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CROMO DURO

A aplicação de CROMO DURO é um APLICAÇÃO DO CROMO DURO


tratamento eletrolítico pelo qual as peças
são cobertas com uma película de cromo, O cromo duro pode ser aplicado em grande
de espessura variável, aderente, de parte dos aços (carbono, aço níquel, aço
excelentes propriedades mecânicas que lhe
conferem resistência à abrasão e à níquel cromo, aço inoxidável, aço fundido, aço
corrosão. ferramenta) e níquel cromo.
Materiais que exigem procedimento especial
para aplicação: aço tratado termicamente,
ferro fundido nodular, peças com liga de
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
latão e cobre
As principais características do cromo duro Não aceitam a deposição de cromo duro:
são: Metais com tratamento de
nitretação, cementados de alta liga de
- Resistência ao desgaste e abrasão: tungstênio.
de 5 a 8 vezes superior ao metal base em Apesar de se considerar que o ferro fundido
que foi eletrodepositado; cinzento não aceita o cromo, a TGC
- Grande resistência à corrosão: devido à desenvolveu tecnologia para cromá-lo.
formação de uma fina camada de óxido
extremamente estável, protegendo a As aplicações industriais de cromo duro são
superfície da oxidação; praticamente ilimitadas, seja no campo da
- Baixo coeficiente de atrito: o fabricação, da recuperação ou em casos
coeficiente entre duas peças de aço é de específicos, podendo-se obter, mediante o seu
0,30; quando uma delas é cromada, baixa emprego, um maior desempenho, uma
para 0,17, permitindo a redução de melhoria na qualidade das peças tratadas,
lubrificação, pois não gera adesão de proporcionando-lhes uma maior vida útil.
partículas.
- Resistência ao risco: na escala de
MOHS (vide tabela abaixo), que
APLICAÇÃO NA FABRICAÇÃO Proporciona
um acabamento mais refinado e resistente e
possui 10 unidades (do talco ao
maior vida útil às peças revestidas; Recupera as
diamante) o cromo situa-se em 9; dimensões de peças que, por defeito de
fabricação ficaram fora dos padrões.
- Elevada dureza superficial: sem APLICAÇÃO NA RECUPERAÇÃO
gerar tensões ou empenamento na peça - Recupera as dimensões originais de peças
sua dureza é de 70 HRC, que começa que sofreram desgaste excessivo;
a diminuir somente a partir dos 400º C - protege as peças contra a corrosão;
- Reduz a fricção entre as peças;
- Resistência a altas temperaturas: - Reduz porosidade em superfícies desgastadas;
O cromo duro resiste a elevadas - Reduz a fricção entre as peças;
temperaturas. Sua dureza é ligeiramente - Nas peças recuperadas com cromo duro o
atingida a partir dos 400º C, a partir da qual revestimento promove a completa restauração,
sofre progressivo amolecimento na ficando as mesmas novamente adequadas ao
proporção em que a temperatura aumenta, serviço a que se destinam, a um custo muito
chegando a 52 HRC a 700º C. menor que o de aquisição de uma nova peça e em
condições técnicas equivalentes ou superiores às
- Baixo poder aglutinante e umedecedor da peça original;
O cromo duro é repelente à água, pinturas e - As peças recuperadas com cromo duro podem
óleos durar até cinco vezes mais que uma peça nova;
- O processo de cromagem pode ser repetido
várias vezes, aumentando a vida útil das peças, o
que reduz os custos de reposição.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DUREZA DOS DEPÓSITOS
ELETROLÍTICOS
As qualidades mecânicas do cromo duro
são basicamente, a dureza e sua (Correspondência escala Brinell)
resistência ao desgaste causado pela
fricção ou corrosão. As durezas Brinell estão extrapoladas.
Convém ressaltar que o material base deve
ter a resistência mecânica adequada à D.BRINELL

1000
100
200
300
400
500
600
700
800
900

1100
carga 3.00 Kg
aplicação a que se destina. bola 10 mm
ESTANHO ELECT.
ZINCO ELECT.
CADMIO ELECT.
A DUREZA DO CROMO DURO PRATA ELECT.
FUNDIÇÃO
Um motivo importante para o uso do cromo
COBRE ELECT.
duro é sua elevada dureza
(aproximadamente 70 Rc = 1.100 Vickers). FERRO ELECT.
Este tipo de tratamento, diferentemente AÇO TRATADO
dos tratamentos térmicos habituais, não COBALTO ELECT.
causa danos ou variações na estrutura do NIQUEL ELECT.
material base, pois se trabalha a FUNDIÇÃO depois do
temperaturas entre 55 a 60 ºC. tratamento térmico
AÇO CEMENTADO
AÇOS NITRUR.

DUREZA DAS CAMADAS DO CROMO CROMO ELECT.

DURO
BAIXO COEFICIENTE DE
Para medir a dureza da camada de ATRITO
cromo duro (como dos demais O cromo duro tem um coeficiente de
revestimentos metálicos) utilizam-se atrito muito baixo, por que as peças
durômetros especiais denominados revestidas com o mesmo, quando são
microdurômetros, com capacidade submetidas a tais esforços, reduzem o
para medir a camada de cromo. coeficiente de fricção, aumentando sua
vida útil e, por conseguinte, o
rendimento e durabilidade das
máquinas onde são empregadas.
ESCALA DE MOHS
O cromo duro eletrodepositado é
Dureza Dureza
Mineral padrão Metais
Chumbo 1,5
empregado frequentemente para o
Talco 1
Estanho 1,8 revestimento de peças deslizantes cujo
Gesso 2 Cadmio 2 resultado apresentará melhor
Calcita 3 Zinc 2,5 rendimento quando as peças cromadas
Espato flúor 4
Ouro 2,5 estiverem em contato com os
Prata 2,7 seguintes materiais:
Apatita 5 Aluminio 2,9
Cobre 3 - Antiaderentes; ligas de bronze com chumbo;
Feldspato 6
Niquel 3,5 Fundição fina; aços doces ou semiduros, aço
Quartzo 7 Platino 4,3
carbono e inoxidável; borracaha; materiais
Ferro 4,5
Topázio 8
Cobalto 5,5 plástios; polímeros
Corindon 9 Tungstênio 7,5
Diamante 10 Cromo 9 Devido ao elevado coeficiene de atrito, o
cromo duro não pode ser empregado em
contato com os seguintes materiais: aços
duros, bronzes fosforosos, cromo duro.
Sais:
Resistência das películas de cromo à Alumbre Resiste
corrosão Cloreto de alumínio 1-2 Ataque ligero
(National Research Council) Sulfato de alumínio 1-2 Ataque moderado
Cloreto amónico 1-2 Ataque moderado
Matéria Reação Cloreto de bário 1-2 Resiste
Cloreto de cal Ataque moderado
I –Produtos complexos e mesclas: Hipoclorito de cal 1-2 Atacado
Atmosfera quente e oxidável Cloreto de cromo 1-2 Ataque ligero
Resiste Cloreto cuproso 1-2 Ataque rápido
Atmosfera quente e redutora Resiste Nitrato cuproso 1-3 Ataque moderado
Baquelite quente Resiste Sulfato de cobre Resiste
Cloreto de magnésio 1-2 Ataque moderado
Suco de açúcar de beterraba Resiste Cloreto de manganês 1-2 Resiste
Cerveja e mosto Resiste Cloreto de potásio 1-2 Resiste
Latão em fusão Resiste Cloreto de sódio 1-2 Resiste
Água salgada neutra Resiste Sulfato de sosa 1-2 Resiste
Bronze de alumínio fundido Resiste Cloreto de zinco 1-2 Resiste
Gás de hulha Resiste
Cianuros fundidos Resiste Gases vários:
Ebonita durante a fusão Resiste Amoníaco Resiste; torna-se quebradiço
Ácidos de frutas Generalmente
resiste Ácido carbónico Resiste
Gasolina (com tetraetilo de chumbo Óxido de carbono Resiste
ou sem, em curso de combustão) Resiste Cloro seco Resiste até 300 ºC
Produtos quentes da combustão da
gasolina e outros carburantes Resiste Cloro húmido Atacado
Vidro fundido Resiste Hidrógeno sulfurado Resiste
Óleos brutos Resiste Oxígeno
Pasta de papel Oxida a partir de 1.200 ºC
Resiste
Resinas sintéticas Resiste Enxofre Resiste até 300ºC
Resinas de tiourea
(durante el moldeado) Resiste
Resinas vinílicas Ácidos alifáticos:
(durante el moldeado) Resiste Acético 1-2 Ataque moderado
Borracha durante a vulcanização Resiste Butírico Ataque moderado
Líquidos sulfurosos Resiste a temperat. Cítrico 1-2 Resiste
de ebulição Fórmico Ataque moderado
Glucónico 1-2 Resiste
Tanino 1-3 Resiste Láctico 1-2 Ataque moderado
Zinco fundido Atacado Láctico Resiste
Óleos essenciais Resiste Monocloracético 1-2 Resiste
Óleos minerais aquecidos Resiste Oleico a 100% Resiste
Tintas de imprimir Resiste Oxálico 1-2 Resiste
Esteárico a 100% Resiste
II- Produtos químicos
Esteárico a 100% a 340 ºC Resiste
Ácidos: Tartárico 1-2 Ataque ligeiro
Arsênico 1-2 Tricloroacético 1-2 Ataque ligeiro
Ataque moderado Úrico
Clórico 1-2 Ataque rápido Resiste
Ácidos clorados Atacado Ácidos aromáticos:
Crômico Ataque lento Benzol-sulfónico 1-2 Resiste
Bromídrico 1-2 Atacado Benzoico 1-2 Resiste
Clorídrico Ataque rápido 3-5 dinitro-benzoico Resiste
Fluorídrico Atacado m-nitrobenzoico 1-2
Sulfúrico e nítricos mesclados Resiste Resiste
Nítrico 1-3 Salicílico
Ataque moderado Resiste
Nítrico 100 %3 Ataque moderado Fenoles:
Perclórico 1-2 Atacado Resiste
m-aminofenol 1-2
Fosfórico 1-2 Atacado Resiste
Clorohidroquinona 1-2
Fosfórico 85% Resiste
Produtos alcalinos: Resiste
o-clorofenol 1-2
Amoníaco Resiste p-nitrofenol 1-2 Resiste
Carbonato de soda Resiste Fenol 1-2 Resiste
Soda cáustica Resiste Ácido pícrico 1-2 Resiste
1) Em solução a 10% água destilada; 2) A 58ºC. Em temperatura ambiente, o ataque é, em geral, mais moderado.
3)A 50ºC. Em temperatura ambiente, o ataque é, em geral, mais moderado.
PROPIEDADES FÍSICAS DOS REVESTIMENTOS DE CROMO DURO

DENSIDADE CONDUTIVIDADE TÉRMICA


3 2
7,2 gr/cm 0,165 Cal/cm a 20 ºC

TEMPERATURA DE FUSÃO COEFICIENTE DE DILATAÇÃO


-5 -1
1,800 ºC 0,8 x 10 ºC

DUREZA MÓDULOS DE ELASTICIDADE


2
70 Rc = 1.100 Vickers 15.000 kg/mm

CONDUTIVIDADE ELÉTRICA CAPACIDADE DE REFLEXÃO


Até aprox. 90%
-1 -1
20.000 Ohm /cm

ALGUMAS APLICAÇÕES DO CROMO DURO

NA ÁREA DE ÓLEO E GÁS Máquinas hidráulicas e pneumáticas


Barras de pistões, camisas, hastes, válvulas,
bombas.
− recuperação de peças variadas
− esferas de válvulas Material de minas e obras públicas
Tubos de perfuração, peças de desgaste
− camisa de bomba de lama para compressores, camisas de bomba de
− hastes e camisas de cilindros lama
− freios de guinchos Automóveis e motores de explosão
− equipamentos de perfuração Virabrequins, segmentos, cilindros, pistões,
− Camisas de acumuladores amortecedores, peças decorativas.
hidráulicos Aviação
− Pistões de B.O.P. Freios de aterrissagem, discos de freio,
− Pinos de risers bielas de helicópteros
Indústria eléctrica e eletrônica
Armaduras de parada, peças de indutores.
A TGC tem expertise na
realização dos trabalhos Indústria química e matérias plásticas
Misturadores, calandras, máquinas de injetar,
citados acima, tendo realizado moldes de injeção.
alguns dos mesmos para Indústria nuclear
empresas que atuam na Elementos de comando sumergidos em
exploração e produção de água desmineralizada.
óleo e gás, com resultados Indústria têxtil
extremamente satisfatórios, Cilindros de estampar, guía de fios, anilhas.
comprovados por relatórios Alimentação
elaborados por laboratórios de Misturadoras, moldes, leiterias, cubas.
pesquisa. Indústrias de papel
Reguladores de tintas, cilindros, secadores e
Realizamos aplicação de cromo gravadores.
duro em peças de geometria
complexa e em áreas internas

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