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14/09/2012

Aula: Psicologia da Educação Filosofo


Considerado o Estudou:
O EMPIRISMO DE JOHN LOCKE principal filosofia,
representante medicina,
A mente como tábula rasa do empirismo. ciências
naturais
Em sua obra Ensaio acerca do conhecimento humano, combateu Vida voltada
duramente a doutrina que afirmava que o homem possui ideias para:
inatas. Ao contrário de Descartes, defendeu que nossa mente, no -Pensamento
Político
instante do nascimento, é como uma tábula rasa, um papel em -Desen
branco, sem nenhuma ideia previamente escrita. Humano

Locke retomava, assim, a tese empirista, segundo a qual nada Foi professor
Inglaterra,
existe em nossa mente que não tenha sua origem nos sentidos. O morou na
filósofo defende que as ideias que possuímos são adquiridos ao Holanda.
Rejeitava a
longo da vida mediante o exercício da experiência sensorial e da doutrina das
reflexão. idéia inatas.
Locke
defende que
Vejamos cada uma delas:
a experiência
e a fonte do
Experiência sensorial: nossas primeiras ideias, as sensações, nos conheciment
vêm à mente através dos sentidos, isto é, quando temos uma o, que depois
experiência sensorial. Essas ideias seriam moldadas pelas se
desenvolve
qualidades próprias dos objetos externos. Por sensação Locke por esforço
entende, por exemplo, as ideias de amarelo, branco, quente, frio, da razão.
mole, duro, amargo, doce, etc. Todo
conheciment
Reflexão: depois, combinando e associando as sensações por um o humano
processo de reflexão, a mente desenvolve outra série de ideias que, pode ser
obtido por
segundo Locke, não poderiam ser obtidas das coisas externas. meio da
Seriam ideias como “a percepção, o pensamento, o duvidar, o crer, percepção
sensorial ao
o raciocinar”. longo da vida

Assim, a reflexão seria nosso sentido interno, que se desenvolve


quando a mente se debruça sobre si mesma, analisando suas
próprias operações. Das ideias simples, a mente avança para as
ideias mais complexas. Porém, para Locke, de qualquer maneira a
mente sempre tem“as coisas materiais externas, como objeto de
sensação, e as operações de nossas próprias mentes, como objeto
de reflexão.
Fundador da filosofia moderna,
racionalistas da idade media.
Estudou: filosofia, ciências,
matemática.
O RACIONALISMO DE RENÉ DESCARTES
Ele influenciou (inspirou) varias
A dúvida metódica e o cogito gerações de filósofos posteriores.

Descartes afirmava que, para conhecer a verdade, é preciso, de início, colocar


todos os nossos conhecimentos em dúvida. É necessário questionar tudo e
analisar, criteriosamente, se existe algo na realidade de que possamos ter
plena certeza.

Fazendo uma aplicação metódica da dúvida, o filósofo foi considerando como


incertas todas as concepçõessensoriais, todas as noções adquiridas sobre os
objetos materiais. E prosseguiu assim, colocando cada vez mais em dúvida a
existência de tudo que constitui a realidade e o próprio conteúdo dos
pensamentos.

Finalmente, estabeleceu que a única verdade totalmente livre de dúvida era a A duvida
seguinte: meus pensamentos existem. E em seguida observou que a era o
existência desses pensamentos se confundia com a essência da sua própria primeiro
passo para
existência como ser pensante. Disso decorreu a célebre conclusão de
se chegar
Descartes: ao
conhecimen
Cogito ergo sum (em latim) to.

Penso, logo existo.

Estabeleceu Para Descartes, esse “Penso, logo existo” seria uma verdade absolutamente
um método firme, certa e segura, que, por isso mesmo, deveria ser adotada como
que ajudou
princípio básico de toda sua filosofia.
no
conhecimento
O termo pensamento utilizado por Descartes tem um sentido bastante amplo,
.
abrangendo tudo o que afirmamos, negamos, sentimos, imaginamos, cremos e
Verificar sonhamos. Assim, o ser humano era, para ele, uma substância essencialmente
Analisar pensante.
Sintetizar
Enumerar Da afirmação cartesiana “Penso, logo existo” ficou conhecida como cogito,
podemos extrair esta importante consequência ou corolário (proposição ou
sentença que se deduz de outra): o pensamento (consciência) é algo mais
certo que a própria matéria corporal. Note-se que é a partir do “penso” que ele
conclui “logo existo”.

Baseando-se nesse corolário do cogito, toda filosofia posterior que sofreu a


influência de Descartes assumiu uma tendência de idealista, isto é, uma
tendência a valorizar a atividade do sujeito pensante em relação ao objeto
pensado. Em outras palavras, uma tendência a ressaltar a prevalência da
consciência subjetiva sobre o ser objetivo, “e a considerar a matéria como algo
apenas conhecível, se é que o é, por dedução do que se sabe da mente”.

* obra: Discurso do Método


Descartesfoi,portanto, um racionalista convicto. Recomendava que
desconfiássemos das percepções sensoriais, responsabilizando-as pelos
frequentes erros do conhecimento humano. Dizia que o verdadeiro
conhecimento das coisas externas devia ser conseguido através do trabalho
lógico da mente. Nesse sentido, considerava que, no passado, dentre todos os
homens que buscaram a verdade nas ciências, “só os matemáticos puderam
encontrar algumas demonstrações, isto é, algumas razões certas e evidentes”.

Locke Descartes
EMPIRISMOS / RACIONALISMO
Empirismo: Defendia a tese de que , em última análise, a origem fundamental
do conhecimento está na experiência sensível.

Racionalismo: Defendia a tese de que, além do conhecimento pela


experiência sensível, há principalmente o conhecimento pela razão. O
racionalismo realça a importância do conhecimento pela razão, isto é, enfatiza
a existência de ideias fundadoras do conhecimento.
Kant operou, na
epstemologia, uma síntese
O INTERACIONISMO DE IMMANUEL KANT entre o racionalismo
(descartes, leibniz) e a
tradição empírica
Estruturas do sentir e conhecer inglesa(Locke, hume)

Kant buscou saber como é o sujeito a priori, isto é, o sujeito antes de qualquer
experiência. Concluiu que existe no ser humano certas estruturas que
possibilitam a experiência (as formas a priori da sensibilidade) e determinam o Todos nos
entendimento (as formas a priori do entendimento). Vejamos: trazemos
formas e
Formas a priori da sensibilidade: são o tempo e o espaço. Kant dirá que conceitos.
percebemos e representamos a realidade sempre no tempo e no espaço. A priori
Essas noções são “intuições puras”, existem como estruturas básicas na nossa
sensibilidade e são elas que permitem q experiência sensorial.

Formas a priori do entendimento: de forma semelhante, os dados que são


captados por nossa sensibilidade são organizados pelo entendimento de
acordo com certas categorias. As categorias são “conceitos puros” existentes
a priori no entendimento, tais como o conceito de causa, necessidade,
relação e outros, que servirão de base para a emissão de juízos sobre a
realidade.

O conhecimento, portanto, seria o resultado de uma interação entre o sujeito


que conhece e o objeto conhecido. Isso significa que não conhecemos as
coisas em si mesmas ( o ser em si), isto é, como elas são independentes de
nós. Só conhecemos as coisas tal como as percebemos (o ser para nós),os
fenômenos, isto é, as coisas são conhecidas de acordo com as nossas próprias
estruturas mentais.

Para Kant, sua filosofia representava uma superação do racionalismo e do


empirismo, pois argumentava que o conhecimento é o resultado de dois
grandes ramos: a sensibilidade, que nos oferece dados dos objetos; e o
entendimento, que determina as condições pelas quais o objeto é pensado.

Atividade001
PARA PENSAR E RESPONDER
1-_ Explique a tese de Locke: “A mente humana, no instante do nascimento, é
uma tabula rasa”.

2-_ Comente o cogito e seu corolário.


3-_ Em que discordam os racionalistas e empiristas na discussão sobre o
processo do conhecimento?

4-_ Não podemos conhecer o ser em si, apenas o ser para nós. Justifique essa
afirmação.

FONTE:

CONTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: história e grandes temas.


Volume único. SP: Saraiva, 2010. p. 138,139-148-150,151-162,163.

Respostas:

1 - As experiência que as pessoas aprendem com a vida e que davam a formação


para seu conhecimento e quem moldava sua personalidade. As pessoas nascem
iguais e independente e a sociedade e a responsável por sua formação.

2 - O cogito, que seria o pensamento e o principal para a dedução que o ser existe.

3 - Os racionalistas (Descartes) defende que o conhecimento existe através da


razão, e que devemos desconfiar das concepções sensoriais, enquanto os empíristas
defendem as concepções sensoriais como origem fundamental do conhecimento. A
grande discussão gira em torno de como o conhecimento e adquirido pelo ser
humano.

4 - O ser para nos seria as informações que podem ser capturadas para
transformar-las em algo que entendemos e que nossa mente transforme em
conhecimento.

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