Você está na página 1de 24

31 terça 31 Dezembro 2013

12
17:00h — Igreja de São Roque

Coro Gulbenkian
Divino Sospiro
Jorge Matta maestro

António Teixeira
Te Deum
MUSICA.GULBENKIAN.PT

parceiros parceiros
institucionais media
quinta 31 Dezembro 2013 31
17:00h — Igreja de São Roque
12

Coro Gulbenkian
Divino Sospiro
Jorge Matta maestro
Deborah York Soprano
Joana Seara soprano
Terry Wey contratenor
Fátima Nunes meio-soprano
João Rodrigues tenor
Pedro Cachado tenor
Hugo Oliveira barítono
André Baleiro barítono

António Teixeira
Te Deum (1734)

Sinfonia: Allegro – Adagio – Andante


O salutaris Hostia
Te Deum laudamus
Tantum ergo Sacramentum

Hora prevista para o fim do concerto: 18h30m


Concerto sem intervalo
Concerto transmitido em direto pela RTP e em diferido pela Mezzo

033
António Teixeira
lisboa, [batizado a] 14 de maio de 1707
lisboa, 20 de novembro de 1774

Te Deum
para cinco coros, oito solistas e orquestra
composição: 1734
estreia: igreja de são roque, 31 de dezembro
de 1734

frontespício do te deum de a. teixieira © dr


duração: c. 1h30m

Originalmente associado ao Ofício de Matinas, durante o Antigo Regime. No cerimonial


o canto Te Deum foi ocupando ao longo dos monárquico, fortemente influenciado pelo
séculos um lugar destacado em cerimónias modelo francês, constituía o hino catalisador
solenes de acção de graças por ocasião de grandes da divindade simbolicamente representada no
acontecimentos sociais e políticos, tais como corpo do rei, fazendo eco da sua imortalidade
victórias militares e efemérides da monarquia. ao mesmo tempo que era uma ferramenta
Em Portugal, o costume de interpretar um política, potencialidades que D. João V soube
grande Te Deum policoral “à romana” no aproveitar habilmente na sua estratégia de
dia 31 de Dezembro (Dia de São Silvestre) afirmação simbólica do poder.
na Igreja de São Roque, fomentado pelo Devido à sua relevância histórica e artística,
rei D. João V a partir de 1718, perdurou até bem como à qualidade de algumas das
ao século XIX, afirmando-se como uma partituras sobreviventes (como é o caso
ocasião de grande esplendor que contava da obra de António Teixeira, que ouviremos
habitualmente com a presença da família no concerto de hoje), a tradição do Te Deum do
real, do corpo diplomático, dos altos Dia de São Silvestre destaca-se no panorama
dignitários eclesiásticos e da aristocracia, português pelo que tem merecido especial
mas também da população em geral. A música atenção da parte dos intérpretes e musicólogos.
era indissociável do aparato cenográfico, No entanto, as tipologias do Te Deum praticadas
das decorações efémeras e do espaço em Portugal durante o Antigo Regime
arquitectónico da própria igreja, contribuindo abrangiam um leque mais variado, motivado
para uma retórica de grande impacto que por diferentes contextos e funcionalidades
cruzava o teatro “al divino” herdeiro da Contra de execução. O Te Deum podia ser usado como
Reforma com a encenação do poder real típica hino final das Matinas (em substituição do
do Antigo Regime. 9º Responsório, excepto na Semana Santa
A nível europeu, o Te Deum foi um dos géneros e no período do Advento); era cantado nas
litúrgico-musicais mais interpretados procissões e no último dia das Novenas;

04
lisboa antes do terramoto - paço da ribeira, séc. viii © dr
assinalava festas importantes do calendário entre versos em cantochão e em polifonia ou
litúrgico (interpretando-se a seguir à Missa); escrita concertante.
e distinguia com pompa acontecimentos Este último modelo encontra-se invariavelmente
de carácter social, político e dinástico, nas obras destinadas ao Dia de São Silvestre
nomeadamente nascimentos, baptizados, na tradição lisboeta, caracterizadas por uma
aniversários, casamentos ou aclamações concepção grandiosa que implicava a escrita
de novos soberanos. para vários coros na primeira metade do
Os contextos determinavam diferentes século XVIII e o recurso ao duplo coro, solistas
efectivos vocais e instrumentais que oscilavam e orquestra (ou dupla orquestra) na segunda
entre as peças relativamente simples metade de setecentos.
a 4 ou a 8 vozes (em stile pieno ou concertato) O Te Deum do dia 31 de Dezembro interpretava-se
e baixo contínuo e as grandes composições numa cerimónia independente, que adquiriu
policorais, com orquestra e solistas. Na segunda particularidades próprias em Portugal como
metade do século XVIII encontramos também demonstraram os estudos de José Maria
exemplos do chamado Te Deum “de Corte” Pedrosa Cardoso. Outro aspecto fundamental
no âmbito das aclamações e do anúncio diz respeito à macroestrutura da cerimónia,
de nascimentos reais, com um dispositivo respeitada pelas sucessivas gerações de
instrumental que incluía cordas graves compositores, a qual compreendia uma secção
(contrabaixos e violoncelos, sem violinos nem introdutória formada por uma Sinfonia ou
violas) e instrumentos de sopro, remetendo Abertura instrumental e pelo hino O salutaris
assim para códigos sonoros associados hostia, seguindo-se o Te Deum propiamente
à retórica do poder (como as fanfarras de dito e uma secção conclusiva (Tantum ergo).
instrumentos de sopro) com uma tradição Frequentemente, o mesmo compositor
de vários séculos. Na maior parte dos casos escrevia versões do Te Deum correspondentes
citados, o texto era colocado em música na às diversas possibilidades enumeradas
íntegra, sem recurso à execução alternada anteriormente como se pode verificar através

05
da produção de David Perez, João de Sousa com diversos instrumentos”.
Carvalho, António Leal Moreira ou Marcos No ano seguinte, o Diário da Cappella Patriarchal
Portugal. Na primeira metade do século XVIII, Olissiponensis (1719) regista que “se cantou
Domenico Scarlatti (contratado por D. João V o Te Deum laudamus a dois coros, hum de canto
em 1719) foi autor de um Te Deum a oito vozes de órgão no coro com bastantes músicos,
e baixo contínuo que subsiste em várias fontes e instrumentos, o outro de cantochão,
portuguesas – habitualmente cantado nas para o que se puzeram religiosos de várias
Matinas conforme documenta o Breve Rezume Religioens junto da tarimba da parte esquerda
de tudo o que se canta em cantochão e canto de da Igreja, e da parte direita, pela Igreja
orgão pellos cantores na Santa Igreja Patriarchal abaixo, quantidade de estudantes, e estas duas
[c. 1720-22] – mas também de um Te Deum ordens faziam um Coro de Cantochão”. Esta
a quatro coros (infelizmente perdido), descrição ilustra bem a prática alternada com
interpretado a 31 de Dezembro de 1721, o cantochão, a qual deu origem à publicação
segundo uma notícia da Gazeta de Lisboa. de folhetos com as melodias como é o caso
O próprio António Teixeira terá escrito outros do Te Deum que hade cantar alternadamente
Te Deum (nomeadamente uma peça a nove o Coro de Música e o Povo em cantochão na Igreja
vozes, mencionada por Barbosa de Machado da Casa Professa de São Roque da Companhia
na Biblioteca Lusitana) além do monumental de Jesus em 31 de Dezembro (Lisboa Occidental,
Te Deum de 1734. A tradição de cantar o Te Deum na Officina da Música, 1720).
no dia 31 de Dezembro como agradecimento Na primeira metade do séc. XVIII, as técnicas
pelo ano que passou era inicialmente realizada policorais do Barroco romano dominaram
em Lisboa pelos Jesuítas na Igreja de São as versões do Te Deum destinadas à Igreja
Roque. Após a expulsão da Companhia de São Roque. A Gazeta de Lisboa Ocidental de
de Jesus pelo Marquês de Pombal em 1759, 4 de Janeiro de 1720 refere uma obra “a quinze
a cerimónia passou a realizar-se na Capela Coros, divididos em cinco Coretos, aonde
Real da Ajuda. estavão os melhores Musicos, e instrumentos”
A promoção da Capela Real ao estatuto da autoria de Cristóvão da Fonseca e um ano
de Patriarcal em 1716 por acção de D. João V depois menciona o já referido Te Deum
e a subsequente adopção dos modelos do a quatro coros de Domenico Scarlatti. Carlos
Barroco eclesiástico romano teve um impacto Seixas terá composto também um Te Deum
profundo na vida musical portuguesa. a quatro coros e foi neste contexto que em 1734
É na sequência deste processo, que levou surgiu a magnífica versão de António Teixeira,
à contratação de compositores como Domenico destinada a cinco coros, oito cantores solistas
Scarlatti e Giovanni Giorgi, bem como e orquestra.
de numerosos cantores oriundos das Capelas Quando escreveu esta obra, António Teixeira
Pontifícias, que se deve entender o investimento tinha regressado há cerca de seis anos de Roma,
no esplendor da cerimónia de acção de graças cidade para onde viajou com apenas 9 anos
do final do ano. Em 1718, D. João V determinou de idade, em 1716, a expensas da Casa Real.
que o Te Deum do Dia de São Silvestre fosse É natural que em Lisboa tivesse frequentado
celebrado à maneira de Roma, correndo o Seminário de Música da Patriarcal, fundado
as despesas adicionais por conta do Patriarca, por D. João V em 1713. Dos bolseiros do Rei
que era simultaneamente o Capelão Mor Magnânimo, foi o que passou mais tempo
da Casa Real. Segundo os relatos do Núncio na Cidade Pontifícia (12 anos), já que João
Apostólico em Lisboa, o Cónego Lázaro Rodrigues Esteves terá permanecido em Roma
Leitão Aranha (secretário da embaixada entre 1719 e 1726 e Francisco António de Almeida
extraordinária do Marquês de Fontes a Roma entre 1722 e 1726. No entanto, pouco se sabe
entre 1712 e 1718) encarregou-se da organização acerca da sua formação em Itália, provavelmente
e o carmelita Frei Antão de Santo Elias obtida no Seminário Romano e com mestres
da composição de um Te Deum “a quatro coros particulares. Na Biblioteca Lusitana, Barbosa

06
igreja de são roque. vista da capela de são joão baptista © dr
de Machado refere que “foy mandado por esfera, incluindo a música para diversas
ordem Real aprender a Arte de Contraponto “Óperas” de António José da Silva, o Judeu,
em Roma, e como fosse dotado de engenho apresentadas no teatro de bonifrates do Bairro
perspicaz, sahio igualmente destro na Alto, serenatas e cantatas (hoje perdidas),
composição da Musica, como no toque a Cantata alegórica Gloria, Fama e Virtù,
de cravo”. Refere ainda a composição de além de várias peças de música religiosa
“Psalmos de Vésperas a quatro para a Igreja (Responsórios, Motetes, Antífonas, entre
de Santo Antonio do Portuguezes em Roma”. outros).
De regresso a Lisboa, Teixeira foi nomeado O Te Deum laudamus /fatto nell’anno / M.D.CC.
Capelão Cantor da Patriarcal e Examinador XXXIV /A vinte você ad libitum / Concertato
de Cantochão de todo o Patriarcado em 11 de a sededi você. / Com violini, obuè, Flutte, Trombe
Junho de 1728. Os seus últimos anos foram da caccia, e violeta. / Originale. / Di Antonio
passados como organista da Patriarcal, tendo Teixeira, cuja partitura manuscrita se guarda
falecido a 20 de Novembro de 1774. na Igreja do Loreto, em Lisboa, permanece
A sua produção musical é muito diversificada como a sua obra maior e como uma das
e, apesar das funções oficiais no âmbito grandes revelações da música setecentista
eclesiástico, ultrapassa largamente essa portuguesa. Pode considerar-se também

07
início do te deum de a . teixeira © dr

08
como um exemplo vivo do esplendor musical recitativo acompagnato na linha da música
da época de D. João V, equivalente ao enorme dramática.
investimento do monarca nas artes visuais A obra não só apresenta inúmeros contrastes
e noutros domínios da cultura e que incluíram quando analisada como um todo, como uma
obras como o Palácio e Convento de Mafra, grande variedade de escrita dentro de cada um
a Capela de São João Baptista, a Biblioteca dos andamentos, delimitados formalmente
da Universidade de Coimbra e a ampliação pelos versículos do texto. Nessa convergência
da Capela Real do Paço da Ribeira com vista de estilos e técnicas encontramos quer
a albergar a Patriarcal. a exploração da escrita policoral, quer texturas
Destinada a oito solistas (dois de cada naipe), maciças que contrastam com secções
cinco coros a quatro partes (20 vozes) concertantes com a intervenção dos solistas,
e orquestra, o Te Deum de António Teixeira é mas também o domínio do contraponto
uma obra de grande envergadura que obedece em passagens fugadas que tiram partido da
à macro-forma descrita atrás (Sinfonia, hino escrita imitativa (por exemplo nos andamentos
O Salutaris, Te Deum e Tantum ergo) e respeita “Te gloriosus”, “Te ergo quaesumus” e “In te
a execução alternada com o cantochão. Domine speravi”). A hábil conjugação de uma
A manipulação de efectivos desta dimensão grande variedade de texturas é particularmente
revela uma enorme solidez técnica no plano impressionante no “Tibi omnes angeli”, no
da escrita musical, mas também um “Te gloriosus” (com o seu jogo de alternância
conhecimento amplo dos estilos e dos entre os motivos rítmicos curtos das palavras
recursos expressivos em voga na época, “apostulorum chorus” e os valores longos
decorrente quer dos anos de formação atribuídos à invocação “Te gloriosus”) ou no
de António Teixeira em Roma, quer do seu imponente crescendo do “In te Domine speravi”.
contacto com músicos italianos e portugueses A atenção à retórica e à relação texto música
talentosos em actividade em Lisboa na década encontra-se também patente em vários
de 1730. momentos, podendo observar-se por exemplo
Vê-se que o compositor assimilou as técnicas do no carácter introspectivo do verso
Barroco colossal romano e a prática policoral “Te martyrium candidatus” em contraste com
bem em voga na Cidade Pontifícia nos séculos o vigor de “laudat exercitus”, no tratamento
XVII e XVIII. Apesar de não existirem estudos musical de palavras como “mortis” ou na
específicos sobre o Te Deum em Roma, inspiração melódica do andamento “Patrem
a interpretação de obras a vários coros, tanto imensem majestatis”. Em relação às peças
na Basílica de São Pedro como noutras igrejas adicionais da cerimónia, Teixeira respeita
(incluído a Chiesa del Gesù, pertencente a tradição do stile antico no caso Tantum ergo;
aos jesuítas tal como São Roque) terá decerto confia os sucessivos versos (acompanhados
influenciado Teixeira. Paralelamente, vê-se por dois violinos e baixo) de O Salutaris hostia,
que dominava com à-vontade a linguagem respectivamente ao soprano, ao contralto
operática, patente em numerosos solos (vários e ao coro a cinco partes, e convoca os habituais
deles verdadeiras árias) e nas suas elegantes tópicos sonoros associados à retórica do poder
e por vezes virtuosísticas coloraturas, bem na Sinfonia através dos incisivos e majestosos
como em passagens da escrita orquestral ritmos pontuados que servem de introdução
que demostram sensibilidade no âmbito do a uma criação que pretendia decerto provocar
colorido tímbrico. No caso da secção Tu devicto o deslumbramento dos ouvintes na melhor
mortis encontramos mesmo a transposição tradição barroca.
para um contexto sacro de um arrebatado
cristina fernandes

09
António Teixeira
Te Deum (1734)

O Salutaris Hostia
Soprano
O salutaris Hostia Ó Hóstia salvadora
Quae caeli pandis ostium. Que abre as portas do céu.

Alto
Bella premunt hostilia, Lutas adversas nos oprimem,
Da robur, fer auxilium. Dá-nos força, traz-nos auxílio.

Coro
Uni trinoque Domino Ao Deus, uno e trino
Sit sempiterna gloria, Glória para sempre,
Qui vitam sine termino Que nos dê a vida eterna
Nobis donet in patria. Na pátria celestial.
Amen. Ámen.

Te Deum Laudamus
Coros e Solistas
Te Deum laudamus: Louvamos-te, ó Deus:
Te Dominum confitemur. E confessamos-te, Senhor.

Coros e Solistas (Baixos)


Te aeternum Patrem omnis terra veneratur. Toda a terra te venera, Pai eterno.
Tibi omnes Angeli, tibi caeli, et universae Louvem-te todos os anjos, os céus e todas as
potestates: potestades:

Coros e Solistas (S, A1, A2)


Tibi Cherubim et Seraphim incessabili voce proclamant: Querubins e serafins aclamam-te sem cessar:
Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus Deus Sabaoth. Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos exércitos.

Coros e Soprano
Pleni sunt caeli et terra majestatis gloriae tuae. O céu e a terra estão cheios da majestade da tua glória.
Te gloriosus Apostolorum chorus, Louva-te o glorioso coro dos apóstolos,

10
Coros
Te Prophetarum laudabilis numerus, Louva-te a falange imensa dos profetas:
Te Martyrum candidatus laudat exercitus. Louva-te a legião dos candidatos a mártires.

Coros e Soprano
Te per orbem terrarum sancta confitetur Ecclesia: Por toda terra te celebra a santa Igreja:
Patrem immensae maiestatis: Pai de imensa majestade:

Coros e Tenor
Venerandum tuum verum et unicum Filium: E venera o teu verdadeiro e único Filho:
Sanctum quoque Paraclitum Spiritum. E também o Espírito Santo Paráclito.

Coros e Solistas
Tu Rex gloriae, Christe. Tu és o Rei da glória, ó Cristo.
Tu Patris sempiternus es Filius. Tu és o Filho do Pai eterno.

Coros e Soprano
Tu, ad liberandum suscepturus hominem, non horruisti Tu que, para remissão dos homens, não recusaste o
Vírginis uterum. ventre da Virgem.
Tu, devicto mortis aculeo, aperuisti credentibus Tu que, após vencido o laço da morte, aos fiéis
regna caelorum. abriste o reino dos céus.

Coros
Tu ad dexteram Dei sedes, in gloria Patris, Tu que estás à direita de Deus, na glória do Pai,
Judex crederis esse venturus. Acreditamos que virás como juiz.

Coros e Solistas
Te ergo quaesumus, tuis famulis subveni, Por isso te pedimos: vem em socorro do teu povo, que
Quos pretioso sanguine redemisti. redimiste com o precioso sangue.

Coros e Solistas
Aeterna fac cum Sanctis tuis in gloria numerari. Faz com que os teus Santos mereçam a glória eterna.
Salvum fac populum tuum, Domine, et benedic Salva o teu povo, Senhor, e abençoa a tua herança.
hereditati tuae.

1111
Coros e Tenor
Et rege eos, et extolle illos usque in aeternum. E guia-os e engrandece-os para sempre.
Per singulos dies benedicimus te. Bendizemos-te dia após dia.

Coros e Solistas (B1, B2)


Et laudamus nomen tuum in saeculum, et in saeculum E louvamos o teu nome por séculos, e pelos séculos dos
saeculi. séculos.
Dignare, Domine, die isto sine peccato nos Naquele dia, Senhor, digna-te guardar-nos sem
custodire. pecado.

Solistas
Miserere nostri, Domine, miserere nostri. Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade de nós.
Fiat misericordia tua, Domine, super nos, Venha sobre nós a tua misericórdia, Senhor, uma
quemadmodum speravimus in te. vez que esperámos em ti.

Coros
In te, Domine, speravi: non confundar in Esperei em ti, Senhor: que jamais venha a ser
aeternum. confundido.

Tantum Ergo
Coro
Tantum ergo Sacramentum Tão grande Sacramento,
Veneremur cernui: Veneremos curvados.
Et antiquum documentum E que a antiga lei
Novo cedat ritui: Dê lugar ao novo rito,
Praestet fides supplementum Que a fé venha suprir
Sensuum defectui. A fraqueza dos sentidos,

Genitore, Genitoque Ao Pai e ao Filho


Laus et jubilatio, Saudemos com brados de alegria,
Salus, honor, virtus quoque Louvando-os, honrando-os,
Sit et benedictio: Dando-lhes graças e bendizendo-os;
Procedenti ab utroque E o que de ambos procede,
Compar sit laudatio. Honremos com iguais louvores.
Amen. Ámen.

12
Notas Biográficas

Jorge Matta
maestro

jorge matta © márcia lessa


Maestro Adjunto do Coro Gulbenkian, a Orquestra de Câmara de Macau, a Orquestra
ao qual está associado desde 1976, Jorge Matta de Câmara de Lisboa, a Orquestra do Norte,
é doutorado em Musicologia Histórica pela a Filarmonia das Beiras, o Collegium
Universidade Nova de Lisboa, onde ensina Instrumentale de Bruges, o Coro da
no Departamento de Ciências Musicais. Radiodifusão da Baviera e os Coros da Boston
Investigador, editor e intérprete, realizou Arts Academy.
a primeira audição moderna de cerca A sua discografia inclui discos com o Coro
de trezentas obras vocais e instrumentais Gulbenkian (“Canções Corais” de Filipe Pires;
de compositores portugueses e estreias Libera me de Constança Capdeville; Opera
absolutas de obras de Constança Capdeville, Omnia de Diogo Dias Melgas; “Música Sacra”
Jorge Peixinho, Fernando Lopes-Graça, de Joaquim Casimiro Júnior; “Vilancicos
Filipe Pires e Miguel Azguime. Como autor negros de Santa Cruz de Coimbra”; “Música
e intérprete, gravou para a televisão as séries Sacra de Pero de Gamboa e Lourenço Ribeiro”;
de programas “Música de Corte no Palácio “Fernando Lopes-Graça – Música Coral”;
da Ajuda” (1986), “Tempos da Música” (1988) “Canções de Natal Portuguesas”), com o grupo
e “Percursos da Música Portuguesa” (2008). Cantus Firmus e com a Orquestra de Câmara
Participou em importantes festivais de de Lisboa.
música, portugueses e estrangeiros e dirigiu, Em 2000-2001 foi diretor do Teatro Nacional
entre outros agrupamentos, a Orquestra de S. Carlos. Foi Presidente da Comissão de
Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana Acompanhamento das Orquestras Regionais.
de Lisboa, a Orquestra Sinfónica da RDP,

13
Deborah Joana
York Seara
deborah york © martin weinhold

soprano soprano

joana seara © dr
Deborah York nasceu em Sheffield, em Joana Seara nasceu em Lisboa e estudou na
Inglaterra. Diplomou-se em música, com Academia de Música de Santa Cecília e no
distinção, na Universidade de Manchester, Conservatório Nacional. Concluiu o mestrado
prosseguindo os seus estudos na Guildhall na Guildhall School of Music and Drama,
School of Music and Drama, em Londres. em Londres, como bolseira da Fundação
Apresentou-se recentemente em recital Gulbenkian.
a solo em Moscovo e Schwetzingen e realizou No domínio da ópera, destacam-se as suas
digressões nos Estados Unidos da América interpretações de Zerlina (Don Giovanni)
e no Canadá – incluindo a sua estreia e Despina (Così fan tutte) na Holanda, em
no Carnegie Hall – com o contratenor Daniel Inglaterra e na Irlanda; Galatea (Acis and
Taylor e com um programa intitulado “Handel Galatea) em França; Gretel (Hänsel und Gretel)
Love Duets”. para a Opera Holland Park, e Damigella
Deborah York é uma presença habitual nos (L’incoronazione di Poppea) para a English
principais palcos de ópera como os de Buenos National Opera, em Londres. No Teatro
Aires, Sydney, Telavive, Ferrara, Dresden, Nacional de São Carlos, interpretou Susanna
Montpellier, Glyndebourne e  Amesterdão.  (As bodas de Figaro), Frasquita (Carmen),
Na Ópera da Baviera participou nos elencos Flora (La traviata), Tebaldo e Voce dal Cielo
de Orfeu e Eurídice de Gluck (Amor), (Don Carlo) e Ines (Il trovatore).
The Rape of Lucretia de Britten (Lucia), Alcina Interpreta também com regularidade
(Oberto) e Rinaldo (Almirena) de Händel, o repertório coral-sinfónico, destacando-se
entre outros. É vasto o seu domínio Jeanne d’Arc au bûcher de Honegger, com
do repertório handeliano de oratória e ópera, a Orquestra Gulbenkian, sob a direção
que interpreta regularmente sob a direção de Simone Young; a Paixão segundo São João,
de Rinaldo Alessandrini, Christophe Rousset, com o King’s Consort e o maestro Mathew
Paul MacCreesh, Marc Minkowsky, Marcus Halls; o Messias de Händel, com a Orquestra
Creed, Ottavio Dantone e Ivor Bolton . Metropolitana de Lisboa e Nicholas Kraemer.
Como soprano solista, apresenta-se também Com a Orquestra Barroca Divino Sospiro
regularmente em recital e interpretou todas e o maestro Enrico Onofri, atuou nos festivais
as grandes obras corais de J. S. Bach com os de Ile de France, Ambronay, Mafra e Varna.
melhores agrupamentos de música antiga Colabora também regularmente nas produções
em palcos de grande prestígio internacional. de ópera dos Músicos do Tejo, incluindo dois
Algumas destas atuações foram gravadas com projetos discográficos: La Spinalba de F. A.
Philippe Herreweghe e o Collegium Vocale de Almeida (Naxos) e As Árias de Luísa Todi.
Gent e com Ton Koopman e a Amsterdam Mais recentemente, gravou com l’Avventura
Baroque Orchestra. London o CD 18th-Century Portuguese Love Songs
(Hyperion).

14
Terry Fátima
Wey Nunes
contratenor meio-soprano
terry wey © thilo beu

fátima nunes © dr
Terry Wey nasceu em Berna, na Suíça. Iniciou Maria de Fátima Nunes nasceu em Lisboa
a sua formação vocal nos Pequenos Cantores e é licenciada em Cardiopneumologia pela
de Viena com Silvija Vojnic-Purchar, tendo ESTeSL. Iniciou os seus estudos de música
estudado posteriormente com Kurt Equiluz e e órgão aos quatro anos de idade. Em 1997
Christine Schwarz na Universidade de Viena. ingressou no Instituto Gregoriano de Lisboa
O sucesso obtido em várias competições, onde estudou piano com Ilda Ortin Rodrigues
bem como as suas primeiras atuações com e participou nos cursos de aperfeiçoamento
o Clemencic Consort, impulsionaram uma orientados por Fausto Neves. Realizou o Curso
rápida ascensão nos circuitos internacionais Internacional de Música Vocal, nas categorias
de ópera e concerto, tendo colaborado com de Canto, com Claire Vangelist, e de Direção
prestigiados agrupamentos de música antiga Coral, com Paulo Lourenço.
como Les Musiciens du Louvre, Les Arts Como solista, cantou a Missa da Coroação, 
Florissants, Balthasar Neumann Ensemble de W. A. Mozart, e a ópera Don Quichotte chez
ou o Bach Consort Wien, sob a direção de la duchesse, de J. Boismortier. Participou
maestros de renome como William Christie, no festival Guitarmania como membro da
Thomas Hengelbrock, René Clemencic ou Camerata do Tejo; na ópera La descente d’Orfée
Christophe Rousset. aux enfers, em versão de concerto, no papel
As suas bem-sucedidas interpretações de Ixion; e no espetáculo As cores da música
proporcionaram-lhe convites regulares promovido pela Fundação Gulbenkian.
para atuar em importantes salas de concerto Colabora com os agrupamentos Officium
e teatros de ópera incluindo Musikverein Grupo Vocal e Grupo Vocal Olisipo.
de Viena, Barbican Centre de Londres, Lincoln É membro do Coro Gulbenkian, com o qual
Center de Nova Iorque, Fundação Gulbenkian, tem actuado como solista. É docente de várias
Teatro Real de Madrid, Théâtre des Champs- classes de coro da Academia de Amadores
Elysées, Theater an der Wien e Ópera de Música desde 2011, dirigindo as classes
de Estugarda. infantis e juvenis da AAM. Finalizou
O seu repertório inclui óperas como Sonho de o Mestrado em Direção Coral na Escola
uma Noite de Verão de Britten (Oberon), Ottone Superior de Música de Lisboa em Junho
de Händel (Adelberto), Il Giustino de Legrenzi 2012 – “Sustentação de som em performance:
(Andronico), Il Sant’Alessio de Landi (Roma), respiração e qualidade da emissão vocal
La Didone de Cavalli, Polifemo de Porpora coral”, sob orientação de Paulo Lourenço.
ou o papel principal em Attilio Regolo
de A. Scarlatti.
A sua discografia recente inclui o Stabat Mater
de Pergolesi e a Missa em Si menor de J. S. Bach,
sob a direção de Marc Minkowski.

15
João Pedro
Rodrigues Cachado
tenor tenor

pedro cachado © dr
joão rodrigues © dr

João Rodrigues nasceu em Lisboa. Estudou Pedro Nunes Cachado é natural da Golegã
canto na Escola de Música do Conservatório e estudou Canto na Escola de Música do
Nacional com Filomena Amaro e na Escola Conservatório Nacional com Ana Paula Russo
Superior de Música de Lisboa com Luís e na Escola Superior de Música de Lisboa
Madureira, Helena Pina Manique e Elsa Saque. com Luís Madureira. Participou nos cursos
No domínio da ópera, integrou os elencos de de aperfeiçoamento em canto e interpretação
Porgy and Bess (Crabman) de Gershwin, Salome de Lucia Mazzaria, Susan Waters, João Paulo
(4º Judeu) de R. Strauss, Os Mestres Cantores Santos e Tom Krause.
de Nuremberga (Aprendiz) e Parsifal É membro do Coro Gulbenkian desde 2010.
(3º Escudeiro) de Wagner, no Teatro Nacional Como solista, cantou os Te Deum de David
de São Carlos, Le Vin Herbè de F. Martin, Perez e António Leal Moreira (1ª audição
no Teatro Aberto, Così fan tutte (Ferrando) moderna), com a orquestra Divino Sospiro,
e A Flauta Mágica (Tamino) de Mozart, no auditório da Fundação Calouste Gulbenkian,
na Fundação Gulbenkian, Susana (Carlos) sob a direção de Enrico Onofri, In Festo
de A. Keil, A Floresta (Professor de música) assumptiones de Carlos Seixas, o Magnificat
de E. Carrapatoso, no Teatro São Luiz e de J. S. Bach, Saul (Jonathan) de Händel,
A Vingança da Cigana (Pierre) de Leal Moreira, Oratória de Natal de Saint-Saëns, Missa em
Francesca da Rimini (Dante) de Rachmaninov, Sol maior de Carlos Seixas, Weinachthistorie
Bataclan (Kekikako) de Offenbach, Jerusalém (Evangelista) de H. Schütz, na abertura
(Hinnerck) de V. Mendonça e Paint Me (Lee) do Festival de Música Sacra de São Roque,
de L. Tinoco, na Culturgest. e interpretou os papéis de Monostatos, em
Cantou em estreia absoluta O meu Poemário A Flauta Mágica de Mozart, e Le Petit Veillard,
Infantil de E. Carrapatoso (com transmissão em L’Enfant et les Sortiléges de Ravel.
direta para a União Europeia de Rádios)
e a Oratória Popular de Nuno Côrte-Real.
Apresentou-se em recital com o pianista
Nuno Vieira de Almeida e em concerto
com João Paulo Santos e colaborou com as
principais orquestras portuguesas, incluindo
a Orquestra Gulbenkian, a Sinfonietta de
Lisboa, a Filarmonia das Beiras, a Sinfónica
Portuguesa, a Metropolitana de Lisboa e a
Orquestra do Algarve. Participou no concerto
final da 1ª edição do Festival ao Largo, no TNSC,
sob a direção do maestro David Levi.

16
Hugo André
Oliveira Baleiro
barítono barítono

andré baleiro © dr
hugo oliveria © dr

Hugo Oliveira estudou na Escola Superior André Baleiro iniciou os seus estudos
de Música de Lisboa e posteriormente, musicais no Instituto Gregoriano de Lisboa
enquanto bolseiro da Fundação Gulbenkian, e a sua formação vocal com Elsa Cortez.
no Conservatório Real de Haia. Em 2009 Frequentou o curso de Direção Coral e
venceu o 3º Concurso da Fundação Rotária Formação Musical na Escola Superior de
Portuguesa e o Stichting Nederlands Vocalisten Música de Lisboa e está neste momento a
Presentatie na Holanda. Foi ainda laureado estudar canto na Universität der Künste,
com o 3º prémio no Concurso Luísa Todi em Berlim, sob a orientação do professor
(2011) e finalista do concurso da London Bach Kammersänger Siegfried Lorenz. É bolseiro da
Society (2008). Fundação Calouste Gulbenkian.
Foi membro do Estúdio de Ópera do Porto. Apresentou-se em vários palcos na Europa,
Na temporada de ópera do Concertgebouw – incluindo Portugal, França, Suíça, Alemanha
Zaterdagmatinée interpretou La Wally de e Espanha, bem como no Japão, destacando-se
A. Catalani, Samson et Dalila de Saint-Saëns a sua participação na apresentação das obras
e Lohengrin de Wagner. No Festival de Aix- Dixit Dominus de G. F. Händel, na Fundação
en-Provence foi o protagonista de Un Retour Gulbenkian, Peer Gynt de Grieg, no Festival
de Oscar Strasnoy. Interpretou também Les ao Largo (Teatro Nacional de São Carlos);
malheurs d’Orphée de Milhaud, na Cité de la Um Requiem Alemão de Brahms, na Salle
Musique, Melodias Estranhas de Chagas Rosa, Métropole, em Lausanne, e Requiem de Fauré,
com Stefan Asbury, e Paint me de Luís Tinoco, no festival La Folle Journée, em Nantes e em
sob a direção de Joana Carneiro. Cantou ainda Tóquio.
Dido and Aeneas de Purcell, Venus and Adonis No domínio da ópera, interpretou:
de J. Blow, Le Carnaval et La Folie de A.-C. Apollon (La descente d’Orphée aux enfers de
Destouches e Rappresentatione di Anima Charpentier); Caporale (Il cappello di paglia
et di Corpo de Cavalieri, com L’Arpeggiata. di Firenze de Nino Rota); o papel principal
Do seu vasto repertório destacam-se ainda na estreia da ópera ainda não vi-te as mãos
o Requiem de W. A. Mozart, com a Orquestra de Edward Luiz Aires d’Abreu; Pantalone
Gulbenkian e Michel Corboz, Pulcinella de (Turandot de Busoni); e Don Parmenione
Stravinsky, com Martin Andrè, e Jetzt immer (L’occasione fa il Ladro de Rossini) no Teatro
Schnee de Gubaidulina, com o AskolSchönberg Peréz Galdós em Las Palmas, em Março de
Ensemble e Reinbert de Leeuw. 2013.
Trabalhou ainda com Jordi Savall (Le Concert Em 2012 obteve o 2º prémio no 6º Concurso de
des Nations), Enrico Onofri (Divino Sospiro), Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa
Keneth Weiss, Nigel North, Lawrence e um prémio da fundação Walter & Charlotte
Cummings e Christophe Rousset. Hamel Stiftung, em Hanôver.

17
divino sospiro © dr

Desde a sua criação, o agrupamento Divino Pendatchanska, Gemma Bertagnolli, Alfredo


Sospiro já participou em alguns dos mais Bernardini, Katia e Marielle Labèque,
prestigiados festivais e em algumas das salas Christophe Coin e Maria Bayo.
mais importantes da Europa, bem como nos Em janeiro de 2011, em estreia mundial
Dias da Música, Festival de Música de Leiria, moderna, apresentou no Centro Cultural
Festival d’Île de France – espectáculo gravado de Belém a ópera Antigono de Antonio Mazzoni
pela Radio France –, Teatro Nacional de São e, em fevereiro de 2012, apresentou
Carlos, Folle Journée de Nantes, Folle Journée em estreia mundial a edição crítica de Morte
au Japon, Festival de Varna, Fevereiro Lírico d’Abel, oratória de Pedro António Avondano.
em San Lorenzo de L’Escorial, Mozartiana Em 2012 apresentou ainda o CD 1700, Século
Festival em Gdansk, Auditório Nacional dos portugueses, rapidamente aclamado pela
de Espanha em Madrid e o conceituado crítica internacional. Atualmente, o repertório
Festival d’Ambronay. da orquestra não se restringe apenas ao período
Entretanto, foram muitos os registos e gravações barroco, tendo-se alargado também
deste agrupamento, dos quais destacamos aos períodos clássico e até romântico, com
os realizados para a Radio France, Antena algumas incursões pela música contemporânea.
2, RTP e Mezzo, e a gravação de um CD para Desde a temporada 12/13, o Divino Sospiro
a editora japonesa Nichion com repertório mantém com o Coro Gulbenkian uma
dedicado a W. A. Mozart. Divino Sospiro conta colaboração regular em projetos artísticos
com a participação frequente dos prestigiados no âmbito da música antiga, incluindo
artistas Enrico Onofri, Chiara Banchini, a realização de digressões internacionais
Christina Pluhar, Rinaldo Alessandrini, e de gravações discográficas.
Maria Cristina Kiehr, Alexandrina

18
Divino Sospiro

violinos i cravo
Lorenzo Colitto Marcin Swiatkievicz
Iskrena Yordanova
Stefano Rossi alaúde
Rossella Borsoni Pietro Prosser
Malina Mantcheva
flauta i
violinos ii Laura Pontecorvo
Paolo Perrone
Maria Cristina Vasi flauta ii
Leonor de Lera Nuno Atalaia
Seojin Kim
João Mendes oboé i
Pedro Castro 
violas
Massimo Mazzeo oboé ii
Miriam Macaia Luís Marques
Álvaro Pinto
fagote
violoncelos José Gomes
Diana Vinagre
Ana Raquel Pinheiro trompa i
Paulo Guerreiro
contrabaixo
Marta Vicente trompa ii
Bruno Hiron
Coro
Gulbenkian

coro gulbenkian © rita santos - arte das musas


Fundado em 1964, o Coro Gulbenkian conta em Londres, no Royal Festival Hall, com
presentemente com uma formação sinfónica a Philharmonia Orchestra, dirigida por
de cerca de cem cantores, atuando igualmente Esa-Pekka Salonen, atuou no Auditório
em grupos vocais mais reduzidos, conforme Nacional de Madrid, sob a direção de Michel
a natureza das obras a executar. Assim, Corboz, e realizou uma série de concertos com
apresentase tanto como grupo a cappella, a Orchestre National de Lyon, sob a direção
interpretando a polifonia dos séculos XVI de Leonard Slatkin, no Auditorium ONL em
e XVII, como em colaboração com a Orquestra Lyon. Já em 2013, apresentou-se com a Real
Gulbenkian ou outros agrupamentos para a Orquestra Filarmónica de Galicia, sob a
execução de obras coralsinfónicas do repertório direção de Antoni Ros Marbà, em Santiago
clássico e romântico. Na música do século XX de Compostela. No âmbito do Festival
tem interpretado, frequentemente em estreia de Aix-en-Provence, em França, participou
absoluta, inúmeras obras contemporâneas de numa nova produção da ópera Elektra,
compositores portugueses e estrangeiros. Tem de Richard Strauss, com a Orquestra de Paris,
sido igualmente convidado para colaborar com dirigida por Esa-Pekka Salonen.
as mais prestigiadas orquestras mundiais, sob A discografia do Coro Gulbenkian está
a direção de maestros como Claudio Abbado, representada nas editoras Philips, Archiv /
Sir Colin Davis, Emmanuel Krivine, Frans Deutsche Grammophon, Erato, Cascavelle,
Brüggen, Franz WelserMöst, Michael Tilson Musifrance, FNACMusic e AriaMusic, tendo
Thomas, Rafael Frübeck de Burgos ao longo dos anos registado um repertório
ou Theodor Guschlbauer. diversificado, com particular incidência na
Para além da sua apresentação regular em música portuguesa dos séculos XVI a XX.
Lisboa e das digressões em Portugal, o Coro Algumas destas gravações receberam prémios
Gulbenkian atuou em numerosos países internacionais, tais como o Prémio Berlioz,
em todo o mundo, participado também da Academia Nacional Francesa do Disco
em importantes festivais internacionais. Lírico, o Grand Prix International du Disque,
Em temporadas recentes, o Coro Gulbenkian da Academia Charles Cros, e o Orphée d’Or.
realizou uma digressão internacional com a Desde 1969, Michel Corboz é o Maestro
Orquestra Barroca de Friburgo, sob a direção Titular do Coro, sendo as funções de Maestro
de René Jacobs (Così fan tutte), apresentou-se Adjunto desempenhadas por Jorge Matta.

20
Michel Corboz maestro titular
Jorge Matta maestro adjunto

sopranos tenores
Ana Bela Covão Aníbal Coutinho
Ariana Russo António Gonçalves
Clara Coelho Bruno Almeida
Filipa Passos Diogo Pombo
Graziela Lé Fernando Ferreira
Lucília de Jesus Frederico Projecto
Maria José Conceição Hugo Martins
Mariana Lemos Jaime Bacharel
Mariana Moldão João Branco
Marisa Figueira João Valido Vaz
Mónica Antunes Miguel Silva
Mónica Santos Nuno Fonseca
Patrycja Gabrel Pedro Cachado
Rita Marques Pedro Miguel
Rosa Caldeira Sérgio Fontão
Rute Dutra
Sara Marques baixos
Susana Duarte Artur Carneiro
Tânia Viegas Fernando Gomes
Verónica Silva Filipe Leal
João Luís Ferreira
contraltos José Bruto da Costa
Ana Urbano Leandro César
Beatriz Cebola Luís Pereira
Catarina Saraiva Manuel Carvalho
Cristina Simões Manuel Rebelo
Fátima Nunes Mário Almeida
Inês Martins Pedro Casanova
Joana Nascimento Pedro Morgado
Lucinda Gerhardt Ricardo Martins
Manon Marques Rui Borras
Marta Queirós Sérgio Silva
Michelle Rollin
Patrícia Mendes
Raquel Rodrigues
Rita Tavares coordenação:
Verónica Santos Mariana Portas

produção:
Fátima Pinho e Safira Ramos

21
Agenda

16 quinta 16 Janeiro 2014


17 21:00h – Centro Cultural de Belém

miah persson ©dr


sexta 17 Janeiro 2014
01 19:00h – Centro Cultural de Belém

Orquestra Gulbenkian Franz Schubert


Paul McCreesh maestro Sinfonia nº 9, D.944
Miah Persson soprano Gustav Mahler
Canções de A trompa maravilhosa do rapaz

O programa intercala os andamentos da Sinfonia


de Schubert com as canções de Mahler
carolyn sampson © marco borggreve

quinta 23 Janeiro 2014 23


21:00h – Centro Cultural de Belém 24
sexta 24 Janeiro 2014
19:00h – Centro Cultural de Belém 01
Coro Gulbenkian Orphée
Orquestra Gulbenkian Christoph Willibald Gluck
(versão Hector Berlioz de 1859)
Paul McCreesh maestro
Ann Hallenberg meio-soprano
Carolyn Sampson soprano
Eduarda Melo soprano
Marie Mignot direção cénica
22
Não é permitido tirar fotografias
nem fazer gravações sonoras ou filmagens
durante os concertos.

Desligue o alarme do seu relógio


ou telemóvel antes do início dos concertos.

Programas e elencos sujeitos a alteração


sem prévio aviso.

direção criativa tiragem


Ian Anderson 300 exemplares
design e direção de arte preço
The Designers Republic 2€
design gráfico Lisboa, Dezembro 2013
ah–ha
MUSICA.GULBENKIAN.PT

Você também pode gostar