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Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Faculdade de Engenharia
Engenharia Mecânica

João Pedro Prates Ferreira

Calibração de blocos padrão

Carlos Crespo Izquierdo


Qualidade Dimensional

Porto Alegre
2017
Resumo

Este relatório tem como objetivo descrever a calibração de blocos


padrão de classe 1 e 2, por método diferencial, que consiste em comparar um
bloco com outro de classe de erro superior, e já calibrado por um órgão
credenciado. Após a realização dos procedimentos, se obteve resultados
aceitáveis para a classe na qual o bloco, que foi calibrado, se encontra, dessa
forma chegando – se ao objetivo esperado.
Introdução

A engenharia vem evoluindo com o passar do tempo, e com isso existe


um crescimento da necessidade de se ter cada vez medidas mais precisas.
Para isso é preciso de materiais de medição devidamente calibrados. Para isso
se usa o processo de calibração de blocos - padrão.
Estes blocos são de extrema importância para a indústria moderna, já
que estas áreas necessitam de grande precisão em suas medições e
operações. Desta maneira são de grande utilidade nos dispositivos de
medição, na traçagem de peças e nas próprias máquinas operatrizes.
Para que a calibração ocorra precisamente, é preciso calibrar
periodicamente os blocos, bem como ter cuidados específicos para que
continuem funcionando perfeitamente. Deve – se sempre observar as
recomendações do fabricante, para mantê – los em bom estado de
conservação.
Procedimento

A calibração consiste em comparar um bloco com outro de classe de erro


maior, denominado bloco de referência.

Blocos de referência:

Marca: Mitutoyo
Número de série: 985910
Classe: 1
Certificado de calibração: 8F30273

Blocos a serem calibrados:

Marca: Ausjena
Número de série: 30184
Classe: 2

Condições ambientais do laboratório:

Temperatura: 19˚C
Umidade: 62%

Estabilização térmica:

No laboratório: 48h
No posto de calibração: 2h

Primeiramente os blocos foram limpados utilizando – se álcool


isopropílico e guardanapos de papel, para que houvessem menos impurezas
nas superfícies dos blocos garantindo – se assim maior precisão de medida.
Após isso, se calibrou o equipamento, que tem funcionalidade semelhante ao
relógio comparador, com a medida de um bloco de referência, após se pega o
bloco a ser calibrado de medida igual ao outro e é comparado se as medidas
estão iguais, caso contrário o aparelho informa a diferença entre as medidas.
Resultados

Ponto 1(μm) Ponto 2 Ponto 3 Ponto4 Ponto5 = E(μm) VC

Padrão(mm) (μm) (μm) (μm) (μm) (μm) (

1.250 -0,4 0 -0,2 0 0

1.500 -0,4 -0,4 -0,2 -0,2 -0,4

2.000 0,2 0,2 0,2 0,2 0

3.000 0,2 0 0 0 0

5.000 -0,2 0,2 0 -0,2 -0,2

10.000 0,2 0 0,4 0,2 0

15.000 -0,4 -0,2 -0,2 0 0

20.000 0 0,2 0,2 -0,2 0,2

25.000 0 0 0 0 0
Conclusão

Levando em conta a tabela acima, e os resultados obtidos da medição,


podemos confirmar que de fato se tratam de blocos de classe 2, com a
tolerância de ±0,45 μm. É possível encontrar erros, decorrentes do uso e
desgaste das peças. É verificado também a deformação desigual nos blocos:
alguns tem VC, diferença entre o menor e maior erro medido, de 0.4 µm, ao
passo que outros apresentam VC de 0.0 µm, ou seja, deformação consistente
ao longo do bloco. Assim, para uso didático estes blocos estão em boas
condições de uso.