horário fixado. Ver somebody, nobody, everybody, nothing, everything, usa-
Future: Simple Present se o verbo na terceira pessoa:
My flight leaves at 9:00 p.m. (Meu vôo sai às nove da Nobody likes you. (Ninguém gosta de você.)
noite.) Everything ends up some day. (Tudo acaba um dia.)
My parents arrive tonight. (Meus pais chegam esta Nothing interests me. (Nada me interessa.)
noite.)
I start to work next week (Eu começo a trabalhar na 2. Com os verbos terminados em -ss, -sh, -ch, -x, -z e
próxima semana). -o, acrescenta-se -es a eles para formar o Presente Simples
OBSERVAÇÃO: Os advérbios de tempo nunca podem se com a terceira pessoa do singular (He, She, It):
posicionar entre o verbo e o objeto. Observe os exemplos - Wash: She washes her hair every day. (Ela lava o cabelo
abaixo: todos os dias.)
We go on weekends to the swimming pool. ERRADO - Kiss: The father kisses his children when they wake up.
She listens always to the radio. ERRADO (O pai beija os filhos quando eles acordam.)
We go to the swimming pool on weekends. CERTO - Go: He goes to the park on weekends. (Ela vai ao
She always listens to the radio. CERTO parque nos finais de semana.)
- Watch:He watches all sitcoms which are broadcast
5. Fatos históricos, relatar acontecimentos, filmes, piadas, on television. (Ele assiste a todos os seriados que são
uma transmissão esportiva com mais dramaticidade; é o transmitidos na televisão.)
chamado “Presente Histórico”. Nestes casos, os fatos que - Buzz: Bee buzzes among the flowers. (A abelha produz
ocorreram no passado são reproduzidos ou imaginados um zumbido entre as flores.)
como se estivessem acontecendo no momento presente. - Fix: It fixes the shelf to the wall. (Isso fixa a prateleira
... at that moment the woman enters the saloon and na parede.)
starts to talk ... ( ... naquele momento a mulher entra na sala - Do: Susan does her homework regularly. (Susan faz
e começa a falar ...) sua lição de casa regularmente.)

6. Opiniões, sentimentos, desejos, preferências e gostos: 3. Se os verbos terminarem em -y precedido de


She likes vegetables. (Ela gosta de vegetais.) consoante, troca-se o -y por -i e acrescenta-se -es a eles
I think you are right. (Acho que você está certo.) para formar o Presente Simples com a terceira pessoa do
I hope so. (Espero que sim.) singular (He, She, It):
- Try: She tries to do a good work as a Vet. (Ela tenta
7. O Simple Present é empregado também em orações fazer um bom trabalho como veterinária.)
condicionais com o uso de if (se), e em orações temporais, - Fly: The little bird flies so high. (O pequeno pássaro
introduzidas por when, as soon as, before, after, until. voa tão alto.)
If it rains, I won’t go to the beach. (Se chover, não irei - Study: He studies engineering. (Ele estuda engenharia.)
para praia.) - Cry: She cries when she sees poor child in the streets.
I’ll be very happy if you come to dinner with us. (Ficarei (Ela chora quando vê crianças pobres nas ruas.)
muito feliz se você vier jantar conosco.)
When you come to my house, I’ll show you the pictures. 4. Para a 3ª pessoa do singular (He, She, It), o verbo to
(Quando você vier à minha casa, vou lhe mostrar as fotos.) have possui a forma has:
Please, ask him to call me as soon as he arrives. (Por He has lots of friends. (Ele tem muitos amigos.)
favor, peça para ele me ligar assim que chegar.) She has brown hair. (Ela tem cabelo castanho.)
LÍNGUA INGLESA

- FORMAÇÃO DO PRESENTE (SIMPLE PRESENT) FORMA NEGATIVA E INTERROGATIVA:


As formas negativas e interrogativas do Simple Present
1. Na conjugação de alguns verbos, basta acrescentar são feitas com o verbo auxiliar Do (do/does), acompanhado
a letra -s à 3ª pessoa do singular (He, She, It) para formar do verbo principal no infinitivo sem to.
o Presente Simples. Os outros pronomes, I, You, We e They

52
1. Forma Negativa: DOES + HE/SHE/IT + VERBO NO INFINITIVO SEM TO

Para formar uma oração negativa no Simple Present, 3. Forma Interrogativo-Negativa:


usa-se do not para os Pronomes Pessoais I, You, We, You e
They e does not para a 3ª pessoa do singular (He, She, It). Para formar uma oração interrogativo-negativa no
Observe a tabela abaixo: Simple Present, usa-se do ou does antes do sujeito e
coloca-se not após o sujeito. Veja:
Do I not need it? (= Don’t I need it?)
(Eu não preciso disto?)
Why do you not take a day off tomorrow? (= Why don’t
you take a day off tomorrow?)
(Por que você não tira um dia de folga amanhã?)
Does she not like rice and bean? (= Doesn’t she like rice
and bean?)
(Ela não gosta de arroz e feijão?)
Does he not understand? (= Doesn’t he understand?)
(Ele não entende?)
Does it not work? (Doesn’t it work?)
(Isto não funciona?)
Why do we not go to the beach? (= Why don’t we go
* FORMAS ABREVIADAS: do not - don’t / does not - to the beach?)
doesn’t. Ambas as formas são corretas e bastante comuns (Por que não vamos à praia?)
na Língua Inglesa. Observe alguns exemplos com as formas Do you not have a dog? (= Don’t you have a dog?)
abreviadas: (Você não tem cachorro?)
I don’t talk to her. (Eu não falo com ela.) Do they not speak English? (= Don’t they speak English?)
You don’t need to tell me anything. (Você não precisa (Eles não falam Inglês?)
me dizer nada.)
He doesn’t live here. (Ele não mora aqui.) OBSERVAÇÕES:
She doesn’t like him. (Ela não gosta dele.) 1. Com relação ao verbo to work, é importante salientar
It doesn’t work well. (Isto não funciona bem.) que, além de significar trabalhar, ele é bastante usado no
We don’t read newspaper. (Nós não lemos jornal.) sentido de funcionar, quando então o sujeito neutro it é
You don’t have children. (Vocês não têm filhos.) empregado. Por exemplo:
They don’t go out on weekends. (Eles não saem nos My hair dryer works well. (Meu secador de cabelo
finais de semana.) funciona bem.)
NEGATIVE FORM: I/YOU/WE/YOU/THEY + DO NOT + 2. Do e Does podem ser usados em sentenças afirmativas
VERBO NO INFINITIVO SEM TO para dar ênfase ao que se fala. Por exemplo:
HE/SHE/IT + DOES NOT + VERBO NO INFINITIVO SEM He does believe in God. (Ele acredita em Deus, sim.)
TO 3. Na forma Interrogativo-Negativa, os verbos have e
be também posicionam-se antes do sujeito, assim como o
2. Forma Interrogativa: auxiliar do / does. Por exemplo:
Are you not ready? (= Aren’t you ready?)
Para formar uma oração interrogativa no Simple (Você não está pronto?)
Present, usa-se o verbo auxiliar Do ANTES DO SUJEITO para Is Susan not at home? (= Isn’t Susan at home?)
os Pronomes Pessoais I, You, We, You e They e does para (Susan não está em casa?)
a 3ª pessoa do singular (He, She, It). Observe os exemplos Is the answer not obvious? (= Isn’t the answer obvious?)
abaixo: (A resposta não é óbvia?)
Do I need it? (Eu preciso disto?)
Do you have a summerhouse? (Você tem casa na praia?) 4. Forma Imperativo Afirmativo:
What do toads eat? (O que os sapos comem?) O Imperativo Afirmativo é formado pelo infinitivo
How do you know she is married? (Como você sabe que sem TO e o sujeito (you) está subentendido. Observe os
ela é casada?) exemplos abaixo:
Where does he work? (Onde ele trabalha?) Eat your meal! (Coma sua refeição!)
Does it work? (Isto funciona?) Talk to me! (Fale comigo!)
Do we know her? (Nós a conhecemos?) Sit on the chair! (Sente na cadeira!)
LÍNGUA INGLESA

Do you have a car? (Vocês têm carro?) Wash the dishes! (Lave a louça!)
Do they go out on weekends? (Eles saem nos finais de
semana?) 5. Forma Imperativo Negativo:
INTERROGATIVE FORM: DO + I/YOU/WE/YOU/THEY + Para formar uma oração imperativa negativa no Simple
VERBO NO INFINITIVO SEM TO Present, usa-se o verbo auxiliar do/does + not e o verbo
permanece no infinitivo sem TO. Veja os exemplos:

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Don’t scream to me! (Não grite comigo!) My godmother is having dinner with me tonight. (Minha
Don’t talk to her! (Não fale com ela!) madrinha vai jantar comigo esta noite.)
Don’t read this book! (Não leia este livro!) We are leaving before 8:00 pm. (Sairemos antes das oito
da noite.)
- VERBOS MODAIS E O PRESENTE SIMPLES: Next weekend I’m going to visit you. (Vou te visitar no
Os Verbos Modais (can, must, may, shall, will, etc) próximo final de semana.)
possuem apenas uma fórmula para o Simple Present, isto What are you doing tomorrow evening? (O que você vai
é, não se acrescenta -s à 3ª pessoa do singular (I can / he fazer amanha à noite?)
can / I must / she must / I will / it will).
- FORMAÇÃO:
Presente Contínuo ou Progressivo - Present O Presente Contínuo é formado com o presente simples
Continuous or Present Progressive do verbo to be (como verbo auxiliar) + o gerúndio (-ing) do
O Presente Contínuo descreve uma ação que está verbo principal:
ocorrendo agora, neste momento, ou que está acabando
de acontecer. Observe mais detalhadamente: 1. Forma Afirmativa:
They are playing volleyball.
- USOS: (Eles estão jogando vôlei.)
1. Ações que ocorrem no momento da fala. A ação tem I am writing an article. (Estou escrevendo um artigo.)
início antes do momento da fala, continua no momento We are talking about our inheritance. (Estamos falando
em que se fala e, provavelmente, continuará depois do sobre a nossa herança.)
momento da fala: She is washing the dishes. (Ela está lavando a
My mother is sweeping the house. (Minha mãe está louça.)
varrendo a casa.) It is raining. (Está chovendo.)
Hurry up! We are all waiting for you! (Depressa! Estamos I’m just thinking in another way to do it better. (Só estou
pensando em uma outra maneira de fazer melhor.)
todos esperando por você!)
George is sleeping. (George está dormindo.)
FORMA AFIRMATIVA: SUJEITO + PRESENTE SIMPLES DO
He is surfing. (Ele está surfando.)
VERBO TO BE + GERÚNDIO (-ING) DO VERBO PRINCIPAL
2. Expressa uma ação presente, que pode ou não estar
ocorrendo no momento em que se fala:
2. Forma Negativa:
I’m reading a very interesting book. (Estou lendo um
A Forma Negativa do Presente Contínuo forma-se
livro muito interessante.)
acrescentando not após o presente simples do verbo to be.
Is your father working at GM? (O seu pai está trabalhando Veja os exemplos abaixo:
na GM?) I’m not asking help. (Não estou pedindo ajuda.)
I’m travelling a lot these days. (Estou viajando bastante He is not talking to you. (= He isn’t talking to you.)
nestes dias.) (Ele não está falando com você.)
I’m spending my vacation at the countryside. You are not working. (= You aren’t working.)
(Estou passando minhas férias no interior.) (Você não está trabalhando.)
My sister is studying at Cambridge University.
(Minha irmã está estudando na Universidade de FORMA NEGATIVA: SUJEITO + PRESENTE SIMPLES DO
Cambridge.) VERBO TO BE + NOT + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL

3. Descreve uma situação que está se alterando no 3. Forma Interrogativa:


momento ou na época em que se fala: Na Forma Interrogativa do Presente Contínuo o sujeito
The price of fruits is going up again. (O preço das frutas se posiciona entre o presente simples do verbo to be e o
está subindo de novo.) gerúndio do verbo principal. Observe os exemplos abaixo:
Those children are getting fatter every day. (Aquelas Am I being inopportune? (Estou sendo inoportuno?)
crianças estão cada dia mais gordas.) Is she having dinner? (Ela está jantando?)
The sky is getting cloudy. (O céu está ficando nublado.) What is he doing? (O que ele está fazendo?)
What are they watching? (O que eles estão assistindo?)
4. Descreve situações que se repetem constantemente. Where are you going (to)? (Para onde você vai?)
Nesses casos, o advérbio always é frequentemente usado e Why is she crying?
se posiciona entre o verbo to be e o verbo principal. (Por que ela está chorando?)
You are always asking something. (Você está sempre
LÍNGUA INGLESA

perguntando algo.) FORMA INTERROGATIVA: PRESENTE SIMPLES DO


He is always complaining about his job. (Ele está sempre VERBO TO BE + SUJEITO + GERÚNDIO DO VERBO
reclamando de seu emprego.) PRINCIPAL (-ING)
OBSERVAÇÃO: Devido às ideias que expressam, alguns
5. Refere-se a ações planejadas que ocorrerão num verbos NÃO são usados no Tempo Contínuo: like, deslike,
futuro próximo: know, believe, understand, mean, remember, forget,

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prefer, hate, love, want, need, belong, smell, hear, see (com control - controlled
sentido de entender), imagine, recognise, realise, suppose, drop - dropped
wish, agree, appear, astonish, deny, disagree, impress, plan - planned
promise, satisfy, seem, consist, contain, depend, deserve, shop - shopped
lack, matter, measure, owe, own, possess, weigh. OBSERVAÇÃO: No Inglês Britânico, se o verbo termina
com a letra “L”, dobra-se essa consoante mesmo que a
Passado Simples - Simple Past última sílaba não seja tônica.
travel - travelled
O Simple Past descreve uma ação que já ocorreu e que rival - rivalled
não ocorre mais. A ação teve início e fim no passado. No
Simple Past o verbo não é flexionado em nenhuma pessoa, 3. Os verbos terminados em y precedido de consoante
repetindo-se em todas elas. trocam o y por -ied:
study - studied
Verbos Regulares - Regular Verbs carry - carried
worry - worried
Primeiramente iremos estudar o Simple Past dos verbos try - tried
regulares que, de um modo geral, é formado acrescentando hurry - hurried
-d ou -ed ao infinitivo dos verbos. Observe a tabela abaixo: cry - cried
OBSERVAÇÃO: Quando o y for precedido de vogal, não
há mudança ortográfica, bastando apenas acrescentar -ed
ao verbo:
pray - prayed
enjoy - enjoyed
obey - obeyed
play - played

4. Os verbos terminados em consoante/vogal/


consoante cuja sílaba tônica não é a última não dobram a
consoante, apenas recebem -ed:
listen - listened
develop - developed
open - opened
- PARTICULARIDADES DA ORTOGRAFIA DO SIMPLE fasten - fastened
PAST: suffer - suffered
visit - visited
1. Os verbos terminados em e recebem apenas a letra wonder - wondered
-d ao infinitivo do verbo. Veja alguns exemplos abaixo: offer - offered
hope - hoped
change - changed - USOS:
like - liked O Simple Past é usado para expressar:
behave - behaved
lie - lied 1. Ações acabadas em um tempo definido, é
live - lived frequentemente usado com advérbios de tempo como
love - loved yesterday, yesterday morning, last week, last month, last
arrive - arrived night, the day before yesterday, three years ago, in 1998, in
invite - invited the twentieth century, etc. O quando o fato ocorreu pode
snore - snored ser expresso ou apenas subentendido.
Susan helped him last night. (Susan o ajudou ontem à
2. Se o verbo tiver uma única sílaba ou terminar em noite.)
sílaba tônica formada por consoante/vogal/consoante, My parents traveled to Roma in 2005 and they enjoyed
dobra-se a última consoante e acrescenta-se -ed: it a lot. (Meus pais viajaram para Roma em 2005 e gostaram
stop - stopped muito da viagem.)
LÍNGUA INGLESA

permit - permitted I liked to read fairy tales when I was a child. (Eu gostava
occur - occurred de ler contos de fadas quando era criança.)
rob - robbed Yesterday we entered the class late, today we have to
admit - admitted enter on time. (Ontem entramos na sala de aula atrasados,
prefer - preferred
hoje temos que entrar na hora.)
omit - omitted

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Those students studied hard last semester. (Aqueles He didn’t pay the bill. (Ele não pagou a conta.)
alunos estudaram bastante no último semestre.) She didn’t work yesterday. (Ela não trabalhou ontem.)
The Second World War ended in 1945. (A Segunda He didn’t taste the pasta at lunch. (Ela não provou a
Guerra Mundial teve fim em 1945.) massa na hora do almoço.)
We didn’t say that! (Nós não falamos isso!)
2. Um fato anterior ao momento da fala, mas que ainda NEGATIVE FORM: SUJEITO + DID NOT + VERBO NO
dura no momento do passado que está sendo mencionado. INFINITIVO SEM TO
Nesses casos é comum aparecer expressões como when,
while, whenever. 2. Forma Interrogativa:
While the cicada sang, the ant worked. Para formar uma oração interrogativa no Past Simple,
(Enquanto a cigarra cantava, a formiga usa-se did antes do sujeito. O verbo permanece no
trabalhava.) infinitivo sem “to”, uma vez que, no Simple Past o verbo
não é flexionado em nenhuma pessoa, repetindo-se em
Robert hated blues, but his sister loved it. (Roberto
todas elas. Veja:
detestava blues, mas a irmã dele adorava.)
While the children played in the garden, their mother
cleaned the house. (Enquanto as crianças brincavam no
jardim, a mãe delas limpava a casa.)

3. Indicar hábitos ou situações passadas. Nesses casos


também é comum aparecer expressões como when, while,
whenever.
When I lived in London, I worked in a pub. (Quando
morei em Londres, trabalhei em um bar.)
Whenever someone walked past the gate, the dog
barked. (Toda vez que alguém passava no portão, o
cachorro latia.) Did he call me yesterday? (Ele me ligou ontem?)
Why did he do that? (Por que ele fez isso?)
- FORMA NEGATIVA E INTERROGATIVA: Did you drink wine last night? (Você tomou vinho ontem
As formas negativas e interrogativas do Past Simple à noite?)
são feitas com o verbo auxiliar Did (passado de Do), Did you clean your bedroom? (Você limpou o seu
acompanhado do verbo principal no infinitivo sem to. quarto?)
When did he confess the crime? (Quando ele confessou
1. Forma Negativa: o crime?)
Para formar uma oração negativa no Simple Past, usa- INTERROGATIVE FORM: DID + SUJEITO + VERBO NO
se did not para todas as pessoas, pois como já vimos INFINITIVO SEM TO
anteriormente, no Simple Past o verbo não é flexionado
em nenhuma pessoa, repetindo-se em todas elas. O verbo Verbos Irregulares - Irregular Verbs:
auxiliar (did) + not posiciona-se sempre entre o sujeito e o Os verbos irregulares não seguem as regras gerais de
verbo principal. Observe a tabela abaixo: formação do Simple Past, isto é, cada um tem uma forma
própria de passado. Sendo assim, é necessário estudá-los
um a um. Ver lista dos verbos irregulares.
- Used to
- FORMAÇÃO: used to + verbo no infinitivo
- FORMA AFIRMATIVA
I used to work
You used to work
He used to work
She used to work
It used to work
We used to work
You used to work
They used to work
LÍNGUA INGLESA

* FORMAS ABREVIADAS: did not - didn’t. Ambas as AFIRMATIVE FORM: SUJEITO + USED TO + VERBO NO
formas são corretas e bastante comuns na Língua Inglesa. INFINITIVO
Observe alguns exemplos com as formas abreviadas:
Steve didn’t work as much as Paul. (Steve não trabalhou O used to é usado para indicar:
tanto como Paul.)

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1. Hábitos e atividades regulares do passado que não Did your father use to take you to school? (Seu pai
ocorrem mais: levava você para a escola?)
My mother used to tell me stories when I was a child. Where did you use to work? (Onde você trabalhava?)
(Minha mãe costumava me contar histórias quando eu era Did they use to live in the countryside? (Eles moravam
criança.) no interior?)
She used to study hard. (Ela estudou muito no passado.)
I used to exercise a lot, but now I’m too lazy to do that. Be used to
(Eu me exercitava bastante, mas hoje em dia sinto muita O be used to não deve ser confundido com used to.
preguiça de fazer exercícios.) Observe as diferenças entre eles:
Be used to tem sentido de acostumar-se, estar
2. Situações no passado que não existem mais: acostumado com algo e é usado para expressar um
I used to have a dog. (Eu tinha um cachorro.) costume, tanto do presente, do pasado, quanto do futuro.
I used to live in Los Angels. (Eu morava em Los Angeles.) Esta forma deve ser sempre seguida de um verbo com
It used to rain more often in the past. (Chovia com mais terminação -ing ou seguido de objeto direto. Veja os
frequência no passado.) exemplos abaixo:
OBSERVAÇÃO: O used to é sempre usado para He is used to driving on the right because he has been
expressar o passado. Não há uma forma para o presente living in London for a long time. (Ele está acostumado a
desta estrutura. dirigir do lado direito porque mora em Londres há muito
tempo.)
- FORMA NEGATIVA: I’m used to living alone. (Estou acostumado a morar
Para formar uma oração negativa com o used to, usa- sozinho.)
se did (verbo auxiliar no passado) + not para todas as He is used to waking up before 6:00 a.m. (Ele está
pessoas. A forma used (passado) passa para o presente, acostumado a acordar antes das seis horas da manhã.)
use. Observe a tabela abaixo: We are used to the noise of the industry. (Estamos
I did not use to work acostumados com o barulho da indústria.)
You did not use to work I am not used to this keyboard yet. (Ainda não estou
He did not use to work acostumado com este teclado.)
She did not use to work Are they already used to taking the bus? (Eles já se
It did not use to work acostumaram a pegar o ônibus?)
We did not use to work Are the students used to the new teacher? (Os alunos
You did not use to work estão acostumados com a nova professora?)
They did not use to work They are not used to food from India. (Eles não estão
acostumados com a comida Indiana.)
I didn’t use to go out when I was 15. (Eu não costumava I will be used to working here. (Vou me acostumar a
ir a festas quando tinha 15 anos.) trabalhar aqui.)
I didn’t use to walk in the park years ago. (Eu não
costumava caminhar no parque anos atrás.) Passado Contínuo ou Progressivo - Past Continuous
or Progressive
He didn’t use to swim in the river when he was a child.
O Passado Contínuo, basicamente, descreve uma ação
(Ele não nadava no rio quando era criança.)
que estava ocorrendo em um certo período no passado.
We didn’t use to talk to each other, but now we talk to.
(Nós não nos falávamos, mas agora nos falamos.)
- FORMAÇÃO:
O Past Continuous é formado pelo passado simples
- FORMA INTERROGATIVA: do verbo to be (was/were) + o gerúndio (-ing) do verbo
Para formar uma oração interrogativa com o used to, principal.
usa-se did (verbo auxiliar no passado) antes do sujeito. A PAST CONTINUOUS: SUJEITO + PASSADO SIMPLES DO
forma used (passado) passa para o presente, use. Observe VERBO TO BE + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL (-ING)
a tabela abaixo:
Did I use to work? - FORMA AFIRMATIVA:
Did You use to work? I was working
Did He use to work? You were working
Did She use to work? He was working
Did It use to work? She was working
LÍNGUA INGLESA

Did We use to work? It was working


Did You use to work? We were working
Did They use to work? You were working
They were working
Did you use to walk in the park? (Você costumava
caminhar no parque?)

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- USOS: - FORMAS NEGATIVA E INTEROGATIVA:
O Past Continuous é usado para:
1. Forma Negativa:
1. Descrever uma ação em andamento num determinado A Forma Negativa do Passado Contínuo é feita
momento no passado: acrescentado-se not entre o passado simples do verbo to
Fred was dancing with his girlfriend. (Fred estava be + o gerúndio (-ing) do verbo principal. Observe a tabela
dançando com sua namorada.) abaixo:
I was talking to my boss when you called me yesterday I was not working
afternoon. You were not working
(Eu estava falando com meu chefe quando você me He was not working
ligou ontem à tarde.) She was not working
At 7:00 a.m., I was flying over San Francisco. (Às 7:00 eu It was not working
estava voando sobre São Francisco.)
We were not working
My father arrived when my mother was cooking. (Meu
You were not working
pai chegou quando minha mãe estava cozinhando.)
They were not working
In 2001 he was living in Dublin. (Em 2001 ele estava
* FORMAS ABREVIADAS: was not - wasn’t / were not -
morando em Dublin.)
weren’t. Ambas as formas são corretas e bastante comuns
They were screaming last night. (Eles estavam gritando
na Língua Inglesa. Observe alguns exemplos com as formas
ontem à noite.)
abreviadas:
We were going to the beach when our car broke down.
I wasn’t watching TV last night. (Eu não estava assistindo
(Estávamos indo para praia quando nosso carro estragou.)
TV ontem à noite.)
When I got up this morning the sun was shining. They weren’t waiting for her at the airport. (Eles não
(Quando acordei hoje de manhã o sol estava brilhando.) estavam esperando por ela no aeroporto.)
What were you doing at 6:00 p.m.? (O que você estava Bob and Jamey weren’t sleeping when Jane got home.
fazendo às 18:00?) (Bob e Jamey não estavam dormindo quando Jane chegou
It was raining this morning. (Estava chovendo hoje de em casa.)
manhã.) She wasn’t reading a book, she was reading a magazine.
(Ela não estava lendo um livro, estava lendo uma revista.)
2. Narrar as circunstâncias de uma situação passada: NEGATIVE FORM: SUJEITO + PASSADO SIMPLES DO
It was almost midnight and I was getting tired, but I VERBO TO BE + NOT + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL
couldn’t go to bed because I had lots of things to study. (-ING)
(Era quase meia-noite e eu estava ficando cansado, mas
não podia dormir porque tinha muitas coisas para estudar.) 2. Forma Interrogativa:
It was Sunday morning, the sun was shining in the sky. Na Forma Interrogativa do Passado Contínuo, o sujeito
(Era domingo de manhã, o sol estava brilhando no céu.) posiciona-se entre o passado simples do verbo to be e o
gerúndio (-ing) do verbo principal. Observe a tabela abaixo:
3. Descrever ações em andamento simultâneo. Nesses Was I working?
casos, geralmente usa-se a conjunção while: Were You working?
Susan was playing while Mary was studying for her test. Was He working?
(Susan estava brincando enquanto Mary estava estudando Was She working?
para sua prova.) Was It working?
We were preparing our breakfast while he was still Were We working?
sleeping. (Estávamos preparando nosso café da manhã Were You working?
enquanto ele ainda estava dormindo.) Were They working?
I was having a shower when the phone rang. (Eu estava
tomando banho quando o telefone tocou.) Veja outros exemplos:
While my father was reading the newspaper, my brother Were you sleeping? (Você estava dormindo?)
was washing the car. (Enquanto meu pai estava lendo o Were they studying fot the test? (Eles estavam
jornal, meu irmão estava lavando o carro.) estudando para a prova?)
What were the children doing in the bedroom? (O que
4. Falar, indicar uma ação habitual que ocorria no as crianças estavam fazendo no quarto?)
passado. Normalmente usa-se os advérbios de frequência: Was it snowing this morning? (Estava nevando esta
constantly, often, always entre o passado simples do verbo manhã?)
LÍNGUA INGLESA

INTERROGATIVE FORM: PASSADO SIMPLES DO VERBO


to be e o verbo principal:
TO BE + SUJEITO + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL
She was constantly talking to her classmates. Her
(-ING)
teacher didn’t like that. (Ela estava constantemente falando
com seus colegas. Sua professora não gostava disso.)
They were always asking the same questions. (Eles
estavam sempre fazendo as mesmas perguntas.)

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Present Perfect Simple Has she solved the problem yet? (Ela já resolveu o
Os Perfect Tenses são formados com o presente simples problema?)
do verbo to have (have / has), que, neste caso, funciona Have they gone out? (Eles saíram?)
como verbo auxiliar, seguido do particípio passado do INTERROGATIVE FORM: PRESENTE SIMPLES DO VERBO
verbo principal. O particípio passado dos verbos regulares TO HAVE + SUJEITO + PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO
tem a mesma forma que o passado, ou seja, terminam em PRINCIPAL
-ed e o dos verbos irregulares tem forma própria. Sendo
assim, é necessário estudá-los um a um. - FORMA NEGATIVA:
Para estudar os verbos irregulares, veja a lista dos A Forma Negativa do Present Perfect forma-se
verbos irregulares. acrescentando not ao verbo auxiliar have/has:
Começaremos a estudar os Perfect Tenses a partir They have not heard what I’ve told. (Eles não escutaram
do Present Perfect Simple. Observe alguns exemplos de o que eu falei.)
orações no Present Perfect: You have not eaten anything so far. (Você não comeu
nada até agora.)
- FORMA AFIRMATIVA: We have not done our homework. (Não fizemos nossa
He has broken his leg. (Ele quebrou a perna.) lição de casa.)
We have bought new clothes. (Compramos roupas NEGATIVE FORM: PRESENTE SIMPLES DO VERBO TO
novas.) HAVE + NOT + PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO PRINCIPAL
She has written a letter to her friend who lives in Madrid. FORMA CONTRAÍDA: haven’t / hasn’t
(Ela escreveu uma carta para a amiga que mora em I haven’t gone to the beach, I’ve gone to the countryside.
Madrid.) (Não fui para a praia, fui para o interior.)
He has had a terrible headache. (Ele teve uma dor de She hasn’t told to her parents where she’s been all day.
cabeça terrível.) (Ela não disse aos pais onde esteve durante todo o dia.)
They have finished the homework. (Eles terminaram a We haven’t seen this movie yet. (Ainda não vimos este
lição de casa.) filme.)
That rabbit has appeared on our garden. Susan hasn’t bought a car. (Susan não comprou um
(Aquele coelho apareceu em nosso jardim.) carro.)
They haven’t believed her. (Eles não acreditaram nela.)
AFFIRMATIVE FORM: SUJEITO + PRESENTE SIMPLES
DO VERBO TO HAVE + PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO - USOS:
PRINCIPAL O Present Perfect é usado para:
1. Referir-se a ações que ocorrerram num tempo
FORMA CONTRAÍDA: I / You / We / You / They’ ve - He indefinido no PASSADO (Não confunda o nome com o
/ She / It’ s. tempo, o tempo chama-se Present Perfect, mas expressa
Veja alguns exemplos com as formas contraídas: uma ação ocorrida no passado):
He’s studied law. (He has studied law.) Someone has left the door open. (Alguém deixou a
(Ele estudou Direito.) porta aberta.)
She’s been here. (She has been here.) She has cut herself. (Ela se cortou.)
(Ela esteve aqui.) You have forgotten to call me. (Você esqueceu de me
We’ve worked a lot. (We have worked a lot.) ligar.)
(Nós trabalhamos muito.) I have found a wallet on the street. (Encontrei uma
I’ve broken a glass. (I have broken a glass.) carteira na rua.)
(Eu quebrei um copo.) The researcher has sent the information to the
She’s given birth to a boy. (She has given bith to a boy.) newspaper.
(Ela deu a luz a um menino.) (O pesquisador mandou as informações para o jornal.)
She has fallen down the stairs. (Ela caiu das escadas.)
- FORMA INTERROGATIVA: They have studied French. (Eles estudaram Francês.)
Na Forma Interrogativa do Present Perfect, o verbo
have/has, que funciona como verbo auxiliar, posiciona-se 2. O Present Perfect é usado com os seguintes advérbios:
antes do sujeito: a) just - para indicar que as ações que ocorreram num
Have you already talked to your boss? (Você já falou passado bem recente:
com o seu chefe?) We have just known each other. (Acabamos de nos
Have they lived in Amsterdam? (Eles moraram em conhecer.)
LÍNGUA INGLESA

Amsterdã?) I have just seen your sister. (Acabei de ver sua irmã.)
Has she brought the English/Portuguese dictionary? They have just arrived from Belfast. (Eles acabaram de
(Ela trouxe o dicionário de Inglês/Português?) chegar de Belfast.)
Has he found his wallet? (Ele encontrou a carteira dele?) b) already (já) - para indicar que a ação já ocorreu. É
Have you ever been in the United States? usado apenas em frases afirmativas e interrogativas e é
(Você ja esteve nos Estados Unidos?) posicionado sempre antes do verbo principal:

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She has already arrived home. (Ela já chegou em casa.) Many things have changed since last summer. (Muitas
They have already gone to the birthday’s party. (Eles já coisas mudaram desde o verão passado.)
foram para a festa de aniversário.)
I have already seen this movie. (Eu já vi este filme.) NÃO CONFUNDA
Have you already read this book? (Você já leu este livro?) Present Perfect x Simple Past
c) yet (já; ainda) - Usado em frases interrogativas O Simple Past refere-se apenas a ações passadas que
significa já, e em frases negativas é usado com sentido de acabaram em um tempo definido no passado:
ainda. Posiciona-se sempre no final da frase, nas orações I went to the park last weekend. (Simple Past)
negativas ele é empregado para dizer que a ação ainda O Present Perfect pode expressar ações passadas que
não ocorreu: acabaram em um tempo não definido no passado ou ações
We have not decided our topic yet. (Ainda não decidimos que ainda não terminaram:
o nosso tópico.) I have worked hard. (Present Perfect)
Have you talked to your teacher yet? (Você já falou com They have been here since midday. (Present Perfect)
a sua professora?)
She has not came from lunch yet. (Ela ainda não voltou Present Perfect Continuous
do almoço.) O Present Perfect Continuous é usado, basicamente,
d) never (nunca) - é usado para indicar que algo não para enfatizar a continuidade de uma ação que começou
aconteceu: no passado e que se prolonga até o presente. Observe os
He has never forgotten you. (Ele nunca esqueceu você.) usos e as formas deste tempo verbal:
They have never been here. (Eles nunca estiveram aqui.) * FORMA CONTRAÍDA: I / You / We / You / They’ ve - He
I have never seen this movie. (Eu nunca vi este filme.) / She / It’ s.
e) ever (já; alguma vez) - é usado para saber se aquela
ação já aconteceu alguma vez. Geralmente é usado em - FORMA AFIRMATIVA:
perguntas: A forma afirmativa do Present Perfect Continuous é
Have you ever travelled abroad? (Você já viajou para o feita com o Presente Simples do verbo to have (have / has)
exterior?) + Presente Perfeito do verbo to be + o gerúndio do verbo
Has she ever been in Salvador? (Ela já esteve em principal:
Salvador alguma vez?) She has been working as a Mathematics teacher for 10
Have you ever flown Air France? (Você já viajou com a years.
empresa Air France?) (Ela trabalha como professora de Matemática há 10
* Ever também é usado com o superlativo para indicar anos.)
que algo é o maior, o melhor, o mais interessante que I’ve been playing tennis for one hour.
alguém já viu, leu, fez, trabalhou, etc.: (Estou jogando tênis há uma hora.)
He is the busiest man I have ever known. (Ele é o homem Women have been fighting for their rights during the
mais ocupado que já conheci.) last decades.
f) lately (ultimamente) e recently (recentemente) - esses (As mulheres têm lutado pelos seus direitos durante as
advérbios são posicionados no final da oração: últimas décadas.)
Have you visited your relatives in North Carolina lately? You have been talking on the phone since I got home.
(Você tem visitado seus parentes na Carolina do Norte (Você está falando ao telefone desde que eu cheguei
ultimamente?) em casa.)
I haven’t gone to the movies lately. (Não tenho ido ao They have been studying for three hours. (Eles estão
cinema ultimamente.) estudando há três horas.)
Have they come here recently? (Eles vieram aqui Carol has been going to school by bus since her father’s
recentemente?) car broke.
She has moved recently. (Ela se mudou recentemente.) (Carol vai/tem ido de ônibus para a escola desde que o
Saiba mais sobre os advérbios de tempo carro de seu pai estragou.)
They have been studying hard. (Eles estão estudando
3. Expressar ações que começaram no passado e se bastante.)
prolongam até o presente. Nestes casos, é muito comum My parents’ ve been travelling around Europe for four
aparecer since e for: months.
I have been here since 8 o’clock a.m. (Estou aqui desde (Meus pais estão viajando pela Europa há quatro meses.)
as oito da manhã.) He has been playing guitar for two hours.
They have lived here since 1998. (Eles moram aqui (Ele está tocando violão há duas horas.)
LÍNGUA INGLESA

desde 1998.) AFFIRMATIVE FORM: SUJEITO + PRESENTE SIMPLES DO


We have lived here for 12 years. (Moramos aqui há doze VERBO TO HAVE + PRESENTE PERFEITO DO VERBO TO BE
anos.) + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL
She has worked here for 5 years. (Ela trabalha aqui há
cinco anos.)

60
- FORMA NEGATIVA: 2. Falar sobre ações passadas que acabam de ser
A forma negativa do Present Perfect Continuous é feita concluídas, cujos efeitos ou consequências são evidentes
acrescentando-se not entre o Presente Simples do verbo no presente:
to have (have / has) e o Presente Perfeito do verbo to be. O I’m hot because I’ve been runnnig. (Estou com calor
verbo principal permanece no gerúndio: porque estava correndo.)
* FORMA CONTRAÍDA: haven’t / hasn’t
I have not been sleeping well since last week because 3. Expressar um fato genérico que está em progresso
my husband snores a lot. em período de tempo não específico. Nesses casos podem
(Não estou dormindo bem desde a semana passada ser usados os advérbios lately (ultimamente), recently
porque meu marido ronca muito.) (recentemente) etc.:
They have not been using the blender for months. I’ve been thinking of looking for a different job.
(Eles não usam o liquidificador há meses.) (Estive pensando em procurar um emprego diferente.)
She hasn’t been living in San Diego since 1995. She has My hand hurts, so I’ve not been using the computer
been living there since 1997. lately.
(Ela não está morando em San Diego desde 1995. Ela (Minha mão dói, então não estou usando o computador
mora lá desde 1997.) ultimamente.)
They haven’t been working since nine o’clock.
(Eles não estão trabalhando desde as nove horas.) NÃO CONFUNDA:
Susan has not been reading any book for one year! Present Continuous x Present Perfect Continuous x
(Susan não lê livro algum há um ano!) Present Perfect
NEGATIVE FORM: SUJEITO + PRESENTE SIMPLES DO O Present Continuous expressa uma ação que está
VERBO TO HAVE + NOT + PRESENTE PERFEITO DO VERBO ocorrendo no momento, agora:
TO BE + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL She is making a cake now. (Ela está fazendo um bolo
agora.)
- FORMA INTERROGATIVA: O Present Perfect Continuous expressa uma ação que
A forma interrogativa do Present Perfect Continuous é começou no passado e continua até o presente:
feita com o Presente Simples do verbo to have (have / has) He has been cooking for one hour. (Ele está cozinhando
posicionado antes do sujeito. O verbo to be permanece no há uma hora.)
Presente Perfeito e o verbo principal no gerúndio: O Present Perfect expressa ações que que acabaram em
Has he been washing his car for two hours? um tempo não definido no passado:
(Ele está lavando o carro dele há duas horas?) She has made a cake. (Ela fez um bolo.)
Have you been working since eight o’ clock?
(Você está trabalhando desde as oito horas?) Past Perfect
What have you been doing since I last saw you? O Past Perfect é usado para descrever uma ação que
(O que você fez/tem feito desde a última vez que o vi?) ocorreu no passado, antes de outra ação também passada.
How long have you been living here? Observe as formas e os usos deste tempo verbal:
(Há quanto tempo você mora aqui?)
INTERROGATIVE FORM: PRESENTE SIMPLES DO VERBO FORMAS:
TO HAVE + SUJEITO + PRESENTE PERFEITO DO VERBO TO O Past Perfect é formado com o passado simples do
BE + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL verbo to have (had), que funciona como auxiliar do verbo
principal, seguido do past participle (particípio passado) do
- USOS: verbo principal. Lembre-se de que o particípio passado dos
O Present Perfect Continuous é usado para: verbos regulares terminam em -ed e os verbos irregulares
possuem forma própria (ver verbos irregulares). Observe as
1. Falar de uma atividade que começou no passado e formas desse tempo verbal:
que continua até o presente, enfatizando a duração ou a
intensidade da ação. Nesse caso, para expressar o tempo, - FORMA AFIRMATIVA:
geralmente usa-se since, for, all day, all morning, all week, The film had already started when we got to the cinema.
etc.: (O filme já tinha começado quando chegamos ao
She has been running for half an hour. cinema.)
(Ele está correndo há meia hora.) Compare: The film started when we got to the cinema
It’s been raining a lot all week. - As duas ações ocorreram ao mesmo tempo, diferente do
(Tem chovido bastante toda esta semana.) que ocorre no Past Perfect, onde ambas ações ocorrem no
LÍNGUA INGLESA

We have been learning English for many years. passado, porém uma antes da outra.
(Estudamos Inglês há muitos anos.) The mall had already closed when I arrived there. (O
He has been sleeping for more than ten hours. shopping já tinha fechado quando cheguei lá.)
(Ele está dormindo há mais de dez horas.) AFFIRMATIVE FORM: SUJEITO + PASSADO SIMPLES DO
VERBO TO HAVE (HAD) + PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO
PRINCIPAL

61
- FORMA NEGATIVA: By the time the police arrived, the thief had already
A Forma Negativa do Past Perfect forma-se escaped.
acrescentando not ao verbo auxiliar, que é o passado (Quando a polícia chegou, o ladrão já tinha fugido.)
simples do verbo to have (had). I didn’t go to the movie because I had seen the film
* FORMA CONTRAÍDA: HAD + NOT = HADN’T before.
The couch got soaked because they had not closed the (Não fui ao cinema porque tinha visto o filme antes.)
window while it was raining. I had made a cake when my mother arrived at home.
(O sofá ficou encharcado porque eles não tinham (Eu tinha feito um bolo quando minha mãe chegou em
fechado a janela enquanto estava chovendo.) casa.)
I hadn’t heard you knocking the door because I was I asked her if she had ever gone to Italy.
sleeping. (Perguntei a ela se ela já tinha ido à Itália.)
(Não ouvi você bater na porta porque estava dormindo.)
Peter hadn’t realized that the place was so dangerous. Past Perfect Continuous
(Pedro não tinha se dado conta de que o lugar era tão O Past Perfect Continuous é usado para enfatizar a
perigoso.) repetição ou a duração de uma ação no passado anterior à
NEGATIVE FORM: SUJEITO + HAD + NOT (HADN’T) + outra ação também no passado. Observe as formas deste
PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO PRINCIPAL tempo verbal:

- FORMA INTERROGATIVA: - FORMA AFIRMATIVA:


Na Forma Interrogativa do Past Perfect, o verbo had A forma afirmativa do Past Perfect Continuous é feita
posiciona-se antes do sujeito da oração: com o Simple Past do verbo to have (had) + Past Perfect do
Had the train already left when you got to the station? verbo to be (been) seguido do gerúndio do verbo principal:
(O trem já tinha partido quando você chegou à estação?) He was tired because he had been studying for seven
Had you already had dinnner when I called to you? hours.
(Você já tinha jantado quando eu liguei?) (Ele estava cansado porque tinha estudado por sete
Had she read the book before seeing the movie? horas.)
(Ela tinha lido o livro antes de assistir ao filme?) She didn’t go shopping because it had been raining all
INTERROGATIVE FORM: HAD + SUJEITO + PARTICÍPIO day.
PASSADO DO VERBO PRINCIPAL (Ela não foi fazer compras porque tinha chovido o dia
inteiro.)
- USOS: She didn’t buy anything in the mall because she had
O Past Perfect é usado: been spending all her money some weeks ago. (Ela não
1. Para expressar um fato que ocorreu no passado antes comprou nada no shopping porque tinha gastado todo o
de outro que também aconteceu no passado (passado seu dinheiro algumas semanas atrás)
anterior a outro passado). O Past Perfect, que expressa o I had been saving my money to buy this house.
primeiro fato está sempre em correlação com o Simple (Eu estava guardando dinheiro para comprar essa casa.)
Past, que expressa o fato posterior: AFFIRMATIVE FORM: SUJEITO + PASSADO SIMPLES DO
They couldn’t board the plane because they had left VERBO TO HAVE (HAD) + PASSADO PERFEITO DO VERBO
their passports at home. TO BE (BEEN) + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL
(Eles não conseguiram embarcar no avião porque
tinham deixado seus passaportes em casa.) - NEGATIVE FORM:
Had left - Passado anterior ao passado couldn’t board. A forma negativa do Past Perfect Continuous é feita
I got the promotion because I had sold more than 30 acrescentando-se not entre o Simple Past do verbo to
life insurances. have (had) e o Past Perfect do verbo to be (been). O verbo
(Fui promovida porque tinha vendido 30 seguros de principal permanece no gerúndio:
vida.)
Had sold - Passado anterior ao passado got. * FORMA CONTRAÍDA: HAD + NOT = HADN’T
It hadn’t been raining during the week, so we decided
2. Com o advérbio just para expressar uma ação que to go to the beach on weekend.
tinha acabado de acontecer: (Não tinha chovido durante a semana, então decidimos
When I saw him, I had just seen his sister. (Quando o vi, ir pra praia no final de semana.)
eu tinha acabado de ver sua irmã.) They didn’t pass the exam because they hadn’t been
studying a lot. (Eles não passaram no teste porque não
LÍNGUA INGLESA

tinham estudado muito.)


3. Com os advérbios already, when, by the time, never,
I had not been running for more than fifteen minutes,
ever, before, after, para enfatizar a ideia de que a ação
but I felt very tired.
estava totalmente acabada:
(Eu não tinha corrido por mais de quinze minutos, mas
He had already decided not to go. (Ele já tinha decidido
me senti muito cansado.)
não ir.)

62
NEGATIVE FORM: SUJEITO + PASSADO SIMPLES DO Where will you spend your vacation? (Onde você
VERBO TO HAVE (HAD) + NOT + PASSADO PERFEITO DO passará as férias?)
VERBO TO BE (BEEN) + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL INTERROGATIVE FORM: WILL + SUJEITO + VERBO
PRINCIPAL SEM ‘TO’
- FORMA INTERROGATIVA: OBSERVAÇÃO: Com a primeira pessoa do singular (I) e
A forma interrogativa do Past Perfect Continuous é feita a primeira do plural (We), é possível substituir will por shall.
com o Simple Past do verbo to have (had) posicionado Esta forma é mais comum em perguntas, oferecimentos,
antes do sujeito. O verbo to be permanece no Passado sugestões e convites. A forma shall também é considerada
Perfeito e o verbo principal no gerúndio. Observe: mais formal.
Had you been swimming? (Você estava Shall we order? (Vamos fazer o pedido?)
nadando?) Shall we go? (Vamos?)
Had he been waiting for her for a long time? Shall we dance? (Vamos dançar?)
(Ele tinha esperado por ela por muito tempo?)
INTERROGATIVE FORM: PASSADO SIMPLES DO VERBO - USOS:
TO HAVE (HAD) + SUJEITO + PASSADO PERFEITO DO O Simple Future é usado para:
VERBO TO BE (BEEN) + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL
1. Falar de ações que ainda não ocorreram e que
Futuro Simples - Simple Future ocorrerão em um futuro não-imediato:
O Futuro Simples é a forma verbal comumente usada He’s sure his team will win the championship. (Ele tem
para expressar eventos que ainda não aconteceram. É certeza de que seu time vencerá o campeonato.)
formado com o auxiliar modal (modal auxiliary) will + o Penelope is a good student; she’ll pass the exame.
infinitivo do verbo principal sem ‘TO’ para todas as pessoas, (Penélope é uma boa aluna, ela passará no teste.)
ou seja, este tempo verbal não sofre nenhuma flexão para
2. Expressar ações completas no futuro:
expressar o futuro. Observe as formas e os usos deste
John will work in New York next year. (João trabalhará
tempo verbal:
em Nova Iorque no ano que vem.)
* FORMA CONTRAÍDA: I/You/He/She/It/We/You/They’ ll
Cars will be more economical in the future. (Os carros
serão mais econômicos no futuro.)
- FORMA AFIRMATIVA:
I will wait for you in front of the College. (Esperarei por
3. Expressar decisões tomadas no momento da fala:
você na frente da faculdade.)
The phone is ringing. I’ll answer it!
They will help us when they have a time. (Eles nos
ajudarão quando tiverem tempo.)
4. Em Português, frequentemente usamos o presente do
She will only be at home next month. (Ela só estará em
indicativo para expressar ações que, de fato, vão acontecer
casa no mês que vem.)
no futuro, seja ele imediato ou remoto, tais como: “amanhã
AFFIRMATIVE FORM: SUJEITO + WILL + INFINITIVO DO
eu trago”, “depois eu te falo”, “semana que vem eu te
VERBO PRINCIPAL SEM ‘TO’.
entrego”, etc. Nesses casos, o uso do Simple Future é
obrigatório em Inglês. Veja alguns exemplos:
- FORMA NEGATIVA:
These boxes are heavy; I’ll help you lift it. (Estas caixas
A forma negativa do Simple Future forma-se
estão pesadas; eu te ajudo a levantá-las.)
acrescentando not após o auxiliar modal will. O verbo
Sorry, I forgot to bring your book, but I’ll bring it
principal permanece no infinitivo sem ‘TO’. Veja alguns
tomorrow. (Desculpa, esqueci de trazer o seu livro, mas eu
exemplos:
o trago amanhã.)
* FORMA CONTRAÍDA: WILL + NOT = WON’T
Rachel won’t come. (Raquel não virá.)
5. O Simple Future também pode ser usado para fazer
I think it will not rain in the day of your marriage. (Acho
um pedido a alguém dando um tom polido e bastante
que não choverá no dia do seu casamento.)
educado:
He won’t go with us. (Ele não irá conosco.)
Will you close the door, please?
I will not celebrate my birthday next year, I’ve spent
Will you bring me my coat, please?
much money in my last birthday’s party. (Não comemorarei
Will you please take my suitcase to my room?
meu aniversário no ano que vem, gastei muito dinheiro em
minha última festa de aniversário.)
Going to
NEGATIVE FORM: SUJEITO + WILL + NOT + INFINITIVO
Going to é usado para expressar um futuro próximo,
DO VERBO PRINCIPAL SEM ‘TO’.
algo que, com certeza, está prestes a acontecer ou que
LÍNGUA INGLESA

temos a intenção de fazer. Na Língua Inglesa, assim


- FORMA INTERROGATIVA
como no Português, pouco usamos o futuro do presente
Na forma interrogativa do Simple Future o auxiliar
(consertará, levará, irá, trará, etc), que corresponde ao
modal will posiciona-se antes do sujeito. O verbo principal
Simple Future. Na maioria das vezes damos preferência à
permanece no infinitivo sem ‘TO’. Veja alguns exemplos:
construção vou consertar, vou levar, etc. Essa construção se
Will he travel abroad? (Ele viajará para o exterior?)
faz com o Going to em Inglês. Observe suas formas e usos:

63
- FORMA AFIRMATIVA: 2. Falar de planos para o futuro:
A forma afirmativa desta estrutura verbal é formada por He is going to be an engineer when he grows up. (Ele
going to seguido do infinitivo do verbo principal sem ‘TO’. vai ser engenheiro quando crescer.)
O verbo to be serve como auxiliar e se posiciona após o Philip is going to be engaged next month. (Felipe vai
sujeito: ficar noivo no mês que vem.)
We are going to spend our vacation in Paris. When I leave high school, I’m going to study architecture.
(Vamos passar nossas férias em Paris.) (Quando eu sair do colégio, vou estudar Arquitetura.)
My mother is going to take me to the school today.
(Minha mãe vai me levar para escola hoje.) 3. Expressar uma ação que irá ocorrer num futuro
I’m going to call you tonight. (Vou te ligar hoje à noite.) próximo:
I’m going to have a shower before having dinner. (Vou It’s very hot today, We are going to sweat a lot. (Está
tomar banho antes de jantar.) muito quente hoje, nós vamos transpirar bastante.)
AFFIRMATIVE FORM: SUJEITO + VERBO TO BE + GOING What are you going to do tonight? (O que você vai fazer
TO + INFINITIVO DO VERBO PRINCIPAL SEM ‘TO’. hoje à noite?)
She is going to talk to you in a few minutes. (Ela vai falar
- FORMA NEGATIVA: com você em alguns minutos.)
Na forma negativa, coloca-se not entre o verbo to be It is going to rain by the end of the day. (Vai chover no
e going to: final do dia.)
I’m not going to talk to you until you apologize for
what you have done. (Não vou falar com você até você se OBSERVAÇÃO: A forma going to geralmente é seguida
desculpar pelo que fez.) de advérbios de tempo, como: next week; next month; next
They are not going to come. (Eles não vão vir.) year; in a week; tomorrow; in a month; in a year; today;
I’m not going to have any difficulty to do that. (Não vou tonight; tomorrow, etc.
ter nenhuma dificuldade para fazer isto.)
NEGATIVE FORM: SUJEITO + VERBO TO BE + NOT + Future Progressive ou Future Continuous - Futuro
GOING TO + INFINITIVO DO VERBO PRINCIPAL SEM ‘TO’. Progressivo ou Futuro Contínuo
O Future Progressive, basicamente, expressa ações que
- FORMA INTERROGATIVA: estarão ocorrendo em algum momento no futuro. Observe
Na forma interrogativa de going to, o verbo to be se as formas e usos deste tempo verbal:
posiciona antes do sujeito. Observe alguns exemplos:
Are they going to help us? (Eles vão nos ajudar?) - FORMA AFIRMATIVA:
What are you going to do next weekend? (O que você Na forma afirmativa do Future Progressive utilizamos
vai fazer no próximo final de semana?) o futuro simples do verbo to be (will be) + o gerúndio do
Is she going to have a baby? (Ela vai ter um filho?) verbo principal:
Is he going to stay here? (Ele vai ficar aqui?) He will be working in Madrid next year.
INTERROGATIVE FORM: VERBO TO BE + SUJEITO + (Ele estará trabalhando em Madrid no ano que
GOING TO + INFINITIVO DO VERBO PRINCIPAL SEM ‘TO’. vem.)
Tomorrow, at this same time I will be leaving my job.
WILL ou GOING TO? (Amanhã, neste mesmo horário, estarei saindo do meu
Em muitos casos podemos usar tanto will quanto trabalho.)
going to exatamente com o mesmo sentido. Porém, se Please, don’t call me at nine, I’ll be having dinner.
nos referirmos a algo que irá acontecer muito em breve, (Por favor, não me ligue às nove horas, estarei
jantando.)
geralmente optamos pela forma going to.
AFFIRMATIVE FORM: SUJEITO + FUTURO SIMPLES DO
Outra distinção entre will e going to refere-se ao
VERBO TO BE (WILL BE) + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL
planejamento prévio ou não da ação. Will é usado quando
a pessoa que fala decide, no momento em que fala, fazer - FORMA NEGATIVA:
alguma coisa no futuro, ou seja, não houve planejamento A forma negativa do Future Progressive se faz
prévio. No entanto, se a decisão já havia sido tomada, acrescentando not entre o auxiliar modal will e o verbo to be:
emprega-se going to. * FORMA CONTRAÍDA: WILL + NOT = WON’T
When you arrive, I will not be waiting for your at the
- USOS: airport. (Quando você chegar eu não estarei lhe esperando
Going to é usado para: no aeroporto.)
LÍNGUA INGLESA

Robert won’t be working next week; he will be on


1. Expressar intenção de fazer alguma coisa: vacation. (Roberto não estará trabalhando na semana que
I’m going to eat less to try to lose weight. (Vou comer vem, ele estará de férias.)
menos para tentar emagrecer.) It is too early at eight pm, I won’t be sleeping this time.
I’m going to go for a walk. (Vou dar uma caminhada.) (Oito horas da noite é muito cedo, não estarei dormindo a
esta hora.)

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NEGATIVE FORM: SUJEITO + WILL NOT BE + GERÚNDIO AFFIRMATIVE FORM: SUJEITO + FUTURO SIMPLES DO
DO VERBO PRINCIPAL VERBO TO HAVE (WILL HAVE) + PARTICÍPIO PASSADO DO
VERBO PRINCIPAL
- FORMA INTERROGATIVA:
Na forma interrogativa do Future Progressive o auxiliar - FORMA NEGATIVA:
modal will se posiciona antes do sujeito. Observe: A forma negativa do Future Perfect se faz acrescentando
Will you be studying tomorrow night? not após o auxiliar modal will.
(Você estará estudando amanhã à noite?) * FORMA CONTRAÍDA: WILL + NOT = WON’T
Will they be flying to Miami the same time our meeting? They will not have finished the job by April. (Eles não
(Eles estarão indo para Miami na mesma hora da nossa terão terminado o trabalho em Abril.)
reunião?) When Mom arrives, I’ll not have washed the dishes yet.
Will Nicholas and Harold be playing tennis in the club (Quando mamãe chegar eu não terei lavado a louça ainda.)
on weekend? (Nicolas e Haroldo estarão jogando tênis no NEGATIVE FORM: SUJEITO + WILL NOT HAVE +
clube no final de semana?) PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO PRINCIPAL
INTERROGATIVE FORM: WILL + SUJEITO + TO BE +
GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL - FORMA INTERROGATIVA:
Na forma interrogativa do Future Perfect o auxiliar
- USOS: modal will se posicina antes do sujeito:
O Future Progressive é usado para: Will you have studied all the subjects by tomorrow?
(Você terá estudado todos os conteúdos até amanhã?)
1. Expressar ações que estarão em andamento num Will they have already published your article by Monday?
momento determinado no futuro. Para indicar este (Eles já terão publicado seu artigo até Segunda-Feira?)
momento determinado, expressões do tempo futuro são INTERROGATIVE FORM: WILL + SUJEITO + HAVE +
usadas: PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO PRINCIPAL
Tomorrow they’ll be taking pictures of the animals. Verbos Modais - Modal Verbs
(Amanhã eles estarão tirando fotos dos animais.) Os verbos modais (modal verbs) são um tipo especial
At this time next Tuesday we will be sleeping in our de verbos auxiliares que alteram ou completam o
new apartment. (Neste horário, na próxima terça-feira, nós sentido do verbo principal. De um modo geral, estes
estaremos dormindo em nosso novo apartamento.) verbos expressam ideias como capacidade, possibilidade,
When I wake up tomorrow morning, the sun will be obrigação, permissão, proibição, dedução, suposição,
shining. (Quando eu acordar amanhã de manhã, o sol pedido, vontade, desejo ou, ainda, indicam o tom da
estará brilhando.) conversa (formal / informal). Os verbos modais (modal
verbs) podem ser chamados também de modal auxiliaries
2. Falar de fatos programados para o futuro: ou apenas modals. São eles:
The President elect will be visiting some coutries in can - could - may - might - must - shall - will - should -
Europe next month. (O Presidente eleito estará visitando ought to - would
alguns países europeus no mês que vem.) No geral, poderíamos dizer que a maioria dos modals
equivale a poder e dever. Em Português, tanto um quanto
3. Perguntar sobre planos futuros: outro podem expressar situações diversas. Em Inglês,
Next semester, will you be taking the same courses? porém, para cada situação há um modal mais adequado.
(No próximo semestre você estará fazendo as mesmas Observe alguns exemplos de ideias que os verbos
matérias?) modais podem expressar:
May I use your umbrella? (Permissão)
Future Perfect - Futuro Perfeito (Posso usar seu guarda-chuva?)
Este tempo verbal se refere a ações que estarão He may be in the library. (Possibilidade)
terminadas (ou não) em um determinado momento do
(Ele pode estar na biblioteca.)
futuro. Observe suas formas:
Sorry, I can not understand what you are saying.
(Capacidade)
- FORMA AFIRMATIVA:
(Desculpa, não consigo entender o que você está
A forma afirmativa do Future Perfect é formada com o
dizendo.)
Simple Future do verbo to have (will have) seguido do Past
The students must behave as I say. (Obrigação)
Perfect do verbo principal:
(Os alunos devem se comportar como eu digo.)
By the time we get the airport, the plane will have
already left. (Quando chegarmos ao aeroporto o avião já She must be very busy, since she has three children, a
LÍNGUA INGLESA

terá partido.) job and a house to take care. (Suposição)


By the time you arrive, I will have already done my (Ela deve ser muito ocupada, já que tem três filhos, um
homework. (Quando você chegar já terei feito meu tema emprego e uma casa para cuidar.)
de casa.) Shall we go for a drink after work? (Convite)
They will have gone to their house by next week. (Eles (Vamos tomar um drinque depois do trabalho?)
terão ido para a casa deles na semana que vem.) Can I leave now? (Permissão - Tom informal)

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(Posso sair agora?) None of the schools are open.
Could I leave now? (Permissão - Tom formal)
(Eu poderia sair agora?) Com pronomes indefinidos como everybody, someone,
It is late, you should go home. (Conselho) nowhere, o verbo fica no singular.
(É tarde, você devia ir para casa.) Someone is here to see you.
She can arrive after dinner. (Possibilidade) Everybody wants to rule the world.
(Ela pode chegar depois do jantar.)
She must be at the beauty salon. (Dedução) Com os pronomes few, many, several, both, all e some,
(Ela deve estar no salão de beleza.) o verbo fica no plural.
You should see a dentist. (Conselho) Few are interested in coming to the meeting.
(Você devia ir a um dentista.) Some want to go to the mall.

Concordância: como fica o verbo em inglês? Coletivos, em geral, são usados no singular.
The colony of ants works together.
O simple present é um dos poucos momentos em que
o verbo em inglês é conjugado. E só com he, she e it. Outro Títulos de filmes, livros, séries são vistos como singular.
momento é no passado do verbo to be (was e were). “Friends” is a very popular TV show.

Agora, se não tiver “he, “she” ou “it”, você sempre sabe Phrasal verbs ou verbos preposicionais.
se está no singular? Quando é que conjugamos o verbo? Os verbos preposicionais, também chamados de phrasal
Vamos ver as regras: verbs ou two-word verbs, confundem porque a adição da
preposição normalmente altera substancialmente o sentido
Um sujeito no singular precisa de verbo no singular. original do verbo. Ex:
The list is here.
Our fence divides the houses. go - ir
go off disparar (alarme)
Atenção: o que vem depois de “of” não conta como go over rever, verificar novamente
sujeito. turn - virar, girar
A bouquet of flowers was delivered here. turn on ligar
An army of kids is asking for candy. turn off desligar
The colors of the rainbow are beautiful. turn down desprezar
turn into transformar em
Dois sujeitos independentes interligados por and viram put - colocar, botar
plural. put off cancelar, postergar
A dog and a cat were messing in our backyard. put on vestir, botar
A teacher and a student are talking in there. put out apagar (fogo)
put away guardar
Dois sujeitos singulares interligados por or, either/or ou put up with tolerar
neither/nor requerem um verbo singular:
My aunt or my mom is baking our cake. Abaixo citamos alguns exemplos de Phrasal verbs
Neither Maria nor João knows the way back. dos mais utilizados:
Either Valmir or Pietra takes care of the schedule. To Call – chamar
Call for – exigir, requerer.
Se um dos sujeitos na frase com or, either/or ou Exemplo: This work calls for a lot of patience.
neither/nor for plural, o verbo concorda com o sujeito mais
próximo a ele. Call in – convidar
The boss or the employees write the memo for us. Call off – cancelar
Neither the books nor the magazine is here now. Exemplo: I’m going to call off my medical appointment
because I feel much better now.
Pessoas extras separadas por parênteses ou por
expressões como along with, as well as, besides, entre Call out – gritar para
outras, não são consideradas parte do sujeito. Call up – telefonar
The expert, along with the assistants, is going to be here Exemplo: They called up the man.
LÍNGUA INGLESA

for the session.


Karen (and her best friend) was always around. To come – vir
Come across – encontrar por acaso
Com as expressões half of, none of e all of, o verbo Come down – descer
combina com o objeto após a preposição “of”.
All of the team goes by bus. Come in – entrar

66
Come off – sair, desprender-se Exemplo: You have to look up the dollar exchange rate
Come on – entrar em cena every day.
Come out – sair
Come up – subir, surgir To make - fazer
Make into – transformar
To get – adquiri, obter Make off – fugir, escapar
Get along with – dar-se bem com alguém Make out – preencher (cheque)
Get away – escapar Make out – entender, captar
Get away with – safar-se Make up – inventar, criar
Get in – entrar Exemplo: You can attend classes on Saturdays to make
Get into – entrar up for the classes you missed.
Get off – descer, apesar de
Get on – subir, montar Make up – fazer as pazes
Get on with – continuar
Get out – sair To put – pôr, colocar
Exemplo: Get out of here! Put aside – guardar, economizar
Put away – guardar, pôr no lugar
Get over – superar, livra-se de Put off – adiar
Get over with – terminar, acabar Exemplo: I think I’ll have to put off my dental
Get up – levantar-se appointment.
Exemplo: I usually get up early.
Put on – vestir
To give - dar Put out – pôr para fora
Give away – doar Exemplo: The firemen put out the fire.
Exemplo: She gave away her old dress. Put up – hospedar
Put up with – tolerar, suportar
Give back – devolver
Give in – ceder, entregar-se To run – correr
Give off – exalar
Give onto – dar para Run after – correr atrás
Give up – desistir Run away – fugir
Run down – escorrer
To go – ir Run into – encontrar inesperadamente
Go after – ir atrás, perseguir Run out of – ficar sem
Go at – atacar lançar-se sobre Run over – atropelar
Go away – ir embora Exemplo: He ran over my bicycle with his car.
Go down – descer
Go for – ir buscar To take – tomar, levar
Go off – explodir Take after – puxar, assemelhar-se
Go on – continuar Take away – levar embora
Go out – sair Exemplo: Take it away from here.
Go over – rever, repassar
Go with – combinar com Take down – derrubar
Go up – subir Take in – enganar
Take off – tirar
To look – olhar Exemplo: Take your coat off!
Look after – cuidar de
Exemplo: Could you look after the children this evening? Take on – contratar
Take out – levar para fora
Look at – olhar para Exemplo: I’m going to drink tonight and don’t try to
Look down on – menosprezar take me out of it.
Look for – procurar
Exemplo: What are you looking for? Take over – assumir chefia, direção
LÍNGUA INGLESA

Look forward – aguardar ansiosamente


Look into – examinar, analisar
Look out – tomar cuidado
Look up – consultar (livro, literatura)
Look up to – admirar

67
2. (TCE-SC - Conhecimentos Básicos - Cargo 6 –
Médio - CESPE– 2016)
EXERCÍCIO COMENTADO

1. (SEDF - Professor de Educação Básica - Inglês – Supe-


rior - CESPE– 2017)

Based on the text 19A1BBB, judge the following item.


The verb “confine” (l.12) is synonymous with restrict.

( ) CERTO ( ) ERRADO
Resposta: Certo
O verbo “confine” (l.12) é sinônimo de restrição. Confine,
restrict, limit, bind, restringir

In the text CB3A1AAA,

the verb “realize” (l.7) can be replaced by accomplish


without any change in the meaning of the sentence.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Errado
realise é perceber.Realizar seria “make it real” ou “come
true”.
obs.: realise significa “realizar” em contextos específicos.
e.g.: Red dye was used to realise the script in an unbelie-
LÍNGUA INGLESA

vable dream sequence.


Realize something means: dar-se conta de algo.
Accomplish means: alcançar/realizar.

Fonte
http://www.sk.com.br/sk-read.html

68
http://www.veramenezes.com/vocabulario.htm
http://www.letras.ufmg.br/site/e-livros/Gram%C3%A1tica%20e%20o%20Vocabul%C3%A1rio%20no%20Ensino%20
de%20Ingl%C3%AAs%20-%20Novas%20Perspectivas.pdf
http://www.mairovergara.com/como-aumentar-seu-vocabulario-em-ingles/
http://www.yazigi.com.br/noticias/ingles/os-cognatos-em-ingles-palavras-cognatas-e-falsos-cognatos
http://www.solinguainglesa.com.br/conteudo/falsos_cognatos4.php
http://www.solinguainglesa.com.br/conteudo
http://euestudoingles.blogspot.com.br/2009/02/substantivo.html
http://netinforio.com.br/gestao/arquivosportal/file/7_linguainglesa_gramatica.pdf
https://www.todamateria.com.br/countable-and-uncountable-nouns/
https://englishlive.ef.com/pt-br/blog/concordancia-como-fica-o-verbo-em-ingles/
http://www.teclasap.com.br/preposicoes/
http://www.solinguainglesa.com.br/conteudo/pronomes9.php
http://www.infoescola.com/ingles/intransitive-and-transitive-verbs-verbos-intransitivos-e-transitivos/

LÍNGUA INGLESA

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HORA DE PRATICAR!

1. (CRM-PR - Analista de Tecnologia da Informação –Superior - Quadrix – 2018)

Based on the text, judge the following item.


A little is considered a correct alternative for “a few” in “a few channels” (lines 7 and 8).

( ) CERTO ( ) ERRADO

2. (CRM-PR - Analista de Tecnologia da Informação –Superior - Quadrix – 2018)


Texto questão anterior
Based on the text, judge the following item.
“most of them” (lines 2 and 3) and the majority of them are synonymous expressions.

( ) CERTO ( ) ERRADO
LÍNGUA INGLESA

70
3. (Prefeitura de Niterói - RJ - Analista de Políticas Pú- (Source: https://statecrafting.net/in-europe-weber-still-
blicas e Gestão Governamental –Superior - FGV – 2018) -rulesa851866dbf02. Retrieved on January 21st, 2018)
Texto associado
TEXT I The word “Despite” in the sentence “Despite attempts to
normalize public employment in some countries” indicates
In Europe, Weber still rules
Statecrafting a) illustrative.
Jul 13, 2016 b) unexpected.
Steven Van de Walle c) irrelevant.
After 30 years of public administration reform in European d) universal.
countries inspired by New Public Management ideas, tradi- e) private.
tional Weberian administration still is the main organizing
principle. This is the picture that emerges from a large-sca-
4. (Prefeitura de Niterói - RJ - Analista de Políticas Pú-
le survey among the entire population of top civil servants
blicas e Gestão Governamental –Superior - FGV – 2018)
in 18 European countries. The findings have now been pu-
Texto associado conforme anterior
blished in our book — Public Administration Reforms in
Mark the statements below as true (T) or false (F) according
Europe: The View from the Top.
True, many tools and management practices associated to Text I.
with the NPM such as staff performance talks or manage-
ment by objectives have become very common. Across all ( ) Internal steering by contract and performance related
countries, the almost 7000 top civil servants we surveyed list pay are two main ideas that come from Weber.
achieving results and ensuring an efficient use of resources ( ) Weberian ideals now belong to the past and are only
among the most important roles they have. They are also used for historical interest.
in agreement that, compared to five years ago, the public ( ) Employment flexibility is one of the tenets of the New
sector has made major progress in terms of efficiency and Public Management.
service quality — two main objectives of the NPM.
There are ‘NPM champions’ — countries that have gone The correct sequence is:
further than others in reforming the Weberian state. Think
the UK or the Netherlands, where public employment is a) F – F – T.
increasingly normalised, and delivery contracted out. But b) T – T – F.
even there, the structures of traditional public administra- c) F – T – T.
tion remain firmly in place. d) F – T – F.
Some elements of the NPM are still mainly absent from e) T – F – F.
current management practice in European countries. In-
ternal steering by contract is not very common, and per- 5. (Prefeitura de Maricá - RJ - Docente I - Língua Estran-
formance related pay is very rare despite the popularity in geira - Inglês–Superior - COSEAC – 2018)
reform talk. The weak presence of flexible employment also TEXT 1 below, retrieved and adapted from https://chroni-
shows that the Weberian model still dominates. Despite at- clingamerica. loc.gov/lccn/sn83035487/1851-06-21/ed-1/
tempts to normalize public employment in some countries, seq-4/ on July 9th, 2018.
civil servants still enjoy a unique statute. We also observed Text 1
this during the fiscal crisis, where outright firing permanent Women’s rights convention – Sojourner Truth
civil servants or cutting salaries has been relatively rare. One of the most unique and interesting speeches of the
For civil servants, referring issues upwards in the hierarchy convention was made by Sojourner Truth, an emancipated
is still the dominant response in situations when responsi-
slave. It is impossible to transfer it to paper or convey any
bilities or interests conflict with that of other organisations.
adequate idea of the effect it produced upon the audience.
European top civil servants consider the impartial imple-
Those only can appreciate it who saw her powerful form, her
mentation of laws and rules as one of their dominant roles,
whole-souled, earnest gesture, and listened to her strong
and largely prefer state provision of services over market
provision, with the exception of the British, Danish, and Du- and truthful tones. She came forward to the platform and
tch. addressing the President said with great simplicity:
There are clear country differences, with management
‘champions’ such as the UK, Estonia, Norway and the Ne- “May I say a few words?” Receiving an affirmative answer,
therlands, and more legalistic and traditional public admi- she proceeded: I want to say a few words about this matter.
I am a woman’s rights. I have as much muscle as any man
nistrations such as in Austria, France, Germany, Hungary
LÍNGUA INGLESA

and can do as much work as any man. I have plowed and


and Spain. The adoption of newer reform ideas suggest
reaped and husked and chopped and mowed, and can any
that the Weberian state may now be in decline. Yet some
man do more than that? I have heard much about the sexes
of the other findings of the survey, reported above, show being equal. I can carry as much as any man, and can eat as
that Weberianism’s main ideas are still deeply embedded in much too, if I can get it. I am as strong as any man that is
European countries. now. As for intellect, all I can say is, if a woman has a pint,

71
and a man a quart -- why can’t she have her little pint full? 7. (SEDUC-CE - Professor - Língua Inglesa –Superior -
You need not be afraid to give us our rights for fear we will SEDUC-CE – 2016)
take too much; -- for we can’t take more than our pint will Text I
hold. The poor men seem to be all in confusion, and don’t
know what to do. Why children, if you have woman’s rights, JANUARY 18, 2015 - DUBAI, UNITED ARAB EMIRATES
give it to her and you will feel better. You will have your “Let’s go, Open your eyes, Open your mind to her dream.
own rights, and they won’t be so much trouble. I can’t read, Let’s go, fight for what’s right, fight for her life.”
but I can hear. I have heard the bible and have learned that Carl & the Reda Mafia, a young, dynamic, award-winning
Eve caused man to sin. Well, if a woman upset the world, do Dubai band, wrote the song “Fight for Your Queen” as a
give her a chance to set it right side up again. The Lady has direct call to men to fight for gender equality. As they told
spoken about Jesus, how he never spurned woman from UN Women: “HeForShe is a movement we have looked up
him, and she was right. When Lazarus died, Mary and Mar- to since its inception. The idea of ____________’s rights is so-
tha came to him with faith and love and besought him to mething we truly believe in and support.” Lead singer Carl
raise their brother. And Jesus wept and Lazarus came forth. Frenais, who is from India, introduced the campaign to the
And how came Jesus into the world? Through God who band. He has been very passionate about fighting against
created him and the woman who bore him. Man, where the horrifyingly violent crimes against women in his home
was your part? But the women are coming up blessed be country.
God and a few of the men are coming up with them. But We got over 500 men to pledge to support the movement.
man is in a tight place, the poor slave is on him, woman is Even those who were afraid told us they support it.
coming on him, he is surely between a hawk and a buzzard. Adaptation from: http://www.heforshe.org/en/newsroom/
Reference: Robinson, M. (1851, June 21). Women’s rights safety/rock-voices-for-change. Access on: April 4, 2016.
convention: Sojourner Truth. Anti-slavery Bugle, vol. 6 no. The verbs containing in the first part of the text are in the
41, Page 160. ________________, a very common verb tense/mood in the
language of campaings, meaning ________________.
Question must be answered by looking at the following
sentence from Text 1:
a) present - fact.
“One of the most unique and interesting speeches of the
b) imperative - order.
convention was made by Sojourner Truth, an emancipated
c) imperative - request.
slave.”
d) modal verb - possibility.
Without any other change added to the sentence, the clau-
e) present - generalization.
se “an emancipated slave” could be preceded by:

a) which is. 8. (Prefeitura de Fortaleza - CE - Analista de Políticas


b) that is. Públicas e Gestão Governamental –Superior - Prefeitura
c) whose is. de Fortaleza - CE – 2018)
d) whom is. Texto associado
e) who is. An example of a verb used in the present progressive tense
is:
6. (FUNDEP (Gestão de Concursos) - Analista de Comu- a) bringing (line 2).
nicação –Superior - FUNDEP (Gestão de Concursos) – b) existing (line 3).
2018) c) providing (line 5).
Texto associado d) understanding (line 8).
The correct relative pronoun to complete the blanks in the
sentence: people with higher incomes (_____ bought more 9. (IBGE - Analista - Processos Administrativos e Disci-
things and traveled more) had much higher carbon foot- plinares –Superior - FGV - 2016)
prints than people ______ lived more modestly is: TEXT II

a) which. The backlash against big data


b) when.
c) who. […]
d) whose.
Big data refers to the idea that society can do things with a
large body of data that weren’t possible when working with
smaller amounts. The term was originally applied a decade
LÍNGUA INGLESA

ago to massive datasets from astrophysics, genomics and


internet search engines, and to machine-learning systems
(for voice-recognition and translation, for example) that
work well only when given lots of data to chew on. Now
it refers to the application of data-analysis and statistics in
new areas, from retailing to human resources. The backlash

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began in mid-March, prompted by an article in Science by David Lazer and others at Harvard and Northeastern University. It
showed that a big-data poster-child—Google Flu Trends, a 2009 project which identified flu outbreaks from search queries
alone—had overestimated the number of cases for four years running, compared with reported data from the Centres for
Disease Control (CDC). This led to a wider attack on the idea of big data.

The criticisms fall into three areas that are not intrinsic to big data per se, but endemic to data analysis, and have some me-
rit. First, there are biases inherent to data that must not be ignored. That is undeniably the case. Second, some proponents
of big data have claimed that theory (ie, generalisable models about how the world works) is obsolete. In fact, subject-area
knowledge remains necessary even when dealing with large data sets. Third, the risk of spurious correlations—associations
that are statistically robust but happen only by chance—increases with more data. Although there are new statistical tech-
niques to identify and banish spurious correlations, such as running many tests against subsets of the data, this will always
be a problem.

There is some merit to the naysayers’ case, in other words. But these criticisms do not mean that big-data analysis has no
merit whatsoever. Even the Harvard researchers who decried big data “hubris” admitted in Science that melding Google
Flu Trends analysis with CDC’s data improved the overall forecast—showing that big data can in fact be a useful tool. And
research published in PLOS Computational Biology on April 17th shows it is possible to estimate the prevalence of the flu
based on visits to Wikipedia articles related to the illness. Behind the big data backlash is the classic hype cycle, in which
a technology’s early proponents make overly grandiose claims, people sling arrows when those promises fall flat, but the
technology eventually transforms the world, though not necessarily in ways the pundits expected. It happened with the
web, and television, radio, motion pictures and the telegraph before it. Now it is simply big data’s turn to face the grumblers.

(From http://www.economist.com/blogs/economist explains/201 4/04/economist-explains-10)

The base form, past tense and past participle of the verb “fall” in “The criticisms fall into three areas” are, respectively:

a) fall-fell-fell;
b) fall-fall-fallen;
c) fall-fell-fallen;
d) fall-falled-fell;
e) fall-felled-falling.

10. (Prefeitura de Fortaleza - CE - Professor Substituto - Língua Inglesa –Superior - Prefeitura de Fortaleza - CE –
2018)

LÍNGUA INGLESA

The phrasal verb “bring out” (line 2) could be replaced with all verbs below, EXCEPT:

a) produce.
b) provide.
c) deliver.
d) rescue.

73
ANOTAÇÕES
GABARITO

1 ERRADO ___________________________________________________
2 CERTO ___________________________________________________
3 B ___________________________________________________
4 A
___________________________________________________
5 E
6 C ___________________________________________________
7 C ___________________________________________________
8 A
___________________________________________________
9 C
___________________________________________________
10 D
___________________________________________________

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74
ÍNDICE

MATEMÁTICA

Lógica proposicional..............................................................................................................................................................................................................01
Noções de conjuntos.............................................................................................................................................................................................................16
Relações e funções..................................................................................................................................................................................................................20
Funções polinomiais...............................................................................................................................................................................................................29
Funções exponenciais e logarítmicas..............................................................................................................................................................................38
Matrizes; Determinantes.......................................................................................................................................................................................................41
Sistemas lineares......................................................................................................................................................................................................................47
Sequências.................................................................................................................................................................................................................................50
Progressões aritméticas e progressões geométricas................................................................................................................................................51
Matemática financeira...........................................................................................................................................................................................................56
2. Classificação
LÓGICA PROPOSICIONAL
Proposição simples: não contém nenhuma outra
proposição como parte integrante de si mesma. São
geralmente designadas pelas letras latinas minúsculas
Definição: Todo o conjunto de palavras ou símbolos que p,q,r,s...
exprimem um pensamento de sentido completo. E depois da letra colocamos “:”
Nossa professora, bela definição!
Não entendi nada! Exemplo:
Vamos pensar que para ser proposição a frase tem que p: Marcelo é engenheiro.
fazer sentido, mas não só sentido no nosso dia a dia, mas q: Ricardo é estudante.
também no sentido lógico.
Para uma melhor definição dentro da lógica, para Proposição composta: combinação de duas ou
ser proposição, temos que conseguir julgar se a frase é mais proposições. Geralmente designadas pelas letras
verdadeira ou falsa. maiúsculas P, Q, R, S,...

Exemplos: Exemplo:
(A) A Terra é azul. P: Marcelo é engenheiro e Ricardo é estudante.
Conseguimos falar se é verdadeiro ou falso? Então é Q: Marcelo é engenheiro ou Ricardo é estudante.
uma proposição. Se quisermos indicar quais proposições simples fazem
(B) >2 parte da proposição composta:
P(p,q)
Como ≈1,41, então a proposição tem valor lógico Se pensarmos em gramática, teremos uma proposição
falso. composta quando tiver mais de um verbo e proposição
Todas elas exprimem um fato. simples, quando tiver apenas 1. Mas, lembrando que para
Agora, vamos pensar em uma outra frase: ser proposição, temos que conseguir definir o valor lógico.
O dobro de 1 é 2?
Sim, correto? 3. Conectivos
Correto. Mas é uma proposição?
Não! Porque sentenças interrogativas, não podemos
Agora que vamos entrar no assunto mais interessante e
declarar se é falso ou verdadeiro.
o que liga as proposições.
Bruno, vá estudar.
Antes, estávamos vendo mais a teoria, a partir dos
É uma declaração imperativa, e da mesma forma, não
conseguimos definir se é verdadeiro ou falso, portanto, não conectivos vem a parte prática.
é proposição.
Passei! 3.1. Definição
Ahh isso é muito bom, mas infelizmente, não podemos Palavras que se usam para formar novas proposições, a
de qualquer forma definir se é verdadeiro ou falso, porque partir de outras.
é uma sentença exclamativa. Vamos pensar assim: conectivos? Conectam alguma
Vamos ver alguns princípios da lógica: coisa?
I. Princípio da não Contradição: uma proposição não Sim, vão conectar as proposições, mas cada conectivo
pode ser verdadeira “e” falsa ao mesmo tempo. terá um nome, vamos ver?
II. Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição “ou” é
verdadeira “ou” é falsa, isto é, verifica-se sempre um desses -Negação
casos e nunca um terceiro caso.

1. Valor Lógico das Proposições

Definição: Chama-se valor lógico de uma proposição a Exemplo


verdade, se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se p: Lívia é estudante.
a proposição é falsa (F). ~p: Lívia não é estudante.
q: Pedro é loiro.
Exemplo ¬q: É falso que Pedro é loiro.
p: Thiago é nutricionista. r: Érica lê muitos livros.
V(p)=V essa é a simbologia para indicar que o valor ~r: Não é verdade que Érica lê muitos livros.
MATEMÁTICA

lógico de p é verdadeira, ou s: Cecilia é dentista.


V(p)=F ¬s: É mentira que Cecilia é dentista.
Basicamente, ao invés de falarmos, é verdadeiro ou
falso, devemos falar tem o valor lógico verdadeiro, tem
valor lógico falso.

1
-Conjunção TABELA-VERDADE

Com a tabela-verdade, conseguimos definir o valor


lógico de proposições compostas facilmente, analisando
cada coluna.
Se tivermos uma proposição p, ela pode ter V(p)=V ou
Nossa, são muitas formas de se escrever com a V(p)=F.
conjunção.
p
Não precisa decorar todos, alguns são mais usuais: “e”,
“mas”, “porém”. V
Exemplos F
p: Vinícius é professor.
q: Camila é médica. Quando temos duas proposições, não basta colocar só
VF, será mais que duas linhas.
p∧q: Vinícius é professor e Camila é médica.
p∧q: Vinícius é professor, mas Camila é médica.
p∧q: Vinícius é professor, porém Camila é médica. p q
V V
- Disjunção
V F
F V
F F
p: Vitor gosta de estudar.
q: Vitor gosta de trabalhar. Observe, a primeira proposição ficou VVFF
p∨q: Vitor gosta de estudar ou Vitor gosta de trabalhar. E a segunda intercalou VFVF
Vamos raciocinar, com uma proposição temos 2
- Disjunção Exclusiva possibilidades, com 2 proposições temos 4, tem que haver
Extensa: Ou...ou... um padrão para se tornar mais fácil!
Símbolo: ∨ As possibilidades serão 2n,
p: Vitor gosta de estudar.
q: Vitor gosta de trabalhar Onde:
p∨q Ou Vitor gosta de estudar ou Vitor gosta de n=número de proposições
trabalhar.

-Condicional
Extenso: Se..., então..., É necessário que, Condição p q r
necessária V V V
Símbolo: →
V F V
Exemplos V V F
p→q: Se chove, então faz frio. V F F
p→q: É suficiente que chova para que faça frio.
F V V
p→q: Chover é condição suficiente para fazer frio.
p→q: É necessário que faça frio para que chova. F F V
p→q: Fazer frio é condição necessária para chover. F V F
-Bicondicional F F F
Extenso: se, e somente se, ...
Símbolo: ↔ A primeira proposição, será metade verdadeira e
p: Lucas vai ao cinema. metade falsa.
q: Danilo vai ao cinema. A segunda, vamos sempre intercalar VFVFVF.
p↔q: Lucas vai ao cinema se, e somente se, Danilo vai E a terceira VVFFVVFF.
ao cinema. Agora, vamos ver a tabela verdade de cada um dos
operadores lógicos?
MATEMÁTICA

Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica
matemática – São Paulo: Nobel – 2002.

2
-Negação -Condicional
p ~p Se chove, então faz frio.
Se choveu e fez frio.
V F Estamos dentro da possibilidade.(V)
F V Choveu e não fez frio.
Não está dentro do que disse. (F)
Se estamos negando uma coisa, ela terá valor lógico Não choveu e fez frio.
oposto, faz sentido, não? Ahh tudo bem, porque pode fazer frio se não chover,
certo?(V)
- Conjunção Não choveu, e não fez frio.
Eu comprei bala e chocolate, só vou me contentar se eu Ora, se não choveu, não precisa fazer frio. (V)
tiver as duas coisas, certo?
Se eu tiver só bala não ficarei feliz, e nem se tiver só p q p →q
chocolate. V V V
E muito menos se eu não tiver nenhum dos dois.
V F F
p q p ∧q F V V
V V V F F V
V F F -Bicondicional
F V F Ficarei em casa, se e somente se, chover.
F F F Estou em casa e está chovendo.
A ideia era exatamente essa. (V)
Estou em casa, mas não está chovendo.
-Disjunção
Você não fez certo, era só pra ficar em casa se chovesse.
Vamos pensar na mesma frase anterior, mas com o
(F)
conectivo “ou”.
Eu sai e está chovendo.
Eu comprei bala ou chocolate.
Aiaiai não era pra sair se está chovendo (F)
Eu comprei bala e também comprei a chocolate, está
Não estou em casa e não está chovendo.
certo pois poderia ser um dos dois ou os dois. Sem chuva, você pode sair, ta?(V)
Se eu comprei só bala, ainda estou certa, da mesma
forma se eu comprei apenas chocolate.
Agora se eu não comprar nenhum dos dois, não dará p q p ↔q
certo. V V V
p q p ∨q V F F
V V V F V F
V F V F F V
F V V
F F F
EXERCÍCIOS COMENTADOS
-Disjunção Exclusiva
Na disjunção exclusiva é diferente, pois OU comprei 1.(EBSERH – ÁREA MÉDICA – CESPE – 2018) A respeito
chocolate OU comprei bala. de lógica proposicional, julgue o item que se segue.
Ou seja, um ou outro, não posso ter os dois ao mesmo Se P, Q e R forem proposições simples e se ~R indicar a
tempo. negação da proposição R, então, independentemente dos
valores lógicos V = verdadeiro ou F = falso de P, Q e R, a
p q p ∨q proposição P→Q∨(~R) será sempre V.
V V F ( )CERTO ( )ERRADO
V F V
F V V Resposta: Errado
Se P for verdadeiro, Q falso e R falso, a proposição é
MATEMÁTICA

F F F falsa.

3
2. (TRT 7ª REGIÃO – CONHECIMENTOS BÁSICOS – a) V / V / F / F / F / F / F / F.
CESPE – 2017) b) V / V / F / V / V / F / F / V.
c) V / V / F / V / F / F / F / V.
Texto CB1A5AAA – Proposição P d) V / V / V / V / V / V / V / V.
e) V / V / V / F / V / V / V / F.
A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciá-
rias, mas não apresentou os comprovantes de pagamento; Resposta: Letra D
o juiz julgou, pois, procedente a ação movida pelo ex-em- A proposição S é composta por: (p∧q)→(r∨p)
pregado.
P Q R p∧q r∨p S(p∧q)→(r∨p)
A quantidade mínima de linhas necessárias na tabela-ver-
dade para representar todas as combinações possíveis para V V V V V V
os valores lógicos das proposições simples que compõem V V F V V V
a proposição P do texto CB1A5AAA é igual a
V F V F V V
a) 32. V F F F V V
b) 4. F V V F V V
c) 8.
d) 16. F V F F F V
F F V F V V
Resposta: Letra C.
F F F F F V
P: A empresa alegou ter pago suas obrigações previden-
ciárias.
Q: apresentou os comprovantes de pagamento.
TAUTOLOGIA
R: o juiz julgou, pois, procedente a ação movida pelo
ex-empregado.
Definição: Chama-se tautologia, toda proposição
Número de linhas: 2³=8
composta que terá a coluna inteira de valor lógico V.
Podemos ter proposições SIMPLES que são falsas e se a
3.(SERES-PE – AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCI-
coluna da proposição composta for verdadeira é tautologia.
ÁRIA – CESPE – 2017) A partir das proposições simples
Vamos ver alguns exemplos.
P: “Sandra foi passear no centro comercial Bom Preço”, Q:
“As lojas do centro comercial Bom Preço estavam realizan-
A proposição ~(p∧p) é tautologia, pelo Princípio da
do liquidação” e R: “Sandra comprou roupas nas lojas do
não contradição. Está lembrado?
Bom Preço” é possível formar a proposição composta S:
Princípio da não Contradição: uma proposição não
“Se Sandra foi passear no centro comercial Bom Preço e se
pode ser verdadeira “e” falsa ao mesmo tempo.
as lojas desse centro estavam realizando liquidação, então
Sandra comprou roupas nas lojas do Bom Preço ou Sandra
foi passear no centro comercial Bom Preço”. Considerando P ~p p∧~p ~(p∧~p)
todas as possibilidades de as proposições P, Q e R serem V F F V
verdadeiras (V) ou falsas (F), é possível construir a tabela-
-verdade da proposição S, que está iniciada na tabela mos- F V F V
trada a seguir.
A proposição p∨ ~p é tautológica, pelo princípio do
Terceiro Excluído.
Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição “ou” é
verdadeira “ou” é falsa, isto é, verifica-se sempre um desses
casos e nunca um terceiro caso.

P ~p p∨~p
V F V
F V V

Esses são os exemplos mais simples, mas normalmente


conseguiremos resolver as questões com base na tabela
MATEMÁTICA

verdade, por isso insisto que a tabela verdade dos


operadores, têm que estar na “ponta da língua”, quase
Completando a tabela, se necessário, assinale a opção que como a tabuada da matemática.
mostra, na ordem em que aparecem, os valores lógicos na Veremos outros exemplos.
coluna correspondente à proposição S, de cima para baixo.

4
Exemplo 1
Vamos pensar nas proposições: EXERCÍCIO COMENTADO
P: João é estudante.
Q: Mateus é professor.
1.(INSS – ANALISTA DO SEGURO SOCIAL – CESPE –
Se João é estudante, então João é estudante ou Mateus 2016) Com relação a lógica proposicional, julgue o item
é professor. subsequente.
Considerando-se as proposições simples “Cláudio pratica
Em simbologia: p→p∨q esportes” e “Cláudio tem uma alimentação balanceada”, é
correto afirmar que a proposição “Cláudio pratica esportes
P Q p∨ q p→p∨q ou ele não pratica esportes e não tem uma alimentação
V V V V balanceada” é uma tautologia.

V F V V
( ) CERTO ( ) ERRADO
F V V V
F F F V Resposta: Errado
p: Cláudio pratica esportes.
A coluna inteira da proposição composta deu q: Cláudio tem uma alimentação balanceada.
verdadeiro, então é uma tautologia. (p∨~p)∧~q

Exemplo 2
P ~P Q ~q p∨~P (p∨~p)∧~q
Com as mesmas proposições anteriores:
João é estudante ou não é verdade que João é estudante V F V F V F
e Mateus é professor. V F F V V V
p∨~(p∧q) F V V F V F
P Q p∧q ~(p∧q) p∨~(p∧q) F V F V V V
V V V F V
V F F V V EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS
F V F V V
Diz-se que uma proposição P(p,q,r..) é logicamente
F F F V V equivalente ou equivalente a uma proposição Q(p,r,s..) se as
tabelas-verdade dessas duas proposições são IDÊNTICAS.
Novamente, coluna deu inteira com valor lógico Para indicar que são equivalentes, usaremos a seguinte
verdadeiro, é tautologia. notação:
P(p,q,r..) ⇔ Q(p,r,s..)
Exemplo 3
Se João é estudante ou não é estudante, então Mateus Essa parte de equivalência é um pouco mais chatinha,
é professor. mas conforme estudamos, vou falando algumas dicas.

1. Regra da Dupla negação


P Q ~p p∨~p p∨~p→q
V V F V V ~~p⇔p
V F F V F p ~p ~~p
F V V V V V F V
F F V V F F V F

Deu pelo menos uma falsa e agora? São iguais, então ~~p⇔p
Não é tautologia.
2. Regra de Clavius
Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de. Iniciação a lógica matemática. ~p→p⇔p
São Paulo: Nobel – 2002.
MATEMÁTICA

p ~p ~p→p
V F V
F V F

5
3. Regra de Absorção b) p ∨ q ⇔ q ∨ p
p q p∨q q∨p
p→p∧q⇔p→q
V V V V
p q p∧ q p→p∧q p→q V F V V
V V V V V F V V V
V F F F F F F F F
F V F V V
c) p ∨ q ⇔ q ∨ p
F F F V V
p q p∨q q ∨ p
4. Condicional V V F F
V F V V
Gostaria da sua atenção aqui, pois as condicionais são
as mais pedidas nos concursos. F V V V
F F F F
A condicional p→q e a disjunção ~p∨q, têm tabelas-
verdades idênticas

p ~p q p∧q p→q ~p∨q d) p ↔ q ⇔ q ↔ p

V F V V V V p q p↔q q↔p

V F F F F F V V V V

F V V F V V V F F F

F V F F V V F V F F
F F V V
Exemplo
p: Coelho gosta de cenoura Equivalências notáveis:
q: Coelho é herbívoro.

p→q: Se coelho gosta de cenoura, então coelho é 1 - Distribuição (equivalência pela distributiva)
herbívoro.
~p∨q: Coelha não gosta de cenoura ou coelho é a) p ∧ (q ∨ r) ⇔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r)
herbívoro

A condicional ~p→~q é equivalente a disjunção p∨~q p q r q p ∧ (q p∧ p (p ∧ q) ∨ (p


∨r ∨ r) q ∧r ∧ r)
p q ~p ~q ~p→~q p∨~q V V V V V V V V
V V F F V V V V F V V V F V
V F F V V V V F V V V F V V
F V V F F F V F F F F F F F
F F V V V V F V V V F F F F
Equivalências fundamentais (Propriedades F V F V F F F F
Fundamentais): a equivalência lógica entre as proposições F F V V F F F F
goza das propriedades simétrica, reflexiva e transitiva.
F F F F F F F F
1 – Simetria (equivalência por simetria)

a) p ∧ q ⇔ q ∧ p
p q p∧q q∧p
V V V V
MATEMÁTICA

V F F F
F V F F
F F F F

6
b) p ∨ (q ∧ r) ⇔ (p ∨ q) ∧ (p ∨ r) 3 – Idempotência

a) p ⇔ (p ∧ p)
p q r q p ∨ (q p∨ p (p ∨ q) ∧ (p
∧r ∧ r) q ∨r ∨ r) Para ficar mais fácil o entendimento, vamos fazer duas
colunas com p
V V V V V V V V
V V F F V V V V p p p∧ p
V F V F V V V V V V V
V F F F V V V V F F F
F V V V V V V V
b) p ⇔ (p ∨ p)
F V F F F V F F
F F V F F F V F p p p∨ p
F F F F F F F F V V V

2 - Associação (equivalência pela associativa) F F F

a) p ∧ (q ∧ r) ⇔ (p ∧ q) ∧ (p ∧ r) 4 - Pela contraposição: de uma condicional gera-


se outra condicional equivalente à primeira, apenas
invertendo-se e negando-se as proposições simples que as
p q r q p ∧ (q ∧ r) p∧q p (p ∧ q) ∧ (p compõem.
∧r ∧r ∧ r) Da mesma forma que vimos na condicional mais
V V V V V V V V acima, temos outros modos de definir a equivalência da
V V F F F V F F condicional que são de igual importância.
V F V F F F V F
1º caso: (p → q) ⇔ (~q → ~p)
V F F F F F F F
F V V V F F F F p q ~p ~q p→q ~q → ~p
F V F F F F F F V V F F V V
F F V F F F F F V F F V F F
F F F F F F F F F V V F V V
b) p ∨ (q ∨ r) ⇔ (p ∨ q) ∨ (p ∨ r) F F V V V V
2º caso: (~p → q) ⇔ (~q → p)
p q r q p ∨ (q p∨ p (p ∨ q) ∨ (p
∨r ∨ r) q ∨r ∨ r) p q ~p ~p → q ~q ~q → p
V V V V V V V V V V F V F V
V V F V V V V V V F F V V V
V F V V V V V V F V V V F V
V F F F V V V V F F V F V F
F V V V V V V V
3º caso: (p → ~q) ⇔ (q → ~p)
F V F V V V F V
F F V V V F V V
p q ~q p → ~q ~p q → ~p
F F F F F F F F
V V F F F F
V F V V F V
F V F V V V
MATEMÁTICA

F F V V V V

7
5 - Pela bicondicional Observe a tabela verdade dessas quatro proposições:

a) (p ↔ q) ⇔ (p → q) ∧ (q → p), por definição p q ~p ~q p→ q→ ~p → ~q →


q p ~q ~p
p q p↔q p→q q→p (p → q) ∧ (q → p) V V F F V V V V
V V V V V V V F F V F V V F
V F F F V F F V V F V F F V
F V F V F F F F V V V V V V
F F V V V V
Observamos ainda que a condicional p → q e a sua
recíproca q → p ou a sua contrária ~p → ~q NÃO SÃO
b) (p ↔ q) ⇔ (~q → ~p) ∧ (~p → ~q) EQUIVALENTES.

p q p↔ ~q ~p ~q → ~p → (~q → ~p) ∧
q ~p ~q (~p → ~q) EXERCÍCIOS COMENTADOS
V V V F F V V V
V F F V F F V F 1. (TRF 1ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE –
2017) A partir da proposição P: “Quem pode mais, chora
F V F F V V F F menos.”, que corresponde a um ditado popular, julgue o
F F V V V V V V próximo item.
Do ponto de vista da lógica sentencial, a proposição P é
c) (p ↔ q) ⇔ (p ∧ q) ∨ (~p ∧ ~q) equivalente a “Se pode mais, o indivíduo chora menos”.

( ) CERTO ( ) ERRADO
p q p p∧ ~p ~q ~p ∧ (p ∧ q) ∨ (~p
↔ q ~q ∧ ~q) Resposta: Certo
q Uma dica é que normalmente quando tem vírgula é con-
V V V V F F F V dicional, não é regra, mas acontece quando você não
V F F F F V F F acha o conectivo.

F V F F V F F F 2. (PC-PE – PERITO PAPILOSCOPISTA – CESPE – 2016)


F F V F V V V V
Texto CG1A06AAA
6 - Pela exportação-importação
A Polícia Civil de determinado município prendeu, na sex-
[(p ∧ q) → r] ⇔ [p → (q → r)]
ta-feira, um jovem de 22 anos de idade suspeito de ter co-
metido assassinatos em série. Ele é suspeito de cortar, em
p q r p∧q (p ∧ q) → r q→r p → (q → r) três partes, o corpo de outro jovem e de enterrar as partes
V V V V V V V em um matagal, na região interiorana do município. Ele é
suspeito também de ter cometido outros dois esquarteja-
V V F V F F F
mentos, já que foram encontrados vídeos em que ele su-
V F V F V V V postamente aparece executando os crimes
V F F F V V V Assinale a opção que é logicamente equivalente à propo-
sição “Ele é suspeito também de ter cometido outros dois
F V V F V V V
esquartejamentos, já que foram encontrados vídeos em
F V F F V F V que ele supostamente aparece executando os crimes”, pre-
F F V F V V V sente no texto CG1A06AAA.
F F F F V V V a) Se foram encontrados vídeos em que ele supostamen-
Proposições Associadas a uma Condicional (se, então) te aparece executando os dois esquartejamentos, ele é
suspeito também de ter cometido esses crimes.
MATEMÁTICA

Chama-se proposições associadas a p → q as três b) Ele não é suspeito de outros dois esquartejamentos, já
proposições condicionadas que contêm p e q: que não foram encontrados vídeos em que ele suposta-
– Proposições recíprocas: p → q: q → p mente aparece executando os crimes.
– Proposição contrária: p → q: ~p → ~q c) Se não foram encontrados vídeos em que ele suposta-
– Proposição contrapositiva: p → q: ~q → ~p
mente aparece executando os dois esquartejamentos,

8
ele não é suspeito desses crimes.
d) Como ele é suspeito de ter cometido também dois esquartejamentos, foram encontrados vídeos em que ele suposta-
mente aparece executando os crimes.
e) Foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece executando os dois esquartejamentos, pois ele é também
suspeito de ter cometido esses crimes.

Resposta: A
A expressão já que=pois
Que se for escrita com a condicional, devemos mudar as proposições de lugar.
Se foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece executando os dois esquartejamentos, ele é suspeito
também de ter cometido esses crimes.

Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier,
2013.

Negação de uma proposição composta

Definição: Quando se nega uma proposição composta primitiva, gera-se outra proposição também composta e
equivalente à negação de sua primitiva.
Ou seja, muitas vezes para os exercícios teremos que saber qual a equivalência da negação para compor uma frase, por
exemplo.

Negação de uma conjunção (Lei de Morgan)

Para negar uma conjunção, basta negar as partes e trocar o conectivo conjunção pelo conectivo disjunção.

~(p ∧ q) ⇔ (~p ∨ ~q)


p q ~p ~q p∧q ~(p ∧ q) ~p ∨ ~q
V V F F V F F
V F F V F V V
F V V F F V V
F F V V F V V

Negação de uma disjunção (Lei de Morgan)

Para negar uma disjunção, basta negar as partes e trocar o conectivo-disjunção pelo conectivo-conjunção.

~(p ∨ q) ⇔ (~p ∧ ~q)


p q ~p ~q p∨q ~(p ∨ q) ~p ∧ ~q
V V F F V F F
V F F V V F F
F V V F V F F
F F V V F V V

Resumindo as negações, quando é conjunção nega as duas e troca por “ou”


Quando for disjunção, nega tudo e troca por “e”.
MATEMÁTICA

9
Negação de uma disjunção exclusiva

~(p ∨ q) ⇔ (p ↔ q)
p q p∨q ~( p∨q) p↔q
V V F V V
V F V F F
F V V F F
F F F V V

Negação de uma condicional

Famoso MANE
Mantém a primeira e nega a segunda.

~(p → q) ⇔ (p ∧ ~q)
p q p→q ~q ~(p → q) p ∧ ~q
V V V F F F
V F F V V V
F V V F F V
F F V V F F

Negação de uma bicondicional

~(p ↔ q) = ~[(p → q) ∧ (q → p)] ⇔ [(p ∧ ~q) ∨ (q ∧ ~p)]

P Q p↔q p→q q→p p → q) ∧ (q → p)] ~[(p → q) ∧ (q → p ∧ ~q q ∧ ~p [(p ∧ ~q) ∨ (q ∧


p)] ~p)]
V V V V V V F F F F
V F F F V F V V F V
F V F V F F V F V V
F F V V V V F F F F

Dupla negação (Teoria da Involução)

a) De uma proposição simples: p ⇔ ~ (~p)

P ~P ~ (~p)
V F V
F V F

b) De uma condicional: Definição: A dupla negação de uma condicional dá-se da seguinte forma: nega-se a 1ª parte da
condicional, troca-se o conectivo-condicional pela disjunção e mantém-se a 2ª parte.
Demonstração: Seja a proposição primitiva: p → q nega-se pela 1ª vez: ~(p → q) ⇔ p ∧ ~q nega-se pela 2ª vez: ~(p ∧
~q) ⇔ ~p ∨ q
Conclusão: Ao negarmos uma proposição primitiva duas vezes consecutivas, a proposição resultante será equivalente à
sua proposição primitiva. Logo, p → q ⇔ ~p ∨ q
MATEMÁTICA

10
OBSERVAÇÃO: A fórmula argumentativa P1 ∧ P2 ∧ ...
∧ Pn → Q, também poderá ser representada pela seguinte
EXERCÍCIOS COMENTADOS forma:

1. (TRF 1ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE –


2017) A partir da proposição P: “Quem pode mais, chora
menos.”, que corresponde a um ditado popular, julgue o
próximo item.
A negação da proposição P pode ser expressa por “Quem
não pode mais, não chora menos”
1. Argumentos válidos
( ) CERTO ( ) ERRADO
Um argumento é válido quando a conclusão é verdadeira
Resposta: Errado. (V), sempre que as premissas forem todas verdadeiras (V).
Negação de uma condicional: mantém a primeira e nega Dizemos, também, que um argumento é válido quando a
a segunda conclusão é uma consequência obrigatória das verdades
de suas premissas.
2. (PC-PE – PERITO CRIMINAL – CESPE – 2016) Consi- Argumentos inválidos
dere as seguintes proposições para responder a questão. Um argumento é dito inválido (ou falácia, ou ilegítimo
ou mal construído), quando as verdades das premissas são
P1: Se há investigação ou o suspeito é flagrado cometendo insuficientes para sustentar a verdade da conclusão. Caso a
delito, então há punição de criminosos. conclusão seja falsa, decorrente das insuficiências geradas
pelas verdades de suas premissas, tem-se como conclusão
P2: Se há punição de criminosos, os níveis de violência não
uma contradição (F).
tendem a aumentar.
2. Métodos para testar a validade dos argumentos
P3: Se os níveis de violência não tendem a aumentar, a po-
pulação não faz justiça com as próprias mãos.
(IF-BA – ADMINISTRADOR – FUNRIO – 2016)
Assinale a opção que apresenta uma negação correta da Ou João é culpado ou Antônio é culpado. Se Antônio é
proposição P1. inocente então Carlos é inocente. João é culpado se e
somente se Pedro é inocente. Ora, Pedro é inocente. Logo,
a) Se não há punição de criminosos, então não há investi- a) Pedro e Antônio são inocentes e Carlos e João são
gação ou o suspeito não é flagrado cometendo delito. culpados.
b) Há punição de criminosos, mas não há investigação nem b) Pedro e Carlos são inocentes e Antônio e João são
o suspeito é flagrado cometendo delito. culpados.
c) Há investigação ou o suspeito é flagrado cometendo de- c) Pedro e João são inocentes e Antônio e Carlos são
lito, mas não há punição de criminosos. culpados.
d) Se não há investigação ou o suspeito não é flagrado d) Antônio e Carlos são inocentes e Pedro e João são
cometendo delito, então não há punição de criminosos. culpados.
e) Se não há investigação e o suspeito não é flagrado co- e) Antônio, Carlos e Pedro são inocentes e João é
metendo delito, então não há punição de criminosos. culpado.

Resposta: Letra C Resposta: Letra E.


Famoso MANE Vamos começar de baixo pra cima.
Mantém a primeira e nega a segunda.
Há investigação ou o suspeito é flagrado cometendo Ou João é culpado ou Antônio é culpado.
Se Antônio é inocente então Carlos é inocente.
delito e não há punição de criminosos.
João é culpado se e somente se Pedro é inocente.
Ora, Pedro é inocente.
No caso, a questão ao invés de “e”utilizou mas (V)

Sabendo que Pedro é inocente,


ARGUMENTOS João é culpado se e somente se Pedro é inocente.
João é culpado, pois a bicondicional só é verdadeira se
Um argumento é um conjunto finito de premissas ambas forem verdadeiras ou ambas falsas.
MATEMÁTICA

(proposições), sendo uma delas a consequência das demais.


Tal premissa (proposição), que é o resultado dedutivo ou João é culpado se e somente se Pedro é inocente
consequência lógica das demais, é chamada conclusão. Um (V) (V)
argumento é uma fórmula: P1 ∧ P2 ∧ ... ∧ Pn → Q Ora, Pedro é inocente
(V)

11
Sabendo que João é culpado, vamos analisar a primeira O quantificador universal
premissa. O quantificador universal, usado para transformar
Ou João é culpado ou Antônio é culpado. sentenças (proposições) abertas em proposições fechadas,
Então, Antônio é inocente, pois a disjunção exclusiva só é indicado pelo símbolo “∀”, que se lê: “qualquer que seja”,
é verdadeira se apenas uma das proposições for. “para todo”, “para cada”.
Se Antônio é inocente então Carlos é inocente.
Exemplo:
Carlos é inocente, pois sendo a primeira verdadeira, a
condicional só será verdadeira se a segunda proposição (∀x)(x + 2 = 6)
também for. Lê-se: “Qualquer que seja x, temos que x + 2 = 6” (falsa).
É falso, pois não podemos colocar qualquer x para a
Então, temos: afirmação ser verdadeira.
Pedro é inocente, João é culpado, António é inocente e O quantificador existencial
Carlos é inocente. O quantificador existencial é indicado pelo símbolo “∃”
que se lê: “existe”, “existe pelo menos um” e “existe um”.

EXERCÍCIO COMENTADO Exemplos:


(∃x)(x + 5 = 9)
Lê-se: “Existe um número x, tal que x + 5 = 9” (verdadeira).
1. (DPU – AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE – 2016)
Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras.
Nesse caso, existe um número, ahh tudo bem... claro que
• Quando chove, Maria não vai ao cinema.
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema. existe algum número que essa afirmação será verdadeira.
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
• Quando Fernando está estudando, não chove. Ok? Sem maiores problemas, certo?
• Durante a noite, faz frio.
Tendo como referência as proposições apresentadas, jul- Representação de uma proposição quantificada
gue o item subsecutivo.
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando. (∀x)(x ∈ N)(x + 3 > 15)
Quantificador: ∀
( ) CERTO ( ) ERRADO Condição de existência da variável: x ∈ N.
Predicado: x + 3 > 15.
Resposta: Errado
• Durante a noite, faz frio.
(∃x)[(x + 1 = 4) ∧ (7 + x = 10)]
V
Quantificador: ∃
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio. Condição de existência da variável: não há.
F F Predicado: “(x + 1 = 4) ∧ (7 + x = 10)”.

• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema. Negações de proposições quantificadas ou funcionais
V V Seja uma sentença (∀x)(A(x)).
Negação: (∃x)(~A(x))
• Quando chove, Maria não vai ao cinema.
F F Exemplo
(∀x)(2x-1=3)
• Quando Fernando está estudando, não chove. Negação: (∃x)(2x-1≠3)
V/F V Seja uma sentença (∃x)(Q(x)).
Portanto, Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava Negação: (∀x)(~Q(x)).
estudando. (∃x)(2x-1=3)
Não tem como ser julgado. Negação: (∀x)(2x-1≠3)

1. Definição das proposições


DIAGRAMAS LÓGICOS
Todo A é B.
As questões de Diagramas lógicos envolvem as
proposições categóricas (todo, algum, nenhum), cuja O conjunto A está contido no conjunto B, assim todo
solução requer que desenhemos figuras, os chamados elemento de A também é elemento de B.
diagramas.
MATEMÁTICA

Quantificadores são elementos que, quando associados


às sentenças abertas, permitem que as mesmas sejam
avaliadas como verdadeiras ou falsas, ou seja, passam a ser
qualificadas como sentenças fechadas.

12
Podemos representar de duas maneiras: Algum A é B.

Quer dizer que há pelo menos 1 elemento de A em


comum com o conjunto B

Temos 4 representações possíveis

a) os dois conjuntos possuem uma parte dos elementos


em comum.

Quando “todo A é B” é verdadeira, vamos ver como


ficam os valores lógicos das outras?

Pensemos nessa frase: Toda criança é linda.

Nenhum A é B é necessariamente falsa.


Nenhuma criança é linda, mas eu não acabei de falar
que TODA criança é linda? Por isso é falsa.

Algum A é B é necessariamente verdadeira. b) Todos os elementos de A estão em B.


Alguma Criança é linda, sim, se todas são 1, 2, 3...são
lindas.

Algum A não é B necessariamente é falsa, pois A está


contido em B.
Alguma criança não é linda, bem como já vimos
impossível, pois todas são.

Nenhum A é B.

A e B não terão elementos em comum.

c) Todos os elementos de B estão em A

Quando “nenhum A é B” é verdadeira, vamos ver como


ficam os valores lógicos das outras?
Frase: Nenhum cachorro é gato. (sim, eu sei. Frase
extrema, mas assim é bom para entendermos..hehe)

Todo A é B é necessariamente falsa.


Todo cachorro é gato, faz sentido? Nenhum, não é?
Algum A é B é necessariamente falsa.
Algum cachorro é gato, ainda não faz sentido.
MATEMÁTICA

Algum A não é B necessariamente verdadeira.


Algum cachorro não é gato. Ah, sim! Espero que todos
não sejam, mas se já está dizendo “algum” vou concordar.

13
d) O conjunto A é igual ao conjunto B. b) Todos os elementos de B estão em A.

Quando “algum A é B” é verdadeira, vamos ver como c) Não há elementos em comum entre os dois conjun-
ficam os valores lógicos das outras? tos.
Frase: Algum copo é de vidro.

Nenhum A é B é necessariamente falsa.


Nenhum copo é de vidro.
Com frase fica mais fácil né? Porque assim, conseguimos
ver que é falsa, pois acabei de falar que algum copo é de
vidro, ou seja, tenho pelo menos 1 copo de vidro.

Todo A é B.
Não conseguimos determinar, podendo ser verdadeira
ou falsa (podemos analisar também os diagramas
mostrados nas figuras a e c).
Todo copo é de vidro.
Pode ser que sim, ou não. Quando “algum A não é B” é verdadeira, vamos ver
como ficam os valores lógicos das outras?
Algum A não é B. Vamos fazer a frase contrária do exemplo anterior.
Não conseguimos determinar, podendo ser verdadeira Frase: Algum copo não é de vidro.
ou falsa (contradiz com as figuras b e d)
Algum copo não é de vidro. Nenhum A é B é indeterminada (contradição com as
Como não sabemos se todos os copos são de vidros, figuras a e b).
pode ser verdadeira. Nenhum copo é de vidro, algum não é, mas não sei se
todos não são de vidro.
Algum A não é B.
O conjunto A tem pelo menos um elemento que não Todo A é B é necessariamente falsa.
pertence ao conjunto B. Todo copo é de vidro, mas eu disse que algum copo
não era.
Aqui teremos 3 modos de representar: Algum A é B é indeterminada.
Algum copo é de vidro, não consigo determinar se tem
a) Os dois conjuntos possuem uma parte dos elemen- algum de vidro ou não.
tos em comum.
MATEMÁTICA

14
Resposta: Letra E.
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (PC-RS – ESCRIVÃO – FUNDATEC – 2018) Supondo a


verdade da sentença aberta: Alguns investigados são ad-
vogados mas nem todos os investigados têm domicílio co-
nhecido. Podemos deduzir a verdade da alternativa:

a) Todos investigados são advogados e têm domicílio co-


nhecido.
b) Todos investigados são advogados e não têm domicílio
conhecido.
3. (SEPOG-RO – TÉCNICO EM TECNOLOGIA DA IN-
c) Alguns investigados são advogados e têm domicílio co- FORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – FGV – 2017) Conside-
nhecido. re a afirmação:
d) Alguns investigados são advogados e alguns investiga-
dos têm domicílio conhecido. “Toda pessoa que faz exercícios não tem pressão alta”.
e) Alguns investigados são advogados e alguns investiga-
dos não têm domicílio conhecido. De acordo com essa afirmação é correto concluir que

a) se uma pessoa tem pressão alta então não faz exercícios.


Resposta: Letra E
b) se uma pessoa não faz exercícios então tem pressão alta.
Nem todos os investigados têm domicilio = Existem in- c) se uma pessoa não tem pressão alta então faz exercícios.
vestigados que não têm domicilio. d) existem pessoas que fazem exercícios e que têm pressão
alta.
2. (UFES – ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – UFES e) não existe pessoa que não tenha pressão alta e não faça
– 2017) Em um determinado grupo de pessoas, exercícios.

Resposta: Letra A
• todas as pessoas que praticam futebol também praticam
Se toda pessoa que faz exercício não tem pressão alta, ora,
natação,
se a pessoa tem pressão alta, então não faz exercício.
• algumas pessoas que praticam tênis também praticam
futebol, Referências
• algumas pessoas que praticam tênis não praticam nata- CARVALHO, S. Raciocínio Lógico Simplificado. Série
ção. Provas e Concursos, 2010.

É CORRETO afirmar que no grupo


SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS
a) todas as pessoas que praticam natação também prati-
1. Definição
cam tênis.
b) todas as pessoas que praticam futebol também praticam O diário do professor é composto pelos nomes de seus
tênis. alunos e esses nomes obedecem a uma ordem (são es-
c) algumas pessoas que praticam natação não praticam fu- critos em ordem alfabética). Essa lista de nomes (diário)
tebol. pode ser considerada uma sequência. Os dias do mês são
d) algumas pessoas que praticam natação não praticam dispostos no calendário obedecendo a certa ordem que
tênis. também é um tipo de sequência. Assim, sequências estão
presentes no nosso dia a dia com mais frequência que você
e) algumas pessoas que praticam tênis não praticam fute-
pode imaginar.
bol.
A definição formal de sequência é todo conjunto ou
grupo no qual os seus elementos estão escritos em uma
MATEMÁTICA

determinada ordem ou padrão. No estudo da matemáti-


ca estudamos obviamente, as sequências numéricas.
Ao representarmos uma sequência numérica, deve-
mos colocar seus elementos entre parênteses. Veja alguns
exemplos de sequências numéricas:

15
Ex: (2,4,6,8,10,12,…) - números pares positivos. 2. (FCC-2016) A sequência numérica 1/2, 3/4, 5/6, 7/8;...é
Ex: (1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11...) - números naturais. ilimitada e criada seguindo o mesmo padrão lógico. A dife-
Ex: (10,20,30,40,50...) - números múltiplos de 10. rença entre o 500º e o 50º termos dessa sequência é igual a:
Ex: (10,15,20,30) - múltiplos de 5, maiores que 5 e me- a) 0,9
nores que 35. b) 9
Pelos exemplos, observou-se dois tipos básicos de se- c) 0,009
quências: d) 0,09
Sequência finita: Sequência numérica onde a quanti- e) 0,0009
dade dos elementos é finita.
Resposta: Letra C.
Sequência infinita: Sequência que seus elementos se-
2n−1
guem ao infinito. Utilizando o termo geral dessa sequência an = ,
2n
2. Representação facilmente a500 e a50 são identificados. Substituindo
para n=500 e n=50, chega-se ao resultado.
Em uma sequencia numérica qualquer, o primeiro termo
será representado por uma letra minúscula seguido de sua
posição na sequência. Assim, o primeiro termo é representa-
do por , o segundo termo é , o terceiro e assim por diante. NOÇÕES DE CONJUNTOS

#FicaDica TEORIA DOS CONJUNTOS

Na matemática, achar uma expressão que 1. Representação


possa descrever a sequência numérica em
função da posição do termo na mesma torna- - Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1,
se conveniente e necessário para se usar essa 2, 3, 4, 5}
teoria. Os exemplos a seguir exemplificam esse - Simbolicamente: B={x∈ N|2<x<8}, enumerando esses
conceito: elementos temos:
B={3,4,5,6,7}
Ex: (1,2,3,4,…)→Essa sequência pode ser descrita como - por meio de diagrama:
sendo: . Ou seja, qualquer termo da sequência é exatamen-
te o valor de sua posição.

Ex: (5,8,11,14,…)→Essa sequência pode ser descrita


como sendo: . Ou seja, qualquer termo da sequência é o
triplo da sua posição somado 2.

Ex: (0,3,8,15,…)→ Essa sequência pode ser descrita como


sendo: . Ou seja, qualquer termo da sequência é o quadra-
do da sua posição subtraído 1.
Essa expressão de an é definida como expressão do
termo geral da sequência.

Quando um conjunto não possuir elementos chamares


de conjunto vazio: S=∅ ou S={ }.
EXERCÍCIO COMENTADO
2. Igualdade
1. (FCC-2016 – MODIFICADO) Determine o termo geral
an da sequência numérica 1 , 3 , 5 , 7 , … , an Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem
2 4 6 8 exatamente os mesmos elementos. Em símbolo:

Resposta:
Mediante análise dos termos da sequência, nota-se que
MATEMÁTICA

termo geral é Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos


2n − 1 saber apenas quais são os elementos.
an = Não importa ordem:
2n A={1,2,3} e B={2,1,3}

16
Não importa se há repetição: Interseção
A={1,2,2,3} e B={1,2,3} A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado
pelos elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é
3. Relação de Pertinência representada por: A∩B.
Simbolicamente: A∩B={x|x∈A e xB}
Relacionam um elemento com conjunto. E a indicação
que o elemento pertence (∈) ou não pertence (∉)
Exemplo: Dado o conjunto A={-3, 0, 1, 5}
0∈A
2∉A

4. Relações de Inclusão

Relacionam um conjunto com outro conjunto.


Simbologia: ⊂(está contido), ⊄(não está contido), Exemplo:
⊃(contém), (não contém) A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g}
A∩B={d,e}
A Relação de inclusão possui 3 propriedades:
6.2. Diferença
Exemplo:
{1, 3,5}⊂{0, 1, 2, 3, 4, 5} Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que
{0, 1, 2, 3, 4, 5}⊃{1, 3,5} a cada par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto
Aqui vale a famosa regrinha que o professor ensina, definido por:
boca aberta para o maior conjunto. A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o
complementar de B em relação a A.
5. Subconjunto A este conjunto pertencem os elementos de A que não
pertencem a B.
O conjunto A é subconjunto de B se todo elemento de
A é também elemento de B.
Exemplo: {2,4} é subconjunto de {x∈N|x é par}

6. Operações

6.1. União

Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro


formado pelos elementos que pertencem pelo menos A\B = {x : x∈A e x∉B}.
um dos conjuntos a que chamamos conjunto união e B-A = {x : x∈B e x∉A}.
representamos por: A∪B.
Formalmente temos: A∪B={x|x∈A ou x B}

Exemplo:
A={1,2,3,4} e B={5,6}
A∪B={1,2,3,4,5,6}

Exemplo:
A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
Então os elementos de A – B serão os elementos do
conjunto A menos os elementos que pertencerem ao
conjunto B.
Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.
MATEMÁTICA

17
Resposta: Letra A.

6.3. Complementar

O complementar do conjunto A( ) é o conjunto formado


pelos elementos do conjunto universo que não pertencem a A.

Fórmulas da união

n(A∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
n(A∪B∪C)=n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-
n(A∩C)-n(B C)
Primeiro, quando temos 3 diagramas, sempre começa-
Essas fórmulas muitas vezes nos ajudam, pois ao invés mos pela interseção dos 3, depois interseção a cada 2 e
de fazer todo o digrama, se colocarmos nessa fórmula, o por fim, cada um
resultado é mais rápido, o que na prova de concurso é
interessante devido ao tempo.
Mas, faremos exercícios dos dois modos para você
entender melhor e perceber que, dependendo do exercício
é melhor fazer de uma forma ou outra.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (MANAUSPREV – ANALISTA PREVIDENCIÁRIO –


FCC – 2015) Em um grupo de 32 homens, 18 são altos,
22 são barbados e 16 são carecas. Homens altos e barba-
dos que não são carecas são seis. Todos homens altos que
são carecas, são também barbados. Sabe-se que existem
5 homens que são altos e não são barbados nem carecas.
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não
são altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que
são carecas e não são altos e nem barbados. Dentre todos
esses homens, o número de barbados que não são altos, Se todo homem careca é barbado, não teremos apenas
mas são carecas é igual a homens carecas e altos.
Homens altos e barbados são 6
a) 4.
b) 7.
c) 13.
d) 5.
e) 8.
MATEMÁTICA

18
7+y+5=16
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não Y=16-12
são altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens Y=4
que são carecas e não são altos e nem barbados Então o número de barbados que não são altos, mas são
Sabemos que 18 são altos carecas são 4.

2. (INSS – ANALISTA DO SEGURO SOCIAL – CESPE –


2016) Uma população de 1.000 pessoas acima de 60 anos
de idade foi dividida nos seguintes dois grupos:
A: aqueles que já sofreram infarto (totalizando 400 pesso-
as); e
B: aqueles que nunca sofreram infarto (totalizando 600
pessoas).

Cada uma das 400 pessoas do grupo A é ou diabética ou


fumante ou ambos (diabética e fumante).
A população do grupo B é constituída por três conjuntos
de indivíduos: fumantes, ex-fumantes e pessoas que nunca
fumaram (não fumantes).
Com base nessas informações, julgue o item subsecutivo.
Se, das pessoas do grupo A, 280 são fumantes e 195 são
diabéticas, então 120 pessoas desse grupo são diabéticas
e não são fumantes.

Quando somarmos 5+x+6=18 Resposta: Certo


X=18-11=7
Carecas são 16
MATEMÁTICA

280-x+x+195-x=400
x=75
Diabéticos: 195-75=120

19
Referências 1.3. Imagem
YOUSSEF, Antonio Nicolau (et al.). Matemática: ensino
médio, volume único. – São Paulo: Scipione, 2005. A imagem de uma função, ou imagem de f(x), é um sub-
CARVALHO, S. Raciocínio Lógico Simplificado, volume conjunto do contradomínio que contém apenas os valores
1, 2010. de y que tiveram algum elemento de x associado.

Usando o diagrama esquemático representado ante-


riormente, podemos descrever as 3 definições nele:
RELAÇÕES E FUNÇÕES Domínio: Todos os valores de A: f(x):Dom={2,4,7,10}
Contradomínio: Todos os valores de B: f(x):ContraDom=
{0,4,8,10,12,16}
FUNÇÃO DO 1˚ GRAU Imagem: Todos os valores de B que tiveram associação
com A: f(x):Imagem={0,4,10,16}
1. Conceitos Fundamentais sobre Funções
Observe que o elemento “8” do conjunto B não per-
Uma função é uma relação entre dois conjuntos A e B tence a imagem, pois não há nenhum valor do conjunto A
de modo que cada elemento do conjunto A está associado associado a ele.
a um único elemento de B. Sua representação matemática
é bem simples: FIQUE ATENTO!
Nem sempre a imagem e o contradomínio te-
y=f(x):A→B rão o mesmo tamanho!
Onde y são os elementos do conjunto B e x são os ele-
mentos do conjunto A. f(x) é a chamada “função de x”, que
basicamente é uma expressão matemática que quantifica o Função crescente: A função f(x), num determinado in-
valor de y, dado um valor de x. Outra maneira de represen- tervalo, é crescente se, para quaisquer x1 e x2 pertencentes a
tarmos uma função é através de um modelo esquemático: este intervalo, com com x1<x2, tivermos f(x1 )<f(x2 ).

Função decrescente: Função f(x), num determinado in-


tervalo, é decrescente se, para quaisquer x1 e x2 pertencen-
Neste modelo esquemático, temos o conjunto A sendo te a este intervalo, com x1<x2, tivermos f(x1 )>f(x2 ).
representado a esquerda e o conjunto B sendo represen-
tado a direita, mostrando a relação de função entre eles.
A partir destas definições, podemos definir 3 conceitos
fundamentais das funções: Domínio, Contradomínio e Ima-
gem.

1.1 Domínio

O domínio da função, ou domínio de f(x), é o conjunto


de todos os valores que podem ser atribuídos a x, ou seja,
todos os elementos do conjunto A.

1.2. Contradomínio
Função constante: A função f(x), num determinado in-
MATEMÁTICA

O contradomínio da função, ou contradomínio de f(x), tervalo, é constante se, para quaisquer x1<x2 , tivermos f(x1)
são todos os valores possíveis que podem ser atribuídos a = f(x2).
y, ou seja, trata-se do conjunto B,

20
Onde “a” e “b” são números reais e são denominados
respectivamente de coeficientes angular e linear. Nas fun-
ções de primeiro grau, tanto o domínio, contradomínio e
imagem são todos os números reais, uma vez que não há
nenhum tipo de restrição de valor nas mesmas.

2.1. Zeros da Função do 1º grau:

Chama-se zero ou raiz da função do 1º grau y = ax +


b o valor de x que anula a função, isto é, o valor de x para
que y seja igual à zero.
Assim, para achar o zero da função y = ax + b, basta
resolver a equação ax + b = 0
1.4. Representação Gráfica
Ex:
A função f(x) pode ser representada no plano cartesia- Determinar o zero da função: y = 2x – 4.
no, através de um par ordenado (x,y). O lugar geométrico
dos pares ordenados para os quais x∈Dom e y∈Imagem
formam, no plano cartesiano, o gráfico da função. Um
exemplo de plano cartesiano é apresentado abaixo:

O zero da função y = 2x – 4 é 2.

2.2. Gráfico da Função do 1º Grau

A forma desta função, como o próprio nome diz, será


linear ou uma reta, e terá três tipos:

a) Crescente: a> 0
Quando o coeficiente angular da função for positivo, os
valores de y aumentarão quando o valor de x também au-
mentar. A representação gráfica dos três posicionamentos
desta reta, em função do valor de b, está abaixo:

#FicaDica
A apresentação de uma função por meio de
seu gráfico é muito importante, não só na
Matemática como nos diversos ramos dos
estudos científicos.

2. Função do 1º Grau

As funções de 1° grau, conhecidas também como fun-


ções lineares, são expressões matemáticas onde a variável
independente x possui grau igual a 1 e não está no deno-
minador, em outras palavras, a forma geral de uma função
de primeiro grau é a seguinte:
MATEMÁTICA

f(x)=ax+b a≠0

21
b) Decrescente:
A representação gráfica dos três posicionamentos desta
reta, em função do valor de b, está abaixo:

2.3. Estudo do sinal da função do 1º grau

Estudar o sinal da função do 1º grau é


determinar os valores reais de x para que:
- A função se anule (y = 0);
- A função seja positiva (y > 0);
- A função seja negativa (y < 0).

Ex:
Estudar o sinal da função .

a) Qual o valor de x que anula a função?

A função se anula para .

b) Quais valores de x tornam positiva a função?


c) Constante:
Algumas referências não tratam a função constante
como uma função linear e na teoria, realmente ela não é.
Entretanto, como sua forma também é uma reta e trata-se
de um caso específico do valor de a, colocamos nesta se-
ção para ficar de maneira mais didática ao leitor. A repre-
sentação gráfica dos três posicionamentos desta reta, em
função do valor de b, está abaixo:
MATEMÁTICA

A função é positiva para todo x real maior que 2.

22
c) Quais valores de x tornam negativa a função? FUNÇÃO DO 2˚ GRAU

Chama-se função do 2º grau ou função quadrática toda


função de em definida por um polinômio do 2º
grau da forma com a , b e c reais
e . O gráfico de uma função do 2º grau é uma pa-
rábola.

Exs:

A função é negativa para todo x real menor que 2.

Podemos também estudar o sinal da função por meio 1. Zeros da Função do 2º grau
de seu gráfico:
As raízes ou zeros da função quadrática
são os valores de x reais tais que
e, portanto, as soluções da equação do 2º grau.

A resolução de uma equação do 2º grau é feita utilizan-


do a fórmula de Bháskara como já visto.

FIQUE ATENTO!
As raízes (quando são reais), o vértice e a in-
tersecção com o eixo y são fundamentais para
traçarmos um esboço do gráfico de uma fun-
ção do 2º grau.
-

- Para x = 2 temos y = 0; 1.1. Concavidade da Parábola


- Para x > 2 temos y > 0;
- Para x < 2 temos y < 0. No caso das funções do 2º grau, a parábola pode ter
sua concavidade voltada para cima (a > 0) ou voltada para
baixo (a < 0).
EXERCÍCIO COMENTADO

1. Determine o domínio das funções reais apresentadas


abaixo.

a)

b)

c)

Resposta: a> 0 a<0

a) Domínio = 1.2. Coordenadas do vértice da parábola


MATEMÁTICA

b) Domínio = A parábola que representa graficamente a função do 2º


grau apresenta como eixo de simetria uma reta vertical que
c) Domínio = intercepta o gráfico num ponto chamado de vértice.

23
As coordenadas do vértice são:

Vértice (V)

O Conjunto Imagem de uma função do 2º grau está associado ao seu ponto extremo, ou seja, à ordenada do vértice

( ).

Ex:
Vamos determinar as coordenadas do vértice da parábola da seguinte função quadrática: .

Cálculo da abscissa do vértice:

Cálculo da ordenada do vértice:


Substituindo x por 4 na função dada:

Logo, o ponto V, vértice dessa parábola, é dado por V .


MATEMÁTICA

24
#FicaDica
Como observado, a ordenada do vértice (
) pode ser calculada de duas formas distintas:
substituindo o valor de na função ou usando a
fórmula dada anteriormente . Cos-
tuma-se utilizar a primeira forma (apresentada
no exemplo) por exigir menos cálculos e com
isso ganha-se tempo na prova. Mas fica a cargo
do aluno qual forma utilizar. Para fins ilustrati-
vos, vamos encontrar o utilizando a fórmula:
b) a < 0 e Δ > 0 : Neste caso, temos a “boca” da parábo-
la apontada para baixo, e como temos duas raízes distintas,
a mesma cruza duas vezes no eixo x. Além disso, o vértice
que é idêntico da parábola caracteriza o ponto de máximo da mesma. Se-
(como não poderia deixar de ser) ao valor en- guem as representações para as duas raízes positivas, uma
contrado anteriormente. positiva e outra negativa, e as duas negativas, respectiva-
mente:

1.3. Domínio e Imagem da função do 2º grau

O domínio de uma função do 2º grau é o conjunto dos


números reais, ou seja Dom=
Como visto acima, a imagem de uma função do 2º grau
está diretamente relacionada à ordenada do vértice ( ).

Para a > 0 → Im = y ∈ ℝ y ≥ yV}


Para a < 0 → Im = y ∈ ℝ y ≤ yV }

1.4. Representação gráfica – diferentes casos

Para sabermos a posição e orientação desta parábola,


precisaremos além de analisar o sinal do discriminante,
teremos que analisar também o sinal do coeficiente “a”.
Vejam os casos:

a) a > 0 e Δ > 0 : Neste caso, teremos a “boca” da


parábola apontada para cima, e como temos duas raízes
distintas, a mesma cruza duas vezes no eixo x. Além disso,
o vértice da parábola caracteriza-se pelo ponto de mínimo
da mesma. Seguem as representações para duas raízes po-
sitivas, uma positiva e outra negativa, e as duas negativas,
respectivamente:

c) a > 0 e Δ = 0 : Neste caso, a “boca” da parábo-


la segue apontada para cima, mas a mesma toca o eixo x
MATEMÁTICA

apenas uma vez, já que a raízes são idênticas. Além disso, o


vértice desta parábola é exatamente o ponto de tangência,
a figura a seguir apresenta os casos para a raiz positiva e
negativa respectivamente:

25
e) a > 0 e Δ = 0 : Neste caso, não há raízes (a pará-
bola não toca e nem cruza o eixo x). A “boca” da parábola
segue para cima e as figuras a seguir apresentam os grá-
ficos para vértices com coordenada x positiva e negativa
respectivamente:

d) a < 0 e Δ = 0 : Neste caso, a “boca” da parábola


segue apontada para baixo, mas a mesma toca o eixo x
apenas uma vez, já que a raízes são idênticas. Além disso, o
vértice desta parábola é exatamente o ponto de tangência, f) a < 0 e Δ = 0 : Neste caso, não há raízes (a pará-
a figura a seguir apresenta os casos para a raiz positiva e bola não toca e nem cruza o eixo x). A “boca” da parábola
negativa respectivamente: segue para baixo e as figuras a seguir apresentam os grá-
ficos para vértices com coordenada x positiva e negativa
respectivamente:
MATEMÁTICA

26
1.5. Valor máximo e valor mínimo da função do 2º Portanto, o segundo momento em que a bola tocou no
grau chão foi no instante de quatro segundos.

- Se a > 0, o vértice é o ponto da parábola que tem or- b) A altura máxima atingida pela bola é dada pelo vér-
denada mínima. Nesse caso, o vértice é chamado ponto de tice da parábola. As coordenadas do seu vértice podem
mínimo e a ordenada do vértice é chamada valor mínimo ser encontradas através de:
da função;
- Se a < 0, o vértice é o ponto da parábola que tem xv = – b
ordenada máxima. Nesse caso, o vértice é ponto de má-           2a
ximo e a ordenada do vértice é chamada valor máximo da yv = – Δ
função.         4a

No caso apresentado, é interessante encontrar ape-


nas yv:
EXERCÍCIOS COMENTADOS
yv = – Δ
1. Dada a função parabólica a < 0 e Δ = 0 , determine as         4a
coordenadas do vértice, V. yv = – (b² – 4ac)
       4a
Resposta: As coordenadas do seu vértice podem ser en- yv = – (8² – 4 (–2)0)
contradas através de:           4 (– 2)
xv = – b yv = – (64 – 0)
          2a           – 8
yv = – Δ yv = 8
        4a
Logo, Portanto, a altura máxima atingida pela bola foi de  8
−1 1 metros.
xv = − =
2�1 2
−1 2 − 4 � 1 � 0 1
yv = − =− FUNÇÃO MODULAR
4�1 4
Portanto: 1. Módulo
1 1
V= ,− . As funções modulares são desenvolvidas através de um
2 4 operador matemático chamado de “Módulo”. Sua defini-
ção está apresentada abaixo:
2. (UFSCAR–SP)  Uma bola, ao ser chutada num tiro de
meta por um goleiro, numa partida de futebol, teve sua 𝑥, 𝑠𝑒 𝑥 ≥ 0
trajetória descrita pela equação  h(t) = – 2t² + 8t (t  ≥0)  , x = �
−𝑥, 𝑠𝑒 𝑥 ≤ 0
onde t é o tempo medido em segundo e h(t) é a altura em
metros da bola no instante t. Determine, apos o chute:
a) o instante em que a bola retornará ao solo. Sua representação é através de duas barras verticais e
b) a altura atingida pela bola. lê-se “Módulo de x”.

Resposta:
a) Houve dois momentos em que a bola tocou o chão: #FicaDica
o primeiro foi antes de ela ser chutada e o segundo foi
quando ela terminou sua trajetória e retornou para o Módulo também conhecido como valor
chão. Em ambos os momentos a altura h(t) era igual a absoluto pode ser entendido como uma
zero, sendo assim: distância e por isso |x|<0 não existe para todo
x.
h(t) = – 2t² + 8t Ex: |3| = 3 e |-3| = 3.
0 = – 2t² + 8t
2t² – 8t = 0
MATEMÁTICA

2t.(t – 4) = 0 1.1. Função Modular


t’ = 0
t’’ – 4 = 0 A função modular, segue a mesma representação, tro-
t’’ = 4 cando apenas x por f(x):

27
𝑓 x , 𝑠𝑒 𝑓 x ≥ 0
f(x) = �
−𝑓 x , 𝑠𝑒 𝑓 x ≤ 0 EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. Resolva x − 3 = 7
FIQUE ATENTO!
A representação gráfica será feita através de Resolução: Conforme foi mencionado, vamos resolver
duas retas, dependendo de como é a forma dois casos, usando a definição de módulo:
de f (x).
x − 3 = 7 , para x − 3 ≥ 0
− x − 3 = 7 , para x − 3 ≤ 0
Abaixo segue alguns exemplos: Resolvendo:
Ex:
x = 7 + 3 = 10, para x ≥ 3
Desenhar o gráfico de f x = |x| – x + 3 = 7 ⇔ x = −4, para x ≤ 3
Resolução: O gráfico de f x = |x| forma uma ponta Observe que as duas soluções estão dentro dos domí-
na origem e segue uma reta espelhada tanto para o senti- nios pré-estabelecidos, assim: S={-4,10}
do positivo quanto para o negativo:
2. (PREF. OSASCO-SP – ATENDENTE – FGV/2014) Assi-
nale a única função, dentre as opções seguintes, que pode
estar representada no gráfico a seguir: 

Ex:
Desenhar o gráfico de f x = |x − a
Resolução: Quando há um termo subtraindo o valor de
x dentro do módulo, o gráfico original acima se desloca,
com a “ponta” se movendo para a coordenada “a”. Seguem
os dois casos, para a > 0 e a < 0 respectivamente:
a) y = 1 – |x – 1|;
b) y = 1 – |x + 1|;
c) y = 1 + |x – 1|;
d) y = 1 + |x + 1|;
e) y = |x – 1| + |x + 1|.

Resposta: Letra A.
Pelo gráfico se x = 0 implica em y = 0, se x = 2 implica
em y = 0 e se x = 1 implica em y=1. Analisando o itens
acima, verifica-se que essas condições são satisfeitas se
y = 1 – |x – 1|. Logo, a resposta correto é a letra a.

1.2. Equações modulares

As equações modulares são funções modulares iguala-


das a algum número ou expressão. Ela será resolvida de-
compondo a mesma em dois casos, com domínios pré-de-
terminados. Este tipo de solução é apresentada no Exercí-
cio Comentado 1, a seguir:
MATEMÁTICA

28
FUNÇÕES POLINOMIAIS

POLINÔMIOS

1. Definição e valor numérico

Um polinômio (função polinomial) com coeficientes reais na variável x é uma função matemática defi-
nida por: p(x) = aO + a1 x + a2x² + a3 x³ +. . . + an x n , onde a0, a1 , a2, . . . , an são números reais, denominados
coeficientes do polinômio. O coeficiente a0 é o termo constante.
Se os coeficientes são números inteiros, o polinômio é denominado polinômio inteiro em x. O valor numérico de um
polinômio p = p(x) em x = a é obtido pela substituição de x pelo número a, para obter p(a).

Ex: O valor numérico de


de p(x) = 2x² + 7x − 12 para x = 3 éé dado por:
p(3) = 2 � (3)² + 7 � 3 − 12 = 2 � 9 + 21 − 12 = 18 + 9 = 27

2. Grau de um polinômio

Em um polinômio, o termo de mais alto grau que possui um coeficiente não nulo é chamado termo dominante e o
coeficiente deste termo é o coeficiente do termo dominante. O grau de um polinômio p = p (x) não nulo, é o expoente
de seu termo dominante, que aqui será denotado por gr (p) . Acerca do grau de um polinômio, existem várias observações
importantes:
a) Um polinômio nulo não tem grau uma vez que não possui termo dominante. Em estudos mais avançados de mate-
mática, até define-se o grau de um polinômio nulo, mas não é o escopo desta apostila;
b) Se o coeficiente do termo dominante de um polinômio for igual a 1, o polinômio será chamado Mônico.
c) Um polinômio pode ser ordenado segundo as suas potências em ordem crescente ou decrescente.
d) Quando existir um ou mais coeficientes nulos, o polinômio será dito incompleto. Se o grau de um polinômio incom-
pleto for n, o número de termos deste polinômio será menor do que n + 1.
f) Um polinômio será completo quando possuir todas as potências consecutivas desde o grau mais alto até o termo
constante. Se o grau de um polinômio completo for n, o número de termos deste polinômio será exatamente n + 1.
h) É comum usar apenas uma letra p para representar a função polinomial p= p (x) e P [x] o conjunto de todos os poli-
nômios reais em x.

3. Igualdade de polinômios

Os polinômios p e q em P[x], definidos por:


n
p(x) = a0 + a1 x + a2 x² + a3 x³ +. . . + an x
n
q(x) = b0 + b1 x + b2 x² + b3 x³ +. . . + bn x

São iguais se, e somente se, para todo k = 0,1,2,3,...,n:

FIQUE ATENTO!
Uma condição necessária e suficiente para que um polinômio inteiro seja identicamente nulo é que todos os
seus coeficientes sejam nulos.
Assim, um polinômio:
p(x) = a0 + a1 x + a2x² + a3x³ +. . . + anx n será nulo se, e somente se, para todo k = 0,1,2,3, . . . ,n: a = 0
k
MATEMÁTICA

4. Soma de polinômio

Consideremos novamente, p e q polinômios em P[x], definidos por:

29
n
p(x) = a0 + a1 x + a2 x² + a3 x³ +. . . + an x
n
q(x) = b0 + b1 x + b2 x² + b3 x³ +. . . + bn x

Definimos a soma de p e q, por:

�p + q)(x) = (ao + bo ) + (a1 + b1 )x + (a2 + b2)x² +. . . + an + bn x n

A estrutura matemática formada pelo conjunto de todos os polinômios com a soma definida acima, possui algumas
propriedades:

a) Associativa: Quaisquer que sejam p, q, r em P[x], tem-se que:

p + q) + r = p + (q + r

b) Comutativa: Quaisquer que sejam p, q em P[x], tem-se que:


p + q = q + p

c) Elemento neutro: Existe um polinômio tal que:

po + p = p qualquer que seja p em P[x].

d) Elemento oposto: Para cada p em P[x], existe outro polinômio q = −p em P[x] tal que: p + q = 0.

Com estas propriedades, a estrutura (P[x],+) é denominada um grupo comutativo.

5. Produto de polinômios

Sejam p, q em P[x], dados por:


n
p(x) = ao + a1 x + a2 x² + a3 x³ +. . . + an x

n
q(x) = bo + b1 x + b2 x² + b3 x³ +. . . + bn x

Definimos o produto de p e q, como outro polinômio r em P[x]:

r x = p x · q x = co + c1x + c2x² + c3x³ +. . . + cnx n

Tal que:
ck = ao bk + a1bk−1 + a2bk−2 + a3bk−3 +. . . + ak−1b1 + ak bo

Para cada ck (k = 1, 2, 3, . . . , m + n) . Observamos que para cada termo da soma que gera ck (k
, a=
soma
1, 2, do
3, . .índice de a com
. , m + n)
o índice de b sempre fornece o mesmo resultado k.
A estrutura matemática (P[x],·) formada pelo conjunto de todos os polinômios com o produto definido acima, possui
MATEMÁTICA

várias propriedades:

a) Associativa: Quaisquer que sejam p, q, r em P[x], tem-se que:


p · q) · r = p � (q · r

30
b) Comutativa: Quaisquer que sejam p, q em P[x], tem-se que:
p · q = q · p

c) Elemento nulo: Existe um polinômio tal que:

po · p = po qualquer que seja p em P[x].

d) Elemento Identidade: Existe um polinômio tal que:


p1 · p = p qualquer que seja p em P[x].
e) Distributiva: Quaisquer que sejam p, q, r em P[x], tem-se que:
p · (q + r) = p · q + p · r

6. Divisão de Polinômios

Sendo um polinômio e um polinômio não nulo , existe um par de polinômios e que satisfazem as seguintes relações:

A x = Q x � B x + R(x)
R x ≠ 0 ⇒ ∂R x < ∂B(x)

Onde:

: A x : Dividendo, B x : Divisor, Q x : Quociente, R x : Resto

7. Teorema do Resto

Esse teorema propõe algumas relações interessantes em relação ao resto da divisão de um polinômio P (x) por alguns
tipos específicos de polinômios:
a) O resto da divisão de um polinômio P(x) por (x − a) é P(a).

b) Se dividirmos P (x) por x+a, o resto será P (-a).

c) No caso da divisão de P (x) por um polinômio linear na forma B(x) = ax − b , o resto será P (b/a) .

#FicaDica
Existe um teorema, proposto por D´Lambert que confirma o conceito de raiz de função polinomial que
sempre foi utilizado. A condição necessária e suficiente para que o Polinômio P (x) seja divisível por (x-a) é
que a seja raiz de P (x) , ou seja P (a)=0.

8. Método Euclidiano de divisão de polinômios

Método clássico que realiza a divisão por chaves de um polinômio de grau maior por um de grau menor. Aqui é impor-
tante a organização e multiplicação de todos os termos do polinômio para os devidos cancelamentos.
Ex: Vamos dividir x 4 − x 3 + 2x − 1 por x 2 + x + 1

Primeiramente vamos montar a divisão e colocar o coeficiente “0” nos termos incompletos do polinômio. No caso do
primeiro polinômio, não temos o termo que multiplica x2. Assim, completamos com 0:
MATEMÁTICA

Agora, iniciamos a divisão propriamente dita. Devemos ir cancelando os maiores graus do polinômio dividendo, usando
o polinômio divisor. Logo, x4 do dividendo dividido por x2 do divisor, dá exatamente x2, assim:

31
Temos que realizar a subtração para eliminar o primeiro
termo do divisor. Assim, devemos multiplicar o quociente
pelo divisor e inserir abaixo do dividendo, com o sinal in-
vertido , pois estamos fazendo uma subtração:

Observe que a divisão finaliza quando o grau do resto é


menor que o grau do divisor.
Analogamente, temos que fazer a mesma coisa para
os outros dois termos do divisor, +x e +1. Observe que 9. Método de Divisão de Briot-Ruffini
colocamos os resultados dos produtos com sinal inverti-
do e exatamente abaixo do grau correspondente de cada Método desenvolvido unicamente para realizar divisões
resultado. Por isso, a importância de preencher com 0 os de polinômios por(x-a) .
coeficientes faltantes de um polinômio incompleto.
Ex. Divisão de 3x 5 − 7x 4 + 3x² − 5x + 17 por (x − 2)

Vamos montar um diagrama conforme visto na figura


abaixo e primeiramente vamos escrever os coeficientes do
polinômio na sua parte superior, preenchendo também
com “0” os termos que o polinômio não tem, nesse caso, o
E divisor não possui o termo :

Agora é só realizar a operação, que irá gerar um polinô-


mio divisor de grau menor que o anterior: Como estamos dividindo por (x-2), sabemos que 2 é
raiz do divisor. Assim, vamos colocar este número no lado
esquerdo do diagrama:

Repetindo o procedimento para o polinômio que foi


formado, ficamos com o seguinte resultado: Agora vamos iniciar o método copiando o primeiro
coeficiente do dividendo na parte de baixo. Depois, multi-
plicaremos o termo pelo número da esquerda (nesse caso,
2) e somando com o posterior na parte de cima, dessa for-
ma (3∙2 + (-7) = -1):
MATEMÁTICA

32
Repete-se o processo até chegarmos ao último termo que será o resto da divisão.

Logo, o resultado da divisão será o polinômio formado pelos coeficientes da linha inferior, 1 grau abaixo do dividendo:
Q x = 3x 4 − x³ − 2x² − x − 7 . O resto será sempre o número indicado no lado direito: R (x) = 3.

10. Equações Algébricas

As equações algébricas estudam os polinômios de acordo com suas raízes. Sabendo deste objetivo, podemos relembrar
um conceito interessante que é a fatoração de polinômios, utilizando suas raízes, que também é chamado de Teorema de
Decomposição.
0 1 2 n
Sendo P x = a0 x + a1 x + a2x + ⋯ + an x , ele pode ser escrito da seguinte forma:
MATEMÁTICA

P x = an � x − γ1 � x − γ2 � ⋯ � x − γn

33
Assim, toda Equação Polinomial P (x) = 0 de grau n ≥ 1 , tem exatamente n raizes reais ou complexas.
Outro conceito importante em relação as raízes é o que chamamos de multiplicidade. As raízes de P (x) não são
necessariamente distintas, logo, supondo que γ1 repete r vezes e γ2 repete s vezes, a decomposição fica:

r s
P x = an � x − γ1 � x − γ2 � ⋯ � x − γn

Haverá um expoente determinando quantas repetições a raiz terá dentro do polinômio.

11. Relações de Girard

As relações de Girard foram encontradas para relacionar as raízes dos polinômios com os coeficientes dos mesmos.
Quem relembrar da equação de segundo grau na forma , vai ter estudado essas relações quando formularam as fórmulas
de soma e produto das raízes, onde tínhamos como resultado − b e c respectivamente.
a a
Essas relações são de Girard e agora iremos expandir para os demais graus de polinômios:

Sendo P x = a0 x 0 + a1 x 1 + a2x 2 + ⋯ + an x n , podem-se relacionar as raízes do mesmo (γ1 , γ2, … γn ) da seguinte


forma:
an−1
a) Soma das raízes: γ1 + γ2 + ⋯ + γn = − a
n
b) Soma dos produtos das raízes tomadas 2 a 2:
an−2
γ1 � γ2 + γ1 � γ3 + ⋯ + γ1 � γn + γ2 � γ3 + ⋯ + γn−1 � γn = −
an

c) Soma dos produtos das raízes tomadas p a p (p<n):


an−p
γ1 � γ2 … γp + ⋯ + γn−p … γn−1 � γn = −
an

d) Produto das raízes:


−1 na0
γ1 � γ2 � ⋯ � γn=
an

12. Raízes Complexas

Quando um número complexo na forma z = a + b∙i com e a, b ∈ ℝ e b ≠ 0 é raiz da equação algébrica P(x) = 0, de
coeficientes reais, então o seu conjugado é também raiz da mesma equação. Isso implica em duas consequências importantes:
a) Se o número complexo z possuir multiplicidade k, então seu conjugado também terá multiplicidade k;
b) Como as raízes complexas estão em pares, então pode-se afirmar que um polinômio de grau ímpar tem ao menos
1 raiz real.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (IF-BA – Professor – AOCP/2016) A equação x 3 − 147x + 686 = 0 tem por raízes os números m e n,
sendo m raiz dupla e . Nessas condições, o valor de (m + n) é:

a) 7
b) -7
MATEMÁTICA

c) -7 ou 7
c) 7-i
d) -7+i

34
Resposta: Letra B. Efetuando a multiplicação da forma fatorada e igualando ao polinômio original, temos que:
x−m 2 � x − n = x 3 − 147x + 686

x 2 − 2xm + m2 � x + 2m = x 3 − 147x + 686

x 3 + 2mx 2 − 2mx 2 − 4m2x + m2x + 2m3 = x 3 − 147x + 686

Igualando os coeficientes semelhantes, temos que:


2
�−3m3 = −147
2m = 686
Logo: m = 7 e n = −1

2. (MACK-SP) Determine m Є R para que o polinômio p(x) = (m − 4)x³ + (m² – 16)x² + (m + 4)x + 4
seja de grau 2.

Resposta: Não existe m, tal que o grau de P(x) seja igual 2.


Para que P(x) tenha grau 2, devemos respeitar as seguintes condições:
m– 4 = 0
m = 4
2
m – 16 ≠ 0
m2 ≠ 16
m ≠ +4e– 4
Para m = 4, temos:

p x = 4 – 4 x 3 + 42– 16 x 2 + 4 + 4 x + 4
p x = 0x 3 + 0x 2 + 8x + 4
p x = 8x + 4
Para m = – 4, temos

p x = – 4 – 4 x 3 + – 4 2 – 16 x 2 + – 4 + 4 x + 4
p x =– 8x 3 + 0x 2 + 0x + 4
p x = – 8x³ + 4
Portanto, Não existe valor para m de modo que o polinômio p(x) seja de grau 2

EXPRESSÕES ALGÉBRICAS

1. Definições

Expressões Algébricas: São aquelas que contêm números e letras.


Ex: 2ax² + bx

Variáveis: São as letras das expressões algébricas que representam um número real e que de princípio não possuem
um valor definido.

Valor numérico: É o número que obtemos substituindo as variáveis por números e efetuamos suas operações.
MATEMÁTICA

Ex: Sendo x=1 e y=2, calcule o valor numérico (VN) da expressão:


Substituindo os valores: x² + y → 1² + 2 = 3 . Portanto o valor numérico da expressão é 3.

Monômio: Os números e letras estão ligados apenas por produtos.


Ex: 4x

35
Polinômio: É a soma ou subtração de dois ou mais monômios.  
Ex: 4x+2y

Termos semelhantes: São aqueles que possuem partes literais iguais (variáveis)
Ex: 2x³y²z e 3x³y²z são termos semelhantes pois possuem a mesma parte literal (x3y2z).

2. Adição e subtração de monômios

FIQUE ATENTO!
Só podemos efetuar a adição e subtração de monômios entre termos semelhantes. E quando os termos
envolvidos na operação de adição ou subtração não forem semelhantes, deixamos apenas a operação indicada.

Ex: Dado os termos 5xy², 20xy², como os dois termos são semelhantes, é possível efetuar a adição e a subtração deles:
5xy² + 20xy² = 25xy 2

Ex: Já para 5xy² − 20xy 2 =


devemos
−15xysubtrair
2
apenas os coeficientes e conservar a parte literal.
5xy² − 20xy 2 = −15xy 2

3. Multiplicação de monômios

Para multiplicarmos monômios não é necessário que eles sejam semelhantes, basta multiplicarmos coeficiente com
coeficiente e parte literal com parte literal. Sendo que quando multiplicamos as partes literais devemos usar a propriedade
m n m+n
da potência que diz: a � a = a (bases iguais na multiplicação, repetimos a base e somamos os expoentes).
Ex: (3a²b) � (− 5ab³)

Na multiplicação dos dois monômios, devemos multiplicar os coeficientes 3 e -5 e na parte literal multiplicamos os ter-
mos que contém a mesma base para que possamos usar a propriedade de soma dos expoentes:

2 3
3a b �2 − 5ab =3 3 � −5 � a2 � a � (b � b3)
3a b � 2− 5ab = −15
3
� a2+1 � (b1+3)
3a b � − 5ab = −15 a3b4

4. Divisão de monômios

Para dividirmos os monômios não é necessário que eles sejam semelhantes, basta dividirmos coeficiente com coeficien-
te e parte literal com parte
− literal. Sendo que quando dividirmos as partes literais devemos usar a propriedade da potência
que diz: a (bases iguais na divisão repetimos a base e diminuímos os expoentes), sendo que .
m n m n
∶ a = a
Ex: −20x²y³) ∶ (− 4xy³

Na divisão dos dois monômios, devemos dividir os coeficientes -20 e -4 e na parte literal dividirmos os termos que
contém a mesma base para que possamos usar a propriedade
2 3 3
−20x y : −2 4x
3
y = −20 : −4 � x 2: x � (y 3 : y 3)
3
−20x y 2 :3 − 4xy 3= +5 x 2−1 � (y 3−3)
−20x y :2 − 3
4xy = 3+5 x 1 � (y 0 )
−20x y : − 4xy = +5x
MATEMÁTICA

5. Potenciação de monômios

Na potenciação de monômios devemos novamente utilizar uma propriedade da potenciação:

36
m
I - ab = a b
m m

n m n
II - am = a �
2
Ex: −5x b
6 2

Aplicando as propriedades:

2
2
x 2 ( 6
−5x b =
6 2 2

2
−5)2 � � b
x 6 2
−5 b = +25x b12 4

6. Adição e Subtração de expressões algébricas

Para determinarmos a soma ou subtração de expressões algébricas, basta somar ou subtrair os termos semelhantes.

Ex: 2x³y²z + 3x³y²z = 5x³y²z


Ex: 2a²b − 3a²b = −a²b

7. Multiplicação e Divisão de expressões algébricas

Na multiplicação e divisão de expressões algébricas, devemos usar a propriedade distributiva.

Ex: a (x + y) = ax + ay
Ex: (a + b) � (x + y) = ax + ay + bx + by
Ex: x(x² + y) = x³ + xy

#FicaDica
Para multiplicarmos potências de mesma base, conservamos a base e somamos os expoentes. Na divisão de
potências devemos conservar a base e subtrair os expoentes

4x2
Ex: = 2x
2x
6x3 − 8x
Ex: = 3x² − 4
2x
x4 −5x3 +9x2 −7x+2
Ex: x2 −2x+1

Neste exemplo mais sofisticado, devemos usar a divisão por chaves:


MATEMÁTICA

37
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. Calcule: 3x² + 2x − 1) + (−2x² + 4x + 2

Resposta:

3x 2 + 2x − 1 + −2x 2 + 4x + 2
= 3x 2 − 2x 2 + 2x + 4x − 1 + 2 = x 2 + 6x + 1

2. Calcule: 4 10x 3 + 5x 2 + 2x − 2x + 10
Resposta:
4 10x 3 + 5x 2 + 2x − 2x + 10 = 40x 3 + 20x 2 + 6x − 10
= 2(20x 3 + 10x 2 + 3x − 5)

FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS

A função exponencial, como o nome mostra, é uma função onde a variável independente é um expoente:

Com “a” sendo um número real. Possui dois tipos básicos, quando a > 1 (crescente) e 0 < a < 1 (decrescente).
As figuras a seguir apresentam seus respectivos gráficos:

#FicaDica
É importante ressaltar que o gráfico da função exponencial (na forma que foi apresentado) não toca o eixo ,
pois a função com é sempre positiva.

1. Equações exponenciais

As equações exponenciais são funções exponenciais relacionadas a números ou expressões. O princípio fundamental
para a resolução das mesmas é lembrar que dois expoentes serão iguais se as respectivas bases também forem iguais,
sigam os exemplos abaixo:
Ex:
Resolva 3x = 27
Resolução: Seguindo o princípio que bases iguais terão expoentes iguais, temos que lembrar que 27 = 33 , assim:
MATEMÁTICA

3x = 33
x=3
S = {3}

38
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. Resolva 22x = 1024

Resposta:
Utilizando as propriedades de potenciação, tem-se:
𝟐𝟐𝐱 = 𝟐𝟏𝟎
𝟐𝐱 = 𝟏𝟎
Portanto, a solução da equação exponencial é x=5.

2.(CONED-2016) Qual a soma das raízes ou zeros da função exponencial abaixo:


22x−3 − 3 � 2x−1 + 4 = 0
a) 5
b) 4
c) 6
d) 8
e) -6

Resposta: Letra A.

22x−3 − 3 � 2x−1 + 4 = 0
22x 3 � 2x
− +4 = 0
23 2
2 x 2 3�2 x
− +4 = 0
23 2
Faz-se a substituição 2x = y pra obter uma equação de segundo grau
y 2 3y
− +4=0
8 2
Multiplicando a equação por 8
y 2 − 12y + 32 = 0
Resolvendo a equação do segundo grau:
Δ = −12 2 − 4 � 1 � 32 = 144 − 128 = 16

2x = 4 → 2x = 22 → x = 2
Assim, � x 1
2 = 8 → 2x = 23 → x2 = 3
Portanto, a soma das raízes é igual a 2+3=5.

FUNÇÃO LOGARÍTMICA

As funções logarítmicas tem como base o operador matemático log:


MATEMÁTICA

f x = log a x , com a > 0, a ≠ 1 e x > 0

39
FIQUE ATENTO!
Observe que há restrições importantes para os valores de (logaritmando) e (base) e será essas restrições que
poderá determinar o conjunto solução das equações logarítmicas.

O gráfico da função logarítmica terá dois formatos, baseado nos possíveis valores de a. Será crescente quando e de-
crescente quando :

1. Equações Logarítmicas

As equações logarítmicas adotarão um princípio semelhante as equações exponenciais. Para se achar o mesmo logarit-
mando, dois logaritmos deverão ter a mesma base ou vice-versa. Ressalta-se apenas que as condições de existência de um
logaritmo devem ser respeitadas. Veja o exemplo:
Ex:
Resolva log2 x − 2 = 4
Primeiramente, será importante transformar o número 4 em um log. Como a base do log que contém x é dois, vamos
transformar 4 em um log na base 2 da seguinte forma:
log 2 16 = 4
Igualando isso a equação:
log 2 x − 2 = log 2 16

#FicaDica
Bases iguais, logaritmandos iguais:

4x + 2 = 3x + 3
→ 4x − 3x = 3 − 2
→x=1

EXERCÍCIO COMENTADO

1. (FUNDEP-2014) O conjunto solução da equação log 4x + 2 = log 3x + 3 é:


a) S={1}
b) S= {2}
MATEMÁTICA

c) S= {3}
d) S= {4}
e) S= {5}

40
Resposta: Letra A. 1. Definições
Como as bases são iguais, os logaritmandos devem ser
iguais. Portanto, pode-se escrever: Chamamos de matriz m x n (m Є N e n Є N ) qualquer
∗ ∗

tabela formada por m x n (m elementos


Є N e n Є(informações) dis-
∗ N∗ )
4x + 2 = 3x + 3 postos em m linhas e n colunas.
→ 4x − 3x = 3 − 2
Exemplos:
→x=1
a) 1 0 −2 3 é uma matriz 2 x 4 (duas linhas e
1 1 3 2
MATRIZES; DETERMINANTES; por quatro colunas)

1 0 1
MATRIZ
b) 2 3 3 é uma matriz 3x3 (três linhas por três
Exemplo prático 1 4 2
colunas)
A tabela seguinte mostra a situação das equipes no
Campeonato Paulista de Basquete masculino. c) 1 0 3 é uma matriz 1x3 (uma linha e três co-
lunas)
Campeonato Paulista – Classificação 2
d) é uma matriz 2x1 (duas linhas e uma coluna)
Time Pontos 0
1º Tilibra/Copimax/Bauru 20
O nome de uma matriz é dado utilizando letras maiús-
2º COC/Ribeirão Preto 20
culas do alfabeto latino, (A,B,C,D... por exemplo), enquanto
3º Unimed/Franca 19 os elementos da matriz são indicados por letras latinas mi-
4º Hebraica/Blue Life 17 núsculas (a,b,c,d...), a mesma do nome de matriz, com dois
índices, que indicam a linha e a coluna que o elemento
5º Uniara/Fundesport 16 ocupa na matriz.
6º Pinheiros 16 Assim, um elemento genérico da matriz é representado
por aij .
7º São Caetano 16
O primeiro índice, i, indica a linha que esse elemento
8º Rio Pardo/Sadia 15 ocupa na matriz, e o segundo índice, j, a coluna desse co-
9º Valtra/UBC 14 mando.
10º Unisanta 14 Exemplo:
11º Leitor/Casa Branca 14
Na matriz B de ordem 2x3 temos:
12º Palmeiras 13
13º Santo André 13 1 0 3
B=
2 −1 4
14º Corinthians 12
15º São José 12 b11 = 1; b12 = 0; b13 = 3;
b21 = 2; b22 = −1; b23 = 4.
Fonte: FPB (Federação Paulista de Basquete)
Folha de S. Paulo – 23/10/01
Observação: O elemento b23, por exemplo, possui a se-
Observando a tabela, podemos tirar conclusões por guinte leitura: “b dois três”.
meio de comparações das informações apresentadas, por
exemplo: De uma forma geral, a matriz A, de ordem m x n, é re-
presentada por:
 COC/Ribeirão lidera a classificação com 20 pontos a11 ⋯ a1n
juntamente com Tilibra/Bauru
A= ⋮ ⋱ ⋮
MATEMÁTICA

 Essa informação encontra-se na 2ª linha e 3ª coluna.


am1 ⋯ amn
Ou seja, esta tabela nos oferece valores numéricos nos
quais podemos tirar determinadas conclusões. Ou com a notação abreviada: A = aij
mxn

41
2. Matrizes Especiais Exemplo:

Apresentamos aqui a nomenclatura de algumas matri- 2 0 0


zes especiais: A= 0 1 0
0 0 3
a) Matriz Linha: É a matriz que possui uma única linha.
Exemplos:
f) Matriz Identidade: É a matriz diagonal que apresenta
A = −1 0 todos os elementos da diagonal principal iguais a 1 e
B= 1 0 0 2 os outros iguais a 0. Representamos a matriz identi-
dade de ordem n por In.
Exemplo:
b) Matriz Coluna: É a matriz que possui uma única
coluna. 1 0
I2 =
Exemplos: 0 1
2 1 0 0
A=
1 I3 = 0 1 0
0 0 0 1
B = −1
3 Observação: Para uma matriz identidade In = (aij)n x n

c) Matriz Nula: É a matriz que possui todos os g) Matriz Transposta: Dada uma matriz A, chamamos
elementos iguais a zero. de matriz transposta de A à matriz obtida de A trocando-
Exemplos: -se “ordenadamente”, suas linhas por colunas. Indicamos a
matriz transposta de A por At.
0 0 Exemplo:
A=
0 0 1 2
1 0 3
0 0 0 Se, A = , então: At = 0 1
B= 2 1 4
0 0 0 3 4

d) Matriz Quadrada: É a matriz que possui o número Observação importante: Se uma matriz A é de ordem m
de linhas igual ao número de linhas igual ao número x n, a matriz At, transposta de A, é de ordem n x m.
de colunas.
Exemplo: 3. Igualdade de Matrizes

1 0 Sendo A e B duas matriz de mesma ordem, dizemos


A= que um elemento de matriz A é correspondente a um ele-
3 −2
mento de B quando eles ocupam a mesma posição nas res-
pectivas matrizes.
Vale destacar que quando uma matriz não é quadrada, Exemplo:
ela é chamada de matriz retangular.
Sendo A e B duas matrizes de ordem 2 x 2,
e) Matriz Diagonal: Dada uma matriz quadrada de or- a11 a12 b11 b12
dem n, chamamos de diagonal principal da matriz ao A= a a22 e B = b21
conjunto dos elementos que possuem índices iguais. 21 b22
Exemplo:
{a11 , a22 , a33 , a44 } São elementos correspondentes de A e B, os pares: a11 e
é a diagonal principal da matriz A b11; a12 e b12; a21 e b21; a22 e b22.
(4x4).
Assim, duas matrizes A e B são iguais se, e somente se,
Além disso, a matriz quadrada que apresenta todos os têm a mesma ordem e os elementos correspondentes são
MATEMÁTICA

elementos, não pertencentes à diagonal principal, iguais a iguais.


zero, é definida como matriz diagonal.
Indica-se, portanto: A = B ou A = (aij)n x n e B = (bij)p x q

42
5. Multiplicação de Matrizes por um Número Real
IMPORTANTE: Dada uma matriz A = aij ,
mxn
dizemos que uma matriz B = bij é oposta de A Consideremos uma matriz A, de ordem m x n, e um nú-
mxn mero real c . O produto de por A é uma matriz B, de ordem m
quando bij = −aij para todo i, 1 ≤ i ≤ m, e todo j, 1 x n, obtida quando multiplicamos cada elemento de A por c .
≤ j ≤ n. Indicamos:
Exemplo: B = c � A
3 −1 −3 1
A= , temos que: B = −A = Exemplo:
2 4 −2 −4
1 3
A= e c = 2, temos que:
4. Adição e Subtração de Matrizes 2 5
2�1 2�3 2 6
Dadas duas matrizes A e B, de mesma ordem m x n, c�A= 2�A = =
denominamos soma da matriz A com a matriz B à matriz
2�2 2�5 4 10
C, de ordem m x n, cujos elementos são obtidos quando
somamos os elementos correspondentes das matrizes A e 6. Produto entre matrizes
B. Indicamos:
O produto (linha por coluna) de uma matriz A = aij
m xp
C = A + B por uma matriz B = bij pxn
é uma matriz , de modo que
Assim: cada elemento cij é obtido multiplicando-se ordenada-
1 3 4 2 1 1 3 4 5 mente os elementos da linha i de A pelos elementos da
+ = coluna j de B, e somando-se os produtos assim obtidos.
2 1 −2 3 2 3 5 3 1

Propriedades da Adição: Sendo A, B e C matrizes m x n FIQUE ATENTO!


e O a matriz nula m x n , valem as seguintes propriedades. Só existe o produto de uma matriz A por uma
matriz B se o número de colunas de A é igual
a) A + B = B + A (Comutativa) ao número de linhas de B.
b) A + B + C = A + (B + C) (Associativa)
c) A + O = O + A = A (Elemento Neutro) Propriedades: Sendo A uma matriz de ordem m x n,
B e C matrizes convenientes (ou seja, o produto entre
d) A + −A = O (Elemento Oposto)
elas é possível), são válidas as seguintes propriedades.
e) A + B t = At + B t
a) A � B � C = A � (B � C) – Associativa
b) C � A + B = C � A + C � B – Distributiva pela esquerda
Metodologia: Consideremos duas matrizes A e B, am- c) A + B � C = A � C + B � C – Distributiva pela direita
bas de mesma ordem . Chamamos de diferença entre A e B
d) A � In = Im � A = A – Elemento neutro
(indicamos com ) a soma de A com a oposta de B.
e) A � B t = B t � At
A – B = A + (−B)

Exemplo:
#FicaDica
3 2 4 5
A= eB= Para a multiplicação de matrizes não vale
1 −2 −2 1 a propriedade comutativa (A B ≠ B A). Esta
propriedade só é verdadeira em situações
3 2 −4 −5 especiais, quando dizemos que as matrizes são
A − B = A + −B = + comutáveis.
1 −2 2 −1
3−4 2−5 −1 −3
= =
1 + 2 −2 − 1 3 −3 7. Matriz Inversa
MATEMÁTICA

Na prática, para obtermos a subtração de matrizes de No conjunto dos números reais, para todo a ≠ 0, exis-
mesma ordem, basta subtrairmos os elementos correspon- te um número b, denominado inverso de a, satisfazendo a
dentes. condição:
a � b = b � a = 1

43
− Portanto, a matriz A é inversível e sua inversa é única,
1 1
Normalmente indicamos o inverso de a por ou a cuja matriz é:
a
Analogamente para as matrizes temos que uma matriz 1 −1
B = A−1 =
A, quadrada de ordem n, é dita inversível se, e somente se, −2 3
existir uma matriz B, quadrada de ordem n, tal que:
Propriedades: Sendo A e B matrizes quadradas de or-
dem n e inversíveis, temos as seguintes propriedades:
A � B = B � A = In
a) A−1 −1 = A
A matriz B é denominada inversa de A e indicada por b) A−1 t = At −1
A−1 . c) A � B −1 = B −1 � A−1
Exemplo:
4 −3
Verifique que a matriz B = é a inversa da
−1 1 DETERMINANTES
1 3
matriz A = . Para isso, basta realizar o produto en-
1 4
Chamamos de determinante a teoria desenvolvida por
tre elas e verificar se o resultado será a matriz identidade:
matemáticos dos séculos XVII e XVIII, como Leibniz e Seki
Shinsuke Kowa, que procuravam uma fórmula para deter-
1 3 4 −3 1 0
A�B= � = minar as soluções de Sistemas Lineares.
1 4 −1 1 0 1 Esta teoria consiste em associar a cada matriz quadrada
Ou A, um único número real que denominamos determinante
4 −3 1 3 1 0 de A e que indicamos por “det A” ou colocamos os ele-
B�A = � = mentos da matriz A entre duas barras verticais, como no
−1 1 1 4 0 1
exemplo abaixo:

Como A � B = B � A = I2 , a matriz B é a inversa 1 2 1 2


de A, isto é, B = A−1 . A= → det A =
4 5 4 5

IMPORTANTE: É bom observarmos que, de acordo com No estudo de determinantes, vamos analisar diversos
a definição, a matriz A também
− − é a inversa de B, isto é, tamanhos de matrizes, iniciando, pelo menor, ou seja, uma
A = B −1 , ou seja, A = A .
1 1
matriz de ordem 1 passando pela ordem 2 e ordem 3. De-
terminantes maiores são muito raros de serem cobrados
Exemplo: em concursos públicos.
3 1
Encontre a matriz inversa da matriz A = 2 1 , se existir.
Neste caso, teremos que encontrar individualmente os ter- 1. Determinante de uma Matriz de Ordem 1
mos da matriz inversa, que chamaremos de B.
Seja a matriz quadrada de ordem 1: A = [a11 ] , o deter-
Supondo que B = a b é a matriz inversa de A, temos:
c d minante dessa matriz é o próprio número dentro da matriz:
3 1 a b 1 0
A�B= .
2 1 c d
=
0 1 det A = a11 = a11
Exemplos:
Fazendo a multiplicação, encontraremos o seguinte re-
sultado: A = −2 → det A = −2
3a + c 3b + d
=
1 0 B = 5 → det B = 5
2a + c 2b + d 0 1 C = [0] → det C = 0
Logo, teremos dois sistemas lineares, 2x2:
2. Determinante de uma Matriz de ordem 2

3a + c = 1
e�
3b + d = 0 a11 a12
2a + c = 0 2b + d = 1 Seja a matriz quadrada de ordem 2: A= a a22
21
MATEMÁTICA

Resolvendo os sistemas, encontramos: O determinante dessa matriz será o número:


a = 1, b = −1, c = 2 e d = 3 a11 a12
1 −1 det A = a a22 = a11 � a22 − a21 � a12
Assim, B = 21
−2 3

44
#FicaDica det A = a11 � a22 � a33 + a12 �
Para facilitar a memorização desse número, a23 � a31 + a21 � a32 � a13 −
podemos dizer que o determinante é a a31 � a22 � a13 − a21 � a12 �
diferença entre o produto dos elementos da
diagonal principal e o produto dos elementos a33 − a11 � a32 � a23
da diagonal secundária.

Exemplos:

1 2
A=
5 3
det A = 1 � 3 − 5 � 2 = 3 − 10 = −7
4. Propriedades dos determinantes
2 −1 Apresentamos, a seguir, algumas propriedades que vi-
B=
2 3 sam a simplificar o cálculo dos determinantes:
det B = 2 � 3 − 2 � −1 = 6 + 2 = 8
a) O determinante de uma matriz A é igual ao de sua
3. Determinante de uma Matriz de Ordem 3 transposta At.

Seja a matriz quadrada de ordem 3: Exemplo:


Demonstração no determinante 2x2:
a11 a12 a13 a b a c
A= e At =
A = a21 a22 a23 c d b d
a31 a32 a33
det A = a � d − b � c
O determinante desta matriz será uma soma de produ- det At = a � d − b � c = det A
tos intercalados de três em três números, ou seja:
b) Se B é a matriz que se obtém de uma matriz quadra-
det A da A, quando trocamos entre si a posição de duas
= a11 � a22 � a33 + a12 � a23 filas (linhas ou colunas) paralelas, então:
� a31 + a21 � a32 � a13 − a31 detB = −detA
� a22 � a13 − a21 � a12 � a33
− a11 � a32 � a23 Exemplo.

Para memorizarmos a definição de determinante de or- Demonstração no determinante 2x2:


dem 3, usamos a regra prática denominada Regra de Sar- a b c a
rus: A= eB=
c d d b
1) Repetimos a 1º e a 2º colunas às direita da matriz.
B foi obtida trocando de posição a primeira e segunda
coluna de A. Assim:
a11 a12 a13 a11 a13
det A = a21 a22 a23 a21 a23
det A = a � d − b � c
a31 a32 a33 a31 a31
det B = c � b − a � d = − det A
2) Multiplicando os termos entre si, seguindo os traços
em diagonal e associando o sinal indicado dos pro- Um ponto importante é se por exemplo, montarmos
MATEMÁTICA

dutos, temos: uma matriz C trocando de posição agora a primeira e se-


gunda linha de B:
d b
C=
c a

45
Calculando o determinante: 1 2 4 3 8 5
Exemplo: A = ,B= , logo: A � B =
detC = a � d − b � c = −detB = det A 0 3 2 1 6 3

Assim, cada troca de linha ou coluna irá acarretar uma 1 2


det A = =3
troca de sinal do determinante. Logo, se fizemos uma 0 3
quantidade par de trocas (2,4,6,...) o determinante perma-
nece com o mesmo sinal. Já se fizermos uma quantidade 4 3
de trocas ímpar (1,3,5...) o determinante inverte de sinal.
det B = = 4 − 6 = −2
2 1

c) Seguindo a propriedade 2, se uma matriz possuir


8 5
duas linhas ou colunas idênticas, o seu determinan- det AB = = 24 − 30 = −6 = 3 � (−2)
te será 0. Justificativa: A matriz que obtemos de A, 6 3
quando trocamos entre si as duas filas (linha ou co-
luna “iguais”, é igual a A. Assim, de acordo com a Consequências: Sendo A uma matriz quadrada e
propriedade 2, escrevemos que detA = −detA , temos:
. O único resultado possível para isso é detA = 0.−detA n n
det(A ) = detA
d) Sendo A uma matriz quadrada de ordem n, e uma
matriz k.A é obtida multiplicando todos os elemen- E no caso da matriz inversa:
tos de A por k, então: 1
detA−1 =
det(k � A) = kn � detA det A

a b c ka kb kc
Exemplo: A = d e f → k � A = kd ke kf
g h i kg kh ki EXERCÍCIO COMENTADO

Se você calcular o determinante, encontrará k 3 � det A 1. (BRDE – Analista de Sistema – FUNDATEC/2015)


2 3
2 3
Considere as seguintes matrizes: A = 4 6 , B = 4 5 e
e) Teorema de Jacobi: O determinante não se altera, 2 1 0 , a solução de é: 6 6
quando adicionamos uma fila qualquer com outra C=
4 6 7
fila paralela multiplicada por um número.
a) Não tem solução, pois as matrizes são de ordem diferentes.
Exemplo:
Considere o determinante 10 14
b)
78 90
a b c 2 3
c)
det A = d e f 4 5
g h i 6 6
d)
20 36
Somando a 3ª coluna com a 1ª multiplicada por m, teremos: 8 11
e)
74 84

Resposta: Letra B.
2 3
2 1 0 2 3 8 11 2 3 10 14
4 5 + = + =
Calculando o determinante, você verá que det B = det A 4 6 7 4 6 74 84 4 6 78 90
6 6

f) Uma consequência do teorema de Jacobi é que se


uma fila de uma matriz é a soma de múltiplos de 2. (Pref. Agudo-SP – Auxiliar Administrativo - OBJE-
filas paralelas (combinação linear de filas paralelas), TIVA/2015) Dadas as matrizes A = 7 8 e B = x 2 e ,
3 x 3 9
o determinante é igual a zero. qual deverá ser o valor de x para que se tenha det A = det B .

g) Teorema de Binet: Sendo A e B matrizes quadradas a) -14


MATEMÁTICA

de mesma ordem, então: b) 3


det(A � B) = detA � detB c) -9
d) 5

46
Resposta: Letra C. Se det A ≠ 0 , a matriz possui inversa e assim pode-
mos isolar X da seguinte maneira:
7 8 x 2
= → 7x − 24 = 9x − 6 → 2x = −18 → x = −9
3 x 3 9
A � X = B ⇒ A−1 � A � X = A−1 � B
⇒ I � X = A−1 � B
SISTEMAS LINEARES; ⇒ X = A−1 � B

2.Sistemas Lineares 2x2


SISTEMAS LINEARES
Um exemplo de sistema 2 x 2, possui duas equações e
1. Definição
duas incógnitas (x e y) é:
Sistemas lineares são conjuntos de 2 ou mais equações
lineares, onde procura-se valores das incógnitas, chamadas
de X = x1 , x2, x3 … e xn que atendam simultaneamen-
3𝑥 − 𝑦 = 6

te todas as equações lineares: 2𝑥 + 2𝑦 = 20

Há diversos métodos utilizados para resolver um siste-


ma linear 2 x 2. Aqui, destacam-se dois deles: método da
adição e método da substituição.

2.1. Método da Adição

O método da adição consiste em multiplicar uma (ou


Onde
a11 , a12 , … , ann e b1, b2 , … , bn ambas) das equações por um valor de modo que, ao so-
mar-se as duas equações, uma das incógnitas seja elimi-
são números reais.
nada. Para isso, a incógnita a ser eliminada deve possuir o
mesmo número multiplicando-a em ambas as equações,
1.1. Classificação de Sistemas Lineares
porém com sinais opostos. Utilizando o exemplo:
Considerando um sistema de n equações lineares, po-
demos classificá-lo de 3 formas possíveis:
3𝑥 − 𝑦 = 6

2𝑥 + 2𝑦 = 20
Impossível: Quando não existem valores de
X = (x1 , x2, x3 … e xn) que satisfaçam todas as n Uma maneira de resolver o sistema pelo método da
equações lineares.
adição consiste em eliminar a variável “y”. Na primeira
equação a variável “y” está multiplicada por -1, enquan-
Possível e Indeterminado: Quando existem infinitas
to que na segunda equação, está multiplicada por 2. Se a
possibilidades para X = (x1 , x2, x3 … e xn ) que aten-
primeira equação for multiplicada por , em ambas as equa-
dem todas as equações;
ções a variável “y” estará multiplicada por 2 porém com
sinais opostos.
Possível e determinado: Quando apenas um único
conjunto de X = (x1 , x2, x3 … e xn ) satisfaz as equa-
ções lineares.

1.2. Associação de Sistemas Lineares com Matrizes

Podemos escrever qualquer sistema linear da seguinte


Somando-se ambas as equações após multiplicar a pri-
forma, separando as constantes das incógnitas:
meira equação por 2, tem-se:

6x − 2y + 2x + 2y = 12 + 20
MATEMÁTICA

→ 8x = 32
→x=4

47
Após encontrar o valor de uma das variáveis, basta substituir esse valor em qualquer uma das equações e encontrar o valor
da outra variável. Substituindo na primeira equação:

3x − y = 6
→ 3×4−y =6
→ 12 − y = 6
→y=6
Assim, S = 4,6

2.2. Método da Substituição

Este método consiste em isolar uma das incógnitas em uma das equações e substituir na outra equação. Retomando o
mesmo exemplo:

3𝑥 − 𝑦 = 6

2𝑥 + 2𝑦 = 20

É possível isolar qualquer uma das variáveis em qualquer uma das equações. Isolando a variável “y” na primeira
equação:
y = 3x − 6

Substitui-se essa expressão para “y” na segunda equação:


2x + 2 3x − 6 = 20

Agora, resolve-se essa equação do primeiro grau:

2x + 6x − 12 = 20
2x + 6x = 20 + 12
8x = 32
32
x= =4
8

Utiliza-se a expressão encontrada anteriormente para “y” para encontrar o valor dessa incógnita:
y = 3x − 6
→ y = 3 × 4 − 6 = 12 − 6
→y=6
Assim: S = 4,6

3. Sistemas Lineares 3x3 ou maiores.

Todos os sistemas lineares podem ser resolvidos pelo método da substituição apresentado acima. Porém, com mais
equações, ele vai se tornando bem trabalhoso. Desta forma, um método mais rápido é sugerido, chamado de método de
Cramer. Utiliza-se a notação matricial e o conceito de determinantes para resolver:
MATEMÁTICA

Ex:

48
Primeiro, calcula-se DA = det A . Também serão calculados determinantes auxiliares, substituindo uma coluna corres-
pondente da matriz A, pela matriz B:

, e

Os valores das incógnitas são calculados da seguinte maneira:

Dx1 Dx2 Dx3


x1 = , x2 = , x3 =
DA DA DA

Exemplo: Resolva pelo método de Cramer o seguinte Sistema Linear:

Transformando em forma matricial:

1 2 −1 x 2
2 −1 1 y = 3
1 1 1 z 6

Calculando os determinantes:

1 2 −1
DA = 2 −1 1 = −7
1 1 1

2 2 −1
Dx = 3 −1 1 = −7
6 1 1

1 2 −1
Dy = 2 3 1 = −14
1 6 1

1 2 2
Dz = 2 −1 3 = −21
1 1 6
Logo:
Dx −7
x= = =1
DA −7

D −14
y = Dy = −7
=2
A
MATEMÁTICA

Dz −21
z= = =3
DA −7

49
Obs: Aqui usamos o método da soma, mas como ex-
#FicaDica posto no texto, podemos usar o método de Cramer.

Sistemas lineares de ordem 3x3 ou maiores 2. (PM SP 2014 – VUNESP). Em um lote de xícaras de
não precisam ser necessariamente resolvidos porcelana, a razão entre o número de xícaras com defeitos
usando o método de Cramer. Fica a cargo do e o número de xícaras perfeitas, nesta ordem, é 2/3. Se o
estudante escolher um forma que pareça ser número total de xícaras do lote é 320, então, a diferença
mais fácil. entre o número de xícaras perfeitas e o número de xícaras
com defeitos, nesta ordem, é:

a) 56.
b) 78.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
c) 93.
d) 85.
e) 64.
1. (VUNESP/2010) Considere o seguinte sistema linear:
Resposta: Letra E
Vamos denominar:
x = número de xícaras com defeitos
y = número de xícaras perfeitas

Sabendo disto, temos as seguintes equações:


Pode-se afirmar que o valor de z é
x 2
= ,
a) –2. y 3
b) –1. ou seja,
c) 0. 2y
d) 1. x =
3
e) 2. x + y = 320
Temos um sistema de equações de primeiro grau. Subs-
Resposta: Letra E.
tituindo a primeira na segunda equação:
Para esse caso o método da soma é utilizado:
2y
+ y = 320
3
(multiplicando ambos os lados por 3)
2y + 3y = 320 � 3
5y = 960
y = 960/5 = 192
Calculando x:
x = 2 y⁄3 = 2 � 192⁄3 = 128
Daí,
y – x = 192 – 128 = 64

SEQUÊNCIAS;

SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS

1. Definição

4y + 2z = 4 O diário do professor é composto pelos nomes de seus


MATEMÁTICA

−4y − 4z = −8 alunos e esses nomes obedecem a uma ordem (são es-


− 2z = − 4 critos em ordem alfabética). Essa lista de nomes (diário)
z = 2 pode ser considerada uma sequência. Os dias do mês são
dispostos no calendário obedecendo a certa ordem que

50
também é um tipo de sequência. Assim, sequências estão Ex: (0,3,8,15,…)→ Essa sequência pode ser descrita como
presentes no nosso dia a dia com mais frequência que você sendo: an = n2 − 1 . Ou seja, qualquer termo da sequência
pode imaginar. é o quadrado da sua posição subtraído 1.

A definição formal de sequência é todo conjunto ou Essa expressão de an é definida como expressão do
grupo no qual os seus elementos estão escritos em uma termo geral da sequência.
determinada ordem ou padrão. No estudo da matemáti-
ca estudamos obviamente, as sequências numéricas.
Ao representarmos uma sequência numérica, deve- EXERCÍCIO COMENTADO
mos colocar seus elementos entre parênteses. Veja alguns
exemplos de sequências numéricas:
1. (FCC-2016 – Modificado) Determine o termo geral da
Ex: (2,4,6,8,10,12,…)→ números pares positivos. sequência numérica:
Ex: (1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11...)→ números naturais.
Ex: (10,20,30,40,50...)→ números múltiplos de 10. 1 3 5 7
Ex: (10,15,20,30)→ múltiplos de 5, maiores que 5 e me- , , , , … , an
2 4 6 8
nores que 35.

Pelos exemplos, observou-se dois tipos básicos de se- Resposta: Mediante análise dos termos da sequência,
quências: nota-se que termo geral é
2n − 1
Sequência finita: Sequência numérica onde a quanti- an =
dade dos elementos é finita. 2n
Sequência infinita: Sequência que seus elementos se-
guem ao infinito. 2. (FCC-2016) A sequência numérica 1/2, 3/4, 5/6, 7/8;...é
ilimitada e criada seguindo o mesmo padrão lógico. A diferença
2. Representação entre o 500º e o 50º termos dessa sequência é igual a:

Em uma sequencia numérica qualquer, o primeiro ter- a) 0,9


mo será representado por uma letra minúscula seguido b) 9
de sua posição na sequência. Assim, o primeiro termo é c) 0,009
representado por , o segundo termo é , o terceiro e assim d) 0,09
por diante. e) 0,0009

Resposta: Letra C. Utilizando o termo geral dessa se-


FIQUE ATENTO! 2n − 1
quência an = , facilmente a500 e a50 são iden-
Em uma sequência numérica finita desconhe- 2n
cida, o último elemento (chamado por exem- tificados.
plo de n-ésimo termo) é representado por an .
Substituindo para n=500 e n=50 , chega-se ao resultado.

#FicaDica
PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E
Na matemática, achar uma expressão que PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS;
possa descrever a sequência numérica em
função da posição do termo na mesma torna-
se conveniente e necessário para se usar essa
teoria. Os exemplos a seguir exemplificam esse PROGRESSÃO ARITMÉTICA
conceito.
1. Definição

As progressões aritméticas, conhecidas com “PA”, são


Ex: (1,2,3,4,…)→ Essa sequência pode ser descrita como sequências de números, que seguem um determinado pa-
sendo: an = n . Ou seja, qualquer termo da sequência é drão. Este padrão caracteriza-se pelo termo seguinte da se-
MATEMÁTICA

exatamente o valor de sua posição. quência ser o termo anterior adicionado de um valor fixo,
que chamaremos de constante da PA, representado pela
Ex: (5,8,11,14,…)→ Essa sequência pode ser descrita letra “r”.
como sendo: an = 3n + 2 . Ou seja, qualquer termo da se- Os exemplos a seguir ilustrarão a definição acima:
quência é o triplo da sua posição somado 2.

51
a) S={1,2,3,4,5…} : Esta seqüência é caracterizada por 3. Soma dos termos
sempre somar o valor 1 no termo seguinte, ou seja,
trata-se de uma PA com razão . Se , classificaremos Outro ponto importante de uma progressão aritmética é a
com PA crescente. soma dos termos. Considerando uma PA que queremos saber a
b) S={13,11,9,7,5…} : Também podemos ter sequências soma dos 5 primeiros termos: S={2,4,6,8,10…}. Como são poucos
onde ao invés de somar, estaremos subtraindo um termos e sabemos todos eles, podemos simplesmente somá-los:
valor fixo. Neste exemplo, o termo seguinte é o ter-
2+4+6+8+10 = 30. Agora, considere que você saiba apenas o
mo anterior subtraído 2, assim, trata-se de uma PA
primeiro e o quinto termo, ou seja: a1 = 2 e a5 = 10 e .
com razão . Se , classificaremos com PA decrescente.
c) S={4,4,4,4,4…} : Além disso, podemos ter uma sequ- Como você calcularia a soma dos 5 termos?
ência de valores constantes, nesse caso, é como se O jeito que você aprendeu até agora seria obter os ou-
estivéssemos somando 0 ao termos. Assim, se , clas- tros termos e a razão a partir da expressão do termo geral,
sificaremos com PA constante. porém você teria que fazer muitas contas para chegar ao
resultado, gastando tempo. Como a PA segue um padrão,
2. mTermo Geral foi possível deduzir uma expressão que dependa apenas
do primeiro termo e do último:
Dado esta lógica de formação das progressões aritmé- a1 + an � n
ticas, pode-se definir o que chamamos de “expressão do Sn =
2
termo geral”. Trata-se de uma fórmula matemática que re-
laciona dois termos de uma PA com a razão r: Assim, com , a1 = 2, a5 = 10 e n = 5 , podemos cal-
cular a soma:
an = ap + n − p � r , com n ∈ ℕ∗
2 + 10 � 5 12 � 5 60
Onde an e ap são termos quaisquer da PA. Essa ex- Sn = = = = 30
2 2 2
pressão geral pode ser utilizada de 2 formas:
Ou seja, não precisamos saber nem a razão da PA para
a) Sabemos um termo e a razão e queremos encontrar
acharmos a soma.
outro termo.
Ex: O primeiro termo da PA igual a 7 e a razão é 3, qual
4. Propriedades
é o quinto termo?
Temos então a1 = 7 e r = 3 e queremos achar a5.
As progressões aritméticas possuem algumas proprie-
Substituindo na fórmula do termo geral, temos que p = 1
dades interessantes que podem ser exploradas em provas
e n = 5. Assim:
de concursos:
an = ap + n − p � r P1: Para três termos consecutivos de uma PA, o ter-
a5 = a1 + 5 − 1 � r mo médio é a média aritmética dos outros dois termos.
a5 = 7 + 4 � 3 Essa propriedade é fácil de verificar com o exemplo: Va-
a5 = 19 mos considerar três termos consecutivos de uma PA sendo
an−1, an e an+1 .Podemos afirmar a partir da fórmula do
termo geral que:
Ou seja, o quinto termo desta PA é 19.
an = an−1 + r
b) Sabemos dois termos quaisquer e queremos obter a an = an+1 – r
razão da PA.
Ex: O terceiro termo da PA é 2 e o sexto é -1, qual será
Somando as duas expressões:
a razão da PA?
Temos então a3 = 2 e a6 = −1 e queremos achar r. 2an = an−1 + r + an +1 − r
Substituindo na fórmula do termo geral, temos que p = 3
e n = 6. Assim: 2an = an−1 + an + 1

an = ap + n − p � r O que leva a:
a6 = a3 + 6 − 3 � r an−1 + an + 1
−1 = 2 + 3 � r
an =
2
3r = −3
r = −1 P2: Termos equidistantes dos Extremos. Numa sequên-
MATEMÁTICA

cia finita, dizemos que dois termos são equidistantes dos


extremos se a quantidade de termos que precederem o
Ou seja, a razão desta PA é -1. primeiro deles for igual à quantidade de termos que suce-
derem ao outro termo. Assim, na sucessão:

52
(a1 , a2 , a3, a4 , . . . , ap , . . . , ak , . . . , an 3 , an 2 , an 1 , an ), Resposta:
− − −

a) Para encontrar o termo geral da progressão aritméti-


Temos: ca, devemos, primeiramente, determinar a razão r:
r = a2 – a1
a2 e an 1 são termos equidistantes dos extremos; r = 17 – 10

a3 e an 2 são termos equidistantes dos extremos; r=7
A razão é 7, e o primeiro termo da progressão (a1) é 10.

a4 e an 3 são termos equidistantes dos extremos.
− Através da fórmula do termo geral da PA, temos:

Nota-se que sempre que dois termos são equidistantes an = a1 + (n – 1). r
dos extremos, a soma dos seus índices é igual ao valor de an = 10 + (n – 1). 7
n + 1. Assim sendo, podemos generalizar que, se os termos
e são equidistantes dos extremos, então: Portanto, o termo geral da progressão é dado por an =
10 + (n – 1). 7.
p + k = n+1
b) Como já encontramos a fórmula do termo geral, va-
mos utilizá-la para encontrar o 15° termo. Tendo em vis-
FIQUE ATENTO! ta que n = 15, temos então:
Com as considerações anteriores, temos que
numa PA com termos, a soma de dois termos an = 10 + (n – 1). 7
equidistantes dos extremos é constante e igual a15 = 10 + (15 – 1). 7
a soma do primeiro termo com o último termo. a15 = 10 + 14 . 7
a15 = 10 + 98
a15 = 108
Ex: Sejam, numa PA de termos, ap e ak termos equidis-
O 15° termo da progressão é 108.
tantes dos extremos, teremos, então:
2. (CONED-2016) Em uma PA com 12 termos, a soma dos
ap = a1 + (p – 1) � r ⇒ ap = a1 + p � r – r três primeiros é 12 e a soma dos dois últimos é 65. A razão
dessa PA é um número:
ak = a1 + (k – 1) � r ⇒ ak = a1 + k � r – r
Somando as expressões: a) Múltiplo de 5
b) Primo
ap + ak = a1 + p � r – r + a1 + k � r – r c) Com 3 divisores positivos
d) Igual a média geométrica entre 9 e 4
ap + ak = a1 + a1 + (p + k – 1 – 1) � r e) Igual a 4!
Considerando que p + k = n + 1 , ficamos com:
Resposta: Letra B.
ap + ak = a1 + a1 + (n + 1 – 1) � r Aplicando a fórmula do termo geral nas duas conside-
rações do enunciado, chega-se a razão igual a 3, que é
ap + ak = a1 + a1 + (n – 1) � r um número primo
ap + ak = a1 + an
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA (PG)

1. Definição
EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. Em relação à progressão aritmética (10, 17, 24, …), de- As progressões geométricas, conhecidas com “PG”, são
termine: sequências de números, como as PA, mas seu padrão está
relacionado com a operação de multiplicação e divisão. Ou
a) o termo geral dessa PA; seja, o termo seguinte de uma PG é composto pelo termo
b) o seu 15° termo; anterior multiplicado por uma razão constante, que será
chamada de “q”.
MATEMÁTICA

Os exemplos a seguir ilustrarão melhor essas definições:

53
a) S={2,4,8,16,32…}: Esta sequência é caracterizada por
sempre multiplicar o termo anterior por uma razão
an = ap � qn−p
constante, q = 2. Como os termos subseqüentes são a4 = a1 � q4−1
maiores, temos uma PG crescente (caracterizada por
q>0) a4 = 5 � 23
1 1 1 a4 = 5 � 8 = 40
b) S = {9,3,1, , , … }: Esta sequência é carac-
3 9 27
terizada por sempre multiplicar o termo anterior por
Ou seja, o quarto termo desta PG é 40.
1
uma razão constante q = , ou seja, estar sendo
3 b) Sabemos dois termos quaisquer e queremos obter a
dividida sempre por 3. Assim, como os termos sub- razão da PG. Exemplo: O segundo termo da PG é 3
e o quarto é 1/3, qual será a razão da PG, sabendo
seqüentes são menores, temos uma PG decrescente que q < 0 ?
(caracterizada por a1 > 0 e 0 < q < 1 ).
c) S={-1,-2,-4,-8 ,-16,…}: Esta sequência é caracteriza- Resolução: Temos então
1
a2 = 3 e a4 = 3 e quere-
da por sempre multiplicar o termo anterior por uma
constante q=-2. Assim, como os termos subseqüen- mos achar q. Substituindo na fórmula do termo geral, te-
tes são menores, temos outro caso de PG decrescen- mos que p = 2 e n = 4. Assim:
te (caracterizada por a1 < 0 e q > 1 ).
d) S={1,-4,16,-64,256…}: Esta sequência mostra alter- an = ap � qn−p
nância de sinal entre os termos. A razão neste caso é
q=-4 e quando isto ocorre, definimos como PG alter-
a4 = a2 � q4−2
nada. (caracterizada por q < 0 ). 1
e) S={5,5,5,5,5,5,…}: Esta sequência possui termos cons- = 3 � q2
tantes e é caracterizada por ter uma razão q=1. Neste
3
caso, é definido o que chamamos de PG constante. 1
q2 =
9
FIQUE ATENTO!
Atenção as definições de PG decrescente e
PG alternada, muitos alunos se confundem e
dizem que PG decrescente ocorre quando , em
uma analogia a PA.
Como q < 0 , temos que a razão dessa PG é -1/3.

2. Termo Geral 3. Soma finita dos termos

Dado esta lógica de formação das progressões geo- Seguindo o mesmo princípio da PA, temos na PG a so-
métricas, podemos também definir a “expressão do termo matória dos “n” primeiros termos também. Uma fórmula
geral”. Trata-se de uma fórmula matemática que relaciona foi deduzida e está apresentada a seguir:
dois termos de uma PG com a razão q:
an = ap � qn−p , n ∈ ℕ∗ , q ∈ ℝ a1 � qn − 1
Sn =
q−1
Onde an e ap são termos quaisquer da PG. Essa ex-
pressão geral pode ser utilizada de 2 formas:
O ponto interessante desta fórmula é que ela depende
a) Sabemos um termo e a razão e queremos encontrar
apenas da razão e do primeiro termo, sem a necessidade
outro termo. Exemplo: O primeiro termo da PG igual
de obter o termo . Caso você tenha qualquer outro termo
a 5 e a razão é 2, qual é o quarto termo?
e a razão q, você obtém primeiramente o primeiro termo
com a fórmula do termo geral e depois obtém a soma. O
Resolução: Temos então a1 = 5 e q = 2 e queremos
exemplo a seguir ilustra isso:
achar a4 . Substituindo na fórmula do termo geral, temos
Exemplo: Calcule a soma dos quatro primeiros temos
que p = 1 e n = 4. Assim:
de uma PG, com q = 3 e a2 = 12
Resolução: Para aplicar a fórmula da soma, é necessário
MATEMÁTICA

obter o primeiro termo da PG. Usando o termo geral (com


n=2 e p=1):

54
an = ap � qn−p
a2 = a1 � q2−1
12 = a1 � 31
a1 = 4
Com o primeiro termo obtido, podemos encontrar a somatória (com n=4):

a1 qn − 1
Sn =
q−1

a1 q4 − 1
S4 =
q−1

4 34 − 1
S4 =
3−1

4 � 343 − 1
S4 = = 2 � 342 = 684
2
Assim, a soma dos primeiros quatro termos desta PG é igual a 684.

4. Soma da PG infinita

Além da soma dos “n” primeiros termos, as progressões geométricas possuem uma particularidade. Para PG com , ou
seja, para PG decrescentes ou alternadas, podemos definir a “soma da PG infinita”. Em outras palavras, se tivermos uma PG
com infinitos termos com q < 1 , podemos obter a somar todos eles e obter um valor finito. A fórmula da PG infinita é
apresentada a seguir:

a1
S∞ =
1−q

#FicaDica
A fórmula é bem simples e como na fórmula da soma dos “n” primeiros termos, temos dependência apenas
do primeiro termo e da razão.

Exemplo: Calcule a soma infinita da seguinte PG:

1 1 1 1 1
S = {1, , , , , ,…�
2 4 8 16 32

Resolução: Como se trata de uma PG decrescente com , ela atende aos requisitos da soma infinita:
1
a1 = 1 e q =
2
Substituindo na fórmula:
MATEMÁTICA

55
1. Nomenclatura
a1
S∞ =
1−q a) Os juros são representados pela letra J.
b) O dinheiro que se deposita ou se empresta chama-
mos de capital e é representado pela letra C.
1 c) O tempo de depósito ou de empréstimo é represen-
S∞ =
1−
1 tado pela letra t.
2 d) A taxa de juros é a razão centesimal que incide sobre
um capital durante certo tempo. É representado pela
1 letra i e utilizada para calcular juros.
S∞ = =2
1 Chamamos de simples os juros que são somados ao
2 capital inicial no final da aplicação.
Ou seja, a soma dos termos desta PG infinita vale 2.

FIQUE ATENTO!
EXERCÍCIO COMENTADO Devemos sempre relacionar taxa e tempo
numa mesma unidade:
Taxa anual --------------------- tempo em anos
1. (FUNAI – CONHECIMENTOS GERAIS – Taxa mensal-------------------- tempo em meses
ESAF/2016) O limite da série infinita S de razão 1/3, Taxa diária---------------------- tempo em dias
1 1 é:
S = 9 + 3 + 1 + + + ⋯)
3 9
Exemplo: Uma pessoa empresta a outra, a juros simples,
a) 13,444... a quantia de R$ 3000,00, pelo prazo de 4 meses, à taxa de
b) 13,5 2% ao mês. Quanto deverá ser pago de juros?
c) 13,666...
d) 13,6 Resolução:
e) 14
- Capital aplicado (C): R$ 3.000,00
Resposta: Letra B. a1 - Tempo de aplicação (t): 4 meses
Aplicando a fórmula da PG infinita S∞ = , chega- - Taxa (i): 2% ou 0,02 a.m. (= ao mês)
1−q
-se na resposta.
Fazendo o cálculo, mês a mês:
2. Determine o valor do sexto termo da seguinte progres-
são geométrica (1, 2, 4, 8, ...). No final do 1º período (1 mês), os juros serão: 0,02 R$
3.000,00 = R$ 60,00
Resposta: a6 = 32 No final do 2º período (2 meses), os juros serão: R$
Nota-se que a razão da progressão geométrica é igual a 60,00 + R$ 60,00 = R$ 120,00
2. Então, tem-se que: No final do 3º período (3 meses), os juros serão: R$
120,00 + R$ 60,00 = R$ 180,00
an = ap � qn−p No final do 4º período (4 meses), os juros serão: R$
a6 = a1 � q6−1 180,00 + R$ 60,00 = R$ 240,00
a6 = 1 � 25 = 32

MATEMÁTICA FINANCEIRA

JUROS SIMPLES

Toda vez que falamos em juros estamos nos referindo


MATEMÁTICA

a uma quantia em dinheiro que deve ser paga por um


devedor, pela utilização de dinheiro de um credor (aquele
que empresta).

56
#FicaDica
Para evitar essa sequência de cálculos toda vez que vamos calcular os juros simples, existe uma fórmula que
quantifica o total de juros simples do período, e ela está apresentada abaixo:

J=C ∙ i ∙ t

Além disso, quando quisermos saber o total que será pago de um empréstimo, ou o quanto se resgatará do
investimento, o qual definimos como Montante (M), basta somar o capital com os juros, usando o conceito
fundamental da matemática financeira:

M=C+J
Ou
M=C(1+i . t)

EXERCÍCIO COMENTADO

1. Um investidor possui R$ 80.000,00. Ele aplica 30% desse dinheiro em um investimento que rende juros simples a uma
taxa de 3% a.m., durante 2 meses, e aplica o restante em investimento que rende 2% a.m., durante 2 meses também. Ao fim
desse período, esse investidor possui:

a) R$ 83.680,00
b) R$ 84.000,00
c) R$ 84.320,00
d) R$ 84.400,00
e) R$ 88.000,00

Resposta: Letra A. Temos neste problema um capital sendo investido em duas etapas. Vamos realizar os cálculos sepa-
radamente:

1º investimento
30% de R$ 80.000,00 = R$ 24.000,00 valor a ser investido a uma taxa i = 3% a.m., durante um período t = 2 meses. Lem-
brando que i = 3% = 0,03.
Cálculo dos juros J, onde : J=C ∙ i ∙ t:
J = 24000 ∙ (0,03) ∙ 2 = 1440.
Juros do 1º investimento = R$ 1440,00.

2º investimento
R$ 80.000,00 – R$ 24.000,00 = R$ 56.000,00 valor a ser investido a uma taxa i = 2% a.m., durante um período t = 2
meses.
J = 56000 ∙ (0,02) ∙ 2 = 2240.
Juros do 2º investimento = R$ 2.240,00.
Portanto, o montante final será de
R$ 80.00,00 + R$ 1.440,00 + R$ 2.240,00 = R$ 83.680,00.

2. Calcule o montante resultante da aplicação de R$70.000,00 à taxa de 10,5% a.a. durante 145 dias.

Resposta:
M = P ∙ ( 1 + (i∙t) )
M = 70000 [1 + (10,5/100)∙(145/360)] = R$72.960,42
MATEMÁTICA

Observe que expressamos a taxa i e o período t na mesma unidade de tempo, ou seja, anos. Daí ter dividido 145 dias por
360, para obter o valor equivalente em anos, já que um ano comercial possui 360 dias.

57
2. Juros Compostos

O capital inicial (principal) pode crescer como já sabemos, devido aos juros. Basicamente, há duas modalidades de como
se calcular os juros:

Juros simples - ao longo do tempo, somente o principal rende juros.


Juros compostos - após cada período, os juros são incorporados ao principal e passam, por sua vez, a render juros.
Também conhecido como “juros sobre juros”.

Vamos ilustrar a diferença entre os crescimentos de um capital através juros simples e juros compostos, com um
exemplo: Suponha que $100,00 são empregados a uma taxa de 10% a.a. (ao ano) Teremos:

Capital = 100 Juros Simples Juros Compostos


N° de Anos Montante Simples Montante Composto
1 100 + 0,1 ∙ 100 = 110 100,00 + 0,1 ∙ (100,00) = 110,00
2 110 + 0,1 ∙ 100 = 120 110,00 + 0,1 ∙ (110,00) = 121,00
3 120 + 0,1 ∙ 100 = 130 121,00 + 0,1 ∙ (121,00) = 133,10
4 130 + 0,1 ∙ 100 = 140 133,10 + 0,1 ∙ (133,10) = 146,41
5 140 + 0,1 ∙ 100 = 150 146,41 + 0,1 ∙ (146,41) = 161,05

Observe que o crescimento do principal segundo juros simples é LINEAR enquanto que o crescimento segundo juros
compostos é EXPONENCIAL, e, portanto tem um crescimento muito mais “rápido”. Isto poderia ser ilustrado graficamente
da seguinte forma:

Na prática, as empresas, órgãos governamentais e investidores particulares costumam reinvestir as quantias geradas
pelas aplicações financeiras, o que justifica o emprego mais comum de juros compostos na Economia. Na verdade, o uso
de juros simples não se justifica em estudos econômicos.

3. Fórmula para o cálculo de Juros compostos

Considere o capital inicial (principal P) $1000,00 aplicado a uma taxa mensal de juros compostos (i) de 10% (i = 10% a.m.).
Vamos calcular os montantes (capital + juros), mês a mês:
Após o 1º mês, teremos: M1 = 1000 ∙ 1,1 = 1100 = 1000(1 + 0,1)
Após o 2º mês, teremos: M2 = 1100 ∙1,1 = 1210 = 1000(1 + 0,1)2
Após o 3º mês, teremos: M3 = 1210 ∙ 1,1 = 1331 = 1000(1 + 0,1)3
MATEMÁTICA

.....................................................................................................
Após o nº (enésimo) mês, sendo S o montante, teremos evidentemente: M = 1000(1 + 0,1)n

58
De uma forma genérica, teremos para um capital M
C, aplicado a uma taxa de juros compostos i durante o log = n � log 1 + i →
período n : C
M = C(1 + i)n

Onde M = montante, C = Capital, i = taxa de juros e n =


número de períodos que o principal C foi aplicado.
A fórmula envolve logaritmos e você tem dois caminhos:
Memorize ou sempre lembre da dedução a partir da
#FicaDica fórmula do montante. Substituindo os valores:

Na fórmula acima, as unidades de tempo


referentes à taxa de juros (i) e do período (n),
tem de ser necessariamente iguais. Este é um
detalhe importantíssimo, que não pode ser
esquecido! Assim, por exemplo, se a taxa for
2% ao mês e o período 3 anos, deveremos
considerar 2% ao mês durante 3 ∙ 12=36 meses. EXERCÍCIO COMENTADO

1. Calcule o montante de um empréstimo a juros compos-


Exemplo: Calcule o montante de uma aplicação tos de R$ 3000,00 a uma taxa de 1% a.m durante 3 meses.
financeira de R$ 2000,00 aplicada a juros compostos de 2% Dado: 1,01³ = 1,0303
ao mês durante 2 meses:
a) R$ 3060,30
Resolução: b) R$ 3090,90
c) R$ 3121,81
M = C∙(1 + i)n→M = 2000∙(1 +0,02)2→M = 2000∙(1,02)2=R$ 2080,80 d) R$ 3250,30
e) R$ 3450,40
Com aplicação da fórmula, obtém-se o montante.
Agora, se quisermos os juros? Como se calcula os juros Resposta: Letra B.
desta aplicação sendo que agora não temos uma fórmula M = C(1 + i)n→M = 3000∙(1 +0,01)3→M = 3000∙(1,01)3=R$ 3090,90
para J como nos juros simples? Para resolver isso, basta
relembrar o conceito fundamental: 2. Calcule o montante de um empréstimo a juros compos-
tos de R$ 10000,00 a uma taxa de 0,5% a.m durante 6 me-
M=C+J→J=M-C ses. Dado: 1,0056 = 1,0304

Como calculamos o montante e temos o capital: a) R$ 10303,77


b) R$ 10090,90
J=M-C→2080,80-2000,00=R$ 80,80 c) R$ 13030,77
d) R$ 13250,80
Esse exemplo é a aplicação básica de juros compostos. e) NDA

Resposta: Letra a.
FIQUE ATENTO! M = C(1 + i)n→M = 10000∙(1 +0,005)6→M = 10000∙(1,005)6=
Alguns concursos podem complicar um pouco =R$ 10303,77
as questões, deixando como incógnita o perí-
odo da operação “n”.
TAXAS DE JUROS

Exemplo: Em quanto tempo devo deixar R$ 3000,00 em Podemos definir a taxa nominal como aquela em que
uma aplicação para que renda um montante de R$ 3376,53 a unidade de referência do seu tempo não coincide com a
a uma taxa de 3% ao mês. unidade de tempo dos períodos de capitalização. É usada
no mercado financeiro, mas para cálculo deve-se encontrar
Resolução: Neste caso, precisamos saber n, vamos a taxa efetiva. Por exemplo, a taxa nominal de 12% ao ano,
MATEMÁTICA

isolá-lo na fórmula do montante: capitalizada mensalmente, resultará em uma taxa mensal


M M de 1% ao mês. Entretanto, quando esta taxa é capitalizada
M=C 1+i n → = 1+i n → log = log 1 + i n pelo regime de juros compostos, teremos uma taxa efetiva
C C de 12,68% ao ano.

59
1. Taxa Nominal onde:
iq : taxa equivalente para o prazo que eu quero
A taxa nominal de juros relativa a uma operação finan- it : taxa para o prazo que eu tenho
ceira pode ser calculada pela expressão: q : prazo que eu quero
Taxa nominal = Juros pagos / Valor nominal do emprés- t : prazo que eu tenho
timo

Assim, por exemplo, se um empréstimo de $100.000,00,


deve ser quitado ao final de um ano, pelo valor monetário  
de $150.000,00, a taxa de juros nominal será dada por: iq = 0,009489 a.m  ou  iq = 0,949 % a.m.

Juros pagos = Jp = $150.000 – $100.000 = $50.000,00 3) Cálculo do montante pedido, utilizando a taxa efetiva
Taxa nominal = in = $50.000 / $100.000 = 0,50 = 50% mensal

Sem dúvida, se tem um assunto que gera muita con- a) pela convenção da taxa proporcional:
fusão na Matemática Financeira são os conceitos de taxa M = c (1 + i)n
nominal, taxa efetiva e taxa equivalente. Até na esfera judi- M = 1000 (1 + 0,01) 18 = 1.000 x  1,196147
cial esses assuntos geram muitas dúvidas nos cálculos de M = 1.196,15
empréstimos, financiamentos, consórcios  e etc.  
Vamos tentar esclarecer esses conceitos, que na maioria b) pela convenção da taxa equivalente:
das vezes nos livros e apostilas disponíveis no mercado, M = c (1 + i)n
não são apresentados de uma maneira clara. M = 1000 (1 + 0,009489) 18 = 1.000 x  1,185296
M = 1.185,29
Temos a chamada taxa de juros nominal, quando esta  
não é realmente a taxa utilizada para o cálculo dos juros NOTA: Para comprovar que a taxa de 0,948% a.m é
(é uma taxa “sem efeito”). A capitalização (o prazo de for- equivalente a taxa de 12% a.a, basta calcular o montante
mação e incorporação de juros ao capital inicial) será dada utilizando a taxa anual, neste caso  teremos que transfor-
através de outra  taxa,  numa unidade de tempo diferente, mar 18 (dezoito) meses em anos para fazer o cálculo, ou
taxa efetiva. seja : 18: 12 = 1,5 ano. Assim:
Como calcular a taxa que realmente vai ser utilizada; M = c (1 + i)n
isto é, a taxa efetiva? M = 1000 (1 + 0,12) 1,5 = 1.000 x  1,185297
Vamos acompanhar através do exemplo M = 1.185,29
 
1.1. Taxa Efetiva 3. Conclusões

Calcular o montante de um capital de R$ 1.000,00 (mil - A taxa nominal é 12% a.a, pois não foi aplicada no
reais), aplicados durante 18 (dezoito) meses, capitalizados cálculo do montante. Normalmente a taxa nominal vem
mensalmente, a uma taxa de 12% a.a. Explicando o que é sempre ao ano!
taxa Nominal, efetiva mensal e equivalente mensal: - A taxa efetiva mensal,