Você está na página 1de 43

10

Introdução

O presente trabalho trata da afectividade na Formação da auto-estima da Criança na Casa


Esperança da Cidade de Quelimane – Zambézia. Todavia, é por via desta auto-estima que se
entende que o indivíduo pode transforma-se em um ser humano capaz de enfrentar de forma
positiva os problemas durante toda a sua vida. Torna-se uma pessoa mais solidária, mais
centrada nas suas actividades e afazeres. Nesse contexto, observa-se também que o educador
tem que fazer sua parte, estando emocionalmente equilibrado, para poder intervir nos
conflitos que surgem em momentos de relacionamento. Nesse caso, fala-se também da
importância do relacionamento entre ambos.

Neste tema, trata-se intrinsecamente da importância do afecto para a qualidade de relações


que se estabelecem entre educadores, adolescentes e as demais equipas que velam pela
educação na base do afecto. Hoje em dia, a grande diferença na educação é que cada vez
mais percebemos que não adianta apenas o educador ter um belo discurso, repetindo outros
autores ou estabelecendo palavras de ordem, enquanto elas não vierem acompanhadas de
uma acção prática e concreta no aspecto afectivo.

Justifica-se que relevância do tema está na acção educativa que deve começar da relação
afectiva que influenciará directamente na auto-estima do adolescente, tendo em vista as
diferenças individuais e comportamentais inerentes ao ser humano. O problema a ser
estudado tem a ver com a relação afectuosa que existe entre os educadores e os adolescentes
do Centro de Acolhimento da Casa Esperança que pode influenciar na fortificação da auto-
estima dos adolescentes.

Pressupõe-se que, um dos pilares da efectivação deste afecto é potenciar uma educação que
tenha como objectivos descrever o nível afectivo entre os adolescentes e os educadores na
formação da auto-estima. Com este trabalho, há que destacar a importância da afectividade,
reflectindo de que forma os afectos, sentimentos e sensações dos adolescentes podem
interagir com a aprendizagem e, ao mesmo tempo procurar saber de que maneira a
aprendizagem dessas práticas contribuem para a construção de bons relacionamentos no
contexto escolar.

O educador deve conhecer sua família, os adolescentes, a comunidade e analisar a


instituição onde trabalha, assim como, reconhecer tudo o que se apresenta como problema.
Daí, é possível reconhecê-las como indivíduos autónomos, com suas diferenças, com suas
11

frustrações, preconceitos e discriminações existentes, para poder trabalhar com acções


directas. Os educadores devem entender sentimentos e as dificuldades dos adolescentes,
procurando assim mecanismos para a sua valorização independentemente das suas
diferenças.

A metodologia usada para a elaboração deste trabalho foi a pesquisa qualitativa com o
método descritivo apoiado pelas técnicas de recolha de dados, a observação e a entrevista.
Quanto ao quadro teórico para a construção deste trabalho, usamos fundamentos teóricos de
teorias de desenvolvimento de Vygotsky, igualmente de Piaget e Wallon, os quais sustentam
o tema em debate. Este trabalho tem como relevância constituir um instrumento útil e
auxiliador para um bom relacionamento entre educadores e criança que proporcione a auto-
estima no adolescente.
12

Capitulo I: Descrição metodológica

1.1.Delimitação do tema

O trabalho em estudo com o tema a afectividade na Formação da auto-estima da Criança da


Casa Esperança na Cidade de Quelimane – Zambézia, foi feito no centro de acolhimento na
casa esperança, com os educadores e adolescentes, num período de 1 de Agosto de 2012 à 2
de Fevereiro de 2013.

1.2.Problematização

Actualmente, a ausência de afecto que é um conforto dos adolescentes que vivem na casa
esperança com os seus cuidadores de educação, faz com que o adolescente perca a sua auto-
estima positiva, ou seja, não aceita por si mesmo a sua potencialidade. Com isso, é cada vez
mais comum encontrarmos alunos que reclamam indirectamente a qualidade de afecto na
sala de aula, visto que é na escola onde se desenvolve as suas potencialidades, assim, elas
por não conseguirem um relacionamento satisfatório dentro da sala de aula. E, tendo em
vista que uma grande percentagem destes problemas pode ser de cunho afectivo e
acontecendo com certa frequência, pode comprometer a auto-estima deste adolescente.
Entretanto, por meio desta pesquisa procuro buscar respostas das perguntas que me surgiram
a partir das observações das práticas pedagógicas.

 Qual é a relação afectuosa que existe entre os educadores e as crianças do centro


de acolhimento da casa esperança que pode influenciar na fortificação da auto-
estima do adolescente?

1.3.Justificativa

Neste trabalho, pretende-se descrever de que forma a relação afectiva entre os educadores e
os adolescentes pode ajudar a desenvolver atitudes e pensamentos positivos que estariam
contribuindo na sua auto-estima, através da valorização de ideias, ou seja, ouvir o que sente
o adolescente no centro de acolhimento, levando isto até à sala de aula. Falar da afectividade
e auto-estima é acreditar em uma educação com relevância social, em um ambiente
moderado a partir de ouvir o que os adolescentes dizem, assim como a compreensão e
autonomia de ideias que elas têm. Uma vez que se pretende formar cidadãos honestos
13

responsáveis por sinal empreendedores em Moçambique, a formação da auto-estima é


fundamental para qualquer indivíduo.

A relevância do tema está na acção educativa que deve começar da relação afectiva que
influenciará directamente na auto-estima do adolescente, tendo em vista as diferenças
individuais e comportamentais inerentes ao ser humano.

A auto-estima é o sentimento que faz com que a pessoa goste de si mesma, aprecie o que faz
e aprove suas atitudes, ela é uma combinação de conceito, crenças, ideias, sentimentos e
atitudes que a pessoa tem em relação a si própria, trata-se de um dos mais importantes
ingredientes do nosso comportamento.

Nesta perspectiva, demonstraremos que podemos construir um ambiente escolar construído


no diálogo, favorecendo a construção da auto-estima que está intimamente ligada à
afectividade. Ao lidar com os problemas da educação nos dias de hoje, os autores na
linhagem da educação afirmam que devem concentrar-se num processo essencial: na
motivação e o reforço da auto-estima dos adolescentes.

No centro de acolhimento, na casa esperança os educadores são os que têm mais contacto
com adolescentes, por isso, torna-se o referencial para a construção da personalidade da
criança e da sua auto-imagem, no sentido de oferecer atenção devida ao seu desempenho
escolar fazendo com que o amor-próprio seja solidificado.

1.4.Hipóteses

De acordo com GIL (1991), Hipótese é uma proposição que pode ser colocada à prova para
determinar sua validade, por outras palavras, hipótese é uma suposta resposta ao problema a
ser investigado, ou seja, hipótese é uma suposição que se faz na tentativa de explicar o que
se desconhece. Esta suposição tem por característica o facto de ser provisória, devendo,
portanto, ser testada para a verificação de sua validade., trata-se de antecipar um
conhecimento na expectativa de que possa ser comprovado. Sendo assim, visando responder
ao problema em análise, avançamos as hipóteses seguintes:

 (H1): A relação afectiva entre os educadores e os adolescentes influência na


aprendizagem e a formação da auto-estima;
14

 (H0): A relação afectiva entre educadores e os adolescentes não influência na


aprendizagem e a formação da auto-estima;

 (H2): A relação afectiva entre os educadores e os adolescentes nem sempre


influência na aprendizagem e a formação da auto-estima.

1.5.Objectivos da pesquisa

1.5.1.Objectivos gerais

 Descrever o nível de afectividade existente entre os adolescentes e os educadores na


formação da auto-estima na aprendizagem.

1.5.2.Objectivos específicos

 Analisar o nível de acções educativas que influenciam a afectividade dos educadores


para a formação da auto-estima do adolescente.

 Identificar as dificuldades na relação entre os educadores e os adolescentes que


envolvem na questão da afectividade com a aprendizagem.

 Propor o nível de interacção entre educadores e os adolescentes que envolvem na


questão da afectividade.

1.6.Metodologia

O trabalho foi desenvolvido com base em estudo qualitativo de cunho descritivo em que, por
meio desta metodologia, compreendeu-se as relações sociais que indicaram as das relações
dos educadores e adolescentes, tendo como ponto fundamental a questão afectiva no
processo educacional.

Desta forma, por buscar a análise da relação educadores e adolescentes, com observações e
entrevistas, acreditamos que o contacto com as obras que tratam deste tema proporcionaram
um esclarecimento maior e deram a oportunidade de melhorias no desempenho profissional
na área educacional, as leituras abriram a mente e concretizaram as ideias que se formam no
decorrer de nossa vida.
15

1.6.1. Universo populacional

O universo desta pesquisa compreende todos indivíduos residentes no centro de acolhimento


da casa esperança de Quelimane nos arredores da cidade de Quelimane, concretamente no
bairro do Aeroporto a se estimar num valor de 30 indivíduos. Entretanto

1.6.2.Amostra

Participaram na pesquisa para a obtenção deste trabalho 15 (quinze) indivíduos do centro de


acolhimento da Casa Esperança, dos quais de 5ªClasse à 7ªClasse, nas idades de 11/12 à
15/16 anos de idade. A amostra estava distribuída em 10 adolescentes e 5 educadores. É de
salientar que, se fez a escolha de forma aleatória.

1.6.3.Técnica de recolha de dados

Observação

Observar é um acto de aprender coisas e acontecimentos, comportamentos e atributos


pessoais e concretas inter-relações, é um acto de ver e que depois deve fazer uma descrição,
classificação e ordenação dos dados observados. Também podemos dizer que observação é
um conjunto de actividades destinadas a obter dados sobre o que se passa no processo de
ensino e aprendizagem.

Para ALCARÃO1 (1987:103), Observação “é um conjunto de actividades destinadas a


obter dados e informações sobre o que se passa no processo de ensino e aprendizagem, com
a finalidade mais tarde, proceder uma analise do processo ou noutra das variáveis em foco,
quer isso dizer que, o objecto da observação pode recair num ou no outro aspecto, no
aluno, no ambiente físico da sala de aula, no ambiente sócio-relacional, na utilização de
materiais de ensino, na utilização do espaço ou do tempo, nos conteúdos, nos métodos, nas
características do sujeito”.

1
C.f. Hildizina Norberto DIAS, et al., Manual de Práticas Pedagógicas, Maputo, Textos Editores 2008.
16

Entrevista

A entrevista é o encontro entre duas pessoas com vistas a que uma delas obtenha
informações a respeito de um determinado assunto, utilizando-se para isto de uma
conversação de natureza técnico-profissional. Nesta ordem de ideia, na visão de LAKATOS
& MARCONI (2009, pág.197), a entrevista “é um encontro entre duas pessoas, afim de que
uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante de uma
conversa de natureza profissional”. Também pode-se dizer que a entrevista é considerada
uma modalidade de interacção entre duas ou mais pessoas, também podemos dizer que é
uma conversa intencional geralmente entre duas pessoas, embora por vezes pode levar mais
de uma pessoa.
17

Capitulo II: Fundamentação teórica

2.1.Conceitos básicos
Afectividade

A afectividade é o conjunto de factos que fazem parte da vida afectiva caracterizados pela
sua associação ao prazer, à dor, à alegria ou à perda. A afectividade desempenha um papel
crucial na aprendizagem. É ela que desencadeia e orienta a actividade da criança. A
afectividade fundamenta a confiança, a identificação e a imitação, isto quer dizer que, a
afectividade compreende os sentimentos as emoções e as paixões que determinam,
geralmente, a atitude da pessoa frente a qualquer experiência vivida, promovendo impulsos
motivadores e inibidores da conduta do individuo (MORENO, 2010).

Falar de afectividade é abordar sobre a essência ou do começo da vida humana no sentido


em que o homem é um ser fundamentalmente social por natureza, quer dizer, se relaciona a
outras pessoas desde a vida embrionária até a sua morte.

Auto-estima

De acordo com MWAMWENDA (2006:293), auto-conceito ou auto-estima “é o modo


como os sujeitos se percepciona a eles próprios e pode ser positivo ou negativo”. O
processo de conhecer a si mesmo e ao outro está interligado e nessa relação está a
importância do afecto e as consequências de sua perda no processo de desenvolvimento
global do homem. Para MICELI (2003:43), a auto-estima “é a imagem do eu aos olhos dos
outros”. A auto-estima é uma combinação de conceitos, crenças, ideias, sentimentos e
atitudes que a pessoa tem em relação a si mesmo.

Educação

Na educação é preciso educar o adolescente ou o jovem para desenvolver uma serie de


hábitos, de maneira que sua vontade também intervenha no processo afectivo, isto é, parte
daquilo que o indivíduo é para modifica-lo perceptivamente até alcançar o que deve ser, os
fins propostos, nisso é preciso uma certa disciplina para construir a vontade do aluno, pois
na visão de MORENO (2010:41), educação “é a base e a preparação para a vida, para se
18

alcançar a autonomia com base numa formação sólida, por isso a educação traz consigo a
formação integral da pessoa”.

2.2.Teorias desenvolvimentistas

2.2.1.Desenvolvimento da necessidade do afecto no ser humano

De acordo com MERSQUITA & DUARTE (1996) a afectividade é a relação de carinho ou


cuidado que se tem com alguém íntimo ou querido, ou seja, é o estado psicológico que
permite ao ser humano demonstrar os seus sentimentos e emoções a outro ser ou objectos.
Pode também ser considerado o laço criado entre humanos, que, mesmo sem características
sexuais continua a ter uma parte de amizade mais aprofundada. Em psicologia2, o termo
afectividade é utilizado para designar a subjectividade que o ser humano experimenta
perante determinadas alterações que acontecem no seu redor ou em si próprio. Tem por
constituinte fundamental um processo cambiante no âmbito das vivências do sujeito, em sua
qualidade de experiências agradáveis ou desagradáveis.

Afecto é representado por um apego a alguém ou a alguma coisa, gerando carinho, saudade
(quando distantes), confiança e intimidade, o termo perfeito para amor entre duas pessoas. O
afecto, é um dos sentimentos que mais gera auto-estima entre pessoas (principalmente
jovens e idosos). Um conjunto de fenómenos psíquicos que se manifestam sob a forma de
emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de
satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.

De acordo com VIDIGAL (2011), descreve que o termo afecto é utilizado para se fazer
referência à vida afectiva em geral. Por outras palavras ela é parte integrante de nossa vida
psíquica. Nossas expressões não podem ser compreendidas, se não considerarmos os afectos
que as acompanham esse processo, ou seja, quando entramos em contacto com o meio físico
e social, recebemos estímulos através de nossos órgãos e sentidos e esses estímulos chegam
ao nosso mundo interno (cérebro) e lá recebem significações. Sentimentos, então algo em

2
Segundo MESQUITA & DUARTE (1996, p.172), a Psicologia provem “(do gr. psyché - alma e logos - palavra,
razão, discurso acerca de) No sentido mais lato, a palavra Psicologia designa actualmente o estudo do
comportamento dos homens e animais ou, numa perspectiva diferente, o estudo das sensações, percepções,
emoções, pensamentos e acções do homem. Durante muitos séculos, a Psicologia foi estudada por filósofos,
só vindo a tornar-se autónoma como ciência no século XIX”.
19

relação a eles. Por exemplo, gostamos ou não gostamos do algo, é nos prazeroso ou não é
prazeroso este algo.

Nossa vida afectiva é composta de dois afectos básicos, que segundo VIDIGAL (2011, p.59)
sustenta:

“Os dois afectos básicos são o amor e ódio. Esses dois afectos estão
presentes em nossa vida psíquica e também estão juntos em nossas
expressões, acções e pensamentos. E por verdade que a afectividade não se
vive por estes meros sentimentos, mais pela prática, pela acção que vem
oriunda do sentimento. Afecto é uma atitude, e não somente um sentimento. A
relação de mãe e filhos é afecto natural. Já as relações afectivas de amizade
ou de amor, precisam ser cultivadas”.

Portanto, também podemos dizer que quando Freud postulou o complexo de Édipo concebeu
como o conflito desses afectos básicos (ambivalência de sentimentos), pois que uma de suas
principais dimensões é a oposição entre “um amor fundamentado e um ódio não menos
justificado, ambos dirigidos à mesma pessoa”3. Portanto o amor e ódio estão juntos em
nossas expressões, acções e pensamentos. Por outro lado as emoções são expressões
afectivas acompanhadas de reacções intensas e breves do organismo, em resposta a um
acontecimento inesperado. Apesar de conceituarmos as emoções como expressões da vida
afectiva, a emoção dá-se como experiência interna. Essa experiência inclui a percepção de
modificações que ocorrem no organismo, como o batimento cardíaco acelerado.

Outras reacções orgânicas acompanham as emoções e tornam-se indícios de vivências ou


estados emocionais do indivíduo: tremor, riso, choro, lágrimas, expressões faciais, etc. As
reacções fogem ao nosso completo controle. Os sentimentos básicos (amor e ódio), além de
manifestarem-se como emoções, podem expressar-se como sentimentos. Os sentimentos
diferem das emoções por serem mais duradouros, menos “explosivos” e não serem
acompanhados de reacções orgânicas intensas.

2.2.2.O adolescente e a concepção de desenvolvimento

3
Magali Teresinha LONGHAI, Mapeamento de Aspectos Afectivos em um Ambiente Virtual de Aprendizagem,
Porto Alegre, editorial PGIE, 2011, p.25.
20

De acordo MONTESSORI (s/a)4, cria-se coisas próprias para os adolescentes, ambientes,


mobílias, etc. Até então os adolescentes eram consideradas um ser marginalizado pela
sociedade, que todos podiam tratar sem respeito, castigar, insultar, por força de um direito –
o direito do adulto. Além disso, os adultos pagavam desconhecidos para ficarem com os
adolescentes em ambientes separados dos ambientes dos adultos, elas não podiam utilizar
nada nem nenhum lugar-comum ao do adulto e também não ficavam em um lugar
apropriado para elas, num lugar onde elas pudessem exercitar a actividade própria do
adolescente.

O início da preocupação com a educação do adolescente tem a ver mais com um despertar
de consciência do que com a evolução das condições de vida. Não foi apenas ao progresso à
higiene na adolescência, mas também com a personalidade da própria adolescente que se
manifestou de novos aspectos. Ninguém, porém, foi capaz de prever que o adolescente
guardasse em si própria um segredo primordial que poderia desvendar os mistérios da alma
humana, que trouxesse dentro de si uma incógnita indispensável para oferecer ao adulto a
possibilidade de solucionar seus próprios problemas individuais e sociais. Este ponto de
vista poderá transforma-se no alicerce de um novo pensar que se dedique a pesquisar a
acriançada, cuja influência poderá fazer-se sentir em toda a vida social do homem (Ibidem).

O adolescente é um ser, fisicamente forte, nascido com grandes possibilidades, mas


praticamente sem ter desenvolvido nele um dos factores da vida mental, ou seja, é um ser
que pode ser considerado zero ou vazio (tabula rasa), mas que, no decorrer de seus anos, já
supera todos os outros seres vivos.

A mente do adolescente em idade escolar orienta-se na direcção do ambiente e,


especialmente na fase da adolescência da vida dela e, por isso, deve-se tomar cuidados
especiais para que o ambiente ofereça interesse e atractivos para esta mente que se deve dele
nutrir para a própria construção do conhecimento.

Por isso, para Vygotsky o ambiente tem um papel importante, principalmente no processo de
aprendizagem, através da zona do desenvolvimento proximal, por outras palavras o
ambiente que circunda na criança é importante para que ela não desenvolva hábitos de
regressão, se sentindo rejeitada quando na verdade deveria se sentir atraída pelo ambiente
que entrou.
4
C.f. Priscila Menarin CESARIO, Quem é a Professora de crianças menores de 6 anos para Maria Montessori?
Uma Analise a Partir de suas Obras Educacionais, São Carlos, editorial UFSC, 2007.
21

Com o desenvolvimento da psicologia foi posta de lado a ideia de que o ser humano possui
nos seus primeiros anos de vida um conteúdo bastante pobre, que enriquece com seu
crescimento, porém conservando sempre a mesma forma. A psicologia reconhece que há
vários tipos de psique e de mente nos diversos períodos da vida.

Segundo DAVIDOFF (2001), os psicólogos chegaram a dizer que o desenvolvimento é uma


sucessão de nascimentos, num determinado período da vida desaparece uma individualidade
psíquica e surge outra. A parte mais importante da vida não é aquela que corresponde aos
estudos universitários, mas sim ao primeiro período de escolaridade, que inicia nos seis anos
de idade, pois é exactamente nesta fase que se forma a inteligência, o grande instrumento do
homem. E não apenas a inteligência, mas também o complexo das faculdades psíquicas.
Assim, o adolescente aos 11 anos foi considerada apta a entrar na escola, pois notou-se que
nesse período o adolescente sofre uma transformação, através da qual ela se torna
suficientemente amadurecida para ser admitida na escola. Aos seis anos, percebe-se que ela
consegue escutar e compreender o que está sendo dito, pois antes, era difícil chegar até ela.
Caso a criança aos seis anos não pudesse se orientar, nem caminhar, nem compreender a fala
do professor, não estaria em condições de participar da vida colectiva.

O afecto é muito importante para que um educador seja considerado eficiente e, é muito
importante para a criança sentir-se importante, ou seja, valorizado. O educador deve
conhecer os seus adolescentes, se possível a sua família, a comunidade, analisar a instituição
onde reside assim como reconhecer tudo o que se apresenta como problema. Aí entra o
afecto, reconhecer os adolescentes como indivíduos autónomos, com suas diferenças, com
suas frustrações, preconceitos e discriminações existentes, para poder trabalhar com acções
directas.

Os educadores devem entender seus sentimentos, buscar acções para as diversas dificuldades
que as crianças apresentam, enfim, preocupar-se com o adolescente por inteiro, tendo
sensibilidade para entendê-lo. Buscar acções que o valorizem, independente de seu grau de
desenvolvimento. Assim, as instituições que cuidem dos adolescentes devem oferecer todos
os recursos necessários para isso.

Segundo Piaget (1989), citado por SPRINTHALL, et al., (1993), defende que, a afectividade
constitui aspecto indissociável da inteligência, pois ela impulsiona o sujeito a realizar as
actividades propostas. Com este fio de pensamento os adolescentes alcançam um rendimento
22

escolar infinitamente melhor quando se apela para seus interesses e quando os


conhecimentos propostos correspondem às suas necessidades e os seu desejos.

A maneira de pensar de Piaget pode ajudar a construir uma compreensão mais realista dos
adolescentes e de como elas constroem o saber, como também da influência da afectividade
e da actividade social sobre o desenvolvimento. Com este ponto de vista, presume-se que a
afectividade é quem dá valor e representa a realidade,

Na teoria de Wallon, tanto a emoção quanto a inteligência para além da afectividade são
importantes no processo de desenvolvimento do adolescente, de forma que o educador deve
aprender a lidar com o estado emotivo do adolescente para melhor poder estimular seu
crescimento individual. Não existem modelos sobre a melhor forma de administrar
(resolver) os conflitos que surgem, mesmo porque isso vai depender do equilíbrio que existe,
maturidade e sabedoria de cada um que encara com as dificuldades, importante é que essa
sabedoria pode ser aprendida, isso levando em conta os dois lados os educadores e as
crianças.

Segundo ANTUNES (2000), todas as relações familiares e profissionais devem ser


envolvidas pela afectividade em todas as idades, também pode ser aplicado ao nível social e
cultural. A relação adolescente - educador se equilibra e constrói-se mais intenso o afecto,
fazendo com que nas decisões e acções, o afecto tenha poder, significa que os adolescentes
possuem uma boa relação afectiva são seguras, têm o interesse pelo mundo que as cerca,
compreendem melhor a realidade e apresentam melhor desenvolvimento intelectual, ou seja,
a afectividade denomina a actividade pessoal (motivação intrínseca), percepções, memória,
pensamento, vontade, acções, sensibilidade corporal, por outro lado é componente de
equilíbrio e da harmonia da personalidade, Ainda de acordo com Rossini (idem), “o
desenvolvimento da afectividade pressupõe em um trabalho baseado em três alicerces (ou
pontos básicos): limites, mitos do quotidiano e ritmos”.

2.2.3.A formação inicial da auto-estima ou auto-conceito

A evolução humana não está somente em aspectos cognitivos, mas também em aspectos
afectivos. Logo, no centro de acolhimento é um grande local onde se observa e questiona-se
os motivos que levam o convívio deste local em concernente dos educadores e dos
23

adolescentes. Sabe-se que a espécie humana tem grande necessidade de ser ouvida, acolhida
e ser valorizada, contribuindo dessa forma para uma boa imagem de si mesmo. Nesta ordem
de ideia, a afectividade está muito ligada à formação da auto-estima. Portanto, a relação
entre os educadores e os adolescentes, deve ser possível mais próxima, no convívio de
sentimentos e de respeito mútuo das diferentes ideias, visto que os adolescentes são levadas
da rua e outras trazidas pelos seus encarregados de educação por não terem condições para
os seus estudos.

De acordo com CAVALCANTI (2003), “o contacto com diferentes grupos sociais


possibilita a formação da auto-estima da pessoa”, a família e outras pessoas que convivem
com os adolescentes que fazem parte do seu primeiro grupo social demonstrando o seu
contacto afectivo que pode ser positivo ou negativo, influenciando o seu futuro. A auto-
estima que essa criança terá de si, reflectirá em suas acções e na forma como será tratada ou
mesmo percebida pelos outros (do centro de acolhimento, bairro, comunidade escolar).

Quando adolescentes ter na escola uma visão negativa de si, demonstra um comportamento
diferente dos demais colegas como agressividade, indisciplina, irresponsável, nisso, deve-se
propiciar melhores condições de aprendizagem, seleccionando actividades e posturas
necessárias, que promovam a auto-estima do adolescente.

Na visão de OLIVEIRA (1998), o aspecto afectivo tem uma influência aprofundada sobre o
desenvolvimento intelectual. O afecto pode aumentar ou diminuir e determinar sobre que
conteúdo a actividade intelectual se concentrará, na teoria de Piaget, o desenvolvimento
intelectual é considerado como tendo dois componentes: um cognitivo e outro afectivo que,
desenvolvem-se paralelamente. Afecto inclui sentimentos, interesses, desejos, tendências,
valores e emoções em geral (amor, raiva, tristeza).

O desenvolvido do afecto, a aprendizagem, a motivação e a disciplina tornam-se conquistas


significativas para o auto-controle do adolescente e seu bem-estar escolar. Logo entende-se
uma forte relação entre os educadores e os adolescentes influenciando na sua formação da
auto-estima, quando o educador não tem amor pela profissão, e apresenta diferentes reacções
perante de uma criança indiferente, agressivo, indisciplinado, irresponsável pode
comprometer o seu desenvolvimento na comunidade escolar.

De acordo com MWAMWENA (2006), a auto-estima afecta o aprendizado. A auto-imagem


e o desempenho escolar mostram a forte relação entre a auto-estima e a capacidade de
24

aprender. A elevada auto-estima estimula a aprendizagem. O aluno que goza de elevada


auto-estima aprende com mais alegria e com muita facilidade. Enfrenta as novas tarefas de
aprendizagem com confiança e entusiasmo. Seu desempenho tende a ser um sucesso, pois a
reflexão e o sentimento precedem a acção, demonstrando expectativas de trabalho,
investigação, aprendizagem de solução de problemas de forma mais positivas e tem um
esforço para competições, diferente do aquele que tem uma auto-estima negativa, pois acha-
se um derrotado e teme situações que possam expor seus pensamentos e sentimentos.

Muitos autores e teóricos da educação, sobretudo, educadores analisam da afectividade


como um factor primordial para a formação da auto-estima ou o auto-conceito do aluno. A
afectividade vem sendo falada com mais potencialidade, porque a violência, a agressividade,
a indisciplina e o desrespeito vivido nesses dias na comunidade familiar e escolar, nos dias
hoje pela maioria dos educadores, professores e crianças ou alunos podem ter causas de
fundo afectivo, por falta de valorização da pessoa como ser humano. Nisto, a auto-estima é
alterada de alguma forma.

Na óptica de BERTRAND (2001), aborda as ideias de Vygotsky que sempre se preocupou


com o aprendizado inserido no desenvolvimento sócio - histórico da pessoa como um
processo que apresenta diferentes fases que estão interligadas entre si. Independentemente
da fase que esteja vivendo, o ser humano está convivendo com grupos diversificados de
pessoas que, contribuem a todo o momento com a construção de sua auto-estima
(valorização), as situações de ensino são uma mistura de cultura escolar, aquilo que os
professores e os alunos fazem na escola e de verdadeira cultura, aquilo que é a dos práticos
na vida real.

Em conformidade com MWAMWENDA (2006), afirma que o auto-conceito não é inato,


quer dizer que, ninguém nasce bom ou mau, porém o auto-conceito que cada um tem de si e
a visão que o próprio mundo tem de cada pessoa, faz com que ela acredite nesta imagem e
viva de acordo com o seu ser. Logo, o individuo marginalizado, discriminado,
indisciplinado, que não tem respeito, sente a rejeição em sua vida e passa a considerar-se
inferior aos outros, tornando-se muitas vezes mais agressiva, ou indiferente. Enquanto, a
pessoa que é amada e em quem depositamos confiança cresce com uma imagem positiva e
enfrenta os desafios que surgem com mais segurança. Demonstra alegria, determinação e
afectividade nos relacionamentos que constrói, no seu dia-a-dia.
25

Todas as instituições que recebem adolescentes com problemas de


auto-estima baixa, ou seja, adolescentes tristes, com dificuldades de
integração, que não interagem com as outras adolescentes e,
consequentemente são dadas alguns adjectivos que elas são
complicadas, sem limites, e não tem educação. Essas crianças
geralmente vem de famílias com problemas de afecto e isso pode ser
muito trabalhoso para os educadores, nesses casos, a instituição,
através de seus educadores, deve proporcionar um ambiente
tranquilo e acolhedor, deixando-os mais à vontade, mais seguros,
mais livres. (CAVALCANTI, 2003, p.25)

Quando acontece o clima de afecto e compreensão está se formando uma relação facilitadora
e um ambiente repleto de afecto, o educador eleva a auto-estima do adolescente com o
objectivo de proporcionar seu pleno desenvolvimento cognitivo e social.

A confiança é tudo para os adolescentes e faz com que seja uma ferramenta para a
participação no sucesso e na conquista do seu adolescente. O educador é a pessoa chave, o
líder que orienta e auxilia a criança em suas actividades, seus sonhos e projectos, também o
educador cresce e se realiza quando percebe que conseguiu passar todo o ensinamento para a
criança de uma forma tranquila, com amizade e serenidade, sem castigos e punições.

Em famílias desestruturadas, em que há falta de afecto, os adolescentes apresentam-se tristes


e carentes, com a auto-estima muito baixa. Portanto, depois de um tempo, quando percebem
que os educadores se importam com elas, baixam sua guarda e deixam-se levar com muita
facilidade (COSTA, 2001). Nesse âmbito, a auto-estima também mantém numa estreita
relação com a motivação ou interesse do adolescente para aprender. Quando há afecto, o
adolescente apresenta melhor aprendizagem, mostra motivação e realiza com sucesso o
trabalho que esta realizando, o que pode se considerar como conquistas significativas. “O
pensamento tem origem na esfera das motivações, a qual inclui inclinações, necessidades,
interesses, impulso, afecto e emoção” (VYGOTSKI, 1998, p.76).

Quando há ausência de reacções a demonstrações de afecto ou elogios dos educadores ou os


indivíduos que cuidam dos adolescentes, surge o impedimento e elas só procurarem
aprender para agradar aos seus educadores.
26

2.2.4.A importância da escola e o professor na formação da auto-estima do adolescente

A escola é o local onde aprendemos a lidar com regras, programas e regulamentos oficiais, é
o local onde aprende-se a desenvolver as potencialidades individuais, exercícios intelectuais,
para nós tornarmos pessoas capazes e úteis ao desenvolvimento do local onde estamos
inseridos até ao país.

Existe uma maior tendência para muitos educadores, professores e escolas encontrarem
faltas nos seus alunos, do que a desenvolverem os aspectos positivos, nos momentos em que
estes professores, educadores fazem uma grande entregas de trabalhos e inúmeras cópias
sem contar com o bolso dos alunos. Razão pela qual para que o processo de ensino e
aprendizagem ocorra com muito sucesso depende muito da afectividade que o indivíduo
desenvolveu durante a vida inteira, a pois o seu nascimento.

"O ser humano constrói a si mesmo ao longo da sua vida, agindo e


praticando, por isso, precisa primeiro expor o que pretende fazer e depois
agir de acordo. Pode escolher entre várias possibilidades, executar alguns
actos abster-se de outros, tomar decisão e adquirir hábitos, assumir e mudar
atitudes, assim vai praticando e construindo a própria vida e a si mesmo"
CANO (2002, p.85).

Com base neste autor explica que, para sentir o que está fora, é preciso ter muito dentro de
nós, dai a necessidade de se ter muitas mensagens positivas a fim de incentivar a alegria,
vontade de viver e entusiasmo pelo que realizamos. É importante que nossas relações
expressem a busca do entendimento e um profundo respeito a dignidades das pessoas.

Isto tudo, visa desenvolver capacidades, habilidades, dons e valores, visando conseguir o
que se deve saber, aquilo que se deseja, o que se gosta de fazer de modo a satisfazer
necessidades intelectuais, emocionais e físicas.

Nesta formação da auto-estima tenta definir o diálogo consigo mesmo, e dialogar consigo
mesmo é tentar definir o grau da emotividade, de actividade de resposta aos estímulos, é
rever as emoções, desejos, ilusões e preferências, é encontrar consigo mesmo no mais intimo
de seu ser para se assumir com estima e muito amor.

Quando a pessoa começa a acreditar as suas capacidades e em seu poder de tornar a vida
uma experiencia maravilhosa, cheia de realizações, começa a gostar-se a si própria. Isso
27

permite que entenda que tudo o que faz ou diz vai além do que consegue ver com os seus
olhos, assim valoriza sua liberdade e responsabilidade.

Também podemos dizer que, ter o conceito positivo de si mesmo, é aceitar-se como pessoa,
é ter auto-estima, é ver-se como portador de uma boa imagem, é considerar-se membro
importante da família humana e da comunidade escolar.

2.2.5.A auto-estima e a aprendizagem

De acordo com MWAMWENDA (2006:293), auto-conceito ‘é o modo como os sujeitos se


percepciona a eles próprios e pode ser positivo ou negativo’. O processo de conhecer a si
mesmo e ao outro está interligado e nessa relação está a importância do afecto e as
consequências de sua perda no processo de desenvolvimento global do homem.

A auto-estima é um fenómeno dinâmico, dado que é possível mudar-se qualquer uma das
duas partes da fracção, ou seja, o indivíduo pode alterar as suas aspirações e pode ter
diferentes desempenhos com êxitos variados. Para MICELI (2003:43), a auto-estima ‘é a
imagem do eu aos olhos dos outros’. A auto-estima é uma combinação de conceitos,
crenças, ideias, sentimentos e atitudes que a pessoa tem em relação a si mesmo.

Aprender o valor do autocontrole na infância não significa apenas ser passivo, pelo
contrário, significa ter capacidade de discriminar os contextos apropriados para falar,
brincar, rir. É preciso aproveitar o melhor das possibilidades da infância nas diferentes
situações, de forma a beneficiar-se com o que tais situações podem proporcionar ao seu
desenvolvimento.

Conhecer-se a si mesmo é o inicio da sabedoria, caracteriza-se por um sentimento de


pertença ao universo e por emoções como a alegria, a felicidade, um sentimento de
imortalidade e uma elevação moral, logo para que o PEA, se torne positivo e com muito
sucesso, é necessário que o educador deve ser aberto, ter um olhar positivo para a criança e
sobretudo, ajudar a criança a descobrir-se.

No PEA, deve-se pelo menos ter muita atenção, pois na actualidade e desde muito, ninguém
nasceu para sofrer ou fazer outro sofrer. Desta forma, a criança também tem o direito de
receber tratamento que o respeite enquanto cidadão e que trate o outro da forma como vem
recebendo atenção.
28

2.2.6.Promover a auto-estima a necessidade de todo o ser humano

Quando os educadores tem atitudes essencialmente favoráveis em relação a si próprios,


estão em melhor posição para formar auto-conceitos positivos e realistas nos adolescentes,
visto que o educador com uma elevada auto-estima, este terá muito sucesso com os seus
alunos, quer dizer que, os adolescentes lhe irão de imitar o seu ser, a sua maneira de
criatividade, o professor ou educador será o modelo ou melhor dizer, será o ponto de partida.

Os educadores ou professores devem mostrar aos seus alunos que se preocupam com o seu
bem-estar, psicológico, emocional e físico. Devem dar testes, trabalhos e exames razoáveis,
de modo que qualquer estudante que tenha estudado diligentemente tenha uma boa hipótese
de se sair bem. Tomar uma devida atenção aos alunos permitindo-lhes um diálogo favorável
e trocando ideias com eles em momentos certos, sempre quando há necessidade, contar
sempre histórias da vida, ilustrando caminhos bons da vida e como conduzir esta maneira de
viver na sociedade.

Quando se promove a auto-estima nos alunos, estamos a educar em valores na escola, que
para MORENO (2010:260), a escola é um espaço social que vem a pois a experiencia
familiar, educar em valores é educar nos fundamentos éticos que devem governar a pessoa e
o ambiente escolar deve oferecer programas adaptativas as situações concretas dos alunos e
uma educação não de violência.

Segundo MICELI (2003), diz que a forma como percebemos e valorizamos a nós mesmos
determina em grande medida a forma como nos comportamos, como lidamos com nossa
vida, como nos conduzimos. Assim, um adolescente que cresce ouvindo mensagens
negativas a seu respeito terá uma baixa auto-estima, ao passo que uma outra que cresce
ouvindo mensagens positivas a seu respeito terá outras reacções, que permitirão que tenha
contacto com seu próprio potencial e se lance no processo de explorar e descobrir as coisas
do mundo. Deste modo, a família exerce muita influência sobre o comportamento infantil,
expresso nos valores pessoais, nas atitudes sociais e na conduta do adolescente. Uma família
pode despertar para o desejo de aprender ou para o desinteresse, a apatia.

De acordo com MORENO (2010), Educar adolescentes é tarefa complexa, porque, para ele
cada etapa do dia que ultrapassa é um desafio à criatividade e à flexibilidade dos educadores,
pelo muito que eles exigem em termos de mudança de padrões de conduta e de atendimento
29

às necessidades e solicitações dos filhos. A arte de educar consiste, sobretudo, na


possibilidade de os pais crescerem junto com cada filho, respeitando e acompanhando a
trajectória que vai da dependência quase total do bebezinho para a crescente autonomia e
independência do filho quase adulto. O local onde vive o adolescente é importante para o
desenvolvimento intelectual e emocional, sendo tarefa das famílias propiciarem um
ambiente estimulador para o pleno desenvolvimento cognitivo e afectivo do adolescente.

O ambiente familiar deve possibilitar elementos estimuladores a ela para que desenvolva
todo o seu potencial, por outras palavras, modificar o ambiente actua no sentido de favorecer
o desenvolvimento da autonomia. Neste ponto de análise deve-se criar uma criança capaz de
assumir e decidir por si só o que deseja alcançar em determinados momentos.

Ainda afirma-se que, em locais com estimulação restrita, o adolescente pode não atingir um
desenvolvimento adequado, ou por outra, ela poderá apresentar problemas em relação às
crianças de sua idade, logo, adolescentes criadas em ambientes fechados e sem atencao tem
pouca oportunidade de verem e ouvirem pessoas falando com elas, terão seu
desenvolvimento prejudicado. Afectividade, apoio e cuidados dos educadores são
comportamentos decisivos para o desenvolvimento da maturidade, independência,
competência, da autoconfiança, da autonomia nas futuras decisões e das responsabilidades.

O adolescente, quando sente que é aceita, compreendida, valorizada e respeitada, tem


grandes possibilidades de se desenvolver bem em seus estudos. Sabemos que a
aprendizagem não se dá apenas no plano cognitivo. Além da inteligência, ela envolve
aspectos orgânicos, corporais, afectivos e emocionais.

No ponto de vista de Wallon defende que para que a aprendizagem aconteça de forma
significativa, é necessário que todas essas funções estejam em perfeita harmonia e equilíbrio,
ou seja, na sua psicogenética, diz que os aspectos afectivos, são fundamentais e de suma
importância para a construção do conhecimento e para o desenvolvimento pleno do ser
humano. (MORENO, 2010).

Segundo BERTRAND (2001), a família é a primeira e a mais importante instituição


educadora na vida do adolescente. É fundamental que os pais assumam sua
responsabilidade, enquanto orientadores que são dentro do lar, conversem, orientem e ouçam
seus filhos, para que eles aprendam com seus familiares de forma descontraída. A escrita
não é um produto escolar, mas um produto do esforço colectivo da humanidade para
30

representar a linguagem. A postura da família pode facilitar a aquisição da leitura e da


escrita, mas é importante lembrar que todos os alunos, mesmo os provenientes de lares
cultural e economicamente marginalizados, aprendem a ler e a escrever se lhes forem dados
o tempo e as condições.

De acordo com Wallon (1968), apud COON (2006), salienta que a afectividade e a
inteligência constituem um par inseparável na evolução psíquica, pois ambas têm funções
bem definidas e, quando integradas, permite no adolescente atingir níveis de evolução cada
vez mais elevados.

Na visão de Vygotsky (1988), apud BERTRAND (2001) defende que o pensamento tem sua
origem na esfera da motivação a qual inclui inclinações, necessidades, interesses, impulsos,
afecto e emoção. Nesta análise estaria à razão última do pensamento e assim uma
compreensão completa do pensamento humano e só é possível quando se compreende sua
base do afecto.

Da óptica de OLIVEIRA (1992) afirma, ainda, que o conhecimento do mundo ocorre


quando desejos, interesses e motivações aliam-se à percepção, à memória, ao pensamento, à
imaginação e à vontade, em uma actividade quotidiana dinâmica entre parceiros. Estas
reflexões, na maneira de ver der Vygotsky (1988) apud BERTRAND (2001), possibilitaram
destacar a imensa complexidade que envolve o desenvolvimento das emoções humanas e
afirmar que tal desenvolvimento está em harmonia com a própria distinção que faz entre
processos psicológicos superiores e inferiores e sua concepção de desenvolvimento
cognitivo. Defende que as emoções não deixam de existir, mas evoluem para o universo do
simbólico, entrelaçando-se com os processos cognitivos.

Segundo MICELI (2003), o desenvolvimento da auto-estima infantil é auxiliado por pais


cuja própria auto-estima é elevada, que são calorosos e receptivos, interessados nas
actividades dos adolescentes, que encorajam a autonomia sem serem excessivamente
exigentes. Logo na desestruturação dos laços familiares, o adolescente pode ser levada a
desenvolver sintomas. Piaget considera que o adolescente está tentando compreender o seu
mundo através de um relacionamento activo com pessoas, a partir dos encontros com
acontecimentos, o adolescente vai se aproximando num ritmo consistente do objectivo ideal
que é o raciocínio abstracto, no campo das ideias.
31

Conforme SILVA (2004), os problemas familiares enfrentados pelo adolescente, como o


resultado de um conflito interno entre a vida pessoal, o superego se torna mais exigente,
realizando porque o adolescente esta muito longe de desprender-se dos primeiros conflitos
feitos ou postos em prática, significa que a intensidade dos conflitos se dará, além da
gravidade da situação através dos traços da personalidade.

Segundo COON (2006), o adolescente ao se desenvolver psicologicamente, vai se nutrir


principalmente das emoções e dos sentimentos disponíveis nos relacionamentos que
vivencia. São esses relacionamentos que vão definir as possibilidades do adolescente buscar
no seu ambiente e nas alternativas que a cultura lhe oferece, a concretização de suas
potencialidades, isto é, a possibilidade de estar sempre se projectando na busca daquilo que
ela pode vir a ser.

Portanto, a qualidade das interacções que ocorrem na sala de aula e até nas instituições que
cuidam dos adolescentes, refere-se a relações intensas entre educadores e crianças,
proporcionando diversificadas experiências de aprendizagem, a fim de promover o
desenvolvimento dos mesmos. Como salienta Vygotsky (1988) citado por BERTRAND
(2001), o processo pelo qual as crianças vão se apropriando dos conhecimentos sociais e
culturais ocorre a partir das experiências vividas entre as pessoas à sua volta, significa a
passagem do nível inter-psicológico (entre as pessoas) para o nível intrapsicológico (no
interior do próprio sujeito) envolve, assim, relações interpessoais densas, mediadas
simbolicamente, e não trocas mecânicas limitadas a um patamar meramente intelectual.

Em conformidade com AUSUBEL (1968) apud MWAMWENDA, (2006) apresenta a


questão da decisão sobre o ponto de partida do ensino de forma muito clara, primeiramente
que a Psicologia da Educação se reduz a um único princípio, aspectos que influenciam a
aprendizagem e o mais importante consiste na bagagem do aluno, com esse princípio, o
autor propôs o conceito de aprendizagem significativa, que implica o relacionamento entre o
conteúdo a ser aprendido e aquilo que o aluno já sabe e isso significa que planear o ensino a
partir do que o aluno já sabe sobre o objecto em questão, aumenta as possibilidades de se
desenvolver uma aprendizagem significativa, marcada pelo sucesso do aluno em apropriar-
se daquele conhecimento.
32

As implicações pedagógicas deste princípio são claras que são a decisão sobre o ensino só
deve ser assumida após o professor realizar uma avaliação diagnóstica do que os alunos já
sabem sobre o tema, e não a partir de decisões burocráticas ou de pressupostos irreais.

Para reverter esse quadro, a proposta seria de uma participação efectiva do professor em
temos pedagógicos e humanos em acompanhamento diário e constante, permeado por fortes
e sinceras relações afectivas.

Desde a infância, é possível plantar suas sementes e colher seus frutos, estabelecendo
vínculos pertinentes que mesmo destruídos em nossa consciência, permanecem eternos em
nossa memória emotiva. É nessa fase que compartilhamos a pureza infantil e descobertas
significativas que fazem dessa época um advento único em nossa história pessoal.

Da infância em diante, é dedicado um aprendizado que inclui o entendimento dos olhares


cúmplices, a linguagem afectuosa, o desejo constante do bem-estar físico e emocional,
enfim, adquire os elementos que favorecem uma vida plena e feliz.

Um dos aspectos a abordar é a percepção da ausência desse vínculo afectivo entre educador
e educando, causador, muitas vezes, do insucesso escolar. Outro factor importante e
primordial é a influência da família na aprendizagem e na formação do indivíduo como ser
social. Neste âmbito não podemos esquecer da escola que, além de exercer sua função
essencial que é a de mediar o conhecimento para novas gerações e apropriação da cultura
acumulada pela humanidade deve ser acima de tudo um lugar prazeroso e de alegria onde o
educando possa vivenciar relações que o ajudem a desenvolver-se como pessoa, cidadão
constituído sócio-histórico culturalmente como um ser pleno a ser respeitado e que deseja
profundamente ser feliz.

Na relação entre educador e educando, deve-se buscar a compreensão e a aceitação mútua,


no respeito, na amizade, no amor, na troca de informações e no diálogo, base de um bom
aprendizado. Os educadores são como as velhas árvores, possuem uma face, um nome, uma
história a ser contada. Habitam um mundo em que o valor é a relação que os liga aos alunos.
“E a educação é algo para acontecer neste espaço invisível e denso que se estabelece a
dois” (CANO, 2002, pág. 62).

Segundo Winnicott (1991), citado por MORIN (2002), o trabalho com adolescentes requer
sensibilidade do educador e uma investigação de como cada adolescente aprende no seio
33

social, nas habilidades e dificuldades de cada um dos adolescentes, pois é importante que o
educador construa um perfil adequado, para conhecer os educandos e saber por onde
começar o seu trabalho, partindo da realidade de cada educando e motivar com uma palavra
amiga, um olhar, sorriso, toque e isto muitas vezes traz de volta as crianças que devido a sua
origem cultural estão cansadas pelo sofrimento de cada um tem. Por isso, muitas
necessidades emocionais das crianças deveriam receber prioridade para facilitar a situação
de aprendizagem.

No ponto de vista de FREIRE (1987), induz-nos a ideia de que o educador não precisa
gostar de todos os alunos da mesma maneira só porque é educador, tem que ir ao além, ou
seja, tem que ser autêntico, ter compromisso com os educandos, respeitando o ser humano
que há em cada um. Por isso, o educador ao manifestar interesse pelos sentimentos e pela
vida da criança bem como oferecer possibilidades para o próprio adolescente se expressar,
pode auxiliar na construção de um ser mais seguro e na sua auto-estima, significa que ela
necessita aprender a valorizar suas ideias e percepções e saber confiar nelas.

Nesta ordem de ideia, Freire ensina-nos que o adolescente que tiver como educador sensível
aos seus questionamentos e anseios e que lhe proporcione experiências escolares
gratificantes, certamente terá maiores oportunidades de enfrentar o amanhã como um
verdadeiro desafio à sua inteligência, criatividade e emoção, ou seja, o educador que
trabalha com criatividade, caberá o prazer de ter crescido junto com o adolescente, por meio
de uma intensa e feliz relação interpessoal. Para que tudo isso ocorra, o educador precisa
estruturar sua prática em conhecimento por meio de como a aprendizagem se processa,
considerando a individualidade de cada um. Portanto, a auto-estima ocorre pela actividade
individual, pela experiência do indivíduo no mundo em que está inserido. Na sala de aula, a
formação da auto-estima resulta da convivência social dos alunos entre si e com o professor.

O ser humano nasce, passa pela infância e adolescência até atingir a idade adulta, o
adolescente apresenta fases ou níveis de desenvolvimento na construção do pensamento em
relação ao nível de pensamento mais evoluído e um momento muito conturbado. Desse
modo, o educador que trabalha com essas crianças precisa conhecer como ocorrem esses
níveis e como pode fazer a mediação para que o adolescente avance cada vez mais, além de
perceber a importância da afectividade no processo de construção desse da auto-estima.
34

Segundo Wallon (1971, pág. 255)5, “a emoção é o primeiro e mais forte vínculo entre os
indivíduos”. Por isso, é fundamental observar o gesto, a mímica, o olhar, a expressão facial,
pois são constitutivos da actividade emocional. Visto que Wallon dedicou-se grande parte de
seu trabalho ao estudo da afectividade, adoptando uma abordagem social do
desenvolvimento humano.

As relações do adolescente com o mundo exterior são, desde o início, relações de


sociabilidade, visto que ao nascer não as tem. Razão pela qual, os primeiros sistemas de
reacção que se organizam sob a influência do ambiente, as emoções, tendem a realizar, por
meio de manifestações consoantes e contagiosas, por outras palavras, uma fusão de
sensibilidade entre o indivíduo e seu meio ambiente.

Quando falamos de afecto, de carinho, nos estendemos a uma concepção mais ampla,
envolvendo uma gama maior de Vygotsky (1988) apud BERTRAND, (2001), defende que o
pensamento tem sua origem na esfera da motivação, a qual inclui inclinações, necessidades,
interesses, impulsos, afecto emoção. Nesta ordem de ideia, estaria a razão última do
pensamento e, assim, uma compreensão completa do pensamento humano só é possível
quando se compreende sua base afectiva.

O conhecimento do mundo objectivo ocorre quando desejos, interesses e motivações aliam-


se à percepção, memória, pensamento, imaginação e vontade, em uma actividade quotidiana
dinâmica entre seres humanos. Ainda observa-se que em se tratando da afectividade, Wallon
e Vygotsky têm muitos pontos em comum, eles assumem o seu carácter social e têm uma
abordagem de desenvolvimento para a mesma, demonstrando, cada um a sua maneira, que
as manifestações emocionais, dessa maneira, ampliam-se as formas de manifestações,
constituindo os fenómenos afectivos. No decorrer de todo o desenvolvimento do indivíduo, a
afectividade tem um papel fundamental para que a criança saiba o mundo simbólico também
da alfabetização.

Segundo VYGOTSKY (1988) citado BERTRAND (2001), quando um adolescente se


encontra na escola, ela já adquiriu um património de habilidades e destrezas que a habilitará
a aprender a escrever em tempo relativamente curto. Por isso é fundamental, também, que os
educadores conheçam um pouco do histórico do adolescente e, além disso, tenham

5
C.f. Jair de Oliveira SANTOS, Educação Emocional na Escola: A Emoção na Sala de Aula, 2ª ed., Salvador,
Editorial Faculdade Castro Alves, 2000.
35

conhecimento de como essa aprendizagem pode ser construída pelo educando para a partir
desses dados, trabalharem seus diferentes contextos.

Para SANTOS (2000), os adolescentes são facilmente alfabetizáveis, a construção desse


conhecimento não é um processo recto, mas um processo que leva muita paciência e
momentos preciosos de organização e reorganização para cada um dos quais existem
situações conflituas que podem-se antecipar, é dai que o maior desafio precisa ser enfrentado
pelas crianças como um conhecimento a ser descoberto e é perceber que este recurso seja
fundamental em sua vida diária. Porém, é a família que pode em primeiro lugar proporcionar
experiências educacionais e afectivas no adolescente, no sentido de orientá-la e dirigi-la.

Segundo HOYLE et al., (1999), apud MENEZES (2008), as pessoas com elevada auto-
estima envolvem-se em actividades que as promovam e sentem-se superiores aos outros.
Não gostam de ver defeitos em si nem que os outros os critiquem. Em contraste com
indivíduos com auto-estima baixa e os indivíduos com auto-estima elevada explicam os seus
sucessos, enaltecendo-se, e referem-se aos seus fracassos, negando a sua responsabilidade.
Muitas vezes, depois de terem um mau desempenho ou de serem insultados, envolvem-se
mais facilmente em críticas aos outros. Por fim, a superação por outro indivíduo, incita-os a
realizarem mais comparações de desempenho com o mesmo, de forma a minimizar e
relativizar o seu fracasso na comparação inicial. Quando não se sentem ameaçados, os
indivíduos com elevada auto-estima estabelecem objectivos elevados e têm um bom
desempenho. Esta perspectiva defende que os indivíduos com elevada auto-estima não são
seguros do seu amor-próprio e valorização, sendo, por isso, necessário promover e defender
constantemente a mesma.

Outras perspectivas de HOYLE et al., (1999) apud MENEZES (2008), sustentam que estes
indivíduos se sentem valorizados e gostam de si mesmos aceitando as suas fraquezas não
sendo necessária uma validação e promoção contínua. Por outro lado, os indivíduos com
baixa auto-estima avaliam-se negativamente em diversas áreas, aceitam passivamente as
críticas dos outros, estão mais susceptíveis a experienciar emoções negativas tais como
ansiedade e depressão e têm estratégias mais deficientes para lidar com as adversidades.

Estes indivíduos com baixa auto-estima são, frequentemente, caracterizados como pessoas
inseguras, confusas e com muitas incertezas, que evitam expor os seus defeitos. Quando um
indivíduo com baixa auto-estima falha algo, tem maior tendência que um indivíduo de
36

elevada auto-estima, em experienciar emoções negativas: vergonha, humilhação e falta de


motivação. Este facto pode dever-se à justificação das suas falhas com a sua própria
personalidade.
37

Capitulo III: Análise e interpretação de dados

Para a efectivação da pesquisa, usou-se uma amostra constituída por um total de 15


indivíduos, dos quais 10 adolescentes e 5 educadores, os adolescentes compreendidas de
11/12 aos 15/16 anos de idade, mais concretamente em idade escolar, principalmente de 5ª à
7ª Classe todos do sexo masculino, visto que na Casa Esperança só vivem crianças do sexo
em destaque.

3.1.Colecta de dados

Para tal, a colecta de dados da pesquisa foi feita em duas fases que descrevemos a seguir:

i) Na primeira fase da pesquisa foi ministrado uma entrevista 6 à 10 adolescentes. A


entrevista tinha como objectivo: descrever a afectividade como factor importante
no relacionamento entre educadores e crianças na formação da auto-estima;

ii) Na segunda fase decorreu uma entrevista7 aos 5 educadores. A entrevista tinha
como objectivo: descrever o afecto que os educadores tem com relação aos seus
adolescentes e tirar as conclusões sobre a eficácia e influência do método
proposto.

3.1.2.Tratamento de dados

3.1.2.1.Análise dos dados obtidos na entrevista dos adolescentes

A pergunta número 1, descreve que 3 adolescentes nas idades de 12 (duas) e 14


respectivamente responderam que são escutados naquilo que dizem, 2 adolescentes nas
idades compreendidas entre 11 e 13 são pouco ouvidas nos seus desejos, elas alegaram que
os educadores não têm tido muito tempo em ouvi-las e 5 adolescentes com idades
compreendidas de 11 a 12 não interagem positivamente com os seus educadores. Para mais
percepção verifique o gráfico abaixo em percentagem.

Gráfico nº1 Referente a percentagem de resposta semelhante nos adolescentes


6
Vide anexo

7
Vide anexo
38

Fonte: adaptado pelo autor.

Com base nesses dados e entendendo o nível das atitudes dos comportamentos dos
adolescentes, significa que, o nível de escuta por parte do adolescente é interessante para
mais desenvolver a sua linguagem, visto que, para Vygotsky (1896-1934), a linguagem
ocupa um papel central, pois, além de possibilitar o intercâmbio entre os indivíduos, é
através dela que o sujeito consegue abstrair e generalizar o pensamento. Por outras palavras
"a linguagem simplifica e generaliza a experiência, ordenando as instâncias do mundo real,
agrupando todas as ocorrências de uma mesma classe de objectos, eventos, situações, sob
uma mesma categoria conceituai cujo significado é compartilhado pêlos usuários dessa
linguagem" (OLIVEIRA, 1993, p. 27). Aprofundando ainda este conhecimento, significa
que a instituição deve fazer o adolescente avançar na sua compreensão do mundo a partir do
desenvolvimento já consolidado, tendo como meta etapas posteriores, ainda não alcançadas
e o papel do educador/a consiste em intervir na zona de desenvolvimento proximal ou
potencial dos adolescentes provocando avanços que não ocorreriam espontaneamente.

Na pergunta 2, 4 adolescentes responderam que tem acompanhado as actividades escolares,


assim como, o explicador da Casa Esperança e 1 adolescente não tem tido dificuldades em
apresentar as suas dificuldades. Conforme esses dados apresentamos-lhe em percentagem no
gráfico abaixo.

Gráfico nº2 Referente a percentagem de resposta semelhante nos adolescentes


39

Fonte: adaptado pelo autor.

Conforme se verifica nestes resultados, analisa-se que com este pensamento, ou seja, a ideia
de realizar um acompanhamento, fortifica a maturação dos adolescentes correlação o seu
nível de cognição ou inteligência, portanto, na visão de Piaget (1896-1980), a capacidade de
organizar, estruturar, entender e posteriormente, com a aquisição da inteligência abstracta,
explicar pensamentos e acções. Desta forma, a inteligência vai-se aprimorando na medida
em que o adolescente estabelece contacto com o mundo, experimentando-o activamente o
abstracto.

De acordo com MORENO (2010), é neste momento, em que se verifica no adolescente o


hábito ou atitude de auto-estima, refere-se à capacidade que o indivíduo tem de gostar de si
mesmo, condição básica para se sentir confiante, amado, respeitado. Tal capacidade, porém,
não se instala no indivíduo como num passe de mágica, mas faz parte de um longo processo,
que tem sua origem ainda na infância. Cabe ao adulto ajudar na construção da auto-estima
do adolescente, fornecendo o mesmo uma imagem positiva de si mesma, aceitando-a e
apoiando-a sempre que for preciso. Portanto, algumas práticas podem ser prejudiciais para
bom andamento deste processo, como por exemplo, a colocação de termos que ofendam nos
adolescentes. Os profissionais das instituições educativas precisam manter um
comportamento ético para com os adolescentes, não permitindo que estas sejam expostas ao
ridículo. Alguns adultos, na tentativa de fazer com que os adolescentes lhes sejam
obedientes, incutem nelas sentimentos de insegurança e desamparo, fazendo-as se sentirem
temerosas de perder o afecto, a protecção e a confiança dos adultos.
40

Na terceira pergunta, 4 os adolescentes responderam que sobre os assuntos de escola


costumam conversar pelas 15 horas da tarde com o explicador da instituição e durante nos
sábados com a directora da instituição e 1 adolescente conversa a pois que larga da escola.
Com relação a esta pergunta, significa que existe uma limitação em termos de conversa com
os educadores da instituição. Neste ponto de resultado apresentou-se o seguinte gráfico
abaixo.

Gráfico nº3 Referente a percentagem de resposta semelhante nos adolescentes

Fonte: adaptado pelo autor.

Na pergunta 4, 4 adolescentes tem dificuldade de apresentar as suas dificuldades,


reafirmaram elas, que informam aos adolescentes mais velhos para dizerem aos educadores
da instituição, e isto, demonstra o apego que elas têm com os educadores os papéis
desempenhados pelos irmãos mais velhos e pelos pares assumem um significado muito
específico e de grande importância para o desenvolvimento social, afectivo e cognitivo dos
educadores menores e 1 adolescente é que não tem dificuldades em apresentar as suas
dificuldades aos educadores. Portanto verifique essa interpretação de dados em percentagem
no gráfico abaixo.

Gráfico nº4 Referente a percentagem de resposta semelhante nos adolescentes


41

Fonte: adaptado pelo autor.

Na pergunta número 5, dos 10 adolescentes, 7 adolescentes com idades compreendidas entre


11 a 12 anos de idade responderam que não tem sido valorizado pelos educadores, mas sim
pelas outros adolescentes mais velhos, ou seja, adolescentes que estão a terminar na fase de
adolescência são os que realizam todo o acompanhamento na escola e assim como o
regresso da escola, ou seja, controlando a cada actividade realizada pelo adolescente deste
intervalo de idade e assim como na higiene do próprio adolescente. 2 Adolescentes são
acompanhados pelos seus mais novos e 1 adolescente não gosta de ser acompanhado as suas
actividades académicas. Consoante a essa interpretação, apresenta-se ao gráfico abaixo em
percentagem.

Gráfico nº5 Referente a percentagem de resposta semelhante nos adolescentes


42

Fonte: adaptado pelo autor.

3.1.2.2.Análise dos dados obtidos na entrevista dos educadores

Na pergunta 1, 3 educadores responderam que o afecto é o amor que um educador deve ter
para com os adolescentes, 1 disse que o afecto é a paixão de uma pessoa para a outra e 1
disse que o afecto é o prazer de cuidar e prestar atenção na pessoa no que tudo realiza, ou
seja criar conforto na criança, para se satisfazerem com sucesso no mundo da criança,
“essas condições só precisam ser suficientemente boas, dado que a inteligência da criança
se torna cada vez mais apta para ter em conta a possibilidade de fracassos e para dominar
a frustração diante uma prévia preparação, como se sabe, as condições que são necessárias
para o crescimento individual da criança não são estáticas, assentes e fixas em si mesmas;
encontram-se num estado de transformação qualitativa e quantitativa, em relação à idade
da criança e às necessidades em constante mutação” (WINNICOTT, 1971, p. 203)8.

Conforme esta interpretação, apresenta-se no gráfico abaixo em percentagem.

Gráfico nº6 Referente a percentagem de resposta semelhante nos educadores


8
C.f. Clarice Escobar de ALENCASTRO, As Relações de Afectividade na Educação Infantil, Porto Alegre,
Editorial UFRGS (Dissertação), 2009.
43

Fonte: adaptado pelo autor.

Na pergunta 2, 1 educadora respondeu que percebe o afecto dos adolescentes da casa


esperança como se fosse filhos dela, 2 educadores responderam que o afecto das crianças da
casa esperança para eles é um facto que desperta atenção em todo o momento, visto que elas
vivem numa condição fora da família real e estão com os familiares adoptivos e as 2
educadoras responderam tudo é normal com as crianças. Nesses dados apresenta-se em
percentagem no gráfico abaixo.

Gráfico nº7 Referente a percentagem de resposta semelhante nos educadores

Fonte: adaptado pelo autor.


44

Na pergunta 3, 4 educadores responderam que demonstram o afecto com os adolescentes em


todos os momentos em que elas mostram preocupação e 1 educadora disse que demonstra o
afecto em todo o momento, porque elas precisam desse afecto para sentirem-se confortável
no abrigo e terem pensamentos positivos para a sua escolaridade. Conforme esses dados
apresentou-se da seguinte maneira em percentagem no gráfico abaixo.

Gráfico nº8 Referente a percentagem de resposta semelhante nos educadores

Fonte: adaptado pelo autor.

Na pergunta 4, 1 educadora, demonstra dificuldade na medida em que não consegue


satisfazer os desejos dos adolescentes, visto que tem-se dito muitas dificuldades em
encontrar apoios nas organizações não governamentais e governamentais, apesar de ter
algumas da casa família, do ADPP e essas não satisfazem a demanda desta instituição e
concernente a isto, apelamos mais ajuda nesta vertente de modo que as nossas crianças não
se sintam desprezadas pelas dificuldades que nos demonstram e os 4 educadores
responderam que tem demonstrado dificuldade no momento de controlo sobres actividades
da instituição e nos momentos de refeições. Apresenta-se os dados obtidos em percentagem
do gráfico abaixo.
45

Gráfico nº9 Referente a percentagem de resposta semelhante nos educadores

Fonte: adaptado pelo autor.

Na pergunta 5, 1 educadora respondeu que a auto-estima é a elevação de si próprio ou a


auto-valorização dos teus pensamentos, desejos, interesses e tudo o que achar de melhor
para si mesmo. 2 Educadores explicaram que a auto-estima é amar-se de si mesmo e 2
afirmaram que a auto-estima é a compreensão de si mesma. No pensar desses educadores
entram em concordância com ROSENBERG (1965)9, um dos principais estudiosos da auto-
estima que conceptualiza-a como uma avaliação que um indivíduo faz e mantém em relação
a si mesmo, o que implica um sentimento de valor, uma componente sobretudo afectiva, a
qual se expressa numa atitude de aprovação ou desaprovação de si próprio. Para mais
percepção em resumo desta pergunta, apresentamos-lhe em percentagem no gráfico abaixo.

9
C.f. Maria do Mar Pita Negrão Cardoso de MENEZES, Satisfação Conjugal, Auto-estima e Imagem Corporal
em Indivíduos Ostomizados (Dissertação), Porto Alegre, Editorial Universidade de Lisboa, 2008.
46

Gráfico nº10 Referente a percentagem de resposta semelhante nos educadores

Fonte: adaptado pelo autor.

3.1.2.3. Entendimento dos resultados de análise obtidos dos adolescentes e educadores

É de salientar que, os resultados obtidos e entrado com a primeira hipótese foi observada na
medida em que eles se relacionam do adolescente com outros adolescentes e assim como
com os educadores, o diálogo, a aproximação e o afecto faz parte do quotidiano daquela
instituição. A segunda hipótese não se observou porque o relacionamento dos educadores e
adolescentes influência na aprendizagem e a formação da auto-estima, visto que os
educadores recebem nos adolescentes e isto monstra a relação afectiva dos educadores e
adolescentes na instituição. A terceira hipótese verificou-se nos momentos em que
educadores estão ausentes deles, os adolescentes mostram-se afectuosos entre eles em
momentos de aprendizagem.

Nestas verificações, analisa-se que o adolescente precisa de sentir-se segura, acolhida e


protegida por todos aqueles que fazem parte do meio em que está inserida: família, escola,
instituição e a sociedade em geral que todos estejam comprometidos na demonstração da
afectividade para que o adolescente possa ter condições de desenvolver plenamente seu
cognitivo no processo de ensino e aprendizagem.
47

O relacionamento afectivo proporciona interacção, respeito, dedicação e vontade de


aprender enfatizado o papel do educador que deve propiciar excelentes oportunidades para
elevar o rendimento escolar dos adolescentes, tornando a aprendizagem mais agradável e
produtiva. A interacção entre afectividade e aprendizagem abre o caminho sobre o problema
de aprendizagem, produzindo um conhecimento através do qual se possa levar o processo de
aprendizagem.
48

Conclusão

A partir de todas essas observações conclui-se que, a afectividade na formação da auto-


estima do adolescente em idade escolar significa analisar as condições oferecidas para que
se estabeleçam os vínculos entre os adolescentes e os educadores no que tange a própria
relação adolescente/educador em um dos seus aspectos essenciais o efeito afectivo das
experiências vivenciadas pelos adolescentes na instituição na relação com os diversos
educadores dentro e fora da instituição.

Observou-se que os educadores recebem os adolescentes com os seus familiares e outras


encontradas na rua sem nenhum amparo, apesar de elas não forem ao acompanhamento nas
suas actividades escola, pouco conversam com os adolescentes nos aspectos escolares e
deixando somente pela educadora-directora da instituição e o explicador da mesma, nisto na
componente dos educadores entende-se que a Aprendizagem é um processo dinâmico, que
ocorre a partir de uma acção do adolescente sobre o educador, porém sempre mediada por
aspectos culturais no processo de construção do conhecimento a partir das experiencias
sociais.

Verificou-se ainda que, no centro de acolhimento (C.A.) vive-se um momento especial, ou


seja, o período é de mais tolerância dos educadores em relação a determinados
comportamentos dos adolescentes porque precisam de um momento de perceber as
dificuldades que cada adolescente traz do seu ponto de origem. Por outras palavras, pode-se
dizer que pondera-se alguns comportamentos por alguns dias no máximo um dia, passado
este dia, o adolescente deve-se adequar ao ambiente para enquadrar-se nas regras da
instituição, assim constrói-se uma nova personalidade.

A realidade do centro de acolhimento tem mostrado aos adolescentes de forma mais


perceptível e em esforço que entre eles, ou seja, os adolescentes devem se ter consideração
de irmão e que façam trabalhos sempre em conjunto para mostrar que todos são irmão e se
um tem problemas de relacionamento, procura-se resolver de forma mais justa.
49

Sugestões

Durante as pesquisas no seu todo processo, deparamo-nos com alguns educadores que não
estão comprometidos com mudanças em suas ideias tradicionais ou posturas, visto que as
suas práticas educativas, apenas depositam informações nos adolescentes desconsiderando
assim a afectividade no processo da formação da auto-estima. Diante disso, demonstram
carência afectiva, demonstrando que o conceito que do adolescente tem de si é negativo.

Sabe-se, no entanto, que a Escola não é a solução para todas as dificuldades existentes do ser
humano, porém, como a instituição é órgão educacional que tem como uma das suas funções
a formação do cidadão como sujeito construtor do seu contexto social, pode e deve
contribuir para mudanças significativas na relação educador e criança, pois, além da
instituição que oferece ambiente favorável, a afectividade está presente em cada acção e
busca seu espaço no espelho da formação da auto-estima.

Deve-se incentivar muito o afecto na formação da auto-estima, visto que é fundamental para
se alcançar o processo de ensino e aprendizagem com muito sucesso;

Deve-se olhar a individualidade de cada adolescente das suas dificuldades;

Deve-se ter como características pessoais a manutenção de estados emocionais positivos,


alegres, para a educação dos adolescentes de maneira específica de forma de resolver
conflitos de natureza moral.
50

Referência Bibliográfica

1. ALARÇÃO, Isabel (org), Formação reflexiva de Professores. Estratégia de


Supervisão, 1987, In: DIAS, Hildizina Norberto, et al., Manual de Práticas
Pedagógicas, Maputo, Textos Editores, 2008.

2. ALENCASTRO, Clarice Escobar de, As Relações de Afectividade na Educação


Infantil, Porto Alegre, Editorial UFRGS (Dissertação), 2009.

3. ANTUNES, C., A construção do afecto, editorial Augustus, São Paulo, 2000.

4. BERTRAND, Ives, Teorias Contemporâneas da Educação, 2 ª ed., Lisboa, Editora


Instituto Piaget, 2001.

5. CANO, Betuel, Ética, Arte de Viver: A Alegria de ser um cidadão do Universo, vol.
IV., 3 ª ed., São Paulo, Editora Paulina, 2002.

6. CANO, Betuel, Ética, Arte de Viver: A Alegria de ser Uma Pessoa Com Dignidade,
vol.I., São Paulo, Editora Paulina, 2000.

7. CAVALCANTI, Maria José Alves, Aprendizagem & Auto-estima, Rio de Janeiro,


editorial UERJ, 2003.

8. CHIZZOTTI, António, Pesquisa em Ciências Sociais e Humanas, São Paulo, Editora


Cortez, 2000.

9. COON, Dennis, Introdução à Psicologia: Uma Jornada, 2ª ed., São Paulo, Editorial
Pioneira Thonson Learning, 2006.

10. DIAS, Hildizina Norberto, et al., Manual de Práticas Pedagógicas, Maputo, Textos
Editores, 2008.

11. FREIRE, Paulo, Pedagogia do Oprimido, 17ª ed., Rio de Janeiro, Editorial Terra e
Paz, 1987.

12. GIL, António Carlos, Métodos e técnicas de pesquisa social, 3ª ed., São Paulo, Atlas,
1991.
51

13. HOYLE et al, (1999), In: MENEZES, Maria do Mar Pita Negrão Cardoso de,
Satisfação Conjugal, Auto-estima e Imagem Corporal em Indivíduos Ostomizados
(Dissertação), Porto Alegre, Editorial Universidade de Lisboa, 2008.

14. LONGHAI, Magali Teresinha, Mapeamento de Aspectos Afectivos em um Ambiente


Virtual de Aprendizagem, Porto Alegre, editorial PGIE, 2011.

15. MENEZES, Maria do Mar Pita Negrão Cardoso de, Satisfação Conjugal, Auto-
estima e Imagem Corporal em Indivíduos Ostomizados (Dissertação), Porto Alegre,
Editorial Universidade de Lisboa, 2008.

16. MESQUITA, Raul e DUARTE, Fernanda, Dicionário de Psicologia, 1ª edição,


Lisboa, Plátano Editora, 1996.

17. MICELI, Maria, A Auto-Estima: Alta ou Baixa, Estável ou Flutuante, Autentica ou


Ilusória, Está Sempre Influenciando o Bem Esta Psicológico, Editora Loyola e
Paulina, São Paulo, 2003.

18. MORENO, Ciriaco Izquierdo, Educar em Valores, Editora Paulina, 4ª ed., São
Paulo, 2010.

19. MORENO, M., et al., Falemos de sentimentos: A afectividade como um tema


transversal, editorial Moderna, São Paulo, 1999.

20. MORIN, Edigar, Os Sete Saberes Para a Educação do Futuro, Editorial Instituto
Piaget, Lisboa, 2002.

21. MWAMWENDA, Tuntufye S., Psicologia Educacional: Uma Perspectiva Africana,


Texto Editores, 1ª ed., Maputo, 2006.

22. OLIVEIRA, Marta Kohl, Vygotsky. Aprendizado e desenvolvimento: Um processo


Sócio-histórico, editora Scipione, São Paulo, 1998.

23. QUIVY, Raymond & CAMPENHOUDT, LucVan, Manual de Investigação em

Ciências Sócias, Grávida, Lisboa, 1998.

24. SANTOS, Jair de Oliveira, Educação Emocional na Escola: A Emoção na Sala de


Aula, Editorial Faculdade Castro Alves, 2ª ed., Salvador, 2000.
52

25. SILVA, Vera L. S., Educar Para Conexão: Uma Visão Transdisciplinar de
Educação Para Saúde Integral, Editorial Nova Letra, Blumenau, 2004.

26. SPRINTHALL, Norman A., et al., Psicologia Educacional, Editorial Mc Graw-Hill,


Portugal, 1993.

27. VIDIGAL, Paulo Roberto, Aspectos Cognitivos e Aspectos dos Empreendedores:


Como estes Autores Tomam decisões, São Paulo, editorial Campo Limpo Paulista,
2011.

28. VYGOTSKY, L. S., Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem, 1998, In:


BERTRAND, Ives, Teorias Contemporâneas da Educação, 2 ª ed., Lisboa, Editora
Instituto Piaget, 2001.

Você também pode gostar