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DIREITO

ADMINISTRATIVO
Organização Administrativa

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
DIREITO ADMINISTRATIVO
Organização Administrativa
Diogo Surdi

Apresentação..................................................................................................................4
Organização Administrativa.............................................................................................5
1. Entidades Políticas e Entidades Administrativas..........................................................5
2. Sentidos da Administração Pública.. ............................................................................ 7
2.1. Administração Pública em Sentido Amplo. . ............................................................... 7
2.2. Administração Pública em Sentido Estrito. . ..............................................................8
2.3. Administração Pública em Sentido Material, Objetivo e Funcional............................9
2.4. Administração Pública em Sentido Formal, Orgânico e Subjetivo........................... 10
3. Centralização e Descentralização Administrativa....................................................... 11
3.1. Centralização.......................................................................................................... 12
3.2. Descentralização. ................................................................................................... 12
4. Concentração e Desconcentração Administrativa. . .................................................... 14
4.1. Concentração.......................................................................................................... 14
4.2. Desconcentração................................................................................................... 14
5. Relação entre Centralização, Descentralização, Concentração e Desconcentração. . .. 15
6. Órgãos Públicos........................................................................................................ 16
6.1. Características. ........................................................................................................17
6.2. Classificação.......................................................................................................... 18
7. Administração Direta. ................................................................................................ 21
8. Administração Indireta..............................................................................................23
8.1. Disposições Constitucionais....................................................................................23
8.2. Características Comuns das Entidades da Administração Indireta..........................26
8.3. Autarquias............................................................................................................. 27

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8.4. Fundações. .............................................................................................................39


8.5. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.............................................44
Resumo.........................................................................................................................55
Mapas Mentais............................................................................................................. 60
Questões de Concurso...................................................................................................63
Gabarito....................................................................................................................... 96
Gabarito Comentado. .................................................................................................... 98

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Diogo Surdi

Apresentação

Olá, tudo bem? Espero que sim!


Na aula de hoje, veremos todos os detalhes acerca da Organização Administrativa, assun-
to bastante exigido nas provas de Direito Administrativo.
Grande abraço e boa aula!

Diogo

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Organização Administrativa
Diogo Surdi

ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
1. Entidades Políticas e Entidades Administrativas

A organização administrativa é a parte do Direito Administrativo que estuda a estrutura


da Administração Pública e dos órgãos e pessoas jurídicas que a compõem. Para compre-
endermos esta estrutura, no entanto, precisamos conhecer e saber diferenciar as entidades
políticas das entidades administrativas.
As entidades políticas nada mais são do que os entes federativos previstos na Constitui-
ção Federal. São eles a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Tais entes são
predominantemente regidos pelo Direito Constitucional e detém uma parcela do poder políti-
co. Por isso mesmo, costuma-se dizer que tais entes são autônomos, organizando-se, cada
um deles, para alcançar as finalidades previstas na Constituição.
Neste sentido, a autonomia não pode ser confundida com a soberania. Enquanto a auto-
nomia consiste na possibilidade de cada um dos entes federativos organizar-se internamen-
te, elaborar suas leis e exercer as competências que a eles são atribuídas pela Constituição
Federal, a soberania trata-se de característica que apenas está presente no âmbito da Repú-
blica Federativa do Brasil, que é formada pelos mencionados entes federativos.

Entretanto, seria bastante complicado, para cada um desses entes, conseguir alcançar
todos os objetivos necessários dispondo apenas de um órgão central.

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Exemplo: o Município de Florianópolis. De acordo com a Constituição Federal, diversas são


as competências atribuídas a tal ente. Assim, deve ele, por exemplo, arrecadar recursos, fis-
calizar as atividades dos particulares, cuidar do saneamento e administrar a previdência e a
assistência dos servidores.
Caso todas estas atividades sejam desempenhadas diretamente pelo ente, teríamos a utópi-
ca situação em que as necessidades primordiais da comunidade (tal como a saúde e educa-
ção) seriam exercidas com a mesma prioridade que atividades sem o mesmo grau de essen-
cialidade. Assim, em todas as atividades (sendo ou não essenciais), a administração teria que
dispor de pessoal e recursos públicos, onerando sobremaneira a máquina pública.
Para que isso não ocorra, os entes federativos criam (diretamente por lei ou por meio de autori-
zação) as entidades administrativas, pessoas jurídicas de direito público ou privado que ficam
encarregadas de exercer certas atividades originariamente previstas para os entes estatais.

Assim, as entidades administrativas são a própria Administração Indireta, composta (ta-


xativamente) pelas autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de eco-
nomia mista.

Exemplo: determinado candidato é aprovado em concurso público de um Município com alto


índice de IDH. Dentre outros benefícios, terá ele direito a assistência à saúde e a plano de pre-
vidência.
Assim, para que o próprio Município possa se dedicar a outros assuntos prioritários (como
saúde e educação), ele cria uma autarquia para gerenciar e administrar a previdência e a
assistência à saúde dos servidores.

Tais entidades, ao  contrário das pessoas políticas, são reguladas predominantemente
pelo Direito Administrativo, não detém poder político e estão vinculadas à entidade política
que as criou.
Importante salientar que não há hierarquia entre as entidades da administração pública
indireta e os entes federativos responsáveis pela sua criação. O que ocorre, em tais situações,
é uma mera vinculação administrativa, de forma que os entes federativos apenas controlam

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se as entidades da administração indireta estão desempenhando corretamente as atividades


para as quais foram criadas.
Podemos sintetizar as diferenças apresentadas entre os dois tipos de entidades apresen-
tadas por meio do seguinte quadro:

2. Sentidos da Administração Pública

Modernamente, a expressão “administração pública” pode ser conceituada por meio de


diferentes sentidos ou acepções. Da mesma forma, poderemos fazer uso da expressão em
seu sentido amplo (lato) ou em sentido estrito (stricto).

2.1. Administração Pública em Sentido Amplo

Dizemos que em sentido lato (ou amplo), a administração pública compreende, além da
função administrativa, os órgãos de governo, que são aqueles que exercem funções políticas.

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De acordo com esta acepção, a administração pública abrange desde a elaboração e fixa-
ção das diretrizes a serem seguidas na elaboração das políticas públicas até a própria exe-
cução de todas estas políticas. A elaboração compete à função política. A execução, à função
administrativa.

Exemplo: teremos a elaboração de uma política pública quando o Poder Legislativo edita uma
lei determinando a adoção de certas medidas com a finalidade de manutenção do bem-estar
coletivo (tal como ocorre, por exemplo, com a edição de uma norma que estabelece que certos
estabelecimentos comerciais apenas podem permanecer abertos até determinado horário).
Teremos a execução de uma política pública quando o Poder Executivo, por meio de seus
agentes públicos, fiscaliza se a norma em questão está sendo observada pelos proprietários
de estabelecimentos comerciais.
Adotando o conceito de administração pública em sentido amplo, as duas situações são con-
sideradas “administração pública”.

Ressalta-se, no entanto, que a utilização do sentido amplo de administração pública não


é a predominante em nosso ordenamento jurídico.

2.2. Administração Pública em Sentido Estrito

Já a administração pública sentido estrito compreende somente os órgãos e os agentes


necessários à execução das políticas públicas, sem qualquer referência àqueles que atuam
na sua elaboração.
É este o sentido que estará presente em todo o nosso estudo, sendo a base de toda a orga-
nização administrativa. Dele deriva, por exemplo, todas as prerrogativas (poderes) e sujeições
(obrigações) que os agentes possuem na gestão do patrimônio público.

Exemplo: se tomarmos como referência o exemplo anterior, apenas a execução das ativida-
des necessárias à verificação do cumprimento do horário de funcionamento dos estabeleci-
mentos comerciais é considerada administração pública. Em sentido oposto, a elaboração da
mencionada lei não entra no conceito estrito de administração.

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O sentido estrito é o adotado em nosso ordenamento jurídico, de forma que apenas


será considerada administração pública as atividades destinadas à execução das políticas
públicas.

2.3. Administração Pública em Sentido Material, Objetivo e Funcional

Em sentido material, objetivo e funcional, a administração é composta pelas atividades e


funções que normalmente são classificadas como administração pública. Por meio do critério
material, devemos nos perguntar quais as atividades que são consideradas administração
pública em nosso país.
Ainda que a resposta varie muito de autor para autor, as atividades que usualmente são
reconhecidas como administração pública são: fomento, serviços públicos, polícia adminis-
trativa e intervenção.
Fomento: incentivo à iniciativa privada para determinadas funções públicas (tal como
ocorre com um incentivo fiscal concedido para que uma organização social atue em uma
atividade pública, auxiliando a administração).
Serviços públicos: prestação de determinadas atividades para toda a população, regidas
pelo direito público (como o serviço postal e o serviço de telecomunicações).
Polícia administrativa: restrição de algum direito particular em prol do benefício de toda
a coletividade (como a apreensão de mercadorias vencidas em um supermercado, evitando
uma possível intoxicação generalizada).
Intervenção: quando o Estado intervém em determinadas atividades privadas (tal como
ocorre quando é realizada uma desapropriação para fins de reforma agrária).

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Pelo critério material, não temos uma lista taxativa de atividades que são consideradas
administração pública, mas podemos afirmar que todas as atividades listadas acima pos-
suem algo em comum: são áreas importantes para o bem-estar da população e para a pre-
servação do interesse coletivo geral.
Dessa forma, tal sentido não leva em conta quem é o responsável pela prestação da ativi-
dade, mas sim quais atividades são consideradas administração pública.
De acordo com o critério material, desta forma, uma concessionária de serviço público,
ainda que não faça parte das entidades que compõem formalmente a administração, será
considerada administração pública, uma vez que desempenha serviços públicos muitas ve-
zes essenciais à população. Em sentido oposto, o desempenho de certas atividades, ainda
que por intermédio de uma das entidades que compõem a administração indireta, não será
considerado administração pública. O motivo para tal, conforme já mencionado, é que o cri-
tério material apenas leva em conta as atividades que são desempenhadas (a matéria) e não
os responsáveis pela sua execução.

2.4. Administração Pública em Sentido Formal, Orgânico e Subjetivo

Já em sentido formal, orgânico e subjetivo, a administração pública é o conjunto de ór-


gãos e agentes incumbidos das mais diversas atividades administrativas. Por intermédio do
critério formal, devemos nos perguntar quem é administração pública em nosso país.
A resposta é que apenas as entidades, órgãos e agentes que o nosso ordenamento jurídi-
co estabelece como administração pública serão consideradas parte desta, independente da
importância da atividade exercida.

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Pelo critério formal, que é o adotado em nosso país, fazem parte da administração pública
todos os órgãos e entidades da administração direta e da administração indireta.
Dessa forma, ainda que uma atividade não seja de suma importância para a população,
ainda assim ela será considerada administração pública pelo critério formal, bastando, para
tal, que seja exercida pela administração direta ou indireta.

Exemplo: tomemos como referência a atividade financeira, desempenhada pelas empresas


públicas e pelas sociedades de economia mista.
Ainda que tal atividade não seja de extrema importância para a manutenção do bem-estar
coletivo (e prova disso é que diversos bancos privados também a desempenham), a mesma
será considerada administração pública pelo critério formal, uma vez que desempenhada por
uma das entidades que compõem a administração indireta.

Podemos sintetizar os quatro sentidos em que a expressão “administração pública” pode


ser utilizada por meio do seguinte quadro sinótico:

Abrange as atividades de elaboração e execução das políticas


Administração pública em sentido amplo
públicas.
Abrange apenas as atividades de execução das políticas
Administração pública em sentido estrito
públicas.
Administração pública em sentido material, Compreende as atividades que normalmente são classifica-
objetivo e funcional das, pela sua importância, como administração pública.
Compreende os órgãos, agentes e entidades que o nosso
Administração pública em sentido formal,
ordenamento jurídico identifica como administração pública
subjetivo e orgânico
(administração direta e indireta).

3. Centralização e Descentralização Administrativa

Tanto a centralização quanto a descentralização referem-se à forma como a atividade


administrativa é desempenhada para a população. Por meio dos institutos, verifica-se que a
atividade administrativa pode ser desempenhada tanto por meio de órgão da administração
direta quanto por meio de entidades da administração indireta.

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3.1. Centralização
A centralização ocorre quando a atividade administrativa é totalmente desempenhada por
órgãos e agentes de um único ente federativo. Em tal situação, o Estado executa as tarefas
que a ele são atribuídas pela Constituição Federal de forma direta, ou seja, por intermédio dos
agentes e dos órgãos públicos componentes da administração direta.
Ressalta-se que a administração direta, conforme anteriormente exposto, é composta pe-
los entes federativos, motivo pelo qual é correto afirmarmos que, com a centralização, ocorre
a prestação da atividade administrativa diretamente pela União, pelos Estados, pelo Distrito
Federal e pelos Municípios.
Na centralização, a  administração direta pode fazer uso da repartição interna de com-
petências, dando ensejo à criação dos órgãos públicos. Caso isso ocorra, os órgãos criados
encontram-se subordinados à autoridade superior, uma vez que a hierarquia é inerente a toda
e qualquer organização dentro de uma mesma pessoa jurídica.

3.2. Descentralização
A descentralização, por sua vez, ocorre quando qualquer um dos entes federativos exerce
suas atribuições por intermédio de outras pessoas jurídicas. Em tais situações, ao contrário
do que ocorre quando da criação dos órgãos públicos, não teremos hierarquia ou subordina-
ção, mas sim mera vinculação entre a pessoa jurídica criada e o ente federativo que a criou.
Dada a importância dos dois conceitos, vamos sedimentar o entendimento:

A descentralização pode ser feita de duas formas, sendo elas e descentralização por ou-
torga (também conhecida como descentralização por serviços ou legal) e a descentralização
por delegação (negocial ou por colaboração).

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3.2.1. Descentralização por Outorga (por Serviços ou Legal)

A descentralização por outorga ocorre quando o ente federativo transfere tanto a titulari-
dade quanto o exercício de determinada competência. Tal descentralização é feita por meio
de lei, sendo por intermédio de tal instituto que as entidades da administração indireta são
criadas.
Quatro são as entidades, conforme veremos em momento posterior, sendo elas as autar-
quias, as fundações públicas, as empresas públicas e as sociedades de economia mista. No
caso das autarquias, a criação se dará diretamente por meio de lei. Nas demais entidades,
a lei apenas autorizará a respectiva criação.

3.2.2. Descentralização por Delegação (por Colaboração ou Negocial)

A descentralização por delegação ocorre quando apenas o exercício da competência é


transferido à outra entidade, ficando a titularidade com o ente originalmente competente. Por
meio dela, as concessionárias, permissionárias e autorizatárias assumem o exercício de al-
gumas atividades administrativas.
Se a descentralização for para uma concessionária ou permissionária, dizemos que a
transferência do exercício é por prazo certo, oportunidade em que teremos a licitação prévia
e a formalização de um contrato administrativo. Caso a descentralização ocorra para uma
autorizatária, tal procedimento poderá ocorrer por prazo indeterminado, uma vez que a carac-
terística do instituto é a precariedade e a possibilidade de revogação à qualquer tempo pelo
Poder Público.
Aprofundaremos bem este ponto quando estivermos estudando os serviços públicos. Por
enquanto, é necessário, apenas, a distinção entre as duas formas de descentralização, que
podem ser melhores visualizadas por meio do gráfico a seguir:

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4. Concentração e Desconcentração Administrativa

A atividade administrativa também poderá ser desempenhada de forma concentrada ou


desconcentrada, situações em que teremos a prestação da atividade com ou sem a divisão
interna de competências, que é materializada por meio da criação dos órgãos públicos.

4.1. Concentração

A concentração trata-se de uma situação que apenas é possível na parte teórica, uma
vez que implicaria no desempenho de uma atividade administrativa sem a criação de órgãos
públicos. Assim, em tal situação, tanto a administração direta quanto a indireta teriam que
desempenhar suas atividades sem a possibilidade de reparti-las internamente.
Claramente se percebe que tal forma de prestação das atividades administrativas não
encontra amparo atualmente, uma vez que, cada vez mais, estamos diante de uma adminis-
tração gerencial e pautada na celeridade da prestação dos serviços à coletividade.

4.2. Desconcentração

A desconcentração, por sua vez, é a técnica administrativa por meio da qual são criados
os órgãos públicos. Com isso, as atividades podem ser desempenhadas de forma especializada,

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por meio de órgãos integrantes de uma mesma entidade superior. A  desconcentração – e


isso é extremamente importante – por operar-se no âmbito de uma mesma pessoa jurídica,
pressupõe hierarquia e subordinação.
Nesse ponto, é importante salientar que existe desconcentração tanto na administração
direta quanto na administração indireta, uma vez que em ambas as entidades podem existir
órgãos públicos.

5. Relação entre Centralização, Descentralização, Concentração e Des-


concentração

Para não restar dúvidas entre os quatro importantes institutos apresentados, relaciona-se
abaixo as possíveis formas de prestação da atividade administrativa, exemplificando cada
uma das situações com casos concretos:
• Centralização concentrada: é a situação onde um ente federativo (administração di-
reta) atua sem nenhuma divisão de competências. Como mencionado, tal forma de
atuação da administração pública existe apenas em teoria;
• Centralização desconcentrada: é o caso de uma entidade da administração direta (a
União, por exemplo) atuando por meio de órgãos públicos;
• Descentralização desconcentrada: é o caso de uma entidade da administração indireta
(uma sociedade de economia mista, por exemplo), atuando por meio de órgãos públicos;
• Descentralização concentrada: situação em que uma entidade da administração indi-
reta (fundação pública, por exemplo) atua sem a criação de órgão públicos.

Centralização Atuação da administração direta.


Descentralização Atuação da administração indireta ou das delegatárias de serviço público.
Concentração Atuação sem a presença de órgãos público.
Desconcentração Atuação com a presença de órgãos públicos.

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Questão 1 (CEBRASPE/CESPE/DP-DF/2019) A respeito da organização administrativa e de


poderes e deveres da administração pública, julgue o item seguinte.
A distribuição de competências a órgãos subalternos despersonalizados, como as secreta-
rias-gerais, é modalidade de descentralização de poder.

Errado.
A distribuição de competências implica na criação de novos órgãos públicos, sendo este pro-
cesso resultado da desconcentração, e não da descentralização.

6. Órgãos Públicos
Diversas foram as teorias, ao longo dos tempos, que tentaram explicar o fundamento lógi-
co para que um agente público pudesse atuar em nome de uma determinada entidade estatal.
A primeira delas foi a teoria da identidade, segundo a qual o agente e o órgão público se-
riam uma unidade inseparável, de forma que o órgão público era o próprio agente. Não tardou
para que tal teoria fosse contestada e descartada. Se admitíssemos a sua existência, como
explicar a manutenção do órgão com a possível morte do agente púbico?
Posteriormente, tivemos a teoria da representação, fortemente influenciada pelo Direito
Civil, e que afirmava que o Estado nada mais era do que um ser incapaz, necessitando assim
de representação por parte do agente público. Mas se tal teoria fosse levada a sério, como
explicar o fato de o Estado, sendo incapaz, poder nomear seus próprios agentes?
Pela teoria do mandato, Estado e agente atuavam numa espécie de contrato de represen-
tação, com o agente recebendo delegação para atuar em nome do Estado. Foi uma teoria que
trouxe alguns avanços importantes, mas que não conseguiu explicar, por exemplo, em qual
momento e de que forma seria realizada a outorga do mandato.

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Por fim, surgiu a teoria do órgão, também conhecida como teoria da imputação, segundo
a qual o agente público, ao exercer suas atribuições, atua em nome do Estado e do órgão no
qual exerce suas atribuições. Assim, se houver qualquer tipo de prejuízo ou lesão na atuação
do agente, o órgão – e não o agente – é que será responsabilizado por tal atuação. Esta teoria
é a atualmente aceita por praticamente todos os autores brasileiros, por isso mesmo, a utili-
zada em nosso ordenamento jurídico.

Teoria da identidade O Estado e o agente são uma unidade inseparável.


Teoria da representação O Estado é incapaz e deve ser representado pelo agente.
Teoria do mandato A atuação do agente ocorre por meio de contrato.
Teoria do órgão A atuação do agente é a própria atuação do órgão.

6.1. Características

Para compreendermos as características de um órgão público, podemos associá-lo ao


corpo humano. Os órgãos, assim, seriam as partes do corpo, de forma que apenas uma parte,
por si só, seria incapaz de movimentar o todo. Apenas com a vontade conjunta de todos os
órgãos é que o “corpo” consegue adquirir movimentos.
Desta característica principal (a de sozinhos serem incapazes de manifestar a vontade do
todo) é que decorrem as demais.

DICA!
Assim, os órgãos públicos:
– Surgem por meio da técnica da desconcentração adminis-
trativa;
– São considerados repartições internas de competência;
– São entes despersonalizados, ou seja, não possuem per-
sonalidade jurídica, uma vez que apenas são uma parte da
pessoa jurídica que os criou;
– Podem estar presentes tanto da administração direta (entes
federativos) quanto nas entidades da administração indireta;
– Como regra, não possuem capacidade processual.

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6.2. Classificação

Os órgãos públicos podem ser classificados de acordo com diferentes critérios. Neste
ponto, temos que fazer uso das disposições de Hely Lopes Meirelles. Para este autor, os ór-
gãos podem assumir três tipos de classificação: quanto à posição hierárquica, quanto à es-
trutura e quanto à atuação funcional.

6.2.1. Quanto à Posição Hierárquica

Independentes ou primários: são aqueles originários da Constituição Federal, estando na


cúpula de cada um dos poderes. Tais órgãos não estão sujeitos a nenhum tipo de subordina-
ção, possuindo ampla liberdade de atuação e tendo a maioria de suas atribuições previstas
na própria Constituição.

Exemplo: são órgãos independentes a Presidência da República, o Ministério Público, os Tri-


bunais do Judiciário e os Parlamentares.
Todos os órgãos em questão ocupam o posto máximo dos respetivos Poderes, possuindo
ampla liberdade no que se refere à forma como devem exercer suas atribuições.

Autônomos: estão imediatamente abaixo dos órgãos independentes, possuindo autono-


mia e capacidade de planejamento de suas ações com certa liberdade. Tais órgãos estão
localizados na cúpula da atividade administrativa, possuindo como peculiaridades, ainda,
o fato de terem autonomia administrativa, financeira e técnica.

Exemplo: são órgãos autônomos os Ministérios e as Secretarias Estaduais e Municipais. Tais


órgãos, ainda que não estejam na cúpula dos respectivos Poderes da República, estão na
cúpula da atividade administrativa realizada por cada um deles.
Assim, no âmbito federal, o Poder Executivo possui como órgão de cúpula o Presidente da
República (órgão independente). Para chefiar toda a atividade administrativa federal, o Presi-
dente nomeia Ministros de Estado, os quais, dentro de suas áreas de atuação, estão na cúpula
da atividade administrativa.

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Superiores: são aqueles que, subordinados aos órgãos autônomos, assumem a função de
direção e controle. No entanto, não detém autonomia para suas atividades, motivo pelo qual
devem obediência hierárquica aos órgãos autônomos. Diferenciam-se destes, no entanto, por
não possuírem autonomia administrativa, financeira e técnica. Exemplos clássicos são as
Procuradorias administrativas e judiciais, os Gabinetes, as Coordenadorias e as Superinten-
dências.

Subalternos: são órgãos com pouco poder decisório, possuindo dentre as suas atribui-
ções as tarefas de mera execução. Como exemplos, pode-se citar as repartições públicas em
geral, tal como o setor de protocolo e a seção de documentação.

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6.2.2. Quanto à Estrutura

No que se refere à estrutura, os órgãos públicos podem ser classificados em simples ou


compostos.
Simples ou unitários: são aqueles constituídos apenas por um centro de competências,
não possuindo, por isso mesmo, divisões internas.
Ressalta-se que deve ser feita a ressalva que o número de agentes ou servidores não in-
fluencia na classificação do órgão como simples ou composto. Desta forma, poderemos ter
um órgão simples apenas com um agente público ou então com diversos servidores. O que
é levado em consideração, para classificação como simples, é a inexistência de subdivisões
internas.

Exemplo de órgão simples com apenas um agente público é o órgão público formado por um
Magistrado do Trabalho.
Exemplo de órgão simples com vários servidores é o setor de cadastro e protocolo de uma
repartição pública. Nesta situação, ainda que o órgão seja exercido por várias pessoas, não
há uma subdivisão entre as suas atividades.

Compostos: os órgãos compostos são os constituídos por diversos órgãos menores, que,
juntos, formam um órgão maior e hierarquicamente superior.

Como exemplo, cita-se uma superintendência, que se divide em delegacias. Estas, por sua
vez, se dividem em secretarias, e assim por diante.
Nota-se assim que os órgãos compostos são constituídos de ramificações, sendo cada uma
delas um centro de competência distinto e com atribuições diversas. Quando, no entanto, reú-
nem-se todas as ramificações, temos a constituição de um órgão maior.

6.2.3. Quanto à Atuação Funcional

Com relação à atuação funcional, os órgãos podem ser classificados em singulares e co-
legiados.

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Singulares: são aqueles compostos de um único agente. Ainda que os órgãos singulares
possuam vários agentes auxiliares, sua característica de singularidade é expressa pelo de-
senvolvimento de sua função por um único agente, em geral o titular.

Exemplo: no desempenho de suas atribuições, o Presidente da República conta com diversos


agentes e servidores auxiliando no cumprimento de suas atividades. Isso não faz, contudo,
que o órgão Presidente da República seja formado por diversas pessoas, mas sim apenas por
uma delas, que é o seu titular e ocupante do cargo público.

Colegiados: são compostos por mais de um agente com poder de decisão. Assim, as de-
cisões que são levadas à análise dos órgãos colegiados apenas são decididas pela maioria
das vontades dos agentes ocupantes. O típico exemplo de órgão colegiado são os Tribunais
do Poder Judiciário.

Critério Classificação
Independentes (cúpula dos Poderes).
Autônomos (cúpula da administração).
Posição hierárquica
Superiores (sem autonomia).
Subalternos (atividades de execução).
Simples (não possuem divisões internas).
Estrutura
Compostos (possuem divisões internas).
Singulares (uma pessoa toma a decisão).
Atuação funcional
Colegiados (decisão tomada pela maioria dos integrantes).

7. Administração Direta

A administração direta é composta pelas denominadas entidades políticas, também co-


nhecidos como entes federativos. Em nosso ordenamento, eles são quatro: União, Estados,
Distrito Federal e Municípios.
Tais entidades estão expressas na Constituição Federal, mais precisamente em seu artigo
18, que assim dispõe:

Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União,


os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.

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Interessante frisar que esta relação das entidades que compõem a administração pública
direta não é novidade trazida pela Constituição Federal de 1988. Muito antes disso, o Decreto
n. 200, de 1967, já estabelecia as entidades que faziam parte da administração pública.
Todos os entes que compõem a administração direta são considerados pessoas jurídicas
de direito público, estando sujeitos ao regime jurídico-administrativo e sendo dotadas de au-
tonomia. Temos administração direta, dessa forma, em todas as esferas políticas.
No âmbito federal, podemos citar como exemplos de órgãos que compõem a adminis-
tração direta: a Presidência da República e seus respectivos Ministros de Estado, o Senado
Federal, a Câmara de Deputados, o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e res-
pectivos Tribunais Federais, os Juízes Federais e cada uma das coordenadorias, secretarias e
repartições dos respectivos órgãos.
Na esfera estadual, a situação é semelhante, com as devidas adaptações. Assim, fazem
parte da administração direta dos Estados: o Governador e respectivos Secretários Estaduais,
os Deputados Estaduais, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público
Estadual, os Juízes Estaduais e cada uma das repartições internas dos mencionados órgãos.
No âmbito municipal, por sua vez, a relação não oferece maiores dificuldades, com a res-
salva de que não temos, em nosso ordenamento, a  presença de Poder Judiciário exclusi-
vamente municipal (as causas são processadas pelos órgãos estaduais). Ainda assim, são
exemplos de órgãos da administração direta municipal: Prefeito e respectivos Secretários
Municipais, Vereadores, Câmara de Vereadores e Procurador do Município.

Questão 2 (CEBRASPE/CESPE/TEC MIN/MPE-CE/2020) No que diz respeito à administra-


ção pública direta, à administração pública indireta e aos agentes públicos, julgue o item que
se segue.
A administração pública indireta é composta por órgãos e agentes públicos que, no âmbito
federal, constituem serviços integrados na estrutura administrativa da presidência da Repú-
blica e dos ministérios.

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Errado.
A definição apresentada pela questão refere-se à Administração Direta, e não à Administra-
ção Indireta. É possível chegar a esta conclusão na medida em que os serviços integrados na
estrutura administrativa da presidência da República e dos ministérios, na esfera federal, são
órgãos públicos da Administração Direta.

8. Administração Indireta

A primeira informação que temos que ter bem definida é que as entidades que compõem
a administração indireta são as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas e as
sociedades de economia mista. Ainda que posteriormente tenham aparecido as figuras das
agências executivas, das agências reguladoras e dos consórcios públicos, a lista das entida-
des da administração indireta não foi alterada, permanecendo como uma lista taxativa.
Dessa forma, as agências e os consórcios públicos acabam se enquadrando em uma das
quatro possíveis entidades da administração indireta, conforme veremos adiante.

8.1. Disposições Constitucionais

De fundamental importância é conhecermos o diploma constitucional referente à organi-


zação da administração indireta. Tal dispositivo encontra-se previsto no art. 37, XIX e XX, da
Constituição Federal, que assim estabelece:

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
XX – depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entida-
des mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa
privada;

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Estes dois incisos são preciosos para o nosso estudo. Dada sua importância, lista-se
abaixo as informações necessárias para a correta compreensão do enunciado.
Para a criação de uma autarquia, é  necessário apenas a edição de uma lei específica.
Para as demais entidades, ao contrário, a lei específica apenas autoriza a sua criação, sendo
necessário, ainda, que o ente político promova a inscrição dos atos respectivos no registro
público competente. Importante mencionar que a lei específica em questão deve ser de inicia-
tiva do Chefe do Poder Executivo do respectivo ente federativo.
As autarquias adquirem personalidade jurídica com a edição da lei específica. As demais
entidades, com o registro público de seus atos constitutivos;
Um cuidado maior deve ser dado às fundações: ainda que o texto constitucional as rela-
cione ao lado das demais entidades com personalidade jurídica de direito privado (socieda-
des de economia mista e empresas públicas), o STF já se posicionou no sentido de admitir
que as fundações também possam ser criadas com personalidade jurídica de direito público,
oportunidade em que seriam classificadas como uma espécie do gênero autarquia, mais pre-
cisamente como autarquias fundacionais ou fundações autárquicas.
Ainda que a Constituição Federal estabeleça ser necessária autorização legislativa para
a criação de subsidiárias das entidades da administração indireta, o STF já decidiu que basta
a simples menção, na lei que cria ou autoriza a criação da entidade, de autorização para a
criação da subsidiária.

Exemplo: caso o município de Cuiabá resolva criar uma autarquia e queira, futuramente,
criar subsidiárias dessa entidade, basta que a lei específica que tenha criado a autarquia
disponha, em algum de seus artigos, que fica autorizada, desde já, a criação das respectivas
subsidiárias.
Evita-se, com isso, a necessidade de nova edição de lei específica com o único propósito de
autorizar a criação das subsidiárias das entidades da administração indireta.

Um cuidado maior deve ser dado no que se refere à participação das entidades da admi-
nistração indireta no capital de empresas privadas. Neste caso, obrigatoriamente devemos ter
a edição de uma autorização legislativa para cada uma das situações.

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A parte final do artigo 37, XIX, prevê que lei complementar estabelecerá as áreas de atua-
ção das Fundações. Como veremos em momento oportuno, as fundações públicas podem ser
tanto de direito público quanto de direito privado. Para ambos os tipos de fundação, a regra da
necessidade de edição de uma lei complementar é aplicada.
No entanto, não podemos confundir as fundações públicas de direito privado com as fun-
dações privadas. Estas, que não fazem parte da administração pública (sendo reguladas, por
isso mesmo, pelo Direito Civil), não necessitam da edição da mencionada norma.

Questão 3 (CEBRASPE/CESPE/ASSP/PGE-PE/2019) A respeito da administração pública


brasileira, julgue o item a seguir.
Autarquia pode ser criada por ato administrativo originário de ministério.

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Errado.
As autarquias apenas podem ser criadas por meio da edição de uma lei específica, e não por
meio de ato administrativo (que é norma infralegal).

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

8.2. Características Comuns das Entidades da Administração Indireta

Ainda que cada uma das entidades que compões a administração indireta possua uma
série de peculiaridades, é possível identificar a presença de uma série de características co-
muns a todas as entidades (autarquias, empresas públicas, fundações e sociedades de eco-
nomia mista). Desta forma, pode-se afirmar que todas as entidades em questão...
Possuem personalidade jurídica, o que as diferencia, por exemplo, dos órgãos públicos,
uma vez que estes apenas correspondem a uma parte da pessoa jurídica que os criou. A Lei
9.784, por exemplo, relaciona como a diferença primordial entre os órgãos e as entidades a
existência de personalidade jurídica nestas, conforme se observa da leitura do artigo 1º, § 2º:

Para os fins desta Lei, consideram-se:


I – órgão – a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da
Administração indireta;
II – entidade – a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica;

A personalidade jurídica das entidades da administração indireta, conforme veremos


oportunamente, pode ser de direito público ou de direito privado, o que implica em uma série
de diferenças nas características de cada uma delas.
Têm legitimidade ativa para propor uma Ação Civil Pública.
Possuem autonomia administrativa e financeira, mas não detém uma parcela do poder
político, que é característica apenas das entidades políticas (entes federativos).

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Estão sujeitas, assim como os órgãos públicos, ao  controle do Poder Legislativo e do
Tribunal de Contas da União, uma vez que utilizam, para o desempenho de suas atividades,
recursos públicos.
Devem realizar concurso público para contratação de pessoal. Assim, ainda que os agen-
tes das entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado sejam regidos pelas
disposições da CLT (sendo considerados empregados públicos), a  realização de concurso
público para admissão de pessoal é regra aplicável a toda a administração pública.
Seus servidores respondem por atos de improbidade administrativa, estando regidos pe-
las disposições da Lei 8.429, de 1992.
Devem observar a vedação à acumulação de cargos públicos como a regra no âmbito do
desempenho das funções estatais, de forma que a acumulação apenas será possível nas hi-
póteses previstas no texto da Constituição Federal.
Devem observar todos os princípios atribuídos à administração pública pela Constituição
Federal, dentre os quais se destacam, de acordo com o artigo 37, caput, os da legalidade, im-
pessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Não estão subordinadas hierarquicamente ao ente federativo que as criou ou autorizou,
mas sim apenas vinculadas à respectiva administração direta, que, por meio da tutela ad-
ministrativa, verifica se as entidades estão realizando as atividades para as quais foram
instituídas.

8.3. Autarquias

As autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno, criadas por lei específica
para o exercício de atividades típicas da administração pública. Com as autarquias, é como
se o Estado (por meio de suas entidades políticas), descentralizasse certas atividades para
entidades dotadas de maior especialização.
E justamente por serem “especialistas” na área em que atuam, a ideia é que os serviços
por elas prestados sejam mais eficazes e atinjam de maior forma a sua finalidade, que é o
bem comum da coletividade. Por isso mesmo, costuma-se afirmar que as autarquias são um
serviço público descentralizado.

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E justamente por prestarem este serviço público especializado é que as autarquias devem
se assemelhar, em tudo o que for possível, ao próprio Estado. Dessa forma, elas estão rigoro-
samente sujeitas ao mesmo regime jurídico que o Estado está sujeito. Hely Lopes Meirelles
chega a afirmar que as autarquias representam uma “longa manus” do Estado, ou seja, são
executoras de ordens dadas pelo respectivo ente federativo.

8.3.1. Criação e Extinção

As autarquias são criadas diretamente por lei específica, que obrigatoriamente deverá ser
de iniciativa do Chefe do Poder Executivo do respectivo ente federativo. Assim, se estivermos
diante de uma autarquia federal, a competência para a sua instituição será do Presidente da
República. No caso de autarquias estaduais ou municipais, a competência, respectivamente,
será dos Governadores ou Prefeitos.
Salienta-se, no entanto, que a função administrativa, ainda que exercida tipicamente pelo
Poder Executivo, pode ser desempenhada, em caráter atípico, pelos demais Poderes da Re-
pública. Em tais situações, é plenamente possível que sejam criadas autarquias no âmbito do
Poder Legislativo e do Poder Judiciário, oportunidade em que a iniciativa para a lei destinada
a sua criação deverá ser feita pelo respectivo Poder.

Uma vez criadas as autarquias, teremos a escolha dos respectivos dirigentes. Como re-
gra, a própria lei que cria as entidades estabelece, em seu texto, a forma como acontecerá a
eleição e o mandato de seus dirigentes. Entretanto, é plenamente cabível que seja exigida a
aprovação prévia, por parte do Poder Legislativo, para a nomeação do dirigente escolhido.

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Exemplo: na esfera municipal, o processo de criação ocorre nas seguintes fases:


– Inicialmente, o Prefeito edita uma lei criando a entidade. No mesmo texto, estabelecerá a
forma como os dirigentes da entidade serão eleitos e o prazo de duração dos respectivos
mandatos.
– Caso esteja expresso que a nomeação dos dirigentes estará condicionada à prévia aprova-
ção do Poder Legislativo, caberá à Câmara de Vereadores aprovar o nome escolhido.
– Após a aprovação, o Prefeito realiza a nomeação dos dirigentes.

Situação diferente ocorre com a exoneração de um dirigente de autarquia. Aqui, ainda


que a competência para tal ato seja do Chefe do Executivo, não poderá ser exigida aprovação
prévia pelo Poder Legislativo.

No que se refere à extinção das autarquias, deve ser utilizado o princípio do paralelismo
das formas. Assim, como as autarquias são criadas por intermédio de lei específica, apenas
por meio de tal forma legislativa é que as entidades em questão poderão ser extintas. Tal
como ocorre com a criação, a proposta de lei destinada à extinção das autarquias deve ser de
iniciativa dos Chefes do Poder Executivo ou, quando estivermos diante de autarquias institu-
ídas no âmbito dos Poderes Legislativo ou Judiciário, por meio de iniciativa dos respectivos
Poderes.

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Questão 4 (CEBRASPE/CESPE/AFRE/SEFAZ-RS/2019) A entidade da administração públi-


ca indireta criada por meio de lei para desempenho de atividades específicas, com personali-
dade jurídica pública e capacidade de autoadministração é a
a) autarquia.
b) fundação privada.
c) sociedade de economia mista.
d) empresa pública.
e) empresa subsidiária.

Letra a.
Dentre as entidades da Administração Indireta, aquela que é criada diretamente por meio de
lei é a autarquia. Nos demais casos, a lei apenas autoriza a criação. Além disso, a autarquia
possui personalidade jurídica de direito público e capacidade de autoadministração.

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

8.3.2. Classificação

Diversas são as classificações existentes, em nosso ordenamento jurídico, para as autar-


quias, sendo que os principais critérios utilizados são os relativos ao nível federativo, ao ob-
jeto e à natureza.

Quanto ao Nível Federativo

Como o próprio nome sugere, poderemos ter autarquias em todos os níveis federativos.
Assim, a depender do ente em que as entidades foram instituídas, teremos autarquias fede-
rais (União), estaduais (Estados), distritais (Distrito Federal) e municipais (Municípios).

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Quanto ao Objeto

Com relação ao objeto, as autarquias possuem as seguintes classificações:


• Autarquias fundacionais: são aquelas criadas mediante a afetação de um determinado
patrimônio público e tendo uma finalidade específica. São, basicamente, as fundações
públicas de direito público, também conhecidas como fundações autárquicas ou autar-
quias fundacionais;
• Autarquias corporativas: são formadas pelos conselhos reguladores de determinadas
profissões, como o CRM (Conselho Regional de Medicina). Tais corporações são encar-
regadas de fiscalizar as respectivas categorias profissionais;

 Obs.: Obs.: ressalta-se, entretanto, que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ainda que
trate-se de um conselho profissional, não é classificada como autarquia corporativa,
uma vez que, de acordo com o entendimento do STF, trata-se a OAB de uma entidade
sui generis, não tendo nenhuma relação com a administração pública.

• Autarquias associativas: São os consórcios públicos regidos pelo direito público, ou


seja, a reunião de entes federativos com finalidades específicas;
• Autarquias territoriais: classificação baseada na doutrina de Maria Sylvia Zanella Di Pietro.
Segundo a autora, os territórios federais (que, ainda que não existentes em nosso ordena-
mento jurídico, podem perfeitamente vir a serem criados) são uma espécie de autarquia;
• Autarquias administrativas ou de serviço: são as autarquias normais, que exercem atri-
buições tipicamente administrativas. Neste caso, o critério utilizado para a classifica-
ção em autarquias administrativas é o residual, ou seja, todas as autarquias que não
sejam classificadas nas demais hipóteses serão classificadas como administrativas.

Quanto à Natureza

A classificação quanto à natureza é aquela que leva em conta o regime jurídico adotado,
de forma que as autarquias podem ser classificadas em comuns ou especiais.
As autarquias comuns são aquelas que não apresentam maiores peculiaridades, qualifi-
cando-se, por isso mesmo, como ordinárias.

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Por outro lado, as autarquias especiais são aquelas que possuem qualquer tipo de prerro-
gativa que as diferencia das demais. Não existe uma lista taxativa dos poderes que podem ser
concedidos às autarquias especiais, sendo que a característica principal é que tais entidades
possuem uma autonomia maior em relação às autarquias normais.
Como exemplo, temos as agências reguladoras, que regulam determinados setores da
economia e necessitam, por isso mesmo, de uma maior autonomia.
Vejamos todas as classificações apresentadas por meio da tabela a seguir:

Critério Classificação
Quanto ao nível federativo Federais (criadas pela União).
Estaduais (criadas pelos estados).
Distritais (criadas pelo Distrito Federal).
Municipais (criadas pelos municípios).
Quanto ao objeto Fundacionais (são as fundações públicas de direito público).
Corporativas (são os conselhos profissionais).
Associativas (são os consórcios públicos).
Territoriais (são os territórios federais).
Administrativas (são autarquias residuais).
Quanto à natureza Comuns (não apresentam peculiaridades).
Especiais (possuem prerrogativas que as diferenciam das demais).

8.3.3. Privilégios Processuais

Com as autarquias, é como se o próprio Estado estivesse desempenhando as atividades.


Como consequência, todos os privilégios processuais que são atribuídos ao Estado devem
ser estendidos às respectivas entidades autárquicas.
Tanto a administração direta quando as autarquias são consideradas, para efeitos pro-
cessuais, como Fazenda Pública, fazendo jus a uma série de privilégios processuais.
Prazo em dobro para todas as manifestações processuais: no âmbito das relações entre
particulares, as ações judiciais podem ser objeto de contestação e de recursos. Assim, a per-
da do prazo por uma das partes acarreta a preclusão administrativa, ou seja, a impossibilida-
de de nova atuação.
Com as autarquias, antes da entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil, o prazo
para apresentação de contestação era contado em quádruplo, sendo o prazo para apresenta-
ção de recursos contato de dobro.

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Após a entrada em vigor, estabeleceu o NCPC que todas as manifestações da Fazenda


Pública (conceito aplicado, também, às autarquias) possuem prazo em dobro.
Suas causas estão sujeitas ao duplo grau de jurisdição: a garantia do duplo grau de juris-
dição determina que todas as causas que sejam julgadas desfavoráveis para as autarquias
devem, antes da produção de efeitos jurídicos, ser confirmadas pelos órgãos superiores. Des-
ta forma, sempre que, no âmbito de um processo judicial, as autarquias tenham “perdido” a
causa, os autos do processo sobem, imediatamente, para a instância judicial superior.
Tal regra, no entanto, comporta exceções, que são as causas cujo valor da condenação
não exceda a 60 salários mínimos ou em que haja Súmula do STF ou jurisprudência firmada
por parte dos tribunais superiores. Nestas situações, caso a autarquia queira fazer uso da ga-
rantia do duplo grau de jurisdição, deverá, obrigatoriamente, interpor recurso dentro do prazo
a ela concedido.
Desnecessidade de depósito prévio das custas processuais: em decorrência de tal prer-
rogativa, as custas processuais não precisam ser depositadas, pelas autarquias, no início do
processo, mas sim apenas após do seu término, e ainda assim quando as entidades perderem
a respectiva ação judicial.
De acordo com o entendimento do STJ, tal prerrogativa não deve ser confundida com a
obrigatoriedade do depósito prévio, pelas entidades, dos honorários periciais, conforme se
observa da leitura da Súmula 232 do mencionado tribunal:

Súmula n. 232, STJ
A Fazenda Pública, quando parte no processo, fica sujeita à exigência do depósito prévio
dos honorários do perito.

Prescrição quinquenal: o prazo prescricional pode ser entendido como o lapso de tempo
para que um particular ajuíze uma ação contra as entidades autárquicas. Dessa forma, uma
vez decorrido o prazo em questão, a ação judicial não pode mais ser proposta, encontrando-
-se prescrita.
No que se refere às autarquias, o prazo prescricional é de 5 anos, conforme disposição do
artigo 1º do Decreto 20.910:

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Art. 1º As dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer
direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, pres-
crevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.

8.3.4. Responsabilidade Civil

Vigora, em nosso ordenamento jurídico, a  regra de que todas as pessoas jurídicas de


direito público, assim como as de direito privado prestadoras de serviços públicos, devem
responder objetivamente pelos danos por elas causados a particulares.
Com relação às autarquias, que são pessoas jurídicas de direito público, vigora esta mes-
ma regra. Assim, caso os agentes públicos da entidade provoquem, no desempenho de suas
atribuições, danos aos particulares, é a própria entidade quem deverá ser responsabilizada.
Posteriormente, a  autarquia verifica se houve dolo ou culpa na atuação estatal e, em caso
positivo, procede à competente ação de ressarcimento.

Exemplo: Alberto, servidor público de autarquia federal, cometeu, no desempenho de suas ati-
vidades, dano a um particular.
O particular, desejando ser indenizado, ajuíza ação de indenização frente a autarquia (e não
diretamente com relação ao servidor). Julgada a ação, a entidade é condenada ao pagamento
de danos ao particular.

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Tendo realizado o pagamento, a  autarquia verifica se houve, na conduta de Alberto, dolo


(intenção) ou culpa. Em caso positivo, procede à respectiva ação de ressarcimento, momento
em que ela irá figurar no polo ativo e o servidor no polo passivo.

8.3.5. Imunidade Tributária

De acordo com o artigo 150, § 2º, da Constituição Federal, a imunidade tributária recípro-
ca, que é prerrogativa dos entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) é
estendida às autarquias e fundações públicas.
Por imunidade tributária recíproca podemos entender a impossibilidade de os entes fe-
derativos instituírem impostos, uns dos outros, com relação ao patrimônio, à renda ou aos
serviços.
No que se refere às autarquias, no entanto, tal imunidade apenas é estendida no que se
refere ao patrimônio, à renda ou aos serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou dela
decorrentes.

Exemplo: caso uma autarquia seja proprietária de um bem imóvel (tal como uma sala comer-
cial) e a utilize para o desempenho de suas atividades, estará imune do pagamento do IPTU.
Caso, no entanto, a autarquia utilize o imóvel em questão para finalidades diversas das por ela
desempenhadas (tal como a utilização do imóvel para estacionamento remunerado de veícu-
los), teremos o pagamento de IPTU.

8.3.6. Consórcios Públicos

Os consórcios públicos foram regulamentados pela Lei 11.107, de 2005, que, por sua vez,
disciplina o disposto no art. 241 da Constituição Federal, que assim dispõe:

A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios
públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada
de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e
bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos.

Assim, os consórcios podem ser conceituados como uma forma de colaboração entre os
diversos entes políticos para a gestão associada dos serviços públicos de interesse comum.

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De acordo com a doutrina, os consórcios públicos podem ser tanto regidos tanto pelo direito
público quanto pelo direito privado.
Quando regidos pelo direito público, estaremos diante da denominada associação pú-
blica, que, conforme anteriormente analisado, são uma das espécies do gênero autarquia.
Quando regidos pelo direito privado, por sua vez, o consórcio deverá atender a todas as nor-
mas previstas na legislação civil.
Importante salientar que os consórcios públicos não são uma nova forma de entidade
integrante da administração indireta, pois, como já mencionamos, tal lista é taxativa. No en-
tanto, os consórcios, quando regidos pelo direito público, integram a administração indireta
de cada um dos entes consorciados.
Diversas são as vantagens, para os entes federativos, decorrentes da celebração dos con-
sórcios públicos. Dentre elas, destacam-se às disposições concernentes às licitações e aos
contratos administrativos. De acordo com a Lei 8.666, que é a norma que estabelece as regras
pertinentes a estes dois institutos, a licitação poderá ser dispensada, dentre outras hipóteses,
quando os valores não excederem a R$ 17.600,00 (dezessete mil e seiscentos reais) para as
compras e serviços em geral e de R$ 33.000 (trinta e três mil reais) para obras e serviços de
engenharia.
Em caso de consórcio público, tal limite é dobrado, ou seja, até o valor de R$ 35.200,00
(trinta e cinco mil e duzentos reais) para as compras e serviços em geral ou de R$ 66.000,00
(sessenta e seis mil reais) para as obras e serviços de engenharia, a licitação será dispensável.
Ainda de acordo com a Lei 8.666, as modalidades de licitação concorrência, tomada de
preços e convite são escalonadas de acordo com os limites do valor geral de contratação.
No entanto, se estivermos diante de consórcios públicos, tais limites poderão ser dobrados
(caso o consórcio seja formado por até 3 entes federativos) ou até mesmo triplicados, quando
formados por mais de 3 entes da Federação.

Exemplo: se tivermos um consórcio Público entre a União, o Estado de Santa Catarina e os


Municípios de Joaçaba e Chapecó, este consórcio poderá contratar uma obra de engenharia,
por exemplo, por até 3 vezes o limite máximo estipulado para as contratações individuais na
modalidade convite, sujeitando-se a um procedimento bem mais simplificado do que o das
modalidades tomada de preços e concorrência.

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Salienta-se que os consórcios não podem ser formados pela União e por Município sem
que o Estado onde esteja situado o Município também esteja consorciado. Da mesma forma,
os Municípios integrantes de dois Estados diferentes não podem consorciar-se entre si sem
que os Estados também estejam participando.
O consórcio público, seja ele com personalidade jurídica de direito público ou de direito
privado, observará as normas de direito público no que concerne à realização de licitação,
à celebração de contratos, à prestação de contas e à admissão de pessoal, que será regido
pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Desta forma, é possível afirmar que, ainda que estejamos diante de um consórcio público
regido pelas regras de direito público, o quadro de pessoal será regido pelas regras constan-
tes na CLT. No que se refere à realização de licitação, celebração de contratos administrati-
vos, prestação de contas e admissão de pessoal, as regras a serem observadas serão as de
direito público.

8.3.7. Agências Executivas

As agências executivas foram introduzidas em nosso ordenamento jurídico com a Lei


9.649, de 1998, que estabeleceu a possibilidade das autarquias e fundações públicas firmarem
contrato de gestão com o poder público e, assim, se qualificarem como agências executivas.
Dessa forma, podemos concluir que tais agências nada mais são do que uma faculdade
conferida às autarquias e às fundações públicas de se submeterem a um regime diferenciado,
aumentando a produtividade e a eficiência de sua gestão.
Normalmente, a qualificação como agência executiva é feita por meio de decreto expedido
pelo chefe do Poder Executivo.
Para se qualificar como agências executivas, as autarquias e fundações devem atender a
dois requisitos:
• ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em an-
damento;
• ter celebrado contrato de gestão com o respectivo ministério superior, que terá perio-
dicidade mínima de 1 ano e estabelecerá os objetivos, metas e indicadores de desem-
penho da entidade.

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Com a qualificação como agências executivas, a autonomia das entidades é ampliada e,


assim como ocorre com os consórcios públicos, tais agências passam a contar com um maior
limite de dispensa para as licitações. Enquanto o normal é a dispensa até o limite de 10% do
estipulado para a modalidade convite, para as agências executivas este limite é de 20%.

8.3.8. Agências Reguladoras

As agências reguladoras, por sua vez, são entidades encarregadas da fiscalização e do


controle de determinadas atividades ou setores. Em nosso ordenamento, apenas duas agên-
cias reguladoras têm sede constitucional, ou seja, encontram previsão nas disposições da
Constituição Federal, sendo elas a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e a Anatel (Agência
Nacional de Telecomunicações). Todas as demais agências reguladoras, por consequência,
possuem suas disposições expressas em diplomas legais.
Tendo em vista necessitarem de uma maior autonomia para exercer as atividades de fis-
calização e controle, as agências reguladoras existentes em nosso ordenamento são institu-
ídas sob a forma de autarquias em regime especial.
As principais características das agências reguladoras estão ligadas, diretamente, à auto-
nomia e aos poderes a elas atribuídos. Todas as demais decorrem dessas duas prerrogativas.
Podemos listar, como exemplo, que tais entidades:
• Possuem autonomia em sua gestão;
• Não estão subordinadas hierarquicamente a qualquer instância de governo;
• Suas decisões não estão sujeitas a revisão, ressalvada a apreciação judicial e o re-
curso hierárquico impróprio (O recurso hierárquico impróprio é aquele endereçado à
autoridade administrativa que não é hierarquicamente superior àquela que editou o ato
administrativo);
• A indicação de seus dirigentes deve ser pautada por critérios técnicos;
• Possuem a prerrogativa de aplicar sanções, tais como advertências, multas ou cassa-
ção de licenças.

No que se refere ao regime de contratação de pessoal das agências reguladoras, impor-


tante salientar que, após 2004 (e colocando fim à grande controvérsia) o STF entendeu que o

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regime passou a ser o estatutário, sendo vedado às agências reguladoras a contratação de


servidores celetistas.
Vejamos as principais diferenças entre as agências executivas e as agências reguladoras.

Agências Executivas Agências Reguladoras


É uma qualificação jurídica atribuída às autarquias e São Autarquias em regime especial.
fundações públicas.
Objetiva aumentar a eficiência e a produtividade das Objetiva conferir maior autonomia e poder às
entidades. entidades.
Reguladas por norma específica. Conceito atribuído pela doutrina.
Não existe uma área específica em que elas atuam. Atuam especificamente na área da regulação.
São qualificadas por meio de decreto. Não é uma qualificação, sendo que a própria lei que
cria a autarquia estabelece o nível de autonomia da
entidade.

8.4. Fundações
A existência das fundações está pautada nas disposições do Código Civil, que é o diplo-
ma que estabelece a forma como as fundações privadas devem ser constituídas e as demais
características de tais pessoas jurídicas.
Basicamente, conseguimos identificar, no processo de criação das fundações privadas,
duas características que sempre estão presentes, sendo elas a doação patrimonial por parte
de um instituidor e a impossibilidade de terem finalidade lucrativa.
Tais características foram reproduzidas, em parte, quando a Constituição Federal estabe-
leceu a forma como as fundações públicas seriam criadas. Assim, no âmbito público, as fun-
dações possuem como instituidor um ente federativo, devendo, tal como ocorre com as fun-
dações privadas, exercer atividades sem a finalidade de lucro.
Tal característica, no entanto, não impede que as fundações públicas cobrem pela presta-
ção dos serviços públicos prestados, uma vez que é por meio das receitas advindas com tal
prestação que tais entidades conseguem subsistir.
Da mesma forma, caso tais entidades tenham, ao término do ano civil, excedentes finan-
ceiros, deverão aplicá-los nas atividades da fundação, oportunidade em que manterão a vin-
culação à atividade essencial que deu ensejo à criação da fundação. Em nenhuma hipótese

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poderá ocorrer a distribuição de recursos financeiros eventualmente excedentes a filiados ou


associados, uma vez que tal medida configura grave desvio de finalidade.

Exemplo: no âmbito federal, temos como exemplo de fundação pública o IBGE. Logo, quando
da sua criação, tivemos a doação de bens por parte do ente instituidor (União), de forma que
a fundação passou a ter recursos para prestar suas atividades.
Como forma de subsidiar-se financeiramente, pode o IBGE exigir da população o pagamento
de recursos para a prestação de certas atividades (ainda que a imensa maioria de suas ativi-
dades seja mantida por recursos públicos).
Ao término do exercício financeiro, caso haja sobra de recursos, o IBGE deve proceder à apli-
cação destes nas finalidades da entidade, não podendo distribuí-los entre os associados ou
colaboradores (diretores e empregados).

Com base no que foi exposto, consegue-se identificar uma série de similaridades e dife-
renças entre as fundações públicas e as fundações privadas, conforme se observa por meio
da tabela a seguir:
Fundações Públicas Fundações Privadas
Instituidor é um ente federativo. Instituidor é uma pessoa particular.
Não podem ter finalidade lucrativa. Não podem ter finalidade lucrativa.
Desempenham atividades de interesse social. Desempenham atividades de interesse social.

8.4.1. Distinção entre Fundações Públicas de Direito Público e de Direito


Privado

Estabelece a Constituição Federal, conforme anteriormente demonstrado, a forma como


as entidades da administração indireta serão constituídas. No que se refere às autarquias, es-
tas são criadas diretamente por meio de lei. Para as demais entidades (dentre as quais estão
as fundações), o processo de criação apenas é autorizado por meio de lei específica.

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Assim, em um primeiro momento, temos a constatação de que as fundações públicas


seriam (tal qual as empresas públicas e as sociedades de economia mista), pessoas jurídicas
de direito privado, uma vez que a lei apenas autoriza a sua criação, sendo necessário, para o
início das atividades, realizar o registro dos seus atos constitutivos no cartório competente.
Entretanto, diversas fundações, quando criadas, possuíam um regime jurídico bastante
parecido com o das autarquias, que são regidas pelo direito público e possuem uma série de
prerrogativas, conforme anteriormente verificado, inerentes ao próprio Estado.
Não há como negar que a situação apresentava uma série de dúvidas em nosso ordena-
mento. Se as fundações públicas possuíam, de acordo com a Constituição Federal, o mesmo
regramento das empresas estatais, como explicar a similaridade de prerrogativas a elas con-
cedidas quando comparadas com as autarquias e com o próprio Estado?
Para se ter uma ideia, três eram as correntes defendidas pelos principais autores admi-
nistrativistas: a de que as fundações só poderiam assumir a personalidade jurídica de direito
privado (Hely Lopes Meirelles); a de que só poderiam assumir a personalidade jurídica de
direito público (Celso Antônio Bandeira de Mello); e a de que poderiam assumir ambas as per-
sonalidades, ou seja, de direito público ou privado (Maria Sylvia Zanella Di Pietro).
Coube ao STF, no julgamento da ADIn 2794, resolver a questão, afirmando que as funda-
ções públicas podem tanto assumir a forma de pessoas jurídicas de direito público (opor-
tunidade em que serão uma espécie do gênero autarquia), quanto a de pessoas jurídicas de
direito privado (quando serão regidas, basicamente, pelas mesmas regras previstas para as
sociedades de economia mista e empresas públicas).

Portanto, atualmente, é  pacificado na Doutrina o entendimento de que as Fundações


Públicas podem ser constituídas com personalidade jurídica de direito público ou de
direito privado.

No que se refere às fundações públicas de direito público, pode-se afirmar que estas pos-
suem as mesmas características e privilégios das autarquias, conforme exposto quando do
estudo destas entidades.
Quanto às fundações públicas de direito privado, a doutrina entende que elas estão sub-
metidas s um regime jurídico híbrido, sendo regidas ora por um regime de direito público, ora
pelo regime de direito privado.

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Como forma de diferenciarmos as duas entidades (fundações públicas de direito público e


de direito privado), podemos relacionar as seguintes características privativas das entidades
de direito privado:
• Adquirem personalidade jurídica com a inscrição de seus atos no respectivo registro
público. Assim, não basta a edição de uma lei para a criação da entidade, devendo
ocorrer, posteriormente à edição da lei autorizadora, o registro de seus atos constituti-
vos no cartório de registro de pessoas jurídicas;
• Não podem praticar atos em que estejam na condição de poder de império. Como são
consideradas pessoas jurídicas de direito privado, os atos de império (dentre os quais
se destacam os relativos ao poder de polícia) não podem ser exercidos por tais espé-
cies de fundações, sendo exclusividade das pessoas jurídicas de direito público;
• Seus bens não são bens públicos. Ainda que seus bens não sejam considerados bens
públicos, quando tais bens estiverem afetados à prestação de um serviço público es-
sencial à coletividade, terão as mesmas características dos bens públicos, não poden-
do ser alienados, usucapidos, onerados ou penhorados;
• Não estão sujeitas ao regime constitucional dos precatórios. Por intermédio do regime
dos precatórios, os débitos das entidades da administração indireta dotadas de per-
sonalidade jurídica de direito público que forem apresentados até 1º de julho de um
ano apenas serão pagos até o término do exercício posterior. Com isso, objetiva-se dar
segurança na gestão dos recursos públicos, evitando-se que a realização de políticas
públicas seja comprometida devido ao pagamento das dívidas apresentadas. Com as
fundações públicas de direito privado isso não ocorre, sendo que as citações para pa-
gamento devem seguir o mesmo prazo utilizado para as pessoas jurídicas em geral;
• Não podem ser sujeito ativo da relação tributária. Ser sujeito ativo da relação tributária
implica na possibilidade de exigir o pagamento das exigências tributárias. De acordo
com o artigo 119 do Código Tributário Nacional, tal peculiaridade é exclusiva das pes-
soas jurídicas de direito público:

Art. 119. Sujeito Ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público titular da competência
para exigir seu cumprimento.

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Importante salientar que, não obstante as diferenças apresentadas, a doutrina possui en-
tendimento de que todas as obrigações estabelecidas às fundações públicas, pela Constitui-
ção Federal, são extensíveis aos dois tipos de fundações, sejam elas de direito público ou de
direito privado.
Da mesma forma, a regra prevista no artigo 66 do Código Civil, que estabelece que “velará
pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas”, não é aplicado a nenhuma
das espécies de fundações públicas, mas sim apenas às fundações privadas. Logo, é correto
afirmar que apenas as fundações privadas possuem o Ministério Público Estadual como seu
respectivo curador.
Como forma de facilitar a compreensão, relacionam-se abaixo as diferenças e similari-
dades existentes entre as fundações públicas de direito público e as fundações públicas de
direito privado:

Fundações Públicas de Direito Público Fundações Públicas de Direito Privado


São criadas diretamente por lei. São autorizadas por lei.
Possuem personalidade jurídica de direito público. Possuem personalidade jurídica de direito privado.
São regidas pelo direito público. São regidas por um regime híbrido.
Devem realizar concurso para admitir pessoal. Devem realizar concurso para admitir pessoal.
Possuem bens públicos. Possuem bens privados, com a ressalva das caracte-
rísticas dos bens públicos serem mantidas quando da
prestação de uma atividade essencial à coletividade.
Possuem privilégios processuais, tal como as autar- Não possuem privilégios processuais.
quias.
Devem prestar contas ao respectivo Tribunal de Devem prestar contas ao respectivo Tribunal de
Contas, uma vez que gerem recursos públicos. Contas, uma vez que gerem recursos públicos.
Estão vinculadas à administração direta. Estão vinculadas à administração direta.
Assim como as autarquias, possuem responsabili- Possuem responsabilidade civil objetiva.
dade civil objetiva.
Não possuem o Ministério Público Estadual como Não possuem o Ministério Público Estadual como
curador. curador.

Ressalta-se que as fundações públicas são comumente chamadas de patrimônio público


descentralizado, ao passo que as autarquias, ainda de acordo com a doutrina, são intituladas

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como um serviço público descentralizado. Isso ocorre na medida em que as fundações públi-
cas gerem um patrimônio inicialmente doado por um instituidor, ao passo que as autarquias
desempenham um serviço público que, se não fosse por elas prestado, deveria ser assim feito
pelo próprio Estado.

8.5. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista


As empresas públicas e as sociedades de economia mista são a parte da administração
indireta mais voltada para o direito privado, sendo chamadas, por parte da doutrina, de em-
presas estatais.

8.5.1. Áreas de Atuação

A primeira definição importante é que ambas as entidades (empresas públicas e socieda-


de de economia mista), podem ser divididas, no que se refere à área de atuação, entre presta-
doras de serviço público e atuantes na atividade econômica. Dessa forma, temos dois tipos
de empresas públicas e dois tipos de sociedades de economia mista.
Enquanto as empresas estatais exploradoras de atividade econômica estão regidas, no
plano constitucional, pelo art. 173, sendo sua atividade prioritariamente regida pelo direito pri-
vado, as empresas estatais prestadoras de serviço público são reguladas, no plano constitu-
cional, pelo art. 175, de forma que sua atividade é regida prioritariamente pelo direito público.
Em outras palavras, temos que todas as empresas estatais, seja ela prestadora de servi-
ços públicos ou exploradora de atividade econômica, possui personalidade jurídica de direito
privado.

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A diferença entre elas é quanto à atividade que exercem: se ela for prestadora de serviço
público, a atividade desempenhada, como não poderia deixar de ser, é regida pelo direito pú-
blico, de acordo com o artigo 175 da Constituição Federal:

Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou
permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.

Se ela for exploradora de atividade econômica, e como forma de evitar assim que o princí-
pio da livre concorrência seja prejudicado, tais atividades serão reguladas pelo direito privado,
conforme disposição do artigo 173 da Constituição Federal:

Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade eco-
nômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional
ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e
de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens
ou de prestação de serviços, dispondo sobre:
I – sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade;
II – a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
III – licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da
administração pública;
IV – a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a participação
de acionistas minoritários;
V – os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores.

Exemplo: são empresas estatais exploradoras de atividade econômica a Caixa Econômica


Federal (empresa pública) e o Banco do Brasil (sociedade de economia mista). Como tais
entidades disputam o mercado com as demais empresas privadas, e em plena sintonia com
o princípio da livre concorrência, devem ser regidas pelo direito privado.
Como exemplo de empresas estatais prestadoras de serviços públicos temos os Correios
(empresa pública) e a Sabesp (sociedade de economia mista). Em ambas as entidades, nota-
-se que o objetivo primordial não é auferir lucros, mas sim prestar um serviço à coletividade.
Logo, nada mais natural do que tais entidades estarem regidas pelo direito público.

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8.5.2. Características Comuns

Todas as empresas públicas e sociedade de economia mista, independentemente de se-


rem prestadoras de serviço público ou exploradoras de atividades econômicas, possuem as
seguintes características:
• Devem realizar concurso público para admissão de seus empregados. Independente de
estarmos diante de pessoas jurídicas de direito privado, a admissão de pessoal, assim
como ocorre com todas as entidades da administração indireta, deve ocorrer por meio
de concurso público, valorizando o princípio da impessoalidade e estando em sintonia
com o artigo 37, II, da Constituição Federal:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mo-
ralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público
de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego,
na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de
livre nomeação e exoneração;

• Não estão alcançadas pela exigência de obedecer ao teto constitucional. De acordo


com a regra do “teto constitucional” a remuneração de todos os agentes públicos da
administração direta e das entidades da administração indireta que sejam subsidiadas
com recursos públicos não pode exceder à remuneração dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal. Em sentido oposto, as empresas estatais que não recebam recursos
públicos para o pagamento de pessoal e manutenção de suas atividades não são obri-
gadas a obedecer à mencionada regra constitucional;

Tal entendimento já foi proferido, inclusive, pelo STF, conforme se observa da decisão do
Recurso Extraordinário 629532/DF:

I – É firme o entendimento desta Corte de que o art. 37, XI, da Constituição Federal, com
a redação anterior à EC 19/98, já fixava limite remuneratório também para os emprega-
dos das empresas públicas e sociedades de economia mista. II. – O art. 37, § 9º, da CF
submeteu os empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista ao

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teto remuneratório da Administração Pública, limitando expressamente esta aplicação


aos casos em que tais empresas recebam recursos da Fazenda Pública para custeio em
geral ou gasto com pessoal.

• Estão sujeitas ao controle efetuado pelos Tribunais de Contas, bem como ao controle
do Poder Legislativo. Trata-se de regra inerente a todas as entidades da administração
indireta, uma vez que todas elas executam a gestão do patrimônio público, que perten-
ce à coletividade. Assim, os administradores públicos devem prestar contas das suas
gestões, permitindo que os órgãos de controle e a própria população tenha conheci-
mento acerca da forma como os recursos estão sendo utilizados;
• Não estão sujeitas a falência. No âmbito das relações privadas, uma empresa pode,
em determinadas situações, solicitar a recuperação judicial (ou a falência, no caso de
empresário). Tais regras estão expressas na Lei 11.101, de 2005, que excluiu da lista
das pessoas que podem solicitar a utilização dos institutos as empresas públicas e as
sociedades de economia mista. Logo, é correto afirmar que a falência, a recuperação
judicial ou ainda a recuperação extrajudicial não podem ser solicitadas pelas empresas
públicas e pelas sociedades de economia mista;
• Devem obedecer às normas de licitação e contrato administrativo no que se refere às
suas atividades-meio. As atividades-meio são aquelas de caráter administrativo, exe-
cutadas internamente e com a finalidade de propiciar condições para que seus agentes

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executem as suas atribuições. Em contrapartida, as atividades fins são aquelas que se


relacionam com a própria essência da entidade, ou seja, com o motivo que foi levado
em conta quando da criação da empresa estatal. No que se refere às atividades-meio,
todas as empresas públicas e as sociedades de economia mista devem realizar lici-
tação e celebrar, como consequência, um contrato administrativo. No que se refere às
atividades fins, tais empresas não necessitam realizar tal procedimento, uma vez que
tal conduta seria uma afronta ao princípio da livre concorrência;

Exemplo: o Banco do Brasil, sociedade de economia mista integrante da administração públi-


ca federal.
No âmbito das suas atividades-meio (tais como a compra de materiais de expediente e a con-
tratação de serviços de reparo e manutenção de seus equipamentos), deve a empresa realizar,
tal como todas as demais entidades da administração indireta, licitação, valorizando os prin-
cípios constitucionais da isonomia e da moralidade.
Entretanto, caso a entidade esteja diante da prestação de suas atividades fins (no caso no
Banco do Brasil, podemos citar a abertura de contas-correntes ou a concessão de financia-
mentos), não há que se falar em necessidade de licitação. Caso fosse necessário, a entidade
da administração indireta seria prejudicada na disputa pelo mercado, uma vez que diversas
outras instituições financeiras privadas não obedeceriam a regra de licitar para a prestação
de suas atividades fins.

• Devem obedecer a vedação à acumulação de cargos prevista constitucionalmente. Tra-


ta-se de mandamento constitucional de observância obrigatória por todos os órgãos
e entidades da administração pública, seja ela direta ou indireta, encontrando previsão
no artigo 37, XVI, da Constituição Federal:

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Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mo-
ralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibili-
dade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamen-
tadas;

Não podem exigir aprovação prévia, por parte do Poder Legislativo, para nomeação ou
exoneração de seus diretores. Trata-se de característica que encontra fundamento na juris-
prudência do STF, com a ressalva de que o entendimento não é o mesmo do adotado para as
autarquias. No âmbito destas, não pode ser exigida a aprovação prévia do Poder Legislativo
para a exoneração dos diretores, mas pode perfeitamente ser exigida para a nomeação dos
respectivos agentes. Em sentido oposto, quando estivermos diante das empresas públicas
ou das sociedades de economia mista, não poderá ser exigida a autorização prévia do Poder
Legislativo tanto para nomeação quanto para exoneração.
Em todas as situações, o fundamento utilizado é a impossibilidade de violação do princí-
pio da independência entre os Poderes.

8.5.3. Diferenças Fundamentais

As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização
legislativa, com a totalidade do capital público e regime organizacional livre.
As sociedades de economia mista, por sua vez, são pessoas jurídicas de direito privado,
criadas por autorização legislativa, com a maioria do capital público e organizadas, obrigato-
riamente, sob a forma de sociedades anônimas (S/A).

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Da análise dos dois conceitos apresentados, consegue-se perceber que três são as ca-
racterísticas que diferenciam as duas entidades da administração indireta, sendo elas a for-
ma de constituição, o modo como ocorre a formação de seu capital social e a competência
para o julgamento das ações.

Forma de Constituição

Com relação à forma de constituição, as empresas públicas podem se organizar adotando


qualquer uma das formas admitidas em nosso ordenamento jurídico. Podem ainda, caso seja
necessário, serem criadas com a utilização de uma forma jurídica até então não utilizada para
as demais empresas, oportunidade em que teremos a adoção de uma forma “sui generis”, ou
seja, sem precedentes anteriores.
Como consequência, as empresas públicas podem adotar qualquer tipo societário admi-
tido, tal como as de sociedade limitada (LTDA) ou sociedade anônima (S/A). A depender da
forma utilizada, a entidade deverá registrar seus documentos na junta comercial ou no cartó-
rio de registro de pessoas jurídicas.
As sociedades de economia mista, por outro lado, apenas podem ser constituídas sob a
forma de sociedade anônima (S/A). Consequentemente, sempre serão registradas na junta
comercial, possuindo caráter mercantil e sendo regidas pelas disposições da Lei 6.404.

Constituição do Capital

As empresas públicas possuem todo o seu capital formado por recursos públicos, que po-
dem ser de apenas um ente público (unipessoal) ou de mais de um ente público (pluripessoal).

Exemplo: é empresa pública de caráter unipessoal quando constituída por meio de recursos
de apenas um ente federativo (a União, por exemplo).
Temos um exemplo de empresa pública de caráter pluripessoal quando esta é constituída por
meio de recursos de mais de um ente federativo ou das respectivas entidades da adminis-
tração indireta dotadas de personalidade jurídica de direito público (autarquias e fundações
públicas).

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As sociedades de economia mista, por sua vez, são constituídas obrigatoriamente com
capital formado por recursos públicos e privados (daí a existência da expressão “mista” de
seus nomes). Ressalta-se, no entanto, que a maioria do capital social deverá, necessariamen-
te, ser constituído de recursos públicos, garantindo ao Poder Público, desta forma, o controle
da sociedade.

Competência para Julgamento

Estabelece a Constituição Federal, em seu artigo 109, I, que as ações judiciais em que as
empresas públicas federais forem interessadas na qualidade de autoras, rés, assistentes ou
opoentes (com exceção às ações de falência, às ações que envolvam acidentes de trabalho,
às ações da Justiça Eleitoral e da Justiça do Trabalho) serão processadas e julgadas por in-
termédio da Justiça Federal.
Tal regra estabelece o foro privilegiado para julgamento das ações judiciais envolvendo
empresas públicas federais.
No âmbito das sociedades de economia mista federais, tal regra não prevalece, de forma
que as ações judiciais serão processadas e julgadas por intermédio da Justiça Estadual. Ain-
da assim, ressalta-se que as ações envolvendo as sociedades de economia mista poderão
ser levadas à análise da Justiça Federal. Para tal, deve ocorrer a intervenção da União como
assistente ou opoente, conforme entendimento do STF, expresso na Súmula 517:

Súmula n. 517, STF
As sociedades de economia mista só tem foro na justiça federal, quando a união inter-
vém como assistente ou opoente.

Tais regras, salienta-se, estão previstas apenas para as situações em que as entidades
envolvidas sejam da esfera federal. Entretanto, como a criação de entidades da administração
indireta pode ser feita por todos os entes federativos, as ações judiciais envolvendo empresas
públicas ou sociedades de economia mista estaduais ou municipais serão processadas e
julgadas pela Justiça Estadual.

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Entidade Foro Competente


Empresa pública federal. Justiça Federal.
Sociedade de economia mista federal. Justiça Estadual.
Empresa pública estadual ou municipal. Justiça Estadual.
Sociedade de economia mista estadual ou municipal. Justiça Estadual.

Relacionam-se abaixo as diferenças encontradas entre as empresas públicas e as socie-


dades de economia mista:

Empresa Pública Sociedade de Economia Mista


Totalidade do capital público. Capital público e privado.
Qualquer forma de organização societária. Obrigatoriamente S/A.
Causas de entidades federais julgadas na Justiça Causas de entidades federais julgadas na Justiça
Federal. Estadual.

Questão 5 (CEBRASPE/CESPE/AAP/PGE-PE/CALCULISTA/2019) Com relação à organiza-


ção administrativa e à administração pública direta e indireta, julgue o item a seguir.
Diferentemente das empresas públicas, que podem ser constituídas sob qualquer forma em-
presarial admitida em direito, as sociedades de economia mista somente podem constituir-se
sob a forma de sociedade anônima.

Certo.
Temos aqui uma das principais diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de
economia mista. Ao passo que estas apenas podem adotar a forma de sociedade anônima,
as empresas públicas, em sentido diverso, podem fazer uso de todas as formas societárias
admitidas em nosso ordenamento.

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8.5.4. Privilégios fiscais

Estabelece a Constituição Federal, em seu artigo 173, § 2º, a seguinte regra:

As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais
não extensivos às do setor privado.

Tal regra, no entanto, não se aplica indistintamente a todas as empresas públicas e so-
ciedades de economia mista, mas sim apenas àquelas que exploram as atividades econô-
micas. Em outros termos, pode-se dizer que a utilização de benefícios e privilégios fiscais,
por parte das empresas públicas e sociedades de economia mista prestadoras de serviços
públicos, poderá ocorrer ainda que tais prerrogativas não sejam concedidas às entidades do
setor privado.
E isso ocorre porque apenas as empresas estatais que disputam o mercado econômico
estão sujeitas às regras da livre concorrência, de forma que agrediria tal princípio a conces-
são de benefícios ou incentivos fiscais apenas para as entidades da administração indireta.
Como as prestadoras de serviços públicos, no entanto, isso não ocorre, haja vista que tais
entidades não estão sujeitas à concorrência, uma vez que as suas atribuições estão limitadas
à prestação de serviços públicos. O STF já se manifestou neste sentido, conforme se observa
do teor do Recurso Especial 599628:

Os privilégios da Fazenda Pública são inextensíveis às sociedades de economia mista


que executam atividades em regime de concorrência ou que tenham como objetivo dis-
tribuir lucros aos seus acionistas.

Situação semelhante ocorre com as empresas estatais que exploram as atividades em


caráter de monopólio. Como tais entidades não disputam a concorrência com as demais em-
presas privadas, poderão gozar, assim como as prestadoras de serviços públicos, de privilé-
gios fiscais não extensíveis ao setor privado. Neste sentido, por exemplo, é o entendimento do
STF, conforme se observa no teor do Recurso Especial 601392:

Distinção, para fins de tratamento normativo, entre empresas públicas prestadoras de


serviço público e empresas públicas exploradoras de atividade. Precedentes. Exercício

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simultâneo de atividades em regime de exclusividade e em concorrência com a iniciativa


privada. Irrelevância. Existência de peculiaridades no serviço postal. Incidência da imu-
nidade prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição Federal.

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RESUMO
A organização administrativa é a parte do direito administrativo que estuda a estrutura da
administração pública.
As entidades políticas são os entes federativos previstos no texto constitucional, sendo
eles a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
Tais entidades detém uma parcela do poder político, são dotadas de autonomia e priorita-
riamente regidas pelo direito constitucional.
As entidades administrativas são as pessoas jurídicas que compõem a administração in-
direta, sendo elas: autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações.
A administração pública pode ser analisada em sentido amplo ou restrito.
Em sentido amplo, ela compreende as atividades de planejamento das políticas públicas
(legislar) e execução destas políticas (executar).
Em sentido restrito, ela compreende apenas as atividades de execução, sendo este o con-
ceito adotado em nosso ordenamento.
A administração pública também pode ser vista sob os critérios material e formal.
Pelo critério formal, devemos nos perguntar “quem é administração pública?”. Tal critério
também é conhecido como orgânico ou subjetivo.
Pelo critério material, devemos nos perguntar “o que é administração pública?”, sendo
que este critério também é chamado de objetivo ou funcional.
Pelo critério material, não existe uma lista taxativa de atividades que são consideradas
administração pública, dependendo muito da visão de cada autor.
Mesmo assim, as  atividades que os autores apontam como administração pública em
sentido material são o fomento, os serviços públicos, a polícia administrativa e a intervenção.
Ocorre centralização quando as atividades são desempenhadas pelos órgãos e agentes
de um único ente federativo.
Já a descentralização pode ocorrer de duas formas: por serviço, outorga e legal ou por
delegação, negocial e colaboração.
No primeiro caso, ocorre a criação da administração indireta, sendo que a titularidade e o
exercício da função pública são transferidos às entidades que a compõem. No segundo caso,

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ocorre apenas a transferência do exercício da função pública, permanecendo a titularidade


com a administração direta.
Com a descentralização por delegação, negocial e por colaboração, o exercício é transfe-
rido a uma delegatária de serviço público, que pode ser uma concessionária, uma permissio-
nária ou uma autorizatária.
Ocorre concentração quando as atividades da administração direta ou indireta são de-
sempenhadas sem uma repartição de competências internas.
Ocorre a desconcentração quando a administração direta ou indireta divide suas ativida-
des internamente, criando os órgãos públicos.
A descentralização, por depender de lei, não pressupõe hierarquia entre a administração
direta e a indireta.
Já a desconcentração, por se tratar de técnica administrativa e ser operada no âmbito de
uma mesma pessoa jurídica, pressupõe a existência de hierarquia e subordinação.
Órgãos públicos são centros de competência, sem personalidade jurídica e resultantes da
técnica da desconcentração.
Diversas foram as teorias que surgiram para tentar explicar, sem sucesso, a relação entre
a administração pública e seus servidores, sendo elas: teoria da identidade, teoria do manda-
to e teoria da representação;
Com a teoria do órgão, também conhecida como teoria da imputação, ficou estabelecido
que a atuação do agente é a própria atuação do órgão no qual ele exerce suas atividades.
Quanto à posição hierárquica que ocupam, os órgãos podem ser classificados como inde-
pendentes, autônomos, superiores e subalternos.
Quanto à estrutura, os órgãos podem ser simples (apenas um centro de competências) ou
compostos (diversos órgãos menores que fazem parte de uma estrutura maior).
No tocante à atuação funcional, os órgãos podem se classificar em singulares (compos-
tos de um único agente) ou compostos (mais de um agente com poder de decisão).
A administração pública direta é composta pelos entes federativos e pelos órgãos no qual
estes estão divididos.
A administração pública indireta é composta pelas autarquias, empresas públicas, socie-
dades de economia mista e fundações.

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As autarquias são criadas diretamente por lei. As demais entidades são autorizadas por
meio de lei, devendo ainda ter seus atos constitutivos inscritos no registro competente.
Para a criação de subsidiárias das entidades da administração indireta, ainda que o texto
da Constituição estabeleça ser necessário autorização legislativa, o  STF já se manifestou
que basta a menção, na lei que cria ou autoriza a entidade, da possibilidade da instituição de
subsidiárias.
Tal situação não ocorre com a participação das entidades da administração indireta no
capital das empresas privadas, devendo, neste caso, ser precedida de autorização legislativa.
Ainda que o dispositivo constitucional expresse que as fundações devem ser autorizadas
por lei, o STF entende ser perfeitamente cabível que as fundações sejam criadas diretamente
por lei, como ocorre com as autarquias.
Neste caso, seriam elas uma espécie do gênero autarquia, chamadas de autarquias fun-
dacionais ou fundações autárquicas.
As autarquias são serviços públicos descentralizados.
As fundações são um patrimônio público descentralizado.
As autarquias podem ser classificadas em ordinárias ou comuns, em regime especial,
fundacionais, corporativas e territoriais.
As fundações podem ser públicas ou privadas. As fundações públicas, por sua vez, podem
ser de direito público ou de direito privado.
Os consórcios públicos não são uma nova entidade da administração pública, mas inte-
gram a administração indireta de todos os entes consorciados.
A principal vantagem do consórcio é o aumento de valores, para contratação, nas moda-
lidades de licitação convite e tomada de preços (aumentado em 2 vezes se formado por até
3 entes e aumentado em 3 vezes se formado por mais de 3 entes), bem como o aumento do
valor de dispensa para contratação sem licitação.
José dos Santos Carvalho Filho afirma que os consórcios públicos, quando regidos pelo
direito público, assumem a forma de autarquia.
As agências reguladoras e as agências executivas não são uma nova forma de adminis-
tração indireta.

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Enquanto as agências reguladoras são autarquias em regime especial, as agências execu-


tivas são uma qualificação que as autarquias ou fundações podem assumir.
O objetivo de se instituir uma agência reguladora é que ela atue em determinados setores
de regulação, aumento sua autonomia e poder.
Por sua vez, o objetivo de se instituir uma agência executiva é aumentar sua eficiência e
produtividade; para qualificarem-se como tal, as autarquias ou fundações devem firmar con-
trato de gestão com o respectivo ministério superior e ter um plano estratégico de reestrutu-
ração e desenvolvimento.
As empresas públicas e as sociedades de economia mista são as entidades da adminis-
tração indireta que mais estão ligadas ao direito privado.
Tais entidades podem ser prestadoras de serviço público (atividade regida pelo direito
público) ou exploradoras de atividade econômica (atividade regida pelo direito privado).
Não podemos confundir a regência da atividade com a personalidade jurídica. Assim, to-
das as empresas públicas e sociedades de economia mista possuem personalidade jurídica
de direito privado.
As diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista são: a)
composição do capital (totalmente público na empresa pública e público e privado na socie-
dade de economia mista); b) forma jurídica (todas as possíveis para as empresas públicas e
apenas sociedade anônima para as sociedades de economia mista) e c) foro processual para
o julgamento das ações envolvendo entidades federais (Justiça Federal para as empresas
públicas e Justiça Estadual para as sociedades de economia mista).
Dentre as principais características comuns às empresas estatais está a impossibilidade
de falência e a obrigatoriedade de realizarem concurso público.
Em regra, as empresas estatais devem realizar licitação para todas as suas atividades.
Para as exploradoras de atividade econômica, porém, a licitação não é exigida para as ativi-
dades fins, sendo obrigatória apenas para as atividades-meio.
As empresas públicas e sociedades de economia mista, ao contrário das demais entida-
des da administração indireta, não estão sujeitas ao teto remuneratório constitucional, exceto
se a entidade receber recursos públicos para pagamento de suas despesas.

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As empresas estatais exploradoras de atividade econômica não podem gozar de privilé-


gios fiscais não extensíveis às empresas privadas. As prestadoras de serviço público, por sua
vez, podem gozar de tais privilégios.

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MAPAS MENTAIS
A atividade administrativa é totalmente
desempenhada por órgãos e agentes de um
único ente federativo
Centralização

Execução exclusiva pela administração direta


Transfere a titularidade
e a execução
Descentralização das atividades
por outorga, por
serviços ou legal Criação das
entidades da
A atividade administrativa é desempenhada por administração indireta
Descentralização
outras pessoas jurídicas
Transfere apenas a
Descentralização execução das atividades
por delegação, negocial
ou por colaboração Concessão, permissão e
Execução da Desempenho da atividade administrativa sem a autorização de
atividade Concentração criação de órgãos públicos serviços públicos
administrativa

Repartição interna de competências

Resulta na criação de órgãos públicos

Desconcentração
Presume a existência de hierarquia e
subordinação

Pode ser realizada na administração direta e


indireta

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Formada por órgãos
públicos
Administração
direta
Como exemplo, temos
os ministérios e as
secretarias
Criada diretamente por
Autarquias lei específica do chefe
Composição da Formada por entidades do Poder Executivo
administração administrativas
pública Autorizada por lei
Empresas públicas específica do chefe do
Poder Executivo
Lista taxativa de
Administração
entidades
indireta Autorizada por lei
Fundações específica do chefe do
Poder Executivo
Não está subordinada à
administração direta, Autorizada por lei
mas sim apenas Sociedades de
específica do chefe do
vinculada economia mista
Poder Executivo

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Exploradoras de Regidas pelo direito
atividade econômica privado
Pessoa jurídica de direito
privado, podendo ser:
Prestadoras de Regidas pelo direito
serviços públicos público
Constituição do capital
totalmente público

Pode adotar qualquer forma societária


Empresas públicas
admitida

Causas de entidades federais


julgadas pela Justiça Federal
Empresas estatais Exploradoras de Regidas pelo direito
atividade econômica privado
Pessoa jurídica de direito
privado, podendo ser:
Prestadoras de Regidas pelo direito
serviços públicos público

Constituição do capital com Maioria do capital deve ser resultante


recursos públicos e privados de recursos públicos

Apenas pode adotar a forma


Sociedades de
societária S/A (sociedade
economia mista
anônima)

Causas de entidades federais


julgadas pela Justiça estadual

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QUESTÕES DE CONCURSO
Questão 1 (CEBRASPE/CESPE/AJ/TJ-PA/DIREITO/2020) A administração indireta inclui as
sociedades de economia mista, cujos agentes são
a) empregados públicos regidos pela CLT e sujeitos às normas constitucionais relativas a
concurso público e à vedação de acumulação remunerada de cargos públicos.
b) empregados públicos regidos pela CLT que não se submetem às normas constitucionais
relativas a concurso público nem à vedação de acumulação remunerada de cargos públicos.
c) empregados públicos regidos pela CLT e sujeitos às normas constitucionais relativas a
concurso público, mas não à vedação de acumulação remunerada de cargos públicos.
d) servidores públicos estatutários sujeitos às normas constitucionais relativas a concurso
público e à vedação de acumulação remunerada de cargos públicos.
e) servidores públicos estatutários sujeitos às normas constitucionais relativas a concurso
público, mas não à vedação de acumulação remunerada de cargos públicos.

Questão 2 (CEBRASPE/CESPE/ANA GRS/SLU-DF/ADMINISTRAÇÃO/2019) Acerca das refor-


mas administrativas e da redefinição do papel do Estado brasileiro, julgue o item subsequente.
A Constituição Federal de 1988 conferiu flexibilidade operacional às fundações e autarquias
públicas ao atribuir-lhes normas de funcionamento distintas das que regem a administração
direta.

Questão 3 (CEBRASPE/CESPE/DP-DF/2019) A respeito da organização administrativa e de


poderes e deveres da administração pública, julgue o item seguinte.
É admitida a criação de autarquia por iniciativa de deputado federal, desde que este encami-
nhe o respectivo projeto de lei à Câmara dos Deputados e que a matéria verse estritamente
sobre a criação da entidade.

Questão 4 (CEBRASPE/CESPE/ASS MIN/TCE-PA/CONTROLE EXTERNO/2019) Determina-


do governador pretende que sejam criadas uma nova autarquia e uma nova empresa pública
em seu estado.
Nessa situação, serão necessárias

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a) duas leis específicas: uma para a criação da autarquia e outra para a criação da empresa
pública.
b) uma lei específica para a criação da autarquia e outra para a autorização da instituição da
empresa pública.
c) uma lei específica para a criação da empresa pública e outra para a autorização da insti-
tuição da autarquia.
d) autorizações legais na norma geral acerca da nova organização da administração pública
estadual, não havendo necessidade de a criação de nenhuma das entidades ser feita por lei.
e) duas leis específicas: uma para a autorização da criação da empresa pública e outra para
a autorização da criação da autarquia.

Questão 5 (CEBRASPE/CESPE/JE/TJ-PR/2019) As pessoas jurídicas de direito privado que


compõem a administração pública são
a) investidas de poderes de autoridade e encarregadas de realizar funções de interesse públi-
co, a partir da descentralização de poderes.
b) passíveis de integrar tanto a administração pública direta quanto a indireta.
c) criadas por atos de direito privado, mas a sua instituição depende de autorização legislativa.
d) instituídas para fins de desconcentração de poderes e de competências administrativas.

Questão 6 (CEBRASPE/CESPE/NER/TJ-DFT/REMOÇÃO/2019) Na hipótese de um ente fe-


derado pretender instituir uma fundação pública de direito público, a criação dessa entidade
deverá ser formalizada por meio de
a) lei ordinária, cabendo a decreto regulamentar definir as áreas de sua atuação.
b) lei complementar, cabendo a lei ordinária definir as áreas de sua atuação.
c) autorização em lei ordinária específica, cabendo a decreto regulamentar definir as áreas de
sua atuação.
d) autorização em lei ordinária específica, cabendo a lei complementar definir as áreas de sua
atuação.
e) autorização em lei complementar específica, cabendo a lei ordinária definir as áreas de sua
atuação.

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Organização Administrativa
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Questão 7 (CEBRASPE/CESPE/ASSP/PGE-PE/2019) A respeito da organização adminis-


trativa da administração pública, julgue o item a seguir.
Desconcentração administrativa consiste na distribuição do exercício das funções adminis-
trativas entre pessoas jurídicas autônomas.

Questão 8 (CEBRASPE/CESPE/TMCI/PREFEITURA DE JOÃO PESSOA/2018) Acerca da or-


ganização da administração direta e indireta, centralizada e descentralizada, julgue o item a
seguir.
Autarquia é pessoa jurídica criada por lei específica, com personalidade jurídica de direito
público.

Questão 9 (CEBRASPE/CESPE/TMCI/PREFEITURA DE JOÃO PESSOA/2018) Acerca da or-


ganização da administração direta e indireta, centralizada e descentralizada, julgue o item a
seguir.
As sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista próprio das empresas
privadas.

Questão 10 (CEBRASPE/CESPE/TMCI/PREFEITURA DE JOÃO PESSOA/2018) Acerca da or-


ganização da administração direta e indireta, centralizada e descentralizada, julgue o item a
seguir.
A empresa pública, entidade da administração indireta, possui personalidade jurídica de di-
reito público.

Questão 11 (CEBRASPE/CESPE/ACP/TCE-PB/DEMAIS ÁREAS/2018) As entidades que inte-


gram a administração pública indireta incluem as
a) autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista.
b) secretarias estaduais, as autarquias e as fundações privadas.
c) autarquias, as fundações e as organizações sociais.
d) organizações sociais, os serviços sociais autônomos e as entidades paraestatais.
e) empresas públicas, as sociedades de economia mista e os serviços sociais autônomos.

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Questão 12 (CEBRASPE/CESPE/AUD/SEFAZ-RS/2018) Na administração pública, uma en-


tidade criada por lei específica, com personalidade de direito público e patrimônio próprio,
que desempenha atribuições públicas típicas e tem capacidade de autoadministração sob
controle estatal é denominada
a) ente de cooperação.
b) consórcio público.
c) autarquia.
d) fundação pública.
e) empresa governamental.

Questão 13 (CESPE/TEC/MPU/2015) Julgue o item a seguir, de acordo com o regime jurídico


das autarquias.
Autarquia é entidade dotada de personalidade jurídica própria, com autonomia administrativa
e financeira, não sendo possível que a lei institua mecanismos de controle da entidade pelo
ente federativo que a criou.

Questão 14 (CESPE/TEC/MPU/TRANSPORTE/2015) Julgue o item a seguir, de acordo com o


regime jurídico das autarquias.
As autarquias responderão objetivamente pelos danos provocados por seus agentes a ter-
ceiros, ainda que se comprove que esses agentes tenham agido com prudência, perícia e
cuidados exigidos.

Questão 15 (CESPE/TEC/MPU/2015) Julgue o item a seguir, de acordo com o regime jurídico


das autarquias.
O instrumento adequado para a criação de autarquia é o decreto, pois o ato é de natureza
administrativa e de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo.

Questão 16 (CESPE/TRE-GO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Acerca dos conceitos ligados à


organização administrativa, julgue o item seguinte.
As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito público.

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Questão 17 (CESPE/AUD/FUB/2015 ) No que diz respeito ao controle da administração pú-


blica, julgue o item subsecutivo.
Todas as entidades da administração pública indireta submetem-se, em alguma medida,
a controle estatal, interno e externo.

Questão 18 (CESPE/DEF PF/DPU/2015) Acerca da organização da administração pública


federal, julgue o item abaixo.
Considera-se desconcentração a transferência, pela administração, da atividade administra-
tiva para outra pessoa, física ou jurídica, integrante do aparelho estatal.
A desconcentração trata-se de uma técnica administrativa de repartição interna de compe-
tências, podendo ocorrer tanto na Administração Direta quanto na Indireta. Com a descon-
centração, temos a criação dos órgãos públicos.

Questão 19 (CESPE/TJ/TRE-GO/2015) Acerca dos conceitos ligados à organização admi-


nistrativa, julgue o item seguinte.
Na desconcentração, há divisão de competências dentro da estrutura da entidade pública
com atribuição para desempenhar determinada função.

Questão 20 (CESPE/TJ/TRE-GO/2015) Acerca dos conceitos ligados à organização admi-


nistrativa, julgue o item seguinte.
A descentralização é caracterizada pela distribuição de competência de forma externa, ou
seja, de uma pessoa jurídica para outra criada para esse fim específico, o que resulta em uma
relação hierárquica entre elas.

Questão 21 (CESPE/ANA/MPU/2015) Julgue o item a seguir, referente às autarquias federais.


A criação de autarquia é uma forma de descentralização por meio da qual se transfere deter-
minado serviço público para outra pessoa jurídica integrante do aparelho estatal.

Questão 22 (CESPE/TGE/SE-DF/APOIO ADMINISTRATIVO/2017) Em relação aos princípios


da administração pública e à organização administrativa, julgue o item que se segue.

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Quando a União cria uma nova secretaria vinculada a um de seus ministérios para repassar a
ela algumas de suas atribuições, o ente federal descentraliza uma atividade administrativa a
um ente personalizado.

Questão 23 (CESPE/AUX/TCE-PA/ADMINISTRATIVA/2016) A respeito da administração di-


reta e indireta e da centralização e da descentralização administrativa, julgue o item seguinte.
A descentralização administrativa pressupõe a transferência, pelo Estado, da execução de ati-
vidades administrativas a determinada pessoa, sempre que o justificar o princípio da eficiência.

Questão 24 (CESPE/AUD CE/TCE-PA/ADMINISTRAÇÃO/2016) Com relação à organização


administrativa e às licitações, julgue o item.
Em razão da complexidade das atividades incumbidas à administração pelas normas consti-
tucionais e infralegais, existem, nos estados, diversas secretarias de estado com competên-
cias específicas, notadamente em função da matéria. Essa distribuição de atribuições deno-
mina-se descentralização administrativa.

Questão 25 (CESPE/AG ADM/DPU/2016) A respeito da centralização, descentralização,


concentração e desconcentração e da organização administrativa da União, julgue o item
subsequente.
Se determinada atribuição administrativa for outorgada a órgão público por meio de uma
composição hierárquica da mesma pessoa jurídica, em uma relação de coordenação e subor-
dinação entre os entes, esse fato corresponderá a uma centralização.

Questão 26 (CESPE/AG ADM/DPU/2016) A respeito da centralização, descentralização,


concentração e desconcentração e da organização administrativa da União, julgue o item
subsequente.
A desconcentração de serviços é caracterizada pelas situações em que o poder público cria,
por meio de lei, uma pessoa jurídica e a ela atribui a execução de determinado serviço.

Questão 27 (CESPE/TJ/TRE-PE/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) As


autarquias

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a) são criadas, extintas e organizadas por atos administrativos.


b) têm sua criação e sua extinção submetidas a reserva legal, podendo ter sua organização
regulada por decreto.
c) têm sua criação submetida a reserva legal, mas podem ser extintas por decreto, podendo
ter sua organização regulada por atos administrativos.
d) são criadas e organizadas por decreto e podem ser extintas por essa mesma via adminis-
trativa.
e) são criadas e extintas por decreto, podendo ter sua organização regulada por atos admi-
nistrativos.

Questão 28 (CESPE/AGE/SE-DF/ADMINISTRAÇÃO/2017) João, servidor público ocupante


do cargo de motorista de determinada autarquia do DF, estava conduzindo o veículo oficial
durante o expediente quando avistou sua esposa no carro de um homem. Imediatamente,
João dolosamente acelerou em direção ao veículo do homem, provocando uma batida e, por
consequência, dano aos veículos. O homem, então, ingressou com ação judicial contra a au-
tarquia requerendo a reparação dos danos materiais sofridos. A autarquia instaurou procedi-
mento administrativo disciplinar contra João para apurar suposta violação de dever funcional.
No que se refere à situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir.
João é servidor de entidade integrante da administração indireta.

Questão 29 (CESPE/TGE/SE-DF/APOIO ADMINISTRATIVO/2017) Em relação aos princípios


da administração pública e à organização administrativa, julgue o item que se segue.
Por terem personalidade jurídica de direito privado, as  sociedades de economia mista não
se subordinam hierarquicamente ao ente político que as criou. Exatamente por isso elas não
sofrem controle pelos tribunais de contas.

Questão 30 (CESPE/TA/ANVISA/2016) Julgue o item subsequente, relativo a organização


administrativa.
A saúde é direito de todos e dever do Estado. A União, no cumprimento desse dever, criou o
Ministério da Saúde, com personalidade jurídica de direito público, e a ANVISA, entidade com
personalidade jurídica de direito privado.

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Questão 31 (CESPE/TA/ANVISA/2016) Julgue o item subsequente, relativo à organização


administrativa.
Não existe hierarquia entre o Ministério da Saúde e a ANVISA.

Questão 32 (CESPE/AUX TEC CE/TCE-PA/ADMINISTRATIVA/2016) A respeito da adminis-


tração direta e indireta e da centralização e da descentralização administrativa, julgue o item
seguinte.
Compõem a administração indireta os órgãos públicos internos, as autarquias, as empresas
públicas, as sociedades de economia mista e as fundações públicas.

Questão 33 (CESPE/AUD CE/TCE-PA/PLANEJAMENTO/ADMINISTRAÇÃO/2016) A respeito


da administração direta, indireta e fundacional, julgue o item a seguir.
As autarquias e as empresas públicas integram a administração indireta e assemelham-se
quanto ao modo de criação e ao regime jurídico, pois a criação de ambas depende de auto-
rização legislativa e ambas submetem-se tanto ao regime público como ao regime privado.

Questão 34 (CESPE/TJ/TRT-8ª/ADMINISTRATIVA/2016) A AUTARQUIA


a) é pessoa jurídica de direito público.
b) inicia-se com a inscrição de seu ato constitutivo em registro público.
c) subordina-se ao ente estatal que a instituir.
d) é uma entidade de competência política, desprovida de caráter administrativo.
e) integra a administração pública direta.

Questão 35 (CESPE/TJ/TRE-PI/ADMINISTRATIVA/2016) Entidade administrativa, com per-


sonalidade jurídica de direito público, destinada a supervisionar e fiscalizar o ensino superior,
criada mediante lei específica,
a) é regida, predominantemente, pelo regime jurídico de direito privado.
b) integra a administração direta.
c) possui autonomia e é titular de direitos e obrigações próprios.
d) tem natureza de empresa pública.
e) é exemplo de entidade resultante da desconcentração administrativa.

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Questão 36 (CESPE/AUD/TCE-PR/2016) Na organização administrativa do poder público,


as autarquias públicas são
a) entidades da administração indireta com personalidade jurídica, patrimônio e receita
próprios.
b) sociedades de economia mista criadas por lei para a exploração de atividade econômica.
c) organizações da sociedade civil constituídas com fins filantrópicos e sociais.
d) órgãos da administração direta e estão vinculadas a algum ministério.
e) organizações sociais sem fins lucrativos com atividades dirigidas ao ensino e à pesquisa
científica.

Questão 37 (CESPE/TEC AE/DPU/2016) Em relação à administração pública direta e indireta


e às funções administrativas, julgue o item a seguir.
Cria-se empresa pública e autoriza-se seu imediato funcionamento por meio de publicação
de lei ordinária específica.

Questão 38 (CESPE/TEC AE/DPU/2016) Em relação à administração pública direta e indireta


e às funções administrativas, julgue o item a seguir.
A criação de autarquia federal depende de edição de lei complementar.

Questão 39 (CESPE/ATA/DPU/2016) Uma autarquia federal, desejando comprar um bem


imóvel — não enquadrado nas hipóteses em que a licitação é dispensada, dispensável ou
inexigível — com valor de contratação estimado em R$ 50.000,00, efetuou licitação na moda-
lidade concorrência.
Considerando a situação descrita, julgue o item a seguir, acerca da organização administra-
tiva da União, das licitações e contratos administrativos e do disposto na Lei n.º 8.112/1990.
É prerrogativa da referida autarquia, que certamente foi criada por meio de lei específica, a im-
penhorabilidade dos seus bens.

Questão 40 (CESPE/AG POL/PC-GO/2016) A administração direta da União inclui


a) a Casa Civil.
b) o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

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c) as agências executivas.
d) o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
e ) a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Questão 41 (CESPE/TJ/TRE-PI/ADMINISTRATIVA/2016) O Tribunal Regional Eleitoral do


Piauí (TRE/PI), cuja sede se encontra na capital do estado, integra a administração
a) direta federal.
b) direta fundacional federal.
c) indireta estadual.
d) autárquica indireta federal.
e) indireta autárquica estadual.

Questão 42 (CESPE/AUD CE/TCE-PA/PROCURADORIA/2016) O Congresso Nacional apro-


vou uma reforma administrativa proposta pelo presidente da República que reduziu o nú-
mero de ministérios. Nesse contexto, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério da
Previdência Social foram fundidos, tornando-se Ministério do Trabalho e Previdência Social.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
A fusão do Ministério do Trabalho e Emprego com o Ministério da Previdência Social mencio-
nada é exemplo de concentração administrativa.

Questão 43 (CESPE/AUX TEC CE/TCE-PA/ADMINISTRATIVA/2016) A respeito da adminis-


tração direta e indireta e da centralização e da descentralização administrativa, julgue o item
seguinte.
A centralização consiste na execução das tarefas administrativas pelo próprio Estado, por
meio de órgãos internos integrantes da administração direta.

Questão 44 (CESPE/AGE/SE-DF/DIREITO E LEGISLAÇÃO/2017) O prefeito de determinado


município utilizou recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica
e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) para pagamento de professores e
para a compra de medicamentos e insumos hospitalares destinados à assistência médico-o-
dontológica das crianças em idade escolar do município.

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Mauro, chefe do setor de aquisições da prefeitura, propositalmente permitia que o estoque de


medicamentos e insumos hospitalares chegasse a zero para justificar situação emergencial
e dispensar indevidamente a licitação, adquirindo os produtos, a preços superfaturados, da
empresa Y, pertencente a sua sobrinha, que desconhecia o esquema fraudulento.
A respeito da situação hipotética apresentada e de aspectos legais e doutrinários a ela rela-
cionados, julgue o item a seguir.
A criação de um órgão denominado setor de aquisições na citada prefeitura constitui exemplo
de desconcentração.

Questão 45 (CESPE/TEC AE/DPU/2016) Em relação à administração pública direta e indireta


e às funções administrativas, julgue o item a seguir.
Em regra, as sociedades de economia mista devem realizar concurso público para contratar
empregados.

Questão 46 (CESPE/PROC MUN/PREFEITURA DE FORTALEZA/2017) O item a seguir é apre-


sentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada, a respeito da orga-
nização administrativa e dos atos administrativos.
Ao instituir programa para a reforma de presídios federais, o governo federal determinou que
fosse criada uma entidade para fiscalizar e controlar a prestação dos serviços de reforma.
Nessa situação, tal entidade, devido à sua finalidade e desde que criada mediante lei especí-
fica, constituirá uma agência executiva.

Questão 47 (CEBRASPE/CESPE/ASSP/PGE-PE/2019) A respeito da organização adminis-


trativa da administração pública, julgue o item a seguir.
A administração pública direta reflete uma administração centralizada, enquanto a adminis-
tração indireta reflete uma administração descentralizada.

Questão 48 (CEBRASPE/CESPE/AAP/PGE PE/CALCULISTA/2019) Com relação à organiza-


ção administrativa e à administração pública direta e indireta, julgue o item a seguir.
Embora dotados de personalidade jurídica, os órgãos públicos não possuem capacidade pro-
cessual para a defesa de suas prerrogativas e competências institucionais.

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Questão 49 (CESPE/AJ/TRE-PE/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) As enti-


dades autônomas integrantes da administração indireta que atuam em setores estratégicos
da atividade econômica, zelando pelo desempenho das pessoas jurídicas e por sua conso-
nância com os fins almejados pelo interesse público e pelo governo são denominadas
a) agências autárquicas executivas.
b) serviços sociais autônomos.
c) agências autárquicas reguladoras.
d) empresas públicas.
e) sociedades de economia mista.

Questão 50 (CESPE/TJ/TRE-PE/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) As em-


presas públicas
a) admitem a criação de subsidiárias, exigindo-se, para tanto, autorização legislativa.
b) dispensam, para sua extinção, autorização legislativa.
c) integram a administração direta.
d) possuem regime jurídico de direito público.
e) são criadas por lei.

Questão 51 (FCC/ASS LEG/ALAP/ATIVIDADE ADMINISTRATIVA E OPERACIONAL/ASSIS-


TENTE ADMINISTRATIVO/2020) A amplitude da Administração pública considera dois grupos
de instituições, que são classificados em Administração direta e indireta. Considera-se Ad-
ministração Direta,
a) as Fundações públicas.
b) as Autarquias.
c) as Empresas públicas.
d) as Sociedades de Economia mista.
e) a Casa Civil.

Questão 52 (FCC/ANA LEG/ALAP/ATIVIDADE LEGISLATIVA/ASSESSOR JURÍDICO LEGISLA-


TIVO/2020) A organização administrativa pode implicar desconcentração e descentralização.
A criação de empresas estatais

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a) indica a desconcentração da organização administrativa, que se caracteriza pela criação


de pessoas jurídicas com competências próprias.
b) é expressão da descentralização administrativa, que implica a criação de pessoas jurídicas
com atribuições previstas em lei e em seus atos constitutivos.
c) e de outras pessoas jurídicas com personalidade jurídica de direito público configura forma
híbrida de organização administrativa.
d) depende da edição de lei instituidora dos entes, da qual também deverão constar as com-
petências próprias atribuídas a essas pessoas jurídicas dotadas de personalidade jurídica de
direito privado ou de direito público.
e) difere da instituição de autarquias e fundações, pessoas jurídicas que expressam a des-
concentração da Administração pública.

Questão 53 (FCC/AJ/TRF-4ª/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2019)


Determinado Município pretende descentralizar o serviço público de limpeza urbana e de ma-
nejo de resíduos sólidos. Em vista das alternativas disponíveis, caso opte por constituir
a) uma autarquia, não será necessário promover o registro do ato constitutivo, pois a natureza
de direito público desta entidade dispensa tal providência.
b) uma empresa pública, não será necessária autorização legislativa, pois a criação de tais
entidades decorre do poder regulamentar autônomo atribuído aos Chefes do Poder Executivo.
c) um consórcio público, deverá publicar chamamento de projetos, para que outras entidades
interessadas venham a manifestar o interesse em se associar.
d) uma fundação pública, não será necessária autorização legislativa, pois a criação de tais
entidades decorre do poder regulamentar autônomo atribuído aos Chefes do Poder Executivo.
e) uma sociedade de economia mista, deverá obrigatoriamente dotá-la da forma de socieda-
de de responsabilidade limitada, de modo a preservar a incolumidade do patrimônio público.

Questão 54 (FCC/TJ/TJ-MA/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2019) Diferem as autar-


quias das empresas estatais, por exemplo, quanto
a) ao regime de execução de seus débitos, pois somente as empresas públicas sujeitam-se
ao regime de precatórios.

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b) à forma de composição do capital social, pois as autarquias pertencem integralmente ao


mesmo ente público.
c) à forma de sua criação, pois as autarquias são criadas por lei, enquanto as empresas esta-
tais têm sua instituição autorizada por lei.
d) ao regime jurídico de seus bens, considerando que somente o patrimônio das sociedades
de economia mista está sujeito ao regime jurídico de direito público.
e) ao critério de contratação de seus empregados, pois somente as autarquias estão obriga-
das à regra do concurso público.

Questão 55 (FCC/TJ/TRF-3ª/ADMINISTRATIVA/SEM ESPECIALIDADE/2019) Para maior es-


pecialização na execução de atividades de sua competência, os entes políticos podem pro-
mover a criação de entidades descentralizadas, que comporão a chamada Administração In-
direta. No tocante à Administração Indireta,
a) a empresa pública é entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com pa-
trimônio próprio e capital exclusivamente estatal, devendo revestir-se obrigatoriamente da
forma de sociedade anônima.
b) as entidades da Administração Indireta que sejam dotadas de personalidade jurídica de di-
reito privado, em vista da maior flexibilidade do seu regime jurídico, são dispensadas de fazer
licitação para realizar suas contratações.
c) somente por lei federal poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, seja qual for o ente político envolvido.
d) a empresa pública, a sociedade de economia mista e as respectivas subsidiárias, que ex-
plorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de
serviços, estão sujeitas a regime de licitação e contratação pública idêntico ao aplicável aos
órgãos da Administração Direta e às entidades de direito público, como as autarquias.
e) a vedação constitucional à acumulação de cargos, empregos e funções públicas abrange
também as autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas
subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público.

Questão 56 (FCC/ASS TD/DPE-AM/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2019) Dentre


as entidades da Administração indireta, há uma espécie que obrigatoriamente deve assumir a
forma de sociedade anônima. Trata-se da

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a) autarquia.
b) empresa pública.
c) fundação governamental.
d) agência reguladora.
e) sociedade de economia mista.

Questão 57 (FCC/OET/DETRAN-SP/2019) A Administração pública de determinado estado


da federação está estruturada de forma descentralizada. Isso significa que
a) a Administração pública delegou integralmente suas competências e atribuições para os
entes que integram a Administração indireta.
b) foram constituídas pessoas jurídicas, integrantes da Administração indireta, às quais fo-
ram conferidas atribuições originalmente de competência da Administração central.
c) foram criadas autarquias, fundações e empresas públicas, pessoas jurídicas dotadas de
personalidade jurídica própria e com natureza jurídica de direito público.
d) a Administração pública foi autorizada por lei ou decreto a criar, mediante lei específica,
autarquias, pessoas jurídicas de direito público que executam serviços públicos.
e) foi editada lei específica criando empresas públicas e sociedades de economia mista, que
podem prestar serviços públicos mas não integram a Administração indireta por possuírem
natureza jurídica de direito privado.

Questão 58 (FCC/CONS TEC/CM-FORTALEZA/ADMINISTRATIVO/2019) Lei Municipal auto-


rizou o Prefeito a instituir, por escritura pública, uma Fundação Municipal, sendo que a entida-
de adquirirá personalidade jurídica a partir da inscrição, no Registro competente, do seu ato
constitutivo, com o qual serão apresentados o Estatuto e o respectivo decreto de aprovação.
Neste caso, observou-se o fenômeno da
a) desconcentração, por meio da criação de uma entidade de direito público.
b) descentralização, por meio da criação de uma entidade de direito privado.
c) desconcentração, por meio da criação de uma entidade de direito privado.
d) descentralização, por meio da criação de uma entidade de direito público.
e) descentralização, por meio da criação de uma entidade de economia mista.

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Questão 59 (FCC/AFTM/PREFEITURA DE SJRP/2019) A descentralização no âmbito da Ad-


ministração pública opera-se de várias formas, sendo um de seus exemplos a
a) delegação de serviços públicos a particulares, mediante permissão ou concessão, como
modalidade de descentralização por colaboração.
b) instituição, por lei, de empresas públicas sujeitas ao regime jurídico de direito privado, ex-
clusivamente em relação às obrigações fiscais.
c) instituição de autarquias, como expressão da especialização da atuação da Administração,
que podem possuir natureza pública ou privada, conforme previsto na lei instituidora.
d) criação de organizações sociais, instituídas mediante contrato de gestão, para atuarem
como delegatárias na prestação de serviços públicos ou atividades de interesse público.
e) criação de órgãos no âmbito da estrutura da Administração, com plexo de atribuições es-
pecíficas e dotados de autonomia funcional.

Questão 60 (FCC/DPE-SP/2019) Com relação à estrutura da Administração Pública brasilei-


ra, é correto afirmar:
a) Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Contas integram a chamada adminis-
tração pública direta.
b) autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e agên-
cias reguladoras integram a chamada administração pública direta.
c) o modelo de Administração Pública gerencial se baseia nos princípios da formalidade, da
impessoalidade e do profissionalismo.
d) o modelo de Administração patrimonialista, informado pelo princípio do profissionalismo,
tem como finalidade a gestão do patrimônio público.
e) o modelo de Administração burocrático compreende o cidadão como cliente dos serviços
públicos prestados pelo Estado diretamente ou mediante delegação.

Questão 61 (FCC/ANA MIN/MPE-PE/JURÍDICA/2018) Os órgãos públicos que integram a


organização administrativa, na qualidade de “centros de competência para desempenho de
funções estatais”,

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a) encontram-se presentes na estrutura descentralizada da Administração pública e confi-


guram polos de decisões emitidas por agentes públicos que se responsabilizam exclusiva e
pessoalmente pelas consequências daquelas advindas.
b) são representados por agentes públicos, mas não se confundem com estes, pois as conse-
quências e conquistas são atribuídas àquelas unidades de competência e, em consequência,
às pessoas jurídicas que elas integram.
c) possuem personalidade jurídica própria, mas não dispõem de autonomia, já que dependem
de autorização do comando da pessoa jurídica que integram.
d) exercem os poderes inerentes à Administração pública, à exceção do poder de polícia, res-
trito à Administração Central, porque indelegável em qualquer de suas vertentes ou facetas.
e) são estruturas típicas de uma Administração pública que se organiza de forma desconcen-
trada, que constitui entes ou órgãos dotados de personalidade jurídica própria, para desem-
penho de competências específicas e constantes da lei autorizativa de sua criação.

Questão 62 (FCC/PROC MUN/PREFEITURA DE CARUARU/2018) Considere o texto abaixo.


Os órgãos integram a estrutura do Estado e das demais pessoas jurídicas como partes desses
corpos vivos, dotados de vontade e capazes de exercer direitos e contrair obrigações para a
consecução de seus fins institucionais. Por isso mesmo, os órgãos não têm personalidade ju-
rídica nem vontade própria, que são atributos do corpo e não das partes, mas na área de suas
atribuições e nos limites de sua competência funcional expressam a vontade da entidade a
que pertencem e a vinculam por seus atos, manifestados através de seus agentes (pessoas
físicas). Como partes das entidades que integram, os órgãos são meros instrumentos de ação
dessas pessoas jurídicas, preordenados ao desempenho das funções que lhes forem atribu-
ídas pelas normas de sua constituição e funcionamento. Para a eficiente realização de suas
funções, cada órgão é investido de determinada competência, redistribuída entre seus cargos,
com a correspondente parcela de poder necessária ao exercício funcional de seus agentes.
Embora despersonalizados, os órgãos mantêm relações funcionais entre si e com terceiros,
das quais resultam efeitos jurídicos internos e externos, na forma legal ou regulamentar. E,
a despeito de não terem personalidade jurídica, os órgãos podem ter prerrogativas funcionais

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próprias que, quando infringidas por outro órgão, admitem defesa até mesmo por mandado
de segurança. (MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 15.ed., São Paulo:
Editora Revista dos Tribunais, 1990, p. 59)
Com base no texto transcrito e no regime jurídico dos órgãos administrativos, é  correto
afirmar:
a) O texto transcrito aborda a teoria do mandato, por meio da qual aos agentes públicos se-
riam delegados poderes para que agissem em nome e no interesse do Estado.
b) Os órgãos públicos são centros de competências instituídos para o desempenho de fun-
ções estatais, através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que per-
tencem.
c) O texto transcrito traz uma concepção de órgão que contraria a formulação da teoria do
órgão, atribuída a Otto Gierke, que criou uma doutrina para justificar como se dá a manifes-
tação da vontade do Estado por meio de seus órgãos, por meio da noção de que os agentes
públicos, ao agir, expressam a vontade do Estado.
d) Por serem despersonalizados, os órgãos públicos não mantêm relações funcionais com
terceiros, dos quais resultam efeitos jurídicos externos.
e) No texto, é apresentada a teoria da representação, pela qual a vontade dos agentes expri-
miria a vontade do Estado, como ocorre na tutela ou na curatela.

Questão 63 (FCC/DPE-PR/2017) Em seu sentido subjetivo, o termo Administração pública


designa os entes que exercem a atividade administrativa. Desse modo, a Defensoria Pública
do Estado do Paraná,
a) é pessoa jurídica de direito público e possui capacidade processual, podendo ser configu-
rada como autarquia sui generis – sociedade pública de advogados, embora não seja institui-
ção autônoma com sede constitucional.
b) possui capacidade processual para ingressar com ação para a defesa de suas funções
institucionais por expressa previsão legal, embora não seja pessoa jurídica de direito público.
c) é pessoa jurídica de direito público e possui capacidade processual, podendo, caso haja
expressa previsão legal, integrar a pessoa jurídica “Estado do Paraná” por ser instituição au-
tônoma com sede constitucional.

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d) integra a pessoa jurídica de direito público “Estado do Paraná” e possui capacidade jurídi-
ca, sendo representada, em juízo, pela Procuradoria do Estado em toda espécie de processo
judicial de seu interesse.
e) integra a pessoa jurídica de direito público “Estado do Paraná” e possui capacidade jurídi-
ca, sendo representada, em juízo, pela Procuradoria do Estado em toda espécie de processo
judicial de seu interesse, exceto ações trabalhistas que tramitarem na Justiça do Trabalho.

Questão 64 (FCC/AJ/TRT-24ª/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) Quanto à


estrutura, os órgãos públicos podem ser classificados em simples, também denominados de
unitários, e compostos.
Acerca do tema, considere:
I – São constituídos por um único centro de atribuições.
II – Possuem subdivisões internas.
III – São exemplos de tais órgãos, as Secretarias de Estado.
IV – São exemplos de tais órgãos, os Ministérios.

No que concerne às características e exemplos de órgãos simples ou unitários, está correto


o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) IV.
e) I.

Questão 65 (FCC/PROC/PGE-TO/2018) O Governo do Estado pretende instituir uma entida-


de dedicada a prestar serviços relacionados ao turismo no Estado e encaminha à Assembleia
Legislativa o respectivo projeto de lei autorizativa. Sabe-se que tal entidade terá capital social
dividido em quotas. O Governo estadual criará uma
a) autarquia.
b) fundação de direito privado.
c) associação pública.
d) empresa pública.
e) sociedade de economia mista.

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Questão 66 (FCC/ANA G/DPE-AM/ESPECIALIZADO DE DEFENSORIA/ADMINISTRA-


ÇÃO/2018) As entidades integrantes da Administração pública possuem diferentes caracte-
rísticas e contornos jurídicos, muitos atrelados à própria finalidade por elas desempenhada e
ao objeto cometido a cada uma. Nesse sentido, as
a) fundações possuem necessariamente personalidade de direito público, não se submeten-
do às regras do Código Civil.
b) autarquias podem ser constituídas com personalidade de direito público ou privado, a de-
pender da atividade desempenhada.
c) sociedades de economia mista, mesmo quando atuam em regime de competição no mer-
cado, integram a Administração indireta.
d) empresas públicas se submetem integralmente ao regime jurídico de direito público, seja
na atividade-meio ou na atividade-fim.
e) organizações sociais, quando vinculadas ao poder público mediante contrato de gestão
passam a integrar a Administração indireta.

Questão 67 (FCC/TEC LEG/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) No que concer-


ne aos órgãos públicos, é correto afirmar:
a) A criação e extinção dos órgãos públicos independem de lei.
b) No desempenho das atividades inerentes a sua competência, os órgãos públicos atuam em
nome da pessoa jurídica de que fazem parte.
c) Os órgãos públicos têm personalidade jurídica própria.
d) A regra geral é a de que os órgãos públicos detêm capacidade processual.
e) Os órgãos públicos são unidades de atuação integrantes apenas da estrutura da Adminis-
tração direta, haja vista que as unidades de atuação integrantes da estrutura da Administra-
ção indireta denominam-se entidades.

Questão 68 (FCC/AJ/TRT-6ª/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2018)


A criação de uma empresa estatal deve
a) observar a legislação civil e comercial aplicável à criação de empresas, exceto com relação ao
capital, que nos primeiros seis meses deve pertencer integralmente ao ente público que a criou.

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b) ser precedida de autorização legislativa, o que a predicará com regime jurídico de direito
público, inclusive quanto a seus bens e obrigatoriedade de submissão a licitação para todos
os ajustes e contratos que celebrar.
c) ser autorizada em audiência pública a ser realizada para o setor econômico em que vai
atuar, de forma a serem colhidas eventuais impugnações quanto à concorrência desleal.
d) observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas, sem prejuízo de ter
sido previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de serviços públicos ou explora-
dora de atividade econômica.
e) ser feita por meio de lei, da qual constarão, como anexo, os atos constitutivos que deverão
ser levados a registro para regular funcionamento, e deverão prever o setor de atuação e o
regime jurídico de exploração da atividade.

Questão 69 (FCC/TJ/TRT-6ª/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2018) Na hipótese


de a Administração pública estadual pretender descentralizar serviço de sua competência
para atribuí-lo a pessoa jurídica ainda inexistente, sujeita a regime jurídico-administrativo e
com personalidade de direito público,
a) deve criar por lei específica autarquia, que passará a integrar a Administração pública in-
direta estadual.
b) deve obter autorização legislativa para criar autarquia, que integrará a Administração pú-
blica direta.
c) pode criar autarquia ou empresa pública, a primeira instituída por lei e a segunda pelo re-
gistro de seus atos constitutivos, ambas integrantes da Administração pública indireta.
d) pode escolher entre criar autarquia, empresa pública ou sociedade de economia mista, to-
das por lei específica, a última por lei complementar e as três integrantes da Administração
pública indireta.
e) deve criar por lei específica autarquia, que passará a integrar a Administração pública dire-
ta estadual juntamente com o ente instituidor.

Questão 70 (FCC/AUX FIS AG/AGED-MA/2018) Suponha que o Estado do Maranhão preten-


da criar uma entidade integrante da Administração pública indireta, com personalidade jurí-
dica própria, sujeita ao regime jurídico de direito público, para atuar no setor do agronegócio.
Para atingir tal escopo, poderá se valer da instituição de

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a) um conselho consultivo.
b) uma empresa pública.
c) uma autarquia.
d) uma organização social.
e) uma sociedade de economia mista.

Questão 71 (FCC/TEC LEG/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) Considere:


I – Desempenham serviço público descentralizado.
II – Sujeitam-se a controle administrativo exercido nos limites da lei.
III – Respondem diretamente pelos seus atos, ou seja, apenas no caso de exaustão de seus
recursos é que irromperá responsabilidade do Estado.
IV – Não detêm capacidade de autoadministração, haja vista que tal função é considerada
exclusiva do Estado.

No que concerne às características das autarquias, está correto o que consta em


a) I, II, III e IV.
b) I, II e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) III e IV, apenas.

Questão 72 (FCC/TEC LEG/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) Considere: Y é


empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, também de âmbito federal. Le-
vando em conta as características de tais entidades,
a) ambas poderão revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.
b) Y deve, obrigatoriamente, estar estruturada sob a forma de sociedade anônima.
c) ambas admitem a presença de pessoas da iniciativa privada em seu capital.
d) apenas a empresa Y apresenta a característica da vinculação aos fins definidos na lei instituidora.
e) o capital de Z poderá ser formado da conjugação de recursos oriundos das pessoas de
direito público ou de outras pessoas administrativas, de um lado, e de recursos da iniciativa
privada, de outro.

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Questão 73 (FCC/TEC LEG/ALESE/TAQUIGRAFIA/2018) Integram a Administração pública


indireta, dentre outros, as empresas públicas e sociedades de economia mista que
a) são criadas por lei, sob regime de direito privado, para explorar atividade econômica de
produção ou comercialização de bens, não para exploração de serviços públicos, pois estes
exigem regime jurídico-administrativo.
b) têm a criação autorizada por lei específica, personalidade jurídica de direito privado, poden-
do ambas explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos.
c) têm a criação autorizada por lei, sendo a empresa pública instituída para exploração de
serviços públicos e a sociedade de economia mista para exploração de atividade econômica.
d) são criadas por lei, sob o regime de direito administrativo, pois ambas podem prestar ser-
viço público em regime de exclusividade ou não.
e) são criadas por seus estatutos jurídicos, independentemente de lei autorizativa, para ex-
plorar atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou prestação de servi-
ços, ainda que o exercício econômico esteja sujeito ao regime de monopólio da União.

Questão 74 (FCC/ANA EXEC/SEGEP-MA/ADMINISTRADOR/2018) O conceito de Adminis-


tração indireta, tal como utilizado na Constituição Federal, que, conforme esclarece a concei-
tuada administrativista Maria Sylvia Zanella di Pietro, é usado “no mesmo sentido subjetivo
do Decreto-Lei n. 200/1967”, compreende:
a) as entidades controladas direta ou indiretamente pelo poder público, que atuem em regime
de competição no mercado, sujeitas, portanto, ao direito privado, assim entendidas apenas as
sociedades de economia mista.
b) apenas as pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei com as mesmas prerroga-
tivas e sujeições da dita Administração direta, assim entendidas as autarquias e fundações.
c) as pessoas jurídicas criadas ou autorizadas por lei, exclusivamente para a prestação de
serviços públicos, assim entendidas as empresas públicas, sociedades de economia mista e
concessionárias de serviços públicos.
d) as pessoas jurídicas de direito privado, cuja criação seja autorizada por lei, que tenham
como objeto a atuação no domínio econômico, assim entendidas as autarquias e empresas
públicas.

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e) pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei, como as autarquias, e também as de
direito privado que desempenham serviço público ou atividade econômica, incluindo as em-
presas públicas e sociedades de economia mista.

Questão 75 (FCC/PROC/PGE-AP/2018) No tocante às regras típicas do regime jurídico-ad-


ministrativo, é sabido que nem todas se aplicam às empresas estatais – assim consideradas
as empresas públicas e as sociedades de economia mista –, em vista da natureza jurídica de
direito privado que tais entidades ostentam. Todavia, toda empresa estatal deve observar
a) o regime de precatórios para pagamento de suas dívidas.
b) a necessidade de autorização legislativa para alienação de bens imóveis de seu patrimônio.
c) os limites constantes do art. 37, XI, da Constituição Federal, no pagamento da remuneração
de seus empregados.
d) a vedação constitucional à acumulação de cargos, empregos e funções públicas.
e) o regime de licitações da Lei n. 8.666/93.

Questão 76 (FCC/AJ/TRE-SP/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) A Adminis-


tração pública, quando se organiza de forma descentralizada, contempla a criação de pes-
soas jurídicas, com competências próprias, que desempenham funções originariamente de
atribuição da Administração direta. Essas pessoas jurídicas,
a) quando constituídas sob a forma de autarquias, podem ter natureza jurídica de direito pú-
blico ou privado, podendo prestar serviços públicos com os mesmos poderes e prerrogativas
que a Administração direta.
b) podem ter natureza jurídica de direito privado ou público, mas não estão habilitadas a de-
sempenhar os poderes típicos da Administração direta.
c) desempenham todos os poderes atribuídos à Administração direta, à exceção do poder de
polícia, em qualquer de suas vertentes, privativo da Administração direta, por envolver limita-
ção de direitos individuais.
d) quando constituídas sob a forma de autarquias, possuem natureza jurídica de direito pú-
blico, podendo exercer poder de polícia na forma e limites que lhe tiverem sido atribuídos pela
lei de criação.

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e) terão natureza jurídica de direito privado quando se tratar de empresas estatais, mas seus
bens estão sujeitos a regime jurídico de direito público, o que também se aplica no que con-
cerne aos poderes da Administração, que desempenham integralmente, especialmente poder
de polícia.

Questão 77 (FCC/TRT-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) Determinada autarquia do Estado


do Mato Grosso foi condenada a pagar indenização a um de seus servidores. Após a con-
denação, utilizou-se do prazo em quádruplo para recorrer, e, na fase de execução da conde-
nação, alegou a impossibilidade de arcar com a indenização por não ter patrimônio próprio.
A propósito dos fatos,
a) incorreto o prazo recursal, que é em dobro para recorrer, bem como o fundamento do patri-
mônio, pois a autarquia tem patrimônio próprio.
b) correto tanto o prazo recursal, como o argumento relativo ao patrimônio.
c) correto o prazo recursal, mas incorreto o fundamento do patrimônio, pois a autarquia tem
patrimônio próprio.
d) incorreto o prazo recursal, que, na hipótese, é prazo simples, mas correto o fundamento do
patrimônio.
e) incorreto o prazo recursal, que, na hipótese, é em dobro, mas correto o fundamento do pa-
trimônio.

Questão 78 (FCC/AFFE/SEFAZ-PI/2015) Considere as seguintes afirmações sobre Adminis-


tração Direta e Indireta:
I – Autarquias são pessoas jurídicas de direito público, que desempenham serviço público
descentralizado, com capacidade de autoadministração.
II – Sociedades de economia mista submetem-se ao regime jurídico de direito público
e têm por objeto, exclusivamente, o  exercício de atividade econômica em regime de
competição no mercado.
III – Empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado que podem desempenhar
apenas serviços públicos ou atividade econômica em regime de monopólio.

Está correto o que se afirma APENAS em

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a) I e III.
b) II e III.
c) III.
d) II.
e) I.

Questão 79 (FCC/TRT-SP/2014/ANALISTA JUDICIÁRIO) A propósito de semelhanças ou


distinções entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista sabe-se que,
a) as empresas públicas submetem-se integralmente ao regime jurídico de direito público, na
medida em que seu capital é 100% público, enquanto as sociedades de economia mista po-
dem se submeter ao regime jurídico de direito privado, caso a participação privada no capital
represente maioria com poder de voto.
b) as sociedades de economia mista admitem participação privada em seu capital, enquanto
as empresas públicas não; ambas se submetem ao regime jurídico típico das empresas privadas,
embora possam ter que se submeter à regra de exigência de licitação para contratação de
bens e serviços.
c) as duas pessoas jurídicas de direito público integram a Administração indireta e podem ser
constituídas sob quaisquer das formas disponíveis às empresas em geral, distinguindo-se
pela composição do capital, 100% público nas sociedades de economia mista e com partici-
pação privada empresas públicas.
d) as duas pessoas jurídicas de direito público submetem-se ao regime jurídico de direito pri-
vado, com exceção à forma de constituição, na medida em que são criadas por lei específica,
enquanto as empresas não estatais são instituídas na forma da legislação societária vigente.
e) ambas submetem-se ao regime jurídico de direito público, não se lhes aplicando, contudo,
algumas normas, a fim de lhes dar celeridade e competitividade na atuação, tal como a lei de
licitações e a realização de concurso público para contratação de seus servidores.

Questão 80 (FCC/TRT-18ª REGIÃO/2014/JUIZ DO TRABALHO) Ao criar uma entidade da Ad-


ministração indireta, o ente político pode optar por constituí-la sob regime de direito privado.
Dentre as entidades que podem ser instituídas sob tal regime, estão:

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a) as autarquias, as fundações e as agências executivas.


b) as sociedades de economia mista, os consórcios públicos e as fundações.
c) as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as agências reguladoras.
d) as autarquias corporativas, as empresas públicas e as sociedades de economia mista.
e) as agências reguladoras, as sociedades de economia mista e as fundações.

Questão 81 (FCC/JE*TJ-RR/2015 ) Observe as seguintes características:


I – em como forma obrigatória a de sociedade anônima.
II – são qualificadas como tal por ato do Presidente da República.
III – trata-se de entidade criada diretamente por lei, desnecessário o registro de seus atos
constitutivos.

Tais atributos são aplicáveis, respectivamente:


a) empresas públicas; organizações sociais; autarquias.
b) sociedades de economia mista; fundações governamentais de direito público; agências
executivas.
c) consórcios públicos; agências reguladoras; serviços sociais autônomos.
d) sociedades de economia mista; agências executivas; agências reguladoras.
e) subsidiárias estatais; organizações da sociedade civil de interesse público; empresa pública.

Questão 82 (FCC/TJ/TRT-3ª/ADMINISTRATIVA/2015) O Ministério Público ingressou com


ação contra diversas empresas, dentre elas, uma empresa pública municipal prestadora de
atividade econômica, pleiteando reparação por suposto dano gerado ao patrimônio público.
No que concerne ao prazo para defesa da empresa pública, bem como ao tema da penhora de
bens, vigora o prazo
a) em quádruplo e a impenhorabilidade dos bens.
b) em dobro e a impenhorabilidade dos bens.
c) em quádruplo e admitida a penhora dos bens.
d) simples e a impenhorabilidade dos bens.
e) simples e admitida a penhora dos bens.

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Questão 83 (FCC/TJ/TRT-3ª/ADMINISTRATIVA/2015) O Estado de Minas Gerais, assim


como os demais Estados-Membros e também os Municípios, detêm competência legislativa
própria que não decorre da União Federal, nem a ela se subordina, mas encontra seu funda-
mento na própria Constituição Federal. Trata-se da denominada
a) descentralização funcional.
b) descentralização administrativa.
c) desconcentração.
d) descentralização política.
e) descentralização por colaboração.

Questão 84 (FCC/AJ/TRT-4ª/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR/2015) A orga-


nização administrativa pode ser implementada por meio de descentralização e desconcentração.
Nos dizeres de Maria Sylvia Zanella di Pietro, quando o Poder Público (União, Estados ou Mu-
nicípios) cria uma pessoa jurídica de direito público ou privado e a ela atribui a titularidade e
a execução de determinado serviço público, significa que adotou a forma de:
a) descentralização administrativa política, na medida em que outro ente público passa a
exercer as atribuições constitucionalmente atreladas a um ente federado, abrangendo com-
petências legislativas, o que é comumente implementado pela criação de autarquias.
b) descentralização administrativa territorial, na medida em que a pessoa jurídica criada exer-
ce suas competências em determinado perímetro geográfico, com ampla autonomia e capa-
cidade legislativa, sendo prescindível a análise material das atividades para fins de identifica-
ção na estrutura de organização administrativa.
c) desconcentração administrativa, pois permite desatrelar do poder central determinadas
competências e transferi-las a outras pessoas jurídicas com personalidade jurídica própria e
autonomia gerencial, com finalidade de execução dos serviços públicos cuja titularidade e/ou
execução lhe foram transferidas por lei.
d) desconcentração funcional, cujo critério de identificação e repartição é a natureza dos ser-
viços transferidos a pessoa jurídica criada para essa finalidade, que pode ser tanto uma au-
tarquia, quanto uma empresa estatal.

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e) descentralização administrativa funcional, uma vez que a pessoa jurídica é criada para a
finalidade correspondente à execução de determinada atividade material, sendo que no caso
das autarquias, também pode abranger a transferência da titularidade de serviço público.

Questão 85 (FCC/AJ/TRT-9ª/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2015) Representa me-


canismo de “descentralização por serviços” das atividades da Administração pública a
criação de
a) empresa pública, em que parcela da atividade do poder central é repassado a ente desper-
sonalizado, para que o exerça em regime de direito privado e com autonomia orçamentária
financeira em relação ao poder central.
b) autarquia, em que parcela da atividade do poder central é repassada a ente personalizado,
para que o exerça em regime de direito privado e, em razão desse regime, sem autonomia em
relação ao poder central.
c) empresa pública, em que parcela da atividade do poder central é repassada a ente perso-
nalizado, para que o exerça em regime de direito público e, em razão da configuração empre-
sarial, sem autonomia em relação ao poder central.
d) autarquia, em que parcela da atividade do poder central é repassada a ente despersonali-
zado, para que o exerça em regime de direito público e, em razão desse regime, sem autono-
mia em relação ao poder central.
e) autarquia, em que parcela da atividade do poder central é repassada a ente personalizado,
para que o exerça em regime de direito público e com autonomia financeira e administrativa.

Questão 86 (FCC/JATTE/SEFAZ-PE/2015) A modernização da Administração pública imple-


mentada nos anos 1990 ao influxo do modelo gerencial envolveu a introdução de alterações
constitucionais e legais com o escopo de aumentar a autonomia de algumas entidades da
Administração indireta, objetivando dar maior efetividade à sua atuação. Como exemplo des-
se movimento incluem-se as agências executivas, que correspondem a
a) autarquias criadas com regime especial, que atuam na regulação de setores específicos.
b) organizações do terceiro setor que atuam em colaboração com a Administração.
c) entidades privadas sem fins lucrativos que celebram contratos de gestão com a Adminis-
tração pública.

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d) instituições públicas ou privadas que firmam termos de parceria para a execução de servi-
ços públicos não exclusivos.
e) fundações ou autarquias que recebem essa qualificação e passam a se submeter a um
regime jurídico especial.

Questão 87 (FCC/AFRE/SEFAZ-MA/ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA/2016) São exemplos de


órgãos da Administração pública direta:
I – Partidos Políticos e Congresso Nacional.
II – Secretaria Estadual de Finanças e Secretaria Municipal de Planejamento.
III – Secretaria Estadual de Finanças e Partidos Políticos.
IV – Secretaria Municipal de Planejamento e Ministério do Turismo.
V – União e Instituto Nacional de Seguridade Social.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) IV e V.
e) I e V.

Questão 88 (FCC/ANA/COPERGÁS/ADMINISTRADOR/2016) A organização da Administra-


ção pública brasileira compreende a Administração direta, composta pelos órgãos integran-
tes das pessoas jurídicas políticas (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), e a Admi-
nistração indireta, na qual se incluem
a) autarquias, caracterizadas como serviço público descentralizado sob o regime privado.
b) empresas públicas, que somente podem prestar serviço público.
c) organizações sociais, criadas por lei para prestação de serviços de utilidade pública.
d) sociedades de economia mista, de natureza privada, cuja criação é autorizada por lei.
e) fundações, com capacidade administrativa e política.

Questão 89 (FCC/TNS/PREFEITURA DE TERESINA/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2016) Pes-


soa jurídica de direito privado, constituída sob a forma da legislação brasileira, com parte do

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capital pertencente a entes públicos, na condição de detentores do controle, prestadora de ser-


viço público, sujeita a regime licitatório para contratação das atividades-meio, descreve uma
a) sociedade de economia mista.
b) autarquia.
) fundação.
d) empresa pública.
e) autarquia especial.

Questão 90 (FCC/AJ/TRT-24ª/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) Quanto à


estrutura, os órgãos públicos podem ser classificados em simples, também denominados de
unitários, e compostos.
Acerca do tema, considere:
I – São constituídos por um único centro de atribuições.
II – Possuem subdivisões internas.
III – São exemplos de tais órgãos, as Secretarias de Estado.
IV – São exemplos de tais órgãos, os Ministérios.

No que concerne às características e exemplos de órgãos simples ou unitários, está correto


o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) IV.
e) I.

Questão 91 (FCC/AG FRT/ARTESP/”SEM ÁREA”/2017) Considere as seguintes assertivas,


concernentes ao conceito das autarquias:
I – Têm capacidade de autoadministração.
II – Integram a Administração indireta.
III – Dispõem de capacidade específica para a prestação de serviços públicos determinados.
IV – Podem ser criadas por ato administrativo.

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Está correto o que consta APENAS em


a) I, II e III.
b) I, III e IV.
c) II e IV.
d) I e IV.
e) II e III.

Questão 92 (FCC/ANA EXEC/SEGEP-MA/ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS/2018) Admi-


nistração pública, em seu sentido subjetivo, compreende não apenas os órgãos integrantes
da chamada Administração direta, mas também
a) as pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração indireta, que atuam no
domínio econômico, como expressão da atividade de fomento, assim entendidas as empre-
sas públicas e as sociedades de economia mista.
b) os órgãos dos poderes legislativo e judiciário, tendo em vista a parcela de atuação adminis-
trativa que lhes é cometida para atender concretamente às necessidades coletivas.
c) as concessionárias e permissionárias de serviço público que estejam ligadas à Administra-
ção direta por vínculos jurídicos de autorização, delegação ou concessão.
d) as pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei para desempenharem atividade tipi-
camente administrativa, assim entendidas as autarquias e fundações governamentais.
e) as pessoas jurídicas com personalidade de direito público ou privado, criadas para exe-
cução de serviço público como decorrência da descentralização e com base no princípio da
especialização.

Questão 93 (FCC/AJ/TRT-11ª/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) Considere:


I – Não gozam de autonomia administrativa nem financeira.
II – Estão sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia.
III – São considerados, dentre outras hipóteses, órgãos de comando.
IV – Entram nessa categoria as Secretarias de Estado.

Os órgãos públicos, quanto à posição estatal, classificam-se em independentes, autônomos,


superiores e subalternos. No que concerne aos órgãos públicos superiores, está correto o que
se afirma APENAS em

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a) III e IV.
b) III.
c) I, II e III.
d) I e II.
e) II e IV.

Questão 94 (FCC/JUIZ ESTADUAL/TJ-GO/2015) A denominada Administração pública indi-


reta compreende, entre outras entidades,
a) empresas públicas, sendo a elas equiparadas as fundações instituídas ou mantidas pelo
poder público.
b) sociedades de economia mista, que podem ser prestadoras de serviço público ou explora-
doras de atividade econômica.
c) organizações sociais que celebrem contratos de gestão com a Administração direta.
d) autarquias, sujeitas ao regime jurídico de direito privado, salvo em matéria de pessoal.
e) concessionárias de serviços públicos, que exercem a descentralização de serviços por co-
laboração.

Questão 95 (FCC/ACE/TCE-CE/2015) O governador do Estado Y entendeu pela necessidade


de instituição de uma pessoa jurídica de direito privado, com capital exclusivamente público,
que realizasse a prestação de serviços, nos moldes da iniciativa privada, de interesse da co-
letividade local, cuja autorização para sua criação se realizasse por lei específica. Tais carac-
terísticas são próprias das
a) empresas públicas.
b) sociedades de economia mista.
c) autarquias.
d) organizações sociais.
e) fundações públicas.

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GABARITO
1. a 29. E 57. b
2. E 30. E 58. b
3. E 31. C 59. a
4. b 32. E 60. a
5. c 33. E 61. b
6. d 34. a 62. b
7. E 35. c 63. b
8. C 36. a 64. e
9. C 37. E 65. d
10. E 38. E 66. c
11. a 39. C 67. b
12. c 40. a 68. d
13. E 41. a 69. a
14. C 42. C 70. c
15. E 43. C 71. d
16. E 44. C 72. e
17. C 45. C 73. b
18. E 46. E 74. e
19. C 47. C 75. d
20. E 48. E 76. d
21. C 49. c 77. a
22. E 50. a 78. e
23. C 51. e 79. b
24. E 52. b 80. b
25. E 53. a 81. d
26. E 54. c 82. e
27. b 55. e 83. d
28. C 56. e 84. e

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85. e
86. e
87. c
88. d
89. a
90. e
91. a
92. e
93. c
94. b
95. a

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GABARITO COMENTADO
Questão 1 (CEBRASPE/CESPE/AJ/TJ-PA/DIREITO/2020) A administração indireta inclui as
sociedades de economia mista, cujos agentes são
a) empregados públicos regidos pela CLT e sujeitos às normas constitucionais relativas a
concurso público e à vedação de acumulação remunerada de cargos públicos.
b) empregados públicos regidos pela CLT que não se submetem às normas constitucionais
relativas a concurso público nem à vedação de acumulação remunerada de cargos públicos.
c) empregados públicos regidos pela CLT e sujeitos às normas constitucionais relativas a
concurso público, mas não à vedação de acumulação remunerada de cargos públicos.
d) servidores públicos estatutários sujeitos às normas constitucionais relativas a concurso
público e à vedação de acumulação remunerada de cargos públicos.
e) servidores públicos estatutários sujeitos às normas constitucionais relativas a concurso
público, mas não à vedação de acumulação remunerada de cargos públicos.

Letra a.

Nas sociedades de economia mista, assim como ocorre com as empresas públicas, estamos
diante de pessoas jurídicas de direito privado, sendo que seus agentes são regidos pelas dis-
posições da CLT.
Contudo, como tais entidades devem observar a regra constitucional da realização de concur-
so público como forma de admissão de pessoal, os agentes são denominados empregados
públicos.
Além disso, deve ser destacado que todas as entidades da Administração Indireta devem
observar a regra constitucional da vedação à acumulação remunerada de cargos, empregos
e funções públicas.

Questão 2 (CEBRASPE/CESPE/ANA GRS/SLU-DF/ADMINISTRAÇÃO/2019) Acerca das re-


formas administrativas e da redefinição do papel do Estado brasileiro, julgue o item subse-
quente.

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A Constituição Federal de 1988 conferiu flexibilidade operacional às fundações e autarquias


públicas ao atribuir-lhes normas de funcionamento distintas das que regem a administração
direta.

Errado.
As fundações públicas nada mais são do que uma espécie do gênero autarquia. Ambas as
entidades (autarquias e fundações) possuem normas de funcionamento semelhantes à Ad-
ministração Direta. E prova disso é justamente o fato que de a Administração Direta, com as
autarquias e fundações púbicas, formam o conceito de “Fazenda Pública”.

Questão 3 (CEBRASPE/CESPE/DP-DF/2019) A respeito da organização administrativa e de


poderes e deveres da administração pública, julgue o item seguinte.
É admitida a criação de autarquia por iniciativa de deputado federal, desde que este encami-
nhe o respectivo projeto de lei à Câmara dos Deputados e que a matéria verse estritamente
sobre a criação da entidade.

Errado.
Importante questão para sedimentarmos o entendimento de que a lei específica que institui
as autarquias deve ser de iniciativa do Chefe do Poder Executivo do respectivo ente federati-
vo. No âmbito federal, por exemplo, caberá ao Presidente da República dar início ao respectivo
projeto de lei.

Questão 4 (CEBRASPE/CESPE/ASS MIN/TCE-PA/CONTROLE EXTERNO/2019) Determina-


do governador pretende que sejam criadas uma nova autarquia e uma nova empresa pública
em seu estado.
Nessa situação, serão necessárias
a) duas leis específicas: uma para a criação da autarquia e outra para a criação da empresa
pública.
b) uma lei específica para a criação da autarquia e outra para a autorização da instituição da
empresa pública.

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c) uma lei específica para a criação da empresa pública e outra para a autorização da insti-
tuição da autarquia.
d) autorizações legais na norma geral acerca da nova organização da administração pública
estadual, não havendo necessidade de a criação de nenhuma das entidades ser feita por lei.
e) duas leis específicas: uma para a autorização da criação da empresa pública e outra para
a autorização da criação da autarquia.

Letra b.

A questão deve ser respondida com base no artigo 37, XIX, da Constituição Federal, de se-
guinte redação:

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

Na situação apresentada, como estamos diante da criação de duas entidades, duas são as
normas que devem ser editadas: uma lei específica para a criação da autarquia e outra para a
autorização da instituição da empresa pública.

Questão 5 (CEBRASPE/CESPE/JE/TJ-PR/2019) As pessoas jurídicas de direito privado que


compõem a administração pública são
a) investidas de poderes de autoridade e encarregadas de realizar funções de interesse públi-
co, a partir da descentralização de poderes.
b) passíveis de integrar tanto a administração pública direta quanto a indireta.
c) criadas por atos de direito privado, mas a sua instituição depende de autorização legislativa.
d) instituídas para fins de desconcentração de poderes e de competências administrativas.

Letra c.
a) Errada. As pessoas jurídicas de direito privado (empresas públicas e sociedades de eco-
nomia mista) não estão, necessariamente, investidas de poderes de autoridade destinados
à satisfação do interesse público. E isso ocorre na medida em que, quando exploradoras de

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atividade econômica, devem elas disputar o mercado em regime de concorrência com as de-
mais empresas privadas.
b) Errada. As empresas estatais integram apenas a Administração Indireta, e não a Adminis-
tração Direta.
c) Certa. As pessoas jurídicas de direito público são criadas, por meio de atos de direito pri-
vado. No entanto, de acordo com as disposições da Constituição Federal, a criação depende
de lei específica autorizativa.

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

d) Errada. As entidades da Administração Indireta não são resultantes do processo de des-


concentração, mas sim de descentralização.

Questão 6 (CEBRASPE/CESPE/NER/TJ-DFT/REMOÇÃO/2019) Na hipótese de um ente fe-


derado pretender instituir uma fundação pública de direito público, a criação dessa entidade
deverá ser formalizada por meio de
a) lei ordinária, cabendo a decreto regulamentar definir as áreas de sua atuação.
b) lei complementar, cabendo a lei ordinária definir as áreas de sua atuação.
c) autorização em lei ordinária específica, cabendo a decreto regulamentar definir as áreas de
sua atuação.
d) autorização em lei ordinária específica, cabendo a lei complementar definir as áreas de sua
atuação.
e) autorização em lei complementar específica, cabendo a lei ordinária definir as áreas de sua
atuação.

Letra d.
As fundações públicas, entidades integrantes da Administração Indireta, tem a sua criação
autorizada por meio de lei específica. A norma, no caso, não precisa ser uma lei complemen-
tar, mas sim apenas uma lei ordinária.
No entanto, caberá à lei complementar a definição das áreas de atuação da fundação.

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Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

Questão 7 (CEBRASPE/CESPE/ASSP/PGE-PE/2019) A respeito da organização adminis-


trativa da administração pública, julgue o item a seguir.
Desconcentração administrativa consiste na distribuição do exercício das funções adminis-
trativas entre pessoas jurídicas autônomas.

Errado.
A desconcentração administrativa consiste na repartição interna de competências, resultan-
do, ao contrário do que informado, na criação de órgãos públicos, e não em novas pessoas
jurídicas.

Questão 8 (CEBRASPE/CESPE/TMCI/PREFEITURA DE JOÃO PESSOA/2018) Acerca da orga-


nização da administração direta e indireta, centralizada e descentralizada, julgue o item a seguir.
Autarquia é pessoa jurídica criada por lei específica, com personalidade jurídica de direito
público.

Certo.
As autarquias são criadas, de acordo com a Constituição Federal, diretamente por meio da
edição de uma lei específica. Após a criação, passam as entidades a ter personalidade jurídica
de direito público.

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

Questão 9 (CEBRASPE/CESPE/TMCI/PREFEITURA DE JOÃO PESSOA/2018) Acerca da orga-


nização da administração direta e indireta, centralizada e descentralizada, julgue o item a seguir.
As sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista próprio das empresas
privadas.

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Certo.
As sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado. E, de acordo com
as disposições da Constituição Federal, devem elas se sujeitar, no que se refere ao regime
trabalhista, ao regime jurídico adotado pelas demais empresas privadas.

Art. 173. § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia
mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização
de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre:
II – a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;

Questão 10 (CEBRASPE/CESPE/TMCI/PREFEITURA DE JOÃO PESSOA/2018) Acerca da or-


ganização da administração direta e indireta, centralizada e descentralizada, julgue o item a
seguir.
A empresa pública, entidade da administração indireta, possui personalidade jurídica de di-
reito público.

Errado.
As empresas públicas, assim como ocorre com as sociedades de economia mista, são consi-
deradas empresas estatais, ou seja, pessoas jurídicas de direito privado.

Questão 11 (CEBRASPE/CESPE/ACP/TCE-PB/DEMAIS ÁREAS/2018) As entidades que inte-


gram a administração pública indireta incluem as
a) autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista.
b) secretarias estaduais, as autarquias e as fundações privadas.
c) autarquias, as fundações e as organizações sociais.
d) organizações sociais, os serviços sociais autônomos e as entidades paraestatais.
e) empresas públicas, as sociedades de economia mista e os serviços sociais autônomos.

Letra a.
Quatro são as entidades que, em conjunto, fazer parte da Administração Indireta, sendo elas:
autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações.
Sendo assim, apenas a Letra A retrata, de forma correta, algumas destas entidades.

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Questão 12 (CEBRASPE/CESPE/AUD/SEFAZ-RS/2018) Na administração pública, uma en-


tidade criada por lei específica, com personalidade de direito público e patrimônio próprio,
que desempenha atribuições públicas típicas e tem capacidade de autoadministração sob
controle estatal é denominada
a) ente de cooperação.
b) consórcio público.
c) autarquia.
d) fundação pública.
e) empresa governamental.

Letra c.
Se uma entidade é criada por meio de lei específica, e não simplesmente autorizada por meio
desta norma, só pode ela ser uma autarquia.
Após a criação, a autarquia passa a ter personalidade jurídica de direito público, patrimônio
próprio e capacidade, dentre outras, de autoadministração.

Questão 13 (CESPE/TEC/MPU/2015) Julgue o item a seguir, de acordo com o regime jurídico


das autarquias.
Autarquia é entidade dotada de personalidade jurídica própria, com autonomia administrativa
e financeira, não sendo possível que a lei institua mecanismos de controle da entidade pelo
ente federativo que a criou.

Errado.
As autarquias são entidades com personalidade jurídica própria. Contudo, nada impede que
a lei que as institua estabeleça mecanismos de controle da entidade. Por meio do controle,
o  Poder Público consegue verificar, dentre outros aspectos, se a autarquia está desempe-
nhando as atividades para as quais foi instituída.

Questão 14 (CESPE/TEC/MPU/TRANSPORTE/2015) Julgue o item a seguir, de acordo com o


regime jurídico das autarquias.

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As autarquias responderão objetivamente pelos danos provocados por seus agentes a ter-
ceiros, ainda que se comprove que esses agentes tenham agido com prudência, perícia e
cuidados exigidos.

Certo.
Neste caso, temos que fazer uso do artigo 37, §6º, da Constituição Federal:

Art. 37, § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, asse-
gurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

E como as autarquias são pessoas jurídicas de direito público, respondem elas de forma ob-
jetiva pelos danos causados por seus agentes a terceiros.

Questão 15 (CESPE/TEC/MPU/2015) Julgue o item a seguir, de acordo com o regime jurídico


das autarquias.
O instrumento adequado para a criação de autarquia é o decreto, pois o ato é de natureza
administrativa e de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo.

Errado.
A criação das autarquias apenas poderá ocorrer por meio de lei específica, conforme previsão
do artigo 37, XIX, da Constituição Federal:

XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último
caso, definir as áreas de sua atuação;

Questão 16 (CESPE/TRE-GO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Acerca dos conceitos ligados à


organização administrativa, julgue o item seguinte.
As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito público.

Errado.
As empresas públicas e as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito
privado.

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Questão 17 (CESPE/AUD/FUB/2015 ) No que diz respeito ao controle da administração pú-


blica, julgue o item subsecutivo.
Todas as entidades da administração pública indireta submetem-se, em alguma medida,
a controle estatal, interno e externo.

Certo.
O controle da atividade administrativa abrange todos os órgãos da Administração Direta e
todas as entidades da Administração Indireta.
Como em ambos os casos temos o interesse da coletividade, devem os administradores dos
órgãos e entidades prestar contas de todas as atividades desempenhadas. O controle, sa-
lienta-se, pode ser tanto interno (quando exercido no âmbito do mesmo Poder) ou externo
(quando exercido por um Poder sobre os demais).

Questão 18 (CESPE/DEF PF/DPU/2015) Acerca da organização da administração pública


federal, julgue o item abaixo.
Considera-se desconcentração a transferência, pela administração, da atividade administra-
tiva para outra pessoa, física ou jurídica, integrante do aparelho estatal.
A desconcentração trata-se de uma técnica administrativa de repartição interna de compe-
tências, podendo ocorrer tanto na Administração Direta quanto na Indireta. Com a descon-
centração, temos a criação dos órgãos públicos.

Errado.
No caso da questão, estamos diante da descentralização, uma vez que há o envolvimento de
outra pessoa (física ou jurídica) na prestação dos serviços públicos.

Questão 19 (CESPE/TJ/TRE-GO/2015) Acerca dos conceitos ligados à organização admi-


nistrativa, julgue o item seguinte.
Na desconcentração, há divisão de competências dentro da estrutura da entidade pública
com atribuição para desempenhar determinada função.

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Certo.
Na desconcentração, temos o surgimento dos órgãos públicos, que nada mais são do que
repartições internas de competências criadas com a finalidade de desempenhar uma função
pública.

Questão 20 (CESPE/TJ/TRE-GO/2015) Acerca dos conceitos ligados à organização admi-


nistrativa, julgue o item seguinte.
A descentralização é caracterizada pela distribuição de competência de forma externa, ou
seja, de uma pessoa jurídica para outra criada para esse fim específico, o que resulta em uma
relação hierárquica entre elas.

Errado.
O erro da questão está em afirmar que a descentralização acarreta uma relação hierárquica
entre as duas pessoas envolvidas. Como exemplo, podemos citar a criação de uma entidade da
Administração Indireta, que ocorre por meio da descentralização e não pressupõe hierarquia.

Questão 21 (CESPE/ANA/MPU/2015) Julgue o item a seguir, referente às autarquias federais.


A criação de autarquia é uma forma de descentralização por meio da qual se transfere deter-
minado serviço público para outra pessoa jurídica integrante do aparelho estatal.

Certo.
A criação das entidades da Administração Indireta ocorre por meio da descentralização por
outorga, sendo que tanto a titularidade quanto o exercício de determinado serviço público são
transferidos para a nova pessoa jurídica criada.

Questão 22 (CESPE/TGE/SE-DF/APOIO ADMINISTRATIVO/2017) Em relação aos princípios


da administração pública e à organização administrativa, julgue o item que se segue.
Quando a União cria uma nova secretaria vinculada a um de seus ministérios para repassar a
ela algumas de suas atribuições, o ente federal descentraliza uma atividade administrativa a
um ente personalizado.

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Errado.
As secretarias são repartições internas de competência, ou seja, órgãos públicos. Logo, são
consequência da desconcentração, e não da descentralização.

Questão 23 (CESPE/AUX/TCE-PA/ADMINISTRATIVA/2016) A respeito da administração di-


reta e indireta e da centralização e da descentralização administrativa, julgue o item seguinte.
A descentralização administrativa pressupõe a transferência, pelo Estado, da execução de
atividades administrativas a determinada pessoa, sempre que o justificar o princípio da
eficiência.

Certo.
A descentralização pode ocorrer de duas formas: por serviço, outorga e legal ou por delega-
ção, negocial e colaboração.
No primeiro caso, ocorre a criação da administração indireta, sendo que a titularidade e o
exercício da função pública são transferidos às entidades que a compõem. No segundo caso,
ocorre apenas a transferência do exercício da função pública, permanecendo a titularidade
com a administração direta.

Em ambas as formas, a descentralização decorre da eficiência e é pautada pelo critério da

especialização (uma vez que as pessoas jurídicas que passam a desempenhar as atividades

se tornam especialistas em tais atribuições).

Questão 24 (CESPE/AUD CE/TCE-PA/ADMINISTRAÇÃO/2016) Com relação à organização

administrativa e às licitações, julgue o item.

Em razão da complexidade das atividades incumbidas à administração pelas normas consti-

tucionais e infralegais, existem, nos estados, diversas secretarias de estado com competên-
cias específicas, notadamente em função da matéria. Essa distribuição de atribuições deno-
mina-se descentralização administrativa.

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Errado.

As secretarias são órgãos públicos, sendo decorrência da desconcentração, e não da descen-

tralização.

Questão 25 (CESPE/AG ADM/DPU/2016) A respeito da centralização, descentralização,

concentração e desconcentração e da organização administrativa da União, julgue o item

subsequente.

Se determinada atribuição administrativa for outorgada a órgão público por meio de uma

composição hierárquica da mesma pessoa jurídica, em uma relação de coordenação e subor-

dinação entre os entes, esse fato corresponderá a uma centralização.

Errado.

Sempre que um órgão público estiver desempenhando uma atividade administrativa, deve-

mos saber que a relação jurídica existente é a desconcentração.

Não podemos falar em centralização, na presente questão, na medida em que o enunciado

menciona estarmos diante de uma competência entre dois diferentes entes.

Questão 26 (CESPE/AG ADM/DPU/2016) A respeito da centralização, descentralização,


concentração e desconcentração e da organização administrativa da União, julgue o item
subsequente.
A desconcentração de serviços é caracterizada pelas situações em que o poder público cria,
por meio de lei, uma pessoa jurídica e a ela atribui a execução de determinado serviço.

Errado.
É na descentralização por serviços (e não na desconcentração, como afirmado), que a Admi-
nistração Pública cria, por meio de lei, uma pessoa jurídica com a finalidade de exercer ativi-
dades específicas.

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Questão 27 (CESPE/TJ/TRE-PE/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) As autar-


quias
a) são criadas, extintas e organizadas por atos administrativos.
b) têm sua criação e sua extinção submetidas a reserva legal, podendo ter sua organização
regulada por decreto.
c) têm sua criação submetida a reserva legal, mas podem ser extintas por decreto, podendo
ter sua organização regulada por atos administrativos.
d) são criadas e organizadas por decreto e podem ser extintas por essa mesma via adminis-
trativa.
e) são criadas e extintas por decreto, podendo ter sua organização regulada por atos admi-
nistrativos.

Letra b.
As autarquias são criadas diretamente por meio de lei específica. Quanto à extinção, de acor-
do com o paralelismo das formas, devem tais entidades ser extintas, igualmente, por meio de
lei específica.

Questão 28 (CESPE/AGE/SE-DF/ADMINISTRAÇÃO/2017) João, servidor público ocupante


do cargo de motorista de determinada autarquia do DF, estava conduzindo o veículo oficial
durante o expediente quando avistou sua esposa no carro de um homem. Imediatamente,
João dolosamente acelerou em direção ao veículo do homem, provocando uma batida e, por
consequência, dano aos veículos. O homem, então, ingressou com ação judicial contra a au-
tarquia requerendo a reparação dos danos materiais sofridos. A autarquia instaurou procedi-
mento administrativo disciplinar contra João para apurar suposta violação de dever funcional.
No que se refere à situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir.
João é servidor de entidade integrante da administração indireta.

Certo.
João é motorista de uma autarquia, entidade que faz parte da Administração Indireta.

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Questão 29 (CESPE/TGE/SE-DF/APOIO ADMINISTRATIVO/2017) Em relação aos princípios


da administração pública e à organização administrativa, julgue o item que se segue.
Por terem personalidade jurídica de direito privado, as  sociedades de economia mista não
se subordinam hierarquicamente ao ente político que as criou. Exatamente por isso elas não
sofrem controle pelos tribunais de contas.

Errado.
Não há subordinação entre as entidades da Administração Indireta e o ente político (Admi-
nistração Direta) que as criou. Mas há, ao contrário do que afirmado, sujeição ao controle por
parte dos tribunais de contas.

Questão 30 (CESPE/TA/ANVISA/2016) Julgue o item subsequente, relativo a organização


administrativa.
A saúde é direito de todos e dever do Estado. A União, no cumprimento desse dever, criou o
Ministério da Saúde, com personalidade jurídica de direito público, e a ANVISA, entidade com
personalidade jurídica de direito privado.

Errado.
O Ministério da Saúde trata-se de órgão público, não possuindo personalidade jurídica. A An-
visa trata-se de uma autarquia especial, possuindo personalidade jurídica de direito público.

Questão 31 (CESPE/TA/ANVISA/2016) Julgue o item subsequente, relativo à organização


administrativa.
Não existe hierarquia entre o Ministério da Saúde e a ANVISA.

Certo.
Não há hierarquia ou subordinação entre a Administração Indireta (Anvisa, que é uma espécie
de autarquia) e o Ministério da Saúde (que compõe a Administração Direta). O que há é mera
vinculação administrativa.

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Questão 32 (CESPE/AUX TEC CE/TCE-PA/ADMINISTRATIVA/2016) A respeito da adminis-


tração direta e indireta e da centralização e da descentralização administrativa, julgue o item
seguinte.
Compõem a administração indireta os órgãos públicos internos, as autarquias, as empresas
públicas, as sociedades de economia mista e as fundações públicas.

Errado.
A Administração Indireta é composta, apenas, pelas autarquias, pelas fundações públicas,
pelas empresas públicas e pelas sociedades de economia mista.

Questão 33 (CESPE/AUD CE/TCE-PA/PLANEJAMENTO/ADMINISTRAÇÃO/2016) A respeito


da administração direta, indireta e fundacional, julgue o item a seguir.
As autarquias e as empresas públicas integram a administração indireta e assemelham-se
quanto ao modo de criação e ao regime jurídico, pois a criação de ambas depende de auto-
rização legislativa e ambas submetem-se tanto ao regime público como ao regime privado.

Errado.
As autarquias são criadas diretamente por lei específica, ao passo que as empresas públicas
apenas recebem autorização, por lei, para a sua criação.
As autarquias sempre se submetem ao regime de direito público, ao passo que as empresas
públicas podem se submeter tanto ao regime de direito privado (quando exploram atividade
econômica) quanto ao regime de direito público (quando são prestadoras de serviços públicos).

Questão 34 (CESPE/TJ/TRT-8ª/ADMINISTRATIVA/2016) A AUTARQUIA


a) é pessoa jurídica de direito público.
b) inicia-se com a inscrição de seu ato constitutivo em registro público.
c) subordina-se ao ente estatal que a instituir.
d) é uma entidade de competência política, desprovida de caráter administrativo.
e) integra a administração pública direta.

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Letra a.
As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, se assemelhando em tudo o que for
possível ao próprio Estado.

Questão 35 (CESPE/TJ/TRE-PI/ADMINISTRATIVA/2016) Entidade administrativa, com per-


sonalidade jurídica de direito público, destinada a supervisionar e fiscalizar o ensino superior,
criada mediante lei específica,
a) é regida, predominantemente, pelo regime jurídico de direito privado.
b) integra a administração direta.
c) possui autonomia e é titular de direitos e obrigações próprios.
d) tem natureza de empresa pública.
e) é exemplo de entidade resultante da desconcentração administrativa.

Letra c.
Se estamos diante de uma entidade com personalidade jurídica de direito público e criada
mediante lei específica, só podemos nos referir às autarquias.

Questão 36 (CESPE/AUD/TCE-PR/2016) Na organização administrativa do poder público,


as autarquias públicas são
a) entidades da administração indireta com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios.
b) sociedades de economia mista criadas por lei para a exploração de atividade econômica.
c) organizações da sociedade civil constituídas com fins filantrópicos e sociais.
d) órgãos da administração direta e estão vinculadas a algum ministério.
e) organizações sociais sem fins lucrativos com atividades dirigidas ao ensino e à pesquisa
científica.

Letra a.
As autarquias são entidades que fazem parte da Administração Indireta, possuindo persona-
lidade jurídica de direito público e tendo patrimônio e receitas próprias.

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Questão 37 (CESPE/TEC AE/DPU/2016) Em relação à administração pública direta e indireta


e às funções administrativas, julgue o item a seguir.
Cria-se empresa pública e autoriza-se seu imediato funcionamento por meio de publicação
de lei ordinária específica.

Errado.
A lei específica cria, diretamente, as autarquias, servindo de autorização para a criação das
demais entidades (como, por exemplo, as empresas públicas).

Questão 38 (CESPE/TEC AE/DPU/2016) Em relação à administração pública direta e indireta


e às funções administrativas, julgue o item a seguir.
A criação de autarquia federal depende de edição de lei complementar.

Errado.
Não há necessidade de edição de lei complementar, bastando apenas uma lei ordinária espe-
cífica para a criação das autarquias.

Questão 39 (CESPE/ATA/DPU/2016) Uma autarquia federal, desejando comprar um bem


imóvel — não enquadrado nas hipóteses em que a licitação é dispensada, dispensável ou
inexigível — com valor de contratação estimado em R$ 50.000,00, efetuou licitação na moda-
lidade concorrência.
Considerando a situação descrita, julgue o item a seguir, acerca da organização administra-
tiva da União, das licitações e contratos administrativos e do disposto na Lei n.º 8.112/1990.
É prerrogativa da referida autarquia, que certamente foi criada por meio de lei específica, a im-
penhorabilidade dos seus bens.

Certo.
As autarquias se assemelham, em tudo o que for possível, ao próprio Estado. Assim, como
tais entidades possuem personalidade jurídica de direito público, a elas é assegurada a impe-
nhorabilidade de seus bens.

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Questão 40 (CESPE/AG POL/PC-GO/2016) A administração direta da União inclui


a) a Casa Civil.
b) o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
c) as agências executivas.
d) o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
e ) a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Letra a.
Dentre as alternativas apresentadas, apenas a Casa Civil trata-se de um órgão público com-
ponente da Administração Direta.
Todas as demais entidades são autarquias, assumindo a forma simples ou possuindo alguma
característica especial.

Questão 41 (CESPE/TJ/TRE-PI/ADMINISTRATIVA/2016) O Tribunal Regional Eleitoral do


Piauí (TRE/PI), cuja sede se encontra na capital do estado, integra a administração
a) direta federal.
b) direta fundacional federal.
c) indireta estadual.
d) autárquica indireta federal.
e) indireta autárquica estadual.

Letra a.
O TRE-PI, ainda que esteja situação em um estado da federação, faz parte do Poder Judiciário
da União, integrando, consequentemente, a Administração Direta Federal.

Questão 42 (CESPE/AUD CE/TCE-PA/PROCURADORIA/2016) O Congresso Nacional apro-


vou uma reforma administrativa proposta pelo presidente da República que reduziu o nú-
mero de ministérios. Nesse contexto, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério da
Previdência Social foram fundidos, tornando-se Ministério do Trabalho e Previdência Social.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir.

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A fusão do Ministério do Trabalho e Emprego com o Ministério da Previdência Social mencio-


nada é exemplo de concentração administrativa.

Certo.
Com a desconcentração, ocorre a criação de novos órgãos públicos, que são conceituados
como repartições internas de competências. No exemplo da questão, temos uma situação
em que ocorre exatamente o contrário, ou seja, uma fusão entre dois órgãos públicos. Logo,
estaremos diante da concentração.

Questão 43 (CESPE/AUX TEC CE/TCE-PA/ADMINISTRATIVA/2016) A respeito da adminis-


tração direta e indireta e da centralização e da descentralização administrativa, julgue o item
seguinte.
A centralização consiste na execução das tarefas administrativas pelo próprio Estado, por
meio de órgãos internos integrantes da administração direta.
Certo.
Ocorre a centralização quando as atividades são desempenhadas pelos órgãos e agentes de
um único ente federativo, ou seja, da Administração Direta.

Questão 44 (CESPE/AGE/SE-DF/DIREITO E LEGISLAÇÃO/2017) O prefeito de determinado


município utilizou recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica
e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) para pagamento de professores e
para a compra de medicamentos e insumos hospitalares destinados à assistência médico-o-
dontológica das crianças em idade escolar do município.
Mauro, chefe do setor de aquisições da prefeitura, propositalmente permitia que o estoque de
medicamentos e insumos hospitalares chegasse a zero para justificar situação emergencial
e dispensar indevidamente a licitação, adquirindo os produtos, a preços superfaturados, da
empresa Y, pertencente a sua sobrinha, que desconhecia o esquema fraudulento.
A respeito da situação hipotética apresentada e de aspectos legais e doutrinários a ela rela-
cionados, julgue o item a seguir.

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A criação de um órgão denominado setor de aquisições na citada prefeitura constitui exemplo


de desconcentração.

Certo.
Os órgãos públicos são decorrência direta da desconcentração, que ocorre quando a admi-
nistração direta ou indireta divide suas atividades internamente.

Questão 45 (CESPE/TEC AE/DPU/2016) Em relação à administração pública direta e indireta


e às funções administrativas, julgue o item a seguir.
Em regra, as sociedades de economia mista devem realizar concurso público para contratar
empregados.

Certo.
Todas as entidades da Administração Indireta devem, como regra, realizar concurso público
como forma de admissão de pessoal.

Questão 46 (CESPE/PROC MUN/PREFEITURA DE FORTALEZA/2017) O item a seguir é apre-


sentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada, a respeito da orga-
nização administrativa e dos atos administrativos.
Ao instituir programa para a reforma de presídios federais, o governo federal determinou que
fosse criada uma entidade para fiscalizar e controlar a prestação dos serviços de reforma.
Nessa situação, tal entidade, devido à sua finalidade e desde que criada mediante lei especí-
fica, constituirá uma agência executiva.

Errado.
As agências executivas nada mais são do que uma faculdade conferida às autarquias e às
fundações públicas de se submeterem a um regime diferenciado, aumentando a produtivida-
de e a eficiência de sua gestão.
Na situação apresentada, não estamos diante de uma agência executiva, mas sim de uma
autarquia. E chegamos a esta resposta na medida em que o enunciado afirma que a entidade
será criada por meio de lei específica.

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Questão 47 (CEBRASPE/CESPE/ASSP/PGE-PE/2019) A respeito da organização adminis-


trativa da administração pública, julgue o item a seguir.
A administração pública direta reflete uma administração centralizada, enquanto a adminis-
tração indireta reflete uma administração descentralizada.

Certo.
A centralização ocorre quando a atividade administrativa é totalmente desempenhada por
órgãos e agentes de um único ente federativo. Em tal situação, o Estado executa as tarefas
que a ele são atribuídas pela Constituição Federal de forma direta, ou seja, por intermédio dos
agentes e dos órgãos públicos componentes da Administração Direta.
Já a Administração Indireta é resultado do processo de descentralização, por meio do qual
são criadas as entidades administrativas.

Questão 48 (CEBRASPE/CESPE/AAP/PGE PE/CALCULISTA/2019) Com relação à organiza-


ção administrativa e à administração pública direta e indireta, julgue o item a seguir.
Embora dotados de personalidade jurídica, os órgãos públicos não possuem capacidade pro-
cessual para a defesa de suas prerrogativas e competências institucionais.

Errado.
Os órgãos públicos, diferente do que informado pela questão, não possuem personalidade
jurídica. Esta é, inclusive, a principal diferença entre os órgãos e as entidades administrativas.

Questão 49 (CESPE/AJ/TRE-PE/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) As enti-


dades autônomas integrantes da administração indireta que atuam em setores estratégicos
da atividade econômica, zelando pelo desempenho das pessoas jurídicas e por sua conso-
nância com os fins almejados pelo interesse público e pelo governo são denominadas
a) agências autárquicas executivas.
b) serviços sociais autônomos.

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c) agências autárquicas reguladoras.


d) empresas públicas.
e) sociedades de economia mista.

Letra c.
Temos aqui a perfeita definição das agências reguladoras, que, conforme analisado, são uma
espécie do gênero autarquias. Por regulam determinados setores da economia, necessitam
as agências reguladoras de uma maior autonomia.

Questão 50 (CESPE/TJ/TRE-PE/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) As em-


presas públicas
a) admitem a criação de subsidiárias, exigindo-se, para tanto, autorização legislativa.
b) dispensam, para sua extinção, autorização legislativa.
c) integram a administração direta.
d) possuem regime jurídico de direito público.
e) são criadas por lei.

Letra a.
Para a criação de subsidiárias das entidades da administração indireta, ainda que o texto da
Constituição estabeleça ser necessário autorização legislativa, o STF já se manifestou que
basta a menção, na lei que cria ou autoriza a entidade, da possibilidade da instituição de sub-
sidiárias.
Na presente questão, a banca seguiu a literalidade do texto constitucional, que possui a se-
guinte redação:

Art. 37, XX – depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das enti-
dades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa
privada;

Questão 51 (FCC/ASS LEG/ALAP/ATIVIDADE ADMINISTRATIVA E OPERACIONAL/ASSIS-


TENTE ADMINISTRATIVO/2020) A amplitude da Administração pública considera dois grupos

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de instituições, que são classificados em Administração direta e indireta. Considera-se Ad-


ministração Direta,
a) as Fundações públicas.
b) as Autarquias.
c) as Empresas públicas.
d) as Sociedades de Economia mista.
e) a Casa Civil.

Letra e.
Apenas a Letra E retrata um exemplo de órgão que faz parte da Administração Direta. Nas
demais alternativas, estamos diante de entidades da Administração Indireta.

Questão 52 (FCC/ANA LEG/ALAP/ATIVIDADE LEGISLATIVA/ASSESSOR JURÍDICO LEGISLA-


TIVO/2020) A organização administrativa pode implicar desconcentração e descentralização.
A criação de empresas estatais
a) indica a desconcentração da organização administrativa, que se caracteriza pela criação
de pessoas jurídicas com competências próprias.
b) é expressão da descentralização administrativa, que implica a criação de pessoas jurídicas
com atribuições previstas em lei e em seus atos constitutivos.
c) e de outras pessoas jurídicas com personalidade jurídica de direito público configura forma
híbrida de organização administrativa.
d) depende da edição de lei instituidora dos entes, da qual também deverão constar as com-
petências próprias atribuídas a essas pessoas jurídicas dotadas de personalidade jurídica de
direito privado ou de direito público.
e) difere da instituição de autarquias e fundações, pessoas jurídicas que expressam a des-
concentração da Administração pública.

Letra b.
a) Errada. A criação de entidades da Administração Indireta é resultado do processo de des-
centralização, e não de desconcentração.

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b) Certa. Com a descentralização, temos a possibilidade de criação das entidades da Admi-


nistração Indireta. As empresas estatais (empresas públicas e sociedades de economia mis-
ta) são exemplos destas entidades.
c) Errada. A natureza híbrida ocorre apenas em relação a algumas empresas estatais, ou seja,
pessoas jurídicas de direito privado. No caso das pessoas jurídicas de direito público (como
as autarquias) a natureza híbrida não existe.
d) Errada. As empresas estatais são criadas mediante autorização em lei específica. No caso
das autarquias (pessoas jurídicas de direito público) a criação ocorre diretamente com a edi-
ção da lei.
e) Errada. As autarquias e as fundações, por integrarem a Administração Indireta, são resul-
tados da descentralização (e não da desconcentração) administrativa.

Questão 53 (FCC/AJ/TRF-4ª/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2019)


Determinado Município pretende descentralizar o serviço público de limpeza urbana e de ma-
nejo de resíduos sólidos. Em vista das alternativas disponíveis, caso opte por constituir
a) uma autarquia, não será necessário promover o registro do ato constitutivo, pois a natureza
de direito público desta entidade dispensa tal providência.
b) uma empresa pública, não será necessária autorização legislativa, pois a criação de tais
entidades decorre do poder regulamentar autônomo atribuído aos Chefes do Poder Executivo.
c) um consórcio público, deverá publicar chamamento de projetos, para que outras entidades
interessadas venham a manifestar o interesse em se associar.
d) uma fundação pública, não será necessária autorização legislativa, pois a criação de tais
entidades decorre do poder regulamentar autônomo atribuído aos Chefes do Poder Executivo.
e) uma sociedade de economia mista, deverá obrigatoriamente dotá-la da forma de socieda-
de de responsabilidade limitada, de modo a preservar a incolumidade do patrimônio público.

Letra a.
a) Certa. A criação das autarquias ocorre diretamente com a edição da lei específica. Con-
sequentemente, é desnecessária a promoção do registro dos atos constitutivos da entidade.

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b) Errada. As empresas públicas dependem de autorização, a ser conferida em lei específica.


O poder regulamentar é incapaz de criar tais entidades.
c) Errada. O consórcio público é formado pela junção de vários entes federativos. Logo, não
há a possibilidade de outras entidades se associarem ao consórcio.
d) Errada. As fundações públicas, de forma semelhante ao que ocorre com as empresas esta-
tais, devem ser criadas por autorização legislativa.
e) Errada. As sociedades de economia mista apenas poderão adotar a forma jurídica de so-
ciedade anônima (S/A).

Questão 54 (FCC/TJ/TJ-MA/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2019) Diferem as autar-


quias das empresas estatais, por exemplo, quanto
a) ao regime de execução de seus débitos, pois somente as empresas públicas sujeitam-se
ao regime de precatórios.
b) à forma de composição do capital social, pois as autarquias pertencem integralmente ao
mesmo ente público.
c) à forma de sua criação, pois as autarquias são criadas por lei, enquanto as empresas esta-
tais têm sua instituição autorizada por lei.
d) ao regime jurídico de seus bens, considerando que somente o patrimônio das sociedades
de economia mista está sujeito ao regime jurídico de direito público.
e) ao critério de contratação de seus empregados, pois somente as autarquias estão obriga-
das à regra do concurso público.

Letra c.
a) Errada. O regime dos precatórios é aplicado totalmente para as autarquias, uma vez que
tais entidades são pessoas jurídicas de direito público. No caso das empresas públicas, o pa-
gamento por tal meio é a exceção.
b) Errada. As autarquias podem, eventualmente, pertencer a mais de um ente federativo. Como
exemplo, podemos citar os consórcios públicos de direito público.

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c) Certa. De acordo com o texto da Constituição Federal, as autarquias são criadas direta-
mente por meio de lei específica, ao passo que as demais entidades da Administração Indireta
são autorizadas por meio deste diploma legal.

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

d) Errada. O regime jurídico dos bens das autarquias é de direito público. No caso das empre-
sas estatais, o regime dos bens dependerá da atividade exercida e da essencialidade do bem
para o bem-estar da coletividade.
e) Errada. Todas as entidades da Administração Indireta devem realizar concurso público
como forma de admissão de pessoal.

Questão 55 (FCC/TJ/TRF-3ª/ADMINISTRATIVA/SEM ESPECIALIDADE/2019) Para maior es-


pecialização na execução de atividades de sua competência, os entes políticos podem pro-
mover a criação de entidades descentralizadas, que comporão a chamada Administração In-
direta. No tocante à Administração Indireta,
a) a empresa pública é entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com pa-
trimônio próprio e capital exclusivamente estatal, devendo revestir-se obrigatoriamente da
forma de sociedade anônima.
b) as entidades da Administração Indireta que sejam dotadas de personalidade jurídica de di-
reito privado, em vista da maior flexibilidade do seu regime jurídico, são dispensadas de fazer
licitação para realizar suas contratações.
c) somente por lei federal poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, seja qual for o ente político envolvido.
d) a empresa pública, a sociedade de economia mista e as respectivas subsidiárias, que ex-
plorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de
serviços, estão sujeitas a regime de licitação e contratação pública idêntico ao aplicável aos
órgãos da Administração Direta e às entidades de direito público, como as autarquias.

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e) a vedação constitucional à acumulação de cargos, empregos e funções públicas abrange


também as autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas
subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público.

Letra e.
a) Errada. As empresas públicas podem adotar todas as formas jurídicas admitidas pelo di-
reito. É a sociedade de economia mista que deve revestir-se, obrigatoriamente, da forma de
sociedade anônima.
b) Errada. A dispensa na realização das licitações ocorre, em relação às empresas estatais
exploradoras de atividade econômica (pessoas jurídicas de direito privado) apenas em rela-
ção a suas atividades fins.
c) Errada. A lei de criação ou de autorização das entidades da Administração Indireta deve ser
específica e de iniciativa do Chefe do Poder Executivo do respectivo ente federativo. Logo, não
há necessidade de edição de uma lei federal.
d) Errada. Em um primeiro momento, é necessário afirmar que as estatais exploradoras de ati-
vidade econômica apenas devem licitar em relação a suas atividades-meio, e não em relação
às atividades fins. Além disso, atualmente estas entidades não seguem mais as regras gerais
da Lei das Licitações (aplicável à Administração Direta e às demais entidades da Administra-
ção Indireta), mas sim as disposições de legislação específica (Lei das Estatais).
e) Certa. A  vedação à acumulação remunerada de cargos, empregos e funções públicas
abrange todas as entidades da Administração Indireta, bem como suas subsidiárias e as so-
ciedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público.

Art. 37, XVII – a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias,


fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e  sociedades
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público;

Questão 56 (FCC/ASS TD/DPE-AM/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2019) Dentre


as entidades da Administração indireta, há uma espécie que obrigatoriamente deve assumir a
forma de sociedade anônima. Trata-se da
a) autarquia.
b) empresa pública.

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c) fundação governamental.
d) agência reguladora.
e) sociedade de economia mista.

Letra e.
As sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Ad-
ministração Indireta. Dentre as principais peculiaridades destas entidades, temos o fato delas
apenas poderem se organizar sob a forma de sociedades anônimas (S/A).

Questão 57 (FCC/OET/DETRAN-SP/2019) A Administração pública de determinado estado


da federação está estruturada de forma descentralizada. Isso significa que
a) a Administração pública delegou integralmente suas competências e atribuições para os
entes que integram a Administração indireta.
b) foram constituídas pessoas jurídicas, integrantes da Administração indireta, às quais fo-
ram conferidas atribuições originalmente de competência da Administração central.
c) foram criadas autarquias, fundações e empresas públicas, pessoas jurídicas dotadas de
personalidade jurídica própria e com natureza jurídica de direito público.
d) a Administração pública foi autorizada por lei ou decreto a criar, mediante lei específica,
autarquias, pessoas jurídicas de direito público que executam serviços públicos.
e) foi editada lei específica criando empresas públicas e sociedades de economia mista, que
podem prestar serviços públicos mas não integram a Administração indireta por possuírem
natureza jurídica de direito privado.

Letra b.
a) Errada. A descentralização por delegação ocorre com a transferência do exercício das ati-
vidades para pessoas jurídicas que não integram a Administração Indireta (como as conces-
sionárias e permissionárias). Neste caso, a descentralização não é feita de forma completa,
mas sim apenas em relação ao exercício das atividades.
b) Certa. Na descentralização por outorga, temos a criação de entidades da Administração
Indireta. Tais entidades passam a ser titulares das atividades que estão sendo prestadas, de-
sempenhando funções que antes eram realizadas pela Administração Direta (Central).

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c) Errada. As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado.


d) Errada. A criação das autarquias apenas poderá ocorrer por meio de lei específica, e não,
conforme afirmado, por meio de decreto.
e) Errada. As empresas públicas e as sociedades de economia mista integram a Administra-
ção Indireta.

Questão 58 (FCC/CONS TEC/CM-FORTALEZA/ADMINISTRATIVO/2019) Lei Municipal auto-


rizou o Prefeito a instituir, por escritura pública, uma Fundação Municipal, sendo que a entida-
de adquirirá personalidade jurídica a partir da inscrição, no Registro competente, do seu ato
constitutivo, com o qual serão apresentados o Estatuto e o respectivo decreto de aprovação.
Neste caso, observou-se o fenômeno da
a) desconcentração, por meio da criação de uma entidade de direito público.
b) descentralização, por meio da criação de uma entidade de direito privado.
c) desconcentração, por meio da criação de uma entidade de direito privado.
d) descentralização, por meio da criação de uma entidade de direito público.
e) descentralização, por meio da criação de uma entidade de economia mista.

Letra b.
Inicialmente, precisamos saber que o processo de criação das entidades da Administração
Indireta ocorre por meio da descentralização. Com isso, já eliminamos as Letras A e C.
No caso apresentado, observe que a fundação pública teve que registrar seus atos consti-
tutivos no registro competente. Logo, não se trata de uma pessoa jurídica de direito público
(equiparadas às autarquias), mas sim de direito privado. Eliminamos as Letras D e E (esta, por
afirmar que a criação é de uma entidade de economia mista).
Assim, temos, na situação descrita, o processo de descentralização, por meio do qual ocorre-
rá a criação de uma fundação pública, entidade de direito privado.

Questão 59 (FCC/AFTM/PREFEITURA DE SJRP/2019) A descentralização no âmbito da Ad-


ministração pública opera-se de várias formas, sendo um de seus exemplos a

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a) delegação de serviços públicos a particulares, mediante permissão ou concessão, como


modalidade de descentralização por colaboração.
b) instituição, por lei, de empresas públicas sujeitas ao regime jurídico de direito privado, ex-
clusivamente em relação às obrigações fiscais.
c) instituição de autarquias, como expressão da especialização da atuação da Administração,
que podem possuir natureza pública ou privada, conforme previsto na lei instituidora.
d) criação de organizações sociais, instituídas mediante contrato de gestão, para atuarem
como delegatárias na prestação de serviços públicos ou atividades de interesse público.
e) criação de órgãos no âmbito da estrutura da Administração, com plexo de atribuições es-
pecíficas e dotados de autonomia funcional.

Letra a.
a) Certa. Na descentralização por colaboração, temos a transferência da execução de deter-
minados serviços públicos aos particulares. Como exemplo, podemos citar as concessioná-
rias e permissionárias de serviços públicos.
b) Errada. As empresas públicas não são instituídas diretamente por meio de lei específica,
mas sim apenas autorizadas. Além disso, a depender da atividade desenvolvida, tais entida-
des, ainda que sejam pessoas jurídicas de direito privado, estarão regidas pelo regime jurídico
de direito público.
c) Errada. As autarquias sempre possuirão natureza pública, sem a possibilidade de terem
natureza privada.
d) Errada. As organizações sociais integram o denominado terceiro setor, sendo uma quali-
ficação conferida a entidades sem fins lucrativos para o desempenho de determinadas ativi-
dades estatais.
e) Errada. A criação de órgão é resultado da desconcentração, e não da descentralização.

Questão 60 (FCC/DPE-SP/2019) Com relação à estrutura da Administração Pública brasilei-


ra, é correto afirmar:
a) Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Contas integram a chamada adminis-
tração pública direta.

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b) autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e agên-


cias reguladoras integram a chamada administração pública direta.
c) o modelo de Administração Pública gerencial se baseia nos princípios da formalidade, da
impessoalidade e do profissionalismo.
d) o modelo de Administração patrimonialista, informado pelo princípio do profissionalismo,
tem como finalidade a gestão do patrimônio público.
e) o modelo de Administração burocrático compreende o cidadão como cliente dos serviços
públicos prestados pelo Estado diretamente ou mediante delegação.

Letra a.
Temos aqui uma questão que mescla os tópicos de organização administrativa com as diver-
sas formas de administração pelos quais a administração pública brasileira passou ao longo
dos anos.
a) Certa. Em nosso ordenamento jurídico, a Administração Pública é composta pela Admi-
nistração Direta e pela Administração Indireta (que é formada pelas autarquias, empresas
públicas, sociedades de economia mista e fundações). No caso da Defensoria Pública, do Mi-
nistério Público e do Tribunal de Contas, não estamos diante de nenhuma destas entidades.
Logo, todos fazem parte da Administração Direta.
b) Errada. As autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia
mista integram a chamada Administração Pública Indireta, e não Direta.
c) Errada. As  características da formalidade, da impessoalidade e do profissionalismo são
traços da Administração Burocrática, e  não da Administração Gerencial, que é pautada no
princípio da eficiência.
d) Errada. A gestão do patrimônio público ocorre nos modelos de administração gerencial e
burocrática. Na administração patrimonialista, em sentido oposto, não há uma diferenciação
entre o patrimônio público e privado.
e) Errada. O cidadão como cliente é um traço da administração gerencial, e não da adminis-
tração burocrática.

Questão 61 (FCC/ANA MIN/MPE-PE/JURÍDICA/2018) Os órgãos públicos que integram a


organização administrativa, na qualidade de “centros de competência para desempenho de
funções estatais”,

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a) encontram-se presentes na estrutura descentralizada da Administração pública e confi-


guram polos de decisões emitidas por agentes públicos que se responsabilizam exclusiva e
pessoalmente pelas consequências daquelas advindas.
b) são representados por agentes públicos, mas não se confundem com estes, pois as conse-
quências e conquistas são atribuídas àquelas unidades de competência e, em consequência,
às pessoas jurídicas que elas integram.
c) possuem personalidade jurídica própria, mas não dispõem de autonomia, já que dependem
de autorização do comando da pessoa jurídica que integram.
d) exercem os poderes inerentes à Administração pública, à exceção do poder de polícia, res-
trito à Administração Central, porque indelegável em qualquer de suas vertentes ou facetas.
e) são estruturas típicas de uma Administração pública que se organiza de forma desconcen-
trada, que constitui entes ou órgãos dotados de personalidade jurídica própria, para desem-
penho de competências específicas e constantes da lei autorizativa de sua criação.

Letra b.
a) Errada. Em caso de dano praticado por agente público, a responsabilização será feita, em
um primeiro momento, pela pessoa jurídica da qual o órgão faz parte. Posteriormente, em
caso de dolo ou culpa, teremos a responsabilização do servidor.
b) Certa. Os agentes não podem ser confundidos com os órgão. Ao passo que o órgão é uma
repartição interna de competência, os agentes são os responsáveis por executar as atribui-
ções legalmente estabelecidas para o órgão e, consequentemente, para a pessoa jurídica da
qual ele faz parte. Assim, o resultado das atribuições dos agentes são atribuídos ao órgão.
E como o órgão é parte de um todo maior, a atribuição será feita, também, para a pessoa
jurídica.
c) Errada. Os órgãos públicos, diferente do que afirmado, não possuem personalidade jurídica
própria.
d) Errada. O poder de polícia pode ser desempenhado pelos órgãos da Administração Direta e
pelas entidades de direito público da Administração Indireta.
e) Errada. A alternativa erra, mais uma vez, ao afirmar que os órgãos possuem personalidade
jurídica própria.

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Questão 62 (FCC/PROC MUN/PREFEITURA DE CARUARU/2018) Considere o texto abaixo.


Os órgãos integram a estrutura do Estado e das demais pessoas jurídicas como partes desses
corpos vivos, dotados de vontade e capazes de exercer direitos e contrair obrigações para a
consecução de seus fins institucionais. Por isso mesmo, os órgãos não têm personalidade ju-
rídica nem vontade própria, que são atributos do corpo e não das partes, mas na área de suas
atribuições e nos limites de sua competência funcional expressam a vontade da entidade a
que pertencem e a vinculam por seus atos, manifestados através de seus agentes (pessoas
físicas). Como partes das entidades que integram, os órgãos são meros instrumentos de ação
dessas pessoas jurídicas, preordenados ao desempenho das funções que lhes forem atribu-
ídas pelas normas de sua constituição e funcionamento. Para a eficiente realização de suas
funções, cada órgão é investido de determinada competência, redistribuída entre seus cargos,
com a correspondente parcela de poder necessária ao exercício funcional de seus agentes.
Embora despersonalizados, os órgãos mantêm relações funcionais entre si e com terceiros,
das quais resultam efeitos jurídicos internos e externos, na forma legal ou regulamentar. E,
a despeito de não terem personalidade jurídica, os órgãos podem ter prerrogativas funcionais
próprias que, quando infringidas por outro órgão, admitem defesa até mesmo por mandado
de segurança. (MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 15.ed., São Paulo:
Editora Revista dos Tribunais, 1990, p. 59)
Com base no texto transcrito e no regime jurídico dos órgãos administrativos, é  correto
afirmar:
a) O texto transcrito aborda a teoria do mandato, por meio da qual aos agentes públicos se-
riam delegados poderes para que agissem em nome e no interesse do Estado.
b) Os órgãos públicos são centros de competências instituídos para o desempenho de fun-
ções estatais, através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que per-
tencem.
c) O texto transcrito traz uma concepção de órgão que contraria a formulação da teoria do
órgão, atribuída a Otto Gierke, que criou uma doutrina para justificar como se dá a manifes-
tação da vontade do Estado por meio de seus órgãos, por meio da noção de que os agentes
públicos, ao agir, expressam a vontade do Estado.
d) Por serem despersonalizados, os órgãos públicos não mantêm relações funcionais com
terceiros, dos quais resultam efeitos jurídicos externos.

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e) No texto, é apresentada a teoria da representação, pela qual a vontade dos agentes expri-
miria a vontade do Estado, como ocorre na tutela ou na curatela.

Letra b.
a) Errada. O texto não aborda a teoria do mandato, mas sim a teoria do órgão ou da imputa-
ção, segundo a qual o agente público, ao exercer suas atribuições, atua em nome do Estado e
do órgão no qual exerce suas atribuições.
b) Certa. A alternativa está perfeita, retratando a base da teoria do órgão. Logo, a atuação do
agente sempre será atribuída ao órgão e, em última análise, à pessoa jurídica da qual o órgão
faz parte.
c) Errada. Ao contrário do que afirmado, o texto transcreve e concorda com a teoria do órgão
proposta por Otto Gierke.
d) Errada. Podemos verificar o erro da alternativa com base no próprio texto do enunciado,
que apresenta a seguinte transcrição: “embora despersonalizados, os órgãos mantêm rela-
ções funcionais entre si e com terceiros, das quais resultam efeitos jurídicos internos e exter-
nos, na forma legal ou regulamentar”.
e) Errada. Não é a teoria da representação, mas sim a teoria do órgão, que é apresentada no
texto da questão.

Questão 63 (FCC/DPE-PR/2017) Em seu sentido subjetivo, o termo Administração pública


designa os entes que exercem a atividade administrativa. Desse modo, a Defensoria Pública
do Estado do Paraná,
a) é pessoa jurídica de direito público e possui capacidade processual, podendo ser configu-
rada como autarquia sui generis – sociedade pública de advogados, embora não seja institui-
ção autônoma com sede constitucional.
b) possui capacidade processual para ingressar com ação para a defesa de suas funções
institucionais por expressa previsão legal, embora não seja pessoa jurídica de direito público.
c) é pessoa jurídica de direito público e possui capacidade processual, podendo, caso haja
expressa previsão legal, integrar a pessoa jurídica “Estado do Paraná” por ser instituição au-
tônoma com sede constitucional.

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d) integra a pessoa jurídica de direito público “Estado do Paraná” e possui capacidade jurídi-
ca, sendo representada, em juízo, pela Procuradoria do Estado em toda espécie de processo
judicial de seu interesse.
e) integra a pessoa jurídica de direito público “Estado do Paraná” e possui capacidade jurídi-
ca, sendo representada, em juízo, pela Procuradoria do Estado em toda espécie de processo
judicial de seu interesse, exceto ações trabalhistas que tramitarem na Justiça do Trabalho.

Letra b.
A Defensoria Pública é classificada como um órgão independente, que, de acordo com a dou-
trina, são aqueles originários da Constituição Federal e que não estão sujeitos a nenhum tipo
de subordinação, possuindo ampla liberdade de atuação.
Os órgãos públicos não possuem personalidade jurídica própria. No entanto, com relação aos
órgãos independentes e autônomos, o STF entende que há a possibilidade de os órgãos terem
capacidade processual, ou seja, capacidade de estarem em juízo.
a) Errada. A Defensoria Pública não é uma autarquia, mas sim um órgão público.
b) Certa. Ainda que não seja uma pessoa jurídica (mas sim um órgão público), a Defensoria
possui capacidade processual, podendo ingressar diretamente com ação para a defesa de
suas funções institucionais, sem necessidade de representação por parte de outro órgão.
c) Errada. A  Defensoria Pública não é pessoa jurídica, mas sim, conforme já afirmado, um
órgão público (que, por sua vez, faz parte da estrutura da Administração Direta do Estado do
Paraná).
d) Errada. Como possui capacidade processual, não há necessidade da Defensoria Pública
ser representada em juízo.
e) Errada. A alternativa erra, mais uma vez, ao afirmar que há a necessidade de representação
da Defensoria Pública quando esta estiver em juízo.

Questão 64 (FCC/AJ/TRT-24ª/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) Quanto à


estrutura, os órgãos públicos podem ser classificados em simples, também denominados de
unitários, e compostos.

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Acerca do tema, considere:


I – São constituídos por um único centro de atribuições.
II – Possuem subdivisões internas.
III – São exemplos de tais órgãos, as Secretarias de Estado.
IV – São exemplos de tais órgãos, os Ministérios.

No que concerne às características e exemplos de órgãos simples ou unitários, está correto


o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) IV.
e) I.

Letra e.
Órgãos simples ou unitários são aqueles constituídos apenas por um centro de competên-
cias, não possuindo, por isso mesmo, divisões internas.
Analisando os itens apresentados, apenas o item I está correto, uma vez que os órgãos unitá-
rios são constituídos por um único centro de atribuições.
Consequentemente, é errado afirmar que tais órgãos possuem divisões internas (Item II), algo
que ocorre, por exemplo, nas Secretarias de Estado e nos Ministérios (erro dos Itens III e IV).

Questão 65 (FCC/PROC/PGE-TO/2018) O Governo do Estado pretende instituir uma entida-


de dedicada a prestar serviços relacionados ao turismo no Estado e encaminha à Assembleia
Legislativa o respectivo projeto de lei autorizativa. Sabe-se que tal entidade terá capital social
dividido em quotas. O Governo estadual criará uma
a) autarquia.
b) fundação de direito privado.
c) associação pública.
d) empresa pública.
e) sociedade de economia mista.

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Letra d.
Considerando que o projeto encaminhado à Assembleia Legislativa é de uma lei autorizativa,
a entidade a ser criada não é uma autarquia, uma vez que estas são criadas diretamente por
lei, e não apenas autorizadas.

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
A questão informa que o capital social será formado por quotas, e não por ações. Como as
sociedades de economia mista apenas podem adotar a forma de sociedade anônima (S/A),
sua formação ocorre por ações. Já as empresas públicas podem adotar todas as formas
jurídicas admitidas em direito, inclusive a de sociedade limitada, oportunidade em que a for-
mação ocorrerá por quotas. Assim, a entidade que o Poder Executivo pretende instituir é uma
empresa pública.

Questão 66 (FCC/ANA G/DPE-AM/ESPECIALIZADO DE DEFENSORIA/ADMINISTRA-


ÇÃO/2018) As entidades integrantes da Administração pública possuem diferentes caracte-
rísticas e contornos jurídicos, muitos atrelados à própria finalidade por elas desempenhada e
ao objeto cometido a cada uma. Nesse sentido, as
a) fundações possuem necessariamente personalidade de direito público, não se submeten-
do às regras do Código Civil.
b) autarquias podem ser constituídas com personalidade de direito público ou privado, a de-
pender da atividade desempenhada.
c) sociedades de economia mista, mesmo quando atuam em regime de competição no mer-
cado, integram a Administração indireta.
d) empresas públicas se submetem integralmente ao regime jurídico de direito público, seja
na atividade-meio ou na atividade-fim.
e) organizações sociais, quando vinculadas ao poder público mediante contrato de gestão
passam a integrar a Administração indireta.

Letra c.
a) Errada. As fundações públicas possuem personalidade jurídica de direito privado. O STF
é que entende que tais entidades podem assumir a personalidade de direito público, quando
serão uma espécie do gênero autarquia.

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b) Errada. As  autarquias sempre serão constituídas com personalidade de direito público,
uma vez que as atividades desempenhadas são, em linhas gerais, a do próprio Estado.
c) Certa. Mesmo quando atuam em regime de competição no mercado (mediante a explora-
ção de atividades econômicas), as sociedades de economia mista, assim como ocorre com
as empresas públicas, integram a Administração indireta.
d) Errada. As empresas públicas são pessoas jurídicas com personalidade jurídica de direito
privado. No entanto, por integrarem a Administração Pública, devem elas observar determi-
nadas normas de direito público, com a necessidade de realização de concurso público para
admissão de seus empregados.
e) Errada. As organizações sociais, mesmo mediante a assinatura de contrato de gestão, não
integram a Administração Pública.

Questão 67 (FCC/TEC LEG/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) No que concer-


ne aos órgãos públicos, é correto afirmar:
a) A criação e extinção dos órgãos públicos independem de lei.
b) No desempenho das atividades inerentes a sua competência, os órgãos públicos atuam em
nome da pessoa jurídica de que fazem parte.
c) Os órgãos públicos têm personalidade jurídica própria.
d) A regra geral é a de que os órgãos públicos detêm capacidade processual.
e) Os órgãos públicos são unidades de atuação integrantes apenas da estrutura da Adminis-
tração direta, haja vista que as unidades de atuação integrantes da estrutura da Administra-
ção indireta denominam-se entidades.

Letra b.
a) Errada. A criação e a extinção de órgãos públicos é medida que depende da edição de lei. No
âmbito federal, por exemplo, a competência para edição da lei é do Presidente da República.
b) Certa. Os órgãos públicos são repartições internas de competência. Assim, quando o ór-
gão desempenha uma atividade (por meio dos agentes estatais), sua atuação é realizada em
nome da pessoa jurídica da qual ele faz parte.

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c) Errada. Os órgãos públicos, independente da área de atuação, não possuem personalidade


jurídica própria.
d) Errada. Os  órgãos públicos, como regra geral, não possuem capacidade processual, ou
seja, capacidade para estar em juízo em nome próprio. Parte da doutrina, no entanto, afirma
que os órgãos independentes e autônomos, por terem uma maior liberdade de atuação, detêm
esta capacidade. Ainda assim, não se trata de uma regra geral, como afirma a alternativa.
e) Errada. Ainda que a Administração Pública Indireta seja formada por entidades adminis-
trativas, quando ela se divide internamente teremos a criação de órgãos públicos, ou seja, de
repartições internas de competência. Assim, temos órgãos públicos, também, nas estruturas
da Administração Indireta.

Questão 68 (FCC/AJ/TRT-6ª/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2018)


A criação de uma empresa estatal deve
a) observar a legislação civil e comercial aplicável à criação de empresas, exceto com relação ao
capital, que nos primeiros seis meses deve pertencer integralmente ao ente público que a criou.
b) ser precedida de autorização legislativa, o que a predicará com regime jurídico de direito
público, inclusive quanto a seus bens e obrigatoriedade de submissão a licitação para todos
os ajustes e contratos que celebrar.
c) ser autorizada em audiência pública a ser realizada para o setor econômico em que vai
atuar, de forma a serem colhidas eventuais impugnações quanto à concorrência desleal.
d) observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas, sem prejuízo de ter
sido previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de serviços públicos ou explora-
dora de atividade econômica.
e) ser feita por meio de lei, da qual constarão, como anexo, os atos constitutivos que deverão
ser levados a registro para regular funcionamento, e deverão prever o setor de atuação e o
regime jurídico de exploração da atividade.

Letra d.
a) Errada. A  criação de uma empresa estatal pode ocorrer por meio de uma sociedade de
economia mista ou de empresa pública. No caso da empresa pública, o capital será, desde

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o início, totalmente público. No âmbito da sociedade de economia mista, o capital deve ser,
obrigatoriamente, público e privado.
b) Errada. O regime das empresas estatais é de direito privado, e não público. O que ocorre é
a relativização deste regime, com a obrigatoriedade de adoção de práticas do direito público,
como, por exemplo, a realização de concurso público.
c) Errada. Não há necessidade de autorização em audiência pública, mas sim, apenas, de uma
lei autorizativa para a sua criação.
d) Certa. Após ter sido previamente autorizada em lei, a criação das empresas estatais deve
observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas. Sendo constituída, po-
derá ela atuar na exploração da atividade econômica ou na prestação de serviços público.
e) Errada. As empresas estatais não são criadas diretamente por meio de lei, que é o instru-
mento utilizado, em sentido oposto, para autorizar a criação de tais entidades.

Questão 69 (FCC/TJ/TRT-6ª/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2018) Na hipótese


de a Administração pública estadual pretender descentralizar serviço de sua competência
para atribuí-lo a pessoa jurídica ainda inexistente, sujeita a regime jurídico-administrativo e
com personalidade de direito público,
a) deve criar por lei específica autarquia, que passará a integrar a Administração pública in-
direta estadual.
b) deve obter autorização legislativa para criar autarquia, que integrará a Administração pú-
blica direta.
c) pode criar autarquia ou empresa pública, a primeira instituída por lei e a segunda pelo re-
gistro de seus atos constitutivos, ambas integrantes da Administração pública indireta.
d) pode escolher entre criar autarquia, empresa pública ou sociedade de economia mista, to-
das por lei específica, a última por lei complementar e as três integrantes da Administração
pública indireta.
e) deve criar por lei específica autarquia, que passará a integrar a Administração pública dire-
ta estadual juntamente com o ente instituidor.

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Letra a.
A descentralização de serviço da competência estatal com o objetivo de atribuí-lo a pessoa
jurídica ainda inexistente, sujeita a regime jurídico-administrativo e com personalidade de
direito público, implica, necessariamente, na criação de uma autarquia, que é, dentre as enti-
dades da Administração Indireta, a que é criada diretamente por lei.
a) Certa. Após ser criada, a autarquia passa a integrar a Administração Pública Indireta do
respectivo ente federativo.
b) Errada. A autorização legislativa é necessária para as demais entidades administrativas.
A autarquia, por sua vez, é criada diretamente por meio de lei específica.
c) Errada. A empresa pública possui personalidade jurídica de direito privado, e não público.
d) Errada. Não há possibilidade de criação, no caso apresentado, de empresa pública ou de socie-
dade de economia mista, uma vez que estas possuem personalidade jurídica de direito privado.
e) Errada. Após ser criada, a autarquia passa a integrar a Administração Pública Indireta.

Questão 70 (FCC/AUX FIS AG/AGED-MA/2018) Suponha que o Estado do Maranhão preten-


da criar uma entidade integrante da Administração pública indireta, com personalidade jurí-
dica própria, sujeita ao regime jurídico de direito público, para atuar no setor do agronegócio.
Para atingir tal escopo, poderá se valer da instituição de
a) um conselho consultivo.
b) uma empresa pública.
c) uma autarquia.
d) uma organização social.
e) uma sociedade de economia mista.

Letra c.
Dentre as alternativas, a organização social (Letra D) e o conselho consultivo (Letra A) não
fazem parte da Administração Pública. As empresas públicas (Letra B) e as sociedades de
economia mista (Letra E) são pessoas jurídicas de direito privado.
Assim, a  única entidade que atende aos requisitos informados na questão é a autarquia
(Letra C).

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Questão 71 (FCC/TEC LEG/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) Considere:


I – Desempenham serviço público descentralizado.
II – Sujeitam-se a controle administrativo exercido nos limites da lei.
III – Respondem diretamente pelos seus atos, ou seja, apenas no caso de exaustão de seus
recursos é que irromperá responsabilidade do Estado.
IV – Não detêm capacidade de autoadministração, haja vista que tal função é considerada
exclusiva do Estado.

No que concerne às características das autarquias, está correto o que consta em


a) I, II, III e IV.
b) I, II e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) III e IV, apenas.

Letra d.
I – Correto. As autarquias desempenham um serviço público descentralizado, passando, com
a descentralização, a integrar a Administração Indireta.
II – Correto. Assim como ocorre com as demais entidades da Administração Indireta, as au-
tarquias estão sujeitas ao controle administrativo da Administração Pública, que deve, por
sua vez, ser exercido dentro dos limites legais.
III – Correto. As autarquias possuem personalidade jurídica de direito público, sendo respon-
sáveis diretamente pelos atos que cometerem. Logo, em caso de dano, caberá à autarquia
indenizar o particular lesado. No entanto, na específica situação da autarquia não possuir
condições de arcar com a responsabilidade, deverá o Estado responder, subsidiariamente,
pelos danos causados.
IV – Incorreto. As autarquias possuem, ao contrário do que afirmado, capacidade de autoad-
ministração.

Questão 72 (FCC/TEC LEG/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) Considere: Y é


empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, também de âmbito federal. Le-
vando em conta as características de tais entidades,

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a) ambas poderão revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.


b) Y deve, obrigatoriamente, estar estruturada sob a forma de sociedade anônima.
c) ambas admitem a presença de pessoas da iniciativa privada em seu capital.
d) apenas a empresa Y apresenta a característica da vinculação aos fins definidos na lei
instituidora.
e) o capital de Z poderá ser formado da conjugação de recursos oriundos das pessoas de
direito público ou de outras pessoas administrativas, de um lado, e de recursos da iniciativa
privada, de outro.

Letra e.
As principais diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista po-
dem ser mais bem visualizadas por meio do gráfico a seguir:
Empresa Pública Sociedade de Economia Mista
Totalidade do capital público. Capital público e privado.
Qualquer forma de organização societária. Obrigatoriamente S/A.
Causas de entidades federais julgadas na Justiça Causas de entidades federais julgadas na Justiça
Federal. Estadual.

a) Errada. Apenas as empresas públicas podem se revestir de todas as formas admitidas em


direito. As sociedades de economia mista, diversamente, devem adotar a forma de sociedade
anônima (S/A).
b) Errada. A empresa pública em questão não necessita, obrigatoriamente, adotar a forma de
sociedade anônima, podendo, conforme já afirmado, fazer uso de qualquer forma de organi-
zação societária.
c) Errada. Nas empresas públicas, o capital é totalmente público, sem a possibilidade de ca-
pital privado.
d) Errada. Como ambas as entidades integram a Administração Pública, são elas fruto da es-
pecialização, estando assim vinculadas aos fins definidos na lei instituidora.
e) Certa. As sociedades de economia mista, diferente do que ocorre com as empresas públi-
cas, tem o seu capital formado por recursos públicos e privados. Logo, o capital poderá ser
formado da conjugação de recursos oriundos das pessoas de direito público ou de outras
pessoas administrativas, desde que tenhamos, também, capital privado na formação.

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Questão 73 (FCC/TEC LEG/ALESE/TAQUIGRAFIA/2018) Integram a Administração pública


indireta, dentre outros, as empresas públicas e sociedades de economia mista que
a) são criadas por lei, sob regime de direito privado, para explorar atividade econômica de
produção ou comercialização de bens, não para exploração de serviços públicos, pois estes
exigem regime jurídico-administrativo.
b) têm a criação autorizada por lei específica, personalidade jurídica de direito privado, poden-
do ambas explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos.
c) têm a criação autorizada por lei, sendo a empresa pública instituída para exploração de
serviços públicos e a sociedade de economia mista para exploração de atividade econômica.
d) são criadas por lei, sob o regime de direito administrativo, pois ambas podem prestar ser-
viço público em regime de exclusividade ou não.
e) são criadas por seus estatutos jurídicos, independentemente de lei autorizativa, para ex-
plorar atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou prestação de servi-
ços, ainda que o exercício econômico esteja sujeito ao regime de monopólio da União.

Letra b.
As empresas públicas e as sociedades de economia mista não são criadas diretamente por
lei, mas sim autorizadas por meio de lei específica (com isso, eliminamos as Letras A e D).
Para a criação, há a necessidade de lei autorizativa, ao contrário do informa a Letra E.
Ambas as entidades (EP e SEM) têm a sua criação autorizada por lei, sendo que, após a cria-
ção, as entidades poderão explorar a atividade econômica ou serem prestadoras de serviços
públicos (Letra B).
O erro da Letra C está em afirmar que cada uma das entidades apenas poderá desempenhar
ou a exploração de atividade econômica ou a prestação de serviços público.

Questão 74 (FCC/ANA EXEC/SEGEP-MA/ADMINISTRADOR/2018) O conceito de Adminis-


tração indireta, tal como utilizado na Constituição Federal, que, conforme esclarece a concei-
tuada administrativista Maria Sylvia Zanella di Pietro, é usado “no mesmo sentido subjetivo
do Decreto-Lei n. 200/1967”, compreende:

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a) as entidades controladas direta ou indiretamente pelo poder público, que atuem em regime
de competição no mercado, sujeitas, portanto, ao direito privado, assim entendidas apenas as
sociedades de economia mista.
b) apenas as pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei com as mesmas prerroga-
tivas e sujeições da dita Administração direta, assim entendidas as autarquias e fundações.
c) as pessoas jurídicas criadas ou autorizadas por lei, exclusivamente para a prestação de
serviços públicos, assim entendidas as empresas públicas, sociedades de economia mista e
concessionárias de serviços públicos.
d) as pessoas jurídicas de direito privado, cuja criação seja autorizada por lei, que tenham
como objeto a atuação no domínio econômico, assim entendidas as autarquias e empresas
públicas.
e) pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei, como as autarquias, e também as de
direito privado que desempenham serviço público ou atividade econômica, incluindo as em-
presas públicas e sociedades de economia mista.

Letra e.
A questão nos remete ao Decreto-Lei 200/1967, norma pouco exigida em provas de concurso
público. Façamos uso das disposições do artigo 4º da norma em questão:

Art. 4º A Administração Federal compreende:


I – A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da
Presidência da República e dos Ministérios.
II – A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de
personalidade jurídica própria:
a) Autarquias;
b) Empresas Públicas;
c) Sociedades de Economia Mista.
d) fundações públicas.

a) Errada. Além das sociedades de economia mista, as empresas públicas também possuem
personalidade jurídica de direito privado e atuam no mercado em regime de competição.
b) Errada. Além de entidades com personalidade jurídica de direito público, a Administração
Indireta compreende entidades com personalidade jurídica de direito privado, tal como as
empresas públicas e as sociedades de economia mista.

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c) Errada. As concessionárias de serviço público não integram a Administração Indireta.


d) Errada. As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, cuja criação é realizada di-
retamente por meio de lei específica, e não mediante autorização legal.
e) Certa. A alternativa está perfeita. Ao passo que as autarquias possuem personalidade jurí-
dica de direito público, as empresas públicas e as sociedades de economia mista apresentam
personalidade de direito privado.

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

Questão 75 (FCC/PROC/PGE-AP/2018) No tocante às regras típicas do regime jurídico-ad-


ministrativo, é sabido que nem todas se aplicam às empresas estatais – assim consideradas
as empresas públicas e as sociedades de economia mista –, em vista da natureza jurídica de
direito privado que tais entidades ostentam. Todavia, toda empresa estatal deve observar
a) o regime de precatórios para pagamento de suas dívidas.
b) a necessidade de autorização legislativa para alienação de bens imóveis de seu patrimônio.
c) os limites constantes do art. 37, XI, da Constituição Federal, no pagamento da remuneração
de seus empregados.
d) a vedação constitucional à acumulação de cargos, empregos e funções públicas.
e) o regime de licitações da Lei n. 8.666/93.

Letra d.
a) Errada. O entendimento majoritário é de que apenas as empresas públicas prestadoras de
serviços públicos que não estejam sob o regime da concorrência poderão fazer uso do regime
dos precatórios.
b) Errada. Os bens das empresas públicas são considerados bens privados, com a ressalva
de que, quando estiverem sendo utilizados em uma atividade considerada essencial à cole-
tividade, passarão a ter prerrogativas atribuídas aos bens públicos. Logo, a regra geral é a
desnecessidade de autorização legislativa para alienação dos seus bens.

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c) Errada. O dever de observar o teto remuneratório para a remuneração dos seus emprega-
dos apenas ocorre com relação às empresas públicas que recebam recursos do Poder Públi-
co para o pagamento de suas despesas de pessoal ou custeio em geral.
d) Certa. Ainda que sejam pessoas jurídicas de direito privado, devem as empresas públicas,
assim como acontece com as demais entidades da Administração Indireta, observar a regra
da vedação constitucional à acumulação de cargos, empregos e funções públicas.

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mo-
ralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibili-
dade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamen-
tadas;

e) Errada. As empresas públicas devem obedecer às normas de licitação e contrato adminis-


trativo no que se refere às suas atividades-meio. No entanto, com a entrada em vigor da Lei
13.303/2016 (Lei das Estatais), esta passou a ser a norma a ser observada, de forma prepon-
derante, nas licitações e contratos destas entidades.

Questão 76 (FCC/AJ/TRE-SP/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) A Adminis-


tração pública, quando se organiza de forma descentralizada, contempla a criação de pes-
soas jurídicas, com competências próprias, que desempenham funções originariamente de
atribuição da Administração direta. Essas pessoas jurídicas,
a) quando constituídas sob a forma de autarquias, podem ter natureza jurídica de direito pú-
blico ou privado, podendo prestar serviços públicos com os mesmos poderes e prerrogativas
que a Administração direta.
b) podem ter natureza jurídica de direito privado ou público, mas não estão habilitadas a de-
sempenhar os poderes típicos da Administração direta.
c) desempenham todos os poderes atribuídos à Administração direta, à exceção do poder de
polícia, em qualquer de suas vertentes, privativo da Administração direta, por envolver limita-
ção de direitos individuais.

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d) quando constituídas sob a forma de autarquias, possuem natureza jurídica de direito pú-
blico, podendo exercer poder de polícia na forma e limites que lhe tiverem sido atribuídos pela
lei de criação.
e) terão natureza jurídica de direito privado quando se tratar de empresas estatais, mas seus
bens estão sujeitos a regime jurídico de direito público, o que também se aplica no que con-
cerne aos poderes da Administração, que desempenham integralmente, especialmente poder
de polícia.

Letra d.
a) Errada. Quando constituídas sob a forma de autarquias, as entidades apenas poderão ter
natureza jurídica de direito público.
b) Errada. As  entidades que integram a Administração Indireta podem, conforme afirmado,
ter natureza jurídica de direito privado (como uma empresa pública) ou público (autarquia).
No entanto, algumas entidades podem sim desempenhar poderes típicos da Administração
Direta, como o poder de polícia. Dentre estas entidades, podemos citar as autarquias.
c) Errada. O poder de polícia não é privativo da Administração Direta, podendo ser exercido,
por exemplo, pelas autarquias.
d) Certa. As autarquias, por possuírem personalidade jurídica de direito público, podem exer-
cer o poder de polícia. Tal poder deve ser exercido dentro dos limites estabelecidos na lei de
criação da entidade.
e) Errada. O entendimento majoritário é de que as entidades de direito privado da Administra-
ção Indireta não podem fazer uso do poder de polícia.

Questão 77 (FCC/TRT-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) Determinada autarquia do Estado


do Mato Grosso foi condenada a pagar indenização a um de seus servidores. Após a con-
denação, utilizou-se do prazo em quádruplo para recorrer, e, na fase de execução da conde-
nação, alegou a impossibilidade de arcar com a indenização por não ter patrimônio próprio.
A propósito dos fatos,
a) incorreto o prazo recursal, que é em dobro para recorrer, bem como o fundamento do patri-
mônio, pois a autarquia tem patrimônio próprio.

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b) correto tanto o prazo recursal, como o argumento relativo ao patrimônio.


c) correto o prazo recursal, mas incorreto o fundamento do patrimônio, pois a autarquia tem
patrimônio próprio.
d) incorreto o prazo recursal, que, na hipótese, é prazo simples, mas correto o fundamento do
patrimônio.
e) incorreto o prazo recursal, que, na hipótese, é em dobro, mas correto o fundamento do pa-
trimônio.

Letra a.
As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, sendo consideradas uma extensão do
Estado e possuindo as mesmas prerrogativas processuais que a Fazenda Pública.
Por possuir personalidade jurídica, as autarquias possuem patrimônio próprio. Como são uma
extensão do Estado, possuem prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais.
Logo, estão errados os argumentos utilizados pela autarquia (ausência de patrimônio próprio
e prazo para recorrer).

Questão 78 (FCC/AFFE/SEFAZ-PI/2015) Considere as seguintes afirmações sobre Adminis-


tração Direta e Indireta:
I – Autarquias são pessoas jurídicas de direito público, que desempenham serviço público
descentralizado, com capacidade de autoadministração.
II – Sociedades de economia mista submetem-se ao regime jurídico de direito público
e têm por objeto, exclusivamente, o  exercício de atividade econômica em regime de
competição no mercado.
III – Empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado que podem desempenhar
apenas serviços públicos ou atividade econômica em regime de monopólio.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I e III.
b) II e III.
c) III.
d) II.
e) I.

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Letra e.
I – Correto. As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, sendo consideradas uma
extensão das atividades do próprio Estado. Como consequência, possuem capacidade de
autoadministração.
II – Incorreto. As sociedades de economia mista podem tanto ser prestadoras de serviços
públicos (sendo regidas pelo direito público) como exploradoras de atividades econômicas
(sendo regidas pelo direito privado).
III: Incorreto. As empresas públicas, assim como as sociedades de economia mista, podem
desempenhar atividades ligadas aos serviços públicos ou à exploração de atividades eco-
nômicas. Ainda que possam exercer o monopólio (tal como ocorre com os Correios), podem
elas, ainda, disputar o mercado com as demais empresas privadas.

Questão 79 (FCC/TRT-SP/2014/ANALISTA JUDICIÁRIO) A propósito de semelhanças ou


distinções entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista sabe-se que,
a) as empresas públicas submetem-se integralmente ao regime jurídico de direito público, na
medida em que seu capital é 100% público, enquanto as sociedades de economia mista po-
dem se submeter ao regime jurídico de direito privado, caso a participação privada no capital
represente maioria com poder de voto.
b) as sociedades de economia mista admitem participação privada em seu capital, enquanto
as empresas públicas não; ambas se submetem ao regime jurídico típico das empresas pri-
vadas, embora possam ter que se submeter à regra de exigência de licitação para contratação
de bens e serviços.
c) as duas pessoas jurídicas de direito público integram a Administração indireta e podem ser
constituídas sob quaisquer das formas disponíveis às empresas em geral, distinguindo-se
pela composição do capital, 100% público nas sociedades de economia mista e com partici-
pação privada empresas públicas.
d) as duas pessoas jurídicas de direito público submetem-se ao regime jurídico de direito pri-
vado, com exceção à forma de constituição, na medida em que são criadas por lei específica,
enquanto as empresas não estatais são instituídas na forma da legislação societária vigente.

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e) ambas submetem-se ao regime jurídico de direito público, não se lhes aplicando, contudo,

algumas normas, a fim de lhes dar celeridade e competitividade na atuação, tal como a lei de
licitações e a realização de concurso público para contratação de seus servidores.

Letra b.
a) Errada. As empresas públicas e as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas
de direito privado.
b) Certa. Tanto as sociedades de economia mista quanto as empresas públicas são pessoas
jurídicas de direito privado, mas devem obedecer a algumas regras de direito público, como,
por exemplo, à licitação para aquisição de bens e serviços (atividades-meio). Ainda, as socie-
dades de economia mista admitem participação privada no seu capital, enquanto as empre-
sas públicas exigem a totalidade do capital como público.
c) Errada. Apenas as empresas públicas podem ser constituídas sobre todas as formas admi-
tidas. As sociedades de economia mista, ao contrário, devem obrigatoriamente ser constituí-
das por meio se sociedades anônimas (S/A).
d) Errada. Tais entidades não são criadas diretamente por lei, mas sim autorizadas por lei.
e) Errada. Igualmente erra ao atribuir a ambas o regime jurídico de direito público. Como vi-
mos, as  empresas públicas e as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de
direito privado.

Questão 80 (FCC/TRT-18ª REGIÃO/2014/JUIZ DO TRABALHO) Ao criar uma entidade da Ad-


ministração indireta, o ente político pode optar por constituí-la sob regime de direito privado.
Dentre as entidades que podem ser instituídas sob tal regime, estão:
a) as autarquias, as fundações e as agências executivas.
b) as sociedades de economia mista, os consórcios públicos e as fundações.
c) as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as agências reguladoras.
d) as autarquias corporativas, as empresas públicas e as sociedades de economia mista.
e) as agências reguladoras, as sociedades de economia mista e as fundações.

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Letra b.
Das entidades da administração indireta, as que podem ser constituídas sob regime de direito
privado são as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as fundações (sendo
que estas podem ser de direito público ou direito privado).
Ainda, temos a situação dos consórcios públicos, que podem ser constituídos sobre a forma
de direito público ou privado. Quando constituídos sobre a forma de direito público, ainda que
não sejam uma nova forma de entidade da administração indireta (pois este rol é exaustivo),
integram eles a administração indireta de todos os entes consorciados.

Questão 81 (FCC/JE*TJ-RR/2015 ) Observe as seguintes características:


I – tem como forma obrigatória a de sociedade anônima.
II – são qualificadas como tal por ato do Presidente da República.
III – trata-se de entidade criada diretamente por lei, desnecessário o registro de seus atos
constitutivos.

Tais atributos são aplicáveis, respectivamente:


a) empresas públicas; organizações sociais; autarquias.
b) sociedades de economia mista; fundações governamentais de direito público; agências
executivas.
c) consórcios públicos; agências reguladoras; serviços sociais autônomos.
d) sociedades de economia mista; agências executivas; agências reguladoras.
e) subsidiárias estatais; organizações da sociedade civil de interesse público; empresa pública.

Letra d.
I – A entidade que obrigatoriamente deve ser constituída sob a forma de S/A é a sociedade de
economia mista.
II – A qualificação como agência executiva é feita por meio de decreto do chefe do Poder Exe-
cutivo.
III – As agências reguladoras são uma espécie de autarquia. Como tal, são criadas diretamen-
te por lei, sem a necessidade de registro dos atos constitutivos.

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Questão 82 (FCC/TJ/TRT-3ª/ADMINISTRATIVA/2015) O Ministério Público ingressou com


ação contra diversas empresas, dentre elas, uma empresa pública municipal prestadora de
atividade econômica, pleiteando reparação por suposto dano gerado ao patrimônio público.
No que concerne ao prazo para defesa da empresa pública, bem como ao tema da penhora de
bens, vigora o prazo
a) em quádruplo e a impenhorabilidade dos bens.
b) em dobro e a impenhorabilidade dos bens.
c) em quádruplo e admitida a penhora dos bens.
d) simples e a impenhorabilidade dos bens.
e) simples e admitida a penhora dos bens.

Letra e.
As prerrogativas processuais são conferidas à Fazenda Pública e às pessoas jurídicas de di-
reito público (autarquias e fundações públicas). Com relação às empresas públicas, o regime
que deve ser adotado é o mesmo das empresas privadas, ou seja, a possibilidade de penhora
dos bens e o prazo simples para apresentação de defesa.

Questão 83 (FCC/TJ/TRT-3ª/ADMINISTRATIVA/2015) O Estado de Minas Gerais, assim


como os demais Estados-Membros e também os Municípios, detêm competência legislativa
própria que não decorre da União Federal, nem a ela se subordina, mas encontra seu funda-
mento na própria Constituição Federal. Trata-se da denominada
a) descentralização funcional.
b) descentralização administrativa.
c) desconcentração.
d) descentralização política.
e) descentralização por colaboração.

Letra d.
As entidades podem ser políticas ou administrativas. No primeiro caso, estamos diante dos
entes federativos (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), motivo pelo qual a doutrina
denomina de descentralização política.

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Questão 84 (FCC/AJ/TRT-4ª/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR/2015) A organi-


zação administrativa pode ser implementada por meio de descentralização e desconcentra-
ção. Nos dizeres de Maria Sylvia Zanella di Pietro, quando o Poder Público (União, Estados ou
Municípios) cria uma pessoa jurídica de direito público ou privado e a ela atribui a titularidade
e a execução de determinado serviço público, significa que adotou a forma de:
a) descentralização administrativa política, na medida em que outro ente público passa a
exercer as atribuições constitucionalmente atreladas a um ente federado, abrangendo com-
petências legislativas, o que é comumente implementado pela criação de autarquias.
b) descentralização administrativa territorial, na medida em que a pessoa jurídica criada exer-
ce suas competências em determinado perímetro geográfico, com ampla autonomia e capa-
cidade legislativa, sendo prescindível a análise material das atividades para fins de identifica-
ção na estrutura de organização administrativa.
c) desconcentração administrativa, pois permite desatrelar do poder central determinadas
competências e transferi-las a outras pessoas jurídicas com personalidade jurídica própria e
autonomia gerencial, com finalidade de execução dos serviços públicos cuja titularidade e/ou
execução lhe foram transferidas por lei.
d) desconcentração funcional, cujo critério de identificação e repartição é a natureza dos ser-
viços transferidos a pessoa jurídica criada para essa finalidade, que pode ser tanto uma au-
tarquia, quanto uma empresa estatal.
e) descentralização administrativa funcional, uma vez que a pessoa jurídica é criada para a
finalidade correspondente à execução de determinada atividade material, sendo que no caso
das autarquias, também pode abranger a transferência da titularidade de serviço público.

Letra e.
A criação das entidades da Administração Indireta ocorre mediante descentralização admi-
nistrativa. Parte da doutrina denomina este fenômeno de “funcional”, uma vez que a entidade
criada possui a função de executar apenas as atividades para as quais foi instituída.

Questão 85 (FCC/AJ/TRT-9ª/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2015) Representa meca-


nismo de “descentralização por serviços” das atividades da Administração pública a criação de

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a) empresa pública, em que parcela da atividade do poder central é repassado a ente desper-
sonalizado, para que o exerça em regime de direito privado e com autonomia orçamentária
financeira em relação ao poder central.
b) autarquia, em que parcela da atividade do poder central é repassada a ente personalizado,
para que o exerça em regime de direito privado e, em razão desse regime, sem autonomia em
relação ao poder central.
c) empresa pública, em que parcela da atividade do poder central é repassada a ente perso-
nalizado, para que o exerça em regime de direito público e, em razão da configuração empre-
sarial, sem autonomia em relação ao poder central.
d) autarquia, em que parcela da atividade do poder central é repassada a ente despersonali-
zado, para que o exerça em regime de direito público e, em razão desse regime, sem autono-
mia em relação ao poder central.
e) autarquia, em que parcela da atividade do poder central é repassada a ente personalizado,
para que o exerça em regime de direito público e com autonomia financeira e administrativa.

Letra e.
Com a descentralização por serviços, temos a criação das entidades da Administração
Indireta.
a) Errada. As empresas públicas, assim como as demais entidades da Administração Pública,
são entes personalizados.
b) Errada. As autarquias são pessoas jurídicas de direito público.
c) Errada. As empresas públicas, em sentido oposto, exercem atividade sob o regime de direi-
to privado.
d) Errada. As autarquias são entes personalizados, exercendo suas atividades sob regime de
direito público.
e) Certa. Com as autarquias, temos um ente personalizado exercendo atividades sob o regime
de direito público. Com as autarquias, é como se o Estado estivesse exercendo as atividades,
motivo pelo qual tais entidades possuem autonomia administrativa e financeira.

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Questão 86 (FCC/JATTE/SEFAZ-PE/2015) A modernização da Administração pública imple-


mentada nos anos 1990 ao influxo do modelo gerencial envolveu a introdução de alterações
constitucionais e legais com o escopo de aumentar a autonomia de algumas entidades da
Administração indireta, objetivando dar maior efetividade à sua atuação. Como exemplo des-
se movimento incluem-se as agências executivas, que correspondem a
a) autarquias criadas com regime especial, que atuam na regulação de setores específicos.
b) organizações do terceiro setor que atuam em colaboração com a Administração.
c) entidades privadas sem fins lucrativos que celebram contratos de gestão com a Adminis-
tração pública.
d) instituições públicas ou privadas que firmam termos de parceria para a execução de servi-
ços públicos não exclusivos.
e) fundações ou autarquias que recebem essa qualificação e passam a se submeter a um
regime jurídico especial.

Letra e.
O termo “agências executivas” refere-se a uma qualificação conferida às autarquias e funda-
ções. Com a qualificação, tais entidades passam a se submeter a um regime jurídico especial,
assegurando uma maior liberdade às entidades e possibilitando que as atividades sejam de-
sempenhadas de forma mais célere.

Questão 87 (FCC/AFRE/SEFAZ-MA/ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA/2016) São exemplos de


órgãos da Administração pública direta:
I – Partidos Políticos e Congresso Nacional.
II – Secretaria Estadual de Finanças e Secretaria Municipal de Planejamento.
III – Secretaria Estadual de Finanças e Partidos Políticos.
IV – Secretaria Municipal de Planejamento e Ministério do Turismo.
V – União e Instituto Nacional de Seguridade Social.

Está correto o que consta APENAS em


a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.

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d) IV e V.
e) I e V.

Letra c.
Os partidos políticos não fazem parte da Administração Pública, sendo, em sentido diverso,
pessoas jurídicas de direito privado. Com isso, eliminados os itens I e III.
No item V, o erro está em afirmar que a União é um órgão público, quando trata-se, na verdade,
de um ente federativo.
Assim, apenas os itens II e IV estão corretos.

Questão 88 (FCC/ANA/COPERGÁS/ADMINISTRADOR/2016) A organização da Administra-


ção pública brasileira compreende a Administração direta, composta pelos órgãos integran-
tes das pessoas jurídicas políticas (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), e a Admi-
nistração indireta, na qual se incluem
a) autarquias, caracterizadas como serviço público descentralizado sob o regime privado.
b) empresas públicas, que somente podem prestar serviço público.
c) organizações sociais, criadas por lei para prestação de serviços de utilidade pública.
d) sociedades de economia mista, de natureza privada, cuja criação é autorizada por lei.
e) fundações, com capacidade administrativa e política.

Letra d.
a) Errada. As autarquias são regidas pelo direito público.
b) Errada. As empresas públicas podem tanto prestar serviços públicos quanto exercer a ati-
vidade econômica.
c) Errada. As organizações sociais não fazem parte da Administração Pública.
d) Certa. As  sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado, cuja
criação é autorizada por lei. Podem estas entidades, assim como as empresas públicas, de-
sempenhar atividades econômicas ou prestar serviços públicos.
e) Errada. As fundações não possuem capacidade política, característica que apenas existe
nos entes federativos.

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Questão 89 (FCC/TNS/PREFEITURA DE TERESINA/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2016) Pes-


soa jurídica de direito privado, constituída sob a forma da legislação brasileira, com parte do
capital pertencente a entes públicos, na condição de detentores do controle, prestadora de ser-
viço público, sujeita a regime licitatório para contratação das atividades-meio, descreve uma
a) sociedade de economia mista.
b) autarquia.
c) fundação.
d) empresa pública.
e) autarquia especial.

Letra a.
Se a pessoa jurídica é de direito privado e possui parte do capital pertencente ao Poder Públi-
co, só podemos estar diante de uma sociedade de economia mista.

Questão 90 (FCC/AJ/TRT-24ª/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) Quanto à


estrutura, os órgãos públicos podem ser classificados em simples, também denominados de
unitários, e compostos.
Acerca do tema, considere:
I – São constituídos por um único centro de atribuições.
II – Possuem subdivisões internas.
III – São exemplos de tais órgãos, as Secretarias de Estado.
IV – São exemplos de tais órgãos, os Ministérios.

No que concerne às características e exemplos de órgãos simples ou unitários, está correto


o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) IV.
e) I.

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Letra e.
Os órgãos simples são aqueles constituídos apenas por um centro de competências, não
possuindo, por isso mesmo, divisões internas. Desta forma, o item I está correto e o item II
está errado.
Nos itens III e IV, temos exemplos de órgãos compostos, haja vista que tanto os Ministérios
quanto as Secretarias admitem a divisão interna das competências estabelecidas.

Questão 91 (FCC/AG FRT/ARTESP/”SEM ÁREA”/2017) Considere as seguintes assertivas,


concernentes ao conceito das autarquias:
I – Têm capacidade de autoadministração.
II – Integram a Administração indireta.
III – Dispõem de capacidade específica para a prestação de serviços públicos determinados.
IV – Podem ser criadas por ato administrativo.

Está correto o que consta APENAS em


a) I, II e III.
b) I, III e IV.
c) II e IV.
d) I e IV.
e) II e III.

Letra a.
As autarquias possuem capacidade de autoadministração (Item I), integram a Administração
Indireta (Item II) e possuem capacidade específica para a prestação de serviços públicos de-
terminados (Item III).
No entanto, as autarquias não podem ser criadas por meio de ato administrativo, mas sim,
apenas, por meio de lei (Erro do Item IV)

Questão 92 (FCC/ANA EXEC/SEGEP-MA/ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS/2018) Admi-


nistração pública, em seu sentido subjetivo, compreende não apenas os órgãos integrantes
da chamada Administração direta, mas também

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a) as pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração indireta, que atuam no


domínio econômico, como expressão da atividade de fomento, assim entendidas as empre-
sas públicas e as sociedades de economia mista.
b) os órgãos dos poderes legislativo e judiciário, tendo em vista a parcela de atuação adminis-
trativa que lhes é cometida para atender concretamente às necessidades coletivas.
c) as concessionárias e permissionárias de serviço público que estejam ligadas à Administra-
ção direta por vínculos jurídicos de autorização, delegação ou concessão.
d) as pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei para desempenharem atividade tipi-
camente administrativa, assim entendidas as autarquias e fundações governamentais.
e) as pessoas jurídicas com personalidade de direito público ou privado, criadas para exe-
cução de serviço público como decorrência da descentralização e com base no princípio da
especialização.

Letra e.
Em sentido formal, orgânico e subjetivo, a administração pública é o conjunto de órgãos e
agentes incumbidos das mais diversas atividades administrativas. Por intermédio do critério
formal, devemos nos perguntar quem é administração pública em nosso país.
A resposta é que apenas as entidades, órgãos e agentes que o nosso ordenamento jurídico
estabelece como administração pública serão consideradas parte desta, independente da im-
portância da atividade exercida.
Sendo assim, fazem parte da Administração Pública as pessoas jurídicas com personalidade
de direito público (como as autarquias) ou privado (como as empresas públicas e as socie-
dades de economia mista).
a) Errada. Além das pessoas jurídicas de direito privado, a administração, em sentido formal,
compreende pessoas jurídicas de direito público.
b) Errada. Além dos órgãos do Poder Judiciário e Legislativo, a administração pública é com-
posta pelos órgãos do Poder Executivo (Administração Direta) e pelas entidades da Adminis-
tração Indireta.

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c) Errada. As concessionárias e permissionárias de serviço público não integram a Adminis-


tração Pública.
d) Errada. Além das pessoas jurídicas de direito público, a administração é composta, tam-
bém, por pessoas jurídicas de direito privado.
e) Certa. Conforme já ressaltado, a Administração Pública, de acordo com o critério formal,
é composta por pessoas jurídicas com personalidade de direito público ou privado. Em ambas
as situações, o critério ou princípio utilizado para a criação é o da especialização, de forma
que as entidades apenas podem desempenhar as atividades para as quais forem instituídas.

Questão 93 (FCC/AJ/TRT-11ª/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) Considere:


I – Não gozam de autonomia administrativa nem financeira.
II – Estão sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia.
III – São considerados, dentre outras hipóteses, órgãos de comando.
IV – Entram nessa categoria as Secretarias de Estado.

Os órgãos públicos, quanto à posição estatal, classificam-se em independentes, autônomos,


superiores e subalternos. No que concerne aos órgãos públicos superiores, está correto o que
se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) III.
c) I, II e III.
d) I e II.
e) II e IV.

Letra c.
Os órgãos públicos superiores são aqueles que, subordinados aos órgãos autônomos, assu-
mem a função de direção e controle. No entanto, não detém autonomia para suas atividades,
motivo pelo qual devem obediência hierárquica aos órgãos autônomos. Diferenciam-se des-
tes, no entanto, por não possuírem autonomia administrativa, financeira e técnica.

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Sendo assim, os órgãos superiores não gozam de autonomia administrativa nem financeira
(Item I) e estão sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia (Item II).
Por desempenharem funções de direção e controle, são considerados órgãos de comando
(Item III).
As Secretarias de Estado (Item IV) são classificadas como órgãos autônomos, e não como
órgãos superiores.

Questão 94 (FCC/JUIZ ESTADUAL/TJ-GO/2015) A denominada Administração pública indi-


reta compreende, entre outras entidades,
a) empresas públicas, sendo a elas equiparadas as fundações instituídas ou mantidas pelo
poder público.
b) sociedades de economia mista, que podem ser prestadoras de serviço público ou explora-
doras de atividade econômica.
c) organizações sociais que celebrem contratos de gestão com a Administração direta.
d) autarquias, sujeitas ao regime jurídico de direito privado, salvo em matéria de pessoal.
e) concessionárias de serviços públicos, que exercem a descentralização de serviços por co-
laboração.

Letra b.
As entidades que compõem a Administração Pública indireta são quatro: autarquias, empre-
sas públicas, sociedades de economia mista e fundações. Com isso, eliminados as alternati-
vas C e E.
Na Letra A, o erro está em afirmar que as empresas públicas podem ser equiparadas às fun-
dações, algo que não ocorre. Ao passo que as empresas públicas são pessoas jurídicas de
direito privado, as fundações, de acordo com o STF, se equiparam às autarquias, possuindo
personalidade jurídica de direito público.
Na Letra D, as autarquias são pessoas jurídicas de direito público (e não privado).
Na Letra B, encontramos a resposta para a questão. As sociedades de economia mista, assim
como as empresas públicas, podem ser prestadoras de serviços públicos ou exploradoras de
atividade econômica.

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Questão 95 (FCC/ACE/TCE-CE/2015) O governador do Estado Y entendeu pela necessidade


de instituição de uma pessoa jurídica de direito privado, com capital exclusivamente público,
que realizasse a prestação de serviços, nos moldes da iniciativa privada, de interesse da co-
letividade local, cuja autorização para sua criação se realizasse por lei específica. Tais carac-
terísticas são próprias das
a) empresas públicas.
b) sociedades de economia mista.
c) autarquias.
d) organizações sociais.
e) fundações públicas.

Letra a.
Uma das principais diferenças entre as sociedades de economia mista e as empresas pú-
blicas é o capital social: Ao passo que as SEMs possuem, conjuntamente, capital público e
privado, as empresas públicas possuem exclusivamente capital público.

Diogo Surdi
Diogo Surdi é formado em Administração Pública e é professor de Direito Administrativo em concursos
públicos, tendo sido aprovado para vários cargos, dentre os quais se destacam: Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil (2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013), Analista Tributário da Receita Federal do
Brasil (2012) e Técnico Judiciário dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-MS e
MPU.

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DIREITO ADMINISTRATIVO
Organização Administrativa
Diogo Surdi

Diogo Surdi
Diogo Surdi é formado em Administração Pública e é professor de Direito Administrativo em concursos
públicos, tendo sido aprovado para vários cargos, dentre os quais se destacam: Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil (2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013), Analista Tributário da Receita Federal do
Brasil (2012) e Técnico Judiciário dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-MS e
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