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CAPA

M a r g e m s u p e r io r 3 c m

Curso de Graduação em Enfermagem


CURS O DE G RADUAÇÃO EM ENFERMAG EM
Disciplina: Enfermagem na Saúde do Adulto – Cuidados Semi-intensivos e intensivos.
Profa. Dra. Paula Corrêa da Silva
Atividade individual ou em dupla – Valor: 1,0 ponto.

Observação: O ENVIO DA ATIVIDADE PODERÁ SER REALIZADO NO DIA 22/09 VIA


BLACKBOARD A PARTIR DAS 19:10H ATÉ O DIA 24/09 ÁS 22H. SEM POSSIBILIDADE DE
N O M E D O ALU N O
ADIAMENTO DA ENTREGA. NÃO SERÁ ACEITO ATIVIDADE ENVIADA VIA E-MAIL.

M a rg e m e s q u e rd a 3 c m M a r g e m d ir e ita 2 c m
Aluna: Dayene dos Santos Tuaska RGM: 20035250
Aluna: Sabrina Pereira da Silva RGM: 20034741

T ÍT U L O D O T R A B A L H O

Principais drogas de uso em UTI e pronto-atendimento:

a) Adrenalina;
CARAG UATATUBA - SP
2019

Indicação
M a r g e m in fe r io r 2 c m

A adrenalina (epinefrina) é indicada para parada cardíaca, asma aguda,


choque anafilático, reações alérgicas, é um vasopressor potente e adjuvante de
anestésicos locais.

Interações Medicamentosas

Os efeitos da adrenalina podem ser potencializados por antidepressivos


tricíclicos, anti-histamínicos (difenidramina, tripelenamina, clorfeniramina) e
tiroxina sódica.
Não é recomendado utilizar com doses elevadas de digitálicos, diuréticos
mercuriais ou outros medicamentos que possam ocasionar arritmias. Na
insuficiência coronariana pode ocorrer dor anginosa.

Efeitos Colaterais
O uso da epinefrina pode causar arritmia cardíaca, hemorragia,
hiperglicemia, ansiedade, pânico, cefaleia, tontura, tremores, edema pulmonar,
hipertensão, vasoconstrição, taquicardia, palpitação, náuseas e vômitos, risco
aumentado de arritmias quando utilizada com digitálicos.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:
 Infundir principalmente em veia central, em linha exclusiva, pois a
infusão de outros fármacos na linha provoca picos de infusão com
hipertensão;
 Infundir continuamente em situações críticas (choque grave ou pós
parada), acelerando a infusão (acima de 20 ml/h) até que apareça
taquicardia indicando o efeito do fármaco e depois reduzir a infusão para
o previsto sob orientação médica;
 Atentar-se para não associar na mesma linha o bicarbonato de sódio,
pelo risco de precipitação e inatividade do fármaco;
 Administrar pelas vias venosas (em emergência), subcutânea,
endotraqueal, inalação, intraóssea e ocular;
 Administrar em infusão contínua, diluição da medicação em SF 0,9% ou
SG 5%. Utilizam-se 5 ampolas (5mg) em 20 ml de solução, cuja
concentração será de 20 mg/ml;
 Atentar-se para a não exposição à luz ou ao ar, devido a oxidação.

b) Amiodarona;

Indicação

O cloridrato de amiodarona é indicado em distúrbios graves do ritmo


cardíaco como taquicardia ventricular sintomática, taquicardia supraventricular
sintomática e alterações do ritmo cardíaco associadas à síndrome de Wolff-
Parkinson-White.

Interações Medicamentosas
O uso de amiodarona não é recomendado com os beta-bloqueadores
(classe de medicamentos que diminuem os batimentos cardíacos),
bloqueadores de canais de cálcio que diminuem a frequência cardíaca
(verapamil, diltiazem), laxantes que podem causar hipocalemia (redução dos
níveis de potássio no sangue).

Efeitos Colaterais

O cloridato de amiodarona pode causar hipotensão por vasodilatação,


inotropismo negativo, insuficiência cardíaca, bradicardia, bloqueio AV, fraqueza
muscular, tontura, parestesia, incoordenação, fotossensibilidade, anorexia,
náuseas, vômitos, constipação, aumento do QT e distúrbios de tireoide.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 manter o paciente em observação e com monitorização contínua,


quando a infusão foi IV;
 Evitar correr em equipo pois libera substâncias potencialmente tóxicas
em contato com plásticos;
 Avaliar a administração em idosos, pois são mais propensos aos efeitos
neurotóxicos e dos hormônios tireoidianos.

c) Dopamina;

Indicação

O cloridrato de dopamina é indicado em caso de hipotensão, choque


(cardiogênico, séptico, anafilático, hipovolêmico), retenção hidrossalina de
etiologia variada.

Interações Medicamentosas
A dopamina não deve ser utilizada com antidepressivos tricíclicos,
vasopressores (como ergonovina) e algumas drogas ocitócicas, beta-
adrenérgicos, tais como o propranolol e o metoprolol, bloqueadores
alfaadrenérgicos, haloperidol, soluções que contenham bicarbonato de sódio
ou outras soluções alcalinas endovenosas, furosemida, tiopental sódico,
insulina, ampicilina e anfotericina B, sulfato de gentamicina e cefalotina sódica
ou oxacilina.

Efeitos Colaterais

A dopamina pode causar taquicardia, angina, palpitação, vasoconstrição,


cefaleia, midríase, poliúria, arritmia, hipertensão arterial, náuseas, vômitos,
precordialgia e lesões necróticas na pele.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Diluir 5 ampolas em 200ml de SF ou SG 5%;

 Atentar-se para não ser administrada com solução alcalina;

 Atentar-se para o risco de infiltração no caso de acessos periféricos,


pelo risco de necrose cutânea.

d) Dobutamina;

Indicação

O cloridrato de dobutamina é indicado no tratamento de insuficiência


cardíaca.

Interações Medicamentosas

O uso de dobutamina pode aumentar os efeitos pressores dos


vasoconstritores (epinefrina, norepinefrina, levonordefrina). Aumentar a
vasoconstrição com: ergotamina; ergonovina; metilergonovina; metisergida;
oxitocina. Aumentar os riscos de arritmias cardíacas e de hipertensão arterial
grave com: antidepressivos tricíclicos. Pode ter sua ação inibida ou inibir a
ação de betabloqueadores (propranolol, metoprolol). Durante o tratamento com
betabloqueadores, baixas doses de dobutamina poderão manifestar graus
variados de atividade alfa adrenérgica, como vasoconstrição. Sofrer ou
provocar aumento de reações adversas graves com: cocaína; IMAO*
(inibidores da monoamina-oxidase), incluindo furazolidona, procarbazina e
selegilina. Aumentar os riscos de arritmias cardíacas com digitálicos
(digoxina). Aumentar a ação ou ter sua ação aumentada por doxapram.

Efeitos Colaterais

A dobutamina pode causar taquicardia, arritmias, hipotensão, hipertensão,


febre, angina, parestesia, erupção cutânea, eosinofilia, broncoespasmo,
cefaleia e ansiedade.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Conservar a medicação diluída por até 24h em geladeira;

 Diluir no mínimo 5 mg/ml em SF ou SG a 5%, geralmente uma ampola


de 230 ml de soro, com concentração final de 1 mg/ml;

 Administrar em bomba de infusão para controle da velocidade de


infusão.

e) Lidocaína;

Indicação

A lidocaína é indicada para anestesia local de superfície (aerossol),


infiltrativa (pequenas cirurgias), regional intravenosa (cirurgia de extremidades),
bloqueio nervoso (cirurgia, odontologia e analgesia), espinal (cirurgia de
abdome, pelve e MMII), epidural (igual a espinal e também para partos sem
dor), também é utilizada para o tratamento de dor crônica.
Interações Medicamentosas

A lidocaína deve ser usada com cautela em pacientes sob terapia com
fármacos antiarrítmicos, como substâncias dos grupos I (bloqueadores de
canais de sódio), II (betabloqueadores) ou III (bloqueadores de canais de
potássio), efeitos tóxicos são potencializados com possibilidade de causar
repercussões clínicas sérias.

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais da lidocaína são inquietação, tremores, confusão


mental, agitação, convulsão, depressão respiratória, vasodilatação, hipotensão,
bradicardia e hipersensibilidade.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Atentar se para a predisposição de os idosos apresentarem a toxicidade


sistêmica, sendo recomendado o uso sem vasoconstritor;

 Monitorar alterações neurológicas (confusão, convulsões, agitação e


inquietação);

 Orientar o paciente no caso de bloqueio troncular, quanto à prevenção


de traumas na boca, na língua e nos lábios, evitando a ingestão de
alimentos até que a sensibilidade seja recuperada.

f) Nitroglicerina;

Indicação

É indicado para o tratamento de hipertensão perioperatória, para controle


de insuficiência cardíaca congestiva, no ajuste do infarto agudo do miocárdio,
para tratamento de angina pectoris em pacientes que não respondem à
nitroglicerina sublingual e betabloqueadores e para indução de hipotensão
intraoperatória.
Interações Medicamentosas

Os efeitos de vasodilatação da nitroglicerina podem ser aditivos aos de


outros vasodilatadores. A administração de infusões de nitroglicerina através
do mesmo equipo de infusão pode resultar em pseudoaglutinação (aglomerado
de células sanguíneas, eritrócitos, que podem ser dispersos pela agitação) e
hemólise (destruição de células sanguíneas, hemácias). De forma mais geral, a
nitroglicerina em dextrose a 5% ou cloreto de sódio a 0,9% não deve ser
misturada com qualquer outra medicação, de qualquer espécie. A nitroglicerina
intravenosa pode interferir com o efeito anticoagulante da heparina. A terapia
concomitante com heparina deve ser orientada por frequentes avaliações do
tempo de tromboplastina parcial ativada (tempo gasto para ocorrer à
coagulação do plasma).

Alteplase: a nitroglicerina pode diminuir a concentração sérica de alteplase.

Diazóxido: pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.


Metilfenidato: pode diminuir o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
Inibidores de Fosfodiesterase-5: podem potencializar o efeito vasodilatador dos
nitratos.

Análogos da Prostaciclina: pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-


hipertensivos.

Rituximabe: os anti-hipertensivos podem potencializar o efeito hipotensor do


rituximabe.

Rosiglitazona: os nitratos podem potencializar o efeito adverso da


rosiglitazona especificamente o maior risco de isquemia miocárdica.

Álcool: pode aumentar o efeito hipotensor da nitroglicerina.

Fitoterápicos: os fitoterápicos com propriedade hipotensora podem acentuar o


efeito dos anti-hipertensivos como, por exemplo, o gengibre, ginseng, cola,
alcaçuz, quinino.

Efeitos Colaterais
A nitroglicerina pode causar cefaleia, náuseas, vômitos, taquicardia,
hipotensão, choque, bradicardia, tontura, metemoglobinemia, tolerância,
prurido e hiperemia facial.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Atentar se para estabilidade da solução diluída que fica física e


quimicamente estável por até 48h, à temperatura ambiente;

 Fazer controle acidobásico: atenção para acidose metabólica;

 Atentar se para não administrar com hemoderivados, pois causa


hemólise.

g) Nitroprussiato de Sódio;

Indicação

É indicado no tratamento de emergências hipertensivas, hipertensão arterial


refratária, para estados de choque circulatório com pressões de enchimento
ventricular e resistência periférica aumentada, para redução rápida da pré e/ou
pós carga.

Interações Medicamentosas

Não são recomendados tratamentos simultâneos com bloqueadores


ganglionares de longa duração ou com a clonidina. Na hipotensão deliberada,
deve-se ter em mente a ação hipotensiva intrínseca de grande número de
anestésicos (por exemplo, halotano etc.).
Nos pacientes com deficiência do bombeamento (síndrome de baixo débito)
e congestão capilar pulmonar, é em geral indicada a administração auxiliar de
um fármaco inotrópico positivo, como a dopamina. Nesses casos, a coinfusão
de Nitroprussiato (0,5 - 1,8 mcg/kg de peso corporal/min) e dopamina em dose
baixa (3,5 mcg/kg de peso corporal por minuto; variação da posologia 3-7
mcg/kg de peso corporal/min), provoca uma queda da pressão capilar
pulmonar, da pressão arterial pulmonar e da velocidade de consumo específico
de oxigênio pelo miocárdio. O débito cardíaco aumenta e a função circulatória
geral fica sinergisticamente estimulada. Incompatibilidade do nitroprussiato de
sódio com o besilato de atracúrio e com levofloxacino.
Fitoterápicos com propriedades hipertensivas como Alcaçuz, Caulophyllum,
Cola, Efedra, Gengibre, Ginseng americano, Murta, Pimenta-de-caiena podem
diminuir o efeito anti-hipertensivo do nitroprussiato. Fitoterápicos com
propriedades hipotensivas como Bolsa-de-pastor, Cimicífuga, Cóleo, Cratego,
Hydrastis, papoula-da Califórnia, Quinina, Vinca e Visco podem aumentar o
efeito anti-hipertensivo do nitroprussiato.
Bloqueadores de canal de cálcio (ex: anlodipino, bepridil, diltiazem,
felodipino, isradipino, nicardipino, nifedipino, nilvadipino, nimodipino,
nisoldipino, nitrendipino, verapamil) podem aumentar o efeito hipotensor do
nitroprusseto.
Vasodilatadores como o nitroprusseto podem aumentar o efeito anti-
hipertensivo do diazóxido e potencializar o efeito hipotensivo do rituximab.

Efeitos Colaterais

O nitropussiato de sódio pode causar hipotensão grave, taquicardia reflexa,


metomoglobinemia, intoxicação por cianeto, náuseas e vômitos, espasmo
muscular, cefaleia, diaforese, retenção hídrica.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Correr com proteção do frasco e do equipo, pois a medicação é


fotossensível;

 Monitorar perfis sanguíneos;

 Atentar-se aos idosos que podem ser mais sensíveis aos efeitos
hipotensores do fármaco.
h) Vasopressina;

Indicação

É indicado na prevenção e no tratamento de distensão abdominal pós-


operatória (inchaço na barriga após uma cirurgia), em radiografia (raio-x)
abdominal para evitar a interferência de sombras gasosas, em diabetes
insipidus (secreção inadequada do hormônio antidiurético vasopressina), na
hemorragia gastrointestinal (sangramento no estômago e/ou no intestino), na
ressuscitação cardiorrespiratória (parada cardíaca), no tratamento de arritmias
(alterações nos batimentos cardíacos) e no choque séptico (insuficiência
circulatória causada por infecção).

Interações Medicamentosas

As seguintes drogas podem aumentar o efeito antidiurético da


vasopressina, quando usadas em conjunto: carbamazepina, clorpropamida,
clofibrato, ureia, fludrocortisona e antidepressivos tricíclicos. As seguintes
drogas podem diminuir o efeito antidiurético da vasopressina quando usadas
em conjunto: demeclociclina, norepinefrina, lítio, heparina e álcool. Agentes
bloqueadores gangliônicos podem produzir um aumento marcante na
sensibilidade aos efeitos pressores da vasopressina. Não são conhecidos
relatos de interferência da vasopressina no resultado de exames laboratoriais.

Efeitos Colaterais

Parada cardíaca (parada dos batimentos do coração), choque, palidez


perioral (ausência de cor ao redor da boca), arritmias (diminuição dos
batimentos cardíacos), diminuição do débito cardíaco (volume de sangue
bombeado), angina (dor no peito devido a redução do fluxo sanguíneo ao
coração), isquemia do miocárdio (irrigação sanguínea insuficiente para o
coração) e gangrena (morte celular dos tecidos causada pela falta de
suprimento sanguíneo), cólicas abdominais, náusea, vômito, eliminação de
gases, tremor, vertigem (tontura), sensação de “pulsação” na cabeça,
constrição brônquica (o músculo presente na parede brônquica se contrai
levando a uma redução na passagem de ar pelas vias aéreas), sudorese (suor
intenso), urticária, gangrena cutânea (morte celular dos tecidos da pele).

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Administrar em uma veia central, devido ao risco de necrose decorrente


de extravasamento por via intravenosa;

 Atentar-se aos primeiros sinais de tonturas, desatenção e dores de


cabeça para prevenir coma e convulsões, sendo de extrema importância
o balanço hídrico do paciente;

 Realizar periodicamente eletrocardiogramas (ECG) e determinações dos


níveis de fluídos e eletrólitos.

i) Bicarbonato de Sódio;

Indicação

Bicarbonato de Sódio está indicado para o tratamento da acidose metabólica


(leve a moderada) e suas manifestações, em caso de desordens renais, na
insuficiência circulatória por choque ou desidratação e na parada cardíaca.
Pode ser utilizado também para a alcalinização da urina e como antiácido.

Interações Medicamentosas

Evitar a utilização simultânea com outros medicamentos para diminuir o


risco de possíveis interações. O Bicarbonato de Sódio pode reduzir ou
aumentar a velocidade e / ou grau de absorção de várias drogas. A
alcalinização da urina leva a um aumento da excreção renal de drogas, como
ácido salicílico e barbitúricos. O Bicarbonato de Sódio pode diminuir a ação da
metenamina e do cetoconazol. Inversamente, ele prolonga a meia-vida das
drogas básicas e pode resultar em toxicidade dessas drogas. A alcalinização
da urina provocada pela utilização do Bicarbonato de Sódio pode aumentar os
efeitos da quinidina, anfetaminas, efedrina e pseudoefedrina,
simpaticomiméticos, anorexígenos e mecamilamina. O uso simultâneo de
Bicarbonato de Sódio com diuréticos pode aumentar a alcalose hipoclorêmica.

Efeitos Colaterais

O uso de Bicarbonato de Sódio pode provocar arrotos, aumento dos


reflexos musculares, distensão abdominal, alterações de consciência,
alterações metabólicas, cálculos renais, cólicas, tremor, retenção de líquidos e
piora da insuficiência cardíaca. O extravasamento da solução de Bicarbonato
de Sódio pode resultar em dor no local da injeção e necrose tecidual após
administração intravenosa.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Monitorar o equilíbrio ácido básico hidroeletrolítico e níveis de glicemia;

 Atentar-se ao administrar soluções parenterais, especialmente as


compostas por íons de sódio, em pacientes que administram
corticosteroides ou corticotropina.

 Monitorar os níveis séricos de sódio e potássio.

j) Furosemida;

Indicação

É indicado em casos de inchaço devido a doenças do coração e doenças


do fígado, devido a doenças dos rins, insuficiência cardíaca aguda (redução
grave da função do coração), especialmente no inchaço pulmonar
(administração conjunta com outras medidas terapêuticas), eliminação urinária
reduzida devido à gestose, doença hipertensiva que pode ocorrer no último
trimestre da gestação, mais comum em mulheres na primeira gravidez (após
restauração do volume de líquidos ao normal), inchaços cerebrais como
medida de suporte, inchaços devido a queimaduras, crises hipertensivas (em
adição a outras medidas anti-hipertensivas), indução de diurese forçada (facilita
a eliminação da urina) em envenenamentos.

Interações Medicamentosas

Hidrato de cloral: sensação de calor, transpiração (suor), agitação, náusea,


aumento da pressão arterial (pressão do sangue) e taquicardia (aceleração do
batimento cardíaco) podem ocorrer em casos isolados após a administração
intravenosa da furosemida dentro das 24 horas da ingestão de hidrato de
cloral. Portanto, não é recomendado o uso concomitante de furosemida e
hidrato de cloral. Antibióticos aminoglicosídicos e outros medicamentos que
podem ser tóxicos ao ouvido: a furosemida pode potencializar a ototoxicidade
(toxicidade ao ouvido) causada por antibióticos aminoglicosídicos e outros
fármacos ototóxicos, visto que os efeitos resultantes sobre a audição podem
ser irreversíveis. Esta combinação de fármacos deve ser restrita à indicação
médica.

Efeitos Colaterais

Este medicamento pode causar hipovolemia, hipotensão, hipocalemia,


alcalose metabólica, hipomagnesemia, hiperuricemia, ototóxica, surdez em
neonatos com algumas formas de síndrome de Bartter.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Realizar balanço hídrico e peso diariamente em pacientes internados;

 Avaliar no exame físico: hidratação da pele e sinais de astenia e cãibras


musculares (hipocalemia);

 Monitorar a função hepática (TGO, TGP e GAMA);

 Monitorar a glicemia capilar (pacientes diabéticos).

k) Fenoterol;
Indicação

Este medicamento é indicado para tratamento dos sintomas relacionados à


crise aguda de asma (falta de ar) e de outras doenças que se caracterizam por
um estreitamento reversível das vias respiratórias, como bronquite obstrutiva
crônica. Este medicamento é indicado também para a prevenção da asma
provocada por exercícios.

Interações Medicamentosas

Medicamentos que podem aumentar o efeito deste medicamento e suas


reações adversas: beta-adrenérgicos (como formoterol, salbutamol),
anticolinérgicos (como tiotrópio, ipratrópio), derivados da xantina (como
teofilina), inibidores da MAO (como tranilcipromina, moclobemida) e
antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina, imipramina). Hipocalemia
induzida por beta-2-agonistas pode ser aumentada pelo tratamento
concomitante com derivados da xantina, corticosteroides e diuréticos. Isto deve
ser levado em consideração, especialmente em pacientes com obstrução aérea
grave.
Medicamentos que podem reduzir a broncodilatação de forma grave:
betabloqueadores (como propranolol, atenolol). O uso de medicamentos
anestésicos por via inalatória como halotano, tricloroetileno e enflurano pode
aumentar o risco de problemas cardiovasculares.

Efeitos Colaterais

Quando utilizado em doses elevadas, o fenoterol pode causar lipólise,


glicogenólise, hiperglicemia, hipocalemia, tremores, taquicardia, palpitações,
inibição da contração uterina, rubor, cefaleia, tontura, nervosismo, náuseas e
vômitos, cãibras.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:
 Monitorar níveis séricos de potássio;

 Observar, comunicar e registrar ocorrência e tremores, alteração no


ritmo cardíaco, redução das contrações uterinas, náuseas e vômitos.

 Monitorar FR e FC.

l) Diazepam;

Indicação

É indicado para alívio sintomático da ansiedade, tensão e outras queixas


somáticas ou psicológicas associadas com a síndrome da ansiedade. Pode
também ser útil como coadjuvante no tratamento da ansiedade ou agitação
associada a desordens psiquiátricas. É útil no alívio do espasmo muscular
reflexo devido a traumas locais (lesão, inflamação). Pode ser igualmente usado
no tratamento da espasticidade devida à lesão dos interneurônios espinhais e
supra espinhais tal como ocorre na paralisia cerebral e paraplegia, assim como
na atetose e na síndrome rígida. Os benzodiazepínicos são indicados apenas
para desordens intensas, desabilitantes ou para dores extremas.

Interações Medicamentosas

Pode influenciar ou sofrer influência de outros medicamentos, quando são


administrados ao mesmo tempo, incluindo: suco de toranja, antifúngicos ou
antibióticos; medicamentos para o tratamento de doenças do sistema nervoso,
incluindo tranquilizantes, sedativos, medicamentos para dormir, medicamentos
contra convulsões, entre outros, anticoncepcionais hormonais, medicamentos
para o tratamento de doenças do estômago; medicamentos para o tratamento
de doenças cardíacas; entre outros. Não é recomendado o consumo de
bebidas alcoólicas enquanto estiver em tratamento com o Diazepam.

Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns são: cansaço, sonolência e relaxamento
muscular; habitualmente relacionados com a dose administrada e no início do
tratamento. Geralmente desaparecem com a administração prolongada.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Monitorar FC, FR e PA com maior frequência: 2/2h

 Monitorar pacientes idosos, que apresentam maior risco de intoxicação e


efeitos colaterais: distúrbio de comportamento, ataxia, tontura,
aumentando o risco de quedas e fraturas;

 Auxiliar paciente na deambulação evitando risco de quedas.

m) Isossorbida;

Indicação

Este medicamento é destinado à terapia de ataque e de manutenção na


insuficiência coronária, à terapia de ataque e de manutenção na insuficiência
cardíaca aguda ou crônica, em associação aos cardiotônicos, diuréticos e
também aos inibidores da enzima conversora, durante a ocorrência de crises
de angina ou em situações que possam desencadeá-las. Também é destinado
ao tratamento e prevenção da angina de esforço (angina secundária, angina
estável ou angina crônica), angina de repouso (angina primária, angina
instável, angina de Prinzmetal ou angina vasoespástica), angina pós-infarto.

Interações Medicamentosas

O uso concomitante com acetilcolina, anti-histamínicos ou anti-hipertensivos


aumenta o efeito hipotensor ortostático dos nitratos, com simpaticomiméticos,
pode ter reduzido o seu efeito antianginoso. O uso concomitante de
medicamentos para disfunção erétil como sildenafila ou tadalafila pode causar
hipotensão grave e colocar em risco pacientes cardiopatas.
Efeitos Colaterais

Este medicamento pode causar hipotensão postural, cefaleia, tolerância,


metemoglobinemia, tontura e náuseas.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Recomendar que o paciente mude suavemente de posição para


minimizar a hipotensão postural;

 Atentar-se aos efeitos colaterais;

 Atentar-se se o paciente não está utilizando conjuntamente com outras


drogas que causam interações.

n) Hidrocortisona;

Indicação

O acetato de hidrocortisona é indicado para o tratamento de doenças


inflamatórias e alérgicas da pele que respondem ao tratamento com
corticosteroides aplicados diretamente na pele como, por exemplo, dermatites,
eczemas, vermelhidão provocada por sol, queimadura de primeiro grau e
picadas de inseto.

Interações Medicamentosas

Não são conhecidas até o momento

Efeitos Colaterais

Sintomas locais como coceira (prurido), ardor, vermelhidão (eritema) ou


formação de bolhas (vesiculação) na área afetada da pele podem ocorrer em
casos isolados durante o tratamento com acetato de hidrocortisona. Quando
produtos contendo corticoides são utilizados em áreas extensas do corpo
(aproximadamente 10% ou mais) ou por períodos prolongados (mais de 4
semanas) podem ocorrer sintomas locais, tais como atrofia da pele, dilatação
dos capilares ou dos pequenos vasos previamente existentes em uma
determinada parte do corpo (telangiectasia), estrias, alterações da pele que
lembram acne (acneiformes) e efeitos relacionados ao organismo como um
todo devido à absorção do medicamento. Em casos raros, podem ocorrer
reação inflamatória dos folículos pilosos (foliculite), inflamação da pele ao redor
da boca (dermatite perioral), crescimento de pelos em excesso (hipertricose) e
reações alérgicas da pele a qualquer um dos componentes do produto.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:

 Atentar-se aos pacientes que fazem uso medicamentos cardiotónicos,


tais como a digoxina, devido ao distúrbio eletrolítico/perda de potássio
induzida pelos esteroides.

 Verificar glicemia capilar antes e após o término da infusão;

 Monitorar a ocorrência dos principais efeitos colaterais e acompanhar o


resultado dos exames laboratoriais.

o) Naloxona;

Indicação

O cloridrato de naloxona é um antagonista de opioide indicado para o


tratamento de emergência de superdose ou intoxicação aguda por opioide,
suspeita ou comprovada, que se manifesta por depressão respiratória e/ou
depressão do sistema nervoso central. Este medicamento também pode ser
usado para a reversão completa ou parcial dos efeitos adversos de opioides,
especialmente depressão respiratória, causados com seu uso terapêutico e
para o diagnóstico de superdose aguda, suspeita ou conhecida, por opioides.
São exemplos de opioides: morfina, metadona, nalbufina, tramadol,
buprenorfina e sufentanila. Cloridrato de naloxona também é utilizado para a
reversão da depressão respiratória em neonatos de mães que receberam
opioides durante o trabalho de parto.

Interações Medicamentosas

Analgésicos opioides, como a nalbufina, podem interagir com cloridrato


de naloxona. Cloridrato de naloxona deve ser usado com precaução em
pacientes com doença cardíaca preexistente ou pacientes que receberam
medicamentos com potenciais efeitos cardiovasculares adversos. São
necessárias doses altas de naloxona para antagonizar os efeitos da
buprenorfina uma vez que esta possui ação de longa duração. O antagonismo
dos efeitos da buprenorfina é caracterizado pelo início gradativo dos efeitos de
reversão de sua ação e pela diminuição da duração da depressão respiratória
normalmente prolongada. O barbitúrico metoexital parece bloquear o início dos
sintomas de abstinência induzidos pela naloxona em dependentes de opioides.
Recomenda-se que infusões de cloridrato de naloxona não sejam misturadas
com preparações contendo bissulfito, metabissulfito, ânions de cadeia longa ou
alto peso molecular ou soluções com pH alcalino.

Efeitos Colaterais

Este medicamento pode causar edema pulmonar, parada cardíaca,


taquicardia, fibrilação ventricular e taquicardia ventricular. Como sequela
desses eventos pode ocorrer óbito, coma e encefalopatia. Estes ocorreram em
pacientes, na maioria dos quais, que possuíam doenças cardiovasculares
preexistentes ou que receberam outros medicamentos que podem ter efeitos
cardiovasculares adversos semelhantes. Pode causar vômito, náusea,
convulsões, parestesia, convulsão de grande mal, agitação, alucinações,
tremores, dispneia, depressão respiratória, hipóxia, reações inespecíficas no
local da injeção, sudorese, hipertensão, hipotensão e ondas de calor ou rubor.

Cuidados de Enfermagem

O enfermeiro deve:
 Diluir para aplicação intravenosa em água para injetáveis, solução salina
normal ou solução de dextrose a 5%;

 Administrar dentro de 24 horas e a bolsa de infusão deve ser protegida


da luz durante sua utilização;

 Atentar-se em depressão pós-operatória em adultos.

Deverá ser pesquisado e desenvolvido indicação, interações medicamentosas,


efeitos colaterais e no mínimo 3 cuidados de enfermagem para cada droga
listada.

Referência de apoio Sugestões E-books disponíveis para consulta:


Referências

BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Consultas.


Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/genericos/. Acesso em: 23 set.
2020

GUARESCHI, Ana Paula Dias et al. Medicamentos em Enfermagem:


farmacologia e administração. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.

SAÚDE, INDICE TODA. Medicamentos. Disponível em:


https://www.indice.eu/pt/medicamentos/medicamentos/IGR. Acesso em: 23 set.
2020

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